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Revista Desporto&Sports ed 13 (versão gratuita)

#Futebol Recrutar Jovens

#Futebol Recrutar Jovens nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa S eguramente não é a primeira vez, nem sequer será a última, que alguém vem tentar recuperar a ideia, de que a fonte africana, é uma Júlio fonte rica e barata, em termos de jovens promissores para a prática do Professor do Ensino futebol. Sem querer ser Superior na área da saudosista, quem não se Gestão, ex-dirigente lembra de Eusébio, entre desportivo, autor do livro dezenas de muitos outros, “Formar Jovens Futebolistas: um projeto formativo não entre nós, ou nomes há muito retirados ou já dos 6 aos 18 anos” mais recentes como Nani e Renato Sanches, dos muitos que por aí vão singran- jcoelho@ipleiria.pt do como excelentes profissionais de futebol. Estes são apenas alguns exemplos da riqueza que existe no continente africano, em termos de recursos humanos com apetência para a prática desportiva em geral e para o futebol, em particular. Países como a França e a Holanda, entre muitos outros, ou até mesmo os países nórdicos, têm conseguido mobilizar atletas futebolistas, africanos ou das caraíbas, que até chegam a representar as suas seleções. Numa época em que tanto se fala de migrações, ajudas e apoios aos países em desenvolvimento, o desporto pode assumir um COELHO papel central nesse projeto. Ora, Portugal pode ter um papel central nesse processo, quer permitindo um recrutamento direto, quer através da criação de centros educacionais, vocacionados para a prática desportiva. Basta pensar no que é mais económico: comprar ou produzir? Esta última, bem mais contributiva para a melhoria das condições de vida das populações locais, mais fragilizadas. Portugal possui uma fonte de abastecimento privilegiada, onde a língua é comum, as culturas estão muito próximas e onde todos se entendem. África, ou melhor os PALOP. Por um lado, os grandes clubes devem equacionar a pertinência de investir diretamente no terreno, criando escolas nesses países, que possam ir dos 6 aos 18 anos, pelo menos, com projetos educacionais vocacionados para a literacia e o desporto (pelo menos numa primeira fase!), onde os custos fixos sejam reduzidos, de modo a que desenvolvam ações de formação e captação de jovens talentos, por valores que possam ser rentabilizados. "Não deveria Portugal, central algumas políticas de internacionalização no incentivo e estímulo ao investimento externo nesses países, também na área desportiva. Será que a transferência de valores por essa via e, posteriormente, pela riqueza criada pelos próprios visados, não poderá contribuir para combater o fluxo migratório oriundo desses países?" 34 •

#Opinião Estes projetos devem ser desenhados para ciclos de 10 anos. Por outro lado, Portugal deve, em sede da CPLP, encontrar mecanismos facilitadores de fluxo migratório de jovens que queiram praticar desporto e, eventualmente, fazerem disso um modo para melhorarem as suas vidas. Insistimos no Brasil (nada contra, serve apenas como exemplo!), estamos agora nos países de leste (o mesmo comentário que o anterior), onde todos lá vão, por ser mais próximo e por, eventualmente, as leis migratórias serem mais “amigas”. Porque não pensar em África, onde podemos todos dar um contributo efetivo para a melhoria das condições de vidas daquelas populações através do desporto. Não deveria Portugal, central algumas políticas de internacionalização no incentivo e estímulo ao investimento externo nesses países, também na área desportiva. Será que a transferência de valores por essa via e, posteriormente, pela riqueza criada pelos próprios visados, não poderá contribuir para combater o fluxo migratório oriundo desses países? Existem estudos que confirmam que a constituição física dos povos africanos, são fisionomicamente e em média, mais adequados para a prática desportiva. Por conseguinte, porque continuamos a optar por outras fontes de recrutamento. Relembro que temos Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné e São Tomé e Príncipe. Não conto, nem o número de jovens nem a “vontade” destes jovens que querem tentar a sua “sorte” como futebolistas. • 35

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