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Revista Desporto&Sports ed 13 (versão gratuita)

A maioria dos jogos: o

A maioria dos jogos: o golo decisivo ocorreu entre os 86 e os 90 minutos, com 10,5% da totalidade de golos Diogo Sampaio Vitória? Marque nos primeiros 15 minutos G enericamente, acredita-se que marcar primeiro aumenta a probabilidade de vitória para a equipa que se adianta no marcador. Isto pela alta complexidade de uma partida de futebol e de como o placar condiciona as ações subsequentes no jogo, a que se soma, o facto do futebol, ser um desporto de resultado baixo - da análise dos campeonatos de Portugal, Inglaterra, Espanha e Itália, e de um total de 1380 jogos, apurou-se que 52% dos resultados finais das partidas se sitiavam entre o 0-0 e o 2-2, sendo o 2-1 aquele que acontece com mais frequência, seguindo-se o 3-1, o 1-0, 1-1 e 0-1 (Centro de Estudos do Futebol, Universidade Lusófona). No futebol atual um dos maiores problemas é criar oportunidades de golo, as estimativas indicam que em cada cem ataques, só dez terminam com um remate à baliza, e destes dez apenas um origina golo, que é o mesmo que mesmo que a probabilidade de se marcar um golo num jogo de futebol é de cerca de 1%, segundo dados disponibilizados pela FIFA. Um “segredo” Chamado: Marcar Primeiro A crença acompanha os números, e marcar primeiro é um dos elementos essenciais para conquistar a vitória. Os números são arrasadores, e para o campeonato português, temos que 62% das equipas que marcaram primeiro, ganharam. Além disso, 19 por cento das que o conseguiram empataram. Apenas 16 por cento perdeu. Em Espanha o valor sobe de 62 para os 66 por cento! No campeonato Grego ascende para valores ainda mais altos, fixando-se nuns incríveis 74,2%. A mesma tendência segue o Brasileirão, principal campeonato brasileiro, que não difere muito da média dos principais campeonatos europeus: quem marca primeiro, vence 70,97 por cento dos jogos (Pedro Moreira, “Relação entre vantagem em casa e o efeito do primeiro gol nos resultados finais das partidas de futebol do campeonato brasileiro”). Dizem ainda os números que em 50 por cento dos jogos, quem marcou primeiro liderou sempre até ao final. Somente em 14 por cento dos jogos quem marcou primeiro permitiu que o adversário desse a volta e ganhasse. As principais competições de seleções não diferem muito destes valores. No Mundial de 2006 quem marcou primeiro venceu 73,21 por cento das vezes. No Euro2012, a percentagem baixa um pouco, mas continua acima dos 70 por cento, com 70,97. 56 •

Mas não é só marcar primeiro, é marcar mais cedo! Se dividirmos uma partida de futebol em períodos de 15 minutos, existem dados suficientes para afirmar com firmeza que a maior percentagem de ocorrência de golos se dá no início da segunda parte, entre os 45 e 60 minutos, e no final da partida, entre os 75 e 90 minutos; não é de admirar que se marque na globalidade mais golos na segunda parte do que na primeira, 57 contra 43 por cento dos golos – retirando-se destas análises os golos obtidos em períodos de desconto. O estudo da Lusófona, acima mencionado, concluiu que em 41 por cento das partidas o desfecho ficou definido até aos 35 minutos. Se levarmos a análise até aos 50 minutos temos 53 por cento das decisões. Em 70 por cento dos jogos, tudo ficou esclarecido até aos 70 minutos. Ou seja, os golos conseguidos no fim só foram de facto importantes em menos de um terço dos jogos. Pode-se ir ainda mais longe. Os primeiros 15 minutos da partida, a fase do «fase de estudo mútuo», são o período com menos ocorrência de golos, com uma percentagem de apenas 12 por cento. Contudo, este é o período onde a ocorrência do golo, mais influencia o resultado final da partida. Em análise ao campeonato brasileiro, uma das competições mais competitivas, 65,67% dos “times” que marcaram golo antes dos 15 minutos venceram o jogo, e apenas 16,42% perderam (Douglas Bento “Relação entre o gol marcado antes dos quinze minutos de partida e o resultado final de jogo no futebol”). A velha máxima de entrar forte e marcar cedo é verdadeira, e corroborada pelos números, e é de acreditar que seja ainda mais capital nos próximos anos, com o aumento das equipas com ideias defensivas, que parece ser a tendência dos últimos anos. • 57

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