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Jornal A Notícia Ed 684

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A Notícia / 06 NA MIRA Maceió, 03/02 a 09/02 de 2018 Polícia Federal investiga sumiço de R$ 6 bilhões em fundo de pensão Operação Pausare encurrala suposto operador do senador Renan Calheiros Um dos alvos de mandado de busca e apreensão cumpridos na manhã de quinta-feira, 1À, no âmbito da operação da Polícia Federal nomeada de „Pausare‰ é o empresário Milton Lyra, apontado como operador do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Lyra é investigado no mesmo inquérito em que Calheiros por suposta atuação em investimentos fraudulentos do Postalis. Em relatório anexado ao inquérito, o MPF aponta que Lyra recebeu R$ 13,8 milhões de fundos de investimentos em que o Postalis é cotista – R$ 3,5 milhões do Atlântica Real Sovereign e R$ 10,3 do Brasil Sovereign II. „A partir da análise documental do Relatório de Inteligência Financeira nÀ 20044, pode-se verificar que Milton Lyra teve movimentação financeira de forma indireta com o Postalis no montante de R$ 13.898.693,85 por meio de recebimento de valores dos Fundos de Investimento da Atlântica Real Sovereign Fundo de Investimento e da Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de DI, visto que ambas tem a Postalis como cotista‰, diz o pedido de abertura da investigação feito pelo ex-procuradorgeral da República Rodrigo Janot. No pedido de abertura do inquérito, Janot também apontou que a quebra de sigilo telemática de Lyra mostra que há nada menos que seis números de telefone e um e-mail constantes em seu celular como sendo de Alex Predtechensky, ex-presidente do Postalis e denunciado por desvios no fundo. Empresário Milton Lyra, apontado como operador do senador Renan Calheiros LAVA JATO Milton Lyra se defende dizendo que nunca foi intermediário de qualquer repasse a congressistas Igreja foi utilizada para mascarar pagamento de propina, diz delator MÁFIA DA POSTALIS Operação também aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal PF cumpre mandados de busca e apreensão em AL Em novembro de 2017, o empresário Paulo Roberto Gazani Júnior, investigado na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, afirmou em acordo de cola - boração premiada que o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky pediu propina de 3% na negociação de uma operação de debêntures envolvendo a empresa JHSF, em um total de R$ 75 mi - lhões. ¤ época, Predtechensky apontava a necessidade de honrar „compromissos‰ com seus padrinhos políticos do PMDB. Predtechensky comandou o fundo de pensão entre 2006 e 2012. No termo de colaboração, Gazani diz que o ex-presidente do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, não deixou claro quem do PMDB era o responsável por sua indicação para o posto, mas ele é conhecido por ser apadrinhado político do senador Edison Lobão (MA). Predtechensky já foi sócio de um dos filhos do senador, Márcio Lobão, em uma empresa que fechou há alguns anos. O peemedebista nega a indicação política. Gazani Júnior também afirmou na delação que até uma igreja foi utilizada para mascarar suposto pagamento de propina para o ex-presidente do Postalis Alexej Predtchensky. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou, em outubro de 2017, a intervenção na entidade que tem 140 mil participantes. Empresário Paulo Roberto Gazani Júnior O Postalis é o maior fundo de pensão brasileiro em número de participantes e responsável por administrar um patrimônio de R$ 8,77 bilhões. Até o fim de 2015, o plano de benefício definido do fundo (um tipo de plano mais antigo, que foi suspenso a novos participantes, em que o benefício era previamente estipulado, independentemente da evolução das contribuições) acumulava rombo de R$ 7,2 bilhões. No ano passado, o plano voltou a ter déficit, de R$ 1,1 bilhão. Segundo assessoria de imprensa de Milton Lyra, o suspeito „não é e nunca foi intermediário de qualquer repasse a congressistas. Tampouco teve qualquer tipo de negócio com o fundo Postalis. O empresário é o principal interessado na conclusão das investigações, para o que colabora integralmente no esclarecimento das falsas acusações das quais tem sido vítima‰. Realizada em quatro estados, a Operação Pausare, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira, 1, cumpriu mandados em Alagoas. A ação também aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e tem como objetivo esclarecer a suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos do Fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos. No total, 62 equipes policiais participaram do cumprimento de aproximadamente 100 mandados judiciais. Destas, 40 estão no Rio de Janeiro e três no interior do estado; 10 no Distrito Federal; 11 em São Paulo e uma equipe em Alagoas. As autoridades investigam um déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões. A Operação Pausare surgiu de um conjunto de auditorias de órgãos de controle encaminhados pelo Ministério Público Federal, que identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis. A missão da PF é investigar as repercussões criminais da atuação desse grupo no desvio de recursos do fundo.

Maceió, 03/02 a 09/02 de 2018 A Notícia / 07 PERDA DE MANDATO Motivo seria a cassação do gestor Carlos Augusto Lima acusado de compra de votos Justiça pode determinar novas eleições para prefeito em Junqueiro A cidade de Junqueiro está prestes a ficar sem prefeito. Na próxima segunda-feira, 5, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) irá julgar o caso do prefeito Carlos Augusto Lima (PMDB), acusado de usar recursos e bens públicos, além de distribuir areia e outros materiais de construção a populares, durante época de campanha. Ou seja, a velha corrupção para conseguir o poder. A sessão pública será às 14h no prédio do tribunal localizado no bairro do Farol, em Maceió. Na pauta, uma lista de crimes que cai nas costas do atual gestor: capacitação ilícita de sufrágio, abuso de poder econômico e abuso de poder político. Somando todas as irregularidades, a Justiça Eleitoral pode cassar o diploma de prefeito resultando na perda de mandato eletivo. Na leva vai também o vice-prefeito, José Medeiros. Sendo assim, quem irá assumir o poder é o presidente da Casa de Leis tendo a necessidade, dependendo do que decidir a Justiça, da organização de uma nova eleição no município. SENTIU NO BOLSO Vale a pena relembrar que o juiz elei - to ral da 35… Zona, Kléber Borba, já julgou pro cedente parte da ação e reconheceu que, sim, o atual prefeito teria comprado vo tos dos eleitores. Com isso, acabou con - de nando Carlos Augusto e o vice José de Me deiros com multa de R$ 50 mil cada um. Além do prefeito e do vice, o MPE Elei toral também pediu a suspensão dos di reitos políticos por 8 anos do antecessor de Carlos Augusto, Fernando Soares Pe - rei ra, de quem o atual prefeito era vice. A de núncia veio a partir da coligação „Muda Jun queiro‰, do adversário de Carlos Au - gus to, que levou uma série de irregularidades aos olhos da Justiça. Depoimentos colhidos ao longo do pro cesso revelaram que servidores municipais que dirigiam caçambas e retroescava - dei ras eram desviados de suas funções ha - bi tuais de coleta e lixo e remoção de entu - lhos para a entrega dos materiais. Cha ma - dos a se explicarem, os acusados alegaram que a distribuição dos materiais faria parte de um programa social amparado por lei municipal, o que foi rechaçado pelo MP. De acordo com o advogado da coligação adversária do prefeito, Marcelo Brabo, „o processo é extenso e tem argumentação suficiente para a Carlos Augusto comprava voto da população com materiais para construção cassação do mandato do atual prefeito de Junqueiro‰. Caso o TRE-AL condene o gestor, o presidente da Câmara de Vereadores deve assumir a prefeitura. A determinação de novas eleições pode surgir a partir de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE- AL). LARANJAS Segundo Baixinho Boiadeiro, rombo chega a quase R$ 300 mil por mês Filho de vereador assassinado denuncia desvio de dinheiro na ALE Prefeito já foi condenado a pagar multa de R$200 mil O juiz Kleber Borba Rocha, da 35… Zona Eleitoral, determinou em setembro de 2016 a suspensão temporária da distribuição gratuita de areia e piçarra, um tipo de cobertura para estradas feita de pequenas pedras e barro, no município de Junqueiro. De acordo com a denúncia que levou o magistrado a tomar a decisão, o material estaria sendo entregue em troca de votos pelo então candidato a prefeito, Carlos Augusto Lima. Segundo a Lei nÀ 9.504/97, fica proibida, durante o período eleitoral, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, a exceção se dá nos casos de Juiz Kleber Borba Rocha, da 35ª Zona Eleitoral calamidade pública, estado de emergência ou programas sociais autorizados em lei e que já estavam sendo executados. ¤ época, além de solicitar a imediata suspensão da distribuição, em tutela de urgência, a denúncia também pedia a aplicação de multa de R$ 200 mil para cada um dos envolvidos, a cassação de candidatura ou do diploma de todos e a decretação de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico para a captação de votos. O juiz eleitoral concedeu parcialmente o pedido, determinando a suspensão imediata da distribuição de areia e piçarra, sob multa de R$ 50 mil por cada dia de descumprimento. José Márcio Cavalcante de Melo, o Baixinho Boiadeiro, postou nesta sexta-feira, 2, um vídeo no Youtube para dar sua versão sobre a acusação de ter atirado contra o agropecuarista José Emílio Dantas. Durante desabafo, Baixinho disse também que „a cabeça de Neguinho Boiadeiro valia R$ 200 mil‰ e reafirmou que tem certeza que a Família Dantas está envolvida na morte de seu pai. Falou ainda que „está à disposição da juíza desde que tenha permissão para sair de Batalha por temer pela própria vida‰. Sobre a acusação de ter atirado contra o agropecuarista, Baixinho afirmou ser o contrário. „Ele que veio metendo bala em minha direção‰. Baixinho revelou ainda suposta lista de fantasmas na Assembleia Legislativa (ALE). „Dezessete pessoas recebiam de R$ 12 mil a R$ 17 mil em suas contas, mas sacavam R$ 300‰, contou. O resto ficaria com a Família Dantas. José Márcio Cavalcante de Melo, o Baixinho Boiadeiro Neguinho Boiadeiro foi assassinado no último dia 9 de novembro, em frente à Câmara Municipal de Batalha, com tiros de pistola. Na ação, seu segurança, o policial civil Joaquim Piraurá, O caso 54, acabou ferido. Já Tony Carlos Silva de Medeiros foi morto a tiros no dia 15 de dezembro, na porta de sua residência. Vários disparos atingiram a cabeça do vereador.

BASF Notícias - Ed. 2/2017 (PORTUGUÊS)
Jornal Noticias de Albufeira - PST Portugal
Cem artigos de jornal : insertos no Diario de noticias de Lisboa e ...
JORNAL PQ RESID LAGOINHA - NOTICIAS (OUT_17)