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Revista +Saúde - 10ª Edição

A IMPORTÂNCIA DA

A IMPORTÂNCIA DA NEUROPSICOLOGIA INFANTIL 36, A IMPORTÂNCIA DA NEUROPSICOLOGIA INFANTIL A neuropsicologia é a ciência que estuda a relação entre o cérebro e o comportamento humano. Baseia-se na localização dinâmica de funções, tendo por objetivo a investigação das funções corticais superiores, como, por exemplo, a atenção, a memória, a linguagem, entre outras. Avalia como diferentes lesões ou comprometimentos orgânicos causam danos em diversas áreas cerebrais. Auxilia no diagnóstico e tratamento médico, por meio de mapeamento das funções cognitivas, nos distúrbios de aprendizagem e comportamentais. A neuropsicologia infantil tem como objetivo identificar alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental, tornando-se um dos componentes essenciais das consultas periódicas de saúde infantil. Através de instrumentos psicométricos, escalas do desenvolvimento e análise qualitativa da produção do paciente, consegue-se identificar precocemente alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental, nos permitindo avaliar as seguintes funções cognitivas: praxias, gnosias, habilidades visuo-perceptivas, construtivas e espaciais; velocidade de processamento de informação, linguagem, memória, funções executivas (flexibilidade mental, abstração, formação de estratégias e de conceitos, atenção e concentração) e eficiência intelectual. Entre as principais queixas escolares e familiares são frequentes; Problemas de Aprendizagem; Queixas de atenção e agitação; Dificuldade para memorizar conteúdos acadêmicos; Dificuldade em compreender instruções de ordens mais complexas; Dislexia/ Discalculia; Transtornos de Linguagem dentre outros. Estas queixas podem vir a despertar dificuldades emocionais e comportamentais nas crianças, que passam a apresentar comportamentos opositores, desafiadores, mutismo seletivo, agressividade, passividade, condutas indevidas frente ao ambiente escolar, familiar e social. Destacando que alterações do funcionamento cognitivo interferem diretamente em alterações do Rua Rui de Almeida, 111 – Centro Itumbiara. GO (64) 98139-1660 (64) 3404-3233 comportamento e vice versa. Isto ocorre muitas vezes em crianças que são rotuladas como preguiçosas, sonolentas, desconcentradas ou desinteressadas. Em decorrência deste aspecto, uma das preocupações do neuropsicólogo é que crianças que apresentem algum distúrbio de aprendizagem, acabem tão punidas e mal interpretadas pelos pais e professores que decidam parar de estudar ou se tornem multirrepetentes. O mais importante, é que os Pais e a Escola se dêem conta da criança como um todo, observando constantemente seu desempenho cognitivo, seu comportamento, suas potencialidades e dificuldades, habilidades sociais e adaptativas. Buscando sempre que necessário o auxílio de um profissional. A neuropsicologia pode instrumentar diferentes profissionais, tais como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos, promovendo uma intervenção terapêutica mais eficiente, pois fornece subsídios para investigar a compreensão do funcionamento intelectual da criança. É aconselhado a avaliação neuropsicológica infantil em qualquer caso onde exista suspeita de uma dificuldade cognitiva ou comportamental (dificuldade na aquisição da escrita ou leitura, desatenção, agressividade, etc.) de origem ou não neurológica (epilepsia, traumatismo crânio encefálico, tumores, etc.). Ela pode auxiliar no diagnóstico e tratamento de diversas enfermidades neurológicas, problemas de desenvolvimento infantil, comprometimentos psiquiátricos, alterações de conduta, dificuldade de aprendizagem, diagnóstico diferencial, entre outros. VÂNIA PANONT CRP 09/006491 Psicóloga Clínica Infantil e Neuropsicóloga; Trabalho com Crianças a partir de 4 anos; Orientações aos Pais.

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL DA DEPRESSÃO A depressão é uma das perturbações psicológicas que mais pessoas atinge e, pelo tipo de sintomas que a caracteriza, é também uma daquelas que provoca mais mal-estar e sofrimento, sendo ainda umas das que têm custos sociais e econômicos mais elevados. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, 4ª edição (DSM-IV), especifica que pelo menos cinco dos nove sintomas que seguem devem estar presentes: humor deprimido, redução do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, fadiga ou perda de energia, sentimentos de desvalia ou culpa inapropriados, redução da concentração e ideias de morte ou de suicídio. Para o diagnóstico, é necessário que os sintomas durem pelo menos duas semanas e um deles seja, obrigatoriamente, humor deprimido ou perda de interesse ou prazer. Aplicação da Terapia Cognitivo - Comportamental A terapia cognitivo-comportamental da depressão é considerada uma psicoterapia altamente estruturada e de tempo reduzido, ativa, educativa e orientada para a resolução de problemas. As estratégias terapêuticas da abordagem cognitivo-comportamental da depressão envolvem trabalhar três fases: 1) foco nos pensamentos automáticos e esquemas depressogênicos; 2) foco no estilo da pessoa relacionar-se com outros; e 3) mudança de comportamentos a fim de obter melhor enfrentamento da situação problema. Uma das vantagens da TCC é o caráter de participação ativa do paciente no tratamento, de modo que ele (ou ela) é auxiliado a: a) identificar suas percepções distorcidas; b) reconhecer os pensamentos negativos e buscar pensamentos alternativos que reflitam a realidade mais de perto; c) encontrar as evidências que sustentam os pensamentos negativos e os alternativos; d) gerar pensamentos mais acurados e dignos de crédito associados a determinadas situações em um processo chamado reestruturação cognitiva. Há críticas equivocadas quanto à TCC de que os terapeutas desta abordagem teriam tendência a estabelecer o “poder do pensamento positivo”. Na verdade, a TCC é baseada no poder do pensamento realista, isto é, na extensão em que se pode conhecer a realidade. No tratamento da depressão, este aspecto tem grande relevância clínica, pois ajuda o paciente a considerar as crenças verdadeiras ou não relacionadas aos fatos, auxiliando o julgamento realístico dos fatores que mantêm a depressão. Duração do tratamento e remissão dos sintomas Ainda que haja pacientes que necessitem de um número maior de sessões para o tratamento com TCC, normalmente a terapia prioriza o atendimento em curto prazo, com um número de sessões variando de 6 a 20. As sessões estruturadas auxiliam os pacientes também a desenvolverem um senso de controle pessoal; ao aprenderem técnicas para serem “terapeutas” de si mesmos, contribuem também para a redução do tempo de terapia. Prevenção de recaídas As sessões finais de terapia são destinadas à avaliação dos ganhos na terapia e à prevenção de recaída. A melhora do paciente pode ser fornecida como recurso para o enfrentamento de novas situações que incluam perdas e adaptações a novas situações problema. Desde o início, destacar que a terapia tem tempo limitado, desmistificar o processo terapêutico relacionando-o com a identificação dos pensamentos, seus questionamentos e reestruturação, aumentar a confiança do paciente a partir de seus ganhos e solicitar progressivamente o papel ativo do paciente são recursos que facilitam também o processo para finalização da terapia e gerar confiança no paciente para dar prosseguimento à vida. Nesse sentido, vale a pena destacar que é necessário ensinar o paciente a lidar com a possibilidade de retorno dos sintomas depressivos. Ruminações sobre recorrência de sintomas depressivos e suas implicações aumenta o risco de recaída. O aprendizado do paciente como “terapeuta de si” deve facilitar o enfrentamento da recorrência dos sintomas e as sessões finais da terapia devem abordar este fator. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL DA DEPRESSÃO Rua Rui de Almeida, 111 – Centro Itumbiara. GO (64) 3404-3233 ,37 Ronan Vasques CRP 01/15629 Psicólogo Clínico e Neuropsicólogo; Mestre em Processos Cognitivos; Orientação Vocacional; Planejamento Familiar.

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