005 - O FATO MANDACARU - MAIO 2018 - NÚMERO 5

ofatomandacaru

Ano 01 | Edição 005 | Maringá, maio de 2018 | Jornal Comunitário de Maringá

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA! | Pág. 3

É DE MÁFIAS QUE TEMOS QUE FALAR

É curioso observar como uma grande parte da população mantém um relacionamento superficial,

distante, mas ao mesmo tempo passional com a política.

Da Redação

Fragmento do logo do filme “O Poderoso Chefão” de 1972

O sujeito diz que tal partido

não vale nada e que são todos ladrões.

Se alguém lhe pergunta de

onde vem a informação, ele diz que

viu na TV. Veículo que segue doutrinando

pontualmente, apesar de

toda a população ter sido amplamente

avisada sobre a natureza dessa

coisa que manipula e impede o

brasileiro de raciocinar.

Como povo, com toda experiência

acumulada, poderíamos até

ter concluído um doutorado em

“não deixar-se enganar”. A superficialidade

da relação começa justamente

na falta de espaços adequados

nas programações das redes

dominadoras do “share”.

Oferecem tudo mastigadinho,

muito bem editadinho ou combinadinho,

informam só aquilo que

convém, omitem o que acontece,

fazem de conta que são contra a

corrupção quando é ela que os

mantêm vivos. Não há espaço para

debate na TV e o Brasil que você

quer para o futuro não cabe em

15 segundos.

Com esse tempo sua opinião vira

propaganda com fim eleitoral,

percebes ou não? Um sistema de comunicação

podre e que já admitiu

ter apoiado a ditadura, tem que ser

extinto e repensado. Por culpa dessa

superficialidade formou-se uma

maioria que diz não interessar-se

de política, de não discuti-la, que

acredita que disciplinas como filosofia

ou sociologia, prejudicam o

aprendizado de matemática.

Estamos nesse nível aí, é bem

por isso que há quem se atreva a dizer

tais heresias publicamente e em

todos os níveis de difusão. Sabem

que o povo está distante da realidade

do mundo da política e aproveitam

para difundir levezas que são absorvidas

como verdades absolutas por

uns tais de 100 milhões de manipulados.

Esperamos que sejam menos

e temos certeza que são, mas ainda

são muitos os tais distantes. Enfim

quando o sistema decide que é o momento

de golpear, começa a atacar

sem descanso o sujeito que está a

atrapalhar seu império.

É nesse momento que aqueles

milhões de distantes e superficiais,

entram em transe e decidem que,

bater panelas pedindo o fim dos

próprios direitos é algo que alguém

consciente faria. Funciona por pouco

tempo, logo o pobre de direita

começa a perceber que é um patinho

iludido, que bateu panelas porque

não sabe nada do mundo. É manipulado

mesmo.

Tudo bem né, ainda podem rever

suas posições e admitir o erro,

afinal não é a primeira vez que erramos,

já elegemos Collor e FHC. É

nessa hora que o “distante e superficial”

resolve que não basta, e

mostra o seu lado pior. Sabe que errou,

que apoiou o fim do que funcionava,

mas a passionalidade com

que defendem suas posição parece

derivar da cultura do futebol.

Cego segue impedido de admitir

como sua vida piorou depois

da saída de Dilma. Não consegue

voltar atrás e poderia fazêlo

sem pedir desculpas a ninguém,

mas parece gostar de pagar

R$ 4,30 na gasolina. Caro

amigo, viver é um ato político.

Desligue a TV, deixe de se informar

com superficialidade, deixe

de ser manipulado. Aproxime-se

dos partidos, deixe de ser distante,

se você não fizer isso a MÁFIA fará

no seu lugar.

Enfim, deixe de ser passional.

Se alguém lhe faz o bem, você não

diz que fez o mal, mesmo que a ter

feito tenha sido um do “time” que

veste uma cor que você não gosta.

Condenar pessoas sem provas ou

com provas forjadas só é possível

com amplo apoio popular.

Pôncio Pilatos usou o povo para

isso e só você não percebe que,

calúnias nas redes sociais são como

a voz daquele povo usado por

Pilatos, servem só a legitimar o

Estado de Exceção que poderemos

mergulhar. Lembre-se que a regra

também vale para você. Se alguém

pode ser condenado sem provas,

você também pode. É patético mas

acreditamos que será o mercado a

impor a liberdade de Lula. Que sorte

hein patinhos. Aproveitem o momento

e subam no carro dos vencedores.

Faremos de conta que não

aconteceu, mas por favor, nos ajude

a desligar aquela TV para sempre,

assim você não arrisca outra recaída.

Sobre MÁFIAS e sobre o título

desse Editorial: “Quando uma organização

domina um setor econômico,

geográfico ou político, temos um

quadro de MÁFIA”. No Brasil temos

a presença de tudo isso e as vezes

as três coisas juntas.■

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