005 - O FATO MANDACARU - MAIO 2018 - NÚMERO 5

ofatomandacaru

Pág. 6 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA! Jornal Comunitário de Maringá | Ano 01 | Edição 005 | Maringá, maio de 2018

AUMENTA A VITALIDADE COMERCIAL

DA AVENIDA DAS PALMEIRAS

MESMO EM TEMPO DE CRISE

Responsável pela ligação entre as avenidas Mandacaru e Kakogawa, duas artérias importantes para

o escoamento do tráfego na zona norte da cidade, a Avenida das Palmeiras experimentou neste

último ano uma tendência que contraria o trend econômico.

J. C. Leonel

MARINGÁ - Os comerciantes

sofrem com as mesmas dificuldades

dos colegas de outras partes da cidade.

Reclamam da enorme quantidade de

impostos, da crise que fez diminuir o

consumo, da política “que só

atrapalha”; mas a maioria nem pensa

em abandonar a atividade empresarial

e muito menos a avenida.

Apesar de sua pequena extensão,

menos de 3km, é possível perceber dois

perfis bem definidos de atividades econômicas.

Na porção inicial, uma grande

quantidade de barracões abrigam atividades

ligadas a serviços e indústria,

em detrimento do comércio de rua.

São oficinas mecânicas, funilarias,

empresas de extintores, vidraçaria,

tapetes personalizados, gesso, enfim,

uma vasta gama de atividades que

abrem perspectiva para a chegada de

outras atividades econômicas.

Os empresários desse primeiro setor

mais próximo à Avenida Mandacaru,

apostam no futuro e não se lamentam

do presente. Reinaldo Pereira é dono

de uma oficina mecânica em sociedade

com o cunhado Marcos.

Ambos recebem o apoio importante

do pai de Reinaldo, o senhor Leandro

Pereira. “Já estamos aqui há´3

anos e hoje a avenida já é bem conhecida,

e a chegada de outras empresas

ajuda, até mesmo quando se trata de

concorrência”.

CENTRINHO

Na porção central, próxima ao fundo

de vale, a tendência ainda não é bem

definida. Comércio e serviços se misturam

aumentando a movimentação de

pessoas, mas é na porção final que está

o perfil mais dinâmico da avenida.

Este setor vai dos dois últimos

quarteirões antes da paróquia Nossa

Senhora de Lourdes e São Judas Tadeu

até o terminal da Praça Megumu

Tanaka. Os moradores dos bairros que

estão entorno, chamam esse pedaço da

avenida de “Centrinho”.

Marcelo Iba, engenheiro civil que

há 6 meses assumiu a direção de um depósito

de materiais diz que seu sogro,

Osvaldo Soares de Oliveira, foi pioneiro

do comércio na avenida e dirigiu a

empresa por 26 anos. “Um dos pontos

críticos do centrinho é a falta de estacionamento.

Resolvemos o nosso problema

recuando o muro e abrindo espaço

para nossos clientes estacionarem.

De um modo geral estou satisfeito

com as condições da avenida. Aqui é

mesmo uma cidade. Tem de tudo”.

Maria Gabriela foi atraída pelo movimento

de pessoas no centrinho, e em

novembro do ano passado abriu sua loja

de artesanato. “Gosto muito daqui

pois os comerciantes colaboram uns

com os outros, minha atividade já é

sustentável e creio que isso, se deva ao

fato que aqui, os moradores acabam

encontrando quase tudo aquilo que

lhes serve, eliminando a necessidade

de ir até o centro da cidade“.

Eduardo tem uma atividade no ramo

imobiliário há 15 anos na Palmeiras

e se diz satisfeito com o crescimento

que região apresentou no período. “Comecei

aqui como pioneiro, estou contente,

estou crescendo aqui. Investir

nessa região foi uma escolha de meus

pais, e deu certo, agora estou dando

continuidade. Sempre tem o que melhorar

nos bairros. Para mim seria

bom se o município urbanizasse o fundo

de vale e uma atenção especial para

o trânsito que já está beirando o caos”.

José Alves da Silva que há 30

anos tem uma casa de carnes no centrinho

reclama da qualidade do asfalto

em toda a extensão da avenida e da falta

de estacionamento. “Sobre o asfalto

fiquei sabendo que a prefeitura logo

vai recapear”.

Sobre a falta de estacionamento, o

comerciante reconhece que a liberação

para estacionar junto ao canteiro central

da avenida após as 18 horas durante

a semana e durante todo o dia aos sábados

e domingos, ajudou a movimentar

o comércio. “As pessoas saem do trabalho

e passam por aqui. Ter lugares

para estacionar, nos ajuda muito, antes

quando não era possível estacionar

no lado esquerdo mesmo após as 18h,

isso aqui tinha virado um deserto”■

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