Revista Guzerá 2018

marchanews

Creditos/Índice

Fala Presidente ..................Pg. 06

Luiz Guilherme Soares Rodrigues

Presidente ACGB

Matéria ..............................Pg. 29

A Raça Guzerá no Semiárido Brasileiro

Entgrevista .........................Pg. 12

Guzerá Boa Lembrança – Marca LKW

Artigo ................................Pg. 34

Controle leiteiro

Artigo 01 ............................Pg. 18

Programa de Melhoramento Genético Uniube

Produz Leite Que Valoriza a Zebuinocultura

Linha do Tempo .................Pg. 40

Polirural - Waldemir Miranda Neto

Exposição Nacional ............Pg. 24

Em Paracatu do Príncipe/MG

Artigo ................................Pg. 46

Associar é Crescer – Eros Gazzinelli

Diretoria

Henrique Viana

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henrique@marchanews.com.br

Cristiano Varandas Ladeira

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Luiz Felippe de Campos Vieira

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Jornalista Responsável

Diogo Heller – MG-09789-JP

diogo@marchanews.com.br

Colaboradores

Eros Gazinelli, Marcelo Cordeiro, Nativa

Propaganda, ACGB, Associações

e Núcleos Regionais

Criação de Anúncios

André César

Projeto Gráfico / Diagramação

Denilson F. Fernandes (31) 99204-9865

Fotógrafos

Marcelo Cordeiro, Boy,

Carlos Lopes, Jadir Bison,

JM Matos, Zzn Peres

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Cep.: 30240-150 - Tel.: (31) 2552-2293

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A Guzerá News é uma publicação independente. As matérias e os artigos assinados não representam necessariamente,

a opinião do Conselho Editorial da Revista, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.


EDITORIAL

Depois do sucesso da primeira edição da Guzerá News, lançada na Expozebu

2017, tomamos como meta repetir o projeto em 2018. A raça Guzerá merece

uma publicação perene, que reflita a curva crescente vivida pela mesma.

Os desafios foram enormes, mas achamos que no final conseguimos entregar

um produto à altura da publicação do ano passado, recheada com informações

importantes aos criadores e amantes do Guzerá.

O cenário de incertezas permanece, mas o agronegócio, que carrega o país

nas costas, não desanima. Dentro desse setor, o Guzerá desempenha papel

importantíssimo, com sua capacidade de produção de leite e carne ao menor

custo.

Esperamos que nos encontremos de novo em 2019 em outras circunstâncias,

com o Brasil renovado por um novo governo, trabalhando e crescendo, e a

raça Guzerá desempenhando cada vez mais seu protagonismo na pecuária

nacional.

Um abraço e boa leitura,

Luiz Felippe de Campos Vieira

Henrique Viana Ribeiro Pena

Cristiano Varandas Ladeira

Marcelo Cordeiro


FAZENDA GUZERá DE BOA FAMÍLIA - SELEÇÃO DE GUZERá LEITEIRO

Dom Fiv Boa Família

DEP LEITE + 347 Kg (6º Melhor Touro do Sumário 2017)

CUBITO GI ND (Dep + 390 Kg) x QUEIMADA (Lact: 4606 Kg/300 Dias)

Fotos: Marcelo Cordeiro

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Fala Presidente

Depois de muitas instabilidades em diversos

setores, é possível notarmos uma mudança no

comportamento do cenário nacional, em que o Brasil

começa a sair da zona de recuo e retoma, ainda que

timidamente, seu crescimento econômico.

Para o Guzerá, cenários como esses, se mostram

favoráveis, quando o assunto é enxugar custos e

manter a produtividade. Trazendo esse conceito para

uma realidade mais palpável, podemos analisar por

exemplo, as provas de ganha de peso, em que o Guzerá

apresenta ótimos índices de desempenho, e altas taxas

de conversão alimentar entre os zebuínos. Isso, nos

dá ainda mais legitimidade, quando afirmamos sobre

a versatilidade da raça, seja na produção sustentável

de carne e de leite, seja na qualidade dos animais

cruzados.

E para mostrar ao mercado o que temos de melhor,

é preciso marcar presença. Vale destacar a participação

de representantes e rebanhos do Guzerá, no Fórum

Econômico Brasil & Países Árabes. Encontros desta

grandeza são valiosíssimos na ótica de expansão

de mercados. O zebuíno já conquistou as américas

e vem se expandindo com facilidade, graças à sua

fácil adaptabilidade (principalmente ao nosso clima),

resultando em produtividade. Mas tudo isso precisa

ser “apresentado” fora do continente americano. Há

um mercado extraordinariamente vasto e inexplorado, quando

falamos em Ásia e África, e que precisa ser trabalhado.

Destaque também para os leilões de Guzolando. Tivemos

o tradicional Leilão Guzolando Taboquinha, na sua 25° edição,

com 100% de liquidez. Outros dois leilões, Sula e Central

Leite, acontecem no decorrer dos meses de abril e maio. No

Guzerá, remates expressivos marcam o 19º Leilão de Produção

Guzerá IT, com média de R$ 11.047,00 (onze mil e quarenta

sete reais) para os tourinho PO. Todos avaliados para eficiência

alimentar; uma nova ferramenta de avalição genética utilizada

pelo rebanho IT.

No mês de julho, teremos o Teste de Desempenho de

Touros Jovens (TDTJ), realizado pela Embrapa Cerrados / Arroz

e Feijão em parceria com a Associação Goiana de Criadores

de Zebu. As inscrições vão até 15 de junho, com espaço para

30 animais da raça Guzerá. Uma excelente oportunidade para

avaliarmos geneticamente nossos animais e lapidar ainda mais

a seleção.

No circuito Norte, tivemos o reconhecimento do trabalho

desempenhado pela Associação dos Criadores de Guzerá

da Amazônia - ACGA, que recebeu no dia 29/11/2017, o III

Prêmio Agropará 2017, promovido pelo jornal Diário do Pará,

na categoria Extensão e Organização Rural de Produtores

Rurais. Outro grande evento que promete marcar o calendário,

é a 13ª edição do Leilão Evolução do Guzerá. Evento que

vem se consolidando por remates expressivos e total liquidez,

06

Guzerá News - Maio 2018


mostrando o bom momento do Guzerá e do Guzolando na região

norte. Uma novidade para este ano, é oferta de bezerros, oriundos de

cruzamento com Angus e as novilhas Guzolandas, para mostrar ao

público como a raça é insuperável nos seus cruzamentos.

Grandes expectativas para a Megaleite, que acontece de 20 a 23 de

junho, no Parque da Gameleira em Belo Horizonte; a ACGB participará

do evento, com o dobro de exemplares da raça Guzerá e Guzolando em

relação ao ano de 2017, com trabalhos de julgamento e torneio leiteiro.

Uma das grandes promessas para a feira, é a presença das comitivas

internacionais.

Em agosto, temos a nossa tão esperada 13ª Exposição Nacional do

Guzerá, durante 32ª Expo Paracatu/MG, entre os dias 01 e 05 de agosto.

Parque de exposições bem estruturado, forte apoio da cooperativa e do

sindicato, além de recursos vindos do munícipio. A famosa receptividade

dos criadores da região, sem dúvida somada aos demais fatores, forma

uma atmosfera propícia para o

sucesso de mais uma Nacional. Teremos o julgamento da pista

tradicional, torneio leiteiro de Guzerá e Guzolando e um Leilão de

Produção. Em breve mais detalhes da programação.

Neste momento respiramos a 84ª Expozebu, o maior evento da

pecuária moderna. Nossa programação inicia com o Concurso Leiteiro

de Guzerá e Guzolando, que se faz presente pelo 3º ano consecutivo na

feira. Os trabalhos de julgamento da pista tradicional serão entre os dias

02 e 04/05. A entrega dos troféus dos Melhores do Ranking 2016/2017,

acontece no dia 03/05 no Palanque Vicente Araújo de Souza Jr. Teremos

também o tradicional Dia de Campo na Fazenda Escola Uniube e o III

Dia Internacional Genética Brasil. Além dos eventos que já fazem parte

do calendário, como a Assembleia, a escolha dos touros do TP e o

lançamento do Sumário.

Estamos na 2ª Edição da Revista Guzerá News. Um trabalho que

chega para selar a força da nossa pecuária; grandes rebanhos, desafios,

resultados, o que há de melhor do Guzerá,

narrados e ordenados por profissionais da

mais alta competência, que leva a chancela da

Marcha News. Obrigado mais uma vez ao Luiz

Felippe de Campos e Marcelo Cordeiro, por

viabilizarem tamanho projeto.

É isso amigos. O objetivo da ACGB é

congregar, somar. Estamos sempre lançando

mão de oportunidades que nos auxiliam nessa

missão. Mas sozinhos, nada disso é possível.

União, com ideais que superem as diferenças

com visão de totalidade e de bem comum.

É por esse caminho que chegaremos ao

sucesso.

Forte abraço,

Luiz Guilherme Soares Rodrigues

Presidente ACGB

Guzerá News - Maio 2018

07


Um ano de

CIRCUITO NORTE


Desafios e conquistas são os termos que marcam

o balanço da ACGA em 2017. Reconhecemos

e parabenizamos os esforços de todos

os criadores nessa forte missão, que assumimos

à frente da ACGA, de promover de forma

sustentável a raça Guzerá na região norte.

Frutos dessa empreitada já começam a ser

colhidos. Em 29/11/2017, a ACGA recebeu o III

Prêmio Agropará 2017, promovido pelo jornal

Diário do Pará, na categoria Extensão e Organização

Rural de Produtores Rurais. Na ocasião,

receberam a premiação o presidente da

ACGA José Luiz F. Almeida Filho e o diretor Josaphat

Paranhos Neto. “Sem dúvidas, uma

enorme alegria para toda comunidade guzeratista,

pois conquistas como esta, sinalizam

que estamos no caminho certo”, destaca o

Presidente da ACGA, José Luiz F. Almeida Filho

.

Sayonara Umbelino


uralbook

XIII Leilão

2018

CABUL IV S

LUIZ GUILHERME RODRIGUES

FAZ. ENCARNAÇÃO

JOSAPHAT PARANHOS NETO

GUZERÁ DO GUAMÁ

GENIS CARLOS DEPRÁ

FAZ. SÃO MARCOS

ADRIANO VARELA & BRILHANTE NETO

GUZERÁ DA CAPITAL

JOSÉ LUIZ F. ALMEIDA FILHO

COND. TACHY DO SAL

CONVIDADOS

GRUPO GUZERÁ PARACATU

PARACATU - MG

CARLOS PONTUAL - GUZERÁ FP (GUZERÁ)

RECIFE - PE

GUTO LOBATO - FAZ. MATINADAS (JUMENTO PÊGA)

PARAGOMINAS - PA

NÚCLEO MANGALARGA DO PARÁ

PARTICIPAÇÃO

24

AGOSTO

20 HORAS

PARQUE EXPOSIÇÕES

BELÉM - PA

DURANTE A

EXPOPARÁ 2018

19 a 26 de Agosto - Belém - PA

Tudo para o homem do campo

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Fone: 91-3729-1102

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ACGA

EXPOPEC

12 a 19

AGOSTO

PARAGOMINAS - PA

EXPOPARÁ

19 a 26

AGOSTO

BELÉM - PA

EXPOFAC

02 a 09

SETEMBRO

CASTANHAL - PA

Associados

Armando Augusto Amoêdo Dacier Lobato Josaphat Paranhos de Azevedo Neto Junior Zamperlini

Fabio Bruno Mendes Rodrigues José Alípio Leão Bordalo Luiz Guilherme Soares Rodrigues

Fabrício Miranda Sizo & Neuro Zortea José Eloy de Barros Neo Nestor Ferreira Filho

Gabriel Wilson Silva Bentes José Francisco Borsoi Toledo Severino Ramos de Moura

Gastão Carvalho Filho

José Luiz Ferreira de Almeida Filho

Genis Carlos Depra

José Maria de Castro Caslho

Av. Almirante Barroso, 5386 - Souza - Belém - PA * guzeradaamazonia@gmail.com - 91.99116.1140


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VILLEFORT

Líder do Ranking Nacional

• 2017/2018 - Líder atual do Ranking Nacional - Associação dos Criadores

de Guzerá do Brasil

• 4 vezes consecutivas melhor reprodutor do Ranking Nacional

• 27 Campeonatos Nacionais conquistados antes de completar 7 anos de

vida.

O Fenômeno.

Foi grande campeão com apenas 12 meses

Normalmente, os animais que conquistam este título estão na fase adulta

• Com apenas 12 meses foi Grande Campeão SUPERAGRO

Belo Horizonte/2011

• Com apenas 14 meses foi Grande Campeão EXPOAGRO Governador

Valadares

• Com apenas 15 meses foi Grande Campeão Exposição Nacional

EXPOBRASÍLIA/2011

• Com apenas 23 meses foi Grande Campeão EXPOZEBU Uberaba/2012

É TETRA!

4 anos

consecutivos

Melhor

Reprodutor

Destaque Fenomenal na Produção

• Com 40 meses foi destaque na 7ª EXPOGENÉTICA - Uberaba, pela sua

produção fenomenal

• Pai Campeão Progênie Expozebu 2015, 2016 e 2017

• Pai de vários Campeões Nacionais

• iABCZ: 15,16

• TOP: 10%

• F: 1,56%

• TOP 0,5% para idade ao 1º parto

• TOP 1% STAY (Stayability)

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Entrevista

Por Eros Gazzinelli / Diogo Heller

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30

Anos

de critério, trabalho e leite

Em julho de 2018, Lack e família comemoram 30 anos de dedicação

ao Guzerá, e orgulhosamente celebram o trabalho e a paixão investidos no

melhoramento genético da pecuária leiteira brasileira através do criatório que se

tornou referência em Guzerá Leiteiro. São três décadas de trabalho e êxito que

inspiram e honram a Raça!

Nas linhas a seguir Marcelo Lack conta a história do Guzerá Boa Lembrança

– Marca LKW, famosa pela liderança de ranking, sumário de fêmeas, recordes,

provas a pasto, seleção e controle de dados para melhoramento genético.

12

Guzerá News - Maio 2018


Entrevista

Guzerá News: Como iniciou essa trajetória de sucesso

do Guzerá Boa Lembrança – Marca LKW?

Laje Boa Lembrança

Maior DEP da História do Guzerá Leiteiro

Marcelo Lack: O início da história do Guzerá Boa

Lembrança – Marca LKW, se deu em 16 de julho de

1988, nos Currais da Fazenda São Luiz – Carmo/RJ.

Aos 19 anos de idade, adquiri meus primeiros animais

Guzerá: quatro jovens fêmeas, todas de criação do Sr.

Francisco José de Araújo Lutterbach, que me presenteou

com a quinta bezerra. Assim, Nagóia, Neuma,

Normalista, Nostalgia e Navarra da São Luiz seguiram

para a Fazenda Boa Lembrança, propriedade de Romeu

Wermelinger Lack, meu pai, que abriu as porteiras para

receber os sonhos do filho...

Guzerá News: Marcelo, seria possível traçarmos uma linha do tempo com a história do criatório?

Marcelo Lack: Em ordem cronológica temos:

1989, 28 DE FEVEREIRO

Nascimento de Alegria Boa Lembrança, primeiro animal do criatório.

1989, MARÇO A NOVEMBRO

Aquisições de 19 fêmeas e 2 machos Guzerá, criações de Francisco José de Araújo Lutterbach,

Flávio Medeiros de Brito Pereira, Napoleão Fontenelle e Allyrio Jordão de Abreu – Guzerá JA.

1991 – EXPOSIÇÃO REGIONAL DO GUZERÁ - CORDEIRO/RJ

Primeira participação do Guzerá Boa Lembrança em Torneios Leiteiros.

Nagóia da São Luiz – Campeã Vaca Jovem com produção média acima de 14kg leite/dia.

1994 – Início do Controle Leiteiro Oficial de 100% do rebanho Guzerá Boa Lembrança.

2002 – Aquisição da liquidação de plantel 4 Meninas Agropecuária Ltda Guzerá 4M, juntamente

com todo o banco genético de sêmen (dentre elas 280 doses de Cubito G.I da ND).

2003 – EXPOSIÇÃO DE GOVERNADOR VALADARES/MG

Vassoura JA, de propriedade de Alyrio Jordão de Abreu e acompanhada por Guzerá Boa

Lembrança – Marca LKW, sagrou-se Grande Campeã Torneio Leiteiro, com produção média

acima de 29kg leite/dia aos 15 anos de idade.

• 2005 - Exposição de Governador Valadares/MG Ondina 4M - Grande Campeã Torneio

Leiteiro, com produção média acima de 32kg leite/dia.

• 2008 – Uberaba/MG

Início da parceria Uniube/Boa Lembrança, uma verdadeira revolução na seleção de

melhoramento do Guzerá Leiteiro.

Guzerá News - Maio 2018

13


Entrevista

Guzerá News: Desde quando o Guzerá Boa Lembrança participa do sumário do Guzerá Leiteiro?

Marcelo Lack: Desde 1994, ininterruptamente, o Guzerá Boa Lembrança realiza controles leiteiros oficiais integrados

ao Programa Nacional de Melhoramento Genético do Guzerá para Leite (programa que já avaliou mais de 500 touros

e 1.000 vacas desde 1994, o que torna o Guzerá Boa Lembrança, criatório parceiro fundador do Programa).

São 23 anos de avaliações, estudos e acasalamentos dirigidos que conferem altíssimas DEP´s e elevada

confiabilidade ao rebanho, além da liderança do Sumário Nacional de Fêmeas nos anos 2015, 2016 e 2017.

Atualmente 4 das 10 melhores vacas de todos os tempos de avaliações do PNMGul são de criação do Guzerá

Boa Lembrança – Marca LKW:

1º Lugar – Laje FIV Boa Lembrança (DEP +817kg de leite)

2º Lugar – Juruá FIV Boa Lembrança (DEP +688kg de leite)

5º Lugar – Jaquéia FIV Boa Lembrança (DEP +569kg de leite)

7º Lugar – Cubana da Boa Lembrança (DEP +543kg de leite)

Guzerá News: Como o senhor avalia a performance da sua criação no ranking Nacional do Guzerá Leiteiro?

Marcelo Lack: Fomos os Melhores do Ranking 2015/2016, premiações entregues durante a ExpoZebu 2017, onde

honraram os criatórios e animais mais destacados, o melhor do circuito das Pistas e dos Torneios Leiteiros. Assim

como nas edições anteriores, o Guzerá Boa Lembrança esteve em evidência:

Melhor Criador Ranking Nacional

Melhor Expositor Ranking Nacional

Melhor Vaca Jovem – Jacente NF, com 31,76kg de leite/dia

Maior Lactação Fêmea Jovem – Malina FIV Boa Lembrança, com 7.999kg de leite

Maior Lactação Vaca Adulta – Haical FIV Boa Lembrança, com 11.552kg de leite

HAICAL GRANDE CAMPEA

GUZERA LEITEIRO 2016

14

Guzerá News - Maio 2018


Entrevista

Guzerá News: Qual a participação do Guzerá Boa Lembrança nos Teste de Progênie

Guzerá Leiteiro?

Marcelo Lack: Seguros do melhoramento genético realizado em 30 anos de seleção

e confiantes na brilhante contribuição da nossa raça à pecuária leiteira sustentável, o

Guzerá Boa Lembrança participa e revela touros de potencial no Teste de Progênie

coordenado pela Embrapa, Centro Brasileiro de Melhoramento Genético do Guzerá e

pelo Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas:

Gari Boa Lembrança - LKW 223 - 11ª Bateria do TP

Humorista FIV Boa Lembrança - LKW 243 - 11ª Bateria do TP

Ipê Boa Lembrança – LKW 319 - 13ª Bateria do TP

Guzerá News: O Guzerá Boa Lembrança é também é conhecido por diversos recordes

mundiais, quantos foram e qual a importância?

Marcelo Lack: Entre 2013 e 2017, o Guzerá Boa Lembrança conquistou dez recordes

mundiais em torneios leiteiros e lactações oficiais. Do total, 7 recordes permanecem

atuais, pertencentes às fêmeas marca LKW das categorias Fêmea Jovem, Vaca Jovem

e Vaca Adulta.

Recorde Vaca Jovem em Torneio

33,74kg/dia média, com Gabiroba NF na ExpoZebu 2013

Recorde Vaca Jovem em Torneio

42,32kg/dia média, com Haical FIV Boa Lembrança na MegaLeite 2013

Atual Recorde Vaca Jovem Lactação

10.771kg de leite em 362 dias, com Haical FIV Boa Lembrança em maio 2014

Atual Recorde Fêmea Jovem em Torneio

36,11kg/dia média, com Malina FIV Boa Lembrança na ExpoZebu 2015

Recorde Vaca Adulta em Torneio

51,62kg/dia média, com Uta FIV JF, na MegaLeite 2015

Atual Recorde Fêmea Jovem Lactação

7.999kg de leite em 350 dias, com Malina FIV Boa Lembrança em fevereiro 2016

Atual Recorde Vaca Adulta Lactação

11.771kg de leite em 322 dias, Haical FIV Boa Lembrança em junho 2016

Atual Recorde Produção Acumulada

32.982kg de leite (1º, 2º e 3º partos), Haical FIV Boa Lembrança em fevereiro 2017

Atual Recorde Vaca Jovem em Torneio

48,28kg/dia média, com Navalha FIV Boa Lembrança na MegaLeite 2017

Atual Recorde Pico Vaca Adulta em Torneio

65,06kg nas 3 primeiras ordenhas, com Laje FIV Boa Lembrança em Brasília 2017

Guzerá News - Maio 2018

15


Entrevista

Guzerá News: Como ocorrem as Provas de Leite a Pasto e como seu criatório vem se saindo?

Marcelo Lack: Os “Concursos Leiteiros Naturais” ou “Concursos Leiteiros de Fazenda” buscam avaliar a produção de

leite 100% natural, nas condições semelhantes à realidade dos pequenos e médios produtores. Provas a pasto cujas

fêmeas participantes são submetidas aos mesmos manejos e regime alimentar, para mais justo nível de aferição.

O Guzerá Boa Lembrança também lidera as produções diárias das provas a pasto levadas a cargo pela ABCZ desde 2013:

Goia Boa Lembrança – LKW 191, com média diária de 13,87kg de leite

Maior Produção a Pasto 2013

Huri FIV Boa Lembrança – LKW 244, com média diária de 15,63kg de leite

Maior Produção a Pasto 2013

Monalisa JA – aos 14 anos de idade, com média diária de 18,65kg de leite, corrigidos para sólidos totais.

Maior Produção a Pasto 2017

Guzerá News: A Guzerá News lhe parabeniza pelo

vitorioso e duradouro trabalho e gostaríamos de saber

qual palavra melhor representa esse momento?

Marcelo Lack: Gratidão! Especialmente àqueles que

apostaram alto nas competências de sonhar e realizar:

Aos meus Pais (Romeu & Marly) e ao xará Dr. Marcelo

Palmério, que me abriram as porteiras das fazendas e

das oportunidades.

Em 1988 – Fazenda Boa Lembrança – Carmo/RJ

“Porteiras se abrem para um sonho”. As primeiras

e mais importantes porteiras, lhe foram abertas por

Romeu Wermelinger Lack e Marly Garcia Lack,

por acreditarem nos sonhos do filho, que aos 19 anos

decidiu se tornar criador de Guzerá, e assim receberam

na Fazenda os primeiros animais adquiridos por Marcelo.

Na mesma Fazenda que hoje exibe, na sala de troféus,

dezenas de Prêmios e Campeonatos em Exposições

Nacionais.

Em 2008 – Fazenda Escola Uniube - Uberaba/MG

“Porteiras se abrem para uma parceria”

O grande projeto da Uniube, cuja missão é tornar a

criação do Zebu Leiteiro da Sociedade

Educacional Uberabense em referência

genética na produção de leite para os

países tropicais, teve grande impulso

quando o Dr. Marcelo Palmério me

convidou para integrar ao projeto com

meus conhecimentos, práticas e com

seu rebanho melhorador. Então se

estabeleceu uma parceria que sem

dúvida é divisora de águas na história

do zebu leiteiro do Brasil.

A Parceria Uniube – Boa Lembrança

revolucionou o Guzerá Leiteiro, faz dele uma

potência e confere à raça a importante visibilidade

e reconhecimento.

HEVEA GRANDE CAMPEÃ VACA - GUZERA LEITERIO

16

Guzerá News - Maio 2018


30

anos

Uma

história com

o Leite...

Marcelo Garcia Lack e Outros - (34) 99939 8565

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Artigo Técnico

PROGRAMA DE MELHORAMENTO

GENÉTICO UNIUBE

PRODUZ LEITE

QUE VALORIZA

A ZEBUINOCULTURA

Com a evolução da genética

molecular e genômica, o melhoramento

animal alcançou grandes avanços na

seleção de animais geneticamente

superiores de forma mais eficaz e

acurada. Além disso, trouxeram

a possibilidade de descobertas

significativas relacionadas à

produção de leite e saúde humana.

Uma destas descobertas

foi referente às vacas que

produziam leite contendo um

alelo denominado A2 no gene

beta-caseína (ß-caseína).

Este tipo de análise esta sendo

desenvolvido com animais leiteiros

da raça Guzerá pertencentes

à Universidade de Uberaba.

Até o presente momento,

os resultados das análises

moleculares demonstraram que

mais de 96% dos animais do

rebanho Guzerá da Universidade

apresentam esta variante alélica

A2.

18

Guzerá News - Maio 2018


Artigo Técnico

Estudos relatam que entre cinco e dez mil anos

atrás, todas as vacas produtoras de leite, continham

esta variante (A2). Entretanto, devido à ocorrência

de uma mutação no DNA dos animais, fez com que

a maioria dos indivíduos taurinos, produzissem leite

tipo A1, o que não ocorreu, na mesma proporção, nos

animais zebuínos.

Neiva (2017) relatou que animais da raça Holandesa

e Jersey apresentam probabilidades iguais a 50%

e 75% de produzir leite A2 e que nos zebuínos, que

constituem a grande maioria populacional no Brasil,

98% dos indivíduos produzem leite caracterizado como

A2.

Na raça Guzerá, Lima (2014) observou frequências

dos alelos A1 e A2 iguais a 0,03 e 0,97, respectivamente

no leite destes animais, sendo os genótipos A1A1 na

frequência nula e A2A2 igual a 0,93.

A importância destes estudos e avaliações alélicas

sobre a produção e consequentemente ao consumo

do leite pelo ser humano, esta relacionada aos

problemas provocados em crianças e adultos como a

intolerância a lactose e/ou alergia ao leite. Uma vez

que, o leite é um alimento rico em proteínas, nutrientes

como a lactose que auxilia na retenção de cálcio e

magnésio no organismo e vitaminas importantes para

o desenvolvimento principalmente de crianças (Bueno,

Czepielewski, 2008, Zychar, Oliveira, 2017).

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento

materno exclusivo durante os seis primeiros meses de

vida da criança, com posterior introdução de alimentos

complementares associados ao aleitamento materno

até os dois anos de vida ou mais à ingestão de leite

diarimente (Silva et al., 2015). Crianças de até dez

anos devem consumir 400 mL/dia, enquanto jovens

(11 a 19 anos), adulto e/ou idosos, 700 mL/dia e 600

mL/dia, respectivamente (Ministério da saúde, 2015).

Existe uma suposição generalizada na sociedade

geral e entre os profissionais de saúde que a causa

dominante da intolerância ao leite se refere única e

exclusivamente a lactose, fazendo com que muitas

pessoas (na casa dos milhares) diminuam ou cessem o

consumo de leite. Mas estudos relataram que esta nem sempre

é devido à lactose (Pal et al., 2015).

Segundo Pal et al. (2015), na Declaração de Consenso

dos Institutos Nacionais de Saúde de 2010, constava que

muitos indivíduos que se auto relatam intolerantes à lactose

não mostram evidência de má absorção da lactose. Assim, é

improvável que a causa de seus sintomas gastrointestinais

esteja relacionada somente à lactose. Há crescente evidência

de que durante a metabolização da ß-caseína A1 no intestino

forme-se uma substância que gera efeitos inflamatórios e

consequentemente alterações gastroentéricas como diarreia,

dores abdominais, gases, entre outros o que caracteriza

indivíduos intolerantes a caseína.

Guzerá News - Maio 2018

19


Artigo Técnico

Com isso, estudos ressaltaram que a formação

dessa substância se dá principalmente por diferença

na formação da ß-caseína entre animais caracterizados

geneticamente como A1 e A2. Esta alteração poderia ser

a responsável pela intolerância ao leite. Brooke-Taylor et

al. (2017) realizaram uma revisão sistemática dos efeitos

gastrointestinais das variantes do leite A1 comparados

ao A2 em camundongos. Os autores relataram que, sob

condições normais de digestão, a substância que gera

efeitos inflamatórios é liberada no A1, mas não no A2.

He et al. (2017) demonstraram que este leite contendo

a variante A2 quando comparado ao A1 não provoca

sintomas gastrintestinais em chineses adultos.

20

Guzerá News - Maio 2018


Figuras do Marchador

Neste contexto, é importante entendermos o

potencial das interações entre a intolerância à lactose e

intolerância à ß-caseína A1. Para tal, devemos realizar

estudos para avaliar a ocorrência e as frequências de

variantes de ß-caseína, identificar o genótipo A2A2 e sua

influência nos parâmetros zootécnicos em vacas leiteiras

da raça Guzerá.

Estes estudos permitirão alavancar a produção de

leite A2 provenientes de animais da raça Guzerá no Brasil,

o que é de suma importância não somente para pessoas

intolerantes ao leite, mas principalmente para crianças

que necessitam ingerir leite para o seu desenvolvimento

e que sofrem com os distúrbios gastrointestinais.

Guzerá News - Maio 2018

21


Artigo Técnico

Devido à importância anteriormente descrita a respeito do leite produzido por

animais zebuínos contendo a variante A2, a Universidade de Uberaba – UNIUBE

vem desenvolvendo projetos científicos com animais da raça Guzerá pertencentes

à Fazenda Escola da referida instituição. Os objetivos dos projetos são a

identificação da presença das diferentes variantes alélicas no gene da β-caseína,

avaliação das características produtivas e reprodutivas no rebanho leiteiro Guzerá

envolvendo as variantes encontradas na população em estudo e verificar se há

diferenças significativas das características produtivas e de qualidade do leite

entre os genótipos avaliados. Além disso, os projetos têm o total envolvimento

dos alunos de graduação do curso de Medicina Veterinária e Pós-graduação em

Sanidade e Produção Animal nos Trópicos.

Guilherme Costa Venturini: Prof Dr Genética e Melhoramento Animal - Curso de Medicina Veterinária e do

Programa de Mestrado em sanidade e produção animal nos trópicos – UNIUBE. guilherme.venturini@uniube.br

Joely Ferreira Figueiredo Bittar: Prof Dr Ciência Animal - Curso de Medicina Veterinária e do Programa de

Mestrado em sanidade e produção animal nos trópicos – UNIUBE. joely.bittar@uniube.br

Eustáquio Resende Bittar: Prof Dr Bioquímica Clínica e Proteômica - Curso de Medicina Veterinária e do

Programa de Mestrado em sanidade e produção animal nos trópicos – UNIUBE. eustaquio.bittar@uniube.br

REFERÊNCIAS

BROOKE-TAYLOR, S.; DWYER, K.; WOODFORD, K.; KOST, N. Systematic Review of the Gastrointestinal Effects of A1 Compared with A2

b-Casein. Advances in Nutrition, v.8, p.739-748, 2017.

BUENO, A.L.; CZEPIELEWSKI, M.A. A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento. J. Pediatr. (Rio J.), v.84, n.5,

2008.

HE, M.; SUN, J.; JIANG, Z.Q.; YANG, Y.X. Effects of cow’s milk beta-casein variants on symptoms of milk intolerance in Chinese adults: a

multicentre, randomised controlled study. Nutr J., 16:72, 2017.

LIMA, T.C.C. Polimorfismo no gene da beta-caseína em rebanhos zebuínos leiteiros no Estado do Rio Grande do Norte. Dissertação de

Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Macaíba, 2014.

PORTAL BRASIL. Ministério da Agricultura quer fomentar o consumo de leite. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível

em: http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/03/ministerio-da-agricultura-quer-fomentar-o-consumo-de-leite?TSPD_101R0=d7179544ec

e2203151ab86ed9f37a7b6xeC00000000000000002878d2baffff00000000000000000000000000005ad8df21001cbb913e. Acesso em: 19/04/2018.

NEIVA, R. Melhoramento genético de bovinos permite a produção de leite menos alergênico. 2017. Disponível em: https://www.embrapa.br/

busca-de-noticias/-/noticia/29569359/cattle-breeding-allows-for-production-of-less-allergenic-milk. Acesso em: 19/04/2018.

SILVA, G.L.; TOLONI, M.H.A.; MENEZES, R.C.E.; OLIVEIRA, M.A.A.; TADDEI, J.A.A.C. Introdução de refrigerantes e sucos industrializados na

dieta de lactentes que frequentam Creches Públicas. Revista Paulista de Pediatria, v. 33 n. 1, 34-41, 2015.

ZYCHAR, B.C.; OLIVEIRA, B.A. Fatores desencadeantes da intolerância á lactose: Metabolismo enzimático, diagnóstico e tratamento. Atas de

Ciências da Saúde, v.5, p.35-46, 2017.

999

Guzerá News - Maio 2018


Exposição Nacional

Fotos: www.viagenspelobrasil.net

PARACATU SEDIARÁ A 13ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DO GUZERA & GUZOLANDO

Durante a primeira semana de agosto, na 32ª EXPO PARACATU, a Raça Guzerá se reunirá com força

máxima dessa vez na histórica Paracatu do Príncipe “Terra do ouro e das quitandas”.

O Município: Situado no noroeste mineiro, faz divisa com o pujante estado de Goiás, e pertence a região

geoeconômica do Distrito Federal. Às margens da BR 040, está a 220 Km de Brasília/DF e 500 km de Belo

Horizonte/MG.

24

Guzerá News - Maio 2018


Exposição Nacional

Fotos: www.viagenspelobrasil.net

A cidade conta com ótima infra-estrutura capaz de sediar esse

importante evento. São mais de 500 leitos em hotéis de diversos níveis

e bons restaurantes onde é servida famosa culinária regional. Aeroporto

com vôos comerciais de Belo Horizonte e pista de excelente qualidade

para aeronaves particulares.

No setor do agronegócio, exerce papel de destaque nacional com

produção agrícola de alta performance, especialmente nas culturas de

milho, soja, feijão, cana e café. Também estão sediadas importantes

agroindústrias que distribuem renda e geram muitos empregos.

Na pecuária tem cerca de 300 mil cabeças de bovinos, grandes

confinamentos, frigorífico e produz mais de 300 mil litros de leite por

dia produzido, na grande maioria de pequenos produtores rurais,

associados a COOPERVAP importante empresa cooperativa que realiza

a captação, industrializa e comercializa o produto com valor agregado.

Destaca ainda no setor de mineração e universitário elevando

Paracatu a uma economia diversificada e de destaque nacional.

EXPO PARACATU: esse ano será a 32ª edição da feira de

agronegócios, com sede no Parque de Exposições Emiliano P. Botelho.

Durante todos os dias acontecerão multi eventos simultâneos como

cavalgadas, shows de artistas nacionais, julgamentos de bovinos e

equinos, torneio leiteiro, leilões, atividades sociais, parque de diversões,

estandes comerciais e tecnológicos além dos tradicionais bares e

restaurantes.

O GUZERÁ: com sua característica de duplo propósito, a muitos

anos exerce grande influência na região através dos criatórios

tradicionais que abastecem a pecuária com genética de qualidade tanto

no corte quanto na produção leiteira sendo destaque com seus bezerros

de qualidade, rústicos e pesados e especialmente com a produção

leiteira das Guzolandos. Atualmente o Guzerá do Brasil central, através

de seus criadores e parceiros, têm dado muita força e apoio tanto na

exposição quanto na troca de genética, parceria em eventos, leilões,

dias de campo tornando a raça cada vez mais presente e participativa

no cenário da pecuária regional e nacional.

Durante a 13ª Exposição Nacional do Guzerá esperamos mostrar,

comprovar e divulgar tudo que a Raça Zebuína mais versátil do mundo,

através de animais puros e cruzados pode oferecer aos pecuaristas,

seja de corte ou de leite, com aumento seus ganhos e maximização dos

seus lucros com produção economicamente viável e ecologicamente

correta!

Esperamos por todos vocês!

Guzerá News - Maio 2018

25


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MANUAL BÁSICO DE USO DA MARCA GEQ

APLICAÇÃO, RESTRIÇÃO E NORMAS DE USO

ÁREA DE PROTEÇÃO

E REDUÇÃO DA MARCA

ÁREA DE PROTEÇÃO

A altura da letra “E” é utilizada para a

construção de uma caixa com o intuito de

resguardar a marca de interferências e

sobreposições de objetos, formando uma

proteção ao redor da marca.

PROTEÇÃO

Tamanho de X = E

REDUÇÃO

Altura mínima: 15mm

REDUÇÕES ESPECIAIS

Para casos especiais (em que nenhuma das

outras aplicações é possível) é permitida a

redução abaixo descrita, retirado-se o

o item “grupo”.

Altura mínima: 10 mm

REDUÇÃO DA MARCA

Indica o tamanho máximo de redução da

marca de modo que preserve suas características

fundamentais.

Altura mínima: 6 mm

Altura mínima: 4 mm

*As medidas aqui especificadas também

devem ser respeitadas nas aplicações

monocromáticas de cada item.

FLUXOGRAMA DE GUZERÁ E GUZOLANDO

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respeitando proteção e redução

conforme visto acima?

Altura mínima: 5 mm


Por Luis Tude Saback de Almeida

O Semiárido, por suas condições ambientais exclusivas de solos pedregulhados e rasos em

grandes extensões, tendo dias e noites quentes aliados a baixos percentuais de umidade do

ar com ventos que desidratam as forrageiras que na sua composição, apresentam altos teores

de fibras, repercutindo na necessidade de maior conversão alimentar animal, além de uma

disponibilidade sazonal desta forragem que se torna crítica nos períodos de estiagem, devido não

só ao baixo regime pluviométrico como também à sua irregularidade, compondo assim requisitos

que se tornam o grande desafio da rusticidade harmônica com a produção nas espécies animais,

especialmente em bovinos.

Fotos Marcelo Cordeiro

Guzerá News - Maio 2018

29


Matéria

O Guzerá apresenta grande rusticidade

em harmonia com a produtividade no

Semiárido, em virtude de suas caraterísticas

ancestrais antiquíssimas, que foram

adquiridas por milênios em seu ambiente

semidesértico de origem, por isto esta

raça representa uma das mais adequadas

ferramentas produtivas para os sistemas

de bovinocultura específicos do Semiárido

Brasileiro.

O Nordeste Semiárido de clima marcante

quente e seco apresenta pré-requisitos

específicos de adaptação ao ambiente e

produtividade animal, primados fortemente

pelas leis biológicas e zootécnicas presentes

na Bioclimatologia Animal, ciência que

explica os aspectos de como o ambiente age e o animal

reage sob seus efeitos. Existem várias características de

adaptação a um ambiente e dentre elas, duas reconheço

que são mais destacadas. Uma delas é o porte animal e

a outra é a sua capacidade de produzir sem o desgaste

fisiológico e metabólico excessivo de uma especialização

funcional para carne ou leite, ou seja, a produção em

Dupla Aptidão.

Quando falamos sobre a raça Guzerá no Semiárido

brasileiro, primeiro necessitamos fazer uma importante

ressalva quanto à recomendação da função produtiva a

pasto, local que apresenta a maior eficiência econômica

e mais adequada à realidade ambiental geográfica e

edafoclimática regional, e nisto a Dupla Aptidão tem sido

a condição de maior rentabilidade.

Bem, mas o que seria a dupla aptidão de

uma função produtiva? Alguns por desconhecimento

zootécnico, afirmam que dupla aptidão não é nem uma

coisa nem outra, o que é um grande equívoco! Dupla

aptidão para carne e leite, se bem entendida e trabalhada,

é mais eficiente que extremos funcionais produtivos sob

comparativos em análises econômicas, principalmente

no caso do Nordeste Semiárido Brasileiro.

Em pecuária, dá-se muita importância aos ganhos de

peso diários e pesos elevados em idades adultas, assim

como às grandes lactações, entretanto, normalmente não

são considerados ou eficientemente calculados os custos

de produção oriundos destas funcionalidades exclusivas e é

certamente por isto, que a dupla aptidão não tem recebido

maiores e justas considerações, especialmente em regime de

pastagem, sobretudo no Semiárido Brasileiro.

No Sudeste do país, todos nós sabemos quanto às

melhores condições de criação de bovinos em seus sistemas

produtivos, e tanto nesta região como em microrregiões

semelhantes existentes do Nordeste, a pecuária leiteira com

diversas raças, desde que bem conduzida, tem apresentado

bons resultados de produção, entretanto os efeitos negativos

maiores desta especialização se refletem na redução da

fertilidade e também evidenciada na redução significativa da

rusticidade.

A pecuária de corte com raças específicas para carne tem

seu ambiente recomendado para grandes áreas no Centrooeste,

Sudeste e Sul do Brasil. Sob suas condições ambientais

menos restritas em oferta de forragens, os fenótipos desta

raça, demonstram maiores volumes corporais, entretanto,

faço um alerta quanto ao grande porte, para que se tenha o

Foto Fernando Augusto Trindade

30

Guzerá News - Maio 2018


Matéria

cuidado de não haver excessos quanto à estatura e peso adulto,

que comprometem a fertilidade, motivo maior da rentabilidade

econômica, uma vez que a fertilidade é quase 14 vezes mais

importante em um sistema produtivo que o ganho de peso num

sistema pecuário.

Outro aspecto importante quanto ao porte animal é que este

implica no conforto animal tão exigido hoje em dia e que o porte

médio é recomendado para os trópicos e ainda mais para o

semiárido. Estas duas condições citadas de sucesso econômico

nos semiárido, estão em constante prioridade de seleção nas

pastagens deste ambiente de clima tropical quente e seco,

submetendo-se satisfatoriamente com excelentes resultados em

plena harmonia rústico produtiva.

Ainda em análise do corporal, quanto ao fenótipo para o

semiárido, vemos a título de exemplo na região nordestina,

animais com porte médio e dupla aptidão, com morfologias

anatômicas condizentes com a precocidade desejada (Figura1) e

ainda aspectos de longevidade de vida útil produtiva manifestada

nas matrizes de idade mais avançada.

A equação biológica que determina a eficiência de uma raça na

região semiárida nordestina tem em sua composição o equilíbrio

entre a rusticidade e a produtividade, e nisto exemplificamos mais

de imediato, o que encontramos no Guzerá linhagem JM, presente

no Semiárido da Bahia, que demonstra um valor genético funcional

e racial excepcional, por produzir mantendo as características

raciais, de forma eficiente a pasto sob condições onde outras

vertentes extremadas da raça sentiriam o peso excessivo dos

efeitos nutricionais da pastagem e do clima.

O grande Zootecnista baiano Dr. José Maria

Couto Sampaio, já falecido, que criou e selecionou

esta linhagem JM, sempre primou por uma seleção

onde a rusticidade fosse preservada pelo porte

médio e sua dupla aptidão funcional em harmonia

produtiva com o ambiente quente e seco, sem

perder a nobreza das características raciais Kankrej

(Figura2) sendo preservada de injeções intraraciais

de linhagens extremadas funcionalmente. Assim

o Guzerá JM, mantendo as características raciais

com refinamentos da ancestralidade Kankrej em

um biotipo animal de porte médio, com excelente

corporal harmônico com a dupla aptidão, representa

um biotipo adequado ao Semiárido Brasileiro.

Com estes comentários, não quero aqui

condenar rebanhos que tenham destinação a

extremos produtivos para leite ou para carne em

outras regiões com ambientes mais favorecidos,

ou em regiões mais chuvosas do Nordeste

brasileiro e que fazem um excelente trabalho de

seleção da raça, entretanto, com a seleção para

as intensificações funcionais, afirmo sendo fiel às

verdades zootécnicas, que inegavelmente a perda

da rusticidade biologicamente ocorre de fato, devido

aos maiores custos fisiológicos e metabólicos para

manter estes organismos extremados em sua

biologia e que também repercutem na elevação

os custos financeiros. No trópico quente e seco

do Semiárido Brasileiro, se formos

aprimorar o pensamento na eficiência

econômica do sistema produtivo,

apesar da tentação da derivação

exclusiva da obtenção das taças

dos campeonatos nas exposições

de animais, deveríamos ampliar

conhecimentos nas gestões de seleção

da raça, buscando entender melhor

Foto Fernando Augusto Trindade

Guzerá News - Maio 2018

31


Matéria

as condições zootécnicas fundamentais

que tornam um bovino mais eficiente

economicamente em maior harmonia com

o ambiente, redirecionando caminhos

para uma maior eficiência racional nas

diretrizes de seleção animal. Recomendo

enfaticamente aos criadores não só da

raça Guzerá, que procurem conhecer a

importância da Bioclimatologia animal para

seus trabalhos de seleção animal.

Existem selecionadores com importantes

plantéis da raça Guzerá no Nordeste

Brasileiro, como Manoel Dantas Vilar-

PB (Guzerá D), Alexandre Wanderley-RN

(Guzerá AW), Guzerá da EMPARN/RN,

Camilo Collier-RN (Guzerá REILLOC),

Geraldo Alves (Guzerá GA), Guzerá da

Teotônio Agropecuária-CE, Kleber Bezerra-

RN (Guzerá KBC), Wooden Madruga-

RN (Guzerá WM), Benício Cavalcanti-BA

(Guzerá BC), Fernando Augusto Trindade-

BA (Guzerá JM), além de outros grandes

e importantes selecionadores em vários

Estados Nordestinos que também se

destacam com animais possuidores de

rusticidade e produtividade elevadas.

Em 2015 houve uma exportação da raça Guzerá do Rio Grande do

Norte com animais desta raça dos criadores Camilo Collier e Geraldo

Alves para o Senegal, país africano que possui áreas semelhantes

ao nosso Semiárido no seu interior, com regimes pluviométricos que

chegam a 350 mm anuais em regiões perto do deserto de Ferio que é

localizado no noroeste e centro do Senegal.

Foto: Teresa Raquel Bastos / Ed. Globo

Luis Tude Saback de Almeida

Eng. Agrônomo/MSc. Em Zootecnia

luistude@gmail.com

32

Guzerá News - Maio 2018


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GuzeraMarcaS guzeramarca_s_oficial


Matéria

Vania Maldini Penna - Professora aposentada da UFMG

Frank A.T. Bruneli2, Maria Gabriela C.D. Peixoto - Pesquisadores da Embrapa – Gado de Leite

Controle Leiteiro

Eficiência é base para seleção da aptidão leiteira

A seleção para qualquer característica implica

em multiplicação dos animais nela geneticamente

superiores, ou seja, em permitir que os animais

superiores tenham maior oportunidade de se reproduzir

ou que substituam aqueles inferiores no rebanho quando

do processo reprodutivo. Desta forma, só se pode fazer

seleção identificando aqueles geneticamente superiores

e os inferiores...

No caso da produção de leite, só podemos fazê-lo

medindo esta produção.

E, como a produção de leite é uma característica que

se manifesta apenas nas fêmeas e é de média a baixa

herdabilidade, enfrentamos alguns complicadores.

Traduzindo isto em linguajar prático: não podemos

medir a produção de leite nos touros, principais

disseminadores de genética, por terem maior

oportunidade de deixar muitas filhas. Também sabemos

que nem toda vaca de boa produção a transmite para

suas filhas. Portanto, só podemos identificar os machos

superiores medindo a produção de parentes, em

especial filhas. E ter mais segurança da superioridade

de uma fêmea quando além da própria produção ela

tenha parentes superiores.

34

Guzerá News - Maio 2018


Assim, não apenas precisamos medir

a produção (fenótipo ou valor fenotípico),

mas buscar estimar sua capacidade

de transmitir seu valor (valor genético)

para suas filhas através da Diferença

Esperada da Progênie – DEP (ou PTA, do

inglês “Predicted Transmiting Ability”, que

significam a mesma coisa).

Hoje existem metodologias de genética

e estatística que são acuradas, robustas e

confiáveis para isto. Mas todas elas com base no controle

leiteiro preciso, ou seja, bem feito das fêmeas e em seu

parentesco com os demais animais da população.

É importante ressaltar que o conhecimento sobre a

qualidade das várias fêmeas nas diversas características

de importância econômica não é relevante apenas para

se estimar o valor genético dos animais, mas também

para que o produtor possa tomar decisões gerenciais.

Por exemplo, decidir sobre alimentação e descarte

de animais de seu rebanho. Um bom produtor realiza

escrituração zootécnica rotineira e conhece bem o

desempenho de cada animal de seu rebanho.

Como é feito um controle

leiteiro eficiente?

É feito em ambiente comercial econômico

O objetivo da produção de leite é econômico, é

tornar esta atividade eficiente e lucrativa. Nem sempre o

manejo econômico é igual (em geral é muito diferente!)

do “manejo de concursos”, com superalimentação,

hormônios e muitos cuidados especiais, procedimento

conhecido popularmente como “turbinar vacas”. Este

procedimento pode levar as vacas a expressarem seu

máximo potencial produtivo, mas muitas vezes não

corresponde à produção que ela teria em um sistema de

produção “realista” com menor utilização de insumos.

Outro aspecto importante é que se sabe que nem

sempre os animais superiores em dado ambiente são

os superiores em ambiente diferente. Esta diferença no

desempenho produtivo e reprodutivo é conhecida como

“interação genótipo-ambiente”.

Se selecionarmos os animais com base na produção

em concursos, estaremos selecionando animais

superiores para concursos. Se quisermos selecionar

animais para a produção comercial, devemos fazê-lo

em ambiente o mais semelhante possível ao manejo

comercial. E, quando aferimos filhas dos touros em vários

rebanhos com diferentes condições ambientes (clima,

alimentação, etc.) é possível saber qual o desempenho

médio de suas filhas independente do rebanho em que

estejam.

Guzerá News - Maio 2018

35


Matéria

Fotos Marcelo Cordeiro

É feito durante toda a lactação

A produção comercial objetiva a maior produção

possível durante toda lactação e não apenas em seu

início. As vacas que se destacam geralmente mantêm

boa produção por vários meses e nem sempre são as

que “abrem a lactação” com valor mais elevado.

Algumas pessoas pensam que se fizerem controle

leiteiro por apenas 2-3 meses e/ou “projetarmos” esta

lactação para períodos maiores, teremos boa estimação

da produção dos animais. Engano. Em especial no zebu

e seus mestiços, em que a persistência da produção

e a duração da lactação apresentam considerável

variação genética, poderemos

levar ao aumento de vacas com

baixa persistência e curta duração

de lactação. Persistência é uma

medida do quanto a vaca mantém o

seu nível de produção após o pico

da lactação.

É usual que algumas vacas

baixem drasticamente a produção

ao emprenhar enquanto outras

não. Da mesma forma, algumas

mantêm a lactação com produção

substancial por longos períodos

enquanto outras “secam” em

poucos meses (Figura 1). Na figura

1 verifica-se que as três vacas tem produção semelhante

até o 3º mês de lactação e a partir daí se diferenciam na

persistência e duração da lactação. A vaca 1 produziu

durante 10 meses com nível elevado (alta persistência).

A vaca 2 apresentou a maior produção no pico e

apresentou duração de 10 meses de lactação, mas teve

persistência consideravelmente inferior à da vaca 1. Já

a vaca 3 apresentou baixas persistência e duração da

lactação.

Figura 1 – Produção de leite em função do mês de lactação

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Guzerá News - Maio 2018


Fotos Marcelo Cordeiro

Matéria

Como se vê, as “projeções” não costumam corresponder eficientemente às “produções reais”. Neste exemplo, se as

lactações fossem projetadas a partir do 3º mês, as vacas se apresentariam como tendo produções semelhantes. Entretanto,

ao se aferir toda a lactação, elas se mostram muito diferentes. Se a informação sobre a superioridade de suas vacas for

“projetada” e usada pelo produtor para decidir qual vaca manter no rebanho, ele corre o risco de não identificar e escolher

a melhor.

Por outro lado, muitas pessoas pensam que pesar o leite durante toda a lactação, significa que terá que ordenhar vacas

de baixíssima produção por meses a fio, um trabalho antieconômico. Não é isto. Cada criatório deve estabelecer um patamar

para a eficácia da ordenha e quando este não é mais atingido, seca-se a vaca anotando como causa de secagem, “baixa

produção”. No controle leiteiro da ABCZ, este patamar é 2kg/dia. No Guzerá, com muita frequência este patamar é mais

exigente, 3kg/dia, existindo alguns rebanhos com exigência de 4 e até 6/kg/dia que promovem a secagem das vacas abaixo

de tal produção.

Tem manejo idêntico para todos os animais

dentro de um grupo contemporâneo

As estimativas de valor genético têm como base não a

“produção absoluta” dos animais e sim as comparações entre

as produções dentro de grupos de contemporâneas (GCs):

mesmo rebanho, ano, estação e manejo. No Guzerá, o GC é

formado por rebanho, ano e manejo. Depois, corrige-se para

época do ano (águas e seca). Assim, é vital que o manejo

(alimentação e outros cuidados) seja idêntico dentro de cada

GC para que as diferenças genéticas sejam detectadas.

Tratamentos “especiais” para alguns animais, sem a

devida identificação no tratamento dos dados, faz com que

superioridade de manejo dos animais privilegiados seja

considerada genética prejudicando toda a avaliação e a

classificação correta dos touros. É por isso que nas avaliações

genéticas do Guzerá não são consideradas as lactações

de vacas que estiveram em concursos ou que receberam

tratamento especial para efeitos de publicidade.

É “Não Seletivo”.

Ou seja, devem ser aferidas todas as fêmeas de um

grupo contemporâneo e não apenas “catar” as “boas”,

aferi-las omitindo as “ruins”.

Todo animal produz progênie com alguma variação,

algumas filhas melhores, outras piores. O que interessa

na prática é que a média das filhas reflita de fato a

superioridade (ou inferioridade) deste animal em relação

aos demais. É isto que se busca estimar nas DEPs.

Guzerá News - Maio 2018

37


Matéria

Fotos Marcelo Cordeiro

Quando se faz controle leiteiro seletivo podemos favorecer touros que tem alguma(s) filha(s) boa(s), mas que em média

suas filhas seriam fracas se todas tivessem sido aferidas. Vide exemplo no quadro abaixo, que mostra os desvios de cada

touro em relação à média do GC usando todos os dados e, abaixo, em controle seletivo das melhores filhas, eliminando-se

as inferiores a 2.000kg (marcadas em cinza).

Apesar de exemplo com poucos animais e

um tanto “drástico”, percebe-se que pode ocorrer

uma completa inversão na estimativa de valor dos

touros ao se fazer controle leiteiro seletivo. Com os

“dados reais” o touro A é o melhor, o B ainda é um

touro bom e o C um touro bastante inferior. Ao se

eliminar filhas de baixa produção, não eliminamos

nenhuma do touro A, uma do B e duas do C. Com

isto, ocorreu inversão completa e “o pior touro com

base na realidade” aparece como o “melhor”. E os

dois superiores, aparecem como inferiores.

Se a informação sobre a superioridade dos

touros, obtida com dados pós-eliminação, for usada

pelo produtor para decidir qual touro descartar do

rebanho, ele corre o risco de descartar seu melhor

animal.

Este exemplo é bom para alertar que o fato de

um touro ter uma filha muito boa, às vezes uma

recordista, não significa que suas filhas terão, em

média, boa produção leiteira. Existem casos assim

em várias raças, inclusive na Guzerá. Só podemos

predizer confiavelmente a superioridade de um

touro com base na produção de vários parentes:

filhas, ancestrais (mãe, tias, avós), colaterais

(irmãs completas e meias irmãs).

Tem informações genealógicas fidedignas

Metodologias atuais de avaliação genética como Modelo Animal

BLUP fazem uso de informações dos vários parentes na estimação do

valor genético dos animais para melhoria da confiabilidade (acurácia)

dos resultados. Desta forma, erros na genealogia (“pedigree”)

conduzem a erros na avaliação não apenas de um animal, mas na de

todos os seus parentes e na de seus “pseudo parentes” (aqueles que

foram erroneamente indicados como tal).

Tem precisão na ordenha e nas anotações do controle

Esgota completa no dia anterior ao controle, ordenha bem feita,

em intervalos corretos, caso haja duas ou mais ordenhas, e anotações

cuidadosas dos dados de pesagem do leite, de data e ordem do parto,

causa de secagem, manejo, etc. são essenciais para as análises dos

dados e acurácia da avaliação.

38

Guzerá News - Maio 2018


Matéria

É possível classificar animais

como “Guzerá Leiteiro”

ou “Guzerá de Dupla Aptidão”

sem fazer controle leiteiro?

É obvio que todo bovino tem músculos (carne) e que como são

mamíferos, produzem leite para suas crias. Isto não significa que todo

bovino seja “de corte” ou “de leite”.

Para uma raça ser classificada como de corte, é preciso que

produza carne em quantidade e qualidade adequadas à produção

econômica. Para uma raça ser considerada leiteira, é necessário

que produza leite “ordenhável” economicamente e não apenas boa

quantidade de leite para o bezerro. Isto é habilidade materna.

Jersey tem carne e não deve ser considerada uma raça

de carne. Nelore produz leite e não deve ser considerada

uma raça leiteira.

Guzerá é considerada uma raça de dupla aptidão, por

ter linhagens selecionadas para a produção de carne, outras

para de leite e outras mais que são selecionadas para ambas

as aptidões simultaneamente.

Da mesma forma que para se selecionar para a produção

de carne é necessário avaliar o crescimento (pesos e ganhos

de peso), qualidade de carcaça, precocidade, reprodução,

habilidade materna, etc., a seleção para a aptidão leiteira

requer a aferição da produção de leite. E para se selecionar

para a dupla aptidão, é necessário medir ambos os grupos

de características.

No Guzerá não é raro surgirem animais de boa produção

leiteira em rebanhos de corte, principalmente por ser esta

uma raça que em geral apresenta grande habilidade materna.

Da mesma forma, existem animais bem musculados e de

alta taxa de crescimento em rebanhos leiteiros. Entretanto,

o valor genético de tais animais, a capacidade de transmitir

suas qualidades para a progênie, só pode ser assegurado se

forem avaliados para estas funções.

Criadores gostam de dizer que a Guzerá é uma raça

rústica, dócil, fértil, boa produtora de carne e de leite, além

de ser bela! E têm motivos para tal! Mas sabemos bem que

nem todo animal da raça possui todas estas qualidades

simultaneamente.

Podemos até observar visualmente que um animal é

desenvolvido, bem musculado e belo. Mas, produção de

leite não dá para se medir “no olho”. Para se ter certeza de

que um animal seja de fato “leiteiro” ou de “dupla aptidão” o

controle leiteiro é essencial.

Guzerá News - Maio 2018

39


Linha do Tempo

Fotos de Fulano de Tal

Na Linha do Tempo!

Tudo começou em 2012 quando assumimos a gestão das fazendas

herdadas do meu pai, Waldemir Miranda Filho, que foi o grande

precursor no cruzamento do Guzerá em vacas mestiças leiteiras, em

Angelim, no agreste pernambucano.

O estado de Pernambuco se divide em 3 regiões, zona da mata,

agreste e sertão, sendo que 70% é considerado semiárido, com chuvas

médias de 400mm/ano.

Para enfrentar as extremas secas e excesso de chuva, precisaríamos

de um animal rústico com dupla aptidão, motivo pelo qual o Guzerá foi

escolhido.

Visitando a Expozebu em 2013 ou 2014, descobrimos que haviam

duas pistas distintas para julgamento do Guzerá, sendo uma delas para

aptidão leiteira, foi quando então decidimos focar na genética do leite.

Nesta mesma viagem conhecemos o Guzolando, que foi paixão à

primeira vista. Decidimos então substituir todo o nosso rebanho leiteiro,

tivemos muita dificuldade para comprar estes animais, sendo este o

principal motivo para apoiar a implantação do primeiro laboratório

privado para FIV em Pernambuco (Poligem). Toda esta mudança foi

baseada nos seguintes números:

1 Aumento médio de 5 para 9 litros/cabeça dia. (80%)

2 Aumento do peso médio na apartação de 6,5 para 8,5@ (30%)

3 Intervalo de partos de 11,5 meses.

Em 2015 decidimos intensificar nosso sistema de produção, por

ter boa localização e água para irrigação. Garanhuns/PE foi a cidade

escolhida.

Com uma área irrigada de 25ha de capim Mombaça, nosso projeto

se baseia em leite a pasto com suplementação, em 2 ordenhas diárias,

sem bezerro ao pé.

O Projeto tem o objetivo de atingir uma produção diária de 4000

litros de leite com 220 vacas ordenhadas ou uma média de 18,2 l/

vaca. Hoje estamos produzindo 3000 litros de leite/dia com 170 vacas

ordenhadas (Média 17,6 l/vaca).

40

Guzerá News - Maio 2018


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Fazenda Humaitá - Angelim/PE

Guzerá PO

Fazenda Paulista - Garanhuns/PE

Guzolando

Zootecnista: Edcláudio Tobias Quirino - (87) 99954-8382


Guzerá e guzolando Tabocal

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Santo Antônio do Jacinto/MG

Altamirano Pereira da Rocha - Médico veterinário

Tel.: (31) 3222-5788 / 3335-8376 / 98639-8376 - e-mail: miranda_guzera@hotmail.com


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Fotos: Marcelo Cordeiro

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Faz. Pedra Branca, Br-040, km 352. Felixlândia/MG

Fone (38) 3753-1663 / (38) 99987-0203

celsoborbaf@yahoo.com.br


Artigo

Associar

é Crescer

Eros Gazzinelli

É bem verdade que a sociedade organizada e

comprometida é responsável pelo desenvolvimento de

uma classe, cidade ou região...

Assim devemos nos inspirar, alinhando

comprometimento e união dos criadores de Guzerá e

Guzolando, afim de potencializar os êxitos alcançados

pela entidade mais antiga e de maior relevância dentro

da nossa raça, a ACGB.

Em 2017 a Associação dos Criadores de Guzerá e

Guzolando do Brasil comemorou 60 anos de atuações

em favor da raça e seus cruzamentos. Mais recentemente

com o avanço do melhoramento genético e modernas

ferramentas de avaliação, a raça ganha mais pujança

com os resultados de criadores engajados, antenados no

exigente e crescente mercado de genética selecionada.

Índices como Conversão Alimentar para produção de carne,

Qualidade e Sólidos Totais do leite e ”Stayabilty” são agora

comprovados cientificamente como pontos fortes do Guzerá,

transmitidos aos seus cruzamentos, relacionados diretamente

com o aumento da lucratividade na atividade.

“Uma associação se fortalece com dedicação e trabalho

para formar um horizonte comum e próspero aos seus

membros.”

Como melhor uso dos dados na promoção da raça, importantes ações de marketing foram exeCutadas nos últimos anos:

1 - Contrato com o programa “Zebu para o Mundo” no Canal do Boi, com apresentações de trabalhos/resultados importantes

para a raça em todo o país através de grandes nomes do Guzerá;

2 - Produção de guias e manuais sobre o Guzerá, seus cruzamentos industriais e o Guzolando, com divulgação de dados

técnicos obtidos por entidades de avaliação genética e desempenho;

3 - Promoção de Exposições Nacionais em importantes cenários e territórios para o Guzerá;

4 - Prêmio Melhores do Ranking Nacional, sendo as exposições uma das formas de receita para associação;

5 - Realização de Concursos Leiteiros Oficiais, disseminando a alta produtividade do Guzerá;

6 - Edições, produções e traduções de vídeos institucionais da raça Guzerá, potencializando a imagem da raça;

7 - Grife do Guzerá, com produtos de grande desejabilidade sobretudo dos visitantes estrangeiros às feiras.

Atuações de imensurável valor aos criadores de Guzerá, especialmente aos seus associados que, por direito tem acesso

e poder de decisão sobre os trilhos que a raça deve seguir e as ações que a associação deve tomar para promovê-la.

“Não apenas a responsabilidade financeira se estabelece ao se tornar um associado...

Mas também se firmam os compromissos com idéias e atuações práticas para o crescimento da raça.”

Há muito, muito trabalho a ser feito, muitas idéias a serem alinhadas e principalmente muitos esforços a serem captados

junto à ACGB. Só assim podemos desenvolver e executar projetos à altura da raça de dupla função, que se mostra

efetivamente uma solução para a pecuária não só do Brasil, mas para muitos países.

Aproveito para convocar todos os criadores de Guzerá, que ainda não são associados à ACGB, que aproveitem as

oportunidades e méritos conquistados através da união da nossa classe em favorecimento da nossa raça. Juntem-se a nós

e se comprometa de forma ainda mais responsável com o sucesso da sua “Empresa” chamada Guzerá e Guzolando.

46

Guzerá News - Maio 2018


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(ECLIPSE GMJ X INDIANA JP)

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Localizada em região Nobre de São Paulo

(Avaré), a Agropecuária Baguassu prima pela

qualidade de seus animais e está focada no

melhoramento das múltiplas funções (carne e

Leite) das raças Guzerá e Sindi.

Antônio Gomes Periañes Neto - Toni, é o

idealizador da Agropecuária Baguassu.

Industrial do aço, nascido em Piracicaba (SP) e

descendente de espanhóis, tem sua inspiração no

campo herdada do seu avô, criador de gado leiteiro.

As propriedades rurais, que há mais de 20 anos,

eram ocupadas exclusivamente para animais

para cruzamentos industriais, tomaram um novo

formato.

A Agropecuária Baguassu é integrada ao

Programa de Melhoramento Genético do Zebu

(PMGZ), da Associação Brasileira dos Criadores

de Zebu (ABCZ).

A base dos rebanhos Guzerá da Agropecuária

Baguassu, foi composta por matrizes dos mais

importantes e tradicionais criatórios da raça no

Brasil, tais como:

MAAB, Calciolândia, ROE, Suaçuí e IZ - Instituto

de Zootecnia de Sertãozinho.

Located in the Nobre region of São Paulo state (Avaré),the

Baguassu Agropeculture press for excellense and quality

animals, we focus on the multiple functions (meat and milk)

of Guzerá and Sindi breeds.

Antônio Gomes Periañes Neto - Toni, is the mentor of

Baguassu Agriclture.

Born in Piracicaba (SP - BR ) with Spanis descent and expert

in the steel industry, his inspiration in the country inherited

camed all from his grandfather, dairy catlle raisers In the past

20 years the rural properties , were occupied exclusively by

animals for industrial crossings, now they got a new shape and

function.

The Baguassu Agriculture is a member of the Genetic

Improvement Program of Zebu Breeds (PMGZ) of the Brazilian

Association of Zebu (ABCZ).

The base of the herd are composed of females from

national awards, as MAAB, Calciolândia, ROE, Suaçuí and IZ

- Institute Animal Science.

La Agropecuaria Baguassu, localizada en la región noble

de São Paulo (Avaré), prima por la calidad de sus animales y

está enfocada en el mejoramiento de las múltiples funciones

(carne y leche) de las razas Guzerá y Sindi.

António Gomes Periañes Neto - Toni, es el idealizador de

la Agropecuaria Baguassu. Industrial del acero, nacido en

Piracicaba (SP - BR) y descendiente de españoles, tiene su

inspiración en el campo heredado de su abuelo, creador de

ganado lechero.

Las propiedades rurales, que desde hace más de 20

años, eran ocupadas exclusivamente para animales para

cruzamiento industriales, tomaron un nuevo formato.

La Agropecuaria Baguassu está integrada al Programa de

Mejoramiento Genético del Cebú (PMGZ), de la Asociación

Brasileña de los Creadores de Cebú (ABCZ).

La base de los rebaños Guzerá de la Agropecuaria

Baguassu, fue compuesta por matrices de los más importantes

y tradicionales creatorios de la raza en Brasil, tales como:

MAAB, Calciolândia, ROE, Suaçuí e IZ - Instituto de

Zootecnia de Sertãozinho.


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ENCANADOR VILLEFORT X FAUNA ROE

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RESERVADA GRANDE CAMPEÃ - 42ª EXPOBAURU 2016

1º PRÊMIO NOVILHA MAIOR - BEEF EXPO 2016

NASC: 6/12/2014

LEALDADE DA SUACUI

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MATRIZ MODELO 82 EXPOZEBU 1

NASC. - 19/07/2009

ARKIVO FIV BAGUASSU

ENCANADOR VILLEFORT X FAUNA ROE

CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR - CURVELO 2016

CAMPEÃO JÚNIOR MAIOR - 3 LAGOAS 2016

CAMPEÃO TOURO JOVEM - EXPOGOIANIA 2016

RES. CAMPEÃO BABY- EXPOSIÇÃO ESTADUAL DE MG 2015

RES. GRANDE CAMPEÃO - EXPOGOIANIA 2016

RES. CAMPEÃO JR. MAIOR EXPOZEBU - UBERABA - 2016

NASC. 04/12/2014


CORVETE FIV BAGUASSU

FLORIM S X MAAB JADY III FIV BAGUASSU

RES. CAMPEÃO BEZERRO - EXPOZEBU - UBERABA 2017

RES. CAMPEÃO BEZERRO - EXPOCURVELO 2017

NASC. 15/06/2016

MAAB JADY III FIV

MAAB JADY X EMENTHAL

FOTOS: MARCELO CORDEIRO

NASC. 8/10/2007

CONDE FIV BAGUASSU

FLORIM S X GREGA DA SUAÇUÍ

NASC. 07/06/2016


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CONCURSO LEITEIRO - EXPOZEBU - UBERABA 2011

PRODUCAO - 92,69 KG LEITE

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FOTOS: MARCELO CORDEIRO

LACTAÇÃO OFICIAL DA ABCZ

DE 8.500 KG EM 320 DIAS

NASC. 5 /12 /2005


FOTOS: MARCELO CORDEIRO

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