Revista Biosfera Volume 2 (1)

karina66666

Março de 2018

BIOSFERA

BEM VINDO,

CALOURO (A)

CONHEÇA UM POUCO SOBRE O CURSO DE BIOLOGIA

Informe-se!

O QUE É O PET-BIOLOGIA?

Facebook: Pet-Bio UFSCar

CONHEÇA OS DEMAIS GRUPOS DA BIOLOGIA

E aproveite esse novo mundo que é a Universidade


A Revista Biosfera

Com intuito de promover um espaço para os

alunos da biologia compartilhar suas

ideias, trabalhos acadêmicos e ter contato

com informações sobre o curso, o PET-Bio

UFSCar inicia um novo projeto semestral, a

Biosfera!

A segunda edição da Biosfera tem como

público alvo os calouros 018 da bio-UFSCar e

buscamos, com muito carinho, inserir

informações relevantes para quem está

iniciando agora nesse novo mundo que é a

universidade.

Nas próximas edições todos os alunos

poderão trabalhar conosco. Envie seu texto

(que pode ser um trabalho acadêmico,

alguma informação que queira

compartilhar com os colegas de curso,

poemas, desenhos, etc) e ficaremos felizes

em publicar!

Email para envio dos textos e dúvidas:

pet.bio.ufscar@gmail.com

Atenciosamente,

Comissão Biosfera


Programa de Educação Tutorial (PET)

O

um programa do governo federal

é

de estímulo à pesquisa e

brasileiro

universitárias, no nível de

extensão

O programa é subordinado à

graduação.

de Ensino Superior (SESu) do

Secretaria

da Educação (MEC). O Grupo

Ministério

é formado por um tutor, 12

PETBiologia

e 4 voluntários.

bolsistas

atento! A próxima seleção

Fique

informações em:

Mais

Pet-Bio UFSCar

Facebook

Cursos: Visando preencher as lacunas do

Mini

o PET promove mini cursos sobre

curso,

temas de acordo com interesse da

diferentes

Entre os mini cursos desenvolvidos

graduação.

estão: mini curso de filmagem de

recentemente,

silvestre, anuros, anatomia e primeiros

vida

Eles ocorrem em parceria com

socorros.

das áreas, e são oferecidos

profissionais

de horas aos participantes, além de

certificados

aprendizagem adquirida. Fique atento às

toda

na nossa página do Facebook! As

divulgações

são limitadas e você não vai querer

vagas

Essa atividade tem como objetivo

Alcaloses:

o pensamento crítico e desenvolver a

estimular

oral dos petianos. Cada petiano,

apresentação

menos uma vez no ano, tem que realizar

pelo

apresentação de no mínimo 30 minutos

uma

qualquer tema que achar relevante. Essas

com

são abertas para os alunos da

apresentações

e acontecem na hora do almoço às

Biologia

quinzenalmente. E, além disso,

quartas-feiras,

não for do grupo e quiser o espaço para

quem

algo pode também! Não deixe de

apresentar

a divulgação no nosso mural do PET.

conferir

na UAC: A comissão Bio na UAC acredita

Bio

parte social que o PET Bio pode abranger.

na

forma, encontramos na creche da

Dessa

a oportunidade perfeita para

UFSCar

trabalhos sociais que

desenvolvermos

perfeitamente na ideia de ensino e

encaixam

O projeto tem a ideia de integrar

extensão.

do grupo com as crianças e também

membros

conhecimento biológico de uma

transmitir

mais interativa e divertida

forma

Sobre Nós

O QUE É O PET?

O QUE FAZEMOS?

ocorrerá em maio!

perder essas oportunidades!

BIOSFERA Volume 2


Saídas

de

Campo

Talvez a atividade mais aclamada e conhecida pelos

estudantes da graduação, a Saída de Campo é uma

atividade realizada anualmente e tem como objetivo

promover experiências práticas de campo em lugares

não acessíveis durante o curso. Nos anos anteriores,

as saídas de campo foram realizadas no Pantanal,

Serra da Canastra e Florianópolis. Os estudantes

interessados passam por uma seleção, esteja atento

para não perder maiores informações a respeito.

Durante a saída, são realizadas atividades práticas, oferecidas por

profissionais de diferentes áreas, como práticas de Herpetologia,

Aves, Mamíferos e Vegetação. São abordadas questões

importantes para o futuro biólogo que pretende exercer a

profissão se aventurando no campo, como métodos de coleta de

dados, observação de comportamento das espécies, educação

ambiental e estudos de fauna e flora. Os cursos de campo

possuem a finalidade de acrescentar conhecimento aos

estudantes de Biologia sobre diferentes ecossistemas, além de

promover uma relação íntima dos alunos da graduação com o meio

ambiente.

Infelizmente, as vagas são limitadas e é necessário a realização de

um processo seletivo para preenche-las.

Maiores informações serão divulgadas através da página do PET-

Biologia.

Se você possui alguma sugestão de lugares para as próximas

Saídas de Campo, escreva para o e-mail pet.bio.ufscar@gmail.com.

D E B U T S I N G L E


ZOOENDURO

Há mais de uma década que o evento é realizado

todo ano. A atividade acontece na forma de uma

gincana na cachoeira Saltão com os alunos da

UFSCar. O objetivo principal é a integração dos

novos alunos da Biologia, já que a atividade ocorre

logo nas primeiras semanas de aula. As provas

realizadas durante a gincana são uma forma de

estabelecer uma interação entre natureza e

homem, levando em conta práticas de Educação

Ambiental, como percepção do ambiente,

conservação, criatividade e cooperação em grupo.

O Zooenduro ocorre somente uma vez por ano, e

esse ano, ocorrerá em 24 DE MARÇO.

A cachoeira Saltão é uma das cachoeiras mais belas e

altas do estado de São Paulo


Centro Acadêmico da Biologia é a entidade que representa os alunos da biologia, que defende

O

interesses no curso e também do movimento estudantil. Estrutura-se em cima de seu

nossos

pautando questões que transcendem os debates para questões sociais, trabalhando

estatuto,

de forma a não deixar passar nenhum tipo de opressão. Além de tudo isso o C.A também é um

sempre

mágico em que os estudantes costumam se refugiar para trocar ideia, relaxar e colocar a

lugarzinho

em ordem. Fica o convite para que vocês passem na salinha do C.A e participem da

cabecinha

uma empresa júnior sem fins lucrativos, formada inteiramente por alunos (voluntários) do nosso

É

Uma Empresa Júnior pode, através da orientação de um professor, desenvolver projetos na

curso.

de envolvimento (Biologia) para aplicação prática da função antes mesmo de se formar, além de

área

paralelamente seu lado empreendedor.

exercer

Semana Acadêmica da Biologia UFSCar é um evento realizado anualmente pelos próprios alunos dos

A

de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas do campus São Carlos. Este evento traz

cursos

que não são contempladas por nossa grade, a fim de agregar conhecimento à formação dos

temáticas

estudantes.

Coletivo existe desde 2006 e é composto por estudantes de graduação e pós-graduação,

O

e membros da comunidade da região de São Carlos que atuam voluntariamente. Tem

professores

objetivo a divulgação de informação e a preservação do cerrado presente dentro do campus de

como

Carlos da Universidade Federal de São Carlos. Somos favoráveis a uma expansão da universidade

São

COLETIVA

MENTE

GRUPOS DA BIOLOGIA

CENTRO ACADÊMICO - CA

construção do mesmo - todo acréscimo é bem vindo!

EMPRESA JÚNIOR EMA-BIO

SEMANA ACADÊMICA DA BIOLOGIA

COLETIVO DO CERRADO

que preserve sua riqueza natural. Utilizamos recursos materiais e imateriais próprios.


um projeto de Educação Ambiental que teve início em 1992 pelo Departamento de Botânica,

É

estudantes de graduação e pós-graduação, bolsistas e voluntários no planejamento de

envolvendo

e visitas de escolas de ensino fundamental e médio junto à Trilha da Natureza, numa área de

atividades

da Universidade Federal de São Carlos. Portanto, trata-se de uma atividade realizada há mais

Cerrado

20 anos e que já recebeu mais de 15.000 visitantes entre estudantes e outras pessoas da

de

comunidade.

projeto do Monjolinho (Coletivo do Lago) visa a articulação entre universidade,

O

e poder público objetivando a recuperação do Lago da UFSCar, proporcionando

comunidade

qualidade ambiental na região. Além disso, o projeto se propõe a abordar as

maior

ambientais com enfoque na educação ambiental, realizando oficinas,

problemáticas

Associação Atlética Acadêmica da Biologia UFSCar, é o grupo responsável por coordenar as

A

esportivas, festas, eventos, campeonatos e integrações dentro do curso mais lindo

atividades

mundo. O intuito do grupo é quebrar a monotonia do curso, promover a vivência dentro da

do

a integração entre os alunos de diversas turmas da Biologia UFSCar (inclusive de

universidade,

campi), além da interação com outros cursos dentro da faculdade e da região. Dentre as

outros

atividades desenvolvidas por nós, estão: treinos de diversas modalidades, Intercursos,

principais

AlternAAAtivos, organização de festas, eventos e integrações, e claro, o que não pode

Jogos

o maior espetáculo da TERRA: o INTERBIO. O evento trata-se de um encontro anual, com

faltar:

de 4 dias e que reúne os cursos de Biologia do Brasil inteiro. Um evento esportivo que

duração

diversas modalidades, desde futsal, vôlei até partidas de xadrez, e ainda promove uma

envolve

pra lá de animada, com 3 festas temáticas, jogos e tendas durante o dia, além dos

integração

alternativos que só estando presente pra entender como são maravilhosos. Preparem sua

jogos

sua disposição e sua energia, pra curtir e competir com a gente no maior e melhor evento do

voz,

e do Mundo! As inscrições já estão rolando, portanto, não percam tempo! Venham

Brasil

TRILHA DA NATUREZA

COLETIVO DO LAGO

palestras, rodas de conversa e cines.

ATLÉTICA

representar, jogar e torcer pela UFSCar, Bem Vindos!


Coletivo Bia

O coletivo feminista da Biologia

Escrito por: Uma membro do BiA

.

Nosso olá às futuras e atuais biólogas.

Também aos futuros e atuais biólogos.

Muito prazer, somos o BiA.

Somos a Beatriz.

Somos a Bianca.

Somos Maria.

Somos Ana.

Somos mulheres.

Somos resistência.

O nome BiA surgiu do feminino de Bio(logia).

Nos unimos a princípio para estarmos lado a

lado das mulheres da biologia. Fundamos

assim, em Janeiro de 2017, o mais novo

coletivo feminista de São Carlos.

O objetivo do BiA é dar visibilidade às

mulheres, aos seus espaços, valorizá-los,

facilitar o acesso do público que os procure,

buscar apoio, fomentar redes, discussões e

propôr parcerias. Também estamos aqui para

direcionar denúncias a instâncias maiores,

para que nenhuma mulher seja silenciada.

Todas nós, mais cedo ou mais tarde, fomos

objetos de - ou pelo menos presenciamos -

assédio, discriminação, silenciamento, entre

tantas outras situações a que somos sujeitas

por sermos mulheres. Durante muito tempo, o

espaço acadêmico não nos pertencia e até

hoje é preciso disputar essa esfera

hegemonicamente masculina. É nesse sentido

que a organização feminista se torna tão

imprescindível.

A iniciativa da formação do coletivo partiu

das mulheres membros da Atlética da Biologia

e do Centro Acadêmico do curso, diante de

alguns acontecimentos que tornaram

necessária nossa união.

O Coletivo Calisto, de Rio Claro SP,

participou fortemente nessa nossa

construção. Depois de um dia intensivo de

capacitação sobre assuntos relacionados à

nossa proposta, tivemos o insight. E assim,

com açúcar, tempero e tudo que há de bom,

surgiu o BiA.

Temos que destacar que a luta feminista

continua. Não é só importante como

imprescindível. Por isso incentivamos todas

as mulheres da Biologia, graduandas ou não,

a se juntar a nós nessa missão.

Para qualquer informação que queiram, nos

procurem via redes sociais ou pela biologia.

Isso também é válido para os que não

conhecem a causa ou até mesmo discordam.

Será um prazer, pois a luta deve continuar.

Por mim, por você, por ela, por todas.

Fico com o canto das marchas:

"Companheira, me ajude, que não posso

andar só. Eu sozinha ando bem, mas com

você ando melhor.”

Um abraço!

Mexeu com

caloura?

Mexeu com

todas as

veteranas!


pessoas já passaram por paixonites unilaterais, projetando em suas mentes a necessidade de

uitas

e de inserir a pessoa em suas vidas através de um relacionamento amoroso. Já na infância, as pessoas

reciprocidade

a identificar as relações amorosas - namoro, casamento – e crescem em contato com relacionamentos

aprendem

em sua maioria esmagadora. Quando se tornam jovens e adultos, passam a reproduzir pensamentos

monogâmicos

dessas experiências e muitas vezes veem num relacionamento a chave para a felicidade. Temendo a

absorvidos

rejeição e desilusões amorosas, o foco do relacionamento, em alguns casos, passa a ser a garantia da

traição,

emocional e sexual da pessoa com quem se relaciona.

exclusividade

acreditam no falso poder de controle sobre a vida amorosa e a sexualidade do parceiro, assim como seus

Quando

e atração sexual por outras pessoas, os pares envolvem-se em relacionamentos danosos, onde cercam e são

desejos

pelo ciúme de tal forma que acabam abrindo mão de si mesmos e de pessoas próximas. Quando o abuso é

cercados

que as pessoas se sentem obrigadas a deixar de fazer coisas que lhes dão prazer - como socializar com os amigos

tal

ir para os lugares que bem quiserem - elas acabam sendo mutiladas por regras que estabelecem normas de um

e

amoroso - coisas que podem ou não acontecer dentro da relação.

relacionamento

fato é que não é possível controlar os pensamentos e as vontades de outra pessoa e a sexualidade nem sempre

O

ligada restritamente ao amor que duas pessoas sentem uma pela outra. A expressão da sexualidade pode

está

de forma independente do amor, quando o amor não é um pré-requisito para que o sexo aconteça. Dentro

acontecer

relacionamentos amorosos, as experiencias sexuais são “características adicionais” que revelam além da atração, a

dos

admiração, amor e confiança que os pares possuem entre si – conferindo outro significado ao sexo.

intimidade,

algumas pessoas, esse falso poder controle sobre o outro se expressa por meio da necessidade de monitorar e

Para

a vida pessoal do parceiro - os lugares que frequenta, os amigos com quem se relaciona, as conversas no

gerenciar

facebook e outras redes sociais. Quando tais medidas passam a sufocar e interferir na privacidade e

whatsapp,

das pessoas, a relação pode se tornar desgastante, já que o peso emocional resultante das cobranças e dos

liberdade

torna prejudicial o vínculo entre os parceiros.

atritos

busca pela liberdade e autonomia sexual, surgem as relações não-monogâmicas (relacionamentos abertos,

Da

entre outros) concordadas entre pessoas que desejam estar abertas a envolvimentos físicos - e, no caso do

poliamor,

um envolvimento emocional - com outros indivíduos, sem que estes sejam considerados traição ou

poliamor,

e sem que seja preciso abrir mão de uma relação estável com o parceiro. O anseio pela autonomia sexual

infidelidade

pessoas não significa que não exista amor no relacionamento, mas deixa evidente o esclarecimento a respeito

dessas

diferenças entre o sexo e o amor.

das

os relacionamentos não precisam estar presos a padrões sociais para que sejam duradouros e saudáveis.

Certamente,

ideias deturpadas a respeito dos relacionamentos são construídas culturalmente, e como cada indivíduo é

Muitas

e possui necessidades diferentes, não existe um “modelo” de relacionamento amoroso a ser seguido.

único

da forma como a relação se configura, é essencial que exista respeito aos pensamentos e os

Independentemente

de ambas as partes, e é de suma importância que esse respeito se estenda também ao espaço e liberdade do

ideais

é impossível “possuir” alguém e se mal conseguimos controlar os nossos pensamentos, como podemos imaginar

Se

exista a possibilidade de exigir exclusividade sobre os desejos sexuais e emocionais de outra pessoa?

que

Open your mind

M

Relacionamentos amorosos e independência sexual

outro.


U m t e x t o s o b r e o n u m i n o s o , o a m o r

e o e s p a n t o e m r e l a ç ã o a o

u n i v e r s o

Escrito por: Leonardo Ricioli

P

RIMEIRAMENTE, GOSTARIA DE DIZER QUE ESSE É UM TEXTO DESTOANTE

UM RAIO NÃO É APENAS UM RAIO, SEGUNDO MITOLOGIA PAGÃ NÓRDICA, É THOR

DO QUE SERÁ NAS PRÓXIMAS EDIÇÕES DA REVISTA. SENDO A PRIMEIRA

BATENDO SEU MARTELO EM UMA BIGORNA.UM ECLIPSE SOLAR NÃO É APENAS

UMA FORÇA DA NATUREZA, MAS SEGUNDO ASTECAS, É O DEUS QUETZALCÓATL,

EDIÇÃO, GOSTARIA DE COMPARTILHAR UM POUCO DO AMOR E DOS

SENTIMENTOS ENGRAÇADOS E ESTRANHOS QUE TENHO EM RELAÇÃO À

QUE DEU SEU PRÓPRIO SANGUE PARA FAZER A HUMANIDADE, INSATISFEITO COM

OS SACRIFÍCIOS.

CIÊNCIA. UM POUCO DO QUE CONSTRUÍ AO LONGO DOS ANOS, UMA PONTINHA

DE UM SENTIMENTO ENGRAÇADO E ÀS VEZES IMPIEDOSO, UM POUCO DE

Na idade média ocidental, a peste negra não era apenas resultado da

falta de higiene alarmante dos europeus, que jogavam seus dejetos na

INSIGNIFICÂNCIA CÓSMICA.

ESSA COLUNA QUE PRETENDO ESCREVER TAMBÉM EM EDIÇÕES POSTERIORES

rua: eram a ira de Deus sobre a humanidade por causa dos “sodomitas”

(homossexuais, e qualquer pessoa que não ignorasse a própria

DESTA REVISTA, “SCIENTIFIC POLICE”, TEM COMO OBJETIVO INCENTIVAR O

PENSAMENTO CÉTICO, O QUESTIONAMENTO, E EXPOR ALGUMAS FACETAS DO

sexualidade) e das “bruxas”.

E esse tipo de pensamento não é exclusivo dos povos antigos, é algo

PENSAMENTO MÁGICO. MAS NÃO ESSA EDIÇÃO. NESSA, VOU APENAS

CONDUZIR UMA CONVERSA SOBRE ALGUMAS COISAS, SEM MUITAS

selecionado nos humanos, que perdura até hoje. Bom, pense nas

simpatias, crendices e outras coisas que demandam que façamos

PRETENSÕES.

SENDO ESSE UM ASSUNTO QUE EU ME INTERESSO MUITO, E INTIMAMENTE

ligações entre eventos sem ligação aparente para que tenham

validade.Mas isso também não é monopólio de pessoas que possuem

LIGADO À MINHA VIDA PESSOAL, ADMITO QUE HÁ A POSSIBILIDADE DE EU AS

VEZES USAR EXPERIÊNCIAS PESSOAIS, E ME EMPOLGAR PASSIONALMENTE NO

crenças, pois quando o computador de qualquer pessoa trava, tenho

certeza de que todos sentimos vontade de dar uma bicuda neles,

ASSUNTO, COISA QUE EU DESENCORAJO FORTEMENTE EM DISCUSSÕES. POR

ISSO REITERO, ISSO NÃO É UMA DISCUSSÃO FORMAL.

mesmo que os pobres coitados não tenham culpa dos malwares que os

fizemos contrair ao entrar em sites duvidosos de entretenimento

HÁ ALGO DE IRÔNICO E ENGRAÇADO NA CABEÇA HUMANA. NASCEMOS COM

UMA PROPENSÃO AO PENSAMENTO MÁGICO. MICHAEL SHERMER DESCREVEU

adulto.

Para todos os propósitos, temos o pensamento mágico (coisa que

SUBLIMEMENTE EM “CÉREBRO E CRENÇA” ALGUNS MECANISMOS INATOS,

ANTERIORES À PRÓPRIA CIVILIZAÇÃO HUMANA, QUE NOS FAZEM PROPENSOS A

pretendo explicar melhor em edições posteriores) impresso na nossa

mente. É difícil se livrar dele, e é algo inato.As primeiras formas de

ACREDITAR. PRATICAMOS DESDE TEMPOS IMEMORIAIS A ACIONALIZAÇÃO:

INFERIMOS INTENÇÃO DE AÇÃO A FORÇAS DA NATUREZA, E FAZEMOS

pensamento metafísico apresentado por humanos foram relacionados

à religiosidade, como uma estatueta primitiva de uma figura com corpo

LIGAÇÕES ENTRE ACONTECIMENTOS NÃO RELACIONADOS.

IMAGINE QUE VOCÊ É UM HUMANO PRIMITIVO, UM

de homem e cabeça de leão, encontrada em Stadel. Se eu acho isso

ruim? não acho que seja algo bom ou ruim, é apenas algo que eu Acho

HOMO ERECTUS, POR

EXEMPLO, EM ALGUM LUGAR DA SAVANA AFRICANA, E OUVE UM BARULHO EM

sofisticado e poético em alguns aspectos, e acho que desempenhou um

papel importantíssimo nos primórdios da humanidade. Que outro animal

ALGUNS ARBUSTOS PRÓXIMOS.DUAS POSSIBILIDADES SÃO ABERTAS: OU PODE

tem a capacidade de se abstrair da realidade ao ponto de criar

SIGNIFICAR O VENTO, BALANÇANDO OS GALHOS, COMO SENDO O RESPONSÁVEL

PELO BARULHO, OU PODE SER ALGUM PREDADOR, VORAZ E À ESPREITA DE UM

quimeras mentais, meio homem, meio leão? acho isso maravilhoso.

Quando tinha por volta de 8 anos, um cunhado gravou um VHS de uma

MÍNIMO DESCUIDO PARA ATACAR.SE VOCÊ CONSIDERA QUE É APENAS O

VENTO, E NÃO FOGE, CASO VOCÊ ESTEJA ERRADO, VOCÊ MORRE.ISSO É

série chamada “Cosmos”, apresentada pelo excelentíssimo Carl

Sagan.Minha fé já vinha mal das pernas desde que eu tinha uns meses

CHAMADO DE FALSO NEGATIVO.CASO VOCÊ PENSE, INDEPENDENTEMENTE, QUE

SEMPRE QUE VOCÊ OUVIR TAL BARULHO, UM PREDADOR É O RESPONSÁVEL

antes, quando terminei de ler a bíblia pela primeira vez, e a série

POR ELE.VOCÊ CORRE EM TODOS OS CASOS, E CASO VOCÊ ESTEJA ERRADO, E

contribuiu para minha confusão mental e guerra interna de crenças

FOR APENAS O VENTO, NA PIOR DAS HIPÓTESES VOCÊ PERDEU ENERGIA AO

(Fui criado de uma forma bastante religiosa, e frequentei

CORRER, E SE VOCÊ ESTIVER CORRETO, VOCÊ SOBREVIVE.ESSE TIPO DE COISA

assiduamente a igreja evangélica dos meus pais até uns 14 anos, mais

SUGERE QUE O COMPORTAMENTO DE INFERIR AÇÃO E INTENÇÃO À COISAS

por eu gostar da música, esplendorosamente bem tocada naquele

INANIMADAS FOI SELECIONADO NATURALMENTE NA HUMANIDADE.

recinto, do que por crenças).


Porque somos meros humanos, com nossas mentes descontínuas, nossos

UMA COISA QUE EU PENSAVA MUITO ERA, SE EU ME TORNASSE CÉTICO,

ONDE ENCONTRARIA AQUELE SENTIMENTO DE ALGO MAIOR, DE ALGO

viéses e conclusões pessoais acerca do mundo, nossos preconceitos,

paixões. Somos passíveis de erros. Vão aprender ao longo dos estudos

ESPLENDOROSO NOVAMENTE? QUAL SERIA O SENTIDO DA MINHA VIDA?

APESAR DE TER USADO O EXEMPLO DA MINHA “DESCONVERSÃO” AO

que nem sempre a conclusão que chegamos primeiro é a mais correta, e

logo nossas hipóteses devem estar sujeitas a testes rígidos, e a futuras

CRISTIANISMO, NÃO PRETENDO ATACAR OU AO MESMO INDUZIR ISSO EM

NINGUÉM. SÓ USEI DE EXEMPLO ALGO QUE ACONTECEU COMIGO. MAS POR

adições e correções. A própria Origem das Espécies, de Charles Darwin,

teve 6 edições, uma maior que a outra, com adições e correções, e isso

EU TER TIDO ESSA “CISÃO” COM A IGREJA, E TER FICADO “CAPENGA” DE

SENTIMENTOS ESPLENDOROSOS, MEUS ESTUDOS ACABARAM ME LEVANDO

não tira o mérito do livro.Isso porque ser cientista é corrigir erros, seus

e dos outros, admitir a falha e seguir em frente.

À COISAS QUE GOSTARIA DE COMPARTILHAR COM VOCÊS.

HÁ UM LIVRO, SE NÃO ME ENGANO PUBLICADO EM 1923, POR UM CLÉRIGO

Sir Isaac Newton tem uma frase que, para mim, sintetiza bem sobre o que

se trata a ciência.”Se ví mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de

CHAMADO RUDOLF OTTO, CHAMADO “A IDEIA DO SAGRADO”. É ENGRAÇADO

QUE UM LIVRO ESCRITO POR UM TEÓLOGO SEJA UM DOS MEUS FAVORITOS,

gigantes”. CIência é um corpo de conhecimento, colaborativo. Errar não é

MAS ELE FEZ A MELHOR DESCRIÇÃO DO SAGRADO QUE EU JÁ LI. OTTO

execrável, mas louvável.

Ideias deverão e serão atacadas e postas à prova. Um bom exemplo é, se

DESCREVEU A SENSAÇÃO DE SAGRADO E SANTO, A SENSAÇÃO DE TER

CONTATO COM DETERMINADAS COISAS DITAS SAGRADAS, E DEU O NOME

você tem internet, por exemplo, provavelmente já viram pessoas que

diziam que conseguiram refutar a teoria da evolução, e provavelmente

DE “NUMINOSO” À ESSAS COISAS. SEGUNDO OTTO, A HUMANIDADE TEM

PRÉ DISPOSIÇÃO EM DETECTAR E VENERAR O NUMINOSO. TAMBÉM DIZIA

junto dessa frase, vinha algo sobre uma conspiração da ciência para

silenciar a pessoa.Leiam “ A caixa Preta de Darwin”, é um péssimo livro,

QUE ESSE SENTIMENTO É PRODUTO DO CONTATO HUMANO COM ALGO QUE

ELE CHAMOU DE MISTERIUM TREMENDUM, OU ALGO DESCONHECIDO QUE

mas um ótimo exercício. O autor diz ter refutado a teoria da evolução, e

cita conspirações sobre o porquê de sua “refutação” não ter sido aceita

NOS FAZ SENTIR INSIGNIFICANTES, MAS NÃO NO SENTIDO RUIM.

INSIGNIFICANTES NO SENTIDO DE PEQUENOS, MAS COM UM SENTIMENTO

no meio científico. Algo sobre conspirações ateístas, se não me engano.

O engraçado é que na ciência, você não é mal visto por refutar algo. Se

DE ESPLENDOR.

FAÇAM O EXERCÍCIO, QUANDO PUDEREM E TIVEREM A CHANCE, DE

de fato alguém conseguir refutar a evolução, essa pessoa ganhará um

Nobel, e será considerada um visionário, com honrarias.Não há amores e

OBSERVAR O CÉU À LUZ DE UM TELESCÓPIO NEWTONIANO, COM UMA

conspirações. O método é duro para que possa ser contestado, refutado,

OCULAR DE CAMPO ABERTO. COMO NÃO MORAMOS NOS POLOS DA TERRA,

MAIS OU MENOS ACIMA DE VOCÊS, VOCÊS VERÃO (A OLHO NÚ

retrabalhado.Porque somos falhos.

Mas dentre todos essas críticas, há algo que compartilho, e creio que

CONSEGUIRÃO IDENTIFICAR ISSO) UMA AGLOMERADO MAIOR DE ESTRELAS

QUE NAS ÁREAS MAIS PERIFÉRICAS DO CÉU (ISSO SE DÁ PELO

todos os cientistas compartilham também, com religiosos. O sentimento

de algo divino, algo grande e maravilhoso, em relação ao universo. O

ALINHAMENTO DA VIA LÁCTEA, DOS SEUS BRAÇOS, NESSE EIXO). COM O

ESPELHO CONVEXO DO TELESCÓPIO, APONTEM PARA ALGUM DESSES

sentimento numinoso, de pensar na grandiosidade do universo, em todos

os mistérios contidos nele. E o amor, que alguns atribuem à Deus, que

LUGARES E SIMPLESMENTE OBSERVEM POR UM TEMPO, E TERÃO A

SENSAÇÃO DO QUE OTTO CHAMA DE NUMINOSO.

acabamos por atribuir ao mistério, e me arrisco a dizer até milagre, da

vida.

UMA COISA QUE VÃO APRENDER ENQUANTO ESTUDAREM CIÊNCIA, É UMA

GRANDE LIÇÃO DE HUMILDADE.EXISTEM MUITAS CORRENTES FILOSÓFICAS

Desde o primeiro primata que levantou os olhos para o céu, ainda somos

enchidos com um sentimento grandioso quando olhamos para as estrelas,

RELATIVISTAS, QUE EXCLUEM O REALISMO FRIO E CALCULISTA DA

CIÊNCIA, DE UMA FORMA UM POUCO ANTROPOCÊNTRICA.VÃO PERCEBER

ou para nós mesmos.Tentamos explicar de variadas formas, desde o

surgimento da humanidade, os mistérios que nos circundam, munidos

QUE O UNIVERSO É FRIO E INDIFERENTE AOS HUMANOS, E QUE NÃO SOMOS

NADA MAIS NADA MENOS QUE MÁQUINAS QUÍMICAS, GERADAS POR

apenas de um cérebro sofisticado e uma dose alta de curiosidade.

Fazer ciência não é nada mais que suprir um sentimento primitivo de

MUTAÇÕES ALEATÓRIAS DA EVOLUÇÃO, E NÃO MUITO MELHORES QUE UM

INSETO OU UMA GIRAFA, OU MESMO UM PÉ DE ALFACE.TANTO O SENSO

curiosidade.É como estar em uma noite estrelada em torno de uma

figueira, e se perguntar que perigos e que maravilhas circundam onde a

COMUM QUANTO ALGUMAS CORRENTES FILOSÓFICAS ACUSAM E ACUSARÃO

A CIÊNCIA DE SER ININTELIGÍVEL, CALCULISTA, E NO CASO DAS

luz não chega.

Ser cientista é levantar de volta da fogueira, e com passos lentos

CORRENTES MAIS ACADÊMICAS, CRITICARÃO O MÉTODO CIENTÍFICO.E EU

ACHO ÓTIMO! ESTEJAM SEMPRE ABERTOS A DISCUTIR (DESDE QUE TENHAM

avançar relva adentro, com um sentimento de medo, mas também de

felicidade, e descobrir aos poucos que não há motivos para ter medo.

LIDO AO MENOS O QUE É O MÉTODO CIENTÍFICO).MAS ACHO JUSTO

EXPLICAR ALGO QUE LEVEI BASTANTE TEMPO PARA ENTENDER SOBRE O

Ser cientista, é estar em contato com um sentimento maior, com o

Misterium Tremendum.É estar em contato com o divino.

MÉTODO: POR QUE ELE PRECISA SER TÃO RÍGIDO, INDIFERENTE,

IMPESSOAL?


“Sustento que o

sentimento religioso

cósmico constitui a

mais nobre e forte

motivação para a

pesquisa científica.”

-Albert Einstein, Ideias

e Opiniões, 1954.


don't kill

MY VIBE

E S C R I T O P O R : M O N I Q U E M A I A N N E E L E O N A R D O R I C I O L I

“Resultado dos vestibulares

disponíveis.” Corre pra ver a

nota.

“Mãe, passei. Pai, passei.

Professor, passei.” Compartilha

com os amigos.

“E quem serão os novos amigos?

Veteranos... Veteranos! Preciso

me enturmar, tenho que

parecer legal, mas como?”

E assim se inicia a temporada de trotes, uma

controversa tradição universitária

brasileira: se por um lado há integração e

recepção dos calouros, por outro há atos de

humilhação, violência e desrespeitos físicos

e morais realizados por parte dos veteranos,

colocando os novatos em uma situação

subalterna.

Até parece uma prática criada recentemente,

mas não é. Originado na Europa durante a

Idade Média, os calouros do século V ao XV

tinham suas roupas queimadas e cabelos

raspados, práticas justificadas por medidas

profiláticas, a fim de não propagar doenças,

segundo Antonio Zuin, autor do livro “O

Trote na Universidade: Passagens de um Rito

de Iniciação”.

Na etimologia da palavra, trote, dentre

outros significados, simboliza o andar

de certos quadrúpedes, como o cavalo, que é

ensinado a trotar durante sua domesticação,

um dos argumentos utilizado para retratar o

ato tal como ele se mostra, uma série de

práticas vexatórias, que tem como objetivo

posicionar entidades, veteranos, alto escalão

e “bixos”, subordinados.

Vez que as universidades, em especial as

públicas, são grandes centros elitistas e que

o poder é misógino, racista e homofóbico, a

situação do trote universitário se agrava

quando se fala das minorias sociais.

Concursos miss-bixete, black faces e

simulação de sexo com bonecas infláveis são

apenas exemplos das atividades que são

tomadas como brincadeiras durante o ritual.

Um dos grandes motes que acabam levando

a uma “aceitação” do trote por parte dos

bixos, é o medo de se tornar um “excluído

social”.Muitos de nós, e eu digo nós, porque

fui um desses, tiveram experiências

péssimas no Ensino Médio.E quem passou

por esse tipo de experiência no Ensino

Médio não deseja passar por algo parecido

no Ensino Superior. Somos primatas ultrasociais

e, por mais que às vezes negamos

isso, interações sociais, amizade, apoio e

calor humano são coisas tão importantes

quanto alimento e moradia.

A experiência de viver um Ensino Médio

solitário é assoladora.


Pessoas costumeiramente comparam a escola a

um “presídio”. Bom, eu digo que se o Ensino

Médio é o presídio, a faculdade seria o

equivalente à reinserção à sociedade, onde você

não quer que ninguém descubra as coisas que fez

ou que te aconteceram na cadeia.

Logo, frente ao medo de passar 4 anos,

desamparado pelos familiares (que na maioria

dos casos estão longe o suficiente e não podem

dar apoio) e sem amigos, torna os novos

ingressantes da Universidade abalados

psicologicamente, o suficiente para se

submeterem a práticas execráveis, como trotes

violentos.

O trote tem como intuito simbolizar um ritual de

passagem. Somos animais ritualísticos, e os

rituais estão presentes na nossa vida

diariamente. A cerimônia de casamento, a festa

de aniversário, a celebração do natal e do ano

novo, são todos rituais, que não necessariamente

significam algo no mundo físico, mas talvez uma

mudança de percepção. Por exemplo: celebramos

o ano novo, fazemos planos, enquanto na

verdade é só mais uma volta da terra em torno

do sol, que não significa absolutamente nada,

“metafisicamente” falando. No dia primeiro de

janeiro, as contas, os problemas, as alegrias e as

mágoas ainda estarão lá, mas é estranho como o

ritual nos dá quase que uma força, como ele faz

“cair a ficha” de que algo mudou. Um exemplo

que eu mesmo presenciei, de dois casamentos.

Em um deles, o casal apenas foi no cartório, e

voltou pra casa, tudo continuou normalmente. O

outro casal de pessoas próximas, mandou um

belo churrascão com pagode na casa deles, com

decoraçãozinha de casamento, e fez uma viagem

à Praia Grande pra comemorar. Claramente, pra

mim, esse segundo casal experienciou uma

mudança na percepção deles como casal mesmo.

Eles se “engajaram” mais no casamento.

Por isso, considero que o trote seja, até

determinado ponto, saudável. É um ritual, como

qualquer outro, e tem sim sua importância na

socialização do calouro. Mas tudo - tudo - tem

limites. O trote é capaz de dizer muito bem que

tipo de veteranos você tem, e qual será a

natureza da relação com eles, caso se tornem

seus “amigos”.

Veteranos que se sentem bem fazendo com que

você se sinta mal, usando coerção para fazer com

que os calouros participem, terão um

relacionamento de natureza abusiva e

autoritária com o calouro, e nesse caso, acho

realmente que não vale à pena a socialização.

Acredite em mim, vocês farão amizades ao longo

do curso, e sem ter de se submeter a coisas

degradantes.

Independentemente do trote ser “leve” ou não,

se não houver consentimento, não deverá

acontecer. É importante lembrar que cada

pessoa possui uma percepção diferente sobre as

situações, portanto, não deve haver retaliações

sociais. A vontade do calouro deve ser

respeitada, acima de qualquer vontade de

“interação” por parte dos veteranos.

Vale lembrar que a humilhação não é sempre

escancarada. Aceitar algo por receio de dizer

não, realizar atividades contra a própria vontade

e não ter o direito à retórica é também trote

abusivo. Ser esgotado fisicamente e/ou

psicologicamente não é normal, diante dessas

situações, não se cale - você não está sozinho. Ao

contrário do que a mídia televisiva diz, existem

formas de denunciar abusos na calourada e

existem medidas cabíveis à serem tomadas. Caso

ocorra algo, procurem os coletivos e a reitoria.

Converse com seus veteranos, e podemos

denunciar o abuso juntos.

hey, garota

Ocorreu um abuso e gostaria de

denunciar/ conversar sobre o

assunto? Saiba que existem

pessoas muito legais sempre

dispostas a te auxiliar.

Você pode entrar em contato com

o Coletivo Bia (facebook: Coletivo

Bia) e com a Calourada das Minas

(facebook: Calourada das Minas).

Não se cale!


Glitter

Pra brilhar sem prejudicar a natureza

O uso de glitter tem sido criticado

O site especializado em ecologia, chamado

recentemente devido ao fato dele não

Pedra Ambiental, divulgou que o glitter e a

ser biodegradável, ou seja, ele é um

purpurina, além de poluírem os oceanos, são

poluidor do ambiente, devido a sua

responsáveis pela morte de peixes, tartarugas e

composição.

outros animais marinhos.

O glitter é geralmente feito de

De acordo com o Nexo Jornal, o glitter, além de

copolímeros de plástico e folículos de

poder ser engolido pelos animais, também

alumínio, que não são biodegradáveis e

prejudica a fotossíntese das algas, fazendo com

sua reciclagem é praticamente

que todos os organismos marítimos sejam

inexistente. Eles demoram em torno de

ameaçados. Há relatos de que 85% de todo o

400 anos para serem decompostos e,

plástico encontrado na natureza, são

devido ao seu tamanho, retirá-lo da

microplásticos.

natureza é praticamente impossível.

Vale lembrar que os microplásticos não são

Não apenas no Carnaval, a Biologia da

UFSCar usa e abusa do uso desse

apenas o glitter e a purpurina, mas eles

também estão presentes em muitos

artefato, o que torna nossas atividades

mais coloridas e alegres, porém, com

cosméticos cuja composição possui

“polyethylene” ou “polypropylene”. Portanto,

uma conseqüência não muito bacana

para a natureza.

fique atento aos rótulos!

Depois de toda a diversão, esses

No entanto, existem alternativas sustentáveis

minúsculos pedacinhos de plástico, ao

para a criação de um glitter biodegradável,

serem removidos no banho, vão parar no

uma forma de brilhar e se divertir sem

oceano, somando-se aos outros tantos

prejudicar o meio ambiente, que podem ser

milhões resíduos que poluem o meio.

feitas na cozinha de sua casa, utilizando apenas

e corante de alimentos. Essa receita você

sal

abaixo:

confere

1. Coloque o sal num potinho e pingue algumas gotinhas do corante na cor desejada. Não tem fórmula

certa: o ideal é ajustar a quantidade do corante de acordo com o tom que você pretende conseguir,

sabendo que quanto mais gotinhas adicionar, mais escuro ele ficará. Para chegar a uma tonalidade

perfeita, a dica é adicionar o corante aos poucos.

2. O próximo passo é misturar bem os ingredientes e deixar secar o seu glitter natural por, pelo menos,

duas a três horas.

3. Outra técnica é assar o sal em uma assadeira forrada com papel manteiga por um tempo de 10 a 15

minutos. Se optar por fazer isso, é importante deixar o glitter esfriar antes de usá-lo no corpo e sair

brilhando por aí!

IMPORTANTE: se você é alérgico a corante para alimentos você NÃO PODE usar esta receita.

Caso a receita não funcione, ou exista algum tipo de reação com os corantes alimentícios, existe a

possibilidade de se utilizar os pós brilhantes de confeiteiro, encontrados em lojas especializadas, que, por

serem comestíveis, eles são degradados mais facilmente, evitando a poluição do meio ambiente.

Existem muitas formas de degradar o ambiente, mas também existem muitas formas de evitar essa

destruição. Se existir a possibilidade de impactar menos a natureza, que sigamos em frente evitando a

poluição e preservando a fauna e a flora de todas as formas possíveis.


Você sabia que

OS DINOSSAUROS

fAZIAM XIXI?

ESCRITO POR: JULIO MIGUEL

E

m 2001, na cidade de Araraquara no

interior paulista, dois cientistas, Marcelo

Adorna e sua esposa Luciana Bueno

encontraram um registro fóssil de uma

estrutura que seria um vestígio de urina de

dinossauro. Esse registro encontrado na

Formação Botucatu (uma formação

geológica da Bacia do Paraná), lugar que já

fora o maior deserto do mundo, foi nomeado

de urólito, “uro” que significa urina e

“lithos” que significa pedra. A comprovação

de que o icnofóssil (fóssil de vestígios de

atividade biológica) era de um dinossauro e

não de outro mamífero foi dada pelo

tamanho do urólito de 34 centímetros,

marca relativamente grande para os

registros de pequenos mamíferos que viviam

naquele ambiente.

Na observação de ratitas atuais, como Emas

e Avestruzes, foi possível verificar que a

urina liberada pela cloaca produzia um

registro muito parecido ao formato do

urólito. Nas ratitas, a urina fica armazenada

no urodeum (órgão de função semelhante a

bexiga dos mamíferos), esse órgão também

realiza reabsorção de água para evitar a

desidratação do organismo. Portanto, ao

assumir a associação da fisiologia das ratitas

a de dinossauros de grande porte e que

possuem uma estrutura capaz de

armazenamento e reabsorção de água. Além

do fato do urólito ter sido encontrado na

Formação Botucatu, antigo ambiente

desértico, comprovam a ideia de que alguns

grupos de dinossauros pudessem urinar.

MARCELO ADORNA FERNANDES ATUALMENTE É

BIÓLOGO E PALEONTÓLOGO. .

Atualmente é professor titular de Paleontologia e Geologia Geral do curso

de Biologia e pesquisador no laboratório Paleoecologia e Paleoicnologia

do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da UFSCar – São

Carlos.


Conheça as diferentes linhas de pesquisa da Biologia

DEBE - Departamento de

e Biologia Evolutiva

Ecologia

Prof. Dra. Angélica Maria Penteado Martins Dias:

Biotaxonomia de hymenoptera parasitoides

neotropicais.

Contato: angelica@ufscar.br

Profa. Dra. Odete Rocha: : Limnologia Geral,

Ecofisiologia de Organismos de Água Doce,

Ecotoxicologia, Biodiversidade de Águas Doces,

Ecologia de reservatórios e Biodiversidade em

Águas Doces Continentais.

Contato: doro@ufscar.br

Profa. Dra. Mirna Helena Regali Seleghim: Ecologia.

Subárea: Ecologia de Microorganismos Aquáticos.

Especialidade: Ecologia e Taxonomia de

Protozoários e Microrganismos como Indicadores.

Experiência na área de Ecologia, com ênfase em

Ecologia de Microorganismos Aquáticos e na área

de química de produtos naturais.

Contato: seleghim@uol.com.br

Prof. Dr. Francelino Lamy de Miranda Grando:

Norma Ambiental.

Contato: grando@ufscar.brAngélica

Linha de pesquisa: biotaxonomia de hymenoptera

parasitoides neotropicais

Contato: angelica@ufscar.br

Prof. Dr. Carlos Roberto Sousa e Silva: Equilíbrio

Biológico de Afídeos, Sistemática de Afídeos e

Relações Alimentares dos Insetos.

Contato: dcrs@ufscar.br

Prof. Dr. Manoel Martins Dias Filho: Bionomia de

Lepidoptera e Ecologia de Aves.

Contato: manoelmd@ufscar.br

Profa. Dra. Maria Elina Bichuette: História

Natural de Vertebrados, Ecologia de Populações

e Sistemática de Peixes Neotropicais (ênfase em

espécies subterrâneas) e Biota

Subterrânea/Diversidade e Conservação.

Contato: lina.cave@gmail.com

Prof. Dr. Marcelo Adorna Fernandeso:

Paleoicnologia, Paleoecologia e Geoecologia.

Contato: marcelicno@yahoo.com.br

DME - Departamento de

Metodologia de Ensino

O Departamento de Metodologia de Ensino tem como

objetivo produzir, analisar, sistematizar, divulgar, e

compartilhar saberes, no âmbito da formação de

professores e outros agentes da educação, que

fundamentem e/ou contribuam para a compreensão e o

aprimoramento dos processos educacionais. Docentes:

Denise Freitas

Linha de pesquisa: Ensino de Ciências e Ensino de

Biologia; Formação de Professores; Ambientalização

curricular e Educação Alimentar e Educação.

Contato: dfreitas2011@gmail.com

Douglas V.

Linha de pesquisa: O Ensino de Ciências e Biologia e as

relações sociais; Projeto de vida e escolarização de

jovens.

Contato: douglasverrangia@gmail.com

Juliana Rink

Linha de pesquisa: Ensino de Biologia; Ensino de

Ciências; Formação de Professores; Educação Ambiental.

Contato: julirink@gmail.com


DMP - Departamento de

DCF - Departamento de

Morfologia e Patologia

Ciências Fisiológicas

O DCF agrega as áreas de Fisiologia Humana,

Fisiologia Animal Comparativa, Biofísica, Farmacologia,

Bioquímica e Biologia Molecular. Possui os seguintes

laboratórios de pesquisa, que são destinados aos

docentes e alunos que realizam estágio, iniciação

científica e pós-graduação, para o desenvolvimento de

suas pesquisas.

Lab. de Bioquímica e Biologia Molecular

Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo

Contato: hsaraujo@ufscar.br

Lab. de Farmacologia

Gerson Jhonatan Rodrigues

Contato: gerson@ufscar.br

Lab. de Fisiologia do Exercício

Gliberto Eiji Shiguemoto

Contato: gileiji@gmail.com

Roberto Márcio Machado Verzola

Contato: rmmverzola@ufscar.br

Sérgio Eduardo de Andrade Perez

Contato: seaperez@ufscar.br

Vilmar Baldissera

Contato: vilmarb@ufscar.br

Lab. de Neuroendocrinologia

Keico Okino Nonaka

Contato: keico@ufscar.br

Lab. de Zoofisiologia e Bioquím. Comparativa

Cléo Alcântara da Costa Leite

Contato: Cleo.leite@gmail.com

Francisco Tadeu Rantin

Contato: frantin@ufscar.br

Ana Lúcia Kalinin

Contato: akalinin@ufscar.br

Marisa Narciso Fernandes

Contato: dmnf@ufscar.br

LINHAS DE PESQUISA

Patógenos de veiculação hídrica

Epidemiologia de infecções e infestações

parasitárias

Imunopatologia das infecções

Modulação da resposta biológica

Isolamento, cultivo, identificação e ação de drogas

sobre microrganismos de interesse médico e

sanitário.

Morfologia das mucosas bucais.

Morfologia do aparelho locomotor

Morfologia do sistema reprodutor sob alcoolismo

crônico experimental.

Morfologia do sistema reprodutor masculino

(Anatomia, Histologia, Ultraestrutura e Histoquímica).

Clovis Wesley O. de Souza

Email: clovis@ufscar.br

Cristina Paiva de Sousa

Email: prokarya@ufscar.br

Fábio Gonçalves Pinto

Email: fgpinto@ufscar.br

Fernanda de Freitas Aníbal

Email: ffanibal@ufscar.br

Karina Nogueira Zambone Pinto

Email: karina@ufscar.br

Luiz Fernando Takase

Email: ltakase@ufscar.br

Maíra Aparecida Stefanini

Email: stefanin@ufscar.br

Marcelo Martinez

Email: martinez@ufscar.br

Maria José Salete Viotto

Email: viotto@ufscar.br

Paulo Teixeira Lacava

Email: ptlacava@ufscar.br


DHB - Departamento de

Hidrobiologia

Não se sinta um peixe fora d’água! A Biologia também conta com o Departamento de

Hidrobiologia (DHb), cujas linhas de pesquisa estão relacionadas com biologia e ecologia de

organismos aquáticos, aliadas à qualidade da água e interação com bacias hidrográficas.

Entre as matérias da graduação oferecidas pelo Dhb, estão: Biologia do Desenvolvimento,

Biologia e Diversidade Animal, Biologia Quantitativa, Ciclos Biogeoquímicos e Poluição,

Ciências do Ambiente para Engenharia Física, Citologia, Histologia e Embriologia, Conceitos

e Métodos em Ecologia, Ecologia Comportamental, Ecologia de Comunidades I, Ecologia

Numérica, Invertebrados I, Histologia, Limnologia Aplicada, Princípios Básicos de Taxonomia

Zoológica e Protozoa.

O corpo docente é composto por um grupo de doutores, professores seniores e auxiliares

técnicos e administrativos. Abaixo, disponibilizamos os emails de alguns professores do Dhb.

Alberto Carvalho Peret

Contato: peret@power.ufscar.br

Dalva Maria da Silva Matos

Contato: dmatos@power.ufscar.br

Evelise Nunes Fragoso de Moura

Contato: evelise.fragoso@gmail.com

Hugo Sarmento

Contato: hsarmento@ufscar.br

Irineu Bianchini Jr.

Contato: irineu@power.ufscar.br

Ivã de Haro Moreno

Contato: imoreno@ufscar.com

Marcela Bianchessi da Cunha

Santino

Contato: cunha_santino@ufscar.br

Maria da Graça Melão

Contato: dmgm@power.ufscar.br

Rhainer Guillermo Ferreira

Contato: rhainer@ufscar.br

Lívia Maria Fusari

Contato: liviafusari@ufscar.br

José Roberto Verani

Contato: verani@power.ufscar.br

O Departamento de Hidrobiologia possui muitos laboratórios, entre eles, há a Estação

Experimental de Aquicultura, Laboratório de Análises Químicas, Laboratório de

Biodiversidade e Processos Microbianos, Laboratório de Dinâmica de Populações de

Peixes,, Laboratório de Plâncton, Laboratório de Bioensaios e Modelagem Matemática,

Laboratório de Macroinvertebrados Aquáticos, Laboratório de Reprodução de Peixes,

Laboratório de Ecologia da Conservação, Laboratório de Análise e Planejamento Ambiental.

Se interessou? Você pode conhecer um pouco mais sobre o Dhb no site www.dhb.ufscar.br,

ou marcando uma visita pessoalmente.


DGE - Departamento de

Genética e Evolução

Profa. Dra. Patrícia D. de Freitas: Genética e

Evolução; Genética da Conservação; Genética na

Aquicultura; Mineração de Dados

Contato: patdf@ufscar.br

Prof. Dr. Flávio Henrique Silva: Biotecnologia

Molecular e Estrutural ; Inibição de Enzimas

Proteolíticas

Contato: dfhs@ufscar.br

Prof. Dr. Anderson Ferreira Cunha: Genética de

Leveduras; Genética de Células Vermelhas e

Doenças Eritrocitárias

Contato: anderf@ufscar.br

Prof. Dr. Reinaldo Alves de Brito: Arquitetura

Genética de Caracteres Complexos; Estudo de

Marcadores Genéticos em Espécies Nativas

Brasileiras; Identificação de Genes de Especiação

em Anastrepha; Genética da Conservação

Contato: brito@ufscar.br

Prof. Dra. Maria Teresa Marques Novo Mansur:

Aplicação da Análise Proteômica para fins

biotecnológicos; Clonagem e expressão de genes de

interesse biotecnológico; biomarcadores ou genesalvo

de Xanthomonas sp. (detectados pela análise

proteômica) potencialmente relacionados ao

diagnóstico/ combate do cancro cítrico.

Contato: marinovo@ufscar.br

Prof. Dr. Orlando Moreira Filho: Citogenética

Básica e Molecular e Evolução de Peixes;

Citogenética de Peixes; Citogenética de

Vertebrados; Impactos ambientais em bacias

hidrográficas

Contato: omfilho@ufscar.br

Prof. Dr. Iran Malavazi: Biologia Molecular e Celular

de Fungos Filamentosos; Patogênese Molecular de

Aspergilus fumigatus; Morfogênese da célula fúngica

e crescimento polarizado em Aspergillus nidulans

Contato: imalavazi@ufscar.br

Prof. Dr. Marco Antonio Del Lama: Dispersão

sexo-assimétrica e estrutura genética das

populações de abelhas; Biologia da nidificação,

estrutura genética populacional e estrutura

sociogenética de ninhos de vespas crobronideas;

Filogeografia de vespas sociais neotropicais da tribo

Epiponin

Contato: dmdl@ufscar.br

Profa. Dra. Lisandra Marques G. Borges: Grupo

de Bioquímica e Biofísica de Proteínas; Grupo de

Bioquímica de Proteínas

Contato: lisandramgava@gmail.com

Prof. Dr. Felipe Roberti Teixeira: Caracterização

funcional da E3 ubiquitina ligase SCF(Fbxo7/PARK15);

E3 ubiquitina ligases reguladoras da via das MAPKs e

atividade do preteassoma; Identificação de substratos

da E3 ubiqutina ligase SCF(Fbxl17).

Contato: felipebqi@gmail.com

Prof. Dr. Ricardo Carneiro Borra: Estudo da resposta

imunológica e inflamatória associada às doenças do

Sistema Estomatognático; Estudo e desenvolvimento

de Imunoterâpicos contra o câncer urotelial de bexiga

Contato: rcborra@gmail.com

Prof. Dr. Francis de Morais F. Nunes: Genética de

Sistemas; Genética do Desenvolvimento; Análise de

Genes e Genômica;Transcriptoma; RNAs nãocodificadores

Contato: francis.nunes@ufscar.br

Prof. Dra. Andrea S. da C. Fuentes: Expressão

heteróloga de proteínas de interesse biotecnológico;

Genética Molecular de plantas produção de plantas

transgênicas resistente a insetos

Contato: andreasc@ufscar.br

Prof. Dr. Pedro Galetti: Genética Evolutiva; Genética

da Conservação

Contato: galettip@ufscar.br

Prof. Dr. Marcos Roberto Chiaratti: Genética

Citoplasmática; Herança Mitocondrial; Biotecnologia

Animal

Contato: chiarattimr@gmail.com

Profa. Dra. Andréa Cristina Peripato: Bases

Genéticas e Epigenéticas do Cuidado Materno;

Genética de Caracteres Complexos; Genética de

Comportamento; Ensino em Genética.

Contato: peripato@gmail.com / peripato@ufscar.br

Prof. Dr. Marcelo de Bello Cioffi: DNAs repetidos e

organização de genomas; Origem e evolução de

cromossomos Sexuais; Evolução Cromossômica e

Biogeografia de Peixes de Água Doce

Contato: mbcioffi@ufscar.br

Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Pranchevicius:

Análise molecular e genética da virulência e dos perfis

de resistência de microrganismos, para o

desenvolvimento de métodos diagnósticos e

terapêuticos; Bioprospecção de plantas e biomoléculas

com potencialidade antitumoral, antimicrobiana e

aplicabilidade industrial; Estudo de biomoléculas

relacionadas ao controle do ciclo celular e suas

aplicações biológicas, de prognóstico e terapêuticos

para o tratamento do câncer.

Contato: mcspranc@gmail.com


DCAM - Departamento de

Ciências Ambientais

O Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) foi

criado em 2012, a partir do desmembramento do

Departamento de Hidrobiologia. O DCAm consolida a

área de conhecimento na UFSCar, que ganhou

destaque com a criação do curso de Bacharelado em

Gestão e Análise Ambiental em 2009, no âmbito do

Reuni. É responsável pela oferta de diversas

disciplinas principalmente no curso de Gestão e

Análise Ambiental. Interage também com outros

departamentos da UFSCar, ministrando disciplinas

para os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas

e Bacharelado em Biotecnologia, Engenharia Civil e

Gerontologia . As atividades de pesquisa do DCAm

concentram-se nas linhas específicas de Ambiente e

Sociedade, Gestão da Paisagem e Sistemas

Ecológicos. Seu corpo docente efetivo é constituído,

na sua totalidade, por professores doutores com

dedicação exclusiva, com formações diversas, o que é

profundamente enriquecedor para essa área. Além

disso, vários deles são pesquisadores vinculados à

grupos de pesquisa do CNPq e vem mantendo

projetos de pesquisa e atuando como orientadores em

nível de pós-graduação.

(link:http://www.dcam.ufscar.br/quem-somos)

Grupos de Pesquisa do DCam

Grupo de Pesquisa Novos Direitos

Líder: Prof. Dr. Celso Maran de Oliveira

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação

Ambiental (GEPEA)

Líder: Profa. Dra. Haydée Torres de Oliveira

Sustentabilidade e Gestão Ambiental (SUSTENTA)

Líder: Prof. Dr. Frederico Yuri Hanai

Ecologia de Ecossistemas Ripários

Líderes: Prof. Dr. Marcel Okamoto Tanaka e Profa.

Andréa Lúcia Teixeira de Souza

GEOSUS - Geotecnologias, meio ambiente e

sustentabilidade

Líderes: Prof. Dr. Luiz Eduardo Moschini e Prof. Dr.

Vandoir Bourscheidt

Docentes

Profa. Adriana Maria Zalla Catojo

Email: acatojo@gmail.com

Profa. Andréa Lucia T. de Souza

Email: altdesouza@gmail.com

Érica Pugliesi

Email: epugliesi@ufscar.br

Luciano Elsinor Lopes

Email: lucianolopes@ufscar.br

Renata Bovo Peres

Email: renataperes@ufscar.br

Vandoir Bourscheidt

Email: vandoir@gmail.com

Prof. Celso Maran de Oliveira

Email: celmaran@gmail.com

Prof. Daniel J. Leite Costa

Email: danielcosta.geo@gmail.com

Frederico Yuri Hanai

Email: fredyuri@ufscar.br

Juliano Costa Goncalves

Email: juliano@ufscar.br

Luiz Eduardo Moschini

Email: lemoschini@ufscar.br

Marcel Okamoto Tanaka

Email: marcel@ufscar.br

Rodolfo Antonio de Figueiredo

Email: rodolfo@ufscar.br

Sonia Maria Couto Buck

Email: sbuck@ufscar.br

Victor Satoru Saito

Email: victor.saito@gmail.com


DB - Departamento de

Botânica

Nesse departamento é trabalhado diversas areas da botânica,

deste anatomia e morfologia vegetal até química e

biotecnonogia vegetal. Além de atuar também na parte de

fisiologia e sistemática vegetal. O departamento conta com 7

profissionais que, além de sua linha específica, também

ajudam nas pesquisas de seus colegas!

Marco Antônio Portugal Luttembarck Batalha:

Atua na área de Ecologia, com ênfase em

Ecologia de Comunidades Vegetais, trabalhando

principalmente com florística, fitossociologia,

fenologia e fitogeografia do cerrado.

Sonia Cristina Juliano Gualtier : Atua na área

de Botânica, com ênfase em Ecofisiologia

Vegetal, atuando principalmente nos seguintes

temas: germinação, espécie florestal, alelopatia,

germinacao e crescimento. Além de estudos

fitoquimicos com espécies do cerrado.

Inessa Lacativa Bagatin : Atua na área de

ecologia de Protozoários; interação entre

bactérias e microalgas/cianobactérias; análise

de diversidade bacteriana por DGGE e

pirossequenciamento; Filogenia e DNA-

Barcoding de microalgas (Selenastraceae)

Leonardo Maurici Borges : Atua no

desenvolvimento de pesquisa em taxonomia e

evolução de Mimosa L. e gêneros próximos em

Leguminosae Mimosoideae. Também se

interessa por aspectos teóricos e práticos de

ontologia, homologia, inferência filogenética, e o

papel da morfologia no entendimento da

evolução e diversidade dos organismos.

Ana Teresa Lombardi : Suas áreas de

atuacão são: Ecofisiologia de Microalgas e

Quimica Ambiental, com temas específicos:

interação de metais com microalgas

(ecotoxicologia); ecofisiologia de células

algais; culturas algais estanques,

fotobiorreatores continuos e semi-continuos;

producao de biomoléculas por microalgas;

especiação de metais em sistemas naturais e

artificiais.

Marcos Arduin : Atua área de Botânica, com

ênfase em Anatomia Vegetal, atuando

principalmente nos seguintes temas:

anatomia vegetal em geral, anatomia vegetal

com ênfase em aspectos ecológicos,

anatomia vegetal associada a efeitos

alopáticos, morfologia, galhas em geral e

galhas entomógenas.

Carlos Henrique Britto de Assis Prado :

Atua principalmente nos seguintes temas de

Ecofisiologia e Fisiologia Vegetal:

fotossíntese, relações hídricas e fenologia de

espécies arbóreas, e em ensino de Fisiologia

Vegetal.


ENTREVISTANDO O PROFESSOR

MARCELO DE BELLO CIOFFI

Graduado em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela

Universidade Federal de São Carlos, possui Mestrado e Doutorado em

Genética Evolutiva pela Universidade Federal de São Carlos e pós -

doutorado no Institut für Humangenetik da Friedrich-Schiller-Universität

Jena e junto ao Departamento de Genética e Evolução na UFSCar.

Atualmente trabalha como docente na federal de São Carlos e, para a

biologia, leciona a disciplina de Biologia Celular.

BIOSFERA- Há quanto tempo você trabalha como

professor da UFSCar?

R. Como docente eu iniciei aqui em dezembro de

2014, estou quase completando 3 anos, então 2

anos e meio praticamente.

BIOSFERA- Na sua visão, qual o maior dificuldade

dos alunos?

R. Depois que a UFSCar converteu o acesso para o

ENEM e não o vestibular próprio, que foi o meu caso

de acesso, senti uma dificuldade de muitos alunos

com relação ao primeiro perfil. Antes a maioria que

entrava queria realmente fazer biologia. Hoje muitos

entram sem saber se exatamente era biologia que

queria fazer. Então o primeiro ano acaba tendo uma

evasão porque a pessoa não se enquadra ao perfil e

desiste. Além disso, a nova geração de alunos tem

um modo muito distinto de estudar. Hoje a

informação é muito rápida, tudo é automático e

esses métodos tradicionais da aula que temos e a

cobrança excessiva em termos de conteúdo com

relação do ensino médio ao ensino superior, é uma

barreira grande para os alunos, por exemplo, dou a

disciplina de Biologia Celular onde temos que varrer

um livro de quase mil páginas em um semestre, a

quantidade de coisas a se estudar é grande, isso

sem dúvida acaba sendo uma barreira que causa

dificuldade para os alunos. O saber como estudar,

como mudar essa chave de ensino médio para o

superior e lidar com esquemas diferentes de aulas,

morar fora de casa, essa mudança total, causa um

certo baque para vida de muita gente e é um dos

problemas.

A universidade está tentando contornar isso, com

um programa de tutoria recém criado que oferece

bolsa a alunos tutores, para auxiliar alunos

ingressantes do primeiro ano, tentando mitigar um

pouco esses efeitos de evasão.O Enem trouxe algo

positivo que é o ingresso de gente de lugares mais

distantes; quando ingressei aqui em 2004, a maioria

era da região e estava em um ambiente próximo ao

familiar, agora há pessoas de muito longe, longe da

família e amigos, e esse corte muito abrupto

influência no modo como a pessoa encara a

universidade num primeiro momento, acredito que

essa somatória de fatores tem sido responsável por

trazer algumas dessas dificuldades maiores que os

alunos têm no primeiro ano.

BIOSFERA- Como você avaliaria o curso de

biologia da UFSCar?

R. O curso de biologia por si só, sempre foi um

curso diferente dos demais nos seguintes sentidos:

a gente tem muitas disciplinas que são únicas do

curso, o que acaba dando uma identidade particular

pra ele, enquanto os alunos da engenharia ou de

outros cursos acabam interagindo muito mais com

alunos de outros cursos nas disciplinas em comum,

a grande maioria do hall de disciplinas na biologia é

intrínseco da biologia. Eu não via isso como um

problema no passado, eu via como uma coisa

positiva, até no momento em que eu estudei aqui na

universidade, todas as aulas eram no CCBS, ou

seja, nosso contato era menor ainda com as

pessoas de fora.


Então, essa particularidade do curso e por ser um

curso muito eclético (você vai desde botânica,

passando por genética, invertebrados e

embriologia), se torna uma dificuldade pras

pessoas, muitas vezes, contornarem áreas que

não são de principal interesse para elas, mas que

ela tem que cursar.Numa tentativa de atualizar

esse cenário, o curso está em um processo de

reformulação da sua grade, tentando talvez aliviar

as disciplinas obrigatórias e ampliar o hall de

optativas dentro de uma área de mais interesse,

com intuito de possivelmente aumentar o interesse

dos alunos pelo curso em si, por aproximar de

disciplinas que eles têm interesse maior. Sempre a

reformulação de tempos em tempos é necessária,

para você atualizar os conceitos que são

passados, evitar sobreposições, então eu não

acho que seja uma particularidade da biologia, no

caso das dificuldades encontradas, acho que

todos os cursos passam por isso, agora olhando

pra dentro da biologia especificamente eu acho

que esses pontos são os principais responsáveis

por essas dificuldades encontradas pelos alunos.

BIOSFERA- Em que período da sua graduação

você decidiu com o que trabalharia?

R. Eu sempre gostei muito de dar aulas. Antes de

entrar na universidade eu participava de

monitorias na escola, já dava aulas de inglês e eu

não tinha me despertado para essa área de

pesquisa ainda, tanto que na graduação eu

comecei fazendo um estágio na botânica um

tempo, fiquei seis meses, aí depois eu tive uma

disciplina de genética dentro da disciplina Práticas

de Genética, um contato com a parte

cromossômica, que é o que eu trabalho hoje,

achei interessante, procurei o professor na época

pra poder conhecer o laboratório um pouco mais,

eu ingressei em 2004 e isso foi metade de 2006,

ou seja, na metade do meu segundo ano, comecei

no laboratório, estagiei uns 4, 5 meses, achei

interessante, mas nada ainda apaixonante. Então

eu decidi fazer iniciação científica de um ano, fui

bolsista cnpq e comecei a me interessar um pouco

mais pela pesquisa, achava interessante o que

tava sendo desenvolvido, me despertando por

isso.

Depois me tornei bolsista fapesp por seis meses,

no meu último semestre e aí tomei uma decisão de

ingressar no mestrado, eu já estava dando aula

num colégio aqui da cidade, no ensino médio e

cursinho, tinha a possibilidade de ser efetivado de

ampliar as aulas, mas eu pensei estar muito novo

ainda, a graduação dá aquele gostinho de que

você precisa ir um pouco a mais em algumas

áreas então achei que seria interessante eu, com

21 anos na época, fazer um mestrado por dois

anos, me qualificar um pouco melhor, ampliar o

meu conhecimento dentro de um área que me

interessava. Adentrei nesse universo de pesquisa

e comecei a compreender mais a fundo qual era a

função do professor universitário em si e nessa

mescla de burocracia, administração, pesquisa e

ensino, eu me encontrei literalmente. Comecei a

escrever meus artigos, publicar os artigos, tomar

gosto e entender o que eu estava fazendo como

ciência propriamente dita e me cativei muito por

isso. Não consegui enxergar outro cenário pra

minha vida se não seguir a carreira acadêmica,

porque achava que tinha me encontrado nessa

junção entre dar aulas, fazer pesquisas, orientar,

trabalhar com burocracia e administração da

universidade. Emendei, mestrado, doutorado, dois

pós-doutorados até prestar o concurso e estar

aqui, atualmente onde eu estou

BIOSFERA- Qual foi a maior dificuldade e a maior

realização em sua carreira como biólogo?

R. Eu acho que a maior dificuldade é lidar com as

frustrações iniciais. Eu, de uma maneira ingênua

obviamente, tinha um pensamento, que acho que

a maioria tem, de que a gente ia sair daqui com

conhecimento cotidiano, vou colocar assim, muito

maior. Eu achei que ia saber o nome de todas as

árvores, de todas as plantas, todos animais, tudo!

E a gente se frustra por não saber que não é

assim que as coisas funcionam e muitas vezes se

perguntar “poxa eu sou um biólogo, eu não deveria

saber isso? Eu deveria saber tal coisa”, mas aí

você entende que na verdade a função científica

não é bem essa do popular que a gente

tem. Então isso sem dúvida, no primeiro momento

foi uma frustração.


Acho que também é a frustração de muita gente,

imagino eu e também conversando com colegas

e pessoas, foram de pessoas que não tem essa

predisposição para área de ensino ou para área

acadêmica, em que o caminho que você enxerga

já é mais claro. Eu entrei e pensei eu gosto de

dar aulas, então desde o começo da graduação

se meu destino fosse dar aulas no ensino médio,

fundamental ou no cursinho estava tudo dentro

dos planos. Depois isso se converteu pra dentro

da universidade quando eu me despertei pra

pesquisa, para mim esse foi o caminho mais

natural. Umas das realizações grandes que eu

tive foi superar uma das expectativas que eu

tinha quando ingressei no curso de biologia em

si, que me motivou inicialmente foi esse

conhecimento e curiosidade pelo conhecimento

da vida, como que a vida funciona? algo está

vivo, uma formiga tá viva, eu também e o que

nos coloca no mesmo patamar, o que está por

trás disso, nesse comportamento que se tem dos

seres vivos, dessa forma em como interagem, a

parte metabólica, a parte genômica,

comportamental, ecológica e cada vez mais que

a gente avança na carreira, com mestrado,

doutorado e tudo mais, parece que isso clareia

dentro da cabeça, sabe? Eu acho que eu seria

muito frustrado se eu não tivesse esse

conhecimento que eu tenho hoje, teria essa

curiosidade intrínseca na minha vida inteira e

acho que seria uma coisa que me amarguraria

muito ao longo do tempo. Então eu acho que

essa realização do conhecimento das coisas foi o

principal ponto positivo do curso.

BIOSFERA- Quais dicas você daria para quem

está começando agora?

R. Paciência. Porque a gente entra em um curso

de biologia muitas vezes falando “nossa,

finalmente! Eu vi tanta coisa que eu não gostava

no ensino médio, agora eu entrei no curso e vou

ver só o que eu quero’’. Não. Você vai ver 90%

do que você não gostaria de ver, principalmente

no começo do curso, em que nas matérias

básicas, você vai ter muita física, cálculo e outras

disciplinas e elas sã fundamentais para te dar

uma base por um conhecimento mais afundo

para disciplinas mais específicas depois e muita

gente não tem essa paciência.

Eu costumo dizer que as pessoas passam por três

fases de crise: 1ª - Não sei se escolhi o curso certo,

não to gostando, quero desistir, estou com saudade

de casa, não estou me adaptando bem, está muito

difícil. E essa é uma barreira a se superar. Todo

mundo que entra aqui, ou pelo menos a grande

maioria, eram os melhores das suas turmas aonde

estavam e quando entram na faculdade, talvez é um

dos primeiros momentos que a pessoa tem uma

frustração em termos de desempenho. 2ª - Esse

acontece lá pelo segundo ou terceiro ano e é: O

curso está acabando, eu nao sei nada, eu aprendi

matéria do primeiro ano que eu já esqueci, eu vou

ser um mal profissional e aí começa a dar um

desespero. E no último ano em que a pessoa está

se formando e conclui “bom e agora? eu aprendi

tudo isso e onde eu vou aplicar isso que eu aprendi.

Em outros cursos eu acho que essa crise é um

pouco menos proeminente, porque a pessoa se

formou em engenharia, ela vai fazer trainee em uma

empresa e lá ela vai aprender o que vai ser feito, ela

tem que passar e esse é o caminho dela. Já no

nosso caso acho que é um pouco particular, porque

as pessoas não têm esse caminho tão claro, então

bate esse desespero final, então o grande conselho

é assim: ter paciência nesse primeiro momento, as

coisas vão se acalmar esses medos internos que

você tem de ir morar fora, ir conviver com outras

pessoas e ficar longe dos pais, se aventurar em um

novo curso em uma nova realidade é um desafio, só

que é um desafio que faz muito bem. Hoje eu não

consigo mensurar o que fez mais diferença na minha

vida como pessoa, se foram as experiências que eu

tive durante a graduação ou a graduação em si.

Claro que a graduação em si tem um peso

acadêmico muito grande, mas como pessoa o resto

tem um grande peso também, por isso que às vezes

minhas primeiras aulas eu comento com os alunos

que é importante você usar da universidade do que

ela tem a oferecer, que é muito mais do que esse

tempo que a gente está tendo dentro de uma sala de

aula, esse convívio com pessoas com

personalidades diferentes, a possibilidade de morar

em uma república com outras e pessoas que tem

visões de mundo diferente, sejam políticas,

comportamentais, tudo isso faz você discutir, faz

você crescer, então eu acho que esses lados todos

positivos que se tem, como conselho é: aproveiteos.


Depoimentos de quem é novo na UFSCar

Impressões, expectativas, dificuldades e conselhos dos estudantes da

biologia.

Qual foi a sua primeira impressão sobre o curso e cumpriu suas expectativas?

(Marielle) Confesso que fiquei assustada com a

grade cheia de química no primeiro semestre,

mas fiquei apaixonada pelo campus cheio de

natureza e vida. Eu sempre quis fazer biologia,

então eu sabia que estava no lugar certo.

(Luca) Eu fiquei maravilhado com a biologia da

UFSCar logo de início. Um Campus enorme e

maravilhoso, cheio de atividades, as pessoas

muito acolhedoras, e de início me identifiquei

com a Atlética, onde tive a possibilidade de

participar de atividades sensacionais e cresci

demais como pessoa. A grade acadêmica, no

entanto, me deixou um pouco assustado,

bioquímica, química geral, orgânica e física,

tudo isso de cara, logo no primeiro semestre,

deu um certo medo. Mas com o tempo tudo foi

ficando melhor, a galera se une bastante e é

muito bonito de ver como tudo vai fluindo. A

UFSCar me surpreendeu muito positivamente.

Qual foi a sua maior dificuldade no primeiro semestre?

(Marielle) Minha maior dificuldade foi me

acostumar ao novo, a nova casa, a nova

cidade, aos novos amigos. Mas encontrei

pessoas tão maravilhosas, que logo me

acostumei a tudo isso e sei que quando acabar

vou sentir muita falta disso tudo.

(Luca) Aprender a lidar com situações fora da

minha zona de conforto, viver longe dos pais,

os métodos,as dificuldades e a maneira que

somos avaliados e ensinados (saudades

ensino médio) e química geral, que não

aconselho pra ninguém.

O que você (faria diferente) mudaria do seu primeiro ano?

(Marielle) Não teria me desesperado tanto com

o fim do semestre, no fim, se você se esforça,

as coisas dão certo!

(Luca) Eu não mudaria absolutamente nada.

Foi ótimo ir me soltando aos poucos, ser

receoso no início, e me sentir em casa, mesmo

estando a 200km de distância dos meus pais.

Talvez eu estudaria um pouco mais, mas eu

não deixaria de participar de eventos, festas e

confraternizações, que, com certeza, fizeram

do meu primeiro ano, um ano incrível.


Deixe um recado para seus calouros:

(Marielle) A Universidade não é só estudar

para tirar uma boa nota na prova, aproveite

tudo que ela tem a oferecer, participe de

esportes, coletivos, grupos de dança, grupos

de extensão, dos cursos de línguas. Procure se

divertir, para muitos essa é a melhor etapa da

vida.

(Luca) Aproveitem cada minuto na

universidade. Vocês todos são privilegiados

por estarem aqui, façam por merecer, mas

nunca deixem de viver, se divertir e fazer

aquilo que dá prazer. Não se cobrem tanto.

Conversem, se abram, é muito gratificante

poder desabafar com pessoas que não vão te

julgar, que passam pelas mesmas dificuldades

que você! Nós, seus veteranos, estamos aqui

pra tudo, não apenas doar materiais, mas pra

sermos seus amigos também! Bem Vindos(as)

a esse universo maravilhoso que é a

universidade!

Depoimentos de quem está na UFSCar a mais tempo

Impressões, expectativas, dificuldades e conselhos dos antigos

estudantes da biologia.

Qual foi a sua primeira impressão sobre o curso e cumpriu suas expectativas?

(Lívia) Não dá pra falar da primeira impressão

do curso sem falar da primeira impressão da

faculdade. Eu amo esse lugar! Eu fui

conquistada por cada árvore e por cada som

que ouvi logo no dia da matrícula. Quanto a

minha primeira impressão sobre o curso: eu

sabia o que eu queria e o que havia vindo

fazer, MAS CONFESSO QUE EU QUIS SAIR

CORRENDO PORQUE MINHA PRIMEIRA

AULA FOI DE QUÍMICA ORG NICA.

(Monique) A minha primeira impressão foi

perceber que estava em um lugar lindo e com

muito a oferecer em questões de ambiente

(Cerrado, Bosque, PESC) e de vivências, vez

que me vi cercada de pessoas maravilhosas e

que me foram exemplos.


Qual foi a sua maior dificuldade no curso?

(Lívia) Minha maior dificuldade foi confiar no

trabalho dos outros. Sou bastante perfeccionista

e, consequentemente, individualista quando o

assunto.

(Monique) A maior dificuldade foi superar a

vontade de deixar tudo pra trás e voltar pra

minha cidade logo no primeiro semestre, um

período em que você ainda não se conhece

como acadêmico, não sabe o que gosta no

curso e com uma grade densa.

O que você faria diferente?

(Lívia) Eu teria aproveitado infinitamente mais

a reta final, com direito a muita choradeira e

despedidas melosas.

(Monique) Insistiria no que eu gosto logo no

começo. Então, se você gosta (ou acha que

gosta) de qualquer assunto, procure alguém

que trabalhe com isso, insista ou até mesmo

proponha essa idéia a um professor e tenha

essa vivência. Não passe vontade!

Deixe um recado para seus bixos:

(Lívia) Recadinho: os obstáculos serão

grandes e muitas vezes estarão travestidos de

professores. Mas não se deixe abater: é

possível e você não tá sozinho(a)!

(Monique) Por mais que tenham semestres,

disciplinas ou qualquer outra natureza de

dificuldade, se lembrem sempre o que vocês

vieram fazer aqui, qual foram os seus

estímulos para fazer biologia e com isso siga o

curso no seu ritmo!

Marielle Cristina Luciano (Judith)

21 anos

Limeira - SP

Ano de ingresso 2015

Lívia Munhoz Bertolini

21 anos

Tanabi - SP

Ano de ingresso 2013

Monique Maianne

21 anos

São Bernardo do Campo - SP

Ano de ingresso 2014

Luca Budri Buffo

20 anos

São Sebastião da Grama - SP

Ano de ingresso 2016


CVU SÃO CARLOS

O CVU (Centro de Voluntariado Universitário) é uma associação sem

fins lucrativos, de caráter não-religioso e não-político, fundada em

Abril de 2011, em Ribeirão Preto-SP, composta por estudantes e

professores universitários. A finalidade do CVU é fomentar o trabalho

voluntário no meio acadêmico a partir de eventos; cursos de

capacitação; projetos sociais; parcerias; informação e

acompanhamento para o voluntário, uma vez que acreditamos que a

experiência do voluntariado proporciona uma formação humana e

cidadã. Hoje temos 9 núcleos espalhados pelo país, entre eles Bauru -

SP, Maringá - PR, Uberaba - MG, Uberlândia - MG, Franca – SP.

COMO SER UM VOLUNTÁRIO DO CVU?

Curta nossa página no facebook

(https://www.facebook.com/cvusc)

e acesse nosso site

(http://www.cvu.org.br/)

para saber sobre nossas atividades

e fazer parte dessa associação

também!


BOLSAS DE ASSISTÊNCIA

ESTUDANTIL

O Programa de Assistência Estudantil (Proace) da UFSCar assegura que estudantes em instabilidade

socioeconômica possam receber bolsas e auxílios de modo a auxiliar na sua permanência e conclusão no

curso. São oferecidos três tipos de bolsas e um auxílio:

Bolsa alimentação: o estudante recebe

gratuitamente duas refeições (almoço e janta) no

Restaurante Universitário.

Bolsa moradia: o estudante poderá escolher se

prefere a bolsa moradia - vaga ou bolsa moradia -

em dinheiro. O valor da bolsa moradia em dinheiro

para estudantes sem filhos é de R$ 300,00 e com

filhos é de R$ 400,00. Todas as moradias

(internas e externas) possuem um kit:

- Geladeira;

- Fogão;

- Cota de gás;

- Conjunto de registro e mangueira para gás;

- Camas (de uso individual e na quantidade de

moradores);

- Colchão (de uso individual e na quantidade de

moradores);

- Conjunto de mesa e cadeiras para cozinha;

- Filtro de água.

Bolsa emergencial: esta bolsa oferece

alimentação e moradia para estudantes de primeira

graduação que residam fora do estado, até que a

análise do processo de concessão de bolsas seja

concluída. Em caso de INDEFERIMENTO, o aluno

não poderá permanecer nas moradias estudantis e

terá 5 dias úteis, para deixar as instalações.

Bolsa atividade: o estudante de primeira

graduação desenvolve 8 horas semanais de

atividades, junto aos departamentos acadêmicos ou

administrativos da UFSCar e recebe bolsa no

período de até 8 meses, no valor mensal de

R$180,00.

Mais informações: (16)3351.8121

http://www.proace.ufscar.br/bolsa-e-auxilio-paraestudantes

proace@ufscar.br

Todos os estudantes de primeira graduação dos cursos presenciais da UFSCar podem solicitar as três

bolsas e o auxílio, através do processo seletivo, que é realizado por profissionais do Serviço Social. A

renovação das bolsas não é automática, ela deve ser renovada anualmente. Abaixo algumas situações

onde o direito a bolsa/auxílio é perdido:

Acumular duas modalidades de bolsa moradia;

Desistir do curso;

Trancar a matrícula;

Cursar crédito zero;

Ser aprovado em menos de 20 créditos;

Apresentar comportamento inadequado na

moradia;

Omitir ou falsificar informações e/ou documentos;

Estar suspenso do curso de graduação;

Mudar sua situação socioeconômica.


HEI,

CALOURO(A)!

Praça Coronel Salles -

Endereço:

São Carlos - SP

Centro,

(16) 3307-6903

Telefone:

museudaciencia@hotmail.com

Email:

Estr. Mun. Guilherme

Endereço:

s/n - Espraiado, São Carlos -

Scatena,

Av. Comendador Alfredo

Endereço:

700 - Jardim Sao Carlos, São

Maffei,

- SP Carlos

(16) 3373-2300

Telefone:

PARA ONDE IR?

$ 00

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ABRIL,2017

CONFIRA!

Selecionamos alguns lugares

legais para visitar em São

Carlos

PESC, Parque Ecológico

de São Carlos

INTERVIEW

Museu da Ciência de São

Carlos "Prof. Mário

Tolentino"

SP

(16) 3361-4456

Telefone:

www.pesc.org.br

Site:

pesc@pesc.org.br

Email:

SESC

Site: www.sescsp.org.br


R. Nove de Julho, 1205 -

Endereço:

São Carlos - SP

Centro,

R. Maj. José Inácio, 2154 -

Endereço:

São Carlos - SP

Centro,

(16) 3307-6006

Telefone:

@cinesaocarlos

Facebook:

R. Elisa Lopes de Melo, 230,

Endereço:

Carlos - SP, 13566-448

São

Av. Trab. São-Carlense, 584 -

Endereço:

Arnold Schimidt, São Carlos - SP

Parque

R. Dr. Carlos de Camargo

Endereço:

São Carlos - SP

Salles,

Avenida Dr. Carlos

Endereço:

1465 - São Carlos - SP

Botelho,

Rod. Washington Luiz km

Endereço:

São Carlos - SP

235,

programação do observatório pode

A

acompanhada pelo facebook

ser

e no portal da

(@observatorio.ufscar)

www.ufscar.br

UFSCar:

R. Prof. José Ferraz Camargo, 431 - Vila

Endereço:

São Carlos - SP

Celina,

R. Itália, 150 - Vila Prado, São Carlos - SP

Endereço:

(16) 3375-1635

Telefone:

R. Cap. Adão Pereira de Souza Cabral,

Endereço:

- Centro, São Carlos - SP

457

ABRIL,2017

CDCC - Centro de

Divulgação Científica e

Cultural

Observatório Astronômico

da USP de São Carlos

$ 00

IEDNO. 1

Site: www.cdcc.sc.usp.br

Site: www.cdcc.usp.br

Cine São Carlos

Observatório Astronômico

UFSCar

Bateu aquela fome?

Também separamos algumas opções de lugares para almoçar e

jantar em São Carlos.

Pastelanche (Marmitex)

Yakissoba Delivery

Telefone: (16) 3351-0339

Telefone: (16) 3116-9426

Bom Pedaço Pizzaria

Pizzaria Itália

Telefone:(16) 3371-3696

Lanche bom Lanchonete e

Pizzaria

Restaurante Mamãe Natureza

Telefone: (16) 3374-2653

Telefone: (16) 3372-5762


Para assistir

Dicas de Filmes e livros

Sabemos que a graduação ocupa grande parte do tempo dos alunos, mas

há sempre uma forma de encontrar um tempinho livre para distrair a

mente e aprender coisas novas. Se você curte uma boa leitura e é fã de

cinema, confira nossas dicas especiais de livros e filmes.

Anomalisa

Lançamento: 30 de Dezembro de 2015

De: Charlie Kaufman & Duke Johnson

Gênero: Animação; Comédia; Drama

Um stop-motion incomum, sensível e um tanto

quanto bizarro. Não podia se esperar menos de

Charlie Kaufman, roteirista brilhante de longas

como Quero ser John Malkovich. Nessa animação,

nada infantil, é revelado várias facetas peculiares

do comportamento humano, obrigando quem está

assistindo a vivenciar a individualidade depressiva

do sujeito: se animações tem como objetivo a fuga

da realidade, essa faz com que você se curve

dolorosamente a ela. Qualquer informação a mais

do que isso é spoiler.

- Monique Maianne

Cobra

Lançamento: 23 de maio de 1986

De: George P. Cosmatos

Gênero: Ação; Suspense

Não, não é um filme de biologia, ou um filme pensão. É um filme

de ação dos anos 80, com ninguém menos que um dos maiores

brucutus de filmes de todos os tempos, Sylvester “Sly” Stallone.

Pessoalmente, acredito ser bem chato ver muitos filmes cult em

seguida. Um monte de drama, gente morrendo de causas

naturais… Eu uso intercalar: um filme pensão, arrastado e chato,

porém filosófico (quem fala que filme da década de 40 é legal, ou

filme do Lars Von Trier, está mentindo), e um filme de brucutu

anos 80. Depois dessa indicação de filme cult, me sinto na

obrigação de dar um respiro à vocês, e indicar uma obra prima do

cinema americano da era Reagan, com bastante explosão,

perseguições de carro, gente morrendo de tiro e um protagonista

bem fera que usa óculos aviador: Seize the night folks!

- Leonardo Ricioli


Para ler

O mundo assombrado pelos demônios

Carl Edward Sagan

Se você pretende fazer ciência, ou ensinar biologia nas escolas,

ou ser um cidadão consciente e um ser racional, esse livro é

obrigatório. Nessa obra prima, o inestimável Sagan faz uma

viagem por dentro das crenças, das superstições e do

comportamento humano em si, contando suas experiências

pessoais, e falando sobre os perigos da irracionalidade, de uma

forma tão suave e prazerosa de ler, que as mais de 400 páginas

parecem pouco quando a gente termina de ler. E acho

importante mesmo que você for uma pessoa que possui

crenças, pelo simples motivo de que é saudável ter contato com

pontos de vista opostos ao nosso, em vez de se fechar em uma

bolinha social onde todos concordam contigo, e só ler coisas

que te apetecem. E se você pretende ser um educador ou

educadora, afirmo categoricamente que você DEVE ler, pois sua

profissão será simplesmente preparar as mentes do futuro, os

futuros cientistas, e esse livro irá te preparar para entender

algumas coisas que quem já deu aula, acabou se deparando.

Além, é claro, de ser uma dose cavalar de racionalidade.

- Leonardo Ricioli

O livro do amor

Regina Navarro Lins

A perspectiva romântica do amor nem sempre existiu,

mas foi resultado de uma série de mudanças no

pensamento humano e dos relacionamentos entre os

indivíduos. Essas mudanças são relatadas no ‘Livro

do Amor”, escrito pela psicóloga Regina Navarro Lins,

e oferece ao leitor grandes esclarecimentos a respeito

do amor e do sexo desde a Pré-História à

Renascença (volume 1) e do Iluminismo aos dias

atuais (volume 2). Vale a pena conferir!

- Gabriela Mendes

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