Revista CIRCUITO 65

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Revista CIRCUITO 65

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Qualidade e competência, o empreendedor brasileiro já tem. Com o Exporta Fácil, ele pode crescer e avançar, mostrando o que o Brasil

tem de melhor para o mundo inteiro. De qualquer cidade brasileira, é possível exportar para qualquer lugar do mundo. Tudo fácil,

sem burocracia, com a parceria e a confiança dos Correios. Entrega é isso: apoiar quem quer conquistar novas fronteiras e novos mercados.

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Exporta Fácil,

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todo mundo,

inclusive você.

TM Rio 2016

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Folha da Cidade S/A

Indústria Gráfica e Editorial

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Kleber D. Góes

Vania Vial

Nesta edição

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NEGÓCIOS, GESTÃO E INOVAÇÃO

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IMPRESSA NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS

CONHEÇA A AMAZÔNIA

A SUFRAMA foi criada, em 1967, através do Decreto Lei 288, para administrar a

Zona Franca de Manaus, um modelo econômico que se mostrou vitorioso com o passar

dos anos. Diz o artigo dez do referido decreto que a administração das instalações e

serviços da Zona Franca será exercida pela Superintendência da Zona Franca de

Manaus (SUFRAMA) entidade autárquica, com personalidade jurídica e patrimônio

próprio, autonomia administrativa e financeira, com sede e fôro na cidade de Manaus,

capital do Estado do Amazonas. Este é o motivo da SUFRAMA ter sido durante muitos

anos um terceiro Poder nas relações políticas e econômicas da região, coerente com a

suas responsabilidades e funções. Mais recentemente o órgão tem perdido apoio e

prestígio, uma vez que relegado pelo Governo Federal, tendo os seus recursos contigenciados

bem como a sua capacidade de decisão usurpada. No último ano o ministro

responsável pela pasta à qual a SUFRAMA está vinculada sequer prestigiou algumas

das reuniões do Conselho de Administração do órgão. Independente das pessoas que

estejam na direção da superintendência urge que se dê segurança aos investidores e às

empresas com projeto aprovado na área de atuação da Zona Franca de Manaus. Como

dissemos, trata-se de um modelo econômico vitorioso que pode tornar-se um polo inovador

e de apoio às intenções do país de chegar a ocupar a terceira colocação entre as

maiores economias no mundo. É possível adaptar, atualizar e aperfeiçoar o modelo

dentro dos seus propósitos,

A Feira Internacional da Amazônia permite que se mostre mais a Zona Franca de

Manaus e os seus projetos econômicos vitoriosos para o mundo, uma ideia que merece

ser cada vez mais apoiada e desenvolvida. Recentemente, em uma conversa que tivemos

com o professor Philip Kotler, considerado o pai do Marketing e um dos estudiosos

vivos mais respeitados no mundo, ele mostrou-se surpreso quando lhe falamos que

indústrias como Coca-Cola, Harley Davidson, Whirlpool, Procter & Gamble, entre

outras, têm fábricas no Distrito Industrial de Manaus. Nas suas próprias palavras:

“Minhas primeiras ideias sobre a cidade (Manaus) surgiram quando ouvi a história da

cons trução do famoso teatro Amazonas... agora estou ansioso para saber mais a

respeito das empresas estrangeiras que estão em Manaus e por que elas acham Manaus

um lugar tão atraente”. A Feira Internacional da Amazônia é a oportunidade de mostrar

ao mundo por que Manaus é um lugar tão atraente para as mais de 500 indústrias de

praticamente todos os lugares do mundo. Embora esse não seja o tema desta edição, é

o tema da mensagem que achamos importante passar para nossos leitores.

Boa leitura.

Vania Vial

Circuito 4


IoT

A Internet das

Coisas deverá

representar, em uma

década, em torno

de 11% da economia

mundial

POSITIVO

Edson Toffoli

assume como Diretor

da nova unidade

da Positivo Informática

S/A que está

investindo forte no

Distrito Industrial

de Manaus

LOTUS

Novo Evora 400

da Lotus reforça

as qualidades que

têm conquistado

fãs desde o seu

lançamento

6

7

8

10

11

12

PANORAMA

Tecnologia Yamaha migra toda a sua

estrutura de TI para Cloud

PANORAMA

Empresas & Negócios Flextronics passa

a produzir Xbox para a Microsoft

Gente & Carreira Positivo Informática

tem novo diretor de unidade

ARTIGO

Julia Souza Como proteger sua reputação

Online

NEGÓCIOS

Corporate Empreendedores e empresas se

conectam a multinacionais buscando inovação

EMPRESAS

Serviços Câmara Americana de Comércio cria

Centro de Mediação e Arbitragem

MERCADO

Luxury Tiffany lança campanha que ressalta

a autenticidade que nasce das relações reais

14

16

18

27

28

29

30

QUALIDADE

Prêmio Qualishow premia vencedoras do PQA

ESPECIAL

Tecnologia IoT - Internet das Coisas

ESPECIAL

Entrevista Fuad Abinader, PhD, fala sobre IoT

GESTÃO

Zona Franca Rebecca Garcia é a nova

superintendente da SUFRAMA

MEIO AMBIENTE

Preservação BNDEs apresenta avanço

do Fundo da Amazônia, em Londres

ARTIGO

Jeronimo Mendes Networking

AUTOMÓVEIS

Lançamento

Novo Lotus Evora 400

Circuito 5


Panorama

TECNOLOGIA

Cessna TTX é o mais rápido do mundo

Yamaha migra toda a sua estrutura

de TI para Cloud

Mudança e suas vantagens foram

detalhadas por Vimal Thomas,

Vice-presidente da Companhia

para a América Latina

A Yamaha concluiu o processo de migração de toda a sua

estrutura de TI para plataformas Cloud, sistemas que funcionam

com estrutura física menor. Detalhes e ganhos com a

mudança foram anunciados pelo Vice-Presidente de TI da companhia,

Vimal Thomas, durante o DCD Converged Brasil,

evento realizado de 10 a 11 de novembro, no Transamérica

Expo Center, em São Paulo, no âmbito da Brasil Data Center

Week.

Conforme disse o executivo, economia e ganhos em eficiência

operacional são algumas das vantagens já percebidas a partir

da renovação. “Além da economia nos custos de infraestrutura,

a migração para a Cloud nos trouxe agilidade e mais capacidade

de resposta para as necessidades do negócio”, explicou.

Thomas esteve entre os mais de 90 especialistas que parti -

ciparam do DCD Converged Brasil, evento pautado com diversos

assuntos que envolvem a implantação e gestão de

Datacenters. ■

A TAM Aviação Executiva, representante exclusiva da

Cessna Aircraft Company, levou a Brasília um de seus modelos

esportivos mais tecnológicos, o Cessna TTX, para voos de

demonstração entre 13 e 15 de novembro.

A aeronave, homologada no Brasil desde 2007, é o modelo

a pistão monomotor de trem fixo mais rápido do mundo,

podendo atingir a velocidade máxima de 235 kts (435 km/h).

Com um alcance de 1.250 NM (2.315 km), a aeronave pode cru -

zar o país com apenas uma escala.

O esportivo de luxo une design, conforto e tecnologia. É o

primeiro avião a ser equipado com o sistema de aviônicos Glass

Cockpit Garmin G2000 e tem capacidade para quatro pessoas.■

Samsung começa a vender o Gear VR no Brasil

Samsung Gear VR

A Samsung, líder global de tecnologia, anuncia o início das

vendas do Gear VR, óculos de realidade virtual, no mercado

brasileiro. Esta é a primeira versão que estará disponível para o

consumidor final. O produto é compatível com os smartphones

Galaxy Note 5, Galaxy S6 edge+, S6 e S6 edge, que além de tecnologia

de ponta, possuem o display Super AMOLED, que proporciona

cores mais fortes, nítidas e performance necessária para uma

experiência de realidade virtual única.

"A Samsung está sempre na vanguarda no desenvolvimento de

aparelhos móveis e acessórios. Anualmente investimos, em

âmbito global, mais de 14.6 bilhões de dólares em pesquisa e

desenvolvimento. O Gear VR vem ao encontro do compromisso da

Samsung de desenvolver produtos que revolucionem o mercado e

aprimorem a vida dos consumidores”, afirma Roberto Soboll, Diretor

Senior de Produtos da divisão de Dispositivos Móveis da Samsung

Brasil.

Concebido em parceria com a Oculus, o Gear VR apresenta a

melhor experiência de realidade virtual existente no mercado.

“Nossa ideia é provocar os consumidores, mostrar que o VR é uma

ferramenta de diversão, aprendizado e acesso a conteúdos antes

inacessíveis ao público em geral. O Samsung Gear VR estará

disponível nas Samsung Stores pelo preço sugerido de R$ 799. ■

Circuito 6


Empresas & Negócios

FLEXTRONICS PASSA A PRODUZIR O XBOX,

DA MICROSOFT, EM MANAUS

A Microsoft decidiu fechar sua fábrica própria em

Manaus reassumindo o contrato de terceirização

com a Flextronics que, a partir de janeiro de 2016,

passa a fabricar o videogame Xbox e os smartphones

da marca, que vieram da linha da Nokia.

Em meados de 2014, a Microsoft tinha anunciado

investimentos de mais de US$ 50 milhões na

preparação da fábrica da Nokia em Manaus para começar a

produzir o Xbox. Pouco mais de um ano depois a empresa

muda sua estratégia e passa a terceirizar a produção.

No início de outubro as mudanças foram comunicadas ao

mercado, por meio de uma nota oficial, na qual a Microsoft

explica a reestruturação do ne gócio de dispositivos mó veis

como forma de aumentar a

eficiência nas operações.

Bom para a Flextronics,

que é líder na fabricação de

produtos eletrônicos e servi -

ços, e tem investimentos em

Manaus com duas plantas, a Flextronics Eletronics e a Flextronics

Plásticos. Aliás, recentemente a Flextronics apresentou

o redesign da sua marca corporativa, utilizando apenas

as letras Flex em azul.

Gente & Carreira

POSITIVO INFORMÁTICA TEM NOVO

DIRETOR NA UNIDADE DE MANAUS

Edson Toffoli

A Positivo Informática

está trazendo uma grande

unidade de computadores

para Manaus e novos exe -

cutivos.

Como Diretor dessa nova

Uni dade da Positivo S/A, em

Manaus, assume o exe cutivo

Edson Toffoli, com vários

desafios pela frente, entre

eles, a produção de com -

putadores da fa mosa marca

Vaio, adquirida pela compa -

nhia. A nova fábrica já estáoperando

à Rua Javari, 1255.

Microsoft Xbox

console: produzido

em Manaus pela

Flextronics

Panorama

PARQUE DE IDEIAS APLICA METODOLOGIA

DA LEGO E HARVARD PARA PLANEJAMENTO

O empresário Durval Braga Neto, CEO do Alliance Group,

empreendedor serial, ministra para as empresas do Distrito

Industrial de Manaus metodologia desenvolvida pela Lego

Serious Play, com programas como Brainmountain, Robo -

tiks, Oxigenus, Career Lab, Edgemakers e Autocon.

O Autocon, por exemplo,

tem recebido altos

elo gios por pos si bilitar

o desenvolvimento de

um planejamento pro -

fis sional de curto e lon -

go prazos sem precisar

se escrever uma única

linha de texto. Informações:

(92) 3584-3764

Empresários e profissionais durante o Autocon Lego Serious Play

Circuito 7


ARTIGO

Como proteger sua reputação online

* por Julia Sousa

Você já teve informações pessoais divulgadas na internet

sem a sua autorização? Por acaso já foi prejudicado por algum

tipo de exposição virtual? Já teve sua reputação abalada por

conteúdos que, muitas vezes, são infundados ou, até mesmo,

levianos? Se a sua resposta foi não para essas perguntas, considere-se

parte de uma sortuda minoria. Pode até se assustar,

mas a perda de controle das informações, da privacidade e confidencialidade

cresce mais a cada dia, impulsionada pela

enorme ascensão digital e alcance da internet. Agora responda:

Já experimentou colocar seu nome na pesquisa do Google e ver

o que encontra? Se não, você deveria começar a se preocupar

mais com isso, pois a reputação digital hoje é extremamente

importante.

1. Retire os seus dados pessoais da rede

Independentemente se você é uma figura pública ou não,

informações como o seu número de telefone ou o endereço da

sua casa não devem estar acessíveis via internet. E isso não significa

que você não deve apenas publicar essas informações no

Facebook. Existem hoje diversos sites chamados “corretores de

dados”, como os norte-americanos PeopleSmart, Spokeo, Pipl,

Intelius, Zoominfo, e Whitepages, que costumam armazenar

dados pessoais e deixá-los na rede. Cada um tem seu processo

específico de armazenamento e é importante que pelo menos, a

cada três meses, faça parte da sua limpeza digital visitar esses

sites e garantir que você não faz parte do seu banco de dados.

Além disso, se você possui um site ligado ao seu nome é

importante se certificar que o registro foi feito como domínio

particular, para que suas informações pessoais não sejam

encontradas na base de dados dos sites hospedeiros.

2. Fique atento às configurações de privacidade das suas

redes sociais

Eu costumo ser bem radical com essa questão de privacidade

nas redes sociais. Na minha opinião, se você não é uma

figura pública ou alguém ligado diretamente a negócios, acre -

dito que as contas pessoais no Twitter, Facebook e Instagram

devem ser totalmente privadas. Muitas pessoas usam o discurso

de que se você já se dispôs a criar uma conta em uma

mídia social, já assume que não quer privacidade. Eu penso um

pouco diferente. Afinal, é você quem controla o conteúdo das

suas redes sociais, portanto, não publique nada que você não

esteja totalmente confortável de ser 100% público. Isso porque,

mesmo que só seus amigos tenham acesso ao seus posts, você

não tem o controle do que eles repassam na rede. De toda

forma, isso não quer dizer que o que estiver ao seu alcance para

proteger um mínimo de privacidade não deve ser feito.

De qualquer maneira, a principal dica aqui é pensar sobre

as potenciais ramificações e o alcance das mídias sociais. Se

você é um indivíduo de grande poder aquisitivo, não publique

detalhes sobre as suas férias em família em uma ilha paradi -

síaca e deserta, se não quiser chamar a atenção de se ques -

tradores. Se você tiver um ex-namorado violento e não quer

encontrá-lo, não publique as suas localizações e rotas no Facebook.

Use o bom senso. Certifique-se de suas configurações de

privacidade correspondem às suas necessidades. E se você não

gostaria que o mundo inteiro visse algo, não publique.

3. Altere suas senhas frequentemente

O indicado é alterar todas as suas senhas, sejam de mídias

sociais ou do banco, pelo menos quatro vezes por ano. E não se

esqueça: use uma senha diferente para cada login, e nada de

coisas banais como a data do seu aniversário. Como se lembrar

de todas essas senhas complexas que ainda precisam ser alte -

radas constantemente? Simples. Nada melhor do que o tradicional

papel e caneta. Guarde suas anotações em casa e nada de

colocá-las no computador.

4. Google-se

Como falei no início do artigo, é importante saber o que as

pessoas visualizam de você no mundo digital. A principal coisa

é realizar a busca a partir de um navegador que não seja do

Google ou qualquer outro que pode personalizar sua pesquisa.

Não se esqueça de limpar o histórico de sites e estar no modo

“conectado out”.

Outra dica importante é personalizar sua pesquisa por

localização. Sob a barra de pesquisa do Google, clique em "Ferramentas

de busca" e altere o local para “qualquer lugar do

mundo”. Dessa forma, você consegue ver o que falam e referemse

a você em todos os lugares do planeta e não só no seu país ou

cidade natal.

Não gostou dos seus resultados? Tenho outra dica para

isso. Compre o seu próprio nome como domínio e crie um site

com, ao menos, uma página simples com a versão digital do seu

currículo. Parece esquisito, mas os algoritmos de busca do

Google reconhecem sites de domínio pessoal com nomes e os

priorizam em resultados de pesquisa.

Além disso, você pode tentar se ligar a outras páginas

estratégicas, citando-as em seu próprio site, postando links em

mídias sociais, etc. Porém, para ter um trabalho realmente efetivo,

existem empresas que oferecem serviços de otimização

digital e conseguem priorizar tudo o que for melhor para a sua

reputação no início da busca.

5. E se mesmo assim algo der errado...

Aqui a regra número 1 é manter a calma. Se você perder o

controle e agir de maneira exagerada vai acabar chamando

ainda mais atenção por seus atos ruins. É importante certificarse

de registrar tudo com imagens, principalmente se existirem

ameaças de segurança, e relatar o problema às autoridades. Em

alguns casos, o próprio site como o Twitter pode ser retratado e

suspender os usuários que utilizaram seus dados pessoais. Em

seguida, altere todas as suas senhas e informações que estavam

acessíveis na rede.

Em geral, ter acesso a tanta informação e contato com

tantas pessoas ao redor do mundo é algo maravilhoso. Mas não

podemos nos esquecer dos potenciais perigos e armadilhas que

podem estar ligadas a isso. Por isso, precaução e cuidado nunca

são demais.


*Julia Sousa é diretora

de desenvolvimento de negócios

da Status Labs, empresa

de gerenciamento de reputação

online, marketing digital e relações

públicas dos Estados Unidos.

Circuito 8


NegóciosAÇÃOIndústria

Corporate Venture

Empreendedores e empresas se conectam

a multinacionais em busca de inovação

Evento reuniu grandes empresas internacionais ao Brasil para conhecer o ecossistema

de inovação brasileiro. Startups, empresas e fundos brasileiros apresentaram projetos

Igor Chalfoun, ao centro, CEO da Tbi, fez apresentação para os Corporates

durante o evento

IBM, Philips, Samsung, Microsoft e outras 15 grandes

empresas que investem em inovação no mundo estiveram no

Corporate Venture in Brasil 2015, em São Paulo, para co -

nhecer o ecossistema de inovação brasileiro. Durante três

dias, investidores e empresas que buscam recursos para

desenvolver seus projetos estiveram juntos discutindo como

o mundo empresarial percebe a inovação e de que forma as

empresas e os investidores têm conseguido, juntos, se reinventar

em tempos de crise.

As grandes multinacionais explicaram como operam seus

fundos de investimento, que tipo de empresas melhor se adequam

ao seu portfólio e quais as soluções buscam para os

próximos anos. Segundo John Hamer, diretor de Investimentos

da Monsanto Growth Ventures, uma das empresas que

atua como Corporate Venture há alguns anos, “o Corporate

Venture é, na realidade, mais do que investir em

pequenas empresas, é descobrir novas oportunidades

de negócios”. A Monsanto tem cerca de 400 empresas

em seu portfólio de venture capital.

O diretor de Investimentos da Samsung Ventures,

Luis Arbulu, explicou que a empresa tem projetos

espalhados por todo o mundo. “A Samsung se inte -

ressa por soluções que possam ser desenvolvidas para

atender o mercado global. Se encontrarmos no Brasil

alguém que esteja desenvolvendo algo que possa ser

interessante para nós, com certeza temos interesse em

investir”, explica. Segundo ele, a Samsung Ventures já

tem projetos em países como Egito, Israel e Estados

Unidos.

O Corporate Venture é uma tendência de investimento

em inovação. Muitas das grandes corporações

optam por fazer isso criando um fundo de investimentos

para financiar empresas, startups e pesquisas que

já estejam desenvolvendo ideias que possam melhorar

os produtos ou processos das grandes corporações ou,

até mesmo, desenvolver um novo negócio, totalmente

diferente, mas promissor.

“Ao perceber esta tendência, a Apex-Brasil entendeu

que o Corporate Venture pode ser uma oportunidade de

fomentar a inovação no país, atrair capital para essas empresas

que estão desenvolvendo soluções com potencial de

aproveitamento para a indústria e mostrar, às grandes multinacionais,

o que está sendo feito por aqui. Isso caminha junto

com a nossa estratégia de promover o Brasil e ajudar as em -

presas brasileiras a se tornarem mais competitivas”, afirma

David Barioni Neto, presidente da Apex-Brasil.

A Tbit, uma empresa que faz análise de sementes por ima -

gem foi uma das que se apresentou para os Corporates. O

CEO, Igor Chalfoun, considerou o evento estratégico para os

negócios. “Conhecer essas multinacionais foi fundamental

para impulsionar nossa empresa e mostrar o que estamos

fazendo. Acho que o Brasil está pronto para este tipo de iniciativa”,

garante.


Circuito 10


Empresas

Resolução mais rápida

Câmara Americana de Comércio cria

Centro de Arbitragem em Manaus

A implementação do Centro de Mediação e Arbitragem é um grande marco catalisador

do desenvolvimento da prática da arbitragem no Amazonas

O Regulamento de Arbitragem, ao lado, e participantes do primeiro Curso de Mediação

(acima) realizado recentemente em Manaus com o intuito de preparar Mediadores.

Programas de qualificação e treinamento visam expandir e consolidar a comunidade

arbitralista no Amazonas para assegurar o fortalecimento da prática profissional.

Não é de hoje que as empresas da Zona Franca de Manaus merecem

um órgão arbitral institucional comprometido com o profissionalismo,

administrado com preceitos de governança e que, por

intermédio de um corpo técnico altamente qualificado implemente

as melhores práticas nacionais e internacionais para a reso -

lução de conflitos. Avaliando essa necessidade da comunidade

empresarial, a U. S. Chamber of Commerce of Amazonas (Câmara

de Comércio Estados Unidos da América no Amazonas) anunciou

a criação do Centro de Arbitragem da U. S. Chamber of Commerce,

uma ideia que partiu do CEO da instituição, empresário

Kleber Damasceno Góes, há aproximadamente três anos e que

agora torna-se realidade.

“Sensível às necessidades do mercado e ao papel da arbitragem

como instrumento fundamental no fortalecimento das relações

empresariais éticas e eficazes, a U. S. Chamber of Commerce of

Amazonas instituiu o CENARB – Centro de Arbitragem e Media -

Kleber Góes, CEO

da Câmara Americana

de Comércio

ção da Cãmara de Comércio Estados

Unidos da América no Amazonas

visando atender exatamente às

necessidades regionais de solução

privada de conflitos da comunidade

empresarial”, afirma Kleber Góes.

O CENARB ao mesmo tempo em

que foi concebido de modo eficiente

e que lhe permite desenvolver suas

atividades sem a necessidade de

subvenções externas, adota um

modelo de administração que garante

sua continuidade e boa governança.

Informações sobre os serviços e sobre o regulamento podem ser

obtidos através do e-mail contato@uschamber.org.br ou no site

www.amcham.org.br


Circuito 11


A Tiffany & Co lança

aguardada campanha

A nova campanha de Natal da joalheria retrata cenas comuns

do cotidiano dos modelos e seus familiares

Da Redação

O mote da campanha já é recorrente para a Tiffany, que pretende mais uma vez ressaltar a

importância dos laços de família e a autenticidade que nasce das relações reais. Este foi também

o tema das principais campanhas exibidas durante o ano como o último lançamento de Tiffany

Victoria, Tiffany Bow e Tiffany Infinity, também de Sorrenti, assim como a de noivado batizada

de "Will You?" de Peter Lindbergh, lançada em janeiro.

Desta vez, o slogan da campanha: - Joy Comes Out of the Blue - que em português seria algo

como "A alegria vem de onde menos se espera", faz referência ao azul Tiffany da caixinha que

embrulha as joias e é ícone máximo da marca.

Sorrenti capta essas fortes emoções em cenas de convívio familiar, que tiveram o styling de

Edward Enninful. Brad Kroenig e os filhos Hudson e Jameson, por exemplo, vestidos de smo -

king e pijamas respectivamente, transmitem o deleite de um ente querido prestes a receber um

presente Tiffany. "Esta foi a primeira vez que eu fui capaz de trabalhar com ambos os meus filhos

em um ensaio de moda", disse Kroenig. "Foi um dia realmente especial uma memória que vai

ficar para sempre em nossa família." Sasha Knezevic e Anja Rubik trocam olhares típicos de um

casal de verdade enquanto ela ganha uma caixinha azul do marido. Já a foto dos irmãos Crothers

representa a alegria e a ansiedade de presentear quem se ama e ser presenteado de volta.

Os produtos da Tiffany mostrados nos anúncios, criados pela Ogilvy & Mather de Nova Iorque,

incluem peças importantes para a marca como Clebration, Keys, Atlas, T, Bow entre outras. ■

Circuito 12


Circuito 13

Luxury


Social

Qualishow premia empresas

1.200 convidados prestigiaram a premiação das empresas vencedoras do Prêmio Qualidade

VENCEDORES MODALIDADE GESTÃO

Comando da 12ª Região Militar, Hospital Militar de Área de Manaus, 29ª Circunscrição

de Serviço Militar, Caixa Econômica Federal/Gerência de Filial

Fundo de Garantia Manaus, Comando Militar da Amazônia, Parque Regional

de Manutenção, 2ª Brigada de Infantaria de Selva, Serviço Social da Indústria

– SESI Amazonas, Hospital Samel, 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, 1ª

Brigada de Infantaria de Selva, 7º Batalhão de Infantaria de Selva, Companhia

de Comando da 12ª Região Militar e Instituto de Desenvolvimento Tecnológico

(INDT).

VENCEDORES MODALIDADE PROCESSO

Moto Honda, Brasil Norte Bebidas, Honda Componentes,

Showa, Rexam, HTA, Tambaqui de Banda, Tribunal de Justiça

do Estado do Amazonas, Panasonic, Tutiplast, Technicolor,

Labelpress, Sodecia, Label Packing, Springer, Restaurante

Shin Suzuran, Officina Sports, Paco Uniformes, Sonorey, Gaúchos

Churrascaria, Polonorte Segurança, Studio Wilke Cidade,

Label Evolution, Academia Personal Clinic, Casa dos Compressores,

Primazia, Dimops e Aga Móveis.

Circuito 14


vencedoras do PQA 2015

Amazonas 2015, promovido pela Federação das Indústrias do Amazonas

MAIS

MOMENTOS

Circuito 15


ESPECIAL

“Eficiência gerando riquezas:

um dos maiores motores

da economia mundial”

Por Vania Vial

IoT

INTERNET DAS

COISAS

Se fossemos definir a Internet das Coisas em uma palavra seria CONECTIVI-

DADE. É a capacidade de espalhar a computação em qualquer lugar, de captar,

armazenar e processar milhões de informações transformando-as em conheci -

mento útil, propiciando ganhos de eficiência, criando novos mercados e

gerando novas riquezas. A conexão e comunicação entre máquinas é o foco de

uma das maiores tendências para a área de Tecnologia da Informação e Telecomunicações:

a Internet das Coisas.

O potencial da Internet das Coisas (do inglês, IoT - Internet of Things) é

astronômico. De acordo com um estudo recente divulgado pelo McKinsey

Global Institute aponta que a Internet das Coisas terá um valor econômico

entre US$ 4 trilhões e US$ 11 trilhões em uma década, equivalendo a cerca de

11% da economia mundial.

Circuito 16


ESPECIAL

Conforme o relatório, para que esta previsão se concretize,

será preciso que sejam superados obstáculos técnicos, organizacionais

e de regulação. As empresas que usam tecnologias de

IoT, em particular, vão desempenhar um papel crítico no

desenvolvimento de sistemas e processos adequados para ma -

ximizar o seu valor, diz o estudo.

Segundo o instituto, os fornecedores e empresas usuárias que

se adaptarem mais rapidamente às novas tecnologias de IoT

serão as que obterão os maiores ganhos. Isso, diz a McKinsey,

significa criar um ecossistema completo, que inclui software,

hardware e ferramentas de análise de dados, para atender companhias

dos mais variados setores da economia. Para uma

empresa de perfuração de petróleo, por exemplo, isso significa

dispor de dados como temperatura ou a quantidade de elementos

químicos em uma bomba por meio da monitoração remota.

Na gestão de tráfego da cidade, isso pode significar a possibilidade

de equilibrar corretamente as informações de carros,

estradas e semáforos por meio de um dispositivo móvel.

Para dar uma visão mais ampla dos potenciais benefícios e

desafios envolvendo Internet das Coisas, o estudo analisou

mais de 150 casos de uso, que vão desde pessoas que utilizam

dispositivos para monitorar a saúde e o bem-estar até empresas

que utilizam sensores para otimizar a manutenção de equipamentos

e garantir a segurança dos trabalhadores (veja gráfico

abaixo).

Drone Hexacóptero alemão, da Aibotix,

usando pelo INDT para, entre outras

funções, fazer coleta de dados de Rádio

Frequência (RF) do cliente Vale

em ambientes de minas. O objetivo

da Vale é ter minas autônomas, com

mais segurança para os funcionários.

O uso do drone, com o dispositivo

e método desenvolvido pelo Instituto,

consegue mapear toda a infraestrutura

para saber se tem cobertura de sinal

de RF, mapeando a rede de Rádio

Frequência para, no futuro, a empresa

colocar caminhões teleguiados

em ambientes de mina onde há risco

para o homem.

Circuito 18


A digitalização de máquinas, veículos e outros elementos do

mundo físico é uma ideia poderosa. De acordo com o relatório,

mesmo nesta fase inicial, a Internet das Coisas está come çando

a ter um impacto real, mudando a forma como as mercadorias

são produzidas e distribuídas, ou como médicos e pacientes

controlam a saúde. "Mas, para todo o potencial das aplicações

de Internet das Coisas possa ser extraído, vai ser preciso investimentos

em inovação, tanto em tecnologias quanto em novos

modelos de negócios, bem como em novas capacidades e talentos",

ressalta o estudo.

A Internet das Coisas representa um conjunto de invenções

que permitirá aos objetos – comuns, do cotidiano – a se conec -

tarem a rede e passarem a interagir entre eles e com as pessoas.

E tudo isso inferência de três etapas:

• Identificação: o sistema precisa registrar os dados de cada

aparelho para conectá-los à Internet. (RFID).

• Sensores: o sistema detecta mudanças na qualidade física

dos objetos

• Miniaturização e Nanotecnologia: pequenos objetos com a

capacidade de interagir e se conectar a grande rede.

Um estudo da Cisco mostra que, atualmente, já existem mais

objetos conectados à Internet do que pessoas no mundo. Em

2020, a perspectiva é de que 50 bilhões de coisas estarão conectadas

à Internet.

Para entendermos melhor sobre este novo mundo, com capa -

cidade de criar conhecimento gerador de eficiência e novos

negócios, a revista CIRCUITO fez uma entrevista exclusiva

com Fuad Mousse Abinader Junior, Pesquisador no Instituto de

Desenvolvimento Tecnológico (INDT), atuando com pesquisa e

desenvolvimento de redes de comunicação, incluindo a cria -

ção de conceitos de novas funcionalidades e protocolos para

redes sem fio (WiMAX, Wi-Fi, 4G LTE, 5G) e Internet (mobilidade

IP, transição IPv6, suporte a multi-homing, etc...), avalia -

ção de desempenho por meio de simulação sistêmica,

sub missão de proteção de propriedade intelectual/patentes (i.e.

IPR) e atividades de padronização de novos protocolos e sistemas

de comunicações sem fio.

Fuad é PhD em Engenharia Elétrica e Computação, ênfase em

Telecomunicações, pela UFRN, 2015; MSc em Informática,

ênfase em Redes de Comunicações, pela UFAM, 2006; BSc em

Ciência da Computação, pela UFAM, 2002.

Tem uma produção Técnica/Científica invejável pelo tempo

de pesquisa: 1 padrão internacional da Internet (RFC IETF), 9

patentes depositadas, 3 artigos em revistas internacionais e 12

artigos em conferências internacionais. Recebeu uma Menção

Honrosa no prêmio Anuário Tele.Sintese 2013 e conquistou o

2º lugar na categoria Provedores de Serviços do prêmio

Anuário Tele.Sintese 2014.

Circuito 19


ENTREVISTA

EXCLUSIVA

FUADABINADER

por Vania Vial

CIRCUITO: A inovação, a tecnologia são alavancadores da

educação, da economia, do desenvolvimento, é isso que move

o mundo. A Internet das Coisas está chegando trazendo novos

conceitos, novos produtos, novos mercados, criando milhões

de informações e conhecimento. Gostaríamos de começar conceituando,

na sua visão de pesquisador do INDT, o que é Internet

das Coisas? Como ela surgiu? Em que fase ela está da

história desse ciclo de inovação?

FUAD: Considero uma evolução natural no compasso que

estamos em termos de comunicação, telecomunicações, coleta

e processamento de dados... Surgiu no início dos anos 90, com

a ideia da computação ubíqua, de se ter computação não só no

PC na mesa, mas que fosse espalhada por todos os lugares, perfazendo

todos os aspectos da tua vida. Ainda não se tinha

muita clara a ideia de mobilidade. De lá para cá, tivemos pelo

menos 3 ondas de revolução que a Internet causou. A primeira

foi a onda da comunicação eletrônica, do e-mail. O correio

eletrônico foi a primeira introdução a Internet das Coisas, e

causou certa revolução, inclusive econômica. A segunda onda

é a da Internet, da web. Acessar UOL, Orkut foi onde teve a

explosão para o grande público e se popularizou. A terceira

onda foi tirar isso das lan houses e de quem tinha condições de

ter um computador e levar para um dispositivo mais barato e

mais acessível, que é o celular, o smarthphone, a onda móvel,

essa foi a terceira grande onda, na qual todos os aspectos da tua

vida estão relacionados ao celular, se você perde seu celular é

como se perdesse sua carteira, óculos, às vezes a pessoa prefere

perder a carteira a o celular, a vida toda dela está ali. Então, é a

evolução natural. Na primeira onda eu consigo sair do meu

mundinho e me comunicar, na segunda eu consigo obter informações

de áudio, vídeo, trocar mensagens, pesquisar de uma

forma agradável. Na terceira, eu levo isso pra qualquer lugar

que eu vou.

conseguem fazer muita coisa e que custam $ 20 dólares, $30

dólares. Pequenos computadores que conseguem fazer um conjunto

razoável de funções e com uma interface de comunicação

Wi-Fi, Bluetooth por $2 dólares, $5 dólares, então hoje você

consegue ter um poder computacional, que antes era só possível

ter em uma empresa, em um dispositivo muito barato que

é seu. Você compra e nem se preocupa se perdeu ou não, então

teve uma grande escala que antes não tínhamos isso. O

segundo fator foram as tecnologias de telecomunicações que

permitiram que você conectasse esses dispositivos de forma a

coletar e transmitir comandos, tendo uma evolução natural da

tecnologia de comunicação. Há 10, 15 anos atrás você não pensava

em adquirir em grande escala e preço e custo para conectar

milhões de dispositivos numa cidade, por exemplo, o

celular GSM era um negócio pra você fazer ligação, mandar

mensagem e pouco mais que isso. O avanço natural das telecomunicações

para, primeiro, prover Internet de qualidade

razoável, depois, alcançar uma escala de usuários e garantir

qualidade de serviços muito grande, levou ao desenvolvimento

CIRCUITO: Qual é o próximo passo natural?

FUAD: Essa confluência de fatores permitiu desenvolver o

conceito da Internet das Coisas, porque começaram a surgir

determinadas coisas que já temos em realidade hoje, inclusive

no Brasil. Primeiro foi o barateamento de hardware, computadores

pessoais eram caros, mas hoje em dia o poder computacional

de um computador 486 perde para o de um celular

barato. Você tem dispositivos como por exemplo o Raspberry

Pi, Arduino, ou a plataforma Galileo, da Intel, dispositivos que

Circuito 20


ESPECIAL

das tecnologias, tanto redes celulares como 4G/ LTE, como

redes locais sem fio, Wi-Fi e Bluetooth, a permitir que tenha -

mos um dispositivo relativamente barato, que consiga transmitir

e receber dados de uma forma confiável e acessível pra todo

mundo. Então, teve, por um lado o barateamento dos dispositivos,

e por outro lado a questão da tecnologia de comunicação

que facilitou. O terceiro fator é que você já começa a perceber é

que não é só questão da Internet das Coisas ou conectar, mas o

que eu faço com isso? O fato é que, se eu tenho dispositivos

baratos e consigo comunicar entre si, o que é mais interessante?

Eu tenho algumas aplicações que, conversando entre si, conseguem

fazer alguma coisa que gere um ganho, mas mais

importante do que isso é obter essas informações que estão

espalhadas ao meu redor por meio de sensores, por medidores,

pegar essa informação, enviar para um servidor central e fazer

a parte de Analytics (análise de dados). Tem uma massa de

dados muito grande que antes não tinha visibilidade, simplesmente

não conhecíamos, e que, com a Internet das Coisas, consigo

extrair conhecimento dessas informações, que consegue

melhorar meus processos, gerar conhecimento, criar oportunidade

de negócios, entre outros. O desenvolvimento de Analytics

é uma mão na roda porque agora se tem um ferramental

tecnológico para processar essas informações extraídas de

multi sensores e medidores e transformá-las em conhecimento.

O quarto fator é: tudo isso demanda muito poder computacional.

Ai entra os Clouds, aqueles grandes locais cheios de

computadores que alugo recurso sob demanda e consigo rodar

meu serviço em qualquer lugar, escalável... então, essa conjunção

de fatores permitiu desenvolvermos esse conceito, que

lá atrás era de conectar tudo ao meu redor, e a começarmos a ter

Fuad Abinader Junior, PhD em Engenharia Elétrica,

pesquisador e desenvolvedor de rede de comunicação.

Acima, ilustração de casa inteligente

noção agora de quais são os principais mercados, pelo menos

iniciais.

CIRCUITO: Antes era só uma ideia de conectar tudo, mas vai

muito além disso, correto?

FUAD: Uma coisa era lá atrás. Há 10 anos, escutar: “ah.. vou

conectar minha geladeira...” Certo, e ai? O que vamos gerar de

ganho com isso? De repente o supermercado consegue ganhar

alguma coisa, mas é isso? É essa a grande revolução tecnológica

que estamos fazendo? Na verdade, não é bem assim, a revolução

tecnológica vai muito além de conectar e só saber o que

tem e o que não tem na geladeira. Na verdade, ela está criando

novos mercados, essa é a grande sacada da Internet das Coisas,

no qual a principal mercadoria é a informação.

CIRCUITO: O banco de dados gerado?

FUAD: É o mercado a ser vendido, explorado. Para você ter

uma ideia, vou dar um exemplo na área de fornecimento de

energia: podemos, por exemplo, colocar um dispositivo medidor

de energia em uma casa e, se a informação do consumo de

energia é medida ao longo do tempo, essa informação pode ser

útil para a provedora de energia, para fazer uma previsão de

carga. Mas será que é só isso que consigo fazer com essa informação?

Será que não posso pensar em olhar para essa informa -

ção e começar a descobrir padrões, por exemplo, de con sumo

de determinado tipo de eletrodoméstico e vender essa informação

para os governos ou empresas para planejarem algum

tipo de ação? Existe todo um mercado em cima daquela informação,

que poderíamos usar só pra uma finalidade, que gera

potencialmente ganhos de eficiência de diferentes maneiras.

Toda vez que se tem ganho de eficiência, tem geração de

riqueza. A grande premissa da Internet das Coisas é que ela vai

ser uma mina de novos mercados para todos os tipos de

empresa. O conceito de Internet das Coisas está muito mais

relacionado a eu saber que agora tenho capacidade de ser inundado

de informações de sensores ao meu redor e consigo explorar

essas informações para gerar conhecimento; esse

conhecimento pode me dar ganho de eficiência, melhor qualidade

de vida de ‘n’ formas e que isso pode gerar novos mercados,

que nem temos como antecipar.

CIRCUITO: Quais são os principais desafios neste momento?

FUAD: Tem um monte de questões, mas vou falar de principalmente

sete. Tem vários elementos desse conceito Internet

das Coisas e o primeiro deles é IDENTIFICAÇÃO ÚNICA, com

a questão da segurança. Tenho um hardware barato, infraestrutura

de telecomunicações para coletar, mas com um grande

problema: vou ter potencialmente bilhões de sensores espalhados

ao longo dos grandes centros metropolitanos coletando

informações. Como é que consigo identificar unicamente es ses

sensores? Não só o equipamento, mas o equipamento co le tan -

do diferentes medidas, pressão, umidade, número de pes soas

que passaram usando uma câmera, enfim, o potencial é muito

grande, ou seja, tenho uma quantidade realmente muito grande

Circuito 21


de fontes de dados que tenho de identificar unicamente, e mais,

tenho questões em relação à segurança dos dados, anonimidade,

porque isso pode ser explorado potencialmente de

maneira positiva ou negativa.

Existem desafios técnicos que tem de ser atendidos e vem

sendo tratados, tanto na parte de identificação da rede, que é,

por exemplo, se nos mantivéssemos nos padrões Internet an -

tiga, conhecida como IPv4, em tese não teríamos endereço de

Internet para todos os dispositivos, mas com outra tecnologia

chamada IPv6, temos um espaço de endereçamento muito

maior, a ponto de permitir que tenhamos praticamente um

endereço de Internet para cada átomo da Terra. Hoje, as estimativas

de “coisas” conectadas variam, da mais conservadora, que

são 4.8 bilhões de coisas, para uma um pouquinho mais ousa -

d a, dependendo do que você classifica como “coisa” ou não,

para 50 bilhões de coisas. As estimativas para 2020, da mais

conservadora, da Cisco, foi de 50 bilhões de coisas, e a do IDC

(International Data Corporation), 212 bilhões de coisas conectadas,

então o cenário é muito grande. A partir do momento em

que você tira o controle do ser humano e automatiza, você tem

que tomar cuidado com que essas fontes sejam validadas, identificadas,

etc.

CIRCUITO: O maior desafio na verdade vai ser gerenciar essas

informações?

FUAD: É um dos. Reforçando, o primeiro desafio é Identificação

única, a questão da segurança, questão de escala, o nú -

me ro de dispositivos que consegui endereçar, identificar e

ga rantir segurança desses dispositivos. A segunda delas é a

questão dos SENSORES. Se eu tenho dispositivos e consigo

garantir a segurança da informação, eu estou confiando minha

infraestrutura, por exemplo, para uma cidade inteligente, de

um grid energético, de um hospital, monitoramento de pessoas

doentes ou hospitalar, para evitar contaminação, ou de uma

casa inteligente, eu estou terceirizando, tirando o ser humano

do papel que age no ambiente e estou automatizando, tenho

que ter sensores que capturam as medidas que me interessam:

umidade, pressão temperatura, luminosidade, som, etc... que

precisam ser confiáveis, de baixo consumo energético, com

durabilidade, etc.. Então: primeiro fator, identificação única,

segundo fator, os sensores. Uma vez que esses dois estão

resolvidos, eu tenho um dado gerado, que e preciso coletar,

porque a premissa é que esses dispositivos não façam muita

computação.

CIRCUITO: Façam só a coleta das informações?

FUAD: Isso, coletem e transmitam para algum lugar. Então,

vem a INFRAESTRUTURA DE TELECOMUNICAÇÕES que

precisa comportar os diferentes cenários, esse é o terceiro desa -

fio. Para cada cenário, que são muitos, vamos ter tecnologias

diferentes. Na Internet das Coisas não vamos associar a uma

tecnologia, como associamos hoje, por exemplo, de Internet

móvel como sendo Wi-Fi ou celular, ou seja, dois padrões.

Vamos ter centenas de tecnologias, como já temos hoje, por

causa da diversidade de cenários. Um cenário, por exemplo,

que demonstra o investimento em infraestrutura, é que pode -

mos colocar em cada poste de Manaus um dispositivo que

mede a tensão, mede informações com variações da carga, ‘n’

coisas conectadas com uma conexão celular, na verdade um

dispositivo inteligente conectado, o conceito de smart grid, um

grande mercado habilitador das Coisas. Posso estar consu -

mindo ou gerando energia, porque agora tem os painéis solares,

então eu posso gerar um mercado: ora consumo, ora produzo

energia que posso acumular numa bateria e

vender quando estiver caro e consumir energia

de concessionaria quando tiver barata.

CIRCUITO: Podemos dar algum exemplo?

FUAD: Neste ano tivemos várias coisas

acontecendo nesta linha, como a Tesla, que

tem como CEO Elon Musk, que come çou fa -

bricando carros elétricos que ganharam

upgrade de software e agora são auto pilots,

um carro sem motorista. Ele teve que desenvolver

uma tecnologia de bateria, barata, com

baixo custo de produção, baixo custo de

manutenção; Agora ele está construindo a

Gigafactory, que produzirá essas baterias em

escala, que podem ser agrupadas em conjunto

para alimentar uma casa, no padrão

americano, por até duas semanas. O grupo

tem outra empresa que produz painéis

solares, então agora ele vai dominar o ciclo

completo: produção de energia solar, baterias

para armazenar essa energia e o carro elétrico

que consome essa energia (geração, arma -

zenagem e consumo), tudo isso se pressupõe

CONECTIVIDADE, o carro Tesla são carros

que estão 24h conectados com atua lização de

software o tempo todo.

Carro elétrico Tesla,

CIRCUITO: Temos exemplo de outro cenário?

FUAD: O monitoramento da saúde de um doente em um hospital.

Temos sérias limitações ao que pode ser feito, desde o tipo

de tecnologia e a potência que vou transmitir que não vá prejudicar

a saúde da pessoa, a escala, ou seja, o número de doentes

que vou ter dentro do hospital, o custo disso para o negócio,

enfim, é uma infraestrutura de Telecomunicações para essa

rede totalmente diferente da rede de celular, é um conceito de

rede pessoal, estamos falando de Bluetooth, Wi-Fi, são outras

tecnologias que não são as de rede de celular, são cenários dife -

rentes. Com a infraestrutura de telecomunicações, tenho dife -

rentes cenários, cada um com um conjunto de tecnologias que

resolve, uma miríade de tecnologias que, a princípio, parece

um pandemônio em termos de gerenciamento, de escolha da

tecnologia certa para cada uso. Esse é o terceiro elemento da

Internet das Coisas, com outra fonte de desafios: a escolha certa

da tecnologia e gerenciamento das informações.

Circuito 22


ESPECIAL

CIRCUITO: Qual é o quarto desafio?

FUAD: Uma vez que consigo captar essa informação, tenho

problema de processamento, vou ter um sensor lendo um dado,

vou ter a interface de rede, mas isso vai ter que estar em um

pequeno computador, que seja barato, tenha consumo baixo,

que seja fácil de implementar e modificar, é a parte de software,

da COMPUTAÇÃO. Já temos vários players atuando nisso, com

computadores feitos para serem baratos, para você usar, por

exemplo, na Internet das Coisas, que vão ser capazes de ler os

modelo S: 24 horas conectado com atualização de software

sensores, fazer algum tipo de pré-processamento, como por

exemplo fusão de dados, e usar a interface de rede para mandar

os dados. Ter um dispositivo que tenha confiabilidade, durabi -

lidade, que seja fácil de ser mantido, adaptado, utilizado, são os

desafios da parte da computação. Essa é a frente remota da

coleta de dados.

CIRCUITO: Temos os sensores, para a captação, a computação,

para a armazenagem e pré-processamento, e a telecomunicação,

para a transmissão desses dados. E agora, o que

acontece?

FUAD: Com o desenvolvimento do ANALYTICS (análise de

dados), entra outra frente da IoT, o quinto desafio. É um mundo

de dados, em uma perspectiva otimista, 50 bilhões de dispositivos

conectados, com 50 bilhões, no mínimo, de fontes de

dados. Como eu trato isso? Como filtro e processo esses dados?

A parte de Analytics é uma parte muito intensa computacionalmente,

precisa de mais equipamentos e capacidade de processamento,

tenho que ter técnicas que consigam processar um

volume muito grande de dados e transformá-los em informações

que vão gerar o conhecimento útil. As técnicas tradicionais

de Analytics têm que ser adaptadas para tratar esse

emaranhado de dados, gerando novas diferentes técnica, e os

questionamentos são inevitáveis: qual é a mais interessante

para processar dados que vem de sensores e medidores elétricos?

Quantos padrões de mercado estão nascendo? Eles vão

conseguir conversar entre si? Isso já está sendo estudado, trabalhado,

não é mais conceito, já existe.

CIRCUITO: Essa informação é transformada em conhecimento.

Para quem? Como transformo em um negócio?

FUAD: Depois da análise e processamento das informações,

tem o desafio de transformar em SERVIÇO. Agora tenho um

dado útil, uma informação transformada em conhecimento que

pode servir para algum mercado. Tenho um conhecimento

agregado de diferentes fontes. Que tipo de serviço eu construo

ao redor dele?

Temos hoje uns cinco ou seis grandes serviços claramente

delineados que vamos ter por conta da Internet das Coisas.

O primeiro deles, e pensado inicialmente, foi o da casa conectada.

Vai muito além do cenário da geladeira que prevê o que

falta. Já temos termostatos eletrônicos que ajustam a tempera -

tura de sua casa por meio de aplicativos. Temos esses medidores

eletrônicos que informam se você está consumindo ou

está gerando energia (se você produz energia solar através de

painéis solares), a Amazon tem agora uns tags associados a produtos,

então é sua casa automatizada, com claramente um

merca do novo a ser explorado de produtores de sensores, me -

di dores e atuadores de serviços que vão coletar essa informação

e vão gerar conhecimento útil, o dono da informação pode produtizar/vender

essa informação dentro de um mercado de

informação para que a empresa interessada use esse conhecimento

para alguma coisa, tem um mercado novo criado com a

Internet das Coisas.

O segundo serviço de aplicação clara é na área de saúde. Conforme

vai avançando na miniaturização, o barateamento dos

dispositivos, como monitores de pressão, cardíacos, etc., conseguimos,

além de miniaturizar, desplugar, torná-los móveis,

no qual o médico não tem mais uma informação só de quando

vai fazer um exame, ele tem a informação constante daquele

paciente. Hoje já tem como fazer estudos médicos, onde se

anonimiza dados dos pacientes, e se consegue gerar conhecimento

sobre doenças, descobrindo padrões, por conta do monitoramento

constante.

Outra área é a saúde pessoal. Começou com produtos como o

sapato da Nike que mede o número de pisadas, passou para os

Apple Watch, Microsoft Band, FitBit, com pulseiras que você

coloca no seu braço e tem medição constante de temperatura,

pressão arterial, mas você pode acessar sua mensagem, fazer

sua ligação, fazer um chat, então com isso você tem um mundo

de informação, passíveis de serem coletadas, armazenadas e

que geram conhecimento.

Circuito 23


O perfil de um personal trainer vai mudar, hoje ele pode

acompanhar o condicionamento físico do cliente em tempo

real; poderemos, através dessas informações, provar para uma

seguradora de saúde que somos de baixo risco, conseguindo

descontos no plano de saúde, por exemplo. A Internet das

Coisas traz o gerenciamento de riqueza com o ganho de eficiência,

não vamos ter mais aquele plano de saúde médio, para o

perfil médio da população, teremos a individualização, na qual

posso usar essa informação agregada para outros produtos e

serviços. Uma vez que tenho isso, posso ter condomínios auto -

ma tizados, crescendo a escala, posso ter cidades inteligentes,

onde esse conceito de conectividade é expandido, e não é só

bom para o serviço público, ele pode diluir o custo, dividindo

os custos com outras empresas que podem utilizar daquela

infraestrutura que ele teve que instalar para tornar a cidade

inteligente. Casa inteligente, vizinhança inteligente, com os

condomínios inteligentes, cidade inteligente, que entra os

smart grids, infraestruturas inteligentes como o grid energético,

o grid de água, etc.

CIRCUITO: E na escala industrial?

FUAD: Na Internet Industrial, a manufatura automatizada,

autorregulada, auto consertada, esses são os mercados que es -

tão despontando, são mercados que ainda não estão claramente

delimitados, porque são mercados iguais ao mercado móvel

quando surgiu. O que eu faço com esse mercado? Cada dia é

uma resposta nova, uma resposta diferente. A diferença agora é

que não é 1 (um) mercado novo, são ‘ns’ mercados novos em

inúmeras áreas diferentes. Temos cidades já extremamente

conectadas, não só a parte elétrica, mas a parte de coleta de lixo,

de transporte público, gestão de consumo de água, esgoto. As

municipalidades estão aproveitando para diluir o custo da

infraestrutura com parceiros, gerando novos mercados para

estes parceiros através das informações obtidas. São novos mercados

que estão sendo criados por causa do ganho de eficiência,

com produtos que impactam na qualidade de vida de todos.

CIRCUITO: você falou que são sete elementos ou desafios

para a Internet das Coisas. Qual é o último?

FUAD: É a parte SEMÂNTICA, de dar significado àquele

amontoado de dados geradores de conhecimento útil, potencial

gerador de riqueza. Por exemplo, temos a municipalidade com

determinada informação, que pode ser compartilhada, seja de

forma gratuita ou dividindo os custos com parceiros, essa informação

tem que ser trocada em formatos comuns. Se tivermos

um banco de dados no formato que só aquela empresa desenvolveu,

não serve, precisa-se ter essa informação em formato

que todos conheçam, que seja interpretada de forma fácil, que

todos possam utilizar para fazer algum tipo de processamento

que gere o conhecimento, que vá dar um ganho de eficiência.

Então tenho que dar SIGNIFICADO para aqueles dados,

criando de padrões de mercado. O produto é a informação, mas

para que ela seja um produto ela tem que ser possível de ser

transportada, utilizada, processada pelo adquirente da informação.

Uma analogia interessante é a do conceito de “contai -

ner”, que permitiu uniformizar a forma de transportar mer ca -

dorias ao redor do mundo, independente do conteúdo,

barateando e otimizando o processo como um todo.

CIRCUITO: Já existem os padrões estabelecidos? Como cada

país está tratando essas questões? O Brasil já tem algo nesta

linha?

FUAD: Existe uma competição saudável de padrões de mercado,

de arquitetura de plataformas, de modelos de negócio em

desenvolvimento que nasceram de diferentes frentes, vindas,

ou do mundo da telefonia celular, porque o mundo da telefonia

celular também está se adaptando para essa comunicação M2M

(Machine to Machine), ou desses novos mercados, dos sensores,

de computação, que tem uma miríade de plataformas

sendo desenvolvidas e padronizadas.

Circuito 24


ESPECIAL

desentraves jurídicos, fiscais, de segurança legal em termos de

propriedade, teremos mais investimentos nesta área, eles serão

importantes para que possamos competir em mercados mun -

diais, para além do mobile. Vejo ganhos para todos, desde a

pequena empresa, uma startup que está fazendo um sensor ou

que faz uma manutenção na infraestrutura, para média empre -

sa, que administra uma municipalidade, até grandes empresas,

como a IBM, que comprou recentemente toda a infraestrutura

de processamento de sensores para medir temperatura e pres -

são em todo o mundo da The Weather Channel, com mais de

20 mil sensores que captam e geram a informação. Ela comprou

a maior infraestrutura privada de predição de tempo, com possibilidade

de utilizar essas informações em inúmeros projetos.

“Na Internet Industrial,

a manufatura automatizada,

autorregulada, auto consertada,

esses são os mercados que es tão

despontando, são os que ainda

não estão claramente delimitados,

porque são iguais ao mercado

móvel quando surgiu”

Em termos de Brasil, começou a ser elaborado em 2015 o

Plano Nacional de Comunicação M2M e Internet das Coisas,

com várias discussões e fóruns para se chegar a um acordo na

criação dos novos padrões e uma política específica para o

setor. Com previsão de finalização ainda este ano, o Plano está

sendo discutido por um grupo composto por membros de

minis térios do Governo Federal, Anatel, além de representantes

da indústria, das prestadoras de serviços em telecomunicações,

de instituições de ensino e desenvolvedores.

Eu diria que hoje começamos a sair do plano das ideias, dos

múltiplos padrões, e está começando a haver as consolidações.

Não temos tecnologias claramente vencedoras, porque os pa -

drões estão sendo testados ao redor do mundo em diferentes

cenários. Temos muito que discutir ainda, com questões cruciais

como segurança, ética, cultura, entre outros. Esse Plano Na -

cional de Comunicação é interessante porque nascerão

CIRCUITO: E o INDT, qual a expertise do Instituto nesta área?

FUAD: O grande fator positivo do INDT em relação à Internet

das Coisas é que temos expertise em todas essas etapas. Temos

pesquisadores e desenvolvedores, desde a parte de identificação

única, quando trabalhamos muito tempo com o RFID e

IPv6, com desenvolvimento de novas tecnologias, na parte de

sensores, onde temos várias iniciativas bem sucedidas como a

fabricação de sensores para monitorar animais no Nepal, até o

desenvolvimento de drones para acompanhar a produção da

Vale; em Analytics, em Telecomunicações, onde temos um trabalho

muito forte. Somente eu tenho 11 patentes nesta área.

Temos profissionais aqui que trabalharam no desenvolvimento

dos sistemas 2G, 3G, 4G, Wi-Fi, WiMAX, entre outros, desenvolvendo

desde o conceito, padronização, avaliação de desempenho

através de simulação e emulação, a parte de lobby,

demonstrando o produto, todo esse ciclo na inovação em Telecomunicações

é muito forte. Computação embarcada é outro

forte do INDT. Atuamos no desenvolvimento de vários protótipos

e produtos desde a época da Nokia com computação

embarcada. Então, no INDT, podemos pesquisar e trabalhar em

cada uma dessas etapas, sempre com profissionais de ponta,

altamente qualificados para essas novas tecnologias. Estamos

sempre pensando em 10, 15 anos à frente e a criar novas

soluções para nossos clientes.


Circuito 25


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Zona Franca

Rebecca Garcia é a

nova superintendente

da SUFRAMA

Foto: Portal Amazônia

Rebecca Garcia esteve

na FIEAM onde apresentou

seus planos de gestão frente

à SUFRAMA

Foto: FIEAM

Rebecca Garcia, empre sá -

ria e política amazonense, é

a no va Superintendente da

SU FRAMA e responsável

Empresária, política e gradua da

em Economia pela Boston

University, Rebecca Garcia

é preparada para o cargo

pe la administração do modelo Zona Franca de Manaus, de

acordo com a le gislação.

Rebecca é bastante preparada para a função. Graduada em

Economia na Universidade de Boston (EUA), Rebecca Garcia,

de 42 anos, é casada e filiada ao Partido Progressista (PP). Foi

eleita deputada-federal em 2006. Em 2010, foi reeleita. Em

dezembro de 2012, assumiu a secretaria de Governo do Estado

do Amazonas, onde permaneceu por quase um ano. Outras

experiências profissionais incluem atuação na corretora financeira

Merrill Lynch (Boston) e no Banco Pactual (Rio de

Janeiro), nas áreas de contabilidade de fundos internacionais e

private banking. Rebecca também já foi diretora-presidente do

Jornal O Estado do Amazonas e diretora geral da rádio e televisão

Rio Negro (afiliada da Rede Bandeirantes).

Nas prioridades da nova Superintendente estão principalmente

questões como a melhoria salarial dos servidores da

instituição, a recuperação da malha viária do Distrito Industrial

de Manaus e a busca de maior celeridade na análise e apro -

vação de Processos Produtivos Básicos (PPBs) para os projetos

industrias da região.

A superintendente também deverá manter a equipe técnica

atual composta por técnicos de carreira do órgão e que durante

os últimos meses mantiveram o órgão em funcionamento,

enquanto se estudava a indicação de um nome político.

Em recente reunião com representantes de segmentos industriais

e de entidades de classe, como Federação das Indústrias

do Estado do Amazonas (Fieam) e Centro da Indústria do

Estado do Amazonas (Cieam), Rebecca Garcia, expôs de que

forma pretende dar encaminhamento à sua gestão frente à

autarquia, buscando traçar de forma integrada ações em benefício

do modelo ZFM. “É hora de somar esforços. A SUFRAMA

tem um papel importante como protagonista do desenvolvimento

da região”, afirmou a superintendente. Segundo

Rebecca, é preciso unir as forças políticas e industriais locais

para que se consiga alcançar o que é preciso para superar os

desafios enfrentados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM)

diante do atual cenário econômico do País.

O presidente da Fieam, Antônio Silva, disse que “a vinda de

Rebecca é uma demonstração de que ela está ouvindo todos os

segmentos, para que possamos ajudá-la”. Ele apresentou uma

pauta de sugestões, redigida em consenso com os associados da

Federação, para que a superintendente da SUFRAMA possa

tentar trabalhar, neste primeiro momento de sua gestão, os

pontos considerados mais importantes para a região, como o

resgate da autonomia da autarquia. Wilson Périco, presidente

do Cieam, destacou que “a SUFRAMA tem um papel fundamental

para que o Estado (do Amazonas) volte a ser protagonista

na região Norte. E esse protagonismo passa forçosamente

pela SUFRAMA, com o resgate da sua representatividade. A

nossa classe está unida para prestar à nova superintendente

todo apoio que precisar, acompanhando-a nas batalhas e dificuldades,

que sabemos que são muitas”.


Circuito 27


Meio Ambiente

BNDES

apresenta

avanços

do Fundo

Amazônia

em Londres

Iniciativa brasileira de apoio a projetos de combate ao desmatamento na Amazônia

é destaque no “Amazon Day”

O debate em torno de questões como a bem sucedida redução

do desmatamento na Amazônia, de 82% nos últimos 10 anos, e

as medidas adotadas pelo governo brasileiro e pelo BNDES para

intensificar mecanismos de redução da emissão de gases de

efeito estufa reuniu mais de uma centena de autoridades e especialistas

Internacionais no chamado “Amazon Day”.

O evento, organizado pelo BNDES, pela embaixada do Brasil

em Londres e pelo Ministério do Meio Ambiente, acontece em

Londres e debate ações de mitigação das mudanças climáticas e

de estímulo à economia de baixo carbono.

O “Amazon Day” foi aberto com os pronunciamentos da mi -

nistra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do ministro da

Fazenda, Joaquim Levy, do presidente do BNDES, Luciano

Coutinho, do embaixador brasileiro na Inglaterra, Eduardo

Santos, e do representante do Ministério Britânico de Relações

Exteriores, Hugo Swire.

O presidente Luciano Coutinho enfatizou a importância para o

BNDES de administrar o Fundo Amazônia, que tem sido reco -

nhecido mundialmente como uma das iniciativas mais bem

sucedidas de pagamento por resultados pela redução das emissões

por desmatamento e degradação florestal (REDD, na sigla

em inglês).

Segundo Coutinho, nos seis anos de operação, o Fundo

Amazônia contribuiu para o alcance de resultados significativos

na prevenção e combate ao desmatamento ilegal, com ênfase na

promoção de atividades produtivas sustentáveis e que garantam

a manutenção da floresta em pé. O presidente também mencionou

as iniciativas do BNDES no financiamento à chamada

economia verde, com desembolsos que saíram de R$ 12,8 bi -

lhões em 2008 e atingiram R$ 28,3 bilhões no ano passado, e o

incentivo à agricultura de baixo carbono.

A ministra Izabella reafirmou o compromisso do governo

brasileiro com as metas de redução do desmatamento, por meio

de iniciativas como a criação de áreas protegidas e cadastramento

ambiental rural. Enfatizou também a relevância de um amplo

acordo entre governos estaduais, municipais, setor privado e

ONGs em torno da adoção de práticas sustentáveis e de medidas

de monitoramento e controle.

Levy defendeu um novo paradigma de crescimento econômico

e citou como exemplo os recentes investimentos em energia

eólica no Brasil e o início do ciclo de oportunidades em energia

solar, que contará com o financiamento do BNDES. Ele também

ressaltou os resultados expressivos de redução do desmatamento,

alcançado pela cooperação Brasil, Noruega e Alemanha,

com o Fundo Amazônia.

Já o embaixador Eduardo Santos e o ministro Swire

ressaltaram a importância da parceria entre o Brasil e o Reino

Unido nas iniciativas para a redução de gases de efeito estufa,

que serão discutidas na COP 21, em Paris. Swire elogiou a ação

do governo brasileiro no que ele denominou de mais ambicioso

programa de redução de desmatamento já realizado.

O apoio a populações indígenas no Brasil também é uma das

prioridades do Fundo. Já foram financiados cinco projetos com

foco exclusivo em populações indígenas, abarcando 52% das

terras indígenas na Amazônia legal. Tanto as unidades de conservação

como as terras indígenas atuam como um importante

inibidor do desmatamento ilegal.

O Fundo Amazônia recebe doações e realiza apoio não-reembolsável

a partir da apresentação direta de projetos. Atualmente,

as doações somam R$ 2 bilhões.


Circuito 28


ARTIGO

Como utilizar o networking a favor do seu negócio

Na medida em que aumenta o seu networking com profissionais relacionados com

a sua ideia ou o seu negócio, as oportunidades aparecem e as soluções também

*Por Jeronimo Mendes

A palavra networking entrou em nosso vocabulário a

partir da década de 1990, com o advento da globalização e a

necessidade de as pessoas e as empresas se relacionarem

cada vez mais para fazer negócios em escala mundial.

Há trinta ou quarenta anos, as pessoas costumavam recorrer

a alguém influente nas empresas, na política ou na

comunidade onde moravam, a fim de obter alguma indicação,

principalmente quando se tratava de emprego.

O termo utilizado na época era “pistolão”, alguém com

poder e prestígio para indicar você para uma vaga sem a

necessidade de teste ou concurso. Bastava uma indicação e

você estava praticamente empregado. O treinamento vinha

depois, com a prática. Independentemente da classe social,

muita gente recorria a um “pistolão” para obter vantagens

pessoais e para facilitar o caminho das pedras.

Atualmente, o termo “pistolão” é usado com menor ênfase

em algumas cidades mais afastadas das capitais, principalmente

quando está relacionado com empresas públicas, mas

a exigência dos concursos inibiu muito essa prática.

Isso obriga as pessoas a estudarem mais, a se dedicarem

mais e a se relacionarem melhor para conquistar a credibilidade

necessária para arranjar bons empregos e fazer bons

negócios. Além disso, a competitividade no mercado

aumentou mais do que a capacidade de as pessoas se relacionarem.

O termo networking é uma junção das palavras net (rede)

e working (trabalhando). Na prática, é a sua rede contatos

trabalhando a seu favor quando necessário. No mundo dos

negócios quanto maior a rede contatos de um empreendedor,

maior a possibilidade de aproveitar as oportunidades

existentes e de realizar bons negócios.

De acordo com Jeffrey Gitomer, autor de O Livro Negro do

Networking, fazer contatos é mera questão de ser amigável,

de ter capacidade para se entrosar e de estar disposto a dar

algo de valor primeiro. Quando combinar esses três atributos,

terá descoberto o segredo que existe por trás dos

poderosos contatos que levam a relacionamentos ainda mais

valiosos.

No mundo dos negócios, as pessoas preferem fazer negócios

com amigos. Quer dizer que, para galgar a escada do

sucesso em qualquer atividade ou negócio, muito mais do

que estratégia, técnicas de vendas e formação educacional,

você precisa mesmo é de amigos? Sim. Se não for apenas

interesse, amigos vão querer ajudá-lo sempre, por toda a

vida.

Para tirar melhor proveito do seu networking é necessário

desenvolver uma rede de relações profissionais. Não estamos

falando da sua rede de amigos no Facebook, Orkut ou

Twitter para compartilhamento de fotos, frases, piadas e

vídeos. Refiro-me a um processo ilimitado de contatos com

pessoas de todas as áreas relacionadas ao seu negócio para

troca de informações, atualizações, conselhos úteis e, principalmente,

apoio moral, se necessário.

Por que estou dizendo isso? De nada adianta ter mil ou dez

mil amigos nas redes sociais se não pode contar com eles

quando necessário. Como afirma Gitomer, a qualidade de

seus relacionamentos determina o destino deles.

O maior objetivo para alguém querer estabelecer um contato

é poder utilizá-lo de maneira recíproca mais adiante.

Você pode estabelecer networking por toda a parte, desde

que esteja consciente da finalidade e também preparado

para isso.

Infelizmente, nem todos os contatos são importantes e são

poucos os que resultam em negócios. Contatos são apenas

contatos. Você nunca sabe aonde poderão levá-lo nem o que

acontecerá se uma pessoa disser a outra que fez contato

através de você.

Na medida em que aumenta o seu networking com profissionais

relacionados com a sua ideia ou o seu negócio, as

oportunidades aparecem e as soluções também. E para

transformar possíveis contatos em reais possibilidades de

negócio, procure praticar o seguinte:

• Apresente-se sem medo: crie coragem e tome a iniciativa,

mas nunca antes de se preparar para o contato; a

primeira impressão que você vai passar é importante para

firmar o contato.

• Utilize a regra da afinidade: encontre um ponto comum

entre você e o seu futuro contato; pode ser o time, a cidade

onde vocês moraram na infância, a escola onde vocês estudaram;

estabeleça a ligação.

• Determinação e persistência: coisas boas vêm para aqueles

que têm paciência e adotam medidas consistentes para

con segui-las, portanto, não desanime nunca; você nunca sa -

be de onde vem a próxima ideia boa para o seu negócio. ■

Circuito 29

*Jerônimo Mendes

é Administrador, Coach, Escritor e

Palestrante. Graduado em Administração

de Empresas, Pós-graduado

em Logística Empresarial, Mestre em

Organizações e Desenvolvimento

Local. Sólida formação em Processo

de Coaching (Executive e Life Coaching)

pelo ICI – Integrated Coaching

Institute. Mais de 35 anos de expe -

riência em empresas como Klabin,

Brahma, Texaco, Volvo, CSN e Consult.

É professor universitário para

módulos de Especialização e MBA

em diversas Faculdades

e Universidades do país.

Treinador in company para assuntos

de execução e tomada de decisão,

liderança, planejamento estratégico,

relacionamento e interpessoal.


Automóveis

Com o recurso ESP estão disponíveis três modos selecionáveis pelo

condutor para dirigir: Drive / Esporte / Corrida

Novo Lotus Evora 400

O Evora 400 é o carro mais rápido da Lotus, projetado para

proporcionar desempenho excepcional

Da Redação

Colin Chapman, um engenheiro apaixonado por corridas

criou a Lotus Engineering Ltd. em 1952, em Hornsey, transferindo

a fábrica dez anos depois, para Hethel, em 1962.

A fabricação do modelo chamou logo a atenção de todos. O

Lotus Mk VI foi o primeiro Lotus oficial fabricado com o chassis

inteiramente projetado por Chapman. Em 1958, alguns anos

depois do início da operação, a Lotus conseguiu sua primeira

na Fórmula 1. O carro britânico venceu pela primeira vez em

1960 e em 1963 conquistou o primeiro campeonato.

Em 1958, o Grupo Lotus, era formado pela Lotus Cars Limi -

ted, que produzia carros de passeio e pela fabricante de carros

de competição, Lotus Components Limited.

Mais tarde, a General Motors adquiriu a Lotus, em 1986, a

qual vendeu depois a uma empresa de Luxemburg, A.C.B.N.

Holdings S.A. Em 1996, a marca de automóveis passou a ser

controlada pela Perusahaan Otomobil Nasional Bhd.

NOVO LOTUS EVORA 400

Desempenho e precisão: o novo Lotus Evora 400 segue a

tradição de carros esportivos Lotus.

Inteiramente pensado para o motorista, ele oferece uma

dinâmica e sensações em todas as circunstâncias . Nada é mais

natural para um carro de estrada desenvolvido na pista.

Seu design leve, agilidade excepcional e aerodinâmica radicalmente

são diferentes de seus concorrentes.

No Evora 400, o supérfluo não tem lugar. Projetado para proporcionar

desempenho excepcional, ele posa como um sucessor

digno das verdadeiras lendas de corrida da Lotus. Seu

motor apresenta o alto desempenho de um V6 de 3,5 litros , 24

válvulas , todo em alumínio , desenvolvendo 400 cv com compressor

Edelbrock e sistema de resfriamento hidráulico.

O Evora 400 é o carro mais rápido de sempre criado pela Lotus

com um visual que apaixona à primeira vista.


Circuito 30

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