O Perigo das Seitas (Revista Cristã)

revistacrista

Revista Trata das heresias dos movimentos sectários do brasil. ( Seitas e Heresias). Uma Seita ou “Secta” como está no latim, é um grupo religioso que difere das doutrinas fundamentais da fé cristã encontradas nas escrituras e ensinadas por Jesus e seus Apóstolos. São grupos que em sua maioria se intitulam como os únicos detentores da “verdade” e muitos deles chegam a ter a audácia de dizer que fora deles não há salvação.

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O PERIGO DAS SEITAS

E HERESIAS

POR CARLOS SILVA

Uma Seita ou “Secta” como está no latim, é

um grupo religioso que difere das doutrinas

fundamentais da fé cristã encontradas nas

escrituras e ensinadas por Jesus e seus

Apóstolos. São grupos que em sua maioria se

intitulam como os únicos detentores da

“verdade” e muitos deles chegam a ter a

audácia de dizer que fora deles não há

salvação.

Além de exclusivistas, os mais radicais como

documentados por apologistas brasileiros,

chegam ao ponto de privar seus membros do

convívio com seus familiares. Seus métodos

são desde o proselitismo à manipulação

mental e comportamental.

Nesta Edição, disponibilizaremos alguns

artigos sobre o tema, visando nos ajudar a

compreender e nos prevenir do engano

destes grupos e de suas heresias maléficas.

Boa Leitura.

Graça e Paz


Os Perigos do

Sectarismo

Religioso

POR THOMAS MAGNUM

“O Espírito afirma expressamente que, nos

últimos tempos, alguns se desviarão da fé e

darão ouvidos a espíritos enganadores e a

doutrinas de demônios, sob a influência da

hipocrisia de homens mentirosos, que têm a

consciência insensível.” I Tm 4.1,2.

A admoestação do Apóstolo Paulo ainda é

pertinente para nossos dias, é de considerável

urgência uma reflexão séria e bíblica sobre o

sectarismo religioso.

Sectário - Pertencente ou relativo a seita. sm

1 - Membro ou aderente de uma seita

religiosa. 2 - Pessoa que segue outra no seu

modo de pensar, ou lhe obedece cegamente;

partidário, sequaz. 3 - Membro de um partido,

que o segue e defende com facciosismo. 4 -

Partidário apaixonado, intransigente, faccioso.

[1]

Diante de tal definição, compreendemos como

sectarismo a atitude decorrente de um

indivíduo ou grupo sectário.

Entendemos como seita, um grupo dissidente

e divergente do que comumente se prega em

doutrinas religiosas ou filosóficas. Diante de

tal realidade, a multiplicação de pensamentos

religiosos, decorrentes do cristianismo

ortodoxo, iremos abordar os efeitos maléficos

de grupos separatistas que saíram da igreja

cristã por conta de heresias.

Deve ficar claro que não estamos tratando

aqui de denominações evangélicas que tem

comunhão nos pontos centrais do

cristianismo, como: A trindade de Deus, A

divindade de Cristo, A divindade e

pessoalidade do Espírito Santo, na inspiração,

inerrância e suficiência das Escrituras, na

segunda vinda de Cristo.

O Impacto Sociológico

Ao observarmos a aderência e a permanência de

pessoas em grupos sectários, é notório o fator

de isolamento. Quando o individuo é levado a “fé”

no que o grupo ensina, ele é doutrinado a crer que

somente seu grupo está correto e que os ensinos

ali passados são realmente o que Deus quer para

seu povo. Ligado a isso, vem à questão afetiva

dentro do grupo, o adepto é agora inserido em um

novo contexto social que realmente existe "amor",

inexistente em outas religiões. Então, o próximo

passo ao doutrinamento do novato é o afeto. Um

terceiro ponto que podemos observar no

sectarismo de tais grupos é o legalismo. A

obediência cega aos líderes é fundamental para o

"desenvolvimento" espiritual do fiel. Nessa

submissão, incluímos a proibição ou

recomendação, como dizem eles, de lerem algo

que esteja fora dos ensinos da organização

religiosa pertencente. Geralmente, isso inclui até a

Bíblia, alegando a velha falácia romana de que

somente os sacerdotes podem interpretar os

ensinos sagrados ao povo. O que tais grupos

sabem da Bíblia são versículos soltos, que

aprenderam em treinamentos internos para

evangelizarem os "pagãos". O carisma é outro fator

que devemos destacar do ponto de vista social das

seitas. Tais grupos possuem liderança carismática;

com isso falamos de retenção de poder profético e

gigantismo espiritual, através de gurus que se

camuflam com nomenclaturas cristãs como:


Profetas, Apóstolos, Bispos, Patriarcas e uma

quantidade imensurável de títulos.

O Efeito Camaleão

As seitas tem efeitos camaleônicos e se

infiltram entre os verdadeiros cristãos. Dr.

Walter Martin, certa vez, relatou a presença

de Testemunhas de Jeová nas cruzadas de

Billy Graham, para enlaçarem os convertidos

no evento e levarem para os Salões do Reino.

[2] Outros exemplos claros são grupos

musicais de seitas heréticas, que arrebatam

muitos evangélicos com propósitos

proselitistas, como grupos e cantores

adventistas e o grupo Voz da Verdade que é

unicista. Diante de tudo isso, vemos o

crescimento de grupos sectários e a

multiplicação de heresias dentro dos arraiais

evangélicos, por três motivos básicos:

* Imaturidade Espiritual

* Subversão Espiritual

* Soberba Espiritual

As ideias sectárias atingem mais as

personalidades sugestionáveis, instáveis, sem

fundamento doutrinário e sem sentido

crítico. A seita é como um ramo que se

desprendeu da árvore; originou-se como um

protesto que considerava errado na igreja

mãe. Para as seitas as igrejas perderam o

sentido autêntico e o conhecimento

verdadeiro das Escrituras.[3]

O Aspecto Doutrinário

Podemos identificar alguns aspectos

doutrinários em grupos sectários:

*Afirmam uma nova revelação dada por Deus

*Reivindicam poder espiritual

*Pregam a apostasia da igreja cristã

*São-proselitistas

*Rejeitam as principais doutrinas da fé cristã

histórica

Esses são apenas alguns pontos listados aqui,

podemos apontar também os aspetos

antropológicos.

Aspectos Antropológicos

O grupo exerce domínio sobre a mente do

indivíduo, seus líderes pensam por ele,

dirigem sua vida. Se o adepto resolver

abandonar o grupo, ele corre o risco de

perder amigos, família, ou seja, perde sua vida

social. Esse é o fator mais traumatizante para

quem abandona um grupo herético.

São conhecidos vários fatos de pessoas que foram

ameaçadas e torturadas psicologicamente em tais

grupos, que infelizmente não estão distantes de nós,

inclusive em igrejas que professam serem

evangélicas, reivindicam exclusividade de salvação e

se orgulham exageradamente do nome de sua

denominação. Pessoas que são oprimidas por

costumes legalistas e que não tem respaldo nenhum

nas Escrituras, mas, são fruto de delírios de homens,

como disse Paulo:

“Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos

difíceis; pois os homens amarão a si mesmos, serão

gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos,

desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição

natural, incapazes de perdoar, caluniadores,

descontrolados, cruéis, inimigos do bem, traidores,

inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres

do que amigos de Deus, com aparência de

religiosidade, mas rejeitando-lhe o poder. Afasta-te

também desses. Porque entre eles estão os que se

intrometem pelas casas e conquistam mulheres tolas

carregadas de pecados, dominadas por várias

paixões; que estão sempre aprendendo, mas nunca

podem chegar ao pleno conhecimento da verdade. E à

semelhança de Janes e Jambres, que resistiram a

Moisés, eles também resistem à verdade. São homens

de entendimento corrompido e reprovados na fé.”2Tm

3.1-9.


Conclusão

Além de todos os danos listados aqui, não

poderíamos deixar de incluir os psicológicos e

espirituais. Existem pessoas que saíram de

seitas ou de grupos neopentecostais que,

mesmo depois de anos, sofrem os efeitos

maléficos de tais mestres da mentira. Pessoas

que tiveram suas personalidades assaltadas e

suas vidas emocionais destruídas, seus afetos

destroçados e suas mentes controladas. Muitas

vezes, o motivo do avanço das heresias é o

comodismo e descompromisso de igrejas

cristãs, com membros fracos ou sem nenhum

ensinamento Bíblico. Portanto, precisamos

voltar às Escrituras, cultos de doutrina,

treinamentos Bíblicos, seminários de

doutrinas, fóruns e debates sobre seitas e

heresias.

“Antes, reverenciai a Cristo como Senhor no

coração. Estai sempre preparados para

responder a todo o que vos pedir a razão da

esperança que há em vós. Mas fazei isso com

mansidão e temor, tendo boa consciência, para

que os que caluniam o vosso bom procedimento

em Cristo fiquem envergonhados naquilo de que

falam mal de vós.” I Pe 3.15,16

_________

Notas:

[1] Dicionário Michaelis

[2] O Império das Seitas - Walter Martin

[3] Resistindo as Tempestades das Seitas

Tácito da Gama Leite

Autor: Thomas Magnum

Retirado de: Bereianos

Curso de Preparação para Pregadores (Completo)

Curso de Preparação para Professores de E.B.D.

www.revistacrista.wordpress.com/cursos/


A FÉ NA ERA DO CETICISMO

Livro best-seller segundo o New York Times

Por que Deus permite que haja sofrimento no

mundo?

Como um Deus de amor pode mandar

alguém para o inferno?

Por que o cristianismo não é mais inclusivo?

Como pode haver uma só religião

verdadeira?

Por que tantas guerras foram travadas em

nome de Deus?

Valendo-se da literatura, da filosofia, das

conversas do cotidiano e de argumentação

convincente, Tim Keller explica como a fé no

Deus cristão é, na realidade, racional e

justificável. Aos crentes verdadeiros, ele

oferece uma plataforma sólida sobre a qual

se apoiar contra os ataques à religião

próprios da Era do Ceticismo. Aos céticos,

ateístas e agnósticos, ele fornece um

argumento desafiador para se lançarem em

busca das razões da existência de Deus.

Saiba mais sobre o livro em: Editora

Vida Nova

SEITAS E HERESIAS

No que a Bíblia difere das principais crenças

do mundo? Neste livro, o leitor poderá

conhecer os dogmas e crenças do

Catolicismo, do Espiritismo, do Adventismo

do 7.º dia, dos Testemunhas de Jeová, do

Evolucionismo, da Maçonaria entre outros

grupos religiosos e filosóficos, e confrontálas

com a Palavra de Deus.

Saiba mais em : CPAD


Como Reconhecer

uma Seita?

POR AUGUSTUS NICODEMUS

Existem milhares de religiões neste mundo,

e obvia­mente nem todas são certas. O

próprio Jesus advertiu seus discípulos de

que viriam falsos profetas usando Seu

nome, e ensinando mentiras, para desviar

as pessoas da verdade (Mateus 24.24). O

apóstolo Paulo também falou que existem

pessoas de consciência cauterizada, que

falam mentiras, e que são inspirados por

espíritos enganadores (1 Timóteo 4.1-2).

Nós chamamos de seitas a essas religiões.

Não estamos dizendo que to­dos os que

pertencem a uma seita são deson­estos ou

mal intencionados. Existem muitas pessoas

sinceras que caíram vítimas de falsos

profetas. Para evitar que isto ocorra

conosco, devemos ser capazes de distinguir

os sinais característicos das seitas. Embora

elas sejam muitas, possuem pelo menos

cinco marcas em comum:

(1) Elas têm outra fonte de autori­dade além

da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem

apenas a Bíblia como fonte de conhecimento

verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras

fontes. Algumas forjaram seus próprios

livros; outras aceitam revelações diretas da

parte de Deus; outras aceitam a palavra de

seus líderes como tendo autoridade divina.

Outras falam ainda de novas revelações

dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E

mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem

autoridade inferior a estas revelações.

(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de

Cristo. Embora muitas seitas falem bem de

Jesus Cristo, não o consideram como sendo

ver­dadeiro Deus e verdadeiro homem, nem

como sendo o único Salvador da

humanidade. Reduzem-no a um homem

bom, a um homem di­vinizado, a um

espírito aperfeiçoa­do através de muitas

…….

encarnações, ou à mais uma manifestação

diferente de Deus, igual a outros líderes

religiosos como Buda ou Maomé.

Freqüentemente, as seitas colocam outras

pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e

em quem confiam.

(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras.

Essa é uma característica universal de todas

as seitas. Por acreditarem que o homem é

intrinsecamente bom e capaz de por si

mesmo fazer o que é preciso para salvar a

sua alma, pregam que ele pode acumular

méritos e vir a merecer o perdão de Deus,

através de suas boas obras praticadas neste

mundo. Embora as seitas sejam muito

diferentes em sua aparência externa, são

iguais neste ponto. Algumas falam em fé,

mas sempre entendem a fé como sendo um

ato humano meritório. E nisto diferem

radicalmente do ensi­no bíblico da salvação

pela graça mediante a fé.

(4) As seitas são exclusivistas quanto à

salvação. Pregam que somente os membros

do seu grupo religioso poderão se salvar.

Enquanto que os cristãos reconhecem que a

salvação é dada a qualquer um que

arrependa-se dos seus pecados e creia em

Jesus Cristo como único Senhor e Salvador

(não importa a denominação religiosa), as

seitas ensinam que não há salvação fora de

sua comunidade.

(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos

últi­mos tempos. Elas ensinam que receberam

algum tipo de ensino se­creto que

Deus havia guardado para os seus fiéis,

perto do fim do mundo. É interessante que

toda vez que nos aproximamos do fim de um

milênio, cresce o número de seitas afirmando

que são o grupo fiel que Deus reservou

para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pes­soas que

caíram vítimas de alguma seita. Na carta de

Tiago está es­crito que devemos procurar

ganhar aqueles que se desviaram da verdade

(Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é

preciso que nós mes­mos conheçamos

profundamente nossa Bíblia bem como as

doutri­nas centrais do Cristianismo. Mais

que isto, devemos ter uma vida de oração,

em comunhão com Cristo, para recebermos

dele poder e amor e moderação.

Fonte: O Pentecostal Reformado


Os cinco testes

da falsa

Doutrina

POR TIM CHALLIES

T.D. Jakes diz que Deus existe eternamente

em três manifestações, não em três pessoas.

Greg Boyd diz que Deus conhece alguns

aspectos do futuro, mas que outros eventos

futuros estão fora do seu conhecimento.

Creflo Dollar diz que por sermos criados à

imagem de Deus, somos pequenos deuses. O

mormonismo diz que Deus revelou novas

escrituras a Joseph Smith que superam a

Bíblia. O catolicismo romano diz que somos

justificados pela fé, mas não somente pela

fé. Esse mundo é uma loucura obscura de

verdadeiro e falso. Para cada doutrina que

sabemos ser verdadeira, parece haver uma

centena de impostoras.

Não é de admirar, portanto, que João nos

diga para “provar os espíritos” e Paulo diz:

“julgai todas as coisas” (1Jo 4.1, 1Ts 5.21). É

nossa responsabilidade sagrada examinar

cada doutrina para determinar se é

verdadeira ou falsa. Mas como podemos

distinguir a sã doutrina da falsa? Como

podemos distinguir os mestres da verdade

dos mestres do erro? Em nosso artigo

introdutório, eu disse que colocar uma

doutrina à prova é a melhor maneira de

determinar se é verdadeira ou falsa. À

medida que testamos a doutrina,

aprendemos nossa responsabilidade para

com ela: ou nos apegamos a ela ou a

rejeitamos. Estou voltando para esses testes

hoje para explicá-los mais detalhadamente.

Eles fornecem um recurso que é útil para

testar qualquer doutrina.

Teste 1: O teste da origem

O primeiro teste é o teste da origem.

A sã doutrina origina-se de Deus; a falsa

……...

doutrina se origina com alguém ou algo

criado por Deus. O apóstolo Paulo fez um

grande esforço para convencer a igreja na

Galácia de que o evangelho que ele ensinou

não era proveniente dele, mas de Deus.

“Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o

evangelho por mim anunciado não é

segundo o homem, porque eu não o recebi,

nem o aprendi de homem algum, mas

mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-

12). Até mesmo Jesus deixava claro que ele

ensinava apenas o que Deus o instruiu a

ensinar: “O meu ensino não é meu, e sim

daquele que me enviou” (Jo 7.16). A

verdadeira doutrina se origina com o Deus

que é verdadeiro (Tt 1.2).

Assim como a verdadeira doutrina é

marcada por sua origem divina, a falsa

doutrina é marcada por sua origem

mundana. Paulo advertiu a igreja dos

colossenses a evitar a doutrina que é

“segundo os preceitos e doutrinas dos

homens” e disse a Timóteo que alguns

“alguns apostatarão da fé, por obedecerem a

espíritos enganadores e a ensinos de

demônios” (Cl 2.22; 1Tm 4.1). É simples assim:

o ensino saudável se origina de Deus e o

falso ensino se origina de homens ou

demônios. Quando se trata de doutrina, se

foi o homem que criou, então não devemos

nos apegar a ela. Deus é o Pai da verdade e

Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44).

O teste: Essa doutrina se origina em Deus ou

foi elaborada por alguém ou alguma outra

coisa?

Isso nos deixa com uma pergunta óbvia:

Como podemos saber a origem de uma

doutrina? Às vezes, sua origem é óbvia,

porém muito frequentemente não o é.

Quando estamos incertos podemos recorrer

ao nosso segundo teste.

Teste 2: O teste da autoridade

O segundo teste é o teste da autoridade. A sã

doutrina fundamenta a sua autoridade na

Bíblia; a falsa doutrina fundamenta sua

autoridade fora da Bíblia. A Bíblia é a

autorrevelação inerente, infalível,

suficiente, completa e autoritativa de Deus à

humanidade.


Doutrinas que se originam na mente de

Deus são registradas na Palavra de Deus.

Existe uma correlação clara e necessária

entre origem e autoridade, entre Deus e sua

Palavra.

Podemos pensar aqui sobre aqueles nobres

bereanos que “receberam a palavra com

toda a avidez, examinando as Escrituras

todos os dias para ver se as coisas eram, de

fato, assim” (At 17.11). Eles sabiam que todas

as doutrinas devem ser comparadas com a

Palavra de Deus, sua fonte de verdade. Da

mesma forma, Paulo louvou os

tessalonicenses por sua avaliação cuidadosa

e aceitação de seu ensino, porque eles

entendiam a sua autoridade divina. “Outra

razão ainda temos nós para,

incessantemente, dar graças a Deus: é que,

tendo vós recebido a palavra que de nós

ouvistes, que é de Deus, acolhestes não

como palavra de homens, e sim como, em

verdade é, a palavra de Deus, a qual, com

efeito, está operando eficazmente em vós, os

que credes” (1Ts 2.13). A sã doutrina se

origina na mente de Deus e está registrada

em sua autorrevelação autoritativa, a Bíblia.

O teste: Essa doutrina recorre à Bíblia para

afirmar sua autoridade? Ou apela para outra

escritura ou outra mente?

Entretanto, uma preocupação permanece,

porque dois mestres podem reivindicar a

autoridade da Bíblia enquanto ensinam

coisas muito diferentes. Como podemos

saber de quem é a interpretação correta? É

aqui que nos voltamos para o terceiro teste.

Teste 3: O teste de consistência

O terceiro teste é o teste de consistência. A

sã doutrina é consistente com toda a

Escritura; a falsa doutrina é inconsistente

com algumas partes da Escritura. Há uma

consistência ou familiaridade com a

doutrina verdadeira e uma estranheza ou

falta de familiaridade com a falsa doutrina.

O homem que escreveu a epístola aos

Hebreus advertiu sua congregação sobre

“doutrinas várias e estranhas”, enquanto

Paulo advertiu Timóteo sobre aceitar “outra

doutrina” (Hb 13.9; 1Tm 1.3, 6.3).

Ambos pretendiam enfatizar que a doutrina

deve sempre ser comparada ao corpo de

verdade estabelecido e aceito. Aqueles que

estão bem informados sobre esse corpo de

verdade estarão na melhor posição para

identificar e refutar imediatamente o que é

falso.

Isso está ligado a um princípio teológico

fundamental, “a analogia da fé”, que é

frequentemente explicado com a frase: “As

Escrituras interpretam as Escrituras”. Se a

Bíblia se origina na mente infalível de Deus,

ela deve ser completamente consistente.

Porque não pode haver contradição na

mente de Deus, não pode haver contradição

na revelação de Deus. O que a Bíblia ensina

em um lugar não pode refutar em outro.

Portanto, qualquer doutrina verdadeira deve

ser consistente com toda a Escritura. A

doutrina nunca deve ser tratada

isoladamente, mas sempre à luz de uma

compreensão correta de toda a Bíblia.

Muitos falsos mestres isolam versículos ou

ideias que não podem resistir ao escrutínio

de todo o Livro.

O teste: Essa doutrina é estabelecida ou

refutada pela totalidade das Escrituras?

Uma vez que tenhamos testado a doutrina e

constatado que ela é verdadeira, de acordo

com esses três critérios, também podemos

avaliar a sua solidez por seus efeitos sobre

nós e sobre os que nos rodeiam. Isso requer

mais dois testes.

Teste 4: O teste do crescimento espiritual

O quarto teste é o teste do crescimento

espiritual. A sã doutrina é benéfica para a

saúde espiritual; a falsa doutrina leva à

fraqueza espiritual. Depois de instruir

Timóteo, Paulo lhe disse: “Expondo estas

coisas aos irmãos, serás bom ministro de

Cristo Jesus, treinado [“nutrido”] com as

palavras da fé e da boa doutrina que tens

seguido” (1Tm 4.6, versão do autor).Timóteo

havia sido treinado na Bíblia e na doutrina

cristã. Ele havia se alimentado das verdades

as quais havia sido exposto desde a infância.

E ele nunca parou. Através dessa nutrição

contínua, por se alimentar continuamente

da


da Palavra de Deus, ele havia se tornado

espiritualmente saudável e forte. Ele havia

acumulado um profundo conhecimento de

Deus e de sua Palavra. É por isso que Paulo o

chamou de “homem de Deus” com “fé

sincera” (1Tm 6:11; 2Tm 1.5). O fato de

Timóteo haver se alimentado

constantemente da sã doutrina da Palavra

de Deus fez dele o homem que ele era.

A sã doutrina torna os cristãos

espiritualmente saudáveis, maduros e

instruídos. A falsa doutrina produz cristãos

espiritualmente doentios, imaturos e

ignorantes, que podem não ser cristãos de

forma alguma.

Teste 5: O teste da vida piedosa

O quinto teste é o teste da vida piedosa. A sã

doutrina tem valor para a vida piedosa, a

falsa doutrina leva à vida ímpia. A verdade

nunca permanece sozinha, mas sempre tem

implicações na vida. A doutrina sempre tem

a intenção de levar à doxologia, à adoração e

à vida com propósito. “Toda a Escritura é

inspirada por Deus”, diz Paulo, “e útil para o

ensino, para a repreensão, para a correção,

para a educação na justiça, a fim de que o

homem de Deus seja perfeito e

perfeitamente habilitado para toda boa

obra” (2Tm 3.16-17). A Escritura não deve ser

conhecida em um sentido abstrato, mas

intimamente; deve informar não apenas

nossas mentes, mas nossos corações e mãos

também.

Paulo encarregou Tito de ensinar “o que

convém à sã doutrina”, lembrando-o de que

tal doutrina é “excelente e proveitosa aos

homens” (3.8, 2.1). “O que convém” à sã

doutrina é suas implicações de longo

alcance, os deveres que fluem dela. Assim, a

sã doutrina tem valor. É proveitosa para nos

ensinar a viver como devemos viver. Ela nos

capacita a fazer as coisas que são boas para

o próximo e que trazem honra e glória ao

nosso Deus. A verdade não foi

compreendida até que tenha sido vivida. A

sã doutrina nos beneficia ao nos treinar

para vivermos de uma maneira que agrada a

Deus. A falsa doutrina nos enfraquece e nos

treina para vivermos de uma maneira que

desonra a Deus.

Avaliação: a determinação da qualidade

Nesse ponto, simplesmente tomamos todas

as evidências dos três testes e fazemos uma

conclusão sobre a qualidade da doutrina em

questão. A sã doutrina se origina de Deus, está

registrada na Palavra de Deus, é consistente

com toda a revelação de Deus e leva tanto à

saúde espiritual quanto à vida piedosa. A falsa

doutrina se origina com homens ou demônios,

é estranha à Palavra de Deus, é inconsistente

com toda a revelação de Deus e leva à fraqueza

espiritual e à vida ímpia. A doutrina deve

passar por todos esses testes para ser sã. Se

falhar em um, falha em todos eles. Essa

palavra “sã” se refere à saúde e aparece

frequentemente no Novo Testamento. Por

exemplo, Paulo instruiu Timóteo: “Mantém o

padrão das sãs [“saudáveis”] palavras que de

mim ouviste com fé e com o amor que está

em Cristo Jesus” (2Tm 1.13). Para Tito ele

disse: “Fala o que convém à sã [“saudável”]

doutrina” (Tt 2.1).

A tarefa do médico é avaliar um paciente

para declará-lo sadio ou não. O paciente está

sadio quando todo o seu corpo está

funcionando corretamente, livre de doenças.

A tarefa do cristão é avaliar cada doutrina

para declará-la sadia ou doente. John Stott

diz isso bem: “A doutrina cristã é saudável da

mesma forma que o corpo humano é

saudável. Porque a doutrina cristã se

assemelha ao corpo humano. É um sistema

coordenado que consiste em diferentes

partes que se relacionam entre si e juntas

constituem um todo harmonioso. Se,

portanto, nossa teologia está mutilada

(faltando partes) ou doente (com partes

prejudicadas), ela não é ‘sã’ ou ‘saudável’”. A

doutrina que passa nos três testes é uma

doutrina saudável. É pura e imaculada,

verdadeira de acordo com o padrão infalível

de verdade de Deus.

A avaliação: Com base nas evidências, essa

doutrina é falsa ou não?

Ação: determine sua responsabilidade

Tendo testado completamente a doutrina e

examinado seus efeitos, somos capazes de

determinar como responder a ela. A sã

doutrina deve ser aceita e retida; a falsa

doutrina deve ser negada e rejeitada.


Quando Jesus falou aos crentes em Tiatira,

ele os elogiou por se agarrarem à verdade e

lhes disse: “tão-somente conservai o que

tendes, até que eu venha” (Ap 2.25). Paulo

descreveu o presbítero como um homem

que “apegado à palavra fiel, que é segundo a

doutrina, de modo que tenha poder tanto

para exortar pelo reto ensino como para

convencer os que o contradizem” (Tt 1.9).

Nossa responsabilidade é clara: devemos

aceitar e nos apegar ao que é verdadeiro, e

devemos negar e rejeitar o que é falso. Da

mesma forma, a igreja deve acolher aqueles

que ensinam a sã doutrina e repreender

aqueles que não o fazem. Se eles não acatam

correção, a igreja deve rejeitá-los,

removendo tais pessoas e a sua influência

(1Co 5.9).

Conclusão

Em resumo, a verdadeira doutrina

(conteúdo) se origina de Deus (origem), é

fundamentada na Bíblia (autoridade) e

concorda com toda a Escritura

(consistência). Porque tal doutrina é sã

(qualidade), é saudável (benefício) e

proveitosa (valor) para nós, e somos

responsáveis por nos apegarmos a ela

(responsabilidade).

“apegado à palavra fiel, que é

segundo a doutrina, de modo

que tenha poder tanto para

exortar pelo reto ensino como

para convencer os que o

contradizem” (Tt 1.9).

A falsa doutrina (conteúdo) se origina do

homem (origem), não está fundamentada na

Bíblia (autoridade) e contradiz partes da

Escritura (consistência). Porque tal doutrina

é insalubre (qualidade), é doentia (benefício)

e não proveitosa (valor) para nós, e somos

responsáveis por rejeitá-la

(responsabilidade).

Por: Tim Challies

É pastor da igreja Grace Fellowship, em

Toronto, no Canadá, editor do site de

resenhas Discerning Reader e cofundador

da Cruciform Press. Casado com Aileen e pai

de três filhos, ele também é blogueiro, web

designer e autor de várias obras.

Fonte: Voltemos ao Evangelho


Série Mártires

João era filho de Zebedeu e Salomé, irmão mais novo de Tiago. De acordo com as escrituras era

pescador juntamente com seu irmão e recebeu o chamado para seguir o mestre na ocasião em

que consertava as redes de pesca.( “adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de

Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes;

E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.” ) (Mateus 04.21,22).

Foi um dos discípulos mais próximo de Jesus, e algumas vezes é apresentado tendo atitudes

amáveis com o mestre, era chamado de discípulo amado. ( “Ora, um de seus discípulos, aquele a

quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus.” ) (João 13.23). Além de ser o único (homem)

a ficar até o fim ao pé da cruz. (“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava

estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.”)

(João 19. 26,27).

Após a ressurreição de Cristo e o Pentecostes, dedicou sua vida a pregação do evangelho aos

Judeus e localidades próximas, encerrando seu ministério em Patmos onde foi visitado por Jesus

e recebeu a visão que resultou no livro do Apocalipse. A Ele é atribuído o Evangelho que leva seu

nome, três epístolas e o já citado livro da Revelação (Apocalipse).

Segundo a Tradição morreu aos 100 anos de velhice na ilha de Patmos, no reinado de Domiciano

entre 94 e 100 DC.


“A questão mais importante de nosso

tempo”, propôs o historiador Will Durant,

“não é o comunismo versus o

individualismo, nem a Europa versus a

América do Norte, nem o Oriente versus o

Ocidente. É se os homens podem viver sem

Deus”. Essa pergunta, conforme parece, será

respondida em nosso próprio tempo.

Durante séculos a igreja cristã foi o centro

da civilização ocidental. A cultura, o

governo, as leis e a sociedade do Ocidente

estavam alicerçados em princípios

explicitamente cristãos. Preocupação com o

indivíduo, compromisso com os direitos

humanos e respeito pelo que é bom, belo e

verdadeiro – tudo isso se desenvolveu de

convicções cristãs e da influência do

cristianismo.

Todas essas coisas, apressamo-nos a dizer,

estão sob ataque. A própria noção do certo

e do errado tem sido descartada por

grandes setores da sociedade. Onde ela não

é descartada, é freqüentemente depreciada.

Agindo à semelhança dos personagens de

Alice no País das Maravilhas, os secularistas

modernos declaram o errado como certo e

o certo como errado.

O teólogo quacre D. Elton Trueblood

descreveu a nossa sociedade como uma

“civilização sem raízes”.

Nossa cultura, ele argumentou, está cortada

de suas raízes cristãs, como uma flor

cortada de seu caule. Embora a flor

mantenha a sua beleza por algum tempo,

está destinada a murchar e morrer.

Quando esse teólogo falou tais palavras há

mais de duas décadas, a flor podia ser vista

com algumas cores e sinais de vida. Mas o

botão perdeu há muito a sua vitalidade, e

agora é o tempo em que as pétalas caídas

devem ser reconhecidas.

“Quando Deus está morto”, asseverou

Dostoievsky, “qualquer coisa é permissível”.

Não podemos exagerar quanto à

permissividade da sociedade moderna, mas

tal permissividade tem sua origem no fato

de que o homem e a mulher modernos

agem como se Deus não existisse ou fosse

incapaz de cumprir sua vontade.

A igreja cristã encontra-se agora diante de

uma nova realidade. Ela já não representa a

essência da cultura ocidental. Embora

permaneçam focos de influência cristã, eles

são exceções e não a regra. Na maior parte

da cultura, a igreja foi substituída pelo

domínio do secularismo.

Os jornais cotidianos apresentam um

transbordamento constante de notícias que

confirmam o estado atual de nossa

sociedade. Esta época não é a primeira a

contemplar horror e mal indescritíveis, mas


Retendo a Fé em tempos de Incredulidade

é a primeira que nega qualquer base

consistente que identifica o mal como mal e

o bem como bem.

Em geral, a igreja fiel é tolerada como uma

voz na arena pública, mas somente

enquanto não tenta exercer qualquer

influência confiável no estado das coisas. Se

a igreja fala com veemência sobre um

assunto do debate público, é censurada

como coerciva e ultrapassada.

O que a igreja pensa a respeito de si mesma

em face desta nova realidade? Durante os

anos 1980, foi possível pensar em termos

ambiciosos, como a vanguarda de uma

maioria moral. Essa confiança foi

seriamente abalada pelos acontecimentos

da década passada.

Podemos detectar pouco progresso em

direção ao restabelecimento de um centro

de gravidade moral. Em vez disso, a cultura

se moveu rapidamente em direção ao

abandono completo de toda convicção

moral.

A igreja professa tem de contentar-se agora

em ser uma minoria moral, se o tempo

assim o exige. A igreja não tem mais o

direito de atender à chamada do alarme

secular tendo em vista o revisionismo moral

e posições politicamente corretas sobre as

grandes questões do momento.

Não importa qual seja a questão, a igreja

tem de falar como aquilo que ela realmente

é: uma comunidade de pessoas caídas mas

redimidas, que permanecem sob a

autoridade de Deus. A preocupação da

igreja não é conhecer a sua própria mente,

e sim conhecer e seguir a mente de Deus.

As convicções da igreja não devem emergir

das cinzas de nossa sabedoria decaída, e

sim da Palavra de Deus determinativa, que

revela a sabedoria de Deus e os seus

mandamentos.

A igreja tem de ser uma comunidade de

caráter. O caráter produzido por um povo

que vive sob a autoridade do soberano Deus

do universo estará inevitavelmente em

conflito com uma cultura de incredulidade.

A igreja está diante de uma nova situação.

Este novo contexto é tão atual como o

jornal matutino e tão antigo como as

primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso,

Laodicéia e Roma. A eternidade mostrará se

a igreja está ou não disposta a submeter-se

apenas à autoridade de Deus ou se ela

renunciará sua chamada a fim de honrar

deuses insignificantes. A igreja precisa

despertar para o seu status como

minoridade moral e apegar-se firmemente

ao evangelho, cuja pregação nos foi

confiada. Ao fazer isso, as fontes profundas

da verdade imutável revelarão a igreja como

um oásis doador de vida em meio ao

deserto moral de nossa sociedade.

Fonte: Ministério Fiel


ARQUEOLOGIA

Evidência Extra Bíblica

confirma a existência do

Profeta Isaías.

O profeta Isaías é um dos principais

profetas messiânicos da Bíblia, senão o

principal. Mas, até hoje o que se sabia

sobre ele estava apenas relatado nas

escrituras sagradas. Porém,

pesquisadores encontraram um selo de

argila antigo com seu nome inscrito,

datado do tempo em que o profeta teria

vivido.

Chamado de “bulla“, o selo foi

recuperado de um lixo com 2.700 anos

em Ofel, uma estreita passagem no sul

de Jerusalém, datado do ano 8 a.C. e está

inscrito o nome de Isaías. A “bulla” foi

encontrada a apenas 3 metros do

mesmo local onde a “bulla” do Rei

Ezequias também foi encontrada em

2015, sendo que Isaías havia sido

também um conselheiro deste rei.

“Aparentemente descobrimos um selo

impresso, que pode ter pertencido ao

profeta Isaías, num escavação

arqueológica e científica… Se for esse o

caso, então não seria surpresa termos

encontrado perto de onde onde foi

encontrada a ‘bulla’ do Rei

Ezequias, disse Eilat Mazar da

Universidade Hebraica em Jerusalém,

que liderou a pesquisa.”

Profeta Isaías

Infelizmente a “bulla” está partida pela

metade, tem cerca de um centímetro de

diâmetro, estampada com o

nome Yesha’yah[u] – Isaías em hebraico.

A seguir, estavam as letras NVY (também

pode ser transliterada para NBY), as

primeiras três letras utilizadas para a

sigla de profeta em hebraico: nun-beityod-aleph.

Se o “aleph” estava ou não presente é

impossível determinar, uma vez que a

bulla está quebrada pela metade. Mas, se

tivesse sido, o selo teria, na sua total

composição, que ser lido como “Profeta

Isaías“.


ARQUEOLOGIA

Imagem da Internet – Selo Achado que contém nome do Profeta

Disponibilizado por: Raciocínio Cristão

“A falta dessa última sentença, entretanto, deixa

em aberto essa possibilidade de que poderia ser

o nome Navi – profeta em hebraico. Mas o nome

de Isaías é bastante claro, disse Mazar.”

O selo poderia ter pertencido a um outro Isaías

daquele tempo, já que o nome era bastante

comum naquele tempo. No entanto, se a “bulla”

se refere a Isaías, o Profeta, constituirá a

primeira evidência de sua existência fora dos

textos sagrados, incluindo a Bíblia, onde suas

façanhas são descritas no Livro de Isaías.

A autoria do Livro de Isaías não é clara, mas ele é

retratado como alguém muito próximo do Rei

Ezequias, entre 727 e 698 antes de Cristo. Foi

esse profeta, de acordo com a Bíblia, quem

aconselhou Ezequias a resistir ao rei

Senaqueribe e os assírios, prevenindo a

invasão de Jerusalém, em 701 a.C, através da

intervenção de Deus.

Apesar de a “bulla” não constituir uma prova

extra bíblica definitiva da existência do profeta

Isaías, esta continua a ser uma descoberta

notável, explicou Mazar. A sua proximidade com

a 'Bulla'de Ezequias e o fato de que só pessoas de

status elevado usavam “bulla”, abre

uma possibilidade muito plausível de que o selo

tenha pertencido ao Isaías bíblico. ---

Mazar afirma que encontrar uma impressão de

selo do profeta Isaías ao lado do rei Ezequias não

deve ser inesperado. Não seria a primeira vez

que as impressões em selo de duas pessoas

bíblicas, mencionadas no mesmo verso da Bíblia,

foram encontradas em um contexto

arqueológico.

Nas escavações da cidade de Davi (2005-2008),

as impressões dos selos de Yehukhal ben

Sheleḿiyahu ben Shovi e Gedaliyahu ben

Pashḥur, altos funcionários da corte do rei

Zedequias (Jeremias 38:1), foram encontrados a

poucos metros de distância.

Além disso, de acordo com a Bíblia, os nomes do

rei Ezequias e do profeta Isaías são mencionados

juntos-em-14-das-29-vezes-que-aparecem.

Nenhuma outra figura estava mais próxima do

rei Ezequias do que o profeta Isaías.

Além disso, fascinantemente, no reverso do selo

está uma impressão de tecido, o que indica que o

selo foi utilizado para fechar uma embalagem de

pano – e está marcado pela impressão digital,

provavelmente de quem a fechou. Talvez seja o

próprio Isaías. A descoberta das estruturas reais

do tempo do Rei Ezequias em Ofel é uma rara

oportunidade de revelar vividamente este tempo

específico da história em Jerusalém, concluiu

Mazar.


04 Falsos Mestres na

Igreja de Hoje

POR TIM CHALLIES

A história da igreja de Cristo é inseparável da

história das tentativas de Satanás de destruí-la.

Enquanto desafios difíceis surgiram de fora da

igreja, os mais perigosos sempre foram os que

surgiram de dentro. Pois, de dentro surgem os

falsos mestres, os mercadores do erro que se

disfarçam como mestres da verdade. Falsos

mestres assumem muitas formas, adaptadas aos

tempos, culturas e contextos. Aqui estão quatro

deles que você encontrará realizando seu

trabalho enganoso e destrutivo na igreja hoje.

Por favor, observe que embora eu tenha

seguindo os textos bíblicos descrevendo-os

usando o gênero masculino, cada um desses

falsos mestres pode facilmente ser uma mulher.

O Herege

O herege é o mais proeminente e talvez o mais

perigoso dos falsos mestres. Pedro advertiu

contra ele em sua segunda carta. “Assim como,

no meio do povo, surgiram falsos profetas,

assim também haverá entre vós falsos mestres,

os quais introduzirão, dissimuladamente,

heresias destruidoras, até ao ponto de

renegarem o Soberano Senhor que os resgatou,

trazendo sobre si mesmos repentina

destruição” (2Pe 2.1). O herege é a pessoa que

ensina o que descaradamente contradiz um

ensino essencial da fé cristã. Ele é uma figura

gregária, um líder natural que ensina apenas

verdade suficiente para mascarar seu erro

mortal. No entanto, ao negar a fé e celebrar o

que é falso, ele leva seus seguidores da

segurança da ortodoxia ao perigo da heresia.

Desde os primeiros dias da igreja, ela tem sido

afligida pelo herege em suas várias formas. Ele

continua seu trabalho maligno hoje, às vezes

contradizendo a verdade e às vezes fazendo

acréscimos a ela. Ele pode reformular a

doutrina da Trindade, como Ário fez no terceiro

século e como os Pentecostais Unicistas fazem

hoje. Ele pode, como Marcus Borg e outros

estudiosos proeminentes, negar o nascimento

virginal ou a ressurreição de Jesus Cristo. Como

as Testemunhas de Jeová, ele pode alterar a

Palavra concluída de Deus, ou, como os

Mórmons, ele pode fazer adições a ela. Sempre,

-

ele ousadamente adultera a “fé que uma vez por

todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3).

O Charlatão

O charlatão é a pessoa que usa o cristianismo como

um meio de enriquecimento pessoal. Paulo advertiu

Timóteo para que se guardasse do tal. “Se alguém

ensina outra doutrina e não concorda com as sãs

palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o

ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada

entende, mas tem mania por questões e contendas

de palavras, de que nascem inveja, provocação,

difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim,

por homens cuja mente é pervertida e privados da

verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro”

(1Tm 6.3-5). O charlatão só está interessado na fé

cristã na medida em que esta pode encher a sua

carteira. Ele usa sua posição de liderança para se

beneficiar da riqueza dos outros.

Simão, o Mago, foi motivado pelo amor ao dinheiro

quando tentou comprar o poder do Espírito Santo

(At 8.9-24). Começando com este, o charlatão

apareceu em muitas formas, sempre buscando

proeminência na igreja para que possa viver em

extravagância. Quando o Papa Leão X encomendou a

João Tetzel a venda de indulgências, os lucros não só

financiaram a reconstrução da Basílica de São Pedro,

mas também seu estilo de vida luxuoso. Na década

de 1990, o televangelista Robert Tilton arrecadou

dezenas de milhões de dólares a cada ano,

explorando os vulneráveis e crédulos. Hoje, Benny

Hinn, Creflo Dollar e uma série de outras pessoas

vvv


vendem o evangelho da prosperidade para

enriquecer às custas das ofertas de seus

seguidores.

O Profeta

O profeta afirma ser dotado por Deus para

trazer nova revelação que não está nas

Escrituras — novas e autoritativas palavras de

predição, ensino, repreensão ou

encorajamento. Na realidade, porém, ele é

comissionado e fortalecido por Satanás com o

propósito de enganar e perturbar a igreja de

Cristo. João fez uma advertência urgente sobre

ele. “Amados, não deis crédito a qualquer

espírito; antes, provai os espíritos se procedem

de Deus, porque muitos falsos profetas têm

saído pelo mundo fora” (1Jo 4.1). Os cristãos

devem “provar os espíritos” para determinar se

eles provêm do Espírito Santo ou de um espírito

demoníaco. Mais tarde, João declarou que Deus

falou plena e finalmente nas Escrituras e

ofereceu a mais solene advertência contra

qualquer um que afirmasse trazer revelação

igual ou contrária às Escrituras. “Eu, a todo

aquele que ouve as palavras da profecia deste

livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer

acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos

escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer

coisa das palavras do livro desta profecia, Deus

tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade

santa e das coisas que se acham escritas neste

livro” (Ap 22.18-19).

O profeta aparece em toda a história da igreja.

Já no segundo século, Montano e seus

discípulos afirmaram falar em nome do Espírito

Santo. No século XIX, Joseph Smith afirmou

receber o Livro de Mórmon do anjo Morôni.

Hoje as ondas de rádio estão cheias de pessoas

que dizem falar em nome de Deus através do

poder do Espírito. Profecias pessoais estão

apenas a um telefonema de distância. Sarah

Young, autora do maior best-seller cristão da

década, afirma ousadamente que seu livro

contém as próprias palavras de Jesus. O profeta

continua falando com o fim de fazer errar.

O Abusador

O abusador usa sua posição de liderança para

tirar proveito de outras pessoas. Normalmente,

ele se aproveita para alimentar sua luxúria

sexual, embora também possa desejar poder.

Tanto Pedro como Judas estavam cientes da

lascívia do abusador: “E muitos seguirão as suas

práticas libertinas, e, por causa deles, será

infamado o caminho da verdade” (2Pe 2.2). “Pois

certos indivíduos se introduziram com

dissimulação, os quais, desde muito, foram

antecipadamente pronunciados para esta

condena

condenação, homens ímpios, que transformam em

libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso

único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Jd 4). O

abusador afirma que está cuidando das almas, mas

seu verdadeiro interesse é desfrutar de corpos. Ele

age buscando um lugar na vida, na confiança, nas

casas e nas camas de mulheres. Quando ele não está

buscando prazer sexual ilícito, ele pode estar

oprimindo pessoas para ganhar poder, abusando

delas enquanto trilha seu caminho para a

proeminência. Ele faz isso em nome do ministério,

com a reivindicação de que possui a unção de Deus.

Ele usa e abusa de outras pessoas para alimentar suas

cobiças.

Tragicamente, a história da fé cristã apresenta

incontáveis abusadores. Mesmo nos primórdios da

igreja, houve seitas sexuais e outras perversões

depravadas da fé. Durante séculos, o papado foi

pouco mais que uma luta corrupta pelo poder. Hoje

parece que a cada semana, ouvimos sobre outro líder

que foi considerado culpado de pecado sexual com

homens, mulheres ou até mesmo crianças. Enquanto

isso, ouvimos histórias tristes de sobreviventes que

foram abusados e abandonados por um líder que

almejava poder. O abusador continua seu trabalho.

Os maiores embaixadores de Satanás não são

cafetões, políticos ou poderosos, mas pastores. Seus

sacerdotes não pregam uma religião diferente, mas

uma perversão mortal da verdadeira.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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