Revista Mais Sebrae - Maio 2018

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A revista Mais Sebrae é uma publicação trimestral do Sebrae RS e destaca as principais novidades e informações sobre empreendedorismo e negócios no Rio Grande do Sul e no Brasil.

INDÚSTRIA

O ano da retomada da

O diretor Técnico do Sebrae RS, Ayrton Pinto Ramos,

lembra que a queda na taxa de juros e a retoindústria

Indicadores de produção

e índices de confiança

projetam que em 2018 o

setor, que corresponde a

25% do PIB nacional,

voltará a crescer

Após anos de expansão não natural pela suplementação

de crédito, o setor industrial passou por

período de crise atrelada à conjuntura econômica e

aos grandes escândalos políticos. O ano de 2018,

porém, promete sinalizar a retomada deste segmento,

que é responsável por cerca de 25% do Produto

Interno Bruto (PIB) nacional.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado

do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry,

lembra que entre 2014 e 2016 a atividade industrial

gaúcha teve queda de 25,6% do faturamento no período.

Assim, a ligeira alta de 0,1% observada na

comparação dos dados de 2017 ante 2016 passa a

ser significativa. Da mesma maneira, as projeções

de fechamento de 2018 são mais positivas. “No

momento a indústria está equilibrada, mas projetamos

um crescimento mais expressivo para este

ano”, aponta.

Os primeiros sinais de que 2018 pode ser de retomada

foram observados ainda em janeiro. O índice

que mede a evolução da produção na indústria gaúcha,

medido pela Fiergs, alcançou 52,8 pontos no

mês. O índice não era visto acima dos 50 pontos

no primeiro mês do ano desde 2013. No mesmo levantamento,

o indicador de número de empregados

atingiu 53 pontos e teve seu primeiro crescimento

para o mês em oito anos.

mada dos principais índices de confiança são decisivos

para este momento no setor. “É a confiança

empresarial que faz a engrenagem do mercado andar,

mas a confiança só é possível em circunstâncias

favoráveis, que foram atingidas com a queda

da taxa de juros e outras medidas recentes”, lembra

Ramos. A partir disso, diz, sinais menos tradicionais

de um crescimento consolidado começam

a ser observados. “Passamos recentemente a exportar

automóveis; e as fundições, que são a base,

estão crescendo, o que faz com que toda a cadeia

cresça”, relata.

Os anos de dificuldade econômica, porém, podem

trazer oportunidades de melhoria. Com as adversidades,

o ritmo de tiradas de encomendas não era

o mesmo dos tempos de altos investimentos no

segmento. Assim, foi preciso rever estratégias. “Entre

2015 e 2017 o Sebrae RS atuou fortemente na

questão comportamental de vendas, para que os

empresários passassem do modelo de apenas receber

pedidos, que vigorou durante os anos de boas

condições econômicas pelo aquecimento do setor,

para um modelo de busca de mercado a partir de

estratégias de venda.”

Superado esse período, a abordagem do Sebrae RS

para o segmento também mudou. “Agora identificamos

nichos de mercado específicos e empresas

complementares”, comenta Ramos. Já que um elo

da cadeia pode ter suas dificuldades sanadas pela

expertise de outro. O diretor cita o exemplo hipotético

de uma microcervejaria com problemas de

envase que podem ser superados com o auxílio de

desenvolvimento de produtos pela indústria. Desta

maneira a produção industrial também se aquece e

ambas as empresas saem ganhando.

Nessa conjuntura, as projeções da Confederação

Nacional da Indústria (CNI) também dão conta de

que a economia, para este ano, crescerá em torno

de 2,6%, consolidando a trajetória iniciada no ano

passado. Os investimentos, que estão há quatro

anos em queda, devem consolidar alta de 4% e taxa

média equivalente a 15,8% do PIB. Na avaliação de

Petry, este é um momento propício para buscar parcerias

e promover seus produtos.

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