Revista Junho de 2018

cristiano149090

Junho 2018

Mariana

Revista Histórica e Cultural


A Mariana - Revista Histórica e Cultural é

uma publicação eletrônica

O periódico tem o objetivo divulgar

artigos, entrevistas sobre a cidade de Mariana.

A revista é uma vitrine para publicação de trabalhos

de pesquisadores. Mostrar a cultura de uma

forma leve, histórias e curiosidades que marcaram

estes 321 anos da primeira cidade de Minas.

Mariana - Revista Histórica e Cultural Revista

Belas Artes é um passo importante para a

divulgação e pesquisa de conteúdos sobre a

cidade de Mariana. Esperamos que os textos

publicados contribuam para a formação de uma

consciência de preservação e incentivem a

pesquisa.

Os conceitos e afirmações contidos nos artigos

são de inteira responsabilidade dos autores.

Colaboradores:

Prof. Cristiano Casimiro

Vitor Gomes

Agradecimentos:

Arquivo Histórico da Municipal Câmara de Mariana

Arquivo Iphan - Mariana

Arquivo Fotográfico Marezza

Arquidiocese de Mariana

Elias Layon

Fotografias:

Cristiano Casimiro

Arquivo Marrrezza - Marcio Lima

Elias Layon

Diagramação e Artes: Cristiano Casimiro

Capa: Fotografia do retábulo de Nossa Senhora

da Conceição - Foto Caetano Estrusco.


Indice

Nossa Senhora da Conceição

O Pelourinho da Praça Minas Gerais

Irmã Conceição.

Dom Geraldo Lyrio e Dom Aírton José

04

22

24

26

Acervo Elias Layon

Imagem : Alenice Baeta


COLEÇÃO LAYON


COLEÇÃO LAYON


Acervo Elias Layon

Nossa Senhora da Conceição

A coleção de Elias Layon

06


A Imaculada Conceição

Origem do culto a Virgem da Conceição

O dogma que declara a Imaculada

C o n c e i ç ã o d a V i r g e m M a r i a é

fundamentado na Bíblia: Maria recebeu

uma saudação celestial do Anjo Gabriel

quando este veio anunciar que ela seria a

Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo

Gabriel saudou como cheia de graça.

Foi o papa Pio IX, o papa que proclamou o

dogma da Imaculada Conceição, recorreu

principalmente à afirmação de Gênesis (3,

15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade

entre ti e a mulher, entre sua descendência

e a dela, assim, segundo esta profecia,

seria necessário uma mulher sem pecado,

para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o

homem com Deus.

O verso Tu és toda formosa, meu amor, não

há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos

(4,7) também é uma referência para

defender a Imaculada Conceição. Outras

passagens bíblicas referentes são:

Também farão uma arca de madeira

incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro

(Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó

14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira

incorruptível... (Deuteronômio 10, 3). Maria

é considerada a Arca da Nova Aliança

(Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca

s e r i a i g u a l m e n t e i n c o r r u p t í v e l o u

imaculada.

Também existem os escritos dos Padres da

Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de

Milão. São Tomás de Aquino, por volta de

1252, declarou abertamente que a Virgem

foi, pela graça, imunizada contra o pecado

original, defendendo claramente o dogma

do privilégio mariano, que seria declarado e

definido séculos mais tarde.

DEFINIÇÃO DO DOGMA DE IMACULADA

CONCEIÇÃO:

O dia da festa da Imaculada Conceição foi

definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A

existência da festa era um forte indício da

crença da Igreja na Imaculada Conceição,

mesmo antes da definição do dogma no

século XIX.

No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa,

o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus

Inefável (Ineffabilis Deus), definiu

oficialmente o dogma da Santa e Imaculada

Concepção de Maria.

Assim está escrito na bula (documento

papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa

Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...)

declaramos a doutrina que afirma que a

Virgem Maria, desde a sua concepção, pela

graça de Deus todo poderoso, pelos

merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do

homem, foi preservada imune da mancha

do pecado original. Essa verdade foi-nos

revelada por Deus e, portanto, deve ser

solidamente crida pelos fiéis.

Santa Bernadete Soubirous (1844-1879), a

jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes,

disse que Nossa Senhora se auto definiu

dizendo assim: Eu sou a Imaculada

Conceição. Isso aconteceu em 1858,

apenas quatro anos após a definição do

dogma.

Todos os estudiosos consideram quase

impossível que uma adolescente como era

B e r n a d e t e , v i v e n d o n u m l u g a r e j o

insignificante como era Lourdes, soubesse

da proclamação do dogma e muito menos o

seu significado. Por isso, as aparições de

N o s s a S e n h o r a e m L o u r d e s s ã o

consideradas como uma confirmação

celestial do dogma da Imaculada

conceição. Esta é uma das três aparições

d e N o s s a S e n h o r a c o n s i d e r a d a s

verdadeiras pela Igreja Católica.

07


Caetano Etrusco

O retábulo lateral da Sé de Mariana dedicado a Nossa Senhora da Conceição - José Coelho de Noronha 1744.


Representações em Portugal e no Brasil

Em Portugal, o culto foi oficializado por

Dom João IV, primeiro rei da dinastia de

Bragança, que fora aclamado a 1º de

dezembro de 1640, quando se iniciava a

oitava da festa da Imaculada Conceição.

Seis anos depois, com a aprovação das

Cortes de Lisboa, o rei dedicou à Virgem

Imaculada o reino português. O solar da

padroeira é Vila Viçosa, que deu seu nome

a uma ordem honorífica instituída por Dom

João VI em 1818, com a denominação de

Ordem de Nossa Senhora da Conceição

de Vila Viçosa.

No Brasil existem cerca de 533 paróquias

dedicadas à Virgem Imaculada. A primeira

imagem chegou em uma das naus de

Pedro Álvares Cabral. Os Frades Menores

Franciscanos foram os propagadores

dessa devoção.

Nossa Senhora da Conceição O culto teve

início na Bahia em 1549, quando Tomé de

Souza chegou a Salvador trazendo uma

escultura da santa. Ela foi a protetora de

nosso país no período colonial e foi

proclamada Padroeira do Império

Brasileiro por Dom Pedro I. Já no

despontar do século XX, com o advento da

República, o título cedeu lugar a Nossa

Senhora Aparecida, que é uma antiga

imagem da Imaculada Conceição

encontrada nas águas do rio Paraíba do

Sul.

DEVOÇÃO MARIANA EM MINAS

GERAIS

A devoção a Nossa Senhora foi de grande

importância para o culto católico na

colônia portuguesa (Brasil). Na região das

minas as devoções marianas tiveram seu

lugar de destaque, na maioria, ligadas ao

sofrimento e geralmente associadas às

i r m a n d a d e s q u e n a r e g i ã o s e

estabeleceram, dentre estas devoções

podemos citar: Senhora das Dores;

Piedade; Soledade; da Conceição e

também de sua Mãe Santana. Muitas

destas imagens tiveram lugares em

altares laterais nas principais igrejas.

Neste trabalho, trato em especial da

devoção a Nossa senhora da Conceição

que, em Minas Gerais, teve seu culto muito

difundido, e apesar do grande número de

imagens encontradas na região, não

foram muitas as igrejas consagradas à sua

invocação. Delas, a mais importante, sem

dúvidas é a catedral da Sé em Mariana, a

primitiva Matriz de Nossa Senhora da

Conceição, que trocou de padroeira por ter

sido a Vila escolhida para sede do primeiro

bispado mineiro, ali instalado em 1748.

Nos primeiros tempos da colonização na

região das minas entre os anos de 1695 e

1710, surgiram as capelas primitivas feitas

precariamente em barro e madeira e

coberta de capim, somente depois, vai se

dar início as construções das igrejas de

maior porte, muitas vezes no mesmo local

das capelas primitivas.

No início, a maioria das imagens desta

região vinha de Portugal. È no final do

século XVIII que avançam o surgimento de

novas irmandades e, no seio destas, que

aparecem novos escultores, quando vai

surgir a imaginária reconhecida como

mineira com características próprias, mas

m u i t o p r ó x i m a s d a i m a g i n á r i a

metropolitana. Esse grupo, além dos filhos

da terra, inclui artistas portugueses já

fixados aqui.

Na segunda metade do século XIX e

primeira do XX, muitas matrizes e igrejas

mais ricas substituíram as imagens do

século XVIII por imagens de dimensões

maiores, influenciadas pelo gosto

neoclássico.

Especialmente na primeira metade do

século XVIII, as imagens eram feitas em

um só bloco de madeira, em geral com

uma das mãos ou ambas, e os atributos

executados separadamente. Em meados

do século, entretanto, começam a ser

executadas esculturas compostas por

vários blocos formando braço, pernas e

partes dos mantos e outras figuras

complementares como querubins.

Em Minas Gerais, nove cidades e 25

outras localidades têm Conceição nome.

09


A Igreja Matriz da Conceição se transforma em

Catedral de Nossa Senhora da Assunção

Dom frei Manoel da Cruz trouxe da

Diocese do Maranhão um precioso

m a n u s c r i t o , v e r d a d e i r o d i á r i o ,

denominado o Copiador de Cartas de Dom

Frei Manoel da Cruz (1739 e 1762) que

possibilita a partir de então elucidar as

intervenções passadas pelo monumento,

as aquisições e as doações régias feitas à

nova catedral e, sobretudo, as decisões

tomadas pelo sábio bispo em face da

precariedade de recursos locais e dos

altos preços vigentes. Chegando a

Mariana em outubro de 1748 teve diante

de si o grande desafio de transformar o

modesto edifício da paróquia em catedral,

com as dependências (cabido contiguo),

alfaias e paramentos adequados à

celebração das solenidades litúrgicas.

Construída em madeira e pau-a-pique -

como as matrizes coevas- já em 1734

passava por reedificação, conforme

arrematação feita pelo mestre pedreiro

Antônio Coelho da Fonseca. Possuía

então a nave com o pseudo transepto

inserido em um grande retângulo -

formado com o alargamento e duplicação

em altura das primeiras arcadas que

acolhem os altares de Nossa Senhora do

Rosário de um lado, e de São Miguel e

Almas, de outro; o acabamento em

arcarias que dão acesso às verdadeiras

capelas laterais comunicantes. Tais

capelas (e não altares como é comumente

dito) possuíam balaústres que foram

retirados no século XX. Dom frei Manoel

da Cruz considerou o templo capaz de

atender às funções de catedral. Faltava,

no entanto, aprofundar a capela-mor para

nela se instalar a cátedra do bispo e o

cadeiral com vinte assentos para os

cônegos, concluir a ornamentação interna

– talha e pintura - e acréscimos, bem como

a varanda para a instalação do órgão

doado por D. Joao V, a construção da

capela do Santíssimo, bem como obras

nas torres para a inserção de novos sinos.

É interessante observar que o

bispo, no ímpeto de conter as despesas,

decidiu conservar o retábulo-mor (com sua

respectiva pintura) por considerá-lo bom e

porque também já estava dourado. Com a

ampliação e elevação da capela-mor por

meio de duas cúpulas sucessivas, esse

retábulo recebeu acréscimos nas laterais,

com a inserção de nichos com tampos de

vidro, e no coroamento que recebeu uma

policromia mais clara. A pintura de Nossa

Senhora da Conceição havia sido

comprada no Rio de Janeiro pelo primeiro

vigário da Matriz e segundo a especialista

Myriam Ribeiro funcionava como uma

espécie de pano de boca, abrindo e

fechando, conforme o calendário litúrgico;

os cortes nas laterais da composição

indicam que a tela teve outra destinação

o r i g i n a l , e m r e t á b u l o d e

maiores dimensões em alguma igreja

carioca. Nossa Senhora da Assunção,

introduzida com a criação do bispado em

1745, encontra-se representada em

composição de um rococó tardio no forro

da nave, com as armas do Brasil Imperial.


Nossa Senhora da Conceição de Camargos

Considerada uma das mais antigas de Minas,

a Matriz de Nossa Senhora da Conceição de

Carmargos foi construída por volta de 1707.

Pertence ao grupo típico de antigas matrizes

mineiras de princípios do século XVIII, tendo o

término de sua construção ocorrido,

provavelmente, próximo de meados daquele

século. Erguida no alto de uma colina,

apresenta adro cercado por murada de pedra

e escadaria à frente que leva a um belo

cruzeiro também de pedra, colocado em um

ponto mais baixo, constituindo um conjunto

original dentro da implantação urbana de

Minas Gerais do século XVIII. De partido

r e t a n g u l a r, d e s e n v o l v e - s e e m d o i s

p a v i m e n t o s . O p r i m e i r o p a v i m e n t o

corresponde à nave, capela-mor, átrio,

corredores laterais e sacristia. O segundo

pavimento é formado pelas tribunas e coro. O

frontispício é pesado, com torres baixas e

frontão triangular simples, arrematado por

telhas. Ladeando a portada, mais acima,

existem duas sacadas. A portada é larga,

encimada por pequena cimalha e ornatos

complexos. A capela-mor, em adobe, pode ser

12

ainda vestígio da primitiva capela existente no

local. A parte da nave parece ter sido

construída em pedra, com nichos para capelas

laterais profundas. Há indicações que também

foi usado o adobe nas partes superiores

dessas paredes. Internamente apresenta

aspecto característico das igrejas das

proximidades de Mariana. O retábulo do altarmor,

ocupando todo o fundo do presbitério,

apresenta decoração profusa em talha, com

muitas esculturas, elementos zoomorfos e

fitomorfos e dossel estilizado, da primeira fase

do barroco. Inferiormente, possui duas

colunas que parecem de ordem compósita,

em frente às portas debaixo do retábulo. Os

altares colaterais são também profusamente

trabalhados em talha e esculturas. O arcocruzeiro

é bem simples. Existem nítidas

marcas (no arco-cruzeiro e coro) de

alteamento e troca do antigo forro existente na

nave, que deveria ser apainelado em gamela

corrida e que atualmente é arqueado. O antigo

forro deveria conter boas pinturas artísticas,

como as que ainda se encontram logo acima

do arco-cruzeiro, na face voltada para a nave.


Igreja de Nossa Senhora da Conceição

de Cachoeira do Brumado

O Arraial de Cachoeira do Brumado foi

fundado em 1703 pelo explorador João

Pedroso, que também viera para o Ribeirão

do Carmo em busca de ouro. Logo chegou

por lá João Lopes Pereira, que começou a

construção de uma capela no local, que até

então era filiado à de Sumidouro, e lhe

constituiu patrimônio por escritura em 11 de

agosto de 1726, secundado pelo Coronel

Matias Barbosa da Silva, por doação a 31 de

agosto do mesmo ano, por D. Anna Maria

Gonçalves de Carvalho, legado feito a 12 de

agosto de 1748 (Livro 63, a fls. 56, Cartório

do 1o. Ofício da Comarca de Mariana). Em

1769 a doação de terras por testamento feita

pelo Padre José Coelho Duarte para

"reedificação da Capela de Nossa Senhora

da Conceição" estabelece o ano provável da

construção da Igreja Matriz.

Recentemente, o interior da Matriz de Nossa

Senhora da Conceição de Cachoeira do

Brumado teve o restauro de seus elementos

artístico-arquitetônicos aprovados e

custeados pelo Conselho Municipal do

Patrimônio - COMPAT a 06/08/2016. a partir

de dotação do Fundo Municipal de

Preservação do Patrimônio Cultural

(FUMPAC).

Referências:

Ÿ Estudo sobre a iconografia de Nossa Senhora da Conceição e

Inventário das Invocações de Nossa Senhora - A Importância

da Virgem Maria no culto católico. Rogério Vicente da Costa

Ÿ HPIP – Patrimônio de Influência Portuguesa.

Ÿ Arquidiocese de Mariana

Ÿ Conselho Municipal do Patrimônio - COMPAT

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Proposta do escultor Elias layon para criação de um

museu sobre Nossa Senhora da Conceição

O artista plástico Elias Layon, que dispensa

a p r e s e n t a ç õ e s , v e m d e s d e 1 9 8 8

comprando imagens de Nossa Senhora da

Conceição. Em suas andança pelo Brasil e

outros países já adquiriu mais 450

( quatrocentas e cinqüenta) imagens .

Estas imagens foram elaboradas com várias

técnicas e diversos materiais como: madeira,

argila, pedra, gesso, ossos entre outros. As

imagens são de procedência domiciliar,

feitas pelo povo e para devoção do povo.

A proposta de criar em Mariana um museu

para abrigar todo este acervo, é similar ao

Museu do Oratório que existe na cidade

vizinha Ouro Preto e com o Museu de

Santana na cidade de Tiradentes.

Mariana possui uma forte vocação para o

turismo religioso, pois além de seu valioso

acervo cultural e religioso, é sede da primeira

diocese das Minas Gerais e centro de

formação para muitos religiosos desde 1750

com a criação do Seminário Nossa senhora

da Boa Morte.

Para o Marianense, professor Dr Jardel

Cavalcante, Professor de História da Arte e

Crítica de arte da Universidade Estadual de

Londrina: "A Coleção conta a história da

sensibilidade do uso das mãos a serviço da

criatividade, seja no precioso entalhe, na

criação da modelagem, seja na sapiência da

policromia que dá vida às esculturas, seja na

criação da expressão mística de nossa

senhora da conceição. Dos traços mais

dramáticos das figuras ao mais singelo

entregar-se ao sagrado, a representação

varia segundo as condições de época, as

condições geográfico-regionais , aos

aspectos artísticos e aos aspectos sócioreligioso

específicos aos interesses de cada

criador.»

Assim esperamos que este Museu possa

trazer para Mariana mais um atrativo

religioso -Cultural.

.

Acervo Elias Layon


Ode ao escultor Elias Layon

Jardel Dias Cavalcanti

A mão do escultor Elias Layon está a

serviço da sensibilidade. O bloco de

madeira, antes tosco, como num milagre,

se deixa possuir por formas criadas pelo

seu desenho imaginativo.

A madeira ganhou vida. As imagens vão

surgindo e gerando uma narrativa aos

olhos do espectador. Aparecem ora

sozinhas, ora em grupo. E em cada

personagem encarna-se um drama

pessoal. Gestos, expressões faciais,

movimentos das vestes e torções

corporais acentuam a presença de uma

história singular. O artista cria a

anatomia, fazendo dos corpos o lugar

onde a história sagrada se instala. Como

cria a inserção dos personagens nos

cenários de sua ascensão à realidade

sagrada.

A policromia acentua a beleza das

esculturas, ampliando a intensa

interação entre cor e gesto, levando os

espectadores a uma apreciação ainda

mais fascinante das obras. Os cenários

policromados e a interação entre as

figuras ressaltam os mágicos efeitos de

luz e de cor das esculturas, criando uma

textura atraente e sensual. Isso porque a

policromia serve para dar ênfase aos

s e n t i m e n t o s i n c o r p o r a d o s a o s

personagens. A cor revela seu sentido

espiritual, enquanto o movimento e a

expressão revelam a dramaticidade

expressa nas esculturas.

As forças gestuais das mãos, dos pés,

dos olhos, em torções ora delicadas, ora

intensas, são a consequência da arte de

dobrar a madeira à invenção do escultor.

Nos faz pensar na grande movimentação

presente na tradição da arte barroca.

Layon resgata uma tradição singular, que

soube unir a beleza da matéria ao sentido

espiritual que se traduz na forma. O

artista sabe que deve levar o espectador

a experimentar através da forma o drama

de seus personagens. Sabe também que

a vida espiritual guardada dentro da

madeira só as mãos do artista pode

revelar.

Acervo Elias Layon

15


COLEÇÃO LAYON


COLEÇÃO LAYON


Acervo Márcio Eustáquio - Marezza


O PELOURINHO DE MARIANA

Em 1711 o Arraial do Carmo já contava com

uma população numerosa, que justificava a

ascensão da paróquia a outro patamar. Em

08 abril daquele ano o povoado foi elevado à

categoria de Vila e, em seguida, o mesmo

ocorreu com Vila Rica e Barra do Sabará. No

Carmo, a primeira câmara eleita pelos

“homens bons” do povoado, funcionou,

provisoriamente, na casa de um dos mais

antigos moradores, Pedro Frasão, na

primitiva rua direita, atual Rosário Velho.

Nos documentos de criação das vilas

coloniais, determinava-se que fosse

estipulado um local adequado para a

construção da casa de câmara e cadeia e do

pelourinho, este último constituindo o

símbolo da justiça e da autonomia da vila. Da

mesma forma, eram feitas exigências e

recomendações em relação à igreja Matriz,

se ela ainda não existisse ou se não

estivesse construída de maneira satisfatória.

A repressão aos delitos civis e políticos foi

motivo de teatralização cuja finalidade não

era senão a reiteração da ordem e, em última

instância, do poder monárquico: a

manutenção do sossego público requeria

castigos exemplares. Escravos eram

supliciados no Pelourinho, recebendo,

a l g u m a s v e z e s , s e n t e n ç a c a p i t a l ,

marcadamente os negros quilombolas. Os

ouvidores de comarca recebiam do

governador, desde a segunda década dos

Setecentos, autoridade para punir e

sentenciar até a morte, sem apelação nem

agravo, a negros, mulatos e carijós. A

execução de brancos, no entanto, só podia

ser pronunciada por uma junta formada por

ouvidores e pelo governador. Na prática,

porém, só negros, mulatos e carijós foram

e x e c u t a d o s , s e n d o o s b r a n c o s

encaminhados ao tribunal da Relação da

Bahia (a execução de Felipe dos Santos foi

uma exceção).

Os cadáveres destes indivíduos de condição

social inferior, depois de esquartejados,

eram expostos nos lugares por onde

passaram quebrando a tranquilidade

pública. Os negros quilombolas mortos em

confrontos ou em emboscadas, não podendo

ser punidos em público, tinham sua cabeça

salgada e transportada até o Senado da

Câmara.

Nas vilas menores, era comum a localização,

na mesma praça, dos principais edifícios

civis e

religiosos, assim como do pelourinho. Como

vimos, este foi o caso de Mariana, até que se

decidiu construir a nova Casa de Câmara e

Cadeia na Rua Nova. A praça que se abriu

para este edifício, para onde se transferiu o

símbolo da autonomia municipal, deveria

assumir, desta forma, uma função de caráter

principalmente civil.

Independentemente do plano encomendado

pelo rei, o espaço de Mariana ficava,

portanto, já marcado por uma rica sequência

espacial de largos diferentes, que ganharam

em especialização de usos: o grande adro

da Sé, em seguida a praça D. João V, ou do

Chafariz, local onde se realizavam festas

públicas, e por fim a Praça do Pelourinho.

A construção do imponente edifício da Casa

de Câmara e Cadeia, no terreno já

assinalado desde 1747, como foi visto,

iniciou-se em 1768 e foi concluída em 1798,

sob a responsabilidade do mesmo Mestre

Arouca. Nos fundos desse prédio, o

construtor reedificou, em 1793, a capelinha

da irmandade do Senhor dos Passos, que

existira defronte à cadeia velha, próximo ao

largo da Sé, e que fora demolida juntamente

com a mesma entre 1782 e 1792.

Foi também erguido um pelourinho ao lado

da nova casa de Câmara e Cadeia, este foi

demolido com abolição da escravatura ( Lei

Áurea) 1888.

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Acervo Márcio Eustáquio - Marezza


Acervo Márcio Eustáquio - Marezza

No final do século XIX, foi construído na da Sé de

M a r i a n a u m m a r c o , e m p e d r a s a b ã o ,

comemorativo dos 200 anos do arraial de Nossa

Senhora do Ribeirão do Carmo do Carmo, primeiro

núcleo urbano das Minas

Devido a vária mudança no espaço físico da praça,

o marco foi retirado , provavelmente entre 1930 e

1940, quando também houve a demolição do

chafariz da praça.

Os dois monumentos, o marco e o chafariz, foram

demolido e levados para o almoxarifado da Casa

de Câmara de Mariana, onde os pedaços de

pedras sabão foram guardados. Durante os anos

a praça passou por várias modificações, teve

luminárias e chão de terra batida, foram colocados

paralelepípedo e uma luminária foi colocada ao

c e n t r o , n e s t e p e r í o d o f o i u m g r a n d e

estacionamento.

21


Praça da Sé entre 1940 e 1960

Acervo Márcio Eustáquio - Marezza

Praça da Sé entre 1960 e 2000

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Caminhões no centro histórico em 1979,

transportando peças para a Mineração

Acervo Márcio Eustáquio - Marezza

Em 1980,o Prefeito Municipal Jadir

Macedo e um grupo de Marianenses,

entre eles Prof. Roque Camelo, Wandelei

Machado , Ozanan Santos, Maraly Moises

entre outros, promoveram um encontro

p a r a d i s c u t i r o s c a m i n h o s d o

desenvolvimento de Mariana. O evento foi

chamado de EDEM I (Encontro de

Desenvolvimento de Mariana), neste

encontro um grupo de estudiosos vendo

os vestígios do monumento no terreno da

Câmara ( que também, na época e a sede

da da Prefeitura Municipal (os dois

poderes funcionavam no mesmo prédio),

c o n f u n d e m o m o n u m e n t o c o m o

pelourinho e orientam o então prefeito

Municipal Jadir Macedo a erguer

novamente o pelourinho com símbolo do

encontro e da preservação do patrimônio

histórico. Moldam braços, colocaram uma

balança e uma espada e colocam um

globo metálico e coroa portuguesa no

monumento.

Assim, foi criado, o falso histórico, o

pelourinho da Praça Minas Gerais. Houve

sim um pelourinho na Câmara de Mariana

que foi demolido no ano da abolição da

escravidão em 1888, mas não era tão

adornado e com tanta simbologia.

Referências:

Temo de Mariana I

Imprensa da Universidade Federal de Ouro

Preto. Novembro de 1998

ICHS UFOP

Mapeamento do Acervo Arquitetônico e

Histórico da Cidade de Mariana

Prof. Doutor Altino Barbosa Caldeira

Puc / Mg 2003


Acervo Márcio Eustáquio - Marezza


Irmã Conceição

Quem passar pela Rua Dom Silvério

não escutará os acordes do piano da

Irmã Conceição, talvez sinta falta de

ouvir uma boa musica como: Jesus

alegria dos homens de Sebastian Bach,

O Bife "The Celebrated Chop Waltz” de

Arthur de Lulli ou a Ave Maria de

Gounod vinda das aulas de piano no

salão do Colégio Providência. Sua

música será ouvida, agora, no coração

de Minas, na cidade de Curvelo. A Irmã

Conceição foi transferida para a casa

das Irmãs no Hospital Imaculada

Conceição para continuar uma nova

etapa na sua vida.

Vai deixar saudades!

Natural da cidade de Arcos reside em

Mariana, chegou a Mariana em 1981.

Formada no curso normal para

magistério, graduação em história e

iniciação musical pelo Conservatório

Lobo de Mesquita de Diamantina. Foi

professora de história no Colégio

Providência, onde, também, lecionava

iniciação musical e de piano. Criou o

coral do Colégio Providência na década

de 80, participou do vários anos do

Coral Madrigal de Mariana, Orquestra e

Coro Mestre Vicente, lecionava

iniciação musical para os alunos da

A PA E M a r i a n a , e n t r e o u t r a s

participações na vida musical de

Mariana.

A irmã Conceição marcou a vida musica

de varias gerações de jovens e adultos

em Mariana. Pelas suas aulas de

iniciação musical e piano passaram

mais 400 alunos que, talvez, não

continuassem na carreira musical, mas

certamente, nunca esquecerão a forma

carinhosa e divertida de como a musica

clássica foi lhes apresentada.

Espero que nesta nova missão a

música esteja sempre a dando o ritmo

do trabalho da Irmã Conceição.

E se algum dia, estiver em Curvelo e

passar pela Av. dos Timbiras, 590,

certamente ouvirá os acordes de uma

boa música. Certamente, será Irmã

Conceição e seu inseparável piano fritz

dobbert alegrando o dia com música

para o coração e a alma.


Dom Geraldo Lyrio e Dom Aírton José

No ano que a Arquidiocese de Mariana

completa 270 anos da Chegada do primeiro

bispo das Minas Gerais, Dom frei Manoel da

Cruz em outubro de 1748

“15 de outubro de 1748, dia de Santa Tereza

d'Ávila, Dom Frei Manuel, montado em um

cavalo branco coberto com um precioso

tecido adamascado, entrou com todas as

pompas em Mariana. Iniciava-se uma das

maiores festas realizadas na Capitania das

Minas, o Áureo Trono Episcopal, reunindo

pessoas de todas as classes, entre

cônegos, religiosos do Rio de Janeiro, todo

o clero e nobreza de Minas, homens de

letras, escravos e forros. Grande número de

pajens encenaram o Áureo Trono

Episcopal à frente da catedral de Nossa

S e n h o r a d a A s s u n ç ã o , e m u m a

representação litúrgica e teatral mais

grandiosa, bem ao gosto barroco e à altura

da riqueza das Minas., para comemorar a

cheda do primeiro bispo das minas Gerais”

No ano que a Arquidiocese de Mariana

completa 270 anos da Chegada do primeiro

bispo das Minas Gerais, Dom frei Manoel da

Cruz, haverá uma mudança no comando, da

agora, arquidiocese de Mariana. Dom

Geraldo Lyrio, depois de 11 anos a frente do

Arcebispado, solicitou a o Papa Francisco

sua renuncia ao governo pastoral da

Arquidiocese de Mariana de acordo o

Código de Direito Canônico, que determina

o pedido após o prelado completar 75 anos.

Nunciatura Apostólica no Brasil comunica

que o Papa Francisco aceitou a renúncia e

nomeou um novo Arcebispo de Mariana,

Dom Airton José dos santosOS SANTOS,

até agora Arcebispo Metropolitano de

Campinas – SP.

Em Carta enviada a Dom Geraldo o papa

Francisco agradece o trabalho de fé e

humanidade

“Pela solicitude no pastoreio da Igreja de

Deus que constantemente impulsiona

N o s s o c o r a ç ã o , p r o c u r a m o s ,

especialmente e de boa vontade, neste

cuidado, estender Nosso olhar a todo o

rebanho do Senhor e, com Nossas orações,

participar dos cuidados dos pastores, cuja

obra Nos é dado usufruir proveitosamente.

Por isso, Venerável Irmão, cientes de teu

d i l i g e n t e m i n i s t é r i o , a g o r a , c o m

pensamento particular para ti que celebras o

jubileu áureo da ordenação presbiteral,

através desta Carta, queremos expressar,

com grande estima, Nossas congratulações

por tua competência, doutrina e ação que

envolvem este teu serviço.” Papa Francisco.

26


A CNBB – Conferência Nacional dos Bispo do

Brasil , também, agradeceu o trabalho de

Dom Geraldo Lyrio

“Agradecemos por tudo o que o senhor nos

tem oferecido e permanecemos necessitados

da sua colaboração em vários campos de

atuação da Conferência”, escreveu o bispo

auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

(CNBB), dom Leonardo Steiner, em

mensagem de agradecimento ao agora

arcebispo emérito de Mariana (MG), dom

Geraldo Lyrio Rocha.”

A trajetória episcopal de Dom Geraldo –

nascido em 14 de março de 1942, em Fundão

(ES) – começou na arquidiocese de Vitória

(ES), onde foi bispo auxiliar (1984-1990).

Também foi bispo de Colatina (ES), de 1990 a

2002, e arcebispo de Vitória da Conquista

(BA), entre 2002 e 2007. Atuava em Mariana

desde 2007.

Além da Presidência da CNBB (2007 a 2011),

dom Geraldo foi responsável pela Liturgia,

membro do Conselho Econômico e do

Conselho Permanente. Atualmente, faz parte

da Comissão Episcopal para a Tradução dos

Textos Litúrgicos (Cetel) e da Comissão

Especial para a Causa dos Santos. No

Conselho Episcopal Latino Americano

(Celam), foi membro do Departamento de

Liturgia em duas ocasiões (1987-1991 e 1995-

1999) e presidente deste mesmo organismo,

entre 1999 e 2003. Foi segundo vicepresidente

do conselho e delegado da CNBB

junto ao colegiado latino-americano (2011-

2015).

Também foi delegado da CNBB à Conferência

de Santo Domingo (1992); membro ex officio

da Conferência de Aparecida (2007). Dom

Geraldo ainda foi eleito pela CNBB para os

Sínodos: para a América (1997), sobre a

Eucaristia (2005), sobre a Palavra de Deus

(2008) e sobre a Nova Evangelização (2012).

É membro da Pontifícia Comissão para a

América Latina (2009-2014).

A Arquidiocese de Mariana celebrou no dia 4

de junho, uma missa em ação de graças pelos

11 anos de pastoreio do Arcebispo Emérito

Dom Geraldo Lyrio Rocha. A cerimônia teve

lugar na Igreja São Pedro dos Clérigos e

contou com a presença de sacerdotes,

diáconos, religiosos e leigos.

Após reconhecer a oportunidade de ser

Arcebispo de Mariana como um presente de

Deus, Dom Geraldo agradeceu a dedicação

do clero e dos demais religiosos.

"Tudo o que houve de bom, de belo e de

positivo é partilhado por todos nós. Sozinho o

bispo não faz nada. Ele é incapaz, impotente.

Só com a contribuição generosa, a amizade, o

senso de comunhão dos presbíteros e a

colaboração de todos os membros do povo de

Deus é que o ministério episcopal pode ter

realmente sua expressão", afirmou.

"Eu só tenho que agradecer, e muito, a Deus

por toda a minha vida. Tudo graça. Mas a

graça é dada não para a enfeitar a pessoa,

não como condecoração, é dada em vista dos

outros. Carisma só é autêntico se estiver a

serviço do povo de Cristo. Eu louvo, bendigo e

agradeço a Deus que me usou como

instrumento seu para realizar a obra que é

sua", agradeceu.

Ao reforçar seu desejo de não tornar a

celebração uma despedida, Dom Geraldo

deixou uma mensagem conclusiva do seu

ministério episcopal na Arquidiocese de

Mariana, inspirada na primeira leitura do dia

(2Pd 1,2-7):

"Vou repetir o que há pouco ouvimos: dedicai

todo o esforço em juntar à vossa fé a virtude, à

virtude o conhecimento, ao conhecimento o

autodomínio, ao autodomínio a perseverança,

à perseverança a piedade, à piedade o amor

fraterno e ao amor fraterno, a caridade".

Próximo de encerrar a cerimônia, o prelado

ressaltou: "a função se encerra, mas a missão

continua". Em seguida, ofereceu suas

orações à população católica da Arquidiocese

de Mariana.

O Novo Arcebispo de Mariana, Dom Airton

José Dom , é mineiro, nascido em Bom

Repouso, na Arquidiocese de Pouso Alegre,

aos 25 de junho de 1956. Cursou Filosofia na

Faculdade do Ipiranga e Teologia na

Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em

São Paulo. Tem mestrado em Direito

Canônico obtido na Pontifícia Universidade

Gregoriana, em Roma. Dom Airton José será

6º Arcebispo de Mariana.

Pertencente ao Clero de Santo André – SP,

Dom Airton foi ordenado Bispo Auxiliar dessa

diocese, aos 02 de março de 2002. Em 2004,

foi nomeado Bispo de Mogi das Cruzes – SP.

Tomou posse como Arcebispo de Campinas –

SP, aos 15 de fevereiro de 2012. Exerce as

funções de Grão-Chanceler da PUC-

Campinas. Entre outras atribuições, foi

Secretário do Regional Sul 1 da CNBB (São

Paulo) e atualmente é Presidente do mesmo

Regional. Foi também membro da Comissão

Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de

Segunda Instância.

27


Cronograma da Posse

A Cidade Mariana recebe com alegria, nesta

quinta-feira (21), seu sexto arcebispo, Dom

Airton José dos Santos. Dom Airton será

acolhido pela população de Mariana na

Praça Gomes Freire, às 19h, após passar

pelas cidades de Itabirito (MG) e Ouro Preto

(MG). Dentro da programação de acolhida e

posse, uma sessão de acolhida será

realizada na sexta-feira (22), às 19h30, no

Santuário Nossa Senhora do Carmo.

A posse de Dom Airton será no sábado (23),

às 16h. Os concelebrantes sairão em

procissão do Santuário Nossa Senhora do

Carmo para a Catedral, em cujo interior se

dará o ato de posse canônica. A cerimônia

interna na Catedral, por questão de espaço,

s e r á l i m i t a d a a o s b i s p o s , p a d r e s ,

seminaristas e familiares de Dom Airton. Um

telão transmitirá simultaneamente para o

público os atos do interior da igreja. Logo

após, missa na Praça da Sé.

No domingo, 24 de junho, haverá uma missa

na Catedral presidida por Dom Airton, às 10h,

e na segunda-feira (25), às 19h, será

realizada uma missa de ação de graças pelo

aniversário natalício de Dom Airton, no

Santuário Nossa Senhora do Carmo.

Fontes:

Arquidiocese de Mariana

Arquidiocese de Campinas

Gaudium Press

Livro Arquidiocese de Mariana -

Conêgo Raimundo da Trindade

28


Posse Canônica do VI Arcebispo de Mariana

Dom Aírton José dos Santos

Dia 23/06/2018

Sábado - 16h


Esboço do Pelourinho construído em Mariana em 1981

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