Views
4 months ago

Revista dos Pneus 50

Editorial Diretor João

Editorial Diretor João Vieira joao.vieira@apcomunicacao.com Editor executivo Bruno Castanheira bruno.castanheira@apcomunicacao.com Redação Jorge Flores jorge.flores@apcomunicacao.com Diretor comercial Mário Carmo mario.carmo@apcomunicacao.com Gestor de clientes Paulo Franco paulo.franco@apcomunicacao.com Imagem António Valente Multimédia Catarina Gomes Arte Hélio Falcão Serviços administrativos e contabilidade financeiro@apcomunicacao.com Periodicidade Bimestral Assinaturas assinaturas@apcomunicacao.com © COPYRIGHT Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito da REVISTA DOS PNEUS IMPRESSÃO FIG, Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas - 3020 - 265 Coimbra / Tel.: 239 499 922 N.º de Registo no ERC: 124.782 Depósito Legal n.º: 201.608/03 TIRAGEM 5.000 exemplares Propriedade: João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. Sede: Bela Vista Office, sala 2-29 Estrada de Paço de Arcos, 66 - 66A 2735 - 336 Cacém - Portugal Tel.: +351 219 288 052/4 Fax: +351 219 288 053 Email: geral@apcomunicacao.com GPS: 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W Evolução ou falência JOÃO VIEIRA, Diretor egundo dados da ACAP, no primeiro quadrimestre de 2018, foram colocados em circulação 97.973 veículos novos, o que representou um crescimento homólogo de 6,4%. São indicadores positivos, que deixam antever um bom ano de vendas de veículos novos. Mas devemos ser sempre cautelosos para não confundir crescimento com saúde ou segurança, pois o mercado complexo e multifacetado que vivemos irá sempre enfrentar alguns desafios. Com o aumento do parque automóvel, as vendas de pneus vão também crescer e o teste que se deve fazer ao setor não será sobre as dimensões que pode atingir, mas sobre a capacidade de adaptação às dificuldades no seu percurso, quer sejam dificuldades antigas e problemas aparentemente intrínsecos ou novas obrigações e problemas de natureza tecnológica. O grande desafio que o setor enfrenta na atualidade é a digitalização, que engloba todos os players, desde fabricantes e distribuidores, passando pelo retalho e oficinas. As empresas que usam mais tecnologia, são mais eficientes. São empresas que fazem mais com menos, que otimizam os seus recursos e chegam mais facilmente aos clientes. De facto, a parte dos recursos que as ferramentas tecnológicas permitem poupar pode ser aplicada, por exemplo, na geração de atividade comercial, na captação e fidelização de clientes, no marketing e no atendimento ao cliente. É outra forma de aproveitar essas horas de trabalho do pessoal, porque se estão a conquistar clientes. E satisfeitos. Da mesma forma que ninguém pensa, hoje, que pode abrir uma oficina sem dispor de ferramentas técnicas tão básicas como um elevador, também não faz sentido fazê-lo sem investir num programa de gestão ou numa ferramenta de avaliação. Do ponto de vista da eficiência, existem ferramentas de gestão que permitem aos empresários identificar, claramente, quais são os principais indicadores económicos para saberem qual a saúde do seu negócio. Com essa informação que lhes é proporcionada pelas soluções tecnológicas, poderão tomar melhores decisões. Escrito isto, o principal obstáculo para muitas empresas será a sua relutância em aceitar a digitalização. Muitos irão vê-la como uma experiência: algo “bom de ter”, em vez de a considerar crítica para o seu modelo empresarial. As empresas de pneus que esperam manter a competitividade devem começar a digitalizar o maior número possível de serviços através da utilização de sistemas informáticos, outro recurso fundamental no mundo da digitalização. A digitalização das empresas não é uma opção. É uma necessidade, uma condição imprescindível para garantir a competitividade das mesmas. Seguir pelo caminho da economia digital é mais simples do que parece, porque não se trata, fundamentalmente, de adquirir as ferramentas necessárias para fazê-lo. A chave reside na mudança de mentalidade dos empresários, na sua orientação para a gestão eficiente do negócio. Quando alguém chega a esse estado, não tem qualquer dificuldade em integrar as ferramentas tecnológicas que necessita, mas só o fará se estiver convencido de que o contributo das mesmas para a melhoria da eficiência do negócio será decisivo. É, então, que faz todo o sentido investir em soluções tecnológicas, quando o empresário antecipa o retorno desse investimento e transmite a todo o pessoal da empresa a expectativa ao adotar essa cultura digital. www.revistadospneus.com | 03