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“É preciso encorajar<br />
para que elas<br />
desenvolvam a<br />
criatividade”<br />
DIA INTERNACIONAL<br />
DA SÍNDROME DE<br />
DOWN<br />
Celebrado em 21 de março, faz alusão aos 3<br />
cromossomos no par número 21, característico<br />
das pessoas portadoras da Síndrome de<br />
tório. É preciso que haja uma demanda para que o<br />
DÉBORA MASCARENHAS<br />
Psicóloga e Psicop<strong>ed</strong>agoga<br />
CRP 05/22247<br />
1. A síndrome de Down pode ser<br />
diagnosticada na fase pré-natal?<br />
Sim. A translucência nucal (m<strong>ed</strong>ida para descobrir os riscos<br />
de síndrome de Down) com 12 semanas de gestação<br />
pode indicar alteracões genéticas. Já a amniocentese<br />
é um exame mais complexo, envolvendo riscos.<br />
Antes de mais nada, é importante pensar qual a função<br />
dessa identificação precoce. Seja de onde chegar a informação<br />
levantada, deve servir para preparar melhor a<br />
chegada daquela criança com qualquer especificidade.<br />
2. Como os pais podem trabalhar<br />
com o processo de aceitação?<br />
O nascimento de uma criança gera grandes alegrias.<br />
É importante saber que a síndrome de Down exige<br />
cuidados de saúde e determinados estímulos, mas ela<br />
psicólogo possa realizar seu trabalho. Agora é claro<br />
que, se a questão da síndrome de Down impacta na<br />
família e traz angústia, dúvida ou desespero, um trabalho<br />
psicológico se torna fundamental para alinhar<br />
os pensamentos e reestruturar a família.<br />
4. Como os pais devem estimular<br />
a criatividade de uma criança com<br />
Down?<br />
O incentivo para as crianças com síndrome de Down<br />
tem função especial. É preciso encorajar as pessoas<br />
com Down para que elas desenvolvam a criatividade.<br />
Se essa oferta chegar de uma forma adequada, elas<br />
podem aprender.<br />
5. Como estimular a inclusão<br />
social de uma pessoa com<br />
síndrome de Down?<br />
Deve ficar claro que as pessoas com síndrome de<br />
Down. O principal objetivo da celebração desta<br />
data é de informar e conscientizar as pessoas<br />
sobre o que é a Síndrome de Down.<br />
7. Como os pais precisam<br />
entender e como devem orientar<br />
sobre a vida sexual?<br />
A primeira coisa que a gente precisa dizer é que as<br />
CONTE SUA<br />
HISTÓRIA<br />
PRA GENTE!<br />
Superou um<br />
problema de<br />
saúde?<br />
Adotou<br />
um hábito<br />
saudável?<br />
Mande um e-mail e conte sua<br />
história. Você pode virar matéria<br />
e ajudar milhares de pessoas!<br />
é uma criança como qualquer outra. Não podemos<br />
colocar a síndrome de Down à frente da criança, e<br />
Down já estão na soci<strong>ed</strong>ade, e não que elas precisem<br />
ser inseridas. É nossa responsabilidade melhorar o<br />
pessoas com síndrome de Down não tem sexualidade<br />
exacerbada. Não está determinado na carga cromos-<br />
<strong>revista</strong>@cuidadospelavida.com.br<br />
sim, que uma criança com síndrome de Down exige<br />
acesso e a convivência das pessoas, e não ao contrá-<br />
sômica da trissomia do 21 o “excesso” de sexualidade.<br />
cuidados diferenciados. Também é importante, des-<br />
rio. Se diminuirmos as barreiras, a deficiência tende a<br />
O que acontece é a falta de informação e de prepa-<br />
de o nascimento, os pais buscarem informações com<br />
se apagar, assim o ser humano torna-se mais aparente.<br />
ração do adolescente. A ausência de orientacão e a<br />
fonoaudiólogo, psicomotricista, terapeuta ocupacional<br />
e psicólogos. Todas as orientações necessárias<br />
ajudam para um bom crescimento.<br />
6. Qual a melhor maneira de<br />
enfrentar o preconceito?<br />
negação de que a adolescência está chegando acabam<br />
culminando numa série de dúvidas e de comportamentos<br />
inadequados. Eles precisam entender o<br />
3. Quais os benefícios da<br />
orientação psicológica?<br />
O preconceito precisa ser entendido como falta de<br />
informação. Essa é a nossa grande arma para trans-<br />
que está acontecendo com eles, e se a família não<br />
se sente à vontade para esta orientação, não adianta<br />
fingir porque não vai acontecer. Aí entra um profissio-<br />
formar qualquer tipo de diferença. Costumo conver-<br />
nal para ajudar nesse momento. As famílias precisam<br />
Um trabalho terapêutico pode ser sempre uma<br />
sar sobre tudo isso, claramente com os meus pacien-<br />
pensar que as crianças crescem, chegam na adoles-<br />
saída quando ocorre algum desconforto<br />
tes que tem síndrome de Down e suas famílias. Não<br />
cência e, quando jovens, podem ter o direito a uma<br />
emocional na família, mas não é obriga-<br />
adianta fingir que não existe qualquer dificuldade.<br />
vida sexual como qualquer pessoa.