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HISTÓRIA DE<br />

SUPERAÇÃO<br />

A busca por um sono tranquilo<br />

POR RAFAEL MUNHOS<br />

tratamento efetivo, mas posso controlar a insônia<br />

e a depressão de forma satisfatória. Falar com outras<br />

pessoas faz bem. O grupo do Facebook, no qual<br />

participo, serviu como um bom instrumento para eu<br />

trocar experiências e me distrair durante as madrugadas.<br />

Hoje sou uma pessoa bem melhor do que<br />

anos atrás e estou muito bem comigo”, comenta.<br />

CONTE SUA<br />

HISTÓRIA<br />

PRA GENTE!<br />

Você já passou por uma situação ou conhece alguém<br />

que convive com a falta de sono permanente? Agora,<br />

imagina alguém que passa por este tipo de problema<br />

há quase 30 anos. É o caso do arquiteto e artista<br />

plástico Isaías Silvério, natural de Natal, Rio Grande<br />

do Norte. Aos 35, ele sofre com paralisia do sono, um<br />

tipo de insônia que ocorre quando a pessoa está com<br />

os músculos imóveis, como costuma ficar enquanto<br />

dorme profundamente, mesmo depois de já ter acor-<br />

Durante as crises, as sensações eram tão difíceis que<br />

Isaías achava que poderia morrer. “Literalmente você<br />

sente a morte chegando. O cérebro trabalha de maneiras<br />

diferentes, e durante o sono ele trabalha mais<br />

tranquilamente e com batimentos baixos, assim ele<br />

coíbe os seus movimentos para que a pessoa não se<br />

machuque enquanto sonha. O problema é que quem<br />

sofre de paralisia do sono acorda, mas o cérebro não<br />

“avisa” ao corpo que você acordou e, com isso, você<br />

“Aceito a condição de<br />

não existir tratamento<br />

efetivo, mas posso<br />

controlar a insônia e<br />

a depressão de forma<br />

satisfatória”<br />

Superou um<br />

problema de<br />

saúde?<br />

Adotou<br />

um hábito<br />

saudável?<br />

dado. “É assustador! Você acorda sem conseguir se<br />

mexer e respirar, quase como se estivesse preso dentro<br />

do próprio corpo”, conta Isaías.<br />

Os primeiros sintomas<br />

acorda sem conseguir se mexer e sem respirar”.<br />

A falta de sono alterou a alimentação e a vida social<br />

de Isaías, que, algumas vezes, sofreu com preconceito<br />

de pessoas conhecidas. “Fui taxado de preguiçoso<br />

pela soci<strong>ed</strong>ade por estar sempre cansado durante o<br />

Mande um e-mail e conte sua<br />

história. Você pode virar matéria<br />

e ajudar milhares de pessoas!<br />

<strong>revista</strong>@cuidadospelavida.com.br<br />

O primeiro distúrbio foi aos seis anos de idade. As<br />

dia. Na época em que não me tratava, era difícil con-<br />

dificuldades para dormir, a falta de concentração<br />

ciliar trabalho com o sono, por isso, sempre preferi<br />

na escola e a alimentação desregulada foram au-<br />

ser autônomo. A alimentação também foi prejudicada<br />

mentando significativamente, o que levou os pais<br />

porque não conseguia fazer as refeições nos horários<br />

de Isaías a procurar uma ajuda médica. No entanto,<br />

certos e entrei numa rotina de comer besteiras”.<br />

a descoberta da doença aconteceu apenas na fase<br />

adulta. “Desde muito novo, não conseguia dormir<br />

com tranquilidade. Lembro que, na época, achava<br />

ruim porque as programações de TV não eram 24<br />

horas, então me distraía lendo. Mas identifiquei que<br />

era paralisia do sono conversando com um médico,<br />

Controlando a doença<br />

Hoje, Isaías analisa a situação com mais tranquilidade<br />

e identifica como um processo de superação.<br />

Ele toma remédios controlados e faz exercícios fí-<br />

IMAGEM: ARQUIVO PESSOAL<br />

logo em seguida encontrei um primeiro especialista<br />

sicos regularmente, ou seja, aprendeu a lidar com a<br />

no assunto”, revela.<br />

doença incurável. “Aceito a condição de não existir<br />

Isaías e um de seus quadros.

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