O Lavrador das Lavras Vazias

VitorCorleoneBH

Livro de poesias escrito em 2006 na cidade mineira de Lavras, retratando as dificuldades intrínsecas a uma nova realidade do serviço público na polícia. A solidão espiritual e a certeza de que muitas vezes na vida o ouro que se procura vem manchado de sangue e sofrimento. Às vezes uma oportunidade não é mais que uma desilusão.

Volúpias

Sempre que me lembro dos prazeres

A esperança percorre todos os meus músculos

Os dias cheios de volúpias

Banham a boca de nostalgia e desejo

Os dias que foram frios

São para mim o antigo orvalho

Havia aquela que trazia calor e encanto

Lembro-me, e um sorriso aparece no meu rosto

Volúpias, prazeres da carne

As noites eram um vendaval de sorrisos e vinhos

Barulho de taças

Volúpias, beijos molhados

O irrealizável a longo prazo – momentos passageiros

Banho dourado que fica só na lembrança

Tempero doce que percorre o corpo

As sensações viris que desenham loucuras

Os sentidos de todo o corpo

Afogam-se no mar de forçosa volúpia

Nós somos leigos em matéria de amor

Somos tolos e a paixão nos consome

E momentos de apenas carícia e satisfação

Provocam lembranças insaciáveis

Prazeres por toda a vida

É o laurel da jornada cheia de dores

E o adversário mais forte

É a incerteza que nos persegue

Nos caminhos que sempre traçamos

Volúpias, a satisfação não possui limites

Todo homem recorda momentos

O sabor do prazer reside nos lábios

20/05/2001

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