009 - O FATO MARINGÁ - SETEMBRO 2018 - NÚMERO 9 (MGÁ 02)

ofatomandacaru

Jornal Comunitário Metropolitano

Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018

Distribuição Gratuita

PRESIDENTE HOSSOKAWA DIZ OUE:

“CPIs desgastam imagem da Câmara.”

Página 2

VILA DESFILA SEU

ORGULHO DE SER OPERÁRIA

Foto: Márcio Naka Página 4


2 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

PRESIDENTE DA CÂMARA ELOGIA TRABALHO DOS VEREADORES

MAS CRITICA ABERTURAS INDISCRIMINADAS DE CPIs

(44) 3029-1431

Av. Alziro Zarur, 702

Jd. São Jorge - Maringá

MARINGÁ • Mário Hossokawa

possui uma longa experiência

política. Entrou na

vida pública em 1983, foi Vice-Prefeito

na segunda gestão

de Said Ferreira (1993 /

1996), coleciona seis mandatos

de vereador, três dos quais

como Presidente da Câmara

Municipal. Além disso, assumiu

o cargo de Prefeito interinamente

em três ocasiões:

1994, 1996 e 2010.

Em 1996, Hossakawa não

concorreu a uma vaga na Câmara,

mas acabou trabalhando

na gestão de Jairo Gianoto

(1997/2000) como secretário

municipal.

Na gestão de Roberto Pupim

(2013/2016) ocupou a

chefia de gabinete por dois

anos e por outros dois anos

foi chefe do PROCON.

Na gestão atual, foi escolhido

novamente para exercer

o cargo de Presidente da

Câmara Municipal mas não

tem sido fácil, nem para ele e

nem para os outros quatorze

J. C. Leonel

vereadores. Todo esse

stress, que Mário

diz “não sentir”, talvez

tenha também influenciado

no seu estado

de saúde. Em

março desse ano,

Hossokawa teve que

se submeter a uma cirurgia

para implantar

pontes de safena e teve

que ficar trinta dias afastado

da Câmara.

J. C. LEONEL: A pauta da câmara

está bem carregada de

assuntos polêmicos, que demandam

atenção e recursos

especiais, como a CPI do

transporte público, a questão

da Sanepar, tem também

a CPI sobre um vereador,

além daquilo que deve chegar

do executivo, ou seja, Projeto

de Lei complementar sobre

o Estatuto da Guarda Municipal

que trabalhará armada

e terá orçamento próprio,

tem também a questão da lei

de abertura dos supermercados,

desentendimentos com

um veículo de comunicação

e no meio disso tudo, o senhor

ainda enfrentou problemas

de saúde. Tá difícil?

MÁRIO HOSSOKAWA: Eu

sempre penso que para ser presidente

da Câmara Municipal

em circunstâncias como essas

que você citou, é preciso experiência

e agir com naturalidade.

“Essas CPIs não dão em nada”, diz Mário Hossokawa

Eu sou Presidente pela terceira

vez e ajo com serenidade,

mas é lógico que não é fácil. Essa

questão dos supermercados por

exemplo, na época, quando foi

discutido e votado, eu estava licenciado

mas se eu estivesse

aqui eu teria votado contra.

Creio que o comércio deva

ter liberdade para abrir quando

quiser pois os grandes supermercados

geram muitos empregos.

Sou contra o poder público

interferir em questões administrativas

da iniciativa privada.

A única coisa que eu cobro,

e que os empresários respeitem

as leis trabalhistas. Sobre

a comissão processante do

vereador Marchese, está suspensa

temporariamente, está

no tribunal de justiça, porém

dia mais, dia menos, vai voltar

para a casa e aí, a Câmara vai

ter que delegar.

A comissão processante

vai ter que fazer o seu trabalho.

Sobre a CPI do transporte

público, eu disse para os colegas

vereadores: “É uma situação

muito delicada para a Câmara,

antes de mais nada porque

nós não temos técnicos para

analisar uma planilha de

custos e conseguir compreender

se o valor praticado ou requisitado

é justo”.

Nós não temos estrutura

para isso e além de tudo, quando

se fala de quebra de contrato

com a TCCC, no meu ponto

de vista, a Câmara não tem

poder para fazer isso, é o executivo

que poderá fazer.

Ao longo dos anos já enfrentamos

tantas CPIS nessa

casa, da TCCC mesmo, já houve

no passado, teve também a

do Parque Industrial, do

Intermodal, mas o fato é que a

Câmara nunca chegou a lugar

nenhum com essas CPIS, e

quando chega a alguma coisa,

não acontece nada.

A gente envia o relatório final

ao Ministério Público, ao o

Poder Executivo, para o Tribunal

de Contas, mas qual é o resultado

obtido? Nada! Não dá

em nada. A Câmara acaba se

desgastando e as pessoas começam

a dizer que tudo termina

em pizza, foi assim no passado

e sempre dirão que houve acerto,

coisas que obviamente não

são verdades. Eu sou terminantemente

contra fazer CPIS

como estão fazendo.

J. C. LEONEL: Como funciona

a gestão dos vereadores

que se candidataram a deputado

mas não se licenciaram

do cargo?

MARIO HOSSOKAWA: Nós

temos tomado muito cuidado,

alertamos os vereadores candidatos,

baixamos uma portaria

que deixa claro tudo aquilo

que a lei eleitoral permite e

não permite, e eles sabem que

é terminantemente proibindo

fazer campanha política dentro

da Câmara Municipal.

Um exemplo: Não podem

usar qualquer tipo de equipamento,

computadores, telefones,

usar a tribuna da Câmara

para pedir voto, os gabinetes

também não podem ser usados

como se fossem comitês

eleitorais, nem mesmo para armazenar

material de campanha.

Estamos atentos, vamos

fiscalizar mas como todos se

comprometeram a cumprir

aquilo que diz a leis, nós queremos

também confiar na honestidade

intelectual deles.

J. C. LEONEL - A quem pensa

de anular o próprio voto, o

que o senhor diz?

MÁRIO HOSSOKAWA - Quando

encontro pessoas que me

dizem que vão anular o voto,

que não votarão em ninguém

porque não confiam mais em

políticos, digo a eles que na verdade

estarão elegendo do mesmo

modo. Eu sempre falo para

as pessoas que anular o voto

na verdade é anular a si mesmo.

Votar em branco ou nulo

não é solução para melhorar a

classe política que temos.

Se queremos ter um país

bom temos que fazer uma análise

criteriosa dos candidatos,

MARINGÁ • Não foi uma

sessão comum, afinal já fazia

algum tempo que Maringá

não via uma única mulher entre

os edis. A última foi Márcia

Socrepa na legislação passada,

mas era a única e isso

na opinião desse Jornal, é

pouco, muito pouco.

Dia 21 de agosto, quando o

Presidente da Câmara Mario

Hossokawa declarou empossada

Vilma Garcia da Silva, das

galerias lotadas partiu um aplauso

emocionado e justificado.

Antes do início da sessão,

Ligiane Ciola conversou

brevemente com Vilma e lhe

perguntou se estava emocionada.

Vilma disse que estava

tranquila, mas se via estava a

flor da pele.

LIGIANE CIOLA: É um

dia importante para vários

estratos da sociedade?

VEREADORA VILMA:

Sem dúvida nenhuma, é um

dia importante para as mulheres,

é uma vitória do projeto

da representatividade,

daqueles que não se veem representados,

também do

segmento LGBT, enfim, vamos

à luta.

Com Vilma, sentaram-se

no plenário da Câmara, a professora,

a dona de casa, a mãe,

a empregada doméstica e ainda

sobrou espaço para todos

os que ousam viver livres.

Sentada ao lado do vereador

Jean Marques, aos poucos

Vilma foi tomando posse da serenidade,

já o cenário da Câmara

mudou para melhor; não

Mário Hossokawa Presidente

da Câmara de Vereadores

do passado do candidato, de

suas ideias. Se a gente não votar,

elegeremos aquelas pessoas

que aprontaram, que roubaram

e que partiram para a

corrupção.

Anular o voto é ceder espaço

a pessoas ruins. Tem muita gente

que não quer votar porque está

revoltada e eu não tiro a razão

dessas pessoas mas não existe

outro percurso além desse

que é o voto democrático.◆

Use o Leitor de Código

(QR Code), em seu

celular para ler a

matéria na integra.

VILMA GARCIA DA SILVA

TOMA POSSE COMO VEREADORA EM MARINGÁ

Ligiane Ciola

Foto: Marquinhos de Oliveira

porque saiu um homem, que

no caso é Mario Verri, um com

boas chances de se eleger representante

da cidade na

ALEP, mas porque entrou uma

mulher e isso, sobretudo hoje

em dia, é muito importante.

Caso Verri se eleja Deputado

Estadual, a aventura

prosseguirá além dos 123 dias

e todas as mulheres continuarão

tendo espaço na Câmara

de Maringá até o final

do mandato.◆

EXPEDIENTE:

Ano 1

Edição 9

Setembro 2018

R. Itamar Garcia Pereira, 55 • Vila Santa Izabel • Maringá/PR

(44) 3246-1769 • (44) 99713-0030 • ofatomaringa@gmail.com

Direção Geral: J. C. Leonel

Jornalista Responsável: Ligiane Ciola (MTB 30014)

Diagramação: Ricardo Rennó (ArtWork Com&Mkt)

Impressão: O Diário - Maringá/PR

Tiragem: 5.000 Exemplares

Distribuição: Gratuita

A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do JORNAL O FATO MARINGÁ. Os espaços

publicitários contendo OFERTAS, PROMOÇÕES e/ou VALORES são de total responsabilidade dos anunciantes. As imagens dos

anúncios são ilustrativas. Reservamo-nos no direito de corrigir informações incorretas de diagramação e/ou erros gráficos.


Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

ULISSES MAIA FRENTE A FRENTE COM “O FATO

• TCCC • Sanepar • Guarda Municipal • Abertura dos Supermercados aos Domingos e Feriados • Contorno Sul

• PREFEITURA X TCCC

O FATO MARINGÁ: O caso

TCCC que culminou com a

abertura da CPI do transporte

público, exprime vontade

política de mudar o sistema

de gestão da TCCC ou substitui-la?

Existem propostas

atrativas e mais eficazes da

parte de outros sujeitos privados

ou mesmo de sua administração?

ULISSES MAIA: O que acontece

no transporte coletivo, é

que Maringá é uma cidade

grande com mais de 430 mil

habitantes, 320 mil veículos

circulando, então o trânsito

acaba ficando insustentável

apesar de muitos investimentos

que nós estamos fazendo;

por isso tem que um transporte

coletivo eficiente, com mais

qualidade e com preço razoável.

O que acontece em Maringá

é que nós estamos enfrentando

a empresa desde que

nós assumimos, exigindo que

ela faça melhorias, algumas

aconteceram, para melhorar a

qualidade do transporte, melhorar

o preço para que as pessoas

se sintam estimuladas a

usar o transporte público, e aí

sim você melhora o trânsito.

Estamos fazendo esses enfrentamentos

com a TCCC.

Quando a empresa pediu reajuste

para R$4,30, nós não aceitamos.

Não tem a mínima lógica,

não autorizamos em hipótese

nenhuma pois na nossa

avaliação, R$3,90 já é caro.

A TCCC fez uma informação

para a prefeitura, afirmando

que estava em dificuldades financeiras,

que estava devendo

a bancos e tendo prejuízo de

600 mil reais por mês, o que

nos fez entender que ela não

tem saúde financeira para continuar

a execução do contrato.

O contrato foi assinado em

2010 e prevê uma duração de

20 anos prorrogáveis por outros

20, na prática são 40 anos

de concessão à TCCC e então

nós notificamos e estamos no

processo para analisar a situação

da empresa para eventualmente

romper o contrato e

fazer uma nova licitação.

O FATO MARINGÁ: E sobre

a CPI?

ULISSES MAIA: Paralelamente

a isso, a Câmara abriu

a CPI. Que bom que a Câmara

abriu. A gente entende a importância

dessa CPI e vamos

trabalhar juntos. Os elementos

que a Comissão Parlamentar

de inquérito levantar vão

ser usados por nós nesse processo

contra a TCCC.

• PREFEITURA X SANEPAR

O FATO MARINGÁ: A Sanepar

conseguiu derrubar com

uma liminar o decreto que o senhor

prefeito assinou, autorizando

o acerto de contas e a retomada

dos serviços. E agora?

ULISSES MAIA: Na realidade

é uma liminar, uma decisão provisória

que a Sanepar conseguiu

no tribunal de justiça mas nós já

recorremos, e acredito que essa

decisão vai ser revogada.

A realidade que existe é que

em 2010 venceu o contrato entre

a prefeitura e a Sanepar.

Esse contrato foi firmado em

1980. Até aquele ano, a água e

o esgoto eram gerenciados pela

autarquia pública, pela Codemar,

agora a Sanepar tem

que devolver o serviço ao município,

fim da história.

• GUARDA MUNICIPAL

O FATO MARINGÁ: O Secretário

Padilha nos disse

em entrevista que a prefeitura

pretende enviar à câmara,

um projeto de lei complementar

sobre o estatuto da

guarda municipal que prevê

entre outras coisas, plano de

carreira, de cargos, ouvidoria,

corregedoria. Isso tudo

precisará de um orçamento

especifico ou não é assim? A

secretaria extraordinária de

segurança pública possui um

orçamento?

ULISSES MAIA: O orçamento

da Guarda Municipal já

quando nós assumimos a prefeitura,

estava incluso no orçamento

do gabinete do prefeito.

Agora para armar a Guarda é

necessário aprovar a lei complementar

na Câmara e isso inclui

a criação de plano de carreira,

corregedoria e tudo mais

e aí sim teremos um orçamento

especifico para isso.

O FATO MARINGÁ: O senhor

já sabe qual será o valor

do orçamento para a Guarda

Municipal?

ULISSES MAIA: Não sabemos

mas em breve teremos os

números.

Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá • 3

• ABERTURA DOS-

GRANDES SUPER-

MERCADOS AOS DO-

MINGOS E FERIADOS

O FATO MARINGÁ:

Como o senhor se posiciona

em relação a

abertura das grandes

distribuições aos domingos

e feriados?

ULISSES MAIA: Me

posiciono como me posicionei

desde o início dessa discussão.

Não é algo que deve ser

estabelecido pelo executivo e

nem pelo legislativo; será o judiciário

a estabelecer o que é justo

e nós como poder público vamos

acatar.

• OBRAS DO CONTORNO SUL

O FATO MARINGÁ: “Esse

problema existe há 30 anos.

Nós conseguimos viabilizar

junto com os vereadores 13 milhões

de reais e vamos fazer

uma 'reforma boa' e já, neste

contorno sul. Primeiro Precisamos

fazer a licitação. Daqui

três meses começaremos a reforma.”

Essa frase é sua prefeito,

o senhor disse isso no

dia 21 de março lá no Cidade

Alta, em ocasião do Prefeitura

no Bairro, mas já se passaram

5 meses e nada de licitação

e nem de obra.

ULISSES MAIA: Sim, mas nós

estamos dentro dos prazos. Veja,

são muitas empresas que

querem participar dessa licitação

e normalmente uma abertura

de licitação demora no mínimo

três meses mas pode demorar

até seis meses.

O FATO MARINGÁ: E sobre

o anteprojeto do contorno

sul que contempla a inclusão

de viadutos, galerias, em resumo,

aquele mais completo,

não seria oportuno esperar

e usar esses 13 milhões

nessa obra?

ULISSES MAIA: Absolutamente

não. Com esses 13,4 milhões

conseguiremos melhorar

e muito o asfalto do contorno

sul e isso vai melhorar

muito o tráfego e diminuir o

risco de acidentes. Sobre o anteprojeto,

temos problemas

com o DENIT mas já estamos

resolvendo tudo. Essa obra é

que inclui a construção de pistas

duplas, acostamentos, 7 viadutos,

galerias de águas, drenagem,

em resumo: tudo aquilo

que o atual não tem. É uma

obra muito cara, custará 240

milhões de reais.◆


4 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

OS 71 ANOS DA

VILA OPERÁRIA

Da Redação

Foto:

Daniel Mattos

“Homens, mulheres. Operários deram vida à Vila que

nasceu de uma esperança. O ouro verde, o ouro branco,

a fartura, cresceu tão bela, tão Imponente.

Vila Operária, orgulho de sua gente.”

MARINGÁ • Ainda com o espírito das palavras de Tereza Baldo na composição do Hino da

Operária, pioneiros da Zona 3, tomaram conta da Av. Paissandu na manhã de Domingo (19

de agosto). O Desfile Cívico que marcou os 71 anos de criação da Vila mais famosa de Maringá,

foi uma festa de cores e lembranças.

Ortílio Carlos Vieira, mais conhecido

como Tilinho, é um dos líderes do

Esporte Clube Operário, Time de Futebol

que representa o bairro há mais de

40 anos. Antes dele, um outro Operário

havia deixado de existir para fazer

parte de uma fusão que deu vida ao

Grêmio de Esportes Maringá.

“A Operária e o Operário significam

muito para mim; elevamos o

nome da Vila pois fazíamos frente

até aos juniores do Grêmio. Eu

agradeço muito à Vila Operária

porque através dela, fiz muitos

amigos na cidade inteira e cheguei

até a trabalhar no futebol

profissional por 9 anos.”

Bento Sala, morador há 66 anos e Tereza Baldo, moradora há 64 anos, que é também compositora

do Hino da Vila Operária.

“A gente já tem raízes aqui na Vila Operária. Cheguei aqui em 1952. Não tinha nada, só

galhos queimados sobre a terra vermelha e algumas casas de madeira, mas era muito

bonito. Parabéns aos homens que desbravaram e que a fizeram bonita como hoje.”

João Barbosa da Silva, mora

na Rua Inhaúma há 60 anos

e trabalhou 50 anos como

feirante.

“Naquele tempo, a Avenida

Brasil era de paralelepípedos,

o resto nem isso tinha e

as cercas eram de ripas.

Nossa diversão era ir ao velho

Cine Horizonte. Não

quero sair nunca daqui.”◆

Use o Leitor de Código

(QR Code), em seu

celular para ler a

matéria na integra.

No QR CODE, galeria de fotos

do desfile e o Hino completo

da Vila Operária


Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

PREFEITURA DE MARINGÁ DESTACA

89 OBRAS EM ANDAMENTO

Ligiane Ciola

MARINGÁ • Durante o café com a imprensa (16/08), o prefeito Ulisses Maia enfatizou investimentos em obras citando

89 projetos em andamento que somam R$ 260 milhões.

Ulisses Maia falou sobre os investimentos e ressaltou a economia com as licitações, citando a do aeroporto que de R$

105 milhões caiu para R$ 82 milhões, e a do terminal intermodal com economia de R$ 15 milhões. “Os investimentos de R$

260 milhões são 20 % de nossa receita corrente líquida. Esse percentual

é um sonho para muitas prefeituras do país”, destacou o prefeito.

Ainda sobre as obras, Maia lembrou que obras como a do Terminal

Intermodal estão dentro do prazo (setembro de 2019).

Com relação aos viadutos do Contorno Norte, explicou que o cronograma

depende da burocracia do Departamento Nacional de

Infraestrutura de Transportes (DNIT). Alterações nos anteprojetos

e mudanças na direção do órgão tem dificultado o processo.◆

VAGAS ABERTAS PARA CURSOS DE

MANICURE/PEDICURE E SOBRANCELHA

Ligiane Ciola

MARINGÁ • Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) continuam com vagas abertas para os Cursos de

Manicure e Pedicure e Design de Sobrancelha.

As capacitações são gratuitas e destinadas a famílias de baixa renda de Maringá.

A promoção é da Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (SASC), em parceria

com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

As inscrições são reservadas a adultos e menores com idade igual ou acima de 16 anos; nesse caso é necessário apresentar

a autorização do responsável legal.

As matrículas são realizadas nos CRAS. É necessário apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço e de

renda. Os alunos terão o benefício do vale-transporte e receberão certificado após a conclusão das aulas. As inscrições

são limitadas ás cotas preestabelecidas.◆

• Curso de Manicure e Pedicure

1 Turma: 11/09 a 22/10/2018

Público-alvo: Maiores de 18 anos

• Curso de Design de Sobrancelha:

3 Turmas: 10 a 14/09 | 15 a 19/10 | 05 a 09/11/2018.

Público-alvo: Maiores de 16 anos (c/ autorização de responsável legal)

Local: SENAC Maringá - Av. Colombo, 6225 - Zona 7 - Maringá - PR

Inscrições: CRAS de Maringá + Informações: SASC: (44) 3221-6440

Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá • 5

coluna

LIGIANE

CIOLA

NOITE DE ORAÇÃO PELA PAZ

O Grupo de Diálogo Inter-religioso convida a comunidade

a participar da 15ª edição da Noite de Oração pela Paz.O

evento acontece dia 21 de setembro, as 20h no Auditório

Dona Guilhermina que fica na Avenida Tiradentes, 740.

FESTIVAL NIPO-BRASILEIRO DA ACEMA

Vem aí o tradicional Festival Nipo Brasileiro da ACEMA. O

Asilo Wajunkai, com apoio do templo Nippakuji, participará

com sua tradicional barraca. O Festiva começa dia 6

de setembro e prossegue até dia 16.

CASA DI NONNA GANHA PRÊMIO

Os amigos André Conde e Viviane Farias festejam a conquista

de um prêmio que certifica a qualidade da comida

que o Restaurante CASA DI NONNA oferece todos os dias a

seus clientes. O Casa di Nonna foi aparece como melhor

restaurante self-service na pesquisa realizada pela empresa

“Excelência”.

MESA REDONDA

A Arquidiocese de Maringá através da Aras / Cáritas, promove

dia 26 de setembro a partir das 20h, no Auditório

Dona Guilhermina, uma Mesa Redonda que terá como tema

“Agrotóxicos - Envenenamento da Casa Comum”. Em

ocasião da Mesa Redonda, será feita uma coleta de assinaturas

em apoio ao Programa Estadual de Redução de

Agrotóxicos (PROERA) e a proibição da pulverização aérea

no Estado do Paraná. O Auditório Dona Guilhermina fica

na Avenida Tiradentes, 710. Toda a comunidade é convidada

a participar.◆

CADEIRAS MOTORIZADAS

SÃO DOADAS AO PROVOPAR

Os três equipamentos vão ser emprestados à

pessoas paraplégicas e tetraplégicas de

Maringá e região

Marcelo Bulgarelli

MARINGÁ • Criar possibilidades para uma pessoa se envolver em tarefas simples da vida

diária. Na segunda-feira ( 27 de agosto) a presidente do Programa do Voluntariado Paranaense

- PROVOPAR, e primeira dama de Maringá, Eliane Maia, recebeu três cadeiras motorizadas

avaliadas em R$ 30 mil. Elas vão ser emprestadas às pessoas paraplégicas e tetraplégicas

da cidade e outros municípios da região.

A doação foi realizada pela concessionária de rodovias Viapar, empresa responsável pela

administração do Lote 2 do Anel de Integração do Paraná, com trechos nas regiões Norte,

Noroeste e Oeste do Estado. “Além de obras e serviços realizados nas estradas acredito na

importância dessa parceria, que vai beneficiar pessoas carentes ao longo da nossa malha”,

finalizou o presidente da concessionária VIAPAR, Guilherme Nogueira.

Atualmente, 230 instituições estão cadastradas no Provopar, que realiza a média de 40

atendimentos por dia.◆

Serviço: A sede do Provopar de Maringá fica no 1º andar do paço da prefeitura municipal. Mais informações

pelo telefone (44) 3221-1508.


FALE DIRETAMENTE COMIGO:

Se quando estamos sozinhos

enfrentamos dificulda-

6 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

SOU CEGO , MAS...

Ligiane Ciola

MARINGÁ • Fui conhecer

os alunos de uma das várias salas

especiais da rede pública de

ensino para pessoas que possuem

graus diferenciados de visão,

pessoas com baixa visão ou A maioria das pessoas, Inclusão Social de Cegos e Portadores de Baixa Visão, depende...

até completamente cegas. não sabe como agir quando

Cheguei a sala especial da se depara com um cego ou

Escola Municipal de Ensino portador de baixa visão que

Fundamental Kennedy num tem que por exemplo, atravessar

uma rua. Normal-

dia chuvoso, o que impediu

que vários alunos viessem a mente, as pessoas ficam em

escola. Encontrei Celso Yoshida

e Fabrício Batista de Pai-

tudo sozinhos, o que não é

silêncio e nos deixam fazer

va que estavam a estudar para

um Concurso Público da guém tenta nos ajudar e o

bom, pior ainda é quando al-

Prefeitura de Maringá. As outras

pessoas que encontra-

Chegam sem falar nada,

faz em modo errado.

mos, foram Silvia de Oliveira, nos pegam pelo braço e nos

professora auxiliar e também arrastam consigo, tudo isso

portadora de baixa visão e Lettícia

Farias, Professora titular única palavra. Sabemos que

as vezes sem nos dirigir uma

na Escola do Mandacaru. não é culpa deles mas da falta

de informação, de igno-

Do encontro com todos

eles extraí relatos que dão indicação

sobre como ajuda-

pessoa age assim, nos tira torância

mesmo. Quando uma

los sem ter que fazer grandes da a sensibilidade e nos expõe

a riscos como quedas.

esforços.

“Se vocês entendessem a Qual é o jeito certo? Comece

pelo diálogo, afinal so-

vida de quem enxerga o mundo

em modo diferente, passariam

a não temer de nos ajular

e ouvir. Um bom início,

mos cegos mas podemos fadar

nas tarefas que para vocês

são muito simples, mas chamo fulano”, responde-

seria um “oi ou bom dia, me

Fabricio Batista de Paiva, Letticia Farias, Celso Yoshida e Silvia de Oliveira na Sala Especial da Escola Kennedy do Mandacaru.

que para nós, são sempre ríamos em modo gentil e então

você nos perguntaria: baixa visão, deveria ser uma fiquei com complexo de infe-

auxilie, quando a gente está

cegueira assim como dos de olho direito. Foi muito difícil, des para encontrar quem nos

complexas apesar de toda a

habilidade que desenvolvemos

com o passar dos anos. ríamos a você de estender o vel de visão minimamente mas superei tudo e fui me po de problema; Um dia des-

Como posso te ajudar? Pedi-

meta para quem tem um nírioridade

por um bom tempo acompanhado surge outro ti-

braço deixando-nos seguralo,

desse modo você poderia por tudo, muito obrigado.” Infelizmente a pouca vinhado

de um amigo e o farma-

normal. Nós agradecemos adaptando aos poucos”. ses fui a farmácia acompa-

nos guiar em modo seguro.

CELSO YOSHIDA: “NINGUÉM são que mantive após a cirurgia,

foi se reduzindo aos pou-

eu precisava, foi nesse mocêutico

perguntou a ele o que

Quando uma pessoa PODE ENTENDER O QUE PAScompreende

isso e age de SAMOS. SÓ QUEM VIVE NA PE- cos, até que aos 25 anos fiquei mento que o interrompi dizendo-lhe

que podia perguntar di-

consequência, rompe uma LE, SABE O QUANTO É DIFÍCIL, completamente cego.“Se penso

ao nível de visão que eu tiretamente

a mim. Ele se des-

barreira estabelecendo uma MAS EU NÃO DESISTO JAMAIS”.

relação que acolheríamos

Eu sou Celso Yoshida, tenho

44 anos, nasci com “baixa do, e também um grau muije

sempre que vou à farmácia,

nha, só 5% no olho esquerculpou,

fizemos amizade e ho-

imediatamente como amizade,

produzindo para si

visão” e minha deficiência foi diagnosticada

aos 4 meses de ida-

me permitia de enxergar pra-

Compreendo o constrangito

forte de miopia que não ele já sabe como deve agir.

mesma conhecimento, que

lhe serviria seguramente em

de. Aos 4 anos, com o agravamento

do problema, tive que dizer que levo uma vida me-

que é recíproco, se amanhã eu

ticamente nada, hoje posso mento das pessoas e garanto

uma futura experiência com

outros cegos. Pense como seria

legal.

passar por uma cirurgia em lhor sendo completamente tiver que ir a outra farmácia

Campinas para corrigir um grave

descolamento de retina, que o que passamos. Só quem vive tar o mesmo problema.

cego. Ninguém pode entender ou comércio, terei que enfren-

Na segunda vez que nos

encontrássemos, você já saberia

meu nome e como me

evitou que eu perdesse completamente

da visão. “Mantive a mas eu NÃO DESISTO

na pele, sabe o quanto é difícil,

ajudar no mesmo tipo de situação

e também em outras.

visão com o olho esquerdo JAMAIS.”

Celso Yoshida: aos 25 anos,

perdeu totalmente a visão.

mas acabei ficando cego do

O desejo dos portadores de

ME AJUDE A SUBIR NO ÔNIBUS:

Em 2013, comecei a frequentar

a Escola Kennedy do

Mandacaru e muitas vezes me

desloco de casa até a escola

com meios públicos de transportes.

Estou habituado, algumas

pessoas já se acostumaram

com a minha presença e

até me oferecem uma mão,

mas nem sempre foi assim, e

nem todos os cegos conseguem

reunir forças para enfrentar

as dificuldades.

ME AJUDAR A ENCONTRAR O

PRODUTO QUE PRECISO:

A mesma coisa acontece

nos supermercados. Aqui no

Mandacaru, sempre que vou

ao supermercados tem um funcionário

que me acompanha

pegando os produtos e dizendo

os preços de cada coisa,

mas não é assim em todo lugar.

Há pessoas porém que

são muito sensíveis. Outro

dia fui comer em um restaurante

que fica bem perto da

escola e todos foram tão gentis,

ao ponto de me perguntarem

se eu gostaria que o bife

fosse cortado em pedaços

para que eu não tivesse dificuldades.

É disso que precisamos.

Paciência e gentileza.

O encontro que tivemos

com a Professora Silvia foi

surpreendente, pois não sabíamos

que ela era portadora

de baixa visão. Ao

contrário do que acontece

com uma pessoa que nada

vê, no caso de Silvia, quase

impossível perceber sua deficiência.

“Esse handicap positivo

muitas vezes se transforma

em negativo em questão de segundos.

Eu não uso bengala,

bem por isso, as pessoas não

percebem que tenho um grau

de deficiência altíssimo.

Não é raro que alguém

me questione por exemplo,

porque estou na fila preferencial

de um banco. Pior ainda

é quando tenho que atravessar

a faixa de pedestres, já

aconteceu de motoristas me

hostilizarem por não saberem

de estarem diante de

uma pessoa que não vê o mundo

como eles, e que portanto,

deve atravessar a estrada lentamente,

na esperança que

nada de ruim aconteça; Vivo

as duas faces da moeda. Sou

formada em Letras com especialização

em Educação Especial

mas também tenho uma

deficiência visual.”

LIGIANE CIOLA: Mais do

que Auxiliar, você é uma Professora

Especialista? ▶


Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá • 7

PODE FALAR COMIGO

também da consciência de quem tudo pode ver.

Fabricio Batista de Paiva: portador de baixa visão.

LETTICIA FARIAS: “APRENDO

MUITO COM ELES”

A professora Lettícia Farias

trabalha há quase dois

anos com portadores de deficiência

visual na sala especial

na Escola do Mandacaru,

na verdade ela trabalha com

educação especial desde que

em formou em 2008. A experiência

adquirida nos doa

conselhos importantes sobre

como devemos nos relacionar

com as diferenças:

“Sempre trabalhei com

educação especial, deficiência

cerebral e outros

transtornos, meu foco sempre

foi Educação Especial.

Temos que ter em mente

uma coisa muito importante.

Devemos nos policiar cada

vez mais para compreender

e atender essas pessoas.

Todos nós deveríamos

estarmos atentos a isso”.◆

▶ CELSO YOSHIDA: Podemos

dizer que sim, enxergo somente

8% e só com o olho direito. Normalmente,

as classes não tem

professores auxiliares. Os titulares

tem que se arranjar sozinhos.

Eu atuo como tal há 5

anos, pois passei em um concurso

e pedi para a Escola me colocar

para trabalhar nesta sala e

eles deixaram. Pouca gente sabe,

mas muitas escolas públicas

possuem salas especiais destinadas

a crianças portadoras de

deficiências visuais e auditivas.

Na verdade esse tipo de escola

ainda é pouco divulgada, há

pessoas que poderiam usufruir

e não sabem que existe. Eu

mesma estudei em uma escola

normal e foi muito difícil. Tenho

baixa visão desde bebê e

aprendi a me virar sozinha.

LIGIANE CIOLA: Você estudou

em escola particular?

CELSO YOSHIDA: Sim, infelizmente,

porque as particulares

não oferecem adaptações

para alunos com deficiência visual

e outros tipos de deficiências.

Pelo menos no meu tempo

foi assim, só depois ficamos

sabendo, que eu deveria ter estudado

em escolas públicas como

a Kennedy, que tem turmas

especiais e professores

preparados para atender nossas

necessidades.

Só a escola pública faz isso,

faz de graça e entende que

por exemplo, pessoas com baixa

visão usam óculos que auxiliam

na definição e nas cores

dos objetos, mas que não aumentam

a visão. É importante

que as pessoas compreendam

o nosso mundo. A adaptação

de uma criança de baixa visão

na escola é mais difícil do que

a de um cego, pois para o cego

existe o método especifico e já

os alunos de baixa visão ficam

“escondidos” na sala e acabam

não pedindo ajuda.

Muitos alunos especiais

desistem de estudar e muitos

professores não conseguem

prosseguir com o trabalho pois

todos os dias precisam superar

barreiras diferentes que

não existem no mundo dos

que veem perfeitamente. Depois

tem a faculdade e o mercado

de trabalho, que só com muita

força de vontade para enfrentar

sem desistir. Entre os motivos

que levam tantos cegos e

pessoas portadoras de baixa visão

a desistirem, está a dificuldade

econômica das famílias

que matriculam os filhos, mas

depois não conseguem trazelos

e busca-los todos os dias.

Tudo isso custa e estamos falando

de famílias de baixa renda.

Fiz todos meus estudos sem

nenhum tipo de adaptação. Na

faculdade eu tinha direito a

adaptações mas todas as vezes

que eu requisitava algo, chegava

na hora me diziam: “Esquecemos

de trazer o seu material”.

Ás vezes se tratava somente de

impressão com letras maiores

e mesmo assim, eu não era

atendida, assim tinha que me

sentar junto com uma colega

que me ajudava e as vezes o professor

me ditava os textos.

FABRÍCIO BATISTA DE PAIVA:

“Sou um portador de baixa

visão, uso bengalas e na verdade

não enxergo praticamente

nada. Tive uma atrofia

nos nervos dos olhos por causa

de uma paralisia cerebral.

Tenho que continuar a ler para

que os nervos dos olhos se

acomodem, pois isso me faria

perder o pouco que enxergo.

Fiz dois concursos para

agente administrativo na área

de educação mas não passei,

fiz também um vestibular na

UEM, porém fiquei muito feliz

com os resultados que obtive.

Quando chego em um ambiente

novo, tenho dificuldades

para me localizar e tendencialmente

me retraio dos

relacionamentos, por isso procuro

ser bem expansivo para

não me sentir bloqueado. Nós,

que temos baixa visão, enfrentamos

problemas diferentes

dos cegos até mesmo nas relações

com o poder público.

Entendemos que falta

boa vontade em nos oferecer

ocasiões de trabalho. Eu gosto

de operar o rádio amador e

gosto muito de me comunicar.

Há tantas coisas que poderíamos

fazer no contexto

do trabalho mas as pessoas

nos veem como problemas e

acabamos sempre excluídos,

pois o papel aceita tudo, nele,

escreveram que a sociedade

tem o dever de facilitar a nossa

inserção na vida profissional

mas infelizmente tudo

acaba ficando no papel.”

QUAL A IMPORTÂNCIA

DO ESCAPAMENTO

PARA O SEU CARRO?

Você roda com o seu carro todo dia e nem lembra que ele existe até que começa

a escutar aquele barulhão de ronco ou vibrações indesejadas: o escapamento está

com problema!

Os dois principais objetivos dos escapamentos são a eliminação de gases e a redução

significativa de ruídos, ambos produzidos pelo funcionamento do motor.

O sistema de exaustão, na maioria dos carros é composto dos seguintes itens:

• COLETOR ou CANO MOTOR: é a peça que sai do motor e coleta os gases produzidos

pela queima de combustível;

• CATALISADOR: auxilia na regulagem do carro e filtra os gases poluentes e os

transforma em gases inofensivos / vapor d'água, além de reduzir o nível de ruído

do motor;

• FLEXÍVEL: malha de aço maleável que reduz a vibração do motor e, consequentemente,

aumenta a vida útil do escapamento;

• ABAFADOR e SILENCIOSO: são os principais responsáveis pela eliminação

dos ruídos graças aos seus sistemas internos de câmaras refletivas / absortivas.

Por trabalharem mais frias são as peças mais comuns de apresentarem problemas

corrosivos, por causa do excesso de água presente no combustível. Além disso,

borrachas, juntas de vedação e abraçadeiras também fazem parte do sistema

de exaustão e devem ser trocadas sempre que necessário para aumentar a vida útil

do escapamento.

Na Joia Escapamentos você encontra a mais completa linha de escapamentos

para veículos nacionais e importados. Faça periodicamente a revisão do escapamento

do seu carro: na Joia Escapamentos ela é feita na hora e não custa nada.

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8 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

ZÉ DUARTE • MÚSICA COM CAFÉ

Entre um café e outro, percussionista do histórico Trio Kaza sonha com a volta do grupo

Ligiane Ciola

MARINGÁ • José Carlos

Duarte é da turma que veio

ao mundo em 68, nasceu na

pequena Lucélia - interior de

São Paulo e só se transferiu

para Maringá aos 20 anos, depois

de passar no vestibular

da UEM e ingressar no curso

de zootecnia. Apesar da timidez,

o jovem careca cabeludo

logo se enturmou com os músicos

que tocavam nos bares

do entorno, e foi assim que

começou a despontar musicalmente

o percussionista conhecido

como Zé Duarte.

Clube da Esquina, Último

Gole e Free, são nomes de alguns

dos bares noturnos que

o viram aprimorar sua técnica.

Eclético e criativo, logo

chamou a atenção de músicos

que viraram colegas, viraram

parceiros musicais e viraram

amigos. "O Moacir Filho

(referindo-se ao cantor, compositor

e professor universitário)

foi um dos primeiros a

me dar uma chance. A parceria

com ele foi uma honra,

me apresentou a noite maringaense.”

Trio Kaza - duas formações

sem mudar a harmonia

- Zé Duarte relembra o Trio

com olhos lúcidos de quem

luta para não deixar escapar

uma lágrima.

“O Trio nasceu em 1998

com Paulinho Schoffen na

guitarra e violão, Theodoro

no baixo e comigo na percussão.

Em 2000 o Theodoro deixou

o grupo para fazer sua especialização

em uma Universidade

em outra cidade, e foi

ai que convidamos o Ronaldo

Gravino para substituí-lo.

Foi tudo ótimo sempre,

pois o Gravino, além de excelente

músico é também

um experiente produtor e

havia realizado nosso primeiro

cd.” Com o Trio, diz

Zé Duarte, “abrimos shows

de artistas importantes como

Marcelo Nova e Belchior

em 2000 e 14 BIS, Osvaldo

Montenegro, Zé Ramalho

e Zé Geraldo no ano seguinte.

Foi o ápice. Uma

das recordações mais queridas

que tenho, e que tocar

no Kaza me proporcionou,

é do dia em que estávamos

nos bastidores do show do

Geraldo Azevedo.

Após nossa participação

no show de abertura, me convidaram

para tocar com ele,

minhas pernas tremiam, deu

tudo certo, mas quase morri.”

OUERO CAFÉ!

Jornalista Luiz Fernando Cardoso lança

seu segundo E-book

Seu primeiro E-book:

“Orfeu e Violeta:

E outras histórias

lá de Pato Branco”

Da Redação

“Quero Café!” traz 27 crônicas

publicadas entre 2008 e 2013,

além de um recente texto:

“Sonhei com o Corinthians”.

A maioria dessas crônicas é

ambientada na redação de

um jornal de Maringá e nos

relacionamentos de um grupo

jornalistas.

Algumas crônicas, como já

sugere o nome do livro, se

passam em cafeterias da

cidade.

“Quero Café!" é o segundo

e-book da trilogia.

O primeiro foi “Orfeu e Violeta:

E outras histórias lá

de Pato Branco”, que teve

boa aceitação, tanto que

chegou a liderar a categoria

dos e-books mais

vendidos de crônicas da

Amazon.◆

Zé Duarte e Belchior (2000)

O percussionista apaixonado

narra também o encontro

com o autor de Disparada.

Theo de Barros o assistiu tocar

e depois lhe disse: “Nunca

pare de tocar, você tem o brilho

e alma de músico.”

Ana Paula Machado Velho

Mas o Zé parou em 2006,

só profissionalmente. Naquele

período, o mercado

profissional das bandas MPB

começava a perder mercado

para subgêneros e modices, e

o músico Zé Duarte não encontrando

apoio, decidiu sabiamente

dedicar o mesmo

grau de talento em outros setores

profissionais. Fez escola

de gastronomia, aprendeu

muitas coisas sobre o comércio

e hoje é dono do CAFE DU

ZÉ, no Shopping Mandacaru.

O encontro com esse músico

em letargo foi um bom

papo com um excelente café.

Posicionado no hall de entrada,

em frente às escadas

rolantes, o Café Du Zé é uma

tentação para os passantes.

Aqui, o café é do tipo bebida

e o pão de queijo é divino.

Falo só daquilo que mais consumo,

mas nos meus planos

está comer também tapiocas,

tortas salgadas e doces. Tudo,

com cordial atendimento, dele,

de sua esposa Elaine de Oliveira

e de seu sobrinho Gustavo.

Entre um café e uma história,

Zé Duarte folheia seu

book recheado de fotos e recortes

de jornais que sozinhos,

contariam muito bem

suas histórias, mas não nos

emocionariam, já o Zé sim.

Em tempo: Zé Duarte, o

percussionista, já está cedendo.

No mês passado, no

show do dia dos pais que

aconteceu na praça de alimentação

do shopping, o Zé

tocou com os músicos e amigos

Enéas e Tijolo.

A vontade do Zé é ajudar a

organizar eventos musicais de

qualidade e quem sabe, deixar

que o destino faça o resto.

Antes de me despedir o

Zé disse: “A música não sairá

jamais da minha vida.”◆

Use o Leitor de Código

(QR Code), em seu

celular para ler a

matéria na integra.

JOHREI CENTER

PROMOVE O

DIA DO BELO

MARINGÁ • No final deste mês, dias 29 e 30 de setembro, o Johrei Center de Maringá

vai promover um evento para toda a comunidade maringaense. Trata-se do Dia do Belo.

O objetivo é propiciar momentos de alegria e bem-estar para as pessoas, por meio de manifestações

artísticas.

O Johrei Center é ligado à Fundação Mokiti Okada, da Igreja Messiânica Mundial do

Brasil. Para a instituição, apreciar o belo e promover manifestações artísticas é uma das

colunas de atuação dos messiânicos.

O objetivo dos membros é mudar o mundo, mudando a energia do ambiente. Segundo

os ensinamentos, quando apreciamos coisas bonitas, energias positivas também passam a

se manifestar e isso se torna um circuito do bem, do amor, do bem-estar, através do belo.

Desta forma, no último fim de semana de setembro, o Johrei Center estará recebendo

artistas, artesãos e a comunidade em geral de Maringá. Haverá exposições de arte, de

flores, dança, teatro, artesanato, oficina de Ikebana (arte de vivificação da flor) e de horta

caseira, entre outras atividades.

No sábado, dia 29/09, a programação acontece de 9h da amanhã às 18h.

No domingo, dia 30/09, a programação acontece de 9h da amanhã às 16h.

Quem precisar de mais informações sobre o evento deve ligar para o Johrei Cente:

Telefone: (44) 3222-9486.


Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá • 9

EOUIPE MARINGAENSE CONOUISTA

TERCEIRO LUGAR NA SEGUNDA ETAPA

DA COPA SUL DE GOALBALL

Da Redação

MARINGÁ • O time maringaense AMACAP / UNIMED participou nos dias 11 e 12 de

agosto da segunda etapa da Copa Sul de Goalball.

A equipe maringaense voltou para casa com a medalha de bronze. No primeira etapa disputada

em abril, os maringaenses conquistaram o ouro.

Com os resultados das duas etapas que aconteceram em Florianópolis - SC, o time segue

com chances de vencer o circuito em segundo lugar na competição.

De acordo com o atleta e coordenador da equipe, Ricardo Alexandre Vieira, ao fim das

três etapas será feita uma somatória para saber quem será o campeão geral. “Isso quer dizer

que ainda temos chances de vencer a competição. Estamos otimistas”, diz.◆

Foto: WHSV-TV / E.U.A.

Sobre o Goalball

O Goalball é um jogo em que atletas cegos ou

que têm baixa visão têm que arremessar a bola

com o intuito de fazer gol no time adversário.

A quadra da modalidade tem o mesmo tamanho

da quadra de vôlei e a bola é semelhante à de

basquete, mas com um guizo que faz barulho

conforme os movimentos, e isso ajuda os joga

dores a encontrá-la durante a partida.

Fonte: Agência Textual Comunicação

CARTUNISTA KALTOÉ

NO MUSEU

ESPORTIVO

DE MARINGÁ

Antônio Roberto de Paula, Diretor do Museu e o

Cartunista Luíz Carlos Altoé.

IPP BRASIL DE CURITIBA

CONOUISTA A SEGUNDA ETAPA

REGIONAL DE PARAVÔLEI,

MARINGÁ É TERCEIRO

Da Redação

MARINGÁ A segunda etapa Regional Sul que aconteceu nos dias 11 e 12 de agosto no

Ginásio Valdir Pinheiro, na Vila Olímpica. Terminou com a vitória do IPP Curitiba, seguido

pelo Círculo Militar, com Maringá em terceiro e Paranaguá em quarto lugar.◆

Da Redação

MARINGÁ • O Museu Esportivo de Maringá conta agora com 10 trabalhos do Cartunista

Luíz Carlos Altoé, o Kaltoé. A inauguração do espaço aconteceu dia 14 de agosto e os

trabalhos ficarão em exposição em modo permanente.

O Museu Esportivo fica na Rua Pioneiro Domingos Salgueiro, 1415, esquina com a Avenida

Carlos Borges, no Jardim Guapore.◆


10 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

DISTRITO DE IGUATEMI RECEBE

SESSÃO DA CÂMARA MUNICIPAL

Escola Estadual Rui Barbosa recebe Brasão do Município nos seus 60 anos de existência

Ligiane Ciola

Diretor Marcos Wagner Skaraboto Lopes recebendo a homenagem, das mão de Onivaldo Barris.

IGUATEMI • A Quadra Esportiva do Colégio Estadual Rui

Barbosa do Distrito de Iguatemi, foi sede da Câmara Municipal

de Maringá na noite de quinta-feira, 30 de agosto.

A Sessão no Distrito, atendeu ao pedido do Vereador Onivaldo

Barris e contou com maciça participação da comunidade

que lotou a quadra esportiva. Faltaram cadeiras, mas isso

não é uma crítica.

Emocionado, Barris, vereador pelo distrito, foi encarregado

pelo Presidente Mário Hossokawa, de discursar antes

da entrega do Brasão à instituição de ensino.

O vereador, abriu seu discurso citando José Diniz Neto, primeiro

diretor do então Grupo Escolar Rui Barbosa; lembrou ainda

que ele mesmo, foi aluno da instituição na década de 1960.

A O FATO, antes da Sessão, ressaltou a importância das

sessões itinerantes: “As sessões itinerantes são muito importantes,

hoje, ainda mais, pois a escola onde estamos, existe

há 60 anos e merece receber o Brasão do Município de Maringá.

Por isso estamos aqui, para reconhecer os relevantes

serviços que a escola presta à população”.

A honraria, foi entregue ao atual diretor, Marcos Wagner

Skaraboto Lopes, que lembrou: “As fundações da Escola e do

distrito de Iguatemi, não coincidem. A Escola chegou primeiro,

porque para que fosse criado um distrito, era necessário

garantir acesso à educação”.

Além do Brasão à instituição, a Câmara também homenageou

todos os diretores que passaram pela instituição com

o título de Mérito Comunitário.◆

Vereador Onivaldo Barris.

Use o Leitor de Código

(QR Code), em seu

celular para ler a

matéria na integra.

Quadra Esportiva do Colégio Estadual Rui Barbosa do Distrito de Iguatemi-PR.

Vereadoes presentes.


Ano 1 • Edição 9 • Setembro de 2018 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá • 11

O AMOR, A SABEDORIA E O PODER DE DEUS SERVEM PARA

LIMPAR O NOSSO CORAÇÃO, O NOSSO MUNDO INTERIOR

Nilson Pereira

Os Mestres ensinam

que precisamos ENTRAR

totalmente dentro de nós,

ouvir a voz do coração. Essa

é a regra. Assim, entrando

dentro de nós, mudando a

nossa forma de pensar, corrigindo

os nossos sentimentos,

renovando o nosso

íntimo, mudaremos o placar,

o resultado da nossa

existência no jogo da vida.

Igual no futebol, dentro

de nós, temos um campo,

um local para desfilar nossas

habilidades e talentos.

Também existe, dentro de

nós, a formação da barreira,

dos bloqueios. Há adversários,

elementos que jogam

contra, coisas do ego / personalidade.

É preciso planejar, adotar

estratégias de defesa e

ataque; existe torcida a nosso

favor e também contra

nós. O adversário, o esforço,

a superação, servem como

estimulantes... Ajudam a formar

o craque, driblando a

tendência do conformismo.

DENTRO & FORA:

Temos o mental, o emocional,

o espírito, a psicologia

e, claro, o físico. Nossos

pensamentos, sentimentos,

memórias, crenças, hábitos,

comportamento, tudo, tudo

isso vai formando uma teia,

uma rede. Nessa rede estamos

ligados, conectados.

A bola, a esfera, essa figura

representa o círculo

da Lei de ação / reação em

movimento, rolando no gramado

da vida material, o

tempo que estamos em campo

aqui na terra.

O círculo da vida é sempre

movimentado através

dos nossos pés, dos nossos

passos no caminho, com as

nossas pernas. Resumindo:

através do nosso jeitão de caminhar

pela vida.

A bola tem dois aspectos:

fora e dentro. Dentro

o ar, o vazio oculto, não é

visível. Igual nossa vida. Vida

interior... Vida manifestada

fora.

Assim, a melhor tática,

o melhor esquema de defesa

e avanço, praticar o jogo,

é usar estratégia de limpar,

purificar o coração, sentir

Deus dentro dele. Receber

dele orientações, incentivo,

coragem, confiança e apoio.

DEUS DENTRO DO CORAÇÃO:

Um coração alegre, feliz,

vitorioso, é obtido pela

prática de pureza, paciência

e perseverança em todos

os momentos, instante

a instante. É a postura da vigilância,

do cuidado, mantendo

a guarda.

Afinal, a incapacidade de

perceber Deus dentro de nós,

só acontece, porque não percebemos

a cobertura suja em

que Ele está envolto. Essa é

uma falta grave de consciência

que provoca o cartão vermelho

e a expulsão da bemaventurança,

daí vem a barreira,

o bloqueio, o aumento

das dificuldades para fazer o

gol, ter motivos para comemoração,

celebrar a vida... Vida

em abundância.

Se nossas roupas ficarem

sujas, nós as trocamos

porque temos vergonha de

aparecer em roupas sujas. Se

a nossa casa, a nossa empresa

estiverem sujas, nós as

limpamos para que os visitantes

e os clientes não tenham

uma impressão ruim

de nós.

Mas quando nossas

mentes e corações estão poluídos,

nos sentimos envergonhados?

Não é ridículo que devamos

nos preocupar tanto

com a limpeza de nossas

roupas, de nossos lares, das

empresas, mas não estamos

preocupados, envolvidos

com a pureza de nossos corações

e mentes que afetam toda

a nossa vida, as nossas relações

por aqui?

Para purificar nossos corações

e mentes, os Mestres

ensinam destacando a primeira

coisa que devemos fazer:

levar uma vida justa.

Nossas ações, de acordo

com os Mestres, devem ser

baseadas na moralidade,

num conjunto de bons princípios.

Dar ênfase ao ser. Ser

para ter... Reto pensar, reto

sentir, reto agir.

Terminamos com as palavras

de Saint Germain: “O

descontrolado emprego do

pensamento e do sentimento

trouxe quase toda sorte de discórdias,

doenças e misérias.

Entretanto, poucos creem nisso,

e prosseguem continuamente

criando, pelo pensamento

e pelos desejos desenfreados,

o caos em seu próprio

mundo; eles poderiam,

tão facilmente como respirar,

inverter a situação usando

seu pensamento construtivamente

com a força motriz do

Amor Divino, e erigir para si

um Paraíso Perfeito...”

Muito obrigado! Deus

abençoe seus sonhos, seus

projetos, sua vida!◆

Ensinamentos da

Grande Fraternidade Branca

Contato: (44) 3028 6139

Foto: Androfroll

TEMOS RAZÕES PARA SERMOS OTIMISTAS, SOBRETUDO

EM OUESTÃO DE MUDANÇA DO PARADIGMA FINANCEIRO?

Henrique Borralho - jh_depaula@yahoo.com.br

(Parte II – Ver “Parte I” na Edição 5, página 9)

“Governo do BILDERBERG”

SÃO LUÍS DO MARA-

NHÃO • Na edição anterior

suscitei as correlações que

darão início ao reset econômico

global, ou, a redefinição

da moeda fiduciária que

permeia e controla o mundo

a partir do decreto FIAT, não

me refiro à empresa automobilística,

e sim, a instituição

dos bancos privados que

estabeleceram suas relações

a partir de ordenações, tais

como as que determinam

que uma dívida ou a emissão

de um papel moeda passam a

ter a correlação de um valor,

sem necessariamente estar

alicerçado em um lastro, como,

por exemplo: grama de

ouro ou mesmo litros de petróleo.

Exatamente!

Para além do problema

do capital volátil (tema de próximos

artigos), o mundo hoje

está assentado em uma ordem

financeira que foi estabelecida

por decretos de grupos

que definiram os jogos do

mercado, regularam seus princípios

e constituíram dividas

simplesmente impagáveis.

Basta ver os dados do FMI

para o ano de 2017: o somatório

de todos os PIB's de todos

os países da terra foi de

US$ 75 trilhões de dólares, já

o montante das dívidas com

o FMI é de US$ 90 trilhões.

Como tudo isso começou?

Há uma relação direta entre

a criação do Grupo Bilderberg

e o crash de Nova York

em 1929. O grupo Bilderberg

é responsável direto pela criação

do FED (Federal Reserve

Bank) e, ao contrário dos outros

países, é uma instituição

privada, oriunda da associação

dos 06 maiores banqueiros

internacionais: Paul Wauburg

(Rotschild Banker); Benjamin

Strong (Morgan Trust);

Abraham Piatt /Andrew (U.S.

Treasury); Frank Vanderlip

(Citybank); Charles Norton

(First National Bank); Nelson

Aldrich (Senator); J. P Morgan

(Tyycon).

O grupo Bilderberg foi instituído,

dentre outras coisas,

para definir as metas bancárias

dos EUA, e, consequentemente,

do restante do mundo.

Eles estão diretamente

envolvidos nas eleições dos

presidentes dos EUA e sua

pressão indireta é responsável

pelo grande Crash de

1929, ou a cognominada crise

de superprodução e a ordenação

FIAT.

Os integrantes do grupo

Bilderberg tiveram participação

direta nos grandes conflitos

mundiais ao longo do

século XX, I e II Guerras.

No caso da I Guerra, foram

eles que emprestaram US$ 2 bilhões

para Lênin e Stálin iniciarem

a revolução russa com o

propósito de retirada deste país

do conflito, garantindo a extensão

da guerra por mais dois

anos, 1917 e 1918, como de fato

ocorreu (ademais, a Rússia

era controlada pelos Czarianos,

adversários dos Illuminati),

além do crash de 1929,

quando o FED ordenou a retirada

de depósitos bancários aumentando

a crise.

Após a retirada dos depósitos

bancários e pelas consequências

da grande crise,

os bancos estadunidenses,

que antes tinham o caráter

regional e não recolhiam depósitos

ao Federal Reserve,

criado em 1913, a partir de

então passaram a fazê-lo.

A crise de superprodução

ocorreu porque findo o I Grande

conflito, as indústrias dos

países europeus paulatinamente

recuperam sua capacidade

produtiva e diminuíram

a demanda da produção estadunidense.

Resultado: com o

passar dos anos as empresas

estadunidense faturaram alto

no mercado de ações da bolsa

de valores e com a diminuição

drástica de pedidos ocorreu

a debacle de 1929.

No próximo artigo irei explorar

as relações diretas entre

a Grande depressão de

1929 e a farsa do atentado às

duas torres gêmeas do World

Trade Center, em 11 de setembro

de 2001.◆


12 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

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