009 - O FATO MARINGÁ - SETEMBRO 2018 - NÚMERO 9 (MGÁ 02)

ofatomandacaru

2 • Jornal Comunitário Metropolitano de Maringá DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • Setembro de 2018 • Edição 9 • Ano 1

PRESIDENTE DA CÂMARA ELOGIA TRABALHO DOS VEREADORES

MAS CRITICA ABERTURAS INDISCRIMINADAS DE CPIs

(44) 3029-1431

Av. Alziro Zarur, 702

Jd. São Jorge - Maringá

MARINGÁ • Mário Hossokawa

possui uma longa experiência

política. Entrou na

vida pública em 1983, foi Vice-Prefeito

na segunda gestão

de Said Ferreira (1993 /

1996), coleciona seis mandatos

de vereador, três dos quais

como Presidente da Câmara

Municipal. Além disso, assumiu

o cargo de Prefeito interinamente

em três ocasiões:

1994, 1996 e 2010.

Em 1996, Hossakawa não

concorreu a uma vaga na Câmara,

mas acabou trabalhando

na gestão de Jairo Gianoto

(1997/2000) como secretário

municipal.

Na gestão de Roberto Pupim

(2013/2016) ocupou a

chefia de gabinete por dois

anos e por outros dois anos

foi chefe do PROCON.

Na gestão atual, foi escolhido

novamente para exercer

o cargo de Presidente da

Câmara Municipal mas não

tem sido fácil, nem para ele e

nem para os outros quatorze

J. C. Leonel

vereadores. Todo esse

stress, que Mário

diz “não sentir”, talvez

tenha também influenciado

no seu estado

de saúde. Em

março desse ano,

Hossokawa teve que

se submeter a uma cirurgia

para implantar

pontes de safena e teve

que ficar trinta dias afastado

da Câmara.

J. C. LEONEL: A pauta da câmara

está bem carregada de

assuntos polêmicos, que demandam

atenção e recursos

especiais, como a CPI do

transporte público, a questão

da Sanepar, tem também

a CPI sobre um vereador,

além daquilo que deve chegar

do executivo, ou seja, Projeto

de Lei complementar sobre

o Estatuto da Guarda Municipal

que trabalhará armada

e terá orçamento próprio,

tem também a questão da lei

de abertura dos supermercados,

desentendimentos com

um veículo de comunicação

e no meio disso tudo, o senhor

ainda enfrentou problemas

de saúde. Tá difícil?

MÁRIO HOSSOKAWA: Eu

sempre penso que para ser presidente

da Câmara Municipal

em circunstâncias como essas

que você citou, é preciso experiência

e agir com naturalidade.

“Essas CPIs não dão em nada”, diz Mário Hossokawa

Eu sou Presidente pela terceira

vez e ajo com serenidade,

mas é lógico que não é fácil. Essa

questão dos supermercados por

exemplo, na época, quando foi

discutido e votado, eu estava licenciado

mas se eu estivesse

aqui eu teria votado contra.

Creio que o comércio deva

ter liberdade para abrir quando

quiser pois os grandes supermercados

geram muitos empregos.

Sou contra o poder público

interferir em questões administrativas

da iniciativa privada.

A única coisa que eu cobro,

e que os empresários respeitem

as leis trabalhistas. Sobre

a comissão processante do

vereador Marchese, está suspensa

temporariamente, está

no tribunal de justiça, porém

dia mais, dia menos, vai voltar

para a casa e aí, a Câmara vai

ter que delegar.

A comissão processante

vai ter que fazer o seu trabalho.

Sobre a CPI do transporte

público, eu disse para os colegas

vereadores: “É uma situação

muito delicada para a Câmara,

antes de mais nada porque

nós não temos técnicos para

analisar uma planilha de

custos e conseguir compreender

se o valor praticado ou requisitado

é justo”.

Nós não temos estrutura

para isso e além de tudo, quando

se fala de quebra de contrato

com a TCCC, no meu ponto

de vista, a Câmara não tem

poder para fazer isso, é o executivo

que poderá fazer.

Ao longo dos anos já enfrentamos

tantas CPIS nessa

casa, da TCCC mesmo, já houve

no passado, teve também a

do Parque Industrial, do

Intermodal, mas o fato é que a

Câmara nunca chegou a lugar

nenhum com essas CPIS, e

quando chega a alguma coisa,

não acontece nada.

A gente envia o relatório final

ao Ministério Público, ao o

Poder Executivo, para o Tribunal

de Contas, mas qual é o resultado

obtido? Nada! Não dá

em nada. A Câmara acaba se

desgastando e as pessoas começam

a dizer que tudo termina

em pizza, foi assim no passado

e sempre dirão que houve acerto,

coisas que obviamente não

são verdades. Eu sou terminantemente

contra fazer CPIS

como estão fazendo.

J. C. LEONEL: Como funciona

a gestão dos vereadores

que se candidataram a deputado

mas não se licenciaram

do cargo?

MARIO HOSSOKAWA: Nós

temos tomado muito cuidado,

alertamos os vereadores candidatos,

baixamos uma portaria

que deixa claro tudo aquilo

que a lei eleitoral permite e

não permite, e eles sabem que

é terminantemente proibindo

fazer campanha política dentro

da Câmara Municipal.

Um exemplo: Não podem

usar qualquer tipo de equipamento,

computadores, telefones,

usar a tribuna da Câmara

para pedir voto, os gabinetes

também não podem ser usados

como se fossem comitês

eleitorais, nem mesmo para armazenar

material de campanha.

Estamos atentos, vamos

fiscalizar mas como todos se

comprometeram a cumprir

aquilo que diz a leis, nós queremos

também confiar na honestidade

intelectual deles.

J. C. LEONEL - A quem pensa

de anular o próprio voto, o

que o senhor diz?

MÁRIO HOSSOKAWA - Quando

encontro pessoas que me

dizem que vão anular o voto,

que não votarão em ninguém

porque não confiam mais em

políticos, digo a eles que na verdade

estarão elegendo do mesmo

modo. Eu sempre falo para

as pessoas que anular o voto

na verdade é anular a si mesmo.

Votar em branco ou nulo

não é solução para melhorar a

classe política que temos.

Se queremos ter um país

bom temos que fazer uma análise

criteriosa dos candidatos,

MARINGÁ • Não foi uma

sessão comum, afinal já fazia

algum tempo que Maringá

não via uma única mulher entre

os edis. A última foi Márcia

Socrepa na legislação passada,

mas era a única e isso

na opinião desse Jornal, é

pouco, muito pouco.

Dia 21 de agosto, quando o

Presidente da Câmara Mario

Hossokawa declarou empossada

Vilma Garcia da Silva, das

galerias lotadas partiu um aplauso

emocionado e justificado.

Antes do início da sessão,

Ligiane Ciola conversou

brevemente com Vilma e lhe

perguntou se estava emocionada.

Vilma disse que estava

tranquila, mas se via estava a

flor da pele.

LIGIANE CIOLA: É um

dia importante para vários

estratos da sociedade?

VEREADORA VILMA:

Sem dúvida nenhuma, é um

dia importante para as mulheres,

é uma vitória do projeto

da representatividade,

daqueles que não se veem representados,

também do

segmento LGBT, enfim, vamos

à luta.

Com Vilma, sentaram-se

no plenário da Câmara, a professora,

a dona de casa, a mãe,

a empregada doméstica e ainda

sobrou espaço para todos

os que ousam viver livres.

Sentada ao lado do vereador

Jean Marques, aos poucos

Vilma foi tomando posse da serenidade,

já o cenário da Câmara

mudou para melhor; não

Mário Hossokawa Presidente

da Câmara de Vereadores

do passado do candidato, de

suas ideias. Se a gente não votar,

elegeremos aquelas pessoas

que aprontaram, que roubaram

e que partiram para a

corrupção.

Anular o voto é ceder espaço

a pessoas ruins. Tem muita gente

que não quer votar porque está

revoltada e eu não tiro a razão

dessas pessoas mas não existe

outro percurso além desse

que é o voto democrático.◆

Use o Leitor de Código

(QR Code), em seu

celular para ler a

matéria na integra.

VILMA GARCIA DA SILVA

TOMA POSSE COMO VEREADORA EM MARINGÁ

Ligiane Ciola

Foto: Marquinhos de Oliveira

porque saiu um homem, que

no caso é Mario Verri, um com

boas chances de se eleger representante

da cidade na

ALEP, mas porque entrou uma

mulher e isso, sobretudo hoje

em dia, é muito importante.

Caso Verri se eleja Deputado

Estadual, a aventura

prosseguirá além dos 123 dias

e todas as mulheres continuarão

tendo espaço na Câmara

de Maringá até o final

do mandato.◆

EXPEDIENTE:

Ano 1

Edição 9

Setembro 2018

R. Itamar Garcia Pereira, 55 • Vila Santa Izabel • Maringá/PR

(44) 3246-1769 • (44) 99713-0030 • ofatomaringa@gmail.com

Direção Geral: J. C. Leonel

Jornalista Responsável: Ligiane Ciola (MTB 30014)

Diagramação: Ricardo Rennó (ArtWork Com&Mkt)

Impressão: O Diário - Maringá/PR

Tiragem: 5.000 Exemplares

Distribuição: Gratuita

A opinião dos colunistas não representa necessariamente a posição editorial do JORNAL O FATO MARINGÁ. Os espaços

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