Newslab 149

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Capa: Não é só sobre viver mais, é sobre viver melhor

Roche Diagnóstica investe em digitalização e inteligência artificial com o objetivo de garantir que mais conhecimento resulte sempre em mais saúde

Artigos científicos
Incidência de parasitas intestinais em humanos na população de Santa Luzia, PB, Brasil: protozoários e helmintos

Infecção pelo HPV e o processo de imunização na cidade de Rio Branco - Acre no período de 2014 a 2015

Uso de novos biomarcadores cardíacos no diagnóstico de infarto agudo do miocárdio

Nova seção
Direito e saúde:
Possibilidade de redução da carga tributária para laboratórios de análises clinicas

Radar científico
A era da tomossíntese mamária: As melhorias significativas e os benefícios desse método relativamente novo

Estados de hipercoagulabilidade: A contribuição das trombofilias hereditárias e adquiridas no tromboembolismo venoso: das mutações genéticas à SAF

Panorama em biomedicina
Presença Digital: Por que isso é importante para os donos de Laboratórios?

A mídia oficial

do diagnóstico laboratorial

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Ano 25 - Edição 149 - Ago/Set 18

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Ano 25 - Edição 149 - Ago/Set 18

editorial

O futuro dos laboratórios

Com muita felicidade chegamos à uma das

edições mais especiais da Revista Newslab: a que

circulará no Congresso Brasileiro de Patologia Clínica

e Medicina Laboratorial. Isso se deve ao fato

do evento ser um dos mais importantes de nosso

setor, e sem dúvida é um orgulho imenso estar

presente nele. Convidamos todos os leitores que

compareçam no estande I, onde estaremos localizados

no evento e compartilhem conosco suas

impressões sobre nossa publicação.

Posto isto, gostaríamos de reforçar a visão da

Newslab acerca do futuro da área de diagnósticos

e análises clínicas. Cada vez mais, percebemos que

o futuro dos laboratórios está no follow up do paciente

tratado, seja no diagnóstico in vitro, como

no diagnóstico em imagem. Tudo isso, unido à

necessidade cada vez maior de um trabalho personalizado,

visando esforços nas áreas moleculares

e genéticas. Por esse motivo, a cada edição da

Newslab, buscamos reforçar isso para nossos leitores,

seja em editoriais, como no conteúdo proposto

pela publicação.

Por fim, e tratando de trazer conteúdo de primeira

linha para os profissionais de nossa área,

iniciamos na Newslab 149 a seção “Direito e saúde”.

O espaço assinado pela Drª Beatriz Dainese,

abordará diversos aspectos do vasto universo jurídico,

sempre com didática voltada para a saúde,

em especial a área diagnóstica e de análises clínicas.

Nessa primeira edição, a visão tributária no

tema, e a possibilidade em redução dos tributos

para laboratórios.

Por fim, esperamos que os leitores aproveitem

essa edição, que também conta com vasto material

a respeito do diagnóstico do câncer de mama, e

também um panorama a respeito da mais recente

epidemia do sarampo.

Boa leitura.

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DEN Editora - Revista NewsLab - Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

tel.: 11 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 74.310.962/0001-83 - Insc. Est.: 113.931.870.114 - Issn 0104-8384

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Paolo Enryco - MTB nº. 0082159/SP | redação@newslab.com.br

Assessoria de Imprensa: | publicidade@newslab.com.br | Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues - 11 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral

Revista NewsLab | Ago/Set 18

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interferentes em

é novidade. Entender

terferência de uma

medidas como seguir

a, promover educação

ção com o paciente

os riscos.

010

normas de publicação

para artigos e informes assinados

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para publicação de artigos, aos autores interessados.

Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo

as normas para publicação de artigos, aos autores

interessados. Caso precise de informações adicionais,

entre em contato com a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica

editoriais, artigos originais, revisões, casos educacionais,

resumos de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e qualquer contribuição

que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas

pelos revisores. Os autores deverão informar

todo e qualquer conflito de interesse existente, em

particular aqueles de natureza financeira relativo a

companhias interessadas ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados com a

contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de

compromisso assinado por todos os autores, atestando

a originalidade do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português,

mas com Abstract detalhado em inglês. O Resumo

e o Abstract deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail,

contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

EMAIL: redacao@newslab.com.br.

Acesse nossa homepage: www.newslab.com.br

Siga-nos no twitter: @revista_newslab

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes assinados

são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da DEN Editora.

pedimos que a resolução do escaneamento seja de

300 dpi’s, com extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e

sobrenomes completos dos autores e nome da

instituição onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com endereço

completo fone/fax e e-mail também deverão constar.

Seguidos por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e Métodos,

Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o

sobrenome do devido autor, seguido pelo ano da

publicação, segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência

citadas no texto devem vir listadas no fim, com o

sobrenome do autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas dos prenomes.

Título: subtítulo do artigo. Título do livro/periódico,

volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão

ser mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

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A/C: Paolo Enryco – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

Filiado à:

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Diagnóstica Rio 129

Dialab/Radim 29

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Lab Rede 40-41

Laboratório São Marcos 113

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Labtest 117

Leica Biosystems 11

Lumira Health Care Ltda 125

M4 Tecnologia de Softwares 45

Mayo Clinic 147

Mbiolog 174-175

Medbio Import 67

Medtest Diagnóstica 109

Mobius Life Science 159

Nihon Kohden do Brasil 54-55 | 145

PNCQ 135

Prime Cargo 178-179

Proditec Sistemas 161

Psychemedics Brasil 2-3

Quest Diagnostics 23

Roche 1 | 115

Sebia 165

Serion Brasil 93 | 143

Shift 99

Siemens 8-9

Snibe Diagnostics 37

Stago Brasil 19

Stramedical 39

TBS Binding Site 133

Trinity Biotech 53

Vein Sight - Adaptamed 169

Veolia 24-25

Vyttra 12-13

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Ano 25 - Edição 149 - Ago/Set 18

Conselho Editorial

Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Prof. Dr. Carlos A.

C. Sannazzaro – Professor Doutor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP | Dr. Amadeo Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Dr. Marco Antonio Abrahão – Biomédico |

Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da USP |

Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Jacques Elkis – Médico

Patologista, Mestre em Análises Clínicas da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de

Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas | Dra. Suely

Aparecida Corrêa Antonialli – Farmacêutica-Bioquímica-Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva | Dra. Gilza Bastos Dos Santos – Farmacêutica-Bioquímica | Dra. Leda Bassit - Biomédica

do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa da Fundação Pró-Sangue.

Colaboraram nesta Edição:

Andressa Carvalho de Oliveira, Angela Waitzberg, Anna Karoliny Santana de Souza, Audrey Krüse Zeinad Valim, Beatriz Dainese, Camila Gonçalves dos Santos, Ednaldo Queiroga De

Lima, Elias Hoffmann, Fernanda Philadelpho Arantes Pereira, Fernando Medeiros Filho, Fredson Costa Serejo, Giselle da Hora Mesquita, Humberto Façanha, José de Souza Andrade-

Filho, Maryanne Cristine De Oliveira, Natasha Maia Pansani Arantes, Nelcina Maria de Azevedo Lima, Rafael Rodrigues De Siqueira, Rodrigo Menezes Jales e Rui Nobrega De Pontes Filho

Revista NewsLab | Ago/Set 18

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Linha de Bioquímica

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Í n d i c e

Testes

izar o risco

06 Editorial

22 Agenda

62 Informe Científico I

70 Informe Científico II

78 Gestão Laboratorial

80 Panorama em Biomedicina

88 Diagnóstico por Imagem

92 Direito e Saúde

interferentes em

novidade. Entender

terferência de uma

edidas como seguir

, promover educação

ção com o paciente

s riscos.

100 Radar Científico II

108 Lançamento

110 Entrevistsa

114 Informes de Mercado

176 Analogias em Medicina

018 018

MATÉRIA DE CAPA

56

Não é só sobre

viver mais, é

sobre viver melhor

revista

ARTIGO 1

USO DE NOVOS BIOMARCADORES CARDÍACOS

NO DIAGNÓSTICO DE

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

ARTIGO 2

INFECÇÃO PELO HPV E O PROCESSO DE

IMUNIZAÇÃO NA CIDADE DE RIO BRANCO - ACRE

NO PERÍODO DE 2014 A 2015

AUTORES:

ANNA KAROLINY SANTANA DE SOUZA1;

NELCINA MARIA DE AZEVEDO LIMA2.

ARTIGO 3

AVALIAÇÃO DAS ENTEROPARASITOSES HUMANAS

NO MUNICÍPIO DE SANTA LUZIA, PARAÍBA - BRASIL

AUTORES:

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

MARYANNE CRISTINE DE OLIVEIRA2;

CLAUDIO GALENO DE OLIVEIRA QUEIROGA DE LIMA3,

MAYSA KEVIA LINHARES DANTAS QUEIROGA3

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A CONTRIBUIÇÃO DAS TROMBOFILIAS HEREDITÁRIAS E

ADQUIRIDAS NO TROMBOEMBOLISMO VENOSO

26

34

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94

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artigo 1

Uso de Novos

Biomarcadores

Cardíacos no

Diagnóstico de

Infarto Agudo do

Miocárdio

Resumo

O infarto do miocárdio (IM) é uma das principais causas de morte no

mundo desenvolvido e devido ao crescimento da sua prevalência, se torna

uma das questões de saúde pública mais importantes na atualidade. Seu

diagnóstico baseia-se na presença de dois de três fatores: clínica típica,

eletrocardiograma (ECG) alterado e elevação na dosagem sérica de enzimas

cardíacas que são utilizadas como marcadores bioquímicos cardíacos. Os biomarcadores

são fundamentais para o diagnóstico e prognóstico de pacientes

com sinais de infarto agudo do miocárdio (IAM), sendo que, atualmente, as

troponinas cardíacas são os marcadores preferidos para isto, porém existem

diversos outros biomarcadores relevantes que são utilizados e ainda avanços

em estudos que prometem uma melhora nos resultados relacionados ao

IAM. Esta revisão tem por objetivo abordar a utilização dos novos biomarcadores

cardíacos no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio, compará-los e

apresentar novos conhecimentos adquiridos a partir de estudos já existentes.

Palavras chaves: infarto do miocárdio, biomarcadores, troponina,

creatina quinase.

Summary

Use of new cardiac biomarkers in the diagnosis of acute myocardial infarction

The myocardial infarction (MI) is one of the leading causes of death in

the developed world and due to growth in their prevalence, becomes one

of public health issues more important today. His diagnosis is based in the

presence of two of three factors: typical clinic, electrocardiogram (ECG)

altered and elevation in the serum dosage of cardiac enzymes that are used

like cardiac biochemical markers. The biomarkers are basic for the diagnosis

and prediction of patients with signs of acute myocardial infarction (AMI),

being that, at present, the cardiac troponins are the markers preferred for

this, however there are several other relevant biomarkers that are still used

and advancements in studies that promise an improvement in the results

made a list to the AMI. This revision has since objective boards the use of

the new cardiac biomarkers in the diagnosis of the sharp heart attack of the

myocardium, compare them and to present new knowledges acquired from

already existent studies.

Keywords: myocardial infarction, biomarkers, troponin, creatine kinase.

AUTORES:

ANDRESSA CARVALHO DE OLIVEIRA¹,

CAMILA GONÇALVES DOS SANTOS¹,

ELIAS HOFFMANN²

¹Acadêmicas do curso de Biomedicina no Centro Universitário da Serra Gaúcha

²Professor Mestre no Centro Universitário da Serra Gaúcha, do curso de graduação

em Biomedicina

Autor correspondente: Camila Gonçalves dos Santos

Endereço: Rua Professor Gilberto Piazza, 548. Santiago - Caxias do Sul - RS –

CEP 95110-646 - E-mail: camigs@icloud.com

Introdução

As doenças cardiovasculares são a maior causa de mortalidade

mundial atualmente, estimando-se 17,7 milhões

de óbitos resultantes destas em 2015 segundo a Organização

Mundial da Saúde (OMS), representando 31% de

todas as mortes em nível global. Destas mortes, cerca de

7,4 milhões ocorrem devido às doenças coronarianas.1 No

Brasil, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por

29,4% dos óbitos no ano de 2011, ou seja, mais de 308 mil

pessoas faleceram no país devido a esta causa.2

As síndromes coronarianas agudas (SCA) representam

uma gama de doenças cardíacas isquêmicas que variam

desde angina instável sem lesão cardíaca irreversível até

infarto do miocárdio com grandes áreas de necrose. Embora

as SCA sejam a principal causa da necrose cardíaca,

é importante lembrar que existem várias outras etiologias

que também causam isquemia miocárdica levando ao infarto

do miocárdio (IM).3,4

A definição clínica convencional de infarto do miocárdio

inclui a existência de pelo menos dois dos três critérios: dor

precordial prolongada, alterações eletrocardiográficas e

elevação de valores de enzimas cardíacas utilizadas como

biomarcadores cardíacos.5 Contudo, devido à dificuldade

de detecção do infarto agudo do miocárdio (IAM) através

das variadas manifestações sintomáticas, que são muitas

vezes inespecíficas ou ausentes, os marcadores bioquímicos

cardíacos são considerados essenciais para o diagnóstico

do infarto agudo do miocárdio. Além disso, o eletrocardiograma

(ECG) não detecta cerca de 50% dos casos

quando realizado apenas uma vez, o que representa um

risco alto de realizar-se um diagnóstico incorreto.3,6

Desde a descoberta da possibilidade do uso de marcadores

bioquímicos para o diagnóstico de lesão miocárdica, em

imagem ilustrativa

1970, busca-se cada vez biomarcadores

mais específicos e mais sensíveis, que

auxiliem no diagnóstico, na avaliação

de risco e na decisão terapêutica para

o infarto do miocárdio.3,4 Mesmo que

tenha acontecido uma evolução significativa

neste aspecto até os dias de hoje

e uma mudança considerável na forma

como o IAM é diagnosticado e monitorado

ainda procura-se um biomarcador

cardíaco ideal, com isso, há o surgimento

de marcadores cada vez melhores que

começam a substituir os mais antigos,

que por sua vez, caem em desuso.3,6

Neste contexto, a presente revisão objetivou

abordar a utilização de novos biomarcadores

cardíacos no diagnóstico do

infarto agudo do miocárdio, compará-los

e apresentar novos conhecimentos adquiridos

a cerca deste assunto, a partir de

estudos já existentes.

Metodologia

Foi realizada uma revisão bibliográfica,

com maior parte das fontes utilizadas

provindas da internet, sendo elas:

artigos científicos de livre acesso, teses,

dissertações, revistas e livros online. Se

utilizando das palavras-chave: infarto

do miocárdio; marcadores bioquímicos;

troponina; creatina quinase. As fontes

priorizadas foram as escritas em língua

portuguesa e língua inglesa, entre os

anos 2003 a 2017, preferindo que fossem

as mais recentes possível, e que

possuíssem relação direta com o assunto.

Dentre as referências pesquisadas

foram selecionadas 26 como base para

a dissertação deste artigo.

Infarto Agudo do Miocárdio

e Diagnóstico

O infarto do miocárdio (IM) é a morte

irreversível (necrose) do músculo cardíaco

devido à falta prolongada de oxigênio

(isquemia). Os sintomas apresentados por

pacientes com IM típico podem iniciar dias

ou até semanas antes do evento, normalmente

sendo fadiga, desconforto no peito

(dor precordial) e mal-estar.5,7 O diagnós-

tico do IM reúne a clínica do paciente com

o eletrocardiograma e a avaliação de níveis

de enzimas cardíacas/ biomarcadores,

além da possibilidade de que para indivíduos

com infarto agudo do miocárdio altamente

provável ou confirmado, seja feita

a angiografia coronária para diagnosticar

ou descartar definitivamente a SCA.5

Este processo se inicia com o desenvolvimento

da placa de ateroma, ao longo de

anos, que ocasiona o evento agudo, que

comumente ocorre pela formação de um

trombo no local da placa de ateroma que

se rompe ou ulcera-se. A isquemia aguda

pode ser resultado de uma diminuição do

aporte de oxigênio, devido à redução do

diâmetro do luminal coronariano por fatores

como trombo ou hipotensão; ou pode

resultar de um aumento da demanda do

miocárdio por oxigênio, devido a taquicardia

ou hipertensão, por exemplo.8

É conhecida a importância do uso de

marcadores cardíacos nas SCA, mas esse

uso continua sendo investigado, devido a

necessidade atual do uso de biomarcadores

em conjunto com outros achados

clínicos ou ECG para a confirmação de

IAM. Com isso, atualmente realiza-se

uma gama de estudos relacionados ao

uso de marcadores bioquímicos cardíacos

já conhecidos, como troponinas

cardíacas e creatina quinase fração MB

(CK-MB), visando o aumento de especificidade

e sensibilidade e ao possível

uso de outras substâncias do organismo

humano, normalmente enzimas, como

biomarcadores no futuro.9

Troponinas cardíacas vs. Ck-mb

As troponinas cardíacas (cTn) são

marcadores bioquímicos para a lesão no

tecido miocárdico que têm constituído

poderosos preditores de mortalidade e

eventos isquêmicos recorrentes, além

de serem indicadas para diagnosticar

IM perioperatório.3,13,16 As TnTc e TnIc

evoluíram através de várias revisões de

ensaios e, atualmente, as versões sensíveis

e de alta sensibilidade desses ensaios

são os melhores testes disponíveis para

uso clínico no diagnóstico de IAM, sendo

consideradas os biomarcadores padrão

ouro, cumprindo a maioria dos requisitos

de um marcador ideal.3,4,13 As elevações

de troponina podem não estar associadas

à SCA, aparecendo em uma variedade de

situações clínicas, como hipovolemia, insuficiência

cardíaca congestiva, miocardite

e contusões miocárdicas, isto demonstra

que as troponinas são específicas para

lesão miocárdica, porém elas não são

específicas quanto a etiologia. Os níveis

séricos elevados de troponina são detectáveis

dentro de 4 a 8 horas após o início da

dor precordial, atingindo a concentração

máxima entre 12 e 24 horas e permanecendo

elevada durante 3 a 10 dias após o

IAM, conferindo-lhe uma ampla janela de

diagnóstico. No CK-MB, a primeira elevação

é entre 4 a 6 horas após o início dos

sintomas, no entanto, para maior sensibilidade

e especificidade, são recomendadas

medições em série durante um período de

8-12 h são aconselhadas. Seus níveis permanecem

elevados até 24-36 horas após

o início dos sintomas e devido a isso o uso

do CK-MB é vantajoso quando usado para

detectar reinfarto. O CK-MB já foi considerado

o marcador “padrão-ouro” para IM,

porém possui menor de especificidade

para o tecido cardíaco do que as troponinas,

que o substituíram. Contudo, CK-MB

ainda é amplamente utilizado, principalmente

na ausência de troponinas.3

Então, as principais diferenças entre as

troponinas e o CK-MB, são que os níveis

de troponina permanecem elevados por

um período mais longo após o infarto,

a troponina tem maior especificidade

para lesão miocárdica (a CK-MB pode

ser encontrada em tecidos não cardíacos),

e habilidade em detectar pequenas

quantidades de lesão miocárdicas, onde

a troponina tem maior sensibilidade do

que o CK-MB, havendo detecção de até

mesmo um IM pequeno ou uma necrose

mínima.13,16 Mas apesar das limitações,

o CK-MB tem um papel crucial no diagnóstico,

especialmente na ausência de

troponinas, e em casos de reinfarto.3

026

Revista NewsLab | Ago/Set 18

027


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AUTORES:

ANDRESSA CARVALHO DE OLIVEIRA¹,

CAMILA GONÇALVES DOS SANTOS¹,

ELIAS HOFFMANN²

artigo 1

Biomarcador Cardíaco Ideal

Um marcador cardíaco ideal deve ter

diversas características que o tornem

confiável o suficiente para que, sem

auxílio de outros métodos, ofereça um

diagnóstico correto. A alta especificidade

é muito importante para que a presença

de outras condições e/ou patologias não

interfiram no resultado, devido a isto as

concentrações mais elevadas do marcador

devem estar presentes no miocárdio.

A sensibilidade também deve ser alta,

pois dessa forma qualquer quantidade

do biomarcador, mesmo que baixa, deve

ser detectada e possuir significância. A

velocidade com que o marcador é liberado

do miocárdio lesionado deve ser a

mínima possível, pois o aparecimento

na corrente sanguínea logo após a lesão

pode facilitar o diagnóstico precoce.

Elevação prolongada também pode ser

benéfica para diagnosticar pacientes que

apresentam demora no atendimento,

porém, caso seja assim, há a desvantagem

de não poder ser usado para

detecção de reinfarto. Nessas situações,

marcadores com um curso de tempo

mais curto, são mais úteis. Atualmente a

troponina é o biomarcador que mais se

aproxima do que se busca como ideal,

porém há diversos outros marcadores

sendo estudados para o aprimoramento

do diagnóstico de IAM.3

Novos Biomarcadores Cardíacos

Constantemente são realizados estudos

à cerca de novos biomarcadores cardíacos

que possam auxiliar no diagnóstico de

IAM, por ser uma das questões de saúde

pública mais importantes nos dias de hoje.

Com isso, surgem marcadores que precisam

de mais estudos sobre eles para que

seja comprovada a sua alta ou baixa eficiência.3

Alguns biomarcadores que vêm

apresentando relevância principalmente

no que se refere ao diagnóstico, prognóstico

e estratificação de risco dos pacientes

com doenças cardiovasculares isquêmicas

são: peptídeos natriuréticos, com destaque

para o tipo B; proteína de ligação de ácidos

graxos-cardíaca; mieloperoxidase e albumina

modificada por isquemia.9,14,17,18

Outros que constituem os novos marcadores

estudados no momento são: Fator de

crescimento 15; stress oxidativo; osteoprotegerina,

galectina-3, cistatina-3, cromogranina

A, adipocetina, leptina, resistina

e biomarcadores de matriz extracelular

como a metaloproteinase.19

Peptídeos Natriuréticos

Existem vários peptídeos natriuréticos

estruturalmente semelhantes, deles, os

que estão relacionados ao tecido miocárdio

são o peptídeo natriurético de tipo B

(BNP) e o peptídeo natriurético atrial (ANP)

que são transcritos e produzidos principalmente

nos miócitos dos ventrículos e

átrios, respectivamente, sendo que ambos

são produzidos em resposta ao estiramento

do miocárdico devido à sobrecarga de

pressão ou volume. As funções biológicas

do BNP e ANP incluem vários mecanismos

compensatórios como natriurese, diurese

e vasodilatação na insuficiência cardíaca

congestiva, desempenhando um papel

importante na regulação de pressão e volume

sanguíneo. 6,15,20

O Pro-BNP que é o pro-hormônio do

BPN é dividido em duas partes: C terminal

ativo e N- terminal inativo, e vem sendo

aderido como fator de prognóstico para

IAM.18 O Pro-BNP N terminal é o mais

visado como biomarcador cardíaco para

IAM, pois sua eliminação é através da função

renal, que juntamente com o BNP está

associada a inexistência de uma aterosclerose

coronariana ou a defeitos estruturais

e também a atividade cardíaca.20,21

Estes marcadores são utilizados para o

diagnóstico e prognóstico de insuficiência

cardíaca, mas, é possível que haja alguma

interferência devido à idade, função renal,

e a variação ao passar do tempo.15

Os primeiros métodos utilizados para

realizar a dosagem de BNP eram dificultosos

e demorados, o que acabava sendo um

problema em situações emergenciais. Por

razão disto, foram criados testes rápidos

como o point of care. No Brasil também há

testes de dosagem rápida para BNP, mas

se faz o uso de um sistema diferente do

point of care. A técnica de dosagem desse

peptídeo é feita por imunoflurescência, no

qual, é coletado 5ml de sangue em tubo

com o anticoagulante EDTA, em seguida

se é colocada uma gota na tira e inserida

no aparelho, tendo o resultado em apenas

15 minutos.22

O peptídeo natriurético atrial exerce

importante papel no diagnóstico e prognóstico

da insuficiência cardíaca. O MR-

-proANP, um peptídeo mais estável que

o ANP, é pelo menos igual ao pro-BNP N

terminal como preditor de morte e insuficiência

cardíaca, e considerado importante

para análise de efeitos adversos decorrente

IAM.15

Proteína de Ligação de Ácidos

graxos–cardíaca (h-fabp)

A proteína de ligação de ácidos graxos-

-cardíaca (H-FABP) tem função de transportar

ácidos graxos da membrana celular

para as mitocôndrias, estando presente

em alta concentração em miócitos cardíacos

e em menor concentração em outros

tecidos, como músculo esquelético, rim,

partes específicas do cérebro, glândulas

mamárias em lactação e placenta.21, Os

níveis médios de H-FABP são significativamente

maiores em pacientes com IAM

em comparação com aqueles sem IAM,

sendo que no infarto agudo do miocárdio

a H-FABP aparece no plasma após cerca

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2013, o grupo RADIM foi transformado na empresa Dia Lab Services, que inclui duas partes:

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testes laboratoriais. Nossas subsidiárias localizadas na Itália e na Alemanha operam como centros de referência para os mercados

estrangeiros e a rede global de distribuidores garantiu vendas e serviços em mais de 50 países. Alergologia, infectologia e

endocrinologia são as principais atividades de marketing da Dia Lab Services, com uma ampla gama de instrumentos de

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Imagem Ilustrativa

AUTORES:

ANDRESSA CARVALHO DE OLIVEIRA¹,

CAMILA GONÇALVES DOS SANTOS¹,

ELIAS HOFFMANN²

artigo 1

de duas horas do seu início, isso devido ao

seu baixo peso molecular, que faz com que

seja liberada no sangue no momento em

que surge uma lesão miocárdica. Ela atinge

o pico de concentração após 4-6 horas,

apresentando uma janela diagnóstica entre

20 minutos e 24 horas, o que viabiliza

seu uso para diagnóstico precoce. A H-FA-

BP pode ser um bom marcador para estimar

o tamanho do IAM e também como

forma de avaliar a reperfusão miocárdica e

a insuficiência cardíaca.15,21,23

A sua sensibilidade é alta, principalmente

em pacientes com até 4h do início

dos sintomas, tornando-a superior à

cTnT para diagnóstico precoce de IAM. Já

nos pacientes com 4 a 12h de início de

sintoma, não há diferença significativa

entre as sensibilidades de H-FABP e cTnT,

mas a combinação da elevação de ambos

marcadores proporciona uma melhora

significativa na sensibilidade, além de melhorar

o valor preditivo negativo, a relação

de verossimilhança negativa e a relação de

risco, indicando a relevância da H-FABP no

descarte de IAM em pacientes com dor

torácica aguda.23

A medição de H-FABP, em combinação

com cTnT pode ser uma opção para melhorar

a detecção precoce de IAM em pacientes

com dor torácica isquêmica aguda,

pois ambos marcadores em conjunto tem

um ótimo desempenho, porém a H-FABP

sozinha não tem a especificidade esperada

para um biomarcador ideal. A especificidade

da H-FABP é significativamente

menor do que cTnT, isso devido à elevação

da H-FABP em outras condições, além do

alto nível das FABPs na musculatura esquelética,

que estruturalmente é igual à

cardíaca, podendo resultar em valores alterados

deste marcador. Em pacientes com

insuficiência renal, por exemplo, o nível de

H-FABP pode ser marcadamente aumentado,

dificultando a interpretação.15,23

A Albumina Modificada

com Isquemia

A albumina modificada por isquemia

(IMA) é um novo marcador de isquemia,

produzido quando a albumina sérica circulante

entra em contato com os tecidos

cardíacos isquêmicos. O IMA pode ser

medido pelo teste de ligação cobalto-albumina

(ACB) que se baseia na incapacidade

do IMA de se ligar ao cobalto no soro

humano. O teste ACB possui sensibilidade

e especificidade de cerca de 70% e 80%,

respectivamente.9,24

Os níveis de IMA aumentam em minutos

de isquemia transitória, atingem o pico

dentro de 6 horas e podem permanecer

elevados durante 12 horas. Em conjunto

com outros métodos de diagnóstico

para infarto agudo do miocárdio, a IMA

apresenta alta sensibilidade. No entanto,

os níveis de IMA também são elevados

em pacientes com doença renal terminal,

doença hepática, isquemia cerebral, certas

infecções e câncer avançado, o que reduz a

sua especificidade.9,24

O auxílio deste biomarcador aos

pacientes com resultados negativos de

ECG e troponinas cardíacas, porém com

um resultado IMA positivo, ainda não é

conhecido. Se o resultado de albumina

modificada por isquemia for positivo

em pacientes que não possuem IAM isso

pode estar associado a outras condições

clínicas significativas, portanto, pode haver

a necessidade de um exame mais detalhado,

fazendo com que a IMA sozinha

não seja um biomarcador ideal. Contudo,

o maior benefício do teste ainda seria

descartar SCA em condições de presença

de resultados de marcadores de necrose

negativa e um ECG negativo, porém ele

parece ter especificidade limitada, com

muitos falsos positivos. Sugere-se atualmente

que a IMA não deve ser utilizada

isoladamente como diagnóstico de infarto

agudo do miocárdio, porém informações

adicionais são necessárias para a

confirmação da presença ou ausência de

eficiência na mesma.24

Conclusão

Considerando que as doenças cardiovasculares

são as principais causas

de mortalidade no Brasil e no mundo,

e que a sua prevalência tende a aumentar,

é fundamental que haja mais estudos

relacionados a estas patologias.10

Atualmente não existe um marcador

bioquímico ideal para aplicações relacionadas

ao infarto agudo do miocárdio,

ou seja, um marcador que, sem a

necessidade de formar um conjunto

com a sintomatologia clínica do paciente

e/ou com o eletrocardiograma, tenha

capacidade de apresentar um diagnóstico

confiável.3 Porém, a troponina cardíaca

tem características que a tornam

melhor que os demais marcadores,

fazendo com que seja o biomarcador

cardíaco preferido para o diagnóstico

e manejo de pacientes com suspeita de

infarto do miocárdio.4,9 Estas características

incluem alta especificidade,

sensibilidade, janela de diagnóstico que

permite um diagnóstico rápido e precoce,

bem como melhora da detecção

de lesão miocárdica em pacientes tardiamente.

O CK-MB também tem suas

vantagens, estabelecendo a preferência

por seu uso em determinadas situações,

sendo o mais vantajoso na detecção de

reinfarto, embora tenha limitações em

termos de diagnóstico precoce. Ainda

devem ser realizados estudos acerca

deste assunto, buscando novos biomarcadores

cardíacos que sejam melhores

do que os que são usados nos dias de

hoje e/ou aperfeiçoando o diagnóstico

com o uso de marcadores bioquímicos

cardíacos já existentes.3

030

Revista NewsLab | Ago/Set 18


- Utiliza apenas 100µl de sangue total ou plasma;

- Ideal para prontos socorros.

Imagem Ilustrativa

AUTORES:

ANDRESSA CARVALHO DE OLIVEIRA¹,

CAMILA GONÇALVES DOS SANTOS¹,

ELIAS HOFFMANN²

HUBI PCT

diagnóstico

HUBI D-Dímero

simplificado

HUBI PCT HUBI

D-Dímero

HUBI PCT

DiagM ster

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta

-

correlação

Diagnóstico

com

preciso

o instrumento

em apenas

de

15

diagnóstico

minutos;

de referência;

- Excelente

- Utiliza

precisão,

apenas

sensibilidade,

100µl de sangue

especificidade

total com EDTA,

e acurácia.

Citrato ou plasma;

- Alta sensibilidade e especificidade.

HUBI PCT

diagnóstico simplificado

- Tenha a melhor decisão no diagnóstico de sepse;

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência;

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

artigo 1

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Inflammation in Ischemic Heart Disease and

Acute Coronary Syndromes,” Mediators of

Inflammation, vol. 2008, Article ID 135625, 4

pages, 2008.

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

HUBI 3 in 1

HUBI PCT

requer procedimento simples

Specification HUBI PCT of HUBI- - Tenha a melhor hCG decisão no diagnóstico de sepse

- Alta correlação com o instrumento de diagnóstico de referência

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade - e 3 acurácia marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo;

- Diagnóstico rápido em pacientes com suspeita de infarto do miocárdio;

- Teste em sangue total ou plasma disponível;

- Qualidade do laboratório na velocidade POC.

HUBI HCG

HUBI PCT

HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

em 15 minutos com uma gota de sangue

HUBI 3 in 1 - 3 marcadores diferentes detectados ao mesmo tempo

- Milhares de usuários em PS e UTI

- Teste em sangue total ou plasma

HUBI

disponível

HCG

- Qualidade do laboratório na velocidade POC

HUBI-hCG

HUBI

D-Dímero

HUBI

D-Dímero

HUBI PCT HCG

HUBI- hCG Specification

diagnóstico simplificado

- Rapidez e precisão quantificando em apenas 15 minutos;

Tenha a melhor

Specification HUBI-hCG (Cat. No. ANP-8025)

- Utiliza apenas 100µl decisão sangue no diagnóstico total ou de plasma; sepse;

Test Method Rapid Quantitative Immunoassay

- Ideal Alta correlação para prontos com socorros. o instrumento de diagnóstico de referência;

Result within 15 min

- Excelente precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia.

HUBI HCG

- Rapidez e Measuring precisão Range 5 ~ 1,000 mIU/mL

quantificando em apenas 15 minutos;

- Utiliza apenas Cut-off 100µl de 10 mIU/mL sangue total ou plasma;

- Ideal para Stability prontos socorros.

12 months

HUBI D-Dímero

- Diagnóstico preciso em apenas 15 minutos;

- Utiliza apenas 100µl de sangue total com EDTA, Citrato ou plasma;

- Alta sensibilidade

HUBI

e especificidade.

Troponina

HUBI HCG

HUBI HCG HUBI 3-in-1(B) Trio cardíaco, resultado

HUBI 3 in 1

Specimen

Sample Volume

Detection Limit

EDTA whole blood

100 uL


AUTORES:

ANNA KAROLINY SANTANA DE SOUZA1;

NELCINA MARIA DE AZEVEDO LIMA2.

artigo 2

Infecção pelo HPV e

o Processo de

Imunização na Cidade

de Rio Branco - Acre

no período de 2014 a 2015

Resumo

O HPV (Papilomavírus humano), é um vírus que infecta células da pele

e da mucosa de humanos, causando diversos tipos de lesões. É reconhecido

como agente etiológico central do câncer de colón, tendo sido

encontrado na grande maioria das lesões neoplásicas. Atinge homens

e mulheres que têm vida sexual ativa. Este trabalho baseia-se em um

estudo histórico documental explorativo de característica quantitativa,

através de um levantamento de dados estatísticos sobre o HPV no município

de Rio Branco – Ac entre 2014 e 2015, e teve como objetivo principal

o intuito de alertar e esclarecer a população sobre esta DST, que não

é tão divulgada quanto a AIDS e outras, mas que pode levar a consequências

igualmente devastadoras, dependendo da progressão e evolução da

doença. Conclui-se que se faz necessário que a população feminina seja

mais rigorosa em relação aos fatores de risco que estão envolvidos direta

ou indiretamente com a gênese dessas lesões.

Palavras-chaves: Câncer do útero.

Papilomavírus humano. DSTs. Cancêr de colón.

riamente o organismo dos indivíduos. Algumas

delas não têm cura ou provocam

danos graves a saúde, como no caso do

Papilomavírus humano (HPV), que se associa

ao aparecimento do câncer cérvico-

-uterino (OLIVEIRA, 2012 p. 4).

A maioria dos casos de câncer do colo

uterino (ou câncer cervical) é causado

pelo HPV. Estudos epidemiológicos têm

associado parâmetros relacionados à atividade

sexual como principais fatores de

risco para a infecção pelo HPV. Nas duas

últimas décadas, o desenvolvimento e

o aprimoramento das técnicas de biologia

molecular contribuíram de forma

CORTICÓIDES

1 Bacharel em Biomedicina – FAMETA. Especialista em

Citopatologia – SBCC.

2 Especialização em CITOLOGIA CLÍNICA pela SOCIEDADE

BRASILEIRA DE CITOLOGIA CLÍNICA, Brasil(2002)

Summary

Hpv infection and the immunization process in the city of rio branco

- acre in the period 2014 to 2015

HPV (Human Papillomavirus) is a virus that infects cells in the skin

and mucosa of humans, causing various types of lesions. It is recognized

as the central etiologic agent of colon cancer and has been found

in the vast majority of neoplastic lesions. Reaches men and women

who have active sex life. This work is based on a historical documentary

exploratory study of quantitative characteristics, through a survey

of statistical data about HPV in the municipality of Rio Branco - Ac

between 2014 and 2015, if its main objective was to alert and clarify

the population on this STD, which is not as widespread as AIDS and

others, but can lead to equally devastating consequences, depending

on the progression and evolution of the disease. It is concluded that it

is necessary that the female population be more rigorous in relation to

the risk factors that are involved directly or indirectly with the genesis

of these lesions.

Keywords: Cancer of the uterus. Human papillomavirus. DSTs. Cancêr

de colón.

decisiva na identificação do HPV como

principal agente causador do processo

neoplásico, possibilitando uma melhor

compreensão da história natural do câncer

do colo uterino (BOSCH, 2002).

O HPV é o terceiro tipo de infecção que

causa incidentes como o câncer de colón

em mulheres no Brasil, e o segundo no

mundo, sendo responsável pelo óbito de

aproximadamente 230 mil mulheres por

ano, e por 99% dos casos de câncer do

colo. Trata-se de um parasita intracelular,

capaz de acelerar a velocidade das mitoses

celulares, o que aumenta a chance de

desenvolvimento de atipias (INCA, 2016).

1. Introdução

As doenças sexualmente transmissíveis

desde tempos remotos são alvo de

muitos debates. Uma realidade bastante

preocupante na atualidade é a precocidade

no início da vida sexual da mulher,

sem que haja um trabalho de prevenção

e orientação quanto aos riscos dessa prática.

Devido a jovem idade, iniciam suas

relações sem os conhecimentos necessários

quanto aos métodos contraceptivos

e a prevenção das doenças sexualmente

transmissíveis. Como resultado, pode

surgir o aumento do número de DSTs

(doenças sexualmente transmissíveis).

Essas doenças podem comprometer seimagem

ilustrativa

Estudos recentes revelaram que existem

aproximadamente cento e cinquenta

tipos de HPV descritos na literatura

mundial, dos quais cerca de quarenta

acometem os órgãos genitais, assumindo

maior importância pela provável relação

com câncer e pela possibilidade de serem

transmitidos pela via sexual, passando

a ser fundamental o estudo da papilomavirose,

questão de saúde pública

(JACYNTHO, 2001 p. 09).

Estima-se que cerca de 291 milhões de

mulheres no mundo são portadoras do

HPV, sendo assim 32% estão infectadas

pelo tipo 16 e 18. Por conta disso houve

um desenvolvimento de vacinas contra

o HPV para certificar-se que diminuirá o

índice de câncer de colo de útero. Então foi

desenvolvido vacinas preventivas (INCA,

2016). Apesar dos vários estudos publicados

e de tudo que já se conhece a respeito

da infecção pelo HPV e neoplasia cervical

em mulheres portadoras do HIV, muitas

dúvidas levantadas permanecem sem resposta,

como o papel dos diferentes tipos

de HPV e a identificação de fatores independentes,

preditivos do desenvolvimento

da doença (CAMPBELL, 2008).

O câncer do colo do útero tem seu controle

baseado na análise microscópica de

alterações no esfregaço cervical (exame

de Papanicolaou), que permite detectar

precocemente as lesões precursoras ou o

próprio câncer. Nos países onde esse exame

está disponível para a maior parte da

população feminina, houve redução da

incidência e mortalidade por essa

doença. No Brasil, os últimos dados divulgados

pelo Ministério da Saúde demonstram

as disparidades de cobertura

do exame de Papanicolaou entre as capitais

do país. As taxas variam de 69,3% a

95,6% entre as mulheres de 25 a 59 anos

que realizaram a citologia oncótica alguma

vez na vida e nos últimos três anos

(BRASIL,2002).

Sabendo que a vacina é caracterizada

como um método eficaz e de baixo

custo financeiro, em 2006 foi aprovado a

vacina quadrivalente que atua como um

agente imunológico contra o vírus HPV

por Food and Drug Administrationm

(FDA). A vacinação contra o HPV surgiu

como método de prevenção do câncer

do colo do útero nas gerações feminina e

masculina futuras. A vacina já vem sendo

ofertada, desde 2014, para as meninas

(INCA, 2016). Ela confere proteção contra

quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16

e 18), com 98% de eficácia para quem

segue corretamente o esquema vacinal.

Tanto meninos quanto as meninas devem

tomar duas doses da vacina HPV,

com intervalo de seis meses entre elas.

Para os meninos, a estratégia tem como

objetivo proteger contra os cânceres de

pênis, garganta e ânus, doenças que

estão diretamente relacionadas ao HPV

(DATASUS, 2014).

Nas meninas, o principal foco da vacinação

é proteger contra o câncer de

colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões

pré-cancerosas; verrugas genitais e

infecções causadas pelo vírus. Em 2014

o Sistema Único de Saúde lançou uma

campanha para imunizar as crianças na

faixa etária de 11 a 13 anos em todos os

estados do Brasil. No município de Rio

Branco - AC foram vacinadas cerca de

25688 crianças segundo Data SUS (DA-

TASUS, 2014).

Diante de tal cenário, o objetivo principal

desta pesquisa é discutir e identificar

se as campanhas de imunização contra

o HPV do município de Rio Branco-Ac

durante o período de 2014 á 2015 obtiveram

sucesso. Portanto está pesquisa

teve o intuito de fazer uma análise mais

profunda sobre a relação do HPV com a

incidência de câncer do colo do útero,

através da análise de pressupostos teóricos

e de dados estatísticos de domínio

público que foram esmiuçados, descrevendo

como se caracteriza a doença e as

campanhas de imunização. Assim, resultando

em um material que proporcione

conhecimento capaz de promover mudanças

que venham trazer melhor qualidade

no tratamento desses pacientes.

2. Materiais e Métodos

Trata-se de um estudo, retrospectivo,

descritivo, transversal, com abordagem

quantitativa e de caráter exploratório, que

teve como universo de pesquisa a base

de dados do Sistema de Informações do

Programa Nacional de Imunizações (PNI),

referente ao registro de vacinados contra

HPV no Brasil, no período de 2014 e 2015.

Como variáveis independentes foram analisados

os aspectos sociodemográficos

(faixa etária e local de residência) e clínico

(dose da vacina administrada).

Para evitar erros de retardo de notificação,

optou-se por analisar os dados

disponíveis até 2015, último ano em que

constavam os dados completos. A partir

dos dados obtidos no SIS-PNI e DATASUS,

foram construídas novas tabelas, por

meio do programa Microsoft Word. Por

se tratar de um banco de domínio público,

não foi necessário submeter o projeto

ao Comitê de Ética em Pesquisa.

3. Resultados e Discussões

Foram analisados todos os critérios

utilizados pela base de dados SIS-PNI,

e conforme a bibliografia e indicadores

disponíveis, se extraiu informações epidemiológicas

relevantes e de qualidade

a fim de contribuir para a disseminação

do seu uso em trabalhos científicos na

área da saúde. A pesquisa sobre a disponibilidade

de dados no sistema SIS-PNI e

DATASUS, mostrou que há diversidade e

quantidade de informações disponíveis

em bases de dados públicas, de fácil

acesso e com conteúdo aproveitável em

pesquisas científicas.

Conforme o Ministério da Saúde

(MS), por meio do PNI, a partir de 2014

ampliou-se o calendário nacional de vacinação

com a introdução da vacina quadrivalente

contra HPV no Sistema Único

de Saúde (SUS) para prevenção do câncer

do colo do útero. O público alvo da vacinação

foi formado pelas adolescentes

de 09 a 14 anos, totalizando 24,927 de

meninas e meninos imunizados Entre

2014 e 2015 na capital do Acre. A meta

foi vacinar pelo menos 80% do grupo

alvo, assim, a vacina HPV foi ofertada

gratuitamente para adolescentes de 09 a

14 anos nas unidades básicas de saúde e

em escolas públicas e privadas.

A primeira dose (D1) foi administrada

034

Revista NewsLab | Ago/Set 18

035


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

ANNA KAROLINY SANTANA DE SOUZA1;

NELCINA MARIA DE AZEVEDO LIMA2.

artigo 2

Vacinômetro 2014 a 2015.

12000

10000

8000 Gráfico 1 – Vacinômetro 2014 a 2015.

Gráfico 1 – Vacinômetro 2014 a 2015

6000

4000

2000

0

12000

10000

8000

em torno de março, e a segunda dose

(D2) em setembro nos respectivos anos.

Esta decisão foi adotada a partir da recomendação

do Grupo Técnico Assessor

de Imunizações da Organização Pan-

-Americana de Saúde (TAG/OPAS), após

aprovação pelo Comitê Técnico de Imunizações

do PNI. A maior adesão à imunização

contra o HPV pode ser explicada

sobretudo por dois motivos: o primeiro é

relativo às unidades federativas do Amazonas

e Distrito Federal, nas quais a vacina

já estava disponível gratuitamente

desde 2013, e a área total de abrangência

vacinal era menor com possibilidade de

haver um maior controle pelas autoridades

públicas e profissionais de saúde na

realização do esquema completo.

Como segundo motivo, apontando-se

para os demais estados, é com respeito

ao interesse dos familiares em concluir

o esquema de maneira adequada, pois

grande parte das jovens já havia iniciado

a vacinação em clínicas privadas, assumindo

os custos da vacina. Abaixo se tem

o vacinômetro da cidade de Rio Branco,

onde observa-se como foi o resultado da

estratégia de imunização contra o HPV.

2014/1 2014/2 2015/1 2015/2

6000

rama Nacional de Imunizações. Última atualização: 30/11/2017

4000

1ª DOSE

2ª DOSE

e-se observar

2000

no gráfico 1 que a cobertura vacinal diminuiu a partir da

dose do ano de 2014. A menor ocorrência de vacinações em escolas, o

imunização não ser

0

mais novidade e a divulgação nas redes sociais de

2014/1 2014/2 2015/1 2015/2

malefícios da vacinação são apontados como responsáveis pela queda na

Fonte: Programa Nacional de Imunizações. Última atualização: 30/11/2017

ela Fonte: vacina. Programa Como Nacional a vacinação de Imunizações. já foi Última absorvida atualização: pela 30/11/2017 rotina das UBS

Básicas de Saúde], o município de Rio Branco optou por não levar mais

Pode-se observar no gráfico 1 que a cobertura vacinal diminuiu a partir da

nhas de vacinação às escolas e sim mantê-la apenas na rede de saúde.

segunda dose do ano de 2014. A menor ocorrência de vacinações em escolas, o

serva-se também que mediante os dados veiculados pelo gráfico 1, que o

fato de a imunização não ser mais novidade e a divulgação nas redes sociais de

e vacinas aplicadas foi maior no início de cada ano (92,65% em 2014 e

supostos 036 malefícios da vacinação são apontados como responsáveis pela queda na

m 2015, respectivamente) e menor na segunda fase da vacina. O Acre foi

1ª DOSE

2ª DOSE

Os dados constantes neste site referem-

-se apenas as doses aplicadas nos anos

de 2014 e 2015. Não estão sendo computadas

as doses aplicadas em anos anteriores

(gráfico 1).

Pode-se observar no gráfico 1 que a

cobertura vacinal diminuiu a partir da

segunda dose do ano de 2014. A menor

ocorrência de vacinações em escolas, o

fato de a imunização não ser mais novidade

e a divulgação nas redes sociais

de supostos malefícios da vacinação são

apontados como responsáveis pela queda

na procura pela vacina. Como a vacinação

já foi absorvida pela rotina das UBS [Unidades

Básicas de Saúde], o município de

Rio Branco optou por não levar mais as

campanhas de vacinação às escolas e sim

mantê-la apenas na rede de saúde.

Observa-se também que mediante

os dados veiculados pelo gráfico 1, que

o

6

número de vacinas aplicadas foi maior

no início de cada ano (92,65% em 2014

e 72,55% em 2015, respectivamente) e

menor na segunda fase da vacina. O Acre

foi considerado um dos estados onde

obteve-se um dos menores percentuais da

6

campanha de imunização do país.

Na análise da cobertura vacinal contra

o HPV de 2014 a 2015, comparando-se a

população de meninas na faixa etária de

09 a 13 anos, com a meta calculada para

com o município de Rio Branco, nota-

-se que a cobertura vacinal de D1 foi de

92,55%, a de D2 foi de 45,71%, em 2014

(Tabela 1), e em 2015 D1 foi de 55,81%

e D2 24,64% (Tabela 2). Proporções que

apontam para uma redução de 36,74% na

cobertura da primeira de 2014 comparada

a de 2015, e de 21,07% na segunda dose

entre os mesmos períodos.

As doses agrupadas neste relatório

referem-se às doses aplicadas da vacina

HPV 6,11,16 e 18 (recombinante) - HPV

Quadrivalente em todos os serviços públicos

(excluídas as doses realizadas nos serviços

privados/particulares). Estimativas

da Organização Mundial da Saúde (OMS)

indicam que 290 milhões de mulheres no

mundo são portadoras da doença, sendo

32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em

relação ao câncer de colo do útero, estudos

apontam que 270 mil mulheres, no

mundo, morrem devido à doença. Neste

ano, o Instituto Nacional do Câncer estima

o surgimento de 15 mil novos casos. Em

Rio Branco, no ano de 2014, foi realizado

uma pesquisa que identificou que 6,9%

das alterações cervicais ocorreram em

adolescentes de 15 a 19 anos sexualmente

ativas. Isto sugere que a exposição à infecção

pelo HPV entre as mulheres de Rio

Branco tem ocorrido muito precocemente

(BRASIL, 2002).

Segundo a Febrasgo (2002), o câncer

do colo do útero é uma patologia de

crescimento lento e silencioso. A detecção

precoce desse tipo de câncer ou de lesões

precursoras é plenamente justificável, pois

a cura pode chegar a 100% e, em maioria

a resolução ocorrerá ainda em nível

ambulatorial. Oliveira, (2005) relata que

para prevenir o aparecimento de um tipo

de câncer em uma pessoa é necessário

realizar ações que a afastem de fatores que

propiciem o desarranjo celular que acontece

nos estágios iniciais (HPV), quando

apenas algumas poucas células estão sofrendo

agressões que podem transformá-

-las em malignas.

Como a presença de infecções por HPV

está, sabidamente, associada ao desenvolvimento

do câncer cervical, está ocorrendo

um progressivo aumento do interesse dos

profissionais de saúde e do meio científico

em aperfeiçoar as técnicas de tratamento.

As dificuldades terapêuticas, a persistência

da doença, as recidivas constantes, e de

terapia imunológica específica que atue

contra as lesões já instaladas, levando a

pensar quais as atitudes adequadas para

impedir a transmissão e o aumento da

Revista NewsLab | Ago/Set 18


Imagem Ilustrativa

AUTORES:

ANNA KAROLINY SANTANA DE SOUZA1;

NELCINA MARIA DE AZEVEDO LIMA2.

artigo 2

incidência desta virose.

Sabe-se que existe muito a ser feito,

com diferentes tarefas para a intensificação

de ações de promoção a saúde da

mulher, com incentivo para a realização

de exames preventivos, mas os avanços

para a promoção da saúde da mulher são

inegáveis porque nos últimos anos ocorreu

um acentuado declínio na taxa de

mortalidade por câncer do colo do útero,

graças ao advento da citologia ginecológica.

Os estágios pré-clínicos e as lesões

precursoras passaram a ser diagnosticadas

antecipadamente, contribuindo para

o tratamento adequado da paciente que

sofre deste mal.

Assim, torna-se necessário a melhor estruturação

do programa de rastreamento

do câncer do colo do útero para que haja

convocações dessas que dependem do

sistema público de saúde para realizarem

o diagnóstico precoce e um tratamento

efetivo (GIRALDO, 2008).

Considerações Finais

77

O estudo permitiu a construção de

uma ampla revisão acerca do tema a

cobertura

cobertura

da

da

primeira

primeira

de

de

2014

2014 comparada

comparada a

de

de

2015,

2015, e

de

de

21,07%

21,07%

na

na

segunda

segunda

dose

dose

entre

entre

os

os

mesmos

mesmos

períodos.

períodos.

Tabela Coberturas vacinais HPV Quadrivalente - Sexo feminino de 11 a 14 anos por

Tabela 1 - Coberturas vacinais - HPV Quadrivalente - Sexo feminino de 11 a 14 anos por

idade dose 2014

idade Tabela e dose 1 - Coberturas 2014 vacinais - HPV Quadrivalente -

Sexo feminino de 11 a 14 anos por idade e dose 2014

Número de meninas residentes por faixa HPV Quadrivalente

Número de meninas residentes por faixa HPV Quadrivalente

etária

etária

Dose Dose 2 Dose 3

Dose 1 Dose 2 Dose 3

Idade Nº Nº Nº Nº %

Idade Nº Nº % Nº % Nº %

11 anos 3666 0.00 0.00 0.00

11 anos 3666 0.00 0.00 0.00

12 anos 3743 0.00 0.00 0.00

12 anos 3743 0.00 0.00 0.00

13 anos 3124 0.00 0.00 0.00

13 anos 3124 0.00 0.00 0.00

14 anos 2812 0.00 0.00 0.00

14 anos 2812 0.00 0.00 0.00

TOTAL 10533 92,55 45,71 0.00

Fonte: Programa TOTAL Nacional de Imunizações. Última atualização: 10533 30/11/2017 92,55 45,71 0.00

Fonte: Programa Nacional de de Imunizações. Última Última atualização: atualização: 30/11/2017 30/11/2017

Tabela 2 - Coberturas vacinais - HPV Quadrivalente - Sexo feminino de 09 a 12 anos por

Tabela idade e 2 dose - Coberturas em 2015 vacinais - HPV Quadrivalente - Sexo feminino de 09 a 12 anos por

idade e dose em 2015

Tabela 2 - Coberturas vacinais - HPV Quadrivalente -

Sexo feminino de 09 a 12 anos por idade e dose em 2015

Número de meninas residentes por faixa HPV Quadrivalente

Número de meninas etária residentes por faixa HPV Quadrivalente

Dose 1 Dose 2 Dose 3

etária

Dose 1 Dose 2 Dose 3

Idade Nº Nº % Nº % Nº %

09

Idade

anos


3439 2960


86,07

%

541


15,73

% Nº

1 0,03

%

09

10

anos

anos 3546

3439

2779

2960

78,37

86,07

1169

541

32,97

15,73

2

1

0,06

0,03

10

11

anos

anos 3666

3546

1988

2779

54,23

78,37

1369

1169

37,34

32,97

3

2

0,08

0,06

11

12

anos

anos 3743

3666 1988

320

54,23

8,55

1369

467 12,48

37,34

6

3

0,16

0,08

12 TOTAL anos 14394 3743 8047 320 55,91 8,553546 46724,64 12,48126 0,08 0,16

Fonte: Programa TOTAL Nacional de Imunizações. Última atualização: 14394 8047 30/11/2017 55,91 3546 24,64 12 0,08

Fonte: Programa Nacional de Imunizações. Última atualização: 30/11/2017

Fonte: Programa Nacional de Imunizações. Última atualização: 30/11/2017

As doses agrupadas neste relatório referem-se às doses aplicadas da vacina

HPV 6,11,16

As doses

e

agrupadas

18 (recombinante)

neste relatório

- HPV

referem-se

Quadrivalente

às doses

em

aplicadas

todos os

da

serviços

vacina

HPV

públicos

6,11,16

(excluídas

e 18 (recombinante)

as doses realizadas

- HPV Quadrivalente

nos serviços

em

privados/particulares).

todos os serviços

públicos

Estimativas

(excluídas

da Organização

as doses

Mundial

realizadas

da Saúde

nos

(OMS)

serviços

indicam

privados/particulares).

que 290 milhões de

038

Estimativas mulheres no da mundo Organização são portadoras Mundial da da doença, Saúde sendo (OMS) 32% indicam infectadas que pelos 290 milhões tipos 16 de e

mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e

que se propôs, utilizando dados eletrônicos

disponível sobre o assunto. Vários

estudos têm mostrado a importância

em tentar combater, precocemente, a

ação do HPV através de exames preventivos

e, mais recentemente, com a utilização

de vacinas bivalentes ou quadrevalentes

contra os vírus mais propensos

a ocasionar lesões nas regiões genitais

e até o câncer.

Vale ressaltar que apesar da vacinação

ter se mostrado eficiente na

prevenção do câncer do colo do útero,

o exame Papanicolaou deve continuar

em utilização na detecção do vírus, pois

deve ser visto como um método seguro

e acessível para a população de baixa

renda, quando comparado a métodos

mais sensíveis como a detecção do

DNA. A incorporação da vacina complementa

as demais ações preventivas

do câncer do colo do útero e, como é

destinada a jovens antes de iniciar a atividade

sexual, é uma forma de reduzir

os custos que o governo teria no futuro.

Diante do exposto, fica claro o descuido

da população em relação às doenças

sexualmente transmissíveis, incluindo

àquela que foi objeto deste estudo,

Papilomavírus Humano (HPV), ainda é

evidentemente relevante devido a cultura

errônea da população de procurar

os profissionais de saúde apenas para

tratamento de um mal aparente, quando

a prevenção seria o mais prudente.

Conclui-se que se faz necessário que

a população feminina seja mais rigorosa

em relação aos fatores de risco que estão

envolvidos direta ou indiretamente com

a gênese dessas lesões. Sendo assim, é

prudente que sejam mais seletivas na

escolha dos seus parceiros, evitando as

relações promíscuas e a pluralidade de

parceiros, assim como o início precoce

das relações sexuais e ainda, optar sempre

por um sexo seguro.

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BRASIL, Ministério da Saúde. Manual

Técnico. Profissionais da Saúde. Prevenção do

Colo do Útero. Brasília. 2002, p. 5, 8, 13.

BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento

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FEBRASGO - Federação Brasileira das

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Acesso em 19 de novembro de 2017.

GIRALDO, P. C., et al. Prevenção da

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Revista NewsLab | Ago/Set 18


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AUTORES:

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

MARYANNE CRISTINE DE OLIVEIRA2;

CLAUDIO GALENO DE OLIVEIRA QUEIROGA DE LIMA3,

MAYSA KEVIA LINHARES DANTAS QUEIROGA3

RUI NOBREGA DE PONTES FILHO4

artigo 3

Avaliação das

Enteroparasitoses

Humanas no

Município de Santa

Luzia, Paraíba -

Brasil

Resumo

As helmintoses e protozooses intestinais constituem ainda hoje um

sério problema de saúde pública no mundo, sendo responsáveis, segundo

a OMS, por cerca de 2 a 3 milhões de óbitos anualmente em todo o

planeta. Neste contexto, este estudo objetivou identificar e quantificar os

principais parasitas encontrados em amostras de exames de pacientes

atendidos nos anos de 2011 e 2012 pelos laboratórios de análises clínicas

de Santa Luzia, PB. Determinou-se, então, a prevalência de parasitoses

intestinais do município estudado. Do total de 3.221 exames analisados,

34,58% apresentaram a presença de parasitoses, sendo a espécie

Endolimax nana o protozoário mais frequente com 40,39% e Ascaris

lumbricoides, o helminto mais encontrado com 2,15%. Dentre os resultados

de exames positivos para parasitoses, 9,52% apresentaram quadro

de poliparasitose e 90,48% de monoparasitose. Concluiu-se que mais de

30% dos pacientes estavam infectados com alguma espécie de parasita,

sendo os protozoários mais encontrados em relação aos helmintos e que

é necessária a implantação de medidas integradas que reduzam a infestação

desses parasitas na população.

Palavras-chave: Enteroparasitoses, protozoários, helmintos.

1. Professor DSc. Unidade Acadêmica de Ciências Biológicas

– CSTR – Universidade Federal de Campina Grande.

Farmacêutico-Bioquímico (equeiroga.lima@gmail.com).

2. Graduada de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas da

Universidade Federal de

Campina Grande – Campus de Patos, PB (mary_cristynne@

hotmail.com).

3. Acadêmicos de Medicina da Universidade Internacional

Três Fronteiras (claudiogaleno1@gmail.com; maysakevia@

hotmail.com).

4. Médico Ginecologista e Obstetra Patos, PB (ruypontes@

gmail.com).

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG / Centro de

Saúde e Tecnologia Rural – CSTR. Avenida Universitária S/N -

Bairro Santa Cecília -Patos/PB. CEP: 58708-110.

Telefone: (83) 3511-3000

E-mail: cstr@cstr.ufcg.edu.br

Summary

Evaluation of Human Enteroparasitoses in the Municipality of

Santa Luzia, Paraíba - Brazil

The helminthosis and protozoosis are still a serious public health

problem worldwide. They are responsible, according to WHO, for

about 2-3 million deaths annually around the world. In this context,

this study has aimed to identify and quantify the main parasites found

in exams samples of patients seen by the clinical laboratories of Santa

Luzia, PB, Brazil, in 2011-2012. Therefore, the prevalence of intestinal

parasitoses were determined in Santa Luzia. Altogether, 3.221 tests

were analyzed, 34.58% had parasitic disease, of these, 40.39% were

of specie Endolimax nana, the most frequent protozoan, and 2,15%

were Ascaris lumbricoides, the helminth more present. In positive

tests, 9.52% presented polyparasitoses and 90.48% monoparasitoses.

It was concluded that more than 30% of patients were infected with

some species of parasite, and protozoans are more prevalent than

helminths and the implementation of integrated actions are necessary

to reduce the infestation of these parasites in the population.

Keywords: Prevalence, intestinal parasites, helminths, protozoa.

imagem ilustrativa

Introdução

Parasitismo é a associação entre seres

vivos, na qual existe unilateralidade de

benefícios, sendo um dos associados prejudicado

pela associação. Desse modo, o

hospedeiro é espoliado pelo parasito, pois

fornece alimento e abrigo para este (1).

As doenças parasitárias e infecciosas

constituem ainda hoje um sério problema

de saúde pública no mundo, sendo responsáveis,

segundo a OMS, por cerca de 2

a 3 milhões de óbitos anualmente em todo

o planeta. Estas doenças atingem índices

alarmantes em muitos países da América

Latina e África, nos quais segundo os testes

coproscópicos, pelo menos um tipo de

doença parasitária acomete os indivíduos

examinados (2). O problema envolvendo as

parasitoses intestinais no Brasil é bastante

elevado, principalmente nas populações

de baixo nível socioeconômico (3). Apesar

disso, quando se perguntam quais são as

doenças mais comuns, poucas pessoas se

lembram de incluir entre elas as parasitoses

intestinais. Mesmo sendo as infecções

causadas por esses parasitas, sem dúvidas,

as doenças mais comuns e mais negligenciadas

na população mundial.

Sabe-se que a prevalência dessas parasitoses

apresenta variações no país e

está intimamente ligada às condições

ambientais em que o indivíduo vive, principalmente

as condições de saneamento

básico, o nível socioeconômico, o grau de

escolaridade, a inadequada destinação

do lixo, a idade e os hábitos de higiene de

cada indivíduo (3,5,6).

Dados da PNSB (Pesquisa Nacional de

Saneamento Básico), realizada pelo IBGE

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),

revelam que o esgotamento sanitário

é o serviço de saneamento básico de menor

cobertura nos municípios brasileiros,

alcançando apenas 55,2% de esgotamento

sanitário por rede coletora (7). De forma

semelhante, os resultados da ABRELPE

(Associação Brasileira de Empresas de

Limpeza Pública e Resíduos Especiais),

mostram que 58,1% de resíduos coletados

seguem para aterros sanitários, porém

cerca de 75 mil toneladas diárias ainda

têm destinação inadequada, sendo encaminhadas

para lixões, alagados ou aterros

controlados, os quais não possuem o conjunto

de sistemas e medidas necessários

para proteção do meio ambiente contra

danos e degradações, agravando consideravelmente

os problemas de saúde da

população (8).

A situação social da região Nordeste

do Brasil ainda é muito precária, os índices

que avaliam as condições de vida da

população mostram seus valores sofríveis

e segundo o IDH (Índice de Desenvolvimento

Humano) da ONU, publicado pelo

IPEA (Instituto de Pesquisa e Estatística

Aplicada), todos os Estados nordestinos

apresentam resultados inferiores à média

brasileira. Entre os dez menores índices

de IDH do País, oito são de Estados do

Nordeste. A região também apresenta as

maiores taxas de mortalidade infantil e a

menor expectativa de vida dentre as demais

regiões brasileiras (9).

Apesar de ter sido observado um declínio

de até 30% na prevalência de enteroparasitoses

em escolares nas últimas

décadas10, estudos realizados em cidades

do nordeste brasileiro revelam elevada

prevalência de infecções parasitárias, com

66,1% em Salvador-BA (11), 84,9% em

Natal-RN (12) e de 96% em Paracatuba-

-SE (13).

A transmissão das parasitoses geralmente

é oro-fecal, isto é, pela ingestão de

ovos de helmintos e cistos de protozoários

presentes em alimentos, água ou até mesmo

por algum objeto contaminado com

fezes (14).

Os danos que os enteroparasitas podem

causar aos seus portadores são bastante

variáveis. Os quadros graves são mais comuns

em pacientes desnutridos, imunodeprimidos,

com neoplasias, portadores

de doenças do colágeno, anemia falciforme,

tuberculose, esplenectomia prévia, ou

naqueles em uso prolongado de corticoides

ou imunossupressores. Nos quadros

leves, as manifestações são inespecíficas:

anorexia, irritabilidade, distúrbios do sono,

vômitos ocasionais, náuseas, diarreia.

“Manchas de pele” e “ranger dos dentes”

são relacionados popularmente com parasitoses

intestinais, sem, no entanto, haver

confirmação cientifica. Crianças desnutridas

podem apresentar anemia (tricocefalíase),

enterorragia (esquistossomose, amebíase)

e obstrução intestinal (ascaridíase)

(15). Indivíduos assintomáticos que estão

em contato direto com alimentos podem

tornar-se fonte potencial de contaminação

de vários patógenos, principalmente os

enteroparasitos (16).

Embora as parasitoses intestinais sejam

ignoradas, é necessário que se apliquem

medidas que diminuam o número de indivíduos

infectados, medidas que sejam

capazes de interromper os mecanismos de

transmissão. Para que isso possa ocorrer é

de fundamental importância conhecer as

espécies prevalentes de cada local (17).

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi

identificar e quantificar os principais parasitas

encontrados em amostras de exames

de pacientes atendidos nos anos de 2011 e

2012 pelos laboratórios de análises clínicas

de Santa Luzia, PB. Determinando então a

prevalência de parasitoses intestinais do

município estudado.

042

Revista NewsLab | Ago/Set 18

043


Imagem Ilustrativa

(esquistossomose, amebíase) e obstrução intestinal (ascaridíase) (15). Indivíduos

assintomáticos que estão em contato direto com alimentos podem tornar-se fonte potencial de

contaminação de vários patógenos, principalmente os enteroparasitos (16).

AUTORES:

Embora as parasitoses intestinais EDNALDO sejam ignoradas, QUEIROGA é necessário DE LIMA1; que se apliquem

medidas que diminuam o número de MARYANNE indivíduos infectados, CRISTINE medidas DE OLIVEIRA2; que sejam capazes de

interromper os mecanismos de transmissão. RAFAEL Para RODRIGUES que isso possa DE SIQUEIRA3;

ocorrer é de fundamental

FERNANDO MEDEIROS FILHO3;

importância conhecer as espécies prevalentes

RUI NOBREGA

de cada local

DE

(17).

PONTES FILHO4

Sendo assim, o objetivo deste estudo foi identificar e quantificar os principais parasitas

encontrados em amostras de exames de pacientes atendidos nos anos de 2011 e 2012 pelos

laboratórios de análises clínicas de Santa Luzia, PB. Determinando então a prevalência de

parasitoses intestinais do município estudado.

Materiais e métodos

Área de estudo

artigo 3

Materiais e Métodos

Área de Estudo

O estudo foi realizado no município de

Santa Luzia (PB), situado a 260Km da capital

João Pessoa (Figura 1). Santa Luzia

se insere nas coordenadas geográficas

de 6º 52’ 2” sul e 36º 55’ 16” Oeste, situando-se

a uma altitude de 302 metros.

De acordo com a contagem de de saúde

(18), distribuídos em estabelecimentos

municipais, estaduais e privados. Entre

estes, destaca-se o Laboratório do Hospital

e Maternidade Sinhá Carneiro, pertencente

ao governo estadual e atende

uma demanda maior de pacientes.

Coleta de Dados

O presente trabalho foi desenvolvido

através de dados coletados pelos profissionais

de saúde (bioquímicos e biomédicos),

no Laboratório de Análises Clínicas Dr.

José Benício de Medeiros (rede privada) e

no Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro

(rede pública) da cidade de Santa Luzia

– PB a partir dos exames realizados e arquivados

em prontuários utilizados pelos

mesmos para o controle interno.

A pesquisa foi feita a partir de exames

realizados no período de janeiro de 2011 a

dezembro de 2012. Os resultados analisados

foram separados em positivos e negativos,

sendo então analisados os parasitas

encontrados e a frequência dos mesmos

nos resultados positivos, separando-os de

acordo com sexo e idade do paciente.

As análises estatísticas foram realizadas

e os resultados explanados na forma de

gráficos e tabelas.

O estudo foi realizado no município de Santa Luzia (PB), situado a 260Km da capital

João Pessoa (Figura 1). Santa Luzia se insere nas coordenadas geográficas de 6º 52’ 2” sul e

36º 55’ 16” Oeste, situando-se a uma altitude de 302 metros. De acordo com a contagem de

Figura 1: Localização da cidade de Santa Luzia no Estado da Paraíba. Fonte: (IBGE, 2016)

Figura 1: Localização da cidade de Santa Luzia no Estado da Paraíba. Fonte: (IBGE, 2016)

Método

Os metodos consagrados e mais utiliazados

na identificação de parasitas

intestinais são Hoffman-Pons-Janer

(30) técnica utiliza a sedimentação

fecal espontânea. Neste método, as

amostras fecais são diluídas em água

logo filtrada através de uma gaze em

copo cónico de sedimentação. O método

Hoffman-Pons-Janer é utilizada

para detectar a presença de ovos e

larvas de helmintos e cistos de protozoários.

Esta técnica é amplamente

utilizada em estudos epidemiológicos,

devido ao seu baixo custo. A técnica de

Willis (31) é um método de flutuação

com base na capacidade dos ovos de

helmintos flutuar na superfície de uma

solução saturada de cloreto de sódio

com uma densidade de 1,20 g / mL e

de aderir ao vidro. Nesta técnica, uma

solução saturada com as fezes emulsionado

é depositado num frasco de fundo

redondo e um menisco é formado na

superfície. Em seguida, o balão é coberta

com uma lâmina. Depois de vários

minutos, a lâmina é removido e examinado

sob um microscópio. A técnica de

Baermann-Moraes (32) é utilizada para

a detecção de larvas de nemátodos em

amostras fecais e baseia-se no termotropismo

e hidrotropismo das larvas,

que apresentam uma tendência para a

sedimentação. Esta técnica consiste em

colocar as fezes em contacto com água

quente a 40-45 ºC durante 1 hora, de

tal modo que as larvas presentes nas

fezes tendem a migrar para os meios

mais quentes, líquidos e se depositem

no fundo do frasco.

Resultados

Foram analisados 3.221 resultados

de exames parasitológicos de fezes, realizados

durante o período de janeiro de

2011 a dezembro de 2012 no município

de Santa Luzia, PB. Dos 3.221 resultados

analisados, 2.101 apresentaram resultado

negativo para parasitose e

1.114 foram considerados parasita-

044

Revista NewsLab | Ago/Set 18


Imagem Ilustrativa

ºC durante 1 hora, de tal modo que as larvas presentes nas fezes tendem a migrar para os meios

mais quentes, líquidos e se depositem no fundo do frasco.

AUTORES:

Resultados

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

MARYANNE CRISTINE DE OLIVEIRA2;

RAFAEL RODRIGUES DE SIQUEIRA3;

Foram analisados 3.221 resultados de exames parasitológicos de fezes, realizados

FERNANDO MEDEIROS FILHO3;

durante o período de janeiro de 2011 RUI a dezembro NOBREGA de 2012 DE no PONTES município FILHO4 de Santa Luzia, PB.

Dos 3.221 resultados analisados, 2.101 apresentaram resultado negativo para parasitose e

1.114 foram considerados parasitados. Dentre as amostras positivas, 106 apresentaram

quadro de poliparasitose e 1.008 de monoparasitose (Figura 2).

artigo 3

dos. Dentre as amostras positivas, 106

apresentaram quadro de poliparasitose

e 1.008 de monoparasitose (Figura 2).

Os resultados encontrados com presença

de parasitoses, constam 63%

eram do sexo feminino e 37% do sexo

masculino. Dos pacientes com parasitoses,

32,41% tinham de 0 a 15 anos;

16,43% de 16 a30 anos; 16,43% de 31 a

45 anos;14,90% de 46 a 60 anos; 11,22%

de 61 a 75 anos; 3,23% de 76 a 90 anos;

0,18% de 91 a 105 anos; e 5,21% não

identificaram idade (Figura 3).

De acordo com os 1.114 resultados

positivos pôde-se analisar que 2%

dos pacientes apresentaram apenas a

presença de vermes helmintoses intestinais,

97% apresentaram apenas

presença de protozoários e 1% apresentaram

a presença de protozooses e

helmintoses, como mostra a Figura 4.

Na figura 5 estão relacionadas as

frequências de cada uma das espécies

encontradas. Abaixo desta, podem-se

analisar imagens dos tipos de parasitoses

encontradas na população estudada,

sendo em forma de ovos para os

helmintos e cistos para os protozoários

(Figura 6). O somatório das frequências

excede 100% devido aos casos de poliparasitismo.

Independente do sexo e

faixa etária, os protozoários foram mais

frequentes que os helmintos, destacando-se

a Endolimaxnana (40,39%)

e a Entamoeba coli (33,30%). Entre os

helmintos, o Ascaris lumbricoides foi o

mais frequente (2,15%).

Ainda de acordo com a espécie de

parasito encontrado, pôde-se analisar

que o protozoário Endolimax nana e o

helminto Ascaris lumbricoides, além de

serem os de prevalência maior, foram

observados em uma maior quantidade

de pacientes com idade referente de 0

a 15 anos, conforme mostra a Tabela 1.

3000 Positivos

2000

1000

0

Negativos

Monoparasitose

Poliparasitose

Figura 2. Comparação entre os 3.221

25

20 exames das amostras parasitadas, não parasitadas,

Figura 2. Comparação entre os 3.221 15

monoparasitadas e poliparasitadas 10 exames das amostras parasitadas, não parasitadas,

entre 2011 e 2012.

16-30 16,43

Os resultados encontrados com presença de parasitoses, constam 63% eram do sexo

31-45 16,43

feminino e 37% 46-60 do sexo masculino. 35 Dos pacientes com parasitoses, 14,9 32,41% tinham de 0 a 15

30

anos; 16,43% 61-75 de 16 a30 anos; 25

20 16,43% de 31 a 45 anos;14,90% 11,22 de 46 a 60 anos; 11,22%

76-90

15

10

3,23

de 61 a 75 anos; 3,23% de 5 76 a 90 anos; 0,18% de 91 a 105 anos; e 5,21% não

91-105 0

0,18

identificaram idade (Figura 3).

Idade (Anos)

Não identificarma a idade 5,21

0-15 32,41

% das idades (anos)

% das idades (anos)

35

30

Título do Gráfico

5

monoparasitadas e poliparasitadas 0entre 2011 e 2012.

Idade (Anos)

0-15 32,41

Título do Gráfico

16-30 16,43

31-45 16,43

Figura 3. Percentual de parasitos intestinais em relação à idade (anos) dos hospedeiros.

46-60 14,9

61-75 11,22

De 76-90 acordo com os 1.114 resultados positivos 3,23 pôde-se analisar que 2% dos pacientes

91-105 0,18

apresentaram apenas a presença de vermes helmintoses intestinais, 97% apresentaram apenas

Não identificarma a idade 5,21

presença de protozoários e 1% apresentaram a presença de protozooses e helmintoses, como

Figura mostra 3. Percentual a Figura 4. de parasitos intestinais em relação à idade (anos) dos hospedeiros.

Figura 3. Percentual de parasitos intestinais em relação à idade (anos) dos hospedeiros.

150%

De acordo com os 1.114 resultados positivos pôde-se analisar Pacientes que com 2% helmintos dos pacientes

apresentaram 100% apenas a presença de vermes helmintoses intestinais, 97% apresentaram apenas

Pacientes apenas com

presença 50% de protozoários e 1% apresentaram a presença de protozooses protozoários e helmintoses, como

mostra a Figura 4.

Pacientes com protozoários e

0%

helmintos

do sexo e faixa etária, os Protozooses protozoários e Helmintoses foram mais frequentes que os helmintos, destacando-se

150% a Endolimaxnana (40,39%) e a Entamoeba coli (33,30%). Entre os helmintos, o Ascaris

Pacientes com helmintos

Figura 4. Distribuição de protozooses e helmintoses encontradas em pacientes infectados e

100% lumbricoides Figura 4. foi Distribuição o mais frequente de protozooses (2,15%). e helmintoses encontradas em pacientes infectados e

associação parasitária nos mesmos indivíduos.

Pacientes apenas com

50% associação parasitária nos mesmos indivíduos.

protozoários

Espécies de Parasitas

Pacientes com protozoários e

0%

helmintos

Na figura 5 Protozooses estão relacionadas e Helmintoses as frequências de cada uma das espécies encontradas.

Endolimax nana Entamoeba coli Entamoeba histolytica

Abaixo desta, podem-se analisar imagens dos tipos de parasitoses encontradas na população

Giardia lamblia Lodamoeba butschlii Ascaris lumbricoides

Figura estudada, 4. Distribuição sendo em forma de protozooses de ovos para e helmintoses encontradas e cistos para em os pacientes protozoários infectados (Figura e 6).

Enterobius vermicularis Ancilostomídeos Hymenolepis nana

associação O somatório parasitária das frequências nos mesmos excede indivíduos. 100% devido aos casos de poliparasitismo. Independente

40,39

Na figura 5 estão relacionadas as frequências de cada uma das espécies encontradas.

33,3

Abaixo desta, podem-se analisar imagens dos tipos de parasitoses encontradas na população

23,34

estudada, sendo em forma de 19,84 ovos para os helmintos e cistos para os protozoários (Figura 6).

O somatório das frequências excede 100% devido aos casos de poliparasitismo. Independente

3,5 2,15 0,54 0,36 0,18

Figura 5. Prevalência de Parasitoses intestinais em humanos do município de Santa Luzia, PB

Figura 5. Prevalência de Parasitoses intestinais em humanos do município de Santa Luzia, PB

046

Ainda de acordo com a espécie de parasito encontrado, pôde-se analisar que o

Revista NewsLab | Ago/Set 18

protozoário Endolimax nana e o helminto Ascaris lumbricoides, além de serem os de

prevalência maior, foram observados em uma maior quantidade de pacientes com idade


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AUTORES:

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

MARYANNE CRISTINE DE OLIVEIRA2;

RAFAEL RODRIGUES DE SIQUEIRA3;

FERNANDO MEDEIROS FILHO3;

RUI NOBREGA DE PONTES FILHO4

artigo 3

Discussão

O homem é um dos hospedeiros que

pode abrigar diversos tipos de parasitas

e a parasitologia é a ciência que estuda

as formas de vida que vive dentro ou

sobre outros organismos (19). A distribuição

geográfica dos parasitas humanos

ocorre devido às ações e interações

ambientais, incluindo o próprio ser humano

(20).

São vários os estudos realizados em

todas as regiões do Brasil acerca das

parasitoses intestinais. Durante o desenvolver

do trabalho viu-se que estes

parasitas continuam sendo uma importante

endemia no país, que atingem

indivíduos de todas as idades.

Os resultados de exames laboratoriais

arquivados no prontuário do

laboratório do Hospital e Maternidade

Sinhá Carneiro e do Laboratório

de Análises Clínicas Dr. José Benício

de Medeiros, nos permitiram fazer o

levantamento epidemiológico identificando

os parasitas de maior incidência

na área de estudo.

A prevalência de parasitoses intestinais

observada no presente estudo,

de 34,58%, se assemelha com resultados

obtidos por outros autores que

realizaram este tipo de trabalho em

outros municípios do país, podendo ser

estes citados: Ferreira, et al. (21) com

31,7%, Slongo, et al. (22) com 34,6%,

Abraham, et al. (16) com 33,3% e Segantin

et al. (23) com 35,64% de positividade

para pelo menos um tipo de

parasitose.

Entretanto os índices são mais elevados

do que aqueles encontrados

na cidade de Estiva e Gerbi, SP, cujos

resultados evidenciaram que 11,5%

das amostras apresentavam-se positivas

para pelo menos um parasita (24).

Contudo, prevalências maiores que a

observada nesse estudo foi relatada em

Figura Figura 6. Ilustrações 6. Ilustrações de ovos de ovos de helmintos de helmintos e cistos e cistos de de protozoários encontrados na população

estudada. Fonte: Laboratório central de parasitologia da UFCG.

estudada. Fonte: Laboratório central de parasitologia da UFCG.

Parasitas encontrados

Protozoários

Helmintos

Espécies N° de

pacientes

Idade de

maior

prevalência

Espécies N° de

pacientes

Idade de

maior

prevalência

E. nana

(absoluto)

450 0-15 A. lumbricoides

(absoluto)

26 0-15

E. coli 371 46-60 E. vermicularis 6 0-15

E. histolytica 221 46-60 Ancilostomídeos 4 0-15

G. lamblia 260 0-15 H. nana 2 0-15

I. butschli 39 61-75 0-15

Tabela 1. Prevalência de parasitos intestinais observada em 3.221 exames

parasitológicos de fezes.

Tabela 1. Prevalência de parasitos intestinais observada em 3.221 exames parasitológicos de

fezes.

048

Discussão

Revista NewsLab | Ago/Set 18

O homem é um dos hospedeiros que pode abrigar diversos tipos de parasitas e a


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AUTORES:

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

MARYANNE CRISTINE DE OLIVEIRA2;

RAFAEL RODRIGUES DE SIQUEIRA3;

FERNANDO MEDEIROS FILHO3;

RUI NOBREGA DE PONTES FILHO4

artigo 3

Piracanjuba, GO (61,97%) (25), Patos

de Minas, MG (73%) (26), e Coari, AM

(83%) (27).

O poliparasitismo encontrado

(9,52%) foi bastante inferior ao relatado

por Ottaet al. (28) que identificou

44,3% de poliparasitados e, de monoparasititados,

90,48%,que assemelhou-se

com o resultado encontrado

por Slongo et al. (22), o qual apresentou

infecção por uma única espécie para

83,3% dos indivíduos parasitados.

Em relação ao sexo, com maior

prevalência de infecção por parasitas,

destacou-se o sexo feminino com 63%

do total de pacientes analisados, assemelhando

assim com os resultados encontrados

por Carneiro et al. (62,43%)

(25) e com Freitas et al.(60%) (29).

Observou-se que o protozoário Endolimax

nana (40,39%) foi o parasito

mais prevalente no presente estudo,

relacionando-se então com o resultado

apresentado por Slongo et al. (22)

que apresentou presença de 49% deste

parasito, seguindo com Entamoeba coli

(33,30%), Giardia lamblia (23,34%),

Entamoeba histolityca (19,84%), e Iodamoeba

butschlii (3,50%). Em relação

aos helmintos, o Ascaris lumbricoides

foi o mais prevalente, sendo encontrado

em 24 pacientes (2,15%), seguindo com

Enterobius vermicularis (0,54%), Ancilostomídeos

(0,36%) e Hymenolepis

nana (0,18%).

Foi possível analisar também que,

o protozoário Endolimax nana e o helminto

Ascaris lumbricoides, além de

possuírem maior prevalência, ambos

tiveram uma presença maior em paciente

com uma faixa etária de 0 a 15

anos. Provavelmente o motivo desse

resultado tenha se dado pelo fato de

estarmos falando em pacientes com

idade escolar, os quais geralmente possuem

hábitos de higiene inadequados e

sua imunidade ainda não é eficaz para

eliminação dos parasitos. Certamente

o Ascaris lumbricoides tenha prevalecido

entre os demais helmintos, devido

à alta capacidade de a fêmea gerar

prole e pela alta resistência dos ovos ao

meio externo.

Embora tenham sido encontrados valores

de prevalência menores que os de

outros estudos, esses dados são preocupantes,

tendo em vista que mais

de 30% dos pacientes estavam infectados

com alguma espécie de parasita.

Demonstrando então a necessidade de

implantação de medidas integradas

que envolvam parcerias entre instituições

acadêmicas, autoridades sanitárias

e principalmente a comunidade, pois a

proliferação das parasitoses nas populações

é acarretada principalmente com

o indevido acesso ao saneamento básico

adequado.

Conclusão

De acordo com os dados analisados,

o presente estudo permite concluir que:

o agente etiológico das parasitoses intestinais

mais frequentes na população

humana do município de Santa Luzia,

PB foi a Endolimax nana, quando se refere

à protozoário e Ascaris lumbricoides

quando se fala em helminto. As parasitoses,

em geral, foram mais incidentes em

mulheres e em pacientes com faixa etária

de 0 a 15 anos de idade, o que afirma o

citado anteriormente sobre a vulnerabilidade

de crianças às diversas parasitoses

intestinais existentes.

Dessa forma o estudo trará, para a

comunidade analisada, inúmeras implicações

positivas, uma vez que se conhecendo

a prevalência dessas doenças,

medidas podem ser estabelecidas para

que haja uma melhoria na saúde coletiva

para as populações de faixa etária mais

jovem, principalmente.

Agradecimentos

Agradecimentos ao Hospital e Maternidade

Sinhá Carneiro e ao laboratório

de Análises Clínicas Dr. José Benício

de Medeiros pela disponibilidade

dos estabelecimentos para a realização

do trabalho.

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050

Revista NewsLab | Ago/Set 18

051


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AUTORES:

EDNALDO QUEIROGA DE LIMA1;

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052

Revista NewsLab | Ago/Set 18

053


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matéria de capa

Não é só sobre viver mais,

é sobre viver melhor

Roche Diagnóstica investe em digitalização e

inteligência artificial com o objetivo de garantir que

mais conhecimento resulte sempre em mais saúde

Por Lucilene Oliveira

A fim de dar a bilhões de pessoas desta

geração ou das próximas o direito de

viver mais e melhor, verdadeiras fortunas

são aplicadas em empresas de biotecnologia¹

no Vale do Silício, na Califórnia

(EUA), em busca da tão sonhada “extensão

da vida” ou, para alguns a solução

para o “problema da morte”. Para muitos,

essa possibilidade fica restrita apenas aos

filmes de ficção científica de Hollywood,

mas alguns estudiosos, como o PhD em

biologia Aubrey de Grey, são enfáticos

ao afirmar que o envelhecimento é uma

questão de tecnologia². Se será mesmo

possível viver com saúde além da projeção

de expectativa de vida, ninguém de

fato foi capaz de comprovar até hoje, mas

uma coisa é certa: somente o avanço da

tecnologia pode garantir tal evolução.

É munida dessa certeza que a Roche

Diagnóstica iniciou um maciço processo

de aquisições de startups, de desenvolvimento

interno de novas tecnologias e inteligência

artificial, além de uma parceria

com a General Electric (GE), focada em

diagnóstico de imagem, para reforçar o

posicionamento de branding da empresa

“mais conhecimento, mais saúde” e, com

isso, dar suporte à equipe de especialistas

clínicos na tomada de decisão sobre

a melhor condução dos pacientes com

doenças graves.

Com o expressivo investimento em

inteligência artificial, digitalização e automação,

que organiza as informações

para a equipe clínica e amplia o acesso à

saúde de ponta e de qualidade, a diretora

de Marketing da Roche, Ana Grubba,

destaca que o posicionamento de branding

da empresa é lançado para revelar o

valor das soluções resultantes de vastas

pesquisas clínicas. “Com todo esse investimento,

a Roche apoia os parceiros e

equipe clínica, e valoriza também a pessoa

que está na outra ponta utilizando

essas tecnologias: o paciente. E um paciente

que é cada vez mais protagonista

de todo seu tratamento, pois ele busca

conhecimento e, consequentemente,

tem mais saúde.”

E para garantir a aplicação da crença

no dia a dia dos laboratórios e clínicas

médicas, o gerente de Produto de Tecnologia

da Informação da Roche, Wesley

Schiavo, destaca a importância da implementação

de mecanismos e dispositivos

tecnológicos que automatizem o processo.

“A Roche possui alguns dados demonstrando

que, em 1950, a estimativa

era de que demorava 50 anos para que

todo o conhecimento existente sobre a

medicina dobrasse de tamanho - agora,

a projeção para 2020 é que isso aconteça

a cada 72 dias. É praticamente impossível

que uma pessoa consiga acompanhar todas

essas mudanças”, afirma.

Para suportar a digitalização da medicina

e em clinical support decisions

(o suporte à decisão clínica), a Roche

lança no início de 2019, no Brasil, o Navify®,

marca atualmente implantada

em poucos países da Europa e nos EUA,

que tem o objetivo de oferecer soluções

digitais e com inteligência artificial de

leitura de dados para as diversas ramificações

do tratamento clínico. De acordo

com Schiavo, a primeira ferramenta do

portfólio da marca a chegar ao País é o

Navify® Tumor Board, que passa a concentrar

no ambiente digital as discussões

dos casos graves de oncologia. O Tumor

Board é uma reunião multidisciplinar que

acontece dentro dos centros oncológicos

com o objetivo de definir o diagnóstico, o

tratamento e a conduta clínica para um

paciente com câncer.

“Hoje, essa dinâmica acontece de maneira

muito manual e sem rastreabilidade,

o que acaba por comprometer a efetividade

do processo”, explica o gerente

de Produto. Ele destaca que, com a plataforma

digital, todas as informações relevantes

daquele paciente, como o resultado

de exames e anotações de prontuários

médicos eletrônicos, serão concentrados

e apresentados aos profissionais em uma

interface capaz de suportar anotações e

discussões on-line sobre a condução do

tratamento. A solução também quebra

barreiras geográficas, permitindo que

mesmo profissionais que não estejam

fisicamente no local da reunião possam

emitir pareceres.

A diretora de Marketing da Roche

Diagnóstica Brasil, Ana Grubba, destaca

que os novos lançamentos ressaltam a

essência da empresa de estar sempre um

passo à frente no desenvolvimento de

novas tecnologias. “Quando comecei na

Roche, um dos assuntos mais falados era

a decodificação do DNA , e não entendíamos

muito bem qual era a efetiva aplicação

daquilo - hoje, é muito óbvio.” Desde

sua fundação, na Suíça, há 122 anos, o

intuito da Roche sempre foi o de transformar

positivamente os cuidados com a

saúde e melhorar a vida dos pacientes ao

redor do mundo. Com o propósito “Doing

now what patients need next”, a empresa

é uma das gigantes do setor que mais

investiram em pesquisa clínica a fim de

elevar a qualidade do tratamento e diagnóstico

de doenças graves, como Câncer

e Aids. Ao todo, 20% do faturamento

global é investido em pesquisa e desenvolvimento

de novos medicamentos e

produtos de diagnóstico³.

Olhando de forma abrangente para

todos os setores que estão diretamente

ligados à atenção à saúde, a Roche vai

além das ferramentas de suporte à decisão

clínica e atua no desenvolvimento de

soluções que dão sustentação aos centros

médicos e laboratórios. Com a aquisição

da Viewics, empresa de business intelligence

atuante no mercado internacional

há oito anos, focada em otimizar os processos

no ambiente laboratorial, ela passa

a oferecer uma solução completa aos

parceiros, com o objetivo de economizar

recursos humanos e financeiros durante

a realização das testagens.

“A solução de business intelligence

transforma os dados em conhecimento

estratégico para o laboratório. O software

captura todos os dados de produtividade

em dashboards inteligentes com

vários insights, que serão mostrados de

maneira automatizada, por meio de cálculos

e algoritmos, quais são os desafios

de produtividade e desperdícios que o

laboratório está enfrentando”, diz Schiavo.

Ele destaca que toda a economia feita

pelo laboratório é uma sobra de recursos

financeiros que podem ser investidos

posteriormente em pesquisas clínicas.

Por defender que a digitalização

ocorra de forma plena, a multinacional

também apresenta o Roche Inventory

Solution, uma ferramenta de software de

gestão focada em inventário de estoque

e logística dos laboratórios de maneira

digitalizada. “A logística no Brasil ainda

é muito crítica e manual. Isso acaba gerando

desperdício para o laboratório e ele

acaba, por exemplo, fazendo um estoque

maior do que o necessário, desperdiçando

reagentes por estar próximo da validade”,

afirma Schiavo.

E as aquisições não param por aí.

Recentemente, a multinacional comprou

a Flatiron, uma empresa especializada

em Big Data em oncologia, para garantir

à Roche Farma o acesso a dados sobre a

evolução da doença para que, por meio

da análise dessas informações, possa

definir novos tratamentos terapêuticos,

novos medicamentos e novos tipos de

teste para o diagnóstico do câncer.

Conheça as soluções de digitalização

da Roche Diagnóstica durante o Congresso

de patologia clínica 2018.

Parceria GE: união de forças

A Roche fez uma importante parceria

com a GE Healthcare, com o intuito de

unir a expertise da farmacêutica com o

diagnóstico in vitro (diagnóstico de laboratório

das amostras clínicas), e a unidade

da General Electric Company, com vasta

experiência com o diagnóstico in vivo

(por imagem). “Essa parceria vai resultar

em ferramentas de análise para começar

a gerar mais conhecimento sobre uma

determinada doença, para que os médicos

possam tomar decisões”, afirma o

diretor de Valor Médico e Acesso da Roche

Diagnóstica Brasil, Micha Nussbaum,

que chama a atenção para a conexão

entre a parceria e o reforço de branding

da Roche. “Para transformar a saúde nos

próximos anos, é preciso conhecimento,

e ele virá da captura e integração dessas

informações”, completa.

056

Revista NewsLab | Ago/Set 18

057


matéria de capa

Lançamentos e destaques

CBPC/ML 2018

Integração laboratorial

automatizada

Além da digitalização, a Roche Diagnóstica investe em equipamentos

de automatização de processos para atender aos

laboratórios e centros médicos de pequeno, médio e grande

porte. Para isso, a multinacional apresenta no Brasil, durante o

52º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial

(CBPC/ML), novos produtos.

Imunologia

O cobas e 801 é um equipamento destinado a laboratórios

centrais e bancos de sangue e suporta todo o portfólio de testes

de imunologia da Roche, processando mais de 100 parâmetros

com desempenho de até 300 testes/hora (1200 testes/hora

considerando até 4 módulos cobas e 801) .

Lançado no ano passado, o equipamento é capaz de dobrar

a capacidade dos testes de imunologia disponibilizados atualmente,

requer um baixo volume de amostra, oferecendo carregamento

contínuo de reagentes e consumíveis, além de baixo

tempo de reação, com 18 minutos para os testes de rotina e 9

minutos para os testes de emergência.

Essas características beneficiam pacientes e profissionais de

saúde, fornecendo resultados precisos e necessários para suportar

a melhor decisão de tratamento.

MagNA Pure 24

Diagnóstico Molecular

O MagNA Pure 24 System é um equipamento de extração

automatizado de ácidos nucleicos e foi desenhado

para atender laboratórios que queiram implementar mecanismos

que acelerem o procedimento de extração de ácidos nucléicos.

“O equipamento vem para complementar o portfólio de sistemas

LDT, oferecendo maior agilidade e flexibilidade para os laboratórios de

pequeno e médio volume e podendo ser utilizado tanto nos laboratórios

de diagnóstico clínico quanto em pesquisa”, destaca a gerente de

Produto de Soluções Moleculares da Roche, Andrea Bredariol.

Coagulação laboratorial

Dois novos equipamentos da marca cobas® também serão

apresentados nacionalmente no CBPC/ML. Os cobas t 511 e

cobas t 711 completam o portfólio de Hemostasia da empresa,

indicados para os laboratórios e hospitais de médio e alto volume.

“No ano passado, lançamos o cobas t 411, com foco nas

pequenas rotinas. Agora, chegamos com analisadores maiores,

que atendem às necessidades específicas da alta demanda em

coagulação”, afirma o gerente de Produto Specialty Testing da

Roche Diagnóstica, Vinícius Sugiyama. Ele ressalta o compromisso

da Roche como um fornecedor completo de soluções em

diagnóstico laboratorial com esse lançamento.

cobas t 711

Referências Bibliográficas

1. https://www.nytimes.com/2018/01/25/opinion/sunday/silicon-valley-immortality.html

2. https://super.abril.com.br/ideias/como-viver-ate-os-1000-anos/

3. http://www.roche.com.br/home/quem_somos/roche_diagnostica_brasil.html

cobas® Liat System

058

cobas e 801

O cobas® Liat System chega para completar a linha molecular

da empresa oferecendo testes respiratórios. O sistema realiza testagens

rápidas, com resultados emitidos em até 20 minutos, para

Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (RSV) e Streptococcus

A. Em breve outros produtos também farão parte do menu de

testes, ampliando o portfólio do sistema, que recebeu o selo CLIA

Waived, emitido pelo Food and Drug Administration (FDA), que

permite a sua alocação nas salas de emergência dos hospitais e clínicas

médicas. “A testagem pode ser realizada por qualquer profissional

da saúde sem a necessidade de encaminhar a amostra a um

laboratório especializado em Biologia Molecular”, destaca Andrea.

Revista NewsLab | Ago/Set 18

COBAS, COBAS E, COBAS T, MAGNA PURE, COBAS LIAT,

NAVIFY, VIEWICS são marcas registradas da Roche.

Nº de registro ANVISA: 10287411338, 10287411195,

10287411342 e 10287411309

©2018 Roche – Setembro/2018 – Cód. MC-BR-00003

Roche Diagnóstica Brasil Ltda.

Av. Engenheiro Billings, 1729 – Prédio 38

São Paulo, SP, 05321-010 – Brasil

0800 77 20 295

www.roche.com.br

ANA GRUBBA

Diretora de Marketing da

Roche Diagnóstica Brasil

059


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testes/ hora hora com com ISE ISE (K, (K, Na, Na, Cl) Cl) - - opcional

• 24 • 24 horas de de refrigeração para para carrossel de de reagente

• • Cuvetas reutilizáveis com com estação de de lavagem automática

• • Mixer independente

• • Detecção de: de: coágulo, proteção contra colisão

(vertical e e horizontal), nível nível de de líquido, monitoração de de

inventário e e pré-aquecimento do do reagente.

• • Leitor de de código de de barras interno

• Pré • Pré e e pós-diluição para para amostra

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Volume mínimo de de reação com com 100µL de de reagente.

• 220 • 220 hemogramas por por hora hora e 120 e 120 lâminas por por hora hora

• • Equipamentos podem trabalhar em em conjunto ou ou isolados dependendo da da rotina

• As • As esteiras de de carregamento dos dos analisadores são são bidirecionais (patente Mindray)

• O • O software labXpert é o é o padrão para para o CAL o CAL 6000 6000 e e gerencia todo todo o o sistema com com a a possibilidade de de auto auto validação e e análise

de de amostras com com base base em em regras predefinidas, além além de de possuir uma uma interface mais mais intuitiva para para validação manual.

• • Amostras STAT STAT podem ser ser carregadas em em modo aberto para para diminuir o o tempo de de execução do do teste teste ou ou em em racks com com prioridade

• • Seguindo 3 3 etapas de de “load and and go”, go”, os usuários do do SC-120 podem obter lâminas finalizadas que que estão prontas para para a a revisão

microscópica

• • Utilizando adaptador com com patente própria, vários tipos tipos de de tubos são são permitidos

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• • Volume de de amostras:

a partir a partir de de 10 10 microlitros;

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• • Capacidade de de processar 60 60 amostras

simultâneas ( 6 ( 6 Rack´s de de 10 10 posições);

• • Carregamento contínuo de de cubetas e e substrato

sem sem precisar parar o o equipamento;

• • Suporta 176 176 cubetas por por rodada. Cubetas

prontas para para uso uso sem sem provocar congestionamento

de de cubetas;

• • Reagentes com com estabilidade on on board de de até até 56 56 dias; dias;

• • Solução Wash Buffer pronta para para uso uso de de 10 10 Litros;

• • Indicador luminoso para para identificação de de amostras,

reagentes e e substrato;

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e e alta alta resolutividade que que diminuirá a a sua sua revisão microscópica de de

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contínuo

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total total e 35 e 35 μL μL de de sangue capilar

• • Resultados de de NRBC (hemácias nucleadas) em em todas as as amostras sem sem

custo extra extra de de reagente evitando o falso o falso aumento nas nas contagens globais de de

leucócitos

• • Monitor com com tela tela sensível ao ao toque

• • Se Se os os resultados da da amostra acionarem os os critérios, o o carregador

automático retornará as as racks de de amostra para para verificação automática ou ou

repetição de de reflexo

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

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informe científico I

062

Desempenho diagnóstico do Freelite®

para detecção de Mieloma Múltiplo em

uma população brasileira

Edvan de Queiroz Crusoe 1, Ana Lucia Peres2, Fabiana Higashi, Priscila Cury 1, Ana Luiza Dias, Maria Rossato1, Carolina Moraes Hungria1, Marcia

Desiato 1, Elyara Maria Soares4, Vania T de Moraes Hungria1

1Disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São

Paulo; 2Serviço de Hematologia da Santa Casa de São Paulo; 3Graduando da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; 4The

Binding Site Brazil

Contato: hungria@dialdata.com.br ; elyara.soares@bindingsite.com.br

Resumo

O diagnóstico do mieloma múltiplo

continua sendo um desafio para os

médicos devido aos sintomas não específicos

(anemia, dor óssea e infecções

recorrentes) que são comuns especialmente

na população idosa. No entanto,

o diagnóstico precoce está associado

a uma doença menos grave, incluindo

menos pacientes que apresentam lesão

renal aguda, fraturas patológicas e anemia

grave. Desde 2006, o teste de cadeia

leve livre de soro Freelite® foi incluído

juntamente com testes laboratoriais

tradicionais (eletroforese de proteínas e

imunofixação séricas e urinárias) como

método auxiliar na identificação de proteínas

monoclonais, que são a base para

o diagnóstico de Mieloma. O ensaio da

cadeia leve livre do soro reconhece a superfície

exposta da imunoglobulina em

sua forma livre com alta sensibilidade.

Outros ensaios que medem cadeias leves

nas formas de imunoglobulina livre e intacta

são sensíveis, mas infelizmente, devido

à nomenclatura utilizada, estes ensaios

(cadeias leves totais) são por vezes

utilizados no lugar do ensaio de cadeia

leve livre. Além disso, nesse estudo avaliamos

dados de 61 pacientes diagnosticados

com Mieloma Múltiplo. O objetivo

do mesmo é auxiliar na diferenciação

deste dois ensaios e fornecer informações

a médicos e técnicos de laboratório,

para que possam utilizar as diretrizes do

International Myeloma Working Group.

Abstract

The diagnosis of Multiple Myeloma is a

challenge to the physician due to the non-

-specific symptoms (anemia, bone pain and

recurrent infections) that are commonplace

in the elderly population. However, early

diagnosis is associated with less severe disease,

including fewer patients presenting with

acute renal injury, pathological fractures and

severe anemia. Since 2006, the serum free

light chain test Freelite® has been included

alongside standard laboratory tests (serum

and urine protein electrophoresis, and serum

and urine immunofixation) as an aid in the

identification of monoclonal proteins, which

are a cornerstone for the diagnosis of Multiple

Myeloma. The serum free light chain assay

recognizes the light chain component of the

immunoglobulin in its free form with high

sensitivity. Other assays that measure light

chains in the free and intact immunoglobulin

forms are sensitive, but unfortunately, due to

the nomenclature used, these assays (total light

chains) are sometimes used in place of the

free light chain assay. This paper reviews the

available literature comparing the two assays

and tries to clarify hypothetical limitations of

the total assay to detect Multiple Myeloma.

In addition, in this study we evaluated data

from 61 patients diagnosed with Multiple

Myeloma. The purpose of this study is to

assist in the differentiation of these two tests

and provide information to physicians and

laboratory technicians so that they can use

the guidelines of the International Myeloma

Working Group.

Introdução

As gamopatias monoclonais podem

ser de diferentes subtipos, incluindo

condições pré malignas, chamada de

Gamopatia Monoclonal de Significado

Indeterminado (GMSI), Mieloma Múltiplo

Sintomático e Assintomático, dentre

eles citamos Plasmocitomas Solitários,

Mieloma Múltiplo (MM), Amiloidose de

cadeia leve (AL) ou Macroglobulinemia

de Waldenstrom (MW) por exemplo.

Estes distúrbios são caracterizados pela

produção de proteínas monoclonais que

podem ser de imunoglobulinas intactas,

cadeias leves livres no soro (CLLs), uma

combinação de ambas, ou apenas de

cadeias pesadas 1,2. Uma baixa porcentagem

desses distúrbios se apresenta

sem a produção de qualquer proteína

monoclonal.

Os distúrbios assintomáticos são identificados

através de investigações laboratoriais

de rotina. Embora o diagnóstico

dos distúrbios sintomáticos possa apresentar

dificuldades consideráveis, uma

vez que os sintomas (anemia, infecções

recorrentes, fadiga e dor óssea) podem

ser comuns em uma população idosa e

não específicos da doença3-6. No entanto,

há uma necessidade de diagnóstico

oportuno, pois os atrasos podem levar

a um aumento da gravidade da doença,

incluindo insuficiência renal aguda e fratura

patológica, o que pode levar a uma

menor sobrevida global.

Revista NewsLab | Ago/Set 18

Os ensaios policlonais da cadeia leve

livre do soro (CLLs) identificam epítopos

no componente da cadeia leve Kappa (κ)

ou Lambda (λ) da imunoglobulina que

estão apenas expostos quando não ligados

ao seu par de cadeia pesada. Desde

2006, os ensaios foram incluídos nas Diretrizes

Internacionais para detecção de

gamopatias monoclonais (MGs).

Introdução ao Freelite®

O exame Freelite® é um imunoensaio

específico e sensível para a determinação

de cadeias leves livres (CLLs) no soro. Os

anticorpos policlonais do teste, reagem

apenas com as formas livres das cadeias

leves proporcionando uma medição quantitativa

de κ e λ livres no soro, que podem

ser utilizados para o diagnóstico, monitoramento

e prognóstico de pacientes com

Mieloma Múltiplo e outras Gamopatias

Monoclonais. A quantificação das CLLs

em soro é recomendada pelas diretrizes

do Grupo Internacional de Trabalho sobre

Mieloma (International Myeloma Working

Group - IMWG) para o diagnóstico de mieloma

múltiplo. As recomendações atualizadas

definem que a relação entre a cadeia

envolvida e não envolvida deve ser ≥ 100,

e que a mesma é um novo biomarcador

maligno para mieloma. Isto significa que

se um paciente apresenta células clonais

na medula óssea ≥10% (comprovada por

biópsia por exemplo) e a cadeia leve livre

produzida pelo tumor (envolvida) é ≥ 100

mg/L e a relação entre a envolvida/não

envolvida é ≥ 100 o médico será capaz

de diagnosticar o mieloma múltiplo neste

paciente, mesmo na ausência de critérios

de CRAB6. Além das diretrizes internacionais,

a quantificação das cadeias leves

livres pelo ensaio de anticorpos policlonais

também está incluídas nas nacionais7 e

na portaria para diagnóstico de Mieloma

Múltiplo do Ministério da Saúde, publicada

em agosto de 2015.

A alta concentração de CLL monoclonal

no soro está associada à proliferação

maligna de células plasmáticas na

maioria dos gamopatias monoclonais.

A proporção de CLL no soro (κ/λ) é um

indicador sólido de monoclonalidade. A

produção de uma das cadeias leves livres

alterada sobre a outra será refletida

em uma proporção κ/λ anormal (< 0,26

ou > 1,65)8. Este parâmetro, utilizado

como um marcador tumoral, é muito

valioso para diferenciar patologias monoclonais

das patologias com elevações

policlonais de cadeias leves livres (CLLs)

(disfunção renal, infecções, etc). A

sensibilidade do ensaio de cadeias leves

livres no soro faz com que seja possível

quantificar κ e λ livre, em concentrações

muito baixas, mesmo quando os níveis

de proteínas monoclonais são indetectáveis

por eletroforese de proteínas e

imunofixação (sensibilidade de 1000

mg/L e 150 mg/L, respectivamente).

Isto significa que o mieloma múltiplo

pode ser detectado precocemente.

A especificidade do ensaio de cadeia

leve livre no soro (apenas reage com as

formas livres de κ e λ) possibilita a determinação

exata e confiável de proteínas

monoclonais em comparação com a determinação

de cadeias totais κ e λ, que não

distinguem as quantidades de CLLs dentro

da grande concentração de cadeias leves

ligadas a cadeias pesadas como parte da

estrutura das imunoglobulinas.

A amostra de urina não representa

fonte confiável para avaliar os níveis de κ

e λ livre por diferentes motivos. O rim tem

uma alta capacidade de metabolização e

somente quando a capacidade de produção

tumoral de CLLs excede a reabsorção

renal, é que se pode detectar proteína

de Bence Jones (CLL urinária)9. Diversas

dificuldades técnicas e de interpretação

acompanham este tipo de amostra, fazendo

com que tanto pela sensibilidade

quanto confiabilidade, se utilize a análise

em soro e não em urina para quantificação

destas cadeias leves livres.

Diferenças entre o teste de Cadeia

Leve Livre e de Cadeia Leve Total

O uso do Freelite® (quantificação de

cadeias leves livres) no diagnóstico de

gamopatias monoclonais já está bem

estabelecido10-13. No entanto, muitas

vezes ainda existe dúvida no momento

da solicitação e interpretação do mesmo.

O ensaio da cadeia leve total mede

a concentração de todos os anticorpos e

também das cadeias leves livres, ou seja,

IgG-kappa, IgA-kappa, IgM-kappa, IgD-

-kappa, IgE-kappa e kappa livre. O Freelite®

quantifica apenas a forma livre da

cadeia leve kappa ou lambda como pode

ser observado na figura 1.

Figura 1. Quantificação das cadeias kappa e lambda em testes para cadeias leves livres e totais.

Os ensaios de cadeia leve total medem as cadeias leves quando ligadas às cadeias pesadas em

imunoglobulinas intactas juntamente com as cadeias leves livres (CLL). O ensaio de cadeia leve

Figura 1. Quantificação

livre (Freelite®)

das cadeias

mede apenas

kappa

as cadeias

e

leves

lambda

livres. Figura

em

adaptada

testes

do

para

plano Beckman

cadeias

Coulter

leves livres e totais. Os

Immage Systems, novembro de 2007.

ensaios de cadeia leve total medem as cadeias leves quando ligadas às cadeias pesadas em

063

imunoglobulinas intactas juntamente com as cadeias leves livres (CLL). O ensaio de cadeia leve livre

(Freelite®) mede apenas as cadeias leves livres. Figura adaptada do plano Beckman Coulter Immage


informe científico I

Para complementar a análise retrospectiva do soro dos pacientes, cujas amostras

foram utilizadas para comparação da quantificação com Freelite® e cadeia leve total, a

tabela 2 a seguir mostra a quantidade de pacientes que foram classificados com Mielo-

Cadeia leve Cadeia livre leve kappa livre kappa

a quantidade de pacientes que foram classificados com Mieloma Múltiplo dos subtipos: IgG kappa, IgG

3.3-19.4 mg/L 3.3-19.4 mg/L ma Múltiplo dos subtipos: IgG kappa, IgG lambda, IgA kappa, IgA lambda, cadeia leve

Cadeia leve Cadeia livre leve lambda livre lambda 5.7-26.3 mg/L 5.7-26.3 mg/L lambda, IgA kappa, IgA lambda, cadeia leve livre kappa e cadeia leve livre lambda.

livre kappa e cadeia leve livre lambda.

Cadeia Relação leve Cadeia Relação livre leve kappa livre kappa 3.3-19.4 0.26-1.65 mg/L 3.3-19.4 0.26-1.65 mg/L

Cadeia leve Cadeia livre leve lambda livre lambda 5.7-26.3 mg/L 5.7-26.3 mg/L

Gamopatia Amostras IgG kappa IgG IgA Kappa IgA CLL kappa CLL

Relação Relação 0.26-1.65 0.26-1.65

Os intervalos de referência utilizados Monoclonal (n) (n) Lambda (n) Lambda (n) lambda

Os intervalos Os intervalos de referência de referência utilizados utilizados para o teste para de o cadeia teste de total cadeia foram: total foram:

para o teste de cadeia total foram:

(n)

(n)

(n) 7

Os intervalos Os

Imunoglobulinas

intervalos de referência

Imunoglobulinas

de referência utilizados

kappa

para utilizados

kappa

o teste para de o cadeia teste

1.7 -

total de

3.7

cadeia foram:

g/L 1.7 -

total

3.7 g/L

foram:

Mieloma 56 24 12 8 4 5 3

Imunoglobulinas Imunoglobulinas lambda lambda 0.9 - 2.1 g/L 0.9 - 2.1 g/L

Imunoglobulinas Relação Imunoglobulinas Relação kappa kappa 1.7 1.35 - 3.7 - 2.65 g/L 1.7 1.35 - 3.7 - 2.65 g/L Múltiplo

Imunoglobulinas Imunoglobulinas lambda lambda 0.9 - 2.1 g/L 0.9 - 2.1 g/L

Relação Relação 1.35 - 2.65 1.35 - 2.65

Resultados Resultados

Tabela 2. Análise retrospectiva do soro e características da proteína monoclonal dos pacientes

diagnosticados

Tabela 2. Análise

com Mieloma

retrospectiva do soro e características da proteína monoclonal dos pacientes

Resultados Os Resultados pacientes Os pacientes foram avaliados foram avaliados retrospectivamente retrospectivamente e a tabela e a 1 tabela a seguir 1 a sumariza seguir sumariza as as

diagnosticados com Mieloma

características características clínicas e estágio clínicas de e estágio estadiamento de estadiamento dos mesmos. dos mesmos.

Os pacientes Os pacientes foram avaliados foram avaliados retrospectivamente retrospectivamente e a tabela e a 1 tabela seguir 1 a sumariza seguir sumariza as as

Revista NewsLab | Ago/Set 18

064

Objetivo

O objetivo deste estudo foi comparar

os resultados de amostras de pacientes já

diagnosticados com Mieloma Múltiplo em

uma população brasileira, utilizando o Freelite®

e o teste de cadeia leve total; e com

isso, contribuir com informações complementares

aos médicos e laboritoristas.

Métodos

Foram analisados os históricos clínicos

de 61 pacientes provenientes da Santa

Casa de Misericórdia de São Paulo com

Mieloma Múltiplo ao diagnóstico, e os

mesmos utilizados para descrição de

características demográficas, étnicas,

o componente monoclonal e estadiamentode

cada um, e 56 amostras dos

mesmos foram submetidas à quantificação

e análise das cadeias leves livres

e totais através da utilização do Freelite®

para quantificação das cadeias leves

livres (The Binding Site- Reino Unido) e

o teste de cadeia leve total, para níveis

de cadeias totais (Siemens Healthineers).

Os testes de Freelite® foram realizados

na plataforma SPA Plus® (The Binding

Site- Reino Unido) e os testes de cadeia

leve total foram realizados pelo laboratório

Diagnósticos do Brasil ( DASA). Os

testes foram realizados de acordo com as

instruções dos fabricantes e os valores de

referência para o Freelite® foram:

características características clínicas e estágio clínicas de e estágio estadiamento de estadiamento dos mesmos. dos mesmos.

Resultados

Os pacientes foram avaliados retrospectivamente e a tabela 1 a seguir sumariza as

características clínicas e estágio de estadiamento dos mesmos.

Tabela 1- Demografia, doença de base e características clínicas de pacientes

Características n (%)

Idade

Mediana 60 (28-87)

Sexo

Masculino 34 (56)

Feminino 27 (44)

Etnia

Branco 47 (77)

Outros 14 (23)

Subtipo do componente monoclonal

IgG 38 (62)

IgA 12 (20)

Cadeia leve livre 8 (13)

IgM 1 (2)

ND 2 (3)

DSS

IA 3 (5)

IIA/B 7 (11)

IIIA/B 43 (70)

ND 8 (13)

ISS

I 16 (26)

II 16 (26)

III 17 (28)

ND 12 (20)

DSS- Estadiamento de Durie e Salmon; ISS- Sistema Internacional de Estadiamento

Para complementar a análise retrospectiva do soro dos pacientes, cujas amostras foram

utilizadas para comparação da quantificação com Freelite® e cadeia leve total, a tabela 2 a seguir mostra

065


informe científico I

Em seguida, avaliamos os valores de

kappa, lambda e da relação obtida após

a quantificação das cadeias leves livres

e totais, nas amostras de soro dos 56

pacientes com Mieloma Múltiplo. Como

podemos observar na figura 1 abaixo, a

relação de CLLs obtida após realização

do Freelite® foi anormal em 52 pacientes,

enquanto que a relação anormal de

cadeias leves totais foi detectada em 48

dos mesmos pacientes avaliados.

Conclusão

A detecção precoce de pacientes com

mieloma múltiplo é fundamental para

a redução de comorbidades que podem

afetar a qualidade de vida. O ensaio da

cadeia leve livre do soro , mas não o ensaio

da cadeia leve total, é parte importante

do quadro diagnóstico utilizado na

rotina de testes laboratoriais e que contribui

para o diagnóstico, monitoramento

e prognóstico de pacientes com gamopatias

monoclonais, incluindo o mieloma

múltiplo. Nosso grupo demonstrou

previamente outros dados onde o ensaio

de cadeia leve total não foi eficiente 12.

Neste trabalho, o teste de cadeia leve

total mais uma vez não detectou os pacientes

corretamente quando comparado

ao teste de CLLs. Com isso, sugerimos

que os médicos e laboratoristas estejam

cientes dessas diferenças, e procurem

seguir as Diretrizes Internacionais as

quais recomendam a inclusão da análise

de CLLs (Freelite®) ao painel de testes

convencional para diagnóstico e monitoramento

do Mieloma Múltiplo.

Referências:

1. Gertz MA. Immunoglobulin light

chain amyloidosis: 2014update on diagnosis,

prognosis, and treatment. Am J

Hematol. 2014;89(12):1133–40.

2. Kyle RA, Gertz MA, Witzig TE, Lust

JA, Lacy MQ, Dispenzieri A,et al. Review

of 1027 patients with newly diagnosed

multiple myeloma. Mayo Clin Proc.

2003;78(1):21–33.

3. Bridgen ML, Webber D. Clinical

Pathology Rounds: the case of

FLC ratio

10000

1000

100

10

1

0.1

0.01

0.001

0.0001

0.01 0.1 1 10 100 1000

TLC ratio

Figura 2: Relação anormal detectada pelo Freelite em comparação com o ensaio de cadeia leve

total. O Freelite® foi capaz de detectar todos os pacientes corretamente.

Figura 1: Relação anormal detectada pelo Freelite em comparação com o ensaio de cadeia leve total.

O Freelite® foi capaz de detectar todos os pacientes corretamente.

the anaplastic carcinoma that was

not – potential problems in the interpretation

of monoclonal proteins. Lab

Med.2000;31(12):661–5.

Conclusão

A detecção precoce de pacientes com mieloma múltiplo é fundamental para a redução de

4. van Zaanen HC, Diderich PP, Pegels

JG, Ruizeveld de WinterJA. Renal

insufficiency due to light chain multiple

myeloma. Ned Tijdschr Geneeskd.

2000;144(45):2133–7.

5. Chaves Lameiro P, Lazaro de la Osa

J, Gonzalez J. Difficulties identifying a

monoclonal component in a Bence-

-Jones multiple myeloma, a clinical case.

Biochim Clin.

6. Rajkumar SV, Dimopoulos MA, Palumbo

A, et al. International Myeloma

Working Group updated criteria for the

diagnosis of multiple myeloma. Lancet

Oncol monitoramento 2014; 15: e538–48. do Mieloma Múltiplo.

7. Guidelines on the diagnosis and

management of multiple myeloma treatment:

Associação Brasileira de Hematologia

e Hemoterapia e Terapia Celular.

Vânia Tietsche de Moraes Hungria, Edvan

de Queiroz Crusoe, Adriana Alvarez Quero,

Manuella Sampaio, Angelo Maiolino,

Wanderley Marques Bernardo. Rev Bras

Hematol Hemoter. 2013;35(3):201-17

8 -Serum free light chain assessment

in monoclonal gammopathy and kidney

disease Colin A. Hutchison, Kolitha Basnayake

and Paul Cockwell. Hutchison, C.

A. et al. Nat. Rev. Nephrol. advance online

publication 29 September

9-Clinical Chemistry 48:9 1437–1444

comorbidades que podem afetar a qualidade de vida. O ensaio da cadeia leve livre do soro , mas não o

ensaio da cadeia leve total, é parte importante do quadro diagnóstico utilizado na rotina de testes

laboratoriais e que contribui para o diagnóstico, monitoramento e prognóstico de pacientes com

gamopatias monoclonais, incluindo o mieloma múltiplo. Nosso grupo demonstrou previamente outros

dados onde o ensaio de cadeia leve total não foi eficiente 12 .

Kappa

Lambda

(2002) Serum Reference Intervals and

Diagnostic Ranges for Free and Free

Immunoglobulin Light Chains: Relative

Sensitivity for Detection of Monoclonal

Light Chains Jerry A. Katzmann, Raynell

J. Clark, Roshini S. Abraham, Sandra

Bryant, James F. Lymp, Arthur R. Bradwell,

and Robert A. Kyle

10- Dispenzieri A, Kyle R, Merlini G,

Miguel JS, Ludwig H, Hajek R,et al. International

Myeloma Working Group guidelines

for serum-free light chain analysis

in multiple myeloma and related disorders.

Leukemia. 2009; 23 (2):215–24.14

11- Hungria VT, Kampanis P, Drayson

MT, Plant T, Crusoe EQ,Peres AL, et al.

Comparison of kappa and lambda Freelite

to total kappa and lambda immunoassays

for the detection ofmonoclonal

gammopathies, both as standalone tests

and alongside serum protein electrophoresis.

Blood.2014; 124 (21):5705.21.

12- Serum free light chain assays not

total light chain assays are the standard

of care to assess Monoclonal Gammopathies

Vania Tietsche de Moraes Hungria,

Syreeta Allen, Petros Kampanis, Elyara

Maria Soares. Rev bras hematol hemoter.

2016;3 8(1):37–43

13- Serum free light chains in clinical

laboratory diagnostics. Ellen Jenner.

The Binding Site Group Ltd., 8 Calthorpe

Road, Edgbaston, Birmingham B15

1QT, UK Clinica Chimica Acta 427 (2014)

15–20

Neste trabalho, o teste de cadeia leve total mais uma vez não detectou os pacientes

corretamente quando comparado ao teste de CLLs. Com isso, sugerimos que os médicos e laboratoristas

estejam cientes dessas diferenças, e procurem seguir as Diretrizes Internacionais as quais recomendam

a inclusão da análise de CLLs (Freelite®) ao painel de testes convencional para diagnóstico e

9

066

Revista NewsLab | Ago/Set 18


TESTES RÁPIDOS

Rotavírus

Rota-Adeno Ag

Ab

Ag

ELISA

TESTES RÁPIDOS

ELISA

REAL-TIME PCR

IgE

BIOMOL

NOVO

NOVO

NOVO

Dengue Sorotipagem (Em breve)


Considerações Finais

informe científico II

070

Estudo de Caso – Fase I

Implantação do escalpe de coleta de

sangue com dispositivo de segurança

retrátil para coleta de exames laboratoriais

em um Hospital Terciário de São Paulo

Sirleide Rodrigues de Sousa Lira

Sonia Pereira dos Santos Torres

Rosemeire Grosso

Resumo

Seguindo as diretrizes propostas pela

JCI em relação à segurança do paciente e

do colaborador, e as diretrizes na Norma

Regulamentadora 32, um plano de ação

para aumentar a segurança do profissional

de saúde foi estabelecido. Objetivo:

Minimizar risco de acidentes com perfurocortante

na coleta de exames laboratoriais.

Método: Através da implantação

de um escalpe para coleta de sangue

com dispositivo de segurança retrátil e

com a capacitação contínua dos colaboradores

e da promoção da conscientização

por parte dos colaboradores e da e

qualidade da amostra biológica coletada

para aumentar a segurança no processo.

Resultados: Redução de 99% dos acidentes

com perfurocortante e aumento

da satisfação dos colaboradores.

Introdução

A Joint Commission International (JCI)

é globalmente considerada o padrão-ouro

na certificação e acreditação na área

da saúde, assim como é líder na acreditação

de cuidados de saúde. Possui os

mais rigorosos padrões de avaliação em

qualidade e segurança do paciente (1).

Seguindo as diretrizes propostas pela

JCI em relação à segurança do paciente e

do colaborador e as diretrizes na Norma

Regulamentadora 32, algumas pesquisas

foram realizadas e evidenciamos durante

o período de 2010 a 2012, a manipulação

excessiva dos escalpes para a coleta

de sangue e reencape de agulhas Estas

situações expõem o profissional da saúde

ao risco de acidentes perfurocortantes e

à exposição ao material biológico. Tais

acidentes podem oferecer riscos à saúde

física e mental dos colaboradores(2).

A consequência da exposição ocupacional

aos mais de 30 patógenos

transmissíveis por um acidente perfurocortante

não está somente relacionada

à infecção. A cada ano milhares de

colaboradores da saúde são afetados

por traumas psicológicos e sociais, sendo

obrigados a alterar seus hábitos pelo

medo de uma potencial contaminação,

afastamentos e pelo uso de medicamentos

profiláticos Os acidentes ocasionados

por picada de agulhas são responsáveis

por 80 a 90% das transmissões de doenças

infecciosas entre colaboradores

da saúde. O risco de transmissão de infecção,

através de uma agulha contaminada,

é de um em três para Hepatite B,

um em trinta para Hepatite C e um em

trezentos para HIVI (3).

Um estudo do Pronto Socorro do Hospital

Johns Hopkins observou que 29% dos

pacientes atendidos pela instituição eram

portadores ou de HIV, ou HCV ou HBV. Os

colaboradores de enfermagem suprem a

maior porção do cuidado direto ao paciente,

24 horas por dia nos hospitais e, consequentemente

estão mais expostos ao risco

de ferimentos ocupacionais (4).

Diante desta realidade e pela busca de

um ambiente mais seguro para o profissional

da saúde, foram criadas medidas

para diminuir o risco de exposição ao

profissional de saúde na fase pré-analítica.

Método

Para aumentar e garantir a segurança

dos profissionais de saúde, uma pesquisa

foi realizada afim de identificar no mercado

um escalpe para coleta de sangue

com um dispositivo de segurança que

fosse capaz de reduzir os riscos ao profissional

de saúde.

O trabalho foi organizado

em quatro fases:

1ª Fase:

Após seleção preliminar, foi realizada

uma apresentação do escalpe e seu funcionamento

à equipe de enfermagem

atuante na fase pré-analítica com aula

teórica e prática.

O escalpe apresentado possuía um

dispositivo de segurança retrátil, ou seja,

após o acionamento a agulha retraia

automaticamente, sem que houvesse a

manipulação da agulha pelo profissional

de saúde, diferentemente do dispositivo

padronizado que utilizava o sistema de

ativação do dispositivo por trava de corrediça.

2ª Fase:

Treinamento e capacitação da equipe

3ª Fase

Validação individual no momento da

coleta dos exames laboratoriais

4ª Fase

Avaliação da satisfação da equipe.

Revista NewsLab | Ago/Set 18

O escalpe avaliado se adequava aos requisitos

pré-estabelecidos pela instituição

e pelos colaboradores que utilizariam o

produto, fato este que trouxe grande satisfação

e adesão da equipe de enfermagem.

Os colaboradores também relataram

grande satisfação dos pacientes.

Resultados

Após a validação do produto, o mesmo

passou a ser utilizado para procedimento

de coleta de sangue nos ambulatórios e

andares, sendo que o foco era aumentar

a segurança dos colaboradores.

No campo da assistência, buscou-se

estimular a redução de acidentes com

colaboradores da saúde, através do uso

dos escalpes com dispositivo de segurança

com retração automática durante

a coleta de exames laboratoriais.

Evidenciamos, após uma comparação

com anos anteriores, uma redução de 99%

dos acidentes com perfurocortantes em

coleta de sangue (figura 1). Este resultado

trouxe à equipe grande satisfação pelo material

adotado pela liderança. Ressalto ainda

a importância da capacitação dos colaboradores

na utilização do escalpe.

Considerações Finais

Após a análise dos indicadores percebe-

-se que a realização de um plano de ação

para aumentar a segurança dos colaboradores

nas áreas mencionadas era necessário,

haja visto a redução de 99% dos

acidentes ocorridos. É importante ressaltar

que a capacitação contínua e a correta

utilização do dispositivo durante a coleta

de exames laboratoriais, foram essenciais

para atingir este resultado e proporcionar

aos colaboradores um ambiente mais seguro

e confortável ao seu trabalho.

Após a análise dos indicadores percebe-se que a realização de um plano de ação para

aumentar a segurança dos colaboradores nas áreas mencionadas era necessário, haja visto

a redução de 99% dos acidentes ocorridos. É importante ressaltar que a capacitação

contínua e a correta utilização do dispositivo durante a coleta de exames laboratoriais,

foram essenciais para atingir este resultado e proporcionar aos colaboradores um

ambiente mais seguro e confortável ao seu trabalho.

Bibliografia Consultada

1. Padrões de Acreditação da Joint

Commission Internacional para Hospitais,

5º edição – Joint Commission Internacional.

Consorcio Brasileiro de Acreditação

de sistemas de Serviço de Saúde. Rio

de Janeiro: CBA; 2014. Brasil.

2. Normas. NR 32-Segurança e saúde

no trabalho em serviços de saúde. Brasília:

Ministério do Trabalho e Emprego,

2008. Disponível em: . Acesso em: 14 Fev.

de 2018.

3. National Institute for Occupational

Safety and Health (NIOSH) (1999). NIOSH

Alert: Preventing Needlestick injuries in

Health CareSettings, DHHS (NIOSH) Publication

No. 2000-18. Washington. DC:

U.S. Government Printing Office.

4. Panlilio AL, Cardo DM, Campbell S,

Srivastava PU, Jagger H, Orelien JG et al.

(2000). Estimate of the annual number of

percutaneousinjuries in U.S. hearth care

workers [Abstract S-T2-01 ]. In: Program

and abstracts of the 4th International

Conference on Nosocomialand Health

Care-Associated Infections; Atlanta. March

5-9, 2000:61.

5. Occupational Safety and Hearth Administration

(1998). Occupational Exposure

to Bloodborne Pathogens: Request for

Information. Federal Register, 63,48250-

48252. Esta pesquisa de mercado foi financiada

por Becton, Dickinson Co.

6. Kelen GD, Green GB, Purcell RH, et.

Al. Hepatite B e Hepatite C em pacientes

do departamento de emergência. N Engl

J Med. 1992;326:1399-1404

7. Jagger J, De Carli G, Perry J, Puro

V, Ippolito G. Chapter 31. Exposição

ocupacional a patógenos sanguíneos:

epidemiologia e prevenção. Em: Wenzel

RP; Prevenção e Controle de Infecções

Nosocomiais. 4th ed. Baltimorek Md: Lippincott,

Williams & Wilkins; 2003.

Fig.1

071


anatomia patológica

Papel do patologista

em mastologia

Lesões mamárias são frequentemente

abordadas por biópsias, punções aspirativas,

biópsias a vácuo (mamotomias) e

procedimentos cirúrgicos, fazendo, portanto,

parte da rotina do patologista. No

entanto, cada vez mais torna-se necessário

a sub especialização na área de mastologia

para diagnósticos cada vez mais

detalhados. Ao analisar estes espécimes,

o patologista oferece dados importantes

para o diagnóstico e principalmente para

conduta de tratamento e prognóstico da

paciente.

Além dos avanços em biologia molecular

que foram absorvidos na patologia

mamária. O diagnóstico radiológico em

mastologia evoluiu de forma muito rápida

e dinâmica nos últimos 20 anos. Desta

forma há necessidade de cooperação e

atuação de forma multidisciplinar constante

para melhor avaliação dos casos.

O patologista moderno deve conhecer,

além da morfologia, bases de conhecimento

de radiologia, tem noções sólidas

sobre a clínica das lesões e de oncologia,

pois participa de equipe multidisciplinar

de modo a conciliar estas informações

complexas em prol da paciente.

TIPOS DE EXAMES

DISPONÍVEIS

Citologia por punção de

agulha fina – PAAF (FNA em inglês)

O aspirado citológico obtido por punção

simples com agulha fina, através de

um vácuo para aspiração das células e

área de interesse é obtido por orientação

radiológica, geralmente guiada por ultrassonografia.

O método é simples e de

baixíssimo custo, com alta sensibilidade

Por Angela Waitzberg*

e especificidade. No entanto, é operador

dependente, tanto de quem colhe como

de quem interpreta a amostra. Como o

treinamento destes profissionais nem

sempre é suficientemente adequado, há

frequentemente uma grande quantidade

de casos com amostra insuficiente ou

de interpretação inadequada. A técnica

foi abandonada em muitos centros de

diagnóstico, principalmente na América

do Norte. No entanto, em centros acadêmicos

onde o treinamento é feito de

forma sistemática e a vivência permite

que os operadores sejam expostos a

dificuldades técnicas inerentes da PAAF,

o resultado é muito bom e suas indicações

permitem uma triagem de casos

que devem ser encaminhados a distintas

condutas. Em área de poucos recursos

técnicos radiológicos e financeiros, bem

como acesso à saúde, a PAAF pode ser a

única alternativa diagnóstica de triagem.

As principais indicações onde a PAAF

pode auxiliar de forma simples a conduta

de casos em mastologia são:

• Lesões nodulares com aspecto radiológico

claramente benignos (BI-RADS 3);

• Lesões nodulares com aspecto radiológico

muito suspeitos ou altamente

suspeitos para malignidade (BI-RADS

4B/C e 5) e;

• Lesões císticas.

Em lesões suspeitas, existe a possibilidade

de necessitar de avaliação

complementar por fragmento de tecido

para definição diagnóstica. Muitas vezes

o resultado engloba várias possibilidades

diagnósticas, como hiperplasia ductal

atípica, carcinoma ductal in situ ou carcinoma

ductal bem diferenciado, levando

à necessidade posterior de biópsia diagnóstica

para prosseguir a investigação.

Biópsia por agulha grossa

(core biopsy)

O advento de biópsias por agulha (core

biópsia) permitiu a padronização da técnica

e melhora da abordagem, obtendo-

-se fragmentos filiformes e regulares de

tecido mamário, e desta forma evitando

biópsias excisionais e nodulectomias

cirúrgicas. Se a abordagem radiológica

foi aperfeiçoada, os patologistas tiveram

que aprender a diagnosticar lesões em

amostras muito menores. Ao invés de

obter material amplo ou até mesmo a

lesão total para diagnóstico, este passa

a desenvolver técnicas para diagnosticar

em amostra representativa e limitada

destas lesões. E por vezes, este diagnóstico

é limitado e oferece um número

de entidades possíveis. Atualmente

a core biopsy é a principal abordagem

diagnóstica em mastologia pois permite

ainda, quando bem realizada e

com material adequado, a realização de

perfil imunohistoquímico subsequente.

No entanto, assim como a PAAF, a core

biópsia também é operador dependente,

com problemas técnicos frequentes que

impactam na sua eficiência.

Biópsia a vácuo (mamotomia)

A aspiração dirigida do parênquima

mamário permite a exérese de fragmentos

filiformes, porém mais espessos e mais

longos que os da core biopsy, e foi introduzida

na prática diagnóstica mamária

com o advento do aparelho Mammotome.

Esta abordagem permite a retirada

de uma quantidade maior de material

para avaliação anatomopatológica. É indicação

importante para lesões associadas

a microalcificações, principalmente

as não nodulares. Porém, hoje, também

está indicada em nódulos, alterações da

densidade do parênquima mamário e,

particularmente neste último caso, área

identificadas à ressonância magnética.

Em casos de identificação de lesões

pré-malignas ou malignas obtidas por

esta técnica o relato minucioso no laudo

anatomopatológico, inclusive com medidas

da extensão máxima das lesões

identificadas, é primordial para condução

do caso; pois muitas vezes a reabordagem

não resulta em lesão residual viável

para estadiamento.

Abordagens cirúrgicas

Quando há discordância do tríplice

diagnóstico, ou seja, dos resultados do

exame clínico radiológico e anatomopatológico,

há a necessidade de progressão

diagnóstica que pode cursar com a retirada

cirúrgica de um a biópsia incisional

ou setor mamário diagnóstico.

Biópsia incisional

Quando há aparente comprometimento

da pele que engloba derme e

epiderme ou, em lesões extensas próximas

da derme, uma biópsia (sem o

aparelho de core biópsia) local parece

ser a abordagem mais lógica. Muitas

vezes casos com hipóteses diagnósticas

de mastites recorrentes ou trauma

também são abordados com esta modalidade.

Recorrências de doença prévia

na pele e nódulos superficiais suspeitos

são outros alvos de biópsias incisionais

ou mesmo excisionais. É importante a

amostra englobar a área afetada e a área

sã para comparação das mesmas. Quando

o diagnóstico de carcinoma mamário

é feito neste tipo de espécime o exame

de imunohistoquímico também pode

ser realizado posteriormente na mesma

amostra, desde que suficiente.

SETORES MAMÁRIOS

Em casos onde a presença de distorção

arquitetural, microcalcificações agrupadas,

ou nodulações pequenas foram abordadas

por PAAF e/ou core biópsia e obtiveram resultados

discordantes do aspecto radiológico,

pode-se optar pela retirada cirúrgica

de um segmento de tecido mamário para

diagnóstico. Geralmente esta ressecção

não obedece necessariamente aos limites

técnicos de quadrantectomias ou leva em

consideração margens, pois por definição

seu objetivo é esclarecimento diagnóstico.

No entanto, é primordial que este

espécime seja orientado espacialmente e

topograficamente pelo cirurgião antes de

enviá-lo para análise anatomopatológica.

Esta orientação é feita geralmente com

fios cirúrgicos e/ou agulhas e fios metálicos

para identificação da área afetada e

das margens topográficas. Desta forma o

patologista orienta a peça de acordo com

estes parâmetros, pinta as margens com

nanquim perene de cores diferentes, faz a

clivagem e amostragem de fragmentos de

margens respectivas e sempre inclui todo

o espécime para avaliação patológica. O

laudo subsequente deve citar as lesões encontradas

e sua distância das respectivas

margens para orientar de forma mais exata

possível as re-intervenções cirúrgicas

que forem porventura necessárias.

QUADRANTECTOMIAS E MASTEC-

TOMIAS

A retirada parcial ou apenas de um

segmento ou quadrante da mama foi introduzida

por Veronesi et al., nos anos 80 e

desde então tem sido a abordagem predominante

e preferencial para o tratamento

do câncer de mama sempre que sua indicação

é possível. As quadrantectomias

abrangem a pele e a fáscia pré-peitoral.

Quando a orientação topográfica não é

óbvia, é recomendável a orientação com

fios cirúrgicos como em setores. No caso

das quadrantectomias, a distância das

lesões relevantes encontrada às margens

verificadas na macroscopia é primordial

Os demais dados anatomopatológicos

necessários no laudo se assemelham aos

presentes na mastectomia.

Mastectomias são na enorme maioria

dos casos mastectomias modificadas

sem retirada de musculo peitoral. As

antigas mastectomias à Halsted, mais

agressivas, são raras hoje em dia.

Cada vez mais, pacientes têm a chance

de se submeter a quimioterapia neoadjuvante

e a avaliação da peça cirúrgica

dirá se houve resposta à quimioterapia e

mensurar esta resposta. Embora pareça

óbvio e redundante, é sempre importante

salientar como informes clínicos

074

075


anatomia patológica

precisos sobre o caso devem estar disponíveis

no pedido anatomopatológico,

como resultado de anatomopatológico

prévio (core biopsy com carcinoma invasivo,

por exemplo), local do tumor

(junção dos quadrantes laterais, por

exemplo) e se a paciente foi submetida

a quimioterapia prévia.

EXAME IMUNOISTOQUIÍMICO

Atualmente os casos de carcinoma

mamário in situ e invasivo são submetidos

a avaliação de alguns marcadores

por imunoistoquímica, pois oferece valor

prognóstico e preditivo. A avaliação

imunoistoquímica está nas orientações

das principais associações de referencia,

como ASCO, USCAP, CAP, para todos

os casos de câncer mamário. Embora a

quantidade de proteínas estudadas varie

entre os serviços de patologia, alguns

destes marcadores são considerados hoje

universalmente como necessários para

planejamento estratégico terapêutico.

Existem vários anticorpos monoclonais

comercialmente disponíveis de vários

fabricantes, e além da histórica forma

manual e artesanal tradicional do método

imunoistoquímico, atualmente dispomos

de máquinas de automação e semi-

-automação de imunoistoquímica com

resultados controlados e reproduzíveis

para estes testes. O controle de qualidade

de imunoistoquímica é fundamental

para garantir a qualidade e veracidade

dos resultados. Profissional treinado em

patologia mamária e consequentemente

também treinado em avaliação destes

marcadores também é necessário para

constante controle de qualidade de um

serviço de anatomia patológica que oferece

o método. Com os métodos manuais

existem vários relatos na literatura de

baixo índice de concordância ou qualidade

destes exames, com falsos negativos

que levaram a consequente privação de

tratamento hormonal às pacientes. Estes

fatos levaram a uma supervalorização de

métodos indiretos moleculares no mercado.

No entanto, a imunoistoquímica

ainda permanece como escolha principal

e de recomendação em diretrizes internacionais

como fonte de avaliação inicial

destes marcadores. É relevante lembrar

que a leitura e avaliação de imuno-histoquímica

é um método semi-quantitativo

e portanto com um componente subjetivo.

Quando realizada em biópsias, está

traduzindo a reatividade destas proteínas

em um segmento pequeno do tumor.

Portanto, seu resultado deve ser considerando,

contando com estas características

técnicas e de possível heterogeneidade

do tumor. Por vezes, é recomendável

repetir este exame na peça cirúrgica para

definição dos resultados.

São recomendados os seguintes testes:

• Receptor de Estrógeno

O receptor de estrógeno está ativado e

está localizado no núcleo da célula e, está

super espesso em cerca de 60-70% dos

casos de carcinoma in situ e invasivo do

tipo não especial mamário, característica

associada a melhor sobrevida, melhor

prognóstico, e consequente melhor resposta

a hormonioterapia. A marcação

positiva é de padrão nuclear exclusivo e,

espera-se que algumas células normais

do tecido adjacente apresentem alguma

reatividade a serem consideradas, como

controle positivo interno da lâmina. Laboratórios

automatizados usualmente

inserem um controle em todas as lâmias

para prover o controle interno de cada

anticorpo para garantir que não houve

um falso negativo. As recomendações

para relatar o resultado de expressão de

receptores de estrógeno e progesterona

são que uma porcentagem de células

igual ou superior a 1% positivas indicam

um resultado positivo, que deve ainda

relatar a porcentagem de células positivas.

Outra maneira de relatar é usar o

método Allred, que é um índice que considera

dois fatores: intensidade da marcação,

variando de 0 a 5, e distribuição

(%) da marcação, variando de 3 a 8. Os

dois valores são somados levando a um

valor de 0 a 8. São consideradas pacientes

responsivas à quimioterapia aquelas

com valores igual ou superior a 3.

• Receptor de Progesterona

Inicialmente indicado para verificar o

grau de funcionalidade do gene do receptor

de estrógeno, a superexpressão

de receptor de progesterona acompanha

aquela do estrógeno. São raros os casos

com super expressão de receptor de

progesterona e ausência de expressão

de receptor de estrógeno (cerca de 3%).

O resultado da expressão de receptor de

progesterona é feita da mesma maneira

que o de estrógeno. Esta informação

tem ganhado importância na literatura,

indicando que uma menor expressão

de receptores de progesterona poderá

indicar pior prognóstico entre os casos

considerados bem diferenciados.

• Receptor de fator de

crescimento de membrana HER-2

Este receptor é uma proteína da família

HER (Human Epitelial Receptors)

que está super-expressa quando há uma

amplificação do gene respectivo. Esta

amplificação ocorre em cerca de 15-20

% dos casos de carcinoma invasivo

mamário e esta condição está associada

a pior prognóstico e pior resposta à

quimioterapia. Há cerca de 15 anos, a

terapia alvo para esta proteína foi desenvolvida

e, portanto, a verificação de presença

de superexpressão é indicativa de

tratamento específico, que melhorou as

chances de sobrevida destas pacientes.

A avaliação dos resultados de reação

imunoistoquímica para HER-2 requer

treinamento específico, já que a marcação

é correta deve ser de membrana

exclusiva e a distribuição costuma ser

heterogênea. Os resultados são relatados

de 0 a 3+. As recomendações para

avaliação foram modificadas de modo

que se considera positivo quando há presença

de coloração membranosa firme

ao redor de toda a célula (chicken wire

ou em padrão tela de galinheiro) em pelo

menos 10% de células em área com marcação

contínua (sem áreas negativas de

permeio). O resultado de HER-2 positivo

é laudado como “ 3+ ”. São resultados

negativos ausência de marcação, “0+”,

e marcação fraca, focal e descontínua,

“1+”, e considera-se como resultado equívoco,

“2+” quando há marcação forte em

menos de 10% das células ou marcação

heterogênea em mais de 10% das células.

Este tipo de resultado indica uma pesquisa

subsequente de amplificação do gene por

método de hibridização in situ.

• Ki-67

Ki-67 é uma proteína celular ligada

à proliferação e que está presente em

células que estejam em todas as fases

da divisão celular menos na fase G0, ou

quiescente. É considerado um marcador

de proliferação celular. Atualmente tem-

-se usado o valor obtido pela avaliação

de ki-67 para refletir o índice de células

da população tumoral que está se dividindo

(e que, portanto, seria passível

de ação de quimioterápicos) e também

refletir a agressividade do tumor. Este

índice tem também sido considerado

para se distinguir, empiricamente, entre

os casos de perfil imunoistoquímico que

seria compatível com subtipo molecular

luminal, aqueles com pior prognóstico.

No entanto, as recomendações oficiais da

ASCO, USCAP e nacionais não inseriram

ainda a avaliação da proteína ki-67 pelo

fato de que a padronização dos métodos

de leitura seja extremamente complexa e

de difícil reprodutibilidade até o momento.

TESTES

DE HIBRIDIZAÇÃO IN SITU

Como a alteração genética que leva a

superexpressão da proteína HER-2 é uma

amplificação de um segmento cromossômico

(cromossomo 17) que abriga o gene

HER-2 e este gene é, portanto, amplificado,

este passa a conter não apenas 2 cópias

do gene por célula, mas várias cópias,

a identificação destas cópias no núcleo

celular em número elevado é feita por

hibridização in situ e é uma forma inquestionável

de diagnóstico de amplificação e

de superexpressão consequente de HER-2.

Inicialmente, sondas que se ligam a

esta região do cromossomo 17 foram

desenvolvidas em método de imunofluorescência,

resultando no “FISH” ou “Fluorescent

In Situ Hibridization”. Este método

implica em visualização imediata

em meio escuro e microscópio adequado

para fluorescência, e fotografia para documentação

subsequente. Mais recentemente

métodos equivalentes ao do FISH,

ou seja, de sondas que hibridizam com a

mesma região cromossômica, foram desenvolvidas

em técnicas de visualização

direta, com cromógenos de prata (coloração

negra) SISH (S de silver) e também

com cromógenos de cobre CISH (C de

copper) . Ambos os métodos já foram

testados com vários relatos na literatura

de equivalência em especificidade

e sensibilidade ao FISH, e com custos

mais moderados. Os casos considerados

equívocos ou 2+ em imunoistoquímica

devem ser submetidos a exame de ISH

(FISH, SISH ou CISH) que geralmente indicam

se há ou não amplificação gênica,

mas e um pequeno percentual de casos

(menos de 5%) o resultado se mantêm

dúbios mesmo após ISH.

REFERÊNCIAS

1. Application of immunohistochemistry in

breast pathology: a review and update. Liu H.

Arch Pathol Lab Med. 2014 Dec;138(12):1629-

42.

2. Understanding the implications of the

breast cancer pathology report: a case study.

Beikman S, Gordon P, Ferrari S, Siegel M,

Zalewski MA, Rosenzweig MQ. J Adv Pract

Oncol. 2013 May;4(3):176-81. Review

3. Current issues in diagnostic breast

pathology. Walker RA, Hanby A, Pinder SE,

Thomas J, Ellis IO; National Coordinating

Committee for BreastPathology Research

Subgroup. J Clin Pathol. 2012 Sep;65(9):771-85

4. Clinical applications of breast pathology:

management of in situ breast carcinomas and

sentinel node biopsy issues. Smith BL. Mod

Pathol. 2010 May;23 Suppl 2:S33-5.

5. Pathology of breast tissue obtained in

minimally invasive biopsy procedures. Singer

G, Stadlmann S. Recent Results Cancer Res.

2009;173:137-47

6. Challenges in breast pathology: new twists

on old problems. Tavassoli FA. Arch Pathol Lab

Med. 2009

7. Radiological-pathological correlation

in diagnosing breast carcinoma: the role of

pathology in the multimodality era. Tot T, Gere

M. Pathol Oncol Res. 2008 Jun;14(2):173-8

8. Breast pathology practice: most common

problems in a consultation service. Putti

TC, Pinder SE, Elston CW, Lee AH, Ellis IO.

Histopathology. 2005 Nov;47(5):445-57. Review.

9. Breast lesions, pathology and cancer risk.

Page DL. Breast J. 2004 Jan-Feb;10 Suppl 1:S3-

4. Review

*Dra. Ângela Flávia Logullo

Waitzberg, Sócia do

laboratório PHD Patologia

Cirúrgica & Molecular, MD,

PhD.

Possui graduação em Medicina

pela Faculdade de Ciências

Médicas de Santos (1990)

e doutorado em Patologia

pela Faculdade de Medicina

da USP (1999). Atualmente é

Professora Adjunta do Departamento

de Patologia da UNI-

FESP-Escola Paulista de Medicina

e Diretora do Laboratório

PHD. Atuando principalmente

nos seguintes temas: breast

ductal carcinoma, oncogenética,

marcadores tumorais,

diagnóstico em câncer. Possui

mais de 60 artigos publicados

em periódicos internacionais.

076

Revista NewsLab | Ago/Set 18

077


gestão laboratorial

Pequenos e médios laboratórios: uma

solução prática e viável para a crise!

Por Humberto Façanha*

Em minha atividade de ministrar aulas,

costumo reiterar aquilo que convencionei

chamar de “Primeira disrupção do

mercado das análises clínicas no Brasil”.

Este evento foi caracterizado por um

processo que, no decorrer de um tempo,

levou à precipitação geral nos preços dos

exames. Na sua origem, temos fundamentalmente,

causas conjunturais, dentre

das quais a principal foi a socialização

da medicina (convênios, seguros, etc.) e,

estruturais, cujo expoente foi a produção

industrial de exames, gerando efeito

devastador sintetizado pela ruptura no

equilíbrio entre demanda e oferta.

Tudo isto aliado à carência de gestão

profissional, resultou no problema chave

da primeira disrupção: RISCO CRESCENTE

DE INSOLVÊNCIA DOS LABORATÓRIOS

CLÍNICOS, DECORRENTE DA QUEDA NA

COMPETITIVIDADE. Neste cenário complicado,

os gestores laboratoriais vão

enfrentar a segunda disrupção, já iniciada

e tipificada pelo contexto da indústria

4.0 (fábricas inteligentes), internet das

coisas, sistemas ciber-físicos, computação

em nuvem, realidade ampliada, big

data, tecnologias vestíveis e, por aí vai!

As relações entre os diversos atores do

“cluster da saúde” serão realizadas de

formas cada vez mais remotas e, a crescente

conscientização da saúde pessoal,

deverá produzir um novo cidadão com

novas exigências.

Com tal conjuntura, a sobrevivência

e a lucratividade dos laboratórios clínicos

exigirá a necessidade de GESTÃO

PROFISSIONAL. TRATA-SE DE REQUISITO

MÍNIMO, ATRIBUTO MANDATÓRIO PARA

PERMANECER NO MERCADO. Ocorre que

os pequenos e médios laboratórios normalmente

não têm condições de contratar

gestores capacitados para o imenso

desafio colocado, restando a alternativa

dos próprios sócios buscarem especializações

nesta área. Ainda assim, fica muito

difícil enfrentar e resolver o problema.

É exatamente neste momento no qual a

Unidos Consultoria e Treinamento pode

ajudar e muito!

Desenvolvemos e implantamos em

mais de uma centena de laboratórios

localizados em todas as regiões do País,

sistemas de gestão profissional, cuja

implementação pode ser presencial ou

à distância. Para os pequenos e médios

laboratórios disponibilizamos os seguintes

produtos: 1) Programa de Proficiência

em Gestão Laboratorial – PPGL.

2) Sistema de Apoio à Decisão Rápida

e Inteligente – SADRI. Tratam-se de

produtos inéditos, únicos no mercado

brasileiro na área de gestão econômica.

Suas estruturas são compostas por fórmulas

já existente nas ciências contábeis,

matemática e economia, acrescidas de

novas fórmulas e equações, bem como

sequências lógicas inovadoras. Tudo isto

acrescido de algo que ninguém tem: um

processo de BENCHMARKING COMPETI-

TIVO para mais de duzentos indicadores

de desempenho! Sabemos que a gestão

de um laboratório clínico se resume em

controlar os seus processos. Só pode

ser controlado aquilo que é medido e

comparado. Portanto, não basta medir

os processos através dos indicadores, é

necessário estabelecer metas. Estas são

adequadamente estabelecidas por meio

de um benchmarking competitivo, que

funcionalmente opera como os valores

referenciais dos exames. Que seria dos

pacientes se os médicos não dispusessem

dos valores referenciais dos exames?

Não poderiam ser analisados, não haveriam

diagnósticos, identificação de causas

e muito menos terapêutica. Ou seja,

não poderiam ser tomadas providências

em favor do paciente.

O mesmo ocorre com os laboratórios,

só que neste caso, os pacientes são os

laboratórios e os médicos seriam os gestores

laboratoriais, os exames os indicadores

e os valores referenciais as metas

oriundas do processo de benchmarking

competitivo. Face ao exposto, pergunto:

pode um sistema de gestão ser eficiente

e eficaz sem benchmarking competitivo?

Logicamente que não. Então pergunto

novamente: quem conhece algum sistema

de gestão econômica para laboratórios

dotado de benchmarking competitivo?

Eu não, exceto o PPGL e o SADRI. E,

caros leitores, vocês sabem porquê disto?

Por uma razão simples: em um mercado

extremamente competitivo, os concorrentes

não querem revelar nada que possa

colocar em risco suas organizações. E

como nós conseguimos isto? Utilizando

um método padronizado que viabiliza a

comparação científica de informações.

Que método é este?

Ele provém do Sistema de Gestão

Custo Certo – SGCC, que foi implantado

em dezenas de laboratórios em todas as

regiões do País ao longo de doze anos. O

processo assegura absoluta confidencialidade

dos dados de cada participante,

entretanto, todos concordam que sejam

usados para compor um banco de dados,

de forma anônima, onde a identidade

de cada um é rigorosamente preservada.

Desta maneira, o uso do banco de

dados proporciona todos os valores referenciais,

socializando os benefícios em

prol de todo o grupo. Cada laboratório

que implante o PPGL ou SADRI, desfruta

de forma privativa, do conhecimento

gerado por todos, também de forma

anônima. Trata-se de sistemas de gestão

baseados na fidúcia coletiva. Estamos

operando desta forma há catorze anos

em favor dos laboratórios do País. Vemos

isto como uma missão! Finalmente

lembre-se disto: em qualquer corrida

(competição, concorrência), quem não

mede a sua velocidade e compara com a

do concorrente, não sabe em que posição

anda. E quem não sabe onde anda, está

perdido. Simples assim!

E você caro gestor laboratorial, tem

medido a competitividade e o risco de

insolvência do seu laboratório? Em caso

positivo, tem comparado o resultado

com a concorrência? Muito cuidado, pois

mesmo estando lucrando bem hoje,

amanhã um concorrente mais competitivo

poderá lhe ultrapassar, se apossando

do mercado que era seu, oferecendo

produtos melhores, diferenciados e mais

baratos. Os lucros do presente não estão

assegurados para o futuro. Isto só pode

ser esperado por aquelas empresas com

gestão profissional. Fizemos a nossa parte

no contexto da comunidade das análises

clínicas. Criamos e oferecemos de

forma acessível aos pequenos e médios

laboratórios, os sistemas de gestão profissional

PPGL e SADRI, que possibilitam

hoje, a tomadas de decisões para um futuro

inteligente, baseadas na identificação,

mensuração e análise de problemas,

causas e soluções.

Boa sorte e sucesso!

*Humberto Façanha

da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é diretor

da Unidos Consultoria e Treinamento e do Laboratório

Unidos de Passo Fundo/RS, professor do

Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas

(SBAC) e professor do Instituto Cenecista de

Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), curso de

Pós-Graduação em Análises Clínicas.

078

Revista NewsLab | Ago/Set 18


panorama em biomedicina

080

Presença Digital: Por que isso é

importante para os donos de Laboratórios?

Por Fredson Costa Serejo*

O que você vende e pra quem você

vende? Parece bem simples a pergunta,

mas tenha certeza que isso pode fazer

uma enorme diferença! Pois afinal, o que

faz o seu cliente escolher você ou o seu

concorrente?

Levantamento e análise de dados feitos

pela Câmara Brasileira de Diagnóstico

Laboratorial (CBDL), em 2017, revelou

que apesar do desempenho negativo

das importações de materiais e equipamentos

para setor de diagnóstico, a

área de reagentes apresentou expressivo

crescimento de cerca de 21,5% sobre o

ano anterior. O setor de Medicina Diagnóstico,

com mais de 19 mil unidades de

serviço, movimenta aproximadamente

25 bilhões de reais por ano e projeções

do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar

(IESS) indicam que a demanda

por exames deve mais que dobrar no

país até 2030. Nessa corrida os Grandes

Players têm feito aquisições de laboratórios

para ampliar a sua rede e investido

pesado em inovação e tecnologia.

E você onde se encontra frente a esse

mercado dominado pelos tubarões do

setor? Vale a pena abrir e ter um laboratório

e quebrar a cabeça com a gestão

para competir por preços e centavos?

Será que os programas de acreditação ou

certificação são os grandes atrativos para

os seus clientes? Como ter autoridade,

mesmo sendo pequeno, isso é possível?

Essas são perguntas que são feitas

todos os dias por pequenos e médios

empreendedores, que estão em busca

de destaque na área de diagnóstico. Por

isso, é tão importante ter clareza de qual

é o seu objetivo.

Em nossa última edição, falamos sobre

o Marketing de Conteúdo, onde é de

fundamental importância criar um relacionamento

com seus clientes através da

sua presença digital, ofertando conteúdos

informacionais que sejam atrativos e

que despertem o interesse do consumidor.

Essa divulgação pode ser feita pelas

redes sociais, SIM! Contudo, as redes limitam

a visualização e distribuição do seu

conteúdo de maneira orgânica (gratuita)

o que força a utilização dos anúncios

patrocinados para ampliar (impulsionar)

a entrega ao seu cliente (seguidores) da

informação que você produziu. Portanto,

é necessário criar estratégias de captação

de e-mails, como um plano B, para que

você possa posteriormente fortalecer a

distribuição, para todos os seus clientes,

daquilo que você quer nutrir ele de informações!

Agora tem que lembrar: - “O

que meu cliente tem desejo de receber

como informação?” Por isso, é tão importante

você criar uma audiência alvo e

conhecer verdadeiramente a sua persona

(avatar), nome estranho, concordo, mas

que quer dizer que tipo de pessoa você

quer de fato atingir!

Quem você quer que te escolha durante

um processo de compra? Quem é seu

cliente? Será uma criança, um idoso, outro

empresário, um médico? É necessário

definir isso durante um processo de campanha

de marketing. E é bem interessante

dar uma espiada nas páginas das redes

sociais dos grandes players (recomendo

fazer isso). Analisei a rede social dos 10

maiores tubarões do setor, não citarei

nomes, mas o maior grupo com mais de

500 unidades no país, que faz mais de

18 milhões de exames/mês tem meros

inexpressivos 12 mil seguidores! Em contrapartida,

o outro grande Laboratório,

com mais de 150 unidades e que realiza

mais de 5 milhões de exames/mês tem

mais de 200 mil seguidores. É bem nítido

que seus públicos parecem ser diferentes

por suas postagens.

O que chamou também a minha atenção

foi a história de um Laboratório, com

mais de 30 anos de mercado, que em

2017 foi vendido por R$ 600 milhões, e

que os donos relataram que no começo

de suas carreiras o grande diferencial

deles era o atendimento que davam aos

médicos para explicar os exames que

eles realizavam. Perceba que quando um

Grande Player faz uma aquisição, ele não

está somente comprando um laboratório

e seus ativos (imóveis e equipamentos),

mas ele compra uma marca e o respeito/credibilidade

dos consumidores para

com aquela empresa. Isso é adquirir algo

intangível que possui muito valor e pode

somar grandes vantagens competitivas.

Nesses três olhares, deixa claro que

investir atenção na sua Persona é fundamental

fator de diferenciação e poderá

ser um grande aliado para que você seja

mais reconhecido no setor!

E como construir uma

audiência alvo?

Existem 5 passos para você definir

o seu avatar, isso é essencial, porque se

você não tem em mente o tipo de pessoa

que você quer atingir você simplesmente

não vai conseguir atingir o público certo.

1. Definindo a demografia:

- Qual o sexo?

- Qual a faixa etária?

Por que isso é tão importante? Porque

a linguagem que as mulheres usam

costuma ser diferente da linguagem dos

homens, e a linguagem de uma pessoa

de 20 anos é completamente diferente

da linguagem de uma pessoa de 60

anos. Você precisa ter uma boa noção

da faixa etária e do sexo do seu cliente

ideal para poder se comunicar da forma

correta com ele.

Revista NewsLab | Ago/Set 18

2. Definindo as necessidades:

- Quais os sonhos dele?

- Onde ele quer chegar?

Isso vai dar para você o poder de saber

se o benefício que o seu produto

oferece é realmente o que o seu avatar

está buscando. Caso o seu produto ou

serviço não ofereça o que o avatar está

procurando, você tem um problema

fundamental aí e vai precisar repensar

ou o seu produto ou o seu avatar. Quando

você sabe o que é importante para o

seu avatar, a sua comunicação fica muito

mais eficiente. Pense no seu mercado…

Será que o seu cliente tem sonho de ter

mais longevidade e quer chegar aos 80

anos? E de que maneira você pode alertar

ele nesse sentido com o que você faz de

exames? Você pode estimular o paciente

a fazer check-ups anuais de prevenção a

certas doenças? O médico pode ser mais

capacitado a conhecer os novos exames

genômicos para sentir mais segurança na

interpretação na oncologia, cardiologia,

hematologia ou genética médica? Isso

faz sentido para você?

3. Definindo os pontos de dor (necessidades):

- Do que o seu cliente ideal tem medo?

- O que o faz perder o sono?

- O que de pior ele acha que pode

acontecer com ele?

- O que ele acredita que vai solucionar

o problema dele?

- Quais as maiores dores que ele tem?

Esse é provavelmente o passo mais

importante de todos, porque entender

os pontos de dor de uma pessoa é o que

mais tem o potencial de gerar conexão.

A primeira coisa que alguém vai se perguntar

para decidir, se pode confiar em

você ou não, é se você realmente entende

os problemas dela e se poderá solucionar

com seu produto ou serviço.

Já parou para avaliar o que as pessoas

falam sobre a sua empresa? O que elas

gostam e odeiam quando são atendidos

Imunoensaios Especializados

Endocrinologia,

Autoimunidade e Doenças Infecciosas

Automação: Quimioluminescência

Imunoensaios

- Fatores de Crescimento: hGH, IGF-I, IGFBP-3

- Metabolismo do Cálcio: 25OH VitD, 1,25 VitDXP, PTH Intact

- Hipertensão: Aldosterona, Renina Direta, Cortisol Salivar

- Fertilidade: 17OH Progesterona,Testosterona Total e Livre

- Metabolismo Ósseo: inaKtif MGP (teste único no mercado)

- Autoimunidade*

- Doenças Infecciosas*

por sua empresa ou outras do setor?

4. Definindo a concorrência:

- Quais anúncios o seu avatar está

vendo?

Uma parte importante na hora de

definir o avatar é checar se existe concorrência

por esse avatar dentro do seu

nicho e, se sim, quais são os anúncios

que o seu avatar está vendo. Sabe como

você pode descobrir isso? É fácil. Vá até o

Google e digite os termos de busca que

o seu avatar digitaria e veja os anúncios

que aparecem. Será que ele digitaria no

Google o quê? “Como fazer um exame

sem sair de casa”, “quais são os exames

para…”, “receba os exames por e-mail

sem sair de casa”, “fazer exame sem

dor”, “atendimento rápido para fazer

o seu exame”... Agora será que uma

pessoa normal (leiga total como minha

avó) digitaria no Google “laboratório na

esquina de casa com ISO, PALC, PELM,

PNCQ, PICQ…” Será?

* Em fase de registro - MS

Qualidade e confiança com presença global

Disponível no Brasil

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Medicina Diagnóstica

Outra coisa que você pode fazer é

acessar o Facebook e curtir as coisas que

o seu avatar curtiria para ver os tipos de

anúncios que aparecem para você. Isso é

possível porque no Facebook você pode

anunciar para um determinado público

baseado nos interesses e páginas curtidas.

Logo, isso também vai dar uma

boa ideia do que ele costuma comprar.

É necessário pensar como o seu avatar,

vestir a camisa de cliente, e imaginar o

que ele procura de verdade, qual tipo de

publicação ele mais se agrada quando o

seu concorrente publica algo, por exemplo.

Isso te servirá de inspiração na hora

de começar a fazer a sua estratégia de

marketing.

5. Definir objeções:

- Quais são as barreiras que impedem

que o seu avatar compre o seu produto?

A última coisa que você vai definir são

as objeções (o que ainda impede seu cliente

de comprar o seu produto?). Perceba

que nem sempre é o preço que é a coisa

mais limitante na hora de escolher. Entender

essas objeções permitirá que você

possa dedicar mais tempo nas adequações

do seu produto/serviço e quando for criar

a sua mensagem de marketing poderá

assassinar cada uma delas!

Em várias páginas que visitei no Facebook,

os clientes colocavam na avaliação

da página, considerações positivas, contudo,

são as negativas que precisamos

ter cuidado, muitas das páginas nem sequer

respondiam aos clientes e isso tudo

denota desleixo, falta de cuidado e um

verdadeiro tiro no pé. É exatamente ali

que muitas pessoas que usam as redes

sociais buscam as informações sobre o

seu produto e serviço. E nessa hora você

pode estar colocando tudo a perder.

Existe uma frase que fala que “Um

cliente satisfeito falará do seu produto a

3 pessoas, 1 insatisfeito falará mal para

10. Responda sempre e rápido quando

criticado. Responder de modo rápido às

críticas, e por que não também os elogios,

e de uma forma consistente e que

apresente uma solução, quando possível

e se for o caso, para o mundo online já é

um requisito dos mais básicos para mostrar

que você tem um diferencial frente

aos concorrentes. Os consumidores em

geral tendem a tentar entrar em contato

sempre com a empresa que vendeu o

produto ou serviço, antes de tomar qualquer

outra atitude, mas hoje tem gente

que já com raiva vai lá e posta alguma

coisa falando mal por algo que ela nem

tentou resolver diretamente! Respondê-

-los, sempre, independentemente de qual

seja o problema, dúvida ou reclamação

evitará que ele faça “bad branding” da sua

empresa e um bom atendimento pode até

render uma propagando positiva.

Críticas online devem sempre ser respondidas

online! O ideal quando se trata

de uma crítica em redes sociais é que o

contato inicial para solução do problema

seja feita pela própria rede seja via mensagem

ou comentário e sempre aberto

para que os outros usuários vejam a sua

atuação na rede. Responder através das

próprias redes sociais será sempre um

ponto positivo que mostra ao cliente, e

para toda a comunidade do seu nicho,

que você está preocupado com o serviço

ou produto que está oferecendo e

está atento às suas necessidades. Lógico,

que dá aquela raiva dependendo

da situação… mas, lembre-se de ser o

mais educado, treine a sua equipe para

saber lidar com as situações de estresse,

até porque quem está do outro lado

está nervoso, angustiado, está sofrendo

ou tem algum familiar em situação de

doença e o que ele mais quer, naquele

momento, é resolver o problema dele

e, portanto, precisa ter um atendimento

humanizado. Aliás, isso tem faltado muito

por aí! Coloque-se no lugar sempre do

seu cliente.

Agora, como coletar todas as informações

para cumprir os 5 passos

acima?

O fato é que não há nada no mundo

melhor para conhecer a sua audiência

e clientes do que perguntar diretamente

para eles. Por isso, se você já tem

um negócio, ou está implementando

uma maior presença digital, faça uma

pesquisa! Seja presencial com um pequeno

questionário ou mesmo utilize

um formulário online do Google com

as perguntas. Ligue para alguns clientes

(inclusive aquele que acabou de comprar

o seu serviço) e pergunte tudo isso num

bate-papo informal com eles, tenha certeza

que se fizer isso de tempos em tempos,

sempre descobrirá algo novo que te

ajudará a conhecer mais o seu público!

Agora se você ainda não tem clientes,

e está iniciando agora, você poderá fazer

por “educated guess” que é uma suposição

embasada. Visite as páginas que

possivelmente seu avatar visitaria para a

compra do seu produto ou serviço, sejam

em blogs, sites e redes sociais e após esse

mapeamento, observe os comentários

dentro das mídias e isso já te dará um

norte na direção de como poderá ser o

seu avatar. Inclusive, você pode perguntar

nos comentários dos posts a opinião

das pessoas referentes aos 5 passos.

O mercado muda e evolui o tempo

todo, e estar a par dos desejos e anseios

do seu público, que você quer atingir com

sua mensagem é fundamental. Saiba

que é perfeitamente correto readequar

o seu avatar, e que pode e deve repetir

os 5 passos sempre, para aprimorar o seu

relacionamento com seu público. Inclusive,

pode ter mais de um avatar onde

poderá atingir com postagens diferentes

sejam para os clientes diretos, familiares,

médicos e outros parceiros. Tudo com

equilíbrio e medindo sempre o retorno

do investimento e o engajamento do público

a cada nova publicação.

Mesmo tendo um Laboratório de

Pequeno e Médio porte é possível

ser uma autoridade no mundo digital

e competir com os grandes?

Uma das dúvidas mais frequentes que

recebo dos meus clientes é de que forma

que uma empresa pode atrair mais

pessoas para comprar os seus produtos

e serviços. E sempre respondo que

atualmente, estar no mundo digital é

importante, e que você tem que evoluir

para ser uma autoridade para o seu nicho

de negócio. Muitos não compreendem

panorama em biomecina

082

Revista NewsLab | Ago/Set 18

083


panorama em biomedicina

inicialmente, pois associam que para

isso devem investir em propaganda, e

só os grandes laboratórios podem fazer.

Não é isso! Você, mesmo sendo pequeno

e médio, pode e deve saber construir a

sua autoridade digital, e não tem nada a

ver com gastar muito dinheiro! Mas, está

intimamente relacionado a gastar tempo,

dedicação e cérebro, para produzir conteúdos

relevantes para as pessoas, com

qualidade e frequência.

A produção de conteúdos de qualidade,

que devem ser diariamente postados,

em textos e vídeos, em blogs e redes sociais,

pode fazer com que as pessoas comecem

a te notar, comecem a te encontrar

nos mecanismos de buscas, gerando

uma ligação entre você e os produtos e

serviços dos quais eles necessitam. De

nada adianta ter um site só com informações

da “empresa”, seus títulos e certificações,

ou mesmo usar as redes sociais,

com postagens aleatórias, sem frequência

e planejamento estratégico.

“Pessoas compram de pessoas…

pessoas gostam de pessoas” essa é

uma máxima que deve ser dada atenção

nos tempos atuais. O comportamento

do consumidor mudou, eles procuram

conteúdos na internet para tirar dúvidas

“sobre alguma doença”, “como fazer”

determinados procedimentos, e sobre

“quem já usou” aquele serviço. As pessoas

buscam informações úteis e recomendações

positivas, e se de alguma maneira

o seu site, ou suas postagens nas redes

sociais causam o engajamento (curtidas,

comentários e compartilhamentos), esse

Fredson Costa Serejo

público que é um mero visitante, pode

passar a ser um seguidor e com certeza

um futuro cliente, por que ele passa a

reconhecer em você uma autoridade naquele

assunto. Essa é a diferença de você

brigar por preço e por valor. Parece até

simplório isso, mas você pode até dobrar

o seu faturamento, tendo uma postura

diferenciada nas redes sociais.

E que tal um desafio após ler

esse artigo?

Bem, se você chegou até aqui, e se é

dono de um laboratório de pequeno e

médio porte ou um futuro empreendedor

de produtos e serviços para medicina

diagnóstica, que tal fazermos um desafio

de 30 dias? Isso mesmo, no próximo

mês ou até a próxima edição, você vai

se dedicar a fazer postagens diárias da

sua empresa. Que tal? E vai monitorar o

engajamento do seu público! E para isso

vou te dar algumas dicas para postagens

que podem ser bem relevantes como:

- Publicar uma história sua da sua

formação ou da criação da sua empresa.

Pessoas amam histórias reais e cativantes

que mostram superação e motivação.

- Capture a atenção das pessoas, gerando

uma sensação de antecipação,

para o lançamento de algo que ocorrerá

em breve.

- Crie um evento, as pessoas gostam

disto, adoram fazer parte de algo, mas

crie algo que dê a sensação de escassez

com início, meio e fim.

- Seja uma autoridade criando conteúdos

diferenciados e que tal abrir um

Doutor e Mestre em Biofísica – Universidade

Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Especialista em Educação na Saúde para

Preceptores do SUS – Hospital Sírio Libanês/

Ministério da Saúde.

Especialista em Micropolítica e Gestão do

Trabalho em Saúde – UFF

Biomédico – CRBM 15688 – Hospital

Municipal São Francisco de Assis – Porto

Real/RJ

Professor Adjunto do Centro Universitário de

Barra Mansa – UBM/RJ.

Email: preparabiomedico@gmail.com

canal do YouTube e fazer uma entrevista

com algum profissional do seu setor, um

médico conhecido da sua região, um professor

pesquisador de alguma instituição?

- Estimule a geração de comentários

em suas postagens para criar uma comunidade

de pessoas que usam os seus

serviços

- Gere provas sociais, que são depoimentos,

de pessoas que participaram de

algo que você promoveu ou que usou

seus serviços, pode ser no formato de

vídeo ou comentários!

- Crie conteúdos explicativos para desmistificar

uma polêmica frequente, mostre

pesquisas e dados recentes sobre uma

patologia ou novo tipo de diagnóstico ou

sobre como quebrar um tabu sobre algo

que sempre as pessoas perguntam.

- Interaja o máximo que puder com

seu público, responda a cada comentário,

pessoas preferem falar mais do que ouvir,

e você pode estimular a criação de um

momento de “perguntas e respostas”

- Crie algo de intenso valor, como um

ebook, mas tente escrever de forma “menos

científica”, crie uma linguagem simples

objetivando ensinar algo para os seus

dois principais avatares: pacientes (cliente

final) e os médicos (futuros parceiros).

Quem sabe esse possa ser um conteúdo

exclusivo e gratuito para os assinantes

do seu newsletter, assim conseguirá ter a

troca pelos contatos e criar uma lista de e-

-mails de pessoas realmente interessadas

sobre aquilo que está produzindo.

Bem, finalizo por aqui e quero contar

com o seu feedback. Faça a sua organização

e crie uma agenda para publicação

dos seus conteúdos para os próximos 30

dias e fique atento para monitorar tudo.

E se gostou dos resultados que conseguiu

alcançar, compartilhe conosco, mande

um e-mail para a revista, ou para o meu

e-mail que está logo abaixo, ou comente

na publicação que está vendo online! Então

vamos ao trabalho e boa sorte!

Até a próxima edição!

084

Revista NewsLab | Ago/Set 18


LANÇAMENTOS

Greiner Bio-One

Images designed by Onlyyouqj and starline / Freepik

52° CBPC/ML

de 25 a 27/9 no CentroSul,

em Florianópolis (SC)

Visite o nosso estande durante o 52° CBPC/ML e conheça

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diagnóstico por imagem

Mamografia - análise crítica

do rastreamento

Disponibilizado por Dr. Pixel*

Autora: Natasha Maia Pansani Arantes

orientador: Prof. Dr. Rodrigo Menezes Jales

Taxa de mortalidade pelo

câncer de mama

O câncer de mama é a neoplasia maligna

que mais mata mulheres no Brasil e

no mundo. Entretanto, é apenas a 9ª causa

de óbito entre as mulheres brasileiras, responsável

por 2,7% dos óbitos. Assim, medidas

que previnem a hipertensão arterial,

o diabetes, o tabagismo e as doenças respiratórias

são ainda mais importantes do

que o rastreamento do câncer de mama.

Em outras palavras, o rastreamento do

câncer de mama não deve ser interpretado

como a única ou a principal medida de

promoção à saúde das mulheres.

Falsos positivos

Uma das maiores críticas ao rastreamento

mamográfico do câncer de mama é

a sua alta prevalência de resultados falsos

positivos, que são os exames interpretados

como positivos, mas nos quais o diagnóstico

de câncer não é confirmado pelos

exames complemetares. Entre um terço e

60% das mulheres que realizam o rastreamento

mamográfico do câncer de mama

pelo período de dez anos recebem ao menos

um laudo mamográfico falso positivo,

o que gera ansiedade e gastos desnecessários.

Entre os exames complementares

na avaliação dos achados mamográficos

positivos destacam-se as incidências

mamográficas complementares como a

compressão focalizada, a ultrassonografia

mamária e a biópsia percutânea.

Taxas das principais dez causas de óbito para o

sexo feminino. Brasil, 2005

Ordem Causas

Taxa bruta de

Números mortalidade

de óbitos (óbitos/

100,000 hab.)

%

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Total de óbitos

Causas mal definidas

Total de óbitos por causas definidas

Doenças cerebrovasculares (I60-I69)

Doenças isquêmicas do coração (I20-I25)

Diabetes melittus (E10-E14)

Doenças hipertensivas (I10-I15)

Influenza e pneumonia (J10-J18)

Insuficiência cardíaca (I50-I59)

Doenças crônicas das vias respiratórias inferiores (J40-J47)

Certas afecções originadas no período perinatal (P00-P96)

Neoplasia maligna da mama feminina (C50)

Doenças do sistema urinário (N00-N39)

424.064

45.843

378.221

44.813

35.807

22.808

17.656

17.658

15.540

14.813

12.678

10.208

8.526

49,0

404,5

47,9

38,3

24,4

18,9

18,9

16,6

15,8

13,6

10,9

9,1

10,8

100

11,8

9,5

6,0

4,7

4,7

4,1

3,9

3,4

2,7

2,3

Fonte: SIM/ SVS /MS

Exemplo de exame mamográfico falso positivo. Assimetria nos quadrantes centrais

da incidência craniocaudal direita. A incidência complementar com compressão focal

atenuou a assimetria, mostrando tratar-se de parênquima fibroglandular sobreposto.

088

Revista NewsLab | Ago/Set 18


CERTIFICADO

diagnóstico por imagem

Sobrediagnóstico

(“overdiagnosis”)

O rastreamento mamográfico favorece

o diagnóstico de neoplasias menos

agressivas, muitas delas não letais e que

nunca seriam diagnosticadas se não

fosse o rastreamento mamográfico. O

diagnóstico de doenças cujo tratamento

não beneficia o paciente é definido como

“overdiagnosis” ou sobrediagnóstico.

Em paises com política de rastreamento

mamográfico organizado do câncer de

mama estima-se que entre 10 e 50%

dos cânceres de mama diagnosticados

nunca seriam identificados se não fosse

pelo rastreamento. As mulheres com essas

formas não letais de câncer de mama

morreriam por outras causas sem saber

da existência do câncer de mama.

Esse caso ilustra a capacidade do rastreamento mamográfico de diagnosticar tumores

iniciais. Demarcadas pelo halo vermelho podem ser identificadas calcificações amorfas

agrupadas (suspeita moderada - BI-RADS 4B). O exame anatomopatológico diagnosticou

um carcinoma ductal “in situ” (CDIS). A paciente foi tratada com cirurgia conservadora da

mama e radioterapia. Ainda é dificil determinar pelos marcadores prognósticos atuais

quais casos de CDIS evoluem para formas letais do câncer de mama se não forem tratados.

Referências

• Elmore JG, Barton MB, Moceri VM,

Polk S, Arena PJ, Fletcher SW. Ten-year risk

of false positive screening mammograms

and clinical breast examinations. N Engl J

Med. 1998 Apr 16;338(16):1089-96.

• Hubbard RA, Kerlikowske K, Flowers

CI, Yankaskas BC, Zhu W, Miglioretti

DL.Cumulative probability of false-positive

recall or biopsy recommendation after

10 years of screening mammography: a

cohort study. Ann Intern Med. 2011 Oct

18;155(8):481-92.

• Bleyer A, Welch HG. Effect of three

decades of screening mammography on

breast-cancer incidence. N Engl J Med.

2012 Nov 22;367(21):1998-2005.

• Welch HG, Passow HJ. Quantifying

the benefits and harms of screening

mammography. JAMA Intern Med 2014;

174:448.

• Welch HG, Prorok PC, O’Malley AJ,

Kramer BS. Breast-Cancer Tumor Size,

Overdiagnosis, and Mammography Screening

Effectiveness. N Engl J Med. 2016

Oct 13;375(15):1438-1447.

• Centers for Disease Control and Prevention,

U.S. Cancer statistics: http://

apps.nccd.cdc.gov/DCPC_INCA/DCPC_

INCA.aspx

Sobre o Dr. Pixel

Disponível online desde dezembro de 2015,

e atualmente com milhares de acessos por dia,

o site Dr. Pixel (www.fcm.unicamp.br/drpixel)

tem como objetivo o ensino e a atualização em

diagnóstico por imagem. Suas aulas, discussões

de casos e banco de imagens são destinados

principalmente a estudantes da graduação em

medicina, residentes e médicos especialistas ou

não em diagnóstico por imagem.

O conteúdo do site é produzido no

Hospital da Mulher "Prof. Dr. José Aristodemo

Pinotti" - CAISM -Universidade Estadual de

Campinas (Unicamp), Campinas, São Paulo,

Brasil, com o apoio dos Departamentos de

Tocoginecologia e Radiologia e pelo setor de

Medicina Nuclear da Faculdade de Ciências

Médicas (FCM) -UNICAMP. A execução técnica

é de responsabilidade do Núcleo de Tecnologia

da Informação da FCM. Todo o conteúdo do

Dr Pixel foi preparado a fim de assegurar o

anonimato dos pacientes.

Falsos negativos

Apesar da mamografia ser capaz de

detectar cânceres menores que 1 cm,

mulheres com mamas densas e/ou apresentando

tumores agressivos podem

receber resultados falsos negativos e

um câncer de mama pode ser detectado

em um intervalo menor que um ano

desde a última mamografia interpretada

como normal. O câncer detectado

dessa maneira (câncer de intervalo) será

diagnosticado pela palpação e poderá

apresentar-se já em estágio localmente

avançado. O câncer de intervalo também

pode ser diagnosticado pela metástase à

distância, manifestada na forma de fraturas

ósseas patológicas, por exemplo.

Relação entre o custo e o benefício do rastreamento mamográfico anual por um período

de 10 anos, considerando o início aos 40, aos 50 e aos 60 anos de idade.

Baixa letalidade do

câncer de mama

O conceito de que o câncer de mama

é uma doença altamente letal e de que o

rastreamento do câncer de mama previne

definitivamente a morte por câncer de

mama é inadequado.

A letalidade do câncer de mama era de

30% na década de 1990 e reduziu para

cerca de 21% em 2010. Não há consenso

sobre qual parcela dessa redução na

mortalidade é atribuível ao rastreamento

mamográfico. Os valores mais aceitos

variam entre 0% e 30%.

Com tratamentos para o câncer de

mama cada vez mais efetivos, os efeitos

colaterais do rastreamento mamográfico

têm recebido cada vez mais atenção, notadamente

as altas taxas de falsos positivos

e o sobrediagnóstico.

090

Revista NewsLab | Ago/Set 18

ISO 13485

Dispositivos

Médicos

BPF

anos

no mercado


direito a saúde

Possibilidade de redução da

carga tributária para

laboratórios de análises clinicas

Com orientação correta é possível ter economia e vantagens

tributárias para melhorar e desenvolver o negócio

Por Beatriz Dainese*

A área da saúde tem conquistado cada

vez mais o seu lugar no âmbito jurídico,

mas, infelizmente, por caminhos nada

positivos. Tendem a ser, pelo cenário

exterior, diversos os problemas que uma

clínica médica e/ou hospital apresentam

aos pacientes, mas, internamente, são

vários os problemas jurídicos que eles

encontram devido às tributações diferenciadas

e às exigências impostas pela

legislação. Nem tudo é um caminho fácil

quando falamos na regularização e atuação

dessas empresas do setor da saúde

no Brasil, entretanto é possível ter vantagens

e até economia quando se está bem

orientado sobre o assunto.

Hoje, na estrutura da área de saúde,

temos hospitais, clinicas médicas, laboratórios

de análises clinicas, dentre outras

instituições voltadas a manutenção

e prestação de serviço de saúde.

Especialmente em relação aos laboratórios

de análises clinicas, há possibilidade

de equiparação jurídica dessas

estruturas aos hospitais para fins de

reduzir significativamente a carga tributária

dessas empresas!

Via de regra, os laboratórios de análises

clinicas, constituído na forma de

pessoa poderá optar por três regimes

tributários: o Lucro Presumido, o Lucro

Real, ou o Simples Nacional.

Na clínica médica é preciso, ainda, observar

o recolhimento do ISS — Imposto

sobre Serviços de Qualquer Natureza,

havendo possibilidade de, em alguns

municípios, classificar essas empresas

como sociedades uniprofissionais e com

isso, deixar de recolher o ISS em percentual

que varia de 2% a 5% sobre o faturamento,

e passar a contribuir o ISS com

valores fixos por cada profissional que

trabalha na empresa.

O Simples Nacional deve ser uma opção

bem estudada pelo proprietário do laboratório,

já que vai depender de diversos fatores

para se tornar uma opção mais vantajosa.

Isso porque a atividade de serviços

médicos poderá sofrer uma tributação que

vai de 6% a 33% sobre o faturamento.

O regime tributário que vem sendo

de maior adesão pelos laboratórios, é o

lucro presumido.

No lucro presumido paga-se imposto

de renda e contribuição social sobre o lucro

presumido apurado sobre o faturamento,

ou seja, não importa qual foi o lucro efetivo

da empresa. Os hospitais, as clínicas

e os laboratórios pertencem ao setor denominado

de SERVIÇOS, sendo que, essas

empresas começaram a ser tributadas

em relação ao Imposto de Renda (IRPJ) e

Contribuição Social (CSLL) pelo lucro presumido,

o que ocasiona um percentual de

imposto de 32% sobre a sua receita bruta

para cada um desses impostos.

Ocorre que, como em todas as leis e

regras, existem exceções concedidas.

Neste caso, para os hospitais que têm

uma carga tributária menor. A boa notícia

é que a Secretaria da Receita Federal

normatizou às clínicas e os laboratórios

médicos, que são tributados pelo lucro

presumido, preenchendo requisitos exigidos

pela Receita, podem equiparar-se

aos hospitais para fins tributários e reduzir

substancialmente sua carga tributária.

Dessa forma, com tal equiparação, as

clínicas e laboratórios médicos terão redução

da alíquota do Imposto de Renda

Pessoa Jurídica (IRPJ) de 32% para 8% e

redução da alíquota da Contribuição Social

Sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 32%

para 12%. Tudo isso gera a possibilidade

de uma economia em torno de 7,80%.

Já são diversas, inclusive, as decisões proferidas

pelos tribunais superiores, Superior

Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal,

que vem reconhecendo a possibilidade

de equiparar os laboratórios de análises

clinicas aos hospitais para fins de reduzir os

tributos incidentes na operação.

É importante citar que ainda existe a

possibilidade de optar pelo lucro real, e

diante de todas essas alternativas, antes de

decidir por esse ou aquele regime tributário

para a sua empresa laboratorial, é altamente

recomendado que proceda ao estudo para

realizar o Planejamento Tributário.

Não é fácil ter o controle de todas as

ações tributárias de um laboratório de

análises clinicas ou hospital, por isso a

assessoria jurídica se faz tão importante

nesse mercado complexo. Sem a devida

orientação, os laboratórios poderão apenas

tributar se valendo da regra geral,

porém, é possível verificar se o mesmo se

reveste dos requisitos elencados na lei e

instruções normativas permitindo que ela

seja equiparada a um hospital e, com isso,

sua carga tributária bastante reduzida.

Toda essa análise e a análise dos riscos

fiscais e tributários são parte integrante do

Planejamento Tributário que será conduzido

na empresa laboratorial!

Beatriz Dainese

Beatriz Dainese é advogada graduada pela

Faculdade de Direito de São Bernardo do

Campo, especialista em Direito Tributário

pelo IBET e em Gestão de Tributos de pelo

SENAC, com mais de 08 anos de experiência

profissional. Professora Assistente do

Curso de Pós-Graduação “Latu Sensu”

– Especialização em Direito Tributário –

Faculdade de Direito de São Bernardo

do Campo. Participa como consultora do

Instituto Pro Bono – advocacia gratuita

para entidades beneficentes. Contato: bd@

giugliani.com.br

092

Revista NewsLab | Ago/Set 18


Clinical Practice.2006 Chapter 82 p1219-1226.

3. Deitcher SR, Rodgers GM. Thrombosis and Antithrombotic Therapy. In: Greer J,

Foerster J, Lukens JN, Rodgers GM, Paraskevas F, Glader B. Lippincott. 11º edição.

Wintrobe’s Clinical Hematology 2004. Chapter 61.

TABELA 2

radar científico I

Estados de hipercoagulabilidade:

A contribuição das trombofilias hereditárias e

adquiridas no tromboembolismo venoso

Das mutações genéticas à SAF

Artigo disponibilizado pelo Grupo DASA

O tromboembolismo venoso (TEV),

doença multifatorial secundária a uma

interação dinâmica entre fatores de risco

adquiridos e hereditários (tabela 1), é a

terceira causa de mortalidade por doença

cardiovascular na população geral do

mundo ocidental, e a primeira causa de

óbito em mulheres durante o puerpério

e em indivíduos no período pós-operatório.

A incidência de fenômenos de TEV

é de aproximadamente 1,9 por 1.000 indivíduos/ano,

que se eleva com a idade.

A morbidade associada a essa condição

não é menos importante: a recorrência

incide em até um terço dos indivíduos

em um período de dez anos, com maior

risco nos primeiros seis a 12 meses, nos

eventos idiopáticos e nos homens. Os

eventos de TEV também podem estar

relacionados à morbidade significativa,

como a síndrome pós-trombótica e a

hipertensão pulmonar.

Por meio do crescente avanço no entendimento

dos mecanismos fisiológicos

e fisiopatológicos do sistema hemostático,

a identificação dos fatores causais nos

indivíduos com TEV é cada vez maior.

Atualmente, um ou mais fatores de risco,

adquiridos ou hereditários, são identificados

em até 80% dos eventos, e em

grande parte dos casos mais de um fator

está presente.

As trombofilias, definidas como tendência

ao desenvolvimento de trombose,

em um contexto de alterações adquiridas

e hereditárias, podem desempenhar um

papel na avaliação desse risco, e, em alguns

casos selecionados, a investigação e

o diagnóstico auxiliam na estimativa do

TABELA 1

Tabela 1

Fatores de risco para trombose venosa

Adquiridos Hereditários Mistos/Desconhecido

Idade Deficiência de AT Hiper-homocisteinemia

TEV pregresso Deficiência de PC Elevação FVIII

Imobilização/Hospitalização Deficiência de PS APC

Grande cirurgia/Trauma FV Leiden Elevação FIX

Cirurgia ortopédica Protrombina G20210 A mutante Elevação FXI

Neoplasia Disfibrinogenemia Elevação TAFI

Pílula anticoncepcional/TRH

Viagem prolongada

Cateter venoso central

Gestação/Puerpério

Doença varicosa

Síndrome antifosfolípide

Doenças mieloproliferativas

HPN entre outros

TEV: tromboembolismo venoso; TRH: terapia de reposição hormonal; HPN:

TEV: tromboembolismo venoso; TRH: terapia de reposição hormonal; HPN: hemoglobinúria

hemoglobinúria paroxística noturna; AT: antitrombina; PC: proteína C; PS: proteína S;

paroxística noturna; AT: antitrombina; PC: proteína C; PS: proteína S; APC: resistência à

APC: resistência à proteína C ativada; e TAFI: inibidor da fibrinólise ativado pela trombina.

proteína C ativada; e TAFI: inibidor da fibrinólise ativado pela trombina.

Características clínicas das trombofilias hereditárias/primárias

Episódios recorrentes

risco de recorrência, na justificativa ao menos

parcial para o evento tromboembólico,

no aconselhamento de familiares afetados

e na duração da terapia anticoagulante.

O termo trombofilia hereditária é definido

como uma tendência para a TEV geneticamente

TABELA 2

determinada. A deficiência

do anticoagulante natural antitrombina

(AT) foi a primeira trombofilia hereditária

a ser descrita (Egeberg, 1965). Posteriormente,

em 1981 e 1984, famílias com

Trombofilias hereditárias/Primárias

tendência trombótica e associação com

deficiências

Idade < 40 anos

dos anticoagulantes naturais,

Eventos proteína idiopáticos C (PC) e proteína S (PS) foram

relatadas. Na década de 1990, outras

duas alterações do sistema hemostático

associadas a ganho de função de fatores

pró-coagulantes foram descobertas: a

mutação FV Leiden (FVL) e o FII G20210A

(protrombina mutante: PTM). Em inúmeros

outros estudos publicados mais

recentemente, outros fatores de risco

têm sido descritos, porém, com relação

causal cada vez menos evidente, como

indivíduos com níveis elevados de alguns

fatores da coagulação (FVIII, FIX e FXI)

e de Tafi (inibidor da fibrinólise ativado

pela trombina).

A relação entre o risco relativo (RR) de

TEV e determinada trombofilia é inversamente

proporcional ao tempo decorrido

após o seu descobrimento: quanto mais

antiga a descrição da trombofilia, maior o

risco de TEV e mais rara a sua prevalência

na população geral. A deficiência heterozigota

de AT, PC ou PS, e a presença de FV

Leiden heterozigota elevam o risco relativo

de TEV por volta de cinco a 20 vezes

(menor no FVL e maior na AT).

Dentre as trombofilias adquiridas,

a síndrome antifosfolípide (SAF) e a

hiper-homocisteinemia são as mais

pesquisadas. A SAF primária é a causa

mais comum de trombofilia adquirida.

A existência de anticorpos com reatividade

a fosfolípides foi inicialmente descrita

em indivíduos que apresentavam

resultados falsos-positivos no teste

sorológico para a sífilis (direcionados

ao fosfolípide cardiolipina presente no

reagente). Laurell e Nilsson, em 1957,

descreveram uma associação entre um

anticoagulante circulante, teste para

sífilis falso-positivo e perda gestacional

recorrente. A associação paradoxal do

prolongamento de tempos de coagulação

dependentes de fosfolípides e fenômenos

tromboembólicos foi descrita

em 1963 por Bowie, e então o termo

anticoagulante lúpico foi proposto em

1972, após descrição de associação

desse “anticoagulante” em pacientes

com lúpus eritematoso sistêmico (LES).

A hiper-homocisteinemia, presente

em 5% a 7% da população geral, pode

ser consequente a algumas alterações

genéticas ou adquiridas (respectivamente,

pela mutação da enzima metilenotetraidofolato

redutase [MTHFR], por

exemplo, e as deficiências de B6, B12 e

folato). A elevação em seus níveis plasmáticos

está relacionada à doença aterosclerótica

vascular ou a eventos de TEV.

Dados clínicos

As trombofilias podem ser clinicamente

evidentes por meio de alguns achados característicos

(tabela 2) e sítios de acometimento

vascular variáveis (tabela 3).

Características clínicas das trombofilias hereditárias/primárias

Tabela 2

Características clínicas das trombofilias hereditárias/primárias

Trombofilias hereditárias/Primárias

Idade < 40 anos

Eventos idiopáticos

Episódios recorrentes

Sítios incomuns de acometimento

História familiar (>= 2 familiares)

TABELA 3

Tabela 3

Sítios de acometimento vascular das trombofilias

Trombose venosa

Deficiência de AT

Deficiência de PC

Deficiência de PS

FV Leiden

Protrombina G20210A mutante

SAF

Hiper-homocisteinemia

Elevação FVIII

Doenças mieloproliferativas

HPN

Disfibrinogenemia

Trombose arterial

SAF

Hiper-homocisteinemia

Elevação FVIII

Doenças mieloproliferativas

HPN

A incidência global das trombofilias hereditárias em indivíduos com trombose venosa

profunda varia de 24% a 37% (Bauer, 2001), sendo o FV Leiden responsável por 40% a

50% desses casos. Os defeitos dos anticoagulantes naturais (AT, PC e PS) combinados

são responsáveis por menos de 5% dos episódios em indivíduos com primeiro evento

de TEV.

A prevalência de SAF em indivíduos com TEV é de 5% a 21%. A trombose venosa profunda

(TVP) é o sítio mais prevalente, mas esses pacientes podem apresentar quadro clínico

inicial de acidente vascular encefálico isquêmico, doença arterial coronária ou trombose

venosa cerebral. Os eventos de trombose, espontâneos ou associados a fatores de risco,

são relacionados a anticorpos antifosfolípides. A síndrome também pode se manifestar por

094

Sítios incomuns de acometimento

História familiar (>= 2 familiares)

Revista NewsLab | Ago/Set 18

095


adar científico I

meio de morbidade gestacional (tabela 4).

Dezesseis por cento a 38% das pacientes

com perdas gestacionais recorrentes

apresentam anticorpos antifosfolípides.

As gestantes com SAF também possuem

risco de desenvolvimento de TEV durante

a gestação e o puerpério.

Os anticorpos antifosfolípides estão

presentes na população normal em 3%

a 10% de indivíduos assintomáticos. Eles

podem ser detectados após certas infecções,

exposição a algumas medicações

ou em associação com doenças autoimunes,

como o LES.

TABELA 4

Tabela 4

Critérios de Sapporo modificados para a classificação da SAF

Critérios Clínicos

1. Trombose vascular

a. Um ou mais episódios de trombose arterial, venosa ou de pequenos vasos em

qualquer órgão ou tecido.

2. Morbidade gestacional

Lançamento

Projetado para

o tamanho de

sua rotina.

COAGMASTER

Avaliação inicial

Os indivíduos com quadro clínico

sugestivo de trombofilia devem ser

abordados da mesma maneira que os

indivíduos com eventos tromboembólicos

de maneira geral. A investigação de

trombofilia não deve ser feita na fase

aguda do fenômeno vaso-oclusivo, e sim

apenas após três a seis meses do evento.

Na avaliação inicial dos indivíduos com

história de TEV, deve-se considerar alguns

fatores: o sítio de acometimento; os eventos

desencadeantes, como pós-operatório,

uso de hormônios, viagem prolongada,

neoplasia associada, doenças concomitantes,

imobilidade, história obstétrica,

entre outros; e exames diagnósticos que

comprovem o evento, idade no momento

do evento e história familiar.

Prognóstico

Apesar da investigação de trombofilia

ser útil em algumas situações clínicas

particulares, estudos recentes demonstram

que a pesquisa de trombofilia em

pacientes com primeiro evento de TEV

raramente muda a incidência de recorrência

na prática clínica (exceção feita para

o diagnóstico de SAF). A recorrência de

eventos tromboembólicos é significativa

naqueles indivíduos com evento idiopático,

independentemente da presença de

estado hipercoagulável associado. Isso

ocorre porque as trombofilias com baixo

risco de recorrência são as mais incidentes

na população, e existem efeitos colaterais

a. Uma ou mais mortes inexplicadas de fetos morfologicamente normais >= 10

semanas de gestação, com morfologia fetal normal documentada por USG ou exame direto

do

b.

feto

Um

ou;

ou mais partos prematuros de neonato morfologicamente normal


adar científico I

Guia rápido sobre

pesquisa de trombofilias

Porque realizar a pesquisa de trombofilias

hereditárias?

Em alguns casos selecionados, a

investigação e o diagnóstico das trombofilias

hereditárias podem auxiliar na

justificativa (ao menos parcial) para

o evento de TEV, no aconselhamento

de familiares afetados e na decisão da

duração da terapia anticoagulante.

Quando suspeitar de seu diagnóstico?

Os elementos que sugerem o diagnóstico

de trombofilias hereditárias são:

• Tromboses recorrentes;

• Tromboses em sítios incomuns

(trombose venosa cerebral, trombose

esplâncnica);

• Indivíduos jovens;

• Acometimento familiar;

• Eventos tromboembólicos idiopáticos.

Quais são as principais trombofilias

hereditárias?

As trombofilias hereditárias mais comumente

pesquisadas são a mutação FV

Leiden (FVL), a mutação da protrombina

(PTM) e a deficiência dos anticoagulantes

naturais proteína C (PC), proteína

S (PS) e antitrombina (AT).

As trombofilias hereditárias

apresentam risco similar

para o desenvolvimento de TEV?

Não. Como as mutações por ganho

de função (FVL e PTM) têm maior representação

na população (incidência na

população geral, assintomática,

de até 5%, ao contrário das deficiências

dos anticoagulantes naturais,

que em conjunto acometem menos de

5% da população com TEV), e menor

risco relativo de TEV (RR de até 5), a probabilidade

de associação de fatores, genéticos

e ambientais, como causadores

dos eventos é maior nos indivíduos com

as mutações FVL e PTM.

Como deve ser o tratamento do episódio

agudo de tromboembolismo

venoso na suspeita de trombofilia

hereditária?

O tratamento inicial dos pacientes

com TEV e a suspeita de trombofilias hereditárias

não diferem do tratamento

dos pacientes com TEV em geral.

Em que momento a pesquisa de

trombofilias hereditárias deve ser

realizada?

A fase aguda do evento de TEV pode

interferir nos níveis plasmáticos dos

componentes do sistema hemostático.

Como o tratamento inicial não é diferente,

a pesquisa de trombofilias deve

ser realizada somente após três a seis

meses do evento tromboembólico.

Quais são as situações clínicas ou o

uso de medicações que podem interferir

nos resultados da pesquisa,

resultando em falsos-positivos?

- O uso de antagonistas de vitamina

K, assim como o uso de anticoagulantes

orais diretos, pode

interferir nos resultados. A PC e a PS são

dependentes de vitamina K, e, portanto,

o seu nível plasmático está reduzido se o

indivíduo a ser pesquisado estiver utilizando

um antagonista de vitamina K,

por exemplo.

- As heparinas, tanto as de baixo

peso molecular como as não fracionadas,

reduzem os níveis de antitrombina. As

heparinas, como anticoagulantes indiretos,

são potencializadores da AT e necessitam

da sua ação para exercer o seu

efeito anticoagulante.

- A grande maioria dos componentes

do sistema hemostático tem síntese hepática,

e, portanto, pacientes com insuficiência

hepática podem apresentar

redução nos valores de PC, PS e AT.

- A gestação e o puerpério, o uso de

contraceptivos hormonais orais e a

terapia de reposição hormonal reduzem

os níveis de proteína S total e livre.

- A proteína S total sofre interferência

dos estados inflamatórios. Ela pode se

ligar à proteína componente do complemento

C4b. Para a pesquisa de deficiência

de PS, a PS livre deve ser o método

diagnóstico de escolha.

- Os níveis plasmáticos de PC, PS e AT

podem estar reduzidos na coagulação

intravascular disseminada (CIVD),

por consumo.

Referências

1. Favaloro EJ, McDonad D, Lippi G. Laboratory

Investigation of Thrombophilia:

The Good, the Bad, and the Ugly. Semin

Thromb Hemost 2009;35(7):695-710.

2. Bounameaux H. Overview of Venous

Thromboembolism. In: Colman RW,

Hirsh J, Marder VJ et al. Lippincott. 5º

edição. Hemostasis & Thrombosis. Basic

Principles & Clinical Practice.2006 Chapter

82 p1219-1226.

3. Deitcher SR, Rodgers GM. Thrombosis

and Antithrombotic Therapy. In: Greer

J, Foerster J, Lukens JN, Rodgers GM,

Paraskevas F, Glader B. Lippincott. 11º

edição. Wintrobe’s Clinical Hematology

2004. Chapter 61.

Dra. Audrey Krüse Zeinad Valim

Médica assessora em hematologiahemostasia

da DASA;

Doutora em hematologia

pela Faculdade de Medicina da USP;

Chefe do ambulatório de hemostasia

do Hospital das Clínicas da Faculdade

de Medicina da USP.

098

Revista NewsLab | Ago/Set 18


adar científico II

A era da tomossíntese mamária

As melhorias significativas e os benefícios

desse método relativamente novo

Artigo disponibilizado pelo Grupo DASA

Autoras: Dra. Giselle da Hora Mesquita¹ e Dra. Fernanda Philadelpho Arantes Pereira²

O câncer de mama é a segunda neoplasia

mais comum entre as mulheres

(atrás apenas do câncer de pele não melanoma),

com aumento da incidência a

partir dos 40 anos, sendo a mamografia

o único método de rastreio que comprovadamente

reduz a taxa de mortalidade.

O rastreamento tem como objetivo o

diagnóstico precoce, promovendo um

tratamento eficiente, menos radical,

diminuindo as taxas de mortalidade e

morbidade, melhorando a qualidade de

vida e evitando complicações, além de

diminuir os custos no tratamento final.

O rastreio é sempre realizado com a

mamografia, podendo ser usado adicionalmente

a ultrassonografia (mamas

densas) ou ressonância magnética (pacientes

de alto risco). O início é variável

de acordo com o país e as instituições,

sendo realizado a partir dos 40 ou 50

anos, anual ou bianual.

Porém, a mamografia não é perfeita,

com falsos-positivos, falsos-negativos,

subdiagnósticos e sobrediagnósticos. A

sensibilidade do método diminui com o

aumento da densidade mamária, caindo

para 55% nos casos de mamas com tecido

fibroglandular extremo, sendo assim

necessário um novo método que promova

o aumento na detecção de cânceres.

A tomossíntesse promove um aumento

da sensibilidade da mamografia e permite

a distinção entre imagens verdadeiramente

suspeitas e aquelas provocadas

por sobreposição de estruturas. Também

conhecida como mamografia tomográfica

ou mamografia tridimensional (3-D),

foi descrita pela primeira vez em 1985 e

aprovada pelo Food and Drug Administration

(FDA) em 2011 (Hologic), atualmente

com outros mais três fabricantes

aprovados e disponíveis no mercado (GE

Healthcare, Siemens, Fujifilm). Consiste

em uma aquisição tridimensional da mamografia,

que possibilita a avaliação da

mama em cortes ou fatias.

Como é realizada?

O tubo de raio X se move ao longo de

um arco em diversos ângulos (figuras

1a e b), dependendo do fabricante,

adquirindo imagens chamadas de projeções,

essas, reconstruídas em cortes com

1 milímetros de espessura e enviadas

Figura 1a

Figura 1b

para a estação de trabalho. Além de cortes

finos, as imagens também podem ser

avaliadas em fatias, chamadas de slab.

O aparelho possui dupla funcionalidade,

2-D e 3-D: as imagens 3-D são adquiridas

simultaneamente com a mamografia

digital 2-D, acarretando um aumento

de 4 a 25 segundos em cada incidência

(essa variação depende do fabricante

do equipamento). É realizada tomossíntese

nas incidências crânio-caudal e

médio-lateral oblíqua, e nas mamas com

prótese as imagens da tomossíntese são

adquiridas em Eklund.

Figura 1a e 1b - Movimento do tubo de raio X para a realização da tomossíntese (a), e

comparação do posicionamento do tubo de raio X na mamografia e na tomossíntese (b).

Os efeitos de sobreposição de tecidos

são reduzidos (figura 2), possibilitando

ao médico radiologista uma melhor avaliação

das mamas.

Quais são os benefícios?

Como é um método relativamente

novo, há poucos estudos prospectivos

concluídos, muitos ainda em andamento,

sendo três frequentemente citados: Oslo,

Storm e Malmo. Há muitos outros estudos

retrospectivos e de revisão disponíveis.

Baseado nos artigos publicados, a

tomossíntese:

- Reduz a taxa de recall (retorno), com

menor número de incidências complementares;

Figura 2

Figura 2 - Formação das imagens da tomossíntese, reduzindo o efeito da sobreposição tecidual.

0100

Revista NewsLab | Ago/Set 18


adar científico II

- Reduz os falsos-positivos, com diminuição

de ultrassonografias e biópsias

desnecessárias, mantendo a taxa de detecção

do câncer;

- Diminui a ansiedade da paciente e o

desconforto de ter as mamas comprimidas

mais vezes;

- Melhora a confiança no caso de recomendação

de biópsia, com aumento do

valor preditivo positivo;

- Aumenta a detecção de carcinoma

invasivo. Não há aumento na detecção

do câncer in situ;

- Diante de uma lesão, a margem é

melhor caracterizada;

- Melhora a visualização de lesões que

contêm gordura (importante frisar que o

achado de gordura dentro de uma lesão

não caracteriza a lesão como benigna);

- Traz mudança na classificação do BI-

-Rads, com aumento categorias negativa

e benigna (BI-Rads 1 e 2) e diminuição

da categoria provavelmente benigna (BI-

-Rads 3).

Como se comportam as lesões na

tomossíntese:

- Distorção arquitetural: Achado de

imagem sutil, melhor visualizado na

tomossíntese do que na mamografia

convencional (figuras 3a e b). A identificação

do achado é importante, porque

tem um valor preditivo positivo elevado

para o câncer (aproximadamente 60%

dos casos). É causa de falso-negativo

na mamografia convencional (achado

oculto ou classificado como assimetria)

e é uma manifestação comum de câncer

observado na tomossíntese. Dentre

os diagnósticos estão: carcinoma ductal

infiltrante, carcinoma lobular invasivo,

além de adenose esclerosante, cicatriz

radial e cicatriz pós-cirúrgica.

- Assimetria focal: Refere-se a uma

pequena quantidade de tecido fibroglandular

em uma pequena porção da

mama (menos de um quadrante), que

é visível e tem uma forma semelhante

Figura 3a e 3b

Figura 3a e 3b - Mamografia (a) e tomossíntese (b) na incidência crânio-caudal direita.

A imagem 2-D não mostra achados suspeitos; já a imagem 3-D evidencia tênue

distorção arquitetural – círculo amarelo.

em diferentes projeções mamográficas.

A assimetria é unilateral, sem um correlato

semelhante de tecido na mesma

posição na mama contralateral. Cerca

de 80% correspondem à sobreposição

de tecido e apenas 0,5 a 1% a câncer.

Como acima explicado, a tomossíntese

elimina ou reduz os efeitos da sobreposição

de tecidos, sendo muitas vezes útil

para a avaliação de uma assimetria focal.

O método pode ser usado para confirmar

e caracterizar um achado como uma verdadeira

assimetria; às vezes, até associada

à distorção arquitetural, descartá-lo

como uma superposição de estruturas,

ou reclassificá-lo como um nódulo. Com

isso, há uma redução da necessidade de

incidências complementares, de ultrassonografia

e de controle mamográfico.

- Nódulo: É caracterizado pela sua forma,

margem e densidade. Essas características

são melhor avaliadas pela tomossíntese.

Com a tomossíntese, por meio da

redução da sobreposição tecidual e dos

cortes obtidos, o leitor consegue desenvolver

uma análise mais precisa da forma

e margem dos nódulos, que, por vezes,

resulta na reclassificação da categoria.

- Calcificações: Apesar do papel ainda

bastante discutido da tomossíntese para

avaliação das calcificações, já foi descrito

que ela tem se mostrado útil na análise

da distribuição das calcificações, e alguns

trabalhos mostram boa caraterização da

morfologia nas imagens sintetizadas.

Contudo, atualmente, a incidência complementar

em magnificação (principalmente

em perfil) ainda deve ser usada

para a avaliação desses achados.

Perguntas e dúvidas frequentes:

1. Uso no rastreio ou diagnóstico?

Em ambos. O uso no rastreio é o primeiro

e principal objetivo da tomossíntese. Em

alguns centros brasileiros e em muitos

centros dos Estados Unidos e da Europa

a mamografia já foi substituída pela

tomossíntese para o rastreio. Mulheres

com alto risco para o câncer também se

beneficiam do rastreio pela tomossíntese.

Pacientes com sintomas clínicos,

achados palpáveis ou dúvidas encontradas

na mamografia convencional também

podem ter sua queixa esclarecida

pela tomossíntese.

2. Serve para o estadiamento

local? A avaliação do câncer de mama

deve incluir tamanho da lesão, do número

de lesões, da extensão da doença e

da presença de doença contralateral. As

0102

Revista NewsLab | Ago/Set 18


adar científico II

informações adquiridas na tomossíntese

podem otimizar a avaliação do tamanho

da lesão (as espículas não devem ser incluídas)

e a detecção de lesões adicionais,

dada a melhor visualização dos detalhes,

já que no exame de mamografia convencional

as lesões podem estar obscurecidas

e ocultas. Muitas vezes, esse método

é utilizado para o estadiamento, chegando

próximo dos achados da ressonância

magnética. A presença de doença

multifocal ou multicêntrica interfere no

tratamento cirúrgico (mastectomia ou

cirurgia conservadora).

3. Dose de radiação – A tomossíntese

está relacionada à maior dose de

radiação, mas dentro dos limites exigidos

pelo FDA. Isto principalmente porque

a avaliação deve ser feita em conjunto

pelas imagens 2-D (mamografia) e 3-D

(tomossíntese), exame este chamado

de combo. Existe a “2-D sintetizada”,

na qual as imagens 2-D são obtidas das

imagens 3-D, diminuindo a dose de radiação;

as imagens sintetizadas estão em

desempenho crescente, já sendo bem

executadas por alguns fabricantes (figuras

4a e b).

4. Tempo de exame e leitura –

Comparada à mamografia, a tomossíntese

traz aumento do tempo de exame

e de leitura, com necessidade de profissionais

treinados e curva de aprendizado

inerente ao novo método. A tomossíntese

produz muitas imagens que precisam

ser detalhadamente examinadas e

comparadas às imagens da mamografia

convencional.

5. Custo – O exame ainda é pouco

disponível, principalmente em nosso

meio, devido ao alto custo, o que lentifica

a consolidação do método. Até o momento,

o exame é realizado de maneira

particular e não tem cobertura pelos

planos de saúde. Mas, devido aos benefícios

acima citados, o custo final pode ser

facilmente compensado.

Figura 4a e 4b

Figura 4a, 4b e 4c - Mamografia original (a), mamografia sintetizada (b) e tomossíntese (c)

na incidência oblíqua médio-lateral esquerda mostram nódulo nos quadrantes superiores.

As imagens da mamografia original e sintetizada estão bastante parecidas.

6. Apenas a tomossíntese será suficiente? É importante ressaltar que esse método

é um avanço da mamografia convencional, com melhoria na eficácia diagnóstica.

Entretanto, em determinados casos, não afasta a necessidade de realização de ultrassonografia,

ressonância magnética, biópsia ou cirurgia.

Conclusão

A tomossíntese veio para ficar. Ela traz melhorias significativas nas limitações da mamografia

convencional, principalmente no que diz respeito à densidade mamária. Permite a

diferenciação de lesões verdadeiras, suspeitas ou não, descartando aquelas que representam

sobreposição do tecido mamário. Com isso, traz aumento na taxa de detecção do câncer

e diminuição da necessidade de incidências e exames complementares, beneficiando,

e muito, as nossas pacientes.

Autoras:

¹Drª. Giselle da Hora Mesquita

Médica radiologista do Grupo DASA/RJ;

Especialista em imagem da mama das Clínicas

Diagnóstico por Imagem (CDPI), Alta Excelência

Diagnóstica e Multi-imagem.

²Drª. Fernanda Philadelpho

Arantes Pereira

Coordenadora do setor de imagem da mama da

DASA-RJ;

Médica radiologista especialista em imagem e

procedimentos invasivos da mama das Clínicas CDPI,

Alta Excelência Diagnóstica e Hospital das Américas;

Mestre e doutora em medicina (radiologia) pela

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

0104

Revista NewsLab | Ago/Set 18


laboratório em destaque

Hermes Pardini dá passo importante na

ampliação do seu portfólio em genética

e medicina de precisão

Alessandro Ferreira, Vice-Presidente Comercial e

Marketing do Grupo Hermes Pardini, também comenta as

perspectivas da empresa sobre o laboratório do futuro

Com a aquisição do DLE Genética

Humana e Doenças Raras, pelo Grupo

Hermes Pardini, houve um grande passo

da empresa na área de Medicina de

Precisão. Por esse motivo, foi ampliado

o portfólio de exames e soluções oferecidas

ao mercado, com a especialização

em doenças raras, genética e genômica,

triagem neonatal e investigação laboratorial

sobre erros inatos de metabolismo.

Além disso, é possível afirmar que, a

capacidade de Pesquisa e Desenvolvimento

ficou, ainda mais fortalecida para

o aperfeiçoamento das tecnologias já

dominadas bem como para o desenvolvimento

de novas, tais como a sequência

de inovadores dispositivos e sistemas de

coleta de amostras biológicas para melhor

atender aos clientes no Brasil.

Por esse motivo, com a chegada do

DLE, o Grupo Hermes Pardini adentra

definitivamente no chamado “Futuro

dos Laboratórios”, que vem a ser possível

com a articulação da Medicina de Precisão,

o Enterprise – maior plataforma de

automação laboratorial do mundo – e a

integração digital dos clientes lab-to-lab.

Para entender com mais detalhes

como se dará essa nova fase da empresa,

além das perspectivas para o “Laboratório

do futuro”, conversamos com

Alessandro Ferreira, Vice-Presidente

Comercial e Marketing do Grupo Hermes

Pardini. Com vasta experiência na área

genética, nos dará também um panorama

de como se dão os trabalhos nos

laboratórios da Hermes Pardini.

Como seria definida medicina de

precisão para Hermes Pardini?

Hoje, não basta mais apenas realizar

exames e apresentar resultados. A

medicina personalizada consegue mapear

tendências de desenvolvimento de

patologias, bem como a sensibilidade a

medicamentos, o que possibilita uma

conduta médica individual, a partir do

uso de drogas e medicamentos específicos.

Um paciente com determinado

tipo de câncer, por exemplo, responder

a uma determinada droga que outro

paciente, com a mesma doença, não irá

responder. O quadro clínico é semelhante,

mas o tratamento preciso depende da

interferência no mecanismo molecular

de cada paciente. Com isso, hoje, prever

doenças, tratá-las, ou até mesmo evitá-

-las, está muito mais fácil. Nesse novo

cenário ganham o paciente e o médico,

que passa a ter no laboratório um fornecedor

completo de informações do

paciente, além de exames mais rápidos,

precisos e seguros. Ou seja, o laboratório

para a ser mais do que um fornecedor

de resultados de exames. É um parceiro

do médico em todo o processo, com um

hub de informações clínicas estratégicas.

É uma nova prática médica, uma mudança

radical para todo o sistema de saúde:

para o médico que passa a contar com

uma parceria cada vez mais estreita com

o laboratório e para os pacientes, destino

de todas as novas tecnologias, que terão

melhor qualidade de vida. É o que chamamos

de “o futuro dos laboratórios”.

A medicina personalizada, além do

tratamento adequado, possibilita um

atendimento personalizado, mais ágil e

eficaz. Tanto o médico quanto o paciente

sentem-se mais acolhidos e seguros.

O médico por ter disponível toda uma

assessoria científica para suporte pré e

pós-analíticos, e o paciente por ter à disposição

um tratamento individual e uma

maior chance de cura.

É nesse formato que o Hermes Pardini

já vem atuando, levando acesso às novas

tecnologias em saúde para todo o Brasil,

por meio das suas unidades próprias e

dos 5,7 mil laboratórios parceiros. Queremos

estar entre os laboratórios de referência

em Medicina Diagnóstica, mais

rápidos e eficientes do Brasil. Por isso

o Pardini está se transformando numa

plataforma de geração de informações

clínicas estratégicas para médicos e pacientes,

em todo o território nacional.

Do que se trata a plataforma

Enterprise?

O Enterprise é projeto próprio, considerado,

segundo nossos fornecedores, a

maior plataforma de automação laboratorial

do mundo. Inédita no mercado, foi

planejada pela equipe do Pardini e detalhada

com a participação dos principais

fornecedores de equipamentos do mundo,

e que tem a Siemens Healthineers

como principal fornecedora de soluções.

O Hermes Pardini foi o primeiro no Brasil

a implantar o conceito de automação

laboratorial total, aumentando a segurança

e a confiabilidade no processo em

2010. Esse sistema permite produzir em

alta escala, com um custo menor, além

de aumentar a segurança dos processos

produtivos o que reflete em uma qualidade

ainda maior dos resultados.

Com o Enterprise, essa estrutura será

ampliada e o incremento no nível de

automação permitirá ao Hermes Pardini

processar 82% dos resultados de exames

de análises clínicas no prazo de 6 horas,

além de dobrar o volume da capacidade

produtiva, com mais eficiência, segurança

e precisão, em menos tempo e a um custo

reduzido. Os parceiros ganham diretamente,

pois oferecemos a eles condições

de ofertarem os mais diversos exames,

gerando eficiência de custo e reduzindo o

tempo de entrega do resultado ao cliente

final, além de qualidade e segurança.

Que tipo de exames e metodologias

serão utilizadas nessa plataforma?

A nossa base permite a oferta de mais

de 3,4 mil tipos de exames em um processo

totalmente automatizado, de alta

eficiência e produtividade. Outro fator

importante é que o Enterprise permite o

que chamamos de Apoio Digital, ou seja,

maior digitalização dos canis de comunicação

e atendimento a todos os clientes

do lab-to-Lab. Por isso chamamos o Enterpise

de Futuro dos Laboratórios: Mais

rápido, mais amigável, mais digital.

Qual a capacidade de exames

para o laboratório?

Hoje, o Hermes Pardini processa mais

de 8,5 milhões de exames mensalmente

e 90% da produção de exames são direcionados

para o NTO em Vespasiano\

MG. Vale lembrar que o Pardini é líder no

segmento lab-to-Lab com a prestação

de serviços laboratoriais para mais de 5,7

mil parceiros (laboratórios e hospitais)

em mais de 1900 municípios. Todo o volume

de exames dos parceiros é processado

no nosso NTO. O Enterprise vai permitir

mais que dobrar essa capacidade.

“Personalização do diagnóstico

e a precisão do tratamento” seriam

palavras de ordem para os laboratórios,

bem como a medicina

em um todo, para o futuro?

Sim. Hoje não basta mais apenas realizar

exames e apresentar resultados. A

medicina personalizada é mais que uma

tendência: é uma realidade mundial.

Sobre genética, quais são as tendências

e desafios, no que importa

os esforços do Hermes Pardini,

para o futuro?

A tecnologia aplicada à medicina tem

revolucionado o diagnóstico e, consequentemente,

a prevenção e tratamento

de doenças, bem como prolongado a vida

dos pacientes. O Pardini atua de forma que

a sua área de PD&I contribua ativamente

na oferta de exames mais especializados.

Nos esforçamos sempre para oferecer

testes de alto valor clínico e que sejam

acessíveis a toda população. Isso é o que

move o lab-to-Lab do Hermes Pardini: democratizar

a tecnologia em saúde.

Alessandro

Ferreira

Alessandro Ferreira é doutorado em Genética

Molecular pela Universidade Federal de Minas

Gerais/UFMG; Mestrado em Genética pela

Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG.

MBA Executivo pelo IBMEC/BH; Graduado

em Farmácia e Bioquímica pela Universidade

Federal de Minas Gerais/ UFMG. Conduziu

as áreas de Desenvolvimento e Inovação,

Produtos, Integração e Processos; Implantou

a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)

do Grupo Hermes Pardini. Atualmente é Vicepresidente

Comercial e Marketing do Grupo.

0106

Revista NewsLab | Ago/Set 18

0107


lançamento

0108

A Abbot, empresa global de cuidados

para a saúde, anunciou no último mês

de agosto o lançamento da sua linha

diagnóstica Alinity, que promete ser um

conjunto de sistemas que inclui imunoensaios,

química clínica, point-of-care,

hematologia, triagem de sangue e plasma

e diagnósticos moleculares.

Para saber mais a respeito da linha Alinity,

conversamos com Vitor Muniz, Gerente

Geral da Divisão de Diagnósticos da

Abbott no Brasil, que também comentou

os planos da empresa para a área diagnóstica.

Confira.

Quais as estratégias utilizadas

pela Abbott na área de diagnósticos

no Brasil? Há planos para expansão?

A Abbott desenvolve e implementa

estratégias de diagnóstico que colaboram

com o desempenho em laboratórios

e instituições. Com o envelhecimento

da população e consequentemente o

aumento do desenvolvimento de doenças

crônicas, a demanda por serviços

de saúde tende a crescer. Neste cenário,

acreditamos ser fundamental trazer inovações

que garantem mais eficiência,

flexibilidade e confiança para os sistemas

de saúde, colocando o paciente no

centro de tudo que fazemos. É o caso

do Alinity1, sistema de última geração

da Abbott, projetado para otimização

de espaço de laboratório, precisão e desempenho

de alta qualidade. Além disso,

trabalhamos com um modelo de gestão

para otimizar e alinhar pessoas, processos

e tecnologia, economizando tempo

e reduzindo custos na área. Trabalhamos

muito próximos aos nossos clientes para

Abbott apresenta sua família

de sistemas integrados de

diagnósticos clínicos

Vitor Muniz, Gerente Geral da Divisão de

Diagnósticos comenta sobre a participação

da empresa na área diagnóstica no Brasil

entender o negócio em que estão e atuamos

como consultores especializados

para melhorar sua excelência operacional

e cuidado clínico integrado. Temos planos

de expansão com o objetivo de levar

nossas soluções inovadoras para todas as

regiões do país.

Você poderia comentar sobre a

linha Alinity?

Alinity é uma inovadora família de sistemas

integrados de diagnósticos clínicos.

Com os diagnósticos influenciando 70%

das decisões clínicas críticas2, o Alinity

está preparado para mudar o paradigma

de diagnóstico laboratorial. O conjunto de

sistemas de última geração inclui imunoensaios,

química clínica, point-of-care,

hematologia, triagem de sangue e plasma

e diagnósticos moleculares.

Alinity é projetado com recursos inteligentes

para aumentar a velocidade, o

volume e a eficiência dos testes em um

formato mais flexível, versátil e adaptável.

O design compacto pode proporcionar

uma redução significativa – de quase

50% em alguns casos – na área ocupada

pelos equipamentos no laboratório. Nos

testes de hematologia, o Alinity h3-

-series é até 40% mais rápido por metro

quadrado do que qualquer outro sistema

integrado de hematologia disponível

atualmente. Com frascos de reagentes

com trava de segurança, o Alinity assegura

que os mesmos só podem ser

encaixados em determinadas posições,

ajudando a evitar erros nos resultados.

Alinity foi projetado para ser:

• Intuitivo e fácil de usar, com interface

comum e integrada entre instrumentos,

tornando o uso mais fácil para toda a

equipe do laboratório.

• Acessível para realizar qualquer teste

a qualquer hora, com a capacidade

de repor reagentes sem precisar parar o

equipamento, o que aumenta a produtividade

do laboratório.

• Flexível e escalonável de forma que os

laboratórios possam adicionar módulos à

medida que o volume de testes aumenta,

sem precisar substituir o sistema completo.

Alinity permite a automação de muitos

exames e garante, a qualquer momento,

tanto a rastreabilidade da amostra quanto

a prevenção de erros de processo.

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e os negócios do cliente para oferecer

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

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O retorno do sarampo: panorama e

perspectivas sobre a epidemia

entrevista

O infectologista e diretor do Departamento de Pediatria

da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de

São Paulo, Marco Aurelio Palazzi Safadi, comenta a atual

situação do País ante essa crise na saúde pública

Advindo de diversos fatores, entre eles

a entrada de imigrantes venezuelanos e

movimentos “antivacina”, o Sarampo,

que parecia controlado voltou à tona

nesse ano devido a um surto que resultou

no registro de mais de 1000 casos de

infecção, segundo o Ministério da Saúde.

Diversas campanhas, de vacinação e

informação, foram compartilhadas pelos

órgãos públicos responsáveis pela saúde.

Entretanto, algumas questões ainda ficaram

sem resposta – principalmente relacionado

à origem e diagnósticos da doença.

Por esse motivo, conversamos com o

Dr. Marco Aurelio Palazzi Safadi, infectologista

e diretor do Departamento de

Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas

da Santa Casa de São Paulo, que nos

apresentou um panorama do momento

atual do surto, além de questões relativas

à outras infecções.

1. De onde ressurge o Sarampo?

Quais os motivos de voltar com

tanta força? E a que se deve ao aumento

de casos?

São vários estados que reportaram casos

do Sarampo, porém, o epicentro é a

região norte, com os estados de Roraima

e Amazonas. O motivador, inicialmente,

que deflagrou foi a entrada de imigrantes,

principalmente os venezuelanos. Por

questões econômicas, o governo deixou

de vacinar a população naquele país.

Entretanto, não é só esse motivo. Também

encontramos aqui uma população

que a gente supunha estar protegida,

mas não estava. Então temos um bolsão

no Brasil de fragilidade de cobertura de

vacina. O sarampo é uma doença que

exige que pelo menos 95% da população

esteja imunizada da doença para que

se evite a introdução da doença e, infelizmente

nossos índices estão muito baixos.

A entrada dos venezuelanos explica esse

problema, já que encontrou uma população

significativa da população brasileira

não vacinada. E principalmente os bebes

abaixo de um ano, sem idade para receber

a vacina.

Por esse motivo, estamos vivendo essa

situação, já que mais da metade dos infectados

estão nessa faixa etária.

2. E o que se deve essa queda da

cobertura das vacinas?

Não dá para afirmar que é algo especifico.

Isso é uma questão multifatorial.

Diversos fatores contribuíram para isso,

entre eles os movimentos questionando

a importância das vacinas, advindas das

notícias falsas compartilhadas e claro que

gera um impacto. Mas há outros fatores.

Há um problema relacionado ao acesso

da população à saúde e das pessoas à

vacina. Nesse contexto temos que tentar

facilitar o acesso, seja em horários alternativos,

aumentar a disponibilidade de

acesso, diminuir a situação de desabastecimento,

que infelizmente enfrentamos

em alguns momentos, e é um fator

que contribui na baixa cobertura.

Existe também por parte de muita

gente e gerações mais jovens, que nasceram

em um período em que essas

doenças não circulavam mais. Nunca

viram um caso de sarampo, rubéola,

tétano ou disenteria. Inclusive entre

médicos, porque essas doenças estão

quase eliminadas. Por ter pouca oportunidade

desconhecendo a importância

e a carga que elas têm. Com isso,

acham que doença está controlada,

não dando tanta importância para a

imunização. O que não é verdade, se

não mantiver a população protegida,

na primeira oportunidade de reintrodução

do vírus, o que aconteceu

agora com os venezuelanos, a doença

dissemina. Que isso sirva de lição para

que a gente entenda que para manter

a população protegida é necessário

manter a vacinação.

3. Quais ações públicas e como

o ministério da saúde deve atuar

nesses casos?

Houve uma série de ações por parte

do ministério da saúde com o objetivo

de bloqueio do surto para que ela não se

alastre para outros lugares. Então o Ministério

da Saúde iniciou um conjunto de

ações nessas regiões, mas também em

outras partes do Brasil.

No meu ver ainda tem que melhorar

a cobertura de vacina. Também é necessário

acompanhar as ações e fazer

um monitoramento epidemiológico do

que está acontecendo, rastrear o vírus,

identificar os grupos etários atingidos,

para dessa maneira construir as estratégias

mais eficientes de controle. É

acredito que isso já está sendo feito. E

entendo que uma vez implementada de

maneira efetiva conseguiremos controlar

esse surto.

4. Há casos de outras vacinas

que podem estar sendo negligenciadas?

Sem dúvida. Esse é um ponto muito

importante. Isso serve para outras doenças.

Com a rubéola não é diferente.

A própria poliomielite tem cobertura

baixa. E só temos casos de poliomielite

selvagem em dois países: Afeganistão e

Paquistão.

Claro que diminui a chance de um

surto, mas o caso do sarampo deve servir

como lição para as outras doenças

que temos controladas como rubéola,

tétano ou disenteria, como paralisia

infantil, para que a mesma situação

não se reproduza. Então essa é uma

oportunidade em resgatarmos nossa

cobertura de vacinas.

5. Como estão os progressos na

produção de vacinas e capacidade

de vacinação?

O Brasil importa boa parte das vacinas,

está longe de conseguir uma independência

em relação a isso. É uma área que

exige uma tecnologia de ponta, rebuscada.

Infelizmente não é a realidade dos

países com a situação similar ao nosso.

Apesar que o Brasil se destaca possuindo

uma produção significante, mas longe de

uma independência.

6. Qual sua posição em relação

as vacinas tripas e as únicas?

Hoje o que temos disponível é a vacina

tríplice viral. Não vejo nenhum problema

com isso. Quanto mais abrangente melhor

– combatendo rubéola e caxumba.

7. Quais as metodologias e testes

diagnósticos existem atualmente

para o Sarampo?

O sarampo é uma doença de diagnóstico

clinico, baseado em manifestações clinicas.

Mas é importante que seja feito laboratorialmente.

Basicamente o método usado é

a sorologia. Mas há também o uso da biologia

molecular, que oferece um diagnóstico

de maior acerto. E o que fazemos também,

para nível de pesquisa e monitoramento, é a

genotipagem do vírus. Para tentar rastreá-

-lo e para descobrir sua origem.

8. Como o senhor vê a biologia

molecular para o futuro do diagnóstico

do sarampo?

Acho que podemos ampliar essa resposta

para nível geral, já que a biologia

molecular revoluciona o diagnóstico e a

oportunidade de reconhecer as doenças

de uma maneira geral, já que ela tem uma

aplicabilidade que cresce em progressão

geométrica, mesmo como o custo sendo

um fator limitante. Mas aos poucos elas

estão se tornando mais acessíveis para os

clínicos. E seguramente é uma ferramenta

de diagnóstico que tem um potencial de

crescimento enorme para o manejo das

doenças infecciosas de uma maneira geral

e claro que o sarampo se inclui aí.

Marco Aurelio

Palazzi Safadi

• Graduação em Medicina pela Faculdade de

Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

– FCMSCSP, (1985);

• Residência médica em Pediatria pela

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de

São Paulo (1989);

• Mestrado em Pediatria e Ciências Aplicadas

à Pediatria pela Universidade Federal de São

Paulo – Escola Paulista de Medicina (1997);

• Doutorado em Medicina pela FCMSCSP

(2011);

• Especialista em Pediatria e Infectologia

Pediátrica conferidos pela Sociedade

Brasileira de Pediatria;

• Diretor do Departamento de Pediatria da

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa

de São Paulo;

• Coordenador do Serviço de Infectologia

Pediátrica do Hospital Infantil Sabará;

• Presidente do Departamento de Infectologia

da Sociedade Brasileira de Pediatria;

• Membro do Comitê Científico da Sociedade

Mundial de Infectologia Pediátrica (WSPID).

0110

Revista NewsLab | Ago/Set 18

0111


Publieditorial

Grupo São Marcos

e ChromaTox f irmam parceria

para análise toxicológica

Um dos

diferencias do

São Marcos

Laboratório

de Apoio.

Com 75 anos de história, o Grupo São Marcos é,

atualmente, uma das referências no setor de medicina

preventiva e diagnóstica, análises clínicas, patologia,

genética, toxicologia, imagem e vacinas. Pioneirismo e

modernidade são a marca da empresa, que mantém

corpo clínico e técnico qualif icado e estrutura altamente

tecnológica e automatizada, permitindo a realização

de cerca de 4,5 mil tipos de exames com qualidade,

conf iabilidade, agilidade e precisão.

O Grupo São Marcos conta com parcerias

de empresas de excelência e alinhadas à sua

estratégia de negócio. Na área de análise toxicológica,

atua nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e no estado

da Bahia junto ao ChromaTox Laboratórios, primeiro e

mais completo operando no Brasil no que se refere a

testes de drogas em cabelo.

Na realização dos exames toxicológicos, o

ChromaTox Laboratórios utiliza tecnologia avançada

para prover resultados mais rápidos e ef icientes aos

clientes, seguindo padrão de qualidade e conf iabilidade

internacional. Há mais de 18 anos, a empresa surgiu

da combinação de expertises dos laboratórios Cansford

(britânico) e ChromAnalysis (brasileiro), incentivando

e disseminando mundialmente estudos acerca de

análises em queratina.

O exame toxicológico com amostra em queratina

(cabelo ou pelo) é o método mais ef icaz para identifi car

o consumo de drogas e a frequência do hábito, pois

a técnica utilizada revela um histórico de, no mínimo,

90 dias anteriores à coleta dos f ios. A Cromatograf ia

Líquida (LC) e a Espectrometria de Massa (MS/MS)

são dois passos essenciais dos testes de cromatograf ia

líquida e de espectrometria de massa. Assim, a

ChromaTox certif ica-se de que a substância alvo

é detectada, identif icada e também quantif icada,

conferindo precisão ao resultado.

O Chromatox Laboratórios possui acreditação

pela ISO 17025 e é credenciado pelo Denatran para

realizar exames toxicológicos exigidos para motoristas

prof issionais. Atende, ainda, à Deliberação 145, que

exige a realização da análise para obtenção ou

renovação da CNH nas categorias C, D e E, além da

portaria 116 do Ministério do Trabalho, em processos

de contratação CLT (admissional e demissional).

Organizações, assistentes sociais e advogados

que solicitam a análise para diversos f ins – áreas da

Família, Criminal e Forense, Concursos Públicos e em

Segurança do Trabalho – podem se benef iciar com

a visão geral de como o processo de teste chega

a um resultado justo, preciso e útil. As análises são

realizadas na sede do ChromaTox, em São Paulo,

e a coleta das amostras podem ser feitas nas unidades

do Grupo São Marcos.

Para mais informações, consulte um de nossos

representantes pelo telefone: (31) 2104-0133.

Portfólio de exames oferecido pela Rede de Apoio:

• Anatomia Patológica

• Citologia Oncótica/Hormonal

• Citologia em Líquidos e em Monocamada

• Patologia Molecular

• Bioquímica Básica e Especializada

• Hormônios Básicos e Esotéricos

• Autoimunidade

• Doenças Infecciosas

• Biologia Molecular

• Toxicologia

• Microbiologia

• Micologia

Essa é a Thânia, dona de um laboratório

que todos os dias conquista novos clientes.

Ela está tranquila, porque agora tem sempre em

mãos uma tecnologia que permite acessar os

históricos dos pacientes, personalizar a máscara

do laudo com a sua logo e pré-visualizar o layout

do exame online.

Seguros. É assim que se sentem os

donos dos laboratórios apoiados pelo

São Marcos Laboratório de Apoio.

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0112

Revista NewsLab | Ago/Set 18


informe de mercado

Informes de Mercado

Esta seção é um espaço publicitário dedicado

para a divulgação e ou explanação dos produtos e

lançamentos do setor.

Área exclusiva para colaboradores anunciantes.

Mais informações: comercial@newslab.com.br

Interferentes nos testes laboratoriais

Fujirebio Reconhecer estará presente o potencial no 52º e Congresso minimizar Brasileiro os riscosde

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

Erros decorrentes de interferentes representam

uma proporção muito pequena da desconhecida, embora os dados publica-

A frequência exata das interferências é

taxa de erro global dos testes laboratoriais. dos possam fornecer mais informações.

Entendendo o potencial de interferência e, Estudos para avaliar a prevalência de anticorpos

heterofílicos demonstraram que a

tomando providências como, seguir de perto

as Instruções de uso dos produtos, trabalhar ocorrência pode ser baixa, como 0,05% até

com a educação médica e melhor comunicação

aos pacientes podem minimizar os riscos. população avaliada no estudo. Por exemplo,

40%, dependendo do tipo de ensaio e da

Entendendo os Interferentes

com a introdução dos modernos agentes

em Imunoensaios

bloqueadores em imunoensaios, a frequência

de interferência clinicamente significati-

Interferência é o efeito de uma substância

presente em uma amostra que altera o valor

correto de um resultado. O potencial de Com o avanço da automação nos labova

é muito baixa, entre 0.03-0.05%.

interferências afeta todos os testes laboratoriais,

como também todos os fabricantes. tras, os erros relacionados à fase

ratórios e no melhor manejo das amos-

analítica

Neste ano, a Fujirebio estará presente no 52º CBPC/ML (Congresso Brasiliero de Patologia

Clínica/Medicina Laboratorial) em Florianópolis entre os dias 25 a 28 de setembro de 2018 no

estande #76. A feira estará em sua 52ª edição, contará com diversos expositores e uma

grande programação científica. Será imperdível para todos os profissionais da área da saúde.

A Fujirebio, ao longo dos anos, foi moldada pela integração bem-sucedida com experientes

empresas no ramo de diagnóstico in vitro, como a Centocor em 1998, a CanAg Diagnostics

em 2006 e a Innogenetics em 2010.

Hoje, a Fujirebio inclui escritórios nos Estados Unidos, Europa, América Latina e Ásia, bem

como uma vasta rede de distribuição internacional.

A linha de produtos da Fujirebio possui soluções avançadas de testes laboratoriais clínicos

totalmente automatizados. Além disso, inclui biomarcadores novos e de rotina. Eles cobrem

uma variedade de diagnósticos, como as doenças infecciosas, oncologia, testes genéticos,

tireoide, fertilidade, tipagem de tecido, neurodegeneração e metabolismo ósseo.

Envie um e-mail para brazil@fujirebio.com e agende uma reunião com representantes da

empresa durante o evento.

Telefone: (11) 2176-2070

atualmente ocorrem em menos de

0,078% dos testes laboratoriais. E, dentre

esses, apenas uma pequena parte é devido

à presença interferentes.

Para mais informações:

https://biotinfacts.roche.com/

Referências

1. Plebani M, Clin Chem Lab Med. 2006;44(6):750-9;

2. Gulbahar O et al. J Clin Endocrinol Metab 2015;100:2147-53;

3. Miller J. Clin Lab Int 2004; Apr:14-16;

4. Sturgeon CM & Viljoen A. Ann Clin Biochem 2011;48:418-32;

5. Tate & Ward Clin Biochem Rev 2004; 105-120.

©2018 Roche – Setembro/2018 – Cód. MC-BR-00005

Roche Diagnóstica Brasil Ltda.

Av. Engenheiro Billings, 1729 – Prédio 38

São Paulo, SP, 05321-010 – Brasil

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Interferência da Biotina nos Testes

Reconhecer o potencial é minimizar o risco

1. No caso da biotina, a dose é importante:

A existência de interferentes em

imunoensaios não é novidade. Entender

o potencial de interferência de uma

substância e tomar medidas como seguir

as instruções da bula, promover educação

médica e comunicação com o paciente

ajudam a minimizar os riscos.

brazil@fujirebio.com

Fujirebio estará presente no 52º Congresso Brasileiro de

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

www.fujirebio.com

0114

bro de 2018 no estande #76. A feira estará

em sua 52ª edição, contará com diversos

expositores e uma grande programação

científica. Será imperdível para todos os

profissionais da área da saúde.

A Fujirebio, ao longo dos anos, foi

moldada pela integração bem-sucedida

com experientes empresas no ramo de

diagnóstico in vitro, como a Centocor em

1998, a CanAg Diagnostics em 2006 e a

Innogenetics em 2010.

Hoje, a Fujirebio inclui escritórios nos

Estados Unidos, Europa, América Latina e

Ásia, bem como uma vasta rede de distribuição

internacional.

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Neste ano, a Fujirebio estará presente

no 52º CBPC/ML (Congresso Brasiliero de

Patologia Clínica/Medicina Laboratorial) em

Florianópolis entre os dias 25 a 28 de setemsoluções

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Além disso, inclui biomarcadores novos e

de rotina. Eles cobrem uma variedade de

diagnósticos, como as doenças infecciosas,

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

2. Impacto do consumo da biotina nos ensaios

O estudo farmacocinético da

Roche comprovou que dentro

de 8 horas, 100% dos pacientes

estavam com os níveis plasmáticos

de biotina abaixo da faixa de

interferência nos testes. 1

1. Grimsey et al 2017 International Journal of Pharmacokinetics, doi; 10.4155/ipk-2017-0013

©2018 Roche - Junho/2018 - ARDL1300

Roche Diagnóstica Brasil Ltda

São Paulo - SP 05321-010 - Brasil

www.roche.com.br


R

informe de mercado

Creatinina Enzimática confere maior precisão aos laudos

Uma nova metodologia colocou os profissionais

de análises clínicas mais próximos

da determinação direta e mais precisa da

creatinina sérica. É a chamada Creatinina

Enzimática. O método foi lançado no Brasil

com pioneirismo pela Labtest, baseado em

reações mediadas por enzimas altamente

específicas, conferindo maior precisão aos

laudos emitidos pelos laboratórios.

A Creatinina Enzimática utiliza as enzimas

creatinina amidohidrolase, creatina

amidinohidrolase e sarcosina oxidase, em

conjunto com a reação de Trinder. Com ela, é

possível determinar a concentração de creatinina

em amostras de soro, plasma e urina.

A metodologia enzimática confere uma

maior especificidade à determinação do

analito, pois elimina a interferência de proteínas

plasmáticas e outros cromógenos,

comumente observada com os métodos

diretos que utilizam a reação de Jaffé. Dessa

forma, não é necessário fazer cálculos

para minimizar outros interferentes: o método

enzimático sofre menos interferência.

Um ponto importante a favor deste método

é a linearidade. Ela chega a ser dez vezes

superior ao método tradicional, ou seja,

a determinação de altas e baixas concentrações

de creatinina está dentro do intervalo

operacional do reagente, fato este que reduz

a ocorrência de repetições de testes e consumo

desnecessário de reagente.

Além disso, o produto utiliza substâncias

menos corrosivas, o que diminui

a impregnação das cubetas de reação e

mangueiras. A tubulação do equipamento

fica igualmente livre de corantes, o que

significa uma redução interessante nos

custos de manutenção do laboratório.

Contato:

0800 031 3411

www.labtest.com.br

labtest@labtest.com.br

Cultivo Celular em ampla escala

O sistema de cultura celular CELLdisc oferece até 10.000cm2 de área para cultivo e

crescimento de células, aumentando o rendimento da cultura

O CELLdiscTM é um sistema multicamada

desenvolvido para o cultivo celular.

Com uma ampla possibilidade de superfície

para crescimento, que varia dos 250

cm2 até os 10.000 cm2, é ideal tanto para

pesquisa básica quanto para o cultivo em

escala industrial. Para atender as diferentes

demandas, apresenta opções com 1, 4,

8, 16 ou 40 camadas.

O design inovador do CELLdisc, em

formato cilíndrico e único no mercado,

simplifica o fluxo de trabalho e reduz o

risco de contaminação da amostra. A troca

gasosa é feita por um canal integrado e

com filtro, que possibilita a ventilação em

todas as camadas.

O sistema multicamada pode ser utilizado

no cultivo da cultura celular em massa,

como para produção de anticorpos e vacinas

e também na produção de células para fins

terapêuticos. Para adequar-se à necessidade

da cultura celular, a superfície do CELLdisc

pode receber diferentes tratamentos, como

o TC (para cultivo de células aderentes) e o

Advanced TCTM (para o cultivo de células

aderentes sensíveis ou na ausência de soro

fetal bovino no meio de cultura).

O CELLdisc é de fácil manuseio, basta

preenchê-lo com a suspensão celular, incliná-lo

90 graus, aguardar até que o fluido

se distribua uniformemente pelas camadas

através do canal de conexão, retorná-lo para

a posição original e colocá-lo na incubadora.

Para saber mais sobre os produtos de

cultura celular da Linha BioScience da

Greiner Bio-One, visite-nos na IMMUNO

2018 que acontecerá de 1 a 4 de outubro

em Ouro Preto (MG).

Assessoria de Imprensa

Greiner Bio-One Brasil

info@br.gbo.com

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0116

Revista NewsLab | Ago/Set 18


Máxima

informe de mercado

Família COAX, nova geração de

coagulômetros semiautomatizados

A BioSystems S.A tem o prazer de apresentar

nossos novos modelos de coagulômetros

semiautomatizados destinados

a laboratórios de pequeno e médio porte.

A família COAX inclui 1, 2 ou 4 dispositivos

de canal óptico. A operação é

muito intuitiva, com uma tela sensível

ao toque colorida de alta qualidade,

permitindo fácil gerenciamento de dados

do paciente.

Incluindo ótica de última geração,

utiliza cuvetes descartáveis com ajuste

automático do nível de luz em cada

canal para evitar distúrbios óticos e

uma alta resolução ótica que permite

alta precisão. A absorbância da reação

é monitorada continuamente para que

o controle do tempo comece imediatamente

após a adição do reagente (não

exigindo, portanto, pipetas especiais

como gatilhos).

Além disso, seu design é elegante e fácil

de limpar, com requisitos mínimos de manutenção,

que atende aos requisitos típicos

de laboratórios pequenos e médios.

A BioSystems oferece uma gama

completa do teste mais comum: PT,

APTT, FIB e TT adequado para todos eles

e validado lote a lote para atingir o máximo

desempenho. Além disso, COAX2

e COAX4 são capazes de ler testes adicionais

usando reagentes cromogênicos

ou de látex, como fatores de coagulação

individuais, antitrombina III, proteína C

ou D-Dimer.

Contato:

www.biosystems.es

biosystems@biosystems.es

flexibilidade

Random Access Analyzer

• Analisador de química clínica de bancada

com função STAT com ISE opcional.

• 200 testes/h reais inclusive para reações birreativas.

• Tecnologia LED SMART.

• 88 posições de reagentes e amostras

com flexibilidade máxima.

• Sistema compacto com manutenção reduzida.

Medbio lança novos produtos e celebra

parceria no estado de São Paulo

0118

No mês de maio a MEDBIO lançou

diversos novos produtos voltados para a

área laboratorial.

Além de produtos já consagrados pelo

mercado, como microscópios, micropipetas,

câmara de neubauer, termômetros de

máxima e mínima e termo-higrômetros

de máxima e mínima, a linha de produtos

da MEDBIO compreende também agitador

magnético, banho maria, ph-metro de bolso

e de bancada e data logger, todos com a

marca MEDBIO, de forma a garantir ao laboratório

a certeza de estar adquirindo produtos

com total garantia e rastreabilidade.

E já para o mês de Julho estão previstos

lançamentos de novos produtos.

Sempre focada na qualidade de seus produtos

e no atendimento às necessidades de

seus clientes, a MEDBIO entende a importância

de estabelecer parcerias fortes junto

a empresas que assim como a MEDBIO tenham

em seu DNA a inovação e o respeito

ao consumidor. E assim, com filosofias em

comum, nasceu a parceria entre a MEDBIO e

a CENTERLAB SP.

Atuando há mais de 30 anos no

mercado laboratorial, a CENTERLAB SP

é uma das mais importantes empresas

do setor laboratorial.

E com uma parceria que atua lado a

lado no desenvolvimento dos produtos, a

MEDBIO e a CENTERLAB SP tem alcançado

excelentes resultados.

Segundo o Gerente Comercial da CEN-

TERLAB SP, Sr. Leandro Emidio, o grande

diferencial desta parceria são os produtos

com qualidade, agilidade nas entregas e por

ultimo e não menos importante, a excelência

no atendimento prestado.

Para maiores informações e para conhecer

toda a nossa linha de produtos:

Medbio Medical and Biological Systems

www.medbioimport.com

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

Distribuição em todo o país

Fabricado por: BioSystems S.A.

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biosystems@biosystems.es | www.biosystems.es


Bio-Rad Laboratories

IMUNO-HEMATOLOGIA

informe de mercado

Bio-Rad Laboratories - IH-500 – Sistema Inovador,

totalmente automatizado para Imuno-hematologia

Um único fornecedor

várias soluções

Crie o seu Mundo.

Plataforma de Conexões para

unir o seu mundo

Colocando você no controle

do que é importante

NONE

CONNECTIVITY*

FULL

Gel

IH-Central*

Microplaca

Tubo

BRiCare

IH-Web*

IH-Central

IH-Com

Controle. Escolha. Conecte.

A Bio-Rad é um dos mais respeitados

fornecedores mundiais de sistemas para

sorologia de grupos sanguíneos. Atendemos

bancos de sangue, laboratórios

clínicos e centros de transfusão em todo o

mundo há mais de 30 anos.

A Bio-Rad vem desenvolvendo e oferecendo

com consistência sistemas confiáveis

e de alto desempenho, projetados para satisfazer

as necessidades de nossos clientes.

O IH-500, é um equipamento inovador

que estabelece novos padrões para testes

de imuno-hematologia, combinando

funcionalidade e design para satisfazer às

necessidades de um laboratório moderno.

O IH-500 requer um espaço pequeno, ao

mesmo tempo que proporciona a máxima

otimização do fluxo de trabalho.

Esse novo sistema traz para a área

de diagnóstico em Imuno-hematologia

uma tecnologia revolucionária de automação:

um robô industrial de seis eixos

que fornece novas possibilidades de gerenciamento

de recursos.

Indicado para laboratório de médio

porte o IH-500 realiza todos os testes

disponíveis para os ID-Cartões (Tipagem

ABO/Rh, Pesquisa e Identificação de Anticorpos

Irregulares, fenotipagem eritrocitária

estendida, Prova Cruzada, etc.)

Entre em contato conosco para mais

informações sobre o IH-500 e para conhecer

todo o portfólio que a Bio-Rad oferece

para Imuno-hematologia:

Telefones: 4003 0399

(Capitais e Regiões Metropolitanas)

0800 200 8900 (Demais Localidades)

suportecientifico@bio-rad.com

www.bio-rad.com

O Laboratório de Imuno-hematologia está mudando

Você está enfrentando uma crescente carga de trabalho e pressão para reduzir custos.

Segurança e precisão dos resultados são de extrema importância.

A Bio-Rad está com você no atendimento dos seus requerimentos.

IH-Complete permite que você escolha o nível de automação, método de

teste (gel, microplaca, tubo) e conectividade para atender plenamente

as necessidades do seu laboratório de imuno-hematologia que está em constante

evolução.

Crie o seu mundo com IH-Complete. Apenas com a Bio-Rad.

Saiba mais em: www.bio-rad.com/immunohematology

4003 0399 (Capitais e Regiões Metropolitanas) | 0800 200 8900 (Demais Localidades)

atendimento@bio-rad.com | suportecientifico@bio-rad.com

0120

Revista NewsLab | Ago/Set 18


informe de mercado

DK DIAGNOSTICS - Expansão nacional e internacional.

Em mais de 14 anos de história, a DK

Diagnostics® é uma empresa global que

possui produtos presentes em mais de 30

países. Com seu produto carro-chefe, a

DK obteve importante reconhecimento da

OMS, que considerou o PARATEST® uma das

8 tecnologias mais inovadoras do mundo.

TROPONINA I, com sensibilidade de detecção 0,3ng/ml

Nosso espírito inovador está sempre

atento às oportunidades e levar tecnologia

de ponta aliada à consciência

ambiental, é nossa prioridade através do

PARATEST®ECO. O primeiro sistema para

análises parasitológicas do mercado com

exclusivo e patenteado conservante biodegradável

GREENFIX®, apresentado agora

na versão transparente.

Além da área de parasitologia, a DK

também possui o Green PapTest®. Destinado

à preservação celular em meio

líquido testado e aprovado, é utilizado no

diagnóstico citológico de amostras ginecológicas

(exame de Papanicolaou). As

amostras obtidas por raspado e escovado

cervicovaginais são acondicionadas na solução

conservante biodegradável GREEN-

FIX®, atuando como veículo de transporte

de amostras celulares.

A DK Diagnostics® possui as certificações

necessárias para garantir a qualidade

de seus produtos: ISO 13485 e Marcação

CE. Resultado disso são os mais

de 4 mil clientes que possui, no Brasil e

no exterior, apresentando-se como uma

empresa jovem, mas com compromissos

adultos, preparada para as adversidades

e comprometida com a inovação, sempre

a serviço da saúde.

Entre em contato e saiba mais!

Tel.: (11) 4023-3888

contato@dkdiagnostics.com

www.dkdiagnostics.com

0122

miocárdio (IAM) no início.

TROPONINA I, com sensibilidade de detecção 0,3ng/ml

Como parte do compromisso contínuo

da Bio Advance e da CTK Biotech em fornecer

produtos da mais alta qualidade,

temos o prazer de informar uma recente

melhoria do produto Teste Rápido Troponina

I Combo (R3002C), em vigor desde

23 de julho de 2018.

As seguintes mudanças mais significativas

implementadas no Teste Rápido Troponina

I Combo para melhorar o desempenho

geral são:

1) Anticorpos específicos de Troponina

I utilizados para melhorar a sensibilidade

e detecção de Troponina Cardíaca I a uma

Como parte do compromisso contínuo da Bio Advance e da CTK Biotech em fornecer produtos

da mais alta qualidade, temos o prazer de informar uma recente melhoria do produto Teste

Rápido Troponina I Combo (R3002C), em vigor desde 23 de julho de 2018.

As seguintes mudanças mais significativas implementadas no Teste Rápido Troponina I Combo

para melhorar o desempenho geral são:

1) Anticorpos específicos de Troponina I utilizados para melhorar a sensibilidade e detecção

de Troponina Cardíaca I a uma sensibilidade de 0,3 ng/mL em soro ou plasma humano, ou

0,5 ng/mL em amostra de sangue total, para ajudar no diagnóstico de infarto agudo do

2) Alterações no procedimento do teste (incluindo: volumes da amostra, redução do volume

do diluente da amostra e etapas do procedimento).

Através de um extenso processo de mudança de controle do projeto, essas melhorias foram

verificadas e validadas em estudos paralelos contra um teste de quimiluminescência líder de

mercado.

sensibilidade de O 0,3 teste ng/mL pode ser em realizado soro ou utilizando plasma

humano, ou Kits 0,5 com ng/mL 30 Testes em amostra de

Soro/Plasma/Sangue Total

Reg. MS: 80524900036

sangue total, para ajudar no diagnóstico de

infarto agudo do miocárdio (IAM) no início.

Bio Advance

2) Alterações Tel.: no (11) procedimento 3445-5418 do teste

contato@bioadvancediag.com.br

(incluindo: volumes www.bioadvancediag.com.br

da amostra, redução do

volume do diluente da amostra e etapas do

procedimento).

Através de um extenso processo de

mudança de controle do projeto, essas

melhorias foram verificadas e validadas em

estudos paralelos contra um teste de quimiluminescência

líder de mercado.

O teste pode ser realizado utilizando

Soro/Plasma/Sangue Total

Kits com 30 Testes

Reg. MS: 80524900036

Bio Advance

Tel.: (11) 3445-5418

contato@bioadvancediag.com.br

www.bioadvancediag.com.br

Revista NewsLab | Ago/Set 18

M a i s i n f or m a ç õ e s ,

l i g u e : 1 1 4 0 2 3 - 3 8 8 8

c o n t a t o @ d k d i a g n o s t i c s . c o m


DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS COM ESPECIFICIDADE

informe de mercado

0124

LUMIRATEK - TESTES RÁPIDOS

DIAGNÓSTICOS RÁPIDOS COM ESPECIFICIDADE

A LumiraDx, uma multinacional dedicada a soluções Point Of Care Testing, possui em seu portfólio a

linha de Testes Lumiratek Rápidos. - Testes Rápidos

A utilização dos testes rápidos permite maior rapidez e acessibilidade ao diagnóstico de diversas

doenças através de metodologia simples e confiável, reduzindo LUMIRATEK o tempo de liberação - TESTES de resultados, RÁPIDOS

auxiliando os pacientes e profissionais da saúde quanto a necessidade de uma conduta terapêutica.

A LumiraDx, uma multinacional dedicada a soluções Point Of Care Testing, possui em seu portfólio a

Doenças Tropicais

linha de Testes Rápidos.

Doenças Infecciosas

A utilização dos testes rápidos permite maior rapidez e acessibilidade ao diagnóstico de diversas

Malária P.f/Pan

Rubéola IgM

doenças através de metodologia simples e confiável, reduzindo o tempo de liberação de resultados,

Dengue NS1

auxiliando os pacientes e profissionais da saúde Toxoplasmose quanto a necessidade IgG/IgM de uma conduta terapêutica.

Dengue IgG/ IgM

ToRCH IgM

Dengue Ab e Ag - DUO Doenças Tropicais

HIV

Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM + Zika Malária IgG/IgM* P.f/Pan

HCV

Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM + Zika Dengue IgG/IgM NS1 + Chikungunya* Sífilis

Dengue IgG/ IgM

HBsAg

Dengue Ab e Ag - DUO

Sífilis/ HIV

Doenças Respiratórias DIAGNÓSTICOS Doenças Dengue Gastrointestinais

NS1 RÁPIDOS + Dengue IgG/IgM COM + Zika ESPECIFICIDADE

IgG/IgM*

HCV/ HIV/ Sífilis

Influenza A + B

Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM + Zika IgG/IgM + Chikungunya*

A LumiraDx, uma multinacional

FOB

dedicada a soluções Point Of Care Testing, possui em seu portfólio a linha HVA de Testes Rápidos.

Strep A

A utilização dos testes rápidos H. permite LUMIRATEK Pylori maior rapidez e acessibilidade ao - diagnóstico TESTES de diversas RÁPIDOS

doenças Tuberculose

através de metodologia simples

e confiável,

A

reduzindo

LumiraDx,

o tempo uma Doenças Rotavírus

de

multinacional

liberação de resultados,

Respiratórias

dedicada

auxiliando

a soluções

os pacientes

Point

Doenças

Of

e profissionais

Care Testing,

da saúde

Gastrointestinais

possui

quanto

em

a

seu

necessidade

portfólio

de

a

uma

conduta terapêutica. linha de Testes


Rápidos.

Rotavírus Influenza / A Adenovírus

A utilização dos testes rápidos permite

+ B

maior rapidez e acessibilidade FOB ao diagnóstico de diversas

Doenças Tropicais

Doenças Infecciosas

doenças através de Strep metodologia A simples e confiável, reduzindo

Perfil Cardíaco • Malária P.f/Pan

Oncologia

H. o Pylori tempo de liberação de resultados,

• Rubéola IgM

auxiliando os pacientes e profissionais da saúde quanto a necessidade de uma conduta terapêutica.

• Dengue NS1

Rotavírus

Troponina I

PSA

• Toxoplasmose IgG/IgM

• Dengue Doenças IgG/ IgM Tropicais

• ToRCH Rotavírus IgM / Doenças Adenovírus Infecciosas

Painel Cardíaco (Tropo • Dengue Ab I/ e Ag CK-MB, - DUO Mio) AFP

Malária P.f/Pan

• HIV

Rubéola IgM

• Dengue NS1 Dengue + Dengue NS1 IgG/IgM Perfil + Zika Cardíaco

IgG/IgM* CEA

• HCV

Toxoplasmose

Oncologia

IgG/IgM

• Dengue NS1 Dengue + Dengue IgG/ IgG/IgM IgM Troponina + Zika IgG/IgM I + Chikungunya*

• Sífilis

ToRCH PSA IgM

Dengue Ab e Ag Painel - DUO Cardíaco (Tropo I/ CK-MB, • HBsAg Mio) HIV AFP

Doenças Respiratórias

Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM Doenças + Zika Gastrointestinais

IgG/IgM* • Sífilis/ HIV HCV

CEA

Obs.: (*) Produtos em fase • de Influenza registro A Dengue + na BANVISA.

NS1 + Dengue IgG/IgM • FOB + Zika IgG/IgM + Chikungunya* • HCV/ HIV/ Sífilis Sífilis

• Strep A

• H. Pylori

• HVA

HBsAg

• Rotavírus

• Tuberculose Sífilis/ HIV

Doenças Respiratórias Doenças Gastrointestinais

HCV/ HIV/ Sífilis

Influenza A + B Obs.: (*) Produtos

• Rotavírus


em

FOB

fase

/ Adenovírus

de registro na ANVISA.

Discovering. Inspiring. Transforming.

HVA

Perfil Cardíaco

Strep A

H. Pylori

Oncologia

Tuberculose

• Troponina I

Rotavírus

• PSA

• Painel Cardíaco (Tropo I/ CK-MB, Mio)

Rotavírus / Adenovírus

• AFP

• CEA

Perfil Cardíaco

Troponina I

Painel Cardíaco (Tropo I/ CK-MB, Mio)

Oncologia

PSA

AFP

CEA

Discovering. Inspiring. Transforming.

Tel.: 55 11 5185-8181 - faleconosco@lumiradx.com.br

Revista NewsLab | Ago/Set 18

Doenças Infecciosas

Rubéola IgM

Toxoplasmose IgG/IgM

ToRCH IgM

HIV

HCV

Sífilis

HBsAg

Sífilis/ HIV Perfil Cardíaco

HCV/ HIV/ • Troponina Sífilis I

HVA • Painel Cardíaco (Tropo I/ CK-MB, Mio)

Tuberculose Oncologia

• PSA

• AFP

• CEA

Obs.: (*) Produtos em fase de registro na

ANVISA


HDESIGN

Produtos e Serviços para

Laboratórios Ltda

informe de mercado

Biodinamica completa 31 anos atendendo a

indústria de diagnóstico in vitro

No ramo a 31 anos a Biodinamica

tem soluções para todos os tipo e tamanhos

de laboratórios. Neste longo

caminho a empresa tem investido

em parcerias com marcas sólidas e na

excelência dos atendimentos técnico e

científico.

Nossa principal parceria é com a

ROCHE onde distribuímos todos os

tipos de soluções, desde glicemia hospitalar,

passando por todas as áreas

do laboratório, tais como, bioquímica,

imunologia, hematologia, gasometria,

eletrólitos, urianálise, soluções

em Point of Care para emergências,

soluções para Bancos de Sangue em

sorologia e NAT, soluções para Ciência

da Vida, soluções para veterinárias,

consultoria laboratorial e soluções de

TI para laboratório.

Nosso pessoal comercial, técnico e

científico é treinado para assessorar

os clientes a definirem soluções para

todos os tipos de desafios, desde

a montagem inicial do laboratório,

como para planejar a expansão e liberação

de modo interfaceado das

rotinas. Quando houver um problema,

nos consulte talvez nós possamos ajudar

a encontrar a solução ideal para o

seu Laboratório.

Produtos e Serviços para

Laboratórios Ltda

Biodinamica Produtos e Serviços

para Laboratórios Ltda.

Rua Carlos Costa, 10 – Riachuelo –

Rio de Janeiro – RJ

Tel.: 21 3578-0800 Fax: 21 3578-0803

Email:

vendas@biodinamica-ltda.com.br

www.biodinamica-ltda.com.br

Empresa certificada pela ANVISA com Boas Práticas de Armazenamento e

Distribuição de Produtos para Saúde

Tecnologia, Otimização e Confiabilidade.

solução modular Cobas 8000

A cobas analyser series cobas 8000 foi projetada para laboratórios com alta

carga de trabalho, e pode cobrir uma faixa de produção de 3 a 15 milhões de testes

por ano. As combinações desses módulos oferecem mais de 19 configurações com

muitas escolhas para adaptar soluções a necessidades laboratoriais específicas.

Analisadores Hematológicos Automatizados

Sysmex Série-XN

Alta performance, capacidade de expansão e possibilidade de reportar

parâmetros clínicos avançados. O novo design permite que os laboratórios

criem a configuração perfeita para suas necessidades de evolução. A série-XN torna

desnecessário adquirir analisadores que necessitam de muito espaço físico e de um

investimento excessivo para obter alta performance.

Insitus agora é grupo DASA

Se o objetivo é ir além, a gente vai junto.

E foi pensando em levar o nosso Apoio

ainda mais longe que agora a inSitus faz

parte do Grupo DASA. Um grande passo

em nossa história. Um orgulho em integrar

a inSitus, uma marca de genética tão renomada

e reconhecida, à nossa companhia

– que é a maior prestadora de serviços de

Medicina Diagnóstica da América Latina.

O que ganhamos com isto?

Ampliaremos os nossos serviços de

Onco-Hematologia, uma das especialidades

diagnósticas de maior crescimento, com a

mais alta qualidade. Como toda incorporação,

aumentaremos a nossa estrutura de

operação para atender mais e ainda melhor.

Contamos com você para crescermos juntos.

Nossa evolução é contínua.

Apoiar, examinar, evoluir ainda mais.

Thiago Liska

Diretor do Mercado de Apoio a

Laboratórios do Grupo DASA

sistema Cobas b 123 gasometria

Analisador rápido portátil de múltiplos parâmetros que fornece muitos dos

resultados vitais para tomada de decisões emergenciais. A partir de uma gota de

sangue, o sistema avalia o estado de oxigenação, de ácido/base assim como fornece

informações sobre eletrólitos e metabólitos, glicose e lactato dentro de 2 minutos.

sistema Cobas H 232 para POC

Determinação rápida e fácil de marcadores cardíacos no sangue

como a troponina T, a CK-MB, a mioglobina, o D-dímero, e o

NT-proBNP para dar suporte a decisões sobre diagnóstico e

tratamento de DCV no local.

analisador cobas T 411

Indicado para laboratório de baixa a média rotina. Máxima eficiência e flexibilidade,

possui recursos inovadores, como a leitura de código de barras automatizada

e integrada para amostras e reagentes. Com o carregamento contínuo de reagentes,

amostras e cuvetes, o analisador cobas T 411 garante a máxima produtividade e

fluxo de trabalho.

Distribuidor Autorizado

0126

Revista NewsLab | Ago/Set 18

Biodinamica Produtos e Serviços para Laboratórios Ltda.

Tel.: 21 3578-0800 | Fax 21 3578-0803 | vendas@biodinamica-ltda.com.br

Rua Carlos Costa, 10 - Riachuelo - Rio de Janeiro-RJ

www.biodinamica-ltda.com.br


A BioSystems disponibiliza um menu completo dentre os testes mais comuns: TP,

, Fibrinogênio e TT todos adequados e validados lote à lote para alcançar o desempenho

mo. Além disto, o COAX2 (2 canais) e o COAX4 (4 canais) são capazes de ler testes

nais usando reagentes cromogênicos ou de látex, como fatores de coagulação

iduais, Antitrombina III, Proteína C ou Dímero-D.

Desta forma a Biosystems aumenta suas linhas de produtos, que agora conta com

imica, hematologia e coagulação, todas distribuidas pela Diagnóstica Rio no estado do

e Janeiro.

informe de mercado

Família COAX, a nova geração de

coagulômetros semi-automáticos

A Diagnóstica Rio tem o prazer de

apresentar nossos novos modelos de

coagulômetros semiautomáticos voltados

para pequenos e médios laboratórios,

da marca Biosystems.

A família COAX possui equipamentos

de 1, 2 ou 4 canais óticos. Operação muito

intuitiva, com touchscreen colorido de

alta qualidade, permitindo o fácil gerenciamento

de dados dos pacientes.

óstica Rio Produtos e Serviços Médicos Hospitalares Ltda

580-3357

as@diagnosticario.com.br

.diagnosticario.com.br

Contando com ótica de última geração,

utiliza cubetas descartáveis, possui

ajuste automático de nível por luz em

cada canal, afim de evitar interferências

óticas. A ótica de alta resolução garante

excelente precisão. A absorbância da

reação é monitorada continuamente

para que o controle de tempo seja iniciado

imediatamente após a adição do

reagente, dispensando pipetas especiais

para disparo de tempo.

Além disto, seu design elegante, fácil

de limpar e com necessidades mínimas

de manutenção, atende aos requisitos típicos

de pequenos e médios laboratórios.

A BioSystems disponibiliza um menu

completo dentre os testes mais comuns:

TP, TTPA, Fibrinogênio e TT todos

adequados e validados lote à lote para

alcançar o desempenho máximo. Além

disto, o COAX2 (2 canais) e o COAX4

(4 canais) são capazes de ler testes adicionais

usando reagentes cromogênicos

ou de látex, como fatores de coagulação

individuais, Antitrombina III, Proteína C

ou Dímero-D.

Desta forma a Biosystems aumenta

suas linhas de produtos, que agora conta

com bioquimica, hematologia e coagulação,

todas distribuidas pela Diagnóstica

Rio no estado do Rio de Janeiro.

Diagnóstica Rio Produtos e Serviços

Médicos Hospitalares Ltda

(21) 2580-3357

vendas@diagnosticario.com.br

www.diagnosticario.com.br

Analisador Bioquímico

- Modelo A15 – Marca Biosystems

Analisador Bioquímico totalmente automatizado de

acesso contínuo e randômico, com sistema de leitura

fotométrica direta; capacidade de processamento de no

mínimo 150 testes/hora; sistema aberto; tubos primários

e pediátricos; mínimo de 70 amostras e 30 reagentes por

rotina; sistema de detecção de nível; programação de volume

de reativos e amostras; impressão automática de resultados;

sistema de controle de qualidade com emissão do gráfico de

Levey Jennings e sistema de interfaceamento.

Analisador Gases Sanguíneos e Eletrolitos

– Modelo OPTI® CCA-TS2 – Marca OptiMedical

O analisador de gases sanguíneos e eletrólitos OPTI® CCA-TS2 utiliza tecnologia de fluorescência

óptica desenvolvida pela OPTI Medical Systems. Essa tecnologia única e patenteada,

não utiliza eletrodos ou pontos de contato, eliminando a necessidade de manutenções frequentes.

O OPTI® CCA-TS2 fornece resultados precisos e exatos sem a necessidade de calibrações frequentes.

O cassete de uso único e descartável é usado apenas durante o processamento de amostras e todos

os resíduos gerados no processo de análise ficam contidos no cassete, facilitando assim o descarte.”

“A sua Excelência é o nosso Negócio”

Analisador Bioquímico Automatizado

- Modelo BA-400 – Marca Biosystems (Com módulo Ise)

Analisador automatizado de acesso contínuo e randômico, princípio de espectrofotometria e turbidimetria,

com capacidade de realização de no mínimo 720 testes/hora incluindo módulo ISE, sendo mínimo de 400 para

análises de provas de química clinica e proteínas específicas, e mínimo de 320 testes/hora para dosagem de

Na+, K+, Cl- e Li+ , por metodologia de íons seletivos. Equipamento composto de: sistema de refrigeração

por alimentação elétrica independente para reagentes com temperatura entre 5°C e 8° C ou até 35° C abaixo da

temperatura ambiente, com autonomia de 88 posições para reagentes com leitor de código de barras interno e 135

posições para amostras, controles e calibradores adequados para tubos primários e pediátricos, sendo 90 deles com

leitor de código de barras; Sistema óptico com tecnologia LED monocromática como fonte de luz, para 8 diferentes

comprimentos de ondas de trabalho; Sistema eletrônico de barramento CAN (Controller Área Network) para

aumento de robustez e simplificação de manutenção e redução dos tempos de inatividade; Software com interface

gráfica intuitiva para monitoramento em tempo real da sessão de trabalho e de controle de qualidade com regras

de Westgard, diagramas de Youden e Levey-Jennings, gerenciamento de banco de dados e histórico de resultados.

HDESIGN

0128

A J.R.EHLKE aposta em Nova linha de análise celular

hematológica – Mindray - CAL 6000

O CAL 6000 faz parte de uma nova geração

em análise celular de hematologia, para

bancada. A combinação de duas unidades

de analisadores hematológicos BC-6000

(amostras de sangue total ou fluidos biológicos)

e uma unidade de SC-120 (automação

em distensão e corador de lâminas)

perfaz a velocidade de 220 hemogramas/

hora e 120 lâminas/hora. O CAL 6000 é

um equipamento com três plataformas de

carregamento e três plataformas de descarregamento

contínuos com alta capacidade

de amostras. As esteiras de carregamento

dos analisadores hematológicos são bidirecionais,

sendo uma patente Mindray. O

primeiro analisador de hematologia permite

a distribuição rápida de amostras, melhorando

a eficiência e produtividade. Caso os

resultados da amostra acionem os critérios,

o carregador automático de cada analisador

retornará os racks de amostra para verificação

automática ou repetição de reflexo.

Amostras de emergência são permitidas

com resultados em tempo reduzido. Utilizando

adaptador com patente própria, vários

tipos de tubos são permitidos. Simplesmente

seguindo 3 etapas de “load and go”,

os usuários do SC-120 podem obter lâminas

finalizadas que estão prontas para a revisão

microscópica. As racks de tubos podem ser

personalizadas em cores diferentes determinando

os modos de teste específicos. As

amostras STAT podem ser carregadas em

modo aberto para diminuir o tempo de execução

do teste ou em racks com prioridade.

Ao mudar o status on-line para o off-line, os

usuários podem desconectar cada analisador

de hematologia da estação de trabalho

e operar como uma unidade apenas.

J.R.EHLKE

Av. João Gualberto, 1.661 Juvevê –

Curitiba-PR Cep: 8003-001

Tel : +55 41 3352-2144

www.jrehlke.com.br

jrehlke@jrehlke.com.br

Revista NewsLab | Ago/Set 18

Analisador Bioquímico automatizado

– Modelo BA-200 – Marca Biosystems

Analisador bioquímico totalmente automatizado de acesso contínuo e randômico com capacidade p/ 200 testes/hora

com linha de base dinâmica com tecnologia de smart led, Sistema de refrigeração por alimentação elétrica independente para

reagente com temperatura variável entre 6 a 11°c ou ate 21°c abaixo da temperatura ambiente, 88 posições para amostras

e reagentes dedicados com código de barras, rotor de 120 cubetas com estação de lavagem, software com interface gráfica

intuitiva para monitoramento em tempo real da cessão de trabalho e de controle de qualidade com regras de westgard,

diagramas de youden e levey-jennings, gerenciamento de banco de dados e histórico de resultados.

Analisador hematológico

– Modelo HA3 – Marca Biosystems

HA3 Biosystems: Analisador hematológico com tecnologia

microfluídica garantindo baixíssimo consumo de reagentes e

amostras, 22 parâmetros, 3 histogramas, 60 testes/hora, tubo

aberto e fechado, compacto, touch screen, alta capacidade de

armazenamento de resultados.

Rua Luis Zancheta, 56 Parte – Riachuelo – Rio de Janeiro – Cep: 20970-120

Telefax (21) 2580-3357 email: vendas@diagnosticario.com.br Site: www.diagnosticario.com.br

Coagulômetro semiautomático

– Modelo Coax – Marca Biosystems

Coagulômetro semiautomático, com 1, 2 ou 4 canais, para

dosagens de PT, APTT, FIB e TT. Além disso o COAX (2 e 4 canais),

oferece parâmetros que são detectados por métodos turbimétricos

e cromogênicos, como fatores de coagulação, antitrombina III,

proteína C ou D Dimer.

Distribuidor Autorizado:


informe de mercado

Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras

de Sistemas de Informação Laboratorial é constituída

com a união de players do mercado

Empresas desenvolvedoras de LIS formam associação representativa no setor

ATRIA

SISTEMA DE GESTÃO PARA

MEDICINA DIAGNÓSTICA

Soluções integradas para todos

os setores da sua instituição:

GESTÃO LABORATORIAL

ATRIA.LIS / ATRIA.NET

INTERFACEAMENTO

ATRIA.INTERFACE

UM LIS PODEROSO,

AMPLO E PRÁTICO.

O ATRIA é um conjunto de softwares modularizado, projetado para atender

diversas frentes em laboratórios de análises clínicas e também clínicas de

diagnóstico por imagem. É uma solução completa, versátil e poderosa,

preparada para otimizar processos e se adaptar à demandas específicas.

PRODUTIVIDADE

ABSOLUTA

ECONOMIA E

RENTABILIDADE

Constituída oficialmente em 1º de

março de 2018, a Associação Brasileira

das Empresas Desenvolvedoras de

Sistemas de Informação Laboratorial

– LIS Brasil une os principais players

do setor de Tecnologia da Informação

para Laboratórios Clínicos do Brasil. O

grupo, em conjunto, processa aproximadamente

1,2 bilhões de exames e

mais de 125 milhões de atendimentos

laboratoriais anualmente. Estes números

representam cerca de 60% do

volume nacional, segundo estimativas

do mercado. Atualmente composta

por 17 empresas e com sede em São

Paulo, a associação não tem fins lucrativos

e reforça o seu compromisso

institucional com o desenvolvimento

e promoção de iniciativas que tenham

conexão com o setor, o qual, até então,

não contava com uma representatividade

jurídica e uma entidade

única, que atuasse ativamente em

causas comuns.

Os primeiros passos para formar um

grupo de referência no setor de Tecnologia

de Informação para Medicina

Diagnóstica foram dados em 2015,

com a publicação da RDC 30 pela AN-

VISA, com definições para Certificação

Digital. A regulamentação iniciou um

debate entre as empresas desenvolvedoras

de LIS no Brasil e, consequentemente,

a busca de soluções eficientes

e padronizadas para os laboratórios. A

atuação do grupo trouxe fundamentação

técnica e operacional que permitiu

subsidiar a ação de outras importantes

instituições e, assim, provocar a revogação

desta equivocada publicação,

que se fosse mantida, traria consequências

negativas a todo o setor.

Entre as principais finalidades da LIS

Brasil estão a representação junto às

entidades governamentais e órgãos

de classe que sejam responsáveis

pela regulamentação das atividades

do setor, promover estudos e desenvolvimento

de padrões técnicos, fomentar

estudos sobre padrões éticos

de conduta e promover a educação

sobre as melhores práticas de atuação,

compliance e governança corporativa.

Além disso, há plena disposição

em estabelecer parcerias e trabalhar

em conjunto com outras entidades,

clientes e demais players para ampliar

a visão de futuro do mercado e criar

um maior sincronismo nas soluções

técnicas que beneficiem prestadores,

médicos e sobretudo pacientes, através

de um trabalho colaborativo - um

dos objetivos relevantes do grupo.

A diretoria da LIS Brasil foi eleita

em Março deste ano e é composta por

Marcelo Lorencin, Diretor Presidente;

Edgar Diniz Borges, Diretor Secretário-

-geral; Fábio Tadeu Pacheco de Mendonça,

Diretor Financeiro e Renato

Casella, Diretor Técnico. O conselho

fiscal é representado por Eduardo de

Carvalho, José Mangualde e Roberto

Ribeiro da Cruz. Entre os membros-

-fundadores, estão as empresas: AB

Sistemas, AR Sistemas, Avantix, Cria-

Soft, Matrix, ND Engenharia e Software,

Hoda5, Hotsoft, Inovapar, Grupo

Sym, Pixeon, Proditec Sistemas, Shift,

Softeasy, Thread, TM Informática e

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0130

Revista NewsLab | Ago/Set 18


informe de mercado

Colaboração da The Binding Site com a Clínica Mayo

para quantificação de proteínas monoclonais pela

tecnologia de Espectrometria de Massas

0132

A The Binding Site já conhecida pelas

linhas de produtos para Gamopatias

Monoclonais e Imunodeficiências,

tem como prioridade a luta contra essas

doenças com isso, desenvolvendo

produtos para auxilliar no diagnóstico,

monitoramento e prognóstico das

mesmas. No entanto, os pesquisadores

da empresa desenvolveram o

Freelite® (único teste para quantificação

de cadeias leves livres aprovado

pelas diretrizes internacionais/nacionais

e FDA), para auxiliar no diagnóstico

e monitoramento destes pacientes.

O mesmo encontra-se disponível no

mercado e sendo muito utilizado estudos

clínicos desde meados dos anos

2000. Além do Freelite, a chegada do

teste Hevylite® mais recentemente,

tem sido de grande valia para o entendimento

do papel das imunoglobulinas

na doença, e ainda a resposta dos

pacientes ao tratamento. A eficácia

dos testes juntos, Freelite e Hevylite,

já foi comprovada e está descrita em

mais de 650 publicações científicas.

Trabalhando sempre com tecnologias

de ponta, a The Binding Site

iniciou uma nova parceria com a Mayo

Clinic dos Estados Unidos no início

deste ano de 2018, buscando o desenvolvimento

de uma tecnologia que irá

revolucionar a quantificação de proteínas

especiais para grandes rotinas.

Por mais de duas décadas, a Binding

Site e a Mayo Clinic tem estado

envolvidas em atividades colaborativas.

São expertises complementares

com foco no lançamento de produtos

que tragam impactos positivos à conduta

médica e à qualidade de vida dos

pacientes, em particular àqueles que

sofrem com alguma gamopatia monoclonal,

como o mieloma múltiplo.

A nova tecnologia, é baseada em

interações antígeno-anticorpo e espectrometria

de massas, que pela primeira

vez, será capaz de identificar e

quantificar simultâneamente todas as

proteínas de interesse clínico presente

em pacientes com mieloma múltiplo.

Ela eliminará a interpretação subjetiva

inerente aos métodos atualmente disponíveis

(como a imunofixação), melhorando

a segurança dos resultados,

além de otimizar o fluxo de trabalho

do laboratório.

“As raízes da The Binding Site estão

fundamentadas numa ciência clinicamente

relevante e uma de nossas

principais competências é a capacidade

de desenvolver e produzir soluções

de diagnóstico in vitro aplicáveis à

doenças de difícil identificação e mo-

nitoramento”, diz Charles de Rohan,

CEO do grupo The Binding Site. “Este

acordo demonstra ainda mais o nosso

compromisso em melhorar a qualidade

de vida dos pacientes, fornecendo

técnicas novas aos laboratórios em

todo o mundo.”

“Por muitos anos, a Binding Site e a

Mayo Clinic têm colaborado na busca

de melhores técnicas de diagnóstico,

especialmente nas áreas de proteínas

monoclonais e componentes de

imunoglobulina”, diz William Morice,

II, MD, Ph.D., Presidente do Departamento

de Proteínas da Clínica Mayo.

“No final do dia, nossos esforços colaborativos

estão sempre focados no

laboratório clínico para a implementação

de técnicas que beneficiem nossos

pacientes e suas famílias.”

Em breve a tecnologia estará disponível

para validação no Brasil, demonstrando

mais uma vez que a The

Binding Site está na vanguarda tecnológica

colaborando na luta contra

o mieloma múltiplo e outras doenças

relacionadas.

Maiores informações:

www.freelite.com.br

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

O FUTURO DAS

FUTURO DAS

O FUTURO DAS

ANÁLISES DE DE PROTEÍNAS ESPECIAIS

ANÁLISES DE PROTEÍNAS ESPECIAIS

O Optilite® é a mais moderna plataforma para quantificação de proteínas especiais.

Optilite® De tamanho é a mais compacto, moderna software plataforma intuitivo, para quantificação a plataforma de foi proteínas desenvolvida espe-

O Optilite® é a mais moderna plataforma para quantificação de de proteínas espe-

espe-

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ciais. ciais. ciais. De De De tamanho para tamanho trazer compacto, compacto, simplicidade software software a processos intuitivo, intuitivo, analíticos a a plataforma plataforma complexos. foi foi foi desenvolvida

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complexos.

Melhora a eficiência Otimiza o fluxo de trabalho Segurança nos resultados

Melhora Melhora a a eficiência Otimiza o fluxo de trabalho Segurança nos nos resultados

resultados

Principais características

Principais características

Re-diluições automáticas Carregamento contínuo Tripla detecção de

Re-diluições Re-diluições automáticas automáticas de Carregamento amostras, reagentes

contínuo Tripla excesso detecção antígeno de

de

de

de

de amostras,

amostras, reagentes excesso excesso

de de

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antígeno

antígeno

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informe de mercado

PNCQ lança aplicativo para agilizar o

atendimento aos laboratórios

Sempre em busca de inovação e baseado

nas necessidades reais do mercado,

o Programa Nacional de Controle

de Qualidade – PNCQ, em parceria

com a Veus Technology, está lançando

um aplicativo que pode ser utilizado

no smartphone ou tablet: o APP PNCQ.

O primeiro módulo disponível é o

PRO-IN – para a aquisição de amostras

de Controle Interno da Qualidade.

Com uma plataforma simples e

intuitiva, o APP possibilitará gerar e

monitorar pedidos com 100% de rastreabilidade.

O APP também poderá ser acessado

pelo computador. Gradualmente, ele

simplificará as necessidades dos laboratórios

junto ao PNCQ.

Informações pelo e-mail

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A grande aposta dos laboratórios para

obter mais produtividade em 2019

Com foco no crescimento e na produtividade para o próximo ano, laboratórios e

clínicas de imagem apostam em soluções mais flexíveis e versáteis

0134

A improdutividade é um dos fatores mais

nocivos para qualquer negócio, pois desacelera

o crescimento e gera prejuízos. Nos últimos

anos, este cenário também se refletiu

em laboratórios e clínicas do país.

Diante de tempos instáveis na economia,

soluções de baixa flexibilidade

se tornam escolhas precipitadas, geralmente

servidas de processos congelados

e pouca adequação.

A importância da alta adaptação

Para manter o potencial competitivo,

muitas instituições estão apostando em

tecnologias com alto nível de adaptação em

demandas mais específicas.

A Avantix, especializada em Software

para Medicina Diagnóstica, vem se destacando

amplamente através do ATRIA:

Plataforma com soluções 360º e gestão sob

medida que se adapta às particularidades

de cada departamento.

Inovação modular

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e prático, composto por módulos que atendem

diversas frentes:

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(LIS Desktop e Web);

• Interfaceamento e Automação laboratorial;

• Gestão Financeira;

• Controle de Estoque;

• Gestão da Qualidade;

• Atendimento e Agendamento;

• Gestão de Anatomopatologia;

• Filas de Atendimento;

• Laboratório Apoiador;

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Revista NewsLab | Ago/Set 18


informe de mercado

0136

AMH Pelo Access

Único Imunoensaio automatizado que utiliza

antígeno humano recombinante

Biologia e Fisiologia do AMH

O hormônio antimülleriano (AMH) é uma glicoproteína que

pertence à família do fator de crescimento transformador . O

AMH regula a diferenciação sexual no embrião. A embriogênese

das gônadas fetais começa durante a 4ª a 5ª semana de gestação.

Durante a embriogênese, as células germinativas migram do saco

vitelino para as gônadas indiferenciadas. Os ductos mullerianos

formam as tubas uterinas, o útero e a parte superior da vagina,

os ductos de Wolffian formam os ductos deferentes, epidídimo

e vesículas seminais.

Dosagem do AMH

O AMH foi utilizado na avaliação da reserva ovariana, primariamente,

para prever a resposta de uma mulher infértil à

estimulação ovariana controlada.

Os níveis de AMH diminuem durante a vida reprodutora

da mulher, o que reflete o declínio contínuo do reservatório

de ovócitos/folículos com a idade e, consequentemente, o

envelhecimento do ovário. Embora as concentrações de AMH

sejam reduzidas com a idade, os estudos demonstraram que a

variabilidade diária nas concentrações de AMH nas mulheres é

baixa durante o ciclo menstrual.

O primeiro ensaio comercial de AMH foi lançado pela Beckman

Coulter Immunotech, fabricada em Marselha, França,

em 1999. Em 2004, a Diagnostic Systems Laboratories (DSL),

AMH

localizada

PELO

em

ACCESS

Webster, Texas, lançou um ensaio de microplacas

ELISA. Em 2005, a Beckman Coulter adquiriu o DSL e re-

AMH PELO ACCESS

formulou o kit de teste e lançou o ensaio AMH Gen II vendido

globalmente. No terceiro trimestre de 2014 a Beckman Coulter

lançou o teste automatizado de AMH.

BENEFÍCIOS do antígeno humano recombinante AMH:

> Resultados mais consistentes para médicos com menos

potencial de variação lote a lote.

> Maior conveniência para o laboratório com um calibrador

mais estável. (90 dias a 2-10 °C e 60 dias congelado)

O imunoensaio AMH irá:

> Entregar os resultados aos pacientes de forma rápida, por

meio de exames automatizados, rápidos e precisos

> Apresentar resultados confiáveis, fornecidos pelo único

imunoensaio automatizado de AMH a utilizar um antígeno

recombinante humano

> Reduzir os custos laboratoriais em 16% em relação aos exames

manuais típicos para a avaliação da reserva ovariana

Correlações dos métodos

O ensaio de AMH proporciona resultados compatíveis por

meio da calibração para o ensaio AMH Gen II.* Em um estudo

de comparação dos métodos, que utilizou 93 amostras de soro

na variação crítica de 0,16 – 10 ng/mL (1,1 – 71 pmol/L), o

ensaio automatizado de AMH pelo Access e o ensaio manual

AMH Gen II apresentaram excelente correlação com valor de r

de 0,99 e inclinação de 0,95.

Access AMH (Ref. B13127) versus AMH Gen II (Ref. A79765)

n Variação das Observações (ng/mL) Intercepção (ng/mL) Inclinação (IC de 95%) Coeficiente de Correlação (r) Desvio

Access AMH (Ref. B13127) versus AMH Gen II (Ref. A79765)

93 0,16 – 9,88 0,09 0,95 (0,92 – 0,97) 0,99 4,0%

n Variação das Observações (ng/mL) Intercepção (ng/mL) Inclinação (IC de 95%) Coeficiente de Correlação (r) Desvio

As correlações dos métodos para os ensaios de ELISA em laboratórios individuais podem diferir com base em variáveis como tempos de incubação, técnica de

pipetagem, 93 temperatura, 0,16 velocidade – 9,88 do agitador, lote do reagente, 0,09 número e integridade 0,95 das (0,92 amostras – 0,97) testadas, etc.

0,99 4,0%

Uma As correlações comparação dos métodos

Uma comparação

de 121 para

de

valores os ensaios

121 valores

ao de longo ELISA

ao longo

da em variação laboratórios

da do individuais

do

ensaio, podem utilizando diferir o com ensaio base em

de

de variáveis

AMH

AMH

no

no como

Sistema

Sistema tempos

de Imunoensaio de Imunoensaio incubação, técnica

Access

Access de

pipetagem, temperatura, velocidade do agitador, lote do reagente, número e integridade das amostras testadas, etc.

2 e um kit de imunoensaio comercialmente disponível, forneceu os dados estatísticos a seguir por meio da regressão de Passing

Bablok Uma comparação

2 e um a correlação kit de

de

imunoensaio

121 de valores Spearman comercialmente

ao longo para o da cálculo variação

disponível, do do r. forneceu

ensaio,

os

utilizando

dados estatísticos

o ensaio

a

de

seguir

AMH

por

no

meio

Sistema

da regressão

de Imunoensaio

de Passing

Access

2 e um Bablok kit de e imunoensaio a correlação de comercialmente AMH Spearman pelo Access para o disponível, cálculo (Ref. B13127) do r. forneceu versus Imunoensaio os dados estatísticos Comercialmente a seguir Disponível por meio da regressão de Passing

Bablok e a correlação de Spearman para o cálculo do r.

n Variação das Observações (ng/mL) Intercepção (ng/mL) Inclinação (IC de 95%) Coeficiente de Correlação (r)

AMH pelo Access (Ref. B13127) versus Imunoensaio Comercialmente Disponível

121 0,070 – 22,80 0,04 1,03 (1,01 – 1,06) 0,99

n Variação das Observações (ng/mL) Intercepção (ng/mL) Inclinação (IC de 95%) Coeficiente de Correlação (r)

121 0,070 – 22,80 0,04 1,03 (1,01 – 1,06) 0,99

A BECKMAN COULTER OFERECE UMA LINHA COMPLETA DE ENSAIOS, PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES

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São 13 programas não-editáveis de

processamento pré-instalados para o

usuário: 3 de autorrotação, 5 de xilol

e 5 sem xilol. E 20 programas de processamento

customizáveis com até 15

etapas (com opções de temperatura,

tempo, reagentes e três de pressão/

vácuo), com sistema de início rápido,

permitindo agilidade no início de programas.

Eles podem incluir ou não o

uso de xilol, que pode ser substituído

pelo isopropanol.

A concentração de etanol é medida

automaticamente, e um alerta é exibido

é hora de substituir o etanol em

uso. A substituição sempre é por etanol

100%, para evitar os erros durante

ASP6025 - Focado no que é crítico no Processamento de tecidos: qualidade, segurança da

amostra e produtividade

O ASP6025 é um processador de tecido com Sistema de Gerenciamento de Reagente otimizado

por um sensor de medição integrado, que realiza uma manipulação uniforme e de qualidade das

amostras, e ajuda a reduzir o consumo de reagente. O ASP6025 pode ser operado através de

programas de infiltração padrão (pré-instalados) ou especialmente desenvolvidos para o cliente.

O acesso ao aparelho pode ficar restrito por um sistema de proteção por senha de vários níveis.

a sua diluição e evitar o contato com

os solventes pelo São usuário. 13 Há programas também não-editáveis de processamento pré-instalados para o usuário: 3 de

uma reserva de parafina autorrotação, integrada 5 de de xilol e 5 sem xilol. E 20 programas de processamento customizáveis com até

5 litros, mantida 15 derretida, etapas que (com preenche

automaticamente sistema o de banho início que rápido, permitindo agilidade no início de programas. Eles podem incluir ou não

opções de temperatura, tempo, reagentes e três de pressão/vácuo), com

não esteja no nível o uso correto. de xilol, O sistema que pode ser substituído pelo isopropanol.

detecta a falha e a parafina extra é automaticamente

compensada. A concentração A tampa de etanol é medida automaticamente, e um alerta é exibido é hora de substituir

da câmara de infiltração o etanol possui em uso. uma A substituição sempre é por etanol 100%, para evitar os erros durante a sua

janela para verificação diluição total e visual evitar do o contato com os solventes pelo usuário. Há também uma reserva de parafina

nível de preenchimento integrada e dos de cestos 5 litros, mantida derretida, que preenche automaticamente o banho que não esteja

de amostra. A câmara no nível de correto. infiltração O sistema detecta a falha e a parafina extra é automaticamente compensada.

é capaz de abrigar A tampa 100, 200 da ou câmara até de infiltração possui uma janela para verificação total visual do nível de

300 cassetes padrão, preenchimento dependendo da e dos cestos de amostra. A câmara de infiltração é capaz de abrigar 100, 200 ou

operação com um,

até

dois

300

ou

cassetes

três cestos,

padrão, dependendo da operação com um, dois ou três cestos, limpos de forma

limpos de forma ergonômica.

ergonômica.

Em caso de falhas de energia, a fonte

de alimentação Em interna caso do ASP6025 de falhas de energia, a fonte de alimentação interna do ASP6025 enche

enche automaticamente automaticamente a retorta com a retorta com um reagente seguro, impedindo assim que as amostras de

um reagente seguro, tecido impedindo sequem assim ou sofram outros danos. Quando a energia é restabelecida, o programa é

que as amostras automaticamente de tecido sequem ou retomado e concluído.

sofram outros danos. Quando a energia

é restabelecida, o programa é automaticamente

retomado e concluído.

www.LeicaBiosystems.com

LBS.Brasil@LeicaBiosystems.com

(11) 2764-2420

www.LeicaBiosystems.com

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0142

Revista NewsLab | Ago/Set 18


informe de mercado

Novo Celltac-G – Segurança, Qualidade e Tecnologias

Exclusivas para seu laboratório

Tecnologias Exclusivas para o seu Laboratório

DynaHelix Flow DynaScatter Laser Smart ColoRac Match

Tomioka, Japan

TECNOLOGIA JAPONESA

Seu Laboratório sempre à frente

ANALISADORES

HEMATOLÓGICOS AUTOMATIZADOS

0144

Walk Away System - O sistema

“Walk Away System” de acesso randômico

e totalmente automatizado atinge

até 90 testes por hora, apenas inserindo

os racks no carregador.

DynaScatter Laser - A tecnologia

ótica ”DynaScatter Laser” analisa e diferencia

as células WBC em seu estado

“quase-nativo” com muita precisão. O

inovador sistema de detecção de espalhamento

de laser de 3 ângulos provê

uma melhor detecção de WBC realizando

uma medição precisa de luz dispersada.

Obtendo a informação do tamanho do

WBC de um sensor chamado “FSS”, as

informações de estrutura e complexidade

das partículas do núcleo são coletadas

por um sensor chamado “FLS” e a

informação da granularidade interna e da

lobularidade são obtidas através de um

sensor chamado “SDS”. Essa informação

gráfica 3D é calculada então por um algoritmo

exclusivo da Nihon Kohden.

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada

“DynaHelix Flow” alinha perfeitamente as

células WBC, RBC e PLT para uma contagem

de alta impedância com precisão usando um

fluxo hidrodinâmico focado antes de passar

pela abertura. Somado a isso, o” DynaHelix

Flow” previne totalmente contra o risco de a

mesma célula ser contada duas vezes (retorno)

usando o exclusivo “DynaHelix Flow stream”.

Esse avançado sistema recém desenvolvido,

melhora expressivamente a precisão e

confiabilidade das contagens.

Smart ColoRac Match - O sistema

“Smart ColoRac Match” ajuda a localizar

rapidamente amostras clinicamente alteradas

e tubos cujo código de barras não

pôde ser lido usando uma exclusiva codificação

através de racks coloridos que são

associados ao programa gerenciador de

dados do Celltac G. Isso aumenta muito a

eficiência do laboratório sem investimento

extra, sem aumento de espaço e sem a

necessidade de treinamento extra para o

operador. O sistema “Smart ColoRac Match”

definitivamente maximiza a produtividade

do seu laboratório proporcionando

resultados mais rápidos e precisos.

Seamless information transfer - O

sistema de troca de dados baseado no protocolo

HL7 permite transferência de informação

bidirecional sem interrupção.

Reagent Management - O sistema

de gerenciamento de reagentes do Celltac

G torna muito fácil a manipulação dos mesmos.

Contribuindo assim para resultados

com o mais alto padrão de qualidade.

Novos parâmetros – Os novos

parâmetros Índice de Mentzer e RDW-

-I adicionam valiosas informações clínicas

para que se possa diferenciar os traços de

possibilidade de uma Beta-talassemia de

uma possível anemia ferropriva nos casos

de anemia microcítica. E com os novos parâmetros

Band%, Band# e Seg%, Seg# sua

análise diferencial será muito mais precisa

e confiável, já que o equipamento separa a

contagem de neutrófilos em Segmentados

% e # e Bastonetes % e #.

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ11 a 17

Bairro Mauá – São Caetano do sul/SP

CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700

FAX: + 55 11 3044-0463

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Revista NewsLab | Ago/Set 18

2

2

MEK-6500J/K

DIFERENCIAL Simples E Compacto

_ Compacto e com grande capacidade de armazenamento de resultados;

_ Autonomia de 60 amostras/Hora – 19 parâmetros – 3 Diferenciais;

_ Duplo modo de aspiração - Tubo aberto e fechado com perfurador de tubo;

_ Interface amigável com Controle de Qualidade integrado ao software;

_ Disponível na versão Veterinária com 4 diferenciais – MEK-6550J.

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA.

Rua Diadema, 89. 1º Andar, conjuntos 11 a 17 - Mauá - São Caetano do Sul-SP

Tel.: +55 11 3044-1700 | Fax +55 11 3044-0463

MEK-7300K

DIFERENCIAL WBC 5 partes

_ Autonomia de 60 amostras/Hora – 25 parâmetros – 5 Diferenciais + Granulócitos

Imaturos IG# e IG% com Flag de desvio a esquerda e NRBC;

_ Confiável – Advanced Count Contagem avançada para PLT e WBC baixo;

_ Fluxo de trabalho simplificado – Modo de aspiração Aberto, fechado, Pré-diluição e

modo especial para contagem de WBC alto e WBC Baixo;

_ Interface amigável com Controle de Qualidade integrado ao software e memória para

mais de 15.000 resultados com histogramas via SD Card;

_ Exclusiva tecnologia DynaScatter Laser - 5 Diff por laser em 3 dimensões –

Elimina o uso de reativo para basófilos.

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DIFERENCIAL Automático

MEK-9100K

_ 40µl de amostra para uma autonomia de 90 amostras/Hora - 33 parâmetros –

5 Diferenciais + Granulócitos Imaturos IG# e IG% com contagem de bastonetes # e %.

_ Índice de Mentzer e RDW-I – Auxilia no diagnóstico de β-Talassemia e anemia ferropriva.

_ Rápido e seguro – Homogeneizador integrado, indicador de estado e Modo de urgência.

_ Exclusivas tecnologias DynaScatter Laser e DynaHelix Flow –

Alinha perfeitamente as células para uma contagem mais precisa.

_ Sistema de validação e controle de qualidade integrado ao software.

NIHON KOHDEN CORPORATION

1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan

Phone + 81 (3) 5996-8036 | Fax +81 (3) 5996-8100


informe de mercado

Equipe seu Banco de Sangue com as melhores

soluções de importação exclusiva Stra Medical

Nos meses de outono e inverno

os números de doadores de sangue,

que já são poucos, diminuem ainda

mais. Dados do Ministério da Saúde

dão conta que apenas 1,8% dos 200

milhões de brasileiros são doadores

de sangue (em 2016) ¹. Além das justificativas

mais ‘famosas’ para a pouca

intimidade com o Banco de Sangue,

um dos motivos alegados para a não

doação é a falta de estrutura das instituições,

seja com um espaço físico

inadequado ou com equipamentos

defasados, mesmo depois da ANVISA²

já ter provado que 90% dos serviços

prestados por bancos de sangue no

País encontram-se em situação considerada

satisfatória, ou seja, entre

baixo e médio risco potencial.

A Stra Medical conta com uma

ampla linha de importação exclusiva

de equipamentos para Bancos

de Sangue e Hemoterapia. Em nosso

site https://www.stramedical.com.

br é possível encontrar as melhores

soluções das mais renomadas marcas

do mercado, como LMB e MSE.

São diversas as certificações internacionais

que garantem a qualidade

e precisão dos produtos de nossos

parceiros, como ISO:9001, ISO:13485,

CE, FDA, entre outros.

Fundada na Sérvia, a LMB possui

mais de 30 anos de experiência com

equipamentos de Bancos de Sangue.

Destaque para o Alicate de Ordenha

Automático TS08, produto de importação

exclusiva Stra Medical. Fácil de

manusear (desenvolvido para destros

e canhotos), possibilita operação contínua

sem cansar, ideal para todo tipo

e marca de bolsa de sangue disponível

no mercado. O alinhamento automático

do tubo é guiado por um par de

rolos, e ainda há a possibilidade de