Abastece BA 41 - A HORA DA VIRADA

mktasdab

A solução que vai devolver a competitividade ao setor.

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

VEÍCULO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA | VI | Nº41 | JUL/AGO 2018

ahoradavirada

A solução que vai devolver

a competitividade ao setor.

Sindicato

Porto seguro para tratar

as incertezas jurídicas

Encontro

Começa o 2º Encontro Anual dos

Agentes de Distribuição do Nordeste


mensagem do presidente

O momento pede ação

Chegamos ao final do primeiro

semestre com boas, mas

também más notícias. O otimismo,

uma marca dos empresários

brasileiros, é respaldado

por indicadores que confirmam

as animadoras previsões

para o ano, apontando para um

aquecimento do consumo,

estabilização da inflação e retomada

das contratações.

Apesar dos bons sinais,

também temos grandes

empasses diante de nós. O

principal deles, no caso dos

agentes de distribuição baianos,

é o cenário tributário. O

panorama ficou ainda mais

acirrado esse ano, com a queda

da glosa de crédito, que protegia

o mercado interno das invasões

de empresas de outros

estados, que conseguem negociar

aqui com condições tributárias

muito melhores do que

as empresas locais.

Os dados do Ranking ABAD/-

Nielsen também apontaram

que o setor precisa de atenção.

A Bahia cresceu timidamente e

perdeu mais uma posição no

ranking geral dos estados com

base na participação do faturamento

geral, saindo da sétima

para a oitava posição. E até

2022 o cenário ainda pode

piorar muito, quando todos os

incentivos fiscais serão suspensos

por determinação do

CONFAZ.

O vislumbre desse futuro

demanda do setor ações enérgicas

para preparar a categoria

para esse tempo. É hora de

unirmos a nossa voz para assegurar

que até lá os agentes de

distribuição baianos tenham o

direito de continuar operando

em seu estado e desempenhando

seu importante papel

social de abastecer o mercado

interno e oferecer aos quatro

cantos da Bahia os produtos da

sua preferência.

É de olho nesse futuro e no

caminho que precisamos

trilhar para chegar lá, que os

agentes de distribuição baianos

têm conduzido suas ações

e elaborado sua agenda de

trabalho. Temos nos empenhado

para promover espaços de

debates, alinhamento de estratégia

e planejamento de ações

coordenadas para construir o

fundamento que a categoria

precisa para continuar atuando

com eficiência e competência.

A expectativa da ASDAB é que

esta edição do Encontro Anual

dos Agentes de Distribuição do

Nordeste seja um importante

momento para discutir esse

panorama e traçar junto com

os demais parceiros da Cadeia

de Abastecimento um plano de

ação capaz de alavancar o

desempenho do setor e habilitá-lo

a enfrentar os desafios

que estão por vir.

E longe de ficar parado aguardando

o desfecho da história,

também temos usado toda a

nossa influência para dialogar

com o Poder Público, nas esferas

às quais temos acesso, apresentando

a realidade do setor e

o impacto das decisões políticas

sobre essa importante

engrenagem da economia

baiana.

Fechamos o primeiro semestre

acelerando a cadência da nossa

militância em prol do setor de

distribuição baiano. Renovados

pela esperança de melhora da

economia, reforçamos também

nosso compromisso de defender

o setor e conclamamos

cada agente de distribuição a

unir a sua voz à nossa, pelo

bem do setor, da nossa Bahia e

de todo o Nordeste.

abastece BA | julho/agosto 2018 | 03


capa

sumário

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

Presidente

Antonio Alves Cabral Filho

1° Vice-Presidente

Aldo Sena Macedo e Silva

2° Vice-Presidente

Enzo Augusto Lomanto Souza Andrade

32

“Temos expectativa de que

“Temos expectativa de que

aprovada, essa proposta vai criar

um cenário novo e promissor”,

diz Antônio Cabral

ahoradavirada

A solução que vai devolver

a competitividade ao setor.

Diretoria

Cassio Magno Souza Santos

Helder Morais Lima

Hélio Ferreira de Almeida Junior

Israel Joaquim de Andrade .

Jr

Jordan Bergton Andrade

Lauro Alves Moreira

Marcos Silva Gordilho

Roberto Antonio Spanholi

Ronaldo Gois de Meneses

Tiago Carneiro de Almeida

29

A Cadeia de Distribuição

A Cadeia de Distribuição

do Nordeste se reúne em

Encontro na Bahia

10


2018

16º

Diretores Regionais

Metropolitana

Leonardo Viana Régis

Recôncavo

Adriano Matos Souza

Leste

Samarone Moraes Freire da Silva

Sindicato protege o setor

nas relações de trabalho

De olho nas reviravoltas do cenário tributário nacional, a ASDAB apresenta ao governo

uma proposta de revisão tributária que pode mudar tudo. A expectativa é avançar nas negociaçõ

com o Governo e preparar o caminho para o setor progredir e consolidar suas operações

até a extinção dos benefícios fiscais em 2022

abastece BA | julho/agosto 2018 | 32

Norte

Roque Eudes Souza dos Santos

Oeste

Sinval Oliveira do Nascimento

Sul

Anizio José dos Santos Nogueira

Sudoeste

Marcelo Brito Moreira

Conselho Fiscal

Presidente

Jose Nilson Borges

Membros Efetivos

Jorge Raimundo Lins Netto

Victor Ramon Silva do Nascimento

Membros Suplentes

Antonio Fernando Ribeiro de Almeida

Marcelo Valadares

Wellenilson Leão Sampaio

18

“Ganha, mas não leva”

“Ganha, mas não leva”

é a realidade do contribuinte

brasileiro, diz Dr. Uadi Bulos

expediente

ESTA É UMA PUBLICAÇÃO DA ASDAB – ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA,

PRODUZIDA PELA OUTBOX EDITORA - RUA BAHIA, 205A, SANTO ANTONIO DE JESUS/BA

EDITORA: LORENA VIEIRA – DRT 7055/BA | TEXTOS E REVISÃO: LORENA VIEIRA – DRT 7055/BA

FOTOGRAFIAS: WEB | DIAGRAMAÇÃO : GABRIEL INHAMUNS

TIRAGEM: 500 EXEMPLARES | IMPRESSÃO:

GRÁFICA CIAN

(75)3631-6817

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ASDAB - Associação dos Agentes de Distribuição da Bahia

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Caminho das Árvores - Salvador/Bahia

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EDITORIAL

Tributos:


08 06Vitrine

ASDAB marca presença

em encontro com

parlamentaresem Brasília

13

16

Reforma Trabalhista

inspira dúvidas e incertezas,

diz Juiz do Trabalho

ASDAB

ocupa cadeira em

Câmara Internacional

21

Plano de saúde do

24

Setor tem reajuste

abaixodo mercado

Faturamento do setor

na Bahia ultrapassa

11 bilhões

39

Pesquisa CNT indica

43

piora da qualidade

das rodovias

Vendas no varejo

crescem 1,5% em junho,

segundo IBGE

45

Sua empresa

49

precisaexistir

sem você

Percentual de famílias

endividadas apresenta

primeira alta do ano

Nessa edição analisamos o cenário tributário e os desafios que ele interpõe para os

agentes de distribuição baianos. Percorremos a trajetória do setor nos últimos 18 anos,

avaliando os impactos da política tributária sobre a atividade. Você vai entender como

o desenho tributário formatou o mercado baiano e estabeleceu os critérios de atuação

da Cadeia de Distribuição.

Fica claro nos números que apresentamos, que a Bahia, com todo o seu mercado

potencial e sua posição geográfica estratégica, poderia ter se tornado um grande

centro exportador de mercadorias para os estados vizinhos, no entanto, a política

tributária dos últimos anos, acabou criando o efeito inverso, tornando o estado no

maior alvo comercial de todos os estados ao redor.

Você vai ver como esse movimento afetou e ainda afeta a dinâmica de atuação do setor

de distribuição. Se foi a política tributária que construiu esse cenário desafiador para os

distribuidores, o plano da categoria é usar a mesma moeda para virar o jogo. Nas

próximas páginas você poderá entender a estratégia utilizada pela ASDAB para reaver a

competitividade do setor. Também trazemos os resultados do maior mapeamento do

setor de distribuição do Brasil, o Ranking ABAD/Nielsen. Apresentamos dados com foco

especial no desempenho do estado da Bahia e do Nordeste, região em que estamos

inseridos.

Segundo a pesquisa, a Bahia faturou 11,7 bilhões, o que representa uma retração

nominal de 4,5% em relação ao ano anterior. Os números também sinalizam que o

estado perdeu mais uma posição no ranking geral de participação no faturamento

geral do setor. Os dados sugerem que apesar dos incansáveis esforços do setor para

reduzir custos e continuar mantendo a produtividade, a categoria sentiu os efeitos da

crise, que somada aos empasses tributários contribuíram para o resultado inferior ao do

ano-base anterior.

Ainda nessa edição trazemos um raio x completo das rodovias do estado, segundo os

dados da Pesquisa CNT. O mapeamento indica uma piora na qualidade das rodovias

brasileiras, com 61,8% classificadas como regular, ruim ou péssima. Segundo a pesquisa,

a piora deve-se à redução dos investimentos em infraestrutura rodoviária.

Também nessa edição trazemos um levantamento das melhores taxas e serviços bancários

do mercado, que ajudarão o empresário a avaliar o tipo de produto que utiliza e

compará-lo com aqueles que obtiveram melhor desempenho. Nas próximas páginas, o

leitor também ficará por dentro do índice de endividamento e inadimplência dos

baianos, que apresentou a primeira alta do ano.

Se tem algo que caracteriza bem os agentes de distribuição baianos, além da competência

do trabalho é a coragem e a garra para continuar apostando e acreditando nos

seus negócios. Apesar do cenário desafiador, o setor sempre soube se reinventar e

encontrar soluções inteligentes e criativas para se adaptar e continuar crescendo.

Estamos confiantes de que os desdobramentos dessa história vão comprovar.

Boa leitura!

abastece BA | julho/agosto 2018 | 05


vitrine

De Olho nas Novidades

Produtos recém-lançados pelas indústrias para

o mercado baiano têm espaço na nossa vitrine.

Você também pode ver o seu produto aqui.

Mais economia na

Nova Embalagem de Pinho Sol

Já está no mercado o desinfetante Pinho Sol em embalagem econômica, de 1,75

litro, nas versões Original e Lavanda. Segundo a fabricante Colgate-Palmolive, o

valor por ml é menor quando comparado ao de outros tamanhos do produto. Além

disso, enfatiza a companhia, o produto mantém os mesmos benefícios e aromas

que os consumidores já conhecem.

Orgânicos e integrais

Cookies orgânicos com cereais integrais são a mais recente novidade da Native. A nova linha

pode ser encontrada nos sabores cacau, mel e maçã com canela. Sua composição inclui aveia,

quinoa, trigo e linhaça. O produto é vendido em

embalagens individuais de 40 g. Outra iniciativa

da empresa é a reformulação das embalagens dos

sabores chocolate e baunilha, que também são

vendidos em caixas de 120 g.

Frutas e massa cremosa

A Danone lançou o Activia Sensações, um iogurte funcional que combina uma

massa cremosa e leve, fermentada durante 10 horas, com pedaços de frutas

100% naturais. O produto foi lançado a partir de pesquisas sobre hábitos

alimentares de snacks ao longo do dia. Uma das constatações foi a

dificuldade de se encontrar opções consideradas realmente

saudáveis e saborosas.

Lançamentos, crescimento e boa margem

Paçoquita com Cobertura de Chocolate e Paçoquita Crocante com Chocolate são algumas novidades da

Santa Helena para o varejo alimentar. A fabricante também colocou no mercado o doce de amendoim

com chocolate na massa, o fondant de leite com amendoim e

a Peanut Butter, manteiga de amendoim americana, além de

repaginar alguns produtos. A expectativa da empresa é de

elevar em 15% o faturamento neste ano com os novos itens.

06 | abastece BA | julho/agosto 2018


vitrine

Amaciante Ypê ganha nova embalagem de 1L

Além do novo design, a linha de amaciantes Ypê acaba de ganhar a embalagem de 1 litro.

A nova embalagem do Amaciante Ypê Concentrado está sendo

distribuída, de forma gradativa, nos principais

pontos de venda de todo país, desde agosto.

Esse movimento, além de trazer sofisticação,

foi idealizado com o objetivo de fortalecer

a parceria de Ypê com seus consumidores

nos cuidados com as suas roupas.

Alpino amplia portfolio com novas versões

ALPINO traz duas novidades para os fãs da marca. A partir de setembro, dois

novos tabletes estarão disponíveis em seu portfólio: ALPINO Extra Cremoso e

ALPINO Gianduia. As novidades da marca representam um novo passo em

direção a uma linha ainda mais completas, com a chegada dessas versões a

marca contará com cinco produtos. Em embalagens diferenciadas – azul para

o Extra Cremoso e verde para o Gianduia –, os novos tabletes de ALPINO®

possuem 98g e estarão disponíveis nas principais redes varejistas do País a

partir de setembro.

Lacta lança Bis em versões dark

A Lacta acaba de lançar ao mercado o Bis Black, que se junta aos tradicionais

Bis ao Leite, Bis Branco e Bis Oreo, e Amaro Crocante e Amaro Mix de Nuts,

que integrará a linha Amaro 40% cacau. Com o objetivo de entregar um

produto diferenciado ao público, Amaro Mix de Nuts, que é composto por

amendoim e amêndoas, e Amaro Crocante de Coco chegam às gôndolas

oferecendo uma proposta de chocolate mais intenso sem perder a harmonia

dos ingredientes tão característica da marca.

Torcida reforça linha inspirada

em Petiscos de Boteco

Atenta aos hábitos dos consumidores, a Torcida, marca do grupo PepsiCo,

expande seus produtos e reforça a linha Petiscos de Botecos. Inspiradas na

tradicional cultura botequeira, os novos sabores Pastel de Queijo, Pastel de

Carne e Costelinha Com Limão chegam ao mercado com embalagens

especialmente pensadas para acompanhar a galera na mesa de bar.

abastece BA | julho/agosto 2018 | 07


asdab

ASDAB marca presença

em encontro com parlamentares

em Brasília

Presidentes de filiadas, executivos e líderes regionais se reuniram com cerca de 30 parlamentares

da Frente-CSE,num evento promovido pela ABAD

A ASDAB esteve presente em um

encontro promovido pela ABAD

em Brasília, para discutir com a

Frente Parlamentar Mista em

Defesa do Comércio, Serviço e

Empreendedorismo (Frente-CSE),

pleitos importantes para o setor.

Na ocasião, os presidentes de

filiadas, executivos, líderes regionais

debateram com deputados e

senadores temas prioritários na

agenda da categoria. O consultor

da ASDAB, Fernando Augusto

Oliveira, representou a entidade

no evento.

Prioridade – A reunião foi presidida

pelo presidente da ABAD,

Emerson Destro, que aproveitou

a oportunidade para apresentar

aos cerca de 30 parlamentares

presentes as principais demandas

do setor de distribuição. A ênfase

de Destro foi direcionada ao PL

7477/2014 – Projeto de Lei do

Distribuidor, importante instrumento

para regular a relação de

revenda e distribuição entre

fornecedores e distribuidores de

produtos industrializados.

08 | abastece BA | julho/agosto 2018

cial tão essencial à economia.

Destro também ressaltou que o

encontro serviu para estreitar o

contato com os parlamentares e

apresentar as necessidades do

nosso setor. “Precisamos desse

entendimento para alcançar

sucesso em nossos pleitos, em

benefício do setor, da cadeia de

abastecimento nacional e do

desenvolvimento do país”,

afirmou.

Debates – O assessor jurídico da

ABAD, Alessandro Dessimoni,

também destacou outros tópicos

que têm tirado o sono dos

empresários do segmento, e

pediu atenção dos parlamentares.

Entre eles, estão a simplificação

tributária, o marco regulatório

dos transportes, a comercialização

dos medicamentos isentos

de prescrição em supermercados

e estabelecimentos similares,

atualização da lei que regula-

O PL 7477/2014, que dispõe

sobre o marco regulatório de

contratos de Distribuição, aguarda

deliberação na Comissão de

Defesa do Consumidor (CDC).

Trata-se de uma lei que tem

grande potencial para impulsionar

a atividade atacadista e distribuidoras

no país, ao dar segurança

jurídica a essa relação comermenta

a atividade de Representante

Comercial.

Para o presidente da Frente CSE,

deputado federal Efraim Filho, o

evento destacou uma importante

agenda positiva do setor de

comércio e serviços. “A ABAD

apresentou sua agenda, trazendo

os números e a capilaridade de

um setor que gera renda, emprego

e oportunidades para o país e

tem ajudado a ser o motor da

retomada do desenvolvimento

do Brasil. E tivemos aqui os parlamentares

que estão comprometidos

com essa agenda, que

Representantes do setor



“Esse alinhamento com

todos os líderes

regionais é importante

e estratégico porque

mantém o discurso de

todos os agentes

estaduais coordenados

e fortalece o pleito

apresentado pela

categoria”

Fernando Oliveira,

Consultor da ASDAB

querem ver o Brasil voltar a

crescer, recuperar os empregos

perdidos e retomar o rumo do

desenvolvimento. A agenda do

setor atacadista e distribuidor é

importantíssima, precisamos

defender quem produz, quem

gera oportunidades, e a ABAD

mostra isso”, disse.


Após o almoço, o presidente

Emerson Destro teve uma

reunião com o Confaz – Conselho

Nacional de Política Fazendária.

Outro grupo, formado por

presidentes de filiadas e líderes

regionais, foi a Câmara dos

Deputados para conversar com o

deputado federal Cabo Sabino,

que é o relator do PL 7477/2014

– Projeto de Lei do Distribuidor.

Para Fernando Oliveira, representante

da ASDAB no encontro, o

balanço do evento foi produtivo.

“Esse alinhamento com todos os

líderes regionais é importante e

estratégico porque mantém o

discurso de todos os atores estaduais

coordenados e fortalece o

pleito apresentado pela categoria,

já que se tratam de questões

que afetam os agentes de distribuição

em todo o país”. Segundo

ele, a expectativa de resultado é

boa, diante do compromisso dos

parlamentares de defenderem a

causa do setor.


asdab

Sindicato Patronal

inauguranovo momento

para o setor

Com estreita ligação com a ASDAB,

o Sindal celebra sua primeira Convenção Coletiva de Trabalho.

Confira as principais vantagens dessa conquista

para o setor de distribuição

Em meio a uma grande variedade

de sindicatos disponíveis, encontrar

um que represente adequadamente

a sua categoria de atividade

não é tarefa fácil. No caso

do setor de distribuição baiano

que opera em áreas tão diversificadas,

a situação fica ainda mais

confusa.

Apesar de todo o histórico de

conquistas que ASDAB vem colecionando

ao longo de sua trajetória,

algo que tem sido um

grande desafio é a formação de

um Sindicato Patronal que represente

a categoria. Até então, as

empresas do setor, vinham sendo

representadas por sindicatos

locais mais relacionadas ao setor

de varejo, o que comprometia as

determinações de trabalho e

dificultava a organização de

demandas específicas da categoria.

10 | abastece BA | julho/agosto 2018

Na contramão – Entre as filiadas

ABAD, uma estratégia que tem

sido amplamente adotada é

mudar a natureza jurídica das

entidades, de associação para

sindicato, garantindo a legitimidade

para representar a categoria

em negociações coletivas.

Atualmente, seis dentre as vinte e

sete entidades estaduais já são

sindicatos. Na Região Nordeste, a

entidade do estado de Sergipe foi

a primeira a implementar a

mudança.

A ASDAB, no entanto, decidiu

não seguir essa tendência, e

procurou encontrar outro caminho

para solucionar esse impasse.

“Avaliamos que não seria

viável para a Bahia optar por essa

mudança, por conta da quantidade

de sindicatos já existentes

no estado, mas principalmente

por causa da força da marca que

construímos”, diz Antonio


“O associativismo

se fortalece com

a aproximação do

Sindal com a ASDAB.

Juntas,

as duas entidades

podem melhor

representar a

categoria econômica

e defender

com mais força

os interesses

do setor”

Marconi Souza,

Gerente Jurídico

da Fecomércio


Cabral, presidente da ASDAB.

A alternativa foi partir em busca

de uma parceria. A ASDAB

empreendeu uma busca cuidadosa

e encontrou um caminho

seguro para seus associados.

Desde o final do ano passado, a

entidade avançou no relacionamento

com o SINDAL, Sindicato

dos Distribuidores de Gêneros

Alimentícios de Salvador, que é

filiado ao sistema Fecomércio-

-BA.

Depois de muitos anos de trabalho

e pesquisa, os agentes de

distribuição agora podem contar

com um sindicato que os represente

em todo o estado da Bahia.

O Sindicato do Comércio Atacado

de Gêneros Alimentícios de

Salvador - Sindal é a entidade

oficialmente recomendada para

representar os associados da

ASDAB.

Solução certeira - “Analisamos

tudo, junto com o nosso departamento

jurídico e verificamos

que esse sindicato é um dos mais

antigos em operação na região e

tem toda legitimidade para

representar a categoria que

opera nesse ramo de atividade”,

explica Emerson Carvalho, executivo

da ASDAB.

O gerente jurídico da Fecomércio,

Marconi Souza, também

aponta benefícios dessa relação

estreita entre as entidades: “A

principal vantagem dessa aproximação

entre a ASDAB e o SINDAL

é o fortalecimento do associativismo.

Juntas, as duas entidades

podem melhor representar a

categoria econômica e defender

com mais força os interesses do

setor”, analisa.

A atual diretoria do Sindal é toda

composta por empresários do

do setor de distribuição, o que é

um grande avanço para as

discussões coletivas de trabalho.

Os empresários empossados no

Sindicato são todos associados

da ASDAB, o que mantém uma

estreita ligação entre as duas

entidades e mantém os discursos

e iniciativas em um mesmo

alinhamento estratégico, defende

o presidente da ASDAB, Antônio

Cabral.

A diretoria eleita para o quadriênio

2018-2022, será comandada

pelo presidente Lucas Pimentel,

da RJ Alimentos. Toda a equipe

atual de trabalho do SINDAL é

composta por associados ASDAB,

o que garante que as negociações

coletivas serão conduzidas

por empresários que compreendem

a realidade do setor e

conhecem de perto suas demandas.

anúncio meia página


A conquista foi comemorada

pela ASDAB como um grande

avanço para o setor. “Com essa

parceria, o setor ganha muito. As

negociações poderão ter um

escopo muito mais próximo da

rotina dos negócios e o mais

importante é que poderemos ter

segurança jurídica para conduzir

as relações trabalhistas, diante de

tanta instabilidade na legislação

dessa matéria”, analisa Cabral.

Diego Lomanto,

Assessor jurídico da ASDAB

Benefícios – Para o advogado e

assessor jurídico da ASDAB,

Diego Lomanto, a principal

vantagem dessa aproximação

entre as entidades que representam

o setor atacadista distribuidor

é a redução do passivo trabalhista,

a partir da celebração de

acordos coletivos de trabalho. Ele

explica ainda que como as sucessivas

mudanças na legislação

trabalhista têm gerado instabilidade

e cercado de incertezas as

relações trabalhistas, a chance de

obter segurança jurídica nesse

campo é por meio dos acordos

coletivos.

“Diante de tantos ‘se’s que a

nova lei trabalhista trouxe, uma

das poucas certezas é que o acordado

se sobrepõe ao legislado,

naquilo que não ferir a Constituição.

Isso significa dizer que as

12 | abastece BA | julho/agosto 2018

convenções coletivas de trabalho

terão força de lei e poderão

garantir segurança jurídica para

as relações trabalhistas”, esclarece.

Na prática - A partir desse ano, o

acordo coletivo, que define piso

salarial, jornada de trabalho,

benefícios e outros tópicos da

relação trabalhista do setor, já

será firmada com a mediação

desse sindicato. Marconi Brito,

explica que as negociações coletivas

dos sindicatos filiados a Fecomércio

já estão em andamento,

mas com alguns entraves por

conta da resistência dos sindicatos

dos trabalhadores em relação

às mudanças trazidas pela Reforma

Trabalhista. “Estamos aprofundando

as negociações para

chegarmos a finalizar o acordo”,

conta.

Para todo o estado – Diego

Lomanto ressalta ainda que,

apesar do sindicato ter a base

territorial na cidade de Salvador,

todos os associados do estado


“Com essa

conquista,

adquirimos um

lugar à mesa

para discutir

as demandas

diretamente com

os trabalhadores

e não mais através

dos interesses

de outros

segmentos”

Antonio Cabral,

Presidente da ASDAB


podem ser representados por ele,

mediante a garantia legal que

permite ao empresário ser representado

pela entidade que

melhor assegure seus interesses.

Ele explicou ainda que a atual

diretoria do Sindal planeja solicitar

ao Ministério do Trabalho a

ampliação de base territorial para

toda a Bahia, o que deve acontecer

ainda este ano.

O advogado também deixou

claro que para ser representado

por este Sindicato e passar a

seguir sua convenção coletiva de

trabalho, é necessário que a

empresa seja filiada e esteja devidamente

adimplente com a

contribuição sindical.

Para o presidente da ASDAB,

Antônio Cabral, o sindicato da

categoria representa uma grande

conquista, porque é um meio de

assegurar os interesses do setor

dentro das relações de trabalho.

“Essa é uma grande oportunidade

para os distribuidores estruturarem

de maneira legal e apropriada

sua dinâmica específica de

trabalho. Com essa conquista,

adquirimos um lugar à mesa para

discutir as demandas diretamente

com os trabalhadores e não

mais através de representantes

que têm o olhar direcionado a

outros segmentos”, comemora.

A partir de agora o setor poderá

contar com representantes comprometidos

em negociar tópicos

importantes para a categoria

como as diárias de motoristas,

adicional de periculosidade para

motoboys, carga horária de

trabalho, comissões e bonificações,

entre outros pontos, que

são cruciais para o segmento.


asdab

Reforma Trabalhista

inspira dúvidas e incertezas,

diz Juiz do Trabalho

Em palestra aos empresários do setor, Danilo Gaspar falou sobre as mudanças propostas na

Reforma e alertou que acordos coletivos garantem mais segurança jurídica que a nova lei

A Reforma Trabalhista, desde que

ainda era uma proposta, já

causava polêmica e inspirava

desconfiança, e assim que passou

a ter força de lei, longe de acalmar

os ânimos provocou uma

nova avalanche de dúvidas, questionamentos

e incertezas.

Buscando esclarecer as lacunas

que ficaram em aberto, a ASDAB

convidou o juiz do trabalho, da

5ª Região, Danilo Gaspar, para

Ele explicou que três dias após a

vigência das novas regras, o alvoroço

social, as discussões e dúvidas

foram tão grandes, que

resultaram na publicação de uma

Medida Provisória (MP

808/2017), que alterou mais de

100 artigos da lei. Segundo o

magistrado, as alterações não

têm apenas o objetivo de esclarefalar

aos empresários do setor

sobre o tema.

Insegurança jurídica - No início

de sua palestra, em tom descontraído,

Gaspar esclareceu que seu

papel não era de oferecer certezas

aos presentes. “Se antes da

lei entrar em vigor tínhamos

dúvidas e incertezas, agora que

ela está em vigência, as dúvidas e

incertezas só aumentaram”, brin-

cou.


cer pontos obscuros da lei, mas

em muitos tópicos as mudanças

foram tão substanciais, chegando

a representar uma virada

radical de posicionamento.

“A velocidade da reforma legislativa

que temos visto é sem precedentes

na história do país.

Seguindo essa tendência,

teremos reformas, de reformas,

de reformas”, ponderou.

Analisando esse cenário de

mudança de opinião do legislador,

Gaspar falou sobre a insegurança

jurídica que provoca no

mercado. “As relações de trabalho

não param, elas são dinâmicas

e todas essas alterações criam

uma instabilidade que vão acabar

na mão da Justiça do Trabalho”,

afirmou.

Mudanças – Entre as várias

mudanças trazidas em seu bojo,

a MP redefiniu o artigo 442-B da

CLT. Na redação da reforma, esse

artigo garantia que a contratação

do autônomo poderia ser com ou

sem exclusividade, de forma

contínua ou não, o que afastaria


“A negociação

coletiva é o único

caminho

que pode

garantir segurança

jurídica

das relações de

trabalho no

contexto atual”

Danilo Gaspar

Juiz do Trabalho

da 5ª Região


14 | abastece BA | julho/agosto 2018

Entre as questões que foram

discutidas durante a palestra está

a abrangência da vigência da

reforma. Gaspar explicou que a

tendência é que a lei passe a valer

apenas para os contratos firmao

vínculo empregatício previsto

no art.3º da CLT. Porém a MP 808

trouxe alterações na contramão

da primeira redação, inclusive a

proibição da inclusão da cláusula

de exclusividade no contrato de

prestação de serviços.

O magistrado apresentou ainda

outras alterações como a que diz

que, se em um ano, o trabalhador

não for convocado, o contrato

de trabalho intermitente está

rescindido. Também determina

que 31 de dezembro de 2020, o

empregado registrado por meio

de contrato de trabalho por

prazo indeterminado demitido

não poderá prestar serviços para

o mesmo empregador por meio

de contrato intermitente pelo

prazo de 18 meses, contados a

partir da data da demissão do

empregado.

Outra reviravolta da MP foi a

mudança de entendimento

quanto à negociação da jornada

de trabalho. A lei dizia que a

jornada de 12x36 horas poderia

ser negociada diretamente com o

empregado, mas a MP corrigiu

essa orientação e determinou

que esse tópico fosse negociado

unicamente por convenção coletiva.

A única exceção à essa

determinação é o setor de saúde,

onde os empregados podem

continuar negociando individualmente

essa jornada.

Caminho seguro - Como a lei

parece não definir com clareza e

precisão os rumos das relações

trabalhistas, o magistrado sinalizou

aos empresários outra

direção: “A negociação coletiva é

o único caminho que pode

garantir segurança jurídica das

relações de trabalho no contexto

atual”, afirmou.

Danilo Gaspar

Juiz do Trabalho da 5ª Região

Ele explicou que as convenções

coletivas sempre foram mais

fortes que qualquer acordo

individual e no cenário atual, é

mais consistente até mesmo que

a própria lei. Atualmente, os

acordos coletivos têm validade

máxima de dois anos, sendo

revogada a prerrogativa anterior

de continuarem valendo na

ausência de novos acordos.

Quanto ao que pode ser negociado

em convenções coletivas de

trabalho, Gaspar explicou que

segundo o Art. 611A tudo o que

não é vedado na CLT, é passível

de ser ajustado nesse tipo de

acordo. O Art 611B, completa o

entendimento e nomeia o que

não pode ser negociado nesses

termos: a assinatura da carteira

de trabalho, seguro desemprego,

os valores dos depósitos mensais

do FGTS, o valor do salário

mínimo e o valor do décimo

terceiro, o valor da jornada

noturna superior à jornada

diurna.



“A velocidade da

reforma legislativa

que temos visto

é sem precedentes

na história

do país.

Seguindo essa

tendência,

teremos reformas,

de reformas,

de reformas”,

Danilo Gaspar

Juiz do Trabalho

da 5ª Região

explicou o magistrado.

Outra questão levantada foi

relacionada aos prêmios e bonificações

que são pagos aos empregados

por bom desempenho. A

lei anterior garantia a separação

entre prêmio e salário, de modo

que o valor do primeiro não

incidisse sobre a composição de

FGTS e outros benefícios. No

entanto, a nova lei, como explicou

Gaspar, redefine que essa

separação só existirá caso os

prêmios sejam pagos no máximo,

duas vezes ao ano.

O presidente da ASDAB, Antônio

Cabral, avaliou a palestra como

muito produtiva e de acordo com

as orientações do magistrado,

planeja estipular como prioridade

entre os projetos do ano a aproximação

com Sindicatos da categoria

que possam legitimamente

articular negociações trabalhisdos

pós reforma, para os anteriores

continuará sendo aplicada a

lei anterior. “Essa é a tendência

sinalizada pelas súmulas de

propostas de alteração da lei”,


tas.

“Ficou muito claro que só conseguiremos

segurança jurídica do

ponto de vista trabalhista,

firmando convenções e acordos

coletivos. Por muito tempo,

vivemos um empasse quanto a

um sindicato que pudesse representar

o setor, mas esse ano, já

avançamos nesse quesito. Vamos

focar nessa direção”, garante.

Palestra na sede da ASDAB

em Salvador-BA


asdab

ASDAB ocupa cadeira

em Câmara Internacional

Representante da ASDAB, assume posição na

Câmara Empresarial de Comércio Argentina-Bahia.

A meta é impulsionar as relações comerciais entre os países

No primeiro trimestre, a Câmara

Empresarial de Comércio Argentina-Bahia

(Cecab), empossou

sua diretoria, que atuará no

próximo biênio 2018-2020. A

cerimônia de posse aconteceu na

Fecomércio, sede social da

Câmara e contou com a presença

da diretoria, membros associados

e convidados.

Participação da ASDAB - A Associação

dos Agentes de Distribuição

da Bahia (Asdab) também

tem uma cadeira na diretoria da

Câmara. O representante da

entidade é Fernando Augusto

Oliveira, que ocupa a função de

diretor executivo da Cecab.

Foi buscando aproximar empresários

baianos e argentinos e

fomentar o desenvolvimento de

das relações comerciais entre o

Brasil e a Argentina, que a

Câmara Empresarial de Comércio

Argentina-Bahia foi criada em

março do ano passado. A iniciativa

partiu de um alinhamento

entre a Fecomércio-BA, FIEB e

Consulado da Argentina em

Salvador.

Para Fernando, a convocação da

ASDAB para integrar o órgão, é

resultado da atuação estratégica

da entidade e do seu bom alinhamento

com a Fecomércio e

outros órgãos de fomento à

economia e aos negócios. “É um

passo importante para abrir

novas oportunidades de negócio

para o setor de distribuição

baiano”, avalia.

Expectativas - O presidente da

Cecab, Paulo Cintra, destacou

que o estreitamento das relações

entre os empresários argentinos

e do Nordeste, através da

Câmara, proporcionará um intercâmbio

de produtos. “As duas

regiões se complementam

quanto à oferta de produtos. O

terreno é fértil. Queremos uma

Câmara que participe de forma

atuante nas relações de negócios

e na geração de oportunidades”,

afirmou.

O diretor-executivo, Fernando

Oliveira, destacou que muitas

empresas argentinas podem

encontrar, por exemplo, grandes

parceiros na Bahia, sobretudo

para a distribuição dos seus

produtos nos 417 municípios do

estado, através dos associados da

ASDAB. “O momento é de aproximação”,

afirmou.

O cônsul Pablo Exequiel Virasoro

afirmou que a Câmara é parceira

para o estreitamento das relações

entre a Bahia e a Argentina entre

diversos segmentos. “São muitas

as oportunidades que enxergamos.

A região Nordeste assume

16 | abastece BA | julho/agosto 2018


novos horizontes no relacionamento

direto com a Argentina”,

afirmou.

Histórico de atividades – Desde o

ano passado, quando iniciou

suas atividades, a Câmara

promoveu diversos eventos para

unir dos dois públicos e fomentar

a participação em encontros

favoráveis à geração de negócios.

O calendário de atividades começou

em setembro e se estendeu

até o mês de novembro.

O primeiro evento, foi a Semana

Argentina que aconteceu no Rio

de Janeiro. Organizado pela

Embaixada Argentina no Brasil, o

evento contou com Rodadas de

Negócios com 40 empresas participantes,

além de Painéis de

Discussão que abordaram o mercado

internacional, reforma

macroeconômica, marcos regulatórios,

entre outros temas.

A Cecab custeou a participação

de empresários baianos, oferecendo

as passagens aéreas,

hospedagem e inscrição para

todas as atividades do evento.

Diversas empresas baianas estiveram

presentes, através da mediação

da Cecab, entre elas a NaturalGurt,

a Sost, Brazooka, Casa

Dez, Belog, BabyBeef e a

Cabral&Souza.

A Cecab também fomenta a

presença de empresários argentinos

no Encontro dos Agentes de

Distribuição do Nordeste desde a

primeira edição do evento, no

ano passado. Os participantes

argentinos apresentam seus

produtos e oportunidades de

parceria na Feira de Negócios que

acontece dentro do Encontro,

ampliando as possibilidades de

interação comercial entre os

brasileiros e argentinos.

O órgão também promoveu a

participação de empresários

brasileiros na Aliment.AR uma

feira internacional do setor de

alimentos e bebidas, que acontece

em Buenos Aires. No mundo

inteiro foram selecionadas 100

empresas, com potencial para

gerarem negócios, a fim de

terem a participação na feira

subsidiada pelo governo argentino.

Entre as empresas selecionadas

estiveram seis empresas associadas

da ASDAB, que representaram

a Bahia no evento.

O presidente da ASDAB, Antônio

Cabral, comemorou o alto

percentual de companhias baianas

selecionadas. “Considerando

o universo mundial, esse índice

(6%) é bastante alto. Nos enche

de orgulho perceber o tamanho

do potencial dos negócios baianos

e do nosso setor. A expectativa

é que grandes negócios

surjam a partir da sinergia

proporcionada pela Câmara”,

analisa.

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asdab

“O Estado é

sócioindesejado do

empresário brasileiro”,

Diz Dr. Uadi Lammêgo Bulos

O prestigiado jurista baiano discutiu com

empresários do setor a exclusão do ICMS da

base de cálculo do PIS e COFINS e alertou que

a Constituição está acima da Lei Tributária

No dia 24 de maio a ASDAB

promoveu nas dependências de

sua sede, em Salvador, uma

palestra para discutir a exclusão

do ICMS da base de cálculo do

PIS e COFINS. O tema, foi explanado

pelo conceituado advogado

constitucionalista, escritor e

professor Uadi Lammêgo Bullos.

Entenda o assunto - No ano

passado, em decisão plenária, o

Supremo Tribunal Federal deliberou

sobre a matéria, em um posicionamento

favorável aos empresários.

No entanto, apesar da

postura favorável, na prática os

empresários ainda não podem

aplicar a redução porque não

houve o “trânsito em julgado”,

ou a finalização do processo na

linguagem jurídica. Os efeitos da

decisão ainda precisam ser

modulados, oferecendo aos

contribuintes todas as instruções

necessárias para a aplicação dos

benefícios da decisão. Esse

impasse, que já dura mais de um

ano, representa um custo

enorme para as empresas, que

operam com o orçamento apertado

devido à recessão e sob uma

pesada carga tributária.

Buscando elaborar uma estratégia

eficaz para requerer esse

direito para o setor de distribuição,

a ASDAB convocou um

nome de peso no universo jurídico

para discutir o tema e apontar

possíveis soluções: o prestigiado

professor Bullos, que é doutor e

mestre em Direito do Estado pela

PUC-SP, autor de obras reconhecidas

pela doutrina nacional e

estrangeira e amplamente acolhido

pela jurisprudência nacional,

principalmente no STF.

Com uma linguagem clara e

direta, livre do dialeto jurídico, o

Dr. Bullos falou aos associados,


“O caminho

está aberto?

Em tese, sim.

Mas se ficarmos

parados,

não!”

Dr. Uadi Lammêgo

Bullos.

Com uma linguagem clara e

direta, livre do dialeto jurídico, o

Dr. Bullos falou aos associados,

empresários e advogados do

setor traçando o panorama tributário

brasileiro do ponto de vista

constitucional. Ele começou sua

explanação com uma constatação

chocante: “Querem acabar

com a atividade empresarial no

Brasil”, disse ele.


18 | abastece BA | julho/agosto 2018


O especialista também apresentou

três maneiras de comprometer

o desempenho dos negócios

que são amplamente aplicadas

na realidade brasileira. A primeira

delas é deixar o empresário

sozinho, sem apoio, sem instrução

ou informação necessárias ao

bom andamento da sua atividade.

A segunda é afetar o empresário

atingindo-o no bolso.

“Negócios sem dinheiro não têm

como gerar empregos e não

conseguem desempenhar sua

função social”, explicou. E por

fim, a terceira maneira pode ser

observada na equivocada expressão

“ganha, mas não leva”.

Ganha mas não leva – O Dr.

Bullos defendeu que essa é a

realidade do empresariado brasileiro

em relação à decisão do STF

relacionada ao ICMS vinculado

ao cálculo do PIS e COFINS. Essa

lógica de pensamento utilizada

pelo Governo Brasileiro compro-

mete os negócios no país,

afirmou.

Bullos também declarou que os

estudos que desenvolveu ao

longo da sua carreira o fizeram

concluir que o “Estado é o inimigo

de quem trabalha, de quem

produz e quer ganhar o seu

sustento. Ele é o seu sócio indesejado”.

Ele defendeu que a

exclusão do ICMS da base de

cálculo do PIS e COFINS é um

direito que todos os contribuintes

têm, trata-se de “um direito

assegurado que é maior que o

Processo Civil e maior que a Lei

Tributária”, completou.

Precedente – O especialista

elaborou um detalhado relatório

acerca do tema e explicou aos

presentes que existem precedentes

que podem ser utilizados

como base para a alegação da

ASDAB em favor de seus associados.

“Existe um direito tributário


“Somente

terão direito

a repercussão

geral da decisão,

se e se somente se,

formar-se uma

sólida e

convincente base

de convencimento”

Dr. Uadi Lammêgo

que está na Constituição, que se

sobrepõe a Lei Tributária”, argumentou.

Ele instruiu a plateia de

que o êxito da alegação dependerá

do convencimento que for

argumentado perante à nova

composição do STF. “A defesa

deve ser técnica. Não deve se


Dr. Uadi Lammêgo Bullos

utilizar de lobby ou camaradagem,

mas de argumentos tecnicamente

embasados”, explicou.

Impasse da decisão – Bullos

esclareceu que a decisão favorável

do STF seguiu o bom senso

que “longe de pregar a não tributação,

grita contra o absurdo de

ter que pagar para trabalhar.

Alguns juízes do STF se convenceram

disso, mas a decisão foi

mudada depois sob o questionável

argumento de que o Estado

quebraria se esse precedente

fosse aberto”. Ele alertou que

sem trabalho, sem esforço e sem

fé, essa realidade não mudará.

Bullos provocou a questão

central em todo esse drama: “O

caminho está aberto ou não para

o acesso a esse direito? Em tese,

sim! Mas se ficarmos parados,

não”. Ele explicou que quando

essa ação declaratória de inconstitucionalidade

foi julgada, não

foi feita a descrição da modulação.

“Por ora, o direito não está

disponível a todos. Somente

terão direito a repercussão geral

da decisão geral, se e se somente

se, formar-se uma sólida e

convincente base de convencimento”,

ponderou.

Passo a passo – O jurista encerrou

sua explanação dando esperança

aos empresários de que existe um

caminho para se conquistar o

direito de aplicar a exclusão do

ICMS da base de cálculo do PIS e

COFINS. Ele apontou uma estratégia

em cinco passos que deve

ser implementada pela entidade

que representa a categoria. A

primeira etapa, que consistiu em

elaborar um levantamento técnico

sobre o tema, já foi concluída.

Ele mesmo realizou esse trabalho

e entregou os resultados em um

relatório endereçado a ASDAB.

Na segunda etapa - também

concluída – aconteceu a sensibilização

dos empresários do setor

por meio de uma conferência,

onde o jurista deu ao setor o

detalhamento de toda a situação

do pleito. A etapa seguinte,

apontada por Bullos é a de elaboração

de um parecer técnico, que

irá oferecer as bases de um argumento

jurídico convincente.

A quarta etapa consiste em

produzir um estudo jurídico

capaz de formar opinião. O especialista

irá agendar encontros

com os principais agentes de

decisão da matéria para apresentar

o estudo realizado e mostrar

na prática os efeitos da decisão

sobre o setor de distribuição. E a

última etapa da estratégia do

jurista é preparar um memorial

em tópicos com todo o conteúdo

gerado nas etapas anteriores,

facilitando o acesso, a leitura e o

entendimento da questão pelos

profissionais responsáveis.

Esperança - Bullos afirmou que

cada empresa deverá ter um

tratamento especializado na

abordagem dessa questão, precisando

de um trabalho individual

e personalizado de cada demanda.

Ele disse ainda que essa causa

não é difícil de ser vencida, mas

precisa do tipo de comunicação

certa para obter êxito.

A expectativa da ASDAB é que o

know how do jurista impulsione

o trabalho que a entidade já vem

fazendo e aproxime o setor do

êxito do pleito que já se arrasta

por um longo tempo. “Acreditamos

nessa vitória”, disse o presidente

da ASDAB, Antônio Cabral.

“É uma demanda que representa

valores significativos, que podem

ser o fôlego que muitos agentes

de distribuição precisam para

deslanchar nesse cenário de recuperação

da economia”, completou.

20 | abastece BA | julho/agosto 2018


ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

asdab

Plano de saúde do Setor

tem reajuste abaixo

do mercado

Vitallis, parceira ASDAB na área de saúde, anunciou reajuste de 8% para esse ano.

Na nova tabela, o valor do serviço varia entre 113 a 329 reais de acordo com a faixa etária.

Conheça os benefícios de aderir ao serviço

Para os agentes de distribuição,

um bom serviço de assistência

médica, é muito mais do que um

benefício para aumentar a satisfação

dos colaboradores. Nesse

setor, que abriga categorias

profissionais que envolvem

riscos, como a de motoristas, a

cobertura de um serviço de saúde

é uma garantia de evitar dor de

cabeça em caso de acidentes.

Abaixo da média - Foi com esse

entendimento que a ASDAB

firmou parceira com a Vitallis,

companhia que está há mais de

30 anos no mercado, com

presença em toda a América

Latina. Depois do primeiro ano

de atividades, o serviço tem o seu

primeiro reajuste, registrando

uma alta de 8%. O presidente da

ASDAB, Antônio Cabral, explicou

que o índice de reajuste do servi-

ço manteve um patamar abaixo

da média dos planos anuais, que

registraram uma variação de

13,55%.

O valor do reajuste para planos

de saúde é calculado com base

no índice de sinistralidade que o

grupo registrou no período. Com

base nesse cálculo, a Vitallis

poderia aplicar um reajuste de

até 20% para os usuários do

PLANO DE SAÚDE

um benefício ao funcionário e um seguro para a sua empresa

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“É nosso

compromisso

com os associados

entregar o

benefício e o

resultado que

o setor espera

de um

serviço de saúde”

Antônio Cabral

Presidente da ASDAB

setor, mas por conta da parceria

que tem com a ASDAB, a companhia

decidiu manter um patamar

inferior ao mercado, explica

Antônio Cabral.

Bom para todos - Além de fidelizar

os profissionais, reduzindo o

índice de tournover, promovendo

segurança no ambiente de trabalho

e assistência à saúde dos

trabalhadores, um serviço de boa

qualidade nessa área também

funciona como uma espécie de

seguro para as companhias. “Em

casos de acidente de trabalho,

por exemplo, o serviço garante o

atendimento especializado que o

colaborador necessita e provê

toda a segurança necessária para

a companhia”, ressalta o presidente.


Vitallis tem forte presença em

países como Colômbia, Peru,

Venezuela, Guatemala, México e

Brasil -, somando mais de 3

milhões de usuários.

No Brasil, a operadora está

presente em 24 estados e na

Bahia, a Vitallis garante atendimento

em 132 municípios com

uma ampla infraestrutura clínica

e hospitalar. São cerca de 300

unidades de atendimento

credenciadas nas cidades que

contam com a cobertura do

serviço.

Como funciona - O plano oferecido

em parceira com a ASDAB é

coparticipativo, com possibilidade

de inclusão de dependentes,

como cônjuge e filhos menores

de 18 anos, ou menores de 24

anos cursando faculdade.

O valor do serviço foi negociado

pela ASDAB para assegurar que

se mantivesse acessível às mais

diversas categorias profissionais

do setor. A mensalidade, de

acordo com a nova tabela, varia

de acordo com a faixa etária:

R$113 (até 43 anos), R$ 194,40

(de 44 a 58 anos) e R$ 329,40 (a

partir de 59 anos), para acomo-

Em caso de acidente, o serviço

oferece todo o atendimento que

o profissional precisa e ao

mesmo tempo, garante toda a

segurança para a companhia.

dação em enfermaria.

A coparticipação é fixada em

30% do valor da consulta ou

exame, com limite máximo de

R$100 por procedimento. O

desconto mensal em folha é

limitado a R$200, e não há pagamento

adicional em caso de

internação.

A modalidade coparticipativa foi

definida pela ASDAB, como um

meio manter o uso do serviço

correspondente à necessidade

real dos pacientes, evitando o

uso indevido e consequentemente,

o aumento das taxas pela

operadora.

“Utilizar o serviço adequadamente

é uma das prerrogativas para

conseguirmos manter os preços

nas faixas competitivas que

negociamos, por isso optamos

pelo modelo de coparticipação.

No entanto, quando o paciente

necessitar de tratamentos ou

procedimentos mais caros,

poderá ser atendido com toda a

qualidade, sem ônus, porque a

participação é limitada a

R$200,00”, explica Cabral.

Atendimento do setor – Para

Padrão internacional - Ciente

dessa demanda do setor, a

ASDAB buscou no mercado uma

parceria consistente e com uma

marca sólida, através da Vitallis

que é administrada pela Sanitas,

uma organização internacional

especializada na área de saúde.

Com ampla experiência e uma

cobertura bastante abrangente, a

22 | abastece BA | julho/agosto 2018


apresentar o novo serviço para o

setor de distribuição, a ASDAB

formou uma equipe de corretores

preparada para expor os detalhes

do plano, esclarecer dúvidas

e oferecer atendimento aos

agentes de distribuição e seus

colaboradores.

Além dessa equipe que oferece

todo o suporte no fechamento

dos contratos, a ASDAB também

disponibiliza uma Ouvidoria

permanente, responsável por

receber e dar encaminhamentos

às demandas dos usuários do

serviço.

“Essa iniciativa de manter um

serviço de atendimento aos usuários

dentro da ASDAB é um esforço

da entidade em garantir celeridade

e qualidade no serviço. É o

nosso compromisso com os associados

de entregar o benefício e

o resultado que o setor precisa”,

reforça Cabral.

Planos de Adesão - Há três modalidades

de adesão ao contrato do

plano: pagamento total pela

empresa, pagamento parcial e o

não-contributário, com desconto

do valor no contracheque do

funcionário.

De acordo com o diretor executivo

da ASDAB, Fernando Augusto

Oliveira, como o plano é por

adesão, caso as empresas não

tenham condição de contribuir

com qualquer percentual do

valor, ainda será vantajoso para

os funcionários que queiram

aderir por conta própria, pelas

condições ofertadas.

zou a importância da adesão dos

associados para o crescimento do

projeto e ampliação da cobertura.

As empresas interessadas

devem entrar em contato com o

gestor de Inovação e Relações

Institucionais, Emerson Carvalho,

através do telefone (71)

3342.4977.

O plano atende em praticamente

todas as regiões da Bahia, com

unidades de atendimento nas

principais cidades do interior. O

presidente Antônio Cabral enfatianúncio

meia página


setor

Faturamento do setor

na Bahia ultrapassa 11 bilhões

A principal pesquisa sobre o setor no país revela que os distribuidores baianos

sentiram os efeitos da crise. O faturamento encolheu e o estado

caiu da 7ª para a 8ª posição no ranking nacional

Os dois últimos anos têm sido de

aperto para os brasileiros. As

turbulências políticas disseminam

a sensação de insegurança e

indefinição, enquanto a economia,

retraída, tem gerado uma

sucessão de indicadores negativos.

A boa notícia é que a partir

desse ano, o mercado de consumo

começou a dar sinais de recuperação

e a expectativa é que no

levantamento do ano que vem os

números confirmem as boas

previsões dos economistas.

Dados gerais - O mais completo

mapeamento do setor de distribuição,

o Ranking ABAD/Nielsen,

utiliza uma amostragem de mais

de 1 milhão de estabelecimentos,

dos pequenos aos grandes mercados

do setor mercearil, que

comercializa 131 categorias de

produtos, incluindo, alimentos,

itens de higiene e produtos de

limpeza.

A pesquisa revela que o consumo

no setor totalizou 483,8 bilhões

de reais. Nesse montante a participação

do setor atacadista

Para Emerson Destro, o presidenalcança

a cifra de 259,8 bilhões

de reais, correspondendo a um

aumento nominal de 3,6% -

variação real de 0,7% - em

relação a 2016, e a uma fatia de

53,6%, participação que se

mantém estável desde o ano

passado.

Os dados também revelam o

tamanho do setor, que atende

mais de 1 milhão de pontos de

vendas em todo o país, somam

mais de 15 milhões e meio de

metros quadrados em áreas de

armazenagem. Além disso, o

setor também reúne uma força

de trabalho de mais de 400 mil

profissionais – entre funcionários

vendedores diretos - e uma frota

própria de mais de 50 mil veículos.

24| abastece BA | julho/agosto 2018



“Sem os atacadistas

abastecedores,

estes canais

teriam enorme

dificuldade para

oferecer mercadorias

de empresas de todos

os portes de acordo

com a preferência

do consumidor”

Nelson Barrizzelli,

Coordenador de

Projetos da FIA

Para Emerson Destro, o presidente

da ABAD, os números alcançados

pelo setor resultado são

muito positivos e sinalizam que a

categoria está caminhando na

direção certa.

Números da Bahia - Os dados

também revelam que a crise

atingiu o desempenho dos agentes

de distribuição baianos. O

setor na Bahia que no ano passado

ainda tinha conseguido avançar

acima da média nacional, em

2017 registrou uma retração de

4,5% em relação ao ano anterior,

alcançando o montante de R$

11,7 bilhões.

Mas se os dados gerais do estado

apontam para uma retração, é

interessante observar, que as 29

empresas que participaram da

pesquisa, na contramão, conseguiram

avançar. Enquanto o

setor como um todo retrocedeu e

perdeu faturamento, elas registraram

um crescimento de 5%

sobre o resultado do ano anterior.


Uma das conquistas mais

relevantes da Bahia em 2016 foi

a ampliação da participação no

faturamento nacional, alcançando

a marca de 4,6%. Em 2017, o

estado retrocedeu um pouco,

respondendo por 4,3% do faturamento

geral do setor no país,

mas não chegou a sua condição

em 2015, que era de apenas

1,6%. Apesar de ter mantido a

relevância do mercado consumidor

baiano para o setor, a Bahia

acabou perdendo uma posição

no Ranking Geral, saindo da 7ª

para a 8ª colocação, abrindo

espaço para o estado de Pernambuco

ocupar a sétima colocação

(4,9%).

Entre os estados do Nordeste, o

estado de Pernambuco e a Bahia

se destacaram, e lideram o

ranking regional, seguidos da

Paraíba que manteve a mesma

posição do ano anterior. Numa

visão geral, com exceção de

Pernambuco que teve uma significativa

recuperação, e a Paraíba

que manteve o mesmo desempenho

do período anterior, todos os

demais estados da Região apresentaram

queda.

Apesar dos números indicarem

todo o esforço das empresas

baianas para fazer frente à crise,

o presidente da ASDAB, Antônio

Cabral, acredita que o desempenho

da Bahia ainda pode ser

muito melhor. “Mesmo com todo

o cenário adverso, conseguimos,

com muito trabalho, manter

quase todos nossos indicadores,

mas esse resultado ainda está

muito aquém do nosso potencial”,

argumenta.

O presidente destacou que a

Bahia responde por cerca de 10%

do consumo nacional, mas representa

menos de 5% do fatura-

mento do setor atacadista distribuidor

no país. “Temos muito

espaço para crescer e gerar

milhares de novos empregos”,

defende.

Destaques baianos – Algumas

empresas baianas foram destaques

no levantamento. Entre as

10 maiores empresas da modalidade

Atacado de Balcão, o Café 2

de Julho, de Feira de Santana,

aparece na terceira posição. Já na

modalidade Operador de

Vendas, duas empresas baianas

entraram na lista das 10 maiores:

a Mix Ideal, de Salvador, e a Mirasol,

de Feira de Santana, figurando

na primeira e na décima posição

respectivamente. E na modalidade

Atacado de Autosserviço,

o Atakadão Atakarejo, também

de Salvador, aparece na segunda

colocação.

Faturamento por região -

Avaliando o volume de faturamento

por estado, os dados do

Ranking sinalizam que a Bahia

recuou sua participação no faturamento

nacional do setor,

caindo para a oitava colocação.

As primeiras três posições, já são

ocupadas pelos estados de São

Paulo, Minas Gerais e Rio de

Janeiro há mais de três anos. A

quarta posição, que no ano

passado foi ocupada pelo Paraná,

este ano foi conquistada pelo

estado de Santa Catarina, que

subiu uma posição.

O Distrito Federal, que em 2016,

conseguiu pela primeira vez em

quatro anos, ocupar a sexta posição,

chegou em 2017, ao quinto

lugar do ranking. O Paraná, que

no ano anterior, ocupou a quarta

colocação, esse ano, recuou para

a sexta posição. O estado de

Pernambuco ganhou duas posições,

saindo da nona colocação

abastece BA | julho/agosto 2018 | 25



“O resultado que

conseguimos

representa o esforço

de trabalho do setor,

mas ainda está muito

aquém do nosso

potencial. Temos

muito espaço para

crescer e gerar milhares

de novos empregos”

Antônio Cabral

Presidente da ASDAB

para a sétima, antecedendo a

Bahia, que recou da sétima para

a oitava colocação.

Os Estados do Sudeste seguem

concentrando a maior fatia do

faturamento nacional do setor.

Juntos, os estados de Minas

Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro

e Espírito Santo, respondem por

38% da cifra nacional, mantendo

o mesmo patamar do último

ano. Os estados do Nordeste,

juntos correspondem a 25% do

faturamento do setor, registrando

um avanço tímido, de 0,2%

em relação ao ano passado.

Participação do Nordeste - O

setor de distribuição no Brasil

atende um mercado de consumo

bastante diversificado, marcando

presença nos quatro cantos do

país. Essa diversidade também

fica bem evidenciada no Ranking

ABAD/Nielsen 2017.

A pesquisa aponta o Nordeste

como a região com o maior

número de respondentes, (218),

correspondendo a uma fatia de

36% da participação total.

Depois do Nordeste, aparece o


Centro-Oeste, com 146 respondentes

e uma parcela de 24%. Na

terceira posição vem o Sul, com

93 empresas e 15% de participação,

acompanhado de perto pelo

Norte, com 91 respondente e

uma fatia de 15% e o Sudeste,

com 66 respondentes e uma

parcela de 11% de participação.

O histórico das edições da

pesquisa também indica uma

tendência de aumento na participação.

No acumulado dos

últimos quatro anos o índice de

participação cresceu 15%, e no

período entre 2014 e 2016 o

número de respondentes cresceu

5%. Para Cabral, o aumento

representa a conscientização do

setor sobre a importância do

mapeamento dos dados. “Os

números são importantes para

mensurar com mais clareza o

desempenho do setor e compreender

quais são realmente nossos

Nelson Barrizzelli

desafios. Aqui na Bahia, os dados

nos ajudam a compor os projetos

que elaboramos e são fonte

confiável para atestar a realidade

do mercado de distribuição

local”, avalia.

Mercado de consumo - Um dos

pontos favoráveis que o levantamento

revela sobre o setor é uma

estável participação no mercado

26 | abastece BA | julho/agosto 2018


de consumo nacional, destaca

Nelson Barrizzelli, coordenador

de Projetos da FIA – Fundação

Instituto de Administração e

responsável pelas análises do

Ranking ABAD/Nielsen.

Os dados atestam que desde

2005, os agentes de distribuição

mantêm uma participação entre

51% e 54% no mercado de

consumo brasileiro. Nos últimos

dez anos, o faturamento do setor

no em todo o Brasil cresceu

quase 61%. Para Barrizzelli esse

número mostra o importante

papel social que o setor desempenha

no país. “Sem os atacadistas

abastecedores, estes canais

teriam enorme dificuldade para

oferecer mercadorias de empresas

de todos os portes de acordo

com a preferência do consumidor”,

analisa o professor.

Segundo Barrizzelli, o setor se

configurou de tal forma a atender

a diversidade e a heterogeneidade

características do Brasil e

já se tornou imprescindível para

conectar o país em um dos hábitos

mais fundamentais: o consumo.

“O setor sempre será um

poderosíssimo coauxiliar da

indústria no esforço para chegarem

a pontos distantes do País”,

enfatiza.

O levantamento realizado pela

Nielsen também constatou que o

setor de distribuição responde

por 95% de participação nas

vendas realizadas pelas lojas de

varejo que trabalham com um a

quatro checkouts, ou classificadas

como tradicionais, com atendimento

em balcão (como padarias

e empórios, os quais apresentaram,

no resultado das

vendas, crescimentos de 7% e

6,4%, respectivamente).

Já na categoria de bares – que

cresceu 2,7% -, o setor de distribuição

tem participação de 85%;

nas lojas enquadradas como de

farmacosméticos - que declararam

um aumento de 5% - os

distribuidores respondem por

45%, e nos supermercados de

médio porte, que tiveram 5,2%

de crescimento, 40% das vendas

passou pela mão dos agentes de

distribuição.

Para Daniela Toledo, diretora de

Retail Services da Nielsen, os

dados do levantamento indicam

o início da recuperação do

consumo em 2017. Ela destaca

que a perspectiva para o setor é

positiva, e a expectativa é que a

categoria consiga avançar, tanto

em faturamento quanto em

volume, mas ainda de maneira

tímida.

Modelos de negócio – O estudo

também apontou os modelos de

negócio que mais predominam

no país. A modalidade, classificada

como Distribuidor ainda é a

opção da maioria (39,2%). Em

relação ao ano anterior, esse

modelo, ampliou timidamente a

participação (0,2%), enquanto

no histórico, o modelo perdeu

participação, já que em 2015

representava quase 45% dos

negócios do setor.

O modelo de Atacado com Entrega,

foi o que mais cresceu,

acumulando 2,7% a mais de

participação. Considerando os

dois últimos anos, o modelo

avançou 7% saindo de 30,3% em

2015, para 37,3% em 2017, já o

Atacado Balcão vem registrando

retração desde 2015, saindo de

5,2% de participação, para 3,7%

abastece BA | julho/agosto 2018 | 27


em 2017. O formato de Autosserviço

que tinha ampliado participação

em 2016, voltou à sua

participação ao patamar de

18,7%, o mesmo de 2015.

Nelson Barrizzelli, também observou

que as empresas que operam

sob regime regionalizado,

concentrando sua atuação numa

área geográfica mais restrita,

conseguem apresentar um

melhor desempenho. Ele comprova

apresentando os números:

362 empresas do total de

respondentes, que atuam em um

único estado, apresentaram um

crescimento de faturamento de

9,4%, enquanto as 225 que

atendem dois ou mais estados,

registraram um crescimento bem

inferior, de 1%.

Perfil da negociação – O levantamento

também apontou uma

situação que demanda cuidado:

a predominância de prazos mais

longos para pagamentos e por

meio de cobrança bancária em

três modelos de atacado pesquisados.

Segundo a pesquisa, os

modelos Distribuidor, Atacado

com Entrega e Atacado de Balcão

são os que mais utilizam esses

parâmetros de negociação,

enquanto a exceção, é a operação

de Atacado de Autosserviço,

que, pela própria natureza do

negócio, contabiliza a maior

parte do pagamento em dinheiro

ou no prazo de até sete dias.

Barrizzelli, observa que os prazos

estão se estendendo, a ponto de

20,7% dos atacadistas distribuidores

e 27,5% dos atacadistas

com entrega informarem que

vendem com mais de 28 dias de

crédito. Por outro lado, ele avalia

como positiva a consolidação da

cobrança bancária como operação

predominante, que chega a

responder por 87% dos negócios

dos atacadistas distribuidores e

por 89,4% dos atacadistas com

entrega.

Projeções – Numa análise geral, o

resultado do setor no Brasil em

2017, mesmo parecendo um

avanço tímido, representa um

ajuste de rota muito importante,

diante do histórico de desempenho

da categoria e do mercado

nos últimos dois anos. Os números

sinalizam que os agentes de

distribuição aprenderam a operar

em um mercado mais recessivo, a

compreender os anseios do

consumidor em tempos de crise e

entregar soluções mais eficientes.

Agora, depois desse período mais

nebuloso, a expectativa do setor

é que a curva dos resultados

continue ascendente. Emerson

Destro, comemorou os números

do setor em 2016 e vislumbra um

cenário mais positivo daqui para

frente, desde que a cadeia de


“Conseguimos obter

um bom resultado.

Vejo que as indústrias

e as empresas estão

voltando a contratar e

isso criará um

ciclo positivo“

Emerson Destro,

Presidente da ABAD

distribuição opere de forma

conjunta e harmoniosa. “Da

mesma forma que o canal atacado

distribuidor tem de se

reinventar para superar tempos

difíceis, os fornecedores fazem

ajustes para atender o pequeno

varejo de locais mais distantes. E

dependem de nós para chegar lá,

com cada um desempenhando o

seu papel”, analisa.

Em um ano de retomada como

2018, com as taxas de desemprego

reduzindo mês a mês, o setor

começa a apresentar uma melhor

expectativa quanto ao futuro.

Otimista em linhas gerais, a

maioria dos atacadistas aposta

no crescimento do faturamento

em 2018, revelam os dados. Para

alcançar essa meta, o plano dos

agentes de distribuição é aumentar

a base de clientes.


28 | abastece BA | julho/agosto 2018



16º

O Nordeste se

encontra aqui

A Cadeia de Abastecimento do Nordeste se reúne em evento na Bahia

para traçar estratégias de crescimento e ampliar resultados.

O cenário paradisíaco e uma programação caprichada garantem

oportunidades de fazer negócio de um jeito que você nunca viu

Está começando a segunda

edição do Encontro Anual dos

Agentes de Distribuição do

Nordeste! O evento, que é o

maior da categoria na região,

reúne os principais players do

segmento com a proposta de

promover conhecimento de mercado,

aprimoramento técnico,

alinhamento estratégico e

fomento à geração de negócios.

Se os empresários do setor já são

muito bons em negociar nas

mesas tradicionais de reunião,

imagine o que eles poderão fazer

durante quatro dias em um clima

descontraído com seus clientes e

parceiros? Essa é a meta do

Encontro, que traz uma programação

versátil combinando

informação, conhecimento,

negócios, entretenimento e lazer.

O que esperar - Fazer negócio

nesse cenário não tem nada de

trivial. Aqui a sensibilização do

público começa desde o café da

manhã – promovendo produtos

e ativando o branding - e não

tem hora para acabar. A comunicação

com o público de 2.000

formadores de opinião, flui de

maneira surpreendente e eficien-

te, se convertendo em negócios

logo em seguida.

A mistura tem dado tão certo,

que os participantes e os parceiros

saem já pensando em voltar.

“Nem parece que estamos trabalhando”,

brinca Antônio Cabral,

presidente da ASDAB, entidade

anfitriã do evento. Em 2016, a

geração de negócios durante os

quatro dias de evento ultrapassou

a marca de 7 milhões de reais

e a expectativa para a edição

desse ano é que superar essa

cifra.

Para atingir essa meta, o Encontro

ampliou a área de exposição -

que esse ano, chegará a 600m2 –

e o tempo de duração da Rodada

de Negócios – que acontecerá

sem interrupções das 09h da

manhã até às 17h nos dias 07 e

08 de setembro – aumentando

as oportunidades de negócio da

programação.

Mas muito além de negócios

concretizados, o momento

também é apropriado para abrir

novas portas, estabelecer novas

parcerias e preparar o terreno

para novas oportunidades de

negócios. “Os relacionamentos

que se formam aqui servem de

base para novos alinhamentos

profissionais e comerciais. Além

dos resultados que entregamos

aqui durante o evento, ainda há

muito mais para ser concretizado

quando retornamos à nossa

rotina.”, explica Cabral.

Compartilhando conhecimento –

Além dos negócios, outra importante

premissa do evento é

promover e propagar conhecimento.

Para o presidente da

ASDAB esse é um recurso fundamental

para se ganhar espaço no

mercado atual, onde a concorrência

é acirrada e os desafios são

grandes e diversos. “Nesse cenário,

só conhecimento, informação

e treinamento podem garantir

a competência necessária para

se manter na disputa”, explica.

Para atender essa demanda, o

evento mais importante para a

categoria em toda a Bahia, já

recebeu grandes nomes como o

jornalista Paulo Henrique

Amorim, o senador Cristovam

Buarque, o jornalista Carlos

Alberto Sardenberg, o ex-ministo

da Fazenda, Maílson da Nóbrega,

29 | abastece BA | julho/agosto 2018


o técnico da seleção masculina

de Vôlei, Bernardinho, entre

outros.

Esse ano, as palestras seguem na

linha dos grandes nomes. Da

área de jornalismo, o evento traz

uma jornalista especializada em

Política, Eliane Catanhêde. Com

uma trajetória consistente no

jornalismo, Catanhêde passou

por grandes veículos de mídia

impressa, como o Jornal do

Brasil, a Revista Veja, a Folha de

São Paulo e o Estado de São

Paulo. Ela também atua como

comentarista na Rádio Jornal e

participa do programa Em Pauta,

na GloboNews.

Na sua carreira, Catanhêde, tem

participação na cobertura de

importantes episódios políticos,

como o fim da ditadura militar, as

Diretas Já e a Constituinte 1987-

-1988, entre outros. No dia 13,

ele falará aos convencionais,

sobre o panorama do momento

político brasileiro e apontará os

possíveis desdobramentos desse

cenário sobre o mercado. Entre

os temas que ele irá analisar

estão os cenários econômicos

nacionais e internacionais; Operação

Lava Jato; Ética, política e

democracia.

No momento de instabilidade

política que o Brasil atravessa,

outra aposta das entidades organizadoras

é o renomado jornalista

da Band, Ricardo Boechat. Ele

trará para o setor o entendimento

e previsões importantes que

podem definir os rumos da

economia nos próximos meses. A

expectativa é que Boechat ajude

o setor a entender os planos

econômicos do atual governo,

além dos desafios e das perspectivas

para o Brasil do ponto de

vista econômico e das políticas

públicas.

Palestras Técnicas – As tardes do

evento também serão recheadas

de conhecimento e informação.

Temas fundamentais para a

longevidade dos negócios foram

selecionados para esse ano. No

dia 07, das 15h, os convencionais

irão aprender como enfrentar os

novos desafios de gestão na era

pós digital. Quem falará sobre o

assunto, é o profissional da

Targit, Allan Adolfo Pires. Em

seguida, às 15h30, o tema será o

e-social e suas obrigações. Quem

comandará essa discussão é o

alliance da Alterdata.

No dia 08, às 09h, os convencionais

terão um tempo com o

diretor comercial da Fusion, Marcelo

Gomes. Ele apontará estratégias

para reduzir os custos com

entrega de cargas fracionadas,

em tempos de tabela de frete. E

às 15h, será a vez do presidente

do Instituto Empresariar, Cícero

Rocha, falar sobre os quatro fatores

críticos de sucesso da atualidade:

você, sua família, a empresa

e os sócios.

Para balançar – Se no campo do

conhecimento e dos negócios a

programação garante resultados,

na hora da diversão, não fica por

menos. Grandes nomes da

música estarão no palco principal

do evento, para não deixar

ninguém ficar parado. Logo na

abertura, quem comanda a

animação é o cantor Gabriel

Diniz. O artista paraibano se

tornou referência no forró, e com

irreverência e carisma tem

conquistado cada vez mais público.

Na segunda noite do evento,

todo mundo vai dançar e se

divertir com o axé de Saulo

Fernandes. A sua música tem a

cara e o som da Bahia, misturando

vários estilos como samba

reggae e axé, que há muito

tempo conquistaram o coração

dos baianos.

E na noite de encerramento do

Encontro o som ficará por conta

do sertanejo romântico do gordinho

mais amado da Bahia, Daniel

Vieira. Seu nome já é bem conhecido

entre o setor, e seu agito e

animação, já fizeram história nos

Encontros da ASDAB, onde já

esteve por suas vezes. A essência

baiana com ritmo sertanejo de

Daniel Vieira será a trilha sonora

que embalará a última noite do

maior encontro nordestino dos

agentes de distribuição.

Boas vindas – O Encontro oferece

uma experiência completa: um

serviço de alta qualidade em um

dos melhores resorts do país, um

cenário paradisíaco aliado a um

ambiente propício ao fechamento

de contratos, alinhamento de

novas parcerias, fortalecimento

dos relacionamentos profissionais

e comerciais e muito conhecimento,

informação, lazer e

entretenimento, com o melhor

da música nacional e regional.

A expectativa é que os dias de

evento promovam o momento

ideal para que as entidades estaduais,

junto com os empresários

e fornecedores do setor elaborem

um plano colaborativo de trabalho

para promover o desenvolvimento

do mercado de distribuição

em todo o Nordeste. “Estamos

nos preparando para o

último trimestre do ano, nossa

expectativa é que as lições que

aprendermos aqui, possam renovar

o ânimo para correr atrás dos

resultados de 2018 e fortalecer o

planejamento para 2019”, planeja

Cabral.

abastece BA | julho/agosto 2018 | 30


2018

programação


mkt asdab | g.inhamuns

16º

06|setembro

check-in a partir das 15h

abertura oficial

show - Gabriel Diniz

20h30

23h00

07|setembro

feira de negócios

palestra técnica

09h - 17h

15h00

allan adolfo pires - targit

como enfrentar os novos desafios de gestão

na era pós digital

palestra técnica

palestra magna

jornalista - Eliane cantanhêde

fala do presidente

15h30

José Luiz Fondacaro - ALLIANCE DA ALTERDATA

*E-social e suas obrigações.

Você esta preparado?

HORÁRIO LIVRE

17h -19H

19h00

20h00

show - saulo fernandes 22h00

08|setembro

feira de negócios

palestra técnica

09|setembro

check-out

09h - 17h

09h00

Marcelo Gomes - Diretor Comercial da FUSION

Em tempos de tabela frete, saiba como

reduzir os custos com entregas de

cargas fracionadas

palestra técnica

15h00

cícero rocha - empresariar

os 4 fatores críticos de sucesso

da atualizade: você, sua família, a empresa

e os sócios. o que fazer?

talk show 15h30 - 15h45

cícero rocha - empresariar

perguntas e respostas

HORÁRIO LIVRE

palestra magna

jornalista -ricardo boechat

show - daniel vieira

17h -19H

19h00

22h00

08h - 12h

GABRIEL

DINIZ

Eliane

Cantanhêde

sAULO

FERNANDEs

Ricardo

boechat

allan

pires

josé luiz

fondacaro

marcelo

gomes

cícero

rocha

daniel

daniel

vieira

vieira

preserve a natureza

RESPEITE O MEIO AMBIENTE

CEARÁ ALAGOAS RIO GRANDE DO NORTE MARANHÃO PIAUÍ BAHIA PARAÍBA SERGIPE filiadas a


capa

ahoradavirada

A solução que vai devolver

a competitividade ao setor.

De olho nas reviravoltas do cenário tributário nacional, a ASDAB apresenta ao governo

uma proposta de revisão tributária que pode mudar tudo. A expectativa é avançar nas negociações

com o Governo e preparar o caminho para o setor progredir e consolidar suas operações

até a extinção dos benefícios fiscais em 2022

abastece BA | julho/agosto 2018 | 32


O setor atacadista distribuidor na

Bahia sempre teve um papel

importante como engrenagem

na Cadeia de Distribuição, sobretudo

a partir do ano 2000,

quando entrou em vigor o Termo

de Acordo da categoria (Lei

7.799/2000), negociado com o

Governo através da mediação da

ASDAB.

Com o maior contingente populacional

do Nordeste, o mercado

baiano sempre foi promissor para

os negócios, mas nunca foi fácil.

Os distribuidores sempre tiveram

que competir com empresas de

outros estados que vinham aproveitar

as oportunidades no mercado

baiano.

Bruno Branco

Assessor jurídico-tributário da ASDAB

Entenda o cenário atual - A partir

de 2010 o cenário começou a se

tornar ainda mais difícil para os

agentes de distribuição baianos,

quando o Estado passou a adotar

o Regime de Substituição Tributária

de forma mais ampla. O

consultor tributário da ASDAB,

Bruno Branco, explica que o

resultado da hegemonia e consolidação

da cobrança do ICMS

através do regime de Substituição

Tributária por Antecipação

em uma vasta gama de produtos

foi uma redução do impacto dos

benefícios tributários concedidos

à categoria de distribuição através

do Decreto 7.799/00 e o

fortalecimento de empresas que

operam no sistema de autosserviço,

também conhecidas como

cash and carry.

Expansão do autosserviço - “A

propagação de empresas de

autosserviço nas maiores cidades

do interior do estado revela a

falta de competitividade dos

atacadistas baianos para atuar

em sua Cadeia de Abastecimento.

Esse desequilíbrio é provocado

pela equiparação tributária

entre os segmentos de atacado e

varejo no sistema de cálculo do

ICMS para os itens enquadrados

no Regime de Substituição Tributária”,

analisa Branco.

O presidente da ASDAB, Antônio

Cabral, ressalta que o regime

aplicado em larga escala sobre o

portfólio da categoria, comprometeu

a posição que o setor

ocupa na Cadeia de Distribuição.

“Perdemos a condição de cadeia

intermediária, responsável por

abastecer Pequeno e Médio

Varejo, Bares, Restaurantes,

Farma-Cosméticos e Microempreendedores

Individuais

(M.E.I.)”, argumenta.

Guerra Fiscal – Em 2012, em

pleno auge da guerra fiscal, a

consolidação da dinâmica de

substituição tributária levou a

Bahia a experimentar uma forte

invasão de produtos oriundos de

outros estados, que chegavam ao

mercado interno impulsionados

por agressivos incentivos fiscais

sobre o ICMS.

Diante daquele contexto de mercado,

a ASDAB conseguiu negociar

com o Governo a instituição

de um instrumento regulador, a

Glosa de Crédito, que passou a

funcionar como um mecanismo

de proteção do mercado local

contra a concorrência desigual de

empresas de outros estados.

O Decreto 14.213/2012 implementou

o bloqueio de créditos

fiscais do ICMS das entradas

interestaduais de mercadorias

contempladas com benefício

fiscal. Na prática significa dizer,

que as empresas de fora do

estado teriam sua vantagem

tributária reduzida de maneira

que as empresas locais, que

tinham uma carga tributária

muito superior, pudessem ter

condições mais igualitárias de

concorrência.

“A essa altura, a discussão em

torno da Guerra Fiscal entre os

Estados atravessou momentos de

tensão, que culminaram com

publicação da Resolução 13 do

Senado Federal, reduzindo as

alíquotas interestaduais de ICMS

para 4% quando das saídas de

produtos com conteúdo importado

superior a 40% do valor da

operação”, lembra Bruno Branco.

Pé no freio - Apesar da tentativa

de proteção concedida pela

Glosa de Créditos de ICMS, a

sonegação e a pressão dos estados

vizinhos foram capazes de

comprometer o desempenho do

setor de distribuição, achatando

seus resultados e imprimindo um

ritmo de desaceleração à categoria.

O Estado da Bahia, que já

chegou a ocupar a quinta posição

no ranking de faturamento

do setor, registrou em 2017, seu

pior desempenho dos últimos

anos, caindo para a oitava colocação,

é o que revelou o Ranking

ABAD/Nielsen publicado em

33 | abastece BA | julho/agosto 2018



“Não há competição

de mercado ou

concorrência

equilibrada com

cargas tributárias tão

desiguais, o que está

havendo é a redução

econômica do setor

enquanto as

empresas instaladas

na Bahia estão

minguando”,

Bruno Branco,

Assessor jurídicotributário

da ASDAB

2018.

O presidente Antônio Cabral

destaca que apesar de ocupar a

oitava posição no ranking nacional,

as empresas baianas só

começam a ser listadas a partir

da 67ª posição. “Estes dados

confirmam que a Bahia possui

muitas empresas de pequeno e

médio porte, enquanto que as

grandes e mais consolidadas

empresas do setor estão em

outros estados do Nordeste,

Centro-Oeste e Sudeste”, explica.

As razões para essa distorção, diz

Cabral, vêm se desenrolando ao

longo dos últimos anos e estão

concentradas numa combinação

de fatores: as grandes proporções

geográficas e populacionais

da Bahia, que a tornam um mercado

muito atraente, o fato de

ter áreas de fronteiras com oito

estados e os agressivos incentivos

fiscais concedidos por esses estados

vizinhos. “Com esses incentivos,

as empresas concorrentes

conseguem chegar ao mercado


conseguem chegar ao mercado

baiano pagando apenas 10% do

ICMS destacado”, protesta

Cabral.

Para tornar o cenário ainda mais

desafiador para os distribuidores,

soma-se a todos esses fatores, o

grande número de produtos

enquadrados na Substituição

Tributária, bloqueando os aproveitamentos

tributários previstos

no Termo de Acordo. “Nesses

casos, a competitividade dos

agentes de distribuição instalados

na Bahia fica totalmente

comprometida. Chegamos ao

absurdo de oferecer produtos no

nosso mercado com preços mais

elevados do que os mesmos itens

vindos de fora do estado”, argumenta

o presidente da ASDAB.

Tensão – A tensão gerada pela

Guerra Fiscal provocou debates

acalorados no cenário legislativo,

sinalizando que novos tempos

estavam por vir, conta Bruno

Branco da assessoria tributária da

ASDAB. “Impulsionado pela

pauta da Guerra Fiscal, o Governo

Federal publicou em agosto

de 2017, a Lei Complementar

160/2017 que possibilitou a

convalidação pelo CONFAZ dos

incentivos fiscais concedidos à

revelia da Constituição Federal,

levando a Guerra Fiscal a um

outro patamar”, completa

Branco.

A determinação do Governo

Federal sacudiu o cenário tributário

e adicionou diversos pontos

críticos aos desafios do setor de

distribuição, que já não eram

poucos. Entre os percalços gerados

por esse instrumento, estão o

fim da glosa de créditos de ICMS

que protegia os negócios locais,

a proibição da concessão de

novos incentivos fiscais fora dos

preceitos legais , a possibilidade

de “copiar” incentivos fiscais

concedidos por outros estados

da mesma região e o mais

temido de todos os efeitos que

foi a definição de um prazo

máximo para que todos benefícios

fiscais sejam extintos.

De acordo com a Lei, todos os

incentivos fiscais que estão em

vigor, têm o prazo máximo de

cinco anos para exercerem a sua

função, que é a de impulsionar

os negócios. “Depois desse intervalo,

todos os tratamentos tributários

diferenciados concedidos,

através do Decreto 7.799/2000,

por exemplo, serão encerrados

até dezembro de 2022”, explica

Bruno Branco.

Avalanche - A notícia da suspensão

programada dos incentivos

fiscais chegou causando grande

alvoroço entre os agentes de

distribuição, que já vinham registrando

perdas e assistindo o

encurtamento do seu mercado

de atuação, diante da pressão da

concorrência de estados vizinhos.

Obedecendo as premissas legais

da LC 160/2017, em janeiro

desse ano, o Governo Estadual

revogou o Decreto 14.213/2012,

derrubando as barreiras tributárias

que sustentavam o equilíbrio

do mercado para o setor de

distribuição da Bahia. “Essa

medida gerou um impacto

profundo no setor, liberou nossas

fronteiras a uma concorrência

desigual, acentuou o efeito da

sonegação e derrubou a confiança

dos empresários do setor que

ainda insistiam em enfrentar um

mercado tão desafiador”, conta

Cabral.

Buscando elaborar uma estratégia

para salvar o Canal Indireto, o

abastece BA | julho/agosto 2018 | 34


departamento jurídico da ASDAB

verificou que uma das premissas

estabelecidas pela LC 160/2017

era a possibilidade de aderir ou

replicar incentivos fiscais concedidos

ou prorrogados por estados

da mesma região, uma espécie

de “copiar e colar”, aplicado ao

campo tributário.

De olho nessa oportunidade, a

ASDAB contratou um mapeamento

de todos os incentivos

fiscais concedidos pelos estados

do Nordeste para o segmento

atacadista distribuidor. Esse

estudo, no entanto, revelou que

os incentivos fiscais dos estados

circunvizinhos são agressivos nas

saídas interestaduais, muitas

vezes permitindo recolher apenas

1% dos 12% do ICMS destacado

na nota fiscal quando das vendas

para a Bahia, explica Bruno

Branco.

O resultado na prática é que a

Bahia, sendo um mercado com

grande potencial de consumo e

com maior número de fronteiras,

acabou se tornando alvo de

todos os estados de fronteira.

Nosso mercado passou a ser

‘invadido’ com ainda mais força a

partir do fim da glosa de créditos

do ICMS. As empresas baianas do

setor têm perdido a competitividade

diante dos produtos de vêm

de fora do estado.

“A verdade é que não há competição

de mercado ou concorrência

equilibrada com cargas tributárias

tão desiguais, o que está

havendo é a mensal redução

econômica do setor e as empresas

instaladas na Bahia estão

minguando”, analisa, Branco.

Esse panorama mostra que não é

vantajoso para o setor, “copiar” o

modelo de incentivos dos outros

estados, já que o interesse dos

empresários baianos é vender

dentro do mercado interno.

“Nossas operações de venda e

logística estão desenhadas para

atender o mercado local que já

tem vastas dimensões. Além

disso, que estado vizinho poderia

ser mais promissor que o nosso,

que é o segundo maior mercado

consumidor do país?”, questiona

Antonio Cabral, presidente da

ASDAB.


“A inclusão de muitos

segmentos de

produtos acabou

gerando um nítido

desvio de finalidade e

passou a ser um mero

instrumento de

alavancagem de

arrecadação, porém

com efeitos

econômicos e

financeiros para a

cadeia de circulação

de mercadorias” ,

Bruno Branco,

Assessor jurídicotributário

da ASDAB

Tendência de reversão da ST – De

maneira prática, o regime de

Substituição Tributária consiste

em que um contribuinte antecipe

ou suceda o pagamento do tributo

devido por um terceiro que

tem vínculo comercial com ele,

dentro de uma cadeia de operações.

É quando o canal indireto,

por exemplo paga antecipadamente

o imposto que é devido

pelo varejo independente, que é

seu cliente. O grande objetivo e


impulsionador dessa métrica de

cobrança fiscal era aumentar a

eficiência e fiscalização relacionada

à arrecadação, evitando a

sonegação e a informalidade de

muitas empresas. Foi a partir

dessa ideal que foram selecionados

os grupos de produtos que

seriam enquadrados no regime,

figurando entre os principais

cigarros, medicamentos e peças

automotivas.

No entanto, apesar das diretrizes

muito claras, as Secretarias de

Fazenda dos Estados passaram a

incluir diversos produtos que não

atendiam aos pré-requisitos básicos

estipulados, como uma

produção concentrada nacionalmente,

distribuição pulverizada,

alto impacto na arrecadação e

dificuldade na fiscalização. “A

inclusão de muitos segmentos de

produtos acabou gerando um

nítido desvio de finalidade e

passou a ser um mero instrumento

de alavancagem de arrecadação,

porém com efeitos econômicos

e financeiros para a cadeia de

circulação de mercadorias”,

analisa Branco.

Esse cenário criou distorções na

cadeia de comercialização,

quando as autoridades fiscais

passaram a estipular uma base

presumida através da Pauta Fiscal

ou a partir de uma Margem de

Valor Agregado (MVA), sem uma

pesquisa de mercado realmente

ampla e consistente, resultando

em uma carga tributária muitas

vezes superior à efetivamente

praticada. E por causa dos pagamentos

indevidos, os contribuintes

passaram a questionar

judicialmente a possibilidade de

ressarcimento do ICMS-ST pago a

maior.

A partir desses eventos, muitos

Estados estão enfrentando uma

abastece BA | julho/agosto 2018 | 36


série de ações judiciais reclamando

o direito ao ressarcimento

oriundo do ICMS-ST. Diante

dessa avalanche de acontecimentos

e do acirrado debate desencadeado

sobre o tema, o cenário

tributário tem assistido a uma

progressiva tendência de reversão

do Regime de Substituição

Tributária. O Estado de Santa

Catarina, por exemplo, que

contava com 60% a 70% dos

produtos incluídos no regime, já

iniciou a retirada de boa parte

deles nos últimos seis meses, com

a intenção de manter apenas

cigarros e combustíveis.

O Estado de Goiás, se antecipou

a esse movimento, e já em

dezembro do ano passado,

publicou um decreto excluindo

do regime operações com autopeças,

ração tipo pet, material de

construção, acabamento e material

elétrico. Em São Paulo, desde

2015, os itens de limpeza foram

removidos do regime. Em

Pernambuco, desde de junho,

foram excluídas as operações

com produtos eletrônicos, eletroeletrônicos

e eletrodomésticos da

Substituição Tributária.

No projeto tributário que a

ASDAB apresentou ao Governo, a

entidade deixa claro que não tem

intenção de discutir o mérito

jurídico da Substituição Tributária,

mas entende que o regime

aplicado de forma massificada já

deixou de cumprir o propósito

para o qual foi idealizado, gerando

problemas tanto para o

contribuinte quanto para o

próprio estado.

A Solução – Analisando todo o

cenário a partir de levantamentos

de mercado junto aos seus associados,

a ASDAB elaborou uma

proposta de desenho tributário,

que promete revitalizar o setor e

dar novo fôlego à Cadeia de

Abastecimento na Bahia e sem

comprometer o nível de arrecadação,

garante o presidente da

ASDAB.

“Temos em mente que precisamos

de um alinhamento muito

simbiótico com o Governo. E é

justamente isso que estamos

buscando, através de uma

proposta muito sóbria, consistente

e comprovada por números

e projeções precisas”, defende.

A proposta da ASDAB é ativar os

benefícios do Termo de Acordo

dos agentes de distribuição,

removendo nove dos principais

itens do portfólio dos baianos do

regime de Substituição Tributária:

fraldas, creme dental e higiene

pessoal, chocolates, salgadinhos,

ração pet, mistura para bolo,

proteína animal, bebidas energéticas,

biscoitos e bolachas.

Cabral explica ainda que a definição

das categorias que entraram

no pleito apresentado a Fazenda,

teve como base o movimento

que vem acontecendo nos outros

estados. “Verificamos os itens

que apresentavam tendência de

exclusão do regime para compor

a nossa demanda no pleito”,

argumenta.

Expectativas - No estudo apresentado

pela ASDAB, a entidade

reforça os efeitos esperados pelo

setor com a retirada de itens do

regime de Substituição Tributária:

além de aumentar a arrecadação

do ICMS nesses produtos, de

acordo com a projeção da

ASDAB, a medida também

promete desenvolver o ambiente

de negócios, reduzir a burocratização

da relação jurídica entre

contribuinte e Estado, diminuir e


“Apesar da pretensão

de equilíbrio,

entendemos que

quando os incentivos

se encerrarem, não

será uma largada

inicial. As empresas

que estiverem mais

consolidadas,

vão largar na frente”

Antônio Cabral,

Presidente da ASDAB

evitar a proliferação de demandas

judiciais, reduzir a informalidade

das empresas de pequeno

porte e preservar princípios constitucionais

relativos à atividade

econômica.

Diante dos recorrentes percalços

que o setor tem enfrentado para

continuar operando na Bahia, a

esperança da categoria é que o

Governo, com quem a ASDAB

tem desenvolvido um diálogo

aberto, compreenda a demanda

apresentada e promova as condições

necessárias para que os

agentes de distribuição consigam

consolidar seus negócios e fortalecer

a economia baiana.

“Os exemplos que temos ensinam

que a simplificação da tributação

e a melhoria da competitividade

das empresas locais resultam

em um melhor ambiente de

negócios, confiança, maior

arrecadação e geração de novos

empregos”, reforça Cabral.

A ASDAB tem um longo histórico

de negociação com o Governo

acerca de temas importantes

para o setor e nesse processo já


37 | abastece BA | julho/agosto 2018



“Temos grande

expectativa de que

essa proposta vai criar

um cenário novo e

muito promissor para

o setor na Bahia”

Antônio Cabral,

Presidente da ASDAB

conseguiu o respeito da Fazenda,

por meio de demandas consistentes,

fundamentadas em

mapeamentos de mercado. Um

exemplo foi o projeto de retirada

da categoria de bebidas quentes

do regime de ST, que quando

aprovado e implementado, revelou

que o mercado se comportou

da maneira prevista pela ASDAB.

O resultado da medida sugerida

pela ASDAB, foi uma melhora no

desempenho do setor e consequente

elevação de arrecadação.

“No caso das bebidas quentes, o

resultado só não foi ainda mais

proeminente, por causa do

impacto da sonegação, que

também estava sinalizado em

nosso projeto”, lembra Cabral.

Novo tempo - Nesse novo projeto


apresentado ao Governo, a intenção

da ASDAB é fortalecer o setor

e prepara-lo para a extinção total

dos benefícios fiscais, previstos

pelo Confaz para 2022. O plano

da entidade é que os próximos

três anos que antecedem o novo

cenário, sirvam para o setor se

consolidar, deixando para trás o

histórico de concorrência desigual

e de resultados aquém do

esperado.

“Apesar da pretensão de equilíbrio

e nivelamento tributário,

entendemos que quando os

incentivos se encerrarem, não

será uma largada inicial. As

empresas que estiverem mais

consolidadas, que tiverem

conquistado uma envergadura

comercial mais forte, conseguirão

largar na frente. Por isso,

queremos preparar o setor para

se desenvolver e estarem prontos

para encarar esse novo momento”,

explica Cabral.

Para a ASDAB, o momento é

muito oportuno e favorável à

proposta da categoria. A eficiência

e precisão dos projetos apresentados

pela entidade são uma

um forte argumento em favor da

aprovação do pleito. Somado a

esse histórico, o setor ainda

conta com uma acentuada

tendência de esvaziamento dos

itens do Regime de Substituição

Tributária, diante das recorrentes

reclamações judiciais relacionadas

à matéria.

No dia 13 de agosto, o secretário

estadual da Fazenda, Manuel

Vitório, recebeu uma comitiva da

ASDAB para discutir o cenário

tributário para a categoria e a

proposta da entidade para a

solução dos impasses. Diretores

da ASDAB, executivos e parlamentares

acompanharam os

debates. O secretário Manoel

Vitório afirmou que o governo

estadual sempre está aberto ao

diálogo com o segmento atacadista

distribuidor baiano e que o

pleito apresentado pela ASDAB

será analisado pela Superintendência

de Administração Tributária.

O presidente Antônio Cabral está

confiante de que a ASDAB

encontrou a melhor solução para

o cenário do setor, sem comprometer

o andamento do Estado.

“Temos grande expectativa de

que essa proposta, quando aprovada,

vai criar um cenário novo e

muito promissor para o setor na

Bahia”, conclui.

abastece BA | julho/agosto 2018 | 38


logistica

Pesquisa CNT indica piora da

qualidade das rodovias

Em 2017, 61,8% da extensão das rodovias pesquisadas tiveram o estado geral

considerado regular, ruim ou péssimo; no ano passado, 58,2% foram classificadas

nessas condições. A principal razão da piora, segundo a CNT, foi a redução dos

investimentos em infraestrutura rodoviária

A 21ª edição da Pesquisa CNT de

Rodovias avaliou 105.814 km de

rodovias, um acréscimo de 2.555

km (+2,5%) em relação a 2016.

Foi percorrida toda a extensão

pavimentada das rodovias federais

e das principais rodovias

estaduais do país.

Neste ano, a pesquisa constatou

uma queda na qualidade do

estado geral das rodovias pesquisadas.

A classificação regular,

ruim ou péssima atingiu 61,8%,

enquanto em 2016 esse índice

era de 58,2%. Em 2017, 38,2%

das rodovias foram consideradas

em bom ou ótimo estado,

enquanto um ano atrás esse

percentual era de 41,8%.

A sinalização foi o aspecto que

mais se deteriorou. Em 2017, o

percentual da extensão de rodovias

com sinalização ótima ou

boa caiu para 40,8%, enquanto

no ano passado 48,3% haviam

atingido esse patamar. Neste

ano, a maior parte da sinalização

(59,2%) foi considerada regular,

ruim ou péssima.

Em relação à qualidade do pavimento,

a pesquisa indica que

metade (50,0%) apresenta qualidade

regular, ruim ou péssima.

Em 2016, o percentual era de

48,3%.

Já a geometria da via, outro

quesito avaliado pela Pesquisa

CNT de Rodovias, manteve o

mesmo resultado do ano passado:

77,9% da extensão das rodovias

tiveram sua geometria avaliada

como regular, ruim ou péssima

e apenas 22,1% tiveram

classificação boa ou ótima.

Clesio Andrade

Presidente da CNT

Faltam investimentos - “A queda

na qualidade das rodovias brasileiras

tem relação direta com um

histórico de baixos investimentos

em infraestrutura rodoviária e

com a crise econômica dos

últimos anos ”, afirma o presidente

da CNT, Clésio Andrade.

Segundo ele, a drástica redução

dos investimentos públicos federais

a partir de 2011 levou a um

agravamento da situação das

rodovias. Em 2011, os investimentos

públicos federais em

infraestrutura rodoviária foram

de R$ 11,21 bilhões; em 2016, o

volume investido praticamente

abastece BA | julho/agosto 2018 | 39



“A queda na

qualidade das

rodovias brasileiras

tem relação direta

com um histórico de

baixos investimentos

em infraestrutura

rodoviária e com

a crise econômica

dos últimos anos”

Clésio Andrade,

Presidente da CNT

retrocedeu ao nível de 2008,

caindo para R$ 8,61 bilhões. Este

ano, até o mês de junho, foram

investidos apenas R$ 3,01

bilhões.

Para dotar o país de uma infraestrutura

rodoviária adequada à

demanda nacional, são necessários

investimentos da ordem de

293,8 bilhões, segundo o Plano

CNT de Transporte e Logística.


Apenas para manutenção,

restauração e reconstrução dos

82.959 km onde a Pesquisa CNT

de Rodovias 2017 encontrou

trechos desgastados, trincas em

malha, remendos, afundamentos,

ondulações, buracos ou pavimentos

totalmente destruídos

são necessários R$ 51,5 bilhões.

A 21ª edição da Pesquisa CNT de

Rodovias foi realizada em 30

dias, por 24 equipes de pesquisadores,

com cinco equipes de

checagem. Além da avaliação do

estado geral, do pavimento, da

sinalização e da geometria da via,

a pesquisa traz informações

sobre infraestruturas de apoio,

como postos policiais, postos de

abastecimento, borracharias,

concessionárias e oficinas de

caminhões ou ônibus, restaurantes

e lanchonetes.

Situação da Bahia – A pesquisa

apontou que a Bahia tem mais de

60% das rodovias apresentam

problemas, sendo classificadas

entre regular a péssima, enquanto

33% foram avaliadas como

boas e 2,2% como ótimas.

Entre as rodovias públicas, a

pesquisa classificou uma extensão

de 2.391km em condição

boa e ótima, o que totaliza

30,5% do total. Já entre as rodovias

concedidas, 730km foram

classificadas em boa e ótima

condição, somando 71,2%.

Chama atenção a incidência de

áreas em condição regular e ruim

em meio a extensão concedida,

que chega a quase 30% e totaliza

295km.

Quando comparada a condição

das rodovias entre as áreas de

jurisdição, nota-se que aquelas

sob responsabilidade do Governo

Federal é ligeiramente superior às

geridas pelo Estado. Na extensão

em boa e ótima condição, a

Federação responde por 40,1%,

enquanto o Estado, por quase a

metade disso 24%. Da mesma

maneira, a incidência de áreas

em condição ruim e péssima,

corresponde a 20,4% das rodovias

federais e a 48,3% das rodovias

estaduais.

Queda na qualidade nas rodovias

concedidas - A 21ª Pesquisa CNT

de Rodovias constatou que a

piora do estado geral atingiu

tanto as rodovias sob gestão

pública quanto aquelas sob

gestão concedida.

Entre as rodovias geridas pelo

setor público, 70,4% da extensão

foram avaliadas como regular,

ruim ou péssimo e 29,6% foram

consideradas com estado geral

ótimo ou bom. Na pesquisa do

ano passado, esses percentuais

foram 67,1% e 32,9%, respectivamente.

No caso das rodovias concedidas,

em 2017, 25,6% tiveram o

40 | abastece BA | julho/agosto 2018


estado geral classificado como

regular, ruim ou péssimo; e

74,4% atingiram a classificação

ótimo ou bom. No ano passado,

esses índices foram 21,3% para

regular, ruim ou péssimo e 78,7%

para ótimo e bom.

De acordo com os técnicos da

CNT, a redução dos índices de

qualidade das rodovias concedidas

tem diversas causas. Entre

elas, estão o aumento dos custos

de financiamento de obras de

infraestrutura e problemas em

contratos de concessão que

levaram, por exemplo, aos

processos de devolução das

concessões das BRs 153 e 040, o

que afetou os investimentos

previstos.

Pontos Críticos - A 21ª Pesquisa

CNT de Rodovias identificou 363

trechos de rodovias com pontos

críticos, ou seja, situações atípicas

encontradas ao longo das

vias, que representam graves

riscos à segurança dos usuários e

queda da eficiência do transporte,

o que leva a um aumento dos

custos operacionais da movimentação

de cargas e de passageiros

resultante do prolongamento do

tempo de viagem e do maior

consumo de combustível.

Durabilidade do Pavimento - O

estudo “Por que os pavimentos

das rodovias do Brasil não

duram?”, divulgado pela CNT em

agosto de 2017, analisou a

evolução do estado de conservação

do pavimento das rodovias

públicas federais entre 2004 e

2016; pesquisou métodos e

normas; levantou resultados de

auditorias realizadas por órgãos

de controle; e ouviu a opinião de

especialistas dos setores público

e privado e da academia.

A conclusão é que, quando se

trata de pavimentação de rodovias,

o Brasil utiliza metodologias

ultrapassadas, apresenta deficiências

técnicas na execução,

investe pouco e falha no gerenciamento

e na fiscalização das

intervenções e na manutenção

das rodovias.

Relação entre investimento e

qualidade das rodovias - Historicamente,

o governo federal deixa

de executar cerca de 30% do

orçamento de infraestrutura

rodoviária autorizado anualmente,

provocando um déficit de

investimento que se reflete no

acelerado processo de desgaste

da malha rodoviária federal constatado

na 21ª Pesquisa CNT de

Rodovias. Assim, entre 2004 e

2016, dos R$ 127,07 bilhões

autorizados, apenas R$ 89,4


“A qualidade geral

das rodovias e,

principalmente,

a condição do

pavimento têm

impacto direto

no custo operacional

dos transportes,

que saltou de 24,9%

para 27%”

Pesquisa CNT

de Rodovias

autorizados, apenas R$ 89,4

bilhões foram efetivamente

desembolsados, ou seja, 70,4%.

O estudo Transporte Rodoviário –

Desempenho do Setor, Infraestrutura

e Investimentos, divulgado

em agosto pela CNT, no qual

foi realizada uma análise conjunta

dos investimentos públicos

federais e da qualidade das rodovias

administradas pelo governo

federal, indicou a existência de

uma relação direta entre investimentos

e qualidade das rodovias.

Quanto maior o investimento,

melhor a qualidade percebida.

Assim, a redução dos aportes


abastece BA | julho/agosto 2018 | 41


destinados à infraestrutura rodoviária

desde 2011, sem um significativo

ganho de eficiência na

execução das intervenções, foi

um fator determinante para a

queda da qualidade das rodovias

federais brasileiras.

As dez melhores e piores – A

pesquisa da CNT também elaborou

um ranking com as 10

melhores e as 10 piores ligações

rodoviárias país. Todas as 10

melhores ligações rodoviárias do

país passam por São Paulo e são

constituídas de rodovias concessionadas.

Já entre as 10 piores ligações

existem dois trechos que cortam

a Bahia, todos na região de

Barreiras e classificados pela

pesquisa na categoria Ruim. O

primeiro na ligação rodoviária

entre Teresina – PI e Barreiras, na

conexão PI-141/BR-324 e o

segundo na ligação rodoviária

entre Natividade – TO e Barreiras,

na região da BA-460.

Uma ligação rodoviária, no

contexto da pesquisa, é uma

extensão formada por uma ou

mais rodovias federais ou estadu-

ais pavimentadas, com grande

importância socioeconômica e

volume significativo de veículos

de cargas e/ou de passageiros,

que interligam territórios de uma

ou mais Unidades da Federação.

Volume de acidentes – A última

edição da pesquisa registrou

cerca de 96.000 acidentes, sendo

6,63% com vítimas fatais (6.398)

nas rodovias federais policiadas.

Esses acidentes resultaram em

um custo de R$ 10,88 bilhões

para o país. Segundo o relatório

da pesquisa, esse valor é superior

ao investimento feito em rodovias

no ano passado, que foi de

R$8,61 bilhões.

Combustíveis – A pesquisa

também apresentou a estimativa

de que em 2017 o setor de transporte

registrou um consumo

desnecessário de 832,30 milhões

de litros de diesel. E esse desperdício

não ficou barato, representando

um custo de R$ 2,54

bilhões aos transportadores. O

cálculo do prejuízo é feito com

base nas inadequações encontradas

no pavimento, explica o

relatório da pesquisa.

A pesquisa também registrou o

consumo total de óleo diesel em

cada tipo de modal de transporte.

O transporte rodoviário, que

representa 97% de total de

cargas do país, consumiu 44.553

mil de m3 em 2016, enquanto o

modal ferroviário 1.123 milhares

de m3 e o hidroviário 265 mil de

m3.

Custo operacional em alta – A

pesquisa CNT de Rodovias 2017

também apontou que o custo

operacional do transporte de

cargas e de passageiros aumentou

no país e revelou que a razão

da alta não está restrita aos

pontos críticos. O relatório da

pesquisa explica que a qualidade

geral das rodovias e, principalmente,

a condição do pavimento

têm impacto direto no custo

operacional dos transportes.

Entre 2016 e 2017, a pesquisa

mostrou que o custo operacional

estimado saltou de 24,9% para

27%.

42 | abastece BA | julho/agosto 2018


mercado

Vendas no varejo crescem

1,5% em junho, segundo IBGE

Queda em supermercados e combustíveis puxaram o resultado do comércio

para baixo em junho na comparação com o mês anterior

O volume de vendas no varejo

restrito – que exclui veículos e

materiais de construção – cresceu

1,5% em junho na comparação

com junho de 2017. Em relação a

maio, houve queda de 0,3%

feitos os ajustes sazonais, segundo

a Pesquisa Mensal do Comércio

(PMC), divulgada pelo Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE). A queda em

relação ao mês anterior ocorre

após o recuo de 1,2% do setor

em maio em relação a abril,

resultado revisado de um recuo

de 0,6%. Com isso, a greve dos

caminhoneiros pode ter tido um

impacto maior no varejo do que

o esperado anteriormente. O

setor acumula alta de 2,9% no

primeiro semestre e de 3,6% em

12 meses. O varejo teve um

desempenho pior que a indústria,

que depois de cair 11% em

maio por causa da paralisação

dos caminhoneiros, subiu 13,1%

em junho, superando por 0,7% o

nível visto em abril.

A queda registrada em supermercados

e combustíveis, que juntos

são quase 60% das vendas do

varejo restrito, puxaram o resultado

do comércio para baixo em

junho. Nos supermercados, o

tombo foi de 3,5% em relação a

maio. Isabella Nunes, gerente da

coordenação de Serviços e

Comércio do IBGE, afirmou que,

em maio, a greve dos caminhoneiros

provocou uma queda mais

generalizada no varejo, mas em

junho o recuo se concentrou em

supermercados e também nos

combustíveis.

Resultado – O movimento dos

consumidores nas lojas do país

cresceu 7,8% em julho, perante

mesmo período de 2017, segundo

o Indicador Serasa Experian

de Atividade do Comércio. Trata--

se do melhor resultado da atividade

varejista para o mês nos

últimos seis anos. Segundo os

economistas da Serasa Experian,

os setores ligados aos bens de

consumo duráveis, impulsionados

por taxas de juros mais

baixas e pela expansão, ainda

que modesta, do crédito ao

consumidor, exibiram desempenho

melhor do que os setores

mais ligados à massa de rendimentos,

e lideraram a expansão

da atividade varejista. O segmento

de veículos, motos e peças foi

o que mais cresceu em comparação

com o mesmo período de

2017: 15%. Na sequência, o

segmento de móveis, eletroeletrônicos

e informática, com

13,9%, e o segmento de combustíveis

e lubrificantes, com

5,8%. Já no campo negativo,

figuram com destaque o ramo de

alimentos e bebidas (queda de

6,2%), além de recuo de 4,3% no

segmento de materiais de construção,

de baixa de 1,4% em

tecidos, vestuário, calçados e

acessórios, sempre quando comparados

com o mesmo mês de

2017.

Inflação – Passado o choque

causado pela greve dos caminhoneiros,

a inflação desacelerou de

1,26% em junho para 0,33% em

julho. A desaceleração da inflação

no mês passado foi puxada

por alimentos e combustíveis,

duas das categorias mais afetadas

pelo desabastecimento

provocado pelo protesto dos

caminhoneiros. O grupo de

alimentos e bebidas registrou

deflação de 0,12% em julho,

após apresentar a maior alta dos

últimos 29 meses em junho

(2,03%). A gasolina (-1,01%) e o

etanol (-5,48%), também tiveram

quedas de preços no mês, após

subirem 5% e 4,22% em junho.

Emprego – O Indicador Antecedente

de Emprego (IAEmp) da

Fundação Getulio Vargas (FGV)

caiu 0,8 ponto em julho, para

94,7 pontos, menor nível desde

dezembro de 2016, quando

marcou 90 pontos, informou a

FGV. Trata-se também do quinto

recuo consecutivo do indicador, o

abastece BA | julho/agosto 2018 | 43



“Os dados refletem

a disposição

das famílias em

gastar um

pouco menos,

principalmente

com produtos

que venham a

comprometer

o orçamento

com compras

parceladas”

Antonio Everton

Economista

que não ocorria desde 2014,

quando houve sete quedas seguidas,

entre os meses de março e

setembro. O resultado mostra

que a geração de emprego ao

longo dos próximos meses

deverá ser mais modesta, devido

ao crescimento econômico mais

moderado do que o previamente

esperado, diz o relatório da FGV.

A queda do IAEmp ocorreu em

quatro dos sete indicadores que

o compõem, com destaque para

o de emprego previsto para os

próximos três meses na indústria

de transformação que recuou 11

pontos em relação ao mês anterior.

Negativados – O volume de

consumidores com restrição no

CPF cresceu 4,31% na comparação

entre julho e o mesmo período

do ano anterior, segundo

dados da Confederação Nacional

de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do

Serviço de Proteção ao Crédito

(SPC Brasil). Ao todo, o país

fechou o mês passado com 63,4

milhões de pessoas com algum

tipo de restrição no acesso ao


crédito. Esse número representa

41% da população adulta.

Quanto ao volume de dívidas em

nome de pessoas físicas, a

inadimplência avançou 1,47% na

comparação anual, ou seja, de

julho de 2017 a julho de 2018. Já

na comparação mensal, isto é,

entre junho e julho deste ano,

houve uma queda de 0,82%. Os

dados por setor revelam que o

crescimento mais expressivo de

dívidas ocorreu nas contas de

serviços básicos, como água e

luz, cuja alta registrada é de

7,66% na comparação anual. Em

seguida aparece o número de

dívidas bancárias, incluindo

cartão de crédito, cheque especial,

empréstimos, financiamentos

e seguros, que subiu 6,90%.

Inadimplência – A inadimplência

do consumidor cresceu 1,0%

frente a junho, considerando o

ajuste sazonal, informou a Boa

Vista SCPC nesta sexta-feira (10)

com base em seus dados nacionais.

Quando comparado o resultado

contra o mesmo mês em

2017, no entanto, o indicador

mostra queda de 1,1%. Naquela

ocasião, o número de consumidores

com algum tipo de dívida

não paga havia crescido 6,4% em

relação ao mês anterior, considerando

o ajuste sazonal. O indicador

de registro de inadimplência

da Boa Vista SCPC é elaborado a

partir da quantidade de novos

registros de dívidas vencidas e

não pagas informados à instituição

pelas empresas credoras.

Expectativa – O Indicador de

Clima Econômico (ICE) brasileiro,

calculado pelo instituto alemão

Ifo e pela Fundação Getulio

Vargas (FGV), passou para -45,9

pontos em julho, vindo de -11,4

pontos em abril. O indicador

varia de -100 a +100, com zero

sendo o ponto de inflexão. Considerando

o Indicador de Expectativas

(IE), um dos componentes

do ICE, o Brasil segue com perspectivas

positivas, contudo

menos favoráveis, ao recuar de

47,8 pontos para 12,0 pontos. Já

o Indicador da Situação Atual

(ISA), o outro componente do

ICE, também aponta para um

menor grau de satisfação dos

agentes econômicos: -88,0

pontos, contra -56,5 em abril,

significando que um percentual

elevado e ainda maior dos especialistas

considera a situação

desfavorável. “A proximidade de

uma eleição presidencial ainda

indefinida e a revisão para baixo

nas projeções do crescimento do

PIB influenciam a piora nas

expectativas”, diz o documento.

Endividamento – Após cair por

três meses consecutivos, a

proporção de famílias endividadas

na cidade de São Paulo

aumentou para 51,2% em julho,

segundo a Pesquisa de Endividamento

e Inadimplência do Consumidor

(Peic), da Federação do

Comércio de Bens, Serviços e

Turismo do Estado de São Paulo

(FecomercioSP). No mesmo

período do ano passado, a fatia

era de 50,6%. Em números absolutos,

são praticamente dois

milhões de famílias com algum

tipo de dívida. Entre abril e

junho, a proporção de famílias

inadimplentes caiu 5,2 pontos

percentuais, de 54,6% para

49,4%. A taxa de inadimplência

das famílias foi de 19,6% no mês

passado, a mais elevada do ano.

Em junho era de 19,2% e, em

julho de 2017, de 18,1%.

44 | abastece BA | julho/agosto 2018


gestão

Sua empresa precisa

existir sem você

capa

Se você precisasse se afastar hoje da sua empresa, ela conseguiria continuar andando?

Conheça estratégias para implementar uma gestão descentralizada e eficiente.

Mesmo com muitos anos de mercado

e um crescimento exponencial,

muitos negócios mantêm

uma gestão centrada inteiramente

nos empreendedores. E esse

modelo funciona muito bem por

anos, até que um dos sócios —

ou mesmo todos eles — enxerga

que é a hora de buscar novos

desafios e não consegue mais

ahoradavirada

estar tão próximo operação.

Nesse momento, ele se depara

com um problema: o time que

ele tem não está preparado para

assumir maiores responsabilidades

e tocar a empresa sem ele.

Como mentora, Sônia Oliveira,

tem acompanhado muitos

empreendedores que passam por

desafio semelhante. “Meu papel

é ajudá-los a criar mecanismos

que façam a empresa transcender

os próprios fundadores para

continuar funcionando mesmo

quando eles não estiverem mais

por perto”. Se você está vivendo

uma situação como essa, confira

as dicas da mentora, que

também podem inspirar um novo

modelo de gestão para sua

empresa.

Diagnóstico Organizacional – O

primeiro passo para montar qualquer

plano de mudança, é entender

a fundo como a equipe se

estrutura. Para isso, o melhor é

contar com um olhar de fora,

recomenda Sônia. “Com o auxílio

de um mentor, consultor ou

profissional de fora, você deve

fazer esse diagnóstico da forma

mais neutra possível, tirando

uma fotografia do estado atual

da sua organização”.

Para elaborar esse diagnóstico, o

ideal é participar de eventos,

reuniões com a equipe e clientes

ou encontros mensais para

conhecer quem são todas as

pessoas que formam aquela

A solução organização, que além de vai estar devolver

lado a

a competitividade

lado os sócios em sessões

ao setor.

exclusivas conhecendo o modelo

mental deles e procurando desafiá-los

a sair da sala, local,

mundo, cadeira e zona de

conforto. Busque entrevistar

todos os funcionários com algum

grau de liderança, os sócios e

outras pessoas de diferentes

áreas, cargos e funções. As

perguntas devem ser as mesmas

para todos eles e, a partir dessa

bateria de conversas, se entenderá

melhor o modus operandi

daquela empresa: como são as

relações de poder, o estilo de

liderança, a definição das estratégias,

a avaliação das pessoas e

também quais os indicadores de

sucesso do negócio.

“Em cima disso, descobrimos

algumas coisas. A mais comum é

que o desafio de gestão está mais

relacionado com o empreendedor

do que com os funcionários.

Normalmente, a gestão é mais

centralizadora, interferindo

continuamente na operação e

ofuscando a força de decisão da

equipe”, explica Sônia. Também é

fato que, quando os sócios estão

100% à frente do negócio, eles

tendem a contratar pessoas

pouco questionadoras. Quando

se observa que a maioria do

quadro é composto por esse

perfil, apresenta-se a necessidade

de mudança de pessoas. “O

dono costuma entrar o tempo

todo nas decisões. E isso diminui

a autoridade das outras lideranças”,

alerta.

Quando o empreendedor quer se

afastar da gestão, ele precisa

aprender a respeitar o papel dos

líderes internos. Falar direto com

os funcionários antes de falar

com o líder da área é invadir o

espaço alheio. Entender o espaço

de um e do outro é fundamental.

Isso é muito difícil porque, na

maioria das vezes, o empreendedor

acredita que se não estiver

presente, nada anda.

Segundo a especialista, essa

situação é bem característica de

uma gestão doméstica, e costuma

funcionar quando o empreendedor

consegue olhar de perto

para tudo, estar presente em

todas as decisões, mas quando o

empreendedor decide crescer, se

profissionalizar, ampliar, ou até

mesmo optar por entrar em

outro negócio, percebe que não

preparou a empresa para andar

De olho nas reviravoltas do cenário tributário abastece nacional, a BA ASDAB | julho/agosto apresenta ao 2018 governo | 45

uma proposta de revisão tributária que pode mudar tudo. A expectativa é avançar nas negociações


Sônia Oliveira

Mentora Empresarial

na sua ausência. “O empresário

não pode ter um olhar sobre

tudo, ele precisa encontrar

pessoas que olhem sistemicamente

o seu negócio”, alerta

Sônia.

Começa com os empreendedores

- Para os empreendedores entenderem

que precisam sair da linha

de frente que faz a organização

rodar, leva bastante tempo. Em

alguns casos, o trabalho chega a

durar um ano. Mas o que ajuda é

perceber que existem modelos de

sucesso em outras organizações

que são diferentes desse padrão

centralizador. “Como empreendedor,

você não precisa ficar

preso à operação. E para provar

esse ponto, existem uma série de

exemplos de como isso dá certo

em outros negócios, principalmente

em companhias mais

maduras como a Dudalina, a

Cacau Show e a Magazine

Luiza”, argumenta.

O ponto de virada é quando o

empreendedor toma consciência

de que precisa dar um novo salto

na gestão do negócio. E que essa

transição só depende dele. É

quando ele percebe que o time

que o acompanhou até aqui

pode não ser o mesmo que vai

levá-lo adiante. Esse é o desafio

número um dos empreendedores

dispostos a profissionalizar o

negócio. “É preciso revisar toda a

estrutura do time, reavaliando o

desempenho e contribuição de

cada um para o negócio, por

meio de um mapa de potencial

versus performance. É preciso

descobrir quem vai além”, ensina

Sônia.

A avaliação precisa ser feita com

base em metas atingidas e

indicadores de desempenho, e

não mais por questões de afinidade,

relacionamento pessoal,

amizade ou tempo de casa. Esse

raio-X revela quem são os funcionários

preparados para fazer

parte dessa nova fase da empresa

e quem são os que não se encaixam

mais.

Essa é uma decisão bem delicada,

já que por um lado, o empreendedor

não consegue inchar a

estrutura deixando no time

pessoas que não estão entregando

resultado; mas, por outro, é

um desafio grande se desapegar

do relacionamento com amigos

que estão com você desde o

início.

O mapeamento dos principais

líderes é fundamental para você

dar o passo seguinte. Em alguns

casos, ele revela que existe, sim,

um funcionário preparado para

assumir uma liderança maior. “E

aí o trabalho está em capacitá-lo,

comunicar ao time e planejar a

sucessão. Porém, na maioria das

vezes, o mapeamento nos mostra

que ninguém está preparado

para assumir um cargo de gerência,

diretoria ou presidência”,

conta Sônia. Naturalmente, em

empresas de gestão mais centralizada,

os profissionais costumam

ser executores e não são treinados

para tomar decisões que

ajudem a empresa a alcançar um

novo patamar.

Nesse momento, o trabalho dos

empreendedores é encontrar

alguém do mercado capaz de

assumir esse desafio. Mas, com

uma ressalva: isso só vai funcionar

se os sócios estiverem

realmente comprometidos com a

mudança. Senão, essa pessoa

não ganhará legitimidade dentro

da organização, alerta a especialista.

Uma nova geração de líderes - Se

você não sabe por onde começar,

Sônia recomenda que se pense

nas áreas que são essenciais para

o funcionamento do seu negócio.

Na maioria dos casos são:

Gestão da Operação, Finanças e

RH. “Se você puder trazer gerentes

para assumir cada uma dessas

verticais, conseguirá seniorizar as

decisões mais importantes do

negócio, dando a eles autonomia

para, aos poucos, gerir a empresa

toda”, explica.

O processo de contratação

desses gerentes é o que mais

exige tempo e dedicação dos

empreendedores. Além da experiência

técnica, esses profissionais

precisam carregar um DNA

bastante parecido com o dos

empreendedores, seja no jeito de

pensar e agir ou no que consideram

certo e errado fazer. Isto é o

que chamo de contratação compatível.

Além disso, o processo

também envolve a renovação dos

parceiros, com prestadores de

serviços mais atualizados, que

sejam de verdade parceiros do

negócio.

É claro que essa transição não

acontece de um dia para o outro.

Durante alguns meses, esses

líderes continuam fazendo reuniões

e reportando a você e aos

46 | abastece BA | julho/agosto 2018


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“O empresário não

pode ter um olhar

sobre tudo, ele precisa

encontrar pessoas que

olhem sistemicamente

o seu negócio”

Sônia Oliveira

Mentora empresarial

seus sócios o que está acontecendo

no negócio. Caso você tenha

um Conselho, a responsabilidade

de conduzir as reuniões e manter

os conselheiros atualizados continua

sendo sua por bastante

tempo até vocês sentirem que os

gerentes são capazes de fazer

essa ponte.

Como rotina, é recomendável

que esses gerentes se reúnem

semanalmente para definir e

discutir quais são as situações

mais críticas que precisam de

soluções nos próximos três ou

seis meses. Afinal, em paralelo a

essa mudança, sua empresa

continua crescendo e a operação

não pode parar.

E o que fazer com os líderes que

já estavam na empresa? Sônia

explica que nessa fase ainda

existe um trabalho de capacitação

dos gestores. Eles são a

camada intermediária entre os

novos gerentes e os funcionários

da linha de frente. Mapeando o

perfil de cada um você também

entende quem tem potencial,

quem deveria ficar e quem deveria

sair. Feito isso, chega o

momento de capacitar os gestores

para a nova fase que a empresa

vai viver.

É importante reuni-los para refor-


çar qual o papel que eles têm na

organização. Gestores que, até

então, eram líderes técnicos,

precisam ser treinados em gestão

e desenvolvimento de pessoas

focando em liderança inspiradora,

formação de times, como

avaliar pessoas, feedback e

comunicação para que eles estejam

mais preparados para contribuir

com o que a sua empresa

quer se tornar.

“A profissionalização de organização

é de baixo para cima, e ao

mesmo tempo, de cima para

baixo”, explica a especialista. É

preciso olhar a organização de

forma sistêmica. Você arredonda

uma área, ajusta outra e logo em

seguida um novo problema

surge. É um trabalho constante.

Segundo a mentora, é muito

difícil que o empreendedor consiga

liderar a profissionalização do

negócio sozinho, mas é ele quem

precisa tomar a consciência de

que é hora de profissionalizar e

melhorar a gestão. A partir daí,

ele deverá escolher entre buscar

alguém do mercado para capitanear

esse processo internamente

ou contratar uma consultoria

para auxiliá-lo no processo.

Para a especialista, os empreendedores,

de maneira geral,

sempre sabem as respostas. O

que eles não sabem é como lidar

com a mudança. Eles sabem

quem tem potencial, quem não

tem, mas falta a coragem de

mexer.

Você, como idealizador do negócio

desde o início, decide quem

são as pessoas que estão prontas

para crescer, quais são as zonas

de conflito e onde estão as

pessoas que não tinham mais

espaço no negócio. Mas para

agir, você vai precisar de apoio.

Avaliando os resultados – Sônia

explica, que na prática, os indicadores

do sucesso são mais qualitativos

do que quantitativos. A

forma mais fácil de ver que a

gestão está fluindo melhor é o

engajamento do time, diz ela.

Os gestores, por exemplo, se

mostrarão mais engajados e

participativos nas mudanças,

com mais autonomia e menos

dependentes do que um sócio

pensa, ou um gerente acha. Já os

gerentes vão, aos poucos, criando

uma sintonia própria, interagindo

melhor para tomarem as

decisões juntos e resolver os

desafios dos próximos meses.

Outro indicador é o turnover

(entrada e saída de pessoas) que

fatalmente acontecerá. Quando

o meio muda, as pessoas

também tendem a mudar. Algumas

rapidamente se engajam na

nova onda, outras buscam outros

caminhos. É natural isso acontecer

e deve-se esperar por isso,

sem sustos, nem se desviar do

principal propósito: a expansão e

a profissionalização da empresa.

O outro indicador tem a ver com

o resultado do negócio em si:

aumento nas vendas, expansão

dos negócios, relacionamento

com os públicos-chave do negócio

— de conselheiros a clientes.

Porque, afinal, todas as mudanças

foram feitas para que esses

números continuem crescendo.

“Depois de conduzir esse processo,

quando tudo parecer estar

nos trilhos, você vai conseguir

alcançar seu maior objetivo: criar

uma empresa com competência

para ganhar velocidade e continuar

crescendo. Mesmo que você

não esteja mais por perto o

tempo todo”, conclui.

48 | abastece BA | julho/agosto 2018


consumo

Percentual de famílias endividadas

apresenta primeira alta do ano

Pesquisa apurada pela CNC aponta que o índice de endividamento einadimplência

aumentou em julho, mas em comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda.

Entre os baianos o índice chegou a 56,9%.

Apurada pela CNC e Fecomércio-

-BA, a Pesquisa de Endividamento

e Inadimplência do Consumidor

(Peic) apresentou os dados

relacionados ao nível de endividamento

dos consumidores

brasileiros no mês de julho. De

acordo com os dados, o percentual

de famílias com dívidas

aumentou em julho, em relação

ao mês anterior, registrando a

primeira alta mensal de 2018.

Dados gerais - Em comparação

com o mesmo período do ano

passado, houve queda. O percentual

de famílias com contas ou

dívidas em atraso ficou estável

entre os meses de junho e julho

de 2018, diminuindo em relação

a junho do ano anterior. O

percentual que relatou não ter

condições de pagar suas contas

em atraso também ficou estável

na comparação mensal. Na comparação

anual, houve queda.

O percentual de famílias que

relataram ter dívidas entre

cheque pré-datado, cartão de

crédito, cheque especial, carnê

de loja, empréstimo pessoal,

prestação de carro e seguro

alcançou 59,6% em julho de

2018, o que representa uma alta

em relação ao patamar observado

em junho de 2018 - a primeira

alta mensal deste ano. Entretan-

to, houve redução em relação a

julho de 2017, quando o indicador

alcançou 60,2% do total de

famílias.

O percentual de famílias com

dívidas ou contas em atraso ficou

estável em julho de 2018 na

comparação com o mês imediatamente

anterior, em 23,7% do

total. Contudo, houve queda do

percentual de famílias inadimplentes

em relação a julho de

2017, que havia registrado

25,5% do total. O percentual de

famílias que declararam não ter

condições de pagar suas contas

ou dívidas em atraso e que,

portanto, permaneceriam

inadimplentes ficou estável em

9,4% entre junho e julho de

2018, apresentando queda em

relação aos 9,9% de julho de

2017.

Análise por Faixa de Renda – Os

dados apurados pela pesquisa

revelaram tendências semelhantes

entre as faixas pesquisadas,

na comparação mensal. Na comparação

anual, houve queda

apenas entre as famílias da faixa

de renda inferior. Para as famílias

que ganham até dez salários

mínimos, o percentual de famílias

com dívidas alcançou 60,8%

em julho de 2018, superior aos

60,0% observados em junho de


“Os dados refletem a

disposição das famílias

em gastar um pouco

menos, principalmente

com produtos que

venham a comprometer

o orçamento com

compras parceladas”

Antonio Everton

Economista

2018, mas inferior aos 62,3% de

julho de 2017.

Para as famílias com renda acima

de dez salários mínimos, o

percentual de famílias endividadas

passou de 52,1% em junho

de 2018 para 54,1% em julho de

2018. Em julho de 2017, o índice

de famílias com dívidas nesse

grupo de renda era de 50,1%.

Já o percentual de famílias com

contas ou dívidas em atraso apresentou

tendências semelhantes

entre os grupos de renda pesquisados,

apenas na comparação

mensal. Na faixa de menor renda,

o percentual de famílias com

contas ou dívidas em atraso

passou de 26,8% em junho para

26,7% em julho de 2018. Em


abastece BA | julho/agosto 2018 | 49


julho de 2017, 29% das famílias

nessa faixa de renda haviam

declarado ter contas em atraso.

Já no grupo com renda superior a

dez salários mínimos, o percentual

de inadimplentes alcançou

10,8% em julho de 2018, ante

11% em junho de 2018 e 10,6%

em julho de 2017.

Entre as famílias que declararam

não ter condições de pagar suas

contas em atraso, 3% estão na

faixa de maior renda - registrando

uma leve alta em relação ao

mês anterior (2,8%) e queda de

0,3% em relação ao mesmo

período do ano passado. Para o

grupo com renda até 10 salários

mínimos, o percentual de famílias

sem condições de quitar seus

débitos passou de 11,3% em

junho de 2018 para 11,2% em

julho de 2018. Em relação a julho

de 2017, houve queda de 0,4

ponto percentual.

Nível de endividamento - A

proporção das famílias que se

declararam muito endividadas

aumentou entre os meses de

junho e julho de 2018 – de

13,0% para 13,2% do total de

famílias. Na comparação anual,

houve queda de 1,4 ponto

percentual. Na comparação entre

julho de 2017 e julho de 2018, a

parcela que declarou estar mais

ou menos endividada ficou

passou de 22,2% para 22,6%, e a

parcela pouco endividada passou

de 23,4% para 23,8% do total de

famílias.

Entre as famílias com contas ou

dívidas em atraso, o tempo

médio de atraso foi de 62,9 dias

em julho de 2018 – abaixo dos

63,1 dias de julho de 2017. O

tempo médio de comprometimento

com dívidas entre as famílias

endividadas foi de 7,1 meses,

sendo que 24,8% delas estão

comprometidas com dívidas até

três meses; e 32,5%, por mais de

um ano.

Ainda entre as famílias endividadas,

a parcela média da renda

comprometida com dívidas diminuiu

na comparação anual,

passando de 29,8% em julho de

2017 para 29,5% em julho de

2018, e 20,5% delas afirmaram

ter mais da metade de sua renda

mensal comprometida com

pagamento de dívidas.

Tipos de dívida - O cartão de

crédito foi apontado em primeiro

lugar como um dos principais

tipos de dívida por 77,7% das

famílias endividadas, seguido por

carnês, para 13,9%, e, em terceiro,

por 3 financiamento de carro,

para 10,6%. Para as famílias com

renda até dez salários mínimos,

cartão de crédito, por 78,3%,

carnês, por 14,9%, e crédito

pessoal, por 8,9%, são os principais

tipos de dívida apontados. Já

para famílias com renda acima de

dez salários mínimos, os principais

tipos de dívida apontados

em julho de 2018 foram: cartão

de crédito, para 75,1%, financiamento

de carro, para 20,2%, e

financiamento de casa, para

16,5%.

Após três meses consecutivos de

queda, o percentual de famílias

com dívidas apresentou a primeira

alta mensal de 2018. Apesar

do aumento pontual, o indicador

permaneceu em patamar inferior

ao do ano passado, refletindo

ritmo menor de recuperação do

consumo das famílias e uma

maior cautela na contratação de

novos empréstimos e financiamentos.

Houve também redução

da parcela média da renda comprometida

com dívidas, na comparação

anual.

A proporção de famílias com

contas ou dívidas em atraso ficou

estável entre junho e julho.

Porém, acompanhando um patamar

menor de endividamento e a

redução do comprometimento

da renda destinada ao pagamento

de dívidas, houve queda nos

indicadores de inadimplência, na

comparação anual. A redução

das taxas de juros também constitui

um fator favorável a esse

resultado.

Na Bahia – Na apuração feita em

parceria com a Fecomércio-BA, a

Pesquisa de Endividamento e

Inadimplência do Consumidor

(Peic) mostrou mostrando que

56,9% das famílias baianas

possuem dívidas e contas em

atraso, sendo que o tempo

médio para pagamento pode

variar de 30 a 90 dias para 43%

das famílias.

O estudo revelou também que

20% dos baianos possuem

metade da renda comprometida

na seção de dívidas de inadimplência.

Entre maio e junho o

aumento neste quesito foi de

3,4% – maior diferença computada

no ano.

Compras a prazo – Em contrapartida,

a Intenção de Consumo das

Famílias (ICF) mostrou que as

pessoas estão mais cautelosas

nas compras a prazo, com queda

de -1,79% na média do mês de

junho. “A queda desses componentes

reflete a disposição das

famílias em gastar um pouco

menos, principalmente com

produtos que venham a comprometer

o orçamento com compras

parceladas”, analisa o economista

Antonio Everton.

50 | abastece BA | julho/agosto 2018


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