ProjetoPack em Revista - Edição 68

ProjetoPackemRevista

Chegamos à quarta edição da ProjetoPack em Revista de 2018, e a terceira a
abordar um nicho emergente de mercado, o In-Mold Label (IML). Recapitulando, anteriormente percorremos o mercado dos rótulos termoencolhíveis (Edição 66) e Stand-Up Pouches (Edição 67).

TECNOLOGIA, DESIGN, GESTÃO DE EMBALAGENS FLEXÍVEIS, RÓTULOS E IMPRESSÃO

ESPECIAL NICHOS:

IN-MOLD LABEL & IN-MOLD DECORATION

Leia ainda:

• Tudo o que você sempre quis saber sobre

densidade (mas tinha medo de perguntar);

• Cultura Organizacional;

• Comexi F4 e F2, a nova geração;

• Quebra de Paradigmas com FG100 ® ;

• Existe marketing na indústria gráfica

e na de impressão de embalagens?;

• Especial sobre Gestão da Segurança

e Saúde Ocupacional - SSO;

• Notícias de mercado;

• E muito mais!

Primeira turma no Brasil certificada no G7 ® recebe treinamento

da Idealliance no Etirama Technical Center - Pág. 40


A DIFERENÇA ESTA NOS DETALHES

• Sistema para troca rápida de camisa porta clichê e camisa Anilox.

• Sistema “gearless” sem engrenagem com o motor montado no eixo

do cilindro central.

• CNC para posicionar o grupo impressor com motores de encoder

absoluto.

• Estrutura do grupo impressor em chapa de aço laminado e revestida

com chapa de aço inox.

• Mancais de impressão c/ duplo fuso de esfera e dupla guia linear.

• Ajuste de pressão progressiva.

• “POWEROFFSET” – Registro de cores com ajuste de pressão nos

clichês com a impressora parada.

• Doctor blade com sistema exclusivo de regulagem e revestimento

antiaderente.

• Lubrificação centralizada automática programada.

• Controle remoto sem cabo.

• “Sistema Ecopower” de controle da secagem entre cores para

reaproveitamento da energia.

• Dupla calandra de resfriamento.

• Troca automática de Entrada e Saída p/ diâmetro máximo de 1 metro.

• Conjunto de elevador para carga e descarga de bobinas.

• Sistema a Laser para alinhamento das bobinas.

• Sistema de troca simultânea automática com controle da emenda.

• Dispositivos elétricos e eletrônicos montados em um container

climatizado.

• Unidade Central de água para controle da temperatura do tambor

central, motor principal e das calandras.

• Sistema de vídeo inspeção com auto registro.

• Sistema de autolimpeza totalmente automático com viscosímetro

automático acoplado.

• Carros para porta Doctor blade e deposito de coletores de tinta,

transporte de balde tinta e transporte de camisa porta clichê e Anilox.

• Mesa de prova.

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SUMÁRIO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 3


EDITORIAL

Aislan Baer

Editor Chefe

Sócio-diretor da ProjetoPack &

Associados e editor da ProjetoPack

em Revista. Atua há mais de 15

anos na área de embalagens

flexíveis, rótulos e impressão,

ministrando cursos, palestras e

consultoria por todo o hemisfério

sul. Mestre em gestão estratégica

e economia empresarial pela

USP, é diretor técnico adjunto da

ABTG (Associação Brasileira de

Tecnologia Gráfica) e especialista

na implantação de normas

flexográficas pela FTA - Associação

Americana de Flexografia.

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em Revista

A ProjetoPack em Revista é

uma publicação especializada

no mercado de conversão e

impressão de embalagens

flexíveis, etiquetas e rótulos, a

mais respeitável revista técnica

do segmento no país.

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nosso Mídia Kit!

Chegamos à quarta edição da ProjetoPack em Revista de 2018, e a terceira a

abordar um nicho emergente de mercado, o In-Mold Label (IML). Recapitulando,

anteriormente percorremos o mercado dos rótulos termoencolhíveis (Edição

66) e Stand-Up Pouches (Edição 67).

Ao redigir a matéria sobre IML, confesso que tive grata surpresa: há grande

potencial exploratório na tecnologia, principalmente no que se refere aos

subsetores de In-Mold Decoration (IMD) e In-Mold Electronics (IME). Mal

descortinou-se o espectro de aplicações e possibilidades.

O conteúdo está, como de costume, bastante técnico e heterogêneo.

Temos a contribuição de Andrê Gazineu (Plastimarau) sobre o controle de

impressão por densitometria aplicada, que explica não apenas os conceitos

elementares associados à densidade, mas os benefícios da sua adoção como

variável de controle no chão-de-fábrica.

Temos o consultor especialista Joaquim Morais com um passo-apasso

para a gestão da Saúde e Segurança Ocupacional nas indústrias,

a SSO. O tema é a continuação para os dois artigos precedentes, que

abordaram a importância dos Padrões de Engenharia e as premissas para

a Gestão da Manutenção.

A Fotograv nos envia o princípio de funcionamento da sua solução

patenteada, a FG100®, que tem entregue altas lineaturas sem, contudo,

alteração nos padrões de entintagem dos cilindros ou camisas anilox – algo

que rompe pela primeira vez o paradigma da razão mínima recomendada

entre a lineatura dos clichês e dos cilindros anilox e vale a sua leitura.

A consultoria AN Consulting, de Hamilton Terni Costa, faz uma provocação

acerca do uso de técnicas modernas da disciplina de marketing na área gráfica

e de embalagens. Estamos, de fato, fazendo bom uso do marketing na venda

B2B? Ou continuamos presos à cultura tecnicista de enfocar as nossas máquinas,

e não os problemas que elas podem vir a resolver aos nossos clientes?

O filósofo-eticista e consultor em ética empresarial, Xico Assis, nos brinda

com uma visão sobre o que costumamos chamar de “Cultura Organizacional”.

Põe em xeque a velha tríade missão x visão x valores e suscita questionamentos

mais profundos – a razão da existência, o legado que se quer deixar e os

motivos de se empreender são alguns deles – como forma de se chegar

naturalmente à declaração tripartite da empresa.

+55 11 3258-7134

revista@projetopack.com

A Comexi contribuiu com a sua visão a respeito

do futuro, mostrando como o seu portfólio de

máquinas vem evoluindo, à luz das principais

tendências da Indústria 4.0, IoT e Produção Enxuta.

Estou convicto de que há matéria-prima suficiente,

em termos de conhecimento, não apenas para

proporcionar ao estimado leitor uma leitura rica, mas

para suscitar a reflexão e o debate em uma vasta gama

de temas de interesse estratégico para

a vossa empresa. Portanto, puxe uma

cadeira, sente-se confortavelmente e

desfrute! Até a próxima edição.

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acima para acessar

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4 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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68 - Jul/Ago

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- 5


SUMÁRIO

EXPEDIENTE

Editor

Aislan Baer

Diretor de conteúdo

Prof.° Lorenzo Baer

Gerente de marketing

Douglas T. Pereira

08 /// CAPA 26 /// ARTIGO TÉCNICO

08-25 ESPECIAL NICHOS: IN-MOLD LABEL & IN-MOLD DECORATION

Continuando a série de edições especiais da ProjetoPack em Revista, dedicadas

a mercados emergentes nos segmentos de embalagens flexíveis,

etiquetas e rótulos – apresentamos nas próximas linhas um apanhado geral

de informações sobre o In-Mold Label...

26-35 TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE DENSIDADE

(MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR)

A densidade tem sido tradicionalmente usada como o principal meio de

controlar o processo de impressão..

36-39 CULTURA ORGANIZACIONAL

O conceito de cultura tem dois significados básicos. O primeiro, mais antigo e

clássico, significa a formação do homem, sua melhoria e seu refinamento. Os

gregos antigos chamavam de paidéia...

44-47 COMEXI F4 E F2, A NOVA GERAÇÃO

A Comexi, empresa líder na fabricação de bens de capital para a indústria

de impressão e conversão de embalagens flexíveis manteve a visão de seu

fundador: o compromisso permanente com a inovação...

48-53 QUEBRA DE PARADIGMAS COM FG100 ®

Todos nós que dedicamos anos de nossas vidas ao mundo das artes gráficas,

mais especificamente ao mundo da flexografia, aprendemos algumas

verdades que regem o bom senso técnico e que nos permitiram por anos...

54-57 EXISTE MARKETING NA INDÚSTRIA GRÁFICA E NA DE

IMPRESSÃO DE EMBALAGENS?

Em nossas aulas de marketing industrial no curso de Pós Graduação do Senai

Theobaldo De Nigris, fazíamos essa pergunta aos alunos e, com frequência,

as respostas versavam sobre folhetos de apresentação e sites...

58-62 ESPECIAL SOBRE GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE

OCUPACIONAL - SSO

Podemos dizer que a Segurança e Saúde Ocupacional (SSO) é o sistema

mais complexo para estruturação de uma gestão, por duas razões principais...

Gerentes de contas

Caio Demare

Deise Moraes

Roberto Lemes

Marcelo Santos

Projeto Gráfico

e gestão de mídias sociais

Agência Convertty

Revisão dos textos

Ricardo Teodoro Alves

Comitê editorial

Andrê Gazineu

André Kenji

Prof.° Antônio Cabral

Prof.° Bruno Cialone

Débora Higino Sodré

Eudes Scarpeta

Francisco dos Santos

Joaquim Morais

Liliana Rubio

Prof.° Lincoln Seragini

Marco Marcelino

Nestor Pires Filho

Rafael Melo Pedreira

Wagner Delarovera

Wilson Paduan

Wilson Ramos Júnior

Contratos de publicidade e assinaturas

Para assinar ou adquirir edições

anteriores e para participar como

patrocinador da publicação, contate-nos:

E-mail: revista@projetopack.com

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ProjetoPack em Revista. Para análise e

autorização da reprodução, contatar a

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são assinados por seus autores e não

refletem necessariamente a opinião

desta revista.

6 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 7


ARTIGO DE CAPA

ESPECIAL NICHOS

IN-MOLD LABEL &

IN-MOLD DECORATION

“É fato que a maioria dos

convertedores globais

de rótulos já produzem

ou estão, ao menos,

mirando neste nicho”

Continuando a série

de edições especiais

da ProjetoPack

em Revista, dedicadas

a mercados emergentes

nos segmentos de embalagens

flexíveis, etiquetas

e rótulos – apresentamos

nas próximas linhas um

apanhado geral de informações

sobre o In-Mold

Label, um processo de decoração

alternativo que

recebe este nome em função

do rótulo pré-impresso

ser posicionado “dentro

da cavidade do molde” antes

do processo de transformação

termoplástica,

que pode ser o sopro, injeção

ou termoformagem.

8 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

Aislan Baer

Editor Chefe

Sócio-diretor da ProjetoPack & Associados e editor da ProjetoPack em Revista. Atua há mais de 15 anos

na área de embalagens flexíveis, rótulos e impressão, ministrando cursos, palestras e consultoria por

todo o hemisfério sul. Mestre em gestão estratégica e economia empresarial pela USP, é diretor técnico

adjunto da ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) e especialista na implantação de normas

flexográficas pela FTA - Associação Americana de Flexografia.

O que é IML

Embora ainda pouco explorado

no Brasil, o IML – sigla para In-Mold

Label (algumas vezes grafado também

como In-Mould Label), é um

dos processos de decoração de

embalagens e peças rígidas (neste

último caso, chamado comumente

de In-Mold Decoration) que mais

tem crescido em todo o mundo,

somente atrás dos rótulos termoencolhíveis,

os sleeves.

Pesquisas de mercado conduzidas

por especialistas da

Smithers Pira, AWA e Markets&Markets

projetam que este nicho

alçará uma receita anual de

vendas até 2020 na ordem de

USD 3,23 bilhões em todo o mundo.

Em 2015, o resultado estimado

foi de USD 2,58 bilhões (um CAGR

de 4,54%). Parte deste avanço é

explicado por um crescente desenvolvimento

tecnológico dos

equipamentos e dos insumos correlatos

e, possivelmente, da comoditização

do setor de rótulos

autoadesivos convencionais.

É fato que a maioria dos grandes

convertedores globais de rótulos e

etiquetas já produzem ou estão, ao

menos, mirando neste nicho. CCL

Industries, All4Labels, MCC, Inland

e tantos outros gigantes, além dos

altamente especializados em IML.

Em 2017, a líder mundial na produção

de IML – a holandesa Vestraete

– foi adquirida pela norte-americana

MCC (Multi-Color Corporation)

por aproximadamente 1,3 bilhões

de dólares. Desde então, uma série

de outras companhias de decoração

e automação IML têm

sido incorporadas pelas líderes. A

última delas, a líder de origem turca

Korsini-SAF, foi integralmente

incorporada em maio deste ano à

CCL Industries, sócia desde 2015

na joint-venture CCL-Korsini (talvez

não seja coincidência a aquisição

recente da Treofan Americas por

USD 255 milhões, também pela

CCL Industries. A Treofan é líder em

tecnologia na produção de filmes

para IML e IMD, dentre outras tantas

especialidades).

No Brasil, um dos pioneiros e

expoente no desenvolvimento de

soluções IML é a Gráfica Rami, se-

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 9


ARTIGO DE CAPA

“O nicho de IML

representa hoje

algo como 2% a

3% do mercado

mundial de rótulos

impressos”

diada em Jundiaí, São Paulo. Outro

nome memorável é a paulista Pavão

(Pavão Indústria e Comércio),

prestadora de serviços de rotulagem

IML há mais de trinta anos.

A Procter & Gamble e a Owens-

-Illinois Packaging (agora parte da

Graham Packaging) produziram o

primeiro projeto de IML que se tem

notícia, em meados dos anos 70,

em garrafas de PEAD.

Particularmente, acreditamos

que o aumento da preocupação

dos donos das marcas com a falsificação

de seus produtos também

seja um vetor importante na busca

por soluções de rotulagem mais

indeléveis e perenes como o IML.

Outro ponto não menos importante

é o de que este é o nicho de rótulos

e etiquetas mais próximo em

termos de processos gráficos e de

acabamento da área de impressão

offset plana – um segmento declinante

e ávido por diversificação.

Mesmo que haja certa divergência

nas cifras, é senso comum

que o mercado de IML represente

hoje algo entre 2% a 3%

do mercado de rótulos impressos

mundial, sendo a tecnologia

por injeção, responsável por

quase 70% deste volume.

O molde de metal possui a forma

do produto final (por exemplo,

um pote de margarina). Em seu

interior, é posicionado um rótulo

impresso (geralmente de polipro-

10 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

pileno ou simplesmente PP) e, só

então, a resina termoplástica derretida

é despejada / insuflada e,

enquanto resfria, assume a forma

do molde e funde-se ao rótulo

impresso, fazendo com que a embalagem

ou peça rígida e o rótulo

tornem-se algo único, transmitindo

inclusive a sensação de “no-label-look”

(“não aparentar rótulo”,

mas sim uma decoração direta

sobre o recipiente).

O rótulo IML pode ser obtido

por, basicamente, três processos:

1) Injeção;

2) Sopro;

3) Termoformagem.

No Brasil, com raras exceções,

predominam as soluções

para injeção, mais consolidadas

em nosso país. Os princípios básicos

da rotulagem, contudo, são

muito similares.

Vantagens da decoração IML

A solução IML oferece uma série

de vantagens a saber:

• Máxima qualidade de impressão:

o filme para IML permite

a impressão em diversos

processos de reprodução

gráfica, dentre os quais a flexografia

e a offset. Portanto,

é possível se obter imagens

com qualidade fotográfica,

valorizando o produto. Além

do mais, ambas as faces do

recipiente podem ser decoradas

com apenas um rótulo;

• Resistente e higiênico: rótulos

IML resistem a umidade e grandes

variações de temperatura:

não é à toa que são considerados

excelentes em aplicações

tais como potes de sorvetes e

outros produtos congelados ou

refrigerados. Também são resistentes

ao risco (scratch), não

quebram e não estão suscetíveis

às dobras ou vincos;

• Tempos de produção curtos e

custos de produção reduzidos:

durante o processo de manufatura

do IML, tanto a produção do

frasco ou peça quanto a rotulagem

são realizadas em uma só

etapa. Não há necessidade, portanto,

de se armazenar e transportar

os frascos ou peças para

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 11


ARTIGO DE CAPA

“Os rótulos IML são fornecidos já em

seu formato final”

uma etapa posterior de rotulagem,

o que implica num significativo

corte de custos. Há, no entanto,

alguma contradição neste

tópico, uma vez que, por outro

lado, é preciso manter um estoque

mínimo de peças decoradas

para cada variante do produto,

demandando também custos de

armazenagem (de um material

cuja perda é mais onerosa);

• Sustentabilidade: tanto o frasco

quanto o rótulo consistem

em uma só peça e podem ser

totalmente reciclados. A inexistência

do adesivo (presente

no rótulo autoadesivo tradicional)

e traços de silicone como

agentes contaminantes tornam

o produto mais simples de ser

reciclado, desde que tanto o

filme plástico escolhido como

suporte de impressão, quanto

a resina termoplástica definida

para o processo de manufatura

do frasco sejam compatíveis.

Esse é, inclusive, um dos motivos

pelo qual os filmes mais

usados para impressão desse

tipo de rótulo são aqueles feitos

com poliolefinas;

• Ampla gama de efeitos visuais

e tácteis: a mesma embalagem

plástica pode ser decorada

por um vasto range de

materiais, tintas e vernizes. Isso

possibilita uma boa diferenciação

e apelo de venda na prateleira

dos supermercados;

• Rápida mudança no design:

praticamente não há perda de

produção no start-up de um

novo design. Mudar o design do

rótulo é um simples processo

de abastecimento dos novos

rótulos no magazine.

Como funciona o processo

A primeira grande diferença em

relação aos rótulos autoadesivos

tradicionais é o de que os rótulos

IML são fornecidos já no formato final,

alimentados em pilhas acomodadas

num compartimento muito

parecido com uma gaveta – o magazine

– que será ulteriormente

12 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 13


ARTIGO DE CAPA

“A permanência do rótulo impresso na

cavidade do molde dá-se por sucção

ou estática”

posicionado ao lado de onde ocorrerá

o processo de decoração.

Fornecer em unidades cortadas

implica em nova competência industrial:

o corte ou troquelamento

de precisão.

Os rótulos são aspirados no magazine,

individualmente, por um

braço robótico que os insere em

altas velocidades no interior da ca-

vidade do molde (onde a peça será

soprada, injetada ou termoformada).

A permanência do rótulo impresso

na cavidade dá-se também por sucção

ou por estática. Evidentemente,

cada uma das duas possibilidades

tem características, vantagens e

desvantagens particulares.

Um dos pontos-chave do processo

diz respeito à eficiência e

automação das linhas IML, uma

vez que a inserção dos rótulos

nas cavidades do molde torna

os ciclos de transformação mais

lentos - o que se agrava quando

se usam robôs inadequados, que

podem aumentar também as perdas

por posicionamento incorreto

do rótulo IML.

14 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 15


ARTIGO DE CAPA

“Ambientes úmidos

ou expostos

a condições

adversas são um

campo fértil à

adoção do IML”

Aplicações do IML

Da miríade de características

positivas da solução IML, a resistência

do rótulo em condições adversas

de umidade e temperatura

fazem desta solução uma opção

bastante recomendada para embalagens

que transitam pela cadeia

do frio. Dentre estas, principalmente

as sobremesas individuais e

geladas tais como sorvetes, bolos,

mousses e tortas.

A bem da verdade, todo ambiente

crítico para uso da embalagem

rotulada é um campo fértil

para o IML. Detergentes, amaciantes

e outros produtos para limpeza

de roupas e cuidados com o lar

(household) são geralmente armazenados

e usados em locais bastante

úmidos e contaminados pelos

próprios produtos (em inglês,

utiliza-se o termo “under-the-sink

products”, produtos para armazenar

embaixo da pia), muitas vezes

quimicamente agressivos para

um rótulo autoadesivo comum.

O mesmo é válido para embalagens

de óleo lubrificante e outros

produtos para a conservação dos

automóveis. Estes são alguns dos

outros mercados que mais adotam

soluções IML hoje em dia.

Como benefício adicional da

adoção desse tipo de rótulo pode-se

mencionar a estratégia de

algumas marcas de aplicar nele - e

não na embalagem - a barreira de

proteção necessária para a preservação

do produto.

O processo de IML por Injeção

O mais popular processo de IML

se baseia na injeção sob pressão

de material plástico derretido em

um molde. Com o resfriamento da

16 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 17


ARTIGO DE CAPA

massa quente, retira-se uma peça

ou recipiente na forma do molde

– e durante o processo de solidificação,

o rótulo é aplicado e funde-

-se à estrutura. A cadeia produtiva

é ampla e sofisticada, envolvendo:

• O fabricante da máquina de injeção;

• O parceiro de automação do IML;

• O fabricante do molde;

• O fornecedor da resina;

• O especialista em decoração IML,

geralmente o convertedor.

O processo de IML por Sopro

O sopro é uma técnica empregada

na produção de recipientes

ou partes ocas. A resina fundida é

soprada quente para a cavidade

do molde e, ao resfriar-se e solidificar-se,

o rótulo funde-se à sua

estrutura. A cadeia é basicamente

a mesma do processo por injeção.

O processo de IML por

Termoformagem

Esta técnica consiste na produção

de uma embalagem plástica

rígida, mediante o aquecimento

de uma chapa que, conformando-

-se a um molde sob pressão, adquire

o seu formato. Geralmente,

o processo é adotado na fabricação

de embalagens com barreira.

Nestes casos, camadas múltiplas

são transformadas em barreira a

luz e oxigênio.

Os substratos para IML

No surgimento do IML, papéis

revestidos com um verniz termosselante

eram utilizados. Com o

calor, o verniz fundia-se integralmente

ao plástico do recipiente ou

peça. Mais recentemente, com o

propósito de reciclagem e melhora

da performance, papéis sintéticos

tornaram-se a referência no

caso de produtos para cuidados

com o lar, enquanto que filmes de

polipropileno orientado tem sido

direcionados a aplicações mais

nobres. Todos os materiais para

IML, no entanto, requerem uma

excelente planicidade, para que

se possa alimentar os magazines

com precisão.

18 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 19


ARTIGO DE CAPA

“Uma nova área que começa a

despontar é a IME, In-Mold Electronics”

Inovações em IML

Os convertedores têm buscado

novas formas de criar valor no mercado

de IML. Grande parte destes

desenvolvimentos focam-se em

atributos visuais:

• Rótulos IML metalizados (além

de chamar a atenção, diminui

o “estranhamento” do dono da

marca ao trocar uma lata de metal

por um recipiente plástico);

• Rótulos IML impressos frente e

verso, potencializam uma série

de ações promocionais, tais

como convidar o consumidor a

acessar o site da empresa, consumir

um outro produto (cross-

-selling), apresentar uma receita

ou instruções para dosagem,

inscrever-se numa promoção e

muito mais;

• Rótulos “peelable” (descascáveis),

possibilitam ao consumidor

reutilizar o recipiente ou

mesmo verificar informações na

parte interna do rótulo, no caso

de impressão frente e verso;

• Rótulos IML com super brilho

ou foscos;

• Rótulos IML impressos em inkjet,

para mock-ups ou promoções.

Há ainda, como já citamos anteriormente,

a adoção de filmes coextrudados

para prover barreira ao

produto embalado, uma área que

tem crescido e diversificado bastante

nos últimos anos.

Uma nova área que começa a

despontar e que mescla os conhecimentos

e o processo IML / IMD

com a engenharia eletrônica é a

IME, In-Mold Electronics ou “Plastronics”.

Como exemplo, a gigante

norte-americana de decoração

In-Mold, a Advanced Decorative

Systems (ADS) e a também norte-

-americana J.W. Speaker, produtora

de soluções de iluminação automotiva

uniram-se para sanar um antigo

problema: o dos faróis

LED, que não geram

energia calorífica

suficiente para

descongelarem

no inverno. A

solução foi a

impressão de

um elemento

condutor de

calor no processo

de injeção dos

faróis – uma “decoração

funcional” sofisticada,

20 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 21


ARTIGO DE CAPA

“Um novo

processo híbrido

mescla o In-Mold

Label com o

Vacuum Forming”

uma vez que há conectores eletrônicos

ao revestimento que permitem

ao usuário acionar a função “degelo”.

Um processo híbrido chamado

“Simulforming”, ainda sem tradução

para o português, mescla os

processos de In-Mold Decoration e

Vacuum Forming. Nesta variante, o

rótulo é formado a vácuo dentro da

cavidade, antes da injeção. O grande

benefício desta combinação é a

decoração de formas complexas e

com ocos profundos, tais como os

painéis automotivos plenos de reentrâncias

– aplicação atualmente

dominada pela impressão hidrográfica

(que emprega películas

impressas de filmes hidrossolúveis

como PVOH).

A última inovação que gostaríamos

de destacar não é tão nova

assim, mas configura indubitavelmente

em tendência no universo

IML: o encarte no rótulo de uma ferramenta

ou dispositivo, destacável

para o consumidor. Pote de sorvete

com a colher inserida no rótulo é o

mais corriqueiro exemplo das chamadas

soluções All-In-One (tudo

numa coisa só), que facilitam a vida

do usuário final do produto.

As máquinas para IML

O grupo austríaco Wittmann

Battenfield e a alemã Schober são

algumas das tantas opções, em

meio a profusão de máquinas asiáticas,

vindas majoritariamente de

Taiwan, China e Coréia do Sul. A tecnologia

muda em função do número

de cavidades do molde, tempo

de ciclo (produtividade), consumo

de energia, flexibilidade na troca do

22 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

UM PASSO À

FRENTE PARA

SEU PROCESSO

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são equipadas com adesivos acrílicos de alta performance

para garantir o melhor desempenho em cada etapa do

processo de impressão. Além disso, suas características de

espuma asseguram elasticidade e resiliência após longos

períodos de uso, traduzindo numa melhor qualidade de

impressão.

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago tesatape.com.br

2018 - 23


ARTIGO DE CAPA

“O IML é um

mercado para não

se perder de vista”

design, posicionamento do frame e

precisão no posicionamento.

Últimas palavras

Já percorremos no bimestre

iniciado em março, o fantástico

segmento dos rótulos termoencolhíveis.

Em seguida, discorremos

sobre o vasto universo

dos Stand-Up Pouches, embora

tenhamos encerrado com certo

desconforto, sabendo quanto

conteúdo foi descartado por falta

de tempo e espaço (possivelmente,

voltaremos com a continuação

desta pauta, trazendo

mais sobre os retort, spout e shaped

pouches).

Agora, fizemos um breve apanhado

sobre mais este nicho em

crescimento: o In-Mold Label. É

evidente que esta é uma singela

introdução ao assunto, e não é

nosso intuito, tampouco pretensão,

esgotar um tema tão complexo

em pouquíssimas páginas.

O que difere o IML dos dois nichos

anteriormente abordados é

que, embora ele possa estar restrito

em aplicações, no que concerne

ao segmento de rótulos, há

um horizonte amplo e desconhecido

de futuras aplicações na área

de eletrônica, manufatura aditiva

(na nossa opinião, é um dos processos

mais versáteis para caminhar

junto com a manufatura aditiva,

por sinal) e outras aplicações

de decoração propriamente ditas.

É um mercado para não perder

de vista, com toda certeza.

24 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO DE CAPA

A Siegwerk uma das maiores fornecedoras internacionais de tintas de impressão para aplicações e rótulos de embalagens, assinou um

contrato de compra da Tupahue Tintas. Localizada em Diadema, São Paulo, a Tupahue Tintas é uma das empresas líder no mercado

brasileiro de tintas e vernizes de flexografia e rotogravura. Com essa aquisição, a Siegwerk amplia sua presença na região latino-americana e fortalece

sua capacidade de atender às demandas específicas do mercado local. Desde sua fundação, em 1989, a Tupahue Tintas tem oferecido produtos especialmente

concebidos para atender às necessidades do mercado de embalagens local.

"Com a aquisição da Tupahue Tintas, a família Siegwerk ganha mais uma fornecedora de tintas bem estabelecida, com produtos de alta qualidade para

aplicações de embalagem", declarou Christian de Almeida, Diretor Geral da Siegwerk Brasil. "É possível ver uma crescente demanda por aplicações

personalizadas e embalagens de alta qualidade. A combinação de nosso know-how e tecnologia com os da Tupahue, agregará muito valor à nossa oferta no

mercado." O portfólio da Tupahue Tintas abrange tintas e vernizes de flexografia e rotogravura que são ideais para uma ampla gama de substratos, como LDPE,

HDPE, BOPP, PP, poliolefina, poliéster, alumínio, filmes metalizados e outros.

A oferta de aquisição feita pela Siegwerk inclui a transferência de todo o conhecimento técnico e portfólio de produtos, bem como dos equipamentos de

fabricação pertencentes à sede da Tupahue, em Diadema. As duas empresas trabalharão em estreita colaboração para garantir uma integração harmoniosa dos

negócios, sem causar nenhuma interferência aos atuais clientes de ambas as empresas.

"Investir em mercados emergentes como América Latina ou Ásia é um pilar fundamental da nossa estratégia de crescimento", explica Herbert Forker, CEO da

Siegwerk. "Aproximar-se dos clientes e oferecer soluções e serviços com a mesma alta qualidade em todo o mundo são alguns dos nossos objetivos

estratégicos. Vamos continuar investindo principalmente em recursos que deem suporte a todos os diferentes segmentos do mercado de embalagens."

Para o futuro, a Siegwerk continuará investindo em infraestruturas e no desenvolvimento local de competências. O foco é fortalecer suas posições no mercado

local, para então expandir suas ofertas nos mercados de embalagens de todo o mundo. Combinando a tinta de melhor qualidade do setor, produtos com

segurança apropriada, suporte e direcionamento contínuo, a Siegwerk está fazendo todos os esforços para dar suporte aos clientes em todo o mundo e, assim,

atender às futuras tendências e às necessidades individuais, sempre com soluções de ponta.

As partes concordaram em não divulgar nenhum detalhe financeiro relacionados à aquisição.

Sobre a Siegwerk

Siegwerk, empresa há seis gerações na mesma família, é uma das maiores fabricantes internacionais de tintas de impressão e soluções individuais para

embalagens, rótulos e catálogos. Há mais de 180 anos no ramo, a empresa tem sólida experiência e conhece bem os vários procedimentos de impressão.

Com sua network global de fabricação e serviços, garante aos clientes produtos e serviços de alta qualidade. Seguindo a filosofia da empresa, "Ink, Heart &

Soul", a Siegwerk busca uma cooperação em longo prazo com seus parceiros de negócios. Sediada em Siegburg, perto de Colônia, a Siegwerk emprega cerca

de 5.000 pessoas em mais de 30 países em todo o mundo. Para obter mais informações sobre a Siegwerk, visite www.siegwerk.com

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 25


ARTIGO TÉCNICO

TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS

SABER SOBRE DENSIDADE

(MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR)

26 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

Andrê Gazineu

Engenheiro de produção pela PUCRS com pós em gestão da produção e

qualidade na IMED, mestrando em ciências matemáticas na UPF. Passagem

pela Ipiranga Produtos de Petróleo, é atualmente engenheiro de produção na

Plastimarau e ministra engenharia de produção na CESURG

andre.gazineu@acad.pucrs.br

A

densidade tem sido tradicionalmente

usada como

o principal meio de controlar

o processo de impressão.

Tem sido amplamente empregada,

já que correlaciona bem com

a quantidade de pigmentação que

é colocada no substrato, ao longo

de um intervalo limitado de camadas

de tinta.

Além disso, é uma métrica

conveniente para uso em um ambiente

de produção, uma vez que

fornece um resultado e uma intepretação

através de uma variável

unidimensional pela qual os operadores

de impressão podem avaliar

se, grosseiramente, está sendo

colocada muito ou pouca tinta em

um determinado substrato. Sendo

assim, o valor mensurado é de fácil

controle e ação sobre. No entanto,

uma coordenada de cor, por exemplo,

na maior parte dos espaços

de cor, possuirá três dimensões e

toda ação visando obter a tonalidade

acertada é mais complexa.

Este artigo vai se concentrar na

teoria da densidade. Ter a compreensão

teórica desses conceitos

ajudará a entender os fatores

que influenciam na assertividade

do impresso com o controle de

processos e controle de qualidade

que beneficiam as operações

de impressão.

A densidade, ou densidade refletora

para ser mais preciso, é

uma medida da porcentagem de

luz refletida. Nos processos de

impressão, isso geralmente significa

a porcentagem de luz que é

refletida do substrato e da tinta. O

relacionamento é explicado pela

seguinte fórmula:

D = log10

( 1 /R)

Já a refletância é calculada

como a razão entre a intensidade

da luz refletida e a intensidade da

fonte de luz. Isto é, o quanto de luz

foi enviada do iluminante e o quanto

desta luz retornou. Por outro

lado, a densidade é uma função logarítmica

do inverso da refletância,

o que significa que, quanto menor

a refletância da luz do filme de

tinta, ou quanto maior a absorção,

maior a densidade.

O relacionamento logarítmico

significa que aumentos iguais na

densidade não se traduzem em

reduções de refletância iguais. Logaritmos

não deveriam assustar.

Basicamente, em matemática, é o

inverso da função exponencial. O

logaritmo conta a multiplicação repetida

do mesmo fator.

Isto significa que uma grandeza

expressa em logaritmo possui uma

taxa de variação que estabelece

uma proporção com a outra variável

mensurada. Neste caso em

“A densidade é

uma medida do

percentual de

luz refletida pelo

material impresso”

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 27


ARTIGO TÉCNICO

“Em tese, à medida que o filme de

tinta duplica, a refletância é reduzida

também pela metade”

A densidade é preferível à reflexão,

porque aumentos iguais na

densidade se correlacionam mais

intimamente com a visão humana.

específico, à medida que o fator

de refletância diminui, a densidade

aumenta a uma taxa decrescente

até que a diferença entre aumentos

nos valores de densidade não

sejam observados.

Sendo assim, é muito mais fácil

sair do 0,90 de densidade do amarelo

para 0,95 do que 0,95 para

1,00 adicionando tinta amarela.

Fisicamente, a tarefa é a mesma,

mas saciar a percepção visual é o

entrave nesta situação.

Teoricamente, à medida que o

filme de tinta duplica, a refletância

é reduzida à metade, e a densidade

aumenta em 0,3 pontos, devido à

função logarítmica de base 10 empregada.

A implicação disso para a

impressão é que, no momento em

que um filme de tinta reflete apenas

0,9% da luz incidente (e absorve

99,1%), a quantidade já significativa

de filme de tinta precisa ser dobrada

para aumentar ainda mais o mínimo

possível a quantidade de absorção

de luz, que, no entanto, seria

perceptivelmente desprezível.

Além disso, na prática, a densidade

atinge um ponto de saturação

e este limite é contestável,

mas quando os valores de densidade

ficam próximos de 2,0, é pouco

provável identificar diferenças

significativas visualmente.

Falar em termos de refletância,

sem considerar que o valor expresso

não é referente a um único

ponto, pode levar facilmente à interpretação

erronea. A luz refletida

de um objeto é espalhada pelo

espectro visual, que é medido em

comprimentos de onda e varia de

400 a 700 nanômetros. Se o espectro

visível é refletido em sua totalidade,

a cor percebida seria branca,

incluindo todos os comprimentos

de onda em quantidades aproximadamente

iguais.

Se, por outro lado, nenhuma luz

é refletida, a cor percebida é preta.

Em outras palavras, a luz branca

contém todas as cores e nenhuma,

a preta. Comprimentos de onda

mais curtos, abaixo de 480 nanômetros,

são mais intensos e resultam

na percepção do azul. Comprimentos

de onda maiores, com mais

de 680 nanômetros, resultam na

percepção do vermelho. Da mesma

forma, percebemos as outras

28 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

cores que possuem suas próprias

curvas de refletância espectral. O

verde está entre 480 e 560; amarelo

entre 560 e 590; laranja entre

590 e 630; e púrpura adicionando

luz vermelha e azul dos extremos

do espectro visível.

ma forma, uma tinta ciano absorveria

a parte vermelha do espectro

e refletiria o verde e o azul, e uma

tinta magenta absorveria a parte

verde e refletiria o azul e o vermelho.

O comprimento de onda que

cada tinta permite que a maioria da

luz seja refletida, pode ser descrito

como a refletância de pico da tinta,

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RECUPERADORA DE

SOLVENTE VRS

VISCOSÍMETRO VS30

Nos processos de impressão,

os corantes e pigmentos absorvem

seletivamente os comprimentos

de onda da luz branca e, portanto,

a mistura de cores é chamada

de “subtrativa”. Uma tinta amarela

absorveria os comprimentos de

onda azuis do espectro e permitiria

o restante da luz vermelha, para

ser refletida. A quantidade de absorção

definiria o tom amarelado

da cor percebida ou, mais precisamente,

a falta de cor azul. Da meswww.viscoflex.com.br

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em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 29

AUTOMÁTICO


ARTIGO TÉCNICO

eles têm o que podemos chamar

de absorções indesejadas.

Se analisarmos, a tinta ciano

absorve a luz predominantemente

a 620 nanômetros (região da faixa

de frequência vermelha), mas devido

à impureza dos pigmentos,

não subtrai perfeitamente toda o

luz das outras regiões do espectro

visível, permitindo que certos

comprimentos de onda sejam refletidos

e afetem sua aparência.

Em uma analogia simples, encontrar

pigmentos perfeitos é tão

improvável quanto encontrar uma

linha totalmente reta. Além disto,

cada fornecedor possuirá uma

composição distinta em suas formulações.

Portanto, é importante

levar em conta as absorções

indesejadas dos pigmentos que

compõem as tintas, a fim de reproduzir

uma imagem em quadricromia,

onde cada tonalidade

afeta a composição.

e é um fator determinante no que

diz respeito à percepção de cores.

A grande dificuldade de trabalhar

com tintas em mescla subtrativa

– e aqui vale lembrar que

a adição de cores na mescla subtrativa

leva ao preto – é que as tintas

ciano, magenta e amarela não

absorvem apenas a luz predominantemente

em uma certa faixa

de comprimentos de onda, mas

também absorvem menores quantidades

de luz sobre as outras regiões

do espectro visível. Como a

natureza da realidade de cada pigmento

é intrinsecamente impura,

Além disso, como a espessura

da camada de tinta varia, a

cor muda proporcionalmente em

intensidade. Pelo menos essa é a

teoria: quantidades iguais de material

absorvente causam quantidades

iguais de absorção. Contudo,

nossa percepção de cor não

depende apenas da refletância

de pico, mas também da faixa

de comprimento de onda curto

do espectro. Um paralelo com a

música e a física das ondas pode

ser traçado aqui: todas as notas

musicais possuem um “sobretom”

que acompanha cada nota individual

em sua frequência.

30 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 31


ARTIGO TÉCNICO

máxima, fornecendo informação limitada

sobre a cor real da tinta.

A densitometria reflexiva é,

portanto, restrita na medição da

quantidade de luz refletida de

uma superfície.

Na prática, como funciona um

densitômetro?

“O densitômetro bloqueia absorções

indesejadas do espectro e traduz a luz

refletida como tons de cinza”

Se fôssemos dobrar a espessura

do filme de uma tinta magenta,

estaríamos, na verdade, aumentando

a potência de duas partes

do espectro magenta. Como os

comprimentos de onda mais longos

têm valores de refletância

mais altos que os mais curtos, o

reflexo dos comprimentos de onda

mais longos e avermelhados seria

muito mais forte. Como tal, a tonalidade

da tinta muda, à medida que

a espessura do filme varia. A tinta

magenta ficaria azulada à medida

que a espessura da película de tinta

diminuísse.

No que diz respeito à densitometria,

esta informação relacionada

com a cor não é captada, porque

o instrumento se concentra

apenas no intervalo da absorvência

Os densitômetros têm uma fonte

de luz que ilumina a superfície

medida a 90°. A luz é refletida pela

superfície em uma determinada

geometria e passa por três filtros

antes de ser capturada pelo sensor

a 0/45° ou 45/0°. Os filtros usados

são vermelho, verde e azul, que

são complementares às cores ciano,

magenta e amarelo, respectivamente.

A razão pela qual um filtro

complementar é usado, é porque

cada tinta de processo absorve a

luz de sua cor complementar sem

interferir significativamente com o

restante do espectro.

Como tal, a medição tem mais

sensibilidade em pequenas variações

na espessura do filme de

tinta, uma vez que estas ocorrem

na região onde a absorção desejada

para cada tinta ocorre. Desta

maneira, o densitômetro bloqueia

absorções indesejadas e traduz a

luz refletida como tons de cinza.

Observando o gráfico abaixo, podemos

ver que qualquer luz que

não seja absorvida a partir do filme

de tinta é refletida de volta é detectada

pelo sensor do instrumento

como sendo monocromática.

A fim de assegurar a consistência

entre diferentes dispo-

32 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 33


ARTIGO TÉCNICO

é o único determinante da densidade.

Uma certa quantidade de

tinta é absorvida no substrato, e

a luz não pode alcançá-lo com

eficiência suficiente para interagir

com os pigmentos. Substratos

não revestidos com poros

maiores que a tinta pode penetrar

diminuem a densidade medida,

ainda que a mesma quantidade

de tinta seja depositada.

Além disso, o substrato tem sua

própria cor, o que também afeta

a percepção geral da cor.

Por fim, a densitometria não

pode ser usada para representar

o modo como os humanos percebem

a cor. A natureza logarítmica

da função é uma tentativa limitada

de correlacionar a percepção

de leveza ou intensidade tonal.

sitivos, os iluminantes usados

como fontes de luz e as curvas

espectrais de cada filtro foram

padronizadas. A tinta preta é

medida pelo filtro visual, que

tem uma ampla largura de banda,

pois a tinta preta não é espectralmente

seletiva.

Os instrumentos modernos

são geralmente construídos

com vários filtros que capturam

todo o espectro visível e fornecem

uma leitura de densidade

processando a soma da luz refletida

sobre as curvas de refletância

dos filtros vermelho, verde e azul.

Isso permite que a densidade seja

medida por colorimetria, usando

as médias ponderadas dos valores

tristimulares que simulam a

maneira como os humanos vêem

a cor. Esse método resulta em valores

ligeiramente diferentes, que,

no entanto, fornecem uma correlação

mais precisa com a maneira

como as diferenças na espessura

do filme da tinta são percebidas

por um observador humano.

A quantidade de tinta que é

transferida para o substrato não

No entanto, é muito útil para

controlar o processo de impressão,

porque se verificou que ele

se correlaciona aproximadamente

linearmente às variações na

espessura do filme de tinta ao

longo do intervalo de espessuras

do filme de tinta dos processos

de impressão.

O fato de a densidade não

medir a cor não limita sua aplicação

para fins de controle de qualidade.

O controle da densidade

é extremamente apropriado para

utilização em um ambiente de

produção, visto que fornece um

resultado de intepretação objetiva

e unidimensional para que

os operadores ajam no controle

do processo.

34 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


Ele teria usado Apex...

/// ARTIGO TÉCNICO

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ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 35


OPINIÃO

CULTURA

ORGANIZACIONAL

Oconceito de cultura tem

dois significados básicos.

O primeiro, mais antigo e

clássico, significa a formação do

homem, sua melhoria e seu refinamento.

Os gregos antigos chamavam

de paidéia. O segundo,

podemos o definir como a rede de

significados que dão sentido ao

mundo que cerca um indivíduo,

ou seja, a sociedade. Essa rede

engloba um conjunto de diversos

aspectos, como crenças, valores,

costumes, leis, moral, línguas etc.

Nesse significado, a cultura não é a

formação do indivíduo em sua humanidade,

nem em sua maturidade

espiritual, mas é a formação coletiva

e anônima de um grupo social,

nas instituições que o definem.

A Cultura Organizacional nada

mais é que o segundo significado,

ou seja, sai a visão singular e

entra a visão plural de cultura. É a

tentativa de levar para uma organização

os aspectos macros (gerais)

em detrimento aos aspectos

micros (individuais).

Na verdade, a cultura organizacional

contemporânea tende a ser

apenas normativa, criando “o que

pode” e “o que não pode” em um

ambiente coletivo. Cria-se a “média”

do que os indivíduos acreditam:

dos seus valores, dos seus

costumes, das suas condutas e

assim por diante. No final, fica algo

como: Você comeu um frango, eu

não comi nada e na média, comemos

meio frango cada um.

Missão e Visão é “coisa”

do passado. Qual o “fio

condutor” da organização?

36 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


OPINIÃO

Francisco Santos (Xiko Acis)

Filósofo-eticista e consultor. Sócio-diretor da Aprendendo a

Pensar e consultor associado da ProjetoPack

francisco@aprendendoapensar.com.br

Na maioria das organizações

mundiais, é fácil encontrar, em seu

material de comunicação, em sites,

folhetos, etc., a declaração da missão,

visão e valores, demonstrando

para todos o seu DNA, ou seja, sua

Cultura Organizacional. Essas organizações

gastam uma fortuna com

consultores e tempo dos colaboradores

para reunirem e chegarem

num acordo sobre esse conteúdo.

Nada contra esse esforço, mas

a meu ver o resultado desse processo

todo é extremamente efêmero.

Vejo isso quando falo com

um colaborador e peço para ele

explicar o que aquilo tudo (missão,

visão e valores) querem, no fundo,

dizer para ele. Geralmente, essas

pessoas se engasgam e começam

com o famoso: “Veja bem...”.

A gênese de uma organização

está na forma e no modelo

mental com que ela foi criada, ou

seja, como herança ou legado.

Se a organização pensa em deixar

um legado, tudo flui e ela encontra

sua missão, visão e valores

de forma genuína e sem precisar

escrever. Se ela foi criada para

ser uma herança, vai precisar escrever

muito sobre seu propósito

até ela acreditar nisso, o que, na

maioria das vezes, não acontece,

e os textos ficam fora de contexto

e acabam virando pretexto para

atrair cada vez mais predadores

em seu entorno.

Quando eu tinha apenas os conceitos

da administração e gestão,

pensava da mesma forma que a

maioria das organizações. Acreditava

Nome forte em Solventes Propílicos

A UNIPLASTIC é a marca referência em

Solventes Propílicos de alta qualidade que

o mercado Flexo e Roto reconhece como:

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devido à menor retenção

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OPINIÃO

donos e/ou acionistas responderem

de forma clara e objetiva para que

eles existem?

Sim, para responder à pergunta da

organização, é necessário responder

antes à pergunta pessoal, individual e

particular. A existência humana precede

a existência da organização.

“Uma organização sem uma causa bem

definida sofre de anomia que, aos poucos,

erode as relações dos agentes da cadeia”

que, ao estabelecermos a missão,

visão e valores, a organização “achava”

seu rumo e seguia prosperando

e engajando pessoas de talento no

seu projeto.

Foi no estudo da filosofia e na forma

de ver esses argumentos sobre

outra ótica, que percebi que o buraco

é mais profundo. Quando queremos

dar para a organização um sentido

maior, estamos procurando o “Para

Quê” ela existe e não o “Porquê”.

É na procura da resposta dessa

simples pergunta: “Para que a organização

existe?” que reside a essência

da mesma. A resposta para essa

pergunta passa primeiro por seus

Aí que mora o perigo. Para responder

essa pergunta particular

sobre nossa existência é necessário

muita reflexão e muito desapego.

Tratamos aqui da natureza

humana e de suas idiossincrasias.

A maioria dos donos e/ou acionistas

de organizações não sabem

ou não querem pensar sobre isso.

Acham que é um assunto estritamente

filosófico e não cabe no

mundo dos negócios tal reflexão.

Tenho uma certeza na vida. Quando

um empresário resolve ir fundo

na questão e responder para ele

mesmo sobre as razões da sua

existência, ele muda efetivamente

sua ação no mundo.

Voltando à organização, nada

contra uma resposta simples como:

“Minha organização existe para dar

lucro”. Embora esse é o tipo de resposta

de uma “organização herança”

e não de uma “organização legado”,

pois ela responde apenas pelo curto

prazo e nada mais. Essa resposta não

engaja ninguém na organização.

Se não há essência viva nas relações

trabalho x capital, o que fica

são apenas relações convenientes

por um espaço de tempo. Elas

vão terminar da mesma forma que

começaram, apenas pelos interesses

individuais de cada um.

38 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


OPINIÃO

Após uma exaustiva reflexão

sobre o para que as pessoas (donos

e/ou acionistas) existem e o

para que a empresa realmente

existe; a próxima reflexão, não menos

importante, é para quem a organização

existe?

Este é o momento das escolhas

e renúncias, ou seja, é o momento

de definir o público para o

qual a organização vai criar produtos

e serviços e entregá-los com

competência e propósito. O “para

quem” deve definir com clareza o

foco do negócio e suas relações

com o público escolhido.

Não dá para ser uma organização

com essência e propósito

bem definidos querendo atender

a todos os públicos em todos os

momentos. É quase impossível

essa postura de querer que a essência

se conecte com todos. Nem

a Coca-Cola tem essa capacidade,

por mais abrangente que sejam os

seus públicos e por mais produtos

que ela tenha a oferecer. Sempre

haverá públicos prioritários a serem

escolhidos e que tenham relação

com a essência em si.

Definir o “para quem” envolve um

conhecimento mais profundo do que

apenas um índice de mercado. Deve-se

conhecer as peculiaridades,

gostos, características, perfil, desejos

e tudo o mais que é necessário para

poder entregar a esses públicos experiências

memoráveis e não apenas

produtos e/ou serviços.

Na sequência, temos os valores

da organização que devem ser

discutidos, refletidos e se transformarem

em dogmas a serem

seguidos por todos, e não apenas

pelos seus idealizadores.

Os valores não são um conjunto

de palavras apenas. São, na maioria

das vezes, sentimentos dos colaboradores

em relação à causa

da organização. Uma organização

sem uma causa bem definida sofre

de anomia. Essa anomia destrói,

ao longo da trajetória organizacional,

todo o tecido que liga os

agentes do holograma: acionistas,

colaboradores, clientes, distribuidores,

fornecedores, comunidade,

sociedade e país.

Assim, definido o para que nossa

empresa existe; para quem nossa

empresa vai desempenhar o seu

papel; em quais negócios estamos

inseridos; quais são nossos diferenciais

singulares; cria-se uma

Cultura Organizacional genuína e

próspera. O resto, é resto!

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 39


NOTÍCIAS DE MERCADO

PRIMEIRA TURMA NO BRASIL CERTIFICADA NO

G7 ® RECEBE TREINAMENTO DA IDEALLIANCE

NO ETIRAMA TECHNICAL CENTER

Por Lúcia de Paula

Nos dias 18 a 20 de julho, a

Idealliance Latin America realizou

pela primeira vez no

Brasil o Treinamento para Certificação

G7® Expert & Professional, que

foi também o primeiro evento de

nível internacional sediado pelo Etirama

Technical Center (ETC), inaugurado

no final de junho, em Sorocaba,

SP, pela Etirama, que é fabricante de

máquinas impressoras flexográficas

para o segmento de etiquetas e rótulos

adesivos. A organização e realização

do evento é da ProjetoPack

que, desde 2017, foi nomeada pela

Idealliance como responsável oficial

e exclusiva de todas as atividades da

Idealliance Latin America.

A metodologia G7® é um conjunto

de especificações da Idealliance

para alcançar o equilíbrio e balanço

de cinza visando obter uniformidade

visual em todos os processos de impressão.

Está listado como Relatório

Técnico (TR) 015 em ANSI / CGATS.

A Idealliance (www.idealliance.

org) é uma associação industrial representativa

da indústria de comunicação

gráfica e visual desde 1966,

reconhecida pela ISO como a maior

certificadora do mundo para o setor.

De acordo com a entidade, ela certifica

os especialistas mais experientes

do setor para qualificar os principais

fornecedores de serviços de impressão,

criação e pré-impressão na metodologia

G7. O método G7 descreve

um guia fácil de se seguir para implementar

padrões de impressão ISO e

métricas adicionais, orientando ainda

ao impressor significativa economia.

O resultado é uma maneira simples,

mas poderosa, de combinar provas

para impressão.

Com duração de 24 horas, distribuídas

nos três dias dentro do ETC, o

treinamento certificou um grupo de

profissionais da área de pré-impressão

para flexografia, como: clicherias,

pré-midias, fabricantes de softwares

e hardwares, de chapas e outros insumos,

além de revendedores, consultorias,

bureaux e afins.

Foi ministrado e conduzido por

Steve Smiley, que é uma das maiores

autoridades do mundo em flexografia

e na metodologia G7, é

instrutor e especialista em G7 e em

colorimetria, atua ativamente em

diversos grupos internacionais de

padronização da cor, por exemplo

o FIRST, da FTA (www.flexography.

org) e todas as normas ISO ligadas

à flexografia mundial, incluindo a

norma ISO 12647-6.

“A metodologia G7 é adequada a

quaisquer processos de impressão, e

o certificado é, portanto, da sistemática

em si, e não do processo. A ideia

de se fazer turmas temáticas ocorre

para se facilitar a realização de exercícios

práticos associados a um processo

de impressão específico, permitindo

esclarecer dúvidas e trocar

experiências, no caso deste treinamento,

em flexografia. Isso também

potencializa o networking entre os

usuários e favorece a divulgação da

metodologia G7 naquele nicho”, explica

Aislan Baer, CEO da ProjetoPack

(www.projetopack.com.br).

Ainda segundo Baer, o treinamento

aborda o passo-a-passo para a implantação

da metodologia G7 – tendo

nesta turma específica, ênfase em

flexografia. “Os participantes recebem

os conceitos-chave do gerenciamento

de cores e colorimetria aplicada

para a execução do G7, aplicam a sistemática

tanto em uma prova digital

quanto em um impresso flexográfico,

realizam medições espectrodensitométricas,

interpretam os valores à

luz dos conceitos aprendidos, realizam

as correções no arquivo e reimprimem,

no último dia, avaliando os

ganhos de tempo (setup) e qualidade

do impresso após o G7. A metodologia

G7 é a base da nova norma ISO

10128 – a obtenção de uma ‘aparência

compartilhada e neutra’ com base

na calibração por balanço de grises”

40 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


NOTÍCIAS DE MERCADO

tform padrão para o G7 são recebidas

e avaliadas com instrumentos

pelos alunos. No segundo

dia, as chapas são impressas no

ETC e os impressos são medidos

com espectrodensitômetro calibrado

e avaliados visualmente,

em cabine de luz padrão. É

Na prática, os treinandos se

utilizaram da impressora flexográfica

modular Etirama disponível

no ETC. “No primeiro dia,

chapas flexográficas ‘lineares’

(sem nenhum tipo de correção

colorimétrica ou compensação

de ganho de ponto) de um tesgerada

e aplicada uma curva de

compensação G7 que dá origem

a um novo jogo de chapas flexográficas.

No terceiro e último

dia, as chapas novas são mensuradas

e impressas. Faz-se uma

avaliação técnica dos impressos

‘antes x depois da aplicação do

G7’, concluindo em sala a teoria

necessária para a certificação –

um exame online de uma hora e

meia de duração e complexidade

alta. O resultado é publicado no

site da Idealliance e o profissional

certificado passa a integrar

um banco de dados mundial de

experts, até a data de expiração,

onde deverá ocorrer um processo

de re-certificação”, completa

Marcelo Escobar, gerente de

projetos para a Idealliance Latin

America, na ProjetoPack.

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 41


ARTIGO TÉCNICO

COMEXI F4 E F2,

A NOVA GERAÇÃO

AComexi, empresa líder na

fabricação de bens de capital

para a indústria de

impressão e conversão de embalagens

flexíveis manteve a visão de

seu fundador: o compromisso permanente

com a inovação.

A indústria de manufatura tradicional

está apenas a um passo de

uma transformação digital, que é

acelerada por tecnologias em crescimento

exponencial. As empresas e

seus processos industriais precisam

se adaptar a essa rápida mudança,

caso contrário serão deixadas para

trás pelos desenvolvimentos em seu

setor e por seus concorrentes.

Atualmente, não nos surpreende

que o setor de embalagens

flexíveis demande constantemente

dos fabricantes de equipamentos

soluções para melhorar seus

processos, visando não apenas a

redução do tempo de fabricação e

dos custos, mas ao mesmo tempo

permitindo alcançar e manter altos

padrões de qualidade. Estudos de

mercado apontam a importância

da redução do tempo de troca de

trabalho visando o atendimento das

exigências dos clientes finais.

Contudo, as máquinas devem

ser capazes de satisfazer os requisitos

de pequenas tiragens em termos

de lucratividade, enquanto fornecem

uma qualidade alta e, mais

importante, consistente.

Na Comexi, desafiamo-nos constantemente

para melhorar os processos

e a eficiência dos nossos clientes,

reduzindo o tempo de produção e os

tempos de troca entre os trabalhos.

42 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

A redação

Mande suas sugestões, artigos, dicas ou notícias,

críticas e dúvidas para a nossa equipe, pelo e-mail

revista@projetopack.com

Um exemplo seria a forma compacta

e de fácil operação das máquinas

Comexi F4 ou a família Comexi

F2. Possuem melhorias em

ergonomia e acessibilidade, como

as lâminas magnéticas dos doctor

blades, que posicionam as máquinas

Comexi como líderes em trocas

rápidas de trabalho.

Ao mesmo tempo, nosso conceito

eletrônico baseado na plataforma

Simotion e na descentralização da

eletrônica, permite maior integração,

eliminando os contêineres de equipamentos

eletrônicos e facilitando as

tarefas de manutenção.

A Comexi F4 se destaca em

usabilidade, ergonomia e acessibilidade.

Seu tamanho reduzido facilita

todas as tarefas operacionais.

Embora o tambor seja de 1,5 metros,

os operadores podem acessar

todas as unidades de impressão

sem a necessidade de escadas

ou plataformas. A aplicação dos

conceitos SMED (Single-Minute

Exchange of Die) em cada uma

das operações de mudança de

trabalho possibilita que estas

aconteçam em menos de

15 minutos.

Na Comexi F4 o desenvolvimento

mínimo (240

mm) e sua largura de impressão

(670 ou 870 mm) permitem

que os clientes se beneficiem dos

baixos custos de produção, associados

às dimensões menores dos clichês.

Quanto mais curtas forem as

execuções dos trabalhos, maior será

o benefício obtido com uma máquina

com essas características.

Além disso e apesar de suas dimensões,

a Comexi F4 mantém os

aspectos de design de suas irmãs

maiores, as Comexi F2: robustez,

precisão e eficiência para garantir

uma ótima qualidade na velocidade

máxima de impressão de 300 m/

min, e uma ampla gama de opções

e periféricos para atender às necessidades

dos mercados e clientes

mais exigentes.

A Comexi possui uma ampla

gama de impressoras flexográficas

que atendem às necessidades de

cada cliente. Entre elas, encontramos

a Comexi F2MB, projetada para

tiragens médias, onde a velocidade

ainda não é um fator chave. Uma

máquina que foi projetada seguindo

os valores centrais da Comexi e que

atende aos requisitos do setor: a robustez

e a precisão necessárias para

alcançar a mais alta qualidade de impressão,

e ergonomia e acessibilidade

para minimizar os tempos de troca

e aumentar o tempo de atividade

da máquina. Portanto, usando essa

tecnologia, é possível atingir os mais

altos padrões exigidos pelo mercado

com um tempo mínimo de retorno.

Com a Comexi F2MB nossos

clientes podem executar trabalhos

em 8 cores a uma velocidade de impressão

de 400 m/min. A máquina

pode lidar com trabalhos de 300 mm

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 43


ARTIGO TÉCNICO

a 800 mm de repetição e largura da

banda de até 1320 mm.

A Comexi F2MB, apesar de ser

a menor da família de impressoras

Comexi F2, incorpora todas as vantagens

comuns desta linha: mandris de

fibra de carbono, anilox de grande diâmetro

e estruturas de unidades de

impressão monobloco. Todos esses

elementos ajudam a melhorar o desempenho

da máquina ao imprimir

em altas velocidades. Juntamente

com as outras máquinas flexográficas

Comexi, esta impressora é reconhecida

por ser uma máquina rápida

e fácil na troca de trabalhos. Além

disso, a máquina pode ser equipada

com uma ampla gama de opções,

adaptando-a às necessidades específicas

de cada cliente.

A irmã mais velha da Comexi

F2MB é chamada Comexi F2MC,

a letra C remete a Competência. A

F2MC está disponível em 8 e 10 cores

e com a opção de operar a 500

m/min para os clientes mais exigentes

e com trabalhos mais longos. As

repetições (mínimo e máximo) e as

larguras permanecem as mesmas

da F2MB.

A Comexi F2MC é o carro-chefe

da Comexi em ergonomia, com uma

plataforma superior mais ampla, a

máquina oferece maior conforto em

todas as tarefas que não são estritamente

para impressão, ou seja,

todas as tarefas de manutenção

que são tão necessárias quanto. O

sistema de secagem maior e superior

garante que a máquina imprima

com velocidade máxima até os trabalhos

mais exigentes em termos

de cobertura de tinta.

A família de impressoras flexográficas

F2 completa-se com mais os

dois modelos: Comexi F2MP e Comexi

F2ML.

O design das unidades de impressão

da Comexi F2MP e F2ML

é reforçado em relação ao outros

modelos F2, apresentando suportes

de rolamentos de maior dimensão

e rolamentos de maior diâmetro.

Ambas vêm equipadas de série

com mandris porta clichês e anilox

em fibra de carbono, os porta clichê

são hidráulicos para o uso de

camisas intermediárias de fibra de

carbono hidráulicas.

A combinação desses suportes e

dos mandris de fibra de carbono oferece

a maior robustez contra os impactos

inerentes à impressão flexográfica

e permite a impressão de alta

qualidade a uma velocidade maior.

Ambas as máquinas podem imprimir

até 500 m/min em larguras de

até 1520 mm. Sua repetição máxima

é sua única diferença: a Comexi F2MP

pode atingir repetições de até 850

mm, enquanto a Comexi F2ML foi

projetada para atingir grandes mercados

que exigem 1160 mm.

Mas quando se trata de inovação,

a Comexi não se limita apenas às impressoras,

mas também podemos

unir forças com nossos parceiros em

tecnologias de vídeo para desenvolver

sistemas inovadores para a configuração

de pressão e registro.

A última inovação da Comexi

visando precisão e qualidade de

44 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

+12 3644-1550

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 45


ARTIGO TÉCNICO

“O gerenciamento de dados nas

plantas é o novo desafio que a nossa

indústria enfrentará”

impressão é o Cingular Real, que é

o nome que damos ao nosso sistema

automático de ajuste e pressão.

O nome foi dado porque é um

sistema de ajuste real, que permite

ver o resultado real através do monitor

de vídeo. Nenhuma correção

adicional precisa ser feita pela máquina

nem pelo operador. O sistema

encontra o ponto exato para a

qualidade de impressão ideal com

sobrepressão mínima, levando a

uma melhor qualidade de impressão.

Durante todo o processo não é

necessária à intervenção do operador,

garantindo assim, a consistência

dos resultados.

A Comexi adaptou-se rapidamente

à 4ª revolução industrial

com o desenvolvimento do Comexi

Cloud, uma ferramenta inovadora

de controle de produção

que ajuda nossos clientes a melhorar

a efi ciência de suas fábricas

através da análise de dados e

históricos de produção que permitirão

a implementação de fábricas

inteligentes.

O gerenciamento de dados nas

plantas é o novo desafio que a indústria

enfrentará. As empresas serão

mais eficientes desde que os

processos de produção sejam bem

conhecidos e possam se adaptar

melhor às necessidades de demanda

dos clientes. O Comexi Cloud

fornecerá os dados necessários

para gerenciar os recursos eficientemente,

aumentar a flexibilidade

de fabricação, minimizar estoques

e, finalmente, economizar dinheiro e

aumentar a lucratividade.

46 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 47


ARTIGO TÉCNICO

QUEBRA DE PARADIGMAS

COM FG100 ®

Todos nós que dedicamos anos

de nossas vidas ao mundo das

artes gráficas, mais especificamente

ao mundo da flexografia,

aprendemos algumas verdades que

regem o bom senso técnico e que nos

permitiram por anos, evitar problemas

de impressão. Com o tempo, diversas

verdades foram questionadas e

a combinação de tecnologias nos

permitiram atingir níveis de qualidade

nunca sonhados pela flexografia.

Dentre os recentes desenvolvimentos

que geraram grande impacto no

processo de melhoria podemos citar:

• Impressoras gearless;

• Cilindros anilox com células inovadoras,

altas lineaturas e alta

transferência ;

• Fitas dupla-face de alta resiliência;

• Fotopolímeros de alta resolução

(flat top dot);

• Equipamentos CTP de alta

resolução.

A combinação de todos esses

componentes elevou a flexografia a

patamares novos, atingindo níveis de

qualidade inéditos. Porém, ainda vivíamos

pressionados pelo fantasma da

rotogravura, com suas altas lineaturas,

degradês que acabam em zero e

altas coberturas de sólidos.

Em face à concorrência da rotogravura,

a Fotograv, que esse ano

celebra 50 anos no mercado flexográfico,

liderando programas de desenvolvimento

e inovação, aplicou

todo o seu conhecimento técnico, assim

como o acesso a softwares inovadores

para a elaboração de um novo

produto que rompe paradigmas da

flexografia, permitindo a impressão

acima de 100 linhas por centímetro,

48 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

A redação

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revista@projetopack.com

com degradês terminando em zero e

ao mesmo tempo assegurando altos

níveis de densidade e cobertura nos

diferentes substratos de impressão.

Conheçam o FG100 ® .

(figura 1)

O FG100 ® trata-se de um conjunto

de retículas inovadoras que,

associadas a processos específicos

de cópia de clichês de fotopolímero,

assim como fotopolímeros de alta

performance, permitem a formação

de pontos de alta definição, com alta

estabilidade e transições de degradês

até zero nunca antes vistos na

flexografia.

Pontos de 1,2% copiados na chapa, imprimindo 13%

(figura 2)

As retículas copiadas em lineaturas

tão altas não permitem que o olho

humano identifique rosetas e as imagens

ficam muito mais naturais, em

alguns casos os clientes reportam até

mesmo parecer uma “impressão em

3D”, devido ao nível de detalhes com

o ganho em contraste e profundidade.

Em um comparativo em banda

larga, utilizando tintas solvente e anilox

de 380 lpc, no caso de uma retícula

convencional, mesmo em lineaturas

mais baixas, como no exemplo

abaixo a 60 lpc, o menor ponto bem

formado é de 1,2% na chapa, o que

corresponde a uma porcentagem

impressa de 13%. (figura 1)

Na mesma condição de impressão,

a retícula FG100 ® consegue copiar

com tranquilidade um ponto de

0,5% o que corresponde a um ponto

impresso de 4%. (figura 2)

Pontos de 0,5% copiados na chapa, imprimindo 4%

Como funciona o FG100 ® ?

A primeira pergunta ou inquietação

dos que participam do processo

de implementação do FG100 ®

está relacionado à compatibilidade

de anilox com o clichê gravado em

100 lpc. As características pontuadas

abaixo explicam o porque da compatibilidade

de uma matriz gravada

em 100 lpc com anilox abaixo de 400

lpc, ou seja, com uma relação abaixo

de 4:1, o que contraria o paradigma

das relações de lineatura entre clichê

e anilox, que indicava um mínimo

de 6:1 em alguns casos.

1. Pontos mínimos com tamanho

superior às retículas

convencionais

Os pontos com a tecnologia

FG100 ® são grandes! Essa tecnologia

utiliza uma modulação de pontos na

região de altas luzes, de forma a utilizar

pontos de diâmetro superior aos

pontos circulares convencionais, isso

faz com que os pontos tenham grande

base de suporte, garantindo grande

resistência mecânica durante o

processo de impressão, reduzindo o

ganho de ponto associado à pressão

de máquina.

O diâmetro superior aos pontos

circulares tradicionais também permite

que o ponto tenha sustentação

ao entrar em contato com o cilindro

anilox, não penetrando no alvéolo e

assim permitindo uma impressão limpa

na área de mínimas, mesmo quan-

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 49


ARTIGO TÉCNICO

“Com esta

tecnologia, pela

primeira vez é

possível romper

a fronteira dos

450 m/min, com

clichês acima de

100 lpc e sem

mudança de anilox”

(figura 3)

do a relação de lineaturas entre clichê

e anilox encontra-se abaixo de 4:1.

2. AM vs. FM

Nessa tecnologia, a transição

de altas luzes não está relacionada

à diminuição do tamanho dos

pontos, mas sim a uma alteração

na frequência dos pontos, portanto

os pontos nas áreas de mínimas

são mais estáveis e seguros de se

imprimir. No caso do aumento de

pressão durante a impressão, não

há uma relação direta no aumento

do ganho de ponto.

A combinação dessas técnicas

faz com que o clichê gravado com o

FG100 ® seja compatível com aniloxes

a partir de 360 lpc.

Com essas características,

pela primeira vez conseguimos

imprimir em flexografia, com impressoras

de banda larga e tinta

solvente, a velocidades acima de

450 m/min, mesmo com clichês

acima de 100 lpc em condições

normais de impressão, sem a necessidade

de ajustes específicos.

Tais características de reprodução

de altas luzes e degradês de fato

permitem que a flexografia supere

a qualidade de reprodução em

quesitos antes dominados pela

rotogravura. (figura 5)

A tecnologia FG100 ® ainda

contempla retículas específicas

para a cobertura dos chapados e

a eliminação de marcas de entrada,

comuns nas impressões em

altas velocidades.

impressão de sólido normal

Transição de pontos em altas luzes

(figura 4)

impressão de sólido normal

50 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

(figura 5)

pontos de altas luzes, realizamos

a impressão com altos níveis de

pressão, de forma a sobrecarregar

os pontos. Na sequência, iniciamos

o “teste de arraste”, exercício

no qual a velocidade periférica

entre o clichê e o substrato são

modificados, chegando ao extremo

de imprimir com um arraste

de 4 mm positivos e, na sequência,

4 mm negativos

Teste de resistência dos pontos (impressos

com excesso de pressão)

A resistência e a estabilidade dos

pontos de altas luzes passam a ser

superiores, justamente devido ao

maior diâmetro dos pontos nas áreas

de baixa porcentagem.

No exercício abaixo, visando a

confirmação da performance dos

A referência em

máquina de corte

A solução em corte para o mercado global atual. Uma

máquina completa que corta todos os materiais usados no

mercado de embalagens flexíveis, fornecendo alto volume

de produção devido ao seu sistema de torre dupla.

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ProjetoPack em Revista - Ano XI comexi.com - Ed. 68 - Jul/Ago · comexictec.com 2018 - 51


ARTIGO TÉCNICO

Porcentagem

nominal

PORCENTAGEM IMPRESSA (COM EXCESSO DE PRESSÃO) *

0 mm 2 mm 3 mm 4 mm

1% 15% 15% 15% 16%

*medições óticas, realizadas com espectrofotômetro

Com os exercícios de impressão

em condições adversas de pressão

e arraste, a impressão com o

FG100 ® demonstrou níveis de estabilidade

muito superiores aos pontos

circulares normais. No quadro

acima, notamos que a porcentagem

impressa com um ponto de 1%

submetido a altos níveis de pressão

se comporta de maneira consistente,

mesmo quando submetidos a

arrastes de até 4mm.

“Minha conclusão após realizar os

testes com o FG100 ® é que paradigmas

devem ser quebrados”, afirma

Jonailton Oliveira, especialista em impressão

da Valfilm.

Estamos de fato vivendo um

momento histórico na flexografia,

onde após somarmos esforços de

diversas tecnologias, processos

e métodos, podemos de fato expandir

as aplicações em flexografia,

compartilhando os benefícios

desse processo que traz diversos

ganhos sobre outros métodos de

impressão, tais como flexibilidade,

velocidade de produção das matrizes,

menor impacto ambiental

e menor custo total de impressão,

agora associado a ganhos de qualidade

tais como a impressão acima

de 100 linhas por centímetro.

52 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 53


ARTIGO TÉCNICO

Hamilton Terni Costa

Hamilton é diretor da AN Consulting e

diretor para América Latina da APT

(antiga NPES)

revista@projetopack.com

EXISTE MARKETING NA INDÚSTRIA

GRÁFICA E NA DE IMPRESSÃO DE

EMBALAGENS?

Em nossas aulas de marketing

industrial no curso de Pós

Graduação do Senai Theobaldo

De Nigris, fazíamos essa pergunta

aos alunos e, com frequência,

as respostas versavam sobre

folhetos de apresentação e sites

nem sempre atualizados além de

pouca atividade nas mídias sociais.

Com honrosas exceções como a

Printi, Futura In e algumas outras.

Em conclusão, poucas empresas

têm uma dedicação a essa função

tão fundamental que Peter

Drucker, um dos maiores gurus da

área de gestão, pontuava que uma

empresa existe para gerar clientes.

E, para isso, duas funções são fundamentais:

marketing e inovação.

Em uma venda B2B, de empresa

a empresa, modelo que predomina

no setor gráfico e na impressão

de embalagens, em um

mercado que se acostumou a ser

demandado, herdeiro da época

artesanal onde quem dominava a

técnica e as ferramentas, o gráfico,

era buscado para o oficio. Com isso

o importante era mostrar sua capacidade

técnica para o cliente, daí

se manteve a importância de mostrar

o equipamento que se tem e o

que sabemos fazer com ele.

Até hoje essa é a mentalidade

que predomina em boa parte

do setor. A tal ponto que vemos

em 99% nas comunicações e nos

sites das gráficas a demonstração

de seus equipamentos e de

sua produção, sua qualidade de

reprodução. Há não muito eu via

circular em São Paulo um furgão

de uma gráfica de loja com

fotos de uma impressora digital

HP, dos dois lados da carroceria,

anunciando: agora temos uma

Indigo 5500!

Fico sempre imaginando as

diversas pessoas olhando para

aquilo sem entender o seu real significado.

Seria como se escolhêssemos

um laboratório de análise

que anunciasse: venha fazer seus

exames conosco, temos equipamentos

Toshiba!

Poucas são as empresas que

mostram o que o cliente, na verdade,

quer saber: as soluções que

possuem, que problemas resolvem,

para quem e de que forma.

Seus diferenciais.

Mostro com frequência um site da

SCI - Strategic Content Imaging, dos

Estados Unidos (www.sciimage.com),

que atua na área editorial e promo-

54 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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ARTIGO TÉCNICO

cional e que mostra, em poucas palavras,

o que faz e como faz para ajudar

seus clientes a resolver seus problemas.

Veja figura 1.

Tradução: Imagine as possibilidades

- Impressão que comunica.

Que cativa. Que conecta. Isso é o

que fazemos. Nós ajudamos empresas

a sair do comum para o extraordinário

usando personalização, interatividade

e tecnologias de meios

cruzados para trazer impressão à

vida. Ao mesmo tempo nós ajudamos

organizações a maximizarem o

valor da impressão com estratégias

de distribuição otimizada. Imagine

as possibilidades.

Eles valorizam a impressão e o

que ela pode fazer pelo cliente. A

qualidade fica intrínseca. Mostram

suas soluções: personalização, interatividade,

cross-media e logística.

Um show. Sem mostrar de cara equipamentos

e instalações. Mostram

soluções para problemas que os

clientes precisam resolver. Aliás, ao

se clicar o botão “Soluções”, se abre

uma página mostrando exatamente

o que oferece e seus diferenciais.

Esse é um bom exemplo (figura

2). E vejam que estou falando de

web sites. Hoje uma pequena parte

de marketing. Imaginem então em

todo o novo contexto de mídias sociais,

e-commerce e ferramentas

de automação de marketing.

Na venda B2B, o relacionamento

entre pessoas ainda é

fundamental, especialmente na

produção de materiais que se incorporam

aos produtos dos clientes

como rótulos e embalagens.

Por isso, voltando às nossas aulas

de marketing, enfatizamos

a questão de olharmos os clien-

te do seu pronto de vista. O que

o Prof. José Carlos Teixeira, do

Instituto de Marketing Industrial

chama de foco do cliente. Para

onde ele está olhando, o que está

querendo. E não do nosso habitual

olhar para o cliente, o “foco no

cliente”. Isso faz muita diferença e

todo o trabalho de venda de insight

ou de percepção do que o

cliente realmente precisa.

(figura 1)

(figura 2)

Saber comunicar-se em um

mundo digital com essa abordagem

é mesmo um desafio para a

maioria das gráficas e impressores

de embalagem e, muitas delas,

possivelmente jamais o farão de

forma adequada, perdendo vendas

e espaço.

Daí retornamos a Drucker. Se

inovação é fundamental, marketing

é tão fundamental quanto.

Pense nisso.

56 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


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ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 57


ARTIGO TÉCNICO

ESPECIAL SOBRE GESTÃO

DA SEGURANÇA E SAÚDE

OCUPACIONAL - SSO

Podemos dizer que a Segurança

e Saúde Ocupacional

(SSO) é o sistema mais complexo

para estruturação de uma

gestão, por duas razões principais:

• Sua interferência constante

nos processos de trabalho e na

nossa vida em si e

• A aplicação de uma enorme

quantidade de requisitos estatutários

e regulamentares, comandados

pelas Normas Regulamentadoras

(NRs).

Aliados as estas razões temos

ainda a falta de determinação do

ser humano em executar as tarefas

de forma segura e saudável,

seja pelo lado da empresa ou pelo

lado do trabalhador.

Com base nestas considerações,

vamos apresentar um modelo

de gestão básico a ser adotado

por qualquer empresa do setor

gráfico, embalagens e outras da

cadeia destes negócios. E se você

após toda esta leitura, achar que

tudo que foi apresentado aqui é

exagerado, será um indicador de

quanto aquém seu negócio está

de um bom padrão de Gestão de

Segurança e Saúde (SSO).

Nosso grande obstáculo em

fazer com que as pessoas acreditem

em segurança e saúde é

desafiador não só pelas más situações

econômicas que o país

sempre vivenciou, mas também

pela própria personalidade do

ser humano. Segundo uma médica

do Hospital das Clínicas de

São Paulo, o ser humano não se

sensibiliza com riscos à saúde e

58 - ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018


ARTIGO TÉCNICO

Joaquim F. A. de Morais

Joaquim Fernando Amâncio de Morais, é engenheiro químico

(FEI), administrador industrial (USP) e tem ainda formação como

auditor líder nas normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 22.000, SA

8000, Atuação Responsável (ABIQUIM), ISO 17.025.

revista@projetopack.com

segurança que possam ocorrer a

longo prazo ou que ocorram com

frequência baixa. Segundo ela,

não adianta mostrar que fumar

ou se expor ao sol pode provocar

câncer ou que não usar o cinto de

segurança no carro possa provocar

um acidente algum dia. Isto é

uma realidade, dada a forma com

que nós nos expomos a riscos

no nosso cotidiano, seja em casa

ou no trabalho. E pelo lado da

empresa, a lei existe, mas a sua

aplicação é difícil, o que aumenta

ainda mais a vulnerabilidade.

E para comprovar que este

valor da segurança e saúde na

nossa integridade não nos sensibiliza

em praticamente nada,

veja o exemplo do caso da Boate

Kiss no Rio Grande do Sul ou

até do barco Bateau Mouche, no

Rio de Janeiro: as casas noturnas,

locais públicos em geral e

barcos continuam com o mesmo

padrão baixo de segurança de

sempre (temos pouquíssimas exceções).

Comprove você mesmo!

Além do mais, temos empresas

e outras instituições que aplicam

recursos de segurança de forma

errada, sendo que na maioria das

vezes não consultam os requisitos

estatutários e regulamentares

aplicáveis. Aliados a isto, temos

profissionais da área de SSO e do

corpo de bombeiros com conhecimentos

fracos, quando não fazem

“vista grossa” para aplicação

de recursos adequados.

Porém, a gente tem que sempre

lutar, acreditando que podemos fazer

um mínimo.

A única maneira para fazermos

alguma coisa que julgamos como

certa é a determinação! Se não tiver

este “ingrediente”, esqueça: não

se fará Segurança e Saúde Ocupacional

(SSO) em sua empresa.

Está determinado? Vamos

então à prática?

Para começar temos que considerar

que as empresas variam de

porte, complexidade de processos

e, também, de cultura, embora já

dizia nosso grandioso Peter Drücker

(não com estas mesmas palavras)

que “a cultura de uma empresa é

uma desculpa que as pessoas usam

para justificar em não fazer as coisas

certas”. Um sistema de gestão pode

ser mais sofisticado ou não, ainda

sim considerando estes fatores.

Podemos, portanto, estabelecer

um modelo de gestão que pode

ser aplicado de forma confortável.

Vamos assim nos basear na norma

OHSAS 18001:2007 – Sistema de

gestão de segurança e saúde no

trabalho – Requisitos para apresentar

nosso formato de gestão. Vale

lembrar que recentemente foi publicada

a ISO 45001:2018 – Sistema

de gestão da segurança e saúde no

trabalho – Requisitos com orientação

para uso, a qual gradativamente

vai substituir a OHSAS 18001.

Os passos propostos para estruturar

um sistema de gestão de

SSO é como segue, considerando

as características citadas no parágrafo

anterior:

1° passo

Definir um administrador para

o sistema de gestão. Esta é a etapa

básica. Este administrador de

SSO será um profissional da área

de segurança, se o porte da empresa

assim requer (técnico de segurança

e/ou engenheiro de segurança).

As empresas que não se

enquadram legalmente em ter um

profissional deste, deve selecionar

outra pessoa. Sendo este candidato

profissionalmente ligado a

SSO ou não, algumas características

são relevantes:

• Facilidade de entendimento

dos processos nas instalações;

• Facilidade de leitura e entendimento

– para facilitar a abordagem

de requisitos estatutários

e regulamentares, principalmente

as NRs (normas regulamentadoras);

• Determinado;

• Facilidade com informática e

conhecimentos de Excel com

nível médio para avançado

(este item é imprescindível).

Diria até que se o profissional

especializado em SSO não

tiver estas características, não

recomendo que ele administre

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 59


ARTIGO TÉCNICO

a SSO. Ele pode executar tarefas

de SSO, mas não administrar, de

fato.Vale acrescentar que logicamente

a quantidade de trabalhadores

necessários para compor

esta gestão pode variar pelo porte

da empresa.

2° passo

cilitar seu emprego nas atividades

da empresa. Tanto é que a maior

parte das empresas mantém um

manual de SSO e exige dos seus

prestadores de serviços, como documento

mestre e comprobatório

de um sistema de gerenciamento

voltado à SSO.

Disponibilizar os recursos

básicos para o bom desempenho

das funções ao administrador,

tais como uma estação de

trabalho, munida de um computador

ou laptop, impressora colorida

e outras ferramentas que

permitam a produção e distribuição

de apostilas, manuais e

documentos da SSO, bem como

uma sala para treinamento dos

colaboradores.

3° passo

Manual de Segurança e saúde

não é exigido nas normas de Gestão

da Segurança e Saúde Ocupacional

(OHSAS 18001:2007 ou

ISO 45001:2018) como também

não é exigido na norma de Gestão

Ambiental (ISO 14001:2015)

e até para Gestão de Qualidade

(ISO 9001:2015).

Isto não significa que não se

precise ter um manual. Para sistema

ambiental e da qualidade o

manual pode até ser questionável,

porém no caso de Segurança

e Saúde Ocupacional (SSO) ele é

muito bem-vindo pela razão já citada

da complexidade legal aplicada

e a quantidade de ferramentas

aplicadas; um manual ajuda a

ordenar e consolidar tudo isto e fa-

Ao se preparar o Manual de

SSO, a estrutura básica e satisfatória

é como apresentada a seguir,

baseada no sistema do PDCA, ou:

Plan = Planejar, Do = Fazer, Check =

Verificar/monitorar e Action = Agir/

melhorar/corrigir.

4° passo

É preciso dar toda a orientação

para preencher o conteúdo do Manual

de SSO. A seguir, cada seção

apresentada do manual de SSO

terá um conteúdo para desencadear

a implantação de planos, programas,

procedimentos, inspeções

e controles.

Acesse o manual e veja cada seção

através do código QR a seguir:

5° passo

Preparar uma apresentação da

estrutura do sistema de gestão.

6° passo

A direção da empresa deve

apresentar o administrador nomeado

para todos os trabalhadores,

destacando suas atribuições e a

estrutura de gestão. A direção da

empresa declarar e realmente demonstrar

o comprometimento e

seu envolvimento. Neste evento, o

administrador da SSO apresenta a

estrutura de gestão através do Manual

de SSO.

7° passo

O administrador deve, com

base no Plano Diretor de SSO (veja

manual de SSO) e outras agendas,

criar uma rotina de trabalho

com participação de trabalhadores

ligados diretamente ao Depto.

de Segurança ou não. Lembre-se

que se deve envolver ao máximo

as pessoas para executar as tarefas

de gestão da segurança, pois

não podemos ter aquela figura do

responsável pela gestão de SSO,

como único responsável pelo tema

da segurança.

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ARTIGO TÉCNICO

ProjetoPack em Revista - Ano XI - Ed. 68 - Jul/Ago 2018 - 61


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