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Revista SECOVIRIO - 107

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www.secovirio.com.br<br />

REVISTA<br />

JULHO/AGOSTO 2017 - venda proibida<br />

nº<strong>107</strong><br />

CURTINHAS<br />

pág. 5 » 7<br />

ENTREVISTA<br />

pág. 8 » 18<br />

JURÍDICO<br />

pág. 22 » 26<br />

CAPA<br />

pág. 27 » 36<br />

Fugindo dos tradicionais prédios corporativos,<br />

novos negócios ocupam edifícios históricos


Garanta o funcionamento<br />

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1. Oferta válida para as unidades conectadas à rede de gás natural canalizado da Distribuidora local. A oferta de serviços/equipamentos pela GNS não possui qualquer relação com as atividades da Concessionária de distribuição de gás local, não sendo esta<br />

responsável por qualquer problema referente a equipamentos ou quanto à instalação/obras realizadas. Consulte os modelos de equipamentos que são cobertos pelo Plano. 2. No ano em que a distribuidora de gás local notificá-lo quanto à necessidade<br />

de realização da Inspeção Periódica de Gás (IPG), prevista em Lei (nº 6.890/2014), a Gas Natural Serviços priorizará a IPG em sua residência e não realizará a Revisão Preventiva Anual (RPA) naquele ano de Contrato.


SUMÁRIO<br />

DIRETORIA/EXPEDIENTE<br />

ENTREVISTA<br />

CONSULTAS JURÍDICAS<br />

2<br />

8<br />

PALAVRA DO PRESIDENTE<br />

CONDOMÍNIOS<br />

VERDES<br />

CAPA<br />

4<br />

19<br />

CURTINHAS<br />

JURÍDICO<br />

NOSSOS LUGARES<br />

5<br />

22<br />

JULHO•AGOSTO 2017 / nº <strong>107</strong><br />

24<br />

27<br />

38<br />

OUTROS OLHARES<br />

INDICADORES<br />

HABITACIONAIS<br />

MATÉRIA ESPECIAL<br />

50<br />

54<br />

58<br />

ANTIGO SIM, OBSOLETO JAMAIS<br />

Um imóvel pode ser um amontoado de argamassa, ferro e tijolos, estruturado à luz de um<br />

projeto arquitetônico. Mas um imóvel também pode ser um lar, desde que haja uma história que<br />

dê sentido a ele. Uma reflexão similar foi feita há mais de 50 anos em uma canção escrita pelos<br />

americanos Burt Bacharach e Hal David.<br />

"Uma cadeira é uma cadeira, mesmo quando não há ninguém sentado nela. Mas uma cadeira<br />

não é uma casa, e uma casa não é um lar quando não há ninguém para abraçá-lo forte", anuncia<br />

a intérprete Dionne Warwick nos versos de "A House Is Not a Home". A mensagem é clara, mas,<br />

para além do amor romântico, também é possível pensar a cidade a partir desse conceito<br />

poético. No fim das contas, o que faz uma casa, um condomínio, um bairro, uma cidade?<br />

Um prédio pode ser um retrato congelado de outra época ou um ambiente de reconexão com<br />

nosso processo de desenvolvimento. Nesse sentido, que tal aprender com a história, fugindo de<br />

anacronismos, e, quem sabe, perceber o que podemos resgatar dela? Essa é uma das reflexões e<br />

provocações que lançamos ao leitor na edição que você tem em mãos.<br />

Em nossa matéria principal, você vai conhecer histórias de jovens empreendedores que se<br />

propõem a desenvolver seus negócios, muitas vezes altamente conectados à modernidade, em<br />

prédios históricos. Ao transformar por dentro, dando um novo significado a casarões que<br />

poderiam simplesmente se deteriorar ou, quando muito, se tornar espaços para visitação guiada,<br />

essas iniciativas revelam o quanto aquilo que vivemos em outros tempos ainda pode fazer a<br />

diferença hoje. Afinal, um lugar cheio de História também pode ser um lugar cheio de (novas)<br />

histórias.<br />

EQUIPE SECOVI RIO


DIRETORIA/EXPEDIENTE<br />

DIRETORIA SECOVI RIO<br />

Efetivos<br />

Presidente: Pedro José Maria Fernandes Wähmann<br />

Vice-Presidente: Leonardo Conde Villar Schneider<br />

Vice-Presidente Financeira e de Desenvolvimento: Maria Teresa Mendonça Dias<br />

Vice-Presidente Administrativo: Ronaldo Coelho Netto<br />

Vice-Presidente de Marketing: João Augusto Pessôa<br />

Vice-Presidente Jurídico: Rômulo Cavalcante Mota<br />

Vice-Presidente de Assuntos Condominiais: Alexandre Hermes Rodrigues Corrêa<br />

Vice-Presidente de Locações: Antonio Paulo de Garcia Monnerat<br />

Vice-Presidente de Relações do Trabalho: Dennys Abdalla Muniz Teles<br />

Suplentes<br />

Aldo Fernando Villar Hecht da Fonte; Antonio Carlos Ferreira; Antonio Henrique Lopes da Cunha; Frederico Honorato Rodrigues Moreira; Germana<br />

Aragão de Mesquita Aguiar; Luiz Alberto Queiroz Conceição; Luis Carlos Bulhões Carvalho da Fonseca Filho; Pedro Carlos Carsalade<br />

CONSELHO FISCAL<br />

Efetivos<br />

Dorzila Irigon Tavares; Marco Antonio Moreira Barbosa<br />

Suplentes<br />

Antonio José Fernandes Costa Neto; Marco Antonio Valente Tibúrcio; Marco Antonio Vieira de Mello<br />

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO<br />

Efetivos<br />

Pedro José Maria Fernandes Wähmann; Manoel da Silveira Maia<br />

Suplentes<br />

João Augusto Pessôa; Ronaldo Coelho Netto<br />

CONSELHO DE RELAÇÕES DO TRABALHO<br />

Dennys Abdalla Muniz Teles (presidente); Alexandre Hermes Rodrigues Corrêa; Fernando Schneider; Maria Teresa Mendonça Dias<br />

REGIONAIS SECOVI RIO<br />

Regional Baixada Fluminense<br />

Av. Governador Roberto Silveira, 470, sala 412, Centro, Nova Iguaçu - RJ<br />

(Edifício Top Commerce)<br />

CEP: 26210-210<br />

Telefone: (21) 2667-3397<br />

E-mail: baixadafluminense@secovirio.com.br<br />

Regional Lagos<br />

Avenida Júlia Kubitschek, 16, loja 19, Bloco B, Parque Rivera, Cabo Frio - RJ<br />

(Edifício Premier Center)<br />

CEP: 28905-000<br />

Telefone: (22) 2647-6807<br />

E-mail: lagos@secovirio.com.br<br />

Regional Litorânea<br />

Av. Ernani do Amaral Peixoto, 334, sala 1.009, Centro, Niterói - RJ<br />

CEP: 24009-900<br />

Telefone: (21) 2637-1633<br />

E-mail: litoranea@secovirio.com.br<br />

Regional Noroeste Fluminense<br />

Praça São Salvador, 21, sala 904, Centro, Campos dos Goytacazes - RJ<br />

CEP: 28010-000<br />

Telefone: (22) 2738-1046<br />

E-mail: noroestefluminense@secovirio.com.br<br />

Regional Norte Fluminense<br />

Avenida Rui Barbosa, 1.043, sala 201, Centro, Macaé - RJ<br />

CEP: 27910-362<br />

Telefone: (21) 2772-3714<br />

E-mail: nortefluminense@secovirio.com.br<br />

Regional Serra Imperial<br />

Rua Dr. Nelson de Sá Earp, 95, sala 406, Centro, Petrópolis - RJ<br />

CEP: 25680-195<br />

Telefone: (24) 2237-5413<br />

E-mail: serraimperial@secovirio.com.br<br />

Representante: José Roberto Bittencourt Sauer<br />

Regional Serra Norte<br />

Rua Doutor Ernesto Brasílio, 45, sala 205, Centro, Nova Friburgo - RJ<br />

CEP: 28610-120<br />

Telefone: (22) 2523-7513<br />

E-mail: serranorte@secovirio.com.br<br />

Representante: Gabriel de Freitas Ruiz<br />

Regional Serra Verde<br />

Av. Feliciano Sodré, 460, loja 3, Várzea, Teresópolis - RJ<br />

CEP: 25963-082<br />

Telefone: (21) 2742-2102<br />

E-mail: serraverde@secovirio.com.br<br />

Representante: Henrique Luiz Rodrigues<br />

Regional Sul Fluminense<br />

Rua Dezesseis, 109, sala 1.101/A3-cobertura, Vila Sta. Cecília, Volta Redonda - RJ<br />

(Edifício Vila Shopping)<br />

CEP: 27260-110<br />

Telefone: (24) 3339-2272<br />

E-mail: sulfluminense@secovirio.com.br<br />

Representante: Vanisi de Oliveira Ferreira<br />

SEDE<br />

Av. Almirante Barroso, 52/9º andar, Centro, Rio de Janeiro - RJ<br />

CEP: 20031-918<br />

Telefone: (21) 2272-8000 - Fax: (21) 2272-8001<br />

E-mail: secovi@secovirio.com.br<br />

A <strong>Revista</strong> Secovi Rio é uma publicação institucional, bimestral, do<br />

Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração<br />

de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais em todo o<br />

Estado do Rio de Janeiro.<br />

EXPEDIENTE<br />

Conselho Editorial: Pedro Wähmann e João Augusto Pessôa<br />

Gerente de Marketing e Comunicação: Marcos Mantovan<br />

REDAÇÃO<br />

imprensa@secovirio.com.br<br />

Jornalistas responsáveis: Gustavo Monteiro (25.140 MTE/RJ)<br />

e Igor Augusto Pereira (2.629 MTE/GO)<br />

Redação: Amanda Gama, Carla Neiva, Gustavo Monteiro e Igor<br />

Augusto Pereira<br />

Projeto gráfico e diagramação: Henrique Vasconcellos<br />

Revisão: Sandra Paiva<br />

Colaboraram nesta edição: Daniel Santos de Abreu e Natália Fuly<br />

Foto de capa: Alexandre Macieira/RioTur<br />

PUBLICIDADE<br />

Elcias Teodoro (21) 2272-8009 - (21) 99789-6454<br />

teodoro@secovirio.com.br<br />

parcerias@secovirio.com.br<br />

Thiago Bogado (21) 2272-8007 - (21) 97226-8936<br />

revista@secovirio.com.br<br />

thiago@secovirio.com.br<br />

A revista reserva-se o direito de não aceitar publicidade sem<br />

fundamentar motivação de recusa.<br />

Os anúncios veiculados são de responsabilidade dos anunciantes.<br />

Tiragem: 22.000 exemplares. Distribuição gratuita.<br />

Auditada pela:<br />

BKR Lopes, Machado Auditors, Consultants & Business Advisers.<br />

Distribuição nacional:<br />

Treelog S.A. Logística e Distribuição.<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 2


PALAVRA DO PRESIDENTE<br />

Julho é mês de férias para muitas famílias, principalmente as que<br />

têm crianças e jovens em idade escolar. Mas, para o Secovi Rio,<br />

não tem descanso. Um de nossos trabalhos permanentes é<br />

acompanhar de perto a atuação legislativa nos âmbitos<br />

municipal, estadual e federal, levando sugestões, propondo<br />

alterações em leis, se necessário, e intervindo quando considerar<br />

que uma determinada proposição relacionada à atividade imobiliária mereça apreciação.<br />

Recentemente, por exemplo, o Sindicato se mobilizou contra o Projeto de Lei Municipal<br />

nº 1.978/2016, que prevê que os condomínios que oferecem moradia para seus<br />

empregados ficarão impedidos de solicitar a desocupação do imóvel caso o funcionário<br />

tenha dependente menor de idade em período letivo. Nossa equipe de Coordenação de<br />

Relações Político-Institucionais entrou em ação e enviou um parecer considerando a<br />

proposição inconstitucional, já que assuntos ligados a Direito do Trabalho são de<br />

competência da União. É nosso dever apontar aos legisladores quando estão<br />

ultrapassando seu limite e competência de legislar.<br />

Este é apenas um exemplo, entre tantos outros, de projetos de lei que podem<br />

comprometer a tranquilidade e o equilíbrio financeiro dos condomínios fluminenses. Ao<br />

longo de todo o ano, atuamos também junto ao Executivo, participando de conselhos,<br />

debatendo e propondo ações para desenvolvimento do segmento imobiliário e da<br />

cidade como um todo. Isso sem falar nos entendimentos frequentes com entidades<br />

como a Light, a CEG, a Comlurb e o Sindistal (Sindicato da Indústria de Instalações<br />

Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro), que têm como objetivo pensar<br />

em soluções que gerem economia e facilidades aos moradores de condomínio.<br />

Outro assunto que merece a atenção de todos é a pretensão do Executivo municipal de<br />

aumentar a arrecadação com o IPTU no Rio, o que deverá ser analisado e votado em<br />

breve na Câmara de Vereadores. Há rumores de que o prefeito poderia alterar<br />

substancialmente o imposto para os imóveis residenciais, em alguns casos até dobrar, o<br />

que comprometeria seriamente a capacidade contributiva da população, mais ainda<br />

num momento em que todos sofrem com a crise econômica. O<br />

papel do Secovi Rio, como de toda a sociedade civil organizada, é<br />

exigir dos poderes constituídos mais austeridade e racionalidade<br />

nos gastos públicos. Ninguém aguenta mais aumento de impostos<br />

sem contrapartida de serviços públicos eficientes. Convocamos a<br />

todos os leitores que fiquem atentos a esta questão. Nós, do Secovi<br />

Rio, estamos atentos e participaremos dos debates.<br />

Pedro Wähmann<br />

Presidente do SECOVI RIO<br />

Sua opinião é muito importante<br />

Quer mandar um comentário sobre esta edição<br />

ou sugerir uma pauta?<br />

Envie um e-mail para imprensa@secovirio.com.br<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 4


CURTINHAS<br />

Bom vizinho<br />

Nem todo mundo se dá bem com o vizinho. Muita<br />

gente tem uma relação apenas protocolar com quem<br />

mora ao lado, limitando-se a cumprimentar quando<br />

passa pelo corredor ou naqueles segundos em que<br />

compartilha o elevador. Outros só dirigem a palavra<br />

para reclamar do barulho. Quer um bom pretexto para<br />

mudar esse cenário? Que tal se juntar para celebrar o<br />

Dia do Vizinho?<br />

A data foi criada pela poetisa goiana Cora Coralina.<br />

Segundo o cineasta Lázaro Ribeiro de Lima, a ideia<br />

surgiu quando um grupo de pessoas próximas tentou<br />

organizar uma festa de aniversário para a escritora.<br />

Ela não aceitou e disse que preferia aproveitar a data<br />

para realizar uma celebração aberta, com a<br />

participação de quem morava nos arredores. Assim, o<br />

dia 20 de agosto, aniversário de Cora, virou o Dia do<br />

Vizinho.<br />

Dá para aproveitar esse dia para enviar um mimo ou<br />

bilhete ao vizinho, dizendo que está ali para o que ele<br />

precisar. Outra opção é organizar um pequeno jantar,<br />

em que cada um contribua com um prato. Em alguns<br />

estados, o Dia do Vizinho é comemorado em 23 de<br />

dezembro. Na dúvida, você pode celebrar nos dois<br />

dias. A pessoa homenageada vai estar na porta ao<br />

lado.<br />

Rio smart<br />

Já ouviu falar em smart cities, as cidades<br />

inteligentes? São locais em que a<br />

tecnologia é utilizada no processo de<br />

gestão, conectando cidadãos e o poder<br />

público. O Rio de Janeiro será o primeiro<br />

município brasileiro a ganhar um<br />

laboratório focado especificamente nesse<br />

estudo, graças a uma parceria entre a<br />

Agência Brasileira de Desenvolvimento<br />

Industrial e o Inmetro. A ideia é<br />

desenvolver soluções que ajudem a<br />

garantir a qualidade dos serviços urbanos,<br />

como luz e esgoto, a prevenir desastres,<br />

entre outros objetivos.<br />

Horta fácil<br />

Gostaria de cultivar uma pequena horta em casa,<br />

mas não sabe por onde começar? O ponto de<br />

partida pode estar nos alimentos que você já<br />

tem. Basta utilizar alguns conhecimentos<br />

básicos em hidroponia, a técnica de plantar na<br />

água. O alecrim, a hortelã e o manjericão, por<br />

exemplo, podem ser cultivados em um copo<br />

d’água. Basta colocar as ramas da hortaliça no<br />

recipiente e trocar o líquido a cada dois dias.<br />

Quando as raízes tiverem começado a crescer, é<br />

só transferir a muda para um vasinho com terra.<br />

Shutterstock<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 5


Descarte adequado<br />

Jogar remédios vencidos no lixo comum não é a<br />

melhor maneira de se livrar deles. Se descartados<br />

no aterro sanitário, eles podem contaminar o solo e<br />

o lençol freático. A solução pode ser entregá-los a<br />

drogarias que os recebem e encaminham para o<br />

incineramento. Estima-se que 1kg de<br />

medicamentos fora da validade pode contaminar<br />

até 450 mil litros de água. Por isso, na hora de jogar<br />

fora aquela cartela de comprimidos, verifique se há<br />

algum posto de coleta perto de casa. Consulte uma<br />

lista de locais de descarte no endereço eletrônico<br />

roche.ecycle.com.br.<br />

Flor antidengue<br />

Todo mundo sabe a regra de ouro<br />

do combate ao Aedes aegypti:<br />

evitar a proliferação do mosquito,<br />

identificando focos de água<br />

parada que sirvam como<br />

criadouros. O que nem todo<br />

mundo sabe é que há, ainda, uma<br />

forma de complementar a guerra<br />

ao transmissor da dengue, zika e<br />

chikungunya. Um grupo de<br />

voluntários ligados à ONG Active<br />

Citizens decidiu plantar a flor<br />

crotalária (Crotalaria juncea) em<br />

canteiros do bairro Trindade, em<br />

São Gonçalo. A planta costuma<br />

atrair libélulas que são predadoras<br />

do mosquito em sua forma de<br />

larva, diminuindo a incidência do<br />

inseto. É importante dizer que o<br />

plantio não substitui os cuidados<br />

básicos na luta contra o Aedes<br />

aegypti.<br />

Intruso digital<br />

A conexão de internet da sua casa está muito lenta, você já<br />

realizou todos os procedimentos-padrão, entrou em contato<br />

com a operadora e o serviço continua ruim? A razão pode ser<br />

uma sobrecarga em sua rede doméstica, causada pelo uso<br />

indevido de algum desconhecido. O app Wifi Inspector,<br />

disponível para os sistemas Android, ajuda a detectar intrusos.<br />

Basta fazer o download e verificar que dispositivos estão<br />

conectados à sua rede. Caso desconheça algum aparelho,<br />

altere a senha do roteador e observe se a velocidade da<br />

conexão melhora.<br />

Shutterstock<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 6


De volta à ativa<br />

Hotel, cassino e sede de emissora de TV. Um<br />

clássico do Rio de Janeiro voltará à vida. O Istituto<br />

Europeo di Design (IED) anunciou que, a partir de<br />

outubro, iniciará as obras de revitalização do prédio<br />

onde funcionava o Cassino da Urca. O lugar passará<br />

a abrigar o Centro Latino-Americano de Inovação em<br />

Design e deverá ser o primeiro prédio sustentável<br />

tombado do Brasil.<br />

Rodrigo_Soldon/Flickr<br />

Por dentro<br />

Um sensor bem simples de usar promete fazer<br />

um verdadeiro raio X em paredes, identificando<br />

tubulações, fios e outras estruturas internas. A<br />

expectativa é que a ferramenta ajude na hora de<br />

realizar pequenas obras e reformas domésticas,<br />

mostrando os pontos em que é seguro quebrar<br />

ou fazer um furo. Para funcionar, o Walabot DIY<br />

deve ser acoplado a um celular, que exibirá tudo<br />

na tela. O aparelho é importado e custa em<br />

média 299 dólares.<br />

Na confiança<br />

Já ouviu falar sobre aqueles negócios feitos “no fio do<br />

bigode”, isto é, baseados na confiança mútua? Para<br />

um grupo de estudantes da Unirio, isso não está no<br />

passado. Os alunos criaram na universidade o<br />

“murinho da honestidade”, uma espécie de<br />

lanchonete a céu aberto, em que cada um<br />

disponibiliza brownies, brigadeiros e outros quitutes,<br />

e... vai embora. Quem se interessar pode pegar o que<br />

quiser e deixar o pagamento em uma caixinha ao lado,<br />

sem supervisão alguma. Os estudantes dizem que a<br />

iniciativa está dando certo e ninguém nunca saiu no<br />

prejuízo.<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 7


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Amanda Gama<br />

Divulgação/ Agência Zero<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 8<br />

“Não é um show. Nunca foi só um show.”<br />

É assim que a produtora Roberta Medina explica o<br />

Rock in Rio, um projeto que cresceu, ganhou o<br />

mundo – com edições em Lisboa, Madri e Las<br />

Vegas – e cada vez mais se aproxima de tornar<br />

palpável o sonho do seu criador: um parque<br />

temático da música. A dias de retornar à sua<br />

cidade natal, o festival se prepara para fazer o<br />

carioca sonhar e cantar.<br />

Por isso mesmo, encontrar um tempinho na<br />

agenda da vice-presidente do Rock in Rio não é<br />

uma missão fácil. Mas, no meio da correria, ela<br />

abriu espaço para falar com a <strong>Revista</strong> Secovi Rio<br />

sobre sua trajetória, carreira, o evento e as<br />

expectativas para a sua 18ª edição (a 7ª no Rio),<br />

que está de casa nova: o Parque Olímpico.<br />

Aos 39 anos, ela trilha um caminho paralelo ao do<br />

pai, Roberto Medina (fundador do festival), já foi<br />

chamada de “prefeita da Cidade do Rock” e é uma<br />

das mentes por trás da megaestrutura. Não por<br />

acaso, chega a mais uma edição do Rock in Rio<br />

deixando mais que comprovado que tem talento e<br />

habilidade de sobra para superar o peso do<br />

sobrenome.


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Fale um pouquinho sobre como foi a sua trajetória até chegar aonde você está hoje.<br />

Na verdade, começou dentro de casa. Tenho um pai muito inspirador, e a conversa dentro de casa<br />

não era exatamente sobre o que eu gostava de fazer, o que eu queria fazer... Era sempre sobre<br />

comunicação, realização de sonhos – a parte com a qual o Roberto se encanta muito. Tínhamos uma<br />

tradição de jantar juntos todos os dias, e cresci ouvindo muitas histórias. Mas, por mais que as<br />

pessoas possam se surpreender, não cresci com a realidade do Rock in Rio. Quando o primeiro<br />

aconteceu, eu tinha 6, quase 7 anos, e, no segundo, eu ia fazer 12. Então não tinha noção do que<br />

era esse mundo.<br />

Roberta<br />

Quando é que você começou a trabalhar de fato?<br />

Andre Luiz Moreira/Shutterstock<br />

Quando eu já estava com 17 anos, tinha vontade de trabalhar – meus pais começaram a trabalhar<br />

cedo, então minha referência sempre foi essa –, e a Artplan (agência de publicidade e eventos)<br />

estava fazendo uma promoção de Natal para o BarraShopping. Era um show de fim de ano da<br />

Disney, para o qual as pessoas podiam trocar as notas fiscais pelo ingresso. Por uma coincidência,<br />

passeando no shopping com meu pai, encontramos o gerente de marketing – na época, o Luís<br />

Roberto Marinho –, e eu comecei a participar da conversa. Então ele me convidou para estagiar na<br />

área de marketing. É óbvio que estava querendo agradar ao meu pai, então não levei aquilo a sério.<br />

Só que uma semana depois ele ligou e perguntou: “Vem ou não vem?” Não fazia ideia do que ia<br />

fazer, mas era fascinada pela Disney, então, para mim, qualquer coisa era boa.<br />

Roberta<br />

Não cresci com a realidade do<br />

Rock in Rio. Quando o primeiro<br />

aconteceu, tinha 6, quase 7 anos.<br />

Não tinha noção desse mundo<br />

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Av. Presidente Vargas, 583 / Sala 401 - Centro / RJ - CEP: 20.071-003<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 9


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

O que você fazia lá?<br />

Curiosamente, me botaram para fazer a ligação entre a equipe de marketing e a equipe de produção<br />

do show, que era externa, e foi aí que passei a conhecer a parte de produção de evento. Comecei a<br />

acompanhar planejamento de acesso de público, de organização de palco, som e luz... Eu me<br />

apaixonei completamente e não quis mais fazer outra coisa. Dali para a frente, surgiram outros<br />

projetos. Participei do primeiro ano da Árvore de Natal da Lagoa. Depois fui convidada para fazer<br />

essa coordenação do evento de dentro da agência. Isso foi em 1996, e nunca mais parei.<br />

Roberta<br />

A.RICARDO/Shutterstock<br />

E o Rock in Rio, como surgiu na sua vida?<br />

Em 2000, meu irmão e meu pai estavam trabalhando na venda do patrocínio para o Rock in Rio<br />

voltar a acontecer, e eu não estava participando desse processo. Quando o patrocínio foi fechado,<br />

entrei para ajudar na produção. Aí o Roberto pediu que eu fizesse a coordenação de produção do<br />

Rock in Rio, e eu, obviamente, disse “não”. Não fazia a menor ideia do que aquilo significava. Ele<br />

insistiu. Na terceira insistência, eu disse “tá bom”. O Rock in Rio 2001 foi minha grande faculdade,<br />

mestrado, doutorado... Com o privilégio de trabalhar, certamente, com os melhores profissionais do<br />

Brasil.<br />

Roberta<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 10


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Isso não gerava certa apreensão?<br />

Nikola Spasenoski/Shutterstock<br />

Eu tinha papel de coordenação, de aprovação de orçamento. Mas, claramente, estava mais<br />

aprendendo do que coordenando de verdade. Eu não tinha experiência para fazer aquele evento de<br />

forma alguma. Tenho certeza absoluta de que contribuí bastante, mas cada um no seu quadrado...<br />

Não tenho a menor ilusão de que era peça central naquele momento. Ali aprendi muitas coisas<br />

importantes sobre cuidado com as pessoas, sobre a humildade para aprender e ouvir. Foi muito<br />

enriquecedor. Passado isso, abrimos a Dream Factory, e, dois anos depois, o Roberto fecha o Rock in<br />

Rio Portugal. Eu fui produzir, e em 2005 decidimos que o evento ficaria lá, acontecendo de dois em<br />

dois anos. Então, nesse ano eu decidi me mudar para Portugal, deixar a Dream Factory e ficar focada<br />

nisso. Teve Rock in Rio também na Espanha e nos Estados Unidos. Outros projetos apareceram pelo<br />

caminho, mas prioritariamente a atenção é voltada para o Rock in Rio.<br />

Roberta<br />

Aliás, hoje você vive em Portugal. Por que tomou essa decisão?<br />

Aí foi uma questão muito pessoal mesmo. Descobri que a nossa personalidade pode se identificar<br />

com o estilo de uma cidade. Eu me identifiquei com a personalidade de Lisboa, com a frequência de<br />

uma cidade menor do que a nossa. Lá tem uma coisa muito construtiva: as pessoas não estão lá para<br />

atrapalhar. Infelizmente, no Brasil, a gente está sempre tendo que resolver coisas que aparecem<br />

para atrapalhar e não necessariamente ajudar a construir o que você está fazendo. Mas essa<br />

característica de lá é muito estimulante porque aumenta a possibilidade e a vontade de fazer. E,<br />

para mim, algo importante é o sentimento de que é possível fazer as coisas mudarem para melhor.<br />

Eu me identifiquei muito com isso. Mas enfim, com muito trabalho para ser feito, o Rock in Rio<br />

sendo realizado lá, as coisas acabaram contribuindo para eu ficar mais por lá.<br />

Roberta<br />

(Ser filha do Roberto Medina)<br />

facilitou muito meu acesso ao<br />

mercado, mas também trouxe<br />

expectativa e um nível de<br />

exigência bastante elevado<br />

De que maneira ser filha de quem você é interferiu nesse processo?<br />

Interferiu 100%. Acho que, obviamente, ele foi um grande cartão de visitas, abriu as portas mais<br />

facilmente, facilitou muito meu acesso ao mercado. Ele trouxe uma credibilidade que fez com que as<br />

pessoas me dessem atenção. É diferente de chegar lá completamente desconhecida. Mas também<br />

trouxe expectativa e um nível de exigência bastante elevado. E o meu próprio nível de exigência<br />

também se elevou muito para corresponder a essa facilidade e dar conta do recado.<br />

Roberta<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 11


ENTREVISTA • PEPE ROBERTA GUTIERREZ MEDINA<br />

Como é trabalhar com o pai?<br />

Matteo Chinellato/Shutterstock<br />

O Roberto é muito exigente. É um homem que não aceita “não”, para quem nada é impossível. Então<br />

nosso nível de dedicação é máximo. Tem que ser capaz de realizar. (Ser filha dele) foi, sem dúvida<br />

alguma, uma abertura de portas, mas trouxe também o outro lado. Nada é só bonito ou leve. Tem<br />

um preço a pagar de exigência e responsabilidade. Mas isso me levou a começar a fazer projetos<br />

próprios muito cedo. Eu tinha 22 anos quando a Dream Factory abriu. Ali eu estava gerindo uma<br />

empresa. Isso tem um peso.<br />

Roberta<br />

De que forma isso afetou seu amadurecimento profissional?<br />

Ocorre um processo de muita dúvida sobre se você tem valor ou se as pessoas estão lhe dando<br />

atenção só porque é filha dele, e isso foi uma das alavancas que me fez ter esse nível de exigência<br />

elevado. A gente precisa se provar de uma forma diferente. As pessoas que não têm essa<br />

expectativa, essa chancela, essa sombra, vão se construindo, se provando sem dever nada a<br />

ninguém. Mas, quando você chega com esse cartão de visitas assim, da família, alguém que tem<br />

visibilidade, já chega devendo.<br />

Roberta<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 12


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Notei que você se refere a ele como Roberto...<br />

Sempre que eu falo de trabalho, é Roberto. Tem que<br />

ser! É muita responsabilidade para a mesma pessoa.<br />

Tem que tratar em parte como pai, em parte como<br />

presidente.<br />

Roberta<br />

Qual foi a maior diferença entre realizar o evento aqui e em Lisboa?<br />

O que acaba fazendo a maior diferença é a cultura. Você chega a um país, apesar de ser um projeto<br />

de linguagem internacional, e tem que se adaptar ao gosto local. Quando chegamos a Portugal, a<br />

história do Rock in Rio era importante para dar credibilidade. Mas tivemos que dar uma cara nova<br />

para o público português. Ali você começa uma nova história, uma relação de cativar público, e no<br />

processo se aprende muito. Você está chegando na casa dos outros. Então a troca é fundamental. A<br />

parte mais enriquecedora de um projeto fora (do Brasil) é o crescimento. Você deixa de ser uma<br />

cultura só e se torna uma cultura mista, não fica só com as suas verdades nem com as deles.<br />

Criam-se novas verdades, novas formas de fazer.<br />

Roberta<br />

(Quando trabalha fora do país de<br />

origem) você deixa de ser uma<br />

cultura só e se torna uma cultura<br />

mista. Não fica só com as suas<br />

verdades nem com as deles<br />

E quanto ao comportamento do público?<br />

Na hora em que começa o<br />

show, há uma coisa na qual o<br />

Brasil, de fato, é imbatível<br />

O público português é muito ordeiro e educado. Por exemplo, você não vê a quantidade de lixo que<br />

vê aqui. As pessoas são muito comportadas na utilização daquele espaço. Aqui a coisa é mais<br />

bagunçada, o que não quer dizer necessariamente mais feliz ou animada. Cada um tem o seu tom de<br />

animação. Obviamente, o tom de animação aqui é um pouco acima. Na hora em que começa o<br />

show, há uma coisa na qual o Brasil, de fato, é imbatível – e olha que o público português é<br />

absolutamente espetacular e extremamente caloroso... Me refiro à vibração. É bárbara.<br />

Roberta<br />

O que fez com que o Rock in Rio desse tão certo?<br />

Divulgação<br />

Acho que existem algumas questões. Uma delas é que ele é um projeto de comunicação, não é um<br />

show. Não é uma coisa que acontece – vende ingresso, abre as portas, faz o show e vai embora.<br />

Construímos uma relação com o consumidor um ano antes. Ficamos um ano conversando com as<br />

pessoas, sabendo do que elas gostam, contando o que pretendemos fazer, criando expectativa do<br />

dia da festa... Em “O Pequeno Príncipe” há uma frase que é qualquer coisa dizendo: “Você diz que<br />

vem às quatro, às três eu começo a te esperar.” Então você antecipa a alegria daquele momento, vai<br />

sonhando com eles e construindo esse sonho junto.<br />

Roberta


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Como esse relacionamento muda a experiência?<br />

Se você tem um nível de entrega, de qualidade do projeto bem elevado, consegue se relacionar não<br />

apenas com o público tradicional que vai a shows, mas com o público mais velho, o mais novo... Isso<br />

é fruto de uma constante exigência, de evolução e de melhora. É uma coisa que o próprio Roberto<br />

tem. Sai do evento sempre falando sobre o que pode melhorar.<br />

Roberta<br />

Como isso se traduz nas escolhas administrativas?<br />

Andre Luiz Moreira/Shutterstock<br />

Lembro que, em 2011, estávamos muito felizes com o evento. O nível de aprovação, de 1 a 10, era<br />

9,3, enorme para um evento dessa dimensão. Quando terminou, ele falou que ia diminuir de 100 mil<br />

para 85 mil pessoas. Ninguém acreditou! A gente ficou tipo: “O quê?” E ele: “Porque eu acho que<br />

não ficou confortável.” E ponto. E, de fato, ele tinha razão. Ou seja, não existe só um olhar<br />

financeiro, e sim um empresário muito comprometido com a qualidade do que oferece para o seu<br />

público. Isso, obviamente, o consumidor reconhece.<br />

Roberta<br />

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Isso é coisa do passado!<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 14


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Mesmo em um momento econômico delicado, as vendas foram<br />

bem-sucedidas, os ingressos se esgotaram rapidamente...<br />

O que acontece em um momento de crise – e isso tem também a ver com as marcas, que são<br />

parceiras e garantem 50% dos investimentos musicais totais do evento – é que, quando você tem<br />

um nível de entrega tão elevado, na hora em que possui menos recursos disponíveis, escolhe o que<br />

é seguro. É natural que, na crise, os projetos mais consolidados ganhem na hora da decisão.<br />

É natural que, na crise, os projetos mais consolidados<br />

ganhem na hora da decisão. Quando possui menos recursos<br />

disponíveis, você escolhe o que é seguro<br />

Roberta<br />

Shutterstock<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 15


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

Qual foi o momento mais marcante do Rock in Rio para você?<br />

Ih, foram muitos! Sem dúvida alguma, a primeira edição (1985) é a mais marcante de todas. Não foi<br />

um evento, foi um fato histórico. Quando ele aconteceu, tinha uma bandeira muito forte que era<br />

mostrar a juventude, a luta contra a ditadura, pela eleição por voto direto... Era um momento<br />

relevante para o país, e aquela geração levantou essa bandeira. A partir dali, foi ultrapassada<br />

qualquer dimensão de construção de um produto ou marca. Tanto que as pessoas têm o Rock in Rio<br />

como delas. Quando fomos para Portugal, o que mais ouvíamos era: “Seus traidores, estão levando<br />

o Rock in Rio embora!” Só conseguimos unificar a conversa depois que voltamos para o Brasil. Mas,<br />

realmente, a primeira edição é o que nos move até hoje.<br />

Roberta<br />

O que mudou de mais importante de lá para cá?<br />

Houve um momento muito forte em 2001, quando o Rock in Rio se torna uma plataforma de<br />

comunicação para causas sociais e ambientais. Passa a ser “Rock in Rio por um mundo melhor”. Ali<br />

fizemos um movimento de comunicação muito impactante. Foi uma ocasião relevante que<br />

materializou a crença e as ambições do evento. Depois tem um passo importante na ida para Lisboa,<br />

que é começar a conversa internacionalmente. O evento começa a evoluir para o que estamos cada<br />

vez mais próximos, que é ser um grande parque temático da música. Não é show. Nunca foi só<br />

show.<br />

Roberta<br />

O que é?<br />

A proposta do primeiro já era unir pessoas por meio da música, mostrando que era possível um<br />

ambiente de paz com pessoas diferentes, com gostos diferentes. Nunca foi só um estilo musical. Na<br />

primeira edição teve samba, MPB, frevo, pop... Isso era para mostrar que essa diversidade é<br />

possível. Em 2004, começamos a extrapolar essa proposta, mostrando que a festa é o que<br />

realmente importa, e não o show. A volta para o Brasil pode pontuar o regresso em 2011, mas, em<br />

2015, a celebração de 30 anos foi muito bonita. Contamos com alguns artistas mais velhos, alguns<br />

que tocaram na primeira edição, e o público foi absolutamente espetacular. Muita gente que<br />

participou da primeira edição voltou com seus filhos e seus netos para ver o que era o Rock in Rio.<br />

Roberta<br />

E, durante a gestão do evento, qual foi a sua maior realização?<br />

Shutterstock<br />

É difícil dizer, porque acho que o resultado de um projeto como o Rock in Rio não é só de um, é de<br />

todos. Eu tenho muito orgulho das equipes que fomos reunindo ao longo da história, nesses anos de<br />

evento. É muito difícil pontuar alguma coisa dessa forma porque a nossa grande realização é a cada<br />

abertura de portas. A abertura e o fechamento. Quando você abre, está materializando aquela<br />

conversa, entregando aquilo que prometeu. Tem toda a responsabilidade de estar gerindo. E,<br />

quando acaba, é um alívio enorme de as coisas terem corrido bem, de ver as pessoas felizes. Eu acho<br />

que a maior alegria está no brilho dos olhos das pessoas, e isso acontece a cada evento.<br />

Roberta


ENTREVISTA • ROBERTA MEDINA<br />

O que as pessoas podem esperar desse<br />

Rock in Rio que se aproxima?<br />

Jack Fordyce/Shutterstock<br />

Vai ser muito interessante porque será a nossa maior e melhor Cidade do Rock. Vai se aproximar<br />

cada vez mais daquele conceito de parque temático da música. Estamos realmente muito animados<br />

com a possibilidade de as pessoas viverem uma Cidade do Rock com mais espaço, mais conforto,<br />

mais banheiros, mais áreas sombreadas, espaço para circular, menos aglomeração... É óbvio que, na<br />

frente do palco, tem aglomeração. Não tem solução, é para isso mesmo, né? Mas vai ser muito<br />

gostoso passear, vivenciar as atividades todas. Há muita novidade. Depois da primeira edição, esse,<br />

seguramente, é o conjunto de artistas mais fortes que já tivemos. Acho que a expectativa das<br />

pessoas está bem alta.<br />

Roberta<br />

Você falou sobre o lema “Por um mundo melhor”. O que vocês fazem<br />

e ainda pretendem fazer para que isso se torne uma realidade?<br />

Desde que nasceu o projeto “Por um mundo melhor”, já investimos, com nossos parceiros, cerca de<br />

R$ 70 milhões em causas diversas. Nunca tivemos a mesma causa de edição para edição.<br />

Entendemos que deveríamos abraçar o que parecesse com potencial de acordo com a necessidade<br />

de cada país. No ano passado, pela primeira vez, unificamos a mensagem do projeto socioambiental<br />

do Rock in Rio em todos os países onde estamos e por mais de uma edição. Desde então estamos<br />

trabalhando com o projeto Amazonia Live. Começamos com o compromisso de plantar 1 milhão de<br />

árvores. Desde então, já devemos estar com cerca de 3 milhões.<br />

Roberta<br />

Depois da primeira edição,<br />

esse, seguramente, é o<br />

conjunto de artistas mais<br />

fortes que já tivemos<br />

É um número bastante expressivo.<br />

E com potencial (de aumentar). Esse projeto ainda vai até, pelo menos, 2019. Mas não se trata só de<br />

plantar árvores. Na verdade, trata-se de construirmos um país mais saudável para a humanidade. E<br />

existem muitas vertentes dessa conversa. A ambiental, seguramente; tem a do respeito, da<br />

tolerância, da igualdade... Então há muitas bandeiras que abraçaremos ao longo desse caminho, mas<br />

por meio dessa conversa de um mundo mais sustentável para vivermos. Acima de tudo, buscamos<br />

uma mudança de comportamento para que as pessoas se conectem com o problema olhando para a<br />

solução e pensem: “Mesmo sem grande esforço, o que eu posso fazer para construir esse mundo<br />

melhor que queremos?”<br />

Roberta<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 18


CONDOMÍNIOS VERDES<br />

FALE DE SUSTENTABILIDADE<br />

NO CONDOMÍNIO<br />

Carla Neiva<br />

izem que uma andorinha só não faz verão. No<br />

entanto, se esse ditado fosse aplicado à<br />

sustentabilidade, ele seria uma grande mentira.<br />

Isso porque cada atitude individual, por menor<br />

que seja, faz a diferença para um mundo mais<br />

sustentável. Mas, assim como as andorinhas que,<br />

juntas, fazem um lindo verão, ao juntarmos várias<br />

pequenas atitudes sustentáveis, teremos um<br />

resultado ainda maior.<br />

Por essa razão é muito importante plantar a<br />

sementinha da sustentabilidade diariamente no<br />

cotidiano das pessoas. A informação está<br />

presente na TV, nos jornais, na internet, mas<br />

concentrar ideias e divulgá-las pode ser<br />

determinante para que mais pessoas deem o<br />

pontapé inicial. E sabe um ótimo lugar para<br />

compartilhar tal tipo de informação? O seu<br />

condomínio! Por isso separamos algumas dicas<br />

que vão ajudá-lo a disseminar a cultura da<br />

sustentabilidade onde você mora:<br />

Reserve um espaço no mural de avisos do<br />

condomínio para dar dicas sustentáveis<br />

Que tal, toda semana, apresentar uma dica nova no mural? É<br />

possível abordar temas como economia de energia, consumo<br />

consciente de água, descarte correto de materiais, entre<br />

outros.<br />

Nas reuniões da assembleia, separe um tempinho<br />

para falar sobre sustentabilidade<br />

Para começar, apenas cinco minutinhos podem ser suficientes<br />

para a troca de dicas e informações. Aproveite este tempo<br />

para ouvir as sugestões dos demais condôminos.<br />

Crie “listinhas verdes”<br />

Crie listinhas de ecopontos, ou seja, aqueles lugares que<br />

recebem materiais para serem posteriormente reciclados ou<br />

descartados corretamente. Você pode fixar a lista no mural de<br />

avisos ou entregá-la para os condôminos na reunião de<br />

condomínio. Você pode listar os lugares que fazem coleta de<br />

óleo de cozinha, recebem remédios vencidos, aparelhos de<br />

celular inutilizados, lâmpadas fluorescentes etc.<br />

Estimule as crianças a adotar hábitos sustentáveis<br />

desde cedo<br />

Se o seu condomínio possui jardim, que tal reunir a criançada<br />

para ajudar a cuidar das plantas? Escolha um sábado ou<br />

domingo e mostre à molecada a importância das plantas para<br />

a nossa vida e os cuidados que elas precisam para crescerem<br />

saudáveis e bonitas.<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 19


Viu como disseminar a cultura da<br />

sustentabilidade em seu condomínio é mais<br />

fácil do que você imaginava? Se você tem<br />

interesse pelo tema e acredita que é possível<br />

viver em um mundo mais sustentável,<br />

compartilhe seu conhecimento com os<br />

vizinhos e amigos e fique sempre ligado nos<br />

posts do Blog Condomínios Verdes!<br />

Nós acreditamos no poder da informação,<br />

por isso buscamos levar até você conteúdos<br />

relevantes sobre sustentabilidade, que<br />

provoquem reflexão e contribuam para uma<br />

mudança de atitude. E então, você está<br />

pronto para se juntar ao bando de andorinhas<br />

que lutam por um mundo mais verde?<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 20


JURÍDICO • ARTIGO<br />

LOJAS EM CONDOMÍNIOS,<br />

UM CASO DE AMOR OU ÓDIO<br />

Corina Maria da Costa • advogada do Departamento Jurídico do Secovi Rio<br />

U<br />

ma realidade crescente, principalmente nas grandes<br />

cidades, são os condomínios mistos ou mixed-use, que<br />

conjugam unidades habitacionais e comerciais na mesma<br />

edificação. Este tipo de empreendimento tem seus prós e<br />

contras e alimenta grandes paixões.<br />

De um lado, aqueles que convivem pacificamente e<br />

consideram uma vantagem estar perto de serviços como<br />

restaurante, padaria, salão de beleza, cinema, teatro, lojas<br />

de departamento, bastando um toque para chamar o<br />

elevador. De outro, aqueles que não enxergam com bons<br />

olhos essa vizinhança, em razão de transtornos como<br />

maior movimentação de indivíduos, barulho em função da<br />

circulação ou frequência das pessoas, música, odores,<br />

maior gasto de água, forma de divisão<br />

de despesas etc.<br />

Abordaremos neste artigo<br />

basicamente a forma de contribuição<br />

das lojas para atendimento das<br />

despesas condominiais.<br />

A questão relativa à forma de<br />

contribuição das lojas é sempre<br />

destaque, pois, como bem acentuado<br />

por Antônio Delfim Neto, “a parte<br />

mais sensível do corpo humano é o<br />

bolso”. Assim, na hora de dividir as<br />

despesas, ouvimos argumentos variados. Um dos mais<br />

polêmicos é que as lojas não fazem parte do condomínio<br />

nem usam seus serviços, portanto não devem contribuir<br />

para suas despesas ou, pelo menos, não com todas elas.<br />

Mas como solucionar esse impasse? O que a lei disciplina<br />

sobre o assunto?<br />

Se a loja integra a estrutura da edificação, ela faz parte<br />

do condomínio e, como tal, se submete às regras<br />

Na hora de dividir as<br />

despesas, um dos<br />

argumentos é que as<br />

lojas não fazem<br />

parte do<br />

condomínio nem<br />

usam seus<br />

serviços<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 22<br />

relativas ao condomínio edilício, inclusive quanto à<br />

necessidade de contribuir para sua manutenção e<br />

conservação. Não é à toa que a cota condominial tem<br />

natureza propter rem, sendo devida por todos que possuem<br />

uma propriedade em condomínio, tendo como objetivo<br />

principal a manutenção e conservação<br />

do bem.<br />

Assim, se a Convenção não libera<br />

qualquer dos condôminos do<br />

pagamento, todos devem contribuir<br />

na forma prevista. É isso que dispõe o<br />

inciso I do art. 1.336 do Código Civil.<br />

Entretanto, é perfeitamente legal,<br />

desde que previsto na Convenção,<br />

que haja uma obrigação das lojas no<br />

custeio de somente algumas<br />

despesas, considerando o seu<br />

posicionamento na edificação.<br />

Desse modo, se a loja se localiza dentro do condomínio,<br />

utilizando todos os serviços, paga a cota condominial cheia;<br />

se está no térreo, sem utilizar elevadores, empregados etc.,<br />

arca com algumas despesas somente. Já as lojas de frente<br />

para a rua, sem contato interno com o condomínio,<br />

participam, como todas as demais unidades, dos gastos<br />

estruturais, como pintura, reformas de fachada,


autovistoria, seguros, ou outras despesas que lhes digam<br />

respeito.<br />

Costuma ocorrer um grande desgaste quando a<br />

Convenção não dispõe de modo claro sobre a forma de<br />

contribuição das lojas, estabelecendo, muitas das vezes, de<br />

maneira genérica, as despesas que ficariam sob a<br />

responsabilidade do lojista. Até mesmo o síndico pode ter<br />

dúvidas na hora de emitir a cota.<br />

Em situações assim, consideramos que a melhor opção<br />

será alterar a Convenção para disciplinar de forma mais<br />

específica as despesas e isenções referentes às lojas,<br />

observando as características de cada edificação. É preciso<br />

avaliar, entre outros aspectos, se as lojas são voltadas para<br />

dentro do condomínio (envolvendo o trabalho de<br />

empregados, energia, elevador etc.) ou para a rua, onde não<br />

há uso de qualquer dos serviços do condomínio.<br />

Ressalte-se, contudo, que nas duas situações as lojas<br />

integram a estrutura física do condomínio e, por esse<br />

motivo, serão devidas as despesas a elas relacionadas.<br />

É importante destacar que o simples fato de a loja ser<br />

localizada de frente para a rua não lhe garante isenção da<br />

cota condominial. Nos Tribunais de Justiça do Rio de<br />

Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, e no Superior<br />

Tribunal de Justiça, há decisões favoráveis à isenção de loja,<br />

mas especificamente quando há disposição na Convenção.<br />

ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no Agravo Regimental<br />

no Agravo em Recurso Especial nº 2014/0076196:<br />

“Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM<br />

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ANULATÓRIA.<br />

CONVENÇÃO CONDOMINIAL. LOJA TÉRREA.<br />

AUTÔNOMA. CRITÉRIO DE RATEIO EXPRESSO.<br />

VALIDADE. 1. A loja térrea, com acesso próprio à via<br />

pública, não concorre com gastos relacionados a serviços<br />

que não lhe sejam úteis, salvo disposição condominial em<br />

contrário. Soberania da Convenção do condomínio.<br />

Precedentes. 2. Agravo regimental não provido.”<br />

De todo o exposto, consideramos que o assunto deve ser<br />

tratado com muito bom senso, tanto da parte do síndico<br />

quanto da parte do proprietário das lojas, uma vez que o<br />

direito do condomínio deve ser harmônico com o interesse<br />

dos lojistas. Afinal, a convivência é para ser duradoura e,<br />

quanto mais pacífica, melhor.<br />

Shutterstock<br />

O fato de a loja ficar de frente<br />

para a rua não isenta o pagamento<br />

da cota condominial<br />

Fora dessa hipótese, os tribunais não costumam excluir as<br />

lojas do rateio, reduzindo a sua participação, em alguns<br />

casos, quando demonstrada a sua independência em<br />

relação ao prédio ou mesmo o uso parcial do serviço. E,<br />

como forma de evitar o enriquecimento sem causa,<br />

determinam o pagamento proporcional ao uso das coisas<br />

comuns pelas lojas.<br />

A título de ilustração, segue a ementa da decisão do STJ<br />

proferida em 15 de dezembro de 2015, sob a relatoria do<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 23


JURÍDICO • CONSULTAS<br />

Dívida<br />

As cotas de condomínio prescrevem em cinco anos?<br />

Até setembro de 2011, o entendimento nos tribunais<br />

era pacífico quanto ao prazo de dez anos para<br />

prescrever o direito de ação de cobrança de cotas<br />

condominiais em atraso. A partir daquela data, com a<br />

decisão de uma das turmas do Superior Tribunal de<br />

Justiça, a prescrição passou a ser de cinco anos, e<br />

desde então o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro<br />

passou a adotar este prazo. Em dezembro de 2016, o<br />

STJ novamente se manifestou sobre o tema, desta<br />

vez em um recurso gravado como de “efeito<br />

repetitivo”, decidindo pela prescrição quinquenal.<br />

Até o fechamento desta edição, o processo estava<br />

em tramitação, aguardando julgamento de outros<br />

recursos que foram apresentados.<br />

Locação<br />

A locadora do imóvel faleceu, e o contrato,<br />

inicialmente celebrado com prazo de 30 meses,<br />

perdura até hoje. Detalhe: sem atualização no valor<br />

do aluguel. Quem assume a locação com o<br />

falecimento da locadora? Como proceder para<br />

atualizar o valor do aluguel?<br />

A Lei nº 8.245/1991, que trata das locações urbanas,<br />

estabelece em seu artigo 10 que, na morte do<br />

locador, a locação será transmitida aos herdeiros.<br />

Assim, até que haja o procedimento formal de<br />

partilha, é o inventariante quem responde pela<br />

locação. Em relação ao valor do aluguel, desde a<br />

entrada em vigor da Lei nº 9.069/1995 (Plano Real),<br />

os reajustes são, obrigatoriamente, anuais. O índice a<br />

ser utilizado é aquele disposto no contrato de<br />

locação. Independentemente desse reajuste, é<br />

possível, por acordo entre as partes, atualizar o valor<br />

do aluguel ao preço de mercado. Se não houver<br />

acordo e já se passarem mais de três anos de vigência<br />

do contrato ou do acordo anteriormente realizado,<br />

poderá ser proposta ação revisional de aluguel, como<br />

forma de atualizá-lo ao valor de mercado.<br />

Bichos<br />

O condomínio pode exigir do morador a<br />

apresentação da carteira de vacinação do animal<br />

que mantém em sua unidade?<br />

No município do Rio de Janeiro, está em vigor a Lei<br />

Municipal nº 4.785/2008, que prevê o “Direito de<br />

Habitação” de animais em condomínio,<br />

estabelecendo regras para viabilizar a convivência<br />

entre os condôminos. Entre elas está a necessidade<br />

de cadastro dos animais no condomínio, que prevê a<br />

apresentação do registro oficial expedido por<br />

veterinário competente ou pelo Centro de Controle<br />

de Zoonoses. Outros deveres são que o animal seja<br />

conduzido por pessoa maior de 18 anos e que o pet<br />

tenha identificação por coleira ou placa. Quando<br />

solicitado, o dono do animal também deve<br />

apresentar certificado de vacinação em dia contra<br />

raiva, cinomose, tratamento de verminoses e, no<br />

caso de aves, vacinação contra psitacose. Assim, é<br />

dever do condômino manter a caderneta de<br />

vacinação do seu animal em dia e apresentá-la<br />

quando exigida, podendo ser punido por eventual<br />

infração, com aplicação de multa prevista na<br />

Convenção.<br />

Contas<br />

Estando o imóvel alugado, de quem é a dívida com a<br />

concessionária de água e esgoto?<br />

Via de regra, quando o imóvel é alugado, as contas de<br />

consumo são transferidas para o nome do locatário,<br />

que passa a ser o responsável por sua quitação. As<br />

dívidas de consumo são consideradas pessoais,<br />

portanto atreladas ao CPF do devedor. O Judiciário já<br />

solidificou o posicionamento de que as dívidas<br />

referentes às contas de água, luz e gás são<br />

relacionadas ao direito do consumidor. Portanto, a<br />

pessoa que consumiu o serviço – isto é, o locatário –<br />

é quem responde pela dívida.<br />

Shutterstock<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 24


JURÍDICO • CONSULTAS<br />

Hora extra<br />

Havendo trabalho em jornada suplementar, quando<br />

da substituição do porteiro pelo auxiliar de serviços<br />

gerais, a base de cálculo da hora extraordinária será<br />

o salário de substituição ou o salário do auxiliar?<br />

A convenção coletiva dos empregados em<br />

condomínios estabelece o pagamento do salário do<br />

substituído ao substituto, excluídas as vantagens<br />

pessoais, entendidas estas como aquelas próprias do<br />

empregado, como adicional por tempo de serviço,<br />

gratificações, nas substituições por período superior<br />

a 20 dias. Assim, a hora extra, porventura, realizada<br />

pelo auxiliar de serviços gerais quando da<br />

substituição do porteiro, deve ser paga com base no<br />

salário deste último, já que prorrogada a jornada de<br />

trabalho na função de portaria.<br />

Rescisão<br />

Com a aposentadoria do empregado, o condomínio<br />

resolveu demiti-lo sem justa causa. Como deve ser<br />

calculada a multa sobre o FGTS?<br />

Em 2006, uma decisão do STF julgou inconstitucional<br />

o parágrafo 2º do artigo 453 da CLT, que considerava<br />

o instantâneo desfazimento da relação laboral pela<br />

aposentadoria voluntária. Assim, o contrato de<br />

trabalho permanece preservado e, no caso de uma<br />

dispensa feita pelo empregador, devem ser pagas<br />

todas as verbas rescisórias decorrentes de uma<br />

rescisão imotivada. Especificamente em relação à<br />

multa sobre o FGTS, o TST vem consolidando na<br />

forma da Orientação Jurisprudencial nº 361,<br />

afirmando que, “por ocasião da sua dispensa<br />

imotivada, o empregado tem direito à multa de 40%<br />

do FGTS sobre a totalidade dos depósitos efetuados<br />

no curso do pacto laboral”. Desse modo, a base de<br />

cálculo da multa pela rescisão imotivada deverá ser o<br />

saldo do FGTS, não se deduzindo eventuais saques,<br />

conforme, aliás, já consta da Instrução Normativa<br />

SRT/MTE nº 15/2010.<br />

Tem alguma pergunta?<br />

Envie sua dúvida sobre gestão condominial,<br />

locação, entre outros assuntos do universo<br />

imobiliário, para imprensa@secovirio.com.br.<br />

As questões serão respondidas pelo<br />

Departamento Jurídico do Secovi Rio e<br />

publicadas nesta seção.<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 26


CAPA<br />

Eduardo Macarios<br />

NOVIDADES<br />

QUE REVISITAM<br />

O PASSADO<br />

Espaços de trabalho compartilhado<br />

trazem modernidade a<br />

prédios históricos<br />

Igor Augusto Pereira<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 27


Eduardo Macarios<br />

A<br />

motivação oficial era sempre uma visita à<br />

Igreja de Nossa Senhora da Glória do<br />

Outeiro, no alto de uma colina, mas dizem<br />

que o verdadeiro objetivo das idas<br />

frequentes de D. Pedro I à Ladeira da Glória, no<br />

charmoso bairro carioca, era encontrar uma de suas<br />

amantes. Em pleno século XIX, Maria Benedita de<br />

Canto e Melo, a baronesa de Sorocaba, vivia em um<br />

casarão nos arredores do templo e dividia as<br />

escapadas conjugais do “Demonão” com a irmã,<br />

Domitila, a marquesa de Santos – a “outra” mais<br />

célebre.<br />

Após a morte da nobre moradora e o fim do Império,<br />

ergueu-se ali um conjunto de dez casarões<br />

geminados, que ganhou o nome de Villa Aymoré. A<br />

construção acabou abandonada e quase ficou em<br />

ruínas até 2010, quando uma incorporadora adquiriu<br />

os imóveis e iniciou um trabalho de revitalização. O<br />

sucesso do projeto levou o quarteirão de casas<br />

amarelas em estilo eclético a uma nova fase: de<br />

ninho de amor da monarquia a um centro de novos<br />

negócios de alto padrão.<br />

Por trás das fachadas que remetem ao século<br />

passado, funcionam escritórios de arquitetura,<br />

empresas de comunicação, um café, uma galeria de<br />

arte, entre outros negócios que têm na economia<br />

criativa sua principal base. Ao lado, ainda no terreno<br />

da Villa Aymoré, um edifício em estilo<br />

contemporâneo abriga espaços de coworking.<br />

Fundador do Nex Rio, André Pegorer acredita que<br />

trabalhar em um ambiente tão cheio de história<br />

acaba estimulando os empreendedores que<br />

convivem naquele ambiente.<br />

“Tem um significado muito emblemático não só para<br />

nós, como para a sociedade. Esse processo (de<br />

revitalização) fez com que a Villa Aymoré fosse<br />

devolvida às pessoas, porque elas podem entrar e<br />

visitar quando quiserem”, conta o empresário.<br />

Inaugurado há menos de um ano, o coworking tomou<br />

por base a experiência da própria empresa em um<br />

imóvel histórico na capital paranaense.<br />

“Nossa primeira unidade está em um prédio de 1,7<br />

mil m² em um bairro nobre de Curitiba, onde<br />

funcionava um clube social de operários. Hoje em<br />

dia, a gente recebe visitas de pessoas idosas dizendo<br />

que frequentavam bailes de Carnaval ali, trazem<br />

fotos e contam muitas histórias. Poder reconfigurar<br />

esse espaço como ambiente de reconexão é muito<br />

importante”, avalia.<br />

André Pegorer fundou espaço de coworking na<br />

Villa Aymoré, Glória: portas abertas para visitantes<br />

Embora se instalem em prédios<br />

históricos, é a inovação que guia<br />

os negócios de muitas empresas


As negociações para levar o coworking para a Villa<br />

Aymoré começaram no início de 2015, e meses<br />

depois a Casa Cor realizou ali uma edição de sua<br />

mostra arquitetônica. Em meados de 2016, o<br />

empreendimento abriu as portas de fato. Para<br />

Pegorer, o grande diferencial do ambiente não está<br />

na beleza física ou no hype de trabalhar no local, mas<br />

na capacidade de unir aspectos tão aparentemente<br />

opostos como história e inovação.<br />

“Temos uma série de empresas extremamente<br />

disruptivas e outras mais tradicionais que são<br />

vizinhas. Esse é um espaço em que a gravata e o tênis<br />

convivem bem”, conta. A estratégia parece ter dado<br />

certo: embora não esteja localizado em um bairro<br />

corporativo, o local conta com 70% de ocupação<br />

após menos de um ano de abertura. O modelo<br />

também tem crescido no resto do país, onde,<br />

segundo o Censo Coworking Brasil, o número de<br />

espaços dedicados ao trabalho compartilhado<br />

aumentou cerca de 52% no último ano.<br />

As explicações para esse acréscimo podem estar<br />

tanto na redução de custos quanto na necessidade<br />

de focar nas questões relativas ao próprio trabalho.<br />

“Ninguém vai mais se preocupar em comprar um<br />

limpador multiuso”, brinca André. “Você recebe uma<br />

fatura única e não vai ter que gastar tempo gerindo<br />

as questões administrativas de um escritório, como<br />

pagamento de aluguel, taxa condominial, energia,<br />

água, limpeza, manutenção... Em vez disso, vai chegar<br />

e gerenciar seu negócio. Mas o mais importante, na<br />

minha opinião, é a cultura de comunidade”,<br />

acrescenta.


O Templo, um dos mais bem-sucedidos escritórios de<br />

coworking do Rio de Janeiro, reúne dezenas de<br />

empreendedores interessados justamente nessa<br />

cultura de comunidade. Descrito como um<br />

“laboratório criativo”, funciona em dois endereços.<br />

Em Botafogo, conta com 80 estações de trabalho,<br />

entre salas privativas, áreas compartilhadas e um<br />

salão. Na Gávea, são 120 postos.<br />

Em ambos os espaços – também montados em<br />

casarões antigos – há áreas a céu aberto, locais para<br />

guardar bicicleta e uma programação desenvolvida<br />

pela própria casa, por residentes e por parceiros.<br />

Com o sucesso do empreendimento, o grupo se uniu<br />

a marcas cariocas para criar um espaço de coworking<br />

temático na área de moda, a Malha.<br />

Além de buscar um nicho específico, a diferença mais<br />

expressiva está logo na fachada: no lugar de uma<br />

antiga construção residencial na Zona Sul, um galpão<br />

de 3 mil m² no bairro de São Cristóvão. Do lado de<br />

dentro dos escritórios das empresas que têm<br />

residência fixa, o visitante se depara com uma<br />

abordagem que é ao mesmo tempo funcional e<br />

lúdica: as estações estão instaladas dentro de<br />

contêineres de verdade. Mais industrial, impossível.<br />

A cerca de 5km da Malha, três casarões (também<br />

geminados) na Rua Senador Pompeu, Zona Portuária<br />

do Rio de Janeiro, abrigam dezenas de empresas e<br />

empreendedores interessados em assuntos como<br />

design, comunicação e desenvolvimento sustentável.<br />

Ocupando três casarões geminados na Zona Portuária, a Goma<br />

integra dezenas de empreendedores<br />

Divulgação<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 30


É a Goma, concebida não como uma empresa, mas<br />

uma associação que, desde 2013, tem levantado a<br />

bandeira da economia criativa.<br />

A administração funciona de maneira similar à de um<br />

condomínio: há um estatuto, reuniões sobre<br />

assuntos comuns do espaço são promovidas<br />

periodicamente, todos são convidados a dar<br />

sugestões e os residentes têm direito a voto em<br />

decisões relacionadas ao futuro da associação. Além<br />

de integrar o que os participantes chamam de<br />

“empreendedorismo em rede”, a Goma ainda busca<br />

investir no entorno. No fim do último ano, a<br />

associação viabilizou a instalação de um parklet<br />

autossustentável em sua porta.<br />

A gestão do espaço é colaborativa e a maior parte dos negócios se<br />

estrutura a partir da economia criativa<br />

Divulgação<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 31


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www.quatromarias.com.br • 2533-8869<br />

AJF COSTA NETO CONDOMÍNIOS E LOCAÇÕES LTDA<br />

www.ajfcostaneto.com.br • 2221-7748<br />

APSA - ADMINISTRAÇÃO PREDIAL E NEGÓCIOS<br />

IMOBILIÁRIOS S.A<br />

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BAP ADMINISTRAÇÃO DE BENS LTDA<br />

www.bap.com.br • 4501-2200<br />

BCF ADMINISTRADORA DE BENS LTDA<br />

www.bcfadm.com.br • 2509-9002<br />

BERVEL EMPREENDIMENTOS LTDA<br />

www.bervel.com.br • 2212-6100<br />

BNI BANCO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS LTDA<br />

www.bnionline.com.br • 2189-8484<br />

CELISA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA<br />

www.celisa.com.br • 2526-8350<br />

CENTRIMÓVEIS LTDA<br />

www.centrimoveis.com.br • 3978-6021<br />

CINOCRED IMÓVEIS LTDA<br />

www.cinocred.com.br • 2199-0600<br />

CIPA - PARTICIPAÇÕES E ADMINISTRAÇÃO SA<br />

www.cipa.com.br • 2196-5000<br />

CONAC ADM DE IMÓVEIS LTDA<br />

www.conacimoveis.com.br • 3797-3797<br />

CRASE-SIGMA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA<br />

www.crasesigma.com.br • 2525-0900<br />

EMACI EMPRESA DE ASSESSORIA A CONDOMÍNIOS<br />

E IMÓVEIS LTDA<br />

www.emaci.com.br • 2262-6767<br />

ENGEPRED ADMINISTRADORA DE IMÓVEIS S/C LTDA<br />

www.engepred.com.br • 2253-4872<br />

ESTASA EMPRESA DE SERVIÇOS TÉCNICOS<br />

E ADMINISTRATIVOS LTDA<br />

www.estasa.com.br • 2323-4400<br />

FINANCIAL ADMINISTRADORA S/A<br />

www.financialadministradora.com.br • 2240-0829<br />

GRUPO IRMÃOS GUIMARÃES<br />

www.grupoirmaosguimaraes.com.br • 2509-1967<br />

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IMOBILIÁRIA CAMELO LTDA<br />

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IMOBILIÁRIA MAUÁ LTDA<br />

www.imobiliariamaua.com.br • 2220-3065<br />

IMOBILIÁRIA SÃO CRISTÓVÃO LTDA<br />

www.isc.com.br • 2487-6262<br />

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www.zirtaeb.com • 3233-3500<br />

IMODATA ADMINISTRAÇÃO, COMPRA E VENDA<br />

DE IMÓVEIS LTDA<br />

www.imodata.net • 2548-7494<br />

IMÓVEIS MADUREIRA ADMINISTRAÇÃO DE BENS<br />

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PALMARES ADMINISTRADORA DE IMÓVEIS LTDA<br />

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PROMENADE CONSULTORIA IMOBILIÁRIA S/C LTDA<br />

www.promenade.com.br • 2106-2300<br />

PROTEL ADMINISTRADORA<br />

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PROTEST ADMINISTRAÇÃO E EMPREENDIMENTOS LTDA<br />

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Segundo o arquiteto Manoel Vieira, especialista em<br />

Patrimônio Cultural, o uso corporativo de edifícios<br />

mais antigos tem se mostrado uma vocação entre os<br />

pequenos negócios. “Compartilhar é a palavra da vez,<br />

e o coworking é uma forma de organização social do<br />

trabalho alinhada com essa tendência mundial. Os<br />

edifícios históricos costumam ter características<br />

arquitetônicas compatíveis com ela”, explica.<br />

Além dos espaços amplos, que permitem<br />

modificações funcionais, esses imóveis geralmente<br />

estão localizados em áreas centrais, de de fácil fácil acesso. “A<br />

ocupação “A de de espaços históricos está relacionada a<br />

uma nova lógica de reutilização ambiental e urbana,<br />

na medida em que esses espaços, em grande parte<br />

das vezes, estão subaproveitados, desocupados ou<br />

mesmo abandonados”, completa o especialista.<br />

“Edifícios históricos<br />

costumam ter<br />

características<br />

arquitetônicas<br />

compatíveis com o<br />

coworking”, avalia<br />

especialista<br />

Shutterstock<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 34


Divulgação<br />

Mais do que a requalificação do próprio imóvel,<br />

esse processo também pode ajudar a melhorar<br />

a vida urbana no entorno por ampliar a<br />

circulação de pessoas e potencializar o<br />

comércio local. Mas alguns cuidados devem ser<br />

tomados por quem deseja montar um ambiente<br />

de negócios em um prédio construído no século<br />

passado. O primeiro passo é buscar um<br />

profissional que tenha experiência nesse tipo<br />

de projeto e se inteirar sobre possíveis<br />

tombamentos ou outros tipos de proteção<br />

cultural.<br />

Em seguida, é preciso verificar a integridade<br />

física do imóvel. A cobertura costuma ser um<br />

dos pontos mais frágeis, mas também é<br />

necessário ficar de olho na estrutura e no<br />

sistema elétrico. “Por possuir, na maioria das<br />

vezes, alvenarias portantes, o risco de colapso é<br />

menor. Por outro lado, as argamassas de<br />

sacrifício costumam sofrer mais facilmente com<br />

intempéries ou infiltrações, visto que têm cal e<br />

areia em sua composição”, alerta Vieira.<br />

Nenhuma dessas questões, porém, deve limitar<br />

o sucesso de tais espaços, que têm em seu<br />

DNA o espírito despojado e o amor pela<br />

história do Rio de Janeiro. “(Um edifício<br />

histórico) é um exemplar de um estilo artístico,<br />

de uma forma de construir que não existe mais,<br />

de materiais que muitas vezes não estão mais<br />

disponíveis no mercado. Não dá para<br />

desrespeitar sua arquitetura, ignorar que<br />

aquela edificação conta a história de uma<br />

época.”<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 35


4 dicas para aderir (ou não) ao coworking<br />

Divulgação<br />

A ideia de compartilhar um escritório tem<br />

chamado a atenção de muitos empreendedores,<br />

de olho nas possíveis vantagens de tal modelo.<br />

No Brasil, os primeiros espaços desse tipo<br />

surgiram há cerca de dez anos, sendo buscados<br />

principalmente por micro e pequenas empresas,<br />

mas hoje o coworking já vem atraindo<br />

multinacionais de diversos setores.<br />

No ano passado, a Google inaugurou um prédio<br />

em São Paulo que abriga diversas startups em<br />

três de seus seis andares. A Coca-Cola e o serviço<br />

de streaming Spotify também têm parte de suas<br />

operações em escritórios compartilhados. Se<br />

você tem ou pretende ter um negócio, fique de<br />

olho nos prós e contras de se instalar em um<br />

espaço de coworking.<br />

1. Os custos podem ser menores<br />

O coworking é uma alternativa para quem busca<br />

reduzir o valor pago para manter uma estação de<br />

trabalho. Segundo Fernando Bottura, presidente<br />

da Gowork, a economia pode chegar a 38%,<br />

considerando locação, móveis, energia, telefone,<br />

internet, manutenção e insumos.<br />

2. Os contatos podem fazer a diferença<br />

Para muita gente que está começando o próprio<br />

negócio, a grande vantagem de trabalhar em um<br />

escritório compartilhado é a possibilidade de<br />

fazer uma rede de contatos profissionais bastante<br />

dinâmica. Segundo um levantamento da empresa<br />

Regus, 80% daqueles que aderiram ao coworking<br />

consideram esse o maior benefício.<br />

3. Privacidade? Nem sempre...<br />

Se você precisa de silêncio para focar em suas<br />

atividades ou precisa falar ao telefone sobre<br />

assuntos sigilosos, talvez seja necessário pensar<br />

duas vezes antes de abraçar o coworking. Como as<br />

estações de trabalho funcionam no estilo open<br />

office, isto é, com mesas dividindo o mesmo<br />

espaço, quem está ao lado pode ter acesso a tudo<br />

que você está dizendo.<br />

4. Salas de reuniões devem ser agendadas<br />

Para quem realiza muitas reuniões com clientes, a<br />

dica é buscar espaços que disponibilizem salas<br />

privativas. Em muitos casos, a reserva deve ser<br />

feita com antecedência, mediante o pagamento<br />

de uma taxa, o que pode encarecer o valor final da<br />

operação.<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 36


NOSSOS LUGARES<br />

MUITO MAIS QUE<br />

UM ALVO CELESTIAL<br />

Unindo paisagens naturais e construções históricas,<br />

Teresópolis tem atrativos que vão muito além do<br />

célebre Dedo de Deus<br />

Texto e fotos: Amanda Gama<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 38


Subindo a Rodovia Rio-Teresópolis, quase<br />

chegando à cidade serrana, vários carros<br />

parados no acostamento e câmeras<br />

apontadas na mesma direção dão noção de que<br />

algo importante ficou para trás. Basta virar a<br />

cabeça e lá está o Dedo de Deus, a famosa<br />

montanha que se assemelha a uma mão<br />

apontando em direção ao céu.<br />

Quando muita gente pensa em Teresópolis,<br />

lembra-se do Dedo de Deus, que, inclusive, está<br />

representado no brasão da cidade. Mas o que<br />

muitos não sabem é que, na verdade, a atração<br />

está localizada em Guapimirim, mais<br />

precisamente no Parque Nacional da Serra dos<br />

Órgãos.<br />

A questão é que o parque fica entre os dois<br />

municípios, e a sua entrada principal está em<br />

Teresópolis, logo pertinho da entrada da cidade,<br />

para quem chega da direção da capital. De<br />

qualquer maneira, o resultado disso é um grande<br />

número de visitantes que buscam turismo de<br />

aventura.<br />

Logo ali perto, outro ponto famoso: a Feirinha de<br />

Teresópolis. Localizada no bairro do Alto, de tão<br />

procurada, chega a causar uma confusão entre<br />

os turistas. “Tem muita gente que acha que ali é<br />

o centro da cidade”, explica a auxiliar regional do<br />

Secovi Rio Jessica Costa.<br />

Mas o fato é que, além desses pontos tão<br />

famosos entre os turistas, cidade adentro,<br />

Teresópolis conta com opções de lazer para<br />

todos os gostos que são de fácil acesso e valem<br />

a pena ser exploradas. Por isso a <strong>Revista</strong> Secovi<br />

Rio vai mostrar para você um roteiro que prova<br />

que a cidade serrana é muito mais que só uma<br />

montanha.<br />

Granja Comary<br />

A entrada do Centro de Treinamento da CBF; a partir daí, o acesso é restrito<br />

Perto da entrada da cidade pela Rodovia<br />

Rio-Teresópolis está o já célebre Centro de<br />

Treinamento da Confederação Brasileira de<br />

Futebol. Mas não é preciso ser dia de<br />

concentração da Seleção para fazer valer a visita.<br />

Se de um lado é possível ver através das grades<br />

os campos onde os jogadores treinam, do outro<br />

está o belo Lago Comary, que tem como pano de<br />

fundo as montanhas da Serra dos Órgãos.<br />

Apesar da presença de uma cancela e uma<br />

guarita, o acesso à Avenida Hercílio Ferreira dos<br />

Santos é livre até o seu trecho final, onde está<br />

localizada a entrada do Centro de Treinamento.<br />

O lugar é lar de um grande grupo de gansos, mas,<br />

com delicadeza e cuidado para não tomar uma<br />

bicada, é possível fazer belas fotos dos amigos de<br />

penas.


Fonte Judith<br />

A aproximadamente 2km da granja, em um<br />

cantinho bucólico, no fim da Rua Dona Olga de<br />

Oliveira, pode-se ter a chance de matar a sede à<br />

moda antiga e observar que, entre os<br />

teresopolitanos, alguns hábitos resistem ao<br />

tempo. A Fonte Judith (ou Judite, como escrito<br />

na construção) é a mais famosa entre as 13 que<br />

existem na cidade, principalmente por sua<br />

grande construção em azulejos e suas cinco<br />

torneiras.<br />

E é por essa razão que o pedreiro Lúcio Mauro<br />

Fonseca, de 38 anos, se desloca em torno de<br />

10km para encher as suas garrafas. Mineiro de<br />

Muriaé, mas morador de Teresópolis há cerca de<br />

17 anos, ele conta que há outras fontes perto de<br />

sua casa, mas acabou passando a preferir a Fonte<br />

Judith por ali não precisar enfrentar filas.<br />

Pelo caminho também é possível ver outras<br />

pessoas com garrafas ou até mesmo turistas que<br />

fazem uma pausa na caminhada para se<br />

refrescar. Mas o pedreiro lembra que já houve<br />

ocasiões em que a água estava imprópria para<br />

consumo, e por isso é necessário ficar atento: “A<br />

Prefeitura avisa. Eles cuidam muito bem das<br />

águas.”<br />

Endereço: Rua Dona Olga de Oliveira, 90 – Alto<br />

O pedreiro Lúcio Mauro Fonseca chega a se deslocar cerca de<br />

10km para pegar água na Fonte Judith<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 40


Igreja Matriz<br />

de Santo Antônio de Paquequer<br />

Deixando a fonte, o caminho natural é passar<br />

pela Avenida Oliveira Botelho, uma das principais<br />

vias da cidade. E é por ali mesmo, seguindo em<br />

direção ao centro, que se encontra o maior<br />

conjunto de construções antigas de Teresópolis.<br />

Entre elas, está a Igreja Matriz de Santo Antônio<br />

de Paquequer, erguida em 1855, antes mesmo<br />

da fundação da cidade.<br />

Não é preciso ser católico para apreciar o<br />

complexo, que, além da pequena igreja, conta<br />

com um templo maior, construído do seu lado<br />

esquerdo, e com a pastoral inaugurada este ano,<br />

onde os moradores têm acesso gratuito a<br />

serviços médicos e odontológicos e a diversas<br />

outras atividades.<br />

Endereço: Avenida Oliveira Botelho, 620 – Alto<br />

O altar dedicado a Santo Antônio<br />

O novo templo, construído ao lado da igrejinha


Casa de Cultura<br />

Adolpho Bloch<br />

Obras expostas no centro cultural<br />

Um pouco afastado da agitação turística da<br />

cidade, está um cantinho dedicado a quem quer<br />

se abastecer de arte. Sob a administração da<br />

Secretaria de Cultura de Teresópolis, o espaço<br />

oferece atividades gratuitas para os moradores,<br />

como balé, pintura, teatro, entre outras. Mas,<br />

para quem está a passeio, o bom mesmo é dar<br />

uma olhadinha nas exposições que também são<br />

gratuitas. São temas e artistas variados. Além<br />

disso, a casa realiza eventos, oficinas e recebe<br />

grupos teatrais.<br />

Curiosidade: O prédio também abriga as sedes<br />

da Academia Teresopolitana de Letras e da<br />

Sociedade dos Artistas de Teresópolis (Soarte),<br />

ambas fundadas pelo pintor, escritor, político e<br />

médico (!), Arthur Dalmasso.<br />

Endereço: Praça Juscelino Kubitschek – Araras<br />

Telefone: (21) 2644-4092<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 43


Igreja Matriz<br />

de Santa Teresa<br />

A Praça Baltazar da Silveira, no bairro da Várzea<br />

(região central), é onde os teresopolitanos se<br />

reúnem. São jovens batendo papo, crianças<br />

brincando e idosos jogando... Tudo acontece nos<br />

arredores de uma construção que está ali desde<br />

1940: a Igreja Matriz de Santa Teresa.<br />

O templo substituiu uma capela de 1855<br />

dedicada a Santa Claudiana e depois a Santa<br />

Teresa d’Ávila, padroeira da cidade de<br />

Teresópolis. Em 1927, o prédio foi demolido,<br />

dando lugar à construção em estilo gótico que<br />

hoje está lá.<br />

Curiosidade: A atual matriz teve sua construção<br />

iniciada sob os cuidados do cônego Bento<br />

Humberto Guilherme Maussem, que faleceu<br />

antes da inauguração. Seu corpo foi sepultado na<br />

igreja, atrás do altar-mor.<br />

Endereço: Praça Baltazar da Silveira – Várzea<br />

O altar dedicado à padroeira da cidade<br />

A igreja destaca-se na Praça Baltazar da Silveira


Casa da Memória<br />

Arthur Dalmasso<br />

Ao lado da praça, uma casa colorida chama<br />

atenção pela arquitetura, que mistura os estilos<br />

normando e neoclássico, além de adornos<br />

inspirados pela art nouveau. Mas, como se a<br />

beleza da construção do começo da década de<br />

1920 não bastasse, dentro do espaço funciona<br />

um centro dedicado a preservar a memória de<br />

Teresópolis.<br />

Levantada sobre onde já haviam funcionado uma<br />

oficina gráfica e a primeira agência de Correios<br />

da cidade, a obra ocorreu por ordem do então<br />

prefeito, José Lino de Oliveira Leite, que, em<br />

homenagem à esposa, chamou a casa de “Vila<br />

Cecília”.<br />

Além de lar, o espaço chegou a servir para abrigar<br />

um educandário, um hotel, o Corpo de<br />

Bombeiros e ainda uma oficina de consertos<br />

eletrônicos, até ser tombado em 1988 pelo<br />

Instituto Nacional do Patrimônio Estadual<br />

(Inepac). Entre 1992 e 2001 funcionou como<br />

Biblioteca Municipal. Mas foi apenas em 2009<br />

que passou à sua função atual.<br />

Hoje o espaço é dedicado a divulgar um pouco<br />

da história de Teresópolis, que muitos não<br />

conhecem, prestando homenagens às<br />

personalidades da cidade e contando com um<br />

acervo de quase 30 mil fotografias, cerca de 350<br />

revistas e 200 livros digitalizados, além de<br />

diversas mobílias. “Cerca de 90% dos objetos<br />

que temos são doações feitas por pessoas<br />

apaixonadas por História e que querem dar<br />

continuidade a isso”, explica Rafael Corrêa,<br />

diretor da Casa da Memória.<br />

Endereço: Praça Baltazar da Silveira, 91 – Várzea<br />

Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às<br />

17h (entrada gratuita)<br />

Cerca de 90% dos objetos que compõem o acervo da Casa<br />

da Memória são doações<br />

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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA<br />

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Baseado no livro de mesmo título, do professor Paulo<br />

Roberto Xavier<br />

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INSCRIÇÕES ABERTAS! ACESSO IMEDIATO.<br />

Carga horária: 10h<br />

Obs.: O aluno terá até 15 dias para cumprir a carga horária do curso.<br />

SECOVI RIO RIO / 2017 2017 / nº nº <strong>107</strong> 106 / 45 42


Castelo<br />

Montebello Medieval<br />

Ainda no bairro da Várzea, com uma caminhada de cerca de 10<br />

minutos, é possível fazer uma viagem ao passado. Ou pelo menos<br />

esse é o sentimento quando se chega ao Castelo Montebello.<br />

Segundo Alexis Vieira, responsável pela parte turística e cultural do<br />

lugar, a construção, iniciada em 1917, surgiu para atender a um mimo<br />

do embaixador Frederico Feitosa. Depois que foi radicado na<br />

Inglaterra, ele acabou vendendo o imóvel.<br />

Com o passar dos anos, o local teve diversas funções. Também trocou<br />

algumas vezes de proprietário, chegando a passar por uma reforma na<br />

década de 1950, que lhe adicionou uma capela externa, com direito a<br />

belos vitrais húngaros. Tempo depois foi aberto ao público para<br />

visitação, abrigou festas e festivais, mas passou cerca de 30 anos<br />

fechado até finalmente começar a ter vida de novo. “Agora é que<br />

vamos começar a fazer história”, afirma Alexis.<br />

O espaço ainda mantém o mobiliário e recebe visitação, mas,<br />

segundo o responsável cultural, esse é um “plus”. Ele explica que a<br />

função do Montebello é ser um espaço para eventos e que existem<br />

planos para a realização de festas em datas comemorativas. Para<br />

Alexis, além de estar localizado em um ponto-âncora do turismo<br />

em Teresópolis, outro grande atrativo do local são os 10 mil<br />

metros quadrados de Mata Atlântica que se estendem pelos<br />

fundos do terreno. “É o maior tesouro do castelo”, avalia.<br />

Endereço: Rua Heitor de Moura Estevão, 339 – Várzea<br />

Agendamento de visitas: (21) 99638-7271 ou<br />

98864-9701. É preciso um mínimo de cinco<br />

pessoas, e as visitas devem ser<br />

agendadas com pelo menos<br />

um dia de antecedência.<br />

Ingressos para moradores<br />

de Teresópolis: R$ 20<br />

Crianças e idosos<br />

pagam meia<br />

entrada.<br />

Fachada do castelo<br />

Um dos cômodos do castelo. Mobiliário dos<br />

últimos moradores foi mantido<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 46


Gatto Macchiato<br />

Depois de um dia de passeio, que tal finalizar<br />

recuperando as energias? Aliás, nesse lugar é<br />

possível abastecer não apenas o corpo, mas também<br />

o coração com muito carinho. Como? Por meio de<br />

uma verdadeira gatoterapia oferecida pelo Gatto<br />

Macchiato, um dos pouquíssimos cat cafés existentes<br />

no Brasil.<br />

A ideia de adotar por aqui o modelo de negócio<br />

criado na Ásia foi um desafio encarado de frente<br />

pelos sócios. Mário Lima, Christiane Jost e Karine<br />

Jost esbarraram nas normas da vigilância sanitária<br />

brasileira, que proíbe animais e alimentos no mesmo<br />

lugar.<br />

Como a proposta era permitir a interação entre<br />

gatos e humanos, a solução, inspirada por uma visita<br />

a um cat café em Toronto, no Canadá, foi criar uma<br />

área reservada só para os bichinhos, separada por<br />

vidros, onde eles vivem confortavelmente, só<br />

esperando os visitantes. São cerca de 70m² só para<br />

os reis do pedaço.<br />

O lugar também tem a proposta de abrigar gatinhos<br />

que aguardam a adoção. Exceto pelas três<br />

moradoras, La Chica, Joy e Morgan, todos os outros<br />

bichanos estão disponíveis para serem adotados.<br />

Eles chegam até lá por meio de parcerias com ONGs<br />

de apoio aos animais.<br />

Os gatinhos que são levados para o café passam<br />

antes por um período de quarentena,<br />

acompanhados por veterinários, e já chegam<br />

castrados, vacinados e vermifugados. Desde a<br />

abertura da casa, em outubro do ano passado, até<br />

maio eles já haviam conseguido lares amorosos para<br />

mais de 20 gatinhos, um número animador,<br />

principalmente se for considerado o fato de que<br />

todos os bichinhos que vivem lá são adultos.<br />

Além das fofíssimas atrações principais, o café<br />

também tem música ao vivo. E lá nada foge do clima<br />

felino. Há gatos na decoração, em produtos<br />

comercializados, como camisetas e bolsas, e até no<br />

cardápio, que tem docinhos com nomes como “gatto<br />

felpudo” e “língua do gatto”. “Somos novatos na área<br />

de alimentação, mas amantes de gato há muito<br />

tempo”, garante Mário.<br />

Endereço: Rua Nilza Chiapeta Fadigas, 35 – Várzea<br />

Funcionamento: domingo a quinta (exceto quarta),<br />

das 14h às 22h; sexta e sábado, das 14h à<br />

meia-noite.<br />

Espaço dos bichanos<br />

Christiane Jost e Mário Lima<br />

toparam o desafio de inaugurar um dos primeiros cat cafés do país<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 47


OUTROS OLHARES<br />

Os leitores da <strong>Revista</strong> Secovi Rio responderam ao nosso chamado e enviaram dicas de livros, séries e filmes.<br />

Confira!<br />

Crônicas do Bizarro Mundinho Corporativo,<br />

de Vania Ferrari (Texto & Textura)<br />

O livro destaca métodos antigos aplicados em<br />

empresas, que, na verdade, precisam de pessoas<br />

que estão reinventando o jeito de fazer negócio.<br />

Precisamos gerar a cultura da colaboração dentro<br />

das organizações para que haja menos regras<br />

impedindo a criatividade.<br />

Renata Rezende, supervisora de RH<br />

House of Cards<br />

(Netflix/2013)<br />

É uma série que narra a<br />

trajetória de um político<br />

inescrupuloso e os meandros<br />

do poder nos Estados Unidos.<br />

Allan Thompson, empresário<br />

Gi & Kim - Os Bem Casados,<br />

de Marcos Noel (Aquário Editorial)<br />

São tirinhas que retratam situações cotidianas de<br />

um casal comum, mas muito engraçado. Eu e meu<br />

filho Lucas morremos de rir com este livro.<br />

Leila Milhazes, diretora da Cema Imobiliária<br />

Administradora<br />

Rita Lee: Uma Autobiografia<br />

(Globo Livros)<br />

Sou fã da Rita e vou fazer um projeto<br />

cantando suas músicas, por isso<br />

queria conhecer mais da sua vida.<br />

Giovanna de Moura, cantora e<br />

coordenadora de Inteligência<br />

Corporativa do Secovi Rio<br />

Desafiando Gigantes<br />

(Alex Kendrick/2006)<br />

É um filme que me deixou muito motivada. Trazendo para nossa realidade<br />

profissional, entendi que precisamos sempre procurar motivação para<br />

ultrapassar obstáculos, que muitas das vezes nos amedrontam. A mensagem<br />

principal é que, quando não olhamos as circunstâncias, esquecemos o tamanho<br />

da adversidade e conseguimos vencer.<br />

Andreza Dutra, diretora da Creditotal Consultoria<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 50


Os Olhos Amarelos dos Crocodilos,<br />

de Katherine Pancol (Suma de Letras)<br />

Essa é uma história de amores,<br />

amizades, traições, dinheiro e sonhos.<br />

Cada personagem do livro busca o<br />

sucesso, uns são movidos por si<br />

próprios, outros são movidos por<br />

outras pessoas. O importante é que<br />

todos têm ambições: ambição de<br />

mudar de vida, de ficar rico, de se<br />

tornar feliz, de ser reconhecido, de<br />

formar uma família, de crescer e ainda<br />

do prazer.<br />

Thauany Mesquita, estagiária do CIEE<br />

O Andar do Bêbado,<br />

de Leonard Mlodinow (Zahar)<br />

O autor conta, de modo fluente,<br />

interessante e irreverente, inúmeras<br />

histórias de cinema, mercado<br />

financeiro, esportes e do nosso<br />

cotidiano, para mostrar,<br />

arrebatadoramente, como a nossa<br />

intuição e nossa mania por<br />

encontrar padrões em tudo nos leva<br />

a decisões muitas vezes<br />

equivocadas.<br />

André Abelha, advogado do<br />

escritório Castier/Abelha<br />

Nenhum a Menos<br />

(Zhang Yimou/1999)<br />

É um daqueles filmes que dá um nó na<br />

garganta. Conta a história de uma<br />

professora substituta de apenas 11<br />

anos no interior da China e sua luta<br />

para que seus jovens alunos não<br />

abandonem a escola migrando para as<br />

cidades maiores em busca da<br />

trabalho.<br />

Tatiane Romana, consultora tributária<br />

da BKR<br />

Próximo desafio:<br />

curtindo a cidade<br />

Sabe aquele lugar na cidade em que dá para curtir um dia de folga ou mesmo algumas<br />

horinhas? Compartilhe com a gente! Sua dica de passeio pode estar na nossa próxima<br />

edição. Para participar, basta publicar uma imagem em modo público nas redes sociais,<br />

utilizando as hashtags #secovirio e #outrosolhares. Se preferir, envie um e-mail para<br />

imprensa@secovirio.com.br ou uma mensagem no WhatsApp do Secovi Rio:<br />

(21) 98547-2812.<br />

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SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 51


nas inscrições pagas até 10 dias antes do início do curso<br />

CONTRATOS IMOBILIÁRIOS<br />

Compreenda como lidar eficazmente com as questões rotineiras dos contratos imobiliários tomando por base as normas do atual<br />

Código Civil.<br />

Dias: 24, 25 e 26 de julho, das 18h às 21h<br />

O NOVO CPC E O MERCADO IMOBILIÁRIO<br />

Conheça as modificações trazidas pelo novo Código de Processo Civil e os profundos reflexos no direito imobiliário.<br />

Dias: 1º e 2 de agosto, das 9h30 às 12h30<br />

CIPA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS DECORRENTES DO TRABALHO<br />

Conheça, nos moldes da legislação vigente, técnicas para a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho e desenvolva<br />

habilidades e atitudes necessárias.<br />

Dias: 17 a 21 de julho, das 9h30 às 13h30<br />

QUALIDADE NOS SERVIÇOS DE PORTARIA<br />

Compreenda a importância da função do porteiro, suas responsabilidades e atitudes necessárias para realizar as suas atividades de<br />

maneira correta.<br />

Dias: 24, 25, 27 e 28 de julho, das 9h30 às 13h15<br />

SEGURANÇA EM CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS- TÉCNICAS E ATITUDES<br />

Conheça as ações para a redução das vulnerabilidades na segurança dos condomínios residenciais e comerciais e atitudes de prevenção.<br />

Dias: 1º, 2 e 3 de agosto, das 18h30 às 21h30<br />

FÓRUM DE SÍNDICOS: ANIMAIS EM CONDOMÍNIOS<br />

Palestrante: Dr. Sérgio Simões<br />

Dia: 27 de julho, das 18h30 às 20h30<br />

EXCEL BÁSICO – WORKSHOP<br />

Saiba como aplicar as funções fundamentais do Microsoft Excel, para utilizá-lo com eficácia, tornando-o uma ferramenta indispensável<br />

no desenvolvimento de tarefas, tais como relatórios, gráficos, operações matemáticas e outras.<br />

Dias: 17, 18 e 19 de julho, das 18h às 21h<br />

CURSOS DE EXTENSÃO<br />

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Compreenda as questões administrativas, financeiras e jurídicas que envolvem a gestão condominial e aprenda a desenvolver as<br />

habilidades necessárias para administrar um condomínio de maneira eficiente.<br />

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INDICADORES HABITACIONAIS<br />

IMÓVEIS EM CABO FRIO<br />

VALORIZAM MAIS DE 7%<br />

Gustavo Monteiro<br />

C<br />

abo Frio sempre chamou a atenção pelas<br />

belas praias, mas também vem se<br />

destacando pelos excelentes índices no<br />

mercado imobiliário: o preço médio do metro<br />

quadrado de venda de apartamentos na<br />

cidade, no último ano, subiu 2%, ao passo que<br />

no Rio se apurou queda de 3%. Alguns bairros<br />

tiveram valorização superior a 7%. Para as<br />

casas cabo-frienses, a valorização foi ainda<br />

maior, de 5% (ante 0,02% no Rio). No<br />

segmento de locação, o metro quadrado subiu<br />

de R$ 16,84 para R$ 19,07, de maio de 2016<br />

a maio de 2017, uma variação de 13% ante<br />

uma queda de 7% no Rio.<br />

É o reflexo de um momento em que<br />

moradores de grandes centros urbanos vêm<br />

demonstrando insatisfação com problemas<br />

como violência, poluição e engarrafamentos,<br />

buscando por isso adquirir imóveis em cidades<br />

mais pacatas e baratas. Outros procuram<br />

investir no segmento de locação por<br />

temporada, que se mantém estável apesar da<br />

crise. Basta comparar os preços para perceber<br />

a vantagem: o preço médio do metro<br />

quadrado de apartamentos em Cabo Frio é de<br />

R$ 6,1 mil, 52% menos que o praticado no Rio<br />

(R$ 9,3 mil).<br />

Com 212 mil habitantes e cerca de 1 mil<br />

condomínios, de acordo com o IBGE, Cabo<br />

Frio orgulha-se da vocação turística, uma das<br />

principais fontes de receita do município, mas<br />

também enfrenta problemas por conta da<br />

população flutuante, que no verão chega a<br />

450 mil pessoas. A cidade, também afetada<br />

pela crise – a arrecadação de royalties vem<br />

caindo mês a mês desde 2014 –, enxerga na<br />

aquisição de imóveis um meio de driblar a<br />

fase delicada.<br />

Para apresentar os dados do mercado<br />

imobiliário cabo-friense, o Sindicato da<br />

Habitação do Rio de Janeiro (Secovi Rio)<br />

apresentou em junho, em Cabo Frio, a terceira<br />

edição consecutiva de uma pesquisa<br />

intitulada “Cenário do Mercado Imobiliário de<br />

Cabo Frio 2017”, que traz informações sobre<br />

preços de imóveis para venda e locação no<br />

período de maio de 2016 a maio de 2017.<br />

Para ver a pesquisa, acesse o portal do Secovi<br />

Rio na seção Publicações.<br />

Shutterstock<br />

Shutterstock<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 54


INSTITUCIONAL<br />

Agenda legislativa<br />

T<br />

emas relevantes para o setor de<br />

comércio e serviços imobiliários – a<br />

elevada carga tributária; os distratos na<br />

comercialização de imóveis; a segurança<br />

jurídica na locação; os terrenos de<br />

marinha; a atuação dos corretores de<br />

imóveis; loteamentos com acesso<br />

controlado e contribuição sindical – foram<br />

selecionados para compor a “Agenda<br />

Legislativa & Projetos Prioritários – Setor<br />

de Comércio e Serviços Imobiliários<br />

2017-2018”. Em sua segunda edição, a<br />

publicação foi divulgada pelo Secovi Rio<br />

em maio na Câmara dos Deputados, em<br />

Brasília (DF).<br />

Resultado de um trabalho do Secovi Rio<br />

em conjunto com 22 Sindicatos da<br />

Habitação de outros estados do país e<br />

com associações setoriais, o documento<br />

selecionou 14 projetos de lei em<br />

andamento na Câmara dos Deputados e<br />

no Senado Federal que possam causar<br />

impacto, positivo ou não, na atividade<br />

imobiliária. Em 2017, juntam-se a este<br />

documento dados estatísticos sobre<br />

condomínios e a atividade de<br />

administração imobiliária, que pretendem<br />

mostrar a relevância econômica de um<br />

setor que representa 95 mil empresas e<br />

180 mil condomínios edilícios, gerando<br />

mais de 500 mil empregos diretos e cerca<br />

de 1,75 milhão indiretos para a economia<br />

do país.<br />

Mercado em Campos<br />

Em junho, o Secovi Rio publicou pela terceira vez<br />

consecutiva o “Cenário do Mercado Imobiliário de Cabo<br />

Frio”, com informações sobre preços de imóveis para venda e<br />

locação no período de maio de 2016 a maio de 2017. Agora<br />

é a vez da cidade de Campos dos Goytacazes ser analisada.<br />

A primeira edição do “Cenário do Mercado Imobiliário do<br />

Noroeste Fluminense” vai ser lançada no próximo dia 26 de<br />

julho, na Associação Comercial e Industrial de Campos. Na<br />

ocasião, será ministrada uma palestra sobre Segurança em<br />

Condomínios com Leandro Silva, diretor administrativo da<br />

empresa Segtec Tecnologia e Segurança.<br />

Para participar do evento, basta levar 2kg de alimentos não<br />

perecíveis, a serem doados para o Abrigo João Viana. As<br />

inscrições podem ser feitas pelo site do Secovi Rio,<br />

www.secovirio.com.br, ou por meio dos contatos da Regional<br />

Noroeste Fluminense:<br />

(22) 2738-1046 e noroestefluminense@secovirio.com.br.<br />

Google Earth<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 55


Grafite<br />

Do Instagram para as nossas páginas: @secovirio.<br />

Olha só o novo mural da Casa Maria de Nazaré, na<br />

Rocinha! A ONG realiza um trabalho muito<br />

importante com mais de 500 pessoas por mês e é<br />

apoiada pelo Secovi Rio nos projetos Estudo<br />

Dirigido e Oficina do Sucesso. Ficamos muito felizes<br />

com a homenagem da Casa e do artista Pedro Neres!<br />

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anos<br />

presente na<br />

Cidade Maravilhosa<br />

Uma história de compromisso e qualidade<br />

com a segurança dos cariocas<br />

SerTelRJ<br />

http://ser-tel.com.br<br />

21 2102-4000 / 21 2501-4000<br />

Controle de Acesso – Sistemas de Alarmes – CFTV – Monitoramento 24h – Automatização de Portões<br />

Interfonia e Telefonia – Cabeamento Estruturado – Locação – Manutenção – Projetos de Segurança Eletrônica<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 56


IPTU mais alto<br />

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella pretende aumentar a<br />

arrecadação municipal adotando uma série de medidas fiscais.<br />

Entre elas, mudanças na cobrança de IPTU, extinguindo as<br />

isenções e reajustando a planta de valores de imóveis residenciais<br />

e não residenciais. O aumento, que até o fechamento desta<br />

edição não havia sido definido, deverá ser apresentado na Câmara<br />

de Vereadores em breve para valer a partir de 2018. Segundo a<br />

fórmula para estimar o valor do IPTU de 2018, divulgada pelo<br />

Jornal O Globo, o impacto no bolso de quem paga o imposto<br />

poderá ser, na maioria dos casos, superior a 100%.<br />

Quer saber qual seria o valor de mercado do seu imóvel e qual<br />

seria o novo IPTU? Acesse a seção “Pesquisas e indicadores” no<br />

site www.secovirio.com.br e envie o número de inscrição do seu<br />

carnê.<br />

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Mudanças na vistoria do gás<br />

As comissões de Defesa do Consumidor e de Defesa Civil da Assembleia<br />

Legislativa do Estado do Rio de Janeiro anunciaram a apresentação de um<br />

novo projeto de lei sobre vistoria de serviços de gás. A decisão foi<br />

anunciada durante audiência pública promovida pelas comissões, na qual<br />

o Secovi Rio esteve presente, representado por sua Coordenação de<br />

Relações Político-Institucionais.<br />

A proposta visa evitar diferentes interpretações da Lei nº 6.890, que desde<br />

2014 determina a realização de uma vistoria quinquenal dos serviços de<br />

gás em unidades comerciais e residenciais de todo o estado. O projeto de<br />

lei deverá esclarecer quem realizará os serviços de vistoria, quais serão as<br />

sanções aplicadas, entre outros. Além disso, afastará conflitos com a Lei nº<br />

6.400/2013, que dispõe, de maneira geral, sobre vistorias prediais,<br />

atribuindo como responsabilidade dos condomínios e proprietários a<br />

contratação de empresas para vistoriar o sistema de gás.<br />

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MATÉRIA ESPECIAL<br />

FaCa vocE mesmo:<br />

vaso de concreto em 10 passos<br />

Quer dar um upgrade no jardim do seu<br />

condomínio? Que tal fazer um charmoso e<br />

personalizado vaso de concreto para as<br />

flores? Uma dica é organizar uma atividade com as<br />

crianças, tomando apenas os cuidados devidos no<br />

manuseio do cimento e das peças secas. O passo a<br />

passo é simples e o resultado é único. Confira:<br />

Você vai precisar de:<br />

- Moldes para o concreto<br />

(Para cada vaso vai precisar de um par, sendo um<br />

maior que o outro. Você pode usar baldes, caixas de<br />

papelão grosso ou até potes de plástico)<br />

- Pedrinhas ou qualquer objeto que faça peso e<br />

caiba no molde menor<br />

- Lixa grossa<br />

- Luvas<br />

- Vaselina ou óleo de cozinha<br />

- Areia<br />

- Cimento comum<br />

(Se preferir, utilize multimassa. Nesse caso, não é<br />

necessário acrescentar areia)<br />

- Balde ou qualquer recipiente para a massa<br />

- Água<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 58


Como fazer:<br />

1 Coloque luvas para evitar o contato do material<br />

com as mãos. Misture a mesma medida cimento e a<br />

areia em um balde. Em seguida, vá acrescentando<br />

água aos poucos até ficar uma massa pastosa;<br />

2 Passe óleo ou vaselina no interior do molde<br />

maior e no exterior do molde menor;<br />

3 Coloque a quantidade de massa necessária no<br />

molde maior (para começar, cerca de 2/3 do<br />

recipiente);<br />

4 Posicione o molde menor no centro do outro.<br />

Quando o meio estiver na forma que você deseja,<br />

acrescente algumas pedrinhas para dar peso ao<br />

molde menor;<br />

5 Dê algumas batidinhas para que o ar saia e o<br />

vaso não fique com furinhos;<br />

6 Espere de 24 a 48 horas para secar. O processo<br />

deve ser feito preferencialmente na sombra, pois a<br />

exposição direta ao sol pode deixar as bordas<br />

quebradiças;<br />

7 Na hora de desenformar, retire os moldes<br />

cuidadosamente para não rachar;<br />

8 Lixe os topos e cantinhos do vaso;<br />

9 Com uma furadeira, abra um buraco na parte<br />

inferior do vaso - apenas o tamanho necessário<br />

para que a água da planta escoe;<br />

10 Coloque pedrinhas no fundo do vaso, uma<br />

camada de terra e em seguida a planta escolhida.<br />

E aí, curtiu a ideia? Se preferir, comece com um<br />

vasinho menor, para suculentas e, à medida que<br />

ganhar técnica, vá testando tamanhos e formas<br />

diferentes. É importante lembrar que o concreto não<br />

retém muita umidade e a terra pode ficar mais seca<br />

que em vasos de cerâmica. Por isso, uma dica é<br />

escolher plantas que tenham maior tolerância a<br />

solos secos ou utilizar um impermeabilizante no<br />

interior do vaso.<br />

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SERVIÇOS E PRODUTOS<br />

SECOVI RIO / 2017 / nº <strong>107</strong> / 62


SERVIÇOS E PRODUTOS<br />

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SERVIÇOS E PRODUTOS<br />

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