*Outubro/2018 - Industrial 201

jota.2016

ENTREVISTA - Marcelo Prado, diretor do Instituto Iemi, aponta os rumos do mercado de móveis

ANOS

APROVEITAMENTO

TOTAL DA MADEIRA

SISTEMA DE SCANNER PARA TÁBUAS AUMENTA O

RENDIMENTO E QUALIDADE NO PRODUTO FINAL

COMPLETE

USE OF WOOD

SCANNER SYSTEM FOR WOOD INCREASES

YIELD AND QUALITY IN THE FINAL PRODUCT

ESPECIAL

Ainda não inventaram um

material melhor que a madeira

na construção civil

OUTUBRO 2018 1


INDUSTRIAL

48

2018

28

44

SUMÁRIO

38

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

DRV Ferramentas 15

Engecass 19

Franzói Ferramentas 09

Gaidzinski 43

Mendes Soluções 07

Metalcava 53

Mill Indústrias 17

Mill Indústrias 55

Mill Indústrias 68

Montana Química 02

MSM Química 11

Razi Máquinas 41

Reval Serras 13

Siempelkamp 05

Siromat 37

Vantec 25

Wágner Lennartz 21

Woodeye 27

SUMÁRIO

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

18 Aplicação

20 Frases

22 Entrevista

26 Coluna Abimci Paulo Pupo

28 Principal Precisão do olhar digital

34 Construção Civil

38 Marcenaria

44 Especial Uma história de sucesso

48 Mercado

52 Química na Madeira

54 Madeira Tratada

56 Prêmio REFERÊNCIA

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

OUTUBRO 2018 03


ANOS

EDITORIAL

NOVOS

HORIZONTES

C

om a retomada econômica, mesmo

que ainda tímida, o setor industrial

brasileiro começa a dar sinais de

melhora. Alguns empecilhos, como a

greve dos caminhoneiros e a Copa do

Mundo, esfriaram o consumo no país, mas a promessa

é de novos horizontes para o novo governo

brasileiro a partir de 2019. Em entrevista para

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, o economista Marcelo

Prado traçou um panorama para a setor produtivo

nacional, apontando qual deverá ser o caminho

para o futuro. Também abordamos quais as principais

madeiras utilizadas na construção civil, devido

a características como resistência, textura e maleabilidade.

Trazemos ainda a iniciativa da prefeitura

de Maceió, que pretende reformar as paradas de

ônibus, utilizando a madeira tratada de eucalipto

na maior parte dos abrigos. Ótima leitura!

NA CAPA

SCANNER PARA MADEIRA

PRODUZIDO PELA WOODEYE

É O DESTAQUE DA CAPA

EXPEDIENTE

DESTA EDIÇÃO

ANO XX - EDIÇÃO 201 - OUTUBRO 2018

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XX • N°201 • Outubro 2018

ENTREVISTA - Marcelo Prado, diretor do Instituto Iemi, aponta os rumos do mercado de móveis

APROVEITAMENTO

TOTAL DA MADEIRA

SISTEMA DE SCANNER PARA TÁBUAS AUMENTA O

RENDIMENTO E QUALIDADE NO PRODUTO FINAL

COMPLETE

USE OF WOOD

SCANNER SYSTEM FOR WOOD INCREASES

YIELD AND QUALITY IN THE FINAL PRODUCT

ESPECIAL

Ainda não inventaram um

material melhor que a madeira

na construção civil

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

04

NEW HORIZONS

W

ith the economy on the upturn,

though timid, the Brazilian industrial

sector begins to show

signs of improvement. Some

obstacles, such as the truck drivers’

strike and the World Cup, have hampered

the growth in consumption in the Country, but the

promise is for new horizons with the new Brazilian

Government starting in 2019. In an interview with

REFERÊNCIA Industrial, Economist Marcelo Prado

lays out a panorama of the domestic productive

sector, pointing out what the path to the future

should bring. Also, we have a story covering the

major woods used in construction due to their

characteristics, such as resistance, texture, and

malleability. We even have a story about the city

of Maceió, which aims to rebuild most of its bus

shelters, using treated eucalyptus wood. Pleasant

reading!

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing - Rafael Macedo / Editor

editor@revistareferencia.com.br

Colaboração / Colaboration

Patricia Munhoz

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

Fernanda Maier

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

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consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

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segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

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exceto para fins didáticos.

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ANOS

ENTREVISTA - Guilherme Stamato, diretor da Stamade, defende bons exemplos no setor madeireiro

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

EDIÇÃO ESPECIAL

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 200 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE 2018

PARABÉNS!

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XX • N°200 • Setembro 2018

CONCEITO MUNDIAL EM

MÁQUINAS NACIONAIS

EMPRESA FAMILIAR ELEVA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA

MADEIREIRA COM TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E CONFIANÇA

GLOBAL CONCEPT

IN NATIONAL

MACHINES

A FAMILY BUSINESS ELEVATES

COMPETITIVENESS IN THE SAWN WOOD INDUSTRY

WITH TECHNOLOGY, INNOVATION AND RELIABILITY

INCLUSÃO

Por Flávia Ranaldi

Goiânia (GO)

Por Eloy Quege

São Paulo (SP)

Parabenizo toda a equipe da revista REFERÊNCIA

INDUSTRIAL pela edição 200. Sem dúvida uma

marca que deve ser comemorada – e agora é

esperar as próximas grandes marcas.

Ótima reportagem sobre

o residencial de casas de

madeira na Vila Taguaí.

Que a iniciativa sirva de

exemplo para atitudes

semelhantes.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

INSPIRAÇÃO

Por Sérgio Martins

Londrina (PR)

PONTO DE ENCONTRO

Ótima entrevista com

Guilherme Stamato na

última edição. Sempre

bom ouvir a opinião de

pessoas que, assim como

a Revista, são referências

no setor.

Por Matias Pereira

Arapongas (PR)

Excelente cobertura do IX Congresso

Moveleiro em Arapongas. Eventos como

esse são essenciais para fomentar o setor.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA referenciamadeira

06

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


BASTIDORES

BASTIDORES

EMPRESA INDUSTRIAL

A BRUNO INDUSTRIAL MARCOU PRESENÇA NO CIBIO 2018 (CONGRESSO

INTERNACIONAL DE BIOMASSA), DESTACANDO PRODUTOS COMO OS

PICADORES FLORESTAIS QUE ELIMINAM PROCESSOS E MÃO-DE-OBRA

Gabriel Matias, vendedor; Pedro Alberto Ilibrante e Valmir Surdi,

departamento comercial da Bruno Industrial

Foto: REFERÊNCIA

SUTIL MÁQUINAS NO CIBIO 2018

A EMPRESA TAMBÉM ESTEVE PRESENTE NO EVENTO EXPONDO

MÁQUINAS PARA O SETOR, CONVERSANDO COM CLIENTES E

FAZENDO NOVOS CONTATOS

Equipe da Sutil Máquinas

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

CONFIANÇA CRESCEU

Após um primeiro semestre

conturbado, devido à greve

dos caminhoneiros, a economia

brasileira parece voltar aos

trilhos. É o que comprovam os

dados do SPC Brasil (Serviço

de Proteção ao Crédito) e do

Cndl (Confederação Nacional

dos Dirigentes Lojistas). De

acordo com as duas instituições,

a confiança do consumidor

brasileiro cresceu no último

mês de setembro. Baseados no

ICC (Indicador de Confiança do

Consumidor), os órgãos registraram

crescimento de 3,47%

do índice desde o último mês

de agosto, segundo dois fatores:

a percepção do cenário

atual dos entrevistados e sua

expectativa para o futuro.

BAIXA

PRODUÇÃO CAIU

De acordo com o mais recente

levantamento do Ibge (Instituto

Brasileiro de Geografia

e Estatística), a produção de

móveis em agosto caiu -0,3%

em comparação ao mês anterior.

Já em julho, a queda

foi de -1,7% no comparativo

com junho. Os números são

desanimadores devido ao

recuo da atividade industrial

brasileira durante dois

meses seguidos: em maio,

o setor encolheu 10,9%; já

em junho, o recuo foi de

12,7%, gerando instabilidade

e desconfiança do mercado

internacional.

08

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


COLUNA

À ESPERA DE UM MILAGRE

SETOR PRECISA VALORIZAR MAIS O ASSOCIATIVISMO E DEPENDER MENOS DA MARÉ

ECONÔMICA E DECISÕES POLÍTICAS

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

NÃO PODEMOS PERMANECER À

ESPERA DE UM MILAGRE, COMO NO

FILME DO MESMO NOME: MESMO

QUE O CARCEREIRO ESTEJA ACREDITANDO QUE

MILAGRES ACONTECEM NOS LUGARES MAIS

INESPERADOS, O INOCENTE É CONDENADO E

EXECUTADO NA CADEIRA ELÉTRICA

E

m recente workshop realizado pela Abpm (Associação

Brasileira de Preservadores de Madeira)

– foram perceptíveis os esforços para tentar

reunir o maior número possível de representantes

de empresas do setor de proteção de madeiras

e profissionais ligados à área. Triste constatação. Das

quase 450 usinas de tratamento de madeiras existentes no

Brasil, estavam presentes representantes de no máximo

uma dúzia delas. No cardápio do evento eram oferecidas

informações de fundamental importância ao planejamento

e gestão dos negócios desse segmento. Todos sabem que

o setor vem sofrendo tremendamente com as limitações

de opções de abertura de novos mercados, levando-o à

atuação predominantemente em mercados de baixo valor

agregado, como é o caso dos mourões para cercas.

O programa de autorregulamentação Qualitrat foi apresentado

de forma objetiva como ferramenta fundamental

que permite o atendimento a mercados mais exigentes e

de melhores resultados, uma ótima dica! As perspectivas

relacionadas às oportunidades no setor da construção foram

contempladas com uma apresentação a respeito do

sistema construtivo base wood frame, o que é uma realidade

universal há décadas. Como não poderia deixar de

ser, foram também apresentadas considerações a respeito

da importância das normas técnicas como endosso para a

consolidação de mercados da madeira tratada.

Foto: divulgação

As oportunidades existentes para o mercado de dormentes

tratados foram escancaradas, podendo representar

forte e definitiva consolidação de significativo crescimento

das empresas vocacionadas ao atendimento ao setor ferroviário.

A despeito da primorosa organização, que incluía

um bem estruturado salão de convenções e serviços de

cafezinho, sucos e lanches, era frustrante a constatação da

baixa participação, o que, tristemente, não foi um privilégio

somente deste evento em particular. A precariedade da

visão da importância associativa/institucional do setor persiste

há muitos anos e, como uma enfermidade, parece não

haver o entendimento secular de que a união faz a força.

Ao longo dos anos, temos a satisfação de ver o fortalecimento

de associações congêneres, com forte adesão

de empresas de outras especialidades do setor industrial

madeireiro, realizando eventos de importância e desenvolvendo

trabalhos conjuntos, sempre objetivando o fortalecimento

do seu setor e a maior consolidação dos seus mercados.

Parece haver uma descrença dentro do segmento

de proteção de madeiras em relação à importância da força

associativa, o que sugere a necessidade de um trabalho

de reflexão e posterior planejamento de ações envolvendo

todas as partes.

É como quando encontramos um velho conhecido e

perguntamos como ele está e a resposta, acompanhada

de um olhar sério e o rosto franzido, invariavelmente é

que os negócios vão mal, o mercado está parado, os seus

concorrentes estão agindo como predadores e por ai vai.

Nitidamente um comportamento condicionado, respostas

e atitudes prontas, um script adotado pela grande maioria.

A percepção de que a vida associativa, a participação

em eventos do setor, a exposição a novas informações, as

possibilidades de trocas de experiências e de informações

mercadológicas, entre outras vantagens proporcionadas

por encontros realizados pela sua associação representativa,

não têm o real significado de que podem ser traduzidos

como investimento. Ainda que pequeno, não são poucos

os esforços para a realização de um evento como este realizado

recentemente, mas são muitos os sentimentos de

frustração vindos da apatia do setor.

E, por favor, não vamos buscar justificativas nas mazelas

das atuais confusões políticas e governamentais como pretexto

que desestimulam a vida associativa, pelo contrário,

nestas horas é que se torna necessário, ainda mais, despertar

para a vida empresarial participativa. Não podemos permanecer

à espera de um milagre, como no filme do mesmo

nome, com o fabuloso Tom Hanks, onde, mesmo que o

carcereiro esteja acreditando que milagres acontecem nos

lugares mais inesperados, o inocente é condenado e executado

na cadeira elétrica. Ainda é tempo!

10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


NOTAS

BENTO

GONÇALVES

Segundo recente levantamento do Sindmóveis (Sindicato

das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves),

as exportações do setor na cidade gaúcha cresceram

em 2018. De janeiro a setembro, as negociações internacionais

do município aumentaram 8,9% em comparação

ao mesmo período do ano passado. Esses

números correspondem a US$ 2 milhões a mais para a

indústria bento-gonçalvense. Os principais mercados

compradores da mercadoria da cidade são os países

da Colômbia, EUA (Estados Unidos da América), Uruguai,

Arábia Saudita e Chile. “Os números são positivos,

mas ainda falta muito caminho a ser percorrido

para que voltemos ao patamar de sete anos atrás”,

alerta o diretor do Sindimoveis, Leonardo Dartora.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

INFLAÇÃO

CONTROLADA

O Ipca (Indíce Nacional de Preços ao Consumidor Amplo),

mostrou leve variação no mês de setembro, 0,48% acima da

meta registrada em agosto. Esse é o maior resultado desde

2015, no auge da crise, quando o Ipca atingiu a marca de

0,54%. Nadando contra a maré, o setor de móveis subiu apenas

0,04%. O setor também registrou em setembro deflação

em três capitais brasileiras: São Paulo, Porto Alegre e Rio

de Janeiro. Na capital mineira, Belo Horizonte, a queda do

Ipca foi de quase 3%. Na somatória dos últimos doze meses,

Salvador foi a capital brasileira com o pior desempenho: registrou

alta de 4,81%.

Foto: divulgação

NOVO POLO

MOVELEIRO

Há tempos a cidade de Cuiabá (MT) tem reunido

esforços para se tornar um novo polo moveleiro na

região centro-oeste do Brasil. O mais novo capítulo

desses esforços foi encerrado no começo do mês de

outubro, após uma reunião entre o prefeito do município,

Emanuel Pinheiro, e representantes do setor de

móveis de Cuiabá. Entre os pedidos dos empresários,

a principal reivindicação é a da concessão de um

terreno com estrutura de barracão entre a capital e a

cidade de Várzea Grande (MT), totalmente à disposição

dos fabricantes de móveis. “A conversa foi muito

produtiva, e os trabalhos devem começar em breve.

Conversaremos com a secretaria de Desenvolvimento

Econômico e traçaremos o plano de implatação do

projeto piloto da iniciativa”, almeja o prefeito.

12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


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NOTAS

TORRE

DE MADEIRA

A partir de março de 2019, a Noruega poderá se orgulhar

de que será sede da mais alta torre do mundo construída

com madeira. A Torre Mjos, como ficou conhecida, terá

84,4 metros de altura e será composta por 18 andares,

que incluem apartamentos, um hotel, escritórios, um restaurante

e diversas áreas comuns. Assim que concluído, o

empreendimento será capaz de suportar ventanias, com

uma movimentação no topo de, no máximo, 14 centímetros.

“Utilizar esse material quase que em todo o prédio

mostra que podemos buscar materiais ecologicamente

corretos no setor da construção civil. Estamos no caminho

de construir um mundo melhor”, acredita Arthur Buchardt,

um dos responsáveis pela iniciativa.

Foto: divulgação

EUCALIPTO

EM PAUTA

De acordo com pesquisadores da Embrapa Sudeste,

as mudanças climáticas enfrentadas pelo

planeta terra têm feito com que a produção de

eucalipto seja revista em escala mundial. Em

congresso realizado no final de setembro na

cidade de Montpellier, na França, o tema foi

abordado pela Embrapa e por outros órgãos

florestais. O pesquisador José Ricardo Pezzopane

afirma que a árvore tem apresentado perda

de produção em eventos extremos, como a

seca e o estresse biótico, relacionado a pragas

e doenças da madeira. “Apesar de aparentar

ser uma espécie forte e resistente, o eucalipto

corre riscos em casos extremos”, aponta José

Pezzopane.

Foto: divulgação

INTERCÂMBIO

JAPONÊS

Aconteceu no último dia 28 de setembro uma reunião entre o Cipem

(Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira

de Mato Grosso) e o secretário de Recursos Naturais do governo

japonês, Taiji Fujisaki. O correspondente oriental veio ao Brasil

para coletar detalhes sobre o processo de Manejo Florestal Sustentável

desenvolvido no Mato Grosso. A madeira produzida pelo

estado atualmente é exportada para vários países do mundo. “É

realmente impressionante a seriedade e qualidade de toda a cadeia

de processos. Nesse quesito, o Brasil é um exemplo mundial

de excelência no tratamento da madeira”, garante o secretário.

O Japão é atualmente o quarto maior importador mundial de

madeira e produtos de madeira, perdendo apenas para EUA (Estados

Unidos da América), China e a União Europeia.

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


A EvOLUÇÃO

DAS SERRAS

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NOTAS

CASA

AUTOSSUFICIENTE

A SysHaus, startup brasileira de engenharia

e design, desenvolveu, em parceria com o

arquiteto Arthur Casas, o projeto de uma casa

sustentável, em que a madeira é a principal

protagonista. Com um material construtivo

pré-fabricado, a casa da SysHaus traz toda a

tecnologia europeia para o empreendimento,

com um sistema elétrico baseado em placas

solares e um sistema de reuso da água das

chuvas. A ideia é construir casas de alto padrão

com materiais recicláveis, como alumínio

e placas de MDF. A casa levou cerca de meio ano para a sua conclusão, divididos em três meses de fabricação e outros três

meses para a montagem da casa, que também transforma o lixo orgânico em gás para abastecer os seus cômodos.

Foto: divulgação

ORIGEM

FLORESTAL

A partir de outubro, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio

Ambiente e Recursos Naturais) divulgará dados do seu Sistema

de emissão de Documento de Origem Florestal, que

controla a movimentação das toras de madeira retiradas de

todas as regiões do país. Desta forma, os produtores e consumidores

poderão mapear dados e origem de créditos de

madeira, desde a floresta até o vendedor. Segundo Romulo

Batista, membro do Greenpeace Brasil, essa medida ajudará

a conter a clandestinidade da extração de madeira no país.

“Isso é um pedido recorrente da nossa instituição desde

2014. Ainda falta integrar o sistema de licenciamento à nova

ferramenta, mas o primeiro passo já foi dado para o começo

do controle social da cadeia produtiva da indústria florestal”,

reforçou Batista.

Foto: divulgação

COMÉRCIO

EM BAIXA

A movimentação do comércio brasileiro diminuiu 0,1%

em setembro. De acordo com o Serasa Experian, empresa

brasileira de análise de crédito, a baixa deve-se

ao aumento do dólar e às incertezas políticas vividas

pelo país durante o processo eleitoral. A queda foi

sentida em todos os setores do comércio: materiais de

construção caíram 1,3%; o setor de supermercados recuou

0,1%, assim como o de veículos, motos e peças.

No caso do setor de móveis, eletroeletrônicos e informática,

a queda foi ainda maior: 1,1% de agosto para

setembro. Apesar disso, em comparação com 2017,

este ano a atividade varejista cresceu 6,7%, dando

sinais de que a recessão econômica, a pior da história

do Brasil, começa a dar sinais de enfraquecimento.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


APLICAÇÃO

BANCO

RADICAL

Foto: divulgação

Quem disse que o design não pode fazer

parte do mundo infantil? A Mini US.,

marca de roupas para crianças lançou em

setembro, em parceria com o artista Rafael

Fasrah, um Banco Skate inspirado no

street art. A ideia surgiu após a visita a

uma exposição do artista norte-americano

Jean Michel Basquiat, em São Paulo

(SP). “A inspiração veio. O Rafael criou

peças muito legais e colocamos na decoração

das lojas. Até que muitos clientes

começaram a perguntar se estavam à

venda, porque curtiam muito o estilo, então

resolvemos criar algumas exclusivas

da marca para serem vendidas”, revela

Tico Sahyoun, diretor criativo da marca.

BELEZA

DO MOGNO AFRICANO

Apresentada durante a feira High Design

2018, em São Paulo (SP), a peça Khaya

Woods é o mais recente lançamento da arquiteta

brasileira Juliana Vasconcellos, que

busca trazer em seus trabalhos as referência

de diversos países, como EUA (Estados

Unidos da América), Inglaterra e França.

Nesta peça, a arquiteta buscou no mogno

africano as características necessárias para

um modelo coeso e bem trabalhado. “As

peças apresentadas são inspiradas em

planos geométricos simples encaixados e

apoiados para criar uma linguagem de encontros

e que pudesse valorizar a textura

da madeira da Khaya que é macia, nobre,

com os veios e uma tonalidade muito especiais,

com alto valor estético agregado

e de altíssima qualidade”, explica Juliana.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


FRASES

“HOUVE AVANÇOS DO SETOR MOVELEIRO NO PRIMEIRO

SEMESTRE DE 2018, MAS AINDA É POSSÍVEL VERIFICAR

ALTOS E BAIXOS TANTO NO MERCADO INTERNO QUANTO

EXTERNO. ESTAMOS NOS RECUPERANDO DE MOMENTOS

DIFÍCEIS E, DESSA FORMA, É NORMAL QUE AINDA EXISTAM

OSCILAÇÕES – INCLUSIVE POR SER UM ANO ELEITORAL, DE

MUITAS INCERTEZAS”

VOLNEI BENINI, PRESIDENTE DA MOVERGS (ASSOCIAÇÃO DAS

INDÚSTRIAS DE MÓVEIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL)

“SEM UMA

REFORMA

CORAJOSA,

O SISTEMA

PREVIDENCIÁRIO

ENTRARÁ EM COLAPSO

E INVIABILIZARÁ

QUALQUER

POSSIBILIDADE

DE RETOMADA DO

DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO E SOCIAL NO

PRÓXIMO GOVERNO. POR ISSO,

É IMPORTANTE QUE, LOGO APÓS

AS ELEIÇÕES, ESSA IMPORTANTE

AGENDA SEJA RETOMADA, AINDA

NO ATUAL GOVERNO”

ROBSON BRAGA

DE ANDRADE,

PRESIDENTE DA

CONFEDERAÇÃO

NACIONAL DA

INDÚSTRIA (CNI)

“PRECISAMOS PENSAR SOLUÇÕES MAIS ESTRUTURAIS

PARA ESSE PROBLEMA, QUE NÃO ESTÁ NO PROGRAMA

DE SUBSÍDIOS, POIS É TEMPORÁRIO. A REDUÇÃO DE

IMPOSTOS É PERMANENTE, QUE FOI COMPENSADA NA LRF

(LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). PRECISAMOS PENSAR

EM SOLUÇÕES ALTERNATIVAS, QUE PODEM PASSAR POR

UMA MAIOR COMPETIÇÃO NO SETOR DE REFINO, OU UM

TRIBUTO COMO UM ‘BUFFER’ [COLCHÃO] PARA ABSORVER

VARIAÇÕES DE PREÇO INTERNACIONAL QUE EXIGIRÃO

MUDANÇAS NA LEI”

EDUARDO GUARDIA, MINISTRO DA FAZENDA SOBRE O PREÇO DO DIESEL

“O DÓLAR SUBIU MUITO EM

FUNÇÃO DA INSEGURANÇA GERADA

PELO AMBIENTE ELEITORAL, MAS SE

ESTABILIZARÁ EM UM PATAMAR MAIS

BAIXO NAS PRÓXIMAS SEMANAS. O

GRANDE DESEJO DA INDÚSTRIA É QUE

SE TENHA UM CÂMBIO FLUTUANTE, MAS

QUE SEJA PREVISÍVEL. SÓ ASSIM O BRASIL

TERÁ UM AMBIENTE MAIS COMPETITIVO

PARA EXPORTAR”

Foto: divulgação

JOSÉ CARLOS MARCHESAN, PRESIDENTE

DA ABIMAQ (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)

20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


SERRAS

PARA

MADEIRA

Nossa história começa em 1890 em Reutilingen, na Alemanha e

hoje somos a maior referência mundial em serras do Mundo.

No Brasil desde 1973 e com atuação orientada ao mercado

latino-americano, a Wagner Lennartz possui uma

extensa linha de produtos para madeira e uma

rede de distribuidores e representantes no Brasil e

América Latina. Temos mais de um século de

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ENTREVISTA

HORA

DA RETOMADA

TIME TO RESUME

Após quatro anos de recessão econômica, com o auge

da crise entre 2015 e 2016, a indústria de móveis começa

a apresentar bons resultados, apesar de ainda

tímidos. Após vencer o colapso das contas federais,

2018 seria o período da grande retomada do setor

produtivo brasileiro, mas uma série de eventos (como a greve dos

caminhoneiros, a Copa do Mundo e as eleições gerais) impediram

que o ano fosse satisfatório para o empresariado. Em entrevista

à REFERÊNCIA INDUSTRIAL, o diretor do Iemi (Inteligência de

Mercado), Marcelo Prado, destacou pontos importantes desse

movimento de retomada econômica e apontou o caminho que a

indústria moveleira deverá seguir a partir de 2019. Confira:

ENTREVISTA

After four years of economic recession, peaking between

2015 and 2016, the furniture industry has started to show

positive results, though still timid. After the collapse of

the Federal accounts, 2018 should have been a period

of turnaround for the productive sector in Brazil, but a

series of events (such as the truck drivers ‘ strike, the World Cup, and

the General Elections) help to prevent the year from being a satisfactory

one for the business community. In an interview with REFERÊNCIA

Industrial, Marcelo Prado, Director of the Market Intelligence Institute

(Iemi), highlighted the important points of this economic turnaround

and pointed out the way the furniture industry should follow starting in

2019. Check it out:

MARCELO VILLIN

PRADO

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO:

27/09/1965

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: FORMADO EM ECONOMIA PELA

UNICAMP (SP)

CARGO: DIRETOR DO INSTITUTO IEMI (INTELIGÊNCIA DE

MERCADO)

Foto: divulgação

DATE AND PLACE OF BIRTH: SEPTEMBER 27, 1965

PROFESSIONAL EDUCATION: ECONOMICS, UNICAMP (SP)

FUNCTION: DIRECTOR OF THE MARKET INTELLIGENCE INSTITUTE (IEMI)

22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 23


ENTREVISTA

24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


COLUNA ABIMCI

NORMALIZAÇÃO

DE PRODUTOS DE MADEIRA AVANÇA NO BRASIL

ESTE ANO, DIVERSAS COMISSÕES DE ESTUDOS FORAM REATIVADAS E NORMA PUBLICADAS

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

UMA DAS IMPORTANTES

CONQUISTAS DE 2018 FOI A

PUBLICAÇÃO DA NORMA TÉCNICA DE

PORTAS DE MADEIRA

Arepresentação política e institucional, além

da promoção do produto brasileiro de

madeira aqui e no mundo são frentes de

atuação permanentes da Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente). Mas em paralelo a essas ações,

um trabalho intenso para desenvolver, discutir e revisar as

normas técnicas para os diversos produtos industrializados

de madeira é realizado continuamente junto à Abnt (Associação

Brasileira de Normas Técnicas), e demais envolvidos

como produtores, academia, consumidores, laboratórios e

todos os públicos de interesse.

Como entidade gestora do CB-31 (Comitê Brasileiro de

Madeira) da Abnt, a Abimci tem atuado na revisão e discussão

de uma série de normas do setor. Somente em 2018,

diversas comissões de estudos para essas normas foram

reativadas e novas normas foram publicadas.

A comissão de estudos da Abnt para madeira serrada,

por exemplo, avançou de forma importante nas discussões

para o desenvolvimento da norma. O projeto de norma

que trata especificamente de madeira serrada para a

construção civil irá abordar inicialmente a terminologia, as

generalidades e os requisitos específicos para a construção

civil, que serão divididos em três grupos (pinus, eucalipto

e folhosas). Esses novos projetos de normas visam cancelar

nove normas existentes de madeira serrada, atualmente

em vigor, para unificar em uma única versão. Na sequência,

serão estudados os projetos para uso da madeira em

Foto: divulgação

embalagens, móveis e uso geral. Para dar celeridade ao

processo de elaboração das normas, a comissão conta com

grupos de trabalho para cada um desses projetos.

Uma das importantes conquistas de 2018 foi a publicação

da norma técnica de portas de madeira. A revisão da

norma Abnt NBR 15930-2 - Portas de madeira para edificações

– Requisitos, que define os requisitos para o perfil de

desempenho de portas de madeira e a sua respectiva classificação

de acordo com o nível de desempenho de ocupação

e uso. Com a revisão, o novo texto já está adequado

para atender à norma de desempenho da construção civil,

a NBR 15575. Outras normas que devem ser publicadas em

breve é a que trata de painéis de fibra de madeira e painéis

de partículas de madeira. Os textos das normas Abnt NBR

15316 e a Abnt NBR 14810, respectivamente, que passaram

por revisões, em especial o item que trata da emissão de

formaldeído, adaptando-as aos padrões internacionais, estão

em consulta pública até o final de novembro.

Além das revisões e publicações já realizadas este ano,

duas comissões de estudo foram reativadas. Uma delas

foi a comissão de estudos de preservação de madeiras

para revisão da norma técnica NBR 16143, que trata sobre

a normalização de madeira preservada estabelecendo um

sistema de categorias de uso para madeiras, com foco no

tratamento preservativo para aumento da durabilidade dos

sistemas construtivos. A segunda foi a comissão de estudos

Cruzetas Roliças de Eucalipto Preservado para redes de

distribuição elétrica, que revisa a NBR 16201, estabelecendo

os requisitos mínimos exigíveis para cruzetas para

utilização como suporte de redes aéreas de distribuição de

energia elétrica.

Vale destacar também o trabalho realizado pelo setor

de madeira, representado pela Abimci, outras entidades da

cadeia de base florestal e fabricantes, no âmbito do CB-02

(Comitê Brasileiro da Construção Civil), para o desenvolvimento

da norma técnica para o sistema construtivo wood

frame. A previsão é de que até o início de 2019 a norma

seja enviada para consulta pública, representando um importante

marco para o mercado nacional da construção e

dos produtos de madeira.

O conjunto desse trabalho – que passa pela discussão

técnica, de uso dos produtos, de experiências de mercado

e uma rica troca de informações entre os diversos agentes

envolvidos – certamente resulta em mais qualidade,

maior segurança jurídica para fabricantes e garantias ao

consumidor. Quando se normaliza determinado produto,

o mercado daquele segmento se organiza naturalmente,

proporcionando assim uma maior isonomia competitiva e

concorrência justa no mercado.

26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


PRINCIPAL

28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


PRECISÃO

DO OLHAR DIGITAL

Fotos: divulgação

PIONEIRA NO DESENVOLVIMENTO

DA TECNOLOGIA PARA

ESCANEAMENTO DE TÁBUAS E DO

SOFTWARE PARA PROCESSAMENTO

DAS IMAGENS, WOODEYE AMPLIA

ATUAÇÃO NA AMÉRICA LATINA

C

ada falha, imperfeição, detalhe é registrado e

processado em questão de segundos. Está é

a tecnologia sueca utilizada no sortimento de

tábuas, nunca erra e faz o trabalho em uma velocidade

sobre-humana. A empresa europeia, que

iniciou o escaneamento de madeira beneficiada no mundo,

voltou as atenções para a América Latina, visa aumentar e

modernizar a competitividade das indústrias brasileiras.

“Para a indústria madeireira, o scanner WoodEye representa

um pulo tecnológico maior do que quando o

setor agrícola mudou de cavalo para trator”, define Philip

Appelsved, gerente de vendas da empresa na América Latina.

O equipamento analisa as faces da tábua e determina

qual a melhor aplicação para esta matéria-prima. A grande

vantagem da empresa com sede em Linköping, na Suécia,

é a velocidade e confiabilidade do resultado.

De acordo com Philip, o equipamento consegue scanear

madeira em velocidades de até 500 metros por minuto. “Em

uma aplicação típica, normalmente, a velocidade fica na faixa

de 120 metros por minuto considerando tábuas de 4 m (metros)”,

destaca. Isto quer dizer que são economizados pelo

menos 2 s (segundos) por tábua para analisar as quatro faces

e determinar qual é o uso mais vantajoso. Na comparação

com o trabalho manual, as vantagens se tornam ainda mais

visíveis. “Um scanner consegue fazer isso 24h (horas) por dia,

ano após ano, o humano não tem chance de alcançar esse

desempenho”, compara.

OUTUBRO 2018 29


PRINCIPAL

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OUTUBRO 2018 31


PRINCIPAL

32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 33


CONSTRUÇÃO CIVIL

MADEIRA

CONFERE MAIS SEGURANÇA

À MEMÓRIA NACIONAL

Fotos: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 35


CONSTRUÇÃO CIVIL

36 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


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38 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


MENOS

É MAIS

DUPLA DE ARQUITETOS APOSTA EM TÉCNICAS DE PRODUÇÃO DE

PEÇAS QUE VALORIZAM OS ASPECTOS ORIGINAIS DA MADEIRA,

DANDO ESPAÇO PARA O CRESCIMENTO DA MARCENARIA FINA

Fotos: divulgação

OUTUBRO 2018 39


MARCENARIA

40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


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42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 43


ESPECIAL

UMA

HISTÓRIA

DE SUCESSO

44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


GRAÇAS ÀS

CARACTERÍSTICAS

ÚNICAS, A MADEIRA

É UM DOS PRINCIPAIS

MATERIAIS USADOS NA

CONSTRUÇÃO CIVIL

Fotos: divulgação

ão é de hoje que a madeira é um fiel

N

aliado da construção civil. De acordo

com historiadores, os primeiros vestígios

do uso desse material datam de mais de

dez mil anos; a partir do surgimento do

machado na China, primeira ferramenta

criada para o molde das árvores da região. Desde então,

ela tem sido usada no acabamento de ferramentas,

na construção do mobiliário e nas estruturas de

empreendimentos comerciais e habitacionais.

Mas com o desenvolvimento tecnológico e de

técnicas de construção modernas e materiais como o

cimento, a alvenaria e o concreto, ela acabou ficando

para trás na construção civil, sendo considerada

obsoleta e limitada. Porém, com a redescoberta do

material por parte dos novos projetos de design,

arquitetura e engenharia civil, graças à sua leveza e

resistência a chuvas e demais intempéries climáticas,

a madeira acabou sendo utilizado também como artifício

de decoração.

“Apesar de se tratar de um material que remete

aos primórdios da construção civil, a madeira é hoje

considerada o futuro desse setor”, afirma John Klein,

arquiteto e pesquisador do Instituto de Tecnologia de

Massachusetts, em entrevista ao portal World Architecture.

OUTUBRO 2018

45


ESPECIAL

46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 47


MERCADO

SETOR DE EMBALAGENS

DE MADEIRA ENFRENTA FORTE ALTA DE INSUMOS

ARTIGO PRODUZIDO PELA ANAPEM

(ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PRODUTORES

DE PALETES E EMBALAGENS DE MADEIRA)

Fotos: divulgação

AUMENTOS NOS PREÇOS DE FRETES

RODOVIÁRIOS SOMAM-SE AOS DAS

MATÉRIAS-PRIMAS, QUE CHEGAM A

SUPERAR 30% EM 12 MESES

48 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


O

setor de embalagens de madeira vem

sofrendo com uma alta generalizada dos

principais insumos usados na fabricação

do produto final, que em alguns casos

ultrapassa 30% no período de 12 meses.

No caso da madeira, uma das matérias-primas mais representativas,

o pinus subiu entre 16% e 19%, enquanto

o eucalipto está 10% mais caro. Os pregos, por sua vez,

tiveram aumento entre 28% e 34%.

Esses números foram apurados através de uma pesquisa

realizada pela Anapem, em um levantamento que

ouviu cerca de 20% dos seus associados. “A situação é

momentaneamente complicada e de alguma maneira

esses reajustes terão que se refletir nos preços finais,”

explica Marcelo Canozo, presidente da Anapem.

Além das matérias-primas, outro item determinante

para a cadeia de embalagens vem colaborando para

aumentar a turbulência: o frete.

Desde a greve dos caminhoneiros (realizada entre

o fim de maio e o início de junho) os valores cobrados

pelo transporte de madeira sofreram um sensível solavanco

para cima. A oscilação varia de acordo com a

região do país, sendo de 10% a 50% em algumas áreas

e atingindo 100% em outras. O impacto para o setor

foi tão severo que há empresas decididas a encampar

a atividade e estabelecer frotas próprias de caminhões,

na tentativa de exercer maior controle sobre seus custos.

OUTUBRO 2018 49


MERCADO

50 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 51


QUÍMICA NA MADEIRA

MADEIRA:

OPÇÃO MAIS SUSTENTÁVEL

DO QUE O CIMENTO

MATERIAL GANHA ESPAÇO EM PROJETOS

ARQUITETÔNICOS PELO MUNDO, INCLUSIVE NO BRASIL

Foto: divulgação

N

ão raro, quando o assunto são os prédios

verdes, ou a sustentabilidade de

modo geral, vemos como exemplo

edifícios compostos de grandes estruturas

de concreto. Mas a verdade é que

atualmente o mundo dispõe de material e tecnologia

para garantir que construções em madeira, ou que

empreguem o material em larga escala, sejam ainda

mais sustentáveis.

Basta pensar no início da cadeia, já que as árvores

são verdadeiras usinas que reciclam o CO 2

(Gás Carbônico)

e entregam ao meio ambiente o oxigênio. No

Brasil, alguns dos plantios mais utilizados levam de 8

a 15 anos para o primeiro corte. Até lá, durante todo

esse tempo, as plantas estão liberando oxigênio.

Após o corte, as árvores são replantadas, renovando

esse círculo virtuoso que combate o efeito estufa.

Ou seja, o desenvolvimento das florestas é cíclico,

isto é, o maior consumo de derivados celulósicos resulta

em expansão das florestas plantadas e a expansão

dos reflorestamentos ajuda a reduzir a pressão

sobre a mata nativa. Essas árvores de replantio permanecem

evitando a erosão dos solos, de maneira

organizada e não agressiva ao meio ambiente.

Por outro lado, na fabricação do cimento, a extração

não implica na recuperação das áreas de extração

de argila e calcário. Ao mesmo tempo, emite

grandes quantidades de CO 2

no ambiente. O deslocamento

do solo, durante essas práticas, também

pode causar graves impactos ambientais, além da

erosão.

Já durante o processo construtivo, o trabalho com

estruturas de madeira ocorre de maneira mais rápida

e limpa. Uma das vantagens é o fato de que, cada

vez mais, elas frequentemente são entregues no local

da obra, pré-montadas. Isso é uma vantagem para

os construtores e também para os clientes. Com essa

facilidade, grande parte do trabalho mais árduo é

52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


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OUTUBRO 2018 53


MADEIRA TRATADA

PARADA

SUSTENTÁVEL

Fotos: divulgação

CAPITAL DO NORDESTE

INVESTE NA INSTALAÇÃO

DE PONTOS DE ÔNIBUS

CONSTRUÍDOS COM

MADEIRA DE EUCALIPTO

APOSTANDO NA

DURABILIDADE E

REDUÇÃO DE CUSTOS NO

ORÇAMENTO MUNICIPAL

C

ada vez mais a discussão acerca da sustentabilidade

tem dominado a agenda

das administrações públicas no Brasil. Em

Florianópolis, há três anos, a Acif (Associação

Comercial e Industrial da capital

catarinense), em parceria com a prefeitura da cidade,

instalou pontos de ônibus ecologicamente corretos

em regiões periféricas do município, utilizando materiais

recicláveis, sistema de reuso de águas da chuva e

placas fotovoltaicas no topo das instalações, servindo

para o carregamento de celulares via USB.

A mais nova iniciativa deste tipo foi implementada

no começo do ano pela prefeitura de Maceió, capital

do estado de Alagoas. A Superintendência Municipal

de Transportes e Trânsito da cidade desenvolveu um

projeto piloto para paradas de ônibus em uma das

regiões da cidade, no bairro Ponta Verde, zona litorânea

de Maceió.

Em parceria com o Grupo Plantar, um dos principais

fornecedores de produtos florestais da região

nordeste do país, o projeto tomou forma a partir da

implantação das cinco primeiras paradas de ônibus

54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 55


PRÊMIO REFERÊNCIA

PRÊMIO

18

ANOS

QUE

NESTE MÊS

FAZEM

ACONTECE O PRÊMIO

REFERÊNCIA, EVENTO EM QUE SÃO

DIFERENÇA APRESENTADOS OS NO DESTAQUES DO ANO

SETOR INDUSTRIAL

56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 57


ARTIGO

MADEIRA

SERRADA

DE ARAUCARIA

ANGUSTIFOLIA

EFEITO DO SISTEMA DE DESDOBRO E DAS CLASSES DIAMÉTRICAS NO

RENDIMENTO EM MADEIRA SERRADA DE ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA

Fotos: divulgação

58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


ANTONIO IDINAR BONATO JUNIOR

SERRARIA BONATO

MÁRCIO PEREIRA DA ROCHA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA

FLORESTAL, UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ)

CLAUDIO GUMANE FRANCISCO JUIZO

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA

FLORESTAL, UFPR

RICARDO JORGE KLITZKE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA

FLORESTAL, UFPR

RESUMO

presente pesquisa foi desenvolvida com

Ao objetivo de avaliar o efeito dos sistemas

de desdobro aleatório e otimizado

em toras de Araucaria angustifolia em

diferentes classes diamétricas, para obtenção

de madeira serrada numa serraria

de pequeno porte. Para o efeito, foram selecionadas

60 toras, as quais foram cubadas e separadas em três

classes diamétricas com 20 toras que, em seguida

foram divididas em dois lotes de 10 toras, sendo o

primeiro lote submetido ao desdobro aleatório e o

segundo, ao desdobro otimizado.

Os resultados indicaram que o desdobro otimizado

foi mais satisfatório e a classificação diamétrica

ocasionou aumento do rendimento em madeira

serrada nos dois sistemas de desdobro. Os modelos

ajustados para predição do rendimento, em função

da conicidade das toras, foram significativos e satisfatórios

principalmente no sistema de desdobro

otimizado, o qual teve altos coeficientes de determinação

ajustados em relação ao sistema de desdobro

aleatório.

OUTUBRO 2018 59


ARTIGO

60 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 61


ARTIGO

62 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


OUTUBRO 2018 63


AGENDA

AGENDA

2018/2019

OUTUBRO

22 A 25

LESDREVMASH 2018

LOCAL: MOSCOU (RÚSSIA)

INFORMAÇÕES: WWW.LES-

DREVMASH-EXPO.RU/EN

OUTUBRO

25 A 28

CONTECH QUEBEC

LOCAL: QUEBEC (CANADÁ)

INFORMAÇÕES: WWW.CON-

TECH.QC.CA

NOVEMBRO

1 A 4

EXPO MOBILA 2018

MALDOVA

WWW.FURNITURE.MOLDEXPO.MD

NOVEMBRO

4 A 11

BATIMAT 2018

FRANÇA

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QUADRADOS) DE ÁREA AS MAIS ESPERADAS SOLUÇÕES PARA O FORTALECIMENTO

DO SETOR MOVELEIRO E DE TODA SUA CADEIA PRODUTIVA, POR MEIO DE PRODUTOS

E SERVIÇOS QUE TRANSFORMAM A INDÚSTRIA MUNDIAL. O EVENTO ACONTECE NOS

DIAS 26 A 29 DE MARÇO DE 2019, EM BENTO GONÇALVES (RS).

NOVEMBRO

8

LONDON PULP WEEK

LOCAL: LONDRES (INGLATERRA)

INFORMAÇÕES: WWW.PULP-

WEEK.CO.UK

NOVEMBRO

30 A 3/12

CAIRO WOODSHOW

LOCAL: CAIRO (EGITO)

INFORMAÇÕES: WWW.CAIROW-

OODSHOW.COM

DEZEMBRO

6 A 8

RWANDA AFRIWOOD

LOCAL: KIGALI (RUANDA)

INFORMAÇÕES: HTTP://EXPOGR.

COM/RWANDA/AFRIWOOD

FEVEREIRO

8 A 10

TECHNIBOIS 2019

LOCAL: QUEBEC (CANADÁ)

INFORMAÇÕES: WWW.SALON-

BOIS.CH/

64 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


REVISTA REFERÊNCIA,

HÁ VINTE ANOS

CRESCENDO JUNTO COM

O SETOR MADEIREIRO

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edição 01 edição 200


ESPAÇO ABERTO

O ENCOLHIMENTO

DO CAPITALISMO

O

s impostos não são apenas um meio de

pagar a máquina estatal e os serviços

fornecidos pelo governo. A carga tributária

revela, também, o tamanho da parte

capitalista (o setor privado) e o tamanho

da parte socialista (o governo) existentes no país. O

tamanho geral da economia nacional é dado pelo total

do PIB (Produto Interno Bruto), que, no caso do Brasil,

foi de R$ 6,3 trilhões em 2016. Se o PIB fosse posto em

uma balança, um prato teria R$ 2,2 trilhões (a carga de

impostos pagos pela sociedade) e o outro prato teria R$

4,1 trilhões, ou seja, 35% do total é o tamanho da parte

socialista (o governo) e 65% é a parte capitalista (o setor

privado).

O tamanho do governo é definido por ele próprio,

pois os impostos significam confisco de renda da sociedade

privada (pessoas e empresas) sob a força da lei;

portanto, é uma imposição cujo descumprimento é crime

previsto no Código Penal. O setor privado funciona

sob bases capitalistas: propriedade privada dos bens de

capital, organização empresarial da produção e trabalho

assalariado, em regime de liberdade e de competição.

Já o governo funciona em bases socialistas: toma

parte da renda nacional, executa serviços públicos em

regime de monopólio, não se submete ao imperativo

de satisfazer o cliente (o povo), não opera com base em

eficiência e concorrência, e nunca vai à falência por incompetência

no que faz. Quando o governo vem e toma

mais R$ 10,4 bilhões apenas com aumento de tributos

sobre combustíveis, não se trata de mera transferência

de renda da sociedade para o Estado. Trata-se de

diminuir a parte capitalista do país e aumentar a parte

socialista.

O encolhimento do capitalismo e a expansão do

socialismo de um país são efeito inexorável da elevação

GASTAR O DINHEIRO DOS

OUTROS, SEM IMPOSIÇÃO DE

RACIONALIDADE E COMPETÊNCIA, É O

ESPORTE PREFERIDO DOS POLÍTICOS E

DA BUROCRACIA ESTATAL

POR

JOSÉ PIO

MARTINS

ECONOMISTA

E REITOR DA

UNIVERSIDADE

POSITIVO

de tributos. O filósofo marxista Antônio Gramsci (1891-

1937) dizia que os comunistas deviam abandonar a ideia

de implantar o comunismo extinguindo a propriedade

privada e assassinando os resistentes, da forma como

ocorreu no século 20, mormente na União Soviética.

Gramsci propunha implantar o socialismo pela tributação

compulsória, isto é, pelo confisco da riqueza privada.

Quando a tributação chegasse à metade do produto

nacional, mantendo-se o direito de propriedade privada

e o livre de mercado de bens e serviços, o tamanho do

Estado se igualaria ao resto da economia, e o socialismo

estaria enraizado sem que a burocracia estatal tivesse de

se aborrecer com os problemas do processo de produzir

e criar riquezas. Do Estado jamais seriam exigidas qualidades

como eficiência, austeridade, capacidade gerencial

e qualquer coisa típica de quem precisa assumir

riscos e competir.

Gastar o dinheiro dos outros, sem imposição de racionalidade

e competência, é o esporte preferido dos

políticos e da burocracia estatal. Os impostos, sobre

os quais quem os paga não pode dar o menor palpite,

sustentam o governo por mais inchado, incompetente e

corrupto que seja. A questão essencial a ser entendida,

além de que os impostos devem financiar os serviços

públicos, é que elevar a carga tributária significa reduzir

o capitalismo e aumentar o socialismo.

Na busca de seu objetivo socialista, Gramsci foi eficiente.

Um país que atingisse carga tributária de 60% da

renda nacional não seria mais capitalismo, pois, em uma

nação onde o Estado responda por 60% do dispêndio

nacional, o capitalismo é um apêndice tímido de uma

economia socialista. O Estado é necessário para cumprir

suas funções clássicas, tais como defesa, justiça,

segurança e serviços coletivos. Não se discute sua eliminação.

Mas ele tem de ser limitado em seus poderes e

adequado ao tamanho da economia nacional.

Foto: divulgação

66 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2018


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