Ano III - Edição 27 - Agosto 2010 - Reparação Automotiva

motores

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Ano III | Edição 27 | Agosto 2010 | Distribuição Nacional | R$ 5,00 | WWW.REPARACAOAUTOMOTIVA.COM.BR


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4 EDITORIAL Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva

Omercado de reparação automotiva sempre mereceu

de nossa parte uma atenção toda especial. Por isso, dois

anos atrás, resolvemos criar o jornal Reparação Automotiva,

voltado às necessidades de aprimoramento de profissionais

e empresários do setor.

Com a experiência adquirida no segmento de nossos profissionais,

foi possível identificar que algo de diferente precisava

ser feito, ou refeito, para marcar a evolução de uma classe que

cada dia mais conquista seu espaço. Então, mais uma vez,

arregaçamos as mangas.

Certamente, você, ao passar o olho por este jornal, já percebeu

que algo mudou. E mudou mesmo! A começar pelo formato,

diagramação e inclusão de um conteúdo mais técnico,

focado às necessidades do mercado de reparação.

Com dois anos recém-completados, o jornal Reparação Automotiva

continua firme no seu propósito de levar aos profissionais

e empresários da reparação automotiva informações para o seu

aprimoramento, e a partir de agora será apresentado dessa forma.

| Agosto de 2010 - Edição 27

De cara nova, mas com o compromisso de sempre

Editorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4

Feiras & Eventos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .16

Palavra De Quem Entende . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .30/34

Mural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32

E nesse tempo que está no mercado, atento a todos os

movimentos, identificou uma necessidade latente nos profissionais

do setor: a carência de conhecimento.

Claro que continuaremos a levar para aqueles que estavam

acostumados informações sobre Gestão, RH, etc., porque com

o aumento de páginas será possível agradar a todos, sem exceção.

É importante frisar que com o aumento do número de

páginas do jornal, de 36 para 48, foi possível, já a partir desta

edição, reunir material técnico de especialistas na reparação

automotiva, com assuntos de seu interesse.

Também o encarte Dicas Técnicas, já há algum tempo

com oito páginas, recebeu uma turbinada em seu conteúdo,

na grande maioria das vezes cedido por profissionais de indústrias

e entidades ligadas ao setor automotivo.

Lembramos ainda que isso é só o começo de uma reformulação

que esperamos que seja compreendida por nossos

parceiros e, principalmente, público-leitor.

O Editor

Artigos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35/36/42/46

Lançamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .36/42

Técnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .40/44

Mercado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .45

Diretor Executivo

Bernardo Henrique Tupinambá

Diretor Financeiro

Salvador do Nascimento Carvalho

Diretor Comercial

Edio Ferreira Nelson

ANO III - NÀ 27 - AGOSTO DE 2010

www.reparacaoautomotiva.com.br

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Editor executivo

Bernardo Henrique Tupinambá

Editor-chefe

Silvio Rocha

editor@reparacaoautomotiva.com.br

Editor

Edison Ragassi

ragassi@pranaeditora.com.br

Redação

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Departamento de Arte

arte@reparacaoautomotiva.com.br

Supervisor de Arte

Clayton Adjair

Assistente de Arte

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Diagramador

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Fotografia

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Prol Editora Gráfica

Jornalista Responsável

Silvio Rocha – MTB: 30375

Colaboradores

Arthur Henrique S. Tupinambá / Carlos Napoletano Neto

Fauzi Timaco Jorge / Ingo Hoffmann

Jeison Cocianji / Karin Fuchs

Reparação Automotiva é uma publicação mensal da Prána Editora &

Marketing Ltda. com distribuição nacional dirigida aos profissionais

automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para

melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Apoios e Parcerias

dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As

matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

Atendimento ao Leitor

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6 FEIRAS &

EVENTOS

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Seminário da Reposição Automotiva

Assuntos apresentados servem como base para a definição do plano de ações do GMA. O evento reuniu

500 participantes no auditório e mais de 1.000 pessoas puderam assistir às palestras por meio de transmissão

pela internet para 21 cidades do País

Texto: Redação

Realizado no dia 3 de

agosto, no auditório do

prédio da Fiesp, em São

Paulo, o Seminário da Reposição

Automotiva 2010 abordou temas

sobre a composição e estrutura

do mercado de aftermarkert europeu

(apresentação do alemão

Hans Eisner, presidente e CEO

do Group Auto Union International,

que reúne mais de 800

distribuidores e tem experiência

de mais de 17 anos em redes de

oficinas em 24 países com a

marca EuroGarage), a importância

da Inspeção Técnica Veicular

para garantir a redução de acidentes

de trânsito no País e as

ações que foram feitas pelo Programa

Carro 100% para auxiliar

na implantação da medida (palestra

de Antônio Carlos Bento, coordenador

do GMA).

O evento teve ainda exposições

sobre a questão da garantia

de peças, com a apresentação de

um case inovador no mercado

criado pela Valeo e que foi o

ponto inicial de um amplo debate

sobre o assunto, o que envolve

todos os elos da cadeia de reposição

automotiva.

No seminário também foram

apresentadas as palestras do presidente

do IMEPPI (Instituto

Meirelles de Proteção à Propriedade

Intelectual), Flávio

Meirelles, sobre pirataria com

exemplo de como o setor ótico

conseguiu combater o problema,

e do consultor de gestão de empresas

e especialista na área contábil,

José Guarino, que falou

sobre as mudanças no sistema de

documentação eletrônica que inclui

a Nota Fiscal Eletrônica e

outras mudanças que afetam diretamente

a contabilidade das

empresas com a criação de banco

de dados da Receita Federal, que

permite o cruzamento das informações

fiscais dos contribuintes.

PLANO DE AÇÕES

Os assuntos apresentados

terão desdobramentos e fazem

parte do plano de ações do GMA.

Por exemplo, a partir do evento

que contou com a presença do

diretor do Denatran, Alfredo

Peres, será encaminhada uma

carta ao Ministério das Cidades

com cópia aos líderes dos partidos

da Câmara dos Deputados

com a solicitação da implantação

da Inspeção Técnica Veicular por

meio de resolução, seguindo o

modelo adotado pelo Ministério

do Meio Ambiente para o Programa

de Emissões de Poluentes,

delegando aos órgãos estaduais a

gestão da parte operacional.

A problemática questão da garantia

de autopeças, assunto

complexo que envolve todos os

elos da cadeia (fabricantes, distribuidores,

varejo e oficinas), também

será amplamente debatida

para garantir melhorias no sistema

que é adotado hoje e que é

considerado complexo e lento.

Outro assunto é o combate à

pirataria de autopeças, que faz

parte da pauta que o GMA está

adotando, um plano de ações focado

no varejo que contará com

a consultoria do IMEPPI e também

terá um disque denúncia.

AFTERMARKET

Na abertura do seminário, estiveram

presentes os presidentes

das entidades que representam a

reposição automotiva: Paulo Bu-

tori (Sindipeças), Renato Giannini

(Andap/Sicap), Francisco de La

Torre (Sincopeças-SP) e Antonio

Fiola, além do diretor do Denatran,

Alfredo Peres, vice-presidente

da Fiesp, João Guilherme

Sabino Ometto, presidente da

AEA, José Edison Parro, presidente

do IQA, Marcio Migues.

“Ao longo das edições, a

programação do seminário tem

garantido a continuidade e a

evolução de temas que são de

interesse do setor da reposição

automotiva, como é o caso da

Inspeção Técnica Veicular, da

garantia de autopeças, assim

como o combate à pirataria.

Uma oportunidade única para

promover um amplo debate e

gerar mudanças em prol do

desenvolvimento do aftermarket”,

afirma o presidente do

Sindirepa-SP, Antonio Fiola.

SEMIN˘RIO É TRANSMITIDO PARA MAIS DE 21 CIDADES

PELAS FILIAIS DA DISTRIBUIDORA AUTOMOTIVA

O Seminário da Reposição Automotiva, que já está na 16ª edição, pela primeira vez,

teve abrangência nacional com transmissão realizada por meio de uma iniciativa

inédita da Distribuidora Automotiva (divisão do Grupo Comolatti) via internet para

21 cidades, permitindo que mais de mil pessoas, entre varejistas e reparadores, assistissem

ao evento nas filiais da empresa.

A iniciativa da Distribuidora Automotiva deu uma amplitude maior a um dos principais

eventos do aftermarket brasileiro. Além disso, uma comissão formada por

21 varejistas que fazem parte da Rede PitStop veio a São Paulo para participar do

seminário e conhecer o presidente e CEO do Group Auto Union, Hans Eisner.


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8 CAPA

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

Redes sociais: conecte-se ao mundo digital

Marketing, fidelização, informações técnicas, orientação ao cliente... Tão infinita quanto a internet são os

negócios que ela pode proporcionar à sua oficina

Texto: Karin Fuchs

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Tipicamente comunicativo,

o povo brasileiro é

também recordista em

horas navegadas na internet, seja

no trabalho ou em casa. Segundo

um estudo do Ibope, no

mês de julho o total foi de 48

horas e 26 minutos, bem à

frente dos Estados Unidos

(42h19min) e Reino Unido

(36h30 min).

Ainda de acordo com o levantamento,

o País totalizou no

mês 64,8 milhões de pessoas

que acessaram a internet, um

aumento de 4% em comparação

a junho ou, ainda, um crescimento

superior a 100% se compararmos

ao mesmo mês

de 2008, quando foram

registrados cerca de 25 milhões

JOSÉ C. ALQUATI, CONSULTOR ESPE-

CIALISTA EM REPOSIÇ‹O AUTOMOTIVA

de internautas.

Twitter, blogs, e-mails,

MSN, SMS, entre tantas

ferramentas que constituem as

redes sociais, elas têm gerado

um universo infinito de comunicação

e possibilidades. E o que

tudo isso tem a ver com a sua

oficina? É muito simples. Várias

dessas ferramentas podem e

devem ser utilizadas para gerar

negócios, visibilidade, marketing

direto com seus clientes,

compras diretamente com fornecedores,

colaboração ativa

para conscientização do consumidor

quanto à importância da

manutenção preventiva e muito

mais. Afinal, assim como na internet

as possibilidades são infinitas.

Basta avaliar o seu negócio

e definir quais estratégias adotar.

Confira nesta matéria as

dicas de consultores e os exemplos

das oficinas que já adotaram

as redes sociais em seu

dia-a-dia, e os resultados.

CREDIBILIDADE

E SEGURANÇA

Na avaliação de José Carlos

Alquati, consultor especialista

em reposição automotiva, uma

oficina que não tenha hoje e-

mail está em uma situação crítica,

“ou encolhendo, ou, não

querendo crescer. É inevitável o

uso desta ferramenta e os

benefícios

que ela traz”,


defende.

Segundo

ele, enquanto

que as fábricas

já aderiram

totalmente à

web, na informatização

dos

É muito ágil

esse processo e

um meio econômico

de atrair

o cliente para

a oficina.

pedidos, o

mesmo tem

acontecido

com os distribuidores.

Seja como uma ferramenta

institucional, com as

localizações de seus centros de

distribuição, com informações

sobre garantias, pedidos de

compras, etc. Também com a

adoção de sistemas automáticos

de mensagens individuais para

seus clientes identificarem

oportunidades.

Especificamente para oficinas,

destaca o consultor, na Europa

os centros automotivos,

com seus respectivos cadastros,

enviam informações aos seus

clientes sobre preços e promoções,

geralmente em épocas sazonais,

como, por exemplo,

descontos para revisões no período

de férias ou outra

de componentes em

época de inverno rigoroso.

“O mais interessante

é que geralmente

o consumidor que

compra pela internet

checa qual é a marca

usada no seu veículo,

como, por exemplo,

dos pneus e compra a

mesma. Esse meio de


vendas é muito eficiente,

pois na Europa,

como no Brasil, há problema de

déficit de mão-de-obra”.

Outra ação costumeira no

continente europeu, lembra Alquati,

é que também pela comunicação

digital as oficinas

agendam serviços junto aos seus

clientes, tudo de forma on-line.

“É muito ágil esse processo e

um meio econômico de atrair

o cliente para a oficina. Mas é

preciso lembrá-lo periodicamente

sobre a data para ele não

se esquecer o que, ao contrário,


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10 CAPA

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

seria negativo para a oficina”.

Em um paralelo com o Brasil,

o consultor pontua que um dos

segmentos que já caminha à

frente no setor é as concessionárias,

com ofertas de carros 0 Km

com garantia estendida. “Como

subsídio, as concessionárias têm

as montadoras. As oficinas não e

por isso precisam ser criativas”,

como, por exemplo, firmar parcerias

com fornecedores para

ofertar promoções. “O que há de

bom é que no Brasil o mercado é

dominado pelo aftermarket e o

mecânico é visto como um Deus

pelo proprietário do veículo, já

que carro é uma paixão nacional”.

E quando o assunto é confiabilidade,

ele cita o Messenger

(MSN) como uma excelente

ferramenta. “Primeiro porque é

um registro legal de comunicação,

funciona como um comprovante

de compras, da

especificação de pedidos feitos,

evitando trocas por erros de entregas.

E tanto pelo MSN como

por e-mail o envio de foto de

peças, quando necessário, esclarece

dúvida dos vendedores na

loja. É uma confirmação do

pedido de maneira mais assertiva”,

conclui.

NÃO BASTA SÓ CRIAR

Por funcionar 24 horas por

dia ininterruptamente, facilitar

e possibilitar a comunicação

com o cliente, expor a sua marca

para um número infinito de

usuários da internet, o site por

si só já traz milhares de benefícios

às oficinas. Mas não basta

apenas criar uma página

na internet.


Os critérios têm

que ser rigorosos.

“Da mesma

forma que a oficina

tem a sua

imagem e preço de

acordo com a excelência

de seus

profissionais e sua

especialização, o

site também tem

que transmitir esta

imagem de profissionalismo,

tanto quanto a oficina.

Tem que ser bem

incorporado, com uma boa consultoria

para que ele esteja no

top do buscador (geralmente no

É muito abrangente

e as redes

sociais estão em

plena ascensão.

Como, por exemplo,

o LinkedIn, o

Orkut empresarial,

com o perfil de profissionais

dos mais

diversos setores.

REDES SOCIAIS EM NÐMEROS

Google). Portanto, cuidado com

preço para não ser tão caseiro”,

orienta o diretor executivo da

Zint, agência especializada na

criação de websites e em soluções

de TI, Arthur Henrique

Tupinambá.

O layout e a linguagem também

são pontos fortes que requerem

o máximo de atenção, já que

site nada mais é do que a exposição

da própria marca. “E quanto

mais exposto e mais atrativo,

maior é o retorno.

O site também

possibilita a

interação, como o

e-mail e as salas de

site para esclarecer

dúvidas e ampliar

o relacionamento

com clientes e

consumidores, e

até acompanhar

quem são seus visitantes,

o perfil e


localidades, por

exemplo. Mas, para utilizar essas

ferramentas, é importante que,

com a mesma agilidade da internet,

as respostas sejam rápidas”,

ressalta Tupinambá.

ARTHUR H. TUPINAMB˘, DIRETOR

EXECUTIVO DA ZINT

Segundo ele, utilizar a tecnologia

é dar um passo à frente

para a abertura de um leque de

opção para se trabalhar com

ferramentas de marketing e com

diversos públicos. “É muito

abrangente e as redes sociais

estão em plena ascensão. Como,

por exemplo, o LinkedIn, o

Orkut empresarial, com o perfil

de profissionais dos mais diversos

setores. É um site de busca

por profissionais de excelência,

que cabe também ao mecânico

participar como um profissional

de referência”.

São ferramentas que, ainda de

acordo com Tupinambá, utilizálas

adequadamente e de forma

eficiente, só amplia os negócios.

Hoje mais de 67,5 milhões de pessoas acessam a internet no País, seja de suas residências, em lan houses,

no ambiente de trabalho ou via dispositivos móveis, de acordo com dados do Ibope Nielsen. O número

de brasileiros que estão nas redes sociais também impressiona (são 27,4 milhões em programas de

mensagem instantânea, 26 milhões no Orkut, 10 milhões no Twitter, 9,6 milhões no Facebook, 1,5

milhão no LinkedIn, etc).

Já superamos o número de 185 milhões de celulares no País, sendo mais de 10 milhões de smartphones.

As vendas desses dispositivos com acesso à web saltaram quase 170% nos três primeiros

meses de 2010, comparando-se com o mesmo período do ano passado. Foram 1,2 milhão de

smartphones para usuários finais (não incluindo vendas corporativas), segundo pesquisa da

consultoria Teleco. Esse cenário de conectividade abre espaço para o crescimento do mercado

de mobile advertising no Brasil, que mundialmente deve movimentar US$ 3,8 bilhões neste

ano, representando um crescimento de 45%, segundo projeção do JP Morgan.

Já um estudo da PricewaterhouseCoopers, realizado em 2009, indica que nos próximos três anos

cerca de 30% de todos os anúncios serão digitais, interativos, móveis ou colaborativos, fenômeno

justificado pela mudança do perfil de consumo das mídias tradicionais. A TV, até então soberana,

já perde para a internet no consumo por hora da população mundial. Nos dois últimos anos, enquanto

o consumo da mídia TV ficou estacionado em 11,5 horas por semana, a audiência da internet cresceu

de 8,9 horas (2008) para 14,2 horas por semana em 2010.


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12 CAPA CASES (OFICINAS QUE UTILIZAM REDES SOCIAIS)

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

E-mail eficiente

Tanto no Sindirepa do Maranhão, como também

na sua própria oficina, a Stop Kar, em São Luis

(MA), Raimundo Nonato, diretor do Sindicato, diz

que já é praxe as empresas associadas utilizarem

e-mails na comunicação com seus clientes. “Já utilizamos

esta ferramenta há dois anos, para orientar

nossos clientes em relação à manutenção

preventiva e chamá-los para a revisão de seus

veículos”. O resultado, diz ele, é um retorno em

torno de 20% para as oficinas. “Em um mundo globalizado, não podemos ficar

para trás. O e-mail é essencial”.

Mas não apenas para manutenção que o e-mail é utilizado. Nonato explica que,

frequentemente, quando há palestras agendadas pelo Sindicato, os clientes são

convidados a participar. Também outra utilização são as dicas passadas a eles de

como cuidar de seus veículos. “E o retorno é muito bom, muitos nos respondem

de forma positiva, agradecendo a iniciativa”, ressalta Nonato, destacando que o

e-mail é uma forte ferramenta de relacionamento.

Compras via MSN

Na Casa dos Freios, em Porto Alegre (RS), 95% das

compras são feitas pelo Messenger. “É muito prático

e rápido, e já utilizamos essa ferramenta para compras

junto às autopeças há cerca de dois anos”, diz a

gerente e proprietária do centro automotivo,

Claudia Botti.

Já pelo site, diz ela, o contato com o cliente também

é tão quanto eficiente, onde ele pode esclarecer

dúvidas e até, por e-mail, solicitar orçamentos. “No site há dicas de manutenção,

seguindo a cultura popular, elucidadas com muita orientação”.

Sobre o retorno de novos clientes, Claudia explica que a internet facilita bastante.

“Tanto que sempre anunciávamos no Telelista, em várias seções de acordo com a

especialidade. Optamos por um anúncio grande impresso e investir na mídia

eletrônica do Telelista. Além de mais barato, percebemos que as pessoas têm nos

procurado mais pela mídia eletrônica”.

Dividindo os canais, ela pontua que a maior parte dos clientes ainda busca a Casa

dos Freios por referência, o famoso boca-a-boca, seguido pelo aspecto físico da

loja e, em terceiro lugar, pelas redes sociais.

Agilidade nas informações

Marcos Adolar Thim, coordenador do Núcleo Estadual de Automecânicas de Santa

Catarina (NEA-SC) e proprietário da oficina Codipave, em Canoinhas (SC), conta

que entre as 380 oficinas que compõem o núcleo cerca de 30% utilizam ferramentas

digitais. “Muitos contatos com clientes são feitos por e-mail, como, por exemplo,

o envio do orçamento com resposta de no máximo 15 minutos, sem nenhuma

burocracia. É muito ágil e facilita muito no contato com as empresas frotistas, principalmente

quando a matriz não é na nossa região”. Já pelo Messenger, informa

Thim, além de esclarecimentos sobre dúvidas técnicas junto a fornecedores, compras

também são feitas pela ferramenta.

Segundo ele, por mais modernas que sejam as ferramentas, em alguns quesitos

elas não substituem o contato direto. “O pós-venda tem que ser feito pelo telefone,

esse contato é fundamental para avaliar a satisfação do cliente”.

O próximo passo no Núclelo, diz ele, é se preparar para a prevenção automotiva.

“E, neste sentido vamos preparar o mailing de clientes para informar sobre

manutenção preventiva e orientar sobre agendamentos nas oficinas”, conclui.

Rádio e MSN

Presidente do GOE e diretor Técnico Responsável da

Oficina Mingau, localizada em Suzano (SP),

Edson Roberto de Avila informa que o telefone deu

lugar ao rádio e ao MSN, quando o assunto é compra

de peças para a sua oficina. “A vantagem do rádio é

que só é possível atender uma pessoa de uma vez,

sem congestionamento, como no caso do Messenger.

Mas, a ferramenta é muito eficiente para esclarecer

dúvidas, confirmar se há peças disponíveis, o preço e o tempo de entrega.

É tudo muito rápido”, diz o empresário, acrescentando que os dois meios, rádio e

MSN, respondem hoje por 80% das compras de peças.

Diretamente com cliente, Avila diz que o contato muitas vezes é insubstituível. “A

internet é muito fria e com o cliente o contato por telefone é mais direto para

transmitir, inclusive, seriedade, principalmente no pós-venda para nos certificarmos

que o conserto foi feito corretamente ou, até mesmo, para corrigir alguma

falha. Muitas vezes o cliente não se queixa, pela correria do dia-a-dia, e esse contato

é uma forma dele retornar à oficina para garantirmos que ele fique 100%

satisfeito com os serviços”.

Com um site dedicado à visibilidade e a orientar o consumidor sobre a finalidade

dos componentes, Ávila alerta que todo o cuidado é pouco quando se trata de

conteúdo. “E como na internet tem de tudo e nem sempre muito confiável, vejo

portais que dão dicas de como substituir peças, o que é muito perigoso, comprometendo

a segurança do consumidor. Isso é um tiro no pé para a credibilidade. É

preciso haver uma grande preocupação e cuidado com o conteúdo”.

Para ele, o site é uma vitrine da oficina. Mas cliente mesmo é no boca-a-boca. “O

site não vai vender mais serviços, mas sim dar visibilidade à oficina, de sua ética

e especialização. Sabemos que o público virtual é diversificado e nosso foco não

é quantidade, mas sim qualidade”.

Credibilidade

Para Jair Bezerra, presidente do Núcleo Setorial

de Oficinas de Londrina, o e-mail é uma ferramenta

para fidelização. “Utilizamos muito o e-

mail para mostramos novidades do mercado,

parabenizar os clientes nas datas de seus aniversários.

Esta ferramenta dá credibilidade à oficina

e é uma ferramenta de fidelização”.

Uma novidade bastante utilizada no Núcleo é

uma área restrita a clientes especiais no portal,

onde eles podem visualizar os reparos feitos em seus veículos. “Estamos moldando

esse sistema e as empresas associadas também já estão adotando”.

Pelo e-mail, ele avalia que um dos pontos a favor é a liberdade que o cliente tem

de se expressar, de forma positiva ou negativa e, em ambos os casos, para a oficina

é ótimo para corrigir erros e aprimorar. “Isso dá um retorno maior para que sejam

adotadas providências para o cliente ficar plenamente satisfeito com o serviço e

também para melhorar a qualidade técnica da equipe”.

Também outra ferramenta utilizada na oficina de Bezerra, a Monobloco, localizada

em Londrina (PR), é o MSN com foco na aquisição de peças. “Tanto para compras,

como também para orientações técnicas junto a fornecedores. Enquanto que para

veículos importados realizamos 80% das compras por esta ferramenta, justamente

pelas lojas estarem fora da cidade, para veículos mais populares o percentual é

bem menor pela proximidade com as autopeças”. Neste último o contato é diretamente

por telefone.


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| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

PAINEL

14 PERFIL O primeiro monovolume

Nissan Livina é o primeiro veículo de passeio fabricado pela empresa no Brasil,

ele chegou para fazer a marca ganhar novos clientes no mercado nacional

Texto: Edison Ragassi

C˜MBIO

FRENTE

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

FARŁIS QUE INVADEM OS PARA-

LAMAS, GRADE CROMADA, PARA-

CHOQUE NA COR DO VE¸CULO, S‹O

ALGUNS DOS ITENS QUE CHAMAM A

ATENÇ‹O NO MODELO

SIMPLES, MAS COM ŁTIMA VISUALIZA-

Ç‹O DOS INSTRUMENTOS, O VOLANTE

TEM DETALHES CROMADOS

Lançado em março de

2009, o Livina é o primeiro

veículo de passeio

da Nissan produzido no País.

Trata-se de um modelo global,

antes de chegar por aqui conquistou

consumidores na China,

Indonésia, Vietnã, Taiwan, África

do Sul, Malásia e Filipinas.

Desenvolvido para ser um

multiuso, o monovolume de 5

portas utiliza suspensão independente

tipo McPherson com barra

estabilizadora na dianteira e eixo

de torção com barra estabilizadora

e molas helicoidais na traseira.

Os freios dianteiros são a discos

e os traseiros com tambor, a opção

topo de linha sai da fábrica equipada

com sistema ABS, controle

eletrônico de frenagem (EBD) e

assistência de frenagem (BA).

Seu comprimento é de 4.180

mm, largura de 1.690 mm e altura

de 1570 mm. A distância entre os

eixos é de 2.600 mm e o portamalas

tem capacidade volumétrica

de 449 litros com os assentos traseiros

na posição normal e 769 litros

ao rebater os bancos.

Desde a versão de entrada traz

de série: direção com assistência

variável elétrica, travas, vidros e

retrovisores elétricos, ar-condicionado

e air bag do motorista.

As opções topo de linha, são

equipadas com rodas de liga-leve

15”, faróis de neblina dianteiros,

travamento automático das portas

com sensor de velocidade,

keyless (travamento/destravamento

das portas por controle remoto),

alarme (somente versão

1.8 SL) e air bag para o motorista

e passageiro.

São duas as opções de motores,

ambos flex 16 válvulas, 1.6L

com câmbio manual de 5 marchas

e 1.8L, com transmissão automática

de 4 velocidades.

O design foi inspirado no crossover

Murano, os faróis são angulosos,

capô marcado por vincos e

para-choque de contornos limpos,

a grade frontal é cromada.

Com carroceria alta, visto de

lateral, chama atenção a ampla

área envidraçada e a linha de cintura

elevada. Na traseira, as lanternas

invadem as laterais, a

tampa do porta-malas é ampla,

assim como o vidro.

Nesta matéria utilizamos a

versão SL com motor 1.8 16V

Flex e transmissão automática.

O interior é confortável, os bancos

e painéis das portas são revestidos

com veludo. O carro possui

vários porta-objetos espalhados no

habitáculo, o que é bem funcional.

O painel de instrumentos é

amplo e de fácil visualização, a

iluminação é constante, ou seja,

mesmo com as lanternas ou faróis

apagados os mostradores

estão iluminados.

O propulsor 1.8L 16V entrega

potência de 125 cv a 5.200 rpm

A VERS‹O 1.8L FLEX É EQUIPADA

COM C˜MBIO AUTOM˘TICO DE 4

MARCHAS E FUNÇ‹O OVERDRIVE


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Agosto de 2010 - Edição 27 | PERFIL 15

quando abastecido com gasolina

e de 126 cv, na mesma rotação, ao

usar etanol. Seu torque máximo

é de 17,5 kgfm a 4.800 rpm com

qualquer um dos combustíveis e

a taxa de compressão é de 9,9:1.

O Nissan Livina 1.8 SL, no

anda para do trânsito de uma

grande cidade, mostrou-se confortável.

O modelo emprestado

pela fabricante usa o Aerokit

(spoilers dianteiro/traseiro,

saias laterais e aerofólio), comercializado

como acessório.

Isso o deixou com visual mais

esportivo, porém, exige cuidado

ao ultrapassar por uma valeta

ou lombada.

Apesar de ter câmbio automático,

pelo menos no arranque, a

resposta é rápida, mas ao realizar

uma ultrapassagem, mesmo no

módulo D (ainda pode ser usada

a posição 1 e 2), o giro do motor

sobe rápido e deixa a impressão

de que o câmbio pensa para trocar

a marcha, mas isso não compromete

a manobra. Ao enfrentar

curvas, é estável, passa segurança

ao motorista.

Igual a outros modelos da

linha, a Nissan preparou para

o Livina os Pacotes Especiais

de Revisão, eles incluem peças

e inspeções.

Na revisão de 10.000 km são

inspecionados 10 itens + troca

de óleo do motor + filtro de óleo

do motor + troca de filtro de

combustível + kit lubrificação,

pelo qual é cobrado R$ 142,48 e

o equivalente a 1 hora de mãode-obra.

No caso da concessionária

AR Motors, o valor do

serviço/ hora é de R$ 150,00, mas

ele pode variar, pois cada revenda

autorizada tem liberdade para estipular

o preço.

Já na revisão de 40.000 km

são inspecionados 16 itens +

troca de óleo do motor + filtro

de óleo do motor + troca de filtro

de combustível + filtro de

ar + filtro de ar-condicionado

+ troca de líquido de arrefecimento

+ troca de velas de ignição

+ troca de fluido do freio

CUSTO DAS PEÇAS DE REPOSIÇ‹O

PEÇAS

AMORTECEDORES DIANTEIROS: R$ 228,04 - CADA

AMORTECEDORES TRASEIROS: R$ 185,80 - CADA

DISCOS DE FREIOS DIANTEIROS: R$ 161,26 - CADA

JOGO DE PASTILHAS DIANTEIRAS: R$ 222,12

LONAS DE FREIOS TRASEIROS: R$ 228,45

FILTRO DE ÓLEO: R$ 46,18

FILTRO DE AR: R$ 62,07

FILTRO DE COMBUSTÍVEL: R$ 10,64

FILTRO ANTI-PÓLEN: R$ 43,47

VELAS: R$ 91,26 - CADA

MOTOR

+ kit lubrificação, neste caso o

preço é de R$ 333,02 e o equivalente

a 4h de mão-de-obra.

Veja no box abaixo o preço de

outras peças de reposição.

O preço sugerido para venda

do Nissan Livina 1.8 S AT Flex é

de R$ 52.690 e a topo de linha

1.8 SL custa R$ 57.390.

FICHA TÉCNICA

NISSAN LIVINA 1.8L 16V

FLEX AUTOMÁTICO

Motor

Tipo Dianteiro, transversal, 4 cilindros

em linha, 16 válvulas, acelerador

eletrônico, bicombustível

(álcool/gasolina)

Cilindrada 1.798 cm³

Potência 126 cv (E) / 125 cv (G) a

5.200 rpm

Torque 17,5 kgf.m (E) / 17,5 kgf.m (G) a

4.800 rpm

Taxa de Compressão: 9,9:1

Transmissão: Automática de 4 marchas

com overdrive

Suspensão

Suspensão dianteira: Independente, tipo

McPherson, barra estabilizadora, molas

helicoidais Suspensão traseira: Eixo de

torção, barra estabilizadora e

molas helicoidais

Freios/ Rodas/ Pneus

Dianteiros: Discos ventilados

Traseiros: Tambor

Rodas: Liga leve de 15’’

Pneus: 185/65 R15

Capacidades

Porta-malas: 449 litros

Tanque de combustível: 50 litros

AMORTECEDOR TRASEIRO

O CUSTO DE CADA AMORTECEDOR

TRASEIRO DO LIVINA 1.8L 16V FLEX É

DE R$ 185,80

AMORTECEDOR DIANTEIRO

OS AMORTECEDORES DA PARTE DI-

ANTEIRA DO MONOVOLUME NISSAN

S‹O COMERCIALIZADOS COM PREÇO

SUGERIDO DE R$ 228,04 CADA PEÇA

DISCO DE FREIO

CADA DISCO DE FREIO DO LIVINA É

VENDIDO POR R$ 161,26, J˘ PELO

JOGO DE PASTILHAS É COBRADO

R$ 222,12

Colaboraram: Nissan do Brasil, Concessionária Nissan AR Motors - Interlagos e Centro Automotivo Super G


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16 FEIRAS &

EVENTOS

Centromec automotiva

Feira encerra mais uma edição com grande

movimentação de negócios e ultrapassa

expectativas dos organizadores

Texto: Redação

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Centro de Convenções de

Goiânia recebeu, entre

os dias 15 e 17 de julho,

a sétima edição da Centromec

Automotiva – Feira de Reparação

Veicular. Cerca de 20 mil pessoas,

incluindo caravanas do Tocantins,

Brasília, Campinas (SP) e de

cidades do interior de Goiás, movimentaram

os três dias do

evento e conheceram as inovações

apresentadas pelos expositores

do setor. A feira, com mais de

130 expositores, contou com a

participação de profissionais e

pessoas ligadas ao comércio e à

indústria de autopeças, acessórios

e equipamentos.

Engenheiros, mecânicos,

técnicos e outros interessados

no segmento automotivo tiveram

ainda a oportunidade de se

atualizar em palestras ministradas

gratuitamente pela Petrobras

e pelo Senai (Serviço

Nacional de Aprendizagem Industrial

de Goiás). Combustíveis,

lubrificantes e

produtividade nas oficinas mecânicas

foram temas abordados

por técnicos capacitados. Nesta

edição 2010 novamente a Centromec

foi palco de lançamentos

que chamaram a atenção dos

visitantes. Aliás, os visitantes da

feira que preencheram cupons

concorreram a uma moto Dafra

Kansas 150.

EXPECTATIVAS SUPERADAS

A feira, organizada pela Canal Feiras e Eventos, enfatizou

o viés da responsabilidade ambiental ao

apresentar as últimas tecnologias voltadas para a

preservação do meio ambiente

e redução de consumo

de energia por meio do uso de

“peças verdes”. Os organizadores

constataram que as

expectativas de projeção de negócios foi ultrapassada pelas indústrias

que estiveram presentes na Centromec Automotiva.

OS JORNAIS BALC‹O AUTOMOTIVO E, PRINCIPALMENTE,

O REPARAÇ‹O AUTOMOTIVA FORAM DISTRIBU¸DOS NOS TR¯S DIAS

DE EVENTO

A FEIRA RECEBEU UM PÐBLICO DE 20 MIL PESSOAS, QUE PUDERAM CONHECER AS NOVIDADES DOS MAIS DE 130 EXPOSITORES


FOTOS: DIVULGAÇ‹O

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| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

18 COMPARATIVO Mexicanos, mas sem complicação

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

Entre os veículos importados do México, Captiva e CR-V se destacam no segmento dos SUVs médios,

apesar de importados, não oferecem dificuldades nos reparos e manutenções

Texto: Edison Ragassi

Um veículo alto, com

porte imponente e soluções

tecnológicas

embarcadas para enfrentar vários

tipos de terreno, mas com muito

conforto para os passageiros e o

motorista. Assim podemos definir

o conceito utilizado no

desenvolvimento de um veículo

utilitário esportivo, o SUV.

Este tipo de modelo agrada ao

consumidor brasileiro de carros

Premium. No ano passado, um

levantamento divulgado pela Fenabrave

(Federação Nacional da

Distribuição de Veículos Automotores)

mostrou que foram

emplacados mais de 167.000

SUVs. E deste total, o Chevrolet

Captiva somou 13.589 unidades

e o Honda CR-V respondeu por

11.237 unidades.

Apesar de origens bem distintas,

o Chevrolet é norte-americano

e o CR-V japonês, em

comum eles têm o país de fabricação,

o México.

Para perceber que são concorrentes

é só analisar o design dos

dois modelos. O CR-V ostenta

na frente faróis que invadem a

grade e os para-lamas. No capô

uma curvatura acentuada, a qual

passa a impressão de unir-se com

a grade. O mesmo acontece com

o para-choque, nesta peça, abaixo

aparecem os faróis de neblina.

Para o Captiva, a grade trapezoidal

é cortada por uma barra

que ostenta a gravata dourada. O

conjunto ótico invade as laterais,

na opção Ecotec, os para-choques

vêm com a parte inferior na

cor preta e a superior pintada na

cor do carro, a peça dianteira

abriga os faróis de neblina.

A lateral do CR-V, observada

de cima para baixo, ressalta a

curvatura do teto, grande área

envidraçada, os vincos aparecem

na altura das maçanetas e

abaixo, faixas pretas reforçam o

visual esportivo.

O Captiva também usa a

curva no teto ressaltada na região

das portas dianteiras. É equipado

com barras para transporte de

carga. A área envidraçada é

grande, nas portas, vincos acima

das maçanetas, as pequenas saídas

de ar ao lado dos para-lamas remetem

à esportividade.

Captiva e CR-V têm a tampa

do porta-malas curvada, o modelo

Chevrolet estampa a gravata

ao centro, barra cromada na parte

MOTOR

inferior da tampa e as lanternas

em formato triangular estão encaixadas

nos para-lamas traseiros.

No Honda as grandes lanternas

estão colocadas nas colunas laterais,

na parte superior da tampa,

uma barra preta, com o grande

‘H’ em destaque.

Ambos usam iluminação

contínua no painel de instrumentos

e as informações são visualizadas

em mostradores

analógicos e digitais. O interior

é espaçoso e tem vários portaobjetos

espalhados. No painel

O CR-V É EQUIPADO COM PROPULSOR 2.0L 16V SOHC I-VTEC, O CAPTIVA ECOTEC USA O MOTOR 2.4L16V VVT DOHC, AMBOS USAM

GASOLINA COMO COMBUST¸VEL


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Agosto de 2010 - Edição 27 | COMPARATIVO 19

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

NEY, DA MEC˜NICA OPCAR, DO BAIRRO

MOINHO VELHO, EM S‹O PAULO

do CR-V, bem ao centro, há

uma silhueta do carro para indicar

quando as portas estão abertas

ou fechadas, já no Captiva

estas informações são mostradas

no fundo do odômetro.

Computador de bordo é

equipamento de série para

ambos, mas as informações são

diferentes. O do Chevrolet, além

de consumo e quilometragem

percorrida, também mostra a

carga dos pneus e quando é necessário

calibrá-los.

Os veículos da Honda e Chevrolet

também estão bem próximos

nas dimensões. O CR-V

tem 4.575 mm de comprimento,

por 1.820 mm de largura. Sua

distância entre-eixos é de 2.620

mm, para uma altura de

1.690mm. A capacidade volumétrica

do porta-malas é de 1.011 litros,

ao rebater os bancos chega a

2.064 L. Enquanto que o Captiva

mede 4.576mm de comprimento,

com uma distância entre

os eixos de 2.707mm. A altura é

de 1.704 mm, mas a capacidade

volumétrica do porta-malas é

menor que a do concorrente, 821

litros com os bancos em posição

normal, ela é ampliada para 1.586

litros ao rebater os bancos.

A maior diferença entre os

dois utilitários esportivos está no

motor e câmbio.

O CR-V vem equipado com

propulsor 2.0L 16V SOHC i-

VTEC movido a gasolina, o qual

entrega 150 cv de potência

(6.200 rpm) e 19,4 kgfm de torque

(4.200 rpm). Sua transmissão

é automática de 5

velocidades e Overdrive com

Grade Logic Control. Ao acionar

a tecla D3, inabilita a quarta

e a quinta marchas.

A direção tem assistência

elétrica progressiva (EPS), os

freios são a disco nas quatro

rodas com ABS e EBD e a suspensão

dianteira é do tipo independente

McPherson, na

traseira o sistema é o independente

Double Wishbone.

Já o Captiva Sport Ecotec é

equipado com motor de 4 cilindros

2.4L16V VVT. É do tipo

DOHC a gasolina, que desenvolve

171 cavalos de potência a

6.200 rpm, com torque de 22,2

kgfm a 5.100 rpm. A transmissão

automática de 4 velocidades

chama-se Active Select (sequencial).

As marchas podem ser trocadas

manualmente acionando

um botão no lado esquerdo da

alavanca. A suspensão dianteira

também é McPherson independente

e a traseira independente

com quatro braços articulados e

barra de torção e a direção é elétrica

com pinhão e cremalheira.

NA OFICINA

Honda CR-V e Chevrolet

Captiva são modelos globais,

produzidos com a mais moderna

tecnologia embarcada. Apesar

disso, os reparos e as manutenções

são simples, é o que afirma

Ney, da Mecânica Opcar, profissional

experiente, com passagens

por oficinas autorizadas das

marcas Chevrolet e Citroën. Ao

analisar o sistema de suspensão

dianteira dos veículos, ele

afirma, “com apenas quatro ferramentas,

do uso diário de uma

oficina, é possível trocar os

amortecedores e molas de qualquer

um dos modelos”.

Substituir os discos e pastilhas

de freios dianteiros também é

simples, o trabalho é realizado

com três tipos de ferramentas diferentes,

“só é necessário cuidado

para não danificar o sensor que

integra o sistema do Captiva”,

alerta ele. Já na traseira, ao substituir

as pastilhas ou discos do

carro da Honda é necessário a

ferramenta para comprimir o pistão

do cilindro.

Por tratar-se de veículos grandes,

oferecem muito espaço para

trabalhar, também nos motores.

Assim, tanto no 2.0L 16V SOHC

i-VTEC, como no 2.4L16V

DISCO DE FREIO TRASEIRO

OS DOIS VE¸CULOS UTILIT˘RIOS ESPORTIVOS S‹O EQUIPADOS COM FREIOS A DISCO NAS

QUATRO RODAS, A RETIRADA DAS PEÇAS N‹O EXIGE FERRAMENTAS ESPECIAIS

DISCO DE FREIO DIANTEIRO

APESAR DE IMPORTADOS, O CAPTIVA E CR-V MOSTRARAM SIMPLICIDADE EM SUA

CONSTRUÇ‹O. OS DISCOS E PASTILHAS S‹O DE F˘CIL ACESSO

FILTRO DE OLÉO

DOHC VVT, substituir velas,

filtros e correias não é problema.

Para Ney, apesar de serem

veículos importados, CR-V e

Captiva são semelhantes ao realizar

reparos ou troca de peças e

nos itens principais exigem o

mesmo tempo de trabalho.

Por entrarem no país beneficiados

pelo acordo comercial vigente

entre Brasil e México, os

O CAPTIVA UTILIZA FILTRO DO TIPO ECOLŁGICO, O QUAL EXIGE TORQU¸METRO PARA RETI-

RAR E COLOCAR A PEÇA, O CR-V USA FILTRO DE ŁLEO DO TIPO CARTUCHO, N‹O NECES-

SITA DE FERRAMENTA PRŁPRIA PARA SUBSTITUIÇ‹O


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| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

preços sugeridos para venda são laterais / cortina), freios ABS, arcondicionado,

competitivos. O Honda CR-V

rack de teto, rádio

LX com tração dianteira 2WD AM/FM/CD/MP3 e entrada auxiliar,

tem preço de R$ 88.410. Já vem

vidros e retrovisores elé-

equipado, entre outros itens, tricos, limpador, lavador do

com: rodas de liga leve (17x 6,5 vidro traseiro, antena no teto,

JJ), pneus 225/65R17, piloto automático,

brake light, faróis de neblina e

ar-condicionado, rodas de alumínio 17” com

banco do motorista com regulagem

pneus P235/60R17.

altura, rádio AM/FM e CD Ainda pode ter bancos dian-

Player com leitor de MP3 e teiros com aquecimento, redes

WMA, coluna de direção ajustável

organizadoras no porta-malas,

em altura e profundidade, vo-

volante e manopla do câmbio

lante com controle de piloto em couro, retrovisores externos

automático, vidros e retrovisores com desembaçador, sombreiras

elétricos, antena no teto, brake iluminadas e bancos em couro,

light, faróis halógenos de dupla neste caso o custo é de

parábola, limpador e lavador do R$ 90.425.

vidro traseiro.

A Honda também importa a

Com preço sugerido de opção EXL 4WD, com tração nas

R$ 87.425, a versão de entrada quatro rodas, seu preço sugerido

do Captiva Sport Ecotec, entre é de R$ 102.910. E a Chevrolet

os equipamentos de série, tem: oferece o Captiva Sport V6, equipado

com propulsor Alloytec Motor

programa eletrônico de estabilidade

(ESP - Electronic Stability 3.6L 24 válvulas, 6 cilindros em

20 COMPARATIVO Program), sistema eletrônico de V. Sua potência é de 261 cv e o

controle de tração (TCS - Traction

torque de 32,95 kgfm, com preço

Control System), ambos sugerido de R$ 100.574, ao acres-

com indicador no painel de instrumentos,

centar tração AWD, chega a

6 air bags (frontais / R$

106.193.

AMORTECEDOR E MOLA TRASEIRA

NO CHEVROLET CAPTIVA A MOLA FICA SEPARADA DO AMORTECEDOR, ENQUANTO

QUE NO HONDA CR-V O AMORTECEDOR ATRAVESSA A MOLA

FICHA TÉCNICA

HONDA CR-V

2.0 16V SOHC i-VTEC

Cilindrada: 1.997 cm³

Potência: 150 cv a 6.200 rpm

Torque: 19,4 kgfm a 4.200 rpm

Taxa de compressão: 10.5:1

Tração Dianteira

Transmissão

Automática com Grade Logic

Control e Overdrive 5 velocidades

Pneus

225/65R17

Rodas

Liga leve 17 x 6,5 JJ

Direção

Com assistência elétrica

progressiva (EPS)

Suspensões

Dianteira:Independente tipo

McPherson

Traseira: Independente tipo

Double Wishbone

Capacidades

Tanque de combustível: 58 litros

Volume do porta-malas: 1.011

litros (normal) / 2.064 litros (rebatido)

AMORTECEDOR E MOLA DIANTEIRA

A SUSPENS‹O DOS DOIS VE¸CULOS É ROBUSTA, APESAR DISSO, A SUBSTITUIÇ‹O DE

MOLAS E AMORTECEDORES É FEITA DE MANEIRA SIMPLES

FICHA TÉCNICA

CHEVROLET CAPTIVA ECOTEC

Motor

Modelo: LE9 2.4L DOHC

Cilindrada: 2.384 cm³

Potência:171 cv a 6 500 rpm

Torque: 22,2 kgfm a 5 100 rpm

Taxa de compressão: 10,4:1

Tração: Dianteira

Transmissão

Modelo: Hydramatic

Automática de 4 velocidades com

duas programações (automática

e sequencial), tração dianteira

Pneus

P235/60R17

Roda

17 x 7 – Alumínio

Direção

Elétrica, pinhão e cremalheira

Suspensões

Dianteira: McPherson, independente

e barra de torção, amortecedores

telescópicos hidráulicos

pressurizados a gás

Traseira: Independente, quatro

braços articulados e barra de

torção, amortecedores

telescópicos hidráulicos

pressurizados a gás

Capacidades

Tanque de combustível: 72 litros

Volume do porta-malas: 821

litros (normal)/ 1.586

litros (rebatido)

Colaboraram: Honda Automóveis e General Motors do Brasil


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Ano III - NÀ27 - Agosto 2010

Porque se deve trocar o pescador

da bomba de óleo

Os principais problemas que vêm condenando os motores dos veículos são: a borra de óleo e como consequência a carbonização, diretamente

causados por combustíveis adulterados, tempo de troca do óleo lubrificante excedido, mistura de diversos tipos de óleos no motor, utilização

de óleo abaixo da especificação recomendada pelo fabricante, entre outros.

Quando o motor já está contaminado pela borra de óleo, suas partes móveis

deixam de receber uma perfeita lubrificação, pois o tubo de sucção é o primeiro

componente a ser obstruído pela borra, fazendo com que a bomba de óleo tenha

dificuldade em sugar o óleo do cárter, conforme mostra a ilustração ao lado.

Ao reutilizar o tubo de sucção, que foi supostamente limpo,

as impurezas contidas em suas cavidades serão sugadas pela

bomba de óleo, causando danos irreparáveis em suas partes

internas (rotores ou engrenagens) e consequentemente

no motor.

A SCHADEK aconselha a todos os aplicadores que: sempre

que trocar a bomba de óleo, seja feita também a substituição

do tubo de sucção, filtro de óleo e válvula de alívio (quando

não fizer parte da bomba), fazendo então a perfeita

manutenção do sistema de lubrificação.

Nunca se deve tentar limpar o tubo de sucção para reutilizálo.

Mesmo aparentemente limpo, suas cavidades continuam contaminadas

pela borra.

*Colaborou: SCHADEK

Conteúdo turbinado

Seu encarte Dicas Técnicas, reformulado, traz informações de importantes empresas e entidades

ligadas ao setor automotivo.

Para começar, a Schadek ensina o porquê de se trocar o pescador da bomba de óleo. Em seguida,

a Biagio Turbos mostra procedimentos de análise e manutenção preventiva de turbos.

Continuando, a ElringKlinger informa as alterações nos motores da série 900, da Mercedes-Benz.

Tem também a dica do Senai-SP sobre a qualidade dos lubrificantes e combustíveis.

Por fim, trazemos ainda a segunda e última parte do artigo de Carlos Napoletano Neto, do Brasil

Automático, a respeito dos procedimentos para um diagnóstico bem feito.

Até a próxima!


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Muitos turbos são removidos desnecessariamente

acreditando-se que o mesmo esteja com algum defeito,

no entanto, a causa da falha detectada (ex. vazamento

de óleo, emissão de fumaça, perda de potência, consumo

excessivo de combustível e óleo lubrificante) pode ser proveniente

de problemas em outros componentes do veículo.

Análise preventiva

3 – Admissão:

27 - Agosto 2010

Inspecione as tubulações, mangueiras e filtro de ar quanto a possíveis danos

ou restrições que possam ocasionar falhas ao turbo.

Para evitar trocas desnecessárias,

dificultando a solução do problema, é

necessário que se faça a verificação nos

itens relacionados abaixo:

4 – Escape:

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

1 - Sistemas de lubrificação:

Inspecione os dutos de entrada

e retorno de óleo do turbo,

certificando que não estejam

restringindo o fluxo de óleo.

Inspecione juntas do coletor de escape, borboleta do freio motor, tubulações

de escape, abafadores, silenciosos e catalisadores se estão amassados ou

com restrições.

Observe o indicador de pressão de

óleo, se a pressão não for registrada ou

estiver abaixo da especificada para o

motor, determine e corrija a causa.

2 – Pressurização:

Inspecione as tubulações, mangueiras, abraçadeiras, intercooler e coletor de

admissão quanto a possíveis vazamentos ou trincas que possam ocasionar perda

de pressão do turbo.

Inspecione a tubulação do sistema de LDA da bomba injetora quanto a possíveis

vazamentos ou trincas.

5 – Respiro do Motor:

Inspecione o respiro do motor

quanto a possíveis restrições, o aumento

da pressão no interior do Carter

(Blow By) ocasiona vazamentos de óleo

lubrificante pelas carcaças do turbo.


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27 - Agosto 2010

Manutenção preventiva

s

1- Ao dar partida no motor, deixe-o funcionar alguns minutos

em marcha lenta para estabilizar o fluxo de óleo lubrificante no

sistema, antes de sua utilização normal. Isto protege o turbo,

dando a ele vida longa.

2- Não desligue o motor bruscamente, deixe-o funcionar alguns minutos em

marcha lenta para que o fluxo de óleo não seja interrompido antes de resfriar os

componentes internos do turbo e para que o eixo diminua a rotação. Ao desligar o

motor em alta rotação, o turbo continuará girando sem fluxo de óleo, o que causará

danos aos mancais ou até sua destruição.

ATENÇÃO!

O tempo gasto nestas verificações significará tempo ganho nas soluções dos

problemas e principalmente à satisfação dos clientes.

Antes da instalação de um novo turbo efetue os seguintes procedimentos:

1 - Certifique-se que o turbo é o correto para a aplicação desejada.

3 - Troque frequentemente o filtro

de ar, óleo e filtro lubrificante seguindo

as especificações recomendadas pelo

fabricante do motor.

4 - Verifique a correta regulagem da

bomba injetora, bicos ou unidades injetoras,

que deverão estar dentro dos

parâmetros do fabricante do motor.

Bomba injetora com excesso de débito,

bicos injetores desregulados ou avariados

conduzirão a danos no turbo e no motor.

Procedimento de instalação

4 - Adicionar óleo de motor limpo na entrada de

lubrificação do conjunto central e girar o eixo manualmente

algumas vezes para efetuar a pré-lubrificação

nos mancais.

2 - Inspecione e limpe completamente os coletores de escapamento,

admissão, tubulações e intercooler.

5 - Não utilize cola na

entrada de óleo do turbo.

Se for aplicada cola na

junta de entrada de óleo

lubrificante, a garantia do

turbo será negada.

6 - Se for necessário alinhar o ângulo de montagem do turbo, ajustar o correto

posicionamento das carcaças no motor, após posicioná-las, assegurar o

correto torque de aperto dos parafusos. Ajustar corretamente as dobras das

abas nas travas de fixação conforme indicado na ilustração

Fragmentos do turbo quebrado anteriormente podem ficar alojados temporariamente

na entrada do filtro de ar, mangueiras, sistema de escape, etc.,

eles devem ser removidos antes da instalação de um novo turbo, principalmente

em instalações com sistemas de escapamento vertical. Isto irá prevenir

novas falhas causadas pela queda destes fragmentos no rotor do turbo

quando o motor for ligado novamente.

3 - Substituir o elemento do filtro de ar, óleo e

filtro lubrificante do motor.

7 - Funcione o motor por alguns

minutos em marcha lenta, não aplique

carga no motor até que a pressão normal

do óleo seja registrada

no indicador.

*Colaborou: BIAGIO TURBOS


1- Executar no cabeçote antigo o alojamento da bucha-guia

(b1) no furo para o parafuso de fixação entre os cilindros 1 e 2;

2- Executar no cabeçote antigo os furos de desaeração (a);

3- Os furos de desaeração (a) padrão devem ser executados utireparacao27novo_Layout

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27 - Agosto 2010

Junta de Cabeçote OM 904/906/924/926

Mercedes-Benz

Informamos que os motores da série 900 receberam a aplicação de cabeçotes e blocos com furos para desaeração, visando otimizar o

circuito de arrefecimento.

Portanto, deve-se observar as recomendações desta informação quando da eventual substituição do cabeçote ou bloco dos motores.

Os novos cabeçotes e blocos contêm furos (a) para desaeração do circuito de arrefecimento. Nos novos cabeçotes e blocos os furos para

as buchas-guia estão dispostos conforme posição (b1), e nos cabeçotes e blocos antigos, conforme posição (b2).

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

1- CABEÇOTE DOS MOTORES OM 904 E OM 924

2- BLOCO DOS MOTORES OM 904 E OM 924

3 – CABEÇOTES DOS MOTORES OM 906 E OM 926

4 – BLOCO DOS MOTORES OM 906 E OM 926

É possível substituir o cabeçote antigo (sem furos ‘a’) pelo novo

(com furos ‘a’), com a reutilização do bloco antigo (sem os furos

‘a’), porém, deve ser observada a instalação da nova junta do

cabeçote para garantir a estanqueidade do circuito

de arrefecimento.

No caso de substituição do bloco antigo (sem os furos ‘a’) pelo

novo (com os furos ‘a’), a reutilização do cabeçote antigo é possível

após efetuar os retrabalhos indicados a seguir.

lizando a junta nova como referência de posição dos mesmos;

3.1- Instalar as buchas-guia no cabeçote;

3.2- Alojar corretamente a nova junta na superfície do cabeçote

encaixando-a nas buchas-guia.

Observar que a marca TOP da junta deverá estar para a face

do cabeçote;

3.3- Marcar no cabeçote as posições onde serão executados os

furos (a) e retirar a junta do cabeçote;

3.4- Executar os furos com diâmetro de 6mm e profundidade de

18mm. Motores 904 e 924 são 4 furos, motores 906 e 926

são 6 furos;

4- Limpar o cabeçote e remover cavacos do interior das galerias,

aplicando ar comprimido através dos furos.


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27 - Agosto 2010

1 – CABEÇOTE DOS MOTORES OM 904 E OM 924

3 – CABEÇOTE DOS MOTORES OM 906 E OM 926

1 – CABEÇOTE DOS MOTORES OM 904 E OM 924

3 – CABEÇOTE DOS MOTORES OM 906 E OM 926

INSTRUÇÃO DE APERTO DOS PARAFUSOS

‘Lembre-se que é imprescindível a troca dos parafusos em

cabeçotes com torque angular’

*Colaborou: ELRING KLINGER


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27 - Agosto 2010

Qualidade dos lubrificantes e combustíveis

TEXTO: LIDIA RUBACOW IOTTI*

AAgência Nacional de Petróleo, Gás

Natural e Biocombustíveis, órgão

regulamentador, avalia mensalmente

a qualidade do lubrificante e combustível

comercializado em todo território

brasileiro através do Programa de Monitoramento

da Qualidade dos Lubrificantes

e Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis

Líquidos.

Estes programas consistem em coletas de amostras mensais por

parte da ANP em postos de combustível, supermercados, lojas de

autopeças, oficinas mecânicas, concessionárias de veículos, distribuidores

e atacadistas.

Nas amostras coletadas para o monitoramento de lubrificantes

são analisados os seguintes critérios: registro, para verificar a conformidade

do cadastro na ANP; rótulo, para verificar a presença

das informações requeridas por lei; e físico-química, para verificar

se o produto atende às especificações determinadas pela ANP.

Segundo o Boletim Mensal de Monitoramento da Qualidade do

Lubrificante de abril/2010, informado pela ANP, 21,3% das

amostras analisadas estavam não-conformes relacionadas

à qualidade.

A avaliação do combustível através do Programa de Monitoramento

da Qualidade dos Combustíveis Líquidos no mês de

abril/2010 também detectou algumas não-conformidades (NC),

como segue:

Gasolina(características) NC %

Destilação 30 57,7

Etanol 11 21,2

Outros 9 17,3

Octanagem 2 3,8

NC Totais 52 100

Diesel (características) NC %

T. Biodiesel 70 39,8

Aspecto 45 25,6

Pt. Fulgor 23 13,1

Corante 19 10,8

Enxofre 15 8,5

Outros 4 2,3

NC Totais 176 100

Etanol (características) NC %

M. Especif./TA 52 65

Outros 21 26,3

Condut. 5 6,3

pH 2 2,5

NC Totais 52 100

Etanol NC %

M. Especif./TA 52 65

Fonte: Boletim Mensal da Qualidade dos Combustíveis

Líquidos Automotivos Brasileiros - Ano 9 - Abril 2010


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27 - Agosto 2010

Diante deste cenário fica claro que o controle da qualidade dos produtos derivados do petróleo

deve ser constante, pois a utilização de produtos não - conformes traz prejuízos ao consumidor devido

ao desgaste prematuro nas partes do motor, aumento no consumo do lubrificante e combustível e

maior agressão ao meio ambiente.

O consumidor deve se precaver diante dos fatos consultando sempre

que possível os Boletins de Monitoramento da Qualidade disponibilizado

no site da ANP, comprar produtos de qualidade e caso haja dúvida quanto

realizar testes que assegurem a qualidade do produto. Caso seja necessário

verificar a especificação dos combustíveis a ANP disponibiliza em seu site

as Portaria/Resoluções detalhando todas as características que os combustíveis

devem ter:

• Especificação para a comercialização de gasolinas automotivas

Portaria Nº 309, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001;

• Especificação para a comercialização de óleo diesel rodoviário

Resolução ANP Nº 42, DE 16.12.2009 – DOU 17.12.2009;

• Especificação para a comercialização de AEAC e AEHC:

Resolução ANP Nº 36, DE 6.12.2005 – DOU 7.12.2005.

A Escola SENAI “Conde Jose Vicente de Azevedo” – Ipiranga mantém em

suas instalações recursos que podem ajudar neste controle. O Laboratório

de Ensaios em Óleos Lubrificantes e Combustíveis foi criado para atender

as necessidades das empresas em análise de lubrificantes e combustíveis

ajudando como uma ferramenta na manutenção pró - ativa e preventiva.

Possui reconhecimento pelo INMETRO e REMESP através de certificação

pela norma ISO 17025 e cadastro na ANP (Agência Nacional de Petróleo,

Gás Natural e Biocombustíveis) para ofertar ensaios em biodiesel. Presta

serviço de análise de lubrificantes automotivos e indústrias, análise de combustíveis

(Gasolina, Diesel, biodiesel e álcool).

*Coordenadora do

laboratório de ensaios

em óleos lubrificantes e

combustíveis. Contato:

lelco@sp.senai.br e telefone:

(11) 2066-1988 –

R 227

*Colaborou: SENAI


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FOTO: DIVULGAÇ‹O

*TEXTO: CARLOS NAPOLETANO NETO

27 - Agosto 2010

Dez passos para um diagnóstico

bem feito – Parte Final

Nesta edição, como continuação do artigo do mês passado, e para ajudar

o técnico reparador a realizar um diagnóstico bem feito, enumeramos

abaixo alguns passos que devem ser seguidos para encontrar a verdadeira

CAUSA do defeito, sem os quais se torna difícil realizar um reparo que dure.

4 - Verifique o fluido da transmissão quanto à condição e nível.

Como o fluido ATF realiza várias funções vitais, tais como a geração de pressão, limpeza,

eliminação do atrito, transferência de calor, vedação, etc. dentro de uma transmissão automática,

a análise dele pode dar ao técnico várias pistas sobre como anda a saúde do câmbio.

É importante analisar o nível e corrigi-lo se necessário, bem como verificar se o fluido

está limpo, embora com sua cor alterada, ou cheio de partículas sólidas em suspensão,

acompanhado de um cheiro muito acentuado de queimado. Esta análise por si só pode indicar

se um reparo mais radical é necessário na transmissão ou não. Salientamos aqui a necessidade

de se tomar uma decisão baseada em fatos, e não simplesmente remover o

câmbio como primeiro passo, pois nem sempre a causa do problema está dentro dele.

5 - Faça uma análise visual da parte inferior do veículo.

Busque indícios que indiquem uma falha em andamento, como por exemplo, vazamentos,

mangueiras desconectadas ou cortadas, chicotes danificados, tubos de vácuo desconectados

ou cortados, conectores parcialmente conectados ou fios estirados e afastados de

seus conectores, oxidações de terminais, etc.

6 - Proceda uma verificação das regulagens solicitadas pelo manual de serviço

do veículo.

É frequente, na conversa com o proprietário do veículo, descobrir que um defeito na

transmissão começou depois que o motor foi retirado para remover vazamentos, ou durante

um reparo de carroceria, etc. O comportamento estranho da transmissão pode ser decorrente

de regulagem incorreta de um cabo de redução, por exemplo, ou nas transmissões

com controle eletrônico, uma regulagem incorreta do TPS (Sensor de posição da abertura

do acelerador). Oriente-se pelas informações técnicas fornecidas pela montadora, para ter

certeza que esta causa não é a origem do problema.

7 - Faça uma verificação completa do sistema de alimentação do veículo, antes de interferir

na transmissão.

Várias vezes, técnicos reparadores já nos procuraram buscando orientação sobre um

reparo de transmissão, quando a causa real do problema era deficiência no sistema de alimentação

do motor do veículo. Quando o motor não é corretamente alimentado, isto causa

um comportamento totalmente alterado da transmissão, com mudanças de marcha na hora

errada, ou mesmo sem mudanças, trancos nas mudanças, patinações, etc. Como os dois

sistemas (alimentação e transmissão) operam com troca de informações, isto causa falhas

no comportamento da transmissão, nem sempre detectadas com facilidade pelo técnico

menos preparado, com decorrente prejuízo e descontentamento do cliente.

8 - Repare a transmissão.

Caso algum dos passos descritos mais acima indique que a falha está DENTRO da transmissão,

proceda ao reparo da mesma, agindo de maneira profissional e seguindo os passos

relacionados no manual de serviço da mesma, evitando “desvios” para ganhar tempo.

Lembre-se: O melhor serviço que você poderá prestar ao seu cliente é fazer o serviço

bem feito e dentro dos padrões de qualidade e segurança descritos pela montadora.

Devemos saber separar as coisas:

1-O dever do técnico é reparar perfeitamente o veículo.

2-O dever do cliente é pagar o preço justo por isto.

Não tente economizar no serviço, salvando peças que deveriam estar há muito tempo

na lata de lixo. Isto somente causará retorno do cliente à oficina mais cedo ou mais tarde,

gerando custos adicionais e descontentamento geral. Este custo geralmente fica a cargo do

reparador que quis “ajudar” o cliente. Ele com certeza exigirá a garantia do serviço prestado

e você não poderá repassar os custos a ele por isto.

9 - Teste o veículo antes da entrega.

Antes de entregar o veículo de volta ao cliente, faça um TESTE completo do veículo,

procurando reproduzir todas as situações reclamadas por ele. Se o veículo for muito caro, e

a situação do trânsito ou pessoas não aconselharem um percurso muito longo com ele, convide

o próprio cliente, responsável pelo veículo, a fazer este teste final.

10 - Dê seguimento ao serviço.

Após a entrega, depois de alguns dias, contate o cliente para saber se ele está satisfeito

com o serviço realizado.

Convide-o a comparecer à oficina para uma revisão rápida.

Isto demonstrará seu profissionalismo e interesse pelo cliente, e ajudará a evitar um

problema, se houver algum item que não está ainda funcionando adequadamente.

Esperamos que, com estes simples passos, o técnico reparador seja auxiliado

a prestar um excelente serviço ao seu cliente, aumentando a satisfação de todos

e seu senso de realização profissional.

Até Breve!

*Consultor técnico e ministra cursos sobre transmissão automática.

suporte@brasilautomatico.com.br

*Colaborou: BRASIL AUTOM˘TICO

www.pranaeditora.com.br

Prána Editora & Marketing Ltda

Jornal Reparação Automotiva

Rua Pedro de Toledo, 129 - 10º andar

CEP 04039-030 - Vila Clementino

São Paulo - SP

Fone: 11 5084-1090

Jornalista Responsável

Silvio Rocha – MTB: 30375

Departamento Comercial

comercial@reparacaoautomotiva.com.br


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30

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

PALAVRA DE

QUEM ENTENDE

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

Diagnóstico: o que fazer com ele?

Texto: Edson Roberto de Avila*

Hoje vamos conversar de um assunto que nos traz situações

e algo que sempre encontramos no nosso dia-a-dia, algumas

dificuldades de se resolver logo de início.

DIAGNÓSTICO, ESSE É O NOME, E DELE TEMOS

A SOLUÇÃO

E para se ter a solução existe o tempo técnico, ou seja, temos que ter o

conhecimento, equipamento e mais equipamento e conhecimento, caso

contrário teremos sim uma grande frustração em questão, não a solução.

COMEÇO, MEIO E FIM É

ASSIM QUE SE DEFINE

O cliente chega até nós, RE-

PARADORES, com o problema

em seu veículo.

Ele diz que o veículo está fazendo

um barulho ou um ruído

(ESTALO), que não é de sua

normalidade, sendo que ele utiliza o veículo todos os dias, pois ele não

ouvia esse no que ele se refere, está estranhando e trazendo preocupação.

Prontamente, vamos com uma enxurrada de perguntas, mesmo porque

senão as fizermos, abriremos um leque de (ACHISMO), e esse termo

não se pode utilizar de nenhuma maneira, temos que ter ética e seriedade,

comprometimento como a nossa profissão, e fazendo isso teremos e somaremos

com todos aqueles parceiros reparadores que acreditam e fazem

por onde para se existir no mercado da reparação.

POR EXEMPLO, QUANDO SE DÁ O ESTALO?

É quando vira para a direita ou para a esquerda, é quando passa em solavanco

ou quando vai subir em algum ressalto de guia, quando entra em

sua garagem, ou então, é quando esterça a direção com o veículo parado

(QUANDO do SISTEMA de DIREÇÃO HIDRAÚLICA).

Ou então, ele (CLIENTE) chega até nós e diz:

Meu veículo está falhando, pasmem, e agora qual será o momento

da falha do propulsor no qual ele se refere, e lá vamos nós com uma

enxurrada de perguntas ao cliente, e não pensem vocês que esse procedimento

é equivocado, veja seu cliente como seu parceiro, ele é o

mais indicado para se dizer de onde vamos começar, se é quando o

propulsor está em fase de aquecimento ou quando está totalmente

com a temperatura ambiente ou temperaturas ambientes de funcionamento

do propulsor em si, são várias situações e o cliente pode nos

auxiliar e bastante nesse início de processo do diagnóstico.

É, temos que colocar a nossa experiência em frequência com as

informações que nos são dadas pelo cliente, esse é o caminho para se

iniciar o processo de solução.

Agora não pense que tudo que se viu e fez é via de regra, sempre é o

mesmo defeito. Vejo sempre colegas dizendo que, quando chegou determinado

veículo em seu departamento de manutenção, ele foi e fez o

mesmo processo de um outro veículo com o mesmo ano, modelo, e olha

só, não conseguiu trazer solução, sabem por quê?

Simples: viu que como ele trouxe a solução no primeiro caso, imaginou

que no segundo também seria o mesmo, e não sendo, já viu no que vai

dar, entendeu, pessoal.

Hoje temos mecânica, elétrica e eletrônica, todos os sistemas trabalhando

juntos, para que se possa ter um ambiente limpo, mais agradável,

seguro a todos os seres humanos, e essa situação está em nossas

mãos, melhor dizendo, em nosso conhecimento, e através dele executar

com procedimentos a determinada manutenção, mas isso é assunto

para outra matéria.

Hoje o assunto é técnica, diagnóstico em busca da solução, então vamos

lá colocar nossa massa cefálica para trabalhar.

Voltemos ao nosso segundo cliente, que chegou com o propulsor

de seu veículo falhando, melhor dizendo, para ele estava falhando o

propulsor, o indício seria de sem força de arrancada e consumo excessivo

de combustível.

Atente-se ao detalhe, ele não disse que o problema só aparece somente

quando o veículo está aquecido, e está com carga ou não, disse somente

que estava sem arrancada e consumo excessivo de combustível, pensem

só na quantidade de tempo que seu diagnóstico vai levar.

Pergunta: de que adianta ter equipamentos em nosso departamento se

não temos o conhecimento de utilização, e se temos o conhecimento de

utilização, de que resolve se não temos a técnica do conhecimento do determinado

sistema, seja mecânico,

elétrico ou eletrônico, é

extensa a quantidade de informação

que temos que ter para se

ter e fazer um diagnóstico certeiro

e com sucesso no momento

de buscar a solução,

trazendo benefícios ao nosso

cliente e ao nosso departamento

(CREDIBILIDADE ), isso tudo

gira em torno do bom diagnóstico.

Recentemente estive no departamento de um colega reparador em que

ele estava com uma dificuldade de estabilizar o sistema de marcha lenta do

propulsor de um veículo, não vou citar a marca porque a idéia é outra

(DIAGNÓSTICO e SOLUÇÃO). Esse veículo já vinha se arrastando de

outros departamentos de manutenção, essa foi a informação que o proprietário

do veículo havia passado a ele, atente-se ao detalhe que foi citado

lá atrás, nessa matéria, ele fez o procedimento de perguntar ao cliente em

relação de quando surgiu o problema e qual foi, ao menos do conhecimento

dele, as medidas tomadas para a solução, e através disso foi iniciado

o processo de diagnóstico.


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www.reparacaoautomotiva.com.br

PALAVRA DE

Agosto de 2010 - Edição 27 | QUEM ENTENDE 31

Vamos lá, equipamento de diagnóstico do sistema eletrônico conectado

ao veículo e vamos dar início à leitura, pronto! Temos uma

porta aberta a informações de ordem eletrônica expostas à nossa frente

e vemos tudo irregular. Então, por onde começar? Sabemos, e não

podemos esquecer que a informação que a unidade de comando eletrônica

recebe é de sensores, que por sua vez capta as informações de

ordem mecânica do propulsor.

Verificado todo o sistema de funcionamento mecânico do propulsor,

sincronismo, etc., tudo certo na perfeita ordem, vamos para a eletrônica,

tempo de injeção alterado (ATUADOR), leitura de depressão do coletor

do sistema de admissão alterado (SENSOR), sensor de leitura do sistema

de aceleração alterado (SENSOR), sinal do sistema de marcha lenta alterado

(ATUADOR ). Vamos nos atentar a comentar que vários componentes

haviam sido substituídos.

Vejam, ferramentas de ordem mecânica utilizadas, equipamento

de diagnóstico eletrônico utilizado e não se chegou à solução. Estamos

no processo de diagnóstico, continuamos então, osciloscópio à mão

para se ter certeza das informações que estavam na tela do computador

eram para se dar crédito, e sim, eram reais, então vamos ao papel

e lápis e colocar as informações e a nossa massa cefálica para trabalhar.

Vejam, tenho as informações técnicas, tenho o conhecimento técnico

do sistema operacional do veículo.

Cheguei a uma conclusão e coloquei ao colega. Tenho alteração em

tempo de injeção, alteração no valor de depressão, o valor alterado do sensor

de posição do acelerador era simplesmente a regulagem do corpo (ME-

CÂNICO), sim, aquele parafuso que nem sempre mexemos, agora regulado,

o sinal do sensor voltou ao normal, e os demais?

Conclusão: depois de uma verificação detalhada, viu se um pequeno

fiapo dentro do sensor de leitura da depressão do propulsor,

removido o fiapo, tudo voltou à sua ordem.

O que se passou aqui, a todos, é que temos que nos atualizar em

conhecimento e técnicas e auxílio em relação a equipamentos que

existem no mercado para nos auxiliar no diagnóstico. Vejam nesse

caso em si, houve uma soma para se poder chegar à solução, talvez

alguns diriam: era só substituir o devido sensor, mas não somos trocadores

de componentes, e sim reparadores responsáveis.

Ei, pessoal, sabe aquele primeiro defeito que comentei, o que estava

sem arrancada e consumo de combustível, (SISTEMA de EMBREA-

GEM), os detalhes ficam para vocês raciocinarem, afinal temos essa responsabilidade

de nos dar a solução aos problemas que batem à nossa porta.

Então: ouvir o cliente, diagnosticar e dar solução.

Até a próxima!

* Diretor Responsável do Departamento Técnico de Manutenção Preventiva

e Corretiva de Autos Mingau e presidente do Grupo GOE (Grupo

de Oficinas Especializadas)


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DHB conquista medalha de

bronze no PGQP

Destaque entre as empresas premiadas pelo Programa

Gaúcho de Qualidade e Produtividade 2010 (PGQP), a

DHB Componentes Automotivos – fornecedora de produtos

para montadoras de todo o Brasil e presente em

mais de 20 países no exterior – recebeu a medalha de

bronze pelo trabalho de aprimoramento do sistema de

gestão, iniciado em 2009 e já certificado pelas ISO

9001/14001/TS16949. A entrega do prêmio ocorreu

no dia 20 de julho na Fiergs, em Porto Alegre (RS).

Novas bombas d’água chegam ao mercado

de reposição

A Delphi Soluções em Produtos e Serviços dispõe

ao mercado 20 novas bombas d’água que atendem

a aplicações em modelos de veículos das

plataformas Audi, Volkswagen, Fiat, Ford, General

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Motors, Mercedes-Benz, Renault, Hyundai, Mitsubishi,

Suzuki e Chrysler. Produzido com materiais

de alta qualidade e proporcionando melhor

resistência e desempenho ao veículo, o lançamento proporcionou à

Delphi a cobertura de mais de 70% da frota circulante da América do

Sul, além de torná-la a única do mercado a oferecer soluções completas

que variam desde bombas d’água, radiadores, condensadores e

compressores, até aditivos.

Cofap traz de volta o cachorrinho mais famoso

do Brasil

Conhecido como Cofapinho, o cão da raça Dachshund ficou famoso na

campanha dos anos 80 e está de volta com o slogan “O melhor amigo do

carro e do dono do carro”. As novidades são o formato em desenho animado

e os spots que visam estimular a prática da verificação preventiva

dos amortecedores. Com produção da W/Brasil, o Cofapinho reestreia em

oito vinhetas de 10 segundos veiculadas em canais como ESPN, HBO e

Globonews, além de exibidas em 44 salas de cinema.

Seminário debate Segurança no Trânsito

O seminário “Os Novos Desafios da Engenharia de Segurança

Veicular”, organizado e promovido pela Associação

de Engenharia Automotiva (AEA) – no dia 10 de agosto, no

Millenium Centro de Convenções, em São Paulo (SP) –

levou a público palestras sobre segurança. Dentre as apresentadas,

“A Correta Utilização do ABS – Segurança Ativa e

suas Utilizações” foi ministrada por Carlos Gilbran, gerente

de Marketing da Bosch, que esclareceu como os freios ABS

funcionam e as maneiras corretas de usá-lo.

Osram agita o mercado de tuning

Uma das líderes mundiais em iluminação automotiva

lança no Brasil a linha OSRAM X-RACER®

COOL BLUE, com dois modelos de lâmpadas. A

luz branca azulada é semelhante às lâmpadas de

xenon e ainda conta com três diferenciais importantes:

é cerca de 20% mais brilhante do que as

opções convencionais do mercado nacional, dispensa

o uso de relé auxiliar e está equipada com a

consolidada tecnologia UV-STOP da OSRAM, capaz

de filtrar a radiação ultravioleta e evitar o amarelamento da lente

do farol. É importante ressaltar que os modelos H4 e H7 da série

foram desenvolvidos em total conformidade com as normas internacionais

ECE R37 e a Resolução CONTRAN 227.

Primeiro gerador flex do mundo é destaque

na FIIEE

O gerador de energia desenvolvido pela Grameyer e Jimenez

equipado com motor da FPT - Powertrain Technologies, com

tecnologia flex, foi apresentado pela primeira vez ao público na

13ª Feira Internacional da Indústria Elétrica e Eletrônica

(FIIEE), dentre os dias 10 e 13 de agosto no Expominas, em

Belo Horizonte (MG). O protótipo é equipado com o novo motor

E.torQ 1.8 16V, foi lançado recentemente e equipa veículos da

linha 2011 da Fiat Automóveis, como o Punto e o Novo Idea.

Utilizado no grupo gerador, o propulsor gera 70 KVA de energia

e pode ser alimentado com etanol, gasolina ou a mistura dos

dois, em qualquer proporção.

Monroe lança novo catálogo de produtos

A Monroe, uma das líderes mundiais no desenvolvimento

e fabricação de amortecedores, acaba

de lançar seu novo catálogo de produtos para o

mercado de reposição. Com o layout reformulado,

a edição é totalmente ilustrada e se destaca pela

presença de dicas técnicas sobre os produtos. A

lista foi atualizada com 25 inclusões para a Linha

Leve, cinco para a Linha Pesada e duas para a

Linha Rancho. O novo catálogo de produtos, que

também está disponível na internet (www.sa-tenneco-automotive.com),

permite ao usuário efetuar consultas online ou fazer o

download do conteúdo em formato pdf.


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Responsabilidade social com o meio ambiente

Uma nova árvore plantada, a cada elevador automotivo comercializado.

Este é o ponto de partida do projeto de responsabilidade socioambiental

da Hidromar, indústria instalada em Londrina (PR) há 60 anos e com

atuação em 22 estados brasileiros. A iniciativa já conta com parceiros

como a Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e o Viveiro Municipal de

Londrina, órgão responsável pela formação das mudas das árvores que

serão plantadas em praças públicas e em áreas urbanas que precisam

de recuperação de mata ciliar, como a do fundo do vale Rio das Pedras.

Inflação do carro em julho é de 0,60%

Conforme apontam dados levantados pela

Agência AutoInforme, a inflação cresceu

0,60% no mês de julho. Enquanto no acumulado

do ano o motorista teve um aumento

de 0,85% nos gastos para rodar e

fazer a manutenção preventiva do veículo.

O estudo levantou, ainda, os preços de

mais de 30 itens para a cesta de produtos e serviços, como peças

de reposição e seguro, além dos combustíveis, e calcula o custo

de cada um por quilômetro rodado. Em março e junho deste ano,

houve deflação dos preços, o que contribuiu para a redução da inflação

acumulada.

Novo filtro Wix chega este mês aos distribuidores

A partir deste mês, a Affinia começa a entregar aos seus distribuidores

o novo produto da Wix. A linha – que já contava com filtros

de combustíveis, de ar e de óleo – incorpora o filtro de cabine

ao mix para atender à demanda do mercado de filtros automotivos.

Trata-se de um componente vinculado à saúde respiratória do motorista,

pois inibe a entrada de partículas do ar, como pó e fuligem,

para dentro da cabine do veículo. Tudo isso com 95% de eficiência

na capacidade de filtragem. Para mais informações,

acesse www.wixfiltros.com.br.

Honeywell comemora dez anos do primeiro

motor brasileiro 1.0 turbo

A Honeywell Turbo Technologies comemorou em sua fábrica instalada

em Bonsucesso, Guarulhos (SP), dez anos do lançamento do

turbo Garrett GT 12, utilizado no motor 1.0 dos automóveis Gol

Turbo e Parati Turbo. O projeto fez do motor Volkswagen 16V a

primeira ação efetiva do processo de downsizing, atualmente adotado

pela indústria automobilística mundial para a redução das

emissões de CO2 (dióxido de carbono). O motor 1.0 Turbo atingiu

torque de 155 Nm, a 2.000 rpm, e potência de 112 cv, uma das

mais elevadas do mundo para automóveis de passeio de produção

em grande série, com níveis iguais a de motores 2,0 litros. Em

termos de consumo de combustível, obteve 11,5 km/l em ciclo urbano

e 16,5 km/l em ciclo rodoviário.

MTE-Thomson lança Sensor Lambda

Planar Universal

Para completar a linha de Sensores Lambda, a

MTE-Thomson lança o Sensor Lambda Planar Universal,

cuja principal vantagem é o rápido aquecimento,

se comparado ao Lambda Convencional

(Finger), seu antecessor. O uso deste equipamento

é recomendado quando não é possível encontrar

a Lambda específica com o conector do

veículo. Sua aplicação deve seguir à risca todas as

recomendações do manual, que vem junto à embalagem.

Para mais aplicações e produtos, consulte

o catálogo online de peças no

www.cattemperatura.mte-thomson.com.br ou faça o download pelo

www.mte-thomson.com.br, na guia lateral “catálogos”.

Linha Rodabrill: Agora na versão Tuning

A Rodabrill Tuning chega às prateleiras

de todo país com embalagem inspirada

no design de utilitários esportivos. São

quatro diferentes modelos que trazem os

tradicionais produtos da marca, com

preços que variam entre R$ 8 (Lava

Autos, Lava Autos com Cera e Pneu

Pretinho) e R$ 12 (Cera Líquida). Além de vendido separadamente,

o produto também está disponível em kits com duas

unidades, dentro de um caminhão cegonha. A nova linha estará à

venda nos maiores varejistas de autopeças, centros automotivos,

supermercados e lojas do ramo de todo o país.

Cidades brasileiras adotam medidas para melhorar a

qualidade do ar

São Paulo deu o primeiro passo quando começou, em 2008, a realizar

a inspeção veicular ambiental. A medida, que já reduziu as

emissões de gases como o monóxido de carbono, apresentou bons

resultados e passou a incentivar outras cidades do país. A partir de

então, São Bernardo do Campo (SP) iniciou a inspeção veicular

voluntária e gratuita nos veículos movidos a diesel e, em breve,

Joinville representará a primeira cidade de Santa Catarina a fiscalizar

e multar motoristas que transitam com veículos em desacordo

com as leis ambientais e de trânsito.

Turbos BorgWarner garantem presença na

“Motores Melhores do Mundo”

No primeiro semestre deste ano, 71 jornalistas de

todo o mundo formaram o corpo de jurados da

eleição do “Motor do Ano”, tradicional promoção de

uma editora inglesa. Dentre os oito melhores motores,

cinco possuíam turbo BorgWarner, ou seja,

62,5% dos eleitos . No total, os turbocompressores

BorgWarner estão os presentes nos motores premiados de 21

modelos das montadoras Volkswagen, BMW, Audi, Cooper e Peugeot,

com turbos que vão de 1,600 um 3,000 centímetros ³ de cilindrada.

Mais de mil credenciados Bosch Service se reúnem

em Salvador

Entre os dias 16 e 19 de agosto, a Bosch reuniu no hotel IberoStar,

em Salvador (BA), seus mais de mil credenciados à Rede Bosch Car

Service, Truck Service e Bosch Diesel Center de todo o Brasil.

Realizada a cada dois anos, a convenção busca levar aos participantes

o que há de novo em manutenção automotiva, e também

conhecimentos sobre gestão de empresas, atendimento ao cliente,

comercialização, administração e marketing. Este ano, a Bosch

propôs palestras com a apresentação de diferentes cases: o sucesso

da Azul linhas aéreas, a nova visão da rede de postos Ipiranga

(Rodo Rede) e as oportunidades de negócio do mercado brasileiro.

NGK realiza palestras na oficina do

“Lata Velha”

A NGK, fabricante e especialista em velas de

ignição e sensores de oxigênio, em parceria

com o Centro Automotivo Garage 59 – produtora

oficial dos carros do Lata Velha,

quadro do programa Caldeirão do Huck, da

Rede Globo – está realizando uma série de

palestras técnicas para mecânicos e profissionais

do setor. Com periodicidade mensal, o curso oferece

dicas de como prevenir possíveis problemas nos sensores de

oxigênio, velas, cabos de ignição, dentre outros esclarecimentos.

O próximo curso será no dia 26 de agosto, em São

Paulo (SP). Para mais informações: 0800 197 112.


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34

PALAVRA DE

QUEM ENTENDE

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

Vectra 2.2, ano 2001 Turbo com módulo de

Injeção Eletrônica Autronic SM 2

funcionando com álcool hidratado

FOTOS: Jł ROCHA / DIVULGAÇ‹O

BREVE RELATO SOBRE A UNIDADE DE INJEÇ‹O ELETRłNICA UTILIZADA

Após ler e experimentar vários tipos de preparação de motores

turbo, tais como: bicos refurados (retrabalhados), clamper

para M.A.P., reguladores de pressão com ajuste, etc., resolvi

utilizar uma unidade de injeção eletrônica inteiramente reprográmavel,

partir para vários contatos por telefone, e-mail e outros, mundo

afora, na tentativa de descobrir qual a melhor unidade reprogramável

à venda. Em meados de 2001 consegui adquirir uma unidade SM 2,

da Autronic.

Com a unidade na mão, parti para estudar a mesma e saber como

poderia tirar o maior proveito de toda a sua capacidade.

Só para que vocês possam quantificar a capacidade dessa unidade

com relação à programação e uso, vou citar algumas:

1 - Podem ser usadas em motores de 1 a 16 cilindros.

2 - Podem funcionar em motores de 4 ou 2 tempos.

3 - Podem controlar pressão de turbo em função de rotação e da

temperatura do motor. Por exemplo, a 3000 rpms, quero 1,2 kg de

pressão de turbo, mais a 6000 rpms, quero 0,8kg de pressão, mais isso

só irá ocorrer caso a temperatura da água seja superior a 70 graus,

abaixo desse valor manter a pressão de turbo em 0.4kg serve para proteger

o motor na fase fria de funcionamento ou não deixar a pressão

passar de 0,4kg, se a temperatura subir acima de 110 graus.

4 - Podem acionar a função Anti-Lag, (um sistema no qual a

unidade atrasa o ponto e enriquece a mistura, mantendo dessa forma

uma grande quantidade de ar aquecido para com isso diminuir o

atraso (lag) do turbo nas retomadas de aceleração e soltar as formidáveis

labaredas de fogo e estampidos na descarga).

Texto: José Augusto Miranda*

5 - Podem acionar o eletroventilador de arrefecimento na temperatura

desejada pelo preparador, por exemplo, ligar aos 95 e desligar

aos 90 graus centrigados em função do sinal do sensor de temperatura

da água (saída - fan cooler).

6 - Podem modificar o valor do tempo de injeção de cilindro

para cilindro (útil quando existem variações do coletor de admissão

ou rendimento diferente entre cilindros ou temperaturas

de descarga).

7- A unidade acima descrita possui no seu interior um M.A.P.

com capacidade de medir depressão e pressão 0 até 3bar, com isso

pode ser usada em carros aspirados ou turbos, sendo necessário ligar

uma mangueira após a borboleta para que a unidade leia essas informações

(carga do motor).

8- Podemos determinar o valor da mistura em cada faixa de

rotação e carga do motor e analisar o que está acontecendo, fazendo

um Datalogging - a unidade acumula dados de carga do motor, depressão

ou pressão no coletor de admissão, valor lido no M.A.P. interno

da unidade, rotação, posição de borboleta, temperatura da

água e do ar do motor, mistura, valor programado na unidade de injeção

e valor lido pela sonda colocada no escape durante o processo

de ajuste do motor, tempo de injeção, ângulo final de injeção, ângulo

de avanço de ignição, etc. Mostrando tudo isso para o preparador

em forma de gráfico.

9 - Utilizando a mesma com um motor de quatro cilindros,

controla todas as funções até 16000rpms. E muito mais.

10 - Partida a frio do motor, compensa rotação de marcha lenta e

corrige a mistura enriquecendo para facilitar o funcionamento do

motor nessa condição (função afogador), etc.

Obs: Essas unidades de injeção eletrônica mais famosas, Autronic, Motec,

Haltech, Xede, e outras tantas, são todas fabricadas na Austrália, acho eu que

isso aconteceu em função do filme Mad Max (rs).

FOTO: DIVULGAÇ‹O


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www.reparacaoautomotiva.com.br

PALAVRA DE

Agosto de 2010 - Edição 27 | QUEM ENTENDE 35

FOTOS: Jł ROCHA / DIVULGAÇ‹O

PARTINDO PARA A INSTALAÇÃO

PROPRIAMENTE DITA

Primeiro passo é a colocação de dois sensores HALL, um no

eixo de manivelas que irá gerar dois pulsos a cada volta do motor e

outro no eixo do comando de válvulas para gerar um pulso a cada

duas voltas do eixo de manivelas (motor).

Os sensores escolhidos foram os da WV usados no gol geração III,

tendo sido feita uma polia de alumínio com dois pinos separados a

180 graus de distância para sensibilizar o sensor quando passar pelo

mesmo, montada internamente na polia do eixo

de manivelas. O suporte para o sensor tem

furos oblongos para ajustar o valor do ponto do

motor com o valor setado na unidade de injeção

(avanço), por exemplo, foi setado 10 graus de

avanço inicial na unidade de injeção, com a pistola

de ponto e usando a graduação feita na

polia de alumínio verificamos o ponto real e a

partir desse valor ajustamos a posição do sensor

(como se fôssemos colocar um carro no ponto

SENSOR DE ROTAÇ‹O

usando o distribuidor).

Para o eixo do comando de válvulas foi usinada uma polia de ajuste na

qual um dos parafusos de fixação sai na parte de trás da mesma e passa na

frente do sensor instalado na capa da correia dentada logo à frente da tampa

de óleo do motor.

Esse sensor e utilizado pela unidade para realizar a injeção de combustível

em fase com a abertura da válvula de admissão.

Injeção sequencial de combustível.

O sensor de temperatura do ar

de admissão foi colocado logo após

o intercooler o mais próximo possível

da borboleta para podemos ter

a temperatura mais fiel possível do

ar admitido, o mesmo acompanha o

SENSOR DE FASE

kit de instalação da unidade de injeção

eletrônica, pois se trata de um sensor especialmente fabricado

com tempo de resposta de leitura extremamente rápido.

O sensor de temperatura da água

é o mesmo utilizado no Vectra 2.2,

ano 2001(a unidade funciona com

sensor de temperatura Bosch comum

disponível no nosso comércio).

SENSOR DA TEMPERATURA DA ˘GUA

SENSOR DE TEMPERATURA DO AR

O potenciômetro de borboleta

(TPS) utilizado é o mesmo do carro

original, a unidade de injeção tem

um procedimento de aprendizado

que quando executado determina o 0

e os 100% de abertura da borboleta.

Na próxima edição, a continuação desta matéria.

* Proprietário, projetista e sócio da Charger, do Rio de Janeiro (RJ)

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Inspeção Ambiental Veicular:

oportunidade e desafio

ARTIGO

35

*Texto: César Samos

Apesquisa realizada pelo

SINDIREPA-SP – Sindicato

da Indústria de Reparação

de Veículos e Acessórios do

Estado de São Paulo, em 50 oficinas

divididas por regiões (centro, norte,

sul, leste e oeste) da cidade de São

Paulo revela que 54% motoristas só

levam os veículos para revisão após

os mesmos serem rejeitados/reprovados

na inspeção ambiental veicular,

22% disseram que fazem uma

revisão pré e 24% afirmaram que vão

ao mecânico de confiança antes e depois

da inspeção.

Isso mostra que o brasileiro ainda

não tem o hábito da prevenção.

Contudo, a inspeção tem mostrado

uma mudança de comportamento

dos donos dos veículos que são obrigados

a fazerem a manutenção

quando é identificado algum problema

no carro. Apesar de não se

sentirem à vontade com a situação,

eles sabem que precisam cuidar melhor

do veículo a partir de agora. Portanto,

cabe ao reparador orientá-los

sobre esse assunto. Mais do que

nunca é necessário informar o

cliente e explicar todas as possibilidades

que podem ocorrer na inspeção.

O mecânico de confiança deve

ser o porto seguro do seu cliente que

está desinformado e assustado com

essa nova medida.

Essa dedicação exige esforço permanente

do reparador em mostrar

os benefícios da inspeção ao cliente

que, num primeiro momento, se

parece insatisfeito.

O mecânico jamais deve reclamar

da medida com o seu cliente,

pelo contrário, é ele quem deve

mudar o conceito do motorista que,

por falta de conhecimento, não consegue

enxergar o lado positivo da

inspeção que pode melhorar a qualidade

do ar, reduzir o consumo de

combustível e garantir a diminuição

de doenças respiratórias causadas

pela poluição. Quando há o entendimento

de todo o contexto fica mais

fácil aceitar a mudança que mexe

com o lado sensível do consumidor:

o bolso.

O SINDIREPA-SP acaba de

criar a Comissão de Avaliação da Inspeção

Veicular Ambiental do Município

de São Paulo justamente para

que o setor de reparação de veículos

discuta questões e esclareça dúvidas

sobre a inspeção ambiental veicular.

*Diretor técnico do SINDIREPA-

SP – Sindicato da Indústria de Reparação

de Veículos e Acessórios do

Estado de São Paulo – e sócio da

Oficina Mecânica do Gato


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36

LANÇAMENTO ARTIGO

| Agosto de 2010 - Edição 27

O Idea mudou

Motores E.torQ, nova frente, lanternas com LED’s,

são algumas das novidades incorporadas à segunda

geração do monovolume fabricado pela Fiat

A ameaça dos

produtos piratas

*Texto: Antônio Carlos Bento

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Texto: Edison Ragassi

Dia 30 de julho, no Guarujá (SP), a Fiat Automóveis mostrou

para a imprensa especializada brasileira e da América

Latina o Novo Idea. A versão de entrada agora tem a designação

Attractive. Ela é equipada com o propulsor 1.4 8V Flex,

com 80 cv (Gasolina) / 81 cv (Etanol) e 12,2 kgfm (G) /12.4 kgfm

(E) de torque disponíveis a 2.250 rpm.

A fabricante também incorporou ao modelo a nova família de motores

E.torQ: 1.6 16V (115 cv (G) / 117 cv (E)- Torque de 16,2 kgfm

(G / 16,8 kgfm (E) a 4.500 rpm) e 1.8 16V (130 cv (G) / 132 cv (E)-

Torque de 18,4 kgfm (G) / 18,9 kgfm (E) a 4.500 rpm).

Os propulsores foram desenvolvidos pela engenharia da FPT - Powertrain

Technologies, sendo que o E.TorQ é fabricado no Paraná e o

Fire em Minas Gerais.

Não foram feitas alterações na arquitetura do veículo, as versões

equipadas com os propulsores 1.6 16V e 1.8 16V receberam nova calibragem

na suspensão, por causa da diferença de peso entre os motores.

No visual, a frente teve o capô, para-choque e grade dianteira redesenhados,

ela ficou mais arredondada. A traseira ganhou tampa com

aerofólio integrado e um novo vidro posterior, o para-choque traseiro

segue a forma do dianteiro. E a principal novidade é a inclusão das lanternas

traseiras com sistema de iluminação por LEDs e guias de luz,

desenvolvido pela Magneti Marelli, que também fornece o câmbio automatizado

Dualogic.

A versão Attractive (1.4 8V Fire) tem preço sugerido de R$ 43.590.

Com acabamento Essence (1.6 16V) o valor sugerido é de R$ 45.610

(câmbio manual) e R$ 47.720 (Dualogic), desde o modelo de entrada

o ar-condicionado é opcional. A Fiat adicionou a versão de acabamento

Sporting no mix de produtos, a qual usa o propulsor E.TorQ 1.8 16V,

ao preço de R$ 54.280 (câmbio manual) e R$ 56.390 (Dualogic), neste

caso o ar-condicionado é de série.

E a Adventure equipada com motor E.TorQ 1.8 16V, câmbio manual,

custa R$ 56.900, com a transmissão automatiza Dualogic o valor

cobrado é de R$ 59.010.

A expectativa da Fiat é de comercializar mensalmente uma média

de 2.400 unidades do Novo Idea.

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Apirataria é um problema mundial. Essa prática existe em

países desenvolvidos também e envolve vários setores da

economia. Os criminosos atuam quando encontram facilidades.

Por isso, é importante fechar o cerco. Na Europa, há uma

prática de falsificar uma embalagem fazendo mudanças cosméticas

no nome da empresa, mas que nos iludem numa primeira “olhada”.

As cores da empresa são as mesmas, a logomarca é muito parecida

e feita de forma a nos enganar.

Não dá para generalizar até porque há muitas falsificações tão bem

feitas que podem enganar até mesmo o mais experiente dos mecânicos.

No entanto, acredito que a grande maioria dos mecânicos experientes

desconfia sim, uma vez que os preços desses produtos são muito baixos,

quando comparados com o produto de origem comprovada. Todo o

esforço do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva – está na direção

de convencer o mecânico sobre a importância do seu papel ao escolher

uma peça para o seu cliente, ganhando com merecimento a fidelidade

do seu cliente.

Por isso, deve ficar atento e não se iludir com preços muito abaixo

do mercado. Não existe milagre. Para se proteger, deve procurar uma

loja de autopeças conhecida e devidamente estabelecida. Também deve

exigir a nota fiscal do produto e apresentar ao seu cliente. Optar por

marcas conhecidas e de qualidade. Orientar o cliente quando o mesmo

traz uma peça que parece de origem duvidosa e não colocá-la no veículo

em caso de suspeita.

Comercializar produto falsificado como verdadeiro ou perfeito,

mercadoria falsificada ou deteriorada, incide em diversos crimes, como

fraude no comércio, artigo 175 do Código Penal, cuja pena é fixada de

seis meses a dois anos de prisão ou multa, bem como crime contra relação

de consumo, artigo 7º da Lei 8.137/90, com pena de dois a cinco

anos de detenção ou multa; crime de sonegação fiscal, tipificado na Lei

4.729/65, com pena de seis meses a dois anos e multa de até cinco vezes

o valor do tributo.

O assunto é sério e o GMA está criando uma central de inteligência

e disque-denúncia para coibir a comercialização de peças piratas e

falsificadas. O Sindipeças criou um grupo de estudo para criar a certificação

compulsória acreditada pelo INMETRO de vários componentes.

Isso representa um grande avanço e uma enorme barreira para

a entrada de produtos de origem duvidosa e que não atendem às mínimas

especificações exigidas pelas montadoras.

É necessário fechar o cerco contra essas ações criminosas que

podem colocar em risco a vida de milhares de pessoas. Mas, nunca é

demais lembrar que, conscientização, ética e cidadania, sempre farão a

diferença no combate a essa prática. O cidadão não deve fazer concessões

de nenhum tipo à sua consciência relevando práticas que possam

parecer inofensivas, mas não são.

*Coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva


FOTO: DIVULGAÇ‹O

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38 TÉCNICA

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Partida a frio

Texto: Antonio Gaspar Oliveira *

No início, na década

de 80, os carros movidos

a álcool tinham

dificuldades nas partidas

nas manhãs frias. Bastava apertar

um botão para que a gasolina

fosse injetada, o carro

pegava e o problema estava

resolvido.

O sistema era composto

por um reservatório de gasolina,

uma bomba elétrica, um

tubo de três vias no formato de

um “T” e mangueiras.

Com a melhora do sistema,

foi instalada válvula de três

vias, sensor de temperatura e

passou a ser temporizado, ou

seja, enquanto o motor de partida

estivesse funcionando, a

injeção de gasolina também

estaria funcionando.

Continuando a evolução,

chegamos ao sistema flex, original

de fábrica, que reúne tecnologia

na eletrônica

embarcada e melhoria na eficiência

do motor para funcionar

com gasolina, álcool ou

mistura dos dois combustíveis.

Curiosamente, a eletrônica

deveria ajudar e está ajudando,

mas não resolve tudo e a consequência

são mais carros nas

oficinas com problema de partida

nas frias manhãs.

Muitos problemas poderão

ser resolvidos na oficina, como

verificação do sistema que

pode estar com gasolina muito

velha, a bomba não funciona,

sensor de temperatura com

defeito, cabos e velas de ignição.

Motores com problemas

de regulagem ou assentamento

de válvulas, veículos que a

FOTO: JOSÉ NASCIMENTO

mistura “AF” ar/combustível

altera (álcool 9:1, nove partes

de ar por uma de combustível

e gasolina 13,3:1), e para aqueles

que colocam um pouquinho

de gasolina misturada

no álcool achando que a partida

será mais fácil, terá uma

surpresa, pois, em dias com

temperaturas mais baixas, o

sistema inibe a partida a frio.

O sistema de gerenciamento

da injeção eletrônica do

automóvel pode ter leituras

que podem induzir ao erro de

informação sobre o combustível

que está no tanque, e por

causa desta falha, a partida

a frio também não será

acionada.

Até quando o óleo lubrifi-

cante não é trocado

por período longo

e que está contaminado

pelo combustível,

pode

ocorrer erro. Isso

acontece porque os

gases do óleo são

queimados e a

sonda lambda faz a

leitura que pode

provocar uma indicação

errada para o

sistema de injeção, inibindo a

partida a frio.

Em determinados casos, é

necessário até recorrer à concessionária

para fazer o telecarregamento,

pois, do contrário,

não é possível resolver o problema

de partida a frio.

MUITOS PROBLEMAS SOBRE PARTIDA A FRIO PODEM SER RESOLVIDOS NAS OFICINAS

*Diretor técnico do Sindirepa-SP

(Sindicato da Indústria

de Reparação de

Veículos e Acessórios do Estado

de São Paulo)


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40 TÉCNICA

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Princípios da filtração do ar

Entenda o processo de filtração do ar nos veículos leves e qual sua importância

para o funcionamento dos motores de ciclo Otto

Texto: Rodrigo Malagutti Pereira*

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

Filtragem significa a ação de um meio que impossibilita a passagem

de uma substância indesejada. A diferença entre o tamanho

da partícula contaminante do meio ambiente e a

capacidade de retenção do filtro estabelece o princípio fundamental

sobre a filtração do ar ou líquidos.

Exemplos:

Filtração do Ar, Óleo e Combustível

IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE FILTRAÇÃO

O filtro automotivo é um componente integrante do veículo,

cuja finalidade é reter as partículas contaminantes insolúveis no

fluido ou ar, nocivas ao sistema.

A retenção dos contaminantes realiza-se através de um dispositivo

(filtro) que usa meio poroso para remover ou separar partículas

contaminantes através de um processo mecânico ou físico, por intermédio

de um meio filtrante que pode ser de tela, algodão, lã,

poliéster, feltro, fibras, papel, etc.

Filtração Líquida

POR QUE OS FILTROS SÃO IMPORTANTES?

O contínuo desenvolvimento dos motores tem exigido que os

óleos lubrificantes trabalhem sob severas condições de aplicação,

tornando necessário o uso de sistemas de lubrificação e filtração

mais eficientes e que proporcionem aos motores e seus componentes

uma vida útil mais prolongada. Devido à presença de substâncias

poluentes em suspensão no ar, de impurezas e corpos estranhos

existentes no combustível e de minúsculas partículas produzidas

pelo desgaste normal das peças do motor, os filtros de ar, combustível

e óleo são de uma importância fundamental, evitando a entrada

de partículas contaminantes no sistema, evitando danos aos

componentes do motor.

Amostras de Filtros

De acordo com as figuras acima, durante o processo de filtração,

encontramos a presença de contaminantes. Estes contaminantes

são substâncias indesejadas que podem afetar o motor do veículo.

*Engenheiro e supervisor de assistência técnica da Sogefi

Filtration do Brasil, fabricante dos filtros FRAM


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42

LANÇAMENTO ARTIGO

| Agosto de 2010 - Edição 27

FOTOS: JOSÉ NASCIMENTO

Chinês, compacto

e completo

Face é o novo modelo da Chery Motors que chega

para disputar o segmento de entrada, ele vem

equipado com ar-condicionado, direção hidráulica,

air bag e ABS/EBD

Texto: Edison Ragassi

Em 6 de agosto, a fabricante chinesa de veículos Chery mostrou

para a imprensa especializada, em Itu (SP), o compacto Face.

Seu principal atrativo é o preço sugerido para venda de

R$ 31.900.

O compacto é equipado com motor ACTECO de 1.300 cc, 16

válvulas, com duplo comando tipo DOHC e curso dos pistões mais

longo que o diâmetro dos cilindros. Desenvolvido em parceria tecnológica

entre a fabricante chinesa e a indústria austríaca AVL, o propulsor

1.3L entrega 84 cv de potência a 5.750 rpm e torque de 12,4

kgfm disponíveis entre 3.500/ 4.500 rpm.

A suspensão dianteira é do tipo McPherson independente, a traseira

é de braço vertical dependente e uma barra estabilizadora

transversal.

Usa freios a disco ventilados nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras

com sapatas de frenagem de alta performance.

Como item de série, o carro é equipado com ABS que ajuda a

manter o controle da direção reduzindo e o travamento das rodas durante

uma frenagem e EBD, que regula a força da frenagem aplicada

proporcionalmente nas rodas dianteiras e traseiras.

O Face ainda sai de fábrica com air bag para motorista e passageiro,

retrovisores, vidros e travas elétricas, direção hidráulica, sensor de

marcha ré, computador de bordo, sistema de som com entrada de

MP3, entre outros itens.

A Chery trabalha no desenvolvimento do motor flex fuel para os

modelos comercializados no Brasil,

e também na implantação de uma

fábrica, para atender o mercado nacional

e América Latina.

Certificada e em

constante evolução

*Texto: Ingo Pelikan

Não é possível falar em certificação de oficinas de reparação

sem envolver todas as empresas que participam da cadeia

automotiva. Para colher os benefícios do Selo da Qualidade,

como o oferecido pelo IQA - Instituto da Qualidade Automotiva,

as oficinas precisam trabalhar em sincronia, com sistema,

processo, produto e serviço de qualidade, pois este conjunto permite

oferecer ao cliente um serviço de excelência.

O foco de toda a certificação tem como base fundamental o cliente.

Então, ao focar o cliente, as oficinas certificadas passam por um processo

de mudança estrutural, a começar pelo atendimento, organização

e a limpeza do ambiente. Além disso, focar na satisfação dos consumidores

também significa que se deve buscar constantemente a eficácia

nos resultados e ser eficiente em todos os aspectos. Além disso, a empresa

precisa agregar valor ao que faz, um diferencial para garantir a

credibilidade do serviço e fidelidade dos clientes.

A grande vantagem da certificação é que a empresa pode combater

as causas dos problemas organizacionais, avaliando os métodos de gerenciamento

dos seus negócios. Com a certificação, é possível organizar

a estrutura, melhorar o negócio e gerar benefícios. Além destes

aspectos, outro efeito positivo é que a empresa tem a chance de reduzir

seus custos, ao eliminar desperdícios e agilizar processos. O resultado

é que o cliente fica feliz, porque as boas mudanças refletem

lá na ponta e o consumidor poderá até obter um serviço superior com

custos menores.

Mas estar certificado não significa que você, empresário da reparação,

não deva se preocupar com mais nada, e que seu espaço no mercado

estará garantido no futuro próximo. A empresa tem um diferencial

ante a concorrência - isto é fato, mas não se deve nunca cruzar os braços.

Justamente por estar à frente é que se deve evitar a estagnação, porque

o mercado evolui muito rápido e, para garantir e conquistar a

clientela, a empresa não pode parar de investir.

A certificação tem validade de dois anos e precisa ser renovada pelo

reparador para que não perca o efeito. Após esse período, a oficina deve

manter sempre atualizada as suas operações, dando continuidade ao

processo de melhoria contínua, bem como às pesquisas de satisfação

dos clientes. Em outras palavras, buscar sempre o melhor!

Além disso, é importante e necessário que a certificação seja estendida

a todos os elos que compõe a cadeia automotiva, começando pelas

montadoras, concessionárias, autopeças, distribuidores de autopeças

até chegar às lojas de serviços. A soma de tudo isso é um atendimento

final de qualidade. A certificação traz bons resultados para a empresa,

mas requer controles constantes da qualidade.

FOTO: DIVULGAÇ‹O

*Diretor do IQA -

Instituto da Qualidade Automotiva


FOTO: DIVULGAÇ‹O

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44 TÉCNICA

FOTOS: DIVULGAÇ‹O

Bobinas ou Magnetos do sistema de

embreagem dos compressores de

ar-condicionado automotivo

Texto: Mario Meier Ishiguro*

As bobinas ou magnetos são eletroímãs, que quando recebem

tensão (12 ou 24 volts), são utilizadas nos sistemas de

embreagem eletromagnética de muitos compressores de

ar-condicionado automotivo.

Quando excitadas com 12 ou 24 volts, criam uma indução magnética,

e fazem a aproximação do

platô (espelho, cubo ou campana) de

embreagem contra a polia conduzida

do compressor.

As bobinas 12 volts têm uma resistência

por volta de 3 a 5 ohms a

20°C e um consumo de corrente de

cerca de 2,5 a 4,5 ampéres.

Quando há o aquecimento demasiado da bobina, ela pode

derreter o verniz isolante dos fios do enrolamento, assim baixando

seu isolamento, ela pode entrar em curto e queimar.

Geralmente a bobina queima por fatores externos, como tensão

maior que a normal ou aquecimento demasiado, causado por falta

de arrefecimento no condensador ou até mesmo um filtro secador

saturado (ASTRA é comum).

Se o rolamento da polia do

compressor estiver ruidoso, com

desgaste, certamente vai gerar

maior aquecimento, o que poderá

afetar a durabilidade da bobina,

além é claro das vedações

do compressor também.

Ligação na escala de

200ohms para medir a resistência

de uma bobina.

Se a resistência ôhmica da bobina for baixa, a bobina tende a

entrar em curto e queimar.

Algumas bobinas possuem dispositivos de proteção contra a temperatura,

um sensor que se exposto a cerca de 110°C abre um contato

e interrompe a corrente para o bobinado até que a temperatura baixe,

uma espécie de disjuntor.

| Agosto de 2010 - Edição 27 www.reparacaoautomotiva.com.br

Detalhe da bobina

CVC com o termofusível

(180°C)

Muitos compressores possuem diodos junto às bobinas, para

evitar um pico de corrente no relé, ao desligar a bobina. Quando

o chicote da bobina está rompido e nova ligação é feita, se a polaridade

for invertida, pode queimar o diodo, CUIDADO!

(Na bobina do compressor CVC, de um lado fica o diodo (na

entrada dos fios) e do outro fica o termofusível).

O correto é procurar a causa

deste aquecimento, pois a falta

de arrefecimento, por um problema

elétrico no eletroventilador,

pode ocasionar sobrecarga e

temperaturas altas no compressor,

o que leva à queima

da bobina.

Detalhe da bobina do compressor aquecida pelo atrito

com a polia PAJERO 95

O isolamento baixou e esta bobina pode entrar em

curto (queimar).

Detalhe de uma bobina e

um rolamento danificado

ZEXEL

Algumas bobinas até podem

ser reparadas, fazendo-se novo

enrolamento em oficinas especializadas.

Mas o recomendado

é trocar por peça nova.

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Detalhe de uma bobina

SANDEN SCROLL com

disjuntor térmico

Alguns compressores já não utilizam embreagem eletromagnética,

dispensando o uso de bobinas de embreagem, assunto

para uma outra edição.

*Proprietário da Ishi Ar-condicionado Automotivo.

www.ishi.com.br


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www.reparacaoautomotiva.com.br

Agosto de 2010 - Edição 27 | MERCADO 45

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Inspeção Ambiental Veicular

Pesquisa do SINDIREPA-SP aponta os serviços mais realizados nas oficinas. A

maioria (54%) dos motoristas só procura as oficinas após ter o seu veículo

rejeitado/reprovado na inspeção ambiental da cidade de São Paulo

Oestudo realizado pelo

SINDIREPA-SP – Sindicato

da Indústria de

Reparação de Veículos e Acessórios

do Estado de São Paulo, em 50 oficinas

divididas por regiões (centro,

norte, sul, leste e oeste) da cidade de

São Paulo revela que 54% motoristas

só levam os veículos para revisão após

os mesmos serem rejeitados/reprovados

na inspeção ambiental veicular,

22% disseram que fazem uma revisão

pré e 24% afirmaram que vão ao

mecânico de confiança antes e depois

da inspeção.

A pesquisa revelou que os principais

serviços executados em veículos

de passeio para pré e pós-inspeção

Texto: Redação

ambiental veicular são:

Descarbonização (limpeza do

sistema de injeção eletrônica e lubrificação

para a retirada de

resíduos acumulados em áreas internas

do motor);

Revisão do cabeçote;

Revisão do carburador;

Revisão completa (verificação do

sistema alimentação, escapamento,

motor, sistema de ig

nição, suspensão, freio e direção);

Revisão do sistema de injeção

eletrônica;

Revisão do sistema de escapamento

(catalisador – troca ou colocação);

Sonda lambda;

Troca de filtros de óleo;

Regulagem do motor.

O estudo identificou também

que a ampliação da inspeção ambiental

veicular para toda a frota de

São Paulo provocou aumento do

SELEÇ‹O DE OFICINAS

movimento nas oficinas pesquisadas

em até 36%, sendo que este maior

índice foi constado na zona leste,

30% no centro e região sul e 21% na

parte oeste da cidade.

Pensando em melhor atender os clientes de oficinas mecânicas, o SINDIREPA-SP criou

programa de Seleção de Oficinas para Atendimento Pré e Pós-Inspeção Ambiental

Veicular em Veículos/Motocicletas do Ciclo Otto e Ciclo Diesel, que conta com o apoio

da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo.

Para se ter uma ideia, a iniciativa visa orientar as oficinas a adotarem serviços e equipamentos

necessários para realizar a pré e pós-inspeção e tem a parceria de empresas

especializadas em produtos e equipamentos relacionados à inspeção e que atendem

às exigências da legislação (Alfatest, Bosch, Napro, Mastra, Snap-on e Tecnomotor),

sendo possível oferecer a assistência necessária para as oficinas que desejam ingressar

no programa.

Por fim, o consumidor pode consultar no site da entidade www.sindirepa-sp.org.br a

lista com 280 oficinas credenciadas ao programa que estão separadas por regiões da

cidade de São Paulo e também por tipo de veículo (carro, moto e caminhão).


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46 ARTIGO

FOTO: DIVULGAÇ‹O

Para que

a pressa?

*Texto: Fernando Calmon

Dentro de alguns dias o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)

vai se reunir para tentar resolver problemas envolvendo a

polêmica inspeção ambiental veicular (IAV), da capital paulista. No

ano passado, de forma equivocada, apenas carros a gasolina, etanol ou flex produzidos

entre 2003 e 2008 passaram pela inspeção, ou seja, os de emissões zero

ou quase zero, segundo regulamentos de homologação. Mais grave, automóveis

licenciados em dezembro, com placas de final 1, foram obrigados a se submeter

ao teste após apenas três meses de uso.

Em 2009, os aprovados pagaram e receberam de volta a tarifa de IAV.

Porém, o tempo perdido no agendamento, pagamento de boleto e deslocamentos

inúteis nem enrubesceu os responsáveis pela Secretaria Municipal do

Verde e do Meio Ambiente. Em 2010, incluiu-se a frota inteira e a tarifa de

R$ 56,44 não é devolvida. Aquela esdrúxula obrigação sobre veículos de primeiro

licenciamento continuou e sem justificativa.

Na realidade, há uma razão dissimulada. Como a evasão entre veículos

mais antigos é e será grande, pelo poder aquisitivo limitado dos proprietários,

sustenta-se o equilíbrio financeiro da empresa concessionária impondo ônus

aos donos dos carros seminovos. Resultado: outro imposto disfarçado e baixo

impacto sobre a qualidade do ar. Noutros países a inspeção começa no terceiro

ou quarto licenciamento.

Para complicar, vários modelos de automóveis com um ou dois anos de

uso, nacionais e importados, estão sendo barrados na IAV, sem motivo aparente.

Depois de revisão apurada, continuaram condenados. Polêmica formada, a

Anfavea alega que o limite exigido na inspeção – 0,3% de CO – é inferior ao

homologado – 0,5% – e explicaria as reprovações. Na verdade, 95% dos modelos

emitem 0% de CO ao passar pela homologação. Portanto, um fator de

deterioração para 0,3% já inclui grande margem, pondera o órgão ambiental

do Estado de São Paulo.

A coluna ouviu engenheiros e especialistas que apresentaram explicações

plausíveis. O procedimento de teste inclui aquecimento do catalisador, acelerando

o motor até 2.500 rpm, para primeira leitura dos gases. Na prática, o período

de descontaminação da sonda de escapamento revelou-se inadequado

em alguns casos. Além disso, os 30 segundos em marcha lenta, presumidos na

leitura automática pelo computador, também são escassos. Como o programa

impede a leitura fora daquele limite de tempo, o técnico se vê obrigado a reprovar

o veículo.

O advento de motores com aceleradores eletrônicos também aumenta um

pouco o intervalo para estabilização e leitura da marcha lenta. Durante o processo

de homologação oficial não faz diferença, mas a linha de inspeção tem

outra dinâmica – ou pressa – que exige revisão urgente. O motorista pagante

nunca poderia ser prejudicado.

A inspeção de ruído – incluída na IAV sem poder de reprovação no momento

– ainda suscita dúvidas e também caberá ao Conama solucionar.

Dentro de um ano todos os estados e municípios com mais de três

milhões de veículos (boa parte do País) deverão estruturar a IAV. O que acontece

hoje, na cidade de São Paulo, é uma demonstração de erros inadmissíveis,

em algo tão essencial como o ar que respiramos.

*Jornalista especializado desde 1967, engenheiro e consultor técnico,

de comunicação e mercado. fernando@calmon.jor.br


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