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04 Trabalharam juntos na

música durante alguns anos,

tendo composto nesse tempo,

alguns dos temas mais

emblemáticos do cancioneiro

nacional. Pois, foi essa

relação de amizade pessoal

e profissional que Fernando

Tordo recordou no espetáculo

“Fernando Tordo&Ary dos

Santos – As Histórias das

Canções” e que apresentou

no palco do Teatro Municipal

Baltazar Dias.

19

24

25

sumário

Nutrição

Alison Jesus: Culinária

Saudável

Bem-Estar

Sara de Freitas:

Aromaterapia

Ambiente

Cristina Pinto: Embalagens

Farmacêuticas

07

Lugares de Cá

Rua de Santa Maria

28

Viajar com Saber

Pagode Shwezigon,

Birmânia

08

09

10

11

12

13

Opinião

António Castro: Crise,

Resiliência e Arquipélago

Marcas Icónicas

Vogue

Opinião

Hélder Spínola: O Mal

Menor

Os Nossos Autores

Anabela Machado

Opinião

Isabel Fagundes: A

importância da Meditação

O blogue de...

Miguel Pires: Os Naturais

Artur Silva

Fotografia Subaquática Madeira

PAG. 20

30

31

32

34

36

38

Cinema

Halloween

Tecnologia

Huawei Mate 20 Pro

Makeover

Mary de Carfora convida

André Gonçalves

Dicas de Moda

Lúcia Sousa: Terracota

Motores

Novidades do mercado

automóvel para 2019

Blogger

Jorge Luz: Tendências

outono-inverno

14

A a Z

Fábio Carvalho

40

45

Agenda Cultural

Novembro

Social

16

Madeira

Maestro João Victor Costa

(1939-2018)

52

À mesa com …

Fernando Olim

18

Saúde

Carla Duarte: Terapia

Ocupacional

Arte Urbana na Rua dos Tanoeiros

Câmara Municipal do Funchal PAG. 26

54

Site do Mês

www.fatura-amiga.pt

Siga-nos também em www.facebook.com/sabermadeira

e em www.sabermadeira.pt

saber | novembro | 2018

3


ENTREVISTA

“Estou a trabalhar no meu novo disco o

Fernando Tordo

Chegou com Ary dos Santos nas canções ao palco do Teatro

Municipal Baltazar Dias para contar as histórias por trás das

canções no tempo em que ambos se cruzaram. Em “Fernando

Tordo & Ary dos Santos – As histórias das canções “, Fernando

Tordo pretendeu homenagear o seu companheiro de canções

e recuperar as memórias dos tempos de ouro da música em

Portugal. O espectáculo foi dividido entre o contar de histórias

e a interpretação ao vivo, construído em torno de algumas das

histórias que resultaram das vivências entre ambos. Durante anos,

formaram uma das duplas mais criativas da música portuguesa e

criado temas incontornáveis do cancioneiro da língua portuguesa

como “Estrela da Tarde”, “Tourada” ou “Cavalo à Solta”.

Encontrámo-nos com Fernando Tordo na esplanada de um café

no Funchal, horas antes do espetáculo no teatro funchalense,

onde bebeu uma ‘bica’ e uma água enquanto nos conduziu numa

‘conversa’ serena e bem disposta sobre a sua carreira.

Dulcina Branco

Fotos: gentilmente cedidas por Hugo Morgadinho

(Comunicação e Assessoria de Imprensa) e Miguel

Ferro (Road Manager Fernando Tordo).

Muito obrigada, Fernando, pela disponibilidade

em responder a esta

entrevista. É bom voltar a tê-lo por

cá. Há quanto tempo não vinha à

Madeira?

- Muito obrigado. É sempre um prazer

pisar esta terra. Já não vinha à

Madeira há 26 anos. A última vez foi

em 1992, para um espetáculo. Vim

à Madeira, pela primeira vez, há 50

anos, no paquete Santa Maria, a convite

do meu querido amigo já falecido,

José Maria Tudela que era cantor

e trabalhava numa agência de viagens.

Ele convidava amigos e colegas

de profissão para uns passeios e férias

e foi assim que visitei a Madeira a primeira

vez.

Do que gosta da Madeira?

- Para quem como eu, conheceu a

Madeira há 50 anos, foi um mundo

que se transformou por inteiro. Se há

um lugar que se transformou profundamente,

esse lugar é a Madeira. Creio

que isto se deveu ao esforço e dedicação

do Dr. Alberto João Jardim, pessoa

que muito prezo. Vim cá sempre

em trabalho, em estadias muito curtas,

como tal, não deu para ver muita coisa

mas do que gosto é desta luminosidade

que tem a cidade, da variedade de estações,

da natureza, das pessoas. Mas o

que me impressiona realmente é notar

esta transformação que sofreu a ilha de

há 50 anos para a atualidade. Cresceu

em termos de modernidade. Na primei-

4

saber | NOVEMbro | 2018


qual deverá ser lançado ainda este ano”

{

“Vim à Madeira, a

primeira vez, há 50

anos, no paquete

Santa Maria, a

convite do meu

querido amigo já

falecido, José Maria

Tudela”

{

ra vez em que cá estive, demos grandes

voltas pelas montanhas! A paisagem

é sempre esmagadora! No plano da

modernidade, a ilha está absolutamente

sensacional. As pessoas que cá vivem

não se apercebem disso mas quem vem

de fora e conheceu a ilha noutros tempos,

teve uma transformação avassaladora

para melhor. O problema é que

vir à Madeira ou aos Açores é excessivamente

caro! Não se compreende que

uma viagem aérea entre o continente

e as ilhas sejam tão caras! Excessivamente

caras mas pronto, não deixarei

de cá vir e até já está prometido vir

cá com um outro espetáculo. Talvez no

próximo ano é provável que aconteça.

Trouxe agora o espetáculo “Fernando

Tordo & Ary dos Santos” ao Teatro

Baltazar Dias. Em que consiste

este projeto?

- Sim. Venho cá fazer um concerto muito

simples e que tenho feito no continente.

Trabalhei alguns anos com o poeta

José Carlos Ary dos Santos e este

trabalho, sendo uma parceria muito

conhecida da nossa música, é um trabalho

ignorado pelas pessoas. Como é

que as canções eram feitas, como eram

os processos, as conversas e principalmente,

a ideia é desmistificar esse trabalho

e o próprio poeta. O poeta tinha

uma genialidade que as pessoas desconhecem.

Eu raramente musiquei o

poeta José Carlos Ary dos Santos. O

José Carlos fez o trabalho mais difícil

de todos que foi adaptar, ou a poesia,

ou a letra da canção, à música previamente

feita por mim. As coisas decorriam

de uma forma muito engraçada.

Há canções que ficaram para sempre

no acervo da música portuguesa e, às

vezes, lembrar como foi feito, é cómico,

ao invés de ser uma coisa dramática!.

Divertíamo-nos muito, fazíamos coisas

disparatadas e, portanto, a ideia é desmistificar

o poeta e o processo criativo.

No essencial, é uma homenagem

que faço ao Ary e digo às pessoas como

é que ele era. Atenção: é uma homenagem

sem saudosismos, contando as

coisas engraçadas desta relação. Nós

escrevemos tantas canções que, praticamente

não deu tempo para conversar!

As nossas conversas giravam à volta

das canções que íamos fazer. Falar

sobre isso, falar sobre a canção e isso

foi uma coisa inesquecível. É disto que

se trata: contar a história de como é que

nasceram as canções.

Como é que era o José Carlos Ary dos

Santos?

- O Ary era um homem de trabalho.

Trabalhava muito em publicidade mas

tinha sempre uma disponibilidade total

para a canção. Era um poeta e dedicou

a sua carreira - de mais de 20 anos - à

canção. Tem uma obra poética infelizmente

desconhecida, de muita qualidade,

mas foi uma pessoa que fez a sua

opção pela canção. E, fez muito bem

porque é, de facto, na história da música

portuguesa, um dos seus grandes vultos,

em quantidade e em qualidade.

Conheceu o Max?

- Sim, conheci.

Como é que o recorda?

- Era muito engraçado! Era pessoa

mais engraçada que havia. Contava

anedotas de morrer a rir...Era uma pessoa

muito especial, um grande artista,

um excelente intérprete e um excelente

melodista. Um autor de grandes melodias.

Mas era também um homem de

uma educação muito grande. Era muito

educado e tinha uma graça natural

muito grande. Lembro-me de ouvi-lo a

contar as anedotas mais engraçadas e a

gente morria a rir com as suas anedotas

mas depois dizia coisas muito simples

sobre a música. Quando o conheci,

eu era muito jovem na altura e ele

dizia: Fernando, a melodia tem que ser

extensa, as melodias têm que ser sempre

extensas!. Trabalhei com ele, duas

ou três vezes, nos mesmos espetáculos

não trabalhei juntamente com ele mas

marcaram-me essas experiências que

tive com ele. Sabe que, quando foi para

nomear o aeroporto da Madeira, pensei

que o Governo Regional iria dar o nome

do Max? Considerei essa possibilidade.

Não que o Cristiano Ronaldo não seja

uma figura da Madeira de nível mun-

saber | NOVEMBro | 2018 5


ENTREVISTA

“Fazer música é um ato natural em mim”

dial mas sinceramente, o nome do Max

ao aeroporto da Madeira ficaria bem

e seria de uma enorme justiça e reconhecimento.

O Max é, na verdade, um

madeirense de excepção a nível mundial

e teria ficado muito feliz se tivesse

o seu nome associado a uma grande

obra/infraestrutura na sua terra-natal.

Regressou recentemente do Brasil,

onde viveu algum tempo. O que tem

feito por cá?

- Juntamente com este espetáculo,

estou a trabalhar num novo espetáculo

que conta a participação de vários

músicos e, então, tenho andado pelo

país e ilhas. Estou ainda a trabalhar na

gravação de um novo disco que espero

lançar no final deste ano. Já está feito

e está a ter os retoques finais no estúdio.

É um disco em que canto com a

Carminho, o Camané, o Tim dos Xutos,

a Maria João do jazz, o Rui Veloso, a

Mariza Lis, canto uma canção com o

Herman José... São 15 colaborações

e é um trabalho muito interessante.

Foi muito difícil fazer porque conseguir

coordenar com estas 15 pessoas,

que têm as suas vidas e os seus trabalhos,

não foi fácil mas conseguiu-se. As

vozes estão todas gravadas e o trabalho

vai ser feito.

Gostou de ver Salvador Sobral vencer

a Eurovisão?

- Gostei muito da canção e da vitória,

naturalmente que sim. Merecida. Eu

estava no Recife (Brasil) e gostei tanto

que gravei lá a canção do Salvador e

enviei para a editora. Não é uma gravação

comercial mas é uma gravação

que pode perfeitamente entrar num

disco qualquer. Foi a minha maneira

de reconhecer porque sou um dos

elementos que, enquanto compositor

e cantor, ajudou a fazer a história do

Festival da Canção em Portugal. Foi

o meu sinal de reconhecimento e de

humildade perante aquele sentimento

que é o seguinte: parecia impossível

que alguém - alguma vez e algum português,

ganhasse um Festival da Eurovisão,

que tem mais de 50 anos. De

repente, um português conseguiu fazer

isso e fiquei muito feliz.

Tem realizado exposições de pintura.

Se não fosse músico, seria pintor?

- Sim, mas isso implicava que eu estudasse

pintura e me dedicasse a essa

área com muita seriedade. Felizmente

não preciso porque a música é a

minha profissão há 54 anos. Na pintura,

vou um bocadinho para lá do

‘hobby’. Por vezes, dedico mais horas

à pintura do que à música. É natural

porque tenho muita obra na parte da

música. Sempre que quero fazer música,

faço. Fazer música é um ato natural

em mim. Na pintura, não. A pintura

é um mistério. Quando estou a ouvir

música, normalmente pinto. Gosto de

pintar tudo. Pinto aquilo que me vem à

cabeça no momento. Leio muito sobre

pintura. Tenho realizado exposições de

pintura. Ainda agora no Brasil, antes

de vir para cá – regressei em novembro,

fiz uma pequena exposição mas

não tenho esse fascínio, quer dizer, o

fascínio que tenho pela pintura tem

a ver com os pintores. Como não sou

pintor, não tenho esse compromisso

que os pintores têm com as exposições

e os trabalhos encomendados. Quando

pinto, sou completamente livre dessas

coisas.

{

“Trabalhei alguns

anos com o poeta

José Carlos Ary

dos Santos e este

trabalho, sendo

uma parceria muito

conhecida da nossa

música, é um

trabalho ignorado

pelas pessoas”

{

Como é que seria a banda sonora da

sua vida?

- Gosto muito de bandas sonoras de filmes,

é verdade... Gosto muito de bandas

sonoras de grandes compositores

como Bernard Hermann que foi o compositor

da carreira cinematográfica de

Alfred Hitchcock. É um genial compositor

e adoro o seu trabalho mas tem

outros, como o Enio Merricone que é

outra figura mundial da música para

cinema e depois gosto muito das grandes

orquestras e da linguagem orquestral.

Nesta área, há um projeto já falado

com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

A Orquestra Sinfónica Portuguesa

não tem por hábito entrar nesta

área da canção mas há uma proposta

muito séria do maestro Costa Pinto

para se poder juntar a minha música,

outros artistas e a Orquestra Sinfónica

num grande espetáculo. É um projeto

que está em estudo. É abrir a panorâmica

sobre a música... A música é um

fenómeno criado pelo ser humano que

tem que ser distribuída por todos. Tudo

isto tem valido a pena, sabe... A vida,

para mim, é um objetivo e é um objetivo

inalcançável. O objetivo de alguns artistas

é a excelência e a excelência não é

uma coisa alcançável. Como é um objetivo

inalcançável, a gente persegue este

objetivo até ao fim da vida e, portanto,

está sempre distraído e sempre divertido.

Estou hoje aqui por causa da excelência

musical, amanhã estarei noutro

local por causa deste objetivo inalcançável.

A gente pretender aquilo que

não consegue fazer ou alcançar é uma

maneira saudável de viver, não é?

Olhando para si, parece que o tempo

não passou. Como é que se mantém?

- Sinto-me muito bem. Há doze anos

deixei de fumar e de beber álcool...

Se há 12 anos me pedisse para estar

aqui consigo, a gravar esta entrevista,

garanto-lhe que não estaria, de maneira

que, estou bem, mais dedicado, mais

generoso... Devo isso ao público também

e então, como é que posso não ficar

feliz com a minha carreira e a minha

vida? Vivo satisfeito. Vivo muito satisfeito

com estas viagens, os espetáculos,

esta agitação. >

46

saber | NOVEMbro | 2018


LUGARES DE CÁ

Rua de Santa Maria

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: www.visitarportugal.pt,

the travel magazine, wikipédia, digital

photography review.

Tem cerca de 657 metros de

extensão esta que é uma

rua histórica da cidade do

Funchal. Fica no centro histórico da

cidade, também designado por zona

velha da cidade, esta rua estreita que

tem o seu início na Rua do Brigadeiro

e ‘términus’ no Forte de Santiago.

Reza a história que o seu nome primitivo

era Santa Maria do Calhau.

Integra a freguesia de Santa Maria

Maior - criada por alvará régio de 18

de novembro de 1557, do concelho

do Funchal, e é um verdadeiro deleite

percorrê-la. A começar pelo misto

de sensações que o olhar absorve

perante os edifícios antigos e a calçada

de seixo redondo que ‘veste’ a

rua de ponta a ponta. O antigo e o

moderno coexistem em harmonia,

através de novos espaços comerciais

e de restauração. Rua dos pintores,

dos poetas, rua da restauração, a rua

de Santa Maria tornou-se, sem dúvida,

na rua mais existencial da atual

noite funchalense. Aqui se encontra

um dos projetos culturais mais interessantes

que surgiu na cidade nos

últimos anos: o projeto arte de portas

abertas. Portas de casas e lojas abandonadas,

espaços em ruínas, foram,

a partir de 2010, intervencionadas

pelas mãos de artistas plásticos. O

que surgiu foi uma rua com de portas

artísticas, pintadas sob os mais

diversos temas e materiais; conta-

-se que, a primeira porta a ser pintada

na rua Santa Maria foi no dia 06

de Abril de 2011, o número 77 pelo

artista Mark Milewski, e a primeira

intervenção a ser concluída foi a de

Gonçalo Martins, no número 81-83.

A par com as pinturas podem ver-

-se também diversos painéis de poemas.

Os centros históricos das cidades

são pólos aglutinadores de arte,

e a rua de Santa Maria, no Funchal,

tem sido um marco incontornável da

cidade nesse aspeto. Depois, a rua

renasceu com o incremento de espaços

de diversão diurna e noturna,

nomeadamente bares e restaurantes

que apostaram na cozinha típica

madeirense e tornaram-na um dos

locais de passagem obrigatória para

quem visita a cidade do Funchal. Por

ali se bebem excelentes ponchas feitas

à moda antiga e também à moda

moderna que a gastronomia também

segue tendências e se reinventa. De

resto, é percorrer a rua e espreitar os

seus cantos e recantos, onde parece

que a cada momento, há sempre uma

coisa a descobrir. >

saber | NOVEMbro | 2018 7


OPINIÃO

Crise, Resiliência e

Arquipélago

Há crise mas também há

séculos de História. É

essa mesma História que

denuncia os erros que persistem. É

essa extraordinária marca que sustenta

os sonhos que se levantam…

E assim, enquanto o rapaz rejubilava

interiormente, diferentes mensagens,

oriundas das diversas Ilhas

do Atlântico Norte (situadas perto

da Europa e do Norte de África

- as Ilhas da Macaronésia) iam sendo

trazidas por Mantas e por Francelhos,

por Fura-Bardos e por Corujas…

Um espectáculo extraordinário,

ao qual se rendeu o imenso céu:

«Ajudem a preservar a Madeira,

os Açores, Cabo Verde e as Canárias!».

Foi nessa altura que um som

fervoroso, proveniente de aplausos,

ecoou, sem pressas, no ar. O rapaz –

símbolo do Futuro - permaneceu no

lugar, enquanto a assistência se acotovelava

junto ao local de saída, já

que o espaço da reunião fora demarcado

por urzes da Madeira: - Então

é isso! A noção de Macaronésia surgiu

no início do século XIX, devido

às semelhanças botânicas existentes

nestes Arquipélagos! Olhou

para os tufos de nuvem que passeavam

no céu. - Vamos lá a ver se não

me esqueço...estas Ilhas surgiram

todas na Época Terciária e as espécies

vegetais nelas existentes extinguiram-se

na Europa, durante a

Época Glaciar... Que interessante!

O céu, muito azul, parecia sorrir-

-lhe. - A sua origem está relaciona-

Um espectáculo

extraordinário, ao

qual se rendeu o

imenso céu: «Ajudem

a preservar a Madeira,

os Açores, Cabo Verde

e as Canárias!». Foi

nessa altura que

um som fervoroso,

proveniente de

aplausos, ecoou, sem

pressas, no ar.

da com a formação e expansão do

Oceano Atlântico, já que... Uma gaivota

parecia ouvi-lo e fez paragem

lá em cima, bem longe do mar, mesmo

a uns 3 metros dele. Aproximou-

-se mais meio metro e começou a

piscar-lhe um dos dois olhos redondos.

O pequeno adulto prosseguiu:

- O início da história natural da

Madeira ter-se-á iniciado há cerca

de 200 milhões de anos! A gaivota

esboçou um sorriso no bico peculiar.

Estava praticamente a um só metro

de distância: - E toda esta paisagem

magnífica se deve a 2 factores:

o vulcanismo e a erosão! - Ah! Não

me posso esquecer de que o basalto

é a rocha a partir da qual a Ilha

emergiu, durante o Período Cretáceo,

precisamente aquele que terminou

quando os dinossauros foram

extintos, há 65 milhões de anos! A

ave, branca como a espuma do mar,

insistiu: - Na Madeira, o vulcanismo

construiu o que a erosão destrói!

O rapaz não viu nos olhos em círculo,

pelo menos em algumas das aves,

qualquer vontade de lhe fazerem

mal e deixou-se levar pelas asas de

gaivota, percorrendo a Ilha e o mar,

vencendo o vento, embarcando em

nova e deliciosa aventura. Passado

muito tempo, vá-se lá saber porquê,

sentiu no corpo a presença, ondulante

e áspera, das areias: - Vês?! Estás

numa Ilha diferente. Eu até gosto de

ti, miúdo! - Miúdo, eu?! - Sim, és

um rapaz! Simpático, é certo, mas

bem pesado! - Gordo, eu?!... As gaivotas

foram passear na areia húmida,

deixando-o a resmungar sozinho.

- Não fiques contra elas que são tuas

Amigas! - Quem é você, agora?! -

Eu sou a rocha base do Porto Santo:

sabes o meu nome?! - Por que razão

haveria de saber? Não a conheço

de lado nenhum! - Pois foi por isso

que as encantadoras gaivotas aqui

te trouxeram! - Como?! - Sim! Foi

para conheceres - um pouco mais- a

Ilha Dourada. Acalmou e as gaivotas

regressaram, fazendo um círculo

à sua volta. Na areia, o sol repousava

e muitas estrelinhas piscavam.

O rapaz deixou-se embalar, como

um barquinho nas ondas. Estava

na mais antiga Ilha do Arquipélago,

erguida como taça desde o Oceano,

há 15... 14... 13,5... milhões...de

anos! Avistou ao longe as primeiras

erupções vulcânicas, isto há 18 ou

19 milhões... - Recuei até ao Mioceno,

um dos Períodos da Era Terciária!

O Porto Santo brindou-o com

a Sua História mais remota, até

que a actividade vulcânica se finou,

há 8 milhões de anos do presente.

O basalto despediu-se, oferecendo-

-lhe um pedaço do seu corpo: - Quero

ser a tua primeira pedrinha, para

te lembrares de mim e da minha

Ilha. E, assim, sem negar a crise, se

cimentou a esperança. Onde? Neste

Arquipélago onde se sabe que o passado

já não se repete e o Futuro, por

vezes, parece um vazio. No entanto,

esse Futuro, que podemos moldar, já

acontece amanhã… >

António Castro

Professor e Escritor

8

saber | NOVEMbro | 2018


MARCAS ICONICAS

É

a revista

feminina

de

moda mais importante,

conceituada

e influente do

mundo publica-se

desde 1892. Arthur

Baldwin Turnure e

Harry McVickar foram

os fundadores da revista

que começou como um pequeno

folhetim de moda de 30 páginas.

A história da Vogue começou a

mudar em 1909, quando foi adquirida

pelo grupo Condé Nast Publications,

que de um modo visionário,

tornou a revista o ponto de partida

de um império editorial internacional.

A primeira edição sob o comando

do novo proprietário foi lançada no dia

24 de junho, e mostrava, entre outras

coisas, os vestidos usados pelas mulheres

mais ricas dos Estados Unidos.

A publicação, além de se tornar

mensal, teve seu conteúdo

reformulado para torná-la mais

atraente. Com a Vogue, a moda

transforma-se em “objeto de desejo”

e “sonho de consumo” para

as mulheres. A revista começaria a

ganhar status de “Bíblia da Moda”

na década de 1960 começaria Diana

Vreeland, a sua primeira editora-chefe

mas foi com a americana Anna Wintour,

a partir de 1988, que a Vogue se

torna um ícone da moda até hoje. Anna

Wintour, a atual editora-chefe transformou

radicalmente a publicação tornando-a

a mais conceituada e importante

publicação de moda

atual. Sob o seu

comando, estilistas

e modelos tornam-

-se celebridades

mundiais. Anna foi

também responsável

pelo lançamento

de vários novos produtos

segmentados, como

a versão online, a inovadora

Teen Vogue, a Men’s Vogue e a Vogue

Living. A revista é publicada mensalmente

em mais de 22 países, incluindo

Portugal, com trabalhos de estilistas,

escritores, fotógrafos e designers dentro

de uma perspectiva sofisticada do

mundo da moda, da beleza e da cultura

pop. Tem uma circulação mensal mundial

estimada em 2 milhões de exemplares.


Dulcina Branco

Fonte/Fotos: Wikipédia, www.vogue.pt

saber | NOVEMBro | 2018

9


OPINIÃO

O Mal Menor

Querem-nos convencer da

inevitabilidade de escolhermos

o mal menor

como oposição a um mal maior.

Querem-nos convencer de que já

não há um bem maior ao qual nos

possamos associar. Querem-nos

convencer que os fins justificam

os meios. Querem-nos convencer

que a mediocridade em que estamos

atolados é uma inevitabilidade

apenas estancável com a escolha

do menos mau. O bem maior

deixou de fazer parte da equação.

Mas eu resisto! Custa-me

aceitar todas essas inevitabilidades.

Custa-me tolerar a pequena e

a grande corrupção como se fosse

o mal menor que nos possibilita

viver em sociedade. Não espero

lençóis brancos e imaculados,

a imperfeição, o erro, o engano,

fazem parte da nossa natureza.

Mas também faz parte dela querer

melhor, tendo como horizonte

uma visão pristina. Ter como horizonte

a esperança. Se nos confor-

Querem-nos convencer

que a mediocridade em

que estamos atolados

é uma inevitabilidade

apenas estancável

com a escolha do

menos mau. O bem

maior deixou de fazer

parte da equação. Mas

eu resisto! Custa-me

aceitar todas essas

inevitabilidades.

mamos ao mal menor. Se nos resguardamos

na mediocridade, com

medo do mal maior. Se já não há

uma centelha acesa por um bem

maior que nos sirva de orientação,

então o que nos resta? A humanidade

é claustrofóbica. A humanidade

precisa de horizontes amplos.

A humanidade desumaniza-se

quando enclausurada. A humanidade

desorienta-se e torna-se irracional

quando lhe falta a clarividência

que só algo maior lhe pode

dar. São muitas os exemplos da

nossa história recente em que nos

conduzimos a nos próprios para o

abismo. São muitos os exemplos

de obscurantismo no caminho que

temos trilhado. Tenhamos memória

deles. Saibamos não repetir

essas pisadas. Vivemos momentos

perigosos que se vão entranhando

em nós através da aceitação do

mal menor. Depois das euforias

dos inícios de século e de milénio,

abate-se sobre nós a típica desilusão

pelos sonhos anunciados não

se estarem a cumprir. Ao gorar de

expetativas elevadas seguem-se os

medos, as culpas, os dedos acusadores,

as turbas cegas. Segue-se a

aceitação de meios menos próprios

para atingir fins, muitas vezes ilusórios,

que desejamos. Segue-se a

desesperança por um bem maior,

o medo do mal maior e a aceitação

do mal menor. Seguem-se os

perigos que pululam nos retrocessos

civilizacionais. Segue-se a queda

no obscurantismo. Mas não nos

podemos resignar a este caminho.

Precisamos de luz à nossa frente.

Precisamos de um horizonte de

esperança. Precisamos de um bem

maior pelo qual orientar a nossa

vida. Não vos estou a falar de predestinados

nem de causas utópicas.

Estou a falar de uma sociedade

evoluída, que respeita as diferenças,

que saiba viver com elas, que

não esteja fechada pelo medo, que

seja feliz. Não parece difícil, mas

é talvez o maior desafio de sempre

da humanidade. >

Hélder Spínola

Biólogo/Professor Universitário

10 saber | NOVEMbro | 2018


OS NOSSOS AUTORES

Esta história de início de carreira,

talvez possa esclarecer e mudar a

opinião dos leitores mais cépticos,

a perceberem o quão ainda é difícil

ser-se professor no nosso país.

País este, onde a educação ainda

está muito longe de uma prioridade

e onde as ferramentas e metodologias

de que os professores dispõem,

são ainda muito rudimentares.

Anabela

Machado

In “Memórias do Recôndito –

Diário de uma Educadora de

Infância”

Teve posfácio do ex-secretário

regional de Educação,

Francisco Fernandes, o livro

‘Memórias do Recôndito – Diário de

uma Educadora de Infância’ lançado

pela editora O Liberal e dedicado,

segundo a autora, «a todos os docentes

do país». “Muito em particular a todos

quantos acreditam no seu trabalho e se

lançam ao desafio com amor, fé e perseverança,

tornando exequíveis e estimulantes

todos os seus projetos”. A

obra relata a primeira experiência de

Anabela Machado como docente, em

1992, no norte da ilha, numa escola da

Fajã do Penedo (Boaventura), quando

tinha apenas 21 anos e aqui chegou

sozinha proveniente da sua cidade

natal, Bragança. Um livro recheado

de situações caricatas e episódios

de uma vida com contrariedades que

não esperava encontrar mas em que

procura transmitir «uma mensagem

de esperança a todos os docentes, para

que não desistam, já que é precisamente

com as vicissitudes da vida que nós

crescemos como pessoas». Anabela

das Graças Machado concluiu na sua

cidade natal, o bacharelato em Educação

de Infância. No mesmo ano, iniciou

funções na Madeira, na EB12/PE

da Fajã do Penedo, freguesia da Boaventura,

concelho de São Vicente. Frequentou

a licenciatura em Ciências de

Educação na Universidade da Madeira,

que concluiu em 2002. Encabeçou

a equipa dos Núcleos Infantis na

Direção Regional de Educação. Colaborou

no Programa de Produção de

Conteúdos Multimédia para a Educação

do Pré-Escolar na equipa EDU-

LE (Educar Línguas Estrangeiras) .

Colaborou no Programa de produção

de Conteúdos Multimédia para a educação

pré-escolar, no qual foi concretizado

o CD-Rom do Cão e do Gato.

Concluiu em setembro de 2010, uma

pós-graduação em “Gestão de Conflitos”

numa parceria de Direção Regional

de Educação e da Universidade de

Cádiz. É autora e ilustradora de diversos

livros infantis, como por exemplo:

“A bolinha mágica”, “A magia dos

opostos”, ilustradora da capa do livro

infantil “O Vendedor de Sonhos” de

António Barroso Cruz e do livro infantil

“Estrelinhas de A a Z” do mesmo

autor. Ilustrou ainda o livro infanto-

-juvenil “As duas chaves” da autoria

de Armando Correia. ✪

“A D. Isaurinha, percebendo

a minha hesitação,

veio em meu auxílio,

explicando-me que eram

batatas. - Ah! Batatas! - Não

pude deixar de exclamar.

Perguntei-lhes se havia por

perto para comprar alguns

alimentos para me manter

nos meus primeiros dias

pela Fajã do Penedo. E, foi

aí que conheci a D. Lisete,

dona daquele espaço

comercial e também ela professora

lá da escola.

Anabela Machado

In “Memórias do Recôndito

– Diário de uma Educadora

de Infância”

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: O.L.C

saber | NOVEMBRo | 2018 11


OPINIÃO

A importância da Meditação

Num mundo acelerado,

onde as horas escapam-

-nos de uma forma veloz,

existe uma necessidade cada vez

maior de parar, serenar e aquietar

os pensamentos, que turbulentos e

ansiosos continuamente pululam

no cérebro. Enquanto num passado,

que já se vai tornando distante,

a vida decorria sossegadamente

ao sabor dos dias, no presente

essa vida tornou-se apressada e

as horas tornaram-se curtas para

o todo que há a fazer em pouco

tempo. O corrupio estende-se também

às crianças. Antes as crianças

tinham espaço para brincadeiras

calmas e espontâneas, no quintal

da sua casa ou na rua onde moravam.

Hoje, com um mundo muito

impetuoso, conectado aos mais

variados estímulos, as suas vidas

transformaram-se numa roda-

-viva, que quase não lhes permite

apreciar momentos de paz e silêncio.

Hoje os momentos de quietude

escasseiam, pois as atividades são

muitas para as tais horas do dia

que se encurtam, e as crianças precisam

de se deter e aceder à tranquilidade,

para que tenham qualidade

de vida. As pausas são de um

valor imprescindível para maximizar

as capacidades do nosso cérebro,

daí que os momentos que dedi-

As pausas são de um

valor imprescindível

para maximizar as

capacidades do nosso

cérebro, daí que,

os momentos que

dedicamos à meditação

sirvam para regenerar,

sossegar e fazer com

que os pensamentos se

acalmem e nos ajudem

a ancorar no aqui e

agora, permitindo um

maior relaxamento e

predisposição para a

aprendizagem.

camos à meditação sirvam para

regenerar, sossegar e fazer com que

os pensamentos se acalmem e nos

ajudem a ancorar no aqui e agora,

permitindo um maior relaxamento

e predisposição para a aprendizagem.

Quando praticada de uma

forma habitual, a meditação traz

benefícios às crianças, pois permite

esbater o stress, suavizar a ansiedade,

melhorar o sono e diminuir a

agressividade. Possibilita também

um relaxamento físico e mental,

melhora a concentração e ajuda a

lidar com as emoções, nomeadamente

de frustração, medo e irritação.

Além de todos estes benefícios

a meditação também permite que

as crianças entrem em contacto

com elas próprias, mais focadas no

seu interior proporcionando assim

um bem-estar. Segundo testemunhos

de alguns alunos, os quais desfrutam

de um momento de meditação

e relaxamento nas aulas de

biblioteca e clube da minha escola,

quando meditam sentem-se mais

calmos, mais confortáveis, conseguem

navegar na sua imaginação,

além de se focarem na música relaxante

que ouvem e tranquilizarem

os seus pensamentos. Uma criança

disse ainda que quando se sentia

mais agitada ficava mais calma

depois da meditação e relaxamento.

No ano letivo transato foi

implementado um projeto “Aventura

de Ser”, na EB1/PE com Creche

da Nazaré, pela Educadora

Margarida Fazendeiro, com o objetivo

de incutir nas crianças o hábito

de meditar e relaxar, e consequentemente

poderem usufruir dos

benefícios da meditação na escola.

É um projeto que proporciona

um momento de meditação guiada

no qual as crianças são orientadas

para o seu interior, trabalhando o

Ser como um todo, permitindo-lhes

descobrir melhor os seus interesses,

aprender a viver o momento presente,

assim como melhorar a sua

autoestima através de técnicas de

concentração, meditação e relaxamento,

que as tornam mais empáticas

entre si e bem como com os

adultos. Segundo o projeto, a relevância

desta atividade prende-se

com a aprendizagem de autodisciplina,

saber respeitar os momentos

de interiorização, gerir o stress

emocional, libertar a criatividade

e atingir a paz interior. Segundo

dados científicos a meditação tem

uma grande influência positiva no

crescimento da criança, por isso é

imperativo fomentar projetos desta

natureza nas escolas para ajudar as

crianças no seu percurso de desenvolvimento.

>

Isabel Fagundes

Exerce funções numa escola

do Funchal

12

saber | NOVEMbro | 2018


O Blogue de...

Os Naturais

Se em todas as profissões

há quem trabalhe bem

e quem trabalhe (para

ser simpático) menos bem, os factores

que determinam esta diferença

de atitude (ou postura) são

comuns a quase todas as áreas. E

nas áreas artísticas nota-se mais

porque é tudo muito mais visceral,

tudo muito mais “ligado à terra”.

Tenham em atenção que falo de

artistas e não técnicos de música,

escultura, pintura, cinema, representação,

etc. Na nossa vida deparamo-nos

com situações que nos

levam a comentar “este não nasceu

para isto ou para aquilo” ou “vê-se

mesmo que ela nasceu para isto”.

Semânticas e maldadezinhas à

parte, esta coisa do “nascer para”

existe mesmo. Gosto de chamar à

malta que nasceu para fosse o que

fosse “Os Naturais”. Atenção: não

são os “especiais” nem “os melhores

que os outros”. São apenas...

os naturais. Ser natural significa

que a aptidão para esta ou aquela

área, tarefa ou conjunto de tarefas,

lhe está no sangue. Nasceu com a

Miguel Pires

Músico

miguelpyres.blogspot.pt (Mr. Nice Guy)

Foto: Internet.

pessoa. Ela tem jeito ou queda para

aquilo. Perguntam-me vocês: qual

é a vantagem de ser um natural?

À partida... Um pequenino avanço

sobre os normais que têm de estudar

e praticar tudo o que fazem

na vida. De resto, mais nada!

Podem ter a inteligência relativa

de ir fazendo uma gestão da sua

vida profissional com base naquilo

que Deus (ou a genética) lhes

deu de presente... Ou podem ter a

inteligência extrema de aprimorar

o dom natural que já têm: através

de estudo, prática, vivências e

direccionando a sua atenção para

melhorar todos os dias... Preocupando-se

sempre em não vender

a alma... Mas isto já dava assunto

para mais 5000 caracteres. E

desvantagens? Bom, tambem há!

A naturalidade vem normalmente

acompanhada de alguma disfuncionalidade

a outros níveis. Que, ou é

acompanhada, percebida, acolhida

e aceite por quem está oor perto,

ou então... Haverá alturas em que

o horizonte é negro! A pior desvantagem

ainda é o escrutínio constante

de que os naturais são alvo! Ou

porque não tiveram que queimar

pestanas para saberem fazer tudo

o que fazem, ou porque para eles é

ligeiramente mais fácil... Ou pura

e simplesmente porque há-de sempre

haver normais que dizem “Deus

dá nozes a quem não tem dentes”.

E permitam-me esclarecer: a diferença

entre um natural desleixado

e um normal aplicado é enorme

e visível. Mas a diferença entre

um natural e um normal igualmente

aplicados é muito ténue, não

são todos que descobrem e depende

do que se está à procura. Mas

está lá. E e perceptível tanto a um

como a outro. Para mim a situação

ideal é aquela que junta os naturais

que aprimoram o dom que receberam

com os normais que desenvolveram

a técnica, praticaram-na e

evoluiram de tal forma que aquilo

para eles se tornou... Natural. Ser

natural não desculpa mediocridade.

Mas merece pelos menos o mesmo

respeito que se tem por todas as

outras pessoas do Mundo! Beijos &

Abraços, MP. ✪

saber | NOVEMbro | 2018 13


A

necessitamos. Não só receber mas

D E

Amor

Fábio Carvalho . . . de A a Z

MADEIRA

A base da vida humana, todos

sobretudo dar.

Amigos

Poucos, mas de preferência bons.

Detesto ‘ajuntamentos’, muita

falsidade e confusão.

F

O melhor e mais importante meio

A B

de comunicação entre os humanos.

I J

Arte

K

Animais de Estimação

Não os tenho. Mas a ter, teria de dar

os cuidados básicos, igual a um

ser humano, saúde, alimentação e

A B C

educação.

F G

Casamento

M

Para já não. Não digo nunca pois não

A B

sei o futuro.

P Q

D M NE

B F G C H D

Tem apenas 30 anos mas experiência relevante na área da Moda. Depois de

se licenciar em Design pela Universidade da Madeira, apresentou ao público

em 2009, no Funchal, a sua primeira coleção de roupa. Participou em diversos

eventos de moda e fez novos desfiles, até ao dia em que decidiu sair da

Madeira e ir viver para o Reino Unido, onde se encontra atualmente a residir.

O ‘fashion designer’ não tem estado, no entanto, afastado do meio da moda;

está a celebrar 10 anos de carreira e tem novos projetos na manga os quais

espera vir a apresentar na Madeira. Natural do Funchal - aqui nasceu no dia

18 de Março de 1988 - adora cozinhar e partilhar com os amigos um bom

vinho português. É um gosto conhecer um pouco mais de Fábio Carvalho neste

A a Z.

Bebidas

Fortes, bem fortes. Não nego um bom

vinho, (tinto, branco, até mesmo um

bom vinho seco).

Brinquedos

Todos precisamos, sejamos adultos

ou crianças.

Beijo

Sempre e a toda a hora.

Curiosidade

Matou o gato, e por acaso o cão

também.

Cores

Há uns anos, com mais 50 kg em

cima, direita preto, preto e preto agora

basicamente é tudo menos preto.

M N O

Há uns anos comecei a acreditar em

F

Acredito e acompanha-me sempre.

G

Deus

G H I

Dulcina Branco

Fotos: Arquivo de Fábio Carvalho.

milagres e percebi que o que nos

acontece supostamente de mau,

torna-se em algo mesmo bom.

Decoração

Adoro, tudo no lugar, limpinho e bem

bonitinho mas sobretudo funcional.

Doces

Ainda são a minha perdição, muito

mais controlada, mas se me puserem

à frente nunca nego.

Erros

Muitos, imensos e… Já disse

muitos?.

Estilo

Tenho o meu próprio estilo, alternativo e

muito dependente dos meus humores e

paciência para encarar o mundo.

Emoção

Emoções à flor-da-pele, muito emotivo e

explosivo. Qualquer coisa que não me calhe

bem, fujam que vem bomba.

Família

Para ser honesto, grande parte da família

fica linda em retrato de parede.

Filme

Todo género de cinema português.

Adoro os enredos, actores e

valorizo imenso as ideias que nos

querem mostrar.

Futebol

Meu grande Futebol Clube do Porto. E a

Seleção Portuguesa, claro.

Flores

Adoro! Flores é cor, vida, cheiro.

Ginástica

Isso é alguma marca nova de gin?.

Gula

Um dos sete pecados mortais

que às vezes ainda cometo, bem

raro agora mas de vez em quando

ainda acontece.


MuitasḞ

C

M

D

U N V

H I J

J K L

Música

Sempre. A toda a hora.

Q R S

F L D

G H E

I J

X Y Z

I J

Qualidades

O K W L P X

Ostentação

D E

I J K

Vitória

O P Q R

A B C D E

Não sou de marcas. Uma marca não

passa duma simples ‘assinatura’

W X Y Z

Humildade

Devia ser a base de todo ser humano,

ninguém é mais que ninguém.

Marcas

O P Q

Humor

Sempre, às vezes bem

E

que nos nossos dias não significa

qualidade, durabilidade ou design.

Rádio

Só no carro.

negro. Por mais mentes que

A vida é bela e, como já a minha avó

percebam.

Referências

dizia, “para quem sabe viver nela”.

Mania

No que toca a moda,

Viagem

sempre tive como referência

Moda

Uma de cada vez.

Alexander MC Queen. A sua

Vício

marca continuou após o

seu estilo o seu gosto pessoal;

Felizmente, não os tenho, aliás, tenho.

suicídio mas não é a mesma Tudo o que se torna desnecessário

pessoalmente não sigo

coisa.

pode ser considerado um vício. No meu

tendências, tento criá-las.

caso, comprar roupa, vestir bem e

sempre diferente - o meu estilo.

M N O P Q

Notícias

Xenofobia

Frescas pela manhã, de

Detesto, aliás, no Reino Unido é

preferência.

considerado crime.

Xadrez

Cada um com a sua. Tenho algumas.

T U

Cada um faz a sua moda, o

M

O P

Sexo

R S

Sempre que possível. É essencial ao

I J K

bem estar físico e mental.

I

A

J

B C D

K

Voltar à moda e dar a Volta

J V

F G

K W

H I

Televisão

L M N O P

Peixes.

Q R S

T W

Zoologia

racional, a espécie humana, precisa

Por opção, não tenho. Não me

Z

Todos os dias uma nova vitória. Uma

grande guerra é ganha por diversas

fases/batalhas. Um dia de cada vez,

uma vitória a cada dia.

Objectivos

Hummm, bolo... Saudades. O próximo a

Imensos, alguns já os ando a

fazer anos que se acuse.

T U V W X

concretizar, outros mudaram, e outros

ainda estou a percorrer o longo

caminho para os realizar.

Felizmente, não sou de ostentar grandes

Ilha

coisas. Prefiro ostentar felicidade. Signo

Santorini. Adoro a ilha da Madeira, é a minha

casa, o meu lar mas adoro Santorini.

Ódio

Motivo de degradação do mundo actual. Sonho

Internet

O ser humano está a se autodestruir.

Cada vez mais indispensável.

Um meio de comunicação

muito forte, um grande meio de

obtenção de conhecimentos.

Justiça

A justiça dos homens está cada vez

pior, não existe mais, mas confio na

justiça divina.

ao Mundo.

acrescenta nada.

P

QAcho que a espécie animal dita

Telemóvel

Sempre comigo e sempre em uso,

daí as minhas queixas constantes

devidos às fracas baterias.

X Y

Zde ser mais objecto de estudo que

Livro

Não sou de ler, aliás, não sou devorador

de livros, mas confesso que o livro

“Pensageiro Frequente”, de Mia Couto,

marcou-me imenso.

Lua

Perfumes

Todos os dias. Infelizmente, muita

gente ainda não os descobriu.

Presentes

Todos nós gostamos. Presentes, além de

bens materiais, não passam de gestos.

Trabalho

Não é para fazer, é para ir

fazendo…

P T Q U R V WS

Como o copo: bem cheia.

Política

Acho que nisto a minha opinião nunca

mudará, enquanto o povo for burro,

burro e burro. Todos têm uma arma

poderosíssima que é o voto.

Utopia

Um mundo justo, onde tivéssemos

todos as mesmas oportunidades,

começasse tudo do zero com todos

por igual.

Vida

tudo o resto. Os valores perderam-se,

está tudo trocado. Anda tudo louco.

Zelo

Às vezes em excesso.

saber | NOVEMBRO | 2018 15


MADEIRA

Maestro João Victor Costa

(1939 – 2018)

Especializou-se no

Canto e na Composição

e teve uma brilhante

carreira internacional

como tenor dramático

em diversas óperas –

cantou, por exemplo,

no palco do famoso

Teatro Alla Scalla, de

Milão. Criou coros,

muitas canções

eruditas e peças

musicais. Com o poeta

Ornelas Teixeira, criou

o ‘Hino da Madeira’

que a Assembleia

Legislativa Regional da

Madeira instaurou pelo

Decreto Regional

n.º 11/80/M. O cair do

pano aconteceu no dia

25 de outubro de 2018,

tinha o maestro João

Victor Costa 79 anos.

Dulcina Branco

Fontes/Fotos: Revista Saber Madeira,

Esteireiro, Paulo (2008). “João Victor

Costa”. In 50 Histórias de Músicos

na Madeira. Funchal: Associação de

Amigos do Gabinete Coordenador de

Educação Artística; mag.sapo.pt,

recursosartisticos.madeira.gov.pt,

Wikipédia e RTP/M.

Em agosto de 2013, numa

entrevista para a Revista

Saber Madeira, então conduzida

por Natália Faria, o maestro

Victor Costa contava como

tinha começado na música, «o meu

pai era cantor de igreja, o meu

irmão também cantava na igreja

do Estreito (o maestro era natural

da freguesia do Estreito de Câmara

de Lobos). É uma vocação de família.

O meu pai tinha uma voz linda...».

Nomeava pessoas que foram

referências na sua formação musical,

«na minha vida há uma pessoa

que é importante e que é o senhor

João Hermogenes de Barros que

foi o pai dos músicos de Câmara

de Lobos.» E, no fim, justificava:

«não sou melhor do que os outros

mas se estudei mais é natural que

saiba mais.». Na verdade, havia de

terminar o curso do Conservatório

com 18 valores e ser logo convidado

para professor de Canto no

Conservatório de Música de Lisboa,

convite que declinou por considerar

que «acabado o curso, tinha

que aprender como é que se canta

para o público e desenvolver a

voz e só depois é que eu me atrevia

a orientar as músicas». O Maestro

João Victor Costa haveria de

fazer um brilhante percurso internacional

- fez carreira internacional

como tenor dramático - a partir da

Madeira. Cedo começou a aprender

música, primeiro no Seminário Diocesano

e, posteriormente, na Academia

de Música, Línguas e Belas-

-Artes da Madeira, onde concluiu

o curso superior de Canto. Após a

conclusão dos estudos na Madeira,

foi viver para a cidade alemã Munique;

ali estudou, durante três anos,

na Escola Superior de Música de

Munique, com o auxílio de uma bolsa

de estudos da Fundação Calouste

Gulbenkian. Especializou-se em

Canto e seguiu-se um período de

atuações como cantor, durante as

décadas de 1960, 1970 e 1980 na

Alemanha, Checoslováquia, Áustria,

Israel, Itália e Holanda, tendo

realizado vários contratos efetivos

em teatros. No Teatro Estatal da

Ópera de Augsburgo, foi tenor principal

do repertório italiano. Atuou

em teatros como artista convidado;

cantou no famoso Teatro alla Scalla

de Milão. Durante o período em

que se dedicou ao canto, representou

papéis em algumas das óperas

mais importantes do circuito internacional,

como: Il Trovatore de Verdi,

La Bohème, Manon Lescaut e Il

Tabarro de Puccini e Os Palhaços,

de Mascagni. Em 1966, estava em

Portugal onde recebeu o 3.º Prémio

16

saber | NOVEMBRO | 2018


do concurso nacional de Canto, com

uma Menção Honrosa. Entre tantas

outras coisas... «Só depois tudo

é que eu soube cantar» disse naquela

entrevista à Saber Madeira, em

2013. O Hino da Madeira. Ornelas

Teixeira escreveu e Victor Costa

compôs este que é um dos símbolos

oficiais da Região Autónoma

da Madeira, juntamente com a bandeira,

o brasão e o selo: o hino. A

história do hino da RAM começou

em 1980, ano em que o Governo

Regional abriu um concurso público

para a sua criação; após um processo

de seleção, a escolha recaiu

sobre uma letra da autoria do poeta

Ornelas Teixeira. A versão original

da letra de Ornelas Teixeira foi

posteriormente alterada por Victor

Costa com o objetivo de tornar a

letra “musicável”. Findo o processo

de adaptação da letra, João Victor

Costa compôs dois hinos com o

objetivo de proporcionar à Assembleia

Legislativa Regional a possibilidade

de escolher entre duas

alternativas; após a audição dos

dois hinos, a Assembleia escolheu o

atual hino e aprovou-o oficialmente

no Decreto Regional n.º 11/80/M,

em 15 de Julho de 1980. O maestro

haveria de criar outros hinos ao

longo da sua carreira; ao todo, criou

16 hinos para diversas instituições.

Teve profícua atividade como cria-

dor musical. Criou nove coros e

mais de 100 canções eruditas. Em

16 de outubro de 2011 foi alvo de

louvor público por parte da Câmara

Municipal de Câmara de Lobos.

Em novembro de 2016, a Câmara

Municipal do Funchal promoveu

uma iniciativa em sua homenagem

que constou de uma exposição sobre

o seu “legado musical”, com vários

registos da sua carreira, um espetáculo

e o descerramento de uma placa

no átrio do Teatro Municipal Baltazar

Dias. O Governo Regional da

Madeira homenageou-o em 2015

com uma placa com o seu nome no

Conservatório de Música. E, naquela

entrevista de 2013, à pergunta

sobre como gostaria de ser recordado,

despedia-se assim: «Mas eu não

morro. Tenho muita obra feita». >

‘Hino da Madeira’

I

Do vale à montanha e do mar

à serra,

Teu povo humilde, estoico e

valente

Entre a rocha dura te lavrou

a terra,

Para lançar, do pão, a semente:

II

Herói do trabalho na montanha

agreste,

Que se fez ao mar em vagas

procelosas:

Os louros da vitória, em tuas

mãos calosas

Foram a herança que a teus

filhos deste.

CORO

Por esse Mundo além

Madeira teu nome continua

Em teus filhos saudosos

Que além fronteiras

De ti se mostram orgulhosos.

Por esse Mundo além,

Madeira, honraremos tua

História

Na senda do trabalho

Nós lutaremos

Alcançaremos

Teu bem-estar e glória.

saber | NOVEMBRO| 2018 17


SAÚDE

Terapia Ocupacional é mais do

que reabilitar pessoas - Parte I

Carla Duarte

(Terapeuta Ocupacional,

a exercer a sua profissão

na Direção Regional de

Educação).

É

Habilitar, Ensinar, Educar,

Formar, Acreditar, Promover

a Autonomia da Pessoa,

Incluí-la na Sociedade e Fazê-

-la feliz. Cada vez mais a Terapia

Ocupacional tem sido relevante em

Portugal relativamente a sua atuação

em ambientes de desempenho,

diversificando as suas abordagens,

colaborando no apoio à pessoa, às

famílias e à comunidade, na prestação

de serviços inovadores às escolas,

aos lares, aos centros de inserção

social, aos hospitais e às organizações.

A intervenção do Terapeuta

Ocupacional centra-se, maioritariamente,

em atividades que promovam

a saúde e o desempenho funcional,

em ensino de estratégias de autogestão,

adaptação aos materiais e em

modificações do ambiente, de modo,

promover a acessibilidade, a participação,

o envolvimento e a autonomia

de todos os indivíduos. Os Terapeutas

Ocupacionais dirigem as suas

intervenções em diferentes contextos

de abordagem, por exemplo, adaptam

as necessidades do indivíduo à

sua realidade e atua na prevenção;

intervêm na neurorreabilitação física

e cognitiva; concebem programas

de neurorreabilitação com recurso

a Realidade Virtual; concebem programas

de estimulação multissensorial;

intervêm nalgumas atividades

de enriquecimento curricular, de

modo a criar soluções e estratégias

que venham facilitar o desempenho

ocupacional dos mesmos; promovem

ações de sensibilização à comunidade,

dinamizam ações de formação

adaptada aos jovens; intervêm com

uma variedade de populações com

dificuldades em aceder ou a envolver-se

em ocupações saudáveis, tais

como pobreza, sem-abrigo ou discriminação;

aconselham na adaptação

de espaços de modo a proporcionar

aos indivíduos uma melhor identificação

dos ambientes; recomendam

orientações aos assistentes operacionais

no atendimento a crianças

e jovens com alterações neurológicas;

experienciam um conjunto

de possíveis soluções para garantir

a eficácia no desempenho do indivíduo,

em soluções arquitetónicas e na

seleção dos produtos de apoio; concebem

programas de integração socioprofissional;

ensinam aos docentes a

utilizar estratégias sensoriais reguladoras;

aconselham as famílias e as

equipas de uma instituição ou serviço

no estabelecimento de rotinas das

atividades de vida diária e de lazer

para crianças/jovens/adultos com

dificuldades no desempenho eficiente.

(continua na próxima edição). ✪

Autora do artigo: Carla Duarte

carlaluzirao@gmail.com

18 saber | NOVEmbro | 2018


NUTRIÇÃO

Novembro: o

mês da culinária

saudável

Alison Karina

de Jesus

Nutricionista (2874N)

No mês de novembro, dia

8, celebramos o Dia

Mundial da Alimentação

e Cozinha Saudáveis. A dieta mediterrânica

é, sem dúvida, um excelente

exemplo de harmonia entre a

saúde e o equilíbrio ambiental. Este

tipo de alimentação é promotor da

diversidade no consumo de alimentos

e técnicas culinárias saudáveis.

Para além disso, incentiva a utilização

de alimentos locais e sazonais,

o que permite diminuir os custos

energéticos, de tempo, embalagem

e transporte inerentes à importação

de alimentos e estimula, ainda,

a moderação no consumo alimentar,

o que possibilita o combate

do desperdício alimentar. O

extraordinário valor da dieta mediterrânica

foi realçado pela primeira

vez pelo americano Ancel Keys (que

carinhosamente viria a ser conhecido

pelo apelido de “Mr Cholesterol”),

que foi um reconhecido especialista

na área da nutrição humana.

O interesse de Keys pela alimentação

mediterrânica nasce na década

de 50, quando visitava a Grécia,

Itália e Espanha para tentar perceber

a razão que levava estes países

a terem tão reduzida incidência

de doença coronária. E quais

foram as conclusões dos seus estudos?

Ele observou que havia uma

estreita relação entre o consumo

de gorduras e a incidência de doença

coronária, sendo que esta doença

era tanto mais frequente quanto

mais elevado fosse o consumo

de gordura. Porém, verificou que

havia uma exceção nos povos da

bacia do Mediterrâneo que, apesar

de terem um elevado consumo

de gordura, sofriam de poucos

enfartes do miocárdio. E qual era

essa exceção? Era o tipo de gordura

consumida que, no Mediterrâneo,

era sobretudo gordura insaturada

(proveniente do azeite). Keys

demonstrou experimentalmente que

os níveis lipídicos plasmáticos e a

pressão arterial, por exemplo, eram

largamente modificáveis por alterações

alimentares simples em termos

de composição, qualidade e

quantidade, e da atividade física, o

que contribuiu para que a comunidade

científica considerasse que a

modificação destes comportamentos

é fundamental para prevenir as

principais doenças, como as doenças

cardiovasculares e a diabetes,

daí os vários organismos de saúde

recomendarem essas mesmas alterações.

Porque o padrão alimentar

mediterrânico promove benefícios?

Para este efeito protetor contribui,

muito provavelmente a relação

entre os diversos nutrimentos

e outros comportamentos relacionados

com o estilo de vida, tais

como a prática de atividade física,

apoio e partilha entre os membros

da comunidade, atribuição do tempo

necessário para as refeições e o

adequado período de descanso. Em

relação à culinária esta caracteriza-se

pela sua simplicidade e pela

utilização de ervas aromáticas, que

têm compostos benéficos para nós

sendo que ao mesmo tempo substitui

a utilização do sal, um dos grandes

vilões da nossa alimentação.

Portanto, dado que vivemos numa

“era de modas”, vamos colocar a

dieta mediterrânica na moda. ✪

facebook.com/nutricionalmentebem

instagram: @nutricionalmentebem

email: alisonkjesusnutricionista@gmail.com

Foto: Internet.

saber | NOVEMBRO | 2018

19


Fotografia Subaquática Madeira

Artur Silva

Fotógrafo/ Mergulhador

Uma expedição àAs ilhas

Selvagens – Parte II

(…) Por enquanto, o “ecossistema

marinho costeiro das

ilhas Selvagens encontra-se

saudável”, segundo um comunicado

divulgado sobre as expedições.

Ainda assim, a pesca ilegal e a pesca

de grandes pelágicos, como o

atum, nas zonas limítrofes à área

da Reserva Marinha das ilhas Selvagens

são ameaças a esta riqueza

natural. “A expedição identificou

muitas espécies com interesse

comercial ou de conservação nos

ambientes marinhos costeiros, bem

como no oceano profundo, à volta

das ilhas Selvagens. No entanto,

estes ambientes e espécies não se

encontram atualmente protegidos.”

Por isso, os investigadores defendem

a expansão da área marinha

protegida das Selvagens para permitir

a protecção a espécies como

baleias, golfinhos, atuns, espadartes,

tubarões e muitas aves marinhas,

como a cagarra que aqui tem

a maior colónia do mundo. Segundo

os cientistas, “com esta proteção

adicional ficam salvaguardadas as

rotas de migração destas espécies

pelágicas, bem como os ambientes

do oceano profundo. Com uma

reserva marinha de grandes dimensões

na região, melhoram-se também

os stocks pesqueiros, beneficiando-se

assim a atividade da pesca

nas áreas envolventes à reserva.”

Os especialistas defendem ainda

o aumento das áreas marinhas

protegidas na Madeira para que o

ecossistema recupere. “A Reserva

Natural das Selvagens poderá servir

como exemplo sobre como proteger

um dos últimos redutos selvagens

do planeta antes que seja

demasiado tarde.” ✪

Dulcina Branco

Fonte: Wilder (beachcam.meo.pt/newsroom).

Fotos: Artur Silva

20

saber | NOVEMbro | 2018


saber | NOVEMbro | 2018 21


Fotografia Subaquática Madeira

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saber | NOVEMbro | 2018


saber | NOVEMbro | 2018 23


BEM-ESTAR

Sara de Freitas

Terapeuta Holística

O que é a Aromaterapia?

Texto/Foto: Sara de Freitas

Terapeuta Holística

sarapdfa@hotmail.com

A

Aromaterapia é uma

terapia complementar

que nasceu na França

nas primeiras décadas do século

passado e que consiste na utilização

de óleos essenciais com a finalidade

de equilibrar a saúde física,

mental e emocional, ajudando

a promover o bem-estar geral do

ser humano. O tratamento é feito

através do cheiro com óleos essenciais

que são produtos 100% puros

e naturais, extraídos das plantas,

sementes, folhas, flores, frutos,

resinas, raízes e cascas. As

essências, não tem poder curativo,

porem têm um caráter terapêutico,

porque os produtos utilizados

são naturais e ao serem inalados,

atuam na parte do sistema nervoso,

responsável pelo nosso estado

emocional, permitindo ativar o

metabolismo, transformando positivamente

o nosso estado de espírito

e regulando as funções orgânicas

do corpo. Podemos usá-las em

tratamentos vibracionais e emocionais,

durante o banho, em perfumes,

incensos, sabonetes, spray’s,

aromatizadores, massagens, cremes

ou loções, etc., sempre respeitando

a dosagem certa e o método

indicado para cada uso. É importante

distinguir um óleo essencial

de um óleo sintético. Ambos são

produtos diferentes. O óleo essencial

é natural, livre de substancias

como: parabeno, propileno, corantes

artificiais e raramente causa

reacções alérgicas. A essência

sintética é artificial porque é produzida

por laboratório. E por não

possuir os princípios ativos dos

óleos, as essências só perfumam o

ambiente e não oferecem nenhum

outro benefício terapêutico, podendo

provocar no uso contínuo, mal

estar como dores de cabeça, náuseas

ou tonturas. Sendo assim, na

hora de adquirir óleos essenciais,

é importante que verifique diversos

indicadores. Nos óleos essênciais,

cada essência tem a sua função

específica. Cito apenas algumas:

Canela: Ajuda a controlar a

agressividade, regulariza o apetite,

aumenta a autoconfiança, o amor

próprio, reequilibra o organismo,

pode ser usado como afrodisíaco

e promove a protecção e sabedoria.

Arruda: Ajuda a eliminar

as energias negativas e afasta as

vibrações das doenças, da angustia.

É indicado para pessoas que

sentem medos inexplicáveis. Alivia

a dor de cabeça. Cedro: Purifica o

ambiente, proporciona força física,

estimula a sensualidade e atrai paz

e harmonia. É ótimo para afastar

o medo e a insegurança, é próprio

para concentração, combate a

tristeza e dá energia. Cânfora: limpeza

energética, melhora o equilíbrio

psicológico, dilata os alvéolos

pulmonares, facilitando os processos

de desintoxicação. Erva Doce

(Funcho): É considerada a essência

da longevidade, transmite força,

coragem, confiança, fertilidade,

amor. Laranja: Boa sorte, felicidade

e prosperidade. Sálvia: Relaxamento

profundo. Ajuda a melhorar

a auto estima, elimina o egoísmo,

a insegurança e o stress. ✪

24 saber | NOVEmbro | 2018


AMBIENTE

Reduzir os impactes ambientais das

embalagens farmacêuticas

Texto: Cristina Pinto, Assessora de

Imprensa Universidade de Coimbra,

Faculdade de Ciências e Tecnologia.

Foto: Fausto Freire, do Centro para a

Ecologia Industrial da FCTUC.

A

aposta no ecodesign permitiria

à indústria farmacêutica

reduzir até cinco vezes

os impactes ambientais do ciclo de

vida das embalagens de medicamentos,

indicam os primeiros resultados de

um estudo pioneiro em curso na Faculdade

de Ciências e Tecnologia da Universidade

de Coimbra (FCTUC). Intitulado

“Avaliação de Ciclo de Vida e

Ecodesign de Embalagens de Medicamentos”,

o projeto pretende avaliar os

impactes ambientais de ciclo de vida

deste tipo de embalagens, com o objetivo

de sensibilizar a indústria farmacêutica

para a importância de introduzir

o ecodesign, que incorpora os aspetos

ambientais no design dos produtos.

Para tal, a equipa liderada por Fausto

Freire, do Centro para a Ecologia

Industrial da FCTUC, tem vindo a avaliar

diferentes tipos de embalagens farmacêuticas

- blister, frasco e saqueta,

com diferentes combinações de materiais

- para identificar quais pontos críticos

e propor as melhores alternativas

de ecodesign. Dos vários exemplares já

analisados, observou-se «uma variação

significativa de volume das embalagens

comercializadas em Portugal

para o mesmo medicamento e elementos

supérfluos como excesso de material.

Ao avaliarmos o ciclo de vida e o

ecodesign, verificámos que há potencial

para reduzir até cinco vezes os impactes

ambientais associados ao ciclo de

vida das embalagens», assinala Fausto

Freire. Além disso, acrescenta o docente

do Departamento de Engenharia

Mecânica da FCTUC, «se a indústria

farmacêutica apostar na melhoria do

desempenho ambiental do ciclo de vida

das embalagens de medicamentos,

nomeadamente na redução de volume

e materiais utilizados nas embalagens,

nos processos de produção, transporte,

e valorização de resíduos, terá também

benefícios económicos.» O estudo,

que deverá estar concluído no próximo

ano, é financiado pela VALOR-

MED, Sociedade Gestora de Resíduos

de Embalagens e Medicamentos e

enquadra-se no âmbito do seu Plano de

I&D 2016-2020. Para o diretor-geral

da entidade gestora, Luís Figueiredo,

«apesar da indústria farmacêutica

ter tido sempre grandes preocupações

para com as questões ambientais,

concretamente em relação ao tipo de

materiais utilizados no fabrico dos seus

produtos, muito terá ainda a fazer no

que respeita a este assunto.» A avaliação

do ciclo de vida e ecodesign permite

calcular o desempenho ambiental de

um produto, desde a extração de matérias-primas,

produção e utilização de

bens e serviços até à gestão dos resíduos

daí resultantes, promovendo um

equilíbrio entre as necessidades ecológicas

e económicas, através da conceção

adequada dos produtos, e uma

Economia Circular. >

saber | NOVEMbro | 2018 25


PUBLIREPORTAGEM

Arte Urbana leva Rua dos Tanoeiros

às suas origens

Texto/Fotos:

Câmara Municipal do Funchal.

O

Presidente da Câmara

Municipal do Funchal, Paulo

Cafôfo, inaugurou na

Rua dos Tanoeiros uma intervenção de

arte urbana que promete ser um grande

chamariz para este que é um dos

arruamentos históricos da Baixa da

cidade. A iniciativa, denominada “Adote

Uma Loja”, consistiu na instalação,

em 16 lojas da rua, de trabalhos artísticos

tendo por base pipas, que foram

desenvolvidos por artistas regionais

ou residentes na Madeira. A Câmara

Municipal do Funchal lançou, para o

efeito, um desafio a diferentes artistas

para “adotar” um estabelecimento e

entrar em contacto com a história e as

26

saber | NOVEmbro | 2018


motivações do espaço e dos seus comerciantes

e proprietários. “Cada obra de

arte conta, assim, a história destas pessoas,

destas lojas e, ao fim e ao cabo,

desta rua historicamente conhecida

pela arte de fazer pipas, partindo sempre

dessa matriz identitária comum,

que é a tanoaria”, explicou Paulo Cafôfo.

Este é mais um projeto que decorre

do Programa Municipal de Revitalização

do Comércio e o Presidente reforçou

que “o comércio tradicional deve

ser preservado e valorizado, não apenas

pelas suas funções económicas e

sociais, mas também pelo seu significado

histórico, como referencial do nosso

património imaterial e da nossa memória

e identidade coletiva.”. O Presidente

enalteceu que “para além de democratizar

o acesso à cultura e valorizar os

artistas, este tipo de iniciativas vai tornar

a rua mais atraente, e comercial e

turisticamente mais atrativa, pelo que é

um exemplo de como a cultura e a arte

podem promover a dinamização económica.”


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saber | NOVEmbro | 2018 27


António Cruz

acruz.funchal@abreu.pt

Texto e fotos

António Cruz escreve de acordo

com a antiga ortografia.

Situado na região de Bagan, local da Birmânia onde se

concentram milhares de pequenos templos, estupas e

pagodes, o Pagode Shwezigon é dos mais belos, imponentes

e impressionantes que já visitei. É o maior templo das

1 2

Composto por pequeninos templos que à entrada do complexo me acolhem,

os passos silenciosos dos fiéis vão e vêm numa rotina e entrega espiritual

a Buda, murmurando-se preces, fazendo-se vénias, entregando alma

e esperanças a quem supostamente por elas zela.

Os pequenos templos e santuários, como é próprio deste tipo de complexos

religiosos que levam nome de Pagode, erguem-se resolutamente em

volta da imponente estupa dourada que me faz erguer ao céu azul os meus

olhos cobiçosos de maravilhas.

3 4

Os recantos sombreados, os contrastes de luz e cor, são uma constante

quando o sol vai alto e os passos se fazem mais apressados no chão quente,

ou mais vagarosos quando a sombra alcatifa os lugares onde os passos

assentam.

Alguns dos espaços de oração são perfeitos em concepção. Seja pelas

cores com que foram pensados, seja pelos silêncios que imperam e recolhem

as palavras dos fiéis, seja pela simplicidade das imagens, ou pelo despojamento

do espaço em si mesmo.

28

saber | NOVEmbro | 2018


edondezas e uma referência religiosa dos locais e dos

que de fora vêm para o visitar e entregar as suas orações

e oferendas a Buda.

viajar

com saber

5 6

Para onde quer que olhe deparo-me com mais um templo, um pequeno

santuário, uma sombra que refresca o meu olhar, uma mensagem ao deus

que por aqui recebe gentes de todas as latitudes. Uma paz imensa e que me

abraça de forma suave e altruísta.

E a beleza de tudo faz-se também das normalidades do quotidiano.

Por fundo a estupa dourada concluída em 1102 d.C.. Em primeiro plano a

vendedeira de vegetais e leguminosas que passa leve e ligeira por dentro do

seu dia-a-dia que por aqui se faz no desenrolar do seu negócio.

7

Um desenho dourado que se recorta contra a profundidade imensa do um céu que se mostra por inteiro e sorridente para com os que o olham e lhe

sorriem de volta. Porque lugares como este não haverá muitos. Mágico, fascinante, quase idílico de espiritualidade e requinte arquitectónico.

saber | NOVEmbro | 2018 29


Cinema

Género:

Terror

Data de estreia:

Novembro de 2018

Título Original:

Halloween

Realizador:

David Gordon Green

Actores:

Jamie Lee Curtis, Judy Greer, Andi

Matichak, James Jude Courtney

Classificação:

M/18

País:

Estados Unidos

Ano:

2018

Duração (minutos):

109 min

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: cinecartaz.publico.pt/Filme

Halloween

Sinopse:

Jamie Lee Curtis volta a

encarnar Laurie Strode, a

personagem que, em 1978,

representou em “Halloween, O

Regresso do Mal”, filme de culto

de John Carpenter. Laurie sobreviveu

à terrível noite de 31 de Outubro,

quando foi selvaticamente atacada

por Michael Myers, um “serial

killer” com perturbações mentais.

Agora, quatro décadas passadas

sobre esse evento, pressente – e quase

deseja – que ele escape do hospital

psiquiátrico onde tem vivido.

Ao longo do tempo, Laurie fez tudo

o que esteve ao seu alcance para se

preparar para um possível reencontro

com o homem que quase a assassinou.

Ela sabe que apenas a morte

de um deles poderá terminar o pesadelo

onde ele a tem mantido durante

todos estes anos… Uma história de

terror realizada por David Gordon

Green (“Prince Avalanche”, “Joe”,

“O Senhor Manglehorn”, “Stronger

- A Força de Viver”), segundo um

argumento escrito por si, Jeff Fradley

e Danny McBride. Décimo primeiro

filme da série, “Halloween”

segue os eventos do original, sem

considerar as acções das sequelas.

Apesar de não ocupar a cadeira de

realizador, John Carpenter assume

aqui o triplo papel de compositor,

produtor executivo e consultor criativo.

Fonte: Público. >

30

saber |NOVEMBRO| 2018


TECNOLOGIA

Análise ao Huawei Mate 20 Pro:

o melhor smartphone de 2018

Texto/Fotos: www.maistecnologia.

com

A

Huawei “meteu toda a carne

no assador” e lançou o

que podemos considerar

como o melhor smartphone de 2018

disponível no nosso mercado (…).

Conta com tecnologia inovadora e

única. São muito poucos os defeitos

que encontramos neste equipamento,

sendo que, se não olharmos ao preço,

em termos de inovação e tecnologia,

sem dúvida que é do melhor que há.

Não há como não ficarmos impressionados

assim que pegamos no equipamento,

pois estamos presentes um

excelente design. A Cor Twilight é,

sem qualquer dúvida, a que se destaca

neste equipamento (…) é um crime

se utilizar uma capa que esconda o

design deste equipamento. A Huawei

decidiu fazer um “All In” neste produto

e colocou tudo o que há de bom

no segmento móvel atualmente.

Temos um ecrã AMOLED com resolução

3120x1440p e com um tamanho

de 6,39 polegadas, mas em termos

do tamanho do equipamento tem poucos

milímetros a mais que o Huawei

Mate 10 Pro. O processamento deste

equipamento está entregue ao mais

recente Kirin 980, o processador mais

potente da Huawei e segundo os testes

de desempenho divulgados, conseguem

ser superiores a toda a concorrência,

sendo que estão bem acompanhados

por 6GB de RAM e a GPU

Mali-G72 MP12. Em tecnologias

inovadoras, o grande destaque é um

sensor de impressões digitais embutido

no ecrã, o que permite desbloquear

o smartphone apenas colocando

o dedo no ecrã. Outra das inovações

utilizadas é o desbloqueio facial

3D, que permite aumentar a segurança

do equipamento. (…) Igualmente

impressionante é o carregamento

rápido de 40W por cabo, que é o mais

rápido do mercado. Também inova

no carregamento sem fios, oferecendo

carregamento sem fios até 15W,

também o mais rápido do mercado,

bem como o Wireless Reverse que

permite carregar outros smartphones

com esta tecnologia. As câmaras

também estão um nível acima da concorrência,

permitindo uma qualidade

nunca antes vista num smartphone.

Este Mate 20 Pro vale todos os euros

dados por ele, pois tem uma qualidade

que não será em breve atingível

pelos seus concorrentes. ✪

saber | NOVEMbro | 2018 31


MAKEOVER

Sem filtros

Na objetiva de André Gonçalves

Mary Carfora

Produção/Fotos: Mary de Carfora

e André Gonçalves.

Mary Correia

de Carfora

Maquilhadora Profissional

Olá. Este mês, convido-vos a

conhecer o André Gonçalves,

de quem são as fotos

que ilustram esta rubrica. Então é

assim: “O André Gonçalves é um

amante de arte nas mais variadas formas,

assumidamente lunático, excêntrico

e bizarro. Desde muito cedo descobriu

o seu gosto pelo imaginário

obscuro e foi a partir daí que criou

a sua identidade. Apaixonado por

atmosferas sombrias e melancólicas,

retrata emoções do interior de uma

mente distorcida e caótica. André

sempre foi fascinado pelo poder da

narrativa de cada imagem. Gosta de

gerar emoções capazes de levar os

seus apreciadores a – enquanto observam

a obra – parar no tempo, hipnotizados

e em suspenso enquanto fazem

uma viagem pela sua mente. A música

tem um papel importante na sua vida

e consequentemente, na sua obra fotográfica.

Assim, muitos dos seus trabalhos

estão intitulados segundo versos

de músicas. Cada um dos seus trabalhos

é, de certa forma, uma autobiografia

onde são retratados o seu imaginário,

as suas paixões e obsessões. A

expressão facial toma um papel central

na sua obra e ainda se rege pelo

cliché de que “os olhos são o espelho

Facebook Carfora Mary Makeup

da alma”. O seu foco de interesse não

é mostrar a beleza como um fenómeno

principal, mas dar preferência

à expressão como um todo, expressão

e alma unidas. Já viu os seus trabalhos

publicados em várias revistas

nacionais e internacionais. Já integrou

várias exposições fora do país

– em Paris e Itália inclusive. A Ilha

da Madeira é palco para algumas das

suas exposições mais frequentes, uma

vez que é aqui a reside. Recentemente

foi convidado para decorar o Sé Boutique

Hotel com a sua obra fotográfica,

hotel que conta com a Gallery 53

onde é curador”. Obrigado, André!. ✪

32

saber | NOVEMbro | 2018


saber | Setembro | 2018 33


DICAS DE MODA

Terracota

Terracota é um dos

tons mais interessantes

e especial

que regressa ao nosso vestuário

no outuno/inverno.

Os tons de terracota, castanhos,

estão inseridos numa

paleta de cores sóbrias

que, no entanto, combinam

e dão vida aos dias mais

amenos. Juntamente com

o tecido xadrez em tons

de castanhos e cinza, é um

reavivar de clássicos num

look moderno. Com estes

tecidos de qualidade, o

conforto predomina dentro

do estilo casual wear.

Texto

Facebook

Manequim

Makeup

Cabelo

Foto

Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista

(914110291)

www.luciasousa.com

LUCIA SOUSA-Fashion

Designer estilista

Monica Pereira

Monica Pereira

Pacs-Paulo Silva

D.R. (direitos reservados)

34

saber | novembro | 2018


saber | novembro | 2018 35


MOTORES

Novidades do mercado automóvel

para 2019

Com o setor automóvel a

voltar aos bons resultados

em termos de vendas, os

lançamentos sucedem-se. Se

está a pensar trocar de carro

e a ideia é adquirir um carro

novinho em folha, conheça

algumas das novidades do

mundo automóvel que vale a

pena conhecer e, se possível,

adquirir já no próximo ano.

Opel Astra recebe motores

prontos a cumprir normas de

emissões de 2019. Agora integrada

no grupo PSA, também

a Opel acelera o passo

para ficar em conformidade

com a norma Euro 6d-TEMP,

que apenas entra em vigor em

2019. O Opel Astra é o primeiro

a receber os atualizados

motores.

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: www.kbb.pt

Volvo anunciou que a partir de 2019 todos os novos modelos da

marca terão apenas motores elétricos ou híbridos. O anúncio marca

o fim da era dos automóveis propulsionados apenas por um motor

de combustão. A mudança anunciada faz parte dos planos da Volvo

para vender um total de 1 milhão de automóveis eletrificados em

2025.

Toyota redefiniu estratégias para o modelo que vai discutir posições

no segmento C (familiares compactos) e decidiu abandonar a designação

Auris, adotada em 2010. A partir do próximo ano está de regresso

a nível mundial o Corolla, identificação histórica na marca japonesa

e responsável por uma carreira de grande sucesso. O novo Corolla

vai estar disponível em três configurações distintas de carroçaria.

Renault Clio chega “carregado” com tecnologia diferenciadora.

Quando chegar ao mercado, o novo Clio

será um dos modelos tecnologicamente mais avançados

do segmento B. A Renault procurará assim diferenciar

o seu best-seller dos concorrentes e contrariar a crescente

popularidade dos SUVs. A 5ª geração Renault

Clio combinará um exterior refinado com um habitáculo

totalmente redesenhado e estará dotada com funcionalidades

de condução autónoma.

36

saber | NOVEMBRO | 2018


Fiat 500X é o primeiro carro da Fiat com os novos

motores 1.0 e 1.3 turbo. A reestilização do SUV

compacto Fiat 500X foi apresentada e começa a ser

comercializada em 2019. É o primeiro carro da Fiat a

utilizar a nova linha de motores turbo, que estreou no

Jeep Renegade 2019.

Peugeot 508 SW iniciará a sua comercialização em

janeiro de 2019. Baseada na plataforma EMP2 do

Grupo PSA, que permitiu a redução do peso, a nova

carrinha francesa mede 4,78 metros de comprimento,

apenas mais 3 cm do que a berlina de que deriva e

menos 5 cm do que a sua antecessora. À semelhança

da nova berlina Peugeot 508, a SW conta com a mais

recente interpretação do i-Cockpit, como a nova geração

de motores da marca: a gasolina, os PureTech 180

cv EAT8 (caixa automática) e PureTech 225 cv EAT8;

na gama Diesel, quatro opções BlueHDi com potências

entre os 130 e os 180 cv.

Porsche Taycan prometido para meados do próximo ano,

o desportivo com propulsão 100% elétrica, que até agora a

Porsche designava como Mission E, chamar-se-á Taycan. O

nome escolhido, numa tradução livre avançada pelo fabricante

significa “cavalo jovem e alegre”, numa colagem à

imagem do animal que figura no centro do escudo da marca

alemã desde 1952. Tecnicamente, o destaque vai para

os dois motores síncronos com uma potência superior a

440 kW (600 cv), a autorizarem 0 a 100 km/h em menos

de 3,5 segundos. Isto com uma autonomia máxima anunciada

de 500 km. O elétrico da Porsche irá posicionar-se

entre o Cayenne e o Panamera.

Jaguar XE SV Project 8 chega ao mercado como o automóvel

de estrada mais potente, ágil e com melhor desempenho

já produzido pela Jaguar. Um desportivo com construção

manual e artesanal, apenas ao alcance de alguns

afortunados (o preço de venda arranca nos 232.400 €; é a

segunda Edição de Colecionador Jaguar da Special Vehicles,

depois do F-Type Project 7 de 2014), equipado com

um motor V8 5.0 a gasolina, sobrealimentado, de 600 cv.

Acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e atinge uma

velocidade máxima de 320 km/h, números conseguidos

também à custa de várias modificações na estrutura de

alumínio leve do XE.

saber | NOVEMBRO | 2018 37


BLOGGER

Tendências outono-inverno

Texto

Jorge Luz

Fotos

Pedro Ferraz

Modelos

Alzira Ribeiro e Lina Maria

Jorge Luz

www.facebook.com/jorgeluz83/

Cada vez mais, minhas amigas, a

diferença de estampados entre verão

e inverno é reduzido. Enquanto que,

no verão encontramos cores predominantemente

mais fortes, no inverno

continuam a predominar os tons

mais escuros; no entanto, os monocromáticos

não vieram para “vencer”

como é costume nas estações

mais frias, logo, poderá encontrar

uma enorme diversidade de estampados

nesta estação. Mantêm-se

os estampados florais e também os

estampados geométricos bem referenciados

pelas linhas verticais que,

como venho desde sempre a referir,

favorecem todas as senhoras. O animal

print escusado será dizer que

é o estampado de eleição por todo

o mundo fora. As passerelle internacionais

têm revelado uma grande

predominância desse estampado

e ao qual todas as senhoras se

têm rendido. Os ‘maxi-dress’ que

eram algum comum e quase exclusivo

do verão, encontramo-lo novamente

e em grande força neste inverno.

Poderá usar com bons acessórios

e ficam perfeitamente conjugados

com uns botins ou botas de camurça.

Isto evidência e reforça que o Boho

Chic continua a ser o estilo que mais

se caracteriza nos últimos tempos.

Espero que gostem das sugestões!

Esperem novidades na próxima edição.

Obrigado pelo carinho. ✪

38

saber | novemBRO | 2018


saber | novemBRO | 2018 39


DANÇA / MÚSICA

DANcE / MuSIc

1993

2018

A ASSOCIAÇÃO AMIGOS

DO CONSERVATÓRIO DE

MÚSICA DA MADEIRA

APRESENTA:

MADEIRA PIANOFEST 2018

3, 4, 7, 10 & 11 NOVEMBRO

TeaTro Municipal BalTazar Dias

Direção artística: robert andres

em colaboração com a câmara

Municipal do Funchal

apoio: Direção regional da

cultura

THE ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA

DA MADEIRA PRESENTS:

MADEIRA PIANOFEST 2018

NOVEMBER 3, 4, 7, 10 & 11

Baltazar Dias Municipal theatre

artistic Manager: robert andres

in association with Funchal town hall

sponsored by: Direção regional da

cultura

DOMINGO 4 NOVEMBRO | 18h00

XIN WANG & FlORIAN

KOlTuN (AlEMANhA)

recital de piano a quatro mãos

obras de Mozart, Brahms,

schubert e rossini

SUNDAY, NOVEMBER 4 | 6:00PM

XIN WANg & FlORIAN KOlTuN

(gERMANy)

piano recital four hands

compositions by Mozart, Brahms,

schubert and rossini

SÁBADO 10 NOVEMBRO | 18h00

MARCO SOllINI &

SAlVATORE BARBATANO

(ITÁlIA)

recital de piano a quatro mãos e

dois pianos

obras de Tchaikovsky e

rimski-Korsakov

SATURDAY, NOVEMBER 10 | 6:00PM

MARcO SOllINI & SAlVATORE

BARBATANO (ITAly)

piano recital four hands and two

pianos

compositions by tchaikovsky and

rimski-Korsakov

SÁBADO 3 NOVEMBRO | 18h00

YuRI DIDENKO (RÚSSIA)

recital de piano

obras de rachmaninov,

Tchaikovsky

SATURDAY, NOVEMBER 3| 6:00PM

yuRI DIDENKO (RuSSIA)

piano recital

compositions by rachmaninov,

tchaikovsky

QuARTA 7 NOVEMBRO | 18h00

VASCO DANTAS ROChA

(PORTuGAl)

recital de piano

obras de J. s. Bach, Beethoven e

Mussorgsky

WEDNESDAY, NOVEMBER 7 | 6:00PM

VAScO DANTAS ROcHA

(PORTugAl)

piano recital

compositions by J. s. Bach,

Beethoven and Mussorgsky

DOMINGO 11 NOVEMBRO | 18h00

PETER DONOhOE

(INGlATERRA)

recital de piano

obras de Mozart, schubert,

Debussy, scriabin e Messiaen

SUNDAY, NOVEMBER 11 | 6:00PM

PETER DONOHOE (ENglAND)

piano recital

compositions by Mozart, schubert,

Debussy, scriabin and Messiaen

2

40

saber | NOVEMbrO | 2018


III FESTIVAl INTERNACIONAl

DE BANDOlINS DA MADEIRA

30 NOVEMBRO A 1 DEZEMBRO

TeaTro Municipal BalTazar Dias

SEXTA 30 NOVEMBRO

33.º ENCONTRO REGIONAl DE TuNAS E

ORQuESTRAS DA MADEIRA | 18h00

Mike Marshall e caterina lichtenberg | 21h00

“MADEIRA JAZZ

COlECTIVE”

QuINTA 8 NOVEMBRO | 21h00

TeaTro Municipal BalTazar Dias

Trompete: alexandre andrade

saxofone tenor: nelson sousa

Trombone: pedro pinto

guitarra: Filipe de Freitas

piano: Jorge Borges

contrabaixo: ricardo Dias

Bateria: Jorge Maggiore

“MADEIRA JAZZ cOlEcTIVE”

THURSDAY, NOVEMBER 8 | 9:00PM

Baltazar Dias Municipal theatre

trumpet: alexandre andrade

saxophone tenor: nelson sousa

trombone: pedro pinto

guitar: Filipe de Freitas

piano: Jorge Borges

Double Bass: ricardo Dias

percussion: Jorge Maggiore

“ElAS E O JAZZ”

SEXTA 9 NOVEMBRO | 21h00

TeaTro Municipal BalTazar Dias

voz: Marta Hugon e Mariana

norton

voz e arranjo: Joana Machado

Bateria: andré sousa Machado

contrabaixo: romeu Tristão

piano: João pedro coelho

“THEy AND JAZZ”

FRIDAY, NOVEMBER 9 |9:00PM

Baltazar Dias Municipal theatre

vocals: Marta hugon and Mariana

norton

vocals and musical arrangement:

Joana Machado

percussion: andré sousa Machado

Double Bass: romeu tristão

piano: João pedro coelho

A DIREÇÃO DE SERVIÇOS DE EDuCAÇÃO ARTíSTICA

E MulTIMÉDIA (DSEAM) APRESENTA:

DIAS 18, 23 E 25 NOVEMBRO

THE DIREÇÃO DE SERVIÇOS DE EDucAÇÃO ARTÍSTIcA E

MulTIMÉDIA (DSEAM) PRESENTS:

NOVEMBER 18, 23 & 25

“A MODERN PERSPECTIVE”

17 & 18 NOVEMBRO

TeaTro Municipal BalTazar Dias

“Quorum Ballet” companhia de

dança contemporânea.

coreografia e conceito: Daniel

cardoso

SABADO 17 NOVEMBRO | 21h00

DOMINGO 18 NOVEMBRO | 18h00

“A MODERN PERSPEcTIVE”

NOVEMBER 17 & 18

Baltazar Dias Municipal theatre

“Quorum Ballet” contemporary

Dance company.

choreography and concept:: Daniel

cardoso

SATURDAY, NOVEMBER 17 | 9:00PM

SUNDAY, NOVEMBER 18 | 6:00PM

SÁBADO 1 DEZEMBRO

33.º ENCONTRO REGIONAl DE TuNAS E

ORQuESTRAS DA MADEIRA | 17h00

Dorina Frati e piera Dadomo | 20h00

Quintetto anedda | 21h00

3 RD MADEIRA MANDOlIN FESTIVAl

NOVEMBER 30 TO DECEMBER 1

Baltazar Dias Municipal theatre

FRIDAY, NOVEMBER 30

33 RD REgIONAl FESTIVAl OF TuNAS AND

ORcHESTRAS FROM MADEIRA | 6:00PM

Mike Marshall & caterina lichtenberg | 9:00pM

SATURDAY, DECEMBER 1

33 RD REgIONAl FESTIVAl OF TuNAS AND

ORcHESTRAS FROM MADEIRA | 5:00PM

Dorita Frati & piera Dadomo | 8:00pM

Quintetto anedda | 9:00pM

TEATRO

THEATRE

Note: the following plays are held in portuguese language.

DOMINGO 18 NOVEMBRO | 11h30

CORO INFANTIl (ANIVERSÁRIO DO CORO)

igreJa Do colégio, FuncHal

SUNDAY, NOVEMBER 18 | 11:30AM

cHIlDREN’S cHOIR (cHOIR’S ANNIVERSARy)

church OF saint JOhn, the evangelist (cOlégiO), Funchal

SEXTA 23 NOVEMBRO | 21h00

ORQuESTRA DE BANDOlINS “SONS DE ADEGA”

insTiTuTo Do vinHo Da MaDeira, FuncHal

FRIDAY, NOVEMBER 23 | 9:00PM

MANDOlIN ORcHESTRA “SONS DA ADEgA”

MaDeira Wine institute, Funchal

DOMINGO 25 NOVEMBRO | 17h00

ENSEMBlE DE ACORDEõES COM A PARTICIPAÇÃO DO

CORO DO CuRRAl DAS FREIRAS

cenTro cívico Do curral Das Freiras, câMara De loBos

SUNDAY, NOVEMBER 25 | 5:00PM

ENSEMBlE OF AccORDIONS TOgETHER WITH THE cHOIR OF

cuRRAl DAS FREIRAS

centrO cívicO DO curral Das Freiras, câMara De lOBOs

5

“VAlA COMuM”

SEXTA 23 NOVEMBRO | 21h00

TeaTro Municipal BalTazar Dias

Direção artística e interpretação: andresa soares.

criação, interpretação e dramaturgia: andresa

soares, Bruno Humberto, João Ferro Martins.

produção: “Máquina agradável”

Tudo começa com a imagem de um espaço vazio

– espaço de cena sem cena, sem atores ou objetos e

a ideia de uma plateia cheia de gente. Da contraposição

desse espaço cheio com o espaço vazio resulta

a necessidade de projeção, de imaginação, a migração

de ideias de cá para lá. Despejamo-nos então

sobre a vala de cena, a nossa vala comum.

M/12

7

“VAlA cOMuM”

FRIDAY, NOVEMBER 23 |9:00PM

Baltazar Dias Municipal theatre

artistic Management and interpretation by: andresa

soares.

creation, interpretation and dramaturgy: andresa

soares, Bruno humberto, João Ferro Martins.

production: “Máquina agradável”

it all begins with the image of an empty place – a scene

place without a scenery, without actors or objects and the

idea of a very big audience. counterpointing these two

realities, results the need of projecting, of imagination,

the back and forward of ideas. We then pour ourselves

over the scene ditch, our common ditch.

children over 12

saber | NOVEMbrO | 2018 41


OuTROS EVENTOS

OTHER EVENTS

“TROVAS & CANÇõES

- ACTORES, POETAS E

CANTORES”

SEXTA 9 NOVEMBRO | 21h30

MuDas.Museu De arTe conTeMporânea Da MaDeira.

“Trovas & canções - actores, poetas e cantores”,

é uma homenagem à língua, à cultura portuguesa

e ao povo português que, junta em palco duas gerações

de atores, ruy de carvalho e João de carvalho,

rodeados de quatro outros maravilhosos intérpretes

da música e da canção.

este espetáculo pretende recordar uma mão

cheia de poemas, que tornaram famosas algumas

das grandes canções da música portuguesa. serão

lembrados autores como pedro Homem de Mello,

José luís gordo, sem esquecer zeca afonso, adriano

correia de oliveira, Moniz pereira, ary dos santos,

Manuel alegre, Florbela espanca e José luís Tinoco.

num ambiente de grande proximidade com o

público, que certamente irá acompanhar os temas,

por força das mil vezes em que foram cantados

pelos palcos de portugal. este projeto homenageia

ainda três grandes nomes da nossa literatura,

gil vicente, luís vaz de camões e Manuel Maria

Barbosa du Bocage.

uma proposta da câmara Municipal da calheta

que o MuDas.Museu acolhe no seu auditório no

próximo dia 9 de novembro pelas 21h30.

Informações e reservas: mudas@madeira.gov.pt / 291 820 900

“TROVAS & CANÇÕES

- ACTORES, POETAS E

CANTORES”

FRIDAY, NOVEMBER 9 | 09:30 PM

MuDas.MuseuM OF cOnteMpOrary art OF MaDeira.

“trovas & canções - actores, poetas e cantores” is a

tribute to portuguese language, culture and also to the

portuguese people. this project brings together two generations

of actors, ruy de carvalho and João de carvalho,

surrounded by other four wonderful interpreters and

musicians.

this show aims to reminiscence a handful of poems,

which have made famous some of the greatest songs of

portuguese music. authors and poets like pedro homem

de Mello, José luís gordo, zeca afonso, adriano correia

de Oliveira, Moniz pereira, ary dos santos, Manuel alegre,

Florbela espanca and José luís tinoco will be brought

to the remembrance. in an atmosphere of great proximity

to the public, which will certainly accompany the

themes, has they have been heard and sund a thousand

times before through the stages of portugal. this project

also honors three great names of our literature, gil

vicente, luís vaz de camões and Manuel Maria Barbosa

du Bocage.

a proposal of the Municipality of calheta that MuDas.

Museum welcomes in its auditorium on november 9th at

9:30 p.m.

Information and reservations by telephone 291 820 900 or by e-mail:

mudas@madeira.gov.pt

10

“MADEIRA A CANTAR” 2018-2019

“Madeira a cantar” é um concurso de voz/ interpretação

musical que decorrerá entre julho de 2018

e abril de 2019.

os interessados deverão proceder à sua candidatura

enviando a ficha de inscrição devidamente

preenchida e acompanhada por um áudio, com a

voz do candidato, a cantar um tema à sua escolha

(não serão aceites temas inéditos), por email para o

endereço madeiraacantar@gmail.com, ou entregue

em formato digital (pen) na Direção regional da

cultura, à rua dos Ferreiros n.º 165, Funchal.

De entre as candidaturas serão selecionados 10

concorrentes por eliminatória/concelho, os concorrentes

selecionados deverão cantar ao vivo

em playback instrumental, sendo que, no final

do espetáculo será apurado um vencedor que irá

representar o seu concelho na grande Final, que

terá lugar a 27 abril de 2019, no Funchal.

as candidaturas decorrerão até o dia anunciado

para cada um dos concelhos, até as 23h59.

eliminatórias:

CÂMARA DE lOBOS – 10 DE NOVEMBRO DE 2018

CAlhETA – 24 DE NOVEMBRO DE 2018

13

“MADEIRA A cANTAR” 2018-2019

“Madeira a cantar” it’s a contest musical voice / performance

competition, which will run from July 2018 to

april 2019.

those interested should submit their application by

sending the application form duly completed and accompanied

by an audio, with the candidate’s voice, to sing a

theme of their choice (not accepted originals) by email

to the address madeiraacantar@gmail.com, or delivered

in digital format (pen) at the regional Directorate of

culture, rua dos Ferreiros, 165 - Funchal.

From among the candidates will be selected 10 contestants

per round / county, the selected contestants

should sing live in instrumental playback, and at the end

of the show will be determined a winner who will represent

his county in the grand Final, which will take place

on 27 april 2019, in Funchal.

registration for the participants will run until the day

announced for each of the counties, until 11:59 pm.

rounds:

CâMARA DE LOBOS – NOVEMBER 10, 2018

CALHETA – NOVEMBER 24, 2018

42

saber | NOVEMbrO | 2018


AGENDA CULTURAL

“MElANCOlIA”

ATÉ 10 NOVEMBRO

MuDas.Museu De arTe conTeMporânea Da MaDeira | galeria

Dos prazeres

De Hélder Folgado

a exposição “Melancolia” é projeto de parceria

entre o MuDas.Museu de arte contemporânea da

Madeira e a galeria dos prazeres. esta mostra constitui-se

como a primeira exposição individual deste

artista plástico na região e resulta de uma residência

artística que teve lugar no MuDas.Museu

durante os meses de junho e julho no âmbito do projeto

MuDas.HoTsummer.

galeria do MuDas.Museu de arte contemporânea

- aberto de terça a sábado | 10h00 às 12h30 e das

14h00 às 17h00.

galeria dos prazeres - aberto aos sábados, domingos

e feriados | 10h00 às 13h00 e das 14h00 às

18h00

“MElANcHOly”

UNTIL NOVEMBER 10

gallery OF MuDas.MuseuM OF cOnteMpOrary art | galeria DOs

prazeres

By hélder Folgado.

Opening of the exhibition “Melancholy” by hélder

Folgado, project of partnership between the MuDas.

Museum of contemporary art of Madeira and the galeria

dos prazeres. this show constitutes the first individual

exhibition of this artist in the region and is the result of

an artistic residence that took place in MuDas.Museum

during the months of June and July with the MuDas.

hOtsummer and will have simultaneous opening in both

cultural spaces.

“ODETTE DE SAINT-

MAuRICE: 1918-1993”

ATÉ 30 NOVEMBRO

sala De leiTura geral Do arQuivo

regional e BiBlioTeca púBlica Da

MaDeira (aBM)

o aBM assinala o centenário

do nascimento da autora

portuguesa, especializada em

literatura juvenil e aclamada

pela crítica nas décadas de 50, 60

e 70 do século xx.

15

“ODETTE DE SAINT-MAuRIcE:

1918-1993”

UNTIL NOVEMBER 30

regiOnal archive anD puBlic liBrary OF

MaDeira (aBM) – reaDing rOOM

the aBM celebrates the centenary

of the birth of the portuguese

author, specialized in juvenile literature

and much-admired by the

critics in the 50s, 60s and 70s of the

20 th century.

“MEMÓRIAS DA ESCOlA PRIMÁRIA DO

CONCElhO DE SANTA CRuZ”

ATÉ 30 NOVEMBRO

casa Da culTura De sanTa cruz - QuinTa Do revoreDo

esta mostra tem como primeiro objetivo identificar

e localizar as escolas primárias do concelho

de santa cruz, ilustrando-as com recurso a documentos,

registos fotográficos e registos orais. Deste

modo a recolha de materiais proporcionou um

estudo mais abrangente de contextualização no

espaço e no tempo e uma melhor compreensão dos

fatores que motivaram e condicionaram a localização

das escolas ao longo do tempo neste território.

“MEMORIES OF THE PRIMARy ScHOOl OF

SANTA cRuZ”

UNTIL NOVEMBER 30

casa Da cultura De santa cruz - Quinta DO revOreDO

the major purpose of this exhibition is to identify

and locate the primary schools of the Municipality of

santa cruz, demonstrating them using documents, photography

records and verbal testimonies. this way, the

gathering of these materials has allowed a wider study of

contextualization in place and time and a better understanding

of the reasons which motivated and limited the

location of the schools over time in this municipality.

“QuATRO VOOS NO TEMPO”

16 NOVEMBRO A 19 JANEIRO 2019

galeria resTocK - arMazéM Do MercaDo

coletiva de sílvia Marta, alzira Maltez, lúcia

Francisco e Magda nunes.

Quatro caminhos traçados em que as crenças e as

memórias marcaram de modo

diferente a vida de quatro pessoas. em comum

têm o tempo, ou a falta dele.

uma caminhada para a fé, ou serão sementes de

fé que levam a acreditar que existe algo mais para

além do que nós vemos? um mundo e um tempo

invisível das moléculas, das células.

rua do Hospital velho, 28 – Funchal

SEGuNDA A SEXTA DAS 11h00 ÀS 17h00

SÁBADO DAS 11h00 ÀS 14h00

“QuATRO VOOS NO TEMPO”

NOVEMBER 16 TO JANUARY 19, 2019

galeria restOcK - arMazéM DO MercaDO

collective display by sílvia Marta, alzira Maltez, lúcia

Francisco and Magda nunes.

Four paths outlined in which beliefs and memories

manifest differently in the lives of four people. in common,

they have time, or the lack of it.

a pathway towards faith, or just seeds of faith which

lead to the belief that there is more than we can see? a

world and an invisible time of molecules, of cells.

rua do hospital velho, 28 – Funchal

MONDAY TO FRIDAY, FROM 11:00AM TO 5:00PM

SATURDAY FROM 11:00AM TO 2:00PM

21

“SAlOBROS AFETOS”

17 NOVEMBRO A 2 FEVEREIRO 2019

galeria Do MuDas.Museu De arTe conTeMporânea Da

MaDeira.

De carla cabral.

esta mostra, composta por 20 desenhos, contará

com textos de rita rodrigues entre outros autores.

no entendimento da artista, salobros afetos

encontra reminiscências numa revisitação de

outros momentos do seu trabalho, como Em Estado

Líquido, no qual ana Margarida Falcão evocava

ao escrever sobre o seu trabalho, a infância para

descrever o seu espírito: “até quando brincam, as

crianças de vestes vivas ou suaves transformam-se

em bonecos inertes, ora presas em casulo que mata

para fazer renascer, ora tal boneca de circo sobre

um plinto colorido, movimentada por quem lhe dê

corda e vida. é um girar que se inicia ante nós, se

desenvolve rapidamente no imaginário, e cuja previsão

de paragem lenta e progressiva tanto angustia

o suster de uma lágrima de pena como apressa uma

gargalhada de vida.”

“SAlOBROS AFETOS”

NOVEMBER 17 TO FEBRUARY 2, 2019

MuDas.MuseuM OF cOnteMpOrary art OF MaDeira.

By carla cabral

this exhibition, composed of 20 drawings, will feature

critic texts by rita rodrigues and other authors. in

the artist’s understanding, salobros afetos finds reminiscences

in a review of other moments of her work, such

as In Liquid State, in which ana Margarida Falcão evoked

when writing about her work, her childhood to describe

her spirit: “even when playing, the children in vivid or

soft robes become inert dolls, now trapped in a cocoon

that kills to give birth, now such a circus doll on a colored

plinth, moved by those who give it rope and life. it is a

spin that begins before us, develops rapidly in the imaginary,

and whose prediction of slow and progressive stop

so much anguish sustains it from a tear of pity as it hastens

a laughter of life.

saber | NOVEMbrO | 2018 43


hORA DO CONTO NO ARQuIVO REGIONAl

E BIBlIOTECA PÚBlICA DA MADEIRA

SÁBADOS 3, 10, 17 E 24 NOVEMBRO | 11h00

STORyTEllINg

REgIONAl ARcHIVE AND PuBlIc lIBRARy OF

MADEIRA (ABM)

SATURDAYS, NOVEMBER 3, 10, 17 & 24 | 11:00AM

ATIVIDADES ANuAIS DO MuSEu ETNOGRÁFICO DA MADEIRA:

ANNuAl AcTIVITIES OF MADEIRA ETHNOgRAPHIc MuSEuM:

3 NOVEMBRO

“ElEFANTES NÃO ENTRAM” DE lISA

MANTChEV E TAEEuN YOO

NOVEMBER 3

“STRIcTly NO ElEPHANTS” By lISA

MANTcHEV AND TAEEuN yOO

10 NOVEMBRO

“A VACA QuE SuBIu A uMA ÁRVORE” DE

GEMMA MERINO.

10 NOVEMBRO

“THE cOW WHO clIMBED A TREE” By gEMMA

MERINO.

17 NOVEMBRO

“JOÃO CAMARÃO E O GuISADO PIRATA”

DE lOu CARTER E NIKKI DYSON

17 NOVEMBRO

“PIRATE STEW” By lOu cARTER AND NIKKI

DySON

24 NOVEMBRO

“CAMIlA À ESPREITA” DE AlEXANDER

STEFFENSMEIER

com a participação especial dos cTT

24 NOVEMBRO

“MIllIE WAITS FOR THE MAIl” By AlEXANDER

STEFFENSMEIER

With special participation: ctt

O SERVIÇO EDuCATIVO DO MuDAS.MuSEu

DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA MADEIRA

Disponibiliza à população, mediante marcação

prévia, serviços de mediação pedagógica que

incluem, além das tradicionais visitas orientadas

às exposições, visitas oficina, visitas temáticas,

oficinas de expressão, ações de sensibilização nas

escolas, entre outras atividades.

Para informações adicionais e agendamentos:

Tel.: 291 820 900 ou pelo e-mail: mudas.edu@madeira.gov.pt

23

hISTÓRIA CONCERTO: O QuE ME CONTAS?

- TORNAR VISíVEl O QuE NÃO SE Vê!

SEXTA 9 NOVEMBRO | ÀS 10h30 E ÀS

15h00

MuDas.Museu De arTe conTeMporânea Da MaDeira

por catarina claro e Jorge Maggiore.

público-alvo | grupos escolares organizados a partir

do 1º ciclo.

Duração: 1 hora

Faixa etária: 6 aos 12 anos.

lotação: 50 participantes por turno.

entrada livre - mediante inscrição prévia

Tomando como ponto de partida a História da

arte, as histórias dos artistas e das suas obras expostas

no MuDas.Museu de arte contemporânea da

Madeira, uma contadora de histórias e um músico

levam-nos numa viagem sensorial pelos percursos

dos artistas plásticos e das obras de arte contemporânea.

vamos descobrir e ouvir tudo o que habita

nestas paredes, mas que na verdade não se vê!

Inscrições pelo telefone 291 820 900 | e-mail: mudas@madeira.gov.

pt

cONcERT-STORy: WHAT cAN yOu TEll ME? –

TO TuRN VISIBlE WHAT cANNOT BE SEEN!

FRIDAY, NOVEMBER 9TH WITH SESSIONS AT 10:30 A.M. AND

3:00 P.M.

By catarina claro and Jorge Maggiore

target audience | school groups organized as of the first

cycle

Duration: 1 hour

age range: 06 to 12 years old

capacity: 50 participants per session

Free entrance - upon prior registration

With history of art as a starting point, the stories of the

artists and their works exhibited at the MuDas. Museum

of contemporary art of Madeira, a storyteller and a musician

propose to take us on a sensorial journey through

the paths of artists and works of contemporary art. let us

discover and hear all that dwells in these walls, but which

we do not really see!

Subscriptions by phone 291 820 900 | e-mail: mudas@madeira.gov.pt

THE MuDAS.MuSEuM EDucATIONAl SERVIcE

the MuDas.Museum educational service offers to the

population, through prior appointment, pedagogical

mediation services that include, in addition to the traditional

orientated visits to the exhibitions, workshop,

thematic visits, expression activities, awareness actions

regarding art problematics in schools, among other

activities.

For additional information, schedules and subscriptions contact by phone

291 820 900 or by e-mail: mudas.edu@madeira.gov.pt

OFICINA “MÃOS QuE ME AFA-

GAM E TECEM FIOS”

a tecelagem será abordada

de uma forma motivadora e

interativa. através da prática,

confecionando flores e tapetes,

no tear do museu, com a partilha

de saberes e a orientação da

tecedeira residente.

público-alvo: público em geral

Horário: Mediante marcação

prévia por email ou telefone.

objetivos: Dar a conhecer aos

mais jovens o “saber fazer” das

tecedeiras, profissão em desuso,

preservando e divulgando o

nosso património cultural

imaterial.

WORKSHOP “HANDS THAT

gIVE ME AFFEcTION AND

WEAVE THREADS”

Weaving activity is here approached

in a motivating and interactive

manner. through practicing, making

flowers and carpets with the

museum’s loom, sharing knowledge

and led by the local weaver.

target audience: all publics

schedule: By prior booking by email

or telephone.

aims: to allow a better understanding

of the “know how” of weavers,

a forgotten profession, always preserving

and conveying to younger

audiences our immaterial cultural

heritage.

25

“MuSEu VAI À RuA”

1.ª QuARTA DE CADA MêS | 14h30

– 17h00

promover a relação museu-

-escola-comunidade e dar a

conhecer de forma participativa

o património etnográfico

regional.

público-alvo: escolas, bibliotecas,

centro ocupacionais e

outras instituições interessadas.

“THE MuSEuM gOES TO THE

STREET”

1 ST WEDNESDAY OF EVERY MONTH | 2:30

P.M. – 15:00 P.M.

to promote the museum-school-

-community relationship and

raise the awareness towards the

Madeira’s ethnographic heritage.

target audience: schools, libraries,

occupational centres and other interested

institutions.

“IluMINAÇÃO A VElA”

TERÇA A SEXTA | 10h30 – 12h30

conhecer a história e a evolução

da iluminação, como equipamento

de uso doméstico.

público-alvo: seniores.

“ILUMINAÇÃO A VELA”

TUESDAY TO FRIDAY | 10:30 A.M. - 12:30 P.M.

get acquainted with the history and

evolution of lighting, as a household

equipment.

target audience: seniors.

“OlhA BEM PARA MIM”

TERÇA A SEXTA | 14h30 – 17h00

Diferenciar o “observar” do

“ver”.

Desenho à vista de peças do

museu.

público-alvo: alunos do ensino

básico e secundário.

hORTA PEDAGÓGICA

JARDIM DE ERVAS

AROMÁTICAS E

MEDICINAIS.

TERÇA A SEXTA | 14h30 – 16h30

Dar a conhecer a horta pedagógica

do museu e fomentar o

gosto pelo cultivo de ervas aromáticas

e medicinais.

público-alvo: público em geral.

EDucATIONAl gARDEN

AROMATIc AND MEDIcINAl

HERBS gARDEN.

TUESDAY TO FRIDAY | 2:30 P.M.– 4:30

P.M.

to make the museum’s educational

garden know to all and promote the

importance of cultivation of aromatic

and medicinal herbs.

target audience: general public

“OLHA BEM PARA MIM”

TUESDAY TO FRIDAY | 2:30 P.M. – 5:00

P.M.

learning how to differentiate the

“Observing” from the “seeing”.

Drawing of museum pieces.

target audience: primary and

secondary school students.

44

saber | NOVEMbrO | 2018


Presidente da República nos 600 Anos

do Descobrimento da Madeira e Porto Santo

>XI Corridas das Mulheres no Funchal

>Dia do Emigrante na freguesia da Ilha

>Exposição comemorativa dos 25 anos da

Associação Amigos do Conservatório de Música da

Madeira

>Câmara de São Vicente recebeu representantes

do 8º Contingente Nacional da Força Nacional

destacado no Iraque

saber | Setembro |2018 45


SOCIAL

“Andando, Correndo, Passeando”

Decorreu sob o lema “Andando, Correndo, Passeando” a XI Corridas das

Mulheres, do Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o

Cancro em parceria com a Associação de Atletismo da Madeira. Decorreu

na Avenida do Mar com a participação de centenas de pessoas de ambos

e sexos e idades, e teve como objetivo sensibilizar para a problemática

do cancro da mama. Depois da prova, a música do grupo madeirense de

‘covers’ Aoakaso continuou a animação noite dentro.>

DB Fotos: Delegação da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

46

saber | NOVEMbro | 2018


saber | NOVEMbro | 2018 47


SOCIAL

600 Anos do Descobrimento da

Madeira e Porto Santo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou nas comemorações

dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e Porto Santo. O programa de

comemorações dos 600 anos começou no Porto Santo com diversas iniciativas, e

terminou na capital madeirense. Momento especial desta visita foi quando Marcelo

Rebelo de Sousa visitou a ‘nova’ casa de António Pimenta. A casa fora destruída

pelo incêndio de há um ano; António Pimenta conseguiu reconstruir a casa mas

disse que esta só estaria totalmente concluída quando recebesse a visita do Presidente

da República, isto porque Marcelo Rebelo de Sousa esteve lá imediatamente

após os incêndios e prometeu voltar para a inauguração. Passaram-se dois anos e

por três vezes a visita de Marcelo Rebelo de Sousa foi adiada, duas das quais devido

ao mau tempo na zona do Aeroporto Internacional da Madeira. O Presidente da

República voltou e cumpriu a promessa que foi celebrada com uma refeição típica

madeirense oferecida pelo carpinteiro funchalense. >

DB Presidência do Governo Regional da Madeira, Miguel Moniz.

48

saber | NOVEMbro | 2018


saber | NOVEMbro | 2018 49

PUB


SOCIAL

Dia do Emigrante

Decorreu na freguesia da Ilha, concelho de Santana, a XV edição do Dia

do Emigrante. A Casa do Povo da Ilha, instituição responsável pela organização

do evento, preparou um programa de animação diversificado que

teve como cabeça de cartaz o cantor Sérgio Rossi. Homenagear os emigrantes

foi o objetivo central deste evento numa freguesia que tem uma

larga percentagem de naturais a trabalhar fora da mesma, especialmente

no estrangeiro. >

DB Fotos: gentilmente enviadas por Casa do Povo da Ilha.

50

saber | NOVEMbro | 2018


Exposição Amigos do Conservatório

A Associação Amigos do Conservatório de Música da Madeira celebrou 25

anos e para assinalar o evento, inaugurou no Teatro Baltazar Dias uma exposição

comemorativa. A iniciativa contou com a presença do Secretário Regional

de Educação, Jorge Carvalho, e do presidente da AACMM e maestro Robert

Andres, entre outras individualidades. A exposição foi uma das iniciativas inseridas

no programa de comemoração dos 25 anos de atividade da AACMM, que iniciou

a sua temporada 2018/2019 com a quarta edição do Madeira PianoFest no

Teatro Municipal Baltazar Dias. Este evento foi realizado em coprodução com a

Câmara Municipal do Funchal e com o apoio da Direção Regional da Cultura. >

DB Fotos: gentilmente enviadas por AACMM.

Receção militares

O edil de São Vicente, José António Garcês e o Vereador Fernando Góis,

receberam em cerimónia de apresentação de cumprimentos o Major Eduardo

Ribeiro e o Sargento Carlos Vieira, representantes do 8º Contingente

Nacional da Força Nacional que está atualmente destacado em missão no

Iraque. O Contingente Nacional é composto por 30 militares, dos quais 26

prestam serviço na Zona Militar da Madeira, a exemplo do Sargento Carlos

Vieira, Adjunto do Comandante da Força. A Operação Militar da Coligação

Internacional tem cerca de 600 militares com a missão de ministrar

formação e treino em diversas matérias. >

DB Foto: enviada por Câmara Municipal de São Vicente.

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À MESA COM...

as Sugestões

Texto/Fotos: Fernando Olim.

Agradecimento: Catering Sun City.

de Fernando Olim

Está aí o Outono, com os dias mais curtos e escuros. Tempo de encontros reconfortantes à mesa. Inspire-se nos sabores da estação preparando

receitas deliciosas. Bem-vindo, outono. Bom apetite.

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saber | NOVEMbro | 2018


Entrada

Coroa Tropical

Numa base de laranja laminadas, sobreponha tomate laminado,

queijos de diversos sabores da Santoqueijo cortados

em formatos diferentes, bolinhas de melão e melancia,

tomate cherry a gosto, azeitona preta e fiambre às rodelas.

Decore com folhas de hortelã.

Prato Principal

‘Carré’ de borrego

Assado no forno com especiarias diversas e cálice de vinho

do Porto, adicione batatas ‘ao murro’, legumes diversos a

gosto, completando com um molho de figos.

Sobremesa

Pudim de Coco

A este pudim de coco feito de forma tradicional e ao qual

poderá adicionar gelatina incolor, complemente com natas

e leite de coco. Decore com frutos secos, como ameixa e

caju, ramo de hortelã, um pouco de rum branco e clara de

ovo em castelo.

saber | NOVEMbro | 2018 53


SITE DO MÊS

www.fatura-amiga.pt

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Comercial de Lisboa

Sede: Centro Comercial Sol Mar, Sala 303,

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Director

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António Castro, Nélio Olim, Isabel Fagundes

Depart. Imagem

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O.L.C.

> A Deco lançou, em parceria com a Entidade

Reguladora dos Serviços Energéticos, a plataforma

a Fatura Amiga que visa tornar a fatura

de eletricidade mais amiga dos consumidores.

Para que possa conhecer o impacto real dos

seus hábitos na fatura ao final do mês, bem

como perceber se está a fazer a escolha certa

no que diz respeito às várias tarifas disponíveis

no mercado e poupar o ambiente.

Departamento Comercial

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Luisa Agrela

20º

ANIVERSÁRIO

2018

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Cada novo livro, no momento da escrita, apaga o anterior...

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