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Edição: novembro| dezembro de 2018

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Um sistema linear, em tonalidade quente, escondido na<br />

arquitetura ilumina o forro de madeira que coroa o conjunto.<br />

Perfis lineares de LED, cuidadosamente integrados às<br />

molduras dos muxarabis, criam um espesso bloqueio luminoso<br />

à noite, ao mesmo tempo que definem de modo singular a<br />

arquitetura da casa.<br />

LUXO, CALMA<br />

E VOLÚPIA<br />

Texto: Gilberto Franco | Fotos: Adam Letch<br />

A ARQUITETURA<br />

Situada em uma pequena reentrância do extenso porto natural<br />

de Sydney, Austrália, esta luxuosa e bem-acabada residência de uma<br />

jovem família é um exemplo de convívio e interação arquitetônica<br />

com a natureza, alternando formas orgânicas e retilíneas e extensos<br />

planos de madeira com empenas de concreto aparente e vidro.<br />

Por ter suas fachadas à vista da rua, engenhosas telas translúcidas<br />

de policarbonato trançado na cor cinza (chamados de kaynemaile)<br />

funcionam como muxarabis, permitindo a visão de dentro para fora<br />

e obstruindo sua recíproca. Formas orgânicas, como o fechamento<br />

de ripas da escada, contrastam com a extensa cobertura de madeira<br />

que se debruça e emoldura a exuberante paisagem externa.<br />

No pavimento térreo, poucas são as divisões entre ambientes –<br />

as separações se dão em geral por desníveis ou escadas, permitindo<br />

ampla visualização do exterior, em particular a vista da baía. A<br />

casa é estruturada em “U”, com a entrada ao meio e um grande<br />

átrio central dividindo o lado da baía, onde se encontra a piscina<br />

mais as áreas de fruição externa, e o lado oposto, mais formal.<br />

O jardim, ligeiramente mais elevado, garante a privacidade da<br />

casa, além de dissolver a percepção de limite entre a propriedade<br />

e a área da baía, o que é reforçado pela orientação da piscina no<br />

sentido longitudinal, unindo visualmente ambas as áreas.<br />

O escritório de arquitetura SAOTA, sediado na África do<br />

Sul, utilizou-se também de materiais que se integrassem ao<br />

cenário de beira-mar: vidro, madeira, paredes brancas e pisos de<br />

travertino, mas sem perder sua assinatura, expressa em superfícies<br />

de concreto aparente e muxarabis translúcidos. Obras de arte<br />

permeiam todo o espaço.<br />

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