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Edição: novembro| dezembro de 2018

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À esquerda, apenas a luz da vegetação e da água indicam o caminho da rampa que conduz o visitante. Os muxarabis deixam<br />

entrever detalhes da iluminação interna. À direita, um único ponto de luz junto à porta marca a chegada; de fora se vislumbram os<br />

sarrafos da escada, iluminados por fachos concentrados e, por detrás dos muxarabis, os pendentes brilhante do hall interno.<br />

Acima, dois poderosos pendentes definem a mesa de refeições do terraço, tudo coroado pela cobertura iluminada em tom quente.<br />

Abaixo, luminárias em régua foram customizadas para proporcionar iluminação em LED em branco variável, reproduzindo nos LEDs<br />

dimerização idêntica à de lâmpadas halógenas.<br />

OS MUXARABIS E AS VISTAS EXTERNAS<br />

A iluminação dos anteparos cinza em kaynemaile é um dos<br />

elementos fortes da composição de luz desta casa, formada por<br />

perfis lineares de LED com lentes cuidadosamente integradas ao<br />

desenho das molduras, criando um espesso bloqueio luminoso à<br />

noite, ao mesmo tempo que define a casa de modo singular. Esse<br />

efeito é complementado por um sistema de iluminação linear e<br />

quente para o forro de madeira, escondido na arquitetura, criando um<br />

coroamento de luz para as vistas externas. A vegetação propriamente<br />

dita, assim emoldurada, recebe uma fraca iluminação de baixo para<br />

cima, vinda do piso. Por serem telas externas de malha de plástico,<br />

parte proeminente da edificação, sua iluminação foi cuidadosamente<br />

testada (espaçamento, ângulos de facho, detalhes de integração,<br />

densidade das retículas), de modo a garantir o melhor resultado.<br />

INGRESSANDO NA RESIDÊNCIA<br />

Uma suave rampa sobre um espelho-d’água conduz o visitante,<br />

já protegido pela generosa cobertura de madeira, à porta de<br />

entrada. Um único ponto de luz junto à porta ilumina essa chegada;<br />

o restante do caminho é marcado apenas pela iluminação da<br />

vegetação, à esquerda, e da água, à direita. De fora já se vislumbra<br />

o volume curvilíneo da escada que leva à área íntima, já erguido<br />

a meio-plano, e ladeado por sarrafos de madeira iluminados<br />

sutilmente um a um por fachos de luz concentrados, tanto para<br />

cima como para baixo. No hall de entrada, de pé-direito duplo,<br />

um conjunto de pendentes brilhantes define a luz do espaço.<br />

ÁREAS DE ESTAR<br />

Uma parede em “L” do lado esquerdo da entrada, revestida<br />

por lâminas verticais de madeira, conduz o caminho para as áreas<br />

abertas de estar e de jantar. Iluminação linear lava as superfícies<br />

dessas lâminas, dando tridimensionalidade e definindo o perímetro<br />

dessa transição. A luz refletida que emana dessa marcenaria<br />

enfatiza o efeito de sobreposição dos planos do teto. Alguns itens<br />

de mobiliário e planos de trabalho recebem discreta iluminação<br />

downlight escondida entre as lâminas do forro de madeira,<br />

sempre complementada por luminárias de piso e decorativas,<br />

que adicionam um toque de sofisticação. A iluminação embutida<br />

na marcenaria acentua a tridimensionalidade do espaço e cria<br />

um ambiente mais suave em cenas de relaxamento. Obras de<br />

arte espalhadas por toda a residência, itens muito queridos<br />

aos proprietários, receberam iluminação dedicada a cada uma.<br />

A TECNOLOGIA INVISÍVEL<br />

Para obter o perfeito equilíbrio entre diferentes fontes de<br />

luz, sendo a maioria de LED, e sem abrir mão dos produtos<br />

que desejavam, o escritório Point of View, responsável pelo<br />

projeto de iluminação, desenvolveu com um fabricante uma<br />

régua de cinco pontos de LED, de modo customizado às suas<br />

necessidades. Em vez de cinco pontos em 3.000 K passou<br />

a ter três pontos em 2.300 K e dois em 4.000 K. Para dar<br />

consistência a esse aparato, as peças foram ligadas a um<br />

sistema de dimerização que reproduz exatamente a curva<br />

de temperatura de cor da lâmpada halógena: quanto mais<br />

dimerizado, mais quente, e vice-versa. O sistema de controle<br />

utilizado acomoda os vários protocolos de dimerização,<br />

sendo a interface do usuário disposta em painéis de teclas<br />

com as cenas prefixadas. À noite, sensores de movimento<br />

nas suítes ativam iluminação em nível baixíssimo, apenas<br />

para permitir orientação segura. Todo o sistema de controle<br />

é conectado a tablets.<br />

LUXO, CALMA, VOLÚPIA<br />

Vê-se na arquitetura uma busca incessante pelo equilíbrio<br />

entre planos, volumes e texturas, de modo a deixar as<br />

vistas livres para a natureza. Isso também se nota na<br />

iluminação; uma constante e precisa composição dos<br />

elementos luminosos, sem clarões ou contrastes excessivos.<br />

Quase não se percebe a presença de pontos visíveis, exceto<br />

quando há imponentes luminárias decorativas. Luxo? Sem<br />

dúvida. Mas também a tranquilidade necessária ao usufruto<br />

da exuberante paisagem.<br />

DOUBLE BAY RESIDENCE<br />

Sydney, Austrália<br />

Projeto de iluminação:<br />

Point of View, Austrália<br />

Mark Elliot (lighting designer titular)<br />

Duncan Johns, Simon Lefort, Ana Spina (colaboradores)<br />

Projeto de arquitetura:<br />

SAOTA, África do Sul<br />

Erin Gibbs (arquiteto coordenador)<br />

Projeto executivo:<br />

TKD, Austrália<br />

Projeto de interiores:<br />

ARRCC, África do Sul<br />

Sarika Jacobs (arquiteta responsável)<br />

Projeto de paisagismo:<br />

Wyer & Co.<br />

Fornecedores:<br />

Dynalite, iGuzzini, LiteSource and Control, Megabay, Precision<br />

Lighting e Simes<br />

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