Revista Nossos Passos Outubro

as2017

Revista Nossos Passos - edição Outubro 2018

Paróquia São Francisco de Paula - Ordem dos Mínimos

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Arquidiocese do Rio de Janeiro - Vicariato de Jacarepaguá - 1ª Região Pastoral

Ano XIV - 231

Outubro / 2018

A MISSÃO DE

JESUS, MISSÃO

DE TODOS OS

BATIZADOS.


NOSSOS PASSOS

03

SUMÁRIO

Ed. Outubro/ 18

Diretor:

Frei Evelio de Jesús Muñoz

evelioscor@yahoo.com

Conselheiros:

Gilberto Rezende

Haroldo da Costa S.

Departamento de Comunicação e Marketing:

Armênio Soares

Maria Vitória Oliveira

revistanossospassos@gmail.com

Jornalista Responsável:

Maria Vitória Oliveira

ESPM: 8101/87

AIRJ: 10059-82

Diagramação e Artes

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2.000 Exemplares

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Expediente da Secretaria:

De segunda a sexta-feira das 9h às 18h

Telefones: Secretaria - 2493-8973 e 2486-0917

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DIRIGIDOS. VENDA PROIBIDA.

A Revista Nossos Passos é uma publicação da

Paróquia São Francisco da Paula e respeita

a liberdade de expressão. As matérias,

reportagens e artigos e anúncios são de total

responsabilidade de seus signatários.

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CLASSI SAÚDE OPINIÃO NOSSA CAMINHADA MATÉRIA DE CAPA

AVISOS

AVISOS PAROQUIAIS

P. 05

A MISSÃO DE JESUS, MISSÃO DE

TODOS OS BATIZADOS.

P. 06

NOSSO QUERIDO SANTO PAPA JOÃO PAULO II

P. 10

BEM-AVENTURDO PADRE NICOLAS BARRE

P. 12

FESTA DE ANIVERSÁRIO FREI DINO E FREI EVELIO.

P. 14

FILOSOFAR NA ATUALIDADE

P.16

O BRASIL PÓS ELEIÇÕES

P. 17

HONRA

P.18

PANTALEÃO DE NICOMÉDIA, MÉDICO E SANTO

P. 20

LESÕES DE ESFORÇO REPETITIVO (LER)

P.21

CLASSIFICADOS NOSSOS PASSOS

P. 24


04

OUTUBRO/ 18

EDITORIAL

“O Cristão e a missão em favor da vida”

EXPEDIENTE

PAROQUIAL

......eu vim para que todos tenham vida [...] em abundância (Jo 10,10).

Um filósofo diz que “ A mulher grávida leva dentro de si a própria

esperança”. Se Jesus no evangelho faz essa afirmação e muitos outros

homens e mulheres no mundo dedicam suas vidas à causa da defesa da vida,

o que o resto do mundo espera ainda para se colocar nessa missão? Já parou

para pensar que cada um espera do outro a compreensão, a amizade e a

alegria.Todos esperamos a própria felicidade; mas onde está a felicidade dos

outros? Quando alguém tira a vida está pensando na felicidade de quem? A

felicidade é entendida não como um sentimento agradável e mal definido,

mas como a realização de todos os nossos desejos e anseios; como a cura das

nossas feridas, a recuperação das nossas forças, a revelação do sentido de

tudo o que fomos, fizemos e sofremos.

Os séculos do anúncio do evangelho ensinou à cultura ocidental e a esta

terra de Santa Cruz que não somente vale a pena viver, mas que também dar

a vida pelos outros.

O cristianismo nasceu num mundo escuro que se cambaleava,

embriagado, entre a superstição e o esoterismo, entre o desespero do

tédio e o narcisismo insaciável, e abriu nele um caminho nobre, luminoso

e libertador. O cristianismo foi sentido realmente como um “lufada de ar

fresco”, como a boa nova de um novo sentido e propósito para a vida.

Os cristãos eram conhecidos pela bondade e a gentileza, a tolerância

— e sobretudo, como testemunham alguns documentos antigos, por não

exporem os próprios filhos à morte, como faziam os pagãos. O cristianismo

fez com que valesse a pena de novo não só viver, mas também dar a vida

a outros. Diferentemente dos pagãos, os cristãos não tentavam evitar ou

“interromper” a gestação, nem descartavam os filhos “indesejados”. Sabiam

que Deus velava por eles com amor, querendo-os como a seus filhos, e por

isso se tornaram capazes de cuidar dos outros com amor.

Eis o poder do amor que a religião de Cristo trouxe ao mundo. Nenhuma

outra religião se lhe assemelha; nenhuma promete o que ela promete;

nenhuma confirma as próprias promessas com um número tão grande de

amantes heroicos e maravilhas, isto é, com santos e milagres. Sob o reinado

do cristianismo, reconhecia-se o valor intrínseco da vida; e, com efeito, o seu

valor tornou-se “quase infinito” graças à divinização do homem realizada

pelos sacramentos e à vida eterna à qual eles conduzem.

Sob o reinado do cristianismo, reconhecia-se o valor intrínseco da vida.

No entanto, uma vez que a graça supõe a natureza, podemos dizer

também que a bondade da vida — o valor de estar vivo — é uma verdade

elementar. A humanidade inteira sente-se inquestionavelmente apegada à

vida, e não há quem não afirme que a vida é o bem primário e mais básico de

todos, sem o qual seria impossível haver qualquer outro bem. O coração de

quem realmente ama, além disso, anseia por vida e crescimento, assim como

a criança que é fruto natural do amor dos pais.

Por isso, chegar ao ponto em que evitamos a vida como se fosse uma

praga ou a descartamos como se não significasse nem valesse nada,

arrogando-nos o direito de decidir quando uma vida deve ou não ser vivida,

e não só a nossa, mas também a de outros — chegar a este ponto, ia dizendo,

é divorciar-se da realidade, é distanciar-se da bondade da vida, é cair na

ilusão de que a mesma é um problema sobre o qual nós temos a palavra final.

Nós mesmos, não havendo cometido nenhum crime que mereça a pena

de morte, não admitiríamos um suposto ‘direito’ dos outros sobre nossas

vidas. Muito menos no Brasil, onde a pena capital sequer existe. É portanto

uma contradição monstruosa que, ao mesmo tempo, reclamemos um poder

tirânico sobre a vida dos nascituros, de futuros homens e mulheres como

nós, que nada fizeram para merecer ser eliminados da existência.

Nessa luta contra o matrimônio, a procriação e a defesa da vida,

precisamos nos dar conta de que estamos diante de uma combinação

de niilismo metafísico e egoísmo espiritual muito mais poderosa do que

qualquer arma humana ou sistema político.

Trata-se de uma corrupção diabólica da inteligência e do coração que

não pode ser vencida a não ser pela oração, o jejum e o martírio, como os

erros e os crimes que os primeiros cristãos tiveram de enfrentar.

Pároco:

Frei Evelio de Jesús Muñoz

Padres:

Frei Zezinho - Vigário (Pe. José Antônio de Lima)

Frei Dino (Pe. Costantino Mandarino)

Igreja Santa Teresinha

Praça Desembargador Araújo Jorge, s/nº

Largo da Barra

Capela São Pedro - Ilha da Gigóia

Rua Dr. Sebastião de Aquino, nº 90 A

HORÁRIOS DAS MISSAS

• Paróquia São Francisco de Paula:

De segunda a sexta-feira: 7h30m e 19h.

Sábado: 17h (crianças) e 19h.

Domingo: 7h30m; 10h; 17h e 19h (jovens).

• Barramares:

quarto domingo do mês, às 17h.

• Capela São Pedro (Ilha da Gigóia):

Domingo, às 9h.

• Santa Teresinha:

Domingo às 19:30h

GRUPOS DE ORAÇÃO

• Paróquia São Francisco de Paula:

Quarta-feira, às 15h; quinta-feira, às 20h.

TERÇO DOS HOMENS

• Santa Teresinha:

Toda terça-feira do mês, às 20h.

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

• Paróquia São Francisco de Paula:

Quinta-feira, o dia todo.

• Santa Teresinha:

Primeira quinta-feira do mês, às 20h.

NA PARÓQUIA

• Confissões:

De terça a sexta-feira, das 9 às 11h e das 15h às 17h;

Domingo, antes das missas.

• Hora Santa Vocacional:

Primeira sexta-feira do mês, às 17h30m.

• Inscrições para batizados:

Segunda-feira, das 18h30m às 19h30m;

quinta-feira, das 15 às 17h.

• Ambulatório Médico:

De seg a sexta-feira, das 8 às 12h e das 13 às 17h.

• Assistência Jurídica:

Quarta-feira, às 15h.

• Assistência Psicológica:

Quarta-feira, das 9 às 11h.

• Mediação Comunitária:

Terças e sextas-feiras das 9h às 12h e das 14h às 20h.


Nos meses de novembro e

dezembro as missas do Padre

Alexandre Paciolli não serão

realizadas.

O MINISTÉRIO DIACONAL

O diaconado é uma graça de Deus na vida da Igreja. Este

ministério, de origem apostólica, coloca em evidência o amor, a

solidariedade e a compaixão como instrumentos do mover do

Espírito Santo. O diácono é, pois, o sinal sacramental do Cristo-Servo

e a imagem da Igreja que, servidora e amorosa, continua a diaconia (o

serviço) de Cristo no mundo, educando os homens e as mulheres para

o amor, no Amor.

O ministério diaconal foi instituído pelos Apóstolos nos Sete

Helenistas (Cf. At 6,1-7). Convocaram, pois, a comunidade e escolheram

homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo. Assim como

naquele tempo, Deus continua nos dias de hoje chamando homens

para serem servos e estarem a serviço da Igreja e do Evangelho.

No próximo dia 15 de dezembro, Dom Orani João Cadeal Tempesta

ordenará 11 novos diáconos. Estes se prepararam por cinco anos (um

ano de propedêutico e quatro de teologia na Escola Diaconal Santo

Efrém).

A rotina na Escola Diaconal começa cedo. Oração às Sete

horas da manhã, café e aulas até meio dia. Teologia sistemática,

História da Igreja, Direito Canônico, Antigo e Novo Testamento,

Mariologia, Teologia dos Sacramentos... Estuda-se muito! Reza-se

muito também. Antes do almoço reza-se a Hora Média e as aulas

continuam até às dezessete horas. É preciso, como os primeiros

diáconos, que os diáconos de hoje sejam homens cheios de sabedoria

e de santidade.

Peçamos ao Senhor Jesus, diácono do Pai, que abençoe estes

onze candidatos ao diaconado e suas famílias. Que Deus possa movêlos

em amor e santidade e que suas casas manifestem o suave odor

do Espírito Santo. Ficamos felizes com os diáconos permanentes de

nossa arquidiocese que, servidora e amorosa, continua a diaconia

de Cristo, educando outros homens e suas famílias para o amor e, no

Amor, para o serviço de Cristo-Servo.

Luciano Rocha


06

MATÉRIA

DE CAPA

OUTUBRO / 18

A MISSÃO DE JESUS, MISSÃO

DE TODOS OS BATIZADOS.

A nossa Santa Igreja Católica dedicou este mês

de outubro ás missões. A missão tem um fundamento

Trinitário; é por isso que cada batizado deveria ter,

consciência do chamado á missão.

A missão é de fato universal, isto porque a

mensagem de Jesus é universal. Foi Ele a revelar a todos

os homens o rosto do Pai: “Quem vê a mim vê o Pai” (Jo

14,9). Jesus, a revelação do Pai, veio trazer a salvação a

Todos. Esta salvação deve ser levada, anunciada até

os confins do mundo, para que todos sejam expressão

viva do Pai: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é

perfeito” (Mt. 5,48).

A missão de Jesus, enviada pelo Pai, é presente

nos anseios mais escondidos de cada ser humano,

apesar de muitas vezes parecer escondida, sufocada

pela cultura do consumo e da morte. Jesus veio realizar

a missão recebida do Pai de anunciar a Boa Nova aos

pobres, proclamar a remissão aos presos e aos cegos,

a recuperação da vista, para restituir a liberdade dos

oprimidos ( Lc. 4, 18-19), pregar e expulsar os demônios

(Mc 3,15); assim o missionário hoje, assume a luta que

Jesus iniciou, contra os poderes do mal que empobrecem

a vida do povo.

O missionário, todo batizado deve viver e

trabalhar de tal modo que se torne realidade o traço

escondido do rosto que há dentro de cada um de nós e,

aparecendo para fora se torne um Boa Nova para todos.

Convertido e transformado pelo toque do Espirito, o

missionário é movido pelo fogo que arde interiormente,

inquietude que o impulsiona a operar o querer de Deus.

O missionário prega a justiça e o direito. Ele anuncia a

paz pregando a fraternidade, a solidariedade, o amor e

o perdão.

A razão pela qual Jesus veio ao mundo deve

estar sempre presente na vida do missionário, como

realizadores do projeto do Pai: “Eu vim para que

tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Por isso, como consequência lógica, o seu lugar social

é sempre onde a vida está ameaçada, por causa do

sistema econômico injusto que exclui e marginaliza,

empobrecendo o povo cada vez mais, e onde o sistema

religioso já não revela o rosto do Pai, onde o Templo

é reduzido a um supermercado, a um lugar de show

gratuito, de manifestações de emoção superficial e

que anestesia o ser humano, deixando de ser lugar

de oração, de anúncio da Palavra, de alimento da

comunhão fraterna, “memória” de Jesus.

O batizado comprometido com a causa do

evangelho é chamado certamente a viver a sua missão,

na coerência, não somente nos sonhos, mas na vida

real. É preciso atitude, é preciso ser sal e luz na vida

de muitos homens e mulheres que ainda não conhecem

o Cristo ou o rejeitam. É preciso ser o sal e a luz do

evangelho na vida de muitos para que se transformem

em esperança, em boa noticia, e desse modo eles

revelem o rosto de Deus na sociedade como direito de

todos.

É do encontro com Jesus que nasce a missão. Por

isso é uma ação generosa, gratuita, que parte da uma

motivação interior, o missionário é movido por uma

força maior tão forte que nada poderá lhe conter, nem

as maledicências, calunias e nem sequer as ameaças. O


NOSSOS PASSOS

07

missionário é ciente, sabe que trabalha por causa do Reino

de Deus, e que todo o seu trabalho é para fazer fomentar

a massa.

Identificando-se com Jesus, o missionário é

convidado a ser pobre (Lc 14,33). Sonhar com status,

poder, prosperidade, salários, carro último ano, conforto

e bem-estar que a religião do consumo prega, choca

profundamente com a insistência de Jesus para um

trabalho gratuito, despojado, apoiado na providência de

Deus (Lc 9,1-5).

O esvaziar-se como Jesus, que assumiu a nossa

condição humana (Fil 2,7), é o processo pelo qual todo

missionário deve passar. Fazendo-se pobre, ele é enviado

aos empobrecidos. Sómente fazendo a experiência de

pobreza junto aos pobres, é que o missionário vai sentir

a dureza da pobreza, fruto da injustiça, podendo receber

a iluminação e a força necessária para uma caminhada

libertadora ( Ex 3, 7-10).

A ação missionaria trazida por Cristo e acolhida

pelos batizados nos coloca perante muitos desafios.

Isto porque a Igreja está inserida num contexto em que

houve uma ruptura com a cultura de valores éticos,

morais e espirituais. No atual contexto histórico da nossa

sociedade podemos evidenciar toda uma geração sem

referencias morais, porque elas foram varridas sem

nenhuma reverencia e sem limites de uma ideologia

comunista que se instalou no Brasil por muitos anos e

há pouca descoberta. Esse vírus escondido na “carne”

na sociedade brasileira deve ser arrancado, através da

ação evangelizadora por cada cristão presente na terra

do Brasil. É preciso uma campanha para denunciar todos

os desvios de comportamento típico do nosso tempo.

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão

tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de

si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,

desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto

natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes,

cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados,

orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de

Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia

dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3: 1-5). O texto somente

quer corroborar a reflexão e abrir os olhos e nos empurrar

a assumir o papel de missionário e de profeta.

Cruzar os braços e assistir passivamente o

falimento de uma sociedade, engolida pela degradação, a

imoralidade é pecado grave, e também é um crime pelo

qual deveremos responder. O cristão deve se interessar

pelos destinos da própria nação. Ficar acima do muro

assistindo os outros que vão para luta é sinal de covardia.

“Soldado que vai para a guerra e tem medo de morrer é um

covarde”. Pessoalmente concordo plenamente com esta

afirmação. Talvez se cada um vestisse a própria camisa

e se colocasse diante o Deus que o criou, diante da sua

própria consciência e de sua família, com certeza este país

seria melhor. É hora de acordar e de cada um trabalhar

pela construção do reino de Deus. Deste modo poderemos

realizar o encontro entre o céu e a terra.

>>Frei Evelio de Jesús Muñoz


SAO MIGUEL ARCANJO,

PADROEIRO DA ORDEM DOS MINIMOS


NOSSA SENHORA DO MILAGRE

PADROEIRA DA ORDEM DOS MÍNIMOS

ROGAI PELOS FIÉIS DA PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE PAULA E POR

TODAS AS VOCAÇÕES À VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL.


10

NOSSA

CAMINHADA

OUTUBRO/ 18

NOSSO QUERIDO SANTO

PAPA JOÃO PAULO II

Sabemos que Karol Wojtyla, o Sumo Pontífice

polonês da Igreja, foi recentemente canonizado, a 27

de abril de 2014, pelo Papa Francisco. O dia da sua

comemoração liturgicamente é 22 de outubro. São João

Paulo II foi sem dúvida um papa marcante na história

eclesiástica. Homem de intensa atividade e de fecundo

apostolado nos legou verdadeiros tesouros de santidade

e sabedoria. Foi ele que deu início a Jornada Mundial

da Juventude (JMJ), um evento realmente fantástico

e inspirador, o qual o nosso Rio de Janeiro obteve a


NOSSOS PASSOS

honra de acolher em suas ruas e na praia de Copacabana

em julho de 2013. Foi também sob o pontificado de João

Paulo II que vimos serem promulgados os atuais Código

de Direito Canônico (1983) e Catecismo da Igreja Católica

(1992), duas colunas que guiam e apresentam a disciplina

e a doutrina da nossa Mãe Igreja. Queremos chamar

atenção, todavia, para alguns de seus ensinamentos.

O nosso querido papa, o qual teve o terceiro maior

pontificado da história da Igreja, foi um ferrenho e

apaixonado defensor da vida. No documento Evangelium

Vitae, de 25 de março de 1995, ele aponta algumas

ameaças à vida humana e, dentre elas, reforça a posição

intransigente da Igreja em relação ao aborto. Visto que

este é um tema que perpassa o dia a dia de diversos locais,

é importante e iluminador ouvir a voz do papa: “dentre

todos os crimes que o homem pode realizar contra a

vida, o aborto provocado apresenta características que

o tornam particularmente grave e abjurável. O Concílio

Vaticano II define-o, juntamente com o infanticídio,

” (EV, n. 58). A questão é seríssima.

O papa, seguindo o CV II, coloca o aborto na mesma

fileira do infanticídio. O infanticídio é, como o nome já

diz, o assassinato de um infante, de uma criança, o que é

abominável. Ora, o aborto também é um crime abominável,

professa João Paulo II, porquanto ali é o assassinato de

uma pessoa, e, o que é gravíssimo, uma pessoa inocente

e indefesa tanto quanto uma criança já nascida. Pior, o

bebê no ventre da mãe ainda pode ser considerado mais

indefeso ainda porque nem o recurso do choro ele tem.

“A gravidade moral do aborto provocado aparece em toda

a sua verdade, quando se reconhece que se trata de um

homicídio e, particularmente, quando se consideram as

circunstâncias específicas que o qualificam. A pessoa

eliminada é um ser humano que começa a desabrochar

para a vida, isto é, o que de mais inocente, em absoluto,

se possa imaginar: nunca poderia ser considerado um

agressor, menos ainda um injusto agressor! É frágil,

indefeso, e numa medida tal que o deixa privado inclusive

daquela forma mínima de defesa constituída pela força

suplicante dos gemidos e do choro do recém-nascido. Está

totalmente entregue à proteção e aos cuidados daquela

que o traz no seio. E todavia, às vezes, é precisamente

ela, a mãe, quem decide e pede a sua eliminação, ou até

a provoca” (EV, n. 58). Portanto, não obstante existam

gestantes que por muitas dificuldades passem, em

nenhuma hipótese é permitido a elas pedir a eliminação

do seu bebê. Elas necessitam e merecem todo auxílio e

atenção possíveis, porém o aborto provocado diretamente

é um pecado gravíssimo, pois tira a vida do mais inocente

dos seres humanos. É, assim, um escândalo e uma injúria

ver posições de certas pessoas que se dizem católicas: as

“católicas pelo direito de decidir”, por exemplo.

Outro legado do nosso querido papa foram suas

catequeses (entre 1979 e 1984) a respeito da chamada

“teologia do corpo”. O matrimônio apresenta-se como

outra questão hodierna de extrema relevância. A família

é o berço do amor, o qual deve emanar da relação entre

os esposos. É urgente que os esposos compreendam a

dimensão e a responsabilidade das suas escolhas. “O corpo

humano na sua original masculinidade e feminilidade,

segundo o mistério da criação - como sabemos pela análise

de Gênesis 2, 23-25 - não é só fonte de fecundidade, isto é,

de procriação, mas desde ‘o princípio’ tem caráter esponsal:

quer dizer, é capaz de exprimir o amor com que o homempessoa

se torna dom verificando assim o profundo

sentido do próprio ser e do próprio existir”, porém, segue

ele mais à frente, “quanto mais a concupiscência domina

o coração, tanto menos este experimenta o significado

esponsal do corpo” (audiência geral de 23 de julho de

1980). O corpo do ser humano tem significado esponsal!

Não podem os casados se deixarem levar pela sedução da

concupiscência. Em resumo, os que possuem vocação ao

matrimônio devem experimentar o significado esponsal

do seu próprio corpo. O seu corpo não foi feito para ser

uma latinha de refrigerante, para ser usado e consumido

de qualquer maneira.

Enfim, rezemos pedindo a intercessão de São

João Paulo II para nossa Igreja e para o nosso mundo

conturbado. Peçamos sobretudo pelos bebês nos ventres

maternos e por essas mães que os carregam, por nossas

famílias e pelos casais católicos que, diante de Deus,

firmaram um compromisso de amor indissolúvel até que

a morte os separe. São João Paulo II, rogai por nós!

11


BEM-AVENTURDO PADRE

NICOLAS BARRE

OUTUBRO / 18

Nicolas

Barré nasceu em

Amiens (França)

em 21 de outubro

de 1621. Ele é o

filho mais velho de

pais comerciantes

que terão quatro

filhas depois dele.

Sua família

vivia uma certa

comodidade

economica, mas em

torno dela grande era so a miséria provocada pela guerra,

a fome, as epidemias.

Aluno dos jesuítas, ele faz estudos brilhantes e

desde novo ja promete um futuro brilhante. Mas aos 19

anos, ele decidiu se juntar à Ordem Religiosa dos Minimos

de São Francisco de Paula. Os Minimos de Amiens

trabalhavam junto com o povo. Assim como em muitas

outras cidades na França, eles eram chamados de “bonshommes”

(bons homens) por causa de sua proximidade,

gentileza e simplicidade. Seu lema é em uma palavra:

CHARITAS. Eles levam uma vida frugal, que testemunha

que a verdadeira felicidade não está nas riquezas, mas na

partilha e conversão do coração. É isso que o atrai, mas

também o desejo de poder pronunciar os votos e de ser

enviado em missão mais rapidamente do que em outras

Ordens religiosas.

Ele deixou Amiens para o noviciado de Nigeon,

perto de Paris (hoje Passy.) Suas habilidades intelectuais

foram notadas, e seus superiores decidiram mantê-lo

na capital, no Convento da Place Royale. Espera-se que

“um grande nome fosse feito nas altas especulações

de pensamento”. Aos 23 anos tornou-se professor de

filosofia, depois em 1647, após a sua ordenação, ensinava

teologia. Seis anos depois, assumme o importante cargo

de bibliotecário da ja famosa biblioteca conventual,

freqüentada por elites intelectuais do tempo; tal bibloteca

continha nada menos que quinze mil volumes. O anunciar

o evangelho o mais brevemente possivel e trabalhar pela

conversao dos pecadores.

O convento de Paris, sob a influencia de religiosos

brilhantes como Padre Mersenne era o ponto de encontro

dos eruditos e grandes cortesaos, tornava-se tambem uma

tentacao, tanto que muitos se afastavam da originaria

vocacao “minima. Este fato era motivo de sofrimento

para o Padre Barrè. Dedicava-se porem, a seu trabalho

e responsabilidade confiada pelos seus superiores, e a

direcao espiritual, a pregacao. Mas o excesso de trabalho

e a vida austera, o cansaço, os jejuns e abstinecas, sem

contar com as frustracoes do dia a dia o arrastaram

pouco a pouco para a “noite oscura”, a duvida. Assim por

muitos anos padre Nicolas Barré viveu a noite oscura. “Eu

emprego e empurro tudo o que tenho de Fé, Esperança,

Amor, paciência e coragem, gritando para o paraíso, e

ainda sem garantia de que meus gritos sejam ouvidos.”

Aos 36 anos, ele parece exausto, fisicamente,

psicologicamente e espiritualmente. Ele é então enviado

para o convento de Amiens, onde será sacristão por dois

anos. Lá, em uma vida mais simples, mais próxima dos

pobres, ele gradualmente reconstrói sua força. Pouco a

pouco abre-se nele um caminho: consentir com Deus nas

profundezas da escuridão de sua alma, entregar-se a Ele,

para que “por esta fome, em Deus, ele tenha todo o bem”.

Mais tarde ele escreverá:

“Esta noite é um ótimo dia, vemos tudo sem ver

nada, sabemos tudo sem saber de nada, temos tudo sem

medo ...” É no coração de sua própria experiência que

Nicolas Barré extrai seu excepcional talento como guia

espiritual das pessoas que foram testadas em sua fé.

Carregado pelas provações que ele foi capaz de atravessar

sem liberar a mão do Deus aparentemente ausente, ele

se tornou um instrumento pronto para receber Dele uma

nova missão. Em 1659, e embora sua saúde ainda era frágil,

ele é enviado a Rouen para pregar missões populares

que rapidamente trazem um grande número de pessoas

de todas as classes sociais solicitando espiritual. Dizem

que ele tem um dom especial para ler nos corações, e ele

consegue tantas transformações profundas, conversões,

que uma expressão quase proverbial percorre a cidade

quando se fala de um descrente: “deve ser levado ao Padre

Barre “.

Durante as Missões, ele é tocado pela miséria e

pelo abandono moral das crianças e jovens dos bairros da

classe trabalhadora. A maioria, especialmente meninas,

não sabe ler nem escrever e, batizados, não tem formação

cristã. Desde cedo, eles trabalham, imploram, roubam

ou são prostituídos. Às vezes eles também estão presos

nesses lugares de exclusão para alguns, reinserção para

outros, que são os “hospitais gerais”.

Durante uma missão pregada em Sotteville-les-

Rouen em 1662, logo em seguida na cidade de Rouen,

Nicolas Barré comunica sua preocupação a algumas

meninas e meninos que ele convida a se colocar,

corajosamente e desinteressados , a serviço da juventude

e da infância abandonadas.

Para ele combater a maldição da pobreza ataca

uma das raízes do mal: a falta de formação humana

e espiritual. Diante da humanidade desfigurada pela

miséria e injustiça, Nicolas Barré continua nos lembrando

que os seres humanos foram criados à imagem de Deus.

Numa época em que a criança é pouco considerada, este

apóstolo contemplativo fica impressionado com o fato de

que, se Deus, em Jesus, “não só se tornou homem, mas até

mesmo criança”. é estar perto dos humildes, dos menores,

dos mais pobres e eles podem conhecer o seu amor.

Em 1669, ofereceu a mulheres jovens que haviam

se engajado por alguns anos na educação popular (escolas

livres, catecismos, oficinas, alfabetização e treinamento de

mulheres cristãs) para viver “em união uns com os outros”

e assim formar uma comunidade secular, sem votos


NOSSOS PASSOS

13

religiosos, em uma vida arriscada a causa do Evangelho.

Ele faz isso de maneira habitual, direta, sem mascarar as

dificuldades, depois orar por muito tempo e verificado que

a inspiração vem do Espírito Santo. Sem hesitação e com

um coração muito grande, estas mulheres que ele formou

diariamente para uma vida à maneira dos apóstolos,

respondem:

“Sim, queremos e nos entregamos à Divina

Providência em total desinteresse”.

Esta comunidade continuará crescendo e se

desenvolvendo em toda a França durante a vida de Nicolas

Barré, que continua a inspirar zelo, amor aos pobres,

desinteresse, humildade, simplicidade. Isso lhe renderá

muitas oposições e mal-entendidos, inclusive na Ordem dos

Minimos.

Mas também se multiplicará para dar nascimento a

novos grupos, como em Reims com Nicolas Roland (Irmãs do

Menino Jesus), ou para ajudar temporariamente a formação

de outros Institutos, como em Lyon (Irmãs de São Carlos), a

Lisieux (Irmãs da Providência) etc ... O trabalho de Nicolás

Barré e, em especial, o espírito que o inspira, tornam-se

referência, em meio a muitas dificuldades e contradições.

De 1675 até sua morte em 1686, Nicolas Barré está

novamente em Paris, onde segue a mesma missão que

em Rouen, apoia o nascimento de escolas populares. Ele

continua a ser um diretor espiritual muito competente para

as pessoas que sofrem de dores interiores e um ardente

pregador do Evangelho.

Em várias ocasiões, ele é consultado por John Baptist

de la Salle. Ele mesmo percebeu como era difícil para os

jovens sobreviverem nessa profissão de professor popular,

tão desprezado na época. Ele não podia fazer, daqueles que

se engajaram nessa ação educacional, um grupo constituído

em comunidade como ele percebeu com as jovens mulheres.

É por isso que ele aconselha João Batista para si escolhas

radicais, que será decisivo na fundação dos Irmãos Cristãos.

Sem deixar-se abater pela doença, ou pelo profundo

sentimento de sua própria pobreza, Nicolas Barré continua

acompanhando, iluminando, fortalecendo aqueles que vêm

buscar a luz dele.

“Muitas vezes um diretor recebe muita luz e dons

celestes para derramar sobre as almas, ele é rico nos bens

dos outros, e se alguém separa o que é dado aos outros de

suas graças e virtudes pessoais. seria quase nu e pobre

e miserável ... Mas quando se esquece de si mesmo para

trabalhar para a salvação das almas. Deus nos chama. ele

toma um cuidado especial com a pessoa que sacrifica a

serviço das almas “.

Para mais e mais jovens mulheres, e para os poucos

jovens que vêm oferecer-se para o serviço educacional de

crianças pobres, ele aprende a explorar a contemplação de

“Deus feito homem e até criancinha”. o amor, a paciência, a

coragem, o desinteresse, a liberdade interior necessária aos

educadores. Para a comunidade formada pelas “amantes de

caridade” dispersas na maior parte da França, ela oferece um

mínimo de organização, mas nenhuma segurança material

que garanta a duração. “Não deve ser feito depender de

meios comuns à sabedoria e prudência humana.” Seus

únicos fundamentos sólidos são o Abandono a Deus e a

total liberdade do apóstolo. Para aqueles que sofrem moral

ou espiritualmente, ele aprende com paciência e segurança,

nascido de sua própria jornada, para não fugir do teste, mas

para torná-lo o mesmo lugar onde Deus se encontra, para

produzir a fonte de uma paz indescritível.

Ele morreu em Paris em 31 de maio de 1686. Ao saber

de sua morte, multidões correram para seu convento no

distrito de Marais, exclamando: “o santo dos Mínimos está

morto!”

>>Frei Evelio de Jesús Muñoz

ORACAO DO BEM-AVENTURADO NICOLA BARRÉ..

“Senhor, não desejo mais nada, nada quero, para me colocar em

atitude de desejar aquilo que Tu queres, assim como Tu o queres”.

Tu me vedes meu Deus, Tu tens interesse por mim, tu tens tudo

aquilo que me interessa, tu sabe tudo aquilo que me acontece.

Nada pode fugir do teu controle e da tua guia adorável e isso é

suficiente.

Oh Jesus, Tu es o amor, Tu es o meu Deus, o meu Tudo!. Tu es o centro

da bondade, da imensidão e de grandeza. Senhor, tu me possuis, agi

na minha vida, agi em mim. Faz tudo aquilo que te agrada e eu

procurarei desejar, agir e de te seguir para onde for, em tudo e por

todo lugar, sem receios e sem limites.

Em fim, Senhor, desejo te pertencer, desejo ser teu inteiramente.

Não quero mais divisões nem nesta vida e nem na outra. Não desejo

angustias, e nem tristeza na terra ou no céu.

Oh meu amado Senhor, quero ser somente teu para sempre. Oh

Jesus, oh Amor”.


14 OUTUBRO / 18

FESTA DE ANIVERSÁRIO FREI DINO E FREI EVELIO REALIZADO

NO ALFA BARRA CLUBE, NO DIA 11 DE NOVEMBRO.

PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES!!!


NOSSOS PASSOS

15


16

OPINIÃO

FILOSOFAR NA ATUALIDADE

Bem- vindos ao século 21. Muito foi imaginado

sobre como seria o mundo e as relações humanas após

a virada para os anos 2000. A imaginação voou. Desde

o apocalipse do fim dos tempos até carros voadores e

androides convivendo com seres humanos, o futuro

sempre trouxe uma indagação e espanto. O que sera que

nos esperava no limiar do fim do século 20?

Já nos encontramos na 2ª década do século 21 e

em um tempo tão curto foram muitos os acontecimentos

que chocaram o mundo. Guerras, atentados, revoluções

dividiram as manchetes de jornais do mundo inteiro.

Encontramos aguas em Marte que possivelmente

podem conter vidas, entre outras, novidades no ramo

das indústrias de alimentos, de informática e das

indústrias farmacêuticas.

Não é possível fazer uma analise histórica do que

vivenciamos dada a nossa proximidade em relação ao

“agora”. Para se fazer história, é preciso de tempo fluido

como um rio observado a distancia para compreender

a sua movimentação. O futuro nos dirá qual foi o nosso

papel nesse momento repleto de fatos e versões. Muito

foi conquistado, mas ainda existem enormes desafios

a serem superados. O mundo não para e continua a

existir e a exigir que o olhemos de frente e repensemos

nossa relação com ele, com a sociedade e claro com nós

mesmos.

Talvez em nenhum outro momento da

humanidade, pudesse existir tamanha conexão global.

O mundo se conectou de tal forma que conseguimos em

poucos segundos falar com pessoas em outros países e

saber de notícias que acabaram de acontecer. Falamos

com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo

e ainda uns poucos sortudos podem até falar com os

astronautas quando estão em orbita do planeta.

Pessoas que nunca vimos em nossas vidas sabem

mais do que se passa conosco do que aqueles que moram

na mesma casa. Nunca tivemos tão virtualmente

cercados de pessoas e nunca as relações humanas

estiveram tão frágeis. Globalizamos as relações,

conseguimos multiplicar rapidamente as conexões

com o mundo, as fronteiras mundiais estão cada vez

mais diluídas e, no entanto todas essas quantidades de

possibilidades que se descortinam diante de nós, não

possuem a qualidade necessária e inerente aos que

podemos de chamar de relações humanas.

Somos seres cada vez mais individualizados, pois

não deixamos mais espaço para o “nós” existe cada vez

mais o “eu”.

“Em nosso mundo de furiosa individualização” os

relacionamentos são bênçãos, pois o não reconhecimento

do outro também faz parte de uma violência. Os danos

que o não reconhecimento pode causar na sociedade

são imensos, cabem às ações políticas concretas feitas

no seio da sociedade buscar o entendimento e o respeito

de forma a garantir a sobrevivência dos homens.


NOSSOS PASSOS

17

O BRASIL

PÓS

ELEIÇÕES

Todos nós sabemos como foi e

experimentamos o período da campanha eleitoral.

Tivemos que olhar para o caos fora e dentro de

cada um de nós. As contradições, as adversidades,

as falas hostis e até mesmo rupturas nas relações.

O fato é que esse período nos chamou e ainda

chama, a atenção para a seguinte questão.

Qual a medida da sua tolerância?

O que esse período trouxe para seu aprendizado

enquanto cidadão?

Devemos compreender que as “guerras” nas

redes sociais, as desavenças pessoais e até mesmo as

ofensas, nos chamou para duas virtudes: o respeito e a

responsabilidade.

A maneira como agimos ou reagimos

após esse mês de grandes decisões e mudancas,

nos leva a refletir sobre o respeito e as

responsabilidades individuais e coletivas também.

Responsabilidade = responder com habilidade àquilo

que nos provoca.

Essa segunda virtude, aqui colocada, esta

diretamente ligada com a primeira. Diria até, que

uma é extensão da outra, no meu ponto de vista.

Passado essa turbulência, o que ficou de conceito sobre

o respeito e responsabilidade para cada um de nós?

De que forma a responsabilidade está na sua vida

como guia das suas decisões, ações e postura de vida?

A mudança já começou, e com vai exigir

novas posturas (internas inclusive), novas atitudes

e disponibilidade para que o exercício do respeito

se manifeste de forma pacífica. Que a resposta

seja adequada à cada situação que se apresentar.

Que a habilidade seja a condutora na sua forma mais

completa de ser.

E que assim possamos definitivamente entender

que, como filhos e filhas de Deus estamos indo de

encontro à nossa essência primaria: o Amor.

>> Juliana Cinelli

Psicologia Transpessoal

Crp- 53010

CARTAZ ENCONTRADO EM UMA

IGREJA NA FRANÇA ...

“QUANDO VOCÊ ENTRA NESTA IGREJA,

PODE SER POSSÍVEL QUE VOCÊ OUÇA” O

CHAMADO DE DEUS.”

NO ENTANTO, É IMPROVÁVEL QUE ELE

LIGUE PARA VOCÊ NO SEU CELULAR.

OBRIGADO POR DESLIGAR SEUS TELE-

FONES.

SE VOCÊ QUISER FALAR COM DEUS, EN-

TRE, ESCOLHA UM LUGAR TRANQUILO E

FALE COM ELE.

SE VOCÊ QUISER VÊ-LO, ENVIE-LHE UM

TEXTO ENQUANTO ESTIVER DIRIGINDO.”


18 OUTUBRO / 18

HONRA

Eu tive o prazer de ser apresentado à boa leitura

e aos bons filmes na infância.

Minha mãe cobria-me de livros, enquanto o meu

pai trazia os filmes clássicos, por vezes em preto e branco

e quase sempre em duplo VHS. Curioso inveterado que

sou, não demorou para que me embrenhasse naquele

material todo, mesmo que não entendendo patavina na

maioria das vezes.

Claro que não me envergonho por ter dado

preferências aos atlas de astronomia, enciclopédias

ilustradas e ao manual do escoteiro mirim que trazia os

sobrinhos do Pato Donald na capa.

Os filmes de capa e espada foram os primeiros,

mas os clássicos como “Os dez mandamentos” de De

Mille e “Rei dos Reis”, seguido de “Jesus de Nazareth”,

logo me chamaram a atenção.

Não demorou e livros como “Os Irmãos corsos”

foram tomando o lugar dos ilustrados.

O tempo passou e uma idéia em particular me

intrigou, desafiando a minha parca inteligência pueril

aos nove anos de idade. Afinal de contas, o que era a

tal da honra, pela qual matava-se, morria e sacrificavase?

Que sentimento ou ideia tão poderosa era essa que

cabia em uma palavra tão pequena, mas que despertava

tanta paixão, bravura, heroísmo e abnegação?

Não demorou muito e lá estava eu, aos dez anos

de idade, lendo (tentando ler...) Ivanhoe, nessa altura

com a alma já fervilhando e louco por compreender

o que era a tal da honra. Mas afinal de contas, o que

alguém que acorda todo dia às seis da manhã para ir

para escola sabe disso?

Minha rotina resumia-se ao café da manhã,

seguido das ordens do meu pai qdo do retorno da escola.

Ajudar a minha mãe a encerar o chão (nessa época

passava-se cera e enceradeira, pois ainda não havia

tacolac ou coisa semelhante), capinar o quintal, lustrar

as botas do meu pai ou qualquer outra coisa que um

guri dos seus dez anos pudesse fazer para ajudar nos

afazeres domésticos.

O fim da tarde era dedicado aos deveres de casa,

e das seis até às dez da noite eu poderia me ralar nas

ruas de paralelepípedos, brincando de esconde-esconde,

policia e ladrão, pique bandeirinha ou queimada. De

futebol nunca gostei e nessas horas sentava na calçada

só pra assistir o “quebra-canela”.

Ou seja, se não éramos ricos, longe estava eu de

não ter uma infância normal e até feliz. Poucas eram as

dificuldades e a minha maior preocupação era não ficar


NOSSOS PASSOS

19

para recuperação em matemática ou português.

Filho e neto de militares, descendente de católicos

portugueses e estudante do Instituto Maria Auxiliadora,

não seria novidade que toda e qualquer obediência,

solicitude ou gentileza para com os meus pais e qualquer

“mais velho”, nada mais fosse do que algo natural, ou até

mesmo vital, como respirar e me alimentar.

Não era difícil viver, bastava me comportar,

obedecer, brincar e não ser molenga, o resto vinha

naturalmente, assim como as frutas na mesa ou a roupa

limpa no guarda roupa.

Percebe-se aqui a enorme distância entre a minha

vida, e as vicissitudes necessárias para que o caráter

humano seja posto à prova, criando assim as condições

em que se possa compreender por completo o significado

da palavra honra.

Para a língua portuguesa o “pai dos burros” guarda

a seguinte definição sobre a honra:

“substantivo feminino

Princípio que leva alguém a ter uma conduta

proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom

conceito junto à sociedade.”

Entre tantas outras definições que só confundiram

ainda mais a minha cabecinha na época.

Posto que ser probo (isso eu entendia quando lido

o significado) e corajoso era algo praticamente natural,

na cabecinha do jovem cristão, que ficava todo garboso

quando o pai fardado chegava em casa, ainda me faltava

a compreensão do que era tal coisa que fazia cavaleiros

brandirem espadas contra multidões inimigas, pessoas

morrerem, mas não entregarem seus companheiros

quando capturados, ou simplesmente suportar a penúria

com dignidade em vez do roubo.

O tempo foi passando e a tal da honra ainda me era

um bicho de sete cabeças, uma vaga ideia, e na verdade

mais palavra do que fato.

Lá pelos onze anos já era bem vivo, e participava

com maior frequência de conversas com minha mãe, pai e

tios vez por outra. Aos treze lembro-me bem quando certa

vez minha mãe disse de forma hipotética, “passaríamos

fome todos juntos, mas jamais me desonraria se necessário

fosse”.

A ideia de passar fome não me pareceu nem um

pouco agradável, ainda mais quando me lembrava das

histórias da mesma mãe, que muita penúria passou na

infância e adolescência, em que um pão alimentava nove

e coco-ralado com açúcar deveria ser agradecido em

joelhos por tão grande maná (hoje vejo como a ausência de

experiência realmente não me permitiria à compreensão).

Ler sobre o sepuku aos 15 anos tão pouco melhorou

a minha compreensão da coisa. Já não bastava perder a

luta? Teria também que perder a vida?

Nesse ponto comecei a compreender o quanto a

cultura oriental se distanciava da ocidental. Seriam eles

muito evoluídos e nós muito pobres de espírito, ou esse

povo de olho puxado era neurótico mesmo? E olha que

eu adorava os filmes do Van Damme, Bruce Lee e toda

sorte de filmes em que Samurais voavam pelo ar com suas

katanas.

Essa questão povoou minha cabeça na adolescência,

principalmente porque eu não parava de ouvir sobre isso

ao conversar com praticantes de artes marciais.

Confesso que nessa época, mesmo sem ler a Ayn

Rand (eu ainda nem sabia quem era ela), a idéia de honra

me pareceu uma coisa forçada, pois no final eu sempre

chegava à conclusão de que a tal “atitude honrada” era

motivada por algum loro ou auto punição.

Pensava comigo: “se ando certinho sou

recompensado e bem visto, se saio da linha sou punido e

visto como mau. Essa “coisa” de honra no final das contas

mais parecia auto-preservação”.

Somente com o passar dos anos, à medida que

tomei “gosto” pelo virtuosismo no que executava e adquiri

a boa sensação de ver um trabalho bem concluído, foi que

passei a compreender uma parte daquilo chamado honra.

Pois se a boa execução me trazia satisfação, a má execução

deixava-me cheio de vergonha.

Passei finalmente a entender a desonra em não dar

o meu melhor, em não me esmerar e consequentemente

não conseguir atingir o objetivo ao qual me propus.

E, infelizmente, com erros e consequências

entendi a invalidade do relativismo, e passei a sentir

vergonha por qualquer má conduta, não mais evitando

o erro pelo medo da punição, mas por legítima vontade

de ser correto, diligente e justo, entendendo que os meus

atos jamais poderiam ser motivo de dano para segundos

ou terceiros. E que a assim chamada “causa fortuita” não

poderia ser nada menos do que uma tempestado ou um

ciclone tropical.

Por fim, somente adulto compreendi o quanto

era medíocre procrastinar na minha reforma íntima,

passando a entender a minha “obrigação” em perseguir o

meu aprimoramento como ser humano.

Estou certo de que ainda estou longe de

compreender o que é honra, e por muitas vezes precisarei

de discernimento para não confundi-la com orgulho. Mas

espero ter a sabedoria necessária para distinguir uma da

outra.

Falo de honra hoje por um motivo bem simples. Se

a compreensão desse principio fizesse parte do nosso dia

a dia, mais do que o exercício de dogmas, certamente o

nosso caminho recente teria sido menos tortuoso, então

procuremos ensinar verdadeiramente os nossos filhos

o que é honra, para que ela não se torne uma simples

alegoria ou mera figura de retorica. Talvez assim o nosso

caminho se cumpra de uma forma mais suave e produtiva.

Bom dia!

Obs: Se você chegou até aqui parabéns, pois sim, eu sou

prolixo...

>> André Luís - Fisioterapeuta

Credito-2/99941-F


20 OUTUBRO / 18

PANTALEÃO DE

NICOMÉDIA,

MÉDICO E SANTO

Assistir a uma formatura de médicos é uma

experiência humana muito interessante. Os jovens

formandos, além dos discursos de praxe, fazem um

juramento. Por alguns séculos já, eles prometem, em

síntese: Os deveres que o médico deve ter em sua

profissão são a integridade na vida, a assistência aos

doentes, e o desprezo pela sua própria pessoa.

É uma promessa muitíssimo radical, proposta

por Hipócrates de Cós, um genial médico nascido no

Século IV a.C., e que praticou esse difícil juramento por

toda a vida, até o Século V a.C., após muito ter estudado,

viajado, e sobretudo curado enfermos. Alguns dos seus

ensinamentos são válidos até os dias de hoje.

Mas eis que sugiro que o médico Católico

siga também a reflexão de outro colega, nascido

em Nicomédia, hoje chamada de Izmit, na Turquia.

Nicomédia era o limite mais oriental do Império

Romano, e já no tempo de Pantaleão era importante

porto e centro comercial. Sim, São Pantaleão, protetor

dos médicos.

Nascido oito séculos após o Mestre Hipócrates,

no ano IV da era Cristã, o jovem Pantaleão desde muito

cedo foi genial estudante. Brilhante o suficiente para

que o Imperador Galério o contratasse como médico.

No auge da sua fama profissional - e Pantaleão tinha

apenas 22 anos - descobre-se que ele havia abraçado

a Fé Cristã. Pantaleão se tornara Cristão, e cuidava

incansavelmente dos irmãos e irmãs em Cristo, além de

manter o Imperador em boa saúde.

Um jovem tão notável e prodigioso não poderia

ter se tornado Cristão! E imediatamente foi preso e

conduzido a julgamento. O Imperador tentou ainda

inocenta-lo, dizendo que não servia aos deuses de

Roma, mas também a nenhum outro, já que era

ateu. Pantaleão protesta, e apregoa bem alto a sua

Fé. Enquanto o julgamento tem prosseguimento, eis

que um conhecido paralítico, cuidado por Pantaleão,

adentra à sala, caminhando. A inusitada aparição,

do ex paralítico que diz ter se tornado Cristão, causa

grande polêmica.

O fato traz perplexidade a todos, exceto ao jovem

médico, que vê nesse fato uma mensagem de Deus.

Pantaleão apregoa mais alto, com mais convicção, sua

fé Cristã inabalável.

O establishment político-religioso propõe então

a morte de Pantaleão, que deveria ser queimado, visto

que sua Fé estava conectada com artimanhas mágicas.

A fogueira é armada, o jovem médico amarrado ao poste,

mas eis que o fogo não prospera de nenhuma forma.

Debalde os algozes tentam reacende-lo, sem nunca o

conseguirem. A multidão exulta, pedindo outra pena.

Pantaleão é então recolhido à prisão, e sua morte

recomendada na categoria de Cristão, sendo lançado

às feras, para o público, em dia de festa cívica. Para

a perplexidade de todos, o bravio leão vem lhe lamber

os pés. Outra vez é recolhido à prisão, e agora será

martirizado pelo fio da espada. Em praça pública, os

algozes o decepam para o júbilo da massa popular. O

jovem médico tinha então 23 anos.

A igreja Católica tem quatorze Santos Auxiliares,

e Pantaleão é um deles. O famoso e milenar Mosteiro

do Monte Athos, na Grécia, é dedicado a ele. Também

a cidade do Porto é a ele dedicada, estando em sua

igreja relíquias do Santo. As relíquias viajaram

desde Constantinopla até Portugal, levadas por fieis

Armênios, que fugiam da invasão dos Otomanos.

Buenos Aires tem também uma igreja de São Pantaleão,

tradição trazida por emigrantes Italianos. O número de

devotos Argentinos é significativo.

Sim, estimado Paroquiano, estimada Paroquiana,

o Juramento de Hipócrates é abnegado e genial,

muitíssimo oportuno. Mas seria muito justo, nos

dias difíceis de hoje, que todos, inclusive os médicos,

lembrassem da oração do Padroeiro da Medicina:

“Senhor, concedei-nos por intercessão de São Pantaleão,

nos socorrer em todas as circunstâncias da nossa

existência”.

>>Luiz Rocha Neto

Professor da UFRJ


NOSSOS PASSOS

SAÚDE

21

LESÕES DE ESFORÇO

REPETITIVO (LER)

LER (Lesão por Esforço Repetitivo) é uma síndrome

causada por tarefas repetitivas e diárias como digitar,

dirigir, manipular máquinas, britadeiras, tocar teclado,

piano, ou bateria, fazer tricô, teclar no celular, dentre

outras, e que é constituída por diversas patologias como

tendinite, peritendinite, bursite, epicondilite, lesão do

manguito rotador, cervicalgia, lombalgia, síndrome do

túnel do carpo, dores musculares e muitas outras. Pode

ser entendida como uma doença ocupacional – DORT

(Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho),

sempre que existir incompatibilidade entre os requisitos

da atividade e a capacidade física do ser humano, onde

postura incorreta, levantamento de peso inadequado e

movimentos repetitivos contribuem para o surgimento da

lesão. Ou seja, quase em sua totalidade, estão relacionadas

ao ambiente de trabalho. A prevalência é maior no sexo

feminino.

O diagnóstico é clínico, baseado na dor podendo

haver sintomas associados como dificuldade de movimento,

parestesia e outros, dependendo da patologia causadora.

Sempre é importante questionar sobre o ambiente e

processo de trabalho, além de suas condições, como por

exemplo, tempo de repouso ou intervalo de repetição de

atividades. Exames de imagem podem ser solicitados

para confirmação diagnostica, como radiografias,

ultrassonografia e ressonância magnética. Contudo, o

mais importante é se identificar o agente causador da

patologia, mas sua correlação nem sempre é fácil de ser

concretizada.

O tratamento varia de acordo com o diagnóstico

da patologia causadora estabelecido pelo médico,

mas normalmente são utilizados anti-inflamatórios e

analgésicos, além de repouso, podendo ser associado à

fisioterapia e até mesmo acupuntura, RPG e Pilates. Em

casos crônicos e refratários, pode ser considerado o uso de

corticóides, sempre com a devida cautela.

A prevenção, como mudança de hábitos e posturas,

investimento em boa ergonomia, é a melhor forma de se

evitar tais lesões, evitando assim, gastos ao empregador e

danos à saúde do trabalhador. Portanto, procure ter uma

postura correta, sentar em cadeiras e assentos adequados,

dormir de forma adequada e em colchão apropriado, ter

uma boa ergonomia em seu trabalho, não ficar por muitas

horas na mesma posição, cuidado com o uso excessivo

de celular e fazer alongamentos visando ter uma vida

saudável.

>> Ígor Clare Pochmann da Silva

Ortopedia e Traumatologia / Cirurgia do Quadril

www.igorpochmann.com.br


NOSSOS PASSOS

23

1 Álvaro Alberto Guerra Ventura

1 Rubem da Cunha Ferreira

2 Antonia Iramir da Silva Cardoso

2 Neuza Maria Cossettin de Medeiros

3 Anna Maria Bittencourt da Silva Ruivo

4 Helena Simões Correa

5 Maria Luiza da Costa Rosa

7 Manuel José Aguieiras Alves

8 Gilson Fernando Buccos Filhagosa

8 Hilda Maria Pinheiro Coré

9 Hélio Francisco da Silva

10 Bottino Natale Neto

10 Vanja Maria Cascardo Nassar

10 Vera Lúcia Monteiro Pereira

12 Marly M. Giannotti

12 Shirley Thereza Pumar Henriques

12 Zélia Coimbra Thomé

13 Valeria Vilela Torres

14 Daniele de Souza Santos

17 Celina Silva de Magalhães

17 Isaura dos Reis Lavouras

17 Teresinha Maria Bertoti

18 Olga Marysa Martins Politzer

19 Beatriz Maria Miné Costa

20 Elisa Scheide Nazareth

20 Manoel Marques Simões

21 Ana Maria Fernandez Frutuoso da Silva

22 Hortência Maria Maciel Sales

23 Aline de Almeida Pacheco

25 Domenica Alfano Afflisio

25 Elio Da Cas

26 Paulo Cesar Dias de Lima

27 André Luiz Soares Coutinho

27 Senilda de Andrade Marinho

29 Luiz Fernando Azevedo Miranda

29 Wallace Ferreira de Carvalho

31 Clóvis Gelbcke de Mattos

31 Paulo dos Santos Cunha

31 Sílvia de Abreu Santo

ORAÇÃO DO DIZIMISTA

Recebei, Senhor, a minha oferta.

Ela representa a minha gratidão

e o meu reconhecimento, pois o que tenho

eu o recebi de Vós.

Amém!


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OUTUBRO / 18

CLASSIFICADOS

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NOSSOS PASSOS


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