Magazine Choque Frontal ao Vivo 1

choquefrontalaovivo

Magazine de informação n.º 1


O Choque Frontal ao Vivo é provavelmente o

programa de rádio mais original a sul do Tejo.

Mensalmente 125 pessoas são convidadas a assistir

e a conviver com os artistas neste programa da Alvor

FM. O pequeno auditório do Teatro TEMPO em

Portimão é palco deste Programa de Rádio, da

celebração desta jam session de artistas, onde outras

formas de arte também têm o seu lugar. A gravação

realizada ao vivo vai para o “ar” no Sábado seguinte

na ALVOR FM. Realização, Produção e

apresentação: Júlio Ferreira e Ricardo Coelho.

Mas este é mais que um programa de Rádio!

Outros tipos de arte também estão presentes em todos os programas do Choque Frontal ao Vivo. O

pintor João Sena é presença habitual nas nossas emissões desde o primeiro dia. De 2 em 2 meses

este artista plástico apresenta novas telas pintadas exclusivamente para o Choque Frontal ao

Vivo que são exibidas por trás dos artistas e que a assistência do programa é convidada a dar nome.

Os convidados a assistir ao programa Choque Frontal ao Vivo podem ainda celebrar no final de cada

programa connosco e conhecer o Algarve em estado líquido, provando vinhos, cervejas ou licores

regionais... Parceria com a Rota dos vinhos do Algarve, que em cada programa apresenta diferentes

propostas. Para acompanhar os vinhos após a gravação do programa os convidados também provam

os deliciosos salgados e os bolos com o mesmo nome do programa, idealizados e concebidos pela

Pastelaria Delicias de Portimão.

A caminho dos dois anos desde o inicio

desta aventura eis que dois amigos

aceitam participar na nossa loucura e

compõem o primeiro tema original para

o Choque Frontal ao Vivo. Um sonho

tornado realidade!

O que vocês vão poder ouvir é um

instrumental de uma beleza única de

autoria de Ricardo J. Martins na

guitarra Portuguesa, com mistura,

arranjos e produção do DJ Sickonce.

Júlio Ferreira

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Ricardo J. Martins

Ricardo J. Martins nasce em Faro a 3

de Fevereiro de 1984.

Desde sempre influenciado por vários

géneros musicais encontrou na

Guitarra Portuguesa a forma de

exprimir os seus sentimentos

sonoros.

Desde a primeira audição de temas

de Carlos Paredes que o som deste

instrumento lhe mostrou o caminho

musical a seguir.

Embora maioritariamente se dedique

a acompanhar Fado, vê na Guitarra

Portuguesa uma enorme capacidade

como instrumento solista, tocando,

tanto a Guitarra de Lisboa como a

Guitarra de Coimbra.

Gravou no ano de 2014 o seu primeiro disco de Guitarra Portuguesa instrumental denominado

apenas “Ricardo J. Martins”, essencialmente de adaptações de temas fora do ambiente musical da

Guitarra Portuguesa e versões de temas típicos do instrumento com arranjos próprios . Deste disco

destaca-se o tema original e single “Danças na Eira”.

Constantemente em busca de novos caminhos para o instrumento, compondo e tocando, mas

sempre sem esquecer as raízes editou em 2017 o disco sucessor de nome “Cantos e Lamentos”.

Este trabalho conta com várias participações especiais de músicos e instrumentos fora do Fado, como

é o caso da flauta de bisel, acordeão, voz lírica e percussões, bem com vivências musicais diferentes,

dando a este trabalho um cunho pessoal único que vai desde a música tradicional portuguesa até à

música clássica.

No seu percurso musical apresentou

a sua música nos mais diferentes

países: Portugal, Espanha, França,

Bélgica, Holanda, Luxemburgo,

Sérvia, Inglaterra, Alemanha, Canadá,

Estados Unidos da América, China,

Ucrânia e Cabo Verde.

Teve o privilégio de tocar com

grandes nomes do nosso panorama

musical como é o caso de Viviane

(Entre Aspas), Marco Rodrigues,

Filipa Cardoso, Ana Sofia Varela, Ilda

Maria e Pedro Jóia.

info@ricardomartinsgpt.com

2018

Melhor Música Instrumental

“Corre Corre Corridinho”

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Sickonce

Produtor e DJ há mais de 20 anos,

proveniente do Algarve, tem tocado

um pouco por todo o país, a solo ou

com os seus projetos, assinando

Gijoe (como DJ) e SICKONCE (como

produtor).

Pertence à direção da editora

independente Kimahera, pela qual

foram editados mais de 40 álbuns

nos últimos 10 anos.

Na sua discografia, entre álbuns e

EPs, físicos e digitais, já conta com

mais de 30 lançamentos.

Faz parte de projetos como

TRIBRUTO, Deep:her (Gijoe + emmy

Curl), REFLECT, Bullet (com Armando

Teixeira), Perigo Público, entre

outros.

Os palcos que tem pisado têm sido os mais variados, desde bares, discotecas, clubes, festivais,

eventos privados, teatros, bibliotecas, auditórios, eventos desportivos, sendo de destacar alguns

como Rock In Rio, MeoSW (Sudoeste), TEMPO (Teatro Municipal de Portimão), Semanas Académicas

e Queimas das Fitas (por todo país), Casa da Música (Porto), Music Box, Festival MED (Loulé), LUX,

Bafo de Baco (Loulé), Rebel Bingo, Cabaré (Faro), Hardclub (Porto), LX Factory, Avante, Santiago

Alquimista, contando já com mais de mil atuações no seu currículo.

Na base está o Hip-Hop, as suas técnicas, o uso do gira-discos como instrumento musical e alguma da

sua estética, complementado com a electrónica e a bass music. Prova disso é ter sido convidado para

leccionar e coordenar o curso de música electrónica da Etic_Algarve e os muitos Workshops que tem

dado.

Na RUA FM (102.7) conta com o

programa ANTIESTÁTICO, onde dá a

conhecer nova música, intercalada

com o que de bom se tem vindo a

fazer por todo o mundo nestes estilos

musicais.

Rafael Correia

gijoe@kimahera.pt

(+351) 936 435 883

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Vera Lisa Cipriano

Há coisas na vida difíceis de explicar em palavras e que só se conseguem perceber e sentir quando

as vivemos e presenciamos de perto.

Prova disso é o Choque Frontal ao vivo, um programa conceituado da Rádio Alvor com uma longa

história que todos os meses reúne no Teatro Municipal de Portimão grandes talentos da música. Uns

mais conhecidos do grande público do que outros, mas todos com o mesmo denominador comum -

o talento.

Para além do concerto, o tempo é preenchido com entrevista com os artistas que têm sempre tanto

para contar e ensinar. Sim, é verdade, aprende-se imenso. Aprende-se a dar valor aos artistas, que

muitos nem sabem que existem, aos excelentes vinhos regionais, à doçaria, à arte com os quadros

brilhantes do artista João Sena, aprende-se principalmente a dar valor à cultura.

O público foi sendo conquistado aos poucos e crescendo, concerto após concerto. O ambiente é

descontraído e quem vai pela primeira vez já não deixa de voltar.

No final do concerto há espaço com vinhos, bolos e convívio entre todos.

Sente-se que cada concerto é um passo em frente que se dá num caminho de crescimento cultural.

Mas como já referi é difícil explicar, o melhor é não perder o próximo concerto!

Fernando Mendes e Paulo Terrão

D`Alma

Luís Galrito

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Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

Começaram na Black Box, uma sala onde só

cabem 50 pessoas, mais tarde passaram

para o Pequeno Auditório, que tem uma

lotação de 125 mas, mesmo assim, na maior

parte das vezes, há gente que fica de fora por

falta de espaço.

AM – O Choque Frontal é um programa da

Rádio Alvor que existe já há muitos anos.

Como é que surgiu a ideia de fazer uma versão

ao vivo?

Sam Alone & The Gravediggers

AM – E foi fácil concretizar o projecto?

Júlio Ferreira (JF) – Estávamos conscientes das

dificuldades. Fomos falar com os responsáveis

do TEMPO e sugerimos fazer o programa na

Black Box. Por um lado, porque era uma sala

pouco utilizada e, por outro, porque

entendíamos ser o espaço ideal para acolher o

programa, que queríamos que fosse intimista.

Também é verdade que tínhamos algum receio

sobre a receptividade do público, nunca

pensámos que acabasse por ter o sucesso que

tem. E, portanto, ao ir para aquela sala que

tem lotação para 50 pessoas, ficávamos

‘defendidos’, se lá conseguíssemos colocar 30

ou 40 espectadores já seria bom, a sala

pareceria estar quase cheia.

RC – Começámos a pensar em artistas para lá

levar e um dos contactos que fizemos foi com

o responsável de uma editora que nos disse

que aquilo era um projecto muito giro e

começou a dar-nos sugestões de nomes de

artistas. A primeira banda de fora da região

que cá veio foram os Benshee, curiosamente,

dos primeiros a disponibilizarem-se para isso.

Só que, acho que estávamos em Novembro,

eles queriam vir em Abril e eu tinha dúvidas

que o programa durasse esses meses todos.

Ricardo Coelho (RC) – Em determinada altura,

eu e o Júlio Ferreira fizemos um programa ao

vivo num mercado e gostámos da experiência.

No final, o Júlio sugeriu que fizéssemos um

espectáculo no TEMPO (Teatro Municipal de

Portimão). Respondi-lhe que há uns anos tinha

pensado nisso, ainda fiz uns contactos, mas, na

altura, acabou por não se concretizar a ideia e

nunca mais pensei nela. Ele ofereceu-se para

apresentar o programa comigo e concordei. Esta

conversa deu-se a num Sábado e na Segundafeira

seguinte começámos a tratar das coisas.

Frontal

ao Vivo

Tércio Nanook

Continua…

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Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

AM – Trazer ao TEMPO artistas e bandas da

região, em princípio, em termos logísticos, não

deverá ser muito difícil, mas têm tido gente

vinda de Lisboa e de outros pontos do país, o

que já é mais complicado. Como é que

conseguem isso, tendo em conta que vocês

não têm cachet para lhes pagar?

RC – É o grande problema… Por isso é que, no

início, fizemos uma lista constituída,

essencialmente, por amigos nossos da região,

que seria fácil convencer a alinhar. Mas, quando

há uma pessoa de uma editora nacional que

acha a ideia gira, abrem-se outras

possibilidades. Depois, o que começou a

acontecer foi o boca-a-boca. Um artista ou um

grupo de outro ponto do país que veio cá e

gostou, falou nisso a amigos dele que também

são músicos e que ficaram interessados… a

partir daí era uma questão de aproveitar uma

altura em que viessem ao Algarve.

Vitor Bacalhau

JF – Nós começámos com o Nanook e e eu,

ainda em Novembro, organizei a gala dos

Bombeiros onde consegui levar o Sam Alone.

Aproveitei a oportunidade para tentar

convencê-lo a vir também ao Choque Frontal,

ele concordou e foi o segundo a estar no

programa. Tudo o resto foi uma questão de

aproveitar as oportunidades que iam surgindo.

Aos poucos, começámos também a

acrescentar algo mais ao Choque Frontal. Uma

das ideias que surgiu foi a de promover

produtos regionais algarvios. Eu sugeri o vinho

algarvio, através de uma colaboração com a

Rota dos Vinhos, e o Ricardo foi falar com o

dono das Delícias de Portimão, que já

colaborava com a rádio, e que passou a

confeccionar os bolos que oferecemos aos

espectadores no final de cada espectáculo,

juntamente com o vinho.

Depois surgiu a colaboração do pintor João

Sena. Combinei um encontro com ele e o

Ricardo e quando chegámos ao seu atelier,

estava a pintar uma tela que lhe tinha pedido

para os Bombeiros. O Ricardo ficou muito

agradado com o trabalho dele, que não

conhecia bem, e o João alinhou logo na

brincadeira e, no fundo, acaba por ser, de nós

três, aquele que mais trabalho tem.

Dário Guerreiro

Frontal

ao Vivo

Continua…

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Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

RC – O João começou logo por pintar uma tela

com aquela que seria a primeira imagem do

Choque Frontal… Nesta altura já perdemos a

conta dos quadros que ele pintou para o

programa, mas são bastantes. Depois, e para

além disso, também retratou alguns dos

convidados que passaram pelo Choque Frontal

ao Vivo, que me deixaram de boca aberta. Ele é

fabuloso.

JF – Temos a ideia de, mais cedo ou mais tarde,

fazer uma revista em papel ou digital, com

textos de todos os artistas que passaram pelo

Choque Frontal ao Vivo, com as imagens das

telas do João, já com os respectivos nomes

atribuídos pelos ouvintes, e também com

alguns textos sobre os trabalhos do João

escritos por ouvintes e por pessoas que já

passaram pelo programa.

Jorge Serafim

RC – Acho que o primeiro Choque Frontal ao

Vivo no Pequeno Auditório foi com o Môce

dum Cabréste, porque é uma pessoa da terra,

o espectáculo estava inserido no Março Jovem

e também porque houve um problema com a

mesa de mistura da Black Box, que até acabou

por calhar bem e lá fomos experimentar o

Pequeno Auditório.

JF – É de referir que, a partir de uma

determinada altura, o TEMPO destacou um

técnico em exclusivo para o programa, nós só

temos de avisar com antecedência quando é

que é o programa e ele trata da parte técnica.

Os 50 lugares da Black Box já eram poucos e

agora os 125 do Pequeno Auditório também.

Por exemplo, antes do programa com o José

Cid tivemos algumas noites complicadas

porque havia muitas pessoas que queriam ir,

nós queríamos que elas fossem, mas não

tínhamos forma de as colocar lá e também não

queríamos ir para o Grande Auditório, pois

havia essa possibilidade, porque aí perdia-se a

essência do programa, que é aquela

intimidade entre o artista e o público.

No futuro, tencionamos levar artistas que

estiveram na Black Box ao Pequeno Auditório…

AM – Ao fim de alguns programas tiveram que

mudar da Black Box para o Pequeno Auditório

do TEMPO que, muitas vezes, até já faz jus ao

nome e é realmente pequeno para acolher

todas as pessoas que querem ir ao

espectáculo…

Frontal

ao Vivo

Brasa Doirada

Continua… 10


Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

Por exemplo, com os Aurora foi complicado

porque só tínhamos 50 lugares e havia fãs deles

a ligar-nos de todos os pontos do Algarve que

queriam vir vê-los e não foi fácil convencê-los a

não virem porque diziam que não se

importavam de ficar de pé ou sentados no chão.

Aurora

Disse-lhe que tínhamos acabado de receber o

disco, que gostávamos de o entrevistar e

expliquei-lhe o conceito do programa.

Perguntei-lhe se tinha algum espectáculo na

zona, ele foi buscar a agenda e disse que tinha

um a 27 de Janeiro em Silves. Sugeri-lhe que

fizéssemos o programa no dia anterior ou no

dia seguinte e arranjávamos-lhe estadia cá

para passar a noite.

Ele respondeu que tinha um espectáculo

noutro ponto do país no dia anterior e que

também gostava era de dormir na sua cama.

Portanto, ficou de vir cedo para o Algarve,

trazendo o piano debaixo do braço e de fazer o

programa em Portimão à tarde, seguindo,

depois, para Silves onde, à noite, tinha o

concerto marcado. Foi assim que o José Cid

actuou no nosso programa de aniversário e foi

das pessoas que nos deu mais gozo entrevistar.

AM – O nome mais famoso ou com maior

currículo que tiveram foi o José Cid. Como é

que o convenceram a vir cá?

JF – Quando recebemos o novo disco do José

Cid, que a editora nos tinha enviado, reparámos

que havia na contracapa um número de

telemóvel para marcação de entrevistas. Ao ver

aquilo disse para o Ricardo: “como estamos

quase a fazer um ano de Choque Frontal ao

Vivo, que tal se convidasse o homem para vir

cá?” Debatemos a questão, pensámos que a

chamada iria parar ao agente dele, que nos

colocaria uma série de questões e problemas,

mas, mesmo assim, lá acabei por telefonar e foi

o próprio José Cid que atendeu.

Frontal

ao Vivo

Benshee

Continua… 11


Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

AM – O formato do Choque Frontal ao Vivo

que inclui actuação musical, entrevista,

apresentação de vinho e de quadros, para

além do convívio final com o público, não deve

ser muito comum no país…

Júlio Ferreira (JF) – Não é, não. Quando alguém

com a experiência e a carreira que o José Cid faz

grandes elogios ao programa e ao formato, isso

faz-nos ver que não é assim tão comum. O

programa tem uma filosofia que até nos leva a

recusar artistas que achamos não se

enquadrarem nela…

Ricardo Coelho (RC) – E isso não tem a ver com

o facto de se tratar de alguém que é ou não é

muito conhecido, não estamos a medir a fama

de ninguém, o que por vezes acontece é que

achamos que alguns não encaixam no formato

do programa.

Daniel Kemish

JF – São situações que surgiram a partir de

uma brincadeira. Sugerimos o bolo com o

nome do programa e o pessoal da Delícias

achou engraçado e confeccionou-o. Quanto à

piza, um amigo nosso, que é assíduo ouvinte e

que tem ido a quase todos os programas ao

vivo, abriu uma pizzaria e até partiu dele a

ideia de fazer uma piza com o nosso nome.

São, de alguma forma, sinais da popularidade

crescente do Choque Frontal ao Vivo. Aliás, no

programa de 28 de Fevereiro pensámos em

voltar às origens, ou seja, à Black Box do

TEMPO, mas em praticamente 10 horas,

esgotaram os 50 lugares disponíveis e meiahora

depois já tínhamos mais 20 pedidos

suplementares e tivemos que decidir fazer o

programa com o Ricardo J. Martins no

Pequeno Auditório.

RC – Acho que, depois dessa situação, muito

dificilmente vamos voltar à Black Box.

JF – O que constatamos é que há cada vez mais

pessoas que gostam do programa, que

entendem o seu formato e, às vezes, até já

nem interessa saber quem é o convidado

porque o selo de qualidade do Choque Frontal

ao Vivo é de tal forma que garante que

qualquer artista que lá vá é de qualidade.

AM – Nesta altura já há um bolo e uma piza

com o nome do programa. Há mais produtos

na calha para os próximos tempos?

Frontal

ao Vivo

oLudo

Continua… 12


Choque

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

AM – Isso terá também a ver com o facto de

não se tratar de um concerto, é um programa

que tem mais do que isso. A pessoa até pode

não apreciar particularmente um dos artistas

que lá vai e, provavelmente, não iria a um seu

concerto, mas vai por causa do ambiente, da

conversa e de todas as outras envolventes do

programa…

Irís

JF – Não tem… É claro que sabemos que tudo

tem um começo, um meio e um fim, mas

queremos deixar esse fim para o mais tarde

possível.

Temos convites para sair de Portimão,

inclusivamente, fizemos um programa em

Armação de Pêra, que foi um grande sucesso,

com mais de mil pessoas ao ar livre. Temos

contactos de muitos artistas que querem vir ao

programa, outros que queremos que eles

venham, mas, por vezes, sentimos alguma

dificuldades em marcar porque não temos

apoios para pagar sequer as portagens e

viagens de quem vem de fora da região e fica

caro fazer uma viagem de Lisboa ao Algarve só

para vir, de borla, a um programa de rádio.

Por isso é que, nesses casos, procuramos

conciliar as datas dos programas com as de

concertos que esses cantores ou bandas

tenham na região algarvia e aí já conseguimos

– através das empresas e entidades que

apoiam o programa – facultar-lhes refeições e

alojamento para o caso de terem de cá ficar de

um dia para o outro.

RC – A nossa preocupação foi sempre explicar

isso e ficamos felizes por verificar que as

pessoas entendem que vão a um programa de

rádio e não a um espectáculo. Não vão lá

porque o artista é o A, o B ou o C, vão porque

experimentaram uma vez e gostaram… no

fundo o que fazemos ali é o que fazemos em

estúdio quando entrevistamos um cantor ou

uma banda. A única diferença é que, em vez de

pelo meio, irmos passando música de cd’s, ali é

o artista que toca e canta.

AM – O primeiro ano de emissões ao vivo já lá

vai, começaram o segundo e imagino que o

programa não tenha certidão de óbito

agendada.

Frontal

ao Vivo

Kimahera

Continua… 13


Choque

União das Tribos

Os segredos do Choque Frontal ao Vivo

AM – Se há isso tudo e imagino que também

exista público porque é que acham que não há

esse circuito para actuações ao vivo?

RC – Não sei dizer se haverá público, se calhar,

não há assim tanto para este tipo de bandas,

que têm os seus próprios originais e não são

muito conhecidas. Dá-me ideia que as pessoas,

de uma forma geral, só vão a espectáculos de

músicos e bandas que conhecem, que já sabem

o que podem esperar.

E por isso fico satisfeito por saber que no

Choque Frontal, ao meio da semana,

conseguimos que apareçam 120 pessoas. Vão

ver artistas que conhecem, como o Mário Mata,

o José Cid, os Íris, mas depois também vão ver

alguns de que nunca ouviram falar. Esse é o

trabalho mais importante que estamos a fazer:

dar a conhecer às pessoas bandas e músicos da

região que tocam e cantam muito bem, que, em

alguns casos, até já têm algum reconhecimento

a nível nacional, mas que não são conhecidos

dos algarvios.

Frontal

ao Vivo

Mopho

Ricardo J. Martins

Nuno Barroso

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O último Choque Frontal ao Vivo foi assim…

último Choque Frontal ao Vivo foi assim…

Se as paredes do Marginália em Portimão falassem, teriam muito para contar. Muito. Aquelas paredes

tresandam mesmo a Rock´n´Roll, a cerveja peganhenta no chão, a ar repleto de fumo…Mas também iriam

falar dos tempos em que surgiu uma banda com o nome The Presidents …

Se as paredes do Marginália em Portimão falassem, teriam muito para contar. Muito. Aquelas paredes

tresandam mesmo a Rock´n´Roll, a cerveja peganhenta no chão, a ar repleto de fumo…Mas também iriam

falar dos tempos em que surgiu uma banda com o nome The Presidents …Raras foram as vezes em que

não incendiaram o palco. Certas noites tocaram bem, alto, majestosos, arrogantes. Outras…bem…

Raras simplesmente foram as tocaram vezes em mal! que Nem não incendiaram todas as noites o palco. são iguais Certas e, noites por vezes, tocaram a lua bem, cheia alto, também majestosos, não ajuda. As

arrogantes. paredes afinal Outras…bem… falam por si simplesmente mesmo. Ainda tocaram ali está literalmente mal! Nem todas o suor, as as noites discórdias, são iguais o sangue, por vezes, as marcas a lua

cheia das lutas, também os bocados não ajuda. de copos As paredes partidos, afinal assim falam como por pedaços si mesmo. de Ainda guitarras ali está e cordas. literalmente Nem o o graffiti suor, as com o

discórdias, nome da banda, o sangue, parece as marcas querer sair! das lutas, os bocados de copos partidos, assim como pedaços de guitarras e

cordas. Nem o graffiti com o nome da banda, parece querer sair!

“ A nossa ideia é fazer muitos concertos, espalhar a nossa música pelo Mundo.

Isto para nós é Incrível…”

Ray Van D. 16


“ Há uma coisa que nos une, existe uma química entre nós que não conseguimos sentir com mais

ninguém…”

Ray Van D.

“ É duro continuar no Mundo da música. Partir pedra, significa trabalhar duro, ter perseverança, acreditar e

lutar pelos sonhos e isso é muito duro.

É partindo pedra que seguimos em frente…”

Ray Van D.

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“ Nós gravámos este EP em Lisboa, com o algarvio Pedro Gerardo em apenas 2 dias. Foi tudo gravado como

um concerto ao vivo, só assim conseguimos aquilo que queríamos, passar esta energia…”

Ray Van D.

Por vezes, os juízos temperados a álcool

levou-os mais longe durante a noite. Mas

voltam sempre a ser responsáveis

durante o dia. Quase… Mas era altura de

dar o passo em frente. Sem calculismos,

mas com esperanças. Sem arrogância,

mas com mestria. Nasce a vontade e o

desejo de compor temas originais: É-lhes

tão natural como querer criar e amar.

Dos The Presidentes, nasceram os Stone

Breaker. O ideal e a filosofia são os

mesmos! Não se levando a sério,

entregues de corpo e alma como se não

houvesse amanha. Até porque talvez não

o haja. Stone Breaker é isso mesmo.

É pedra, é partir…é recuperar do que

está partido/sem imitar os erros do

passado, é recomeçar apesar de difícil e

duro, é seguir o sonho, com alma, com

coração. De peito feito às balas e notas

ao alto, a trabalhar duro e brincar duro…

esta é a filosofia e a fibra deste grupo de

Rock.

“ Os temas nascem nos ensaios e no trabalho que depois fazemos em casa. Numa constante dinâmica de

comunicação, proporcionada pelas novas tecnologias. Somos acordados ás 2 da madrugada com

mensagens de um de nós com uma ideia ou som novo. Nós vibramos com as ideias de cada um, é super

excitante mas dificil…”

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Ray Van D.


Género:

Rock & Blues

Membros da Banda:

Ray Van D – Vocals

Ivo Perpétuo – Guitars

Vasco Moura – Bass

Bruno Vitor Martins – Drums

thestonebreakermusic@gmail.com

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choquefrontalaovivo@gmail.com

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