Revista Chefs Campo 2016

LuRecco

Participativa, solidária e craque

na cozinha. É a produtora rural

Cada vez mais presente no dia a dia da Cocamar,

ela se apraz em preparar gostosuras para os familiares,

compartilhando, no Festival de Sabores “Chefs do

Campo”, algumas de suas receitas especialíssimas

Quase 15% do quadro de cooperados

da Cocamar - com

mais de 13 mil integrantes

- são produtoras. O percentual é

respeitável, considerando que, não

faz tanto tempo assim, a atividade

agropecuária parecia um território

afeito apenas ao público masculino.

Contudo, a participação das mulheres,

sejam elas cooperadas ou

esposas de produtores associados,

vai além: mais de 600 participam

de núcleos femininos - grupos

mantidos em dezenas de cidades,

nos quais, durante o ano, são organizadas

ações acompanhadas pela

cooperativa. O objetivo é aprimorar

o conhecimento sobre a prática da

cooperação e, também, debater

temas relacionados ao negócio

em que estão inseridas. E, solidárias

por sua natureza, aproveitam

a oportunidade da força da união

para desenvolver esforços em prol

de entidades assistenciais em seus

municípios.

Grande parte das produtoras, incentivada

pela Cocamar, acompanha

os maridos a dias de campo e

a outros eventos técnicos. A finalidade

é ajudá-las a preparem-se

cada vez mais para apoiar a família

na gestão da propriedade. E, nos

últimos dois anos, esse público feminino

viu uma cooperada alcançar

o topo do Concurso Cocamar de

Produtividade de Soja.

A presença das mulheres não se

restringe a uma fatia tão expressiva

no quadro associativo. Em período

recente, elas ocuparam cadeiras

no Conselho de Administração e

também no Conselho Fiscal. Hoje,

várias fazem parte do Conselho

Consultivo.

Mas muitas dessas empresárias

do campo, que se desdobram em

tarefas na propriedade e nos cuidados

com a família e a casa, têm um

lugar em seu aconchego do qual

não se distanciam: a cozinha. É ali,

entre panelas e temperos, lidando

com a arte do forno e do fogão,

que, prazerosamente, preparam

pratos saborosos para o deleite dos

familiares. São iguarias que resultam

de um conhecimento quase

sempre transmitido pela mãe e as

avós e que vem sendo aprimorado

com a curiosidade e as iniciativas

de cada uma. O Festival de Sabores

Chefs do Campo” foi idealizado

para prestar um reconhecimento

a essas produtoras que, com seu

talento, cultuam, preservam e incrementam

a riqueza gastronômica

regional.

Conheça, nesta revista, as 25 receitas

finalistas do concurso, que

teve 172 inscritas, representando

dezenas de municípios das regiões

noroeste e norte do Paraná. São

pratos tradicionais e também alguns

petiscos que, tão festejados

quanto aqueles, não podem faltar

em momentos de celebração.

Nossos agradecimentos à Cocamar,

que abriu suas portas e mobilizou-se

para a realização do evento

entre suas produtoras, e aos

demais parceiros pela confiança:

Unimed Maringá, Spraytec, CVC

Operadora de Turismo, Colégio

Nobel, Ford Center, Mabu Thermas

e Resort, Marel Móveis Planejados,

Século Adega, Atlas Odontologia e

Purity/Suavit.

4 - 5


As delícias da

culinária regional

Em sua primeira realização, com mais de 170 produtoras inscritas,

Festival de Sabores “Chefs do Campo” promete ser ainda melhor em 2017

De 11 a 13 de novembro de 2016,

as cinco produtoras rurais finalistas

do Festival de Sabores “Chefs

do Campo”, promovido pela Cocamar

nas regiões norte e noroeste

do Paraná, aproveitaram sua

merecida premiação: um final de

semana, com direito a acompanhante,

em Foz do Iguaçu (PR),

no Mabu Thermas Grand Resort.

Lá, em uma especial deferência,

os pratos foram preparados pelo

chef do hotel e servidos a todos

os hóspedes.

Mas, antes disso, as 25 receitas

semifinalistas - 19 na categoria

“Núcleos Femininos” e 6 na “Indicação”

- passaram pelo crivo

de um comitê de chefs especia-

lizados. Eles levaram em conta

os critérios estabelecidos no regulamento

do concurso, do qual

participaram exclusivamente cooperadas

e esposas de produtores

associados. A iniciativa foi da Editora

Flamma, a mesma que produz

o Jornal Cocamar e realiza o Rally

Cocamar Bayer e Spraytec de Produtividade.


A fase semifinal se completou no

dia 7 de outubro com a última visita

da equipe a uma produtora.

Quibe ao forno, polenta recheada,

bacalhau ao óleo composto, panquecas

ao molho branco, lombo

ao abacaxi, vaca atolada à mineira

e algumas curiosidades igualmente

saborosas. Os pratos que

integraram a semifinal foram selecionados

entre 172 inscritos logo

após o lançamento do concurso,

no dia 30 de junho, durante evento

promovido pela Cocamar em Maringá.

Nesse dia, a apresentação

do “Chefs do Campo” fez parte

Detalhes do lançamento

do Concurso

6 - 7


da programação do Encontro do

Núcleo Feminino, com a presença

de 400 participantes – entre cooperadas

e esposas de produtores

associados. Como destaque, a

prestigiada chef de cozinha Manu

Buffara, de Curitiba, foi trazida

para abrilhantar o lançamento e

conversar com as produtoras.

Nos meses de julho, agosto, setembro

e início de outubro, a equipe

do concurso percorreu as regiões

para selecionar 25 receitas

em reuniões com as produtoras e

visitou as semifinalistas em suas

casas, utilizando uma caminhonete

Ford Ranger de última geração,

cedida pela Ford Center. Nos

municípios, o pessoal foi recebido

nas cozinhas de suas residências,

onde teve a oportunidade de conhecer,

também, um pouco do seu

trabalho, de suas famílias e do seu

modo de viver.

Uma nova edição está sendo preparada

para 2017, com muitas novidades.

Algumas das reuniões

seletivas. A equipe viajou

na nova Ford Ranger


8 - 9


O tempero da

chef da moda

Destaque no lançamento do

Chefs do Campo”, em Maringá, a

chef Manu Buffara viajou o mundo,

trabalhou com chefs renomados e

abriu seu próprio restaurante, em

Curitiba (PR). Coloca diariamente

sua alma e coração na chamada

cozinha autoral. Como ela comentou

com as produtoras, de sua cabeça

e experiência surgem pratos

que são uma experiência de sabores

e sentidos.

Já ganhou vários prêmios nacionais

com seu Restaurante Manu,

que está sempre cheio. Adepta de

uma gastronomia pouco convencional,

proporciona aos frequentadores

uma experiência única de

sabores e sentidos.

Pode-se dizer que Manu, nascida

em Maringá, é ligada no 220.

Chega a trabalhar 16 horas por

dia, mas não gosta de acordar

cedo. É responsável por 100%

de todo o processo na cozinha

do restaurante. Desde a compra

com fornecedores até a criação e

finalização dos pratos. Tudo tem

a cara da Manu, ressaltando o

slogan da casa: alma gastronomica,

pois cozinha com a alma e

o coração.

O percurso para chegar até aqui

não foi fácil. Formada em jornalismo,

estudou Hotelaria e Chef de

Cuisine e Restaurateur no Centro

Europeu e no Italian Culinary Institute

for Foreigners (ICF). Trabalhou

nos Estados Unidos, Itália e Dinamarca.

Passou por restaurantes

internacionais consagrados pelo

Guia Michelin como Gualtiero Marchesi,

Ristorante da Vittorio e Ristorante

Guido. Mas foi no Noma,

eleito como um dos melhores do

mundo pelo San Pellegrino World’s

50 Best Restaurants, que aprimorou

o conceito de cozinha autoral.


Programas de TV acompanharam

o Festival de Sabores

A jornalista Rose Machado, que

ao lado do marido Sérgio Mendes

apresenta nas manhãs de domingo,

em todo o Paraná, pela Rede

RIC (afiliada Record), o programa

RIC Rural, foi a mestre de cerimônia

durante o lançamento do

Chefs do Campo” no dia 30 de

junho em Maringá. Rose tem especial

afinidade com a culinária do

campo: há anos, um dos quadros

mais concorridos do programa é,

justamente, o “Sabor da Terra”,

em que ela mostra produtoras preparando

gostosuras.

Quatro das 25 receitas que fizeram

parte da semifinal do “Chefs

do Campo” foram escolhidas aleatoriamente

pela produção do programa

de televisão “Destaque”, da

Rede Massa, afiliada em Maringá

do SBT. A produção dos pratos,

ainda na fase classificatória, teve

o acompanhamento da apresentadora

Andreia Silva e as matérias

foram veiculadas no raio de cobertura

da emissora - mais de 80

municípios das regiões noroeste e

norte do Estado.

Acima, Rose Machado e

Sérgio Mendes; embaixo,

Andreia Silva com

produtoras participantes

10 - 11


ÍNDICE

FINALISTAS

Categoria Núcleos Femininos

18

Polenta à Bolonhesa

com Feijão Frito e Torresmo

Tilápia com Batata e

Tomatinhos Cereja 22

26

Quibe Assado de

Forma, com Queijo

Sopão de Milho com Frango

e Costelinhas de Porco 30

Categoria Indicação

34

Bacalhau ao

Óleo Composto


SEMIFINALISTAS

Categoria Núcleos Femininos

42

Vaca Atolada

à Mineira

Torta de Frango

Churrasco com

48 Creme de Alho

Capeletti de

54 Queijo

Lasanha à Bolonhesa

60 Modificada

66

Risolis à

Terra Boa

Torta Salgada

72 Cambeense

Queijo Japonês

78 Recheado

84

Polenta com

Frango Caipira

ao Catupiry 44

Panquecas de Frango

ao Molho Branco 50

Peixe Assado

e Aberto 56

Torta Italiana

Jussara 62

Purê de Mandioca

com Churrasco 68

Risoto com

Shiitake 74

Coxinhas de

Mandioca 80

Categoria Indicação

Lombo ao

86 Abacaxi

92

Bolinhos de Mandioca

à Moda Alemã

Rolinhos

Pasteizinhos de

96 Mandioca

Piauçu à Moda

88

do Paranapanema

Primavera 94

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Waldite Ayala

(Santa Cecília do Pavão)

Polenta ao molho

bolonhesa com feijão

frito e torresmo

Para lembrar

a doçura da nona

Há pessoas que passaram pela nossa

vida, deixando doces lembranças.

É assim com Waldite Ayala, produtora

de Santa Cecília do Pavão, e a

relação de profundo afeto por quem

a criou. Dos registros importantes

que ela guarda da infância, o amor

da nona Maria Rossini está presente.

Foi com ela - avó e mãe - que aprendeu

a receita da polenta ao molho à

bolonhesa, servida com feijão frito e

torresmo. Não por acaso que o prato

faz tanto sucesso na família. Uma

comida com sustância, dos tempos

em que a lida na roça dependia da

força braçal.

Filhas de italianos (Fernando Corte

e Natalina Covre Corte), Waldite

perdeu a mãe ainda recém-nascida,

mas fala da infância com alegria e

gratidão. A exemplo de muitas moças

da sua época, ela casou cedo,

aos 19 anos. “A gente não podia namorar.

Eu casei fugida”, revela, ao

lado do marido, José Ayala. Da união

veio o filho Sandro - e três netos.

“Naquela época a gente aprendia a

trabalhar muito cedo, acordava às

três da manhã para dar conta do serviço”,

lembra.

A correria diminuiu quando os cafezais

perderam espaço para as lavouras

mecanizadas de soja e milho.

“Dão menos canseira, mas pra quem

vive na propriedade, sempre há trabalho”.

Waldite e José moram no sítio Rosa

de Ouro (a apenas 1,2 km da cidade),

mas a maior parte de suas amigas

vive na área urbana. De todas,

uma tem um lugar especial no coração

dela: Maria, com quem dividiu a

infância. “Fui separada dos meus irmãos

quando era pequena e a Maria

sempre esteve comigo.

Quanto a polenta da nona, amor,

tempo e alguns segredinhos são

‘ingredientes’ que não podem faltar

numa boa receita”, afirma a produtora.

“A carne moída precisa ser bem

fritinha, o bacon e o toucinho, também”,

explica, dizendo que o resultado

é um prato saboroso: “Aqui em

casa, eles adoram e eu também”. É

o tipo do prato para testar o que as

mulheres têm de sobra: habilidade

para fazer várias coisas ao mesmo

tempo.

POLENTA

• 2 xícaras de fubá

• 5 copos de água

(tipo requeijão)

• 3 colheres de sopa

de óleo Cocamar

• 3 dentes de alho amassados

• 1 cebola média picada

• sal a gosto


18 - 19

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PREPARO

Refogue o alho e a cebola no óleo

numa panela de pressão. Em seguida,

acrescente dois copos e

meio de água. No restante da água,

dissolva o fubá, leve ao fogo e

mexa até engrossar. Em seguida,

tampe a panela para que a polenta

cozinhe um pouco sob pressão.

Quando começar a chiar, mantenha

a polenta por cinco minutos sob

fogo baixo e, por fim, desligue. A

polenta está pronta.

MOLHO

• 600 gramas de

carne moída

• 3 dentes de alho

amassados

• 1 colher de sopa de

óleo Cocamar

• 1 cebola média picada

• 200 gramas de

catchup

• 6 tomates picados

(com ou sem pele)

• sal e colorau a gosto

PREPARO

Frite o alho e a cebola no óleo

quente, acrescente colorau e a

carne moída. Um dos segredos

desse molho é fritar bem a carne

até que ela fique sequinha. Em

seguida, acrescente o catchup,

os tomates picados e deixe mais

um tempo de cozimento até que o

molho fique encorpado. O molho

está pronto (monte a polenta na

hora de servir, com o molho ainda

quente).


FEIJÃO COM TORRESMO

• 500 gramas de

toucinho

• 500 gramas de feijão

carioquinha ou outro

de sua preferência

• 300 gramas de bacon

• 2 caldos de bacon

• alho, cebola, salsa

e cebolinha verde

a gosto

PREPARO

Depois de cozido, escorra o feijão e

reserve. Numa panela frite o toucinho

até que derreta por completo, escorra

a gordura de porco e reserve. Faça o

mesmo processo com o bacon. Em

seguida, refogue o alho e a cebola,

dissolva e junte o caldo de bacon.

Depois de refogar todos esses temperos,

junte o torresmo, o bacon e o

feijão. Mexa por algum tempo, até que

tudo fique homogêneo. Cheiro verde é

o último a acrescentar.

DICA DA CHEF

Couve refogada vai muito

bem com esse prato, para

garantir a porção verde da

refeição. É só servir e se

preparar para os elogios.

Essa receita é para

cinco pessoas.

20 - 21


Maria Ivonete Z.

Razente

(Nova Esperança)

Tilápia com batata e

tomatinho cereja

Cozinhar é uma

forma de amar

Ir para a cozinha nos finais de semana

e preparar pratos para agradar

a família é uma alegria para

Maria Ivonete Zaccarias Razente,

engenheira agrônoma. Esposa do

cooperado Francisco Donizete Razente,

ela desempenha um papel

importante na gestão dos negócios

da família, em Nova Esperança. É

Ivonete quem cuida das finanças,

da gestão de pessoal e ainda arranja

tempo para criar e preparar

receitas bem elaboradas. Uma mulher

moderna que se divide entre

as responsabilidades na empresa e

os cuidados com a casa. Do casamento

de 32 anos com Francisco

vieram os filhos Juliana e Francisco

José. Uma curiosidade: pais e

filhos são engenheiros. Embora

atuem no segmento de construção

civil em Nova Esperança e em

toda a região, não tiraram os pés

do campo, dedicando-se também à

criação de carneiros e à produção

de laranja.

A produtora conta que nasceu e

cresceu numa chácara em Nova

Esperança, onde o pai José Zacarias

e dona Angelina trabalhavam

com lavoura de café. Aos 91 anos,

o pai ainda vive na área rural. E

lembra que, com seus quatro irmãos,

aprendeu a trabalhar desde

muito jovem, na propriedade, ajudando

na lavoura e no trato dos

animais. Sempre estudando, conseguiu

chegar à universidade.

A tilápia, base de sua receita, é um

dos peixes facilmente encontrados

na região de Nova Esperança, mas

o prato pode também pode ser

preparado com salmão. Dica: fatie

uma cabeça de alho em lascas,

frite no azeite e uma pitada de sal

e distribua sobre o peixe já pronto,

na hora de servir. Esse detalhe,

para quem gosta de alho, deixa o

prato mais saboroso.

INGREDIENTES

• 1 kg de filé de tilápia

• 1 kg de minibatatas

• 1 kg de minicebolas

• óleo Cocamar

• Azeite de baixa acidez

(entre 0,3% e 0,5%)

para regar

• 1 bandeja de tomate

cereja fresco

• meio pacote de creme

de cebola

• 1 cabeça de cebola

• 1 limão e meio

(tahiti ou rosa)

• pimenta do reino a gosto

• sal a gosto

• colorau

• manteiga para dourar


22 - 23


PREPARO

Tempere o peixe com um fio de

óleo, suco de um limão e sal.

Deixe o peixe marinando por uma

hora e meia. Em seguida, descasque

as minicebolas e mergulhe-as

em água fervendo por alguns instantes

para deixá-las pré-cozidas

e ao dente. Escorra e reserve-as.

Repita o mesmo processo com

as minibatatas. Lave os tomates,

tempere com uma pitada de sal,

asse e reserve. Envolva o peixe

que ficou por uma hora e meia marinando,

em papel próprio para assar

(tipo celofane) e leve ao forno

a 180 graus por aproximadamente

20 minutos. Em seguida, retire e

arrume, delicadamente, numa refratária

e regue com o azeite. É

hora de montar o prato. Aqueça a

manteiga em uma frigideira com

uma pitada de colorau, acrescente

as batatas, deixe que dourem levemente

e distribua na refratária do

peixe. Distribua também, na forma,

os tomates e as minicebolas

de forma que deixem o prato visualmente

atraente. Leve ao forno

novamente por mais ou menos dez

minutos, apenas para dar uma cor.

Para finalizar, descasque a cabeça

de alho e corte em fatias bem finas,

frite no azeite e regue o peixe

na hora de servir. Embora nem todas

as pessoas apreciem, o alho é

um dos temperos culinários mais

ricos em propriedades medicinais.

Sirva e colha os elogios!

24 - 25


Josiani Imbriani

Skraba

(Sabáudia)

Quibe ao forno

A nora segue

a tradição

Nascida e criada no campo, Josiane

Imbriani Skraba, 35 anos,

não abre mão do sossego que

encontra no meio rural. Está

acostumada a levantar cedo e

a conviver com a natureza, ao

perfume das flores, a lidar com

plantas e ao trato das criações

“Nunca me vi morando fora daqui.

Só vou na cidade quando

preciso comprar alguma coisa”,

conta.

No sítio São João, em Sabáudia,

onde mora com o marido Alex e

o filho Rafael, de dez anos, não

falta o necessário para o conforto

da família. Ela se ocupa

mais com as tarefas da casa,

mas sempre que o marido precisa

de mais alguém para ajudar

nos afazeres da propriedade,

Josiane se coloca à disposição.

A receita do quibe ao forno recheado

que a Josiane inscreveu

para no “Chefs do Campo”, foi

ensinada pela sogra, dona Nilce.

O prato está no cardápio dos

Skraba há pelo menos 40 anos.

E dona Nilce, que é de família

polonesa, diz que também havia

aprendido com a sogra dela.

Josi gosta de estar na cozinha.

É o espaço onde faz experiências

culinárias e põe em prática

toda a sua criatividade: “Eu

adoro cozinhar, vivo inventando

coisas, quando vi que estava no

concurso, nem acreditei. Só de

participar, já fiquei muito feliz”.

Josiane conferiu um toque especial

à receita, ao acrescentar

dois ingredientes: maionese

e requeijão. Ficou muito bom,

com o aval de dona Nilce e, claro,

a aprovação do filho e do

marido.

INGREDIENTES

• 500 g de carne

moída (patinho)

• 250 g de trigo

para quibe

• 250 gramas de

requeijão (um copo)

• 300 gramas de queijo

mussarela ralado

• 250 gramas de

maionese Cocamar

Purity

• Um fio de óleo

Cocamar para untar

• 2 tomates picados

sem semente

• 1 cebola média

• 3 galhos de hortelã

• sal, pimenta do

reino e cheiro verde

a gosto


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PREPARO

Coloque o trigo em uma tigela, cubra

com água dois dedos acima do trigo

e deixe de molho por 8 horas. Escorra

e esprema bem até retirar toda

a água. Reserve. Pode ligar o forno

para pré-aquecer a 180 graus por

cerca de 15 minutos.

Em um recipiente fundo, coloque os

tomates, o cheiro verde e a hortelã

bem picadinhos, a carne moída crua

e o trigo para quibe. Junte também

o sal e a pimenta do reino a gosto e

misture bem até formar uma massa

homogênea. Reserve.

Unte uma forma com um fio de óleo

Cocamar e distribua a massa por

igual. Misture a maionese e o requeijão

(se preferir use esses produtos

na versão light) e cubra toda a massa

com esse creme.

Para finalizar, faça uma camada com

o queijo ralado. Cubra com papel

alumínio e leve ao forno por 35 minutos

aproximadamente. Retire o papel

alumínio e deixe no forno tempo

suficiente para dourar.

O quibe está pronto. De tão completo

e nutritivo, a Josiane serve esse

prato apenas com arroz branco. Mas

quem preferir, pode acrescentar uma

sala verde.


28 - 29


Giani Gabriel

Deganutti

(São Jorge do Ivaí)

Sopão de milho com

frango e costelinha

de porco

Receita quente

e saborosa

Quando os avós de Giane Gabriel

Deganutti chegaram a São Jorge do

Ivaí, há pelo menos 70 anos, diziase

que as onças rondavam o lugar

para assustar quem se instalava

ali. Hoje, a cidade bem estruturada

mantém uma antiga tradição: a de

promover concorridas festas beneficentes

em apoio à igreja.

Filha de Valdecir Gabriel e dona

Edna, que são agricultores, Giani

está entre as voluntárias que vão

para a cozinha quando desses

eventos. “Minha mãe ia pra roça

ajudar meu pai e eu cuidava da

casa. Com 12 anos, já sabia cozinhar”,

conta. Hoje em dia, além

dos cuidados com a casa e os filhos

Matheus e Andrey, ela ajuda

Rony, o marido, em algumas tarefas

na propriedade, onde são cultivados

soja e milho.

Foram as quermesses que inspiraram

Giani na elaboração da receita

do sopão de milho com frango caipira

e costelinha de porco, ingredientes

muito apreciados. O milho,

em quantidade generosa, confere

um toque especial ao prato. Para

isso, a produtora colhe as espigas

na lavoura da família. Por ser um

prato quente e encorpado, Giani recomenda

que o ideal é prepará-lo

no inverno, embora seja apreciado

em qualquer estação.

INGREDIENTES

• 15 espigas de milho verde

• ½ kg de frango caipira

• ½ kg de costelinha

de porco

• 1 gomo de linguiça

calabresa

• óleo Cocamar

• 200 gramas de bacon

• 1 cebola média

• 1 cabeça de alho

• 1 caldo de galinha

• água suficiente para o

cozimento

• pimenta calabresa a gosto

• sal a gosto

• cheiro verde de preferência

• 1 pitada de colorau

PREPARO

Tempere as carnes separadamente

com alho, sal e a pimenta calabresa.

Prepare o frango em pedaços

a seu modo e reserve. Frite muito

bem a costelinha e reserve. Importante:

a receita leva 15 espigas de

milho. Duas delas, você vai cortar

em rodelas largas. Quatro, vai

cortar para usar em grãos. E as

nove que restaram você vai bater


30 - 31


no liquidificador e coar. Aproveite

o óleo que fritou a costelinha para

refogar o alho, a cebola picada e

o milho em grãos e também o

cortado em rodelas, numa panela

grande. Acrescente nesse refogado

uma pitada de colorau para dar cor.

Quando estiver tudo bem refogado,

junte um litro de água e o caldo de

galinha.

Quando começar a ferver acrescente

o milho batido e coado e

mexa sempre para não grudar no

fundo da panela. Ao engrossar, cozinhe

por aproximadamente cinco

minutos. Em seguida, junte a carne

de frango caipira (ou de granja) e

a costelinha e deixe cozinhar por

mais alguns minutos. Desligue e

acrescente o cheiro verde. Salsa,

coentro e cebolinha vão deixar a

sopa mais aromática e apetitosa.

Escolha as ervas de preferência da

família. A sopa está pronta. É hora

de reunir o pessoal e saborear.


32 - 33


Nilsilene Dagnoni

Turate

(Bela Vista do Paraíso)

Bacalhau ao óleo

composto com

arroz branco

O bacalhau que

reina na família

Não por acaso Carlos Alberto, marido

da Nilsilene Dagnoni Turate, deu

a maior força para a esposa se inscrever

no “Chefs do Campo”. O bacalhau

preparado em óleo composto,

servido com arroz branco, é uma de

suas especialidades. O prato é tão

apreciado que não pode faltar em

ocasiões especiais.

Antigamente, bacalhau e peixes salgados,

oferecidos nos balcões de

armazéns de secos e molhados,

faziam parte do cardápio das famílias

pioneiras, que participaram do

desbravamento regional. Como nem

todas tinham acesso à energia elétrica,

não havia como preservar os

alimentos.

Neta de italianos, Nilsi estava muito

mais acostumada, por tradição, a

saborear e a elaborar massas, até

provar o bacalhau no óleo, preparado

por uma amiga, que leva minibatatas

e minicebolas. Gostou tanto

que, desde então, a receita foi adotada,

aprimorada e reina nos melhores

momentos em sua casa. Um dos ingredientes

que ela acrescentou foi a

batata-doce, que fica tão boa - ou até

mais saborosa - que a outra.

Nilsi relata que seus pais, Armando e

Geni Dagnoni, chegaram a Bela Vista

do Paraíso há mais de 60 anos. “Eu

nasci e cresci nesta cidade”, conta,

com satisfação.

Do casamento com Carlos vieram

os filhos Ana Paula, 21 anos, e Carlos

Alberto Júnior, 24. Nilsi dedicou

grande de sua vida ao ensino especial,

para deficientes auditivos.

Porém, mãe e dona de casa não se

aposentam. E cozinhar para a família

faz parte dessa doce missão. “Eu

gosto muito de preparar os pratos

que o pessoal pede”, diz, arrematando:

“esse bacalhau é completo”.

INGREDIENTES

• 2 quilos de postas de

bacalhau dessalgado

• 3 batatas doce médias

• 15 minibatatas

• 15 minicebolas (ou 5

cebolas tradicionais

cortadas em fatias)

• óleo composto Suavit

Cocamar

• azeite de oliva

• azeitonas verdes e pretas

• 6 tomates cortados em

rodelas grossas

• 1 maço de couve

manteiga

• 1 cabeças de alho

• pimenta dedo de moça

ou calabresa


34 - 35


PREPARO

Depois de dessalgado e limpo, reserve

o bacalhau. Corte as cebolas

e coloque de molho na água,

para tirar um pouco a acidez.

Reserve. Lave a couve e forre o

fundo de uma refratária. Em cima

dessa couve distribua a cebola e o

tomate. Em seguida, ajeite as postas

de bacalhau. Encaixe nos espaços,

as batatas doce cortadas

em rodelas largas, as minibatatas,

as minicebolas, as azeitonas e a

cabeça de alho com casca (bem

lavada e cortada na ponta). Corte

a couve que sobrou, em tiras largas,

faça rolinhos e distribua com

criatividade na forma. Regue tudo

com óleo composto Suavit Cocamar

e azeite de oliva até cobrir.

A proporção é um litro de óleo e

meio de azeite. É hora da pimenta

dedo de moça ou calabresa, mas

apenas o suficiente para dar um

toque picante à receita.

Cubra a forma com alumínio e leve

ao forno por aproximadamente

duas horas e meia para que as batatas

fiquem bem cozidas. Quando

faltar dez minutos para desligar

o forno, retire o alumínio e deixe

dourar. Prove para verificar o sal

das batatas. Se precisar, salpique

um pouco de sal. Antes de levar o

prato ao forno, pré-aqueça a 200

graus mantenha essa mesma temperatura

para assar. Arroz branco

e salada verde acompanham o

prato. Sem dúvida, mesa bonita e

apetitosa.

36 - 37


40 - 41


CATEGORIA NÚCLEOS FEMININOS

Maria L. Gomes

Palma

(Jaguapitã)

Vaca atolada

à mineira

Vaca atolada à Mineira

A produtora rural Maria Luiz Gomes

Palma teve uma infância “das

antigas”. Ela nasceu em Jaguapitã

e cresceu numa família de cinco irmãos,

ajudando os pais na lavoura

de café e na lida com o gado.

“Desde que me entendo por gente

eu já trabalhava na roça. Com cinco

anos de idade, já ajudava minha mãe

a lavar roupa na mina. Trabalhei muito,

até mesmo na enxada. Naquele

tempo, não tinha tempo ruim”, lembra

Maria.

Vem daí o amor e o talento pelo trabalho

no campo e a disposição e a

coragem dos que sabem se reinventar.

Com o problema de rejeição do filho

Antonio a uma série de alimentos, ela

decidiu utilizar parte da Fazenda Santo

Antônio, na Água da Oncinha, para investir

no plantio de orgânicos.

Começou com cheiro verde e tomate

cereja, vendidos em supermercados

e feiras livres. Antonio, que era acometido

de paralisia infantil, faleceu

há pouco tempo, aos 18 anos, deixando

saudades e uma nova opção

de vida para a mãe e o pai, que planejam

expandir a produção orgânica.

“Aqui em casa, a gente procura

plantar tudo de forma natural para o

nosso consumo.

Quero investir cada vez mais na produção

de alimentos mais saudáveis.”

O outro filho do casal, Marcelo, cursa

o último ano de agronomia, e já deu

aos pais o neto Rafael, de um ano e

meio.


E a receita de Vaca Atolada à Mineira,

onde entra nessa história?

O cheiro verde e os tomates cereja já

foram incorporados ao prato apetitoso

que a dona Margarida, sua mãe,

sempre fazia para ela, o pai, os irmãos,

tios e quem mais chegasse. A

vaca atolada mistura a carne de boi

rica em proteína e a mandioca, que

é um carboidrato complexo rico em

fibras.

Até hoje é uma receita bastante

apreciada, para alimentar grandes

grupos. “Cada um trazia um pedaço

de costela de vaca, acrescentava

a mandioca e era um prato fácil

de fazer. Todo mundo gostava”,

recorda Maria, ao comentar como

era o movimento no dia de servir

o prato.

INGREDIENTES

• 1 ½ kg de mandioca

• 1kg de carne (músculo

ou costela)

• 3 dentes de alho

• Óleo Cocamar

• Pimenta do reino

• 1 cebola média

• 1 bandeja de tomates cereja

• Pimenta do reino

• Colorau (opcional)

• 1 colher e meia de vinagre

• Sal a gosto

• Cheiro verde a gosto

PREPARO

Corte a carne em pedaços médios,

tempere com sal, alho, vinagre e

um fio de óleo Cocamar. De preferência,

deixe a carne por uma noite

neste tempero ou pelo menos duas

horas. Na hora do preparo, corte a

mandioca (descascada e lavada)

em cubos e reserve. Refogue a

carne temperada por cerca de cinco

minutos. Em seguida acrescente

um litro e meio de água e deixe

cozinhar sob pressão por aproximadamente

20 minutos.

Após esse tempo, verifique se a

carne está bem cozida, acrescente

a mandioca e deixe cozinhar novamente

sob pressão por mais 20

minutos. Por fim, acrescente a pimenta

do reino, os tomates e deixe

cozinhar por mais cinco minutos.

Desligue e acrescente o cheiro verde.

Está pronta a vaca atolada. Na

família da Maria, a receita acompanhava

arroz, feijão e salada de

couve. É um prato perfeito para o

inverno.

42 - 43


Denise C. V.

Versari

(Paiçandu)

Torta de frango

e catupiry

Rápido e fácil de agradar

Italianos e os mais diversos tipos

de massas sempre se deram bem.

E como toda boa massa, a torta

salgada entra nessa lista de iguarias

sempre requisitadas em reuniões

familiares e entre amigos.

Pode ser uma receita antiga de

família ou aquela que foi sendo

adaptada, utilizando as sobras de

uma refeição, como carnes e legumes.

A verdade é que a torta

salgada sempre agrada e a que

tem a assinatura da produtora

Denise Cristina Vernier Versari é

muito especial. Além dos ingredientes

tradicionais, ela acrescentou

requeijão cremoso, queijo

catupiry e creme de leite, que deixam

a torta com uma irresistível

cremosidade.

A receita que Denise saboreou,

certa vez, em um jantar em família,

tinha recheio de calabresa,

mas ela foi alterando para adaptar

ao paladar dos filhos Pedro

Henrique e José Vinícius. Com o

resultado, muito mais gente experimentou

e, agora, Denise é reconhecida

também pelo seu talento

no preparo desse prato – que foi

destaque, inclusive, em programa

de televisão.

A produtora reside em Paiçandu e

ajuda o marido Antônio Davi Versari

nas propriedades da família,

em Floresta e Itambé, onde são

cultivados grãos.


A MASSA

• 6 ovos

• 4 xícaras de leite

• 2 xícaras de óleo

Cocamar

• 2 xícaras de farinha

• 2 xícaras de amido

de milho

• 6 colheres(sopa) de

queijo ralado

• 2 colheres de sopa

manteiga

• 2 colheres(sopa)

fermento químico

• 1 colher(sopa)

rasa de sal

PREPARO

Bata todos os ingredientes no liquidificador

(exceto o fermento

químico). Em seguida adicione o

fermento e agregue-o à massa.

RECHEIO

• 1 peito de frango

(grande) cozido e

desfiado

• 2 tomates sem pele

e sem semente

• 1 caixa de creme

de leite

• 1 bisnaga de queijo

catupiry)

PREPARO

Refogue o peito de frango na manteiga

com cebola, alho, sal e cheiro verde.

Em seguida, coloque o tomate e

deixe-o cozinhar por dez minutos em

fogo baixo. Finalize acrescentando o

creme de leite.

MONTAGEM

Unte uma assadeira com óleo e despeje

metade da massa preparada.

Coloque o recheio e, em seguida, o

queijo (catupiry). Cubra com o restante

da massa. Salpique um pouco

de orégano para finalizar e leve a torta

para assar em forno pré-aquecido.

Asse por 40 minutos.

44 - 45


Eodeia C. Devides

Fávaro

(Alvorada do Sul)

Creme de alho

para carnes

Pra ninguém botar defeito

Nunca se deve perguntar quantos

anos tem uma mulher. Nem é por

educação, mas por uma questão

lógica: é o cérebro que determina a

idade delas e não o registro de nascimento.

Mente ativa, criativa, que

não para nunca. É assim com Eodeia

Catarina Devides Fávero.

Além do tempo com os filhos e netos,

essa produtora e ex-professora

de Alvorada do Sul se dedica a dois

projetos de filantropia em sua cidade.

Liderança feminina, ela mora

na Chácara Santa Rita, encostada

à área urbana.

Eodeia preside o comitê feminino

do Sindicato Rural Patronal

do município e é vice-presidente

no Núcleo Feminino da Cocamar.

Quem faz parte desses grupos

sabe de sua dedicação e atuação.

Ela conta que viveu na área rural

toda a infância e adolescência.

“Aos seis anos eu já trabalhava

na roça limpando os troncos de

café”, lembra.

Do casamento com o produtor

rural Paulo Roberto Fávaro nasceram

Everton, que vive nos Estados

Unidos, Paula e Renata, moradoras

de Londrina. A família cresceu

e os dois ganharam cinco netos.

A vida ficou mais tranquila, mas

nem tanto: Eodeia sempre arranja

um tempinho para cozinhar, algo

do que se apraz em fazer.

Seus pratos são preparados, em


grande parte, tendo alho como

ingrediente. Daí, surgiu a ideia de

criar um creme de alho, que vai

bem com quase tudo, de espetinhos

à torrada.

“Além de muito gostoso, faz bem

para a saúde”, afirma, referindose

às propriedades terapêuticas

do produto.

No passado, recorda-se Eodeia, o

alho era mais explorado na culinária

devido ao sabor que confere aos alimentos

e também aos seus benefícios

para a saúde. “Então, é hora de

resgatar esse costume”, completa.

INGREDIENTES

• 3 dentes grandes de alho

• ½ litro de leite integral

• ½ litro de Óleo Suavit

Composto Cocamar

• sal a gosto

PREPARO

No liquidificador, junte o alho descascado,

o leite e o sal. Comece a

bater e vá acrescentando óleo até

obter a consistência desejada. Vá

despejando o fio de óleo com o

liquidificador ligado e vá conferindo.

Há quem goste mais espesso

e outros de um molho mais fino.

Eodeia usa meio litro de óleo nesta

receita.

Para garantir a qualidade do creme,

utilize o leite integral e de

preferência de saquinho. Espere

entre duas e três horas para servir

para que o creme esteja mais

suave. É um ótimo acompanhamento

para saladas, biscoitos

e torradas salgados, churrasco,

espetinhos e o que mais sua criatividade

permitir. Eodeia guarda o

creme em bisnagas na geladeira.

Esse é o modo mais seguro e

prático de armazenar, conservar,

usar e servir.

48 - 49


Patrícia Ribeiro

Souza

(Primeiro de Maio)

Panqueca de frango

ao molho branco

Sabor e delicadeza

Ela tem a calma e a docilidade de

quem vive no campo, ao lado do

marido Paulo e o filho Isaac, de três

anos. Criada pelos avós, a produtora

rural Patrícia Ribeiro dos Santos faz

parte das estatísticas das crianças

que, por necessidade, tiveram de trocar

a escola pelo trabalho na roça. E,

ao falar de sua infância, Patrícia faz

questão de lembrar que cresceu trabalhando,

sem tempo para brincar,

mas pretende retomar os estudos e

sonha com uma profissão voltada à

agricultura, que é o ambiente onde

cresceu e planeja permanecer com a

família, moradora no Sítio Nossa Senhora

Aparecida, que fica na Água da

Barra Bonita, em Primeiro de Maio.

Para a produtora, o ano de 2016

começou com uma grata surpresa:

a visita da mãe Maria Claudete e do

irmão Charles, os quais não via desde

os cinco anos, quando seus pais

se separaram. Ela sabia da existência

da mãe e do irmão, com quem

havia mantido contato. “Minha mãe

biológica sempre dizia que queria me

ver e, em janeiro, quando eu menos

esperava, apareceu sem avisar”, relembra,

com alegria.

Fazer comidas gostosas é uma das

coisas que Patrícia aprecia, que sabe

preparar panquecas como poucas. É

um prato muito apreciado, que exige

tempo, habilidade e paciência.


A MASSA

• 3 ovos

• 12 fatias de mussarela

• 1 xícara (chá) de leite

• 1/2 xícara (chá) de farinha

de trigo

• 1/2 xícara (chá) de amido

de milho

• 1 tablete de caldo de galinha

• sal a gosto

PREPARO

Bata no liquidificador todos os ingredientes,

exceto a mussarela.

Despeje meia concha de massa

numa frigideira (média) untada e

quente, girando para cobrir o fundo.

Quando soltar a borda, vire para

dourar o outro lado. Faça o mesmo

com a massa restante.

RECHEIO

• 2 peitos de frango

(cozido e desfiado)

• 1 cebola média picadinha

• 2 dentes de alho triturado

• 4 tomates bem maduros

sem pele e sementes

• 2 espigas de milho verde

• 2 colheres de óleo Cocamar

• 1 tablete de caldo de galinha

• cheiro verde a gosto

• sal e pimenta do reino a gosto

• 1 pitada de colorau

PREPARO DO RECHEIO

Em uma panela, coloque o óleo,

doure a cebola e o alho. Acrescente

o frango, o caldo de galinha, o colorau,

o tomate, o milho, a salsinha e

cheiro verde, a pimenta do reino e o

sal. Deixe cozinhar de 20 a 30 minutos.

Desligue o fogo e deixe esfriar.

MOLHO BRANCO

• 1 cebola média picadinha

• 1 dente de alho

• 2 colheres (sopa) de

óleo Cocamar

• 1 tablete de caldo galinha

• 2 copos de leite

• 2 colheres (sopa) rasas

de amido de milho

• 1pitada de sal

• 1 pitada de noz moscada

• 1 pitada de pimenta

do reino

• 3 colheres (sopa) de

requeijão cremoso

PREPARO DO MOLHO

Em uma panela coloque o óleo,

doure a cebola, o alho e acrescente

o caldo de galinha. Coloque leite

com o amido já dissolvido, o sal,

a noz moscada e a pimenta do reino.

Mexa sem parar até engrossar

e cozinhar bem, e desligue o fogo.

Por fim, acrescente o requeijão

cremoso e misture bem.

MONTAGEM DAS PANQUECAS

Com a massa aberta, coloque uma

fatia de mussarela, o recheio, enrole

as panquecas e arrume-as num

refratário de vidro. Leve ao leve ao

forno médio por dez minutos. Retire

e cubra com molho branco.

Sirva as panquecas com arroz e

batata assada.

50 - 51


Umbelina L.

Barlati

(Floresta)

Capeletti de queijo

De geração para geração

Descendente de espanhois, Umbelina

Barlati acabou ficando craque em

massas. A mestre foi a sogra, com

quem ela aprendeu vários pratos típicos

da cozinha tradicional italiana.

O capeletti de queijo é um dos preferidos

dela e de toda a família. A

massa moldada e recheada lembra

um minipastel, mas em vez de ir para

uma panela com óleo quente para fritar,

é mergulhado em água fervente

para cozinhar. Com recheio variado e

coberto por molho, essa é uma verdadeira

receita de família. Basta imaginar

que os sogros da Dona Umbelina,

Rafael Berlati e Vitória Rui, vieram

da Itália ainda crianças para o Brasil.

A propriedade deles na Estrada da

Ilha da Bananeira (a 25 km de Floresta)

próximo ao Rio Ivaí, é parte da

herança deixada pelos sogros. Nos

Anos 60, o marido Nelson Berlati e

ela vieram de Manduri, interior paulista,

para tomar conta do sítio e lá

viveram durante 40 anos. Foi onde

criaram os quatro filhos.

Não há como dissociar a história da

família de imigrantes, do capeletti de

queijo. Antigamente, saber cozinhar

era uma obrigação de toda mulher.

E, não muito diferente de hoje, Umbelina

lembra que ela também tinha

dupla jornada. “Eu cuidava da casa e

dos filhos, mas também ajudava na

lavoura”, recorda-se.

Os filhos cresceram, estão todos casados

e deram aos pais cinco netos

e uma bisneta. Para servir toda a família,

foi preciso aumentar a receita.

“Minha sogra fazia muitas comidas

italianas, inclusive essa. Eu gosto

muito e aqui em casa todo mundo


gosta”, destaca Umbelina que, além

de servir o prato como opção de

massa, faz também como sopa.

MASSA

• 500 g de farinha de trigo

• 1/2 colher (sobremesa) de sal

• 1 colher (sopa) de óleo

Cocamar

• 2 ovos

• 1 xícara (chá) de água

(mais ou menos)

RECHEIO

• 1/2 xícara (chá) de queijo

minas ralado

• 1/2 xícara de queijo

parmesão ralado

• 1/2 xícara (chá) de

queijo mussarela ralado

• raspas de noz-moscada

• pimenta do reino a gosto

MOLHO

• 300 g de carne moída

• 2 colheres (sopa) de

óleo Cocamar

• 2 dentes de alho amassado

• 2 colheres (sopa) de

cebola picada

• 1 colher (chá) de colorau

• 2 colheres (sopa) de extrato

de tomate

• 3 tomates maduro sem pele

e sem sementes picados

• 2 colheres (sopa) de

cheiro verde picado

PREPARO DO MOLHO

Refogue no óleo quente, o alho e a

cebola. Acrescente a carne e frite

um pouco. Em seguida, coloque o

colorau, os tomates e o extrato de

tomate e deixe cozinhar por aproximadamente

20 minutos. Quando

desligar, coloque o cheiro verde.

Distribua o molho sobre a massa e

sirva ainda quente. Você pode optar,

também por outro molho de sua

preferência.

PREPARO DO PRATO

Numa vasilha, coloque o trigo,

o óleo, o sal, os ovos e a água.

Misture bem, coloque na pedra ,

amasse e sove até a massa ficar

bem lisa. Abra a massa com o rolo

e corte quadrados de cinco centímetros,

mais ou menos. Coloque

os queijos já misturados, dobre na

diagonal e junte as pontas.

Cozinhe em água fervente com um

fio de azeite por 15 minutos. Sempre

que sentir que a massa está

grudando polvilhe com um pouco

de trigo.

54 - 55


Marisa H. Navarro

Maróstica

(Doutor Camargo)

Peixe assado

e aberto

O prato que agrada a todos

Por volta da década de 70-80, não

havia médico nas pequenas cidades.

Competia ao farmacêutico a

responsabilidade de cuidar da saúde

dos moradores dos bebês aos mais

idosos. Em Doutor Camargo, o farmacêutico

Armando Navarro Gomes

é um nome ilustre na cidade por sua

dedicação à profissão.

Sua filha, Marisa Helena Navarro

Maróstica também tem parte nesta

história. Natural de Mandaguari, ela

chegou ainda menina no município

e seus pais estão entre os pioneiros

do lugar. Na época, Doutor Camargo

ainda pertencia a Ivatuba, que só veio

a ser desmembrado em 1964. Mais

tarde, estudou e se tornou professora

de Química e Física.

Aposentada para sala de aula, mas

ativa e dinâmica como produtora rural,

Marisa já fez cursos de empreendedorismo

rural e ajuda o marido

Nazareno Maróstica, que é produtor

de soja e milho. Marisa é uma das

poucas mulheres que integrou o Conselho

Fiscal da Cocamar e já atuou

também na coordenação do Núcleo

Feminino da cooperativa.

E quando o assunto é cozinha, o peixe

assado aberto é um dos pratos que

ela mais gosta de preparar para a família

(o marido e os filhos Raul e Gabriela),

e quando recebe visitas. Para

a felicidade dela, a receita agrada todo

mundo. “Aqui em casa todos gostam

de peixe”, comenta a professora.


INGREDIENTES

• 2 kg de corimba

• 6 tomates maduros

picados e sem pele

• 2 a 3 latas de seleta

de legumes

• 2 cebolas grandes

cortadas em rodelas

• 2 cabeças de alho

• 2 folhas de louro

• Azeite Suavit Cocamar

suficiente para regar

• 1 limão

• Cartchup Cocamar

• Maionese Suavit Cocamar

• Cheiro verde a gosto

• Sal a gosto

PREPARO

Limpe o peixe, separe a cauda e a

cabeça. Retire as escamas e abra

o peixe ao meio. Em seguida perfure-o

e passe sobre ele os temperos,

alho, sal e limão. Regue tudo

com azeite. Em seguida, distribua

as cebolas (em rodelas) e leve ao

forno coberto por papel alumínio

em forno pré-aquecido por cerca

de uma hora. Retire do forno,

escorra a água, retire o alumínio

e todas as espinhas do peixe. É

normal que para tirar todas as espinhas

o peixe fique esfarelado.

Passe a maionese e o catchup e,

em seguida, acrescente os tomates

picados e sem pele e a seleta

de legumes. Acrescente o cheiro

verde e as folhas de louro. Leve o

corimba ao forno por mais ou menos

20 minutos. Está pronto. Pode

servir com arroz branco e salada

verde, com cenoura, brócolis, vagem

e tomate. Uma farofa também

ajuda a complementar a refeição.

Bom apetite!

56 - 57


Geizimara B.

Brumatti

(Paraíso do Norte)

Lasanha à bolonhesa

modificada

Felicidade a cada mordida

O prazer à mesa não se limita ao

sabor do alimento: ele pode nos

deixar mais felizes. Isso explica

porque é tão gostoso apreciar

uma massa, por exemplo.

De família italiana, lasanha é a

especialidade de Geizimara Bispo

Brumatti, de Paraíso do Norte.

Ela representa a terceira geração

a incluir o prato como um dos

preferidos em casa. O preparo foi

passado da nona Aparecida para

a filha, Terezinha, mãe de Geizi.

Ousada, a neta adaptou a receita,

tirou o presunto e acrescentou

cenoura e abobrinha ralados. Por

isso, a lasanha continua sendo à

bolonhesa, mas modificada.

Em busca de realizar seus sonhos,

Geizi chegou morar na

Espanha por algum tempo. Lá,

desfez o primeiro casamento e,

ao retornar, reencontrou um amigo

dos tempos da escola: o agricultor

Emerson Ricardo Brumatti,

produtor de soja e milho, com

quem está casada há dez anos.

Dessa união, nasceu, no ano passado,

Rafael.


INGREDIENTES

• 1 pacote de massa

de lasanha (1/2 kg)

• 1 kg de carne moída

na hora (alcatra ou

colchão mole)

• ½ kg de queijo

(tipo mussarela)

• óleo Cocamar (duas

colheres de sopa)

• 1 tomate picado

• 1 cenoura média ralada

• 1 abobrinha pequena ralada

• 1 pacote de queijo

parmesão ralado

• orégano a gosto

• cebolinha

• 3 dentes de alho

• 1 pitada de colorau

• sal a gosto

PREPARO

Para preparar o molho à bolonhesa,

frite o alho, mas não deixe dourar

muito. Acrescente o tomate, a cenoura,

a abobrinha e refogue tudo.

Em seguida, acrescente a carne

moída, o colorau, o sal e continue

refogando até que a carne esteja

bem cozida. Por fim, acrescente

cebolinha verde, orégano, desligue

e reserve.

Em água fervente, cozinhe a massa

com um fio de óleo e uma pitada de

sal até que esteja ao dente e escorra.

Monte a lasanha numa refratária

começando por uma camada de

molho. Em seguida, a massa e o

queijo mussarela ralado e vá fazendo

outras camadas iguais. Por fim,

distribua o parmesão ralado e regue

com um pouco de leite.

Os dois ingredientes vão dar uma

ótima aparência à lasanha. Leve ao

forno por aproximadamente 40 minutos.

Uma salada verde vai muito

bem com esta receita. Bom apetite!

60 - 61


Sirley Fátima

Colombo

(Jussara)

Torta Italiana

à Jussara

Delícia em pedaços

Syrlei Fátima Colombo, moradora

em Jussara, cresceu em meio à

fartura. Tudo o que era servido na

mesa da família vinha do sítio na

Estrada Palmeira, onde nasceu e

viveu até os 22 anos, quando se

casou com o produtor Valter Beraldi

Peteck. Vieram os três filhos

(Cassiano, Amanda e Luciano) e,

mais tarde, a mudança para a cidade.

Syrlei ajuda o marido, prepara e

leva almoço e café para o pessoal

no campo. Se precisam de alguma

peça para o maquinário, ela

também vai atrás.

Está sempre envolvida em qualquer

tarefa. Na cozinha, Syrlei diz

que os pratos mais elaborados

ficam para as datas especiais,

quando tem mais tempo.

A torta salgada é um prato de preparo

rápido, simples e saboroso.

O recheio pode variar: de frango,

carne moída ou atum.

O MOLHO

• 500 g de carne moída

(acém ou patinho)

• 1 colher de óleo Cocamar

• 1 dente de alho amassado

• 1 cebola pequena

• 1 vidro de catchup

Purity Cocamar

• 2 tomates picados

• sal e cheiro verde a gosto


PREPARO

Numa panela, aqueça o óleo e refogue

a cebola e o alho. Em seguida,

acrescente a carne moída e

frite/refogue muito bem. Quando a

carne já estiver cozida, coloque o

catchup e os tomates bem picadinhos.

Somente agora ponha o sal.

Por último, coloque o cheiro verde.

Está pronto o molho. Reserve para

que esfrie.

A MASSA

• 4 ovos

• 1 xícara de óleo Cocamar

• 1 pacote de queijo

parmesão ralado

• 5 colheres de amido

de milho

• 6 colheres de farinha

de trigo

• 2 xícaras e meia (chá)

de leite

• 1 colher (sopa) de

fermento químico

• 1 colher (café) de sal

PREPARO

No liquidificador coloque os ovos

inteiros, o sal e o óleo e bata. Em

seguida, acrescente o amido de

milho, uma xícara e meia de leite

e a farinha de trigo. Continue batendo

e vá acrescentando o leite

que restou. Por último, coloque o

queijo e o fermento. Misture bem

o fermento com uma colher (com

o liquidificador desligado) e volte a

bater por mais alguns minutos.

A TORTA

Unte uma forma com um fio de

óleo e farinha de trigo, despeje

metade da massa. Em seguida,

distribua o recheio (molho). Cubra

com o restante da massa. No forno

pré-aquecido a 180 graus, leve

a torta para assar por aproximadamente

35 a 40 minutos. Deixe

esfriar, corte em pedaços e sirva.

Bom apetite!

62 - 63


Maria Maura M.

Diosti

(Terra Boa)

Risólis

Uma massa irresistível

Acostumada a trabalhar de sol a

sol de segunda a sábado, fazer

pastelzinho de massa cozida, ainda

que para um batalhão, é brincadeira

para a produtora rural Maria

Maura Martins Diosti, de Terra

Boa.

Apreciadora de massas, como o

restante da família descendente

de italianos, ela tem a receita de

uma massa cozida de preparo fácil

e prático. Maura faz risolis, mas

dá pra preparar, também, nhoque,

coxinha e outros quitutes.

A produtora vem de uma época

em que muitas famílias produziam

basicamente o alimento. “A gente

ganhava um par de sapatos uma

vez no ano”, lembra, ao recordar

a infância. “A melhor lembrança

que eu tenho da infância é quando

pude estudar no educandário

das irmãs, em Terra Boa, que nem

existe mais”.

Aos 66 anos, ir pra cozinha fazer

delícias para os cinco netos é algo

que gosta muito.

E o risoles (pastel de massa cozida)

recheado com carne moída

é uma das receitas que costuma

fazer para o lanche da tarde ou

substituir o jantar. Fica muito bom

também com recheio de frango,

sardinha, palmito ou legumes.


INGREDIENTES

• 1 litro de água

• ½ copo de óleo de

soja Cocamar

• 1 prato de farinha de

trigo bem cheio

• sal a gosto

• ovos e farinha de

mandioca o suficiente

para empanar

PREPARO

Em uma panela coloque a água, o

óleo e o sal e deixe ferver. Quando

estiver fervendo, desligue e acrescente

a farinha de trigo, aos poucos,

mexendo sempre até formar

uma massa lisa. Coloque a massa

numa superfície seca e lisa. Para

trabalhar com a massa, acrescente

farinha se precisar. É importante

que a massa fique bem lisa e não

grude nas mãos. Em seguida estique

bem a massa com a ajuda de

um rolo. Para modelar os risoles,

use a borda de um copo. Coloque

o recheio (bem frio) de sua preferência

e feche bem as bordas com

a ajuda de um garfo. Para empanar,

passe os risoles no ovo e, em

seguida, na farinha de mandioca.

Frite em óleo quente e sirva ainda

morno. Bom apetite!

66 - 67


Ilma Nogarotto

Sgorlon

(Maringá)

Purê de mandioca

e acompanhamentos

De dar água na boca

Na casa da Ilma Nogarotto Sgorlon

mesmo as sobras viram pratos apetitosos.

Foi com essa habilidade de

aproveitar tudo na cozinha que ela

criou o purê de mandioca, uma receita

que a família adora. Ilma mora

na Comunidade Guerra, em Maringá,

há 50 anos, onde faz parte de uma

geração que superou a geada negra

de 1975 e muitas outras dificuldades,

sempre com fé e persistência.

Ilma conta, com orgulho, que a casa

onde mora foi construída com seu

trabalho na roça. O que antes era uma

casa simples, de madeira, deu lugar a

um imóvel de alvenaria com varanda,

bem mais seguro e confortável, onde

recebe os filhos e netos. O gosto pelo

trabalho e a disposição ela aprendeu

com os pais Igino e a mãe Santina.

No sítio, além de soja e milho, Ilma

também cultiva mandioca, quiabo,

abobrinha, hortaliças e outros alimentos.

O purê é um prato tradicional.

A receita era feita com batata inglesa,

até o dia em que ela cozinhou um

pouco mais de mandioca e surgiu a

ideia de inventar um purê. “Deu tão

certo que sempre faço pra acompanhar

o churrasco que a gente faz no

domingo”, conta. E com a mandioca,

bem cozida, cheiro verde e outros

temperos que deixam o prato cremoso

e irresistível.


INGREDIENTES

• 1 kg de mandioca

bem cozida

• meio copo de leite

• meio copo de requeijão

• 1 colher de sopa de

margarina ou óleo Cocamar

• 200 g de mussarela

• 200 g de presunto

• 1 pitada de sal

• cheiro verde a gosto

PREPARO

Cozinhe bem a mandioca, retire o

fio (fibra) que fica no meio dela e

amasse até ficar bem lisinha. Numa

panela, aqueça a margarina, doure

a cebola. Em fogo baixo, acrescente,

aos poucos, a mandioca. Coloque

também o sal e o leite. Mexa

o creme até desprender do fundo

da panela. Desligue e acrescente

cheiro verde a gosto. Numa forma

de vidro, despeje metade do creme

de mandioca. Em seguida, distribua

fatias de presunto e depois de

mussarela. Despeje o restante da

massa e finalize com mais uma camada

de presunto e outra de mussarela.

Leve ao forno por tempo suficiente

para derreter o queijo (10 a

15 minutos).

O purê de mandioca está pronto

para servir com churrasco.

68 - 69


Osvanda S. P.

Barusso

(Cambé)

Torta salgada

Rápida e saborosa

Orvanda Barusso tinha apenas dois

anos quando uma geada forte destruiu

o café dos seus pais. Hoje,

aos 72 anos, ela se recorda com

saudosismo da infância difícil, mas

feliz, ao lado dos pais João, Helena

e dos irmãos.

“Eu fecho os olhos e me vejo correndo

descalça pelo sítio. Hoje em

dia, as crianças não sabem o que

é isso”. Na família de nove irmãos,

diz que aos quatro anos já não tinha

mais o colo da mãe, pois era

a responsável por cuidar dos menores.

As bonecas com as quais brincava,

eram as espigas de milho. Orvanda

é neta de imigrantes italianos que

ajudaram a desbravar a mata para

plantar os primeiros pés de café

em Cambé, região de Londrina.

A mãe viveu por 103 anos. Casada

com o agricultor Lupércio, tem um

casal de filhos: Lupércio Júnior e

Sandra Regina, que lhes deram vários

netos. Entre eles, a torta salgada

faz o maior sucesso. Uma

refeição rápida e fácil de agradar. A

torta salgada da dona Orvanda leva

vários ingredientes bem conhecidos,

mas o principal é o amor com

que prepara a receita, sempre que

vai se reunir com pessoas queridas.


INGREDIENTES

• 3 xícaras de trigo

• 2 xícaras de leite

• 1 xícara de óleo Cocamar

• 2 colheres de fermento

de padaria

• 1 colher (das de café)

de açúcar

• 3 colheres de queijo ralado

• 2 ovos

• 1 caldo de carne

• 1 pitada de sal

(para o recheio: mussarela,

queijo tipo parmesão e

creme de leite)

PREPARO

Bata todos os ingredientes no liquidificador,

inclusive o fermento,

e deixe para acrescentar a farinha

no final. Continue batendo.

Quando a mistura estiver bem

homogênea, desligue o liquidificador,

aguarde alguns minutos

até que a massa suba até a tampa.

Em seguida, unte uma assadeira

com margarina e despeje metade

da massa. Sobre ela, faça uma

camada de queijo (tipo mussarela),

espalhe o creme de leite

e em seguida, uma camada de

presunto. Despeje o restante da

massa sobre esse recheio. Por

último, salpique queijo parmesão

ralado.

Coloque pra assar em forno pré

-aquecido em temperatura média

de 200° até que esteja bem douradinha

em cima, por volta de 40

minutos. O parmesão ralado é o

detalhe que vai deixar a aparência

da torta mais bonita e apetitosa.

72 - 73


Terezinha Fávaro

Martins

(Londrina)

Risoto de shiitake

Fica muito bom!

Hipócrates, uma das figuras mais

importantes da história da Medicina,

defendeu a teoria de escolher

alimentos que funcionem também

como remédio.

Terezinha Fávaro Martins apostou no

alto valor nutritivo dos cogumelos. E

a combinação parece perfeita: risoto

de cogumelo shiitake (uma espécie

de cogumelo). Mas a receita fez o

caminho oposto. Não foram os pais,

os avós ou bisavós que trouxeram

esse prato para a família. A ideia,

bastante inovadora e em alta entre

os apreciadores da culinária vegana,

veio da filha Andrea e conquistou a

mãe e o irmão Marco Antônio.

Filha de imigrantes italianos, Terezinha,

que é viúva, criou o casal de

filhos na propriedade rural e segundo

a cultura do campo. Os filhos cresceram,

concluíram o ensino médio e

trocaram o barro da Gleba Primavera,

na Warta, pelas ruas e avenidas

asfaltadas de Londrina. E a mãe se

orgulha ao vê-los encaminhados.

Da mudança do campo pela vida urbana,

vieram novos aprendizados e

outros hábitos alimentares. Terezinha

tomou gosto pelo risoto de shiitake,

que faz para a família por ser prático,

saboroso e de fácil preparo.


INGREDIENTES

• 5 gramas de cogumelo

shiitake seco

• 1 xícara (de café) de

óleo Cocamar

• 2 copos de arroz arbóreo

• 3 copos e meio de água

para cozinhar

• 1 xícara de chá de

cebola picada

• 1 dente de alho bem

amassado

• Sal a gosto

PREPARO

Mergulhe os cogumelos em água

por meia hora para hidratá-los.

Em seguida escorra e corte-os

em tirinhas. Se preferir, pode secá-los

com guardanapo de papel.

Em seguida, aqueça o óleo e coloque

o cogumelo, mexa algumas

vezes e acrescente a cebola e o

alho e continue mexendo e refogando

até que fiquem dourados.

Em seguida, coloque o arroz. O

arroz arbóreo não precisa lavar.

Refogue um pouco mais. Acrescente

a água, tampe a panela e

cozinhe em fogo médio e acompanhe

o cozimento até a água

secar. Se o arroz está enxuto é

hora de desligar o fogo e manter

a panela tampada de cinco a oito

minutos para descansar.

O risoto de shiitake está pronto

para servir. Uma salada de acelga

vai bem com esse prato. Porém,

sozinho ele já é completo. Bom

apetite!

74 - 75


Ivone T. M.

Hino

(Assaí)

Queijo japonês

recheado

À moda brasileira

Filha de japoneses pioneiros em Assaí,

a produtora Ivone Teruko Murakami

Hino, conseguiu conciliar um

alimento produzido a partir da soja,

de sabor delicado e cor branca, à

carne bovina moída. Dessa mistura

criativa e rica em proteína, surgiu o

tofu, um queijo japonês, derivado da

soja, recheado.

Não é de hoje que vários pratos da

culinária japonesa caíram no gosto

dos brasileiros. O tofu, por exemplo,

é vendido em casas especializadas

em alimentos naturais e muito consumidos

em restaurantes japoneses,

aqui no Brasil. Ivone aprendeu com

a mãe a fazer todo o processo em

casa, de forma artesanal, a partir da

soja. Essa é uma iguaria que passou

de geração em geração e ela prepara

para os filhos Maria Isabel, Jorge e

Fábio. Ivone colhe o soja para preparar

a receita no Sítio Murakami,

em Assaí. A exemplo de muitos da

sua geração, ela cresceu no campo:

“Gosto de pisar na terra, me sinto

renovada”, comenta. Casada com

o agricultor Carlos Kouji Hino, Ivone

procura sempre ajudar o marido e

assim repetir o que aprendeu com os

pais Akira e Aki Murakami.

O prato já ficou famoso em eventos

da igreja. Ivone diz que preparar o

tofu recheado é uma forma levar

adiante um pouco da cozinha típica

dos seus pais e avós. “É uma comida

muito saborosa”, orgulha-se

Ivone, que prepara o prato há pelo

menos três décadas.


INGREDIENTES

• 1 quilo de queijo de

soja (tofu)

• 500 gramas de carne moída

• 1 colher (sobremesa) de sal

• pimenta do reino a gosto

• salsa e cebolinha à vontade

• óleo Cocamar (para fritar)

• leite e farinha de rosca

para empanar

PREPARO

Corte o tofu em quadradinhos

com meio centímetro de altura

e 3x3 de largura. Em seguida,

prepare o recheio. Misture muito

bem numa tigela, a carne, o sal, a

pimenta do reino e o cheiro verde

picadinho.

Com o tofu já cortado, montar

sanduichinhos com essa mistura

(a sequência é tofu- carne- tofu).

Para empanar os sanduíches,

passe no leite e em seguida na

farinha de rosca. Frite em óleo

quente e sirva ainda morno, para

realçar o sabor da carne. Dica: A

farinha de rosca precisa ser de

qualidade para que o sanduiche

não desmonte na hora da fritura.

78 - 79


Eliete A.

Nespolo

(Iporã)

Coxinha de

mandioca

De dar água na boca

Coxinha de mandioca recheada com

carne moída, sempre agrada. Difícil

encontrar alguém que não se renda

ao sabor desse salgado que serve

de petisco e até mesmo de refeição

rápida.

Essa é especialidade da produtora

rural Eliete Aparecida Nespolo, que

ajuda o marido Carlos a cuidar das

plantações e das criações no Sítio

Santa Isabel, em Iporã. O dia a dia

segue uma rotina típica e coerente

de quem vive no campo e produz o

próprio sustento. A produtora afirma

que não lhe falta energia e disposição,

sendo também participativa na Cocamar.

Tão disposta, ela é também uma

das voluntárias das festas na Igreja

São José, na comunidade do Cedro.

E conta que a receita que agrada tanta

gente surgiu nesse contexto.

Durante anos, Eliete ajudou dona

Aparecida, uma senhora bastante

conhecida naquela paróquia, a fazer

coxinhas para as festas. “Um dia

ela disse que não estava mais conseguindo

fazer o trabalho porque a

saúde não andava boa e me pediu

pra assumir o posto”, conta. Mesmo

temerosa com a responsabilidade, a

produtora deu sequência à tradição.

Afinal, embora tenha churrasco no

cardápio, muitas pessoas vão à festa

para apreciar as coxinhas. E quando

parentes e amigos vão visitar a família,

elas nunca podem faltar.


MOLHO

• ½ kg de carne moída

• 1 cebola grande

• 1 xícara (café) de água

• Óleo Cocamar

• 1 colher de sopa de

alho triturado

• extrato de tomate a gosto

• meia colher de sopa

de colorau

PREPARO

Numa panela, aqueça o óleo e refogue

o alho, a cebola picada até dourar.

Acrescente a carne moída e deixe

fritar. Só acrescente o colorau e o

sal por último, para não empelotar a

carne. Nesse momento acrescente

também o extrato de tomate e uma

xícara de café de água. Deixe cozinhar

por no máximo cinco minutos

em fogo baixo e desligue. A carne

deve ficar bem enxuta e fria na hora

de rechear as coxinhas.

MASSA

• 4 kg de mandioca

• 1 creme de leite

• Farinha de trigo

(até dar o ponto)

• Óleo Cocamar para fritar

• sal a gosto

PREPARO

Cozinhe a mandioca (retire o fio que

fica no meio da raiz) e passe na máquina

para moer. Numa bacia grande,

coloque a mandioca, acrescente o

creme de leite e amasse. Aos poucos,

vá acrescentando a farinha de trigo.

Amasse com leveza, porque a massa

é delicada. Quando não grudar na

mão está no ponto para modelar.

MONTAGEM

Abra a massa no tamanho da palma

da mão, recheie com a carne moída

fria e modele até formar a coxinha.

Frite em óleo bem quente. Quanto

mais bonita a coxinha, mais apetitosa.

Essa quantidade Rende em torno

de 30 coxinhas. Dica: Se optar

por congelar as coxinhas, não descongele

para fritar.

80 - 81


Helena M. Z.

Wegner

(Umuarama)

Polenta ao

frango caipira

Polenta sabor mineiro

Quem resiste a um frango caipira

acompanhado, ainda de uma

polenta à moda italiana? Helena

Maria Zanferrari Wegner mora em

Pérola, na saída para Altônia e

diz que não troca a vida no campo

por nada. “Eu gosto do verde,

do mato, de pescaria. Fui criada

na roça e esse é meu território”,

comenta a produtora, ao falar do

sítio onde vive com o marido Ary

Wegner. Ela tem descendência italiana

e, ele, alemã.

O frango caipira para preparar a

receita vem do quintal. O fubá,

tipo italiano, mais grosso que o

comum, ela compra na cidade.

A história do prato começou depois

que um dos seus três filhos,

Fernando, hoje com 38 anos, nasceu

prematuro: era uma luta fazer

o menino comer. “Aos 11 anos

ele vestia como se tivesse cinco

anos”, lembra Helena.

Certo dia a mãe cozinhou um frango

e aproveitou os pedaços com

osso para um caldo. Nesse caldo,

fez uma polenta. Acabava ali a falta

de apetite do garoto. Desde então,

Helena passou a fazer o prato

preferido do filho. “Na infância e

na juventude, ele sempre pedia pra

eu fazer mais”, lembra. Hoje é um

homem de quase dois metros de

altura que, recentemente, deu aos

pais o primeiro neto, João Paulo.

A polenta com frango caipira virou

tradição na família.


FRANGO

• 1 frango caipira

• 1 colher (sobremesa) de sal

• 1 colher de Óleo Cocamar

• Pimenta calabresa

(meia colher de café)

• 1 cebola grande

• Cheiro verde a gosto

• 7 dentes de alho grandes

PREPARO

Depois de limpo, corte o frango e

tempere com o alho, sal, cebola,

pimenta calabresa e deixe descansar

no tempero por uma noite. Na

hora de preparar, separe os pedaços

menos nobres para o caldo e

reserve. Numa panela, aqueça uma

colher de óleo e coloque os pedaços

nobres do frango junto com os

temperos. Para obter uma carne

macia e ao mesmo tempo corada,

você vai fritar e aos poucos, pingar

água, para ajudar no cozimento.

O frango está pronto quando carne

estiver macia e dourada. Quem

gosta de um pouco mais de molho,

deve acrescentar um copo e meio

de água. Se preferir que ele fique

mais grosso, dilua em parte dessa

água ainda fria, uma colher rasa

(sopa) de amido de milho. Incorpore

ao frango que está quase pronto

e deixe mais uns minutos porque o

frango já está cozido. A ave deve ficar

coradinha, quase marrom. Desligue

e finalize com cheiro verde de

sua preferência e a gosto.

POLENTA

• Os pedaços menos nobres

(do frango)

• 1 litro de água

• cheiro verde a gosto

PREPARO

Numa panela de pressão, coloque

meio litro de água, junte pedaços

de carne (que foram separados) e

cozinhe por 15 minutos. Desligue

a panela e abra quando acabar a

pressão. Essa é uma tática para

economizar gás.

Em seguida, coe numa peneira

para aproveitar apenas o caldo. A

este caldo acrescente água até obter

a quantidade de um litro e leve

ao fogo. Em seguida, dissolva duas

xícaras e meia (chá) de fubá (tipo

italiano, mais grosso) em meio litro

de água. Quando o caldo estiver

fervendo, acrescente esse creme,

aos poucos, e vá mexendo até engrossar.

Tampe a panela e deixe cozinhar

até que ela começar a chiar.

Desligue e só abra quando acabar

a pressão. A polenta está cozida.

Mexa bem e junte cheiro verde de

sua preferência e a gosto para finalizar.

Despeje num refratário e sirva

com o frango.

84 - 85


CATEGORIA INDICAÇÃO

Adagmar Porto

Sangalli

(Tuneiras do Oeste)

Lombo ao abacaxi

Surpreender o paladar

Ela é recém-chegada ao campo. Até

pouco tempo, Adagmar Porto Sangalli

não tinha a menor ideia de como era

a vida numa propriedade rural e a lida

na lavoura. Essencialmente urbana e

natural do Espírito Santo, foi durante

uma temporada na Itália que conheceu

o marido, Carlos Alberto Gazoni,

produtor em Tuneiras do Oeste.

Diz um ditado popular que só tem

boas histórias pra contar quem viaja

ou vice-versa. E essa teoria se encaixa

na vida de Adagmar. Ela passou

quase toda a infância em Belo Horizonte,

casou e teve dois filhos: Elisa

e José Cláudio. Em 2010 foi pra Itália,

depois de se separar, para obter a cidadania.

Da viagem veio a surpresa:

o casamento com Gazoni. O enlace

foi em agosto deste ano. Vida nova.

“Aqui é excelente, tranquilo e muito

confortável. Tem tudo o que a gente

precisa nessa idade”, comenta a

aprendiz de camponesa, de 62 anos.

É nesse contexto que surge a receita

que ela domina quando vai para a cozinha

do sítio onde eles moram.

“Não sou expert na cozinha, mas gosto

de cozinhar e tudo que faço é bem

feito. Faço com amor”, afirma a ex-comerciante

e agora, produtora rural. Para

quem está mais acostumado com a

culinária trivial, ela misturou carne com

fruta, ao ‘casar’ o sabor inconfundível

do lombo com a doçura do abacaxi. É

como se ela servisse o prato principal

com a sobremesa. Um convite tentador

que agrada os olhos e aguça o paladar.


INGREDIENTES

• 1 ½ kg de lombo

(aproximadamente)

• 1 abacaxi médio ou grande

• 10 dentes de alho

grandes bem amassados

• pimenta calabresa

• 1 limão

• Óleo Cocamar

• sal a gosto

PREPARO

Perfure a peça de lombo de porco,

já limpa. Numa vasilha funda tempere

com alho, sal, limão e a pimenta

calabresa. Deixe descansar por uma

noite na geladeira em vasilha tampada.

No dia seguinte, vire a peça e deixe

descansado até a hora do preparo.

Acomode o lombo num refratário,

despeje todo o molho dos temperos

sobre ele, envolva no papel ou celofane

próprio para assado e leve ao

forno médio a 180 graus por uma

hora.

Passado esse tempo, retire o lombo

do forno e o papel alumínio. Vire a

peça, escorra parte da água que juntou

no fundo. Regue com óleo e leve

ao forno para dourar por 30 minutos,

em fogo baixo. É importante não ultrapassar

esse tempo, para manter

a carne bem macia e suculenta por

dentro. Depois de douradinho, retire

o lombo do forno e deixe descansar

por uns 10 minutos. Enquanto isso,

descasque o abacaxi e corte-o em

rodelas finas. Você vai aproveitar um

pouco do óleo do lombo assado para

fritar a fruta, levemente, numa frigideira.

Para o deleite dos convidados,

na hora de servir, intercale fatias de

lombo e de abacaxi.

86 - 87


Elenice Borian

(Jardim Olinda)

Piauçu à Moda do

Paranapanema

Para se regalar

O ingrediente principal da receita da

Elenice Borian, o piauçu, está a dois

quilômetros da casa dela, em Jardim

Olinda, à beira do Paranapanema,

onde mora com o marido Vagno e o

filho Bruno, de cinco anos. “Fui feita,

nascida e criada no campo”, resume

a produtora, ao comentar que é do

meio rural que vem os seus hábitos,

costumes e o gosto pela cozinha

saudável. A família vive numa região

privilegiada de muitas belezas naturais,

em meio à calmaria das cidades

pequenas. Com pouco mais de 1,4

mil habitantes, Jardim Olinda é o menor

município do Paraná em contagem

populacional. Em contrapartida,

o Rio Paraná, formado pela união dos

rios Paranaíba e Grande, é o segundo

em extensão na América do Sul e o

décimo do mundo em vazão. Suas

águas deram ao município a vocação

para o turismo de pesca, atraindo

pescadores e turistas o ano todo.

Na fazenda, cozinhar é um dos prazeres

da produtora, que dedica parte

do seu tempo a outras habilidades,

como crochê, pintura e artes manuais.

Foi com conhecidos, que também

moram perto do rio, que Elenice

aprendeu a preparar o piauçu aberto

na grelha. Para quem evita comer

peixe por medo dos espinhos, esse é

uma ótima opção porque todos são

retirados. O piauçu é o peixe preferido.

O que ela prepara, serve pelo menos

15 pessoas e “fica muito bom”.


INGREDIENTES

• 4 kg de peixe (piauçu ou

corimba) aberto e com

escamas

• 15 tomates maduros picados

• 400 gramas de mussarela

• 200 gramas de maionese

Suavit Cocamar

• 1 cebola grande picada

• 2 colheres de azeitonas picadas

• 1 lata de milho verde

• 2 colheres de sopa de sal

• 2 limões

• 1 fio de óleo Suavit

• pimenta calabresa a gosto

• cheiro verde a gosto

PREPARO

Depois de limpo, ajeite o peixe

aberto na grelha e com as escamas

voltadas para cima por aproximadamente

30 a 40 minutos ou até dourar.

Em seguida, leve para uma mesa

e retire todos os espinhos. Prepare

um vinagrete com os tomates, a cebola,

as azeitonas, a pimenta, o sal,

o limão, o cheiro verde e o fio de

óleo e distribua sobre o prato. Faça

o mesmo com a maionese e finalize

com uma camada de mussarela

até cobrir toda a superfície. Leve o

peixe de volta à grelha, agora com

as escamas voltadas para baixo por

aproximadamente 20 minutos. Em

seguida, é só reunir os convidados

e servir com arroz branco.

88 - 89


Irene Scherch

(Rancho Alegre)

Bolinhos de

mandioca

Delícia pra toda hora

Filha de alemães, Irene Scherch

mora em um sítio no município de

Rancho Alegre, no norte do Paraná,

onde mantém o estilo rural herdado

dos pais Fritz e Frida, que vieram

ainda crianças para o Brasil e hoje

estão aposentados. É ela quem

toma a frente do trabalho na propriedade

da família, com a ajuda de

um amigo.

Divorciada, mãe de Adriano, 30, e

Juliana, 28, e avó do Arthur, Irene

está habituada à vida no campo:

“Nasci no sítio, me casei e fiquei 23

anos fora, mas há oito retornei. Eu

amo morar aqui”, conta a produtora.

A mandioca e o cheiro verde que ela

usa para preparar os bolinhos de

mandioca estão no quintal de casa.

Para o consumo da família e presentear

quem vai ao sítio, Irene cria

galinhas, cultiva mandioca, abóbora,

entre outras coisas.

Aos 49 anos, lembra com saudades

da infância. “A gente corria descalço

por aí, subia nos pés de laranja,

goiaba, era muito bom”, conta.


Arthur, o neto, está começando a

tomar gosto por essas brincadeiras

e convida os colegas da escola para

visitar no sítio, ficando longe do

computador.

Os bolinhos de mandioca são um

prato que ela sempre faz em casa,

é uma receita de família. “Eu aprendi

com a minha mãe, que aprendeu

com a mãe dela”, conta. E podem

ser servidos quente, morno ou frio.

Irene completa: “são gostosos de

qualquer jeito”.

INGREDIENTES

• 1 quilo de mandioca

ralada bem fina

• 4 ovos

• Cebola picada

• Alho picado

• cebolinha

• salsinha

• sal e pimenta do reino

(Todos esses temperos podem

ser acrescentados, a gosto,

na mandioca)

• Óleo Cocamar para fritar

PREPARO

Depois de lavada e descascada,

rale a mandioca num ralador bem

fino. Depois, misture bem os ovos,

a cebola picada, o cheiro verde, o

sal e a pimenta.

Enquanto você prepara a massa,

coloque uma panela com óleo para

esquentar. Em seguida, com a ajuda

de uma colher, faça porções e

frite em óleo quente. Os bolinhos

estão prontos para servir.

92 - 93


Yuri Nagakubo

Tamioka

(Sertaneja)

Rolinhos primavera

Para qualquer estação

Conta a lenda que os rolinhos primavera

(harumaki) foram consumidos

pela primeira vez na celebração

anual do Ano Novo Chinês,

chamada de Festival da Primavera.

Os primeiros rolinhos eram feitos

com vegetais frescos da colheita

da estação e somente mais tarde

acrescentou-se a carne.

A tradição do salgadinho chinês se

mantém e a cor dourada simboliza

a prosperidade e riqueza para o ano

vindouro. Aqui no Brasil, há variações

de recheio de queijo, chocolate

com morangos, entre outros.

A receita da Yuri Yuri Nagakubo

Tamioka é recheada com legumes

e carne de porco. Além de ser uma

iguaria que, em casa, sempre faz

sucesso, ela também produz para

vender na feira de Sertaneja uma

vez por mês.

Preparar rolinhos primavera não é

uma tarefa para quem tem pressa.

O preparo exige tempo, paciência e

habilidade. Atributos que não faltam

a Yuri, filha de japoneses. É no

sítio onde mora há mais de 30 anos

que ela se dedica a cozinhar. Ela e

o marido Jorge Tamioka já trabalharam

com fruticultura e também

com flores. Há alguns anos, cultivam

soja, milho e algumas hortaliças

para o consumo da família.


A receita veio de uma amiga e a

ideia se tornou uma fonte de renda

para Yuri, além de, segundo ela,

o preparo do prato ser prazeroso,

pois ajuda a divulgar a gastronomia

japonesa. Não há como resistir ao

rolinho envelopado, recheado e de

aparência dourada, que mede entre

10 e 12 centímetros. Outros pratos

lembram a origem nipônica, sua

casa. “Minha netinha adora tofu”,

comenta Yuri, ao se referir ao queijo

feito com leite de soja colhida

ali mesmo na propriedade. O casal

tem três filhos e dois netos.

MASSA

• 2 copos de farinha de trigo

• 1 ½ de água

• 1 colher (chá) de sal

PREPARO

Misture a farinha, a água e o sal e

deixe esse creme na geladeira por

quatro ou cinco horas. Essa etapa

é importante para deixar o rolinho

crocante. Aproveite esse tempo

para preparar o recheio. Após esse

período, espalhe numa frigideira antiaderente

o creme (massa) com a

ajuda de um pincel de cerdas firme.

O preparo é o mesmo usado para

panquecas e a massa deve ficar bem

fina. Depois de prontas, coloque as

massas sobre um guardanapo e separadas.

RECHEIO

• meio repolho médio

• meia cenoura ralada

• 300 g de carne de

porco moída

• 1 colher de molho de soja

• 1 colher de Óleo Cocamar

• 2 colheres de amido

de milho

• gengibre (cortado em

fatias bem finas)

• alho e sal a gosto

• Óleo Cocamar para fritar

PREPARO

Numa panela, aqueça o óleo e frite

o gengibre e o alho. Em seguida,

acrescente a carne de porco moída

e frite bem até secar toda a água. Ponha

o sal e quando a carne estiver

bem cozida/frita e o repolho cortado

picadinho que foi desidratado no

forno microondas por cerca de três

minutos. Misture bem esses ingredientes,

junte o amido de milho e

desligue. Esse recheio deve ser uado

completamente frio.

MONTAGEM

Coloque a massa do rolinho em

uma superfície plana. Em seguida,

o recheio, mas deixe espaço suficiente

nas laterais para dobrar as

extremidades em forma de envelope.

Faça isso até que a massa tenha

acabado. Frite os rolinhos em óleo

quente, mas em fogo médio para

deixá-los crocantes. Estão prontos

para servir!

94 - 95


Daiele Fernanda

Sabec

(Icaraíma)

Pasteizinhos

de mandioca

Sempre uma boa pedida

Uma comidinha feita de mandioca

é sempre uma boa pedida. Mesmo

servida só, já é uma refeição

que agrada aos paladares. Prima

do milho, porque com ela se faz

inúmeros pratos doces e salgados,

a raiz é um ingrediente brasileiríssimo

e nobre no contexto

cultural e gastronômico do País.

É dessa mandioca - nativa da

Amazônia brasileira - que a cooperada

Daiele Fernanda Sabec, da

Unidade da Cocamar em Icaraíma,

faz o pastel e a maionese que

inscreveu no Chefs do Campo.

Filha única de Antônio e Fátima

Sabec, ela conta que aprendeu a

cozinhar com as duas avós, Léia

e Lídia.

Ingrediente não falta, porque o pai

de Daiele produz mandioca o ano

todo, há 14 anos. A receita com

a qual participa do concurso ela

aprendeu com dona Lídia e não

é o único prato que gosta de fazer.

Daiele diz apreciar a cozinha

trivial. “Nasci na roça e gosto de

cozinhar. Gosto de fazer arroz,

feijão, todo tipo de carne”, completa.

Detalhe: tudo com bastante

tempero.


INGREDIENTES

• 600 g de mandioca cozida

• 2 colher (sopa) de

óleo composto Suavit

• 1 ovo

• 3 xícaras (chá)

de farinha de trigo

• sal a gosto

PREPARO

Depois de cozida, escorra a água,

amasse ou passe no processador

de alimentos. Na mandioca, misture

o azeite, o ovo, o sal e vá colocando

a farinha até desgrudar da

mão. Agora é só rechear. O recheio

fica seu gosto porque qualquer um

fica bom com essa massa. Depois

de recheado, frite os pasteis em

óleo bem quente e sirva. Dependendo

do tamanho, rende até 20

porções.

MAIONESE

• 2 pedaços de mandioca

médios cozidos

• 1 xícara (chá) de

leite gelado

• 1 xícara (chá) de óleo

de canola Cocamar

• suco de meio limão

• sal a gosto

PREPARO

Coloque todos os ingredientes no

liquidificador, exceto o limão. Bata

por dois minutos ou até formar

uma pasta homogênea.

Verifique o sal e se for necessário

acrescente um pouco mais.Retire

do liquidificador e coloque em uma

tigela. Inclua o suco de meio limão,

misture bem e leve à geladeira por

uma hora.

Se quiser pode adicionar cheiro

verde e alho. Sirva os dois juntos.

96 - 97


Gerência de Cooperativismo

acompanha o Chefs do Campo

O gerente Nilton ao

lado de Emily, Iara,

João Sadao,

Adriana, Danilo

e Elisângela

Entre várias outras atribuições, departamento é responsável pela

organização e trabalhos relacionados aos núcleos femininos

O Festival de Sabores Chefs do Campo

tem o acompanhamento direto, na

Cocamar, da Gerência de Cooperativismo.

Sob a gerência de Nilton César Martins,

essa área compreende o trabalho

de gestão do quadro social, projetos

de relacionamento com o cooperado

e seus familiares, além de capacitações

e treinamentos.

A equipe também é composta pelo

coordenador de Cooperativismo, João

Sadao Mohr Alves Tadano, a analista

de Cooperativismo e responsável pelo

núcleo feminino, Elisângela Pavinatti,

a analista de Cooperativismo e Programa

com Jovens, Iara Colauto, a

analista de Cooperativismo e responsável

pelo Cadastro, Adriana Barbosa

Rigo, o estagiário Danilo de Oliveira

Lomba e os jovens aprendizes Emily

Moreira Popilarz e Matheus Saraiva

Farias.

No que corresponde aos projetos de

relacionamento, a Gerência responde

pela coordenação geral dos núcleos

femininos compostos por 30 núcleos,

com mais de 560 participantes.

Em relação aos cooperados e familiares,

há uma extensa agenda ao longo

do ano, que inclui desde a realização

de fóruns técnicos sobre temas específicos

e participação em feiras e exposições,

a ações especiais durante

as edições da SafraTec.

Os eventos realizados para os cooperados,

como a Copa Cocamar,

também são de responsabilidade da

área. Além disso, a equipe também

fica responsável pela organização das

reuniões semestrais realizadas pela

diretoria e as superintendências com

os produtores, nas unidades.

No campo do conhecimento, é atribuição

do departamento a organização

dos cursos de capacitação de

conselheiros (promovidos em parceria

com o Sescoop/PR) e também os

cursos mantidos junto ao Senar/PR,

voltados a capacitação de produtores

e também do público jovem - como o

que foi organizado neste ano com o

tema Gestão Rural.

O gerenciamento do Cadastro dos

Cooperados e do banco de informações

sobre o quadro associativo também

faz parte dos trabalhos desenvolvidos

pelo departamento.

Dentre os projetos em andamento,

está sendo desenvolvido em parceria

com escritório de processos a elaboração

da ferramenta CRM (Customer

Relationship Management) que tem

por objetivo organizar as informações

do quadro de associados de modo

que a Cooperativa possa melhorar o

seu relacionamento, o nível de atendimento,

e consequentemente, o volume

dos negócios.


Grupo de jovens

ao lado da

caminhonete,

em Floraí

Produtoras e seus maridos com profissionais da Cocamar

em Tuneiras do Oeste e Santa Cecília do Pavão

Participantes de núcleos reunidas em Rolândia e Doutor Camargo

O chef Eduardo Pinheiro,

do Haddock, integrou o comitê

que selecionou as finalistas

96 98 - 97 99


Mulheres com

agricultura no DNA

Duas produtoras falam sobre sua experiência de sucesso no campo;

presença feminina no agronegócio é cada vez mais importante

A culinária é o tema dessa revista

e as produtoras rurais demonstram,

com as receitas, sua afinidade na

elaboração de pratos saborosos e

recheados de história. Mas as mulheres

fortalecem cada vez mais a

sua presença no agronegócio brasileiro.

Muitas delas tornaram-se referências

por suas iniciativas. Para

trazer a voz do campo para a cidade,

a Bayer, uma das principais parceiras

da Cocamar, convidou duas produtoras

rurais, que são suas clientes

há anos. O objetivo, ministrarem

palestras sobre a sua história, os

desafios que enfrentam, a representatividade

da mulher no setor e o papel

da tecnologia na superação dos

desafios diários das lavouras. Elas

falaram a aproximadamente 150 colaboradores

de todas as divisões de

negócio da Bayer.

Foram convidadas Elizana Baldissera

Paranhos, que atua com a produção

de soja, milho, trigo e feijão, na

região de Capão Bonito (SP), e Fernanda

Falcão, que lidera junto com

sua família a empresa Sementes

Falcão, focada na produção de trigo,

soja, aveia branca e aveia preta,

na região de Passo Fundo (RS) . Rafael

Villarroel, diretor de Operações

de Negócios da Bayer no Brasil, deu

às boas-vindas às clientes e ressaltou

o motivo da realização: “Com-

preender as atividades dos nossos

clientes é a razão de todo o trabalho

que fazemos e ter a chance de

tê-los aqui conosco é fundamental

para que exercitemos cada vez mais

esse olhar.”

Elizana contou que foi criada em um

ambiente rural e disse ter lembranças

antigas do campo. Quando fala

da agricultura, a paixão pelo ofício,

que está no DNA da família, fica

evidente. “Eu acredito que quando

fazemos algo com amor, isso não

se torna apenas um trabalho. Sou

muito feliz e amo o que faço, amo

ser brasileira e amo ser produtora

rural”.


Informe Publicitário

DESAFIOS - Sobre os desafios do

agronegócio, Elizana, que fez mestrado

no Japão, teve a oportunidade

de visitar a agricultura em outros

países como Estados Unidos, Índia e

África do Sul e, não têm dúvidas do

potencial agrícola brasileiro. Na safra

2014/15 ganhou o desafio de máxima

produtividade do CESB - região

sudeste, com 122,99 sacos por hectare,

quando a média nacional não ultrapassa

os 50 sacos. Segundo a produtora,

“o maior desafio é trabalhar os

fatores que interferem no aumento da

produtividade, solo corrigido, variedades

adaptadas e um bom manejo

fitossanitário são fundamentais para o

sucesso da lavoura”, acrescenta.

A produtora Fernanda Falcão também

vem de uma família construída

com uma relação direta com a agricultura

e essa também é sua paixão.

A produtora ressalta que isso se

deve ao entendimento deles de que,

para avançar no agronegócio, é preciso

cultivar conhecimento. “A ideia

de que o produtor é apenas aquele

profissional de botina e chapéu, está

ultrapassada. Somos pessoas antenadas,

verdadeiros empresários

agrícolas. Hoje, permanecer no agronegócio

exige qualificação. Se antes

se falava em cursar uma faculdade

para não voltar ao campo, hoje, estar

nas lavouras exige capacitação.”

Assim como Elizana, a produtora

defende a importância de ferramentas

inovadoras e tecnológicas

e do relacionamento próximo com

companhias que ofereçam essas

soluções para os produtores. Assim,

eles podem tomar decisões

de forma cada vez mais assertiva.

“Procuramos empresas que caminhem

ao nosso lado e se preocupem

com as nossas necessidades.

De nada adianta uma solução altamente

eficiente se não há uma

dedicação ao relacionamento”,

conclui.

A produtora

Fernanda Falcão,

de Passo Fundo (RS):

cultivar conhecimento

100 - 101


REVISTA

Produzido pela Editora Flamma

Av. Carneiro Leão, 135, 9º andar,

Sala 902, CEP 87014-010,

fone 44 3028-5005

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Editor Responsável:

Rogério Recco

Gestão de Negócios:

Luiz Carlos Lyra (Casa de Ideias)

Editoração: André Bacarin

Fotografia: Luíza Recco

Textos: Josi Costa e

Rogério Recco

Controles: Karine Evangelista

e Mônica Ramos

Agradecimentos à Cocamar:

• Gerência de Cooperativismo

e Novos Negócios:

Nilton César Martins, João

Sadao A. Tadano, Elisângela

Pavinatti e Iara Colauto

• Coordenação de Marketing:

Cristiane Kondo, Denise

Rosa da Silva e Sabrina

Rozão Morello

• Gerentes e facilitadoras

de unidades envolvidas

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