Revista ComTempo, edição nº 2 - de novembro de 2018 a janeiro de 2019

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Violência e morte de

mulheres em números

O 12º Anuário Brasileiro de Segurança

Pública, divulgado em agosto deste ano, dentre

outros dados relacionados à violência, apresenta

o de crimes cometidos contra mulheres,

incluindo por motivação de gênero, sendo esta

a primeira vez que o estudo inclui registros de

violência doméstica.

De acordo com o Anuário, em 2017 foram registrados

221.238 casos de violência doméstica,

as lesões corporais dolosas enquadras na

Lei Maria da Penha. O número, segundo o próprio

levantamento, equivale 606 casos por dia.

Os crimes de estupro, com base no

estudo, tiveram alta de 8,4% em relação a

2016. Somente no ano passado, 60.018 casos

foram registrados em todo o país.

Na “ponta do iceberg” dos crimes contra

mulheres, as mortes somaram 4.539 casos

registrados em 2017, representando crescimento

de 6,1% se comparado ao ano retrasado.

Deste número, 1.133 casos de morte de

mulheres foram registrados como feminicídio.

As demais, segundo os registros, são contabilizadas

como homicídio.

Vale ressaltar que mesmo se tratando

de números nacionais, eles podem ser maiores,

já que Distrito Federal e os estados do

Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso e Roraima

não informaram dados ao anuário.

Outros dados ainda podem ser analisados,

divulgados neste ano também através da

Agência Patrícia Galvão. Segundo o Atlas

da Violência 2018, feito pelo Ipea (Instituto

de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum

Brasileiro d Segurança Pública, a taxa

de mortes violentas de mulheres é de 13 por

dia, em 2016, num cenário em que 4.645 mulheres

foram assassinadas no país. O número

presenta taxa de 4,5 mil homicídios para

cada 100 mil brasileiras, aumento de 6,4% no

período de 10 anos.

De acordo com o Atlas da Violência

do IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada) entre

2006 e 2016 a taxa de homicídio contra

mulheres negras aumentou 15,4% enquanto

de mulheres não-negras houve queda de 8%.

No período de 2016 a 2017 houve aumento

de 30% nos assassinatos contra pessoas

lgbtq+. Das 445 mortes, 191 eram trans, 43

eram lésbicas e cinco eram bissexuais.

Os estudos ainda não fazem distinção

quanto raça e orientação sexual das vítimas,

mas, levando em consideração que a maioria

das vítimas de homicídios no Brasil são

não-brancos e lgbtq+, não fica difícil concluir

que mulheres negras, pardas e indígenas; e

mulheres trans, são as que mais morrem por

feminicídio.

4.539

+6,1%

MORTES DE MULHERES EM 2017

EM RELAÇÃO A 2015

1.133

REGISTRADOS COMO

FEMINICÍDIO

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