Revista Coamo - Novembro de 2018

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CREDICOAMO COMEMORA 29 ANOS DE BONS RESULTADOS PARA OS ASSOCIADOS

www.coamo.com.br

NOVEMBRO/2018 ANO 44

EDIÇÃO 486

UNIDADES 40 ANOS

Boa Esperança, Iretama,

Palmas, Peabiru e

Roncador estão de

aniversário

Alceu e Alcion, de Roncador (PR).

Filho e neto do fundador da

Coamo Bruno Gehring

ENERGIA

FOTOVOLTAICA

Cooperados investem

na tecnologia para

reduzir custos

HERDEIROS DO

COOPERATIVISMO

Do sonho de 79 agricultores nasceu há 48 anos a maior

cooperativa agrícola da América Latina. A Coamo surgiu da

união de homens que buscavam o bem comum e o crescimento

de todos. Filosofia que vem sendo repassada pelas gerações


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 44 | Edição 486 | Novembro de 2018

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Vendelino Paulo

Graf (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2017: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.

Novembro/2018 REVISTA

3


SUMÁRIO

24

Credicoamo, 29 anos

Com tantos motivos para comemorar, no dia 16 de novembro foram realizados em todas as agências da

Credicoamo, eventos para comemorar os 29 anos da cooperativa de crédito dos associados da Coamo

4 REVISTA

Novembro/2018


SUMÁRIO

Entrevista

Nelson Teodoro de Oliveira é de família tradicional que chegou há mais de 100 anos na região de

Campo Mourão. É fundador número 48 da Coamo e presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão

Coamo visita Ana Maria Braga

O superintendente Comercial, Alcir José Goldoni e a apresentadora Ana Maria Braga tiveram

a oportunidade de avaliar o sucesso da campanha institucional dos Alimentos Coamo

Coamo 48 anos

Cooperados, diretoria e funcionários formam o tripé que impulsiona o desenvolvimento e o

progresso de dezenas de municípios e comunidades no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

08

13

14

33

Unidades quarentenárias

Entrepostos da cooperativa em Boa Esperança, Iretama, Palmas, Peabiru e

Roncador, no Paraná, estão completando 40 anos de fundação em 2018

Plantio da safra de verão

A semeadura da safra de verão 2018/19 foi ditada pelo clima. Na área de ação da Coamo alguns

associados já estão nos tratos culturais enquanto que outros ainda finalizam o trabalho de plantio

Cursos sociais

44

52

A Coamo realiza mensalmente diversos eventos em toda a área de ação. Os cursos sociais são

oportunidades de conhecimento, aprendizagem e integração para toda a família cooperada

Novembro/2018 REVISTA

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EU SOU O PRODUTOR GOLD.

EU CONTROLO A FERRUGEM.

SEMPRE JUNTO EM TODAS AS APLICAÇÕES

O MULTISSÍTIO MAIS USADO DO BRASIL

HÁ 5 SAFRAS, INDISPENSÁVEL PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA

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O FUNGICIDA

MULTISSÍTIO

DE VERDADE


EDITORIAL

Coamo e Credicoamo, sinônimos

de eficiência, solidez e segurança

Os associados da

Credicoamo e da

Coamo estão de

parabéns pelos aniversários,

respectivamente, de 29 anos

e 48 anos de suas cooperativas

no mês de novembro.

A Credicoamo Crédito

Rural Cooperativa foi a primeira

a celebrar idade nova

e reuniu seus associados em

evento. Constituída em 17 de

novembro de 1989, portanto

há 29 anos, por um grupo de

29 produtores.

Em 28 de novembro,

a Coamo comemorou seus

48 anos de sucesso. De um

sonho de 79 agricultores e

de todo um trabalho que tive

o privilégio de coordenar no

final da década de 1960, surgiu

a Coamo.

No início, o nome

Coamo era apenas uma sigla

da razão social “Cooperativa

Agropecuária Mourãoense

Ltda”, mas em 2003 a denominação

passou a ser Coamo

Agroindustrial Cooperativa.

Comemoramos com

alegria e orgulho os bons

resultados das cooperativas

Coamo e Credicoamo. Fruto

de muita união, trabalho,

suor e inspiração e, também,

da profissionalização e participação

expressiva dos associados,

as cooperativas são

referências nos segmentos

Agropecuário e Crédito, no

cooperativismo brasileiro.

Do sonho dos fundadores,

tanto a Coamo como

a Credicoamo sempre estiveram

voltadas para o atendimento

das necessidades

dos associados, por meio de

serviços de qualidade.

Deste modo, as duas

cooperativas estão cumprindo

a sua missão e agregam

valor às atividades do quadro

social, e distribuem sobras à

família cooperada como resultado

da sua movimentação

com as cooperativas.

Esses números positivos

são mensurados pela

satisfação que vemos no

semblante dos associados,

que por sua vez, participam

ativamente das suas cooperativas

e confiam no trabalho

desenvolvido pela diretoria

e funcionários, sempre com

uma administração profissional,

segurança, solidez e

transparência em suas ações.

Parabéns associados,

juntos podemos continuar

avançando e prosperando,

alavancando a

bandeira do cooperativismo

e do agronegócio, e colaborando

para a produção de

alimentos e o desenvolvimento

do nosso país.

"Do sonho dos

fundadores, tanto

a Coamo como a

Credicoamo sempre

estiveram voltadas para

o atendimento das

necessidades dos seus

associados, por meio de

serviços de qualidade."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente

Novembro/2018 REVISTA

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ENTREVISTA: NELSON TEODORO DE OLIVEIRA

“Das terras improdutivas com os 3 S's

para uma das mais férteis do país”.

Nelson Teodoro de Oliveira, presidente do Sindicato Rural de Campo

Mourão, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do

Paraná (Faep) e membro do Conselho de Administração da Coamo

cooperativismo como solução para

resolver os problemas econômicos.

Nelsinho comemora o sucesso do

movimento que mudou a realidade

agrícola e econômica, inicialmente

da região de Campo Mourão, e ao

longo de várias décadas, de várias

regiões do Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul.

Nelsinho lembra que,

antes do surgimento da Coamo,

foram cinco tentativas para fundação

de uma cooperativa na região.

“Fundava uma cooperativa, mas

quem estava à frente não tinha

experiência e nem credibilidade

para tomar a frente. Tudo começou

a mudar com a chegada do

Dr. Aroldo, então agrônomo da

Acarpa, em 1968, que acima de

tudo é um idealista e empreendedor”,

conta Nelsinho, que na época

do nascimento da Coamo, era

um jovem que trabalhava como

avaliador do Banco do Brasil.

O

cooperado fundador da

Coamo Nelson Teodoro

de Oliveira, presidente

do Sindicato Rural de Campo

Mourão, vice-presidente da Federação

da Agricultura do Estado do

Paraná (Faep) e membro do Conselho

de Administração da Coamo,

é o entrevistado deste mês na

Revista Coamo.

Mourãoense, conhecido

como “Nelsinho”, de família tradicional

que chegou há mais de 100

anos na região de Campo Mourão,

é o cooperado fundador número

48 da Coamo. Sua família chegou

na região à procura de terras para

o plantio de café. Com orgulho, ele

conta da alegria de ter feito parte

do movimento que culminou com

o surgimento da Cooperativa Agropecuária

Mourãoense Ltda., em 28

de novembro de 1970. Nelsinho é

um entusiasta, conhece e propaga o

Revista Coamo: O Sindicato Rural

de Campo Mourão está completado

50 anos. Como o senhor define

esses 50 anos?

Nelson Teodoro de Oliveira: Os

Sindicatos Rurais são o braço político

do produtor rural, juntamente

com a Federação da Agricultura

e a Confederação Nacional da

Agricultura, enquanto que o braço

econômico são as cooperativas.

Campo Mourão não tinha uma

agricultura forte, era uma terra fraca,

onde predominavam os 3S’s,

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Novembro/2018


saúva, sapé e samambaia. Não tinha

grandes empresas de cereais

como tinha na época em Maringá,

e apareciam uns “picaretas” que

no começo da safra abriam as portas,

recebiam a primeira carga e

até pagavam, mas não ganhavam

a confiança do produtor. Muitos

iam embora e deixavam os agricultores

na mão.

RC: O setor agrícola não tinha representação

na época?

Oliveira: Não tínhamos nenhuma

organização para defender o agricultor,

tinha uma associação rural.

Daí veio um agrônomo da Acarpa

para cá (José Carlos Carvalho)

que era o superior do engenheiro

agrônomo José Aroldo Gallassini,

que chegou com a missão de

fundar um sindicato, transformar

a associação em sindicato. Ele me

chamou e me disse que eu não iria

entrar como interventor rural, mas

fazer um sindicato. Eu topei e fundamos

o Sindicato Rural em Campo

Mourão.

RC: Como nasceu a ideia no mesmo

período de fundar uma cooperativa?

Oliveira: Logo em seguida desse

trabalho veio para Campo Mourão

o Dr. Aroldo para ser o Regional

da Acarpa, com a ideia de fundar

uma cooperativa. A Acarpa não tinha

dinheiro para pagar o aluguel,

aí quem pagava o aluguel era a

Associação Rural que foi transformada

em sindicato.

RC: O senhor acredita que o Sindicato

Rural cumpriu sua função ao

longo dos 50 anos?

Oliveira: Só a fundação da Coamo

já cumpriu a função. Porque eu

era trabalhador do Banco do Brasil,

filho do ‘seo’ Joaquim Teodoro,

que inclusive foi prefeito de Campo

Mourão. Os agrônomos da

Acarpa eram novos aqui, e houve

cinco tentativas para fundar cooperativas,

mas nenhuma deu certo

pois ninguém acreditava. Daí surgiu

o Dr. Aroldo com esse idealismo

fazendo reuniões para fundar

uma cooperativa e deu certo.

RC: Como era o Dr. Aroldo naquela

época, com menos de 30 anos?

Oliveira: Era um idealista recém-

-formado. Quando a Coamo nasceu

não tinha nenhum patrimônio,

e tinha que ter aval para comprar lá

e quem autorizava era o meu pai.

Muitas pessoas chegavam nele e

diziam: “’Seo’ Joaquim, o senhor

é louco de avalizar esse rapaz?

Nem daqui ele é. Aí o ‘seo’ Ferri

[Fioravante, primeiro presidente

da Coamo] assumiu a presidência

e conversou com ele, que aceitou

ser gerente da cooperativa. Meu

pai dizia: “Esse menino, Aroldo, é

um menino bom, ele ajudou muito

na fundação da Coamo.”

RC: O senhor imaginava que 48

anos depois, a Coamo seria a cooperativa

que é hoje?

Oliveira: No começou ninguém

acreditava. Mas, deu certo pela seriedade

e muito trabalho.

RC: Com a seriedade e trabalho,

caminhou junto a confiança?

Oliveira: Sim, a confiança, porque

é isso que o cooperativismo “vende”:

confiança. Se não tem confiança,

ninguém entrega aqui, ninguém

entra de sócio e ninguém

compra ou movimenta com a cooperativa.

Então para mim isso tudo

"Os 79 agricultores

estão na história e

assinaram a ata. Eu sou

um deles com o número

48, deu certo pela

sinceridade e confiança

que o Dr. Aroldo

inspirava."

é motivo de orgulho. Posso dizer

que o maior orgulho que tenho é

a Coamo, pois desde o começo

muitos não acreditavam, e entre

os que tinham fé na ideia estava

eu e o Dr. Aroldo. Sou nascido

aqui, filho de fundadores da cidade

e de ex-prefeito, fui vereador

por um mandato e conheço muito

a história do cooperativismo e da

cidade, por isso afirmo: Campo

Mourão se divide em antes e depois

do presidente da Coamo.

RC: O cooperativismo mudou o

cenário e a história de Campo

Mourão?

Oliveira: Veja só pela história de

Campo Mourão, que cresceu graças

a Coamo e ao Banco do Brasil,

que financiou todas aquelas terras

ruins. A Coamo deu assistência

técnica, recebeu a produção e pagou

devidamente o produtor, que

deixou de entregar para o cerea-

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ENTREVISTA: NELSON TEODORO DE OLIVEIRA

"EU VIVI AS DUAS FASES, ANTES E DEPOIS DA COAMO. POSSO

DIZER QUE O COOPERATIVISMO É A MELHOR ESSÊNCIA QUE TEM."

lista e perder a metade ou mais

da metade da produção. Então, a

Coamo trouxe estrutura agrícola

para a região, por isso afirmo que

tenho o maior orgulho do cooperativismo

e dizer que ajudei a fundar

uma cooperativa de sucesso

como a Coamo.

RC: Trata-se de um movimento

que transforma e faz a diferença

nas comunidades?

Oliveira: Eu vivi as duas fases,

antes e depois da Coamo. Posso

dizer que o cooperativismo é a

melhor essência que tem. Um cidadão

que me identifico muito,

é o Mangabeira Unger (Ministro

de Assuntos Estratégicos e coordenador

do Programa Amazônia

Sustentável). Ele é um dos grandes

pensantes que já conheci. Ele

estudou em Harvard e um dia ele

esteve na Coamo com o ministro

da Agricultura Reinhold Stephanes

(Imersão no cooperativismo

paranaense em maio de 2009).

Perguntei a ele qual a razão de

vir a Campo Mourão. Ele me disse

“Sabe Nelson, eu fui professor

de Harvard por 28 anos, pedi uma

licença agora e vim para o Brasil,

país que nasci. O presidente do

Brasil me convidou para projetar

o país para os próximos 50 anos.

Temos aqui o maior patrimônio

do mundo que é terra para produzir

alimentos. Mostrei esse relatório

para o presidente, comprovando

que só vamos colher

o benefício desse trabalho por

meio das cooperativas. Foi quando

o presidente me pediu para

falar com o ministro Reinhold. Fui

e falei com ele e disse que o Paraná

tinha um bom sistema cooperativista.

Mas eu falei: ministro lá

no Centro-Oeste tem muita gente

exportando? Não, ninguém compra

de um cidadão só. Temos que

ter garantia de quem compramos

e que amanhã será entregue para

nós, não podemos ficar nenhum

dia sem comer e nem os nossos

animais, e somente com as cooperativas

teremos segurança para

esse trabalho”. Foi então, que eu

disse ao Mangabeira que o segredo

para uma cooperativa é

gestão, e a Coamo era o modelo

certo.

RC: A organização do setor produtivo

é uma amostra da importância

do agronegócio para o país?

Oliveira: Sim, é preciso ter novas

lideranças e que os jovens se interessem

pela política da agricultura,

já que os líderes de hoje, daqui

alguns anos não estarão mais à

frente das entidades e serão substituídos.

RC: Então o senhor teme por um

futuro com falta de novas lideranças?

Oliveira: Sim temo muito, se as

novas lideranças não acordarem

e dormirem por muito tempo,

porque é muito fácil ficar só assistindo

e ficar quieto, com falta de

participação. Muitos agricultores

jovens pensam apenas no dinheiro

no bolso que os pais deixaram

ou irão deixar.

Nelsinho Teodoro ao lado do Dr. Aroldo e autoridades na inauguração do primeiro armazém da Coamo,

em 1972. No discurso, João Palma Moreira, delegado do Ministério da Agricultura no Estado do Paraná

RC: Quais motivos estão levando

a Coamo ao sucesso?

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Novembro/2018


"O cooperativismo faz

parte do meu dia a dia,

acredito que a excelência

na gestão, a qualidade nos

serviços e a participação

dos associados tem feito

o sucesso da Coamo no

cenário do cooperativismo

e do agronegócio do país."

Nelson Teodoro de Oliveira nas comemorações de 25 anos da Coamo

Oliveira: O cooperativismo faz

parte do meu dia a dia, acredito

que a excelência na gestão, a qualidade

nos serviços e a participação

grande dos associados tem feito o

sucesso da Coamo no cenário do

cooperativismo e do agronegócio

do país. Na cooperativa as coisas

são feitas corretamente com muita

seriedade, trabalho e honestidade,

e os associados têm a satisfação

e a confiança necessária para

avançar sempre. Na Coamo é assim,

tudo é feito com o propósito

de beneficiar os milhares de associados.

para o produtor rural associado e

a cooperativa.

RC: Qual a mensagem para os leitores

da Revista Coamo?

Oliveira: A mensagem que deixo

é uma mensagem de esperança

pelos 48 anos da Coamo, a mesma

mensagem de quando ela surgiu.

Vamos acreditar em nós, no nosso

futuro e acreditar nas nossas instituições.

O futuro é muito bom, agora

se nós ficarmos esperando que al-

guém faça por nós não tem como

dar certo. A Coamo realiza um trabalho

sério e honesto, e devemos

ter muito orgulho de fazer parte da

cooperativa, pois a cada dia ela prova

para o Brasil que basta fazer um

trabalho sério para ir em frente e

alcançar o sucesso. Os cooperados

valorizam a administração da diretoria

e o trabalho que ela desenvolve.

Parabenizo os cooperados, a

diretoria e os funcionários por estes

48 anos de sucesso.

RC: Qual é na sua opinião o futuro

da Coamo?

Oliveira: O futuro da Coamo é o

que estamos vendo hoje, fazendo

os investimentos certos, avançando

com os pés no chão e, com

essa filosofia, o futuro é muito bom

Nelsinho Teodoro integra o atual Conselho de Administração da Coamo

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12 REVISTA

Novembro/2018


ALIMENTOS COAMO

Coamo visita Ana Maria Braga

O

superintendente Comercial

da Coamo, Alcir

José Goldoni, visitou as

instalações do Projac, centro de

produção das Organizações Globo,

localizado no bairro de Jacarepaguá,

na zona oeste do Rio de

Janeiro, para um café da manhã

com Ana Maria Braga. Goldoni e

a apresentadora tiveram a oportunidade

de avaliar o sucesso da

campanha institucional dos Ali-

mentos Coamo, onde foi reafirmado

o compromisso da Coamo

de oferecer produtos com qualidade

e sabor com economia, em

sintonia com a imagem de respeito

ao consumidor construído por

vários anos de atuação de ambas

as partes, que é a consolidação

dessa grande parceria e ainda

discutir ideias e possibilidades

para as marcas da Coamo. Tudo

em um clima de muita descontração

e naturalidade. A campanha

que está no ar é composta por

filmes na TV, anúncios em revistas

especializadas, redes sociais

e materiais impressos, aliou todo

o carisma e simpatia da apresentadora,

uma das personalidades

mais conhecidas da TV brasileira,

à imagem da Coamo.

Alcir José Goldoni, superintendente Comercial da

Coamo, e a apresentadora Ana Maria Braga

tiveram a oportunidade de avaliar o sucesso da

campanha institucional dos Alimentos Coamo

400 mil seguidores na fan page dos Alimentos Coamo

Há dois anos no ar, a fan

page dos Alimentos Coamo

tem alcançado cada

vez mais seguidores, completando

no dia 17 de novembro a marca de

400 mil seguidores. As publicações

de receitas são o grande sucesso

da página, e a recordista de 2018

em visualizações, compartilhamentos,

e impactos é a receita de Rosca

de Frutas, que até hoje faz sucesso

e já foi vista por mais de 880 mil

pessoas em todo o Facebook, ultrapassando

a barreira de fãs. Isso

acontece pois quando um dos fãs

dos Alimentos Coamo compartilha

as postagens, todos os seus ami-

gos também a visualizam. É o famoso

‘boca-a-boca’, porém virtual.

A fan page dos Alimentos

Coamo criou um formato de comunicação

direta com o consumidor.

"As pessoas entram em contato para

elogiar os Alimentos Coamo, agradecer

as receitas e esclarecer dúvidas

sobre ingredientes", explica o

superintendente Comercial da Coamo,

Alcir José Goldoni.

Para Goldoni, essa repercussão

é o resultado de um trabalho

sério e comprometido com o consumidor.

"Os Alimentos Coamo têm

origem, já que a matéria-prima é

produzida pelos donos da Coamo. É

um trabalho focado na produção da

matéria-prima, no processo industrial

e no cliente, para que chegue

ao consumidor um produto diferenciado

que é a nossa meta diária. O

futuro da atividade dos donos da

Coamo está na satisfação diária dos

consumidores", destaca.

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SEMENTE PLANTADA

para a colheita de gerações

Em quase cinco décadas de fundação, Coamo garante solidez e desenvolvimento

à milhares de famílias, sendo exemplo de administração cooperativista

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COAMO 48 ANOS

Ermindo Appelt, de Mamborê (PR), é o cooperado número 08 da Coamo. Ele enaltece o trabalho do

presidente José Aroldo Gallassini e o desenvolvimento proporcionado pela cooperativa em toda região

Do sonho de 79 agricultores

nasceu a maior cooperativa

da América Latina.

Fundada no dia 28 de novembro

de 1970, a cooperativa surgiu da

união de homens que buscavam

o bem comum e o crescimento

de todos. Alicerçada na solidez, a

Coamo enfrentou desafios e crises

econômicas ao longo de quase

cinco décadas de história, mantendo

sempre a estabilidade econômica.

Com 48 anos, cooperados,

diretoria e funcionários formam o

tripé que impulsiona o desenvolvimento

e o progresso de dezenas

de municípios e comunidades nos

Estados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul, resultando

em benefício direto para 120 mil

pessoas.

Expoente do movimento

cooperativista paranaense e brasileiro,

o engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini liderou

esse movimento implantado em

Campo Mourão. Uma semente do

cooperativismo, que é exemplo

para todo o país e garante a sucessão

no campo de milhares de famílias.

Entusiasta pelo movimento,

o idealizador e presidente da Coamo

acredita que “o cooperativismo

é a solução para os problemas

e, também, para o desenvolvimento

da agricultura, motivados pela

organização, união e participação

dos cooperados.”

Tanto é verdadeira a afirmação

do idealizador da Coamo,

que cooperados pioneiros contam

a mudança na trajetória de

suas vidas depois da fundação da

cooperativa. Um deles é Ermindo

Appelt, de Mamborê (Centro-Oeste

do Paraná). Ele tem 94 anos de

idade e está aposentado. Com a

memória mais afiada do que nunca,

ele lembra como era o trabalho

no campo antes da fundação

da Coamo e como ficou depois.

“Com oito anos de idade eu já estava

na roça. Antes era tudo muito

difícil, com o serviço totalmente

braçal. Depois, com a Coamo tudo

Novembro/2018 REVISTA 15


COAMO 48 ANOS

ALICERÇADA NA SOLIDEZ, A COAMO ENFRENTOU DESAFIOS E CRISES ECONÔMICAS AO LONGO

DE QUASE CINCO DÉCADAS DE HISTÓRIA, MANTENDO SEMPRE A ESTABILIDADE ECONÔMICA

foi melhorando. A nossa união

permitiu o nosso crescimento.”

Gaúcho de Passo Fundo,

Ermindo Appelt, chegou em

Mamborê em 1953 e um ano depois,

montou um moinho de milho

e, mais tarde um de trigo. Ele

conta que tudo era muito difícil e

não imaginava que anos mais tarde

essa realidade fosse ser alterada

com a chegada de tecnologias.

“Se não fosse a tecnologia a gente

tinha até hoje só taquara e samambaia.

Veio o calcário, a assistência

técnica e as nossas terras começaram

a produzir e muito bem”.

Ao lembrar da trajetória da

Coamo, ‘seo’ Ermindo, se enche

de orgulho. “Nossa cooperativa é

uma grande coisa para nós. O Dr.

Aroldo já me visitava por meio da

assistência técnica que ele prestava

como extensionista da Acarpa.

Conversávamos muito sobre a necessidade

de se fundar uma cooperativa.

Sempre fomos muito amigos.

Não imaginávamos que nossa

cooperativa iria chegar até aqui e

ser a maior da América Latina.”

Assim, da semente da

cooperação plantada em 1970,

‘seo’ Ermindo conseguiu garantir

o sustento da família e a formação

dos filhos. “Meus filhos continuaram

na agricultura, e graças a

Deus nunca nos faltou nada. Por

isso, o cooperativismo representa

muita coisa para mim. Posso dizer

que foi e é um dos alicerces da minha

vida. Sem contar, que é muito

bom trabalhar com o mesmo presidente

há tantos anos.”

Ermindo Appelt ainda guarda as pedras do

moinho de milho e de trigo montado por ele

logo que chegou em Mamborê, em 1953

16 REVISTA

Novembro/2018


COAMO 48 ANOS

Propagador da cooperação

Quando ficou decidido fundar a Coamo, ‘seo’ Joaldo recebeu a função de coordenador do Conselho Fiscal

“Sentado na área da minha

casa e tomando um cafezinho,

o Dr. Aroldo me disse: vamos criar

uma cooperativa em Campo Mourão”,

essa foi a primeira lembrança

do fundador Joaldo Saran quando

perguntando sobre o início da história

da Coamo. Na época ele era

cafeicultor, e recebia assistência

técnica de José Aroldo Gallassini,

então extensionista da Acarpa.

Quando ficou decidido

fundar a Coamo, ‘seo’ Joaldo recebeu

a função de coordenador

do Conselho Fiscal e o doutor

Aroldo, gerente geral. Ele ainda

teve significativa participação na

divulgação da cooperativa, trazendo

sempre novos cooperados.

“Por quatro anos o presidente da

Coamo, foi o Fioravante, depois

ele faleceu e nós elegemos o Dr.

Aroldo como presidente. Graças

a Deus e a ele que a cooperativa

está desse tamanho. Acreditamos

na administração dele e não erramos.”

‘Seo’ Joaldo também foi

um dos primeiros agricultores a

adotar o plantio direto, sempre

defendendo o cooperativismo

como o meio do homem do campo

evoluir. “Nesses anos o cooperativismo

trouxe para nós uma

vasta difusão de tecnologias que

permitiu nosso incremento de

produtividades. Sempre li muito

sobre o sistema cooperativista e

sempre digo aos meus amigos

sem hesitar, se for pesquisar, a

Coamo é a maior cooperativa singular

do mundo e a nossa união

garantiu o crescimento de todo o

quadro social”, comemora.

O cooperado Joaldo Saran,

está aposentado há dez anos,

mas ressalta que o trabalho no

campo e o cooperativismo lhe garantiram

qualidade de vida. Apesar

da saudade que ainda tem do

campo, ele está tranquilo, pois

participou de um dos maiores

movimentos da história do Brasil.

“Já formei meus três filhos, dois

médicos e um advogado. Chegou

a hora de descansar e curtir a

família. Estou realizado, afinal de

contas, fundamos a grande Coamo.

Isso é um império.”

Joaldo Saran é o cooperado nº 02 da Coamo. Ele está aposentado há dez anos, mas

ressalta que o trabalho no campo e o cooperativismo lhe garantiram qualidade de vida

Novembro/2018 REVISTA 17


COAMO 48 ANOS

DNA

cooperativista

Coamo está presente na

árvore genealógica da

família Ferri, que conta com

quatro fundadores e já tem a

sucessão no campo garantida

Fundador da Coamo Moacir Ferri com os

filhos Moacir Juliano e João Luiz

18 REVISTA

Novembro/2018


COAMO 48 ANOS

Idelfonso Cesar Ferri (em memória), cooperado nº29

pai de Benito Idelfonso Ferri (em memória), nº30 e

Moacir José Ferri, nº31, de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), estão entre os 79 fundadores da

Coamo. Uma história que teve continuidade com os

filhos frutos da família formada por cada irmão. Marcia

e Mariângela são filhas de Benito e associadas, assim

como seu irmão Benito Marcelo Ferri. Já Moacir Juliano

e João Luiz são associados e filhos de Moacir Ferri.

Mas, os laços cooperativistas dos Ferri não param por

aí. Idelfonso era irmão de Fioravante João Ferri (em

memória), que foi o primeiro presidente da Coamo e

também um dos fundadores.

‘Seo’ Moacir lembra que um filme passa em

sua memória ao ver o memorial dos pioneiros – homenagem

instalada na Sede da Coamo desde 2000.

“Quando começamos a Coamo, jamais imaginávamos

que iriamos chegar a esse ponto. Nossa ideia era criar

uma cooperativa, para nos defender das empresas

que estavam nos explorando tanto na venda quanto

na compra dos nossos produtos. Como a ideia era

boa, muita gente se uniu a nós e acabamos criando

uma empresa respeitada em todo o mundo.”

O fundador ainda revela que outro aspecto

que impulsionou a criação da cooperativa foi a necessidade

de se desenvolver tecnologias. “Há 48 anos não

sabíamos o que era um herbicida, um fungicida e tantas

outras tecnologias que hoje fazem parte do nosso dia a

dia. A Coamo então cumpre esse papel de nos orientar

e trazer conhecimento em campo. Sem contar que ela

nos traz tudo isso em primeira mão”, comemora Moacir.

Para o associado, o cooperativismo é indispensável.

“Quando houver cooperação. Quando um ser humano

pensar em conjunto com outro, só pode ir para

a frente. Não tem como dar errado. Desde o momento

que penso pelo bem de uma pessoa e essa pessoa pensa

no meu bem, mesmo que não nos conheçamos, só

pode dar certo. Não existe outra maneira melhor. É um

conjunto de esforços visando o bem comum.”

Ele ainda ressalta o que fez a diferença na

construção dessa história. “A Coamo tem sucesso,

em primeiro lugar devido a seriedade das pessoas

que a administram. Se não houver pessoas com alto

nível de seriedade e consciência nada vai para frente.

Hoje, existe muita gente que só quer levar vantagem,

e isso não pode existir. Tem que ter cooperação,

dignidade e respeito.”

Seguindo a tradição do pai

O engenheiro agrônomo João Luiz Ferri é

um dos filhos do associado pioneiro Moacir José

Ferri. Ele tem orgulho dos agricultores que assinaram

a ata da fundação em 28 de novembro de

1970. “Quando vejo este monumento aos Pioneiros

sinto muito orgulho, porque o pessoal acreditou

numa ideia, num sonho que virou realidade

após muito trabalho, dedicação e parceria.”

Ele é associado há 20 anos e está sucedendo

o pai na atividade. "O assunto 'agricultura' sempre

esteve no cardápio do café da manhã, almoço e

jantar da casa. Vi a Coamo crescer, pois ela faz parte

do meu dia a dia.” Completando 48 anos de fundação,

para o associado, a cooperativa chega muito

forte e prestando bons serviços para o desenvolvimento

dos produtores. “A Coamo tem projetos e

ideias interessantes, uma parceria forte com os associados,

que tem uma participação direta nas decisões.

Os funcionários são dedicados e fazem tudo

muito bem feito. A diretoria faz uma administração

profissional e os associados estão firmes diariamente.

Então, todo mundo puxa do mesmo lado e este

sucesso é consequência”, analisa.

Moacir Juliano Ferri enaltece a estrutura

da Coamo, sendo referência para o país. “Tudo

começou na comunidade de Campina do Amoral,

atual distrito de Luiziana. Passa um filme, foi uma

coisa muito bonita e dá um orgulho danado. A

Coamo está estruturada e projetada para o futuro

como uma empresa sólida que só tem tendência

para crescer, com o propósito de repassar sempre

novas tecnologias para que possamos produzir

sempre mais e melhor”, conta o associado.

Monumento aos pioneiros, inaugurado em comemoração aos 30 anos da Coamo

Novembro/2018 REVISTA 19


Coamo.

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da Coamo sejam cada vez mais produtivos.

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COAMO 48 ANOS

União que vem do berço

Marcia e Mariângela Ferri,

também de Campo Mourão, filhas

do fundador Benito Idelfonso Ferri,

se orgulham de ter no sangue,

os genes da cooperação. Desde

crianças lembram do pai falando

com entusiasmo sobre a Coamo.

“Meu pai era um grande defensor

da Coamo. Não é à toa que nos

mantemos nela. Ele acreditava que

essa era a única forma de crescer,

e dizia para ficarmos todos juntos,

pois juntos seriamos mais forte. A

mesma ideia que ele tinha de família,

ele tinha para a Coamo e,

verdadeiramente, vemos a Coamo

como família, pois acabamos nos

tornando mais fortes juntos.”

Cooperando dentro de

casa e vendo a extensão da família

na sua cooperativa, as irmãs

Ferri sentem-se honradas ao ver

o nome do pai registrado na história.

“Tudo que nossa família é e

tudo que participamos vindo com

nossos pais aqui desde criança, representam

um histórico e conjunto

de ideias que se formaram lá no

início e que agora se mantém, e

sabemos que terá continuidade”,

afirma Marcia Ferri.

Para Mariângela, o senti-

Mariângela e Marcia Ferri, filhas do fundador Benito Idelfonso Ferri, se orgulham de ter no sangue, os genes

da cooperação

Benito Idelfonso Ferri durante evento de

comemoração dos 25 anos da Coamo

mento é o mesmo, ao ver a Coamo

completando 48 anos de fundação,

com solidez. “Me sinto gratificada

de estar aqui por mais um ano comemorando

a fundação da Coamo.

Esperamos que a nossa cooperativa

se perpetue na história.”

Com verdadeiro amor pela

cooperativa, Marcia abandonou

a profissão de psicóloga para ser

agricultora. “Acaba sendo a história

da gente. A história da Coamo

se mistura com a nossa. Eu mesmo

não sendo do ramo, vendo o exemplo

do meu pai, acabei optando

por continuar essa história. Estou

muito feliz com minha escolha. O

cooperativismo é um ótimo modelo

de gestão. É a forma de fazer todos

pensarem em todos e, por isso,

escolhi continuar o que nosso pai

ajudou a começar.”

Novembro/2018 REVISTA 21


Família Gehring, de Roncador (PR), já está na terceira

geração de sucessão no campo e de associados à Coamo.

Na imagem, o cooperado Alceu com o filho Alcion

Presente e futuro

LADO A LADO

A

Coamo é uma cooperativa

que valoriza o trabalho

em família e, sobretudo,

a continuidade na sucessão dos

negócios e dos valores preconizados

pela filosofia cooperativista. É

cada vez maior o número de jovens

que assumem o comando das propriedades

rurais, reforçando a tradição

que é passada por diversas

gerações. Para isso, um dos fatores

que contribuem, é a rotina de atividades

dentro da propriedade,

que constitui os melhores e decisivos

exemplos para a formação da

carreira destes jovens produtores

rurais. Fatores que ajudam na construção

até da personalidade dos

sucessores, mantendo o cordão

umbilical sempre ligado às origens

familiares.

É o que ocorre na família

Gehring, de Roncador (Centro

do Paraná), que já está na terceira

geração de sucessão. Desde muito

cedo, todos têm um forte contato

com o trabalho no campo. Alcion,

filho de Alceu e neto de Bruno

Gehring (já falecido), cooperado nº

21, um dos fundadores da Coamo

e tradicional cooperado daquela

região, é a bola da vez na linha sucessora

da família. Aos 40 anos de

idade ele é hoje o braço direito do

pai e se orgulha ao lembrar-se do

exemplo e o legado deixado pelo

avô, sem deixar de valorizar os

ensinamentos do patriarca. “Para

mim é motivo de muito orgulho,

até porque meu avô participou

da fundação da cooperativa e

essa história teve uma sequência

com meu pai e, agora, comigo. A

Coamo fez uma diferença muita

grande na história de toda família,

transformando as dificuldades do

começo em tranquilidade nos dias

22 REVISTA

Novembro/2018


COAMO 48 ANOS

de hoje. Então, graças a Coamo, ao trabalho do meu

avô e do meu pai, a nossa geração está pegando tudo

mais pronto, mas, vamos continuar trabalhando para

melhorar mais”, valoriza Alcion.

Com as lembranças do avô ainda muito vivas

na memória, o cooperado agradece o aprendizado proporcionado

pela família ao longo da vida. “Aprendi muito.

Posso não ter convivido tanto no trabalho junto com

ele [avô], mas nas nossas conversas e reuniões de família

aprendi, e ainda aprendo com as lições que meu pai repassa.

Uma dessas lições deixadas é que sem o trabalho,

sem muito esforço, não vamos colher nada fácil”, lembra.

Para Alcion, a Coamo foi fundamental no processo

de crescimento dos cooperados. “Sem a cooperativa

não seriamos nada. Aqui em Roncador ela está

completando 40 anos, justamente a minha idade, e

cresceu junto com a gente. Posso afirmar que a Coamo

trouxe muito desenvolvimento para todos a sua

volta em todas as regiões que atua”, afirma.

A história dos Gehring reafirma que, as lições

recebidas dos pais, pelos filhos, é a base para o sucesso

de uma boa sucessão familiar. Na opinião do gerente

da unidade da Coamo em Roncador, Marlon Costa,

quanto mais cedo houver esta interação, melhor será a

gestão dos negócios pelo sucessor da família. “É uma

filosofia que se mantém desde a fundação da cooperativa,

de geração em geração, na maioria das famílias

associadas à Coamo. Este espírito e valores do cooperativismo

até hoje são muito fortes, e isso faz com que

tanto o cooperado como a cooperativa cresçam juntos

com solidez”, observa.

São muitos os exemplos na área de ação da

Coamo nesses 48 anos de bons serviços prestados ao

quadro social, alicerçados pela confiança, parceria, honestidade

e profissionalismo. A cooperativa participa

direta e indiretamente, na formação e construção de

produtores e sucessores, preparados para alimentar o

mundo, disponibilizando estrutura, tecnologia, assistência

técnica e crédito, dentre outros serviços importantes

para o desenvolvimento no campo.

Bruno Gehring (em memória), fundador nº 21, nas comemorações de 25 anos da Coamo

Marlon Costa, gerente em Roncador, Alceu e Alcion Gehring, cooperados,

e Danilo Rodrigues Alvez, engenheiro agrônomo da Coamo

Novembro/2018 REVISTA 23


CREDICOAMO

Diretoria, cooperados e funcionários da Credicoamo participaram de um evento alusivo ao aniversário da cooperativa de créditos dos associados da Coamo

29 anos de apoio creditício

Credicoamo comemora mais um aniversário com bons resultados para o quadro social

Desde o dia 17 de novembro

de 1989, a Credicoamo

é referência no

segmento e está entre as mais importantes

cooperativas de crédito

do país. Do grupo de 29 produtores

rurais fundadores, hoje são

mais de 19 mil cooperados distribuídos

nos Estados do Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. A Credicoamo atende a necessidade

do homem do campo,

por meio de linhas exclusivas de

produtos e serviços, assim como,

disponibiliza assistência financeira

com o propósito de fomentar a

produção, a produtividade e a comercialização.

Com tantos motivos para

comemorar, no dia 16 de novembro

foram realizados em todas as

agências da cooperativa, eventos

para comemorar os 29 anos da

cooperativa de crédito dos associados

da Coamo. Em Campo

Mourão, o evento contou com a

presença da diretoria da Credicoamo

e de alguns dos sócios fundadores.

Para os associados, a Credicoamo

tem sido um importante

apoio na hora de realizar transações

financeiras. Heitor Homiak,

de Campo Mourão, está contente

com o trabalho da cooperativa

de crédito. “É uma grande alegria

participar e ser sócio da Credicoamo.

Inclusive, participar de um

momento de comemoração como

esse é satisfatório, pois temos uma

cooperativa preocupada em dar

todo o suporte que o homem do

campo precisa.”

Outro cooperado que estava

presente no evento em Campo

Mourão, é Rogério de Mello Barth.

Para ele, o fato da Credicoamo ser

uma cooperativa de crédito dos associados

da Coamo facilita muito o

dia a dia. “Ficamos em casa. Isso faz

toda a diferença na hora de aprovar

um projeto agronômico, por

exemplo, pois não tem burocracia.

Sem contar que as taxas são menores

e temos tudo que um banco

pode oferecer”, ressalta.

Entre as atividades de destaque

promovidas em 2018 estão

as instalações de cinco novas

agências em Itaporã e Sidrolândia,

no Mato Grosso do Sul, e Brasilândia

do Sul, Cândido de Abreu e

Dez de Maio, no Paraná. Além disso,

neste ano, os associados passaram

a usufruir dos benefícios do

Internet Banking, que representa

mais inovação tecnológica. O

gerente Administrativo José Luiz

Conrado, destaca os benefícios

24 REVISTA

Novembro/2018


CREDICOAMO

José Aroldo Gallassini, presidente da Credicoamo: “É o quadro social que faz que a Credicoamo seja cada vez mais forte, sólida e admirada."

desta ferramenta. "Os associados

por meio de aplicativo de

celular ou do site da Credicoamo,

estão realizando transações

financeiras de um jeito mais simples,

prático e seguro."

Segundo Dilmar Peri,

gerente de Produção, no ano

passado a Credicoamo contratou

mais de 10% da área agrícola

de soja no Brasil, possibilitando

acesso dos cooperados

aos recursos da subvenção

ao prêmio do seguro agrícola.

"No Paraná, a Credicoamo

responde por cerca de 25% da

área segurada, em Santa Catarina

por mais de 17% e no Mato

Grosso do Sul por mais de 16%

da área segurada. Com agilidade

no atendimento às demandas

de custeio, na safra

2018/2019, mais de 95% dos

recursos foram contratados e

liberados até 30/09/2018, com

simplificação e desburocratização

nas atividades."

Para o presidente da

Credicoamo, José Aroldo Gallassini,

esses resultados são frutos

da participação dos associados.

“É o quadro social que faz

que a Credicoamo seja cada vez

mais forte, sólida e admirada.

Com agilidade nas transações,

taxas acessíveis e sem burocracia

é a melhor opção para

o associado da Coamo realizar

operações financeiras", informa

Gallassini.

Gallassini ainda comemora

ressaltando que, "A Credicoamo

é referência e está

entre as mais importantes do

país. Desde sua fundação em

1989, ela vem cumprindo seus

objetivos e disponibilizando diversos

produtos e serviços para

o desenvolvimento dos seus

cooperados. A Credicoamo é a

principal instituição financiadora

de custeios e investimentos e

está entre as 20 maiores instituições

financeiras operadoras do

crédito rural no Brasil, conforme

ranking do Banco Central.”

Rogério Barth diz que o fato da Credicoamo

ser uma cooperativa de crédito dos associados

da Coamo facilita muito o dia a dia

Heitor Homiak: “É uma grande alegria

participar e ser sócio da Credicoamo."

Novembro/2018 REVISTA 25


26 REVISTA

Novembro/2018


CREDICOAMO

Comemoração dos 29 anos

da Credicoamo em imagens

Ivaiporã (PR) Mamborê (PR) Bragantina (PR)

Boa Esperança (PR)

Laguna Carapã (MS)

Palmas (PR)

Goioerê (PR)

Nova Santa Rosa (PR)

Itaporã (MS)

Novembro/2018 REVISTA 27


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Novembro/2018


CREDICOAMO

Atuação das associadas é

focada na gestão dos negócios

A

associada e empreendedora Cristiane

Aparecida dos Santos Manosso,

em Mangueirinha, no Sudoeste do

Paraná, é associada na Credicoamo desde

2008, de uma família tradicional no cooperativismo,

desde a chegada da Coamo há 39

anos na região, no início de 1979. Ela é associada

ao lado do pai Antonio Clóvis, da mãe

Gessi e de dois irmãos.

Com novo foco na sua experiência administrativa

– atuava na administração de um

supermercado na cidade, ela está mais perto

dos seus negócios e administra uma área

de mais de 500 hectares de terras. “Esta nova

fase da minha vida está bastante interessante,

sai da atividade comercial e agora estou

na atividade agrícola. Estou aprendendo bastante,

muitas coisas novas. Vejo que cada vez

mais precisamos usar tecnologia moderna

para produzir melhor.”

"O papel da mulher no ambiente

agropecuário está mais do lado da gestão da

propriedade, tenho visto que tem aumentado

muito a participação de associadas na administração

dos negócios”, diz a associada.

Cristiane está satisfeita com os serviços

oferecidos pela cooperativa de crédito

dos associados da Coamo, onde usufruí de

financiamentos, custeios, seguro agrícola, seguro

de bens, e usa a conta corrente por meio

do Internet Banking ou Mobile para realizar

movimentações financeiras com mais segurança

e comodidade.

“A Credicoamo está evoluindo sempre

e tudo está ficando mais fácil para nós. Podemos

fazer os nossos negócios de casa, pelo

smartphone e computador. O Internet Banking

era o que estava faltando. Estava porque chegou

em boa hora e podemos fazer os nossos

negócios em qualquer hora do dia ou da noite,

na cidade ou na lavoura.”

Para a associada o cooperativismo traz

muitos benefícios não só para os associados,

mas para a comunidade também. “A Coamo

e a Credicoamo estão fazendo investimentos

para melhorar o atendimento das nossas necessidades

e os associados respondem com

maiores volumes e participação. Se a cooperativa

vai bem, o cooperado vai bem e a economia

das cidades muito bem também.”

Cristiane Manosso faz um convite às

colegas associadas e esposas de associados.

“A nossa participação faz a diferença, é muito

bom ver a mulher participando mais desse

processo do cooperativismo. Ela é muito importante

e deve participar cada vez mais.”

Cristiane Manosso, com o gerente da Agência da

Credicoamo em Mangueirinha, Cleudemar dos Santos

Para a associada o cooperativismo traz muitos benefícios

não só para os associados, mas para a comunidade também

Novembro/2018 REVISTA 29


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30 REVISTA

Novembro/2018


CREDICOAMO

INTERNET BANKING/MOBILE

traz comodidade e segurança aos cooperados

A

presença da associada Judite Griss

no dia da dia da Coamo em São

Domingos, Santa Catarina, reflete

uma mistura de saudade e felicidade. Isto

porque ela se lembra do pai Agostinho e

do tio Germano, que edificaram o primeiro

armazém e silo no mesmo local onde hoje

está o entreposto da Coamo. “Realmente,

este ambiente traz muitas recordações,

eles eram associados há muitos anos e

essa tradição foi passada para os filhos.

Meu pai e meu tio eram empreendedores

e tinham visão. Depois, venderam as instalações

para a cooperativa Cooperal, que

mais tarde atravessou problemas e foi em

1984 incorporada pela Coamo”, conta a

associada.

Judite, que exerce também a

profissão de advogada, há poucos anos

passou a olhar a agricultura com amor e

dedicação. Ela faz questão de elogiar o trabalho

da Coamo e da Credicoamo. “É uma

grande satisfação ser associada dessas

duas cooperativas e ser muito bem atendida

em um mesmo lugar, por meio de bons

serviços."

A associada é usuária do aplicativo

Internet Banking/Mobile, uma das novidades

da Credicoamo em 2018 para seus associados

e lembra que seu irmão Gilberto

Griss foi um dos primeiros a experimentar

a tecnologia. “Este programa é uma grande

ferramenta, um avanço e nos permite

fazer várias operações de qualquer lugar

onde estivermos, da nossa casa ou da nossa

lavoura. Ele facilita e agiliza a nossa vida,

com economia de tempo e hoje tempo é

ouro, sem contar a liberdade e a flexibilidade

que temos. Veio agregar muito, é

bem fácil de usar e pode ser apreendido

facilmente. Podemos com tranquilidade

realizar consultas e transações com segurança,

facilidade, tudo de maneira bem,

prática", avalia a cooperada.

A agência da Credicoamo foi instalada

em São Domingos em 2010 e segundo

a associada veio facilitar e muito a

vida dos cooperados. “A Credicoamo é um

avanço. Representa a tecnologia, e todos

nós ganhamos. Percebemos que ela busca

inovação e entrega para nós o que há de

melhor e de mais moderno com benefícios

para que tenhamos lucro e satisfação.”

Associada Judite Griss é usuária do aplicativo Internet

Banking, uma das novidades da Credicoamo em 2018

Novembro/2018 REVISTA 31


32 REVISTA

Novembro/2018


ENTREPOSTOS 40 ANOS

Unidades Coamo

QUARENTENÁRIAS

Entrepostos da cooperativa em Boa Esperança, Iretama, Palmas, Peabiru

e Roncador, no Paraná, estão completando em 2018, 40 anos de fundação

Cinco Unidades da Coamo

estão completando 40

anos de fundação. Boa Esperança,

Iretama, Palmas, Peabiru

e Roncador foram implantadas em

1978. Um importante período da

cooperativa, onde foram realizados

novos investimentos e expansão

na região de Campo Mourão

e no Sul do Paraná, com o objetivo

de produzir sementes.

Com a filosofia do cooperativismo

de resultado da Coamo,

os associados se desenvolveram,

a cooperativa evoluiu e se consolidou

com importante ferramenta

para a difusão da tecnologia melhorando

o sistema produtivo e

aumentando a produção a cada

ano. O associado João Pietrowski,

de Boa Esperança (Centro-Oeste

do Paraná), chegou no município

em 1952 e já é cooperado há mais

de 40 anos, antes mesmo da instalação

na cidade. “Trabalhava com

a Coamo ainda quando estava em

Campo Mourão. Era um período

bem diferente e a agricultura era

na base da fase da lua e da superstição,

seguindo almanaques.”

Da criação de suínos, passando

pelas culturas do café, arroz,

amendoim, feijão, algodão, extração

de madeiras e, atualmente, o

cultivo de grãos, como soja, trigo

e milho, os agricultores demonstraram

capacidade de absorção de

tecnologia. “A Coamo começou a

trazer novidades e vimos que esse

Associado João Pietrowski, de Boa Esperança,

chegou no município em 1952 e

já é cooperado há mais de 40 anos, antes

mesmo da instalação na cidade

Novembro/2018 REVISTA 33


ENTREPOSTOS 40 ANOS

COAMO AJUDOU A DESENVOLVER A REGIÃO E OS AGRICULTORES PASSARAM A

TER TECNOLOGIAS E SISTEMAS QUE IMPULSIONARAM A PRODUÇÃO AGRÍCOLA

era o caminho, sem falar que passamos

a ter segurança para comercializar

a nossa produção.”

Pietrowski recorda que a

cooperativa começou em Boa Esperança

em uma estrutura acanhada

e que ano a ano o entreposto

foi recebendo investimento e evoluindo

no atendimento. Com 82

anos de idade, ele passou a administração

dos negócios para filhos

e netos. “Foi um período de muita

dedicação, de destocas para abrir

as áreas, erosão no solo, lavouras

cheias de matos e sem muitas opções

de controle. Na época colhíamos

de 80 a 100 sacas de soja.

Hoje a produtividade chega a 190

sacas e temos mais comodidade

para trabalhar. Sou cooperativista,

minha família e o povo de Boa Esperança

tem muito a agradecer à

diretoria da Coamo.”

Mais do que a filosofia

cooperativista, a Coamo levou

Vista aérea da Unidade da

Coamo, em Boa Esperança

para Boa Esperança instalações

físicas constituídas por máquinas

e armazéns, assistência técnica,

administrativa e financeira.

A presença cooperativa em Boa

Esperança deu-se no ano de

1978 com a aquisição do Entreposto

junto à Coagel. Na época,

a capacidade de armazenagem

era de 500 mil sacas de produtos

a granel e um pequeno escritório

administrativo. Foram

investidos grandes volumes de

recursos na estrutura física da

unidade e chegou a implantação

de um conjunto de máquinas

com cinco descaroçadores

de algodão com capacidade

para produzir 90 fardos por dia,

a qual só foi desativada em face

da política de importação de

matéria-prima têxtil implantada

pelos ministros da Agricultura, e

Indústria e Comércio da época.

Iretama: evolução sentida no campo

Entreposto em Iretama está passando por reformas,

com um novo escritório e lojas de peças

Desde a instalação da

Coamo em Iretama (Centro-Oeste

do Paraná), em 1978, os produtores

rurais contam com um sistema

cooperativista sólido promovendo

o bem-estar de associados e

proporcionando uma assistência

técnica agronômica e veterinária

de alta tecnologia. Durante essas

quatro décadas, a cooperativa jamais

abandonou os cooperados

em todos os ciclos da agricultura

34 REVISTA

Novembro/2018


ENTREPOSTOS 40 ANOS

Associado Carlos Luiz Oliva acompanhou

toda a evolução da cooperativa no município.

de região.

Do café ao soja e milho mecanizados,

passando pelo algodão, amendoim,

arroz e feijão. A Coamo recebeu algodão

de 1978 a 2008, sendo o maior recebimento

na safra 84/85 com 651.800 arrobas

e tinha no município uma máquina de

beneficiamento de algodão. As primeiras

instalações foram em um armazém de madeira

alugado, na Avenida Pio XII, ao lado

da Igreja. A cooperativa chegou a receber

algodão em carro de boi e pesado em balança

manual.

Atualmente, a agricultura está

consolidada com a produção de soja, milho

e trigo. O associado Carlos Luiz Oliva

acompanhou toda a evolução da cooperativa

no município. Ele é cooperado há 30

anos, mas trabalha com a Coamo desde a

chegada no município, já que antes atuava

com o pai que se associou logo após a

instalação. “A Coamo significa muito para

nós. Oferece tudo o que precisamos desde

o plantio até a colheita. A cooperativa

ajudou a desenvolver a região, trazendo

novas tecnologias e segurança para comercializar

a nossa produção.”

O pai dele Luiz Oliva, veio de Santa

Catarina para Iretama em 1953, para trabalhar

com café. Na época, levava a produção

para Maringá. “A situação começou a melhorar

após a chegada da Coamo. A assistência

técnica foi importante na difusão de novas

tecnologias. Antes, cada um fazia de um jeito

sem muito conhecimento para plantar e

colher. A produtividade que era de 70 a 80

sacas hoje chega a 150 e 160 sacas.”

Está sendo construído em Iretama

um novo escritório administrativo e

uma loja de peças. “É um presente que

estamos recebendo. Com a nova loja não

precisaremos ficar correndo atrás de peças

em outras cidades. Teremos tudo em

um só local. Já é tradição irmos sempre na

Coamo nem que seja para tomar um café e

conversar com os colegas. Agora teremos

ainda mais comodidade.”

Novembro/2018 REVISTA 35


ENTREPOSTOS 40 ANOS

Família Pernlochner: Coamo transformou

a região de Palmas nesses 40 anos

Irmãos José e Paul Pernlochner com o gerente em Palmas, Evandro Câmara

A família Pernlochner é uma das primeiras da

região de Palmas (Sudoeste do Paraná), que se associou

logo após a Coamo incorporar a Copalma, em

1978. José foi o primeiro dos quatro irmãos a se associar.

Pela ordem, depois vieram Rosa Maria em 1981,

Paul em 1988 e Sigmundo em 1999.

José conta que chegou em Palmas dois anos

antes da chegada da Coamo. “Vim da catarinense

Treze Tílias e já realizei 42 safras em Palmas, sempre

mexendo com a agricultura. No início tudo era mais

difícil, hoje está tudo mais fácil. Lembro bem que o

plantio direto foi uma grande coisa que aconteceu

para nós produtores.”

Um dos irmãos do ‘seo’ José é o Paul, conhecido

como Paulo, associado há 30 anos em Palmas. Ele recorda

o sucesso que os agricultores tiveram com o apoio da

Coamo. “Quando entrei a Coamo tinha dez anos de Palmas.

Ela é orgulho para nós, pois ajudou muito na nossa

evolução. É uma satisfação participar desse progresso.”

Para Paul, são vários os motivos para o

sucesso da cooperativa, entre eles a forma como a

Coamo trata os associados. “É muito boa a assistência

técnica que a Coamo faz, tem também a transparência

e a segurança. Os associados são tratados

da mesma maneira, com igualdade, não havendo

distinção entre pequeno, médio ou grande.”

Para o agricultor, a Coamo chega muito

bem aos 48 anos de fundação e quatro décadas

em Palmas. “A Coamo está focada no melhor atendimento

para nós. Sem o associado não existe a

cooperativa, e sem a cooperativa não existe o associado,

por isso é muito bom ter a Coamo como

Irmãos Pernlochner participaram de

forma ativa na Coamo nesses 40 anos

36 REVISTA

Novembro/2018


ENTREPOSTOS 40 ANOS

uma cooperativa forte e estruturada.

Tenho certeza que se o

Brasil fosse uma cooperativa

com princípios e valores, seria

muito melhor.”

A Coamo se instalou

em Palmas por meio de incorporação

da então Cooperativa Mista

Agropecuária Palmense Ltda.

- Copalma, em 15 de agosto de

1978. O objetivo era aproveitar o

potencial do município para produção

de semente de soja, tendo

em vista estar localizado em uma

região onde o clima favorece o

desenvolvimento dessa oleaginosa

para a produção de grãos com

excelente vigor germinativo. Na

época haviam poucos produtores

de soja em Palmas, mas na região

havia produção de semente dessa

oleaginosa.

Vista aérea da Coamo em Palmas

Peabiru em prosa e verso

“Fizeram por merecer, por

isso eu vou agradecer aos amigos

da Coamo. Porque eu estou contigo

e eles estão comigo, e juntos

nós lutamos. Com tanta dificuldade,

mas com força e vontade de

vencer nós estamos. Eu me sinto

Vista parcial da Coamo em Peabiru

muito honrado, por isso eu digo

obrigado a quem dirige a Coamo.”

O trecho é de uma música em homenagem

à Coamo escrita pelo

cooperado Osmar Manfrim, de

Peabiru (Centro-Oeste do Paraná).

A letra retrata a gratidão, parceria e

orgulho dele em ser cooperativista

e integrar a cooperativa que conhece

desde o início, antes mesmo

de se instalar no município.

Ele recorda que as primeiras

safras eram levadas para Engenheiro

Beltrão. “Ficávamos até

dois dias na fila esperando para

descarregar o caminho. Mas, isso

era normal para a época, pois os

caminhões eram descarregados

no rodo. Depois que a Coamo se

instalou em Peabiru podemos dizer

que ficou no quintal de casa.

Melhorou em todos os sentidos

desde a agilidade na entrega da

produção até a retirada de insumos

para o plantio”, comenta.

Na visão do associado,

Novembro/2018 REVISTA 37


ENTREPOSTOS 40 ANOS

HISTÓRIAS E RELATOS DOS COOPERADOS MOSTRAM A FORÇA E A IMPORTÂNCIA

DO COOPERATIVISMO PARA O DESENVOLVIMENTO DO CAMPO E DAS FAMÍLIAS

Irineu com o tio 'seo' Osmar Manfrim.

Família trabalha com a Coamo

mais de quatro décadas

a Coamo ajudou a impulsionar a

agricultura no município, disponibilizando

novas tecnologias, crédito

e assistência técnica para todos os

agricultores, independentemente

do tamanho. “A cooperativa sempre

prestou um trabalho diferenciado e

ficou do lado dos associados. Para

quem é pequeno, principalmente, o

cooperativismo é a melhor solução”,

assinala Manfrim, que sempre realizou

o trabalho em família.

Irineu é sobrinho do ‘seo’

Osmar e faz parte da terceira geração

de cooperativistas da família

Manfrim. Ele acompanhou boa

parte da evolução da Coamo no

município e diz que o cooperativismo

é um importante agente

para repasse de novas tecnologias

e melhorias no sistema produtivo.

“A Coamo tem sido uma

grande parceira da nossa família.

Sinto honrado de trabalhar com

a cooperativa e de ter o meu pai

e o meu tio do lado, que foram

pioneiros de Peabiru e da Coamo.

Desde criança eu os acompanho

na agricultura e sei da importância

que dão para o cooperativismo.

Com essa parceria e união da família

fica mais fácil os trabalhos do

dia a dia.”

Roncador: do recebimento de algodão

em praça pública à moderna Unidade

A realidade hoje em Roncador

(Centro-Oeste do Paraná) é

bem diferente do que a vivida há

40 anos, quando a Coamo se instalou

no município. A cooperativa

iniciou as atividades recebendo

feijão e milho. Depois passou para

o algodão, soja e trigo em instalações

precárias. O algodão era

recebido na praça pública. Foi um

ato de coragem e desprendimento,

mas sempre acreditando na

38 REVISTA

Novembro/2018


ENTREPOSTOS 40 ANOS

'Seo' Zeno Iora evoluiu junto

com a Coamo em Roncador

força do trabalho dos agricultores

locais. Produtores rurais como o

‘seo’ Zeno Luiz Iora que é associado

desde 1981. A história da família

começou com o pai, João Iora

Filho, que veio do Rio Grande do

Sul para o município em 1980.

Assim como a Coamo,

‘seo’ Zeno também evoluiu. Ele

começou plantando em dois alqueires

de terra arrendados do

pai. Atualmente, conta com 186

alqueires, sendo 125 de plantio

e 11 de pasto. “A cooperativa foi

crescendo, sempre nos incentivou

e deu condições de crescermos

juntos. Olhando para trás, a gente

vê que valeu a pena ter se associado.

A Coamo oferece tudo o que

precisamos para plantar, colher e

comercializar. Temos ainda a Credicoamo,

que é a nossa cooperativa

de crédito”, comenta.

O cooperado lembra do

tempo em que o trabalho era

realizado de forma manual e a família

tinha apenas um tratorzinho

que era utilizado entre os irmãos.

“A Coamo mudou a realidade da

nossa região. Logo que chegou

se formavam longas filas para receber

a produção. Tinham agricultores

a cavalo, com charretes

e trator. A cooperativa foi melhorando

a estrutura e hoje não esperamos

mais do que 20 minutos

para descarregar e já voltar para a

lavoura.”

Outro ponto destacado

pelo cooperado é o trabalho da

assistência técnica da Coamo que

ajudou na evolução da produtividade.

“Naquela época, 70 a 80

sacas de soja era para quem colhia

bem. Hoje, a produtividade chega

em 200 sacas. A cooperativa sempre

trouxe inovação e mostrou

qual o melhor caminho a ser seguido.

A Coamo vive uma evolução

constante porque trabalha com seriedade

e responsabilidade.”

Vista aérea da Coamo em Roncador

Novembro/2018 REVISTA 39


O HÍBRIDO CERTO

PARA A SUA REGIÃO

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POWERCORE é uma tecnologia desenvolvida pela Dow AgroSciences e Monsanto. POWERCORE é marca registrada da Monsanto LLC.

40 REVISTA

Novembro/2018


ENERGIA FOTOVOLTAICA

Energia que vem do céu

Cooperados estão investindo na produção de energia fotovoltaica. A Coamo está ofertando a

tecnologia e auxiliando na elaboração, e a Credicoamo, com linha específica de financiamento

Fonte limpa, assim como a eólica, a energia

fotovoltaica é uma das formas de produção

que mais cresce no mundo na atualidade.

Proveniente da luz do sol e obtida por meio de

placas solares, a energia fotovoltaica têm como

Lairton de Gouvea, de Ivaiporã (PR), instalou a tecnologia na propriedade rural

função captar a energia luminosa e transformá-la em

energia térmica ou elétrica. Uma tecnologia capaz de

baixar, e muito, os custos de residências, comércios e

propriedades rurais.

A novidade já chegou ao sítio Todos os Santos,

localizado na região conhecida como Palmeirinha do

Campo Novo, em Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná),

de propriedade do cooperado Lairton de Gouvea. Ele

está acreditando na inovação e, por isso, investiu para

diminuir os custos com energia elétrica na pequena

propriedade, que além da moradia computa gastos

com o barracão de máquinas e a área de lazer,

composta por piscina aquecida. “Instalamos no sítio

e no apartamento na cidade, com o objeto de reduzir

ao máximo o valor da conta de energia. É um sistema

bastante moderno que certamente nos trará muitos

benefícios econômicos”, acredita o cooperado,

Novembro/2018 REVISTA 41


ENERGIA FOTOVOLTAICA

ENERGIA FOTOVOLTAICA É A ENERGIA ELÉTRICA PRODUZIDA A PARTIR DE LUZ SOLAR,

QUE PODE SER PRODUZIDA MESMO EM DIAS NUBLADOS OU CHUVOSOS

mirando a autossuficiência em energia elétrica. “Se

produzirmos um volume suficiente a ideia é pagar

somente a taxa mínima aqui na propriedade, que

custa na área rural apenas R$ 16,00”, informa.

Os primeiros resultados ainda não foram

computados pelo produtor, por conta da falta de

luminosidade nos dias posteriores a instalação do

sistema, que ocorreu bem no período chuvoso do

mês de outubro. “Esperamos a produção de muita

energia nos próximos meses com a entrada do verão

e o retorno do investimento a curto e médio prazo”,

diz Lairton, que desembolsou cerca de R$ 24 mil reais

na instalação das placas de captação solar e contou

com o apoio da Coamo, que auxilia os cooperados

na execução do projeto de viabilidade e montagem

dos equipamentos, que é feito por empresa

especializada.

Conforme o gerente da unidade da Coamo

em Ivaiporã, Domingos Carlos Fontana, a cooperativa

não só oferta a tecnologia, como auxilia o cooperado

desde a compra até a instalação do sistema. “Nós

temos todos os estudos necessários para fazer o

dimensionamento do equipamento de acordo com o

consumo de cada propriedade. Nossos funcionários

estão preparados para atender nosso quadro social

neste sentido”, garante.

A energia solar é considerada uma fonte

de energia renovável e inesgotável, e de acordo

com estudos se mostra vantajosa em comparação

a outras fontes renováveis, como a hidráulica, por

requerer áreas menos extensas do que hidrelétricas.

O incentivo à energia solar no Brasil é justificado pelo

potencial do país, que possui grandes áreas com

radiação solar incidente e está próximo à linha do

Equador.

Projeto financiado pela Credicoamo

A Credicoamo conta com uma linha de

financiamento específica para projetos de instalação

da energia fotovoltaica. O cooperado Paulo Bortoluzzi,

de Goioerê (Centro-Oeste do Paraná), aproveitou

a oportunidade e foi o primeiro associado a fazer o

financiamento. Ele construiu uma nova residência na

42 REVISTA

Novembro/2018


ENERGIA FOTOVOLTAICA

SAIBA MAIS!

O que é energia solar fotovoltaica?

É a energia elétrica produzida a partir de luz

solar, que pode ser produzida mesmo em

dias nublados ou chuvosos. Quanto maior

for a radiação solar, maior será a quantidade

de eletricidade produzida. O processo de

conversão da energia solar utiliza células

fotovoltaicas, normalmente feitas de silício

ou outro material semicondutor. Quando a

luz solar incide sobre uma célula fotovoltaica,

os elétrons do material semicondutor são

postos em movimento, desta forma gera-se

eletricidade.

Casal Paulo e Etelvina

Bortoluzzi, de Goioerê (PR), foi o primeiro a financiar o projeto pela Credicoamo

cidade, sonho da família, e espera

que o investimento possa baixar

consideravelmente a conta de

energia. “No primeiro momento,

nossa ideia era instalar um

aquecedor solar. Porém teríamos

apenas a água quente, o que já

seria uma economia. Contudo,

optamos por investir um pouco

mais e colocar a energia solar”,

assinala o cooperado.

Bortoluzzi conta que

conheceu a energia fotovoltaica

em um evento em Cascavel

e chegou a cotar com outras

empresas antes da Coamo e

a Credicoamo oferecerem os

equipamentos e o financiamento.

“Depois que ficamos sabendo

que poderíamos fazer o projeto e

adquirir na Coamo não pensamos

duas vezes”, frisa. O projeto do

cooperado é para uma produção

de 400 kWh/mês e a previsão

de pagar o investimento em 60

meses. “Partimos para a energia

solar por dois motivos: o primeiro

pensando na economia que

teremos e o outro é que estamos

produzindo uma energia limpa,

sem danos ao meio ambiente”,

completa o associado.

Placas foram instaladas na nova casa do casal e deve gerar 400 kWh/mês de energia elétrica

Quais os benefícios de gerar minha

própria energia?

É um recurso totalmente renovável. Isso

significa que mesmo quando não podemos

fazer uso de energia do sol, por causa da

noite ou de dias nublados e chuvosos,

podemos sempre contar com o sol surgindo

no dia seguinte como uma fonte de energia

constante e consistente. Aliás, dos recursos

renováveis, assim como energia eólica,

energia hídrica e solar, a energia solar é a

mais consistente e previsível.

A manutenção é mínima.

Não existem peças móveis em um painel

fotovoltaico, ou seja, quase não há desgaste

mecânico. Os painéis fotovoltaicos duram mais

de 30 anos, apenas com uma limpeza anual.

Baixo custo da energia solar considerando

a vida útil do sistema.

Os painéis solares podem parecer muito

caros quando você decide comprá-los, mas

ao longo dos anos você vai economizar muito

dinheiro. Afinal, a luz do sol é grátis! Se

calcularmos todo o investimento de compra

do sistema fotovoltaico somando à mínima

manutenção que terá com ele ao longo de

toda a sua vida útil e dividirmos pela energia

gerada ao longo desses anos, veremos que

a energia solar é muito mais barata do que a

que compramos da distribuidora.

Pode ser usada em áreas isoladas de rede

elétrica.

A energia solar fotovoltaica é uma das

melhores alternativas em regiões isoladas

onde não se tem rede elétrica, muito mais

barata que geradores a diesel ou óleo

combustível.

Eu quero! O que preciso fazer para

instalar?

Os geradores de energia solar fotovoltaica são

dimensionados, conforme o consumo elétrico

de cada cooperado. Diante de uma análise é

possível saber quantos painéis solares serão

necessários e a potência do inversor que este

gerador precisa ter. A partir desse ponto, o

projeto de engenharia elétrica será realizado

e apresentado para a análise e aprovação da

distribuidora de energia local. Assim que o

projeto for aprovado, a instalação do sistema

fotovoltaico é realizada e a concessionária de

energia faz a conferência do gerador para dar

início à sua operação.

Novembro/2018 REVISTA 43


SAFRA DE VERÃO

Associado Paulo Ronaldo Salvador, de Guarapuava

(PR), conta que os trabalhos transcorreram de

forma tranquila, aproveitando os dias sem chuva

Plantio ditado pelo clima

Na área de ação da Coamo alguns associados já estão nos

tratos culturais enquanto que outros ainda finalizam o plantio

Quem é do campo sabe

como ninguém que cada

safra é diferente. São vários

fatores que podem influenciar

e o clima tem papel fundamental.

Contudo, os cooperados vêm

fazendo a sua parte. Na área de

ação da Coamo alguns associados

já estão nos tratos culturais, como

é o caso do Oeste do Paraná e

Mato Grosso do Sul, por exemplo,

enquanto que outros ainda finalizam

o plantio, que são os agricultores

das regiões Centro e Centro-

-Sul do Paraná.

Em Guarapuava, o associado

Paulo Ronaldo Salvador

terminou o plantio da soja no dia

19 de novembro. Ele conta que os

trabalhos transcorreram de forma

tranquila, aproveitando os dias

sem chuva. “Plantamos em um

período bom e com variedades

adequadas para a época. Acredito

44 REVISTA

Novembro/2018


SAFRA DE VERÃO

Engenheiro agrônomo, Fernando Lago da Silva, acompanha distribuição

das sementes de soja junto com o cooperado Paulo Ronaldo Salvador

que teremos uma boa safra”, assinala.

O município está a mais de 1.100 metros

de altitude e é um dos mais frios do Paraná. Portanto,

é comum que o plantio da safra de verão

ocorra em dias que mais parecem inverno, com os

agricultores e operadores dos maquinários bem

agasalhados. No dia que a equipe de reportagem

da Revista Coamo esteve na propriedade do associado

Paulo Salvador, por exemplo, na primeira

quinzena de novembro, encontrou um dia fechado

e vento gelado.

Salvador está utilizando o mesmo investimento

de safras anteriores, pensando sempre

em tirar do campo todo o potencial produtivo das

plantas. “Procuramos sempre o que há de melhor.

Usamos as sementes Coamo com TSI [Tratamento

de Sementes Industrial], que dão uma boa resposta

nos tratamentos. A produtividade varia a cada

ano, e é ditada pelo clima. Na safra passada, por

exemplo, tivemos vários dias nublados o que acabou

diminuindo um pouco a produção. Nossa expectativa

é de que nessa safra saia tudo dentro da

normalidade.” O associado espera colher entre 20

a 25 sacas a mais por alqueires, chegando a 160 e

170 sacas de média.

O engenheiro agrônomo Fernando Lago

da Silva, da Coamo em Guarapuava, ressalta que,

tradicionalmente, a região Centro-Sul do Paraná

é que fecha o calendário de plantio da safra de

verão na área de ação da cooperativa. Ele destaca

que as chuvas acabaram prejudicando a colheita

de trigo, mas nada que possa atrapalhar o plantio

das lavouras de soja. “Geralmente, o plantio

se concentra no final de outubro, mas, neste ano,

devido ao excesso de chuva, ficou para o início

de novembro. Temos variedades adaptadas para

essa realidade. Sempre orientamos para que os

cooperados façam um bom plantio. Se não fizer

isso, ele poderá não ter planta para pulverizar,

para colher e nem para vender. O plantio é um

momento muito especial e requer toda atenção e

dedicação”, orienta.

De acordo com o gerente de assistência

Técnica da Coamo, engenheiro agrônomo Marcelo

Sumiya, as chuvas acima da média para o

período de implantação da safra de verão é que

ditaram o ritmo do trabalho no campo. Ele observa

que o escalonamento do plantio provocado

pelas pancadas de chuva de certa forma contribui,

mas por outro lado gera apreensão devido

a dificuldade para realização dos tratamentos

culturais de pragas e doenças. “No Mato Grosso

do Sul, Oeste do Paraná até na região de Campo

Mourão, o plantio começou dentro do esperado.

Partindo mais para a região Sul do Paraná,

as chuvas atrasaram a colheita do trigo e, consequentemente,

interferiram na safra de verão.

Plantando mais tarde, é preciso mais atenção

com as lavouras para evitar perdas com pragas e

doenças. Os tratos culturais devem ser realizados

com um bom planejamento, seguindo todas as

recomendações técnicas”, pondera.

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SAFRA DE VERÃO

Preocupação com a Ferrugem Asiática

Desde o primeiro

foco registrado no dia 31 de

outubro, em Porto Mendes

(PR), o número de focos de

ferrugem-asiática da soja

em lavouras comerciais vem

crescendo rapidamente e

em pontos bem distribuídos.

De acordo com a pesquisadora

Cláudia Godoy,

da Embrapa Soja, a maioria

das lavouras com ferrugem

foram semeadas no início

de setembro e encontram-

-se com o dossel fechado

(12 lavouras estão em fase

de desenvolvimento R1 e

uma em V8). “O problema

é que as chuvas atrasaram

as semeaduras e temos soja

em várias fases de desenvolvimento

e, em algumas regiões,

ainda estão semeando

soja. Por isso, é preciso

atenção para não perder

o controle nessas primeiras

áreas que podem gerar

grande quantidade de inóculo

para lavouras que ainda

estão sendo semeadas”,

alerta a pesquisadora.

O ambiente tem

sido favorável para a infecção

do fungo, com presença

de molhamento foliar. A

orientação da pesquisadora

da Embrapa Soja, Cláudia

Godoy, é para que os produtores

das regiões onde

há registro da ferrugem

que apresentam lavouras

em fase de fechamento, iniciem

o controle para proteger

as lavouras. “As chuvas

frequentes que favorecem

a doença, muitas vezes, impedem

a aplicação de fungicidas

no momento ideal”,

explica a pesquisadora da

Embrapa. “E é importante

manter a lavoura protegida,

uma vez que a eficiência

curativa dos fungicidas

atualmente disponíveis é

baixa”, alerta.

Cláudia Godoy

orienta os produtores a consultarem

os resultados de

eficiência dos fungicidas

para o controle da ferrugem

e utilizar os multissítios para

aumentar a eficiência de

controle. Fonte: Embrapa/Soja

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Novembro/2018


SAÚDE

HOMEM,

de novembro a novembro,

CUIDE DA SUA SAÚDE

O

câncer é uma das principais causas de morte

no Brasil. Entre os homens, o segundo mais

frequente é o de próstata. Trata-se de uma

doença comum, mas que por medo ou desconhecimento,

muitos homens evitam conversar sobre ela. E a melhor

maneira de se prevenir em relação ao câncer bem como

quanto a outras doenças, é tomar atitudes saudáveis que

fazem bem para a vida.

SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

O autoconhecimento e autocuidado são importantes para identificar sinais

e sintomas da doença:

• Dor óssea

• Dor ao urinar

• Vontade de urinar com frequência

• Sangue na urina e/ou no sêmen

PREVENIR, DESDE A INFÂNCIA ATÉ A VELHICE

1. Tenha uma

alimentação saudável

Frutas frescas, legumes,

verduras e cereais

integrais protegem

contra o câncer. Faça de

produtos naturais a base

de sua alimentação.

Reduza a ingestão de

gordura, sal e açúcar.

2. Pratique atividade física

Faça pelo menos 30

minutos de atividade física

diariamente. Caminhe,

dance, troque o elevador

pela escada, aproveite a

bicicleta... Atividade física

reduz o estresse, controla

o peso, reduz o risco da

pressão alta e do câncer.

3. Reduza o consumo

de bebidas alcoólicas

Exceder no consumo

aumenta as chances de

câncer, doenças do fígado

e coração, aumento da

pressão arterial, bem

como acidentes, lesões,

violência, problemas

legais e sociais.

4. Evite fumar

Fumar provoca

câncer de pulmão,

boca, laringe,

faringe e esôfago.

São mais de 4700

substâncias tóxicas

inaladas por quem

fuma e pelos

fumantes passivos.

5. Faça sexo seguro

Use preservativo. Assim se

evitam o câncer de colo de

útero e de pênis, relacionados

ao HPV e outras doenças

sexualmente transmissíveis.

Faça testes de HIV, Sífilis e

Hepatites. A higiene íntima

masculina previne doenças e

melhora a vida sexual.

6. Busque orientação

médica

Frequente a Unidade de

Saúde mais próxima com

regularidade, solicite

os exames preventivos

de rotina e realize suas

vacinas, conforme

orientação da equipe de

saúde.

HOMEM,

FAÇA AINDA MAIS

POR VOCÊ

Cuidar da saúde não é apenas se prevenir em relação ao câncer de próstata e outras

doenças. É também buscar qualidade de vida, desenvolvendo a espiritualidade, dizendo

não ao preconceito e à violência, praticando a direção defensiva no trânsito. E o mais

importante: a paternidade responsável.

Participe ativa e conscientemente do planejamento reprodutivo, incluindo a gestação, o

parto, o pós-parto e os cuidados com os filhos. Sua participação melhora as condições de

saúde da mãe, do bebê e a sua também.

Fonte: Secretaria de Saúde do Paraná

FATORES DE RISCO

A idade é o principal fator de risco para o câncer

de próstata. Mais da metade dos casos ocorre

a partir dos 65 anos. Mas se você já passou

dos 50 anos ou se tiver histórico familiar de

câncer de próstata, é hora de cuidar de sua

saúde. Procure orientação médica. Outros

fatores de risco para a doença são a obesidade,

alimentação inadequada, tabagismo, etilismo,

sedentarismo e raça. A incidência é maior em

homens da raça negra.

Novembro/2018 REVISTA

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50 REVISTA

Novembro/2018


DICA DO CAMPO

Aprendendo mais sobre...

BETERRABA

A

beterraba é uma raiz tuberosa, originária da Europa,

pertencente à família Quenopodiácea, assim como a

acelga e o espinafre verdadeiro. Existem três tipos de

beterraba: a beterraba açucareira, usada para produção de açúcar; a

beterraba forrageira, usada para alimentação animal; e aquela cujas

raízes são consumidas como hortaliça, sendo a mais conhecida no

Brasil. A beterraba é rica em açúcares. Destaca-se como uma das

hortaliças mais ricas em ferro, tanto na raiz quanto nas folhas.

Época de plantio: abril a julho. Em regiões de verão ameno, o

ano todo.

Semeadura: feita no local definitivo, em pequenas covas

distanciadas de 20 a 25 cm e com profundidade de 1 cm. Colocamse

2 ou 3 sementes por cova. Cada grama contém 50 a 60 sementes.

As mudas também podem ser formadas em sementeiras.

Raleação: ralear quando as plantas estiverem com 5 a 10 cm de

altura, deixando a mais vigorosa. As mudas arrancadas podem ser

transplantadas no mesmo espaçamento.

Adubação em cobertura: após o desbaste aplicar sulfato de

amônio ou nitro cálcio na base de 30 a 50 g, ou ureia entre 15 e 30

g por metro quadrado.

Irrigação: regas diárias.

Colheita: 70 a 90 dias após a semeadura pode-se iniciar a colheita.

COMO COMPRAR

As raízes devem ser firmes, sem sintomas de murcha, com cor

vermelho intenso, sem rachaduras, sem sinais de brotação e

com o mínimo de cortiça (tecido escuro) no ombro. As raízes de

maior valor comercial têm 200-300 g e diâmetro entre 8 e 10 cm.

Entretanto, raízes de tamanho fora desta faixa podem ser boas

para consumo, desde que estejam firmes e tenras. Raízes muito

grandes podem ter sido colhidas tardiamente e apresentarem-se

fibrosas. A beterraba também pode ser comercializada já picada

ou ralada, embalada em sacos de plástico ou bandejas recobertas

por filmes de plástico. É fundamental que esse produto esteja

exposto em gôndolas refrigeradas para garantir a sua adequada

conservação, pois quando mantido em condição ambiente

deteriora-se rapidamente.

COMO CONSERVAR

Em condição natural, a beterraba se conserva por até uma semana, se

mantida em local fresco e sombreado. Em geladeira, pode ser mantida

por até 15 dias, embalada em saco de plástico perfurado. Quando

guardadas já descascadas, raladas ou picadas, sua durabilidade será

reduzida a 3 ou 4 dias, devendo, obrigatoriamente, ser conservadas em

geladeira, dentro de saco ou vasilha de plástico. Para congelamento,

escolha raízes pequenas. Cozinhe-as inteiras até que fiquem macias.

Em seguida, coloque-as em vasilha com água e gelo até que esfriem

completamente. Descasque-as e corte-as em fatias ou cubos, coloque

em saco de plástico, retire o ar com uma bombinha de vácuo e feche

o saco. No congelador pode ser mantida por até 8 meses. A beterraba

ralada não deve ser congelada, pois perde cor e sabor.

COMO CONSUMIR

A raiz deve ser preferencialmente consumida crua e ralada, na

forma de salada. Neste caso não é preciso descascá-la, mas somente

raspá-la com uma faca. Também pode ser consumida cozida, em

sopas, em sucos e no preparo de bolos e suflês. Deve-se evitar

cozinhá-la em excesso para evitar perda de nutrientes. Para usar a

beterraba congelada deixe-a na parte inferior da geladeira, até que

se descongele. As folhas podem ser consumidas refogadas ou em

omeletes e bolinhos.

Fonte: Embrapa Hortaliças

Novembro/2018 REVISTA 51


CURSO SOCIAL

Mulheres cooperativistas reunidas no aprendizado

Se o convite é para aprender e se reunir,

o público feminino da Coamo não

pensa duas vezes para dizer sim. Cooperadas,

esposas e filhas de cooperados não

perdem tempo quando têm um curso social

na unidade, seja de culinária, artesanato ou

de produtos de limpeza. Todo mês são diversos

os eventos promovidos em toda a área de

ação da cooperativa. Confira os últimos eventos

realizados na Coamo.

Receitas sem glúten, em Aral Moreira (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Tortas geladas, em Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná)

Chocolate artístico, em Boa Ventura de São Roque (Centro do Paraná)

Receitas natalinas, em Ipuaçu (Oeste de Santa Catarina)

Tortas finas, em Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná)

Docinhos para festa, em Janiópolis (Centro-Oeste do Paraná)

52 REVISTA

Novembro/2018


CURSO SOCIAL

Cozinhando na panela de pressão, em Laguna Carapã (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Bolos decorados e recheios, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

Panificação, em Mamborê (Centro-Oeste do Paraná)

Delícias de Natal, em Maracaju (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Aproveitamento de alimentos, em Pitanga (Centro do Paraná)

Delícias com Café Coamo, em Roncador (Centro-Oeste do Paraná)

Curso de culinária, em São Domingos (Oeste de Santa Catarina)

Receitas sem glúten e sem lactose, em Vila Nova (Oeste do Paraná)

Novembro/2018 REVISTA 53


Torta de

Caramelo

com Café

Ingredientes

- 100g de Margarina Coamo Família em temperatura ambiente

- 4 colheres (sopa) de açúcar

- 1 xícara de Farinha de Trigo Anniela

- 1 colher (sopa) de fermento em pó

- 3 colheres (sopa) de chocolate em pó

Cobertura

- 50g de Margarina Coamo Família

- ½ xícara de açúcar

- 2 latas de leite condensado

- ½ xícara de Café Sollus Extra Forte preparado bem forte

Complemento

- 300g de chocolate ao leite picado e derretido

- 200g de creme de leite

Modo de preparo

Massa

Misture todos os ingredientes, a farinha de trigo só no final.

Forre uma forma de 26 cm com fundo removível, usando a massa,

aperte com as pontas dos dedos. Asse no forno preaquecido, em

temperatura média/baixa, por aproximadamente 25 minutos.

Retire do forno e deixe esfriar.

Cobertura

Em uma panela, misture a margarina e o açúcar, leve ao fogo para

caramelizar e dourar, adicione o leite condensado e café e continue

mexendo até ficar em ponto de brigadeiro mole. Despeje a mistura

sobre a massa assada. Misture o chocolate e o creme de leite, cubra

a torta e leve à geladeira. Desenforme fria.

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Novembro/2018

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