RCIA - Ed. 161 - Dezembro 18

tvcomercioeindustria

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°161 - DEZEMBRO/2018

CAPA

A chegada da Fort-Lar Store

SUSTENTABILIDADE

Natal reciclado na cidade

QUE PALHAÇADA

Tiririca, o original

ECONOMIA

Nova loja Savegnago na 36

12 8 16

21

36

Alumínio Fort-Lar inaugurou sua

loja de fábrica; mais uma opção

em presentes para Araraquara

Árvore de Natal em frente ao

Paço será revitalizada com

garrafas pet da ONG Acácia

Jairo Garófalo falou sobre a vida,

a carreira, conquistas, sonhos e

risadas com exclusividade à RCI

Chain Savegnago prevê o

Savegnago III na 36, no primeiro

semestre de 2019

CIESP

06| Ciesp atinge meta de 2018 e

já prepara novos desafios para

o próximo ano

Internacional

14| Prefeito Edinho Silva esteve em

Torres Vedras, em Portugal e

trouxe novidades na mala

Sindicato Rural

45| O visível sucesso do programa

da Feira do Produtor Rural em

Américo Brasiliense

Canasol

54| Presidente Luís Henrique amplia

relacionamento político da

entidade e dá poder à Canasol

Em que conta cai o dinheiro das multas

Se é função do vereador fiscalizar o

Executivo, Roger Mendes vai à prefeitura

e pede informações sobre fiscalização e

controle ambiental no munícipio. Mendes

exige esclarecimentos em relação à

maneira pela qual estão sendo conduzidas

as fiscalizações de caçambas, queimadas,

podas, resíduos de construção civil e da

higiene das vias públicas. Além disso, há

dúvidas sobre em que tipo de conta estão

sendo lançados os valores recebidos de

multas e se a sanção tem algum tipo de

vinculação com a matrícula do imóvel que

cometeu a infração.

Vereador Roger Mendes

Até a Nove de Julho...

Que a cidade é um festival de buracos

em suas vias públicas não é novidade

para ninguém. Se antes isso era visto

apenas na periferia, agora a buraqueira

chegou até mesmo ao centro de

Araraquara e uma das ruas afetadas

é a Nove de Julho, com ondulações e

buracos que podem ocasionar acidentes,

além de avarias nos veículos e o pior,

colocar em risco a vida dos motociclistas.

É lamentável que o município se

preocupe com lombadas e semáforos,

enquanto as vias públicas se apresentam

de forma intransitável.

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CINEMA

Vida nas telonas dos anos 50

GRANDES BANDAS

O encanto d‘Os Bruxos’

DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

Neste Natal, comprando em nosso

comércio todo mundo ganha

Após dois anos de crise, a economia começou a se recuperar

ao longo de 2017, correu por todo 2018, mas ainda

serenamente. Apesar da demora, o comportamento de alguns

indicadores dão indícios de reação que podem beneficiar - e

muito - o varejo, que em nossa cidade tem sido uma das

molas propulsoras do progresso. É inegável essa ansiedade,

comentou ainda recentemente o presidente do Sincomercio,

Antonio Deliza Neto.

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Atriz e compositor de ‘Santo

Antônio e a Vaca’ relembram

com carinho as gravações

Velhos tempos, belos dias

64| Benedito Salvador Carlos, o

“Benê”, em sua crônica fala de

sentimentos do Natal

Fascínio da política em 50 anos

Programado para

ser lançado em 17

de dezembro, o livro

“Araraquara e seus

homens públicos:

uma história de sucesso”

que vai contar um pouco

daquilo que fizeram seus

principais administradores

em 50 anos. Para o

idealizador desta obra,

Coca Ferraz, é uma forma

de reconhecimento e

homenagem a eles por

terem feito do município

um dos mais desenvolvidos

do país – prova inconteste

disso é a excelente

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Jovens e ‘esquisitos’, integrantes

tocavam nas ruas, escolas e

faziam a diversão da garotada

As páginas de Maribel

72| Maribel mostra mulheres que se

destacam no maravilhoso mundo

empreendedor da cidade

classificação da cidade

nos estudos que com

frequência são divulgados

sobre a qualidade de

vida das cidades. O livro

escrito pelo sociólogo e

jornalista José Maria Viana

conta também com textos

dos seguintes notáveis

jornalistas que “viveram”

a história de Araraquara:

José Carlos Magdalena,

Geraldo Poleze, Ivan

Roberto Peroni, José A. C.

Silva, Luciano Abelhaneda

e Jolindo de Freitas, bem

como do proeminente

sociólogo, também

professor e escritor, José

dos Reis Santos Filho.

Trazendo essa expectativa para o nosso quintal, observamos

que aqui o varejo vem trabalhando de forma consistente,

clara e transparente, e essa agenda vai ter que ser construída

no mesmo ritmo do varejo brasileiro. A gente sabe que alguns

segmentos tentam se recompor; o de alimentos, demorou

para sair da crise, mas o que a gente tem pela frente com a

eleição de Bolsonaro é positivo e deve formar um cenário de

menor instabilidade e mais otimismo, o que reforça a tese da

confiança.

Araraquara tem um belo parque comercial, mas a

exemplo do varejo brasileiro, passa por um momento de

reorganização do parque de lojas físicas e, nesse cenário,

o pequeno lojista é o que mais sofre quando há sustos na

economia, pois ele depende do crédito. Com a retomada,

ele é o que mais se beneficia, pois esse crédito volta e a

um custo mais acessível. Quanto ao consumidor, é preciso

reforçar a tese da confiança independente do cenário. O

Natal é pródigo para isso e comprando aqui, o consumidor

contribuirá com o fortalecimento da nossa economia.

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Jean Cazellotto

Design: Bete Campos e Érica Menezes

PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

Tiragem: 5 mil exemplares

Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131

A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

Portal RCIARARAQUARA.COM

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

Atendimento: (16) 3336 4433

Rua Tupi, 245 - Centro

Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

Coca Ferraz e alguns dos

protagonistas políticos da

história da cidade: Marcelo

Barbieri, Valdemar De Santi e

Roberto Massafera. Em cada

um o fascínio pela carreira

que abraçaram.

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Ciesp Araraquara atinge os

objetivos de 2018 e já projeta 2019

No próximo ano, entidade completará 65 anos de fundação

e terá diversas atividades comemorativas

No início de 2018, o Centro das Indústrias do

Estado de São Paulo - Regional Araraquara (Ciesp)

tinha como metas principais ampliar os serviços oferecidos

pela entidade, assim como manter o relacionamento

e fortalecer as parcerias que beneficiam

seus associados. E ao olhar para trás e avaliar essas

ações, a instituição chega ao fim do ano ciente

de que cumpriu o seu papel e obteve sucesso.

Independentemente das instabilidades econômicas

que ainda refletem e atrapalham o mercado

e das incertezas do recente processo eleitoral,

o Ciesp avançou em 2018 e conquistou novos incentivos

às empresas parceiras, além de manter

outros que já estavam ativos. Além disso, a entidade

também promoveu treinamentos, palestras

e capacitações para inúmeros profissionais.

Para 2019, o Centro pretende seguir no mesmo

patamar, aliando suporte e proatividade. “O próximo

ano também será especial, já que marcará o

aniversário de 65 anos da instituição em Araraquara.

Para celebrar a marca histórica, diversas atividades

serão realizadas, assim como ações conjuntas

com a comunidade empresarial da cidade e

região. Novos eventos também já estão programados,

basta ficar atento à agenda”, adianta Michele

Pelaes, coordenadora regional do Ciesp.

“Recentemente, fizemos uma avaliação de

2018 e concluímos que foi um ano produtivo para

o Ciesp. Agora, temos muitas expectativas para

2019 e já praticamente fechamos nosso calendário

de ações. Vamos comemorar os 65 anos da instituição

em grande forma, da melhor maneira que

sabemos, que é trabalhando em prol dos nossos

associados”, adianta Ademir Ramos, diretor da Regional

Araraquara.

Seja um associado

Caso ainda não seja membro do Ciesp Araraquara,

procure o atendimento na Av. Prof. Augusto

Cezar, 1090 – Centro, e comece bem 2019. Para

mais informações, acesse a página facebook.

com/ciespararaquara ou entre em contato pelo

telefone (16) 3322-1339. Na região, a entidade

atende filiados de 17 municípios: Américo Brasiliense,

Rincão, Santa Lúcia, Gavião Peixoto, Nova

Europa, Ibitinga, Tabatinga, Itápolis, Borborema,

Novo Horizonte, Monte Alto, Taquaritinga, Santa

Adélia, Fernando Prestes, Cândido Rodrigues e

Jaboticabal, além de Araraquara.

AGENDA CIESP

Janeiro de 2019

24/01/2019

Café Produtivo

Horário: das 8 às 11 horas

30 e 31/01/2019

Treinamento Excel Módulo 1

Horário: das 18 às 22 horas

04/02/2019

Reunião do Núcleo de Jovens

Empreendedores

Horário: das 8h30 às 10 horas

16 3322 1339

16 3322 7823

ciesp.com.br/araraquara

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facebook.com/ciespararaquara

instagram.com/ciespararaquara

linkedin.com/company/ciesp-araraquara

ARARAQUARA


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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

A quem interessa a condenação de Edinho Silva?

Embora diga que sempre agiu de forma ética e dentro da legalidade, que tem a maior disposição

em esclarecer qualquer dúvida que existir e que as contas da campanha foram aprovadas por

unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, a verdade é que Edinho está mergulhado num inferno

astral e nem poderia ser diferente para qualquer ser humano disposto a preservar a idoneidade.

A essa altura em que viu sua

privacidade sendo invadida por

agentes da Polícia Federal buscando

apreender documentos que

comprovem seu envolvimento no

maior escândalo de corrupção do

mundo, a Lava Jato, é bem provável

que num simples relance, tenha

passado pelos pensamentos de

Edinho Silva uma pergunta: “Será

que valeu a pena ser o que sou?

Pelo tanto que o conhecemos é

bem provável que diga - sim, valeu.

Afinal, neste longa metragem da

sua vida ele sempre mostrou possuir

uma ideologia fincada na igualdade

de direitos, princípios de um partido

político que bem lá atrás, propagou

que neste país todos poderiam

ser iguais. De estudioso aluno

de Ciências Sociais a vereador,

de prefeito a Ministro de Estado,

podemos considerar uma carreira

meteórica, sem contar outras

funções que servem de cartão de

apresentação para qualquer político

bem intencionado.

Só que pelo caminho ele foi

encontrando pessoas de todas as

espécies, umas mais outras menos interessadas em trocar a estrada da vida

que pode ser de liberdade e beleza, pelo poder da cobiça, que via de regra

torna o ser humano cego, a inteligência empedernida e cruel, explicação

lógica que Edinho assimilou nos bancos universitários ao ler e reler o

discurso O Grande Ditador, de 1940.

Assim, a convivência com Lula, Zé Dirceu, Palocci, Genoíno, Delúbio Soares,

Dilma e tantos outros, infelizmente acabou refletindo em Edinho que passou

a ser visto como mais um predestinado às investigações da Polícia Federal.

É lógico que caberá a ele provar sua inocência e à distância não podemos e

nem devemos fazer qualquer tipo de julgamento, mas dar tempo ao tempo

para não acusarmos e nem tripudiarmos sobre quem vive quem sabe, os

piores dias da sua vida.

Apropriado à época que vivemos, o ditado popular “Diga-me com quem

andas e te direi quem és!” parece envolver o nosso prefeito maldosamente

a uma situação que se confessa inocente. No entanto, paga ele o alto

custo das companhias políticas e da sua imprudência em querer com

elas continuar, o que no mínimo o torna omisso e negligente, pois como

participante de um sistema e sendo homem público, teria motivos de sobra

para renunciar ao quadro dantesco em que seria participante. Mas, Edinho

solidário aos companheiros foi até o fim, não imaginando consequências. A

esta altura, todos pregavam inocência e tudo estava dentro da lei, porém a

grande maioria acabou atrás das grades.

De 2015 quando ele se deparou com o poder, a 2018, ano que marca

a visita dos agentes federais, é um período de perdas e esquecimentos,

achados e perdidos, idas e vindas, encontros e desencontros, mas acima

de tudo - de reconstrução da verdade, esclarecimentos que inocentam ou

culpam, capaz de lhe dar o céu ou o inferno, afinal não há ser humano

capaz de suportar o peso da consciência. Palocci que o diga.

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ECONOMIA SOLIDÁRIA

ARARAQUARA E TORRES VEDRAS

Longe dos olhos e bem

perto do coração

Um mês depois duas cidades

de médio porte, Araraquara

e Torres Vedras, fazem um

balanço sobre a importância

de ambas se conhecerem

e desenvolverem um

programa de desenvolvimento

econômico semelhante.

Os municípios de Torres Vedras e

Araraquara assinaram em novembro

passado um Acordo de Cooperação.

O documento foi assinado pelo presidente

da Câmara Municipal de Torres

Vedras, Carlos Bernardes e pelo prefeito

de Araraquara, Edinho Silva, numa

cerimônia que se realizou nos ‘Paços

do Concelho’ de Torres Vedras.

O acordo tem como objetivo desenvolver

vínculos de cooperação entre

os municípios, para que promovam

o intercâmbio cultural e fomentem o

desenvolvimento econômico e sustentável

entre eles, a iniciativa privada, as

organizações não-governamentais e

as entidades, diz a nota publicada pela

imprensa portuguesa. A cooperação

entre os dois territórios prevê também

a criação de propostas voltadas para a

Edinho Silva e

Carlos Bernardes

economia criativa e solidária e a partilha

de processos democráticos de

participação social.

A cerimônia contou com a presença

do primeiro secretário da Assembleia

Municipal de Torres Vedras,

Antônio Fortunato, do presidente da

Câmara Municipal de Araraquara, Jeferson

Yashuda, do prefeito de Araraquara,

Edinho Silva e do presidente da

Câmara Municipal de Torres Vedras,

Carlos Bernardes.

Na ocasião, além dos vídeos promocionais

de ambos os municípios,

foi também exibido o musical “Samba

da Matrafona”, que junta a artista

torriense Susana Félix e os artistas

brasileiros Zeca Pagodinho e Emicida.

O presidente da Câmara Municipal

de Torres Vedras aproveitou ainda o

momento, para enaltecer o prefeito de

Araraquara pelo seu percurso humanitário,

presenteando-o com a Medalha

da Cidade de Torres Vedras.

Do programa desta visita, que

aconteceu entre 30 de outubro e 6 de

novembro, destaca-se a realização de

conferências, as visitas a empresas

locais e a participação em várias atividades

que integraram o programa das

Festas da Cidade.

A primeira conferência, subordinada

ao tema “Terra de Oportunidades”,

realizou-se no dia 1° de novembro, no

auditório da Associação Comercial,

Industrial e Serviços da Região Oeste

- ACIRO. Para além de mostrar o território

e as tradições de Torres Vedras,

a conferência incluiu várias apresentações

sobre o tecido empresarial, a

atividade econômica e as estruturas

de apoio ao investimento da cidade.

“O papel das plataformas colaborativas

na promoção da economia social:

os casos de Torres Vedras e Araraquara”

foi o tema da segunda conferência

que integrou o programa desta visita.

Esta conferência, que se realizou no

dia 5 de novembro, nos Paços do Concelho,

teve como objetivo partilhar experiências

dos dois lados do Atlântico,

contribuindo para um conhecimento

mais profundo sobre o papel dos municípios

e dos agentes locais na definição

das políticas de desenvolvimento

local, à luz dos princípios da economia

social.

Recorde-se que a relação entre

Araraquara e Torres Vedras surgiu em

2014 por meio do programa “Arte ao

Centro”. As cinco edições desta iniciativa

aproximaram as lideranças políticos,

os gestores culturais, os artistas

e os empreendedores sociais, abrindo

novas perspectivas de parceria e de

colaboração entre as comunidades

destes territórios.

Edinho na

Riberalves, a

maior fábrica

de bacalhau

do mundo

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Juliana Damus empolgada com a missão de colaborar no resgate do Natal da Paz

Vereadora

Juliana Damus

acompanhando o

trabalho que vem

sendo realizado e

que mobiliza dois

grupos de mulheres

que integram o

programa Território

em Rede. Trata-se

de uma iniciativa

com resultados

positivos em outras

cidades brasileiras e

com grande poder

de envolvimento

comunitário.

NOVIDADE

Árvore de Natal plantada em 2007

é revitalizada com garrafas pet

A abertura do comércio em

horário especial em dezembro,

possibilita o convívio familiar

e a oportunidade do público

consumidor encontrar o

presente que deseja em uma

cidade cheia de novidades.

Cerca de 12 mil garrafas pets,

verdes e transparentes, foram adquiridas

via Cooperativa Acácia em

setembro, passando por um processo

de higienização, ou seja, lavadas

para o início de um trabalho artístico

para enfeitar uma árvore com 12 metros

de altura instalada em frente ao

Paço Municipal. A Árvore de Natal de

Araraquara na verdade, foi ‘plantada’

em 2007 com recursos do Sincomercio

e de um grupo formado por 185

comerciantes que contribuíram para

um fundo de custeio da campanha.

Naquele ano houve o envolvimento

da Prefeitura que bancou a energia

elétrica para iluminação da árvore

e vias públicas enfeitadas, além do

Sesc que patrocinou a vinda do grupo

“Sou da Paz”.

Considerado o melhor natal de

nossas vidas em Araraquara, 2007

marcou o movimento feito pelo Sincomercio

com 20 Papais Noéis andando

pelos corredores comerciais

e distribuindo ao público, especialmente

para as crianças, 3 toneladas

de balas.

A árvore com 12m de altura e 6m

de diâmetro na base, instalada no

meio da praça combinou com a fachada

da igreja toda iluminada.

Em termos financeiros, os investimentos

atingiram R$ 326,6 mil reais,

sendo R$ 228,6 mil de responsabilidade

do Sincomercio e estimados

R$ 98 mil da Prefeitura, em energia.

A colaboração dos comerciantes foi

de R$ 22,5 mil, sendo de grande importância

para a execução do projeto

em 2007. Importante dizer que o

presidente do Sincomercio naquele

período, Ivo Dall’Acqua Junior, teve

extraordinário desempenho em juntar

toda classe em torno da iniciativa.

Uma solenidade para iluminação da

árvore em dezembro de 2007

A RESTAURAÇÃO

Três anos depois, a Árvore de Natal

foi doada ao município pelo Sincomercio;

desmontada, ela permaneceu

no Centralizado Municipal por mais

três anos e somente em 2014 a prefeitura

decidiu colocá-la defronte o

Paço.

Agora, a enorme árvore chegará

repaginada para o Natal 2018. A Prefeitura

de Araraquara vem realizando

o projeto EcoMagia, criando nova

árvore, mas utilizando a estrutura já

existente.

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INTERAÇÃO

“O bacana desta proposta é a

forma que o projeto foi moldado: a

árvore será toda confeccionada com

material reciclado por meio do trabalho

de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Assim, unirá reciclagem e

geração de renda para a decoração

do Natal da cidade, reverberando o

espírito da solidariedade, da criatividade

e do consumo consciente”, comenta

a vereadora Juliana Damus,

que vem participando da coordenação

do projeto.

A presidente da Fundart, Gabriela

Palombo, reforça que o EcoMagia

veio de uma sugestão da Câmara

Municipal, por meio do mandato da

vereadora Juliana Damus, a fim de

trabalhar a reciclagem na decoração

natalina. “Por outro lado, a artista

plástica Maza de Almeida também

almejava um projeto com as mesmas

características, então fomos afinando

a viabilidade de execução”.

As ideias surgiram no ano passado,

mas devido ao tempo, a produção

ficou para este ano. “O produto final

do projeto é uma decoração bonita,

que chame a atenção das pessoas e

enfeite a cidade, mas o mais importante

de tudo isto, é o processo que

promove a economia criativa, criando

oportunidade das pessoas aprenderem

um ofício e se capacitarem

para outras atividades, para fora do

serviço formal”, aponta a presidente

da Fundart. “O que seria lixo, pode

virar um produto lindo e gerar renda”,

aposta.

Durante trinta

dias, as mulheres

trabalharam

juntas e

desenvolveram

a prática da

convivência

dispostas a

enfrentar novos

desafios

Camila Capacle, coordenadora do

Trabalho e de Economia Criativa e Solidária,

conta que foram mobilizados

dois grupos de mulheres por meio do

programa Território em Rede. “Foram

dois grupos, cada um com dez mulheres

e com quatro horas de trabalho

diário cada. Os grupos se revezavam:

um pela manhã e o outro à tarde”,

explica. “A ideia era fomentar a geração

de renda e manter estes grupos

de mulheres que ficaram por um mês

juntas, criando uma identidade que

possibilita a realização de outros trabalhos”.

De acordo com Camila, a expec-

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Maza, Gabriela e Juliana

tativa do grupo coordenador sempre

foi de que a árvore ficasse pronta

em 40 dias, praticamente data limite

para torná-la iluminada na abertura

do comércio nesta época de festas.

Porém, o grupo mesmo sem concluir

o projeto de 2018, já anuncia que no

próximo ano o trabalho decorativo

será ampliado: “Nossa ideia é, para

o ano que vem, enfeitar o Centro todo,

envolver mais mulheres neste projeto

e ter trabalho durante todo o ano para

os grupos participantes”.

A vereadora Juliana Damus acredita

muito no projeto e no sucesso entre

as mulheres participantes. “Com

o EcoMagia, além da nossa cidade

entrar no clima natalino e ficar mais

bonita, conseguimos reciclar materiais

que são descartados, capacitar

pessoas para que tenham renda e

também fomentar o turismo. Sem

contar que as pessoas que estão

participando das oficinas estão desempregadas

e serão remuneradas”.

O TRABALHO

Em 2007 a fachada da Igreja de Santa

Cruz toda iluminada

Para Gabriela, o projeto agora é

apenas um embrião do que pode vir a

tornar-se. “Nosso objetivo é estender,

a partir do próximo ano, o EcoMagia

para os corredores comerciais da cidade”.

A presidente da Fundart acredita

que para tanto, provavelmente,

uma campanha para a arrecadação

das pets deverá ser desenvolvida pela

Prefeitura, assim como a busca por

apoio e parcerias do empresariado

local.

Sobre a árvore, Maza entrega: “serão

feitas flores bico de papagaio, que

são símbolo do Natal, além de estrelas

transparentes para que as luzes

as iluminem... vamos fechar toda a

árvore”, comemora.

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HOMENAGEM

Rei do riso: Jairo Garófalo, o

primeiro e eterno Tiririca

Ele sentiu o desejo de fazer

rir desde o momento em

que viu em seu sobrinho e

seus amigos, o sorriso fácil e

inocente das crianças

Texto: Jean Cazellotto

Eram 9 horas da manhã. Sol entre

nuvens e um dia agradável – nem

muito calor, nem muito frio. Segui

para o endereço que foi passado

para mim no dia anterior depois de

um breve bate-papo. Cheguei em frente

a um portão simples com muros

azuis. Apertei o interfone e uma jovem

senhora me atendeu pelo aparelho.

Identifiquei-me e passei a olhar os

pinheiros – esses plantados do lado

de fora – e as palmeiras que estavam

em seu quintal. Mais de dez metros

de altura, com certeza, e aquilo me

fascinou por alguns instantes.

Ao abrir o portão, Jairo Garófalo, o

eterno Tiririca. Com um aperto de mão

firme, ele me cumprimentou e entrei.

O espaço é enorme. E ao fundo, um

barracão ainda maior. Quando entrei

ali, mergulhei nas lembranças da infância

enquanto ele me apresentava

o espaço. Inúmeros itens que “gritavam”

em um gesto de comemoração

de como foi bom estar ao seu lado

durante mais de 35 anos de carreira.

Aqui mora a felicidade

e Tiririca também

Um ônibus, o Tirico Tico, uma Kombi,

um carro e milhares de objetos que

foram companheiros do Tiririca me

saltavam aos olhos graciosamente.

Entramos em seu escritório, um pequeno

espaço no canto do galpão. Ali

começamos a conversar.

“Vamos iniciar aos moldes jornalísticos”,

disse Jairo, depois de tantas

entrevistas. “Meu nome é Jairo

Garófalo, tenho 61 anos, sou casado

com Elizabete com quem tive duas

filhas, Mariana, a mais velha e que

mora em São Paulo e Jordana, que

trabalha em uma escola infantil e vive

comigo”, disse com um brilho nos

olhos ao falar das filhas. “Ah, tem a

neta também, de quatro anos, filha da

Mariana”. Nesse momento, o sorriso

mostrou toda a história de felicidade

dessa família.

“Comecei por acaso, quando tinha

mais ou menos 22 anos, com meu sobrinho

Denis. Um dia minha cunhada

fez uma festinha pra ele e me chamou

pra brincar com as crianças. Eu improvisei

uma fantasia de carnaval, o

nariz de palhaço que ela já tinha feito,

e fui. Descobri nesse instante que o

riso de uma criança era a melhor coisa

que tinha. Descobri que era fácil

entretê-los. A partir desse momento,

vivi o palhaço dentro de mim”.

Questionei sobre o nome artístico.

Ele disse que havia um conhecido que

era apelidado de Tiririca e os amigos

começaram o chamar assim também.

“Eu não gostei, tentei outros nomes,

mas quando cheguei a uma festa com

meu Fusca, as crianças vieram me

receber gritando ‘o Tiririca chegou’.

Deixei assim porque já havia pegado”.

“No início, eu me oferecia para

alegrar as festas dos filhos dos meus

amigos. Eu trabalhava em uma multinacional

em Araraquara e estava

bem financeiramente, mas me vestir

de palhaço era o que me deixava feliz.

Depois de quatro anos, a empresa me

mandou embora e pude viver o Tiririca

100% do meu tempo. Eram eventos

de segunda a segunda. Durante a

semana íamos em escolas e no final

de semana fazia festas infantis. E não

era uma, não. Eu cheguei a fazer cinco

festas em um sábado”.

“Todas as minhas brincadeiras e

palhaçadas envolvia sempre algo educativo.

Fiz uma parceria com a CPFL e

visitamos mais de 60 cidades durante

dois anos de projeto, incentivando as

crianças a não desperdiçarem energia

elétrica. As escolas vencedoras

em cada município recebiam o circo”,

relembrou.

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

Tiririca, símbolo

da alegria em

nossa cidade

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FAMÍLIA

“Minhas filhas me acompanhavam,

fizeram muitos espetáculos

comigo, a Bete, minha esposa, deixava

tudo organizado e comandava

a turma enquanto brincava com as

crianças. Para mim foi sempre isso,

enquanto estava vestido de palhaço,

eu apenas brincava. A hora de trabalhar

era enquanto arrumava algum

novo equipamento ou montava um

novo espetáculo. Minha cabeça não

parava de criar. Meu trabalho sempre

foi criar e improvisar”.

Os tempos mudaram, isso todos

nós sabemos. Mas ele sentiu bem

próximo como a evolução na educação

das crianças o afetou. “Hoje não

faço mais festas infantis. Não tenho

mais a agilidade de antes e devo aceitar

isso. Faço alguns espetáculos, geralmente

na semana que antecede o

Dia das Crianças e Papai Noel, que

virou uma tradição também, mas apenas

entregando presentes na noite

anterior à Ceia”.

SURPRESAS

Jairo, com orgulho, disse sobre as

surpresas que sua carreira lhe trouxe.

Entre uma delas, com um sorriso

estampado no rosto, me disse “eu fiz

três casamentos”. Espantei-me com

a colocação e quis saber mais sobre.

“Eu fui dançar com a Maisena (dança

com a boneca em tamanho de humano,

ao estilo ‘nega maluca’) em três

casamentos. Isso me exigiu uma preparação

a mais por conta da idade.

Ela é muito ágil”, indagou aos risos.

“Foram casamentos de mulheres

que eu fiz as festas quando eram

crianças. Uma delas foi surpresa até

para os convidados. Ter participado

da vida dessas pessoas, pra mim,

foi como fechar um ciclo. Hoje vivo

com as lembranças e me sinto extremamente

agradecido a todos que ao

longo do tempo estiveram carinhosamente

envolvidos na minha vida”.

É hora de

agradecer: Jairo

reconhece o

trabalho de todos

e tem profunda

gratidão por cada

objeto que levou

com o Tiririca

durante todos os

anos de carreira.

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LIÇÃO DE VIDA

Joalheria Nova reinaugura loja

ainda mais bonita no Centro

Após sofrer um furto seguido

de incêndio criminoso, o

proprietário se reergueu e

inaugurou nova loja dia 27

“Quando temos a oportunidade de

nos refazer em algo, é necessário que

seja melhor que o anterior e foi isso

que fizemos com a nossa joalheria”.

Essa frase é do proprietário Edson

Costa na reinauguração da Joalheria

Nova, exatamente 44 dias após sua

empresa ser vítima de um furto, seguido

de um incêndio criminoso no

principal corredor comercial da cidade,

a Rua Nove de Julho.

Sinais de perseverança em tempos de uma economia complicada

Apesar de os envolvidos estarem

presos, para Edson isso não é suficiente.

“Eles estão presos pagando

pelo que fizeram. Mas eu estou

aqui, lutando para recomeçar o que

eu tinha. É mais que justo estarem

presos, mas para mim, não há muito

o que se fazer”.

A dedicação de Edson, juntamente

com a esposa e o filho Saulo, foi

o resultado de um ambiente agradável,

clean, com muitas novidades

para o cliente e o atendimento de

qualidade de sempre.

Amigos, familiares e lojistas vizinhos

foram conhecer o novo local,

que precisou ser praticamente reconstruido

após o crime.

“Minha família e eu

seguimos firmes para

continuar com esse

sonho de mais de 35 anos”, conta

Edson emocionado.

Durante a reconstrução, colaboradores

e familiares assumiram um

papel de importância para que o estabelecimento

voltasse à ativa. “Não

estou abraçando tudo sozinho, cada

um está com uma parte, para assim

conseguirmos sucesso”.

A família agradece a todos que

ajudaram durante os difíceis dias

para reerguer o negócio e convida o

público para visitar a nova loja, que

está com promoções imperdíveis no

período natalino.

Clientes e amigos visitaram a Joalheria

Nova no dia da reinauguração

Colaboradores

fundamentais para o

sucesso da nova loja

A loja ficou maior, mais moderna e com

preços e atendimento de qualidade de

sempre: impecável

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25|


TRABALHO PROVISÓRIO

Apenas 25% dos lojistas contratam

temporários em dezembro

Segundo o Sincomercio,

cerca de 250 pessoas são

chamadas para extras no

fim de ano

O fim de ano para os desempregados

significa esperança de um emprego

temporário no comércio, um dos setores

que mais gera vagas em função

das demandas de Natal e Ano Novo.

De acordo com pesquisa realizada pelo

Rua 9 de Julho,

ponto de maior

concentração de

lojas na cidade

Sincomercio, dos lojistas entrevistados,

apenas 25% contratarão funcionários

temporários para o período. O resultado

indica uma manutenção de contratados

em relação a 2017 e deve chegar

a aproximadamente 250 vagas.

Para Délis Magalhães, economista

do Sincomercio, um dos fatores que

frustrou a expectativa de criação de

mais vagas nesse ano foi o baixo desempenho

do segmento de vestuário,

tecidos e calçados, que costuma responder

por metade das contratações

nesse período. “O segmento de serviços

também apresentou um crescimento.

Se continuar nesse ritmo,

o resultado poderá ser melhor que o

esperado na cidade”, explica Délis.

De acordo com Antonio Marcio de

Oliveira, gerente das Lojas Pernambucanas,

em Araraquara, a expectativa

é de contratar temporários para o

período. “Temos uma expectativa de

crescimento em torno dos 10% para

esta época e temos a necessidade

de temporários. Geralmente, contratamos

alguns depois do final do contrato

em dezembro”.

Para Flávia Ferreira, proprietária

das Lojas Havaianas, a contratação

ocorre a cada final de ano. “Temos

que selecionar sempre sete ou oito

temporárias para o período, mas a

expectativa de venda para nós é de

5%. Nós sempre acabamos contratando

alguém no início do ano, mas

não para aumentar o quadro e sim

para substituição”, declara.

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27|


NEGÓCIOS

Sua empresa está

preparada para 2019?

Economista do

Sincomercio Araraquara

dá dicas para

autoavaliação

e redução de custos,

que fazem a diferença.

Planejamento é a

palavra-chave para

os negócios

O próximo ano já está chegando

e o planejamento das atividades de

uma empresa é essencial para começar

2019 com o pé direito. Pensar no

futuro também é refletir sobre o passado,

ou seja: verificar todas as estratégias

de crescimento que foram

adotadas em 2018 e separar aquelas

que tiveram um bom resultado,

daquelas que não funcionaram, é um

excelente ponto de partida.

Délis Magalhães, economista do

Sindicato do Comércio Varejista de

Araraquara (Sincomercio), revela que

uma boa dica para realizar essa autoavaliação

é utilizar a matriz SWOT

ou, em português conhecida como

FOFA (sigla que representa as palavras

Forças, Oportunidades, Fraquezas

e Ameaças). “Essa ferramenta

tem o objetivo de nortear as decisões

da empresa por meio da identificação

desses quatro indicadores: as

principais forças que representam o

diferencial do negócio no mercado

de atuação, as possíveis oportunida-

des de vendas, que não estão sendo

exploradas, as fraquezas, como uma

forma de criar soluções para resolvê-

-las, e as ameaças, observando concorrentes

ou barreiras que precisam

ser superadas”, explica.

No início, pode parecer que você,

empreendedor, já conhece todas as

características da sua empresa. Porém,

ao colocar todos os fatores no

papel, no formato da matriz FOFA, as

informações se tornam mais claras

e facilitam a solução dos problemas.

Analisando o passado, traçamos uma

rota de tudo aquilo que queremos modificar

no futuro para a criação de uma

nova estratégia, mais condizente com

a realidade do negócio e do cenário

econômico da região.

Com todas essas informações em

mãos, também fica mais fácil estabelecer

planos de ação, que ajudam a

maximizar os pontos fortes da companhia,

e explorar todas as oportunidades

que o mercado oferece. Além

disso, pode auxiliar a reduzir o impacto

das ameaças externas.

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De olho nas

oportunidades

Redução de custos

Fatores Positivos

(auxiliam o objetivo estratégico)

A redução de custos também é um

dos pilares indispensáveis para o sucesso

de uma organização. Muitas vezes,

ela ocorre de forma espontânea,

mas em outras ocasiões, pode ser a

única maneira de manter as portas

abertas. Para evitar que chegue perto

desse ponto, os custos devem ser

sempre revistos.

Antes de qualquer tomada de decisão,

no entanto, é necessário que

dentro do planejamento estejam discriminados

todos os custos e despesas

gerados. A partir dessas informações,

é possível iniciar um processo

de avaliação da real necessidade de

investimentos e buscar soluções e

possibilidades de cortes.

“Algumas dicas são universais a

qualquer negócio, como reavaliação

das impressões e produtos descartáveis,

como copos de água e café, que

podem fazer a diferença no final do

mês”, afirma Délis. Outro ponto importante,

e que precisa ser avaliado pelos

empresários, é o acompanhamento

constante do estoque. O motivo é claro:

o excesso de produtos armazenados

amarra o capital de giro e ocupa espaço,

onerando a empresa.

Nesses casos, o planejamento do

estoque deve ser revisto e readequado.

“A análise e a possível troca dos fornecedores

também são importantes, pois

apesar das boas relações criadas, é

muito significativo garantir que as ligações

econômicas também sejam benéficas”,

garante a economista.

Por fim, é importante notar que para

estar preparado para o novo ano, não

há simpatia nenhuma que substitua um

planejamento completo e bem feito.

Fatores Negativos

(atrapalham o objetivo estratégico)

É interessante estar atento às

novidades e mudanças que vêm

acontecendo. “Apostar em ferramentas

como o marketing digital já não

é mais uma opção ou diferencial,

mas sim uma necessidade. Acompanhar

de perto o comportamento dos

clientes também é essencial, pois os

hábitos de consumo estão mudando

constantemente e os consumidores

estão cada vez menos fiéis às marcas”,

comenta a economista. Ela explica,

ainda, que garantir a fidelização

já não é mais tão fácil como antes.

Empresas que apostam em nichos

específicos, aqueles que são

especializados em uma pequena

fatia de mercado não tão explorada,

e na customização de produtos,

também têm obtido ótimos resultados,

justamente por conseguir se

adaptar à uma solução diferente de

negócio.

E, por último, a economia colaborativa

e os negócios que trabalham

com um propósito maior do

que apenas vender têm despertado

o interesse do consumidor, que

hoje está mais preocupado com as

relações sociais e ambientais e, por

isso, busca adquirir produtos que reflitam

esse pensamento.

Ambiente

Interno

(características

da organização)

F

Forças

F

Fraquezas

SERVIÇO

Ambiente

Externo

(características

da mercado)

O

Oportunidades

A

Ameaças

Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio)

Avenida São Paulo, 660 – Centro

Contato: (16) 3334 7070 ou sincomercio@

sincomercioararaquara.com.br

www.sincomercioararaquara.com.br

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Daniel Gouvêa (esq.), Marly

Diniz Guerra, gerente da

Têxtil Abril em Araraquara e

Gabriel Ferreira

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Universitários realizam pesquisa

sobre acessibilidade no comércio

Os jovens Daniel Gouvêa e

Gabriel Ferreira montaram

um relatório sobre os

pontos fortes e fracos da

acessibilidade de clientes no

comércio da cidade

Graduandos da Universidade de

Araraquara (Uniara), os amigos decidiram

juntos realizar uma pesquisa

sobre as dificuldades dos clientes em

acessar locais, itens, banheiros, entre

outros requisitos. Para isso, escolheram

a Têxtil Abril de Araraquara como

referência.

Em formato de monografia, o trabalho

de conclusão de curso (TCC)

visou o lado humano dos consumidores

juntamente com o parecer econômico.

“Nosso trabalho buscou analisar

os impactos sociais e econômicos

gerados pela adequação do espaço

físico das organizações para acessibilidade

ao cliente, evidenciando o comércio

varejista, enfatizando a importância

de atender às necessidades

do consumidor, a fim de cumprir com

a responsabilidade social e alcançar

vantagem competitiva no mercado”,

destacou Daniel.

De acordo com Gabriel Ferreira, é

necessário que as empresas da cidade

possuam um valor social, disponibilizando

o seu comércio para todos

os tipos de clientes. “Além da qualidade

e preço, os clientes precisam

de informações a respeito das ações

sociais adotadas pelo estabelecimento

para compras, como a adequação

para atendimento de clientes com

dificuldades ou limitação para locomoção,

promovendo a acessibilidade.

Deste modo, analisamos como ocorre

a adequação do espaço físico da Têxtil

Abril e suas filiais e como ocorrerá

esse impacto após a conclusão das

adequações da unidade em nossa

cidade, a fim de identificar a acessibilidade

aos clientes”.

Segundo a gerente da unidade

de Araraquara, Marly Diniz Guerra, é

de extrema importância adequar-se

à realidade dos clientes. “A inclusão

e a acessibilidade impactam em relação

ao bem-estar e à liberdade de

interação e locomoção do idoso, deficiente

e gestante, gerando assim um

grande impacto positivo dentro da sociedade,

pois, tendo a sua necessida-

Professor Ricardo Bonotto,

da Uniara, foi o orientador da dupla

de atendida, o cliente satisfeito, por

ter um ambiente favorável às suas

necessidades e o colaborador atendido

de maneira igualitária, fidelizam e

credenciam o ambiente de trabalho,

como cliente fiel”.

“Para melhor atender, não só

os colaboradores, mas também as

pessoas como clientes potenciais,

existem muitos pontos a serem

avaliados, na sociedade em geral:

primeiramente a capacitação, para

atender as pessoas de inclusão, tais

como, intérpretes de libras. Nesse

caso a empresa que se compromete

com esse tipo de ação, sai na frente

com grande potencial de mercado;

acessibilidade para cadeirantes,

rampas, elevadores; setor exclusivo

de caixas para atendimento de tais

clientes; sanitários adaptados, tudo

isso se faz pensando, primeiramente

no bem-estar das pessoas. Uma empresa

que se preocupa com esses fatores

e que prega valores sociais, que

pensa na igualdade, independente

das limitações, se prontificando a se

adequar para que a pessoa sinta-se

produtiva, crescerá em grandes proposições,

morais e sociais e automaticamente

terá crescimentos econômicos,

sendo isso nos meios morais

não muito significantes”, concluiu.

A Revista Comércio, Indústria e

Agronegócio voltada principalmente

para a atividade empreendedora, parabeniza

os dois alunos pelo trabalho.

31|


HOMENAGEM

Foi sepultado no final da tarde de

uma segunda-feira de novembro (5)

no Cemitério São Bento, o empresário

do setor imobiliário Feiz Mattar,

que embora nascido em Pirajuí,

desde a metade dos anos 60 encontrava-se

em Araraquara contribuindo

de forma decisiva com o nosso

desenvolvimento econômico; ele

veio trazido pelas mãos do empresário

paulistano Omar Maksoud e foi

o responsável pela comercialização

de um dos primeiros edifícios residenciais

da nossa cidade: o Rosa

de Ouro, na Rua Gonçalves Dias,

esquina com a Portugal.

Devido o sucesso do primeiro

empreendimento de Maksoud em

Araraquara, logo ambos partiram

para uma outra investida: a construção

do Rosa de Prata, na Rua

Expedicionários do Brasil. Na mesma

região, Maksoud construiu um outro

prédio, o Graziela.

Ambos criaram um relacionamento

muito forte no mundo dos

negócios na região e a confiança

Feiz Mattar símbolo

de uma geração

empreendedora em

Araraquara, na época

cidade emergente que

trouxe Omar Maksoud

Foto: Reprodução/EPTV

Partiu Feiz Mattar, que a

cidade aprendeu admirar

Empresário, consultor de imóveis, político e principalmente o

filho que Araraquara adotou nos anos 60, responsável pela

chegada dos empreendimentos de Omar Maksoud.

em Feiz Mattar levou o empresário à

construção de um distrito industrial,

proximidades do Pau Seco, onde também

surgiu o Posto Tati. Depois veio

um flat na Avenida Sete de Setembro.

Envolvido com a política e onde

nela se tornou presidente do PDS,

após a extinção da Arena, Feiz Mattar

e Omar Maksoud chegaram a apresentar

ao então prefeito Waldemar

De Santi, um projeto que antecipava

o futuro da cidade, que ele chamava

de Estacionamento Subterrâneo que

envolveria o quarteirão fronteiriço à

Praça da Matriz.

O projeto previa a desapropriação

de prédios existentes entre as ruas

Nove de Julho e São Bento, envolvendo

as Avenidas Brasil e

São Paulo. A ideia chegou

a ser discutida por vários

meses, mas acabou sendo

Feiz Mattar em uma das suas

últimas aparições em público:

na Câmara com o amigo Paulo

Salgado, falando dos 60 anos do

Lions Centro (agosto)

descartada; a previsão de ambos,

Maksoud e Mattar, era de que a

cidade viveria no futuro uma série de

dificuldades com estacionamento de

veículos.

Por vários anos, Feiz Mattar

se enraizou na política e por ser o

representante oficial do ex-governador

Paulo Maluf, convenceu De

Santi a sair do MDB e ingressar

no PDS; comentou-se na época

que a troca partidária valeu para a

nossa cidade a construção do novo

Terminal Rodoviário de Passageiros,

o que seria uma outra antecipação

do futuro, colocando o prédio bem

próximo da Rodovia Washington Luís.

Frequentador de eventos políticos

e sociais, Feiz Mattar pertenceu ao

Lions Clube Santa Cruz onde foi presidente;

durante o governo De Santi

participou da chamada Comissão

de Desenvolvimento Econômico,

Indústria e Comércio. Já no último

mandato do ex-prefeito, foi secretário

de Desenvolvimento Econômico.

Quando da administração de

Marcelo Barbieri, o empresário assumiu

a Vigilância Sanitária organizando

inúmeras campanhas relacionadas

ao combate da dengue.

Nos anos 70 ainda, Feiz Mattar

trouxe seu irmão Michel Mattar para

ajudá-lo na comercialização dos

empreendimentos de Maksoud em

Araraquara; passados três anos,

Michel assumiu a sucursal da Revista

O Cruzeiro, em São Paulo, quando

iniciou-se um movimento para que a

publicação fosse retomada.

Feiz Mattar deixou a esposa

Magali, três filhos e trabalhos inesquecíveis

que Araraquara jamais

esquecerá.

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Ana Maria

e as filhas

Carol e

Beatriz

O início de uma bela carreira empreendedora, tornando a

Welmar numa das mais conceituadas fábricas de uniformes

na região. Deixa uma história no comércio local.

SAUDADES

Cidade perde uma das suas

mulheres empreendedoras

Ana Maria Alves Ferreira Paschoalato foi uma guerreira com

sua Welmar, empresa que confeccionava uniformes e que

ela assumiu com o marido Darcy em 1967.

Em julho de 2015, por conta de

uma homenagem que lhe foi prestada

pela ACIA então presidida por

Renato Haddad, a Revista Comércio

e Indústria conversou com Ana Maria;

naquele dia de junho, ela lembrava

com carinho as histórias que seu pai,

Welson Alves Ferreira, contava sobre

a fundação da Confecções Welmar:

“Eu prestava muita atenção em cada

frase dita por ele, pois quando ainda

era criança, entendia que tudo aquilo

poderia ser de grande utilidade no

futuro”. Foi assim que tudo começou,

recordava a empresária que passou a

dirigir a empresa em junho de 1967.

A Welmar administrada por Ana

Maria, foi fundada por Welson Alves

Ferreira, professor e o dentista Elcio

Marcantonio. Era a combinação de

Wel (Wel...son) e Mar (Mar...cantonio)

que tinham visão futurista sobre

o ramo de confecções, tanto é que

decidiram abrir antes uma pequena

fábrica de camisas na Rua 9 de Julho.

Posteriormente mudaram para a Rua

Gonçalves Dias e depois Avenida

Bandeirantes. Paralelamente,

abriram uma loja de tecidos e confecções

na Avenida Sete de Setembro,

esquina com a Rua Pedro Álvares

Cabral (10) e outra na Rua Nove de

Julho. Incansáveis, davam expediente

na empresa na hora do almoço e após

o término de suas atividades.

Alguns anos se passaram e Elcio

se desligou da empresa e foi se dedicar

em tempo integral como professor

da Unesp. A sociedade terminou, mas

a amizade e a proximidade das famílias

perdurou por muito tempo; Elcio

faleceu recentemente.

Em 1971, Ana Maria, filha de

Welson, então com 16 anos, foi emancipada

para que pudesse administrar

os negócios, permanecendo até o

encerramento das atividades. Em

1983, foram unificadas as unidades

em prédio próprio de quatro andares

na Av. Barroso, atualmente ocupado

pelo Sicoob, cooperativa de crédito.

Ana homenageada por Marlene

Porsani, então diretora da ACIA

Em 1990, com sua aposentadoria

garantida após longos anos na

Nestlé, Darci Paschoalato, esposo de

Ana Maria e genro de Welson, passou

a integrar a administração da

empresa até março de 2015.

Com Ana Maria na direção, a

Welmar passou a ter como produto

principal a fabricação de uniformes,

com ênfase em roupas para a área

médica, odontológica, farmacêutica e

gastronômica, atendendo o atacado

e o varejo.

Mas foi em 21 de março que

Araraquara perdeu um filho ilustre.

Darci, ser humano de imprescindível

valor, marido de Ana Maria e pai de

Ana Carolina, formada em Ciências

do Esporte pela Universidade UEL de

Londrina e Ana Beatriz, advogada, formada

pela Universidade Mackenzie

de São Paulo. Neste 7 de novembro

chegou a vez da companheira Ana

Maria partir, deixando um legado

semelhante, principalmente de coragem

e bondade.

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Foto: Usicon

Uma das unidades

do Savegnago

em Araraquara

(Avenida Sete de

Setembro esquina

com Via Expressa)

NOVIDADE

Savegnago inaugura em 2019

a terceira loja em Araraquara

Rede de Sertãozinho projeta

ter 51 unidades até 2020 e

faturamento de R$ 5 bi

Os Supermercados Savegnago, a

maior rede do segmento no interior

paulista, irá inaugurar no primeiro semestre

de 2019 sua nova unidade em

Andamento da obra em novembro

Araraquara, na Av. 36, próximo à Unip.

De acordo com a assessoria de

imprensa da empresa, são R$ 30

milhões em investimento para construção

do novo prédio, dividido entre

a própria rede e um investidor.

Ainda segundo a assessoria, a nova

loja na cidade deve gerar 200 empregos

diretos e mais 200 indiretos, em

uma área de 2.497m² de vendas.

“Araraquara é muito representativa

na região. Tanto no desenvolvimento

da primeira quanto na segunda loja, o

município acolheu a rede muito bem e

assim fez com que a empresa se consolidasse

no local. O poder econômico

da cidade, que também é polo para

a sua microrregião, é um dos fatores

que influenciaram na decisão de construir

uma terceira unidade”, declarou

Chalin Savegnago, diretor-executivo da

rede por meio da assessoria.

Chain Savegnago, diretor-executivo da

maior rede supermercadista do interior

de São Paulo

Em 2018, a rede supermercadista

deve faturar R$ 3 bilhões e estima

um crescimento de 30% no faturamento

nos próximos dois anos com

as inaugurações anunciadas. “Nosso

objetivo é que a rede esteja entre as

10 maiores do Brasil”, falou.

Hoje, o Savegnago Supermercados,

no quesito faturamento, está em

primeiro lugar no interior paulista; em

sétimo no estado de SP e em 11º no

país segundo ranking da Associação

Brasileira de Supermercados (ABRAS).

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FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

NÃO FOSSE TÃO ABSURDO, SERIA ENGRAÇADO

O Conselho Tutelar I em nossa

cidade vem sofrendo com a

falta de materiais de limpeza e

de escritório, além da ausência

de manutenção, principalmente

lâmpadas que precisam ser

trocadas e ventiladores que

pararam de funcionar. O Conselho

chegou a ficar dois, três meses sem

faxineira, e teve que contratar tais

serviços com dinheiro dos próprios

funcionários. “Foi necessária a

colocação de um sifão embaixo da

pia, pois o vazamento foi parar no

andar térreo; não temos impressora;

precisamos fazer ‘vaquinha’ para

consertar os equipamentos; e há

cerca de seis meses, temos que

contar com a ajuda da Secretaria

da Saúde para xerox. Às vezes,

tiramos fotos do documento com o

Preocupada, a vereadora Thainara Faria

foi ouvir as queixas dos funcionários do

Conselho Tutelar I

celular, mandamos para o e-mail e

imprimimos lá ou em algum lugar

externo”, informam os funcionários.

Além disso, o televisor utilizado,

na sala de espera, para distrair

as crianças é antigo e vai parar

de funcionar com o fim do sinal

analógico. Lamentável.

SUBINDO DESCENDO Economia

O lucro apurado na

“9ª Feira do Aluno

Empreendedor”,

promovida pelos

alunos do segundo

ano do curso de

Administração,

na unidade IV da

Uniara, foi de R$

9.200,00, de acordo

com o professor da

graduação, Gerson

Braz. O dinheiro será

convertido em itens

que serão doados

a uma instituição

filantrópica do

município. Parabéns

pelo trabalho.

Secretaria da Saúde

anunciou que

9.050 exames, a

um custo estimado

de R$ 540.102,46,

aguardam na

fila para serem

realizados em

Araraquara. Os

números deram um

susto na população

que sofre as

consequências de

uma política de

destruição aplicada

nos mandatos de

Lula, Dilma e agora

Temer. O povo está

pagando a conta

com suas vidas.

Pesquisar preços até nos

itens mais simples na

hora das compras no

supermercado pode gerar

uma grande economia no

bolso do consumidor de

Araraquara. De acordo

com levantamento,

feito pelo Núcleo de

Economia do Sindicato

do Comércio Varejista de

Araraquara (Sincomercio),

a diferença de preços

entre os valores aplicados

pelos supermercados,

considerando a mesma

cesta de produtos, pode

chegar a até R$ 98,60 em

um mês ou até R$1.183,00

no ano.

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Número de contratados é o mesmo de 2017

De acordo com pesquisa realizada

pelo Sincomercio, dos lojistas

entrevistados, apenas 25% contratarão

funcionários temporários neste mês

de dezembro. O resultado indica

uma manutenção de contratados

em relação a 2017 e deve chegar a

aproximadamente 250 vagas.


FRASE

Maria José

“Cada pessoa como a Maria José

é um incentivo e uma forma de a

gente se sentir forte no cotidiano e ser

exemplo. Somos responsáveis pelas

pessoas que têm mais dificuldade,

que talvez não tenham oportunidade

de serem lembradas dessa forma.

Esse é um papel fundamental e que

a senhora cumpriu, fazendo justiça a

esse prêmio.”

Comentário de Luiz Fernando Costa

de Andrade, coordenador de

Políticas de Promoção da Igualdade

Racial, durante a entrega do Prêmio

Zumbi dos Palmares à merendeira

Maria José Ferreira Gregório, que

trabalha desde 2005 no CER (Centro

de Educação e Recreação)

Carmelita Garcez I, no São José.

Escola no Valle Verde

Eduardo Maffud

Paulo Sanches

Um novo composto que inibe a

replicação do vírus da hepatite C

(HCV) em diversos estágios de seu

ciclo – e é capaz de agir também em

bactérias, fungos e células cancerosas

– foi sintetizado por pesquisadores

da Universidade Estadual Paulista

(Unesp), em Araraquara. O estudo

realizado pelo químico Paulo Ricardo

da Silva Sanches e o orientador

professor Eduardo Maffud Cilli, foi

descrito em artigo publicado na revista

Scientific Reports, do grupo Nature.

Não custa pedir

O vereador Tenente Santana fez uma

solicitação ao presidente Michel Temer

e ao deputado federal Baleia Rossi:

recursos para pavimentar acesso

ao Parque Gramado. O problema

está comemorando seu trigésimo

aniversário, dificultando a vida dos

moradores. Não custa pedir, ainda

mais em fim de feira.

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SAÚDE

Cuide bem dos seus olhos

Dos órgãos dos sentidos, os olhos se destacam como os mais

importantes, pois 95% das informações que recebemos do

meio ambiente nos chegam pela visão.

Os olhos podem adoecer em qualquer

fase da vida. Essas doenças, se

não tratadas corretamente, podem levar

a danos irreversíveis da visão ou mesmo

à cegueira.

Na gestação: rubéola, toxoplasmose

e sífilis podem causar cegueira e lesões

neurológicas em crianças.

Prematuros: devem ser seguidos de

perto pelo riso de desenvolver retinopatia

da prematuridade.

Recém nascidos: o teste do olhinho

é capaz de detectar, entre outros problemas,

catarata congênito,

glaucoma congênita e retinoblastoma.

Crianças: a partir dos

três anos, devem ser examinadas

anualmente. Lembrando

que a ambliopia

(vista preguiçosa) deve ser

tratada o mais precoce possível.

Com o início da vida

escolar também é possível perceber a

presença de problemas refrativos que

podem prejudicar o aprendizado.

Pré-adolescência e adolescência:

Não devemos

negligenciar

os cuidados

com os olhos,

pois esses podem

ser acometidos

por várias

patologias.

o ceratocone, doença séria da córnea,

deve ser diagnosticado e tratado de imediato,

quando presente. O aparecimento

dos erros refrativos também é frequente

nessa fase.

Adultos: os sintomas de glaucoma

costumam aparecer em fase adiantada.

Se não tratado pode levar à cegueira. Por

isso, o exame oftalmológico anual preventivo

é fundamental para detecção e

tratamento.

Diabéticos possuem risco 25% maior

de perder a visão que as demais pessoas.

Portadores de doenças

sistêmicas como hipertensão

arterial, doenças reumáticas

e autoimunes são

mais suscetíveis a doenças

oculares.

O uso de alguns medicamentos

pode interferir

nos olhos, provocando mudanças

na superfície ocular, glaucoma,

catarata, entre outros.

Aproximadamente 85% das cataratas

são classificadas como senis, com

maior incidência na população acima de

50 anos.

A degeneração macular relacionada

à idade causa baixa de visão central, dificultando

principalmente a leitura.

Não devemos negligenciar os cuidados

com os olhos, pois esses podem ser

acometidos por várias patologias locais

ou de origens sistêmicas.

O exame oftalmológico é de extrema

importância em todas as fases da vida

para a manutenção da visão e prevenção

da cegueira.

O sintoma de embaçamento visual

pode ser a única manifestação de doenças

graves.

Apenas o médico oftalmologista é

preparado para examinar e cuidar dos

olhos.

Dr. Norival José Pazeto,

médico da equipe da Aralaser

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INFORMATIVO

AGRO

N E G Ó C I O S

Edição: Dezembro/2018

OITO MESES DEPOIS

Finalizado o programa da

Feira do Produtor Rural

No rosto o orgulho em receber uma certificação e iniciar a jornada que permite ao novo

feirante, ter as portas abertas para o empreendedorismo rural. Se de um lado está a

ação do governo municipal apoiado pelo Sindicato Rural, Senar, Sebrae e Fundação Itesp

capacitando o trabalhador, do outro está o reconhecimento ao seu valor.

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

45|


MISSÃO CUMPRIDA

Foi finalizado no dia 13 de novembro

o Programa Feira do Produtor Rural,

realizado em Américo Brasiliense

no período de março a novembro deste

ano, seguindo os métodos de capacitação

profissional estabelecidos pelo

Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural) e FAESP (Federação da

Agricultura e Pecuária do Estado de

São Paulo), organizados pelo Sindicato

Rural de Araraquara. O programa

contou ainda com a participação da

Prefeitura Municipal de Américo Brasiliense,

Sebrae e Fundação Itesp.

Embora a feira já tenha iniciado

os seus trabalhos na Praça do Coreto

em Américo, por pelo menos quatro

sábados, a Comissão Gestora realiza a

finalização para avaliar o desempenho

dos produtores que participaram do

curso e que agora oficialmente, são

reconhecidos como novos empreendedores.

“Sentimos que o trabalho foi além da

expectativa; isso nos dá força para

novos empreendimentos, novos cursos e

capacitações, contribuindo na formação do

produtor rural”.

Nicolau de Souza Freitas

Presidente

Entusiasmado com o brilhante

envolvimento do Sindicato Rural, o

presidente Nicolau de Souza Freitas,

considerou importante o empenho

do pequeno produtor em buscar a capacitação

e tornar o seu trabalho em

fonte de geração de riqueza no âmbito

familiar e no campo: “Esta é a segunda

turma que formamos; a primeira é de

Araraquara e Américo hoje é atendida

pois faz parte da nossa base territorial.

Estamos orgulhosos com o desempenho

de todos aqueles que se envolveram

nesta iniciativa e assim estamos

contribuindo com o avanço das ações

sociais na região”, argumentou o dirigente.

Mais adiante, em seu discurso,

Nicolau enalteceu o trabalho da instrutora

Ângela Barbieri Nigro e considerou

que a união de todos é que leva ao

Além do curso ser gratuito, o participante também recebe como incentivo o estande e o

uniforme para o trabalho nos dias de feira

enfrentamento dos desafios e a conquista

de bons resultados. “Isso faz

parte do histórico de lutas do homem

do campo que sabe encarar a realidade

e tornar mais fortalecido o seu

caminho na agricultura”, completou.

Na finalização do programa, a

instrutora Ângela Nigro apresentou à

Comissão Gestora o desempenho do

grupo, além de uma abordagem sobre

as primeiras quatro semanas de

realização da feira. Destacou que em

apenas quatro dias de feira, sempre

no período das 7h às 11h (sábados),

pelo menos 2.258 pessoas passaram

pelos estandes. Isso permitiu, disse

ela, que os produtores tivessem um

bom faturamento, disponibilizando

principalmente qualidade aos consumidores.

Vale lembrar que na média

o público teve à sua disposição cerca

de 100 itens, mas que este número

pode chegar a 200, dependendo naturalmente

da época de plantio e das

condições climáticas. Houve também,

segundo a instrutora, uma acentuada

diversificação de hortaliças e onde o

público consumidor pôde se deparar

com até 10 tipos de alfaces.

Nicolau de Souza Freitas,

presidente do Sindicato Rural

com o coordenador regional

do Senar, João Henrique e

o secretário da entidade,

Marcelo Xavier Benedetti

AGRADECIMENTO

O representante da Prefeitura Municipal,

José Geraldo Lopes, além de

destacar a dedicação do trabalhador

rural em querer aprender e tornar

este trabalho em algo rentável, citou

a fé como o caminho para obtenção

de sucesso na vida: “Neste momento

não é o produtor que deve agradecer

à Prefeitura de Américo que apoiou a

iniciativa, mas sim, a Prefeitura que

deve agradecer àqueles que juntos

estão contribuindo com o avanço da

nossa economia”.

Já o coordenador regional do Senar

em Araraquara, João Henrique de Souza

Freitas, mencionou a preocupação

do prefeito Dirceu Pano em garantir a

realização do curso: “Lembro da Dirce

Almeida indo ao sindicato para reivindicar

o programa; sentíamos então

|46


A Feira do Produtor Rural é coordenada

por uma Comissão Gestora formada por

membros das entidades e lideranças do

grupo de produtores.

COMISSÃO GESTORA

REPRESENTANTES

Produtores Rurais

Titular: Rodolfo Tadashi Haraguchi

Suplente: Arlindo Lima Soares

Titular: Osvaldo Martins Correa Neto

Suplente: Luciana Ap. Azevedo Santos

Titular: Ana Olga Bahr

Suplente: Clemência Rosa dos Santos

Sindicato Rural e SENAR

Titular: João Henrique de Souza Freitas

Suplente: Marcelo Xavier Benedette

Prefeitura de Américo Brasiliense

Titular: André Correa de Oliveira

Suplente: Ana Lúcia Periane

Titular: Dirce Lauto Guimarães Oliveira

Suplente: Vanessa Veronez Leme

Ângela Nigro entrega o programa finalizado ao presidente Nicolau de

Souza Freitas

SEBRAE SP

Titular: Luiz Felipe Cavalari

Suplente: Fernando Amendola Sanches

FUNDAÇÃO ITESP

Titular: Mauro Geraldo Cavichioli

Suplente: Maria Clara Piai da Silva

pela forma com que se expressava,

que o curso seria um sucesso. E foi.

Estamos comemorando com muita

satisfação o seu encerramento”, argumentou.

Para Maria Clara Piai da Silva, da

Fundação Itesp, o programa não cessa,

pois o órgão vai continuar dando

assistência técnica aos produtores.

“Estaremos acompanhando o trabalho

desse grupo, garantindo-lhes a assistência

para que desenvolvam com

qualidade cada vez mais aprimorada

a sua produção”, afirmou.

Também usaram a palavra no encerramento

do programa Luiz Felipe

Navarro (Sebrae), Carlo Corrêa Rocha

da Silva (Fundação Itesp) e Marcelo Xavier

Benedetti (Sindicato Rural), sendo

todos unânimes em apontar a Feira

do Produtor Rural como ferramenta de

fixação e permanência do homem no

campo e o envolvimento familiar na

produção agrícola.

Ângela Nigro e o coordenador regional do

Senar, João Henrique de Souza Freitas

Comprovante da finalização nas mãos de

Luís Felipe Navarro, do Sebrae

Entrega do documento a Maria Clara Piai

da Silva, da Fundação Itesp

Relatório passado para Dirce Oliveira, da

Comissão Gestora

47|


A FORMATURA

Na verdade parece um sonho pois

durante oito meses, um grupo de

produtores e trabalhadores rurais

decidiu se juntar para buscar a

capacitação e com ela se transformar

em um empreendedor do campo.

Seriam eles, com a finalização do

programa, ousados feirantes, sempre

dispostos ao enfrentamento de

dificuldades e obstáculos, situações

próprias de quem está acostumado a

trabalhar na roça.

Com a mesma ansiedade brotada em

tantas atividades profissionais, a deles

também não foi diferente e assim ao

serem chamados para a certificação,

sentiam que o esforço colocado em

prática poderia lhes dar um novo

caminho nos negócios e na própria

vida. A cada nome chamado, o silêncio

simbolizava de forma compensadora

a imagem da dedicação, do incentivo

dado pela esposa, o apoio do pai,

do filho, mas também do amigo e do

irmão; e logo se via que todos estavam

formando uma verdadeira família que

entende a necessidade da união para

se tornar mais forte.

Este é o objetivo do Sindicato Rural:

amenizar as dificuldades do homem do

campo, dar a eles o poder igualitário

do conhecimento para que possa

seguir um caminho de conquistas

e realizações, plenamente justas.

Parabéns.

Amarildo Francisco Ribeiro Amauri Aparecido Domingues Ana Olga Bahr

Arlindo Lima Soares Clemência Rosa dos Santos Florival Gabriel Claro

Josefa Ferreira Mendes Batista Léa Ricardo de Oliveira Lúcia Anita Nascimento

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Márcia Elza de Lima Moabi Garcia do Nascimento Nilton César Pereira

Leidiane Sousa dos Santos Osvaldo Martins Corrêa Neto Rodolfo Tadashi Haraguchi

Telma Severina Vilela Miquelini Maria de Lourdes Ferreira Soares Barbosa Maria Inez dos Santos Oliveira

AGRADECIMENTO

Não há palavras que possam expressar o nosso sentimento

de agradecimento ao Sindicato Rural, Senar, Itesp, Prefeitura

de Américo, Sebrae e aos seus instrutores que nos deram uma

estrada capaz de mudar o rumo das nossas vidas.

Muito obrigado e que Deus lhes pague pela maneira paciente

com que nos ensinaram.

Feira do Produtor Rural

Américo Brasiliense

João de Oliveira Pedrosa Neto

49|


MERCADO AGROQUÍMICO

Sindicato e Coopercitrus realizam

palestras para os produtores rurais

Cada vez mais fortalecido o vínculo entre o Sindicato Rural

de Araraquara e a Coopercitrus, produtores acompanharam

novas técnicas para trabalho no campo

Diretores do sindicato e representantes da

cooperativa na primeira palestra

O ano termina de forma próspera

para o Sindicato Rural de Araraquara

que cumpre com brilhantismo suas

finalidades junto aos seus associados,

disponibilizando informações e

apresentando as tendências que chegam

com o uso da tecnologia cada

vez mais acentuada no campo.

Para o presidente Nicolau de Souza

Freitas esta aproximação com a

Coopercitrus, cooperativa agrícola

das mais conceituadas, reforça o

objetivo do sindicato que é orientar

o produtor rural sobre as inovações

que surgem todos os dias no mercado

agroquímico. Segundo ele, o fato da

cooperativa manter ligação com fábricas

e laboratórios, permite a vinda

de profissionais para cursos e palestras.

“Temos que aproveitar, pois são

ensinamentos que chegam em meio

à transformação vivenciada”, arrematou.

Assim, interessantes palestras

foram realizadas.

PALESTRA I

A primeira palestra (30/outubro),

segundo Bruno Gagliardi Ducatti, gerente

da Coopercitrus, foi mostrada a

necessidade do produtor identificar e

corrigir problemas com a cigarrinha,

inseto que tem ocasionado prejuízos

para a agricultura, principalmente a

cana. Foram sugeridos dois produtos

para combater a praga: o Engeo e o

Actara, ambos da Syngenta.

Aos produtores rurais, Ducatti

mencionou os efeitos devastadores

da cigarrinha e orientou a forma de

se manejar o produto. A parte teórica

foi mostrada pelo especialista da

cana-de-açúcar João Valdir Sverzut,

da Coopercitrus; as orientações práticas

ou técnicas por Allan Suriano,

da Syngenta, que mostrou como a

empresa atua no setor agroquímico

para auxiliar o produtor.

A segunda parte da palestra,

lembra Marcelo Benedetti, diretor

do Sindicato Rural e coordenador

do evento, foi sobre a nutrição do

canavial, pois uma vez combatida a

cigarrinha - a nutrição permite que

a produtividade alcance seu nível

máximo de potencial, porque a plantação

estando limpa e pronta para

receber os nutrientes, é necessária

a adubação. Neste caso foi indicado

através do técnico Leonardo Duarte,

da Kimberlit, um adubo diferenciado

Leonardo Duarte, da

Kimberlit

Segunda palestra

realizada no

auditório do

Sindicato Rural

revestido e que tem enxofre na

sua composição. “Não é um adubo

convencional, mas formulado especificamente

para a cooperativa,

atendendo a necessidade nutricional

de cada canavial.

PALESTRA II

O ciclo de palestras teve continuidade

no dia 12 de novembro, agora

em parceria com a Bayer, quando a

Coopercitrus convidou os seus associados

pecuaristas para o encontro

e abordou assuntos relacionados à

pecuária.

O palestrante Luís Felipe Bignardi

recomendou e explicou a técnica de

aplicação do Doramectina, novidade

no mercado para controle de vermes,

carrapatos, bicheira e berne em bovinos.

Para a nutrição do animal, tão

logo ele fique livre da verminose,

são apontadas rações que integram

uma linha apropriada e fabricada pela

Coopercitrus e que tem dado extraordinário

resultado para ampliação da

produtividade.

AGRADECIMENTOS

O Sindicato Rural, através de sua

diretoria, agradece a Coopercitrus

pela parceria e a maneira com que

participa do mercado agroquímico,

facilitando o acesso do produtor rural

- agricultor e pecuarista - aos novos

métodos de combate às pragas: “Um

dos nossos objetivos é o produto

correto acompanhado do uso correto,

como forma de participarmos

ativamente da preservação do meio

ambiente, com produtividade e sem

danos à natureza”, disse o presidente

Nicolau de Souza Freitas.

|50


51|


Ao final do curso

realizado na Canasol,

todos puderam saborear

as delícias preparadas

MERCADO AGROQUÍMICO

Sejam bem-vindos

aos nossos pratos

Associados que tomaram parte do curso Processamento

Artesanal de Carne de Ovino, organizado pelo Sindicato

Rural e Senar, já podem ter à mesa deliciosas comidas

nas festas de fim de ano

No encerramento a exposição dos pratos

Associados da Canasol participaram

durante três dias do curso

promovido pelo Senar em parceria

com o Sindicato Rural de Araraquara

sobre o processamento artesanal de

carne de ovino. Importante destacar

que cursos com este perfil culinário

têm sido realizados com intensidade,

pois de acordo com o coordenador

regional do Senar, João Henrique de

Souza Freitas, é uma oportunidade

das pessoas terem em família nesta

época do ano, pratos bem diferenciados.

Durante o evento, o instrutor Edson

Godoy ensinou técnicas

de defumação e a elaboração

de embutidos, além do

preparo de carne de ovinos

para consumo próprio e para comercialização,

visando a geração de novas

fontes de renda para os produtores

rurais e melhor aproveitamento

dos cortes.

No final todos participaram de um

almoço com os pratos preparados no

decorrer do curso. Um momento especial

de confraternização entre os

participantes e de provar os pratos

preparados com muito carinho e atenção

pelos presentes.

Para o coordenador do Senar,

estas são atividades que despertam

a criatividade dos produtores e dos

associados.

Considerado um processo muito

importante para a qualidade da produção,

Godoy ressaltou a importância da

qualidade da carne e a necessidade de

cuidados rigorosos de higiene

|52


CURSOS

MEDICAMENTOS E VACINAS

Cuidar bem

do animal

Procedimentos de boas

práticas de vacinação devem

manter um fluxo de trabalho

contínuo com qualidade e

segurança do começo ao fim

Em novembro, dias 8, 9 e 10, o

Sindicato Rural de Araraquara e o

Senar SP realizaram na Fazenda Baguassu,

o curso de Bovinocultura de

Leite - Aplicação de Medicamentos e

Vacinas. A instrutora Ana Rita durante

os três dias deu várias orientações

a respeito dos bons tratos com os

animais, além da necessidade dos

cuidados preventivos para evitar as

doenças aos bovinos.

Ana Rita ensina as

técnicas da vacinação

Aos participantes ela explicou

ainda que os procedimentos de boas

práticas de vacinação devem manter

um fluxo de trabalho contínuo com

qualidade e segurança do começo

ao fim.

É verdade, disse Ana Rita, que a

produtividade do rebanho está diretamente

relacionada ao seu potencial

genético, nível nutricional e ao seu

manejo. Questionada sobre o manejo

a instrutora respondeu aos alunos:

“Entende-se por manejo todas as operações

realizadas diretamente com os

animais a fim de criá-los, mantê-los e

fazê-los produzir, utilizando de forma

eficiente os recursos disponíveis”.

A própria apostila passada aos

participantes do curso e confeccionada

pelo Senar SP explica que

“diante desse quadro, é essencial

que o trabalhador e o produtor rural

tenham conhecimentos básicos das

operações do manejo

que será adotado nas

diversas categorias

animais de um sistema

de produção de

leite.

DEZEMBRO / 2018

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR COSTAL

MANUAL

03/12 até 05/12

Local: Araraquara

• APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

COM PULVERIZADOR DE BARRA

06/12 até 08/12

Local: Américo Brasiliense (fechado)

• ARTESANATO COM CABAÇA

- UTILITÁRIOS E DECORATIVOS -

TÉCNICAS

03/12 até 06/12

Local: Araraquara

• JOVEM AGRICULTOR DO

FUTURO - MÓDULO IX

03/12 até 13/12

Local: Araraquara

• LARANJA - INSPEÇÃO DE

PRAGAS E DOENÇAS

03/12 até 06/12

Local: Araraquara

• O PROCESSO PARA O

CADASTRAMENTO DOS SISTEMAS

ORGÂNICOS DE PRODUÇÃO

VEGETAL - 2018

06/12

Local: Araraquara

Informações: Empresas associadas ou

entidades interessadas na realização

de cursos, devem entrar em contato

com a secretaria do Sindicato Rural

de Araraquara para obterem maiores

informações.

Avenida Feijó, 87

Fone: (16) 3336.7547

AGRADECIMENTO

Antecipadamente o Senar SP e

o Sindicato Rural de Araraquara

cumprimentam os participantes

dos cursos realizados em 2018 e

desejam a todos um Feliz Natal.

Momento de uma selfie

no encerramento do

curso para guardar um

momento tão especial

Coordenador SENAR/SP Araraquara:

João Henrique de Souza Freitas

53|


NOTÍCIAS

CANAS L

EDIÇÃO

DEZEMBRO | 2018

SUSTENTABILIDADE, UNIÃO E NOVAS ATITUDES

Programa Muda Cana será

lançado dia 14 na Canasol

O “Muda Cana” é um projeto da ORPLANA em parceria

com a ONG holandesa Solidaridade que visa levar

orientações sobre sustentabilidade e outros assuntos de

interesse para o produtor rural, em especial aos plantadores

de cana visando capacitá-los para o enfrentamento dos

principais desafios da atividade na atualidade

Apresentação inicial do programa Muda Cana

aos diretores e colaboradores da Canasol

Para o presidente da Canasol,

Luís Henrique Scabello de Oliveira,

a ideia do programa a ser apresentado

no próximo dia 14 de dezembro,

é garantir uma visão de futuro para

a Agricultura, com intuito de promover

uma nova abordagem no campo,

de maneira sustentável, eficaz e

moderna.

Segundo o dirigente, a união,

o associativismo, o aprendizado

e o desenvolvimento do negócio

são os principais focos do programa

cuja aplicação estará a

cargo da Maskertrat Assessoria

Empresarial.

Na essência, o projeto tem

como objetivo oferecer suporte

para os produtores, buscando

uma gestão eficaz e integrada no

intuito de alcançar um negócio

mais lucrativo e competitivo.

O projeto lançado recentemente

pela ORPLANA, será

apresentado aos produtores de

Araraquara e Região no dia 14 na

sede da Canasol e funcionará como

uma “Faculdade”, proporcionando

aos produtores de cana disciplinas

sobre novas técnicas e práticas agrícolas,

riscos comerciais e orientações

específicas sobre a atividade, como

por exemplo, o que é a precificação

e a metodologia utilizada pelo

CONSECANA.

Saber comprar, saber vender,

controlar e gerir os suprimentos,

melhorar os indicadores de produtividade,

ter conhecimento sobre a

legislação trabalhista, ambiental e

tributária, são alguns dos tópicos do

programa. Algumas disciplinas serão

obrigatórias, outras serão escolhidas

pelos produtores conforme o interesse

de cada um.

As informações serão apresentadas

aos produtores por meio digital,

palestras e oficinas e a Canasol e

demais associações ligadas ao setor

estarão aptas a oferecer aos seus

associados todas as orientações

necessárias sobre o programa e a sua

utilização pelos interessados.

O objetivo do projeto é criar condições

para que o produtor de cana tenha

uma visão abrangente da sua atividade

para torná-la cada vez mais lucrativa,

competitiva e sustentável.

Muda Cana, um programa voltado

para o futuro da Agricultura e a produção

de alimentos. As associações

de produtores de cana terão exclusividade

na aplicação deste programa.

A Canasol apoia essa ideia e irá disponibilizar

aos seus associados todos

esses benefícios sem custo algum.

|54


EM BRASÍLIA

Representantes da

Canasol nas reuniões

da Feplana e Orplana

O presidente da Canasol, Luís

Henrique Scabello de Oliveira e o

diretor Nicolau de Souza Freitas participaram

no dia 20 de novembro na

FEPLANA em Brasília, do lançamento

do Plano Estratégico de atividades

da entidade para o próximo ano de

2019. Na tarde do mesmo dia os

diretores da Canasol participaram

de reunião da Comissão de Canade-açúcar

da CNA - Confederação

Nacional de Agricultura e Pecuária.

Na oportunidade aconteceu a

divulgação do Índice de Preços da

Cana-de-açúcar, uma importante

ferramenta para a gestão de custos

nas propriedades, visando a negociação

da cana e em contra partida

maior lucro para os produtores.

O trabalho que a Canasol realiza

não é apenas de proximidade com

o mais importante centro gerador

de decisões, mas principalmente

de defender os interesses dos

seus associados e lhes oferecer

informações precisas sobre o setor

canavieiro.

REPRESENTATIVIDADE

Dirigentes visitam sede do Governo de Transição

no Centro Cultural do Banco do Brasil em Brasília

Acompanhados pelo deputado

Federal general Eliéser Girão Monteiro

Filho, do Rio Grande do Norte, os dirigentes

da FEPLANA, Alexandre Lima

(Presidente) e Luís Henrique Scabello

de Oliveira (Secretário) e Bráulio

Gomes, presidente da Associação dos

Produtores de Cana do Rio Grande

do Norte, aproveitaram a estada

em Brasília e estiveram no Centro

Cultural Banco do Brasil.

No local estão as equipes que pre-

param a transição do governo Temer

para o eleito Jair Bolsonaro.

A visita segundo Luís Henrique, foi

muito importante, pois foram mantidos

vários contatos com autoridades

e integrantes do novo governo. No

encontro, os dirigentes manifestaram

apoio à nova ministra da Agricultura

Teresa Cristina e um voto de confiança

nos novos comandantes da

Nação.

DEBATE NA CANASOL

Legislação trabalhista

para o meio rural é

tema de Workshop

Produtores rurais e fornecedores

de cana participaram no dia 21 de

novembro no Auditório da Canasol,

de um Workshop promovido pela

Raízen sobre a legislação trabalhista

no meio rural.

Durante o encontro o advogado

trabalhista José Felisberto de Castro

Junior falou sobre as principais regras

da legislação trabalhista com relação

ao meio rural e o trabalho no

campo. Também foram apresentadas

algumas experiências visando a

sustentabilidade e o desenvolvimento

do empresário rural. Os participan-

Palestra do advogado trabalhista José Felisberto de Castro

tes receberam uma cartilha com as

regras básicas do trabalho rural com

todas as orientações necessárias

para a contratação de trabalhadores

para as atividades agrícolas de

acordo com a legislação em vigor.

55|


|56


CINEMA

Araraquarenses estreiam na

grande tela, o filme de suas

vidas desde a década de 1950

Primeiro longa-metragem

gravado na cidade foi ‘Santo

Antônio e a Vaca’, estreado

em 1958

Do elenco, poucos estão entre nós

para poder contar como foi. Dentre

eles, Américo Borges - regente e autor

da principal canção do filme - e Lígia

Fabiano, a Zabelinha, uma moça do interior

que tenta salvar o irmão de uma

briga com o filho do vizinho e acaba

morta por um carroça desgovernada.

O filme conta a história de duas famílias,

uma delas - a de Zabelinha - com

vários irmãos que tiram o sustento de

uma vaca, a Mimosa, peça principal da

película; a outra família, da fazenda vizinha,

onde um pai cuida sozinho de um

casal de filhos adolescentes.

Em uma conversa distraída e recheada

de boas lembranças e momentos,

Borges conta como fez parte

do filme. “Em 1956, fui dirigido pelo

Wallace em uma peça, atuava no TECA

(Teatro Experimental de Araraquara)

e conhecia várias pessoas dali. Certo

dia, voltando da missa dos homens no

domingo de manhã, próximo à Barroso,

Inah Bittencourt, vestida com seu

uniforme de aviadora, incluindo os

óculos, me pediu uma canção para o

filme que Wallace e ela estavam escrevendo,

porém devia seguir à risca

o roteiro, fazendo uma música que

falasse sobre Santo Antônio e sua devoção.

Procurei Jaime de Oliveira, um

vizinho que me ajudou prontamente.

Em alguns dias, entreguei a canção

ao Wallace, que aprovou na hora”,

relembra com riqueza de detalhes, já

aos 80 anos.

Borges acompanhou todas as gravações

do longa na cidade e viajava a

Lígia Fabiano, que interpetou

Zabelinha e Américo Borges, regente

e autor da canção principal do filme

Santo Antônio e a Vaca

São Paulo para fazer a mixagem nos

estúdios da Vera Cruz.

“Depois das últimas sessões do

dia no Cine Odeon (onde hoje são as

Lojas Americanas), nós íamos dublar

as falas que foram gravadas naquela

semana, pois não tínhamos tecnologia

suficiente na época para captar o

áudio original”, explica Borges.

Lígia iniciou e encerrou sua carreira

de atriz com este filme. “Conheci

o Wallace quando comecei a participar

do TECA. Fazia parte do grupo

por causa dos meus amigos, uma

turma muito animada e fazíamos diversas

apresentações. Aí Wallace me

chamou para fazer parte do filme e

interpretei a Zabelinha. Logo depois

do lançamento do filme, me casei e

nunca mais atuei”, conta.

CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE

57|


Bastidores do filme gravado na cidade um ano antes do lançamento

Américo com a partitura original da

canção principal do filme, “Meu Santo

Antônio”, registrado em cartório em

novembro de 1957; atrás um acrílico com

algumas cenas da película, homenageada

pelo Sesc em 2008 com a mostra “Loucos

por Cinema”

INDICAÇÃO

Américo Borges ouviu de Wallace

que deveria registrar em cartório todas

suas canções originais, a fim de

garantir os direitos autorais. Borges

também ouviu do próprio diretor que

poderia ser indicado ao prêmio Saci,

um dos maiores reconhecimentos

para produções teatrais e audiovisuais

criado pelo jornal ‘Estadão’

“Uma pessoa de sobrenome Biáfora

(Rubem Biáfora, cineastra, crítico de

cinema e colunista do jornal O Estado

de S. Paulo) conversou com o Wallace

e disse que minha música era uma

das favoritas para concorrer ao prêmio”,

afirmou.

Segundo Américo, ele não foi indicado

ao prêmio por uma questão de

contrato. “Eu fazia parte da Arabela

Filmes, produtora do Santo Antônio e

a Vaca, e à época, a Vera Cruz estava

no auge e lançava os melhores filmes.

A produção em massa naquela década

era deles”

FUNDAÇÃO DA CIDADE

No filme “Araraquara - Memórias

de uma cidade”, lançado em 2013

pela Gaya Filmes, atuaram vários

araraquarenses, dentre eles Weber

Fonseca, que viveu Pedro José Neto,

o fundador da cidade em 1817.

A película conta a história da cidade

desde sua fundação até o linchamento

dos Britos, chacina que abalou

o país todo por conta da crueldade.

Atualmente Fonseca vive em São

Paulo, lançou um livro com temática

LGBT, produziu e atuou em um mónologo

chamado ‘Sobre Voo’.

Fotos: Kris Tavares

Weber Fonseca (à esquerda) se

preparando nos bastidores e o diretor

Renato Barbieri junto de sua equipe

O diretor e produtor do filme,

Renato Barbieri, também é araraquarense

e atualmente mora em

Brasília, onde dirige sua produtora.

Em setembro, Barbieri ganhou uma

estatueta do Prêmio Grande Otelo por

seu filme ‘Cora Coralina - Todas as

Vidas’, que conta a história da escritora

que viveu no interior de São Paulo

e publicou seu primeiro livro aos 75

anos de idade.

Weber Fonseca (de mãos atadas) se

transformou para fazer Pedro José

Neto nas telonas

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59|


PREMIAÇÃO

Matéria sobre Ricardo Corrêa

ganha Prêmio Petrobras de

Jornalismo na categoria Inovação

História foi contada pelo

jornalista Chico Felitti, que

recebeu no dia 27, a maior

premiação dedicada ao

jornalismo brasileiro pela

matéria de “Fofão”

Ricardo Corrêa

da Silva quando

criança, ainda

em Araraquara,

e próximo a

sua morte, já

com 60, em São

Paulo

(Foto:

Buzzfeed)

Com o título “Fofão da Augusta?

Quem me chama assim não me conhece”,

a matéria escrita por Chico

conta, detalhadamente, a história de

Ricardo Corrêa da Silva, que viveu

grande parte da sua vida em São

Paulo e viveu também o luxo da década

de 70 e morreu quase como

indigente. Ele era irmão de Marcelo

Corrêa da Silva, conhecido em Araraquara

por suas qualidades profissionais

e membro de uma família muito

querida.

Felitti, em entrevista exclusiva

para a RCI, reconheceu que, após

quatro meses longos de trabalho árduo,

Ricardo morreu com dignidade.

“Minha vida mudou muito após a

publicação da matéria. Ganhei reconhecimento

e alguns prêmios,

conheci gente legal e pude publicar

meu primeiro livro. Mas, mais

do que mudar a minha vida, eu torço

pra que ela tenha mudado esse fim

de vida do Ricardo e também da família

dele. Minha maior alegria profissional

foi ver pessoas chamando

ele pelo nome na rua, tratando com

reverência”, revelou Chico, com relação

aos últimos dias de vida de Ricardo

em São Paulo. Ele faleceu de

parada cardiorrespiratória no dia 15

de dezembro de 2017, pouco tempo

após a publicação da reportagem.

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maior número de acidentes rodoviários. Por

isso, leve seu carro a uma mecânica para

manutenção preventiva antes de viajar e

evite surpresas desagradáveis.

Veja a seguir um check list com 6

itens que vão muito além de calibrar

os pneus e verificar o nível do óleo.

Freios

O nível do fluído de freio e possíveis

vazamentos devem sempre ser

checados. Se houver ruídos, trepidações,

perda de eficiência ou pedal

duro, peça uma avaliação mais

minuciosa.

Pneus

Mantenha os pneus calibrados,

incluindo o estepe. Faça rodízio periódico

para equilibrar os desgastes

irregulares. O balanceamento é indicado

quando você sentir vibrações

no volante. Já o alinhamento, quando

houver desequilíbrio direcional

ou na troca do conjunto.

Combustíveis e lubrificantes

Abasteça em postos conhecidos

por você e não deixe o combustível

muito tempo parado no tanque antes

de pegar a estrada.

Sistema elétrico, faróis e

lâmpadas

Para viajar com segurança, é importante

também fazer um check-up

na bateria, no motor de partida, no

alternador e em todas as lâmpadas

e fusíveis do carro.

Filtros de ar, óleo e combustível

Efetue a troca desse sistema conforme

indicado no manual. Trocar o

óleo, sem a troca do filtro, diminui

a vida útil do lubrificante.

Limpador de para brisas

Cheque se as lâminas e as borrachas

estão em bom estado e se os

encaixes das hastes estão seguros.

Lave a borracha das palhetas apenas

com água.

61|


APOIO:

Por Sérgio Sanchez

JOHN LENNON

GUITARRISTA

CONSIDERADO O LIDER

DOS BEATLES

THE BEATLES

De 1962 a 1970, John Lennon

inundou o mundo com a beatlemania,

revolucionando costumes, compondo

belíssimas músicas, com álbuns mais

vendidos da década de 60. Os sucessos

foram muitos.

Frequentemente Lennon era

apontado como a cabeça

pensante dos Beatles e o mais

preocupado com as questões

sociais de seu tempo....

John Winston Lennon (1940 –

1980) nasceu em Liverpool. Seus Pais

não tinham condições de criá-lo. O pai

trabalhava em navios, a mãe quase

não ficava em casa, entregou-o aos

cuidados da irmã Mary e do cunhado

George Smith. Guitarrista e considerado

líder da maior banda de rock de

todos os tempos, THE BEATLES.

Na adolescência, aos 15 anos liderou

a banda The Quarrymen, que

pouco tempo depois, seria

integrada também por

Paul McCartney. O entrosamento

da dupla John

e Paul era tão perfeito,

ditando praticamente um

futuro extremamente promissor

nas composições e

a criação dos Beatles.

CARREIRA SOLO: Com o fim dos Beatles, em 1970, Lennon continuou

carreira solo, com a participação de Yoko. Lança “Plastic Ono Band” (imagem

ao lado) (1970), “Imagine” (1971), “Mind Games” (1973), “Walls and

Bridges” (1974), “Rock ‘N’ Roll” e “Shaved Fish”. Colecionou inúmeros

sucessos e participou de vários movimentos sociais e campanha contra

a Guerra do Vietnã. Lennon passou um bom tempo recluso e após 5 anos

voltou a lançar um álbum, o “Double Fantasy”, em 1980. Um grande

sucesso marcava o retorno de Lennon, mas é assassinado em frente ao

seu prédio por um fã maluco, Mark David Chapman, causando a maior

comoção da história do pop-rock.

|62


63|


José da Penha Moreira, o “Penha” vencendo competição em Interlagos

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

O sonho de um Natal com

todos os amigos de volta...

Texto: Benedito Salvador

Carlos, o Benê, com a

colaboração de Deives

Meciano

A vida tem nos dado

lições incríveis dia

após dia e com elas é

que contabilizamos os

instantes de alegria,

mas principalmente de

reflexões, ainda mais em

momentos como este.

Benê

Quando o Natal se aproxima

aumenta em mim um sentimento de

saudades que não consigo controlar,

rememoro pessoas e acontecimentos,

fecho meus olhos, viajo para

lugares que passei ou que mesmo

em fotografias, revistas e relatos,

me acompanham e me transportam

para emoções represadas, contidas e

ainda tão presentes em minha vida.

Outro dia encontrei com Adolpho

Tedeschi Neto (Nego) e ele de forma

tão carinhosa me cobrou: “Vamos

fazer uma festa, precisamos fazer

uma festa, o moto clube merece

uma festa”. No mesmo instante

pensamos em reunir pessoas, pilotos

ou não, que fizeram parte de um

período de glamour de nossas vidas.

Relacionamos nomes e conforme a

lista ia crescendo, muitas lacunas

foram se formando e ao mesmo

tempo, muitas gargalhadas

de acontecimentos

que o tempo, não levou.

Na minha cabeça,

um turbilhão imaginário

de alegria, abraços, choros,

risos e respostas de

Victorinho Barbugli

correndo na Alameda

Paulista em Araraquara

histórias que ficaram incompletas.

Pensei no ambiente de como seria,

faríamos num barracão de oficina? E

em qual barracão? Se já não temos

mais barracão. Os tornos, as prensas,

as bancadas e as chaves viraram

sucatas e as poucas motocicletas

que sobraram se tornaram relíquias

e são peças de museu que já nem

mais podemos tocá-las. E as pessoas,

|64


Eduardo Luzia, 24 horas do Brasil, Interlagos 1975

algumas estão por aqui, outras

tomaram rumos bem distantes e

as mais importantes, por ironia do

destino, nos deixaram. Na verdade

mesmo, esse é um sonho de Natal.

Queríamos nós, encontrar todas

as pessoas que através da motocicleta

de corrida passaram por nossa

vida. Da minha parte, tem dias que

bate uma saudade que eu não sei

onde começa e nem onde termina.

Tenho uma sensação inebriante, um

frio na espinha, um calor que brota

no coração, percorre meu corpo e se

aloja em minha alma. Meus olhos já

cansados, tomam refresco de lágrimas

teimosas e minha boca seca

busca a brisa que o vento do autódromo

de Interlagos, com o tempo,

deixou de nos tocar.

Revendo oportunidades, talvez a

festa nunca se realizou, porque de

certa forma, temos a certeza que

nada, como diz o poeta, “Será como

antes”. Talvez seja melhor não mexer

com isso e deixar as coisas como

estão, do jeito que cada um guarda,

imagina e ainda sonha.

De olhos fechados me passa um

filme em preto e branco, às vezes

colorido e em cenas

misturadas com som

de vozes simultâneas,

vejo e escuto (Penha)

José da Penha Moreira,

Victórinho Barbugli,

Eduardo Luzia, Vanderlei

Cavalari, Sergio

Faito, Negão (Luiz

Antonio Candido),

Manolo (Emanuel

Toledo Lima) e Manolo (Bucho) que

conversam animadamente. Em

outra sala Bianchini, Dinho Dall’

Acqua, Paulo Pecin, Evaldo Salerno,

Neto (Olympio Bernardes Ferreira),

Baiano Faito, Luiz Carlos Gonçalves,

Helio Alves Pinto, Edivilmo, Diogo e Zé

Faito gargalham vitorias, conquistas

e amizades. No outro canto, Pinho

(José Manoel do Amaral Sampaio),

Zé Duvilio (José Roberto Tedeschi)

e Waldemar Zago continuam trabalhando

peças, tintas e cores. Luiz

Carlos de Oliveira, nosso fotógrafo oficial,

Peixeiro, Berto da Funerária, Nei

Elias, Edimur, Gilmar e Toninho das

Dornas ao fundo, ouvindo Valdemir

Munhoz Rastelli e suas intermináveis

Neil Passos, Omar de

Souza e Silva, José

Wellington Pinto e José

Carlos Bonilha, presidente

do Automóvel Clube de

Araraquara, durante festa

de premiação

piadas. Os irmãos Passalacqua, como

sempre, em seu quintal. Selvino, Dario

Pires, Dindão e Augusto Espeleta ao

lado de seus projetos futurísticos

teorizando a preparação de seus

motores. Nilton Gonçalves (Boca) e o

Engenheiro Mecânico Murilo Leonardi

com a descrição que lhes é peculiar,

só observando. Beto e Marcos Placco,

Sylvio Silva Filho (da Aermachi), Dr.

Biju (da Zundapp 100), Jair Galeani,

Roldão Junior, Paulinho Ciborg, Zé

Antonio Pecin, Camilinho Dinucci,

Paulo Afonso, Felipe Giansante,

Adilson Mascia, Nivaldo Papini, Elias

Abi Rached e Zinho Cefaly desfilando

motos e carrões na fonte luminosa.

De repente, num passe de mágica,

uma motocicleta carenada, com funil,

plotada com as marcas da Escuderia

“Os preocupados” e “Pistões Rocatti”,

acelera uma marcha longa, some e

se perde no infinito levando mais um

ano, como tantos que já se passaram

e continuam com o mesmo frescor.

Feliz Natal.

Velhos Tempos, Belos Dias.

65|


que ela pode oferecer: a manipulação

cognitiva e a dos afetos.

EDUCAÇÃO

Para onde vai nossa tão querida

língua portuguesa?

Especialista revela quais são

os pontos fracos e fortes da

nossa língua nativa e seus

segredos tão bem guardados

Terezinha de Jesus Bellote Chaman

é doutora em Serviço Social pela

UNESP de Franca, mestre em comunicação

social pela UNESP Bauru,

professora de língua portuguesa com

especialização em linguística de texto

pela UNESP Araraquara, pesquisadora

do GEPEFA – Grupo de Estudos e

Pesquisas sobre Famílias – na UNESP

de Franca, além de ser escritora de

várias publicações em jornais de todo

o Brasil e revistas técnicas na área de

ciências humanas.

Produziu por 19 anos o quadro

“Teste o seu Português” nos programas

Mestre-Cuca e posteriormente

Delícias do Chef, veiculados pelas

emissoras Rede Mulher de Televisão,

Record News, CNT e TV Gazeta.

Gostaríamos de saber da professora

doutora como utilizamos a língua

portuguesa atualmente, por que ela é

tão julgada e qual é a importância do

português correto para a interpretação

do mundo como indivíduos. Acompanhe

a seguir.

RCI - Sabemos que fora do círculo

acadêmico, há pouca explanação a

respeito da Língua Portuguesa. Parece

haver um desinteresse generalizado

da população pela própria língua

nativa. Como a senhora enxerga essa

situação? É uma questão cultural?

Quais seriam os principais motivos?

Terezinha – O que especifica o

ser humano, senão a palavra? A informação

e a expressão constituem

dois registros comuns ao homem e ao

animal. Entretanto, ao homem cabe a

capacidade de revelar um ponto de

vista, de intervir no mundo em que

vive. O homem é um ser da palavra.

Interagimos por meio da linguagem.

E para que alcancemos nossos objetivos,

através dos atos de fala, necessário

se faz que se considere a intenção

do falante e a recepção do interlocutor.

Na interlocução é que se constitui o

sentido. Como falantes nativos da Língua

Portuguesa, possivelmente, já nos

sintamos satisfeitos ao nos fazermos

entender... ou não, já que inferências

podem surgir, na interação verbal. Ao

longo de minha caminhada, do aprender

a aprender, do refletir, do saber

pensar, tenho encontrado alunos, pais

de alunos, ex-alunos, preocupados,

sim, com a questão da especificidade

do humano: a palavra e os perigos

RCI - Na área acadêmica, quais

são os assuntos em foco? Quais temas

têm sido as maiores preocupações e/

ou discussões atualmente?

Terezinha - Na área acadêmica em

que atuo, Grupo de Estudos e Pesquisas

sobre Famílias, entendemos,

dando voz a José Filho (2002, p. 95):

“[...] o grande desafio presente no

mundo de hoje, de cujo enfrentamento

a família deve participar, refere-se

à formação de pessoas que possam

influir em transformações radicais

para uma sociedade justa, solidária e

ética.” Nesse sentido, atuando desde

2002, GEPEFA promoveu o I e o II (em

conjunto com a Unidade Auxiliar Centro

Jurídico Social da FCHS – UNESP)

Encontro de pesquisadores sobre

Famílias “Prof. Dr. Pe. Mário José Filho”;

organizou dois anais, frutos dos

eventos, e um livro com os melhores

artigos apresentados no último evento;

forma pesquisadores e estudiosos

sobre a temática. Particularmente,

seduz-me o estudo da mídia televisiva,

sua influência sobre a consciência

familiar; seduz-me a força e o poder

da palavra x imagem. Como defendido

em A ideologia da mídia televisiva

na formação da consciência familiar

(2014, p. 158): [...] a relação de confiança

entre aquele que quer fazer crer

e o outro que deve crer é o “[...] pressuposto

que sustenta os mecanismos

de poder.“ No ir e vir da comunicação,

“[...] a palavra representa os embates

sociais.” (TEIXEIRA, 1996, p. 95). De

mãos dadas, seguem, no cotidiano da

vida, persuasão e ação interpretativa,

seja através do entretenimento ou dos

fragmentos de informação da mídia televisiva,

em que prevalecem o estilo do

enunciador, seu tom, seu perfil, suas

astúcias linguísticas, o cumprimento

do agenda setting...

Ressalto, no campo linguístico,

as lúcidas obras de Maria Helena

de Moura Neves, professora emérita

pela Universidade Estadual Paulista

“Júlio de Mesquita Filho” – UNESP.

Coordenadora do Grupo de Pesqui-

|66


Professora Dra. Terezinha Bellote Chaman

sa Gramática de usos do português

do CNPq. Pesquisa particularmente

a teoria funcionalista da linguagem,

as relações entre texto e gramática

e a história da gramática. E Neves

ensina-nos (2003, p. 14-15): “Não

se nega, absolutamente, o valor da

norma-padrão e a necessidade de

sua divulgação. Pelo contrário... é

exatamente o conhecimento das regras

confrontadas com

a situação real de uso,

que permitira que o

usuário faça suas escolhas

para melhor desempenho

linguístico,

o qual, se tem de ser

eficiente, então tem também de ser

socialmente adequado. O que ocorre

é que uma proposição de ‘certo’ e de

‘errado’, decida por palavra de autoridade

e perpetuada por inércia, alijada

de uma reflexão que tenha base na

própria linguagem, não pode ser aceita

como determinadora das decisões

de uso.

RCI - Como está o mercado de

trabalho para quem deseja atuar na

área? Há defasagem ou excesso de

profissionais? Existem ainda boas

oportunidades, elas se reduziram e/

ou se modificaram? Qual o campo/

área que absorve mais profissionais

na atualidade?

Terezinha – Comecei a lecionar

antes de 18 anos de idade. Nunca

faltaram oportunidades. Entendo o

professor como aquele que rejeita

a reprodução e busca humanizar a

inovação, numa “conquista árdua e

nunca terminada.” É claro que não

há, na caminhada apenas luzes, mas

“É claro que não há, na

caminhada apenas luzes,

mas também sombras e

muitos desafios. É preciso

amar o que se faz e por

que se faz”.

também sombras e muitos desafios.

É preciso amar o que se faz e por que

se faz.

RCI - O professor de português é

muito requisitado? Ou um profissional

que passa despercebido? Quando solicitado,

qual área (humanas, exatas,

biológicas) mais o procura? Como é a

interação com as outras áreas?

P. T. – Bosi (1985, p. 13) traz-nos:

“A arte é um fazer. A arte é um conjunto

de atos pelos quais se muda a

forma, se transforma a matéria oferecida

pela natureza e pela cultura. Nesse

sentido, qualquer atividade humana,

desde que conduzida regularmente a

um fim, pode chamar-se artística”.

A intencionalidade e a consciência

com que Jurandir G. Ferreira ministrava

suas aulas de Português, aluna

que fui por quatro

anos, fê-lo mítico, nunca

despercebido, um

artista da palavra e do

relacionamento humano.

Creio que o amor à

Língua Portuguesa nasceu

ali, ainda garota, naquelas aulas

tão cheias de sabor! Na UNESP – Araraquara/SP,

a opção por Português/

Grego, permitiu-me ser aluna, em Língua

Grega, de Neves, por quatro anos.

Foi um tempo de muito colher conhecimentos,

muito importantes para a

Língua Portuguesa. O trabalho que

realizo em argumentação, com vestibulandos,

advogados, empresários, é

a menina dos meus olhos. A oratória

também é um ponto alto. Revisão de

textos, em diversas áreas, também

é um trabalho fascinante. Famílias

e Direitos na Contemporaneidade é

obra que traz nossa revisão linguística,

com olhares de profissionais de

diferentes formações.

RCI. - Atualmente, quais os maiores

problemas enfrentados no ensino

da língua?

Terezinha – Penso que o ponto

crucial da questão seja o do pensar, o

do saber pensar, o da gestação da autonomia,

conforme nos ensina Demo

(2002). Para tornar-se autônomo,

todo estudante precisa de ajuda. E, a

ajuda vem do facilitador, do professor.

É preciso que se queira, de ambas as

partes, para que os frutos apareçam.

RCI - Acredita que a mídia ajuda a

difundir o português? O que pensa a

respeito da atuação da imprensa na

questão da linguagem?

Terezinha – A mídia é um notável

meio de difusão, desde que privilegie

também a reflexão, quanto à criação

e recepção de textos, desde que dê

espaço ao debate, à argumentação.

Conforme nos elucida Breton (1999):

“Acaso não é na aprendizagem da troca

da palavra que aprendemos a ser

cidadãos?”

RCI - Sobre o preconceito linguístico,

sabemos que é um tema espinhoso

e que há várias vertentes de

pensamento entre os estudiosos...

Entretanto, é algo muito presente no

país. Hoje vemos muitas pessoas, inclusive

famosas e influentes, que falam

e escrevem de forma errada em

relação às normas estabelecidas. O

que pensa a respeito? Como o profissional

da área enxerga essa situação?

Terezinha – Bechara (2009,

p.52), em sua Moderna Gramática

Portuguesa, pontua: “A gramática

normativa recomenda como se deve

falar e escrever, segundo o uso e a

autoridade dos escritores corretos e

dos gramáticos e dicionaristas esclarecidos”.

Ainda, trazendo Bechara (à

p. 56): “[...] a sociolinguística é o estudo

da variedade e da variação da linguagem,

em relação com a estrutura

social das comunidades”. Conforme

nos lembra Savioli, em seu prefácio

ao Guia de uso do Português: confrontando

regras e usos (NEVES, 2003,

p. 11), o poeta Horácio, em sua Arte

Poética, preceitua: “[...] o uso é o mestre

absoluto da língua”. Fica, assim,

ao falante a decisão, entre utilizar o

que diz a tradição e o que é corrente,

entre o que é mais adequado ou mais

usual.

67|


Primeira formação d’Os Bruxos em 1969: Irão, Léio, Celso, Ciro e Mazzei. Na verdade, Léio (Marco

Aurélio Paschoal) substituiu Melão que chegou tarde para a fotografia

Nos anos 60 Os Bruxos cantavam e

encantavam as meninas da cidade

Há exatos 50 anos nas ruas, escolas, clubes e poucas lanchonetes na

cidade, alguns jovens mergulhados em sonhos se imaginavam nos

coloridos palcos da vida, sucesso e fama. Pelo menos cinco deles se

tornaram “Os Falcões” e logo em seguida Os Bruxos.

Série

Bandas e

Grupos Musicais

da Cidade

Texto

Juraci Brandão

de Paula

Já era noite quando um jovem de

17 anos no final de 1969, saiu de sua

casa na Avenida Barroso, 65, para

levar a namorada Olivia, hoje sua

esposa, para sua casa nas proximidades

do Melusa Clube. Caminharam

uma quadra pela Av. Barroso, subiram

a Rua Zero e já na metade da quadra,

num dos pontos de pouca luminosidade

sob as árvores da rua, parou ao

lado do casal uma Kombi velha, de

onde desceram “uns caras esquisitos”

e aos dois se dirigiram. O jovem

Escovão (apelido dado pelo amigo e

guitarrista Aníbal Romano), julgando

se tratar de um assalto, ouviu de um

deles: ”Você que é o Celso?” Pronto,

estamos ferrados... e agora? Mesmo

com receio, respondeu que sim e para

sua surpresa e maior tranquilidade,

os “caras esquisitos” começaram a

falar de música.

“Olha cara, temos um conjunto e

queremos saber se você quer tocar

com a gente”. Então as coisas melhoraram

muito. A Olívia seguiu sozinha

para a sua casa e o Escovão foi levado

para a casa do Pedro Caldeira, no São

José, dono do conjunto que ensaiava

em dois quartinhos nos fundos do

Pedro Caldeira,

dono d’Os

Bruxos

|68


terreno da casa e onde ficava toda

a aparelhagem e instrumentos.

Passado o susto do Celsinho Escovão,

na mesma hora já fizeram um teste.

“Você toca Os Milionários?” Tocou.

“Agora faça o solo dessa música”...

Afinal foi aprovado e então ficou

sabendo do que se tratava. Era um

grupo chamado “Os Falcões” que passava

por problemas e estava quase

parando.

O COMEÇO DE TUDO

Marcado o primeiro ensaio,

Celsinho conheceu o Mazzei, organista

(nome que se dava ao atual

tecladista) e também um molequinho

de calça curta que estava sentado ao

lado. No ensaio o molequinho sentou

à bateria e fez o diabo. Tocava muito

bem. Era o Melão, irmão do Pedro

Caldeira. Dias depois resolveram

mudar o nome do conjunto. Celso

comentando os últimos acontecimentos

e as suas dúvidas com os colegas

do IEBA (Instituto de Educação Bento

de Abreu) onde estudavam, foi incentivado

por eles a entrar no grupo e

ainda por sugestão de um deles, o

Reginaldo, logo apoiado pelos outros

colegas, surgiu o nome: Os Bruxos.

Celso levou a sugestão para o Irão

e aos demais músicos, que concordaram

com o novo nome. Então a

primeira formação do grupo ficou:

Celso Estevam – guitarra solo; Antônio

Carlos Caldeira da Silva (Melão) –

bateria; Welington Cyro de Almeida

Leite – guitarra base; João Carlos

Mazzei – órgão; Iris Zacharias Antônio

(Irão) – baixo. Nascia Os Bruxos, no

final de 1969.

Em seguida, com a saída do Cyro,

o Irão assumiu a guitarra base e o

Serginho (Sergio Sanches) foi convidado

e passou a ser o baixista. Essa

formação permaneceu até 1973.

Entretanto, o grupo com essa formação

ficou muito pauleira. Tocava

muito rock pesado e muito alto, e

com isso perdia bailes importantes,

principalmente bailes de formatura

e aniversário de cidades.

Como pretendiam mudar de estilo

e passar a ser um conjunto para bailes,

com a saída do Mazzei o seu

substituto foi o organista Francisco

Carlos Vicente (Chiquinho). O mesmo

ocorrendo com o Serginho, o Roberto

Múcio assumiu o baixo. No final de

1974 a Martinha passou a integrar o

grupo. Pouco depois o “Carrapicho”,

excelente músico vindo da cidade de

Franca e conhecido pelos músicos da

capital, também passou a integrar o

grupo, fazendo sax-alto e flauta. Com

essa formação o grupo conseguiu

grande destaque, tendo inclusive se

apresentado duas vezes no Programa

Almoço Com As Estrelas, de Ayrton

Rodrigues, na TV Tupi.

CHEGADA DE MARTINHA

Três momentos

importantes na vida de

cada Bruxo: início do

conjunto, apresentação

no programa de Ayrton

Rodrigues (Almoço com

as Estrelas) e na foto

abaixo o caminhãobaú

para transportar os

equipamentos e a veraneio

que levava os músicos

Uma passagem muito interessante

se deu quando do ingresso da

Martinha. O Marcos Volpe em 1974

tocava na Banda Impacto que também

era uma das bandas do Pedro

Caldeira. Estava ele tocando numa

festa na quadra da Filosofia (ao lado

do Teatro Wallace Leal Valentim

Rodrigues, na esquina da Rua São

Bento com Avenida Espanha), e acompanhou

ao violão uma moreninha

toda sorridente que se apresentou

com o nome de Martinha e cantou

Marina, de Dorival Caymi. Martinha

não só confirma o fato como acrescenta

que também cantou “Preciso

aprender a ser só”, composição dos

irmãos Marcos Valle e Paulo Sergio

Valle, imortalizada na interpretação

de Elis Regina.

Uma das

formações

históricas

69|


Noel, Pavan, Mineiro, Melão, Martinha

e Marcos

Surpreso e apaixonado pela voz

da garota, logo Marcão a convidou

para cantar na banda que tocava.

Martinha ficou de dar uma resposta

na semana seguinte. Isto ocorreu

num sábado. Todas as segundas-feiras

as bandas do Pedro Caldeira se

reuniam no seu escritório que ficava

na Rua Voluntários da Pátria, esquina

com a 15 de Novembro, em frente do

Jardim Público, para conversar sobre

os trabalhos do final de semana.

“A partir de 1975, o grupo entrou numa

fase de constantes substituições de

músicos. Passou a contar com o Luiz Pavan

na guitarra, Flavio Gattas no teclado,

substituído pelo Marcos Volpe em 1976”.

Volpe com sua língua solta e

nenhuma malícia, falou sobre o

evento que tocara no sábado e da

cantora que conhecera. Isto causou

a curiosidade do Francisco que era o

organista dos Bruxos e que passou a

interrogá-lo. Final da estória? A banda

que Volpe tocava, acostumada a tocar

para outros dançarem, desta vez acabou

dançando. Como entre as bandas

do Caldeira Os Bruxos era a principal

e a Impacto na qual o Volpe tocava

era apenas a terceira na ordem de

prioridades, a Martinha acabou indo

mesmo para a banda principal. Os

músicos foram até sua casa à Rua

Pedro Aranha do Amaral, 1.100, no

bairro do Carmo, convidá-la e falar

com o “seu” Belmiro e “dona’ Jandira

para pedir-lhes autorização.

Maria Martinha Coelho Lopes,

ingressou nos Bruxos no final de 1974

com apenas 17 anos, precisando até

mesmo de autorização judicial para

viajar com o grupo para várias cidades

dos estados de Goiás, Minas

Gerais, Mato Grosso e São Paulo,

abrilhantando bailes de debutantes,

formaturas, dia das mães, aniversários

de cidades e clubes.

Nos conta rindo muito, que no

seu primeiro baile fora do Estado de

São Paulo, teve que atravessar a pé

a ponte sobre o Rio Grande que liga

o nosso Estado ao de Minas Gerais.

Uma paisagem inesquecível.

Essa foi a travessura que teve

que fazer como trote de ingresso ao

grupo. Para Martinha, Os Bruxos foi a

oportunidade que teve para aprender

muito e se esmerar profissionalmente,

desfrutando da companhia de

bons músicos que se tornaram seus

grandes amigos e protetores. Afirma

ainda que “trabalhar com eles foi uma

doce experiência e sonho realizado”.

Martinha ficou no grupo até 1981

quando se casou com o guitarrista

Júlio Lopes Júnior e foi morar em

Ribeirão Preto, onde permanece até

hoje.

A partir de 1975, o grupo entrou

numa fase de constantes substituições

de músicos. Passou a contar

com o Luiz Pavan na guitarra, Flavio

Gattas no teclado, substituído pelo

Marcos Volpe em 1976. Já no final

desse mesmo ano, outras alterações,

agora com Marcos Volpe no baixo e

voz; Antônio Fernandes das Graças

(Mineiro, integrante do famoso grupo

Francisco, Iran,

Celso, Martinha,

Melão e Múcio

de baile New Boys, de Ribeirão Preto)

nos teclados e vocal; foi incluído o

excelente pistonista e vocalista Noel

Leite da Costa; Melão na bateria e a

Martinha vocalista. Em 1977 novas

mudanças. Desta feita veio o Luís

Carlos Correia da Silva (Carlinhos,

baixista do The Jungles, The Modern

Sound Six e Demônios da Garoa) para

o baixo e o Volpe passou a vocalista

junto com a Martinha. Nessa formação

o grupo decolou com grande

qualidade musical e talvez tenha sido

a formação mais famosa dos Bruxos.

Em 1980 e 1981 novamente

mudanças com a participação de

músicos como Wilson Levy (baixo),

Roberto Mucio (teclado), Florisval

Rodrigues Júnior (Juninho, vocal),

Valter Gagliardi Júnior (Ninho, saxtenor)

e Flávio Gattas (teclado) até

que em 1984 houve uma redução

para apenas quatro músicos

(Carlinhos, Pavan, Marcos e Melão) e

uma troca de estilo com um som mais

pesado direcionado para o público

jovem. Em 1986 Marcos Volpe deixa

o grupo para montar a sua própria

banda, a Falso Brilhante.

Os Bruxos ainda tiveram uma

última formação mas tocando esporadicamente

com Javert Joaquim de

Almeida, teclado; Luís Antonio Pavan,

baixo; José Roberto Malavolta, guitarra;

Antonio Carlos Caldeira da Silva

(Melão), bateria e Denilson Marques,

vocal. Porém, as coisas já não eram

as mesmas e os tempos de glória já

haviam passado.

O seu último baile foi em 1995

|70


no Palmeirinha Esporte Clube, na Av.

João Baptista de Oliveira, 333 - Vila

Xavier. Esta decisão tomada pelo

Melão, já cansado da correria como

líder de grupo durante tantos anos,

foi contestada pelo amigo e ex integrante

da banda Celsinho, que estava

no baile. Mas não teve jeito. A decisão

estava tomada. E por uma ironia do

destino, Celso Estevam que teve a

sua vida ligada aos Bruxos desde o

seu início, também presenciou seu

derradeiro baile, vinte e cinco anos

após ter deixado a banda para seguir

novos caminhos.

PEDRO CALDEIRA

Pedro Caldeira da Silva, funcionário

do D. E. R. – Departamento

de Estrada de Rodagem do Estado

de São Paulo, decidiu montar um

grupo musical. Comprou os instrumentos,

aparelhagem, microfones

e o grupo passou a ensaiar em dois

quartinhos nos fundos da sua casa

na Av. Bernardino Arantes de Almeida

(Av. 29), nº 280, esquina com a Rua

Imaculada Conceição (Rua 12),

Jardim Ártico, no Bairro de São José.

Era “Os Falcões” que depois se transformou

no grupo “Os Bruxos”.

Em pouco tempo Caldeira já possuía

mais três grupos: “Grupo 5”,

“Impacto” e “Brazilian Sound”, além

dos Bruxos. A decisão de montar os

grupos deu tão certo que Caldeira

pediu demissão do D.E.R e passou

a se dedicar inteiramente à sua nova

atividade.

Montou a Promoções Artísticas

Caldeira da Silva com telefone

2-2500 em Araraquara e passou a

representar também outras bandas

de várias cidades, além de inúmeros

cantores famosos. Grande vendedor

que era, vendia as suas bandas e as

que representava em todo o Estado

de São Paulo, Minas Gerais, Mato

Grosso e Goiás. Sua vida passou a

ser nas estradas.

Os negócios deram tão certo que

Caldeira se tornou um grande empresário

artístico, reconhecido e muito

solicitado. Conseguiu a sua independência

financeira e comprou até uma

fazenda no município de Poxoréo,

Estado de Mato Grosso.

Foi um exemplo de empreendedorismo

e luta. Faleceu em nossa

cidade no dia 14 de setembro de

2016, com 73 anos, deixando um

importante legado para a história

musical da cidade.

Interessante é que o tempo conseguiu

não apenas unir ‘antigas

crianças’ mas dar a elas respeito e

admiração, convivência com uma

cidade em efervência nos anos 60.

Hoje, alguns ainda se juntam, revivendo

gostosamente as emoções de

uma época que não voltará jamais.

Carlinhos, um dos principais integrantes

do conjunto The Jungles

Marcos Volpe ainda na ativa com a banda

Falso Brilhante

Noel Leite da Costa

Javert Joaquim de Almeida

Luizinho Pavan

e Gattas

Autocaricatura feita

pelo Celso em 1970

71|


Lançamento literário

VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Ignácio de Loyola Brandão esteve

na terrinha para lançar seu novo livro

intitulado: Desta terra nada vai sobrar, a

não ser o vento que sopra sobre ela. A noite

de autógrafos ocorreu no Espaço União

Livraria & Café no Shopping Jaraguá. O

escritor araraquarense recebeu amigos,

familiares e autoridades para comemorar

o lançamento. Segundo Ignácio, sua obra

foi feita com muita liberdade, uma profunda

ironia, é uma metáfora, uma sátira e parte

de uma história de amor dentro de um

universo distópico e selvagem, para discutir

questões políticas atuais. Ignácio é fonte

inesgotável de inspiração, querido por

todos, a noite foi agradabilíssima! Sorte de

quem desfruta do seu convívio, sabedoria

e generosidade.

Crescendo de Bem

Loyola e Ivo Dall’Acqua Júnior

Cris Campos Mello e

Leonardo Mello

Márcia Gullo, Ignácio de Loyola

Brandão, Edinho Silva

e Cibele Mazzei

O escritor e Marina Amaral

Clube Araraquarense

Andressa de Lima é

uma das integrantes do grupo

Super Mulheres Empreendedoras

de Araraquara. Sua marca é a

Crescendo de bem, que produz

roupas para crianças e bebês de

uma forma justa, ética e ecológica,

utilizando tecidos de descarte de

confecções. Acompanhe pelas redes

sociais: @crescendodebem

Foto: Marcela Campos

|72


A mais alta tecnologia em Ortodontia

Precisão, um fator primordial para evolução do tratamento

ortodôntico. Pequenas variações na colocação inicial dos

bráquetes exigem diversas correções de posicionamento ao

longo do tratamento tornando-o mais lento. Com o Everest

Guide System, os bráquetes são posicionados através de um

avançado software que realiza a simulação do seu tratamento

e define de forma precisa, o local ideal dos bráquetes em cada

dente.

Após o planejamento, uma guia com os bráquetes na

posição ideal é produzida em laboratório e enviada para clínica

realizar a sua instalação. Everest Guide System, a evolução da

ortodontia! Um tratamento 100% customizado para você.

Benefícios reais para os pacientes:

Rapidez

Tratamentos em média 25% mais rápidos se comparados ao

sistema de colagem de bráquetes tradicional.

Conforto

Utilização de tubos colados sem a necessidade de banda

metálica, maior conforto durante o tratamento.

Simulação

É possível ver o resultado final do tratamento através de

simulações computadorizadas.

Qualidade

Utilização de uma linha completa de bráquetes de alta

qualidade desenvolvida pela 3M.

Linha de produtos exclusiva Odontoclinic

73|


Super

MULHERES

EMPREENDEDORAS

DE ARARAQUARA

O empreendedorismo feminino

está cada vez mais em evidência e

mulheres de sucesso se destacam

em variadas áreas. O grupo Super

Mulheres Empreendedoras de

Araraquara é um exemplo.

Conheça a página no Facebook

/supermulheresempreendedoras

Lê Bernardes é proprietária da

Facilita-Passaderia Rôpa na caixa e

Limpeza. A empresa oferece roupa

passada e faxina convencional e pósobra

delivery. Você escolhe o tamanho

da caixa, coloca suas roupas lavadas

e dobradas e recebe passadinha.

FacilitaPassaderiaeFaxina

Flávia Liliane de Souza

é psicoterapeuta cognitiva e

comportamental com especialização

MBA gestão de pessoas. Faz avaliações

psicológicas, trabalha com o método

ABA e é proprietária da Cerato

Psicologia. @ceratopsicologia1

Quele Quadrado é consultora

independente Herbalife. O foco do seu

trabalho é oferecer melhores produtos

para o controle de peso e uma ótima

oportunidade de negócio.

/evsquelejunior

@evsqueleejunior

Andrea Martins é proprietária da

Ella”s Moda íntima. A loja está com

muitas novidades em lingeries para

presentes, e as últimas tendências

para comemorar as festas de fim de

ano. Já escolheu sua cor favorita para

brindar 2019?

/Ellas-Moda-Intima

@ellasmodaintimaararaquara

Maria Rita Albachiare é psicóloga

clínica e coach de emagrecimento.

Realiza avaliações psicológicas e

trabalha com uma fórmula definitiva

de emagrecimento sem dieta.

@mariarita_psico

A Chef Aline Carrascosa

comemorou no dia 19 de novembro,

sete anos do Antonella Emporium. E

falando em festas, o restaurante já

está recebendo encomendas para a

ceia de Natal. /antonellaemporium

A Vanessa Rannucolli da Silva é

proprietária da Louise Boutique,

especializada no vestuário feminino.

Comercializa várias marcas, modelos,

acessórios e opções para presentear e

festejar o Natal e o Réveillon.

/louiseboutique929

@louise.boutique

Foto: arquivo pessoal

|74


75|


VITRINE

VITRINE

DA REDAÇÃO

JOÃO CARLOS

“Natal no Circo do Papai Noel”, é

o tema que o Shopping Jaraguá

apresenta para agradar a

criançada em 2019. Muito bom

gosto num cenário espetacular.

Pedro Tedde, da

Imobiliária Tedde e

Tedde Work, sendo

homenageado com

o recebimento

do Prêmio Pid.

Além de influente

na vida política

da cidade, Pedro

é um dos nomes

mais respeitados

no cenário

empresarial.

Cumprimentamos o doutor

Tiago Romano que acaba de

se tornar presidente da OAB

em Araraquara com 60% dos

votos nas eleições ocorridas

no final de novembro. Tiago

Romano vai substituir José

Milani da Veiga. Parabéns.

ANIVERSÁRIOS

Dezembro|2018

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA

NOME

EMPRESA

01/12

02/12

04/12

04/12

05/12

06/12

06/12

07/12

08/12

09/12

09/12

11/12

11/12

13/12

14/12

15/12

16/12

17/12

17/12

17/12

Máximo Delbon Júnior

Marcelo Frank Martins

Anna Carolina Jacon

Marcelo Deliza

Rejane Santos de Santana

Antonio Carlos Bonani Alves

José Renato Garcez

Waldemar Fernandes Dias

Willian Dinis

João Franco Filho - Dr.

Tiele Tiago

Pedro Lapena

Sônia Oliveira Camargo Vitro

Joaquim Luis Moraes

Flávio de Almeida Pereira

Antonio Celso Mariano

Márcia Aparecida Falavinha

Elcio Regolão

Marco Mattoso Mendonça

Vicente Inácio

Bazar Sensação

Frank Serviços Contábeis

AJ Citrus

Casa Deliza

Sempre Viva Presentes e Dec

Font Imóveis

Castelinho Mat. p/ Construção

Esc. Excelsior de Contabilidade

Future

Pres. Uniodonto Araraquara

Ótica Thiago

Supermercado 14

Esc. Contex de Contabilidade

Moraes Serviços Contábeis

Tentação Presentes e Conf.

Welckman Tintas

Auto Posto 16

Móveis Estrela

Mendonça Imóveis

Esc. Brasiliense de Contabilidade

18/12

18/12

18/12

18/12

19/12

21/12

21/12

23/12

23/12

23/12

25/12

27/12

28/12

29/12

30/12

31/12

31/12

31/12

Eliana Ventura da Silva

José Roberto de Castro

Nágila Barbosa Levada

Renan Francisco Ferreira Me

Neovaldo de Moraes

Benedito Salvador Carlos

Jose Augusto Silva

Fabiana de Fátima G. Lazaro

José Olímpio Alvarenga

José Roberto da Silva Souza

Catarina Silva de Oliveira

Josiane Daline Alves Adão

Flávio de Oliveira A. Júnior

João Marcio da Silva Ferreira

Carlos R. de Mendonça Segura

Eder Júnior Martins

Manuel Joaquim A. Tomé

Silvia Regina Domingues Dias

Shoemix Calcados

Escritório Castro de Contabilidade

P@pelaria.com

Envista Sistema de Ensino

Blocos Belfort

Gráfica Benê

Graciano R. Affonso

Power Escapamentos

Intershop

Dapec Distribuidora

A Boa Compra

Varanda Móveis Rusticos

Techs Net

Auto Vidros Corujão

S&A Colchões

Carmezin

Jô Calçados

Drogaria Saúde

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Caio e Carlos Barros,

proprietários da Coalhauto, e

Ailton Souza, colaborador da

família há 4 anos

COMEMORAÇÃO

Coalhauto: há 40 anos fazendo

bons negócios na cidade

Oportunidade de oferecer

a melhor compra para os

apaixonados por carros

surgiu em 1978 e segue com

força até os dias atuais

Carlos Eustáquio Barros, fundador

da loja de automóveis Coalhauto, iniciou

seu negócio em 1978 na Rua Benedito

Flório, na Vila Xavier. O primeiro

cliente, segundo Barros, foi o Sr. Bruno

da Usina Zanin, que adquiriu com ele

12 automóveis da marca Fiat.

“Na primeira negociação que

fiz, senti que poderia ajudar mais

pessoas a realizarem seus sonhos”,

relembrou Barros.

Ao longo dos anos, Carlos fez de

clientes, grandes amigos que carrega

para a vida. “Hoje eu entro na casa de

qualquer amigo pela porta da cozinha,

porque realmente cultivo meus relacionamentos,

eu gosto dessa parte do

trabalho”.

Atualmente ele divide a sociedade

da empresa com o filho Caio Barros,

mas não deixa o comando da loja.

“Isso aqui é minha vida. É verdade

que agora estou na fase de aproveitar

mais os frutos, mas só vou deixar de

trabalhar quando não puder mais”.

DIFERENCIAIS

Carlos possui um sistema diferente

de trabalho com os veículos que

comercializa. Cerca de 90% da frota é

consignado, ou seja, os proprietários

deixam os automóveis em seu pátio.

“Para o dono, essa venda é mais lucrativa

do que oferecer o carro como

entrada em outro veículo, por exemplo,

pois aqui conseguimos vender diretamente

para outra pessoa. É mais

lucrativo para os clientes”.

Outro destaque é a venda de veículos

zero quilômetro, muitas vezes mais

barato do que a própria concessionária.

“Toda loja de veículos - as concessionárias

- possuem um tempo

fixo para realizar a venda do

automóvel, e quando esses

Veículos de procedência

garantida para o cliente, com

o melhor custo benefício

dias vão se esgotando, conseguimos

negociar um valor melhor para o cliente

final”, informa.

Além disso, a Coalhauto oferece

uma consultoria para seus clientes

que buscam um carro conservado e

de procedência garantida.

“As pessoas chegam com uma ideia

de comprar um carro zero km, mas às

vezes não têm condição de pagar e se

tiver, vai perder uma quantia enorme

de dinheiro em juros para o banco. Assim,

nós oferecemos alternativas para

poupar e deixar o desejo para o futuro

de forma planejada”.

(16) 3336-2323

(16) 99715-3996

www.coalhautoveiculos.com.br

Av. Rodrigo Fernando Grillo, 515

Jd. Manacás (em frente ao Shopping Jaraguá)

/coalhautoveiculos

Automóveis 0km, semi-novos com

garantia e carros clássicos para os

colecionadores

77|


Ciência e fé no Natal

A Bíblia é uma coleção de antigos

textos da religião cristã que influenciou

a civilização ocidental nestes

mais de 2000 anos. Elaborada por

vários autores, está sujeita a inúmeras

interpretações. Segundo o Livro

de Mateus, no dia 25 de dezembro

comemora-se o nascimento de Jesus,

chamado Cristo, no tempo de Herodes,

o tetrarca da Galileia. É uma data

aproximada, mais ou menos por volta

do ano 5 ou 4 a. C., o que é dito também

no Evangelho de Lucas.

Coincidência ou não, é a época em

que o Sol atinge o ponto extremo do

equador celeste, o solstício, situado

“no diâmetro da eclíptica perpendicular

à linha dos equinócios”. O Sol, em

seu movimento próprio aparente, corta

o equador celeste, o que corresponde

à igualdade dos dias e das noites.

E é lá no hemisfério norte que marca

a passagem extrema desse astro,

o dia mais curto do ano, o início do

inverno, ao contrário do que se sucede

em nosso hemisfério, o Sul, onde

nessa data aproximadamente começa

o verão, o dia mais longo do ano, com

a duração de 13h35.

Mas Ele foi nascer justamente numa região

desértica, propícia à reflexão, origem das

religiões monoteístas, porque onde não há

chuvas e o céu está sempre limpo, à noite

veem-se as estrelas, o que induz ao mistério.

Luís Carlos

Tudo muito matemático, científico,

mas que os antigos já conheciam

pela observação da natureza, pelos

astros.Uma época toda especial, que

o mundo religioso adaptou para corresponder

às suas necessidades de

crença e de fé do ser humano, o que

não deixa de ser uma prova da aproximação

entre ciência e religião.

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

E foi no Oriente Médio o berço das

três maiores religiões universais, o judaísmo,

o cristianismo e o islamismo.

Dia de festa para o cristianismo, com

o Natal e até o Chanucah, o Festival

das Luzes dos judeus (de 2 a 10 de

dezembro).

De qualquer forma, uma ocasião

alegre, como todo nascimento de

uma criança. Porém, onde estamos,

pelo clima, calor intenso, praias, férias,

ainda muito mais agradável, pelo começo

do verão.

Dizem que é a festa dos presentes

e mais ainda a dos comerciantes, tradição

iniciada pelos três reis Magos,

quando do nascimento de Cristo. Os

religiosos mais ortodoxos criticam

essa euforia consumista, nesse mundo

capitalista, dizendo que o momento

deve ser de paz, o da união entre

os homens e Deus.

Entretanto, há um exagero nisso

tudo. Não há porque separar a alegria

da fé. A crença não deveria ser triste

- pelo menos em nosso hemisfério -

onde, com o verão, celebra-se a vida

e esta não deve ser trágica, muito

embora a religião cristã seja sinônima

de sofrimento, de dor, da crença

num mundo melhor do que este em

que vivemos.

Mas este é o nosso mundo. Pode

até ser ruim algumas vezes, mas ainda

é o melhor deles. Pois é aqui onde

se encontram os breves momentos

de felicidade, o que todos almejam,

apesar das agruras inevitáveis da vida

cotidiana. Se Jesus tivesse nascido nos

trópicos talvez o mundo seria bem diferente,

bem menos trágico.

Mas Ele foi nascer justamente

numa região desértica, propícia à

reflexão, origem das religiões monoteístas,

porque onde não há chuvas

e o céu está sempre limpo, à noite

A Roda do Ano nos

Hemisférios Norte e Sul

A Roda do Ano representa

o ciclo da natureza, do

começo até o fim para então

recomeçar tudo novamente.

É o ciclo natural de todas as

coisas no planeta: natureza

(fauna e flora) e homens

veem-se as estrelas, o que induz ao

mistério. E toda religião é sempre misteriosa.

No frio a luta pela vida é mais acirrada,

mais intensa, não tem a natureza

pródiga dos trópicos, não tem caça,

nem pesca e menos ainda árvores

frutíferas à vontade. Difícil observar

o céu estrelado na floresta fechada.

No Natal dos cristãos antigos, de recolhimento,

de meditação, pelo inverno,

inevitável uma profunda reflexão sobre

os mistérios da vida e da morte,

muito mais da morte do que da vida.

E as famílias recolhidas pelo frio

não tinham alternativa a não ser meditar,

a não ser acreditar em um ser

superior, numa vida futura, a não ser

usufruir o convívio junto à família,

com os entes queridos.

E a comemorar o nascimento da

vida, cujo filho maior para os cristãos

é representado por aquele que se dispôs

a se sacrificar por suas ideias - tal

como o filósofo grego Sócrates - em

favor da humanidade.

Um feliz Natal a todos os amigos,

leitores e leitoras desta coluna.

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