Revista dos Pneus 53

apcomunicacao

EVENTO 16.° Encontro Valorpneu decorreu no Luso

VISITA GUIADA Por dentro da Bandague

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

53

Dezembro 2018

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Bimestral

Entrevista Aldo Machado

Country manager da NEX Tyres Portugal

abordou diversos temas pertinentes

Yokohama

Campanha “Drive for More”

foi um dos pontos altos

da ação realizada em Madrid

Mercedes-Benz

Revisto e melhorado, o C 220d

Coupé é um desportivo com

estatuto que tem tudo no sítio

RENTING DE PNEUS

Realidade

sobre rodas

Gestoras de frotas protagonizam nova forma de consumo no setor


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Editorial

Diretor

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

Editor executivo

Bruno Castanheira

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Redação

Jorge Flores

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A segurança

em primeiro lugar

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mario.carmo@apcomunicacao.com

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e contabilidade

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Bimestral

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no site www.revistadospneus.com

om a chegada do frio e do mau

tempo, as marcas recomendam

que se mudem os pneus “normais”

para pneus de inverno.

Com temperaturas baixas, mesmo

quando não se verifiquem situações de

neve, os pneus “normais” revelam-se menos

eficientes e atingem o seu limite muito rapidamente,

contrariamente à performance dos

pneus de inverno. A adaptação dos pneus

“normais” no inverno é bastante limitada em

condições de frio e de humidade e em estradas

cobertas com neve ou gelo.

Em Portugal, ainda não existe legislação relacionada

com a instalação de pneus de inverno

em veículos, como acontece há muito anos

no norte da Europa, onde os automobilistas

só podem circular se tiverem os seus veículos

equipados com pneus de inverno. Uma rotina

perfeitamente instalada nesses países onde

o inverno é mais rigoroso devido às baixas

temperaturas, que levam à queda de neve

e à formação de gelo na estrada. Há, nestas

situações, uma alteração radical nas condições

de condução. Mas com as condições climatéricas

cada vez mais imprevisíveis, a utilização

de pneus de inverno em Portugal justifica-se

igualmente. Em primeiro lugar, para a segurança

dos passageiros, mas, também, para o

conforto de condução.

Conduzir no inverno pode revelar-se intimidante

e perigoso. Menor aderência significa

maior distância no tempo de travagem, menos

controlo, manuseamento mais difícil e maior

risco de colisão. A solução para ultrapassar

estas dificuldades são os pneus de inverno,

que devem ser utilizados entre outubro e o

início do verão. A utilização de pneus de inverno

entre estes meses pode mesmo reduzir

em 40% o risco de acidentes. Mas a escolha

de pneus de inverno dependerá sempre das

características do veículo, do tipo de estrada

onde se circule e do estilo de condução.

Diversos testes realizados pelos fabricantes,

provaram que a distância de travagem de

pneus “normais” na neve pode ser quase três

vezes maior do que a de pneus de inverno.

Mas, mesmo em condições não tão extremas,

os pneus de inverno oferecem maior

resposta, precisão e controlo do que os pneus

de verão. Para os pneus de inverno, tanto o

composto como o desenho do piso estão

muito melhor adaptados às condições de

inverno, oferecendo uma maior segurança,

aderência e desempenho em neve, gelo e

lama, mas, também, em estradas molhadas e

congeladas. São certificados e homologados

para esse efeito, dispondo no flanco de um

símbolo em forma de guarda-chuva.

Para além das oficinas aconselharem os automobilistas

a substituírem os pneus “normais”

dos seus veículos por pneus de inverno, é,

também, muito importante sensibilizá-los

para os perigos de conduzir à chuva, com neve

ou nevoeiro. Se chover com intensidade e

houver lençóis de água na estrada de alguma

espessura, deve-se reduzir a velocidade. Nas

estradas do interior e de montanha, geralmente

sinuosas, a possibilidade de existir gelo nas

curvas é muito real. Nestas condições, deve

entrar sempre devagar nas curvas e acelerar

do meio para o fim da curva, depois de verificar

que não há gelo. Sendo previsível que

a viagem demore mais de inverno e tenha

mais imprevistos, programe as deslocações

com mais tempo. A pressa é duplamente inimiga

se as condições de aderência da via não

forem as ideais.

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Pirelli Scorpion All Terrain Plus

Picada de escorpião

O Scorpion All Terrain Plus é a nova estrela da Pirelli nas gamas de referência

off-road. Concebido para uma utilização 40% em estrada e 60% fora dela, este pneu

promete deixar marca no segmento 4x4 e pick-up

Por: Jorge Flores

Concebido para modelos 4x4 e pick-

-up, o Scorpion All Terrain Plus é a

nova aposta da Pirelli nas gamas

de referência off-road. O produto

estrela desta edição, já à venda em Portugal

e Espanha, dispõe de um perfil de utilização

40% para asfalto e 60% fora de estrada.

Com visual agressivo, compostos, conceção

de nova tecnologia e marcação 3PMSF, este

pneu assegura máximas durabilidade e tração

nas condições mais exigentes. E promete

deixar a marca da sua picada nos segmentos

procurados pelos amantes do puro todo-o-

-terreno, um campo historicamente ligado

à própria Pirelli.

Neste segmento, a importância do pneu na

obtenção de boas prestações é determinante.

Por estas razões, a elevada tecnologia deriva

da própria investigação e da mesma obtida

no mundo da competição. Recorde-se que

o vínculo mais recente entre a Pirelli e o off-

-road começa nos finais dos anos 80 com o

espetacular Lamborghini LM002. Os pneus

Scorpion específicos contavam com inovadora

carcaça que utilizava Kevlar, entre outros

materiais, e uma construção do tipo Run Flat.

Nos anos posteriores, chegava a primeira referência

especifica para os todo-o-terreno

mais exigentes, Scorpion A/T, lançados em

1996, e a sua sucessora, batizada de Scorpion

ATR, à venda desde 2006 até aos dias de hoje.

TERCEIRA VAGA

O Scorpion All Terrain Plus é o terceiro membro

da saga. O seu desenho é considerado

um composto da nova geração, rico em

sílica e borracha natural. E a sua fórmula

e método foram otimizadas para alcançar

maiores durabilidade e tração, bem como

aumentar a resistência aos furos e garantir

a melhor integridade e segurança do pneu

na utilização fora de estrada. A geometria

e estrutura da carcaça seguem, de resto, os

mesmos métodos. A Pirelli optou por cintas

a zero graus de elevada robustez, proporcionando

à borracha uma grande estabilidade

longitudinal e transversal, além de uma maior

resistência aos impactos. Também foi considerado

a redução da resistência ao rolamento,

este obtido devido a uma ótima distribuição

da zona de contacto com o solo.

RESISTÊNCIA TOTAL

A resistência aos furos e rasgos também

envolve outro elemento fulcral de um pneu

off-road: o flanco. Os engenheiros da Pirelli

desenharam uns ombros dotados de blocos

para aumentar a resistência à fricção contra

pedras e ramos afiados. Além disso, a sua

sequência converge, gradualmente, com

o centro do piso, sendo um forte aliado na

tração e na superação de obstáculos. O Pirelli

Scorpion All Terrain Plus já está à venda com

11 medidas disponíveis, desde jantes de 16”

a 19” e uma largura de secção entre 235 e

275 mm. ♦

04 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


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Equipamento do mês

John Bean V2100

Alinhamentos 3D

A Domingos & Morgado passa a comercializar a

nova coqueluche da John Bean para alinhamentos

3D. O novo equipamento, designado V2100,

promete revolucionar os tempos dos serviços

nas oficinas e nas casas de pneus

Por: Jorge Flores

A

John Bean, líder mundial em alinhamentos

automóvel, através da representante

Domingos & Morgado,

acaba de lançar no mercado a nova

alinhadora 3D. Um equipamento que recorre

a uma nova tecnologia de medição dinâmica

do veículo, de forma a tornar a operação de

alinhamento de viaturas ainda mais célere.

A máquina dá pelo nome de John Bean V2100

e procura dar resposta à necessidade de poupança

de tempo na realização dos serviços,

de forma de maximizar a rentabilidade das

oficinas e casas de pneus. Segundo a Domingos

& Morgado, trata-se de “trilhar um novo

caminho, criando uma máquina verdadeiramente

revolucionária, em que se colocou de

parte as tradicionais câmaras fotográficas de

alta definição (UHR) para recorrer às novas

câmaras de filmar em alta definição (HRD) para

efetuar uma medição dinâmica, em vídeo”,

explica a empresa.

INDEPENDÊNCIA ASSEGURADA

A revolucionária máquina passa, a partir de

agora, a estar disponível no mercado nacional

através da Domingos & Morgado. “Abdicando

completamente da utilização de computadores

de base Windows, deixamos de estar

dependentes das vontades e alterações dos

sistemas implementados pela Microsoft, como

tem sido norma até aqui. Total liberdade de

criação e desenvolvimento, sem sujeições a

softwares pré-formatados por terceiros. Recorrendo

às novas câmaras de filmar em alta

definição (HRD), em vez de aguardar pelo fim

do movimento para efetuar a medição, esta é

feita durante o próprio movimento”, dá conta

a Domingos & Morgado à Revista dos Pneus.

DADOS TÉCNICOS

Software

New Generation Aligner

Sistema Operativo

Linux

Monitor

22” (Wide Range)

Base de Dados

OEM (aprox. 20 anos)

Câmaras

5,1Mp / 60fps

Tecnologia

Vídeo

Garras

AC100

Jantes 13” a 22”

Largura de Via 1,22m a 2,44m

Alimentação

230V/1Ph/60Hz

VANTAGENS DO MÉTODO

As vantagens da V2100 são várias, nomeadamente

em termos de medição dinâmica da

viatura. De que forma? Além de garantir uma

medição muito mais rápida, permite ainda,

recorrendo a elaboradíssimos algoritmos de

cálculo, eliminar erros de leitura causados

por objetos acidentalmente calcados pelas

rodas durante o movimento. Por exemplo,

diminuindo, deste modo, de forma quase

total, a necessidade de repetição dessa

mesma leitura.

Com uma conceção tradicional, com as câmaras

montadas na usual boom de alumínio

anodizado, este equipamento poderá

ser configurado de várias formas. Exemplos?

Fixa, pivotante ou em torre móvel, de forma

a maximizar as opções de funcionamento

para o cliente. “E, já agora, porque não utilizar

o telemóvel como monitor auxiliar, por

exemplo, quando o profissional está a alinhar

um eixo traseiro de um veículo particularmente

difícil? Era ouro sobre azul, não? Pois

não tem nada de mais!”, esclarecem ainda

os responsáveis da Domingos & Morgado,

deixando uma mensagem para o mercado:

“Descarregue a app gratuita “MyAligner” da

SnapOn Equipment, para o seu gadget Android

e caso resolvido! Um monitor auxiliar

de trazer no bolso!”, rematam. ♦

06 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


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Mercado

Curva ascendente

Em outubro de 2018, o mercado de pneus novos de substituição em Portugal,

no segmento Consumer, cresceu 7,9% comparativamente a igual mês de 2017.

Já no acumulado dos 10 meses do ano, verificou-se, também, uma subida: 2%

Por: Bruno Castanheira

Segundo dados do Europool a que

tivemos acesso, em outubro de 2018,

no que ao mercado de pneus novos

de substituição disse respeito, venderam-se,

em Portugal, no segmento Consumer

(ligeiros de passageiros, comerciais ligeiros e

4x4), 252.090 unidades, ou seja, mais 18.451

comparativamente ao período homólogo do

ano passado. O que, na prática, traduziu-se

num crescimento de 7,9%. Quanto ao acumulado

dos 10 meses de 2018, registou-se,

igualmente, uma subida, ainda que menos

acentuada: 2% (2.454.428 unidades contra

2.407.475 transacionadas entre janeiro e

outubro de 2017).

Na divisão por categorias, no 10.° mês de

2018, o mercado nacional “absorveu” 215.309

pneus radiais para veículos de passageiros

(+9,6% do que em outubro de 2017), 23.382

pneus radiais para veículos comerciais ligeiros

(+5,1%) e 13.399 pneus 4x4 (-10,5%). No

acumulado de janeiro a outubro de 2018,

por comparação com igual período do ano

passado, o Europool revela que foram vendidos

no nosso país 2.126.821 pneus radiais

para veículos de passageiros (+4,3%), 194.242

pneus radiais para veículos comerciais ligeiros

(+0,1%) e 133.365 pneus 4x4 (-23,1%).

Analisando os segmentos, em outubro de

2018, a maior fatia pertenceu aos pneus premium,

com 119.324 (+4,1%), seguindo-se os

budget, com 76.898 (+15%), e os mid, com

54.844 (+5,3%). No acumulado de janeiro

a outubro deste ano, os números alteram-

-se para 1.198.145 pneus premium (-3,5%),

708.246 pneus budget (-3,4%) e 534.990

pneus mid (+26,4%) comparativamente a

igual período do ano transato.

Quanto à tipologia, em outubro de 2018,

foram comercializados 63.664 pneus HRD,

ou seja, destinados a jantes de 17” para cima

(+4,8%), 13.399 pneus SUV/4x4 (-10,5%), 8.697

pneus RFT (-23,4%) e 2.850 pneus All Season

(-125,3%). Números que, no acumulado de

janeiro a outubro deste ano, alteram-se para

626.816 pneus HRD (+3,1%), 133.365 pneus

SUV/4x4 (-23,1%), 93.002 pneus RFT (-6,7%) e

14.822 pneus All Season (+7,9%). ♦

08 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Europool

UNIDADES OUTUBRO 2017 OUTUBRO 2018 VARIAÇÃO

Passageiros 196.404 215.309 9,6%

Comerciais 22.257 23.382 5,1%

4x4 14.978 13.399 -10,5%

TOTAL 233.639 252.090 7,9%

All Season 1.265 2.850 125,3%

HRD 60.761 63.664 4,8%

RFT 11.355 8.697 -23,4%

SUV/4x4 14.978 13.399 -10,5%

Budget 66.886 76.898 15%

Mid 52.061 54.844 5,3%

Premium 114.577 119.324 4,1%

12” 42 49 16,7%

13” 10.534 9.343 -11,3%

14” 33.928 33.257 -2%

15” 61.707 74.170 20,2%

16” 66.552 70.583 6,1%

17” 37.425 41.427 10,7%

18” 11.611 15.457 33,1%

19” 8.041 4.826 -40%

20” 3.402 1.482 -56,4%

21” 250 403 61,2%

22” 32 69 115,6%

23” - - -

UNIDADES JAN./OUT. 2017 JAN./OUT. 2018 VARIAÇÃO

Passageiros 2.039.833 2.126.821 4,3%

Comerciais 194.138 194.242 0,1%

4x4 173.504 133.365 -23,1%

Total 2.407.475 2.454.428 2%

All Season 13.743 14.822 7,9%

HRD 608.239 626.816 3,1%

RFT 99.705 93.002 -6,7%

SUV/4x4 173.504 133.365 -23,1%

Budget 733.332 708.246 -3,4%

Mid 423.149 534.990 26,4%

Premium 1.241.714 1.198.145 -3,5%

12” 249 368 47,8%

13” 118.377 95.460 -19,4%

14” 355.495 319.442 -10,1%

15” 670.877 695.043 3,6%

16” 644.958 704.252 9,2%

17” 356.369 386.995 8,6%

18” 139.470 158.222 13,4%

19” 69.588 53.601 -23%

20” 28.221 18.634 -34%

21” 11.684 8.033 -31,2%

22” 2.869 1.331 -53,6%

23” 34 -2 -5,9%

www.revistadospneus.com | 09


Destaque

Realidade sobre rodas

De que modo está o renting a influenciar o consumo de pneus

em Portugal? Será o renting uma nova forma de consumir pneus?

Que consumo de pneus está afeto às gestoras de frotas?

Neste artigo, procuramos responder a estas e outras questões, num

mercado onde os dados escasseiam ou simplesmente não existem

Por: Bruno Castanheira

10 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Renting de pneus

Serão poucos os negócios no setor

automóvel que tenham uma

oferta tão vasta e uma rivalidade

tão grande como o dos pneus. O

comércio destes componentes pretos de

borracha com um buraco no meio está, por

isso, mais democratizado do que nunca. O

que, antes, era um negócio exclusivo das

casas de pneus, hoje, contempla inúmeros

players, como os centros auto, os operadores

de serviços rápidos e as redes oficinais. Para

não falar das plataformas de vendas online

B2C, ainda que estas pouca expressão assumam.

Não admira, pois, que a concorrência

se tenha tornado mais feroz, que as margens

tivessem sido “esmagadas” e que o cliente

passasse a ter à sua disposição uma escolha

mais diversificada.

MERCADO EM MUDANÇA

Se observarmos as tendências do que poderá

vir a ser o mercado automóvel no futuro

(e convém frisar que esse futuro está

a escrever-se hoje), é preciso perceber que,

muito provavelmente, aquele que é, nos dias

que correm, o consumidor de pneus, poderá

vir a ter outro “rosto” dentro de pouco tempo.

Hoje, é, essencialmente, o cliente particular

quem adquire pneus, tal como adquire automóveis.

E se olharmos para a tendência

do setor automóvel, constatamos que o

renting de veículos, que começou por ser

um modelo de negócio direcionado para as

empresas, é, hoje, cada vez mais opção para

o cliente particular. Mediante o pagamento

de uma mensalidade, o cliente (seja ele particular

ou empresa) usufrui da utilização

do automóvel, da manutenção, de seguro,

de cartão de combustível e de pneus. Ou

seja, tem acesso a um conjunto de soluções

que podem ser incluídas no produto final.

O renting, que por acaso também trabalha

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Destaque

Renting de pneus

com automóveis (e, por consequência, com

pneus), é um produto financeiro.

De acordo com a estimativa de produção

acumulada de renting facultada pela ALF (Associação

Portuguesa de Leasing, Factoring e

Renting), em setembro de 2018 foram registadas

27.785 viaturas (22.438 de passageiros

e 5.347 comerciais), o que correspondeu a

um aumento de 16,8% face a setembro de

2017 (23.785 viaturas, das quais 19.224 de

passageiros e 4.561 comerciais). Se olharmos

para o valor (em euros), constatamos que a

subida foi de 20,5%: 544.883 em setembro

de 2018 (467.913 para passageiros e 76.970

para comerciais) face a 452.171 em setembro

de 2017 (383.869 para passageiros e 68.302

para comerciais). Dados sobre o consumo de

pneus que está afeto às gestoras de frotas,

não existem. Ou, pelo menos, não nos foram

facultados pela ALF. Olhando paras as

vendas de automóveis, vemos que o renting

tem ganho expressão. Ou porque as empresas

tiveram necessidade de renovar as suas

frotas ou em virtude do novo método de

homologação de consumos e emissões, que

precipitou a troca de veículos. A tendência

da venda de automóveis nos últimos anos

aponta mais para o crescimento através

deste canal e não tanto para o particular.

No futuro, esteja ele mais ou menos distante,

o consumidor deixará de comprar o automóvel,

ainda que no nosso país o sentimento de

propriedade seja bastante importante, para

passar a usufruir da sua utilização durante o

período de vigência do contrato, podendo

trocar de veículo após o término do mesmo.

NOVA FORMA DE CONSUMO

A tendência do mercado aponta mesmo

para que o cliente particular comece a deixar,

cada vez mais, de escolher o produto no

momento da instalação e de receber aconselhamento

por parte da casa sobre que pneu

deve colocar. E esta é uma realidade incontornável:

as empresas de renting adquirem,

para toda a sua frota, um determinado tipo

de pneu que cumpre todas as características

do que vem montado como equipamento

de origem, podendo decidir, em função daquilo

que venha a desenvolver, um pneu da

marca “X”, “Y” ou “Z”. Ou, porventura, apenas

da marca “X”. E, aqui, estamos a falar de um

diferente tipo de player, que, não sendo novo

no mercado, assume cada vez maior expressão.

Este canal tem vindo a ganhar posição.

De uma forma lógica e natural. Se já assume

maior expressão na venda de automóveis,

automaticamente acontece o mesmo em

relação ao consumo de pneus.

O renting é, cada vez mais, um “cliente” que

está em crescimento no que diz respeito ao

consumo de pneus, tendo ele o poder de

decidir sobre que marca deve ser instalada

em determinada viatura. Quando um veículo

de uma gestora de frotas (serviço de renting)

entra numa oficina para substituir pneus, é

a gestora de frotas que dá a indicação sobre

a marca e o modelo a colocar, com base

nas condições negociais acordadas com as

marcas de pneus. Mas atenção: nem todas

as operações de renting contemplam pneus.

Melhor dizendo: os pneus não estão incluídos

em todos os contratos de renting que

se celebram em Portugal. A escolha é feita

pelo cliente (seja ele particular ou empresa)

em função das suas necessidades e daquilo

que lhe é apresentado. Os pneus podem ser

ilimitados nos contratos de renting, podem

estar contemplados em número específico

de unidades ou até podem pura e simplesmente

não estar incluídos.

12 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


TENDÊNCIA DE FUTURO

No final dos anos 90, deram-se os primeiros

passos no negócio de pneus com as gestoras

de frotas. De então para cá, muita coisa

mudou. Mas será que, no futuro, teremos a

lógica da pirâmide invertida, com as gestoras

de frotas a serem as únicas consumidoras

de pneus? Não se sabe. Certo, é que, hoje,

existem características às quais é preciso

estar-se atento, nomeadamente o tipo de

consumo e de consumidor. Os jovens atuais

com idades compreendidas entre os 16 e

os 18 anos não olham para o automóvel

da mesma forma nem com o mesmo sentimento

de propriedade do que as gerações

mais velhas. Não causaria, por isso, espanto

se os jovens mais urbanos optassem por

plataformas que lhes proporcionassem ir do

ponto “A” ao ponto “B” sem que tivessem de

preocupar-se com estacionamento, seguro,

manutenção e pneus. Se esta tendência se

verificar, não teremos o cliente particular

a ter influência no consumo de pneus de

determinado automóvel, mas uma empresa

que gere a sua frota. Mas atenção: poderá

nem ser este tipo de empresa a preocupar-se

com os pneus, porque, provavelmente, esses

veículos não lhe pertencem. Ou seja, neste

caso, será a empresa de renting a preocupar-

-se com a manutenção do automóvel, onde

se incluem, também, os pneus.

Perante o cenário acima traçado, não será

nem o particular a preocupar-se com os

pneus nem o operador que adquiriu a viatura,

podendo este tê-lo feito a uma empresa

de renting. Portanto, o consumo de pneus

poderá, no futuro, vir a deixar de ter um

“rosto” para tornar-se numa “entidade” que

está por detrás de tudo isto e que irá adquirir

pneus para determinada viatura em função

das negociações feitas a montante relacionadas

com o consumo. Esta poderá ser, em

termos globais, a tendência de futuro em

relação à tipologia de consumo. u

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Evento

Rumo à excelência

A Yokohama reuniu, no Grande Salão do Círculo de Bellas Artes de Madrid,

cerca de 200 parceiros espanhóis e portugueses para celebrar o sucesso

da campanha “Drive for More”, lançada no início de setembro

Por: João Vieira

A

campanha “Drive for More”, divulgada

nos cinco principais mercados

internacionais do fabricante

japonês de pneus - Índia, Malásia,

Vietname, França e Península Ibérica – é o

maior investimento de marketing realizado

pela Yokohama nos seus 100 anos de história.

Didier Drogba, lenda do Chelsea FC e ícone

do futebol a nível mundial, foi escolhido

como o rosto da campanha, participando,

ativamente, numa série de eventos VIP, como

aconteceu no jantar de gala com os clientes

da Yokohama Ibéria, realizado no passado

dia 1 de dezembro, em Madrid. O magnífico

espaço do Grande Salão do Círculo de Bellas

Artes, requintadamente decorado, acolheu,

com pompa e circunstância, os cerca de 200

convidados, que celebraram com os membros

da direção da Yokohama o êxito da campanha

“Drive for More”.

NOTORIEDADE EM CRESCENDO

Takaharu Fushimi, diretor de vendas e marketing

da Yokohama, deu as boas-vindas a

todos os presentes e realçou a importância

que a iniciativa tem para a marca. “Este foi o

maior investimento em marketing alguma

vez realizado pela Yokohama nos seus 100

anos de história e o objetivo é muito claro:

fazer crescer o nosso negócio em mercados

onde a nossa quota é relativamente pequena.

Escolhemos o maior desporto do mundo, o

futebol, para fazer crescer a notoriedade da

marca e patrocinamos um dos mais importantes

clubes do mundo, o Chelsea FC, onde

jogaram super estrelas do futebol mundial,

muitas delas portugueses e espanholas.

Desde que começou a nossa colaboração, em

2015, a notoriedade e as vendas dos pneus

Yokohama foram aumentando em todo o

mundo, especialmente junto dos adeptos

do Chelsea FC e dos fãs de futebol”, disse.

“A quarta época que acaba de começar, consideramos

ser a altura mais propícia para os

nossos parceiros aumentarem as vendas.

Graças à colaboração com o Chelsea FC,

conseguimos criar uma extraordinária campanha

em cinco importantes mercados, onde

se inclui Espanha e Portugal. As figuras em

tamanho real dos jogadores do Chelsea FC

estão em todas as lojas dos nossos parceiros e

os clientes recebem merchandising da marca

Chelsea Yokohama quando compram quatro

pneus. Estes recursos estarão disponíveis para

ajudar os revendedores de pneus em todos

os mercados a impulsionar as vendas”, frisou.

“Esta noite, participa neste jantar especial

o nosso embaixador da campanha ‘Drive

for More’, Didier Drogba, junto com outra

lenda do futebol, Paulo Ferreira. Graças

à bem sucedida campanha de vendas, a

14 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Chelsea FC / Yokohama

Yokohama alcançou grandes resultados

que esperamos melhorar no próximo ano.

O nosso objetivo é aumentar a notoriedade

da marca com o Chelsea FC e aumentar as

oportunidades de negócio para os nossos

parceiros. Por esta razão, peço a todos a

maior colaboração possível, pois acredito

que, juntos, iremos ter grande sucesso nos

próximos anos”, concluiu Takaharu Fushimi.

AS PESSOAS SÃO O MAIS IMPORTANTE

Após o discurso de boas-vindas do responsável

da marca, foi a vez de Victor Cañizares,

vice-presidente de vendas e marketing da

Yokohama Ibéria agradecer a presença de

todos e lançar algumas questões: “Quem diz

que as pessoas não são importantes? Quem

diz que o profissionalismo e a experiência

não é importante? E quem disse que todos

os pneus são iguais? Num tempo em que

vivemos num mercado algo anárquico, as

minhas palavras são para dizer que nós, na

Yokohama, juntamente com os nossos parceiros,

aceitamos o desafio e dizemos que

as pessoas são importantes, assim como o

profissionalismo, a experiência e, também,

os pneus e as suas características. Para termos

sucesso no negócio, temos de estar

baseados numa relação de confiança com

fornecedores, clientes e funcionários. Por

isso, estamos a trabalhar nesta linha para

construir um futuro melhor”.

Sobre o patrocínio da Yokohama ao Chelsea

FC, Victor Cañizares considera uma “parceria

de enorme valor, pois as duas empresas

encaixam bem, sendo ambas organizações

internacionais líderes na inovação e no

desempenho. Com esta parceria, a marca

procura maximizar o valor do cliente e expandir

o seu alcance global, com o objetivo

de manter a sua liderança na indústria dos

pneus. Neste contexto, a aliança será uma

oportunidade de mostrar a empresa a uma

grande audiência mundial, graças à crescente

popularidade do Chelsea FC”.

Para Victor Cañizares, a duração do contrato

permite que o logótipo da Yokohama apareça

“nas camisolas da equipa, no estádio”,

além das aparições dos jogadores em eventos

e em material publicitário”. O responsável

enalteceu ainda o facto de se tratarem de

duas organizações com claro enfoque no

“desempenho e na inovação” e com características

comuns: “Uma grande ambição

e uma cultura de êxito inquebrável”, disse.

No clube londrino, o fabricante japonês encontra

um parceiro que promove “iniciativas

sociais, como a Fundação Chelsea, que

trabalha com 30 países em todo o mundo,

ajudando, todos os anos, a melhorar a vida

de muitas crianças e jovens”. u

DUAS ESTRELAS NA YOKOHAMA

Antes do jantar terminar, houve tempo para ouvir

as vedetas Didier Drogba e Paulo Ferreira falarem

sobre as grandes vitórias conquistadas ao serviço

do Chelsea FC. Didier Drogba é o exemplo perfeito

do slogan da campanha “Drive for More” como

futebolista profissional. Estreou-se no Chelsea FC

em agosto de 2004, protagonizando a contratação

mais cara do clube até então.

Por sua vez, Paulo Ferreira, um dos grandes laterais

direitos portugueses, jogou no FC Porto, onde,

em duas épocas, ganhou dois campeonatos, uma

Taça de Portugal, uma Supertaça Portuguesa, uma

Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Foi contratado

pelo Chelsea por 20 milhões de euros, juntando-se,

assim, a Ricardo Carvalho e ao treinador

José Mourinho, onde ganhou na primeira época a

Premier League e a Taça da Liga Inglesa.

Questionado sobre as razões que levaram o Chelsea

FC a ganhar dois campeonatos, Paulo Ferreira

afirmou que “foi a união do grupo, que contava

com jogadores extraordinários, como Didier Drogba,

Ricardo Carvalho e Tiago, que trouxeram à

equipa uma grande vontade de vencer. Tínhamos,

também, José Mourinho, que estava muito motiva-

do com o sucesso alcançado no FC Porto e, isso,

ajudou bastante”. Sobre Didier Drogba, Paulo Ferreira

diz ser “uma pessoa fantástica e um grande

profissional” com quem teve o privilégio de jogar

durante oito épocas. Um amigo muito divertido fora

do campo, mas quando chegava a hora do trabalho,

mostrava sempre uma grande concentração

e muita convicção para melhorar, influenciando a

restante equipa a fazer cada vez mais e melhor.

Didier Drogba elogiou, também, Paulo Ferreira pelo

seu profissionalismo e, sobretudo, pela inteligência

com que jogava. “No Chelsea FC, todos gostavam

do Paulo e respeitavam-no. Era um grande profissional

e continua com a mesma atitude. Por isso,

é respeitado por todos os jogadores de futebol”.

Sobre o seu envolvimento na campanha “Drive for

More”, Didier Drogba, embaixador da Yokohama,

reconheceu que o Chelsea FC tem sido uma parte

importante da sua carreira e da sua vida. “Estou

muito orgulhoso pelo facto de a popularidade do

clube continuar a crescer em todo o mundo. Estou

muito satisfeito por trabalhar com o Chelsea FC e

com a Yokohama nesta campanha e conhecer a

comunidade da Yokohama e os fãs do clube em

cada uma das regiões onde a campanha está a

ser promovida”.

Pela sua parte, a Yokohama lembra que “como

jogador de futebol profissional, Didier Drogba representa

o que o slogan ‘Drive for More’ significa.

Ele fez a sua estreia no Chelsea FC em agosto de

2004, depois de assinar um contrato sem precedentes

para o clube. Como titular, venceu quatro

edições da Premier League, marcou o penalti decisivo

na final da Liga dos Campeões em 2012 e

tornou-se no quarto maior goleador de todos os

tempos do Chelsea FC, tendo sido ainda eleito o

Melhor Jogador Africano do Ano”. u

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Evento

Reunião no Luso

Nos passados dias 7 e 8 de novembro, teve lugar o 16.° Encontro Valorpneu. Mais de

uma centena de pessoas rumaram ao Grande Hotel de Luso para marcar presença

neste importante evento anual do setor

Por: Joana Calado

Dividido por dois dias, o encontro

organizado pela Valorpneu

contou com dois programas distintos:

um de lazer e convívio,

que decorreu ao longo do dia 7; outro de

carácter mais profissional, que teve lugar

no dia 8 e ficou marcado por uma sessão

de trabalho que contou com a presença

de vários oradores.

No primeiro dia, os convidados rumaram a

Coimbra para visitar a parte mais antiga da

Universidade, com particular destaque para

a Biblioteca Joanina, tendo a ação terminado

ao pôr do sol com um pequeno lanche

acompanhado pelo saudoso fado da cidade

dos estudantes. Antes do jantar, a Valorpneu

proporcionou aos convidados a hipótese de

visitarem as Caves Aliança, que alberga parte

da coleção de arte do Grupo Bacalhoa, local

onde decorreu, aliás, o repasto.

ORADORES DE RENOME

O segundo dia trouxe o lado “mais profissional”

do encontro. Hélder Pedro, gerente da

Valorpneu, abriu a sessão, dando particular

ênfase à nova licença atribuída à entidade.

De ressalvar as ações de sensibilização e

educação dos diferentes públicos alvo e

a investigação e desenvolvimento para a

melhoria de processos de gestão e dos níveis

de eficiência ambiental e económica

do SGPU. A Valorpneu tem desenvolvido

algumas ações para o setor da recauchutagem,

nomeadamente no que diz respeito à

inclusão de pneus recauchutados nas compras

públicas ecológicas. “O fim do estatuto

de resíduo, publicado no início deste ano,

pode ser um importante contributo para o

reconhecimento dos produtos derivados

de materiais concebidos a partir de pneus

usados”, afirmou o gerente.

A acompanhar Hélder Pedro, na sessão de

abertura, esteve Mercês Ferreira, vogal do

Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do

Ambiente (APA), que destacou o papel fulcral

dos intervenientes, desde o consumidor ao

distribuidor. No final da sua intervenção,

deixou uma mensagem à entidade gestora

de pneus em fim de vida: “Continuamos a

contar com a proatividade da Valorpneu

num caminho de transição de uma eco-

16 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


16.° Encontro Valorpneu

nomia linear para uma economia circular”.

Numa apresentação detalhada sobre a nova

licença, Ana Cristina Carrola, diretora do Departamento

de Resíduos da APA, explicou o

novo enquadramento legal, a evolução dos

requisitos de qualificação dos operadores

de tratamento e a nova abordagem dos novos

modelos de licença, sintetizando o que

mudou relativamente ao fluxo específico de

pneus usados. A diretora apresentou como

principal alteração a não obrigatoriedade de

identificar o peso e as unidades dos pneus

entregues. Com a nova legislação, os centros

de recolha poderão optar por apresentar os

dados em peso ou unidades.

Climénia Silva, diretora-geral da Valorpneu,

fez um balanço do ano de 2018 para a empresa,

destacando a certificação do Sistema

de Gestão de Qualidade e Ambiente, que

considera ser mais uma representação do

elevado nível de qualidade e de compromisso

da entidade gestora. Para o próximo

ano, a diretora-geral fixou o objetivo de recolha

dos pneus anualmente produzidos em

96% e a reciclagem de, pelo menos, 65%

SETOR SENTOU-SE À MESA

Em representação da Ernst & Young, Rui

Martins explicou os critérios utilizados na

avaliação do desempenho dos centros de

recolha. No final da apresentação, o responsável

aproveitou a oportunidade para

anunciar o vencedor da edição deste ano do

concurso, Metais Jaime Dias, S.A, que, pela

segunda vez, venceu o “Prémio Desempenho

Valorpneu”.

A encerrar a sessão de trabalho, António

Pedreiro, da Recipneu, José Carvalho, da

Biosafe, Luís Realista, da AVE, Nuno Jordão,

da Ecomais, Pedro Barros, da Biogoma, e

Rita Marques, da ANIRP, reuniram-se à mesa

para debater a temática da “Gestão de Pneus

Usados no âmbito da Economia Circular”,

tendo sido o debate moderado por Sofia

Arnaud, da Cunha Vaz & Associados.

O principal problema apresentado pelos recicladores

disse respeito à dificuldade de escoamento

do elevado stock de granulados e

pós de borracha derivados de pneus usados

existente em Portugal. O desajustamento

entre a oferta e a procura destes materiais

lidade”. Para os representantes do setor da

reciclagem, o mais importante é encontrar,

através das entidades responsáveis, soluções

de escoamento de produtos no âmbito da

economia circular.

Rita Marques, em representação do setor da

recauchutagem, admitiu que este mercado

está a atravessar um período menos favorável,

apontando como principais responsáveis

a crise económica e a invasão de pneus

asiáticos, “que vieram denegrir a imagem

dos nossos produtos, que deixaram de ter

espaço no mercado com uma concorrência

desleal”. No último ano, a recauchutagem

registou uma perda de 20%, Rita Marques

prevê que o futuro seja, contudo, mais risonho,

nomeadamente devido à integração de

pneus recauchutados nas compras públicas

ecológicas.

“Nesta fileira em específico, como em outras,

depois de todas as tentativas de valorizar

e reciclar, surge a solução da valorização

energética, dando sempre oportunidade de

evitar o aterro” disse Luís Realista, da AVE.

Atualmente, em Portugal, a valorização enerdesses

mesmos pneus.

A responsável aproveitou a sua intervenção

para apresentar um plano de expansão para

as ilhas, Madeira e Açores, que poderá ocorrer

durante o ano de 2019, a par de outras

iniciativas, como ações de sensibilização

para produtores de pneus usados. As alterações

que o sistema de entrega de pneus

tem vindo a sofrer revelaram-se vantajosas,

nomeadamente no que diz respeito às receções

com atraso, que reduziram de 32%

em 2007 para um valor previsto de 3% em

2018. Também a adesão dos produtores sofreu

grande evolução. Em 2003, existiam

325 produtores registados na Valorpneu,

sendo a previsão para o fecho do ano de

2018 de 2160.

deve-se, essencialmente, ao desconhecimento

e à falta de reconhecimento de que

estes produtos são alvo. António Pedreiro,

da Recipneu, afirmou que “não é suficiente

apresentar um produto reciclado de qualidade”.

E que “é necessário que o mercado o

reconheça como um produto de qualidade”.

José Carvalho, da Biosafe, por seu turno,

alertou para a importância de se começar

a utilizar este produto em obras de cariz

público, sendo que esta poderá ser uma

das principais vias de escoamento destes

produtos. No entanto, apesar do panorama

parecer difícil, Pedro Barros, da Biogoma,

adiantou que o fim do estatuto de resíduo

“vai abrir novos mercados, uma vez que este

produto passa a ter uma certificação de quagética

produz cerca de 280 mil toneladas

de combustível alternativo, tendo na sua

origem 20 mil toneladas de pneus nacionais.

A valorização energética fecha o ciclo

de aproveitamento dos pneus. Luís Realista

expressou, no final da sua intervenção, um

desejo: “Tenho esperança que a nova licença

e a abertura do Unilex em fazer determinados

ajustamentos propostos pela Valorpneu

a esta licença tragam a reconhecida valorização

material do coprocessamento”.

A terminar o encontro, Sofia Ferreira, responsável

de comunicação da Fundação Mata

do Bussaco, alertou os convidados para os

efeitos da tempestade “Leslie” na mata e

apresentou o novo projeto SOS Esquilos,

a que a Valorpneu se associa. u

www.revistadospneus.com | 17


Reportagem

Quando um

pneu ressuscita

A recauchutagem é o processo que permite dar uma nova vida a um pneu usado.

Em Portugal, esta tarefa especializou-se através da Bandague, empresa lusa com

um reconhecido histórico nesta atividade. A Revista dos Pneus foi ver, in loco, o

processo de recauchutagem de pneus a frio e conta-lhe tudo o que sabe

Por: Ricardo Carvalho

18 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Bandague

A

Bandague é uma empresa portuguesa

que se dedica à recauchutagem

de pneus a frio e à

comercialização de pneus novos.

Iniciou a sua atividade em 1972 com a celebração

de um contrato de franchising com a

Bandag (marca de borracha para recauchutagem

de uma empresa norte-americana,

que foi comprada pela Bridgestone há 10

anos). Desta forma, introduziu, em Portugal,

uma tecnologia que a empresa apelida de

pioneira, a recauchutagem de pneus a frio,

assim chamada ainda que seja sempre feita

a uma temperatura que ronda os 115°C.

A empresa lusa dispõe de três unidades fabris

distribuídas geograficamente pelo país

(Braga, Pontão e Alcoitão), o que lhe permite

uma maior proximidade com os clientes e

uma excelente cobertura nacional. Conta com

200 colaboradores no total das três fábricas e

orgulha-se de fazer uso do equipamento mais

avançado a nível mundial no que concerne à

atividade de recauchutagem de pneus a frio.

Ao longo de todos estes anos, a Bandague

tem vindo a fazer uma aposta na inovação,

investindo em tecnologia avançada e na formação

contínua dos seus colaboradores. O

conceito de qualidade da empresa lusa passa

pelo produto, pelo serviço de recauchutagem

e pelo pós-venda, tendo como preocupação

constante a satisfação das necessidades do

mercado.

CARCAÇAS DE QUALIDADE

Sendo a borracha da Bandag fornecida pela

Bridgestone, a Bandague não esconde que

prefere recauchutar carcaças de marcas de

qualidade, entre as quais está a Bridgestone).

Neste artigo, abordamos o processo de recauchutagem

de pneus a frio utilizado pela Bandague

na unidade de Alcoitão, precisamente

aquela que a Revista dos Pneus visitou. Este

processo é dividido por várias etapas, que

culmina na carcaça recauchutada e pronta a

utilizar com uma qualidade acima da média.

A primeira dessas etapas é a inspeção inicial.

Através da visão e do tato, técnicos competentes

e experientes da empresa avaliam a

fiabilidade e segurança da carcaça. Em seguida,

a carcaça já selecionada passa para

uma máquina chamada “sherográfica”. É

precisamente neste ponto que começa a

viagem do pneu recauchutado. A máquina

faz uma avaliação exaustiva da carcaça com

www.revistadospneus.com | 19


Reportagem

Bandague

VANTAGENS DO

PNEU RECAUCHUTADO

• Trata-se de um produto “verde”

• Prolonga a vida útil da carcaça, diminuindo

a quantidade de resíduos

• A produção de um pneu recauchutado

implica a redução de cerca de 70%

de consumo de petróleo

• Reduz em cerca de 67% o consumo

de eletricidade

• Reduz em cerca de 35% o custo por

quilómetro com pneus para o utilizador final

a ajuda do técnico. A “sherográfica” tira 1.000

fotografias à estrutura, permitindo detetar

algum problema.

Após esta avaliação e uma vez dado o “ok”, o

pneu passa para uma máquina de impulsos

elétricos. Estes impulsos detetam microfuros

que não são visíveis a olho nu e que são, de

seguida, tapados. Tendo em conta a nova

utilização do pneu, definida no início da

recauchutagem, é possível alterar o índice

de velocidade.

Segue-se o processo de raspagem, feito com

uma raspadora automática de alta precisão,

que retira toda a borracha desnecessária

e restabelece a dinâmica de rolamento. A

textura da superfície preparada funciona

como fundação e, também, como superfície

de ligação para o novo piso. Depois, é a vez

da preparação e reparação da carcaça, sendo

esta revitalizada até atingir praticamente as

características de um pneu novo.

RECAUCHUTAGEM A SUBIR

A etapa seguinte diz respeito à aplicação

do piso. O piso e a goma de ligação são

aplicados de forma homogénea na carcaça

com precisão eletrónica através de uma máquina

chamada “Extrusora”. A união torna-

-se numa das partes mais fortes do pneu.

A goma de ligação é da Bandag. Trata-se

de uma borracha rica em componentes de

aderência concebidos, especificamente,

para unir a forte borracha do piso a uma

carcaça bem preparada. A penúltima etapa

responde pelo nome de envelopagem e vulcanização.

A vulcanização tem lugar num

envelope flexível (o pneu é envolvido por

uma espécie de capa) e colocada dentro

de um cilindro onde vulcaniza a pressão

e temperaturas moderadas, mantendo a

integridade da carcaça.

A baixa temperatura de vulcanização

(aproximadamente, 115°C), a inexistência

de calor excessivo e os moldes metálicos

salvaguardam a carcaça da tensão associada

a outros processos de recauchutagem. A

etapa final é precisamente a inspeção, que

assegura que todos os registos da empresa

são respeitados. O pneu é analisado de forma

meticulosa antes de ser entregue. A partir

daqui, os pneus são armazenados para serem

devolvidos aos clientes, que já eram

donos das carcaças quando foram entregues

à Bandague. Outros podem ser vendidos no

mercado de recauchutados.

Na fábrica da Bandague de Alcoitão, são

“produzidos” 60 pneus por dia. Cada um leva

oito horas a recauchutar. Nas três unidades

da empresa, estima-se que, em 2018, sejam

recauchutados 41 mil pneus. Os números

têm vindo a crescer ao longo dos anos, o que

faz da Bandague o operador mais “famoso”

e líder nesta atividade. u

20 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


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Entrevista

Telmo Barradas

Somos um

fornecedor

global de

aftermarket

Criada há 11 anos, a Euro Tyre é, desde 2015, quando se lançou na área das peças,

um fornecedor global de aftermarket. Telmo Barradas, purchasing manager da

unidade de pneus, o core business da empresa, explicou as razões que estão na

génese do sucesso deste distribuidor de referência

Por: Bruno Castanheira

om uma equipa constituída

por 50 colaboradores, a Euro

Tyre nasceu em 2007 para operar

no negócio da distribuição

de pneus. Presente, hoje, em

Portugal e Espanha, a empresa liderada por

Manuel Félix lançou-se, em 2015, na área das

peças. E contratou, nesse ano, Telmo Barradas.

Responsável pela unidade de pneus da Euro

Tyre, que abrange diversas atividades (desde

a compra ao call center, passando pelo pricing,

pela gestão de stock e pelo nível de serviço

prestado ao cliente), o purchasing manager

tem como missão aumentar a rentabilidade

do negócio de pneus dentro da organização.

O que é isto de a Euro Tyre ser, hoje, um

fornecedor global de aftermarket?

Trata-se de um conceito que se baseia na

diversificação da nossa atividade. Pensamos

que o negócio da distribuição “convencional”

de pneus, na verdadeira aceção da palavra,

tem os dias contados. Pelo menos, não acreditamos

no modelo de negócio da distribuição

apenas de pneus. Não acreditamos que,

no futuro, este negócio seja sustentável. Por

isso, diversificámos a nossa atividade e somos,

neste momento, um fornecedor global de

aftermarket. Damos todas as soluções ao setor.

Ou, melhor ainda, tentamos dar todas as

soluções aos profissionais do setor. Quer sejam

oficinas, operadores de retalho ou todos os

canais que possam absorver tudo o que envolve

o aftermarket. Os pneus ainda são o core

business da Euro Tyre, quanto mais não seja

pelo valor de faturação que representam (cerca

de 90%, ficando 10% para as peças). Apontamos

para uma faturação de 36 milhões de

euros em 2018, valor que será superior ao

alcançado no ano anterior. Registaremos um

crescimento de pneus em Portugal na ordem

dos dois dígitos. Quer em número de unidades,

quer em volume de faturação.

É expectável que as peças venham a conquistar

terreno aos pneus dentro da vossa

organização?

Sim. Até pela visão, estratégia, força e energia

que estamos a aplicar na dinâmica de tudo

o que é o aftermarket de peças com o projeto

euroPARTNER. Pensamos dar estabilidade à

velocidade de cruzeiro em tudo o que diga

respeito a pneus. Pela dimensão do nosso

país, não conseguiremos ter um crescimento

exponencial, mas sim sustentável. Não estamos

à procura de crescer por crescer. Estamos

mais focados naquilo que é a rentabilidade.

Penso que, de forma natural e tendo em conta

o que estamos a fomentar no aftermarket de

peças com o projeto euroPARTNER, o cresci-

22 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Purchasing Manager da Euro Tyre

mento vá evoluir a curto e médio prazos para

outros patamares. Estamos mais focados na

perspetiva de rentabilizar o negócio de pneus

para nos dar sustentabilidade nas outras áreas

de negócio que temos.

Hoje, na área dos pneus, a Euro Tyre trabalha

com pneus ligeiros e de moto. Há três

anos, deixaram de comercializar pneus

pesados, industriais e agrícolas. Tratou-se

de uma opção estratégica para diversificar

o negócio e aumentar a rentabilidade?

Correto. Tratou-se de uma decisão estratégica

que tomámos, de facto, há três anos. Primeiro,

porque não acreditamos no negócio da distribuição

de pneus pesados, visto ser muito

centralizado nos fabricantes e não permitir

competir com a rentabilidade desejável e

com a otimização logística ideal. Como os

pneus pesados, industriais e agrícolas absorviam

uma grande fatia do nosso orçamento,

decidimos que esse valor seria melhor empregue

no stock de peças. Hoje, chegamos à

conclusão que foi uma decisão muitíssimo

acertada, porque nos dá outra perspetiva de

futuro e outra rentabilidade no negócio.

Na área dos pneus, para além de seis marcas

premium e de seis marcas quality, a

Euro Tyre dispõe de três marcas próprias

exclusivas...

Nem mais. Estamos focados em 15 marcas,

as quais trabalhamos toda a gama de A a Z.

Dentro dessas, dispomos de três marcas próprias

exclusivas (Achilles e Infinity para o

segmento budget; Viking para o segmento

quality). Mas o nosso portefólio contempla

Michelin, Pirelli, Continental, Goodyear, Bridgestone

e Dunlop para o mercado premium

e Mabor, Cooper (pneus 4x4), Kumho, Firestone,

Hankook e Nexen para o mercado quality. No

segmento das duas rodas, trabalhamos com

as principais marcas premium e com modelos

de pneus 4x4. Não temos tudo, mas dispomos

das medidas mais procuradas pelo mercado.

Tem números que possa divulgar relacionados

com a atividade da Euro Tyre na área

dos pneus?

Neste momento, temos um stock nivelado

que se situa entre as 125 mil e as 130 mil

unidades, oscilando este número consoante

as oportunidades que existam no mercado

e as importações de marcas próprias provenientes

da China que chegam por via marítima.

Vendemos, em média, entre Portugal e Espanha,

cerca de 55 mil unidades por mês. O

nosso negócio de pneus divide-se entre 65%

para Portugal e 35% para Espanha. Saem do

nosso stock entre 800 a 1.000 pneus por dia

para Espanha. No nosso país, é raro o dia em

que não vendemos 1.500 unidades. Em média,

este número oscila entre 1.500 e 2.500

unidades por dia. Cobrimos cerca de 75% do

território nacional com duas entregas diárias.

Nos restantes 25%, não se consegue fazer

mais do que uma entrega por dia, devido à

tipologia das zonas. Temos uma rotação de

stock a 70 dias.

Onde acredita a Euro Tyre que faz a diferença

no mercado?

A nossa grande vantagem é a disponibilidade

de stock. Depois, a qualidade do serviço que

prestamos, quer ao nível do call center quer

com a nossa distribuição direta para os distritos

de Coimbra, Leiria, Aveiro e Viseu. O

armazém que temos em Lisboa é outra mais-

-valia, uma vez que dispõe de todo o nosso

stock de pneus UHP disponível para o cliente,

com quatro entregas diárias. No topo das

nossas prioridades, está o stock, seguindo-

-se-lhe a disponibilidade, o serviço e, só

depois, o preço. Embora todos estes fatores

sejam essenciais na nossa atividade. Apostamos

na rentabilidade. Sem ela, não existem

negócios sustentáveis. Tentamos sempre

ter um preço adequado aos produtos existentes

em stock. Não estamos à procura de

volume. O que vendemos tem de ser rentável.

Continuamos com uma média de vendas

de três unidades por encomenda.

Que futuro perspetiva a Euro Tyre para o

negócio da distribuição de pneus em Portugal?

Estamos muito focados em nós e naquilo

que podemos fazer para melhorar o nosso

negócio. Todos os dias podemos criar valor

e traçar uma perspetiva de sermos cada vez

mais eficazes. Orientados, obviamente, para

a rentabilidade. O que queremos sempre é

comprar bem, ou seja, a um preço mais barato

possível dentro das 15 marcas que

trabalhamos. Tudo o que compramos tem

de ser rentável. Caso contrário, não vale a

pena comprar. Ter os fornecedores connosco

(os independentes e os fabricantes) numa

perspetiva de rentabilidade, é essencial. E

estarem connosco é precisamente venderem-

-nos pneus numa perspetiva de rentabilidade.

Fomentar as três marcas próprias exclusivas

de que dispomos, é outro dos objetivos que

temos. Além disso, focamo-nos, também,

em tudo o que é otimização de recursos.

Como, por exemplo, baixar os custos de

transporte e tornar o call center rentável, isto

é, ouvir o cliente e tentar, sempre que possível,

efetivar uma venda. Incentivamos

bastante a compra (B2B) de pneus online.

Não acreditamos no modelo de negócio

online orientado para o consumidor final,

uma vez que não nos aporta valor. Encaramos

o futuro com otimismo. A Euro Tyre tem

muita energia e muita dinâmica para dar ao

mercado nos próximos anos. u

www.revistadospneus.com | 23


Entrevista

Aldo Machado

Temos soluções para todas

as necessidades do mercado

Cumpridos três anos

de presença no

mercado português,

Aldo Machado, country

manager da NEX

Tyres Portugal, faz

um balanço muito

positivo da atividade

da empresa. A

mudança para as novas

instalações veio dar um

novo fôlego e fortalecer

o seu posicionamento

no mercado

Por: João Vieira

epois de três anos de trabalho

árduo de toda a equipa, a NEX

entrou numa fase de consolidação

para dar continuidade

a tudo o que tem vindo a desenvolver.

A proximidade aos clientes é o seu

ponto forte e não vai abdicar dele. Melhorar

continuamente o nível de serviços, de aprovisionamento,

de recursos e de stocks, são as

linhas mestras da estratégia da NEX Portugal,

que procura acrescentar valor a todos os

serviços que disponibiliza aos clientes.

A NEX está presente em Portugal desde

novembro de 2015. Que balanço faz destes

três anos de atividade?

Cumprimos, no dia 9 de novembro, três anos

de atividade em Portugal como empresa

distribuidora grossista de pneus. Durante

este tempo, para além do trabalho árduo que

temos tido como equipa e tendo em conta

fatores externos, como a competitividade e até

mesmo a deterioração de algumas margens

por via da excessiva competitividade, acho

que temos tido um bom percurso e posso

congratular-me, conjuntamente com a nossa

equipa, de sermos, neste momento, uma empresa

que é já uma referência na distribuição

grossista de pneus. Num mercado bastante

maduro, onde existem empresas com várias

décadas de existência, a intromissão da NEX

neste top de players de distribuição grossista

é, para nós, um enorme orgulho e dá-nos

uma perspetiva de continuidade e de futuro

risonho para a empresa, sempre com o foco

no cliente e com a vocação e dedicação que

já nos é característica.

Considera que a entrada da NEX em Portugal

provocou alguma desestabilização

no mercado?

Há três anos, não existia a NEX, que, entretanto,

veio ocupar o seu espaço no mercado.

Esse espaço surgiu com muito trabalho, mas,

desde que a NEX entrou no mercado até

hoje, não vejo grandes players a sentirem

mais dificuldades ou a perderem quotas de

mercado significativas. O que quer dizer que

o mercado terá absorvido a entrada da NEX,

seja por via de uma eventual perda de quota

dos fabricantes, pela introdução de pneus

novos em detrimento de pneus usados, seja

pela melhoria das condições económicas.

Portanto, creio que a NEX, pela forma como

se introduziu no mercado, não veio provocar

nenhuma desestabilização.

Que fatores mais destaca no funcionamento

da empresa?

A NEX destaca-se por ser uma empresa com

uma grande proximidade com aos clientes

através de vários fatores. Não só na vertente

online - que é uma característica de quase

todos os players do mercado - mas, também,

pelo fator humano, onde a NEX tem, neste

momento, um grande reconhecimento por

parte do mercado e dos seus clientes. Temos

quatro gestores de conta/comerciais bastante

dedicados à relação entre a empresa e os clientes,

bastante focados nas suas necessidades

e este é, na minha opinião, o grande fator

que nos distingue. São pessoas de grande

24 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Country Manager da NEX Tyres Portugal

perfil e de reconhecidíssimo mérito que já

têm muitos anos de mercado (assim como

todas as equipas administrativa e logística,

constituídas por excelentes profissionais e

experientes neste setor), que nos permitem

ter, não só, um serviço de qualidade, mas,

acima de tudo, um foco total naquilo que

são as necessidades do cliente. Outro fator

relevante é a presença tranversal da NEX no

mercado, ao abranger uma série de segmentos

que acabam por complementar a sua oferta

em pneus ligeiros, comerciais e pesados com

pneus agrícolas, industriais e de moto, assim

como várias soluções ao nível de equipamentos

secundários, como é o caso das mousses e das

câmaras de ar. Portanto, toda essa panóplia de

produtos acaba por diferenciar-nos e vincular

os clientes de forma a que a NEX seja tida

como uma solução de fornecimento, quase

diário, das suas necessidades.

Em abril deste ano, mudaram de instalações.

O que trouxe de positivo esta mudança?

A mudança para as novas instalações foi

extremamente positiva, para além de ser

necessária. Estávamos num armazém com

3.000 m 2 em Lisboa, que era insuficiente para

a quantidade de produtos que estávamos a

comercializar e para novas gamas que queríamos

introduzir. As instalações já estavam

a “colapsar”. Portanto, estes 5.000 m 2 que

temos atualmente, em Póvoa de Santa Iria, já

satisfazem as necessidades de proximidade de

Lisboa. Continuamos a manter a plataforma

no Porto, onde temos apenas pneus ligeiros,

num stock médio na casa dos 8.000 pneus,

e, depois, temos o suporte dos armazéns

centrais de Espanha (no caso de Madrid, nos

pneus ligeiros e pesados, encontrando-se toda

a gama agrícola e industrial em Manresa).

Também trabalhamos com pneus de moto

no armazém central do nosso sócio (Rodi),

em Barcelona. Com estas cinco plataformas,

cobrimos praticamente todas as necessidades

dos clientes e do mercado.

Como é constituída a vossa gama atual

de pneus?

Comercializamos pneus para veículos ligeiros,

pesados, agrícolas, industriais e motos. São

segmentos transversais às necessidades da

maioria dos clientes. Todo o retalho dedica

uma grande parte da sua atividade a vários

segmentos e somos, de facto, uma empresa

multissegmento e multiproduto, apresentando

várias soluções para todos os níveis de

necessidade dos clientes, desde o produto

mais económico ao produto premium e em

todos estes segmentos, para que eles possam

socorrer-se da NEX de modo a satisfazer as

suas necessidades diárias.

Falando, então, a nível de stock, quantos

pneus têm, em média, em armazém?

Em Lisboa, temos cerca de 45.000 pneus

ligeiros e nos pneus pesados rondamos os

5.000. Em stock das gamas agrícola e industrial,

situamo-nos entre 1.500 e 2.000 pneus,

não sendo, neste caso, um stock importante,

porque, como referi, socorremo-nos do stock

central em Espanha. No que diz respeito a

pneus de moto, disponibilizamos cerca de

2.000 a 2.500 unidades na plataforma de

Lisboa. Fazendo contas ao stock disponível

para o mercado português nas várias plataformas,

falamos em cerca de 200.000 pneus

ligeiros e pesados e mais de 1.000 toneladas

de pneus agro-industriais, isto para além de

50.000 pneus de moto.

Quais as marcas que comercializam em

exclusivo?

Em todos os segmentos de produto temos

marcas exclusivas. Trabalhamos em regime

de exclusividade na gama de ligeiros com a

Kleber, uma marca histórica do Grupo Michelin,

com a qual temos um plano de fidelização

de clientes (a rede Kléber Service Center

com a insígnia KSC). Também trabalhamos

uma série de outras marcas budget, como

é o caso da Taurus, também pertencente

ao Grupo Michelin, e a Blacklion - tanto em

pneus ligeiros como em pesados - que é uma

marca asiática de referência no mercado com

boa imagem e boa rentabilidade em termos

de produto budget. E, depois, trabalhamos

noutros segmentos com outras marcas. No

caso dos pesados, trabalhamos com a Riken,

também proveniente do Grupo Michelin, que

é a solução mais económica em termos de

produto europeu. Vamos, agora, cumprir dois

anos de parceria em exclusivo com a Kumho

nos pneus pesados e nas marcas agrícolas

temos a exclusividade da Özka, de origem

turca. Neste momento, na gama moto temos

apenas uma marca, que é Goldentyre. Em

janeiro, iremos revelar uma novidade importante

em matéria de produtos exclusivos,

com uma marca europeia de referência em

pneus ligeiros e de moto.

Como tem evoluído a plataforma online e

quais as suas funcionalidades?

De facto, os nossos clientes estão bastante

“apoiados” nos nossos comerciais. No entanto,

todos os pedidos, seja via CRM, em que o

comercial pode processar algum pedido,

seja através da plataforma, são suportados

pelo B2B da NEX. É uma plataforma bastante

dinâmica, a qual foi alvo de uma reestruturação

significativa há cerca de um mês, onde

transformámos o seu layout para algo mais

intuitivo. No fundo, o objetivo principal foi

tornar o portal mais user friendly, onde os

clientes conseguem fazer compras rápidas,

consultar com o máximo de detalhe todas as

transações que têm com a NEX, sendo possível,

neste momento, procurar uma fatura ou uma

guia de remessa de um determinado pneu

comprado em 2015, no ano passado ou há

um mês, através de uma série de filtros que

foram implementados e que permitem, rapidamente,

aceder a todos os documentos.

É uma plataforma que satisfaz todas as necessidades

dos clientes e onde estes podem

consultar todos os produtos, os seus preços e

criar orçamentos, permitindo aceder a toda a

informação necessária para o seu dia a dia e,

inclusive, a informação histórica à qual (regra

geral) não é fácil aceder.

www.revistadospneus.com | 25


Entrevista

Aldo Machado

Ao nível da logística, quantas entregas

diárias estão a fazer?

Trabalhamos com um transportador de referência

no mercado, que nos permite fazer

quatro entregas diárias na zona da Grande

Lisboa. No Grande Porto e no norte, através

do armazém do Porto, fazemos entregas

duas vezes ao dia. Através da plataforma de

Lisboa, conseguimos entregas bi-diárias num

eixo que cobre as zonas de Leiria, Coimbra e

Setúbal. Também no Algarve e em algumas

zonas do Alentejo conseguimos garantir esta

cadência. As entregas provenientes dos armazéns

de Espanha demoram entre 24 e 48

horas no que diz respeito a produto ligeiro e

de moto. No produto, agrícola até 72 horas.

O que têm feito para fidelizar os clientes?

Por norma, para além das ações pontuais

que partilhamos com alguns fabricantes premium

com quem trabalhamos, tentamos

dinamizar, ativamente, todas as nossas marcas

exclusivas. Temos, para além do programa

de fidelização da Kleber, várias campanhas

ao longo do ano, associadas à aquisição de

pneus desta marca. Também o fazemos nas

outras marcas exclusivas, nomeadamente

com a Blacklion, e de uma forma mais forte

com a Kumho. Todas essas dinâmicas são

introduzidas no B2B, sendo comunicadas no

próprio portal através de pop-ups ou através

de um eventual comunicado por email e,

também, pela força comercial, que em todas

as suas visitas dinamiza as campanhas que

temos em desenvolvimento.

Que avaliação faz do desempenho da NEX

em 2018?

A NEX tem tido objetivos ambiciosos. Agora

de uma forma mais comedida porque, ao

fim do terceiro ano, não se podem esperar

crescimentos exponenciais. É natural que o

crescimento seja percentualmente menos

elevado do que em anos anteriores, mas, de

facto, atingimos os objetivos preconizados.

Estamos já com um volume de faturação

interessante para o mercado e, em termos

de resultados financeiros, temos um crescimento

percentual significativo decorrente

da conjuntura do mercado e da presença da

NEX pelo terceiro ano no mercado. A nossa

estratégia passa, agora, não pela penetração,

mas pela consolidação da nossa presença,

através da otimização e rentabilização de

recursos, nomeadamente estruturais. Obviamente,

pretendemos obter algum crescimento

percentual das margens operacionais, porque

os nossos produtos e serviços vão sendo

reconhecidos pelo mercado e permitem, não

apenas à NEX, mas, também, ao cliente, que

é o nosso foco principal, gerar mais margem

e acrescentar valor ao negócio.

Ainda existem, então, oportunidades para

novos players entrarem no mercado?

No nosso caso, temos sempre de olhar de

uma forma muito atenta para alguns nichos

onde não estamos presentes. E, essa, é uma

das razões pela qual apostaremos numa nova

marca a partir de janeiro. Mas para quem entra

de novo no mercado, tudo é mais difícil. Para

nós, será uma estratégia de consolidação,

mas para novos players será uma tarefa mais

árdua, podendo o mercado ressentir-se ou

não, dependendo da capacidade dos novos

operadores que se possam instalar. Fala-se

muito da entrada em 2019 de grandes players

internacionais no mercado ibérico, numa

altura em que o mercado anseia por alguma

estabilidade e melhoria de margens. Com uma

nova concorrência de dimensão internacional,

provavelmente algumas das empresas já

estabelecidas podem sofrer consequências.

Penso que o mercado está maduro e estabilizado,

mas a qualquer momento a dinâmica

internacional existente pode inverter.

Como analisa a compra de plataformas

online por alguns fabricantes? Acredita que

as vendas online e os grandes portais de

comércio de pneus vão alterar o negócio?

Em Portugal, a evolução do mercado B2C tem

sido muito lenta e presumo que vá manter-se

assim durante mais alguns anos. Os condutores

atuais ainda estão muito fidelizados

aos serviços das casas de pneus e oficinas

em geral. Gostam de aconselhamento e de

serem bem servidos e acarinhados. Por isso,

não acredito que, no espaço de um ou dois

anos, o B2C vá “disparar” e conquistar uma

quota significativa de mercado. No entanto,

temos de estar atentos, porque, em mercados

próximos, como o francês, as vendas B2C já

representam uma fatia importante do volume

total. Por outro lado, a participação de fabricantes

nas plataformas B2C faz sentido na sua

estratégia de verticalização do setor, mas, no

caso específico do mercado português, não

é uma estratégia que irá produzir resultados

significativos a curto prazo.

Como vê a evolução dos canais de venda,

em particular o interesse que as oficinas

de mecânica e os concessionários de automóveis

estão a demonstrar pelos pneus?

Hoje, já há poucas casas de pneus tradicionais,

porque cada vez estão mais dedicadas

à mecânica e serviços rápidos. Por outro lado,

as oficinas típicas de mecânica, que há dois

ou três anos não queriam abordar o negócio

dos pneus, hoje já têm os seus equipamentos

e pessoas dedicadas a esse serviço. Creio que

o aftermarket cada vez mais tende a ser um

todo, um conceito multisserviços, onde os

concessionários de automóveis têm uma

fatia muito interessante do mercado, assim

como o conceito da nova distribuição, que

continua em ascensão no mercado português.

Penso que a transversalização desses serviços

veio para ficar e, cada vez mais, será uma

tendência, onde todos os operadores têm de

prestar todo o tipo de serviços, otimizando os

seus recursos e tentando, assim, assegurar ou

aumentar a rentabilidade do negócio, para,

acima de tudo, não perderem os clientes

que necessitem de substituir os pneus das

suas viaturas. u

26 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


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Notícias

Produto

Continental Pneus entregou

donativo às APSI e Estrada Viva

A Continental Pneus Portugal entregou à APSI e à Estrada

Viva um donativo no valor de cerca de €500 a

cada. Este montante resulta de um desafio lançado pela

Continental a um grupo de clientes que participaram

no evento anual que a empresa organiza. A escolha

destas duas associações foi da responsabilidade dos dois

clientes vencedores: Luís Leal, da Autocentro Realce,

e Vítor Magano, da Tiresur. O desafio, integrado num

evento B2B, foi pensado e idealizado em linha com os

princípios orientadores da “Vision Zero” e teve como

base uma experiência de condução cujos parâmetros

em análise foram, não só, os tempos, mas, também,

os comportamentos e as atitudes durante a condução,

como, por exemplo, a utilização do telemóvel.

Segundo Marco Barbosa, diretor de marketing da

Continental Pneus Portugal, “a empresa, sempre que

possível, partilha com clientes, fornecedores e colaboradores

os princípios e a missão do projeto ‘Vision

Zero’, sensibilizando estes públicos para a importância

dos comportamentos seguros durante a condução”.

Euromaster celebra com êxito

Convenção Ibérica 2018

A Convenção Ibérica 2018 é um dos eventos mais importantes do ano para a Euromaster

e a edição deste ano, em Madrid, foi considerada um êxito, ao juntar mais de

250 pessoas pertencentes à rede de Portugal e Espanha, num evento para refletir,

partilhar e conhecer as novidades oferecidas pelo setor e os planos de negócio que

a Euromaster lançará nos próximos meses.

Este evento teve como foco o projeto “Novo Rumo”, que está a passar por uma transformação

que está a ser implementada com diferentes iniciativas na rede, com o

objetivo de garantir que a vida dos colaboradores e clientes da Euromaster seja

mais fácil e segura. Os membros da Euromaster conheceram, em primeira mão, a

realidade atual do setor, oferecida pelos profissionais da GiPA e do Grupo EINA, onde

foi explicada a visão sobre como a rede Euromaster continuará a desempenhar um

papel fundamental para garantir que os seus clientes vivam uma experiência memorável

quando visitam os centros. Digitalização, tratamento personalizado, máxima

atenção aos detalhes, honestidade e transparência são alguns dos motes que a rede

tem em atenção para se preparar para o futuro e acompanhar as necessidades dos

clientes quando estes visitam os seus centros.

Triangle chega à Tiresur Portugal

A Triangle volta a confiar na Tiresur para distribuir

a sua marca em Portugal. Depois da concessão da

distribuição exclusiva da gama PCR em Espanha, a

Triangle optou por contar com o profissionalismo

e com o conhecimento de mercado da Tiresur para

distribuir a marca no nosso país. A Triangle é um dos

principais fabricantes a nível do mercado mundial,

com uma produção anual que supera os 25 milhões de

pneus, graças às suas fábricas inteligentes, aos centros

de I&D localizados nos EUA e na China e às suas mais

de 360 patentes. A Tiresur dá, assim, mais um passo

na sua política de ampliação constante da gama, ao

incorporar marcas de confiança ao seu portefólio,

como é o caso da Triangle.

Hankook Tire apresentou

pneus futuristas no Salão de Essen

A Hankook Tire voltou a apostar forte no Salão Automóvel de Essen de 2018, com a

apresentação de dois concepts de pneus futuristas: Hexonic e Aeroflow. O Hexonic é

um pneu inteligente para veículos autónomos de mobilidade partilhada. O designer

considerou os veículos completamente autónomos sem condutor com padrão para

as cidades do futuro e desenvolveu um pneu para veículos de utilização partilhada.

Já o Aeroflow, trata-se de um pneu desenvolvido para uma utilização mais desportiva,

melhorando a aerodinâmica. Por isso, a roda foi desenvolvida com uma banda de

rolamento separada, otimizando a aderência do pneu. As rodas contam com jantes

com formato de turbina para absorver o ar durante a marcha e gerar, a partir daí,

carga aerodinâmica adicional.

28 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Tecnologia Spotech da BKT

melhora eficácia

A tecnologia Spotech, desenvolvida pela BKT para pneus OTR e portuários, permite

fornecer informações sobre a posição certa das máquinas, traçada pelo satélite, que

pode ser programado e personalizado, de acordo com o site de aplicação, os volumes

e os veículos. O objetivo é proceder a uma análise cinemática do movimento: o

sistema inclui um acelerómetro triaxial, posicionado na máquina, por forma a poder

registar os seus movimentos latitudinais, longitudinais, verticais e as forças envolvidas,

além da velocidade, da duração dos ciclos e de outros parâmetros úteis para

tornar eficiente o trabalho do cliente nos setores do movimento em terra e portuário.

Todas as informações obtidas pela Spotech permitem criar um verdadeiro “estudo”

da utilização do pneu, mesmo em função dos seus efeitos e consequências sobre

a máquina em que está montado. Em âmbito OTR, para o qual este dispositivo foi

inicialmente projetado, as máquinas efetuam ciclos geralmente repetitivos, sendo,

assim, possível avaliar o valor TKPH, ou seja, o esforço do dumper, analisando, aproximadamente,

qual é o peso que transporta e por quantos km/h.

Michelin exibe novo pneu

homologado para BMW R 1250 GS

O novo Michelin Anakee Adventure, que será posto à

venda em janeiro de 2019, foi homologado para a BMW

R 1250 GS. O Anakee Adventure une-se à gama Trail do

grupo francês, juntamente com os já existentes Road 5

Trail (para uma utilização 100% em estrada) e Anakee

Wild (50% asfalto e 50% off-road). Com esta última

incorporação na gama, que foi concebida para uma

utilização de 80% em estrada e 20% off-road, cobre-se

um espectro ainda mais alargado de necessidades dos

condutores de trails, dependendo da frequência com

que rodam fora de estrada. Destaca-se, especialmente,

pela sua excecional aderência em piso molhado, devido

à nova geração de compostos de sílica melhorados.

Também oferece uma magnífica performance em

piso seco, combinando estabilidade e resistência ao

desgaste, graças a duas tecnologias patentadas pela

Michelin: Dual Compound 2CT e Dual Compound 2CT

+. O novo desenho da banda de rolamento, com um

rasto mais aberto, proporciona a tração necessária

quando se circula por pistas e trilhos não asfaltados.

Bridgestone tem

novo pneu para agricultura

A Bridgestone apresentou a sua mais recente adição ao segmento agrícola de elevado

rendimento: o VX-TRACTOR. Este pneu foi criado com vista à necessidade que os seus

utilizadores têm de conseguir uma maior produtividade e eficiência, permitindo-lhes

operar de forma mais rápida e levar cargas mais pesadas, sem comprometer o tempo

de vida útil. A primeira preocupação dos engenheiros deste pneu foi o seu desempenho.

Querendo que os seus utilizadores se sentissem confiantes com o VX-TRACTOR,

a Bridgestone incorporou o seu design de ombro patenteado, tornando-o mais longo

e largo, com um volume 20% maior do que os dos seus concorrentes diretos. Este aumento

do volume do ombro representa, também, uma maior profundidade dos sulcos

do que aquela que é oferecida pelas restantes marcas. Paralelamente, o invólucro do

pneu foi desenvolvido de forma a minimizar a

pressão interna do mesmo, o que permite um

ótimo desempenho a alta velocidade e com

cargas mais pesadas, com uma pressão até

2.4 bar. O volume extra da borracha aumenta

a força e minimiza os efeitos de erosão, fricção

e uso. A cinta de piso premium, com seis

camadas, também ajuda a proteger contra

danos e potenciais furos. A área das paredes

laterais foi, também, reduzida e reforçada,

diminuindo ainda mais a vulnerabilidade do

pneu a furos.

Falken apresenta pneu UHP

Azenis FK510

A Falken, fabricante de pneus de altas prestações do

Grupo Sumitomo, organizou, em Barcelona, uma sessão

de track days para clientes. O evento, que contou

com a colaboração do European Speed Club, tinha

como objetivo que os convidados testassem em pista

o Azenis FK510, pneu UHP da Falken, marca que, em

Portugal, é representada pela AB Tyres. Ao longo de

um percurso de quase 5 km e com automóveis com

potências até 400 cv, os clientes Falken puderam apreciar

as prestações e a potência de oito Porsche 991T.

O programa incluiu ainda uma formação completa

sobre os produtos para pista, assim como algumas

atividades especiais em Barcelona. Este modelo tem

vindo a convencer tanto pilotos como ensaiadores

independentes profissionais. Este foi um dos três primeiros

pneus no teste de 2017 da revista Autobild,

tendo ficado classificado entre as marcas premium

no teste da revista Auto Zeitung, o que confirma o

seu excelente rendimento em pisos molhado e seco.

www.revistadospneus.com | 29


Notícias

Produto

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Continental lança EcoContact 6:

pneu mais sustentável

A Continental apresentou o seu novo pneu EcoContact 6 para automóveis ligeiros,

um pneu de verão de alta tecnologia que oferece melhorias substanciais no que a

resistência de rolamento, quilometragem, precisão da direção e distância de travagem

diz respeito. Comparativamente ao modelo anterior, o novo é 20% mais

durável e tem uma resistência ao rolamento 15% inferior. Permite ainda uma

manobrabilidade mais precisa e reduz as distâncias de travagem em piso seco e

molhado. A marca já recebeu 12 aprovações de fabricantes europeus de veículos

para a instalação de origem do Ecocontact 6. Este pneu inclui o inovador composto

GreenChili 2.0, que permite que o piso se adapte da melhor forma ao asfalto,

obrigando a uma menor força de travagem. Logo, a um desgaste inferior.

Nova BMW S1000 RR

traz pneus Bridgestone

A Bridgestone anunciou que o seu pneu

Battlax Hypersport S21 foi selecionado e

aprovado pela BMW Motorrad como equipamento

original do novo modelo S1000RR. A

marca desenvolveu uma versão específica do

Battlax S21 para este novo modelo da BMW.

O pneu dianteiro foi desenvolvido com um

perfil de coroa otimizado para uma condução

mais precisa em curva e uma maior sensação

neutra, em conjunto com um composto de

tripla camada e um enchimento granulado

de elevada rigidez para maior otimização do

amortecimento e da estabilidade. O pneu S21

traseiro inclui maior estabilidade e aderência

através do composto de alto nível e de uma

maior rigidez da coroa graças à tecnologia

Mono Spiral Belt da Bridgestone.

Alliance apresenta

novo A389 VF-Imp para

transporte agrícola

A Alliance realizou, na Dinamarca, testes para

apresentar o novo A389 VF-Imp, um pneu

“muito delicado e respeitador para com o

piso”. Durante os testes, duas combinações

idênticas de trator com reboque fizeram

várias passagens num terreno arado ao

mesmo tempo. Como dizem na Alliance, “as

medições realizadas com um penetrómetro

demonstram que a compactação do solo por

onde passaram os pneus A389 VF-Imp era,

notavelmente, inferior e a profundidade da

pegada era, claramente, menor do que as do

reboque equipado com pneus “normais”. O

modelo A389 VF-Imp oferece a melhor solução

possível para a proteção do solo com

implementos pesados, reboques de grão,

cisternas de farinha e outros reboques agrícolas.

Graças à combinação eficaz da flutuação

com a tecnologia de alta flexão (Very High

Flexion - VF), o novo A389-VF Imp é um pneu

muito fiável que proporciona enorme flutuação,

compactação mínima do solo, grande

capacidade de carga, estabilidade a todas

as velocidades e nível reduzido de desgaste,

que se traduz numa longa vida útil.

30 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Pneu da Hankook para elétricos

recebe prémio IDEA

O Kinergy AS ev da Hankook, pneu concebido para veículos ligeiros

elétricos da segunda geração, foi premiado pelos International Design

Excellence Awards (IDEA) de 2018 na categoria automobilismo

e transporte. Com o seu conceito futurista de pneus, a Hankook

já convenceu, várias vezes, nos últimos anos, nestes prémios. Este

pneu caracteriza-se, entre outras coisas, por um ruído de rolamento

especialmente baixo, otimizado para veículos elétricos. O conforto, o

rendimento e a manobrabilidade do Kinergy AS ev são equiparáveis

aos pneus de altas prestações para ligeiros. O desenho dos blocos

imita os circuitos elétricos e o desenho dos flancos garante uma

aerodinâmica melhorada e um comportamento ótimo durante a

marcha. Foram utilizadas várias tecnologias para reduzir ruídos.

Desta forma, a Hankook integrou uma tecnologia para reduzir

determinadas audiofrequências geradas.

banner revista sjose 2018_final.pdf 1 27/09/2018 17:10:23

Goodyear apresenta

solução “Roll by”

A Goodyear apresentou, nos EUA, uma nova experiência de compra e

montagem de pneus, denominada “Roll by Goodyear”. Eis como funciona:os

clientes iniciam a sua compra na Internet, com uma experiência

sem sobressaltos em RollByGoodyear.com ou num concessionário. Os

concessionários da “Roll by Goodyear” estão situados em centros comerciais

onde as pessoas vivem, trabalham e fazem as suas compras. Uma

vez adquiridos os pneus pela Internet ou na loja, os clientes podem escolher

entre várias opções de montagem. Podem deixar as suas chaves

num concessionário e desfrutar do entretenimento próximo ou a “Roll by

Goodyear” proporcionará um serviço de guarda de automóveis, que recolherá

o veículo de um cliente no lugar por este escolhido e o devolverá

onde este estiver. Os clientes também podem programar uma instalação

através de uma unidade móvel, que irá onde eles estiverem e montará

os pneus. Toda a instalação será acompanhada de atualizações de estado

em tempo real por correio eletrónico ou mensagem de texto, pelo que o

cliente não perderá tempo a pensar quando estará pronto o seu veículo.

A Goodyear levou a cabo vários testes de mercado prévios para a Roll e os

resultados foram extremamente favoráveis em todos os grupos da população,

especialmente entre os millennials.

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Notícias

Empresas

Prometeon Tire Group investe

115 milhões de dólares na Turquia

O Prometeon Tire Group, fabricante de pneus para camiões,

autocarros, agricultura e OTR sob a licença da

Pirelli, vai investir 115 milhões de dólares no período

compreendido entre 2018 e 2020 na Turquia, de forma

a aumentar a sua capacidade produtiva e a implementar

tecnologia avançada na sua fábrica de Izmit, a primeira

unidade de pneus estabelecida na Turquia. Com o aumento

da capacidade produtiva como resultado do

novo investimento, a Prometeon vai incorporar mais

150 postos de trabalho diretos e 750 indiretos. Todos

serão novas contratações. Estes novos colaboradores

vão unir-se aos 2.000 postos diretos e 10.000 indiretos.

Para além da capacidade produtiva anual de pneus, a

fábrica turca vai aumentar em 75%, até 2020, a exportação

para mercados estrangeiros, que deverá duplicar, sendo

uma importante contribuição para a balança do país.

Gastronomia Ibérica

brilha no Guia Michelin

BKT projeta

nova unidade fabril nos EUA

A Balkrishna Industries Limited (BKT), liderada por Arvind

Poddar, um dos fabricantes líderes de pneus off-highway,

com sede principal na Índia, volta às manchetes ao anunciar

o seu novo projeto de construção de uma unidade

produtiva no valor de 100 milhões de dólares para servir,

não apenas os mercados dos EUA, mas, também, toda

a região americana. Esta nova unidade de produção

será a primeira do grupo multinacional fora da Índia. O

projeto para a construção de uma unidade de produção

de pneus nos EUA, constituindo um investimento

de capital total de, aproximadamente, 100 milhões de

dólares americanos, encontra-se, de momento, na sua

fase inicial. A empresa está à procura de um terreno

adequado, o qual será escolhido até final de 2018, para

que a aquisição do mesmo tenha lugar até ao fim do

primeiro trimestre de 2019. Estima-se que o projeto fique

concluído até 31 de março de 2021.

A Michelin lançou a edição de 2019 do Guia Michelin Espanha & Portugal, engalanado

com um novo estabelecimento no seleto clube dos três estrelas, quatro restaurantes

galardoados com duas estrelas e 25 novidades na categoria de uma estrela.

O restaurante Dani García, na localidade de Marbella, conseguiu três estrelas. Os

inspetores do guia fizeram questão de destacar que Dani García obteve a mais alta

distinção graças à sua forma única de reformular a cozinha andaluza numa nota

contemporânea, fazendo com que cada elaboração narre uma história diferente,

com base num produto que se conjuga com a tradição local. Quanto ao facto de

realizar a primeira gala de apresentação do guia em terras portuguesas, Gwendal

Poullennec, diretor internacional dos guias Michelin, declarou que “Portugal tornou-

-se num destino turístico de referência e boa parte desse êxito assenta no auge da

sua gastronomia. É certo que a cozinha tradicional lusa sempre contou com o beneplácito

do público estrangeiro. Sem dúvida, hoje temos a confirmação de um

vigoroso impulso na alta gastronomia deste país, habitualmente a cargo de uma

geração de jovens chefes”.

Em Portugal, o restaurante Alma, de Lisboa, situado no boémio e turístico Chiado,

criou muito boa impressão junto dos avaliadores e foi galardoado com duas estrelas.

O chefe Henrique Sá Pessoa cativou-os com uma proposta muito técnica, divertida e

repleta de matizes. Cada pedaço levou-os a viajar no tempo e no espaço, graças aos

sabores tradicionais e autênticos, que transportam para paragens mediterrâneas ou

de outras latitudes. Relativamente aos novos restaurantes com uma estrela, estão

dispersos por todo o país, exceto o caso do Midori, em Sintra (primeiro restaurante

de cozinha japonesa com estrela em terras lusas). Os avaliadores Michelin encontraram

pepitas de ouro gastronómicas em locais por vezes insólitos e isolados.

Errata

Na passada edição da Revista dos Pneus (outubro de 2018), por lapso, a empresa Bandague

surge mal grafada. Em vez de Bandag (marca de borracha para recauchutagem de uma

empresa norte-americana, que foi, há 10 anos, adquirida pela Bridgestone), devia constar

Bandague. A Bandague, S.A. é uma empresa portuguesa que nasceu em 1972 e que detém,

hoje, três fábricas em solo nacional destinadas à recauchutagem de pneus a frio, comercializando,

também, pneus novos. Utiliza carcaças de marcas de qualidade no seu processo

de recauchutagem e prevê encerrar o ano de 2018 com 41 mil pneus recauchutados. À

Bandague e aos leitores, pedimos desculpa pelo sucedido.

32 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Pneus Pirelli para Fórmula 1

vão ter apenas três cores

Os pneus Pirelli P Zero vão ter apenas três cores na

próxima temporada de Fórmula 1. Serão os mesmos

para cada corrida (branco, amarelo e vermelho) com

uma opção mais dura disponível, do tipo média e mais

macia, respetivamente. No entanto, esta relação não

indica que o número de compostos reduziu. Os pneus

macio, médio e duro continuam, trocando de composto

a cada circuito com a finalidade de adaptação às características

de cada pista. Por exemplo, a borracha com

o flanco a vermelho (macio) para o Mónaco vai alterar,

substancialmente, quanto ao nível de dureza da opção

com a mesma cor de Silverstone ou Suzuka. O novo

espectro de compostos de 2019 será comunicado em

dezembro de 2018, após a respetiva homologação por

parte da FIA. Antes de cada corrida, a Pirelli revelará

as nomeações precisas dos compostos.

Fábrica da Vipal fez formação

a parceiro espanhol

A Recauchutados Muralla, da cidade de Avila, em Castilla e Leon, esteve cinco dias

em atividades nas instalações da empresa brasileira Vipal. Com esta intenção, a Vipal

promoveu, entre os dias 10 e 14 de setembro, nas suas instalações fabris na cidade

de Nova Prata, no Rio Grande do Sul, Brasil, a formação “Capacitação de Gestores de

Empresas de Recauchutagem”, promovido pela Univipal, universidade corporativa

da Vipal Borrachas, à parceira espanhola Recauchutados Muralla. Na ocasião, participaram

os proprietários da Recauchutagem Muralla, David Rodriguez Muñoz e Enrique

Jimenez Sanches, acompanhados pelo coordenador comercial da Vipal Europa,

Fabricio Nedeff. Em cinco dias de intensa agenda, conheceram de perto a estrutura

fabril e tecnológica da Vipal. Os visitantes estiveram no Centro Técnico Vicencio Paludo,

que realiza formações e testes, na VipalTec, empresa ligada à Vipal que dispõe de

um laboratório onde são realizados ensaios com pneus novos e recauchutados, e no

Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, um amplo laboratório, que responde a todas

as necessidades relacionadas com a homologação de matérias-primas, melhoria de

produtos e processos, além de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Na

formação, receberam informações de diversos temas, como segurança, linha de produtos

Vipal, recauchutagem de pneus de carga, aplicação de reparações e seleção de

desenhos de bandas de rodagem, entre outros.

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Notícias

Empresas

Continental atualizou plataforma

ContiConnect

A Continental apresentou uma nova atualização da sua plataforma

de controlo digital de pneus: Conticonnect. O portal web tem, agora,

mais funções e a aparência da aplicação também foi melhorada. As

novas características relacionam diretamente os serviços da Conticonnect

com as operações de frotas. Para além disso, a gestão dos

pneus otimiza-se ao aplicar os dados extraídos do controlo digital

dos dados na manutenção física dos pneus. Eis as principais novas

características que já estão disponíveis para todos os utilizadores

da ContiConnect:

• Possibilidade de configuração individual das notificações em função

da temperatura do pneu e da pressão com limites personalizados;

• O novo assistente de enchimento permite uma maior precisão

no enchimento do pneu independentemente da temperatura

do mesmo;

• A exportação dos dados permite uma análise individualizada e o

seu processamento em outros sistemas;

• A subida manual de dados dos pneus no portal web chamado

ContiConnect Light permite o controlo dos pneus sem necessidade

de existir uma estação recetora na sede da frota nem a sua

integração telemática.

Cometil recebeu prémio Hevea

para Melhor Equipamento

Realizou-se, em outubro, a 1.ª edição dos prémios Hevea da indústria

dos pneus, uma iniciativa da revista EuroPneus. A cerimónia

de entrega dos prémios decorreu nas instalações da IFEMA, em

Madrid, tendo sido atribuídos toféus às 12 categorias que estavam

a concurso. A Cometil foi a empresa premiada na categoria “Melhor

Equipamento Oficinal” com o modelo Hunter Revolution Walkaway.

Nesta primeira edição dos prémios Hevea, participaram como nomeadas

um grande número de empresas que, no seu conjunto,

representam o presente e o futuro do setor do pós-venda. Foram

registados e validados 7.829 votos de profissionais, um número

muito significativo e que mostra a força e a dinâmica do mercado

dos pneus em Espanha. Assistiram à gala dos prémios Hevea mais

de 200 pessoas, na sua maioria diretores-gerais, diretores comerciais

e de marketing das principais empresas do setor dos pneus e da

mecânica rápida, representantes de instituições e associações e os

principais meios de comunicação especializada.

Gripen Wheels Ibéria

cessou atividade

Pretendendo focar a sua atividade e concentrar os seus recursos de investimento

noutros mercados mais consistentes, o Grupo Gripen Wheels

decidiu cessar a sua atividade em Portugal e Espanha e, consequentemente,

proceder ao encerramento definitivo das respetivas instalações.

Assim, em virtude do encerramento da empresa, o posto de trabalho

de Luís Martins, diretor-geral da Gripen Wheels Ibéria, foi concomitantemente

extinto, tendo as partes chegado a um acordo de rescisão amigável.

Irá prosseguir com a atividade de encerramento António Martins

(Tel. 220 991 400), que continuará ao dispor dos clientes até que estejam

concluídos os trabalhos de liquidação da sociedade.

“Orgulhamo-nos muito de ter disponibilizado ao mercado produtos de

qualidade superior, que comparámos sempre com as mais prestigiadas

marcas económicas a nível mundial, mas, também, através dos nossos

parceiros distribuidores, ter oferecido o melhor serviço do mercado”, referiu

Luís Martins. “Foi sempre uma quádrupla parceria entre fabricante,

fornecedores, distribuidores e utilizador final. É, pois, chegada a hora de

me despedir de todos os clientes e agradecer a amizade, o respeito, a

consideração, o apoio e a colaboração com que sempre me honraram”,

acrescentou. “Estou, neste momento, em busca de um novo desafio profissional,

preferencialmente nesta mesma área de negócio de que tanto

gosto e onde tenho acumulado experiências, sentindo-me particularmente

feliz e realizado”, concluiu na hora da despedida desta etapa da

sua carreira profissional.

Hankook já equipa

(quase) toda a gama da BMW

Com o fornecimento de pneus como equipamento de origem para o Série 6 Gran

Turismo, a Hankook completa o leque de entregas de produto à BMW. Para além de

outros modelos, a Hankook também já equipa o BMW Série 7 com pneus de verão

e de inverno UHP. O Série

6 Gran Turismo vai passar

a utilizar o pneu de verão

Ventus S1 evo 2 de altas

prestações na versão Run

Flat, sendo produzido na

fábrica europeia altamente

moderna que a empresa

tem na Hungria. Muito

cómodo em movimento

e com uma dinâmica de

condução desportiva, as

características do Série 6

Gran Turismo saem reforçadas com o novo pneu da Hankook. Este pneu equipa

o modelo acima mencionado nas dimensões 245/45 R19 98Y RSC para eixo

dianteiro e 275/40 R19 101Y RSC para eixo traseiro.

34 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Doublestar Group anuncia António

Smith como novo diretor-geral ibérico

O Qingdao Doublestar Group, o maior fabricante chinês de pneus

e uma das 500 maiores empresas da Ásia, anuncia a nomeação

de António Smith Montero como novo diretor-geral para Espanha

e Portugal. Com esta nomeação, a empresa proprietária

das marcas Doublestar, Crossleader, Aosen ou a recentemente

adquirida Kumho Tire, enfatiza a sua aposta no mercado ibérico

de pneus. “É, para mim, uma honra e um enorme objetivo que

o principal fabricante de pneus da China tenha

depositado a sua confiança na minha pessoa

para a distribuição e comercialização das

suas marcas em Espanha e Portugal”, disse o

responsável recém-nomeado. “Acredito que,

nos próximo meses, os pneus Doublestar

sejam reconhecidos no mercado ibérico

como produtos de grande fiabilidade e

segurança. Queremos fazer gala do

lema da empresa e construir uma

marca de pneus ligeiros de maior

segurança. Os produtos Doublestar

são produzidos de acordo com

a etiqueta de pneus europeia, com

designs apelativos e sob os mais modernos

padrões de produção”, acrescentou.

Recambios Frain

inicia atividade m Portugal

A partir do próximo dia 1 de Janeiro de 2019, iniciará funções em Portugal a

RFP - Recambios Frain Unipessoal Lda.. Esta nova empresa chegou a acordo

com a marca Nokian Tyres, para a distribuição exclusiva da sua gama de turismo,

comercial, 4x4, camião, agrícola, industrial e florestal em todo o território

português. O apoio incondicional da Nokian para com a RFP, unido à força de

vendas que a empresa tem tido em Portugal desde há muitos anos, faz com

que o gerente Francisco Dorado Vizcaíno, tenha total confiança no sucesso e

no êxito deste novo projeto.

“Esta nova empresa, nasce como consequência da nossa continua intenção

de melhorar constantemente, tendo sempre em conta os valores que nos

caracterizam: stock e serviço. A nossa nova estrutura, formada por um armazém

na Maia, um call center, e uma equipa comercial, permitir-nos-á abordar

o mercado português com uma nova visão, agilizando as nossas entregas e

melhorando as relações com os nossos clientes”, referiu Francisco Vizcaíno.

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Pneus da Gândara

FALKEN É APOSTA GANHA

Situada na Figueira da Foz, a Pneus da Gândara abraçou a marca Falken há

três anos, graças à parceria de grande proximidade que mantém com a AB Tyres

Fundada em 1999 por Pedro Gaspar,

na localidade de Bom Sucesso, Figueira

da Foz, a Pneus da Gândara

tem feito o seu caminho no comércio

de pneus de todas as marcas e nos serviços

de montagem, equilibragem e alinhamento.

Em 2001, devido aos efeitos da crise, a empresa

ganhou um segundo sócio, José Ramos,

tendo conseguindo manter-se sempre

na rota suave do crescimento e atuando em

variados mercados, como é o caso, por exemplo,

das reparações nas áreas industriais e

agrícolas, este último um setor forte e com

bastante tradição na região.

A qualidade do serviço é uma das mais-

-valias da empresa. “Vamos às terras tirar

as rodas dos tratores e estamos disponíveis

24 horas por dia. As reparações continuam

a ser o grosso da nossa atividade”, revelou

o responsável.

Há três anos, graças à relação de grande

proximidade com a AB Tyres, Pedro Gaspar

decidiu abraçar a marca Falken. Uma aposta

determinante e ponderada, até porque o responsável

da empresa já trabalhara, há mais

de 20 anos, ainda na condição de empregado,

com a marca e sempre conservou uma

opinião muito positiva do produto. “Deixei

de a trabalhar devido ao meu antigo patrão”,

contou. Hoje, tudo mudou. As decisões são

suas e do seu sócio. E os resultados estão à

vista. “Em apenas três anos, a Falken representa

já perto de 40% no negócio dos pneus

ligeiros e continua a crescer”, afiançou à Revista

dos Pneus. “Gosto muito do produto.

Já há 20 anos gostava dele. Por isso, quando

surgiu a oportunidade aproveitei. São pneus

com uma excelente relação qualidade/preço.

Não tenho quaisquer reclamações e quando

surge alguma questão, eles estão sempre

disponíveis para apoiar”, disse.

Pedro Gaspar não poupou elogios à parceria

com a AB Tyres e, em particular, à administração

da empresa. “São praticamente uma

família para nós. Acredito que, porventura,

36 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Publireportagem

PARCEIROS DA AB TYRES

EQUIPA DE CONFIANÇA

Parceira de negócio da AB Tyres, a Pneus da Gândara

ocupa, atualmente, umas instalações com

200 m 2 disponíveis para a oficina e outros 200

m 2 para o armazém, com capacidade para perto

de 2.000 pneus. A equipa é composta por quatro

pessoas. Todos eles com uma vasta experiência

profissional. Segundo palavras de Pedro Gaspar,

um dos grandes trunfos da empresa reside, justamente,

na sua matéria humana. “Os clientes

confiam bastante no trabalho de toda a equipa”,

reforçou.

Entre a carteira de clientes, de resto, as empresas

representam, aproximadamente, 40% da

faturação. “São empresas das boas, daquelas que

pagam”, brincou o gerente. O restante são clientes

finais “fidelizados”, confidenciou Pedro Gaspar.

Uma fatia considerável do negócio da Pneus da

Gândara passa ainda pelos trabalhos agrícolas,

sendo que os clientes deste setor “confiam plenamente

nos nossos serviços e produtos”, concluiu.

seja a única casa onde ainda conseguimos

falar diretamente com o próprio patrão.

Sempre que temos alguma questão, ligamos-lhe.

E, isso, é algo fundamental para

a nossa atividade. Dar o rosto é muito importante.

É muito diferente dos negócios

onde tudo se passa online”, sublinhou ainda

Pedro Gaspar.

Evolução natural

Para Pedro Gaspar, fator crucial nas gamas

da marca Falken é a sua própria capacidade

de evolução. “O produto está melhor do

que nunca. Eles estão sempre a melhorar.

Quando entendem que é altura de mudar

PNEUS DA GÂNDARA

Gerente Pedro Gaspar

Morada Estrada Nacional 109,

Armazém 8, 3080 - 751 Bom

Sucesso (Figueira da Foz)

Telefone 233 929 888

Email pneusdagandara@hotmail.com

um piso, não hesitam: mudam-no mesmo.

Além disso, têm sempre pneus disponíveis

para entrega. É realmente tudo muito bom”,

adiantou. Por esse motivo, o responsável não

tem dúvidas quanto ao desenvolvimento da

relação com a marca. “O futuro? É vender

pneus Falken”, frisou.

A Pneus da Gândara é a única casa, na região,

a comercializar as gamas da Falken, mas Pedro

Gaspar reconheceu que o mercado de

pneus é, hoje, extremamente competitivo.

Um problema que interfere com os preços.

“Felizmente, a nossa qualidade de serviço

diferencia-nos da concorrência. É por aí que

conquistamos os clientes”. u

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Técnica

Alinhamento da direção

Bom alinhamento

aumenta a segurança

Para alinhar corretamente a direção, é necessário ter bem claros conceitos como

camber ou caster, que, em traços gerais, se referem aos desvios e inclinações nos eixos

dos veículos, provocados por pancadas, desgaste das suspensões ou dos pneus

A

melhor opção para otimizar o alinhamento

da direção é contar com

um sistema totalmente informatizado

baseado em sensores (quatro,

seis ou até oito), que se colocam no veículo e

transmitem a informação a um computador,

onde é processado um modelo 3D com todas

as modificações a realizar para que o veículo

volte aos valores de alinhamento de fábrica.

O QUE É MEDIDO?

As máquinas de alinhamento de direção permitem

realizar verificações estáticas acerca

do estado dos eixos dianteiros e traseiros. No

entanto, quais são as medições que realizam?

Com que dados e conceitos há que trabalhar

para se saber que ajustes são necessários?

As medições de uma máquina de alinhamento

de direção baseiam-se, fundamentalmente, na

posição das rodas e dos eixos. Em função disso,

devem ter-se em conta diferentes fatores.

Segundo a posição das rodas

Ângulo de saída: é o compreendido entre

a perpendicular do centro da roda e o eixo

de rotação do conjunto da roda, definido por

pontos de rotação superiores e inferiores. É

medido em graus.

Ângulo de queda: mede a perpendicular

do centro da roda e a vertical de simetria do

conjunto da roda. É medido em graus.

Ângulo de avanço: define o ângulo existente

desde a perpendicular ao centro da

roda e o eixo de rotação do conjunto da roda,

definido por pontos de rotação superiores e

inferiores. Também é medido em graus.

Ângulo de convergência: é o que mede

a linha média da roda e o eixo longitudinal

de simetria do veículo. Pode ser medido em

graus, milímetros ou polegadas.

Muitos equipamentos de alinhamento modernos

estão preparados para verificar a

compensação do desvio e, desta forma, obter

uma medida precisa dos ângulos na qual

não influem os desvios que podem ocorrer

devido a erros geométricos existentes nas

jantes ou na fixação das rodas.

Segundo a posição dos eixos

Divergência na viragem: é a diferença

entre os ângulos do raio de viragem das rodas.

As verificações realizam-se com ângulos

de viragem de 10º, 20º e viragem máxima.

Em todos os casos, calcula-se a medida dos

ângulos de rotação e avanço. A medição faz-

-se em graus.

Desalinhamento das rodas: é a diferença

38 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


de posição entre as rodas do mesmo eixo,

tanto dianteiro como traseiro, em relação à

perpendicular do eixo longitudinal de simetria

do veículo.

A posição das rodas e dos eixos é fundamental

para o equilíbrio do veículo na estrada. Os

desvios nos ângulos de queda, avanço ou no

resto dos conceitos que vimos, traduzem-se

em mudanças no comportamento do automóvel

e nas sensações de condução, fazendo

com que perca eficácia nas curvas, nas retas

ou em ambas. O alinhamento da direção deve

fazer-se sempre tendo em conta as características

e dados técnicos do veículo.

ALINHAMENTO, PARALELISMO OU

GEOMETRIA DA DIREÇÃO

É possível que um cliente chegue à oficina

e refira que, ao circular a cerca de 90 km/h,

o veículo tende a subvirar, a vibrar ou que o

volante treme. Nesse caso, é muito provável

que seja necessário realizar um alinhamento

da direção.

CAUSAS DA OSCILAÇÃO, DO TREMOR

OU DA VIBRAÇÃO

Perante esta circunstância, o veículo gera uma

oscilação, tremor ou vibração, o que origina

perdas de estabilidade e reduz o controlo da

direção. Isto provoca insegurança no condutor,

visto que tem uma sensação de flutuação

do veículo gerada por uma imprecisão

na direção, que obriga o mesmo a corrigir o

volante para um lado ou para o outro.

Muitas vezes, os motivos para o surgimento

destes problemas são a má calibragem das

jantes pela perda de um chumbo, subir um

passeio de forma brusca, acertar num buraco,

ter algum componente em mau estado (jantas

ovalizadas, folga nas rótulas, amortecedores

danificados) ou pressão de insuflação dos

pneus inadequada.

Para solucionar estes incidentes, é necessário

realizar um alinhamento da direção, trabalho

que, também, recebe o nome de geometria

ou paralelismo.

COMO SE REALIZA

O ALINHAMENTO DA DIREÇÃO?

O processo de alinhamento da direção é um

trabalho simples, mas exige grande destreza.

Em condições normais, esta atuação implica

apenas alguns minutos de trabalho, embora

dependa da “qualidade de vida” a que o veículo

tenha estado sujeito.

Preliminares

Antes de iniciar o próprio processo de alinhamento,

é necessário realizar uma série

de ações prévias para garantir um trabalho

bem sucedido.

Em primeiro lugar, deve corrigir-se a pressão

dos pneus, adaptando-a aos valores recomendados

segundo o fabricante do veículo.

Nesta fase, é importante visualizar o estado

dos pneus e verificar que tipo de desgaste

sofrem. Em função do tipo de desgaste, poderemos

prever o tipo de regulação que se

deve realizar:

l O desgaste dos pneus no interior e no exterior

é sinal de que circularam com baixa

pressão;

l O desgaste no centro evidencia que circularam

com uma pressão excessiva;

l Quando se desgastam no interior ou no

exterior (não em ambas as zonas simultaneamente),

é possível que algum elemento

da direção esteja danificado;

l Também é possível que os pneus apresentem

um piso irregular, ou seja, que contem

com um desgaste irregular em forma de

“dentes de serra”. As causas mais prováveis

deste dano são o mau estado da suspensão

ou dos amortecedores. Ou uma regulação

geométrica incorreta. Por todos estes possíveis

desgastes nos pneus, será necessáriorealizar

a calibragem das rodas e verificar o

estado dos amortecedores.

A última ação que devemos realizar antes de

iniciar o alinhamento da direção é verificar o

estado das rótulas das barras de acoplamento,

que podem ter ganho folga. Neste caso, será

necessária a substituição das mesmas.

PROCESSO DE ALINHAMENTO DA DIREÇÃO

O processo de alinhamento da direção necessita

de um sistema especializado para tal fim,

que consiste em quatro captadores (niveladores)

e um software informático, através do

qual podemos visualizar as quotas em que o

veículo se encontra.

Devem colocar-se os quatro captadores nas

jantes do veículo, situado num elevador que

assegure a sua correta posição para tal trabalho.

O software, para além de apresentar a

leitura dos valores dos ângulos relativos aos

eixos do veículo, também disponibiliza os valores

nominais recomendados pelo fabricante.

Deste modo, podem ajustar-se os referidos

valores mediante os excêntricos situados

na barra de acoplamento ou cremalheira da

direção (dependerá da marca e modelo do

veículo). Para que a medição seja o mais exata

possível, devem ajustar-se os eixos dianteiro

e traseiro, prestando especial atenção e corrigindo

a inclinação, queda, convergência e

ângulo do eixo de translação.

Uma vez ajustados os referidos valores, é necessário

confirmar se todos os componentes

da direção e da suspensão funcionam corretamente

e se os pneus assentam adequadamente

no chão, rodando paralelos entre si.

A fim de verificar se o trabalho realizado foi

bem sucedido, deve ser testado o veículo

numa via, o mais reta e plana possível, e

confirmar se a circulação do mesmo é totalmente

reta, ou seja, se o volante não tende

a desviar para qualquer dos lados.

Um correto alinhamento da direção garantirá

uma vida útil apropriada dos componentes

relacionados com o mesmo, uma

maior precisão da direção, uma travagem

regular, uma distância de travagem adequad

e diminuirá o risco de aquaplaning. Em suma,

um bom alinhamento aumenta a segurança

na estrada. u

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Técnica

Métodos de reparação de pneus

Cumprir os padrões

de segurança

O pneu de qualquer veículo ligeiro ou pesado deve ser reparado de forma imediata

quando apresente anomalias, sempre que exista viabilidade para a reparação do

dano e se possa garantir um nível de segurança normal após a reparação

40 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


O

pneu é o único componente do

veículo que está em contacto direto

com o pavimento. Daí a sua

importância no que respeita ao

conforto e à segurança durante a condução.

Além disso, cabe ao mesmo suportar todo o

peso do veículo e contribui para um melhor

comportamento dos sistemas de travagem,

amortecimento, direção e transmissão.

Salvaguardando os necessários standards

de segurança, a reparação, assim como a

recauchutagem, são formas efetivas para

a redução de custos com os pneus, constituindo,

também, processos de reciclagem,

extremamente benéficos em termos ambientais.

Com estes processos, a indústria dos transportes

de um país pode economizar largos

milhões de euros por ano.

CRITÉRIOS PARA DETERMINAR

SE O PNEU É REPARÁVEL

Existem danos, como a rutura, a deformação

perimetral no flanco ou a presença de bolsas

de ar entre a borracha e a lona da carcaça,

entre outros, que não são reparáveis e exigem

que o pneu seja substituído.

Uma vez realizada esta avaliação, determina-

-se que tipos de reparações admite o pneu

em questão, conforme seja o veículo no qual

é montado.

Furos nos pneus

Os furos podem ser reparados em qualquer

tipo de borracha, sempre que a perfuração

não se situe sobre a nomenclatura do pneu,

tenha um diâmetro superior a 15 mm e/ou o

pneu não esteja classificado com um código

de velocidade elevado (a partir de códigos

H, não se aconselha a reparação de furos).

Processos de reparação de pneus furados

Existem dois tipos de processos de reparação

de pneus furados: sistemas de reparação

temporária e sistemas de reparação homologados

para circular com segurança.

SISTEMAS DE REPARAÇÃO TEMPORÁRIA

Destinam-se a selar o furo durante um tempo

limitado. Uma vez efetuado o processo de

reparação, o pneu pode ser cheio para evitar

os danos que poderiam ocorrer caso se

circulasse com baixa pressão ou sem pressão

de ar. Distinguem-se os kits de espuma

antifuros e as tiras de borracha conhecidas

como “mechas” ou “esparguetes”.

Estes sistemas de reparação não estão homologados

pelos fabricantes de veículos

para circular de forma continuada, pelo que

são uma solução temporária que, posteriormente,

requer uma reparação do furo homologada

que possibilite uma circulação

segura.

1REPARAÇÃO COM KITS DE ESPUMA

ANTIFUROS

Estes kits estão a ser introduzidos por alguns

fabricantes de automóveis como substituto

da tradicional roda sobressalente. Permitem

uma selagem muito limitada do furo,

o que obriga a efetuar uma condução mais

moderada e a circular apenas o número de

quilómetros imprescindível para chegar até

à oficina.

O seu principal inconveniente é que podem

desequilibrar a roda e deixam resíduos no

interior do pneu, que devem ser retirados

antes de se efetuar a reparação homologada

do furo.

2REPARAÇÃO COM TIRAS DE BORRACHA

Este sistema de reparação proporciona

uma selagem mais duradoura sem necessidade

de se atuar sobre a parte interna do

pneu. Além disso, permite que a condução

não fique limitada a uma quilometragem

concreta. Apesar disso, não é um sistema

de reparação de furos homologado pelos

fabricantes, pelo que tem de ser utilizado

como reparação temporária.

O processo que deve ser seguido para reparar

o furo com este sistema, é o seguinte:

l Encher o pneu;

l Retirar o elemento que tiver provocado

o furo;

www.revistadospneus.com | 41


Serviço

Métodos de reparação de pneus

l Passar o escareador específico pelo furo

para alargá-lo e possibilitar que a “mecha”

entre no orifício;

l Colocar uma tira de borracha sobre a ferramenta

específica que permitirá a sua

colocação no interior do orifício do furo;

l Pôr cola sobre a tira de borracha;

l Introduzir a tira de borracha exercendo

pressão. É necessário verificar se existe

pressão de ar suficiente no pneu para se

poder introduzir a tira. Caso isso não aconteça,

é necessário encher o pneu;

l Cortar o excesso de tira saliente.;

l Encher o pneu com a pressão de ar indicada

pelo fabricante.

SISTEMAS DE REPARAÇÃO HOMOLOGADOS

Neste caso, os sistemas utilizados oferecem

uma selagem mais eficaz e duradoura do

dano, pelo que a segurança durante a condução

está garantida. Estão homologados

pelos fabricantes e permitem uma condução

sem restrições de velocidade.

Existem dois tipos de sistemas de reparação

homologados: os realizados com remen-

dos de reparação por perfuração, também

conhecidos como remendos do tipo “cogumelo”,

e as vulcanizações.

Antes de se iniciar a reparação, é imprescindível

colocar luvas de proteção mecânica

e óculos de segurança, verificar se o furo é

reparável e desmontar o pneu. Do mesmo

modo, após finalizar a reparação, tem de

se montar o pneu, enchê-lo, equilibrá-lo e

verificar se não existem fugas antes de se

montar a roda.

1REPARAÇÃO COM REMENDO TIPO

“COGUMELO”

Este método de reparação é um dos mais

recomendáveis, visto que o remendo dispõe

de um espigão que se introduz no furo e de

uma base que sela a superfície circundante

interior do pneu, tudo isso reforçado com

uma cola específica.

O processo que deve ser seguido para reparar

um furo com este tipo de remendo

é o seguinte:

l Escolher o remendo tipo “cogumelo” que

melhor se ajuste ao diâmetro do furo;

l Alargar o diâmetro do furo utilizando um

berbequim e uma broca que se adeque

ao remendo selecionado;

l Limpar, lixar e escovar a zona interior do

pneu onde se vai colocar o remendo. Para

isso, utilizar um disco de corindo ou de

raspas de tungsténio. Caso o cliente tenha

utilizado o kit de espuma anteriormente

mencionado, deve eliminar-se qualquer

resíduo deste produto;

l Soprar a superfície e desengordurar a zona

com um produto de limpeza específico

que não agrida a borracha;

l Aplicar o produto de aderência sobre a zona

de colocação do remendo com a precaução

de cobrir uma extensão ligeiramente

42 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


superior ao diâmetro da base do remendo;

l A partir da face interna do pneu, introduzir

o espigão do remendo no orifício;

l Puxar a extremidade do espigão que sai

pela face externa do pneu;

l Pressionar a base do remendo com a

certeza que não ficam dobras, bolsas de

ar nem zonas abertas no rebordo do remendo.

Para isso, há que utilizar um rolo

de pressão ou ferramenta similar;

l Cortar a parte restante do espigão que sai

pela face exterior do pneu.

2REPARAÇÃO COM REMENDO

VULCANIZADO

Trata-se de outro sistema que oferece a

possibilidade de reparar furos de forma

duradoura. Os remendos disponíveis no

mercado são endurecidos através de um

processo de vulcanização a frio (autovulcanizável)

ou com contribuição térmica. Podem

combinar-se ambos os sistemas para reparar

certos danos.

Este é um processo genérico para efetuar

este tipo de reparação:

l Lixar a zona sobre a qual se vai colocar o

remendo pela face interna (entre 100 e

150 mm em redor do remendo) e abrir e

biselar os rebordos do dano na face exterior

utilizando fresas rotativas e discos

abrasivos. Com ambas as ações, a superfície

de contacto aumenta e garante-se a sua

durabilidade. Caso se utilizem inserções de

borracha pré-vulcanizadas, o processo de

biselamento simplifica-se notavelmente;

l Escovar a zona para eliminar os resíduos

de borracha limados;

l Limpar e desengordurar a superfície de

atuação;

l Aplicar o acelerador de união sobre a zona

lixada e o primário de tratamento prévio

na superfície biselada que, posteriormente,

será tapada com composto de borracha;

l Escolher o tipo de remendo que mais

convenha segundo a extensão do dano

e o processo de cura escolhido (a frio ou

com calor);

l Colocar o remendo na face interna de

forma a que cubra a zona lixada e fique

centrado em relação ao dano;

l Pressionar o remendo com um rolo de pressão

para eliminar bolsas de ar e assegurar

o máximo contacto possível do remendo;

l Aplicar o composto de borracha vulcanizante

sobre a zona biselada e pressioná-la

com o rolo de pressão para selar convenientemente

a junta existente entre o pneu

e o remendo;

l Tapar o resto do dano com o composto de

borracha vulcanizante, dar-lhe forma para

igualar a superfície, pressionar com o rolo

de pressão e colocar película de proteção

(apenas para vulcanização a quente).

- Caso se tenham utilizado remendos de vulcanização

a quente, colocar o pneu sobre o

equipamento de vulcanização e posicionar

a placa de calor sobre o remendo de forma

a que gere uma pressão uniforme. Nesse

momento, há que esperar que o remendo

vulcanize e desligar a placa sem deixar de

fazer pressão até que o conjunto arrefeça;

l Aplicar cola seladora ao longo de todo o

perímetro do remendo com o objetivo de

selar a união;

l Nivelar a superfície do pneu através do

lixamento da zona;

l Reesculturar o desenho na face exterior

do pneu caso seja necessário.

RECAUCHUTAGEM E REESCULTURA

A recauchutagem permite restituir a banda

de rodagem do pneu através de um processo

de vulcanização a frio ou a quente. Inversamente,

a reescultura possibilita que o desenho

do pneu seja reproduzido quando este

apresenta desgaste e tenha sido reparado.

Ambas as operações são quase exclusivas de

veículos industriais pesados e são efetuadas

para aumentar o rendimento dos pneus e

reduzir o elevado custo resultante de uma

substituição dos mesmos.

A SEGURANÇA PRIMEIRO QUE TUDO

Existem múltiplos sistemas para a reparação

de pneus. Cada um deles apresenta umas

características concretas que o profissional

da oficina tem de conhecer para efetuar

reparações de qualidade que cumpram os

padrões de segurança. Só desta forma a

reparação de um pneu é viável. u

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Serviço

Elevadores de veículos

Rentabilidade

e produtividade

Tal como em qualquer outro tipo de equipamento, mais importante do que o preço de

um elevador, é a garantia do fabricante ou distribuidor e a respetiva assistência técnica

e disponibilidade de peças de substituição que devem ser analisadas com atenção

Elevar veículos e mantê-los em segurança

a determinada altura enquanto

se trabalha sob eles, é uma operação

repetida com grande frequência nas

oficinas. Para o efeito, os elevadores devem

satisfazer as diferentes necessidades, em função

do tipo de intervenção sobre o veículo,

do seu peso e das suas dimensões. Apresentamos,

neste artigo, informações detalhadas

sobre as possibilidades, limitações e utilizações

de diferentes elevadores existentes

no mercado, para que a oficina disponha

de dados fiáveis — tanto descritivos como

de aplicação — caso pretenda renovar ou

adquirir este tipo de equipamento.

TIPOLOGIA DE ELEVADORES

A variedade de tipos de elevadores, cada um

com diferentes prestações, permite que estes

satisfaçam todas as exigências e cumpram os

requisitos de segurança. A tecnologia mais

utilizada nos elevadores é a eletrohidráulica,

a que permite movimentar “massas” mais

importantes, com uma potência menor dos

motores. Os elevadores hidráulicos exigem

obra civil de grande importância e são relativamente

lentos, tanto na subida como

na descida, mas são ainda os preferidos das

oficinas de automóveis.

ELEVADOR DE DUAS COLUNAS

As suas duas robustas colunas, em conjunto

com os seus braços móveis, onde são apoiados

os estribos do veículo, permitem elevar e

suportar ligeiros, todo-o-terreno e, inclusive,

veículos industriais ligeiros, sem limitações

no que respeita a peso, dimensões ou configuração,

o que explica a sua ampla utilização

em oficinas.

Este tipo de elevador proporciona fácil acesso

às rodas e à parte inferior do veículo. Estas

características, aliadas à sua excelente fiabilidade,

inclusive quando utilizado com grande

frequência ao longo do dia, justificam a sua

utilização, principalmente em oficinas ou

postos de trabalho que desenvolvam intervenções

de mecânica. Dentro deste tipo,

podem encontrar-se elevadores simétricos

e assimétricos. A diferença entre eles reside

nos braços de apoio. Os assimétricos contam

com dois braços longos e dois curtos. Isto

permite colocar o veículo de forma a que

tanto as colunas como os braços do elevador

permaneçam afastados das suas portas, permitindo

o acesso ao habitáculo com maior

facilidade e espaço. Não obstante, não evita

que existam zonas com acesso limitado nas

laterais do veículo, nas quais não será possível

intervir de forma adequada.

ELEVADORES DE TESOURA

O elevador de tesoura não tem esta limitação,

visto que o veículo está apoiado sobre um

par de plataformas, elevadas através de um

mecanismo de tesoura (duplo ou simples),

que permite acesso livre a todo o perímetro

44 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


e a grande parte da zona inferior do veículo.

As possibilidades de acessibilidade desta

tipologia de elevadores tornam-os opções

válidas para equipar qualquer posto de

trabalho da oficina, independentemente

da utilização dada, embora sejam especialmente

recomendáveis em carroçaria, visto

que permitem intervir, com muito poucas

limitações, em qualquer parte do veículo. Na

posição recolhida, os elevadores de tesoura

permanecem ao nível do solo ou, inclusivamente,

podem encaixar no solo ao recolher.

Desta forma, o posto de trabalho permanece

desobstruído e o elevador não impede a realização

de outras tarefas quando não está a

ser utilizado. Esta característica proporciona

grande versatilidade aos postos de trabalho

que dispõem deste tipo de elevador. Também

são adequados para equipar os postos

de receção da oficina, proporcionando

condições ideais para a inspeção do veículo

e para o desenvolvimento do processo de

atendimento ao cliente.

É possível classificar estes elevadores de

tesouras em função do tamanho das suas

plataformas. Com base nesta característica,

podemos encontrar elevadores com plataformas

pequenas ou grandes. Nas primeiras,

o veículo é apoiado sobre os seus estribos

com a ajuda de calços de apoio que, além de

evitarem danos na carroçaria, são indispensáveis

do ponto de vista da segurança. Desta

forma, as rodas e todos os componentes da

direção e da suspensão permanecem livres

para manipulação.

Por outro lado, nos elevadores de tesoura que

contam com plataformas grandes, os veículos

são apoiados diretamente sobre as suas

rodas. São ideais para realizar a medição da

geometria da direção, embora para as tarefas

de ajuste seja necessária a ajuda de uma travessa

com macaco de elevação ou tabuleiro

elevador auxiliar sobre as plataformas, para

sustentar os eixos do veículo e, assim, deixar

as rodas livres de peso.

ELEVADOR DE QUATRO COLUNAS

O elevador de quatro colunas oferece maior

versatilidade no que respeita a capacidade de

peso, graças às suas quatro robustas colunas.

É uma boa opção em oficinas especializadas

em veículos industriais ou naquelas em que

este parâmetro deva ser tido em conta em

caso de reparações frequentes de veículos

todo-o-terreno de grandes dimensões. Além

do mais, as suas grandes plataformas agilizam

em grande medida as operações de colocação

do veículo. Por conseguinte, devem

ser considerados em postos de trabalhos de

mecânica rápidos, embora, tal como no caso

anterior, devam ser combinados com algum

meio de elevação adicional para libertar as

rodas, caso também seja necessário intervir

sobre estes elementos.

O elevador permanece

como a opção mais

válida para aumentar

o acesso à parte

inferior do veículo

e a ergonomia dos

operadores

ELEVADOR DE COLUNAS MÓVEIS

O elevador de colunas móveis é a opção

ideal para veículos de grandes dimensões e

muito pesados. Este tipo de elevador proporciona

flexibilidade e capacidade de elevação

para adaptação a qualquer tipo de veículo

industrial. Adicionalmente, os modelos mais

avançados dispõem de comunicação sem fios

para operar de forma simultânea sobre oito

colunas independentes. A mobilidade das

colunas é outra das suas principais vantagens:

podem ser utilizadas em qualquer posto de

trabalho, sem a necessidade de deslocar o veículo

e colocadas em local adequado quando

não forem necessárias.

ELEVADOR DE CILINDRO

Um pistão encastrado no solo é o sistema

utilizado no acionamento dos elevadores

cilíndricos. A sua principal característica é

que a maior parte do sistema de elevação

permanece oculta sob o solo, com a exceção

do cilindro e dos componentes onde o veículo

é apoiado. O resultado desta solução é uma

área de trabalho com excelente acesso e, em

geral, melhor aspeto estético. Os elevadores

de cilindro permitem diferentes configurações,

sendo possível a instalação de várias

unidades para elevar veículos de grandes

dimensões e peso elevado, bem como a

combinação com sistemas de apoio baseados

em braços ou plataformas.

ELEVADORES DE PINTURA

Os postos de preparação de superfícies,

operação anterior à aplicação dos produtos

de acabamento, são alguns dos pontos da

oficina nos quais a instalação de meios de

elevação de veículos se revela mais interessante.

O tempo destinado aos processos de

lixamento é importante e parte da tarefa tem,

obrigatoriamente, de ser realizada de joelhos,

pelo que, se na oficina existir um elevador

para adaptar a altura do veículo à do pintor,

as condições ergonómicas do posto melhoram

consideravelmente. Nos elevadores de

pintura, não é necessária uma grande altura

de elevação, sendo suficiente uma altura

máxima de cerca de 1,2 ou 1,5 metros, mas

devem estar adaptados para utilização em

atmosferas com riscos de explosão e cumprir

as exigências da norma ATEX de aplicação

nesta área.

ELEVADORES PORTÁTEIS

Os elevadores portáteis, que costumam ser

compostos por pequenos elevadores de

tesoura ou de uma só coluna, tornaram-se

numa opção viável para satisfazer parte das

necessidades de elevação de veículos nas oficinas

de reparação. São móveis, o que permite

que sejam colocados com rapidez no posto

de trabalho onde forem necessários meios

de elevação. Esta característica e a pequena

superfície que ocupam são as suas principais

vantagens. Por outro lado, as prestações no

que respeita a altura e peso máximos são

inferiores. Se a oficina dispuser de um conjunto

adequado de elevadores que ofereçam

garantias suficientes ao nível da ergonomia

e da segurança, será possível tirar o máximo

partido da mão de obra aplicada nos processos

de trabalho. Para o efeito, é necessário ter

em consideração as características e pontos

fortes dos diferentes tipos de elevadores e

escolher entre as várias opções a solução que

melhor se adaptar às necessidades do posto

de trabalho em causa. u

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Avaliação obrigatória

Melhoria de nota

Retocado esteticamente e revisto no conteúdo, o Mercedes-Benz C 220d Coupé registou

uma melhoria de nota. Com 194 cv e 400 Nm extraídos a partir de um motor Diesel

common rail de 1.950 cc, que são transmitidos às rodas traseiras por intermédio de uma

caixa automática de nove velocidades, este desportivo tem tudo no sítio

Por: Bruno Castanheira

ma das razões que está na génese

do sucesso do Classe C

deve-se à vasta gama de opções

que disponibiliza, onde

se incluem, também, duas variantes

desportivas com duas portas cada: o

coupé, lançado no final de 2015, e o cabriolet,

disponível desde o verão de 2016. O design

de ambos é um dos principais argumentos

que tem permitido à marca alemã conquistar

inumeros dlienteais argumentos que tem

conquistado inlúmeros clientes na Europa. Os

dois modelos de duas portas são produzidos

na fábrica da Mercedes-Benz de Bremen.

ESTATUTO ELEVADO

O C Coupé é apelativo seja qual for a cor.

Por isso, mesmo não sendo das mais exuberantes,

o cinzento “Selenite” (€1.000) também

agrada. Sobretudo, quando surge associado

a jantes AMG escuras de 18” com cinco raios

duplos (fazem parte da linha de design ex-

46 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Mercedes-Benz C 220d Coupé

Motor Diesel common

rail de 1.950 cc com

194 cv e 400 Nm, caixa

automática de nove

velocidades, estilo

sedutor e estatuto

elevado. Mais não se

pode pedir a este coupé

terior AMG, disponível por €2.650). Além do

perfil musculado, dos faróis expressivos, dos

vidros escurecidos (inseridos no pack Night)

e da grelha diamante, o C 220d Coupé deve

grande parte da sua elegância aos vincos da

secção lateral, aos “piscas” integrados nos retrovisores,

às duas nervuras que percorrem

o capot, ao para-choques que integra duas

saídas de escape com efeito triangular e à

ligeira proeminência da tampa da mala, que

lembra um aileron.

No interior, mantém-se a tónica desportiva.

Além de espaçoso q.b., bem construído,

rodeado de fortes medidas de segurança e

dotado de um posto de condução ergonómico,

o habitáculo está bem apetrechado em

termos de equipamento. Para mais, contando

esta unidade com alguns extras. A saber: pack

integração de smartphone (€450), pack Night

(€600) e pack Premium (€7.250). O interior

desportivo, com os bancos independentes

de aparência integral, caracteriza-se pela

qualidade percebida e pelas formas fluidas

aprimoradas. O facelift operado transporta

este coupé para a era digital. A consola central

dispõe de um elegante elemento de acabamento

fluente. Em opção, estão disponíveis

novos materiais: noz de cor castanha com

poros abertos ou carvalho antracite, também

com poros abertos. A combinação Magma

cinza/preto está disponível como nova opção

de cor. A função de arranque Keyless-Go é

proposta de série e o botão start/stop apresenta

um novo design, em forma de turbina.

A chave exibe, também ela, um novo look.

Os clientes têm, agora, a possibilidade de

escolher entre três variantes de acabamento,

em função das suas preferências e gostos

individuais de personalização: preto com cromado

de alto brilho, branco com cromado ou

branco brilhante com acabamento cromado

mate. E tendo este modelo os olhos postos

no futuro, o revisto e melhorado C 220d

Coupé pode ser requisitado com display de

instrumentos totalmente digital, que está

disponível por €950.

DINÂMICA APURADA

Se existe área que joga, também, totalmente

a favor do novo C 220d Coupé, é a dinâmica.

Equipado com suspensão Agility Control de

afinação desportiva, direção incisiva (de assistência

eletromecânica variável), célere caixa

automática de nove velocidades (9G-Tro-

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Avaliação obrigatória

Mercedes-Benz C 220d Coupé

Continental EcoContact 6

Composto GreenChili 2.0

w O revisto e melhorado Mercedes-Benz C 220d Coupé que a Revista

dos Pneus testou vinha equipado com o novo Continental EcoContact

6, de medida 225/45 R18 95Y XL no eixo dianteiro e 245/40 R18 97Y XL

no eixo traseiro. Este pneu de verão de elevado conteúdo tecnológico

anuncia melhorias substanciais em resistência ao rolamento (15%

inferior), quilometragem (20% superior), precisão de direção e distâncias

de travagem otimizadas face ao antecessor. O composto GreenChili 2.0 é

um dos «segredos» deste novo modelo da Continental, ao integrar uma

nova formulação da borracha no piso e aditivos inovadores para ajudar a

zona de contacto a adaptar-se melhor à superfície da estrada. Isto permite

uma transmissão mais eficaz das forças de aceleração/travagem.

nic) dotada de patilhas no volante, travões

potentes e umas opcionais “borrachas” que

o mantêm colado ao asfalto como uma lapa

(Continental EcoContact 6, de medida 225/45

R18 95Y XL no eixo dianteiro e 245/40 R18

97Y XL no eixo traseiro), este desportivo é deveras

eficaz. Para mais, dispondo de enorme

estabilidade e merecendo a aderência os mais

rasgados elogios. Envolvente e reativo como

poucos (nem parece ter 4,68 metros de comprimento

e 1.650 kg de peso), tudo o que faz,

faz bem. E à primeira. Sempre com a maior

das facilidades e em total segurança. E se

houver excesso de otimismo, o controlo de

estabilidade está lá para (pelo menos tentar)

repor a ordem natural das coisas.

O principal responsável pelas performances

ótimas do C 220d Coupé é o motor de 1.950 cc

com 194 cv e 400 Nm. Registando consumos

comedidos, este bloco de quatro cilindros,

dotado de injeção common rail, dispõe de

turbo, intercooler, quatro válvulas por cilindro

e três conversores catalíticos (entre eles, o

Bem construído,

com um posto

de condução

ergonómico e

dotado de um

elevado conteúdo

tecnológico, o C 220d

Coupé tem tudo o

que faz falta

MOTOR

Tipo

4 cilindros em linha Diesel,

longitudinal, dianteiro

Cilindrada (cc) 1950

Diâmetro x curso (mm)

82,0x92,3

Taxa de compressão 15,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 194/3800

Binário máximo (Nm/rpm) 400/1600-2800

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação

turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

Caixa de velocidades

traseira com ESP

automática de 9+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (eletromecânica)

Diâmetro de viragem (m) 11,2

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (305)

Traseiros (ø mm) discos maciços (300)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

Traseira

Barra estabilizadora frente/trás

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 240

0-100 km/h (s) 7,0

independente

multilink

sim/sim

CONSUMOS (L/100 KM)

Extraurbano/combinado/urbano 4,1/4,6/5,4

Emissões de CO 2 (g/km) 126

Nível de emissões

Euro 6d-TEMP

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,26

Comprimento/largura/altura (mm) 4686/1810/1405

Distância entre eixos (mm) 2840

Largura de vias frente/trás (mm) 1563/1546

Capacidade do depósito (l) 41

Capacidade da mala (l) 380

Peso (kg) 1650

Relação peso/potência (kg/cv) 8,50

Jantes de série

7Jx17”

Pneus de série

225/50R17 94W

PNEUS TESTE

Continental EcoContact 6

Imposto Único de Circulação (IUC) €224,98

Preço (s/ despesas) €52.950

Unidade testada €64.118

225/45 R18 95Y XL (fr.)

245/40 R18 97Y XL (tr.)

filtro de partículas). O sistema start/stop (bem

calibrado) também faz parte do seu elenco

técnico. Resta acrescentar que este coupé dispõe

de cinco modos de condução. Em sentido

ascendente: “Eco”, “Comfort”, “Sport”, “Sport+”

e “Individual”. Cada um, altera uma série de

parâmetros através de um toque no botão

“Dynamic”, situado no prolongamento da

consola central.

Só depois de se privar uns dias com este sedutor

coupé é que se compreende que os

€64.118 que custa a unidade ensaiada fazem,

de facto, todo o sentido, ainda que uma boa

parte vá diretamente para os cofres do Estado.

Mas entre os €46.950 do C 200d Coupé de

160 cv com caixa manual e os €122.600 do

AMG C 63 S Coupé de 510 cv, há muito por

onde escolher. Isto para já não falar das

restantes carroçarias. Ao todo, são quatro:

limousine, station, coupé e cabrio. ♦

48 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


Em estrada

Por: Bruno Castanheira

Hyundai Tucson 1.6 CRDi DCT7 Premium

Ofensiva sul-coreana

Fiat Tipo SW 1.6 Multijet S Design

Italiano vero

w Pintado de cinzento “Metropoli” (€450) e aprimorado por umas

jantes de 18”diamantadas (€350), o Tipo SW 1.6 Multijet S Design

está disponível por €26.100. Um preço irresistível atendendo ao

amplo espaço que oferece para ocupantes e bagagem, ao bom

nível de prestações que alcança, aos consumos reduzidos que

regista e ao nível de equipamento recheado, onde não faltam

todos os itens que, hoje, se tornaram indispensáveis numa proposta

de cariz familiar, como barras de tejadilho, cruise control,

sistema mirroring smartphone Apple CarPlay e Android Auto,

ar condicionado automático, vidros escurecidos, sensores de

pressão dos pneus e faróis de

Xénon com luzes diurnas de

LED, só para citarmos alguns

exemplos. Menos convincente

é a qualidade de alguns materiais.

Já o desempenho dinâmico,

carece de maior solidez.

Para mais, sendo o comando

da caixa manual de seis velocidades

pouco preciso e não

evidenciando a direção a assertividade que seria desejável. No

entanto, o Tipo SW consegue proporcionar bons momentos

ao volante, quanto mais não seja pela pronta capacidade de

resposta dos 120 cv e 320 Nm às solicitações do pé direito. O

controlo de estabilidade dá uma ajuda para refrear os ímpetos

de toda esta apetência para andar para a frente, acabando por

minimizar as perdas de tração e as subviragens em curva.

w Poucos são os que conseguem ficar indiferentes ao novo Tucson,

que se posiciona na oferta SUV da Hyundai entre os modelos

KAUAI e Santa Fé. Se a cor “Moon Rock” da carroçaria e as jantes

de 18” conferem imponência ao conjunto, já a volumosa grelha

cromada dá-lhe um toque premium, que condiz precisamente

com o seu nível de equipamento. Na verdade, não há nada que

falte ao novo Tucson a este nível. Desde conforto a soluções

práticas, passando por espaço e mordomias, este SUV foi feito

para servir os interesses de

um público-alvo, digamos,

mais “burguês”. Para mais,

sendo o posto de condução

muito boa e a qualidade de

construção convincente. E

consegue deixar-nos de

olhos em bico ainda por

outras razões. Primeira: a

boa solidez do conjunto.

Nem mesmo circulando por pisos irregulares este SUV perde

a compostura. Não estamos perante um modelo de vocação

desportiva, é certo, mas a dinâmica merece nota elevada. Segunda:

as prestações interessantes. Mesmo tendo 1.664 kg de

peso, o Tucson mexe-se bastante à-vontade, facto que não é

alheia a caixa automática de dupla embraiagem com sete velocidades

que o equipa, que é rápida, inteligente e aumenta o

conforto. Os cinco anos de garantia sem limite de quilómetros,

se falta de argumentos houvesse, é mais um trunfo deste SUV

da marca sul-coreana.

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 120/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 320/1750

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 10,1

Consumo combinado (l/100 km) 3,9

Emissões de CO 2 (g/km) 121

Preço €26.100

IUC €157,01

Pneus teste

Goodyear Eagle F1

225/40R18 92Y

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 136/4000

Binário máximo (Nm/rpm) 320/2000-2250

Velocidade máxima (km/h) 180

0-100 km/h (s) 11,8

Consumo combinado (l/100 km) 4,8

Emissões de CO 2 (g/km) 126

Preço €35.090

IUC €157,01

Pneus teste

Hankook Ventus Prime 3 X

225/55R18 98V

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Em estrada

Por: Bruno Castanheira

Seat Leon ST 1.4 TGI Style

A todo o gás

Škoda Karoq 1.6 TDI DSG Style

Escolha inteligente

w Robusto, elegante, evoluído, eficaz. Com o Karoq, um SUV de

dimensões médias, a Škoda conseguiu criar um automóvel dotado

de soluções inteligentes. A começar pelo cockpit virtual e a acabar

nos inúmeros dispositivos de assistência à condução. Nesta unidade,

dotada do nível de equipamento Style, a presença de €6.515 de

extras contribui sobremaneira para a agradável estadia a bordo. A

saber: Bluetooth+WLAN+rSAP+LTE com carregamento por indução

(€470); Driver Alert - detetor de fadiga no condutor (€40); estofos

em pele (€1.430); Front Assist com cruise control adaptativo até

160 km/h (€260); jantes de 18”

Braga prateadas (€415); Lane

Assist + Blind Spot Detect

(€360); mesas retráteis no encostos

dos bancos dianteiros

(€90); Pack LED interior (€290);

pintura metalizada (€215); receção

digital do sinal de rádio

(€100); sistema de infoentretenimento

com navegação Columbus

(€1.045); Sunset (€145); tejadilho panorâmico (€990); Travel

Assist - reconhecimento dos sinais de trânsito (€65); Varioflex (€405).

Equipado com motor 1.6 TDI de 115 cv, que traz acoplada caixa

DSG de sete velocidades, o Karoq oferece uma condução assertiva

e segura, embora sem ritmos muito endiabrados. Os consumos são

reduzidos em todas as circunstâncias e o habitáculo prima pelo

amplo espaço para ocupantes e bagagem.

w São 1.200 km de autonomia no conjunto dos dois depósitos

de combustível: o de gasolina (50 litros) e o de gás

natural comprimido (15 kg), este último alojado no fundo

da bagageira, na zona habitualmente reservada ao pneu

sobressalente. Por fora, apenas a sigla TGI distingue o Leon

ST “a gás” das restantes versões. O design bem elaborado da

carroçaria é apenas um dos muitos argumentos desta carrinha.

No interior, espaço

não falta. Equipamento,

também não. O posto de

condução é confortável e

ergonómico e a dinâmica

pauta-se pela facilidade e

honestidade de todas as

reações. Equipado com um

motor 1.4 turbo a gasolina

de 110 cv, que traz acoplada caixa manual de seis velocidades,

o Leon ST TGI tem muito “gás” mas apenas no depósito,

uma vez que as prestações são muito, mas mesmo muito

modestas. As acelerações até nem são o pior. Ao contrário

das recuperações, que são lentas. Contudo, não é aqui que

está o principal argumento desta versão. Com uma redução

nas emissões quando circula a gás comparativamente ao

modo de funcionamento a gasolina, esta carrinha percorre

cerca de 350 km. Uma vez acabado o gás, o modo muda,

automaticamente, para gasolina, sem que o condutor

perceba ou tenha de fazer algo. Depois, ainda há cerca de

850 km para percorrer. Reabastecer em Portugal com gás

natural comprimido, não sendo este um veículo de transporte

público, é que já não é nada fácil. É pena.

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Potência máxima (cv/rpm) 115/3250-4000

Binário máximo (Nm/rpm) 250/1500-3000

Velocidade máxima (km/h) 188

0-100 km/h (s) 10,9

Consumo combinado (l/100 km) 4,3

Emissões de CO 2 (g/km) 114

Preço €35.981

IUC €127,44

Pneus teste Michelin Primacy 3

215/50R18 92W

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1395

Potência máxima (cv/rpm) 110/4800-6000

Binário máximo (Nm/rpm) 200/1500-3000

Velocidade máxima (km/h) 194

0-100 km/h (s) 11,0

Consumo combinado (l/100 km) 3,6

Emissões de CO 2 (g/km) 124

Preço €28.730

IUC €157,01

Pneus teste

Bridgestone Turanza T001

225/45R17 91W

50 | Revista dos Pneus | Dezembro 2018


A EQUIPA DA AP COMUNICAÇÃO DESEJA

FELIZ

NATAL

& BOM ANO DE 2019

A TODOS OS NOSSOS PARCEIROS, FORNECEDORES E AMIGOS

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