Revista Coamo - Dezembro de 2018

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Revista Coamo - Dezembro de 2018

DINHEIRO RURAL: COAMO É A MELHOR COOPERATIVA AGRÍCOLA DO BRASIL

www.coamo.com.br

DEZEMBRO/2018 ANO 44

EDIÇÃO 487

NOVO SITE

Alimentos Coamo

lança nova e moderna

página na internet

AGRICULTURA 4.0

Produtores rurais

em busca da

conectividade no

campo

Alexandre de Lima Moreira com o

filho Gustavo, de Campo Mourão (PR)

SOBRAS ACIMA

DOS TRÊS DÍGITOS

São R$ 109 milhões distribuídos aos associados conforme a movimentação

de cada um na cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul


Se for dirigir, não beba.

Dirigir sob efeito de álcool afeta a coordenação motora e a sua capacidade de

reação, além de ser uma infração gravíssima. E o valor da penalidade é

multiplicada por 10.

Quem for pego sob o efeito do álcool ou se recusar a fazer o teste do bafômetro,

além de pagar a multa tem a carteira de habilitação suspensa por 12 meses.

A Via Sollus Corretora de Seguros tem soluções para proteger seus bens e a

sua vida. Mas o melhor jeito de garantir sua segurança é ter atitudes

responsáveis e respeitar as leis de trânsito.

• Não use celular ao volante;

• Dê preferência aos pedestres;

• Respeite os limites de velocidade;

• Cuidado ao estacionar.

Para mais informações, procure a unidade da Coamo ou Credicoamo

mais próxima da você!


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 44 | Edição 487 | Dezembro de 2018

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br

Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Vendelino Paulo

Graf (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2017: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.

Dezembro/2018 REVISTA

3


SUMÁRIO

24

Credicoamo, 29 anos

ATENÇÃO

Com tantos Este produto motivos é perigoso à para saúde humana, comemorar, animal e ao meio ambiente. no Leia dia atentamente 16 de e siga rigorosamente novembro as instruções foram contidas no realizados rótulo,

CONSULTE

em

SEMPRE

todas as agências da

na bula e na receita. Siga as recomendações de controle e restrições estaduais para os alvos descritos na bula de cada produto. Utilize sempre os UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO.

Credicoamo, equipamentos eventos de proteção para individual. comemorar Nunca permita a utilização os do produto 29 anos por menores da de idade. cooperativa Faça o Manejo Integrado de de crédito Pragas. dos VENDA SOB

ASSOCIAÇÃO NACIONAL

associados da Coamo

DE DEFESA VEGETAL

Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

4 REVISTA

Dezembro/2018


SUMÁRIO

Entrevista

Mario Sergio Cortella, professor e filósofo, é um dos maiores pensadores brasileiros da atualidade

e há mais de 30 anos vêm repassando o seu conhecimento, seja em palestras ou livros

Novo site dos Alimentos Coamo

Em concordância com o slogan “É de casa, pode confiar”, o site reflete os valores da cooperativa,

apresentando um design familiar e de confiança, que aproxima ainda mais quem acessar a plataforma

Antecipação das Sobras

São R$ 109 milhões distribuídos conforme a movimentação de cada cooperado na comercialização

de soja, trigo, milho e insumos. Antecipação das Sobras é uma tradição da Coamo desde a fundação

08

12

14

16

Agricultura conectada

A inserção da tecnologia de informação no mundo rural está caminhando para muito em breve se

tornar uma realidade em todas as propriedades rurais. É um cenário que se transforma a passos largos

Melhor Cooperativa Agrícola do Brasil

Reconhecimento é da Revista Dinheiro Rural que premiou as melhores companhias do agronegócio

do Brasil, no tradicional “As Melhores da Dinheiro Rural”, e no anuário com as melhores empresas

110 anos da Imigração Japonesa

31

34

Reportagem da Revista Coamo visitou cooperados em Pinhão (PR) e Juranda (PR) com o intuito

de resgatar a história de japoneses que escolheram o campo para trabalhar e progredir

Dezembro/2018 REVISTA

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EDITORIAL

Gestão eficiente gera bons resultados

O

ano de 2018 está

chegando ao fim e

podemos antecipar

que este será o melhor ano da

Coamo em relação as receitas

globais. Desta forma, agradecemos

a Deus por novamente

encerrarmos um ano de maneira

positiva, para a satisfação

de todos os 28.700 associados

e seus familiares.

Completamos os 48

anos da Coamo no dia 28 de

novembro, com a realização

de eventos em todas as unidades

no Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul, com significativa

presença dos associados

e celebração da alegria. Poucos

dias depois veio em outro esperado

e grandioso evento, no dia

10 de dezembro, antecipamos

as sobras do exercício.

Nesse dia, em toda a

Coamo, os milhares de associados

ficaram felizes ao receber

a primeira parte dos resultados

do exercício de 2018,

com a tradicional antecipação

das sobras. Neste ano, o montante

antecipado e distribuído

foi de R$ 109 milhões, o maior

na história da Coamo, e muito

comemorado em todas as regiões

da cooperativa.

O pagamento das Sobras

nessa época do ano é

considerado o 13º do agricultor

associado à Coamo. Com

esse dinheiro, direito por sua

participação no exercício de

2018, ele pode usufruir da

forma que melhor lhe convier,

como por exemplo, investir

na propriedade ou aproveitar

para as festas e viagens de final

de ano. Sem contar, que

esse dinheiro-extra serve para

aquecer a economia e movimentar

o comércio nas regiões

de atuação da Coamo.

Os bons resultados

são possíveis graças a vários

fatores. Entre eles destaco a

excelente participação dos

associados, no abastecimento

dos insumos e na entrega da

sua produção.

A Coamo existe por

causa dos seus associados e

trabalha com foco para agregar

valor às suas atividades.

Sem os benefícios disponibilizados

pela cooperativa, os

associados certamente não

teriam este grande sucesso ao

longo desses anos.

Na edição de dezembro,

em ‘As Melhores da Dinheiro

Rural’, a Revista Dinheiro

Rural aponta os campeões

do agronegócio de 2018 - a

Coamo recebeu os títulos de

‘Melhor Gestão Financeira’ e

‘Melhor Cooperativa Agrícola

do Brasil’.

A editoria da Revista

Dinheiro Rural afirma que a

Coamo, “Serve como exemplo

de eficiência dentro e fora

da porteira”. Recebemos com

alegria esse reconhecimento

da sociedade empresarial e

partilhamos com associados,

funcionários e toda a família

Coamo.

Este trabalho reconhecido

pela sociedade é fruto

de muita seriedade, solidez e

transparência, com boa administração,

gestão e profissionalismo,

o qual produz boas

"A Coamo serve como

exemplo de eficiência

dentro e fora da

porteira”, conforme

anuário da Revista

Dinheiro Rural 2018.

colheitas e o sucesso do quadro

social e da cooperativa.

Agradecemos por este

ano abençoado e desejamos Feliz

Natal e próspero 2019 aos nossos

cooperados, funcionários, clientes,

fornecedores, consumidores

e familiares. Com muita saúde,

união, fé, amor, paz e prosperidade,

para a realização dos sonhos

e de que sejamos mais felizes em

cada dia do novo ano.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente

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ENTREVISTA: MARIO SERGIO CORTELLA

“A cooperação é a única forma de existirmos

de maneira mais fértil na existência humana.”


A

cooperação é a única balho. Como resumir 30 anos de

maneira de existirmos estrada?

de maneira mais fértil na Cortella: São 38 livros que eu publiquei

nesse tempo e de fato vai

existência humana. A humanidade

só sobreviveu até hoje, porque sair uma coletânea com frases e

foi capaz de em vários momentos pensamentos, chamado “O melhor

cooperar." A entrevista com o filósofo,

professor, escritor, político e alguém coloca um título desse num

do Cortella”. É engraçado quando

palestrante, Mario Sergio Cortella, livro. A editora Planeta quis fazê-lo

não poderia começar diferente a

porque “O Melhor do Cortella” dá

não ser com uma frase. Ele é um

uma certa sensação de elevação,

mas sem falsa modéstia, porque

dos maiores pensadores brasileiros

da atualidade e, há mais de 30

de fato ali há uma seleção daquilo

que eu construí nesse tempo como

anos, vem repassando o seu conhecimento,

seja em palestras ou

alguém que aprendeu bastante e

soube que também pode ensinar.

livros. Confira a entrevista exclusiva

à Revista Coamo.

Só é um bom ensinante quem for

bom aprendente. Por isso, esses 30

anos me alegram fortemente, afinal

eu aprendi a ler no ano 1960 em

Londrina no grupo escolar Hugo

Simas e, a partir de lá, não parei

mais de ler e nem de escrever.

Revista Coamo: Quem é Mario

Sergio Cortella?

Mario Sergio Cortella: Sou um

caipira, nascido em Londrina, mas

moro na capital paulista há 50

anos. Eu finquei minhas raízes no

Paraná, mas não deixei âncora nenhuma,

pois a raíz alimenta e a âncora

imobiliza. Por isso, sou alguém

que constrói uma página da minha

vida com outras pessoas, levo muitos

comigo e outros ficam pelo caminho.

Como educador, partilho

daquilo que eu sei, aquilo que eu

preciso saber e aquilo que eu gostaria

de saber. Sou avô de quatro

netos, pai de três filhos, amigo de

muita gente e adversário de vários.

RC: Professor, com 30 anos escrevendo,

o senhor está lançando

uma coletânea de todo esse tra-

RC: Aquilo que temos nem sempre

nos deixa felizes e o que não

temos nos infelicita de maneira

bem intensa, o senhor fala sobre

isso em alguns livros. A ideia da

falta nos prejudica?

Cortella: Quando a falta é algo

que nos machuca, sem dúvida.

Mas, há várias coisas que faltam,

que nos fazem bem, pois exatamente

faltam. Quando me falta

ódio, doença, inveja, é bom demais.

Mas há faltas que seriam carências,

aí elas se transformam em

necessidade e eu preciso ter possibilidade

de ultrapassá-las. De

maneira geral, a falta pode ser que

seja um símbolo que aquilo é meu

desejo para o futuro e, também,

pode ser sinal do meu comodismo

por não ter ido buscar o que

queria. Preciso me arrepender e

fazer uma revisão de mim mesmo.

RC: Como a construção da ética

pode colaborar com a prática do

patriotismo?

Cortella: A ideia de patriotismo

precisa ser trabalhada para não

perder a noção de humanidade.

Ser patriota não significa ser exclusivista.

Ser patriota não significa

ser xenófobo. Xenos no grego

antigo significa aquele que vem

de fora, o estrangeiro e, é por

isso, que xenofobia é aquela pessoa

que recusa quem é forasteiro.

Então, a ética, é a capacidade de

“Eu finquei minhas raízes

no Paraná, mas não deixei

âncora nenhuma, pois a

raiz alimenta e a âncora

imobiliza. Por isso, sou

alguém que constrói uma

página da minha vida

com outras pessoas, levo

muitos comigo e outros

ficam pelo caminho."

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Dezembro/2018


Mario Sergio Cortella: "Como sou educador, partilho também nesta minha atividade daquilo que eu sei, aquilo que eu preciso saber e aquilo que eu gostaria de saber."

olhar o patriotismo como forma de

respeito e não de exclusão. É uma

forma de admiração e honra, e

não mais de segregação. Por isso,

a ética é a possibilidade de protegermos

a nossa casa, de cuidar da

nossa casa comum. A nossa casa

comum em grande escala é o nosso

planeta e, aí vamos reduzindo,

nosso planeta, nosso continente e

nosso país, nosso estado, nossa cidade,

e nossa casa de família.

RC: O senhor acredita que o brasileiro

acordou e está mais patriota?

Cortella: Não necessariamente. Em

alguns momentos entendemos o

patriotismo numa direção que pode

estar equivocada. Já houve época,

que se entendia o patriotismo como

sendo apenas saudações aos símbolos

nacionais. Em outros momentos

era apenas a seleção brasileira de futebol

colocada como sendo a nossa

referência, como dizia Nelson Rodrigues,

"seleção é a pátria de chuteiras".

Há momentos que entendemos

aquilo que é patriótico, como sendo

um projeto nacional que pode ser

feito por homens e mulheres decentes.

Algumas pessoas ao serem

notadas naquilo que não deveriam

fazer, acabam mostrando de fato o

que não deve ser feito. Nesse sentido,

podemos sim ser mais patriotas.

Ainda estamos no começo da estrada.

Como disse um dia Winston

Churchill, "nós só estamos no fim

do começo e não no começo do fim

ainda".

RC: O senhor escreve nos seus livros

sobre a impunidade, a corrupção

e leva os leitores à uma reflexão.

O senhor acredita que a recusa a

impunidade é o caminho e alavanca

para sermos cidadãos melhores?

Cortella: A ideia de crise é muito

importante, porque a palavra crise

tem origem no Sânscrito - um idioma

utilizado no que hoje é a Índia.

Kry em sânscrito significa purificação,

que aliás é uma palavra que

vem da agricultura. Quando você

separa o joio do trigo, o feijão da

pedra, o arroz da palha. Kry é purificação

e toda a purificação dói. Estamos

vivendo um momento febril,

a febre não é uma doença, mas sim

um sintoma, que incomoda e perturba.

Estamos vivendo uma crise

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ENTREVISTA: MARIO SERGIO CORTELLA

“UMA PESSOA GANANCIOSA É AQUELA QUE QUER PARA SI A QUALQUER CUSTO,

ENQUANTO UMA PESSOA AMBICIOSA É AQUELA QUE QUER MAIS E MELHOR."

que precisa ser vivida para que a

gente não esqueça de algo que é

importante demais. Os ausentes

nunca têm razão e, nesse sentido,

a pessoa que se omite, é quem talvez

não seja praticante daquilo que

é o desvio ou mal feito. Mas se ela

silencia, e se ela se omite, acaba

sendo de alguma forma uma cúmplice

ou conivente. Sob o ponto de

vista do resultado dá na mesma.

RC: Sobre o ideal de ser feliz cada

um tem uma ideia. Para o Cortella,

o que é felicidade?

Cortella: Ninguém é feliz o tempo

todo, ninguém é infeliz o tempo

todo. A felicidade não é um lugar

que você chega, pelo contrário,

são circunstâncias que você vive.

A vida tem turbulência, dificuldade

e trauma, mas não tem só isso.

Por isso, quando a felicidade vem,

você tem que abraçá-la, falar e colocá-la

no colo. Ela não vem sempre,

ela vai embora, volta e, portanto,

é preciso saber que quando

ela vem preciso ser capaz de cuidar

e ter afeto por ela. A felicidade

vem para mim de vários modos.

Quando um neto pula no meu

colo, me escala, quando eu consigo

andar de mãos dadas com

a Claudia com quem eu sou casado,

quando sinto que algo que

fiz e falei, obteve para as pessoas

um efeito benéfico. É isso que me

deixa feliz e, é claro, ela não dura

o tempo todo, ainda bem, pois assim

dá vontade que volte depois.

RC: Qual a importância da cooperação,

com seus valores e, qual o

paralelo entre uma pessoa ambiciosa

e gananciosa?

Cortella: A cooperação é a única

maneira de existirmos de maneira

mais fértil. A humanidade só sobreviveu

até hoje, porque foi capaz de

cooperar em vários momentos. A

competição é importante quando

não avança no terreno da ganância,

pois uma pessoa gananciosa é

aquela que quer para si a qualquer

Mario Sergio Cortella, escritor e filósofo

“Ninguém é feliz o

tempo todo e ninguém

é infeliz o tempo todo.

A vida tem turbulência,

tem dificuldade e

trauma, mas ela não tem

só isso. Por isso, quando

a felicidade vem, você

tem que abraçá-la, falar e

colocá-la no colo."

custo, enquanto uma pessoa ambiciosa

é aquela que quer mais e melhor.

Por exemplo, quem trabalha

com uma estrutura cooperativada

tem que querer mais e melhor. O

que não pode é só querer para si

a qualquer custo. Esse tipo de ganância

embora garanta sucesso

imediato, não se mantém com o

tempo. A grande lógica do cooperativismo

e da vida cooperada,

está na substituição do conceito

de cada um por si e Deus por todos,

para uma noção de um por todos

e todos por um. Aqueles que

ficam, cada um por si e Deus por

todos, acabam enfraquecendo a si

mesmo e os outros. Aqueles que

ficam à procura de todos por um e

um por todos, ganham vitalidade,

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Dezembro/2018


energia e o futuro.

RC: Um de seus livros mais recentes

é “A sorte segue a coragem”.

Professor, a sorte segue a coragem

e a coragem é a seguidora

da sorte. Como é isso?

Cortella: A sorte é a ocasião, circunstância

que não depende de você.

No interior, usamos a ideia de que

o cavalo passa arriado, mas não

basta o cavalo estar arriado. É preciso

saber montar, prestar atenção

e ver aonde está passando, e para

aonde vou. Não adianta nada o cavalo

passar arriado e eu montá-lo.

A coragem é a coragem acima de

qualquer coisa, é ter humildade de

saber que não sabemos de todas

as coisas. É a coragem de aprender

aquilo que não conhece e, aí

sim, fazer com que um momento

propício e favorável, a sorte como

a gente diz, possa ser aproveitado.

De nada adianta o cavalo passar

arriado duas vezes para algumas

pessoas, pois não se trata de ‘vamos

que vamos, primeiro a gente

enlouquece e depois vê como

fica’. Coragem é quando se organiza

e se estrutura. É claro, a sorte

vai atrás disso, não adianta ela vir

se nós não soubermos o que fazer

com ela.

RC: Com três décadas de estrada,

o ser humano é simples ou

complexo?

Cortella: É sempre complexo, sou

professor há 44 anos, por tanto eu

lido com gente há 44 anos e sou

gente há 65 anos.

RC: É mais fácil hoje ou antes?

Cortella: Varia muito da área. Era

mais fácil em algumas coisas e

não era em outras, a escola que

eu cursei quando menino era

uma escola que tinha autoritarismo,

não tinha apenas autoridades,

mas ela tinha o exagero,

em relação a memorização, tinha

uma atenção ao conteúdo. Você

tinha algumas relações muito

machucantes entre várias pessoas.

Portanto, é mais difícil hoje

algumas coisas e outras não são.

"A coragem é a

coragem acima de

qualquer coisa. É ter

humildade de saber

que não sabemos

tudo. É a coragem de

aprender aquilo que

não conhecemos e,

aí sim, fazer com que

um momento propício

e favorável possa ser

aproveitado."

Ao contrário do que se imagina,

somos uma sociedade muito violenta.

O que temos é mais recusa

à violência, sem imaginar que há

130 anos em nosso país, ainda

tínhamos pessoas que eram proprietárias

de outras pessoas, que

podiam machucá-las, maltratá-

-las, torturá-las, comprá-las e vendê-las.

Tivemos um avanço significativo,

é mais difícil, mas não é

impossível.

RC: Depois do processo eleitoral

deste ano que entrará para a história

sob vários aspectos, o que o

senhor espera do próximo governo?

Quais as lições verificadas na

eleição em vários Estados?

Cortella: Espero que o governo

tenha uma claridade muito forte

do que fará, mas que isso seja

logo. Não tivemos tantas ocasiões

de saber qual era o projeto

de ambos candidatos que foram

para o segundo turno de modo

mais nítido, mas se tinha alguma

informação com relação a algumas

ideias gerais. Não se sabe

qual é o plano na Educação, na

Saúde, no campo da agricultura.

É um momento de atenção na

cidadania, que não se esgota na

eleição, mas continua no acompanhamento

dos parlamentares.

RC: Qual sua mensagem para

o associados e funcionários da

Coamo neste final de ano?

Cortella: Eu sempre lembro de

uma frase do Ted Turner, um

grande homem da comunicação

nos Estados Unidos e isso acabou

se tornando um lema da minha

vida. Ele dizia “Deseje o melhor

e prepare-se para o pior”. Deseje

o melhor, isto é o teu desejo, a

tua cabeça, a sua inclinação tem

que ser em direção ao melhor,

mas não deixe de se preparar para

que as coisas não sejam como se

deseja. Isso significa não que você

deseja o pior, ao contrário, você

deseja o melhor, mas você tem

que estar preparado para a turbulência

que aparece. Isso vale para

que não sejamos surpreendidos.

Isso, independente da mudança

de governo, pois vale para a vida,

o tempo todo. Deseje o melhor e

prepare-se para o pior.

Dezembro/2018 REVISTA 11


12 REVISTA

Dezembro/2018


ALIMENTOS COAMO

Coamo lança novo site

da linha alimentícia

Estará no ar em 2019 o novo site dos Alimentos Coamo. O

desenvolvimento teve como foco facilitar a navegação de

clientes e consumidores, trazendo uma interface moderna

e intuitiva. Em concordância com o slogan “É de casa, pode

confiar”, o site reflete os valores da cooperativa, apresentando

um design que aproxima ainda mais quem acessar, para que

de fato se sinta navegando em uma plataforma familiar e de

confiança.

A Coamo manteve as premissas de todos os trabalhos desenvolvidos

pela cooperativa, em que o cliente ou consumidor devem

estar sempre em primeiro lugar. “Pensamos em desenvolver

um site que atendesse tanto os consumidores como os clientes, e

que seu acesso seja o mais direto possível para obter informações

sobre os produtos, notícias, campanhas, receitas, área de vendas e

com interligação ao site da Coamo, fan page dos Alimentos Coamo

e outros links úteis”, revela Lucas Pacheco, líder de Inteligência

Digital da G/PAC e E-tools. Ele acrescenta que, “em um mundo

cada vez mais mobile e conectado, onde o celular representa o

principal meio de acesso em 80% dos domicílios, existe um diferencial

principal para o novo site, que é o fato desta nova versão

ser responsiva, trazendo grandes benefícios para a plataforma.”

O superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni

revela que o objetivo da cooperativa ao mudar o site foi de

aprimorar a experiência do usuário nos meios digitais. “Procuramos

com todos os detalhes melhorar a visualização de nossos

produtos e marcas, levando todo o conhecimento técnico do

produto para facilitar a vida de nossos clientes e consumidores,

e assim ampliar nosso relacionamento de confiança. ”

Além disso, Goldoni ressalta que os Alimentos Coamo

são fruto do trabalho que começa nos campos dos mais de 28

mil associados da Coamo e, por esta razão, destacar a origem dos

produtos foi um aspecto fundamental no desenvolvimento do

site. "No campo começa a cadeia produtiva dos alimentos, com

segurança e dentro dos parâmetros de qualidade exigidos pelas

certificações, por isso, os Alimentos Coamo têm origem, já que

a matéria-prima é produzida pelos donos da Coamo. É um trabalho

focado na produção da matéria-prima com qualidade, no

processo industrial, no cliente e no consumidor, para entregar um

produto diferenciado. Essa identidade está firmada no selo que a

Coamo está imprimindo em todas as embalagens para caracterizar

que o produto é de cooperativa.”

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ANTECIPAÇÃO DAS SOBRAS

Associados têm 13º recheado

COAMO ANTECIPA SOBRAS DESDE A SUA FUNDAÇÃO, GARANTINDO UM

DINHEIRO EXTRA PARA O COOPERADO PASSAR O FINAL DE ANO COM A FAMÍLIA

A

movimentação em todas

as unidades da Coamo

no Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul começou

logo cedo nesta segunda-feira, 10

de dezembro. O motivo é que os

associados receberam a antecipação

das sobras referentes ao Exercício

de 2018. São R$ 109 milhões

distribuídos conforme a movimentação

de cada cooperado na comercialização

de soja, trigo, milho

e insumos.

A antecipação das Sobras,

apelidada de 13º do produtor

rural associado à Coamo, é uma

tradição e ajuda a movimentar o

comércio no final do ano nas cidades

em que a cooperativa está

inserida.

Alexandre de Lima Moreira, de Campo Mourão, diz que é uma satisfação receber esse dinheiro extra

Lindaura Lanza Ribeiro, de Campo Mourão,

usará o dinheiro para viajar no final do ano

Alexandre de Lima Moreira,

de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), diz que é uma

satisfação receber esse dinheiro

extra. “Há mais de 25 anos participo

da distribuição das sobras.

Essa antecipação utilizo para comprar

algumas lembranças para a

família e para as festas de final de

ano”, comenta.

A associada Lindaura Lanza

Ribeiro, também de Campo

Mourão, é de família cooperativista

e tradicional da Coamo. Ela

revela que usará o dinheiro para

viajar no final do ano. “Já está tudo

planejado. Vou visitar um irmão no

interior de São Paulo e depois vou

à praia. Meus filhos já estão formados

e com as suas respectivas famílias,

então, uso o dinheiro para

curtir a vida. Já trabalhei bastante

e mereço esse momento”, comemora.

Neste ano também teve

associado que recebeu a antecipa-

14 REVISTA

Dezembro/2018


ANTECIPAÇÃO DAS SOBRAS

Pai e filho, Claudio Osmar Fulaneto e Claudio Fulaneto

Junior, de Araruna, foram juntos à Coamo receber o seu 13º

ção das sobras pela primeira vez.

Andrey Castro da Silva, de Campo

Mourão, tem 20 anos e já sabe o

que fazer com as primeiras sobras.

“Trabalhamos o ano inteiro e no final

do ano ter esse dinheiro para

passar um fim de ano melhor é muito

bom. Sou filho de produtor rural

e esse ano estou tendo a minha parte

pela primeira vez. Vou aproveitar

para comprar algo para mim, mas

também vou investir na aquisição

de óleo diesel para a lavoura.”

Pai e filho, Claudio Osmar

Fulaneto e Claudio Fulaneto Junior,

são de Araruna (Centro-Oeste

do Paraná), vieram juntos à Coamo

receber cada um o seu 13º. “É

fim de ano e esse valor sempre é

esperado para promover a alegria

da família. Eu vou aproveitar

a antecipação para comprar uma

lembranças e acertar algumas

continhas que sempre tem (risos)”,

conta ‘seo’ Claudio.

Conforme o presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini,

é uma satisfação para a diretoria

da cooperativa antecipar as Sobras

ao quadro social. “A Coamo

possui tradição do pagamento antecipado

das sobras nesta época

do ano. Essa condição é realizada

desde a sua fundação, há 48 anos”,

comenta Gallassini.

Ele destaca que a antecipação

só é possível devido a solidez,

administração, participação

dos associados e bons resultados

que a cooperativa vem obtendo.

“Comemoramos novamente esses

“É uma satisfação muito grande que temos. Este é um

dia de alegria para nós cooperados. Isso mostra, mais

uma vez, a competência e seriedade da Coamo por

meio da sua diretoria, e, também o comprometimento

do associado que busca participar sempre mais.” Tihago

Dalbosco, de Laguna Carapã (MS).

bons resultados, fruto da participação

efetiva dos cooperados e

da boa administração da diretoria.

Neste ano que estamos prestes a

encerrar, mais uma vez, o balanço

é positivo. Apesar da crise que

diversos setores do país vêm passando,

a agricultura consegue se

manter muito bem como âncora

da economia, e ainda apresenta

bons números, os quais são bem

recebidos pelos associados”, assinala

Gallassini.

“As sobras chegam em uma boa hora e ajudam

com nossos compromissos dessa época. Uma parte

será destinada para as festas de final do ano a outra

para investimentos na propriedade. A Coamo é uma

cooperativa diferenciada e nos deixa satisfeitos.” Mauro

Rosina, de Quilombo e cooperado em Xanxerê (SC).

Dezembro/2018 REVISTA 15


TECNOLOGIA NO CAMPO

Cooperados Coamo estão atentos às novidades na

área de tecnologia da informação para o agronegócio

Agricultura conectada

COM A DENOMINADA “AGRICULTURA 4.0”, O CAMPO PRODUZ INFORMAÇÕES DIGITAIS,

FORNECENDO AO PRODUTOR RURAL DADOS PRECISOS SOBRE A PRODUÇÃO

16 REVISTA

Dezembro/2018


TECNOLOGIA NO CAMPO

A

inserção da tecnologia de

informação no mundo rural

está caminhando para muito

em breve se tornar uma realidade

em todas as propriedades rurais.

Trata-se da denominada “Agricultura

4.0”, ou seja, o campo além de

produzir alimentos, está próximo de

produzir informações digitais, fornecendo

ao produtor rural dados

precisos sobre a produção em tempo

real. É um cenário que se transforma

a passos largos. O homem do

campo, portanto, precisa se manter

atualizado e correr atrás das novidades

que estão transformando o

meio agrícola.

São drones, aplicativos,

tablets, programas via satélite, enfim,

diversas ferramentas digitais

para que o homem do campo tenha

todas as informações da sua

lavoura na palma da mão. Trata-se

de uma área relativamente nova

para a agricultura, mas que irá gerar

grande impacto no desempenho,

sustentabilidade e produtividade.

Mas, de onde vem o termo

agricultura 4.0?

Segundo o pesquisador

da Embrapa Instrumentação, Ricardo

Inamasu, pós-doutor em

Engenharia de Biosistema pela

Universidade do Nebraska/ EUA,

o termo Agricultura 4.0, vem da Indústria

4.0, onde existem sistemas

conectados à internet e às coisas

por meio de sensores. “É possível

prever situações que não se vê

pontualmente, mas de forma global.

São tecnologias que habilitam

a agricultura para caminhar para

um próximo patamar tecnológico.

Uma das ferramentas que está

sendo colocada de uma forma

muito forte é o monitoramento,

conectividade das máquinas agrícolas,

conectividade do sistema

de produção agrícola ou pecuária.

São informações sobre animais e

plantas, ajudando na gestão do

processo de produção da propriedade.“

Dentro desse contexto,

Inamasu ressalta a importância da

agricultura de precisão, uma tecnologia

que já existe, e será a base

para caminhar rumo à agricultura

4.0. “Temos a agricultura de precisão

vindo já há algum tempo e

entrando numa situação cada vez

mais madura. Quando se fala de

agricultura de precisão, se fala em

várias tecnologias, com controle

da fertilidade, irrigação de precisão,

entre tantas outras funcionalidades”,

esclarece o pesquisador.

Como integrar as tecnologias?

O agricultor precisa estar

antenado e acompanhar esses

avanços tecnológicos. Porém,

existe ainda uma dificuldade na

integração e comunicação. Afinal

de contas, são muitas informações

que podem ser coletadas. Mas,

como levá-las de forma automática

no campo onde não há 100%

de conectividade e cobertura?

Neste sentido, o pesquisador Ricardo

Inamasu explica que há um

desafio. “Haverá uma evolução,

eu vejo vários atores buscando

a conectividade e alternativas. A

Pesquisador da Embrapa

Instrumentação, Ricardo Inamasu

conexão pode até ser que exista,

mas as vezes o curso não está adequado,

várias soluções estão sendo

testadas. É uma tecnologia em

evolução e em processo de criação,

então quem estiver na frente,

no futuro estará bem preparado.

É preciso estar atento para fazer o

investimento certo, e sempre estar

experimentando e observando. ”

Algumas dessas tecnologias

já apresentam resultados

como é o caso da agricultura de

precisão. Os drones também já estão

sobrevoando as lavouras, mas

Dezembro/2018 REVISTA 17


TECNOLOGIA NO CAMPO

Programa Gestor Rural ajuda no

gerenciamento da propriedade

HOJE, PRATICAMENTE TODAS AS PRINCIPAIS SOLUÇÕES DIGITAIS, A

COOPERATIVA TEM CONDIÇÕES DE FORNECER AOS SEUS ASSOCIADOS

de acordo com o pesquisador ainda

não está com o funcionamento

completamente maduro. “Em

aspectos básicos os drones estão

atendendo a maioria dos produtores,

mas ainda existem muitas dificuldades

de operação. Grandes

produtores, por exemplo, tiram

600 fotos de uma propriedade

e como trabalhar com 600 fotos,

como organizar fotos de uma lavoura

onde tudo parece muito

igual? Essas técnicas estão sendo

desenvolvidas e trabalhadas, e a

conectividade e a integração ainda

estão por vir”, diz.

O pesquisador da Embrapa

Instrumentação ainda adianta que a

área de tecnologia da informação

está trabalhando para o agro. “Esse

processo está numa evolução rápida

e constante. Você pode aplicar a

agricultura de precisão no controle

de acidez do solo ou fertilidade,

mas você pode avançar muito mais,

com o controle de irrigação, controle

de recomendação de sementes.

Então estamos no meio desse processo

de evolução. É um momento

único”, enfatiza.

Essas tecnologias são,

portanto, ferramentas para o

agricultor, errar menos, ter uma

produtividade melhor e agregar

mais valor ao produto. “Enxergar

e acompanhar essas tecnologias

e concentrar o seu conhecimento

no campo é fundamental. Essas

ferramentas não tiram do agricultor

o poder da tomada de decisão,

mas ajudarão a tomar uma melhor

decisão e ter a escolha correta. A

ideia é aumentar a capacidade de

trabalho humano. O mundo está

mudando. Uma nova geração está

chegando com uma visão e comportamento

diferente. Com essas

mudanças, as novas gerações podem

ajudar efetivamente a cuidar

da terra, da lavoura, da produção e

do equilíbrio biológico. Todo esse

arsenal vem para ajudar essa nova

geração para que se possa fazer

uma agricultura muito melhor que

no passado”, assinala Inamasu.

Robson Schon, de Pitanga (Centro do Paraná), sempre

buscou organizar as informções da propriedade

18 REVISTA

Dezembro/2018


TECNOLOGIA NO CAMPO

Mobilidade Agronomia agiliza

o trabalho dos agrônomos no campo

Agricultura de Precisão faz o

ajuste fino na área de produção

Tecnologias para os associados

A Coamo antenada à essa

mudança de cenário, tem aliado

as áreas de assistência técnica

agronômica à tecnologia da informação,

buscando soluções em

aplicativos, softwares e agricultura

de precisão, para os cooperados

continuarem saindo na frente no

campo da produção. O associado

já conta com o Cooperado On-

-line, Gestor Rural, Agricultura de

Precisão, enquanto que o agrônomo

e veterinário, que prestam

a assistência em campo, tem por

Fabrício Correa, coordenador

de Suporte Técnico da Coamo

meio do Mobilidade Agronomia,

todas as informações da produção

e área do cooperado para facilitar

e agilizar o trabalho.

O coordenador de Suporte

Técnico da Coamo, Fabrício

Bueno Corrêa, afirma que a Coamo

está sempre acompanhando,

estudando e validando todas

novas tecnologias. “Com relação

a Agricultura de Precisão e a era

digital, estamos realizando trabalhos

junto com instituições de pesquisa,

com o intuito de conhecer e

entender quais seus reais benefícios.”

Corrêa explica que a

Coamo oferece diversos serviços

para o cooperado. “A cooperativa

conta com o serviço de Agricultura

de Precisão, onde realizamos

amostragens de solo em grides

e aplicação de fertilizantes em

taxa variável. Está disponível para

os sócios, o sistema Gestor Rural

que permite aos cooperados

realizarem a gestão de custos da

propriedade de forma simples

e autônoma, pois a plataforma

possui o sistema integrado com

a Coamo, permitindo assim que

o custo de produção seja feito de

forma automática. Além disso, os

engenheiros agrônomos e médicos

veterinários, tem à disposição

smartphones com aplicativos que

permitem acesso à diversas informações,

trazendo agilidade e qualidade,

permitindo que sejam feitas

recomendações cada vez mais

assertivas.”

Na área da agricultura

digital, o coordenador de Suporte

Técnico salienta que a Coamo

trabalha com parceiros que oferecem

diversos serviços, entre

eles: mapeamento do plantio, das

pulverizações e de colheita, monitoramento

por satélite para acompanhar

o desenvolvimento das

lavouras entre outros. Isso permite

que os agricultores tenham todas

informações geradas na propriedade,

e com esses dados, melhores

condições para as tomadas de

decisões. “Hoje, praticamente, as

principais soluções digitais, a cooperativa

tem condições de fornecer

aos associados”, ressalta Corrêa.

O engenheiro agrônomo

alerta que essa nova demanda

Dezembro/2018 REVISTA 19


TECNOLOGIA NO CAMPO

TODAS TECNOLOGIAS TÊM O INTUITO DE CONTRIBUIR PARA

MELHOR PERFORMANCE DAS ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS

digital traz alguns desafios para o

segmento. “Os profissionais precisam

aprender a lidar com a multidisciplinaridade,

pois cada vez

mais, vamos ter eletrônicas embarcadas.

Paradigmas precisam

ser quebrados, principalmente

com relação a mudança cultural

dos produtores.”

Corrêa ainda elenca o desafio

da conectividade em campo,

fator determinante para que de

fato se estabeleça a agricultura 4.0.

“A partir do momento que quebrarmos

a barreira da conectividade,

será mais simples aplicar as

soluções digitais e de fato o produtor

ter informações que auxiliem na

tomada imediata de decisão.”

As mudanças são constantes,

de acordo com Fabrício Bueno

Corrêa. Para que o produtor

rural seja cada vez mais eficiente,

é necessário que ele esteja sempre

ciente das novas tecnologias e

implantando de acordo com suas

necessidades. “Todas tecnologias

têm o intuito de contribuir para

melhor performance das atividades

agropecuárias."

Em tempo real

Em 2018, a Coamo e a Climate

trouxeram para os cooperados o

Climate FieldView, uma plataforma de

agricultura digital que coleta e processa

automaticamente dados de campo

e ajuda o agricultor a avaliar a performance

de cada talhão, do plantio à

colheita. A plataforma é composta por

aplicativos e um dispositivo de coleta

de dados. “Com o Climate FieldView,

os agricultores podem integrar seus

dados em um só lugar, gerenciar suas

operações com mais eficiência e maximizar

sua produtividade”, garante Guilherme

Thaddeu, representante Técnico

da Climate.

Thaddeu acrescenta que, “o

Climate Fieldview já está presente nos

Estados Unidos, há um bom tempo. Várias

funcionalidades que foram feitas

e desenvolvidas nos EUA já estão sendo

aplicadas no Brasil, ou seja, ambos

estão tendo uma experiência similar.

Tem sido algo muito positivo que está

gerando uma experiência positiva para

todos que utilizam a ferramenta.”

Na palma da mão

Antenado a evolução tecnológica, Paulo Anterio

Mansano, é associado em Engenheiro Beltrão (Centro-Oeste

do Paraná). Ele valoriza a tecnologia da informação e além

de utilizar a agricultura de precisão, recentemente adquiriu o

Climate FieldView. Sem contar, que já estuda a aquisição de

um drone. “Temos utilizado a tecnologia de última geração, o

que tem de mais moderno que a Coamo tem disponibilizado

para nós.”

Paulo Mansano acompanha os dados da sua lavoura com o agrônomo, José Jean de Almeida

20 REVISTA

Dezembro/2018


TECNOLOGIA NO CAMPO

Cooperado Paulo Mansano, de

Engenheiro Beltrão, destaca

que a Coamo tem apoiado a

evolução tecnológica

Toda a área de Mansano

é monitorada e já tem bons resultados

para apresentar. “Depois da

agricultura de precisão, a produtividade

aumentou e os custos da lavoura

reduziram. É uma tecnologia

que se converte em lucro, pois você

sabe a área que precisa de mais ou

menos adubo. A área que não precisa,

você não coloca”, revela.

Com GPS (Global Positioning

System, que em português

significa Sistema de Posicionamento

Global), em todo o seu maquinário,

Paulo Mansano, consegue mapear

toda a produtividade e formar

um banco de dados para ter uma

visão geral da lavoura e dos resultados

que vêm obtendo. “Meu

objetivo é sempre fazer um acompanhamento

de 100% da área e

pretendo comprar um drone para

complementar esse trabalho.”

Ele ainda ressalta que

utiliza os serviços da Coamo, não

somente para comprar e entregar

a produção, uma vez que, a

cooperativa também está antenada

e trazendo essas novas tecnologias

para o quadro social. “A

Coamo tem nos apoiado 100%

nessa evolução tecnológica. Esse

apoio é fundamental para a segurança

do cooperado. A gente

acessa o Gestor Rural, por exemplo,

e vê o que tem para vender

e o que pode vender. Se você levanta

de manhã e quer saber os

preços, já vê na hora. É uma coisa

fantástica. A tecnologia está mudando

rapidamente nosso cotidiano.

Agora, temos tudo a mão.”

Segundo o engenheiro

agrônomo, José Jean de Almeida,

a tecnologia mais instrumental

está dominando o mercado.

“O Paulo gosta muito desse tipo

de investimento, é um cara que

implementa tudo e dá um resultado

legal. Cada ano que vem

passando ele tem aumentado

sua produtividade, ele está há

20 sacas em média à frente dos

outros cooperados. Os próprios

agrônomos têm todas as informações

do cooperado na palma

da mão e na lavoura conseguimos

definir o trabalho que será

feito e todo o planejamento da

produção.”

Dezembro/2018 REVISTA 21


TECNOLOGIA NO CAMPO

Um passo à frente

Irmãos Gustavo e Robson Schon analisam os mapas gerados pelas tecnologias empregadas na propriedade

Membro de uma nova geração

de cooperados, Robson Cezar

Schon de Pitanga (Centro do

Paraná), acredita que o dinamismo

da agricultura exige o constante

investimento em tecnologias. Antes

mesmo de ter acesso à plataformas

como o Gestor Rural, ele

já utilizava o Excel para tabular

as informações da propriedade e

criar um banco de dados com produtividade

e variedade de cada

talhão.

Para Schon a gestão da

propriedade deve ser conectada.

“Primeiro entramos com o

FieldView, para pegar os pontos

de deficiência do solo com mapa

acoplado nas colheitadeiras, na

aplicação de fungicidas e dessecação

para ver já aonde estão os

defeitos da dessecação de fungicidas

para melhorar a produtividade.

Agora, vamos associar a

agricultura de precisão ao uso do

aplicativo.”

Ano a ano aumentando a

média da produção, ele atribui o

crescimento ao desenvolvimento

tecnológico. “Com meu smartphone,

consigo ver em casa ou

de onde estiver o que está acontecendo

na minha propriedade no

momento do plantio, por exemplo.

Sem contar que o nosso agrônomo

consegue ver da Coamo,

em tempo real a aplicação que

está sendo feita. Isso, nos ajuda

minimizar erros.”

Robson Schon acredita

que assim fica mais fácil planejar

as safras subsequentes. “Consigo

manter o histórico que já fazia no

Excel, porém de forma automática.

Posso ver o que foi feito de

adubação folear em cada pedaço,

e estará tudo arquivado no mapa.

É muito rápido e economiza tem-

22 REVISTA

Dezembro/2018


TECNOLOGIA NO CAMPO

po, inclusive aparecem as datas

que realizei cada trabalho. Fica

muito mais fácil de tomar decisões”,

considera o agricultor.

Conforme o engenheiro

agrônomo, José Eduardo

Frandsen Filho, se o produtor

rural não tiver tudo na palma

da mão ele não conseguirá

acompanhar as transformações

que estão acontecendo

no mundo. “Cada vez mais, a

Gustavo e Robson acompanham com José Eduardo os resultados do plantio

ponta vai afinando e precisamos

correr atrás disso. De dez

anos para cá muita coisa mudou.

Temos mais GPS e computador

no trator do que em

nossos automóveis. A tecnologia

está aqui para nos ajudar,

mas devemos escolher

as melhores tecnologias e a

Coamo está à disposição do

associado para realizar esse

trabalho.”

Visão global

O pesquisador da Embrapa

da área de manejo de solo e agricultura

de precisão, Júlio Franchini,

coordena juntamente com a Coamo,

um projeto piloto que vem sendo desenvolvido

na propriedade do cooperado

Fernando Greggio, em Campo

Mourão, para o uso de drones. “As

imagens aéreas vêm para melhorar o

conjunto das informações que o produtor

rural já vem obtendo. Já temos

a agricultura de precisão, com mapas

de solo e de aplicação, e as imagens

aéreas são o os olhos do produtor,

mas, numa escala maior.”

Franchini acompanha um

talhão de 65 hectares da Fazenda

Indáia, da família Greggio. “Com o

drone se consegue uma imagem

que resume todo o conjunto de

manejo que está sendo colocado

naquela área. No caso do milho, é

possível trabalhar com aplicação de

nitrogênio à taxa variável, ou seja,

na prática é possível distribuir melhor

o nitrogênio. Ele aplicará menos

nitrogênio onde a planta já tem

alto potencial, e mais onde tem um

potencial menor”, esclarece.

Para Júlio Franchini, o drone

traz uma vantagem significativa

para o trabalho no campo. “É possível

conseguir uma imagem com

nível de qualidade muito maior,

para ter mais segurança no que se

está observando. O monitoramento

é uma ferramenta poderosa e as

imagens do drone somam nesse

trabalho, para tomar a decisão mais

rápida, uma vez que, o tempo é decisivo

para a agricultura. ”

Dezembro/2018 REVISTA 23


TECNOLOGIA NO CAMPO

Fernando Greggio está em busca de

soluções tecnológicas para produzir mais

Lavoura

mapeada

Da mesa do seu escritório

na Fazenda Indaiá, o agricultor

Fernando Greggio, de Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná),

consegue acompanhar todo o trabalho

que é realizado na lavoura,

por meio do seu smartphone, Ipad

ou computador. Ele também conta

com um banco de dados com

informações de diferentes aspectos

para que possa tomar a melhor

decisão. “Estou buscando soluções

para produzir mais. O produtor

rural deve buscar as inovações

tecnológicas para obter mais produtividade

e lucratividade. ”

Greggio faz uso da agricultura

de precisão e utiliza drones

na propriedade. Ele também

adquiriu o software FieldView,

aliando diversas tecnologias para

obter o máximo de informações

sobre a produção. “Todas informações

coletadas nestas ferramentas

estão formando um banco de dados

da nossa fazenda. Analisamos

o que é coletado para melhorar o

desempenho nas próximas safras.”

Em 2011, ele enxergou na

agricultura de precisão a porta de

entrada para um caminho de inovação

e desenvolvimento. “Comecei

a trabalhar para tentar tirar as

manchas do solo. Coletamos as informações

e mandamos para análise.

Agora estamos rumo à agricultura

4.0 que é uma inovação

para todos os produtores. Já faz

dois anos que estamos trabalhan-

24 REVISTA

Dezembro/2018


TECNOLOGIA NO CAMPO

do assim, colhendo dados e capacitando

nossa equipe. No começo

não é fácil, mas todo esse trabalho

é para monitorar e planejar nossas

ações daqui para frente”, analisa.

O associado também está

satisfeito com as informações que

vem coletando com o FieldView.

“Consigo monitorar o plantio para

ver a velocidade da minha semeadura

e a população, tirar relatórios

individuais das plantadeiras, verificar

qual foi o rendimento de cada

uma, como foi a distribuição e se

teve problema em alguma linha.

Além disso, consigo correlacionar

os dados de fertilidade e, no final,

posso monitorar a produtividade,

que é o mais importante. É onde

faço o fechamento dos dados

para correlacioná-los em cima do

talhão e identificar o que pode ter

acontecido no talhão onde aparecem

manchas de menor produtividade.

Assim, eu sei se foi compactação

do solo, nematóides,

fertilidade, erro operacional, alagamento.


De acordo com Greggio,

cada maquinário conta com um

ipad que tem um chip. Tendo sinal

de internet essas informações

vão diretamente para a nuvem

(memória com capacidade de

armazenamento em computadores

e servidores compartilhados

e interligados por meio da Internet).

“Consigo identificar tudo de

dentro do escritório e se for em

um lugar onde não pega celular,

as informações ficam armazenadas

no ipad e quando conectar no

wifi, sincroniza me dando uma informação

rápida e precisa. ”

Com o drone, Greggio explica

que está mapeando a partir

da emergência, onde é possível

fazer a contagem de plantas. “No

meu plantio joguei uma determinada

população de sementes, e já

consigo ver como ficou a população

de plantas emergidas. Depois

com o passar do desenvolvimento

da cultura, juntamente com o mapa

de satélite é possível correlacionar

essas duas ferramentas para identificar

as manchas de solos e ver o

que está acontecendo nos pontos

mais fracos”, explica o cooperado.

O engenheiro agrônomo,

Guilherme da Silva Francicani,

destaca que o associado Fernando

Greggio, é um exemplo a ser

seguido. “Esse trabalho do Fernando

mostra os primeiros passos

para um futuro de conectividade

em campo que não está tão distante.

Temos que iniciar com essas

ferramentas que estão disponíveis

no mercado. Sabemos que a conexão

de internet não está disponível

em todas as propriedades,

mas a tendência é melhorar e, se

o agricultor começar aos poucos,

no futuro será muito mais fácil. ”

Francicani ressalta que o

associado da Coamo conta com

o apoio da cooperativa no uso

dessas ferramentas. “A agricultura

de precisão é o ‘exame médico

da lavoura’, onde se identificam e

analisam os problemas, para depois

realizar a correção de solo.

Depois, essas informações são casadas

com os mapas de produtividade

de colheita e plantabilidade.

Além disso, é possível utilizar os

drones e o software FieldView. Em

toda a área de ação da Coamo,

os agrônomos estão preparados

para prestar assistência ao associado

no uso e análise dessas informações.”

Cooperado Fernando e o engenheiro agrônomo Guilherme analisam em tempo real os dados obtidos

Dezembro/2018 REVISTA 25


COOPERATIVISMO

Faturamento das cooperativas do

PR atinge R$ 83,5 bilhões em 2018

NÚMEROS FORAM APRESENTADOS DURANTE ENCONTRO ESTADUAL DO SETOR EM

CURITIBA. COAMO PARTICIPOU COM UMA COMITIVA DE CERCA DE 100 COOPERADOS

José Roberto Ricken, presidente do

Sistema Ocepar, na abertura do Encontro

Estadual de Cooperativistas Paranaenses

R$ 83,5 bilhões. Este é o faturamento

que as 215 cooperativas

vinculadas ao Sistema

Ocepar devem atingir em 2018, o

que representa um crescimento de

18,9% em relação ao montante obtido

no ano passado, que foi de R$

70,3 bilhões. O anúncio foi feito no

dia 06 de dezembro, em Curitiba,

pelo presidente da organização,

José Roberto Ricken, na abertura

do Encontro Estadual de Cooperativistas

Paranaenses. “Mesmo com

todas as dificuldades vivenciadas no

ano de 2018, o cooperativismo paranaense

mantém firme sua estratégia

de desenvolvimento, com planejamento

e novos investimentos para

atender a demanda dos mercados.

Profissionalização, inovação e mo-

dernização da gestão. Esse é o nosso

jeito de funcionar, no passado, no

presente e no futuro”, afirma.

Mais pessoas também estão

aderindo ao cooperativismo

paranaense, que abrange atualmente

1,8 milhão de cooperados,

ou seja 19,2% a mais em comparação

ao registrado no ano passado

(1,5 milhão). As exportações do

setor atingiram US$ 3,9 bilhões

neste ano, montante 3,8% superior

ao de 2017 (US$ 3,3 bilhões).

As cooperativas paranaenses também

estão fechando o exercício

contabilizando R$ 1,9 milhão em

investimentos, R$ 2,1 milhões em

impostos recolhidos e aumento

de 3,8% nos empregos diretos gerados,

passando de 93.144 postos

em 2017 para 96.666 neste ano.

“É importante frisar que

grande parte dos resultados obtidos

pelas cooperativas se deve

à conquista de novos mercados,

agregação de valor à produção,

otimização das estruturas e o processo

de integração em desenvolvimento

no cooperativismo

do Paraná”, frisa Ricken. “Onde

há investimento, pode ter certeza

que existe demanda por empregos.

Em 2018, as cooperativas

paranaenses criaram 3.522 novos

empregos, sendo comum a busca

por trabalhadores dezenas de quilômetros

para atender à demanda.

Enfim, o que é isso senão desenvolvimento

regional?”, acrescenta.

De acordo com o presi-

26 REVISTA

Dezembro/2018


COOPERATIVISMO

Cooperados de várias Unidades da Coamo participaram do Encontro Estadual de Cooperativismo, em Curitiba

Evento contou também com momentos de interatividade entre os participantes

dente do Sistema Ocepar, todos

os ramos do cooperativismo paranaense

têm obtido êxito em suas

atividades. As agropecuárias, por

exemplo, aumentaram sua participação

no segmento e hoje são responsáveis

por 60% do PIB agropecuário

do Paraná. “No ramo crédito,

as cooperativas crescem de forma

segura e com alto nível de profissionalismo,

tendo atingido em 2018 o

número de 1 milhão e 600 mil associados,

com crescimento de quase

20% em relação ao ano anterior, viabilizando

o acesso ao crédito para

milhares de pessoas, em condições

mais adequadas e forte vínculo com

as ações locais e regionais. Em 120

municípios, as cooperativas de crédito

são a única instituição financeira

prestando bons serviços à população”,

diz Ricken.

Ele alerta ainda sobre a importância

de ações integradas com

outros segmentos para que essas

ações tenham prosseguimento. “A

continuidade deste trabalho será

possível se nos mantivermos integrados

com as forças econômicas

e políticas do Paraná, representado

pelo G7 (grupo formado pelas

principais federações representativas

do setor produtivo) e em

sintonia com o governo do Paraná.

É fundamental que prossigam

as parcerias com as entidades do

Sistema S, como o Sebrae, Senar,

Senai, Senac, Sest/Senat Sesc e o

Sesi, essenciais para atender as demandas

dos empregados e cooperados

das cooperativas”, sublinhou.

“Nunca foi tão importante rever

estratégias e replanejar o Sistema

S. Se não houvesse este sistema

organizado, quem faria esse importante

trabalho? No caso do Sescoop,

conseguimos aplicar 92%

dos recursos na atividade fim, com

total sintonia com as cooperativas

contribuintes”, complementa.

Ricken falou ainda sobre

a expectativa de que sejam implementadas

melhorias no país para

aumentar a competividade brasileira.

“Nosso desejo é que sejam

implementadas reformas consistentes

que equacionem as deficiências

estruturais existentes, principalmente

em relação à demanda

por investimentos em infraestrutura

tais como: portos, ferrovias,

rodovias, energia, dentre outras,

origem dos custos elevados da logística

que têm penalizado a nossa

competitividade, em especial para

as comunidades mais distantes

dos centros consumidores. Talvez

tenha sido necessário passar por

tantas dificuldades políticas e econômicas

no Brasil para que as pessoas

de bem se mobilizassem de

forma a apoiar as mudanças necessárias.

O desejo é que nossas instituições

públicas se modernizem,

em benefício de toda a sociedade”,

ressalta. Fonte: Comunicação Ocepar.

Dezembro/2018 REVISTA 27


Vista aérea das

novas indústrias de

processamento de soja e

refino de óleo

Obras em Dourados chegam a 45%

Quem passa pela rodovia

BR-163, entre Dourados

e Caarapó, no Mato Grosso

do Sul, percebe a evolução nas

obras das indústrias de processamento

de soja e refinaria de óleo

de soja da Coamo. O cronograma

está dentro da normalidade, atinge

45% do total e conta com 1550

trabalhadores de 68 empreiteiras

contratadas. “A entrada em operação

das novas indústrias está prevista

para o segundo semestre de

2019 e já verificamos que o empreendimento

vem impulsionando

a economia da região”, informa

Emerson Abrahão Mansano, gerente

da Indústria de óleo da Coamo

em Dourados.

A fase atual é de execução

das obras civis com os trabalhos de

terraplanagem, estruturas metálicas,

montagem mecânica e dos equipamentos,

finalização das estacas,

fabricação de pré-moldados na própria

área industrial, concretagem nos

blocos e lajes, e colocação dos pilares

nos prédios principais. O novo

empreendimento conta com uma

indústria de processamento de soja

para 3.000 toneladas de soja/dia,

produção de farelo e óleo, e uma

refinaria para 720 toneladas/dia de

óleo de soja refinado, equivalente a

16 milhões de sacas de soja /ano.

28 REVISTA

Dezembro/2018


EVENTO TÉCNICO

Coamo recebe Caravana da Soja

Promovida pelo Canal

Rural e Aprosoja, evento

contou com apoio da

Coamo

Realizada pelo sétimo ano

consecutivo, o segundo no

Estado do Paraná, A Caravana

do Projeto Soja Brasil, desembarcou

no último dia 05 de

dezembro em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná).

Promovido pelo Canal Rural

em parceria com a Associação

dos Produtores de Soja do Brasil

(Aprosoja Brasil) e cooperativas,

com a coordenação técnica da

Embrapa Soja, em Campo Mourão

o evento teve a Coamo como

anfitriã e o círculo de palestras

aconteceu na Associação do Engenheiros

Agrônomos (AEACM),

com a participação de centenas

de cooperados e convidados.

“Objetivo é disseminar

informação para os produtores

Gallassini na abertura do evento destacou a importância do repasse de informações aos associados

associados das cooperativas do

Paraná, auxiliando-os sobre os

mais diversos aspectos desde a

produção no campo até a comercialização

da safra. Aproveitamos

também para mostrar a todos o

que é e como atua a Aprosoja no

Estado e no Brasil”, esclarece o

presidente da Aprosoja Paraná,

Márcio Luiz Bonesi. “Quem participa

fica muito mais informado e

com poder de tomar uma decisão

mais acertada e mais rápida”,

garante.

Durante o evento os participantes

acompanham palestras

sobre o Mercado, Câmbio e Perspectivas

da Economia Brasileira,

com o consultor técnico da Safras

& Mercado Luiz Fernando Gutierrez;

Boas Práticas de Produção,

ministrada pelo pesquisador da

Embrapa Soja Arnold Barbosa de

Oliveira; e Importância das Biotecnologias,

com consultor técnico

Alexandre Gazzola, do Conselho

de Informações sobre Biotecnologia

(CIB).

Participantes acompanharam palestras sobre o mercado e perspectivas da economia, manejo de fertilidade para altas produtividades e a importância das biotecnologia

Dezembro/2018 REVISTA 29


CELEBRAÇÃO

Sindicato Rural de Campo

Mourão comemora 50 anos

Diversos fundadores, lideranças

do agronegócio de

Campo Mourão e de várias

regiões do Estado do Paraná prestigiaram

no dia 8 de dezembro a

solenidade comemorativa dos 50

anos de fundação do Sindicato Rural

de Campo Mourão.

O presidente da entidade

fundada em março de 1968, Nelson

Teodoro de Oliveira, contou a história,

as lutas e conquistas do Sindicato

Rural. “É uma história muito

bonita, o Sindicato sucedeu a Associação

Rural e sempre teve como

missão a defesa dos interesses dos

produtores rurais, a promoção de

treinamentos para o aperfeiçoamento

dos produtores e funcionários,

visando a elevação das produtividades

no setor agropecuário,

bem como, a melhoria da qualidade

de vida e geração de renda.”

O ponto alto da cerimônia

foi o momento de reconhecimento

a dez agricultores, que fundaram

o Sindicato Rural há 50 anos. São

Agide Meneguetti, presidente da Faep, com os fundadores do Sindicato Rural de

Campo Mourão, Nelson Teodoro de Oliveira, José Aroldo Gallassini e Augusto Carneiro

Eles: Antonio Roberto Azevedo

Figueiredo, Augusto de Oliveira

Carneiro, Henrique Schuwarz, José

Aroldo Gallassini, José Carlos Carvalho,

José Teodoro de Oliveira,

Martin Kaiser, Nabi Assad, Nelson

Teodoro de Oliveira, Pedro Jort e

Rui Domingues Carneiro.

“Os fundadores são os protagonistas,

graças a iniciativa destas

pessoas, é que o Sindicato Rural

de Campo Mourão foi sonhado

e criado. Essas pessoas tiveram um

sonho e juntas decidiram participar

e abraçar uma causa, um ideal.

Deste sonho nasceu o sindicato

rural”, destacou no seu pronunciamento,

Ágide Meneguetti, presidente

da Federação da Agricultura

do Estado do Paraná (Faep), uma

das várias autoridades presentes

no Recanto do Criador, anexo ao

Parque de Exposição Getúlio Ferrari,

em Campo Mourão.

Fundadores do Sindicato foram homenageados durante a cerimônia em comemoração aos 50 anos do Sindicato Rural de Campo Mourão

30 REVISTA

Dezembro/2018


DESEMPENHO

Coamo recebe prêmio de melhor

cooperativa agrícola do Brasil

Gallassini recebeu a homenagem em

nome dos 28,7 mil associados e dos

7,5 mil funcionários. Entrega foi feita

pela jornalista Vera Ondei, editora da

Revista Dinheiro Rural

O

engenheiro agrônomo e presidente

da Coamo Agroindustrial Cooperativa

recebeu na noite de 11 de dezembro,

em São Paulo, o prêmio de Melhor Cooperativa

Agrícola do Brasil. A cooperativa completou 48

anos dia 28 de novembro e na noite de festa da

Dinheiro Rural foi agraciada com dois prêmios -

Melhor Gestão Financeira e Melhor na Categoria

"Mega Cooperativas". A premiação é da Revista

Dinheiro Rural, da Editora Três e reconheceu as

melhores companhias do agronegócio do país,

no tradicional “As Melhores da Dinheiro Rural”.

O evento premiou os melhores do ano

em vários setores do Agronegócio e no seu

anuário apresenta o ranking com as 300 melhores

empresas do país na agropecuária brasileira.

O ex-ministro da Agricultura e um dos

expoentes do cooperativismo, Roberto Rodrigues,

falou da importância da premiação da

Dinheiro Rural. "É uma noite de colheita que

estamos vivendo hoje, fruto de um trabalho de

produtores que plantam suas safras com esperança,

colhem altas produtividades e produzem

alimentos para o Brasil e o mundo.”

"O agronegócio é muito importante

para o Brasil e vem alimentando o mundo e

crescendo. A Coamo é destaque não só pelo

seu tamanho com expressivos números de faturamento

e volumes, mas também pelo excelente

grau de eficiência em gestão corporativa

e financeira", afirma Celso Masson, diretor de

Núcleo da Editora Três.

Gallassini recebeu com alegria e gratidão

a homenagem em nome dos 28,7 mil

associados e dos 7,5 mil funcionários. "A

Coamo é a melhor na Gestão Financeira e a

melhor na categoria Mega Cooperativas. Partilhamos

estas premiações com todos os associados

e funcionários, como colheita de um

ano muito positivo."

Dezembro/2018 REVISTA 31


PONTO DE VISTA

Brasil, o país que melhor cuida

do meio ambiente no mundo

Recentemente, participei em

Lille, na França, da Conferência

Mundial promovida

pela Associação Internacional de

Soja Responsável (RTRS), representando

a diretoria da Coamo

Agroindustrial Cooperativa.

A Conferência Mundial recebeu

dezenas de autoridades de

mais de 40 países dos cinco continentes,

ligadas à cadeia produtiva

da soja e discutiu várias questões

referente a produção e fornecimento,

incluindo também o papel

dos governos e os riscos sociais.

Esta foi a primeira vez que

o setor produtivo brasileiro esteve

no evento, representado por seis

cooperativas agrícolas – das quais

cinco do Estado do Paraná- que,

juntas produzem 11% da produção

brasileira de soja.

Entendo ter sido muito importante

a participação do nosso

setor produtivo, haja vista a oportunidade

para rebater várias críticas

feitas ao Brasil no tocante a produção

agrícola e ao meio ambiente.

Na oportunidade, mostramos

ao mundo que o Brasil não

é do jeito que eles pensam. Escutamos

críticas de estrangeiros, de

ONG´s e até mesmo de brasileiros,

de pessoas mal-intencionadas

que, com suas ideologias, retrataram

um país que não cuida do

meio ambiente, de terras estéreis

e de agricultores que não usam

tecnologia e estão empobrecendo,

o que não é verdade.

Mostramos ao mundo a

verdadeira situação do nosso país,

a qual é bem diferente do cenário

apresentado por essas pessoas

mal-intencionadas. O Brasil é o

país que mais preserva o meio

ambiente e vem aumentado a sua

produção exatamente por contar

com agricultores tecnificados e

empreendedores, preocupados

com a natureza.

Muitos países produtores

de soja estão na verdade assustados

com o crescimento agrícola do Brasil

e fazendo de tudo para complicar e

rebaixar a agricultura brasileira. Ao

contrário do que eles tentam dizer,

nós produzimos bem com responsabilidade

e sustentabilidade.

Indagamos no evento se

os representantes de outros países

tinham o CAR [Cadastro Ambiental

Rural] – que é um registro

eletrônico e obrigatório para todos

os imóveis rurais, que integra

as informações ambientais das

áreas de preservação permanente,

áreas de Reserva Legal, das florestas,

vegetação nativa, e das áreas

consolidadas das propriedades e

posses rurais do país- e ninguém

tinha, por isso ficaram mudos.

Informamos também na

oportunidade, que no Sul do Brasil

20% da área de uma propriedade

rural é destinada para reserva

legal - no Cerrado esse número

sobe para 35% e na Amazônia é

de 80% - e o agricultor não tem

nenhuma remuneração por isso.

Trata-se de uma situação

bem diferente do que vimos por

exemplo, na Alemanha, onde 100

de pousio é subsidiado pelo

valor de 6.000 euros, equivalente

a cerca de R$ 25 mil. Diante da

posição brasileira eles novamente

ficaram silenciosos, haja vista que

Engº Agrº Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário

da Coamo Agroindustrial Cooperativa, um dos

precursores do Plantio Direto na região de Campo

Mourão, segunda cidade no Brasil a implantar esta

importante tecnologia na safra 1973/74.

somente 7,3% da área brasileira

é utilizada para uso da agricultura

e o restante é ocupado com

rios, matas, florestas e parques,

enquanto que eles não têm mais

área para plantio.

Destacamos na Conferência

Mundial de Soja Sustentável

como pontos relevantes a prática

pelos agricultores brasileiros do

sistema de Plantio Direto, que foi

a revolução da nossa agricultura, e

a devolução e destinação correta

das embalagens vazias de defensivos

agrícolas, onde o Brasil se

destaca tirando do campo milhares

de embalagens que poderiam

prejudicar o meio ambiente.

Quando a gente vê notícias

falando mal da agricultura

brasileira é porque tem alguma

coisa por trás, tem outros interesses.

Tivemos um grande orgulho

em mostrar na França para o mundo

que o agricultor brasileiro faz

e muito bem a lição de casa, que

o nosso país é o que melhor cuida

do meio ambiente no mundo.

Diante dessa afirmação, eles ficaram

em silêncio.

32 REVISTA

Dezembro/2018


RECONHECIMENTO

Em 2018, a cooperativa homenageou 389 funcionários com 10, 20, 30 e 40 anos de casa. Na imagem, os funcionários com 30 e 40 anos de Coamo

Coamo homenageia funcionários no

TEMPO DE CASA

O

programa Tempo de casa valoriza e

reconhece os recursos humanos da

cooperativa, um dos alicerces para o

sucesso da Coamo. Uma cooperativa que investe

no treinamento e na formação dos seus

funcionários.

Durante este ano de 2018 foram homenageados

389 funcionários, dos quais 240

com 10 anos, 80 com 20 anos, 63 com 30

anos e 5 com 40 anos de trabalho na Coamo,

Credicoamo, Via Sollus, Fups e Arcam.

No total dos funcionários ativos na

cooperativa, 2092 têm mais de 10 anos de

serviços ao grupo Coamo, sendo 10 com

40 anos, 279 com 30, 543 com 20, e 1.267

com 10 anos.

Funcionários com 40 anos de Coamo em 2018: Paulo Gilmar Fuzeto, gerente da

Arcam, Valdelicia Ribeiro Gonzales, Indústria de Óleo em Campo Mourão, Alcir

José Goldoni, superintendente Comercial, José Aroldo Gallassini, Claudio Francisco

Bianchi Rizzatto, Ricardo Accioly Calderari, Luiz Celso Drancka, Roncador, e José

Aparecido Bernardo, gerente Administrativo da Coamo

Dezembro/2018 REVISTA 33


‘Seo’ Terumi, cooperado em Pinhão,

com a esposa Masako Suzuki

UM LEGADO DA IMIGRAÇÃO

JAPONESA PARA O CAMPO

EQUIPE DE REPORTAGEM DA REVISTA COAMO VISITOU COOPERADOS EM

PINHÃO (PR) E JURANDA (PR) PARA RESGATAR A HISTÓRIA DE JAPONESES

QUE ESCOLHERAM O CAMPO PARA TRABALHAR E PROGREDIR

34 REVISTA

Dezembro/2018


110 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

‘Seo’ Terumi chegou no Brasil em 1968 e após desembarcar do navio em Santos partiu para Guarapuava

Dois mil e dezoito é um ano

especial para os descendentes

de japoneses que

vivem no Brasil, pois comemoram

110 anos de imigração. Foi em 18

de junho de 1908 que o navio Kasato

Maru atracou em Santos com os

primeiros 781 imigrantes do Japão.

As famílias ainda cultivam tradições

trazidas na bagagem e comemoram

a permanência e o desenvolvimento

no país que os acolheu,

sempre valorizando a terra, família e

a cultura. Parte desta história é contada

por associados da Coamo que

emigraram em busca de uma vida

melhor em solo brasileiro.

A reportagem da Revista

Coamo visitou cooperados em Pinhão

(Centro-Sul do Paraná) e em

Juranda (Centro-Oeste do Paraná)

com o intuito de resgatar a história

de quem escolheu o campo para

trabalhar e progredir. ‘Seo’ Terumi

Suzuki, hoje com 74 anos, veio do

Japão ainda jovem, com 23 anos de

idade. Ele conta que a escolha pelo

Brasil foi para realizar um sonho:

ser agricultor. “No Japão isso não

seria possível, pois não tinha área.

Eu queria ser grande agricultor. Na

época, estudava em um colégio

agrícola e uns três anos antes de eu

vir para o Brasil colegas já tinham

vindo e isso me incentivou”, revela o

associado.

‘Seo’ Terumi chegou no

Brasil em 1968 e após desembarcar

do navio em Santos partiu para

Guarapuava para trabalhar em plantações

de batata. “Na época não

existia soja. Somente trigo no inverno

e batata no verão”, diz. Antes de

se mudar para Pinhão, ele ainda foi

para o interior de São Paulo, onde

conheceu a esposa Masako Suzuki,

também nascida no Japão e veio

para o Brasil aos 11 anos de idade.

“Chegamos em Pinhão em 1977 e

compramos duas áreas. Uma de

150 alqueires e outra de 200. Só

que era tudo mato. Adquirimos dois

tratores de esteira para destocar e

plantar batata. Naquela época os japoneses

só cultivavam batata, frutas

e hortaliças.” O cooperado recorda

que no início chegou a trabalhar

com ameixa, mas era muito complicado

porque para armazenar tinha

que levar a fruta em Guarapuava,

pois em Pinhão não tinha energia

elétrica. Era uma viagem de 50 quilômetros

todos os dias por estrada

de terra.”

‘Seo’ Terumi é associado

da Coamo desde 1999. Ele se

No destaque, 'seo' Terumi, com o grupo de imigrantes, em 1968, no navio Brazil - Maru

‘Seo’ Terumi Suzuki, de Pinhão (PR), veio do

Japão ainda jovem, com 23 anos de idade

Dezembro/2018 REVISTA 35


110 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

COMUNIDADE JAPONESA NO BRASIL AINDA CULTIVA TRADIÇÕES E COMEMORA A

PERMANÊNCIA E O DESENVOLVIMENTO NO PAÍS VALORIZANDO A TERRA E A FAMÍLIA

diz realizado e agradecido por ter sido acolhido

pelo Brasil. “Eu era um jovem corajoso porque

vim sozinho. Vendo tudo o que passou, digo que

valeu a pena. Hoje temos 330 alqueires de terra,

mas não tinha nada. Comecei do zero. Se tivesse

ficado no Japão hoje seria funcionário de alguma

firma. Porém, meu sonho era ser agricultor e só

poderia ser realizado no Brasil. Sinto saudade do

Japão, mas só para passear”, pondera o associado

que é pai de três filhos.

‘Seo’ Terumi com a esposa Masako Suzuki, também nascida

no Japão e veio para o Brasil com 11 anos de idade

No navio, durante a viagem para o Brasil, ‘seo’

Terumi aproveitava o tempo para praticar Kendo

Novas oportunidades no Brasil

Hirotaka Matsuda com o gerente da Coamo em Pinhão, Mercilo Bertolini

Hirotaka Matsuda, também de Pinhão, saiu

do Japão no final de 1959 e desembarcou no Brasil

no dia 20 fevereiro de 1960. Ele tinha 11 anos e

foram mais de 60 dias com a família a bordo de um

navio cargueiro. Na época, a crise pós-guerra assolava

os japoneses e a propaganda de que no Brasil

havia prosperidade chamou a atenção do pai do ‘seo’

Hirotaka, que trabalhava no Japão fazendo frete com

um pequeno caminhão.

Logo que chegaram foram trabalhar em lavouras

de tomate em Socorro, no interior de São Paulo.

Começaram como empregados e depois de meeiros.

Tempos depois iniciaram com o plantio de hortaliças

que eram vendidas em feiras. Em 1974, mudaram

para o cultivo de batatas o que os levaram a conhecer

Guarapuava e, depois, Pinhão onde estão até hoje.

“Ficamos sabendo que existia Guarapuava porque

36 REVISTA

Dezembro/2018


110 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

vimos um caminhão com a placa

do município. Eu e meu irmão ficamos

curiosos e visitamos a cidade,

onde ficamos três anos e depois

viemos para Pinhão. Estou aqui há

mais de 30 anos, trabalhando com

batata e depois cereais.”

O associado da Coamo

está hoje com 69 anos. Ele diz

que os pais fizeram a escolha

certa na época e se tivessem

ficado no Japão não teriam a

mesma oportunidade que tiveram

no Brasil. “Temos parentes

que continuam no Japão. Eles

levam uma vida boa, mas o Brasil

nos deu mais condições de

trabalhar e prosperar”, recorda.

O pai do ‘seo’ Hirotaka faleceu

há cerca de cinco anos e a mãe

dele vive no interior de São Paulo,

com 90 anos de idade.

Hirotaka Matsuda veio do

Japão com 11 anos de idade

O primeiro japonês em Pinhão

Casal Kesao e Mituko, em 1980, em uma das lavouras de batata cultivadas em Pinhão, e ao lado com os filhos Cristina, Eduardo e Cláudio

Kesao Yamazaki foi o primeiro

japonês a morar em Pinhão.

Ele residia em Mogi das Cruzes,

interior de São Paulo, e chegou no

município em 1974 para, também,

trabalhar em lavouras de batata.

Em São Paulo, trabalhava com os

pais e a opção pela mudança foi

em busca de novas oportunidades

e de uma vida mais próspera.

“Aqui se plantavam grandes

safras de batatas e era a chance

de crescer. Vim com um cunhado.

Durante vários anos trabalhamos

somente com a batata. Há algum

tempo partimos para a produção

de cereais. Hoje trabalhamos com

as duas atividades”, comenta. Ele

recorda que quando chegaram

no município, a situação era bem

diferente, com estradas sem asfalto

e pouca estrutura para investimentos.

Os pais do ‘seo’ Kesao

Dezembro/2018 REVISTA 37


110 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

SÃO MUITOS OS EXEMPLOS DE FAMÍLIAS QUE TROCARAM O JAPÃO PELO BRASIL,

E ENCONTRARAM NOVAS OPORTUNIDADES, SEJA NO CAMPO OU NA CIDADE

vieram da região de Nagano, por volta de 1936. Segundo

ele, os primeiros imigrantes queriam vir para o

Brasil, ganhar dinheiro e voltar para o Japão. “Porém,

isso nunca aconteceu. Quem veio ficou, até mesmo

porque não ganharam a quantidade de dinheiro que

imaginavam”, comenta o associado que é casado

com a também descendente de japonês Mituko Yamazaki.

Kesao Yamazaki com a esposa

Mituko. Trabalho em família e

parceria com a Coamo

Produção com foco, fé e união

Os irmãos João, Toshinori

e Francisco Maeda, de Juranda

(Centro-Oeste do Paraná), estão

na segunda geração de japoneses

no Brasil. A história deles

começou com o pai Masanori, já

falecido, que veio do Japão aos

17 anos. Eles vieram ainda jovens

de Martinópolis, interior de

São Paulo e residem na região de

Boa Esperança e Juranda, desde

1960. Juntos, administram uma

área de 49 alqueires e suas médias

de produção estão em torno

de 180 sacas de soja e 260 sacas

de milho safrinha.

Na época, a família veio

para o Paraná para trabalhar com

lavouras de café, mas acabaram

não tendo sucesso já que o clima

frio não ajudava a condução da

atividade. João explica que, depois

do café, a família passou para

o cultivo de algodão. “Naquele

tempo, a região tinha muito mais

moradores do que hoje, eram

muitas as famílias que trabalhavam

e tiravam sua renda do trabalho

com o algodão. Tínhamos

grandes comunidades, era muita

gente, bem diferente do que temos

hoje”, lembra.

A agricultura sempre foi o

carro-chefe da família. Seu João

recorda que aprendeu a trabalhar

no campo com o pai, seguindo os

38 REVISTA

Dezembro/2018


110 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA

passos e seus ensinamentos. “É preciso

acompanhar a evolução, sem

tecnologia não vamos progredir.

Tivemos sempre o apoio da Coamo

e agradecemos ao cooperativismo.

Desde o início, sempre fomos bem

servidos com a Coamo, se não fosse

ela, estaria ruim. A assistência técnica

ajudou a melhorar muito a nossa

produção e a renda da família.”

Toshinori lembra que foi

com seu pai seu início na agricultura

nos bons tempos do algodão,

quando a enxada era o principal

instrumento de trabalho. “A enxada

está esquecida, pois tudo está mais

moderno. A nova geração de agricultores

tem novas ferramentas e

mais comodidade para trabalhar.”

Ele acrescenta que os tempos

são outros e as novas tecnologias

estão ajudando a impulsionar

a produção no campo. “Hoje colhemos

até 200 sacas de soja por

alqueire, antigamente, se a gente

colhesse 80 sacas já estava bom

demais. A Coamo nos ajudou muito

nessa evolução. Está à frente para

nos apoiar e difundir as novas e modernas

técnicas.”

Com saudades do pai e das

boas lições, o irmão Francisco agradece

o repasse de informações passadas

por ele há algumas décadas.

“Meu pai nos ensinou muito, trabalhávamos

de sol a sol e conseguimos

evoluir. Após a morte do pai, ficamos

só nós os irmãos Maeda, mas

sempre unidos e trabalhando junto

com a família.”

‘Seo’ Francisco agradece a

cooperativa por fazer parte da história

da família. “Graças ao apoio da

Coamo, temos comodidade e segurança

para fazer um plantio bem feito

e colher bem, e com boas safras

temos boa renda.”

Acima os irmãos João, Francisco e Toshinori; e abaixo a família Maeda

Dezembro/2018 REVISTA 39


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Dezembro/2018


EM MEMÓRIA

Cooperativismo perde um

grande professor: Albino Gavlak

"Sempre procurei ensinar e fazer o aluno pensar, refletir e organizar

seu pensamento, e pensar sobre o que querem para a vida"

A

diretoria da Coamo lamenta o falecimento

do professor Albino Gavlak,

85, ocorrido dia 29 de novembro em

Curitiba. Gavlak esteve à frente de 16 turmas

do Programa Coamo de Formação de Jovens

Cooperativistas. Este programa iniciou em

1998, agraciado em 2004 como o melhor projeto

de Educação Cooperativista do Brasil e

dia 27 de novembro formou a sua 22ª turma.

“Sempre procurei ensinar e fazer

o aluno pensar, refletir e organizar seu

pensamento. O meu papel foi despertar e

fazer com que os jovens refletissem e pensassem

o que querem para a vida. Fico feliz

ao lembrar do sucesso dos trabalhos com

as diversas turmas na Coamo e a certeza

de que a educação é o alicerce do cooperativismo”,

disse há alguns anos o professor

Albino Gavlak.

Para o presidente da Coamo, José

Aroldo Gallassini, a atuação do professor

Albino Gavlak foi muito importante para a

construção e desenvolvimento deste projeto

de educação cooperativista. “O professor

Albino tinha um grande conhecimento, pedagogia

e experiência para repassar ensinamentos

à milhares de alunos na sua trajetória

de educador e professor.”

O trabalho da Coamo na educação

cooperativista com os jovens vem contabilizando

bons resultados, provocando mudanças

no comportamento e gerenciamento das

atividades. “Estamos cumprindo o objetivo

de capacitação desta nova geração de produtores

empreendedores com ênfase para

o desenvolvimento dos seus potenciais de

liderança, gestão e administração, e o professor

Albino foi muito importante”, explica

Gallassini.

Atributos

"O seu Albino foi um homem com

uma vida profissional voltada ao cooperativismo

desde meados da década de 60. Foi

um professor, conferencista maravilhoso, formou

inúmeras turmas motivando, dividindo

experiências e isso o tornava ímpar. Como

marido, pai, avô e bisavô era carinhoso com

todos e sempre preocupado com o bem-

-estar dos familiares. Foi um homem de fé,

otimista e um professor. Uma pessoa que

olhava as pessoas com ternura, carinho e

amor. Um educador, pessoa amiga que sonhava

em transformar o mundo para melhor

e conseguiu. E fazia um churrasquinho de

dar água na boca", disse um dos seus familiares

em sua homenagem.

Albino Gavlak esteve à frente de 16 turmas do Programa

Coamo de Formação de Jovens Cooperativistas

Dezembro/2018 REVISTA

41


FORMAÇÃO NO CAMPO

Coamo forma 22ª turma de

Jovens Líderes Cooperativistas

Cerca de 50 associados, representando

várias unidades

da Coamo no Paraná

e Santa Catarina, participaram no

dia 27 de novembro da formatura

da 22ª turma de Jovens Líderes

Cooperativistas. O curso é realizado

anualmente e são realizados

diversos módulos até a formatu-

Daniel Carriel Rickli, de Reserva, foi o orador da turma

ra, com aulas em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná).

A Coamo acredita que o

processo de mudança para tornar

o cooperativismo e o agronegócio

mais produtivo e eficiente passa

pela formação, educação e desenvolvimento

dos cooperados.

Para o presidente da Coamo, José

Aroldo Gallasini, os jovens cooperados

representam o presente e o

futuro promissor do cooperativismo

e do agronegócio e, por isso,

a diretoria é a principal apoiadora

e incentivadora para a realização

deste processo de formação.

O formando André Luís

Tonet, de Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), observa

que levará todo conhecimento e

experiência adquiridos no curso,

para o seu dia a dia, seja profissional

ou pessoal. “O curso abre

caminhos. Fazemos amizades e

trocamos informações com cooperados

que têm outras realidades.

Aprendemos conduzir nossa

atividade de forma mais eficiente

e traçamos metas para a nossa

vida”, comenta.

O programa capacita a

geração de cooperados para

desenvolver de forma gradual

42 REVISTA

Dezembro/2018


FORMAÇÃO NO CAMPO

Liana Faccio, de Ipuaçu (SC)

Marcos André Paludo, de São Domingos (SC)

André Luís Tonet, de Campo Mourão (PR)

e contínua o seu potencial de liderança,

gestão e administração

na atividade rural. Liana Faccio,

de Ipuaçu (Oeste de Santa Catarina),

comenta que o curso foi

uma superação e uma experiência

que não imaginava passar.

“Sabia que seria um desafio. Foi

um curso que superou as expectativas.

De todos os módulos, o

mais interessante foi o que trabalhou

com a liderança. Volto

para casa com mais confiança e

conhecimento para agregar no

meu dia a dia.”

Daniel Rickly, de Reserva

(Centro-Norte do Paraná), foi o

orador da turma. Segundo ele, o

curso oportunizou novos conhecimentos

e interação junto aos colegas

e professores. "Adquirimos

muito conhecimento, e aprendemos

que um conhecimento sem

transformação não é sabedoria.

Então vamos nos transformar, continuar

nos transformando e aplicar

os novos aprendizados em nossa

vida. Vamos colocar em prática

para aprender mais, pois é fazendo

que se aprende."

De acordo com o associado

Marcos André Paludo, de São

Domingos (Oeste de Santa Catarina),

o curso proporciona mais

conhecimento e participação nas

atividades técnicas, educacionais

e sociais da cooperativa, além

de ampliar as habilidades profissionais

com uma visão de futuro.

“Conheci um pouco mais sobre a

Coamo. É uma satisfação ser sócio

de uma cooperativa que valoriza

os associados e que tem o

doutor Aroldo à frente com toda

honestidade e simplicidade. Com

o curso, melhorei em vários aspectos

e estou aberto à novos conhecimentos.


Com a formação, os jovens

passam a ser responsáveis

pela implantação de um novo

modelo de administração rural,

muito mais profissional. Na gestão

dos negócios na propriedade,

ou mesmo quando atuam

em parceria em os pais, eles trabalham

de forma arrojada, sem

esquecer das lições geradas por

suas famílias. Com os pés no chão

e a mente no futuro, eles buscam

resultados concretos baseados

na prática do planejamento e gerenciamento,

e o sucesso do seu

empreendimento.

O professor Juacir João

Wischneski, instrutor do curso,

comenta que o programa é vitorioso

e vem transformando as

lideranças da Coamo para melhor.

"Gallassini vem ensinando

ao longo dessas décadas o que

é dignidade, integridade e perseverança.

Com seu exemplo

aprendi que ser íntegro não é

obrigação, assim como integridade

não é regra. Esse grupo

de jovens é íntegro, criaram, se

desenvolveram e estão fortalecidos.

Podem continuar assumindo

compromissos porque

a Coamo precisa continuar a se

desenvolver e crescer. Um grande

caminho é continuar desenvolvendo

deres para compartilhar

esta integridade e fazer a

sociedade ser muito melhor."

O programa Jovens Líderes

da Coamo foi premiado em

2004 pela Organização das Cooperativas

do Brasil (OCB) e Revista

Globo Rural como o “Melhor Programa

de Educação Cooperativista”,

do Brasil.

Dezembro/2018 REVISTA 43


NATAL DE LUZES

reúne milhares de pessoas na Coamo

Evento contou com

apresentação artística,

acendimento das luzes de

Natal e chegada do Papai Noel

Foi realizado na noite de 28 de novembro,

data em que a Coamo comemorou

48 anos de fundação, o

tradicional Natal de Luzes. Com o tema

“Quero ver neste Natal o mundo se enchendo

de paz e amor”, o evento abriu

as festividades natalinas em Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná).

A programação contou com

apresentação do Grupo Vesná, de Roncador,

que vem movimentado e divulgando

a cultura ucraniana, e recentemente

representou a Ucrânia na Feira

das Embaixadas, em Brasília. Cantando

músicas alusivas ao Natal, o grupo en-

44 REVISTA

Dezembro/2018


FESTIVIDADE

Chegada do Papai Noel emocionou e encantou a todos

Programação contou com apresentação do Grupo Vesná, de Roncador (Centro-Oeste do Paraná)

cantou milhares de pessoas que prestigiaram

o tradicional evento promovido

pelo Coamo. A associada da Arcam,

Anna Paula Rodrigues, interpretou a música

tema do Natal de Luzes Coamo e

emocionou a todos.

O acendimento das luzes no prédio

da Administração Central e a queima

de fogos foram um show à parte. A chegada

do Papai Noel encantou e mexeu

com o imaginário de crianças e adultos.

Até o final do ano a iluminação continuará

acesa, fazendo do local um cartão postal

para a população de Campo Mourão

e para quem visita a cidade.

Presidente da Coamo José Aroldo Gallassini recebeu homenagem do grupo

Associada da Arcam, Anna Paula Rodrigues, interpretou a música tema do Natal de Luzes Coamo

Dezembro/2018 REVISTA 45


ANIVERSÁRIO DA COAMO

COAMO 48 ANOS,

de sucesso e solidez

Cooperados fundadores: Nelson Teodoro de Oliveira, Martin Kaiser, José Aroldo Gallassini e Moacir José Ferri, no evento de comemoração em Campo Mourão

A

Coamo comemorou no

dia 28 de novembro, 48

anos de fundação. Para

celebrar, foram realizados eventos

alusivos à data em todas as unidades

da cooperativa no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

Em Campo Mourão, na Administração

Central da Coamo, a comemoração

reuniu, a diretoria, fundadores,

cooperados e funcionários.

“Parabenizamos os cooperados e

funcionários e, por extensão, seus

familiares, clientes, fornecedores

e consumidores. Juntos formamos

uma família de mais de 120

mil pessoas e com alegria e satisfação,

nos reunimos para celebrar

os 48 anos da Coamo”, comenta o

idealizador e presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini.

A Coamo foi fundada

no dia 28 de novembro de 1970

por 79 agricultores pioneiros de

Campo Mourão. “A Coamo é uma

cooperativa de sucesso, é orgulho

do campo, do Brasil e do mundo

para a satisfação dos mais de 28

mil associados e mais de 7,5 mil

funcionários. Assim, a Coamo vem

contabilizando números positivos

ao longo desses 48 anos de existência”,

comenta.

A Coamo nasceu e cresceu

conjugando a força, união e

trabalho dos associados, diretoria

e funcionários, e vem proporcionando

o desenvolvimento direto

e a melhoria da produção, da renda

e da qualidade de vida para

milhares de pessoas. “Nesses 48

anos, ultrapassamos e vencemos

muitos desafios, e juntos, estamos

preparados para enfrentar

e vencer os desafios do presente

e futuro. Sempre com a missão

de gerar renda aos cooperados,

com desenvolvimento sustentável

do agronegócio, e ser a melhor

opção de desenvolvimento aos

cooperados, realização profissional

aos funcionários, produtos aos

clientes e negócios aos parceiros”,

salienta Gallassini.

A cooperativa é uma das

maiores da América Latina, respondendo

por 3,5% de toda a

46 REVISTA

Dezembro/2018


ANIVERSÁRIO DA COAMO

produção nacional de grãos e fibras e 16% da safra

paranaense. O forte relacionamento com o quadro

social tem garantido à Coamo resultados cada vez

mais expressivos. “Os bons resultados geram tributos,

empregos e divisas, e contribuem para o desenvolvimento

do nosso país”, comemora Gallassini.

Na Coamo, trabalho, profissionalismo, honestidade

e união são valores cultuados desde a

fundação da cooperativa. Tudo é planejado com

visão de futuro, buscando agregar mais valor à

produção dos cooperados. O segredo de todo o

sucesso está alicerçado em quatro fatores básicos:

a política de capitalização, a estabilidade administrativa,

o apoio incondicional dos cooperados e a

harmonia existente entre a diretoria, cooperados

e funcionários. “Toda essa trajetória de sucesso

Evento em Campo Mourão reuniu diretoria, cooperados e funcionários

da Coamo é fruto de muito trabalho e dedicação.

Um trabalho alicerçado pelo tripé - diretoria, cooperados

e funcionários. Com todos puxando para

o mesmo lado, o resultado não poderia ser outro”,

destaca o presidente da Coamo.

Fundadores na comemoração

A cerimônia em comemoração aos 48 da

Coamo, em Campo Mourão contou com a presença

de três dos 79 fundadores que assinaram a ata de

instalação da cooperativa, em novembro de 1970.

Martin Kaiser, cooperado número 12, Moacir José

Ferri, número 32, e Nelson Teodoro de Oliveira,

número 48. Eles se juntaram a outros cooperados,

funcionários e diretoria na celebração do aniversário

da Coamo.

Martin Kaiser recorda que na época da

instalação, poucos acreditavam na ideia, já que

outras cinco cooperativas não tiveram sucesso. “Foi

um grande trabalho de convencer os agricultores

e, hoje, vemos que valeu a pena todo esforço. Sinto

muito orgulho em ter feito parte da história e de

agora ter nossos filhos e netos ‘tocando’ as lavouras e

participando da Coamo”, assinala.

Olhando o seu nome no ‘Momento dos

Pioneiros’, Moacir José Ferri diz que passa um filme

em sua cabeça. “Quando fundamos a Coamo, jamais

imaginamos que chegaria onde está. Pretendíamos

unir os agricultores para termos mais força na

compra de insumos e na comercialização da nossa

produção. A ideia era boa e a cooperativa foi

crescendo, fortalecendo, ganhando cooperados,

Ricardo Accioly Calderari, Nelson Teodoro de Oliveira, Martin Kaiser, José

Aroldo Gallassini, Moacir José Ferri e Claudio Francisco Bianchi Rizzatto

Dezembro/2018 REVISTA 47


ANIVERSÁRIO DA COAMO

A COAMO É UMA COOPERATIVA DE SUCESSO. É ORGULHO DO CAMPO, DO BRASIL E DO

MUNDO, PARA A SATISFAÇÃO DOS MAIS DE 28 MIL ASSOCIADOS E 7,5 FUNCIONÁRIOS

sempre cumprindo o seu papel. Me orgulho de ter

participado do início da Coamo, que é a melhor e

maior cooperativa do Brasil.”

O cooperado Nelson Teodoro de Oliveira é

de família pioneira de Campo Mourão. Ele lembra que

participou junto com o idealizador e presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini, das primeiras reuniões

com agricultores do município com o objetivo de

fundar a cooperativa. “As dificuldades eram grandes,

mas os sonhos e a vontade de que a Coamo desse certo

era ainda maior. Tínhamos dificuldades para plantar

e, principalmente, para vender nossa produção. Fico

emocionado em participar de mais uma comemoração

de aniversário da Coamo.”

Coamo conta com mais de 28,7 mil cooperados e 7,5 mil

funcionários no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul

Novas gerações cooperativistas

São mais de 28,7 mil

cooperados em toda a área

de ação da Coamo. Muitos

deles fazem parte da segunda

ou terceira geração de associados

e cresceram acompanhando

os avôs e pais na

cooperativa. Calebe Honório

Welz Negri, de Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do Paraná),

é filho e neto de cooperado

e faz parte do Conselho

Fiscal da Credicoamo

- cooperativa de crédito dos

associados da Coamo. “É

um privilégio fazer parte da

Coamo que tem uma grande

importância na nossa família.

Tudo o que precisamos para

conduzir a atividade agrícola

encontramos. É um orgulho

dizer que essa cooperativa é

nossa e que está do lado no

produtor rural.”

Ricieri Zanatta Neto,

de Mamborê (Centro-Oeste

do Paraná), também integra

o Conselho Fiscal da Credicoamo

e está na segunda

geração de cooperativista da

família. “A Coamo se preocupa

em proporcionar o melhor

resultado para os cooperados

e familiares. Com certeza, a

cooperativa ajudou a desenvolver

a região incentivando a

adoção de novas tecnologias

e melhorando o sistema produtivo.

Hoje é um dia importante,

de lembrar da história e

dos pioneiros que fundaram a

cooperativa.”

Ricieri Zanatta Neto, de Mamborê

Calebe Honório Welz Negri, de Engenheiro Beltrão

48 REVISTA

Dezembro/2018


ANIVERSÁRIO DA COAMO

Comemoração dos 48 anos nas Unidades

Dez de Maio (Oeste do Paraná)

Goioxim (Centro-Sul do Paraná)

Honório Serpa (Sudoeste do Paraná)

Itaporã (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Palmital (Centro do Paraná)

Rancho Alegre do Oeste (Centro-Oeste do Paraná)

Tupãssi (Oeste do Paraná)

Roncador (Centro-Oeste do Paraná)

Dezembro/2018 REVISTA 49


CURSOS SOCIAIS

Delícias para o seu Natal

Cronograma de cursos da cooperativa encerra sempre com temas relacionados às festas de final de ano

Panetone doce e salgado,

bolachas decoradas, pão de

mel, pastel, bombom, bolos

e tortas. Estas são as receitas que

as cooperadas, esposas e filhas de

cooperados da Coamo aprendem

ao participar do tradicional curso

“Delícias de Natal”. O cronograma

de cursos da cooperativa encerra

sempre com temas relacionados

às festas de final de ano. Neste

ano, o último curso realizado foi

em Juranda (Centro-Oeste do Paraná),

e as delícias ensinadas foram

justamente as natalinas.

Roseli Mendes participou

de vários cursos no decorrer deste

ano e acredita que “Delícias de

Natal”, fechou com chave de ouro

o cronograma de 2018. “Foi maravilhoso.

Sem contar, que fazer essas

receitas já no clima natalino foi

Cursos sociais integram e levam aprendizado para a família cooperada

ótimo. Saíram receitas saborosas

que vou fazer para minha família

neste Natal. A ceia deste ano será

recheada de boas novidades.”

Para Maria Lucia Malacozski,

o curso também foi proveitoso.

“Foi um curso muito bem ministrado,

com o tempo bem aproveitado

para que pudéssemos

aprender diversas receitas. Para

mim, será ótimo para este Natal.

Terá muita novidade em casa e minha

família já ficou na expectativa

quando contei que iria participar

desse curso”, conta.

Maria Lucia ainda revela

que não imaginava que as receitas

eram tão práticas. “Eu me

surpreendi com a facilidade das

receitas. Pensava que o panetone

era difícil de fazer, até mesmo

os bolos natalinos eu não tinha

ideia de como fazer. Sem contar,

os enfeites que também achava

complicados. Mas, a professora

nos ensinou, são receitas simples

e práticas. Quem tiver vontade

de fazer pode vir sem medo.”

A instrutora do Serviço

Nacional de Aprendizagem do

50 REVISTA

Dezembro/2018


CURSOS SOCIAIS

Panetone bolo delícia

Cooperativismo (Sescoop/PR),

Marlene Haddek, revela que o

último curso de ano foi movido

pela alegria das participantes,

com receitas para rechear não

somente o Natal, mas outras festas.

“Elas se envolveram muito

durante o curso e como eu disse

para elas, daqui para frente

é possível deixar a criatividade

fluir. Com o que elas aprenderam

é possível aprimorar e desenvolver

outras receitas lindíssimas e

saborosas para a ceia de Natal e

outros eventos como aniversários,

ano novo.”

Os cursos sociais são

realizados pela Coamo em parceria

com o Serviço Nacional de

Aprendizagem do Cooperativismo,

nos Estados do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

Quem ainda não participou não

precisa se preocupar. Para o próximo

ano, o cronograma de cursos

continua e o tema “Delícias

de Natal” faz parte do portfólio.

Basta entrar em contato com o

departamento Técnico da Coamo

e manifestar os temas de interesse

da sua comunidade.

Ingredientes

250 gramas de açúcar refinado

4 gemas de ovos

4 claras em neve

1 xícara de Margarina Coamo Extra

Cremosa

1 colher (chá) de baunilha

2 colheres (sopa) de mel

1 colher (café) de canela em pó

1 colher (café) de cravo moído

Raspas de limão ou laranja

Preparo

½ xícara de Óleo de soja Coamo

250 ml de leite frio

500 gramas de Farinha de Trigo

Coamo

2 colheres (sopa) de fermento em pó

Recheio

100 gramas de uvas passas branca

100 gramas de uvas passas preta

100 gramas de frutas cristalizadas

50 gramas de cerejas

Bata a Margarina Coamo Extra Cremosa, açúcar e gemas, em seguida, junte os

demais ingredientes alternando com o leite. Acrescente o recheio e as claras em neve.

Coloque em formas de Panetone de 250 gramas e leve para assar.

Dezembro/2018 REVISTA 51


CURSOS SOCIAIS

Mais um ano de aprendizado e integração

A

Coamo encerra mais um ano com a ampla

participação de cooperadas, esposas e filhas

cooperados nos cursos sociais realizados

pela cooperativa em parceria com o Serviço Nacional

de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Nos

Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul, elas se envolveram e aprenderam receitas,

artesanatos e produção de produtos de limpeza

para inovar no dia a dia da casa e, principalmente,

incrementar a renda da família.

Docinhos para festas, em Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná)

Curso de culinária básica, em São Domingos (Oeste de Santa Catarina)

Panificação, em Cândido de Abreu (Centro-Norte do Paraná)

Culinária básica com morangos, em Cantagalo (Centro-Sul do Paraná)

Salgadinhos assados, em Dois Irmãos (Oeste do Paraná)

Lanches e sanduíches, em Roncador (Centro-Oeste do Paraná)

Receitas a base de mandioca, em Santa Maria do Oeste (Centro-Sul do Paraná)

Bordados em fitas, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

52 REVISTA

Dezembro/2018


COOPERATIVA DE CRÉDITO

Credicoamo lança logomarca

em comemoração aos 30 anos

Cooperativa completará

três décadas em

novembro de 2019

A

Credicoamo Crédito

Rural Cooperativa

irá comemorar

em novembro de 2019

seus 30 anos de fundação.

A cooperativa promoverá

várias atividades durante o

próximo ano e nesta edição

da Revista Coamo lança a

logomarca

comemorativa

dos 30 anos. “A mensagem

da logomarca Credicoamo

30 anos reforça a parceria

entre associados e a cooperativa,

agradece a confiança

e a participação deles,

e reforça a missão da

Credicoamo no apoio ao

quadro social por meio de

produtos e serviços. Os associados

podem continuar

contando com a sua cooperativa,

pois eles cuidam

da terra com muito amor

e merecem crédito”, afirma

o engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini, presidente

da Credicoamo.

Dezembro/2018 REVISTA 53


Bolo Rei

Ingredientes

Massa

- 3 xícaras de Farinha de Trigo Coamo

- 1 xícara de Margarina Coamo Extra Cremosa em temperatura

ambiente

- Raspas de 1 laranja

- ½ xícara de açúcar

- 2 ovos

- 2 envelopes de fermento biológico

- ½ xícara de vinho do porto

- ½ xícara de leite

Complemento

- 800g de frutas cristalizadas

- Abacaxi em calda cortado em triângulos

- Figos em calda cortados ao meio

- Cerejas cortadas ao meio

- Mel

Modo de preparo

Misture a farinha com o fermento e adicione os demais ingredientes

da massa até obter uma massa bem leve e macia. Forme uma bola

e deixe crescer até dobrar de volume. Adicione à massa parte das

frutas cristalizadas (reserve um pouco para decorar) e amasse

bem. Unte com margarina uma forma de orifício central, polvilhe

com farinha e arranje parte das frutas cortadas (abacaxi, figos e

cerejas), coloque a massa por cima e deixe crescer novamente até

ficar fofinha (mais 30 minutos). Leve ao forno, a temperatura

média /baixa e asse por 40 minutos aproximadamente. Desenforme,

pincele com mel e decore com o restante das frutas.

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

54 REVISTA

Dezembro/2018


Envolventes pelo aroma.

Apaixonantes pelo sabor.

alimentoscoamo.com.br

facebook.com/alimentoscoamo

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