*Fevereiro/2018 - Revista Biomais 25

jota.2016

Debate: Smart Energy é criado para discutir o setor de energias renováveis

revista biomassa energia

Resíduo para geração

de energia

Mercado aquecido promete retomada

de crescimento para 2018

JAVIER FARAGO

NOVAS POSSIBILIDADES

PARA BIOMASSA FLORESTAL

ILHA ECOLÓGICA

ANOS

CABO VERDE 100% SUSTENTÁVEL


TRANSPORTE

OTIMIZAÇÃO

RESULTADO

EXCELÊNCIA NA INDÚSTRIA DE BIOMASSA

Sistemas Especiais

de Manuseio

• Mesas elevadoras

• Manipulação

• Soluções customizadas

Linhas de Acabamento

para Painéis de Madeira

• Resfriamento de chapas

• Manipulação

• Lixamento

• Armazenamento

Preparação de

Partículas & Reciclagem

• Pátios de toras

• Sistemas de alimentação

• Linhas de picagem

Tecnologia de Secagem

• Secadores de lâminas de madeira

• Secadores Industriais

Tecnologia de Prensagem

• Prensas para linha de revestimento

• Prensas para linha de portas

• Prensas para indústria de madeira

• Prensas de ciclo curto

• Prensas industriais

Madeira Sólida

• Indústria de Serrarias

• Linhas de Remanufatura

Rua General Potiguara, 1115 | CIC | Curitiba | PR | Brasil | CEP 81050-500

Fone +55 41 3347 2412 | +55 41 3347 4545 | indumec@indumec.com.br


SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Novo ano, novos objetivos

06 | CARTAS

08 | NOTAS

14 | ENTREVISTA

18 | PRINCIPAL

24| FEIRA

30| PELO MUNDO

Tecnologia na ilha

36| BIOMASSA

Energia verde

Biomassa florestal

42 | CASE

48 | ECONOMIA

Propondo alternativas

54 | EVENTO

Usando a cabeça

58 | ARTIGO

64 | AGENDA

66| OPINIÃO

Energia alternativa: fontes sustentáveis

e rentáveis

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

03


EDITORIAL

O picador para geração de cavaco de

madeira da Planalto estampa a capa

desta edição da Revista BIOMAIS

NOVO ANO,

NOVOS OBJETIVOS

A

no após ano, a Revista BIOMAIS procura trazer em suas páginas um debate qualificado sobre a

importância das fontes de energia sustentáveis para a preservação do planeta. E em 2018 esperamos

continuar com nosso trabalho, com objetivos cada vez maiores: atingir e conscientizar

cada vez mais pessoas, sempre com um olhar sustentável. Em nossa primeira edição, falamos

sobre como o Paraná está se consolidando como um Estado propenso a alternativas ecologicamente corretas.

Também mostramos como a Alemanha tem olhado para as florestas como fonte de energia. Além

disso, trazemos o case de uma rede de supermercados paranaense, que com um investimento de R$ 40

milhões, conta agora com a maior usina de energia solar do sul do Brasil. Um ótimo 2018 e, claro, uma

excelente leitura.

EXPEDIENTE

ANO V - EDIÇÃO 25 - FEVEREIRO 2018

Veículo filiado a:

Diretor Comercial / Commercial Director:

Fábio Alexandre Machado

(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

Diretor Executivo / Executive Director:

Pedro Bartoski Jr

(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação / Writing:

Rafael Macedo - Editor

(jornalismo@revistabiomais.com.br)

Dep. de Criação / Graphic Design:

Fabiana Tokarski - Fabiano Mendes - Supervisão

(criacao@revistareferencia.com.br)

Dep. Comercial / Sales Departament:

Gerson Penkal (comercial@revistabiomais.com.br

Fone: +55 (41) 3333-1023

Dep. de Assinaturas / Subscription:

(assinatura@revistabiomais.com.br)

ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

JOTA Editora - Rua Maranhão, 502 - Água Verde -

Cep: 80610-000 - Curitiba (PR) - Brasil

Fone/Fax: +55 (41) 3333-1023

www.jotaeditora.com.br

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente, dirigida aos

produtores e consumidores de energias limpas e alternativas, produtores de resíduos

para geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa, estudantes universitários,

órgãos governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/

ou indiretamente ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas, por entender

serem estes materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução,

apropriação, armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed at clean alternative

energy producers and consumers, producers of residues used for energy generation and

cogeneration, research institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class

and other entities, directly and/or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does

not hold itself responsible for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction, appropriation,

databank storage, in any form or means, of the text, photos and other intellectual property

of REVISTA BIOMAIS are strictly forbidden without written authorization of the holder of the

authorial rights, except for educational purposes.

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PISO MÓVEL

HYVA: MAIS

PRATICIDADE

NA CARGA E

DESCARGA

floor

força que move o mundo

www.hyva.com.br

Tenha a força da

tecnologia Hyva ao seu lado

Ideal para carregamentos e descarregamentos horizontais, o sistema de piso móvel é

amplamente utilizado em aplicações veiculares e estacionárias garantindo a segurança e a

agilidade no transporte de materiais. A eficiência hidráulica do sistema possibilita alta

produtividade, sendo capaz de compactar as cargas em até 30%.

Central de Atendimento

(54) 3209.3437

Cilindros e Kits Hidráulicos | Guindastes Articulados | Sistemas de Pisos Móvel | Rollertrack


CARTAS

BONS EXEMPLOS

Excelente exemplo da Organic Valley, maior cooperativa de alimentos orgânicos dos EUA

(Estados Unidos da América), retratado nas páginas da Revista BIOMAIS. Precisamos que iniciativas

como estas sejam propagadas para que possam ser replicadas.

Renan Barbosa – Santos (SP)

Foto: divulgação

AO ALCANCE DE TODOS

Excelente reportagem mostrando as possibilidades que as linhas de financiamento trazem para a geração de energia

caseira. Parabéns a toda a equipe.

Gustavo Brum – Teresina (PI)

DEBATE

Ótima cobertura do Snptee (Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica), que traz o Paraná para

o centro do debate sobre o setor de energia elétrica.

Rodrigo Pugliese – Londrina (PR)

PLANEJAMENTO

Mesmo que só atinja seus objetivos em 2035, St. Louis, nos EUA (Estados Unidos da

América) abandonará os combustíveis fósseis e passará a ser abastecida por energia 100%

renovável: é preciso planejamento para atingir resultados significativos. Que as cidades

brasileiras possam seguir o mesmo exemplo.

Sérgio Dreschel – Goiânia (GO)

Foto: divulgação

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06 www.REVISTABIOMAIS.com.br


NOTAS

RENOVABIO SAI EM

MARÇO

O decreto de regulamentação da RenovaBio (Política

Nacional de Biocombustíveis) deve sair até meados

de março. A informação é do secretário de Petróleo, Gás

e Combustíveis Renováveis do MME (Ministério de Minas

e Energia), Márcio Félix. Segundo ele, março é a data

para que as metas do programa possam ser estabelecidas

até junho. “O decreto dirá como estabelecer as metas,

então será criado um comitê e a questão deve ser

levada ao Cnpe (Conselho Nacional de Política Energética),

para que se chegue em junho com as metas estabelecidas”,

projeta Félix. O RenovaBio busca impulsionar

o uso de combustíveis renováveis, além de ajudar na

redução de emissões de gases do efeito estufa. Após a

sanção, em dezembro do ano passado, foi aberto prazo

de seis meses para definições como as metas de descarbonização.

Foto: divulgação

GERAÇÃO DE BIOGÁS

O monte Evereste, pico mais alto do mundo, está contaminado

com ferrugem e excrementos, de acordo com membros

do NMA (Associação de Montanhismo do Nepal). Por conta do

volume gerado, uma iniciativa quer transformar 12 t (toneladas)

de excrementos em biogás: o Projeto Monte Evereste de Biogás

criou um sistema solar único que irá converter fezes em gás metano

e em fertilizante para terras agrícolas. A ambição é transformar

aquilo que é uma ameaça crescente em ativo. Atualmente, a

população do local vive sob o risco de que a água que consome

seja contaminada por excrementos humanos – com base no cálculo

médio de quanto o alpinista pode deixar no ambiente, nos

últimos anos foi acumulado um total de 36 t de excremento na

maior montanha do planeta.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ITAIPU QUEBRA RECORDES

A hidrelétrica de Itaipu fechou o mês de janeiro com a melhor

produção mensal da história. A produção total de janeiro

chegou a 9.532.068 MWh (megawatts/hora). O resultado foi

2,9% superior ao de dezembro, que teve a marca de 9 milhões

e 257 mil MWh. A energia produzida em janeiro seria suficiente

para abastecer o Estado de São Paulo por dois meses e a

cidade de Curitiba (PR) por dois anos. Já Foz do Iguaçu (PR),

onde está a sede brasileira da hidrelétrica binacional, seria

abastecida por 17 anos apenas com a produção do referido

mês de janeiro.

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br


FORÇA ELÉTRICA

A China pretende proibir a venda de carros a combustão até 2030. A ideia

é focar em alternativas elétricas. Outros países, como Reino Unido e França,

deram um prazo até 2040 para que parem de ser vendidos carros movidos a

combustíves fósseis. Já a Índia quer parar as vendas até 2030, a Noruega - primeiro

país a anunciar a proibição - planeja fazer isso até 2025. Maior mercado

do mundo, tanto para carros a combustão quanto para carros elétricos, a China

tem um frota de 336 mil veículos elétricos já vendidos; número bem superior

ao dos EUA (Estados Unidos da América), que conta com apenas 159 mil unidades

circulando. O plano chinês é focado em uma transformação gradual, impondo

cotas paras as montadoras de produção que possam garantir 12% de

mercado para carros elétricos até 2020.

Foto: divulgação

ETANOL

IMPULSIONARÁ

CARRO HÍBRIDO

A Toyota vem preparando a fabricação

do primeiro automóvel movido por propulsão

elétrica em alternância com um motor

flex a combustão, que poderá receber etanol

ou gasolina. “Será o híbrido mais limpo do

mundo. Não precisará de infraestrutura de

recarga de baterias e representará a melhor

solução para cidades congestionadas. São

silenciosos, limpos, muito econômicos e não

sobrecarregam o sistema elétrico. Por isso,

no momento, essa é a melhor opção para o

Brasil”, garante o CEO da Toyota América Latina,

Steve St. Angelo. Desde outubro de 2017,

a Toyota vem testando um protótipo híbrido

flex. A montadora estabeleceu parcerias com

instituições, como a USP (Universidade de

São Paulo) e a UNB (Universidade de Brasília).

MOBILIDADE URBANA

SUSTENTÁVEL

A lei que cria o Fmus (Fundo de Mobilidade Urbana Sustentável) da cidade

do Rio de Janeiro (RJ) foi sancionada pelo prefeito Marcelo Crivella. O fundo

é vinculado à Secretaria Municipal de Transportes e pretende criar condições

financeiras e gerenciar recursos destinados ao desenvolvimento das ações de

controle, fiscalização e policiamento do trânsito e tráfego nas vias, estradas e

logradouros do município. A lei também estabelece que o fundo dará suporte

financeiro às políticas públicas municipais de melhoria da mobilidade urbana,

sempre com foco em alternativas sustentáveis e ecológicas.

Foto: divulgação Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

09


NOTAS

CARRO ELÉTRICO ACESSÍVEL

Um projeto que isenta do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) automóveis

elétricos, nacionais ou importados, vendidos a taxistas ou a pessoas com

deficiência está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

De acordo com a proposta, também ficará isento o financiamento desses carros

do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras). Segundo o senador Jorge Viana

(PT-AC), taxistas e pessoas com deficiência já têm incentivos na aquisição de veículos.

Com a proposta, é ampliado o benefício para a compra de carros elétricos

e também para venda de veículos híbridos. De acordo com Viana, o custo dos

veículos elétricos ainda é muito alto em relação a carros com motor a combustão.

“Faltam incentivos para impulsionar a aquisição e a fabricação desses veículos no

Brasil”, alerta.

Foto: divulgação

NOVA

USINA

A Usina Termelétrica Onça Pintada, no

Mato Grosso do Sul, recebeu a licença prévia

que autoriza os estudos para a implantação. A

usina é a primeira no Estado a operar a partir

de biomassa de eucalipto. A assessoria de imprensa

da Semagro (Secretaria de Desenvolvimento

Econômico, Produção e Agricultura

Familiar) informou que a obra deve custar em

torno de R$ 320 milhões. Ao todo, mil empregos

diretos e indiretos devem ser gerados. O

empreendimento será erguido em Selvíria,

a cerca de 400 km (quilômetros) de Campo

Grande (MS). A capacidade para geração será

de 50 MW (Megawatts) de energia. Segundo a

Eldorado Brasil Celulose, dona da termelétrica,

os estudos devem ser concluídos até o segundo

semestre deste ano e ela deve começar a

funcionar em 2021.

MAIS EMPREGOS

A fonte solar está ajudando a criar novos empregos. É o que aponta

o Censo Nacional de Trabalho publicado pela Fundação The Solar. Em

2010, eram 93 mil empregos em energia solar; em seis anos, mais de 260

mil pessoas estavam empregadas no campo. Já em 2016 um em cada 50

novos empregos estava nesta área e os analistas esperam que a tendência

se mantenha. Além disso, pesquisa divulgada ainda em 2017 pela mesma

fundação já indicava que nos EUA (Estados Unidos da América) o setor solar

emprega o dobro de trabalhadores que o setor de combustíveis fósseis.

Foto: divulgação Foto: divulgação

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br


NOTAS

ENERGIA

EÓLICA

A produção de energia eólica em operação comercial

no Sistema Interligado Nacional de janeiro a novembro

do ano passado foi 27% superior à geração no

mesmo período de 2016. Os dados são do boletim Info-

Mercado, divulgado pela Ccee (Câmara de Comercialização

de Energia Elétrica). A representatividade da fonte

eólica em relação a toda energia gerada no período

alcançou 7,4% em 2017. Ao final de novembro, a Ccee

contabilizou 489 usinas eólicas em operação comercial

no país. Elas somavam 12.470 MW (Megawatts) de capacidade

instalada, o que representa um incremento

de 24% frente aos 10.045 MW de capacidade das 364

unidades geradoras existentes um ano antes.

Foto: divulgação

NAVIO SOLAR

Um super navio que usará energia do sol e eólica para funcionar

está em desenvolvimento no Japão. O Aquarius MRE,

maior projeto em desenvolvimento da empresa EMP (Eco Marine

Power), é desenvolvido na cidade de Fukuoka, na ilha Kyushu.

Ele utiliza um sistema integrado e controlado por computadores

marinhos. Com módulos de armazenamento de energia, os

navios têm velas rígidas e móveis e painéis solares. Além disso,

ainda gera energia eólica, aproveitando o vento do alto mar. Isso

reduzirá o consumo de combustível e as emissões de gases poluentes.

As velas rígidas são feitas de fibra de carbono ou aço e

tem como base a tecnologia EnergySail, desenvolvida pela mesma

empresa. Os dispositivos de energia renovável podem até ser

usados quando o navio está ancorado ou no porto. A EMP está

realizando testes de viabilidade desde o ano passado.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

CRESCIMENTO CONTÍNUO

A produção de energia elétrica no Brasil a partir do biogás em 2017

foi 14% superior à geração comparada ao mesmo período de 2016. É

o que apontam dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

As 35 usinas que aproveitam rejeitos urbanos, da pecuária e da agroindústria

somaram 135,279 MW (Megawatts) médios entregues ao longo

de 2017. Já no ano anterior, foram gerados 118,6 MW. O volume significa

uma geração de 1.065,5 MWh (Megawatt/hora) anualmente. Apesar

do significativo avanço do setor nos últimos anos, essa é só uma mínima

parte da capacidade de produção do Brasil, equivalendo a apenas

0,0817% da matriz elétrica brasileira. Conforme a Aneel, o Brasil deixa de

gerar 115 mil GWh (Gigawatts-hora) de energia todos os anos.

12 www.REVISTABIOMAIS.com.br


INDISCUTIVELMENTE

LÍDER EM PICADORES

A PLANALTO lidera a fabricação de PICADORES FLORESTAIS no

Brasil. Possui a mais avançada tecnologia. Os PICADORES

FLORESTAIS PLANALTO são fabricados em diversos tamanhos e

modelos. Por serem máquinas que trabalham em terrenos dobrados

são rebocados por trator, pá carregadeira ou escavadeiras, com isso

facilita o manejo dentro da floresta. São equipados com rotores de

facas segmentadas ou facas inteiras, vindo ao encontro das

necessidades do cliente.

PICADOR A TAMBOR

PáTiO PARA ALIMENTAÇÃO DE CALDEIRA

www.planaltopicadores.com.br

Rod. BR 282 - Km 346 | Distrito de Macrozona de Expansão Urbana

Campos Novos - SC | CEP 89620-000 - Cx. Postal: 32

Tel/Fax: (49) 3541-7400 | comercial@planaltopicadores.com.br


ENTREVISTA

Foto: divulgação

ENTREVISTA

JAVIER

FARAGO

ESCOBAR

Formação: doutor em Energia pelo

IEE-USP. Foi doutorando visitante do

Copernicus Institute of Sustainable

Development, Utrecht University, na

Holanda. É mestre em Ciências com ênfase

em Tecnologia da Madeira pela FCA-Unesp,

e Engenheiro Florestal pela Faculdade

de Agronomia e Engenharia Florestal de

Garça.

Cargo: pesquisador na área de

biocombustíveis sólidos vegetais e

bioenergia.

NOVAS

POSSIBILIDADES

A

importância da biomassa florestal para um país de dimensões continentais como

o Brasil é inegável – sobretudo no que tange a geração de energia. Neste cenário,

o aproveitamento de resíduos pode ser fundamental para o desenvolvimento sustentável

e o constante crescimento do setor e para isso é preciso, dia após dia, encontrar

novas soluções tecnológicas para melhor aproveitar as possibilidades que a biomassa

pode oferecer. Em entrevista à Revista BIOMAIS, Javier Farago Escobar, doutor em Energia pela

USP (Universidade de São Paulo), fala sobre o trabalho de sua autoria: A produção sustentável

de biomassa florestal para energia no Brasil; vencedora do prêmio Tese Destaque USP. Confira:

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Como o cloro e substâncias inorgânicas afetam

a qualidade dos pellets?

O termo dioxina refere-se a um grupo de contaminantes

organoclorados formados principalmente

no processo de combustão de compostos com base

de cloro, considerada pela OMS (Organização Mundial

da Saúde), como a substância química mais tóxica

conhecida pela ciência. O contato com pequenos

traços dessa substância pode apresentar a incidência

de câncer em diferentes locais do organismo, as taxas

de toxicidade podem ser letais com cerca de 1 μg/kg

do peso corporal. Segundo os termos da Convenção

de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes,

a dioxina não é produzida intencionalmente e não

pode ser banida, de forma que o único método de

controle é o uso de melhores práticas ambientais e

melhor tecnologia disponível. Assim foi desenvolvido

e testado, em escala de laboratório, um método para

a remoção de substâncias inorgânicas constituintes,

principalmente cloro, sódio, potássio, cálcio e magnésio,

a partir de biomassa do gênero Eucalyptus ssp

para produção de biocombustível sólido na forma de

pellets ou outra com baixo teor de cinzas e cloro, de

forma a poder cumprir as exigências da norma Enplus,

organização internacional que define requisitos de

qualidade e sustentabilidade para o fornecimento de

pellets de madeira no mundo.

o problema central consiste em que países como o

Brasil, localizado na zona tropical do planeta, embora

evidenciem condições edafoclimáticas favoráveis para

produção de biomassa, apresentam precipitação de

água proveniente majoritariamente dos oceanos com

alta evaporação - com concentrações molares de íons

inorgânicos dissolvidos na chuva de até 85%, contendo

o elemento cloro, em suas altas taxas de NaCl, além

de outros compostos inorgânicos que se depositam

no solo, sendo absorvidas nas biomassas em seu processo

de crescimento, consequentemente também na

madeira do Eucalyptus ssp.

Como é feita remoção com a nova tecnologia?

A nova tecnologia é resultado de depósito de duas

patentes de invenção no final de 2016, garantindo a

prioridade da inovação no Brasil (Inpi) e em 158 países

PCT. A tecnologia consta basicamente na remoção

dessas substâncias, inicialmente diminuindo a fibra da

biomassa de 10 a 20 vezes, aumentando a superfície

da área de contato, para posterior imersão em água,

este processo além de auxiliar a remoção de até 90%

das impurezas do material, se adequa as condições

ideais para produção de pellets combustível de alta

qualidade. Após o processo de remoção, a água pode

ser retro lavada e reutilizada. A patente possibilita que

Por que os pellets de eucalipto no Brasil apresentam

maior teor dessas substâncias?

Na UE (União Europeia) encontra-se o maior

mercado mundial de pellets de madeira e a produção

concentra-se principalmente nestes países europeus,

seguidos dos EUA (Estados Unidos da América), Canadá

e Rússia; nessas regiões onde se produz pellets

de madeira, a precipitação pluvial é majoritariamente

proveniente de água doce ou de geleiras. As chuvas

originam-se da evaporação do ártico ou de clima

frio com baixa evaporação de compostos de cloro e

sublimação do gelo que rejeita o sal na sua solidificação.

Nestas condições, as espécies de madeira e as

demais biomassas são produzidas com baixas taxas do

elemento cloro e compostos inorgânicos, enquadrando-se

facilmente nas normas Enplus ou semelhantes,

a serem atendidas para a produção pellets de madeira.

Diferentemente dos atuais produtores principais,

Foi desenvolvido e

testado, em escala de

laboratório, um método

para a remoção de

substâncias inorgânicas

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

15


ENTREVISTA

16 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

17


PRINCIPAL

TUDO SE

APROVEITA

PARANÁ BUSCA

REVOLUCIONAR

SETOR DE ENERGIAS

RENOVÁVEIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

18 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

19


PRINCIPAL

O

Estado do Paraná está se voltando para

as energias renováveis em 2018. Um dos

primeiros passos foi a assinatura de um

decreto que estabelece a Secretaria de

Estado do Planejamento como coordenadora do Programa

Paranaense de Energias Renováveis.

O decreto, assinado pelo governador Beto Richa

em 24 de janeiro, se refere ao programa que promove

e incentiva a produção e o consumo de energias

renováveis, principalmente eólica, solar e biomassa.

“Vamos unir as forças do Paraná na área de pesquisa,

universidades, setor produtivo e empresarial para trabalhar

no incentivo à produção de energia renovável”,

defende o secretário de planejamento, Juraci Barbosa.

Segundo ele, um dos principais temas a ser tratado é o

uso de dejetos animais, como o suíno e bovino, para a

geração de energia.

A ação busca dar aproveitamento aos rebanhos do

Estado. Com 7,13 milhões de cabeças de gado suíno, o

Paraná tem o maior rebanho do Brasil, segundo dados

do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“Precisamos dar um fim para os resíduos produzidos

pelos animais e um dos destinos poderia ser a energia

renovável”, projeta Juraci.

No final do ano passado, o secretário visitou a

Itália, Alemanha e Áustria, países que são referência

em energia renovável, como parte de uma comitiva

organizada pelo Sistema Faep/Senar-PR.

“Conheci vários sistemas adotados e isso contribuirá

para criarmos um novo modelo para o Estado,

que tem grande potencial”, garante Juraci sobre as

visitas.

Em 2018, o Paraná trabalha em uma série de

iniciativas e projetos voltados à produção de energia

renovável. Os esforços são uma reiteração da política

energética nacional, que prevê redução da participação

da hidroeletricidade de 81% para 73% até 2020.

Além disso, a política nacional prevê a ampliação da

20

www.REVISTABIOMAIS.com.br


geração de energia proveniente de biomassa de 5%

para 10% e da energia eólica de 0,4% para 4%.

Uma das iniciativas do governo paranaense é o

Smart Energy Paraná, feito pela Secretaria de Estado

de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O programa

tem como objetivo adequar a rede de energia elétrica

convencional em rede inteligente e a disseminar a

geração distribuída por fontes de energias renováveis.

O Estado também oferece incentivos financeiros

para o desenvolvimento do setor de energia renovável.

A Fomento Paraná e o Brde (Banco Regional de

Desenvolvimento do Extremo Sul) fornecem linhas de

financiamento para empreendimentos de geração,

transporte, transmissão e consumo de energia elétrica.

A Fomento Paraná trabalha com a linha de crédito

Fomento Energia, voltada a financiar projetos de melhoria

da eficiência energética. A linha de crédito contempla

a aquisição de equipamentos para geração de

energia a partir de fontes renováveis ou para substituição

de lâmpadas e equipamentos equivalentes. Com

essa linha de crédito, é possível financiar a aquisição e

a instalação de todos os componentes de sistemas de

micro e minigeração de energia elétrica fotovoltaica,

eólica ou de biomassa.

Além disso, a Fomento Paraná mantém um convênio

com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvi-

A política nacional prevê

a ampliação da geração

de energia proveniente

de biomassa de 5% para

10% e da energia eólica

de 0,4% para 4%

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 21


PRINCIPAL

22 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

23


FEIRA

BIOMASSA

FLORESTAL

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Foto: REFERÊNCIA

REFERÊNCIA MUNDIAL EM

FLORESTAS PLANTADAS,

PAÍS ATRAI INVESTIMENTOS

INTERNACIONAIS, LIDERA

PESQUISAS, APRIMORA

TÉCNICAS E O USO DE NOVAS

TECNOLOGIAS PARA BIOMASSA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

25


FEIRA

O

segmento de biomassa florestal tem se

mostrado um próspero mercado do ramo

de florestas plantadas no Brasil, sendo responsável

direto do desenvolvimento econômico

do setor. Mas esse não é um hábito recente no

Brasil. Historicamente, o país sempre usou de artefatos

da biomassa florestal para suprir sua cadeia produtiva,

seja pelo uso de fogões à lenha em zonais rurais, até a

alimentação de caldeiras na indústria. De acordo com

o relatório da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores) de

2017, o país dispõe das florestas plantadas mais produtivas

do mundo, estimadas em 7,8 milhões de ha

(hectares), e que abastecem os mercados de celulose,

papel e siderurgia, além da produção de biomassa

florestal. “Não há ninguém no mundo que plante árvores

como nós. Na Finlândia, cujo PIB (Produto Interno

Bruto) é fortemente dependente da indústria florestal,

o ciclo de rotação é de 70 anos. Aqui temos ciclos de

sete, oito anos”, compara Washington Luiz Esteves

Magalhães, pesquisador da Embrapa Florestas.

Além de promover economia para as indústrias, o

desenvolvimento da atividade contribui para o uso ra-

Especialistas afirmam

que aqueles dispostos

a entrar nesse setor

precisam estar cientes

das características e

dificuldades do ramo

Foto: REFERÊNCIA

26 www.REVISTABIOMAIS.com.br


cional dos recursos florestais, e inúmeras tecnologias e

equipamentos têm sido disponibilizadas no mercado

para automatizar e potencializar o processo. Essas ferramentas

são úteis para o aproveitamento de resíduos

como cavacos, briquetes e pellets, transformando-os

em energia e combustíveis sustentáveis, com uso

semelhante ao da lenha tradicional durante a cogeração.

Esse procedimento é responsável por 8,82% da

geração de energia elétrica por fonte no Brasil. Apesar

de se tratar de um mercado forte com promessa de

evolução nos próximos anos, os especialistas afirmam

que aqueles dispostos a entrar nesse setor precisam

estar cientes das características e dificuldades do

ramo: em geral, o trabalho com as florestas plantadas

deve ser realizado próximo dos mercados consumidores.

Caso contrário, o negócio pode ser pouco rentável.

Silvio Vaz, pesquisador da Embrapa Agroenergia, acredita

que esse é o maior desafio da indústria no século

XXI. “Substituir o petróleo é uma tarefa árdua, mas já

mostrou que essa atividade tem muito potencial para

agregar valor econômico às cadeias agroindustriais”,

defende.

Brasil sempre usou de

artefatos da biomassa

florestal para suprir sua

cadeira produtiva

Foto: REFERÊNCIA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

27


FEIRA

28 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

29


PELO MUNDO

TECNOLOGIA

NA ILHA

FOTOS DIVULGAÇÃO

30 www.REVISTABIOMAIS.com.br


COM TECNOLOGIAS

DE PONTA

E PRÁTICAS

EMPRESARIAIS

INOVADORAS,

A CIDADE DE

CABO VERDE

PODE ALCANÇAR

SEU OBJETIVO DE

ENERGIA 100%

RENOVÁVEL

DE FORMA

ECONÔMICA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

31


PELO MUNDO

A

cidade de Cabo Verde anunciou um

compromisso em utilizar 100% do seu

consumo de energia obtida por fontes

renováveis até 2025. O país, formado por

dez ilhas no continente africano, anunciou a mudança

como parte da sua meta de energia sustentável para

todos.

O arquipélago, que tem diversas ilhas inabitadas, é

povoado por uma população de cerca de 550 mil habitantes.

Quase todos os moradores da ilha têm acesso

a energia elétrica, e o objetivo é fazer a transição de

todo o consumo do país para energia proveniente de

fontes renováveis.

O governo acredita que o uso de tecnologia pioneira

para capturar e armazenar energia através de um

conjunto diversificado de ativos – fazendas de energia

eólica, usinas solares, sistemas geotérmicos e energia

marinha – permitirá que o país alcance seu objetivo.

O objetivo é uma continuação de esforços que já

foram iniciados no país para o uso de energia renovável.

Embora a maior parte da sua eletricidade seja

produzida por geradores, que funcionam com produtos

petrolíferos importados, Cabo Verde já começou

a diversificar seu portfólio de energia. Um quarto da

energia consumida no país hoje é obtida de fontes renováveis.

Estima-se que entre 2015 e 2020 Cabo Verde

quase duplicará o seu consumo anual de eletricidade

de 360 GWh (Gigawatts/hora) para 670 GWh.

Diferentemente de muitos países que fazem a

transição para fontes renováveis, Cabo Verde não tem

um grande contingente de hidrelétricas. Devido a isso,

o país será pioneiro ao obter 100% da sua energia por

fontes renováveis diversificadas, sem depender de

uma única fonte.

Com tecnologias de ponta e práticas empresariais

inovadoras, Cabo Verde pode alcançar seu objetivo

32 www.REVISTABIOMAIS.com.br


de energia 100% renovável de forma econômica. Uma

análise feita por pesquisadores da Universidade de Lisboa

indica que um sistema baseado em energia solar,

eólica e armazenamento de energia (como baterias e

bombas hidrelétricas) poderia atingir os objetivos de

Cabo Verde.

Devido a sua localização, no norte da África, a

cerca de 600 quilômetros de Senegal, Cabo Verde tem

uma combinação de recursos naturais similares aos de

seus vizinhos africanos. O país tem ventos e luz solar

durante todo o ano como nas regiões desérticas africanas,

recursos geotermais como no Quênia e energia

marinha devido à sua formação de arquipélago.

Três das suas ilhas, incluindo as duas mais populosas,

produzem cerca de 25% de sua eletricidade a

partir de turbinas eólicas. Com ventos com velocidade

média de 9 metros por segundo, o país tem condições

ideais para a geração de energia eólica.

Três das suas ilhas,

incluindo as duas mais

populosas, produzem

cerca de 25% de sua

eletricidade a partir de

turbinas eólicas

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33


PELO MUNDO

34 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

35


BIOMASSA

ENERGIA

VERDE

FOTOS DIVULGAÇÃO

36 www.REVISTABIOMAIS.com.br


ALEMANHA ENCARA

FLORESTAS COMO

FONTES DE ENERGIA

P

aís com mais recursos naturais em florestas e

madeira, a Alemanha deve ter suas florestas

como fontes de energia no futuro, de acordo

com planos da comissão europeia.

As florestas ocupam um terço da Alemanha.

Depois de anos de chuvas ácidas, as florestas alemãs

estão novamente com condições favoráveis, de acordo

com relatório florestal emitido pelo governo alemão.

Todos os anos, as florestas retiram da atmosfera

mais de 120 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Isso corresponde a 14% das emissões de gases

de efeito estufa no país.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

37


BIOMASSA

Elas também são um fator econômico. De acordo

com o governo da Alemanha, em 2014, cerca de 125

mil empresas alemãs da indústria madeireira geraram

vendas de € 178 bilhões.

FONTE DE ENERGIA

Agora, a Comissão Europeia quer permitir a exploração

de madeira para produzir energia renovável. A

queima de biomassa florestal em usinas de energia

como um meio para atingir os objetivos de energia

renovável até 2030, conforme proposto pela comissão,

deve criar incentivos econômicos para o setor florestal.

“Mesmo que a silvicultura esteja agora reflorestando

em outros lugares para cultivar industrialmente

árvores para o corte de lenha, nem a indústria nem a

UE podem contornar os fatos de que as árvores levam

décadas para crescer e extrair dióxido de carbono da

País com mais recursos

naturais em florestas e

madeira, a Alemanha deve

ter suas florestas como

fontes de energia no futuro,

de acordo com planos da

comissão europeia

38

www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 39


BIOMASSA

40 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

41


CASE

GERAÇÃO

DE ENERGIA

COM UM INVESTIMENTO DE

R$ 40 MILHÕES, EMPRESA

PARANAENSE CONTA

COM A MAIOR USINA DE

ENERGIA SOLAR DO SUL

DO BRASIL

FOTOS DIVULGAÇÃO

42 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

43


CASE

U

m total de 1422 painéis instalados na cobertura

da loja será responsável pela geração

de mais de 50 mil kWh (kilowats/hora), equivalente

ao consumo de mais de 200 famílias.

Em uma área total de 12 mil m² (metros quadrados),

sendo 3.500 m² de área de vendas, a nova loja

está localizada no bairro Santa Quitéria, em Curitiba

(PR). A unidade possui 25 checkouts, 20 mil itens e estacionamento

coberto e descoberto com capacidade

para 3 mil vagas rotativas.

Com o objetivo de levar inovação para o setor,

a rede investiu R$ 2 milhões em uma tecnologia

de geração própria de energia elétrica. Os painéis

fotovoltaicos possuem células de silício que captam a

irradiação solar. A energia gerada neles é em corrente

contínua e, para ser usada, é transformada em cor-

Inaugurado em

setembro do

ano passado, o

empreendimento gerou

250 novos postos de

trabalho

44 www.REVISTABIOMAIS.com.br


ente alternada por um inversor. A estimativa é que

a adoção dessa tecnologia faça com que o Condor

contribua para a redução da emissão de 29 t (toneladas)

de CO2 (Gás Carbônico) por ano.

“Nós estamos inovando a cada loja que construímos,

sempre estamos buscando modernização e,

quando pensamos em uma nova loja, procuramos superar

os resultados da última”, compara o presidente

do Condor Super Center, Pedro Joanir Zonta. “Isso nos

desafia a buscar sempre o que há de mais moderno e

sustentável para atender os nossos clientes e preservar

o meio ambiente”, completa.

Além dos painéis solares, a loja conta com outras

tecnologias sustentáveis, como a instalação de lâmpadas

LED em 100% do estabelecimento. As lâmpadas,

além de serem mais econômicas, duram três vezes

mais, reduzem em 50% o consumo de energia elétrica

e o descarte no meio ambiente.

Um total de 1422 painéis

instalados na cobertura da

loja será responsável pela

geração de mais de 50 mil

kWh, equivalente ao consumo

de mais de 200 famílias

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45


CASE

46 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

47


ECONOMIA

48 www.REVISTABIOMAIS.com.br


PROPONDO

ALTERNATIVAS

FOTOS DIVULGAÇÃO

DECISÃO DO BANCO MUNDIAL

REPRESENTA MAIS UM POTENCIAL

DE CRESCIMENTO PARA O SETOR

DE ENERGIA RENOVÁVEL E

SUSTENTABILIDADE

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

49


ECONOMIA

O

Banco Mundial anunciou que interromperá

seu financiamento de projetos de

petróleo e gás até 2019. O anúncio foi

feito na cúpula do One Planet, convocada

pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no

aniversário de dois anos do Acordo de Paris sobre a

Mudança do Clima.

O banco, que concede empréstimos aos países

em desenvolvimento para promover o crescimento

econômico, anunciou em 12 de dezembro que já não

oferecerá apoio financeiro para exploração de petróleo

e gás após 2019.

Durante a cúpula, o banco divulgou um comunicado

afirmando que “já não financiará petróleo e gás”,

citando a necessidade de mudança em um “mundo

em rápida mudança.”

Em 2015, o banco havia prometido ter 28% de seu

portfólio dedicado para a mudança climática até 2020.

A última declaração do banco sobre o financiamento

50 www.REVISTABIOMAIS.com.br


de combustíveis fósseis indica esforços para atingir

esse objetivo.

A decisão representa mais um potencial de crescimento

para o setor de energia renovável e sustentabilidade.

As energias renováveis estão se tornando

um ativo cada vez mais atraente para o mercado de

energia.

No cenário mundial, a construção de novas instalações

de energia renovável está se tornando mais

barata e se transformando em uma alternativa mais

viável do que operar e manter usinas de energia por

combustíveis fósseis.

O Banco Mundial anunciou

que interromperá seu

financiamento de projetos

de petróleo e gás até 2019

ALTERNATIVAS

O plano do Banco Mundial estabelece uma advertência

para “circunstâncias excepcionais”, dizendo

que considerará “financiar gás nos países mais pobres,

onde há um benefício claro em termos de acesso à

energia para os pobres e o projeto se encaixa dentro

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

51


52 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Especializada em GESTÃO DE PROJETOS

e ENGENHARIA DE VALOR, a PRO HOLZ

ENGENHARIA alia experiência técnica,

visão sistêmica e controle de todas as

etapas do processo nos segmentos

MADEIREIRO, de BIOMASSA e

COGERAÇÃO

Oferecemos tecnologia em benefício ao meio ambiente

www.proholz.com.br

contato@proholz.com.br

(51) 9 9959.2238

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

53


EVENTO

USANDO A

CABEÇA

PARANÁ DESENVOLVE

PROGRAMA SMART

ENERGY E COLOCA

EM PAUTA O DEBATE

SOBRE AS ENERGIAS

RENOVÁVEIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

54 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

55


EVENTO

O

Paraná está atento às demandas do mercado,

das novas tecnologias e do setor

produtivo e avança rumo às novas possibilidades

energéticas. Além da hidráulica,

as energias solar e eólica, bem como biogás, biomassa

e outras fontes, são tratadas pela Seti (Secretaria de

Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) como

formas de promover o desenvolvimento do Estado no

setor, bem como seu aumento da capacidade produtiva

e a redução de custos.

Um exemplo do trabalho desenvolvido pela Seti é

o programa PSE Paraná (Smart Energy Paraná), criado

por meio de decreto e uma das primeiras iniciativas do

país para debater o tema das energias renováveis.

“A proposta é consolidar a competência do Estado

em GD (Geração Distribuída), por fontes de energias

renováveis conectadas a redes inteligentes”, almeja

Evandro Razzoto, coordenador de Ciência e Tecnologia

da Seti.

Como resultado, estão a promoção da adequação

da rede de energia elétrica convencional em rede

inteligente; a disseminação da geração distribuída por

fontes de energias renováveis; o incentivo a modelos

de aplicação para a eficiência energética; o desen-

56 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Estarão presentes na

Feinacoop os principais

representantes nacionais dos

setores de multisserviços,

agronegócio, bioenergia,

transporte e logística

volvimento de competências locais sobre o tema; e a

sensibilização e educação da sociedade na utilização

dessas novas tecnologias.

Esta experiência será debatida pela Seti durante a

Feinacoop (Feira Nacional do Agronegócio, Bioenergia

e Cooperativas), que será realizada entre os dias

12 a 14 de junho, no Expoara Centro de Eventos, em

Arapongas (PR), e que tem a proposta de fomentar negócios,

gerar networking, estimular vendas e contribuir

para a capacitação profissional.

Estarão presentes no evento os principais representantes

nacionais dos setores de multisserviços,

agronegócio, bioenergia, transporte e logística.

“Considero o evento extremamente importante,

em virtude das demandas e necessidades do mercado.

A união, o diálogo e a sinergia entre o setor produtivo,

setor público e as universidades potencializam o

desenvolvimento do Estado”, acredita Razzoto.

“Além do apoio institucional, com a participação

de nossas sete Universidades estaduais, temos a

convicção que o desenvolvimento, a aproximação

com as áreas produtivas e de pesquisa, trarão bons

resultados”, finaliza.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

57


ARTIGO

58 www.REVISTABIOMAIS.com.br


O VALOR DA LIQUIDEZ:

ESTUDO EXPLORATÓRIO

NAS EMPRESAS

BRASILEIRAS DO SETOR

DE ENERGIA ELÉTRICA

FOTOS DIVULGAÇÃO

ERCÍLIO ZANOLLA

Pesquisador da UFG (Universidade

Federal de Goiás)

CÉSAR AUGUSTO

TIBÚRCIO SILVA

pesquisador da UnB (Universidade

de Brasília)

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

59


ARTIGO

1. LIQUIDEZ: EPISTEMOLOGIA E CONCEITOS

A moeda, ativo considerado perfeitamente líquido,

é usada e aceita sem restrições e riscos na execução de

contratos dentro do grau de disponibilidade. Para Carvalho

(1996, p. 47), “A pedra fundamental da análise monetária

de Keynes (e pós-keynesianos) é a relação entre moeda e

contratos.” Carvalho cita Davidson (1978) para descrever

que “a moeda torna-se um ativo precisamente por causa

de sua capacidade de liquidação de obrigações contratuais

nas datas aprazadas” e nos dizeres de Carvalho (1996, p.

47) “essa é a fonte de seu atributo de liquidez.” Também,

atribui que “outros ativos podem compartilhar essa propriedade,

dependendo do seu grau de conversibilidade na

moeda propriamente dita, isto é, do grau de risco envolvido

na sua troca por moeda.” (Carvalho, 1996, p. 47).

O interesse e a demanda por moeda, na visão Keynesiana

(1985), justifica-se em promover políticas de transação

(recebimentos e pagamentos), precaução quanto ao

cumprimento dos contratos e especulação com o intuito

de obter vantagens financeiras.

A teoria da escola clássica do pensamento econômico,

contestada por Keynes, defende a acumulação de moeda

como forma de reservar valor (riqueza), em detrimento a

riscos contratuais mensuráveis e alternativas de investimentos.

Na concepção clássica, a poupança determinaria o

investimento e a taxa de juros definiria qual decisão entre

as opções. No entanto, o investimento em ativos reprodutí-

RESUMO

O

estudo revisita a literatura da contabilidade

e da economia para analisar a epistemologia

da expressão conceito de liquidez com o

objetivo de explorar o seu valor ou custo para

a empresa. A investigação caracteriza-se como um estudo

exploratório por buscar fundamentar, entender e utilizar

a liquidez como métrica de avaliação econômica, ou seja,

criação de valor. Para tanto, o custo e o retorno da liquidez

são necessários. Calcula-se o custo da liquidez por meio do

modelo dinâmico do capital de giro, conforme Fleuriet et

al (1978), e para o retorno da liquidez utiliza-se o retorno

sobre o ciclo financeiro, conforme definido por Silva

(1998). O ciclo financeiro compõe o cálculo do custo da

liquidez por expressar o período de tempo que a empresa

necessita, efetivamente, de financiamentos para manter

determinado nível de liquidez, necessidade de capital de

giro. O estudo empírico é realizado em uma amostra de

24 empresas brasileiras do setor de energia elétrica. Os

dados secundários utilizados no cálculo das variáveis são

referentes ao ano de 2011 e foram obtidos no banco de dados

da economática. A análise foca a relação entre o valor

da liquidez e as variáveis: ciclo financeiro, retorno sobre o

ciclo financeiro, necessidade de capital de giro e margem

de lucro bruta. Os resultados apontam que essas variáveis

influenciam na determinação do valor da liquidez. Assim,

para criar valor à empresa, o nível de liquidez definido pela

gestão do capital de giro e evidenciado pela amplitude do

ciclo financeiro, é de importância fundamental. Constata-se

que o indicador valor da liquidez é uma ferramenta

importante e eficiente tanto para a avaliação econômica

como também para monitoramento de desempenho da

gestão da empresa.

INTRODUÇÃO

O estudo da liquidez requer persistência e parcimônia.

Em finanças e no mercado, liquidez é um elemento

importante para avaliar o desempenho da empresa e,

consequentemente, a continuidade de suas operações. A

parcimônia por que a expressão liquidez suscita divergências

quanto ao seu entendimento e aplicação empírica.

O objetivo desse estudo é avaliar a liquidez a partir da

análise epistemológica da expressão: liquidez. Revisita-se a

teoria da liquidez em busca de subsídios para fundamentar

e tentar sistematizar o valor ou o custo da liquidez para a

empresa.

Na literatura, várias abordagens da liquidez são usadas.

Na Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, elaborada

em 1936 por John Maynard Keynes (1985), denominada

de Teoria Geral, propõe, na teoria da preferência pela

liquidez, outra concepção de liquidez à visão tradicional e,

destaca o papel da moeda enquanto ativo em processos

de decisão e a função da taxa de juros como elemento

monetário da dinâmica econômica de mercado na busca

pelo equilíbrio entre investimentos, produção e poupança.

Quando Keynes se volta às instituições financeiras trata

da relação entre ativos e passivos, monetários, aproxima-

-se, desta forma, do conceito de liquidez encontrado na

literatura contábil.

Com isso, busca-se contribuir com a literatura específica

e com a determinação de criação de valor pelas empresas

através de uma gestão eficiente da liquidez.

Primeiramente, o estudo trata da revisão bibliográfica

de liquidez quanto aos aspectos epistemológicos como

quanto à relação entre o nível de liquidez e seu custo e

valor para a empresa. Em seguida, busca verificar empiricamente

o objeto de estudo para, ao final, fazer as reflexões

conclusivas e descrever as referências de pesquisa consultadas.

60 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

61


ARTIGO

62 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Energias

RENOVÁVEIS

A Supera Energia é uma

empresa brasileira de

projetos e execução de

geração distribuída.

ENERGIA

SOLAR

EÓLICA

BIOMASSA

Como diferencial de

destaque em nossa

atuação está a

qualificação para operar de

modo integrado as várias

etapas da cadeia de geração de

energia. Seja através de energia solar,

eólica, biomassa ou sistemas híbridos,

com duas ou até três matrizes de

geração.

Consulte nosso Portfólio em nosso

site:

www.superaenergia.com

Fone: (21) 2234 2040

Cel.: (21) 99612 3654

renatopinho@superaenergia.com.br

Renato do Couto Pinho responsável técnico

Engenheiro Eletricista 1999105597 Crea RJ

Advogado 117083 OAB/RJ

ATUALIZE SUAS INFORMAÇÕES

ASSINANDO AS PRINCIPAIS

REVISTAS DO SETOR

LIGUE AGORA PARA NOSSA

CENTRAL DE ATENDIMENTO

0800 600 2038

Pagamento nos Cartões de Crédito em até 3X sem juros

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

63


AGENDA

MARÇO 2018

ENERGY, UTILITY &

ENVIRONMENT CONFERENCE

Data: 5 a 7

Local: San Diego - EUA (Estados Unidos da América)

Informações: www.euec.com

DESTAQUE

MIDDLE EAST ELECTRICITY

Data: 6 a 8

Local: Dubai

Informações: www.middleeastelectricity.com/en

EXPOENERGIA PERU

Data: 7 a 8

Local: Lima

Informações: http://expoenergiaperu.com

POWER & ALTERNATIVE ENERGY ASIA

Data: 13 a 15

Local: Karachi (Paquistão)

Informações: www.powerasia.com.pk

ABRIL 2018

FIEMA BRASIL

Data: 10 a 12

Local: Bento Gonçalves (RS)

Informações: www.fiema.com.br

MAIO 2018

ENERSOLAR + BRASIL

Data: 22 a 24

Local: São Paulo (SP)

Informações: http://enersolarbrasil.com.br

BRAZIL WIND POWER

Data: 28 a 30

Local: Rio de Janeiro (RJ)

Informações:

www.brazilwindpower.org

O Brazil Windpower chega à 9ª edição trazendo

mais uma vez as melhores oportunidades

de networking e negócios que envolvem o

mercado de energia eólica. O evento é o maior

da América Latina e reunirá, mais uma vez, as

principais autoridades e os mais importantes

executivos do setor. O congresso terá em sua

pauta o crescimento da fonte na matriz energética

brasileira, enquanto a feira de negócios

contará com a presença dos principais players

nacionais e internacionais, que reunirão fornecedores

de toda a cadeia.

Imagem: divulgação

64 www.REVISTABIOMAIS.com.br


11 a 13 de abril de 2018

Região de Ribeirão Preto - São Paulo

A VITRINE DAS MAIS

AVANÇADAS TENDÊNCIAS E

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

PARA O SETOR FLORESTAL


OPINIÃO

Foto: divulgação

ENERGIA

ALTERNATIVA:

FONTES SUSTENTÁVEIS

E RENTÁVEIS

S

egundo o PDE 2024 (Plano Decenal de Energia

Elétrica), do MME (Ministério de Minas e Energia),

até 2024, a geração de energia elétrica a partir dos

raios do sol, chamada de fotovoltaica, passará dos

atuais 0,02% para 4% da potência elétrica do país, alcançando

7 mil MW (Megawatts), sem contar com a geração

distribuída. Essa e outras fontes alternativas, como a eólica,

contribuem diretamente para a sustentabilidade de nossas

atividades, sejam profissionais ou pessoais, o que traz benefícios

ambientais e econômicos.

Mas nem tudo são flores. Uma das grandes barreiras

quanto ao uso da energia solar - e outras chamadas limpas

- é o alto investimento para a instalação do sistema. Alguns

equipamentos podem ser encontrados a partir de R$ 10

mil, mas em alguns casos o investimento é bem maior. É por

isso que algumas instituições financeiras, como o Sicredi,

vêm tentando facilitar o acesso a essas novas tecnologias,

desenvolvendo soluções para a compra desses equipamentos.

Algumas das soluções são o consórcio e a concessão de

crédito, com taxas e prazos diferenciados, voltados para os

consumidores que desejam produzir a sua própria energia,

mas que não têm o capital para investir.

Com o crescimento de soluções financeiras focadas

nesse setor, opções como energia solar, por exemplo, se tornam

cada vez mais viáveis e acessíveis para o consumidor

final, que passa a ter a chance de baixar custos com o consumo

de energia, a médio e longo prazos. Devido aos constantes

avanços tecnológicos e comerciais que envolvem o

processo de produção da energia solar, essa fonte alternativa

está se tornando uma tendência mundial e traz muitos

benefícios para quem decide investir. Facilitar a aquisição

de painéis solares, geradores eólicos e equipamentos para

tratamento de água e esgoto, além de ir ao encontro da

necessidade dos consumidores e das tendências mundiais,

ainda contribui para a preservação do meio ambiente.

A lista de benefícios é extensa: além de reduzir em até

95% a conta de luz, fugindo também dos reajustes futuros

nas tarifas de energia, outra vantagem é que os painéis solares

geralmente são instalados nos telhados de casas e edifícios,

ocupando um espaço ocioso. A energia solar também

é uma alternativa para os locais remotos e isolados, que não

possuem acesso à energia elétrica. A localização geográfica

do Brasil também ajuda, já que o clima tropical faz com que

a energia solar seja um recurso válido durante todo o ano e

em todos os pontos.

Investimentos desse tipo são uma tendência sem volta.

Hoje, pessoas e empresas estão preocupadas com o meio

ambiente e com a sustentabilidade, tendência que está estritamente

alinhada com os valores do cooperativismo. O

Sicredi é parceiro dessas boas práticas, que preservam o

meio ambiente, estimulam o fortalecimento econômico e

proporcionam maior rentabilidade e desenvolvimento para

os associados. Além disso, a sustentabilidade faz parte do

DNA cooperativista. Juntos podemos ir além e com ações

que garantam o desenvolvimento de todos, de maneira

igualitária.

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Por Adriana Cássia Zandoná França

Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Central Sicredi PR/SP/RJ

Foto: divulgação

66 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Paraná

12, 13 e 14 DE JUNHO DE 2018

Expoara Centro de Eventos • Arapongas - PR

Feira Nacional do Agronegócio, Bioenergia e Cooperativas

Setores da Feira

BIO

energia

Agronegócio Bioenergia Transporte Multissetorial

e Logística

Faça parte

deste grande

encontro

A Feira Nacional do Agronegócio, Bioenergia e

Cooperativas tem como objetivo reunir as forças do

mercado nacional desenvolvendo e integrando as

cadeias do agronegócio, bioenergia e cooperativas

para geração de negócios e networking.

A FeinaCoop unirá no mesmo espaço, fornecedores,

produtores, profissionais, fabricantes e seus compradores,

além de autoridades públicas inerentes ao

mercado nacional posicionando estrategicamente

como uma plataforma de negócios.

www.feinacoop.com.br

Fone: (41) 3521-6226 | comercial@markmesse.com.br | vendas@markmesse.com.br @feirafeinacoop @feirafeinacoop @feirafeinacoop

Associação Comercial, Industrial e

Empresarial de Pinhais

SIRECOM

Sindicato dos Representantes Comerciais


SOLUÇÕES INTELIGENTES

para movimentação de biomassa

Fabricante de equipamentos para recebimento,

classificação, estocagem e transporte de biomassa,

a ROCHA EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA

atua no mercado nacional oferecendo soluções

práticas e inteligentes para seus clientes, podendo

fornecer desde equipamentos isolados até plantas

completas.

Consulte também os equipamentos para

movimentação das cinzas geradas pelas caldeiras e

transportadores industriais!

www.rochaequipamentos.ind.br

Fones: (47) 3521-2301 | 3521-6082

comercial@rochaequipamentos.ind.br

More magazines by this user
Similar magazines