Revista Coamo - Março de 2018

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Revista Coamo - Março de 2018

CREDICOAMO TEM SOBRAS LÍQUIDAS DE R$ 83,31 MILHÕES

www.coamo.com.br

MARÇO/2018 ANO 44

EDIÇÃO 478

FIDELIZA COAMO

Cooperativa lança

programa que transforma

participação dos

cooperados em prêmios

RAIO X DA SAFRA

Revista Coamo mostra

o andamento da

colheita em várias

regiões do PR, SC e MS

PESQUISA

TRINTENÁRIA

Encontro de Verão de Cooperados na Fazenda Experimental completou 30

edições, com um evento que teve a participação recorde dos cooperados


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 44 | Edição 478 | Março de 2018

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

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COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Vendelino Paulo

Graf (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2016: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.

Março/2018 REVISTA

3


COAMO SUMÁRIO E UNIZEB GOLD: SEMPRE JUNTOS

FAZENDO A DIFERENÇA PARA O PRODUTOR.

44

Fazer parte do portfólio da maior cooperativa agrícola do país é uma honra.

Unizeb Gold é reconhecido como o fungicida multissítio de verdade, a

ferramenta que ajuda a fazer a diferença no controle da ferrugem e no

manejo da resistência.

Assim como a COAMO faz a diferença para a agricultura brasileira.

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4 REVISTA

Março/2018


SUMÁRIO

Entrevista

Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretor-presidente da APPA, fala sobre os trabalhos e desafios do

Porto de Paranaguá, que em 2017 registrou um aumento de 14% na movimentação geral

Coamo lança o Programa Fideliza

Programa de Fidelidade da Coamo transforma a participação dos cooperados em prêmios. Quanto

mais participar na cooperativa, mais pontos ganha para trocar por prêmios

Mais de 250 mil curtidas na fan page dos Alimentos Coamo

São pessoas de todos os cantos do país curtindo as novidades e compartilhando as receitas e

publicações, destacando a preferência pelas marcas de confiança que compõe a linha alimentícia

Credicoamo lança Internet Banking/Mobile

Com o novo serviço, associados poderão realizar consultas e transações financeiras de um jeito

simples, prático e seguro no computador ou baixando o aplicativo no smartphone ou tablet

08

12

15

43

36

Assembleia da Credicoamo

Associados aprovaram o balanço e a distribuição de sobras do exercício de 2017. A receita

global foi de R$275,61 milhões, proporcionando sobras no valor de R$ 83,31 milhões

Na rota da colheita

Com a colheita da safra de verão, que segue a todo vapor, a Revista Coamo foi acompanhar de

perto o andamento da colheita em várias regiões de atuação da cooperativa no Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul

45

Março/2018 REVISTA

5


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EDITORIAL

TECNOLOGIA, CRÉDITO RURAL E

NOVOS BENEFÍCIOS AOS ASSOCIADOS

Esta é uma edição tradicional

da Revista Coamo. Todos os

anos trazemos aos leitores,

novidades nos campos da tecnologia

e da pesquisa, com a cobertura

do Encontro de Cooperados

da Fazenda Experimental, e no

cooperativismo de crédito com os

bons resultados da Credicoamo.

Porém, a edição de 2018, apresenta

ainda o lançamento de dois

novos importantes serviços para a

melhoria da renda e produtividade

dos associados.

Entre os lançamentos disponíveis

aos associados a partir de

abril está a Internet Banking/Mobile

da Credicoamo - um benefício

que permitirá realizar consultas e

transações financeiras de um jeito

seguro, simples e prático. Seja

no seu próprio computador ou

notebook, diretamente no site da

Credicoamo, ou pelo aplicativo no

smartphone ou tablet. Este novo

serviço oferecido é um marco na

história da cooperativa, que está

sempre atenta a evolução para facilitar

as operações para seus mais

de 18 mil associados.

Com satisfação, novamente

o desempenho da Credicoamo

foi positivo. Os números do

balanço 2017 foram aprovados

pelos associados em assembleia,

registrando sobras líquidas de R$

83,31 milhões, colocando a cooperativa

como referência e entre

as principais instituições do segmento

Crédito no país.

Outro benefício da Coamo

que será disponibilizado aos

associados em abril é o Programa

Fideliza - um programa de relacionamento

que vai dar prêmios

e valorizar o quadro social. O programa

atribuirá pontos por cada

aquisição de bens de fornecimento

na cooperativa, que posteriormente

poderão ser trocados por

produtos ou serviços, consultados

nos entrepostos ou visualizados

em lista no site da cooperativa.

O programa Fideliza incrementa

os benefícios que a Coamo

já oferece aos associados. Desta

maneira, o cooperado com movimentação

integral terá o valor máximo

do fator de conversão dos

pontos e na troca por produtos

e serviços. Quanto maior for sua

participação maior será a sua premiação

como fruto da sua atuação

na Coamo.

Destacando tecnologia

e evolução, comemoramos anos

de pesquisa e difusão tecnológica

com o 30º Encontro de Cooperados

da Fazenda Experimental

Coamo. Um evento pioneiro

e consolidado junto aos cooperados

e pesquisadores dos mais

importantes institutos de pesquisa

agropecuária do Brasil.

É uma universidade com

laboratório a céu aberto reunindo

o que há de melhor em tecnologias

e pesquisa para impulsionar o

uso e incremento de tecnologias,

produtividades e a prática sustentável

nos campos dos cooperados

para produzir alimentos com rastreabilidade

e sustentabilidade.

A diretoria da Coamo parabeniza

cooperados, pesquisadores

e técnicos da cooperativa,

que contribuíram ao longo desses

30 anos na participação, organização

e realização deste importante

evento tecnológico que está sempre

na vanguarda da pesquisa

brasileira, gerando excelentes resultados.

"Novamente o

desempenho da

Credicoamo foi positivo.

Os números do balanço

2017 foram aprovados

pelos associados em

assembleia, registrando

sobras líquidas de

R$ 83,31 milhões."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente da Coamo

Março/2018 REVISTA

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ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO

MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE PARANAGUÁ

CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL

Em 2017, a movimentação

geral no Porto de Paranaguá

cresceu 14% em comparação

a 2016. O número é praticamente

o dobro do aumento da média nacional

de movimentação portuária,

que ficou em 8%. Neste ano, Paranaguá

bateu o recorde na exportação

de soja (11,4 milhões de toneladas),

embarque total de grãos (19,4

milhões de toneladas) e na movimentação

de cargas gerais (10,3

milhões de toneladas). O porto ainda

é o líder nacional na importação

de fertilizantes e no embarque de

carne congelada de frango. O principal

destino das cargas que saem

por Paranaguá é a China.

As informações são do diretor-presidente

da Administração

dos Portos de Paranaguá e Antonina

(APPA) Luiz Henrique Tessuti

Dividino. "Nos últimos oito anos,

já foram investidos mais de R$ 657

milhões em obras para aumentar a

produtividade do Porto, entre elas

estão as campanhas de dragagem,

a troca dos carregadores de

navios graneleiros (shiploaders), a

reforma do cais, a construção de

uma Base de Prontidão Ambiental

e reforma nos gates de acesso ao

cais", diz o entrevistado do mês na

Revista Coamo.

Revista Coamo: Qual a missão da

APPA e seus resultados?

Luiz Henrique Tessuti Dividino:

A Administração dos Portos de Paranaguá

e Antonina (APPA) nos últimos

anos dedicou-se a promover

a recuperação, repotenciamento

e ampliação do Porto de Paranaguá.

Esta situação incorporou investimentos

superiores a R$ 624

milhões, a revisão de normas e

procedimentos, que resultaram

em ganhos diretos para todos os

terminais portuários.

RC: Qual trabalho foi realizado

para a consolidação da gestão pú-

LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO,

é diretor-presidente da Administração dos Portos

de Paranaguá e Antonina desde 2012. Tem mais de

25 anos de experiência no setor portuário, tanto na

administração pública quanto na iniciativa privada.

8 REVISTA

Março/2018


lica de segurança portuária?

Dividino: A APPA investiu maciçamente

no processo de segurança

patrimonial e alfandegária.

Além da atualização do Plano

Local de Segurança portuária,

implantou um novo Centro de

Comando e Controle Operacional

(CCCOM), com a instalação

de mais de 400 câmeras e centenas

de periféricos de automação

dos portões de acesso. Foram

instalados scanners de contêineres,

pallets e de bagagens, que

diariamente fiscalizam tudo que

entra e sai do Porto.

RC: Qual tem sido a postura da

AAPA em relação a defesa do porto

público?

Dividino: O Porto de Paranaguá,

em função da sua condição geográfica

e características físicas, tem

o DNA do Porto Público. É a nossa

vocação. A equação de porto

público com operações privadas,

como é o caso do Terminal da

Coamo, é a razão do sucesso e

dos constantes avanços na movimentação

de cargas e recordes de

produtividade. Em qualquer cenário,

o cais do porto continuará público.

Preservado o cais público, a

APPA fomenta a instalação de novas

empresas no seu entorno para

garantir a concorrência e competitividade

desejada pelos nossos

clientes, neste caso importadores

e exportadores.

RC: Os portos de Paranaguá e Antonina

são importantes corredores

de exportação. Qual foi a evolução

registrada nos últimos anos?

Dividino: Nos últimos sete anos,

o Corredor de Exportação foi

o terminal graneleiro que mais

recebeu investimentos no País.

Reformamos todo o cais de atracação,

dragamos os berços, que

possibilitam atender maiores navios.

Adquirimos quatro novos

shiploaders, no lugar de antigos

equipamentos da década de 70,

com ganhos de produtividade

em mais de 30%. Implantamos

novas moegas, sistemas de automação,

melhoramos os níveis

de manutenção preventiva. Isso

possibilitou a movimentação do

corredor de exportação saltar

de 12 milhões de toneladas em

2012 para mais de 17 milhões de

toneladas em 2017. Os investimentos

realizados possibilitaram

um novo recorde de produtividade.

O navio “Stella Dawn”, no

início de março/2018, carregou

16,54 mil toneladas de grãos no

período de seis horas, carga equivalente

a cerca de 75 caminhões

por hora de operação. No dia 02

de março deste ano, recebemos

o maior navio graneleiro que atracou

no Porto - “Jubilant Devotion”

para carregar 87 mil toneladas de

farelo de soja (2.900 carretas de

30 Ton.) O recorde anterior foi o

carregamento do navio “Nord Cetus”,

que levou 84,7 mil toneladas

em 2013.

RC: Como funciona o sistema de

gestão dos Portos do Paraná?

Dividino: A atual gestão da APPA

tem como premissa o planejamento

participativo, onde todos

os terminais são ouvidos, e incluímos

no Conselho da Administração

da APPA representantes da

sociedade organizada. Hoje a Fiep

e Faep tem assento no CONSAD,

participando de todas as decisões

estratégicas do Porto.

RC: Quais são os próximos desafios

do Porto de Paranaguá?

Dividino: O Planejamento realizado

pela APPA estabeleceu um

plano de ação para expansão e

aperfeiçoamento do Porto para os

próximos 10 anos. Isso vai acontecer.

Ainda temos dois grandes

desafios a vencer. O maior deles é

buscar melhorias para os acessos

terrestres, principalmente a necessidade

de implantação de uma

nova ferrovia sentido Oeste do

Paraná. Precisamos oferecer alternativas

de transportes terrestres

aos nossos clientes. O Governo do

Paraná, lançou no final de 2017, o

projeto da Nova Ferroeste, que

com participação da iniciativa privada,

pretende conectar a Ferroeste

de Dourados no MS até o Porto

de Paranaguá, estabelecendo um

novo canal de escoamento. O segundo

é conseguir que o Governo

Federal conclua os processos dos

novos arrendamentos de áreas

para garantir a continuidade das

ações da APPA. A APPA propôs a

construção de cinco novos terminais

privados. Os projetos estão

na Diretoria de Outorgas da Secretaria

Nacional de Portos – SNP,

vinculada ao Ministério dos Transportes,

Portos e Aviação Civil. Um

terminal portuário do primeiro desenho

até o início das atividades

demora aproximadamente cinco

anos. A cada dia que passa comprometemos

o futuro. A proposta

da APPA foi incluída no Programa

de Parcerias para Investimentos –

PPI, do Governo Federal, mas tem

muita dificuldade na Secretaria

Nacional de Portos - SNP. Estamos

aguardando esta decisão há mais

de seis anos. O Plano da APPA é

arrendar três áreas para novos ter-

Março/2018 REVISTA

9


ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO

"AS COOPERATIVAS SÃO O MOTOR DE ESCOAMENTO DO PORTO. ALÉM DE OCUPAR OS

SEUS TERMINAIS PRÓPRIOS DÃO SERVIÇOS PARA OS DEMAIS TERMINAIS PRIVADOS."

minais graneleiros, e duas áreas,

uma para implantação de um terminal

de produtos florestais e uma

para um novo terminal de veículos.

A melhoria dos acessos terrestres,

principalmente ferroviários e

a ampliação da oferta de serviços

portuários, mediante arrendamento

do Governo Federal serão

os principais desafios da próxima

década.

RC: O senhor coordenou a implantação

de processos de automação

nas áreas operacionais

e de gestão do fluxo de cargas.

Quais foram estas mudanças?

Dividino: As filas de caminhões

em Paranaguá são coisa do passado.

Estamos completando sete

anos sem formação de filas na BR

277. O processo de coordenação

e sincronização dos processos

com os principais terminais resultou

neste avanço. Realizamos a

automação de vários processos,

a automação de balanças, a implantação

de sistemas de rádio

frequência, sistemas OCR e hoje

nos comunicamos com os caminhoneiros

via SMS. Investimos na

melhoria das condições do Pátio

de Triagem do Porto, com novos

acessos, trocamos a iluminação de

todo o pátio.

"A APPA investiu em

recursos próprios R$ 624

milhões desde 2011 e

investirá mais R$ 200

milhões até o final de

2018, na modernização,

ampliação e melhor

capacitação do porto de

Paranaguá."

RC: Quais os principais investimentos

no Porto de Paranaguá?

Dividino: A APPA investiu em recursos

próprios R$ 624 milhões

desde 2011 e investirá mais R$ 200

milhões até o final de 2018, na modernização,

ampliação e melhor

capacitação do porto de Paranaguá.

O Porto de Paranaguá, desde

2012, atuou pelo restabelecimento

da infraestrutura marítima do com-

10 REVISTA

Março/2018


plexo Paranaguá, que ficou anos

sem dragagem. Além de manter

os canais de acesso nas profundidades

e na geometria de projeto,

a dragagem traz ganhos de produtividade.

A conclusão da dragagem

de aprofundamento, prevista

para agosto de 2018, Porto de Paranaguá

passará a ofertar mais um

metro de profundidade, que possibilitará

o carregamento de 10 mil

toneladas de cargas a mais por navio

ou 800 containers, e com isso,

possibilitará a redução dos custos

de fretes marítimos. Os investimentos

resultaram em aumento de

25% na movimentação de cargas

neste período – em 2017, o porto

teve uma alta de 14% nas suas operações,

o dobro do crescimento da

média nacional.

RC: Como avalia a aceitação das

normas de atracação de navios

e da legislação ambiental pelos

usuários e clientes?

Dividino: A expertise do corpo

técnico da APPA, à estreita cooperação

estabelecida com a iniciativa

privada, e a dedicação dos

milhares de trabalhadores diretamente

envolvidos com a atividade

portuária, possibilitaram mudanças

radicais no Porto. As normas

Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretorpresidente

da Administração dos Portos de

Paranaguá e Antonina (APPA)

de atracação foram atualizadas

depois de 20 anos. Hoje são os

terminais portuários que estabelecem

o Planejamento de Carregamento

dos Navios, e a partir

disso, consolidam os seus planos

de escoamento das cargas do interior

para o Porto. Transferimos

aos terminais privados a condição

de fazer o planejamento completo

cabendo a APPA sincronizar os

planos e atividades. O resultado

disso foi elevar a capacidade operacional

de fluxo de 12 milhões de

toneladas em 2012 para mais de

17 milhões de toneladas em 2017.

Na área ambiental não foi diferente.

A APPA desde 2012, mudou totalmente

seus processos e passou

a adotar a política ambiental como

prioridade da empresa. Em 2010,

o Porto de Paranaguá foi interditado

por falta de licença ambiental

para operar, e em 2017, fomos

eleitos o porto número 01, no índice

de desenvolvimento ambiental

IDA, da Agência Nacional de

Transportes Aquaviários – ANTAQ,

entre portos públicos e privados.

Isso pode demonstrar a atenção

dada pela APPA na gestão ambiental,

que inclui a relação com o

meio ambiente e com o município

de Paranaguá.

RC: Como observa a atuação das

cooperativas em parceria com a

APPA?

Dividino: O cooperativismo no

Paraná é uma referência mundial.

Este processo de integração de

capital produtivo, promoção de

ações sinérgicas que potencializam

a capacidade de produção e

comercialização dos associados, é

a equação mais democrática que

se pode conhecer. As cooperativas

são o motor de escoamento

do Porto, além de ocupar os seus

terminais próprios dão serviços

para outros terminais privados.

Seja no complexo soja, milho, ou

seja, nos produtos industrializados

e/ou frigorificados, as cooperativas

estão presentes no nosso dia a

dia. As cooperativas décadas atrás

escolheram Paranaguá como seu

porto de atuação, se instalaram e

cresceram, e o Porto e a comunidade

cresceram juntos.

"As cooperativas

décadas atrás

escolheram Paranaguá

como seu porto de

atuação, se instalaram e

cresceram, e o Porto e a

comunidade cresceram

juntos."

Março/2018 REVISTA 11


BENEFÍCIO

FIDELIZA,

Programa de Fidelidade Coamo

transforma participação em prêmios

A

Coamo sempre inova para

premiar a atuação dos

cooperados. Assim, a cooperativa

lança em abril um importante

benefício. Trata-se do Programa

Fideliza, um programa de

relacionamento que vai dar prêmios

ao quadro social. “Este é um

excelente programa que a Coamo

lança para valorizar os cooperados,

que já estão automaticamente

cadastrados. O programa atribui

pontos por cada aquisição de

bens de fornecimento na cooperativa,

o qual posteriormente poderão

ser trocados por produtos ou

serviços estabelecidos previamente

e consultados nos entrepostos

ou visualizados em lista no site da

cooperativa”, explica o presidente

da Coamo, engenheiro agrônomo

José Aroldo Gallassini.

Poderão participar do

Programa Fideliza exclusivamente

cooperados Coamo, não

sendo aceito terceiros não cooperados,

sejam pessoa física ou

jurídica. Os participantes terão

acesso somente aos produtos

fornecidos pelas empresas parceiras

da cooperativa.

O gerente de Fornecimento

de Insumos Agrícolas da

Coamo, engenheiro agrônomo

Carlos Eduardo Borsari informa as

condições para adesão. “O cooperado

irá aderir ao Fideliza mediante

a aquisição de produtos

de forma automática e sem ônus

para ele. O sistema calculará a geração

de pontuação já a partir da

primeira compra, e esses pontos

acumulados poderão ser trocados

por produtos constante na lista

(catálogo) especial de produtos

das lojas de peças e veterinárias,

máquinas, implementos e serviços

oferecidos pela cooperativa.”

Para o superintendente

Técnico da Coamo, engenheiro

agrônomo Aquiles Dias, o programa

Fideliza vem ao encontro

dos cooperados e incrementa os

benefícios que a Coamo já oferece

a eles. “O Programa Fideliza irá

premiar os cooperados por meio

do acumulo de pontos na aquisição

de produtos da área de Bens

de Fornecimento de acordo com

sua atuação na cooperativa. E é

José Aroldo Gallassini durante apresentação do Programa

Fideliza para a diretoria e gerentes dos entrepostos

12 REVISTA

Março/2018


BENEFÍCIO

muito simples, pois quanto maior

for a participação maior serão os

pontos a serem contabilizados

para cada cooperado participante”,

considera. Desta maneira, o

cooperado com movimentação

integral terá o valor máximo do fator

de conversão e, à medida que

esta participação for diminuindo,

o valor do fator de conversão diminuirá

na mesma proporção.

PONTUAÇÃO

Os cooperados terão direito

a pontos na aquisição de

insumos das quatro principais culturas

(soja, milho, trigo e milho 2ª

safra), mas também haverá um fator

de pontuação para outros itens

de bens de fornecimento como

peças, máquinas, farmácia veterinária,

entre outros. “O fechamento

dos pontos referente as quatro

principais culturas serão feitos a

medida em que forem encerradas

as colheitas”, informa Borsari.

GERAÇÃO DE PONTOS

Os pontos serão gerados

ou calculados apenas após

a emissão da nota fiscal de retirada

do produto. Os pontos são

únicos e exclusivos do cooperado

e por matrícula, e são inegociáveis,

ou seja, o cooperado

não poderá ceder, vender ou

fazer transferência deles a qualquer

título. Os pontos poderão

ser trocados no prazo de dois

anos contados a partir da data

de sua geração, sendo expirados

e inutilizados para troca a

partir da data de vencimento. O

resgate dos pontos deverá ser

feito exclusivamente pelo cooperado

e diretamente nos entrepostos

da Coamo.

Março/2018 REVISTA 13


ALIMENTOS COAMO

MAIS DE 250 MIL SEGUIDORES DA

FAN PAGE DOS ALIMENTOS COAMO

Não faz muito tempo que a página dos Alimentos

Coamo no facebook foi criada. Desde o segundo

semestre de 2016 no ar, tem alcançado cada

vez mais seguidores, completando em março 250 mil.

São pessoas de todos os cantos do país curtindo as novidades

e compartilhando as receitas e publicações, com

comentários destacando a preferência pelas marcas de

confiança, Coamo, Primê, Anniela e Sollus, que compõe

a linha alimentícia.

As milhares de curtidas da fan page refletem

ainda um número muito maior, uma vez que, a rede social

permite que uma mensagem seja transmitida aos

grupos dos perfis em exposição. Em 2017 a página

cresceu em 120% o número de fãs. Uma turbinada no

digital em comparação a outras páginas do segmento.

Além disso, no ano passado com todas as campanhas

realizadas, 6.963.611 de pessoas foram alcançadas,

totalizando 32.895.249 impressões.

acesse: www.facebook.com/alimentoscoamo

Agora a parceria dos Alimentos Coamo e Ana

Maria Braga em 2018, também traz a expectativa de

um impulso ainda maior em curtidas e seguidores na

fan page. “A escolha pela Ana Maria Braga foi assertiva,

pois ela é apresentadora consagrada por sua simpatia,

carisma, e claro, por suas receitas. Encontramos

um ícone que representa toda a confiança e proximidade

que a nossa marca construiu junto a milhares de

famílias nesses anos de atuação”, ressalta o superintendente

Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni.

Além disso, esta parceria irá vincular a fan

page dos Alimentos Coamo à fan page e site da

Ana Maria Braga, que só em seu site possui mais de

1 milhão de visitas mensalmente e na fan page conta

com mais de oito milhões de seguidores. “Essa

interação da nossa comunicação com a Ana Maria

Braga, permitirá uma ampla visão dos Alimentos

Coamo, garantindo que o consumidor conheça

ainda mais a qualidade da linha alimentícia da Coamo”,

considera o superintendente Comercial.

A fan page dos Alimentos Coamo criou um

formato de comunicação direta com o consumidor

que também tem impulsionado o aumento do número

de seguidores. "Muitas vezes as pessoas entram

em contato para elogiar os Alimentos Coamo, agradecer

as receitas e até mesmo esclarecer algumas

dúvidas sobre ingredientes. Para isso, contamos com

uma equipe de especialistas para responder todas as

perguntas, e agradecê-lo por essa relação de parceria",

explica Goldoni.

Para Goldoni, essa repercussão é o resultado

de um trabalho sério e comprometido com o consumidor.

"Os Alimentos Coamo têm origem, já que a

matéria-prima é produzida pelos donos da Coamo.

É um trabalho focado na produção da matéria-prima,

no processo industrial e no cliente, para que chegue

ao consumidor um produto diferenciado que é a nossa

meta diária. O futuro da atividade dos donos da

Coamo está na satisfação diária dos consumidores.

Isto está incorporado em toda a cadeia de produção",

destaca.

Março/2018 REVISTA 15


ENCONTRO DE VERÃO

COMPLETA 30 ANOS

TRIGÉSIMA EDIÇÃO DO EVENTO FOI REALIZADA NESTE ANO

COM RECORDE DE PARTICIPAÇÃO DOS ASSOCIADOS

16 REVISTA

Março/2018


José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, participou todos os dias do encontro

Imagine um laboratório, local

de experimentos e pesquisas,

onde cientistas trabalham arduamente

para trazer inovação e

desenvolvimento tecnológico à

população. Agora, imagine transportar

essa realidade para a agricultura.

É preciso que seja um

laboratório a céu aberto e com a

nobre missão de desenvolver pesquisas

para a produção de alimentos.

Com esse objetivo a Fazenda

Experimental da Coamo surgiu,

porém, com um diferencial, duas

vezes ao ano, as suas porteiras são

abertas para a realização dos Encontros

de Verão e Inverno.

Neste ano foi realizado o

30º Encontro de Verão entre os

dias 5 e 9 de fevereiro para mais

de 4.500 cooperados divididos

diariamente por região para conhecer

os dez principais experimentos

da Coamo. Uma oportunidade

de conhecer um laboratório

da agropecuária com pesquisas

pioneiras no país e com a explicação

de técnicos especializados

da Coamo, bem como, pesquisadores

dos principais institutos de

pesquisa do Brasil.

O melhor de tudo é que

trata-se de um evento contínuo,

que nos últimos 30 anos, não

deixou uma única vez sequer de

ser realizado, conforme destaca

o chefe da Fazenda Experimental

da Coamo, Lucas Simas. “São

30 edições de um evento sério e

respeitado pela comunidade científica

agronômica do Brasil. Nosso

desafio é continuar levando informações

e conhecimento que

gerem resultados na propriedade

dos associados da Coamo.”

Nesse cenário, o gerente

Técnico da Coamo, Marcelo Sumiya,

explica que o impacto observado

nesses 30 anos nas propriedades

dos cooperados é de

constante evolução. “Esse é um

suporte que procuramos dar aos

cooperados para que eles compreendam

as mudanças que estão

acontecendo e como é possível

aplica-las da melhor forma. Com

o passar dos anos as mudanças

em tecnologia têm refletido muito

na produtividade, atrelado principalmente

ao aspecto genético.

Por isso, as influencias que podemos

controlar, tirando o aspecto

Lucas Simas, chefe da Fazenda Experimental da Coamo

Março/2018 REVISTA 17


30º ENCONTRO DE VERÃO FOI ENTRE OS DIAS 05 E 09 DE FEVEREIRO, REUNINDO

MAIS DE 4.500 COOPERADOS PARA CONHECER OS DEZ PRINCIPAIS EXPERIMENTOS

Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica, Aquiles Dias, superintendente Técnico, José Aroldo Gallassini, diretor-presidente, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto,

diretor-vice-presidente, e Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário. Diretoria da Coamo apoia e participa de forma ativa de todos os encontros na Fazenda Experimental

climático, são significativas e nos

colocaram em altos patamares de

produtividade.”

De acordo com o superintendente

Técnico da Coamo, Aquiles

de Oliveira Dias, são trinta anos

de realização do encontro onde

ano a ano no momento da preparação

do evento se busca melhorar.

“Em todas as edições do Encontro

de Verão trazemos os temas

do momento, ou seja, aquilo que

realmente necessita ser discutido

pelos nossos cooperados, técnicos

e pesquisadores”, considera Dias.

O presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini é o maior

incentivador desse centro de pesquisas,

bem como, da realização

dos eventos técnicos da cooperativa.

“São 30 anos de constante

melhoria das pesquisas, cada vez

mais, trazendo tecnologias para os

cooperados juntamente com institutos

de pesquisa e universidades,

e com um único objetivo de levar

mais tecnologias ao campo para o

associado ter mais produtividade

e barateamento de custo. ”

Gallassini ainda ressalta

que durante os encontros na Fazenda

Experimental, o associado

pode interagir com a pesquisa. “O

cooperado tem uma aula de 40

minutos em cada estação, onde

ele pode tirar dúvidas e contar

para os pesquisadores qual a sua

realidade no campo. Essa interação

permite uma troca de conhecimento

extremamente eficaz, e os

bons resultados vemos safra após

safra com o incremento constante

da produção”, considera o presidente

da Coamo.

18 REVISTA

NELSON ARI MULLER,

Pitanga (Pitanga)


O cooperado não pode deixar de participar, pois

as novidades estão todas aqui. São assuntos que

podemos colocar em prática, depois na propriedade.

E o melhor é que tudo já está testado e

validado pela Coamo.

Março/2018

NILTON JOAREZ ENGLERT E LUCIANE,

Nova Santa Rosa (Paraná)


Somos agricultores e professores e ficamos encantados

com o encontro. Vimos a importância de cada

ingrediente para fazer a lavoura crescer e produzir

bem. O contato com a pesquisa sempre nos traz alguma

coisa nova, é uma boa forma de aprender mais.


EQUILÍBRIO ABRE AS

PORTAS DA PRODUTIVIDADE

Foco da estação foi abordar

o equilíbrio químico da

planta. Conhecendo bem

os nutrientes e suas funções

na planta, consegue-se obter

mais produtividade

Equilibrar o sistema produtivo

é a chave para obter

bons resultados em campo.

Com esta premissa a 1ª estação

de pesquisa do 30º Encontro de

Verão teve como tema “Nutrição

de plantas e adubação de manutenção

em culturas anuais”, sob

a coordenação do engenheiro

agrônomo da Coamo em Campo

Mourão, José Petruise Ferreira Junior.

Um assunto relevante, uma

vez que, a nutrição está relacionada

ao fornecimento de todos os

nutrientes essenciais para o desenvolvimento

da lavoura.

O foco da estação foi

abordar o equilíbrio nutricional da

planta, uma vez que, é necessário,

equilibrar a parte química, física e

biológica. “É um estudo de como

as plantas absorvem, transportam,

translocam e assimilam os nutrientes,

bem como, as relações existentes

entre esse processo”, explica

o engenheiro agrônomo.

Petruise orienta o que é

preciso para o nutriente ser essencial.

“Existem dois critérios que

ESTAÇÃO 1: Nutrição de

plantas e adubação de

manutenção em culturas

anuais

Tiago Ertel (Manoel Ribas), Ezequiel Segatto (Xanxerê), José Petruise Ferreira

Junior (Campo Mourão), Antonio Marcos David (Mangueirinha) e Luis Gustavo

Mendes Passos (Cândido de Abreu)

precisam ser atendidos: direto e

indireto. O primeiro exige que o

nutriente esteja envolvido em algum

processo ou reação, sem a

qual a planta não consiga sobreviver,

e o segundo, está relacionado

ao fato de que na ausência desse

nutriente, ele não pode ser substituído

por outro.”

Conhecendo bem os nutrientes

e suas funções na planta, o

cooperado consegue obter mais

produtividade. “O produtor, muitas

vezes tem conhecimento da quantidade

dos nutrientes extraídos pela

planta, ou seja, os macronutrientes.

Mas, não dá a devida importância a

extração e absorção dos micronutrientes.

Por isso, é preciso se conscientizar

de que independente da

quantidade dos nutrientes absorvidos

pela planta, todos são essenciais.

Na ausência do nitrogênio que

é absorvido em maior quantidade

ou do boro, por exemplo, absorvido

em menor quantidade, todos podem

impactar diretamente na produtividade

da soja”, reforça o coordenador

da estação.

Assim, para verificar a

quantidade de nutrientes no solo é

preciso realizar uma análise química,

conforme orienta José Petruise.

“Por meio do diagnóstico correto,

conseguimos obter as informações

e criar estratégias para as devidas

Março/2018 REVISTA 19


FOCO DA ESTAÇÃO FOI ABORDAR O EQUILÍBRIO NUTRICIONAL DA PLANTA, UMA VEZ

QUE, É NECESSÁRIO, EQUILIBRAR A PARTE QUÍMICA, FÍSICA E BIOLÓGICA

correções de solo. Com o programa Agricultura de

Precisão da Coamo, o cooperado com o seu agrônomo,

consegue fazer esse diagnóstico do que acontece

na propriedade, para realizar a correção.”

Petruise ainda acrescenta que a Lei do Mínimo

de 1950, criada por Justus von Liebig – resume

a importância desse equilíbrio. “Essa lei estabelece

que o desenvolvimento de uma planta fica limitado

ao nutriente faltoso ou em menor quantidade, mesmo

que todos os elementos estejam em maior quantidade,

a base da nutrição será sempre estabelecida

pelo elemento em menor quantidade.”

TRABALHO DA PESQUISA

A montagem e apresentação

na estação contou com a

participação dos pesquisadores

e professores da Universidade Estadual

de Maringá (UEM) Marcelo

Augusto Batista e Tadeu Takeyoshi

Inoue, e do pesquisador da Embrapa/Soja,

Adilson de Oliveira Junior.

Batista, doutor em Fertilidade

e Nutrição Mineral de Plantas

pela High State University, destaca

que a discussão da nutrição mineral

das plantas é de extrema relevância.

“Muitas vezes, focamos na parte

aérea da planta e esquecemos de

olhar para o solo e raízes. Boa parte

da nutrição é feita via raiz. Por isso,

é importante saber quais nutrientes

limitam a produção e quanto precisamos

colocar para compensar e

alcançar altas produtividades.”

Oliveira Junior, doutor em

Fertilidade de Solo e Nutrição Mineral

de Plantas pela Esalq/USP – Universidade

de São Paulo, lembra que

a adubação mineral é uma das práticas

para se produzir bem. “Como os

nutrientes estão envolvidos em processos

metabólicos da planta e que,

por sua vez, estão associados em

produtividade, precisamos avaliar e

conhecer em que condições está o

teor de nutrientes nas culturas para

direcionar o manejo da adubação. O

nutriente que está faltando nos limita

em produtividade.”

Marcelo Augusto Batista, UEM Adilson de Oliveira Junior, Embrapa Tadeu Takeyoshi Inoue, UEM

MEMÓRIAS ETERNIZADAS

Estação mostrou a evolução dos 30

anos de encontro de verão

As 30 edições do Encontro de Verão na Fazenda

Experimental construíram uma história de progresso

e incremento na produção dos milhares

de cooperados da Coamo que adentraram as porteiras

do laboratório da cooperativa. A demonstração dessa

trajetória ficou para a 2ª estação do evento, coordenada

Roberto Bueno Silva (Campo Mourão), César Machado Carrijo (Marilândia do Sul),

Thiago Sandoli Dias (Ivaiporã) e Alvaro Ricardo Moreira (Faxinal)

20 REVISTA

Março/2018


pelo engenheiro agrônomo Roberto

Bueno Silva, do Detec da Coamo

em Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), que participou de todas

as edições do encontro.

“Memorial do 30° Encontro

de Cooperados na Fazenda Experimental”,

foi o tema escolhido para

a estação. “Neste ano trouxemos

uma estação um pouco diferente,

dedicada a contar a história dos encontros

de verão que se confunde

com a da Coamo, pois já em 1970, a

visão do presidente da Coamo, Dr.

Aroldo Gallassini, estava voltada a

importância de ter uma área exclusiva

de experimentação.”

Nas palavras de Bueno essa

foi uma “grande iniciativa da diretoria

da Coamo para o desenvolvimento

do agronegócio”. “Eu tive a

oportunidade de participar desde o

início. É um evento que agrega conhecimento

aos cooperados e também

para nós técnicos que estamos

aqui apresentando. ”

Bueno acredita que o cooperado

está muito bem respaldado

para o exercício da atividade

agrícola. “O associado tem uma

recomendação atualizada, ética e

profissional. Sem contar, que o produtor

rural tem a tranquilidade de

ser atendido por um departamento

técnico imparcial para recomendar

o que é melhor tecnicamente e fi-

ESTAÇÃO 2: Memorial 30° Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental

nanceiramente para o cooperado.”

Bueno lembra que quem

passa atualmente pela região da

área de ação da Coamo, não sabe

como era antigamente. “Os associados

da Coamo têm destaque

por altas produtividades no cenário

nacional, uma conquista que se

deve a todo esse suporte científico.

Em Campo Mourão, antes da Coamo

chegar, por exemplo, o solo era

pobre em fertilidade, precisava de

insumos e, principalmente, conhecimento

para transformar aquele

solo que os pioneiros encontraram

na década de 70, nesse campo fértil

que é hoje."

Para Bueno, existem ensaios

da Fazenda Experimental

que marcaram toda a história da

agricultura nacional. “Um dos experimentos

mais importantes que

temos é o de rotação de culturas

Linha de Alimentos Coamo foi apresentada aos cooperados na estação sobre os 30 anos do Encontro

que neste ano completa 33 anos.

É o 2º mais antigo do Brasil. E isso

para a sustentabilidade do agronegócio

é fundamental”, salienta.

ALIMENTOS COAMO

Ao longo de sua história, a Coamo

realiza um trabalho de conscientização

junto aos seus mais de 28

mil cooperados, da importância

de se obter uma matéria prima

que produz um alimento diferenciado.

Esse é um trabalho que começa

na Fazenda Experimental,

por meio da pesquisa científica

das melhores tecnologias a serem

aplicadas em campo, e por este

motivo a estação do memorial

também contou com um espaço

dedicado a demonstrar o resultado

da industrialização do trabalho

dos associados. O processo

começa pela escolha da semente.

A origem e qualidade são os pré-

-requisitos para que isto ocorra, e

além da condução tecnológica da

produção agrícola há um rigoroso

controle de qualidade na industrialização

e transporte. Tudo isso

para que os Alimentos Coamo

cheguem aos pontos de vendas

com a qualidade com que foram

produzidos.

Março/2018 REVISTA 21


ESTAÇÃO 3: Fungicida I: Importância de programas e rotação de mecanismo de ação na aplicação de fungicidas

CUIDAR PARA NÃO PERDER

ESTAÇÃO ABORDOU UTILIZAÇÃO DE DIFERENTES COMBINAÇÕES DE PRODUTOS

AUMENTANDO A QUANTIDADE DE MECANISMOS DE AÇÃO NAS APLICAÇÕES

No Encontro de Verão deste ano, duas estações

trataram sobre a utilização de fungicidas. A

primeira destacou a importância de programas

e rotação de mecanismo de ação na aplicação

de fungicidas. O objetivo foi mostrar a necessidade

da utilização de diferentes combinações de produtos

aumentando, assim, a quantidade de mecanismos de

ação na aplicação dos fungicidas. A prática contribui

ainda para a longevidade dos produtos e reduz a

pressão de seleção. A mensagem é: se não fizer isso

corretamente continuará com alta pressão de seleção

e novas resistências irão surgir, ou seja, cada vez

mais teremos menos produtos e soluções.

“Os fungicidas foram perdendo eficiência no

controle da ferrugem ao longo do tempo. Quanto

mais se utiliza o mesmo produto, maior é a chance

do fungo se tornar resistente. Utilizando o conheci-

mento, podemos rotacionar os fungicidas e os mecanismos

de ação. Quanto mais se diversifica, mais alterna

os princípios ativos para o controle da ferrugem

asiática, menor o risco que o produtor fica exposto”,

destaca o engenheiro agrônomo José Marcelo Fernandes

Rúbio, encarregado do Detec em Mamborê

Bruno Lopes Paes (Engenheiro Beltrão), Diogo Alves (Altamira do Paraná), José

Marcelo Fernandes Rúbio (Mamborê) e Odair Johans (Goioerê)

22 REVISTA

Março/2018


(Centro-Oeste do Paraná) e coordenador da estação.

Foram apresentados 12 programas de controle

utilizando diferentes tipos de mecanismo de

ação. “Todos os tratamentos têm custo semelhante

e apresentaram bons resultados”, assinala Rubio.

Ele ressalta que não há previsão de novos produtos

para os próximos anos e reitera a importância de se

rotacionar os existentes para manter a eficiência no

controle da ferrugem. “O cooperado deve procurar a

assistência técnica da Coamo para ver qual a melhor

combinação. Todas são viáveis, mas para cada região

há um melhor tratamento”, diz.

VIDA LONGA AOS FUNGICIDAS

Objetivo foi mostrar a

necessidade da utilização

de fungicidas protetores/

multissítios em função da

perda de sensibilidade dos

fungicidas do grupo das

estrobilurinas e carboxamidas

A

segunda estação tratou

da utilização de fungicidas

protetores/multissítios

e o momento de aplicação.

O objetivo foi mostrar a necessidade

da utilização de fungicidas

protetores em função da perda

de sensibilidade dos produtos a

base de estrobilurinas e carboxamidas.

O engenheiro agrônomo

Elerson Reis Tiburcio, encarregado

do Detec em Luiziana (Centro-

-Oeste do Paraná) e coordenador

da estação, lembra que desde o

aparecimento da ferrugem asiática

no Brasil, em 2001/2002, o principal

método de controle sempre

foi com fungicidas. “No primeiro

momento utilizava-se produtos a

base de triazol. Com o passar do

tempo foram perdendo a eficiência

no campo. Aí vieram as mistu-

ESTAÇÃO 4: Fungicidas II: Utilização de fungicidas protetores X momento de aplicação

Março/2018 REVISTA 23


FUNGICIDAS PROTETORES, DENTRO DE UM MANEJO DE ANTI-RESISTÊNCIA,

AJUDAM OS FUNGICIDAS QUE SÃO UTILIZADOS NO CONTROLE DA FERRUGEM

ras de estrobilurina com triazol que proporcionavam

um controle satisfatório. Porém, nas safras de 2009 e

2010 essa mistura começou a perder a performance,

ou seja, o fungo foi criando resistência, também, a

essa mistura.”

Nesse sentido, Tiburcio explica que os fungicidas

protetores, e ou multissítio, dentro de um manejo

de anti-resistência, ajudam os fungicidas utilizados

no controle da ferrugem, potencializando o controle

e dando longevidade aos produtos e, também, protegendo

as moléculas novas, como as carboxamidas,

que, também, já começaram a perder sua performance

a campo. “Nos próximos seis ou sete anos não

temos nenhum produto novo no mercado. Então, os

fungicidas multissítios, que agem em vários locais da

célula do fungo, dificultando, assim, a resistência da

ferrugem a esse grupo de fungicida.”

Conforme o agrônomo, os cooperados de-

vem seguir as recomendações técnicas e respeitar a

caraterística de cada região para um melhor controle

da ferrugem asiática. “Dentro de um manejo em que

se respeita a época de plantio, o intervalo de aplicação,

dentre outras técnicas importantes, os fungicidas

multissítio estão se encaixando muito bem.”

Felipe Antonio Battiston (Campo Mourão), Paulo Nedes de Souza Peres (Cândido de

Abreu), Elerson Reis Tibúrcio (Luiziana) e Luiz Eduardo de Oliveira (Boa Esperança)

PALAVRA DA PESQUISA

Cláudia Godoy, Embrapa/Soja Claudine Seixas, Embrapa/Soja Mauricio Meyer, Embrapa/Soja

As duas estações sobre fungicidas contaram

com a presença de pesquisadores da Embrapa/Soja

de Londrina, que auxiliaram na preparação e apresentação

dos assuntos aos cooperados. A fitopatologista

Cláudia Godoy recorda que desde a entrada da

ferrugem asiática no Brasil, o uso de fungicida tem

sido intensificado, permitindo a estabilidade da produção.

“Contudo, não temos novas moléculas para

entrar no mercado e precisamos preservar as existentes.

Já os fungicidas que perderam a sua eficiência

podem ser associados aos multissítios e melhorar o

desempenho”, comenta e lembra que os fungicidas

contam com três principais modos de ação e os produtos

são sempre misturas de dois ou três. “Muitos

pensam que não compensa rotacionar, mas a resistência

age diferente em cada molécula. Rotacionar o

produto comercial é importante porque está rotacionando

a molécula.”

24 REVISTA

Março/2018


A também fitopatologista Claudine Seixas

reitera que os multissítios são uma ferramenta a mais

no controle da ferrugem asiática. “Associados com

outros fungicidas podemos melhorar a eficiência do

controle e, também, funciona como estratégia anti-

-resistência. O desafio é fazer com que os produtos

não percam a eficiência para o controle da ferrugem,

que é a principal doença da soja.”

O fitopatologista Mauricio Meyer lembra que

cabe ao produtor cuidar da sua lavoura e seguir as

recomendações técnicas e legislativas para evitar a

ferrugem asiática. “São medidas que ajudam no controle

da doença. Começar a safra sem inóculo de ferrugem

é fundamental. Quanto mais tarde aparecer a

doença na lavoura, melhor será a condição de controle.

É importante que seja adotado um conjunto de

ações para que os grupos de fungicidas não percam

rapidamente a eficiência.”

REGINALDO JOÃO STAVSKI,

Cantagalo (Paraná)


É a oportunidade que temos de adquirir mais conhecimento.

A Coamo nos mostra o caminho para

produzir mais e, consequentemente, ter uma

melhor renda. São sistemas e tecnologias que

podem ser colocadas em prática na propriedade.

RENATO BARBIERI,

Maracaju (Mato Grosso do Sul)


É uma satisfação acompanhar este encontro. É um

evento que mostra os desafios e as novidades. Utilizamos

várias tecnologias, mas ainda temos muita

coisa para aprender. Se não fosse a pesquisa estaríamos

nos patamares de 60 a 70 sacas por alqueire.

DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO

Estação apresentou o

DRES. Um método para

qualificar a estrutura da

camada superficial do solo

DRES. Para quem ouve pela

primeira vez, a sigla pode

parecer complicada, mas

quando se tem o significado se torna

simples de entender. O DRES,

ou Diagnóstico Rápido da Estrutura

do Solo, é um método para

qualificar a estrutura da camada

superficial do solo, baseado em

características detectadas visualmente

em amostras dos primeiros

25 cm. É um método de campo de

execução simples e rápida.

O coordenador da estação

Fabricio Bueno Correa, do

Departamento de Suporte Técnico

–Astec, da Coamo em Campo

ESTAÇÃO 5: Manejo de solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo

Mourão, explica que com o método

é possível analisar se o manejo

adotado está correto e se efetivamente

precisa fazer alguma operação

mecânica. “É um processo

simples e de baixo custo para se

verificar a estrutura do solo. É possível

analisar se o solo está em

conservação, formação ou entrando

no processo de degradação”,

assinala.

Correa explica que o DRES

se baseia na coleta de amostra de

solo com uma pá, fazendo uma

minitrincheira. Essa amostra é manipulada,

isolando os torrões ou

agregados do solo e atribuídas

notas conforme tamanho e forma

dos agregados e também a

presença e morfologia das raízes.

“Com base nesse diagnóstico é

possível tomar decisão de manejo

a ser empregado para que a planta

possa responder a todo investimento.”

De acordo com o pesqui-

Março/2018 REVISTA 25


DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO - DRES, É UM MÉTODO DE CAMPO

DE EXECUÇÃO SIMPLES E RÁPIDA, COM CARACTERÍSTICAS DETECTADAS VISUALMENTE

sador Henrique Debiasi, da área de manejo de solo

da Embrapa/Soja, o começo de uma boa safra passa

por um solo bem manejado e com boa estrutura.

“Analisar a parte química é mais fácil, basta coletar

amostra de solo, enviar para laboratório e ver o resultado.

O ponto mais complicado é a parte física,

para saber se o solo oferece condições para a planta

crescer e absorver tudo o que precisar para o bom

desenvolvimento. O DRES é uma ferramenta que tem

o propósito de ajudar neste sentido.”

Wilson Aparecido Juliani (Guarapuava), Fabrício Bueno Correa (Campo Mourão),

Edimar Marques (Luiziana) e Antonio Carlos de Oliveira (São João do Ivaí)

Henrique Debiasi, Embrapa/Soja

Julio Cesar Franchini, Embrapa/Soja

O pesquisador Julio Cesar Franchini,

também da área de manejo de solo

da Embrapa/Soja, lembra que a cada safra

os produtores colocam toda a expectativa

e utilizam tecnologias e insumos de ponta

em várias áreas, porém acabam deixando

de lado os cuidados com o solo. “O solo é a

base de tudo e a metodologia desenvolvida

com o DRES consegue uma boa estrutura

para dar segurança e estabilidade para a

cultura. Isso é importante, pois em um ano

bom, as lavouras atingem todo o potencial

produtivo e em ano ruim, se perde menos.

MAIS SOBRE O DRES

O DRES é um método para qualificar a estrutura

da camada superficial do solo, baseado

em características detectadas visualmente em

amostras dos primeiros 25 cm. As avaliações

nas amostras constam da observação de tamanho

e forma dos agregados e torrões, presença

ou não de feições de compactação ou outra modalidade

de degradação do solo, forma e orientação

das fissurações, rugosidade das faces de

ruptura, resistência à ruptura, distribuição e

aspecto do sistema radicular, e evidências de

atividade biológica. A partir desses critérios,

atribui-se uma pontuação de 1 a 6, onde ”6”

é indicativo de melhor condição estrutural, e

“1” representa o solo totalmente degradado.

Ressalta-se, entretanto, que solos como os

Neossolos Quartzarênicos naturalmente não

tem agregados ou os tem fracos e poucos.

ESTAÇÃO 5: Manejo de solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo

26 REVISTA

Março/2018


BIOTECNOLOGIA PARA TODOS OS GOSTOS

Estação apresentou

importância de

conhecer as diferentes

biotecnologias que estarão

em breve no mercado

A

biotecnologia tem um

papel importante no

processo de constante

transformação do planeta. É um

fenômeno cujo sucesso se baseia

na superação de barreiras, que

possibilita vislumbrar caminhos

alternativos aos tradicionais. Na

agricultura, a biotecnologia tem

sido fundamental para o avanço

de processos que passam pelo

aumento de produtividade até a

agregação de renda e sustentabilidade

da atividade.

Com o objetivo de mostrar

ao cooperado Coamo à importância

da biotecnologia e o que vem

pela frente, duas estações foram

dedicadas ao tema neste ano no

Encontro de Verão, alertando o

produtor quanto à seletividade

dos produtos. Quando mal utilizados

podem trazer sérios prejuízos

à atividade e por outro lado, quando

adotados de forma correta são

fundamentais para obtenção de

bons resultados. “Procuramos chamar

a atenção dos cooperados

sobre a importância do uso adequado

de herbicidas, uma vez que

temos percebido um recorrente

aumento de plantas daninhas resistentes

aos diversos produtos

disponíveis no mercado. Neste

evento falamos um pouco mais da

tecnologia Enlist, que já foi lançada,

mas ainda não está disponível

no mercado. É uma ferramenta a

mais que vai contribuir muito no

manejo de plantas daninhas, mas

que assim como as demais precisa

ser utilizada com responsabilidade”,

explica o engenheiro agrônomo

Diego Ferreira de Castro,

do Detec da Coamo em Mamborê

(Centro-Oeste do Paraná) que

coordenou a estação.

De acordo com o técnico,

cada dia mais, o produtor deverá

ficar atento sobre o que pode

aplicar nas culturas, por conta da

seletividade dos produtos. “Essas

tecnologias trazem mecanismos

de ação diferentes, que podem

ou não ser benéficos para determinada

cultura. Então tanto o

produtor como o técnico precisam

estar cientes do produto que

será utilizado para não ter problema

de matar alguma lavoura

ou causar fito por conta do herbicida,

uma vez que, são muitas

as tecnologias disponíveis e que

podem causar certa confusão na

cabeça do produtor”, alerta.

ESTAÇÃO 6: Plantas Daninhas I: Inovações em biotecnologia no manejo de plantas daninhas

Março/2018 REVISTA 27


ESTAÇÃO ALERTOU A RESPEITO DA SELETIVIDADE DOS PRODUTOS,

QUE MAL UTILIZADOS PODEM TRAZER SÉRIOS PREJUÍZOS A ATIVIDADE

Somente no Brasil já existem quase 50 plantas

daninhas resistentes e o número aumenta a cada

ano, por conta da utilização de produtos com o mesmo

mecanismo de ação. Um problema, que conforme

Castro será crescente. “A natureza é assim, ela vai

estar sempre tentando driblar as nossas ações. E nós,

da mesma forma, vamos utilizando mecanismos para

combater plantas daninhas, doenças e pragas, pensando

em produzir mais”, argumenta.

Darci Baggio (Ouro Verde/SC), Paulo Henrique Battisti (Brasilândia do Sul), Marlon de Barros

(Boa Ventura de São Roque), Diego Ferreira de Castro (Mamborê) e Gilson Bernardino (Palmital)

PREPARAÇÃO

Especialista em manejo de plantas daninhas, o pesquisador

Fernando Adegas, da Embrapa/Soja, entende que o tema ajuda o

produtor a se preparar para as novas tecnologias que em breve estarão

disponíveis. “É interessante, porque novamente estamos falando

das futuras tecnologias. O agricultor está acostumado com a tecnologia

RR (resistente a glifosato) e a Coamo está mostrando que vamos

ter outras tecnologias, tanto em soja como em milho, e que ele [produtor]

deve ir se preparando para isso.”

Fernando Adegas, da Embrapa/Soja

PLANTA DANINHA OU CULTURA?

Foram apresentadas situações

reais de campo e quais

opções para manejar plantas

voluntárias neste cenário de

biotecnologia em culturas

sucessivas

Se uma estação apresentou

a variedade em biotecnologia

disponível nos dias de

hoje, outra se preocupou em abrir

os olhos do cooperado Coamo

quanto à necessidade de manejar

corretamente todas essas ferramentas,

para não errar no momento da

aplicação e causar estragos a lavoura,

seja de soja ou milho. Cada

vez mais presente nas lavouras,

às plantas guaxas se tornaram um

grande problema no campo, que

deve ser resolvido com uma boa

dose de cautela e manejo correto.

“Por isso o intuito foi trazer de forma

prática para o cooperado, como ele

pode manejar essas biotecnologias

acertando sempre na escolha do

material a ser plantado e o produto

utilizado para conter invasoras.

Nossa preocupação é alertar para

que ele conheça o que vai utilizar

para não correr riscos no momento

de uma aplicação de herbicida, por

exemplo. Alguns produtores ainda

se confundem quanto à tolerância

de certos materiais e acabam cometendo

erros fatais para a lavoura,

dizimando as invasoras e a cultura”,

esclarece o agrônomo José Eduardo

Frendsen Filho, do Detec da

Coamo em Pitanga (Centro do Paraná)

e responsável pelo ensaio.

28 REVISTA

Março/2018


ESTAÇÃO 7: Plantas Daninhas II: Manejo de plantas voluntárias no cenário de novas biotecnologias

Conforme o agrônomo é fundamental que o

agricultor esteja bem informado e não deixe de trocar

ideias com a assistência técnica, que poderá auxiliar

sobre as diferentes biotecnologias, suas vantagens e

cuidados que devem ser tomados ao utilizá-las. “Para

ter uma ideia temos no milho cinco biotecnologias,

que vão desde a resistência a lagartas, até as que são

resistentes a herbicidas e lagartas. O mesmo acontece

com a soja que já vem sendo utilizada há um bom

tempo no mercado e possui vários tipos de biotecnologias”,

comenta.

Cada tecnologia traz uma sigla que define a

utilidade e o tipo de resistência aplicado ao material.

Um jogo de letras que precisa ser entendido e muito

bem conhecido pelo produtor. “Na prática demostramos

que é preciso saber exatamente qual o tipo de

produto para cada cultura, como forma de controlar

as plantas daninhas. Por isso é importante saber o que

está comprando, mediante planejamento eficiente e

a médio e longo prazo junto com a assistência técnica”,

comenta.

Hugo Lorran de Melho Rocha (Mariluz), José Ricardo Pedron Romani

(Mangueirinha), Waltemberg Machado de Lima (Peabiru), José Eduardo Frandsen

Filho (Pitanga)

ACERTANDO NO ALVO

Robson Osipe, da UENP-Bandeirantes

Na opinião do pesquisador Robson Osipe, da Universidade Estadual

do Norte do Paraná (UENP), de Bandeirantes, a questão principal é diferenciar

o mecanismo de ação de cada tecnologia e dar o tiro certo na hora de matar

a planta invasora e não a cultura. “Se temos planta de milho na lavoura de

soja, ou vice-versa, ela é planta daninha. Então é preciso saber exatamente

qual biotecnologia está sendo utilizada e qual o produto a ser aplicado para

não cometer o erro de conter a invasora e a lavoura. Essa é a essência do

tema abordado aqui, que vem ao encontro da necessidade dos produtores”,

salienta o pesquisador, que também marcou presença no evento da Coamo.

Março/2018 REVISTA 29


ERENI JOSÉ HENNERICH,

São Domingos (Santa Catarina)


Quem participa fica por dentro de todas as tecnologias

para usar na lavoura, seja relacionado

a sementes, fungicidas ou inseticidas. Temos que

evoluir a cada dia e em eventos como esses recebemos

conhecimento para conduzir a lavoura.

LEQUE DE OPÇÕES

DEVANIR RUFINO DA SILVA,

Quarto Centenário (Paraná)


É um evento muito bem organizado e com assuntos

que chamam a atenção de quem trabalha com a

lavoura, seja relacionado a variedades ou aos tratos

culturais. Com o acompanhamento e participando

dos eventos técnicos fica mais fácil trabalhar.

Estações sobre

variedades de soja

sempre chamam a

atenção dos cooperados

Qual variedade plantar?

Quando e em qual região

o material se desenvolve

melhor? Essas e outras perguntas

foram respondidas nas estações

de variedades de soja, sempre

presentes no Encontro de Verão,

e chamam a atenção dos cooperados

que buscam novas opções e

novidades para multiplicação.

Além da apresentação

das novas cultivares, a estação

também abordou o abortamento

de vagens que ocorreu em algumas

regiões, motivado, segundo a

pesquisa, por uma série de fatores

relacionados ao clima. “Tivemos

muita chuva e praticamente não

tivemos a presença da luz solar,

especialmente entre a segunda

quinzena de dezembro e a primeira

de janeiro. Isso somado às

vezes as características de solo,

características de variedades,

época de plantio e práticas culturais,

pode ter agravado para ocorrer

esse abortamento em algumas

ESTAÇÃO 8: Variedades de Soja I

30 REVISTA

Março/2018


lavouras”, explica o engenheiro agrônomo Luiz Cezar

Voytena, do Detec da Coamo em Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná) e que conduziu os trabalhos

na estação.

Segundo ele, em alguns casos o problema

aconteceu na mesma região, mas somente em algumas

lavouras, o que caracteriza o diagnóstico. “Por

isso acreditamos que não foi somente a questão climática

e sim esse conjunto de fatores”, declara.

A estação apresentou 15 variedades de soja

das obtentoras FT Sementes; Nidera; Syngenta; Monsoy

e Bayer, com características variadas, atendendo

as mais diversas épocas de plantio, condições de temperatura

e altitude. “Nessas quinze variedades temos

Andrei Henrique de Tomasi (Manoel Ribas), Rubem Carlos de Oliveira Hubner

(Mamborê), Luis Cesar Voytena (Campo Mourão) e João Rafael Bauermeister

(Barbosa Ferraz)

opções para todos os gostos, podendo atender todas

as regiões da Coamo desde a região de Santa Catarina

até o Mato Grosso do Sul, passando pelo Paraná.”

LIVRE ESCOLHA

Nas estações de soja

o cooperado observa

o desenvolvimento

dos materiais em um

laboratório a céu aberto

Em uma segunda estação, outros

19 materiais das obtentoras

Brasmax; Don Mário;

Embrapa; Coodetec e TMG foram

apresentados aos cooperados,

sendo 18 intactas (com tolerância

a lagartas) e uma RR1 (tolerância a

Glifosato). “De maneira geral trouxemos

materiais novos de todas as

parceiras. Aproveitamos para fazer

um comparativo de clima entre às

safras 2016/17 e 2017/18 onde

mostramos para o cooperado questões

relacionadas à umidade relativa

do ar, potencial hídrico do solo,

precipitação e radiação solar. É uma

ESTAÇÃO 9: Variedades de Soja II

Março/2018 REVISTA 31


AO PARTICIPAR DO EVENTO, COOPERADO TEM A OPORTUNIDADE DE VER A GENÉTICA DAS

CULTIVARES E AS QUESTÕES RELACIONADAS A MANEJO DE SOLO, ENTRE OUTROS ASPECTOS

forma de esclarecer que as condições climáticas nesta

safra não foram tão favoráveis quanto foram na safra

16/17, o que justifica o ‘amarramento’ que a soja teve

no início do cultivo”, comenta o engenheiro agrônomo

Sandro Magnani, chefe do Departamento de Produção

de Sementes em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná)

que esteve à frente dos trabalhos no ensaio.

Nas estações de soja, o cooperado consegue

observar o desenvolvimento dos materiais em um laboratório

a céu aberto, onde é possível sanar dúvidas

e escolher a melhor variedade para multiplicação no

campo, que ofereça o máximo de retorno possível à

atividade.

Conrado Vitor Moreira de Souza Zanuto (Ivailândia), Breno Rovani (Campo

Mourão), Giovani Augusto Geron Pinheiro (Fênix), Sandro Magnani (Campo

Mourão), Sandro Rodrigo Gheller (Mamborê)

CONHECIMENTO

NA FONTE

Pesquisador da Embrapa/

Soja, que trabalha em conjunto com

a Fundação Meridional, o engenheiro

agrônomo Luiz Cezar Tavares, da

área de Transferência de Tecnologia,

observa que ao participar do evento

o produtor tem a oportunidade de,

além de ver a genética das cultivares,

entender melhor questões relacionadas

a manejo de solo, entre outros

aspectos. “O que garante hoje o

rendimento das cultivares no campo

e a sustentabilidade dessas tecnolo-

Luiz Cezar Tavares, da Embrapa/Soja

gias são as boas práticas agrícolas.

Quando você tem uma boa cultivar

e um solo bem manejado, com rotação

de culturas, manejo integrado

Ralf Udo Dengler, da Fundação Meridional

de pragas e doenças, você reduz

muitos os riscos o que ajuda a ter

sucesso na atividade com ganhos

significativos” orienta.

32 REVISTA

RONEL DA SILVA GOBBI,

Mamborê (Paraná)


É importante esse contato com a pesquisa,

para conhecer as novidades e tirar as dúvidas.

Saímos daqui com algumas decisões já tomadas

para as próximas safras. Precisamos produzir

cada vez mais e com sustentabilidade.

Março/2018

FÁBIO CASTILHO,

Marilândia do Sul (Paraná)


É a primeira vez que participo, pois comecei

há pouco tempo na agricultura. Fiquei muito

surpreso pela magnitude e organização do

evento. Aprendi muita coisa e volto para casa

com uma bagagem bem maior.


JUNTO E MISTURADO

ESTAÇÃO MOSTROU CUIDADOS E PREOCUPAÇÕES SOBRE ESCOLHA DOS PRODUTOS E

CAUSAS DA INCOMPATIBILIDADE OU IMPOSSIBILIDADE DA MISTURA DE ALGUNS DEFENSIVOS

ESTAÇÃO 10: Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas: formulações e misturas de defensivos em tanque de pulverização

Fazer a melhor combinação de mistura de produtos

e homogeneizar a concentração no tanque

do pulverizador nem sempre é tarefa fácil. A ação,

quando feita de forma errada, ocasiona na maioria das

vezes, o desperdício do produto que não age de forma

ideal na planta e por consequência gera prejuízos.

Mas, qual a melhor formulação de mistura e

como garantir essa homogeneização? As respostas foram

apresentadas por técnicos da Coamo e da Universidade

Estadual do Norte do Paraná (UENP), de Bandeirantes-PR.

Eles mostraram no Encontro de Verão as

melhores opções de misturas de produtos e como garantir

a homogeneização da concentração no tanque, fazendo

com que a ação da formulação seja mais eficiente.

Coordenador da estação, o engenheiro agrôno-

Thiago Miguel Rzeczycki (Cruzmaltina), Lucas Gouvea Vilela Esperandino (Campo

Mourão), Ulysses Marcellos Rocha Neto (Janiópolis), Roberto Shigueo Takeda

(Moreira Sales)

mo Lucas Gouvea Vilela Esperandino, chefe do Departamento

de Suporte Técnico da gerência Técnica da Coamo,

informou que a ideia foi mostrar apenas as principais

formulações, de 81 registradas no Ministério da Agricultura.

“Nosso objetivo foi esclarecer porque um produto

às vezes é formulado em WG e não numa formulação líquida,

entre outras questões pertinentes a tecnologia de

aplicação que é um assunto bastante amplo. Outra preocupação

foi mostrar um pouco sobre ordem de mistura

no tanque, já que existe uma ordem cronológica na hora

de adicionar os produtos. Uma vez que se essa ordem

não é respeitada, a chance de dar problema no aspecto

físico da calda é muito grande”, alerta.

DOSE CERTA

“Quem nunca foi numa festa e tomou um fermentado

com um destilado? Está aí a prova de que

uma mistura mal feita pode dar dor de cabeça”. A comparação

é feita pelo pesquisador Rone Batista de Oliveira,

doutor em Tecnologia de Aplicação, da Universidade

de Bandeirantes (UENP). Ele afirma que o objetivo

foi trabalhar o conceito das misturas em tanque envolvido

com o conceito da tecnologia de aplicação. “Não

podemos separar uma coisa da outra, porque uma vez

que trabalhamos isoladamente e esquecemos que essa

mistura vai influenciar a tecnologia de aplicação, vamos

Março/2018 REVISTA 33


OBJETIVO DA ESTAÇÃO FOI TRABALHAR O CONCEITO DAS MISTURAS

EM TANQUE ENVOLVIDO COM O CONCEITO DA TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO

ter problemas, com certeza, uma

vez que temos especificidades de

misturas que merecem tecnologias

diferentes”, explica.

A universidade levou para

o evento um simulador de misturas,

desenvolvido pela equipe do

pesquisador Rone Oliveira, onde

foi possível demonstrar qual a melhor

ordem de se fazer a mistura,

como essa ordem influencia em

todos os momentos da aplicação,

como a mistura influencia no desenvolvimento

da máquina (pul-

verizador) e o sistema de agitação

e filtros do equipamento, entre

outras características do processo

de aplicação. “Quebramos, de

certa forma, um pouco do mito de

que somente um simples teste na

garrafa pet não é o suficiente para

dizer que a mistura está certa ou

errada”, revela Oliveira, acrescentando

que o mais importante é o

produtor refletir da importância

de melhorar a eficiência das misturas,

como forma de obter melhores

resultados no campo.

Rone Batista de Oliveira, UENP – Bandeirantes

POR DENTRO DA LEI

Misturar produtos agrotóxicos

no tanque no pulverizador

envolve questões que vão além da

operacionalização no campo. Segundo

a lei, qualquer tipo de agrotóxico

precisa ser receitado por um

profissional legalmente habilitado,

sendo respeitadas as recomendações

de utilização aprovadas no rótulo

e na bula do produto, conforme

estabelece o Decreto 4.074/02.

Embora as misturas sejam prática

comum e façam parte do dia a dia

da atividade, não podem ser prescritas

em uma receita agronômica.

O tema foi levantado pelo

pesquisador Dionizio Gazziero, da

área de plantas daninhas da Embrapa

Soja, quem vem questionando

a regularização da operação. “São

mais de 30 anos de discussões e ao

longo do tempo fomos perdendo

informações sobre o assunto. Por

isso é fundamental que toda tecnologia

seja disponível ao agricultor, já

que com a proibição as discussões

foram diminuindo e fomos perdendo

essa tecnologia que contribui

muito para a atividade”, informa

Gazziero. Ele acrescenta que um

estudo da Embrapa, levantou que

embora sejam “proibidas”, 97% das

aplicações são feitas com misturas

em tanque com a utilização de dois

a cinco produtos em uma só aplicação,

ou mais, e envolvem combinações

não só de agrotóxicos, mas

também de adubos foliares e outras

classes de produtos. “Há muito tempo

estamos na luta para que esse

assunto seja regulamentado. Queremos

a possibilidade de falar abertamente

sobre isso, como fizemos

aqui, esclarecendo o que podemos

ou não fazer do ponto de vista técnico

em relação a esses produtos”.

No momento existe uma

consulta pública no Ministério da

Agricultura, o que vem provocando

uma maior liberdade de abrangência

do tema. “Na verdade, havia

um entendimento errado e foi um

grande avanço a gente conseguir

chegar nesse ponto. Esperamos

que de fato o governo regulamente

isso. A Coamo está de parabéns

por colocar isso em pauta, numa

discussão aberta com todos os técnicos

e agricultores”, diz.

Dionizio Gazziero, da Embrapa Soja

34 REVISTA

Março/2018


BOHDAN UHREN E EDUARDO,

Roncador (Paraná)


O encontro é muito bom, é uma faculdade para

nós. É a oportunidade que temos de conhecer

todas as novidades e trocar informações com

os técnicos e colegas de outras regiões. Já é o

quarto ano que trago meu neto junto, estou preparando

ele para dar sequência aos trabalhos.

Acima, José Aroldo Gallassini na abertura do primeiro encontro de cooperados

e abaixo, durante a 30ª edição na Fazenda Experimental Coamo

Parte da equipe de funcionários da Fazenda Experimental, responsáveis

pela organização e realização do Encontro de Cooperados

“Mil duzentos e sessenta produtores a campo percorrendo ensaios

e experimentos; verificando ‘in loco’ o que a pesquisa agrícola tem

a lhes oferecer; trocando experiências sobre as dificuldades de se

produzir melhor e avaliando junto com os técnicos e agrônomos

tudo o que foi observado.” Essa foi a chamada para a reportagem no

Jornal Coamo sobre a primeira edição do Encontro de Cooperados na

Fazenda Experimental, em março de 1989. De lá para cá, muitas coisas

mudaram, novas tecnologias surgiram, sistemas foram implantados e

implementados, assim como os desafios que fazem parte do dia a dia

de quem trabalha no campo. O que não mudou, é a maneira como a

Coamo se preocupa em atualizar os cooperados para que produzam,

cada vez mais, e com sustentabilidade.

Março/2018 REVISTA 35


CREDICOAMO TEM SOBRAS

LÍQUIDAS DE R$83,31 MILHÕES

Os associados da Credicoamo Crédito Rural

Cooperativa aprovaram o balanço e a distribuição

de sobras do exercício de 2017 durante

a 28ª Assembleia Geral Ordinária realizada no

dia 27 de fevereiro na administração central da cooperativa

em Campo Mourão. O relatório do exercício

de 2017 mostra a Credicoamo com ativos de R$2,18

bilhões, que somados aos investimentos com recursos

do BNDES/FCO atingiu R$ 2,57 bilhões, com

crescimento de 3,66% e um patrimônio líquido de

R$545,45 milhões, 14,26% superior ao do ano anterior.

A receita global foi de R$275,61 milhões, proporcionando

sobras no valor de R$ 83,31 milhões.

Do total das sobras de R$83,31 milhões, após

as destinações legais e estatutárias, a Assembleia

aprovou o pagamento de R$ R$25,26 milhões aos associados

na proporção da movimentação. Os valores

foram creditados em 28 de fevereiro.

O presidente da Credicoamo José Aroldo Gallassini

revela, conforme dados do Banco Central do Brasil,

que “em 2017 a Credicoamo ocupou a 17ª posição

entre as instituições financeiras aplicadoras de crédito

rural do país, sendo que no custeio agrícola ocupa a 8ª

posição. Este posicionamento é muito relevante, motivo

de satisfação e reconhecimento da dedicação e busca

de atendimento às necessidades dos associados”.

O seguro agrícola contratado no ano 2017 é

outro fator comemorado na Credicoamo, com importância

segurada na ordem de R$897,38 milhões para

uma área de 393.399 hectares e 4.767 apólices.

Com estrutura presente em 43 agências nos

Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul, dos quais como novidade foi inaugurada a agência

de Xanxerê em Santa Catarina, a Credicoamo vem

realizando um trabalho forte no atendimento às demandas

dos cooperados.

Os tributos e taxas gerados e recolhidos durante

o exercício de 2017 foram na ordem de R$35,55 milhões.

A Credicoamo encerrou o exercício com 18.588

associados, número 2,93% maior em relação a 2016.

Assembleia contou com a presença do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti

36 REVISTA

Março/2018


Participação ativa dos cooperados

Conselho Fiscal Efetivo: Calebe Honório Welz Negri, Emilio Magne Guerreiro Junior

e Adriano Bartchechen, superintendente do Sistema Ocepar, Robson Leandro

Mafioletti, diretor-operacional, Ricardo Accioly Calderari, diretor-presidente, José

Aroldo Gallassini, diretor-administrativo, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto. Conselho

Suplente: Claudio Osmar Fulaneto, Heitor Roberto Homiak e Ricieri Zanatta Neto

“Podemos dizer que o ano de 2017 foi de

sucesso para a Credicoamo e seus associados, com

apoio daqueles que sempre estiveram conosco: nossos

associados, funcionários, instituições financeiras,

órgãos governamentais e entidades de classe”, considera

Gallassini.

Dentre os fatos relevantes ocorridos em 2017,

está a contratação de 16.448 operações de crédito,

com recursos na ordem de R$1,54 bilhão, compreendendo

o custeio agrícola, investimentos e demais

linhas de empréstimos e financiamentos. Destaca-

-se ainda a disponibilização do cartão Credicoamo

Mastercard, com as funções de débito e crédito, bem

como a adaptação do Sistema Credicoamo para

atender os novos serviços que serão disponibilizados

nos terminais de autoatendimento e internet banking/mobile.

BENEFÍCIOS NO CRÉDITO

Comparando as taxas médias de juros do ano 2017, divulgadas pelo

Banco Central do Brasil, com as taxas praticadas pela Credicoamo,

verifica-se um benefício expressivo para os associados de contrataram

empréstimos com recursos livres ou que utilizaram do limite do cheque

especial, representando uma economia de R$ 116,18 milhões.

RENATO ROTINI,

Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná)

“A Credicoamo tem tudo o que

precisamos. Todos os produtores

associados, assim como eu, sabem

que se trata de uma cooperativa

segura, onde se consegue trabalhar

sem burocracia e com linhas de

crédito adequadas à nossa realidade.

Quando a cooperativa está crescendo

é sinal de que o cooperado está

crescendo junto.”

DENILSON BRUNO ROSA,

Xanxerê (Oeste de Santa Catarina)

“Os resultados estão aí para comprovar

o crescimento da cooperativa e a

participação do quadro social. Uma

somatória de atitudes garantem

esse crescimento, desde a nossa

participação ao bom atendimento

dos funcionários e qualidade dos

produtos oferecidos.”

MÁRCIA FREIRE ALVES,

Dourados (Mato Grosso do Sul)

“Estou iniciando agora na atividade

agrícola e é muito bom vir de longe

para acompanhar esse momento

onde a Credicoamo divulga

bons resultados, reflexo da nossa

participação. Todos ganham com a

Credicoamo.”

Março/2018 REVISTA 37


BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016

BALANÇO PATRIMONIAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016

(Valores em em R$ R$1,00) 1)

ATIVO

2017 2016

ATIVO CIRCULANTE 1.776.691.431 2.057.547.491

DISPONIBILIDADES 13.684.606 4.484.499

Caixa 1.929.215 1.944.274

Depósitos Bancários 202.219 41.270

Cotas de Fundos de Investimento 11.553.172 2.498.955

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 529.727.844 352.652.477

Aplicações em Operações Compromissadas 496.616.157 322.530.537

Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 33.111.687 30.121.940

TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 216.467.054 596.782.641

Títulos de Renda Fixa 216.467.054 596.782.641

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 194.957 166.895

Direitos Junto a Participantes do Sistema de Liquidação 194.957 164.442

Créditos Vinculados Banco Central - Depósitos - 2.453

OPERAÇÕES DE CRÉDITO 1.015.293.571 1.102.095.684

Empréstimos e Títulos Descontados 232.723.780 289.543.735

Financiamentos 14.888.197 12.092.778

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 31.080.221 32.485.561

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos de Repasses 801.081.061 809.231.417

( - ) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (64.479.688) (41.257.807)

OUTROS CRÉDITOS 1.310.852 1.353.704

Créditos Avais e Fianças Honrados - 13.011

Rendas a Receber 781.949 417.723

Devedores Diversos - País 531.340 939.636

( - ) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (2.437) (16.666)

OUTROS VALORES E BENS 12.547 11.591

Despesas Antecipadas 12.547 11.591

ATIVO NÃO CIRCULANTE 403.218.262 66.059.381

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 401.594.389 65.714.117

Títulos de Renda Fixa 267.806.426 -

Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 72.355.332 -

Empréstimos e Títulos Descontados 7.267.910 6.408.546

Financiamentos 35.860.602 32.392.215

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 251.964 557.582

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos de Repasses 17.889.513 26.030.851

Outros Créditos 162.642 324.923

IMOBILIZADO 641.577 205.778

Imobilizado de Uso 641.577 205.778

INTANGÍVEL 982.296 139.486

Outros Ativos Intangíveis 982.296 139.486

TOTAL DO ATIVO 2.179.909.693 2.123.606.872

38 REVISTA

Março/2018


BALANÇO PATRIMONIAL PARA PASSIVO OS EXERCÍCIOS E PATRIMÔNIO FINDOS EM LÍQUIDO 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2017 2016

PASSIVO CIRCULANTE 1.612.855.797 1.567.604.608

DEPÓSITOS 955.795.060 520.235.094

Depósitos à Vista 49.402.242 56.443.450

Depósitos Interfinanceiros 224.322.780 -

Depósitos a Prazo 682.070.038 463.791.644

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS/INTERDEPENDÊNCIAS 481.899 519.112

Recursos em Trânsito de Terceiros 408.679 519.112

Obrigações Junto a Participantes do Sistema de Liquidação 73.220 -

OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES 545.473.426 915.228.471

Repasses 545.473.426 915.228.471

OUTRAS OBRIGAÇÕES 111.105.412 131.621.931

Sociais e Estatutárias 65.958.577 62.035.244

Fiscais e Previdenciárias 1.670.236 2.041.787

Provisão de Pagamentos a Efetuar 34.236.946 42.193.806

Provisão Para Passivos Contingentes 8.533.089 6.084.319

Credores Diversos 706.564 19.266.775

PASSIVO NÃO CIRCULANTE 21.605.236 78.630.686

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 21.605.236 78.630.686

Obrigações por Empréstimos e Repasses 21.605.236 78.630.686

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 545.448.660 477.371.578

Capital Social 161.531.380 142.559.681

Reserva Legal 274.746.765 238.568.872

Fundo para Manutenção do Capital de Giro Próprio 109.170.515 96.243.025

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.179.909.693 2.123.606.872

As demonstrações contábeis acompanhadas das notas explicativas do relatório dos Auditores Independentes

e do Parecer do Conseho Fiscal, estão disponívies no site: www.credicoamo.com.br

JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Diretor Presidente

CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Diretor Administrativo

RICARDO ACCIOLY CALDERARI

EDSON DE SANTANA PERES

Diretor Operacional Contador - CRC-PR 31809/O-0

Março/2018 REVISTA 39


DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016

(Valores em R$1,00)

(Valores em R$1)

'2017 '2016

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 254.793.311 280.148.021

Operações de Crédito 137.586.852 119.799.412

Resultado de Títulos e Valores Mobiliários 117.206.459 160.348.609

DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (166.488.621) (180.660.678)

Captação no Mercado (66.125.130) (97.629.642)

Empréstimos, Cessões e Repasses (72.403.082) (62.664.132)

Créditos de Liquidação Duvidosa (27.960.409) (20.366.904)

RESULTADO BRUTO INTERM FINANCEIRA 88.304.690 99.487.343

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS (3.123.484) 2.212.618

Receitas de Prestação de Serviços 9.081.397 8.347.907

Despesas de Pessoal (19.197.714) (17.363.092)

Outras Despesas Administrativas (4.169.631) (3.378.163)

Despesas Tributárias (439.630) (410.821)

Outras Receitas Operacionais 12.058.098 15.034.642

Outras Despesas Operacionais (456.004) (17.855)

RESULTADO OPERACIONAL 85.181.206 101.699.961

RESULTADO NÃO OPERACIONAL 93.096 222.065

RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 85.274.302 101.922.026

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (1.963.111) (1.784.761)

SOBRAS LÍQUIDAS 83.311.191 100.137.265

DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS

FATES (Resultados Atos Com Não Associados) 2.915.874 2.588.384

FATES (Resultados Atos Com Associados) 4.019.766 4.866.341

Fundo de Reserva 36.177.893 44.019.132

Fundo para Manutenção do Capital de Giro Próprio 21.253.537 26.659.278

Sobras à Disposição da AGO 18.944.121 22.004.130

TOTAL DAS DESTINAÇÕES 83.311.191 100.137.265

40 REVISTA

Março/2018


ATIVO TOTAL (bilhão R$)

LIQUIDEZ IMEDIATA

2015 2016 2017

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (milhão R$)

2015

2016 2017

LIQUIDEZ CORRENTE

2015

2016 2017

SOBRAS LÍQUIDAS (milhão R$)

2015

2016 2017

2015

2016 2017

LIQUIDEZ GERAL

RECEITA GLOBAL (milhão R$)

2015

2016 2017

2015

2016 2017

Março/2018 REVISTA 41


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CREDICOAMO LANÇA

INTERNET BANKING/MOBILE

Com o slogan “Você com a

gente, sempre”, a Credicoamo

Crédito Rural Cooperativa

lança para beneficiar seus

mais de 18 mil cooperados a operação

do Internet Banking/Mobile

Credicoamo. Por meio deste novo

serviço eles poderão realizar consultas

e transações financeiras de

um jeito simples, prático e seguro.

Para isso, basta baixar o aplicativo

no smartphone ou tablet, cadastrar

a senha de internet e liberar o

dispositivo em uma das 43 agências

de relacionamento da cooperativa

no Estados do Paraná, Santa

Catarina e Mato Grosso do Sul.

Além disso, o cooperado pode

acessar o Internet Banking Credi-

coamo do seu próprio computador

ou notebook, diretamente do

navegador, pelo endereço www.

credicoamo.com.br.

O sistema piloto do Internet

Banking/Mobile Credicoamo está

em operação por vários cooperados

na fase piloto desde o dia 21 de

março atendendo ao plano de atividades

aprovado pela Assembleia

Geral em 27 de fevereiro deste ano.

Após a fase inicial que servirá

para homologação final dos

serviços disponibilizados, os cooperados

irão receber via celular

comunicado para procurar suas

agências de relacionamento e fazer

a adesão ao mais novo serviço

da Credicoamo.

“O Internet Banking é um

marco na história da Credicoamo

oferecendo aos cooperados

a disponibilização do acesso por

internet para facilitar e agilizar

suas operações financeiras com a

cooperativa, com a certeza de usufruir

de um serviço moderno com

segurança e qualidade”, afirma o

diretor-presidente da Credicoamo,

José Aroldo Gallassini.

Cooperados Emilio Magne Guerreiro Junior e a esposa Stefhany Natália no teste piloto do novo benefício da Credicoamo

Março/2018 REVISTA 43


44 REVISTA

Março/2018


SAFRA DE VERÃO

Até o fechamento desta edição, 85% da área de soja tinha sido colhida

NA ROTA DA COLHEITA

Com a operacionalização da

colheita da safra de verão,

que segue a todo vapor

nas áreas produtoras, a Revista

Coamo foi acompanhar de perto

o andamento da colheita em várias

regiões de atuação da cooperativa

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul. Por onde se passava,

o que mais se via era movimentação

no campo, seja de máquinas

colhendo ou caminhões transportando

a produção. Nas regiões

produtoras de milho de segunda

safra, os campos amarelados com a

palhada da soja já estavam verdes

com as novas plantas que emergiam

e se desenvolviam, ou então,

as plantadeiras que seguiam nos

rastros das colheitadeiras, sem perder

tempo. Tempo aliás, que nesta

safra foi determinante.

Os cooperados da Coamo

não medem esforços quando

o assunto é investimento. Utilizam

insumos de qualidade, planejam o

plantio e fazem os tratos culturais

necessários. Porém, dependem de

algo que não está ao seu alcance

que é o clima. Eles atravessaram

um período difícil desde o plantio,

com excesso de chuvas, e verão

com baixa incidência de luminosidade,

o que alongou o ciclo de

desenvolvimento das plantas.

As previsões de que a

safra seria influenciada pelo La

Niña fraco, com falta de chuvas,

não se concretizaram. Faltou chuva

somente no início do período

de plantio para algumas regiões,

como a Oeste do Paraná, por

exemplo, atrasando a largada do

trabalho. Com isso, os produtores

começaram a colher quase que simultaneamente.

Um fator que está beneficiando

os cooperados é em relação

aos preços, que desde o início

do ano teve valorização tanto

para a soja quanto para o milho. A

alta no valor das commodities está

ocorrendo em decorrência do

longo período de seca na Argentina,

um dos grandes produtores

mundiais de soja ao lado dos Estados

Unidos e Brasil. Os técnicos

argentinos comentam que esta é

a maior estiagem no país nos últimos

30 anos e falam em perdas ao

redor de 10 milhões de toneladas

de soja, que já está refletindo no

mercado externo.

Março/2018 REVISTA 45


Casal Paulo e Ana Cleida e os filhos

Rodrigo e Rogério, acompanham

colheita da soja em Amambai

MÁQUINAS NO CAMPO, ENTRE UMA

CHUVA E OUTRA EM AMAMBAI (MS)

A região Sul do Mato Grosso

do Sul foi a primeira visitada

pela Revista Coamo. No início de

março, máquinas no campo e caminhões

nas estradas mostravam

um trabalho intenso para recolher

a safra. Os cooperados aproveitavam

os intervalos entre uma chuva

e outra para retirar o máximo de

grãos das lavouras.

A família Augusto montou

uma grande operação de trabalho

na Fazenda Pontal, em Amambai.

Três colheitadeiras cortavam a lavoura

enquanto diversos caminhões

transportavam os grãos até a

cooperativa, tudo acompanhado de

perto pelo casal Paulo e Ana Cleida

e os filhos Rodrigo e Rogério.

Foram cultivados neste

ano um total de 372 alqueires com

a oleaginosa. De acordo com Rogério,

o plantio atrasou de dez a

15 dias em função da falta de chuva.

Durante o desenvolvimento da

lavoura, o clima transcorreu de forma

regular. “O maior problema foi

com a colheita, devido ao excesso

de chuva. Além da dificuldade de

colher, temos outra situação que é

a demora para entregar a produção,

já que os grãos estão saindo

da propriedade com umidade alta

e demora para secar. O caminhão

fica na fila e trava os trabalhos na

roça. Outra preocupação é com a

perda de qualidade dos grãos.”

Em relação a produtividade,

o cooperado revela que esta

normal, entre 155 e 160 sacas por

alqueire. “Tínhamos expectativa

de uma supersafra, mas o clima

não contribuiu para que isso acontecesse.

Contudo, ainda estamos

tendo uma boa produtividade. O

momento agora é de correr contra

o tempo e aproveitar os períodos

sem chuva”, destaca.

Outro ponto de preocupação

é com a safrinha de milho,

que teve um atraso em mais de

15 dias de início do plantio. De

acordo com o engenheiro agrô-

Cooperados aproveitam janela sem chuva para colheita

46 REVISTA

Março/2018


SAFRA DE VERÃO

nomo Fábio Alves, encarregado

do departamento Técnico da

Coamo em Amambai, no mesmo

período do ano passado 80%

da área de soja estava colhida,

contra cerca de 50% neste ano e

toda a área de milho safrinha já

estava semeada.

Alves explica que as lavouras

de soja sofreram com longos

períodos de chuva e pouca

luminosidade, retardando o ciclo

e, consequentemente, atrasando

a colheita. “Visualmente, as

lavouras apresentavam uma melhor

produtividade, mas mesmo

assim, diante de tantas adversidades,

acreditamos que fecharemos

com uma das melhores médias

do município. Isso é graças aos

investimentos realizados pelos

cooperados ao longo dos anos.

Na Fazenda Pontal, por exemplo,

em mais de 50% da área já foi

realizada agricultura de precisão.

O cooperado vem fazendo a sua

parte e seguindo as recomendações

técnicas para que alcance

todo o potencial produtivo. Infelizmente,

algumas vezes o clima

não contribui tanto, mas isso é

uma questão que não podemos

controlar.”

"MELHOR CHUVA

DO QUE SOL,

CHUVA DÁ VIDA”,

MARTIM ARAÚJO,

DE CAARAPÓ (MS)

"Foi um ano atípico. Faltou chuva para plantar e depois veio muita água. Ainda assim

a safra transcorre de forma normal." Cooperado Martim Flores de Araújo, de Caarapó (MS)

Outro cooperado que

aproveitou a janela de sol para

intensificar o trabalho foi Martim

Flores de Araújo, de Caarapó. A

propriedade com 170 alqueires

de soja fica em Dourados. A colheita

atrasou em comparação ao

ano passado e o motivo também

foi o clima. “Foi um ano atípico.

Faltou chuva para plantar e depois

veio muita água. Ainda assim a

safra transcorre de forma normal.

Como dizia meu pai: melhor chuva

do que sol, chuva dá vida”, comenta.

A produtividade média na

Fazenda Aurora foi de 150 sacas

por alqueire. “Não houve perda

de qualidade e estamos com uma

quantidade de grãos excelente. O

que incomoda um pouco é a parte

operacional, já que tivemos de esperar

os intervalos entre uma chuva

e outra para colher. Temos que

administrar e saber lidar quando

Março/2018 REVISTA 47


SAFRA DE VERÃO

COOPERADOS NÃO MEDEM ESFORÇOS QUANDO O ASSUNTO É INVESTIMENTO. UTILIZAM

INSUMOS DE QUALIDADE, PLANEJAM O PLANTIO E FAZEM OS TRATOS CULTURAIS NECESSÁRIOS

as coisas não saem do jeito que a gente quer”, pondera

Araújo.

O engenheiro agrônomo André Miguel Vargas,

do Detec da Coamo em Caarapó, revela que,

de maneira geral, os cooperados colheram uma boa

safra, com produtividades entre 145 e 193 sacas por

alqueire. “A chuva durante a colheita trouxe preocupação

e atrapalhou o trabalho no campo, mas ainda

assim conseguimos uma boa safra”, diz.

Martim de Araújo,

de Caarapó (MS)

MÉDIA ACIMA DO ESPERADO EM SÃO JOÃO DO IVAÍ (PR)

Quando recebeu a equipe

de reportagem da Revista Coamo,

o cooperado Paulo Cesar Luiz, de

São João do Ivaí (Centro-Norte do

Paraná), já havia terminado a colheita

de soja em sua área e prestava

serviço em outra propriedade.

A média nos 39 alqueires de

soja fechou em 150 sacas. “Mesmo

com todos os transtornos que

tivemos ainda fechamos com uma

boa média. Ficou acima do que

imaginávamos durante o ciclo da

lavoura.”

Ele conta que vem seguindo

as orientações da assistência

técnica da Coamo e investindo

em tecnologias e sistemas

de produção para melhorar a

produtividade. “Não controlamos

o clima, mas se a planta estiver

bem nutrida supera melhor

as adversidades.”

O plantio da safrinha

também atrasou. Contudo, as

plantas seguem em desenvolvimento

e o cooperado espera

Média nos 39 alqueires de soja do cooperado Paulo Cesar

Luiz, de São João do Ivaí (PR), fechou em 150 sacas

48 REVISTA

Março/2018


SAFRA DE VERÃO

uma boa produção. “A expectativa é boa. Tudo

depende do clima, se não esfriar muito cedo

teremos uma boa safra.”

Conforme o engenheiro agrônomo Lucas

Ricardo Vanzzo, do Detec da Coamo em

São João do Ivaí, o desenvolvimento da safra

se mostrava abaixo do que foi colhido. “No final,

a produtividade nos surpreendeu. Diante

do atraso no plantio, excesso de chuva e falta

de luminosidade, ainda assim podemos dizer

que a safra foi boa.”

Paulo Cesar Luiz com o agrônomo Lucas Ricardo Vanzzo

COLHEITA COM OLHO NO CLIMA, EM LUIZIANA (PR)

Sem perder tempo com

a colheita e de olho na previsão

climática, o cooperado Inácio Monegat,

de Luiziana (Centro-Oeste

do Paraná), trabalhava de forma

intensa para retirar do campo o

máximo possível da produção

antes de mais uma chuva que se

aproximava. A produtividade oscilou

de 130 a 175 sacas nos 285

alqueires ocupados com a soja.

Monegat observa que no início da

safra, a lavoura sofreu com doenças

de raiz e fungos, fazendo com

que as plantas demorassem para

arrancar.

O atraso na colheita da

soja fez com que o cooperado

mudasse totalmente o planejamento

para a segunda safra, que

seria com milho e trigo. O trigo

está mantido e até ganhará mais

área, enquanto que o milho safrinha

não será mais cultivado.

“Por mais que se planeje, nem

sempre sai como a gente quer.

Temos que nos adaptar com as

adversidades, fazer a nossa parte

e acreditar que teremos um bom

retorno.”

O engenheiro agrônomo

Alessandro Vitor Zancanella, do

Detec da Coamo em Luiziana, recorda

que o clima frio e chuvoso

fez com que as plantas demorassem

para sair do chão. “Foi uma

germinação lenta. Tivemos 30

dias de chuva - 15 de dezembro

a 15 de janeiro - que atrapalhou

o desenvolvimento das lavouras

mais adiantadas.” As primeiras

áreas colhidas no município renderam

entre 140 e 150 sacas,

e as mais tardias de 170 a 175

sacas por alqueire. “A produtividade

média está 10% menor do

que no ano passado. Porém, o

preço está melhor.”

Fica a lição de que por mais

que se planeja, nem sempre sai

como a gente quer", Inácio Monegat,

de Luiziana (PR)

Março/2018 REVISTA 49


SAFRA DE VERÃO

LIMITAÇÕES E

CARACTERÍSTICAS

DA ALTITUDE DE

PALMAS (PR)

Em Palmas (PR), os cooperados Ricardo e Jucelito Bordin, filho e pai, estão colhendo um resultado positivo

A expectativa era de uma

safra com pouca chuva e ficou

bem longe disso, também, na

região Sudoeste do Paraná. Em

Palmas, os cooperados Jucelito

e Ricardo Bordin, pai e filho, estão

colhendo um resultado positivo.

São cerca de 372 alqueires

de soja cultivados. Devido as

condições climáticas, o ciclo se

alongou, mais nada que interferisse

no rendimento. “Estamos

em uma região com altitude de

mais de mil metros e não fazemos

uma segunda safra. Esses

dias a mais não atrapalham nosso

planejamento e percebemos

um grão mais pesado e com

mais qualidade. O ciclo mais

longo traz uma incidência de

doença e lagartas, mas fazendo

os tratos culturais a lavoura fica

sadia”, assinala Ricardo.

Investimento em tecnologia

é palavra de ordem para a

família Bordin, que utiliza tudo o

que precisa para obter os bons

resultados. “Escolhemos os melhores

produtos, fazemos as aplicações

na hora certa e utilizamos

bons maquinários. Sabemos que

o que define a safra, é o clima, mas

fazemos a nossa parte”, destaca Ricardo.

Jucelito Bordin observa

que o ano será ainda melhor

porque o preço da soja está reagindo

em comparação ao ano

passado. “Além da boa produtividade,

estamos com preços

melhores. Da porteira para dentro,

fazemos a nossa parte, mas

para fora ainda faltam alguns

ajustes. Ainda bem que temos a

Coamo como grande parceira,

oferecendo opções de comercialização

e segurança para receber

nossa safra.”

O engenheiro agrônomo

Alcione Dalla Giacomassa, do Detec

da Coamo em Palmas, revela

50 REVISTA

Março/2018


SAFRA DE VERÃO

que os trabalhos na região devem se prolongar

até o final de abril. Ele destaca que o

município tem as suas limitações e características

por causa do clima. “Estamos em altitude

elevada, acima de mil metros, e isso

traz alguns benefícios e outras implicações.

Nesta safra tivemos problemas com mofo

branco, em função da temperatura favorável

para a doença. Mas, no geral a safra

será boa.”

Investimento em tecnologia é palavra de ordem para a família Bordin

TRABALHO A TODO VAPOR EM GUARAPUAVA (PR)

O cooperado Carlos Luhm,

de Guarapuava (Centro-Sul do Paraná),

começou a colheita da safra de

verão pelo milho. A expectativa era

de um rendimento médio de cerca

de 480 sacas por alqueire e fechou

com pouco mais de 420 sacas por

alqueire. Já em relação a soja, ainda

não há fechamento da safra. A primeira

carga colhida pelo cooperado

foi de 172 sacas e depois caiu para

145, em uma área de cerca de dez

alqueires. “A produção ficou abaixo

do esperado. O clima transcorreu

bem, com boa umidade e utilizamos

uma boa tecnologia. Vamos esperar

o final para computar todos os dados

e ver o que aconteceu.”

Em relação ao ano passado,

atrasou cerca de dez dias para

iniciar a colheita. “Parte da lavoura

plantamos já no início da janela.

Depois veio a chuva e paralisou os

trabalhos alongando o ciclo.”

O engenheiro agrônomo

Adalberto Roque Ragugneti, do

Detec da Coamo em Guarapuava,

observa que, de maneira geral,

o clima ajudou as lavouras da

região. “Havia previsão de pouca

chuva, mas houve o inverso. Porém,

o tempo chuvoso e de temperaturas

mais baixas fez com que

algumas áreas sofressem com

mofo branco, prejudicando o desenvolvimento,

principalmente as

plantadas mais cedo.” De acordo

com o agrônomo, a colheita deverá

seguir até o final de abril.

Cooperado Carlos Luhm, de Guarapuava (PR),

começou a colheita da safra de verão pelo milho

Março/2018 REVISTA 51


"Nossa empresa a céu aberto nos

proporcionou essa dificuldade neste ano.

Se não utilizássemos alta tecnologia,

fizéssemos o manejo correto, seria ainda

pior o resultado”, avalia o cooperado

Roberto Scholz, de Toledo (PR)

QUEDA DE PRODUTIVIDADE NA REGIÃO OESTE DO PR

Na área de ação da Coamo, a região que

mais sofreu foi o Oeste do Paraná. Tradicionalmente,

é a que abre o período de plantio no verão. Nesta

safra houve antecipação em cerca de dez dias para a

semeadura, dentro do zoneamento e vazio sanitário.

Porém, devido à falta de chuva, o trabalho de forma

mais intensa só ocorreu nos últimos dias de setembro.

Foi nesse período que o cooperado Roberto

Scholz, de Toledo, levou as máquinas para o campo.

Ele conta que algumas variedades foram

plantadas fora da época e para atrapalhar ainda mais,

outubro foi um mês bastante chuvoso. “Foram 15 mm

em média por dia. No final de outubro choveu 300

mm em uma noite. Depois, em novembro, foram 27

dias de seca e em dezembro voltou a chover atrapalhando

as aplicações. O reflexo foi a queda na produção

entre 30 e 50 sacas de média no município. No

meu caso, foram em torno de 35 sacas a menos em

comparação ao ano passado.”

A tecnologia empregada na safra, segundo

Scholz, foi de ponta, com a expectativa de colher

todo o potencial produtivo. “A nossa empresa a céu

aberto nos proporcionou essa dificuldade neste ano.

Se não utilizássemos alta tecnologia e fizéssemos o

manejo correto, seria ainda pior o resultado”, avalia.

Uma novidade na área do cooperado nesta

safra foi o plantio de milho verão em um pequeno lote

da propriedade. O grão foi cultivado em outubro, depois

do plantio da soja e teve um resultado satisfatório.

Já a área de safrinha de milho sofreu uma redução em

torno de 30%. “Passou do limite para o plantio. A área

em que entraria milho, está sendo ocupada com brachiária

para cobertura.”

O engenheiro agrônomo Itamar Suss, encarregado

do Detec da Coamo em Toledo, recorda que

a região vem de uma boa safra em 2016/2017 e a expectativa

para esse ano também era boa. “Os diversos

fatores climáticos fizeram com que a produção ficasse

abaixo da expectativa e do potencial. Houve emprego

de alta tecnologia, mas a agricultura não depende

disso. Tem um ponto fundamental que é o clima”, diz.

A queda na produtividade da soja em Toledo

é estimada em 20%. A área de milho safrinha sofreu

uma redução próxima de 20%. As áreas serão ocupadas

com trigo ou aveia e brachiária para cobertura.

Novidade foi o plantio de milho verão em uma pequena área da propriedade

52 REVISTA

Março/2018


SAFRA DE VERÃO

MILHO E SOJA

COM BOA

PRODUTIVIDADE

NO OESTE DE SC

Na região Oeste de Santa

Catarina, a expectativa se mantém

otimista. O clima também influenciou

no desenvolvimento da safra,

mas nada que pudesse desanimar

os agricultores. O cooperado Jairo

Eduardo Zimmermann, de Xanxerê,

já finalizou a colheita de milho e o

trabalho com a soja segue. A Fazenda

Brasão fica em Bom Jesus, município

vizinho a Xanxerê, uma região

cercada por belezas naturais e boa

produtividade nas lavouras. E neste

ano não está sendo diferente.

Em comparação ao ano

passado o ciclo se alongou entre 10

a 15 dias. “Não fechamos ainda, mas

temos relatos de colegas que produziram

até mais de 200 sacas de soja

por alqueire. Nossa meta é fechar

em 170. Elaboramos o plano de insumos

para 180 sacas, mas 170 já

está muito bom.” No caso do milho,

o planejamento era de colher 484

sacas. “Tanto a safra de soja quanto

Jairo Eduardo Zimmermann, de Xanxerê

Cooperado Jairo Eduardo Zimmermann, de

Xanxerê (SC), já finalizou a colheita de milho

e o trabalho com a soja segue a todo vapor

a de milho se comportaram de maneira

diferente esse ano. Os eventos

climáticos que definiram as médias,

em torno de 15 a 20% a menos em

comparação ao ano passado.”

Todo ano Zimmermann

adota o sistema de rotação de culturas.

No verão, a área que estava com

soja passa a ter milho, e no outro ano

o inverso. Já na safra de inverno, a

área receberá aveia para cobertura.

O engenheiro agrônomo

Ezequiel Segatto, do Detec da

Coamo em Xanxerê, observa que o

preço do milho está compensando

a pequena diminuição de produtividade.

“Temos na região, vários

cooperados adeptos ao cultivo

de milho no verão e alguns, como

é o caso do Jairo, que cultiva 50%

da área com o grão. Nesse sentido,

observamos que a rotação de

culturas ajudou a amenizar as possíveis

perdas provocadas pela adversidade

climática”, diz.

O agrônomo revela que a

média histórica de soja na região

gira em torno de 145 e 157 sacas

por alqueire. “Partindo desses

números vemos os cooperados

colhendo entre 165 e 180 sacas

de soja por alqueire, com alguns

casos passando de 200 sacas. Então,

estamos com uma boa safra

e até acima do esperado, levando

em conta o clima bastante chuvoso

e de temperaturas baixas”, assinala

Segatto.

Março/2018 REVISTA 53


SAFRA DE VERÃO

Clima que beneficia as lavouras

dos irmãos Nelson e Danilo

Martini, em Abelardo Luz (SC)

SAFRA CHEIA NA CAPITAL

NACIONAL DA SEMENTE DE SOJA

Nelson e Danilo Martini avaliam lavoura com o agrônomo Almir José Schaedler

Em Abelardo Luz, município

que faz fronteira com o Sudoeste

paranaense, os irmãos

Nelson e Danilo Martini também

colhem uma boa safra. “Esperamos

fechar com uma boa produtividade,

na faixa de 180 sacas

por alqueire. Foi um bom ano, já

que não faltou chuva e as pragas

e doenças foram controladas”, comenta

Nelson.

Ele lembra que a região é

conhecida como a capital da semente

de soja, justamente pelo

clima que beneficia as lavouras.

“Só precisamos fazer a nossa parte,

seguindo as recomendações

técnicas. Não temos que reclamar.

Estamos contentes com o resultado”,

destaca Nelson.

Na safra passada os irmãos

fecharam com uma produtividade

média de 190 sacas por alqueire.

“No ano passado, o preço

não ajudou muito, mas nesta safra

estamos comercializando melhor.”

Conforme o engenheiro

agrônomo Almir José Schaedler,

do Detec da Coamo em Abelardo

Luz, o clima influenciou para o

bom desenvolvimento da safra na

região. “A colheita está seguindo

dentro da normalidade. Os cooperados

estão aproveitando bem

os dias de sol e retirando do campo

uma boa safra de soja.”

54 REVISTA

Março/2018


PLANO AGRÍCOLA

SISTEMA COOPERATIVISTA ENCAMINHA

PROPOSTAS AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

As sugestões das cooperativas

brasileiras ao Plano

Agrícola e Pecuário

(PAP) da safra 2018/19 foram encaminhadas,

no dia 21 de março,

ao diretor do Departamento de

Crédito e Estudos Econômicos

da Secretaria de Política Agrícola

do Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento (Mapa),

Wilson Vaz de Araújo. “O setor

agropecuário tem um grande

peso na sustentação da economia

brasileira, especialmente

neste cenário de crise. E as cooperativas

atuam fortemente nesta

área. Desta forma, estamos encaminhando

nossas demandas

com a expectativa de contar com

o apoio do Mapa para que possamos

continuar desenvolvendo

nossas atividades com eficiência”,

afirma o presidente do Sistema

Ocepar, José Roberto Ricken.

Ao todo, as cooperativas

brasileiras listaram nove

tópicos, com proposições de

ajustes nas normas de crédito

rural, entre as quais, a redução

das taxas de juros em três pontos

percentuais; a inserção da

atividade de piscicultura integrada

entre as linhas de financiamento;

a manutenção dos

atuais níveis de exigibilidades

para depósitos à vista em 34%;

a ampliação dos recursos do

Programa de Desenvolvimento

Cooperativo para Agregação de

Valor à Produção Agropecuária

(Prodecoop) para R$ 2 bilhões

e o limite de financiamento

para as cooperativas singulares

dos atuais R$ 150 milhões para

R$ 200 milhões e para R$ 400

milhões para as cooperativas

centrais, federações e confederações;

o aumento dos recursos

destinados ao Programa para

Construção e Ampliação de Armazéns

(PCA) para R$ 2 bilhões

e, ainda, a não limitação dos

volumes de financiamento para

os empreendimentos cooperativos;

a inclusão da armazenagem

de produtos frigorificados

como item financiável; a previsão

de R$ 1,2 bilhão ao Programa

de Seguro Rural para o ano

civil de 2019, com cronograma

de liberação de recursos considerando

o calendário agrícola e

o estabelecimento dos percentuais

de subvenção do governo

federal ao prêmio do seguro

agrícola para 50% (soja); 60%

(milho) e 70% (trigo), entre outros

itens.

O documento “Propostas

do Sistema Cooperativista

para o Plano Agrícola e Pecuário,

2018/19” foi elaborado a partir

de discussões realizadas pela

equipe técnica da Organização

das Cooperativas Brasileiras

(OCB ) e de suas Unidades Estaduais

e Federações e por diretores,

superintendentes e gerentes

financeiros de cooperativas distribuídas

nas diversas regiões

brasileiras, com participação da

Coamo e Credicoamo.

PRINCIPAIS TÓPICOS PROPOSTOS

Redução das taxas de juros em três pontos percentuais;

Inserção da atividade de piscicultura integrada entre

as linhas de financiamento;

Manutenção dos atuais níveis de exigibilidades para

depósitos à vista em 34%;

Ampliação dos recursos do Programa de Desenvolvimento

Cooperativo para Agregação de Valor à Produção

Agropecuária (Prodecoop) para R$ 2 bilhões e o

limite de financiamento para as cooperativas singulares

dos atuais R$ 150 milhões para R$ 200 milhões

e para R$ 400 milhões para as cooperativas centrais,

federações e confederações;

Aumento dos recursos destinados ao Programa para

Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para R$ 2

bilhões e, ainda, a não limitação dos volumes de financiamento

para os empreendimentos cooperativos;

Inclusão da armazenagem de produtos frigorificados

como item financiável;

Previsão de R$ 1,2 bilhão ao Programa de Seguro Rural

para o ano civil de 2019, com cronograma de liberação

de recursos considerando o calendário agrícola

e o estabelecimento dos percentuais de subvenção do

governo federal ao prêmio do seguro agrícola para

50% (soja), 60% (milho) e 70% (trigo)

A íntegra do documento está disponível

no site do Sistema Ocepar:

www.paranacooperativo.coop.br/

Março/2018 REVISTA 55


56 REVISTA

Março/2018


CURSOS SOCIAIS

CURSOS SOCIAIS COM ALIMENTOS COAMO

Os cursos sociais da Coamo em parceria

com os Serviço Nacional de Aprendizagem

do Cooperativismo (Sescoop) são

realizados em toda a área de ação da cooperativa

para cooperadas, esposas e filhas de cooperadas.

Quando o assunto é culinária, o segredo para

o preparo de pratos deliciosos são os Alimentos

Coamo.

Nos cursos abaixo foram utilizados diversos

produtos da linha alimentícia da Coamo. É a certeza

da origem do alimento que está sendo utilizado,

aliando qualidade e sabor com economia.

Cozinhando na Panela de Pressão, em Boa Ventura de São Roque (Centro do PR)

Curso de Tortas Finas, em Juranda (Centro-Oeste do Paraná)

Chocolate Artístico, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

Culinária Oriental, em Pitanga (Centro do Paraná)

Culinária Alternativa, em Santa Maria do Oeste (Centro do Paraná)

Bolos e tortas de liquidificador, em São Pedro do Iguaçu (Oeste do Paraná)

Chocolate artístico, em Vila Nova (Oeste do Paraná)

Assados de Massas Caseiras, em Caarapó (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Março/2018 REVISTA 57


Bolo de café

com chocolate

Ingredientes

Massa:

1 xícara de Margarina Coamo Extra Cremosa derretida

3 xícaras de açúcar

1 xícara chocolate em pó

2 xícaras de Café Coamo Extraforte preparado

4 xícaras de Farinha de Trigo Anniela

1 colher (sopa) fermento em pó

4 ovos separados (gema e clara)

Cobertura:

2 colheres(sopa) Margarina Coamo Extra Cremosa

1 lata leite condensado

1 gema peneirada

1 xícara Café Coamo Extraforte

4 colheres (sopa) chocolate em pó

Modo de preparo

Massa: Bata as gemas com a margarina e o açúcar até ficar um

creme claro. Adicione o chocolate em pó e o café coado bem forte

e continue batendo, acrescente a farinha, o fermento e por último

as claras em neve, misture delicadamente. Leve ao forno em forma

média untada e asse por 30 minutos.

Cobertura: Em uma panela coloque a margarina, o leite

condensado, a gema peneirada, o chocolate em pó e o café. Leve

ao fogo sem parar de mexer e deixe cozinhar até ficar cremoso.

Despeje o creme ainda quente sobre o bolo.

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

58 REVISTA

Março/2018

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