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Revista Coamo - Março de 2018

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CREDICOAMO TEM SOBRAS LÍQUIDAS DE R$ 83,31 MILHÕES<br />

www.coamo.com.br<br />

MARÇO/<strong>2018</strong> ANO 44<br />

EDIÇÃO 478<br />

FIDELIZA COAMO<br />

Cooperativa lança<br />

programa que transforma<br />

participação dos<br />

cooperados em prêmios<br />

RAIO X DA SAFRA<br />

<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong> mostra<br />

o andamento da<br />

colheita em várias<br />

regiões do PR, SC e MS<br />

PESQUISA<br />

TRINTENÁRIA<br />

Encontro <strong>de</strong> Verão <strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental completou 30<br />

edições, com um evento que teve a participação recor<strong>de</strong> dos cooperados


EXPEDIENTE<br />

Órgão <strong>de</strong> divulgação da <strong>Coamo</strong><br />

Ano 44 | Edição 478 | <strong>Março</strong> <strong>de</strong> <strong>2018</strong><br />

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO<br />

Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos: iduarte@coamo.com.br<br />

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br<br />

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br<br />

Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br<br />

Contato: (44) 3599-8126/3599-8129<br />

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos<br />

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,<br />

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos<br />

Edição <strong>de</strong> fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima<br />

Colaboração: Gerência <strong>de</strong> Assistência Técnica e Milena Luiz Corrêa<br />

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento <strong>de</strong> Negócios Publicitários Ltda<br />

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457<br />

É permitida a reprodução <strong>de</strong> matérias, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que citada a fonte. Os artigos assinados<br />

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>.<br />

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA<br />

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460<br />

www.coamo.com.br - coamo@coamo.com.br<br />

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presi<strong>de</strong>nte: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presi<strong>de</strong>nte: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº<br />

Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro <strong>de</strong> Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira <strong>de</strong> Godoy, João Marco<br />

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.<br />

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Ven<strong>de</strong>lino Paulo<br />

Graf (Suplentes).<br />

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;<br />

Técnico: Aquiles <strong>de</strong> Oliveira Dias.<br />

Extensão Territorial: 4,5 milhões <strong>de</strong> hectares. Capacida<strong>de</strong> Global <strong>de</strong> Armazenagem: 6,41 milhões <strong>de</strong> toneladas. Receita Global <strong>de</strong> 2016: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas<br />

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />

3


COAMO SUMÁRIO E UNIZEB GOLD: SEMPRE JUNTOS<br />

FAZENDO A DIFERENÇA PARA O PRODUTOR.<br />

44<br />

Fazer parte do portfólio da maior cooperativa agrícola do país é uma honra.<br />

Unizeb Gold é reconhecido como o fungicida multissítio <strong>de</strong> verda<strong>de</strong>, a<br />

ferramenta que ajuda a fazer a diferença no controle da ferrugem e no<br />

manejo da resistência.<br />

Assim como a COAMO faz a diferença para a agricultura brasileira.<br />

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4 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SUMÁRIO<br />

Entrevista<br />

Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretor-presi<strong>de</strong>nte da APPA, fala sobre os trabalhos e <strong>de</strong>safios do<br />

Porto <strong>de</strong> Paranaguá, que em 2017 registrou um aumento <strong>de</strong> 14% na movimentação geral<br />

<strong>Coamo</strong> lança o Programa Fi<strong>de</strong>liza<br />

Programa <strong>de</strong> Fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> da <strong>Coamo</strong> transforma a participação dos cooperados em prêmios. Quanto<br />

mais participar na cooperativa, mais pontos ganha para trocar por prêmios<br />

Mais <strong>de</strong> 250 mil curtidas na fan page dos Alimentos <strong>Coamo</strong><br />

São pessoas <strong>de</strong> todos os cantos do país curtindo as novida<strong>de</strong>s e compartilhando as receitas e<br />

publicações, <strong>de</strong>stacando a preferência pelas marcas <strong>de</strong> confiança que compõe a linha alimentícia<br />

Credicoamo lança Internet Banking/Mobile<br />

Com o novo serviço, associados po<strong>de</strong>rão realizar consultas e transações financeiras <strong>de</strong> um jeito<br />

simples, prático e seguro no computador ou baixando o aplicativo no smartphone ou tablet<br />

08<br />

12<br />

15<br />

43<br />

36<br />

Assembleia da Credicoamo<br />

Associados aprovaram o balanço e a distribuição <strong>de</strong> sobras do exercício <strong>de</strong> 2017. A receita<br />

global foi <strong>de</strong> R$275,61 milhões, proporcionando sobras no valor <strong>de</strong> R$ 83,31 milhões<br />

Na rota da colheita<br />

Com a colheita da safra <strong>de</strong> verão, que segue a todo vapor, a <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong> foi acompanhar <strong>de</strong><br />

perto o andamento da colheita em várias regiões <strong>de</strong> atuação da cooperativa no Paraná, Santa<br />

Catarina e Mato Grosso do Sul<br />

45<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />

5


A SUA MELHOR SAFRA<br />

COMEÇA COM A ESCOLHA<br />

DO MELHOR FERTILIZANTE.<br />

Só a Mosaic tem MicroEssentials ® , o fertilizante premium que une<br />

três po<strong>de</strong>rosos nutrientes num único grânulo, garantindo equilíbrio<br />

perfeito na lavoura, maior produtivida<strong>de</strong> e rentabilida<strong>de</strong>.<br />

Fósforo<br />

Nitrogênio<br />

Dois tipos<br />

<strong>de</strong> enxofre<br />

Forte como suas raízes.<br />

Conheça a história <strong>de</strong> alguns dos produtores<br />

rurais mais tecnificados do país.<br />

mosaicnossasraizes.com.br


EDITORIAL<br />

TECNOLOGIA, CRÉDITO RURAL E<br />

NOVOS BENEFÍCIOS AOS ASSOCIADOS<br />

Esta é uma edição tradicional<br />

da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>. Todos os<br />

anos trazemos aos leitores,<br />

novida<strong>de</strong>s nos campos da tecnologia<br />

e da pesquisa, com a cobertura<br />

do Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />

da Fazenda Experimental, e no<br />

cooperativismo <strong>de</strong> crédito com os<br />

bons resultados da Credicoamo.<br />

Porém, a edição <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, apresenta<br />

ainda o lançamento <strong>de</strong> dois<br />

novos importantes serviços para a<br />

melhoria da renda e produtivida<strong>de</strong><br />

dos associados.<br />

Entre os lançamentos disponíveis<br />

aos associados a partir <strong>de</strong><br />

abril está a Internet Banking/Mobile<br />

da Credicoamo - um benefício<br />

que permitirá realizar consultas e<br />

transações financeiras <strong>de</strong> um jeito<br />

seguro, simples e prático. Seja<br />

no seu próprio computador ou<br />

notebook, diretamente no site da<br />

Credicoamo, ou pelo aplicativo no<br />

smartphone ou tablet. Este novo<br />

serviço oferecido é um marco na<br />

história da cooperativa, que está<br />

sempre atenta a evolução para facilitar<br />

as operações para seus mais<br />

<strong>de</strong> 18 mil associados.<br />

Com satisfação, novamente<br />

o <strong>de</strong>sempenho da Credicoamo<br />

foi positivo. Os números do<br />

balanço 2017 foram aprovados<br />

pelos associados em assembleia,<br />

registrando sobras líquidas <strong>de</strong> R$<br />

83,31 milhões, colocando a cooperativa<br />

como referência e entre<br />

as principais instituições do segmento<br />

Crédito no país.<br />

Outro benefício da <strong>Coamo</strong><br />

que será disponibilizado aos<br />

associados em abril é o Programa<br />

Fi<strong>de</strong>liza - um programa <strong>de</strong> relacionamento<br />

que vai dar prêmios<br />

e valorizar o quadro social. O programa<br />

atribuirá pontos por cada<br />

aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> fornecimento<br />

na cooperativa, que posteriormente<br />

po<strong>de</strong>rão ser trocados por<br />

produtos ou serviços, consultados<br />

nos entrepostos ou visualizados<br />

em lista no site da cooperativa.<br />

O programa Fi<strong>de</strong>liza incrementa<br />

os benefícios que a <strong>Coamo</strong><br />

já oferece aos associados. Desta<br />

maneira, o cooperado com movimentação<br />

integral terá o valor máximo<br />

do fator <strong>de</strong> conversão dos<br />

pontos e na troca por produtos<br />

e serviços. Quanto maior for sua<br />

participação maior será a sua premiação<br />

como fruto da sua atuação<br />

na <strong>Coamo</strong>.<br />

Destacando tecnologia<br />

e evolução, comemoramos anos<br />

<strong>de</strong> pesquisa e difusão tecnológica<br />

com o 30º Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />

da Fazenda Experimental<br />

<strong>Coamo</strong>. Um evento pioneiro<br />

e consolidado junto aos cooperados<br />

e pesquisadores dos mais<br />

importantes institutos <strong>de</strong> pesquisa<br />

agropecuária do Brasil.<br />

É uma universida<strong>de</strong> com<br />

laboratório a céu aberto reunindo<br />

o que há <strong>de</strong> melhor em tecnologias<br />

e pesquisa para impulsionar o<br />

uso e incremento <strong>de</strong> tecnologias,<br />

produtivida<strong>de</strong>s e a prática sustentável<br />

nos campos dos cooperados<br />

para produzir alimentos com rastreabilida<strong>de</strong><br />

e sustentabilida<strong>de</strong>.<br />

A diretoria da <strong>Coamo</strong> parabeniza<br />

cooperados, pesquisadores<br />

e técnicos da cooperativa,<br />

que contribuíram ao longo <strong>de</strong>sses<br />

30 anos na participação, organização<br />

e realização <strong>de</strong>ste importante<br />

evento tecnológico que está sempre<br />

na vanguarda da pesquisa<br />

brasileira, gerando excelentes resultados.<br />

"Novamente o<br />

<strong>de</strong>sempenho da<br />

Credicoamo foi positivo.<br />

Os números do balanço<br />

2017 foram aprovados<br />

pelos associados em<br />

assembleia, registrando<br />

sobras líquidas <strong>de</strong><br />

R$ 83,31 milhões."<br />

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,<br />

Diretor-presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong><br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />

7


ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO<br />

MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE PARANAGUÁ<br />

CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL<br />

Em 2017, a movimentação<br />

geral no Porto <strong>de</strong> Paranaguá<br />

cresceu 14% em comparação<br />

a 2016. O número é praticamente<br />

o dobro do aumento da média nacional<br />

<strong>de</strong> movimentação portuária,<br />

que ficou em 8%. Neste ano, Paranaguá<br />

bateu o recor<strong>de</strong> na exportação<br />

<strong>de</strong> soja (11,4 milhões <strong>de</strong> toneladas),<br />

embarque total <strong>de</strong> grãos (19,4<br />

milhões <strong>de</strong> toneladas) e na movimentação<br />

<strong>de</strong> cargas gerais (10,3<br />

milhões <strong>de</strong> toneladas). O porto ainda<br />

é o lí<strong>de</strong>r nacional na importação<br />

<strong>de</strong> fertilizantes e no embarque <strong>de</strong><br />

carne congelada <strong>de</strong> frango. O principal<br />

<strong>de</strong>stino das cargas que saem<br />

por Paranaguá é a China.<br />

As informações são do diretor-presi<strong>de</strong>nte<br />

da Administração<br />

dos Portos <strong>de</strong> Paranaguá e Antonina<br />

(APPA) Luiz Henrique Tessuti<br />

Dividino. "Nos últimos oito anos,<br />

já foram investidos mais <strong>de</strong> R$ 657<br />

milhões em obras para aumentar a<br />

produtivida<strong>de</strong> do Porto, entre elas<br />

estão as campanhas <strong>de</strong> dragagem,<br />

a troca dos carregadores <strong>de</strong><br />

navios graneleiros (shiploa<strong>de</strong>rs), a<br />

reforma do cais, a construção <strong>de</strong><br />

uma Base <strong>de</strong> Prontidão Ambiental<br />

e reforma nos gates <strong>de</strong> acesso ao<br />

cais", diz o entrevistado do mês na<br />

<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>.<br />

<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>: Qual a missão da<br />

APPA e seus resultados?<br />

Luiz Henrique Tessuti Dividino:<br />

A Administração dos Portos <strong>de</strong> Paranaguá<br />

e Antonina (APPA) nos últimos<br />

anos <strong>de</strong>dicou-se a promover<br />

a recuperação, repotenciamento<br />

e ampliação do Porto <strong>de</strong> Paranaguá.<br />

Esta situação incorporou investimentos<br />

superiores a R$ 624<br />

milhões, a revisão <strong>de</strong> normas e<br />

procedimentos, que resultaram<br />

em ganhos diretos para todos os<br />

terminais portuários.<br />

RC: Qual trabalho foi realizado<br />

para a consolidação da gestão pú-<br />

LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO,<br />

é diretor-presi<strong>de</strong>nte da Administração dos Portos<br />

<strong>de</strong> Paranaguá e Antonina <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2012. Tem mais <strong>de</strong><br />

25 anos <strong>de</strong> experiência no setor portuário, tanto na<br />

administração pública quanto na iniciativa privada.<br />

8 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


lica <strong>de</strong> segurança portuária?<br />

Dividino: A APPA investiu maciçamente<br />

no processo <strong>de</strong> segurança<br />

patrimonial e alfan<strong>de</strong>gária.<br />

Além da atualização do Plano<br />

Local <strong>de</strong> Segurança portuária,<br />

implantou um novo Centro <strong>de</strong><br />

Comando e Controle Operacional<br />

(CCCOM), com a instalação<br />

<strong>de</strong> mais <strong>de</strong> 400 câmeras e centenas<br />

<strong>de</strong> periféricos <strong>de</strong> automação<br />

dos portões <strong>de</strong> acesso. Foram<br />

instalados scanners <strong>de</strong> contêineres,<br />

pallets e <strong>de</strong> bagagens, que<br />

diariamente fiscalizam tudo que<br />

entra e sai do Porto.<br />

RC: Qual tem sido a postura da<br />

AAPA em relação a <strong>de</strong>fesa do porto<br />

público?<br />

Dividino: O Porto <strong>de</strong> Paranaguá,<br />

em função da sua condição geográfica<br />

e características físicas, tem<br />

o DNA do Porto Público. É a nossa<br />

vocação. A equação <strong>de</strong> porto<br />

público com operações privadas,<br />

como é o caso do Terminal da<br />

<strong>Coamo</strong>, é a razão do sucesso e<br />

dos constantes avanços na movimentação<br />

<strong>de</strong> cargas e recor<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

produtivida<strong>de</strong>. Em qualquer cenário,<br />

o cais do porto continuará público.<br />

Preservado o cais público, a<br />

APPA fomenta a instalação <strong>de</strong> novas<br />

empresas no seu entorno para<br />

garantir a concorrência e competitivida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>sejada pelos nossos<br />

clientes, neste caso importadores<br />

e exportadores.<br />

RC: Os portos <strong>de</strong> Paranaguá e Antonina<br />

são importantes corredores<br />

<strong>de</strong> exportação. Qual foi a evolução<br />

registrada nos últimos anos?<br />

Dividino: Nos últimos sete anos,<br />

o Corredor <strong>de</strong> Exportação foi<br />

o terminal graneleiro que mais<br />

recebeu investimentos no País.<br />

Reformamos todo o cais <strong>de</strong> atracação,<br />

dragamos os berços, que<br />

possibilitam aten<strong>de</strong>r maiores navios.<br />

Adquirimos quatro novos<br />

shiploa<strong>de</strong>rs, no lugar <strong>de</strong> antigos<br />

equipamentos da década <strong>de</strong> 70,<br />

com ganhos <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong><br />

em mais <strong>de</strong> 30%. Implantamos<br />

novas moegas, sistemas <strong>de</strong> automação,<br />

melhoramos os níveis<br />

<strong>de</strong> manutenção preventiva. Isso<br />

possibilitou a movimentação do<br />

corredor <strong>de</strong> exportação saltar<br />

<strong>de</strong> 12 milhões <strong>de</strong> toneladas em<br />

2012 para mais <strong>de</strong> 17 milhões <strong>de</strong><br />

toneladas em 2017. Os investimentos<br />

realizados possibilitaram<br />

um novo recor<strong>de</strong> <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />

O navio “Stella Dawn”, no<br />

início <strong>de</strong> março/<strong>2018</strong>, carregou<br />

16,54 mil toneladas <strong>de</strong> grãos no<br />

período <strong>de</strong> seis horas, carga equivalente<br />

a cerca <strong>de</strong> 75 caminhões<br />

por hora <strong>de</strong> operação. No dia 02<br />

<strong>de</strong> março <strong>de</strong>ste ano, recebemos<br />

o maior navio graneleiro que atracou<br />

no Porto - “Jubilant Devotion”<br />

para carregar 87 mil toneladas <strong>de</strong><br />

farelo <strong>de</strong> soja (2.900 carretas <strong>de</strong><br />

30 Ton.) O recor<strong>de</strong> anterior foi o<br />

carregamento do navio “Nord Cetus”,<br />

que levou 84,7 mil toneladas<br />

em 2013.<br />

RC: Como funciona o sistema <strong>de</strong><br />

gestão dos Portos do Paraná?<br />

Dividino: A atual gestão da APPA<br />

tem como premissa o planejamento<br />

participativo, on<strong>de</strong> todos<br />

os terminais são ouvidos, e incluímos<br />

no Conselho da Administração<br />

da APPA representantes da<br />

socieda<strong>de</strong> organizada. Hoje a Fiep<br />

e Faep tem assento no CONSAD,<br />

participando <strong>de</strong> todas as <strong>de</strong>cisões<br />

estratégicas do Porto.<br />

RC: Quais são os próximos <strong>de</strong>safios<br />

do Porto <strong>de</strong> Paranaguá?<br />

Dividino: O Planejamento realizado<br />

pela APPA estabeleceu um<br />

plano <strong>de</strong> ação para expansão e<br />

aperfeiçoamento do Porto para os<br />

próximos 10 anos. Isso vai acontecer.<br />

Ainda temos dois gran<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong>safios a vencer. O maior <strong>de</strong>les é<br />

buscar melhorias para os acessos<br />

terrestres, principalmente a necessida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> implantação <strong>de</strong> uma<br />

nova ferrovia sentido Oeste do<br />

Paraná. Precisamos oferecer alternativas<br />

<strong>de</strong> transportes terrestres<br />

aos nossos clientes. O Governo do<br />

Paraná, lançou no final <strong>de</strong> 2017, o<br />

projeto da Nova Ferroeste, que<br />

com participação da iniciativa privada,<br />

preten<strong>de</strong> conectar a Ferroeste<br />

<strong>de</strong> Dourados no MS até o Porto<br />

<strong>de</strong> Paranaguá, estabelecendo um<br />

novo canal <strong>de</strong> escoamento. O segundo<br />

é conseguir que o Governo<br />

Fe<strong>de</strong>ral conclua os processos dos<br />

novos arrendamentos <strong>de</strong> áreas<br />

para garantir a continuida<strong>de</strong> das<br />

ações da APPA. A APPA propôs a<br />

construção <strong>de</strong> cinco novos terminais<br />

privados. Os projetos estão<br />

na Diretoria <strong>de</strong> Outorgas da Secretaria<br />

Nacional <strong>de</strong> Portos – SNP,<br />

vinculada ao Ministério dos Transportes,<br />

Portos e Aviação Civil. Um<br />

terminal portuário do primeiro <strong>de</strong>senho<br />

até o início das ativida<strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong>mora aproximadamente cinco<br />

anos. A cada dia que passa comprometemos<br />

o futuro. A proposta<br />

da APPA foi incluída no Programa<br />

<strong>de</strong> Parcerias para Investimentos –<br />

PPI, do Governo Fe<strong>de</strong>ral, mas tem<br />

muita dificulda<strong>de</strong> na Secretaria<br />

Nacional <strong>de</strong> Portos - SNP. Estamos<br />

aguardando esta <strong>de</strong>cisão há mais<br />

<strong>de</strong> seis anos. O Plano da APPA é<br />

arrendar três áreas para novos ter-<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />

9


ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO<br />

"AS COOPERATIVAS SÃO O MOTOR DE ESCOAMENTO DO PORTO. ALÉM DE OCUPAR OS<br />

SEUS TERMINAIS PRÓPRIOS DÃO SERVIÇOS PARA OS DEMAIS TERMINAIS PRIVADOS."<br />

minais graneleiros, e duas áreas,<br />

uma para implantação <strong>de</strong> um terminal<br />

<strong>de</strong> produtos florestais e uma<br />

para um novo terminal <strong>de</strong> veículos.<br />

A melhoria dos acessos terrestres,<br />

principalmente ferroviários e<br />

a ampliação da oferta <strong>de</strong> serviços<br />

portuários, mediante arrendamento<br />

do Governo Fe<strong>de</strong>ral serão<br />

os principais <strong>de</strong>safios da próxima<br />

década.<br />

RC: O senhor coor<strong>de</strong>nou a implantação<br />

<strong>de</strong> processos <strong>de</strong> automação<br />

nas áreas operacionais<br />

e <strong>de</strong> gestão do fluxo <strong>de</strong> cargas.<br />

Quais foram estas mudanças?<br />

Dividino: As filas <strong>de</strong> caminhões<br />

em Paranaguá são coisa do passado.<br />

Estamos completando sete<br />

anos sem formação <strong>de</strong> filas na BR<br />

277. O processo <strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nação<br />

e sincronização dos processos<br />

com os principais terminais resultou<br />

neste avanço. Realizamos a<br />

automação <strong>de</strong> vários processos,<br />

a automação <strong>de</strong> balanças, a implantação<br />

<strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong> rádio<br />

frequência, sistemas OCR e hoje<br />

nos comunicamos com os caminhoneiros<br />

via SMS. Investimos na<br />

melhoria das condições do Pátio<br />

<strong>de</strong> Triagem do Porto, com novos<br />

acessos, trocamos a iluminação <strong>de</strong><br />

todo o pátio.<br />

"A APPA investiu em<br />

recursos próprios R$ 624<br />

milhões <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2011 e<br />

investirá mais R$ 200<br />

milhões até o final <strong>de</strong><br />

<strong>2018</strong>, na mo<strong>de</strong>rnização,<br />

ampliação e melhor<br />

capacitação do porto <strong>de</strong><br />

Paranaguá."<br />

RC: Quais os principais investimentos<br />

no Porto <strong>de</strong> Paranaguá?<br />

Dividino: A APPA investiu em recursos<br />

próprios R$ 624 milhões<br />

<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2011 e investirá mais R$ 200<br />

milhões até o final <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, na mo<strong>de</strong>rnização,<br />

ampliação e melhor<br />

capacitação do porto <strong>de</strong> Paranaguá.<br />

O Porto <strong>de</strong> Paranaguá, <strong>de</strong>s<strong>de</strong><br />

2012, atuou pelo restabelecimento<br />

da infraestrutura marítima do com-<br />

10 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


plexo Paranaguá, que ficou anos<br />

sem dragagem. Além <strong>de</strong> manter<br />

os canais <strong>de</strong> acesso nas profundida<strong>de</strong>s<br />

e na geometria <strong>de</strong> projeto,<br />

a dragagem traz ganhos <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />

A conclusão da dragagem<br />

<strong>de</strong> aprofundamento, prevista<br />

para agosto <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, Porto <strong>de</strong> Paranaguá<br />

passará a ofertar mais um<br />

metro <strong>de</strong> profundida<strong>de</strong>, que possibilitará<br />

o carregamento <strong>de</strong> 10 mil<br />

toneladas <strong>de</strong> cargas a mais por navio<br />

ou 800 containers, e com isso,<br />

possibilitará a redução dos custos<br />

<strong>de</strong> fretes marítimos. Os investimentos<br />

resultaram em aumento <strong>de</strong><br />

25% na movimentação <strong>de</strong> cargas<br />

neste período – em 2017, o porto<br />

teve uma alta <strong>de</strong> 14% nas suas operações,<br />

o dobro do crescimento da<br />

média nacional.<br />

RC: Como avalia a aceitação das<br />

normas <strong>de</strong> atracação <strong>de</strong> navios<br />

e da legislação ambiental pelos<br />

usuários e clientes?<br />

Dividino: A expertise do corpo<br />

técnico da APPA, à estreita cooperação<br />

estabelecida com a iniciativa<br />

privada, e a <strong>de</strong>dicação dos<br />

milhares <strong>de</strong> trabalhadores diretamente<br />

envolvidos com a ativida<strong>de</strong><br />

portuária, possibilitaram mudanças<br />

radicais no Porto. As normas<br />

Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretorpresi<strong>de</strong>nte<br />

da Administração dos Portos <strong>de</strong><br />

Paranaguá e Antonina (APPA)<br />

<strong>de</strong> atracação foram atualizadas<br />

<strong>de</strong>pois <strong>de</strong> 20 anos. Hoje são os<br />

terminais portuários que estabelecem<br />

o Planejamento <strong>de</strong> Carregamento<br />

dos Navios, e a partir<br />

disso, consolidam os seus planos<br />

<strong>de</strong> escoamento das cargas do interior<br />

para o Porto. Transferimos<br />

aos terminais privados a condição<br />

<strong>de</strong> fazer o planejamento completo<br />

cabendo a APPA sincronizar os<br />

planos e ativida<strong>de</strong>s. O resultado<br />

disso foi elevar a capacida<strong>de</strong> operacional<br />

<strong>de</strong> fluxo <strong>de</strong> 12 milhões <strong>de</strong><br />

toneladas em 2012 para mais <strong>de</strong><br />

17 milhões <strong>de</strong> toneladas em 2017.<br />

Na área ambiental não foi diferente.<br />

A APPA <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2012, mudou totalmente<br />

seus processos e passou<br />

a adotar a política ambiental como<br />

priorida<strong>de</strong> da empresa. Em 2010,<br />

o Porto <strong>de</strong> Paranaguá foi interditado<br />

por falta <strong>de</strong> licença ambiental<br />

para operar, e em 2017, fomos<br />

eleitos o porto número 01, no índice<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento ambiental<br />

IDA, da Agência Nacional <strong>de</strong><br />

Transportes Aquaviários – ANTAQ,<br />

entre portos públicos e privados.<br />

Isso po<strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrar a atenção<br />

dada pela APPA na gestão ambiental,<br />

que inclui a relação com o<br />

meio ambiente e com o município<br />

<strong>de</strong> Paranaguá.<br />

RC: Como observa a atuação das<br />

cooperativas em parceria com a<br />

APPA?<br />

Dividino: O cooperativismo no<br />

Paraná é uma referência mundial.<br />

Este processo <strong>de</strong> integração <strong>de</strong><br />

capital produtivo, promoção <strong>de</strong><br />

ações sinérgicas que potencializam<br />

a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> produção e<br />

comercialização dos associados, é<br />

a equação mais <strong>de</strong>mocrática que<br />

se po<strong>de</strong> conhecer. As cooperativas<br />

são o motor <strong>de</strong> escoamento<br />

do Porto, além <strong>de</strong> ocupar os seus<br />

terminais próprios dão serviços<br />

para outros terminais privados.<br />

Seja no complexo soja, milho, ou<br />

seja, nos produtos industrializados<br />

e/ou frigorificados, as cooperativas<br />

estão presentes no nosso dia a<br />

dia. As cooperativas décadas atrás<br />

escolheram Paranaguá como seu<br />

porto <strong>de</strong> atuação, se instalaram e<br />

cresceram, e o Porto e a comunida<strong>de</strong><br />

cresceram juntos.<br />

"As cooperativas<br />

décadas atrás<br />

escolheram Paranaguá<br />

como seu porto <strong>de</strong><br />

atuação, se instalaram e<br />

cresceram, e o Porto e a<br />

comunida<strong>de</strong> cresceram<br />

juntos."<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 11


BENEFÍCIO<br />

FIDELIZA,<br />

Programa <strong>de</strong> Fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> <strong>Coamo</strong><br />

transforma participação em prêmios<br />

A<br />

<strong>Coamo</strong> sempre inova para<br />

premiar a atuação dos<br />

cooperados. Assim, a cooperativa<br />

lança em abril um importante<br />

benefício. Trata-se do Programa<br />

Fi<strong>de</strong>liza, um programa <strong>de</strong><br />

relacionamento que vai dar prêmios<br />

ao quadro social. “Este é um<br />

excelente programa que a <strong>Coamo</strong><br />

lança para valorizar os cooperados,<br />

que já estão automaticamente<br />

cadastrados. O programa atribui<br />

pontos por cada aquisição <strong>de</strong><br />

bens <strong>de</strong> fornecimento na cooperativa,<br />

o qual posteriormente po<strong>de</strong>rão<br />

ser trocados por produtos ou<br />

serviços estabelecidos previamente<br />

e consultados nos entrepostos<br />

ou visualizados em lista no site da<br />

cooperativa”, explica o presi<strong>de</strong>nte<br />

da <strong>Coamo</strong>, engenheiro agrônomo<br />

José Aroldo Gallassini.<br />

Po<strong>de</strong>rão participar do<br />

Programa Fi<strong>de</strong>liza exclusivamente<br />

cooperados <strong>Coamo</strong>, não<br />

sendo aceito terceiros não cooperados,<br />

sejam pessoa física ou<br />

jurídica. Os participantes terão<br />

acesso somente aos produtos<br />

fornecidos pelas empresas parceiras<br />

da cooperativa.<br />

O gerente <strong>de</strong> Fornecimento<br />

<strong>de</strong> Insumos Agrícolas da<br />

<strong>Coamo</strong>, engenheiro agrônomo<br />

Carlos Eduardo Borsari informa as<br />

condições para a<strong>de</strong>são. “O cooperado<br />

irá a<strong>de</strong>rir ao Fi<strong>de</strong>liza mediante<br />

a aquisição <strong>de</strong> produtos<br />

<strong>de</strong> forma automática e sem ônus<br />

para ele. O sistema calculará a geração<br />

<strong>de</strong> pontuação já a partir da<br />

primeira compra, e esses pontos<br />

acumulados po<strong>de</strong>rão ser trocados<br />

por produtos constante na lista<br />

(catálogo) especial <strong>de</strong> produtos<br />

das lojas <strong>de</strong> peças e veterinárias,<br />

máquinas, implementos e serviços<br />

oferecidos pela cooperativa.”<br />

Para o superinten<strong>de</strong>nte<br />

Técnico da <strong>Coamo</strong>, engenheiro<br />

agrônomo Aquiles Dias, o programa<br />

Fi<strong>de</strong>liza vem ao encontro<br />

dos cooperados e incrementa os<br />

benefícios que a <strong>Coamo</strong> já oferece<br />

a eles. “O Programa Fi<strong>de</strong>liza irá<br />

premiar os cooperados por meio<br />

do acumulo <strong>de</strong> pontos na aquisição<br />

<strong>de</strong> produtos da área <strong>de</strong> Bens<br />

<strong>de</strong> Fornecimento <strong>de</strong> acordo com<br />

sua atuação na cooperativa. E é<br />

José Aroldo Gallassini durante apresentação do Programa<br />

Fi<strong>de</strong>liza para a diretoria e gerentes dos entrepostos<br />

12 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


BENEFÍCIO<br />

muito simples, pois quanto maior<br />

for a participação maior serão os<br />

pontos a serem contabilizados<br />

para cada cooperado participante”,<br />

consi<strong>de</strong>ra. Desta maneira, o<br />

cooperado com movimentação<br />

integral terá o valor máximo do fator<br />

<strong>de</strong> conversão e, à medida que<br />

esta participação for diminuindo,<br />

o valor do fator <strong>de</strong> conversão diminuirá<br />

na mesma proporção.<br />

PONTUAÇÃO<br />

Os cooperados terão direito<br />

a pontos na aquisição <strong>de</strong><br />

insumos das quatro principais culturas<br />

(soja, milho, trigo e milho 2ª<br />

safra), mas também haverá um fator<br />

<strong>de</strong> pontuação para outros itens<br />

<strong>de</strong> bens <strong>de</strong> fornecimento como<br />

peças, máquinas, farmácia veterinária,<br />

entre outros. “O fechamento<br />

dos pontos referente as quatro<br />

principais culturas serão feitos a<br />

medida em que forem encerradas<br />

as colheitas”, informa Borsari.<br />

GERAÇÃO DE PONTOS<br />

Os pontos serão gerados<br />

ou calculados apenas após<br />

a emissão da nota fiscal <strong>de</strong> retirada<br />

do produto. Os pontos são<br />

únicos e exclusivos do cooperado<br />

e por matrícula, e são inegociáveis,<br />

ou seja, o cooperado<br />

não po<strong>de</strong>rá ce<strong>de</strong>r, ven<strong>de</strong>r ou<br />

fazer transferência <strong>de</strong>les a qualquer<br />

título. Os pontos po<strong>de</strong>rão<br />

ser trocados no prazo <strong>de</strong> dois<br />

anos contados a partir da data<br />

<strong>de</strong> sua geração, sendo expirados<br />

e inutilizados para troca a<br />

partir da data <strong>de</strong> vencimento. O<br />

resgate dos pontos <strong>de</strong>verá ser<br />

feito exclusivamente pelo cooperado<br />

e diretamente nos entrepostos<br />

da <strong>Coamo</strong>.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 13


ALIMENTOS COAMO<br />

MAIS DE 250 MIL SEGUIDORES DA<br />

FAN PAGE DOS ALIMENTOS COAMO<br />

Não faz muito tempo que a página dos Alimentos<br />

<strong>Coamo</strong> no facebook foi criada. Des<strong>de</strong> o segundo<br />

semestre <strong>de</strong> 2016 no ar, tem alcançado cada<br />

vez mais seguidores, completando em março 250 mil.<br />

São pessoas <strong>de</strong> todos os cantos do país curtindo as novida<strong>de</strong>s<br />

e compartilhando as receitas e publicações, com<br />

comentários <strong>de</strong>stacando a preferência pelas marcas <strong>de</strong><br />

confiança, <strong>Coamo</strong>, Primê, Anniela e Sollus, que compõe<br />

a linha alimentícia.<br />

As milhares <strong>de</strong> curtidas da fan page refletem<br />

ainda um número muito maior, uma vez que, a re<strong>de</strong> social<br />

permite que uma mensagem seja transmitida aos<br />

grupos dos perfis em exposição. Em 2017 a página<br />

cresceu em 120% o número <strong>de</strong> fãs. Uma turbinada no<br />

digital em comparação a outras páginas do segmento.<br />

Além disso, no ano passado com todas as campanhas<br />

realizadas, 6.963.611 <strong>de</strong> pessoas foram alcançadas,<br />

totalizando 32.895.249 impressões.<br />

acesse: www.facebook.com/alimentoscoamo<br />

Agora a parceria dos Alimentos <strong>Coamo</strong> e Ana<br />

Maria Braga em <strong>2018</strong>, também traz a expectativa <strong>de</strong><br />

um impulso ainda maior em curtidas e seguidores na<br />

fan page. “A escolha pela Ana Maria Braga foi assertiva,<br />

pois ela é apresentadora consagrada por sua simpatia,<br />

carisma, e claro, por suas receitas. Encontramos<br />

um ícone que representa toda a confiança e proximida<strong>de</strong><br />

que a nossa marca construiu junto a milhares <strong>de</strong><br />

famílias nesses anos <strong>de</strong> atuação”, ressalta o superinten<strong>de</strong>nte<br />

Comercial da <strong>Coamo</strong>, Alcir José Goldoni.<br />

Além disso, esta parceria irá vincular a fan<br />

page dos Alimentos <strong>Coamo</strong> à fan page e site da<br />

Ana Maria Braga, que só em seu site possui mais <strong>de</strong><br />

1 milhão <strong>de</strong> visitas mensalmente e na fan page conta<br />

com mais <strong>de</strong> oito milhões <strong>de</strong> seguidores. “Essa<br />

interação da nossa comunicação com a Ana Maria<br />

Braga, permitirá uma ampla visão dos Alimentos<br />

<strong>Coamo</strong>, garantindo que o consumidor conheça<br />

ainda mais a qualida<strong>de</strong> da linha alimentícia da <strong>Coamo</strong>”,<br />

consi<strong>de</strong>ra o superinten<strong>de</strong>nte Comercial.<br />

A fan page dos Alimentos <strong>Coamo</strong> criou um<br />

formato <strong>de</strong> comunicação direta com o consumidor<br />

que também tem impulsionado o aumento do número<br />

<strong>de</strong> seguidores. "Muitas vezes as pessoas entram<br />

em contato para elogiar os Alimentos <strong>Coamo</strong>, agra<strong>de</strong>cer<br />

as receitas e até mesmo esclarecer algumas<br />

dúvidas sobre ingredientes. Para isso, contamos com<br />

uma equipe <strong>de</strong> especialistas para respon<strong>de</strong>r todas as<br />

perguntas, e agra<strong>de</strong>cê-lo por essa relação <strong>de</strong> parceria",<br />

explica Goldoni.<br />

Para Goldoni, essa repercussão é o resultado<br />

<strong>de</strong> um trabalho sério e comprometido com o consumidor.<br />

"Os Alimentos <strong>Coamo</strong> têm origem, já que a<br />

matéria-prima é produzida pelos donos da <strong>Coamo</strong>.<br />

É um trabalho focado na produção da matéria-prima,<br />

no processo industrial e no cliente, para que chegue<br />

ao consumidor um produto diferenciado que é a nossa<br />

meta diária. O futuro da ativida<strong>de</strong> dos donos da<br />

<strong>Coamo</strong> está na satisfação diária dos consumidores.<br />

Isto está incorporado em toda a ca<strong>de</strong>ia <strong>de</strong> produção",<br />

<strong>de</strong>staca.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 15


ENCONTRO DE VERÃO<br />

COMPLETA 30 ANOS<br />

TRIGÉSIMA EDIÇÃO DO EVENTO FOI REALIZADA NESTE ANO<br />

COM RECORDE DE PARTICIPAÇÃO DOS ASSOCIADOS<br />

16 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


José Aroldo Gallassini, presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>, participou todos os dias do encontro<br />

Imagine um laboratório, local<br />

<strong>de</strong> experimentos e pesquisas,<br />

on<strong>de</strong> cientistas trabalham arduamente<br />

para trazer inovação e<br />

<strong>de</strong>senvolvimento tecnológico à<br />

população. Agora, imagine transportar<br />

essa realida<strong>de</strong> para a agricultura.<br />

É preciso que seja um<br />

laboratório a céu aberto e com a<br />

nobre missão <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolver pesquisas<br />

para a produção <strong>de</strong> alimentos.<br />

Com esse objetivo a Fazenda<br />

Experimental da <strong>Coamo</strong> surgiu,<br />

porém, com um diferencial, duas<br />

vezes ao ano, as suas porteiras são<br />

abertas para a realização dos Encontros<br />

<strong>de</strong> Verão e Inverno.<br />

Neste ano foi realizado o<br />

30º Encontro <strong>de</strong> Verão entre os<br />

dias 5 e 9 <strong>de</strong> fevereiro para mais<br />

<strong>de</strong> 4.500 cooperados divididos<br />

diariamente por região para conhecer<br />

os <strong>de</strong>z principais experimentos<br />

da <strong>Coamo</strong>. Uma oportunida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> conhecer um laboratório<br />

da agropecuária com pesquisas<br />

pioneiras no país e com a explicação<br />

<strong>de</strong> técnicos especializados<br />

da <strong>Coamo</strong>, bem como, pesquisadores<br />

dos principais institutos <strong>de</strong><br />

pesquisa do Brasil.<br />

O melhor <strong>de</strong> tudo é que<br />

trata-se <strong>de</strong> um evento contínuo,<br />

que nos últimos 30 anos, não<br />

<strong>de</strong>ixou uma única vez sequer <strong>de</strong><br />

ser realizado, conforme <strong>de</strong>staca<br />

o chefe da Fazenda Experimental<br />

da <strong>Coamo</strong>, Lucas Simas. “São<br />

30 edições <strong>de</strong> um evento sério e<br />

respeitado pela comunida<strong>de</strong> científica<br />

agronômica do Brasil. Nosso<br />

<strong>de</strong>safio é continuar levando informações<br />

e conhecimento que<br />

gerem resultados na proprieda<strong>de</strong><br />

dos associados da <strong>Coamo</strong>.”<br />

Nesse cenário, o gerente<br />

Técnico da <strong>Coamo</strong>, Marcelo Sumiya,<br />

explica que o impacto observado<br />

nesses 30 anos nas proprieda<strong>de</strong>s<br />

dos cooperados é <strong>de</strong><br />

constante evolução. “Esse é um<br />

suporte que procuramos dar aos<br />

cooperados para que eles compreendam<br />

as mudanças que estão<br />

acontecendo e como é possível<br />

aplica-las da melhor forma. Com<br />

o passar dos anos as mudanças<br />

em tecnologia têm refletido muito<br />

na produtivida<strong>de</strong>, atrelado principalmente<br />

ao aspecto genético.<br />

Por isso, as influencias que po<strong>de</strong>mos<br />

controlar, tirando o aspecto<br />

Lucas Simas, chefe da Fazenda Experimental da <strong>Coamo</strong><br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 17


30º ENCONTRO DE VERÃO FOI ENTRE OS DIAS 05 E 09 DE FEVEREIRO, REUNINDO<br />

MAIS DE 4.500 COOPERADOS PARA CONHECER OS DEZ PRINCIPAIS EXPERIMENTOS<br />

Marcelo Sumiya, gerente <strong>de</strong> Assistência Técnica, Aquiles Dias, superinten<strong>de</strong>nte Técnico, José Aroldo Gallassini, diretor-presi<strong>de</strong>nte, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto,<br />

diretor-vice-presi<strong>de</strong>nte, e Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari, diretor-secretário. Diretoria da <strong>Coamo</strong> apoia e participa <strong>de</strong> forma ativa <strong>de</strong> todos os encontros na Fazenda Experimental<br />

climático, são significativas e nos<br />

colocaram em altos patamares <strong>de</strong><br />

produtivida<strong>de</strong>.”<br />

De acordo com o superinten<strong>de</strong>nte<br />

Técnico da <strong>Coamo</strong>, Aquiles<br />

<strong>de</strong> Oliveira Dias, são trinta anos<br />

<strong>de</strong> realização do encontro on<strong>de</strong><br />

ano a ano no momento da preparação<br />

do evento se busca melhorar.<br />

“Em todas as edições do Encontro<br />

<strong>de</strong> Verão trazemos os temas<br />

do momento, ou seja, aquilo que<br />

realmente necessita ser discutido<br />

pelos nossos cooperados, técnicos<br />

e pesquisadores”, consi<strong>de</strong>ra Dias.<br />

O presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>,<br />

José Aroldo Gallassini é o maior<br />

incentivador <strong>de</strong>sse centro <strong>de</strong> pesquisas,<br />

bem como, da realização<br />

dos eventos técnicos da cooperativa.<br />

“São 30 anos <strong>de</strong> constante<br />

melhoria das pesquisas, cada vez<br />

mais, trazendo tecnologias para os<br />

cooperados juntamente com institutos<br />

<strong>de</strong> pesquisa e universida<strong>de</strong>s,<br />

e com um único objetivo <strong>de</strong> levar<br />

mais tecnologias ao campo para o<br />

associado ter mais produtivida<strong>de</strong><br />

e barateamento <strong>de</strong> custo. ”<br />

Gallassini ainda ressalta<br />

que durante os encontros na Fazenda<br />

Experimental, o associado<br />

po<strong>de</strong> interagir com a pesquisa. “O<br />

cooperado tem uma aula <strong>de</strong> 40<br />

minutos em cada estação, on<strong>de</strong><br />

ele po<strong>de</strong> tirar dúvidas e contar<br />

para os pesquisadores qual a sua<br />

realida<strong>de</strong> no campo. Essa interação<br />

permite uma troca <strong>de</strong> conhecimento<br />

extremamente eficaz, e os<br />

bons resultados vemos safra após<br />

safra com o incremento constante<br />

da produção”, consi<strong>de</strong>ra o presi<strong>de</strong>nte<br />

da <strong>Coamo</strong>.<br />

18 REVISTA<br />

NELSON ARI MULLER,<br />

Pitanga (Pitanga)<br />

“<br />

O cooperado não po<strong>de</strong> <strong>de</strong>ixar <strong>de</strong> participar, pois<br />

as novida<strong>de</strong>s estão todas aqui. São assuntos que<br />

po<strong>de</strong>mos colocar em prática, <strong>de</strong>pois na proprieda<strong>de</strong>.<br />

E o melhor é que tudo já está testado e<br />

validado pela <strong>Coamo</strong>.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong><br />

NILTON JOAREZ ENGLERT E LUCIANE,<br />

Nova Santa Rosa (Paraná)<br />

“<br />

Somos agricultores e professores e ficamos encantados<br />

com o encontro. Vimos a importância <strong>de</strong> cada<br />

ingrediente para fazer a lavoura crescer e produzir<br />

bem. O contato com a pesquisa sempre nos traz alguma<br />

coisa nova, é uma boa forma <strong>de</strong> apren<strong>de</strong>r mais.


EQUILÍBRIO ABRE AS<br />

PORTAS DA PRODUTIVIDADE<br />

Foco da estação foi abordar<br />

o equilíbrio químico da<br />

planta. Conhecendo bem<br />

os nutrientes e suas funções<br />

na planta, consegue-se obter<br />

mais produtivida<strong>de</strong><br />

Equilibrar o sistema produtivo<br />

é a chave para obter<br />

bons resultados em campo.<br />

Com esta premissa a 1ª estação<br />

<strong>de</strong> pesquisa do 30º Encontro <strong>de</strong><br />

Verão teve como tema “Nutrição<br />

<strong>de</strong> plantas e adubação <strong>de</strong> manutenção<br />

em culturas anuais”, sob<br />

a coor<strong>de</strong>nação do engenheiro<br />

agrônomo da <strong>Coamo</strong> em Campo<br />

Mourão, José Petruise Ferreira Junior.<br />

Um assunto relevante, uma<br />

vez que, a nutrição está relacionada<br />

ao fornecimento <strong>de</strong> todos os<br />

nutrientes essenciais para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

da lavoura.<br />

O foco da estação foi<br />

abordar o equilíbrio nutricional da<br />

planta, uma vez que, é necessário,<br />

equilibrar a parte química, física e<br />

biológica. “É um estudo <strong>de</strong> como<br />

as plantas absorvem, transportam,<br />

translocam e assimilam os nutrientes,<br />

bem como, as relações existentes<br />

entre esse processo”, explica<br />

o engenheiro agrônomo.<br />

Petruise orienta o que é<br />

preciso para o nutriente ser essencial.<br />

“Existem dois critérios que<br />

ESTAÇÃO 1: Nutrição <strong>de</strong><br />

plantas e adubação <strong>de</strong><br />

manutenção em culturas<br />

anuais<br />

Tiago Ertel (Manoel Ribas), Ezequiel Segatto (Xanxerê), José Petruise Ferreira<br />

Junior (Campo Mourão), Antonio Marcos David (Mangueirinha) e Luis Gustavo<br />

Men<strong>de</strong>s Passos (Cândido <strong>de</strong> Abreu)<br />

precisam ser atendidos: direto e<br />

indireto. O primeiro exige que o<br />

nutriente esteja envolvido em algum<br />

processo ou reação, sem a<br />

qual a planta não consiga sobreviver,<br />

e o segundo, está relacionado<br />

ao fato <strong>de</strong> que na ausência <strong>de</strong>sse<br />

nutriente, ele não po<strong>de</strong> ser substituído<br />

por outro.”<br />

Conhecendo bem os nutrientes<br />

e suas funções na planta, o<br />

cooperado consegue obter mais<br />

produtivida<strong>de</strong>. “O produtor, muitas<br />

vezes tem conhecimento da quantida<strong>de</strong><br />

dos nutrientes extraídos pela<br />

planta, ou seja, os macronutrientes.<br />

Mas, não dá a <strong>de</strong>vida importância a<br />

extração e absorção dos micronutrientes.<br />

Por isso, é preciso se conscientizar<br />

<strong>de</strong> que in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da<br />

quantida<strong>de</strong> dos nutrientes absorvidos<br />

pela planta, todos são essenciais.<br />

Na ausência do nitrogênio que<br />

é absorvido em maior quantida<strong>de</strong><br />

ou do boro, por exemplo, absorvido<br />

em menor quantida<strong>de</strong>, todos po<strong>de</strong>m<br />

impactar diretamente na produtivida<strong>de</strong><br />

da soja”, reforça o coor<strong>de</strong>nador<br />

da estação.<br />

Assim, para verificar a<br />

quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> nutrientes no solo é<br />

preciso realizar uma análise química,<br />

conforme orienta José Petruise.<br />

“Por meio do diagnóstico correto,<br />

conseguimos obter as informações<br />

e criar estratégias para as <strong>de</strong>vidas<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 19


FOCO DA ESTAÇÃO FOI ABORDAR O EQUILÍBRIO NUTRICIONAL DA PLANTA, UMA VEZ<br />

QUE, É NECESSÁRIO, EQUILIBRAR A PARTE QUÍMICA, FÍSICA E BIOLÓGICA<br />

correções <strong>de</strong> solo. Com o programa Agricultura <strong>de</strong><br />

Precisão da <strong>Coamo</strong>, o cooperado com o seu agrônomo,<br />

consegue fazer esse diagnóstico do que acontece<br />

na proprieda<strong>de</strong>, para realizar a correção.”<br />

Petruise ainda acrescenta que a Lei do Mínimo<br />

– <strong>de</strong> 1950, criada por Justus von Liebig – resume<br />

a importância <strong>de</strong>sse equilíbrio. “Essa lei estabelece<br />

que o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> uma planta fica limitado<br />

ao nutriente faltoso ou em menor quantida<strong>de</strong>, mesmo<br />

que todos os elementos estejam em maior quantida<strong>de</strong>,<br />

a base da nutrição será sempre estabelecida<br />

pelo elemento em menor quantida<strong>de</strong>.”<br />

TRABALHO DA PESQUISA<br />

A montagem e apresentação<br />

na estação contou com a<br />

participação dos pesquisadores<br />

e professores da Universida<strong>de</strong> Estadual<br />

<strong>de</strong> Maringá (UEM) Marcelo<br />

Augusto Batista e Ta<strong>de</strong>u Takeyoshi<br />

Inoue, e do pesquisador da Embrapa/Soja,<br />

Adilson <strong>de</strong> Oliveira Junior.<br />

Batista, doutor em Fertilida<strong>de</strong><br />

e Nutrição Mineral <strong>de</strong> Plantas<br />

pela High State University, <strong>de</strong>staca<br />

que a discussão da nutrição mineral<br />

das plantas é <strong>de</strong> extrema relevância.<br />

“Muitas vezes, focamos na parte<br />

aérea da planta e esquecemos <strong>de</strong><br />

olhar para o solo e raízes. Boa parte<br />

da nutrição é feita via raiz. Por isso,<br />

é importante saber quais nutrientes<br />

limitam a produção e quanto precisamos<br />

colocar para compensar e<br />

alcançar altas produtivida<strong>de</strong>s.”<br />

Oliveira Junior, doutor em<br />

Fertilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Solo e Nutrição Mineral<br />

<strong>de</strong> Plantas pela Esalq/USP – Universida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> São Paulo, lembra que<br />

a adubação mineral é uma das práticas<br />

para se produzir bem. “Como os<br />

nutrientes estão envolvidos em processos<br />

metabólicos da planta e que,<br />

por sua vez, estão associados em<br />

produtivida<strong>de</strong>, precisamos avaliar e<br />

conhecer em que condições está o<br />

teor <strong>de</strong> nutrientes nas culturas para<br />

direcionar o manejo da adubação. O<br />

nutriente que está faltando nos limita<br />

em produtivida<strong>de</strong>.”<br />

Marcelo Augusto Batista, UEM Adilson <strong>de</strong> Oliveira Junior, Embrapa Ta<strong>de</strong>u Takeyoshi Inoue, UEM<br />

MEMÓRIAS ETERNIZADAS<br />

Estação mostrou a evolução dos 30<br />

anos <strong>de</strong> encontro <strong>de</strong> verão<br />

As 30 edições do Encontro <strong>de</strong> Verão na Fazenda<br />

Experimental construíram uma história <strong>de</strong> progresso<br />

e incremento na produção dos milhares<br />

<strong>de</strong> cooperados da <strong>Coamo</strong> que a<strong>de</strong>ntraram as porteiras<br />

do laboratório da cooperativa. A <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong>ssa<br />

trajetória ficou para a 2ª estação do evento, coor<strong>de</strong>nada<br />

Roberto Bueno Silva (Campo Mourão), César Machado Carrijo (Marilândia do Sul),<br />

Thiago Sandoli Dias (Ivaiporã) e Alvaro Ricardo Moreira (Faxinal)<br />

20 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


pelo engenheiro agrônomo Roberto<br />

Bueno Silva, do Detec da <strong>Coamo</strong><br />

em Campo Mourão (Centro-Oeste<br />

do Paraná), que participou <strong>de</strong> todas<br />

as edições do encontro.<br />

“Memorial do 30° Encontro<br />

<strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental”,<br />

foi o tema escolhido para<br />

a estação. “Neste ano trouxemos<br />

uma estação um pouco diferente,<br />

<strong>de</strong>dicada a contar a história dos encontros<br />

<strong>de</strong> verão que se confun<strong>de</strong><br />

com a da <strong>Coamo</strong>, pois já em 1970, a<br />

visão do presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>, Dr.<br />

Aroldo Gallassini, estava voltada a<br />

importância <strong>de</strong> ter uma área exclusiva<br />

<strong>de</strong> experimentação.”<br />

Nas palavras <strong>de</strong> Bueno essa<br />

foi uma “gran<strong>de</strong> iniciativa da diretoria<br />

da <strong>Coamo</strong> para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

do agronegócio”. “Eu tive a<br />

oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> participar <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o<br />

início. É um evento que agrega conhecimento<br />

aos cooperados e também<br />

para nós técnicos que estamos<br />

aqui apresentando. ”<br />

Bueno acredita que o cooperado<br />

está muito bem respaldado<br />

para o exercício da ativida<strong>de</strong><br />

agrícola. “O associado tem uma<br />

recomendação atualizada, ética e<br />

profissional. Sem contar, que o produtor<br />

rural tem a tranquilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

ser atendido por um <strong>de</strong>partamento<br />

técnico imparcial para recomendar<br />

o que é melhor tecnicamente e fi-<br />

ESTAÇÃO 2: Memorial 30° Encontro <strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental<br />

nanceiramente para o cooperado.”<br />

Bueno lembra que quem<br />

passa atualmente pela região da<br />

área <strong>de</strong> ação da <strong>Coamo</strong>, não sabe<br />

como era antigamente. “Os associados<br />

da <strong>Coamo</strong> têm <strong>de</strong>staque<br />

por altas produtivida<strong>de</strong>s no cenário<br />

nacional, uma conquista que se<br />

<strong>de</strong>ve a todo esse suporte científico.<br />

Em Campo Mourão, antes da <strong>Coamo</strong><br />

chegar, por exemplo, o solo era<br />

pobre em fertilida<strong>de</strong>, precisava <strong>de</strong><br />

insumos e, principalmente, conhecimento<br />

para transformar aquele<br />

solo que os pioneiros encontraram<br />

na década <strong>de</strong> 70, nesse campo fértil<br />

que é hoje."<br />

Para Bueno, existem ensaios<br />

da Fazenda Experimental<br />

que marcaram toda a história da<br />

agricultura nacional. “Um dos experimentos<br />

mais importantes que<br />

temos é o <strong>de</strong> rotação <strong>de</strong> culturas<br />

Linha <strong>de</strong> Alimentos <strong>Coamo</strong> foi apresentada aos cooperados na estação sobre os 30 anos do Encontro<br />

que neste ano completa 33 anos.<br />

É o 2º mais antigo do Brasil. E isso<br />

para a sustentabilida<strong>de</strong> do agronegócio<br />

é fundamental”, salienta.<br />

ALIMENTOS COAMO<br />

Ao longo <strong>de</strong> sua história, a <strong>Coamo</strong><br />

realiza um trabalho <strong>de</strong> conscientização<br />

junto aos seus mais <strong>de</strong> 28<br />

mil cooperados, da importância<br />

<strong>de</strong> se obter uma matéria prima<br />

que produz um alimento diferenciado.<br />

Esse é um trabalho que começa<br />

na Fazenda Experimental,<br />

por meio da pesquisa científica<br />

das melhores tecnologias a serem<br />

aplicadas em campo, e por este<br />

motivo a estação do memorial<br />

também contou com um espaço<br />

<strong>de</strong>dicado a <strong>de</strong>monstrar o resultado<br />

da industrialização do trabalho<br />

dos associados. O processo<br />

começa pela escolha da semente.<br />

A origem e qualida<strong>de</strong> são os pré-<br />

-requisitos para que isto ocorra, e<br />

além da condução tecnológica da<br />

produção agrícola há um rigoroso<br />

controle <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> na industrialização<br />

e transporte. Tudo isso<br />

para que os Alimentos <strong>Coamo</strong><br />

cheguem aos pontos <strong>de</strong> vendas<br />

com a qualida<strong>de</strong> com que foram<br />

produzidos.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 21


ESTAÇÃO 3: Fungicida I: Importância <strong>de</strong> programas e rotação <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong> ação na aplicação <strong>de</strong> fungicidas<br />

CUIDAR PARA NÃO PERDER<br />

ESTAÇÃO ABORDOU UTILIZAÇÃO DE DIFERENTES COMBINAÇÕES DE PRODUTOS<br />

AUMENTANDO A QUANTIDADE DE MECANISMOS DE AÇÃO NAS APLICAÇÕES<br />

No Encontro <strong>de</strong> Verão <strong>de</strong>ste ano, duas estações<br />

trataram sobre a utilização <strong>de</strong> fungicidas. A<br />

primeira <strong>de</strong>stacou a importância <strong>de</strong> programas<br />

e rotação <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong> ação na aplicação<br />

<strong>de</strong> fungicidas. O objetivo foi mostrar a necessida<strong>de</strong><br />

da utilização <strong>de</strong> diferentes combinações <strong>de</strong> produtos<br />

aumentando, assim, a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> mecanismos <strong>de</strong><br />

ação na aplicação dos fungicidas. A prática contribui<br />

ainda para a longevida<strong>de</strong> dos produtos e reduz a<br />

pressão <strong>de</strong> seleção. A mensagem é: se não fizer isso<br />

corretamente continuará com alta pressão <strong>de</strong> seleção<br />

e novas resistências irão surgir, ou seja, cada vez<br />

mais teremos menos produtos e soluções.<br />

“Os fungicidas foram per<strong>de</strong>ndo eficiência no<br />

controle da ferrugem ao longo do tempo. Quanto<br />

mais se utiliza o mesmo produto, maior é a chance<br />

do fungo se tornar resistente. Utilizando o conheci-<br />

mento, po<strong>de</strong>mos rotacionar os fungicidas e os mecanismos<br />

<strong>de</strong> ação. Quanto mais se diversifica, mais alterna<br />

os princípios ativos para o controle da ferrugem<br />

asiática, menor o risco que o produtor fica exposto”,<br />

<strong>de</strong>staca o engenheiro agrônomo José Marcelo Fernan<strong>de</strong>s<br />

Rúbio, encarregado do Detec em Mamborê<br />

Bruno Lopes Paes (Engenheiro Beltrão), Diogo Alves (Altamira do Paraná), José<br />

Marcelo Fernan<strong>de</strong>s Rúbio (Mamborê) e Odair Johans (Goioerê)<br />

22 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


(Centro-Oeste do Paraná) e coor<strong>de</strong>nador da estação.<br />

Foram apresentados 12 programas <strong>de</strong> controle<br />

utilizando diferentes tipos <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong><br />

ação. “Todos os tratamentos têm custo semelhante<br />

e apresentaram bons resultados”, assinala Rubio.<br />

Ele ressalta que não há previsão <strong>de</strong> novos produtos<br />

para os próximos anos e reitera a importância <strong>de</strong> se<br />

rotacionar os existentes para manter a eficiência no<br />

controle da ferrugem. “O cooperado <strong>de</strong>ve procurar a<br />

assistência técnica da <strong>Coamo</strong> para ver qual a melhor<br />

combinação. Todas são viáveis, mas para cada região<br />

há um melhor tratamento”, diz.<br />

VIDA LONGA AOS FUNGICIDAS<br />

Objetivo foi mostrar a<br />

necessida<strong>de</strong> da utilização<br />

<strong>de</strong> fungicidas protetores/<br />

multissítios em função da<br />

perda <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> dos<br />

fungicidas do grupo das<br />

estrobilurinas e carboxamidas<br />

A<br />

segunda estação tratou<br />

da utilização <strong>de</strong> fungicidas<br />

protetores/multissítios<br />

e o momento <strong>de</strong> aplicação.<br />

O objetivo foi mostrar a necessida<strong>de</strong><br />

da utilização <strong>de</strong> fungicidas<br />

protetores em função da perda<br />

<strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> dos produtos a<br />

base <strong>de</strong> estrobilurinas e carboxamidas.<br />

O engenheiro agrônomo<br />

Elerson Reis Tiburcio, encarregado<br />

do Detec em Luiziana (Centro-<br />

-Oeste do Paraná) e coor<strong>de</strong>nador<br />

da estação, lembra que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o<br />

aparecimento da ferrugem asiática<br />

no Brasil, em 2001/2002, o principal<br />

método <strong>de</strong> controle sempre<br />

foi com fungicidas. “No primeiro<br />

momento utilizava-se produtos a<br />

base <strong>de</strong> triazol. Com o passar do<br />

tempo foram per<strong>de</strong>ndo a eficiência<br />

no campo. Aí vieram as mistu-<br />

ESTAÇÃO 4: Fungicidas II: Utilização <strong>de</strong> fungicidas protetores X momento <strong>de</strong> aplicação<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 23


FUNGICIDAS PROTETORES, DENTRO DE UM MANEJO DE ANTI-RESISTÊNCIA,<br />

AJUDAM OS FUNGICIDAS QUE SÃO UTILIZADOS NO CONTROLE DA FERRUGEM<br />

ras <strong>de</strong> estrobilurina com triazol que proporcionavam<br />

um controle satisfatório. Porém, nas safras <strong>de</strong> 2009 e<br />

2010 essa mistura começou a per<strong>de</strong>r a performance,<br />

ou seja, o fungo foi criando resistência, também, a<br />

essa mistura.”<br />

Nesse sentido, Tiburcio explica que os fungicidas<br />

protetores, e ou multissítio, <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> um manejo<br />

<strong>de</strong> anti-resistência, ajudam os fungicidas utilizados<br />

no controle da ferrugem, potencializando o controle<br />

e dando longevida<strong>de</strong> aos produtos e, também, protegendo<br />

as moléculas novas, como as carboxamidas,<br />

que, também, já começaram a per<strong>de</strong>r sua performance<br />

a campo. “Nos próximos seis ou sete anos não<br />

temos nenhum produto novo no mercado. Então, os<br />

fungicidas multissítios, que agem em vários locais da<br />

célula do fungo, dificultando, assim, a resistência da<br />

ferrugem a esse grupo <strong>de</strong> fungicida.”<br />

Conforme o agrônomo, os cooperados <strong>de</strong>-<br />

vem seguir as recomendações técnicas e respeitar a<br />

caraterística <strong>de</strong> cada região para um melhor controle<br />

da ferrugem asiática. “Dentro <strong>de</strong> um manejo em que<br />

se respeita a época <strong>de</strong> plantio, o intervalo <strong>de</strong> aplicação,<br />

<strong>de</strong>ntre outras técnicas importantes, os fungicidas<br />

multissítio estão se encaixando muito bem.”<br />

Felipe Antonio Battiston (Campo Mourão), Paulo Ne<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Souza Peres (Cândido <strong>de</strong><br />

Abreu), Elerson Reis Tibúrcio (Luiziana) e Luiz Eduardo <strong>de</strong> Oliveira (Boa Esperança)<br />

PALAVRA DA PESQUISA<br />

Cláudia Godoy, Embrapa/Soja Claudine Seixas, Embrapa/Soja Mauricio Meyer, Embrapa/Soja<br />

As duas estações sobre fungicidas contaram<br />

com a presença <strong>de</strong> pesquisadores da Embrapa/Soja<br />

<strong>de</strong> Londrina, que auxiliaram na preparação e apresentação<br />

dos assuntos aos cooperados. A fitopatologista<br />

Cláudia Godoy recorda que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a entrada da<br />

ferrugem asiática no Brasil, o uso <strong>de</strong> fungicida tem<br />

sido intensificado, permitindo a estabilida<strong>de</strong> da produção.<br />

“Contudo, não temos novas moléculas para<br />

entrar no mercado e precisamos preservar as existentes.<br />

Já os fungicidas que per<strong>de</strong>ram a sua eficiência<br />

po<strong>de</strong>m ser associados aos multissítios e melhorar o<br />

<strong>de</strong>sempenho”, comenta e lembra que os fungicidas<br />

contam com três principais modos <strong>de</strong> ação e os produtos<br />

são sempre misturas <strong>de</strong> dois ou três. “Muitos<br />

pensam que não compensa rotacionar, mas a resistência<br />

age diferente em cada molécula. Rotacionar o<br />

produto comercial é importante porque está rotacionando<br />

a molécula.”<br />

24 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


A também fitopatologista Claudine Seixas<br />

reitera que os multissítios são uma ferramenta a mais<br />

no controle da ferrugem asiática. “Associados com<br />

outros fungicidas po<strong>de</strong>mos melhorar a eficiência do<br />

controle e, também, funciona como estratégia anti-<br />

-resistência. O <strong>de</strong>safio é fazer com que os produtos<br />

não percam a eficiência para o controle da ferrugem,<br />

que é a principal doença da soja.”<br />

O fitopatologista Mauricio Meyer lembra que<br />

cabe ao produtor cuidar da sua lavoura e seguir as<br />

recomendações técnicas e legislativas para evitar a<br />

ferrugem asiática. “São medidas que ajudam no controle<br />

da doença. Começar a safra sem inóculo <strong>de</strong> ferrugem<br />

é fundamental. Quanto mais tar<strong>de</strong> aparecer a<br />

doença na lavoura, melhor será a condição <strong>de</strong> controle.<br />

É importante que seja adotado um conjunto <strong>de</strong><br />

ações para que os grupos <strong>de</strong> fungicidas não percam<br />

rapidamente a eficiência.”<br />

REGINALDO JOÃO STAVSKI,<br />

Cantagalo (Paraná)<br />

“<br />

É a oportunida<strong>de</strong> que temos <strong>de</strong> adquirir mais conhecimento.<br />

A <strong>Coamo</strong> nos mostra o caminho para<br />

produzir mais e, consequentemente, ter uma<br />

melhor renda. São sistemas e tecnologias que<br />

po<strong>de</strong>m ser colocadas em prática na proprieda<strong>de</strong>.<br />

RENATO BARBIERI,<br />

Maracaju (Mato Grosso do Sul)<br />

“<br />

É uma satisfação acompanhar este encontro. É um<br />

evento que mostra os <strong>de</strong>safios e as novida<strong>de</strong>s. Utilizamos<br />

várias tecnologias, mas ainda temos muita<br />

coisa para apren<strong>de</strong>r. Se não fosse a pesquisa estaríamos<br />

nos patamares <strong>de</strong> 60 a 70 sacas por alqueire.<br />

DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO<br />

Estação apresentou o<br />

DRES. Um método para<br />

qualificar a estrutura da<br />

camada superficial do solo<br />

DRES. Para quem ouve pela<br />

primeira vez, a sigla po<strong>de</strong><br />

parecer complicada, mas<br />

quando se tem o significado se torna<br />

simples <strong>de</strong> enten<strong>de</strong>r. O DRES,<br />

ou Diagnóstico Rápido da Estrutura<br />

do Solo, é um método para<br />

qualificar a estrutura da camada<br />

superficial do solo, baseado em<br />

características <strong>de</strong>tectadas visualmente<br />

em amostras dos primeiros<br />

25 cm. É um método <strong>de</strong> campo <strong>de</strong><br />

execução simples e rápida.<br />

O coor<strong>de</strong>nador da estação<br />

Fabricio Bueno Correa, do<br />

Departamento <strong>de</strong> Suporte Técnico<br />

–Astec, da <strong>Coamo</strong> em Campo<br />

ESTAÇÃO 5: Manejo <strong>de</strong> solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo<br />

Mourão, explica que com o método<br />

é possível analisar se o manejo<br />

adotado está correto e se efetivamente<br />

precisa fazer alguma operação<br />

mecânica. “É um processo<br />

simples e <strong>de</strong> baixo custo para se<br />

verificar a estrutura do solo. É possível<br />

analisar se o solo está em<br />

conservação, formação ou entrando<br />

no processo <strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação”,<br />

assinala.<br />

Correa explica que o DRES<br />

se baseia na coleta <strong>de</strong> amostra <strong>de</strong><br />

solo com uma pá, fazendo uma<br />

minitrincheira. Essa amostra é manipulada,<br />

isolando os torrões ou<br />

agregados do solo e atribuídas<br />

notas conforme tamanho e forma<br />

dos agregados e também a<br />

presença e morfologia das raízes.<br />

“Com base nesse diagnóstico é<br />

possível tomar <strong>de</strong>cisão <strong>de</strong> manejo<br />

a ser empregado para que a planta<br />

possa respon<strong>de</strong>r a todo investimento.”<br />

De acordo com o pesqui-<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 25


DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO - DRES, É UM MÉTODO DE CAMPO<br />

DE EXECUÇÃO SIMPLES E RÁPIDA, COM CARACTERÍSTICAS DETECTADAS VISUALMENTE<br />

sador Henrique Debiasi, da área <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong> solo<br />

da Embrapa/Soja, o começo <strong>de</strong> uma boa safra passa<br />

por um solo bem manejado e com boa estrutura.<br />

“Analisar a parte química é mais fácil, basta coletar<br />

amostra <strong>de</strong> solo, enviar para laboratório e ver o resultado.<br />

O ponto mais complicado é a parte física,<br />

para saber se o solo oferece condições para a planta<br />

crescer e absorver tudo o que precisar para o bom<br />

<strong>de</strong>senvolvimento. O DRES é uma ferramenta que tem<br />

o propósito <strong>de</strong> ajudar neste sentido.”<br />

Wilson Aparecido Juliani (Guarapuava), Fabrício Bueno Correa (Campo Mourão),<br />

Edimar Marques (Luiziana) e Antonio Carlos <strong>de</strong> Oliveira (São João do Ivaí)<br />

Henrique Debiasi, Embrapa/Soja<br />

Julio Cesar Franchini, Embrapa/Soja<br />

O pesquisador Julio Cesar Franchini,<br />

também da área <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong> solo<br />

da Embrapa/Soja, lembra que a cada safra<br />

os produtores colocam toda a expectativa<br />

e utilizam tecnologias e insumos <strong>de</strong> ponta<br />

em várias áreas, porém acabam <strong>de</strong>ixando<br />

<strong>de</strong> lado os cuidados com o solo. “O solo é a<br />

base <strong>de</strong> tudo e a metodologia <strong>de</strong>senvolvida<br />

com o DRES consegue uma boa estrutura<br />

para dar segurança e estabilida<strong>de</strong> para a<br />

cultura. Isso é importante, pois em um ano<br />

bom, as lavouras atingem todo o potencial<br />

produtivo e em ano ruim, se per<strong>de</strong> menos.<br />

MAIS SOBRE O DRES<br />

O DRES é um método para qualificar a estrutura<br />

da camada superficial do solo, baseado<br />

em características <strong>de</strong>tectadas visualmente em<br />

amostras dos primeiros 25 cm. As avaliações<br />

nas amostras constam da observação <strong>de</strong> tamanho<br />

e forma dos agregados e torrões, presença<br />

ou não <strong>de</strong> feições <strong>de</strong> compactação ou outra modalida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação do solo, forma e orientação<br />

das fissurações, rugosida<strong>de</strong> das faces <strong>de</strong><br />

ruptura, resistência à ruptura, distribuição e<br />

aspecto do sistema radicular, e evidências <strong>de</strong><br />

ativida<strong>de</strong> biológica. A partir <strong>de</strong>sses critérios,<br />

atribui-se uma pontuação <strong>de</strong> 1 a 6, on<strong>de</strong> ”6”<br />

é indicativo <strong>de</strong> melhor condição estrutural, e<br />

“1” representa o solo totalmente <strong>de</strong>gradado.<br />

Ressalta-se, entretanto, que solos como os<br />

Neossolos Quartzarênicos naturalmente não<br />

tem agregados ou os tem fracos e poucos.<br />

ESTAÇÃO 5: Manejo <strong>de</strong> solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo<br />

26 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


BIOTECNOLOGIA PARA TODOS OS GOSTOS<br />

Estação apresentou<br />

importância <strong>de</strong><br />

conhecer as diferentes<br />

biotecnologias que estarão<br />

em breve no mercado<br />

A<br />

biotecnologia tem um<br />

papel importante no<br />

processo <strong>de</strong> constante<br />

transformação do planeta. É um<br />

fenômeno cujo sucesso se baseia<br />

na superação <strong>de</strong> barreiras, que<br />

possibilita vislumbrar caminhos<br />

alternativos aos tradicionais. Na<br />

agricultura, a biotecnologia tem<br />

sido fundamental para o avanço<br />

<strong>de</strong> processos que passam pelo<br />

aumento <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong> até a<br />

agregação <strong>de</strong> renda e sustentabilida<strong>de</strong><br />

da ativida<strong>de</strong>.<br />

Com o objetivo <strong>de</strong> mostrar<br />

ao cooperado <strong>Coamo</strong> à importância<br />

da biotecnologia e o que vem<br />

pela frente, duas estações foram<br />

<strong>de</strong>dicadas ao tema neste ano no<br />

Encontro <strong>de</strong> Verão, alertando o<br />

produtor quanto à seletivida<strong>de</strong><br />

dos produtos. Quando mal utilizados<br />

po<strong>de</strong>m trazer sérios prejuízos<br />

à ativida<strong>de</strong> e por outro lado, quando<br />

adotados <strong>de</strong> forma correta são<br />

fundamentais para obtenção <strong>de</strong><br />

bons resultados. “Procuramos chamar<br />

a atenção dos cooperados<br />

sobre a importância do uso a<strong>de</strong>quado<br />

<strong>de</strong> herbicidas, uma vez que<br />

temos percebido um recorrente<br />

aumento <strong>de</strong> plantas daninhas resistentes<br />

aos diversos produtos<br />

disponíveis no mercado. Neste<br />

evento falamos um pouco mais da<br />

tecnologia Enlist, que já foi lançada,<br />

mas ainda não está disponível<br />

no mercado. É uma ferramenta a<br />

mais que vai contribuir muito no<br />

manejo <strong>de</strong> plantas daninhas, mas<br />

que assim como as <strong>de</strong>mais precisa<br />

ser utilizada com responsabilida<strong>de</strong>”,<br />

explica o engenheiro agrônomo<br />

Diego Ferreira <strong>de</strong> Castro,<br />

do Detec da <strong>Coamo</strong> em Mamborê<br />

(Centro-Oeste do Paraná) que<br />

coor<strong>de</strong>nou a estação.<br />

De acordo com o técnico,<br />

cada dia mais, o produtor <strong>de</strong>verá<br />

ficar atento sobre o que po<strong>de</strong>rá<br />

aplicar nas culturas, por conta da<br />

seletivida<strong>de</strong> dos produtos. “Essas<br />

tecnologias trazem mecanismos<br />

<strong>de</strong> ação diferentes, que po<strong>de</strong>m<br />

ou não ser benéficos para <strong>de</strong>terminada<br />

cultura. Então tanto o<br />

produtor como o técnico precisam<br />

estar cientes do produto que<br />

será utilizado para não ter problema<br />

<strong>de</strong> matar alguma lavoura<br />

ou causar fito por conta do herbicida,<br />

uma vez que, são muitas<br />

as tecnologias disponíveis e que<br />

po<strong>de</strong>m causar certa confusão na<br />

cabeça do produtor”, alerta.<br />

ESTAÇÃO 6: Plantas Daninhas I: Inovações em biotecnologia no manejo <strong>de</strong> plantas daninhas<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 27


ESTAÇÃO ALERTOU A RESPEITO DA SELETIVIDADE DOS PRODUTOS,<br />

QUE MAL UTILIZADOS PODEM TRAZER SÉRIOS PREJUÍZOS A ATIVIDADE<br />

Somente no Brasil já existem quase 50 plantas<br />

daninhas resistentes e o número aumenta a cada<br />

ano, por conta da utilização <strong>de</strong> produtos com o mesmo<br />

mecanismo <strong>de</strong> ação. Um problema, que conforme<br />

Castro será crescente. “A natureza é assim, ela vai<br />

estar sempre tentando driblar as nossas ações. E nós,<br />

da mesma forma, vamos utilizando mecanismos para<br />

combater plantas daninhas, doenças e pragas, pensando<br />

em produzir mais”, argumenta.<br />

Darci Baggio (Ouro Ver<strong>de</strong>/SC), Paulo Henrique Battisti (Brasilândia do Sul), Marlon <strong>de</strong> Barros<br />

(Boa Ventura <strong>de</strong> São Roque), Diego Ferreira <strong>de</strong> Castro (Mamborê) e Gilson Bernardino (Palmital)<br />

PREPARAÇÃO<br />

Especialista em manejo <strong>de</strong> plantas daninhas, o pesquisador<br />

Fernando A<strong>de</strong>gas, da Embrapa/Soja, enten<strong>de</strong> que o tema ajuda o<br />

produtor a se preparar para as novas tecnologias que em breve estarão<br />

disponíveis. “É interessante, porque novamente estamos falando<br />

das futuras tecnologias. O agricultor está acostumado com a tecnologia<br />

RR (resistente a glifosato) e a <strong>Coamo</strong> está mostrando que vamos<br />

ter outras tecnologias, tanto em soja como em milho, e que ele [produtor]<br />

<strong>de</strong>ve ir se preparando para isso.”<br />

Fernando A<strong>de</strong>gas, da Embrapa/Soja<br />

PLANTA DANINHA OU CULTURA?<br />

Foram apresentadas situações<br />

reais <strong>de</strong> campo e quais<br />

opções para manejar plantas<br />

voluntárias neste cenário <strong>de</strong><br />

biotecnologia em culturas<br />

sucessivas<br />

Se uma estação apresentou<br />

a varieda<strong>de</strong> em biotecnologia<br />

disponível nos dias <strong>de</strong><br />

hoje, outra se preocupou em abrir<br />

os olhos do cooperado <strong>Coamo</strong><br />

quanto à necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> manejar<br />

corretamente todas essas ferramentas,<br />

para não errar no momento da<br />

aplicação e causar estragos a lavoura,<br />

seja <strong>de</strong> soja ou milho. Cada<br />

vez mais presente nas lavouras,<br />

às plantas guaxas se tornaram um<br />

gran<strong>de</strong> problema no campo, que<br />

<strong>de</strong>ve ser resolvido com uma boa<br />

dose <strong>de</strong> cautela e manejo correto.<br />

“Por isso o intuito foi trazer <strong>de</strong> forma<br />

prática para o cooperado, como ele<br />

po<strong>de</strong> manejar essas biotecnologias<br />

acertando sempre na escolha do<br />

material a ser plantado e o produto<br />

utilizado para conter invasoras.<br />

Nossa preocupação é alertar para<br />

que ele conheça o que vai utilizar<br />

para não correr riscos no momento<br />

<strong>de</strong> uma aplicação <strong>de</strong> herbicida, por<br />

exemplo. Alguns produtores ainda<br />

se confun<strong>de</strong>m quanto à tolerância<br />

<strong>de</strong> certos materiais e acabam cometendo<br />

erros fatais para a lavoura,<br />

dizimando as invasoras e a cultura”,<br />

esclarece o agrônomo José Eduardo<br />

Frendsen Filho, do Detec da<br />

<strong>Coamo</strong> em Pitanga (Centro do Paraná)<br />

e responsável pelo ensaio.<br />

28 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


ESTAÇÃO 7: Plantas Daninhas II: Manejo <strong>de</strong> plantas voluntárias no cenário <strong>de</strong> novas biotecnologias<br />

Conforme o agrônomo é fundamental que o<br />

agricultor esteja bem informado e não <strong>de</strong>ixe <strong>de</strong> trocar<br />

i<strong>de</strong>ias com a assistência técnica, que po<strong>de</strong>rá auxiliar<br />

sobre as diferentes biotecnologias, suas vantagens e<br />

cuidados que <strong>de</strong>vem ser tomados ao utilizá-las. “Para<br />

ter uma i<strong>de</strong>ia temos no milho cinco biotecnologias,<br />

que vão <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a resistência a lagartas, até as que são<br />

resistentes a herbicidas e lagartas. O mesmo acontece<br />

com a soja que já vem sendo utilizada há um bom<br />

tempo no mercado e possui vários tipos <strong>de</strong> biotecnologias”,<br />

comenta.<br />

Cada tecnologia traz uma sigla que <strong>de</strong>fine a<br />

utilida<strong>de</strong> e o tipo <strong>de</strong> resistência aplicado ao material.<br />

Um jogo <strong>de</strong> letras que precisa ser entendido e muito<br />

bem conhecido pelo produtor. “Na prática <strong>de</strong>mostramos<br />

que é preciso saber exatamente qual o tipo <strong>de</strong><br />

produto para cada cultura, como forma <strong>de</strong> controlar<br />

as plantas daninhas. Por isso é importante saber o que<br />

está comprando, mediante planejamento eficiente e<br />

a médio e longo prazo junto com a assistência técnica”,<br />

comenta.<br />

Hugo Lorran <strong>de</strong> Melho Rocha (Mariluz), José Ricardo Pedron Romani<br />

(Mangueirinha), Waltemberg Machado <strong>de</strong> Lima (Peabiru), José Eduardo Frandsen<br />

Filho (Pitanga)<br />

ACERTANDO NO ALVO<br />

Robson Osipe, da UENP-Ban<strong>de</strong>irantes<br />

Na opinião do pesquisador Robson Osipe, da Universida<strong>de</strong> Estadual<br />

do Norte do Paraná (UENP), <strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes, a questão principal é diferenciar<br />

o mecanismo <strong>de</strong> ação <strong>de</strong> cada tecnologia e dar o tiro certo na hora <strong>de</strong> matar<br />

a planta invasora e não a cultura. “Se temos planta <strong>de</strong> milho na lavoura <strong>de</strong><br />

soja, ou vice-versa, ela é planta daninha. Então é preciso saber exatamente<br />

qual biotecnologia está sendo utilizada e qual o produto a ser aplicado para<br />

não cometer o erro <strong>de</strong> conter a invasora e a lavoura. Essa é a essência do<br />

tema abordado aqui, que vem ao encontro da necessida<strong>de</strong> dos produtores”,<br />

salienta o pesquisador, que também marcou presença no evento da <strong>Coamo</strong>.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 29


ERENI JOSÉ HENNERICH,<br />

São Domingos (Santa Catarina)<br />

“<br />

Quem participa fica por <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> todas as tecnologias<br />

para usar na lavoura, seja relacionado<br />

a sementes, fungicidas ou inseticidas. Temos que<br />

evoluir a cada dia e em eventos como esses recebemos<br />

conhecimento para conduzir a lavoura.<br />

LEQUE DE OPÇÕES<br />

DEVANIR RUFINO DA SILVA,<br />

Quarto Centenário (Paraná)<br />

“<br />

É um evento muito bem organizado e com assuntos<br />

que chamam a atenção <strong>de</strong> quem trabalha com a<br />

lavoura, seja relacionado a varieda<strong>de</strong>s ou aos tratos<br />

culturais. Com o acompanhamento e participando<br />

dos eventos técnicos fica mais fácil trabalhar.<br />

Estações sobre<br />

varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja<br />

sempre chamam a<br />

atenção dos cooperados<br />

Qual varieda<strong>de</strong> plantar?<br />

Quando e em qual região<br />

o material se <strong>de</strong>senvolve<br />

melhor? Essas e outras perguntas<br />

foram respondidas nas estações<br />

<strong>de</strong> varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja, sempre<br />

presentes no Encontro <strong>de</strong> Verão,<br />

e chamam a atenção dos cooperados<br />

que buscam novas opções e<br />

novida<strong>de</strong>s para multiplicação.<br />

Além da apresentação<br />

das novas cultivares, a estação<br />

também abordou o abortamento<br />

<strong>de</strong> vagens que ocorreu em algumas<br />

regiões, motivado, segundo a<br />

pesquisa, por uma série <strong>de</strong> fatores<br />

relacionados ao clima. “Tivemos<br />

muita chuva e praticamente não<br />

tivemos a presença da luz solar,<br />

especialmente entre a segunda<br />

quinzena <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro e a primeira<br />

<strong>de</strong> janeiro. Isso somado às<br />

vezes as características <strong>de</strong> solo,<br />

características <strong>de</strong> varieda<strong>de</strong>s,<br />

época <strong>de</strong> plantio e práticas culturais,<br />

po<strong>de</strong> ter agravado para ocorrer<br />

esse abortamento em algumas<br />

ESTAÇÃO 8: Varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Soja I<br />

30 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


lavouras”, explica o engenheiro agrônomo Luiz Cezar<br />

Voytena, do Detec da <strong>Coamo</strong> em Campo Mourão<br />

(Centro-Oeste do Paraná) e que conduziu os trabalhos<br />

na estação.<br />

Segundo ele, em alguns casos o problema<br />

aconteceu na mesma região, mas somente em algumas<br />

lavouras, o que caracteriza o diagnóstico. “Por<br />

isso acreditamos que não foi somente a questão climática<br />

e sim esse conjunto <strong>de</strong> fatores”, <strong>de</strong>clara.<br />

A estação apresentou 15 varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja<br />

das obtentoras FT Sementes; Ni<strong>de</strong>ra; Syngenta; Monsoy<br />

e Bayer, com características variadas, aten<strong>de</strong>ndo<br />

as mais diversas épocas <strong>de</strong> plantio, condições <strong>de</strong> temperatura<br />

e altitu<strong>de</strong>. “Nessas quinze varieda<strong>de</strong>s temos<br />

Andrei Henrique <strong>de</strong> Tomasi (Manoel Ribas), Rubem Carlos <strong>de</strong> Oliveira Hubner<br />

(Mamborê), Luis Cesar Voytena (Campo Mourão) e João Rafael Bauermeister<br />

(Barbosa Ferraz)<br />

opções para todos os gostos, po<strong>de</strong>ndo aten<strong>de</strong>r todas<br />

as regiões da <strong>Coamo</strong> <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a região <strong>de</strong> Santa Catarina<br />

até o Mato Grosso do Sul, passando pelo Paraná.”<br />

LIVRE ESCOLHA<br />

Nas estações <strong>de</strong> soja<br />

o cooperado observa<br />

o <strong>de</strong>senvolvimento<br />

dos materiais em um<br />

laboratório a céu aberto<br />

Em uma segunda estação, outros<br />

19 materiais das obtentoras<br />

Brasmax; Don Mário;<br />

Embrapa; Coo<strong>de</strong>tec e TMG foram<br />

apresentados aos cooperados,<br />

sendo 18 intactas (com tolerância<br />

a lagartas) e uma RR1 (tolerância a<br />

Glifosato). “De maneira geral trouxemos<br />

materiais novos <strong>de</strong> todas as<br />

parceiras. Aproveitamos para fazer<br />

um comparativo <strong>de</strong> clima entre às<br />

safras 2016/17 e 2017/18 on<strong>de</strong><br />

mostramos para o cooperado questões<br />

relacionadas à umida<strong>de</strong> relativa<br />

do ar, potencial hídrico do solo,<br />

precipitação e radiação solar. É uma<br />

ESTAÇÃO 9: Varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Soja II<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 31


AO PARTICIPAR DO EVENTO, COOPERADO TEM A OPORTUNIDADE DE VER A GENÉTICA DAS<br />

CULTIVARES E AS QUESTÕES RELACIONADAS A MANEJO DE SOLO, ENTRE OUTROS ASPECTOS<br />

forma <strong>de</strong> esclarecer que as condições climáticas nesta<br />

safra não foram tão favoráveis quanto foram na safra<br />

16/17, o que justifica o ‘amarramento’ que a soja teve<br />

no início do cultivo”, comenta o engenheiro agrônomo<br />

Sandro Magnani, chefe do Departamento <strong>de</strong> Produção<br />

<strong>de</strong> Sementes em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná)<br />

que esteve à frente dos trabalhos no ensaio.<br />

Nas estações <strong>de</strong> soja, o cooperado consegue<br />

observar o <strong>de</strong>senvolvimento dos materiais em um laboratório<br />

a céu aberto, on<strong>de</strong> é possível sanar dúvidas<br />

e escolher a melhor varieda<strong>de</strong> para multiplicação no<br />

campo, que ofereça o máximo <strong>de</strong> retorno possível à<br />

ativida<strong>de</strong>.<br />

Conrado Vitor Moreira <strong>de</strong> Souza Zanuto (Ivailândia), Breno Rovani (Campo<br />

Mourão), Giovani Augusto Geron Pinheiro (Fênix), Sandro Magnani (Campo<br />

Mourão), Sandro Rodrigo Gheller (Mamborê)<br />

CONHECIMENTO<br />

NA FONTE<br />

Pesquisador da Embrapa/<br />

Soja, que trabalha em conjunto com<br />

a Fundação Meridional, o engenheiro<br />

agrônomo Luiz Cezar Tavares, da<br />

área <strong>de</strong> Transferência <strong>de</strong> Tecnologia,<br />

observa que ao participar do evento<br />

o produtor tem a oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong>,<br />

além <strong>de</strong> ver a genética das cultivares,<br />

enten<strong>de</strong>r melhor questões relacionadas<br />

a manejo <strong>de</strong> solo, entre outros<br />

aspectos. “O que garante hoje o<br />

rendimento das cultivares no campo<br />

e a sustentabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>ssas tecnolo-<br />

Luiz Cezar Tavares, da Embrapa/Soja<br />

gias são as boas práticas agrícolas.<br />

Quando você tem uma boa cultivar<br />

e um solo bem manejado, com rotação<br />

<strong>de</strong> culturas, manejo integrado<br />

Ralf Udo Dengler, da Fundação Meridional<br />

<strong>de</strong> pragas e doenças, você reduz<br />

muitos os riscos o que ajuda a ter<br />

sucesso na ativida<strong>de</strong> com ganhos<br />

significativos” orienta.<br />

32 REVISTA<br />

RONEL DA SILVA GOBBI,<br />

Mamborê (Paraná)<br />

“<br />

É importante esse contato com a pesquisa,<br />

para conhecer as novida<strong>de</strong>s e tirar as dúvidas.<br />

Saímos daqui com algumas <strong>de</strong>cisões já tomadas<br />

para as próximas safras. Precisamos produzir<br />

cada vez mais e com sustentabilida<strong>de</strong>.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong><br />

FÁBIO CASTILHO,<br />

Marilândia do Sul (Paraná)<br />

“<br />

É a primeira vez que participo, pois comecei<br />

há pouco tempo na agricultura. Fiquei muito<br />

surpreso pela magnitu<strong>de</strong> e organização do<br />

evento. Aprendi muita coisa e volto para casa<br />

com uma bagagem bem maior.


JUNTO E MISTURADO<br />

ESTAÇÃO MOSTROU CUIDADOS E PREOCUPAÇÕES SOBRE ESCOLHA DOS PRODUTOS E<br />

CAUSAS DA INCOMPATIBILIDADE OU IMPOSSIBILIDADE DA MISTURA DE ALGUNS DEFENSIVOS<br />

ESTAÇÃO 10: Tecnologia <strong>de</strong> Aplicação <strong>de</strong> Defensivos Agrícolas: formulações e misturas <strong>de</strong> <strong>de</strong>fensivos em tanque <strong>de</strong> pulverização<br />

Fazer a melhor combinação <strong>de</strong> mistura <strong>de</strong> produtos<br />

e homogeneizar a concentração no tanque<br />

do pulverizador nem sempre é tarefa fácil. A ação,<br />

quando feita <strong>de</strong> forma errada, ocasiona na maioria das<br />

vezes, o <strong>de</strong>sperdício do produto que não age <strong>de</strong> forma<br />

i<strong>de</strong>al na planta e por consequência gera prejuízos.<br />

Mas, qual a melhor formulação <strong>de</strong> mistura e<br />

como garantir essa homogeneização? As respostas foram<br />

apresentadas por técnicos da <strong>Coamo</strong> e da Universida<strong>de</strong><br />

Estadual do Norte do Paraná (UENP), <strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes-PR.<br />

Eles mostraram no Encontro <strong>de</strong> Verão as<br />

melhores opções <strong>de</strong> misturas <strong>de</strong> produtos e como garantir<br />

a homogeneização da concentração no tanque, fazendo<br />

com que a ação da formulação seja mais eficiente.<br />

Coor<strong>de</strong>nador da estação, o engenheiro agrôno-<br />

Thiago Miguel Rzeczycki (Cruzmaltina), Lucas Gouvea Vilela Esperandino (Campo<br />

Mourão), Ulysses Marcellos Rocha Neto (Janiópolis), Roberto Shigueo Takeda<br />

(Moreira Sales)<br />

mo Lucas Gouvea Vilela Esperandino, chefe do Departamento<br />

<strong>de</strong> Suporte Técnico da gerência Técnica da <strong>Coamo</strong>,<br />

informou que a i<strong>de</strong>ia foi mostrar apenas as principais<br />

formulações, <strong>de</strong> 81 registradas no Ministério da Agricultura.<br />

“Nosso objetivo foi esclarecer porque um produto<br />

às vezes é formulado em WG e não numa formulação líquida,<br />

entre outras questões pertinentes a tecnologia <strong>de</strong><br />

aplicação que é um assunto bastante amplo. Outra preocupação<br />

foi mostrar um pouco sobre or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> mistura<br />

no tanque, já que existe uma or<strong>de</strong>m cronológica na hora<br />

<strong>de</strong> adicionar os produtos. Uma vez que se essa or<strong>de</strong>m<br />

não é respeitada, a chance <strong>de</strong> dar problema no aspecto<br />

físico da calda é muito gran<strong>de</strong>”, alerta.<br />

DOSE CERTA<br />

“Quem nunca foi numa festa e tomou um fermentado<br />

com um <strong>de</strong>stilado? Está aí a prova <strong>de</strong> que<br />

uma mistura mal feita po<strong>de</strong> dar dor <strong>de</strong> cabeça”. A comparação<br />

é feita pelo pesquisador Rone Batista <strong>de</strong> Oliveira,<br />

doutor em Tecnologia <strong>de</strong> Aplicação, da Universida<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes (UENP). Ele afirma que o objetivo<br />

foi trabalhar o conceito das misturas em tanque envolvido<br />

com o conceito da tecnologia <strong>de</strong> aplicação. “Não<br />

po<strong>de</strong>mos separar uma coisa da outra, porque uma vez<br />

que trabalhamos isoladamente e esquecemos que essa<br />

mistura vai influenciar a tecnologia <strong>de</strong> aplicação, vamos<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 33


OBJETIVO DA ESTAÇÃO FOI TRABALHAR O CONCEITO DAS MISTURAS<br />

EM TANQUE ENVOLVIDO COM O CONCEITO DA TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO<br />

ter problemas, com certeza, uma<br />

vez que temos especificida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

misturas que merecem tecnologias<br />

diferentes”, explica.<br />

A universida<strong>de</strong> levou para<br />

o evento um simulador <strong>de</strong> misturas,<br />

<strong>de</strong>senvolvido pela equipe do<br />

pesquisador Rone Oliveira, on<strong>de</strong><br />

foi possível <strong>de</strong>monstrar qual a melhor<br />

or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> se fazer a mistura,<br />

como essa or<strong>de</strong>m influencia em<br />

todos os momentos da aplicação,<br />

como a mistura influencia no <strong>de</strong>senvolvimento<br />

da máquina (pul-<br />

verizador) e o sistema <strong>de</strong> agitação<br />

e filtros do equipamento, entre<br />

outras características do processo<br />

<strong>de</strong> aplicação. “Quebramos, <strong>de</strong><br />

certa forma, um pouco do mito <strong>de</strong><br />

que somente um simples teste na<br />

garrafa pet não é o suficiente para<br />

dizer que a mistura está certa ou<br />

errada”, revela Oliveira, acrescentando<br />

que o mais importante é o<br />

produtor refletir da importância<br />

<strong>de</strong> melhorar a eficiência das misturas,<br />

como forma <strong>de</strong> obter melhores<br />

resultados no campo.<br />

Rone Batista <strong>de</strong> Oliveira, UENP – Ban<strong>de</strong>irantes<br />

POR DENTRO DA LEI<br />

Misturar produtos agrotóxicos<br />

no tanque no pulverizador<br />

envolve questões que vão além da<br />

operacionalização no campo. Segundo<br />

a lei, qualquer tipo <strong>de</strong> agrotóxico<br />

precisa ser receitado por um<br />

profissional legalmente habilitado,<br />

sendo respeitadas as recomendações<br />

<strong>de</strong> utilização aprovadas no rótulo<br />

e na bula do produto, conforme<br />

estabelece o Decreto 4.074/02.<br />

Embora as misturas sejam prática<br />

comum e façam parte do dia a dia<br />

da ativida<strong>de</strong>, não po<strong>de</strong>m ser prescritas<br />

em uma receita agronômica.<br />

O tema foi levantado pelo<br />

pesquisador Dionizio Gazziero, da<br />

área <strong>de</strong> plantas daninhas da Embrapa<br />

Soja, quem vem questionando<br />

a regularização da operação. “São<br />

mais <strong>de</strong> 30 anos <strong>de</strong> discussões e ao<br />

longo do tempo fomos per<strong>de</strong>ndo<br />

informações sobre o assunto. Por<br />

isso é fundamental que toda tecnologia<br />

seja disponível ao agricultor, já<br />

que com a proibição as discussões<br />

foram diminuindo e fomos per<strong>de</strong>ndo<br />

essa tecnologia que contribui<br />

muito para a ativida<strong>de</strong>”, informa<br />

Gazziero. Ele acrescenta que um<br />

estudo da Embrapa, levantou que<br />

embora sejam “proibidas”, 97% das<br />

aplicações são feitas com misturas<br />

em tanque com a utilização <strong>de</strong> dois<br />

a cinco produtos em uma só aplicação,<br />

ou mais, e envolvem combinações<br />

não só <strong>de</strong> agrotóxicos, mas<br />

também <strong>de</strong> adubos foliares e outras<br />

classes <strong>de</strong> produtos. “Há muito tempo<br />

estamos na luta para que esse<br />

assunto seja regulamentado. Queremos<br />

a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> falar abertamente<br />

sobre isso, como fizemos<br />

aqui, esclarecendo o que po<strong>de</strong>mos<br />

ou não fazer do ponto <strong>de</strong> vista técnico<br />

em relação a esses produtos”.<br />

No momento existe uma<br />

consulta pública no Ministério da<br />

Agricultura, o que vem provocando<br />

uma maior liberda<strong>de</strong> <strong>de</strong> abrangência<br />

do tema. “Na verda<strong>de</strong>, havia<br />

um entendimento errado e foi um<br />

gran<strong>de</strong> avanço a gente conseguir<br />

chegar nesse ponto. Esperamos<br />

que <strong>de</strong> fato o governo regulamente<br />

isso. A <strong>Coamo</strong> está <strong>de</strong> parabéns<br />

por colocar isso em pauta, numa<br />

discussão aberta com todos os técnicos<br />

e agricultores”, diz.<br />

Dionizio Gazziero, da Embrapa Soja<br />

34 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


BOHDAN UHREN E EDUARDO,<br />

Roncador (Paraná)<br />

“<br />

O encontro é muito bom, é uma faculda<strong>de</strong> para<br />

nós. É a oportunida<strong>de</strong> que temos <strong>de</strong> conhecer<br />

todas as novida<strong>de</strong>s e trocar informações com<br />

os técnicos e colegas <strong>de</strong> outras regiões. Já é o<br />

quarto ano que trago meu neto junto, estou preparando<br />

ele para dar sequência aos trabalhos.<br />

Acima, José Aroldo Gallassini na abertura do primeiro encontro <strong>de</strong> cooperados<br />

e abaixo, durante a 30ª edição na Fazenda Experimental <strong>Coamo</strong><br />

Parte da equipe <strong>de</strong> funcionários da Fazenda Experimental, responsáveis<br />

pela organização e realização do Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />

“Mil duzentos e sessenta produtores a campo percorrendo ensaios<br />

e experimentos; verificando ‘in loco’ o que a pesquisa agrícola tem<br />

a lhes oferecer; trocando experiências sobre as dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> se<br />

produzir melhor e avaliando junto com os técnicos e agrônomos<br />

tudo o que foi observado.” Essa foi a chamada para a reportagem no<br />

Jornal <strong>Coamo</strong> sobre a primeira edição do Encontro <strong>de</strong> Cooperados na<br />

Fazenda Experimental, em março <strong>de</strong> 1989. De lá para cá, muitas coisas<br />

mudaram, novas tecnologias surgiram, sistemas foram implantados e<br />

implementados, assim como os <strong>de</strong>safios que fazem parte do dia a dia<br />

<strong>de</strong> quem trabalha no campo. O que não mudou, é a maneira como a<br />

<strong>Coamo</strong> se preocupa em atualizar os cooperados para que produzam,<br />

cada vez mais, e com sustentabilida<strong>de</strong>.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 35


CREDICOAMO TEM SOBRAS<br />

LÍQUIDAS DE R$83,31 MILHÕES<br />

Os associados da Credicoamo Crédito Rural<br />

Cooperativa aprovaram o balanço e a distribuição<br />

<strong>de</strong> sobras do exercício <strong>de</strong> 2017 durante<br />

a 28ª Assembleia Geral Ordinária realizada no<br />

dia 27 <strong>de</strong> fevereiro na administração central da cooperativa<br />

em Campo Mourão. O relatório do exercício<br />

<strong>de</strong> 2017 mostra a Credicoamo com ativos <strong>de</strong> R$2,18<br />

bilhões, que somados aos investimentos com recursos<br />

do BNDES/FCO atingiu R$ 2,57 bilhões, com<br />

crescimento <strong>de</strong> 3,66% e um patrimônio líquido <strong>de</strong><br />

R$545,45 milhões, 14,26% superior ao do ano anterior.<br />

A receita global foi <strong>de</strong> R$275,61 milhões, proporcionando<br />

sobras no valor <strong>de</strong> R$ 83,31 milhões.<br />

Do total das sobras <strong>de</strong> R$83,31 milhões, após<br />

as <strong>de</strong>stinações legais e estatutárias, a Assembleia<br />

aprovou o pagamento <strong>de</strong> R$ R$25,26 milhões aos associados<br />

na proporção da movimentação. Os valores<br />

foram creditados em 28 <strong>de</strong> fevereiro.<br />

O presi<strong>de</strong>nte da Credicoamo José Aroldo Gallassini<br />

revela, conforme dados do Banco Central do Brasil,<br />

que “em 2017 a Credicoamo ocupou a 17ª posição<br />

entre as instituições financeiras aplicadoras <strong>de</strong> crédito<br />

rural do país, sendo que no custeio agrícola ocupa a 8ª<br />

posição. Este posicionamento é muito relevante, motivo<br />

<strong>de</strong> satisfação e reconhecimento da <strong>de</strong>dicação e busca<br />

<strong>de</strong> atendimento às necessida<strong>de</strong>s dos associados”.<br />

O seguro agrícola contratado no ano 2017 é<br />

outro fator comemorado na Credicoamo, com importância<br />

segurada na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$897,38 milhões para<br />

uma área <strong>de</strong> 393.399 hectares e 4.767 apólices.<br />

Com estrutura presente em 43 agências nos<br />

Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do<br />

Sul, dos quais como novida<strong>de</strong> foi inaugurada a agência<br />

<strong>de</strong> Xanxerê em Santa Catarina, a Credicoamo vem<br />

realizando um trabalho forte no atendimento às <strong>de</strong>mandas<br />

dos cooperados.<br />

Os tributos e taxas gerados e recolhidos durante<br />

o exercício <strong>de</strong> 2017 foram na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$35,55 milhões.<br />

A Credicoamo encerrou o exercício com 18.588<br />

associados, número 2,93% maior em relação a 2016.<br />

Assembleia contou com a presença do superinten<strong>de</strong>nte da Ocepar, Robson Mafioletti<br />

36 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


Participação ativa dos cooperados<br />

Conselho Fiscal Efetivo: Calebe Honório Welz Negri, Emilio Magne Guerreiro Junior<br />

e Adriano Bartchechen, superinten<strong>de</strong>nte do Sistema Ocepar, Robson Leandro<br />

Mafioletti, diretor-operacional, Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari, diretor-presi<strong>de</strong>nte, José<br />

Aroldo Gallassini, diretor-administrativo, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto. Conselho<br />

Suplente: Claudio Osmar Fulaneto, Heitor Roberto Homiak e Ricieri Zanatta Neto<br />

“Po<strong>de</strong>mos dizer que o ano <strong>de</strong> 2017 foi <strong>de</strong><br />

sucesso para a Credicoamo e seus associados, com<br />

apoio daqueles que sempre estiveram conosco: nossos<br />

associados, funcionários, instituições financeiras,<br />

órgãos governamentais e entida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> classe”, consi<strong>de</strong>ra<br />

Gallassini.<br />

Dentre os fatos relevantes ocorridos em 2017,<br />

está a contratação <strong>de</strong> 16.448 operações <strong>de</strong> crédito,<br />

com recursos na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$1,54 bilhão, compreen<strong>de</strong>ndo<br />

o custeio agrícola, investimentos e <strong>de</strong>mais<br />

linhas <strong>de</strong> empréstimos e financiamentos. Destaca-<br />

-se ainda a disponibilização do cartão Credicoamo<br />

Mastercard, com as funções <strong>de</strong> débito e crédito, bem<br />

como a adaptação do Sistema Credicoamo para<br />

aten<strong>de</strong>r os novos serviços que serão disponibilizados<br />

nos terminais <strong>de</strong> autoatendimento e internet banking/mobile.<br />

BENEFÍCIOS NO CRÉDITO<br />

Comparando as taxas médias <strong>de</strong> juros do ano 2017, divulgadas pelo<br />

Banco Central do Brasil, com as taxas praticadas pela Credicoamo,<br />

verifica-se um benefício expressivo para os associados <strong>de</strong> contrataram<br />

empréstimos com recursos livres ou que utilizaram do limite do cheque<br />

especial, representando uma economia <strong>de</strong> R$ 116,18 milhões.<br />

RENATO ROTINI,<br />

Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná)<br />

“A Credicoamo tem tudo o que<br />

precisamos. Todos os produtores<br />

associados, assim como eu, sabem<br />

que se trata <strong>de</strong> uma cooperativa<br />

segura, on<strong>de</strong> se consegue trabalhar<br />

sem burocracia e com linhas <strong>de</strong><br />

crédito a<strong>de</strong>quadas à nossa realida<strong>de</strong>.<br />

Quando a cooperativa está crescendo<br />

é sinal <strong>de</strong> que o cooperado está<br />

crescendo junto.”<br />

DENILSON BRUNO ROSA,<br />

Xanxerê (Oeste <strong>de</strong> Santa Catarina)<br />

“Os resultados estão aí para comprovar<br />

o crescimento da cooperativa e a<br />

participação do quadro social. Uma<br />

somatória <strong>de</strong> atitu<strong>de</strong>s garantem<br />

esse crescimento, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a nossa<br />

participação ao bom atendimento<br />

dos funcionários e qualida<strong>de</strong> dos<br />

produtos oferecidos.”<br />

MÁRCIA FREIRE ALVES,<br />

Dourados (Mato Grosso do Sul)<br />

“Estou iniciando agora na ativida<strong>de</strong><br />

agrícola e é muito bom vir <strong>de</strong> longe<br />

para acompanhar esse momento<br />

on<strong>de</strong> a Credicoamo divulga<br />

bons resultados, reflexo da nossa<br />

participação. Todos ganham com a<br />

Credicoamo.”<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 37


BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016<br />

BALANÇO PATRIMONIAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />

(Valores em em R$ R$1,00) 1)<br />

ATIVO<br />

2017 2016<br />

ATIVO CIRCULANTE 1.776.691.431 2.057.547.491<br />

DISPONIBILIDADES 13.684.606 4.484.499<br />

Caixa 1.929.215 1.944.274<br />

Depósitos Bancários 202.219 41.270<br />

Cotas <strong>de</strong> Fundos <strong>de</strong> Investimento 11.553.172 2.498.955<br />

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 529.727.844 352.652.477<br />

Aplicações em Operações Compromissadas 496.616.157 322.530.537<br />

Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 33.111.687 30.121.940<br />

TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 216.467.054 596.782.641<br />

Títulos <strong>de</strong> Renda Fixa 216.467.054 596.782.641<br />

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 194.957 166.895<br />

Direitos Junto a Participantes do Sistema <strong>de</strong> Liquidação 194.957 164.442<br />

Créditos Vinculados Banco Central - Depósitos - 2.453<br />

OPERAÇÕES DE CRÉDITO 1.015.293.571 1.102.095.684<br />

Empréstimos e Títulos Descontados 232.723.780 289.543.735<br />

Financiamentos 14.888.197 12.092.778<br />

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 31.080.221 32.485.561<br />

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos <strong>de</strong> Repasses 801.081.061 809.231.417<br />

( - ) Provisão para Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (64.479.688) (41.257.807)<br />

OUTROS CRÉDITOS 1.310.852 1.353.704<br />

Créditos Avais e Fianças Honrados - 13.011<br />

Rendas a Receber 781.949 417.723<br />

Devedores Diversos - País 531.340 939.636<br />

( - ) Provisão para Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (2.437) (16.666)<br />

OUTROS VALORES E BENS 12.547 11.591<br />

Despesas Antecipadas 12.547 11.591<br />

ATIVO NÃO CIRCULANTE 403.218.262 66.059.381<br />

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 401.594.389 65.714.117<br />

Títulos <strong>de</strong> Renda Fixa 267.806.426 -<br />

Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 72.355.332 -<br />

Empréstimos e Títulos Descontados 7.267.910 6.408.546<br />

Financiamentos 35.860.602 32.392.215<br />

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 251.964 557.582<br />

Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos <strong>de</strong> Repasses 17.889.513 26.030.851<br />

Outros Créditos 162.642 324.923<br />

IMOBILIZADO 641.577 205.778<br />

Imobilizado <strong>de</strong> Uso 641.577 205.778<br />

INTANGÍVEL 982.296 139.486<br />

Outros Ativos Intangíveis 982.296 139.486<br />

TOTAL DO ATIVO 2.179.909.693 2.123.606.872<br />

38 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


BALANÇO PATRIMONIAL PARA PASSIVO OS EXERCÍCIOS E PATRIMÔNIO FINDOS EM LÍQUIDO 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO<br />

2017 2016<br />

PASSIVO CIRCULANTE 1.612.855.797 1.567.604.608<br />

DEPÓSITOS 955.795.060 520.235.094<br />

Depósitos à Vista 49.402.242 56.443.450<br />

Depósitos Interfinanceiros 224.322.780 -<br />

Depósitos a Prazo 682.070.038 463.791.644<br />

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS/INTERDEPENDÊNCIAS 481.899 519.112<br />

Recursos em Trânsito <strong>de</strong> Terceiros 408.679 519.112<br />

Obrigações Junto a Participantes do Sistema <strong>de</strong> Liquidação 73.220 -<br />

OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES 545.473.426 915.228.471<br />

Repasses 545.473.426 915.228.471<br />

OUTRAS OBRIGAÇÕES 111.105.412 131.621.931<br />

Sociais e Estatutárias 65.958.577 62.035.244<br />

Fiscais e Previ<strong>de</strong>nciárias 1.670.236 2.041.787<br />

Provisão <strong>de</strong> Pagamentos a Efetuar 34.236.946 42.193.806<br />

Provisão Para Passivos Contingentes 8.533.089 6.084.319<br />

Credores Diversos 706.564 19.266.775<br />

PASSIVO NÃO CIRCULANTE 21.605.236 78.630.686<br />

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 21.605.236 78.630.686<br />

Obrigações por Empréstimos e Repasses 21.605.236 78.630.686<br />

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 545.448.660 477.371.578<br />

Capital Social 161.531.380 142.559.681<br />

Reserva Legal 274.746.765 238.568.872<br />

Fundo para Manutenção do Capital <strong>de</strong> Giro Próprio 109.170.515 96.243.025<br />

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.179.909.693 2.123.606.872<br />

As <strong>de</strong>monstrações contábeis acompanhadas das notas explicativas do relatório dos Auditores In<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes<br />

e do Parecer do Conseho Fiscal, estão disponívies no site: www.credicoamo.com.br<br />

JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />

Diretor Presi<strong>de</strong>nte<br />

CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO<br />

Diretor Administrativo<br />

RICARDO ACCIOLY CALDERARI<br />

EDSON DE SANTANA PERES<br />

Diretor Operacional Contador - CRC-PR 31809/O-0<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 39


DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E<br />

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016<br />

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />

(Valores em R$1,00)<br />

(Valores em R$1)<br />

'2017 '2016<br />

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 254.793.311 280.148.021<br />

Operações <strong>de</strong> Crédito 137.586.852 119.799.412<br />

Resultado <strong>de</strong> Títulos e Valores Mobiliários 117.206.459 160.348.609<br />

DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (166.488.621) (180.660.678)<br />

Captação no Mercado (66.125.130) (97.629.642)<br />

Empréstimos, Cessões e Repasses (72.403.082) (62.664.132)<br />

Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (27.960.409) (20.366.904)<br />

RESULTADO BRUTO INTERM FINANCEIRA 88.304.690 99.487.343<br />

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS (3.123.484) 2.212.618<br />

Receitas <strong>de</strong> Prestação <strong>de</strong> Serviços 9.081.397 8.347.907<br />

Despesas <strong>de</strong> Pessoal (19.197.714) (17.363.092)<br />

Outras Despesas Administrativas (4.169.631) (3.378.163)<br />

Despesas Tributárias (439.630) (410.821)<br />

Outras Receitas Operacionais 12.058.098 15.034.642<br />

Outras Despesas Operacionais (456.004) (17.855)<br />

RESULTADO OPERACIONAL 85.181.206 101.699.961<br />

RESULTADO NÃO OPERACIONAL 93.096 222.065<br />

RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 85.274.302 101.922.026<br />

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (1.963.111) (1.784.761)<br />

SOBRAS LÍQUIDAS 83.311.191 100.137.265<br />

DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS<br />

FATES (Resultados Atos Com Não Associados) 2.915.874 2.588.384<br />

FATES (Resultados Atos Com Associados) 4.019.766 4.866.341<br />

Fundo <strong>de</strong> Reserva 36.177.893 44.019.132<br />

Fundo para Manutenção do Capital <strong>de</strong> Giro Próprio 21.253.537 26.659.278<br />

Sobras à Disposição da AGO 18.944.121 22.004.130<br />

TOTAL DAS DESTINAÇÕES 83.311.191 100.137.265<br />

40 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


ATIVO TOTAL (bilhão R$)<br />

LIQUIDEZ IMEDIATA<br />

2015 2016 2017<br />

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (milhão R$)<br />

2015<br />

2016 2017<br />

LIQUIDEZ CORRENTE<br />

2015<br />

2016 2017<br />

SOBRAS LÍQUIDAS (milhão R$)<br />

2015<br />

2016 2017<br />

2015<br />

2016 2017<br />

LIQUIDEZ GERAL<br />

RECEITA GLOBAL (milhão R$)<br />

2015<br />

2016 2017<br />

2015<br />

2016 2017<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 41


#SomosJacto<br />

UNIPORT<br />

2030<br />

2<strong>de</strong>sign<br />

O 4x4 COMPACTO PARA<br />

TODOS OS DESAFIOS<br />

Pensando em você e com foco em suas necessida<strong>de</strong>s,<br />

a Jacto apresenta o novo Uniport 2030, com uma tripla<br />

e po<strong>de</strong>rosa combinação: tecnologia, robustez e competitivida<strong>de</strong>.<br />

Potente e com tração nas quatro rodas, o Uniport 2030<br />

trabalha em uma gran<strong>de</strong> varieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> terrenos. Com barras<br />

<strong>de</strong> 24 ou 30 metros e sistema <strong>de</strong> pulverização <strong>de</strong> quem é<br />

especialista há décadas, oferece maior precisão na aplicação<br />

e <strong>de</strong>sempenho superior comparado aos mo<strong>de</strong>los<br />

semelhantes no mercado.<br />

jacto.com.br


CREDICOAMO LANÇA<br />

INTERNET BANKING/MOBILE<br />

Com o slogan “Você com a<br />

gente, sempre”, a Credicoamo<br />

Crédito Rural Cooperativa<br />

lança para beneficiar seus<br />

mais <strong>de</strong> 18 mil cooperados a operação<br />

do Internet Banking/Mobile<br />

Credicoamo. Por meio <strong>de</strong>ste novo<br />

serviço eles po<strong>de</strong>rão realizar consultas<br />

e transações financeiras <strong>de</strong><br />

um jeito simples, prático e seguro.<br />

Para isso, basta baixar o aplicativo<br />

no smartphone ou tablet, cadastrar<br />

a senha <strong>de</strong> internet e liberar o<br />

dispositivo em uma das 43 agências<br />

<strong>de</strong> relacionamento da cooperativa<br />

no Estados do Paraná, Santa<br />

Catarina e Mato Grosso do Sul.<br />

Além disso, o cooperado po<strong>de</strong>rá<br />

acessar o Internet Banking Credi-<br />

coamo do seu próprio computador<br />

ou notebook, diretamente do<br />

navegador, pelo en<strong>de</strong>reço www.<br />

credicoamo.com.br.<br />

O sistema piloto do Internet<br />

Banking/Mobile Credicoamo está<br />

em operação por vários cooperados<br />

na fase piloto <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o dia 21 <strong>de</strong><br />

março aten<strong>de</strong>ndo ao plano <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s<br />

aprovado pela Assembleia<br />

Geral em 27 <strong>de</strong> fevereiro <strong>de</strong>ste ano.<br />

Após a fase inicial que servirá<br />

para homologação final dos<br />

serviços disponibilizados, os cooperados<br />

irão receber via celular<br />

comunicado para procurar suas<br />

agências <strong>de</strong> relacionamento e fazer<br />

a a<strong>de</strong>são ao mais novo serviço<br />

da Credicoamo.<br />

“O Internet Banking é um<br />

marco na história da Credicoamo<br />

oferecendo aos cooperados<br />

a disponibilização do acesso por<br />

internet para facilitar e agilizar<br />

suas operações financeiras com a<br />

cooperativa, com a certeza <strong>de</strong> usufruir<br />

<strong>de</strong> um serviço mo<strong>de</strong>rno com<br />

segurança e qualida<strong>de</strong>”, afirma o<br />

diretor-presi<strong>de</strong>nte da Credicoamo,<br />

José Aroldo Gallassini.<br />

Cooperados Emilio Magne Guerreiro Junior e a esposa Stefhany Natália no teste piloto do novo benefício da Credicoamo<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 43


44 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SAFRA DE VERÃO<br />

Até o fechamento <strong>de</strong>sta edição, 85% da área <strong>de</strong> soja tinha sido colhida<br />

NA ROTA DA COLHEITA<br />

Com a operacionalização da<br />

colheita da safra <strong>de</strong> verão,<br />

que segue a todo vapor<br />

nas áreas produtoras, a <strong>Revista</strong><br />

<strong>Coamo</strong> foi acompanhar <strong>de</strong> perto<br />

o andamento da colheita em várias<br />

regiões <strong>de</strong> atuação da cooperativa<br />

no Paraná, Santa Catarina e Mato<br />

Grosso do Sul. Por on<strong>de</strong> se passava,<br />

o que mais se via era movimentação<br />

no campo, seja <strong>de</strong> máquinas<br />

colhendo ou caminhões transportando<br />

a produção. Nas regiões<br />

produtoras <strong>de</strong> milho <strong>de</strong> segunda<br />

safra, os campos amarelados com a<br />

palhada da soja já estavam ver<strong>de</strong>s<br />

com as novas plantas que emergiam<br />

e se <strong>de</strong>senvolviam, ou então,<br />

as planta<strong>de</strong>iras que seguiam nos<br />

rastros das colheita<strong>de</strong>iras, sem per<strong>de</strong>r<br />

tempo. Tempo aliás, que nesta<br />

safra foi <strong>de</strong>terminante.<br />

Os cooperados da <strong>Coamo</strong><br />

não me<strong>de</strong>m esforços quando<br />

o assunto é investimento. Utilizam<br />

insumos <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong>, planejam o<br />

plantio e fazem os tratos culturais<br />

necessários. Porém, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m <strong>de</strong><br />

algo que não está ao seu alcance<br />

que é o clima. Eles atravessaram<br />

um período difícil <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o plantio,<br />

com excesso <strong>de</strong> chuvas, e verão<br />

com baixa incidência <strong>de</strong> luminosida<strong>de</strong>,<br />

o que alongou o ciclo <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>senvolvimento das plantas.<br />

As previsões <strong>de</strong> que a<br />

safra seria influenciada pelo La<br />

Niña fraco, com falta <strong>de</strong> chuvas,<br />

não se concretizaram. Faltou chuva<br />

somente no início do período<br />

<strong>de</strong> plantio para algumas regiões,<br />

como a Oeste do Paraná, por<br />

exemplo, atrasando a largada do<br />

trabalho. Com isso, os produtores<br />

começaram a colher quase que simultaneamente.<br />

Um fator que está beneficiando<br />

os cooperados é em relação<br />

aos preços, que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o início<br />

do ano teve valorização tanto<br />

para a soja quanto para o milho. A<br />

alta no valor das commodities está<br />

ocorrendo em <strong>de</strong>corrência do<br />

longo período <strong>de</strong> seca na Argentina,<br />

um dos gran<strong>de</strong>s produtores<br />

mundiais <strong>de</strong> soja ao lado dos Estados<br />

Unidos e Brasil. Os técnicos<br />

argentinos comentam que esta é<br />

a maior estiagem no país nos últimos<br />

30 anos e falam em perdas ao<br />

redor <strong>de</strong> 10 milhões <strong>de</strong> toneladas<br />

<strong>de</strong> soja, que já está refletindo no<br />

mercado externo.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 45


Casal Paulo e Ana Cleida e os filhos<br />

Rodrigo e Rogério, acompanham<br />

colheita da soja em Amambai<br />

MÁQUINAS NO CAMPO, ENTRE UMA<br />

CHUVA E OUTRA EM AMAMBAI (MS)<br />

A região Sul do Mato Grosso<br />

do Sul foi a primeira visitada<br />

pela <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>. No início <strong>de</strong><br />

março, máquinas no campo e caminhões<br />

nas estradas mostravam<br />

um trabalho intenso para recolher<br />

a safra. Os cooperados aproveitavam<br />

os intervalos entre uma chuva<br />

e outra para retirar o máximo <strong>de</strong><br />

grãos das lavouras.<br />

A família Augusto montou<br />

uma gran<strong>de</strong> operação <strong>de</strong> trabalho<br />

na Fazenda Pontal, em Amambai.<br />

Três colheita<strong>de</strong>iras cortavam a lavoura<br />

enquanto diversos caminhões<br />

transportavam os grãos até a<br />

cooperativa, tudo acompanhado <strong>de</strong><br />

perto pelo casal Paulo e Ana Cleida<br />

e os filhos Rodrigo e Rogério.<br />

Foram cultivados neste<br />

ano um total <strong>de</strong> 372 alqueires com<br />

a oleaginosa. De acordo com Rogério,<br />

o plantio atrasou <strong>de</strong> <strong>de</strong>z a<br />

15 dias em função da falta <strong>de</strong> chuva.<br />

Durante o <strong>de</strong>senvolvimento da<br />

lavoura, o clima transcorreu <strong>de</strong> forma<br />

regular. “O maior problema foi<br />

com a colheita, <strong>de</strong>vido ao excesso<br />

<strong>de</strong> chuva. Além da dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

colher, temos outra situação que é<br />

a <strong>de</strong>mora para entregar a produção,<br />

já que os grãos estão saindo<br />

da proprieda<strong>de</strong> com umida<strong>de</strong> alta<br />

e <strong>de</strong>mora para secar. O caminhão<br />

fica na fila e trava os trabalhos na<br />

roça. Outra preocupação é com a<br />

perda <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> dos grãos.”<br />

Em relação a produtivida<strong>de</strong>,<br />

o cooperado revela que esta<br />

normal, entre 155 e 160 sacas por<br />

alqueire. “Tínhamos expectativa<br />

<strong>de</strong> uma supersafra, mas o clima<br />

não contribuiu para que isso acontecesse.<br />

Contudo, ainda estamos<br />

tendo uma boa produtivida<strong>de</strong>. O<br />

momento agora é <strong>de</strong> correr contra<br />

o tempo e aproveitar os períodos<br />

sem chuva”, <strong>de</strong>staca.<br />

Outro ponto <strong>de</strong> preocupação<br />

é com a safrinha <strong>de</strong> milho,<br />

que teve um atraso em mais <strong>de</strong><br />

15 dias <strong>de</strong> início do plantio. De<br />

acordo com o engenheiro agrô-<br />

Cooperados aproveitam janela sem chuva para colheita<br />

46 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SAFRA DE VERÃO<br />

nomo Fábio Alves, encarregado<br />

do <strong>de</strong>partamento Técnico da<br />

<strong>Coamo</strong> em Amambai, no mesmo<br />

período do ano passado 80%<br />

da área <strong>de</strong> soja estava colhida,<br />

contra cerca <strong>de</strong> 50% neste ano e<br />

toda a área <strong>de</strong> milho safrinha já<br />

estava semeada.<br />

Alves explica que as lavouras<br />

<strong>de</strong> soja sofreram com longos<br />

períodos <strong>de</strong> chuva e pouca<br />

luminosida<strong>de</strong>, retardando o ciclo<br />

e, consequentemente, atrasando<br />

a colheita. “Visualmente, as<br />

lavouras apresentavam uma melhor<br />

produtivida<strong>de</strong>, mas mesmo<br />

assim, diante <strong>de</strong> tantas adversida<strong>de</strong>s,<br />

acreditamos que fecharemos<br />

com uma das melhores médias<br />

do município. Isso é graças aos<br />

investimentos realizados pelos<br />

cooperados ao longo dos anos.<br />

Na Fazenda Pontal, por exemplo,<br />

em mais <strong>de</strong> 50% da área já foi<br />

realizada agricultura <strong>de</strong> precisão.<br />

O cooperado vem fazendo a sua<br />

parte e seguindo as recomendações<br />

técnicas para que alcance<br />

todo o potencial produtivo. Infelizmente,<br />

algumas vezes o clima<br />

não contribui tanto, mas isso é<br />

uma questão que não po<strong>de</strong>mos<br />

controlar.”<br />

"MELHOR CHUVA<br />

DO QUE SOL,<br />

CHUVA DÁ VIDA”,<br />

MARTIM ARAÚJO,<br />

DE CAARAPÓ (MS)<br />

"Foi um ano atípico. Faltou chuva para plantar e <strong>de</strong>pois veio muita água. Ainda assim<br />

a safra transcorre <strong>de</strong> forma normal." Cooperado Martim Flores <strong>de</strong> Araújo, <strong>de</strong> Caarapó (MS)<br />

Outro cooperado que<br />

aproveitou a janela <strong>de</strong> sol para<br />

intensificar o trabalho foi Martim<br />

Flores <strong>de</strong> Araújo, <strong>de</strong> Caarapó. A<br />

proprieda<strong>de</strong> com 170 alqueires<br />

<strong>de</strong> soja fica em Dourados. A colheita<br />

atrasou em comparação ao<br />

ano passado e o motivo também<br />

foi o clima. “Foi um ano atípico.<br />

Faltou chuva para plantar e <strong>de</strong>pois<br />

veio muita água. Ainda assim a<br />

safra transcorre <strong>de</strong> forma normal.<br />

Como dizia meu pai: melhor chuva<br />

do que sol, chuva dá vida”, comenta.<br />

A produtivida<strong>de</strong> média na<br />

Fazenda Aurora foi <strong>de</strong> 150 sacas<br />

por alqueire. “Não houve perda<br />

<strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> e estamos com uma<br />

quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> grãos excelente. O<br />

que incomoda um pouco é a parte<br />

operacional, já que tivemos <strong>de</strong> esperar<br />

os intervalos entre uma chuva<br />

e outra para colher. Temos que<br />

administrar e saber lidar quando<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 47


SAFRA DE VERÃO<br />

COOPERADOS NÃO MEDEM ESFORÇOS QUANDO O ASSUNTO É INVESTIMENTO. UTILIZAM<br />

INSUMOS DE QUALIDADE, PLANEJAM O PLANTIO E FAZEM OS TRATOS CULTURAIS NECESSÁRIOS<br />

as coisas não saem do jeito que a gente quer”, pon<strong>de</strong>ra<br />

Araújo.<br />

O engenheiro agrônomo André Miguel Vargas,<br />

do Detec da <strong>Coamo</strong> em Caarapó, revela que,<br />

<strong>de</strong> maneira geral, os cooperados colheram uma boa<br />

safra, com produtivida<strong>de</strong>s entre 145 e 193 sacas por<br />

alqueire. “A chuva durante a colheita trouxe preocupação<br />

e atrapalhou o trabalho no campo, mas ainda<br />

assim conseguimos uma boa safra”, diz.<br />

Martim <strong>de</strong> Araújo,<br />

<strong>de</strong> Caarapó (MS)<br />

MÉDIA ACIMA DO ESPERADO EM SÃO JOÃO DO IVAÍ (PR)<br />

Quando recebeu a equipe<br />

<strong>de</strong> reportagem da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>,<br />

o cooperado Paulo Cesar Luiz, <strong>de</strong><br />

São João do Ivaí (Centro-Norte do<br />

Paraná), já havia terminado a colheita<br />

<strong>de</strong> soja em sua área e prestava<br />

serviço em outra proprieda<strong>de</strong>.<br />

A média nos 39 alqueires <strong>de</strong><br />

soja fechou em 150 sacas. “Mesmo<br />

com todos os transtornos que<br />

tivemos ainda fechamos com uma<br />

boa média. Ficou acima do que<br />

imaginávamos durante o ciclo da<br />

lavoura.”<br />

Ele conta que vem seguindo<br />

as orientações da assistência<br />

técnica da <strong>Coamo</strong> e investindo<br />

em tecnologias e sistemas<br />

<strong>de</strong> produção para melhorar a<br />

produtivida<strong>de</strong>. “Não controlamos<br />

o clima, mas se a planta estiver<br />

bem nutrida supera melhor<br />

as adversida<strong>de</strong>s.”<br />

O plantio da safrinha<br />

também atrasou. Contudo, as<br />

plantas seguem em <strong>de</strong>senvolvimento<br />

e o cooperado espera<br />

Média nos 39 alqueires <strong>de</strong> soja do cooperado Paulo Cesar<br />

Luiz, <strong>de</strong> São João do Ivaí (PR), fechou em 150 sacas<br />

48 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SAFRA DE VERÃO<br />

uma boa produção. “A expectativa é boa. Tudo<br />

<strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do clima, se não esfriar muito cedo<br />

teremos uma boa safra.”<br />

Conforme o engenheiro agrônomo Lucas<br />

Ricardo Vanzzo, do Detec da <strong>Coamo</strong> em<br />

São João do Ivaí, o <strong>de</strong>senvolvimento da safra<br />

se mostrava abaixo do que foi colhido. “No final,<br />

a produtivida<strong>de</strong> nos surpreen<strong>de</strong>u. Diante<br />

do atraso no plantio, excesso <strong>de</strong> chuva e falta<br />

<strong>de</strong> luminosida<strong>de</strong>, ainda assim po<strong>de</strong>mos dizer<br />

que a safra foi boa.”<br />

Paulo Cesar Luiz com o agrônomo Lucas Ricardo Vanzzo<br />

COLHEITA COM OLHO NO CLIMA, EM LUIZIANA (PR)<br />

Sem per<strong>de</strong>r tempo com<br />

a colheita e <strong>de</strong> olho na previsão<br />

climática, o cooperado Inácio Monegat,<br />

<strong>de</strong> Luiziana (Centro-Oeste<br />

do Paraná), trabalhava <strong>de</strong> forma<br />

intensa para retirar do campo o<br />

máximo possível da produção<br />

antes <strong>de</strong> mais uma chuva que se<br />

aproximava. A produtivida<strong>de</strong> oscilou<br />

<strong>de</strong> 130 a 175 sacas nos 285<br />

alqueires ocupados com a soja.<br />

Monegat observa que no início da<br />

safra, a lavoura sofreu com doenças<br />

<strong>de</strong> raiz e fungos, fazendo com<br />

que as plantas <strong>de</strong>morassem para<br />

arrancar.<br />

O atraso na colheita da<br />

soja fez com que o cooperado<br />

mudasse totalmente o planejamento<br />

para a segunda safra, que<br />

seria com milho e trigo. O trigo<br />

está mantido e até ganhará mais<br />

área, enquanto que o milho safrinha<br />

não será mais cultivado.<br />

“Por mais que se planeje, nem<br />

sempre sai como a gente quer.<br />

Temos que nos adaptar com as<br />

adversida<strong>de</strong>s, fazer a nossa parte<br />

e acreditar que teremos um bom<br />

retorno.”<br />

O engenheiro agrônomo<br />

Alessandro Vitor Zancanella, do<br />

Detec da <strong>Coamo</strong> em Luiziana, recorda<br />

que o clima frio e chuvoso<br />

fez com que as plantas <strong>de</strong>morassem<br />

para sair do chão. “Foi uma<br />

germinação lenta. Tivemos 30<br />

dias <strong>de</strong> chuva - 15 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro<br />

a 15 <strong>de</strong> janeiro - que atrapalhou<br />

o <strong>de</strong>senvolvimento das lavouras<br />

mais adiantadas.” As primeiras<br />

áreas colhidas no município ren<strong>de</strong>ram<br />

entre 140 e 150 sacas,<br />

e as mais tardias <strong>de</strong> 170 a 175<br />

sacas por alqueire. “A produtivida<strong>de</strong><br />

média está 10% menor do<br />

que no ano passado. Porém, o<br />

preço está melhor.”<br />

Fica a lição <strong>de</strong> que por mais<br />

que se planeja, nem sempre sai<br />

como a gente quer", Inácio Monegat,<br />

<strong>de</strong> Luiziana (PR)<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 49


SAFRA DE VERÃO<br />

LIMITAÇÕES E<br />

CARACTERÍSTICAS<br />

DA ALTITUDE DE<br />

PALMAS (PR)<br />

Em Palmas (PR), os cooperados Ricardo e Jucelito Bordin, filho e pai, estão colhendo um resultado positivo<br />

A expectativa era <strong>de</strong> uma<br />

safra com pouca chuva e ficou<br />

bem longe disso, também, na<br />

região Sudoeste do Paraná. Em<br />

Palmas, os cooperados Jucelito<br />

e Ricardo Bordin, pai e filho, estão<br />

colhendo um resultado positivo.<br />

São cerca <strong>de</strong> 372 alqueires<br />

<strong>de</strong> soja cultivados. Devido as<br />

condições climáticas, o ciclo se<br />

alongou, mais nada que interferisse<br />

no rendimento. “Estamos<br />

em uma região com altitu<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

mais <strong>de</strong> mil metros e não fazemos<br />

uma segunda safra. Esses<br />

dias a mais não atrapalham nosso<br />

planejamento e percebemos<br />

um grão mais pesado e com<br />

mais qualida<strong>de</strong>. O ciclo mais<br />

longo traz uma incidência <strong>de</strong><br />

doença e lagartas, mas fazendo<br />

os tratos culturais a lavoura fica<br />

sadia”, assinala Ricardo.<br />

Investimento em tecnologia<br />

é palavra <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m para a<br />

família Bordin, que utiliza tudo o<br />

que precisa para obter os bons<br />

resultados. “Escolhemos os melhores<br />

produtos, fazemos as aplicações<br />

na hora certa e utilizamos<br />

bons maquinários. Sabemos que<br />

o que <strong>de</strong>fine a safra, é o clima, mas<br />

fazemos a nossa parte”, <strong>de</strong>staca Ricardo.<br />

Jucelito Bordin observa<br />

que o ano será ainda melhor<br />

porque o preço da soja está reagindo<br />

em comparação ao ano<br />

passado. “Além da boa produtivida<strong>de</strong>,<br />

estamos com preços<br />

melhores. Da porteira para <strong>de</strong>ntro,<br />

fazemos a nossa parte, mas<br />

para fora ainda faltam alguns<br />

ajustes. Ainda bem que temos a<br />

<strong>Coamo</strong> como gran<strong>de</strong> parceira,<br />

oferecendo opções <strong>de</strong> comercialização<br />

e segurança para receber<br />

nossa safra.”<br />

O engenheiro agrônomo<br />

Alcione Dalla Giacomassa, do Detec<br />

da <strong>Coamo</strong> em Palmas, revela<br />

50 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SAFRA DE VERÃO<br />

que os trabalhos na região <strong>de</strong>vem se prolongar<br />

até o final <strong>de</strong> abril. Ele <strong>de</strong>staca que o<br />

município tem as suas limitações e características<br />

por causa do clima. “Estamos em altitu<strong>de</strong><br />

elevada, acima <strong>de</strong> mil metros, e isso<br />

traz alguns benefícios e outras implicações.<br />

Nesta safra tivemos problemas com mofo<br />

branco, em função da temperatura favorável<br />

para a doença. Mas, no geral a safra<br />

será boa.”<br />

Investimento em tecnologia é palavra <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m para a família Bordin<br />

TRABALHO A TODO VAPOR EM GUARAPUAVA (PR)<br />

O cooperado Carlos Luhm,<br />

<strong>de</strong> Guarapuava (Centro-Sul do Paraná),<br />

começou a colheita da safra <strong>de</strong><br />

verão pelo milho. A expectativa era<br />

<strong>de</strong> um rendimento médio <strong>de</strong> cerca<br />

<strong>de</strong> 480 sacas por alqueire e fechou<br />

com pouco mais <strong>de</strong> 420 sacas por<br />

alqueire. Já em relação a soja, ainda<br />

não há fechamento da safra. A primeira<br />

carga colhida pelo cooperado<br />

foi <strong>de</strong> 172 sacas e <strong>de</strong>pois caiu para<br />

145, em uma área <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z<br />

alqueires. “A produção ficou abaixo<br />

do esperado. O clima transcorreu<br />

bem, com boa umida<strong>de</strong> e utilizamos<br />

uma boa tecnologia. Vamos esperar<br />

o final para computar todos os dados<br />

e ver o que aconteceu.”<br />

Em relação ao ano passado,<br />

atrasou cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z dias para<br />

iniciar a colheita. “Parte da lavoura<br />

plantamos já no início da janela.<br />

Depois veio a chuva e paralisou os<br />

trabalhos alongando o ciclo.”<br />

O engenheiro agrônomo<br />

Adalberto Roque Ragugneti, do<br />

Detec da <strong>Coamo</strong> em Guarapuava,<br />

observa que, <strong>de</strong> maneira geral,<br />

o clima ajudou as lavouras da<br />

região. “Havia previsão <strong>de</strong> pouca<br />

chuva, mas houve o inverso. Porém,<br />

o tempo chuvoso e <strong>de</strong> temperaturas<br />

mais baixas fez com que<br />

algumas áreas sofressem com<br />

mofo branco, prejudicando o <strong>de</strong>senvolvimento,<br />

principalmente as<br />

plantadas mais cedo.” De acordo<br />

com o agrônomo, a colheita <strong>de</strong>verá<br />

seguir até o final <strong>de</strong> abril.<br />

Cooperado Carlos Luhm, <strong>de</strong> Guarapuava (PR),<br />

começou a colheita da safra <strong>de</strong> verão pelo milho<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 51


"Nossa empresa a céu aberto nos<br />

proporcionou essa dificulda<strong>de</strong> neste ano.<br />

Se não utilizássemos alta tecnologia,<br />

fizéssemos o manejo correto, seria ainda<br />

pior o resultado”, avalia o cooperado<br />

Roberto Scholz, <strong>de</strong> Toledo (PR)<br />

QUEDA DE PRODUTIVIDADE NA REGIÃO OESTE DO PR<br />

Na área <strong>de</strong> ação da <strong>Coamo</strong>, a região que<br />

mais sofreu foi o Oeste do Paraná. Tradicionalmente,<br />

é a que abre o período <strong>de</strong> plantio no verão. Nesta<br />

safra houve antecipação em cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z dias para a<br />

semeadura, <strong>de</strong>ntro do zoneamento e vazio sanitário.<br />

Porém, <strong>de</strong>vido à falta <strong>de</strong> chuva, o trabalho <strong>de</strong> forma<br />

mais intensa só ocorreu nos últimos dias <strong>de</strong> setembro.<br />

Foi nesse período que o cooperado Roberto<br />

Scholz, <strong>de</strong> Toledo, levou as máquinas para o campo.<br />

Ele conta que algumas varieda<strong>de</strong>s foram<br />

plantadas fora da época e para atrapalhar ainda mais,<br />

outubro foi um mês bastante chuvoso. “Foram 15 mm<br />

em média por dia. No final <strong>de</strong> outubro choveu 300<br />

mm em uma noite. Depois, em novembro, foram 27<br />

dias <strong>de</strong> seca e em <strong>de</strong>zembro voltou a chover atrapalhando<br />

as aplicações. O reflexo foi a queda na produção<br />

entre 30 e 50 sacas <strong>de</strong> média no município. No<br />

meu caso, foram em torno <strong>de</strong> 35 sacas a menos em<br />

comparação ao ano passado.”<br />

A tecnologia empregada na safra, segundo<br />

Scholz, foi <strong>de</strong> ponta, com a expectativa <strong>de</strong> colher<br />

todo o potencial produtivo. “A nossa empresa a céu<br />

aberto nos proporcionou essa dificulda<strong>de</strong> neste ano.<br />

Se não utilizássemos alta tecnologia e fizéssemos o<br />

manejo correto, seria ainda pior o resultado”, avalia.<br />

Uma novida<strong>de</strong> na área do cooperado nesta<br />

safra foi o plantio <strong>de</strong> milho verão em um pequeno lote<br />

da proprieda<strong>de</strong>. O grão foi cultivado em outubro, <strong>de</strong>pois<br />

do plantio da soja e teve um resultado satisfatório.<br />

Já a área <strong>de</strong> safrinha <strong>de</strong> milho sofreu uma redução em<br />

torno <strong>de</strong> 30%. “Passou do limite para o plantio. A área<br />

em que entraria milho, está sendo ocupada com brachiária<br />

para cobertura.”<br />

O engenheiro agrônomo Itamar Suss, encarregado<br />

do Detec da <strong>Coamo</strong> em Toledo, recorda que<br />

a região vem <strong>de</strong> uma boa safra em 2016/2017 e a expectativa<br />

para esse ano também era boa. “Os diversos<br />

fatores climáticos fizeram com que a produção ficasse<br />

abaixo da expectativa e do potencial. Houve emprego<br />

<strong>de</strong> alta tecnologia, mas a agricultura não <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> só<br />

disso. Tem um ponto fundamental que é o clima”, diz.<br />

A queda na produtivida<strong>de</strong> da soja em Toledo<br />

é estimada em 20%. A área <strong>de</strong> milho safrinha sofreu<br />

uma redução próxima <strong>de</strong> 20%. As áreas serão ocupadas<br />

com trigo ou aveia e brachiária para cobertura.<br />

Novida<strong>de</strong> foi o plantio <strong>de</strong> milho verão em uma pequena área da proprieda<strong>de</strong><br />

52 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


SAFRA DE VERÃO<br />

MILHO E SOJA<br />

COM BOA<br />

PRODUTIVIDADE<br />

NO OESTE DE SC<br />

Na região Oeste <strong>de</strong> Santa<br />

Catarina, a expectativa se mantém<br />

otimista. O clima também influenciou<br />

no <strong>de</strong>senvolvimento da safra,<br />

mas nada que pu<strong>de</strong>sse <strong>de</strong>sanimar<br />

os agricultores. O cooperado Jairo<br />

Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong> Xanxerê,<br />

já finalizou a colheita <strong>de</strong> milho e o<br />

trabalho com a soja segue. A Fazenda<br />

Brasão fica em Bom Jesus, município<br />

vizinho a Xanxerê, uma região<br />

cercada por belezas naturais e boa<br />

produtivida<strong>de</strong> nas lavouras. E neste<br />

ano não está sendo diferente.<br />

Em comparação ao ano<br />

passado o ciclo se alongou entre 10<br />

a 15 dias. “Não fechamos ainda, mas<br />

temos relatos <strong>de</strong> colegas que produziram<br />

até mais <strong>de</strong> 200 sacas <strong>de</strong> soja<br />

por alqueire. Nossa meta é fechar<br />

em 170. Elaboramos o plano <strong>de</strong> insumos<br />

para 180 sacas, mas 170 já<br />

está muito bom.” No caso do milho,<br />

o planejamento era <strong>de</strong> colher 484<br />

sacas. “Tanto a safra <strong>de</strong> soja quanto<br />

Jairo Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong> Xanxerê<br />

Cooperado Jairo Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong><br />

Xanxerê (SC), já finalizou a colheita <strong>de</strong> milho<br />

e o trabalho com a soja segue a todo vapor<br />

a <strong>de</strong> milho se comportaram <strong>de</strong> maneira<br />

diferente esse ano. Os eventos<br />

climáticos que <strong>de</strong>finiram as médias,<br />

em torno <strong>de</strong> 15 a 20% a menos em<br />

comparação ao ano passado.”<br />

Todo ano Zimmermann<br />

adota o sistema <strong>de</strong> rotação <strong>de</strong> culturas.<br />

No verão, a área que estava com<br />

soja passa a ter milho, e no outro ano<br />

o inverso. Já na safra <strong>de</strong> inverno, a<br />

área receberá aveia para cobertura.<br />

O engenheiro agrônomo<br />

Ezequiel Segatto, do Detec da<br />

<strong>Coamo</strong> em Xanxerê, observa que o<br />

preço do milho está compensando<br />

a pequena diminuição <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />

“Temos na região, vários<br />

cooperados a<strong>de</strong>ptos ao cultivo<br />

<strong>de</strong> milho no verão e alguns, como<br />

é o caso do Jairo, que cultiva 50%<br />

da área com o grão. Nesse sentido,<br />

observamos que a rotação <strong>de</strong><br />

culturas ajudou a amenizar as possíveis<br />

perdas provocadas pela adversida<strong>de</strong><br />

climática”, diz.<br />

O agrônomo revela que a<br />

média histórica <strong>de</strong> soja na região<br />

gira em torno <strong>de</strong> 145 e 157 sacas<br />

por alqueire. “Partindo <strong>de</strong>sses<br />

números vemos os cooperados<br />

colhendo entre 165 e 180 sacas<br />

<strong>de</strong> soja por alqueire, com alguns<br />

casos passando <strong>de</strong> 200 sacas. Então,<br />

estamos com uma boa safra<br />

e até acima do esperado, levando<br />

em conta o clima bastante chuvoso<br />

e <strong>de</strong> temperaturas baixas”, assinala<br />

Segatto.<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 53


SAFRA DE VERÃO<br />

Clima que beneficia as lavouras<br />

dos irmãos Nelson e Danilo<br />

Martini, em Abelardo Luz (SC)<br />

SAFRA CHEIA NA CAPITAL<br />

NACIONAL DA SEMENTE DE SOJA<br />

Nelson e Danilo Martini avaliam lavoura com o agrônomo Almir José Schaedler<br />

Em Abelardo Luz, município<br />

que faz fronteira com o Sudoeste<br />

paranaense, os irmãos<br />

Nelson e Danilo Martini também<br />

colhem uma boa safra. “Esperamos<br />

fechar com uma boa produtivida<strong>de</strong>,<br />

na faixa <strong>de</strong> 180 sacas<br />

por alqueire. Foi um bom ano, já<br />

que não faltou chuva e as pragas<br />

e doenças foram controladas”, comenta<br />

Nelson.<br />

Ele lembra que a região é<br />

conhecida como a capital da semente<br />

<strong>de</strong> soja, justamente pelo<br />

clima que beneficia as lavouras.<br />

“Só precisamos fazer a nossa parte,<br />

seguindo as recomendações<br />

técnicas. Não temos que reclamar.<br />

Estamos contentes com o resultado”,<br />

<strong>de</strong>staca Nelson.<br />

Na safra passada os irmãos<br />

fecharam com uma produtivida<strong>de</strong><br />

média <strong>de</strong> 190 sacas por alqueire.<br />

“No ano passado, o preço<br />

não ajudou muito, mas nesta safra<br />

estamos comercializando melhor.”<br />

Conforme o engenheiro<br />

agrônomo Almir José Schaedler,<br />

do Detec da <strong>Coamo</strong> em Abelardo<br />

Luz, o clima influenciou para o<br />

bom <strong>de</strong>senvolvimento da safra na<br />

região. “A colheita está seguindo<br />

<strong>de</strong>ntro da normalida<strong>de</strong>. Os cooperados<br />

estão aproveitando bem<br />

os dias <strong>de</strong> sol e retirando do campo<br />

uma boa safra <strong>de</strong> soja.”<br />

54 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


PLANO AGRÍCOLA<br />

SISTEMA COOPERATIVISTA ENCAMINHA<br />

PROPOSTAS AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA<br />

As sugestões das cooperativas<br />

brasileiras ao Plano<br />

Agrícola e Pecuário<br />

(PAP) da safra <strong>2018</strong>/19 foram encaminhadas,<br />

no dia 21 <strong>de</strong> março,<br />

ao diretor do Departamento <strong>de</strong><br />

Crédito e Estudos Econômicos<br />

da Secretaria <strong>de</strong> Política Agrícola<br />

do Ministério da Agricultura, Pecuária<br />

e Abastecimento (Mapa),<br />

Wilson Vaz <strong>de</strong> Araújo. “O setor<br />

agropecuário tem um gran<strong>de</strong><br />

peso na sustentação da economia<br />

brasileira, especialmente<br />

neste cenário <strong>de</strong> crise. E as cooperativas<br />

atuam fortemente nesta<br />

área. Desta forma, estamos encaminhando<br />

nossas <strong>de</strong>mandas<br />

com a expectativa <strong>de</strong> contar com<br />

o apoio do Mapa para que possamos<br />

continuar <strong>de</strong>senvolvendo<br />

nossas ativida<strong>de</strong>s com eficiência”,<br />

afirma o presi<strong>de</strong>nte do Sistema<br />

Ocepar, José Roberto Ricken.<br />

Ao todo, as cooperativas<br />

brasileiras listaram nove<br />

tópicos, com proposições <strong>de</strong><br />

ajustes nas normas <strong>de</strong> crédito<br />

rural, entre as quais, a redução<br />

das taxas <strong>de</strong> juros em três pontos<br />

percentuais; a inserção da<br />

ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> piscicultura integrada<br />

entre as linhas <strong>de</strong> financiamento;<br />

a manutenção dos<br />

atuais níveis <strong>de</strong> exigibilida<strong>de</strong>s<br />

para <strong>de</strong>pósitos à vista em 34%;<br />

a ampliação dos recursos do<br />

Programa <strong>de</strong> Desenvolvimento<br />

Cooperativo para Agregação <strong>de</strong><br />

Valor à Produção Agropecuária<br />

(Pro<strong>de</strong>coop) para R$ 2 bilhões<br />

e o limite <strong>de</strong> financiamento<br />

para as cooperativas singulares<br />

dos atuais R$ 150 milhões para<br />

R$ 200 milhões e para R$ 400<br />

milhões para as cooperativas<br />

centrais, fe<strong>de</strong>rações e confe<strong>de</strong>rações;<br />

o aumento dos recursos<br />

<strong>de</strong>stinados ao Programa para<br />

Construção e Ampliação <strong>de</strong> Armazéns<br />

(PCA) para R$ 2 bilhões<br />

e, ainda, a não limitação dos<br />

volumes <strong>de</strong> financiamento para<br />

os empreendimentos cooperativos;<br />

a inclusão da armazenagem<br />

<strong>de</strong> produtos frigorificados<br />

como item financiável; a previsão<br />

<strong>de</strong> R$ 1,2 bilhão ao Programa<br />

<strong>de</strong> Seguro Rural para o ano<br />

civil <strong>de</strong> 2019, com cronograma<br />

<strong>de</strong> liberação <strong>de</strong> recursos consi<strong>de</strong>rando<br />

o calendário agrícola e<br />

o estabelecimento dos percentuais<br />

<strong>de</strong> subvenção do governo<br />

fe<strong>de</strong>ral ao prêmio do seguro<br />

agrícola para 50% (soja); 60%<br />

(milho) e 70% (trigo), entre outros<br />

itens.<br />

O documento “Propostas<br />

do Sistema Cooperativista<br />

para o Plano Agrícola e Pecuário,<br />

<strong>2018</strong>/19” foi elaborado a partir<br />

<strong>de</strong> discussões realizadas pela<br />

equipe técnica da Organização<br />

das Cooperativas Brasileiras<br />

(OCB ) e <strong>de</strong> suas Unida<strong>de</strong>s Estaduais<br />

e Fe<strong>de</strong>rações e por diretores,<br />

superinten<strong>de</strong>ntes e gerentes<br />

financeiros <strong>de</strong> cooperativas distribuídas<br />

nas diversas regiões<br />

brasileiras, com participação da<br />

<strong>Coamo</strong> e Credicoamo.<br />

PRINCIPAIS TÓPICOS PROPOSTOS<br />

Redução das taxas <strong>de</strong> juros em três pontos percentuais;<br />

Inserção da ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> piscicultura integrada entre<br />

as linhas <strong>de</strong> financiamento;<br />

Manutenção dos atuais níveis <strong>de</strong> exigibilida<strong>de</strong>s para<br />

<strong>de</strong>pósitos à vista em 34%;<br />

Ampliação dos recursos do Programa <strong>de</strong> Desenvolvimento<br />

Cooperativo para Agregação <strong>de</strong> Valor à Produção<br />

Agropecuária (Pro<strong>de</strong>coop) para R$ 2 bilhões e o<br />

limite <strong>de</strong> financiamento para as cooperativas singulares<br />

dos atuais R$ 150 milhões para R$ 200 milhões<br />

e para R$ 400 milhões para as cooperativas centrais,<br />

fe<strong>de</strong>rações e confe<strong>de</strong>rações;<br />

Aumento dos recursos <strong>de</strong>stinados ao Programa para<br />

Construção e Ampliação <strong>de</strong> Armazéns (PCA) para R$ 2<br />

bilhões e, ainda, a não limitação dos volumes <strong>de</strong> financiamento<br />

para os empreendimentos cooperativos;<br />

Inclusão da armazenagem <strong>de</strong> produtos frigorificados<br />

como item financiável;<br />

Previsão <strong>de</strong> R$ 1,2 bilhão ao Programa <strong>de</strong> Seguro Rural<br />

para o ano civil <strong>de</strong> 2019, com cronograma <strong>de</strong> liberação<br />

<strong>de</strong> recursos consi<strong>de</strong>rando o calendário agrícola<br />

e o estabelecimento dos percentuais <strong>de</strong> subvenção do<br />

governo fe<strong>de</strong>ral ao prêmio do seguro agrícola para<br />

50% (soja), 60% (milho) e 70% (trigo)<br />

A íntegra do documento está disponível<br />

no site do Sistema Ocepar:<br />

www.paranacooperativo.coop.br/<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 55


56 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>


CURSOS SOCIAIS<br />

CURSOS SOCIAIS COM ALIMENTOS COAMO<br />

Os cursos sociais da <strong>Coamo</strong> em parceria<br />

com os Serviço Nacional <strong>de</strong> Aprendizagem<br />

do Cooperativismo (Sescoop) são<br />

realizados em toda a área <strong>de</strong> ação da cooperativa<br />

para cooperadas, esposas e filhas <strong>de</strong> cooperadas.<br />

Quando o assunto é culinária, o segredo para<br />

o preparo <strong>de</strong> pratos <strong>de</strong>liciosos são os Alimentos<br />

<strong>Coamo</strong>.<br />

Nos cursos abaixo foram utilizados diversos<br />

produtos da linha alimentícia da <strong>Coamo</strong>. É a certeza<br />

da origem do alimento que está sendo utilizado,<br />

aliando qualida<strong>de</strong> e sabor com economia.<br />

Cozinhando na Panela <strong>de</strong> Pressão, em Boa Ventura <strong>de</strong> São Roque (Centro do PR)<br />

Curso <strong>de</strong> Tortas Finas, em Juranda (Centro-Oeste do Paraná)<br />

Chocolate Artístico, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)<br />

Culinária Oriental, em Pitanga (Centro do Paraná)<br />

Culinária Alternativa, em Santa Maria do Oeste (Centro do Paraná)<br />

Bolos e tortas <strong>de</strong> liquidificador, em São Pedro do Iguaçu (Oeste do Paraná)<br />

Chocolate artístico, em Vila Nova (Oeste do Paraná)<br />

Assados <strong>de</strong> Massas Caseiras, em Caarapó (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 57


Bolo <strong>de</strong> café<br />

com chocolate<br />

Ingredientes<br />

Massa:<br />

1 xícara <strong>de</strong> Margarina <strong>Coamo</strong> Extra Cremosa <strong>de</strong>rretida<br />

3 xícaras <strong>de</strong> açúcar<br />

1 xícara chocolate em pó<br />

2 xícaras <strong>de</strong> Café <strong>Coamo</strong> Extraforte preparado<br />

4 xícaras <strong>de</strong> Farinha <strong>de</strong> Trigo Anniela<br />

1 colher (sopa) fermento em pó<br />

4 ovos separados (gema e clara)<br />

Cobertura:<br />

2 colheres(sopa) Margarina <strong>Coamo</strong> Extra Cremosa<br />

1 lata leite con<strong>de</strong>nsado<br />

1 gema peneirada<br />

1 xícara Café <strong>Coamo</strong> Extraforte<br />

4 colheres (sopa) chocolate em pó<br />

Modo <strong>de</strong> preparo<br />

Massa: Bata as gemas com a margarina e o açúcar até ficar um<br />

creme claro. Adicione o chocolate em pó e o café coado bem forte<br />

e continue batendo, acrescente a farinha, o fermento e por último<br />

as claras em neve, misture <strong>de</strong>licadamente. Leve ao forno em forma<br />

média untada e asse por 30 minutos.<br />

Cobertura: Em uma panela coloque a margarina, o leite<br />

con<strong>de</strong>nsado, a gema peneirada, o chocolate em pó e o café. Leve<br />

ao fogo sem parar <strong>de</strong> mexer e <strong>de</strong>ixe cozinhar até ficar cremoso.<br />

Despeje o creme ainda quente sobre o bolo.<br />

Para mais receitas acesse:<br />

www.facebook.com/alimentoscoamo<br />

www.alimentoscoamo.com.br<br />

58 REVISTA<br />

<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>

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