Revista Coamo - Março de 2018
Revista Coamo - Março de 2018
Revista Coamo - Março de 2018
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CREDICOAMO TEM SOBRAS LÍQUIDAS DE R$ 83,31 MILHÕES<br />
www.coamo.com.br<br />
MARÇO/<strong>2018</strong> ANO 44<br />
EDIÇÃO 478<br />
FIDELIZA COAMO<br />
Cooperativa lança<br />
programa que transforma<br />
participação dos<br />
cooperados em prêmios<br />
RAIO X DA SAFRA<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong> mostra<br />
o andamento da<br />
colheita em várias<br />
regiões do PR, SC e MS<br />
PESQUISA<br />
TRINTENÁRIA<br />
Encontro <strong>de</strong> Verão <strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental completou 30<br />
edições, com um evento que teve a participação recor<strong>de</strong> dos cooperados
EXPEDIENTE<br />
Órgão <strong>de</strong> divulgação da <strong>Coamo</strong><br />
Ano 44 | Edição 478 | <strong>Março</strong> <strong>de</strong> <strong>2018</strong><br />
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO<br />
Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos: iduarte@coamo.com.br<br />
Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br<br />
Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br<br />
Antonio Marcio dos Santos: amsantos@coamo.com.br<br />
Contato: (44) 3599-8126/3599-8129<br />
Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos<br />
Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,<br />
Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte <strong>de</strong> Campos<br />
Edição <strong>de</strong> fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima<br />
Colaboração: Gerência <strong>de</strong> Assistência Técnica e Milena Luiz Corrêa<br />
Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento <strong>de</strong> Negócios Publicitários Ltda<br />
Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457<br />
É permitida a reprodução <strong>de</strong> matérias, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que citada a fonte. Os artigos assinados<br />
ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>.<br />
COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA<br />
SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460<br />
www.coamo.com.br - coamo@coamo.com.br<br />
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presi<strong>de</strong>nte: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presi<strong>de</strong>nte: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº<br />
Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro <strong>de</strong> Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira <strong>de</strong> Godoy, João Marco<br />
Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.<br />
CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Ven<strong>de</strong>lino Paulo<br />
Graf (Suplentes).<br />
SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;<br />
Técnico: Aquiles <strong>de</strong> Oliveira Dias.<br />
Extensão Territorial: 4,5 milhões <strong>de</strong> hectares. Capacida<strong>de</strong> Global <strong>de</strong> Armazenagem: 6,41 milhões <strong>de</strong> toneladas. Receita Global <strong>de</strong> 2016: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas<br />
gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />
3
COAMO SUMÁRIO E UNIZEB GOLD: SEMPRE JUNTOS<br />
FAZENDO A DIFERENÇA PARA O PRODUTOR.<br />
44<br />
Fazer parte do portfólio da maior cooperativa agrícola do país é uma honra.<br />
Unizeb Gold é reconhecido como o fungicida multissítio <strong>de</strong> verda<strong>de</strong>, a<br />
ferramenta que ajuda a fazer a diferença no controle da ferrugem e no<br />
manejo da resistência.<br />
Assim como a COAMO faz a diferença para a agricultura brasileira.<br />
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4 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SUMÁRIO<br />
Entrevista<br />
Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretor-presi<strong>de</strong>nte da APPA, fala sobre os trabalhos e <strong>de</strong>safios do<br />
Porto <strong>de</strong> Paranaguá, que em 2017 registrou um aumento <strong>de</strong> 14% na movimentação geral<br />
<strong>Coamo</strong> lança o Programa Fi<strong>de</strong>liza<br />
Programa <strong>de</strong> Fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> da <strong>Coamo</strong> transforma a participação dos cooperados em prêmios. Quanto<br />
mais participar na cooperativa, mais pontos ganha para trocar por prêmios<br />
Mais <strong>de</strong> 250 mil curtidas na fan page dos Alimentos <strong>Coamo</strong><br />
São pessoas <strong>de</strong> todos os cantos do país curtindo as novida<strong>de</strong>s e compartilhando as receitas e<br />
publicações, <strong>de</strong>stacando a preferência pelas marcas <strong>de</strong> confiança que compõe a linha alimentícia<br />
Credicoamo lança Internet Banking/Mobile<br />
Com o novo serviço, associados po<strong>de</strong>rão realizar consultas e transações financeiras <strong>de</strong> um jeito<br />
simples, prático e seguro no computador ou baixando o aplicativo no smartphone ou tablet<br />
08<br />
12<br />
15<br />
43<br />
36<br />
Assembleia da Credicoamo<br />
Associados aprovaram o balanço e a distribuição <strong>de</strong> sobras do exercício <strong>de</strong> 2017. A receita<br />
global foi <strong>de</strong> R$275,61 milhões, proporcionando sobras no valor <strong>de</strong> R$ 83,31 milhões<br />
Na rota da colheita<br />
Com a colheita da safra <strong>de</strong> verão, que segue a todo vapor, a <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong> foi acompanhar <strong>de</strong><br />
perto o andamento da colheita em várias regiões <strong>de</strong> atuação da cooperativa no Paraná, Santa<br />
Catarina e Mato Grosso do Sul<br />
45<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />
5
A SUA MELHOR SAFRA<br />
COMEÇA COM A ESCOLHA<br />
DO MELHOR FERTILIZANTE.<br />
Só a Mosaic tem MicroEssentials ® , o fertilizante premium que une<br />
três po<strong>de</strong>rosos nutrientes num único grânulo, garantindo equilíbrio<br />
perfeito na lavoura, maior produtivida<strong>de</strong> e rentabilida<strong>de</strong>.<br />
Fósforo<br />
Nitrogênio<br />
Dois tipos<br />
<strong>de</strong> enxofre<br />
Forte como suas raízes.<br />
Conheça a história <strong>de</strong> alguns dos produtores<br />
rurais mais tecnificados do país.<br />
mosaicnossasraizes.com.br
EDITORIAL<br />
TECNOLOGIA, CRÉDITO RURAL E<br />
NOVOS BENEFÍCIOS AOS ASSOCIADOS<br />
Esta é uma edição tradicional<br />
da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>. Todos os<br />
anos trazemos aos leitores,<br />
novida<strong>de</strong>s nos campos da tecnologia<br />
e da pesquisa, com a cobertura<br />
do Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />
da Fazenda Experimental, e no<br />
cooperativismo <strong>de</strong> crédito com os<br />
bons resultados da Credicoamo.<br />
Porém, a edição <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, apresenta<br />
ainda o lançamento <strong>de</strong> dois<br />
novos importantes serviços para a<br />
melhoria da renda e produtivida<strong>de</strong><br />
dos associados.<br />
Entre os lançamentos disponíveis<br />
aos associados a partir <strong>de</strong><br />
abril está a Internet Banking/Mobile<br />
da Credicoamo - um benefício<br />
que permitirá realizar consultas e<br />
transações financeiras <strong>de</strong> um jeito<br />
seguro, simples e prático. Seja<br />
no seu próprio computador ou<br />
notebook, diretamente no site da<br />
Credicoamo, ou pelo aplicativo no<br />
smartphone ou tablet. Este novo<br />
serviço oferecido é um marco na<br />
história da cooperativa, que está<br />
sempre atenta a evolução para facilitar<br />
as operações para seus mais<br />
<strong>de</strong> 18 mil associados.<br />
Com satisfação, novamente<br />
o <strong>de</strong>sempenho da Credicoamo<br />
foi positivo. Os números do<br />
balanço 2017 foram aprovados<br />
pelos associados em assembleia,<br />
registrando sobras líquidas <strong>de</strong> R$<br />
83,31 milhões, colocando a cooperativa<br />
como referência e entre<br />
as principais instituições do segmento<br />
Crédito no país.<br />
Outro benefício da <strong>Coamo</strong><br />
que será disponibilizado aos<br />
associados em abril é o Programa<br />
Fi<strong>de</strong>liza - um programa <strong>de</strong> relacionamento<br />
que vai dar prêmios<br />
e valorizar o quadro social. O programa<br />
atribuirá pontos por cada<br />
aquisição <strong>de</strong> bens <strong>de</strong> fornecimento<br />
na cooperativa, que posteriormente<br />
po<strong>de</strong>rão ser trocados por<br />
produtos ou serviços, consultados<br />
nos entrepostos ou visualizados<br />
em lista no site da cooperativa.<br />
O programa Fi<strong>de</strong>liza incrementa<br />
os benefícios que a <strong>Coamo</strong><br />
já oferece aos associados. Desta<br />
maneira, o cooperado com movimentação<br />
integral terá o valor máximo<br />
do fator <strong>de</strong> conversão dos<br />
pontos e na troca por produtos<br />
e serviços. Quanto maior for sua<br />
participação maior será a sua premiação<br />
como fruto da sua atuação<br />
na <strong>Coamo</strong>.<br />
Destacando tecnologia<br />
e evolução, comemoramos anos<br />
<strong>de</strong> pesquisa e difusão tecnológica<br />
com o 30º Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />
da Fazenda Experimental<br />
<strong>Coamo</strong>. Um evento pioneiro<br />
e consolidado junto aos cooperados<br />
e pesquisadores dos mais<br />
importantes institutos <strong>de</strong> pesquisa<br />
agropecuária do Brasil.<br />
É uma universida<strong>de</strong> com<br />
laboratório a céu aberto reunindo<br />
o que há <strong>de</strong> melhor em tecnologias<br />
e pesquisa para impulsionar o<br />
uso e incremento <strong>de</strong> tecnologias,<br />
produtivida<strong>de</strong>s e a prática sustentável<br />
nos campos dos cooperados<br />
para produzir alimentos com rastreabilida<strong>de</strong><br />
e sustentabilida<strong>de</strong>.<br />
A diretoria da <strong>Coamo</strong> parabeniza<br />
cooperados, pesquisadores<br />
e técnicos da cooperativa,<br />
que contribuíram ao longo <strong>de</strong>sses<br />
30 anos na participação, organização<br />
e realização <strong>de</strong>ste importante<br />
evento tecnológico que está sempre<br />
na vanguarda da pesquisa<br />
brasileira, gerando excelentes resultados.<br />
"Novamente o<br />
<strong>de</strong>sempenho da<br />
Credicoamo foi positivo.<br />
Os números do balanço<br />
2017 foram aprovados<br />
pelos associados em<br />
assembleia, registrando<br />
sobras líquidas <strong>de</strong><br />
R$ 83,31 milhões."<br />
JOSÉ AROLDO GALLASSINI,<br />
Diretor-presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong><br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />
7
ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO<br />
MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE PARANAGUÁ<br />
CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL<br />
Em 2017, a movimentação<br />
geral no Porto <strong>de</strong> Paranaguá<br />
cresceu 14% em comparação<br />
a 2016. O número é praticamente<br />
o dobro do aumento da média nacional<br />
<strong>de</strong> movimentação portuária,<br />
que ficou em 8%. Neste ano, Paranaguá<br />
bateu o recor<strong>de</strong> na exportação<br />
<strong>de</strong> soja (11,4 milhões <strong>de</strong> toneladas),<br />
embarque total <strong>de</strong> grãos (19,4<br />
milhões <strong>de</strong> toneladas) e na movimentação<br />
<strong>de</strong> cargas gerais (10,3<br />
milhões <strong>de</strong> toneladas). O porto ainda<br />
é o lí<strong>de</strong>r nacional na importação<br />
<strong>de</strong> fertilizantes e no embarque <strong>de</strong><br />
carne congelada <strong>de</strong> frango. O principal<br />
<strong>de</strong>stino das cargas que saem<br />
por Paranaguá é a China.<br />
As informações são do diretor-presi<strong>de</strong>nte<br />
da Administração<br />
dos Portos <strong>de</strong> Paranaguá e Antonina<br />
(APPA) Luiz Henrique Tessuti<br />
Dividino. "Nos últimos oito anos,<br />
já foram investidos mais <strong>de</strong> R$ 657<br />
milhões em obras para aumentar a<br />
produtivida<strong>de</strong> do Porto, entre elas<br />
estão as campanhas <strong>de</strong> dragagem,<br />
a troca dos carregadores <strong>de</strong><br />
navios graneleiros (shiploa<strong>de</strong>rs), a<br />
reforma do cais, a construção <strong>de</strong><br />
uma Base <strong>de</strong> Prontidão Ambiental<br />
e reforma nos gates <strong>de</strong> acesso ao<br />
cais", diz o entrevistado do mês na<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>.<br />
<strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>: Qual a missão da<br />
APPA e seus resultados?<br />
Luiz Henrique Tessuti Dividino:<br />
A Administração dos Portos <strong>de</strong> Paranaguá<br />
e Antonina (APPA) nos últimos<br />
anos <strong>de</strong>dicou-se a promover<br />
a recuperação, repotenciamento<br />
e ampliação do Porto <strong>de</strong> Paranaguá.<br />
Esta situação incorporou investimentos<br />
superiores a R$ 624<br />
milhões, a revisão <strong>de</strong> normas e<br />
procedimentos, que resultaram<br />
em ganhos diretos para todos os<br />
terminais portuários.<br />
RC: Qual trabalho foi realizado<br />
para a consolidação da gestão pú-<br />
LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO,<br />
é diretor-presi<strong>de</strong>nte da Administração dos Portos<br />
<strong>de</strong> Paranaguá e Antonina <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2012. Tem mais <strong>de</strong><br />
25 anos <strong>de</strong> experiência no setor portuário, tanto na<br />
administração pública quanto na iniciativa privada.<br />
8 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
lica <strong>de</strong> segurança portuária?<br />
Dividino: A APPA investiu maciçamente<br />
no processo <strong>de</strong> segurança<br />
patrimonial e alfan<strong>de</strong>gária.<br />
Além da atualização do Plano<br />
Local <strong>de</strong> Segurança portuária,<br />
implantou um novo Centro <strong>de</strong><br />
Comando e Controle Operacional<br />
(CCCOM), com a instalação<br />
<strong>de</strong> mais <strong>de</strong> 400 câmeras e centenas<br />
<strong>de</strong> periféricos <strong>de</strong> automação<br />
dos portões <strong>de</strong> acesso. Foram<br />
instalados scanners <strong>de</strong> contêineres,<br />
pallets e <strong>de</strong> bagagens, que<br />
diariamente fiscalizam tudo que<br />
entra e sai do Porto.<br />
RC: Qual tem sido a postura da<br />
AAPA em relação a <strong>de</strong>fesa do porto<br />
público?<br />
Dividino: O Porto <strong>de</strong> Paranaguá,<br />
em função da sua condição geográfica<br />
e características físicas, tem<br />
o DNA do Porto Público. É a nossa<br />
vocação. A equação <strong>de</strong> porto<br />
público com operações privadas,<br />
como é o caso do Terminal da<br />
<strong>Coamo</strong>, é a razão do sucesso e<br />
dos constantes avanços na movimentação<br />
<strong>de</strong> cargas e recor<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
produtivida<strong>de</strong>. Em qualquer cenário,<br />
o cais do porto continuará público.<br />
Preservado o cais público, a<br />
APPA fomenta a instalação <strong>de</strong> novas<br />
empresas no seu entorno para<br />
garantir a concorrência e competitivida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>sejada pelos nossos<br />
clientes, neste caso importadores<br />
e exportadores.<br />
RC: Os portos <strong>de</strong> Paranaguá e Antonina<br />
são importantes corredores<br />
<strong>de</strong> exportação. Qual foi a evolução<br />
registrada nos últimos anos?<br />
Dividino: Nos últimos sete anos,<br />
o Corredor <strong>de</strong> Exportação foi<br />
o terminal graneleiro que mais<br />
recebeu investimentos no País.<br />
Reformamos todo o cais <strong>de</strong> atracação,<br />
dragamos os berços, que<br />
possibilitam aten<strong>de</strong>r maiores navios.<br />
Adquirimos quatro novos<br />
shiploa<strong>de</strong>rs, no lugar <strong>de</strong> antigos<br />
equipamentos da década <strong>de</strong> 70,<br />
com ganhos <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong><br />
em mais <strong>de</strong> 30%. Implantamos<br />
novas moegas, sistemas <strong>de</strong> automação,<br />
melhoramos os níveis<br />
<strong>de</strong> manutenção preventiva. Isso<br />
possibilitou a movimentação do<br />
corredor <strong>de</strong> exportação saltar<br />
<strong>de</strong> 12 milhões <strong>de</strong> toneladas em<br />
2012 para mais <strong>de</strong> 17 milhões <strong>de</strong><br />
toneladas em 2017. Os investimentos<br />
realizados possibilitaram<br />
um novo recor<strong>de</strong> <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />
O navio “Stella Dawn”, no<br />
início <strong>de</strong> março/<strong>2018</strong>, carregou<br />
16,54 mil toneladas <strong>de</strong> grãos no<br />
período <strong>de</strong> seis horas, carga equivalente<br />
a cerca <strong>de</strong> 75 caminhões<br />
por hora <strong>de</strong> operação. No dia 02<br />
<strong>de</strong> março <strong>de</strong>ste ano, recebemos<br />
o maior navio graneleiro que atracou<br />
no Porto - “Jubilant Devotion”<br />
para carregar 87 mil toneladas <strong>de</strong><br />
farelo <strong>de</strong> soja (2.900 carretas <strong>de</strong><br />
30 Ton.) O recor<strong>de</strong> anterior foi o<br />
carregamento do navio “Nord Cetus”,<br />
que levou 84,7 mil toneladas<br />
em 2013.<br />
RC: Como funciona o sistema <strong>de</strong><br />
gestão dos Portos do Paraná?<br />
Dividino: A atual gestão da APPA<br />
tem como premissa o planejamento<br />
participativo, on<strong>de</strong> todos<br />
os terminais são ouvidos, e incluímos<br />
no Conselho da Administração<br />
da APPA representantes da<br />
socieda<strong>de</strong> organizada. Hoje a Fiep<br />
e Faep tem assento no CONSAD,<br />
participando <strong>de</strong> todas as <strong>de</strong>cisões<br />
estratégicas do Porto.<br />
RC: Quais são os próximos <strong>de</strong>safios<br />
do Porto <strong>de</strong> Paranaguá?<br />
Dividino: O Planejamento realizado<br />
pela APPA estabeleceu um<br />
plano <strong>de</strong> ação para expansão e<br />
aperfeiçoamento do Porto para os<br />
próximos 10 anos. Isso vai acontecer.<br />
Ainda temos dois gran<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>safios a vencer. O maior <strong>de</strong>les é<br />
buscar melhorias para os acessos<br />
terrestres, principalmente a necessida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> implantação <strong>de</strong> uma<br />
nova ferrovia sentido Oeste do<br />
Paraná. Precisamos oferecer alternativas<br />
<strong>de</strong> transportes terrestres<br />
aos nossos clientes. O Governo do<br />
Paraná, lançou no final <strong>de</strong> 2017, o<br />
projeto da Nova Ferroeste, que<br />
com participação da iniciativa privada,<br />
preten<strong>de</strong> conectar a Ferroeste<br />
<strong>de</strong> Dourados no MS até o Porto<br />
<strong>de</strong> Paranaguá, estabelecendo um<br />
novo canal <strong>de</strong> escoamento. O segundo<br />
é conseguir que o Governo<br />
Fe<strong>de</strong>ral conclua os processos dos<br />
novos arrendamentos <strong>de</strong> áreas<br />
para garantir a continuida<strong>de</strong> das<br />
ações da APPA. A APPA propôs a<br />
construção <strong>de</strong> cinco novos terminais<br />
privados. Os projetos estão<br />
na Diretoria <strong>de</strong> Outorgas da Secretaria<br />
Nacional <strong>de</strong> Portos – SNP,<br />
vinculada ao Ministério dos Transportes,<br />
Portos e Aviação Civil. Um<br />
terminal portuário do primeiro <strong>de</strong>senho<br />
até o início das ativida<strong>de</strong>s<br />
<strong>de</strong>mora aproximadamente cinco<br />
anos. A cada dia que passa comprometemos<br />
o futuro. A proposta<br />
da APPA foi incluída no Programa<br />
<strong>de</strong> Parcerias para Investimentos –<br />
PPI, do Governo Fe<strong>de</strong>ral, mas tem<br />
muita dificulda<strong>de</strong> na Secretaria<br />
Nacional <strong>de</strong> Portos - SNP. Estamos<br />
aguardando esta <strong>de</strong>cisão há mais<br />
<strong>de</strong> seis anos. O Plano da APPA é<br />
arrendar três áreas para novos ter-<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA<br />
9
ENTREVISTA: LUIZ HENRIQUE TESSUTI DIVIDINO<br />
"AS COOPERATIVAS SÃO O MOTOR DE ESCOAMENTO DO PORTO. ALÉM DE OCUPAR OS<br />
SEUS TERMINAIS PRÓPRIOS DÃO SERVIÇOS PARA OS DEMAIS TERMINAIS PRIVADOS."<br />
minais graneleiros, e duas áreas,<br />
uma para implantação <strong>de</strong> um terminal<br />
<strong>de</strong> produtos florestais e uma<br />
para um novo terminal <strong>de</strong> veículos.<br />
A melhoria dos acessos terrestres,<br />
principalmente ferroviários e<br />
a ampliação da oferta <strong>de</strong> serviços<br />
portuários, mediante arrendamento<br />
do Governo Fe<strong>de</strong>ral serão<br />
os principais <strong>de</strong>safios da próxima<br />
década.<br />
RC: O senhor coor<strong>de</strong>nou a implantação<br />
<strong>de</strong> processos <strong>de</strong> automação<br />
nas áreas operacionais<br />
e <strong>de</strong> gestão do fluxo <strong>de</strong> cargas.<br />
Quais foram estas mudanças?<br />
Dividino: As filas <strong>de</strong> caminhões<br />
em Paranaguá são coisa do passado.<br />
Estamos completando sete<br />
anos sem formação <strong>de</strong> filas na BR<br />
277. O processo <strong>de</strong> coor<strong>de</strong>nação<br />
e sincronização dos processos<br />
com os principais terminais resultou<br />
neste avanço. Realizamos a<br />
automação <strong>de</strong> vários processos,<br />
a automação <strong>de</strong> balanças, a implantação<br />
<strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong> rádio<br />
frequência, sistemas OCR e hoje<br />
nos comunicamos com os caminhoneiros<br />
via SMS. Investimos na<br />
melhoria das condições do Pátio<br />
<strong>de</strong> Triagem do Porto, com novos<br />
acessos, trocamos a iluminação <strong>de</strong><br />
todo o pátio.<br />
"A APPA investiu em<br />
recursos próprios R$ 624<br />
milhões <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2011 e<br />
investirá mais R$ 200<br />
milhões até o final <strong>de</strong><br />
<strong>2018</strong>, na mo<strong>de</strong>rnização,<br />
ampliação e melhor<br />
capacitação do porto <strong>de</strong><br />
Paranaguá."<br />
RC: Quais os principais investimentos<br />
no Porto <strong>de</strong> Paranaguá?<br />
Dividino: A APPA investiu em recursos<br />
próprios R$ 624 milhões<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2011 e investirá mais R$ 200<br />
milhões até o final <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, na mo<strong>de</strong>rnização,<br />
ampliação e melhor<br />
capacitação do porto <strong>de</strong> Paranaguá.<br />
O Porto <strong>de</strong> Paranaguá, <strong>de</strong>s<strong>de</strong><br />
2012, atuou pelo restabelecimento<br />
da infraestrutura marítima do com-<br />
10 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
plexo Paranaguá, que ficou anos<br />
sem dragagem. Além <strong>de</strong> manter<br />
os canais <strong>de</strong> acesso nas profundida<strong>de</strong>s<br />
e na geometria <strong>de</strong> projeto,<br />
a dragagem traz ganhos <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />
A conclusão da dragagem<br />
<strong>de</strong> aprofundamento, prevista<br />
para agosto <strong>de</strong> <strong>2018</strong>, Porto <strong>de</strong> Paranaguá<br />
passará a ofertar mais um<br />
metro <strong>de</strong> profundida<strong>de</strong>, que possibilitará<br />
o carregamento <strong>de</strong> 10 mil<br />
toneladas <strong>de</strong> cargas a mais por navio<br />
ou 800 containers, e com isso,<br />
possibilitará a redução dos custos<br />
<strong>de</strong> fretes marítimos. Os investimentos<br />
resultaram em aumento <strong>de</strong><br />
25% na movimentação <strong>de</strong> cargas<br />
neste período – em 2017, o porto<br />
teve uma alta <strong>de</strong> 14% nas suas operações,<br />
o dobro do crescimento da<br />
média nacional.<br />
RC: Como avalia a aceitação das<br />
normas <strong>de</strong> atracação <strong>de</strong> navios<br />
e da legislação ambiental pelos<br />
usuários e clientes?<br />
Dividino: A expertise do corpo<br />
técnico da APPA, à estreita cooperação<br />
estabelecida com a iniciativa<br />
privada, e a <strong>de</strong>dicação dos<br />
milhares <strong>de</strong> trabalhadores diretamente<br />
envolvidos com a ativida<strong>de</strong><br />
portuária, possibilitaram mudanças<br />
radicais no Porto. As normas<br />
Luiz Henrique Tessuti Dividino, diretorpresi<strong>de</strong>nte<br />
da Administração dos Portos <strong>de</strong><br />
Paranaguá e Antonina (APPA)<br />
<strong>de</strong> atracação foram atualizadas<br />
<strong>de</strong>pois <strong>de</strong> 20 anos. Hoje são os<br />
terminais portuários que estabelecem<br />
o Planejamento <strong>de</strong> Carregamento<br />
dos Navios, e a partir<br />
disso, consolidam os seus planos<br />
<strong>de</strong> escoamento das cargas do interior<br />
para o Porto. Transferimos<br />
aos terminais privados a condição<br />
<strong>de</strong> fazer o planejamento completo<br />
cabendo a APPA sincronizar os<br />
planos e ativida<strong>de</strong>s. O resultado<br />
disso foi elevar a capacida<strong>de</strong> operacional<br />
<strong>de</strong> fluxo <strong>de</strong> 12 milhões <strong>de</strong><br />
toneladas em 2012 para mais <strong>de</strong><br />
17 milhões <strong>de</strong> toneladas em 2017.<br />
Na área ambiental não foi diferente.<br />
A APPA <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2012, mudou totalmente<br />
seus processos e passou<br />
a adotar a política ambiental como<br />
priorida<strong>de</strong> da empresa. Em 2010,<br />
o Porto <strong>de</strong> Paranaguá foi interditado<br />
por falta <strong>de</strong> licença ambiental<br />
para operar, e em 2017, fomos<br />
eleitos o porto número 01, no índice<br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento ambiental<br />
IDA, da Agência Nacional <strong>de</strong><br />
Transportes Aquaviários – ANTAQ,<br />
entre portos públicos e privados.<br />
Isso po<strong>de</strong> <strong>de</strong>monstrar a atenção<br />
dada pela APPA na gestão ambiental,<br />
que inclui a relação com o<br />
meio ambiente e com o município<br />
<strong>de</strong> Paranaguá.<br />
RC: Como observa a atuação das<br />
cooperativas em parceria com a<br />
APPA?<br />
Dividino: O cooperativismo no<br />
Paraná é uma referência mundial.<br />
Este processo <strong>de</strong> integração <strong>de</strong><br />
capital produtivo, promoção <strong>de</strong><br />
ações sinérgicas que potencializam<br />
a capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> produção e<br />
comercialização dos associados, é<br />
a equação mais <strong>de</strong>mocrática que<br />
se po<strong>de</strong> conhecer. As cooperativas<br />
são o motor <strong>de</strong> escoamento<br />
do Porto, além <strong>de</strong> ocupar os seus<br />
terminais próprios dão serviços<br />
para outros terminais privados.<br />
Seja no complexo soja, milho, ou<br />
seja, nos produtos industrializados<br />
e/ou frigorificados, as cooperativas<br />
estão presentes no nosso dia a<br />
dia. As cooperativas décadas atrás<br />
escolheram Paranaguá como seu<br />
porto <strong>de</strong> atuação, se instalaram e<br />
cresceram, e o Porto e a comunida<strong>de</strong><br />
cresceram juntos.<br />
"As cooperativas<br />
décadas atrás<br />
escolheram Paranaguá<br />
como seu porto <strong>de</strong><br />
atuação, se instalaram e<br />
cresceram, e o Porto e a<br />
comunida<strong>de</strong> cresceram<br />
juntos."<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 11
BENEFÍCIO<br />
FIDELIZA,<br />
Programa <strong>de</strong> Fi<strong>de</strong>lida<strong>de</strong> <strong>Coamo</strong><br />
transforma participação em prêmios<br />
A<br />
<strong>Coamo</strong> sempre inova para<br />
premiar a atuação dos<br />
cooperados. Assim, a cooperativa<br />
lança em abril um importante<br />
benefício. Trata-se do Programa<br />
Fi<strong>de</strong>liza, um programa <strong>de</strong><br />
relacionamento que vai dar prêmios<br />
ao quadro social. “Este é um<br />
excelente programa que a <strong>Coamo</strong><br />
lança para valorizar os cooperados,<br />
que já estão automaticamente<br />
cadastrados. O programa atribui<br />
pontos por cada aquisição <strong>de</strong><br />
bens <strong>de</strong> fornecimento na cooperativa,<br />
o qual posteriormente po<strong>de</strong>rão<br />
ser trocados por produtos ou<br />
serviços estabelecidos previamente<br />
e consultados nos entrepostos<br />
ou visualizados em lista no site da<br />
cooperativa”, explica o presi<strong>de</strong>nte<br />
da <strong>Coamo</strong>, engenheiro agrônomo<br />
José Aroldo Gallassini.<br />
Po<strong>de</strong>rão participar do<br />
Programa Fi<strong>de</strong>liza exclusivamente<br />
cooperados <strong>Coamo</strong>, não<br />
sendo aceito terceiros não cooperados,<br />
sejam pessoa física ou<br />
jurídica. Os participantes terão<br />
acesso somente aos produtos<br />
fornecidos pelas empresas parceiras<br />
da cooperativa.<br />
O gerente <strong>de</strong> Fornecimento<br />
<strong>de</strong> Insumos Agrícolas da<br />
<strong>Coamo</strong>, engenheiro agrônomo<br />
Carlos Eduardo Borsari informa as<br />
condições para a<strong>de</strong>são. “O cooperado<br />
irá a<strong>de</strong>rir ao Fi<strong>de</strong>liza mediante<br />
a aquisição <strong>de</strong> produtos<br />
<strong>de</strong> forma automática e sem ônus<br />
para ele. O sistema calculará a geração<br />
<strong>de</strong> pontuação já a partir da<br />
primeira compra, e esses pontos<br />
acumulados po<strong>de</strong>rão ser trocados<br />
por produtos constante na lista<br />
(catálogo) especial <strong>de</strong> produtos<br />
das lojas <strong>de</strong> peças e veterinárias,<br />
máquinas, implementos e serviços<br />
oferecidos pela cooperativa.”<br />
Para o superinten<strong>de</strong>nte<br />
Técnico da <strong>Coamo</strong>, engenheiro<br />
agrônomo Aquiles Dias, o programa<br />
Fi<strong>de</strong>liza vem ao encontro<br />
dos cooperados e incrementa os<br />
benefícios que a <strong>Coamo</strong> já oferece<br />
a eles. “O Programa Fi<strong>de</strong>liza irá<br />
premiar os cooperados por meio<br />
do acumulo <strong>de</strong> pontos na aquisição<br />
<strong>de</strong> produtos da área <strong>de</strong> Bens<br />
<strong>de</strong> Fornecimento <strong>de</strong> acordo com<br />
sua atuação na cooperativa. E é<br />
José Aroldo Gallassini durante apresentação do Programa<br />
Fi<strong>de</strong>liza para a diretoria e gerentes dos entrepostos<br />
12 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
BENEFÍCIO<br />
muito simples, pois quanto maior<br />
for a participação maior serão os<br />
pontos a serem contabilizados<br />
para cada cooperado participante”,<br />
consi<strong>de</strong>ra. Desta maneira, o<br />
cooperado com movimentação<br />
integral terá o valor máximo do fator<br />
<strong>de</strong> conversão e, à medida que<br />
esta participação for diminuindo,<br />
o valor do fator <strong>de</strong> conversão diminuirá<br />
na mesma proporção.<br />
PONTUAÇÃO<br />
Os cooperados terão direito<br />
a pontos na aquisição <strong>de</strong><br />
insumos das quatro principais culturas<br />
(soja, milho, trigo e milho 2ª<br />
safra), mas também haverá um fator<br />
<strong>de</strong> pontuação para outros itens<br />
<strong>de</strong> bens <strong>de</strong> fornecimento como<br />
peças, máquinas, farmácia veterinária,<br />
entre outros. “O fechamento<br />
dos pontos referente as quatro<br />
principais culturas serão feitos a<br />
medida em que forem encerradas<br />
as colheitas”, informa Borsari.<br />
GERAÇÃO DE PONTOS<br />
Os pontos serão gerados<br />
ou calculados apenas após<br />
a emissão da nota fiscal <strong>de</strong> retirada<br />
do produto. Os pontos são<br />
únicos e exclusivos do cooperado<br />
e por matrícula, e são inegociáveis,<br />
ou seja, o cooperado<br />
não po<strong>de</strong>rá ce<strong>de</strong>r, ven<strong>de</strong>r ou<br />
fazer transferência <strong>de</strong>les a qualquer<br />
título. Os pontos po<strong>de</strong>rão<br />
ser trocados no prazo <strong>de</strong> dois<br />
anos contados a partir da data<br />
<strong>de</strong> sua geração, sendo expirados<br />
e inutilizados para troca a<br />
partir da data <strong>de</strong> vencimento. O<br />
resgate dos pontos <strong>de</strong>verá ser<br />
feito exclusivamente pelo cooperado<br />
e diretamente nos entrepostos<br />
da <strong>Coamo</strong>.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 13
ALIMENTOS COAMO<br />
MAIS DE 250 MIL SEGUIDORES DA<br />
FAN PAGE DOS ALIMENTOS COAMO<br />
Não faz muito tempo que a página dos Alimentos<br />
<strong>Coamo</strong> no facebook foi criada. Des<strong>de</strong> o segundo<br />
semestre <strong>de</strong> 2016 no ar, tem alcançado cada<br />
vez mais seguidores, completando em março 250 mil.<br />
São pessoas <strong>de</strong> todos os cantos do país curtindo as novida<strong>de</strong>s<br />
e compartilhando as receitas e publicações, com<br />
comentários <strong>de</strong>stacando a preferência pelas marcas <strong>de</strong><br />
confiança, <strong>Coamo</strong>, Primê, Anniela e Sollus, que compõe<br />
a linha alimentícia.<br />
As milhares <strong>de</strong> curtidas da fan page refletem<br />
ainda um número muito maior, uma vez que, a re<strong>de</strong> social<br />
permite que uma mensagem seja transmitida aos<br />
grupos dos perfis em exposição. Em 2017 a página<br />
cresceu em 120% o número <strong>de</strong> fãs. Uma turbinada no<br />
digital em comparação a outras páginas do segmento.<br />
Além disso, no ano passado com todas as campanhas<br />
realizadas, 6.963.611 <strong>de</strong> pessoas foram alcançadas,<br />
totalizando 32.895.249 impressões.<br />
acesse: www.facebook.com/alimentoscoamo<br />
Agora a parceria dos Alimentos <strong>Coamo</strong> e Ana<br />
Maria Braga em <strong>2018</strong>, também traz a expectativa <strong>de</strong><br />
um impulso ainda maior em curtidas e seguidores na<br />
fan page. “A escolha pela Ana Maria Braga foi assertiva,<br />
pois ela é apresentadora consagrada por sua simpatia,<br />
carisma, e claro, por suas receitas. Encontramos<br />
um ícone que representa toda a confiança e proximida<strong>de</strong><br />
que a nossa marca construiu junto a milhares <strong>de</strong><br />
famílias nesses anos <strong>de</strong> atuação”, ressalta o superinten<strong>de</strong>nte<br />
Comercial da <strong>Coamo</strong>, Alcir José Goldoni.<br />
Além disso, esta parceria irá vincular a fan<br />
page dos Alimentos <strong>Coamo</strong> à fan page e site da<br />
Ana Maria Braga, que só em seu site possui mais <strong>de</strong><br />
1 milhão <strong>de</strong> visitas mensalmente e na fan page conta<br />
com mais <strong>de</strong> oito milhões <strong>de</strong> seguidores. “Essa<br />
interação da nossa comunicação com a Ana Maria<br />
Braga, permitirá uma ampla visão dos Alimentos<br />
<strong>Coamo</strong>, garantindo que o consumidor conheça<br />
ainda mais a qualida<strong>de</strong> da linha alimentícia da <strong>Coamo</strong>”,<br />
consi<strong>de</strong>ra o superinten<strong>de</strong>nte Comercial.<br />
A fan page dos Alimentos <strong>Coamo</strong> criou um<br />
formato <strong>de</strong> comunicação direta com o consumidor<br />
que também tem impulsionado o aumento do número<br />
<strong>de</strong> seguidores. "Muitas vezes as pessoas entram<br />
em contato para elogiar os Alimentos <strong>Coamo</strong>, agra<strong>de</strong>cer<br />
as receitas e até mesmo esclarecer algumas<br />
dúvidas sobre ingredientes. Para isso, contamos com<br />
uma equipe <strong>de</strong> especialistas para respon<strong>de</strong>r todas as<br />
perguntas, e agra<strong>de</strong>cê-lo por essa relação <strong>de</strong> parceria",<br />
explica Goldoni.<br />
Para Goldoni, essa repercussão é o resultado<br />
<strong>de</strong> um trabalho sério e comprometido com o consumidor.<br />
"Os Alimentos <strong>Coamo</strong> têm origem, já que a<br />
matéria-prima é produzida pelos donos da <strong>Coamo</strong>.<br />
É um trabalho focado na produção da matéria-prima,<br />
no processo industrial e no cliente, para que chegue<br />
ao consumidor um produto diferenciado que é a nossa<br />
meta diária. O futuro da ativida<strong>de</strong> dos donos da<br />
<strong>Coamo</strong> está na satisfação diária dos consumidores.<br />
Isto está incorporado em toda a ca<strong>de</strong>ia <strong>de</strong> produção",<br />
<strong>de</strong>staca.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 15
ENCONTRO DE VERÃO<br />
COMPLETA 30 ANOS<br />
TRIGÉSIMA EDIÇÃO DO EVENTO FOI REALIZADA NESTE ANO<br />
COM RECORDE DE PARTICIPAÇÃO DOS ASSOCIADOS<br />
16 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
José Aroldo Gallassini, presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>, participou todos os dias do encontro<br />
Imagine um laboratório, local<br />
<strong>de</strong> experimentos e pesquisas,<br />
on<strong>de</strong> cientistas trabalham arduamente<br />
para trazer inovação e<br />
<strong>de</strong>senvolvimento tecnológico à<br />
população. Agora, imagine transportar<br />
essa realida<strong>de</strong> para a agricultura.<br />
É preciso que seja um<br />
laboratório a céu aberto e com a<br />
nobre missão <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolver pesquisas<br />
para a produção <strong>de</strong> alimentos.<br />
Com esse objetivo a Fazenda<br />
Experimental da <strong>Coamo</strong> surgiu,<br />
porém, com um diferencial, duas<br />
vezes ao ano, as suas porteiras são<br />
abertas para a realização dos Encontros<br />
<strong>de</strong> Verão e Inverno.<br />
Neste ano foi realizado o<br />
30º Encontro <strong>de</strong> Verão entre os<br />
dias 5 e 9 <strong>de</strong> fevereiro para mais<br />
<strong>de</strong> 4.500 cooperados divididos<br />
diariamente por região para conhecer<br />
os <strong>de</strong>z principais experimentos<br />
da <strong>Coamo</strong>. Uma oportunida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> conhecer um laboratório<br />
da agropecuária com pesquisas<br />
pioneiras no país e com a explicação<br />
<strong>de</strong> técnicos especializados<br />
da <strong>Coamo</strong>, bem como, pesquisadores<br />
dos principais institutos <strong>de</strong><br />
pesquisa do Brasil.<br />
O melhor <strong>de</strong> tudo é que<br />
trata-se <strong>de</strong> um evento contínuo,<br />
que nos últimos 30 anos, não<br />
<strong>de</strong>ixou uma única vez sequer <strong>de</strong><br />
ser realizado, conforme <strong>de</strong>staca<br />
o chefe da Fazenda Experimental<br />
da <strong>Coamo</strong>, Lucas Simas. “São<br />
30 edições <strong>de</strong> um evento sério e<br />
respeitado pela comunida<strong>de</strong> científica<br />
agronômica do Brasil. Nosso<br />
<strong>de</strong>safio é continuar levando informações<br />
e conhecimento que<br />
gerem resultados na proprieda<strong>de</strong><br />
dos associados da <strong>Coamo</strong>.”<br />
Nesse cenário, o gerente<br />
Técnico da <strong>Coamo</strong>, Marcelo Sumiya,<br />
explica que o impacto observado<br />
nesses 30 anos nas proprieda<strong>de</strong>s<br />
dos cooperados é <strong>de</strong><br />
constante evolução. “Esse é um<br />
suporte que procuramos dar aos<br />
cooperados para que eles compreendam<br />
as mudanças que estão<br />
acontecendo e como é possível<br />
aplica-las da melhor forma. Com<br />
o passar dos anos as mudanças<br />
em tecnologia têm refletido muito<br />
na produtivida<strong>de</strong>, atrelado principalmente<br />
ao aspecto genético.<br />
Por isso, as influencias que po<strong>de</strong>mos<br />
controlar, tirando o aspecto<br />
Lucas Simas, chefe da Fazenda Experimental da <strong>Coamo</strong><br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 17
30º ENCONTRO DE VERÃO FOI ENTRE OS DIAS 05 E 09 DE FEVEREIRO, REUNINDO<br />
MAIS DE 4.500 COOPERADOS PARA CONHECER OS DEZ PRINCIPAIS EXPERIMENTOS<br />
Marcelo Sumiya, gerente <strong>de</strong> Assistência Técnica, Aquiles Dias, superinten<strong>de</strong>nte Técnico, José Aroldo Gallassini, diretor-presi<strong>de</strong>nte, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto,<br />
diretor-vice-presi<strong>de</strong>nte, e Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari, diretor-secretário. Diretoria da <strong>Coamo</strong> apoia e participa <strong>de</strong> forma ativa <strong>de</strong> todos os encontros na Fazenda Experimental<br />
climático, são significativas e nos<br />
colocaram em altos patamares <strong>de</strong><br />
produtivida<strong>de</strong>.”<br />
De acordo com o superinten<strong>de</strong>nte<br />
Técnico da <strong>Coamo</strong>, Aquiles<br />
<strong>de</strong> Oliveira Dias, são trinta anos<br />
<strong>de</strong> realização do encontro on<strong>de</strong><br />
ano a ano no momento da preparação<br />
do evento se busca melhorar.<br />
“Em todas as edições do Encontro<br />
<strong>de</strong> Verão trazemos os temas<br />
do momento, ou seja, aquilo que<br />
realmente necessita ser discutido<br />
pelos nossos cooperados, técnicos<br />
e pesquisadores”, consi<strong>de</strong>ra Dias.<br />
O presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>,<br />
José Aroldo Gallassini é o maior<br />
incentivador <strong>de</strong>sse centro <strong>de</strong> pesquisas,<br />
bem como, da realização<br />
dos eventos técnicos da cooperativa.<br />
“São 30 anos <strong>de</strong> constante<br />
melhoria das pesquisas, cada vez<br />
mais, trazendo tecnologias para os<br />
cooperados juntamente com institutos<br />
<strong>de</strong> pesquisa e universida<strong>de</strong>s,<br />
e com um único objetivo <strong>de</strong> levar<br />
mais tecnologias ao campo para o<br />
associado ter mais produtivida<strong>de</strong><br />
e barateamento <strong>de</strong> custo. ”<br />
Gallassini ainda ressalta<br />
que durante os encontros na Fazenda<br />
Experimental, o associado<br />
po<strong>de</strong> interagir com a pesquisa. “O<br />
cooperado tem uma aula <strong>de</strong> 40<br />
minutos em cada estação, on<strong>de</strong><br />
ele po<strong>de</strong> tirar dúvidas e contar<br />
para os pesquisadores qual a sua<br />
realida<strong>de</strong> no campo. Essa interação<br />
permite uma troca <strong>de</strong> conhecimento<br />
extremamente eficaz, e os<br />
bons resultados vemos safra após<br />
safra com o incremento constante<br />
da produção”, consi<strong>de</strong>ra o presi<strong>de</strong>nte<br />
da <strong>Coamo</strong>.<br />
18 REVISTA<br />
NELSON ARI MULLER,<br />
Pitanga (Pitanga)<br />
“<br />
O cooperado não po<strong>de</strong> <strong>de</strong>ixar <strong>de</strong> participar, pois<br />
as novida<strong>de</strong>s estão todas aqui. São assuntos que<br />
po<strong>de</strong>mos colocar em prática, <strong>de</strong>pois na proprieda<strong>de</strong>.<br />
E o melhor é que tudo já está testado e<br />
validado pela <strong>Coamo</strong>.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong><br />
NILTON JOAREZ ENGLERT E LUCIANE,<br />
Nova Santa Rosa (Paraná)<br />
“<br />
Somos agricultores e professores e ficamos encantados<br />
com o encontro. Vimos a importância <strong>de</strong> cada<br />
ingrediente para fazer a lavoura crescer e produzir<br />
bem. O contato com a pesquisa sempre nos traz alguma<br />
coisa nova, é uma boa forma <strong>de</strong> apren<strong>de</strong>r mais.
EQUILÍBRIO ABRE AS<br />
PORTAS DA PRODUTIVIDADE<br />
Foco da estação foi abordar<br />
o equilíbrio químico da<br />
planta. Conhecendo bem<br />
os nutrientes e suas funções<br />
na planta, consegue-se obter<br />
mais produtivida<strong>de</strong><br />
Equilibrar o sistema produtivo<br />
é a chave para obter<br />
bons resultados em campo.<br />
Com esta premissa a 1ª estação<br />
<strong>de</strong> pesquisa do 30º Encontro <strong>de</strong><br />
Verão teve como tema “Nutrição<br />
<strong>de</strong> plantas e adubação <strong>de</strong> manutenção<br />
em culturas anuais”, sob<br />
a coor<strong>de</strong>nação do engenheiro<br />
agrônomo da <strong>Coamo</strong> em Campo<br />
Mourão, José Petruise Ferreira Junior.<br />
Um assunto relevante, uma<br />
vez que, a nutrição está relacionada<br />
ao fornecimento <strong>de</strong> todos os<br />
nutrientes essenciais para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />
da lavoura.<br />
O foco da estação foi<br />
abordar o equilíbrio nutricional da<br />
planta, uma vez que, é necessário,<br />
equilibrar a parte química, física e<br />
biológica. “É um estudo <strong>de</strong> como<br />
as plantas absorvem, transportam,<br />
translocam e assimilam os nutrientes,<br />
bem como, as relações existentes<br />
entre esse processo”, explica<br />
o engenheiro agrônomo.<br />
Petruise orienta o que é<br />
preciso para o nutriente ser essencial.<br />
“Existem dois critérios que<br />
ESTAÇÃO 1: Nutrição <strong>de</strong><br />
plantas e adubação <strong>de</strong><br />
manutenção em culturas<br />
anuais<br />
Tiago Ertel (Manoel Ribas), Ezequiel Segatto (Xanxerê), José Petruise Ferreira<br />
Junior (Campo Mourão), Antonio Marcos David (Mangueirinha) e Luis Gustavo<br />
Men<strong>de</strong>s Passos (Cândido <strong>de</strong> Abreu)<br />
precisam ser atendidos: direto e<br />
indireto. O primeiro exige que o<br />
nutriente esteja envolvido em algum<br />
processo ou reação, sem a<br />
qual a planta não consiga sobreviver,<br />
e o segundo, está relacionado<br />
ao fato <strong>de</strong> que na ausência <strong>de</strong>sse<br />
nutriente, ele não po<strong>de</strong> ser substituído<br />
por outro.”<br />
Conhecendo bem os nutrientes<br />
e suas funções na planta, o<br />
cooperado consegue obter mais<br />
produtivida<strong>de</strong>. “O produtor, muitas<br />
vezes tem conhecimento da quantida<strong>de</strong><br />
dos nutrientes extraídos pela<br />
planta, ou seja, os macronutrientes.<br />
Mas, não dá a <strong>de</strong>vida importância a<br />
extração e absorção dos micronutrientes.<br />
Por isso, é preciso se conscientizar<br />
<strong>de</strong> que in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte da<br />
quantida<strong>de</strong> dos nutrientes absorvidos<br />
pela planta, todos são essenciais.<br />
Na ausência do nitrogênio que<br />
é absorvido em maior quantida<strong>de</strong><br />
ou do boro, por exemplo, absorvido<br />
em menor quantida<strong>de</strong>, todos po<strong>de</strong>m<br />
impactar diretamente na produtivida<strong>de</strong><br />
da soja”, reforça o coor<strong>de</strong>nador<br />
da estação.<br />
Assim, para verificar a<br />
quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> nutrientes no solo é<br />
preciso realizar uma análise química,<br />
conforme orienta José Petruise.<br />
“Por meio do diagnóstico correto,<br />
conseguimos obter as informações<br />
e criar estratégias para as <strong>de</strong>vidas<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 19
FOCO DA ESTAÇÃO FOI ABORDAR O EQUILÍBRIO NUTRICIONAL DA PLANTA, UMA VEZ<br />
QUE, É NECESSÁRIO, EQUILIBRAR A PARTE QUÍMICA, FÍSICA E BIOLÓGICA<br />
correções <strong>de</strong> solo. Com o programa Agricultura <strong>de</strong><br />
Precisão da <strong>Coamo</strong>, o cooperado com o seu agrônomo,<br />
consegue fazer esse diagnóstico do que acontece<br />
na proprieda<strong>de</strong>, para realizar a correção.”<br />
Petruise ainda acrescenta que a Lei do Mínimo<br />
– <strong>de</strong> 1950, criada por Justus von Liebig – resume<br />
a importância <strong>de</strong>sse equilíbrio. “Essa lei estabelece<br />
que o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> uma planta fica limitado<br />
ao nutriente faltoso ou em menor quantida<strong>de</strong>, mesmo<br />
que todos os elementos estejam em maior quantida<strong>de</strong>,<br />
a base da nutrição será sempre estabelecida<br />
pelo elemento em menor quantida<strong>de</strong>.”<br />
TRABALHO DA PESQUISA<br />
A montagem e apresentação<br />
na estação contou com a<br />
participação dos pesquisadores<br />
e professores da Universida<strong>de</strong> Estadual<br />
<strong>de</strong> Maringá (UEM) Marcelo<br />
Augusto Batista e Ta<strong>de</strong>u Takeyoshi<br />
Inoue, e do pesquisador da Embrapa/Soja,<br />
Adilson <strong>de</strong> Oliveira Junior.<br />
Batista, doutor em Fertilida<strong>de</strong><br />
e Nutrição Mineral <strong>de</strong> Plantas<br />
pela High State University, <strong>de</strong>staca<br />
que a discussão da nutrição mineral<br />
das plantas é <strong>de</strong> extrema relevância.<br />
“Muitas vezes, focamos na parte<br />
aérea da planta e esquecemos <strong>de</strong><br />
olhar para o solo e raízes. Boa parte<br />
da nutrição é feita via raiz. Por isso,<br />
é importante saber quais nutrientes<br />
limitam a produção e quanto precisamos<br />
colocar para compensar e<br />
alcançar altas produtivida<strong>de</strong>s.”<br />
Oliveira Junior, doutor em<br />
Fertilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> Solo e Nutrição Mineral<br />
<strong>de</strong> Plantas pela Esalq/USP – Universida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> São Paulo, lembra que<br />
a adubação mineral é uma das práticas<br />
para se produzir bem. “Como os<br />
nutrientes estão envolvidos em processos<br />
metabólicos da planta e que,<br />
por sua vez, estão associados em<br />
produtivida<strong>de</strong>, precisamos avaliar e<br />
conhecer em que condições está o<br />
teor <strong>de</strong> nutrientes nas culturas para<br />
direcionar o manejo da adubação. O<br />
nutriente que está faltando nos limita<br />
em produtivida<strong>de</strong>.”<br />
Marcelo Augusto Batista, UEM Adilson <strong>de</strong> Oliveira Junior, Embrapa Ta<strong>de</strong>u Takeyoshi Inoue, UEM<br />
MEMÓRIAS ETERNIZADAS<br />
Estação mostrou a evolução dos 30<br />
anos <strong>de</strong> encontro <strong>de</strong> verão<br />
As 30 edições do Encontro <strong>de</strong> Verão na Fazenda<br />
Experimental construíram uma história <strong>de</strong> progresso<br />
e incremento na produção dos milhares<br />
<strong>de</strong> cooperados da <strong>Coamo</strong> que a<strong>de</strong>ntraram as porteiras<br />
do laboratório da cooperativa. A <strong>de</strong>monstração <strong>de</strong>ssa<br />
trajetória ficou para a 2ª estação do evento, coor<strong>de</strong>nada<br />
Roberto Bueno Silva (Campo Mourão), César Machado Carrijo (Marilândia do Sul),<br />
Thiago Sandoli Dias (Ivaiporã) e Alvaro Ricardo Moreira (Faxinal)<br />
20 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
pelo engenheiro agrônomo Roberto<br />
Bueno Silva, do Detec da <strong>Coamo</strong><br />
em Campo Mourão (Centro-Oeste<br />
do Paraná), que participou <strong>de</strong> todas<br />
as edições do encontro.<br />
“Memorial do 30° Encontro<br />
<strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental”,<br />
foi o tema escolhido para<br />
a estação. “Neste ano trouxemos<br />
uma estação um pouco diferente,<br />
<strong>de</strong>dicada a contar a história dos encontros<br />
<strong>de</strong> verão que se confun<strong>de</strong><br />
com a da <strong>Coamo</strong>, pois já em 1970, a<br />
visão do presi<strong>de</strong>nte da <strong>Coamo</strong>, Dr.<br />
Aroldo Gallassini, estava voltada a<br />
importância <strong>de</strong> ter uma área exclusiva<br />
<strong>de</strong> experimentação.”<br />
Nas palavras <strong>de</strong> Bueno essa<br />
foi uma “gran<strong>de</strong> iniciativa da diretoria<br />
da <strong>Coamo</strong> para o <strong>de</strong>senvolvimento<br />
do agronegócio”. “Eu tive a<br />
oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong> participar <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o<br />
início. É um evento que agrega conhecimento<br />
aos cooperados e também<br />
para nós técnicos que estamos<br />
aqui apresentando. ”<br />
Bueno acredita que o cooperado<br />
está muito bem respaldado<br />
para o exercício da ativida<strong>de</strong><br />
agrícola. “O associado tem uma<br />
recomendação atualizada, ética e<br />
profissional. Sem contar, que o produtor<br />
rural tem a tranquilida<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
ser atendido por um <strong>de</strong>partamento<br />
técnico imparcial para recomendar<br />
o que é melhor tecnicamente e fi-<br />
ESTAÇÃO 2: Memorial 30° Encontro <strong>de</strong> Cooperados na Fazenda Experimental<br />
nanceiramente para o cooperado.”<br />
Bueno lembra que quem<br />
passa atualmente pela região da<br />
área <strong>de</strong> ação da <strong>Coamo</strong>, não sabe<br />
como era antigamente. “Os associados<br />
da <strong>Coamo</strong> têm <strong>de</strong>staque<br />
por altas produtivida<strong>de</strong>s no cenário<br />
nacional, uma conquista que se<br />
<strong>de</strong>ve a todo esse suporte científico.<br />
Em Campo Mourão, antes da <strong>Coamo</strong><br />
chegar, por exemplo, o solo era<br />
pobre em fertilida<strong>de</strong>, precisava <strong>de</strong><br />
insumos e, principalmente, conhecimento<br />
para transformar aquele<br />
solo que os pioneiros encontraram<br />
na década <strong>de</strong> 70, nesse campo fértil<br />
que é hoje."<br />
Para Bueno, existem ensaios<br />
da Fazenda Experimental<br />
que marcaram toda a história da<br />
agricultura nacional. “Um dos experimentos<br />
mais importantes que<br />
temos é o <strong>de</strong> rotação <strong>de</strong> culturas<br />
Linha <strong>de</strong> Alimentos <strong>Coamo</strong> foi apresentada aos cooperados na estação sobre os 30 anos do Encontro<br />
que neste ano completa 33 anos.<br />
É o 2º mais antigo do Brasil. E isso<br />
para a sustentabilida<strong>de</strong> do agronegócio<br />
é fundamental”, salienta.<br />
ALIMENTOS COAMO<br />
Ao longo <strong>de</strong> sua história, a <strong>Coamo</strong><br />
realiza um trabalho <strong>de</strong> conscientização<br />
junto aos seus mais <strong>de</strong> 28<br />
mil cooperados, da importância<br />
<strong>de</strong> se obter uma matéria prima<br />
que produz um alimento diferenciado.<br />
Esse é um trabalho que começa<br />
na Fazenda Experimental,<br />
por meio da pesquisa científica<br />
das melhores tecnologias a serem<br />
aplicadas em campo, e por este<br />
motivo a estação do memorial<br />
também contou com um espaço<br />
<strong>de</strong>dicado a <strong>de</strong>monstrar o resultado<br />
da industrialização do trabalho<br />
dos associados. O processo<br />
começa pela escolha da semente.<br />
A origem e qualida<strong>de</strong> são os pré-<br />
-requisitos para que isto ocorra, e<br />
além da condução tecnológica da<br />
produção agrícola há um rigoroso<br />
controle <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> na industrialização<br />
e transporte. Tudo isso<br />
para que os Alimentos <strong>Coamo</strong><br />
cheguem aos pontos <strong>de</strong> vendas<br />
com a qualida<strong>de</strong> com que foram<br />
produzidos.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 21
ESTAÇÃO 3: Fungicida I: Importância <strong>de</strong> programas e rotação <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong> ação na aplicação <strong>de</strong> fungicidas<br />
CUIDAR PARA NÃO PERDER<br />
ESTAÇÃO ABORDOU UTILIZAÇÃO DE DIFERENTES COMBINAÇÕES DE PRODUTOS<br />
AUMENTANDO A QUANTIDADE DE MECANISMOS DE AÇÃO NAS APLICAÇÕES<br />
No Encontro <strong>de</strong> Verão <strong>de</strong>ste ano, duas estações<br />
trataram sobre a utilização <strong>de</strong> fungicidas. A<br />
primeira <strong>de</strong>stacou a importância <strong>de</strong> programas<br />
e rotação <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong> ação na aplicação<br />
<strong>de</strong> fungicidas. O objetivo foi mostrar a necessida<strong>de</strong><br />
da utilização <strong>de</strong> diferentes combinações <strong>de</strong> produtos<br />
aumentando, assim, a quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> mecanismos <strong>de</strong><br />
ação na aplicação dos fungicidas. A prática contribui<br />
ainda para a longevida<strong>de</strong> dos produtos e reduz a<br />
pressão <strong>de</strong> seleção. A mensagem é: se não fizer isso<br />
corretamente continuará com alta pressão <strong>de</strong> seleção<br />
e novas resistências irão surgir, ou seja, cada vez<br />
mais teremos menos produtos e soluções.<br />
“Os fungicidas foram per<strong>de</strong>ndo eficiência no<br />
controle da ferrugem ao longo do tempo. Quanto<br />
mais se utiliza o mesmo produto, maior é a chance<br />
do fungo se tornar resistente. Utilizando o conheci-<br />
mento, po<strong>de</strong>mos rotacionar os fungicidas e os mecanismos<br />
<strong>de</strong> ação. Quanto mais se diversifica, mais alterna<br />
os princípios ativos para o controle da ferrugem<br />
asiática, menor o risco que o produtor fica exposto”,<br />
<strong>de</strong>staca o engenheiro agrônomo José Marcelo Fernan<strong>de</strong>s<br />
Rúbio, encarregado do Detec em Mamborê<br />
Bruno Lopes Paes (Engenheiro Beltrão), Diogo Alves (Altamira do Paraná), José<br />
Marcelo Fernan<strong>de</strong>s Rúbio (Mamborê) e Odair Johans (Goioerê)<br />
22 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
(Centro-Oeste do Paraná) e coor<strong>de</strong>nador da estação.<br />
Foram apresentados 12 programas <strong>de</strong> controle<br />
utilizando diferentes tipos <strong>de</strong> mecanismo <strong>de</strong><br />
ação. “Todos os tratamentos têm custo semelhante<br />
e apresentaram bons resultados”, assinala Rubio.<br />
Ele ressalta que não há previsão <strong>de</strong> novos produtos<br />
para os próximos anos e reitera a importância <strong>de</strong> se<br />
rotacionar os existentes para manter a eficiência no<br />
controle da ferrugem. “O cooperado <strong>de</strong>ve procurar a<br />
assistência técnica da <strong>Coamo</strong> para ver qual a melhor<br />
combinação. Todas são viáveis, mas para cada região<br />
há um melhor tratamento”, diz.<br />
VIDA LONGA AOS FUNGICIDAS<br />
Objetivo foi mostrar a<br />
necessida<strong>de</strong> da utilização<br />
<strong>de</strong> fungicidas protetores/<br />
multissítios em função da<br />
perda <strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> dos<br />
fungicidas do grupo das<br />
estrobilurinas e carboxamidas<br />
A<br />
segunda estação tratou<br />
da utilização <strong>de</strong> fungicidas<br />
protetores/multissítios<br />
e o momento <strong>de</strong> aplicação.<br />
O objetivo foi mostrar a necessida<strong>de</strong><br />
da utilização <strong>de</strong> fungicidas<br />
protetores em função da perda<br />
<strong>de</strong> sensibilida<strong>de</strong> dos produtos a<br />
base <strong>de</strong> estrobilurinas e carboxamidas.<br />
O engenheiro agrônomo<br />
Elerson Reis Tiburcio, encarregado<br />
do Detec em Luiziana (Centro-<br />
-Oeste do Paraná) e coor<strong>de</strong>nador<br />
da estação, lembra que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o<br />
aparecimento da ferrugem asiática<br />
no Brasil, em 2001/2002, o principal<br />
método <strong>de</strong> controle sempre<br />
foi com fungicidas. “No primeiro<br />
momento utilizava-se produtos a<br />
base <strong>de</strong> triazol. Com o passar do<br />
tempo foram per<strong>de</strong>ndo a eficiência<br />
no campo. Aí vieram as mistu-<br />
ESTAÇÃO 4: Fungicidas II: Utilização <strong>de</strong> fungicidas protetores X momento <strong>de</strong> aplicação<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 23
FUNGICIDAS PROTETORES, DENTRO DE UM MANEJO DE ANTI-RESISTÊNCIA,<br />
AJUDAM OS FUNGICIDAS QUE SÃO UTILIZADOS NO CONTROLE DA FERRUGEM<br />
ras <strong>de</strong> estrobilurina com triazol que proporcionavam<br />
um controle satisfatório. Porém, nas safras <strong>de</strong> 2009 e<br />
2010 essa mistura começou a per<strong>de</strong>r a performance,<br />
ou seja, o fungo foi criando resistência, também, a<br />
essa mistura.”<br />
Nesse sentido, Tiburcio explica que os fungicidas<br />
protetores, e ou multissítio, <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> um manejo<br />
<strong>de</strong> anti-resistência, ajudam os fungicidas utilizados<br />
no controle da ferrugem, potencializando o controle<br />
e dando longevida<strong>de</strong> aos produtos e, também, protegendo<br />
as moléculas novas, como as carboxamidas,<br />
que, também, já começaram a per<strong>de</strong>r sua performance<br />
a campo. “Nos próximos seis ou sete anos não<br />
temos nenhum produto novo no mercado. Então, os<br />
fungicidas multissítios, que agem em vários locais da<br />
célula do fungo, dificultando, assim, a resistência da<br />
ferrugem a esse grupo <strong>de</strong> fungicida.”<br />
Conforme o agrônomo, os cooperados <strong>de</strong>-<br />
vem seguir as recomendações técnicas e respeitar a<br />
caraterística <strong>de</strong> cada região para um melhor controle<br />
da ferrugem asiática. “Dentro <strong>de</strong> um manejo em que<br />
se respeita a época <strong>de</strong> plantio, o intervalo <strong>de</strong> aplicação,<br />
<strong>de</strong>ntre outras técnicas importantes, os fungicidas<br />
multissítio estão se encaixando muito bem.”<br />
Felipe Antonio Battiston (Campo Mourão), Paulo Ne<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Souza Peres (Cândido <strong>de</strong><br />
Abreu), Elerson Reis Tibúrcio (Luiziana) e Luiz Eduardo <strong>de</strong> Oliveira (Boa Esperança)<br />
PALAVRA DA PESQUISA<br />
Cláudia Godoy, Embrapa/Soja Claudine Seixas, Embrapa/Soja Mauricio Meyer, Embrapa/Soja<br />
As duas estações sobre fungicidas contaram<br />
com a presença <strong>de</strong> pesquisadores da Embrapa/Soja<br />
<strong>de</strong> Londrina, que auxiliaram na preparação e apresentação<br />
dos assuntos aos cooperados. A fitopatologista<br />
Cláudia Godoy recorda que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a entrada da<br />
ferrugem asiática no Brasil, o uso <strong>de</strong> fungicida tem<br />
sido intensificado, permitindo a estabilida<strong>de</strong> da produção.<br />
“Contudo, não temos novas moléculas para<br />
entrar no mercado e precisamos preservar as existentes.<br />
Já os fungicidas que per<strong>de</strong>ram a sua eficiência<br />
po<strong>de</strong>m ser associados aos multissítios e melhorar o<br />
<strong>de</strong>sempenho”, comenta e lembra que os fungicidas<br />
contam com três principais modos <strong>de</strong> ação e os produtos<br />
são sempre misturas <strong>de</strong> dois ou três. “Muitos<br />
pensam que não compensa rotacionar, mas a resistência<br />
age diferente em cada molécula. Rotacionar o<br />
produto comercial é importante porque está rotacionando<br />
a molécula.”<br />
24 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
A também fitopatologista Claudine Seixas<br />
reitera que os multissítios são uma ferramenta a mais<br />
no controle da ferrugem asiática. “Associados com<br />
outros fungicidas po<strong>de</strong>mos melhorar a eficiência do<br />
controle e, também, funciona como estratégia anti-<br />
-resistência. O <strong>de</strong>safio é fazer com que os produtos<br />
não percam a eficiência para o controle da ferrugem,<br />
que é a principal doença da soja.”<br />
O fitopatologista Mauricio Meyer lembra que<br />
cabe ao produtor cuidar da sua lavoura e seguir as<br />
recomendações técnicas e legislativas para evitar a<br />
ferrugem asiática. “São medidas que ajudam no controle<br />
da doença. Começar a safra sem inóculo <strong>de</strong> ferrugem<br />
é fundamental. Quanto mais tar<strong>de</strong> aparecer a<br />
doença na lavoura, melhor será a condição <strong>de</strong> controle.<br />
É importante que seja adotado um conjunto <strong>de</strong><br />
ações para que os grupos <strong>de</strong> fungicidas não percam<br />
rapidamente a eficiência.”<br />
REGINALDO JOÃO STAVSKI,<br />
Cantagalo (Paraná)<br />
“<br />
É a oportunida<strong>de</strong> que temos <strong>de</strong> adquirir mais conhecimento.<br />
A <strong>Coamo</strong> nos mostra o caminho para<br />
produzir mais e, consequentemente, ter uma<br />
melhor renda. São sistemas e tecnologias que<br />
po<strong>de</strong>m ser colocadas em prática na proprieda<strong>de</strong>.<br />
RENATO BARBIERI,<br />
Maracaju (Mato Grosso do Sul)<br />
“<br />
É uma satisfação acompanhar este encontro. É um<br />
evento que mostra os <strong>de</strong>safios e as novida<strong>de</strong>s. Utilizamos<br />
várias tecnologias, mas ainda temos muita<br />
coisa para apren<strong>de</strong>r. Se não fosse a pesquisa estaríamos<br />
nos patamares <strong>de</strong> 60 a 70 sacas por alqueire.<br />
DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO<br />
Estação apresentou o<br />
DRES. Um método para<br />
qualificar a estrutura da<br />
camada superficial do solo<br />
DRES. Para quem ouve pela<br />
primeira vez, a sigla po<strong>de</strong><br />
parecer complicada, mas<br />
quando se tem o significado se torna<br />
simples <strong>de</strong> enten<strong>de</strong>r. O DRES,<br />
ou Diagnóstico Rápido da Estrutura<br />
do Solo, é um método para<br />
qualificar a estrutura da camada<br />
superficial do solo, baseado em<br />
características <strong>de</strong>tectadas visualmente<br />
em amostras dos primeiros<br />
25 cm. É um método <strong>de</strong> campo <strong>de</strong><br />
execução simples e rápida.<br />
O coor<strong>de</strong>nador da estação<br />
Fabricio Bueno Correa, do<br />
Departamento <strong>de</strong> Suporte Técnico<br />
–Astec, da <strong>Coamo</strong> em Campo<br />
ESTAÇÃO 5: Manejo <strong>de</strong> solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo<br />
Mourão, explica que com o método<br />
é possível analisar se o manejo<br />
adotado está correto e se efetivamente<br />
precisa fazer alguma operação<br />
mecânica. “É um processo<br />
simples e <strong>de</strong> baixo custo para se<br />
verificar a estrutura do solo. É possível<br />
analisar se o solo está em<br />
conservação, formação ou entrando<br />
no processo <strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação”,<br />
assinala.<br />
Correa explica que o DRES<br />
se baseia na coleta <strong>de</strong> amostra <strong>de</strong><br />
solo com uma pá, fazendo uma<br />
minitrincheira. Essa amostra é manipulada,<br />
isolando os torrões ou<br />
agregados do solo e atribuídas<br />
notas conforme tamanho e forma<br />
dos agregados e também a<br />
presença e morfologia das raízes.<br />
“Com base nesse diagnóstico é<br />
possível tomar <strong>de</strong>cisão <strong>de</strong> manejo<br />
a ser empregado para que a planta<br />
possa respon<strong>de</strong>r a todo investimento.”<br />
De acordo com o pesqui-<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 25
DIAGNÓSTICO RÁPIDO DA ESTRUTURA DO SOLO - DRES, É UM MÉTODO DE CAMPO<br />
DE EXECUÇÃO SIMPLES E RÁPIDA, COM CARACTERÍSTICAS DETECTADAS VISUALMENTE<br />
sador Henrique Debiasi, da área <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong> solo<br />
da Embrapa/Soja, o começo <strong>de</strong> uma boa safra passa<br />
por um solo bem manejado e com boa estrutura.<br />
“Analisar a parte química é mais fácil, basta coletar<br />
amostra <strong>de</strong> solo, enviar para laboratório e ver o resultado.<br />
O ponto mais complicado é a parte física,<br />
para saber se o solo oferece condições para a planta<br />
crescer e absorver tudo o que precisar para o bom<br />
<strong>de</strong>senvolvimento. O DRES é uma ferramenta que tem<br />
o propósito <strong>de</strong> ajudar neste sentido.”<br />
Wilson Aparecido Juliani (Guarapuava), Fabrício Bueno Correa (Campo Mourão),<br />
Edimar Marques (Luiziana) e Antonio Carlos <strong>de</strong> Oliveira (São João do Ivaí)<br />
Henrique Debiasi, Embrapa/Soja<br />
Julio Cesar Franchini, Embrapa/Soja<br />
O pesquisador Julio Cesar Franchini,<br />
também da área <strong>de</strong> manejo <strong>de</strong> solo<br />
da Embrapa/Soja, lembra que a cada safra<br />
os produtores colocam toda a expectativa<br />
e utilizam tecnologias e insumos <strong>de</strong> ponta<br />
em várias áreas, porém acabam <strong>de</strong>ixando<br />
<strong>de</strong> lado os cuidados com o solo. “O solo é a<br />
base <strong>de</strong> tudo e a metodologia <strong>de</strong>senvolvida<br />
com o DRES consegue uma boa estrutura<br />
para dar segurança e estabilida<strong>de</strong> para a<br />
cultura. Isso é importante, pois em um ano<br />
bom, as lavouras atingem todo o potencial<br />
produtivo e em ano ruim, se per<strong>de</strong> menos.<br />
MAIS SOBRE O DRES<br />
O DRES é um método para qualificar a estrutura<br />
da camada superficial do solo, baseado<br />
em características <strong>de</strong>tectadas visualmente em<br />
amostras dos primeiros 25 cm. As avaliações<br />
nas amostras constam da observação <strong>de</strong> tamanho<br />
e forma dos agregados e torrões, presença<br />
ou não <strong>de</strong> feições <strong>de</strong> compactação ou outra modalida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>de</strong>gradação do solo, forma e orientação<br />
das fissurações, rugosida<strong>de</strong> das faces <strong>de</strong><br />
ruptura, resistência à ruptura, distribuição e<br />
aspecto do sistema radicular, e evidências <strong>de</strong><br />
ativida<strong>de</strong> biológica. A partir <strong>de</strong>sses critérios,<br />
atribui-se uma pontuação <strong>de</strong> 1 a 6, on<strong>de</strong> ”6”<br />
é indicativo <strong>de</strong> melhor condição estrutural, e<br />
“1” representa o solo totalmente <strong>de</strong>gradado.<br />
Ressalta-se, entretanto, que solos como os<br />
Neossolos Quartzarênicos naturalmente não<br />
tem agregados ou os tem fracos e poucos.<br />
ESTAÇÃO 5: Manejo <strong>de</strong> solo: DRES – diagnóstico rápido da estrutura do solo<br />
26 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
BIOTECNOLOGIA PARA TODOS OS GOSTOS<br />
Estação apresentou<br />
importância <strong>de</strong><br />
conhecer as diferentes<br />
biotecnologias que estarão<br />
em breve no mercado<br />
A<br />
biotecnologia tem um<br />
papel importante no<br />
processo <strong>de</strong> constante<br />
transformação do planeta. É um<br />
fenômeno cujo sucesso se baseia<br />
na superação <strong>de</strong> barreiras, que<br />
possibilita vislumbrar caminhos<br />
alternativos aos tradicionais. Na<br />
agricultura, a biotecnologia tem<br />
sido fundamental para o avanço<br />
<strong>de</strong> processos que passam pelo<br />
aumento <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong> até a<br />
agregação <strong>de</strong> renda e sustentabilida<strong>de</strong><br />
da ativida<strong>de</strong>.<br />
Com o objetivo <strong>de</strong> mostrar<br />
ao cooperado <strong>Coamo</strong> à importância<br />
da biotecnologia e o que vem<br />
pela frente, duas estações foram<br />
<strong>de</strong>dicadas ao tema neste ano no<br />
Encontro <strong>de</strong> Verão, alertando o<br />
produtor quanto à seletivida<strong>de</strong><br />
dos produtos. Quando mal utilizados<br />
po<strong>de</strong>m trazer sérios prejuízos<br />
à ativida<strong>de</strong> e por outro lado, quando<br />
adotados <strong>de</strong> forma correta são<br />
fundamentais para obtenção <strong>de</strong><br />
bons resultados. “Procuramos chamar<br />
a atenção dos cooperados<br />
sobre a importância do uso a<strong>de</strong>quado<br />
<strong>de</strong> herbicidas, uma vez que<br />
temos percebido um recorrente<br />
aumento <strong>de</strong> plantas daninhas resistentes<br />
aos diversos produtos<br />
disponíveis no mercado. Neste<br />
evento falamos um pouco mais da<br />
tecnologia Enlist, que já foi lançada,<br />
mas ainda não está disponível<br />
no mercado. É uma ferramenta a<br />
mais que vai contribuir muito no<br />
manejo <strong>de</strong> plantas daninhas, mas<br />
que assim como as <strong>de</strong>mais precisa<br />
ser utilizada com responsabilida<strong>de</strong>”,<br />
explica o engenheiro agrônomo<br />
Diego Ferreira <strong>de</strong> Castro,<br />
do Detec da <strong>Coamo</strong> em Mamborê<br />
(Centro-Oeste do Paraná) que<br />
coor<strong>de</strong>nou a estação.<br />
De acordo com o técnico,<br />
cada dia mais, o produtor <strong>de</strong>verá<br />
ficar atento sobre o que po<strong>de</strong>rá<br />
aplicar nas culturas, por conta da<br />
seletivida<strong>de</strong> dos produtos. “Essas<br />
tecnologias trazem mecanismos<br />
<strong>de</strong> ação diferentes, que po<strong>de</strong>m<br />
ou não ser benéficos para <strong>de</strong>terminada<br />
cultura. Então tanto o<br />
produtor como o técnico precisam<br />
estar cientes do produto que<br />
será utilizado para não ter problema<br />
<strong>de</strong> matar alguma lavoura<br />
ou causar fito por conta do herbicida,<br />
uma vez que, são muitas<br />
as tecnologias disponíveis e que<br />
po<strong>de</strong>m causar certa confusão na<br />
cabeça do produtor”, alerta.<br />
ESTAÇÃO 6: Plantas Daninhas I: Inovações em biotecnologia no manejo <strong>de</strong> plantas daninhas<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 27
ESTAÇÃO ALERTOU A RESPEITO DA SELETIVIDADE DOS PRODUTOS,<br />
QUE MAL UTILIZADOS PODEM TRAZER SÉRIOS PREJUÍZOS A ATIVIDADE<br />
Somente no Brasil já existem quase 50 plantas<br />
daninhas resistentes e o número aumenta a cada<br />
ano, por conta da utilização <strong>de</strong> produtos com o mesmo<br />
mecanismo <strong>de</strong> ação. Um problema, que conforme<br />
Castro será crescente. “A natureza é assim, ela vai<br />
estar sempre tentando driblar as nossas ações. E nós,<br />
da mesma forma, vamos utilizando mecanismos para<br />
combater plantas daninhas, doenças e pragas, pensando<br />
em produzir mais”, argumenta.<br />
Darci Baggio (Ouro Ver<strong>de</strong>/SC), Paulo Henrique Battisti (Brasilândia do Sul), Marlon <strong>de</strong> Barros<br />
(Boa Ventura <strong>de</strong> São Roque), Diego Ferreira <strong>de</strong> Castro (Mamborê) e Gilson Bernardino (Palmital)<br />
PREPARAÇÃO<br />
Especialista em manejo <strong>de</strong> plantas daninhas, o pesquisador<br />
Fernando A<strong>de</strong>gas, da Embrapa/Soja, enten<strong>de</strong> que o tema ajuda o<br />
produtor a se preparar para as novas tecnologias que em breve estarão<br />
disponíveis. “É interessante, porque novamente estamos falando<br />
das futuras tecnologias. O agricultor está acostumado com a tecnologia<br />
RR (resistente a glifosato) e a <strong>Coamo</strong> está mostrando que vamos<br />
ter outras tecnologias, tanto em soja como em milho, e que ele [produtor]<br />
<strong>de</strong>ve ir se preparando para isso.”<br />
Fernando A<strong>de</strong>gas, da Embrapa/Soja<br />
PLANTA DANINHA OU CULTURA?<br />
Foram apresentadas situações<br />
reais <strong>de</strong> campo e quais<br />
opções para manejar plantas<br />
voluntárias neste cenário <strong>de</strong><br />
biotecnologia em culturas<br />
sucessivas<br />
Se uma estação apresentou<br />
a varieda<strong>de</strong> em biotecnologia<br />
disponível nos dias <strong>de</strong><br />
hoje, outra se preocupou em abrir<br />
os olhos do cooperado <strong>Coamo</strong><br />
quanto à necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> manejar<br />
corretamente todas essas ferramentas,<br />
para não errar no momento da<br />
aplicação e causar estragos a lavoura,<br />
seja <strong>de</strong> soja ou milho. Cada<br />
vez mais presente nas lavouras,<br />
às plantas guaxas se tornaram um<br />
gran<strong>de</strong> problema no campo, que<br />
<strong>de</strong>ve ser resolvido com uma boa<br />
dose <strong>de</strong> cautela e manejo correto.<br />
“Por isso o intuito foi trazer <strong>de</strong> forma<br />
prática para o cooperado, como ele<br />
po<strong>de</strong> manejar essas biotecnologias<br />
acertando sempre na escolha do<br />
material a ser plantado e o produto<br />
utilizado para conter invasoras.<br />
Nossa preocupação é alertar para<br />
que ele conheça o que vai utilizar<br />
para não correr riscos no momento<br />
<strong>de</strong> uma aplicação <strong>de</strong> herbicida, por<br />
exemplo. Alguns produtores ainda<br />
se confun<strong>de</strong>m quanto à tolerância<br />
<strong>de</strong> certos materiais e acabam cometendo<br />
erros fatais para a lavoura,<br />
dizimando as invasoras e a cultura”,<br />
esclarece o agrônomo José Eduardo<br />
Frendsen Filho, do Detec da<br />
<strong>Coamo</strong> em Pitanga (Centro do Paraná)<br />
e responsável pelo ensaio.<br />
28 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
ESTAÇÃO 7: Plantas Daninhas II: Manejo <strong>de</strong> plantas voluntárias no cenário <strong>de</strong> novas biotecnologias<br />
Conforme o agrônomo é fundamental que o<br />
agricultor esteja bem informado e não <strong>de</strong>ixe <strong>de</strong> trocar<br />
i<strong>de</strong>ias com a assistência técnica, que po<strong>de</strong>rá auxiliar<br />
sobre as diferentes biotecnologias, suas vantagens e<br />
cuidados que <strong>de</strong>vem ser tomados ao utilizá-las. “Para<br />
ter uma i<strong>de</strong>ia temos no milho cinco biotecnologias,<br />
que vão <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a resistência a lagartas, até as que são<br />
resistentes a herbicidas e lagartas. O mesmo acontece<br />
com a soja que já vem sendo utilizada há um bom<br />
tempo no mercado e possui vários tipos <strong>de</strong> biotecnologias”,<br />
comenta.<br />
Cada tecnologia traz uma sigla que <strong>de</strong>fine a<br />
utilida<strong>de</strong> e o tipo <strong>de</strong> resistência aplicado ao material.<br />
Um jogo <strong>de</strong> letras que precisa ser entendido e muito<br />
bem conhecido pelo produtor. “Na prática <strong>de</strong>mostramos<br />
que é preciso saber exatamente qual o tipo <strong>de</strong><br />
produto para cada cultura, como forma <strong>de</strong> controlar<br />
as plantas daninhas. Por isso é importante saber o que<br />
está comprando, mediante planejamento eficiente e<br />
a médio e longo prazo junto com a assistência técnica”,<br />
comenta.<br />
Hugo Lorran <strong>de</strong> Melho Rocha (Mariluz), José Ricardo Pedron Romani<br />
(Mangueirinha), Waltemberg Machado <strong>de</strong> Lima (Peabiru), José Eduardo Frandsen<br />
Filho (Pitanga)<br />
ACERTANDO NO ALVO<br />
Robson Osipe, da UENP-Ban<strong>de</strong>irantes<br />
Na opinião do pesquisador Robson Osipe, da Universida<strong>de</strong> Estadual<br />
do Norte do Paraná (UENP), <strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes, a questão principal é diferenciar<br />
o mecanismo <strong>de</strong> ação <strong>de</strong> cada tecnologia e dar o tiro certo na hora <strong>de</strong> matar<br />
a planta invasora e não a cultura. “Se temos planta <strong>de</strong> milho na lavoura <strong>de</strong><br />
soja, ou vice-versa, ela é planta daninha. Então é preciso saber exatamente<br />
qual biotecnologia está sendo utilizada e qual o produto a ser aplicado para<br />
não cometer o erro <strong>de</strong> conter a invasora e a lavoura. Essa é a essência do<br />
tema abordado aqui, que vem ao encontro da necessida<strong>de</strong> dos produtores”,<br />
salienta o pesquisador, que também marcou presença no evento da <strong>Coamo</strong>.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 29
ERENI JOSÉ HENNERICH,<br />
São Domingos (Santa Catarina)<br />
“<br />
Quem participa fica por <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> todas as tecnologias<br />
para usar na lavoura, seja relacionado<br />
a sementes, fungicidas ou inseticidas. Temos que<br />
evoluir a cada dia e em eventos como esses recebemos<br />
conhecimento para conduzir a lavoura.<br />
LEQUE DE OPÇÕES<br />
DEVANIR RUFINO DA SILVA,<br />
Quarto Centenário (Paraná)<br />
“<br />
É um evento muito bem organizado e com assuntos<br />
que chamam a atenção <strong>de</strong> quem trabalha com a<br />
lavoura, seja relacionado a varieda<strong>de</strong>s ou aos tratos<br />
culturais. Com o acompanhamento e participando<br />
dos eventos técnicos fica mais fácil trabalhar.<br />
Estações sobre<br />
varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja<br />
sempre chamam a<br />
atenção dos cooperados<br />
Qual varieda<strong>de</strong> plantar?<br />
Quando e em qual região<br />
o material se <strong>de</strong>senvolve<br />
melhor? Essas e outras perguntas<br />
foram respondidas nas estações<br />
<strong>de</strong> varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja, sempre<br />
presentes no Encontro <strong>de</strong> Verão,<br />
e chamam a atenção dos cooperados<br />
que buscam novas opções e<br />
novida<strong>de</strong>s para multiplicação.<br />
Além da apresentação<br />
das novas cultivares, a estação<br />
também abordou o abortamento<br />
<strong>de</strong> vagens que ocorreu em algumas<br />
regiões, motivado, segundo a<br />
pesquisa, por uma série <strong>de</strong> fatores<br />
relacionados ao clima. “Tivemos<br />
muita chuva e praticamente não<br />
tivemos a presença da luz solar,<br />
especialmente entre a segunda<br />
quinzena <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro e a primeira<br />
<strong>de</strong> janeiro. Isso somado às<br />
vezes as características <strong>de</strong> solo,<br />
características <strong>de</strong> varieda<strong>de</strong>s,<br />
época <strong>de</strong> plantio e práticas culturais,<br />
po<strong>de</strong> ter agravado para ocorrer<br />
esse abortamento em algumas<br />
ESTAÇÃO 8: Varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Soja I<br />
30 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
lavouras”, explica o engenheiro agrônomo Luiz Cezar<br />
Voytena, do Detec da <strong>Coamo</strong> em Campo Mourão<br />
(Centro-Oeste do Paraná) e que conduziu os trabalhos<br />
na estação.<br />
Segundo ele, em alguns casos o problema<br />
aconteceu na mesma região, mas somente em algumas<br />
lavouras, o que caracteriza o diagnóstico. “Por<br />
isso acreditamos que não foi somente a questão climática<br />
e sim esse conjunto <strong>de</strong> fatores”, <strong>de</strong>clara.<br />
A estação apresentou 15 varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> soja<br />
das obtentoras FT Sementes; Ni<strong>de</strong>ra; Syngenta; Monsoy<br />
e Bayer, com características variadas, aten<strong>de</strong>ndo<br />
as mais diversas épocas <strong>de</strong> plantio, condições <strong>de</strong> temperatura<br />
e altitu<strong>de</strong>. “Nessas quinze varieda<strong>de</strong>s temos<br />
Andrei Henrique <strong>de</strong> Tomasi (Manoel Ribas), Rubem Carlos <strong>de</strong> Oliveira Hubner<br />
(Mamborê), Luis Cesar Voytena (Campo Mourão) e João Rafael Bauermeister<br />
(Barbosa Ferraz)<br />
opções para todos os gostos, po<strong>de</strong>ndo aten<strong>de</strong>r todas<br />
as regiões da <strong>Coamo</strong> <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a região <strong>de</strong> Santa Catarina<br />
até o Mato Grosso do Sul, passando pelo Paraná.”<br />
LIVRE ESCOLHA<br />
Nas estações <strong>de</strong> soja<br />
o cooperado observa<br />
o <strong>de</strong>senvolvimento<br />
dos materiais em um<br />
laboratório a céu aberto<br />
Em uma segunda estação, outros<br />
19 materiais das obtentoras<br />
Brasmax; Don Mário;<br />
Embrapa; Coo<strong>de</strong>tec e TMG foram<br />
apresentados aos cooperados,<br />
sendo 18 intactas (com tolerância<br />
a lagartas) e uma RR1 (tolerância a<br />
Glifosato). “De maneira geral trouxemos<br />
materiais novos <strong>de</strong> todas as<br />
parceiras. Aproveitamos para fazer<br />
um comparativo <strong>de</strong> clima entre às<br />
safras 2016/17 e 2017/18 on<strong>de</strong><br />
mostramos para o cooperado questões<br />
relacionadas à umida<strong>de</strong> relativa<br />
do ar, potencial hídrico do solo,<br />
precipitação e radiação solar. É uma<br />
ESTAÇÃO 9: Varieda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> Soja II<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 31
AO PARTICIPAR DO EVENTO, COOPERADO TEM A OPORTUNIDADE DE VER A GENÉTICA DAS<br />
CULTIVARES E AS QUESTÕES RELACIONADAS A MANEJO DE SOLO, ENTRE OUTROS ASPECTOS<br />
forma <strong>de</strong> esclarecer que as condições climáticas nesta<br />
safra não foram tão favoráveis quanto foram na safra<br />
16/17, o que justifica o ‘amarramento’ que a soja teve<br />
no início do cultivo”, comenta o engenheiro agrônomo<br />
Sandro Magnani, chefe do Departamento <strong>de</strong> Produção<br />
<strong>de</strong> Sementes em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná)<br />
que esteve à frente dos trabalhos no ensaio.<br />
Nas estações <strong>de</strong> soja, o cooperado consegue<br />
observar o <strong>de</strong>senvolvimento dos materiais em um laboratório<br />
a céu aberto, on<strong>de</strong> é possível sanar dúvidas<br />
e escolher a melhor varieda<strong>de</strong> para multiplicação no<br />
campo, que ofereça o máximo <strong>de</strong> retorno possível à<br />
ativida<strong>de</strong>.<br />
Conrado Vitor Moreira <strong>de</strong> Souza Zanuto (Ivailândia), Breno Rovani (Campo<br />
Mourão), Giovani Augusto Geron Pinheiro (Fênix), Sandro Magnani (Campo<br />
Mourão), Sandro Rodrigo Gheller (Mamborê)<br />
CONHECIMENTO<br />
NA FONTE<br />
Pesquisador da Embrapa/<br />
Soja, que trabalha em conjunto com<br />
a Fundação Meridional, o engenheiro<br />
agrônomo Luiz Cezar Tavares, da<br />
área <strong>de</strong> Transferência <strong>de</strong> Tecnologia,<br />
observa que ao participar do evento<br />
o produtor tem a oportunida<strong>de</strong> <strong>de</strong>,<br />
além <strong>de</strong> ver a genética das cultivares,<br />
enten<strong>de</strong>r melhor questões relacionadas<br />
a manejo <strong>de</strong> solo, entre outros<br />
aspectos. “O que garante hoje o<br />
rendimento das cultivares no campo<br />
e a sustentabilida<strong>de</strong> <strong>de</strong>ssas tecnolo-<br />
Luiz Cezar Tavares, da Embrapa/Soja<br />
gias são as boas práticas agrícolas.<br />
Quando você tem uma boa cultivar<br />
e um solo bem manejado, com rotação<br />
<strong>de</strong> culturas, manejo integrado<br />
Ralf Udo Dengler, da Fundação Meridional<br />
<strong>de</strong> pragas e doenças, você reduz<br />
muitos os riscos o que ajuda a ter<br />
sucesso na ativida<strong>de</strong> com ganhos<br />
significativos” orienta.<br />
32 REVISTA<br />
RONEL DA SILVA GOBBI,<br />
Mamborê (Paraná)<br />
“<br />
É importante esse contato com a pesquisa,<br />
para conhecer as novida<strong>de</strong>s e tirar as dúvidas.<br />
Saímos daqui com algumas <strong>de</strong>cisões já tomadas<br />
para as próximas safras. Precisamos produzir<br />
cada vez mais e com sustentabilida<strong>de</strong>.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong><br />
FÁBIO CASTILHO,<br />
Marilândia do Sul (Paraná)<br />
“<br />
É a primeira vez que participo, pois comecei<br />
há pouco tempo na agricultura. Fiquei muito<br />
surpreso pela magnitu<strong>de</strong> e organização do<br />
evento. Aprendi muita coisa e volto para casa<br />
com uma bagagem bem maior.
JUNTO E MISTURADO<br />
ESTAÇÃO MOSTROU CUIDADOS E PREOCUPAÇÕES SOBRE ESCOLHA DOS PRODUTOS E<br />
CAUSAS DA INCOMPATIBILIDADE OU IMPOSSIBILIDADE DA MISTURA DE ALGUNS DEFENSIVOS<br />
ESTAÇÃO 10: Tecnologia <strong>de</strong> Aplicação <strong>de</strong> Defensivos Agrícolas: formulações e misturas <strong>de</strong> <strong>de</strong>fensivos em tanque <strong>de</strong> pulverização<br />
Fazer a melhor combinação <strong>de</strong> mistura <strong>de</strong> produtos<br />
e homogeneizar a concentração no tanque<br />
do pulverizador nem sempre é tarefa fácil. A ação,<br />
quando feita <strong>de</strong> forma errada, ocasiona na maioria das<br />
vezes, o <strong>de</strong>sperdício do produto que não age <strong>de</strong> forma<br />
i<strong>de</strong>al na planta e por consequência gera prejuízos.<br />
Mas, qual a melhor formulação <strong>de</strong> mistura e<br />
como garantir essa homogeneização? As respostas foram<br />
apresentadas por técnicos da <strong>Coamo</strong> e da Universida<strong>de</strong><br />
Estadual do Norte do Paraná (UENP), <strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes-PR.<br />
Eles mostraram no Encontro <strong>de</strong> Verão as<br />
melhores opções <strong>de</strong> misturas <strong>de</strong> produtos e como garantir<br />
a homogeneização da concentração no tanque, fazendo<br />
com que a ação da formulação seja mais eficiente.<br />
Coor<strong>de</strong>nador da estação, o engenheiro agrôno-<br />
Thiago Miguel Rzeczycki (Cruzmaltina), Lucas Gouvea Vilela Esperandino (Campo<br />
Mourão), Ulysses Marcellos Rocha Neto (Janiópolis), Roberto Shigueo Takeda<br />
(Moreira Sales)<br />
mo Lucas Gouvea Vilela Esperandino, chefe do Departamento<br />
<strong>de</strong> Suporte Técnico da gerência Técnica da <strong>Coamo</strong>,<br />
informou que a i<strong>de</strong>ia foi mostrar apenas as principais<br />
formulações, <strong>de</strong> 81 registradas no Ministério da Agricultura.<br />
“Nosso objetivo foi esclarecer porque um produto<br />
às vezes é formulado em WG e não numa formulação líquida,<br />
entre outras questões pertinentes a tecnologia <strong>de</strong><br />
aplicação que é um assunto bastante amplo. Outra preocupação<br />
foi mostrar um pouco sobre or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> mistura<br />
no tanque, já que existe uma or<strong>de</strong>m cronológica na hora<br />
<strong>de</strong> adicionar os produtos. Uma vez que se essa or<strong>de</strong>m<br />
não é respeitada, a chance <strong>de</strong> dar problema no aspecto<br />
físico da calda é muito gran<strong>de</strong>”, alerta.<br />
DOSE CERTA<br />
“Quem nunca foi numa festa e tomou um fermentado<br />
com um <strong>de</strong>stilado? Está aí a prova <strong>de</strong> que<br />
uma mistura mal feita po<strong>de</strong> dar dor <strong>de</strong> cabeça”. A comparação<br />
é feita pelo pesquisador Rone Batista <strong>de</strong> Oliveira,<br />
doutor em Tecnologia <strong>de</strong> Aplicação, da Universida<strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> Ban<strong>de</strong>irantes (UENP). Ele afirma que o objetivo<br />
foi trabalhar o conceito das misturas em tanque envolvido<br />
com o conceito da tecnologia <strong>de</strong> aplicação. “Não<br />
po<strong>de</strong>mos separar uma coisa da outra, porque uma vez<br />
que trabalhamos isoladamente e esquecemos que essa<br />
mistura vai influenciar a tecnologia <strong>de</strong> aplicação, vamos<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 33
OBJETIVO DA ESTAÇÃO FOI TRABALHAR O CONCEITO DAS MISTURAS<br />
EM TANQUE ENVOLVIDO COM O CONCEITO DA TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO<br />
ter problemas, com certeza, uma<br />
vez que temos especificida<strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />
misturas que merecem tecnologias<br />
diferentes”, explica.<br />
A universida<strong>de</strong> levou para<br />
o evento um simulador <strong>de</strong> misturas,<br />
<strong>de</strong>senvolvido pela equipe do<br />
pesquisador Rone Oliveira, on<strong>de</strong><br />
foi possível <strong>de</strong>monstrar qual a melhor<br />
or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> se fazer a mistura,<br />
como essa or<strong>de</strong>m influencia em<br />
todos os momentos da aplicação,<br />
como a mistura influencia no <strong>de</strong>senvolvimento<br />
da máquina (pul-<br />
verizador) e o sistema <strong>de</strong> agitação<br />
e filtros do equipamento, entre<br />
outras características do processo<br />
<strong>de</strong> aplicação. “Quebramos, <strong>de</strong><br />
certa forma, um pouco do mito <strong>de</strong><br />
que somente um simples teste na<br />
garrafa pet não é o suficiente para<br />
dizer que a mistura está certa ou<br />
errada”, revela Oliveira, acrescentando<br />
que o mais importante é o<br />
produtor refletir da importância<br />
<strong>de</strong> melhorar a eficiência das misturas,<br />
como forma <strong>de</strong> obter melhores<br />
resultados no campo.<br />
Rone Batista <strong>de</strong> Oliveira, UENP – Ban<strong>de</strong>irantes<br />
POR DENTRO DA LEI<br />
Misturar produtos agrotóxicos<br />
no tanque no pulverizador<br />
envolve questões que vão além da<br />
operacionalização no campo. Segundo<br />
a lei, qualquer tipo <strong>de</strong> agrotóxico<br />
precisa ser receitado por um<br />
profissional legalmente habilitado,<br />
sendo respeitadas as recomendações<br />
<strong>de</strong> utilização aprovadas no rótulo<br />
e na bula do produto, conforme<br />
estabelece o Decreto 4.074/02.<br />
Embora as misturas sejam prática<br />
comum e façam parte do dia a dia<br />
da ativida<strong>de</strong>, não po<strong>de</strong>m ser prescritas<br />
em uma receita agronômica.<br />
O tema foi levantado pelo<br />
pesquisador Dionizio Gazziero, da<br />
área <strong>de</strong> plantas daninhas da Embrapa<br />
Soja, quem vem questionando<br />
a regularização da operação. “São<br />
mais <strong>de</strong> 30 anos <strong>de</strong> discussões e ao<br />
longo do tempo fomos per<strong>de</strong>ndo<br />
informações sobre o assunto. Por<br />
isso é fundamental que toda tecnologia<br />
seja disponível ao agricultor, já<br />
que com a proibição as discussões<br />
foram diminuindo e fomos per<strong>de</strong>ndo<br />
essa tecnologia que contribui<br />
muito para a ativida<strong>de</strong>”, informa<br />
Gazziero. Ele acrescenta que um<br />
estudo da Embrapa, levantou que<br />
embora sejam “proibidas”, 97% das<br />
aplicações são feitas com misturas<br />
em tanque com a utilização <strong>de</strong> dois<br />
a cinco produtos em uma só aplicação,<br />
ou mais, e envolvem combinações<br />
não só <strong>de</strong> agrotóxicos, mas<br />
também <strong>de</strong> adubos foliares e outras<br />
classes <strong>de</strong> produtos. “Há muito tempo<br />
estamos na luta para que esse<br />
assunto seja regulamentado. Queremos<br />
a possibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> falar abertamente<br />
sobre isso, como fizemos<br />
aqui, esclarecendo o que po<strong>de</strong>mos<br />
ou não fazer do ponto <strong>de</strong> vista técnico<br />
em relação a esses produtos”.<br />
No momento existe uma<br />
consulta pública no Ministério da<br />
Agricultura, o que vem provocando<br />
uma maior liberda<strong>de</strong> <strong>de</strong> abrangência<br />
do tema. “Na verda<strong>de</strong>, havia<br />
um entendimento errado e foi um<br />
gran<strong>de</strong> avanço a gente conseguir<br />
chegar nesse ponto. Esperamos<br />
que <strong>de</strong> fato o governo regulamente<br />
isso. A <strong>Coamo</strong> está <strong>de</strong> parabéns<br />
por colocar isso em pauta, numa<br />
discussão aberta com todos os técnicos<br />
e agricultores”, diz.<br />
Dionizio Gazziero, da Embrapa Soja<br />
34 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
BOHDAN UHREN E EDUARDO,<br />
Roncador (Paraná)<br />
“<br />
O encontro é muito bom, é uma faculda<strong>de</strong> para<br />
nós. É a oportunida<strong>de</strong> que temos <strong>de</strong> conhecer<br />
todas as novida<strong>de</strong>s e trocar informações com<br />
os técnicos e colegas <strong>de</strong> outras regiões. Já é o<br />
quarto ano que trago meu neto junto, estou preparando<br />
ele para dar sequência aos trabalhos.<br />
Acima, José Aroldo Gallassini na abertura do primeiro encontro <strong>de</strong> cooperados<br />
e abaixo, durante a 30ª edição na Fazenda Experimental <strong>Coamo</strong><br />
Parte da equipe <strong>de</strong> funcionários da Fazenda Experimental, responsáveis<br />
pela organização e realização do Encontro <strong>de</strong> Cooperados<br />
“Mil duzentos e sessenta produtores a campo percorrendo ensaios<br />
e experimentos; verificando ‘in loco’ o que a pesquisa agrícola tem<br />
a lhes oferecer; trocando experiências sobre as dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> se<br />
produzir melhor e avaliando junto com os técnicos e agrônomos<br />
tudo o que foi observado.” Essa foi a chamada para a reportagem no<br />
Jornal <strong>Coamo</strong> sobre a primeira edição do Encontro <strong>de</strong> Cooperados na<br />
Fazenda Experimental, em março <strong>de</strong> 1989. De lá para cá, muitas coisas<br />
mudaram, novas tecnologias surgiram, sistemas foram implantados e<br />
implementados, assim como os <strong>de</strong>safios que fazem parte do dia a dia<br />
<strong>de</strong> quem trabalha no campo. O que não mudou, é a maneira como a<br />
<strong>Coamo</strong> se preocupa em atualizar os cooperados para que produzam,<br />
cada vez mais, e com sustentabilida<strong>de</strong>.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 35
CREDICOAMO TEM SOBRAS<br />
LÍQUIDAS DE R$83,31 MILHÕES<br />
Os associados da Credicoamo Crédito Rural<br />
Cooperativa aprovaram o balanço e a distribuição<br />
<strong>de</strong> sobras do exercício <strong>de</strong> 2017 durante<br />
a 28ª Assembleia Geral Ordinária realizada no<br />
dia 27 <strong>de</strong> fevereiro na administração central da cooperativa<br />
em Campo Mourão. O relatório do exercício<br />
<strong>de</strong> 2017 mostra a Credicoamo com ativos <strong>de</strong> R$2,18<br />
bilhões, que somados aos investimentos com recursos<br />
do BNDES/FCO atingiu R$ 2,57 bilhões, com<br />
crescimento <strong>de</strong> 3,66% e um patrimônio líquido <strong>de</strong><br />
R$545,45 milhões, 14,26% superior ao do ano anterior.<br />
A receita global foi <strong>de</strong> R$275,61 milhões, proporcionando<br />
sobras no valor <strong>de</strong> R$ 83,31 milhões.<br />
Do total das sobras <strong>de</strong> R$83,31 milhões, após<br />
as <strong>de</strong>stinações legais e estatutárias, a Assembleia<br />
aprovou o pagamento <strong>de</strong> R$ R$25,26 milhões aos associados<br />
na proporção da movimentação. Os valores<br />
foram creditados em 28 <strong>de</strong> fevereiro.<br />
O presi<strong>de</strong>nte da Credicoamo José Aroldo Gallassini<br />
revela, conforme dados do Banco Central do Brasil,<br />
que “em 2017 a Credicoamo ocupou a 17ª posição<br />
entre as instituições financeiras aplicadoras <strong>de</strong> crédito<br />
rural do país, sendo que no custeio agrícola ocupa a 8ª<br />
posição. Este posicionamento é muito relevante, motivo<br />
<strong>de</strong> satisfação e reconhecimento da <strong>de</strong>dicação e busca<br />
<strong>de</strong> atendimento às necessida<strong>de</strong>s dos associados”.<br />
O seguro agrícola contratado no ano 2017 é<br />
outro fator comemorado na Credicoamo, com importância<br />
segurada na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$897,38 milhões para<br />
uma área <strong>de</strong> 393.399 hectares e 4.767 apólices.<br />
Com estrutura presente em 43 agências nos<br />
Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do<br />
Sul, dos quais como novida<strong>de</strong> foi inaugurada a agência<br />
<strong>de</strong> Xanxerê em Santa Catarina, a Credicoamo vem<br />
realizando um trabalho forte no atendimento às <strong>de</strong>mandas<br />
dos cooperados.<br />
Os tributos e taxas gerados e recolhidos durante<br />
o exercício <strong>de</strong> 2017 foram na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$35,55 milhões.<br />
A Credicoamo encerrou o exercício com 18.588<br />
associados, número 2,93% maior em relação a 2016.<br />
Assembleia contou com a presença do superinten<strong>de</strong>nte da Ocepar, Robson Mafioletti<br />
36 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
Participação ativa dos cooperados<br />
Conselho Fiscal Efetivo: Calebe Honório Welz Negri, Emilio Magne Guerreiro Junior<br />
e Adriano Bartchechen, superinten<strong>de</strong>nte do Sistema Ocepar, Robson Leandro<br />
Mafioletti, diretor-operacional, Ricardo Accioly Cal<strong>de</strong>rari, diretor-presi<strong>de</strong>nte, José<br />
Aroldo Gallassini, diretor-administrativo, Claudio Francisco Bianchi Rizzatto. Conselho<br />
Suplente: Claudio Osmar Fulaneto, Heitor Roberto Homiak e Ricieri Zanatta Neto<br />
“Po<strong>de</strong>mos dizer que o ano <strong>de</strong> 2017 foi <strong>de</strong><br />
sucesso para a Credicoamo e seus associados, com<br />
apoio daqueles que sempre estiveram conosco: nossos<br />
associados, funcionários, instituições financeiras,<br />
órgãos governamentais e entida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> classe”, consi<strong>de</strong>ra<br />
Gallassini.<br />
Dentre os fatos relevantes ocorridos em 2017,<br />
está a contratação <strong>de</strong> 16.448 operações <strong>de</strong> crédito,<br />
com recursos na or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> R$1,54 bilhão, compreen<strong>de</strong>ndo<br />
o custeio agrícola, investimentos e <strong>de</strong>mais<br />
linhas <strong>de</strong> empréstimos e financiamentos. Destaca-<br />
-se ainda a disponibilização do cartão Credicoamo<br />
Mastercard, com as funções <strong>de</strong> débito e crédito, bem<br />
como a adaptação do Sistema Credicoamo para<br />
aten<strong>de</strong>r os novos serviços que serão disponibilizados<br />
nos terminais <strong>de</strong> autoatendimento e internet banking/mobile.<br />
BENEFÍCIOS NO CRÉDITO<br />
Comparando as taxas médias <strong>de</strong> juros do ano 2017, divulgadas pelo<br />
Banco Central do Brasil, com as taxas praticadas pela Credicoamo,<br />
verifica-se um benefício expressivo para os associados <strong>de</strong> contrataram<br />
empréstimos com recursos livres ou que utilizaram do limite do cheque<br />
especial, representando uma economia <strong>de</strong> R$ 116,18 milhões.<br />
RENATO ROTINI,<br />
Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná)<br />
“A Credicoamo tem tudo o que<br />
precisamos. Todos os produtores<br />
associados, assim como eu, sabem<br />
que se trata <strong>de</strong> uma cooperativa<br />
segura, on<strong>de</strong> se consegue trabalhar<br />
sem burocracia e com linhas <strong>de</strong><br />
crédito a<strong>de</strong>quadas à nossa realida<strong>de</strong>.<br />
Quando a cooperativa está crescendo<br />
é sinal <strong>de</strong> que o cooperado está<br />
crescendo junto.”<br />
DENILSON BRUNO ROSA,<br />
Xanxerê (Oeste <strong>de</strong> Santa Catarina)<br />
“Os resultados estão aí para comprovar<br />
o crescimento da cooperativa e a<br />
participação do quadro social. Uma<br />
somatória <strong>de</strong> atitu<strong>de</strong>s garantem<br />
esse crescimento, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> a nossa<br />
participação ao bom atendimento<br />
dos funcionários e qualida<strong>de</strong> dos<br />
produtos oferecidos.”<br />
MÁRCIA FREIRE ALVES,<br />
Dourados (Mato Grosso do Sul)<br />
“Estou iniciando agora na ativida<strong>de</strong><br />
agrícola e é muito bom vir <strong>de</strong> longe<br />
para acompanhar esse momento<br />
on<strong>de</strong> a Credicoamo divulga<br />
bons resultados, reflexo da nossa<br />
participação. Todos ganham com a<br />
Credicoamo.”<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 37
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016<br />
BALANÇO PATRIMONIAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />
(Valores em em R$ R$1,00) 1)<br />
ATIVO<br />
2017 2016<br />
ATIVO CIRCULANTE 1.776.691.431 2.057.547.491<br />
DISPONIBILIDADES 13.684.606 4.484.499<br />
Caixa 1.929.215 1.944.274<br />
Depósitos Bancários 202.219 41.270<br />
Cotas <strong>de</strong> Fundos <strong>de</strong> Investimento 11.553.172 2.498.955<br />
APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 529.727.844 352.652.477<br />
Aplicações em Operações Compromissadas 496.616.157 322.530.537<br />
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 33.111.687 30.121.940<br />
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS 216.467.054 596.782.641<br />
Títulos <strong>de</strong> Renda Fixa 216.467.054 596.782.641<br />
RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 194.957 166.895<br />
Direitos Junto a Participantes do Sistema <strong>de</strong> Liquidação 194.957 164.442<br />
Créditos Vinculados Banco Central - Depósitos - 2.453<br />
OPERAÇÕES DE CRÉDITO 1.015.293.571 1.102.095.684<br />
Empréstimos e Títulos Descontados 232.723.780 289.543.735<br />
Financiamentos 14.888.197 12.092.778<br />
Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 31.080.221 32.485.561<br />
Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos <strong>de</strong> Repasses 801.081.061 809.231.417<br />
( - ) Provisão para Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (64.479.688) (41.257.807)<br />
OUTROS CRÉDITOS 1.310.852 1.353.704<br />
Créditos Avais e Fianças Honrados - 13.011<br />
Rendas a Receber 781.949 417.723<br />
Devedores Diversos - País 531.340 939.636<br />
( - ) Provisão para Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (2.437) (16.666)<br />
OUTROS VALORES E BENS 12.547 11.591<br />
Despesas Antecipadas 12.547 11.591<br />
ATIVO NÃO CIRCULANTE 403.218.262 66.059.381<br />
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 401.594.389 65.714.117<br />
Títulos <strong>de</strong> Renda Fixa 267.806.426 -<br />
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 72.355.332 -<br />
Empréstimos e Títulos Descontados 7.267.910 6.408.546<br />
Financiamentos 35.860.602 32.392.215<br />
Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos Livres 251.964 557.582<br />
Financiamentos Rurais - Aplicação Recursos <strong>de</strong> Repasses 17.889.513 26.030.851<br />
Outros Créditos 162.642 324.923<br />
IMOBILIZADO 641.577 205.778<br />
Imobilizado <strong>de</strong> Uso 641.577 205.778<br />
INTANGÍVEL 982.296 139.486<br />
Outros Ativos Intangíveis 982.296 139.486<br />
TOTAL DO ATIVO 2.179.909.693 2.123.606.872<br />
38 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
BALANÇO PATRIMONIAL PARA PASSIVO OS EXERCÍCIOS E PATRIMÔNIO FINDOS EM LÍQUIDO 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO<br />
2017 2016<br />
PASSIVO CIRCULANTE 1.612.855.797 1.567.604.608<br />
DEPÓSITOS 955.795.060 520.235.094<br />
Depósitos à Vista 49.402.242 56.443.450<br />
Depósitos Interfinanceiros 224.322.780 -<br />
Depósitos a Prazo 682.070.038 463.791.644<br />
RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS/INTERDEPENDÊNCIAS 481.899 519.112<br />
Recursos em Trânsito <strong>de</strong> Terceiros 408.679 519.112<br />
Obrigações Junto a Participantes do Sistema <strong>de</strong> Liquidação 73.220 -<br />
OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES 545.473.426 915.228.471<br />
Repasses 545.473.426 915.228.471<br />
OUTRAS OBRIGAÇÕES 111.105.412 131.621.931<br />
Sociais e Estatutárias 65.958.577 62.035.244<br />
Fiscais e Previ<strong>de</strong>nciárias 1.670.236 2.041.787<br />
Provisão <strong>de</strong> Pagamentos a Efetuar 34.236.946 42.193.806<br />
Provisão Para Passivos Contingentes 8.533.089 6.084.319<br />
Credores Diversos 706.564 19.266.775<br />
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 21.605.236 78.630.686<br />
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 21.605.236 78.630.686<br />
Obrigações por Empréstimos e Repasses 21.605.236 78.630.686<br />
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 545.448.660 477.371.578<br />
Capital Social 161.531.380 142.559.681<br />
Reserva Legal 274.746.765 238.568.872<br />
Fundo para Manutenção do Capital <strong>de</strong> Giro Próprio 109.170.515 96.243.025<br />
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.179.909.693 2.123.606.872<br />
As <strong>de</strong>monstrações contábeis acompanhadas das notas explicativas do relatório dos Auditores In<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes<br />
e do Parecer do Conseho Fiscal, estão disponívies no site: www.credicoamo.com.br<br />
JOSÉ AROLDO GALLASSINI<br />
Diretor Presi<strong>de</strong>nte<br />
CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO<br />
Diretor Administrativo<br />
RICARDO ACCIOLY CALDERARI<br />
EDSON DE SANTANA PERES<br />
Diretor Operacional Contador - CRC-PR 31809/O-0<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 39
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O SEMESTRE FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E<br />
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E 2016<br />
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 E DE 2016<br />
(Valores em R$1,00)<br />
(Valores em R$1)<br />
'2017 '2016<br />
RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 254.793.311 280.148.021<br />
Operações <strong>de</strong> Crédito 137.586.852 119.799.412<br />
Resultado <strong>de</strong> Títulos e Valores Mobiliários 117.206.459 160.348.609<br />
DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (166.488.621) (180.660.678)<br />
Captação no Mercado (66.125.130) (97.629.642)<br />
Empréstimos, Cessões e Repasses (72.403.082) (62.664.132)<br />
Créditos <strong>de</strong> Liquidação Duvidosa (27.960.409) (20.366.904)<br />
RESULTADO BRUTO INTERM FINANCEIRA 88.304.690 99.487.343<br />
OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS (3.123.484) 2.212.618<br />
Receitas <strong>de</strong> Prestação <strong>de</strong> Serviços 9.081.397 8.347.907<br />
Despesas <strong>de</strong> Pessoal (19.197.714) (17.363.092)<br />
Outras Despesas Administrativas (4.169.631) (3.378.163)<br />
Despesas Tributárias (439.630) (410.821)<br />
Outras Receitas Operacionais 12.058.098 15.034.642<br />
Outras Despesas Operacionais (456.004) (17.855)<br />
RESULTADO OPERACIONAL 85.181.206 101.699.961<br />
RESULTADO NÃO OPERACIONAL 93.096 222.065<br />
RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 85.274.302 101.922.026<br />
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (1.963.111) (1.784.761)<br />
SOBRAS LÍQUIDAS 83.311.191 100.137.265<br />
DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS<br />
FATES (Resultados Atos Com Não Associados) 2.915.874 2.588.384<br />
FATES (Resultados Atos Com Associados) 4.019.766 4.866.341<br />
Fundo <strong>de</strong> Reserva 36.177.893 44.019.132<br />
Fundo para Manutenção do Capital <strong>de</strong> Giro Próprio 21.253.537 26.659.278<br />
Sobras à Disposição da AGO 18.944.121 22.004.130<br />
TOTAL DAS DESTINAÇÕES 83.311.191 100.137.265<br />
40 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
ATIVO TOTAL (bilhão R$)<br />
LIQUIDEZ IMEDIATA<br />
2015 2016 2017<br />
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (milhão R$)<br />
2015<br />
2016 2017<br />
LIQUIDEZ CORRENTE<br />
2015<br />
2016 2017<br />
SOBRAS LÍQUIDAS (milhão R$)<br />
2015<br />
2016 2017<br />
2015<br />
2016 2017<br />
LIQUIDEZ GERAL<br />
RECEITA GLOBAL (milhão R$)<br />
2015<br />
2016 2017<br />
2015<br />
2016 2017<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 41
#SomosJacto<br />
UNIPORT<br />
2030<br />
2<strong>de</strong>sign<br />
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TODOS OS DESAFIOS<br />
Pensando em você e com foco em suas necessida<strong>de</strong>s,<br />
a Jacto apresenta o novo Uniport 2030, com uma tripla<br />
e po<strong>de</strong>rosa combinação: tecnologia, robustez e competitivida<strong>de</strong>.<br />
Potente e com tração nas quatro rodas, o Uniport 2030<br />
trabalha em uma gran<strong>de</strong> varieda<strong>de</strong> <strong>de</strong> terrenos. Com barras<br />
<strong>de</strong> 24 ou 30 metros e sistema <strong>de</strong> pulverização <strong>de</strong> quem é<br />
especialista há décadas, oferece maior precisão na aplicação<br />
e <strong>de</strong>sempenho superior comparado aos mo<strong>de</strong>los<br />
semelhantes no mercado.<br />
jacto.com.br
CREDICOAMO LANÇA<br />
INTERNET BANKING/MOBILE<br />
Com o slogan “Você com a<br />
gente, sempre”, a Credicoamo<br />
Crédito Rural Cooperativa<br />
lança para beneficiar seus<br />
mais <strong>de</strong> 18 mil cooperados a operação<br />
do Internet Banking/Mobile<br />
Credicoamo. Por meio <strong>de</strong>ste novo<br />
serviço eles po<strong>de</strong>rão realizar consultas<br />
e transações financeiras <strong>de</strong><br />
um jeito simples, prático e seguro.<br />
Para isso, basta baixar o aplicativo<br />
no smartphone ou tablet, cadastrar<br />
a senha <strong>de</strong> internet e liberar o<br />
dispositivo em uma das 43 agências<br />
<strong>de</strong> relacionamento da cooperativa<br />
no Estados do Paraná, Santa<br />
Catarina e Mato Grosso do Sul.<br />
Além disso, o cooperado po<strong>de</strong>rá<br />
acessar o Internet Banking Credi-<br />
coamo do seu próprio computador<br />
ou notebook, diretamente do<br />
navegador, pelo en<strong>de</strong>reço www.<br />
credicoamo.com.br.<br />
O sistema piloto do Internet<br />
Banking/Mobile Credicoamo está<br />
em operação por vários cooperados<br />
na fase piloto <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o dia 21 <strong>de</strong><br />
março aten<strong>de</strong>ndo ao plano <strong>de</strong> ativida<strong>de</strong>s<br />
aprovado pela Assembleia<br />
Geral em 27 <strong>de</strong> fevereiro <strong>de</strong>ste ano.<br />
Após a fase inicial que servirá<br />
para homologação final dos<br />
serviços disponibilizados, os cooperados<br />
irão receber via celular<br />
comunicado para procurar suas<br />
agências <strong>de</strong> relacionamento e fazer<br />
a a<strong>de</strong>são ao mais novo serviço<br />
da Credicoamo.<br />
“O Internet Banking é um<br />
marco na história da Credicoamo<br />
oferecendo aos cooperados<br />
a disponibilização do acesso por<br />
internet para facilitar e agilizar<br />
suas operações financeiras com a<br />
cooperativa, com a certeza <strong>de</strong> usufruir<br />
<strong>de</strong> um serviço mo<strong>de</strong>rno com<br />
segurança e qualida<strong>de</strong>”, afirma o<br />
diretor-presi<strong>de</strong>nte da Credicoamo,<br />
José Aroldo Gallassini.<br />
Cooperados Emilio Magne Guerreiro Junior e a esposa Stefhany Natália no teste piloto do novo benefício da Credicoamo<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 43
44 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SAFRA DE VERÃO<br />
Até o fechamento <strong>de</strong>sta edição, 85% da área <strong>de</strong> soja tinha sido colhida<br />
NA ROTA DA COLHEITA<br />
Com a operacionalização da<br />
colheita da safra <strong>de</strong> verão,<br />
que segue a todo vapor<br />
nas áreas produtoras, a <strong>Revista</strong><br />
<strong>Coamo</strong> foi acompanhar <strong>de</strong> perto<br />
o andamento da colheita em várias<br />
regiões <strong>de</strong> atuação da cooperativa<br />
no Paraná, Santa Catarina e Mato<br />
Grosso do Sul. Por on<strong>de</strong> se passava,<br />
o que mais se via era movimentação<br />
no campo, seja <strong>de</strong> máquinas<br />
colhendo ou caminhões transportando<br />
a produção. Nas regiões<br />
produtoras <strong>de</strong> milho <strong>de</strong> segunda<br />
safra, os campos amarelados com a<br />
palhada da soja já estavam ver<strong>de</strong>s<br />
com as novas plantas que emergiam<br />
e se <strong>de</strong>senvolviam, ou então,<br />
as planta<strong>de</strong>iras que seguiam nos<br />
rastros das colheita<strong>de</strong>iras, sem per<strong>de</strong>r<br />
tempo. Tempo aliás, que nesta<br />
safra foi <strong>de</strong>terminante.<br />
Os cooperados da <strong>Coamo</strong><br />
não me<strong>de</strong>m esforços quando<br />
o assunto é investimento. Utilizam<br />
insumos <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong>, planejam o<br />
plantio e fazem os tratos culturais<br />
necessários. Porém, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>m <strong>de</strong><br />
algo que não está ao seu alcance<br />
que é o clima. Eles atravessaram<br />
um período difícil <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o plantio,<br />
com excesso <strong>de</strong> chuvas, e verão<br />
com baixa incidência <strong>de</strong> luminosida<strong>de</strong>,<br />
o que alongou o ciclo <strong>de</strong><br />
<strong>de</strong>senvolvimento das plantas.<br />
As previsões <strong>de</strong> que a<br />
safra seria influenciada pelo La<br />
Niña fraco, com falta <strong>de</strong> chuvas,<br />
não se concretizaram. Faltou chuva<br />
somente no início do período<br />
<strong>de</strong> plantio para algumas regiões,<br />
como a Oeste do Paraná, por<br />
exemplo, atrasando a largada do<br />
trabalho. Com isso, os produtores<br />
começaram a colher quase que simultaneamente.<br />
Um fator que está beneficiando<br />
os cooperados é em relação<br />
aos preços, que <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o início<br />
do ano teve valorização tanto<br />
para a soja quanto para o milho. A<br />
alta no valor das commodities está<br />
ocorrendo em <strong>de</strong>corrência do<br />
longo período <strong>de</strong> seca na Argentina,<br />
um dos gran<strong>de</strong>s produtores<br />
mundiais <strong>de</strong> soja ao lado dos Estados<br />
Unidos e Brasil. Os técnicos<br />
argentinos comentam que esta é<br />
a maior estiagem no país nos últimos<br />
30 anos e falam em perdas ao<br />
redor <strong>de</strong> 10 milhões <strong>de</strong> toneladas<br />
<strong>de</strong> soja, que já está refletindo no<br />
mercado externo.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 45
Casal Paulo e Ana Cleida e os filhos<br />
Rodrigo e Rogério, acompanham<br />
colheita da soja em Amambai<br />
MÁQUINAS NO CAMPO, ENTRE UMA<br />
CHUVA E OUTRA EM AMAMBAI (MS)<br />
A região Sul do Mato Grosso<br />
do Sul foi a primeira visitada<br />
pela <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>. No início <strong>de</strong><br />
março, máquinas no campo e caminhões<br />
nas estradas mostravam<br />
um trabalho intenso para recolher<br />
a safra. Os cooperados aproveitavam<br />
os intervalos entre uma chuva<br />
e outra para retirar o máximo <strong>de</strong><br />
grãos das lavouras.<br />
A família Augusto montou<br />
uma gran<strong>de</strong> operação <strong>de</strong> trabalho<br />
na Fazenda Pontal, em Amambai.<br />
Três colheita<strong>de</strong>iras cortavam a lavoura<br />
enquanto diversos caminhões<br />
transportavam os grãos até a<br />
cooperativa, tudo acompanhado <strong>de</strong><br />
perto pelo casal Paulo e Ana Cleida<br />
e os filhos Rodrigo e Rogério.<br />
Foram cultivados neste<br />
ano um total <strong>de</strong> 372 alqueires com<br />
a oleaginosa. De acordo com Rogério,<br />
o plantio atrasou <strong>de</strong> <strong>de</strong>z a<br />
15 dias em função da falta <strong>de</strong> chuva.<br />
Durante o <strong>de</strong>senvolvimento da<br />
lavoura, o clima transcorreu <strong>de</strong> forma<br />
regular. “O maior problema foi<br />
com a colheita, <strong>de</strong>vido ao excesso<br />
<strong>de</strong> chuva. Além da dificulda<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
colher, temos outra situação que é<br />
a <strong>de</strong>mora para entregar a produção,<br />
já que os grãos estão saindo<br />
da proprieda<strong>de</strong> com umida<strong>de</strong> alta<br />
e <strong>de</strong>mora para secar. O caminhão<br />
fica na fila e trava os trabalhos na<br />
roça. Outra preocupação é com a<br />
perda <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> dos grãos.”<br />
Em relação a produtivida<strong>de</strong>,<br />
o cooperado revela que esta<br />
normal, entre 155 e 160 sacas por<br />
alqueire. “Tínhamos expectativa<br />
<strong>de</strong> uma supersafra, mas o clima<br />
não contribuiu para que isso acontecesse.<br />
Contudo, ainda estamos<br />
tendo uma boa produtivida<strong>de</strong>. O<br />
momento agora é <strong>de</strong> correr contra<br />
o tempo e aproveitar os períodos<br />
sem chuva”, <strong>de</strong>staca.<br />
Outro ponto <strong>de</strong> preocupação<br />
é com a safrinha <strong>de</strong> milho,<br />
que teve um atraso em mais <strong>de</strong><br />
15 dias <strong>de</strong> início do plantio. De<br />
acordo com o engenheiro agrô-<br />
Cooperados aproveitam janela sem chuva para colheita<br />
46 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SAFRA DE VERÃO<br />
nomo Fábio Alves, encarregado<br />
do <strong>de</strong>partamento Técnico da<br />
<strong>Coamo</strong> em Amambai, no mesmo<br />
período do ano passado 80%<br />
da área <strong>de</strong> soja estava colhida,<br />
contra cerca <strong>de</strong> 50% neste ano e<br />
toda a área <strong>de</strong> milho safrinha já<br />
estava semeada.<br />
Alves explica que as lavouras<br />
<strong>de</strong> soja sofreram com longos<br />
períodos <strong>de</strong> chuva e pouca<br />
luminosida<strong>de</strong>, retardando o ciclo<br />
e, consequentemente, atrasando<br />
a colheita. “Visualmente, as<br />
lavouras apresentavam uma melhor<br />
produtivida<strong>de</strong>, mas mesmo<br />
assim, diante <strong>de</strong> tantas adversida<strong>de</strong>s,<br />
acreditamos que fecharemos<br />
com uma das melhores médias<br />
do município. Isso é graças aos<br />
investimentos realizados pelos<br />
cooperados ao longo dos anos.<br />
Na Fazenda Pontal, por exemplo,<br />
em mais <strong>de</strong> 50% da área já foi<br />
realizada agricultura <strong>de</strong> precisão.<br />
O cooperado vem fazendo a sua<br />
parte e seguindo as recomendações<br />
técnicas para que alcance<br />
todo o potencial produtivo. Infelizmente,<br />
algumas vezes o clima<br />
não contribui tanto, mas isso é<br />
uma questão que não po<strong>de</strong>mos<br />
controlar.”<br />
"MELHOR CHUVA<br />
DO QUE SOL,<br />
CHUVA DÁ VIDA”,<br />
MARTIM ARAÚJO,<br />
DE CAARAPÓ (MS)<br />
"Foi um ano atípico. Faltou chuva para plantar e <strong>de</strong>pois veio muita água. Ainda assim<br />
a safra transcorre <strong>de</strong> forma normal." Cooperado Martim Flores <strong>de</strong> Araújo, <strong>de</strong> Caarapó (MS)<br />
Outro cooperado que<br />
aproveitou a janela <strong>de</strong> sol para<br />
intensificar o trabalho foi Martim<br />
Flores <strong>de</strong> Araújo, <strong>de</strong> Caarapó. A<br />
proprieda<strong>de</strong> com 170 alqueires<br />
<strong>de</strong> soja fica em Dourados. A colheita<br />
atrasou em comparação ao<br />
ano passado e o motivo também<br />
foi o clima. “Foi um ano atípico.<br />
Faltou chuva para plantar e <strong>de</strong>pois<br />
veio muita água. Ainda assim a<br />
safra transcorre <strong>de</strong> forma normal.<br />
Como dizia meu pai: melhor chuva<br />
do que sol, chuva dá vida”, comenta.<br />
A produtivida<strong>de</strong> média na<br />
Fazenda Aurora foi <strong>de</strong> 150 sacas<br />
por alqueire. “Não houve perda<br />
<strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> e estamos com uma<br />
quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> grãos excelente. O<br />
que incomoda um pouco é a parte<br />
operacional, já que tivemos <strong>de</strong> esperar<br />
os intervalos entre uma chuva<br />
e outra para colher. Temos que<br />
administrar e saber lidar quando<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 47
SAFRA DE VERÃO<br />
COOPERADOS NÃO MEDEM ESFORÇOS QUANDO O ASSUNTO É INVESTIMENTO. UTILIZAM<br />
INSUMOS DE QUALIDADE, PLANEJAM O PLANTIO E FAZEM OS TRATOS CULTURAIS NECESSÁRIOS<br />
as coisas não saem do jeito que a gente quer”, pon<strong>de</strong>ra<br />
Araújo.<br />
O engenheiro agrônomo André Miguel Vargas,<br />
do Detec da <strong>Coamo</strong> em Caarapó, revela que,<br />
<strong>de</strong> maneira geral, os cooperados colheram uma boa<br />
safra, com produtivida<strong>de</strong>s entre 145 e 193 sacas por<br />
alqueire. “A chuva durante a colheita trouxe preocupação<br />
e atrapalhou o trabalho no campo, mas ainda<br />
assim conseguimos uma boa safra”, diz.<br />
Martim <strong>de</strong> Araújo,<br />
<strong>de</strong> Caarapó (MS)<br />
MÉDIA ACIMA DO ESPERADO EM SÃO JOÃO DO IVAÍ (PR)<br />
Quando recebeu a equipe<br />
<strong>de</strong> reportagem da <strong>Revista</strong> <strong>Coamo</strong>,<br />
o cooperado Paulo Cesar Luiz, <strong>de</strong><br />
São João do Ivaí (Centro-Norte do<br />
Paraná), já havia terminado a colheita<br />
<strong>de</strong> soja em sua área e prestava<br />
serviço em outra proprieda<strong>de</strong>.<br />
A média nos 39 alqueires <strong>de</strong><br />
soja fechou em 150 sacas. “Mesmo<br />
com todos os transtornos que<br />
tivemos ainda fechamos com uma<br />
boa média. Ficou acima do que<br />
imaginávamos durante o ciclo da<br />
lavoura.”<br />
Ele conta que vem seguindo<br />
as orientações da assistência<br />
técnica da <strong>Coamo</strong> e investindo<br />
em tecnologias e sistemas<br />
<strong>de</strong> produção para melhorar a<br />
produtivida<strong>de</strong>. “Não controlamos<br />
o clima, mas se a planta estiver<br />
bem nutrida supera melhor<br />
as adversida<strong>de</strong>s.”<br />
O plantio da safrinha<br />
também atrasou. Contudo, as<br />
plantas seguem em <strong>de</strong>senvolvimento<br />
e o cooperado espera<br />
Média nos 39 alqueires <strong>de</strong> soja do cooperado Paulo Cesar<br />
Luiz, <strong>de</strong> São João do Ivaí (PR), fechou em 150 sacas<br />
48 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SAFRA DE VERÃO<br />
uma boa produção. “A expectativa é boa. Tudo<br />
<strong>de</strong>pen<strong>de</strong> do clima, se não esfriar muito cedo<br />
teremos uma boa safra.”<br />
Conforme o engenheiro agrônomo Lucas<br />
Ricardo Vanzzo, do Detec da <strong>Coamo</strong> em<br />
São João do Ivaí, o <strong>de</strong>senvolvimento da safra<br />
se mostrava abaixo do que foi colhido. “No final,<br />
a produtivida<strong>de</strong> nos surpreen<strong>de</strong>u. Diante<br />
do atraso no plantio, excesso <strong>de</strong> chuva e falta<br />
<strong>de</strong> luminosida<strong>de</strong>, ainda assim po<strong>de</strong>mos dizer<br />
que a safra foi boa.”<br />
Paulo Cesar Luiz com o agrônomo Lucas Ricardo Vanzzo<br />
COLHEITA COM OLHO NO CLIMA, EM LUIZIANA (PR)<br />
Sem per<strong>de</strong>r tempo com<br />
a colheita e <strong>de</strong> olho na previsão<br />
climática, o cooperado Inácio Monegat,<br />
<strong>de</strong> Luiziana (Centro-Oeste<br />
do Paraná), trabalhava <strong>de</strong> forma<br />
intensa para retirar do campo o<br />
máximo possível da produção<br />
antes <strong>de</strong> mais uma chuva que se<br />
aproximava. A produtivida<strong>de</strong> oscilou<br />
<strong>de</strong> 130 a 175 sacas nos 285<br />
alqueires ocupados com a soja.<br />
Monegat observa que no início da<br />
safra, a lavoura sofreu com doenças<br />
<strong>de</strong> raiz e fungos, fazendo com<br />
que as plantas <strong>de</strong>morassem para<br />
arrancar.<br />
O atraso na colheita da<br />
soja fez com que o cooperado<br />
mudasse totalmente o planejamento<br />
para a segunda safra, que<br />
seria com milho e trigo. O trigo<br />
está mantido e até ganhará mais<br />
área, enquanto que o milho safrinha<br />
não será mais cultivado.<br />
“Por mais que se planeje, nem<br />
sempre sai como a gente quer.<br />
Temos que nos adaptar com as<br />
adversida<strong>de</strong>s, fazer a nossa parte<br />
e acreditar que teremos um bom<br />
retorno.”<br />
O engenheiro agrônomo<br />
Alessandro Vitor Zancanella, do<br />
Detec da <strong>Coamo</strong> em Luiziana, recorda<br />
que o clima frio e chuvoso<br />
fez com que as plantas <strong>de</strong>morassem<br />
para sair do chão. “Foi uma<br />
germinação lenta. Tivemos 30<br />
dias <strong>de</strong> chuva - 15 <strong>de</strong> <strong>de</strong>zembro<br />
a 15 <strong>de</strong> janeiro - que atrapalhou<br />
o <strong>de</strong>senvolvimento das lavouras<br />
mais adiantadas.” As primeiras<br />
áreas colhidas no município ren<strong>de</strong>ram<br />
entre 140 e 150 sacas,<br />
e as mais tardias <strong>de</strong> 170 a 175<br />
sacas por alqueire. “A produtivida<strong>de</strong><br />
média está 10% menor do<br />
que no ano passado. Porém, o<br />
preço está melhor.”<br />
Fica a lição <strong>de</strong> que por mais<br />
que se planeja, nem sempre sai<br />
como a gente quer", Inácio Monegat,<br />
<strong>de</strong> Luiziana (PR)<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 49
SAFRA DE VERÃO<br />
LIMITAÇÕES E<br />
CARACTERÍSTICAS<br />
DA ALTITUDE DE<br />
PALMAS (PR)<br />
Em Palmas (PR), os cooperados Ricardo e Jucelito Bordin, filho e pai, estão colhendo um resultado positivo<br />
A expectativa era <strong>de</strong> uma<br />
safra com pouca chuva e ficou<br />
bem longe disso, também, na<br />
região Sudoeste do Paraná. Em<br />
Palmas, os cooperados Jucelito<br />
e Ricardo Bordin, pai e filho, estão<br />
colhendo um resultado positivo.<br />
São cerca <strong>de</strong> 372 alqueires<br />
<strong>de</strong> soja cultivados. Devido as<br />
condições climáticas, o ciclo se<br />
alongou, mais nada que interferisse<br />
no rendimento. “Estamos<br />
em uma região com altitu<strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
mais <strong>de</strong> mil metros e não fazemos<br />
uma segunda safra. Esses<br />
dias a mais não atrapalham nosso<br />
planejamento e percebemos<br />
um grão mais pesado e com<br />
mais qualida<strong>de</strong>. O ciclo mais<br />
longo traz uma incidência <strong>de</strong><br />
doença e lagartas, mas fazendo<br />
os tratos culturais a lavoura fica<br />
sadia”, assinala Ricardo.<br />
Investimento em tecnologia<br />
é palavra <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m para a<br />
família Bordin, que utiliza tudo o<br />
que precisa para obter os bons<br />
resultados. “Escolhemos os melhores<br />
produtos, fazemos as aplicações<br />
na hora certa e utilizamos<br />
bons maquinários. Sabemos que<br />
o que <strong>de</strong>fine a safra, é o clima, mas<br />
fazemos a nossa parte”, <strong>de</strong>staca Ricardo.<br />
Jucelito Bordin observa<br />
que o ano será ainda melhor<br />
porque o preço da soja está reagindo<br />
em comparação ao ano<br />
passado. “Além da boa produtivida<strong>de</strong>,<br />
estamos com preços<br />
melhores. Da porteira para <strong>de</strong>ntro,<br />
fazemos a nossa parte, mas<br />
para fora ainda faltam alguns<br />
ajustes. Ainda bem que temos a<br />
<strong>Coamo</strong> como gran<strong>de</strong> parceira,<br />
oferecendo opções <strong>de</strong> comercialização<br />
e segurança para receber<br />
nossa safra.”<br />
O engenheiro agrônomo<br />
Alcione Dalla Giacomassa, do Detec<br />
da <strong>Coamo</strong> em Palmas, revela<br />
50 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SAFRA DE VERÃO<br />
que os trabalhos na região <strong>de</strong>vem se prolongar<br />
até o final <strong>de</strong> abril. Ele <strong>de</strong>staca que o<br />
município tem as suas limitações e características<br />
por causa do clima. “Estamos em altitu<strong>de</strong><br />
elevada, acima <strong>de</strong> mil metros, e isso<br />
traz alguns benefícios e outras implicações.<br />
Nesta safra tivemos problemas com mofo<br />
branco, em função da temperatura favorável<br />
para a doença. Mas, no geral a safra<br />
será boa.”<br />
Investimento em tecnologia é palavra <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m para a família Bordin<br />
TRABALHO A TODO VAPOR EM GUARAPUAVA (PR)<br />
O cooperado Carlos Luhm,<br />
<strong>de</strong> Guarapuava (Centro-Sul do Paraná),<br />
começou a colheita da safra <strong>de</strong><br />
verão pelo milho. A expectativa era<br />
<strong>de</strong> um rendimento médio <strong>de</strong> cerca<br />
<strong>de</strong> 480 sacas por alqueire e fechou<br />
com pouco mais <strong>de</strong> 420 sacas por<br />
alqueire. Já em relação a soja, ainda<br />
não há fechamento da safra. A primeira<br />
carga colhida pelo cooperado<br />
foi <strong>de</strong> 172 sacas e <strong>de</strong>pois caiu para<br />
145, em uma área <strong>de</strong> cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z<br />
alqueires. “A produção ficou abaixo<br />
do esperado. O clima transcorreu<br />
bem, com boa umida<strong>de</strong> e utilizamos<br />
uma boa tecnologia. Vamos esperar<br />
o final para computar todos os dados<br />
e ver o que aconteceu.”<br />
Em relação ao ano passado,<br />
atrasou cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z dias para<br />
iniciar a colheita. “Parte da lavoura<br />
plantamos já no início da janela.<br />
Depois veio a chuva e paralisou os<br />
trabalhos alongando o ciclo.”<br />
O engenheiro agrônomo<br />
Adalberto Roque Ragugneti, do<br />
Detec da <strong>Coamo</strong> em Guarapuava,<br />
observa que, <strong>de</strong> maneira geral,<br />
o clima ajudou as lavouras da<br />
região. “Havia previsão <strong>de</strong> pouca<br />
chuva, mas houve o inverso. Porém,<br />
o tempo chuvoso e <strong>de</strong> temperaturas<br />
mais baixas fez com que<br />
algumas áreas sofressem com<br />
mofo branco, prejudicando o <strong>de</strong>senvolvimento,<br />
principalmente as<br />
plantadas mais cedo.” De acordo<br />
com o agrônomo, a colheita <strong>de</strong>verá<br />
seguir até o final <strong>de</strong> abril.<br />
Cooperado Carlos Luhm, <strong>de</strong> Guarapuava (PR),<br />
começou a colheita da safra <strong>de</strong> verão pelo milho<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 51
"Nossa empresa a céu aberto nos<br />
proporcionou essa dificulda<strong>de</strong> neste ano.<br />
Se não utilizássemos alta tecnologia,<br />
fizéssemos o manejo correto, seria ainda<br />
pior o resultado”, avalia o cooperado<br />
Roberto Scholz, <strong>de</strong> Toledo (PR)<br />
QUEDA DE PRODUTIVIDADE NA REGIÃO OESTE DO PR<br />
Na área <strong>de</strong> ação da <strong>Coamo</strong>, a região que<br />
mais sofreu foi o Oeste do Paraná. Tradicionalmente,<br />
é a que abre o período <strong>de</strong> plantio no verão. Nesta<br />
safra houve antecipação em cerca <strong>de</strong> <strong>de</strong>z dias para a<br />
semeadura, <strong>de</strong>ntro do zoneamento e vazio sanitário.<br />
Porém, <strong>de</strong>vido à falta <strong>de</strong> chuva, o trabalho <strong>de</strong> forma<br />
mais intensa só ocorreu nos últimos dias <strong>de</strong> setembro.<br />
Foi nesse período que o cooperado Roberto<br />
Scholz, <strong>de</strong> Toledo, levou as máquinas para o campo.<br />
Ele conta que algumas varieda<strong>de</strong>s foram<br />
plantadas fora da época e para atrapalhar ainda mais,<br />
outubro foi um mês bastante chuvoso. “Foram 15 mm<br />
em média por dia. No final <strong>de</strong> outubro choveu 300<br />
mm em uma noite. Depois, em novembro, foram 27<br />
dias <strong>de</strong> seca e em <strong>de</strong>zembro voltou a chover atrapalhando<br />
as aplicações. O reflexo foi a queda na produção<br />
entre 30 e 50 sacas <strong>de</strong> média no município. No<br />
meu caso, foram em torno <strong>de</strong> 35 sacas a menos em<br />
comparação ao ano passado.”<br />
A tecnologia empregada na safra, segundo<br />
Scholz, foi <strong>de</strong> ponta, com a expectativa <strong>de</strong> colher<br />
todo o potencial produtivo. “A nossa empresa a céu<br />
aberto nos proporcionou essa dificulda<strong>de</strong> neste ano.<br />
Se não utilizássemos alta tecnologia e fizéssemos o<br />
manejo correto, seria ainda pior o resultado”, avalia.<br />
Uma novida<strong>de</strong> na área do cooperado nesta<br />
safra foi o plantio <strong>de</strong> milho verão em um pequeno lote<br />
da proprieda<strong>de</strong>. O grão foi cultivado em outubro, <strong>de</strong>pois<br />
do plantio da soja e teve um resultado satisfatório.<br />
Já a área <strong>de</strong> safrinha <strong>de</strong> milho sofreu uma redução em<br />
torno <strong>de</strong> 30%. “Passou do limite para o plantio. A área<br />
em que entraria milho, está sendo ocupada com brachiária<br />
para cobertura.”<br />
O engenheiro agrônomo Itamar Suss, encarregado<br />
do Detec da <strong>Coamo</strong> em Toledo, recorda que<br />
a região vem <strong>de</strong> uma boa safra em 2016/2017 e a expectativa<br />
para esse ano também era boa. “Os diversos<br />
fatores climáticos fizeram com que a produção ficasse<br />
abaixo da expectativa e do potencial. Houve emprego<br />
<strong>de</strong> alta tecnologia, mas a agricultura não <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> só<br />
disso. Tem um ponto fundamental que é o clima”, diz.<br />
A queda na produtivida<strong>de</strong> da soja em Toledo<br />
é estimada em 20%. A área <strong>de</strong> milho safrinha sofreu<br />
uma redução próxima <strong>de</strong> 20%. As áreas serão ocupadas<br />
com trigo ou aveia e brachiária para cobertura.<br />
Novida<strong>de</strong> foi o plantio <strong>de</strong> milho verão em uma pequena área da proprieda<strong>de</strong><br />
52 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
SAFRA DE VERÃO<br />
MILHO E SOJA<br />
COM BOA<br />
PRODUTIVIDADE<br />
NO OESTE DE SC<br />
Na região Oeste <strong>de</strong> Santa<br />
Catarina, a expectativa se mantém<br />
otimista. O clima também influenciou<br />
no <strong>de</strong>senvolvimento da safra,<br />
mas nada que pu<strong>de</strong>sse <strong>de</strong>sanimar<br />
os agricultores. O cooperado Jairo<br />
Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong> Xanxerê,<br />
já finalizou a colheita <strong>de</strong> milho e o<br />
trabalho com a soja segue. A Fazenda<br />
Brasão fica em Bom Jesus, município<br />
vizinho a Xanxerê, uma região<br />
cercada por belezas naturais e boa<br />
produtivida<strong>de</strong> nas lavouras. E neste<br />
ano não está sendo diferente.<br />
Em comparação ao ano<br />
passado o ciclo se alongou entre 10<br />
a 15 dias. “Não fechamos ainda, mas<br />
temos relatos <strong>de</strong> colegas que produziram<br />
até mais <strong>de</strong> 200 sacas <strong>de</strong> soja<br />
por alqueire. Nossa meta é fechar<br />
em 170. Elaboramos o plano <strong>de</strong> insumos<br />
para 180 sacas, mas 170 já<br />
está muito bom.” No caso do milho,<br />
o planejamento era <strong>de</strong> colher 484<br />
sacas. “Tanto a safra <strong>de</strong> soja quanto<br />
Jairo Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong> Xanxerê<br />
Cooperado Jairo Eduardo Zimmermann, <strong>de</strong><br />
Xanxerê (SC), já finalizou a colheita <strong>de</strong> milho<br />
e o trabalho com a soja segue a todo vapor<br />
a <strong>de</strong> milho se comportaram <strong>de</strong> maneira<br />
diferente esse ano. Os eventos<br />
climáticos que <strong>de</strong>finiram as médias,<br />
em torno <strong>de</strong> 15 a 20% a menos em<br />
comparação ao ano passado.”<br />
Todo ano Zimmermann<br />
adota o sistema <strong>de</strong> rotação <strong>de</strong> culturas.<br />
No verão, a área que estava com<br />
soja passa a ter milho, e no outro ano<br />
o inverso. Já na safra <strong>de</strong> inverno, a<br />
área receberá aveia para cobertura.<br />
O engenheiro agrônomo<br />
Ezequiel Segatto, do Detec da<br />
<strong>Coamo</strong> em Xanxerê, observa que o<br />
preço do milho está compensando<br />
a pequena diminuição <strong>de</strong> produtivida<strong>de</strong>.<br />
“Temos na região, vários<br />
cooperados a<strong>de</strong>ptos ao cultivo<br />
<strong>de</strong> milho no verão e alguns, como<br />
é o caso do Jairo, que cultiva 50%<br />
da área com o grão. Nesse sentido,<br />
observamos que a rotação <strong>de</strong><br />
culturas ajudou a amenizar as possíveis<br />
perdas provocadas pela adversida<strong>de</strong><br />
climática”, diz.<br />
O agrônomo revela que a<br />
média histórica <strong>de</strong> soja na região<br />
gira em torno <strong>de</strong> 145 e 157 sacas<br />
por alqueire. “Partindo <strong>de</strong>sses<br />
números vemos os cooperados<br />
colhendo entre 165 e 180 sacas<br />
<strong>de</strong> soja por alqueire, com alguns<br />
casos passando <strong>de</strong> 200 sacas. Então,<br />
estamos com uma boa safra<br />
e até acima do esperado, levando<br />
em conta o clima bastante chuvoso<br />
e <strong>de</strong> temperaturas baixas”, assinala<br />
Segatto.<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 53
SAFRA DE VERÃO<br />
Clima que beneficia as lavouras<br />
dos irmãos Nelson e Danilo<br />
Martini, em Abelardo Luz (SC)<br />
SAFRA CHEIA NA CAPITAL<br />
NACIONAL DA SEMENTE DE SOJA<br />
Nelson e Danilo Martini avaliam lavoura com o agrônomo Almir José Schaedler<br />
Em Abelardo Luz, município<br />
que faz fronteira com o Sudoeste<br />
paranaense, os irmãos<br />
Nelson e Danilo Martini também<br />
colhem uma boa safra. “Esperamos<br />
fechar com uma boa produtivida<strong>de</strong>,<br />
na faixa <strong>de</strong> 180 sacas<br />
por alqueire. Foi um bom ano, já<br />
que não faltou chuva e as pragas<br />
e doenças foram controladas”, comenta<br />
Nelson.<br />
Ele lembra que a região é<br />
conhecida como a capital da semente<br />
<strong>de</strong> soja, justamente pelo<br />
clima que beneficia as lavouras.<br />
“Só precisamos fazer a nossa parte,<br />
seguindo as recomendações<br />
técnicas. Não temos que reclamar.<br />
Estamos contentes com o resultado”,<br />
<strong>de</strong>staca Nelson.<br />
Na safra passada os irmãos<br />
fecharam com uma produtivida<strong>de</strong><br />
média <strong>de</strong> 190 sacas por alqueire.<br />
“No ano passado, o preço<br />
não ajudou muito, mas nesta safra<br />
estamos comercializando melhor.”<br />
Conforme o engenheiro<br />
agrônomo Almir José Schaedler,<br />
do Detec da <strong>Coamo</strong> em Abelardo<br />
Luz, o clima influenciou para o<br />
bom <strong>de</strong>senvolvimento da safra na<br />
região. “A colheita está seguindo<br />
<strong>de</strong>ntro da normalida<strong>de</strong>. Os cooperados<br />
estão aproveitando bem<br />
os dias <strong>de</strong> sol e retirando do campo<br />
uma boa safra <strong>de</strong> soja.”<br />
54 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
PLANO AGRÍCOLA<br />
SISTEMA COOPERATIVISTA ENCAMINHA<br />
PROPOSTAS AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA<br />
As sugestões das cooperativas<br />
brasileiras ao Plano<br />
Agrícola e Pecuário<br />
(PAP) da safra <strong>2018</strong>/19 foram encaminhadas,<br />
no dia 21 <strong>de</strong> março,<br />
ao diretor do Departamento <strong>de</strong><br />
Crédito e Estudos Econômicos<br />
da Secretaria <strong>de</strong> Política Agrícola<br />
do Ministério da Agricultura, Pecuária<br />
e Abastecimento (Mapa),<br />
Wilson Vaz <strong>de</strong> Araújo. “O setor<br />
agropecuário tem um gran<strong>de</strong><br />
peso na sustentação da economia<br />
brasileira, especialmente<br />
neste cenário <strong>de</strong> crise. E as cooperativas<br />
atuam fortemente nesta<br />
área. Desta forma, estamos encaminhando<br />
nossas <strong>de</strong>mandas<br />
com a expectativa <strong>de</strong> contar com<br />
o apoio do Mapa para que possamos<br />
continuar <strong>de</strong>senvolvendo<br />
nossas ativida<strong>de</strong>s com eficiência”,<br />
afirma o presi<strong>de</strong>nte do Sistema<br />
Ocepar, José Roberto Ricken.<br />
Ao todo, as cooperativas<br />
brasileiras listaram nove<br />
tópicos, com proposições <strong>de</strong><br />
ajustes nas normas <strong>de</strong> crédito<br />
rural, entre as quais, a redução<br />
das taxas <strong>de</strong> juros em três pontos<br />
percentuais; a inserção da<br />
ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> piscicultura integrada<br />
entre as linhas <strong>de</strong> financiamento;<br />
a manutenção dos<br />
atuais níveis <strong>de</strong> exigibilida<strong>de</strong>s<br />
para <strong>de</strong>pósitos à vista em 34%;<br />
a ampliação dos recursos do<br />
Programa <strong>de</strong> Desenvolvimento<br />
Cooperativo para Agregação <strong>de</strong><br />
Valor à Produção Agropecuária<br />
(Pro<strong>de</strong>coop) para R$ 2 bilhões<br />
e o limite <strong>de</strong> financiamento<br />
para as cooperativas singulares<br />
dos atuais R$ 150 milhões para<br />
R$ 200 milhões e para R$ 400<br />
milhões para as cooperativas<br />
centrais, fe<strong>de</strong>rações e confe<strong>de</strong>rações;<br />
o aumento dos recursos<br />
<strong>de</strong>stinados ao Programa para<br />
Construção e Ampliação <strong>de</strong> Armazéns<br />
(PCA) para R$ 2 bilhões<br />
e, ainda, a não limitação dos<br />
volumes <strong>de</strong> financiamento para<br />
os empreendimentos cooperativos;<br />
a inclusão da armazenagem<br />
<strong>de</strong> produtos frigorificados<br />
como item financiável; a previsão<br />
<strong>de</strong> R$ 1,2 bilhão ao Programa<br />
<strong>de</strong> Seguro Rural para o ano<br />
civil <strong>de</strong> 2019, com cronograma<br />
<strong>de</strong> liberação <strong>de</strong> recursos consi<strong>de</strong>rando<br />
o calendário agrícola e<br />
o estabelecimento dos percentuais<br />
<strong>de</strong> subvenção do governo<br />
fe<strong>de</strong>ral ao prêmio do seguro<br />
agrícola para 50% (soja); 60%<br />
(milho) e 70% (trigo), entre outros<br />
itens.<br />
O documento “Propostas<br />
do Sistema Cooperativista<br />
para o Plano Agrícola e Pecuário,<br />
<strong>2018</strong>/19” foi elaborado a partir<br />
<strong>de</strong> discussões realizadas pela<br />
equipe técnica da Organização<br />
das Cooperativas Brasileiras<br />
(OCB ) e <strong>de</strong> suas Unida<strong>de</strong>s Estaduais<br />
e Fe<strong>de</strong>rações e por diretores,<br />
superinten<strong>de</strong>ntes e gerentes<br />
financeiros <strong>de</strong> cooperativas distribuídas<br />
nas diversas regiões<br />
brasileiras, com participação da<br />
<strong>Coamo</strong> e Credicoamo.<br />
PRINCIPAIS TÓPICOS PROPOSTOS<br />
Redução das taxas <strong>de</strong> juros em três pontos percentuais;<br />
Inserção da ativida<strong>de</strong> <strong>de</strong> piscicultura integrada entre<br />
as linhas <strong>de</strong> financiamento;<br />
Manutenção dos atuais níveis <strong>de</strong> exigibilida<strong>de</strong>s para<br />
<strong>de</strong>pósitos à vista em 34%;<br />
Ampliação dos recursos do Programa <strong>de</strong> Desenvolvimento<br />
Cooperativo para Agregação <strong>de</strong> Valor à Produção<br />
Agropecuária (Pro<strong>de</strong>coop) para R$ 2 bilhões e o<br />
limite <strong>de</strong> financiamento para as cooperativas singulares<br />
dos atuais R$ 150 milhões para R$ 200 milhões<br />
e para R$ 400 milhões para as cooperativas centrais,<br />
fe<strong>de</strong>rações e confe<strong>de</strong>rações;<br />
Aumento dos recursos <strong>de</strong>stinados ao Programa para<br />
Construção e Ampliação <strong>de</strong> Armazéns (PCA) para R$ 2<br />
bilhões e, ainda, a não limitação dos volumes <strong>de</strong> financiamento<br />
para os empreendimentos cooperativos;<br />
Inclusão da armazenagem <strong>de</strong> produtos frigorificados<br />
como item financiável;<br />
Previsão <strong>de</strong> R$ 1,2 bilhão ao Programa <strong>de</strong> Seguro Rural<br />
para o ano civil <strong>de</strong> 2019, com cronograma <strong>de</strong> liberação<br />
<strong>de</strong> recursos consi<strong>de</strong>rando o calendário agrícola<br />
e o estabelecimento dos percentuais <strong>de</strong> subvenção do<br />
governo fe<strong>de</strong>ral ao prêmio do seguro agrícola para<br />
50% (soja), 60% (milho) e 70% (trigo)<br />
A íntegra do documento está disponível<br />
no site do Sistema Ocepar:<br />
www.paranacooperativo.coop.br/<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 55
56 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>
CURSOS SOCIAIS<br />
CURSOS SOCIAIS COM ALIMENTOS COAMO<br />
Os cursos sociais da <strong>Coamo</strong> em parceria<br />
com os Serviço Nacional <strong>de</strong> Aprendizagem<br />
do Cooperativismo (Sescoop) são<br />
realizados em toda a área <strong>de</strong> ação da cooperativa<br />
para cooperadas, esposas e filhas <strong>de</strong> cooperadas.<br />
Quando o assunto é culinária, o segredo para<br />
o preparo <strong>de</strong> pratos <strong>de</strong>liciosos são os Alimentos<br />
<strong>Coamo</strong>.<br />
Nos cursos abaixo foram utilizados diversos<br />
produtos da linha alimentícia da <strong>Coamo</strong>. É a certeza<br />
da origem do alimento que está sendo utilizado,<br />
aliando qualida<strong>de</strong> e sabor com economia.<br />
Cozinhando na Panela <strong>de</strong> Pressão, em Boa Ventura <strong>de</strong> São Roque (Centro do PR)<br />
Curso <strong>de</strong> Tortas Finas, em Juranda (Centro-Oeste do Paraná)<br />
Chocolate Artístico, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)<br />
Culinária Oriental, em Pitanga (Centro do Paraná)<br />
Culinária Alternativa, em Santa Maria do Oeste (Centro do Paraná)<br />
Bolos e tortas <strong>de</strong> liquidificador, em São Pedro do Iguaçu (Oeste do Paraná)<br />
Chocolate artístico, em Vila Nova (Oeste do Paraná)<br />
Assados <strong>de</strong> Massas Caseiras, em Caarapó (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong> REVISTA 57
Bolo <strong>de</strong> café<br />
com chocolate<br />
Ingredientes<br />
Massa:<br />
1 xícara <strong>de</strong> Margarina <strong>Coamo</strong> Extra Cremosa <strong>de</strong>rretida<br />
3 xícaras <strong>de</strong> açúcar<br />
1 xícara chocolate em pó<br />
2 xícaras <strong>de</strong> Café <strong>Coamo</strong> Extraforte preparado<br />
4 xícaras <strong>de</strong> Farinha <strong>de</strong> Trigo Anniela<br />
1 colher (sopa) fermento em pó<br />
4 ovos separados (gema e clara)<br />
Cobertura:<br />
2 colheres(sopa) Margarina <strong>Coamo</strong> Extra Cremosa<br />
1 lata leite con<strong>de</strong>nsado<br />
1 gema peneirada<br />
1 xícara Café <strong>Coamo</strong> Extraforte<br />
4 colheres (sopa) chocolate em pó<br />
Modo <strong>de</strong> preparo<br />
Massa: Bata as gemas com a margarina e o açúcar até ficar um<br />
creme claro. Adicione o chocolate em pó e o café coado bem forte<br />
e continue batendo, acrescente a farinha, o fermento e por último<br />
as claras em neve, misture <strong>de</strong>licadamente. Leve ao forno em forma<br />
média untada e asse por 30 minutos.<br />
Cobertura: Em uma panela coloque a margarina, o leite<br />
con<strong>de</strong>nsado, a gema peneirada, o chocolate em pó e o café. Leve<br />
ao fogo sem parar <strong>de</strong> mexer e <strong>de</strong>ixe cozinhar até ficar cremoso.<br />
Despeje o creme ainda quente sobre o bolo.<br />
Para mais receitas acesse:<br />
www.facebook.com/alimentoscoamo<br />
www.alimentoscoamo.com.br<br />
58 REVISTA<br />
<strong>Março</strong>/<strong>2018</strong>