Revista Coamo - Junho de 2018

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Revista Coamo - Junho de 2018

NOVA ETAPA DA CAMPANHA DOS ALIMENTOS COAMO COM ANA MARIA BRAGA

www.coamo.com.br

JUNHO/2018 ANO 44

EDIÇÃO 481

REVISTA COAMO

5S NO CAMPO

Metodologia melhora

o ambiente de trabalho

e a qualidade de vida

das pessoas

UM RETRATO DO COOPERATIVISMO

CREDICOAMO

LANÇA INTERNET

BANKING/MOBILE

Cooperados podem

realizar transações

bancárias com

comodidade e segurança

Família Puton, de Luiziana (PR)

ANO 44 EDIÇÃO 481 JUNHO 2018

UM RETRATO DO

COOPERATIVISMO

Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia

de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo e

equilibrado, proporcionando mais oportunidade para todos


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 44 | Edição 481 | Junho de 2018

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Vendelino Paulo

Graf (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2017: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.

Junho/2018 REVISTA

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SUMÁRIO

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Na palma da mão

Cooperados já podem baixar o aplicativo ou acessar o site da Credicoamo para utilizar o Internet

Banking/Mobile. Nova ferramenta proporciona comodidade e segurança nas transações bancárias

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Junho/2018


SUMÁRIO

Entrevista

O superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, é o entrevistado do mês. Ele aborda temas

relacionados ao cooperativismo, desafios e importância das cooperativas para o desenvolvimento do Brasil

Campanha dos Alimentos Coamo

Lançamento da campanha com a Ana Maria Braga foi um sucesso na primeira etapa. Agora, é a

vez de reforçar a comunicação com um novo layout, mais o mesmo sucesso de sempre

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Comemorando o cooperativismo

Família Homiak é exemplo de desenvolvimento e evolução na região de Campo Mourão.

Evidenciando que o cooperativismo é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo

em um lugar mais justo e equilibrado, proporcionando mais oportunidade para todos.

Sementes Coamo

As sementes Coamo são produzidas com as mais modernas técnicas. Isto é possível porque a

cooperativa conhece melhor do que ninguém o clima e os solos das regiões onde atua, além de

dispor de um quadro técnico especializado e produtores treinados em todo processo de produção

Coamo realiza JIU 2018

Os Jogos Inter-Unidades - JIU é um projeto de lazer, esporte e integração realizado a cada dois anos,

com participação dos funcionários da Coamo, Credicoamo, Via Sollus, Arcam e Fups

Obras em Dourados

Cooperativa está investindo um montante de R$ 650 milhões nas novas indústrias de processamento

e de refinaria de óleo de soja no MS. Previsão é de que as obras sejam concluídas em 2019

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34

45

Junho/2018 REVISTA

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EDITORIAL

Seguro agrícola: insumo necessário, questão cultural

O

seguro agrícola é uma

realidade para um grande

número de agricultores e

está sendo valorizado pela classe

produtora. Antes nós agricultores

assumíamos os riscos de uma

frustação da safra e não tínhamos

opções de proteção. Hoje temos o

Proagro que é do governo e que

cobre somente o orçamento limitado

a R$ 300.000,00 e o seguro

agrícola oferecido por diversas

seguradoras, cuja cobertura varia

de acordo com os riscos da região

onde se encontra a lavoura.

No nosso caso, temos um

trabalho muito grande com seguro

agrícola por meio da Credicoamo

e apoio da Via Sollus Corretora

de Seguros, que registra

uma participação expressivo dos

associados. Nos últimos anos, tem

aumentado o interesse do quadro

social na adesão ao seguro rural.

O associado faz o financiamento

e pode incluir no seguro o

custo de produção, para não tirar

dinheiro do bolso, pode financiar

junto com o custeio se assim

preferir. O seguro é necessário e

as opções oferecidas pela Credicoamo

possuem vantagens que

não existem em outros, como por

exemplo, o seguro por talhão. Se

o associado planta em mais de

um talhão (propriedade), ele conta

com o seguro no talhão onde

ocorreu a frustação, diferente de

outros seguros, que apuram pela

média de todas as propriedades

seguradas. Se ele plantar em quatro

talhões financiados e com seguro,

e três deles produzirem bem

e ocorrer frustração em um talhão,

o cálculo da indenização do sinistro

será com base somente no talhão

em que houve acionamento.

É importante enfatizar que

o seguro agrícola cobre um percentual

da produtividade histórica,

que varia de 60 a 70%.

Outro diferencial na Credicoamo

é que o seguro leva em

consideração a produtividade média

histórica do cooperado, que

é mais alta que a média do município

apurada pelo IBGE, com

cobertura de 65 a 70%. Logo, se

o cooperado possui uma média

de 150 sacas de soja por alqueire,

terá uma cobertura de 97,5 a 105

sacas de soja por alqueire, bem

superior ao IBGE e à cobertura

que teria no caso do Proagro.

Considero isso como uma

grande vantagem para os associados

da Coamo, pois na Credicoamo,

o cooperado tem além da melhor

cobertura, ainda a subvenção

do governo que reduz bastante

o custo do prêmio do seguro ao

cooperado, ficando inclusive bem

mais barato que o Proagro.

Outro aspecto relevante é

a seriedade com que realizamos

o seguro e a parceria junto às seguradoras,

que tem possibilitado

a contratação com subvenção do

prêmio pelo governo federal.

Para o ano agrícola

2018/2019, o governo apresentou

um orçamento de R$ 600 milhões

para subvenção do seguro agrícola,

que se for cumprido integralmente,

daria proteção a uma área

de 15% da produção brasileira.

Desde o dia 18 de junho,

os associados estão contratando

seu seguro agrícola com a Credicoamo,

por meio de uma campanha

que a cooperativa lançou,

com garantia de subvenção do

prêmio para quem contratar até

31 de julho de 2018. Após este

prazo, a subvenção estará condicionada

à disponibilidade de orçamento

pelo Governo.

O seguro é um insumo

importante e temos que ter consciência

disso, tem que ser igual ao

nosso custo de produção. Temos

que fazer seguro agrícola para

não usar, assim como fazemos dos

nossos veículos, das máquinas e

implementos, da nossa residência,

por exemplo. Mas se ocorrer uma

frustração, sabemos que teremos

a área segurada e as perdas cobertas

pelo seguro.

Não podemos, como diz

o ditado popular: “Dormir rico

e acordar pobre”, em face de intempéries

com geada, granizo,

seca, chuva excessiva, ventos fortes,

etc. O seguro é uma questão

cultural, é uma questão de hábito.

E quanto maior for a adesão

ao seguro mais baixa será a taxa

e por consequência, pagaremos

seguros com custos menores em

nossas operações.

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente da Coamo

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ENTREVISTA: ROBSON MAFIOLETTI

“Nosso cooperativismo tem uma bonita história

com planejamento, resultados e desenvolvimento.”

O

planejamento no cooperativismo

começou na

década de 1970 com os

Planos Regionais (PIC, NORCOOP

e SULCOOP) e seguiram com os

planos quinquenais. O superintendente

do Sistema Ocepar, Robson

Mafioletti destaca a importância do

PRC 100 - Plano Paraná Cooperativo

100 –, aprovado na Assembleia

Geral de 2015. ”O PRC é o planejamento

do cooperativismo para

que consigamos atingir R$ 100

bilhões/ano de faturamento até

2021. A meta é audaciosa, fizemos

o planejamento para atingir

um valor financeiro estabelecendo

estratégias para pavimentar o

caminho para chegar neste valor

de forma sustentável, com o somatório

dos Planejamentos Estratégicos

das Cooperativas.”

Revista Coamo: Como avalia a

força do cooperativismo no Paraná?

Essa força pode ser ampliada

com o PRC 100?

Robson Mafioletti: O cooperativismo

paranaense tem trilhado ao

longo de sua história o caminho

do crescimento e do desenvolvimento.

Esta trajetória está alicerçada

no planejamento de suas

atividades e negócios, com uma

visão de mercado, onde o econômico

dá sustentação ao social. Já

é uma tradição no sistema realizar

a cada década um planejamento

estratégico que envolva todas as

cooperativas paranaenses. O PRC

100 - Plano Paraná Cooperativo

100 –, é o planejamento do cooperativismo

para que consigamos

atingir R$ 100 bilhões/ano de faturamento

até 2021. Em 2017 as

cooperativas obtiveram R$ 70,3

bilhões e em 2014 foi R$ 50 bilhões

de faturamento, portanto, a

meta é audaciosa, dobrar esta movimentação

em poucos anos. Fizemos

o planejamento para atingir

um valor financeiro estabelecendo

estratégias para pavimentar o

caminho para chegar neste valor

de forma sustentável, com o somatório

dos Planejamentos Estratégicos

das Cooperativas.

RC: Qual foi o resultado de pesquisa

recente encomendada pela

Ocepar junto ao Instituto Datacenso?

Mafioletti: A Ocepar encomendou

pesquisa junto ao Instituto

Datacenso, para avaliar a percepção

dos paranaenses em relação

ao cooperativismo e suas marcas.

O resultado foi de 96% de aprovação

(qualidade/preço) e demonstrou

que, de forma geral, a população

tem um conceito positivo das

cooperativas. Porém, temos ciência

que é necessário um esforço

maior no sentido de mostrar aos

consumidores que os produtos de

cooperativas têm origem e qualidade

garantida, transformando

isso num diferencial de mercado.

RC: Quais os desafios do cooperativismo

para os próximos anos?

Mafioletti: O principal desafio é o

ambiente de negócios, estarmos

sempre atualizados sobre as novas

tecnologias e conquistarmos a

preferência dos consumidores. Os

desafios vêm principalmente das

instabilidades econômicas e políticas

que estamos sujeitos, dado a

falta de um planejamento mais estruturado

por parte dos governos

em fazer as reformas necessárias

para o país. As cooperativas têm

uma característica muito forte que

é a filosofia de trabalho e de valores,

em que, os cooperados, dirigentes

e funcionários pensam no

longo prazo.

RC: Em quantos municípios do

Paraná as cooperativas geram emprego

e renda?

Mafioletti: Todos os anos, o cooperativismo

tem desenvolvido

novos projetos para ampliar sua

capacidade de atendimento aos

cooperados e de processamento

da produção. Dos 399 municípios

do Paraná, em 120 deles as cooperativas

são as principais empresas,

gerando emprego, renda

e distribuindo riquezas. Em mais

de 70 municípios, as nossas cooperativas

de crédito são a única

instituição financeira. São indicadores

que demonstram o quanto

o cooperativismo faz parte da

vida das pessoas e que hoje, sem

erro, mais de três milhões de paranaenses

estão ligados direta ou

indiretamente a uma cooperativa.

Por isso precisamos dar continui-

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Junho/2018


"Participar do

cooperativismo muda

a visão de mundo das

pessoas, ela não está mais

sozinha , vê que precisa

sempre de alguém para

poder se desenvolver.

Como diz aquele ditado,

que sozinhos podemos ir

mais rápidos, mas juntos

vamos mais longe."

Robson Mafioletti: Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Paraná

(1996) e mestrado em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (2000).

Desde maio de 2000, trabalha na Ocepar. Atuou na Gerência Técnica e Econômica – Getec até abril de 2016

e a partir desta data assumiu a Superintendência da Ocepar.

dade ao trabalho de representação,

defesa e fomento para que

nossas cooperativas tenham um

ambiente favorável e continuem

crescendo e desenvolvendo as

regiões em que atuam.

RC: Há uma nova geração de cooperados

com formação acadêmica,

mais informação e tecnologia.

Como as cooperativas devem se

preparar para atender essa demanda?

Mafioletti: Isso é um fato, por

isso há necessidade constante de

estarmos atualizados e inovando

em nossos processos e produtos.

Como disse o Guru Peter Drucker

“os caminhos que nos trouxeram

até aqui não serão os mesmos

que nos levarão ao futuro”. Trabalhamos

com esse alinhamento

de pensamento no PRC-100, pois

precisamos estar preparados e

prontos para as mudanças e os

desafios que ainda virão. As cooperativas

têm feito este trabalho

de transição de forma tranquila,

sem sobressaltos para as novas

gerações. As necessidades que

nossos pais e avôs tinham quando

foram constituídas as cooperativas

são bem diferentes das necessidades

atuais. É notório que as cooperativas

mudaram muito daquela

época para cá e estão mais preparadas

com formação de jovens na

filosofia cooperativista, grupos de

mulheres, lideranças e assim por

diante. O Sescoop, o nosso “S”

do sistema cooperativista tem desempenhado

um papel importante

neste cenário, e tem investido

na formação das pessoas. E isto

é o nosso negócio, ter pessoas

preparadas para enfrentar estes

novos tempos. Atualmente são

mais de 63 pós-graduações em

andamento e três mestrados em

gestão de cooperativas. Na era da

aceleração da informação que estes

jovens estão inseridos e pode-

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ENTREVISTA: ROBSON MAFIOLETTI

"COOPERATIVAS TÊM UMA CARACTERÍSTICA MUITO FORTE QUE É A FILOSOFIA DE

TRABALHO E DE VALORES, E TODOS ENVOLVIDOS TRABALHAM COM ESTA PERSPECTIVA."

rão contribuir para o crescimento

cada vez mais sustentável dos negócios

cooperativos.

RC: As cooperativas de crédito

vêm crescendo nos últimos anos.

Por quê o senhor acredita que elas

estão tendo mais espaço e credibilidade

nesse segmento?

Mafioletti: O cooperativismo de

crédito tem crescido na última

década com taxas acima de dois

dígitos no Brasil. Isto é fruto do

planejamento e da busca de políticas

públicas que possibilitassem

a entrada de novos profissionais,

produtores, empresários e púbico

em geral no sistema. Atualmente,

dos mais de 13 milhões de cooperados

das diversas atividades no

Brasil, cerca de 70% participam do

ramo crédito. Isso aconteceu com

mais força a partir de 2009 com a

aprovação da Lei Complementar

nº 130 e de um intenso trabalho

realizado pelos sistemas de crédito

e das cooperativas de crédito

independentes. O caso da Credicoamo

é extraordinário, ela ocupa

as primeiras colocações entre as

cooperativas de crédito do Brasil

com uma estrutura de custos bem

enxuta, atendimento personalizado

e prima pelo relacionamento

com o seu quadro social que

são os próprios cooperados da

Coamo. O diferencial do cooperativismo

de crédito está na proximidade

com seu cooperado e

obviamente com seus custos mais

baixos. Desta forma, no cooperativismo

de crédito os custos para os

cooperados e a rentabilidade dos

investimentos é maior.

RC: O cooperativismo é uma saída

para o Brasil crescer de forma

mais sustentável?

Mafioletti: Sim, mas pensando

nos 207 milhões de brasileiros,

dos quais, 13 milhões (6%) participam

diretamente do cooperativismo,

temos que ter políticas

públicas mais apropriadas para os

diversos ramos do sistema. O Paraná

é um exemplo disto, onde de

forma empreendedora, milhares

de cooperados do ramo agro são

responsáveis por 2/3 da produção

do Estado. Produção esta com garantia

na sua origem com acompanhamento

técnico de profissionais

capacitados, desde a escolha

de semente, como na aplicação

racional de defensivos, armazenamento

adequado, secagem do

produto e industrialização dentro

de todos os padrões exigidos tanto

internamente como lá de fora.

Precisamos também ter políticas

para que outros segmentos do

cooperativismo no Brasil possam

crescer e ajudar no desenvolvimento

das regiões e da economia.

RC: O setor agropecuário é uma

forte alavanca para impulsionar a

economia não só do Paraná, como

do Brasil. Quais são os principais

entraves enfrentados pela Ocepar?

Mafioletti: Sem dúvida, o principal

gargalo é a infraestrutura.

Tem as deficiências nas rodovias,

portos, ferrovias e aeroportos.

Esta é uma preocupação muito

grande porque prejudica todo o

agronegócio brasileiro. Há, inclusive,

uma tributação significativa

em alimentos básicos, o que não

deveria acontecer. Outra questão

importante é a garantia de renda.

Esta é uma antiga demanda

que não vamos parar de cobrar e

sugerir ao governo. A política de

seguro vigente no país não é suficiente,

pois cerca de 20% da área

cultivada no Brasil é coberta com

o seguro rural ou Proagro, contra

50 a 80% em nossos concorrentes.

"Dos 399 Municípios do Paraná, em 120 deles as

cooperativas são as principais empresas, gerando

emprego, renda e distribuindo riquezas. Em mais

de 70 municípios, as nossas cooperativas de crédito

são a única instituição financeira."

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Junho/2018


Robson Mafioletti, superintendente da Ocepar

Essa política vem no sentido de

beneficiar o produtor e a sociedade,

ou seja, garantir, efetivamente,

uma renda mínima ao agricultor

para que ele possa, em caso de

dificuldade saldar seus débitos e

também não onerar o contribuinte

com renegociação de dívidas. Estes

gargalos são realmente preocupantes,

mas, evidentemente,

há uma gama de outros fatores

que prejudicam o setor. Há, por

exemplo, a atual situação política

do país. Esta instabilidade traz

reflexos para o dia a dia, pois fica

difícil tomar decisões num cenário

turbulento como o atual. E de

forma geral precisamos fortalecer

a capitalização das cooperativas

para termos sustentabilidade. O

presidente da Coamo, José Aroldo

Galassini, disse que isso não se

faz no curto prazo, mas sim é necessário

pensar para mais de algumas

décadas.

RC: Como avalia a atuação dos colaboradores

no cooperativismo?

Mafioletti: É o nosso principal diferencial,

nosso principal ativo, as

pessoas. Acompanho o sistema há

anos, e percebo o quanto evoluímos

na melhoria do preparo dos

profissionais, com qualificação

dentro das exigências de mercado.

Devemos chegar neste ano

com aproximadamente 100 mil

pessoas com carteira assinada no

sistema cooperativista. O preparo

dessas pessoas é fundamental

para que o cooperativismo continue

crescendo e se desenvolvendo.

Mais de 90% desses colaboradores

tem uma relação direta

nas suas regiões de atuação das

cooperativas, facilitando assim o

conhecimento das realidades locais.

O Sescoop/PR tem sido um

agente importante neste cenário,

com investimentos anuais em capacitação

e treinamento na casa

dos R$ 50 milhões, sem contar os

recursos investidos diretamente

pelas cooperativas que certamente

devem dobrar.

RC: Segundo o professor Tejon,

“O cooperativismo precisa ser um

programa de Estado, uma cultura

difundida para toda a população,

e matéria obrigatória desde a escola

fundamental”. Qual sua opinião?

Mafioletti: Sem sombra de dúvida.

Já existem iniciativas do Sistema

OCB e da própria Ocepar

neste sentido, para que os jovens,

já no ensino fundamental experimentem

o cooperativismo e entendam

melhor essa filosofia. Participar

do cooperativismo muda

a visão de mundo das pessoas,

ela não está mais sozinha, vê que

precisa sempre de alguém para

poder se desenvolver. Como diz

aquele ditado, que sozinhos podemos

ir mais rápidos, mas juntos

vamos mais longe. Para nós que vivemos

neste meio é fácil entender

os benefícios da cooperação, mas

no Brasil, infelizmente isso não é a

regra praticada. No passado tivemos

alguns problemas de falta de

visão de negócios e de transparência,

fatos esses que ficaram registrados

na memória de algumas

pessoas, mas que aos poucos,

com profissionalismo, melhoria da

gestão e acompanhamento pudemos

mudar. E conforme disse o

professor Tejon, temos muito ainda

que avançar, mas estamos no

caminho certo. Não vai demorar

muito e o Brasil vai verificar que a

cooperação é a forma mais eficaz

de gerar resultados efetivos e consistentes.

RC: Como analisa a participação

da Coamo e da Credicoamo para

a pujança do cooperativismo?

Mafioletti: É uma referência extraordinária

o trabalho da Coamo

e da Credicoamo para o cooperativismo

brasileiro. A forte liderança

dessas duas cooperativas está na

figura do seu líder, Gallassini, que

ajudou a fundá-las e vive no dia

a dia com muito trabalho e conquistas.

As duas estão focadas nos

resultados para toda a sociedade

cooperativa. Ações como essas

que se refletem no modo Coamo

de funcionar. Isso fez com que

toda energia de trabalho fosse focada

no essencial e todos visualizaram

o futuro possível.

Junho/2018 REVISTA 11


ALIMENTOS COAMO

Nova etapa da campanha

com Ana Maria Braga

Pela primeira vez em sua história,

a Coamo, por meio da

sua linha alimentícia comercializada

pelas marcas Coamo, Primê,

Anniela e Sollus, elegeu uma

embaixadora para representar

todas elas, que já são preferidas

por milhares de consumidores

brasileiros e reconhecidas como

marcas de confiança. O lançamento

da campanha com a Ana Maria

Braga foi um sucesso na primeira

etapa da campanha. Milhões de

consumidores passaram a conhecer

as marcas e a qualidade dos

Alimentos Coamo. Agora é a vez

de reforçar a comunicação com a

segunda fase da campanha. Ana

Maria Braga continua a grande

embaixadora da marca Alimentos

Coamo e os produtos ganharam

ainda mais destaque.

Com o slonga "É de casa,

pode confiar", a intenção dos Alimentos

Coamo sempre foi encontrar

um ícone que representasse

toda a confiança e proximidade

que a marca construiu junto a milhares

de famílias nesses anos de

atuação. Por este motivo, não existe

ícone melhor do que Ana Maria

Braga, que há 20 anos tem um espaço

cativo na rotina das famílias

brasileiras para falar de qualidade,

sabor e economia.

Assim, após os resultados

obtidos no primeiro semestre da

campanha chega a hora de mudar

o layout e iniciar uma nova fase

com a apresentadora Ana Maria

Braga, que neste período provou

que já é de casa e que confia na

qualidade dos Alimentos Coamo.

“Nossa campanha tem como objetivo

ter forte estratégia, impacto e

ampla cobertura. A campanha fala

sobre produtos no ponto de venda,

decisão de compra e atributos

essenciais da marca e cumpre com

maestria esses pontos. A presença

da Ana Maria Braga ganhou mais

destaque com o fundo vermelho

e os produtos aparecem em tamanho

maior. Trata-se de uma mudança

para renovar o design da

campanha. Porém, com relação as

dicas e receitas elaboradas junto à

Ana vamos continuar na mesma linha

de comunicação, pois tem feito

muito sucesso”, explica o superintendente

Comercial da Coamo,

12 REVISTA

Junho/2018


ALIMENTOS COAMO

Alcir José Goldoni.

De acordo com Goldoni,

a divulgação dos Alimentos

Coamo por uma personalidade

como a Ana Maria

Braga voltou-se a ideia de demonstrar

a origem das marcas

Coamo, Primê, Anniela e Sollus,

para reforçar a confiança

que o consumidor pode

ter. Um objetivo que já colhe

bons frutos. "A Ana Maria Braga

tem divulgado em sua fan

page notícias e receitas dos

Alimentos Coamo e, assim,

os consumidores finais estão

cada vez mais interessados

em saber a origem dos alimentos

que consomem. Eles

buscam por alimentos de alta

qualidade, seguros, produzidos

de forma ambientalmente

sustentável e que preservam

o seu sabor.”

Goldoni ainda reforça que

esse resultado ainda tem

uma repercussão muito mais

positiva, pois além da procura

maior pelos Alimentos

Coamo, as manifestações

pela escolha das marcas de

confiança estão crescendo.

“Na Coamo o processo de

qualidade começa na escolha

da semente que será

plantada, nos campos dos

donos da cooperativa, nas

boas práticas de produção

e nos Programas de Certificações,

até o momento do

produto de venda. Isso nos

permite afirmar que estamos

comprometidos em oferecer

um alimento seguro, de qualidade

e com sabor e economia,

aos consumidores. Tudo

isso sendo divulgado por

uma personalidade como

Ana Maria Braga que diariamente

fala com as famílias

brasileiras e que engloba os

mais diversos consumidores

é para nós a confirmação do

que estamos fazendo e falando.

Sem contar, milhares de

manifestações positivas que

estamos recebendo".

Coamo e Senai forma turma

de panificadores em Sarandi

A

parceria da Coamo e o Senai continua a

render bons frutos por meio do Programa

Caminhos da Profissão. Em junho, 18 alunos

de Sarandi (Norte do Paraná), iniciaram o curso para

formação de padeiro e confeiteiro. A Coamo apoia

o curso com a matéria-prima, ou seja, com o mix de

produtos dos Alimentos Coamo. O objetivo é que

pessoas da comunidade que ainda não têm uma

formação, iniciem profissionalmente.

Em Sarandi, o curso foi realizado em parceria

com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do

município, sem custo algum para os alunos, e com

duração de 160 horas. As aulas abordam a teoria

e prática, com a utilização dos Alimentos Coamo -

farinha de trigo, margarina, gordura vegetal e óleo de

soja Coamo. Trata-se de uma ótima oportunidade para

quem quer trabalhar no segmento da panificação.

O superintendente Comercial da Coamo,

Alcir José Goldoni, diz que o objetivo da cooperativa

é estender a filosofia cooperativista a comunidade.

"Participamos desse projeto em diversas cidades do

Paraná, para contribuir com a profissionalização do

cidadão, onde os participantes conseguirão obter uma

renda extra ou até fazer desse trabalho sua profissão.

A Coamo como uma empresa formada por pessoas

também vive a sociedade onde participa, e essa parceria

tem sido gratificante, pois a cada turma formada vemos

o brilho nos olhos desses novos profissionais que têm

uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida,

bem como a realização profissional."

Junho/2018 REVISTA 13


SC

ASSOCIAÇÃO NACIONAL

DE DEFESA VEGETAL

ATENÇÃO

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo,

na bula e na receita. Siga as recomendações de controle e restrições estaduais para os alvos descritos na bula de cada produto. Utilize sempre os

equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Faça o Manejo Integrado de Pragas.

Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

CONSULTE SEMPRE

UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO.

VENDA SOB

RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.

14 REVISTA

Junho/2018


CREDICOAMO

Na palma da mão

Credicoamo lança Internet Banking/Mobile para a realização

de transações bancárias com comodidade e segurança

Sem sair de casa ou da propriedade

rural, o cooperado

João Luiz Ferri, de

Campo Mourão (Centro-Oeste do

Paraná), já pode realizar as tran-

sações bancárias na Credicoamo

de onde estiver. Isso porque a

cooperativa de crédito dos associados

da Coamo lançou o serviço

de Internet Banking/Mobile, com

João Luiz Ferri, de Campo Mourão

(PR): "É uma ferramenta que aproxima

o cooperado à cooperativa, facilitando

e agilizando o atendimento."

toda a confiança e segurança que

o homem do campo precisa para

realizar as transações bancárias.

“É uma ferramenta que aproxima

o cooperado à cooperativa, facilitando

e agilizando o atendimento.

Sou uma pessoa a menos na fila

do banco para pagar contas, realizar

transferências, uma série de

atividades que agora posso fazer

por meio do meu smartphone”,

comemora Ferri.

A correria do dia a dia

exige que o mercado traga soluções

mais ágeis para que as pessoas

possam otimizar o tempo. No

agronegócio essa necessidade

também existe. “Semana passada

já paguei um boleto diretamente

da minha propriedade, evitando

um grande deslocamento, ganhando

tempo e, principalmente,

com segurança”, enfatiza o cooperado

da Credicoamo.

A preocupação com a segurança

é uma premissa dos serviços

disponibilizados pela Credicoamo

e com o serviço de Internet

Banking/Mobile, não é diferente.

“Todas as operações que realizei

até agora foram muito bem conduzidas,

com muita segurança,

pois tem uma série de etapas para

acessar o aplicativo com senhas. É

um sistema muito bem pensado e

com total segurança para nos dar

tranquilidade, agilizando nosso

serviço”, considera João Ferri.

Junho/2018 REVISTA 15


CREDICOAMO

COM ESTE NOVO SERVIÇO, OS ASSOCIADOS DA CREDICOAMO PODEM

REALIZAR TRANSAÇÕES FINANCEIRAS DE UM JEITO SIMPLES, PRÁTICO E SEGURO

Wilson Menin Júnior, de Mamborê (PR): "É uma ferramenta que veio agregar no serviço da cooperativa."

Quem também já está utilizando a nova ferramenta é Wilson

Menin Júnior, cooperado da Credicoamo em Mamborê (Centro-Oeste

do Paraná). “É uma ferramenta que veio agregar no serviço da cooperativa.

Nós que trabalhamos no campo, muitas vezes não podemos ir até a

agência, principalmente em momentos de plantio e colheita.”

O aplicativo da Credicoamo dispõe de um layout de fácil navegação

para que o associado aprenda rapidamente como usar. “Mesmo

uma pessoa que ainda não tenha trabalhado com outros aplicativos de

banco, acredito que não terá dificuldade. Os ícones são intuitivos e claros.

Não tem segredo”, afirma Menin.

Ele lembra que o ramo da agricultura não tem dia e nem horário,

fato que mostra a necessidade de uma ferramenta que se adeque

a essa realidade. “Em épocas de plantio, colheita ou tratos culturais,

trabalhamos sábado e domingo, até a noite, sem hora para parar. Por

16 REVISTA

Junho/2018


CREDICOAMO

isso, podendo realizar as transações bancárias

da onde estivermos é mais uma facilidade

para nós.”

O cooperado também elogiou a navegabilidade

do aplicatido. “É tudo muito

fácil, com ícones em todas as operações, facilitando

a identificação. Sem contar, que tem

todas as funções que precisamos.”

Halisson Claus Welz Lopes, de Engenheiro

Beltrão (Centro-Oeste do Paraná)

acredita que toda a tecnologia que vem se incorporando

à vida do homem do campo contribui

para o melhor gerenciamento financeiro

da propriedade rural. “É muito importante

para o nosso trabalho ter todas as informações

bancárias com fácil acesso. É no dia a

dia que as necessidades aparecem, e esse

aplicativo vem a somar naquilo que realizamos

da porteira para dentro. São facilidades

que garantem uma gestão mais profissional.”

Para Halisson o sistema também é

de fácil navegação. “É uma plataforma ágil

e funcional. Não tive dificuldade e acredito

que todos os cooperados terão essa mesma

impressão. Precisamos de ferramentas como

essa para acompanhar a velocidade da informação

que recebemos diariamente.”

Ele ressalta que o homem do campo

tem que buscar novas tecnologias para

minimizar os riscos e melhorar a qualidade

de vida. "No campo precisamos contar com

a chuva ou sol, com o dia ideal para plantar

e para colher. São muitas atividades para

se preocupar, mas não dá para descuidar da

gestão financeira. O Internet Banking/Mobile

veio para agregar ainda mais valor ao nosso

trabalho para que possamos gerenciar as finanças

na hora em que precisamos”, considera

o cooperado.

Segundo o agricultor, a Credicoamo

sempre traz inovações para os associados.

“Nossa cooperativa de crédito está sempre

atualizada, visando maximizar a produtividade

e o ganho financeiro dos cooperados.

Sempre temos novas opções para desenvolver

nosso trabalho com mais excelência.

A agricultura também depende de um bom

sistema financeiro.”

Halisson Claus Welz Lopes, de Engenheiro Beltrão

(PR): "É muito importante para o nosso trabalho ter

todas as informações bancárias com fácil acesso."

Junho/2018 REVISTA 17


CREDICOAMO

Um marco histórico

Gallassini: "É algo muito moderno e com muita segurança que trará ainda mais facilidade para o quadro social."

Em solenidade com a presença de cooperados

e funcionários, a diretoria da Credicoamo

lançou no dia 15 de junho, em Campo Mourão o

serviço de Internet Banking/Mobile. Trata-se de um

marco na história da Credicoamo, para que os associados

possam por meio do aplicativo baixado no

smartphone ou tablet, ou acessando o site da Credicoamo,

realizar transações financeiras de um jeito

simples, prático e seguro.

O projeto do Internet Banking/Mobile da

Credicoamo foi desenvolvido em parceria com a Diebold

Nixdorf e a Gás, e equipes de Teconologia de

Informação da Credicoamo e Infraestrutura da Coamo,

que prepararam a estrutura, implementando as

melhorias para atender ao projeto, bem como o desenvolvimento

de cadastro biométrico dos cooperados

para autenticação de movimentações nos caixas

eletrônicos e nas demais operações de caixa, substituindo

o uso de senhas.

A Diebold Nixdorf foi a provedora dos softwares

de Internet Banking e Mobile, bem como do token,

que é o dispositivo eletrônico gerador de senhas,

vinculado ao mobile banking. A Gás, maior empresa

de segurança digital para instituições financeiras no

mundo, teve como responsabilidade a instalação de

programa vinculado ao Internet Banking baixado no

computador do cooperado, para realizar a avaliação

da segurança existente, antivírus e detecção de artefatos

ou programas maliciosos. “Procuramos empresas

conceituadas no mercado para desenvolver

uma ferramenta que garante transações executadas

somente a partir de equipamentos cadastrados pelo

cooperado na Credicoamo, segurança no tráfego

de dados, bem como análise de comportamentos,

fornecendo dados para avaliação e monitoramento

constante das transações”, informa o gerente Administrativo

da Credicoamo, José Luiz Conrado.

Conrado ainda destaca que diferente de

outros bancos, algumas consultas estão disponíveis

apenas no aplicativo da Credicoamo, como

por exemplo: consultas de sobras, seguros vigentes

e saldos de empréstimos e financiamentos. “Na

18 REVISTA

Junho/2018


CREDICOAMO

consulta de seguros, por exemplo, ao clicar sobre

o item segurado, aparece o telefone da seguradora,

facilitando o acionamento em caso de sinistro.

Além disso, o cooperado pode escolher o perfil das

operações que deseja realizar: o perfil mais simples

permite apenas as consultas disponibilizadas, sem

movimentação de recursos; o perfil completo realiza

além das consultas todas as transações com movimentação

financeira”, explica.

Daniela Lima Salvadore Alvares, gerente de

Projetos da Diebold, ressalta que o projeto foi desafiador

e com uma grande expectativa para o desenvolvimento

de uma aplicação inovadora. “A Credicoamo

é um cliente muito grande, e a proposta foi

desenvolver um aplicativo para facilitar ainda mais a

vida dos cooperados. No final o resultado foi acima

do esperado e a Diebold está honrada por fazer parte

desse trabalho.”

O presidente da Coamo e Credicoamo, José

Aroldo Gallassini ressalta que o nível da cooperativa

João Luiz Ferri, Wilson Menin Júnior e Halisson Claus Welz Lopes

durante apresentação do Internet Banking/Mobile em Campo Mourão

de crédito está alto, fato que exige constantes inovações.

“É algo muito moderno e com muita segurança

que trará ainda mais facilidade para o quadro social.

Essa é uma grande inovação e daqui para frente, sem

dúvidas, ainda virão muitas outras, pois a evolução

tecnológica está muito rápida e precisamos acompanhar

o mercado”, assinala Gallassini.

Junho/2018 REVISTA 19


João Paulo com o pai João Adriano e avô

José Hanrega. Três gerações que vivenciam o

cooperativismo da Coamo e a evolução no campo

Um retrato da igualdade

e desenvolvimento

Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia

de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo e

equilibrado, proporcionando mais oportunidade para todos

José Hanrega, 72 anos, pode

ser considerado um cooperativista

nato. Alguns motivos

o credenciam para isso. A

primeira é que seus pais são da região

considerada o berço do cooperativismo

no Paraná, em Tereza

Cristina, distrito de Cândido de

Abreu (Centro-Norte do Paraná).

A segunda é que ele é associado

da Coamo desde a instalação no

município, mas antes disso já fazia

parte de outra cooperativa, a

Canorpa, adquirida pela Coamo

em 1990. Outro bom motivo é

o trabalho realizado em família,

uma extensão do cooperativismo.

Ele trabalha com a esposa Estanislava,

a filha Sueli, o genro João

Adriano Bida e o neto João Paulo.

E assim como ‘seo’ Juca, como é

conhecido, o genro e o neto também

são cooperados.

Ele mora na mesma propriedade

desde que nasceu. No

local também existe uma pequena

mercearia. Quem toma conta é a

20 REVISTA

Junho/2018


COOPERATIVISMO

dona Estanislava. Perguntado sobre

a evolução na vida da família,

'seo' Juca responde rapidamente

que o cooperativismo e a Coamo

tiveram papel fundamental.

“Olhando para trás e analisando

tudo que passamos, vemos como

BERÇO DO COOPERATIVISMO NO PR

Diversos movimentos embasados

no espírito da cooperação

surgiram até 1911, entre alguns

dos mais de 100 grupos de imigrantes.

Todavia, o mais importante

movimento pré-cooperativista

ocorreu entre os franceses

que, em 1847 fundaram a Colônia

Thereza Cristina às margens

do Rio Ivaí, hoje município de

Cândido de Abreu. Nesta colônia

os imigrantes liderados por Jean

Maurice Faivre, desencadearam

um movimento cooperativista

sob inspiração do médico Benoit

Joseph Mure. Com inspiração

nos ideais humanistas, a comunidade

foi considerada a primeira

região livre da escravidão e a

pioneira em experiências cooperativistas

no Brasil.

a Coamo foi importante para o

desenvolvimento da nossa região.

São duas situações bem diferentes:

uma antes e outra após

a chegada da cooperativa. Sou

da época da foice, do facão e do

fogo para colher uma produção

pequena. Hoje temos maquinários

e outras ferramentas que nos

permitem alta produção”, diz ‘seo’

Juca.

Para ele, o sentimento é de

dever cumprido já que conseguiu

passar para toda família a filosofia

do cooperativismo e a importância

de se trabalhar em união.

“Atualmente, estou mais devagar,

deixando os mais novos trabalharem.

Mas, sempre acompanho

tudo, passando ensinamentos e

dando conselhos”, assinala.

João Adriano Bida, genro

do ‘seo’ Juca, recorda do tempo

em que o trabalho era braçal e a

região pouco desenvolvida em

termos de tecnologia. “A Coamo,

com um cooperativismo sério

voltado para o desenvolvimento

dos sócios, contribuiu de forma

significativa para impulsionar a

agricultura em Cândido de Abreu.

Até pouco tempo atrás, quase não

tínhamos áreas com lavouras e

as que existiam eram com pouca

tecnologia e com baixa produção.

Agora, a realidade é outra. Produzimos

igual a qualquer outra

região. A Coamo trouxe isso para

nós”, pontua João Adriano.

Ele cita a assistência técnica

e os planos safras como importantes

benefícios oferecidos pela

cooperativa. “Se antes colhíamos

de 70 a 80 sacas e hoje chegamos

a 180, ou até mais, é por causa do

incentivo da Coamo. A cooperativa

oferece tudo o que precisamos

para plantar, colher e comercializar

a produção de forma segura e

com rentabilidade. Não tem porque

ficar fora do cooperativismo.”

João Paulo Bida é a terceira

geração e diz que tem orgulho

de fazer parte de uma família

cooperativista. Participante

da 21ª turma de Jovens Líderes

da Coamo em 2017, ele sabe da

responsabilidade em continuar

o trabalho e a evolução no campo.

“Dou muito valor ao que meu

avô e meu pai fizeram. Recordo

muito bem de como era antes e

José Hanrega ao lado da esposa Estanislava, do neto João Paulo, da filha Sueli e do genro João Adriano Bida

Junho/2018 REVISTA 21


COOPERATIVISMO

ASSIM COMO EM OUTROS MUNICÍPIOS, A COAMO AJUDOU A IMPULSIONAR

A AGRICULTURA EM CÂNDIDO DE ABREU E A MELHORAR A VIDA DAS FAMÍLIAS

que o temos hoje. A Coamo mudou

o cenário agrícola em nossa

cidade. Trouxe oportunidades

de crescimento e a evolução dos

agricultores. Se temos pretensão

de chegar a 200 sacas por alqueire

de soja é porque temos a cooperativa

dando suporte para chegarmos

lá.”

O engenheiro agrônomo

Luís Gustavo Mendes Passos, da

Coamo em Cândido de Abreu,

ressalta que a cooperativa se instalou

na região para somar e os

objetivos foram alcançados. “Até

a chegada da Coamo, a assistência

técnica era precária. Faltavam

insumos e a tecnologia empregada

nas lavouras eram bem baixas.

A cooperativa trouxe as melhores

soluções para as lavouras existentes

na época e ajudou a implantar

outras culturas como a soja, por

exemplo, que não era tão explorada

na região. Temos associados

participativos que buscam produzir

cada vez mais, que vivem o

cooperativismo no dia a dia e sabem

da importância dele para o

desenvolvimento da região.”

João Adriano com o agrônomo Luís Gustavo Mendes Passos

As sociedades cooperativas do Paraná

O Sistema Ocepar possui 221 cooperativas registradas. Juntas, essas organizações

cooperativas somam R$ 70,3 bilhões de movimentação econômica, montante que

equivale a 17% do PIB do Estado do Paraná. Possuem mais de 1.500 mil cooperados

e 92.968 empregados. Estima-se que mais de 3,8 milhões de pessoas estejam

ligadas, direta ou indiretamente, ao cooperativismo do Paraná.

22 REVISTA

Junho/2018


COOPERATIVISMO

Sentimento de

vitória e orgulho

Se Teresa Cristina, distrito

de Cândido de Abreu, é considerado

o berço do cooperativismo

no Paraná, a comunidade de Campina

do Amoral, hoje pertencente

ao município de Luiziana (Centro-

-Oeste do Paraná), tem papel importante

na história da Coamo. É

o lugar onde no final da década

de 1960, agricultores começaram

a ser organizar em uma cooperativa

que mais tarde se tornaria a

Coamo. A região da comunidade

conta com várias famílias dedicadas

e alicerçadas pelo cooperativismo.

Um desses exemplos são

os Puton, que já estão na terceira

geração junto à Coamo.

Atualmente com 80 anos,

‘seo’ Silvino veio do Rio Grande

do Sul aos 38 anos de idade. O

ano era 1975 e o objetivo do gaúcho

de Santa Barbara do Sul era

encontrar uma vida mais próspera

no Paraná. Para isso, adquiriu uma

área de 27 alqueires e assim que

chegou já se associou à Coamo

por recomendação de um irmão

que residia na região. O cooperativismo

ele já conhecia, pois fazia

parte de uma cooperativa no Rio

Grande do Sul.

O trabalho em família e a

união sempre prevaleceu entre os

Puton. Além do ‘seo’ Silvino são

cooperados da Coamo os dois

filhos – Clezio e Leomar, além de

quatro netos - Gustavo, Dioclézio,

Mateus e Diomar. Três deles optaram

pela área Agronômica - dois

já são formados e um está concluindo,

e o outro, optou por fazer

'Seo' Silvino ladeado pelos filhos Clezio e Leomar e pelos

netos Diomar, Dioclezio, Gustavo e Matheus. As três gerações

de cooperativistas Coamo da Família Puton, de Luiziana (PR)

Junho/2018 REVISTA

23


COOPERATIVISMO

EM MAIS DE 120 MUNICÍPIOS DO PARANÁ, A COOPERATIVA É A MAIS IMPORTANTE

EMPRESA ECONÔMICA, MAIOR EMPREGADORA E GERADORA DE RECEITAS

Administração. A união aliada ao

empreendedorismo do patriarca

fez toda a diferença ao longo

desses mais de 40 anos. Atualmente

a família conta com cerca

de 400 alqueires de terra.

'Seo' Silvino revela que o

cooperativismo foi fundamental

para a evolução da família, dando

toda assistência necessária e proporcionando

segurança na entrega

da safra. “Desde que começamos

a trabalhar com a Coamo,

não paramos mais. Se não fosse a

cooperativa não estaríamos onde

estamos hoje. Nossa família trabalha

unida e tem a Coamo como

grande parceira”, assinala. Ele

ressalta que olhando para trás e

vendo por tudo que passaram, o

sentimento é de vitória e orgulho.

“Valeu a pena entrar no cooperativismo

e tenho certeza que meus

filhos e meus netos continuarão

nesse caminho.”

Leomar Puton, recorda

do tempo mais difícil em que

era preciso enfrentar longas filas

para entregar a produção em

Campo Mourão ou Mamborê.

“Mesmo com toda dificuldade levávamos

a nossa safra na Coamo,

pois tínhamos segurança. Hoje,

tudo mudou, temos unidades

bem mais perto de nossa casa, e

com a segurança de sempre.”

Ele destaca que assim

como a Coamo cresceu, a família

evoluiu junto. Uma prova de que

o cooperativismo praticado pela

Coamo tem cumprindo um de

seus objetivos que é o de proporcionar

crescimento e melhorar

a qualidade de vida das famílias

associadas. “Tivemos oportunidades

e compramos novas áreas. A

realidade hoje é outra e precisamos

aumentar a produção. Nesse

sentido, podemos contar com a

Coamo.”

Gustavo é um dos jovens

da terceira geração cooperativista

da família Puton. Ele entende

que os desafios atuais são outros

quando comparados com os de

seu avô, pai e tio. “Começar do

zero e crescer como meu avô fez

não é nada fácil. Mas, pegar algo

já andando e manter a rentabilidade

também tem grande responsabilidade.

A maneira de trabalhar

mudou e está mais difícil

ampliar a área. Precisamos continuar

investindo em tecnologia

para que tenhamos uma atividade

agrícola com menos risco. A

Coamo tem nos proporcionado

esse crescimento de forma sustentável

e rentável”, assinala.

Família Puton com o agrônomo Edimar Marques. Assistência técnica é

um dos serviços valorizados para o desenvolvimento no campo

24 REVISTA

Junho/2018


COOPERATIVISMO

A pujança das cooperativas paranaenses

As 69 cooperativas agropecuárias do Paraná registraram R$ 57,9 bilhões de movimentação

econômica em 2017. Esse valor corresponde a 58% do PIB agrícola do Estado.

Em mais de 120 municípios, a cooperativa é a mais importante empresa econômica, maior

empregadora e geradora de receitas.

Estima-se que 77% dos associados às cooperativas agropecuárias do Paraná são

pequenos e médios produtores (área de até 50 ha). Outro dado que evidencia a importância

das cooperativas agropecuárias é a sua infraestrutura de armazenagem da produção, que

representa 54% da capacidade estática de armazenagem do Estado, ou seja, as cooperativas

têm capacidade para armazenar 16,5 milhões de toneladas de grãos. Na área ambiental,

além de programas educativos, a prática do desenvolvimento sustentável é feita através de

projetos de recuperação da vegetação ao longo de rios (mata ciliar) e nascentes de água,

tratamento de efluentes, coleta seletiva de lixo, reflorestamento, geração de energia limpa,

entre outras ações. Os investimentos em agroindustrialização vêm transformando o Paraná

de exportador de matérias-primas para exportador de bens de consumo.

Atualmente, cerca de 48% da produção primária do cooperado passa por processos

de transformação e agregação de valor.

Junho/2018 REVISTA 25


COOPERATIVISMO

Família Homiak, evolução e crescimento

A alegria da bisavó Elza Grigoli

Homiak ao comparecer na sede da Coamo

para tirar fotos com seu filho, nora,

netos e bisneta foi intensa. “A Coamo foi

sempre nossa segunda casa e nós sempre

estivemos com ela e juntos crescemos”,

considera dona Elza, esposa do

produtor falecido José, mãe do associado

Valdecir e avó do jovem Heitor Roberto

Homiak.

A história da família Homiak na

região de Martinópolis, distrito de Farol

(Centro-Oeste do Paraná) começou no

ano de 1972 quando o avô de Valdecir

– Francisco- fez doação de uma área

de 5 alqueires para seu pai José, que

depois comprou outros 11 alqueires,

totalizando 16 alqueires.

Mas cinco anos depois, o pai

José faleceu em acidente com trator

e com três irmãs, Valdecir Homiak, conhecido

como “Polaco” ou “Nenê”, teve

que tomar uma decisão. Ou continuava

na lavoura ou seguia a orientação de

sua mãe Elza, que queria arrendar suas

terras. “Eu tinha 9 anos quando meu pai

faleceu, mas queria muito continuar na

roça, então quando chegou o tempo fui

emancipado para tomar conta dos negócios

da família”, conta Polaco, adiantando

que, casou com 21 anos com sua

esposa Cacilda, 15, e ela foi seu braço

direito na propriedade.

Em 1986 ele fez sua primeira safrinha

de milho e a região já tinha o sistema

de plantio direto. “Meu avô Francisco

foi um dos primeiros a ter colheitadeira,

a gente entregava a produção em Campo

Mourão, com muita fila e íamos por

uma estrada de terra”, diz. Segundo ele,

“Naquela época fui aprendendo a trabalhar,

tinha muita vontade. Hoje é muito

mais fácil plantar 50 alqueires, tudo é

Família Homiak é exemplo de cooperativismo e união

26 REVISTA

Junho/2018


COOPERATIVISMO

Heitor com o pai Valdecir Homiak: cooperativismo e evolução na família

Pai e filho acompanham o desenvolvimento da safra com o técnico Claudinei Batista do Prado

moderno e o meu filho Heitor já

pegou essa evolução toda.”

Tanto o pai Valdecir como

o filho Heitor tiveram boas experiências

nos últimos anos com a

formação e aprendizagem no curso

de Jovens Líderes da Coamo

– O pai foi da turma de 2001 e o

filho, de 2013. “O curso é muito

bom, abriu nossa mente, passamos

a ter uma visão ampliada do

nosso negócio e nos tornamos

melhores agricultores, líderes e

pessoas não só na Coamo como

na própria comunidade”, informa

COOPERATIVISMO DO

PARANÁ EM NÚMEROS

1,5 MILHÃO

de cooperados

US$ 2,6 BILHÕES

em exportações

3,8 MILHÕES

de postos de trabalho

R$ 2,1 BILHÕES

em investimentos

58%

participação no PIB agropecuário do Paraná

o jovem Heitor, que toca a propriedade

com o pai e produz mais

de 150 sacas por alqueire de soja.

A presença da família Homiak

é certa nos eventos promovidos

pela Coamo, não só os homens

mas também as mulheres.

Cacilda esposa do Valdecir e mãe

do Heitor sabe muito bem a importância

do cooperativismo desenvolvido

pela Coamo. “A nossa

família tem tudo que precisa para

crescer e melhorar na Coamo, fazemos

parte de uma cooperativa

que está ao nosso lado o tempo

todo. Ela percebe muito o ser humano

nas suas ações e isso faz a

diferença.” A mãe aproveita para

valorizar a produção industrializada

pela Coamo, que tem endereço

certo junto aos seus familiares

em Curitiba. “Lá na Capital, eles

se orgulham de usar os produtos

Coamo, porque sabem onde e

como são produzidos. Tudo direto

do campo com certificação de origem

e rastreabilidade.”

A família Homiak participa

regularmente dos projetos de assistência

implantados pela Coamo

e vem comemorando os bons propósitos

do cooperativismo. “Com

o Cooperado On-Line e o Gestor

Rural, nós temos condições de saber

e controlar melhor os nossos

custos, e ter a noção exata das

despesas e receitas. Neste mundo

moderno quem sabe como estão

seus negócios vai mais longe. Somos

felizes com a Coamo e uma

coisa é certa, se na época que perdi

meu pai não tivesse o apoio da

cooperativa certamente teria saído

da roça.”

Junho/2018 REVISTA 27


COOPERATIVISMO

Ser cooperado Coamo

Movimento para valorizar o cooperativismo

Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo

é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo em

um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades

para todos. Um caminho que mostra que é possível

unir desenvolvimento econômico e desenvolvimento social,

produtividade e sustentabilidade, o individual e o coletivo.

Tudo começa quando pessoas se juntam em torno de

um mesmo objetivo, em uma organização onde todos são donos

do próprio negócio. E continua com um ciclo que traz ganhos

para as pessoas, para o país e para o planeta. Conheça um

pouco mais sobre o cooperativismo, seus valores e seu impacto.

O SomosCoop é um movimento que levanta a bandeira

do cooperativismo no Brasil. Seu principal objetivo é conectar

cooperativas, cooperados e integrantes do Sistema OCB em

torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido

e reconhecido na sociedade. Este movimento desperta a

consciência das pessoas para a importância do cooperativismo

e gerar orgulho naqueles que abraçam a causa. Fonte: OCB

NÚMERO DO COOPERATIVISMO NO BRASIL

6,3 %

da população brasileira faz

parte de alguma cooperativa

Se levar em consideração os

cooperados e seus familiares

esse número sobe para

25,4%

13,2

milhões

de cooperados

6,6 mil

cooperativas

São muitos os benefícios disponibilizados

pela Coamo aos associados, nas áreas

de pesquisa, desenvolvimento e inovação;

logística, gestão e suporte; e da cooperação

que vai além do campo. Os associados têm

a disposição apoio da assistência técnica que

presta serviços desde o planejamento à comercialização

da safra agrícola, inclusive com

atendimento à campo por meio da utilização

de tecnologia móvel e agricultura de precisão.

Importante também é o trabalho

realizado no planejamento e organização

da produção agrícola, de acordo com as

particularidades de cada região de atuação

da Coamo, o fornecimento de sementes

produzidas e tratadas em Unidades de Beneficiamento

próprias e o fornecimento dos

insumos agropecuários de alta tecnologia

com qualidade assegurada, por meio de

planos e condições comerciais exclusivas,

Na área de Logística, por exemplo, as

estruturas da cooperativas com mais de 110

Unidades são tecnologicamente atualizadas

e ágeis para a recepção, classificação, armazenamento

e expedição de produtos agrícolas,

com ampla cobertura geográfica, o que

garante ao cooperado redução de gastos e

possibilidades de comercializar sua produção

na época que julgar mais adequada. A

Coamo tem uma logística adequada e segura

para movimentação de produtos agrícolas,

industrializados e insumos agrícolas, através

de frota própria, frota dedicada e frota spot

(parcerias com fornecedores de serviços de

transporte).

COOPERATIVISMO EM NÚMERO NO MUNDO

250

milhões de

empregos

Se as

300 maiores

cooperativas do mundo

fossem um país, seria a 9ª

economia do mundo

Integra

1,2 bilhão

de pessoas

Presente em

105

países

1 a cada 6

pessoas no mundo

é associada à cooperativa

2,6 milhões

de cooperativas

28 REVISTA

Junho/2018


COOPERATIVISMO

Junho/2018 REVISTA 29


30 REVISTA

Junho/2018


EVENTO TÉCNICO

Congresso da CBSoja destaca

desenvolvimento tecnológico

Realizado em Goiânia com a participação

de mais de duas mil pessoas, evento

enaltece pesquisa brasileira agropecuária

Os avanços obtidos pela pesquisa agropecuária

no Brasil nos últimos 40 anos foram enaltecidos

nos discursos realizados na abertura

do VIII Congresso Brasileiro de Soja, na noite de 11 de

junho, no Centro de Convenções de Goiânia (GO). O

evento foi promovido pela Embrapa Soja com o tema

“Inovação, tecnologias digitais e sustentabilidade da

soja”. Reuniu mais de 2.000 pessoas envolvidas em

todas as etapas da cadeia produtiva da soja, contou

com cinco conferências, 16 painéis temáticos, 50 palestras,

além de 340 trabalhos científicos apresentados

em forma de pôsteres.

O engenheiro agrônomo Lucas Simas de

Oliveira Moreira, chefe da Fazenda Experimental

da Coamo, participou do evento e falou sobre a

"realidade da dessecação do campo ao mercado",

no painel com o tema "Efeito da dessecação em

lavouras de soja".

Os avanços na produtividade e a transformação

do país importador de alimentos em um dos

maiores exportadores do mundo foram lembrados,

sempre apontando o desenvolvimento da pesquisa

feita tanto pela Embrapa, quanto pelas universidades

e pela iniciativa privada, como propulsores desse salto

produtivo.

“O Brasil conseguiu mudar a história de sua

produção agrícola de forma sustentável e hoje é capaz

de alimentar até sete vezes sua população. O que o

país fez nessas últimas quatro décadas não tem precedentes

em lugar nenhum do mundo”, apontou o presidente

em exercício da Embrapa, Celso Moretti.

Em seu discurso de abertura, o pesquisador

da Embrapa e presidente do Congresso, Alexandre

Cattelan, falou sobre a possibilidade de o Brasil se

tornar já na próxima safra o maior produtor de soja

do mundo e ressaltou como a cultura é importante

para a economia do país. “O agronegócio tem possibilitado

o superávit do agronegócio brasileiro e a

soja é o carro chefe desse agronegócio. Além disso,

a soja tem contribuído também significativamente

para o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]

das regiões produtoras. Com isso, aumentando a

qualidade de vida das pessoas nas regiões de expansão

agrícola.”

Catellan destaca o caráter estratégico da soja

para o Brasil e diante disso defendeu o investimento

em pesquisa pública para garantir a independência

tecnológica nacional. “A pesquisa pública se preocupa

com todos os aspectos produtivos e não somente com

aqueles que geram lucro. Cabe a toda a sociedade defender

o investimento em pesquisa e acompanhar as

decisões que podem afetar isso”, lembra.

Lucas Simas de Oliveira Moreira, chefe da Fazenda Experimental da Coamo, participou do evento e falou sobre a "realidade da dessecação do campo ao mercado"

Junho/2018 REVISTA 31


TECNOLOGIA

SEMENTES COAMO

Garantia de qualidade e produtividade

As sementes Coamo são produzidas com

as mais modernas técnicas. Isto é possível

porque a cooperativa conhece melhor do

que ninguém o clima e os solos das regiões onde

atua, além de dispor de um quadro técnico especializado

e produtores treinados. A cooperativa

dispõe ainda da Fazenda Experimental, onde as

novas cultivares são testadas e comprovadas suas

características agronômicas antes de irem para os

campos de multiplicação.

O gerente de Sementes da Coamo, engenheiro

agrônomo Roberto Destro, explica que a produção

de sementes de alta qualidade passa pela escolha

das cultivares a serem multiplicadas, seguindo

com o acompanhamento da implantação e desenvolvimento

dos campos. De acordo com ele, na colheita

é dedicada especial atenção. “Os engenheiros agrônomos

vistoriam os campos para determinar o estágio

ideal de maturação visando colher as sementes

no momento em que apresentam o potencial máximo

de qualidade. Eles também orientam e acompanham

a regulagem das colheitadeiras evitando assim

danos às sementes”, diz.

A Coamo mantém 13 Unidades de Beneficiamento

de Sementes (UBS) distribuídas nos Estados

do Paraná e Santa Catarina, sendo credenciadas junto

ao Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa).

A cooperativa possui também credenciamento como

32 REVISTA

Junho/2018


TECNOLOGIA

Coamo mantém 13 Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS)

Quadro técnico especializado orienta e acompanha as lavouras de sementes

produtora e certificadora da própria produção, onde

cada UBS possui um rigoroso sistema de gestão de

qualidade, permitindo assim a rastreabilidade das

sementes desde a implantação dos campos de multiplicação

até a comercialização.

A Coamo possui seu próprio Laboratório de

Análise de Sementes, credenciado junto ao Mapa,

seguindo as normas da ABNT ISO/ IEC 17:025, onde

são realizadas análises para o controle interno de

qualidade, subsidiando a tomada de decisão na área

da produção, utilizando diversos métodos de análises,

como teste de tetrazólio, peroxidase, hipocótilo,

transgenia entre outros, bem como os testes para

controle de qualidade como pureza, verificação de

outras cultivares, germinação e peso de 1.000 sementes,

onde são gerados os documentos que habilitam

as sementes para a comercialização.

Destro observa ainda que para maior tranquilidade

dos cooperados, todos os lotes de sementes aprovados

no laboratório, são testados no solo, simulando as

condições de campo. E uma vez aprovados também no

solo, são liberados para o plantio. Tudo objetivando dar

condições para otimizar a safra. “Por isso não resta dúvida:

Semente Coamo é a melhor escolha”, finaliza.

A Coamo produz sementes de soja, trigo e aveia

preta nos campos dos cooperados em diversas regiões

dos Estados do Paraná e Santa Catarina, aptas para a

atividade. As sementes são beneficiadas em 13 unidades

(UBS's) da cooperativa, que têm o credenciamento

junto ao Ministério da Agricultura para certificação de

sementes da produção própria. O diretor-presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini, explica que o mercado

paga um prêmio aos produtores rurais por cada saca de

semente produzida por eles. "É mais uma fonte de renda

para os nossos cooperados, que são recompensados

por essa multiplicação", avalia Gallassini.

Para a produção de uma semente de qualidade e com produtividade, cooperativa possui seu próprio Laboratório de Análise de Sementes, credenciado junto ao Mapa

Junho/2018 REVISTA 33


JOGOS DOS FUNCIONÁRIOS

Milhares de pessoas na maior festa

poliesportiva dos funcionários

JIU representa a maior festa poliesportiva,

congregando milhares de pessoas entre

funcionários da Coamo e familiares

Os Jogos Inter-Unidades da Coamo, o JIU,

é um projeto de lazer, esporte e integração,

valorizado e bem-sucedido. Com a

participação de funcionários da Coamo, Credicoamo,

Via Sollus, Arcam e Fups, o JIU é realizado a

cada dois anos e representa a maior festa poliesportiva,

congregando milhares de pessoas entre

funcionários e familiares.

No dia 16 de junho foi realizada em Campo

Mourão, a fase final dos jogos, reunindo os campeões

em dez modalidades que conquistaram suas

vagas nas regionais realizadas no período de março

a junho, nas cidades de Toledo, Dourados, Peabiru,

Candói, Boa Esperança, Palmas, Pitanga. Luiziana,

São João do Ivaí e Campo Mourão. Juntamente com

os jogos, a exemplo da edição anterior, foi promovido

o Dia C – Dia de Cooperar, com arrecadação de

alimentos e roupas, na maior rede cooperativista de

34 REVISTA

Junho/2018


JOGOS DOS FUNCIONÁRIOS

Apresentação do grupo da Fanfarra Municipal de Luiziana

Orquestra Viola no Campo, de Campo Mourão, durante apresentação

voluntariado no Brasil, que reúne ações transformadoras

em uma grande corrente do bem.

No cerimonial do JIU 2018 logo após a abertura

várias atrações foram apresentadas ao grande

público que prestigiou a fase final no ginásio da Arcam,

em Campo Mourão. A primeira foi uma apresentação

artística com funcionárias aprendizes da

Coamo, vestidas com trajes típicos de 33 países importadores

de produtos Coamo .

Na sequência, houve o desfile da Miss Campo

Mourão, Dany Ferraz, funcionária do Fups – Fundo

de Proteção à Saúde dos funcionários da Coamo. Receberam

muitos elogios e aplausos as apresentações

dos grupos da Fanfarra Municipal de Luiziana e da

Orquestra Viola no Campo, de Campo Mourão.

Entrada e desfile das delegações e das bandeiras

com execução do hino nacional, homenagens

aos coordenadores regionais, juramento do atleta e

entrada da chama com acendimento da pira olímpica

também fizeram parte do cerimonial, que encantou o

público presente.

"Estamos felizes pelo sucesso do nosso JIU

2018, o qual reputo como o maior e o melhor de todos

os tempos. Para nós da CCO é uma responsabilidade

muito grande organizar um evento de tamanha

envergadura. Mas com uma equipe de especialistas

com as pessoas certas nas coordenações certas e tarefas

sendo realizadas com eficiência, voluntariado e

vontade em fazer bem feito, as coisas se tornam muito

mais fáceis", comemora o presidente da Arcam e

da CCO, Jarbas Luiz Kleveston.

Antecedendo a declaração de abertura da

fase final, na mensagem da diretoria da Coamo, o

presidente José Aroldo Gallassini partilhou da sua

alegria e emoção no cerimonial do JIU 2018. "É uma

emoção muito grande ver esta festa tão bonita que é

o JIU. Organizado por uma equipe de funcionários,

o JIU coroa todo o trabalho iniciado há vários meses

pela equipe da CCO. Aqui só temos campeões, é

uma Copa do Mundo para vocês, que ganharam as

regionais e estão hoje nesta final. Vocês campeões

hoje no esporte e lazer, mas são campeões no dia a

dia com a dedicação e profissionalismo em prol dos

nossos mais de 28 mil associados. Parabéns a todos

vocês pela participação e organização do JIU, dentro

e fora dos campos."

Imagens do juramento dos atletas, acendimento da pira e entrega dos troféus aos campeões dos Jogos Inter Unidades - JIU 2018

Junho/2018 REVISTA 35


ORGANIZAÇÃO NO CAMPO

Joelson Favaron, de Janiópolis (PR),

tem a organização e o planejamento

como filosofia de trabalho

5S

Metodologia

no campo

tem como base cinco palavras

japonesas cujas iniciais formam o nome do

programa e visa melhorar o ambiente de trabalho

e a qualidade de vidas das pessoas envolvidas

Quem chega na propriedade do cooperado

Joelson Favaron, em Janiópolis (Centro-

-Oeste do Paraná), de cara já percebe que

a organização toma conta do local. Uma calçada de

concreto ligando dois barracões, a limpeza e todas as

ferramentas, peças, máquinas e maquinários devidamente

guardados, assim como o lixo que é separado

e tem destinação de forma correta. O estilo de trabalho

no sítio São Jorge se enquadra na metodologia

5S, que possui como base cinco palavras japonesas

cujas iniciais formam o nome do programa e visa melhorar

o ambiente de trabalho e a qualidade de vidas

das pessoas envolvidas.

Comerciante em Janiópolis, Favaron é adepto

a novas tecnologias e é um exemplo de proatividade

e organização de seu patrimônio. Ele está na

agricultura há pouco tempo, e quando começou a

sede da propriedade e implementos eram antigos. O

cooperado, juntamente com seus funcionários, realizaram

mudanças drásticas, desde alinhamento do

terreno, ampliação do barracão, local para lavar os

implementos e descartou tudo que não tinha aproveitamento.

Outro ponto de destaque é o cuidado

com os maquinários que, após a safra, colheitadeiras,

caminhões, tratores, pulverizador e demais implementos

são lavados e polidos.

Ele conta que a iniciativa de implantar o 5S

na propriedade surgiu após conhecer a metodologia

utilizada pela Coamo como forma de evitar desperdícios

de materiais e otimizar o tempo de trabalho. “A

ideia veio há cinco anos. Primeiro, ampliamos o barracão

e investimos, depois fizemos os pisos na parte

interna e externa. Aos poucos, fomos implementando

a estrutura e organizando a propriedade”, conta.

36 REVISTA

Junho/2018


ORGANIZAÇÃO NO CAMPO

O QUE É O 5S?

As palavras são Seiri, Seiton,

Seiso, Seiketsu e Shitsuke, que

migradas para o português foram

traduzidas como “sensos”,

visando não descaracterizar a

nomenclatura do programa.

São eles: senso de utilização,

senso de organização, senso

de limpeza, senso de saúde e

senso de autodisciplina.

SEIRI

Senso de Utilização

É identificar o que é necessário

e desnecessário no seu local

de trabalho.

SEITON

Senso de Organização

É dispor os itens de forma sistemática,

e estabelecer um excelente

sistema de comunicação

visual para os mesmos.

SEISO

Senso de Limpeza

É eliminar todo e qualquer traço

de sujeira, agindo na causa

fundamental.

SEIKETSU

Senso de Padronização e Saúde

Criar e manter condições de

trabalho favoráveis à saúde física

e mental.

SHITSUKE

Senso de Disciplina ou Autodisciplina

É estar comprometido com

padrões estabelecidos e buscar

a melhoria contínua em

nível organizacional, pessoal

e familiar.

Joelson com o agrônomo Macksuel

Vinicius Coneglian: Organização facilita

o trabalho na lavoura e no barracão

Em uma parte do barracão

ficam as ferramentas, parafusos e

acessórios. Todos separados por

tamanho e forma de utilização.

“Dessa maneira, tudo no seu lugar,

evita a compra de produtos sem

necessidade. Acontecia de não

achar uma ferramenta ou uma determinada

peça e comprávamos

outra. Depois, acabava achando,

pois estava jogado em algum canto.

Isso tudo gera custo e sem necessidade.”

A propriedade tem 80 alqueires

e o cooperado trabalha

com soja, milho, trigo e coberturas

no sistema produtivo. Favaron revela

que a organização dos trabalhos

e do barracão ajuda para um

melhor planejamento nas atividades

agrícolas e resultam em um

melhor resultado financeiramente.

“A Coamo é a grande parceira

em todo processo. Também não

posso deixar de citar o empenho

e trabalho dos funcionários que

apoiam e implantam toda a organização”,

assinala. De acordo com

ele, ainda há planos de melhorias

na propriedade com a construção

de cerca e portão na sede.

O engenheiro agrônomo

Macksuel Vinicius Coneglian, da

Coamo em Janiópolis, ressalta que

o cooperado é um bom exemplo

de organização e planejamento.

Junho/2018 REVISTA 37


ORGANIZAÇÃO NO CAMPO

LOCAL ORGANIZADO AJUDA A AGILIZAR OS TRABALHOS, REDUZ CUSTOS

DESNECESSÁRIOS E CONTRIBUI PARA UM MEIO AMBIENTE MAIS EQUILIBRADO

Peças, parafusos e acessórios são todos armazenados e organizados por tamanho e prioridade de uso, assim como todas as ferramentas que são devidamente guardadas

“Auxiliamos ele em tudo que precisa para melhorar

a atividade. Esse tipo de organização faz que

com ele ganhe tempo nas operações, de espaço

físico e fica com uma aparência bem melhor, dando

qualidade para quem trabalha. “Melhora o trabalho

como um todo e isso reflete na condução

das lavouras e mais renda para o cooperado”, diz.

Outro exemplo de organização e planejamento

vem de Mamborê (Centro-Oeste do

Paraná). Na propriedade da família Moreira, o

5S já faz parte do dia a dia. No barracão, os lixos

são separados corretamente, as ferramentas,

peças, óleos e lubrificantes armazenados em locais

apropriados e de fácil acesso. Flávio Spilka

Flávio Spilka Moreira, de Mamborê (PR), conta

que iniciativa foi espelhada na Coamo

38 REVISTA

Junho/2018


ORGANIZAÇÃO NO CAMPO

Engenheiro agrônomo Diego Ferreira de

Castro: "Um local de trabalho bem organizado

proporciona mais agilidade nas operações,

resultando num melhor rendimento."

Moreira, que trabalha em parceria com o pai,

tios e avô, diz que a iniciativa foi espelhada na

Coamo. “A gente trouxe esse bom exemplo da

Coamo para a nossa realidade. Temos projetos

de outras melhorias, que estão sendo implantadas

aos poucos.”

De acordo com Moreira, a organização

ajuda nas tarefas do dia a dia, seja na hora de

utilizar uma ferramenta, uma peça ou até mesmo

o maquinário que está sempre limpo e em

condições de uso a qualquer momento. “Isso

otimiza a mão de obra e beneficia o trabalho

no campo. Se uma ferramenta não está no lugar,

é porque alguém está usando. Se não fosse

assim, ficaria tudo espalhado pelo barracão

e a gente perderia tempo procurando ou até

mesmo comprando outras, tendo um gasto

desnecessário.”

A família conta com 372 alqueires, divididos

com soja no verão e trigo no inverno.

Moreira observa que a organização na propriedade

influencia na condução das atividades

como um todo. “Isso também resultado em

mais qualidade de trabalho para os funcionários.

A gente nota uma motivação maior por

parte deles que contam com um local mais

limpo e apropriado para realizarem as tarefas

do dia a dia”, pondera.

De acordo com o engenheiro agrônomo

Diego Ferreira de Castro, da Coamo em

Mamborê, um local de trabalho bem organizado

proporciona mais agilidade nas operações,

resultando num melhor rendimento. “É mais

fácil de as pessoas envolvidas seguirem as recomendações

técnicas. O atraso de um ou dois

dias em uma aplicação, por exemplo, pode impactar

diretamente no resultado final, e com os

produtos armazenadas e organizados da forma

correta agiliza-se todo o processo e há um

maior rendimento operacional”, destaca.

Na propriedade da família Moreira, os lixos são separados e tem destinação correta, os barracões sempre passam por uma limpeza e as ferramentas organizadas

Junho/2018 REVISTA 39


40 REVISTA

Junho/2018


FORMAÇÃO NO CAMPO

Jovens com foco no planejamento

Gallassini com os participantes da 22ª turma de formação de jovens líderes

Cerca de 50 jovens cooperados representando

mais de 26 municípios de várias regiões

do Paraná e de Santa Catarina, integram a 22ª

turma do Programa Coamo de Formação de Jovens

deres Cooperativistas. O segundo encontro foi realizado

entre os dias 23 e 25 de maio e teve como

tema principal o planejamento estratégico, com foco

na administração das propriedades.

A cooperada Fabíola Piazza Barth, de Campo

Mourão (Centro-Oeste do Paraná), destaca a importância

do curso para a sua formação. Ela assumiu

a atividade agrícola há cerca de três anos, após

o falecimento do esposo e os assuntos debatidos

nos encontros vem ajudando a aprimorar a administração

da propriedade. “Eu não era da área agrícola

e o curso está sendo importante para que eu

possa entender melhor como é o sistema agrícola

e o funcionamento da cooperativa. Vou sair daqui

mais preparada para organizar e planejar os trabalhos

do dia a dia”, diz.

Marcos Vinicius Torterolli Iaguszeski, de Honório

Serpa (Sudoeste do Paraná), está em processo

de sucessão, ajudando os pais na propriedade que

já foi do avô. Na visão dele, saber onde quer chegar

é fundamental para o crescimento profissional e pessoal

e o planejamento é uma ferramenta importante

para enfrentar todos os desafios que exigem a atividade

agrícola. “O curso é uma capacitação e nos dá

vários indicativos e conhecimento para melhorar as

nossas atividades para que possamos ter mais sustentabilidade

e rentabilidade na propriedade rural.”

O instrutor e professor Juacir João Wisch-

neski, que desenvolve este trabalho na Coamo praticamente

desde o início do programa, é admirador

dos jovens e da visão da cooperativa na preparação

de uma nova geração de cooperados. Ele diz que o

programa já formou mais de 900 jovens que estão

fazendo a diferença à frente da propriedade, além

de sucederem cargos importantes nos conselhos da

Coamo. “Neste segundo encontro falamos de planejamento

qualitativo e no terceiro complementamos

com o quantitativo nas propriedades escolhidas

pelos próprios alunos, que servem de modelo para

discutirmos a teoria e a prática. Eles aprendem o processo

completo e os resultados que a gente vêm colhendo

a cada ano são muito bons para as famílias

e, também, para a cooperativa que tem sócios com

pensamento empresarial.”

Para o presidente da Coamo, José Aroldo

Gallassini, a administração das propriedades exige

capacitação para que os cooperados possam buscar

novas tecnologias e incrementar a renda. Ele observa

que os jovens que integram o curso de jovens lideres

recebem uma boa formação para que possam

dar continuidade aos negócios iniciados pelos pais e

avôs, e também na Coamo, participando dos conselhos.

“O sucesso de uma propriedade passa principalmente

por uma boa administração e a cada ano

fazemos esse curso para que os jovens possam ter

essa consciência e, para que possam suceder os trabalhos

nas propriedades rurais e na cooperativa.”

Marcos Vinicius Torterolli Iaguszeskie Fabíola Piazza Barth

Junho/2018 REVISTA 41


CREDICOAMO

De ponto em ponto

Casal Daniele e Edson Rengel, de Manoel Ribas (PR), estão investindo

em bordados para diversificação de renda. Família contou com apoio da

Credicoamo para financiamento de nova máquina para ampliar o trabalho

Com a nova máquina, as encomendas aumentaram e a atividade está se consolidando como importante fonte de renda para a família Rengel

O

gosto pelos bordados vem desde muito

cedo na vida da Daniele Cruzeta Rengel.

Moradora em Manoel Ribas (Centro-Norte

do Paraná), ela fazia os trabalhos nas horas vagas, já

que boa parte do tempo era usado para os afazeres

da casa e ajudando o marido Edson Loch Rengel nas

atividades agrícolas desenvolvidas pela família. Entre

um bordado e outro eles perceberam que a atividade

poderia ser uma alternativa de renda e investiram

em uma máquina para bordar. Com o tempo, os trabalhos

foram aumentando e a máquina ficou pequena,

surgindo a necessidade de uma maior. Foi aí que

buscaram na Credicoamo financiamento para a aquisição

do novo equipamento.

Com a nova máquina, as encomendas aumentaram

e a atividade está se consolidando como

importante fonte de renda para a família. Ela faz bordados

para uniformes de escolas, vestimentas para

igrejas, kits de batizado, roupinhas de bebês, dentre

outros. “O que a pessoa pede, a gente faz. Com a

42 REVISTA

Junho/2018


CREDICOAMO

nova máquina, as opções de bordados

aumentaram além de diminuir

o tempo de entrega e a qualidade

do produto. Com a máquina

antiga, a gente deixava de pegar

algumas encomendas, pois não

dava conta. Agora, temos condições

de atender a uma demanda

bem maior”, diz Daniele.

Ela conta que os bordados

aparecem por indicação de

amigos e de quem já conhece o

trabalho. “É uma divulgação de

boca a boca e as encomendas

são feitas pelo telefone e pelo

WhatsApp. O importante para

desenvolver a atividade é gostar

bastante do que faz. É um passa

tempo que acaba gerando uma

renda no final”, observa.

O trabalho conta com o

apoio do marido Edson Loch Rengel.

Ele diz que quando surgiu a

necessidade de comprar uma nova

máquina lembrou que poderia encontrar

o financiamento na Credicoamo,

e que saiu conforme o planejado.

“Nós tínhamos dinheiro e

poderíamos comprar a máquina à

vista. Porém, estávamos negociando

uma área de terra e esse dinheiro

poderia fazer falta nas negociações.

Então, não pensamos duas

vezes em buscar apoio na Credicoamo,

já que somos cooperados

100%”, assinala Rengel.

Ele utiliza todos os serviços

oferecidos pela Credicoamo,

como financiamentos agrícolas,

Família Rengel conta com apoio da Credicoamo e da Coamo na realização dos trabalhos

Daniele Rengel mostra trabalho realizado pela nova máquina

seguros, aplicações financeiras,

cartão de crédito e talão de cheque.

“A Credicoamo nos dá todo

apoio de crédito que precisamos

para conduzir as atividades agrícolas.

A aquisição desta nova máquina

de bordar demonstra que a

cooperativa tem linhas de crédito

voltadas aos interesses dos associados,

para realizar o sonho das

famílias”, destaca o cooperado.

Segundo José Cebaldir

Floriano, gerente da Agência da

Credicoamo em Manoel Ribas, a

cooperativa de crédito dos cooperados

da Coamo conta com

diversas vantagens e benefícios

em relação as demais instituições

financeiras, seja para a condução

das atividades agrícolas ou em

ações que visam melhorar a qualidade

de vida das famílias cooperadas.

“A Credicoamo está sempre

ao lado dos associados e dispõe

de várias linhas de crédito para

atender as demandas. O financiamento

da máquina de bordar, por

exemplo, foi rápido e sem burocracia,

atendendo a necessidade

da família Rengel”, diz.

Junho/2018 REVISTA 43


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44 REVISTA


INDÚSTRIA

Obras em ritmo acelerado em Dourados

Cooperativa está investindo um montante de R$ 650 milhões na construção de

duas indústrias e a previsão é de que as obras sejam concluídas em 2019

Com cerca de 15% das obras executadas,

as novas indústrias de processamento e

refinaria de óleo de soja da Coamo, em

Dourados (Sudoeste do Mato Grosso do Sul),

entrarão em operação no segundo semestre de

2019. “Tudo está dentro do cronograma”, frisa

Emerson Mansano, gerente das novas indústrias.

Atualmente, estão trabalhando cerca de 970

pessoas contratadas pelas diversas empresas

empreiteiras utilizadas na obra.

Segundo Mansano, a fase atual está na

finalização de terraplenagem, obras civis e início

de montagens mecânica do recebimento de soja

(equipamentos e estrutura metálica). O próximo

passo é a pré-montagem dos silos graneleiros e

recebimento dos equipamentos relacionados à

caldeira, preparação e extração.

O novo empreendimento da Coamo

constará de uma indústria de processamento de

soja para 3.000 toneladas de soja/dia, produção

de farelo e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia

de óleo de soja refinado, equivalente a

15 milhões de sacas de soja /ano.

A cooperativa está investindo um montante

de R$ 650 milhões. Os investimentos foram

aprovados pelos associados em Assembleia Geral

Extraordinária, realizada em Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná).

O superintendente Industrial da Coamo,

Divaldo Correa, destaca a ampliação da produção

industrial da cooperativa. “A Coamo aumentará

sua capacidade diária total de processamento

de soja das atuais 5.000 para 8.000 toneladas/

dia, equivalente a 40 milhões de sacas/ano, e a

capacidade de refino das 660 toneladas/dia para

1.380 toneladas de óleo de soja refinado/dia.”

Vista aérea do andamento das obras no início de junho/18

Junho/2018 REVISTA 45


AGROPECUÁRIA

PAP 2018/19

está dentro da expectativa dos produtores, avalia Ocepar

O

aumento de 2,1% no montante de recursos,

de R$ 190,25 bilhões para R$ 194,5 bilhões,

a redução de taxas de juros do crédito rural

em até 1,5 ponto percentual, a manutenção dos programas

de financiamento para as cooperativas, a criação

de linhas para aquelas que atuam com leite, com

a disponibilização de R$ 50 milhões para capital de

giro, além da linha voltada para a piscicultura, que estipula

crédito de R$ 200 mil por produtor, são pontos

considerados positivos do Plano Agrícola e Pecuário

(PAP) 2018/19 pelo superintendente da Ocepar, Robson

Mafioletti. A divulgação do PAP 2018/19 foi feita

pelo governo federal no dia 06 de maio, em Brasília.

Mafioletti disse que, em relação aos juros,

considerando o atual cenário econômico do país, o

governo federal atendeu o pedido do setor produtivo

até onde foi possível. “As cooperativas representando

seus associados e por meio de suas entidades,

a Ocepar, no âmbito estadual, e a OCB (Organização

das Cooperativas Brasileiras), em nível nacional, desde

fevereiro último vinham trabalhando na questão

do novo Plano Agrícola e Pecuário, com estudos e

sugestões às áreas do governo envolvidas na elaboração

da proposta, com os ministérios da Agricultura

e da Fazenda, além do Banco Central, ou seja, uma

atuação voltada para subsidiar as propostas de formulação

de políticas voltadas para o setor agropecuário”,

esclareceu.

O presidente do Sistema Ocepar considerou

que as gestões feitas junto ao governo, quando foram

apresentadas e sustentadas as reivindicações,

contribuíram para que o PAP trouxesse certo alívio

à expectativa do setor agropecuário. “O próprio governo

demonstrou interesse em ouvir o setor. A ponto,

por exemplo, de o ministro da Agricultura, Blairo

Maggi, ter vindo ao Paraná para participar do Fórum

dos Presidentes das Cooperativas Agropecuárias do

Paraná, no dia 18 de abril, na Coamo, em Campo

Mourão, com a intenção de se inteirar das necessidades

do setor”, complementou Ricken.

46 REVISTA

Junho/2018


AGROPECUÁRIA

MONTANTE DE RECURSOS

O Governo Federal disponibilizou recursos para o crédito

rural, no valor de R$ 194,3 bilhões para a safra

2018/19, frente aos R$ 190,25 bilhões disponibilizados

na safra anterior, conforme descrito no quadro abaixo.

Resumo dos recursos de crédito para a agricultura comercial – 2018/19

PRONAMP

O montante de recursos destinados ao Pronamp será

de R$ 20,3 bilhões, sendo R$ 18,5 bilhões para custeio

e R$ 1,53 bilhão para investimento.

Resumo do Pronamp – Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural – Safra

2018/19

Fonte: SPA/Mapa; Elaboração: Getec/Ocepar - Junho de 2018

Fonte: SPA/Mapa; Elaboração: Getec/Ocepar – junho de 2018

O volume de crédito disponibilizado teve aumento

de 2,1% em relação à safra 2017/18. Dos R$ 194,3

bilhões disponibilizados no PAP 2018/19, R$ 151,1

bilhões serão para custeio; R$ 40 bilhões para investimentos;

R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização

e R$ 600 milhões para o Seguro Rural.

JUROS

As taxas de juros de crédito rural para a safra 2018/19

tiveram redução de até 1,5 ponto percentual com relação

à safra anterior. O agricultor poderá optar, para

operações com prazo superior a 12 meses, entre a

taxa prefixada ou a pós-fixada para os seus financiamentos.

Esta modalidade está limitada a 5% do volume

total disponibilizado no Plano Agrícola e Pecuário.

Taxa de juros pré-fixada do crédito rural para a agricultura comercial –

comparativo da safra 2017/18 em relação à safra 2018/19

SEGURO RURAL

No Seguro Rural, o governo irá disponibilizar R$ 600

milhões para subvenção do prêmio, o que representa

aumento de R$ 50 milhões comparativamente ao orçamento

do Plano Agrícola e Pecuário do ano anterior.

PONTOS DE DESTAQUE

Redução das taxas de juros em 1,5 ponto percentual, no geral.

Aumento do limite de R$ 500 mil para R$ 1,0 milhão por

cooperado, sendo 500 mil para as atividades de avicultura, suinocultura

e piscicultura integradas e 500 mil para as demais

atividades.

Criação de linha para capital de giro às cooperativas que atuam

na atividade leiteira (Proleite), com um limite de até R$ 50 milhões

por cooperativa/ano.

Estabelecimento de um limite único para a linha de industrialização

das cooperativas, no valor de R$ 400 milhões, retirando

os limites por faixa de faturamento da cooperativa.

Alocação de R$ 600 milhões para a Subvenção ao Seguro Rural

para a safra 2018/19;

Inserção da atividade de piscicultura integrada no financiamento

de custeio, a uma taxa de 7,0% a.a.

PONTO DE ATENÇÃO

Há necessidade de divulgação dos preços mínimos de garantia;

Procap – Agro - há necessidade de redução dos encargos financeiros.

Fonte: SPA/Mapa, Elaboração: Getec/Ocepar - junho de 2018

Fonte: Ocepar

Junho/2018 REVISTA 47


SAÚDE

Casos de

INFARTO E AVC

aumentam no inverno

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia,

estudos realizados em diferentes

países mostram que, em comparação

com as outras estações do ano, durante o inverno,

o número de infartos cresce, em média,

30% e os de AVC, 20%. A estimativa é que a

cada dez graus de queda na temperatura haja

um aumento de 7% no índice de infartos, especialmente

quando os termômetros atingem

marcas inferiores a 14ºC.

Isso acontece porque o organismo faz

de tudo para manter o calor interno do corpo

ao redor de 36,1ºC. Assim, quando as terminações

nervosas da pele se ressentem com

o frio, estimulam a produção de um tipo de

catecolamina, substância que, entre outras

funções, acelera o metabolismo para evitar

a perda de calor, como forma de proteger o

48 REVISTA

Junho/2018


SAÚDE

funcionamento de órgãos vitais internos. Esse

mecanismo faz com que as paredes dos vasos

sanguíneos que irrigam a pele se contraiam

(prova disso é que mãos, pés, nariz e orelhas

esfriam), e o coração precisa fazer mais força

para bombear o sangue. Além disso, como

sentem menos sede no frio, as pessoas acabam

ingerindo menos líquido e desidratam.

Sangue mais denso e viscoso coagula mais

facilmente, o que colabora também para o

aumento da pressão sanguínea.

E mais: nas baixas temperaturas, o aumento

da pressão sanguínea sobre a parede

dos vasos que estão com o calibre reduzido,

além de sobrecarregar o coração, facilita o

desprendimento de placas de gordura localizadas

no interior das artérias, que podem

bloquear o fluxo do sangue para o coração e

para o cérebro.

Idosos, hipertensos, diabéticos, obesos,

fumantes e sedentários precisam redobrar

os cuidados no inverno. Mesmo quem

não pertence a esses grupos de risco deve

evitar a exposição prolongada ao frio intenso

e o choque térmico causado pelas quedas

bruscas de temperatura.

Embora dias frios possam, muitas

vezes, servir de pretexto para suspender a

atividade física, aumentar o consumo de alimentos

calóricos e descuidar da hidratação,

o fato é que faz bem para a saúde do coração

e a integridade do cérebro manter um programa

regular de exercícios físicos. Do mesmo

modo, uma alimentação equilibrada, com

menos gordura saturada, açúcar e sal ajuda a

controlar os níveis de colesterol no sangue, a

glicemia e a pressão arterial, apesar da vasoconstrição

periférica.

O bom senso, porém, manda evitar exageros

ao exercitar-se, quando a temperatura

está lá embaixo. O exercício físico exige maior

aporte de oxigênio nos músculos esqueléticos,

o que pode representar maior esforço para

o coração. Daí a importância do trabalho de

aquecimento que deve ser mais lento e prolongado

e a escolha da roupa certa para conservar

o calor que o próprio corpo produz. Peças bem

justas, por exemplo, colocadas diretamente sobre

a pele, garantem melhor isolamento térmico

e proteção contra o frio.

A prevenção dos transtornos vasculares no inverno está diretamente

associada ao controle de fatores de risco durante o ano todo. Mas

outros pequenos cuidados podem preparar o corpo para enfrentar

as temperaturas baixas do inverno.

Começa pela vacina contra a gripe. Idosos e portadores doenças crônicas devem tomar a vacina contra gripe todos os

anos, antes do início do outono para estarem protegidos no inverno, quando são mais comuns os casos de gripes e outras

doenças respiratórias. Agravadas pela poluição dos grandes centros urbanos, essas doenças provocam inflamação dos

vasos sanguíneos. Como já vimos, vasos mais estreitos facilitam o rompimento de placas de gordura, que podem bloquear

o fluxo de sangue pelas artérias e danificar o músculo cardíaco.

A outra recomendação é estar sempre alerta. O ideal é evitar a prática de exercícios ao ar livre se a temperatura estiver abaixo de

14ºC. No entanto, faça frio ou calor, ao primeiro sinal de infarto (dor no peito que irradia para os braços, falta de ar, sudorese abundante

são alguns deles) ou de AVC (dormência súbita na face ou nos membros de um lado do corpo, comprometimento da fala e

da visão, tontura), a pessoa deve procurar imediatamente assistência médica. Quanto mais depressa for introduzido o tratamento,

menores serão os danos provocados por essas doenças e melhor será o processo de recuperação do paciente.

Fonte: Portal Drauzio Varella

Junho/2018 REVISTA 49


A SUA MELHOR SAFRA

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três poderosos nutrientes num único grânulo, garantindo equilíbrio

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Conheça a história de alguns dos produtores

rurais mais tecnificados do país.

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50 REVISTA

Junho/2018


DICA DO CAMPO

Aprendendo mais sobre...

A

rúcula é uma hortaliça originária da região Mediterrânea,

muito popular nas regiões de colonização italiana no Brasil.

Rica em sais minerais e vitaminas A e C, é apreciada

pelo sabor picante e cheiro agradável e acentuado. Pertence à família

Brassicácea, a mesma da couve, couve-flor, repolho e brócoli.

As hortaliças desta família possuem substâncias importantes para

a manutenção da saúde, por isso inclua várias vezes por semana

pelo menos uma hortaliça desta família no seu cardápio. Planta de

clima ameno, desenvolve-se menos e apresenta folhas grosseiras

em climas mais quentes.

Época de plantio: março a agosto. O ano todo em regiões de verão

ameno.

Semeadura: distribuir as sementes em pequenos sulcos distanciados

de 25 a 30 cm.

Cada grama contém cerca de 600 sementes e é suficiente para um

de plantio.

Raleação: quando as plantas estiverem com cerca de dez cm de

altura deve ser feito o raleamento, deixando-se 5 cm de espaço entre

uma e outra.

Irrigação: regas diárias.

Adubação em cobertura: após a raleação e depois de cada corte

aplicar 30 a 50 g de sulfato de amônio ou nitrocálcio por metro

quadrado.

Colheita: 30 a 40 dias após a semeadura pode ser feito o primeiro corte

das folhas, rente ao solo. Também pode-se arrancar a planta inteira.

COMO COMPRAR

A rúcula possui folhas compridas, lisas, de cor verde-escura. Escolha

os maços com cuidado para não danificar o produto. As folhas devem

estar frescas, firmes, sem pontos escuros ou tons amarelados.

A rúcula também é vendida na forma minimamente processada, ou

seja, já higienizada e embalada, acompanhada ou não de outras

hortaliças folhosas. Verifique o prazo de validade, e não compre se

houver líquido amarelado no fundo da embalagem e se as folhas

estiverem sem brilho, com pontos escuros nas bordas, ou se o produto

não estiver refrigerado.

COMO CONSERVAR

A rúcula tem pequena durabilidade após a colheita, por isso compre

somente o necessário para consumo imediato. Em condição ambiente,

o produto pode ser mantido no máximo por um dia, desde que

colocado em local bem fresco, com a parte de baixo em uma vasilha

com água. Em geladeira o produto deve ser acondicionado em saco

de plástico ou vasilha tampada, mantida por até 4 dias. Se lavar o

produto antes de armazená-lo, escorra bem a água de lavagem.

COMO CONSUMIR

RÚCULA

A rúcula é tradicionalmente usada crua em saladas, temperada com

azeite, sal e limão. Pode substituir ou ser misturada ao agrião, alface

e chicória. A mistura com folhas de sabor mais suave, como a alface,

é especialmente indicada para as pessoas que consideram o sabor

da rúcula muito acentuado. Também pode ser consumida como ingrediente

de tortas, quiche, lasanhas, sanduíches e bolinhos. Quando

consumida crua, a rúcula deve ser previamente lavada em água

corrente e em seguida higienizada. Para isso, deixe as folhas de molho

em solução própria para sanitização de hortaliças. Em seguida,

enxague-as com água filtrada. Este procedimento é importante para

eliminar as bactérias, os vermes e outros organismos porventura presentes

nas folhas.

Fonte: Embrapa Hortaliças

Junho/2018 REVISTA 51


70 anos

de inovações sempre

ao lado do agricultor

Uniport 2030

Tellus 10.000 NPK

Arbus 4000 Tower

Omni 700

Nos 70 anos da Jacto, não faltam razões

para comemorar. São vários lançamentos

para conectar o agricultor com os melhores

resultados para sua lavoura.

52 REVISTA

Junho/2018


CURSOS SOCIAIS

Conhecimento em campo

Cooperadas, esposas e filhas de cooperados

são atuantes e participativas na área de ação

da Coamo. Com os cursos sociais realizados

pela Coamo em parceria com o Serviço Nacional

de Aprendizagem do Cooperativismo, elas têm a

oportunidade de aprender mais sobre culinária, artesanato

e produção de produtos de limpeza. Além

disso, novos cursos são programados com frequência

para que as participantes estejam sempre motivadas

e atualizadas. Nos cursos de culinária um dos

segredos é o uso dos Alimentos Coamo. Confira

abaixo os últimos cursos realizados:

Receitas integrais, em Altamira do Paraná (Centro-Oeste do Paraná)

Cozinhas do mundo, em Amambai (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Cozinhas do mundo, em Caarapó (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Conservas de legumes, em Cândido de Abreu (Centro-Norte do Paraná)

Derivados de banana, em Honório Serpa (Sudoeste do Paraná)

Cozinhas do mundo, em Laguna Carapã (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Curso de ponto cheio, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

Culinária básica, em São João do Ivaí (Centro-Norte do Paraná)

Junho/2018 REVISTA 53


Brownie de

doce de leite

Ingredientes

Massa:

1 xícara de Farinha de Trigo Anniela

2 xícaras de açúcar

2 xícaras de Margarina Coamo Culinária sem Sal

5 ovos

400g de doce de leite cremoso

300g de chocolate meio amargo

1 pitada de sal

120g nozes picadas

50g cacau em pó

Modo de preparo

Forre uma assadeira média com papel manteiga, unte com

margarina, polvilhe farinha e reserve. Preaqueça o forno a

temperatura média. Preparo massa: derreta em banho-maria o

chocolate picado e a margarina e reserve para resfriar. Quando

a mistura de chocolate e a margarina estiver quase fria, junte

os ovos, um de cada vez, batendo bem com batedor de arame ou

espátula. Acrescente o açúcar e misture novamente. Em outra

vasilha, peneire juntos o cacau, a farinha e o sal. Junte a mistura

de chocolate e misture bem. Coloque metade dessa mistura na

assadeira e espalhe. Cubra, com cuidado, com uma camada de doce

de leite por cima. Salpique as nozes. Finalize com o restante da

massa de chocolate, espalhando bem com uma espátula. Leve ao

forno baixo por 40 minutos, aproximadamente. O brownie deve

sair ligeiramente úmido. Deixe esfriar e corte em quadrados para

servir.

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

54 REVISTA

Junho/2018


Muito

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sabor.

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