Revista Coamo - Agosto de 2018

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Revista Coamo - Agosto de 2018

EXAME: COAMO É A 46ª MAIOR EMPRESA DO BRASIL E A 1ª PARANAENSE

www.coamo.com.br

AGOSTO/2018 ANO 44

EDIÇÃO 483

EVENTOS PARA

AS MULHERES

Encontros valorizam

a participação

feminina na

cooperativa

CONTAGEM

REGRESSIVA PARA

A NOVA SAFRA

Cooperados

iniciaram os

manejos e esperam

com expectativa

para a largada de

um novo plantio

Ivo Gondolo, cooperado

em Ipuaçu (SC)

PRÁTICAS

SUSTENTÁVEIS

Cooperados da Coamo fazem uso racional de defensivos agrícolas, comprovando

que o uso consciente garante a produção de alimentos com sustentabilidade


Muito

mais

sabor.

Acerte em cheio na escolha. Use Alimentos Coamo.

A matéria-prima direto do produtor é sua garantia de qualidade e confiança para fazer receitas com muito mais sabor.

MARCAS DE CONFIANÇA


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 44 | Edição 483 | Agosto de 2018

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Halisson Claus Welz Lopes, Willian Ferreira Sehaber e Sidnei Hauenstein Fuchs (Efetivos). Jovelino Moreira, Diego Rogério Chitolina e Vendelino Paulo

Graf (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2017: R$ 11,07 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 463,63 milhões.

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SUMÁRIO

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Cooperados contam com autoatendimento

Novidade é mais um benefício para os associados que agora podem adquirir peças, acessórios, utensílios

e produtos veterinários, com mais comodidade e agilidade, em um ambiente amplo e moderno

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SUMÁRIO

Entrevista

Dionísio Gazziero, engenheiro agrônomo e pesquisador na área de Plantas Daninhas da Embrapa,

destaca a atuação da pesquisa e os desafios do agronegócio brasileiro para uma produção sustentável

Boas práticas para o uso de defensivos agrícolas

Cooperados da Coamo são exemplos quando o assunto é o manejo correto do solo e aplicação

de boas práticas agrícolas. Isso prova que o agricultor é um forte aliado do meio ambiente

Coamo é a 46ª maior empresa do Brasil

No ranking da revista Exame – Melhores e Maiores 2018, a cooperativa é a 46ª maior empresa

do Brasil, a 1ª empresa paranaense e a 16ª entre as maiores do país com capital 100% nacional

Novos investimentos para as Rações Coamo

Coamo conta com linha completa de rações e vem investindo em unidades de transbordo para

agilizar a entrega na propriedade dos cooperados mantendo a boa qualidade do produto

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Benefícios Coamo

Agregar valor à produção dos associados com desenvolvimento sustentável é a missão da Coamo.

São muitos os benefícios em prol do progresso dos produtores associados. A Coamo os organizou

em três pilares: “Cooperação além do campo”, “Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação” e “Logística,

Gestão e Suporte”, abrangendo todas as áreas e atividades desde a aquisição dos insumos até o

recebimento, industrialização, comercialização e exportação da produção

Família cooperativista em foco

Eventos realizados em São Domingos (SC), Mangueirinha (PR) e Coronel Vivida (PR) valorizam a participação

feminina na cooperativa. Encontros contaram com palestras motivacionais e apresentações musicais

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O HÍBRIDO CERTO

PARA A SUA REGIÃO

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PW

POWERCORE é uma tecnologia desenvolvida pela Dow AgroSciences e Monsanto. POWERCORE é marca registrada da Monsanto LLC.


EDITORIAL

Nova safra com expectativas renovadas

O

reconhecimento da sociedade

empresarial

brasileira à Coamo é comemorado

por todos nós. Pelo

ranking da revista Exame – Melhores

e Maiores 2018, a Coamo

é a 46ª maior empresa do Brasil, a

maior empresa paranaense e a 16ª

entre as maiores empresas do país

com capital 100% nacional.

Temos orgulho de ser do

campo, do Brasil e exportar nossos

produtos para o mundo, com

a certeza de estarmos no caminho

certo. A Coamo é uma empresa

séria, bem administrada e profissionalizada,

voltada para o interesse

dos associados.

O fornecimento de produtos

e serviços são benefícios

relevantes que disponibilizamos

aos cooperados para promover

desenvolvimento técnico, educacional

e social, e por extensão aos

seus familiares.

Nesta edição da Revista

Coamo destacamos dois benefícios

fundamentais, os quais são

divulgados para conhecimento e

valorização do quadro social. Esses

benefícios são o fornecimento de

toda a linha de insumos e a estrutura

de armazenagem dos insumos.

O Plano Safra é um grande

benefício para os associados,

que adquirem os produtos de

acordo com o planejamento e

necessidade, mediante apoio da

assistência técnica. Os associados

também têm a certeza de retirar

os insumos de comprovada

eficiência do armazém da cooperativa

no momento certo, observando

as épocas e recomendações

adequadas para o plantio.

Os insumos Coamo têm garantia

de qualidade e de segurança,

sendo resultado de uma grande

atuação da cooperativa junto aos

fornecedores, visando a agregação

de valor ao quadro social.

Os associados podem fazer

a retirada dos produtos aos

poucos, conforme sua necessidade,

e desta maneira não precisam

estocar os produtos nas propriedades,

porque a cooperativa faz isso

há muitos anos por eles, dando a

tranquilidade necessária para o

plantio no período recomendado.

Em relação as safras, devido

aos problemas climáticos, a produção

da segunda safra de milho,

também chamada de milho safrinha,

e a de trigo não serão as esperadas

pelos associados. Mas, mesmo

com os riscos que as culturas

apresentam, teremos colheitas com

boas médias de produtividade.

Em breve, as plantadeiras

entrarão em ação nos campos dos

associados para a implantação

das lavouras 2018/19. Com a graça

de Deus, torcemos por clima

satisfatório, bom plantio em face

do uso adequado de tecnologias,

produção significativa e preços satisfatórios,

para termos colheitas

com produção e renda.

Os resultados da assistência

técnica da Coamo, ao longo

dos anos, confirmam que os associados

sabem plantar e muito

bem, com o uso racional de defensivos

agrícolas na prática de uma

agricultura sustentável com a preservação

do meio ambiente. Eles

estão evoluindo nos processos de

tecnologia e gestão, e vem safra

após safra melhorando na administração

dos negócios e obtendo

rentabilidade, que é o objetivo

maior da atividade agrícola.

"Temos orgulho de

ser do campo, do

Brasil e exportar

nossos produtos

para o mundo, com a

certeza de estarmos no

caminho certo."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente da Coamo

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ENTREVISTA: DIONÍSIO GAZZIERO

“Saída é fazer o manejo integrado e saber

administrar o problema das plantas daninhas”


O

pesquisador brasileiro mundo. Isso foi possível graças aos

possui boa formação, nossos agricultores e as pesquisas

alto conhecimento e muita

criatividade. Nossa pesquisa as-

só pela Embrapa, mas também

desenvolvidas em nosso país, não

semelha-se a de países desenvolvidos

e destaco o reconhecimento públicas e privadas. Além disso, as

pelas empresas e universidades

que temos também no exterior.” A informações aqui geradas são importantes

para ajudar países mais

afirmação é de Dionísio Luiz Pisas

Gazziero, engenheiro agrônomo pobres que não dispõe de uma

e pesquisador na área de Plantas

rede de pesquisa como temos no

Daninhas da Embrapa.

Brasil.

Revista Coamo: Qual a importância

do trabalho da Embrapa em

face do desenvolvimento da pesquisa

agronômica brasileira?

Dionísio Luiz Pisas Gazziero: A

Embrapa além de fazer suas próprias

pesquisas interage e apoia

as instituições estaduais como o

Iapar, as universidades e as pesquisas

realizadas pelas cooperativas.

Temos uma importante rede

de pesquisa em parceria, o que

permitiu não só apoiar nossos

agricultores, mas também receber

o reconhecimento sobre a importância

da pesquisa agrícola brasileira

para o desenvolvimento do

país, nos últimos 40 anos.

RC: Em que nível está a pesquisa

agronômica brasileira em comparação

com as de outros países?

Gazziero: O Brasil é um grande

produtor de alimentos e, cada vez

mais, se espera que possamos ajudar

a garantir a produção para o

RC: Muitas plantas daninhas tidas

como controladas no passado estão

voltando, causando prejuízos

e se tornando resistentes. O que

fez com que isso acontecesse?

Gazziero: Os mais velhos ainda

se lembram de como era difícil e

complicado fazer o controle das

plantas daninhas na soja convencional.

Naquela época já existiam

problemas com a resistência

de picão-preto, amendoim-bravo,

capim-marmelada entre outras.

Depois da chegada da soja transgênica

resistente ao glifosato tudo

mudou e ficou muito mais fácil. De

uma hora para outra os problemas

com as plantas daninhas desapareceram.

Falava-se que não

precisávamos mais fazer manejo,

pois era só aplicar glifosato e tudo

estava resolvido. Mas, a natureza

é mais esperta que nós. Mesmo

que uma espécie seja sensível a

um produto, pode existir no meio

da população um indivíduo que é

resistente. Ele acaba sendo selecionado

e não morre com a aplicação,

produzindo sementes e se

multiplicando na área. Depois de

um tempo todos os biótipos sensíveis

desaparecem e sobrevivem

os resistentes. Nesse meio tempo,

as colhedeiras e o vento se encarregam

de espalhar para toda a vizinhança

e região. Ou seja, o uso

continuado do mesmo produto

selecionou plantas resistentes. Assim,

o problema foi causado pelo

homem, que não sabe utilizar de

forma adequada as tecnologias

colocadas ao se dispor. O que

aconteceu com a resistência aos

herbicidas na soja convencional,

voltou a acontecer na resistente

ao glifosato. Não aprendemos

com nossos erros anteriores.

RC: O que o produtor deve fazer

para que isso não aconteça com

as plantas que ainda são de fácil

“Manejo integrado

é uma filosofia de

trabalho, é ter uma

forma diferente de

pensar, ter sabedoria,

conhecimento e

resolver o problema.”

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controle?

Gazziero: A saída é fazer o manejo

integrado. Costumo dizer

que o manejo integrado é uma

filosofia de trabalho. Ou seja,

é ter uma forma diferente de

pensar, é ter sabedoria, conhecimento

e assim resolver o problema.

Manejar significa saber administrar

o problema das plantas

daninhas. O que é bem diferente

de simplesmente aplicar continuadamente

um mesmo produto.

Veja o caso do glifosato. Utiliza-se

glifosato na dessecação

de pré-semeadura, no milho, na

soja. Geralmente se aplica três

a cinco vezes ao ano esse mesmo

produto na mesma área. No

manejo integrado você continua

usando glifosato, porém, sempre

que possível, substitui por

outro. Se não for possível substituir

é necessário fazer combinação

com outros produtos de

diferentes mecanismos de ação.

Sempre que possível faz-se rotação

de culturas, pelo menos

no inverno. Usa-se espécies que

produzem uma boa cobertura

do solo como a aveia, o trigo, a

braquiária ou qualquer outra.

Para manejar é preciso planejar,

é preciso prevenir, se dispor a

pensar e agir sobre como não

deixar que as plantas daninhas

tomem conta da área de produção.

É não pensar apenas no

controle químico, mas sim em

integrar com todas as alternativas

possíveis, inclusive fazendo a

agricultura e a pecuária na mesma

área, em rotação, quando

possível. Costumamos dizer que

uma boa palhada pode ser me-

Dionísio Luiz Pisas Gazziero, engenheiro agrônomo e

pesquisador na área de Plantas Daninhas da Embrapa

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ENTREVISTA: DIONÍSIO GAZZIERO

"A ENTRESSAFRA É UMA ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA FAZERMOS

BONS CONTROLES E MANTER A ÁREA LIVRE DAS PLANTAS DANINHAS."

lhor que muitos herbicidas. Enfim,

precisamos dar mais atenção para

os prejuízos causados pelas plantas

daninhas e aprender a conviver

com elas.

RC: Uma mesma planta que pode

ser aliada do produtor, também,

pode ser um problema. Qual deve

ser o tratamento e o manejo com

essa planta para que não se torne

daninha e de difícil controle?

Gazziero: Azevém e aveia podem

ser exemplos da sua pergunta.

São espécies importantes na nossa

agricultura e que nos ajudam

a controlar outras espécies. Mas

para muitos agricultores estas espécies

estão se tornado um problema

devido à resistência aos

herbicidas. A solução passa pela

prevenção, depois por não deixar

o problema crescer na sua área e

por segurar ao máximo o banco

de sementes e a sua multiplicação.

É preciso também trabalhar

com culturas e produtos que possam

ajudar no controle. Por isso eu

destaco a importância do agricultor

ir ao entreposto conversar com

o técnico para buscar a saída mais

viável.

RC: Como avalia o controle no período

de entressafra?

Gazziero: A entressafra é uma ótima

oportunidade para fazermos

bons controles e manter a área livre

das plantas daninhas. Quando

deixamos a área infestar na entressafra

ou quando deixamos que as

plantas cresçam demais, tudo se

complica. Plantas daninhas se

multiplicam de forma impressionante.

Uma única planta, depois

de poucos meses, pode produzir

1000, 10.000, 100.000 sementes

ou até mais, e, em pouco tempo

“O Brasil é um grande

produtor de alimentos

e esperamos que ajude

a garantir a produção

de alimentos para

o mundo. Isso foi

possível graças aos

nossos agricultores,

pesquisadores e

instituições.”

podem tomar conta da área de

produção. Por isso, recomendo

que o agricultor dê uma atenção

especial ao banco de sementes e

não deixe que as plantas se multipliquem,

o que ocorre comumente

na entressafra. Geralmente

é nesse período que ocorre multiplicação

das plantas daninhas.

Nós precisamos ocupar o espaço

e não deixar que elas ocupem.

RC: Para a área de manejo de

plantas daninhas, o que deve se

esperar da pesquisa para os próximos

anos? Como o produtor rural

pode ser um aliado nesse processo?

Gazziero: Há mais de duas décadas

não chega no mercado produtos

com novos mecanismos de

ação. Antes de 2025, provavelmente,

não teremos novidades

nesse campo. Assim, temos que

cuidar dos nossos velhos produtos.

Novas tecnologias como a

Soja Enlist e a Soja Dicamba estão

a caminho, mas apenas para o

controle de folhas largas. A soja LL

já chegou. Rotacionar tecnologias

será importante, mas exigirá muito

planejamento. A nossa preocupação

é principalmente com as

gramíneas. Com a seleção de biótipos

resistentes de capim-amargoso

ao glifosato passamos a usar

de forma intensa os graminicidas

pós-emergentes. Corremos o risco

de resistências múltiplas e de

perder esses produtos. Temos que

pensar em usar pré-emergentes

como uma ferramenta de controle.

O controle de plantas daninhas

está ficando tão difícil quanto era

na soja convencional. Por isso, o

agricultor precisa interagir muito

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com o seu técnico, para encontrar

a melhor forma de conviver com

as plantas infestantes. É importante

comentar que essa facilidade

que vivemos com o glifosato já

acabou para muitos. Para os que

ainda não tem graves problemas

recomendo que fiquem atentos.

Temos que ter em mente que não

existe receita pronta, e que é preciso

fazer o diagnóstico e a receita

por propriedade.

RC: A Coamo se preocupa com o

desenvolvimento tecnológico dos

cooperados e tem importante trabalho

na sua Fazenda Experimental.

Nesse cenário, que impactos

os trabalhos de pesquisa têm tido

no Brasil?

Gazziero: A Coamo tem uma importante

parceira com a Embrapa,

com o Iapar, com as Universidades,

Fundação Meridional e com

todas as empresas que se interessam

no desenvolvimento de novas

tecnologias. Na medida em que

ela se preocupa com o desenvolvimento

tecnológico dos cooperados,

garante a eles mais segurança

e estabilidade na produção.

Além disso, gera uma riqueza de

informações que são reconhecidas

fora da Cooperativa. Prova

disso é que os técnicos da Coamo

são sempre convidados a participar

dos grandes debates técnicos,

como aconteceu recentemente no

Congresso Brasileiro de Soja.

RC: Pela Fazenda Experimental da

Coamo passam pesquisadores de

diversos institutos de pesquisa do

país. Como avalia essa troca de informações

entre a Coamo, cooperados

e pesquisadores?

Gazziero: Costumo participar dos

dias de campo que a Coamo faz

para os cooperados e a troca de

experiência entre os pesquisadores,

técnicos da Coamo e os agricultores

sempre resulta em ganho

de conhecimento para todos. Eles

aprendem conosco e nós aprendemos

com eles. Isso é importante

para todos nós que trabalhamos

para gerar informações aos agricultores.

“A Coamo tem

importantes parceiras,

se preocupa com o

desenvolvimento

tecnológico dos

cooperados para garantir

maior segurança

e estabilidade na

produção.”

SOBRE O ENTREVISTADO

Dionísio Luiz Pisas Gazziero é formado pela

Universidade Federal Paraná desde dezembro

de 1974. Em março de 1976, ele ingressou

na Embrapa como pesquisador na área

de Plantas Daninhas. Possui mestrado pela

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

(1980) e doutorado pela Universidade Estadual

de Londrina (2003). Foi consultor da

FAO para América Latina e Caribe, no Grupo

do Melhoramento do Manejo de Plantas Daninhas

e coordenador nacional do Programa

IICA/BID/PROCISUR.

Gazziero foi presidente da Sociedade Brasileira

da Ciência das Plantas Daninhas,

presidente da Associação dos Engenheiros

Agrônomos de Londrina (AEA-LD), da Federação

dos Engenheiros Agrônomos do Paraná

(FEA/PR), conselheiro e diretor do CREA – PR.

Recebeu o prêmio Profissional do Ano pelo

CREA-PR em 2013, o prêmio de melhor trabalho

científico da Revista Planta Daninha

no período de 2014-2016, e tese de mestrado

premiada pela Sociedade Brasileira de

Plantas Daninhas.

Dionísio Gazziero sempre participa dos eventos técnicos realizados pela Coamo

Possui inúmeros trabalhos e capítulos de livros

publicados no Brasil e no exterior. Atualmente

além dos trabalhos na área de manejo

integrado de plantas, também, é conselheiro

do CREA-PR e diretor de Política Profissional

da Associação dos Engenheiros Agrônomos

do Paraná.

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Agosto/2018


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

BOAS PRÁTICAS

de uso de defensivos agrícolas

Quem é do campo sabe muito bem que os

defensivos agrícolas são avanços tecnológicos.

São fruto da pesquisa agronômica que

além do desenvolvimento das tecnologias se preocupa

em formas de manejo consciente, para que tanto

o agricultor que aplica, quanto o consumidor final

não sofram danos.

A parceria da cooperativa com a pesquisa é

mais um diferencial que garante aos produtores rurais

o conhecimento necessário para o manejo adequado

nas lavouras. No caso da Coamo, a preocupação é

tanta que a cooperativa desde a sua fundação conta

com um laboratório a céu aberto próprio: a Fazenda

Experimental, para validar as tecnologias e capacitar

agrônomos e cooperados para o correto manejo.

Com esse cenário, os mais de 28 mil cooperados

da Coamo são exemplos em manejo consciente,

devolução das embalagens vazias de defensivos e

uso de equipamentos de proteção individual e coletiva.

São práticas que tornam o agricultor um profissional

responsável economicamente, ambiental e social.

Doraci Teresinha Kunz Pavelegini, de Mangueirinha

(Sudoeste do Paraná), é cooperada da Coamo

e exemplo quando o assunto é a realização de

boas práticas de produção. “Utilizamos os defensivos

agrícolas de acordo com a recomendação técnica

que recebemos da Coamo, uma cooperativa preocupada

com o manejo correto. Agimos de acordo com

essas orientações, visando, além da preservação do

meio ambiente, que é o maior bem que temos, a redução

de custos. ”

A aplicação consciente de defensivos agrícolas,

para Dona Dorinha, como é conhecida, é uma

ferramenta de apoio ao agricultor. “Nós que somos

do campo queremos produzir, mas também cuida-

Doraci Teresinha Kunz Pavelegini, de Mangueirinha (PR), é exemplo

quando o assunto é a realização de boas práticas de produção

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DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

COOPERADOS COAMO SÃO REFERÊNCIA EM ADOÇÃO DE TECNOLOGIAS.

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E BOAS PRÁTICAS FAZEM PARTE DO TRABALHO

mos do meio ambiente que deixaremos para a geração

futura. Além disso, o alimento que entregamos

é para nosso consumo. Por isso, quando manejamos

corretamente, estamos preservando a natureza e entregando

alimentos saudáveis”, explica a cooperada.

Ela ainda destaca que sem o uso de defensivos

seria impossível produzir. “Com todo respeito

àqueles que defendem o não uso deles, mas sabemos

que seria impossível produzir alimentos e

suprir a demanda mundial sem essa ferramenta.

Como sustentaríamos toda a população? ”, ressalta

a agricultora.

Sempre presente em eventos técnicos da

Coamo, dona Dorinha, ainda busca constantemente

o aprimoramento de sua equipe. “Como fazemos

parte da Coamo, uma cooperativa muito preocupada

com o nosso desenvolvimento, sempre tem

eventos para que possamos aprimorar as técnicas

de produção. Toda as vezes que tem um treinamento

nosso funcionário participa. Já estamos inscritos

no próximo curso sobre Manejo Integrado de Pragas,

mais uma forma de se manejar e reduzir o uso

de defensivos.”

Produtora em uma região fria, dona Dorinha,

sabe que preservar o solo é necessário. “Apesar das

dificuldades que temos com o plantio de algumas

culturas devido ao clima da região, nunca deixamos

o solo descoberto e, inclusive, neste ano procuramos

outras opções de cobertura. Temos uma massa foliar

muito grande, sendo esta mais uma forma de reduzir

o uso de defensivos, pois existem ervas daninhas

que crescem em ambientes com menos cobertura.

Se deixamos o solo descoberto, beneficiamos o crescimento

dessas ervas daninhas, obviamente teríamos

de utilizar mais o controle químico.”

Há pouco tempo na agricultura, a cooperada

diz que nada se iguala a satisfação de produzir alimentos.

“Saber que contribuímos para alimentar não

só o Brasil como também o mundo é muito gratificante.

Seguindo as recomendações técnicas é possível

produzir alimentos de forma sustentável. ”

Trabalho na propriedade da cooperada Doraci Teresinha Kunz

Pavalegine é realizado com parceria e respaldo técnico da Coamo. Na

imagem a cooperada com o engenheiro agrônomo Wagner Locatelli

Fazendo a coisa certa

Outro cooperado que não abre mão de uma

produção sustentável de alimentos é Ivo Gondolo, de

Ipuaçu (Oeste de Santa Catarina). Ele segue as orientações

técnicas da Coamo à risca. “A agricultura exige

conhecimento para o momento certo para aplicação

dos defensivos agrícolas. Para cada situação existe

um produto e a quantidade ideal para se aplicar.

Seguindo esses parâmetros não existe risco a nossa

saúde e nem a do consumidor. ”

No começo do dia, o cooperado confere

cada bico da máquina de pulverização, avalia a vazão

e limpa os filtros de cada tanque. São cuidados

necessários para que a aplicação seja efetiva. “O objetivo

é colocar a quantidade exata de agroquímicos,

sem desperdício ou excesso. A aplicação precisa ser

realizada de forma eficiente.”

Quanto ao aumento da produção, o cooperado

destaca que é possível, e sem descuidar

do manejo consciente. “Ano a ano, novas variedades

surgem no mercado, permitindo o incremen-

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Agosto/2018


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Outro cooperado que não abre mão de uma produção

sustentável de alimentos é Ivo Gondolo, de Ipuaçu (SC).

Ele segue as orientações técnicas da Coamo à risca

to da produção de uma forma

sustentável. Basta se planejar e

seguir o que o agrônomo nos

recomenda. Por isso, não abro

mão de participar nos eventos

técnicos da cooperativa e de

ouvir atentamente aquilo que o

técnico repassa nas visitas a nossa

propriedade”, destaca.

Orgulhoso por ser um

produtor de alimentos, ‘seo’ Ivo

salienta que o homem do campo

é o primeiro a defender o meio

ambiente. “É claro que aplicamos

defensivos agrícolas, mas

sempre seguindo as normas e

padrões exigidos e com a orientação

do agrônomo da Coamo.

Isso prova que fazemos o uso

moderado, pois além de garantir

um alimento seguro, reduz os

custos de produção.”

Para Bruno Henrique Alves

Garcia, engenheiro agrônomo

da Coamo em Ipuaçu, a tecnologia

de aplicação é uma das

principais ferramentas para obter

melhor produtividade. “Para colher

bem e com sustentabilidade

é preciso ter conhecimento. Por

isso, a assistência técnica da Coamo

trabalha junto do produtor rural.

Nesse quesito os cooperados

da Coamo saem na frente, pois

têm suporte e estão acostumados

a fazer a coisa certa.”

Para Bruno Henrique Alves Garcia, engenheiro agrônomo da Coamo em Ipuaçu, a tecnologia de aplicação é uma das principais ferramentas para obter melhor produtividade

Agosto/2018 REVISTA 15


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Perpetuando o sistema

Edelfonso Becker e Fernando

Juliato Becker, pai e filho,

trabalham juntos na propriedade

da família localizada em Mamborê

(Centro-Oeste do Paraná). Eles sabem

que um manejo sustentável

depende de conhecimento técnico

e investimento. “Seguimos sempre

as recomendações do departamento

técnico. Mas, também é preciso

ter máquinas que respondam às

aplicações daquilo que você quer

fazer, utilizar sementes de qualidade,

a adubação recomendada para

Fernando e o pai Edelfonso Becker, de Mamborê

(PR), sabem que um manejo sustentável depende

de conhecimento técnico e investimento

a área e ter uma equipe que corresponda

a todo esse investimento

fazendo o que é preciso e na hora

certa”, afirma Edelfonso.

Ele também um produtor

consciente e preocupado com o resultado

e impacto do seu trabalho.

“O alimento que estou produzindo

poderá ser consumido pelo meu filho,

pai e mãe. Temos que produzir

aquilo que estamos dispostos a consumir.

Produzir com consciência.”

Com o aumento populacional,

os defensivos agrícolas

são fundamentais para a produção

em larga escala. Contudo, é

possível aliar o uso destes produtos

à práticas sustentáveis. “São

bilhões de pessoas se alimentando,

e se não for a agricultura empresarial

para produzir, somente a

agricultura familiar não dará conta

de alimentar todo esse povo.

Mas, com a conservação do solo

e do meio ambiente, é possível

obter uma produção sustentável.”

Edelfonso Becker, inclusive

já repassa esse legado ao filho

Fernando Juliato Becker. “Minha

fase já está passando e a geração

dos nossos filhos tem que vir com

a consciência de produzir, preservando

o meio ambiente.”

O filho faz parte de uma

nova geração de produtores rurais.

Ele observa que essas práticas

são fundamentais para perpetuar

a atividade. “O agricultor não quer

usar herbicida, ele precisa. Quanto

menos usar é melhor, pois o custo

é menor. Mas, a necessidade de alimentos

no mundo está numa crescente,

tão grande, que se não forem

utilizadas todas as tecnologias disponíveis,

em pouco tempo o mundo

não terá alimento suficiente.”

A consciência ambiental,

conforme Fernando, já parte do

próprio cuidado de se ter uma propriedade

saudável. “Temos muitas

ferramentas para produzir de

forma sustentável e os defensivos

são apenas uma dessas. Com uma

rotação de culturas bem feita, por

exemplo, muitas plantas daninhas

ou insetos e pragas, têm a população

reduzida no próximo ano.”

16 REVISTA

Agosto/2018


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Edelfonso Becker adota várias práticas e sistemas para uma produção sustentável.

Todo trabalho é acompanhado pelo engenheiro agrônomo Marcelo Soares da Silva

Lição de casa bem feita

Quando o assunto é agricultura, o brasileiro pode

estufar o peito e se orgulhar de ter nascido no Brasil, um

país produtor de alimentos com alta tecnologia e um dos

maiores exportadores do mundo. Porém, fazer a lição de

casa bem feita, vai além da produção. Prova disso, são os

resultados que o Brasil tem no campo da devolução das

embalagens vazias de defensivos agrícolas, ou seja, 94%

da embalagens são devolvidas corretamente. No Estados

Unidos, por exemplo, esse número cai para 33%.

O coordenador de Operações do Inpev, Fábio Macul,

ressalta que o sistema de devolução de embalagens

vazias funciona. “Outros países vêm ao Brasil para ver como

fazemos essa logística. Somos uma parte do sistema, que

é composto pelo agricultor, revenda, cooperativa, poder

público e indústrias. O agricultor é peça chave, pois é consciente

e colabora muito para que esse projeto continue dando

grande resultado.”

Devolução das embalagens vazias é uma ação importante para a sustentabilidade

Jhony Moller, analista

de desenvolvimento

Técnico da Ocepar

Cooperando

a favor do mundo

Jhony Moller, analista de desenvolvimento

Técnico da Ocepar, avalia que o cooperativismo

é um dos meios para que o agricultor

trabalhe em favor de uma produção de

alimentos consciente. “A cooperativa por meio

do quadro técnico recomenda o uso de defensivos

conforme a necessidade para cada

situação. São realizadas avaliações in loco na

propriedade dos cooperados e, conforme a

necessidade, o agrônomo faz a recomendação

para o controle daquela situação.”

De acordo com Moller é possível que

o agricultor alcance boas produtividades sem

agredir o meio ambiente. “O uso de defensivos

agrícolas é aliado a outras práticas que

a cooperativa também desenvolve como, por

exemplo, o manejo integrado de pragas e a

avaliação do uso de um produto químico específico

para o controle da praga. Sem necessidade,

não há a indicação”, explica.

“A produtividade que se alcançou hoje

no país, pelo volume de produção, demandará

em algum momento esse controle. Isso é

necessário em razão de fatores que não temos

interferência, como o clima, pragas, dentre outros.

O que se precisa é uma avaliação técnica,

e por meio de cooperativas como a Coamo,

esse trabalho tem sido muito bem conduzido”,

analisa Moller.

Agosto/2018 REVISTA 17


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Avanços na tecnologia são resultados

de muitos anos de pesquisa científica

Ciência a favor da produção

Apesar de todos os esforços

para a produção sustentável

de alimentos, alguns setores tentam

criminalizar a atividade agrícola

que faz o uso de defensivos.

O agricultor sabe que qualquer

produto químico deve ser utilizado

adequadamente, porém, a forma

como se tem sido abordado o

assunto por parte da mídia, passa

a impressão de que a prática é negativa

e prejudicial.

O pesquisador da Embrapa,

Dionísio Gazziero, é defensor

de uma análise crítica e ponderada

sobre o assunto. “Sabemos que

qualquer produto químico deve

ser utilizado com muita cautela.

Por isso insistimos no uso adequado

desses produtos. Se utilizarmos

corretamente, evitaremos ao

máximo qualquer tipo de problema.

Mas, a forma como se coloca

a discussão parece que tudo que

acontece de ruim no mundo é devido

ao agrotóxico. Isso não é bem

assim, a moeda tem dois lados e

precisamos olhar cada lado para

ver o que está acontecendo.”

Gazziero explica que o Brasil

por se tratar de um país tropical

precisa de defensivos agrícolas

para produzir alimentos. “Precisamos

desses produtos para manter

a agricultura no país. Por outro

lado, precisamos ter muito cuidado

e a maioria dos agricultores utilizam

de forma consciente”, explica.

Segundo Gazziero, a

orientação e preocupação técnica

vai desde o momento da colocação

do produto no tanque, pois a

manipulação realizada incorretamente

pode ser perigosa principalmente

para o próprio agricultor

ou o aplicador. Outro ponto, é

a aplicação conforme os períodos

de carência. “Existem produtos,

por exemplo, que precisamos esperar

três a cinco dias para fazer a

colheita. Existem outros produtos

que precisamos esperar 30, 40,

70 dias. Então, precisamos respeitar

esses períodos de carência e

não só na soja ou no milho, mas

principalmente nas hortaliças. Se

o agricultor aplicar hoje algo que

não poderia e colocar em comercialização

amanhã, com certeza

levará a mesa do consumidor um

produto contaminado.”

Porém, com muito respaldo

técnico os agricultores que cumprem

esses requisitos básicos, entregam

produtos que não trazem

problemas a saúde do consumidor

e deles próprios. “A pesquisa,

a cooperativa e a assistência técnica

de uma forma geral tem como

meta orientar os agricultores nesse

sentido. Mas, é preciso também um

entendimento do agricultor da importância

de cada item apontado

no sentido de utilizar corretamente

cada um desses produtos”, esclarece

o pesquisador.

Orgulho para o Brasil,

a agricultura tem sido uma das

grandes alavancas da economia,

conforme explica Gazziero. “A

agricultura em nosso país é responsável

por praticamente todo o

sucesso que temos em nosso PIB

[Produto Interno Bruto], ou seja,

em nossa economia. Mas, parece

que querem derrubar o que temos

de bom nesse país. Temos sim o

que melhorar. É preciso equilibrar

as coisas, pois senão fica somente

trabalhando e desgastando um

lado quando na verdade temos

que corrigir tudo que tem de errado.

Devemos melhorar o nível

18 REVISTA

Agosto/2018


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

cultural como um todo.”

O pesquisador da Embrapa

ainda acrescenta que o agricultor

precisa se conscientizar de tudo

que está acontecendo, pois essa é

uma onda que acaba afetando a

todos. “Na medida em que brasileiros

começam a dizer que nossos

alimentos estão intoxicados, e isso

não é uma verdade, isso sai lá fora e

acaba influenciando nas questões

de custo e comercialização. Então,

muitas vezes, pessoas que não tem

o mínimo conhecimento do que

é agricultura e de como se usa os

produtos, ficam falando coisas que

não entendem e acabam prejudicando

o país como um todo.”

Para Dionísio Gazziero, o

trabalho da Coamo é de fundamental

importância. “Os dias de

campo que a cooperativa faz levando

os agricultores até a Fazenda

Experimental e reunindo os pesquisadores

de diversos Estados,

professores e os próprios técnicos

da cooperativa, no sentido de tratar

desses assuntos importantes na

área da tecnologia, é fundamental.

Mas, existem ainda outros trabalhos

importantes feitos no dia a dia

como a assistência técnica.”

Segundo o pesquisador,

diante de tanta informação errônea

a solução é continuar trabalhando

e se aprimorando. “Tem

muita gente falando o que não

deveria. Nossa saída é continuar

com trabalhos como o que a Coamo

sempre fez, que são esses treinamentos,

interagindo os técnicos

da cooperativa com outros de

fora. Sempre precisamos melhorar

qualquer processo e o defensivos

também podemos melhorar.

Todos têm a informação, e sabem

como devem e podem utilizar esses

produtos. Basta continuar esse

trabalho.”

Dionísio Gazziero, da Embrapa

Assistência em campo

Coamo conta com um dos maiores corpos técnicos do país, auxiliando e recomendando as práticas mais corretas,

eficientes e em harmonia com o meio ambiente e a saúde dos agricultores e consumidores de alimentos

As raízes da Coamo vêm

do trabalho de extensão agrícola,

ou seja, de atuação do agrônomo

em campo, para orientar o cooperado

sobre práticas e técnicas

agronômicas. Assim, desde a sua

fundação a Coamo realiza um importante

trabalho de assistência

técnica e difusão de tecnologias.

Com a Fazenda Experimental, todo

o trabalho é validado e repassado

uniformemente a agrônomos e

cooperados, com o respaldo de

pesquisadores dos principais institutos

de pesquisa do país.

A Coamo também conta

com um dos maiores corpos técnicos

do país. São mais de 260 engenheiros

agrônomos, em toda a

Agosto/2018 REVISTA 19


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

FAZENDA EXPERIMENTAL É LABORATÓRIO A CÉU ABERTO PARA VALIDAR

E REPASSAR TECNOLOGIAS AOS MAIS DE 28 MIL ASSOCIADOS DA COAMO

área de ação da cooperativa, nos

Estados do Paraná, Santa Catarina

e Mato Grosso do Sul. “A Coamo

dispõe de profissionais habilitados

pelo conselho que rege a categoria,

que é o Crea. Ou seja, há uma

grande responsabilidade em cima

destes técnicos”, explica Lucas

Gouvea, chefe do Departamento

de Suporte Técnico da Coamo.

Diante dessa responsabilidade

e preocupação da Coamo

para a realização de um trabalho

de excelência, Gouvea esclarece

que toda equipe técnica vistoria

as áreas para obter um diagnóstico

sobre a necessidade de aplicação

dos defensivos agrícolas.

“Tudo parte da visita que nossos

agrônomos realizam em campo.”

Contudo, Lucas Gouvea

explica que outra vertente importante

para este trabalho é o manejo

integrado de pragas. “O diagnóstico,

além de tudo, passa pelo MIP,

que nada mais é do que as pragas

chegarem a um nível de dano que

justifique uma intervenção química.

Essa prática é bastante difundida

por todos os técnicos da Coamo.”

Além disso, ele destaca que é preciso

atentar-se a tecnologia de

aplicação, que vem evoluindo ano

após ano. “É uma prática comum,

mas que tem princípios básicos. Primeiramente,

o cooperado precisa

ter controle da condição climática

– ventos, umidade relativa do ar e

temperatura - naquele momento da

aplicação. Isso para que o produto

possa realmente atingir o alvo, evitando

problemas de deriva.”

O engenheiro agrônomo

diz que um ponto importante e

diferencial da Coamo é a Fazenda

Experimental. “Em nosso laboratório

a céu aberto, desenvolvemos

trabalhos direcionados aos cooperados.

Os produtos e serviços

que temos a disposição dos associados,

em algum momento, passaram

pela Fazenda Experimental

para validarmos. Levamos, assim,

a certeza de que o que estão utilizando

realmente trará um benefício.”

Por dentro da lei

O uso dos defensivos agrícolas no Brasil

é regido pela Lei nº 7.802, de 11 de julho

de 1989, que foi publicada em 2002, pelo

decreto 4.074/02, momento em que a

fiscalização foi intensificada. A legislação

define vários protagonistas, sendo o agricultor,

o agrônomo e o fornecedor, os principais.

Cada um tem uma responsabilidade

muito bem definida, conforme explica

o advogado e chefe do Departamento de

Direito Administrativo e Meio Ambiente

da Coamo, Djalma Lucio Oliveira.

Conforme o advogado, no dia a dia, a

lei é cumprida de forma exemplar, mas

é sempre bom lembrar de alguns detalhes

e riscos que os atores desse processo

estão sujeitos. “Embora o número de

acidentes e intoxicações com defensivos

agrícolas sejam muito baixos, pois os

defensivos e os equipamentos de aplicação

evoluíram muito, proporcionando

uma segurança muito maior, a fiscalização

tem aumentado cada vez mais.”

Antes da aplicação dos defensivos, recomendação é a utilização do MIP, que nada mais

é do que as pragas chegarem num nível de dano que justifique uma intervenção química

Com possíveis desdobramentos até mesmo

criminais, o homem do campo, precisa

estar atento a cada detalhe para seguir a

lei a risca. “É preciso que o agricultor conheça

muito bem a lei, pois existem casos

que podem levar a pena de 2 a 4 anos de

reclusão. Se os defensivos forem recomendados

para determinada área, devem ser

utilizados exatamente na área recomendada,

mesmo que haja uma área próxima e

similar. Por isso, o agricultor deve atender

exatamente o que está recomendado pelo

agrônomo no receituário.”

20 REVISTA

Agosto/2018


DEFENSIVOS AGRÍCOLAS

Defensivos a favor da

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Os defensivos agrícolas são, na prática, avanços

tecnológicos resultado de décadas de pesquisas

científicas do poder público e iniciativa privada. Os

produtos têm uma série de trâmites e exigências legais

a serem cumpridas antes da liberação para uso,

como procedimentos de segurança pré-definidos e

um controle criterioso, o que vale da fabricação até a

venda, do uso nas lavouras até a análise de amostras

de alimentos já colhidos para análises em laboratório.

Isso faz com que seja uma cadeia de alto controle e

de responsabilidades econômica, ambiental e social.

Mas, todo esse esforço de cada elo da cadeia não costuma

ser facilmente reconhecido pela opinião pública.

Em um dos episódios mais recentes que

exemplificam essa situação, o debate de um Projeto

de Lei que prevê uma modernização da legislação

para regular o registro de defensivos agrícolas causou

furor na internet. Artistas e celebridades, muitos sem

qualquer contato mais próximo com a complexidade

da área agrícola, começaram uma ofensiva contra os

produtores.

Nas peças com conteúdo ideológico, sem embasamento

científico, os agricultores são acusados de

usarem defensivos em excesso e mais do que qualquer

outro lugar do mundo. Os números levantados com

critério científico, no entanto, mostram justamente o

contrário. Segundo a Organização das Nações Unidas

para a Alimentação (FAO), mesmo sendo um país tropical

(sem a neve e o frio congelante que esterilizam o

solo em nações tradicionais de agricultura na América

do Norte, Europa e Ásia), o Brasil usa 11 vezes menos

agrotóxicos, em relação à área cultivada, do que o Japão,

país conhecido pela longevidade do seu povo.

Apesar de o Brasil ser o maior exportador

do mundo de café, soja e suco de laranja, e um dos

maiores na produção de vários outros alimentos, os

produtores ocupam apenas o 11º lugar no ranking

mundial do uso de defensivos agrícolas em relação

ao volume total produzido, ainda segundo a FAO.

Isso mostra algo que é desconhecido à imagem que

circula no senso comum. Os produtores rurais, na verdade,

são os que mais buscam a economia no uso de

Ranking Mundial

Uso de defensivos agrícolas

Japão

Holanda

França

Alemanha

Brasil

11,75 kg/ha

4,59 kg/ha

2,40 kg/ha

1,9 kg/ha

1,1 kg/ha

Fonte: Fao e Banco Mundial

"Segundo a Organização das Nações

Unidas para a Alimentação (FAO), Brasil usa

11 vezes menos agrotóxicos, em relação

à área cultivada, do que o Japão, país

conhecido pela longevidade do seu povo."

defensivos agrícolas. A cada aplicação que deixa de

ser feita em uma lavoura há um ganho financeiro significativo,

além de todo o ganho ambiental e outros

benefícios intangíveis.

Modernização das leis sobre defensivos

Os defensivos agrícolas são um dos mercados mais regulados do mundo.

No Brasil, o trâmite lento para o registro de novos produtos é um dos

aspectos que mais causa problemas. Atualmente, a liberação de agroquímicos

precisa passar por três órgãos: Ministério da Agricultura, Pecuária

e Abastecimento (Mapa), Agência Nacional de Vigilância Sanitária

(Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais

Renováveis (Ibama). É comum que um produto leve até 10 anos para

cumprir todos os processos antes de ser comercializado. Esse cenário

abriu o debate sobre a necessidade de modernizar as regras que regulamentam

o setor, por meio do Projeto de Lei nº 6.299/2002.

Fonte: Boletim Informativo – Sistema Faep

Agosto/2018 REVISTA 21


INDÚSTRIA

Obras em Dourados chegam a 20%

São cerca de 1.400 trabalhadores de diversas empreiteiras contratadas

Claudio Rizzatto, vice-presidente da Coamo, Emerson Abrahão Mansano, gerente

da Indústria de óleo em Dourados, Divaldo Correa, superintendente Industrial e

Airton Galinari, superintendente de Logística e Operações

Quem passa pela rodovia BR-163, entre Dourados

e Caarapó, no Mato Grosso do Sul, percebe

a evolução nas obras das indústrias de

processamento de soja e refinaria de óleo de soja da

Coamo. O cronograma está dentro da normalidade,

atinge 20% do total e conta com 1.400 trabalhadores

das diversas empreiteiras contratadas. “Este número de

mão de obra deverá ser em breve em torno de 2.500

trabalhadores, conforme a evolução do cronograma. A

entrada em operação das novas indústrias está prevista

para agosto do próximo ano e já verificamos que o

empreendimento vem impulsionando a economia da

região”, informa Emerson Abrahão Mansano, gerente

da Indústria de óleo da Coamo em Dourados.

A fase atual é de execução das obras civis com

os trabalhos de terraplanagem, estruturas metálicas,

montagem mecânica e dos equipamentos, finalização

das estacas, fabricação de pré-moldados na própria área

industrial, concretagem nos blocos e lajes, e colocação

dos pilares nos prédios principais. O novo empreendimento

conta com uma indústria de processamento de

soja para 3.000 toneladas de soja/dia, produção de farelo

e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia de óleo

de soja refinado, equivalente a 16 milhões de sacas de

soja /ano.

Andamento das obras da

nova indústria da Coamo

em Dourados está dentro

do cronograma

22 REVISTA

Agosto/2018


REVISTA EXAME

Coamo, a 46ª maior empresa do Brasil

No ranking da revista Exame

– Melhores e Maiores 2018,

a Coamo Agroindustrial

Cooperativa é a 46ª maior empresa

do Brasil. Com sede em Campo

Mourão, no Centro-Oeste do Paraná

e entrepostos em 71 municípios

no Paraná, Santa Catarina e Mato

Grosso do Sul, a cooperativa é destaque

no anuário da Exame, considerada

uma das mais importantes

publicações do país. A cooperativa

é a 1ª empresa paranaense e a 16ª

entre as maiores do país com capital

100% nacional.

Os números divulgados

pelo anuário registram que as vendas

líquidas da Coamo atingiram R$

10,61 bilhões no exercício de 2017.

O levantamento está circulando em

todo o país e analisa o desempenho

das mil maiores empresas brasileiras

em mais de 20 setores da economia.

No Paraná, a Coamo está em segundo

lugar no geral, atrás apenas

da empresa Renault que é de capital

francês e está na 41ª posição e a

frente da Copel Distribuição (55).

Entre as maiores exportadoras

do país, a Coamo ocupa

a 23ª colocação com o valor (em

US$ milhões) de 1.264,2 – o ranking

tem nas primeiras posições

as empresas Vale (Mineração) e

Petrobrás (Energia).

O anuário das Melhores e

Maiores apresenta também as maiores

empresas do Agronegócio brasileiro.

Neste segmento, a Coamo está

na 10ª posição pelos resultados no

lucro líquido. No segmento Comércio

liderado pela Petrobrás, a Coamo

está na 16ª posição no ranking

Cooperativa é a 1ª empresa privada do Paraná e a 16ª entre as maiores do país com capital 100% nacional

das maiores do país entre empresas

multinacionais, estatais e privadas.

O Anuário da Exame mostra

que apesar do crescimento da

safra brasileira de grãos em 2017

com a colheita de 239 milhões de

toneladas, a maior da história, o

ano foi marcado por queda dos

preços de vários produtos como

soja, milho, com recuo de 11,5%

ao ano. “Assim, os produtores produziram

mais a preços menores e

os agricultores contribuíram para

o abastecimento dos mercados e

para o controle da inflação. “

Os números da edição Melhores

e Maiores 2018 da revista

Exame são comemorados com orgulho

pela diretoria, cooperados e

funcionários. Mesmo com a queda

dos preços que reduziu a rentabilidade,

a performance apresentada

no anuário da Exame reflete a

solidez da cooperativa na sua atividade.

O engenheiro agrônomo,

idealizador e presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini afirma que

a força do trabalho, da união e do

profissionalismo dos mais de 7.500

funcionários impulsiona o crescimento

e o sucesso dos mais de 28

mil cooperados e da cooperativa.

“Ficamos felizes em ver esse reconhecimento

à Coamo, comemoramos

e partilhamos esses bons resultados

com todos da família Coamo.

Temos orgulho de ser do campo,

do Brasil e exportar nossos produtos

para o mundo, com a certeza de

que a Coamo é uma empresa séria,

bem administrada e profissionalizada,

voltada para a prestação de produtos

e serviços de qualidade em

prol do desenvolvimento dos seus

associados”, explica.

NÚMEROS DA COAMO

Revista Exame Melhores e Maiores 2018

46ª Maior empresa do País

23ª Maior exportadora do Brasil

1ª Maior empresa paranaense

4ª Maior empresa da Região Sul

10ª Maior no segmento Agronegócio

16ª Maior no segmento Comércio

Agosto/2018 REVISTA 23


RAÇÕES COAMO

Cooperados Irineu Toiller e Valdecir Luiz Ferster

utilizam Rações Coamo para o trato dos peixes.

Trabalho conta com assistência do médico veterinário

da Coamo, Cezar Augusto Pante Neto

Em busca de alta performance

Coamo conta com linha completa de rações e vem investindo em unidades

de transbordo para agilizar a entrega direto na propriedade dos cooperados

Para alcançar a alta performance produtiva nas

diferentes espécies e categorias animais, seja

em ganho de peso ou produção de leite, há

a necessidade de um correto balanceamento nutricional

e fornecimento de ingredientes alimentares

de alta qualidade, compostos por nutrientes como

carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras, minerais e

vitaminas, de alto valor biológico. Conhecedora dessas

exigências nutricionais, a Coamo dispõe de uma

linha de rações e concentrados que levam a marca da

cooperativa.

Desde 2011, quando as rações foram lança-

24 REVISTA

Agosto/2018


RAÇÕES COAMO

Unidade de Transbordo de ração mais recente fica em Toledo e atende cooperados do Oeste do Paraná

Unidade de Transbordo em Toledo

das, a Coamo vem realizando mudanças

estruturais, para melhorar

o armazenamento e entrega do

produto aos cooperados.

Atualmente, a cooperativa

conta com unidades de transbordo

em Toledo, Mangueirinha, Pitanga,

Manoel Ribas, no Paraná, e

São Domingos, em Santa Catarina,

e 11 caminhões que fazem a entrega

a granel direto na propriedade

dos cooperados. Além de agilizar

a entrega, essa ação, garante que

a qualidade das rações seja a mesma

desde a saída da fábrica até o

momento do trato dos animais.

A Unidade de Transbordo

de ração mais recente fica em

Toledo e atende cooperados do

Oeste do Paraná. A região tem

como característica a diversificação

e uma das atividades desenvolvidas

é a piscicultura, gerando

grande demanda de ração para

os peixes. Um dos produtores é

o cooperado Valdecir Luiz Ferster,

que trabalha com o sogro 'seo' Irineu,

e a família na Granja Toillier,

no distrito de Dois Irmãos, em Toledo.

Eles começaram com a piscicultura

há cerca de quatro anos.

Uma forma de otimizar a propriedade

e ocupar as áreas alagadas.

A família produz entre

150 e 160 toneladas de tilápias a

cada ciclo, que dura de dez a 12

A unidade de transbordo

de ração em Toledo teve um

investimento de cerca de R$ 2

milhões de reais. A estrutura conta

com uma moega com capacidade

de 40 toneladas, protegida

por portões, evitando a presença

de animais, folhas e outras sujidades.

Tem uma capacidade de escoamento

de 80 toneladas/hora.

Possui quatro tulhas lacradas,

sem risco de entrada de

insetos e roedores, cada uma

com capacidade de 75 toneladas,

ou seja, um total de 300

toneladas para armazenagem.

Possui também um sistema de

auto-limpeza, com fluxo independente,

evitando assim, uma

contaminação quando houver

embarques de mais de um tipo

de ração. Além de contar com

uma balança automática, conferindo

mais segurança e agilidade

nos embarques.

Família produz entre 150 e 160 toneladas de tilápias a cada ciclo, que dura de dez a 12 meses

meses. “O ciclo depende de algumas

situações, como o comércio,

por exemplo”, frisa. Para tratar dos

peixes durante o ciclo são necessários

em torno de sete a oito mil

quilos de ração. “É tudo fornecido

Agosto/2018 REVISTA 25


RAÇÕES COAMO

COOPERATIVA CONTA COM CINCO UNIDADES DE TRANSBORDO E 11 CAMINHÕES

FAZENDO A ENTREGA A GRANEL DIRETO NAS PROPRIEDADES DOS COOPERADOS

Cooperado Claudemir Roecker, de Manoel Ribas (PR) utiliza ração Coamo na alimentação das vacas

pela Coamo. Pegamos na cooperativa,

porque sabemos da qualidade

da ração e por ter um prazo

de pagamento que se enquadra

na nossa atividade”, assinala Valdecir

Ferster.

Para receber a ração, o cooperado

adquiriu um pequeno silo

e o produto é descarregado diretamente

no local, sem contato com

outras áreas. A estrutura é toda automatizada,

com programação para

tratar duas vezes por dia. “A ração

sai direto do silo para os tanques. É

um investimento que vale a pena e

temos a Coamo como parceira nos

oferecendo tudo o que precisamos,

seja para a alimentação ou assistência

técnica”, comenta.

O médico veterinário Cezar

Augusto Pante Neto, da Coamo

em Toledo, observa que a

cooperativa vem investindo para

melhorar a entrega da ração e os

cooperados vêm respondendo à

altura, efetivando a parceria e utilizando

as rações. “São produtos de

alta qualidade e os investimentos

têm agilizado a entrega, fazendo

com que as rações cheguem na

propriedade com o mesmo teor

nutritivo, desde a fábrica até o trato

dos animais”, assinala.

A região de Manoel Ribas

é uma grande produtora de leite.

A atividade se encaixa como alternativa

de diversificação, principalmente

nas pequenas propriedades,

gerando renda e melhorando

a qualidade de vida das famílias.

São cooperados que investem na

produção, e as rações Coamo en-

Ração chega diretamente em um silo na propriedade

26 REVISTA

Agosto/2018


RAÇÕES COAMO

tram como parte importante na

nutrição dos animais. O cooperado

Claudemir Roecker, vem

melhorando a sua estrutura, pensando

sempre nos três pilares

que sustentam a pecuária que é

nutrição, sanidade e genética. “Já

utilizamos as rações Coamo

algum tempo. É um produto de

qualidade, que mantém a uniformidade

sempre. A construção da

Unidade de transbordo melhorou

e agilizou a entrega”, comenta.

Ele conta com um total de 53

vacas, com uma média de 46 em

lactação.

O leite é a principal atividade

da família. Eles também

plantam um pouco de soja e

contam com alguns bois para

engorda. “Na verdade, a maior

renda é com o leite. Por isso, estamos

investindo para melhorar

sempre a produção”, assinala

Roecker. Recentemente, a família

adquiriu um canzil, melhorando a

técnica para o trato dos animais.

Agora, as vacas são divididas em

três lotes e recebem a ração conforme

o tempo que estão produzindo

leite e a quantidade diária.

“Antes, as vacas comiam em um

coxo coletivo e hoje recebem alimento

conforme o lote que estão

inseridas. Isso fez com que diminuísse

o custo e melhorasse em

média de três a quatro litros por

animal.”

O médico veterinário

Luis Gustavo Kapp Titski, da

Coamo em Manoel Ribas, explica

que o trabalho para fornecimento

da ração inicia durante as

campanhas veterinárias. É neste

momento que os cooperados reservam

boa parte da ração que

utilizarão durante o ano, aproveitando

o melhor preço e as

condições de pagamento. “Com

a ração já adquirida, depois é só

o cooperado programar a entrega

conforme a necessidade”,

comenta. Ele observa que com a

Unidade de transbordo foi possível

duplicar a quantidade de

entrega no dia, além de manter

um produto com mais qualidade

para os animais. “A alimentação

é a base para quem produz leite,

e com a ração Coamo o animal

consegue expressar todo o potencial

produtivo que tem.”

Médico veterinário Luis Gustavo Kapp

Titski acompanha qualidade da ração

Nutrição na medida certa

As Rações Coamo são desenvolvidas

por meio de pesquisa em nutrição

equilibrada com ingredientes

de qualidade e embasadas no exato

conhecimento das necessidades

produtivas inerentes à cada espécie

e categoria animal. Pensando

em nutrição de vacas leiteiras, o

produtor necessita fornecer toda a

demanda diária de nutrientes para

suprir a manutenção do organismo

animal e da produção leiteira.

Para isso, recomenda-se implantar

um sistema alimentar baseado em

uma dieta completa composta por

forragens e concentrados, os quais

devem ser fornecidos em uma proporção

equilibrada para se obter

uma mistura de conteúdo nutricional

condizente com a necessidade

produtiva animal e com eficiência

econômica.

Claudemir Roecker: "Utilizamos as rações Coamo há algum tempo. É um produto de qualidade e que

mantém a uniformidade sempre. A construção da Unidade de transbordo melhorou e agilizou a entrega."

Caminhão entrega ração direto na propriedade

Agosto/2018 REVISTA 27


CREDICOAMO

ENERGIA SOLAR

para empreender a céu aberto

Nova modalidade

de financiamento da

Credicoamo traz ao

associado mais uma opção

para inovar e reduzir

custos no meio rural

As propriedades rurais estão

cada vez mais modernas.

A evolução no campo

é significativa, sendo possível afir-

mar, sem hesitar, que cada área é

um empreendimento a céu aberto.

Diante desse cenário, o agricultor

precisa se profissionalizar

constantemente, buscando inovações

para diminuir custos e aumentar

a renda. Pensando em facilitar

esse processo, a Credicoamo

lançou uma linha de crédito para

financiamento de sistema de conversão

de energia solar em energia

elétrica .

Trata-se de uma fonte

sustentável, de manutenção simples

e que reduz custos significativamente,

conforme explica o

presidente da Credicoamo, José

Aroldo Gallassini. “É um projeto

novo que além de captar a energia

solar para que o cooperado

possa economizar, o excedente

da energia gerada é passada

para a rede da concessionária de

energia elétrica. Se algum dia ele

precisar dessa energia que acumulou,

esses créditos poderão

ser utilizados para abater no seu

consumo próprio.”

Gallassini ainda explica

que é um investimento que se

paga a médio prazo, uma vez que,

os reajustes nas tarifas de energia

28 REVISTA

Agosto/2018


CREDICOAMO

elétrica têm sido significativos. “Com o tempo o cooperado

poderá observar o barateamento de custos. É um benefício

muito bom que está à disposição dos associados, além de

ser uma fonte de energia silenciosa e de menor custo, pois

como temos uma produção energética própria, os aumentos

na tarifa, inflação e oscilações de taxas, não serão problema,

já que não dependemos mais completamente da concessionária,

então, seus impactos negativos têm sua influência reduzida

drasticamente nas faturas de energia."

O QUE É ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA?

É a energia elétrica produzida a partir de luz solar, que pode ser

produzida mesmo em dias nublados ou chuvosos. Quanto maior

for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida.

O processo de conversão da energia solar utiliza células

fotovoltaicas, normalmente feitas de silício ou outro material

semicondutor. Quando a luz solar incide sobre uma célula fotovoltaica,

os elétrons do material semicondutor são postos em

movimento, desta forma gera-se eletricidade.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DE GERAR MINHA PRÓPRIA

ENERGIA?

É um recurso totalmente renovável. Isso significa que mesmo

quando não podemos fazer uso de energia do sol, por causa da

noite ou de dias nublados e chuvosos, podemos sempre contar

com o sol surgindo no dia seguinte como uma fonte de energia

constante e consistente. Aliás, dos recursos renováveis, assim

como energia eólica, energia hídrica e solar, a energia solar é a

mais consistente e previsível.

A MANUTENÇÃO É MÍNIMA.

Não existem peças móveis em um painel fotovoltaico, ou seja,

quase não há desgaste mecânico. Os painéis fotovoltaicos duram

mais de 30 anos, apenas com uma limpeza anual.

BAIXO CUSTO DA ENERGIA SOLAR CONSIDERANDO A VIDA

ÚTIL DO SISTEMA.

Os painéis solares podem parecer muito caros quando você decide

comprá-los, mas ao longo dos anos você vai economizar muito

dinheiro. Afinal, a luz do sol é grátis! Se calcularmos todo o investimento

de compra do sistema fotovoltaico somando à mínima

manutenção que terá com ele ao longo de toda a sua vida útil e

dividirmos pela energia gerada ao longo desses anos, veremos

que a energia solar é muito mais barata do que a que compramos

da distribuidora.

PODE SER USADA EM ÁREAS ISOLADAS DE REDE ELÉTRICA.

A energia solar fotovoltaica é uma das melhores alternativas em

regiões isoladas onde não se tem rede elétrica, muito mais barata

que geradores a diesel ou óleo combustível.

EU QUERO! O QUE PRECISO FAZER PARA INSTALAR?

Os geradores de energia solar fotovoltaica são dimensionados, conforme

o consumo elétrico de cada cooperado. Diante de uma analise

é possível saber quantos painéis solares serão necessários e também

a potência do inversor que este gerador precisa ter. A partir desse

ponto, o projeto de engenharia elétrica será realizado e apresentado

para a análise e aprovação da distribuidora de energia local. Assim

que o projeto é aprovado, a instalação do sistema fotovoltaico é realizada

e a concessionária de energia faz a conferência do gerador para

dar início à sua operação.

Agosto/2018 REVISTA 29


LAVOURA DE INVERNO

TRIGO,

com resultado e

particularidades

Uma imensidão verde partindo

para o amarelo. É esta

a visão para quem olha os

campos de produção na região de

Ivaiporã (Centro-Norte do Paraná). A

maioria das áreas estão tomadas por

lavouras de trigo, o carro-chefe da

safra de inverno. Os cooperados da

Coamo em Ivaiporã Laurindo Macri

e Roberto Aparecido Ricardo, moradores

da localidade de Barra Preta,

em Jardim Alegre, são triticultores

tradicionais na região. Eles trabalham

em sociedade e apesar da estiagem

ocorrida este ano esperam uma boa

produção nos mais de 130 alqueires

destinados para o trigo nesta

safra. “Para a nossa região, o trigo é

a lavoura mais favorável porque não

precisamos forçar a soja para plantar

milho depois. Outro motivo é que

somos apaixonados pelo trigo. Nem

sempre dá a renda que esperamos,

mas deixa um resultado muito bom

para o solo”, comenta Macri. Ele recorda

que na safra passada o clima

não contribuiu e a produtividade ficou

abaixo do esperado. Contudo,

a qualidade do cereal proporcionou

uma boa renda.

Cooperados Roberto Aparecido Ricardo e Laurindo Macri são triticultores tradicionais na região de Ivaiporã

Roberto Aparecido Ricardo

diz que plantam trigo pensando na

renda financeira, mas também levam

em consideração a importância

do cereal para o sistema produtivo.

“Com o trigo, reduzimos a infestação

de plantas daninhas, gastando menos

e facilitando o controle dessas

ervas para o plantio da soja”, diz o

cooperado.

Gregório Kurten mora em

Arapuã e, também, é cooperado da

Coamo em Ivaiporã. Ele planta trigo

há mais de 20 anos ininterruptos. No

ano passado, colheu uma média de

125 sacas por alqueire. “Em 2017

tivemos falta de chuva justamente

no momento que as plantas mais

precisavam, o que reduziu a produtividade.

Este ano também tivemos

estiagem, mas os investimentos

realizados fizeram com que as plantas

suportassem um pouco mais e

esperamos uma boa média e trigo

de qualidade. Se o preço continuar

30 REVISTA

Agosto/2018


LAVOURA DE INVERNO

Engenheiro agrônomo da Coamo, Rafael Fernando Viscardi acompanha lavoura com o cooperado Gregório Kurten

como está, o cereal ainda valerá a

pena”, assinala.

O cooperado reitera a importância

do trigo para a conservação

e manejo do solo. De acordo com

ele, um bom investimento na lavoura

de inverno reflete de forma positiva

diminuindo o custo e elevando

a produtividade da soja. “O trigo

deixa uma área mais limpa, quando

comparado com o milho. Também

ajuda a evitar a erosão e no manejo

de plantas daninhas. É a nossa melhor

opção para o inverno”, pontua

Gregório.

O engenheiro agrônomo

Rafael Fernando Viscardi, da Coamo

em Ivaiporã, ressalta que o trigo

tem grande importância para a

economia e para o sistema produtivo

na região. De acordo com ele,

já é tradição o investimento por

parte dos cooperados, sempre

buscando novas tecnologias para

que possam alcançar boas produtividades

e qualidade do cereal.

“São cooperados que seguem as

recomendações técnicas e sabem

a importância do trigo para a renda

e o sistema. Eles utilizam boa

adubação e os tratos culturais necessários”,

diz. A previsão é que a

colheita inicie na segunda quinzena

de setembro.

Se os cooperados citados

acima cultivam trigo todos os anos,

Adelércio Caleffi, de São João do

Ivaí (Centro-Norte do Paraná), voltou

a acreditar na cultura após alguns

anos plantando somente milho safrinha.

Ele conta que a opção pelo

trigo surgiu após incentivo do departamento

Técnico da Coamo. “É

a segunda safra consecutiva após

anos sem trigo na propriedade”, salienta

e revela que no ano passado

mesmo com a safra prejudicada o

trigo ainda garantiu renda melhor

que o milho safrinha.

‘Seo’ Caleffi destaca que

nos últimos anos surgiram novas variedades

de trigo, mais produtivas e

com mais qualidade. “Faço a minha

parte, investindo em boa tecnologia

e buscando sempre a melhor produção

possível. A Coamo nos oferece

tudo o que precisamos para uma

boa safra”, observa.

Conforme o engenheiro agrônomo

Antonio Carlos de Oliveira, da

Coamo em São João do Ivaí, o milho

predomina como opção na segunda

safra, mas as áreas de trigo existentes

são cultivadas com tecnologia e

visando renda para os associados.

“O ‘seo’ Caleffi, por exemplo, está

na segunda safra consecutiva com

bons resultados. Além da renda, o

trigo deixa uma boa palhada beneficiando

a safra de soja e o manejo do

solo. É uma cultura que se encaixa

muito bem no sistema produtivo da

região e é importante que o cooperado

destine uma parte da área para

diversificar o sistema.”

Adelércio Caleffi, de São João do Ivaí, voltou a acreditar no trigo após alguns anos plantando somente milho.

Conforme o engenheiro agrônomo Antonio Carlos de Oliveira, o milho predomina como opção na segunda safra, mas

as áreas de trigo existentes são cultivadas com tecnologia e visando renda para os associados

Agosto/2018 REVISTA 31


MILHO SAFRINHA

Safra determinada pelo clima

Segunda safra de milho sofreu com a falta de chuva e médias ficaram abaixo

do esperado. Bom manejo e tecnologia adequada seguraram produtividade

Com a colheita da segunda

safra de milho safrinha na

reta final, o momento é de

computar os dados e analisar as

lições que ficaram. A colheita está

confirmando o que já se previa,

com médias abaixo do esperado

devido ao clima desde a implantação

das lavouras. Primeiro,

ocorreu atraso no plantio devido

a falta de chuva. Durante o desenvolvimento,

as lavouras também

sofreram com falta de água e em

alguns casos fortes ventos deitaram

as plantas. Contudo, mesmo

com as várias situações adversas,

há casos em que cooperados alcançaram

boas produtividades,

assim como outros que viram a

produção despencar.

A família Antunes, de Boa

Esperança (Centro-Oeste do Paraná),

retrata bem o cenário do milho

nesta safra. O cereal predomina

nas áreas de agricultura na região,

e os cooperados não abrem mão

de tecnologia e manejos adequados

para alcançar boas médias de

produtividade. “Sempre fazemos

um bom investimento e alcançamos

boa produção. Esse ano, devido

ao clima, as médias ficaram

abaixo do esperado. Contudo, se

não tivéssemos utilizado boa tecnologia,

a produtividade poderia

ter sido ainda menor”, comenta

Adilson José Antunes.

O cooperado conta que

teve dois cenários de colheita: um

com produtividade acima de 250

sacas por alqueires e outro com

pelo menos 100 sacas a menos.

“O clima foi determinante neste

ano. Onde se plantou mais cedo,

houve uma produção melhor. O

'Seo' Faustino com o filho Adilson e o neto

Vinicius: segunda safra de milho com dois

cenários: com produtividade acima de 250

sacas por alqueires e outro com 150 sacas

32 REVISTA

Agosto/2018


MILHO SAFRINHA

Análise técnica

Família Antunes com o agrônomo Thiago Xavier Bonfim e colaboradores durante a colheita

manejo foi o mesmo, assim como o investimento. Toda a

área teve um solo bem corrigido com agricultura de precisão”,

acrescenta.

Ele ressalta que um ponto positivo na safra é o valor

do milho, que até o início da segunda quinzena de agosto

estava em torno de R$ 32,00 a saca. “Tivemos uma queda

na produtividade, mas os preços compensaram e ainda tivemos

uma boa renda. Mesmo diante de toda as dificuldades,

foi um ano bom para a safrinha”, comenta Antunes.

O engenheiro agrônomo Thiago Xavier Bonfim, da

Coamo em Boa Esperança, reitera que o período de plantio

influenciou diretamente na produção do milho segunda

safra. “Estamos em uma mesma região e com cenários diferentes.

Os cooperados que conseguiram plantar mais cedo,

antes da prorrogação do zoneamento, tiveram um melhor

resultado. Quanto mais tarde se plantou, pior foi a produtividade.

Tivemos cooperados colhendo entre 280 e 300 sacas,

e outros que colheram menos de 150 sacas. Nossos produtores

tradicionalmente são bem tecnificados, mas o clima foi

determinante neste ano”, assinala.

Devido ao atraso da colheita de soja na

safra 2017/18, que teve o ciclo alongado

em torno de 12 a 15 dias, houve um

atraso no plantio do milho de segunda

safra, se comparado a safra anterior. A

semeadura se concentrou em meados da

segunda quinzena de fevereiro e primeira

de março. Na safra de 2017, o plantio

iniciou em meados da segunda quinzena

de janeiro, com quase 85% da área plantada

até final de fevereiro.

Clima

Os dados de precipitações da Fazenda

Experimental da Coamo, em Campo

Mourão, mostram que os meses de abril,

maio, junho e julho, ficaram abaixo da

média de chuva nos últimos dez anos.

Nestes meses as fases de desenvolvimento

da cultura na área de ação da Coamo,

passavam por vegetativo, florescimento e

frutificação, e a falta de água contribuiu

negativamente para a cultura.

Aprendizado/lição

A adoção de tecnologias por parte dos

cooperados Coamo, realizando corretamente

o manejo do solo, plantas daninhas,

pragas e doenças, alinhados com uma

boa assistência Técnica, contribuiu para a

diminuição do impacto. Podendo ainda o

cooperado alcançar altos tetos produtivos

e com boa rentabilidade, pois o preço está

bem superior a última safra.

Agosto/2018 REVISTA 33


SAFRA DE VERÃO

Contagem

regressiva para

a nova safra

Cooperados já começaram

com os manejos da área e

esperam com expectativa

para a largada do plantio

da safra de verão

Depois de um ano marcado

por instabilidade climática,

onde sobrou chuva no verão

e faltou no inverno, condição

que em muitas regiões prejudicou

o melhor desempenho das lavouras,

os cooperados da Coamo depositam

esperanças na nova safra

de verão, que em breve será aberta

com o plantio do milho e, logo

após, com a semeadura da soja.

Sempre bem planejados,

os produtores associados garantiram

os insumos no tradicional

Plano Safra da cooperativa e,

agora, aguardam o momento cer-

Irmãos Felipe e Protásio, de Nova

Santa Rosa (PR), caminham na palhada

do milho que logo dará lugar a soja

34 REVISTA

Agosto/2018


SAFRA DE VERÃO

to de iniciar o manejo, para na

sequência lançar a semente ao

solo. É o que vai acontecer em

breve no sítio Schneider, dos irmãos

Felipe e Protásio, em Nova

Santa Rosa (Oeste do Paraná),

onde o milho de segunda safra

está sendo colhido para dar

lugar ao plantio da soja, que

começa em setembro. “Começamos

nossos preparativos na

campanha da Coamo, quando

encomendamos os insumos”,

explica Felipe, afirmando a necessidade

de conduzir a propriedade

com profissionalismo,

diluindo os riscos naturais da

atividade. “Quanto maior o planejamento,

menos riscos. Neste

ano, esperamos uma seca no verão,

no entanto, choveu mais do

que se previa e colhemos bem.

Já no inverno tivemos uma seca

de mais de 40 dias e mesmo assim

estamos fechando a produtividade

do milho com números

razoáveis”, declara o cooperado,

que obteve média de 155 sacas

de soja e 300 de milho de segunda

safra, numa área de 24

alqueires de cultivo.

Os Schneider defendem

e realizam correção anual

de solo e não abrem mão de

uma boa adubação, além de

investir em novas tecnologias

que agreguem produtividade e

renda. “Todo ano mantemos a

área corrigida, sem economizar

na adubação e, também, experimentamos

novas variedades

que vão entrando no mercado”,

comenta o produtor, esclarecendo

que o importante é cada

um fazer a sua parte. “O que

sabemos fazer é produzir, por

isso, precisamos fazer a nossa

Irmãos Schneider defendem e realizam correção anual de solo e não abrem mão de uma

boa adubação, além de investir em novas tecnologias que agreguem produtividade e renda

parte bem feita. Já o mercado

é difícil acertar, mas vamos tentando”,

brinca.

O engenheiro agrônomo

Giovani Romani, da Coamo

em Nova Santa Rosa, declara

que o melhor caminho para o

sucesso é o planejamento. “O

Felipe e o Protásio são bons

exemplos. Eles se planejaram,

escolhendo as sementes que

melhor se adaptam à propriedade,

definiram todos os insumos

que precisavam de acordo

com a realidade deles e, agora,

é trabalhar corretamente da porteira

para dentro e deixar que o

clima faça sua parte. Só assim

pode-se almejar o máximo de

produtividade na atividade agrícola”,

argumenta o agrônomo,

exemplificando que, apesar do

ano difícil de 2018, o produtor

que investiu, adotou tecnologia,

escolheu a variedade certa

e população adequada, além de

fazer aplicações de fungicidas

e inseticidas na época correta,

conseguiu se sobressair.

DICAS DE PLANTIO

Plantabilidade é um assunto muito

importante. Quando o produtor investe

no correto plantio tanto da soja

como do milho, o resultado é gratificante:

uma lavoura bem estabelecida,

com espaçamento uniforme entre as

plantas, pode render muito mais. Lá

adiante, essa conjuntura se traduz em

boa colheita.

Por isso, procure evitar as falhas durante

o plantio regulando e lubricando

bem a plantadeira. Faça uma

revisão geral da máquina observando

atentamente a limpeza, lubrificação

e avaliação da situação dos componentes

e troca das peças desgastadas.

Quando iniciar o trabalho preste

atenção nos fatores ambientais, como

o déficit hídrico, a temperatura e a luminosidade.

Use sementes tratadas

e certificadas, e execute o trabalho

respeitando sempre a velocidade máxima

do maquinário.

Em caso de dúvidas consulte um engenheiro

agrônomo.

Agosto/2018 REVISTA 35


36 REVISTA

Agosto/2018


BENEFÍCIOS COAMO

Frutos do cooperativismo

Agregar valor à produção dos seus associados

com desenvolvimento sustentável é missão da

Coamo e integra suas Diretrizes Corporativas.

Todo o trabalho realizado pela Coamo diariamente com

a competência e o profissionalismo dos seus funcionários

visa unicamente o desenvolvimento técnico, educacional

e social dos seus mais de 28 mil cooperados.

Muitos são os benefícios disponibilizados

pela cooperativa em prol do progresso dos produtores

associados.

Para divulgar e mostrar ao quadro social

quais são estes benefícios e como eles são planejados

e disponibilizados, a Coamo organizou os Benefícios

em três pilares – “Cooperação além do campo”,

“Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação” e “Logística,

Gestão e Suporte”, abrangendo todas as áreas e atividades

que atuam diretamente em todo o processo

da cadeia produtiva, desde a aquisição dos insumos

até o recebimento, industrialização, comercialização

e exportação da produção.

A Revista Coamo inicia a partir desta edição

uma série de matérias para destacar esses Benefícios

aos Cooperados, como forma de apresentar a

importância dessas facilidades, que têm o propósito

de melhorar a produtividade, renda e o status sócio-

-econômico dos cooperados e familiares.

Fornecimento de toda a linha de insumos de

alta tecnologia e com qualidade assegurada

Os cooperados da Coamo

sabem que o sucesso das suas lavouras

começa com um bom planejamento,

apoio da assistência

técnica e a definição do que plantar,

de qual nível tecnológico utilizar

para produzir mais e melhor.

Neste processo de planejamento,

por meio do Plano Safra

Coamo, os associados estabelecem

um plano de ação e definem

junto com os agrônomos de

acordo com a realidade das suas

propriedades quais os insumos e

as quantidades necessárias a serem

utilizadas a cada safra, seja

no verão ou inverno. Por este

motivo, nada melhor do que saber

qual a real necessidade para

cada propriedade e diante disso

planejar a melhor forma para começar

a safra.

Como resultado deste

trabalho, a cooperativa vai ao

mercado e adquiri os melhores

insumos com preços acessíveis

junto aos fornecedores dos diversos

produtos.

Os insumos são de alta

qualidade e para sua comprovação

e eficiência, na Fazenda Experimental

da Coamo, são testadas

variedades, defensivos e fertilizantes

agrícolas, máquinas e implementos,

além de sistemas de

plantio, cujos resultados são transmitidos

aos associados depois de

aprovados pelos especialistas da

área Técnica em parceria com os

pesquisadores.

“A Coamo é voltada exclusivamente

para o sucesso dos

seus cooperados, então o nosso

propósito é garantir a eles os

Agosto/2018 REVISTA 37


BENEFÍCIOS COAMO

COOPERADO DA COAMO É PRIVILEGIADO PELA QUANTIDADE E

QUALIDADE DAS FACILIDADES QUE TEM NA SUA UNIDADE DE NEGÓCIO

insumos com antecedência e desta maneira, proporcionar

a tranquilidade necessária para o plantio.

Na prática, os produtores têm o produto certo,

na hora certa e podem retirar dos armazéns da

cooperativa quando melhor lhe convier”, explica

o engenheiro agrônomo Aquiles de Oliveira Dias,

superintendente Técnico da Coamo, cuja área tem

entre suas atribuições a responsabilidade de comprar

e fornecer os bens de loja e insumos aos cooperados.

Segundo Dias, pensando no incremento da

produtividade e redução de custos é que a Coamo

oferece todos os anos o Plano Safra, que graças a um

forte trabalho da cooperativa resulta em melhores

condições de preços, prazo e na garantia da entrega

dos insumos aos associados no momento certo.

Armazenagem dos insumos adquiridos

antecipadamente pelos cooperados

Uma vez adquiridos os

insumos junto aos fornecedores

entra em campo outra área importante.

A logística. Com planejamento

e estrutura para melhor

atender os cooperados, a cooperativa

otimiza o transporte dos

insumos mediante uso de frota

própria e terceirizada, para que

estejam nos armazéns das dezenas

de unidades com antecedência

visando a retirada no momento

oportuno para a implantação

das lavouras.

38 REVISTA

Agosto/2018


BENEFÍCIOS COAMO

"Com a Coamo tudo ficou mais fácil e seguro"

Cooperado Jean Carlos Coltro Boiko destaca serviço da Coamo que oferece insumos no momento que precisar

A cena se repete nos últimos

anos no entreposto da Coamo

em Manoel Ribas, região Centro do

Paraná. O jovem cooperado Jean

Carlos Coltro Boiko, 23, que faz parte

da terceira geração de agricultores

cooperados da Coamo – o avô

é Albino Coltro, associado desde

1984 e o pai Valdomiro Boiko foi

admitido em 1996-, de posse da

nota fiscal ele se dirige ao armazém

da cooperativa e faz a retirada dos

insumos que precisa para plantar e

controlar suas lavouras.

Jean Carlos cultiva com o

pai um total de 148 alqueires, onde

planta soja e trigo. Na soja, sua produtividade

média é de 180 sacas

por alqueire. Neste mês ele retira

insumos para a lavoura de trigo,

visando as últimas aplicações, mas

em breve irá se abastecer de sementes

de soja para semear a safra

2018/19 na propriedade da família.

“Somos 100% Coamo e

isso é bom, as vantagens são gran-

des e o nosso cooperativismo com

a Coamo é forte e seguro”, garante

o cooperado.

Ele ressalta que o trabalho

realizado pela Coamo é sério e de

qualidade, dando a tranquilidade

e a confiança que os associados

precisam para plantar e produzir.

“As providências para a nossa próxima

safra já foram feitas, fizemos

o Plano Safra, adquirimos os insumos

com antecedência e boas

condições, e agora é só esperar

o momento certo para buscar os

produtos no armazém da Coamo.

Isso tudo é muito bom, porque

além de reservar os insumos e ter

qualidade, temos a segurança que

a cooperativa nos oferece, porque

a gente não precisa deixar as sementes,

os defensivos, guardados

na fazenda. A gente vem na Coamo

com o caminhão ou a camionete

e retira somente o que precisa.

Esta é uma vantagem, muito

grande que a gente valoriza”, considera.

Agregação de valor

O presidente da Coamo,

engenheiro agrônomo José

Aroldo Gallassini destaca que a

parceria entre a Coamo e os cooperados

garante um importante

benefício e promove resultados

satisfatórios. “Os cooperados sabem

dos benefícios que a Coamo

oferece para que eles possam

produzir bem, mas entendo ser

muito importante lembrar e divulgar

a todos os benefícios que

a cooperativa disponibiliza no dia

a dia. Tenho certeza que o quadro

social da Coamo é privilegiado

pela quantidade e qualidade das

facilidades que tem nas unidades

de negócios. Trabalhamos para

isso, com o foco em agregar valor

às atividades dos cooperados,

como a cooperativa que é, bem-

-estruturada, sólida e segura para

apoiá-los em todos os momentos”,

afirma Gallassini.

Agosto/2018 REVISTA 39


FAMÍLIACOOP

Professor João Carlos Oliveira fez palestra

motivacional para as mulheres em Mangueirinha

Família cooperativista em foco

Eventos em São Domingos (SC),

Mangueirinha (PR) e Coronel

Vivida (PR) valorizam a participação

feminina na cooperativa

Não é de hoje que as mulheres têm conquistado

espaço no campo, onde além das tarefas

diárias com a casa e família, auxiliam na

produção e na administração da propriedade rural. A

Antonio Cesar Gomes, gerente da Coamo em Mangueirinha:

evento é aguardado com expectativa pelas mulheres

Coamo valoriza esse trabalho e sabe da importância

do envolvimento de toda a família para o sucesso da

atividade agrícola e do cooperativismo. Para celebrar

a presença feminina no trabalho e na cooperativa, a

Coamo realiza eventos voltados para elas. No início

de agosto foram realizados três encontros para a família

cooperativista, sendo dois no Sudoeste do Paraná,

Mangueirinha e Coronel Vivida, e um no Oeste

catarinense, em São Domingos.

O encontro em Mangueirinha está na 11ª edição

e reuniu mais de 300 mulheres. O evento contou

com apresentação da Orquestra Ladies Ensemble e

do professor e palestrante motivacional João Carlos

Oliveira. De acordo com Antonio Cesar Gomes, gerente

da Coamo em Mangueirinha, o evento é aguardado

com expectativa pelas mulheres. “Tradicionalmente,

realizamos o encontro em agosto, e quando

vai se aproximando do mês as mulheres já começam

a perguntar a data e as atrações. É um evento que

marca Mangueirinha. As mulheres valorizam e agradecem

a diretoria pela realização. É um evento idealizado

e preparado para as mulheres, para a família

cooperativista”, diz.

A cooperada Jussara Smolek diz que o

40 REVISTA

Agosto/2018


FAMÍLIACOOP

Orquestra Ladies Ensemble encantou as participantes com a apresentação musical

Salete Cavali

Jussara Smolek

evento fortalece a participação das mulheres na cooperativa

e mostra que a Coamo está preocupada com o envolvimento

de toda a família. “Nos sentimos acolhidas. Eventos

como esse melhoram a nossa participação no dia a dia da

cooperativa. Saímos daqui com mais disposição e a certeza

de que a Coamo sempre pensa no melhor para o cooperado

e seus familiares.”

A participante Salete Cavali destaca a importância

do engajamento das mulheres, do ‘sair de casa’ e correr

atrás dos sonhos. “Muitas têm seus sonhos e não realizam

porque acham que não conseguem. Mas, nem tentam, não

fazem nada. Já são mais de dez eventos direcionados para

as mulheres, e participei de todos. É um evento que saímos

com as baterias recarregadas e prontas para correr atrás

dos nossos sonhos e vencer os desafios”, assinala.

LADIES ENSEMBLE

Atuando desde 2008 no cenário musical, a

Orquestra Ladies Ensemble é formada exclusivamente

por mulheres. Elas foram as

responsáveis pela apresentação artística nos

eventos em São Domingos (SC) e Mangueirinha

(PR). Para a artistas, a oportunidade de

se apresentar para um público somente de

mulheres é única e valoriza a atuação feminina

em todos os setores da sociedade. “O

mercado ainda é dominado pelos homens,

mas vemos que esse cenário está mudando.

Para nós, é gratificante ter espaço e mostrar

o nosso trabalho, e apresentar um pouco de

cultura para tantas mulheres”, comenta a integrante

da orquestra Rebeca Vieira.

Ladies Ensemble conta com a participação

de mais de 20 mulheres, profissionais da

música. Criada pela violinista Fabiola Bach

– diretora e fundadora- Ladies Ensemble

em 2008, tem solistas das principais orquestras

do Paraná - O grupo reúne nomes

da Orquestra Sinfônica do Paraná, Camerata

de Curitiba e Orquestra de Câmara da

PUC.

Agosto/2018 REVISTA 41


FAMÍLIACOOP

ENCONTRO EM MANGUEIRINHA ESTÁ NA 11ª EDIÇÃO E REUNIU MAIS DE 300

MULHERES QUE PRESENCIARAM APRESENTAÇÃO MUSICAL E PALESTRA MOTIVACIONAL

Conforme o assessor de Cooperativismo

da Coamo, Guilherme Montenegro Sávio, a expressiva

participação das mulheres mostra a importância

do evento e do envolvimento da família na cooperativa.

“É um momento de integração, de receber conhecimento

e acima de tudo de descontração com

uma palestra motivacional e apresentação cultural.

Pensamos no cooperado e na família, melhorando o

convívio familiar e a qualidade de vida de todos os

envolvidos”, assinala.

Guilherme Montenegro Savio, assessor de Cooperativismo da Coamo

Nos três eventos, a parte

motivacional ficou por conta do

professor e palestrante João Carlos

Oliveira. Conhecedor da filosofia

do cooperativismo, com muito

carisma e empolgação ele agitou

as mulheres e os casais participantes

do evento. “Quando eu digo

para as pessoas não deixarem

para amanhã o que podem fazer

hoje, vemos que elas querem isso,

que elas querem mais. Esse programa

da Coamo traz essa ternura,

do ser, da gente não apenas fazer

negócio por fazer, mas fazer negócio

pela família, de fazer diferente

para a família. Mostramos para as

pessoas que dinheiro é bom, mas

se tiver um trabalho de parceria

e companheirismo fica ainda melhor”,

assinala.

João Carlos observa que as

mulheres precisam acreditar que

podem mais, que devem fazer

parte da atividade, não só ajudando

a desenvolver a atividade no

campo, mas também participando

da tomada de decisão e da vida

“Não deixe

para amanhã

o que pode

fazer hoje”

da cooperativa. “A Coamo enxerga

a esposa e a filha como sócia

da cooperativa. Por muito tempo,

a sociedade colocou a mulher em

segundo plano, mas no cooperativismo

isso não acontece. Ela é

evidenciada e sentem que fazem

parte desse segmento. O homem

do campo é empresário do agronegócio

e nada melhor do que ter

a família ao seu lado para conduzir

os trabalhos”, pondera.

42 REVISTA

Agosto/2018


FAMÍLIACOOP

Participação ativa em Santa Catarina

Em São Domingos, o encontro reuniu também mulheres de Abelardo Luz, Xanxerê, Ipuaçu e Ouro Verde

Em São Domingos, o encontro

reuniu também mulheres

de Abelardo Luz, Xanxerê, Ipuaçu

e Ouro Verde. Foram mais de 300

participantes. De acordo com o

gerente da Unidade da Coamo

anfitriã, Adenilson Zaffari, o evento

cumpriu o objetivo valorizando as

mulheres que integram o cooperativismo

e a família cooperativista.

“Esse é um presente para elas,

para celebrar a participação delas

no cooperativismo e mostrar a importância

e participação feminina

na Coamo”, pondera.

O encontro está na quarta

edição e é a segunda vez que

São Domingos recebe, sendo que

já foi realizado em Abelardo Luz

e Xanxerê. “É um evento que deu

certo e faz parte do calendário oficial

da Coamo. As mulheres aprovaram

porque é a oportunidade

de passarem um dia especial, com

uma programação pensada para

elas”, diz Zaffari.

Conforme a participan-

Claudia Rodighero Bertan, de Abelardo Luz Marilice Terezinha Sonda Gallina, de Xanxerê Marlene Luiza Piacentini Lodi, de São Domingos

Agosto/2018 REVISTA 43


FAMÍLIACOOP

ENCONTRO EM SANTA CATARINA ESTÁ NA QUARTA EDIÇÃO E É A SEGUNDA VEZ QUE

SÃO DOMINGOS RECEBE. EVENTO JÁ FOI REALIZADO EM ABELARDO LUZ E XANXERÊ

te Claudia Rodighero Bertan, de

Abelardo Luz, o evento fortalece o

cooperativismo e mostra a importância

que as mulheres têm para

a Coamo. “Fazemos os trabalhos

de casa, cuidamos dos filhos e ajudamos

nas atividades agrícolas.

Nada mais justo do que acompanharmos

nossos esposos na cooperativa

e o evento faz com que

nos sintamos parte da Coamo e

acolhidas pelo cooperativismo.”

É o segundo encontro que

Marilice Terezinha Sonda Gallina,

de Xanxerê, participa. Ela observa

que as mulheres ainda estão distantes

de alguns setores, mas que

na Coamo isso não ocorre. “A cooperativa

incentiva a participação

feminina, demonstrando que está

preocupada com toda a família, e

com a qualidade de vida dos seus

associados. Depois de um evento

como esse, volto para a casa mais

preparada, com mais força para

trabalhar e continuar na atividade

agrícola.”

Marlene Luiza Piacentini

Lodi, de São Domingos, observa

que só o fato de se encontrar

com outras mulheres, para trocar

conhecimento e informação já valeria

a pena. “A Coamo traz uma

palestra de alto nível e ainda nos

proporciona um momento único,

de assistir a apresentação de uma

orquestra. É um evento que nos

deixa mais leve, nos enriquece

emocionalmente e culturalmente.”

Adenilson Zaffari, gerente da Coamo em São Domingos

Inovação em Coronel Vivida

A Unidade da Coamo em Coronel Vivida já

vem realizando o tradicional encontro tecnológico e

neste ano inovou promovendo um evento para a família

cooperativista. Foram duas palestras: a primeira

técnica com o engenheiro agrônomo Alex Antonio

Moacir Ferrari, gerente da Coamo em Coronel Vivida

Ribeiro, que falou sobre a tecnologia de aplicação de

defensivos agrícolas, e a segunda motivacional pelo

professor João Carlos Oliveira. “Já temos os eventos

técnicos, em que a família também participa. Porém,

neste ano procuramos algo diferente para que as

cooperadas, esposas e filhas de cooperados tivessem

um momento especial”, comenta o gerente da

Coamo em Coronel Vivida, Moacir Ferrari.

Alex Antonio Ribeiro abordou sobre a importância

de se fazer o uso de defensivos agrícolas de

forma racional e consciente, principalmente alertando

sobre a necessidade da utilização dos EPIs (Equipamento

de Proteção Individual). “São produtos que

devem seguir as boas práticas de utilização. Se usado

corretamente, é um grande aliado na produção

agrícola. Contudo, devem ser seguidas as recomendações

técnicas e ter a preocupação com a saúde de

quem aplica e do meio ambiente.”

44 REVISTA

Agosto/2018


FAMÍLIACOOP

Nos três eventos, a parte motivacional ficou por conta do professor e palestrante João Carlos Oliveira. Na imagem, momento da palestra em Coronel Vivida

Tania Dala Costa estava

acompanhada da mãe Adelaide e

da irmã Tamires. Ela destaca a importância

da participação de toda a

família no dia a dia da cooperativa e

nas atividades agrícolas. “A Coamo

incentiva nossa participação e é isso

que estamos fazendo. Eventos como

esse, nos motivam e informam sobre

as recomendações técnicas, além de

contar com uma palestra de alto astral.

Na Coamo, vemos que a mulher

do campo também é valorizada.”

O casal Ofélia e André

Luís Zanatta também aprovaram

a iniciativa de realizar o evento

voltado para a família. “A Coamo

é um local de cooperação e nada

mais importante do que integrar

a esposa no nosso dia a dia”, comenta

André. “Esse momento

ajuda a melhorar a autoestima e o

convívio familiar. Crescemos emocionalmente,

socialmente e profissionalmente.

Só temos a melhorar

participando da Coamo.”

Tania Dala Costa com a mãe Adelaide e a irmã

Tamires: "A Coamo incentiva nossa participação e é

isso que estamos fazendo."

Engenheiro agrônomo da Coamo, Alex Antonio Ribeiro, falou sobre a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Casal André Luis Zanatta e Ofélia aprovaram a

iniciativa de realizar o evento voltado para a família

Agosto/2018 REVISTA 45


2 design

70 anos

de inovações sempre

ao lado do agricultor

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SISTEMA DE PRODUÇÃO

NABO FORRAGEIRO

no sistema produtivo

da família Becker

Cooperados Elio Jorge Becker e Leandro Andrei Becker, pai e filho, vêm sempre buscando inovar

e utilizando tecnologias que possam melhorar o sistema produtivo e incrementar a produtividade

A

segunda safra foi uma

inovação para a família

Becker, em Vila

Nova, distrito de Toledo (Oeste

do Paraná). Os cooperados

Elio Jorge Becker e Leandro

Andrei Becker, pai e filho,

vem sempre buscando inovar

e utilizando tecnologias que

possam melhorar o sistema

produtivo e incrementar e

produtividade. A família que

já praticava rotação de culturas

com aveia, trigo, soja e

milho primeira e segunda safra,

este ano optou pelo nabo

forrageiro.

Becker explica que o

nabo forrageiro no sistema

de rotação de cultura traz

grandes benefícios ao solo.

“A cultura proporciona boa

cobertura vegetal, descompactação

do solo por ter um

desenvolvimento radicular

agressivo ocasionando uma

escarificação biológica, além

de auxiliar na ciclagem de

nutrientes do solo principalmente

do nitrogênio e fósforo.

É uma cultura tolerante a

seca e a geada fator importante

a ser considerado na

implantação da safra de outono

e inverno”, diz.

De acordo com o engenheiro

agrônomo Guilherme

Augusto Fischer, da Coamo

em Vila Nova, os cooperados

ficaram satisfeitos com o resultado

da cultura e esperam um

incremento de produtividade

para a lavoura posterior, que

será o milho verão. “Eles pretendem

incluir o nabo no seu

sistema de rotação de culturas

e manejo do solo”, frisa.

Agosto/2018 REVISTA 47


CURSOS SOCIAIS

Delícias culinárias para a família

Coamo realizou diversos cursos em agosto. Em Moreira Sales e

Campo Mourão, o clima foi de aprendizado e descontração

Ao chegar em Moreira

Sales (Centro-Oeste do

Paraná), a equipe de reportagem

da Revista Coamo encontrou

um grupo de mulheres

unidas e integradas. Boas histórias

e risadas não faltaram. O clima

era de sexta-feira, mas na verdade

era apenas quarta-feira. O

motivo de tanta alegria era o fato

das participantes – cooperadas,

esposas e filhas de cooperados –

estarem encerrando mais um curso

social. Com o tema ‘Delícias

com o Café Coamo’, a cada receita

finalizada, todas degustavam

um pouco e aprovavam as novidades

que estavam aprendendo.

Entre uma receita e outra,

as participantes trocavam dicas

e novas ideias com outras possibilidades

para aquelas receitas

ensinadas surgiam. Um clima de

fato agradável, que faz Elaine

Gloor, marcar presença em todos

os cursos sociais da Coamo, realizados

em parceria com o Serviço

Nacional de Aprendizagem

do Cooperativismo (Sescoop). “É

sempre um aprendizado para a

gente. Como eu amo café, o tema

por si só já me chamou a atenção.

Porém, mais que isso, quando estamos

em grupo sempre aprendemos

mais.”

Ao ser questionada sobre

a receita que mais lhe agradou,

Elaine enumerou várias. “Acabamos

de aprender fazer o cappuc-

Em Moreira Sales, alunas ouvem atentamente as recomendações da instrutora do Sescoop

cino, mas aprendemos também o

café cremoso, o sorvete, têm muitas

receitas. Mas, tem que ser com

o Café Coamo, é o ingrediente especial

de cada receita”, garante.

Quem também aprovou o

curso de Delícias com Café Coamo

foi Eliana Souza. “Aprendemos

receitas maravilhosas e ainda mais

com os Alimentos Coamo, tudo

fica melhor. Não tem como enumerar

qual a melhor receita, pois

todas ficaram ótimas. Quando venho

nos cursos sociais da Coamo

sei que vou aprender ótimas receitas

e ter um momento de descontração

com as minhas amigas”,

revela Eliana.

O curso de Delícias com

Café Coamo é novidade deste

ano e a repercussão tem sido positiva,

conforme conta a instrutora

do Sescoop, Lidinalva Tavares

Guiral. “Elas ficaram felizes, deram

boas risadas e fizeram pratos deliciosos

com o Café Coamo. Hoje,

utilizamos o Café Sollus Extra Forte

da cooperativa, que tem ótima

qualidade e garantiu o excelente

resultado final. Esses dois dias de

curso passaram com a sensação

Participantes envolvidas em todas etapas

48 REVISTA

Agosto/2018


CURSOS SOCIAIS

Participantes e funcionários da Coamo reunidos no encerramento do curso de "Delícias com o café Coamo"

de ‘quero mais’. ”

Esse clima de descontração

e confraternização também

foi compartilhado pelas mulheres

cooperativistas de Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná). Elas

participaram recentemente do

curso de Bolachas Caseiras. Foram

tantas ideias de receitas aprendidas

que para aquelas mulheres

que pensam em ganhar um dinheiro

extra ou fazer em casa para

a família, opções não faltarão.

Sinamara Liberari escolheu

a segunda opção. Com dois

filhos pequenos ela aprendeu

muitas receitas para fazer o gosto

da criançada. “São receitas práticas

e fáceis de fazer no dia a dia.

Não tem aquela receita que não

vou fazer, pois achei difícil. Se chegar

uma visita já dá para fazer e

para quem tem criança em casa,

aprende mais opções para preparar.

Meus filhos, já estão me esperando

com expectativa (risos). ”

Outro ponto fundamental

do curso para Sinamara, foi a oportunidade

de fazer novas amizades.

“Além da convivência, é um ambiente

muito bom de estar. Fiz novas

amigas aqui. Não somos mais

apenas um grupo de conhecidas,

mas sim um grupo de amigas. ”

Dona Rita Mignosso Letrari

também saiu do curso contente.

“Essa é uma oportunidade de nos

unirmos e vivermos o cooperativismo,

convivendo com outras

cooperadas, esposas e filhas de

cooperados. Foi muito bom e eu

estava precisando mesmo. É uma

terapia diferente, nem vemos o

tempo passar.”

Para quem ainda não participou,

Dona Rita faz o convite.

“Aprendemos receitas que podemos

fazer com o que temos em

casa. Quem ainda não participou eu

convido a participar também, pois

além de sair da rotina, é possível

aprender muitas coisas, até mesmo

receitas que já conhecemos, aprendemos

novas formas de fazê-las, de

um jeito bem mais prático. ”

A instrutora do Sescoop,

Herta Radecki, revela que ficou

feliz com o desempenho da turma.

“São receitas muito boas, realmente

práticas, onde utilizamos

os Alimentos Coamo e obtivemos

um excelente resultado. Participar

dos cursos sociais também traz

qualidade de vida, pois elas além

de produzir alimentos no campo,

transformam esses alimentos em

Em Campo Mourão participação das mulheres também foi expressiva

receitas deliciosas. A cada curso

vejo a satisfação delas e nesse não

foi diferente.”

Bolachas produzidas pelas alunas

Agosto/2018 REVISTA 49


50 REVISTA

Agosto/2018


DICA DO CAMPO

Aprendendo mais sobre...

O

quiabo é uma hortaliça pertencente à família Malvácea.

Pode ter sido originário da África ou da Ásia e foi introduzido

no Brasil pelos escravos. O fruto do quiabeiro é uma

boa fonte de vitaminas, em especial as vitaminas A, C e B1, além de

fornecer cálcio.

Época de plantio: setembro a janeiro em regiões de inverno e o

ano todo nas regiões quentes. Desenvolve-se bem entre 22 e 25 °C

e é prejudicado pelo frio.

Adubação: aplicar em cada metro de sulco as seguintes quantidades:

5 f de esterco de curral, 100 g de superfosfato simples e 30 g

de cloreto de potássio. Os adubos minerais podem ser substituídos

por 100 g de NPK na fórmula 4-14-8.

Plantio: no espaçamento de 20 a 30 cm entre covas por 1 m entre linhas,

plantam-se 3 ou 4 sementes por cova. Cada grama contém 18 a

20 sementes. Pode-se plantar em sulcos, semeando em linha corrida.

Irrigação: regas a cada 3 dias.

Raleação: deixam-se duas plantas por cova ou 8 a 10 por metro

linear quando o plantio for feito por semeadura em linha corrida.

Adubação em cobertura: depois da raleação, aplicam-se 30 a 50 g

de sulfato de amônio ou nitrocálcio por metro de sulco.

Colheita: os frutos devem ser colhidos antes de se tornarem fibrosos,

entre 70 e 80 dias depois do plantio.

COMO COMPRAR

Para verificar a qualidade dos quiabos não é preciso quebrá-los. Os

frutos devem ter cor verde intensa, serem firmes, sem manchas escuras

e com comprimento menor que 12 cm. Frutos muito grandes

e com coloração verde esbranquiçada (pálida) tendem a ser fibrosos

e duros. Frutos manuseados sem o devido cuidado tornam-se escuros

rapidamente.

COMO CONSERVAR

Após a colheita, o quiabo deve ser consumido rapidamente pois fica

murcho, fibroso e escurece em seguida. O quiabo não tolera temperaturas

muito baixas por longo período de tempo, pois fica escuro

e deteriora-se. Por isso, ele deve ser colocado na parte inferior da

geladeira, dentro de sacos de plástico. Nesta condição, ele pode ser

conservado por até uma semana. Para congelar os frutos, estes devem

ser levados, picados e acondicionados em saco de plástico, do

qual se retira todo o ar com uma bombinha de vácuo. Para congelar

frutos inteiros, é recomendável lavá-los, secá-los, e em seguida

deixá-los por 2 a 3 minutos em água fervente, por 4 a 5 minutos no

vapor, ou por 3 1/2 a 4 1/2 minutos no microondas. Depois, deve-se

secar os frutos e, quando estes estiverem frios, colocá-los em saco

de plástico, retirando todo o ar com bombinha de vácuo. Em seguida,

deve-se lacrar o saco e levar ao congelador.

COMO CONSUMIR

QUIABO

O quiabo é uma hortaliça de fácil preparo. Não é preciso descascá-

-lo; somente remova as pontas. Geralmente é consumido cozido,

refogado ou frito, porém, também pode ser consumido cru, quando

os frutos são pequenos (menores que 5 cm de comprimento),

tenros e recém-colhidos. Tradicionalmente utilizado no preparo de

pratos típicos como frango com quiabo, caruru e com costelinha

de porco, o quiabo também é saboroso no preparo de saladas frias

com tomate, pimentão e cheiro verde. O descongelamento dos frutos

pode ser lento, na parte inferior da geladeira ou rápido, direto

ao fogo, durante o preparo do prato.

Fonte: Embrapa Hortaliças

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52 REVISTA

Agosto/2018


CELEBRAÇÃO

Jacto 70 anos: história de inovação

e respeito com os agricultores

Elevar produtividades, otimizar

o tempo de operações e reduzir

custos, são objetivos dos

produtores associados da Coamo

na condução da atividade agrícola.

Para isso, eles estão investindo em

máquinas modernas para colher

produtividades satisfatórias e praticar

uma agricultura sustentável.

Esses propósitos são possíveis

com a parceria entre a Coamo e

a Jacto, parceria forte e consistente,

efetivada ao longo das últimas décadas.

“A Jacto completa 70 anos, é

uma empresa exemplo de pioneirismo

e evolução, e de princípios

que são comuns também para nós.

Por isso, temos orgulho e satisfação

em ter esta empresa inovadora e

admirada entre os nossos principais

parceiros e fornecedores” afirma o

engenheiro agrônomo e vice-presidente

da Coamo, Claudio Francisco

Bianchi Rizzatto.

Segundo ele, os associados

da Coamo têm recebido o

apoio e a assistência direta da cooperativa

e da Jacto para produzir

mais e com maior sustentabilidade.

A Jacto completou dia 18

de agosto, 70 anos de existência.

“São 70 anos de uma história rica

em pioneirismo, inovação e respeito

às pessoas e, principalmente, ao

agricultor. O desenvolvimento da

agricultura é o motivo pelo qual a

empresa trabalha incansavelmente,

produzindo as melhores soluções

para a proteção das lavouras.

Neste momento marcante, torna-

-se essencial uma reflexão sobre o

futuro, sem deixar de lado o tripé

que sustenta as atividades da empresa:

a sua história, a atuação social

e os constantes investimentos

em inovação”, comemora Jorge Nishimura,

presidente do Conselho

de Administração do Grupo Jacto.

Irmãos Shiro e Jorge Nishimura com

o vice-presidente da Coamo, Claudio

Rizzatto, e o superintendente

Técnico da Coamo, Aquiles Dias, no

evento dos 70 anos da Jacto

SELO PRESERVA A TRADIÇÃO - O selo de 70 anos recebe

o apoio de um haikai - poema curto, conciso e objetivo

de origem japonesa. Forma poética criada no século

XVI e espalhada pelo mundo. A estrutura do haikai é

composta por três versos curtos para preservar a tradição

e retratar com simplicidade os principais elementos

norteadores da trajetória da Jacto em seus versos.

TERRA AMADA - É o elemento da natureza de onde

parte o haikai. Elemento concreto, onde se desenvolve

a vida vegetal e a atividade da agricultura para

a qual se destinam os produtos que deram início ao

Grupo Jacto. Terra é também nosso planeta, nosso lugar

na vastidão do universo. Terra amada pelos agricultores.

Terra amada, nesse caso, é também a pátria-

-mãe, que recebe o imigrante Shunji Nishimura, a

pessoa física e os seus sonhos. A pátria amada que

ele também amou e a quem foi grato. Também osolo

fértil e seguro onde estão fincadas as raízes da Jacto.

CORAÇÃO GRATO- Duas palavras muito ligadas à trajetória

de Shunji Nishimura e da Jacto. Coração é o

lugar do amor, sentimento maior. Amor ao Brasil, à

Terra Amada, que recebeu nosso fundador. Amor ao

trabalho, amor ao novo, amor às pessoas (clientes,

colaboradores, comunidade). Foi um coração grato

que moveu Nishimura a retribuir tudo o que recebeu,

criando sua fundação.

INSPIRA O NOVO -Desde o nome, inspirado pelo rastro

deixado no céu pelos aviões a jato, símbolo de

modernidade quando surgiu, o novo sempre inspirou

a trajetória do Grupo Jacto. Os pés sempre estiveram

na terra firme, mas as cabeças sempre foram

movidas pela busca do novo. Por isso a inovação é

uma marca característica impressa no DNA da Jacto.

Agosto/2018 REVISTA 53


Creme de alho

para o pão no

churrasco

Ingredientes

- 250ml de Leite

- 3 dentes de alho

- 1 pitada de sal

- 1 sachê de tempero para legumes

- 1 tablete de caldo de legumes

- 1 colher de sopa de Margarina Coamo Família

- 100g de queijo mussarela

- 400ml de Óleo de soja Coamo

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes, menos o óleo, no liquidificador

em velocidade média, daí vá adicionando o óleo em fio até que

a mistura fique cremosa C. aso os 400ml de óleo não sejam

suficientes, aumente esse volume até obter a consistência desejada.

Rendimento: 15 pães francês ou baguete.

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

54 REVISTA

Agosto/2018

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