Jornal das Oficinas 158

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Jornal independente

da manutenção e reparação

de veículos ligeiros e pesados

158

Janeiro 2019

Periodicidade | Mensal

ANO XIV | 3 euros

Diretor | João Vieira

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PLANO DE MARKETING

Construir o sucessoPág. 4

AF-anuncioPLR-130x115mm cc.pdf 1 18/10/18 14:41

ATUALIDADE Pág. 12

Comissões especializadas da DPAI

fizeram o balanço de 2018 e apresentaram

as novidades previstas para o ano de 2019

TECNOLOGIA Pág. 22

Conheça os segredos do motor V12 do

Aston Martin Valkyrie. Um “monstro” de força

ENTREVISTA Pág. 24

Gwenael de Calan, head of sales &

marketing da Caruso, explicou-nos as

principais características deste projeto

C

M

Y

CM

REPORTAGEM Pág. 36

Durante dois dias, acompanhámos, na

região de Lisboa, o Roadshow KYB, que

visitou, em dois meses, 221 reparadores

TÉCNICA Pág. 72

Saiba tudo sobre as ferramentas mais

utilizadas nas oficinas de eletromecânica

ENSAIO Pág. 74

Sinónimo de estilo e eficácia, o Alfa

Romeo Giulietta apela aos sentidos

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patrocinador

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3ª EDIÇÃO

Patrocínadores 2019


FOLHA DE SERVIÇO

3

EDITORIAL

João Vieira Diretor

A informação

mais valiosa

Impressão – FIG, Indústrias Gráficas, S.A.

Rua Adriano Lucas, 3020 - 265 Coimbra

Tel.: 239 499 922

Edição

AP COMUNICAÇÃO

Gala TOP 100

O Jornal das Oficinas organizará, pelo 4.º ano consecutivo, a Gala TOP 100 - As

Maiores Empresas do Aftermarket em Portugal. A cerimónia realizar-se-á a 19 de

janeiro, sábado, na Quinta do Monte Redondo, em Montemor-o-Velho

Proprietário/Editor João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda. | Contribuinte 510447953 | Sede Bela Vista Office, Sala 2.29 – Est. de Paço de Arcos, 66 - 66A,

2735 - 336 Cacém - Portugal GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W | Tel. +351 219 288 052/4 | Fax +351 219 288 053 | Email geral@apcomunicacao.com

Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

DIRETOR João Vieira – joao.vieira@apcomunicacao.com

EDITOR EXECUTIVO Bruno Castanheira – bruno.castanheira@apcomunicacao.com REDAÇÃO Jorge Flores – jorge.flores@apcomunicacao.com e Joana Calado – joana.calado@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL Mário Carmo – mario.carmo@apcomunicacao.com | GESTOR DE CLIENTES Paulo Franco – paulo.franco@apcomunicacao.com

| IMAGEM António Valente | MULTIMÉDIA Catarina Gomes | ARTE Hélio Falcão | SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com

PERIODICIDADE Mensal | ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

© Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS

N.º de Registo no ERC: 124.782

Depósito Legal n.º: 201.608/03

Tiragem – 10.000 exemplares

Os maiores players do aftermarket nacional vão estar,

de novo, juntos numa noite que se espera memorável

para premiar os vencedores dos troféus TOP

100. Queremos, com esta gala, por um lado, reconhecer o

notável crescimento que as empresas registaram durante o

exercício de 2017 e, por outro, sublinhar a nossa forte aposta

na comunicação de conteúdos que valorizam e dignificam o

mercado do pós-venda e os profissionais que nele trabalham.

Assim, não poupámos esforços para produzir a maior e melhor

edição da TOP 100, uma revista que tem dado garantias

de qualidade perante anunciantes e leitores. Nesta TOP 100,

voltamos a retratar histórias de sucesso de empresas que se

evidenciaram pela qualidade dos produtos que comercializam,

bem como pela estratégia com que se afirmam no

mercado. Todas merecem a nossa admiração e respeito pelo

contributo positivo que dão ao desenvolvimento do aftermarket

no nosso país.

Foi, pois, a pensar num conjunto representativo de casos de

sucesso, que, na edição de 2018 da revista TOP 100, traçámos

um panorama abrangente das empresas que mais se evidenciaram

no panorama do aftermarket nacional, quer seja pela

sua competência quer seja pelo empenho dos profissionais

que nelas trabalham. É para festejar o seu sucesso que organizamos

a Gala TOP 100, que é, também, o grande evento social

do setor, onde os profissionais convivem e confraternizam,

num ambiente cheio de charme e boa disposição. ✱

.es

Parceiro

em Espanha

Na reunião anual da DPAI (Divisão de Peças e Acessórios

Independentes da ACAP), foi anunciado o

lançamento de um novo Observatório de Peças e

Acessórios para 2019. O grande objetivo do grupo

de trabalho especializado da Sub-Comissão de

Estatísticas da DPAI, é antecipar a informação

relevante para o setor, no sentido de fornecer dados

estratégicos que as empresas precisam para

tomarem decisões. Perceber a evolução do setor

do pós-venda com base em elementos do negócio

atual mas, também, em elementos adicionais,

como o volume do parque automóvel, entradas

nas oficinas, taxa de crescimento e rendimento

bruto das famílias, entre outros, são extremamente

úteis para os empresários poderem planear com

segurança o futuro das suas organizações.

A partir de agora, uma nova equipa constituída

por técnicas especializadas da ACAP, vai dar corpo

ao novo Observatório de Peças e Acessórios, com

uma forma diferente de olhar os dados e criar

informação com valor, que permita as empresas

antecipar as tendências e perceber como o mercado

vai evoluir num futuro próximo. Partindo

da base que o valor do mercado de pós-venda

em Portugal é de 1,7 mil milhões de euros/ano,

a equipa de trabalho da Sub-Comissão de Estatísticas

da DPAI vai analisar as várias áreas de

negócio por onde esse valor é repartido.

O grande volume de informações produzido pelo

negócio de aftermarket moderno precisa de ser

analisado de forma consistente e fidedigna. Esse

suporte ocorre por meio da estatística. Onde houver

incerteza, essa ferramenta pode ser usada.

Desta forma, a utilização de estatísticas permite

melhorar o desempenho das empresas no sentido

de reduzir custos e maximizar os lucros. De referir

que a estatística moderna não é responsável só

pela criação de tabelas e gráficos, mas trabalha,

também, com metodologias científicas muito mais

complexas. Daí a necessidade de avaliar, analisar

e comparar as variáveis mais importantes.

Muito há ainda a fazer para garantir a produção de

estatísticas totalmente fidedignas e atuais, mas

acreditamos que, com o empenho dos membros

da Comissão Especializada da DPAI, em breve o

setor vai poder contar com a informação mais

valiosa para a gestão das suas empresas.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2019


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DESTAQUE

Plano de marketing na oficina

Superar as expectativas

O marketing é parte fundamental no âmbito da gestão oficinal. Trata-se de reduzir as possibilidades

de fracasso. Para isso, é importante estabelecer ações que assegurem, na medida do possível, bons resultados.

É essa a finalidade de um bom plano de marketing

Por: João Vieira

Janeiro I 2019

www.jornaldasoficinas.com


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automóvel foi incorporado na vida das pessoas

quase como mais um membro da família.

Por conseguinte, as pessoas prestam

os melhores cuidados ao seu automóvel e,

tal como acontece com qualquer membro

da família, não querem deixar esses cuidados

nas mãos de qualquer um. É, por isso,

que procuram quem lhes ofereça a maior

confiança, as melhores vantagens, a maior

comodidade. E, naturalmente, quem lhes

permita poupar uns euros. Neste âmbito,

o marketing desempenha um papel primordial.

n OFICINAS, HÁ MUITAS

Entre a concorrência e a segmentação

que existe no setor, a capacidade de marcar

a diferença pode ser aquilo que separa

uma oficina próspera de uma estagnada.

Nessa estratégia, as técnicas de marketing

são fundamentais. Elaborar um plano de

marketing apropriado para a oficina é o

Um cliente

satisfeito é o

melhor embaixador

de marketing

para a oficina

primeiro passo para alcançar o êxito.

Temos de parar, pensar e observar. Resumindo,

ponderar bem o plano de marketing

que vai permitir que a oficina ganhe ou

perca clientes. Porque esse é o objetivo

de um bom plano de marketing: conseguir

clientes e fidelizá-los. O objetivo da oficina

é realizar os seus serviços e que estes gerem

benefícios económicos. Não podemos

esquecer que, em última análise, a oficina

não deixa de ser um negócio. E ninguém

abre um negócio para ter perdas.

O plano de marketing tem como objetivo

chegar aos clientes, tanto atuais como

potenciais, da forma mais rápida, eficaz,

clara e apelativa. O marketing é uma parte

fundamental no âmbito da gestão da oficina.

Deve estar em consonância com os

restantes recursos económicos e humanos,

meios disponíveis para conseguir que tudo

na oficina corra bem. Se vende algo que o

torna singular e único, com um marketing

personalizado poderá conseguir um bom

número de clientes e aumentar as vendas.

Os objetivos e resultados da oficina vão

depender, em grande medida, de um bom

ou mau plano de marketing. Não serve de

muito ter o melhor serviço se este não for

conhecido. E, neste âmbito, são muito importantes,

também, o esforço dos funcionários

e o nível de satisfação dos clientes.

Trata-se de reduzir as possibilidades de

fracasso. Para isso, é importante estabelecer

ações que assegurem, na medida do possível,

bons resultados. E é essa a finalidade

de um bom plano de marketing. Para que

este seja um êxito, deve colocar-se várias

questões.

Quem sou?

Definir o seu negócio em primeiro lugar,

para saber que direção tomar. Ser uma

oficina especializada em chapa ou uma

oficina para todo o tipo de reparações, são

coisas diferentes. Nesta fase, deve perguntar-se

se quer ser identificado facilmente

e criar a sua própria marca. Ao criá-la, todos

os elementos da oficina devem estar

em consonância: desde o uniforme dos

funcionários aos cartazes, passando pelos

produtos oferecidos.

Qual o meu público alvo?

Muitas oficinas costumam ter um público

alvo restrito. Mas pode querer dirigir-se

a um setor mais amplo. Conforme o tipo

de cliente ao qual se dirija, o seu plano

de marketing deverá contemplar algumas

características em detrimento de outras.

Poderá ser útil fazer uma pesquisa de mercado

para conhecer as pessoas a quem se

dirige: que perfil sociodemográfico tem o

seu cliente (idade, rendimentos, interesses),

qual será a característica mais valorizada da

sua oficina (preço baixo, rapidez, qualidade

do serviço)? Pretende ser quem cobre as

necessidades com um bem fundamental,

como o veículo do seu cliente.

Quem é a minha concorrência?

Conhecer o mercado irá ajudá-lo a oferecer

melhores serviços, melhor atendimento

e melhores soluções aos clientes. E não

só por saber o que estão a oferecer para

melhorar a oferta e oferecer algo melhor

ou único. A concorrência pode ser fonte

de ideias para a sua própria oficina. Não

deve encarar a concorrência como algo

negativo, mas como um fator que o pode

ajudar a crescer. Aproveite a base do êxito

e melhore-a para que os clientes escolham

a sua oficina.

Que pretendo conseguir?

Se já sabe a quem se vai dirigir, em que

mercado vai atuar, e está certo que será

muito competitivo, tem de estabelecer

objetivos. Com a análise prévia, delineou

o caminho. Agora, marque o “X” do destino

onde pretende chegar. Os objetivos a fixar,

sejam a médio ou a longo prazo, devem

ser realistas. Podem ser fixados em termos

económicos, em número de reparações,

qualidade do serviço, velocidade na rotação

de automóveis. O seu conhecimento

da oficina permitir-lhe-á estabelecer metas.

Como “vendo” a minha oficina aos

clientes?

Chegado a este ponto, já saberá o que

vender. Agora, a parte complicada: como?

As vias através das quais posso chegar aos

meus clientes, métodos de fidelização e

meios para angariar clientes novos.

Se o “quê” e o “quem” compõem a base

do êxito, o “como” é a sua concretização.

E não é necessário gastar muito dinheiro

para conseguir uma promoção eficaz. Mas

não pense que ao conseguir fazer isto uma

vez, terá conseguido elaborar o plano de

marketing perfeito para a oficina. Rever,

periodicamente, a situação do mercado

e da própria oficina continuamente, é um

mecanismo obrigatório. O marketing não é

uma ciência exata e muito menos numa sociedade

inconstante, como aquela em que

vivemos. Darwin afirmou que as espécies

que não se adaptam ao seu meio, morrem.

Adapte a sua estratégia de marketing ao

momento e consiga que esta continue a

ser bem sucedida.

n ENVOLVER OS FUNCIONÁRIOS

Naturalmente, um bom plano de marketing

não pode ser concretizado individualmente.

É de vital importância que os

funcionários sejam envolvidos no mesmo.

Todos na oficina devem trabalhar focados

num objetivo comum. Para esse efeito...

l A opinião dos funcionários conta. E muito.

Eles também passam muitas horas na

oficina e sabem qual é a sua capacidade

de trabalho. Uma troca de ideias com os

funcionários em pleno processo de elaboração

do plano de marketing pode ser um

instrumento para descobrir abordagens

melhores. Além do mais, esta dinâmica

fará com que se sintam importantes e,

por conseguinte, o seu trabalho melhorará

seguramente.

l Os funcionários devem ser os primeiros

a conhecer as medidas a implementar. Se

não estiverem a par do plano final, não vão

poder aplicá-lo.

l Incentive-os a participar no marketing.

Que possam dar ideias, que estas sejam

ouvidas, inclusivamente premiando-os

se certos objetivos forem atingidos. Os

funcionários são (e assim devem sentir-

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2019 I Janeiro


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DESTAQUE

Plano de marketing na oficina

O essencial

do marketing na oficina

O mundo das oficinas está, cada vez mais, competitivo. As grandes

empresas concorrem com as oficinas locais para ganharem

uma fatia do mercado. Como é, então, possível as pequenas

oficinas diferenciarem-se e conseguirem clientes? A resposta

está no marketing, quer na sua oficina quer fora dela...

Cartões de fidelização

O estudo do Loyalty Monitor garante que as oficinas que têm cartões

de fidelização aumentaram os seus negócios entre 14 e 22%. Um

cartão de fidelização para que o cliente receba descontos naquilo que

realmente precisa, será o suficiente para diferenciar a sua oficina e atrair

novos clientes. Pode ser um cartão de pontos ou, simplesmente, que dê

descontos, independentemente das vezes que os clientes visitaram a empresa.

Cartazes/pósteres

Não se esqueça que, no final, o que vai ajudá-lo a diferenciar-se é o seu

ponto de venda. Utilizar cartazes apelativos para indicar as promoções

que tem na oficina e transmitir a sua filosofia de negócio, tem sempre um

retorno positivo. Mas não se deixe levar pela “febre” dos cartazes. Organize

um plano de colocação de cartazes e vá atualizando as campanhas.

Comunique com os clientes

Para comunicar com os clientes de forma fácil, rápida e grátis, utilize o WhatsApp

através do número de telemóvel da empresa. Avise os clientes do ponto de

situação da revisão ou reparação dos seus veículos ou envie um orçamento em

menos de 30 segundos. Tenha atenção à mensagem que escreve e não seja evasivo.

Criar o seu perfil no Facebook...

... e seguir clientes e fornecedores, publicando, regularmente, conteúdos com

interesse. Por exemplo, seja transparente: pode explicar como conseguiu resolver

uma reparação mais complicada ou partilhar artigos de interesse com os seus

clientes. O Facebook também pode ajudá-lo a promover as suas campanhas,

mas mantenha um equilíbrio entre promoções e conteúdo. 70% de

conteúdo e 30% de promoções e campanhas é um bom equilíbrio.

Email marketing

Os clientes procuram ofertas, promoções e informações sobre a melhor oficina,

mas não querem publicidade em todos os momentos.O ideal é um email a cada

sete ou 15 dias. Realize campanhas para oferecer informações atrativas do setor

e comunicar as promoções mais interessantes que, atualmente, tem ativas na sua

oficina. Não inclua todas de uma vez, têm de ser emails claros e compreensíveis.

-se) parte da oficina. Que partilhem as

publicações em redes sociais, que façam

promoção do seu local de trabalho onde

forem. Resumindo, que se sintam orgulhosos

de poderem recomendar a oficina onde

trabalham. Se as necessidades detetadas

pelos funcionários forem colmatadas, estes

vão trabalhar com muito mais alegria. É

especialmente importante: existem estudos

que demonstram que as empresas

nas quais há relações positivas, projetam

melhor imagem para o exterior.

Embora não pareça, os clientes, não raras

vezes, também notam o clima do ambiente

de trabalho. Funcionários satisfeitos geram

clientes satisfeitos. Cuide dos seus

funcionários para que eles cuidem dos

seus clientes.

n O ATENDIMENTO AO CLIENTE COMO

PARTE DO PLANO DE MARKETING

Cliente. Esta palavra deve estar sempre

presente na cabeça de cada um dos

membros da oficina. Oferecer um serviço

de qualidade é vital para fazer funcionar a

“cultura do cliente” como parte fundamental

do marketing da oficina. Custa muito mais

conseguir um cliente novo do que manter

o que já se tem. E, naturalmente, é mais

complicado recuperar um cliente perdido.

Há que ter em conta a muita concorrência

no mercado, o que faz com que o cliente

se torne cada vez mais exigente. Quando

procura uma oficina de confiança, já não

pretende apenas reparar o automóvel ou

realizar a manutenção. Agora, o cliente

valoriza muito um serviço bem prestado.

Mas este tem de ser acompanhado de um

bom atendimento. Quer sentir-se único.

Do atendimento que receber dependerá

o seu regresso à oficina e, não podemos

esquecer, a sua recomendação da oficina a

conhecidos. O “passa a palavra” continua a

ser uma poderosa ferramenta de marketing

que eleva ou afunda negócios.

Se já efetuou a análise do tipo de cliente

ao qual se dirige, será muito mais fácil estabelecer

os mecanismos para que obtenha

a atenção que procura. Será uma mais-valia

para os serviços oferecidos na oficina. Com

esses dados, irá superar as expectativas

do cliente e aumentar os seus benefícios,

tanto económicos como a nível de marca.

Os clientes confiam

mais facilmente

em oficinas com

uma identidade

corporativa clara

A opinião do cliente é assim tão

importante?

Sim, mais do que possa imaginar. Porque

quando alguém procura uma oficina de

confiança, a opinião de um cliente satisfeito

é um grande incentivo. E cada vez

surgem mais páginas online que comparam

oficinas.

Sabe melhor do que ninguém a que

tipo de cliente se dirige a sua oficina, mas

dependendo, também, dos serviços que

ofereça, pode ter em conta algumas recomendações

para contar com um atendimento

ao cliente de qualidade de forma

a marcar a diferença.

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1Tratamento cordial. Desde o momento

que o cliente entra pela porta, como

se dirige a ele? Não deve faltar um cumprimento,

com educação e tranquilidade,

ainda que o cliente esteja aborrecido ou

que o dia não tenha corrido muito bem

ao funcionário. O cliente deve notar a

proximidade e o profissionalismo. Caso

disponha de espaço na oficina, prepare

uma zona de receção separada da zona

de trabalho. Assim, será possível atender

muito melhor o cliente. Evitar discussões.

É necessário manter sempre uma postura

aberta ao diálogo e amável, respeitando

sempre a opinião do cliente.

2Ouvir o cliente. A conversação deve

acontecer em dois sentidos: ouvir o

que ele diz para conseguir obter informações

sobre a melhor forma de o ajudar.

O atendimento a clientes torna-o um

pouco num psicólogo: interprete o que

o cliente necessita e proporcione-o da

melhor forma possível.

3Eficácia e rapidez. Nos tempos que

correm, as pessoas vivem a um ritmo

muito rápido. Não podemos fazer esperar

o cliente. Caso esteja a fazer outro trabalho

ou a atender outro cliente, é conveniente

que, de vez em quando, indique ao cliente

em espera que será atendido assim que

terminar. O cliente não deve sentir-se

abandonado. Por outro lado, também não

é recomendável pressioná-lo. Procure um

ponto intermédio.

4Conhecer a oficina e os seus serviços.

Naturalmente, o cliente confiará mais

em si se notar que conhece os serviços que

está a oferecer. Esse conhecimento caracteriza

um atendimento de qualidade.

5Boa imagem. Da oficina e dos funcionários.

A sensação de satisfação

ou insatisfação criada no cliente é muito

influenciada por aquilo que ele vê. Um

aspeto limpo e profissional dar-lhe-á pistas

relativamente ao nível de organização

existente na oficina e, isso, irá levá-lo a

sentir maior segurança para entregar o

seu automóvel.

6Cuidado com o que é dito. Banir totalmente

a palavra “não” no momento

de atender o cliente. E sempre que se diga

algo ao cliente, ter em conta que é um contrato

verbal. Talvez não o seja legalmente

em todos os casos, mas sim moralmente.

Caso estabeleça um prazo para uma reparação

ou um preço, cumpra. O cliente fica

mais agradecido pela sinceridade do que

por um mau serviço. Não se esqueça disso.

7Caso se queixe, aproveite a oportunidade.

A capacidade resolutiva também

marca a diferença. É a sua última oportunidade

de não perder o cliente nem deixar

uma má opinião. Parta do princípio de que

a oficina não é perfeita e podem ser cometidos

erros. Tente resolver o problema da

melhor forma possível. É importante que

todos os funcionários da oficina conheçam

e cumpram estas premissas de atendimento

ao cliente. Nem todas as oficinas podem

contar com uma pessoa especializada no

atendimento a clientes, pelo que todos os

funcionários devem saber que, como parte

da empresa, são, também, a imagem da

oficina e devem procurar o objetivo comum

da satisfação do cliente.

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1 06/09/18 15:38

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2019 I Janeiro


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DESTAQUE

Plano de marketing na oficina

n CARTAZES NA OFICINA

Colocar ênfase no cliente é uma parte

importante do seu plano de marketing, mas

faz parte de um conjunto. Tal como dissemos

anteriormente, aquilo que o cliente

vê é muito importante. Deve dar importância

a tudo, até aos aspetos que pode

não considerar assim tão importantes. E,

neste sentido, os cartazes são alguns dos

elementos mais esquecidos.

O marketing é comunicação e os cartazes

são a forma mais fácil de realizar essa comunicação.

É possível focar a comunicação

nos meios online, em distribuir impressos

ou folhetos. Existem muitas opções, mas

não se deve esquecer que os cartazes na

oficina podem atrair potenciais clientes. É

uma autêntica carta de apresentação. E um

bom cartaz é muito mais: é a sua marca. A

imagem da oficina que pretenda difundir

posteriormente deve estar em consonância

com o letreiro principal.

Embora possa parecer um investimento

caro, um cartaz bem pensado pode durar

anos. Deve ser intemporal, não deve

seguir modas. As modas são passageiras.

Não tenha pressa ao escolher o modelo,

o tamanho ou a cor. Uma boa escolha no

âmbito dos cartazes pode representar benefícios

no futuro. Para o efeito, há que ter

em conta alguns aspetos.

l Identificação. Pense num logótipo que

seja facilmente reconhecível. Convém que

seja o menos rebuscado possível. O excesso

de informação pode distrair potenciais

clientes.

l Uniformidade. As cores, as letras, tudo

deve estar em total concordância. É recomendável

a utilização de letras claras

e legíveis.

l Localização. A correta colocação dos

cartazes permitirá que chegue a mais

pessoas. Basta que o cartaz seja visível

de frente? Ou é necessário colocar uma

bandeira publicitária que sobressaia na

fachada, para que seja vista pelos que caminham

na rua? A localização dos cartazes

dentro da oficina também é importante,

para que o cliente possa observar, em

todos momentos, a sua marca.

l Visibilidade. Dependendo do local em

que se situem as letras e as imagens, é necessário

que tenham o tamanho ideal. Para

um letreiro exterior, a solução tem de ser

diferente. Provavelmente, deve ser visível

a uma distância maior do que um cartaz

interior. Se o orçamento o permitir, ter um

letreiro exterior iluminado à noite é uma

boa opção.

l Proporcionalidade. Um excesso de cartazes

pode ser cansativo. Estude muito bem

as necessidades e coloque um número de

cartazes adequado.

l Limpeza. Os cartazes são a imagem da

empresa e, por conseguinte, devem estar

bem cuidados. Se estiverem sujos, podem

criar uma sensação de desleixo que será

desagradável para o cliente. Limpe os cartazes

periodicamente, repare se existem

partes com defeitos. Resumindo, cuide

dos cartazes com diligência. O seu plano

de marketing pode ficar arruinado se não

insistir no cuidado da imagem corporativa.

Isto no que se refere aos cartazes que

identificam e estão diretamente ligados ao

marketing da oficina. Mas, também, é necessário

cuidar do aspeto dos cartazes cuja

colocação na oficina é obrigatória por lei.

l Placa que identifica a especialidade e

o número de inscrição no registo.

l Preços e serviços prestados.

l Direitos do consumidor.

l Horário.

Resumindo, preste especial atenção aos

cartazes. É algo que, geralmente, é esquecido

e não é nada recomendável. Crie a

sua própria imagem de marca para que,

quando o recomendem pelo bom serviço,

toda a gente saiba onde encontrá-lo.

n AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO

ALIADAS NA PROMOÇÃO DA SUA

REPUTAÇÃO

Atualmente, é de vital importância para

qualquer negócio a presença na Internet. E,

naturalmente, também para uma oficina. A

maior parte da reputação, hoje, é gerada na

rede. Uma boa imagem de marca tem de

ser cuidada também no ciberespaço. Além

do mais, é o “local” onde se consultam mais

opiniões e se procuram mais referências.

No que respeita às novas tecnologias, deve

ter especial cuidado com a utilização de

quatro elementos:

1Página web. Por simples que seja, é

muito útil para colocar o seu negócio

no “mapa”. Atualize-a com a maior frequência

possível com conselhos ou utilize medidas

SEO (otimização para motores de

pesquisa) para posicionar a página em

motores de pesquisa. Descreva os serviços

e garantias disponibilizados e inclua

um formulário de contacto e opiniões de

clientes para gerar maior confiança.

2Redes sociais. Atualmente, qualquer

negócio que se preze tem de ter presença

nas redes sociais. Praticamente toda

a gente as utiliza. Nelas, é possível realizar

promoções ou concursos e, inclusivamente,

fazer ligações a artigos da sua página web

para que a sua presença seja maior. Facebook,WhatsApp

e Instagram são as três

principais plataformas. E, através delas,

poderá ter contacto direto com os clientes

e com outros negócios.

3Marketing via email. Manter o contacto

com os clientes por email servirá

para enviar-lhes ofertas, lembretes

ou, simplesmente, desejar-lhes um Feliz

Aniversário. Os limites são definidos por si.

4Contacto por telemóvel. A utilização

de SMS para confirmar e relembrar

marcações, continua a ser uma tendência.

Mas existe uma aplicação que revolucionou

a comunicação: WhatsApp. Através dela,

o contacto com o cliente é mais rápido,

direto e sem custo acrescido. Nem para o

cliente nem para si.

n COMO TRABALHAR A FIDELIZAÇÃO

DO CLIENTE

Quem tem um cliente, tem uma grande

responsabilidade. Pode ser o melhor ele-

10 regras

simples

Para que o seu plano de marketing

seja um êxito e possa obter clientes

fiéis, deve seguir 10 regras simples:

1 Pense e prepare, cuidadosamente, o seu plano

de marketing.

2 Defina o que pretende, a quem se dirige, como vai

proceder e quem são os seus concorrentes.

3 Envolva os seus funcionários no plano de marketing.

Crie condições para que participem em todos os

momentos.

4 O cliente é a sua razão de ser. O atendimento

prestado deve ser excelente.

5 Procure clientes novos mas preocupe-se com os

clientes atuais.

6 Elabore planos de fidelização que permitam criar

uma grande família com os seus clientes.

7Ouça os clientes. As suas opiniões e queixas ajudam

a melhorar o serviço da oficina.

8 Seja cuidadoso e mantenha uma disposição de

cartazes estruturada, clara e apropriada.

9 Todo o trabalho de marketing tem como finalidade

criar uma boa imagem de marca.

10 Hoje, não pode ignorar a importância da reputação

e do marketing online. A presença e interação nas

redes sociais tem resultados muito positivos.

Janeiro I 2019

www.jornaldasoficinas.com


9

mento de marketing porque é ele que tem nas suas mãos a reputação

da oficina. Os clientes potenciais sabem que uma oficina

não vai falar mal de si mesma. Por isso, procuram as opiniões dos

clientes que já por lá passaram.

Muitas vezes, estamos tão focados em conseguir novos clientes

que nos esquecemos dos que já temos. Num mercado com tanta

concorrência, este é um dos maiores erros que uma oficina pode

cometer. E recuperar um cliente perdido é extremamente difícil.

Se pretendemos criar um vínculo de confiança com o cliente, há

que fazê-lo desde o primeiro momento em que este entra na

oficina e deixa o seu veículo. Nesse momento, pode abrir uma

ficha pessoal com todos os seus dados. Dados esses que lhe vão

ser muito úteis para conseguir fidelizá-lo. Conseguir que ele se

torne mais um membro da família. Trata-se de construir uma

relação que vá para lá da venda. Evidentemente, o primeiro passo

para conseguir um cliente fiel é proporcionar um bom serviço. De

nada servirão campanhas posteriores se não ficar satisfeito com

o atendimento recebido em toda a oficina. A sua experiência será

avaliada globalmente, pelo que uma falha na cadeia de atendimento

ou na reparação realizada poderá deitar tudo a perder.

Por conseguinte, uma vez mais, todo o pessoal da oficina deve

envolver-se. Conseguir a consciencialização dos funcionários é

fundamental neste aspeto.

Deve ponderar a possibilidade de implementar na oficina um

programa estudado de fidelização em função do tipo de clientes.

Embora cada cliente seja um mundo, todos procuram elementos

comuns: bom preço, qualidade na reparação, bom atendimento

e rapidez. Se conseguir cumprir estas condicionantes, estará a

ganhar um cliente. Tenha uma abordagem abrangente, supere

as expectativas, mantenha o contacto com o cliente depois de

ele deixar a oficina. Esse cliente ficará fidelizado.

Para marcar ainda mais a diferença, estude as promoções

da concorrência e utilize a sua imaginação.

Uma campanha impactante e surpreendente, algo

inesperado para o cliente, é um bom ponto a favor

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para o seu plano de fidelização e marketing. Mensagens

diretas que lhe cheguem e que possa transmitir

a outros clientes potenciais. Q

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seu veículo num atleta

incansável

n PROGRAMA DE FIDELIZAÇÃO

Este programa de fidelização pode constar de um ou vários

elementos.

1A opinião do cliente conta. Constate que, para a oficina, a

opinião do cliente é muito importante. Se a informação dele

for tida em conta, será um primeiro passo para que regresse. Com

formulários na oficina ou através da Internet, permita que o cliente

possa dar facilmente a sua opinião sobre o serviço.

2Promoções e descontos: O cartão de cliente ou VIP é um

dos melhores elementos para fidelizar clientes. É o principal

meio para disponibilizar descontos e promoções. Se optar por

um sistema com pontos acumuláveis, irá garantir a fidelização do

cliente ao longo do tempo. Quando um cliente habitual chegar

à oficina para fazer uma reparação, ofereça a possibilidade de

uma pequena revisão sem custo adicional. Lembre-se que são

os pequenos detalhes que reforçam as relações.

3Seguimento e contacto. Não espere que seja o cliente a

procurar a oficina. Não seja incomodativo, mas não deixe que

ele se sinta esquecido. Caso tenha sido feito um bom trabalho na

recolha de dados, opte por iniciativas que se revelam surpresas

agradáveis e marcantes, tais como felicitá-lo em datas especiais.

Por exemplo, no dia do seu aniversário.

4Reaja rapidamente aos erros. Caso cometa um erro com

um cliente, deve encarar a situação como uma oportunidade.

Sempre que tal seja possível, não deve olhar a despesas para

proporcionar uma solução. Ao cometer um erro há que reconhecê-lo,

pedir desculpa e tratar de ressarcir o cliente rapidamente

e da melhor forma possível.

Os engenheiros da Total desenvolveram a Age Resistance Technology,

ART* para os nossos lubrificantes TOTAL QUARTZ. Esta tecnologia de

última geração garante um desempenho ideal para o seu motor,

melhorando até 64%** a proteção contra o desgaste mecânico, mesmo

sob condições extremas de temperatura e pressão. Escolher o TOTAL

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motor mais jovem por mais tempo.

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10

ATUALIDADE

Novas formas de comunicação

Bem-vindos à era digital

Em plena época de globalização, onde estamos cada vez mais próximos, ainda que fisicamente distantes, existem

diversas empresas a aderir às novas formas de comunicação. Seja com clientes, seja entre colaboradores

Por: Joana Calado

Vivemos numa sociedade em que

cada um de nós tem um smartphone

ou um computador que

nos permite aceder a diversas funcionalidades.

E se pudéssemos comunicar com

os nossos clientes e colegas através do

smartphone? Cada vez mais, estamos à

distância de uma mensagem entregue

de forma imediata. Que é, também, uma

forma de reforçar laços de proximidade

e de manter a fidelidade. Existem várias

aplicações que nos permitem estar em

permanente contacto com o mundo,

sendo o WhatsApp e o Skype duas delas.

Podemos enviar mensagens, vídeos,

fotografias, fazer chamadas e até mesmo

videochamadas sem qualquer custo,

desde que tenhamos uma ligação à Internet.

Então, porque não “rentabilizar”

estas aplicações?

Várias empresas já colocaram em prática

este tipo de comunicação. Exemplos

disso, são a Cosmiauto (oficina Bosch

Car Service) e SPR auto (loja de peças).

Ambas utilizam as ferramentas digitais

WhatsApp e Skype respetivamente. Não

apenas para comunicarem entre si, mas,

também, para comunicarem com fornecedores

e clientes.

n COMO É UTILIZADO O WHATSAPP?

Na Cosmiauto, oficina da rede Bosch Car

Service, o WhatsApp é utilizado, principalmente,

entre os colaboradores. Com a

criação de um grupo onde se encontram

todos os elementos da oficina, é possível

informar cada uma deles em tempo útil

e da melhor forma. “Facilita a função do

rececionista, visto que não tem de se deslocar

a cada viatura para ver as anomalias

detetadas, e dos mecânicos, que sabem

qual é a situação de cada viatura” explica

João Costa, conselheiro de serviços. O

WhatsApp é, neste momento, a aplicação

de mensagens mais utilizada em todo

o mundo, tornando-se de tal forma importante

na comunicação das empresas,

que, no início de 2018, foi criada uma

Janeiro I 2019

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11

aplicação própria para este segmento

de utilizadores. Chama-se WhatsApp

Business e oferece várias funcionalidades

que a aplicação original não dispõe,

nomeadamente a possibilidade de classificar,

através de labels, as mensagens e

criar várias mensagens automáticas, que

tanto servem para quando não estamos

disponíveis para responder como para

agilizar a nossa resposta.

João Costa explica ainda que esta aplicação

serve, também, para comunicar

com os clientes. “Quando existe uma

situação anómala, enviamos as fotografias

de forma a reforçar a informação

transmitida verbalmente ou por escrito,

promovendo, assim, uma maior relação

de confiança e proximidade, evitando,

também, deslocações adicionais para o

cliente”, afirma.

Também a comunicação com os fornecedores

é, muitas vezes, realizada por

esta via, “de forma a colmatar erros de

catálogo, evitando demasiado tempo de

paralisação das viaturas, caso as peças

não sejam bem fornecidas” acrescenta

João Costa. Esta aplicação permitiu, sem

dúvida, agilizar as formas de comunicação

entre os vários elos da cadeia de valor

do mercado. Apesar de, inicialmente, o

WhatsApp ser uma aplicação apenas

pensada para smartphones, neste momento,

também já é possível utilizá-la

num computador, desde que a conta já

tenha sido criada num smartphone.

n SKYPE? DE QUE FORMA?

Na SPR auto, o Skype é uma das ferramentas

de comunicação mais utilizadas,

não só entre colegas, que partilham

imensa informação “através de conversas

individuais ou grupos específicos para

determinadas áreas ou ações”, como explica

Jorge Ferreira, do departamento de

Sabia que...

Existem

1,5 mil

milhões

de utilizadores no WhatsApp e

300 milhões

no Skype?

milhões de mensagens

por dia através do WhatsApp?

São enviadas 65 mil

marketing, mas, também, com clientes e

fornecedores. Aliás, no site da empresa,

esta é uma área de grande destaque,

onde o cliente pode escolher com qual

dos colaboradores pretende falar.

Apesar de, neste momento, ser uma

forma de comunicação que perdeu

alguns adeptos, a SPR auto continua

a conseguir valorizá-la e rentabilizá-la

da melhor forma. Todos os dias, através

desta plataforma, são recebidos pedidos

de peças, são entregues orçamentos a

clientes, são recebidas propostas de

fornecedores, são agendadas reuniões

e recolhas. As formas de utilizar esta aplicação

são imensas e cabe a cada empresa

descobrir a sua forma de trabalho.

Para Jorge Ferreira, “esta ferramenta

vem criar proximidade e, acima de tudo,

rapidez na resposta. Em breves segundos,

o cliente tem acesso às informações que

procura de uma forma segura e eficaz. E,

uma vez que existe um registo das conversações,

ajuda a resolver várias situações”.

Também o Skype pode ser utilizado num

smartphone. Basta, para tal, descarregar a

aplicação. Mas, contrariamente ao WhatsApp,

esta é uma aplicação que teve a

sua génese nos computadores e que foi,

depois, transposta para os telemóveis. Q

O Skype

foi lançado em 2003 e o

WhatsApp

em 2009?

Cuidados a ter

com WhatsApp

e Skype

Sabendo-se que estas aplicações são utilizadas,

maioritariamente, para fins recreativos (e,

sejamos sinceros, muitos de nós têm grupos

onde consta a família ou os amigos), é

necessário ter em atenção alguns aspetos

quando criamos um perfil profissional para a

nossa empresa. Aqui ficam algumas dicas.

l Utilizar os contactos da empresa:

email para o Skype, número de

telemóvel para o WhatsApp

l Criar uma imagem de perfil profissional:

pode ser uma fotografia do colaborador que

gere a conta ou o logótipo da empresa

l Ter em atenção a forma como nos

expressamos: apesar de ser uma via

informal de comunicação, estamos

a representar uma empresa

l Responder o mais rapidamente

possível: tratando-se de uma forma de

comunicação imediata, o cliente espera

que sejamos rápidos na resposta

l Apresentar aos clientes este novo canal

de comunicação: é essencial para o seu

sucesso que os clientes saibam que existe

Já existem três

milhões de

empresas a utilizar

o WhatsApp Business?

um milhão de downloads?

A aplicação móvel do Skype teve

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2019 I Janeiro


12

ATUALIDADE

DPAI

Comissões reuniram-se

No encerramento de mais um ano de trabalho, a DPAI reuniu, no passado dia 6 de dezembro, na sede da ACAP, as

diversas comissões especializadas para fazer o balanço de 2018 e apresentar as novidades para 2019

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Por: Joana Calado

K

Num encontro anual realizado na

sede da ACAP, a DPAI reuniu as

suas comissões especializadas

para fazer o balanço de 2018 e apresentar

as novidades para 2019. A sessão de abertura

esteve a cargo de Joaquim Candeias,

presidente da DPAI, que chamou Dário

Afonso, Pedro Barros, Ribeiro da Silva e

Manuel Félix para intervir.

O presidente da DPAI aproveitou a sessão

de abertura para abordar a Campanha

ComuniCar, que consiste num plano

estratégico para 2018 e 2019. Neste

momento, a campanha já angariou 38

novos membros e, apesar de estar a ser

direcionada apenas para sócios da ACAP,

a perspetiva para 2019 é que comece

a abranger mais profissionais do setor.

Joaquim Candeias apresentou ainda o

reforço de recursos humanos destinado

unicamente ao Observatório e aos estudos

da tendência de mercado e consequente

correlação de vendas do IAM com

os indicadores económicos. A grande

Janeiro I 2019

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13

novidade para 2019 será a presença da

DPAI no Salão expoMECÂNICA, no Porto,

e na Motortec Automechanika Madrid.

n APOSTA NA FORMAÇÃO

“Na DPAI, não falamos só de peças.

Nem apenas de reparadores. Falamos,

também, de pneus. E do aftermarket independente,

que, cada vez mais, é um

setor mais abrangente”, afirmou Joaquim

Candeias relativamente à entrada de 15

novos associados, maioritariamente do

setor dos pneus.

Chamado a intervir de seguida, Dário

Afonso centrou a sua apresentação essencialmente

no plano de formação da ACAP,

que levará a cabo um novo curso em

fevereiro de 2019, sendo este realizado

no polo de Carcavelos da Universidade

Nova de Lisboa. As inscrições decorrem

até 31 de janeiro e podem ser realizadas

através do Gabinete de Formação Profissional

da ACAP. Dário Afonso destacou

como mais-valia do curso o facto de ser

abrangente a todos os setores, sejam eles

fabricantes, concessionários, distribuidores

ou oficinas. “Acho, sinceramente, que

as pessoas que passaram por este curso

sofreram realmente grandes alterações

na sua vida profissional”, disse.

Apesar do grande destaque para a formação

levada a cabo pela ACAP, Dário

Afonso aproveitou ainda a oportunidade

para alertar para as mudanças no aftermarket

online, nomeadamente a fusão

do B2B com o B2C e a fusão entre o comércio

de peças e de pneus. A realidade

da mobilidade também está a mudar e,

Manuel Félix (à esq.ª)

começou a sua intervenção

com a apresentação das sete

empresas que compõem

a Comissão Especializada

de Distribuidores de Pneus

(CEDP). Já Dário Afonso,

enumerou as vantagens do

plano de formação levado a

cabo pela ACAP

com ela, começa a surgir uma nova geração

de consumidores. Gradualmente,

caminhamos para um novo modelo de

negócio. Os consumidores deixam de ter

sentimento de posse sobre os veículos e

começam a utilizá-los sem os possuírem.

Também o surgimento das impressoras

3D está a mudar o mercado, uma vez

que altera o modelo de gestão logística.

n DADOS REAIS MAIS CÉLERES

A reunião foi a oportunidade ideal para

a DPAI dar a conhecer o seu novo Observatório,

numa apresentação levada a

cabo por Pedro Barros e pelas duas novas

caras da ACAP: Adriana e Maria. “O grande

objetivo do grupo de trabalho estatístico

é, essencialmente, conseguir obter um

conjunto de informação que permita

antecipar aquilo que são os dados de

mercado, de forma a auxiliar e guiar as

empresas nossas de acordo com a informação

que obtemos”, afirmou Pedro

Barros no início da sua apresentação.

A proposta do Observatório passa por

incluir novas variáveis, que até aqui não

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2019 I Janeiro


14

ATUALIDADE

DPAI

unidades, cerca de 56% passa pelos distribuidores.

Relativamente a ações realizadas

durante o ano de 2018, Manuel Félix

destacou o donativo de €2.850 entregue

à Associação das Vítimas de Pedrogão

Grande e a elaboração de artigos para a

Revista dos Pneus por parte dos diversos

membros da comissão, entre outras.

n COMUNICAÇÃO AUMENTOU

Em jeito de balanço, Joaquim Candeias,

presidente da DPAI, afirmou que 2018 foi

um ano “com mais união e projetos mais

desenvolvidos. Estamos cada vez mais

virados para a comunicação e, também,

para as áreas de informação, de tratamento

de dados e de estatística”. Relativamente

a 2019, o responsável destacou

o novo tratamento de dados estatísticos,

não só no que diz respeito ao setor do

aftermarket, mas comparando sempre

estes dados com os de outros mercados

que possam trazer conclusões mais precisas.

“É um programa fantástico e feito à

eram consideradas, como, por exemplo,

a taxa de crescimento, o PIB e o rendimento

bruto disponível das famílias, entre

outras. Desta forma, o Observatório

irá deixar de publicar dados com cerca

de um ano de atraso para passar a dar

informação mais recente e até conseguir

prever e antecipar as tendências

do mercado.

Esta nova aposta no Observatório

prende-se com a necessidade de oferecer

aos associados (e não só) dados

reais da forma mais célere possível. Para

a DPAI, o facto de só conseguirem apresentar

dados ao mercado com mais de

um ano de atraso, está a tornar-se um

problema, uma vez que não permite que

as empresas possam fazer consulta, avaliação

e utilização destes elementos em

tempo útil.

A acompanhar o novo Observatório,

foram, também, apresentados o novo

site e a nova estratégia de comunicação

desenvolvida e apresentada por Pedro

Conceição, da empresa Design Binário.

As principais alterações passam por uma

imagem totalmente renovada, mais limpa

e um site user-friendly. Em 2019, a ACAP

vai apostar, também, nas redes sociais

como forma direta de comunicação com

os seus associados mas, acima de tudo,

com os não sócios.

n PNEUS TAMBÉM ROLARAM

Ribeiro da Silva e Manuel Félix fecharam

o ciclo de apresentações, fazendo um

balanço geral da atividade das Comissões

Especializadas de Pneus, nomeadamente

de produtores e distribuidores. Numa

apresentação totalmente focada na segurança

e no uso correto dos pneus, Ribeiro

da Silva revelou que 60% das causas de

acidentes por falhas mecânicas ocorre

devido a problemas nos pneus, sendo

que 31% resultam de um furo ou rebentamento

e 29% devido ao desgaste.

Segundo dados apresentados, 62%

dos acidentes resulta numa saída da via

ou despiste e 26% dos casos deve-se a

colisão. Contrariando aquilo que a generalidade

das pessoas possa, eventualmente,

pensar, a maioria dos acidentes

não acontece quando chove, mas sim

em piso seco e em linha reta. No entanto,

apesar de ocorrerem em menor número,

os acidentes que acontecem em curva

são mais graves.

Com base nestes dados, a Comissão

Especializada de Produtores de Pneus

(CEPP) organizou, no mês de outubro

de 2018, duas ações de sensibilização,

uma na zona de Lisboa e outra na zona

do Porto. Esta iniciativa contou com a

colaboração das entidades fiscalizadoras

de trânsito e teve como principal objetivo

alertar o condutor para o estado dos

pneus que utiliza. Para a CEPP, os dados

traduzem uma situação de risco. No total

das cerca de 300 viaturas analisadas, 26%

necessitava de troca urgente e apenas

25% tinha os pneus em ordem.

Manuel Félix iniciou a sua palestra com

a apresentação das sete empresas que

compõem a Comissão Especializada de

Distribuidores de Pneus (CEDP). Num

mercado em que são vendidas 4.500.000

Pedro Conceição, da

empresa Design Binário

(em cima), apresentou o

novo site e a nova estratégia

de comunicação do

Observatório. Ribeiro da

Silva focou-se na segurança

e no uso correto dos pneus.

Pedro Barros (à dta.) frisou a

importância das estatísticas

medida para o nosso setor. Os profissionais

que já realizaram esta formação, de

facto, notaram melhorias no seu dia a dia

profissional” afirmou Joaquim Candeias

a propósito do programa de formação

levado a cabo pela ACAP. Após o término

da reunião e dando por concluída a parte,

digamos, “formal” da ação, o grupo reuniu-se

num almoço de convívio temperado

com boa disposição. Q

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16

ATUALIDADE

PHC Software para oficinas

Parceiro de negócio

na cloud

A PHC Software desenvolveu uma ferramenta de gestão para oficinas, na cloud, que

promete tornar o negócio muito mais controlado, eficaz e rentável. Cláudia Raposo, chief

operations officer, garante que a solução é ajustável à realidade e à dimensão das empresas

Foto: Catarina Pires/Clementine Things

Por: Jorge Flores

A

PHC Software, multinacional

portuguesa, que desenvolve

ferramentas de gestão, acaba de

lançar uma solução de gestão na cloud específica

para as oficinas. Trata-se de uma

solução que aproveita o potencial de

personalização do Drive FX, oferecendo

ferramentas para as necessidades específicas

deste setor. “Esta é uma solução

específica para oficinas, que assegura,

não só, o planeamento, a organização e

o controlo da atividade, como, também,

o controlo de faturação, as compras e os

stocks”, explicou Cláudia Raposo, chief operations

officer da PHC Software ao Jornal

das Oficinas. “Mas, para além de todas as

vantagens cloud do Drive FX, a solução

para Gestão de Oficinas traz uma série

de funcionalidades próprias para estas

empresas”, acrescentou. Quais? “Permite,

por exemplo, controlar, ao detalhe, as marcações

e disponibilidades, assim como

manter um histórico de intervenções ou

tirar o máximo partido dos recursos e agilizar

o processo de faturação”, assegurou.

Além disso, com esta solução, as empresas

conseguem três vantagens muito

concretas. “Primeiro, aumentar a produtividade

da equipa, através de uma visão

completa dos técnicos disponíveis e das

suas agendas. Segundo, melhorar a qualidade

do serviço, sabendo em que etapa

se encontra cada viatura, desde o pedido

de orçamento até à recolha por parte do

cliente. Terceiro, controlar a rentabilidade,

acedendo, facilmente, aos valores faturados

a clientes e a seguradoras”, avançou

ainda Cláudia Raposo.

n FEEDBACK OFICINAL

Segundo Cláudia Raposo, a adesão das

oficinas a esta ferramenta de gestão tem

sido positiva. “Os clientes têm aderido e

dado um feedback muito interessante,

em particular as pequenas oficinas que,

muitas vezes, não têm a capacidade de

investimento em software que tem uma

grande oficina. Mas será que as oficinas

independentes nacionais estão devidamente

atualizadas em relação a este tipo

de software de gestão? Ou ainda haverá

muito trabalho a fazer na formação dos

responsáveis das mesmas? “Existe margem

para este mercado se ajustar às novas

tendências de gestão, mas já vemos

algumas oficinas a ter consciência que ter

uma ferramenta que a ajude nas áreas em

que o Drive FX o faz, é uma vantagem

competitiva para o negócio. Um dos pontos

importantes, é que software como o

Drive FX ajuda a responder às obrigações

legais e o facto de ter uma subscrição que

o mantém atualizado garante que as oficinas

disponham sempre da última versão,

com novas funcionalidades e ajustada

às últimas alterações da lei”, esclareceu

a responsável.

n NEGÓCIOS COMPETITIVOS

Em 2019, o objetivo é conseguir alcançar

um universo de oficinas considerável.

“Queremos chegar às oficinas que pretendam

ser mais competitivas, mais rentáveis

e que procurem uma solução cloud. No

Drive FX, Gestão de Oficinas, encontram

um software que as ajuda a melhorar o

negócio”, sublinhou ainda Cláudia Raposo.

Esta ferramenta faz parte de um conjunto

de seis apresentadas pela PHC, que

se adequam a cerca de 41 mil empresas e

que pretendem trazer a cloud à medida das

pequenas e microempresas. “As micro, pequenas

e médias empresas têm as mesmas

necessidades do que as grandes, embora

numa escala diferente. O que pretendemos

com estas soluções do Drive FX é dar resposta

a esta necessidade, trazendo para o

mercado uma solução na cloud específica

para a sua realidade, libertando-as de soluções

standard e que, por vezes, não se

adaptam à realidade ou especificidade de

cada setor ou empresa”, concluiu a chief

operations officer da PHC Software. Q

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ATUALIDADE

Balanço da 1.ª Convenção Diesel Turbo

Sucesso

confirmado

No rescaldo da 1.ª Convenção Diesel Turbo, Paulo Marques,

diretor-geral do Grupo Bombóleo, comenta o sucesso da iniciativa

e garante que a morte anunciada dos motores de combustão interna

é uma precipitação

Por: Jorge Flores

Qual o futuro dos motores Diesel

em Portugal? O Grupo Bombóleo

está atento à evolução da indústria

automóvel e quer ser parte ativa da

mesma. Nesse sentido, organizou, no passado

dia 20 de outubro, uma convenção

centrada no futuro do Diesel em Portugal,

que teve o Jornal das Oficinas das como

media partner. A iniciativa teve lugar no

Centro de Congressos do Estoril e contou

com a presença dos muitos parceiros da

empresa e com um painel de oradores de

renome. Entre estes, constaram nomes

como Ricardo Oliveira, da World Shopper,

David Iglesias, da Delphi, e Marco Capasso,

da Bosch, entre muitos outros, todos especialistas

na área. Transversal a todas as

intervenções foi a visão do futuro. A indústria

e o mercado automóvel encontram-se

em mutação acelerada. E os propulsores a

gasóleo parecem uma espécie ameaçada.

Mas será mesmo assim? De acordo com

a maioria dos intervenientes, este tipo

de motores ainda tem “cartas a dar” no

parque automóvel.

Em entrevista ao Jornal das Oficinas,

Paulo Marques, diretor-geral do Grupo

Bombóleo, fez o balanço da 1.ª Convenção

Diesel Turbo e admitiu que o ponto de

viragem para a situação atual terá sido

o escândalo da Volkswagen. “Além de

ter sido uma iniciativa única, dentro do

campo em que se inseriu, pelo número

de pessoas presentes de diversas áreas e

tendo em conta todos os comentários e

reações pós-convenção, podemos afirmar

que o balanço foi extremamente positivo”,

começou por referir. Paulo Marques preferiu

não destacar nenhuma intervenção,

sublinhando, no entanto, a sua globalidade.

“Falou-se de uma maneira aberta e

assertiva, expondo, sem rodeios, a realidade

do mercado do Diesel e turbos, com

projeções muito positivas e plausíveis para

os anos vindouros.

n IDEIAS PARA FUTURO

Segundo Paulo Marques, no futuro, “existem

importantes alterações no mercado

da mobilidade, ou seja, estamos a assistir

a mudanças com novos produtos, serviços

e tecnologias. No entanto, temos Diesel e

turbos para muitos anos. O mercado não

vai mudar tão rápido como se anuncia”,

revelou. “A ligação a marcas e parceiros

que disponham de capacidade para inovar

e dar assessoria, é fator muito importante

para o desenvolvimento e progressão do

negócio no futuro”, acrescentou o diretor-

-geral do grupo.

Prova do dinamismo do setor está na

saída da Magneti Marelli no pós-Grupo

Fiat. Para Paulo Marques, a operação de

aquisição da marca pela japonesa Calsonic

Kansei, realizada a 28 de outubro de 2018,

é muito recente para balanços. “Ainda não

passaram dois meses sobre o facto. Logo,

creio que ainda é muito cedo para tirar

conclusões definitivas. No entanto, de

acordo com Mike Manley, CEO da FCA

(Fiat Chrysler Automobiles), para além

do encaixe financeiro da operação (6,2

mil milhões de euros), ‘a Magneti Marelli

continuará a ser um dos mais importantes

parceiros de negócio da FCA, querendo

que, assim, continue e cresça’, segundo

publicou o Observador. O futuro perfila-se

com desafios importantes e crescimentos”,

afirmou. Q

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20

OBSERVATÓRIO

Conceitos de Mobilidade

Fábricas virtuais

A indústria automóvel está a recorrer, cada vez mais, a fábricas virtuais para conceber os seus modelos. Com as

novas “linhas 4.0”, os fabricantes acreditam tornar a produção mais eficaz e célere

Por: Jorge Flores

O

ritmo e as exigências da indústria

automóvel nem sempre são

amigas dos fabricantes. A competição

entre estes é voraz e obriga os

construtores a investimentos expressivos

no desenvolvimento de novos modelos.

Como resposta a esta “pressão”, alguns

dos principais fabricantes estão a começar

a implementar sistemas de tecnologia

virtual nas suas linhas de produção.

Além da redução de prazos, o objetivo

passa, ainda, pela possibilidade de realizar

testes que, de outra forma, seriam

demasiado dispendiosos. Ou mesmo

inviáveis. Hoje, são já várias as marcas

de automóveis que estão na vanguarda

desta tecnologia e que recorrem às fábricas

virtuais e às designadas linhas de

produção 4.0.

n ANTECIPAR REALIDADE

A BMW é uma das marcas que mais tem

investido neste campo das fábricas virtuais.

Exemplo disso, foi a própria conceção

do novo Série 3, cuja produção passou,

precisamente, por pesquisas realizadas

nesta área tecnológica. Isto ainda antes

de o modelo existir fisicamente.

De acordo com comunicado oficial da

marca alemã, “alguns meses antes de

a produção do novo BMW Série 3 ser

lançada, em Munique, os especialistas

do Grupo BMW instalaram unidades de

produção individuais num mundo virtual”,

pode ler-se. Entre estas unidades, destaque

para a “pré-montagem do cockpit”, ou

seja, “quando este é montado, antes de

ser instalado no veículo”, sublinha ainda

fonte oficial da BMW.

O processo virtual de conceção de um

modelo, que antecede a criação efetiva

do mesmo, obriga ao esforço conjunto de

especialistas de construção, de sistemas,

de logística e de montagem, sempre em

associação com o conhecimento dos engenheiros

de produção. Só assim é possível

analisar e testar os novos processos em 3D.

n TRANSPARENTES E FLEXÍVEIS

A principal vantagem da realidade virtual

na indústria automóvel é o facto de tornar o

processo muito mais rápido. E, consequentemente,

mais económico. “A tecnologia de

realidade virtual permitiu-nos estabelecer

unidades de produção para a pré-montagem

dos cockpits de forma rápida e eficaz”,

adiantou Matthias Schindler, diretor

do planeamento virtual e implementação

na produção do Grupo BMW.

Segundo o mesmo responsável, graças à

nova tecnologia 3D, “instalações de teste

demoradas, que replicam a unidade de

produção nas suas dimensões reais, deixaram

de ser necessárias”. Mais foi ainda mais

longe: “O facto de todos os especialistas

envolvidos, desde peritos em logística,

responsáveis de planeamento de sistemas

e funcionários de produção, terem

conseguido facilmente trocar ideias nas

fases mais iniciais, foi uma mais-valia para

toda a equipa. Fomos mais transparentes,

mais flexíveis e mais rápidos”, concluiu.

Mas não apenas a marca alemã tem

investido nesta área da realidade virtual.

Também a Volvo e a Jaguar Land Rover têm

desenvolvido projetos com fábricas virtuais

para a conceção dos seus modelos. Q

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TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO


22

TECNOLOGIA

Motor V12 do Aston Martin Valkyrie

Joalheria mecânica

Depois de ter mostrado ao mundo as primeiras imagens do Valkyrie, a Aston Martin desvendou,

agora, o “coração” de um superdesportivo que pretende deixar a sua marca na história.

Conheça os segredos deste motor V12, que promete atingir a redline às... 11.100 rpm!

Respire fundo e prepare-se para “mergulhar”, nestas páginas, num autêntico mar de potência

Por: Ricardo Carvalho

A

Aston Martin dispensa apresentações.

Anda assim, mostrar ao

mundo uma peça que se destaca

de tudo o resto, pode ser um “cartão de

visita” ainda mais credível. Por isso, nada

melhor do que presentear, ainda em época

festiva, o mercado com uma das melhores

obras de arte da indústria automóvel:

o motor que equipa o novo Valkyrie.

Trata-se de um V12 de 6,5 litros atmosférico,

desenvolvido em parceria com a Cosworth

e com a Red Bull, que utiliza muita tecnologia

aplicada nos motores de Fórmula 1.

O caminho seguido pela marca britânica

para o seu supercarro não foi o mais fácil,

pois decidir que queria um motor atmosfé-

rico quando o habitual, hoje, é recorrer-se

aos turbos para mais performance, menos

emissões e menor cilindrada, não deixa

de ser visto como um “ato de coragem”.

Porém, a casa de Gaydon justifica esta opção

pelas características do automóvel

e pelo facto de desejar para o Valkyrie o

melhor que a engenharia pode oferecer.

E a verdade é que este bloco é uma obra

de arte, uma verdadeira peça de museu.

Trata-se de um V12 de 6,5 litros de cilindrada

com potência específica de 154 cv

por litro, o que dá nada mais nada menos

do que 1.000 cv às 10.500 rpm. Isto num

motor cuja rotação máxima chega às...

11.100 rpm! Algo nunca visto num motor

atmosférico desenhado para uma utilização

em estrada. O binário máximo é de

740 Nm às 7.000 rpm. Para aumentar ainda

mais a performance, o bloco da Cosworth

receberá um sistema híbrido com baterias,

que irá adicionar potência e binário,

bem como reduzir consumos e emissões,

mantendo-o na senda da “hibridação”, tão

em voga nos tempos que correm.

n APENAS 206 KG DE PESO

A maioria dos componentes internos do

motor, pistões, árvore de cames e cambota,

entre outros, são feitos a partir de

materiais sólidos. Contudo, as bielas são

em titânio, de forma a manter o peso num

nível baixo. O resultado leva à criação de

um motor que pesa apenas 206 kg. Só a

cambota, por exemplo, é 50% mais leve

do que aquela que é utilizada no motor

V12 do Aston Martin One-77. Interessante

é, também, o facto de este novo V12 ser

utilizado para manter a traseira do automóvel

junto ao chassis, tratando-se, por

isso, de um componente estrutural deste

último, que suporta as rodas traseiras e

a suspensão. Se for retirado, “parte” o

Valkyrie ao meio, anulando, assim, a ligação

física entre os dois eixos.

A Cosworth revelou que o seu último

motor para Fórmula 1, o V10 de 3,0 litros

atmosférico, pesava 97 kg. Se tivesse a

Janeiro I 2019

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5

mesma cilindrada do bloco do Valkyrie

e o mesmo número de cilindros, pesaria

201 kg. Por aqui se vê como o trabalho

desenvolvido neste motor é de louvar.

Uma dúvida que surge tem a ver com a

longevidade deste propulsor. Não se sabe

se o motor do Valkyrie será mais resistente

do que o V6 de Fórmula 1 que equipa o

Mercedes-AMG ONE, que faz apenas 50

mil km para, depois, precisar de ser alvo

de uma intervenção profunda. A marca

britânica acredita que, pelo menos, 100

mil km antes de ser intervencionado o

motor V12 conseguirá percorrer.

Andy Palmer, CEO da Aston Martin, revelou-se

emocionado com esta peça de

joalheria mecânica. “Para todos aqueles

que tenham um pingo de gasolina nas

veias, um V12 atmosférico muito rotativo

é o topo do automóvel. Nada soa melhor ou

personaliza a emoção de escutar um motor

de combustão interna. Apesar dos enormes

desafios que pareciam tornar impossível

este desfecho, nunca foi admitido que o

Valkyrie pudesse ter outro tipo de motor.

O nosso compromisso e o da Cosworth

deram origem a este extraordinário bloco,

que tenho sérias dúvidas que venha a ser

ultrapassado”. O superdesportivo da Aston

Martin tem uma produção limitada a 150

unidades, custando, cada uma, “apenas”

2,8 milhões de euros. Q

Parceiros tecnológicos de renome

Para além de parceiros tão prestigiados como a Cosworth e a Red Bull, a Alcon e a Surface Transforms vão

“entregar” ao Aston Martin Valkyrie um sistema de travagem igualmente leve e muito potente. O

fabricante alemão Bosch, por seu turno, é o fornecedor “oficial” do controlo de tração, do programa

eletrónico de estabilidade e ainda da unidade de controlo do motor. A caixa de velocidades é totalmente

nova e foi desenvolvida por Newey, pela equipa da Red Bull e pela Ricardo, especificamente para o

Valkyrie. A parte híbrida fica a cargo da RIMAC.

1 O motor do Valkyrie tem um aspeto gigante, mas pesa apenas 206 kg, o que é, de

facto, de louvar para um V12 com 6,5 litros de capacidade 2 As bielas são produzidas

em titânio para ajudar a manter o peso reduzido, sendo mais resistentes com o passar

dos quilómetros 3 O propulsor acaba por ser parte integrante do Valkyrie, uma

vez que une os dois eixos 4 O motor foi construído de raiz para o novo modelo da

Aston Martin 5 Vai ser acoplado um componente híbrido (talvez um motor elétrico

e respetiva bateria, não estando tal, ainda, definido) para ajudar a reduzir consumos

e emissões

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2019


ENTREVISTA

24

Estamos a construir

uma plataforma

digital imparcial

Fundada em março de 2017, a Caruso pretende construir uma plataforma digital imparcial para a indústria da mobilidade.

Em entrevista ao Jornal das Oficinas, Gwenael de Calan, head of sales & marketing, revela o que está na génese da

criação deste projeto, cujo intuito é permitir que todos os players do aftermarket tenham acesso a diversos dados

Por: Joana Calado

Proporcionar a todos os players do

aftermarket o acesso aos dados dos

veículos através de um novo ecossistema

de mobilidade conectada e digital.

É este o principal objetivo da Caruso, que

pretende construir uma plataforma digital

imparcial para a indústria da mobilidade.

Em entrevista ao Jornal das Oficinas, Gwenael

de Calan, head of sales & marketing,

revela o que está na génese da criação

deste projeto.

Quando foi estabelecida a Caruso e

como define o seu conceito de negócio?

A Caruso GmbH foi fundada em março

de 2017. No entanto, o projeto foi iniciado

pela TecAlliance há cerca de três anos. A

Caruso pretende construir uma plataforma

digital imparcial para a indústria da mobilidade.

Queremos que todos os players

do aftermarket tenham acesso aos dados

através de um novo ecossistema de mobilidade

conectada e digital. Por dados,

entendem-se os que estão presentes nos

veículos conectados mas, também, informações

acerca do veículo, das instruções

de reparação e manutenção ou serviços

digitais, como, por exemplo, a possibilidade

de efetuar uma marcação online com a oficina.

A capacidade de combinar facilmente

estes diferentes tipos de dados e serviços

através de uma única plataforma, como a

Caruso, possibilitará o desenvolvimento

de serviços totalmente novos.

Quem são os acionistas da Caruso?

Neste momento, são TecAlliance (82%),

ATR (10%), Carat, GlobalOne, LKQ, WesselsMüller,

Eucon, DVSE, Mobivia e Osram,

estes oito últimos com 1% cada. O capital

da Caruso está recetivo a receber novos

acionistas. Qualquer empresa que esteja

ativa na indústria de mobilidade pode candidatar-se

a acionista da Caruso. Através

desta estrutura “aberta” de acionistas,

pretendemos alcançar uma verdadeira

posição imparcial no mercado. A Caruso

é uma empresa que está orientada para

o lucro, é certo, mas não paga dividendos

aos seus acionistas. Os lucros gerados são

totalmente reinvestidos na plataforma de

pesquisa e desenvolvimento, de modo a

garantir o upgrade contínuo de todas as

funcionalidades relevantes da plataforma

no mercado e, portanto, assegurar a competitividade

dos parceiros conectados.

Qual foi o propósito da criação desta

plataforma?

O modelo de negócio que temos diferencia

os nossos parceiros perante fornecedores

e consumidores. No mercado, a

Caruso funciona como um broker entre fornecedores

e consumidores de dados. Os

fornecedores de dados definem os preços

e os termos e condições da sua divulgação

e serviços na Caruso. Já os consumidores

de dados, de modo a poderem estar aptos

a utilizá-los, devem aceitar os preços e os

Janeiro I 2019

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Gwenael de Calan

Head of Sales & Marketing da Caruso

25

termos e condições dos fornecedores na

Caruso. Os parceiros conectados alcançam

sinergias por intermédio de compras

coletivas (economia de escala), economia

de custos para a realização técnica e

operação através de padrões e interfaces

de dados harmonizados. Como parceiros

de negócio, os consultores especialistas

da Caruso ajudam a clarificar os modelos

de negócio atuais e futuros, a identificar

pontos de dados existentes e a determinar

o seu valor, bem como a localizar e fundir

novos parceiros de negócio no mercado

digital.

Quais são as principais características

da plataforma?

A Caruso oferece funcionalidades que

permitem ao fornecedor controlar a utilização

e o consumo dos seus dados. Da

mesma forma, os consumidores de dados

estão aptos a pesquisar, comparar e adquirir

dados e serviços através da Caruso

aos respetivos fornecedores B2B.

Que tipo de serviços estão disponíveis

para as oficinas?

Uma ampla gama de serviços para implementar

uma variedade de utilizações,

como a manutenção preditiva, o diagnóstico

remoto, a interface harmonizada de

marcação de oficina, mas, também, o mapeamento

digital da localização da oficina.

E para os outros operadores do mercado,

nomeadamente companhias

de seguros e empresas de gestão de

frotas?

Muitas companhias de seguros estão

interessadas na Caruso para obter acesso

a informações sobre a quilometragem dos

veículos conectados ou para desenvolver

e implementar ofertas de seguros com

base na utilização do veículo, também

conhecidas como “pague enquanto conduz”

ou “pague como conduz”. No que

diz respeito às empresas de gestão de

frotas, os parceiros e serviços disponíveis

na Caruso podem permitir-lhes aumentar

exponencialmente a eficiência da gestão

das suas frotas através da monitorização

do veículo, da manutenção preditiva mas,

também, da certificação de veículos nas

operações de revenda.

Em que idiomas está disponível a plataforma

Caruso? Já existe em português?

Neste momento, a nossa interface do

utilizador está a ser desenvolvida apenas

em inglês. No entanto, a maioria dos serviços

e dados, como, por exemplo instruções

de reparação e manutenção, estão

disponíveis em vários idiomas, incluindo

português.

É possível as oficinas efetuarem diagnósticos

remotos aos veículos através

da vossa plataforma?

Sim. Nesta fase, já estamos a trabalhar

com vários fornecedores de serviços de

telemática nos quais o diagnóstico remoto

é possível de efetuar. Também estamos

a estudar esta funcionalidade junto de

diferentes construtores de automóveis. O

desafio, hoje, é a cobertura: não existem

muitos veículos conectados na Europa

e em Portugal. Mas isso aumentará nos

próximos anos.

Pode a oficina recorrer a dados da vossa

plataforma para encomendas as peças

que necessite?

Isso também faz parte dos nossos planos

de desenvolvimento e alguns parceiros

que temos estão a trabalhar em catálogos

de peças de reposição “conectados”.

No futuro, acredito que as oficinas IAM

estarão aptas a ler os dados dos veículos

conectados dos seus clientes (quilometragem,

serviço a efetuar, DTCs) e a encomendar

as peças de reposição necessárias

em apenas alguns cliques, utilizando uma

única interface de software.

A telemática e a conectividade permitirão

às oficinas conhecer as condições

dos veículos dos seus clientes e recomendar

manutenção preventiva ou

reparações. Como podem as oficinas

independentes tirar proveito desta

oportunidade?

Trata-se de um desafio real mas, no

passado, as oficinas IAM provaram que

podem adaptar-se à mudança. Há 20 anos,

o diagnóstico ECU também foi uma “revolução”,

mas as oficinas IAM conseguiram

equipar-se, formar-se e adaptar-se com

sucesso a essa realidade. A curto prazo, o

primeiro grande desafio passa por tornar

os dados dos veículos conectados acessíveis

aos players do IAM. Os construtores

de automóveis dispõem, atualmente, do

monopólio técnico no acesso aos sistemas

de conectividade OE. Este tópico está a ser

discutido ao nível da Comissão Europeia

e poderá surgir mesmo nova legislação.

No caso dos veículos que não estejam

equipados com sistema “eCall”, como

podem os dados ser transmitidos?

Em teoria, qualquer veículo pode ser conectado

através de, pelo menos, uma solução

«retro-fit», como um dongle OBD ou

uma blackbox. Não nos devemos esquecer

que o parque automóvel está bastante

envelhecido na Europa. Na maioria dos

países europeus, a idade média do parque

é superior a nove anos. Assim, a maioria

das viaturas atuais não está conectada. As

soluções “retro-fit” são uma oportunidade

para os players do IAM conectarem uma

grande fatia do parque automóvel exis-

tente. Contudo, para tal, devem encontrar

o modelo de negócio adequado.

Como consegue a Caruso tornar os

seus serviços lucrativos? Qual o valor

cobrado às oficinas na utilização dos

dados que a Caruso disponibiliza?

A Caruso cobra uma taxa anual aos parceiros

que estão ligados à sua plataforma.

Além disso, também cobra uma taxa de

mediação nas transações que ocorrem

dentro da plataforma. No caso das oficinas,

acredito que se ligarão à Caruso através

das ferramentas de software facultadas

pelos seus distribuidores de peças.

Que novas oportunidades de negócio

poderão surgir para fornecedores de

dados e compradores?

Com um número cada vez maior de veículos

conectados, o aftermarket global e a

indústria da mobilidade poderão alterar-se

completamente e tornarem-se muito mais

eficientes. Se casos como a manutenção

preditiva e o diagnóstico remoto se tornarem

numa realidade em larga escala,

o mercado de reposição sofrerá uma

drástica reestruturação. As “cartas” serão

redistribuídas, gerando oportunidades e

ameaças para todos os players.

Como podem as oportunidades oferecidas

pela Caruso ser percebidas pelas

oficinas?

O objetivo da Caruso é criar um novo

ecossistema de mobilidade conectada,

onde diferentes players (OEMs, companhias

de seguros, oficinas, assistência na

estrada, frotas mas, também, prestadores

de serviços de telemática, empresas de

TI e start-ups) poderão partilhar dados

e trabalhar em conjunto num modo de

“cooperação”. Acreditamos que, no futuro,

os players do aftermarket terão de “abrir

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2019 I Janeiro


26

ENTREVISTA

Gwenael de Calan

mão” e colaborar com uma gama maior

de outros players do que hoje. O modelo

de negócio de empresas a trabalhar de

forma isolada, em ambiente fechado e

virada para si própria, deixará de funcionar.

O que devem as oficinas fazer para se

adaptarem às expectativas dos novos

clientes, mais familiarizados com as

novas tecnologias, como a Internet e

as redes sociais?

O primeiro passo para as oficinas é garantir

que ficam “visíveis” no mundo digital,

isto é, quando um potencial cliente

procura uma oficina no seu smartphone.

Por exemplo, o primeiro passo é garantir

o mapeamento e o registo adequados

da oficina nos mapas digitais existentes

(Google maps, mapa do iPhone, Waze,

Here, Facebook). Aqui, os parceiros da

Caruso, como a Uberall, podem ajudar.

Um segundo passo poderia passar por

implementar uma função de marcação

online da oficina. Uma vez mais, a Caruso

O responsável da

Caruso, ao lado de

Jorge Neves da Silva,

da ANECRA, esteve

na 29.ª Convenção

da associação

pode apoiar oficinas e grossistas na procura

deste tipo de soluções.

Com o crescimento de veículos elétricos,

as oficinas independentes devem

estar preparadas para assisti-los. O

que faz a Caruso ao nível dos dados

de veículos elétricos para as oficinas?

A conectividade e a gestão de dados

serão a chave para o sucesso dos veículos

elétricos. O primeiro estudo em que

estamos a trabalhar é no carregamento de

veículos elétricos num ambiente de rede

inteligente. Alguns dos nossos parceiros

também estão a desenvolver aplicações

específicas para diagnóstico de baterias

desses veículos e otimizar o seu processo

de carregamento. As oficinas independentes

devem ser capazes de desempenhar um

papel de relevo nesta cadeia de valor, desde

que lhes possamos dar a oportunidade de

acederem aos dados desses veículos.

Acredita que o aumento dos veículos

híbridos e elétricos gerará mais negócio

para as oficinas?

Esta questão é difícil de responder. Os

primeiros ensinamentos com veículos híbridos

plug-in, como o Toyota Prius, tendem

a demonstrar que, normalmente, geram

menos serviços para oficina do que os veículos

“convencionais. Mas, aqui, importa

distinguir os diferentes tipos de tecnologias

híbridas: start/stop, híbrido leve, híbrido

plug-in, totalmente elétrico. Como disse,

importa ter em conta que o parque automóvel

é antigo e que a grande maioria dos

veículos na Europa ainda utiliza motores

“convencionais”.

Para ter sucesso, as oficinas precisam de

evoluir de uma empresa tradicional de

reparação para um fornecedor de serviços

de mobilidade inteligente. Como

deve esta mudança ser feita? Que meios

tem a oficina à sua disposição para se

tornar num fornecedor de serviços de

mobilidade inteligente?

Essa mudança não acontecerá da noite

para o dia. Uma vez mais, a estrutura do parque

automóvel funciona como um “amortecedor”

de tais mudanças. No entanto, as

oficinas têm de informar-se elas próprias e

começar a “testar” novas soluções e novas

tecnologias. Cada oficina tem as suas especificidades

e os seus clientes. Não creio

que existirá um “único caminho” rumo à

mobilidade inteligente. Prevemos o aparecimento

de uma grande quantidade de

diferentes casos e novas oportunidades de

negócio, que variarão em função do país,

do parque automóvel, do tipo de clientes...

Como podem as oficinas, transformar

desafios, como a digitalização e a mobilidade

elétrica, em oportunidades de

negócio para os clientes?

Prestando informação, começando a experimentar,

mantendo-se abertas a novos

modelos de negócio/oportunidades e a

novas maneiras de trabalhar dentro de

um ecossistema de parceiros, em vez de

atuarem de forma autónoma no dia a dia.

As oficinas têm fortes ativos para o futuro

que podem capitalizar. Como especialistas

“locais” em reparações mecânicas e eletrónicas,

devem ser capazes de oferecer

serviços de manutenção, quaisquer que

sejam as soluções de mobilidade elétrica

do futuro.

Quais são os maiores desafios que

as oficinas independentes enfrentam

hoje?

A curto prazo, acredito que é garantir

uma concorrência justa entre as redes OE e

IAM, através do acesso igual aos dados dos

veículos conectados por parte de todos os

players do mercado. A médio prazo, o software

e os dados desempenharão um papel

muito mais importante no aftermarket.

As oficinas precisarão de dominar essas

novas tecnologias e não apenas os diagnósticos

ECU e as reparações mecânicas

de hoje. No entanto, as oficinas IAM têm

razões para estar otimistas: nos últimos

10 anos, ganharam quotas de mercado

aos canais oficiais das marcas. As oficinas

IAM provaram, no passado, que podem

ser flexíveis e que conseguem ajustar-se

à mudança. Também costumam ter vantagens

competitivas em termos de preço

e proximidade com o cliente em relação

aos canais oficias das marcas.

Como podem as oficinas garantir a

fidelidade do cliente a longo prazo?

É difícil dizer. Dependerá dos futuros

modelos de propriedade dos automóveis,

das novas soluções de mobilidade e dos

diferentes tipos de clientes. A estrutura da

cadeia de valor da mobilidade e a posição

dos diferentes players na mesma evoluirão

nos próximos anos. Fundamentalmente,

acredito que os players que permaneçam

abertos à mudança, que trabalhem de

forma profissional, que invistam regularmente

em equipamentos, que disponham

de formação e que tenham infraestruturas

adequadas, continuarão a ser bem

sucedidos.

Que visão tem a Caruso em relação ao

futuro da mobilidade do aftermarket?

Existirá um ecossistema digital e conectado,

com todos os veículos conectados e

todos os dados disponíveis, que permitirão

criar serviços inovadores. Q

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ENTREVISTA

28

Fernando Soares

explica as principais

características das

novas soluções criadas

pela Axalta

Respondemos ao que nos

é pedido pelas oficinas

A Axalta desenvolve produtos para ir ao encontro das necessidades do mercado. Nesse sentido, criou soluções

que aliam a maior produtividade à economia de energia. As grandes vantagens dos novos produtos

são, precisamente, a produtividade superior e o menor consumo energético

Por: João Vieira

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FERNANDO SOARES

Gestor de Produto e Cor da Axalta Portugal

29

As características principais dos novos

produtos para repintura automóvel lançados

pela Axalta são a maior produtividade

e, simultaneamente, o facto de consumirem

menor energia na fase de secagem.

Tradicionalmente, na repintura automóvel,

quando se apresentava um novo

produto, mais produtivo, existia, muitas

vezes, comprometimento da qualidade

final do trabalho. Agora, com a tecnologia

patenteada pela Axalta, todos os produtos,

desde o aparelho ao verniz, permitem

processos mais rápidos, consomem

menos energia e a qualidade do produto

final, não apenas não é comprometida,

como estabelece um novo referencial

em termos de qualidade do resultado.

Em entrevista ao Jornal das Oficinas,

Fernando Soares, gestor de produto e cor

da Axalta Portugal, explica as principais

características das novas soluções e analisa

a evolução do negócio da repintura

no nosso país.

Os novos produtos de alto rendimento

lançados pela Axalta requerem métodos

diferentes de aplicação?

Não. Utilizam-se os mesmos equipamentos

de aplicação do que para os

produtos tradicionais. O que é diferente

é um dos resultados do processo: a diminuição

de tempos mortos. Isto conduz à

necessidade de um planeamento de trabalho

mais rigoroso e a um aumento do

fluxo de trabalho, que resulta em maior

número de reparações efetuadas.

Pode dar-nos um exemplo dos benefícios

reais destes novos produtos?

Lançamos, em janeiro de 2019, um

novo produto desta nova tecnologia para

processos molhado-sobre-molhado e

mostramos que é possível repintar uma

peça nova em menos de 40 minutos, com

uma qualidade ao mesmo nível das tradicionais.

O aparelho de enchimento pode ser

lixado ao fim de 20 a 40 minutos de secagem

ao ar (habitualmente, o aparelho

pode ser lixado após cerca de três horas

de secagem ao ar).

O verniz pode secar cinco minutos

a 60 ºC ou 15 minutos a 40 ºC (os vernizes

tradicionais secam 30 minutos a

60ºC). Pode ainda optar pela poupança

energética radical. Após 15 minutos da

aplicação, o objeto envernizado pode

ser manipulado e, ao fim de 40 minutos,

pode ser montado na carroçaria. É esta a

aceleração de processos ou poupanças

energéticas que propomos ao mercado.

Estes novos produtos da Axalta já têm

a aprovação de várias marcas OEM.

Qual a importância destas aprovações

para a imagem das marcas Spies Hecker,

Cromax e Standox?

A homologação pelas marcas dos pro-

dutos e processo Axalta é fundamental.

Ao desenvolvermos produtos para

reparação automóvel, temos em conta

que estes automóveis têm uma marca

com valor e que, na respetiva reparação,

tem de estar ao nível dos referenciais de

qualidade. Estas aprovações da parte de

OEM são apenas atribuídas após testes

extremamente rigorosos e abrangentes

dos produtos. Por isso, é importante a

homologação pelas marcas de automóveis.

Os novos produtos baseiam-se

numa nova tecnologia. Não são apenas

melhorias sobre tecnologias já existentes.

Por isso, todo o processo de homologação

demora um pouco mais. No entanto, estes

produtos já fazem parte da lista de produtos

homologados por algumas marcas de

automóveis. As vendas destes produtos são

o culminar natural destes esforços, pois

respondemos ao que nos é pedido pelas

marcas e respetivas oficinas: processos mais

rápidos e eficientes, com menores custos

energéticos e mantendo os referenciais

de qualidade.

Prevê que os produtos de alto rendimento

agora lançados tenham uma

procura cada vez maior?

Não diria que estamos no ponto de

partida, pois o primeiro produto desta

tecnologia, o verniz, já tem quatro anos

de mercado, sempre com uma evolução

ascendente do volume de vendas. No

entanto, estamos ainda longe de uma

estabilização do consumo. Para muitas

oficinas, estes produtos ainda são novidade.

Acreditamos que vamos crescer.

www.jornaldasoficinas.com Janeiro I 2019


30

ENTREVISTA

Fernando Soares

Que fatores vão influenciar a evolução

do negócio da repintura?

Julgo que a inovação aliada à digitalização

serão os fatores que marcarão,

de forma indelével, o negócio da repintura.

Isto porque a necessidade de

maior produtividade e maior eficiência

dos processos de trabalho numa oficina

só poderá ser satisfeita com produtos

inovadores, em conjunto com as novas

ferramentas digitais. Em consequência,

as solicitações de formação aumentarão

e, por isso, disponibilizamos uma série

de serviços e iniciativas que ajudarão

as oficinas a atrair mais trabalho e a aumentar

o negócio.

O que faz, hoje, mais a diferença no

setor da repintura automóvel?

As oficinas que dispõem de processos

mais eficientes e de elevada qualidade

são aquelas que estão mais perto de satisfazer

o cliente final. Em consonância,

são, também, aquelas que estão mais

perto dos fornecedores de trabalho,

construindo parcerias. A seleção de

um fornecedor como a Axalta, que disponibiliza

produtos e ferramentas para

agilização de processos e que, simultaneamente,

promove a visibilidade com

os fornecedores de trabalho, é, na minha

forma de ver, uma decisão favorável à

evolução do negócio oficinal em sentido

ascendente.

Quais são, na atualidade, os maiores

desafios no negócio da colisão?

Tal como anteriormente referi, a falta

de pessoal qualificado é um dos maiores

desafios. Com as iniciativas que promovemos,

estou certo que ajudaremos a

ultrapassar isso. Outro desafio é a ocupação

da capacidade oficinal. Através

dos programas de atividade da Axalta,

propiciamos maior relacionamento e visibilidade

com os fornecedores de serviço.

E quais são os objetivos da Axalta para

2019 em Portugal?

Em 2019, queremos continuar a crescer,

quer em número de oficinas que utilizam

produtos Axalta quer em número

de oficinas que utilizam as ferramentas

digitais. Temos consciência de que dispomos

de um conjunto de produtos de

vanguarda e de serviços diferenciadores,

com os quais podemos satisfazer, transversalmente,

o mercado da repintura.

Vamos trabalhar para que os utilizadores

finais reconheçam em nós um parceiro

confiável e robusto, com o qual

possam crescer e tornar o negócio mais

rentável e duradouro.

O nosso grande investimento continuará

a ser o desenvolvimento de novas

soluções tecnológicas que ajudem

o nosso parceiro a manter a sutentabilidade

do seu negócio. ✱

Digitalização das oficinas de repintura é inevitável

A digitalização das oficinas é um processo que está em desenvolvimento, em paralelo com a digitalização da sociedade. A necessidade de processos mais rápidos, mais eficientes e em que o respetivo controlo tem

de ser independente do local físico, obriga à digitalização

Como se integram os novos produtos de alto rendimento

no processo de digitalização das oficinas

de repintura?

Todos os desenvolvimentos de produtos novos, assim

como também os existentes, têm de satisfazer esta premissa:

integrar os processos digitais de gestão oficinal.

Desde logo, no lançamento, um produto novo Axalta está

disponível quer no software mais ligado aos processos

de mistura e preparação, quer nos processos digitais

de encomenda e faturação.

Cada dia que passa, é necessário fazer mais, potenciar

mais clientes, chegar mais longe nas parcerias com os

fornecedores de trabalho com os mesmos recursos humanos.

Isto só é possível adotando novas tecnologias

e novos processos mais eficientes. Os clientes finais

estão mais atentos e exigentes. A digitalização da

oficina permitir-lhes-á ter acesso a informação mais

completa e mais rápida sobre o estado da reparação da

viatura. Ficando satisfeitos com o que veem e verificam,

tornar-se-ão em clientes mais fidelizados.

de produtos completa, permitindo fazer encomendas

de forma simples e rápida. Para operadores de frota e

de aluguer, bem como para companhias de seguros,

propomos uma plataforma online - Repscore.net - na

qual os gestores de frota, os operadores de aluguer, os

gestores de mercado de pós-venda OEM e seguradoras

têm acesso direto a oficinas de colisão que são membros

da rede para fornecerem trabalhos de reparação. As

oficinas beneficiam, assim, de mais volume de trabalho

e maior visibilidade. Em troca, as FLI têm a garantia de

uma reparação de alta qualidade, em menos tempo e

ao preço justo. ✱

Quais as necessidades que os pintores fazem

chegar com mais insistência à Axalta para se

transformarem numa oficina 4.0, onde todas as

operações de gestão se encontram na “nuvem”

(cloud)?

As solicitações de formação em redor das ferramentas

digitais são uma preocupação constante. Existe alguma

falta de formação de base, distinta da necessária à utilização

dos nossos programas, que impede uma maior

aceleração da implementação destas novas tecnologias.

Quais as vantagens de uma oficina 4.0? Que benefícios

traz a digitalização para as oficinas de

repintura?

A digitalização dos processos dentro de uma oficina

permite que esta seja mais eficiente, mais produtiva e

que o contacto com o seu cliente fique mais próximo.

A Axalta já apresentou uma solução para a digitalização

das oficinas de repintura. Como define

este conceito e quais as suas principais vantagens?

As oficinas podem digitalizar rapidamente as suas

operações, implementando a gestão digital de cores

da Axalta, que inclui o sistema Folha de Obra e um

painel de Indicadores Chave de Desempenho (KPI’s).

E, finalmente, através da integração com um Sistema

de Gestão (Bodyshop Management System), já dispomos

de ligações a vários. Todas estas ferramentas

digitais ajudam as oficinas de carroçaria a analisar e

a utilizar os seus dados para melhorar o desempenho

do negócio. Integrar todas estas ferramentas ao longo

de todo o processo de reparação, permite um serviço

mais rápido aos clientes, processos mais fáceis para o

pessoal da oficina de carroçaria e lucros mais elevados

na generalidade do negócio, bem como uma carteira

Janeiro I 2019

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31

É urgente formar

novos pintores

Um dos assuntos que mais preocupa os

empresários de repintura automóvel é a falta

de pintores, sendo, por isso, urgente tomar

algumas medidas que incentivem os jovens

a seguir a profissão de pintor automóvel. É

muito importante a renovação dos quadros

humanos na repintura automóvel (e, portanto,

formar essas pessoas), razão pela qual

refletimos e decidimos empreender uma

série de ações. Desde há dois anos que a

Axalta disponibiliza um curso composto de

três módulos para aprendizes de repintura

automóvel. Este curso é ministrado no nosso

Centro de Formação, em Mem Martins, e

tem tido uma procura muito elevada. Dispomos

ainda de uma plataforma com curso

de aperfeiçoamento online, que proporciona

bases teóricas de sustentação à atividade

prática diária. Paralelamente, dispomos de

um corpo técnico dentro das três marcas

premium, próprio ou dos nossos parceiros,

que se desloca às oficinas e, no próprio local,

faz formação. ✱

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REPORTAGEM

Mota & Pimenta celebra 40 anos

Espírito de equipa

A Mota & Pimenta celebrou o seu 40.º aniversário com um almoço na Quinta Vale do Sol, em Ribeirão, Braga, que

juntou colaboradores e amigos numa grande festa de convívio e confraternização

Por: João Vieira

presa organizada pelas suas filhas, Alexandra

Mota e Margarida Mota. “Somos uma

empresa que, fruto da sua idade, conta

com muitas histórias, alguns percalços,

mas, também, muitas alegrias e, acima de

tudo, vontade de triunfar. Durante estes

anos, sempre tivemos como principal foco

a melhor oferta de produto/serviço para

os clientes, ao mesmo tempo que damos

acompanhamento e assistência técnica

constante”, disse Virgílio Mota.

O casal Virgílio

Mota e Margarida

Conceição Pimenta,

aqui acompanhado

pelas filhas e netas

n FUTURO COM OTIMISMO

Virgílio Mota vê o futuro do negócio da

repintura com otimismo. “Podemos estar

a chegar a uma fase em que as oficinas

não serão apenas o local onde se repara,

simplesmente, a viatura, como, também

possa ser um local onde rejuvenescemos a

nossa viatura”. Para o responsável, “a chave

do sucesso da Mota & Pimenta será sempre

Criada em 1978 pelos sócios Virgílio

Mota e Margarida Conceição

Pimenta, a Mota & Pimenta iniciou

a sua atividade com a venda de materiais

de construção civil, numa pequena loja de

bairro. Na década de 80, iniciou a comercialização

de tintas para o ramo automóvel,

com a representação da marca Glasurit. De

modo a melhorar a satisfação e as necessidades

dos clientes, dá início à importação

de produtos de renovação e limpeza automóvel

da marca Abel Auto. As opções e

ofertas de mais produtos passaram pelos

auxiliares de repintura automóvel e pistolas

de pintura, passando a representar as

Soudal e Optima.

Nos anos 90, a empresa passa a estar

presente na maioria das feiras da especialidade,

nomeadamente no Salão Automóvel

na Exponor. Com a evolução do mercado,

passou a ter a representação exclusiva

da prestigiada marca de tintas DeBeer.

Apresentando um serviço de excelência

e produtos de topo, conseguiu ter entre os

seus clientes concessionários de grandes

marcas de automóveis. É na década de 90

que a Mota & Pimenta atinge estabilidade

e reconhecimento nacional, adquirindo as

instalações atuais onde tem os seus escritórios,

armazém e loja de venda ao público.

A vontade de expandir esteve sempre

presente na evolução da empresa e, por

isso, no início da década de 2000, abre uma

filial em Mirandela. Mantendo a perspetiva

de progresso e modernização, enveredou,

em 2003, pela Certificação da Qualidade

da empresa, segundo a norma NP EN ISO

9001:2008, a qual foi obtida em 2004. Antecipando

a alteração legislativa acerca dos

compostos orgânicos voláteis, concretiza,

em 2005, mais um dos seus propósitos:

ter um Centro de Formação para formar

e divulgar os conhecimentos com colaboradores

e clientes.

Sobre a importância da formação para a

sustentabilidade da empresa, Virgílio Mota

afirma: “O principal objetivo e o que nos

motiva diariamente, não é apenas a comercialização

dos produtos de alta qualidade

mas, também, o acompanhamento técnico

e o apoio comercial que damos aos

clientes. Primamos por oferecer o melhor

apoio pessoal dos técnicosue temos para

os clientes, fazendo-o com as formações

periódicas no nosso centro de formação,

como, também, sempre que necessário,

junto dos clientes no próprio local de

trabalho. Deste modo, a Mota & Pimenta

está, constantemente, a realizar ações de

melhoria junto das oficinas e dos próprios

funcionários”. Em 2010, recebe do IAPMEI

os estatutos de PME Líder e PME Excelência.

Um reconhecimento da estabilidade

económica e financeira da empresa. A organização

continua em constante atualização

e modernização, aumentando o seu

portefólio de produtos, como é o caso da

recente marca 3D.

n HOMENAGEM JUSTA E MERECIDA

Virgílio Mota e Margarida Conceição Pimenta,

fundadores da Mota & Pimenta,

foram homenageados pela Associação

Empresarial de Famalicão pelo contributo

positivo que a empresa tem dado ao desenvolvimento

da região. A homenagem

decorreu durante a festa de comemoração

do 40.º aniversário, que juntou funcionários

e familiares num almoço de convívio

e confraternização, no agradável espaço

da Quinta Vale do Sol, em Ribeirão, Braga.

Virgílio Mota agradeceu emocionado a

homenagem que recebeu da Associação

Empresarial de Famalicão e da festa sur-

a diferenciação e a inovação tecnológica

apresentada pelo produto e pela própria

empresa. Mantendo sempre o nosso principal

foco, que é a satisfação do cliente”.

Num setor onde a evolução tem sido

uma constante, os desafios são imensos.

Mas Virgílio Mota não os receia: “No nosso

ramo, tal como em outros, existem sempre

imensos desafios e temos de encará-los de

forma impulsionadora para desenvolver e

dinamizar o negócio. À medida que fomos

evoluindo durante os últimos 40 anos, os

desafios passados foram ultrapassados. É

o que pretendemos fazer nos próximos

anos. Devemos olhar para o negócio de

forma segura e, se necessário, adaptar as

ofertas às novas exigências que possam

surgir”, conclui. Q

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33

e clientes. Nos tempos livres, jogo golfe.

Qual o momento em que se sentiu mais satisfeito

na sua carreira?

Nos anos 80, quando a minha empresa foi pioneira a

comercializar os produtos de limpeza e embelezamento

automóvel, da marca Abel Auto. E no ano de 1997,

quando iniciei a relação com a DeBeer.

E qual foi o momento mais difícil que viveu na

sua carreira?

Os momentos mais difíceis são sempre os de crise. Mas

também é nestes momentos que ganhamos mais vontade

de triunfar.

O que aprendeu nos maus momentos?

Nunca desistir. Erguer a cabeça e, de forma ponderada,

continuar a evoluir. Acho que é esta a grande

aprendizagem.

Do que se orgulha mais?

Do percurso alcançado, de conseguir manter a empresa

estável e promissora, que conta, atualmente,

com 40 anos.

Como descreve o seu estilo de gestão?

Exigência e profissionalismo.

Não desistam. Persistência, inteligência e dedicação.

Qual a maior lição que já aprendeu na vida?

Saber superar os momentos difíceis.

PERFIL DO FUNDADOR

Virgílio Mota, sócio-gerente da Mota & Pimenta, faz

um balanço muito positivo dos 40 anos de atividade da

empresa. Graças à sua dedicação e empenho, foi possível

chegar aos 40 anos de existência e ser considerada

como uma organização líder e de referência no setor

da repintura automóvel.

Qual foi o seu primeiro emprego neste setor do

aftermarket?

Iniciei-me com a venda de tintas para construção civil,

mas rapidamente passei para o setor automóvel. E é

onde me tenho mantido desde 1978.

Sempre teve a intenção de seguir uma carreira

neste ramo de atividade?

Inicialmente, abri uma loja com produtos de construção

civil. Mas com o evoluir do mercado e as dificuldades

da área, enveredei pelo setor automóvel, onde me

tenho mantido e crescido. Um dos pontos que mais

me cativou foi o desafio da área e o contacto com os

diferentes aplicadores.

Em poucas linhas, consegue resumir o seu percurso

profissional?

Desde muito novo que fui trabalhar. Na altura, era

ajudante técnico de farmácia, em Lisboa. A partir de

1975, iniciei o desafio de trabalhar em nome individual.

Dado o bom início de vendas, rapidamente transformei

a organização numa empresa por cotas com a minha

esposa.

Como consegue equilibrar a vida pessoal com a

atividade profissional?

Com bastante tranquilidade.

O que faz quando não está a trabalhar?

Para além de estar com a família, almoço com amigos

Que palavra melhor resume a sua personalidade?

Dedicação.

O que significa para si um bom dia de trabalho?

Chegar ao fim do dia com a certeza de que valeu a pena.

Qual é o melhor conselho que pode dar aos

outros?

O que mais gosta na atividade que desempenha?

Dos desafios constantes.

E o que menos gosta?

A falta de empenho e a intolerância.

É otimista ou pessimista na sua atividade?

Otimista.

No contacto com os seus parceiros/clientes, o

que mais aprendeu?

Que devemos ser autênticos.

O que mudaria no seu setor de atividade?

O que não conseguimos mudar: mais seriedade nas

regras de mercado.

O que podemos esperar de uma próxima geração

de pintores de automóveis?

Carência. Cada vez há menos profissionais na área. Devia

haver escolas profissionais em todo o país para o setor.

As pessoas sem formação adequada podem sobreviver

nesta área?

Impossível.

Que medidas considera necessárias para revitalizar

a área de negócio em que se encontra?

Conhecimento, empenho e não desistir nunca.

Para terminar: considera-se realizado? Porquê?

Sim. Pois atingi os objetivos a que me propus. Q

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REPORTAGEM

SEG Automotive Portugal

Albano Magalhães,

diretor-geral da

SEG Automotive

Portugal

Parceiro global

Presente em Vila do Conde, há dois anos, a SEG Automotive Portugal assume-se como um parceiro global, capaz

de providenciar serviços integrados e adaptados às entidades do grupo. Para o diretor-geral, Albano Magalhães, o

balanço é muito positivo

Por: Jorge Flores

A

SEG Automotive está presente

em Portugal desde setembro de

2016, através do Centro de Serviços

Partilhados, criado em Vila do Conde.

Nessa altura, a empresa era conhecida

como a divisão de motores de arranque e

alternadores do Grupo Bosch, vendida a

1 de janeiro de 2018 ao consórcio chinês

liderado pela ZMJ. Segundo adiantou ao

Jornal das Oficinas Albano Magalhães, diretor-geral

da SEG Automotive Portugal,

a aposta no nosso país “surgiu no âmbito

do projeto de carve-out da divisão de

motores de arranque e alternadores da

Bosch para um grupo independente”.

Nesse sentido, “o papel do Centro de

Serviços Partilhados foi, inicialmente, o

de suportar a expansão das atividades

do grupo, transferindo processos de

suporte da Bosch para uma empresa

independente”, revelou.

“Atualmente, finalizada esta transferência,

temos caminhado para nos continuarmos

a demarcar enquanto parceiro

confiável e global capaz de providenciar

serviços integrados e adaptados às

restantes entidades do grupo, nas áreas

de controlo de gestão, finanças e contabilidade,

coordenação de clientes e

vendas, compras, recursos humanos e

sistemas de informação. Desta forma,

queremos continuar a suportar o crescimento

sustentável da SEG enquanto líder

tecnológico no seu setor de atividade”,

explicou o responsável ao nosso jornal.

n MERCADO DE TALENTOS

A SEG Automotive considera Portugal

um mercado “interessante em termos

de talentos e competitividade”, garantiu

Albano Magalhães. “De uma análise realizada

entre mais de 10 localizações pelo

mundo, Portugal acabou por resultar na

localização escolhida para acolher o Centro

de Serviços Partilhados. A decisão

final teve por base o bom desempenho

deste país nos critérios considerados,

com ênfase no custo da mão de obra

competitivo, na disponibilidade de recursos

humanos qualificados e línguas

estrangeiras faladas, nas acessibilidades

e infraestruturas, nas condições de segurança

nacional, no ambiente de negócios

e qualidade de vida”, reforçou o

diretor-geral.

O Centro de Serviços Partilhados tem

sido uma história de sucesso. “É verdade

que não sentimos, ao longo dos últimos

dois anos, obstáculos de algum tipo. Por

vezes, é desafiante acompanhar o ace-

lerado ritmo de crescimento da nossa

organização local, assegurando a sua

sustentabilidade. Porém, com o nosso

know-how e inter-conectividade dentro

do grupo, a SEG Automotive Portugal

tem respondido, continuamente, às

mudanças de exigências do mercado e

tem-se estabelecido como um elemento

fundamental na implementação de novas

e melhores soluções, mantendo os

padrões de qualidade aos quais os nossos

clientes internos foram sendo habituados

desde o início”, sublinhou.

A opção por Vila do Conde tem um motivo

muito simples. “O estudo realizado

concluiu que uma localização no norte

de Portugal seria a ideal para o Centro

de Serviços Partilhados da SEG Automotive.

Aquando da análise das diferentes

opções de localização nesta região, Vila

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35

do Conde foi escolhido muito devido

às condições já existentes e soluções de

espaço disponibilizadas pela AMKOR Portugal

e pelo excelente nível de qualidade

que o concelho proporciona”, afirmou

Albano Magalhães.

Boost

Recuperation

Machine

n PORTEFÓLIO AMPLO

A estrutura humana da SEG Automotive

Portugal é constituída por perto de 100

colaboradores, capazes de providenciar

serviços em nove idiomas diferentes.

“Os nossos colaboradores dispõem de

competências elevadas nas áreas já mencionadas.

Contamos com uma equipa

altamente motivada e comprometida

para enfrentar os desafios atuais e futuros

da SEG Automotive, à medida que esta

continua na linha da frente da inovação

em matéria de mobilidade enquanto líder

tecnológico”, disse o responsável.

Graças a um amplo portefólio de produtos,

“a SEG atende às necessidades

globalmente diversas dos construtores

de automóveis, reduzindo as emissões de

CO 2, tanto para veículos de passageiros

como nas diversas áreas de aplicações

em veículos comerciais”, assegurou. “Enquanto

líderes tecnológicos, impulsionamos

o progresso ao nível dos motores

de arranque há mais de um século. Com

o Boost Recuperation Machine (BRM), a

SEG Automotive abre caminho para uma

tecnologia híbrida económica e ecologicamente

sustentável para os construtores

de automóveis e seus clientes: o

BRM permite a travagem regenerativa e

o armazenamento de energia mediante

um sistema elétrico de 48 Volts. A nossa

gama de produtos existente para o setor

automóvel, em geral, também está

disponível no mercado de pós-venda”,

reforçou a mesma fonte.

Como principais protagonistas do portefólio

de produtos, Albano Magalhães

destaca “o BRM, um produto competitivo

que abre caminho a uma tecnologia híbrida

económica e favorável ao ambiente, para

os construtores e condutores”, frisou. De seguida,

enumerou as suas vantagens. “Recorrendo

à tecnologia de recuperação da força

de travagem, familiar à Fórmula 1, o nosso

BRM de 48 Volts permite uma redução do

consumo de combustível de até 15%, o que

será indispensável para atingir as metas de

emissão de CO 2 a curto e médio prazos. Esta

solução mostra-se benéfica para os consumidores.

Os custos adicionais de 48 Volts

são mais facilmente amortizados através da

poupança de consumo combustível, devido

a um menor investimento inicial do que nos

veículos híbridos plug-in”, adiantou. “Além

disso”, acrescentou, “em determinados mercados,

em que a produção de eletricidade

é muito menos limpa (como EUA, China,

Índia e até Alemanha), os híbridos de 48

Volts podem mesmo constituir-se como a

solução que providencia os resultados mais

favoráveis em termos de emissões de CO 2”.

Em evidência está ainda o sistema start/

stop SC60 lançado em 2018.

“O start/stop é uma tecnologia diferenciadora

no sentido de tornar os veículos mais

ecológicos, mas encontrava-se, anteriormente,

disponível, quase exclusivamente,

para veículos maiores. O novo motor de

arranque start/stop SC60 da SEG Automotive

corrige esta situação: está entre os mais

pequenos do mundo e é capaz de caber

em veículos compactos com pequenos motores

de combustão, fornecendo até 1.2

kW de potência de arranque”, sublinhou.

“Mas a SEG também trabalha na expansão

da sua gama de produtos para fornecer,

mediante a sua larga experiência em desenvolvimento

de produtos inovadores,

respostas adequadas face ao aumento da

eletrificação”, realçou.

n PARTE DO TODO

Albano Magalhães afirmou que “a SEG

Automotive produz e continuará a produzir

componentes para o mercado de

pós-venda, assumindo o negócio OES da

Bosch Automotive Aftermarket (AA), com

os mesmos padrões globais de qualidade

e confiabilidade que os OEM valorizam na

nossa produção em série”. Segundo ainda

as suas palavras, “em relação ao que denominamos

de ‘mercado de pós-venda

independente’, no qual se enquadram as

oficinas, a SEG Automotive coopera, até

ao momento, com a Bosch AA, através

do fornecimento de produtos e peças de

reposição que promovam o crescimento

conjunto das duas entidades”, enfatizou

o responsável.

Motor de arranque

start/stop SC60

Alguns membros

da equipa da

SEG, em Vila do

Conde

A SEG Automotive Portugal é parte integrante

do crescimento global e da estratégia

do grupo para o futuro. “Na verdade,

enquanto Centro de Serviços Partilhados

de todo o Grupo SEG Automotive, que

detém 16 operações nos mais importantes

mercados de automóveis do mundo e

conta com mais de 8.000 colaboradores,

somos parte ativa no suporte aos processos

de negócio em curso em termos de

fiabilidade, qualidade e competitividade.

Portanto, vemo-nos a desenvolver, cada

vez mais, áreas e níveis de competência. E,

dessa forma, a apoiar o grupo globalmente

nos seus objetivos de crescimento sustentado,

autonomia e desenvolvimento das

metas estabelecidas pelos nossos acionistas”,

rematou o diretor-geral. Q

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REPORTAGEM

Roadshow KYB

Espalhar a mensagem

Foi o terceiro roadshow organizado pela KYB Iberia. Depois de Extremadura e Madrid, no país vizinho, a região de

Lisboa acolheu a primeira ação realizada em Portugal pelo fabricante. O Jornal das Oficinas acompanhou, durante

dois dias, Leandro Almeida, promotor técnico, que se encarregou de espalhar a mensagem pelos 221 reparadores

Por: Bruno Castanheira

A

KYB é um dos maiores fabricantes

a nível mundial de equipamento

original para automóveis na área

dos amortecedores. Um em cada cinco

modelos que saem das linhas de produção

em todo o mundo está equipado, de série,

com amortecedores KYB. Para o mercado

de pós-venda, a KYB na Europa produz,

também, uma extensa variedade de molas

helicoidais, fornecendo, igualmente, uma

gama destacada de kits de montagem de

suspensão e kits de proteção. Apesar disso,

o fabricante nunca se dá por satisfeito e

procura, constantemente, aumentar a sua

implementação junto das oficinas. Foi com

base nessas premissas que realizou, através

da KYB Iberia, o seu terceiro roadshow.

Leandro Almeida, promotor técnico, foi o

elemento operacional que se encarregou

de espalhar a mensagem pelas 221 oficinas

portuguesas que foram visitadas nos

meses de outubro e novembro. Depois de

Extremadura e Madrid, no país vizinho, a

região de Lisboa acolheu a primeira ação

realizada em Portugal pelo fabricante. O

Jornal das Oficinas acompanhou, durante

dois dias, esta autêntica digressão pelos

diversos reparadores independentes.

n FERRAMENTAS INTERATIVAS

Durante a ação promocional, Leandro

Almeida, promotor técnico da KYB Iberia,

deu a conhecer as ferramentas Suspension

Solutions que o fabricante coloca à disposição

dos profissionais da reparação multimarca.

Ferramentas estas que ajudam a

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Auto Adão (Auto Check Center)

“A app é, sem dúvida, uma mais-valia”

Criada, em 1998, na vila de Palmela, por Adão Amoreirinha, a Auto Adão mudou-se, em 2009, para as instalações do Parque

Industrial Vale do Alecrim, próximo do Pinhal Novo, onde, hoje, se encontra. Há cinco anos, passou a entregar a rede Auto

Check Center (ACC), tendo sido a primeira oficina a fazê-lo. Com uma equipa de nove colaboradores, a oficina presta serviços

de mecânica, chapa, pintura. E há 20 anos que trabalha com a KYB. “Gastamos muito material KYB. Em tudo o que diga respeito

a suspensão, normalmente 90% daquilo que montamos é KYB. Como podemos pedir um amortecedor da manhã para

a tarde do próprio dia ou da tarde para a manhã do dia seguinte, não temos necessidade de fazer stock. Para mais, porque as

reparações demoram entre um a dois dias”, explica o gerente. “O amortecedor é como o peixe fresco”, brinca.

Até ter recebido a visita de Leandro Almeida, Adão Amoreirinha não conhecia a aplicação. Mas rapidamente tratou de instalá-la

depois da demonstração feita pelo promotor técnico da KYB Iberia. Os elogios não se fizeram esperar: “A aplicação KYB vem

trazer maior rapidez no contacto com o cliente, permite mostrar o estado dos amortecedores através do envio de imagens,

possibilita o visionamento de vídeos técnicos e substitui a tradicional folha de obra. É, sem dúvida, uma mais-valia”, destaca

Adão Amoreirinha.

Cosmiauto (Bosch Car Service)

“Vem trazer credibilidade

e transparência”

Armindo Costa, gerente da Cosmiauto, lançou-se no setor da reparação automóvel,

não por acidente, mas por diversão. “O negócio começou com uma brincadeira,

quando passei a arranjar carros para os amigos”, revela. Hoje, é um negócio familiar.

“Tenho a sorte de ter a trabalhar comigo dois dos meus três filhos”, orgulha-se.

Criada em 1991, a Cosmiauto, que dispõe de uma equipa de seis colaboradores,

mudou-se, mais tarde, para Caneças, contanto, atualmente, com 300 m 2 de área

coberta e 300 m 2 de zona descoberta. Há cerca de 14 anos, Armindo Costa

foi convidado pela Bosch para integrar o projeto Bosch Car Service, uma

vez que já era cliente do fabricante alemão. À exceção da chapa e

pintura, serviços que recorre ao exterior fruto de uma parceria, a

Cosmiauto faz de tudo um pouco. Incluindo testes para avaliar o

estado dos amortecedores. Caso seja necessário substituí-los,

tal implicará sempre, pelo menos, a mudança do par.

Embora utilize o WhatsAppc como forma de comunicar com

clientes e colegas (dispõe, inclusive, de um grupo interno), a

Cosmiauto, que trabalha com a KYB há 20 anos, reconhece que

a app por esta lançada é uma ideia genial, uma vez que “vem

trazer credibilidade e transparência à nossa atividade. Não que

o cliente desconfiasse de nós, longe disso, mas esta ferramenta

digital permite chegar diretamente ao destinatário, que é, no fundo,

o utilizador do veículo”.

ValterCar (A Oficina)

“Belíssima ferramenta de trabalho”

É um dos membros que integram a rede A Oficina a nível nacional. Localizada na Moita, a ValterCar

nasceu em meados do ano 2000, quando Valter Borda D’Água fundou a empresa em nome individual.

Em 2011, já com um espaço maior, nasceu a ValterCar (até então Valter Miguel – Reparação de Automóveis),

que já trabalhava, além da mecânica, nas áreas da colisão e pintura. No ano seguinte, entrou

para a rede A Oficina. Com uma equipa de 10 colaboradores, a ValterCar aumentou as instalações do

Parque Empresarial Pinhal do Forno, uma vez que adquiriu um novo pavilhão, que integra mais duas

zonas de preparação de superfícies. No que diz respeito a suspensão, “praticamente só montamos KYB.

Trabalhando o nosso parceiro (Create) com esta marca...”, refere Valter Borda D’Água.

Com a app, o gerente não tem dúvidas de que o negócio vai melhorar. E explica: “Esta belíssima

ferramenta de trabalho vem tornar transparente a identificação de um problema, sempre que ele

estiver relacionado com suspensão”. Além disso, “vem providenciar uma tomada de decisão de forma

muito mais esclarecida por parte do cliente. Embora ele confie no nosso trabalho e nos resultados

dos testes de suspensão que efetuamos, esta ferramenta digital é uma forma de comunicação mais

direta e assertiva”, conclui.

informar sobre o estado dos amortecedores

e fomentam a substituição dos mesmos,

a fim de se recuperarem as prestações e

a segurança do veículo. O ponto alto das

visitas foi a instalação da aplicação KYB para

smartphones, que pode ser descarregada,

de forma gratuita, na App Store e no Google

Play, e que a oficina poderá personalizar

com a sua imagem.

Através desta app (disponível em 20 idiomas

europeus, entre os quais português), o

reparador independente multimarca pode

informar, de forma imediata e totalmente digital,

o cliente acerca dos elementos da suspensão

que se encontram em mau estado,

assim como dos indícios que o automóvel

apresenta por esse motivo, possibilitando

o envio de uma imagem da peça em causa

como se de uma SMS ou mensagem através

do Messenger do Facebook ou WhatsApp

se tratasse, chegando, deste modo, diretamente

ao telefone do utilizador do veículo.

Já o caderno de verificação do estado dos

amortecedores, permite à oficina entregar

um relatório ao cliente, comunicando-lhe,

de forma clara e eficaz, acerca do estado da

suspensão e recomendando a substituição

de um componente, caso seja necessário.

Quanto aos vídeos de montagem de amortecedores,

relativos às referências mais difíceis

de aplicar, destinam-se às oficinas. Já

os vídeos de realidade virtual, estão disponíveis

para todos os públicos (oficinas e automobilistas),

demonstrando a diferença de

se conduzir com amortecedores em bom e

em mau estado. Durante as visitas efetuadas

às oficinas, Leandro Almeida entregou, de

forma gratuita, óculos de realidade virtual,

pósteres que alertam para os perigos de se

conduzir com a suspensão em mau estado

e vários artigos de merchandising, como,

por exemplo, t-shirts.

Este terceiro roadshow permitiu à KYB

Iberia conhecer, em primeira mão, a opinião

das oficinas da região de Lisboa, os

seus problemas e as suas necessidades.

Além disso, foi uma forma de divulgar as

ferramentas de que dispõe para ajudar os

profissionais da reparação. A saber: aplicação

para telemóveis; Notebooks (ajudam

a oficina a comunicar com o condutor de

forma simples e clara, indicando qual é o

estado da suspensão do veículo e se é conveniente

trocar de amortecedores, de molas

ou aplicar kits de montagem); vídeos de

montagem (mais de 130 podem ser ​vistos

no canal que o fabricante tem no YouTube,

no seu site ou nos códigos QR presentes nas

embalagens); catálogo com imagens 360°;

vídeos de realidade virtual. Q

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REPORTAGEM

Convenção Bosch Car Service

On para uma nova era

As novas ferramentas digitais da Bosch Car Service foram apresentadas, na convenção madrilena, ao som

dos Queen: The Show Must Go On. Uma forma original de dizer que a rede já premiu o on para uma nova era

Por: Jorge Flores

Com uma produção digna de um

concerto dos Queen, a Convenção

da Bosch Car Service, realizada em

Madrid, a 23 de novembro, inspirou-se na

mítica música da banda britânica, liderada

por Freddie Mercury, The Show Must Go On,

para dar a conhecer as novas ferramentas

digitais da rede. Uma plateia com mais de

900 pessoas, entre parceiros de Portugal e

Espanha. O Jornal das Oficinas não faltou

à convenção conduzida por Rita Ferro e

Jesús Vásquez, onde foram apresentadas

as ferramentas para automatizar processos

internos, gerir informações de forma eficiente

e melhorar a experiência do cliente.

Segundo o mote da convenção, “novas

soluções para novos cenários”, tendo em

conta a transformação digital.

n ROCK AND ROLL E FERRAMENTAS

As várias intervenções em palco foram

alternando com a atuação do grupo Music

Has No Limits, que foi interpretando

clássicos do rock durante toda a tarde.

“Neste mundo ultra conectado em que

vivemos, continuar a ser o melhor só se

consegue através da inovação constante”.

A mudança não é opcional. Mas reinventar-nos

não é apenas uma obrigação das

empresas, é uma atitude em relação à vida

de cada um de nós”, disse Marian Luño,

diretora da divisão de Aftermarket Automotive

Espanha e Portugal, logo no

arranque da convenção ibérica.

De seguida, Miguel Angel Gavilanes,

channel marketing manager, e Sinfo Gallo,

diretor de marketing, lançaram a pergunta:

“Como vamos beneficiar da digitalização

e da tecnologia na rede Bosch Car Service?”.

Através do conceito “Oficina Smart”,

a Bosch Car Service apresentou-se como

a oficina que compete em tecnologia e

que a utiliza para continuar a ser uma

referência, beneficiando de todo o seu

potencial para aceder e atrair mais clientes,

melhorando a experiência dos mesmos.

Com recurso às novas ferramentas

apresentadas, a rede pretende promover

a melhoria da eficiência dos processos

de trabalho e melhorar a experiência dos

seus clientes.

Nesse sentido, pertenceu a Eva Moreno,

channel marketing Bosch Car Service

Espanha, Raquel Marinho, channel

marketing Bosch Car Service Portugal, e

Eduardo Rodríguez, chefe de Produto de

Serviços para a Oficina, a apresentação

das novas soluções. Exemplos? Desde

logo, a MyBoschCarService, uma Plataforma

Digital de Comunicação e Venda

de Serviços da rede Bosch Car Service na

Internet, com múltiplas funcionalidades,

como a geolocalização das oficinas, confirmação

de marcações em tempo real,

elaboração automática de orçamentos.

Depois, a Bosch Car Service Connect, um

dispositivo telemático que liga o veículo

ao telemóvel, proporcionando ao cliente

informações relevantes sobre o estado da

viatura e que o mantém sempre ligado a

uma oficina Bosch Car Service.

n LIDERANÇA AUTÓNOMA

Durante a convenção foram ainda apresentados

serviços de suporte à reparação.

Casos da Plataforma EBR, com milhares de

dados de soluções técnicas de reparação

organizados e estruturados; da aplicação

da Realidade Aumentada, integrada nos

Cursos de Formação Técnica ministrados

à rede Bosch Car Service; da evolução da

informação técnica até ao ESI [tronic] On-

-line, na “nuvem” para uma maior rapidez

de atualização e acesso; do software “Reparação

Conectada” (CORE), que permite a

troca de informação entre os equipamentos

da oficina e os sistemas de gestão de

forma sincronizada; e ainda o Programa de

Gestão selecionado para a rede.

Neste capítulo, as apresentações estiveram

a cargo do presidente do Grupo Bosch

Espanha e Portugal, Javier González Pareja,

e de Ricardo Olalla, diretor da Divisão de

Soluções de Mobilidade da Bosch, que

permitiram “demonstrar que a Bosch é

protagonista neste processo de transformação

digital, não só no setor automóvel

mas, também, na sociedade, através do

constante desenvolvimento tecnológico

de soluções que melhoram a qualidade de

vida das pessoas, posicionando-se como

uma empresa de referência e um parceiro

de negócio forte e estratégico”, sublinhou o

último perante a plateia. Marian Luño, por

sua vez, reforçou a posição de liderança

da Bosch no desenvolvimento do veículo

autónomo, contando com 958 patentes

registadas nos últimos sete anos. Q

A banda Music

Has No Limits

animou a plateia

da Convenção da

Bosch Car Service,

em Madrid

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VDO DTCO 4.0

39

Tacógrafo inovador

Numa reunião que juntou a Rede de Serviços Oficiais da VDO, a Krautli Portugal apresentou

o novo tacógrafo VDO DTCO 4.0, que promete revolucionar o mercado

Por: Joana Calado

António Costa,

service manager da

Krautli Portugal,

apresentou o novo

VDO DTCO 4.0

A

Krautli Portugal juntou, no passado

dia 12 de dezembro, numa reunião

no Hotel Vip Executive Santa Iria,

agentes autorizados VDO para apresentar

o seu mais recente tacógrafo. O novo VDO

DTCO 4.0 promete grandes alterações no

mercado, não só para o setor oficinal, mas,

também, para os motoristas.

A evolução tecnológica do novo tacógrafo

obrigou à alteração da lei, criando o

anexo 1c, e pressupõe uma segurança ao

nível de uma caixa Multibanco. Devido ao

nível de segurança que oferece, os testes

são rigorosos e apenas a VDO passou nesses

testes, sendo, neste momento, a única

com homologação. As marcas de veículos

vão começar a receber os tacógrafos VDO

DTCO 4.0 já no início de 2019 e, a partir de

15 de junho, todos os veículos produzidos

serão obrigados a estar equipados com

os novos tacógrafos.

n QUAIS AS DIFERENÇAS?

O novo VDO DTCO 4.0 vai deixar de utilizar

as unidades de comando do veículo,

ou seja, terá um registo próprio da velocidade,

não recorrendo ao velocímetro. Também

os sensores KITAS foram alterados,

surgindo, agora, os novíssimos KITAS 4.0,

que só poderão ser emparelhados com

apenas um tacógrafo, deixando, assim, de

permitir verificações por tentativa.

Com tanta inovação tecnológica, também

os aparelhos de calibração sofreram

alterações. Mas a grande novidade é a inclusão

de um sistema DSRC, que permite

a comunicação a curta distância, possibilitando,

assim, que as divisões de trânsito

da GNR e da Polícia possam aceder ao

tacógrafo com a viatura em andamento.

No entanto, devido ao novo Regulamento

Geral de Proteção de Dados (RGPD), as

autoridades fiscalizadoras apenas poderão

aceder aos dados do veículo. Para que possam

aceder aos elementos do motorista,

este terá de autorizar a visualização dos

mesmos no próprio tacógrafo.

Outra grande alteração diz respeito

aos novos selos da placa de verificação.

A partir da versão 4.0, estes selos terão,

obrigatoriamente, de ser emitidos pela

Casa da Moeda, deixando para trás os

típicos autocolantes a que, até aqui, as

oficinas estavam habituadas. Também

os cartões de acesso aos tacógrafos vão

sofrer alterações, mas apenas no que diz

respeito aos centros técnicos. Os cartões

de 1.ª geração de condutores, empresas

e controlo, continuam a funcionar nos

tacógrafos 4.0. No entanto, os cartões

emitidos para técnicos especializados

apenas irão funcionar caso sejam de 2.ª

geração.

n SERVIÇOS OFICIAIS 4.0

Cada centro autorizado VDO terá de adquirir

novos materiais de diagnóstico se

pretender trabalhar com os recém-lançados

tacógrafos 4.0, uma vez que as novas

funcionalidades do aparelho exigem maior

detalhe no ato da inspeção periódica. Para

além do tablet, que alguns centros autorizados

já dispõem, estes deverão ter nas

suas instalações uma antena GPS, de forma

a conseguirem verificar se a localização

do tacógrafo está correta.

Será, também, necessário um DSRC

Meter para que os centros autorizados

consigam aceder, remotamente, aos dados

do tacógrafo. Este sistema cobre até seis

metros e pode estar fixo ou ser móvel.

Deverá ser utilizado num tripé ou estar

colocado numa zona alta. A Krautli Portugal

aproveitou ainda a oportunidade

para mostrar, também, o TyreMeterPro.

Não é de aquisição obrigatória e pretende

facilitar o trabalho dos centros autorizados

ao fazer, de forma automática, a medição

de perímetro do pneumático. Q

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2019 I Janeiro


NOTÍCIAS PRODUTO

40

Maxilas de travão TRW pintadas de preto

Há vários anos que a pintura preta tem sido uma imagem de marca dos discos de travão da marca de produtos TRW,

da ZF Aftermarket. O revestimento especial confere uma superfície única aos produtos e, sobretudo, garante uma

proteção contra a corrosão que é particularmente eficaz. As maxilas de travão da TRW foram alinhadas com esta gama

de produtos e passam, também, a ter este revestimento. As maxilas de travão são protegidas principalmente pelos

tambores dos travões, mas este revestimento oferece uma proteção adicional contra a corrosão. Além do revestimento

especial e do design atrativo, os produtos com a qualidade do equipamento original (OE) são particularmente

convincentes, graças à sua produção mais respeitadora do ambiente. As maxilas de travão da TRW estão certificadas

em conformidade com a norma ECE R90 e, por conseguinte, não contêm crómio VI nem metais pesados ou amianto.

O facto de a gama de produtos TRW para sistemas de travões de tambor abranger 95% dos automóveis, também é

determinante.

AleCarPeças

lança nova gama

de lubrificantes

OPEN PARTS

Tendo por base o plano de expansão da

marca OPEN PARTS, a AleCarPeças apresentou

a nova gama de lubrificantes de

motor da marca pertença da EXO Automotive.

Esta nova gama caracteriza-se

pela elevada qualidade e respeito pelas

mais exigentes normas dos fabricantes de

automóveis.Nesta primeira fase, são lançados

oito produtos distintos, que cumprem

as mais recentes normas e especificações

OE. Todos os produtos estão disponíveis em

embalagens de 1, 5, 20 e 205 litros, exibindo

um design moderno e apelativo.

NGK lança quatro catálogos atualizados

A NGK lançou quatro novos catálogos: um de velas de ignição e pré-aquecimento, uma versão atualizada do de

bobinas e cabos de ignição, um de sondas Lambda e sensores de temperatura de gás de escape (EGTS) e, finalmente,

um para sensores MAF/MAP. Todos estes catálogos estão já disponíveis, numa altura ideal para a temporada alta de

serviços de manutenção de inverno. Cada catálogo apresenta as mais recentes gamas de peças de qualidade de

equipamentos originais da empresa, num formato atualizado. As atualizações incluem separações e pictogramas

de novos capítulos úteis, novas secções para facilitar a pesquisa por categorias, referências cruzadas e atualizadas e

listas de substituição. Agora, os produtos podem ser encontrados mais rapidamente para quase todas as aplicações

de veículos. O catálogo NGK de velas de ignição e incandescência tem 1.681 referências e 12.000 aplicações, que são

oferecidas em duas linhas de produto emblemáticos da marca, e inclui detalhes de 20 velas de ignição recentemente

lançadas para quase 200 novas aplicações novas a gasolina e Diesel. Desta expansão da gama, há nove referências

pioneiras que a NGK é a primeira a introduzir no mercado de pós-venda. Com um total de 1.000 referências, o catálogo

de sondas Lambda e sensores de temperatura de gases de escape (EGTS) da NTK apresenta 20 novas sondas

Lambda, recentemente lançadas, que abrangem mais de 4.500 aplicações, equivalentes a 50 milhões de veículos do

parque europeu. Adicionado a outras novas incorporações, o catálogo detalha mais de 17.000 aplicações de sondas

Lambda no total.

PCC comercializa

novos elevadores

Ravaglioli

A PCC comercializa novos elevadores Ravaglioli:

modelos 8055-8065 Series. Os novos

elevadores da marca italiana garantem a

máxima rigidez e estabilidade ao utilizador,

devido à sua estrutura robusta e às plataformas

de grande dimensões. Os elevadores

estão disponíveis com uma capacidade de

5.500 kg (Série 8055) a 6.500 kg (Série 8065).

Vários opcionais estão disponíveis, desde

plataformas lisas até à versão alinhamento

total.

Janeiro I 2019

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3ª EDIÇÃO

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42

NOTÍCIAS

Produto

LIQUI MOLY tem novo óleo

específico para scooter

Com o crescente número de Vespa modelo GTS, com motores de 125 cc e 150

cc, a LIQUI MOLY desenvolveu um óleo específico que cumpre os requisitos

exigentes da Piaggio. O novo óleo Motorbike 4T OW-30 Scooter, da LIQUI

MOLY, baseado em tecnologia de síntese, previne a formação de depósitos e

tem extrema estabilidade ao cisalhamento. Garante o máximo desempenho

e protege o motor em todas as condições de funcionamento. Garante ainda

ótima lubrificação, excelente limpeza do motor e desgaste mínimo. É ideal

para motores de scooter modernos com e sem tecnologia multiválvulas. O

novo óleo foi desenvolvido para motores de quatro tempos refrigerados a

água e expostos a condições de operação normais ou exigentes.

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Novas bombas de água Dolz

já estão disponíveis

A Dolz já tem à disposição para o aftermarket independente as novas bombas

de água variáveis. Com o lançamento das A255V, A228V, A215V e M261V, o

fabricante espanhol cobre 16 números de referência OE para mais de 400

aplicações e veículos das marcas

Mercedes-Benz, Audi, Skoda e

Seat, o que equivale a um parque

de ligeiros e furgões associado a

mais de 10 milhões de unidades.

Graças ao acordo de distribuição

com um dos principais fabricantes

de OE de bombas de águas variáveis

do mundo, a Dolz incorporou

na sua oferta de produtos as primeiras

quatro referências das suas

novas bombas de água com tecnologia PSF (Pneumatically Switched Flow),

controlo digital para bombas de acionamento mecânico e ECF (Electro-hydraulically

Controlled Flow - bombas de água com controlo eletrohidráulico

de volume de caudal).

Janeiro I 2019


43

Iberequipe disponibiliza

Autologic DrivePRO

A Iberequipe já tem disponível o Autologic DrivePRO. Trata-se de uma plataforma

multifunção de diagnóstico que combina o software da Autologic com

o suporte técnico especializado prestado pelos técnicos formados a nível

OEM. O software de diagnóstico da Autologic possiblita uma identificação

rápida e fiável da avaria. Codifica e programa peças novas utilizando o software

Autologic integrado. Com o DrivePRO, o utilizador experimenta uma

orientação clara e um aconselhamento especializado premindo um botão.

ALEA comercializa pastilhas

e discos de travão para ligeiros

A ALEA, marca própria de aftermarket do Grupo Nors, especialista no desenvolvimento

e comercialização de peças e acessórios para o setor automóvel, reforçou a

sua oferta na família de travagem com a introdução de pastilhas e discos para veículos

ligeiros. A partir de agora, estão disponíveis nas lojas AS Parts e ONEDRIVE um

total de 12 referências de discos de travão e 40 referências de pastilhas para ligeiros

(Citroën, Peugeot, VW, Audi, Seat, Renault, Fiat, Alfa Romeo, Lancia, Skoda, Opel,

Ford, Nissan, Mercedes-Benz, Honda, BMW e Volvo) a preços muito competitivos.

Com este lançamento, a ALEA alarga a sua oferta na área da travagem, prosseguindo

o seu objetivo de fornecer aos clientes uma oferta de produtos completa capaz de

garantir a melhor relação preço/qualidade do mercado nacional. A marca ALEA é

distribuída, em exclusivo, pelas empresas de aftermarket do Grupo Nors: Civiparts,

AS Parts e ONEDRIVE.

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Millers Oils lança

novo Assembly Lubricant

A Millers Oils, representada em Portugal pela Fonseca, Matos & Ferreira

(FMF), lançou um lubrificante especialmente formulado para

construtores de motores e transmissões de competição. Este

lubrificante de montagem de alta qualidade contém

óleos base refinados com alta concentração de

aditivos anti-desgaste e concede a qualquer

motor de elevado rendimento ou transmissão

uma lubrificação muito importante no

arranque crucial. Em termos de aplicação,

foi concebido para a montagem de componentes

mecânicos, de forma a assegurar a

proteção durante o arranque inicial. Quanto

a benefícios, concede proteção mecânica

durante o arranque inicial de componentes

de recente montagem. Foi desenvolvido

para ser retido nos componentes tratados

durante o processo de montagem e fornecer

níveis muito elevados de proteção anti-

-desgaste, especialmente nos componentes

sujeitos a altos níveis de stress, como, por

exemplo, eixo de comando/seguidores e

rolamentos das cambotas.

2019 I Janeiro


44

NOTÍCIAS

Produto

Terrafirma comercializa kit

de resgaste para todo-o-terreno

O kit de resgate é essencial para o todo-o-terreno. Todos os veículos 4x4

deviam ter, pelo menos, uma corda ou cinta de reboque, tal como manilhas e

um par de luvas. Os veículos equipados com guincho devem ter este material

para aproveitarem todas as suas capacidades. Seja para competição ou em

atividades de lazer, a Terrafirma tem disponível uma vasta gama de artigos

úteis, como diferentes cintas, manilhas e blocos de roldana. A Terrafirma

apenas utiliza materiais de alta resistência e com o melhor desempenho. Os

acessórios de resgate da Terrafirma permitem que as atividades de todo-o-

-terreno sejam feitas eficazmente e em segurança. Este kit inclui guincho,

corda cinética, luvas de resgate, anel de resgate e laço, tudo pronto para

uma aventura fora-de-estrada.

Novos produtos MC Care da Motul

já estão disponíveis

A Motul deu a conhecer três produtos da gama Motul MC Care, que não podem

faltar na mala da moto. O Motul Tyre Repair repara furos de forma rápida e cómoda.

Cria uma película que repara o furo ao mesmo tempo que injeta ar sob pressão para

voltar a encher o pneu. A sua fórmula à base de látex não danifica a câmara nem

o pneu. Em seguida, pode ser utilizado o Motul Hands Clean, que liberta as mãos

da gordura e da sujidade em segundos. Trata-se de um detergente para limpar as

mãos a seco. Para seguir viagem, a Motul recomenda a aplicação Insect Remover.

Um potente produto para limpar insetos e resíduos orgânicos, como, por exemplo,

excrementos de aves, para os ecrãs, carenagens, pintura, metal, espelhos e plásticos

da moto. Dispõe de uma fórmula muito eficaz, que limpa rapidamente qualquer

situação sem necessidade de esfregar.

Valvoline lança novo

Synpower DX1 5W-20

A Krautli Portugal, representante da Valvoline, já tem disponível, na sua rede oficial,

o novo Synpower DX1 5W-30. Este novo produto foi formulado para respeitar à recém-adotada

classificação API SN Plus, protegendo os motores GDI (injeção direta

de gasolina) de pré-ignição de baixa velocidade (LSPI). É adequado para veículos

equipados com catalisador de três vias e é compatível com os modelos GM pré-2018

que recomendem óleos de motor dexos 1. O Synpower DX1 5W-30 foi formulado com

uma excelente estabilidade de desempenho para garantir intervalos de manutenção

alargados. Otimizado para sistemas de controlo de emissões, foi especificamente

projetado para uso com sistemas de controlo de emissões, como DPF (filtro de partículas

Diesel) e TWC (catalisador de três vias). A baixa emissão de cinzas mantém o

sistema de controlo de emissões em ótimas condições. A gama de óleo do motor

SynPower é formulada com bases da mais alta qualidade e os mais recentes aditivos

para garantir a máxima proteção e desempenho em todas as condições de utilização.

O fluxo instantâneo de óleo a baixas temperaturas proporciona fácil arranque a frio e

uma lubrificação ideal segundos após a ignição. Por sua vez, a baixa viscosidade e os

aditivos utilizados reduzem o atrito, que se traduz em menor consumo de combustível.

Mantém o motor extremamente limpo, minimizando os depósitos, e oferece

proteção máxima contra desgaste sob todas as condições de utilização.

Janeiro I 2019

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NOTÍCIAS PESADOS

45

Diesel Technic Group expande

capacidade e serviços logísticos

Sob o lema “Expand your business”, existem diversas medidas de expansão

da infraestrutura para o futuro crescimento do Diesel Technic Group. Paralelamente

à expansão contínua da linha de produtos, a capacidade logística

aumentou em diversos locais e a automação dos processos possibilitou a

extensão do prazo de atendimento das solicitações de pedidos e serviços

requeridos online, tudo para fornecer peças de reposição de maneira ainda

mais ágil. Apesar da conclusão final das medidas de expansão da Diesel Technic

AG como sede do grupo na Alemanha estar prevista para 2019, marcos

importantes foram já alcançados. Na divisão de Engenharia e Desenvolvimento,

por exemplo, um novo laboratório de testes DTQS, com equipamentos de

ensaio e medição de última geração, foi colocado em operação e uma nova

oficina e um espaço adicional para escritórios foram ocupados. A capacidade

no armazém de corredores estreitos e baias altas foram triplicadas. Mais espaço

está a ser concluído para escritórios e um novo armazém automatizado de

peças pequenas com tecnologia de Pallet Shuttle será instalado e posto em

operação durante o próximo ano.

ALEA alarga gama de amortecedores

para veículos pesados

A ALEA, marca própria de aftermarket do Grupo Nors, aumentou a sua gama de

amortecedores de suspensão para veículos pesados. A partir de agora, a gama de

amortecedores ALEA para pesados contará com 40 referências: 26 especialmente

dirigidas para o segmento de reboques e 14 para o segmento de camiões. De fabrico

equivalente a qualidade OE, esta gama de amortecedores provém de um fabricante

especialista em amortecedores, o que assegura elevada fiabilidade. A gama tem

aplicação nas marcas de camiões mais vendidas em Portugal: Volvo, Scania, Renault,

Mercedes-Benz, DAF e Iveco. Assim como nas principais marcas de reboques: BPW,

SAF, FRUEHAUF, SCHMITZ CARGOBULL e ROR.

NelsonTripa_II.pdf 1 19/12/18 16:33

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Scania inaugura instalações

de oficina e peças no Porto

A Scania inaugurou instalações na Maia, que dependem do concessionário oficial Scania

Portugal Região Norte, melhorando, assim, o serviço aos clientes. As novas instalações,

inauguradas, oficialmente, no passado dia 1 de dezembro, estão situadas em Moreira, uma

freguesia do concelho da Maia, e contam com uma área total próxima dos 15.000 m 2 , dos

quais 2.000 m 2 estão destinados a oficina e peças e 928 m 2 a zona de escritórios, sendo de

destacar que estas instalações contam com um terreno envolvente de 11.800 m 2 . Neste

ponto de serviço, que implicou um investimento

significativo para a marca, trabalham

26 pessoas. O ato inaugural, ao qual assistiram

mai de 350 pessoas, contou com a presença

de Paulo Duarte, diretor da Scania Portugal

Região Norte, que agradeceu a presença de

todos e declarou que “este ponto de serviço

nasce para dar resposta às necessidades dos

clientes. Por isso, preparámos estas instalações

e equipámo-las com os meios mais modernos

para proporcionar um serviço integral, tanto

na parte de oficina como na parte das vendas”.

Nestas instalações, podem ser prestados

diversos serviços, que vão desde a venda de

camiões, autocarros e motores Scania, até à reparação de veículos industriais e semirreboques

novos e de ocasião, de todas as marcas, prestando ainda um serviço de assistência oficial

às marcas Feldbinder, Wabco, Haldex, BPW e SAF. Disponibiliza, igualmente, uma vasta

gama de serviços conectados para otimizar a frota e a manutenção, cursos de condução e

opções de seguros e financiamento.

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NOTÍCIAS REPINTURA

46

Glasurit lança primário

para todos os substratos

A Glasurit desenvolveu o 801-705 CV HS Primer Filler EP,

que oferece às oficinas um primário de alta qualidade e

sustentável. O produto apresenta alta proteção contra a

corrosão e é uma alternativa aos produtos que contêm

cromato. As suas propriedades específicas fazem dele uma

solução completa no negócio de veículos comerciais. O

801-705 CV HS Primer Filler EP da Glasurit adere muito

bem a todos os substratos e, graças ao seu elevado teor de

sólidos, pode ser usado, de forma flexível, em sistemas de

dois e três estágios. Revela-se, portanto, a base perfeita

para um acabamento de alta qualidade e duradouro. O

novo primário da Glasurit ajuda a garantir que as oficinas

de veículos comerciais cumpram os regulamentos ambientais

aplicáveis e, ao mesmo tempo, recebam um produto

que pode ser utilizado, de forma flexível, para alcançar,

rapidamente, os resultados de acabamento desejados.

Porsche aprova três marcas de repintura da Axalta

A Porsche AG adicionou a Cromax à respetiva lista de marcas de reparação de pintura aprovadas. Agora, as três

marcas globais de repintura premium da Axalta (Cromax, Spies Hecker e Standox) podem ser utilizadas pelas

oficinas e concessionários Porsche AG em todo o mundo. A Axalta obteve a aprovação técnica da Porsche AG

há mais de 20 anos, com as marcas Spies Hecker e Standox. A aprovação garante que os modelos da Porsche

AG são reparados com os produtos da mais alta qualidade, utilizando as tecnologias mais modernas. Jürgen

Knorr, director key accounts de Sistemas de Repintura da Axalta, afirmou: “Estamos muito felizes por continuar

a nossa parceria de sucesso com a Porsche AG, através da inclusão da Cromax no Manual de Pintura Porsche

AG. Os sistemas de tintas de valor acrescentado e muito produtivos oferecidos pela Cromax são ideais para as

oficinas e concessionários aprovados pela Porsche AG, permitindo reparações que mantêm o valor dos veículos

e garantem o cumprimento dos requisitos de garantia rígidos”.

Calendário Spies Hecker 2019

“Out Of The Dark” (Sair da Obscuridade) é o nome do novo calendário de 2019

da Spies Hecker. As 12 fotografias extraordinárias apostam na luz e na sombra.

Foram criadas pelo estúdio de fotografia holandês van der Vaart, juntamente

com fotógrafos de cinco países. Revelam um trabalho de pintura e de restauração

excecionais e foram tiradas nas oficinas onde foram realizadas as restaurações. Os

efeitos de luz e a vasta gama de veículos fazem realmente com que o calendário

de 2019 da Spies Hecker seja muito especial. Todas as fotografias realçam as

competências e a paixão com que os pintores utilizam os produtos Spies Hecker.

Janeiro I 2019

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47

R-M tem novo primário

em formato de spray

O primário aparelho LIGHT FILLER GREY, da R-M, encontra-se, agora, disponível

numa prática lata de spray. É ideal para reparar pequenos danos

ou para utilizar num local de trabalho diversificado. As oficinas que usam

a tecnologia UV ou planeiam fazê-lo, beneficiam, também, do reduzido

tempo de secagem do LIGHT FILLER GREY AM 810 sob luz UV. Nenhum

outro equipamento é necessário e não há necessidade de fazer misturas.

Basta remover a tampa e começar a pulverizar. Isto torna o trabalho dos

pintores ainda mais flexível e móvel, uma vez que podem levar a lata de

spray comodamente para qualquer lado da oficina. A cor cinza clara do LIGHT

FILLER GREY AM 810 combina com uma ampla gama de cores básicas. Além

disso, todas as vantagens do líquido R-M LIGHT FILLER GREY P2530 foram

mantidas para a versão da lata de spray.

Sinnek disponibiliza dois

novos sprays ao mercado

A Sinnek, marca de tintas para carroçaria da Bernardo Ecenarro, apresentou dois novos

sprays: SP/7006 e SP/8520. O primeiro trata-se de um componente desenvolvido para

pequenas reparações ou retoques. Destaca-se pela sua secagem rápida, excelente

aderência, pode voltar a ser pintado e possibilita facilidade de aplicação. Pode ser

utilizado em diferentes substratos, como aço, eletrozincado, alumínio e galvanizado.

Tem também boa aderência sobre plásticos, como PA6, PVC, MA, PC, ABS e GRP. Por

outro lado, o spray SO/8520 é um dissolvente destinado a facilitar a integração de

pulverizados em trabalhos de retoques ou de spot repair, proporcionando acabamentos

de elevada qualidade. Estes lançamentos surgem num momento em que a marca vai

conquistando o mercado e continua firme no seu crescimento internacional.

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Mantemos o seu negócio em movimento!

Zaphiro tem novo enrolador

com mangueira de ar comprimido

A Zaphiro apresentou um enrolador com mangueira de ar comprimido de 15 metros, que

pode ser colocado, facilmente, em qualquer zona da oficina, o que contribui, não só, para

o conforto dos operários, como, também, para manter organizado o espaço de trabalho.

A sua compacta e resistente carcaça e nylon (460 x 370 x 180 mm) à prova de impactos,

roda 180º horizontalmente, evitando vincos que poderiam danificar a mangueira. Está

equipado com um sistema automático para enrolar a mangueira, que tem por base uma

mola, tudo sem necessidade de ligação à rede elétrica. Incorpora um sistema que mantém

a mangueira enrolada uniformemente, o que assegura uma extração cómoda e rápida, sem

riscos de sobreposição dos tubos, evitando que esta

se deteriore. A mangueira é de poliuretano,

um material resistente, flexível e

duradouro, que suporta até 18 bar de

pressão e uma gama de temperaturas

de trabalho entre -5 e 45º, o que abre a

possibilidade de instalar um enrolador

também do lado e fora.

25 anos de experiência

2019 I Janeiro


NOTÍCIAS EMPRESAS

48

MCD Garcia e Rugempeças reuniram

clientes e fornecedores

As empresas MCD Garcia e Rugempeças reuniram, no início de dezembro, cerca de 400 pessoas, entre clientes,

colaboradores e fornecedores, em duas grandes festas de convívio e confraternização. O objetivo foi juntar as

pessoas - que durante todo o ano apenas as contactam por email ou telefone - num jantar de convívio, onde

puderam partilhar bons momentos, conhecerem-se melhor e criar laços de amizade.

Para Joana Angelino e Roberto Angelino, gerentes das empresas, “estes jantares de convívio que, habitualmente,

celebramos no final de cada ano, são ocasiões muito especiais, pois permitem que as pessoas confraternizem

num ambiente informal, fora do local de trabalho, assim como conhecerem-se pessoalmente. Estes encontros

são, também, uma maneira de agradecermos a confiança que os clientes e fornecedores depositam em nós e uma

forma de reconhecer o excelente trabalho feito pela nossa equipa de colaboradores”.

Para além desta festa convívio, as MCD Garcia e Rugempeças organizaram, durante o ano de 2018, diversas ações

de formação para os clientes oficinais, com o objetivo de transmitir-lhes conhecimento sobre os novos produtos

e serviços. “São ações realizadas por nós, em parceria com as marcas que distribuímos, totalmente gratuitas, e

são, também, ocasiões que aproveitamos para estar com os clientes e percebermos as suas necessidades”, disse

Roberto Angelino.

Para o responsável, “o balanço do ano de 2018 é extremamente positivo. Alargámos a gama de produtos, aumentámos

o número de clientes e crescemos em volume de vendas. Os nossos fornecedores também cresceram

e apresentaram melhores preços em alguns produtos. E nós conseguimos transmitir esses melhores preços aos

clientes, o que fez aumentar ainda mais a procura. Foi, por isso, um ano muito positivo em todas as vertentes”.

Auto Delta contribuiu

para um Natal mais solidário

A Auto Delta decidiu desenvolver, em parceria com a

Exide, uma campanha de partilha para que quem mais

precisou tivesse um Natal melhor. Assim, durante o

mês de dezembro, na entrega de uma bateria usada,

a Auto Delta pediu aos seus clientes e parceiros comerciais

que optassem por doar um cabaz de bens de

primeira necessidade para o Banco Alimentar Contra a

Fome. Cada cabaz, que contava com água, arroz, atum,

bolachas, farinha, feijão, grão, leite, massa, papel higiénico

e salsichas, foi entregue, no final da campanha,

nas instalações do Banco Alimentar Contra a Fome de

Leiria-Fátima, entidade mais do que competente que

procedeu à sua distribuição por quem mais necessitou.

MANN+HUMMEL Ibérica

tem novo diretor-geral

Desde o dia 12 de novembro de 2018 que José Ramon

Martinez assumiu o cargo de diretor-geral da

MANN+HUMMEL Ibérica, ficando no lugar de Javier

Sanz, que foi nomeado group vice president Asia-Pacific

do MANN+HUMMEL Group. José Ramon Martinez é

licenciado em Engenharia Industrial e chega à empresa

alemã depois de uma larga experiência no setor industrial,

tendo sido, nos últimos anos, diretor-geral de

Felxngate Aragón, empresa auxiliar de automoção e

líder em produção de dobradiças e retentores de portas.

Destaca-se ainda a Valeo Térmico, onde asumiu diversas

responsabilidades.

Janeiro I 2019

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49

Jornadas de Formação OLIPES

em Portugal com a RM-Oil

No passado mês de novembro, a OLIPES efetuou duas jornadas formativas

sobre “Tendências de Lubrificação Automóvel 2020-2025”, promovidas e

organizadas pela RM-Oil, parceira da empresa madrilena no país luso, que

contaram com excelente adesão por parte dos profissionais do setor. A primeira

delas teve lugar no Hotel PortoExpo de Leça da Palmeira e contou

com a participação de 32 profissionais das oficinas mais destacadas da zona

do Porto, que puderam conhecer, em primeira-mão, as alterações que se

aproximam e que transformarão o mundo da reparação e da manutenção

automóvel e, logicamente, todos os aspetos relativos à lubrificação do veículo.

No final de novembro, foi a vez dos alunos de mecânica e eletrónica

do Instituto de Emprego e Formação Profissional participarem na jornada

de formação oferecida pela OLIPES e pela RM-Oil, nas instalações da Toyota

Caetano em Braga. Embora o curso tenha sido apresentado com o mesmo

título, tinha um enfoque mais educativo, devido aos diferentes perfis dos

assistentes. Os jovens receberam uma extensa informação sobre os modernos

lubrificantes de viscosidades 0W20 e 0W-16 com aditivos baseados nas

novas ACEA C5 e com tecnologia Mid SAPS, que estão a evoluir em paralelo

com as exigências ambientais derivadas da normativa Euro 6. Também foram

analisados outros aspetos técnicos, como a influência dos lubrificantes dos

veículos híbridos na redução do risco de LSPI (Low Speed Pre Ignition) e a

lubrificação das novas transmissões variáveis (CVT).

Schaeffler vai apostar forte no CES 2019

No CES 2019, que se realizará de 8 a 11 de janeiro, em Las Vegas, a Schaeffler exibirá

inovações que vão desde um módulo híbrido até ao concept car de elevado

desempenho Schaeffler 4ePerformance de 1.200 cv, uma demonstração de que as

soluções propostas pela Schaeffler podem ser igualmente sustentáveis e fascinantes.

Também no CES 2019, a Schaeffler apresentará um módulo que permitirá aos fabricantes

“hibridizar” as carrinhas pick-up, veículos que gozam de grande popularidade

no mercado dos EUA. O módulo híbrido P2 compacto, desenvolvido pela Schaeffler,

é ajustado entre o motor de combustão e a transmissão, o que permite a sua integração

nas plataformas de veículos existentes. Tanto permite uma função de impulso

como o “coasting” com o motor de combustão desligado, assim como a condução

completamente elétrica. Como consequência, o módulo híbrido a apresentar no CES

2019 melhora a economia de combustível e aumenta o prazer de condução. O eixo

elétrico (ou E-Axle) desenvolvido pela Schaeffler, oferece uma versatilidade ainda

maior. Pode ser utilizado como uma unidade independente ou para transformar

uma tração dianteira ou traseira num sistema de tração integral em todas as rodas.

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Sonax foi distinguida

“Marca do Século”

A AD Portugal, distribuidor exclusivo da Sonax para Portugal, congratula-

-se pela distinção “Marca do Século”. A estrutura deste prémio assenta na

publicação “Normas da Deutsche - Marken des Jahrhunderts 2019” (Padrões

Alemães - Marcas do Século 2019). Neste livro ilustrado de alta classe, “Tempus

Corporate”, uma subsidiária da “Zeit-Verlag”, introduz mais de 200 marcas

alemãs populares. O livro apresenta as empresas que estabeleceram padrões

nas suas áreas de atividade. A Sonax, sediada em Neuburg, no Danúbio,

define o padrão para produtos premium de car care. Desde 1950 que a Sonax

desenvolve e fabrica produtos de topo para cuidar de automóveis e está

entre os principais players internacionais. A marca, com a sua especialização

em produtos de car care, está representada em 115 países em todo o mundo.

2019 I Janeiro


50

NOTÍCIAS

Empresas

Autozitânia realizou

formações Orlen Oil

A Autozitânia realizou formações da marca Orlen Oil em Lisboa e no

Algarve, que registaram grande adesão por parte dos clientes. Após

a inclusão da Orlen Oil no seu portefólio, a Autozitânia realizou formações

técnicas e comerciais no início de dezembro com o objetivo

de dar a conhecer as mais-valias da marca, assim como apoio técnico

e comercial aos clientes. As formações realizaram-se em Odivelas e S.

Bartolomeu de Messines num ambiente de grande dinamismo entre os

participantes. A relevância destas formações foi extremamente elevada,

sendo notório o interesse dos clientes pela marca. A Orlen Oil é um

dos principais exportadores de óleos, estando presente em mais de

90 países. Dispondo de refinarias próprias, a Orlen Oil é uma marca

que se diferencia pela qualidade e diversidade dos seus óleos, tendo

as aprovações dos principais construtores de automóveis. A Orlen Oil

pretende, também, cimentar o seu nome a nível mundial, tendo, em

2019, o seu nome na Fórmula 1, junto da equipa Williams Martini Racing.

AleCarPeças

passou a distribuir Continental

A empresa liderada por Pedro Rodrigues inclui agora no seu portefólio

de produtos a prestigiada marca alemã. Com esta decisão, a AleCar-

Peças disponibiliza uma completa gama de um dos mais importantes

fabricantes presentes no primeiro equipamento e líder no aftermarket.

A Continental oferece um nível de qualidade, rigor e serviço que se

enquadra, de forma perfeita, no ADN da AleCarPeças, tornando esta

numa parceria vencedora. Desenvolvendo sistemas de acionamento

de correias de motor há mais de 50 anos, a Continental tem todo o

conhecimento e especialização que resultam na disponibilização de

produtos de qualidade superior, que superam as necessidades dos mais

exigentes e modernos motores dos mais recentes automóveis.

MEYLE explica como limpar

sistema de refrigeração

Uma lavagem profunda e regular são etapas cruciais na manutenção dos sistemas de radiadores.

Com a ferramenta que a MEYLE disponibiliza em cooperação com o parceiro HAZET, o circuito de

refrigeração pode ser limpo com a ajuda de água e ar comprimido, completamente sem produtos

químicos e detergentes agressivos. A MEYLE explica, a título de exemplo, como o circuito de refrigeração

do motor pode ser limpo. Em cinco etapas simples.

Passo 1: Preparação - antes de se iniciarem os trabalhos, o motor deve ser completamente arrefecido.

De seguida, o líquido de refrigeração antigo é drenado e o reservatório de compensação é limpo ou

substituído, se estiver muito sujo. Deste modo, é importante, por razões ambientais, descartar, de

forma profissional, o líquido derramado.

Passo 2: Lavar o radiador- os tubos superior e inferior do radiador são removidos. O tubo do radiador

inferior é, com a ajuda das ferramentas MEYLE, enxaguado completamente de baixo para cima,

durante cerca de dois minutos, com a tampa do radiador fechada. De seguida, o tubo do radiador

superior pode, então, ser lavado de cima para baixo até que a água de saída seja limpa e os depósitos

removidos.

Passo 3: Lavar o bloco do motor- posteriormente, os tubos do radiador são removidos. Com o auxílio

do dispositivo de lavagem do circuito de refrigeração MEYLE, o tubo superior do radiador é totalmente

lavado até que a água que sai permaneça limpa e os depósitos tenham sido removidos. Também

nesta etapa do processo, os curtos sopros de ar pulsantes aumentam a eficácia do enxaguamento.

Passo 4: Lavar o permutador térmico- o circuito para o permutador térmico também deve ser lavado

– se possível – até que a água de saída esteja limpa. Em geral, através da lavagem do radiador, do

bloco do motor e do permutador térmico, os depósitos são removidos devido à corrosão e calcário,

assim como aos resíduos do vedante de silicone do sistema de refrigeração. Estes podem acumular-se

ao longo dos anos, afetando, a longo prazo, o funcionamento do sistema.

Passo 5: Reabastecer o sistema- na etapa final, todos os tubos, a válvula de drenagem e o termóstato

serão, novamente, substituídos. Deste modo, deve ser verificado se todas as ligações necessárias são

restauradas. Depois disso, o sistema de refrigeração pode ser novamente recarregado com o líquido

de refrigeração prescrito pelo fabricante.

DEKRA lançou serviço de Marketing Digital

A DEKRA Portugal lançou um novo serviço, Marketing Digital para Concessões Automóvel, com o

objetivo de ajudar os clientes a aumentar a sua notoriedade online, gerar mais leads qualificadas para

o negócio e, assim, potenciar as vendas de automóveis, bem como os serviços de pós-venda. São

vários os serviços disponíveis, onde se destacam

a gestão e os anúncios para as redes sociais

(Facebook, Instagram, LinkedIn), os anúncios no

Google, a otimização para os motores de busca

(SEO), email, SMS marketing e desenvolvimento

de landing pages, a gestão e qualificação de leads,

entre outros. Sendo este um mercado altamente

competitivo, em que as concessões cada vez

sentem maiores dificuldades para atrair novos

clientes, a DEKRA acredita que este serviço, que

pode ser adaptado à medida de cada concessão,

pode ser uma mais-valia capaz de alavancar o

negócio.

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Motaquip melhorou garantia

nos seus principais produtos

A Motaquip, empresa que comercializa várias peças de aftermarket para

a indústria automóvel, está a oferecer aos clientes em toda a Europa a extensão

da garantia para mais dois anos ou 40 mil km nas suas gamas de

direção, suspensão e travões. Ao mesmo tempo, está a ser introduzida uma

garantia vitalícia para defeitos de produção em todas as pastilhas e discos.

Este alargamento torna a garantia da Motaquip numa das mais competitivas

do aftermarket. As pastilhas de travão comercializadas pela Motaquip

são produzidas ano após ano na mesma linha de montagem de forma a

assegurar a mesma consistência, enquanto os discos de travão da marca são

maquinados de forma precisa e fornecidos com uma camada anti-corrosão

de série. O ADN da Motaquip continua a ser visível na gama de componentes

de direção e suspensão, sendo que cada um é fabricado com técnicas de

produção meticulosas. Em Portugal, a Motaquip e distribuída pela Euro Tyre.

Exportações de componentes para automóveis

voltaram a aumentar até setembro

De janeiro a setembro deste ano, as vendas de componentes para automóveis ao exterior, de acordo

com os dados apurados pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), atingiram

os 6,2 mil milhões de euros, o que representou um aumento de 7% face ao mesmo período de 2017.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgados

a 9 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol – onde estão

concentrados alguns dos clusters mais importantes da indústria automóvel, Vigo (onde a PSA tem

sentido algumas dificuldades de crescimento) e na Catalunha –, continua a ser aquele que maior

produção industrial adquire a Portugal. Entre janeiro e setembro, Espanha absorveu mais 8,6% das

exportações de componentes para automóveis nacionais, com um volume de negócios que ascendeu

a mais de 1,55 mil milhões de euros. Logo a seguir, surge o mercado alemão, que absorveu quase 1,3

mil milhões e continua a crescer acima do mercado espanhol: quase 12% no período em referência,

o que demonstra que o cluster alemão continua a impor a sua força. O mercado francês expandiu

2,9%, para os 886 milhões de euros, um crescimento que é bem menos pujante do que o registado

para os oito primeiros meses do ano, que havia sido de 5,6%. As compras do Reino Unido continuam

a registar sucessivas quedas face ao período homólogo do ano passado: a faturação de 627 milhões

de euros representa uma queda de mais de 12%, o que terá a ver com as indefinições que continuam

a existir em relação ao Brexit.

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Instalações limpas com

panos de limpeza da MEWA

Quem apostar em reutilização em vez da utilização única na limpeza de

máquinas e ferramentas, poupa dinheiro e tempo, protege o ambiente e

contribui para o bem-estar. Com o sistema de panos de limpeza da MEWA,

ganha-se organização na fábrica ou oficina. Tanto os panos de limpeza limpos

como os usados, têm o seu lugar próprio. Os usados são guardados de

forma segura e ocupam pouco espaço no MEWA SaCon. Este contentor de

segurança, com fecho hermético, armazena os panos usados até o colaborador

da MEWA os recolher para lavagem e os fornecer limpos. Este círculo

funciona bem naturalmente. Panos de limpeza estão sempre à mão, sem

necessidade de deslocação, compra ou responsabilidade pelo lixo causado,

ou seja, pelo cumprimento dos requisitos legais para tratamento de lixo. Tudo

isto é válido também para a esteira de retenção de óleo ultra-absorvente

MEWA MULTITEX, que serve de base totalmente flexível para trabalhos de

reparação e manutenção. O sistema da MEWA permite o cálculo exato dos

custos. Assim, o investimento na limpeza das instalações torna-se estável

com a MEWA. Quem quiser, também pode testar o sistema durante um mês

e decidir, depois, se pretende uma colaboração de longo prazo.

Juntos desejamos um

próspero ano de 2019!

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NOTÍCIAS

Empresas

MCS Peças Auto realizou ação de formação

A MCS Peças Auto realizou, no início de dezembro, uma ação de formação para os seus 30 colaboradores

sobre componentes das marcas do Grupo Schaeffler, nomeadamente INA, FAG, LUK e Ruville. A ação de

formação decorreu no Kartódromo do Montijo e foi seguida de um almoço convívio, tendo terminado com

um momento de diversão com a participação dos colaboradores numa prova de kart. Com esta ação, a MCS

Peças Auto promoveu, junto dos seus colaboradores, os conhecimentos atuais acerca de embraiagens e kits

de distribuição, transmissão, suspensão e direção, destacando a importância que estes componentes têm

no negócio da empresa. O balanço desta ação foi muito positivo, tendo todos os participantes valorizado

quer a informação disponibilizada quer o convívio entre colaboradores e representantes da Schaeffler.

Bosch testa combustível Diesel

totalmente renovável

Desde o início de novembro, os veículos que são utilizados

pelos membros do conselho de administração da Robert Bosch

GmbH operam com gasóleo totalmente renovável. Conhecido

como “C.A.R.E. diesel”, este combustível é sintetizado principalmente

a partir de produtos derivados e materiais residuais.

O fornecedor deste produto, a Toolfuel, afirma que o C.A.R.E.

Diesel reduz as emissões de CO 2

desses veículos em cerca de dois

terços, ou 65%, do poço às rodas. A empresa está a incentivar o

uso de combustíveis renováveis e sintéticos. O R33 Blue Diesel,

um combustível aprovado e produzido pela Shell, está disponível

para veículos de testes e veículos da empresa nos postos de

gasolina nas unidades da Bosch, em Feuerbach. Este combustível

contém até 33% de energia renovável. A pegada de carbono dos

mais de 1.000 veículos Bosch que reabastecem, regularmente,

nestas três estações, pode, assim, ser reduzida até 20%. Além

disso, a Bosch pretende disponibilizar combustíveis sintéticos

e renováveis para veículos da empresa e veículos de entrega

internos em todos os postos de abastecimento da empresa na

Alemanha. A Bosch também está, gradualmente, a incorporar

veículos elétricos movidos a bateria na sua frota.

Cecauto define FAE como empresa

de presente e futuro

A Cecauto visitou as instalações da FAE, no passado mês de dezembro, com o objetivo de conhecer em

profundidade a qualidade do processo de produção e todas as suas linhas de produto. O gerente da Cecauto,

David Miras, a responsável de compras, Merche Peña, e vários outras pessoas de lojas associadas,

visitaram as instalações da FAE para ampliar o seu conhecimento nas diferentes linhas de produto que

a FAE desenha e produz. Os visitantes prestaram especial atenção ao processo de produção das sondas

Lambda e à produção dos sensores de pressão MAP e sensores de pressão diferencial. Também foram

visitadas as instalações da fábrica que dispõem em Cervera, que atua como parque de fornecedores da

FAE, tendo mais de 5.000 m 2 .

Nova loja Midas

no El Corte Inglés de Gaia

A Midas inaugurou mais uma oficina com serviço Midas 24h,

que permite que o cliente possa entregar e levantar as chaves da

sua viatura mesmo fora do horário de funcionamento da oficina,

através do acesso a uma plataforma digital e que permite fazer

o seu pedido de marcação. Este serviço inovador responde às

novas necessidades de um consumidor cada vez mais exigente

em relação ao seu tempo e que pede soluções mais flexíveis

de atendimento. A nova oficina é mais um objetivo alcançado

pela marca e pela rede.

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Corteco tem novo expositor

de bujão de cárter

A família dos kits de bujão de cárter da Corteco inclui os modelos de plástico

para os Grupo VAG (Audi, Seat, Skoda e Volkswagen) e PSA ( Citroën, DS, Peugeot,

Opel). A substituição completa do kit (bujão e anilha) previne fugas na

mudança de óleo do motor do veículo. Com esta nova referência, a oficina tem

à sua disposição um produto de qualidade equivalente ao original e que oferece

a melhor garantia e a maior satisfação do cliente. Eis as vantagens: mais de 50

kits diferentes disponíveis, incluindo aplicações asiáticas; fácil identificação

com a lista de aplicação por veículo; caixa de fácil manuseamento, que pode

ser facilmente colocada numa prateleira ou balcão; solução completa (sem

peças soltas). Toda a informação sobre aplicações, medidas e descrição do

produto constam na parte posterior de cada embalagem.

AutoApp foi lançada oficialmente

O projeto AutoApp, nova plataforma para proprietários de viaturas e oficinas/centros de inepeção,

foi lançado, oficialmente, no dia 8 de dezembro. Esta aplicação para telemóvel surgiu

para ultrapassar algumas das necessidades das oficinas e dos centros de inspeção, no sentido

de adaptar a tecnologia já disponível às necessidades de gestão e de comunicação dos clientes

com oficinas e centros de inspeção. A AutoApp revolucionará o mercado automóvel e a

forma como todas as oficinas e centros de inspeção comunicarão com os seus clientes será

uma ferramenta essencial na gestão de qualquer oficina, assim como para a maior parte dos

profissionais do setor. Os proprietários dos veículos poderão, através da aplicação, ter acesso

a um conjunto de oficinas/centros de inspeção credenciados, bem como pesquisar oficinas

por todo o país para a sua viatura; agendar idas à oficina escolhendo o melhor dia e hora para

a visita; gerir as suas viaturas, o histórico das reparações feitas e as visitas à oficina; receber

notificações da oficina quanto à agendamentos ou necessidades de reparações ou revisões/

inspeções. A aplicação é e sempre será gratuita para os clientes particulares. Relativamente às

oficinas e centros de inspeção, a adesão à AutoApp será, também, gratuita, pelo menos até ao

final de junho de 2019. Para aderir já à AutoApp, as oficinas e centros de inspeção devem enviar

preenchido o formulário de pré-adesão à AutoApp para o email info@autoapp.pt, através do

qual poderão manifestar o seu interesse em incluir a sua oficina na base de dados da aplicação,

informando, também, as categorias de serviços que são oferecidos pela mesma, divididos

em Mecânica/Pneus/GPL/Chapa e Pintura/Vidros/Eletricidade e Eletrónica/Estética e Centro

de Inspeção. Neste momento, é importante garantir que as informações preenchidas estão

corretas, pois correspondem às que serão disponibilizadas ao público através da aplicação.

Para mais informações, consultar o site www.autoapp.pt.

Johnson Controls distinguida

pela Gestão da Diversidade Humana

A Johnson Controls Autobaterias foi galardoada com o prémio internacional

da “Gestão da Diversidade Empresarial”, concedido pela Fundação Diversidade

e Fundação Alares, que coloca em manifesto o trabalho que a empresa está a

fazer em prol da diversidade e da inclusão nos últimos anos. A empresa criou, há

quatro anos, um programa específico para a Diversidade e Inclusão, o Maturity

Model, que foi-se desenvolvendo em todas as sedes europeias. Atualmente, as

fábricas da marca contam com pessoal feminino em todos os departamentos

da empresa, desde as linhas de produção até engenheiras de alta qualidade.

Merpecas.pdf 1 18/10/18 14:57

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NOTÍCIAS

Empresas

Auto Barros distribui

bobines de chamada da ZM

Ao longo dos anos, a empresa Auto Barros Acessórios, Lda. tem vindo a apostar em

aumentar a sua oferta de artigos. Recentemente, juntou à sua vasta gama a ZM,

fabricante brasileiro de componentes para automóveis, como motores de arranque,

alternadores, polias para alternadores, induzidos e bobines de chamada, que já se

encontram disponíveis no mercado. Com uma história de crescimento sustentado por

mais de três décadas de atividades e pela conquista de certificações internacionais

de qualidade, como a ISO TS 16949, a ZM apresenta-se como um parceiro comercial

estável e fornecedor de produtos de alta confiabilidade e competitividade.

Viaturas do INEM e dos Bombeiros

vistoriadas nos centros de ITV

Foi assinado um protocolo entre a ANCIA (Associação Nacional de Centros de Inspeção

Automóvel) e o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P.) de forma a possibilitar

as vistorias de certificação de conformidade das viaturas de transporte de doentes e respetivos

equipamentos nos Centros de Inspeção Técnica de Veículos associados da ANCIA. Para

Paulo Areal, presidente da ANCIA, trata-se de “um bom exemplo do que pode ser o papel

dos centros de inspeção numa estratégia de colaboração com entidades públicas, com

vista a facilitar que algumas funções do Estado possam ser descentralizadas, melhorando,

assim, a prestação do serviço à sociedade, de forma economicamente mais racional”. Nos

termos do acordo assinado, o INEM poderá realizar as vistorias às viaturas de transporte

de doentes de forma descentralizada, com ganhos de rapidez e economia de meios, já que

não haverá encargos para nenhuma das partes signatárias do protocolo. Atualmente, nos

termos da lei, as vistorias às viaturas do INEM são da responsabilidade do próprio Instituto,

que só tem quatro locais - Porto, Coimbra, Lisboa e Faro - para fazer esse trabalho, o que

obriga a maioria dos veículos a percorrer centenas de quilómetros para se submeterem à

vistoria. De acordo com o agora estabelecido, o INEM poderá utilizar, sem encargos, um

centro de inspeção por cada distrito, havendo abertura para alargar a colaboração a dois

ou mais centros por distrito, em caso de necessidade.

Soulima inaugura loja no Prior Velho

A Soulima inaugurou, em janeiro, uma loja no Prior Velho, nomeadamente na Rua de Moçambique, n.º 90,

Loja D. Este novo espaço veio proporcionar à Soulima posicionar-se, de forma estratégica, numa zona de

grande importância, garantindo maior proximidade junto de atuais e potenciais clientes. Desta forma, a

Soulima cumpriu mais um dos objetivos traçados, inserido na sua estratégia global de crescimento.

Oficina 4.0 antecipa tendências

no expoMECÂNICA 2019

Com cerca de quatro meses de estrada ainda por percorrer, o conta-

-quilómetros do expoMECÂNICA 2019, que acontece de 3 a 5 de maio,

na EXPONOR – Feira Internacional do Porto, em Matosinhos, não deixa

margem para dúvidas: terminou o ano com os dois maiores pavilhões

completamente repletos de empresas expositoras. E o terceiro para

lá caminha, entre áreas já alugadas ou reservadas por operadores

do setor. A organização, a cargo da Kikai Eventos, caminha, assim,

para mais uma edição que aponta para novos indicadores máximos.

Com a quarta revolução industrial em andamento, a reparação e a

manutenção de automóveis terão, inevitavelmente, de equipar-se

adequadamente para continuar a oferecer aos clientes um serviço

completo e adaptado à convergência das tecnologias digitais, físicas

e biológicas. O projeto “Oficina 4.0”, concebido pela KiKai Eventos, em

parceria com a Create Business, pretende, precisamente, antecipar o

futuro da assistência do pós-venda automóvel em toda a linha (oficinas,

fábricas de pneus, construtores de carroçarias e mecatrónica),

dando a conhecer, hoje, aquela que será a oficina do amanhã. Tudo

isso, acrescenta o responsável, através de uma “prova de conceito”,

que é uma representação dos novos caminhos para detetar a falha,

as intervenções de diagnóstico e as operações de reparação subsequentes.

A organização acredita no carácter inovador do projeto e

na capacidade do expoMECÂNICA para agregar à sua programação

um evento de grande impacto.

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Bosch expande atividades

de investigação em Ovar

A Bosch anunciou a constituição de uma nova equipa de investigação e desenvolvimento

em Ovar, que marca a entrada de engenheiros portugueses na divisão de

Ferramentas Elétricas do grupo alemão. Serão contratados cerca de 20 engenheiros,

que ficarão responsáveis pela criação de software, hardware e teste de todas as

gerações futuras dos robots corta-relva da Bosch, em parceria com equipas na

Alemanha e em Inglaterra. A empresa continua, assim, a expandir o número de

empregos altamente qualificados nas unidades de Ovar, Aveiro e Braga, que já

têm feito I&D nas áreas de tecnologias de edifícios, soluções de água quente para

casas inteligentes e mobilidade, respetivamente. Um dos fatores decisivos na escolha

de Ovar para o estabelecimento da nova equipa de I&D para as Ferramentas

Elétricas da Bosch foi o facto de, desde 2016, esta unidade ser responsável pela

produção de componentes eletrónicos para os robots corta-relva e, nesse sentido,

ser possível acompanhar todo o processo, num só local, desde a criação da ideia

até ao produto final.

BLOG TIPS 4Y entra numa etapa digital

Após o lançamento do novo website, a TIPS 4Y conquista, agora, mais um marco na história

da sua pegada digital, com o lançamento do BLOG TIPS 4Y. Viagens, dados e tecnologia

automóvel anunciam as principais rubricas de um novo canal digital, onde serão publicados

artigos de conteúdo relevante e com valor para uma audiência apaixonada por estas temáticas.

Num setor de entusiastas pelo automóvel e pelas viagens, o BLOG TIPS 4Y sugere itinerários

plenos de emoção, onde cada rota inspira um veículo. Neste misto de descoberta entre o

prazer da paisagem e a adrenalina de conduzir um modelo de sonho, o BLOG proporciona

itinerários que são experiências únicas de condução. Os dados e a tecnologia estarão na

base da criação de outros conteúdos relevantes para o seu público alvo. Os profissionais

que se relacionam com o automóvel estão atentos à mudança de expectativas e hábitos

de consumo e querem acompanhar as tendências de um setor onde a economia partilhada

e a conectividade impulsionam novos modelos de negócio e novos parceiros. O BLOG

TIPS 4Y reforça a estratégia de comunicação da empresa, nesta conquista pela reputação

digital que distingue a sua marca. É a audiência TIPS 4Y que motiva e inspira cada artigo

do BLOG. É esse o desafio e a oportunidade que a empresa encontra na nova era digital.

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NOTÍCIAS

Empresas

ContiService com plano

de Certificação da Qualidade até 2020

No âmbito do programa de Certificação da Qualidade que a rede ContiService está a implementar, num

processo que se prolonga até final de 2020, mais de duas dezenas de agentes estiveram reunidos durante

dois dias em formação. O módulo ministrado incidiu sobre “Atendimento e Processos Operacionais”. A apoiar

esta formação, esteve a Polivalor, empresa especializada no setor automóvel que presta serviços nas áreas

da Formação, Consultoria e Marketing. No decorrer de 2019, a formação será centrada na área da oficina e na

sua organização funcional: oficinal e gestão de operações. O programa de Certificação da Qualidade da rede

ContiService desenvolve-se ao longo de três anos e está estruturado em três grandes áreas - “Auditoria de

Diagnóstico”, “Formação” e “Auditoria Final” -, que confere a derradeira certificação ao agente. As auditorias e

o acompanhamento do processo de implementação dos respetivos planos de ação serão realizadas por uma

entidade externa. Ao longo de 2018, o módulo em destaque foi “Atendimento e Vendas”. Em 2019, será a “Gestão

do Espaço Oficinal” e, em 2020, a “Gestão do Ponto de Venda”. A rede ContiService, que conta, atualmente, com

90 pontos de venda, “pretende implementar, a nível nacional, uma rede de parceiros especialista em pneus

e manutenção automóvel, com os atributos e as características inerentes à marca Continental”, referiu Pedro

Teixeira, diretor-geral da Continental Pneus Portugal.

bilstein group solidário em todos os Natais

O bilstein group em Portugal tem desenvolvido ao longo dos últimos anos um projeto de Responsabilidade

Social, que tem tido como principais destinatários a Casa Mãe do Gradil (CMG) e os Bombeiros Voluntários da

Malveira (BVM). A Casa Mãe do Gradil é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, localizada no concelho

de Mafra, que tem como missão educar meninas e jovens em situação de risco, proporcionando um desenvolvimento

o mais próximo possível de uma realidade familiar, quebrando a exclusão social e integrando-as

na sociedade. Os Bombeiros Voluntários da Malveira, instituição nobre que não requer apresentações, estão

neste momento a promover obras para a requalificação do quartel e têm desenvolvido várias campanhas de

angariação de fundos, às quais a Ferdinand Bilstein Portugal S.A. não fica indiferente e tem sempre apoiado.

Neste sentido, o bilstein group este ano fez a sua habitual doação monetária a estas duas instituições. O bilstein

group orgulha-se por participar como membro ativo na comunidade local e poder apoiar estas duas instituições

que têm feito um grande trabalho ao longo dos anos.

Japanparts e TEMOT

anunciaram nova parceria

Foi assinado um acordo a nível mundial entre a TEMOT

International e o Japanparts Group, que, com as marcas

Japanparts, Ashika e Japko, passa a fazer parte de um

dos mais importantes grupos de compras que atuam no

aftermarket. Com este acordo, a internacionalização do

Japanparts Group, já presente em 70 países nos cinco

continentes, marca mais um passo para difundir a oferta,

desfrutar de vantagens competitivas e ser o parceiro de

referência para os operadores independentes da distribuição.

O Japanparts Group passa a fazer parte de um dos mais

importantes grupos de compras que atua no aftermarket,

contando com 76 associados entre Europa, Ásia, África,

América e Austrália, que geram um volume de negócios

superior a 10 mil milhões de euros. A empresa de Verona

oferece aos membros do Grupo TEMOT 140 famílias de produtos

para o fornecimento completo de todas as tipologias

de peças de reposição, que vão desde as peças de motor

aos travões, passando pelas embraiagens, peças elétricas

e suspensões. Uma oferta competitiva que conta com uma

rede de distribuição muito seletiva no território europeu e

extra europeu para as marcas Japanparts, Ashika e Japko.

“Esta nova parceria com a TEMOT premeia o empenho de

toda a equipa, exatamente no 30.° aniversário da fundação

da nossa empresa, que sempre esteve concentrada no

desenvolvimento de uma oferta dinâmica e flexível, capaz

de se adaptar a um mercado em contínua evolução”, disse

Alessandro Piazza, general manager do Japanparts Group.

Grupo MCoutinho associa-se a

grupo ibérico de distribuição

de peças automóvel CGA

Criada em 2010, a CGA faz parte da central de compras

ATR International. Com esta parceria, o Grupo MCoutinho

irá potenciar, de forma exponencial, a posição da sua insígnia

AZ Auto no mercado independente, oferecendo aos

clientes uma gama completa com condições ainda mais

competitivas, aliada a uma logística de referência.

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SKF reuniu clientes

em almoço de Natal solidário

A SKF Portugal reuniu, num almoço de Natal solidário, os principais parceiros

de negócio e imprensa especializada. Este ano, o almoço realizou-se no restaurante

Darwin’s, no Centro Champalimaud, em Lisboa. Grisélia Afonso, sales

& marketing unit manager do Vehicle Service Market (VSM) da SKF Portugal,

deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o contributo de todos para

programa de responsabilidade social “Community Care” promovido pela

empresa, que tem como objetivo contribuir para uma causa humanitária. Este

ano, a SKF apoiou, pela segunda vez, a Instituição CAT (Centro Temporário

de Alojamento de Tercena), que acolhe crianças/jovens com idade igual ou

superior a quatro anos que, por decisão do tribunal, lhe foram confiadas.

Todos os convidados presentes no almoço contribuíram com a oferta de um

jogo da Science4Y, que foram entregues à diretora técnica do CAT, Soraia

Almeida, e que alegraram o Natal de muitos jovens, que, de outra forma,

nunca teriam acesso a estes jogos educativos.

Swiss Automotive Group

torna-se acionista maioritário da Davasa

Os conselhos de administração da Swiss Automotive Group - acionista da Davasa

desde 2009 - e a Davasa concordaram que o grupo suíço aumentará a sua participação

atual para 49% do capital da Davasa, para que se torne no parceiro com a maior

participação na empresa. Os atuais CEOs da empresa, Antonio Martínez e Alfonso

Albacete (presidente do Grupo CGA), continuarão a gerir a empresa como vêm fazendo

desde 2010, integrando, ambos, o novo conselho de administração da Davasa. José

Porras continuará como presidente do referido Conselho. O grupo suíço, em conjunto

com o Grupo Autonet, no qual

a Swiss Automotive Group tem

uma participação maioritária,

opera nos mercados da Suíça,

Bélgica, Áustria, Eslovénia, Eslováquia,

Roménia, Hungria e

Itália. Com um volume de negócio

de cerca de 900 milhões

de euros, é o sexto maior distribuidor

de peças aftermarket na

Europa. Por sua vez, o Grupo Davasa opera, atualmente, com 29 delegações e gera

vendas de mais de 70 milhões de euros, segundo informou a própria empresa em

comunicado. Após esta operação, ambas as empresas, que também são parceiras

do grupo de compras ATR International, mostram a sua “confiança no potencial do

mercado ibérico”. Tanto o Grupo SAG como a Davasa, pretendem “juntar as suas

experiências para fortalecer ainda mais o posicionamento da Davasa no mercado”.

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Grupauto é o novo membro

da Create

Ao anunciar a incorporação da empresa espanhola Grupauto, com sede

em Valência, como o mais recente membro da Create, a empresa nacional

reforça a sua presença ibérica e faz crescer o projeto iniciado há um ano.

Segundo o seu presidente, Carlos Nascimento, “para nós, é um enorme

prazer ter a Grupauto na Create e, assim, seguir a linha de ter um projeto

de escala Ibérica com a capacidade de enfrentar com confiança os desafios

do pós-venda”. A Grupauto, fundada em 1989, com sede em Valência e

delegações em Albacete, Alicante, Múrcia (proximamente, será em Sevilha),

junta-se ao projeto Ibéria da Create, que, desta forma, começa o novo ano

com um importante reforço no país vizinho. Cobre toda a área do arco

mediterrâneo no sul da península. Os seus cinco armazéns têm uma área

de armazenamento de mais de 12.000 m 2 e contam com uma equipa de

mais de 40 pessoas. Além disso, dispõe de mais de 100 lojas associadas, o

que permite uma cobertura muito capilar da região e levam a sua oferta a

milhares de oficinas. A Grupauto tem uma grande credibilidade em Espanha,

querendo melhorar a sua oferta e serviço através da Create (serviços

+ Valor) para chegar competitivamente aos diferentes segmentos do mercado.

Segundo o seu presidente, Enrique Almendros, “vemos na Create a

oportunidade de ganhar dimensão e diferenciação no mercado. Com isso,

aportaremos mais valor para os nossos clientes”.

2019 I Janeiro


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NOTÍCIAS

Empresas

OPINIÃO Por: Fernando Amaral, CEO da Alidata

A Oficina digital está aí

Digitalização, indústria 4.0 e quarta revolução industrial. Com certeza que

já ouviu falar destas expressões. Mas sabe o que são e como influenciam

o seu negócio?

Há expressões que entram no nosso quotidiano, mas não passam de

uma moda fugaz. Estas, garanto-lhe, vieram para ficar e transformar a

sua empresa, qualquer que seja o setor, dimensão ou geografia.

As empresas do aftermarket automóvel não são exceção. É fundamental

terem uma estratégia de digitalização assente em dois vetores: serviço ao

cliente, apresentando-lhe um real valor acrescentado, e desmaterialização

de processos internos, com vista à economia de recursos, como mão de

obra, papel, peças e outros.

A sustentabilidade das empresas irá estar, a breve trecho, diretamente

ligada à rapidez de implementação de uma estratégia de digitalização.

Num mundo em pleno processo de transformação digital, onde dispomos

de todo o tipo de serviços a partir de um smartphone, é urgente que o

setor oficinal dê o próximo passo. Hoje, o cliente exige serviços que superem

a sua expectativa e valoriza uma experiência única e diferenciada

que o faça sentir-se especial.

Como? Em momentos tão simples, como aquele em que o cliente é recebido

na oficina e, a partir da leitura da matrícula num tablet, já sabe o tipo

de manutenção a fazer. Ou a disponibilização do histórico de manutenções

e reparações num portal do cliente, a que este pode aceder, agendar a

próxima revisão ou alterar a morada, receber a fatura por email ou ser

avisado, por SMS, de que a intervenção está realizada e pode levantar o

veículo. Ah, e quem não gosta de receber uma mensagem de parabéns

no seu dia de aniversário?

Estes são apenas breves exemplos práticos de como a digitalização pode

alavancar a poupança, eficiência e rapidez, através da desmaterialização

de processos, mas, também, o nível de satisfação do cliente, com uma

relação mais próxima, transparente e imediata.

A somar a isto, os próprios veículos são cada vez mais digitais, inteligentes

e comunicantes. E estão em condições de estarem, cada vez mais, conectados

com os diversos sistemas de informação das empresas. Podemos

dizer, com toda a confiança, que a oficina do futuro será digital.

LIQUI MOLY alarga programa

de patrocínios

Os patrocínios da LIQUI MOLY não se limitam aos desportos motorizados. Quando os

motores param, a marca aposta noutras modalidades desportivas. Neste início do ano, está

na agenda o Torneio Four Hills, uma competição de saltos de esqui realizada na Alemanha

e Áustria. “Trata-se de um enorme acontecimento que irá aproximar a nossa marca de

milhões de espetadores”, afirmou Ernst Prost, gerente da LIQUI MOLY. É o ponto alto do

abrangente programa de patrocínios dedicado aos desportos de inverno da empresa de

Ulm, que também inclui o Campeonato Mundial de Esqui Nórdico, o Campeonato Mundial

de Combinado Nórdico, o Mundial de Bobsleigh e Tobogã, bem como o Slalom Gigante

de Esqui.

Com as competições dos desportos de inverno em ritmo de cruzeiro, o mês de janeiro traz

com ele o próximo ponto alto: o Campeonato Mundial de Andebol Masculino. As equipas

provenientes de 24 países defrontam-se na Alemanha e na Dinamarca para lutar pelo

título de melhor do mundo. “A dimensão internacional de um campeonato mundial e a

consequente presença nos meios de comunicação social de todo o mundo, é aquilo que

nos move”, sublinha Salvatore Coniglio, diretor de exportações da LIQUI MOLY.

A temporada acaba com o maior evento anual dos desportos de inverno, o Campeonato

do Mundo de Hóquei em Patins, que se realiza no mês de maio. Apostamos, também,

numa grande diversidade de modalidades desportivas, como o Short Track, que goza de

grande popularidade na Ásia e na América do Norte. “Desta forma, garantimos que a nossa

máquina de patrocínios está sempre a todo o gás e que a nossa marca tem visibilidade

mundial durante o ano todo, mesmo quando o desporto motorizado, tão importante para

um fabricante de óleo, para”, afirmouErnst Prost.

Grupo CGA incorpora novos

membros portugueses

O Grupo de distribuição de peças automóvel CGA, que ocupa o segundo lugar em faturação

em Espanha, incorporou, no final de 2018, três novos membros, sendo dois deles

empresas portuguesas. O novo parceiro espanhol é a empresa Distribucion y Recambios

Sotoca, localizado em Albacete, com um volume de negócios de mais de cinco milhões de

euros. Quanto às empresas portuguesas, são a Auto Delta, com um volume de negócios

de 23 milhões de euros, e o Grupo MCoutinho, que tem um volume de negócios de mais

de 40 milhões de euros em peças. Com a incorporação destas empresas, o Grupo CGA

fortalece a sua posição em Portugal e cobre toda a província de Albacete. Por seu lado, as

empresas portuguesas irão potenciar, de forma exponencial, as suas posições no mercado,

oferecendo aos clientes uma gama completa com condições ainda mais competitivas.

Refira-se que o Grupo CGA foi criado no ano 2010, como consequência da união de dois

grupos espanhóis de distribuição: Grunosur e Centro Holding. Tem, atualmente, mais de

70 membros associados e um volume de negócios anual superior a 300 milhões de euros.

As suas principais atividades são baseadas em três ramos: veículos comerciais, automóveis

ligeiros e ferramentas industriais. Faz parte da central de compras ATR International e

conta com três redes de oficinas: a atual CGA CAR SERVICE, com mais de 700 membros em

toda a Península Ibérica (12 delas em Portugal), a MULTITALLER SERVICE, com 210 sócios

em Espanha, e a SACORAUTO SERVICE, com 65, perfazendo um total de 975 oficinas em

todo o território ibérico.

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CASA ultrapassa as 5.000 empresas aderentes

Dois anos após a entrada em vigor da lei que regulamenta os meios de resolução de alternativa

de litígios, o CASA conta com mais 5.000 empresas aderentes, de norte a sul de Portugal, incluindo

regiões autónomas. O distrito que conta com mais empresas aderentes ao CASA é o Porto, com 978,

seguido de Lisboa, com 931 empresas. Em terceiro e quarto lugares, apresentam-se mais dois distritos

do norte do país, Aveiro e Braga, que contam com 447 e 387 empresas aderentes, respetivamente. A

adesão ao CASA constitui um símbolo de qualidade das relações contratuais da empresa aderente,

porque estas garantem aos clientes a resolução de qualquer reclamação e demonstram a progressiva

modernidade do setor. Por outro lado, os consumidores que preferem as empresas aderentes ao

CASA, têm assegurada a solução de qualquer reclamação através de meios de resolução de litígios

céleres, eficazes e a custos muito inferiores aos dos tribunais estaduais. Para saber quem são estas

empresas, consultar o site do CASA, em www.arbitragemauto.pt/empresas-aderentes. De referir

que a lista está em constante atualização.

Vicauto distinguida com estatuto

de PME Líder 2018

A Vicauto viu o estatuto de PME Líder ser renovado por mais um ano.

Esta distinção representa o reconhecimento do trabalho desta empresa

viseense, que conta já com um quarto de século de existência, sempre

dedicada ao comércio de peças para veículos pesados. Todos os colaboradores

e clientes estão de parabéns por terem ajudado a cumprir os

exigentes critérios deste estatuto concedido pelo IAPMEI. A empresa

continuará a operar no mercado com os valores que sempre defendeu e

que se traduzem no profissionalismo de uma equipa experiente, rigor,

excelência e transparência nos produtos comercializados. Segundo os

responsáveis da Vicauto, Carlos Alberto e João Manuel, “os clientes sabem

que encontrarão sempre as marcas que equipam as viaturas de origem”.

Merpeças adquire Silvapeças, Lda.

Após o reforço da presença da marca em Lisboa e no sul do país, e no seguimento da estratégia

desenhada para o ano de 2019, a Merpeças anunciou que adquiriu a totalidade das quotas da Silvapeças,

Lda., empresa sediada na zona centro do país, nomeadamente na localidade de Ourém.

Este negócio garante um melhoramento do posicionamento geográfico estratégico e uma relação

comercial privilegiada com algumas marcas fabricantes muito importantes no segmento onde opera.

Durante as primeiras semanas com a chancela Merpeças, procedeu-se à atualização e reforço de

stock, formação dos membros da equipa e revitalização das parcerias comerciais consolidadas anteriormente.

O desejo, agora, passa por replicar o modelo de negócio que tem vindo a dar garantias

de longevidade e sucesso.

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2019 I Janeiro


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NOTÍCIAS

Empresas

Grupo Diamantino Perpétua aposta

forte na formação

Num mercado cada vez mais competitivo, a formação é a resposta

para chegar mais longe. O Grupo Diamantino Perpétua

abre, agora, uma oportunidade a todos os colaboradores para

que participem em formações e cursos académicos como forma

de desenvolvimento pessoal e profissional

Interescape é PME Líder pelo sexto ano consecutivo

A Interescape foi distinguida com o estatuto de PME Líder 2018. Este é o sexto ano consecutivo

que a empresa recebe a distinção de PME Líder, pelo posicionamento que conquistou no mercado,

fruto da sua qualidade de desempenho e perfil de risco. Jorge Carvalho, CEO da Interescape, afirma

que “foi com muito agrado que recebemos a notícia da renovação do estatuto de PME Líder. Para a

Interescape, esta renovação valida o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo de muitos

anos, por toda a equipa”. Desta forma, a empresa não pode deixar de dedicar esta conquista a todos os

seus colaboradores, clientes e fornecedores. Criada no Porto, em 1985, a Interescape é uma empresa

especializada na produção, reparação e importação de sistemas de escapes, catalisadores e filtros

de partículas para veículos ligeiros, comerciais ou industriais.

Novo Norton MeshPower

tem poderosa extração de poeira

A busca de um ambiente de trabalho mais limpo, de melhor qualidade de acabamento e redução do

custo consumível conduziram à criação do Norton MeshPower: a mais recente solução de lixagem da

SaintGobain Abrasives. Desenvolvida para proporcionar um ambiente de trabalho sem poeira, a gama

de produtos MeshPower é construída com um suporte em malha aberta, que permite a extração de

poeira superficial durante o processo de lixagem. Assim, é possível respirar ar fresco em operações

que, tradicionalmente, envolvem muita poeira. Ideal para a indústria em geral, reparação automóvel,

náutica e OEM, trabalhos em madeira e bricolage, a gama MeshPower da Norton oferece uma nova

solução de lixagem para uma gama completa de aplicações. O Norton MeshPower apresenta um

suporte em malha aberta com milhares de pequenos furos para extrair poeira da superfície trabalhada,

melhorando o acabamento. A poeira é, constantemente, removida, diminuindo a circulação de

partículas perigosas no ar, geradas pelas operações de lixagem. A combinação destes fatores permite

aos operadores trabalhar num ambiente mais limpo e saudável, com menos tempo necessário para

limpeza, contribuindo para uma poupança de tempo e para um incremento da produtividade. A

tecnologia patenteada Norton No-Fil aplicada aos grãos abrasivos na gama Norton MeshPower ajuda

a prevenir o empapamento. Quando combinada com a sua estrutura em malha, facilita a utilização

dos produtos durante mais tempo, permitindo uma economia de tempo e dinheiro.

Numa economia em que o conhecimento é um bem essencial, foi fácil para

a gerência do Grupo DP abrir um novo programa aos seus colaboradores.

Definindo como principal prioridade a necessidade de atrair, desenvolver,

reter talentos e competências, Luís Santos, do departamento de marketing

e comunicação, afirma que esta é “uma relação win-win, em que a empresa,

apostando na formação e no desenvolvimento, beneficia com a obtenção

de colaboradores mais comprometidos e capacitados. E o colaborador, com

o apoio da empresa, obtém maior e melhor grau de qualificação”.

Desenvolver o conhecimento dentro da empresa incrementa a satisfação

por parte dos recursos humanos, que têm, agora, um incentivo extra para

terminar, por exemplo, o 12.° Ano ou iniciar/acabar um curso académico.

Os apoios dados pelo Grupo DP começam na flexibilidade de horários e

poderão chegar até ao pagamento de parte dos custos inerentes a este

aumento de escolaridade.

O feedback e a aceitação por parte dos colaboradores superou as expectativas

do grupo. “O simples facto de poderem ‘voltar à escola’, agora com colegas

de trabalho, tendo a oportunidade de enriquecer os seus conhecimentos a

nível técnico, de legislação e tecnológico, entre outros, constitui um desafio

que, de modo algum, quiseram declinar”, destaca o responsável.

Recursos Humanos com mais conhecimento académico e mais formação

encaixam, na perfeição, com o slogan do Grupo Diamantino Perpétua, “Juntos,

vamos mais longe”, pois o conhecimento é um dos principais ingredientes

para qualquer empresa ir mais além.

Autozitânia organizou

Festa de Natal no Circo

A Autozitânia organizou sessões exclusivas no

Circos Soledad Cardinali e Victor Hugo Cardinali,

nos dias 8 e 15 de dezembro, respetivamente.

Durante a quadra natalícia, a Autozitânia proporcionou

aos seus colaboradores, clientes e

fornecedores, assim como aos seus familiares,

sessões exclusivas no Circo Victor Hugo Car-

Janeiro I 2019


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Mondegopeças abriu

nova loja em Marrazes

A Mondegopeças, empresa do Grupo Beirauto, abriu, no dia 5 de

novembro, um novo espaço na localidade de Marrazes. Com cerca

de 400 m 2 e uma equipa de profissionais experientes, a loja de

Leiria está preparada para responder às necessidades dos clientes

O Grupo Beirauto conta, agora, com cinco lojas na zona centro destinadas a

servir os clientes com o seu serviço, marcas de qualidade e profissionalismo

que, há 38 anos, caracterizam este grupo. Um mês volvido sobre a abertura da

nova loja, Eduardo Ferreira revela que o primeiro mês tem sido bastante positivo,

“quer pelo feedback dos novos clientes quer pelas expectativas depositadas na

equipa desta loja”.

É com uma vasta equipa de profissionais qualificados e dedicados cada vez

mais às oficinas que a Mondegopeças tem feito o seu percurso de crescimento.

Prova disso, foram as distinções dos recentes estatutos de PME Líder e Excelência

alcançados, pelo 9.° ano consecutivo. Durante o ano de 2018, o Grupo Beirauto

alargou a equipa, adotou mais viaturas, aumentou o stock, contou com marcas

de qualidade presentes em maior número e cresceu no serviço de formação

prestado aos profissionais, entre outros. O ano de 2019 vai, também, trazer novidades.

Entre elas, um novo site, uma plataforma B2B e novas marcas e stocks,

nomeadamente a introdução de uma gama de pneus.

O conceito “Grupo Beirauto Academia” finalizou o ano de 2018 com muito sucesso,

com as 10 formações previstas a esgotarem, tendo sido sido realizadas,

em parceria com o CEPRA, a Polivalor e a Schaeffler. Eduardo Ferreira considera

que estas ações “têm sido um sucesso, quer pelo feedback dos formandos quer

pela lotação esgotada desde que iniciámos este projeto”.

O ciclo de formações terminou com uma ação realizada nos dias 14 e 15 de dezembro,

no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, subordinada ao tema

“Veículo Elétricos e Híbridos”, estando já previstas, para 2019, novas formações

em parceria com esta instituição, que podem ser realizadas em Aveiro e Leiria.

Eduardo Ferreira deixou o convite a todos os profissionais do ramo automóvel

que estejam interessados em participar nas formações a acompanharem as

newsletters e a fazerem as inscrições via email ou através do site, assim que estas

forem divulgadas no mesmo.

dinali, localizado no Parque das Nações em Lisboa,

e no Circo Soledad Cardinali, no Parque da Cidade,

no Porto. Estes eventos contaram com a presença

de cerca de 5.000 participantes (3.000 em Lisboa e

2.000 no Porto), que puderam desfrutar de sessões

de puro divertimento e alegria, com os artistas do

Festival de Circo de Monte Carlo, palhaços e animais,

que deliciaram miúdos e graúdos. Durante e após as

sessões, o entusiasmo e a satisfação dos convidados

foram evidentes, tendo os mais pequenos desfrutado

ainda de divertimentos na zona circundante aos circos.

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CARROScomHISTÓRIA

BMW 2002

Desportivo popular

Com este familiar médio de tração atrás, a BMW conseguiu levar até muita gente uma sensação de condução

desportiva, só conseguida com modelos muito mais dispendiosos

Por: João Paulo Lima

Nos anos 70, havia, também, quem

quisesse andar depressa. E apesar

de já existirem modelos Porsche,

Ferrari e outras “máquinas de acelerar”, a

maior parte das carteiras não chegavam

para alimentar emoções tão dispendiosas.

Para os mais remediados, mas não menos

emotivos, havia o 2002, um BMW fora de

série. Este modelo proporcionava diversão

nos ralis, nas pistas ou até para ir levar o

filho à escola.

Tudo começa em março de 1966, quando,

no Salão de Genebra, é apresentado ao

público, pela primeira vez, o projeto 02 ou,

melhor dizendo, a série 02, que significava

duas portas. Wilhelm Hofmeister, diretor da

BMW na altura, encomendou à equipa de

designers constituída por Georg Bertram

e Manfred Rennen um modelo compacto,

leve e robusto para, futuramente, se tornar

numa base de utilização desportiva. Pouco

tempo depois, foi apresentado o automóvel

que revolucionou o desporto motorizado

durante anos.

A primeira motorização tinha um motor

de 1600 cc, denominado M10, um quatro

cilindros que debitava 84 cv às 5.700

rpm e 130 Nm de binário. Rapidamente

os conhecedores revelaram tratar-se de

uma das melhores relações preço/qualidade

para a época, tornando o 1602 num

verdadeiro sucesso de vendas. Mais tarde,

em 1968, foi lançada uma carroçaria cabriolet

construída pela «Baur» e, em 1971,

um modelo hatchback, denominado «Touring»,

dos quais só foram vendidas 25.827

unidades até 1974, altura em que cessou

a sua produção. Alguns especialistas colocaram

em dúvida aspetos estéticos do

modelo. Atendendo às suas características,

muitas experiências tiveram palco no série

02 da BMW. Curiosamente, o modelo que

trazemos este mês foi lançado no Salão

Automóvel de Paris, em 1969.

A BMW apresentou o projeto GT4 2002

numa carroçaria “Fastback”, um modelo

que nunca chegou a ser produzido. A história

do 2002 envolve uma coincidência

quase evolutiva. Helmut Werner Bönsch,

diretor de marketing da marca na altura,

tinha montado no seu 02 um motor de

2L. Alex Von Falkenhausen, o projetista do

motor M10, tinha um motor de 2,0 litros

montado no seu 1600-2. Ambos tinham a

noção de que o quatro cilindros montado

na longitudinal com tração atrás, se tivesse

mais uns cavalos, tornar-se-ia bem mais

apetecível e divertido de conduzir. Daí a

levarem a ideia à direção da BMW, foi um

ápice. Rapidamente aprovada e logo justificada

para responder a uma exigência

do importador americano Max Hoffman,

que pretendia comercializar nosEUA uma

versão mais desportiva, viu a luz do dia

pouco tempo depois. A alimentação ficou

a cargo de soluções que passaram por carburador

simples, duplo e injeção “kugelfisher”.

Para a transmissão, foi escolhida

uma caixa de quatro velocidades para a

maioria dos modelos e uma caixa de cinco

relações para modelos mais específicos. A

versão automática também fez parte do

leque de ofertas.

Pouco tempo depois, todas as variantes

dos modelos já existentes passaram a ter

uma versão com motor de 2L de capaci-

dade. Em 1973, foi apresentado, no Salão

de Frankfurt, o modelo mais performante de

toda a gama: o 2002 Turbo. Este automóvel

foi considerado o primeiro modelo turbocomprimido

de produção a ser comercializado.

Debitava 170 cv às 5.800 rpm, com

240 Nm de binário, e tinha montado um

turbocompressor KKK, com uma taxa de

compressão de 6,9:1. A alimentação estava

a cargo de uma injeção “kugelfisher”.

E porque o modelo foi lançado pouco antes

da crise do petróleo de 1973, apenas

foram fabricados 1.672 exemplares. Em

Portugal, também vimos brilhar este modelo,

nomeadamente em manifestações

desportivas, como os ralis e a velocidade.

O BMW 2002 teve na sua época adversários

como os Datsun SSS e Alfa Romeo GT

Junior, entre muitos que animaram uma

época do desporto automóvel.

O modelo também foi montado em Portugal,

mais propriamente em Torres Novas,

nas instalações da Batista & Russo. Aqui,

também foi ensaiado um projeto de station

wagon que nunca chegou a ser produzido.

Em Portugal, existem alguns clubes que

mantêm viva a história, o presente e o

futuro deste emblemático automóvel. ✱

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OFICINA DO MÊS

Adérito Machado Automóveis

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A área de colisão

é especialmente

procurada pelas

gestoras de frotas

Referência sadina

Parceira da rede TOPCAR desde a primeira hora, a Adérito Machado é uma oficina multimarca de referência na

cidade de Setúbal. A aposta em parcerias de qualidade e equipamentos de topo tem sido a chave do seu sucesso

Por: Jorge Flores

Criada em 2011, em pleno contexto

de crise do país, numa pequena

cave, em Setúbal, a oficina Adérito

Machado, empresa com nome próprio

do fundador, depressa reuniu condições

para crescer. Primeiro, ocupando umas

instalações com 1.200 m 2 de superfície

fechada e mais um parque exterior de

500 m 2 , do outro lado da estrada, com

condições para poder evoluir. Depois,

aderindo, desde a primeira hora, ao projeto

da TOPCAR, rede que nascia nesse

mesmo ano. A evolução não mais parou.

No início, eram apenas dois os colaboradores

e a oficina fazia somente serviços

de mecânica. Mas, a partir de 2014, apesar

de manter a mecânica, Adérito Machado

decidiu avançar para a área da colisão,

investindo em equipamentos de topo para

a atividade da chapa e da pintura. A equipa

cresceu, consequentemente, sendo, hoje,

composta por 13 funcionários.

n PARCERIAS DE QUALIDADE

Adérito Machado explicou ao Jornal das

Oficinas que o investimento realizado em

equipamentos de topo, como, por exemplo,

a cabine da marca Verta, fornecida

pela Cetrus, a área de preparação, com

seis pistas, o laboratório de tintas ou o

exaustor de resíduos poluentes para o exterior,

permitem à oficina poupar tempo

nos serviços e rentabilizar a atividade. Os

sistemas de seleção de tintas são da gama

Hi-Tec. “Trabalhar com equipamentos de

primeira linha obriga a uma formação permanente,

para rentabilizar o produto ao

máximo. São produtos mais caros, sim,

mas que compensam em termos de rentabilidade”,

garantiu Adérito Machado ao

nosso jornal.

Na oficina, todos os sistemas são informatizados.

Não existe outra forma de

ser competitivo no mercado, atualmente.

As parcerias de qualidade são outro dos

trunfos da Adérito Machado. Além de

pertencer à rede TOPCAR, a oficina tem

uma relação de grande proximidade com

a empresa LTintas e com a marca Spies

Hecker desde a fundação da oficina sadina,

há quase oito anos.

n NOVO ESPAÇO EM 2019

Entre os clientes, a Adérito Machado

conta com companhias de seguros e

gestoras de frotas. As empresas, de

resto, asseguram 80% da faturação na

área da colisão, face aos 20% que estão

a cargo dos particulares. Nos serviços

de mecânica, a diferença é mais ténue:

60% para empresas e 40% para clientes

particulares.

A estratégia para 2019 é assumida

por Adérito Machado: alargar a área de

serviço. Como? Através da aquisição de

um novo espaço, também em Setúbal,

se possível próximo das atuais instalações,

que o responsável pretende, aliás,

conservar. ✱

Adérito Machado Automóveis

Gerente Adérito Machado | Morada Av.ª Mestre Lima de Freitas, n.° 86, 2910 - 688 Setúbal | Telefone 265 551 573

Email aderito.machado@topcarsetubal.pt | Site www.topcar.com.pt

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66

EMPRESA

LTintas

40 anos plenos de cor

Para celebrar os seus 40 anos de vida, a LTintas juntou perto de 100 parceiros do negócio da repintura automóvel,

num evento pleno de animação e cor, na tenda panorâmica do Cristo-Rei, em Almada

Por: Jorge Flores

A

ocasião reclamava pompa e circunstância.

E a LTintas fez questão

de deixar marca na comemoração

dos seus 40 anos de vida. Que melhor

forma haveria para celebrar as quatro

décadas decorridas sobre a criação da

empresa, pelas mãos de Eugénio Pereira,

do que juntar perto de 100 parceiros de

negócio na área da repintura, alguns

deles desde a primeira hora, na tenda

panorâmica do Cristo-Rei, em Almada?

O Jornal das Oficinas marcou presença

no evento, sábado, dia 1 de dezembro,

onde não faltaram todos os ingredientes

necessários a uma festa desta natureza:

bom ambiente, música, stand-up comedy,

uma vista deslumbrante e muita cor.

n HUMOR E GALARDÕES

Logo na receção, o cenário ajudava à boa

disposição reinante. Tendo o rio Tejo como

pano de fundo e apadrinhados pelo imponente

Cristo-Rei, os muitos convidados foram

chegando para o cocktail de abertura,

pousando para as fotos e para o álbum

de posteridade da empresa. Seguiu-se o

almoço, na sala principal, findo o qual a

comediante Ana Arrebentinha tratou de

roubar gargalhadas ao público, durante

mais de uma hora, no seu espetáculo de

stand-up comedy. No intervalo do espetáculo,

foi a vez do fundador da LTintas,

Eugénio Pereira, subir ao palco, expressar

umas palavras de agradecimento e atribuir

galardões aos parceiros de negócio.

Entre estes, esteve o Jornal das Oficinas,

que, pela relação profissional de grande

proximidade com a empresa, ao longo

dos anos, também trouxe para casa a sua

estatueta em vidro.

n HISTÓRIA DE SUCESSO

Bruno Pereira, gerente da LTintas, em

género de balanço, mostrou-se feliz com o

evento, com o percurso da empresa e com

a sua relação com os parceiros de atividade.

“Celebramos, neste evento, a marca

dos 40 anos da empresa, juntamente com

os nossos parceiros de negócio e com os

nossos colaboradores”, no fundo, “aqueles

que nos acompanharam neste percurso

até aqui e que nos continuarão a acompanhar

no futuro”, começou por dizer. Para

acrescentar, de seguida: “Estes 40 anos de

crescimento e de sucesso da LTintas, traduzem-se

em consolidação e maturidade

da empresa no mercado dos distribuidores

de produtos e soluções para repintura

automóvel em Portugal”, sublinhou ainda

o gerente.

A festa realizada na tenda panorâmica do

Cristo-Rei, em Almada, junto com os parceiros,

foi procedida por uma outra, desta

feita, com os muitos clientes da LTintas,

elementos “essenciais” na longa história da

empresa. A LTintas é, hoje, uma empresa

com as contas no verde. Dispõe de uma

equipa de 27 colaboradores e cinco pontos

de venda (Feijó, Laranjeiro, Almada, Évora

e Beja). Além disso, tem-se mantido sempre

atualizada, recorrendo a módulos de

software de gestão para ter os números e

os factos todos controlados. Em 2019, a

empresa terá um novo espaço, que contará

já com um centro de treino próprio para

desenvolver a sua atividade. Q

LTintas

Gerente Bruno Pereira | Sede Rua Joaquim Pires Jorge, 3, 2810 - 083 Almada | Telefone 212 588 200 | Email geral@ltintas.pt

Site www.ltintas.pt

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Viapesados

67

Dinamismo consolidado

A Viapesados evidencia um forte dinamismo num mercado competitivo, como o dos pesados. A nova parceria com a

marca SABO e o acréscimo do leque de produtos nas gamas de amortecedores e suspensões são receita de sucesso

Por: Jorge Flores

Fundada, em 2005, por Albino Assembleia

e Ricardo Carvalho, dois antigos

colegas numa outra empresa do

ramo, a Viapesados teve, desde a origem,

a bela cidade de Viana do Castelo como a

sua “casa”, ainda que a sua área de atuação

seja, hoje, alargada no território nacional e

além-fronteiras. Muito cresceu a empresa

desde o seu nascimento, num pequeno espaço

no rés-do-chão de um prédio, com o

objetivo assumido de servir o negócio das

peças para pesados na região do Minho,

onde a oferta era apenas diminuta. Desde

então, o negócio tem corrido a preceito. E

o ano de 2018 não foi exceção a um trajeto

positivo. “Registámos um crescimento sustentado

e significativo comparativamente

com os anos anteriores”, garantem ao Jornal

das Oficinas os dois administradores da

Viapesados. A empresa tem evidenciado o

dinamismo de sempre. Desde a última visita

do nosso jornal, há pouco mais de 12 meses,

não deixou de inovar. “Iniciámos uma nova

parceria, com a representada marca SABO,

o que nos proporcionou um aumento do

nosso leque de produtos de amortecedores

e suspensões”, explicam ambos.

n RECICLAR CONHECIMENTOS

De acordo com Albino Assembleia e Ricardo

Carvalho, atualmente, o mercado

de pesados, em Portugal, continua “muito

competitivo, bastante dinâmico e extremamente

exigente”. Por outras palavras,

trata-se de “um mercado com especificidades

muito singulares, principalmente na

capacidade de resposta/entrega ao cliente,

o que, por si só, representa uma das principais

dificuldades, mas que nós encaramos

como um desafio”. De resto, acrescentam,

“as novas tecnologias e a mudança constante

no mercado das peças, são fatores

marcantes, que obrigam a apostar, de forma

mais intensa, na formação, para ir reciclando

os conhecimentos e continuar a garantir um

serviço de qualidade”, sublinham.

Por tudo isto, os responsáveis da Viapesados

acreditam que 2019 tem os ingredientes

necessários para continuar em alta.

“Esperamos um ano favorável, que tenderá

a ser positivo no que respeita às vendas.

Um ano em que poderemos vir a contar

com mais alguns parceiros de negócio interessantes,

que nos ajudarão, certamente, a

fazer de 2019 mais um ano de crescimento”,

sustentam, deixando a promessa de que

a empresa contará com uma “ainda maior

oferta de produtos e soluções para os clientes

e uma presença mais consolidada em

algumas zonas do país”.

n SERVIÇO ESPECIALIZADO

A Viapesados conta com uma equipa que

inclui mais de uma dezena de funcionários,

comercializando todo tipo de peças para

camiões, reboques e autocarros. Segundo

palavras de Albino Assembleia e Ricardo

Carvalho, “desde o parafuso até ao motor

completo”. Sempre com a garantia de um

serviço especializado na identificação do

material. A sua área de atuação abrange o

país inteiro (ilhas incluídas), dispondo de

mais de 1.200 clientes ativos e trabalhando

com perto de 8.000 referências.

De acordo com os responsáveis, num

raio de 100 km, a Viapesados consegue

assegurar as entregas, muitas vezes, em

regime bi-horário, graças à sua frota de

quatro viaturas. No contexto internacional,

a empresa tem ainda clientes em Angola,

Moçambique e Cabo Verde. Q

Ricardo

Carvalho (à

esq.ª) e Albino

Assembleia

gerem os

destinos da

Viapesados, que

foi fundada em

2005, na cidade

de Viana do

Castelo

Viapesados

Administradores Albino Assembleia e Ricardo Carvalho | Morada Zona Industrial do Neiva, 2.ª Fase, Pavilhão 11,

4935 - 232 Neiva (Viana do Castelo) | Telefone 258 322 651 | Email geral@viapesados.pt | Site www.viapesados.pt

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68

EMPRESA

Peciloures

Vítor Domingos é

quem lidera a equipa

de 11 colaboradores

da Peciloures, uma

das fundadoras do

Grupo TRUSTAUTO

rios, a Peciloures disponibiliza aos clientes

formação técnica nas áreas da mecânica e

mecatrónica, contando com uma sala especificamente

para esse efeito. Esta é, aliás,

uma das premissas do Grupo TRUSTAUTO,

que ajudou a fundar e ao qual pertence.

O que diferencia o Grupo TRUSTAUTO? “A

forma muito própria de estar no negócio,

apoiada na qualidade e na inovação. Fazendo

diferente de todos os players do

aftermarket. Apostando bastante na formação

e em marcas premium”, diz Vítor

Domingos. “Somos importadores, através

do grupo, das marcas TRW, HELLA, HEN-

GST, BUGATTI, GENERAL RICAMBI, KAWE,

TCMATIC, TURBO MOTOR, OCAP e AUTO-

PART, só para citarmos algumas. Depois,

temos a nossa marca própria, TRUSTAUTO,

em lubrificantes, anti-congelantes, AdBlue

e escovas limpa-vidros. É expectável que

a gama da nossa private brand cresça brevemente”,

revela o gerente.

Valores que distinguem

A Peciloures, partner TRUSTAUTO, iniciou a sua atividade em junho de 1985,

dedicando-se à venda de peças e acessórios para automóvel. Profissionalismo,

competência, compromisso e honestidade são alguns dos valores que a distinguem

Por: Bruno Castanheira

Há 33 anos e meio, Vítor Domingos

abriu, na Rua Padre António

Vieira, num espaço com 200 m 2 , a

Peciloures, fruto da sua vasta experiência

na área das peças e acessórios para automóvel.

A ambição cresceu à medida do

ritmo de trabalho. De tal forma que, hoje,

num espaço com 1.200 m 2 , divididos por

dois pisos, a equipa de 11 colaboradores

presta um serviço de excelência. Como

destaca Vítor Domingos ao Jornal das

Oficinas, “a Peciloures dispõe de clientes

de várias regiões (Açores, Angola e Cabo

Verde incluídos), ainda que a zona de

Loures reúna cerca de 90% do volume

de faturação”. Para, de seguida, acrescentar:

“Somos muito fortes nas vendas

ao balcão. Tal como nas marcas premium

que comercializamos, que reúnem cerca

de 70% da faturação. A nossa prioridade

são, precisamente, as marcas premium.

Mas caso o cliente necessite, dispomos

de marcas mais acessíveis”.

n VASTA OFERTA

Com cerca de 35 mil referências em

stock permanente, a Peciloures revela que

aquilo que mais vende são componentes

de mecânica e lubrificantes. Contudo,

devido aos anos que tem, conta com um

vasto leque de produtos. “À exceção das

tintas, temos uma gama extremamente

abrangente. Com três viaturas para entrega

de encomendas aos clientes num

raio de 30 km, a empresa liderada por

Vítor Domingos recorre, sempre que necessário,

a uma transportadora com a qual

tem acordo, tanto para trazer como para

levar material, o que se revela fundamental

para entregas mais distantes (para sul,

até Setúbal; para norte, até Santarém) ou

com prazos mais alargados. “Para outras

localizações, requisitamos, por exemplo,

os CTT”, explica o responsável.

A forma honesta e profissional com que

sempre desenvolveu a sua atividade, é

outro dos pontos que jogam a favor da

Peciloures. Mas existem mais: “Dedicação,

esforço, confiança, inteligência, lealdade,

objetivismo, união, respeito, educação e

seriedade. São estes os 10 substantivos

que caracterizam o nosso modo de estar

no negócio”, frisa o gerente. “O slogan ‘Peça

a peça, nós temos a solução’, que deixámos

de comunicar quando adotámos a

imagem TRUSTAUTO, continua bastante

enraizado no nosso dia a dia”, acrescenta.

n ESTATUTO DE LÍDER

Para além do serviço de peças e acessó-

Há vários anos PME Líder, a Peciloures

conquistou, em 2017, pela primeira vez na

sua história, o estatuto de PME Excelência.

E como correu 2018? Vítor Domingos não

hesita na resposta: “Foi um ano de muito

investimento. Nomeadamente, no sistema

informático e na webshop do grupo, mas,

também, em marketing e em eventos

destinados a fortalecer os laços com

os clientes (todos os anos, oferecemos

viagens aos que atingem determinados

objetivos). Além disso, somos sponsors de

alguns eventos relevantes e de várias organizações

da região de Loures. No início

de dezembro, colocámos a nova fachada. E

estamos, a pouco e pouco, a uniformizar a

imagem TRUSTAUTO nas nossas viaturas e

em artigos de marketing. Fecharemos 2018

acima de 2017. Se não crescermos dois

dígitos, andaremos lá muito perto”. Q

Peciloures – Comércio de Peças, Lda.

Gerente Vítor Domingos | Sede Rua Padre António Vieira, 25-25A, 2670 – 410 Loures | Telefones 219 839 590 / 219 821 549

Fax 219 822 901 | Email geral@peciloures.pt | Site www.peciloures.pt

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70

EMPRESA

+Baterias Energy Store

A loja de Mem

Martins foi a primeira

da rede e continua a

ser a que apresenta

maior rentabilidade

Mais próximo do cliente

Fundada em 2012, a +Baterias Energy Store visou criar uma rede de distribuidores das marcas FIAMM e EUROCELL,

estando mais próxima do consumidor e do instalador profissional. São três as lojas atualmente, mas o objetivo é crescer

Por: Jorge Flores

A

+Baterias é uma rede de lojas, fundada,

em 2012, por Nuno Guerra,

com uma missão bem assumida

no mercado. “Criar uma rede de distribuidores/instaladores

das baterias FIAMM e

EUROCELL mais próxima do consumidor

e do instalador profissional, por forma a

que as marcas se disponibilizem”, explicou

o responsável em declarações ao Jornal

das Oficinas.

Os objetivos passam, deste modo, “pela

criação de uma rede das marcas que distribuímos

(FIAMM, EUROCELL, OUTDO, ELEC-

TROMEM), num conceito de proximidade

em que a mais-valia técnica se alia a uma

disponibilidade de produto imediata”, esclareceu

Nuno Guerra. “Conceitos como a

assistência e a manutenção gratuitas, assim

como o check-up elétrico de viatura gratuito”,

são outros trunfos desta rede de lojas.

n BALANÇO POSITIVO

A atividade divide-se entre o comércio

de baterias de arranque e industriais. Qual

a que mais se destaca nas lojas da rede? “A

área de arranque é, sem duvida, o nosso

core business, representando mais de 80%

do volume de negócios. No entanto, temos

vindo a registar um incremento na área

industrial, sobretudo nas baterias estacionárias

e monoblocos de tração”, revelou

Nuno Guerra.

O balanço da atividade da +Baterias, decorridos

seis anos sobre a sua fundação,

tem sido muito satisfatório. “A rede tem

vindo a apresentar resultados positivos

desde a abertura da primeira loja, em Sintra

(Mem Martins), que procuramos consolidar

e desenvolver”, sustentou o responsável

da empresa.

n TRÊS LOJAS... PARA JÁ

Neste momento, a rede compreende três

lojas: Mem Martins, Loures (Santa Iria) e

Leiria. Contudo, na mente de Nuno Guerra

está a ampliação do conceito e da rede. “O

objetivo deste projeto é estar presente nos

principais distritos e concelhos do país, por

forma a levar as marcas cada vez mais perto

do seu utilizador final”, afirmou o responsável

ao nosso jornal, descrevendo a loja

de Mem Martins como “o pilar de arranque

deste projeto”, sendo, ainda hoje, “o estabelecimento

com o maior volume da rede”.

n IMAGEM FIAMM

A italiana FIAMM, terceiro maior fabricante

de baterias de arranque e o quarto

maior a nível mundial, é a marca premium

da rede +Baterias Energy Store. Mais: “Pretendemos

associar a imagem deste fabricante

ao próprio conceito de loja”, explicou

ainda Nuno Guerra, que encara com otimismo

o novo ano. “As expectativas para

2019 passam pela abertura de, pelo menos,

mais um espaço ou, eventualmente, dois,

caso as condições para essas aberturas se

verificarem”, rematou. Q

+Baterias Energy Store

Gerente Nuno Guerra | Sede Estrada de Mem Martins, n.° 84, Loja esq.ª, 2725 - 377 Mem Martins | Telefone 211 993 787

Email geral@maisbaterias.pt

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TÉCNICA&SERVIÇO

72

Dispõe das necessárias

dentro da sua organização?

Com a chegada das novas tecnologias ao setor automóvel, surge a necessidade de dispor de ferramentas

específicas para realizar corretamente algumas operações e obter os melhores resultados. Neste artigo,

abordamos algumas das ferramentas mais utilizadas nas oficinas de eletromecânica

Para fazer uma boa utilização de qualquer

ferramenta, é imprescindível

consultar, não só, o manual de instruções

da mesma mas, também, o manual

do veículo no qual a ferramenta vai ser

utilizada. É muito importante utilizar as ferramentas

de forma responsável e mantê-las

limpas e organizadas, assim como tomar

todas as medidas de segurança, de prevenção

de riscos, de proteção ambiental

necessárias e utilizar os EPI adequados.

n INDICADOR TESTER: VERIFICADOR

MANUAL DE LÍQUIDO DE TRAVÕES

Em conformidade com a FMVSS 116 (DOT

3, DOT 4, DOT 5.1), os líquidos dos travões

100% sintéticos são higroscópicos, ou seja,

têm alta capacidade de captação da humidade

ambiente. A temperatura atingida

nos cilindros de travão de roda durante

o processo de travagem é transmitida ao

líquido dos travões e, se a percentagem

de teor de água for muito elevada, esta

poderá entrar em ebulição, dando origem à

expressão vapor lock, utilizada, geralmente,

em linguagem técnica para denominar o

fenómeno da formação de bolhas de vapor

no circuito hidráulico dos travões.

A formação de bolhas de vapor num

fluido contido no interior de uma tubagem

hermética, resulta da existência de

condições de temperatura e pressão no

seu interior, que afetam o equilíbrio dos

estados gasoso e líquido do dito fluido.

Portanto, quando existe um teor de água

numa percentagem igual ou superior a

3% no circuito hidráulico dos travões e

o líquido dos travões aquece demasiado

ou é gerada uma depressão significativa

no circuito, poderá ocorrer a formação de

vapor. Este fenómeno provoca a perda de

sensibilidade do pedal de travão, que se

afunda no seu curso sem alcançar um processo

de travagem adequado com perda de

eficácia e uma travagem mais progressiva.

Além do mais, o excesso de humidade no

líquido dos travões pode provocar avarias,

como gripagem dos êmbolos das pinças

de travão, obstrução nos elastómeros, corrosão

nas tubagens metálicas, deformação

das juntas estanques e congelação.

Para evitar estas situações, é importante

respeitar os períodos de substituição completa

do líquido de travões recomendado

pelo fabricante, os quais costumam ser de

COR DO LED

entre um ou dois anos, no máximo.

Para detetar a presença de água no

líquido de travões, pode utilizar-se um

indicador Tester ou verificador manual,

concebido e certificado em conformidade

com a norma de segurança EN61010 para

equipamentos eletrónicos de medição e

verificação de grau de poluição 2.

Este Tester dispõe de dois elétrodos que

mergulham no interior do depósito de

compensação em contacto com o líquido

de travões e de cinco indicadores de LED

SIGNIFICADO

O nível de tensão da bateria do Tester está correto e não há teor de água no líquido de travões

A percentagem de água contida é inferior a 1%

A percentagem de água contida é de, aproximadamente, 2%

A percentagem de água contida é de, aproximadamente, 3%. É RECOMENDÁVEL

substituir o líquido de travões

A percentagem de água contida é superior a 4%. Há que substituir URGENTEMENTE o

líquido de travões

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Ferramentas úteis na oficina

73

TIPO DE MULTÍMETRO

RESPOSTA A ONDA

SINUSOIDAL

com as cores verde, âmbar e vermelho.

A qualidade do líquido de travões e a

percentagem de água contida avalia-se em

função da visualização dos indicadores de

LED, que acendem ao acionar o botão TEST.

n KIT CENTRADOR EMBRAIAGEM SAC

Como consequência do desgaste do

disco de embraiagem, nos sistemas de embraiagem

convencionais, a força que o condutor

tem de aplicar para acionar o pedal

da embraiagem é superior. No entanto, nas

embraiagens SAC (Self Adjusting Clutch) ou

embraiagens de ajuste automático, o desgaste

do disco vai sendo compensado de

forma contínua, pelo que a força que o condutor

tem de aplicar sobre o pedal da embraiagem

mantém-se constante durante

toda a vida útil da embraiagem. Dadas as

características especiais da embraiagem

SAC, frequentemente é necessário utilizar

o kit centrador de embraiagem SAC, tanto

nos processos de desinstalação como na

montagem da nova peça de substituição.

A utilização desta ferramenta permite posicionar

e dar aperto aos elementos roscados

de fixação da massa da embraiagem SAC

ao volante de inércia bimassa, sem que

sejam geradas forças contrárias e, assim,

impedir que o anel de reajuste possa girar

no prato de pressão.

Prescindir desta ferramenta pode levar

a que o prato de pressão da embraiagem

fique danificado e, consequentemente,

provoque uma falha no funcionamento

da nova embraiagem. O kit centrador da

embraiagem SAC dispõe dos componentes

necessários para se adaptar praticamente

a qualquer marca e modelo de veículo,

existindo uma ampla variedade de opções

de montagem segundo as necessidades

individuais de reparação de cada embraiagem.

De igual modo, dada a importância

da centragem do disco de embraiagem

para um correto alinhamento com a árvore

primária da caixa de velocidades (o

que evita o risco de danos no disco ou no

perfil do cubo), dispõe de um perno de

RESPOSTA A ONDA

QUADRADA

centragem universal que se pode utilizar

em qualquer tipo de veículo.

É necessário colocar o porta-fuso com

o círculo adequado em função da disposição

dos elementos roscados de fixação

da massa da embraiagem ao volante de

inércia bimassa (90º ou 120º). O kit centrador

da embraiagem SAC dispõe de dois

modelos de porta-fuso (com círculo de três

e quatro orifícios), que se podem adaptar

a todas as embraiagens autoajustáveis. É

muito importante consultar e seguir, passo

a passo, as instruções para a utilização

desta ferramenta nos diferentes tipos de

embraiagem.

n TENSIÓMETRO DIGITAL

PARA CORREIAS DE DISTRIBUIÇÃO

Ao substituir uma correia de distribuição,

é fundamental dar-lhe uma tensão correta

para garantir a vida útil da mesma e dos

rolamentos do conjunto. Assim, também

é muito importante obter resultados precisos

e fiáveis na medição da tensão da

correia. Se a tensão da correia for baixa, a

vida útil da mesma diminuirá rapidamente.

Uma tensão muito alta fará com que a vida

útil da correia diminua progressivamente.

Um tensiómetro digital está equipado

com um sensor (um microfone ou um

sensor ótico) que mede a frequência da

vibração e que, graças a um microprocessador,

proporciona leituras exatas num ecrã

LCD com uma diversidade de unidades

standard ou utilizadas pelos diferentes

fabricantes (hertz, newtons, libras, quilogramas).

Estes medidores de tensão têm de

ser muito precisos. De facto, os resultados

obtidos muito rapidamente são fiáveis e,

além disso, a medição pode ser repetida.

Para efetuar uma medição da tensão, é

necessário aproximar o sensor a uma distância

entre 2 e 10 mm da correia e, com

o dedo indicador de uma mão apoiado

sobre o polegar, dar um pequeno toque

sobre esta. Em seguida, aparece sobre o

ecrã do medidor a frequência resultante

da vibração da correia (de 30 a 520 Hz). É

RESPOSTA A DÍODO

RETIFICADOR DE UMA FASE

RESPOSTA A DÍODO

RETIFICADOR DE 3 FASES

RMS médio Correto 10% acima 40% abaixo 5% a 30% abaixo

RMS verdadeiro Correto Correto Correto Correto

Erro de valor eficaz para diferentes formas de onda. Observando os valores apresentados na tabela anterior, pode concluir-se que

um multímetro com valor médio RMS pode dar-nos entre 20% e 40% menos do valor da leitura real. Fonte: Loctite Teroson

necessário comparar este resultado com o

proporcionado pelo manual do fabricante.

n VERIFICADOR DO VOLUME DE

RETORNO PARA ELETRO-INJETORES

COMMON RAIL

Por vezes, a perda de pressão de combustível

num sistema de injeção Diesel

common rail pode provocar alguns dos

seguintes sintomas:

• Ausência ou insuficiência de arranque

do motor;

• Funcionamento forçado do motor;

• Fraca aceleração;

• Falta de potência;

• Excesso de fumo ao acelerar ou ao ralenti.

A causa da perda de pressão pode dever-se

à excessiva fuga de retorno para

o depósito de combustível. Se este volume

de retorno dos eletro-injetores for

excessivo, a bomba de combustível não

pode gerar a pressão suficiente para que

o funcionamento do motor seja correto.

Este funcionamento irregular do motor

manifesta-se de forma mais evidente no

arranque e no funcionamento ao ralenti,

visto que a pressão de combustível tem

uma relação direta com o regime do motor.

O verificador do volume de retorno dispõe

de uns recipientes graduados para

armazenar o combustível de retorno, de

tubos flexíveis e dos conectores necessários

para diferentes fabricantes (Bosch, Siemens,

Denso, Delphi). A sua finalidade é

ligar os tubos flexíveis ao orifício de retorno

dos diferentes eletro-injetores (não ao orifício

de pressão). Uma vez ligados os tubos

flexíveis aos eletro-injetores, é necessário

colocar o motor em funcionamento e verificar

se não existem perdas de combustível

nas ligações realizadas. Em seguida, há que

deixar o motor a funcionar ao ralenti e observar

o enchimento dos recipientes. Por

último, há que desligar o motor quando

o nível de enchimento estiver, aproximadamente,

entre 45% e 65% da capacidade

dos recipientes.

Uma vez parado o motor, comparam-se

os níveis dos recipientes. Se um ou mais recipientes

tiverem mais de 10% de combustível

extra, o(s) eletro-injetor(es) implicados

podem ter problemas de fuga de retorno

e, portanto, uma falha neles próprios. Estes

dados são orientadores. É recomendável

consultar o manual do fabricante.

n MULTÍMETRO DIGITAL COM

VERDADEIRO VALOR EFICAZ

Ao investigar e analisar uma avaria nos

sistemas elétricos e eletrónicos, há que

ter em conta que muitos multímetros não

estão preparados para medir sinais distorcidos.

Isto deve-se aos diferentes tipos de

sinal e à existência de correntes harmónicas

geradas por cargas não lineares, especialmente

pelos equipamentos eletrónicos do

automóvel. Um multímetro que carece de

True RMS, ou seja, que não dispõe de medição

de verdadeiro valor eficaz, pode ser

denominado como multímetro digital com

valor médio RMS e proporciona um valor

de medição correto, tal como os multímetros

digitais com verdadeiro valor eficaz

(True RMS), desde que o sinal que se vai

medir seja perfeitamente sinusoidal. ✱

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2019 I Janeiro


MUNDO AUTOMÓVEL

74

Alfa Romeo Giulietta 1.6 JTDM-2 Sport TCT

Italian job

Existem tarefas que dão imenso prazer executar. Como o ensaio ao mais sedutor familiar compacto made

in Italy. Equipado com motor 1.6 JTDM-2, caixa de dupla embraiagem e nível Sport, esta história contempla

(Alfa) Romeo e Giulietta. Ainda que não seja nenhuma tragédia nem tenha sido escrita por William Shakespeare

Por: Bruno Castanheira

Lançado, no nosso país, em julho de

2010, o Giulietta veio substituir o

147, recuperando um nome histórico

para a casa de Arese e procurando

marcar a diferença pelo estilo, emoção e

dinâmica. O tempo passou, a indústria automóvel

evoluiu e este familiar compacto

modernizou-se. Uma das versões mais

competitivas da gama é a 1.6 JTDM-2 de

120 cv, que, aqui, surge associada à caixa

automática de dupla embraiagem com

seis velocidades (TCT) e ao acabamento

Sport. Conhece, caro leitor, a expressão

“Faz o que gostas para não teres de trabalhar?”.

Pois bem, aplica-se na perfeição

ao mais sedutor familiar compacto made

in Italy. Existem tarefas que dão imenso

prazer executar. O ensaio ao Alfa Romeo

Giulietta é uma delas.

n CORPO ESCULTURAL

Itália é sinónimo de estilo, moda e bom

gosto. E, no panorama automóvel, as criações

oriundas do “país da bota” também

obedecem a essas premissas. Como tal,

não é de estranhar a atração física que o

Giulietta espalha, facto que se deve, sobretudo,

ao seu corpo escultural. O triângulo

escuro suspenso (grelha e logótipo)

no para-choques dianteiro é, sem dúvida,

o elemento mais original, mas a opcional

pintura metalizada azul “Misano” (€600),

as opcionais jantes de 18” com tratamento

“brunito” e cinco enormes buracos (€500)

e o também opcional Pack Carbon Sport

(inclui acabamentos em efeito de carbono

nas capas dos retrovisores e nos faróis

dianteiros, entre outras particularidades,

tudo por €800), contribuem para o elevado

sex appeal deste familiar compacto

transalpino. Os puxadores das portas em

preto (os traseiros estão incorporados nos

pilares C), as pinças de travagem de cor

vermelha (por via do opcional sistema de

travagem Brembo, disponível por €500) e a

linha vermelha na base dos para-choques,

completam a embalagem deveras atraente.

Por dentro, mantém-se a tónica desportiva.

E os opcionais. A saber: estofos em

pele(€1.700); bancos dianteiros com regulação

elétrica (€1.250); Pack Tech (rádio

Alpine 7” com Uconnect Link: sistema mirroring,

câmara de estacionamento traseira,

sensores de estacionamentotraseiros e

entrada HDMI, tudo por €1.150); bancos

dianteiros aquecidos (€300);Pack Visibility

(retrovisores exteriores rebatíveis

eletricamente, retrovisor interior eletrocromatico

e sensores de chuva/luz,

por €300); sensores de estacionamento

traseiros e dianteiros(€220); apoio de

braços traseiro com compartimento para

objetos, porta-copos, vão porta-esquis

e terceiro encosto de cabeça posterior,

tudo por €300); pedais desportivos em

alumínio(€200); comando sequencial da

caixa de velocidades no volante(€150);

frisos em alumínio nas embaladeiras das

portas com lettering Alfa Romeo (€100).

Exibindo uma qualidade de construção

de bom nível, o Giulietta dispõe ainda de

um posto de condução ergonómico, de

um espaço bastante razoável para ocupantes

e bagagem, de dispositivos de segurança

presentes em número elevado e

de um design bem elaborado, claramente

mais focado no condutor do que em quem

Janeiro I 2019

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AVALIAÇÃO OBRIGATÓRIA

75

possa acompanhá-lo. Os “Alfistas” são assim.

Egocêntricos. Não egoístas. Egocêntricos.

E têm elevada autoestima. Não há

nada de errado nisso. Bem pelo contrário.

n ALMA COM DNA

Assente numa plataforma modular, que

serve de base a outros modelos do Grupo

FCA (Fiat Chrysler Automobiles), o Giulietta

apresenta uma arquitetura de suspensão

independente nas quatro rodas, com

braços de alumínio, o que contribui para

uma redução do peso final na ordem dos

40 kg. Ágil, preciso e reativo, sem primar

propriamente por ser muito confortável,

este familiar compacto recorre aos

préstimos de uma direção “incisiva”, de

uns travões eficazes e de elevados níveis

de tração e estabilidade. Os pneus Pirelli

Cinturato P7, de medida 225/40 R18 92W,

revelam-se uma boa escolha.

O principal responsável por deslocar

Itália é sinónimo de estilo, moda e bom gosto. E, no panorama automóvel, as

criações oriundas do “país da bota” também obedecem a essas premissas. O Alfa

Romeo Giulietta é disso exemplo. Bem construído e com uma dinâmica de elevado

gabarito, tem o condão de estabelecer uma relação emocional com quem o conduz

os 1.400 kg de peso do conjunto a um

ritmo digno de elogios, é o motor Diesel

1.6 JTDM-2 de 120 cv, que se serve de um

sistema start/stop particularmente bem

calibrado para reduzir consumos e emissões.

O seletor DNA colocado na base da

consola central, permite selecionar um

dos três modos de condução disponíveis:

“Dynamic”; “Normal”; “All Weather”. Outro

elemento mecânico que contribui (e de

que maneira) para a elevada eficácia do

Giulietta, é a caixa automática de dupla

embraiagem com seis velocidades, designada

TCT (Twin Clutch Transmission).

Embora seja mais rápida nas passagens

quando o modo “Dynamic” está ativo, a

verdade é que “casa” bem com as qualidades

do chassis e com a boa elasticidade

do motor. Estreada pelo Alfa Romeo MiTo

e desenvolvida pela Fiat Powertrain Technologies,

a caixa TCT adota embraiagens

de discos secos, cuja principal vantagem é

permitir reduzir, substancialmente, o peso

face a uma caixa automática de discos lubrificados.

A caixa TCT está apta a suportar

valores de binário até 350 Nm, podendo ser

instalada em modelos de tração dianteira

ou integral. Ao partilhar, na linha de montagem

da fábrica de Verrone, em Biella, Itália,

onde é produzida, inúmeros componentes

com a caixa manual, a TCT permite poupar

custos durante o processo de produção.

O Alfa Romeo Giulietta 1.6 JTDM-2 Sport

TCT custaria €31.887 não fosse o facto de

estar equipado com €7.970 de extras, que

eleva o preço para uns menos simpáticos

€39.857. No entanto, quem não conseguir

resistir aos encantos de um modelo que

apela aos sentidos, seguramente que não

verá neste valor qualquer problema. Nos

automóveis, como em outras áreas da vida,

a emoção é inimiga da razão. ✱

Tipo

MOTOR

Cilindrada (cc) 1598

Diâmetro x curso (mm)

4 cil. linha Diesel,

transv., diant.

79,5x80,5

Taxa de compressão 16,5:1

Potência máxima (cv/rpm) 120/3750

Binário máximo (Nm/rpm) 320/1750

Distribuição

Alimentação

Sobrealimentação

Tração

Caixa de velocidades

Tipo

Assistência

TRANSMISSÃO

DIREÇÃO

Diâmetro de viragem (m) 10,9

Dianteiros (ø mm)

(n.d.)

Traseiros (ø mm)

ABS

TRAVÕES

2 v.e.c., 16 válvulas

injeção common rail

turbo VTG + intercooler

dianteira com ESP

auto. dupla

embraiagem de 6+ma

pinhão e cremalheira

sim (elétrica)

discos ventilados

discos maciços (n.d.)

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

Multilink

Barra estabilizadora diant./tras. sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 195

0-100 km/h (s) 10,2

Cons. Extra-urb./comb./urb. (l/100 km) 4,5/4,7/5,1

Emissões de CO 2 (g/km) 125

Nível de emissões

Euro 6d-TEMP

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comprimento/largura/altura (mm) 4351/1798/1465

Distância entre eixos (mm) 2634

Vias frente/trás (mm) 1554/1554

Capacidade do depósito (l) 60

Capacidade da mala (l) 350-1045

Peso (kg) 1400

Relação peso/potência (kg/cv) 11,66

Jantes de série

6 1/2Jx16”

Pneus de série 205/55R16

Pneus de teste Pirelli Cinturato P7,

225/40 R18 92W

Mecânica

Pintura

Anticorrosão

GARANTIAS

2 anos s/ limite km

3 anos s/ limite km

8 anos s/ limite km

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 20.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €201,50

Intervalos

1 ano ou 20.000 km

PREÇO (s/ despesas) €31.887

Unidade testada €39.857

Imposto Único de Circulação (IUC) €157,01

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2019 I Janeiro


76

MUNDO AUTOMÓVEL

NOTÍCIAS

Por: Bruno Castanheira

Mercedes-Benz investe em células de bateria

A Daimler está a investir mais de 10 mil milhões de euros numa rede global de fábricas de baterias

inserida na sua rede de produção mundial, que será constituída, no futuro, por oito unidades em três

continentes. A fábrica de Kamenz já se encontra a produzir, enquanto uma segunda fábrica, nesta mesma

localidade, irá iniciar a produção no início de 2019. Serão construídas mais duas fábricas em Stuttgart-

-Untertürkheim, uma nas instalações de Sindelfingen, e mais uma em cada uma das regiões de Beijing

(China), Bangkok (Tailândia) e Tuscaloosa (EUA). A produção local de baterias é um fator importante

de sucesso na ofensiva elétrica da Mercedes-Benz Cars e é decisiva para cumprir a procura global por

veículos elétricos. As competências para a avaliação tecnológica das células, bem como as atividades de

pesquisa e desenvolvimento, serão alargadas consistentemente e incluem a otimização contínua da atual

geração de sistemas de iões de Lítio, o desenvolvimento adicional das células adquiridas no mercado

mundial e a pesquisa da próxima geração dos designados sistemas pós-iões de Lítio. Até 2022, todo

o portefólio da Mercedes-Benz será “eletrificado” com várias versões em todos os segmentos. No total,

existirão mais de 130 variantes, desde modelos com sistema elétrico de 48 Volt ao EQ Boost e modelos

híbridos plug-in, bem como mais de 10 veículos totalmente elétricos movidos a bateria ou células de

combustível. A Mercedes-Benz desempenha, atualmente, um papel de liderança em todas as quatro

áreas da mobilidade elétrica: “connectivity”; “autonomous”; “shared & services”; “electric”. ✱

Škoda Kodiaq RS disponível desde €67.457

É o primeiro SUV da família desportiva RS da Škoda, é o novo líder da campanha SUV da marca checa

e é o primeiro automóvel da história da Škoda a estar equipado, de série, com jantes de 20”. Mais: O novo

Kodiaq RS recorre aos préstimos do mais potente motor Diesel (2.0 TDI biturbo) de grande produção

da história da marca, debitando uma potência de 240 cv. Este SUV de elevadas prestações é, também,

o primeiro Škoda a oferecer o sofisticado sistema Dynamic Sound Boost, que varia e intensifica o som

do motor dependendo do modo de condução selecionado, resultando numa experiência acústica cativante

e expressiva. Equipado com jantes “Xtreme”, pinças de travagem vermelhas, detalhes em preto

brilhante (grelha dianteira; molduras das janelas; espelhos retrovisores) e duas saídas de escape abaixo

do para-choques, o Kodiaq RS dispõe de tração às quatro rodas, Cockpit Virtual com acabamentos em

carbono ótico, sendo individualmente personalizável, Dynamic Chassis Control (DCC), que inclui Driving

Mode Select, e direção progressiva. Com cinco lugares de série (em opção, está disponível uma terceira

fila de bancos), o novo Škoda Kodiaq RS é proposto a partir de €67.457. ✱

Ano de 2019 será especial para a Opel

O ano de 2019 será muito especial para a Opel. A par das comemorações

do centésimo vigésimo aniversário de produção automóvel,

o fabricante alemão acelerará a “eletrificação” da sua gama de

modelos. Durante a primeira metade do próximo ano, a Opel abrirá

as encomendas do Corsa elétrico a bateria e do SUV Grandland X

híbrido plug-in. Já o novíssimo furgão médio Vivaro, oferecerá, em

2020, uma versão elétrica alimentada, exclusivamente, a bateria.

Quanto à próxima geração do SUV Mokka X, que entrará em produção

no ano de 2020, incluirá, também, uma variante elétrica equipada

com bateria. A Opel sempre se posicionou como marca que torna

as inovações acessíveis a todos. Este vetor permanecerá no centro

das comemorações do 120.° aniversário de produção automóvel,

que a marca assinala em 2019. E, para tal, criou uma série especial

“120” em vários modelos, que se distinguem pelo equipamento de

série enriquecido com tecnologia inovadora, propostos a preços

especialmente atrativos. ✱

Porsche Macan S ganha novo motor V6

A Porsche alarga a gama do Macan com uma versão S mais

potente, que faz uso de um novo motor V6 turbo de 3,0 litros

equipado com filtro de partículas de gasolina. Ao utilizar uma

configuração de turbo central, o turbocompressor do novo motor

encontra-se colocado no centro do “V”, o que resulta em percursos

mais reduzidos entre a câmara de combustão e o turbocompressor

twin-scroll, garantindo, assim, uma resposta excecional e

imediata. Com 354 cv de potência (mais 14 cv do que a anterior

versão com o mesmo nome), o novo Macan S pode ser requisitado

com o opcional Pacote Sport Chrono, que lhe permite cumprir o

arranque dos 0 aos 100 km/h em 5,1 segundos, situando-se a

velocidade máxima nos 254 km/h. A nova versão S beneficia de

todas as inovações da última geração Macan, que incluem a faixa

de luzes de LED na traseira, o novo e totalmente conectado Porsche

Communication Management, com ecrã tátil de 10,9”, o chassis

otimizado e novos equipamentos em opção, como, por exemplo,

o volante desportivo GT. Já disponível para encomenda, o novo

Porsche Macan S começa nos €89.612 e tem à sua disposição uma

panóplia de dispositivos de assistência à condução. ✱

Janeiro I 2019

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EM ESTRADA

Novos modelos lançados no mercado

Por: Jorge Flores

77

Mazda CX-5 2.2 Skyactiv-D AT AWD Excellence

Beleza galardoada

De linhas atraentes e modernas, o Mazda CX-5 continua

a exibir uma forma física invejável. Basta referir, a

propósito, que é um dos modelos mais galardoados em

termos estéticos. Neste ensaio, calhou-nos, em sorte, o

modelo equipado com o competente motor 2.2 Skyactiv-D

de 175 cv às 4.500 rpm e binário máximo de 420

Nm às 2.000 rpm, que traz acoplada caixa automática

de seis velocidades, na versão AWD (tração integral). A

tecnologia “Skyactiv-D” continua a ser uma mais-valia

no CX-5, conjugando, com mestria, motor, transmissão

e chassis de modo a garantir segurança e a proporcionar

prazer de condução. Em estrada, trata-se de um SUV

Kia Niro HEV TX

Lado racional

Quem procura um modelo de aspeto emocionante e arrojado,

não encontrará no Kia Niro HEV uma proposta

interessante. Neste modelo, o aspeto mais importante a

considerar é a sua racionalidade. Foi concebido para quem

necessita de um modelo discreto, relativamente acessível

(€28.370), poupado nos consumos (não vai muito além

dos 4,4 l/100 km anunciados), com espaço razoável para

a família (4,35 metros) e uma garantia que não encontra

grande paralelo no mercado nacional: sete anos. Para

conviver de forma feliz com um crossover como o Niro

HEV, importa focar as atenções na sua essência híbrida

e pouco poluente, na maneira suave como circula pela

cidade e esquecer um pouco as suas limitações dinâmicas:

cumpre o arranque dos 0 aos 100 km/h em 11,4 segundos

e a velocidade máxima é de 162 km/h. Partindo da base

do motor 1.6 e assente num propulsor elétrico síncrono

permanente, alimentado por uma bateria de iões de

Lítio, assegura uma potência combinada de 140 cv e

um binário de 265 Nm. A caixa automática de dupla

embraiagem, com seis velocidades, é uma companheira

rápida e precisa.

Volvo XC60 D3 Momentum

Referência sueca

Com quase 10 anos de serviços na marca sueca e perto

de um milhão de unidades vendidas em todo o mundo,

o XC60 é um “monstro” para as contas da Volvo. Quando

um modelo se assume como uma referência dentro de

uma marca, qualquer alteração terá de ser feita com

cuidado e com bisturi, mudando apenas determinados

pontos. E sempre para melhor. Foi o caso. Testado, aqui,

na versão D3 Momentum com caixa manual de seis

velocidades, o modelo sueco encontra nesta uma das

melhores expressões de si próprio. Mais largo e comprido,

o XC60 baixou, contudo, a sua altura ao solo: 216 mm.

De rolamento suave e bastante empenhado, o motor

Suzuki Ignis 1.2 GLX SHVS 2WD

Estilo pessoal

Com uma silhueta de ângulos retos e um pouco quadrados,

o Suzuki Ignis 1.2 GLX SHVS 2WD, aqui em ensaio,

poderá parecer um modelo algo bizarro, mas, com a

convivência, as linhas começam a fazer cada vez mais

sentido. Estamos perante um citadino com um design e

medidas compactas (3.700 mm de comprimento, 1.690

mm de largura e 1.595 mm de altura) e uma altura ao

solo de 180 mm, como se de um mini SUV se tratasse.

A Suzuki permite aos interessados personalizar o Ignis

de acordo com as suas preferências: cor das barras de

tejadilho, capas dos retrovisores e contornos dos grupos

óticos, entre muitos outros detalhes. O habitáculo também

permite essa individualização, tanto ao nível dos

plásticos, como dos puxadores das portas e do tablier.

Equipado com o motor 1.2 GLX de 90 cv às 6000 rpm

e 120 Nm de binário máximo às 4400 rpm, o tradicional

arranque dos 0 aos 100 km/h cumpre-se em 11,8

muito suave e sempre com energia disponível desde

os mais baixos regimes. Os consumos anunciados pela

marca apontam para os 5,8 l/100 km em ciclo combinado.

Um registo que poderá ser excedido com relativa facilidade

com uma condução mais vigorosa. No habitáculo,

o conforto foi prioridade. Bem como a habitabilidade,

algo particularmente sentido nos lugares traseiros,

onde o espaço reservado para as pernas é invulgar.

O preço de um modelo onde nada falta em conforto e

lazer será o seu único handicap: €53.120. Ainda assim,

vale bem todos os cêntimos pedidos.

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 2191

Potência máxima (cv/rpm) 175/4500

Binário máximo (Nm/rpm) 420/2000

Velocidade máxima (km/h) 206

0-100 km/h (s) 9,5

Consumo combinado (l/100 km) 5,8

Emissões de CO 2 (g/km) 152

Preço €53.120

IUC €224,98

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1580

Potência máxima (cv/rpm) 105/5700

Binário máximo (Nm/rpm) 147/4000

Binário máximo

147 Nm/4000 rpm

Motor elétrico

síncrono, permanente

Potência

44 cv/1798-2500 rpm

Binário máximo

170 Nm/0-1798 rpm

Velocidade máxima (km/h) 162

0-100 km/h (s) 11,4

Consumo combinado (l/100 km) 4,4

Emissões de CO 2 (g/km) 100

Preço €28.370

IUC €127,44

D3 com 150 cv permite ao SUV nórdico alcançar uma

velocidade máxima de 190 km/h e acelerar dos 0 aos

100 km/h em 10,2 segundos. Mais interessantes, porém,

para um modelo desta dimensão e peso (2.400 kg), são

os consumos anunciados pela marca, na ordem dos 5

l/100 km, quando em regime combinado. Com a versão

de equipamento Momentum, o XC60 D3 está disponível

a partir dos €50.522, mas a unidade ensaiada, graças

a opcionais como a cor “Luminous Sand”, os estofos em

couro/napa perfurado “comfort carvão”, as jantes de 18’’,

o volante desportivo e os packs Light, Business Connect

Pro, Xenium, Versatility Pro e Luxury Seats, eleva o valor

para os €63.166.

MOTOR 4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1969

Potência máxima (cv/rpm) 150/4250

Binário máximo (Nm/rpm) 350/1500-2520

Velocidade máxima (km/h) 190

0-100 km/h (s) 10,2

Consumo combinado (l/100 km) 5,0

Emissões de CO 2 (g/km) 131

Preço €63.166

IUC €224,98

segundos, ficando a velocidade máxima nos 170 km.

Não é um modelo fogoso? Não. Mas, por outro lado, é

económico (4,3 l/100 km) e capaz de proporcionar bons

momentos ao volante. O sistema híbrido SHVS (Smart

Hybrid Vehicle by Suzuki) acrescenta 4 cv extra, partindo

da base uma bateria de iões de Lítio que apoia o motor a

gasolina consoante as suas necessidades de aceleração,

com a bateria a ser recarregada em todos os momentos

de travagem ou desaceleração.

MOTOR

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1242

Potência máxima (cv/rpm) 90/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 120/4400

Velocidade máxima (km/h) 170

0-100 km/h (s) 11,8

Consumo combinado (l/100 km) 4,3

Emissões de CO 2 (g/km) 97

Preço €15.734

IUC €93,27

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2019 I Janeiro


78

MUNDO AUTOMÓVEL

USO PROFISSIONAL Mitsubishi L200

Por: Ricardo Carvalho

Diamante lapidado

A Mitsubishi mostrou a nova L200, a mítica pick-up que se apresenta ao mercado com uma imagem

reformulada. Melhora, consideravelmente, o equipamento tecnológico em matéria de segurança e conforto

e vai ser comercializada em mais de 50 países, entre os quais Portugal

Depois de algumas informações e

“fotos espia”, a tão esperada renovação

da pick-up L200 da Mitsubishi

foi, finalmente, revelada. Aquela

que é uma das pick-up mais interessantes

do mercado, conhecida em alguns países

como Triton, já é uma realidade e vai

estrear novidades muito interessantes.

A atual geração da L200, a quinta, foi

lançada em 2015 e sofre, agora, uma

atualização de “meia idade”, com a qual

deve enfrentar o que resta do seu ciclo

comercial até à chegada da sexta geração.

Mas a Mitsubishi não realizou apenas um

“lavar de cara”. Mudou, radicalmente, toda

a secção dianteira, que foi totalmente redesenhada

para se posicionar de acordo

com os últimos lançamentos da marca

dos três diamantes.

n DESIGN “DYNAMIC SHIELD”

O novo visual da L200 é fruto da linguagem

de design “Dynamic Shield”. Toda a

secção dianteira concentra as mudanças

mais relevantes e... radicais. Apesar de se

movimentarem em nichos de mercado

totalmente distintos, é dificil não evitar

tomar como referência o Mitsubishi

Eclipse Cross, uma vez que este SUV japonês

também tem uma imagem baseada

nesta filosofia estilística.

A nova grelha, as óticas com tecnologia

LED e os para-choques proeminentes,

assim como os faróis de nevoeiro, são os

principais destaques na estética deste renovado

modelo. A linha do capot também

foi alvo de mudanças. Depois de tantas

alterações na secção dianteira, convém

frisar que, na zona posterior, a pick-up

da Mitsubishi também recebe farolins

redesenhados.

n EXIGÊNCIAS PROFISSIONAIS

Deixando de parte o lado de fora da renovada

L200 para entrarmos no habitáculo,

somos envolvidos por uma sensação

de robustez e qualidade. Em partes iguais.

Esta pick-up foi desenvolvida para fazer

face a todo o tipo de exigências profissionais,

enquanto tenta não se esquecer do

nível de conforto muito razoável que tem

de oferecer em asfalto. Uma vez mais, não

esconde inspiração nos produtos atuais

da marca nipónica, como o Outlander ou

o Eclipse Cross, como se pode observar

pelo volante ou pela consola central, com

um ecrã tátil de dimensões generosas. O

próprio volante passa a ser de quatro raios,

abdicando do de três raios do modelo

atualmente em comercialização.

n MECÂNICA APURADA

No plano mecânico, a nova L200 também

vai ter “coisas” novas para mostrar. A Mitsubishi

já confirmou que a caixa automática

de cinco velocidades será substituída

por uma de seis relações. De acordo com

a marca, a nova transmissão é mais refinada

e permite explorar melhor o motor. Será

preciso ainda somar novos travões dianteiros,

de maiores dimensões, de forma a

aumentar a potência de travagem, e novos

amortecedores traseiros, cuja arquitetura

ainda não foi revelada pela marca.

Quanto a motorizações, também não

existem muitas informações. Para já, sabe-se

que a nova L200 deverá continuar

a utilizar a unidade Diesel da geração

atual, 2,4 litros de 16 vávulas com 150

cv. A chegada desta renovada pick-up ao

mercado deverá acontecer no segundo

semestre de 2019, mas a venda mundial

já arrancou na Tailândia, país onde é produzida

e onde tem alcançado um sucesso

inacreditável. ✱

Janeiro I 2019

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