Revista Carta Premium - Oitava Edição

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Nesta edição: bebidas brasileiras premiadas no final de 2018, retrospectiva 2018, receitas de drinques de verão, entrevista especial com finalista do Bacardí Legacy e muito mais!

In Praesentia

cado de cerca de R$ 7 bilhões por ano. Porém, o próprio setor estima

que apenas 10% desse número corresponda ao número de produtores

legalizados. Já o Censo Agropecuário do IBGE de 2017 traz um número

bem menor, pouco mais de 11 mil produtores, dos quais cerca de

15% são registrados, completando algo perto de 4 mil marcas.

É notória sim a diferença nos números. Mas acompanhando de perto

o mercado, estimamos em mais de 10 mil os produtos presentes no

segmento, já que cada produtor tem em média mais de 10 rótulos

entre licores, bebidas mistas, versões de cachaça pura ou envelhecida

nos mais diferentes barris, edições especiais blendadas entre muitos

outros itens.

E pelo País afora - com exceção de bares especializados (as conhecidas

cachaçarias, que deveriam ou podem virar nossa versão dos “whisky

bars”) - esses produtos ainda não são devidamente explorados e é

incomum encontrar cartas com mais de 10 rótulos ou nas quais a

cachaça seja a estrela na composição dos drinques.

Muitas vezes, proprietários sempre nos trazem a seguinte pergunta:

“mas cachaça vende?”. E quando

abordamos diretamente à mesa, vem

a afirmação: “Não tenho mais na carta,

pois não tem demanda, mas realmente

não conheço muitas marcas”.

Nossa reposta é exemplificada com o

boom do gim, afinal quem diria há 5

anos atrás que esse destilado se tornaria

a estrela de cartas de drinques

no Brasil e no mundo; que o G&T superaria

a nossa tradicional caipirinha

em número de pedidos? Apenas quem

acompanha realmente os movimentos

do mercado nacional e internacional

pôde faturar alto sendo pioneiro

em apostar que isso aconteceria. E

vamos dar a dica: nossa aposta é a

cachaça para os próximos anos.

Respondendo aos questionamentos

acima, cachaça vende e muito bem!

Segundo estimativas da consultoria

Euromonitor International apresentadas

durante a Cachaça Trade Fair,

feira de negócios que por sua vez

surgiu pelo crescimento movimento

e crescimento da bebida, o volume

de litros consumidos da típica bebida

brasileira deve crescer 0,6% em

2018, passando a 523,2 milhões e

movimentando R$ 14 bilhões no mercado

nacional. Já entre 2017 e 2022,

a estimativa é que as vendas do espírito

nacional subam 5,1%, passando

a 546 milhões de litros consumidos.

Isso representa um mercado de R$

15,7 bilhões.

Já no que se refere às exportações,

no ano passado a cachaça movimentou

um mercado avaliado em R$ 10

bilhões. Mais de 60 países, entre eles

grandes consumidores de destilados

como os EUA, Alemanha, França e

Portugal, receberam a produção brasileira.

Foi um crescimento de mais

de 13% em valor e de quase 5% em

volume de bebidas. A maior presença

da bebida nos mercados europeu e os

inúmeros prêmios conquistados, desbancando

concorrentes como uísque,

rum, vodca e outros, vêm ajudando

a popularizar ainda mais o destilado

nacional, ainda que em um ritmo

aquém do que poderia.

Sim, demanda existe. E, convenha-

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