04.02.2019 Views

Quintal produtivo rico em nutri??o voltada para a sa?de da fam?lia

O agricultor familiar Demacir dos Santos, 38 anos, natural de Ielmo Marinho, e sua esposa Ilmara Silva dos Santos passaram a morar em Umarizeira/Taip em 2005. O agricultor, para garantir uma renda, teve que trabalhar numa empresa em produo de sementes com maquinrio agrcola. Melhor coisa que fiz na vida foi ter me afastado desses empregos que s me faziam o mal diz Demacir.

O agricultor familiar Demacir dos Santos, 38 anos, natural de Ielmo Marinho, e sua esposa Ilmara Silva dos Santos passaram a morar em Umarizeira/Taip em 2005. O agricultor, para garantir uma renda, teve que trabalhar numa empresa em produo de sementes com maquinrio agrcola. Melhor coisa que fiz na vida foi ter me afastado desses empregos que s me faziam o mal diz Demacir.

SHOW MORE
SHOW LESS

Create successful ePaper yourself

Turn your PDF publications into a flip-book with our unique Google optimized e-Paper software.

Ano 12 • nº2371<br />

Dez<strong>em</strong>bro/2018<br />

Umarizeira/Taipú<br />

Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas<br />

<strong>Quintal</strong> <strong>produtivo</strong> <strong>rico</strong> <strong>em</strong> <strong>nutri</strong>ção <strong>volta<strong>da</strong></strong><br />

<strong>sa</strong>ú<strong>de</strong> <strong>da</strong> <strong>fam</strong>í<strong>lia</strong><br />

Agricultor D<strong>em</strong>acir dos Santos<br />

O agricultor <strong>fam</strong>i<strong>lia</strong>r D<strong>em</strong>acir dos Santos, 38 anos,<br />

natural <strong>de</strong> Ielmo Marinho, e sua espo<strong>sa</strong> Ilmara Silva<br />

dos Santos pas<strong>sa</strong>ram a morar <strong>em</strong> Umarizeira/Taipú<br />

<strong>em</strong> 2005. O agricultor, <strong>para</strong> garantir uma ren<strong>da</strong>, teve<br />

que trabalhar numa <strong>em</strong>pre<strong>sa</strong> <strong>em</strong> produção <strong>de</strong><br />

s<strong>em</strong>entes com maquinário agrícola. Es<strong>sa</strong>s<br />

s<strong>em</strong>entes abasteciam alguns Estados. Enfatiza que<br />

esta produção nunca foi boa, pois ele tinha contato<br />

direto com venenos, ape<strong>sa</strong>r <strong>de</strong> u<strong>sa</strong>r todo o<br />

equipamento <strong>de</strong> proteção individual (EPI). Já<br />

passou a trabalhar também por outras <strong>em</strong>pre<strong>sa</strong>s <strong>de</strong><br />

gran<strong>de</strong>s produtores agrícolas <strong>em</strong> Assú. Em 2011<br />

<strong>de</strong>cidiu que não iria mais trabalhar fora. Um dos<br />

motivos <strong>de</strong> sua <strong>de</strong>sistência é reconhecer que seu<br />

trabalho lhe trazia riscos graves à <strong>sa</strong>ú<strong>de</strong> e a falta<br />

enorme que a <strong>fam</strong>í<strong>lia</strong> fazia.<br />

“ Melhor coi<strong>sa</strong> que fiz na vi<strong>da</strong> foi ter me afastado<br />

<strong>de</strong>sses <strong>em</strong>pregos que só me faziam o mal“ diz<br />

D<strong>em</strong>acir.<br />

De 2011 <strong>em</strong> diante, D<strong>em</strong>acir começou a se <strong>de</strong>dicar ao seu quintal. Planejou e colocou <strong>em</strong> prática tudo que<br />

tinha vonta<strong>de</strong> <strong>em</strong> produzir. “ Comecei a plantar, tudo foi <strong>da</strong>ndo certo e a vi<strong>da</strong> foi melhorando“ conta<br />

D<strong>em</strong>acir. Um quintal <strong>de</strong> 1.300metros com uma diversi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> frutas, hortaliças, verduras, plantas<br />

medicinais <strong>volta<strong>da</strong></strong> <strong>para</strong> a <strong>sa</strong>ú<strong>de</strong> <strong>da</strong> <strong>fam</strong>í<strong>lia</strong>. Sua <strong>de</strong>dicação é <strong>para</strong> a quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> vi<strong>da</strong> e conseguir produzir<br />

s<strong>em</strong> preci<strong>sa</strong>r comprar insumos agrícolas.<br />

Banana Cajamanga Goiaba roxa Maracujá


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas<br />

Articulação S<strong>em</strong>iárido Brasileiro – Rio Gran<strong>de</strong> do Norte<br />

No quintal D<strong>em</strong>acir t<strong>em</strong> uma produção diver<strong>sa</strong>: graviola, tamarindo, goiaba<br />

(roxa, branca e gigante), laranja (cravo e lima), banana (roxa, leite e pacovam),<br />

abacate, fruta pão, limão, siriguela, romã, carambola, acerola, maracujá,<br />

amora, mamão, cana, cajamanga, melancia, <strong>sa</strong>poti, araçá (roxa e amarela),<br />

café, coentro, cebolinha, alface, pimentão, pimenta, cenoura, jerimum,<br />

beterraba, hortelã miúdo, cidreira, moringa e insulina. No roçado produz: feijão,<br />

macaxeira, milho, batata doce, sorgo.<br />

Ain<strong>da</strong> <strong>em</strong> produção no quintal t<strong>em</strong> a criação <strong>de</strong> 80 galinhas que são <strong>para</strong><br />

consumo. A <strong>fam</strong>í<strong>lia</strong> não comercializa as galinhas, mas faz troca solidária por<br />

outros alimentos quando necessitam. Algumas galinhas produz<strong>em</strong> ovos que<br />

são apenas <strong>para</strong> consumo <strong>de</strong> ca<strong>sa</strong>.<br />

Graviola e Coentro<br />

“ Minhas galinhas e os ovos são totalmente naturais, eu não coloco<br />

comi<strong>da</strong> com hormônio <strong>para</strong> elas porque sei que vai prejudicar nos<strong>sa</strong><br />

<strong>sa</strong>ú<strong>de</strong> no futuro. Não compro ovos e galinhas <strong>de</strong> outras criações porque<br />

sei que eles tomam bastante hormônio <strong>para</strong> crescimento, então prefiro ter<br />

as minhas e <strong>sa</strong>ber o que do que vou me alimentar “, disse D<strong>em</strong>acir.<br />

D<strong>em</strong>acir cavou um espaço <strong>para</strong> um viveiro <strong>de</strong> peixes que atualmente conta com<br />

200 tilápias pequenas, cultivados <strong>para</strong> manter a alimentação <strong>sa</strong>udável <strong>da</strong><br />

<strong>fam</strong>í<strong>lia</strong>. Pen<strong>sa</strong>ndo <strong>em</strong> não <strong>de</strong>sperdiçar a água, ele reaproveita a água do viveiro<br />

<strong>para</strong> regar todo quintal. Neste mesmo sentido <strong>de</strong> não <strong>de</strong>sperdiçar, ele aproveita<br />

os restos <strong>da</strong>s bananeiras <strong>para</strong> servir <strong>de</strong> alimento <strong>para</strong> galinhas e boi <strong>de</strong> carroça.<br />

Jerimum<br />

Café<br />

Pinha<br />

“Fui beneficiado com uma<br />

cisterna calçadão do<br />

projeto p1+2 e já sonho <strong>em</strong><br />

aproveitar o espaço ao lado<br />

<strong>para</strong> produzir mais“, por<br />

D<strong>em</strong>acir.<br />

<strong>Quintal</strong><br />

Coentro<br />

“Já preparei a terra <strong>para</strong><br />

plantar as mu<strong>da</strong>s que já<br />

provi<strong>de</strong>nciei “ por D<strong>em</strong>acir.<br />

Mu<strong>da</strong>s (coentro,<br />

alface, beterraba,<br />

jerimum cenoura e<br />

pimentão)<br />

Galinhas<br />

Resto <strong>de</strong> bananeira<br />

Viveiro <strong>de</strong> peixes<br />

Cobertura morta<br />

“Quando chover e encher<br />

a cisterna vai ser uma<br />

maravilha“ por D<strong>em</strong>acir.<br />

Realização<br />

Apoio

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!