Jornal Cocamar Fevereiro 2019

LuRecco

SAFRA

Colheita de soja avança com perdas nas regiões

Estiagem e altas temperaturas em novembro e

dezembro prejudicaram as lavouras, mas a

má-distribuição de chuvas em janeiro ampliou os danos

Até o final de janeiro,

cerca de 30% das lavouras

de soja estavam

colhidas em Floresta,

município vizinho a Maringá,

historicamente um dos primeiros

a semear a oleaginosa no

Paraná.

De acordo com o engenheiro

agrônomo da unidade, Renan

Valdez, o potencial produtivo da

cultura foi bastante afetado, de

uma forma geral, pelo déficit hídrico.

“Na região de Floresta as

chuvas têm sido poucas e em

alguns lugares, próximo ao Rio

Ivaí, ainda nem choveu direito”,

pontuou. Valdez estimou que a

média de produtividade poderá

ser inferior a 100 sacas por alqueire

(41,3 sacas/hectare).

Pela qualidade das terras de

Floresta, não é difícil encontrar

produtores colhendo, em anos

Números revisados para baixo

de normalidade climática, acima

de 150 sacas por alqueire

(61,9 sacas/hectare). O cooperado

João Dolphine está entre

eles. Mas neste ano, com a estiagem

e a má-distribuição de

chuvas, Dolphine projeta não

mais que 130 sacas por alqueire

(53,7 sacas/hectare). O agricultor

disse que independente do

fator clima, “é preciso investir

sempre em novas tecnologias

para extrair o máximo potencial

O clima seco e altas temperaturas

registrados, principalmente,

nos meses de novembro

e dezembro do ano passado

frustraram a expectativa

com a safra paranaense de

grãos de verão 2018/19. O Departamento

de Economia Rural

(Deral), da Secretaria da

Agricultura e do Abastecimento,

estimava uma produção

de 22,5 milhões de toneladas.

A projeção foi revista

para 20,4 milhões de toneladas

de grãos. A produção de

soja deve registrar uma redução

de 14%, de acordo com o

Deral. A estimativa inicial de

uma safra de 19,5 milhões de

toneladas foi reduzida para

16,8 milhões de toneladas.

Colheita em Floresta no dia 30 de janeiro: média no município

deve ficar abaixo de 100 sacas por alqueire (41,3 sacas/hectare)

da lavoura, pois o produtor tem

que fazer a sua parte”.

Nas regiões atendidas pela Cocamar,

nos Estados do Paraná,

São Paulo e Mato Grosso do Sul,

haviam sido colhidos, até então,

pouco mais de 5% das áreas

cultivadas, segundo o departamento

técnico da cooperativa.

Os trabalhos intensificam-se no

mês de fevereiro.

14 | J or na l d e Se r viç o C oc a mar

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