11 - Jornal Paraná Novembro 2018

LuRecco

OPINIÃO

Estratégia para o açúcar e o etanol

Nosso programa é único, robusto e flexível; é hora de internacionalizá-lo criando um "círculo

virtuoso" no qual os países direcionem o seu excedente de cana para produzir álcool

MARCOS SAWAYA JANK (*)

OBrasil perdeu a posição

de maior produtor

mundial de açúcar

para a Índia, que neste

ano vai produzir 35 milhões

de toneladas, contra 30 milhões

de toneladas do Brasil. Logo

atrás do Brasil vem a Tailândia

com produção de 15 milhões e

exportações de 13 milhões.

Até 2010 navegamos solitários

e imbatíveis no mercado mundial

de açúcar, graças aos ganhos

de produtividade ocorridos

após a desregulamentação

do setor nos anos 1990, à

existência de forte demanda no

mundo e à introdução da frota

de veículos flex-fuel no Brasil

em 2003. O etanol consome 50

a 60% da cana produzida.

Mas nuvens negras foram se

acumulando no horizonte deste

setor. A primeira foi a política inconsequente

de congelamento

dos preços dos derivados de

petróleo no Brasil, que destruiu

a rentabilidade da Petrobras e

dos produtores de etanol. Felizmente

essa política nefasta foi

desmontada no governo Temer.

A segunda, mais sutil, é que a

crise gerada pela falta de investimentos

no setor a partir de

2010, que incentivou concorrentes

a expandirem a sua produção.

Até 2000, a produtividade

de açúcar por hectare da

Tailândia e do norte da Índia

(em Uttar Pradesh, principal estado

produtor) era cerca de metade

da alcançada pelo Brasil.

Hoje ela quase se iguala à

nossa.

Enquanto ficamos esperando

uma política pública decente

para o etanol, que ainda não se

materializou, nossos principais

concorrentes nos alcançaram

na produtividade da cana e na

beterraba açucareira.

Ocorre que esses países concederam

pesados subsídios e

proteções aos seus produtores,

como a fixação de preços garantidos

para a cana-de-açúcar,

elevadas tarifas de importação,

incentivos para conversão de

terras para cana e pesados

subsídios para insumos, crédito,

fretes e exportações.

Isso criou um "círculo vicioso"

em que altos preços fixos de

cana geram excedentes de

açúcar, que são jogados no

mercado mundial com o apoio

dos Estados, derrubando os

preços internacionais e gerando

pressão por mais protecionismo.

O drama do setor sucroenergético

brasileiro é que o etanol

perdeu competitividade para a

Enquanto ficamos esperando

uma política pública decente

para o etanol, que ainda não se

materializou, nossos principais

concorrentes nos alcançaram

em produtividade.

gasolina entre 2008 e 2017 e

agora o açúcar perde mercado

com a expansão acelerada da

cana e da beterraba no mundo,

turbinada por vários governos.

A solução seria criar um "círculo

virtuoso" no qual os países

direcionassem o seu excedente

de cana-de-açúcar para produzir

etanol, em vez de açúcar, seguindo

a experiência brasileira.

China, Índia e Tailândia fixaram

metas de misturar 10% de etanol

na sua gasolina, mas jamais

criaram os instrumentos para

cumpri-las. Se o fizessem, poderiam

consumir 26 bilhões de

litros de etanol por ano até o fim

desta década, reduzindo a sua

dependência por petróleo e as

emissões de gases de efeito estufa,

melhorando a qualidade do

ar e gerando renda e emprego

nos países. Nesse último mês,

o governo da Índia sabiamente

adotou diversas medidas nessa

direção.

Sempre poderemos recorrer à

OMC (Organização Mundial do

Comércio) para questionar subsídios

e proteções que não respeitam

as regras multilaterais de

comércio, mas os processos

levam anos para serem concluídos

e o resultado é incerto, e

nem sempre aplicado.

Temos uma rica experiência

para transmitir a esses países

em termos de flexibilidade de

conversão da cana (em açúcar

ou etanol), mandatos obrigatórios

de mistura de etanol na gasolina

(hoje fixado em 27% no

Brasil) e de carros flex que dão

ao consumidor a opção de

abastecer com gasolina ou etanol.

Nosso programa de etanol é

único, robusto e flexível. É hora

de internacionalizar essa experiência

na Ásia, ajudando os

nossos concorrentes a encontrarem

uma saída virtuosa para

resolver o principal fator que

hoje destrói a rentabilidade global

do setor açucareiro

(*) Marcos Sawaya Jank é especialista

em questões globais

do agronegócio, trabalha

em Singapura. É livre-docente

em engenharia agronômica

pela USP

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Jornal Paraná


SAFRA 2018/19

Mais etanol, menos açúcar

Paraná inverte seu mix de produção

na indústria. E no campo, chuvas

reduzem ritmo de colheita levando

usinas a reprogramarem fim de safra

Marly Aires

Historicamente, o Paraná

tem se caracterizado

pela produção

e exportação de

açúcar, com suas usinas concentrando

o mix mais açucareiro

em seu processo industrial.

Mesmo em outros momentos

difíceis para o mercado

mundial da commodity,

em que boa parte das usinas

brasileiras voltaram seu foco

para a produção de etanol, o

Estado manteve seu mix de

produção mais açucareiro.

Este ano, entretanto, houve

uma inversão neste cenário.

Com os preços do açúcar em

queda no mercado internacional

e previsões de mais um

ano de superávit mundial de

produção, e diante de um cenário

mais favorável para o

etanol no mercado interno,

ante a alta do dólar e do petróleo,

aliado à política de reajustes

da Petrobras, as usinas do

Paraná concentraram sua

atenção na produção de etanol

este ano.

Segundo o presidente da Alcopar,

Miguel Tranin, o mix de

produção que, há mais de 10

anos, era de 60% da matéria

prima para a produção de açúcar

e 40% para etanol, este

ano tem ficado em 55% para

etanol e 45% para açúcar. A

produção recorde de etanol no

Estado foi na safra 2008/09,

quando atingiu os 2,052 bilhões

de litros de etanol. E o

mix de produção foi de

58,29% de etanol e o restante

de açúcar.

Chuva atrasa colheita

“Tem usina que não acreditava

que poderia produzir tanto etanol.

Trabalharam no limite máximo

de sua capacidade alcooleira”,

afirmou Tranin, ressaltando

que os vários anos de

forte crise econômica pela

qual passa o setor sucroenergético

pesaram nesta inversão

de cenário.

No final do ano passado, período

em que normalmente as

usinas fazem sua opção pela

fixação de preços do açúcar

no mercado da commodity, os

valores estavam em queda,

contrapondo-se a uma remuneração

mais positiva ao etanol,

o que permitiria recuperar

parte do prejuízo. “Isso fez

com que as usinas do Paraná,

que normalmente fixam o

preço de 80% da produção de

açúcar no período, fixassem

um volume bem menor a espera

de uma recuperação do

mercado, que acabou não

acontecendo”, comentou Tranin.

Cerca de 55% da

matéria prima tem

sido destinada para

a produção de álcool

Da mesma forma que na indústria,

no campo, com as

chuvas que não deram trégua

no Paraná, houve também

uma inversão de cenário.

A colheita, apesar de

começar mais tarde do que

nos anos anteriores, vinha

em ritmo acelerado, por causa

de uma sequência de estiagens

este ano. Isso levou

muitas usinas a se programarem

para encerrar a safra

já em meados de novembro.

Com as chuvas incessantes,

a colheita já sofreu

atrasos, com as usinas se

reprogramando para terminarem

a safra dentro do período

normal.

Depois de ficar com mais

de 30,8% da safra a frente

do ano anterior, no acumulado

do final do primeiro semestre

de 2018, três quinzenas

seguidas com muita

chuva inverteu o cenário.

Até o dia 30 de junho, o Paraná

tinha esmagado

13,566 milhões de toneladas

no acumulado, comparando

com as 10,373 milhões

de toneladas registradas

no mesmo período do

ano safra 2017/18.

Com 76,4% colhidos do

total esperado (36.762.900)

para a safra 2018/19, até o

dia 15/10, foram esmagadas

28,078 milhões de toneladas

de cana-de-açúcar,

5,5% a menos que as

29,726 milhões de toneladas

registradas no mesmo

período do ano safra 2017/

18, mostrando o atraso da

colheita este ano em relação

ao anterior.

Chama a atenção também o

volume de produção de etanol

hidratado que, apesar do

atraso na moagem da safra

na comparação, está 72,2%

a frente do volume produzido

no ano passado no período,

acumulando 851,7

milhões de litros contra

494,4 milhões. Por conta da

inversão do mix de produção,

a Alcopar já reviu o volume

total de etanol hidratado

para a safra passando

de 759,3 milhões, previstos

inicialmente, para 1,075 bilhão

de litros.

Já de etanol total foram industrializados

1,296 bilhão

de litros, 33,2% a mais que

os 972,8 milhões produzidos

no ano passado no período.

O volume total esperado

também foi revisto de

1,336 bilhão para 1,607 bilhão.

No caso do etanol anidro,

os números esperados

para a safra foram revisados

para baixo, passando

de 576,2 milhões de litros

para 532,6 milhões. Até a

primeira quinzena de outubro

foram produzidos 444,5

milhões de litros, 7,1% a

menos que no ano anterior,

478,3 milhões de litros.

Quanto à produção de açúcar,

já se prevê uma redução

no volume total na safra

de 2,589 milhões de toneladas

para 2,151 milhões na

safra. Até a primeira quinzena

de outubro foram processadas

1,685 milhão de

toneladas, 29,7% a menos

que as 2,399 milhões de toneladas

do mesmo período

na safra passada.

Jornal Paraná 3


AUTOMÓVEIS

Paraná investe em inovação

Sistema Fiep inaugura o Centro

de Tecnologia de Veículos Híbridos

e Elétricos para desenvolver

projetos de tecnologia e

capacitação profissional

inovação e capacitação profissional.

Foram investidos recursos

em tecnologia de ponta,

que serão voltados para atuação

no desenvolvimento de baterias,

utilizando simuladores e

sistemas de dados veiculares

on road.

cas de startups, com foco em

cidades inteligentes, direcionando

o viés tecnológico industrial

nas áreas de robótica, automação

e desenvolvimento de

sistemas embarcados para

acelerar o desenvolvimento tecnológico

de indústrias.

Imagine um carro sem ruídos,

que não emite poluentes

e mais leve, por ter menos

peças no motor. Os veículos

híbridos e carros elétricos inspiram

tanta confiança, que vários

países já definiram prazos para

montadoras deixarem de vender

carros com motores convencionais.

O Sistema Fiep, alinhado

com as demandas mundiais e

com objetivo de desenvolver

novas tecnologias e acelerar a

modernização no país, inaugurou

no Campus da Indústria em

Curitiba, no Paraná, no início de

outubro, o primeiro Centro de

Tecnologia de Veículos Híbridos

e Elétricos do Brasil.

O evento, organizado pelo Senai

no Paraná, com apoio do

BNDES, contou com exposição

de carros e a presença dos

principais players nacionais em

eletromobilidade e representantes

de grandes montadoras.

Realizado durante o Encontro

de Inovação em Eletromobilidade,

também teve painéis e

palestras para discutir o tema e

promover engajamento.

Com uma infraestrutura inédita

e laboratórios exclusivos, o novo

Centro de Tecnologia vai

contar com oito laboratórios

modernos, equipados com máquinas

de última geração, Espaço

Maker e 13 salas de aulas

teóricas para formação, que

possibilitarão o desenvolvimento

de projetos de tecnologia,

O novo complexo ainda conta

com conectividade por meio da

Internet das Coisas, sistemas

de comunicação V2X e redes

em geral; Aprofundamento em

sistemas de energia, em parceria

com o Instituto Senai de Inovação

em Eletroquímica e com

as Faculdades da Indústria, nos

temas de Smart Grid (rede elétrica

inteligente); Infraestruturas

de eletropostos e sistemas de

geração de energias renováveis;

e Desenvolvimento de

Smart Cities, junto com a Aceleradora,

em chamadas temáti-

“Nossa missão é inserir a indústria

nacional nesse cenário,

seguindo o programa Rota

2030, estimulando a comercialização

de novas tecnologias no

mercado nacional e desenvolvendo

soluções inovadoras, a

partir de vocações nacionais,

como a composição do elétrico

com o etanol. A atuação na formação

de pessoas também é

estratégica, e ofertaremos cursos

do nível técnico, graduação

e pós”, explica o gerente de

Tecnologia e Inovação do Sistema

Fiep, Felipe Couto.

4 Jornal Paraná


PALESTRA

Auditor do Ministério do

Trabalho fala sobre segurança

Em debate as diferenças do PPRA,

LTCAT, Laudo de Insalubridade

e de Periculosidade

No último dia 9 de outubro

foi realizada na

sede da Alcopar, em

Maringá, mais uma

Reunião do Comitê de Segurança,

Saúde do Trabalho e

Meio Ambiente da Alcopar.

Desta vez, os temas em debate

foram as diferenças do PPRA

(Programa de Prevenção de

Riscos Ambientais), LTCAT

(Laudo Técnico das Condições

Ambientais de Trabalho),

Laudo de Insalubridade e

Laudo de Periculosidade.

“Há muita confusão sobre

como é feito cada um e o seu

objetivo”, afirmou Adam Fiori,

auditor do Ministério Público

do Trabalho em Maringá, especialista

em Engenharia de

Segurança do Trabalho, em

Higiene Ocupacional e em Engenharia

Ambiental, que esteve

palestrando sobre o assunto.

Participaram do evento gerentes

de Recursos Humanos,

do Jurídico e engenheiros de

Segurança do Trabalho das

usinas.

Em sua palestra, Adam também

deu orientação sobre o

que a fiscalização do Ministério

do Trabalho cobra das empresas

e o que deve ser feito para

evitar problemas, tirou dúvidas

dos participantes e alertou sobre

a necessidade de se contratar

profissionais capacitados

para elaborar a documentação

e implantar os programas de

prevenção exigidos pela legislação,

evitando processos trabalhistas

contra a empresa e

futuros problemas, no caso de

aposentadoria especial.

Reunião foi dia 9 de outubro, na sede da Alcopar

Adam destacou que o PPRA é

um programa que deve nascer

junto com a empresa e existir

enquanto a empresa existir, trabalhando

com a antecipação

de riscos, o reconhecimento e

avaliação destes e o devido

controle. Já os Laudos de Insalubridade

e de Periculosidade

têm como objetivo apontar se

o trabalhador tem direitos trabalhistas

adicionais. Mas, ressaltou

que somente o LTCAT –

Laudo Técnico das Condições

Ambientais de Trabalho é que

comprova a efetiva exposição

do segurado aos agentes nocivos

e que assegura os direitos

previdenciários para aposentadoria

especial.

Jornal Paraná 5


SUSTENTÁVEL

Crianças aprendem sobre preservação

Cerca de 600 estudantes são

estimulados pela BSBIOS a

desenvolver a consciência

ambiental com o Programa

Sementinhas do Futuro

Assessoria de Comunicação

Apreservação e o respeito

ao meio ambiente

pautam o Programa

Sementinhas

do Futuro, desenvolvido pela

BSBIOS. De 3 a 5 de outubro

cerca de 600 estudantes, do

quarto ano do ensino fundamental,

de 12 escolas da rede

pública e privada visitaram a

unidade industrial da empresa,

em Marialva/PR, assistiram

palestras sobre a transformação

do grão de soja e da gordura

animal em biodiesel,

energia renovável e ações de

preservação da natureza, além

da peça de teatro “O Sumiço

da Consciência”, com o Grupo

Ritornelo. Com o apoio da Secretaria

Municipal de Educação

de Marialva, também foram

estimulados a desenvolver

a consciência ambiental em

uma atividade extraclasse.

O Programa acontece em sua

terceira edição em Marialva.

“Acreditamos que as crianças

são disseminadoras do conhecimento

e, replicarão em suas

casas, no seu dia-a-dia, as

boas práticas de preservação

ambiental,” destacou o diretor

comercial da empresa, Leandro

Zat. A afirmativa foi corroborada

pelo presidente da companhia,

Erasmo Carlos Battistella, que

acrescentou que com orientação

vamos ter adultos mais

conscientes e responsáveis e,

como resultado, um mundo

mais limpo e acolhedor.

A estudante Amanda Watanabe

Macinelli, de 9 anos, do

Colégio Anjos Custódio, contou

que aprendeu muito sobre

energias. “Aqui se faz um óleo

limpo e, em Curitiba os ônibus

usam biodiesel em 100%, e

que os outros veículos usam o

B10,” declarou ela contando

que também gostou muito do

teatro. O estudante Cauã Brito,

de 9 anos, da Escola Municipal

Guiti Sato, completou afirmando

que a energia limpa é toda

renovável e a energia suja não.

“Hoje eu aprendi como se faz

o biodiesel e, como ele é importante

para o mundo.”

Já a aluna Gabrielly Victória, de

8 anos, da Escola Municipal

Maria dos Santos Severino,

destacou a importância de se

reciclar e também de usar

mais vezes os materiais antes

de serem jogados fora. A professora

Edilaine Alvarenga, da

Escola Municipal Guiti Sato,

destacou que o conteúdo apresentado

reforça as atividades

Alunos visitaram a empresa, assistiram palestras e uma peça de teatro

que são trabalhadas em sala

de aula. “Com a visita eles

passam a se interessar mais

sobre meio ambiente e a ter

uma melhor consciência sobre

as suas atitudes,” completou a

professora que deposita as

suas esperanças nos frutos

que estão sendo plantados.

O gerente geral da Unidade Marialva,

Carlos Roberto Ferreira

Júnior, destacou que observar

o brilho nos olhos das crianças,

a alegria quando interagem

com o teatro educativo e a seriedade

deles assistindo a palestra

é comovente. “Uma semente

está sendo plantada em

cada criança, se essa semente

vai germinar e dar frutos isso

dependerá se ela será regada

na família e na escola, mas

com certeza a contribuição da

BSBIOS é enorme. Se uma

criança de cada turma que recebemos

essa semana crescer

e se desenvolver com a consciência

para o meio ambiente,

para o crescimento sustentável

e para os valores que preservamos,

já terá valido muito a pena,”

relatou Carlos Júnior.

BSBIOS apresenta Relatório de Sustentabilidade

Com o compromisso de ser

sustentável a BSBIOS lançou

em meados de setembro o

seu Relatório de Sustentabilidade

2017. Pelo segundo

ano consecutivo, a empresa

apresentou as suas ações

nas dimensões econômica,

social, ambiental, de governança

e ética, numa demonstração

de transparência

e responsabilidade com a

prestação de contas à sociedade.

O documento foi produzido

de acordo com as diretrizes

da Global Reporting

Initiative - GRI, de forma engajadora,

por meio de seus

colaboradores, de stakeholders

e da consultoria da Fundação

Instituto de Pesquisas

Econômicas - FIPE.

O presidente da BSBIOS,

Erasmo Carlos Battis-

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Jornal Paraná


tella, ressalta que com

a publicação a Companhia renova

seu compromisso com

a gestão responsável. “Apresentamos

a comunidade muito

além de nossos números,

expomos como é feita a nossa

gestão, o nosso relacionamento

com a comunidade e o

nosso comprometimento

com a ética e a transparência,”

afirmou.

girou em torno de R$ 1,4 bilhão,

no período de 2010 a

2015, gerando 1.116 empregos

adicionais para o município

em 2015”, destacou, ressaltando

que também foi possível

estimar que, no período

de 2016 à 2018, a contribuição

ao PIB está sendo de R$

7,3 bilhões para Passo Fundo

e de R$ 1,7 bilhões para Marialva.

O professor da FIPE, Doutor

Ariaster Chimeli, destacou

que também foi realizado um

estudo para verificar a contribuição

da empresa ao PIB de

Passo Fundo/RS e Marialva/PR.

“Verificamos que a

BSBIOS contribuiu, de forma

direta e indireta, para o PIB de

Passo Fundo com um total de

R$ 10,2 bilhões, no acumulado

entre 2005 e 2015 e,

com 15,6 mil empregos adicionais

no ano de 2015.

Já em Marialva a contribuição

O prefeito de Passo Fundo,

Luciano Azevedo, ressaltou o

crescimento da empresa.

“Raras empresas conseguiram

fazer no Brasil, em um

prazo muito curto de tempo,

o que a BSBIOS fez, de promover

a transformação completa

de Passo Fundo e região,

gerando mais desenvolvimento

econômico e exercitando

na prática a solidariedade,”

pontuou Azevedo.

Mantendo uma relação aberta

e de desenvolvimento com as

comunidades onde atua, a

BSBIOS apoia e promove atividades

socioambientais, culturais,

educativas e esportivas,

tendo investido em 2017

mais de R$ 600 mil. A ONG

Amor, que também é assistida

pela Companhia, realizou

durante o lançamento do Relatório

uma apresentação de

dança com as crianças da

entidade.

Documento aponta

que o impacto do

PIB superou os 22%

em Passo Fundo e

os 36% em Marialva

Jornal Paraná 7


MEIO AMBIENTE

Mais de 5 mil alunos no Semeando o Verde

Realizado pela Usina Santa Terezinha, o projeto de educação ambiental

promove atividades pedagógicas, culturais e plantio de árvores

Assessoria de Comunicação

Contribuir com o desenvolvimento

da

consciência ambiental

é o objetivo do Semeando

o Verde que, desde

2012, leva a educação sustentável

para dentro das escolas,

abrangendo alunos da rede pública

municipal de ensino. Em

2018, o projeto beneficiou cerca

de 5 mil estudantes dos 3º,

4º e 5º anos de 31 escolas em

13 municípios do Paraná e

Mato Grosso do Sul. Durante o

mês de setembro, alunos e

professores se envolveram em

atividades que englobaram palestras

educativas, apresentações

teatrais, passeios ecológicos,

concursos culturais com

premiação e plantio de mudas

de árvores nativas e frutíferas.

O projeto é realizado pela Usina

Santa Terezinha em parceria

com secretarias municipais de

educação, IAP (Instituto Ambiental

do Paraná) e Emater

(Instituto Paranaense de Assistência

Técnica e Extensão Rural)

e conta com patrocínio da

Arysta LifeScience.

O Semeando o Verde comemora

o Dia da Árvore (21 de

setembro) e nasceu com o propósito

de contribuir para a formação

de uma sociedade

ambientalmente responsável,

colocando as futuras gerações

como protagonistas de ações

que ajudem a recuperar e a preservar

o meio ambiente. Foram

plantadas mais de 22 mil mudas

de árvores produzidas em

viveiros próprios da Usina

Santa Terezinha no mês. O projeto

envolve todas as unidades

produtivas da empresa e é

realizado com a participação

de colaboradores e voluntários.

A Escola Municipal Paulo Freire,

de Tapejara/ PR, é uma das

participantes do Semeando o

Verde. Segundo a coordenadora

pedagógica, Kelly Caetano,

o projeto vem de encontro

com o papel da escola de levar

a educação ambiental para os

alunos. “Os pequenos são o

nosso futuro. Se a conscientização

for trabalhada desde cedo,

eles serão adultos melhores

que poderão ajudar a família

e a sociedade”.

A Usina Santa Terezinha é uma

empresa brasileira do setor sucroenergético,

composta pelo

corporativo e o terminal logístico

- em Maringá, o terminal

rodoferroviário em Paranaguá,

e as onzes unidades produtivas

em Iguatemi, Paranacity, Tapejara,

Ivaté, Terra Rica, São

Tomé, Cidade Gaúcha, Rondon,

Umuarama e Moreira Sales -

no Paraná, e Usina Rio Paraná

- no Mato Grosso do Sul. A

empresa conta com mais de

14 mil colaboradores nos setores

agrícola, industrial e administrativo.

Festa Anual das Árvores

A primeira semente para o

projeto foi plantada em

2005, na Unidade Ivaté, com

a realização do evento chamado

Festa Anual das Árvores.

A partir de 2012, passou

a se chamar Semeando

o Verde e foi disseminado

para todas as unidades produtivas

da Usina Santa Terezinha.

Em sete anos de atividade, o

Semeando o Verde já plantou

mais de 200 mil mudas de

árvores, contribuindo com a

recuperação de áreas de reflorestamento

e envolvendo

mais de 30 mil crianças em

ações educativas com temáticas

ambientais.

Neste ano, o Semeando o

Verde foi certificado com o

Selo ODS (Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável),

concedido pelo Sesi (Serviço

Social da Indústria) do Paraná

em reconhecimento a projetos

que contribuem para o alcance

das metas de sustentabilidade

estipuladas pela

ONU (Organização das Nações

Unidas). O projeto também

já havia sido reconhecido

pelas edições 2012 a

2015 do Selo ODM (Objetivos

de Desenvolvimento do Milênio)

e pela edição 2017 do

Selo ODS.

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TECNOLOGIA

Santa Terezinha faz estreia

mundial de caminhão autônomo

Os veículos da Volvo do Brasil contribuem para

aumentar a produtividade e longevidade do

canavial ao evitar o pisoteio da soqueira da cana

AUsina Santa Terezinha, considerada

a terceira maior exportadora

de açúcar do Brasil,

somando cerca de 1,6

milhão de toneladas negociadas em

20 países, é a primeira a trabalhar com

os caminhões VM da Volvo do Brasil,

o primeiro com tecnologia autônoma

do mundo.

A usina adquiriu sete unidades do modelo

que ajuda a aumentar a produtividade

da colheita da cana-de-açúcar ao

não esmagar os brotos das próximas

safras. Os VM autônomos, apresentados

há pouco mais de um ano, foram

desenvolvidos a partir de uma demanda

do setor sucroenergético, que precisa

de uma máquina capaz de evitar o

pisoteio da soqueira da cana remanescente

para as safras posteriores.

Ao ter o trajeto a ser seguido determinado

com exatidão, com uma precisão

de 2,5 cm, margem impossível de ser

obtida por um condutor, o caminhão

autônomo, que carrega tecnologia de

geolocalização, percorre todo o caminho

sem pisotear a soqueira, reconhecendo

as curvas de nível do terreno.

“Sem a tecnologia autônoma, a compactação

de mudas impacta na vida do

útil do canavial”, conta Paulo Meneguetti,

diretor financeiro e de suprimentos

da Santa Terezinha.

De acordo com o executivo, a cada

cinco safras potencias de cana, uma

delas é perdida em virtude do esmagamento

dos brotos pelas rodas de um

caminhão convencional durante a colheita.

“Com a nova solução autônoma,

aproveita-se todo o potencial da lavoura”,

diz, ressaltando que como a

usina opera 24 horas por dia, sete dias

por semana durante a colheita, a tecnologia

autônoma minimiza a dificuldade

adicional de se evitar o pisoteio principalmente

à noite, quando as perdas

tendem a ser maiores devido a pouca

visibilidade.

“Diante dos 350 mil hectares cultivados

pelo grupo, a redução de perdas será

gigante”, avalia Meneguetti. O objetivo

da usina para os próximos anos é aumentar

sua produção para 19 milhões

de toneladas de cana-de-açúcar processadas

até 2020, cerca de 5% a mais

que o volume atual.

A usina adquiriu sete unidades do modelo que testou

no ano passado com ótimos resultados

Baseado no semipesado VM, a equipe

de engenharia da Volvo do Brasil, em

Curitiba, em parceria com a engenharia

da Suécia, tornou realidade um veículo

capaz de andar sozinho dentro das lavouras,

mas sem abrir mão do motorista,

que permanece o tempo todo

dentro da cabine e é responsável por

levar o caminhão até o início do trajeto

e conduzi-lo ao ponto de descarga depois

da colheita.

“Esta tecnologia não foi concebida para

eliminar o motorista. Ao contrário, o

veículo ajudará em seu trabalho, aumentando

a precisão, a produtividade e

a segurança”, garante Alan Holzmann,

diretor de planejamento estratégico de

produto da Volvo Na América Latina.

“É como em um avião, em que o piloto

faz os pousos e decolagens e, mesmo

com o piloto automático ativado, continua

acompanhando tudo”, explica o

diretor comercial de caminhões da

Volvo, Bernardo Fedalto. O sistema é

composto por duas antenas GPS de

alta precisão (GNSS/RTK), dois giroscópios

de alta sensibilidade e um display

posicionado no interior da cabine

do caminhão, que funciona como interface

homem-máquina.

Lançamento foi em 2017

O protótipo do caminhão vinha sendo

testado desde maio de 2017 na Usina

Santa Teresinha, quando foi lançado.

Na época, a Volvo previa o início das

vendas para dali três anos, mas, o

bom funcionamento levou a companhia

a iniciar bem antes a comercialização

dos caminhões. “Dissemos

que esse seria o primeiro caminhão

com tecnologia autônoma comercialmente

viável do mercado”, lembra

Wilson Lirmann, presidente da Volvo

para a América Latina. “Agora provamos

isso com a entrega de um lote

de veículos já para a colheita de canade-açúcar

de 2018”.

A montadora já tem outros interessados

no VM Autônomo, que por enquanto

atende apenas as lavouras de

cana-de-açúcar. Já testa a tecnologia

em outros segmentos, como na mineração,

em uma mina subterrânea na

Suécia, e na coleta de lixo, na Inglaterra.

Já existem também protótipos autônomos

de ônibus e equipamentos de

construção da marca, como carregadeiras

e caminhões articulados.

Jornal Paraná 9


Resistência

Pesquisadores brasileiros e

belgas do Instituto de Biologia

da Universidade Estadual

de Campinas (Unicamp) e

do Vlaams Instituut voor Biotechnologie

(VIB) descobriram

cinco genes que, ao

serem permanentemente ativados

em variedades transgênicas,

tornam a planta

Em meio a um cenário de renovação

política durante as

eleições deste ano, a Frente

Parlamentar da Agropecuária

(FPA) manteve grande parte

dos seus membros para a

próxima legislatura. De 245

parlamentares, 117 foram

reeleitos e permanecem na

bancada. No Senado Federal,

FPA

DOIS

mais tolerante ao estresse

hídrico. A ideia é fazer modificações

genéticas na planta

para tornar esses genes permanentemente

ativados e,

dessa forma, deixar a planta

preparada para uma situação

de seca de modo que apresente

desempenho melhor

sob essa condição.

com a migração de deputados

membros eleitos à Casa,

o percentual é ainda maior.

Dos 27 senadores hoje

atuantes na FPA, 18 permaneceram,

67%. Na Câmara,

dos 218 deputados, 99 foram

reeleitos, sem contar a

perspectiva de novos membros

em 2019.

Bioeletricidade

De janeiro a setembro deste

ano, a biomassa, da qual o

setor sucroenergético tem,

em média, 85% de participação,

comercializou

20.488 GWh no Sistema Interligado

Nacional (SIN),

volume 9% superior ao

mesmo período em 2017,

segundo a Unica. A análise

indica que a bioeletricidade

produzida no Brasil para a

rede equivale a quase duas

vezes o consumo de energia

elétrica no Paraguai em

2017. A oferta de bioeletricidade

também ajudou a

economizar 14% da água

dos reservatórios hidrelétricos

do principal submercado

do setor elétrico brasileiro,

o Sudeste/Centro-

Oeste, que no ano passado

respondeu por aproximadamente

60% do consumo

doméstico.

PONTOS

RenovaBio

Quase 40% das usinas produtoras

de açúcar e etanol

do Centro-Sul do Brasil, região

que abastece grande

parte do comércio global do

adoçante, devem encerrar a

moagem de cana em outubro,

mais de um mês antes

do normal, disse a Unica. As

usinas têm conseguido

manter um ritmo acelerado

de moagem durante a maior

Agronegócio

Mais cedo

parte da temporada iniciada

em abril devido a um clima

mais seco que o normal na

região. Mas menos chuvas

significam também um volume

menor de cana, outra

razão para o início antecipado

da temporada. Em um

ano normal, as usinas estenderiam

a moagem iniciada

no final de março até

meados de dezembro.

O agronegócio já elegeu

seus pontos prioritários para

o próximo presidente. Eles

vão da macroeconomia, que

dá ambiente aos negócios, a

questões relacionadas à segurança

e à sustentabilidade.

Além da execução das reformas

econômicas, o setor

quer uma modernização do

sistema tributário e evitar a

cobrança de impostos sobre

as exportações. Outra prioridade

é uma política agrícola

com diretrizes de médio e de

longo prazos, além de visões

estratégicas para os grandes

mercados como China, EUA

e Aliança do Pacífico. Entre

as propostas estão ainda a

adequação da regra do licenciamento

à atividade agropecuária,

com uma política de

pagamento pelos serviços

ambientais e uma regulamentação

do uso dos biomas,

além de segurança jurídica

nas questões fundiárias,

trabalhistas e criminalidade

no campo. Sem falar

em superar as barreiras da

conectividade no país, defesa

sanitária, transferência de

tecnologia e logística, com

implementação de rotas de

escoamento e a viabilização

dos investimentos nos setores

de transporte e de armazenagem.

As propostas vieram do Conselho do Agro,

que reúne 18 entidades e agregam sugestões

não apenas da cadeia agrícola, mas, também

de entidades industriais e de serviços voltadas

para o agronegócio brasileiro. Uma das

recomendações das entidades do agronegócio

é a regulamentação do Renovabio, Política

Nacional de Biocombustíveis. A consolidação

da agroenergia passa, ainda, pela

realização da reforma tributária no setor de

etanol e pela promoção do crescimento gradual

da mistura de biodiesel ao diesel, além

de viabilizar uma maior participação da biomassa

nos leilões de energia.

Entressafra

A oferta de etanol hidratado

entre setembro de 2018 e

março de 2019, quando se

encerra a entressafra de

cana no Centro-Sul do Brasil,

deverá ser 25% maior na

comparação com igual período

do ciclo anterior, mas

ainda assim insuficiente para

atender à crescente demanda

pelo biocombustível. Com

o consumo crescendo a um

ritmo muito maior do que o

suprimento, os preços devem

se elevar, para um melhor

equilíbrio de mercado.

Do início da safra no Centro-

Sul, em abril, até agosto, a

demanda cresceu 42% na

comparação anual. O problema

é que a entressafra

neste ano será mais longa.

10 Jornal Paraná


Etanol

A produção de etanol está

amenizando o efeito da queda

dos preços mundiais de

açúcar para as usinas do

Brasil, apesar do setor poder

ver uma nova consolidação.

Os preços globais

do açúcar caíram para mínimas

em 10 anos no final de

setembro, pressionados

principalmente pelo aumento

da produção da Índia, Tailândia

e da União Europeia

na temporada atual. O Brasil,

um dos maiores produtores

de açúcar do mundo,

tem lidado com o excedente

direcionando mais cana-deaçúcar

para a produção de

etanol.

OMC

A Austrália deve entrar com uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC)

contra os subsídios às indústrias açucareiras indianas concedidos pelo governo. A

reclamação deve-se porque o apoio às usinas indianas levou a um excesso na oferta

global do adoçante e a uma forte queda dos preços, que estão na mínima de 10

anos. Grupos do setor do Brasil e da Austrália têm trabalhado conjuntamente para

preparar a queixa.

A China está intensificando a

campanha em prol da energia

renovável com propostas de

metas mais elevadas para o

consumo de energia verde e

penalidades para quem não

cumprir as metas para ajudar a

financiar os subsídios do governo

aos produtores. O país

que é o maior consumidor de

As usinas indianas assinaram

acordos para exportar açúcar

bruto pela primeira vez em

três anos, graças a um aumento

de preços em Nova

York para máximas em sete

meses, juntamente com subsídios

do governo para tornar

os embarques lucrativos. As

China

Índia

energia do mundo pretende que

as energias renováveis respondam

por pelo menos 35% do

consumo de eletricidade em

2030. Anteriormente, o governo

definia apenas a meta

para que os “combustíveis não

fósseis” representassem 20%

do consumo energético em

2030.

usinas do país, que rivaliza

com o Brasil o posto de

maior produtor mundial, estavam

relutantes em assinar

novos contratos de exportação

até recentemente, já que

os preços globais estavam

sendo negociados muito

abaixo das cotações locais.

Petrobras

Passado o pior momento

da crise, a Petrobras tenta

agora recuperar o tempo

perdido e dar os primeiros

passos para investir

em energias renováveis,

como já fazem grandes

petroleiras concorrentes.

A empresa sabe que está

atrasada, e diz ainda ter

pouco fôlego para fazer

os investimentos, mas vai

incluir essa transição para

um novo cenário ambiental

no plano estratégico

para os próximos

cinco anos, que deve ser

divulgado em dezembro.

Antes da crise, os biocombustíveis

eram a

principal aposta da Petrobras

para participar da

transição para uma economia

de baixo carbono,

com processos produtivos

mais sustentáveis.

Sem dinheiro, a Petrobras

vendeu as usinas e saiu

do segmento. Em sua página

na internet, a empresa

informa que, no futuro,

poderá reavaliar um retorno.

Meio ambiente

É frequente a acusação de

que o agronegócio seria um

dos grandes, se não o principal,

inimigo do meio ambiente.

Mas, recente estudo da

Embrapa mostra que as áreas

de vegetação nativa preservadas

por produtores rurais

equivalem a 25,6% do território

brasileiro, e que a área preservada

corresponda a um

patrimônio imobilizado de R$

3,1 trilhões. Para mensurar a

contribuição financeira do

agronegócio na preservação

Biodiesel

do meio ambiente, a Embrapa

fez também um cálculo da receita

anual que seria gerada

pelo plantio de milho - cultura

presente em todo o país - nas

áreas de reserva legal. Seriam

R$ 6 bilhões por ano, com geração

de 74 mil empregos.

Pode-se dizer que, além de

serem os responsáveis pela

maior parcela de terras preservadas

no País, os produtores

rurais são os que mais

investem na proteção da vegetação

nativa.

A Associação dos Produtores

de Biodiesel do Brasil

(Aprobio) defendeu o aumento

gradual da mistura de

biodiesel ao diesel fóssil em

até 2 pontos percentuais por

ano até que se alcance o limite

de 15% (B15), estabelecido

em lei. Atualmente, o

Brasil mistura 10% de biodiesel

ao diesel. Pela proposta,

os reajustes do porcentual

seriam feitos de seis

em seis meses e permitiriam

que a meta do B15

fosse alcançada em 2022,

dois anos antes do previsto.

A adoção do cronograma

também permitiria futuramente

adotar uma mistura

20%, o B20, que ainda não

é obrigatório pela legislação.

Jornal Paraná 11


RECOMENDAÇÃO

Uso de fungicida é a inovação

do processo produtivo

O controle de doenças proporciona às plantas

maior vigor e número de folhas “limpas” e

ativas, aumentando a produtividade

Aprodutividade de um

cultivo agrícola depende

de diversos fatores,

como variedade, solo,

clima, irrigação, técnicas de cultivo,

adubação, manejo de pragas,

doenças e outros. Segundo

Adriano Mastro, do Desenvolvimento

Técnico de Mercado

Cana-de-açúcar da Syngenta,

as pragas e doenças são um

dos fatores limitantes do rendimento

agrícola, impedindo que

a planta expresse todo o seu potencial

genético. “Atualmente,

temos excelentes opções para o

manejo de pragas, obtendo

bons resultados de controle,

seja ele biológico, químico ou a

integração de ambos”, afirma.

Mas quando o assunto é fungicida,

destaca, o setor canavieiro

está apenas começando a aderir

à tecnologia. “Isto é um bom

sinal, pois quando olhamos as

culturas que adotaram o uso há

mais tempo, é notório o incremento

significativo em produtividade

por hectare”, pontua.

A soja, exemplifica Mastro, adotou

a tecnologia por necessidade

em 2005, com a chegada

da ferrugem alaranjada, doença

com alta agressividade de infecção

e redução de produtividade.

“Com o passar dos anos,

observamos que o uso do fungicida,

além do controle das doenças,

proporcionou uma planta

com maior vigor e, consequentemente,

incremento em

produtividade, praticamente dobrando

quando comparado há

15 anos”, diz, ressaltando que

foi assim com o milho também.

“Praticamente 80% do milho

verão e safrinha fazem uso de

fungicidas com alto retorno

econômico”.

Na cana-de-açúcar, cita, houve

uma situação semelhante a da

soja, em 2009, quando ocorreram

os primeiros relatos de ferrugem

alaranjada no Brasil,

porém, diferente de outras culturas,

o setor canavieiro decidiu

abandonar as variedades susceptíveis,

devido a grande diversidade

de variedades disponíveis.

Nesse período a Syngenta

foi a primeira empresa que registrou

um fungicida para a cultura

com foco no manejo da

ferrugem alaranjada em 2010,

o Priori Xtra, recorda-se Mastro.

Com o manejo da ferrugem sob

controle, no decorrer dos anos

e à medida que a colheita mecanizada

crua foi aumentando,

foram surgindo novos desafios.

“Atualmente, o Colletotrichum

(Podridão Vermelha) é a maior

preocupação do setor, pois pode

causar perdas em torno de

30% no TCH e ATR e reduzir a

longevidade do canavial em alguns

casos”, alerta. Também,

as doenças secundárias (mancha

anelar; parda e ocular) estão

bem mais presentes nos canaviais,

proporcionando menor

área fotossintética e podendo

afetar seu desenvolvimento ou

produtividade.

“Por isso é fundamental o uso

do fungicida. Quando controlamos

essas doenças e proporcionamos

às plantas folhas

‘limpas’, maior vigor e número

de folhas ativas, aumentamos a

produtividade”, destaca Mastro.

A Syngenta, com base nos resultados

do Desenvolvimento

Técnico tem avaliado os efeitos

benéficos do fungicida sobre as

plantas, onde há evidencias visíveis

no desempenho fisiológico,

principalmente relacionado

com o aumento de produtividade.

Com relação aos benefícios fisiológicos,

explica Mastro, a

aplicação de Priori Xtra proporciona

à planta folhas mais verdes,

com mais clorofila e maior

desenvolvimento, ou seja,

maior número de folhas ativas.

“A azoxstrobina, presente na

formulação, retarda a senescência

das folhas promovendo

balaço hormonal ideal e reduzindo

o estresse oxidativo. A

consequência desses fatores é

uma planta com maior vigor e

produtividade”, ressalta.

Durante a safra 2017/18, a

Syngenta acompanhou aproximadamente

150 mil hectares,

com média de 24 variedades,

Canavial com fungicida, folhas limpas e alto vigor

em que duas aplicações de

Priori Xtra resultaram em um

ganho médio de 12 toneladas

por hectare.

Diante de um cenário onde o

mercado sucroalcoleiro não

está muito favorável, Mastro diz

que é necessário adotar técnicas

que ajudem no incremento

da produtividade, desde o plantio

até a colheita, “pois é o melhor

caminho para redução de

custo”, enfatiza.

Sintomas de mancha anelar, doença secundária

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Jornal Paraná

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