PME Magazine - Edição 11 - Janeiro 2019

PMEMagazinePT

Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, é a figura de capa da 11.ª edição PME Magazine. Leia a edição de janeiro de 2019 aqui!

JANEIRO 2019 | TRIMESTRAL | EDIÇÃO 11

EDIÇÃO ANO IV - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DIRETORA: MAFALDA MARQUES

WWW.PMEMAGAZINE.COM

Alexandre Fonseca

UM MUNDO DIGITAL

PARA TODOS

ISQ

A CAMINHO DA ÁSIA

NEYA HOTEL

CONHEÇA ESTE HOTEL

'CARBONO ZERO'

TOURISM UP E TASTE UP

TURISMO E GASTRONOMIA

NACIONAIS EM ACELERAÇÃO


FIGURA de DESTAQUE

O futuro é já ali

Editorial

Índice

p4

Alexandre Fonseca e a Altice Portugal com as PME na mira

p14

Energia Simples e a responsabilidade ambiental

p16

JR Partners e a coesão territorial para as PME

p18 Revitalização, fusão e aquisição - Benefícios Fiscais

p20

ISQ e a internacionalização para o Cazaquistão

p22

Hotel Neya e a certificação “Carbono Zero”

p24

eSolidar e os leilões solidários das empresas

p26

Tourism Up e Taste Up: 40 municípios juntos pelo Turismo

p28 Investigadores portugueses contra conteúdo malicioso

p30 Enging e o algoritmo 'amigo’ das máquinas industriais

p32

Sage e os motivos para optar pelo trabalho flexível

p34 Marco Santos é o novo administrador executivo da EAD

p36

Congresso Europeu da Qualidade regressa a Lisboa

p38 José Oliveira e a importância da análise de dados

p39

Elephant e a importância dos influenciadores para as marcas

p42

Web Summit 2018: por onde andaram as PME?

p46 LISPOLIS e a aposta no futuro

p47 Desfibrilhador DOC e a parceria com a Cruz Vermelha

p48

Gerd Leonhard em Lisboa para o evento Building the Future

p50

Joana Gíria e a igualdade de género nas empresas

Ficha técnica

DIRETORA: Mafalda Marques

EDITORA: Ana Rita Justo

SUB-EDITORA: Denisse Sousa

VÍDEO E FOTOGRAFIA: JD Edition, João Filipe Aguiar

DESIGN GRÁFICO: Inês Antunes

DIGITAL MANAGERS: Fábio Jesuíno e Ricardo Godinho

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO: António Fernando Ribeiro, Cíntia Costa, Francisco

Frazão Guerreiro, Jesper Carvalho Andersen, Joana Gíria, José Oliveira, Marta Pereira,

Marcos Rocha, Pedro Rebordão, Ricardo Moutinho e Sandra Laranjeiro dos Santos.

ESTATUTO EDITORIAL (leia na íntegra em www.pmemagazine.com)

DIREÇÃO COMERCIAL: Daniel Marques

EMAIL: publicidade@pmemagazine.com

PROPRIEDADE: Massive Media Lda.

NIPC: 510 676 855

MORADA SEDE ENTIDADE PROPRIETÁRIA/EDITOR:

LisboaBiz - Av. Engenheiro Arantes e Oliveira, n.3 R/C

1900-221 Lisboa

REDAÇÃO: LisboaBiz - Av. Engenheiro Arantes e Oliveira, n.3 R/C

1900-221 Lisboa

TELEFONE: 211 934 140 | 96 453 31 02 | 934 952 854

EMAIL: info@pmemagazine.com

N. DE REGISTO NA ERC: 126819

EDIÇÃO N.º: 11

DEPÓSITO LEGAL N.º: 427738/17

ISSN: 2184-0903

TIRAGEM: 23.000 exemplares

IMPRESSÃO: Sogapal - Sociedade Gráfica da Paiã, Lda

Estrada Palmeiras Queluz Baixo, Barcarena, Lisboa

DISTRIBUIÇÃO: Gratuita com o jornal Expresso

PERIODICIDADE: Trimestral

Ano novo, novos negócios. Chegamos

a 2019 com a sensação de

que o mundo está a mudar a uma

velocidade cada vez mais estonteante.

As evoluções tecnológicas

ditam o passo na transformação

das empresas que, dia após

dia, são forçadas a rever processos,

a atualizarem-se. No limite,

a mudar tudo para não ficarem

para trás.

A discussão sobre o desaparecimento de grandes empresas

que não conseguem adaptar-se aos novos tempos não é

nova, mas não deixa de ser preocupante pensar que algumas

gigantes mundiais poderão desaparecer – o mesmo acontece

com algumas profissões.

Por outro lado, o mundo brinda-nos com o aparecimento de

novos negócios, novas profissões que vêm pôr em causa o

status quo e mostrar-nos que ainda não se inventou tudo e que

continuamos, como bons seres humanos que somos, nesta

busca incessante pela perfeição.

O que significa inovar? Para Alexandre Fonseca, presidente

executivo da Altice Portugal e figura de capa desta 11.ª edição

da PME Magazine, trata-se de “transformar uma boa ideia

num grande negócio”. Algo que a antiga Portugal Telecom

tem como estratégia e que vem implementando, não só para

o cidadão comum, mas também para as empresas.

Inovar significa, também, ter a capacidade de pensar nos negócios

de forma sustentável, algo que a Energia Simples preconiza

e que o Hotel Neya, em Lisboa, embandeira.

É termos o sentido de responsabilidade quando a nossa empresa

quer devolver à comunidade, algo em que a eSolidar

tem ajudado com os leilões solidários online.

É inventar soluções e produtos, como o algoritmo preditivo

de problemas em máquinas industriais da Enging, o algoritmo

que deteta conteúdo malicioso online dos investigadores da

Universidade de Aveiro que venceram o concurso StratCom

da NATO, ou o desfibrilhador da Almas Industries capaz de

enviar coordenadas GPS para equipas de socorro.

É ter um programa de fomento ao comércio online para as

marcas portuguesas e, nas relações laborais, apostar na

igualdade de género e no trabalho flexível.

É internacionalizar para geografias improváveis, como o ISQ

está a fazer na Ásia.

É pensar na coesão territorial de Portugal para que as sinergias

sejam potenciadas para o bem da população, pensar no

que as marcas podem ganhar com os influenciadores online

e em programas de aceleração, como o Tourism Up e o Taste

Up, que elevam o que de mais inovador se vai fazendo no turismo

e na gastronomia em Portugal.

Se ainda não há, invente, se já tem, inove. A tecnologia ajuda-nos

a automatizar, mas, em última análise, é o nosso pensamento

que tem de ser moldado e ajustado à realidade que

não espera. Não fique para trás.

Boas leituras e um 2019 repleto de bons negócios!

ANA RITA JUSTO | EDITORA

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figura de destaque


É UTÓPICO PENSAR QUE AS PME

TÊM UMA ESTRUTURA

DE SISTEMAS

Alexandre“

DE INFORMAÇÃO

Fonseca

Alexandre Fonseca assumiu a presidência da Altice Portugal em novembro de 2017

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JANEIRO 2019

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Mafalda Marques

João Filipe Aguiar

Assumiu a liderança da Altice Portugal, antiga Portugal Telecom, em novembro

de 2017, com mais de 20 anos de experiência no setor das telecomunicações,

seis deles no grupo que agora lidera. Em entrevista à PME

Magazine, Alexandre Fonseca fala sobre as grandes ambições do grupo na

área das telecomunicações e na ajuda à transformação digital das empresas.

PME Magazine – Como é que a Altice

Portugal está a dirigir-se ao

setor empresarial?

Alexandre Fonseca – O segmento

empresarial, em particular dentro

da Altice Portugal, é um dos nossos

setores de aposta, mas mais: é

uma aposta que já vem do passado.

Quando falamos no setor empresarial,

no caso da Altice Portugal,

endereçamos o que vulgarmente se

chama o setor corporate, ou seja, as

grandes empresas, o top mil a nível

nacional até às muito pequenas, às

micro e até às nanoempresas, aquilo

que normalmente se designa por

soho, small office, home office. Efetivamente,

encontrámos na operação

da antiga Portugal Telecom,

quando fizemos a aquisição, um

grupo de serviços na área empresarial

líder de mercado, bem estabelecido

do ponto de vista daquilo

que era a conectividade, porque é,

ao fim e ao cabo, a base de onde os

nossos serviços estão a ser prestados,

mas encontrámos também

algo que é muito importante no

momento que atravessamos: a capacidade

de este setor empresarial

se transformar e de acompanhar

este processo de digitalização, de

transformação digital da sociedade,

mas também das empresas e

de hoje sermos, diria, um parceiro

de referência, das grandes e também

das mais pequenas empresas

a nível nacional nesse processo de

transformação. Transformação dos

processos de negócio, dos seus

próprios recursos, sejam eles técnicos,

humanos, ou até financeiros.

PME Mag. – Qual o peso das PME

na faturação da Altice Portugal?

A. F. – O segmento corporate, como

disse, é importante, o segmento

empresarial como um todo é importante

para nós. Não divulgamos

números de um ponto de vista detalhado,

mas representa, grosso-

-modo, um terço do nosso volume

de negócios e, dentro deste terço,

como é natural, olhando para o tecido

empresarial português – sabemos

que é esmagadoramente

constituído por pequenas e médias

empresas – o nosso volume de negócios

acompanha também este

peso, porque temos tido capacidade

de conseguir endereçar, quer

às grandes empresas com soluções

tailor-made, onde o ‘pronto a vestir’

não serve se queremos ter soluções

que sejam adequadas especificamente

ao segmento de negócio, à

empresa, ao problema que estamos

a endereçar. E temos, por outro

lado, uma componente importante

para as empresas mais pequenas,

soluções pacotizadas, standard,

que endereçamos a esse mercado.

Tendo presente que no tecido empresarial

português a esmagadora

maioria são pequenas e médias

empresas, uma parte importante

do nosso negócio está também no

segmento das PME, mas sabemos

que as grandes empresas, sendo

menos, têm volumes de faturação

muito grandes. Mesmo assim, as

PME têm um papel importante, não

só hoje, mas também naquilo que é

o crescimento. Quando falávamos

na transformação que referi, esta

transformação é tão mais importante

– até porque está um pouco mais

atrasada – nas pequenas e médias

empresas. Portanto, diria que a escala,

a capacidade de crescimento

que temos para o mercado PME e

para o mercado soho é, de facto,

extraordinária.

5


figura de destaque

“DINAMIZAR

A ECONOMIA LOCAL”

PME Mag. – Explique-nos a aposta

no interior do país.

A. F. – A equipa de gestão que

entrou em funções há cerca de

um ano elegeu um conjunto de

pilares estratégicos. Três são muito

virados para o nosso negócio:

o investimento, a inovação e a

qualidade do serviço. E dois são

pilares de suporte: a intervenção

social e a proximidade. Nesta

vertente da proximidade, a nossa

visão é de que Portugal, apesar de

ser um país relativamente pequeno

do ponto de vista da dimensão,

é um país muito diverso. Somos

um país early adopter do ponto de

vista tecnológico: temos taxas de

penetração nos dispositivos móveis

de mais de 100%, existe cerca de

160% de taxa de penetração de

equipamentos móveis sobre o total

de população. Somos adeptos de

tecnologia, mas temos quase um

terço da população portuguesa que

nunca usou um computador, que

nunca usou a internet, portanto,

temos este país de dicotomia.

A realidade, na nossa visão, é

que nos últimos anos, décadas

mesmo, as grandes empresas do

nosso país têm-se focado nos

grandes centros urbanos, onde

está a massa crítica da população

portuguesa e também do tecido

empresarial: Lisboa, Porto, Braga,

eventualmente Aveiro e Viseu, e

é neste eixo que tudo se passa.

Entendemos que uma empresa com

a dimensão e a expressão da Altice

Portugal, que quer assumir-se

como o motor do desenvolvimento

económico e social do nosso país,

tem de estar presente no território,

tem de estar junto dos portugueses,

dos empresários, dos gestores,

dos presidentes de câmara, junto

das populações! Esta deslocação

que temos feito aos mais diversos

cantos do país, desde a Madeira,

aos Açores, ao Minho, agora a muito

curto prazo a Trás-os-Montes,

ao Algarve, ao Alentejo, às beiras

interiores, têm sido movimentações

que temos feito de forma natural

para acompanharmos, desde logo,

os nossos colaboradores, porque

6

temos colaboradores espalhados

por todo o país, mas, acima de

tudo, para acompanharmos este

território português que tem sido

esquecido por outros. De certa

forma, compreendo, porque a

Altice Portugal é o único operador

verdadeiramente nacional, que tem

capilaridade nas suas redes, nos

seus serviços, a nível nacional. Para

nós, é fundamental este contacto

direto com os clientes, com os

parceiros, para percebermos os

problemas, as necessidades que

encontramos no terreno e isso não

se faz a partir de Lisboa. Vamos

continuar a percorrer o território,

“A Altice Portugal

é o único operador

verdadeiramente

nacional, que tem

capilaridade a nível

nacional"

a ir ao Portugal profundo e tentar

levar investimento e inovação. É

a nossa forma de contribuir para

o desenvolvimento da economia

nacional. Quando levamos

investimento e inovação até ao

interior estamos a gerar emprego,

estamos a dinamizar a economia

local, estamos a combater a

desertificação que muitas vezes

versa por esses territórios, única

e exclusivamente porque, quando

não há emprego, é aí que as

pessoas procuram migrar para

os grandes centros urbanos. Se

levamos inovação e investimento

ajudamos a fixar as populações,

com a fixação das populações surge

o comércio, surgem as pequenas

e médias empresas e, a partir daí,

desenvolve-se um ecossistema

económico que irá levar ao

crescimento das economias locais

e, com elas, da economia nacional.

PME Mag. – Que balanço faz dos

trabalhos com as smart cities?

A. F. – As smart cities são uma das

áreas de aposta quando falamos

em assumir-nos como parceiro

tecnológico da transformação do

país. Tomámos a decisão de, lado

a lado com a Associação Nacional

de Municípios e com um conjunto

de outras entidades, sermos capazes

de levar, mais do que apenas

conceitos, soluções e tecnologia,

mas não pela tecnologia: levarmos

a tecnologia para melhorar a vida

das pessoas e a performance das

empresas até ao território. O conceito

de smart cities tem de nascer

de um conjunto de problemas, muito

práticos, muito pragmáticos que

as comunidades têm de endereçar

para se modernizarem. Muitas vezes,

assume-se que smart cities é

fazer para uma cidade, relativamente

pequena ou média, um grande

dashboard de informação: vamos

automatizar tudo numa cidade,

vamos levar soluções de gestão de

tráfego para uma cidade no interior

onde não há engarrafamentos…

Não faz sentido! Não podemos ter a

tentação de levar a tecnologia com

aquela lógica do tamanho único que

serve para todos. Isso não existe. O

que temos feito com os 308 autarcas

do nosso país é estar ao lado

do município e percebermos, caso

a caso, quais são os problemas,

quais as verdadeiras necessidades

daquela comunidade para melhorar

a vida das pessoas e a performance

das empresas. Isso é smart city.

Smart city é pegarmos na nossa tecnologia,

na nossa experiência, lado

a lado com os líderes dessas comunidades,

e resolvermos esses problemas.

Temos, hoje, soluções que


JANEIRO 2019

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passam pela gestão de recursos hídricos

em campos de golfe, temos

soluções de gestão de resíduos,

que automatizam rotas na recolha

de lixo, soluções de automatização

de estacionamento… Tudo isto são

soluções que resolvem pequenos

problemas, mas que para algumas

cidades são, verdadeiramente, o

grande problema dessa cidade.

Fomos parceiros da AIP e da Associação

Nacional de Municípios

na Smart Cities Summit, o maior

evento de smart cities realizado em

Portugal, em abril, em que tive a

oportunidade de perceber que os

autarcas começam a perceber que

não basta comprar tecnologia, é

preciso comprar também a capacidade

de transformar as suas comunidades.

Temos projetos tão simples

como o da Câmara Municipal

da Nazaré. Levarmos o canhão da

Narazé a turistas 365 dias por ano,

que, com realidade aumentada,

podem apontar o seu smartphone

para o mar e ver a onda da Nazaré,

isto é smart city, porque contribui

para o desenvolvimento do turismo

daquela região e, com isso, para o

desenvolvimento económico.

“SAPO É HISTÓRICO”

PME Mag. – Qual a importância

do Portal Sapo no contexto dos

media nacionais?

A. F. – O Portal Sapo fez 23 anos

CEO defende descentralização para o interior

no passado dia 4 de setembro e,

de facto, é histórico uma entidade

do mundo digital ter 23 anos. Mas

histórico não significa antiquado.

O Sapo, hoje, no mundo online em

Portugal, está lado a lado com os

grandes gigantes internacionais

do ponto de vista do alcance, do

número de visitantes únicos: somos

batidos exclusivamente pelo

Google, pelo YouTube e pelo Facebook.

Nos rankings, o Sapo surge

à frente do Instagram, da Wikipedia,

do Linkedin. É uma ferramenta

poderosíssima que foi capaz de se

reinventar. O Sapo funciona, hoje,

como um verdadeiro agregador de

conteúdo, no sentido que, através

das parcerias que temos com

uma parte importante dos órgãos

de comunicação social do nosso

país, funcionamos com essa lógica

de agregação de informação, mas

também foi capaz de se reinventar

para conseguir criar uma lógica

de canais verticais que endereçam

mercados muito específicos. Lançámos

o canal Miranda, que endereça

o público essencialmente

feminino sobre uma componente

mais de moda, cosmética. Temos

o Sapo24, que está no top 15 dos

rankings nacionais só por si. O Sapo

Lifestyle é outro bom exemplo. Soluções

mais recentes como o Sapo

Apostas, onde fazemos agregação

de apostas de vários websites... O

Sapo tem-se posicionado não ape-

nas como um agregador de conteúdos,

mas como aquele local em

que os portugueses se podem dirigir

para terem acesso a informação

dedicada, específica. Está também

a caminhar no sentido da sua modernização

para as novas tendências.

O Sapo deixou de ser só um

portal e passou a ser uma app que

permite customizar a informação

que nos chega e que permite continuar

a estar presente no dia a dia

das pessoas. É, para nós, um orgulho

termos 23 anos de Sapo, continuar

jovem, dinâmico, e ser media

partner de grande parte dos eventos

no país. O Rock in Rio é um exemplo,

está presente na Web Summit

também. O Sapo continua a trazer-nos

uma forte motivação para

continuar. Quando falamos de online

e de conteúdo, não podemos esquecer-nos

que os dados – a informação

– são o petróleo do futuro. E

o Sapo tem aí um papel fundamental,

porque conhece os seus visitantes.

Tem uma base de clientes

registados, dos quais conhecemos

hábitos de consumo, gostos pessoais,

a frequência de navegação.

Eles dizem-nos, voluntariamente,

do que é que gostam e do que não

gostam, portanto, o Sapo tem todo

um manancial de também trabalhar

“O Sapo funciona,

hoje, como um

verdadeiro agregador

de conteúdo"

numa área de digital advertising, ou

seja, publicidade digital dirigida. Já

tive esta experiência que algumas

vezes partilho em tom de brincadeira:

em alguns websites que visito

a primeira coisa que me apresentam,

às vezes dias a fio, são depiladoras

de senhora. Não faz sentido!

Isto significa não conhecer o cliente.

É muito gratificante, quando me

registo no Sapo, entro e vejo publicidade

que é relevante para mim.

Isto dá-me uma sensação de estar

em casa digitalmente. Esse é um

ativo fundamental que o Sapo tem.

PME Mag. – Fale-nos dos projetos

que levaram ao Web Summit.

A. F. – Temos projetos que vão

7


figura de destaque

desde a componente de automatização

dos estacionamentos, temos

uma área de monitorização,

temos as questões da aquacultura

com uma das startups. São várias

as soluções que temos ajudado a

incubar e desenvolver. São projetos

deste think tank, este banco de

ideias que é o IoT Challenge que

lançámos. Diria que são apenas

quatro exemplos, porque tivemos

de selecionar de um conjunto vasto

de projetos que têm chegado às

nossas mãos. Criámos, em 2018,

nestas instalações da sede em Lisboa,

os Go Labs IoT, um laboratório

que tem um conceito que, para nós,

é chave: um conceito aberto. Tudo

o que fazemos do ponto de vista da

inovação tem de ter um conceito

aberto. O que é que isto quer dizer?

É um laboratório que está aberto à

comunidade, empresas, parceiros,

estudantes, desde que tenham um

projeto maduro, que nos apresentem

o projeto e que precisem de

usar os nossos laboratórios, onde

temos tecnologia de ponta, os laboratórios

estão à sua disposição.

E nós estamos atentos, não apenas

para os ajudar, mas para perceber

qual o potencial de negócio

que este projeto específico pode

ter, ou este profissional – às vezes

tratam-se de estudantes de PhD

que vêm aqui fazer o seu projeto a

título individual, não são empresários,

não querem ter a sua startup,

mas têm uma boa ideia e um bom

projeto e ajudamo-los nesse sentido.

Estas quatro startups são bons

exemplos disso, estou certo de que

haverá dezenas de outras que vão

continuar a trabalhar connosco. Até

o prémio de inovação internacional

Altice, que premiou projetos não só

portugueses, os candidatos vinham

de várias partes do mundo e mostraram

projetos tão interessantes,

como uma nova geração de chips

fotónicos para comunicação via satélite,

ou uma solução de automatização

de camiões de transporte

que permite poupar combustível.

Inovação não é ter ideias, inovação

é conseguirmos transformar

uma boa ideia num grande negócio

e é isso que queremos com estas

startups que apoiamos.

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ELEVAR A CULTURA

PME Mag. – Depois do Altice Arena

veio o Altice Forum Braga. Qual

a estratégia para estes espaços?

A. F. – Recordo que um dos nossos

pilares é a intervenção social.

Repare que chamamos intervenção

social. Responsabilidade social

todos temos, intervir nem todos o

fazem. Esta intervenção social está

assente nestes três grandes pilares

da cultura, do desporto e da educação.

A cultura é uma área em que

temos apostado. São experiências

dessas que criam proximidade com

os nossos clientes, com as famílias,

entre elas, entre grupos de amigos.

Conheço casais com filhos que se

conheceram no MEO Sudoeste e

que hoje vão ao MEO Sudoeste com

filhos assistir aos concertos. Isto é

altamente gratificante e mostra o

poder que tem a cultura, o entretenimento

e a música. A nossa presença

na música tem-se feito sentir

pelos festivais de verão, como

o MEO Sudoeste, o Marés Vivas, o

Sons do Mar e outros, mas também

pela presença nesta sala icónica,

a nossa maior sala de espetáculos

em Portugal, a Altice Arena. Tem

sido um sucesso, a equipa da Altice

Arena está de parabéns, tem

feito um trabalho extraordinário

de atrair, não só um grande cartaz,

mas cada vez mais pessoas de Portugal

e até de outros países. É uma

sala icónica e que marca de forma

muito forte esta nossa presença à

Cultura e música têm peso importante no grupo

música, ao espetáculo, ao entretenimento.

Recordando o tema da

proximidade, entendemos que era

importante sermos capazes de levar

esta mesma abordagem a outras

partes do país. A zona Norte

é uma zona muito povoada a nível

nacional. A primeira tentação seria

o Porto, porque é a segunda cidade

do país. Não estavam reunidas as

condições e nós gostamos de marcar

um pouco a diferença e marcar a

diferença era estar presente numa

cidade como Braga, uma das cidades

mais jovens, se não a mais

jovem do país, uma cidade ultradinâmica,

que tem mostrado uma

capacidade de liderança, do ponto

de vista de inovação, de tecnologia,

tem uma universidade reconhecida,

a Universidade do Minho,

portanto, entendemos que Braga

reunia todos estes atributos chave

para montarmos a segunda maior

sala de espetáculos do país. Aliás,

o Altice Forum tinha esse objetivo

de ser essa sala importante. Aquilo

que entendemos é que o naming

Altice Forum vai permitir tirar sinergias

daquilo que já fazemos com a

Altice Arena, vai permitir que a própria

Altice possa dinamizar aquela

sala através do seu brand, através

das suas iniciativas, dos seus

parceiros de negócio. As pessoas,

hoje, assumem que a presença na

Altice Arena ou no Altice Forum

significa que temos uma capacidade

de organização, de entrega e


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www.elidefire.pt

JANEIRO 2019

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9


figura de destaque

de uma experiência única de qualidade. Aliás, a Altice

Arena é reconhecida não apenas pelo seu cartaz, mas,

para o Web Summit, como provavelmente a sala de espetáculos

com melhor conectividade wi-fi no mundo

neste momento. A densidade de dispositivos no Web

Summit é única no mundo. É este selo de qualidade que

o nome Altice leva a estas salas. Não somos obcecados

por levar mais Altices arenas ou fóruns ao país. Tem

de ser com este princípio de apoiar a cultura de forma

aberta, mas também com um selo de qualidade que é

fundamental e dentro de limites de razoabilidade, porque

não temos espaço no nosso país para ter muitas

salas desta dimensão.

experiências únicas de enriquecimento da comunidade

educativa. O exemplo que temos tido deste projeto é

um exemplo de como estamos a contribuir. Temos, na

Madeira em particular, um conjunto de iniciativas muito

vastas. Tudo o que tem que ver com o apoio à rede de

bibliotecas escolares tem sido uma preocupação, estimular

os hábitos de leitura… O balanço do projeto não

podia ser mais positivo, inserido neste ecossistema de

apoio à educação mais lato. O futuro é continuarmos a

ter projetos como este, que estimulem os hábitos de

leitura, por um lado, e a transformação do ambiente

educacional. Não há uma métrica específica de quantos

mais alunos queremos ter, há uma meta, sim, de

Responsável sublinha a importância da Altice Arena para a cultura

PME Mag. – Na educação, o projeto “Todos podem

Ler” já beneficiou mais de 1400 estudantes na Madeira.

Que balanço faz e quais as metas para 2019?

A. F. – O balanço é superpositivo, como disse, tudo o

que tem que ver com educação é uma preocupação.

Da mesma forma como falávamos em transformação

digital da sociedade, entendemos que estamos num

momento de viragem também do sistema e do modelo

educacional nacional. O nosso objetivo é transformar

as escolas, da mesma forma como hoje já levamos

educação através da teleaula a alunos, seja por dificuldades

de distância, seja por limitações do ponto de

vista físico. É este tipo de transformação que queremos

levar. Levarmos tablets e conseguirmos digitalizar os

conteúdos pedagógicos para entregar aos alunos. É

este modelo de levarmos a Khan Academy, uma plataforma

da Fundação PT e futuramente Fundação Altice,

de conseguirmos levar a maior plataforma online de

ensino, neste caso de matemática, aos alunos e termos

10

continuarmos a contribuir e de estarmos ao lado, entre

outras instituições, da Direção-Geral da Educação,

que tem sido um parceiro extraordinário.

PME Mag. – Como está a Altice Labs trabalhar ao

serviço das PME?

A. F. – Quando falávamos do grande desafio de as PME

se transformarem digitalmente, de automatizarem, digitalizarem

processos, acho que é utópico pensar que

o tecido das PME portuguesas tem uma estrutura de

sistemas de informação, um diretor de sistemas de informação

– não tem. Muitas vezes tem o sobrinho, o

neto, curioso, que conhece umas coisas de informática

e que vai dar uma ajuda. A Altice Labs tem vindo a

trabalhar, desde projetos muito mais amplos e tecnólogos,

até pequenas soluções que permitem digitalizar

processos que podem ser aplicados a vários setores

de atividade. A Altice Labs funciona como este quartel


JANEIRO 2019

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PME Mag. – Quais os planos do grupo para os próximos

anos?

A. F. – Temos de pensar a duas velocidades: pensar

naquilo que é o curto e o médio prazo, somos uma

empresa que procura crescer e que procura endereçar

rentabilidade para os acionistas, é isso que qualquer

empresa deve sempre almejar no curto prazo. A boa

notícia é que estamos a crescer, temos vindo a crescer

quarter on quarter, temos vindo a crescer quotas de

mercado e somos líderes em praticamente todos os setores

em Portugal, só um subsetor em que ainda não

somos líderes, mas vamos sê-lo com certeza. Estamos

a trabalhar para esse mesmo crescimento e a nossa

estratégia é a três anos, para alcançar já no segundo

ano, que é 2019. Dito isto, temos de ter uma visão de

longo prazo, dentro daquilo que é a Altice Labs existe

um conceito de smart living, que é o conceito de nós

pensarmos qual é o next step, quais são os próximos

passos da transformação. Acredito, profundamente,

que uma das principais moedas de troca no futuro

será o tempo, o tempo e a felicidade. Aquilo que procuramos

enquanto cidadãos, empresários, membros

de organizações, é termos mais tempo para nós, para

a família, amigos, para os nossos hobbies e aquilo que

procuramos é sermos mais felizes: sermos mais felizes

na nossa vida pessoal, ou porque as nossas empresas

e as nossas organizações crescem e prosperam. Este

é o papel da tecnologia. O meu background é tecnológico,

sou engenheiro de formação, mas acredito que

a tecnologia não pode ser, de maneira nenhuma, um

fim. Tem de ser um meio para atingirmos este fim. O

smart living é exatamente isto. É pensarmos, tecnologicamente,

como é que podemos melhorar a vida das

pessoas, como é que automatizamos uma casa, porgeneral

de inovação no sentido de desenvolver tecnologia,

mas surge dentro do contexto da Altice, porque

não é apenas desenvolver tecnologia para uma lógica

de operador, mas também para uma lógica de soluções

ao mercado. Hoje, aquilo que talvez no passado não

funcionaria tão bem e aquilo que depois conseguimos

colocar ao serviço é uma relação muito próxima entre

a área empresarial, em particular da Altice Portugal, a

trabalhar lado a lado com os quase 700 engenheiros da

Altice Labs que temos a partir de Aveiro e, hoje, também

espalhados no país. É deste cruzamento que somos

capazes de, não apenas responder às necessidades

específicas com software, mas também com hardware.

A caixa que leva fibra ótica a casa dos portugueses no

mercado residencial, que é made in Portugal, 100% desenvolvida,

inventada e fabricada em Portugal, e que

hoje está também nos Estados Unidos ou em França, a

mesma caixa, produzida por engenheiros portugueses,

de raiz e produzida em fábricas em Águeda, este é um

exemplo claro da tecnologia made in Portugal, chega

também às PME. Aquilo que fizemos com o projeto de

fibra ótica foi democratizar o acesso à conectividade

de banda larga a custos acessíveis. No passado, uma

ligação ponto a ponto de fibra ótica podia custar vários

milhares de euros por mês e uma PME não pode

suportar estes custos. Esta lógica de GPON da fibra

que temos em nossa casa, uma fibra splitada, como se

costuma dizer, permitiu democratizar o acesso. Hoje,

“A caixa que leva fibra ótica a casa

dos portugueses no mercado

residencial é made in Portugal,

100% desenvolvida, inventada

e fabricada em Portugal”

um cabeleireiro, um gabinete de contabilidade, um escritório

de advogados consegue ter conectividade na

casa das poucas centenas de euros, ou nalguns casos

até de dezenas de euros por mês e ter banda larga com

qualidade e capaz de suprir as suas necessidades. Estas

caixas desenvolvidas pela Altice Labs estão presentes

em muitas das PME onde levamos conectividade.

É uma forma de contributo. Por fim, a Altice Labs

tem um papel que é o da inovação moderna. Não basta

esperarmos que os nossos clientes saibam qual é a

real necessidade do ponto de vista tecnológico, eles só

sabem que têm um problema. O nosso trabalho é antecipar

essas necessidades, é olhar para as dezenas,

centenas de milhares de clientes que temos no mundo

empresarial e podermos ser capazes de antecipar,

fruto da experiência que temos noutros clientes, as

necessidades de um determinado cliente e dizer-lhe:

“Por que não ir por aqui? Por que é que não vamos automatizar

este processo de negócio”. Muitas vezes, a

gestão de uma microempresa não tem na sua prioridade

olhar de forma crítica para estes processos e a Altice

Labs aí ajuda pela experiência que tem. A Altice Labs,

hoje, vende produtos e serviços para 35 países em

quatro continentes e chega a 250 milhões de pessoas.

Alexandre Fonseca é formado em Engenharia Eletrotécnica

11


figura de destaque

que permite dispensarmos mais tempo para não estarmos

preocupados com alguns processos manuais que

temos hoje. Como é que na nossa empresa eu posso

melhorar a rentabilidade, ter mais tempo para refletir

e para pensar enquanto gestor, sem ter de estar a

fazer um conjunto de tarefas repetitivas. Aí, entram

tecnologias como inteligência artificial, deep machine

learning, realidade aumentada, estas são tecnologias

que estamos de forma mais disruptiva a olhar. E outras,

no futuro, como o 5G, que permitirão introduzir maior

felicidade e mais tempo na vida das pessoas.

PME Mag. – Como é que gere o seu dia e que conselhos

pode partilhar com outros gestores?

A. F. – Ser presidente executivo de uma das três maiores

empresas nacionais obriga a ter um nível de envolvimento

e de dedicação a este projeto que é grande.

Tenho o gosto, o prazer de estar neste projeto e liderar

esta empresa e ser algo, ao mesmo tempo, que me

motiva, não só me orgulha, mas também me faz muito

feliz. Obviamente, é fundamental balancear a nossa

vida profissional com a vida familiar, procuro fazê-lo.

Gosto imenso e o meu hobby favorito é estar com a minha

família, com a minha esposa e o meu filho e termos

tempo de qualidade para podermos disfrutar daquilo

que esta sociedade digital nos pode oferecer. Tenho

de fazer esse balanço, tenho características que vêm

do tempo da consultoria, sou uma pessoa extraordinariamente

metódica, organizada e tento sempre garantir

um conjunto de rotinas que me permitem realizar

as tarefas necessárias, mas também ter a disciplina de

parar para pensar. Essa é uma recomendação que muitas

vezes faço a jovens que acompanho. Muitas vezes,

estamos tão embrenhados na nossa vida, nos nossos

desafios profissionais, que nos esquecemos que existe

a necessidade de, como qualquer máquina ou carro,

reabastecer. O nosso reabastecimento tem de ser a

nossa realização pessoal enquanto cidadãos, enquanto

pessoas. É fundamental que tenhamos tempo para

respirar, para desfrutar da nossa vida, no caso específico

de Portugal, desfrutar deste nosso clima, da nossa

tranquilidade que Portugal oferece e esse é um ponto

fundamental. Quando tenho necessidade de parar uma

ou duas horas, ou uma manhã, faço-o. Acho que é esse

momento que nos inspira para as grandes decisões.

Não conseguimos estar sempre sob pressão e decidir

sempre bem sob pressão e isso só se faz sendo capaz

de ter uma disciplina forte e impondo-nos a nós próprios

a capacidade de pararmos um pouco, refletirmos

e recomeçarmos.

Alexandre Fonseca

Alexandre Fonseca nasceu em Lisboa e tem 44 anos.

Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tem

uma pós-graduação em Gestão de Vendas e Marketing pelo

Team View Institute, Lisboa.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, Alexandre

Fonseca trabalha com o Grupo Altice desde 2012. Na

Portugal Telecom é CEO desde novembro de 2017. É também

o responsável executivo da Altice Labs Portugal, unidade de

investigação e desenvolvimento para o Grupo Altice em todo

o mundo baseada em Portugal.

De junho de 2015 a novembro de 2017 foi CTO da Portugal

Telecom. Anteriormente, foi CEO da ONI Portugal e

ONI Moçambique, e foi CTO e membro do conselho de

administração da Cabovisão. Entre 1995 e 2007, trabalhou

em gestão estratégica e consultoria na indústria de sistemas

de informação e telecomunicações, em Portugal e em

projetos internacionais, com empresas como Coopers &

Lybrant, PriceWaterhouseCoopers e IBM.

Membro de diversas associações do setor de

telecomunicações e IT, colabora com entidades, como

consultor sénior, nas áreas de gestão de projetos, estratégia

e comunicação. É orador/professor convidado em iniciativas

privadas e académicas nestas áreas.

12


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

13

PT-BIO-03

Agricultura Portugal


CASOS DE SUCESSO

ENERGIA PORTUGUESA

CADA VEZ MAIS VERDE

Instalação fotovoltaica na Energia Simples na empresa Silvinhas, Oliveira de Azeméis

Ana Rita Justo

Energia Simples

A Energia Simples nasceu em 2014. É 100% portuguesa e continua a ganhar escala no mercado liberalizado de

comercialização de energia elétrica. A energia renovável é a sua imagem de marca.

A energia renovável é, cada vez mais, uma tendência

e o mercado liberalizado caminha nesse sentido. Foi

assim que, em 2014, nasceu, no Porto, a Energia Simples,

marca da PH Energia para a comercialização de

energia.

“A empresa tem sede no Porto e foi criada por um grupo

de profissionais de renome da área de energia, engenharia

e tecnologia, que tinham em comum um conjunto

de preocupações, tais como a eficiência energética,

a sustentabilidade ambiental e a ética empresarial”,

começa por dizer o CEO, Manuel Azevedo.

Entre os objetivos da empresa portuense estava o de

“trazer para o mercado de comercialização novos modelos

de negócio para a eletricidade e acompanhar as

transformações tecnológicas” dos novos tempos.

O crescimento tem sido exponencial e, só em 2017, a

Energia Simples conseguiu um volume de negócios de

101,4 milhões de euros, ocupando assim “a sétima posição

entre as maiores empresas do mercado liberalizado

na quota de consumo”.

Tendo em conta as estimativas de resultados de 2018,

o CEO adianta que a empresa já chega a 19.500 clientes,

contando com 760 Gwh de energia vendida, 30

Gwh de gás vendido e um “crescimento aproximadamente

de 148%". Quanto ao volume de negócios, es-

14

pera-se que tenha atingido os 240 milhões de euros no

ano que agora terminou.

A ORIGEM INTERESSA

Oferecer uma solução com um “mix energético diferenciado”

é o objetivo da energética. Por ter acordos de

compra de energia (PPA) com produtores independentes,

a Energia Simples “produz cerca de 10% da eletricidade

que o total dos seus clientes consome. Esta

energia é adquirida a diferentes centrais de produção

de fonte solar, eólica ou mini-hídrica, sendo um fator

diferenciador para quem consome.

“Quer no setor residencial, quer empresarial, há uma

preocupação cada vez maior com a origem renovável”,

diz, acrescentando que é uma “mudança cada vez mais

global nessa procura pela sustentabilidade e partilha

da responsabilidade”.

“Quer no setor residencial, quer

empresarial, há uma

preocupação cada vez maior

com a origem renovável”

Manuel Azevedo adianta que, no mercado residencial,

a energia é renovável já “por definição”: “Muitos clientes

do tecido empresarial português também já op-


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

taram por aderir a planos que oferecem energia 100%

renovável, demonstrando a sua procura por soluções

amigas do ambiente, como compromisso com os seus

clientes, fornecedores e meio em que se inserem.”

As soluções de autoconsumo, com a instalação de painéis

fotovoltaicos nas próprias empresas, é já uma realidade

para alguns clientes da Energia Simples.

ESPANHA PARA CONSOLIDAR

Depois da consolidação no mercado português, Espanha

foi o próximo destino, país esse onde a Energia

Simples espera ter terminado o ano de 2018 com mil

clientes e 100Gwh de energia comercializada, o equivalente

“a uma faturação de cinco milhões de euros”,

adianta o responsável.

Além de querer agora consolidar o mercado espanhol,

a Energia Simples tem ainda a ambição de “expandir e

replicar o modelo de negócio por toda a Europa”.

“Poderemos vir a expandir as nossas operações para

outros países, nomeadamente para a Alemanha, embora

ainda não tenhamos nada definido. Para já, pretendemos

continuar a crescer em Portugal e consolidar

o nosso posicionamento em Espanha.”

Mas os projetos não se ficam por aqui: ainda em 2019,

a Energia Simples tem como objetivo lançar uma plataforma

para a compra e venda de energia elétrica. A

ECOENE fará com que os clientes possam “comprar

energia diretamente a qualquer produtor de eletricidade

em Portugal que disponibilize eletricidade a clientes

finais na plataforma”.

energética, diretamente e sem intermediários”, advoga

Manuel Azevedo.

Para o futuro, o CEO da Energia Simples aponta “desafios

interessantes” para o mercado da energia, tendo

em conta os avanços das novas tecnologias e de outras

tendências, como a inteligência artificial, criando

oportunidades diferentes para o setor.

“A tecnologia existente neste momento está madura e

tem a capacidade de criar redes energéticas de muito

maior flexibilidade e eficiência, ultrapassando o tradicional

dilema de produzir em continuidade para picos

de utilização”, sublinha o responsável.

“A Energia Simples sente que tem oportunidade de estar

presente em todas essas transformações em Portugal

e não só. É isso que pretendemos.”

“Muitos clientes

do tecido empresarial

português também já

optaram por aderir

a planos que

oferecem energia

100% renovável”

Manuel Azevedo

CEO da Energia Simples

“Dessa forma, todos ficam a ganhar, pois estes sabem

a origem da sua energia, podendo especificar o centro

de produção de energias de fonte renovável como eólica,

mini-hídrica ou solar, apoiando e incentivando de

forma direta a produção descentralizada de energias

renováveis, a qualquer escala, por grandes e pequenos

produtores. O consumidor de energia elétrica, particular

ou empresarial, pode assim fazer parte da revolução

15


INVESTIMENTO

COESÃO TERRITORIAL COMO FATOR

DE COMPETITIVIDADE PARA AS PME

Jesper Carvalho Andersen e Ricardo Moutinho, JR Partners

JR Partners

As políticas de centralização e polarização da economia

portuguesa têm vindo a limitar o seu potencial de

crescimento (i.e., o PIB potencial). A própria região de

Lisboa e Vale do Tejo, apesar de contemplar cerca de

2,81 milhões de habitantes, não consegue assumir-se

como um verdadeiro centro económico à escala da Península

Ibérica.

A título de exemplo, uma empresa localizada em Madrid

consegue oferecer aos fatores de produção tradicionais

(Capital e Trabalho) uma remuneração 1,65

vezes superior, comparativamente ao que oferece uma

empresa semelhante, mas localizada em Lisboa. Esta

situação traduz-se, inevitavelmente, na fuga desta

região de capital humano, sobretudo o mais qualificado

e produtivo, e no decréscimo do investimento,

quer público, quer privado, nacional ou estrangeiro.

Por outro lado, estamos perante um verdadeiro cenário

de inverno demográfico, uma vez que os territórios

de baixa densidade abrangem, aproximadamente, 82%

de Portugal Continental, concentrando apenas 44% da

respetiva população, da qual 21% é constituída por cidadãos

com 65 e mais anos de idade.

A par do envelhecimento, regista-se uma acentuada

tendência para o agravamento do fenómeno de desertificação.

Cerca de 63% dos jovens portugueses até

aos 14 anos de idade residem em áreas rurais. Posteriormente,

entre os 15 e os 24 anos, apenas 49% dos

jovens permanecem na região de origem. Em média,

entre os 25 anos e os 29 anos de idade apenas 22% da

população permanece nos territórios rurais de onde é

natural. Esta trajetória descendente de naturais que

residem nas regiões predominantemente rurais, à medida

que a idade vai aumentando, reflete a ausência

“Estamos perante um inverno

demográfico, uma vez que os

territórios de baixa densidade

abrangem 82% de Portugal

Continental”

de oportunidades de carreira capazes de fixarem a população

jovem. Acresce que nos municípios inseridos

em territórios rurais, o ganho médio mensal é cerca de

25% inferior ao auferido nas áreas urbanas, o que demonstra

a incapacidade do seu tecido económico em

16

Ricardo Moutinho e Jesper Carvalho Andersen

absorver e remunerar condignamente a população ativa,

bem como em captar fluxos de investimento direcionados

para setores não transacionáveis.

Este diferencial de rendimentos face aos principais

centros económicos afeta, sobretudo, a capacidade

de retenção dos quadros mais qualificados, na medida

em que o prémio remuneratório em função do nível

de formação académica é 33% inferior nas economias

de base rural comparativamente às urbanas. Os elevados

custos de contexto e a ausência de economias

de escala reforçam a convicção de que o aumento da

acessibilidade económica nos territórios periféricos de

base rural e baixa densidade populacional só poderá

ocorrer por intermédio da implementação de setores

transacionáveis, dotados de elevado valor acrescentado

e ancorados nas fileiras tradicionais.

É neste contexto que emerge o conceito de Especialização

Inteligente. As Estratégias Regionais de Especialização

Inteligente baseiam-se num processo concertado

de formulação dos “eixos estratégicos” que

irão dinamizar o desenvolvimento económico de cada

região e que consiste, essencialmente, no planeamento

das apostas e intervenções de política pública. A

elaboração de estratégias diferenciadas – em função

das características específicas de cada região – constitui

uma condição prévia (i.e., ex-ante) estabelecida

na regulamentação comunitária para o atual período de

programação. Este paradigma assenta no princípio basilar

de que a inovação e a competitividade das regiões


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

concertado entre a administração local e demais stakeholders

da inovação, nomeadamente instituições de

ensino superior, comunidade científica e tecnológica e

tecido empresarial, com particular incidência nas PME.

fundem-se nos recursos e ativos existentes no seu território,

devendo-se concentrar recursos nos domínios

e atividades económicas em que exista ou possa reunir-se

massa crítica relevante.

“As Estratégias Regionais

de Especialização Inteligente

destinam-se a fazer face

aos desafios da globalização”

Sublinha-se, assim, a necessidade de as regiões reavaliarem

o seu posicionamento competitivo em função

do mercado global e da sua capacidade de afirmação

internacional, tendo subjacente o princípio de que não

podem ser excelentes em tudo. As Estratégias Regionais

de Especialização Inteligente destinam-se a fazer

face aos desafios introduzidos pela globalização –

materializados na terciarização da economia e no desvio

dos capitais da economia real para ativos financeiros

– por intermédio da implementação de estratégias

de “coping” com os constrangimentos, recursos e potencialidades

endógenas. Os instrumentos disponíveis

visam fomentar um melhor ajustamento entre a capacidade

instalada em termos científicos e tecnológicos

e as necessidades do tecido empresarial. Esta abordagem

permite, por outro lado, concretizar oportunidades

de crescimento económico a nível regional e colmatar

“falhas de mercado” à escala europeia. Por este

motivo, a implementação das Estratégias Regionais de

Especialização Inteligente deverá envolver um esforço

Pretende-se que o processo de alinhamento estratégico

– entre os atores existentes em cada região –

assuma um papel decisivo na concretização da nova

política de coesão, abrangendo, para esse efeito, uma

parte significativa das medidas previstas no Horizonte

2020. A definição de uma shortlist de intervenções de

política pública é uma pré-condição para as regiões e

respetivos Estados-membros acederem aos recursos

provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento

Regional (FEDER), nomeadamente na vertente de alavancagem

ao investimento público em investigação,

inovação e desenvolvimento tecnológico.

Numa conjuntura adversa, marcada pela imposição de

políticas macroeconómicas transversais, a Comissão

Europeia (CE) considera que a Europa necessita de

políticas públicas capazes de responder eficazmente

“A definição de uma shortlist de

intervenções de política pública é

uma pré-condição para as regiões

acederem aos recursos do FEDER”

às condições microeconómicas de cada região. Neste

sentido, com o intuito de reforçar a coesão territorial

nas regiões menos desenvolvidas, a CE irá disponibilizar

um envelope financeiro de 240 mil milhões de euros

por intermédio do Banco Europeu de Investimento

(BEI). Este envelope financeiro será gerido pelas Comunidades

Intermunicipais (CIM), destinando-se à

constituição de Agências de Investimento para apoiar

o tecido económico local, sendo peça fundamental no

Quadro Comunitário de Apoio (QCA), pós-2020.

17


INVESTIMENTO

REVITALIZAÇÃO, FUSÃO

E AQUISIÇÃO – BENEFÍCIOS FISCAIS

António Fernando Ribeiro e Sandra Laranjeiro

dos Santos, LS Advogados

LS Advogados

O mundo empresarial, enquanto motor da economia,

está, hoje, sujeito a uma panóplia de situações que

obrigam à adopção de medidas tendentes à manutenção

do seu escopo. Tal dinâmica leva o legislador a

consagrar diversos mecanismos de resposta adequada

às necessidades particulares de cada entidade, incentivando

e dinamizando o tecido empresarial, desta feita

através de incentivos fiscais – vejamos os mesmos:

O Código da Insolvência e da Recuperação de

Empresas (CIRE) 1 prevê dois processos judiciais de recuperação

de empresas;

O processo insolvencial com plano de insolvência

e o processo especial de revitalização.

O primeiro é aplicável a devedores em situação de insolvência

ou equiparada (insolvência iminente). O segundo

destina-se a empresa que esteja em situação

económica difícil ou em situação de insolvência meramente

iminente. No primeiro, o plano de recuperação

pode, designadamente, visar a adopção de medidas

com incidência no passivo (v.g., o perdão e redução

de créditos, a modificação dos prazos de vencimento,

a constituição de garantias, a cessão de bens aos

credores), a redução do capital social, nas sociedades

comerciais, para cobertura de prejuízos, o aumento de

capital social, a alteração do ato constituinte da sociedade,

a transformação do tipo social, a alteração dos

órgãos sociais, a exclusão de sócios, o saneamento por

transmissão, i.e., a constituição de uma ou mais sociedades

destinadas à exploração do(s) estabelecimento(s)

adquirido(s) à massa insolvente. No segundo, o

plano conducente à revitalização pode conter quaisquer

providências não proibidas por lei, como as acabadas

de referir. Sendo que a maior vantagem do PER

é a possibilidade de a empresa obter um plano de recuperação

sem ser declarada insolvente. O novo PER é

marcado pela voluntariedade, informalidade, consensualidade,

transparência, contraditório e celeridade.

O CIRE prevê a aplicação de alguns benefícios fiscais,

nomeadamente isenções no âmbito dos impostos sobre

o rendimento, no IMT e no Imposto de Selo, visando-se

a aceleração e o facilitar da satisfação dos interesses

dos credores, bem como a efetiva recuperação

das entidades sujeitas à sua disciplina.

António Fernando Ribeiro e Sandra Laranjeiro dos Santos, LS Advogados

Consagra, ainda, o legislador o Regime Extrajudicial

de Recuperação de Empresas (RERE) 2 , o qual regula

os termos e os efeitos das negociações e do acordo e

reestruturação que seja alcançado entre um devedor e

um ou mais dos seus credores, na medida em que os

participantes manifestem, expressa e unanimemente,

a vontade de submeter as negociações ou o acordo de

reestruturação ao referido regime.

Enquanto medidas complementares de recuperação de

empresas, surgem, hoje, o Regime Simplificado de Aumento

de Capital Social por Conversão de Suprimentos

3 e o Regime Jurídico de Conversão de Créditos em

Capital 4 .

Além da reestruturação de passivos, com vista à dinamização

do iter societário, os mecanismos da fusão e

aquisição – operações de reestruturação empresarial

que visam a criação de valor para os sócios e empresas

envolvidas.

Nestes casos e considerando que há a “unificação” de

um ativo e passivo de duas ou mais entidades, o legislador

promoveu a consagração de um regime especial,

denominado de regime de neutralidade fiscal,

que contém um conjunto de benesses tributárias em

comparação com as regras gerais, mas cuja aplicação

depende da observância de exigentes requisitos materiais,

formais e contabilísticos. O qual visará o diferimento

de tributação de mais-valias, ou mesmo a isenção

de tributação de certas mais-valias, a transmissão

de prejuízos fiscais, a transmissão de benefícios fiscais

e dedutibilidade dos gastos de financiamento.

São estes, em traços gerais, os benefícios fiscais, concedidos

em caso de revitalização, fusão ou aquisição

de empresas.

1 Aprovado pelo D.L. n.º 53/2004, de 18 de Março;

2 Aprovado pela Lei n.º 8/2018, de 2 de Março;

3 V.arts. 87.º e ss. do Cód. das Sociedades Comerciais;

4 Aprovado pela Lei n.º 7/2018, de 2 de Março.

18


APRESENTAÇÃO DA 11ª EDIÇÃO

DA PME MAGAZINE COM A PALESTRA DE

Alexandre

23 DE janeiro | DAS 18H àS 21H

FÓRUM TECNOLÓGICO | Lispolis

Estrada Paço do Lumiar 44, 1600-546 Lisboa

| EXPOSIÇÃO E NETWORKING

| ENTRADA GRATUITA

Para participar e divulgar a sua PME na área de networking

e ou na revista, contacte: publicidade@pmemagazine.com

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INTERNACIONAL

"O ISQ É, JÁ HOJE, UMA EMPRESA GLOBAL"

Ana Rita Justo

ISQ

O processo de internacionalização do ISQ conta agora

com uma nova geografia: o Cazaquistão. Para o presidente,

Pedro Matias, esta é uma oportunidade para o

grupo português se afirmar num “país moderno e sofisticado”.

PEDRO

Matias

PME Magazine – Como surgiu a oportunidade de internacionalizar

para o Cazaquistão?

Pedro Matias – A nossa aproximação ao mercado do

Cazaquistão data de 2013, altura em que o Grupo ISQ

explorava o mercado da região na área de energia e Oil

& Gas. Depois, fomos também convidados para integrar

as 12 entidades que avaliaram as mais de 50 propostas

para o conceito e arquitetura da exposição Universal

Expo Astana 2017, onde se mostraram as mais modernas

tecnologias e inovações sobre a temática da “Energia

do Futuro”. O ISQ foi convidado na sequência da sua

experiência em eventos como a Expo98, o Euro 2004

ou o Euro 2008, na área da construção sustentável.

Desde então, o ISQ operou associado a empresas de

engenharia na área do petróleo e do gás, tendo prestado

serviços na região do Mar Cáspio. Com o tempo,

temos vindo a aperceber-nos das enormes potencialidades

que o Cazaquistão pode proporcionar em diversas

áreas onde o ISQ é muito forte e competitivo: Oil

& Gas, centrais termoelétricas, infraestruturas, minas.

Daí termos agora decido começar a operar diretamente

no Cazaquistão através da abertura de uma empresa lá.

PME Magazine – Porquê este país?

P. M. – O Cazaquistão é um país moderno e sofisticado

e tem mostrado uma pujança económica muito interessante.

Há vários projetos de investimento a decorrerem

no país e para os quais podemos ser parceiros nas nossas

áreas de competência. O que já fazemos em muitas

regiões do globo podemos também fazer com mais

permanência no Cazaquistão.

PME Magazine – Em que moldes vai dar-se a internacionalização?

P. M. – Queremos ter presença nas nossas áreas core e,

do ponto de vista de abordagem do mercado, julgamos

que o que faz mais sentido é fazê-lo através da criação

de uma empresa em parceria com um sócio local. Após

vários meses de estudo de mercado e de diversas reuniões

chegámos a acordo com o nosso sócio.

PME Magazine – Que atividades esperam desenvolver

no Cazaquistão?

P. M. – Há vários investimentos a serem desenvolvidos

no Cazaquistão em áreas como infraestruturas,

pipelines, Oil & Gas, refinarias, redes de energia, ener-

20

Pedro Matias, presidente do ISQ


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

gias renováveis, mineração, indústrias de processo…

O ISQ pode colocar as suas competências ao serviço

destas indústrias. No setor aeronáutico, por exemplo,

e na área aeroespacial, tendo em conta a experiência

do Grupo ISQ no Centro Espacial Europeu (ESA), na

Guiana Francesa, poderemos até abordar também este

setor para eventuais serviços no Porto Aeroespacial de

Baikonur. Este é o centro de lançamento espacial mais

antigo do mundo: é daqui que são feitos os lançamentos

da maioria das naves espaciais russas. Esta área

não é a prioridade imediata, mas, no futuro, poderão

também surgir oportunidades.

“O Cazaquistão é um país moderno

e sofisticado e tem mostrado

uma pujança económica muito

interessante”

PME Magazine – Têm algum projeto mais imediato

em vista?

P. M. – Estudámos já o mercado do Cazaquistão e sabemos

onde vamos fazer algumas apostas, mas estamos

ainda na fase de criação da empresa e qualificação

da mesma para poder concorrer aos vários concursos e

depois apresentar propostas.

PME Magazine – Como se insere a operação no Cazaquistão

dentro do Grupo ISQ?

P. M. – O ADN do ISQ sempre foi a internacionalização.

O que fazemos, e bem, em Portugal podemos fazê-lo

em qualquer lado do mundo. É essa a nossa ambição e

desafio. Nesse sentido, encaramos a operação no Cazaquistão

como mais uma daquelas que temos feito ao

longo de 50 anos em muitos países.

PME Magazine – Em que cidade vão instalar-se e

para quando está prevista a abertura?

P. M. – A empresa estará sediada em Astana e poderá

vir a ter delegações em várias regiões do Cazaquistão.

Aliás, o objetivo desta empresa não é unicamente

o mercado do Cazaquistão, mas também daqui poder

operar para outros mercados. Daí o próprio nome da

empresa ser ISQ-Eurásia.

PME Magazine – Têm mais geografias em vista para

2019?

P. M. – O Grupo ISQ está presente em diversas geografias,

como Espanha, Noruega, Angola, Guiana Francesa,

Macau, Timor-Leste, Brasil, Emirados Árabes

Unidos, Argélia e Turquia. No âmbito da nossa estratégia

de internacionalização, sempre que detetarmos

oportunidades que se coadunem com a nossa expertise

nos vários setores de atividade em que atuamos, o ISQ

pode estar presente diretamente ou através de parceria

com empresas locais. O ISQ é, já hoje, uma empresa

global, a operar em várias geografias e para grandes

multinacionais. Temos 1400 Colaboradores, 800 em

Portugal e 600 espalhados por todo o mundo. O que

fazemos em Portugal e no mundo, e que é reconhecido

como de excelência, podemos fazer também noutras

geografias.

CONHECER A ECONOMIA CAZAQUE

O Cazaquistão tem uma das mais fortes economias

da Ásia Central. Apoiada pelo aumento da produção

e dos preços do petróleo, a economia cresceu

durante vários anos a uma média de 8% ao ano. O

país foi a primeira ex-república soviética a pagar

toda a sua dívida para o Fundo Monetário Internacional,

sete anos antes do programado.

Astana é a capital do Cazaquistão

Outras grandes exportações do Cazaquistão incluem trigo, produtos têxteis e pecuária.

O Cazaquistão atingiu o seu objetivo de ser um dos 50 países mais competitivos em 2013 e tem mantido

uma posição competitiva no Relatório de Competitividade do Fórum Económico Mundial.

Tem uma oferta abundante de recursos minerais e de reservas de combustíveis fósseis acessíveis. O desenvolvimento

da extração de petróleo, gás natural e minerais, como potássio, tem atraído a maior parte

dos mais de 40 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros feitos no país nos últimos anos.

O Cazaquistão conta com um Porto Aeroespacial, o Cosmódromo de Baikonur. Este foi o primeiro e a

maior base de lançamentos de foguetes do mundo. Está em operação desde a década de 1950 e foi de lá

que foram lançadas diversas missões espaciais importantes e históricas, como o primeiro satélite artificial,

o Sputnik 1, e o voo orbital de Yuri Gagarin, assim como as missões Soyuz.

Apesar da dissolução da União Soviética, o Cosmódromo de Baikonur continuou a ser usado pela Rússia.

21


AMBIENTE

NEYA LISBOA HOTEL:

SUSTENTABILIDADE PASSO A PASSO

Denisse Sousa

Neya Lisboa Hotel

Criado com o intuito de ser um projeto sustentável, o Neya Lisboa Hotel é um exemplo de como a sustentabilidade

pode ser trabalhada e mantida desde a sua ideia inicial. Conversámos com Pedro Teixeira, responsável

de Qualidade, Ambiente e Segurança do Neya Lisboa Hotel sobre o que é preciso para manter e gerir um projeto

turístico 100% amigo do ambiente.

O Neya Lisboa Hotels abriu em setembro

de 2011 e, desde início, foi

pensado pelos seus responsáveis

como um hotel 100% sustentável. A

ideia partiu da administração, que por

razões culturais e pessoais, quis abrir

um hotel minimizando o seu impacto

ambiental.

“O hotel foi construído para ser sustentável.

Ou seja, é um hotel que tem

reduzidos consumos energéticos,

água e separação de resíduos e uma

forte ação social. E, desde o início,

quer funcionar integrado na sociedade

envolvente, ou seja, na rua e

na cidade onde está”, explica Pedro

Teixeira, responsável de Qualidade,

Ambiente e Segurança do Neya Lisboa

Hotel.

Com 76 quartos, empregando 40 colaboradores

em todas as suas áreas,

a unidade inclui alojamento com pequeno-almoço,

o restaurante Viva

Lisboa, um spa e quatro salas para

eventos.

Recentemente, recebeu a certificação

Carbono Zero, o que quer

dizer que sabe objetivamente

quantas emissões de dióxido de

carbono (CO2) emite e que tem de

compensar.

“Além de já termos emissões reduzidas

de carbono, porque as

emissões estão associadas ao

consumo energético e outros,

calculámos as nossas emissões

e compensámo-las. Desta forma,

estamos a contribuir para a mitigação

das alterações do clima e

do aquecimento global”, adianta

Pedro Teixeira.

Neya Lisboa Hotel foi inaugurado em setembro de 2011

De forma simbólica, em novembro,

foram também plantados 50 castanheiros

bravos pela administração

do Neya, no mesmo parque.

Além disso, o hotel possui sistema

de gestão de qualidade, ambiente

e segurança certificado segundo as

normas ISO 14001, ISO 9000 e OH-

SAS 18001 desde dezembro 2014.

Bem como, a certificação Green Key

(maio de 2014), os selos de responsabilidade

social e ambiental da

Associação de Hotelaria em Portugal

(outubro 2015) e a certificação

Green Leaders to Trip Advisor (setembro

2014).

Aqui, sustentabilidade é a palavra de

ordem e a mesma espelha-se em vários

setores. Ao nível ambiental, desde

a sua abertura que o hotel aposta

na eficiência energética, do consumo

de água e separação dos resíduos.

Com todas estas medidas, o Neya

Lisboa conseguiu, em 2017, uma taxa

de separação de resíduos de 69,7%,

o que fez com que a Câmara Municipal

de Lisboa convidasse o hotel para

parceiro no projeto europeu Urban

Waste, para redução dos resíduos em

destinos turísticos.

22

Esta certificação obtém-se calculando

as emissões de CO2 associadas

ao consumo energético,

de água, à produção de resíduos

e às deslocações. Em 2017, o hotel

gerou cerca de 280,7 toneladas

de carbono, o que equivale à compensação

da plantação de 0,580

hectares. Isto levou a que fossem

plantados 700 pinheiros mansos,

no Parque Natural da Serra de São

Mamede.

Pedro Teixeira, responsável de Qualidade,

Ambiente e Segurança do Neya Lisboa Hotel


JANEIRO 2019

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OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE

O investimento necessário para soluções técnicas que

possibilitem a redução do impacto ambiental e uma

gestão no dia-a-dia de todos estes impactos ambientais

apresentam alguns custos, desde gestão dos resíduos,

análises à água, análises ao ar, mas há um retorno.

“Se consumirmos menos água, menos eletricidade,

menos gás, menos químicos, evitarmos erros e multas,

tudo é redução de custos e há um retorno. Outro desafio

é o pessoal, os resultados dependem dos utilizadores.

Por isso, outro desafio é sensibilizar os hóspedes e

colaboradores a atingir este objetivo.”

Aos colaboradores esta informação chega através de

ações de formação e cursos para gestão de energia. Já

aos hóspedes, quer seja através do website, do Facebook

ou na brochura nos quartos, há informação sobre

os baixos consumos energéticos, que resumem toda a

informação sustentável do edifício e apelam à participação

dos hóspedes. No entanto, o papel dos hóspedes

não fica só por aqui.

“Fazemos uma monitorização de duas situações em

que tentamos perceber o comportamento dos hóspedes:

a separação de resíduos onde efetuamos uma

verificação nos quartos para saber qual a quantidade

de quartos em que as pessoas separam os resíduos;

20 painéis solares

Sistema de climatização

Sistema de VRV – Variable Refrigerant Volume

Desliga automaticamente

quando as janelas do quarto são abertas

Luzes LED

Redutores de caudal nos bidés,

lavatórios e chuveiros

Utilização de água da torneira

em garrafas de vidro

Utilização de contentores que

permitem separação de resíduos

Alojamento amigo das bicicletas

O único hotel em Portugal a receber,

em 2018, a certificação Portugal Bike

Friendly da Federação Portuguesa

de Cicloturismo e Utilização de Bicicletas.

UM HOTEL VERDE

O hotel tem um projeto da redução de plástico “Plastic Free”

e pedidos para não se lavar a roupa da casa de banho

e do quarto. Temos a opção lógica de dar ao hóspede

a possibilidade de pedir que não se mude a roupa da

cama e da casa de banho, por forma a evitar consumos

energéticos de água e químicos.”

ATÉ OS EVENTOS SÃO ‘GREEN’

No Neya Lisboa Hotel, as empresas também podem

participar neste movimento sustentável, onde há uma

reduzida pegada ecológica.

“À partida, ao usarem as nossas salas têm logo uma

redução no consumo de recursos – energia, água, gás

e separação de resíduos – do que se fosse noutro hotel.

Além disso, por cada evento green meeting no nosso

hotel compensamos com a plantação de árvores“,

adianta o responsável.

Por agora, o Neya apenas está em Lisboa, no entanto,

já está previsto mais um hotel, desta vez no Porto que

abrirá no primeiro trimestre de 2019. O Neya Porto Hotel

que terá o mesmo conceito, será o upgrade do de

Lisboa com mais soluções e melhores objetivos a nível

da sustentabilidade.

23


RESPONSABILIDADE SOCIAL

LEVAR AS EMPRESAS A CONTRIBUIR

PARA CAUSAS SOCIAIS

Ana Rita Justo

eSolidar

Nasceu em 2014 como um mercado social no Facebook. Hoje, é uma plataforma de leilões solidários que,

inclusivamente, ajuda empresas no seu trabalho mais solidário. Conheça a eSolidar através do CEO, Marco

Barbosa.

Em 2014 nascia em Portugal a eSolidar,

uma plataforma que tem como

objetivo ajudar as instituições de

solidariedade social a angariarem

fundos para os seus projetos. Mas

desengane-se quem pensa que as

empresas também não podem participar.

A eSolidar, conta-nos o CEO, Marco

Barbosa, nasceu na sequência do

projeto Bewarket, um mercado social

que funcionava através do Facebook.

O crescimento fez com que

este mercado precisasse de mais do

que uma rede social para se desenvolver

e assim surge este novo projeto

de empreendedorismo social.

Segundo o fundador, “a eSolidar é

um mercado online que junta as causas

sociais às comunidades, permitindo

angariar fundos de forma mais

rápida e eficaz”.

Estas angariações são feitas através

de “leilões solidários, compras solidárias,

colocando produtos à venda

em que uma percentagem do valor

reverte para a instituição, ou fazendo

um donativo”.

“A eSolidar é um

mercado online que

junta as causas sociais

às comunidades,

permitindo angariar

fundos de forma

mais rápida e eficaz”

Funciona através do pagamento de

uma “pequena comissão nos fundos”

e com uma “subscrição para as

empresas que queiram ter uma so-

24

lução de envolvimento dos colaboradores

e de gestão de responsabilidade

social”.

Ao todo, a eSolidar já fez mais de

1000 leilões solidários, com mais de

100 celebridades ou marcas diferentes.

E é aí que surge a responsabilidade

social das empresas.

AJUDAR EMPRESAS

A AJUDAR

São já várias as empresas que utilizam

esta plataforma para realizar

leilões solidários em benefício de

instituições sociais.

O festival Rock in Rio é um exemplo,

tendo já realizado 60 leilões e angariado,

segundo Marco Barbosa, “64

mil euros para a reflorestação da

Amazónia e da floresta portuguesa”.

“Já com a TAP Air Portugal realizámos

mais de 400 leilões de material

de aviação usado proveniente do retrofit

dos seus aviões e angariámos

mais de 60 mil euros para apoiar

a Associação Salvador, a CASA, a

Cáritas Portugal, a Casa Mimar, os

Marco Barbosa criou a eSolidar em 2014

Albergues Noturnos de Lisboa e a

Sociedade São Vicente de Paulo”,

destaca. Recentemente, terminou

um outro leilão também da companhia

aérea portuguesa, cujo valor final

reverterá a favor da UNICEF.

Outras entidades, como a Liga Portuguesa

de Futebol e a Delta Cafés

também já aderiram a esta plataforma

para realizarem ações de responsabilidade

social.

O sucesso foi tal que, há um ano,

a eSolidar decidiu então criar uma

plataforma exclusivamente para

empresas, permitindo envolver, capacitar

e conectar os funcionários,

ampliando as suas estratégias de

impacto e responsabilidade social

para criar uma cultura de colaboração

e de comunidade dentro de

qualquer organização.

O objetivo é maximizar as possibilidades

da empresa no que toca à

responsabilidade social e, ao mesmo

tempo, aumentar a envolvência

de todos os colaboradores num

projeto que faça a diferença. Marco

Barbosa faz um balanço positivo.


JANEIRO 2019

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“Temos recebido um feedback fantástico

das empresas portuguesas,

tanto em relação à tecnologia que

a plataforma disponibiliza, como na

forma como esta lhes permite alavancar

a sua responsabilidade social

corporativa”, sublinha.

“Temos recebido um

feedback fantástico

das empresas

portuguesas”

O registo de todas as organizações

na plataforma é condição obrigatória

para que as operações decorram

conforme o previsto, nomeadamente

para que não haja problemas na

distribuição das doações.

“Todos os valores angariados são

transmitidos do doador diretamente

para a instituição, não passando por

contas intermediárias. A instituição

tem, ainda, de nos enviar provas sobre

o destino desses valores e a forma

como foram usados”, acrescenta

o CEO.

IMPACTMARKET A CAMINHO

Em cima da mesa está agora o lançamento

do ImpactMarket, “uma

infraestrutura descentralizada em

blockchain para potenciar o impacto

social, permitindo um grau muito

superior de transparência e eficiência

na angariação de fundos e validação

do impacto causado”, explica

Marco Barbosa.

O ImpactMarket irá permitir, adianta

o responsável, “a qualquer projeto

aceder a crédito (sem necessidade

de colateral) e mecanismos de angariação

de fundos automáticos e

sustentados em provas de impacto”.

Uma forma de assegurar “confiança,

eficiência e transparência de todas

as operações”, refere.

Com uma equipa de nove colaboradores,

a eSolidar ambiciona tornar-se

num projeto “sustentável no

curto prazo” e ser “uma das principais

instituições financeiras a nível

mundial para o impacto social no

longo prazo”.

1000

Só em três anos, a eSolidar

levou a cabo mais de 1000 leilões

solidários com mais de 100

celebridades ou marcas.

TAP fez mais de 400 leilões solidários

Diogo Piçarra, Carolina Deslandes e Agir em ação solidária do Rock in Rio

Rock in Rio angariou mais de 64 mil euros

25


empreendedorismo

TURISMO E GASTRONOMIA PORTUGUESA

A ACELERAR

Mafalda Marques

Territórios Criativos

A Câmara Municipal de Loures foi a anfitriã da grande final dos programas de aceleração de turismo promovidos

pelo Turismo de Portugal e a Territórios Criativos. CityCheck e TinyCrops foram os grandes vencedores

da grande final do Tourism Up e Taste Up, respetivamente, que decorreu no dia 12 de dezembro, no Palácio

Marqueses da Praia e Monforte.

Chegaram ao fim o Tourism Up e o Taste Up, os dois

programas de aceleração em turismo e turismo gastronómico

respetivamente, promovidos pelo Turismo

de Portugal e a Territórios Criativos. A CityCheck, jogo

interativo para as famílias conhecerem melhor as cidades,

venceu o Tourism Up, enquanto a TinyCrops, empresa

de produção de microvegetais com benefícios

nutritivos variados, venceu o Taste Up.

Estes dois programas pioneiros tiveram como objetivo

premiar e incentivar as startups do tecido empresarial

nacional, mas também o setor do turismo nacional.

Após vários meses de roadshow nacional, que passou

por mais de 40 municípios, e nos quais participaram

mais de 250 projetos e mais de 400 empreendedores,

chegaram à final 35 projetos do Tourism Up e 11 do

Taste Up.

A grande final, na qual estiveram presentes cerca de

200 pessoas, começou com uma inspirational talk, moderada

por Fernando Alvim, que contou com a presença

de Chakall, chef de cozinha e empresário, e de Octávio

Teixeira, da empresa Nómadas – Turismo de Aventura,

vencedor da primeira edição do Tourism Up. Seguiu-se

um momento de debate sobre as atuais tendências do

turismo em Portugal.

Dos 46 projetos a concurso foram apurados nove na

meia-final, seis do Tourism Up e três do Taste Up.

Os nove finalistas apresentaram os seus projetos a um

júri, composto por Ana Soeiro, da Qualifica Portugal;

António Pombinho da Câmara Municipal de Loures; o

chef e empresário Chakall; Isabel Neves, do Clube Business

Angels de Lisboa; João Borga, da Rede Nacional

de Incubadoras; José Vale, do IAPMEI; Luís Rosado,

da Ernest & Young; Mário Cerdeira, da APTECE; Miguel

Barbosa, da Portugal Ventures; Rui Almeida, da Moneris;

Teresa Ferreira do Turismo de Portugal e Tim Vieira,

da Brave Generation.

Prémios tiveram como objetivo

incentivar as starups

de gastronomia e turismo

Para Tomás Caeiro, fundador da CityCheck, a aplicação

móvel de um jogo interativo e educativo que interage

com a localização das famílias, vencer o Tourism

Up foi o resultado de um “longo percurso”.

"São já dois anos a trabalhar neste projeto e a fazer as

modificações certas para que isto dê resultado. Estamos

muito contentes, mas há ainda muitos objetivos

por alcançar", explica.

Já Janine Apolinário, da TinyCrops, empresa vencedora

do Taste Up que produz microvegetais, pequenas

folhas multicoloridas com sabor intenso e benefícios

nutricionais variados, refere que o objetivo agora é

“crescer”.

"Este programa, os contactos que fizemos e a ajuda

dos mentores permitiu-nos desenvolver mais a nossa

ideia e termos um caminho delineado. Estamos focados

e queremos crescer. Estamos muito contentes pela

oportunidade e pelo resultado", adianta.

TinyCrops foi a vencedora do TasteUp

26

CityCheck venceu TourismUp


JANEIRO 2019

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Fernando Alvim moderou a talk inicial do evento

Os segundo e terceiro classificados do Tourism Up foram

a Portugal Farm Experiences, uma plataforma que

agrega produtores de todas as áreas da agricultura,

proporcionando experiências variadas, e a Black Pig,

que produz gin, medronho e porco alentejano.

Já os segundo e terceiro classificados do Taste Up

foram a Compadre Cooking School, que proporciona

workshops de cozinha tradicional portuguesa, e a Eat

Drink Discover, uma empresa que alia a oferta de pacotes

turísticos à pesquisa e partilha de práticas e conhecimentos

gastronómicos.

Já Luís Matos Martins, administrador da Territórios

Criativos, disse acreditar que “esta foi uma experiência

muito enriquecedora para todos os intervenientes.”

Ambos os vencedores receberam

prémio de quatro mil euros

“O empreendedorismo nacional e o turismo continuam

a desenvolver-se e a crescer, e desejamos, em conjunto

com o Turismo de Portugal, continuar a impulsionar

este sector tão importante para a economia nacional”,

acrescentou.

Além dos prémios monetários – 4000 euros para os

projetos vencedores e 500 euros para os segundo e

terceiro classificados – esta foi mais uma oportunidade

de ouro para os empreendedores concorrentes,

e não só, pois os candidatos vitoriosos adquirem um

novo feedback e know-how com os convidados de honra,

palestrantes e membros do júri.

“RENASCER DAS CINZAS”

"O Tourism Up foi algo inesperado, e no qual tive um

percurso muito atribulado. Todo o meu projeto inicial

ardeu nos incêndios em Vouzela, e quis desistir, mas

a equipa da Territórios Criativos insistiu que fosse ao

segundo Bootcamp e que apresentasse o que tinha. Eu

estruturei ali um projeto, que já tinha idealizado antes,

com foco em Vouzela e em trazer turistas para a região,

e acabei por ganhar. Foi importante pois deu-me força

para literalmente renascer das cinzas e ajudar a região

a florescer. O projeto é de Turismo de Aventura e muitas

das atividades que proporcionamos passam-se no

topo de uns eucaliptos que não arderam nesse incêndio",

recordou Octávio Teixeira, vencedor da primeira

edição do Tourism UP.

Final decorreu no Palácio Marqueses da Praia e Monforte

27


empreendedorismo

INVESTIGADORES PORTUGUESES

CONTRA O CONTEÚDO MALICIOSO ONLINE

Denisse Sousa

Universidade de Aveiro

Os investigadores Daniel Canedo, Ricardo Ribeiro, Alina Trifan e António Neves são os autores da solução

vencedora da Strategic Communications Centre of Excellence 2018, o concurso da NATO na segurança às

populações da Aliança Atlântica. Em conversa com os investigadores da Universidade de Aveiro percebemos

quais as vantagens desta solução e como pode a ciência aliar-se ao combate ao conteúdo malicioso online.

Os investigadores Daniel Canedo, Ricardo Ribeiro, Alina Trifan e António Neves, vencedores do prémio StratCom 2018

A modernização dos grupos extremistas

é algo cada vez mais presente

na sociedade moderna. Seja através

de websites ou redes sociais, a

população mundial está cada vez

mais vulnerável ao conteúdo extremista

e malicioso. Aqui, além da intervenção

dos meios de segurança,

a ciência também pode ter um papel

fundamental na criação de ferramentas

e soluções para rastreio e

dissuasão deste tipo de informação.

É com este mote que o Strategic

Communications Centre of

Excellence, mais conhecido como

StratCom, programa multinacional

ativo desde 2014 constituído e

acreditado pela NATO, lançou em

2018 a competição virtual “Como

detetar uso de vídeo ou fotografia

de cariz malicioso online”. Este

concurso deu a oportunidade

a equipas cheias de talento de

apresentarem conceitos inovadores

e protótipos direcionados para

combater atividade maliciosa online.

28

Com base em Riga, na Letónia, este

programa contribui para melhorar

as capacidades das comunicações

estratégicas dentro das nações da

Aliança. Foram, assim, selecionados

três projetos para serem apresentados

ao júri em dezembro.

“Programa da NATO

lançou desafio para

detetar conteúdo

malicioso online”

A participação portuguesa veio por

parte da Universidade de Aveiro

(UA), composta por uma equipa

multidisciplinar de investigadores do

Departamento de Eletrónica, Telecomunicações

e Informática (DETI).

A equipa formada pelos investigadores

Daniel Canedo, Ricardo

Ribeiro, Alina Trifan e António Neves

ficou em primeiro lugar, à frente

de um projeto apresentado pela

Universidade de Torino e de outro

apresentado por uma startup da Lituânia.

O grupo de investigadores

portugueses recebeu um prémio no

valor de 5000 euros, oferecido pelo

parceiro Latvijas Mobilais Telefons.

“Em julho, tomámos conhecimento

do desafio e, desde então, dedicámos

algum tempo ao teste de algoritmos

estado da arte que pudessem

ser usados no contexto deste problema

tão atual: detetar conteúdo

malicioso na internet e redes sociais”,

afirma António Neves, um dos

investigadores no projeto.

Esta solução propõe-se a avaliar a

veracidade de uma imagem, extrai

informação sobre o seu conteúdo e,

com base no eventual texto de suporte

às imagens em publicações,

avalia o conteúdo e determina a

existência de conteúdo malicioso.

A solução permite prevenir e analisar

conteúdo malicioso na Internet,

desde propaganda extremista a notícias

falsas.


JANEIRO 2019

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A solução portuguesa “destacou-se por ser objetiva e

pelo conhecimento do estado da arte nos vários aspetos

técnico-científicos”, adianta o investigador, mas também

por ir diretamente à procura daquilo que a NATO

procurava neste concurso.

A NATO lançou este desafio às universidades e empresas

de software na procura de novas soluções para um

problema atual, ao mesmo tempo que tentou recolher

junto dos "gigantes" da Internet quais as soluções que

estão a ser usadas de momento.

“Teoricamente, nunca será a NATO a aplicar diretamente

este tipo de procedimentos, mas sim colaborar no desenvolvimento

de soluções, tecnológicas e legais, que

possam ser utilizadas pelas empresas que fornecem os

serviços, como a Google, Facebook, Twiter, etecetera”,

conclui.

OS DESAFIOS NA INVESTIGAÇÃO

Um projeto desta magnitude para uma entidade internacional

como a NATO não vem sem os seus desafios. Para

o grupo de investigadores, o facto de nenhum deles estar

envolvido a tempo inteiro no projetou revelou-se um

dos grandes obstáculos.

“Toda a equipa está envolvida noutros projetos financiados

da UA e fomos trabalhando em paralelo neste

desafio. Em termos técnicos, o maior desafio foi, inicial-

mente, encontrar a melhor abordagem para solucionar o

problema proposto pela NATO StratCom.”

Apesar do desafio, o feedback dado pelo programa foi

positivo para a candidatura. Num evento de alto perfil,

com um júri composto por personalidades de altos cargos,

esta experiência foi verdadeiramente enriquecedora

para este grupo de investigadores portugueses.

“Estamos agora a trabalhar para conseguir o financiamento

necessário para dar continuidade a esta ideia e,

sem dúvida, o prestígio de termos ganho este desafio

proposto pela NATO StratCom irá de certeza abrir novas

portas e criar novas oportunidades de colaboração e de

financiamento.”

A CIÊNCIA CONTRA OS EXTREMISMOS

O papel da ciência é procurar respostas para os problemas

da humanidade. Os extremismos e conteúdo malicioso,

que cada vez mais se difundem na internet, são

das mais recentes lutas e tarefas da ciência.

“A ciência procura sempre responder a todos os problemas

da humanidade, e o extremismo não é exceção.

Falando do nosso caso em específico, a ciência procura

fornecer e desenvolver ferramentas para análise e prevenção

de conteúdo malicioso e extremista que possa

ser difundido na internet e redes sociais.”

Grupo de investigadores procura agora financiamento para prosseguir com o projeto

29


empreendedorismo

O ‘DOUTOR’ DAS MÁQUINAS INDUSTRIAIS

É PORTUGUÊS

Ana Rita Justo

Enging

Há um algoritmo 100% português que permite prevenir problemas em equipamentos industriais. Uma operação

delicada, mas que pode ser determinante no sucesso dos negócios.

Fundada em 2011 em Oliveira de

Azeméis, a Enging assume-se como

uma startup portuguesa inovadora.

Desenvolveu um algoritmo próprio

que agora ajuda a prever e prevenir

problemas em máquinas industriais,

melhorando a produtividade das

empresas.

Tudo começou com o projeto da

tese de mestrado do fundador e

CEO, Marco Ferreira, desenvolvida

na Universidade de Coimbra. Com o

apoio da EDP Distribuição, a ideia foi

testada durante dois anos em ambiente

real e, dado o sucesso dessa

prova, o negócio avançou.

“Disponibilizamos soluções não invasivas,

que detetam a maioria das

avarias em motores e transformadores

através de uma nova técnica

de manutenção preditiva baseada

apenas em variáveis elétricas.

Esta tecnologia é pioneira no mercado

– usando um algoritmo que

foi totalmente desenvolvido por

nós – e destaca-se pelos resultados

obtidos e pelos baixos custos”,

refere Gualter Sampaio, business

development manager da Enging, à

PME Magazine.

Como funciona, então, esse algoritmo?

Gualter dá um exemplo concreto:

“Imaginemos um pacemaker no

coração a monitorizar os seus batimentos

em tempo real, 24 horas por

dia, sendo que, quando é descoberto

um problema, é emitido um alerta

para o seu médico, podendo desde

logo ser tomada uma ação médica. É

exatamente isso que fazemos, mas

em transformadores e motores”.

O algoritmo da Enging “analisa as

30

Gualter Sampaio é business development manager da Enging

variáveis elétricas dos equipamentos

e realiza o diagnóstico do seu

estado de operação”. A vantagem,

advoga o responsável, é que “utiliza

variáveis e trabalha-as de forma

distinta dos demais”, uma vez que “a

maior parte das soluções tradicionais

existentes são feitas offline e há

necessidade de parar as máquinas

para fazer a análise”.

“Imaginemos um

pacemaker no coração

a monitorizar

os seus batimentos

em tempo real"

“Nós facilitamos o trabalho, oferecendo

soluções acessíveis, disponíveis

a qualquer hora e em qualquer

lugar, já que estão online.”

GANHOS REAIS

Apesar de não ser fácil quantificar

em todos os casos quais os ganhos

da implementação deste algoritmo

para as empresas, “as poupanças

são reais”, assegura Gualter Sampaio.

Entre as razões que fazem com que

esta poupança não seja sempre

quantificável está o facto de a mesma

estar “dependente do cliente”.

“O equipamento deteta uma falha e

avisa o cliente, mas é o cliente que

escolhe se quer ou não reparar essa

falha. Se reparar de imediato, poderá,

de facto, poupar na substituição

do equipamento, se deixar que a situação

se arraste até um ponto que

prejudica todo o equipamento, terá

mesmo de substituir o equipamento

e reparar os danos que possa ter

causado”, explica, dando mais um

exemplo.

“Numa ETAR com um milhão de litros

de água, se o motor falhar e contaminar

a água, é um milhão de litros

de água desperdiçados, é um rombo

muito significativo e que poderia ser

evitado.”


JANEIRO 2019

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Além das poupanças com a produtividade, reduz-se a

probabilidade de falha inesperada, maximiza-se a performance

dos equipamentos, diminuindo, desde logo,

as perdas, bem como os custos com perdas e manutenção.

“Além disso, indiretamente vai aumentar a satisfação do

cliente e diminuir o risco de uma exposição negativa e o

valor destes aspetos é incalculável.”

A TRABALHAR PARA O MUNDO

Só em Portugal, são já 100 as referências que trabalham

com este algoritmo. O negócio também está a destacar-

-se em Espanha, onde três centrais nucleares já usam

esta nova tecnologia.

“O equipamento deteta um falha

e avisa o cliente, mas

é o cliente que decide se quer

ou não reparar essa falha"

Itália, Reino Unido e Brasil são outras das geografias

onde a Enging está presente. Atualmente a percentagem

de vendas para o exterior ronda os 30%, mas, segundo

Gualter Sampaio, a tendência inverteu-se em

2018, esperando-se uma faturação no estrangeiro superior

a 50%.

50

A Enging espera ter terminado o ano de

2018 com 50% de faturação no exterior

Apesar de querer continuar a crescer em Portugal, a Enging

tem a ambição de “chegar a um patamar em que

90% das vendas sejam para mercados externos”.

Atualmente com 13 colaboradores, a empresa espera ter

fechado o ano de 2018 com uma faturação “superior a

700 mil euros” e chegar ao milhão de euros ainda durante

este ano.

“Somos uma startup com uma viabilidade muito boa, o

que se deve não só às nossas soluções, que são, de facto,

distintas das oferecidas no mercado, mas também

porque existem muito poucas empresas no mundo a fazer

este trabalho.”

No futuro, a empresa continuará a marcar presença em

feiras e congressos internacionais, de olho nos mercados

alemão, austríaco, turco e indiano.

Enging emprega, atualmente, 13 pessoas

31


RH

SETE RAZÕES PARA PROMOVER O TRABALHO

FLEXÍVEL NA SUA EMPRESA

Ana Rita Justo

Sage

A consultora Sage elaborou um estudo com 3500 trabalhadores dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido e

concluiu que há sete motivos pelos quais as empresas devem promover o trabalho flexível. A PME Magazine

apresenta as razões com a ajuda de Josep Maria Raventós, country manager da Sage.

1

O

mundo laboral mudou

A linha que separa a vida laboral e a vida pessoal está mais indefinida e a tecnologia teve, aqui, um

papel importante, sublinha o country manager da Sage. “É cada vez mais fácil e seguro trabalhar remotamente,

os colaboradores dispõem de tudo o que necessitam nos telemóveis ou nos tablets e até

nos seus próprios computadores, permitindo que trabalhem em qualquer lugar e a qualquer hora”,

diz.

2


uma disputa por talentos

Cada vez mais as empresas lutam por manter os seus talentos, da mesma forma que é cada vez mais

fácil a mobilidade entre trabalhos. Isto pode significar um problema para as empresas. Na Sage,

por exemplo, o facto de haver flexibilidade no trabalho funciona como “fator de grande peso no

momento do recrutamento”, refere Josep Maria Raventós. “É como um salário emocional, algo a que

os nossos colaboradores dão cada vez mais valor e que temos a certeza que contribui para a sua

fidelização à empresa.”

3

O trabalho flexível estimula a produtividade

32

Mais de um terço dos colaboradores inquiridos admite ser produtivo durante menos de 30 horas por

semana. A motivação, diz o responsável, é chave: “Pessoas satisfeitas com o seu dia-a-dia, com o

seu local de trabalho e com a flexibilidade que o mesmo permita são pessoas mais produtivas, mais

felizes e apresentam resultados muito fortes”.


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

Josep Maria Raventós, country manager da Sage

4

5

Melhora

Capacita os colaboradores e mostra confiança da empresa

Segundo o estudo da Sage, mais de 66% dos entrevistados considera que ser valorizado e reconhecido

é o aspeto mais importante do seu dia de trabalho. Josep Maria Raventós defende que “há compensações

que não trazem prejuízo para a empresa e que representam bastante na confiança que

os colaboradores depositam na empresa e vice-versa”. “Trabalhar num regime de confiança mútua

motiva-as ainda mais.”

o bem-estar dos colaboradores

Uma experiência laboral positiva tem um grande impacto na produtividade, de acordo com 78% dos

inquiridos. O que ressalta para 92% da geração millennial, uma demografia que irá incluir 50% da força

de trabalho até 2020. Para o country manager da Sage, “a qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores

é e deve ser um fator cada vez mais essencial para as empresas”.

6

Os

7

colaboradores exigem flexibilidade

O estudo acrescenta que 50% dos colaboradores inquiridos nunca foram questionados em relação ao

que iria melhorar a sua experiência no local de trabalho, e apenas 12% das pessoas foram questionadas

regularmente sobre esse assunto. “Trabalhar remotamente, ou ter um horário mais flexível para

poder acompanhar a família são condições que, por norma, ouvimos os nossos colaboradores referir

como essenciais para o seu bem-estar no local de trabalho”, exemplifica.

A tecnologia mudou

A tecnologia é o grande motor de todas estas mudanças. O trabalho em regime cloud veio permitir

acesso à informação de forma segura em qualquer lugar, permitindo maior flexibilidade na forma

como o trabalho é feito. Além disso, o country manager da Sage elege outros três fatores essenciais

para o futuro das relações laborais: a velocidade, a transformação digital e a importância dos dados,

“pela enorme quantidade de informação que é produzida e pela necessidade que as empresas e os

sistemas têm de ter para as conseguir gerir”.

33


BI

Denisse Sousa

Divulgação

Marco Santos

nomeado administrador

executivo da EAD

A EAD – Empresa de Arquivo de Documentação, pioneira

e líder de mercado em soluções de gestão documental,

nomeou Marco Santos como novo administrador executivo,

cargo que ocupa em simultâneo com o de Chief Information

Officer (CIO) da companhia.

Depois de 12 anos ao serviço da EAD como CIO, Marco Daniel

Santos foi nomeado administrador executivo, funções que

ocupa em simultâneo com as de general manager da Fin-

Prisma, detida pelo Grupo EAD.

Marco Santos é ainda CIO da EAD e general manager da Fin-Prisma

Teresa Archaga é a nova diretora

de Bancassurance da MetLife

A MetLife anunciou Teresa Archaga

como a nova diretora de bancassurance

para Portugal e Espanha. A responsável,

que fará parte da comissão de gestão da

empresa, tem uma sólida experiência

nos canais de agência e bancário.

Cofidis tem

novo diretor-geral

No grupo Cofidis Participations desde

1998, Sébastien Haquette foi nomeado

diretor-geral da Cofidis Portugal.

A financeira pretende continuar a sua

estratégia de desenvolvimento do negócio

no país.

Susana Costa

reforça ActionCOACH

Formada em Economia e Marketing,

Susana Costa passa a integrar a filial

de Lisboa, depois de ter participado

na formação dinamizada pela

ActionCOACH em Las Vegas.

34


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

Sage

nomeia novo CEO

A Sage, empresa de soluções de

gestão empresarial na cloud, anunciou

Steve Hare como novo CEO.

Desde 2014 na empresa como CFO,

foi nomeado, em agosto, CEO interino,

após a saída de Stephen Kelly.

Raquel da Silva é a nova CEO

da Your Business

Raquel da Silva e Costa é a nova CEO

da Your Business, produto do Grupo

Your centrado em serviços de apoio

à gestão. A nova CEO conta com experiência

de 16 anos no setor financeiro,

com passagem pela KPMG,

Vista Alegre ou Renault Nissan.

Vasco Salgueiro

nomeado executive manager

da Michael Page

Vasco Salgueiro é o mais recente

executive manager da Michael Page.

O novo gestor será, ainda, o responsável

pela nova equipa dedicada ao

recrutamento de pessoas com deficiência.

Air Liquide tem nova diretora

de atividades industriais

Depois de 13 anos no grupo Air

Liquide, Bénédicte Levinson foi nomeada

diretora-geral das atividades

industriais para Portugal e Espanha.

A responsável irá trabalhar no âmbito

da estratégia global do grupo,

centrada no cliente, na inovação e

na sustentabilidade.

José Diogo Araújo é o novo CFO

do Grupo MDS

José Diogo Araújo e Silva é o novo

chief financial officer (CFO) do grupo

MDS e membro da Comissão Executiva

da multinacional portuguesa. É

licenciado em Gestão de Empresas

cum laude pela Universidade Católica

Portuguesa e passou pela JP

Morgan, em Londres e Madrid, BPI e

Magnum Capital.

Rita Cadillon assume

RH da Primavera BSS

A PRIMAVERA BSS contratou Rita

Cadillon para o cargo de Human

Resources Head Manager do grupo.

A profissional será responsável por

fazer evoluir as políticas de gestão

do capital humano da empresa, com

enfoque nas boas práticas que para

o desenvolvimento de carreiras e a

preparação de futuros líderes.

35


MEDIR PARA GERIR

LISBOA RECEBE CONGRESSO EUROPEU

DA QUALIDADE

Francisco Frazão Guerreiro, presidente da APQ - Associação

Portuguesa para a Qualidade

APQ

O Congresso Europeu da Qualidade é um evento anual

da EOQ – Organização Europeia para a Qualidade,

realizado em parceria com as associações nacionais

da Qualidade dos diferentes países membros, tendo

sido iniciado em 1957. Em 2019 decorre em Lisboa.

Profissionais da Europa e de todo o mundo participam

no próximo Congresso Europeu da Qualidade para conhecer,

aprender e trocar experiências sobre os aspetos

mais relevantes em torno da temática da Qualidade,

dinamizados por oradores de alto nível, durante os dias

23 e 24 de outubro, em Lisboa.

25 anos após a última edição em Portugal, este evento

regressa em 2019 pela terceira vez ao nosso país, sob

o tema: Redescobrindo a Qualidade.

Dadas as mudanças que todos estamos a enfrentar,

este é o momento para profissionais da Qualidade redescobrirem

o que a Qualidade hoje significa em diferentes

partes do mundo, tipos de organizações e

setores de atividade, pelo que este evento será uma

oportunidade única de aprendizagem e networking.

Fundada em 1969, a APQ é uma organização sem fins

lucrativos, reconhecida como instituição de utilidade

pública, cuja missão é acrescentar valor aos seus associados

e contribuir para o desenvolvimento sustentado

da sociedade portuguesa, através da criação e

disseminação de conhecimento e promoção de práticas

inovadoras nos domínios da Qualidade e da excelência

organizacional.

A Organização Europeia para a Qualidade (EOQ) é uma

associação autónoma, sem fins lucrativos, ao abrigo da

lei belga. A EOQ é a organização interdisciplinar europeia

que procura a melhoria efetiva na esfera da Qualidade

no seu sentido mais amplo, atuando como órgão

coordenador e catalisador das suas Organizações

Nacionais de Representantes. Dentro da rede EOQ de

organizações, de países europeus e de todo o mundo

estão ligados centenas de milhares de especialistas e

empresas no campo da Qualidade.

Com base no sucesso dos congressos anteriores, esperamos

alcançar mais de 400 participantes representando

empresas privadas e públicas, universidades,

grupos profissionais e agências governamentais de

todo o mundo. O local da conferência incluirá um amplo

espaço para sessões técnicas, bem como uma área de

36

Francisco Frazão Guerreiro, presidente da APQ

exposição onde os patrocinadores do evento poderão

apresentar os seus serviços e produtos.

A estrutura do programa do Congresso já está definida

e as submissões de abstratos podem ser feitas mediante

subcategorias.

Relativamente às edições anteriores, o Congresso de

2019 traz um conjunto de inovações. Por um lado, a estrutura

técnica do evento, com abordagens setoriais e

sessões organizadas pelos principais blocos à escala

mundial (Europa, Estados Unidos, China e Índia). Por

outro, o facto de contar com um conjunto de concursos.

A Qualidade é hoje um fator indissociável da competitividade

empresarial, em especial das PME, dado o

enfoque na melhoria do desempenho organizacional e,

por consequência, nos ganhos de eficiência que proporciona,

não só na utilização de recursos, mas também

no aumento de produtividade e de satisfação dos

clientes.

É por todas estas razões que não poderá perder este

evento, assim como a oportunidade para celebrar o 50º

aniversário da Associação Portuguesa para a Qualidade

(APQ), participando na definição do Futuro da Qualidade,

redescobrindo-a em Lisboa.

CONGRESSO EUROPEU DA QUALIDADE

São também aceites inscrições para os seguintes

concursos:

Apresentações de estudantes de mestrado

e doutoramento no campo da Qualidade;

Projetos de melhoria de processos;

Projetos de novos produtos/serviços.

Saiba mais em www.eoqcongress2019.apq.pt


JANEIRO 2019

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37


MEDIR PARA GERIR

DESCUBRA COMO AUMENTAR A PERFORMANCE

DA SUA EMPRESA

José Oliveira, CEO da BI4ALL

BI4ALL

Nos dias de hoje, a digitalização é um pilar fundamental

para uma economia competitiva e inclusiva. A conversão

para o digital representa um novo espaço em que

todos os intervenientes económicos se podem relacionar,

com vantagens evidentes de redução de barreiras

geográficas, minimização do tempo essencial para a

execução de cada processo e na criação de um mercado

verdadeiramente global para as empresas que nele

participam de forma mais ativa. Mas, como podemos

transformar a digitalização de processos numa vantagem

competitiva?

Se, por um lado, existe já um enorme número de organizações

que dispõe de serviços digitais sofisticados,

por outro, existem empresas que ainda estão bastante

atrás no que diz respeito à transformação digital.

De acordo com a IDC, apenas 37% das organizações

nacionais têm uma estratégia de transformação digital

alinhada com a estratégia de negócio. E, neste sentido,

é urgente que se ajuste o modelo de negócio beneficiando

dos avanços tecnológicos, em prol da maximização

de dados úteis para que, finalmente, se possa

prestar uma melhor experiência ao cliente. A tecnologia,

atualmente, já não afeta apenas os produtos ou

serviços que a empresa comercializa ou a forma como

os comercializa, afeta também todos os processos internos

de uma organização. Desta forma, a digitalização

de processos é hoje um tema que representa, para

as empresas, novos desafios e novas oportunidades,

seja qual for o seu setor de atividade.

Contudo, segundo a Nova SBE, 60% das empresas nacionais

considera que tem falta de conhecimento para

enfrentar esta transformação digital. E, neste contexto,

é importante que se tenha em consideração que

existem algumas limitações para as organizações que

as impedem de conseguir fazer uma transição rápida

para o digital. Apesar desta situação, o governo português

anunciou, recentemente, um novo conjunto de

medidas e incentivos para que as empresas possam

digitalizar os seus processos. O grande objetivo desta

iniciativa é que as organizações acompanhem a transformação

digital, tornando-a uma vantagem competitiva,

pois nenhuma empresa sobrevive, atualmente, se

não der uma resposta rápida e eficaz a um mercado que

se apresenta global, num mundo digital.

No entanto, importa ter consciência de que existem ritmos

diferentes de adaptação à digitalização. Em primeiro,

estão as empresas que lideram a transformação

digital, que tiram partido das mais recentes tendências

e que têm uma forte presença digital. A estas, seguem-

38

José Oliveira, CEO da BI4ALL

-se as empresas que já se aperceberam da necessidade

de existir uma presença online e que, consequentemente,

começam a dar os primeiros passos na sua

digitalização. E, em último, estão as empresas que perante

a mudança permanecem estáticas nos meios tradicionais

à espera de avançar para o novo mundo.

Assim, as organizações têm obrigatoriamente de se

adaptar a uma economia em mudança, digital e onde

lhes são exigidas novas formas de trabalhar e de se

posicionar face a clientes e fornecedores, cada vez

mais exigentes quanto ao tempo de resposta. Através

da digitalização, os processos tornam-se mais rápidos

e eficazes, não só na altura de armazenar, mas também

quando é necessário partilhar informações, exemplos

esses que podem ser documentos escritos, relatórios,

como também fotografia, áudio ou vídeo.

Vivemos, hoje em dia, num modelo de sociedade em

que tudo gira em torno de dados, sendo que entre o

ponto de partida, os dados e o ponto de chegada, o conhecimento,

estão as ferramentas de Big Data e Analytics.

De acordo com a PWC, 73% das organizações perdem,

ou perderam, oportunidades de negócio, porque

não acedem à informação de forma eficiente.

Neste sentido, há cada vez mais um maior reconhecimento

para as plataformas de Analytics, pois permitem

a sincronização e a integração da informação recolhida

de vários sistemas, e transformar essa mesma informação

em insights valiosos para a empresa.

Assim, se pensarmos que tempo é dinheiro, um sistema

que agilize os procedimentos, rentabilize o tempo e

aumente a produtividade é, sem dúvida, essencial para

que uma empresa obtenha uma boa performance.


marketing

JANEIRO 2019

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INFLUENCERS: UMA COMUNICAÇÃO CADA

VEZ MAIS ESTRUTURADA

Marta Pereira e Marcos Rocha, Ellephant Comunicação

Ellephant Comunicação

Quando começámos a trabalhar esta

área estávamos longe de imaginar o

potencial e, simultaneamente, o desafio

que é trabalhar com influencers

– um segmento que significa uma

atualização das novidades de mercado

constante.

Quando pensamos que a tendência

são os posts no Facebook, chegam

os do Instagram e, de repente, aparecem

as Insta Stories, os swipe-ups

e, quando está tudo alinhado, o Instagram

altera o seu algoritmo e cria

outra dinâmica para comunicarmos

com os seguidores.

Marcos Rocha, digital account manager, e Marta Pereira, CEO da Ellephant Comunicação

Tudo isto obriga a uma pesquisa

diária. Trabalhar com influencers não

é só tirar uma boa fotografia com

produto. Implica uma prévia análise

de dados, uma estratégia e campanha

pensadas de acordo com o target

a atingir, relatórios e orientações

para diferentes budgets, tabelas e

cálculos de engagement, CPM, interação,

alcance e impressões, métricas

cada vez mais complexas. E, à

medida que a taxa de sucesso aumenta,

há cada vez mais agências,

ferramentas e métodos de report, o

que facilita, claro, mas também torna

o mercado mais exigente e competitivo.

“Trabalhar com

influencers não é só

tirar uma boa fotografia

com produto”

De acordo com um estudo da World

Federation of Advertisers, 65% das

marcas prevê gastar mais em conteúdos

e parcerias com influencers

no próximo ano, das quais 86% têm

como objetivo o fortalecimento da

notoriedade. Desta forma, o rigor na

hora de escolher um influencer começa

a ser maior e os critérios como

39


Marketing

muitas vezes de nicho, tornando-os mais interessantes

para as marcas e para determinadas campanhas. Atualmente,

o número de seguidores não é o principal critério

de decisão, mas sim o engagement de cada influencer.

“Os micro-influencers têm

vindo a ser apontados

como a nova tendência”

Sara Cecilia, Royal Canin

a credibilidade, transparência, reputação e a qualidade

dos seguidores são os principais a ter em conta por parte

das marcas.

Um influencer é quem opina, direciona e gera um determinado

valor que uma marca pretende transmitir. As

redes sociais são o caminho mais direto para conseguir

chegar às pessoas e fazer com que falem sobre um assunto,

seja um novo produto ou um serviço. Assim, uma

marca procura um influencer para aumentar a visibilidade

do seu produto junto dos seguidores, a notoriedade,

criar novas audiências e melhorar os seus níveis de

apoio junto do público.

Na Ellephant, ao fazermos a gestão das redes sociais,

a comunicação de marcas e gerirmos influencers, acabamos

por desenvolver campanhas com uma perceção

do que a marca pretende, onde quer chegar, e daquilo

que resulta para os seguidores; e, ao mesmo tempo,

daquilo que vai ao encontro da imagem e da identidade

de um influencer. É um match perfeito para propostas

orientadas com macro e micro-influencers, pois estamos

a entrar numa fase em que as pessoas começam a ter

conhecimento de que as marcas recorrem aos mesmos

para transmitir a sua mensagem. Neste sentido, pretendemos

mostrar o caminho mais natural de como passar a

mensagem sem que pareça forçada ou remunerada.

“Influencer é quem opina, direciona e

gera um determinado valor que uma

marca pretende transmitir”

Com o crescimento da popularidade do Instagram em

Portugal, e com o seu papel já bem identificado pelas

marcas, os micro-influencers têm vindo a ser apontados

como a nova tendência. São pessoas que, em vez de terem

mais de 100 mil seguidores, têm 10, 20 ou 30 mil,

onde os perfis têm uma taxa de engagement – número

de gostos e comentários em comparação com o número

de seguidores – de mais de 50% (superior ao dos

macro-influencers). Além disso, os seus seguidores são

mais segmentados e os seus perfis têm uma orientação

40

O que é mais importante para uma marca: um influencer

com mais de 100 mil seguidores publicar uma fotografia

e ter dois mil “gostos” e 10 comentários ou um influencer

com 60 mil seguidores publicar uma fotografia, ter seis

mil “gostos” e mais de 50 comentários? No segundo

caso, a mensagem vai chegar a menos pessoas, no

entanto, a probabilidade de estas serem alcançadas é

superior.

De acordo com os estudos Globais da Nielsen de Confiança

em Publicidade, a maioria das pessoas confiam

em recomendações e reviews online de acordo com a

relevância e autenticidade de quem as dá. Daí que um

“bom” influencer seja um critério cada vez mais importante.

Ao longo de 2018, também as stories ganharam um lugar

de destaque no Instagram. Com o número de utilizadores

ativos a aumentar diariamente, estas começaram a

ter mais interação, em comparação com as publicações

em feed. Desta forma, em 2019, as stories deverão ser a

grande aposta das marcas, uma vez que são um conteúdo

mais direto e eficaz de passar a mensagem.

Ana Varela, Garnier


JANEIRO 2019

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41


tecnologia

WEB SUMMIT: POR ONDE ANDARAM AS PME?

Mafalda Marques

Web Summit

Pelo terceiro ano consecutivo a PME Magazine imergiu no maior encontro de tecnologia do Mundo com a mesma

missão: o que fazem as PME na Web Summit?

A edição de 2018 da Web Summit esteve focada em promover

temas que afetam a comunicação mundial, como

a ciber-diplomacia ou as fake news, sempre com o foco

nas startup mundiais. No entanto, na visita que fizemos

deparámo-nos com muitas multinacionais a promoverem

soluções para startup e pequenas e médias empresas.

Afinal, por onde andaram as nossas PME?

BRISA COM SOLUÇÕES DE MOBILIDADE

A Brisa regressou à Web Summit focada nos parceiros e

clientes, nacionais e internacionais. O objetivo foi maximizar

oportunidades de negócio e dar a conhecer as

novas soluções de mobilidade, quer ao nível de serviços,

com a marca Via Verde, quer através de soluções

tecnológicas, com a marca A-to-Be, integrando o júri do

concurso de Pitch 2, para startups.

funcionalidade que foi lançada especificamente para os

dias em que decorreu a Web Summit, permitindo a partilha

de viagens de táxi até dois utilizadores distintos (no

máximo quatro passageiros) que tivessem como origem

ou destino o Parque das Nações. Além disso, dentro

do município de Lisboa esta viagem partilhada teve um

preço máximo de cinco euros por utilizador.

Novo serviço permitiu partilha de viagens de táxi

Marca Via Verde em destaque no stand da Brisa

VITACRESS SERVIU SALADAS E SNACKS

A Vitacress – empresa de capital 100% nacional, propriedade

do Grupo RAR e com sede em Odemira – esteve

presente com a sua ‘saladaria’ e várias opções frescas

e saudáveis.

Na Saladaria Vitacress, os participantes do evento encontraram

quatro variedades de saladas completas e

prontas a consumir. A empresa é um dos líderes europeus

na produção e comercialização de agrião de água,

folhas para saladas e ervas aromáticas frescas. Está

presente no Reino Unido, Portugal, Espanha e Benelux,

cultivando ao ar livre cerca de 686 hectares e 12 hectares

de estufas de vidro. Com um volume de negócios de

123 milhões de euros (109 milhões de libras), emprega

1.284 pessoas.

MYTAXI E CARRIS NOVAMENTE JUNTAS

O “mytaximatch CARRIS” esteve de volta num projeto

de transporte público flexível na cidade de Lisboa. Este

projeto voltou a concretizar-se nos mesmos moldes do

piloto realizado durante o Rock in Rio Lisboa. O serviço

esteve disponível via plataforma mytaxi, através da

42

DHL COM EXPERIÊNCIAS VIRTUAIS

Atuando no serviço expresso internacional, a DHL Express

Portugal marcou presença, oferecendo vantagens

às startups e novos negócios que procurassem um parceiro

especialista em transporte expresso internacional.

A transportadora internacional esteve presente com um

stand, realizando uma visita virtual ao processo logístico

que assegura, diariamente, o serviço de excelência da

DHL Express.

Para a DHL Express a Web Summit foi o palco ideal para

fazer networking, sendo uma verdadeira incubadora de

apresentação de novos negócios.

Transportadora 'ofereceu' viagem virtual ao processo logístico


JANEIRO 2019

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Web Summit voltou a encher a Altice Arena

OPENSOFT APRESENTOU NOVIDADES

Especializada no desenvolvimento de software, a Opensoft

lançou a mais recente versão da Lightweightform (LF), uma

plataforma open source, disponibilizada de forma gratuita

para o desenvolvimento de aplicações de recolha de

informação através formulários com centenas de campos,

múltiplas validações e regras de negócio complexas.

A nova versão introduz alterações nas tecnologias utilizadas

e também nas bibliotecas e componentes disponibilizadas

com o objetivo de melhorar a sua usabilidade

e facilitar o desenvolvimento aos programadores. Estas

inovações foram estudadas em parceria com uma universidade,

que efetuou um estudo profundo sobre usabilidade

em formulários.

CISCO INVESTIU EM NETWORKING

A empresa apresentou o seu compromisso para um

ecossistema de inovação aberto através de diversas

atividades, incluindo conferências, palestras, acompanhamento,

labs e demos.

Partilhou com os participantes as possibilidades do

DevNet, uma plataforma que permite aos engenheiros

e programadores aprenderem e codificarem, relacionarem-se

com outros criadores, e testarem as aplicações

criadas por eles. O Cisco DevNet ofereceu instrumentos

gratuitos, recursos de aprendizagem, bem como a possibilidade

de acederem a API e SDK livres para criarem

soluções de rede inovadoras na infraestrutura programável

da Cisco.

IMPRESSÕES POR VOZ

Pelo terceiro ano consecutivo, a Beltrão Coelho, em

parceria com a Xerox, foi o fornecedor oficial de managed

print services (MPS) da Web Summit.

Novo sotfware permitiu imprimir a pessoas com deficiência visual

Em estreia mundial e em parceria com a Xerox, a Beltrão

Coelho disponibilizou o serviço Gabi Voice, que permitiu

aos utilizadores, de forma gratuita, fazer impressões

nos equipamentos multifunções espalhados pelo recinto

com comandos inteligentes de voz, utilizando linguagem

natural e sem conhecimento prévio de comandos

dos dispositivos.

Esta solução permitiu a qualquer utilizador, incluindo

pessoas cegas ou com deficiência visual, operar impressoras

e fotocopiadoras de forma autónoma, utilizando

apenas linguagem natural.

Cisco proporcionou momentos de aprendizagem gratuitos a quem se deslocou ao ao seu stand

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tecnologia

Ecokart desenvolveu, com o Instituto Politécnico de Leiria, o primeiro kart elétrico 100% português

STARTUP PORTUGUESA COM CERTEZA

Conhecemos, ainda, a Ecokart Portugal, pela voz do

mentor e fundador António Gonçalves Pereira, que nos

explicou que o projeto já existia em embrião há cerca

de 10 anos, mas que nasceu em 2015. Assume-se como

uma plataforma de promoção da sustentabilidade nas

áreas da mobilidade e dos desportos motorizados, por

enquanto, a única no Mundo.

Juntam três áreas distintas: a sensibilização, a solidariedade

e o desenvolvimento de soluções práticas. Começaram

por desenvolver, com o Intituto Politécnico de

Leiria, um primeiro kart elétrico, 100% português, sendo

o primeiro kart no mundo a participar numa prova de 24

horas.

mostrar aos kartódromos como podem eletrificar a sua

frota inteira, tornando-os mais sustentáveis e rentáveis",

sublinha António Gonçalves Pereira.

Converter um kart a gasolina em elétrico custa cerca de

7.000 euros, valor que pode variar em função da potência

e autonomia de baterias, comparativamente a um

kart novo elétrico que custa 13.000 euros, investimento

com retorno ao final de um ano.

Os ecokarts podem ser usados em qualquer kartódromo

nacional, desde que contactados diretamente, usando o

elemento diversão das corridas para sensibilizar as pessoas

e empresas para IPSS locais.

Depois passaram esse sistema elétrico para o ecokart

twin, de dois lugares, com o qual organizam eco-voltas

solidárias pelo país inteiro, em pista, com a participação

de mais de 7.500 pessoas, ajudando instituições locais

em cada iniciativa, como por exemplo, a Liga de Bombeiros,

a Associação Abraço, entre outras.

"Com o novo protótipo G2 ISEL, desenvolvido com o

Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, queremos

MAIS DE OITO MIL NOTÍCIAS SOBRE LISBOA

A Web Summit 2018 colocou a

capital portuguesa no centro das

atenções dos órgãos de comunicação

social de todo o mundo. Em

pouco mais de um mês, Lisboa foi

citada em 8.195 notícias em meios

online de mais de 110 países.

Mas esta startup está a dar largos passos para a fase

seguinte: a conversão de automóveis em elétricos. Imagine

um carro novo, com condução semiautónoma, tecnologicamente

avançado, mas turbo diesel, que daqui a

poucos anos não circulará em cidades europeias. A alternativa

viável à venda da viatura será a conversão em

elétrico, reutilizando a viatura comprada, agindo de forma

sustentável.

Segundo um estudo da Cision, os

Estados Unidos foram o país que

mais destaque deu ao evento organizado

por Paddy Cosgrave.

Web Summit fica em Portugal por mais dez anos

Entre 1 de outubro e 9 de novembro, foram publicados 2.769 artigos em meios norte-americanos, cerca

de um terço do total.

Em Portugal, houve mais de seis mil notícias desde 1 de outubro: 4.312 na internet, 520 em meios impressos,

936 em televisão e 287 na rádio. Nas televisões nacionais, a Web Summit ocupou cerca de 53 horas

de tempo de antena, a que se somam mais de 12 horas e meia de emissão na rádio.

Estiveram em Lisboa cerca de 70 mil pessoas de 170 países, 2.500 jornalistas portugueses e estrangeiros.

O Governo estima em 300 milhões de euros a atividade económica gerada pela Web Summit.

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JANEIRO 2019

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tecnologia

2018 FOI O ANO DA MUDANÇA DO LISPOLIS

Cíntia Costa e Pedro Rebordão, LISPOLIS

LISPOLIS

Em 2018, o posicionamento do LISPOLIS alterou-se de forma a estar alinhado com o trabalho que tem vindo a

ser desenvolvido interna e externamente, com o papel de incubadora e de apoio ao empreendedorismo nacional

e internacional a sobressair.

A mudança já havia começado há vários anos, mesmo

antes do boom do empreendedorismo surgir em Portugal

e, em especial, em Lisboa, por volta de 2011. O

LISPOLIS sempre apoiara as empresas através do trabalho

em rede e da cooperação entre empresas, que

acreditamos ser o segredo para quem quer levar o seu

negócio mais além.

Em 2017, foi dado o primeiro grande passo para o nosso

novo posicionamento enquanto entidade de apoio

na fase nascente das empresas, com uma aproximação

ao mercado de startups através da criação de um concurso

de ideias, o StartupIN Lisboa, e com a participação

ativa na estratégia Startup Portugal, nomeadamente

através dos programas Startup Voucher e Vale

Incubação. Contudo, foi em 2018 que consolidámos

definitivamente esta nova postura do LISPOLIS, com o

lançamento de um programa de aceleração focado no

retalho online, o E-Commerce Experience.

O início de 2018 fica marcado pela organização de vários

eventos sobre o tema RGPD e o seu impacto para

as empresas, com o intuito de ajudar startups e PME a

adaptarem-se. Realizámos, ainda, a segunda edição

do concurso de ideias StartupIN Lisboa, que contou

com uma enorme participação de pessoas que pretendiam

transformar a sua ideia numa app.

O ano de 2018 fica na história do LISPOLIS pela primeira

edição do programa de aceleração E-Commerce

Experience, que é também o primeiro em Portugal focado

no retalho. Esta iniciativa tem a duração de seis

meses e é destinada a um total de 20 empresas, sendo

que 10 são grandes empresas já estabelecidas no

mercado, como a Worten, o Boticário, o OLX e a Delta

Cafés, e as outras 10 são pequenas e médias empresas

que estão a criar o seu negócio online ou que querem

melhorar a sua plataforma de e-commerce e o contacto

com os seus clientes.

Estamos também a criar as condições ideais para sermos

a ‘casa’ dos eventos da área do digital: acolhemos,

a 11 e 12 de outubro, o CLICKSUMMIT 2018, evento

de marketing digital e vendas online em Portugal, que

contou com mais de 500 participantes e 40 oradores, e

iremos acolher novamente este evento em 2019, para a

sua 6.ª edição.

Cíntia Costa e Pedro Rebordão, LISPOLIS

Vamos receber igualmente o Expo Fórum Digitalks, nos

dias 20 e 21 de março, considerado o principal evento

de negócios digitais do Brasil. Em Portugal, esta primeira

edição da conferência será composta por dois

dias intensos de conteúdo sobre Marketing e Negócios,

com mais de 500 participantes, 30 oradores, 13

expositores e uma área focada em startups, consultoria

e mentoria.

“Estamos a criar as condições ideais

para sermos a 'casa' dos eventos

da área do digital”

Por fim, continuamos empenhados em oferecer às empresas

instaladas as melhores condições possíveis,

também espaço, mas sobretudo apoio ao desenvolvimento

da sua atividade, seja na procura de investimento,

uma vez que o LISPOLIS é Ignition Partner da Portugal

Ventures e tem contactos com outros investidores,

seja no estabelecimento de contactos.

A mobilidade é uma preocupação de todos e o final de

2018 fica marcado pelo acolhimento de um projeto piloto

de trotinetes, o Z-Floating, desenvolvido no âmbito

do programa Smart Open Innovation 3.0 – Vertical

Mobility, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa,

com patrocínio da FERROVIAL e participação da Universidade

Europeia. Este piloto envolve 30 trotinetes

elétricas que serão de utilização gratuita e limitada exclusivamente

à comunidade LISPOLIS.

A expectativa para este novo ano é a de continuarmos

a trabalhar para a ajudar as ideias, startups e empresas

de várias dimensões (desde micro a multinacionais) a

crescer.

46


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

DESFIBRILHADOR INOVADOR ENVIA COORDENADAS GPS

Mafalda Marques

Almas Industries

Com a proposta de lei de obrigatoriedade do uso

de desfibrilhadores em recintos públicos, surgiu

uma oportunidade de negócio. Conheça a Almas

Industries, PME portuguesa que inova pela segurança

da parceria feita com a Cruz Vermelha Portuguesa.

PME Magazine – Como surgiu a ideia deste desfibrilhador?

Paulo Barros – Fruto da principal identidade da empresa,

a segurança, e de constatarmos que as doenças

cardiovasculares eram e iriam continuar a ser a principal

causa de morte em Portugal e no mundo, decidimos

implementar em Portugal a solução de cardioproteção

conectada, desenvolvida e patenteada pelo nosso grupo,

diversificando o nosso portefólio de soluções de

segurança. O desfibrilhador DOC incorpora um módulo

capaz de realizar comunicações e de enviar coordenadas

GPS. Com esta evolução tecnológica tornou-se no

único desfibrilhador inteligente, conectado a uma central

de teleassistência, incorporando no próprio equipamento

um intercomunicador por onde um operacional

treinado irá comunicar com o utilizador no momento

de socorro para o auxiliar e, em simultâneo, emitir as

coordenadas exatas do local da vítima aos serviços de

emergência médica. O DOC realiza também, de forma

bidiária, testes de monitorização remota do equipamento,

assegurando o seu correto funcionamento.

PME Magazine – Como surgiu a parceria com a Cruz

Vermelha?

P. B. – Quando decidimos lançar o desfibrilhador DOC

em Portugal, sabíamos desde o início que o parceiro

que queríamos para o serviço de teleassistência

era a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). A preferência

pela CVP deve-se à sua vasta experiência na realização

de serviços de teleassistência, à sua missão nobre

enquanto instituição, pois está no ADN da empresa a

preocupação constante com projetos sociais, e à notoriedade

que a mesma representa junto da população.

A parceria é ainda mais abrangente, pois também são

o nosso parceiro para as formações em suporte básico

de vida com DAE [n. d. r. Desfibrilhação Automática

Externa], através da Escola Superior de Saúde da Cruz

Vermelha Portuguesa.

PME Magazine – Que entidades o usam?

P. B. – Em Portugal a nossa carteira de clientes é bastante

abrangente nos diversos setores de atividade.

No desporto contamos com a Faculdade de Desporto

de Rio Maior e a Federação Portuguesa de Badminton,

no comércio com o Amoreiras Plaza e o Tivoli Fórum,

na educação com o Agrupamento de Escolas de Elvas

e da Chamusca e o Colégio Anjos do Saber, no setor

social com a Santa Casa da Misericórdia da Guarda e a

Paulo Barros, diretor-geral da Almas Industries

APPACDM da Covilhã, na hotelaria com o hotel Vasco

da Gama e no setor empresarial por exemplo, a Boston

Consulting Group e o Grupo Bernardo da Costa.

PME Magazine – Como podem as empresas tirar

partido deste equipamento?

P. B. – O objetivo do Desfibrilhador DOC sempre foi

proporcionar aos seus clientes um serviço completo

de cardioproteção em todas as suas vertentes. Nesse

sentido, disponibilizamos uma solução chave na mão,

garantindo aos clientes uma tranquilidade e comodidade

do serviço prestado, pois engloba todas as vertentes

necessárias para a cardioproteção. O desfibrilhador

DOC inclui o desfibrilhador, a manutenção, a

instalação do equipamento, as formações em Suporte

Básico de Vida e DAE e o licenciamento junto do INEM.

PME Magazine – Tem estatísticas sobre reversão de

paragens cardíacas?

P. B. – Num curto período de tempo, já foi possível

reverter duas paragens cardíacas, o que só comprova

que a maneira mais eficaz no combate às paragens

cardíacas é a cardioproteção fora dos meios hospitalares.

É crucial atuar antes dos primeiros cinco minutos

para obtermos uma boa probabilidade de salvamento e

sem mazelas para a vítima, o que, na maioria dos casos,

os serviços de emergência não conseguem cumprir.

Desfibrilhador inteligente já reverteu duas paragens cardíacas

47


Agenda

Denisse Sousa

30 A 31

JANEIRO

E-COMMERCE CONNECT

Pestana Sintra Golf, Sintra

A segunda edição do

E-Commerce Connect está de

volta com as melhores soluções

para o comércio online. Serão

apresentados casos de sucesso

e haverá, ainda, espaço para reuniões

1 para 1 e networking.

Saiba mais no site oficial.

9 A 16

FEVEREIRO

GESTÃO DE EQUIPAS COMERCIAIS

ANJE Núcleo Centro, Coimbra

29 A 30

JANEIRO

BUILDING THE

FUTURE RECEBE

GERD LEONHARD

Pavilhão Carlos Lopes, Lisboa

O reconhecido futurista Gerd

Leonhard confirmou presença no

evento Building the Future: Ativar

Portugal, que se vai realizar nos

dias 29 e 30 de janeiro de 2019,

no Pavilhão Carlos Lopes, em

Lisboa, para discutir o papel da

transformação digital no futuro

do país. O tema que o traz ao

evento é a polémica discussão

“Technology Vs Humanity”.

Mais informações no site oficial

deste evento.

25 A 1

FEVEREIRO | MARÇO

MISSÃO EMPRESARIAL

MULTISETORIAL À POLÓNIA

Polónia

A Câmara de Comércio e Indústria

organiza uma missão empresarial

multissetorial à Polónia, entre 25 de

fevereiro e 1 de março de 2019.

Saiba como inscrever-se no site.

A gestão de equipas de vendas é

uma ação essencial para dinamizar a

competitividade das organizações e

o tema em foco no curso "Gestão de

Equipas Comerciais".

Mais informações no site oficial deste

evento.

48


JANEIRO 2019

WWW.PMEMAGAZINE.COM

28 A 3

QUALIFICA

Exponor, Matosinhos

FEVEIREIRO | MARÇO

A Exponor, Matosinhos, acolhe, no próximo

dia 28 de fevereiro, a 12.ª edição da Qualifica

– Feira de Educação, Formação, Juventude e

Emprego.

Mais informações no site oficial deste evento.

BTL 2019

13 A 17

MARÇO

FIL, Lisboa

A principal feira do turismo nacional está de volta à

capital portuguesa. Desta vez, será Lisboa o destino

convidado, sucedendo assim ao Centro de Portugal,

à Madeira e ao Algarve.

Mais informações no site.

21 A 22

QSP SUMMIT

MARÇO

Exponor, Matosinhos

O QSP Summit 2019 vai realizar-se a 21 e 22 de

março na Exponor, com 46 oradores nacionais

e internacionais. Sob o tema “Convergence”, os

oradores irão abordar temas como a Convergência

online-offline e Voz-Dados.

Mais informações no site oficial.

PAPERGIFT

FIL, Lisboa

24 A 26

MARÇO

A Papergift, o maior evento nacional dedicado

aos setores profissionais do aprovisionamento

e serviços de papelaria, escritório, escolar, brinquedo,

brinde profissional e gifts, regressa à FIL

em março

Saiba mais no site oficial deste evento.

49


OPINIÃO

APOSTAR NA IGUALDADE DE GÉNERO

Joana Gíria, presidente da CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego

CITE

O iGen – Fórum organizações para a Igualdade é uma

manifestação de cidadania de entidades empregadoras

em Portugal, única na sua forma na Europa e no mundo.

Uma demonstração do forte empenhamento de quem as

gere e orienta para o futuro sem se resignarem ao status

quo que, apesar de todos os esforços, ainda persiste em

considerar desigual o trabalho de homens e mulheres.

O Fórum iGen é um conjunto cada vez maior de organizações

que se foram associando à visão da CITE e, ao

longo de seis anos, vêm irrompendo por um caminho

novo e pleno de desafios em direção a desígnios superiores,

reconhecendo e pugnando pela defesa intransigente

dos direitos humanos e legitimando-os como pedra

basilar do seu sucesso.

Este Fórum integra um leque diversificado de organizações

cujo elemento comum é representarem a vanguarda

em Portugal de práticas organizacionais que promovem

o direito à igualdade entre homens e mulheres

como condição essencial ao trabalho digno e alicerce

fundamental na construção sólida de cada área de negócio.

O Fórum reúne, atualmente, mais de seis dezenas de

organizações, cujas atividades a nível interno e externo

visam o progresso social e económico associado a práticas

igualitárias e não discriminatórias, cujo efeito multiplicador

se sente na sociedade.

"O Fórum reúne, atualmente, mais de

seis dezenas de organizações,

cujas atividades visam o progresso

social e económico"

As atividades desenvolvidas durante os cinco anos de

existência do Fórum são demonstrativas do ambiente

favorável e de constante progresso no âmbito da implementação

e consolidação das nove dimensões que se

constituem como os alicerces das práticas da igualdade

de género e que são o desafio comum às organizações

iGen desde a sua adesão ao Fórum.

Todas estas organizações incorporam nas suas estratégias

de gestão os princípios de igualdade entre mulheres

e homens, num compromisso claro com a promoção

da igualdade profissional e com o combate a todas as

formas de discriminação de género no trabalho e no emprego.

50

Joana Gíria, presidente da CITE

Os dados relativos à implementação destas medidas

incitam à continuidade desta trajetória de modernidade

iniciada em cada organização, no Fórum como um todo

e que espalha a toda a sociedade, no respeito pela dignidade

de todas as mulheres e de todos os homens no

mercado de trabalho.

2019 representa, para a CITE, 40 anos de existência

ao serviço das pessoas trabalhadoras e entidades empregadoras

e seis anos de Fórum iGen. Como tal, pretendemos

alargar mais ainda este Fórum, envolvendo

mais organizações e mais setores, como forma de dar

a conhecer as boas ideias e medidas concretizadas, e ir

mais longe, superando desafios implementando medidas

inovadoras, enfim contribuindo para a mudança da

sociedade.

É absolutamente necessário que deixemos de andar a

passo lento porquanto, como referiu o Secretário-Geral

da ONU, António Guterres, em 8 de março de 2018: “Ao

construirmos igualdade, damos às mulheres a chance

de realizarem o seu potencial. E também construímos

sociedades mais estáveis. A participação das mulheres

na tomada de decisões torna os acordos de paz mais

fortes, as sociedades mais resilientes e as economias

mais vigorosas (…). A igualdade de género é uma tarefa

pendente. Agora é o momento". A velocidade no mercado

será mais importante do que o ser perfeito, o que

ainda é uma grande luta para a maioria das empresas.

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