MARCO_2019-dm

araujomota

L U S I T A N O

MARÇO 2019

ANO XXV - Nº. 251 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

d e Z u r i q u e

C ARNAVAL

SUÍÇO

e as suas

tradições

l

JANEIRAS

cumpriu-se a

tradição

Páginas 10 e 11


FEVEREIRO 2019

ANO XXV - Nº. 250 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

2 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr, 48

8004 Zürich

www.cldz.ch - info@cldz.ch

Bufete, reserva de refeições 077 403 72 55

Cursos de alemão 076 332 08 34

Direcção

044 241 52 60 / info@cldz.ch

Futebol armindo.alves@garage-mutschellen.ch / 079 222 09 14

InCentro

incentro@cldz.ch

Publicidade 079 222 09 14/armindo.alves@garage-mutschellen.ch

Rancho folclórico

076 344 15 40 / rancho@cldz.ch

Vamos contar uma história 079 647 01 46

Consulado Geral de Portugal em Zurique

Zeltweg 13 - 8032 Zurique

Tel. Geral: 044 200 30 40

Serviços de ensino: 044 200 30 55

Serviços sociais: 044 261 33 32

Abertura de segunda a sexta-feira das

08:30 às 14:30 horas

Embaixada de Portugal

Weitpoststr. 20 - 3000 Bern 15

Secção consular: 031 351 17 73

Serviçoa sociais: 031 351 17 42

Serviços de ensino: 031 352 73 49

Serviços municipais de informação para

imigrantes - Zurique (Welcome Desk)

Stadthausquai 17 - Postfach 8022 Zurique

Tel.: 044 412 37 37

Polícia 117

Bombeiros 118

Ambulância 144

Intoxicações 145

Rega 1414

Edição anterior

L U S I T A N O

d e Z u r i q u e

Despesas

acessórias

Direito

Direitos e

obrigações

Páginas 10 e 11

Festa CLZ

dia

9 de Março

Página 09

Missão Católica de Língua Portuguesa – ZH

Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

Fellenbergstrasse 291, Postfach 217 - 8047 Zürich

Tel.: 044 242 06 40 7 044 242 06 45 - Email: mclp.zh@gmail.com

Horário de atendimento:

- segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

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EQUIPA EDITORIAL

Sandra Ferreira

EDITORIAL

É CARNAVAL…

NINGUÉM LEVA A MAL!

Confesso que não sou uma pessoa muito carnavalesca,

nem de participar em carnavais! Talvez porque

venha de uma zona do país onde esta festividade não

tinha qualquer importância e fosse feita apenas com

crianças. Ou, de certo, porque no seio da minha família

nunca fomos de participar nestas festividades

e até nem serem desejadas pelos meus familiares. A

verdade é que ainda hoje não encontro muito entusiasmo

para participar nessas festividades.

Eu, mesmo, encaro estas festividades um pouco

como sendo apenas para as crianças, apesar de, na

Suíça, estas serem mais frequentadas pelos adultos.

Acho que pode ser bom para puxar pela criatividade

e imaginação das crianças, criar-lhe um dia diferente,

uma personagem diferente. Talvez porque ainda

tenha presente essa imagem de na escola criarmos

os nossos fatos e acessórios, para depois desfilar em

frente a pais e familiares.

Quanto aos adultos, apenas consigo achar um pouco

de graça, quando os carnavais são utilizados para fazer

um pouco de sátira política e social. O que acontece

em alguns carnavais portugueses. Aí sim estamos

também a mostrar a nossa criatividade, para talvez

mostrar alguns aspectos que não estão bem na sociedade

ou na nossa comunidade. Contudo, sou realmente

desligada de carnavais que duram dias, com

pessoas que encarnam outra personagem e até mesmo

outro à vontade, nas ruas, completamente diferente

daquele que tem no dia-a-dia.

DIRECÇÃO

Directora:

Sandra Ferreira - nº CC 12 A

Sub-director:

Armindo Alves - nº CC 15 A

Email: lusitanozurique@gmail.com

COLABORAÇÃO

Cristina F. Alves nº CC 16 A

Pedro Nabais nº CC 14 A

Joana Araújo nº CC 11 A

Jorge Macieira nº CC 28 A

Maria dos Santos nº CC 27 A

Nuno Brandão

Lúcia Sousa

Pedro Nogueira

Natascha D´Amore

Daniel Bohren

Domingos Pereira

Carmindo de Carvalho

Euclides Cavaco

Pedro Barroso

Carlos Matos Gomes

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armindo.alves@garage-mutschellen.ch

Tel.: 079 222 09 14

EDIÇÃO,COMPOSIÇÃO

E PAGINAÇÃO

Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

araujo@manuelaraujo.org

Tel.:(+351) 912 410 333

IMPRESSÃO

Diário do Minho

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

Nota: Os artigos assinados re fle ctem tão-somente a opinião dos seus

autores e não vinculam necessariamente a Direcção desta Revista.

Esta publicação não adopta nem respeita

o inútil (des)Acordo Ortográfico

Contudo o carnaval existe já há séculos. E, pelo menos

na Suíça, estará sempre presente na vida das

pessoas de Fevereiro a Abril! n

Apoios: Jornal Tornado

Propriedade & administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr. 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60 - Fax: 044 241 53 59

Web: www.cldz.eu

E-mail: info@cldz.eu


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COMUNIDADES

Depois de um Inverno geralmente gelado, nos meses de

Fevereiro e Março é altura de quebrar o gelo e, durante

uns dias, sinónimo de festa: Primavera, música, diversão

e muita criatividade, chegou a folia do Carnaval!

Sandra Ferreira

Lúcia Sousa

Ao contrário do que se poderia pensar,

o Carnaval é uma época bastante

importante para o povo suíço, e os

seus preparativos decorrem ao longo

de todo o ano. Apelidado de “Fasnacht”,

é conhecido pelos seus coloridos

desfiles, com trajes elaborados

ao pormenor e acompanhado de música

tocada pelas dezenas de grupos

de “Guggenmusik”.

“Fasnacht” pode ser entendido como

a noite antes do tempo de jejum. Contudo,

a sua origem está na palavra

antiga “fasen”, que significava “ser

doido”. Só mais tarde se começou a

falar de Carnaval, vocábulo derivado

do Latim e que significa: Carne, vive

em paz!

Apesar de, originalmente, o Carnaval

ser uma tradição católica iniciada nos

cantões católicos, alguns cantões

fazem dela uma tradição pagã, nos

quais se utilizam máscaras assustadoras

para espantar os espíritos

maus. Numa viagem carnavalesca,

fomos então conhecer a tradição dos

dois maiores Carnavais helvéticos

- Lucerna e Basileia, - além daquele

que é festejado na cidade que nos

acolhe: Zurique.

Folia carnavalesca de

Lucerna

Localizada na Suíça central, ladeada

por lagos e montanhas, Lucerna é a

oitava maior cidade e uma das mais

visitadas deste pequeno país alpino.

O ex-libris mais conhecido é certamente

a Kapellbrücke (1365), uma

ponte coberta de madeira com uma

torre que se estende por um canal do

lago. Com uma grande diversidade

cultural e forte potencial económico,

Lucerna conta com cerca de 70 mil

habitantes e atrai mais de 2,5 milhões

de visitantes todos os anos.

Durante os 6 dias de Carnaval – este

ano, de 28 de Fevereiro (Schmutziger

Donnerstag) a 5 de Março - as pacatas

ruas da cidade são invadidas por milhares

de pessoas usando máscaras

gigantes e divertidas, dançando ao

som de bandas que tocam a chamada

Guggenmusigge, o tradicional estilo

musical carnavalesco, que tocam

músicas actuais com instrumentos de

percussão e sopro, desfilando pelas

ruas do centro histórico, numa irresistível

animação musical. O primeiro

destes grupos terá sido formado por

volta de 1950, tomando como exemplo

os da cidade de Basileia.

No início, era um pequeno grupo

que cresceu muito e hoje torna inesquecível

esta colorida comemoração

anual. As bandas não marcham simplesmente

pelas ruas em formação

coordenada, mas fazem paragens frequentes,

representando cenas e misturando-se

com a multidão.

As origens do Carnaval de Lucerna

são marcadas pela figura de Fritschi,

um homem idoso, sua esposa,

conhecida como Fritschene e o filho,

Fritschikind. Naquela época, a família

Fritsch organizava desfiles de temas

patrióticos, históricos ou folclóricos,

mas, na actualidade, a festa tem uma

conotação mais satírica e divertida.

Embora o nome Fritschi derive provavelmente

de Fridolin, a origem e o significado

deste personagem não são

fáceis de determinar. Certo é que Fritschi

remonta ao século XV, quando

costumava ser um boneco de palha e,

provavelmente, a figura simbólica de

uma das guildas da época.

Por volta de 1920, o grupo Fritschi encontrou

um rival na recém-formada

“Wey Guild”, que adoptou a figura de

um sapo como personagem principal

dos seus cortejos satíricos. Hoje

em dia, o desfile Fritschi acontece na

quinta-feira, uma semana antes da

Quarta-feira de Cinzas, enquanto o

desfile Wey decorre na segunda-feira

de Carnaval e última noite, com um

concerto de monstros na terça-feira

de Carnaval. Estes desfiles constituem

o ponto alto da animada folia

carnavalesca de Lucerna, uma festa a


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COMUNIDADES

não perder. Se o tema é Carnaval e

vive na Suíça então… Lozärner Fasnacht!

Carnaval de Basileia

O Carnaval de Basileia remonta

ao século XIX e, ao contrário dos

outros, é celebrado uma semana

depois da Quarta-feira de Cinzas,

sendo o carnaval protestante com

mais significado no mundo. Começa

precisamente na segunda-feira às

4 da manhã com o cortejo chamado

“Morgenstraich”, terminando na

Quinta-feira, novamente às 4 horas

da madrugada com o “Ändstraich”.

Durante o “Morgenstraich”, a cidade

fica às escuras e dá lugar a um desfile

de lanternas gigantes. A festa

dura três dias e junta residentes com

multidões de visitantes de todos os

lugares, mostrando os seus trajes e

incentivando forasteiros a participar

na animação do Carnaval.

A festa carnavalesca de Basileia

é uma das maiores da Suíça, e os

seus habitantes consideram-na “die

drei scheenschte Dääg” (os três dias

mais bonitos). Nos desfiles realizados,

quer na segunda quer na quarta-feira,

participam cerca de 11 mil

pessoas mascaradas e em grupos

alegóricos, sendo a terça-feira dedicada

às crianças. Estima-se que terá

sido igualmente em Basileia que surgiram

as primeiras bandas de “Guggenmusik”,

o que torna esta festa

mais participada. Em 2017, o Carnaval

de Basileia foi reconhecido pela

UNESCO como Património Imaterial

da Humanidade.

Carnaval multicultural de

Zurique

O Carnaval de Zurique não é, de facto,

dos mais famosos. Durante muitos

anos, esta festa de cariz católico,

foi até proibida na cidade de Zurique,

que é maioritariamente protestante.

Com o passar do tempo, os habitantes

acabaram por aderir também

a esta festa, apesar de, em Zurique,

esta representar mais o Carnaval das

diferentes culturas de origem migrante

aqui residentes. Assim sendo,

o mais curioso neste Carnaval é o

desfile onde estão presentes as tradições

das comunidades migrantes.

Conhecido por ser um Carnaval muito

colorido e multicultural, este só

não é mais representativo por não

ser organizado pela classe burguesa

da cidade de Zurique.

A SofiLayla e Werni

Residentes no Estrangeiro

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A Caixa, com certeza. Um Banco com 140 anos de história

e uma vasta experiência na oferta de soluções financeiras

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6 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

PUBLIREPORTAGEM

COMUNIDADES

Intention: uma só loja,

mas tudo o que precisa!

Imagine que tem um evento à última da hora. Não sabe que vestir, a depilação por fazer,

não tem tempo para cabelo nem maquilhagem e não sabe que fazer. A Intention

Concept, em Schlieren tem a solução. Uma loja em que a mulher pode encontrar tudo o

que precisa, para um evento, sem ter de saltar de loja em loja. O Lusitano de Zurique vez

uma visita e ficou a saber mais sobre este projecto de Inês Carneiro.

eA Jorge Macieira

Nome:

Inês Carneiro

Idade:

29 anos

Naturalidade:

Vila Nova De Famalicão

Na Suíça desde:

2013

Profissão:

Empresaria-gerente

Um desejo:

que o conceito da Intetion funcione

e que seja cada vez mais aceite

pela comunidade de Zurique

Hobbys: Ler, terapias

Lusitano Zurique - Qual a ideia/ conceito

por detrás da Intetion? Como

surgiu a ideia de criar assim uma loja?

Inês Carneiro — O conceito por detrás

da Intetion é a mulher obtenha tudo

que necessita num mesmo espaço,

é um conjunto de serviços que uma

cliente que entre aqui saia preparada

para qualquer evento.

L.Z - Quais os serviços que encontramos

no vosso espaço?

I. C. — Temos depilação a cera e laser,

massagem, cabeleireiro, loja de roupa

masculina e feminina, maquilhagem,

unhas de gel e temos um pacote completo

que é um dia com um combi de

todos os serviços da Intetion.

L.Z - Vocês surgiram recentemente no

mercado em Zurique. Como vos tem

recebido?

I. C. — Depois do mercado de Luzerna,

que foi muito marcante na minha

vida, pois estive lá seis anos, e foi

muito bem aceite e acarinhada pela

comunidade. Em Zurique também foi

muito bem recebida e estou altamente

contente com o meu público e com

o carinho que tenho recebido.

L.Z - Aos poucos estão a surgir vários

projetos com o mesmo conceito, ou

seja, vários tipos de negócio em um só

espaço. Quais as vantagens e desvantagens

por detrás desta ideia?

I. C. — Nunca pensamos nas desvantagens,

apenas pensamos nas vantagens

que pode trazer para os nossos

clientes. O que diferencia a Intetion

das outras lojas é sempre pensar no

melhor para o nosso cliente, e para

isso trabalhamos como as melhoras

marcas possíveis no mercado para

melhorar o nosso serviço. Por exemplo,

nós somos a única representante

da marca Gianni Kavanagh, pela qual

Ricardo Quaresma dá a cara, aqui em

Zurique.

L.Z - Reparo que há bastante aposta

nas marcas portuguesas, somos dos

melhores nessas áreas?

I. C. — É uma aposta pois são materiais

de Portugal. Felizmente o nosso

país realmente é uma dos maiores

produtores têxteis, e em vários produtos

para a pele e cabelo os produtos

portugueses são um dos melhores ao

nível de mercado.

L.Z - Sendo que já existe muito na área

da imagem e estética, o que vos distingue

no mercado?

I. C. — É a imagem que nós passamos,

os vídeos de publicidade e os

eventos. Queremos passar a ideia de

pessoas estarem aqui e estarem em

casa, onde não veem só cortar o cabelo

mas sim passar um bom momento,

com conversa, com um café, para fazer

feliz o nosso cliente que se torna

nosso amigo/a.

L.Z - Por quantas pessoas é constituída

a tua equipa?

I. C. — Temos duas meninas nas

unhas de gel, temos sempre uma vez

por mês uma convidada de Portugal

que esteja mais a frente em termos de

design para satisfazer as clientes que


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 7

PUBLIREPORTAGEM

queiram um termo mais excêntrico.

Em relação a cabeleireiro temos a

Paula uma excelente profissional

em termos de cabelo. Na loja de vestuário

sou eu que estou a tender, nas

massagens temos uma massagista

especializada e profissional, para

estética temos uma profissional e

temos microblading.

L.Z - A nível da tua clientela é mais

comunidade portuguesa ou a comunidade

no geral?

I. C. — Temos um bocadinho de

tudo, apesar da rede social ser praticamente

em Portugal, as comunidades

veem a mim por causa da língua

e eu adoro poder atender em português

amo mesmo, acho que devemos

dar um pouco mais de mérito

a língua portuguesa. Mas estamos

abertos a todas as comunidades, estamos

num pais e nos somos também

multi-comunitários.

L.Z - Quais são os vossos desejos de

futuro?

I. C. — Os desejos para a loja é que

os clientes saiam sempre satisfeitos

com os nossos serviços e que voltem

e que tragam mais clientes, seja

amigos ou familiares.

L.Z - Os novos projetos para brevemente

da Intetion?

I. C. — Um evento que costumava

fazer com as clientes, patrocinadores

e amigas na altura do natal, mas

este ano passado não me foi possível

por causa da abertura da loja. Por

isso, este ano, irei fazer no dia 9 de

março, um jantar da mulher, com várias

supressas e presentes. Teremos

também um programa específico

para as primeiras comunhões e crismas

para estarem ao melhor nível

possível.

Paula Fonseca

Profissão: cabeleireira

L.Z — Como tem sido a

aderência ao seu trabalho?

Paula Fonseca —Temos

tido bastante procura,

principalmente da comunidade

portuguesa e a

nível geral, trabalhamos

apenas com comunidade

feminina.

L.Z — Há quantos anos começou

como cabeleireira?

P. F. — Aos onze anos comecei

como ajudante a

lavar cabeças nos tempos

livres, sempre tive esta

paixão, em 2002 fiz o meu

curso para ficar especializada

na área e aumentar o

meu conhecimento.

L.Z — Teve ocupação

como cabeleireira em que

países?

P. F. — Comei em Portugal,

e depois como tive

emigrada nas Caraíbas

também tive lá a função

de cabeleireiro e depois

quando vim para a Suíça

assumi a mesma profissão.

L.Z — Que género de pedidos

tem recebido? Alguns

mais específicos?

P. F. — Cortes normais, trabalhos

estéticos, uma secagem,

hidratação e penteados

mais específicos

consoante o evento. Penteados

mais específicos

com o cabelo típico africano,

eu tive nas Caraíbas e

tenho técnica para conseguir

trabalhar com esses

géneros de cabelo e que

tem saído bastante contentes

com os serviços.

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210.70 Chf ( adultos / +25 anos )

205.90 Chf ( adultos / 19-25 anos )

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Junto à Estação de Wiedikon

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info@andradefinance.ch


8 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

CLZ canta Janeiras

para embaixador

em Berna

eA Jorge Macieira

Como já é tradição há onze anos, o grupo de janeiras do Centro Lusitano de Zurique juntou-se,

por mais um ano consecutivo, para cantar e animar vários locais portugueses, entre restaurantes,

igrejas, comercio e associações, com o objectivo de ajudar três associações portuguesas

em Portugal.

Uma das tradições portuguesa que o Centro Lusitano de Zurique faz questão de manter e conservar

entre a comunidade lusa de vários pontos da Suíça.

Assim, no passado mês de Fevereiro, alguns elementos deste grupo deslocaram-se à residência

do embaixador de Berna, onde actuaram para o embaixador António Ricocca Freire, que

está na Suíça há cerca de um ano e meio, depois de vários anos noutros países por todo o mundo

com as funções de embaixador.

Uma recepção, em que o embaixador ficou bastante emocionado ao ver um grupo cantar-lhe as

janeiras, mesmo longe do seu país natal. No final da actuação foi ainda servido um banquete

ao grupo que deixou a promessa de para o ano voltar.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 9

Centro Lusitano

de Zurique

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Março

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10 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

DIREITO

Perda do direito ao domicílio (permissão

tipo C) e residência (permissão tipo B)

Daniel Bohren

Uma Permissão de

domicílio C para a

Suíça é uma permissão

duradoura,

que tem validade

ilimitada e não tem

de ser renovada. O

prazo para controlo

diz apenas respeito

à validade do cartão,

quer dizer, o cartão

tem de ser renovado

antes do fim do

prazo de controlo.

Quem esquece isto,

tem um cartão caducado,

mas não perde

por isso o direito de

domicílio.

No entanto também se pode

perder a o direito de domicílio

respetivamente a Permissão

tipo C.

Quem está mais de 6 meses

no estrangeiro, perde

a Permissão tipo C automaticamente.

A razão para

a estadia no estrangeiro é

irrelevante. A regra é válida

tanto para estadias de

férias, de trabalho ou para

tratamentos. Uma estadia

no estrangeiro pode a saber

ser concedida por uma duração

de até 4 anos . Para isso

tem no entanto de ser feito

um requerimento justificativo

antes de decorridos seis

meses.

Uma permissão de domicílio

também pode todavia ser

revogada pela Repartição de

migração (Migrationsbehörde)

nos casos seguintes:

A uma pessoa, que tem domicílio

regular na Suíça há

pelo menos 15 anos, pode

ser retirada a permissão de

domicílio C, se tiver infringido

a ordem pública e a

segurança na Suíça ou no

estrangeiro de modo grave

ou se a puser em perigo.

São abrangidos entre estes

infratores, por exemplo,

quem intencionalmente não

cumpre as suas obrigações

de direito público (impostos,

contribuições para a Caixa

da Previdência ...) ou as suas

obrigações de direito privado

(créditos, alimentos,…).

Comporta-se intencionalmente

quem, sem justificação

comprovável, mas sim

por desinteresse acumula

grandes dívidas. A permissão

de domicílio C também

pode ser revogada, se uma

pessoa foi condenada a uma

pena de prisão de maior duração,

compreendendo-se

por uma pena de prisão de

maior duração uma pena de

prisão de um ano. Por outro

lado a revogação da Permissão

de domicílio C tem

de ser sempre proporcional.

Uma revogação só deverá

ser autorizada excepcionalmente,

por exemplo, com delitos

muito graves (venda de

droga organizada e extensa,

terrorismo, …) ou quando se

lhes juntam outras circunstâncias,

por exemplo, uma

estadia curta na Suíça ou

uma má integração (falta de

conhecimentos da língua,

anos a receber ajuda social,

ausência de laços familiares,

numerosos atropelos às

leis, etc…). No total, para cidadãos

da EU, graças à totalidade

das situações, tem de

haver também um perigo de

recidivar.

A uma pessoa com menos

de 15 anos de domicílio na

Suíça a Permissão de domicílio

C pode ser retirada

também, por estar a receber

prolongadamente e em

montantes importantes de

ajuda social.

Com estes exemplos trata-

-se de uma revogação da

Permissão de domicílio C

pela Repartição de migração.

Também se pode no

Tem perguntas que digam

respeito ao direito?

Envie a sua pergunta com a indicação “Lusitano” a:

Bohren Rechtsanwalt, Postfach 229,

8024 Zürich, ou para: mail@dbohren.ch


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 11

DIREITO

entanto perder o direito a domicílio

devido a uma expulsão do país pelo

direito penal. Para um grande número

de delitos e crimes o direito penal

exige obrigatoriamente uma expulsão

do país, assim, por exemplo, por homicídio,

ferimentos corporais intencionais

e graves, delitos sexuais, delitos

com perigo público, como, fogo posto,

delitos de droga, mas também quem

participa num ataque a uma outra

pessoa, que tem como consequência

o ferimento de uma pessoa, tem de

ser obrigatoriamente expulso do país,

sendo o mesmo válido para quem é

sentenciado por roubo com arrombamento,

burla, desvio de fundos e

furto da maneiro de ter rendimentos

regulares. A expulsão do país pode

ser imposta por 5 a 15 anos. Também

na expulsão do país têm aliás de ser

pesados os interesses particulares do

interessado e os interesses do estado.

Em especial para cidadãos da EU

tem de haver um perigo de recidiva.

Quem vive aqui há já muitos anos

e tem família, em especial crianças

mais pequenas e se encontra profissionalmente

integrado, só tem que

temer uma expulsão do país, se se

tornou repetida e seriamente punível

e houver um perigo de recidiva.

Na Suíça é aliás reconhecível uma

tendência forte para manter imigrantes

fora do país, pelo que justamente

pessoas mais novas, que cresceram

aqui, deveriam pensar em adquirir a

nacionalidade suíça. Uma vez que a

Suíça reconhece a dupla nacionalidade,

ninguém tem de desistir da sua

nacionalidade de origem.

Para quem apenas quiser uma permissão

de permanência curta (em

regra até um ano) ou uma Permissão

de residência do tipo B, convém saber,

que a sua permissão acaba também,

com a dissolução da relação laboral, a

saber do seguinte modo:

Permissão de permanência curta:

Com a conclusão da relação laboral

ou rescisão antecipada pelo empregador,

o direito ao domicílio expira 6

meses após a dissolução da relação

laboral. Se o empregado rescinde ele

próprio, perde de imediato o direito ao

domicílio. Enquanto aliás houver um

direito ao subsídio diário de desemprego,

a permissão de domicílio não

se extingue. Não há direito a ajuda

social.

A Permissão de residência do tipo B:

Quem não atingia ainda 12 meses de

estadia na Suíça perde a sua permissão

de domicílio 6 meses após a rescisão

pelo empregador. Quem rescinde

ele mesmo, perde imediatamente

a sua permissão de domicílio, se não

tiver, logo a seguir ao seu trabalho, um

trabalho novo.

Também aqui é válido, que uma autorização

de residência não expira, enquanto

houver direito ao subsídio de

desemprego diário. Não há direito a

ajuda social. Para quem viveu há mais

de 12 meses na Suíça, a sua permissão

de domicílio acaba também 6 meses

após a rescisão pelo empregador,

mas tem durante este tempo direito

a ajuda social. Se existe um direito a

subsídio de desemprego diário, então

o direito a permanência não acaba

já com o fim desse direito, mas sim

6 meses mais tarde e, durante esse

tempo, também há um direito a ajuda

social.

Estas determinações não são no entanto

válidas, para aqueles que devido

a doença ou a acidente se encontram

temporariamente incapacitados de

trabalhar ou inválidos. Nestes casos

o direito a permanência não termina e

há direito a ajuda social.


12 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADES

COMUNIDADES

Sabia que a realização de

pagamentos em dinheiro é

mais rápido?

Carregar no bolso moedas e notas para além de ser inconfortável

não é nada moderno. Mas ainda continua a ser mais rápido na hora

de efectuar pagamentos. Segundo um estudo realizado pelo banco

Alemão Bundesbank, os clientes que pagam em dinheiro (32, 34

segundos) são dois segundos mais rápidos do que aqueles que

pagam com o sistema digital.

Este estudo revelou outro surpreendente resultado, quanto maior é

o valor a pagar mais demorado é o processo de pagamento. Segundo

os autores de estudo a razão é, que o cliente para quantias mais

pequenas se prepara antes do acto porque já sabe aproximadamente

ou o total da compra.

Só a partir de valores superiores a 100 Euros é invertido o sentido

de tempo do pagamento. Outro factor é a idade do cliente. Quanto

mais jovem e o cliente mais rápido se realiza o pagamento mesmo

em valores mais baixos.

Resumindo, quando estamos na caixa do supermercado e desejamos

que o processo se realize mais rapidamente devemos ter em

conta a idade dos clientes que nos precedem e não o método de

pagamento.

Nova tarifa para o imposto

sobre a televisão e rádio na

Suíça

Em 2017 o Governo Federal decidiu que a partir de Janeiro de 2019 em

reduzir os preços do imposto sobre a captação do sinal de Rádio e Televisão

de 451 para 365 Francos suíços por cada habitação. Em 2021

será feita uma vez mais uma avaliação e prevê-se um nova redução

no preço da tarifa.

Titulares da factura

Também foram introduzidas alterações no método de facturamento.

Nas facturas de 2019 em diante constará o nome de todas as pessoas

de maioridade que residem nessa habitação segundo o registo

da junta de freguesia.

Isenção de pagamento

Tem direito à isenção de pagamento os pensionistas (AHV e IV); Pessoas

deficientes audiovisuais; e residentes que comprovem que não

possuem Rádio (incluindo rádio no automóvel), Televisão, Computador,

Telemóvel, Tablet até ao final de 2023.

a Domingos Pereira


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 13

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VW GOLF VII 2.0 TSI GTI

Clubsport DSG

Caixa Automatica, Gasolina, 265 PS

*Com Inspecção (MFK) * Carro

suíço com Garantia *

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os serviços

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14 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

AGENDA CULTURAL

Domingo 3.3.

- Apresentação de

dança

Hoje na “Tanzhaus Zürich”

dançarinos apresentam seus

trabalhos e experiências no

espectáculo “Open Stage”.

Todos os interessados são

bem-vindos. Uma programação

única aguarda por você!

17:00-19:00. CHF 5.-.

Tanzhaus Zürich. Wasserwerkstr.

129. Tram 4/13/17

bis „Dammweg“ oder S2/8/14

oder Bus 33/46 bis „Bahnhof

Wipkingen“. http://www.tanzhaus-zuerich.ch

Terça-feira5.3.

- Exposição sobre preto

e branco

Na exposição “of Colour”

você verá obras de artistas

que se confrontam com o

tema da cor da pele. As obras

são coloridas ou sem cores.

Em todo caso, os artistas não

pensam só em preto e branco.

Até o dia 07.04. Ter-dom

11:00-18:00. Qui 11:00-20:00.

Entrada livre.

Helmhaus. Limmatquai 31.

Tram 4/15 bis „Helmhaus“.

http://www.stadt-zuerich.ch/kultur/de/index/institutionen/

helmhaus.html

Segunda-feira 11.3.

- Fazer jardinagem juntos

Os imigrantes e todos os que

gostam de fazer jardinagem,

são bem-vindos no projeto

“Neue Gärten”. Em conjunto,

eles cuidam dos canteiros

nos jardins comunitários no

Quartiergarten Hard, Schwamendingen,

Triemli, Balgrist e

Pflanzplatz Dunkelhölzli. Os

iniciantes aprendem com os

jardineiros experientes. O jardim

é um lugar ideal para conhecer

outras pessoas e falar

alemão. Participação gratuita.

Informações 077 496 23 76

ou lisa.moser@heks.ch.

AGE

CULTU

d

Zuri

Domingo 3.3.

- Caça ao tesouro para

as famílias

Adultos e crianças de 4-10

anos estão convidados para

uma caça ao tesouro em Witikon.

Durante um passeio,

eles devem resolver pequenos

enigmas. O mapa do

tesouro pode ser obtido diretamente

no GZ Witikon ou

na página web. Há diferentes

modalidades para crianças

pequenas e grandes. Até o

dia 31.03. Você pode fazer a

caça ao tesouro em qualquer

momento, porém a arca do

tesouro só pode ser aberta na

manhã de domingo de 10:00-

12:00. Participação gratuita.

GZ Witikon. Witikonerstr.

405. Bus 31/701/703/704

bis “Loorenstrasse”. http://www.gz-zh.

ch/gz-witikon

Segunda-feira 4.3.

- Exposições sobre

a sustentabilidade

(04.03.-09.03.)

A “Nachhaltigkeitswoche

Zürich” é um projeto de estudantes

para todos os interessados.

O âmago do projeto é

um relacionamento cuidadoso

com os recursos do nosso

planeta. Visitantes podem

participar de palestras, ver filmes,

fazer jardinagem e muito

mais. Todas as exposições

são abertas ao público e gratuitas.

Programação: www.nachhaltigkeitswoche.ch.

http://www.nachhaltigkeitswoche.ch

Sábado9.3.

- Fabricar objectos de

argila

Adultos e crianças divertem-

-se na olaria no GZ Heuried.

Eles criam objetos como tigelas,

canecas, bibelôs e brinquedos.

Tintas e um forno estão

à disposição. 14:00-17:00.

Custos variáveis de acordo

com material utilizado entre

CHF 2.- e CHF 7.-.

GZ Heuried. Standort Manesse.

Staffelstr. 5. Tram 5/13/17

oder Bus 72 bis „Sihlcity

Nord“.

http://www.gz-zh.ch/gz-heuried

Domingo10.3.

-Troca de roupas

Você tem roupas em bom

estado que você nunca usa?

Troque-as! Hoje a “Schauspielhaus

Zürich” organiza um

armário gigante de roupas

para todos. Traga no máximo

dez peças de roupas, entregue-as

na entrada e procure

novas roupas. Música e lanches

no local. 14:00-17:00. A

entrega das roupas pode ser

feita anteriormente de 11:00-

13:00. CHF 5.-.

Schauspielhaus. Spielort

Pfauen. Rämistr. 34. Tram

3/5/9 oder Bus 31 bis „Kunsthaus“.

http://www.schauspielhaus.ch

http://www.heks.ch

Terça-feira12.3.

- Noite de cinema

As terças-feiras neste semestre,

a “Filmstelle” organiza

uma noite com ambiente de

cinema. No bar há pipoca e

bebidas a preços populares.

Em março, a temática das noites

de cinema é “B-Movies!

Blood, Beast, Breasts ... and

Batman”. Hoje há a exibição

do filme “Them!”, uma ficção

científica de 1954. Em inglês.

Abertura das portas 19:30.

Início do filme 20:00. CHF 5.-.

Filmstelle. Universitätsstr. 6.

Tram 6/9/10 bis “ETH/Universitätsspital”.

http://www.filmstelle.ch

Sábado16.3.

-Histórias na língua

materna

O projeto “Family Literacy”

apoia os pais no fomento linguístico

de seus filhos. Adultos

e crianças contam histórias,

leem, brincam e cantam

juntos em suas línguas maternas.

O projeto acontece

em diversos dias em albanês,

árabe, chinês, francês, português,

espanhol, tâmil ou turco

em várias bibliotecas PBZ.

Hoje em tâmil na PBZ Hardau,

às 14:00. Participação

gratuita

PBZ Hardau. Norastr. 20.

Tram 2/3 oder Bus 33/72 bis

„Albisriederplatz“. http://www.pbz.ch/

hardau


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 15

AGENDA CULTURAL

NDA

Domingo17.3.

- Exposição sobre insectos

Sábado 23.3.

- Ioga e histórias para

crianças e pais

RAL

e

que

Até final de Junho pode visitar

a exposição “Insekten

lebenswichtig!” no Museu

Zoológico. Para nós, humanos,

os insectos são essenciais

à vida, mas muitas

espécies estão em vias de

extinção. O que podemos

fazer? Hoje e em muitos domingos

realiza-se às 11:30

uma visita guiada gratuita.

Ter-dom 10:00-17:00. Entrada

livre.

Zoologisches Museum. Karl-Schmid-Str.

4. Tram 6/9/10

bis „ETH/Universitätsspital“.

http://www.zm.uzh.ch

Crianças dos 3 anos e meio

até aos 8 e seus acompanhantes

podem fazer ioga

e ouvir histórias. É favor

trazer o seu próprio tapete

e toalha. Também a 30.03.

09:30-10:30. Entrada livre,

contribuição espontânea.

Bibliothek PBZ Riesbach.

Seefeldstr. 93. Tram 2/4 oder

Bus 33 bis “Höschgasse”.

http://www.pbz.ch

Terça-feira26.3.

- Música de New Orleans

Sexta-feira 29.3.

- Festival de bicicletas

(29.03.-31.03.)

No “Urban Bike Festival”

tudo gira à volta da bicicleta.

Participe num concurso ou

aprecie obras de arte feitas

de bicicletas. Além disso,

encontra no festival barraquinhas

de comida sujeita

a pagamento, artigos para

bicicletas e concertos gratuitos.

Sex 16:00-24:00, sáb

11:00-24:00, dom 10:00-

17:00. Entrada livre. Schiffbau.

Schiffbaustr. 4. Tram

4 oder Bus 33/72 bis „Schiffbau“.

http://www.urbanbikefestival.ch

Quarta-feira 20.3.

-Teatro de uma artista

croata

Na peça “Glück”, depois de

muitos anos, uma autora

croata regressa ao seu país.

A aldeia da sua juventude

chama-se “Glück”. A peça

aborda a vida de estrangeira

e a força da língua e da poesia.

19:00. Com KulturLegi

CHF 5.- (em vez de CHF 35.-).

Outras datas no website.

sogar theater. Josefstr.

106 (im Innenhof). Tram

3/4/13/17 oder Bus 32 bis

„Limmatplatz“. http://www.sogar.ch

O trombonista “Trombone

Shorty” é originário de Nova

Orleães e já tocou com estrelas

como Madonna. Hoje

toca com a banda “New Orleans

Avenue” e apresenta

o seu novo álbum “Parking

Lot Symphony”. Desfrute de

uma noite com música folk,

blues e groove. 19:00. Concerto

às 20:00. O escritório

da MAPS oferece 2×2 bilhetes.

Basta ligar para o tel.

044 415 65 89 ou enviar um

e-mail para: maps@aoz.ch.

Kaufleuten. Pelikanplatz.

Tram 2/9 bis „Sihlstrasse“.

http://www.allblues.ch

Sábado 30.3.

- Teatro

O que é a paixão? Alegria ou

sofrimento? Acção ou paralisação?

A peça “Pasionara”

analisa estes diversos significados.

18:00. Entrada livre.

Aconselha-se fazer reserva:

kasse@gessnerallee.ch.

Gessnerallee Zürich. Gessnerallee

8. Tram 3/14 oder

Bus 31 bis „Sihlpost“ oder

S4/10 bis „Zürich Selnau“.

http://www.gessnerallee.ch

© annca

quinta-feira21.3.

- Exposição sobre a

Barbie

A exposição “60 Jahre Barbie”

apresenta a história da

famosa boneca. Ao longo

destes anos, a Barbie foi alterando

a sua aparência, o

seu gosto por roupas e também

os seus passatempos.

Seg-sex 14:00-17:00, sáb

13:00-16:00. CHF 5.-, gratuito

para crianças até aos 16

anos.

Zürcher Spielzeugmuseum.

Fortunagasse 15. Tram

6/7/11/13/17 bis „Rennweg“.

http://www.zürcher-spielzeugmuseum.ch

Quarta-feira 27.3.

- Oficina de madeira

Na oficina do centro comunitário

(GZ) Bachwiesen

pode fabricar objectos em

madeira, mas também experimentar

e fazer trabalhos

manuais. Um especialista

apoia e mostra novas técnicas.

Ter 14:00-17:00, qua

14:00-21:00, qui-sex 14:00-

18:00. Por cada tarde: adultos

CHF 6.-, crianças CHF

2.-. Utilização de máquinas:

CHF 10.- a CHF 20.-.

GZ Bachwiesen. Bachwiesenstr.

40. Bus 67/80 bis

“Untermoosstrasse”. http://www.

gz-zh.ch/gz-bachwiesen

Domingo 31.3.

- Música brasileira

Hoje no espaço cultural “Mimos”

pode apreciar música

brasileira: jazz, bossa nova

e choro. A banda “Regional

de choro brasileiro” interpreta

os seus próprios temas e

também canções de artistas

conhecidos. Abertura

de portas: 17:00, concerto:

17:30. Entrada livre, contribuição

espontânea.

Mimos. Kornhausstr. 18. Bus

32/46 bis “Nordstrasse”. http: //

www.mimos-zurich.ch

a Domingos Pereira


16 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADES

Direitos dos portugueses residentes no Reino

Unido já estão consagrados na lei Britânica

Ministério dos Negócios Estrangeiros, revelou que está

disponível para avaliar “disposições alternativas” que

venham a ser apresentadas pelo Reino Unido. Mas os

objectivos já foram alcançados porque os direitos dos cidadãos

portugueses que residem no Reino Unido estão

consagrados na lei.

Augusto Santos Silva revelou que teve conhecimento

desta informação quando indicou ao seu homólogo britânico

que o Governo português, se prepara para apresentar

“brevemente” no parlamento a proposta de lei que

confirma os direitos dos cidadãos britânicos a residir em

Portugal.

O chefe da diplomacia portuguesa adiantou que garantiu

ao homólogo britânico que, “do ponto de vista político”,

essa lei será “aprovada por larguíssima maioria”, pelo que

“importava que o Reino Unido fizesse a mesma coisa,

que transformasse o ‘policy paper’, que garante a reciprocidade,

numa lei”.

O objetivo desta iniciativa da Secretaria de Estado das

Comunidades Portuguesas, em parceria com a Câmara

Municipal do Porto, é reunir e colocar em interação

representantes das principais Redes dos Portugueses

da Diáspora enquanto agentes particularmente ativos e

reconhecidos em áreas de relevância quer na comunidade

portuguesa em que se inserem, quer na sociedade

do respetivo país de acolhimento para proceder a uma

reflexão alargada sobre o trabalho realizado até ao presente

com as comunidades portuguesas e, sobretudo,

debater perspectivas de colaboração futura, com formulação

de sugestões e recomendações.

Voto electrónico presencial vai ser testado na eleição

para o Parlamento Europeu

1° Congresso Mundial

das Redes da Diáspora

Decorrerá no próximo dia 13 de Julho, no Porto, no auditório

da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).

O Distrito de Évora foi a cidade escolhida para acolher

o projecto-piloto do governo - voto electrónico presencial

- nas próximas eleições para o parlamento europeu

que se realizam a 26 de Maio. O Ministro da administração

interna Eduardo Cabrita referiu que este era um

bom momento “ para realizar este teste porque é uma

eleição que tem características muito próprias, que se

realiza em todo o território nacional, mas com círculo

eleitoral único e que é “um passo significativo para modernizar

o sistema eleitoral” .

Para o efeito estarão abertas 50 mesas de voto repartidas

pelas nas 23 freguesias existentes nos 14 concelhos

do distrito que funcionaram independentemente das

186 mesas de voto tradicional. No distrito de Beja existem

cerca de 137 mil eleitores.

Esta não era a única novidade introduzida no próximo

acto eleitoral. O número de eleitor deixará de ser necessário,

por a identificação do eleitor passara a ser feita

com exclusivamente pelo cartão de cidadão.

Fonte: Agência Lusa


Recenseamento Eleitoral

“Legislação aplicável”

O que deve saber e como proceder

www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 17

COMUNIDADES

Para mais informações, aconselha-se a consulta do sítio da

Comissão Nacional de Eleições, nomeadamente os links

indicados abaixo:

http://www.cne.pt/content/alteracoes-no-recenseamento-eleitoral-de-cidadaos-portugueses-residentes-no-estrangeiro

Entraram recentemente em vigor alterações ao regime jurídico

do recenseamento eleitoral e às Lei Eleitorais do Presidente

da República e da Assembleia da República.

Estes novos diplomas determinam, entre outras coisas, o

recenseamento automático e oficioso dos cidadãos portugueses

maiores de 17 anos que sejam detentores de cartão

de cidadão com morada no estrangeiro, bem como a possibilidade

de os mesmos exercerem o voto presencial nas

eleições à Assembleia da República.

Quais são os próximos passos e as novidades introduzidas?

Cada cidadão ficará inscrito automaticamente na comissão

recenseadora da área da sua residência constante no cartão

de cidadão.

De qualquer forma, os cidadãos portugueses inscritos no

estrangeiro podem, a qualquer momento, solicitar o cancelamento

da sua inscrição automática no recenseamento

eleitoral.

Por outro lado, e desde já, no acto do pedido de emissão ou

renovação do cartão de cidadão, os cidadãos deverão obrigatoriamente

optar pela manutenção ou cancelamento da

inscrição, ficando essa informação registada no sistema.

Aqueles cidadãos que sejam titulares de bilhete de identidade

não ficam automaticamente inscritos no recenseamento

eleitoral português, devendo promover a sua inscrição

junto da comissão recenseadora da área da sua residência.

Os cidadãos portugueses inscritos em Estado Membro

da União Europeia são eleitores dos deputados de Portugal

nas eleições ao Parlamento Europeu, salvo declaração

formal de que optam por votar nos deputados do país de

residência.

Nas eleições à Assembleia da República, os cidadãos portugueses

inscritos no estrangeiro passam a poder optar entre

o voto presencial ou o voto por via postal, manifestando

a sua preferência junto da respetiva comissão recenseadora

até à data de marcação de cada ato eleitoral. No caso

de não ser manifestada nenhuma preferência, os cidadãos

portugueses inscritos no estrangeiro exercerão o seu direito

de voto por via postal.

Deseja saber onde está Recenseado?

Deve consultar os cadernos de recenseamento (consultando

o sítio indicado em baixo), depois de preencher o formulário

ficará a saber a que freguesia, distrito, (consulado) a

que pertence.

https://www.recenseamento.mai.gov.pt/

Inscrição Consular:

o que é e para que serve?

Os portugueses residentes no estrangeiro devem proceder

ao seu registo ou inscrição no posto consular de Portugal,

pois é necessário para a obtenção de qualquer documento.

A inscrição é um acto consular, pelo qual a identificação

dos cidadãos nacionais fica a constar nos arquivos do posto

consular em cuja área de jurisdição fixaram residência

ou se encontram ocasionalmente.

Só poderá ser efetuada mediante a apresentação de Cartão

de Cidadão ou de B.I. válido de cidadão nacional.

No acto da inscrição é exigida a presença do cidadão nacional

a inscrever. Exceptuam-se os menores de 10 anos,

os quais podem ser inscritos a pedido dos seus legais representantes,

que têm que estar presentes, desde que seja

produzida prova bastante de que os menores se encontram

na área de jurisdição do posto consular.

O registo consular é comprovado por cédula ou certificado

de inscrição. A cédula é válida por cinco anos.

Documentos a apresentar:

Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão.

Passaporte (não obrigatório).

1 fotografia tipo passe, atualizada e a cores.

Cédula Pessoal, certidão de nascimento válida ou certificado

de nacionalidade, emitidos pelos Serviços competentes

portugueses, para os menores de 10 anos que não possuam

Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade.

Fonte: Portal das comunidades Portuguesas (governo)

a Domingos Pereira


18 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

PUBLIREPORTAGEM

Restaurante Búfala comemora

um ano de nova gerência

O Restaurante Búfala celebrou, no mês de Janeiro, um ano com nova gerência. O restaurante

“quase” português que fica situado em Schlieren, tornou-se uma casa para

portugueses, onde se pode disfrutar dos pratos tipicamente portugueses, mas não

só, oferecendo uma variedade de delícias de outras nacionalidades. O Lusitano de

Zurique deslocou-se ao local e esteve á conversa com o seu gerente Armando Lima,

para saber como tem sido este primeiro ano de trabalho.

eA Pedro Nabais

Lusitano Zurique - Quem é o Armando

Lima e há quanto tempo

está por estas terras Helvéticas?

Armando Lima - Sou natural de

Teixeira, que fica entre Amarante

e Régua, pertence a Baião, e vim

para a Suíça em 1984.

LZ - Sempre trabalhou na Indústria

Hoteleira?

AL - Sim, comecei como muitos

Portugueses naquela altura, fui

para uma cozinha a lavar pratos,

depois fui para a escola, estudei

um bocado e comecei a trabalhar

como pizaiolo, há mais de 30

anos que sou pizzaolo. Modéstia

à parte, posso-me considerar

como um dos melhores pizzaiolos

na Suíça e os 6 títulos que

conquistei, em diferentes categorias,

atestam as minhas palavras,

títulos esses reconhecidos pela


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 19

PUBLIREPORTAGEM

Escola de Pizzalos da Suíça. Também

fiz juntamente com 3 colegas

Italianos, em Oerlikon, a maior pizza

do Mundo com 4,5m de diâmetro.

LZ - O Búfala fez um ano de existência,

qual o balanço que faz?

AL - No início tivemos as nossas

dificuldades, mas passado um

ano posso dizer que está a melhorar,

as pessoas começaram a conhecer-nos,

sabem da nossa boa

qualidade e começamos a impor-

-nos.

LZ - Que tipo de cozinha que se

pode aqui encontrar? Só Portuguesa?

AL - Não, eu tenho clientes de

várias nacionalidades e aqui, na

nossa casa, encontra 3 tipos de

cozinha: Portuguesa, Espanhola

e Italiana. Temos também pratos

que satisfazem todos os gostos

desde a calcezinha que é como a

francesinha, mas que é feita com

a massa da pizza, a paelha, a feijoada

à Portuguesa, além dos pratos

típicos Portugueses. Todas as

nossas sobremesas são confeccionadas

por mim, é tudo, como

nós dizemos, caseiro.

LZ - Qual a capacidade de clientes

que têm lugar aqui na sala?

AL - Esta sala suporta até 70 pessoas,

agora estou à espera da autorização

para abrir um bar aqui

em baixo para o fim-de-semana

para os clientes verem a bola, jogarem

as cartas, as coisas já estão

adiantadas espero que seja para

breve. Essa sala pode ser alugada

para quem queira fazer alguma

festa de aniversário ou outro

evento particular até 30 pessoas.

LZ - Qual o futuro que prevê para o

Restaurante Búfula?

AL - Eu sou optimista. Penso que

isto ainda vai melhorar mais, não

tem estado em baixo só para mim,

mas sim para todos, a concorrência

aqui por perto é muita, mas

como já disse anteriormente, as

pessoas já nos conhecem e sabem

a qualidade que aqui podem

encontrar.

LZ - A nível de pessoal é mais familiar?

AL - Sim, durante a semana tenho

cá o meu filho e alguns dias a minha

filha que servem às mesas,

ao fim de semana também conto

com a ajuda da minha mulher e

prima, sem contar com o cozinheiro

que é o Sr. Francisco Galego,

que já o conheço há mais de 20

anos, que é o cozinheiro de serviço

nesta casa.

Estamos à vossa espera, venham

visitar-nos.


20 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

© Thomas Entzeroth

Marta Patrocínio

a pianista portuguesa que conquistou Zurique

Marta Cardoso Patrocínio nasceu

no Porto. A sua relação com

o piano começou muito cedo, com

8 anos. Com dez anos começou

a frequentar o Conservatório de

Música do Porto. Depois de um

percurso rico de experiências e

Nuno Brandão

sucessos radicou-se em Zurique,

onde foi aluna de mestrado na Universidade de Artes

desta cidade, na classe do pianista e professor Konstantin

Scherbakov.

Hoje, com 24 anos, é pianista profissional e dá aulas

de piano. Entre outras experiências, no último ano, em

Novembro, participou num Workshop com a pianista

Maria João Pires e tocou na Tonhalle, em Zurique. Um

sonho tornado realidade, o poder tocar na presença e

para a célebre pianista portuguesa Maria João Pires.

Em Março vai estar no centro para as artes de Belgais,

perto do Fundão, para uma semana de “imersão musical”,

também com a pianista Maria João Pires.

Mas, mais interessante que fazer um relatório detalhado

do percurso da pianista, será, com certeza, conhecê-la

através das suas próprias palavras:

Lusitano Zurique - O que é

que a levou a ser pianista?

Marta Patrocínio - Os meus

primos começaram a estudar

música, eu ouvia-os tocar

e interessei-me. Disse

aos meus pais que gostava

de experimentar e os meus

avós levaram-me a uma aula

de piano. Apesar de ter poucas

ou nenhumas memórias

de infância, recordo-me dessa

experiência com precisão.

Enquanto criança não representava

qualquer problema

o passar horas ao piano,

nunca foi um sacrifício. Estiveram

outras hipóteses em

cima da mesa, como a medicina,

mas optei pelo piano.

Como poderia ser de outra

maneira, tendo em conta o

tempo já investido na música.

Assim quando cheguei

aos 18 anos decidi ser pianista.

É a minha paixão! Eu faço

aquilo que gosto. E considero

isso fundamental, fazer-

-se aquilo de que se gosta.

L.Z. - Quais são os seus ídolos?

— M P - Em primeiro lugar

Martha Argerich, pianista

argentina, uma força da

natureza! O pianista Vladimir

Horowitz também, pela

atmosfera e pelo som que

conseguia criar ao piano; era

ele e o piano, em simbiose.

Houve várias pessoas que

foram muito importantes ao

longo deste meu percurso,

como o meu professor de

piano Eduardo Resende, que

me guiou durante oito anos

no conservatório do Porto;

Pedro Burmester, com quem

trabalhei em Portugal, e Paulo

Oliveira, que esteve presente

em períodos menos

fáceis. E obviamente Till Fellner,

com quem estudei três

anos e com quem cresci muito.Neste

momento o professor

Konstantin Scherbakov é

a minha grande inspiração.

Ele vem de uma linhagem de

pianistas incomparáveis da

escola russa.

L.Z. - Quantas horas pratica

por dia?

— M P - 6 horas.

L.Z. - Quando toca de onde

lhe vem a inspiração?

— M P - Eu tento ser o mais

fiel possível à vontade do

compositor. Nós somos intérpretes,

não fui eu que criei

aquela música, eu dou vida

aquela partitura e, é claro

que um pouco de mim vai

estar presente, mas eu tento

sempre perceber o que está

lá escrito. Tento estar o mais

perto possível da vontade

do compositor. É importante

respeitar a vontade do

compositor, aquilo que ele

quis transmitir com a obra.

Há uma linha que tem de ser

seguida. Mas na arte tudo é

muito subjectivo. Eu posso

adorar algo de que alguém


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 21

ESPECTÁCULO

não goste e vice-versa. O importante,

creio eu, é ser convincente.

Quer dizer, mesmo

que alguém não esteja de

acordo connosco, que essa

pessoa compreenda a nossa

linha de pensamento e as

nossas razões.

L.Z. - Porque escolheu a Suíça?

Ou foi a Suíça que a escolheu?

— M P - Eu tive dois primos

a estudar cá e na altura eu

queria ir para fora. Pensei em

Londres, mas, então, os meus

primos sugeriram-me a Suíça.

Eu vim, tive umas aulas

e gostei bastante. Depois fiz

provas em Portugal também,

mas eu queria mesmo sair do

país. Ver coisas novas. Nós

queremos sempre fazer alguma

coisa por nós próprios.

Aqui havia um professor com

quem eu queria estudar. E foi

assim, aqui estou!

L.Z. - Sentiu alguma dificuldade

de adaptação à Suíça?

Aqui o ambiente é um pouco

diferente…

— M P - Bastante diferente.

Talvez a forma de ser das

pessoas. Nós portugueses

somos um povo mais empático.

Para mim ao princípio

foi difícil de entender. Nós

somos mais espontâneos,

mais temperamentais, aqui

é tudo mais neutro. Mas eu

adaptei-me e percebi o lado

positivo disso, a estabilidade.

Eles têm uma vida mais estável:

em termos financeiros,

em termos de organização,

coisas que nós não temos no

nosso país, e, portanto, para

trabalhar considero ser bastante

positivo.

Já em Portugal eu era mais

organizada, tinha a noção do

quanto isso é importante. E

aqui as minhas expectativas

foram superadas.

L.Z. – Quais são os seus Projetos?

— M P - Para mim é importante

ter a sensação de estar a

fazer algo de bom, de fazer o

melhor possível pela música.

Gostaria muito de ter mais

projetos em Portugal. Em

Março vou tocar em Portugal,

no Rivoli, o que me agrada

bastante, dado não haver

assim tantas oportunidades

e ser um sinal de que estou

a crescer. Gostava ainda de

fazer alguns concursos. Os

concursos permitem-nos

ganhar visibilidade e evoluir,

pois, trabalhamos durante

bastante tempo num projeto

concreto. A preparação leva-nos

mais longe.Gostaria

também de continuar a investir

nos projetos de música

de câmara, nos quais já estou

envolvida.

L.Z. - Do que é que tem mais

saudades?

— M P - Primeiro da família,

depois da comida (risos) e do

tempo e de resto…. Do mar. O

mar é a melhor coisa que Portugal

tem.

Por vezes quando venho de

Portugal, trago uma inspiração

diferente. Sinto que isso

me faz falta.

As nossas experiências refletem-se

na forma como fazemos

arte. Uma pessoa

que nunca viu

o mar não vai

nunca escrever

algo que

soe como

o mar.

Não terá

nunca a

m e s m a

imagem

do mar que

eu tenho,

por exemplo.

(Debussy compôs

bastante, inspirado

pela água)

As vivências, portanto, contam

muito.

L.Z. - Acha que tem mais possibilidades

de evoluir profissionalmente

na Suíça do que

em Portugal?

— M P - Acho, sim!

L.Z. - Não considera a Suíça

demasiado pequena para o

seu desenvolvimento artístico?

— M P - A Suíça é um país pequeno,

mas há sempre muita

coisa a acontecer. O público

aqui investe muito na cultura,

na arte. As pessoas vão

aos concertos e também há

quem invista na arte.

Resumindo: as pessoas vão

mais a concertos, à Ópera, interessam-se

mais pelas manifestações

culturais e nós

como artistas dependemos

disso. Nós precisamos de público.

Precisamos de um sítio

onde possamos actuar e de

quem nos vá ver e ouvir. Senão

podemos ficar sozinhos

a tocar em casa.

O que também não é mau (risos).

L.Z. - Como é o ambiente entre

os artistas, nomeadamente

os músicos, aqui na Suíça?

Há solidariedade, entreajuda?

— M P - Existe sim. Por exemplo,

se eu não puder, por uma

ou outra razão, tocar num

projeto, há sempre um ou

uma colega disponível para

o fazer ou para me substituir.

Aqui isto é possível porque

há espaço para os artistas

ainda. Porque se formos para

outro país onde o mercado

esteja mais saturado, onde

haja mais competitividade,

isso torna-se mais difícil.

L.Z. - Como é que se sente

quando toca?

— M P - Há

sempre nervosismo.

Mas é um

nervosismo

mais

positivo,

consigo

de certa

forma

controlá-

-lo e transformá-lo

em

algo criativo.

No meu caso

esse nervosismo leva-me

a um patamar mais

elevado de concentração.

Cria um foco diferente. Mas

cada pessoa é diferente, neste

aspeto também.

Demasiado nervosismo é,

pelo contrário, prejudicial.

Mas normalmente, passados

os primeiros 5 minutos, começo

a relaxar.

Antes de começar um concerto

também é importante

ter uma ideia daquilo que se

vai encontrar em termos de

público, condições etc. uma

projeção daquilo que nos

espera, para nos podermos

preparar mentalmente. É

completamente diferente um

concerto para 10, de um para

mil pessoas, em termos de

projeção de som etc. Quando

toquei na Tonhalle tive de

me preparar de uma maneira

completamente diferente do

que quando toco por exemplo

num lar de terceira idade,

no âmbito de um projeto social.

L.Z. - Se lhe dessem a hipótese

de escolher uma sala para

tocar, aqui, na Suíça, onde

gostaria de o fazer?

— M P - O KKL em Lucerna é

um exemplo, mas na Tonhale

em Zurique é que seria fantástico.

Ela está a ser agora

renovada. Por enquanto os

concertos têm lugar numa

sala provisória, dentro de

dois anos as obras estarão

terminadas e então os concertos

terão lugar na nova

sala, na verdadeira Tonhalle.

Aí é que seria mesmo bom.

Mas veremos…

L.Z. - Uma questão mais pessoal

e filosófica. Para si quais

são as razões pelas quais vale

a pena viver?

— M P - É importante ter uma

paixão, haver algo que nós,

nalguma altura da nossa vida,

descobrimos que gostamos

de fazer e que fazemos bem.

Não consigo imaginar o que é

ter de fazer algo de que não

gostamos uma vida inteira.

Também quando sabemos

aquilo de que gostamos de

fazer, isso significa que nos

conhecemos melhor. Quando

sabemos quem somos e do

que gostamos conseguimos

viver mais livremente. Pode

ser algo mais discreto, como

cozinhar por exemplo. Isso dá

um sentido diferente à vida,

descobrir algo que nos dá

prazer fazer e que podemos

dar aos outros.

L.Z. - Há algo que gostaria de

dizer aos portugueses na Suíça,

aproveitando esta oportunidade?

— M P - Eu admiro imenso os

portugueses que vieram para

cá, muitas vezes com muito

pouco, frequentemente

também sem conhecerem a

língua, (nesse aspeto ir para

a parte francesa já é um pouco

diferente) é preciso uma

coragem impressionante e

é de valorizar. Não conheço

muitos povos como o nosso,

do qual tantos compatriotas

partem para o desconhecido,

muitos sós, outros levando a

família. Sem proteção, sem

rede, conseguem construir a

sua vida e triunfar. Encontram

uma realidade completamente

diferente e conseguem

vencer. Essa coragem, essa

determinação, são características

nossas, das quais devemos

estar orgulhosos.


22 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADE

Festival de música Medite

L .Z. - A propósito de cante alentejano.

O cante alentejano é exclu-

Realizou-se, no

passado dia 9 de

Fevereiro, o evento

musical Mediterranean

Odyssey, amplamente

divulgado

Pedro Nabais

não só pela impressa

de comunicação social Suíça como

também pelo Lusitano de Zurique.

Este evento tinha como programa os 3

estilos de música mediterrânea classificadas

pela UNESCO como Património

Cultural Imaterial da Humanidade:

Rebético, Fado e Canto Alentejano.

O espetáculo começou com uma introdução

a explicar em que consistia

o Rebético em Grego, sendo depois

explicado em Alemão. Quando da actuação

dos artistas Portugueses, a explicação

sobre o Fado e o Canto Alentejano

foi feita somente em Alemão.

A sala encontrava-se esgotada com

espectadores de várias origens, sendo

os espectadores Gregos a maioria,

mas havendo igualmente muitos Suíços

e Portugueses.

No Fado e no Canto Alentejano participaram

os Artistas Portugueses,

Maura Airez, Bruno Chaveiro, Bernardo

Espinho, Luís Trigacheiro e Filipe

dos Reis, onde apresentaram o grupo

à Porta do Cante Ensemble.

Nuno Brandão

Lusitano Zurique - É a primeira vez

que vão tocar na Suíça?

Porta do Cante Ensemble (PCE) -

Não, a maior parte de nós já tinha

tocado o ano passado em Berna e

em Zurique, no âmbito de um projecto

semelhante a este. A Maura

Airez canta pela primeira vez na

Suíça.

L .Z. - O vosso grupo é composto

por cinco elementos. Quais são as

funções de cada um?

PCE - O Bruno Chaveiro toca guitarra

portuguesa, o Bernardo

“Buba” Espinho canta e toca viola,

A Maura Airez canta Fado e o Luís

Trigacheiro e o Filipe dos Reis Cante

alentejano.

No festival Mediterrâneo em Zurique, o Lusitano

teve a oportunidade de falar com os

músicos portugueses, do grupo à Porta do

Cante Ensemble, que nos deram a conhecer

um pouco do seu percurso.

L .Z. - Como é que surgiu a oportunidade

de tocar aqui na Suíça? De

quem partiu o convite?

PCE - O ano passado tocamos

aqui, o festival foi organizado pelo

Alkis Zopoglou, um dos músicos,

que vai tocar hoje. Ele já nos tinha

contactado através da Araceli Tzigane,

gostaram do nosso conceito,

do nosso projecto e este ano resolveram

contactar-nos de novo. Sendo

que a Suíça tem bastante população

portuguesa , e tendo isso em

conta, aceitámos.

L .Z. - O que é que conhecem do panorama

musical suíço?

Luís Filipe dos Reis - Pouco ou

nada, só ouvi falar da música popular

suíça, acho que se chama

jodler.

L .Z. - A vossa música é tradicional

pura, ou de fusão com outras músicas

tradicionais ou modernas?

Bruno Chaveiro - De raiz trata-se

de música tradicional, tanto o cante

como o fado, mas as nossas referências

são modernas. Não por

necessidade, mas, naturalmente,

acabamos por ser sensíveis a influências

modernas. As nossas

referências são necessariamente

outras daquelas seriam se tocássemos

há 20 anos atrás, se pertencêssemos

a outra geração. Por

essa razão acabamos por introduzir

na nossa música outras texturas,

mas, na base mantemo-nos

fiéis às raízes tradicionais.

Fazemos por exemplo a fusão da

guitarra portuguesa e da viola no

cante alentejano.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 23

rrânea com casa cheia

ESPECTÁCULO

sivo masculino ou as mulheres também

podem cantá-lo?

Luís Filipe dos Reis - Ultimamente

têm aparecido grupos que incluem

cantoras também, ou seja, grupos

mistos e também grupos femininos.

Bernardo - E portanto, nós fazemos

essa fusão. O que foi registado pela

Unesco como património imaterial

da humanidade é o cante em grupos

de 21 homens a cantar e o que

nós trazemos aqui é uma versão a

três vozes. Apresentamos um reportório

de músicas mais festivas,

mais alegres, com arranjos de guitarra

portuguesa e viola para chegar

a mais público, a mais pessoas.

Trata-se também de aliar dois patrimónios

imateriais da humanidade,

o cante alentejano e o fado. Este último,

como se sabe, é acompanhado à

guitarra portuguesa e à viola.

L. .Z. - O Luís Trigacheiro e o Luís Filipe

dos Reis fizeram parte de outros

projectos…

Bernardo - Sim, esses projectos continuam,

sem nós. Por razões diversas

deixamos de colaborar nesses projectos,

mas eles continuam

L. .Z. - Projectos em comum, para

além do festival que tem hoje lugar?

Bernardo - Não se pode falar bem em

projectos, nós tocamos muitas vezes

em conjunto, sempre que há a oportunidade

de juntar cante alentejano

com fado. Não lhe chamamos projecto,

é quase mais como se estivéssemos

a falar.

L. .Z. - Como se aprende o cante alentejano?

Há escolas?

Bernardo - Hoje em dia já há aulas

de cante nas escolas. Há mais de

trinta mil crianças a aprender cante,

nomeadamente nos concelhos de

Serpa, Beja e Castro Verde. Na nossa

geração, no entanto, o que aprendemos

é o que nos vem de raiz, de ouvir

os mais velhos.

L .Z. - O que é que vos motiva a fazer

música? Porque se dedicam à música?

Bernardo - Talvez porque não sabemos

fazer outra coisa (Risos).

L .Z. - Uma questão para a Maura Airez.

Como é que entraste neste projecto,

neste grupo?

Maura Airez - Foi o Bernardo Espinho,

o Buba, que é meu amigo e me

convidou.

L .Z. - O que é que vocês querem

transmitir ao público com a vossa

música, o que é que vocês querem fazer

sentir?

Maura Airez - Isso depende da interpretação

que cada um der à nossa

música, como é evidente. Nós gostamos

de música tradicional portuguesa

e procuramos divulgá-la, levá-la

até às pessoas, onde quer que

actuemos. Depois as sensações que

as pessoas têm associadas ao nosso

país são relativas e dependem da interpretação

de cada um.

L .Z. - Além de Portugal e Suíça em

que outros países é que vocês já tocaram?

Bernardo Espinho - eu por exemplo já

percorri o mundo inteiro.

Os outros entrevistados responderam

quase em coro que já tinham tocado

em muitos países.

L .Z. - Pergunta para Maura Airez: Tu

já participaste num concurso, não é

verdade? Como é que foi essa experiência?

Maura Airez - Sim, na Turquia, com

concorrentes de sessenta países.

Foi exactamente aí que eu comecei

a cantar e venci o concurso. Foi super

diferente, tinha um júri e não era

só fado, eu na altura não cantava

só fado. Eram várias coisas, cantar,

dançar, interpretar. Foi algo completamente

diferente daquilo que faço

hoje em dia. Não se tratava de música

apenas, era também um concurso

de modelos e talentos. Naquela

altura eu gostava mais de moda e tinha

um talento que era cantar, que é

aquilo que faço agora.

L .Z. - Vocês dedicam-se exclusivamente

à música?

Luís Trigacheiro: eu estou a estudar

agronomia, a música é mais por gosto.

Não tenciono fazer música profissionalmente.

L .Z. - Planos para o futuro?

Bruno Chaveiro: Continuar a tocar e

a cantar, fazer cada vez melhor, esse

é o nosso projecto. Cada um de nós

tem os seus projectos a solo, vamos

continuar por aí. Estamos a gravar

discos. Vamos continuar sempre ligados

à música.

L .Z. - Alguma mensagem para a comunidade

portuguesa aqui na Suíça?

Bruno Chaveiro: - Nós gostávamos de

os convidar todos, mas a sala já está

esgotada. Fica para uma próxima vez.

A mensagem é: solicitem-nos mais

vezes que nós viremos com prazer.


24 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADES

É muito gratificante

fazer as crianças rir

Filipe Esteves (mais conhecido por Pipo) desde muito

pequeno que gosta da vida artística. Começou por fazer

teatro em Portugal, mas a vida deu as suas voltas e

com 18 anos veio sozinho para a Suíça. Contudo a paixão

mantinha-se e foi por causa dela que decidiu fazer

escola e tornar o seu hobby em profissão: ser palhaço.

Há 10 anos que faz espectáculos por toda a Suíça e

até fora dela. Faz rir crianças e graúdos. E o seu espectáculo

é bastante procurado para os mais variados

eventos. O Lusitano de Zurique esteve à conversa com

o português por detrás de “Pipo the clown“ para conhecer

melhor a sua história.

e Sandra Ferreira

Lusitano Zurique - Conta-nos um pouco

do teu percurso?

Filipe Esteves (Pipo) - Ora bem quando

eu andava na escola, no 5º ano, fizemos

na escola uma obra de teatro, através

de um projecto, e correu tão bem, que

a cidade acabou por nos contratar para

apresentar, uma parte daquela obra,

nas festas da cidade. Depois fizemos

essa peça de teatro em 3 ou 4 escolas e

acabamos mais tarde por fazer a peça

em dois teatros com porta aberta. E

pronto, assim começamos! Mais tarde

fizemos outra obra de teatro, mas esta

já com o intuito de vender entradas, o

que correu muito bem. E foi assim que

comecei. Depois com 18 anos vim para

a Suíça e aí mudou tudo.

L.Z. - Mas fizeste formação nessa área?

Pipo - Não. De profissão aprendi a ser

cozinheiro e quando cheguei à Suíça,

o meu primeiro trabalho foi num Hotel.

L.Z. - Sentiste sempre necessidade de

voltar à arte de representar?

Pipo - Exacto. Depois, mais tarde, aqui

na Suíça, eu pensei várias vezes, o que

é que eu posso fazer para compensar

nesse campo, mas tinha que ser qualquer

coisa que pudesse fazer sozinho.

E pronto ser palhaço e teatro são duas

artes que estão muito próximas uma

da outra e assim foi. Decidi tirar o curso

de palhaço de 3 anos de escola, em

Constança, Alemanha, e logo depois

do primeiro ano começou a aparecer

trabalho. Antes disso, ainda tive um

tempo de pausa, porque primeiro tive

que aprender e dominar o idioma e depois,

quando já me senti mais à vontade

e mais integrado, então fiz a escola;

em seguida também fiz 3 anos de teatro,

à parte. Desde então tenho tentando

manter-me sempre actual e activo e

todos os anos faço um ou dois cursos

pequenos para estar activo.

L.Z. - Quando é que nasceu mesmo o

Palhaço “Pipo the clown“?

Pipo - O PIPO nasceu mesmo oficialmente

em Janeiro 2008. Em 2007 foi

um ano de preparação, em que tive de

arranjar tudo, desde o nome à imagem,

página de internet, etc.. E depois sim,

em Janeiro de 2008 actuei pela primeira

vez como o Pipo.

L.Z. - E qual o balanço que fazes destes

10 anos de Palhaço Pipo?

Pipo - Melhor não podia ser! Ou seja,

eu comecei do zero, sem o apoio de nenhuma

instituição ou o que quer que

seja. Com tudo feito por mim, desde página

de internet, design do meu logo…

sou eu que faço mesmo tudo. E desde

então foi sempre a subir. Acabei por ter

de reduzir a minha carga laboral para

50 %. Trabalho na AMAG há 15 anos

e acabei por ter de reduzir já derivado

a isso. E não reduzo no total apenas

porque tenho sempre um bocado de

receio.

Neste momento estou a fazer uma media

de 5 a 7 festas por semana e estou

bastante satisfeito.

L.Z. - E porquê palhaço e não outra coisa

como, por exemplo, actor?

Pipo - Porque para já eu gosto bastante

de crianças, e depois porque um espectáculo

de palhaços é muito mais fácil

de vender do que uma peça de teatro.

E foi esse o motivo. Gosto bastante de

representar, mas é sempre muito complicado

viver disso.

L.Z. - O teu publico é maioritariamente

português ou nem por isso?

Pipo - Não, nem por isso. O público é

muito diversificado. Mas faço espectáculos

em português, alemão, espanhol


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 25

ESPECTÁCULO

e italiano. Se bem que quase todas as

festas são em alemão.

L.Z. - E o que é que mais te fascina nesta

profissão?

Pipo - O fazer rir. É muito gratificante

ver as crianças a rirem por algo que dizes

ou fazes.

L.Z. - E o que é que mais te incomoda?

Pipo - Boa pergunta. (risos) Num espectáculo

uma coisa que por vezes pode

incomodar é, por exemplo, eu estar num

espectáculo com 15 crianças à frente e

que atrás dessas crianças estão mais

10 adultos que não estão interessados

no espectáculo, mas em conversar com

o vizinho do lado e que por estar alto começam

a falar mais alto. Então as crianças,

que estão no meio entre mim e os

adultos, vai virar-se para trás porque

os adultos estão a falar mais alto. Se

uma criança vira para trás, as outras viram

todas e isso às vezes é aborrecido.

Até porque o meu objectivo é de tentar

manter sempre a atenção das crianças

comigo.

L.Z. - Contudo tu, nos teus espectáculos,

tens piadas que são mais dirigidas a

adultos do que a crianças?

Pipo - Sim, exactamente por isso. Para

evitar essas situações. E assim, já que

os adultos estão ali, tento agarrar a todos,

para que todos se divirtam.

L.Z. - O teu espectáculo é sempre igual

ou diversifica?

Pipo - Eu vario o espectáculo consoante

o público e a sua idade, mas não quer

dizer que os truques que eu faço sejam

outros, são apenas apresentados de

maneira diferente. Por exemplo, se for

um aniversário de uma criança de 10

anos, com os colegas da escola, então

eu posso entrar mais à vontade e com

força e não há problema nenhum. Se forem

crianças de 4 anos, eu não posso

entrar assim, porque as crianças assustam-se.

L.Z. - Mas fazes uma preparação antes

ou é muito espontâneo?

Pipo - É tudo espontâneo. Ou seja, eu

tenho os meus truques de magia, tenho

as minhas piadas “standard“ e, consoante

as pessoas que tenho à frente e

o momento, eu decido aquilo que faço.

Se tiver crianças pequenas, eu sei aquilo

que tenho de fazer. Se as crianças estiverem

a perder a atenção, eu sei aquilo

que tenho de fazer chamando a atenção

com uma piada engraçada ou com um

truque rápido.

L.Z. - Então em que consiste assim o teu

espectáculo?

Pipo - O meu espectáculo é sempre baseado

em truques de magia e depois,

consoante o tipo de público, eu decido

aquilo que faço. Os meus espectáculos

duram mais ou menos uma hora e ás

vezes tenho espectáculos que precisam

de 20 truques de magia e tenho espectáculos

em que só preciso de 5 truques

de magia. Mas entre esses 5 truques

tem outras coisas pelo meio. Por exemplo,

se for com crianças pequenas eu

tento brincar sempre mais um pouco,

fazer o palhaço “bobo“, que por exemplo

com os adultos não funciona.

L.Z. - Qual é o truque que tu achas que

funciona sempre?

Pipo - Tem alguns truques que são essenciais

. Já me aconteceu, por exemplo,

mais que uma vez, eu ter começado o

espectáculo e, passados 10 minutos,

olhar para o aniversariante e ele estar a

chorar. O pai vai ter com ele e pergunta

porque está a chorar e ele responde:

“o pipo não trouxe o Fredi“! O Fredi é

uma aranha que eu tenho e faz parte

do espectáculo sempre. É uma coisa

que para as crianças funciona sempre

e ajuda-as a ficarem mais à vontade. O

truque da carteira com o fogo também é

um truque interessante quer para crianças

como para adultos. É um truque que

uso quase sempre porque, por um lado,

ajuda a plateia a ficar mais solta e, por

outro, ajuda a prender a atenção. No

caso dos adultos, eu tenho um truque

onde leio o pensamento das pessoas

e, o truque, para os adultos é bastante

interessante, porque é um truque que

elas não conseguem explicar e ficam

sempre curiosas, já para as crianças

esse truque não tem interesse nenhum.

L.Z. - Concordas que com o surgimento

dos super heróis da Marvel, a figura do

palhaço ficou um pouco esquecida no

tempo?

Pipo - Eu não concordo com isso. Porque

a figura de um palhaço é a mesma

coisa que a figura do rato Mickey. Ou

seja, há muitas figuras que aconteça o

que acontecer, vão estar sempre presentes.

E um palhaços, seja ele qual for,

vai ser uma figura que vai estar sempre

presente, independentemente das eras.

Nome: Filipe Esteves (alcunha

Pipo)

Idade: 41 anos

Naturalidade: Abrantes

Na Suíça desde: 1995

Profissão: funcionário AMAG e

Palhaço

Um desejo: Desejo que eu e a minha

família e a amigos que nos

rodeiam tenham muita saude.

que é algo que todos desejamos.

Gostava de fazer mais espetáculos

para portugueses.

O teu leme é: Um dia sem rir é um

dia perdido!

Hobbys: o meu maior hobby é o

meu trabalho como palhaço e

artista; depois gosto de fazer fotografia,

de andar de bicicleta, de

passar tempo com a família.


26 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 27

OPINIÃO/SÁTIRA

A canábis é a pior droga do mundo

A legalização da canábis para fins recreativos é muito perigosa e pode corromper a sociedade.

Que o diga a Holanda, país mundialmente conhecido devido à sua política de legalização da

canábis que atrai turistas de todo o mundo que chegam a casa sem se lembrarem de nada

do que viram no Museu do Van Gogh ou na despensa da Anne Frank.

Guilherme

Duarte

Deve ser pelo excesso de

consumo de canábis que

a Holanda tem cerca do

dobro do PIB de Portugal.

A ganza dá preguiça e trabalha-se

menos, e, por isso,

quem não fuma trabalha

dez vezes mais e só por

isso é que a Holanda é o

quarto país mais rico da Europa,

com cerca de metade

da dívida deste nosso paraíso

à beira mar plantado,

mas onde a canábis não o

pode ser.

O desemprego na Holanda

também é cerca de metade

do português, mas só porque

quando se fumam canhões

dá uma larica e para

comprar Donuts com Doritos

é preciso ter dinheiro e,

assim, lá vão os preguiçosos

e mocados holandeses

fazer biscates. O ordenado

mínimo na Holanda é de

mais de 1.500€ e o médio

é duas vezes superior ao

nosso, algo que pode parecer

bom, mas não é: os

patrões têm de pagar muito

bem aos seus empregados

pois são todos viciados em

erva e se não têm dinheiro

para a sua dose todos os

dias, ficam de mau humor e

violentos.

É apenas por isso que a Holanda

aparece 25 lugares

acima de Portugal no índice

de desenvolvimento humano

e que tem metade da

percentagem de população

abaixo do limar de pobreza,

quando comparada com

este país livre de drogas.

Também em termos de

iliteracia, a Holanda tem

melhores índices. Porquê?

Porque os professores

estão sempre mocados

e corrigem mal os testes.

Em termos de índices de

progresso social, as coisas

não estão bem para a Holanda

que está em terceiro

lugar, enquanto que Portugal

está em 17.º! Nós temos

prioridades e sabemos o

que realmente importa e

só quando resolvermos o

problema dos sem-abrigo é

que nos podemos preocupar

com estes detalhes das

ervas aromáticas.

Ah, para nem falar de que

Portugal está em 33.º lugar

na lista de países mais felizes

do mundo, enquanto a

Holanda aparece em quarto.

Obviamente, estes resultados

estão deturpados,

pois os holandeses responderam

ao inquérito quando

estavam chapados e toda

a gente sabe que com THC

no sistema esquecemos

os problemas e pensamos

que somos muito mais felizes

do que o que realmente

somos.

Por tudo isto se vê que faz

todo o sentido ter-se chumbado

em Assembleia da

República o uso da canábis

para fins recreativos, apesar

de ser esse o mesmo

resultado que teríamos se

substituíssemos os deputados

por traficantes de

droga. Aliás, essa é uma

das razões pelas quais a

canábis não deve ser livre:

tiraria postos de trabalho

no mundo do crime e cresceria

o número de inscritos

no Centro de Emprego,

aumentando a taxa de desemprego

em Portugal.

Em termos de segurança,

como já somos o quarto

país mais seguro do mundo

já está bom. Não mexe.

Não vale a pena arriscar,

mesmo que todos os casos

de estudo digam que

a legalização reduz a criminalidade,

como no Canadá

e nos Estados Unidos da

América, onde só no estado

de Oregon, o crime

violento diminuiu 10% e a

taxa de homicídios 13%. Há

gente a mais em Portugal e

a IC19 está sempre entupida,

por isso, reduzir a taxa

de homicídios é uma má

política.

Muita gente defende a legalização

pela vertente

económica, mas não me

parece um bom argumento.

Só em Oregon os cofres do

Estado arrecadaram mais

de 70 milhões de dólares,

mas nós já estamos fartos

de dar dinheiro, com a nossa

retenção na fonte, para

salvar bancos e, agora,

ainda iríamos financiar buracos

com os nossos momentos

de descontração?

Já fumei cigarros para rir,

mas já não lhes toco há

mais de cinco anos e, hoje,

sou assim, radical e defendo

que ninguém deve poder

fumar. Portanto, é bom

que se mantenha proibido

que toda a gente sabe que,

assim, ninguém consegue

comprar. Somos um país

de vinho, cerveja e aguardente.

São produtos típicos

de Portugal e a legalização

da canábis podia prejudicar

esse negócio. O álcool

mata mais, é certo, mas é

tradição.

Por mim, além da canábis,

devíamos proibir os coentros

e o agrião que não há

nada pior do que ir comer

uma salada a pensar que é

só alface e estarem lá dentro

a estragar.


28 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

COMUNIDADES

Governo e Imprensa Nacional

Casa da Moeda criam prémio

dedicado à diáspora

LUSA

O protocolo foi assinado hoje pelo secretário de Estado

das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, em representação

do MNE, e por Gonçalo Caseiro, presidente da

administração da INCM, na sede do Ministério dos Negócios

Estrangeiros.

Através do documento, MNE e INCM pretendem promover

e divulgar a língua e cultura portuguesas através do

prémio que será atribuído a obras inéditas de portugueses

e luso-descendentes residentes no estrangeiro, nos domínios

da ficção, poesia e ensaio.

© ANTÓNIO SILVA

Para José Luís Carneiro, esta distinção pretende "dedicar

o reconhecimento àqueles que se exprimem de formas diversas

nas comunidades de acolhimento".

O secretário de Estado considera que este é um "prémio

muito especial, desde logo pelo nome que foi escolhido".

Ferreira de Castro nasceu em Oliveira de Azeméis em

1898, tendo emigrado para o Brasil aos 12 anos, onde, cinco

anos depois, publicou o seu primeiro livro.

Neste país, viveu em plena floresta amazónica durante

quatro anos. Terá sido durante esta fase que o autor idealizou

"A Selva".

"Dar o nome de alguém que foi emigrante, que dedicou

parte da sua vida a escrever e a retratar os sentimentos e o

modo como aqueles que partiram viveram, por vezes, em

condições de adversidade, mas ao mesmo tempo o modo

como venceram as condições de adversidades e a maneira

como transformaram dificuldades em oportunidades,

eu diria que constitui uma homenagem a toda a diáspora

que, em todo o mundo, triunfou", afirmou o secretário de

Estado.

José Luís Carneiro destacou ainda o livro "Emigrantes", no

qual Ferreira de Castro aborda "uma dimensão que continua

a ser relevante e muito atual nos dias que correm

quando falamos das migrações", referindo-se às "expectativas

positivas de quem parte" e aos efeitos que as migrações

têm naqueles "que se instalam na intermediação

destes fluxos".

As candidaturas para o galardão Imprensa Nacional/Ferreira

de Castro deverão ser apresentadas entre 01 de abril

e 30 de maio deste ano e serão avaliadas por um júri liderado

pelo professor universitário Carlos Reis, especialista

em estudos queirosianos.

Além de um prémio de cinco mil euros, o vencedor terá a

obra editada pela INCM.


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 29

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32 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

HUMOR

Consciência pesada é

complicado...

Um casal dormia profundamente

como inocentes bebés. De repente,

lá pelas três horas da manhã, escutam

ruídos fora do quarto. A mulher

sobressaltada e, totalmente espantada,

diz para o homem:

– Aaaaaiiiiiii, deve ser o meu marido!

O homem levanta-se espantadíssimo

e sem roupa, pula como pode

pela janela e cai em cima de uma

planta com espinhos. Em poucos

segundos volta e diz:

– Olha lá sua desgraçada… o teu marido

sou eu!

– Ai é? E saltaste a janela porquê?

Ração para Patos

Um pato todos os dias entrava

numa mercearia e dizia:

– Tem ração para patos?

E o merceeiro respondia-lhe:

– Não, não tenho comida para patos.

Isto repetia-se dia após dia e cada

vez incomodava mais o merceeiro.

Certo dia, o pato entra e diz:

– Tem ração para patos?

– Ouve lá, já estou farto de te dizer

que não tenho ração para patos! Da

próxima vez que entrares aqui e pedires

ração para patos, prego-te as

patas ao chão!

No dia seguinte o pato volta a mercearia

e diz:

– Tem pregos?

– Pregos? Não…

– Tem comida para patos?

Empreitadas em Portugal

Um Presidente de Câmara queria

construir uma ponte e, para esse efeito,

foi aberto um concurso público.

Concorreram três empreiteiros: um

espanhol, um americano e um português:

Proposta do espanhol: 3 milhões de

euros.

– 1 milhão pela mão-de-obra

– 1 milhão pelo material

– 1 milhão para lucro.

Proposta do americano: 6 milhões de

euros:

– 2 milhões pela mão-de-obra

– 2 milhões pelo material

– 2 milhões para lucro, mas o serviço

é de primeira.

Proposta do português: 9 milhões de

euros:

-“Nove milhões?”, admirou-se o Presidente

de Câmara. “É demais! Porquê

tanto?”

Respondeu o empreiteiro português:

“É simples”:

– 3 milhões para mim

– 3 milhões para si

– 3 milhões para o espanhol fazer a

obra.

A Costódia do Padre

Durante a missa, conversa entre o Padre

e o Sacristão:

— Sacristão, onde é que está a Custódia?

Está ali sentada na primeira fila, senhor

padre.

— Não é essa. É aquela onde se põe

o Senhor!

Ah, pensei que era aquela onde o senhor

se põe!

Viagem ao Sol

Três mulheres encontraram-se:

Uma russa, uma americana e

uma loira (as loiras não têm nacionalidade,

são universais e

falam todas as línguas). A russa

diz:

-Nós as russas, fomos as primeiras

mulheres a ir ao espaço!

A americana:

-E nós, fomos as primeiras a ir à

Lua!

A loira que não queria ficar atrás

disse:

-E nós, as loiras, não somos, mas

seremos no futuro, as primeiras

a ir ao Sol!

Diz a russa:

-Ao Sol? Mas se forem até ao

Sol morrem esturricadas!

Prontamente a loira responde:

-Aloooouuu! Nós vamos de noiteeeeee!

Não vale a pena mentir

às mulheres

Uma mulher chega ao pé do marido

e pergunta-lhe furiosa:

– Encontrei um papel no bolso

das tuas calças com o nome Sila

e um número a acompanhar.

– Acalma-te, querida. Sila é o

nome do cavalo que apostei a

semana passada, e o número é o

só o número da aposta.

No dia seguinte quando o marido

chega a casa, a mulher dá-lhe

uma estalada.

– Porque fizeste isso? -pergunta

o marido.

– O teu cavalo telefonou hoje à

tarde!


Ilusões de óptica

www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 33

PASSATEMPO

Adivinhas (*)

27

Quanto ao pronunciar

Diga como pode ser

Que um motorista “a guiar”

Nunca pode “enriquecer”?

28

Vi muitas filhas brilhantes

De pais pretos ter nascido

Depois em danças constantes

Num momento ter morrido.

29

Sou velho diz o rifão

É triste e duro o meu fado

De mais três eu sou irmão

Mas o menos desejado.

À primeira vista, a torre à direita parece estar inclinada em

um ângulo maior do que a da esquerda, mas, na realidade,

as duas imagens são idênticas. Nosso sistema visual vê as

duas imagens como partes de um todo e, assim, nos faz

pensar que são diferentes.

30

Qual a idade que tinha

Segundo a história nos diz

A nossa Santa Rainha

Ao casar com D. Dinis ?

31

Sobre este invento importante

Que nos diga agora eu quero

Sem demora num instante

Quem é que inventou o zero?

32

Seja fêmea ou seja macho

Com quatro patas pra andar

Mesmo que seja no tacho

Fêmea me hão-de chamar.

Soluções

Pode parecer que as linhas são irregulares, mas, na realidade,

são paralelas. A ilusão foi descoberta pelo psicólogo

britânico Richard Gregory na parede de uma cafeteria em

Bristol, Reino Unido.

27 – Se o nome é Aguiar não

pode ser Henrique

28 – Faúlhas

29 – Inverno

30 – 12 anos

31 – Os Árabes

32 – Lebre

(*) do livro Saber e Lazer, de Euclides Cavaco

COOORDENAÇÃO E RECOLHA: JOANA ARAÚJO


34 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

HORÓSCOPO

Leão

Agarre as oportunidades

profissionais, confiando

sempre no seu talento. Talvez

faça as pazes com pessoa

querida. Astral acolhedor

em casa. Na paixão, o

período será radiante, com

bons diálogos e sintonia.

Sagitário

Você poderá ter uma ideia para

lucrar com algo feito em casa:

explore sua criatividade! Talvez

ganhe novas amizades. A sua

popularidade vai bombar na

conquista. Faça planos com seu

par e evite o ciúme.

COOORDENAÇÃO

E RECOLHA:

JOANA ARAÚJO

Carneiro

Você vai se empenhar para

cumprir metas profissionais:

use a sua criatividade! É bom

tomar cuidado com gente de

má-fé. Talvez se envolva com

um colega do serviço. A união

vai melhorar com o diálogo e

diplomacia.

Fase agitada no trabalho: você

vai se destacar graças à sua

imaginação e poder de entrosamento.

Chegou a hora de

investir forte nos estudos. Cuidado

com o imprevisto em viagem.

Momentos bons no amor.

Gémeos

Vai esbanjar inspiração na

carreira. Se pintar o desafio,

saberá contornar com bom humor.

Fase positiva para mudar

de casa ou começar reforma.

Existe sintonia no romance,

mas o momento também será

de decisões.

Caranguejo

Boas chances de fazer contactos,

aprender coisas novas e

até arrumar emprego. Notícia

de gente de longe talvez mexa

com a sua rotina. Tudo azul na

vida a dois. No romance, procure

compartilhar afinidades.

Virgem

A sorte estará ao seu lado

para jogos e sorteios. Chegou

a hora de revisar os seus

gastos. Aceite convites para

festas e reveja gente querida.

No romance, abra o seu coração

e nada de medir forças

com quem ama!

Balança

Confie na sua experiência

para concluir tarefas no seu

emprego. Com jogo de cintura,

saberá driblar as tensões

com familiares. A dois,

relembrar bons momentos

será prazeroso. Cuidado com

atracção proibida.

Escorpião

Aplique suas boas ideias no

seu serviço e até para facturar

um extra. Tenha cautela

com discussões e mal-entendidos:

melhor não confiar

em qualquer um. Sinal verde

para a paixão, mas regule as

cobranças.

Capricórnio

Negócio de família deverá render

um bom dinheiro. Aposte

nos estudos para se aperfeiçoar

na sua área. Talvez conheça alguém

disputado no romance.

Na relação afectiva, não faltarão

romantismo e sedução.

Aquário

Com imaginação afiada, saberá

lucrar. Para melhorar o seu currículo,

que tal encarar um curso?

Cultive a sua fé! No amor, o seu

poder de sedução estará arrasador.

Você e o seu par podem

conquistar algo desejado.

Peixes

Trabalho em equipa protegido,

apesar dos desafios. Não confie

em qualquer um. Poderá fazer

contacto com gente que mora

longe. Romance cheio de cumplicidade.

Se estiver só, namoro

com amigo deve emplacar.

ATENÇÃO:

Estas informações são meramente informativas

e não devem ser usadas para diagnosticar, tratar,

curar ou prevenir qualquer doença e muito

menos substituir cuidados médicos adequados.

COOORDENAÇÃO E RECOLHA:

JOANA ARAÚJO


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 35

CURIOSIDADES

Rómulo e Remo

Estátua da loba capitolina. Segundo a lenda sobre a fundação de Roma, o animal teria amamentado os

gémeos Rómulo e Remo

O mito da fundação de Roma tem como protagonistas os gémeos Rômulo e Remo. Abandonados em

um cesto nas águas do Rio Tibre, eles foram salvos por uma loba, que os amamentou e os viu crescer.

Adulto, Rômulo matou Remo e, em seguida, fundou Roma oito séculos antes de Cristo. A lenda de Rômulo

e Remo voltou a ser assunto com o anúncio de que arqueólogos encontraram a gruta na qual os irmãos

foram aleitados pela loba, de acordo com a crença dos antigos romanos. Ela foi localizada a 16 metros

de profundidade, debaixo das ruínas do palácio do imperador Otávio Augusto, numa das encostas

do Palatino, uma das sete colinas de Roma. Autores clássicos, como os gregos Dionísio de Halicarnasso

e Plutarco, relatam que os primeiros romanos a transformaram num templo. A gruta tornou-se palco de

um ritual chamado Lupercália. Todo fevereiro, animais eram sacrificados em homenagem a Luperco –

uma divindade associada ao Pã grego – e dois jovens do patriciado eram ungidos com sangue e leite de

cabra. Acreditava-se que esse ritual garantia colheita farta e ajudava as mulheres a arranjar marido e a

ter filhos. A tradição manteve-se até o século V, quando foi banida pela Igreja Católica.

Os textos de Dionísio e Plutarco, que apontavam estar a gruta situada próximo ao Palatino, levaram o

arqueólogo italiano Rodolfo Lanciani a deduzir, no começo do século XX, que ela deveria estar sob as

ruínas do palácio construído por Otávio Augusto, o primeiro imperador romano. Mas foi apenas há dois

anos que os arqueólogos passaram a explorar o local com sondas subterrâneas. Em julho, um dos aparelhos

detectou um espaço vazio, a 16 metros de profundidade. Era uma câmara circular, com 7 metros

de altura e 6,5 de diâmetro, coberta por uma cúpula. Uma máquina de filmar controlada a distância revelou

os deslumbrantes mosaicos que cobrem o tecto e as paredes, feitos de mármore e conchas. Estudos

indicam que essa é mesmo a gruta reverenciada pelos antigos romanos como o local onde vivia a loba

que salvou Rómulo e Remo.

Os subterrâneos de Roma continuam a ser fonte de grandes e belas surpresas.

COOORDENAÇÃO E RECOLHA: JOANA ARAÚJO

COOORDENAÇÃO E RECOLHA: JOANA ARAÚJO


36 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

LITERATURA

Dilúvio de sonhos

CARMINDO DE

CARVALHO

Ghttps://www.facebook.

com/carmindo.carvalho

Absorto no meu pensamento

Imerso nesta enxurrada de ideias

Que alimentam estas minhas pelejas

Nem dou pelo passar do tempo .

São pássaros loucos !...

Cavalos voadores !...

São sombras incógnitas

Que povoam a minha mente

São sonhos cor de rosa , sonhados

De olhos abertos acordados .

Sonho retroceder no tempo

Vaguear nas horas decorridas

Nas alegrias , nas agruras .

Sonho , ir contigo meu amor

Colher flores aos jardins da nossa adolescência

Que eram o paraíso dos nossos amores

De onde , pró mundo olhávamos com ânsia .

Ah ! Como eramos tresloucados !

Totalmente desvairados !

Tu eras uma gazela saltitante

Eu um poldro aos pinotes , solto errante

Correndo e saltando .

Vem , vamos para o lado de lá , vamos

Juntos este sonho sonhar.

Vamos rir à gargalhada de tudo que fizemos

E vamos esquecer todos os anseios

Que não concretizámos .

Todos os desejos que não realizámos .

Vem , vem amor, vamos recomeçar .

Vem , vem amor , vem comigo este sonho sonhar .

17/12/93 — Entre o Ter e o Querer __ Edic. 2000

Amanhã vou

PEDRO

BARROSO

Ghttp://bit.do/pbarroso

Partir é sempre um pouco deixar

algo de nós

algo provisório e por acontecer.

Latente no lugar que fica;

renovado no lugar ao qual se vai voltar.

Mas há sempre um vazio interior

um doloroso desligar de afectos.

A relva, o sol, o mar, os amigos

os cheiros que sentimos

o podermos olhar os próprios tectos.

Aqui fica presente a casa ausente.

E eu em busca de mim sempre;

até um dia já ser dia de não ser.

Infelizmente

só tenho um exemplar de mim,

Não posso estar em trinta espaços;

e gostava tanto..

O raio do criador falhou num ponto:

podermos todos ser como o tal santo;

viver em todo o lado, em toda a parte

ter quatrocentas vidas cada dia

beber paisagens belas com encanto

e viajar no espaço com tal arte

que o nosso tempo estivesse sempre

no sítio e no tempo de onde parte.

Ir é uma forma provisória desse dia.

Ir é uma forma aveludada de morrer

té mais logo! -convenço a despedida

- Tenho de ir - espera-me outra vida

Valha-nos isso: que ao chegar

essa ausência triste e tão sentida

se supere com a força renovada de viver.

E o regresso

seja uma nova e velha guerra de alcançar.

E que, de novo, a vida nos forneça

outro tecto, relva, afecto, outro lugar

onde breve me reencontro com a memória

e continuo a ser sempre eu

na busca insegura e eterna de mim mesmo;

na procura sempre inquieta de um lugar

que em mim fundo habita

e não me larga.

Maldita busca, maldita inquietação

de nunca conseguir ser

sem saber estar.

in Diários da Brevidade


www.cldz.eu | LUSITANO DE ZURIQUE | MARÇO 2019 | 37

LITERATURA

Doce Primavera

EUCLIDES CAVACO

Doce Primavera

Que o tempo fizera

Bela e colorida

P’la sua beleza

É na Natureza

A mais preferida.

Doce Primavera

Tão breve quimera

Como a mocidade

Que após a partida

Deixa bem sentida

Na alma a saudade.

Romântica Primavera

Dos amantes sonhadores

Que perfuma a atmosfera

Ao dar vida e cor às flores.

Primavera que a andorinha

Ao ressurgir anuncia

Com virtude de rainha

É dela simbologia !...

Primavera é melodia

Da vida feita canção

Nos versos duma poesia

De suave inspiração.

Primavera sempre doce

Que a alegria prolifera

Ai que bom se a vida fosse

Uma eterna Primavera !...

Escute mais aqui: EuclidesCavaco.com

Coisas que me chateiam

JOÃO LUÍS DIAS

Chateia-me o custo abusivo do

estacionamento pré-pago.

Chateiam-me os arrumadores

de carros, desesperados por

uma moeda de cinquenta cêntimos.

Chateia-me ver a fome estampada

no rosto de jovens desacreditados

do presente e no

futuro.

Chateiam-me as filas no Mc-

Donald’s, para um hamburger

e um copo com mais gelo que

bebida.

Chateia-me o Pai Natal com

óculos sem lentes e barbas

brancas de algodão.

Chateiam-me as canções de

Natal, monocórdicas e repetidas

no mês de dezembro.

Chateia-me caminhar por uma

estrada sem luz.

Chateiam-me as albufeiras a

prender e a impedir as águas

dos rios de descer e os peixes

de subir.

Chateia-me o frio e os dias consecutivos

de chuva.

Chateiam-me as picadas dos

insectos e as axilas transpiradas

no verão.

Chateia-me o aprendiz de ditador,

saudoso das medidas absolutistas

e do mofo do manto

púrpura.

Chateiam-me os excessos da

democracia, quando esta fabrica

demagogos e desonestos.

Chateia-me ouvir sempre “sim,

tem razão, concordo, excelente”,

quando se ficou aquém da

perfeição.

Chateiam-me as pessoas ingratas,

as curiosas demais e as que

procuram pequenas fendas nas

paredes dos outros, quando as

suas paredes caíram no último

dia de vento fraco.

Chateia-me o cheiro a chulé e

os sapatos de má qualidade,

comprado por uma bagatela.

Chateiam-me as meias de lã

duvidosa, vendidas ao kilo nas

lojas com cheio a plástico, ou

entre os gritos de vendedores

ambulantes nas romarias.

Chateia-me ouvir um acorde de

guitarra desafinado.

Chateiam-me os programas de

televisão, que fabricam celebridades

que cantam e dançam e

os abandonam depois acocorados

nos seus sonhos.

Chateia-me o ranking das escolas,

para aferir sucessos duvidosos,

pondo em confronto

titânico o ensino público e privado,

como se afirmando “a minha

gaita toca melhor do que a

tua”.

Chateiam-me os exames nacionais,

que exigem às crianças

esforço maior de estudo, roubando-lhes

o tempo de brincar.

Chateia-me ter de dizer num

texto tanta coisa que me chateia.

Chateiam-me as horas em não

sei dizer nada, por nada me

chatear.


38 | MARÇO 2019 | LUSITANO DE ZURIQUE | www.cldz.eu

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