RCIA - Ed. 164 - Março 2019

tvcomercioeindustria

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Harmonização de ambientes com sofisticação

é com a Contemporanea.

Se você é diferente, inovador, moderno e único, isso

significa que já tem o lugar ideal para investir em

móveis planejados em Araraquara - Contemporanea.

Há 8 anos no mercado, a Contemporanea tem sua loja

na Avenida Luís Alberto, 643 – onde alia bom gosto,

requinte e preço justo.

O diferencial já se percebe no atendimento

personalizado, onde o cliente tem suas exigências e

necessidades atendidas de forma pontual.

Um dos pontos altos da marca é a altíssima qualidade,

com variedades de cores e acabamentos que

se encaixam em todos os gostos, primando pela

excelência desde a matéria-prima e oferecendo do

básico ao sofisticado.

A Contemporanea já consolidada no mercado de

móveis planejados tem uma demanda forte de produtos

e serviços, sempre aliando a decoração dos espaços

com a personalidade do dono da casa, levando assim,

mais conforto e funcionalidade para os ambientes

contratados.

Os móveis seguem a necessidade da família, além de

cores, acabamentos e tamanhos definidos de acordo

com as vontades do cliente e as possibilidades da

casa, ganhando com isso, espaço e personalização.

Vale ressaltar que investir em móveis planejados

com a Contemporanea é a melhor opção para

quem busca praticidade e economia, além de

que, apresenta vantagens como combinação de

diferentes funcionalidades em um único móvel,

montagem profissional no local onde os móveis serão

empregados e projetos executados com completa

exclusividade.

O acabamento perfeito dos planejados e a

harmonização com o restante da decoração tornam os

ambientes não apenas charmosos e organizados, mas

também muito sofisticados.

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ÍNDICE

EDIÇÃO N°164 - MARÇO/2019

CAPA

Araquimica, mais forte

SINCOMERCIO

Projeto Conversa de Balcão

CIESP

Regional fez 65 anos

TECNOLOGIA

Tiago Romano na RCI

08 8 10

16

29

Empresa amplia mix de produtos

para limpeza e cria seção de

perfumes e decoração

Paulo Delgado, ex-deputado,

sociólogo e economista agradou

a todos com sua palestra

Ademir Ramos, diretor regional

do Ciesp, reuniu convidados para

homenagear vários empresários

Em nossa redação ele conta que

os aplicativos de transportes

estão na roda da economia

Filhos da nossa terra

18| Ernesto Sita Neto é gerente

comercial da WDC Networks e

está em Bogotá, na Colômbia

Coopercitrus

26| Manhã de festa para o produtor

rural que viveu a inauguração da

loja em novo espaço

Canasol

42| Presidente Luís Henrique em

Brasília acompanha discussão

sobre a Lei dos Cultivares

Seu nome está na rua

48| A página de Samuel Brasil

Bueno revive a perseverança de

Domingos Sorbo

Estruturar para não perder na concorrência

O câncer de pele

O Inter Araraquara 2018 gerou

1.600 empregos indiretos e

movimentou 15 milhões de reais

na economia. Com a chegada

da nova edição, a vereadora

Thainara Faria pensa criar uma

comissão coordenadora destes

jogos universitários agregando

Prefeitura, Daae e Morada do Sol

Eventos, o que não deixa de ser

uma elogiável iniciativa. Com isso a

atividade turística será fomentada,

diz ela. “Perdemos formaturas devido

à falta de estrutura, os estudantes e

Thainara e Hugo Lollato, da

Criativa, empresa organizadora

as empresas têm procurado São

Carlos e outras cidades da região.

Enquanto isso, Araraquara deixa

de gerar empregos”, comenta a

parlamentar.

Deve ser aprovado em breve o projeto

que visa a inclusão no Calendário Oficial

de Eventos do Município da campanha

de prevenção e diagnóstico do câncer

de pele “Dezembro Laranja”, a ser

realizada anualmente no referido mês.

“Há comportamentos de risco que, se

evitados, podem prevenir a doença”,

informou Gerson da Farmácia, autor da

proposta. É verdade que o caminho da

conscientização e da prevenção deve ser

trilhado e pautado por boas propostas.

Evitar o câncer de pele é ajudar a Saúde

a não gastar no futuro.

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SINDICATO RURAL

O artista Lodier Perussi

40

Arteiro ou artista do campo é o

que ele se considera ao trabalhar

com troncos e galhos de árvores

Velhos tempos, belos dias

46| Benê conta que foi salvo

pelo ‘gongo’ em uma prova que

participou em Interlagos

GRANDES BANDAS

The Bugs Boys nos anos 60

51

Quem viveu aquela época sabe

que The Mugs Boys foram uns

“pirralhos rebeldes”

Maribel Santos

57| Vivendo o dia a dia da nossa

sociedade, ela conta os fatos

que acontecem na cidade

DA REDAÇÃO

por: Sônia Maria Marques

Estamos submissos aos desmandos

das operadoras e concessionárias

Não dá para se comparar a prestação de serviços realizada

por determinadas operadoras ou concessionárias do passado

com as que exercem hoje a mesma atividade. Ainda que

a tecnologia tenha contribuído com o aprimoramento de

cada uma delas, é verdade que a ganância vem sufocando

a qualidade dos serviços oferecidos. Isso tem estado na

telefonia móvel e fixa com maior insistência e onde o serviço

oferecido ao consumidor tem sido alvo de críticas. A Vivo

pela sua supremacia e liderança dentro do mercado, não

tem correspondido e o seu péssimo serviço levou a própria

Câmara Municipal a se manifestar recentemente, exigindo

explicações. Por extensão, outras operadoras de telefonia

vivem a mesma situação.

Os serviços da Companhia Paulista de Força e Luz seguem

na mesma toada contrastando com a empresa que outrora

era vista como modelo. A CPFL transformou-se numa

empreiteira em decorrência do atendimento disponibilizado

aos seus milhares de clientes e dela faz parte hoje o

desrespeito à comunidade que serve. Troca de postes e

reparos em transformadores são feitos quando ela bem

entende: funcionários colocam os cones, interditam corredores

comerciais, colocacam escadas, demonstração acintosa da

falta de respeito e muita falta de energia elétrica em qualquer

horário.

Bosque volta a ser um lixão

Sem passar por

manutenção desde

julho de 2012, quando

recebeu iluminação e uma

revitalização, o “Bosque

dos Amigos”, localizado

na confluência da Avenida

Antonio Honório Real com

a Rua Lino Morganti, ao

lado do Cemitério das

Cruzes, na entrada do

Vale do Sol, precisa de

atenção da administração

municipal.

Conforme verificou o

vereador Zé Luiz – Zé

Macaco (PPS) em visita

ao bairro, além de vários

postes de luz quebrados e

sem lâmpadas, podemos

encontrar todo tipo de

lixo. “Vamos pedir uma

limpeza de forma urgente,

pois é um desrespeito com

a população que utiliza o

espaço”, afirmou.

A área, que era

sinônimo de depósito de

entulho, marginalidade

e transtornos para a

comunidade, havia se

transformado em exemplo

de organização e de

construção de espaço de

uso comum graças ao

trabalho de um grupo de

senhores em 2007. “Hoje,

com diversos bancos e

mesas utilizados para

jogos de carta ou dominó

quebrados, quiosques se

desfazendo, o espaço está

esquecido”, entende o

vereador.

Passivamente a Prefeitura aceita, o mesmo ocorrendo com

a Câmara Municipal. Ambas, enfraquecidas políticamente,

perderam poder e se submetem aos caprichos das operadoras

ou concessionárias.

Portal RCIARARAQUARA.COM

Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni

Supervisora Editorial: Sônia Marques

Editor: Suze Timpani

Design: Bete Campos e Érica Menezes

Comercial: Humberto Peres e Silmara Zanardi

PARA ANUNCIAR: (16) 3336 4433

Tiragem: 5 mil exemplares

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A Revista Comércio, Indústria e Agronegócio

é distribuida gratuitamente em Araraquara e região

* COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

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Araraquara/SP - CEP: 14801-307

marzo@marzo.com.br

Lastimável

situação

do bosque

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EDITORIAL

por: Ivan Roberto Peroni

Hyundai Rotem quebra o ritmo e dispensa empregados, pois

sem projetos não há saco vazio que pare em pé.

Pouco tem se falado da chegada de novas empresas, porém muito tem se comentado sobre o

fechamento delas, na melhor das hipóteses, redução no número de profissionais ou propostas que

agreguem serviços com o objetivo de se dar equilíbrio dentro de uma nova realidade econômica. A

Hyundai Rotem, que aqui chegou por volta de 2015, se encaixa neste cenário pois no momento não

tem projetos capaz de lhe dar sustentação em tempos de crise.

A Hyundai Rotem investiu R$ 120

milhões na fábrica de Araraquara,

cidade que foi escolhida por estar

em uma localização estratégica. A

unidade que atenderia o Brasil e

toda a América Latina localizada na

SP-255 (Rodovia Antônio Machado

Santana), em uma área de 150

mil m², sendo a segunda maior

planta da empresa no mundo, na

época anunciou uma capacidade

de produção para 200 vagões por

ano, com geração de cerca de 130

empregos.

Estamos bem lembrados que

o último contrato da Hyundai

Rotem com a CCR Metrô Bahia,

concessionária do metrô em

Salvador, previa a entrega de 136

carros (34 trens). A montagem

começou em 2015, em um dos

barracões da Iesa e depois os

trabalhos foram transferidos para

a nova unidade, às margens da

Rodovia Antônio Machado Santana

(SP-255). A entrega foi feita em

26 de abril de 2018, contando

inclusive com a presença do prefeito

Edinho Silva (PT), no evento, que

aconteceu na capital baiana. Outro

contrato também entregue, no mesmo período foi com o governo do Estado

de São Paulo. De lá até novembro a empresa não fabricou mais vagões e

seu faturamento estava atrelado aos serviços de manutenção que teria que

disponibilizar aos seus clientes.

Neste caso não havia outro caminho senão iniciar um processo de

realocação ou até mesmo dispensa. Alguns demitidos da empresa, em

novembro de 2018, foram avisados que a Hyundai Rotem iria encerrar

momentaneamente suas atividades na cidade, visto que, os contratos que

mantinha com Salvador e São Paulo, já haviam sido concluídos, e nenhum

outro para a construção de trens fora assinado. Atualmente a empresa

mantém na capital paulista um escritório, de onde comanda a manutenção

de vagões produzidos pela unidade.

E agora José? Quem diria que poderíamos chegar a este extremo, após

tanta festa na inauguração, tanta bajulação e discurso, dando a impressão

que Araraquara naquele momento estaria resolvendo todos os seus

problemas. É verdade que fogem do conhecimento público os elementos que

compõem o quadro das tais contra-partidas; uma contudo foi bem clara e

à Hyundai devemos agradecer pelo apoio financeiro dado à Ferroviária. E

sinceramente, ela é a menos culpada nesta história pois a responsabilidade

devemos atribuir aos políticos que conduziram o país a esta situação de

penúria econômica.

A empresa sentiu no corpo a dor do parto e trabalhando com números

pouco interessa a ela se os olhos deste ou daquele são lindos como a luz do

luar. Além do mais, a ela não custa nada se amanhã ou depois juntar seus

vagões e cair fora daqui, afinal não tem nada a fabricar. Tomara a Deus que

não, sejamos otimistas e pacientes, que haverá fartura suficiente para nos

proporcionar boas colheitas. A lição contudo fica - nem tanto ao céu, nem

tanto à terra - sempre colocando limites nas palavras e nos rojões.

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MATÉRIA DE CAPA

Loja na Via Expressa, 656

ARAQUIMICA: SUA CASA AGRADECE, SUA EMPRESA PRECISA

Amplia mix de produtos para limpeza e

cria seção de perfumes e decoração

A Araquimica hoje se

destaca no mercado

de produtos de limpeza

com as mais expressivas

marcas, além de oferecer

novos espaços para

satisfazer seus clientes.

atendendo tanto residências como

construção civil e empresas, tendo

inclusive em sua carteira de clientes,

grandes indústrias e empresas de vários

segmentos da cidade e região.

Para a comodidade do cliente, há

cerca de um ano passou a oferecer

em sua loja a parte de decoração,

perfumaria, presentes, local onde

também são preparados essências

e difusores de ambiente.

A novidade que tem chamado

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Com nome já consolidado no mercado,

a Araquimica está instalada na

Via Expressa 656, em um prédio de

500 metros quadrados e amplo estacionamento

para melhor receber

seus clientes.

Antes conhecida por vender matéria-prima

para produção de todos

os tipos de material de limpeza para

linha industrial e linha automotiva,

a empresa deu novo foco às suas

atividades e conta hoje com um mix

de produtos de diversas marcas,

Produtos de

limpeza com

marcas de

qualidade


Nova seção de presentes, perfumes, decoração e aromatizadores, além

do esmerado atendimento

Empresas optam em comprar na Araquimica pois além dos

produtos de qualidade, os preços são ótimos

a atenção do público feminino é o

preparo do perfume pessoal, onde

cada qual escolhe o aroma que melhor

combina com sua pele, deixando

assim sua marca registrada e inconfundível.

Aromatizantes de ambiente dão

o tom devido à diversificação das

fragrâncias e frascos decorativos,

preparados ao gosto do cliente pelas

colaboradoras qualificadas em atendimento

no segmento.

Em um só lugar é possível encontrar

produtos para piscina, limpeza

residencial, empresarial, carros,

descartáveis, utilidade doméstica e

matéria-prima para todos os produtos

de limpeza, inclusive com livro de

receita de como produzir, para quem

queira uma renda extra, vendendo

qualidade.

Criada em março de 2005, hoje

é comandada por Cesar Augusto

Martins e Silvana Gomes Martins, e

vem em franco crescimento, com o

diferencial no atendimento personalizado,

auto serviço ou ainda atendimento

exclusivo, onde funcionários

treinados vão até o local de sua obra,

casa ou empresa, para melhor indicação

de produtos e utilização.

A loja tem hoje uma rede social

ativa e interligada à sua central de

telemarketing, onde é possível fazer

suas compras e tirar dúvidas

rapidamente via WhatsApp (16)

99755.8249, ou mesmo pelo telefone

da loja 3301.0026, onde a entrega

é rápida, facilitando sempre a vida

do cliente.

A empresa oferece também uma

gama de Workshops, e capacitação

de profissionais nas áreas auto motiva,

limpeza e tratamento de pisos e

piscina, sendo todos os cursos certificados.

Com isso gerando emprego,

novos profissionais capacitados

para o mercado de trabalho ou ainda

incentivando uma nova carreira profissional.

Químicos e técnicos estão à disposição

na Araquimica para orientar

os clientes, disponibilizando treinamento

para funcionários de empresa

No showroom, produtos para o

embelezamento do seu carro

parceiras, orientando como e quais

produtos devem ser utilizados em

cada ocasião. Um dos objetivos essenciais

da empresa é que a questão

ambiental, com profissionais e alunos

debatendo constantemente em

cursos e treinamentos, os assuntos

relacionados à preservação da natureza.

Neste sentido, um dos focos é a

importância do descarte correto, que

faz toda diferença ao meio ambiente.

À esquerda,

a enorme

diversificação de

produtos para

limpeza

Serviço de

telemarketing e

de inserções nas

redes sociais

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POLÍTICA ECONÔMICA

O show de

Paulo Delgado

A nossa revista

acompanhou a

palestra organizada

pelo Sincomercio

em parceria com a

Tivoli Residencial e a

SCDU Urbanismo em

fevereiro. O sucesso

do evento em que

participou o sociólogo

e economista Paulo

Delgado é contado em

caderno especial.

Por mais de duas horas, Paulo

Delgado - como ele próprio tem

se identificado ao longo da

sua carreira, proferiu palestra

no auditório do Sincomercio

Araraquara em fevereiro para um

seleto grupo de empresários. Mais

de 100 convidados acompanharam

a iniciativa do Sindicato do

Comércio Varejista que teve apoio

da Zitune Empreendimentos

Imobiliários, empresa que em nossa

cidade está lançando o Residencial

Tivoli, em ponto privilegiado. O

acontecimento fez parte do projeto

Conversa de Balcão, organizado

pelo Sincomercio.

Sociólogo, Pós-Graduado em Ciência

Política, Professor Universitário,

Deputado Constituinte em 1988,

com mandatos federais até 2011,

Paulo Delgado impressionou os

participantes do encontro pela

forma simples com que se manteve

o tempo todo.

Por sinal, simplicidade foi uma

das palavras-chaves que ele

utilizou na palestra para focar o

começo da gestão Jair Bolsonaro

na presidência da República,

citando “a necessidade de uma

equipe harmoniosa ao seu lado

e pessoas que respeitem a

hierarquia funcional”. A maneira

com que conduziu a explicação

parecia demonstrar então, naquele

momento, que público e palestrante

já se conheciam há muito tempo,

sincronizados em uma única linha

de conhecimento.

SEM PERDER O FOCO

O evento foi aberto pelo presidente

do Sincomercio, Antonio Deliza

Neto, que ressaltou a interação

entre a entidade e os associados,

bem como a proposta de parceria

com a Zitune Empreendimentos.

Deliza destacou que o sindicato

neste primeiro semestre terá

vários eventos proporcionando ao

empresário, conhecimento para a

conquista de novos negócios.

“É verdade que estamos unidos em

torno de propostas que se aliem ao

momento que vivemos, ao período

de transformação tecnológica e

aos novos formatos que permitem

proporcionar melhores resultados

no varejo.

Ainda na abertura, Odilon Bado

Castriota, da SCDU Urbanismo,

destacou o trabalho que a Zitune

Empreendimentos vem realizando

no Estado de São Paulo, em

especial Araraquara, com o

lançamento do Tivoli Residencial.

Os convidados assistiram vídeo

que ressalta o trabalho das

duas empresas e a beleza do

empreendimento.

Entre os presentes um convidado

ilustre: Ivo Dall’Acqua Junior, vicepresidente

da FecomercioSP.

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NEGÓCIOS

Da contratação

à motivação

Saiba como engajar sua equipe e garantir que

as necessidades dos clientes sejam atendidas

O sucesso de um empreendimento tem muito a ver com a motivação do time

de colaboradores. Por isso, mantê-los satisfeitos tem impacto direto no atendimento

dado aos clientes. Afinal, garantir que os consumidores estejam satisfeitos

e criar uma rede de clientes fiéis não depende apenas dos produtos e preços

ofertados, mas em grande parte da experiência de compra proporcionada.

Para Antonio Deliza, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara

(Sincomercio), que também é empresário no segmento do comércio

varejista há quase 40 anos, “não adianta investir em infraestrutura e

bons produtos, com preços acessíveis, se o atendimento é ruim.

O cliente quer ser bem tratado”.

Segundo Deliza, o engajamento dos funcionários é essencial

para garantir que as necessidades do consumidor

sejam supridas. “No setor varejista, essa exigência é ainda

maior já que uma equipe bem preparada consegue cativar

o cliente e terá grandes chances de realizar boas vendas”.

Confira algumas dicas de como montar um time que

saiba lidar com os desafios.

CONTRATAÇÃO

O primeiro passo nessa caminhada é a

contratação. É preciso definir quais são os

requisitos essenciais para a vaga que deverá

ser preenchida e, após a análise do

currículo, avaliar a postura do candidato na

entrevista. Este é um ótimo indicador para

entender se a pessoa está ou não apta para

o cargo. No varejo, a boa comunicação é um

requisito indispensável. Não basta apenas

entender o perfil de cada colaborador, mas

é preciso também explorar seus pontos fortes

e fracos. Para conduzir e motivar a equipe,

o diálogo é fundamental.

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MOTIVAÇÃO VERSUS

BENEFÍCIOS

Alguns empresários ainda acreditam

que a motivação esteja relacionada

apenas a benefícios financeiros.

Porém, não se engane: a base

do engajamento de pessoas está no

relacionamento e na comunicação

entre o líder e seus liderados. É justamente

nesse ponto que os problemas

são mais recorrentes, principalmente

quando a comunicação entre chefe e

subordinado é agressiva e o relacionamento

distante.

DIÁLOGO

O superior deve saber atuar em uma posição

de liderança, o que consiste em ter equilíbrio na

cobrança de resultados e observar atentamente as

relações entre a equipe, para não errar na maneira

de se colocar e acabar gerando situações inconfortáveis.

Um bom líder é uma pessoa acessível para

os funcionários e que preza por um diálogo aberto

com todos para evitar erros de comunicação e a famosa

“rádio peão” - termo usado para designar a

criação de uma rede de rumores e fofocas dentro

das organizações. Portanto, para motivar os colaboradores,

a comunicação aberta é imprescindível.

FEEDBACK

Os feedbacks constantes são importantes para

que o funcionário saiba se está seguindo na direção

correta e se está colaborando para o crescimento

da empresa. Muitos superiores apenas

contatam seus subordinados em casos de erros

ou falhas, o que vai criando uma situação de insatisfação

neles. Os talentos devem ser valorizados,

reconhecidos e desenvolvidos. Além disso, oferecer

recompensas nas situações de superação também

garante ótimos resultados. Os prêmios podem ser

treinamentos, benefícios, folgas e até mesmo um

bônus salarial.

CONDIÇÕES DE TRABALHO

Além das práticas já citadas, também é necessário

que sejam criadas condições propícias para

que os objetivos sejam alcançados. Oferecer boas

condições de trabalho, como um salário adequado

ao mercado e benefícios, é importante para manter

os funcionários engajados e satisfeitos com a empresa.

Valorize o funcionário! Os colaboradores são

o principal contato entre clientes e empresa. Se a

equipe se mostra desmotivada, insatisfeita ou até

infeliz, é quase impossível que os consumidores

tenham uma boa experiência ao fazer algum negócio.

Portanto, investir no desenvolvimento pessoal

e profissional da equipe é essencial para melhorar

os resultados da organização.

SERVIÇO

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Sindicato do Comércio Varejista

de Araraquara (Sincomercio)

Avenida São Paulo, 660 – Centro

Contato: (16) 3334 7070 ou sincomercio@

sincomercioararaquara.com.br

www.sincomercioararaquara.com.br

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POLÍTICA

Paulo Landim: dois anos

de um primeiro mandato

A 19 meses das eleições municipais, a Revista

Comércio, Indústria e Agronegócio de forma

democrática e consciente da sua responsabilidade,

abre espaço para que os atuais vereadores prestem

contas das suas atividades nestes dois anos de

mandato.

Vereador Paulo

Landim, do PT

Paulo Landim, vereador eleito

para o mandato de 2017-2020, tem

sua história marcada pela ferrovia.

Seu pai foi ferroviário, falecendo

ainda jovem em acidente de trabalho.

Foi office-boy, ajudante geral,

garçom, entregador de pizza, entre

outros. Formou-se em Administração

de Empresas pela Uniara e chegou a

ser gerente de banco. No mandato de

Edinho Silva, na Prefeitura Municipal,

foi coordenador do Pronto Socorro do

Melhado, onde trabalhou pelo atendimento

humanizado à população

O mandato de Landim busca ser

solidário e participativo. Ele procura

olhar e trabalhar por uma Araraquara

inclusiva, que promova oportunidade

equânime, que seja atraente para

os empresários e empreendedores -

que impulsionam os negócios e geram

emprego -, para a classe média,

motor de consumo de boa parte dos

bens e serviços produzidos na cidade

e, principalmente, uma cidade que

seja justa e dê oportunidades para

aquela faixa da população mais carente,

socialmente vulnerável, que

necessita das políticas públicas para

ter melhores condições de vida.

Já no início do primeiro mandato,

o prefeito Edinho nomeou Landim líder

do Governo na Câmara. Ele sabe

que a tarefa de liderança do governo

não é fácil, mas gerou importantes

conquistas para Araraquara, com a

aprovação de Projetos de Lei encaminhados

pelo Executivo para a Câmara,

que tornaram a cidade mais justa

e digna para seus habitantes.

EMENDAS PARLAMENTARES

Paulo Landim, em parceria com

o então deputado federal Valmir

Prascidelli (PT), conseguiu captar

recursos para Araraquara via três

emendas impositivas do Congressista.

Foram duas emendas, nos

valores de 421.619,04 (Convênio

856902/2017) e R$ 413.333,33

(Convênio 866361/2018), destinadas

ao recapeamento de diversas

vias do município. Uma terceira

emenda, no valor de R$ 746.666,67

(Convênio 879950/2018), é destinada

à construção de rede de galeria de

água pluvial e drenagem no Parque

Planalto, na Região da Chácara Flora.

ATIVIDADES OPERACIONAIS

Como agente político fiscalizador

do município, Paulo Landim protocolou

junto ao Executivo e Legislativo,

mais de 500 indicações, cerca de

250 ofícios e 130 requerimentos,

versando sobre diversos assuntos e

questões importantes que têm contribuído

para a melhoria dos serviços

públicos na cidade. Ainda, o gabinete

do vereador realizou cerca de 6500

atendimentos ao público, seja de

maneira presencial na Câmara Municipal,

em visitas pela cidade, por

telefone fixo, celular ou redes sociais.

É preciso ressaltar que o mandato

mantém diversos canais de comunicação

com a população, seja via atendimento

presencial, telefone ou redes

sociais como WhatsApp e Facebook.

EVENTOS

Ainda, foram organizados importantes

eventos pelo mandato, com

destaque para a Audiência Pública

denominada “Recursos Hídricos e a

Política Ambiental em Araraquara”.

Nesta audiência, foi debatida a gravíssima

situação das nascentes e

principais fontes de recursos hídricos

em nossa cidade. Outra importante

Audiência Pública será realizada neste

mês de março (7). Intitulada de

“Extinção do Ministério do Trabalho

e os Rumos da Justiça do Trabalho”,

o evento está sendo organizado pelo

vereador, em parceria com a Ordem

dos Advogados do Brasil – 5° Subseção

de Araraquara.

COMISSÕES

Em 2017, o vereador Paulo Landim

foi eleito membro da Comissão

de Saúde, Educação e Desenvolvimento

Social, da Câmara Municipal

de Araraquara. Aliás, saúde é a bandeira

do vereador, que foi Coordenador

do antigo Pronto Socorro do Melhado

na gestão anterior do Prefeito

Edinho Silva e incansável apoiador

para a volta do mesmo, agora como

Centro de Estabilização do Melhado.

Em 2019 foi eleito presidente da

Comissão de Justiça, Legislação e

Redação, umas das mais importantes

comissões da Câmara Municipal

e tem feito um importante e árduo

trabalho junto à Diretoria Legislativa

da Casa de Leis de nosso município.

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Ademir Ramos

da Silva, diretor

regional do Ciesp

ACREDITAR SEMPRE

Ciesp comemora 65 anos com festa em

homenagem a empresários da cidade

Ademir Ramos, diretor

regional do Ciesp em

Araraquara, estimula a

classe a se integrar ao

processo de mudanças

da nossa economia.

Embora a mensagem de Ademir

Ramos da Silva, diretor regional do

Ciesp - Centro da Indústrias do Estado

de São Paulo tenha sido rápida, é

verdade que ela foi assimilada pelos

participantes da festa de comemoração

dos 65 anos da entidade em

fevereiro, de forma bem explícita.

O dirigente reforçou o que vem

sendo comentado insistentemente

pelas lideranças da economia, que

vive processo de transformação no

setor industrial do país.“Devemos

estar atentos às mudanças que vêm

ocorrendo e as novas oportunidades

de negócios e investimentos que podem

ser gerados”, argumentou Ademir

Ramos em seu discurso.

Além de salientar que todas as

reformas são de extrema necessidade

em um momento tão delicado,

ele também lembrou a importância

da confiabilidade nas ações do novo

governo para que não enfrentemos

mais nenhuma trajetória recessiva.

O CIESP

Durante o encontro realizado na

Cervejaria Ópera, receber os convidados

foi motivo de alegria para toda

diretoria do Ciesp. Elogios não

faltaram à equipe de colaboradores

como Michele Delgatti

Pelaes, que é Coordenadora

Regional; Gustavo dos Santos,

do Departamento Administrativo

e Marília Malkomes, do

Departamento Financeiro,

além de Bruno Franco Nadeo,

coordenador do NJE - Núcleo

de Jovens Empreendedores

que comandou o cerimonial.

Foi dito que este era o reconhecimento

ao trabalho que cada profissional

tem oferecido, preservando

o nome da instituição e contribuindo

com seu fortalecimento.

É verdade que cada associado

sabe da importância do Ciesp em Araraquara

e a missão proposta, levando

as demandas de suas empresas, as

dificuldades ou qualquer informação

que envolvam temas ambientais para

serem discutidos por todos, buscando

assim identificar soluções e compartilhar

conhecimentos.

No telão a mensagem de Paulo Skaf, presidente do

Ciesp, aos industriais araraquarenses

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Araraquarense em

terras colombianas

Ernesto Sita Neto é gerente comercial da

WDC Networks na Colômbia, onde está

há um mês, em Bogotá, sem data prevista

para voltar ao Brasil.

Neto, em frente ao Senado da Colômbia, em uma manhã de domingo

A história profissional de Neto,

como é conhecido por aqui é um desafio:

a empresa que ele representa

é líder na distribuição de soluções e

tecnologias de alto valor agregado no

Brasil, cujo faturamento em 2018 ultrapassou

R$ 400 milhões.

A decisão da empresa em manter

uma operação direta na Colômbia foi

tomada face o crescimento dos negócios

de banda-larga nos países latino

americanos, pois o mesmo fenômeno

vivido pelos ISP’s no Brasil de instalar

redes de fibra ótica FTTH, há 4 anos,

acontece agora nesses países.

Ernesto que já esteve a trabalho

também na China por duas vezes, Estados

Unidos e Uruguai, é formado em

Ciências da Computação pela Uniara,

e fixou residência em São Paulo.

Filho de Wagner Sita (funcionário

público) e Fafá Sita (professora), deixou

a cidade em 2003 após sua formatura

para seguir novos caminhos,

com o apoio da família.

Neto, assim também chamado

pelos pais, partiu para Bogotá no dia

6 de fevereiro de 2019 e já está encantado

com o país onde deverá viver

por um longo período.

A COLÔMBIA

A Colômbia hoje tem como presidente

Iván Duque, de 41 anos, que foi

eleito para presidir o país até 2022,

onde tenta dar uma cara mais jovem

ao conservadorismo colombiano e

que vive um momento econômico

intenso e seguro para investimentos.

Para o brasileiro que chegou a

pouco no país, é perceptível uma

economia forte que avança rapidamente,

onde a população tem uma

qualidade de vida invejável. “Não há

mendigos pedindo esmolas nas ruas

ou lixo espalhado pela cidade, tudo é

muito limpo e as pessoas educadas

e elegantes”- diz ainda que se sente

triste ao ver o Brasil abandonado

pelos governantes: “Aqui vejo muito

o governo atuando e próximo da população”,

conta.

Ele encantou-se também com facilidade

das compras, pois a carga

tributária é baixa, ajudando muito.

“Imóveis têm de sobra, um apartamento

onde eu pagaria um aluguel

de cerca de R$ 10 mil reais em São

Paulo aqui paga-se R$ 3 mil já com o

condomínio”.

A moeda corrente na Colômbia

é o Peso, onde 1 peso colombiano

equivale a 0,0012 de real.

À nossa revista ele diz que também

por lá, se lê muito, “as pessoas

adoram as praças e parques que são

preservados, e aos domingos tomam

as ruas da cidade, onde muitas delas

são fechadas para passeios de

bicicletas pois eles adoram ciclismo,

assim como o Brasil ama futebol”.

O lado ruim é o trânsito na cidade

que pode-se chamar de caos; segundo

Neto, encontrar um taxi é quase

impossível além de ser muito caro. A

exemplo do que ocorre em São Paulo,

em Bogotá também há rodízio de

carros, placas com final ímpar rodam

em dias ímpares e placas pares em

dia par, “sem contar que um dia por

mês, os trabalhadores deixam seus

carros em casa e utilizam o transporte

público, que funciona muito bem”.

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Mercado de Pulgas em Usaquen, Bogotá

Com 2.591 metros de altitude,

Bogotá é a cidade mais alta de seu

tamanho no mundo e isso faz com

que os brasileiros sintam dificuldades

em respirar, falta ar, diz Neto.

Trabalhar e viver fora do país são

experiências para a vida e um aprendizado

cultural. Espero que quando

retornar ao Brasil, consiga ver um

país melhor, mais justo para com a

população, com educação, segurança

e saúde acima das expectativas

para todos, finaliza este araraquarense

que convive com os costumes de

um outro povo que começa a ganhar

força na América do Sul .

O Mercado de Pulgas em Usaquem,

Bogotá, nada mais é do que “um

mercado de pequenas coisas”, onde as

pessoas encontram uma vez por semana,

confecções, quadros, bijuterias, coisa mais

ou menos parecida com a feira existente

na Praça de Santa Cruz. Há também

as comidas típicas que permitem uma

convivência saudável dos visitantes com

os costumes colombianos

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19|


DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Economia e

consumo

sustentável

Com 282 nascentes

totais, Araraquara se

mantém há décadas

com o perfil de

cidade que preza a

qualidade da água.

O que preocupa

contudo, é o número

de nascentes

degradadas que

chega a 31, segundo

o Daae.

No Brasil, são as águas de março

que fecham o verão, mês escolhido

pela Organização das Nações Unidas,

para conscientizar as pessoas sobre

a importância da água para a vida em

nosso planeta. O Dia Internacional da

Água é comemorado em 22 de março.

Nesta data, aproveitamos para relembrar

que o Planeta Terra é formado

de aproximadamente 70% de água, e

que a maior parte dessa água, é salgada

e imprópria para o consumo. A

água doce, apenas 2,493% do total,

está em lençóis subterrâneos ou congelada

nos pólos, e apenas 0,007%

está em rios e lagos, disponível para

o consumo. Mas não é só isso, desses

0,007% de água doce disponível 70%

vão para a agricultura, 22% para a

indústria e 8% para o consumo individual,

segundo a ONU.

COMO TUDO COMEÇOU

Quem vive em Araraquara sabe

que aqui consumimos uma água de

qualidade; este privilégio não é dos

governantes de agora - até o ano de

1969 os serviços de abastecimento

de água e coleta de esgoto em Ara-

raquara eram subordinados ao Departamento

de Obras da Prefeitura.

A cidade então crescia e de acordo

com o histórico do Daae, com uma

população de quase 60.000 habitantes,

o município começava a enfrentar

sérios problemas de abastecimento

e sofria com as constantes faltas de

água. Para enfrentar os desafios impostos

pela expansão da cidade, o

prefeito Rubens Cruz criaria em 2 de

junho daquele ano, o Departamento

Autônomo de Água e Esgotos (Daae).

Não foi um começo fácil. Com

apenas três caminhões, um carro e

alguns funcionários transferidos da

Prefeitura, o Departamento respondia

por 15.374 ligações de água e

14.489 ligações de esgoto. Juntas,

essas duas redes tinham uma extensão

total de mais de 400 km. Sem

maquinário e equipamentos suficientes,

a execução e a manutenção das

redes eram realizadas manualmente.

No início de funcionamento do

Daae a cidade contava com o ponto

de captação superficial do Ribeirão

das Cruzes. A água aí captada era

bombeada para a Estação de Tratamento

na Fonte Luminosa, que possuía

3 reservatórios enterrados (com

capacidade de 2.000 m³ cada um) e

1 reservatório elevado (400 m³). Na

Vila Xavier, próximo à Alameda Paulista,

havia também um reservatório

de 1.750 m³ para atender a demanda

daquele setor. Com a entrada da década

de 70, a cidade assistiu ao início

da construção de um grande número

de casas populares na Vila Xavier.

Muitas destas casas se encontravam

acima do nível do antigo reservatório,

o que tornou necessário a

construção de um novo reservatório

para a região. Com capacidade para

1.200 m³ de água, o novo reservatório

(R-7) era, à época, um dos maiores

reservatórios elevados do Brasil.

Desde aquela época, os ensaios

físico-químicos e microbiológicos de

amostras da água tratada são realizados

com a finalidade de verificar

suas características após a realização

do tratamento e sua adequação aos

padrões de potabilidade exigidos pela

legislação. A perfuração de poços profundos

foi iniciada em meados dos

anos setenta. Os primeiros a serem

perfurados foram os poços do Jardim

Eliana e Santana.

O começo de tudo: grupo de valorosos

servidores emprestados pela Prefeitura

Municipal - Rubens Cruz era o gestor -

até que o Daae adquirisse vida própria

e um extraordinário superintendente,

Aldo Benedito Pierre, a quem prestamos

a nossa homenagem.

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LAWS AND ECONOMICS

Ubiratan Reis

Desequilíbrios da concorrência

Tragédias como a de Brumadinho despertam a atenção

não só pela dor incomensurável que atinge inúmeras

pessoas, como também pela forma sub-reptícia de lesão

aos mais elementares princípios morais, éticos e legais.

As responsabilidades cível, penal e ambiental saltam aos

olhos. O que se espera é nada menos do que uma severa

e justa reprimenda, daquelas que não deixam espaço

para aventureiros em negócio que expõe a vida alheia

em risco.

Ocorre que, em certas atividades econômicas, como

a mineração, não se verifica em sua plenitude a livre

concorrência. Em um mercado ideal, a oferta e a

demanda se interseccionam, equalizando os desejos de

cada um dos inúmeros participantes em concretizar a

transação, mediante o preço.

A concorrência é elementar, condição sinequa non para

atingir o auge da eficiência de mercado, onde o maior

beneficiado é o consumidor.

Pode-se, com a prudência necessária, identificar cinco

tipos de estruturas de mercado: a concorrência perfeita,

a concorrência imperfeita ou monopolística, o oligopólio

(oligopsônio), o monopólio (monopsônio) e o monopólio

bilateral.

A essência do mercado estaria na fragmentação da

oferta e da demanda em quantas partes possíveis,

inúmeros ofertantes e inúmeros consumidores,

havendo um fracionamento do poder econômico, não

se restringindo a poucos (oligopólio) ou, uma só pessoa

(monopólio), a faculdade de ditar as regras do jogo ou

mesmo impedir o ingresso de novo participante, em

evidente violação à livre iniciativa e à livre concorrência.

A concentração de determinada atividade econômica

nas mãos de alguns ou de apenas um é absolutamente

indesejada, seja privada, seja estatal, devendo se

restringir somente aos casos em que, por sua natureza

e/ou sua importância, o oligopólio ou monopólio seja

considerado um mal necessário.

A privatização de serviços públicos básicos e

essenciais deve ser medida excepcional. Serviços

como segurança pública e abastecimento de água, em

razão da sua importância e da sua natureza, devem

ser disponibilizados pelo Estado. Contemporâneos são

os relatos de como a concentração de uma atividade

econômica pode ser maléfica e fonte de inúmeros atos

de corrupção.

As inúmeras famílias que dependiam, direta ou

indiretamente, das atividades da Vale, agora sofrem

não só pela perda de seus bens e entes queridos, mas

também pela desolação de não vislumbrar nova fonte de

renda, em uma terra devastada pela lama e negligência.

É preciso tutelar o princípio da livre concorrência

como instrumento eficaz na prevenção de atos de

concentração de poder econômico, em segmentos que,

por sua importância, explorem serviços que envolvam o

bem-estar da pessoa humana.

Não se poderá cogitar, quiçá admitir, uma nova tragédia

como a de Brumadinho, decorrente da mistura da

negligência estatal e da ambição desenfreada privada,

cabendo a todos nós a árdua missão de vigília, em caso

onde a concentração da atividade econômica pode trazer

prejuízos de dimensões gigantescas, não só para esta

geração, mas para outras que virão.

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23|


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SAUDADE

Matilde Julien,

nossa guerreira

Sempre lutando pelas

causas sociais, deixa um

legado de bons serviços

Matilde, como presidente do FISA

teve participação importante na

organização dos movimentos

sociais dentro da FACIRA

A morte de Matilde Julien não

deixa apenas uma lacuna nos movimentos

sociais da cidade. Os seus

gestos de bondade significam até

mesmo o enfraquecimento de ações

que sempre foram a tônica em sua

vida, não medindo esforços para

amenizar o sofrimento alheio e levar

mais dignidade às famílias da nossa

Araraquara.

Foi feliz o prefeito Edinho Silva em

dizer na sua nota oficial que “foram

longos os caminhos percorridos por

Matilde na busca de uma sociedade

mais justa e igualitária”.

Ela foi a fundadora da Casa Máter,

em 1998, ajudando e muito,

com a doação de leite especial, e

alimentação de crianças em situação

de vulnerabilidade. Logo após,

integrou-se ao FISA (Fundo Social das

Instituições de Araraquara), primeiro

como diretora social, secretária executiva

e depois como presidente,

eleita pelas mais de 50 entidades

que compunham o Fundo à época.

Matilde faleceu no dia 26, sendo

sepultada no Cemitério São Bento,

no dia seguinte.

FATOS & FOTOS

DA REDAÇÃO

HYUNDAI TERÁ QUE PAGAR

MULTA DE R$ 1 MILHÃO

Num período de nebulosidade que nem

mesmo pai de santo consegue amenizar,

a Hyundai Rotem Brasil Indústria e

Comércio de Trens Ltda., subsidiária do

Grupo Hyundai Motor, foi condenada

pela 3ª Vara do Trabalho de Araraquara,

ao pagamento de R$ 1 milhão por

excesso de horas extras e supressão de

descanso semanal de trabalhadores

da fábrica de trens e composições

ferroviárias mantida pela empresa em

Araraquara (SP). A ação é do Ministério

Público do Trabalho.

A sentença do juiz João Baptista Cilli

Filho determina que a Hyundai Rotem

assegure aos seus empregados o gozo

do descanso semanal, no decorrer do

período de cada sete dias, sob pena

de multa de R$ 10 mil por trabalhador

atingido e por mês em que se constatar

a violação da obrigação, e que a

empresa se abstenha de prorrogar

a jornada de trabalho além do

Desdobramento da

Prefeitura para conter

epidemia de dengue

em Araraquara é

louvável. Observa-se

que todos os setores

estão empenhados

em cumprir seus

deveres, porém,

fica o alerta para

os próximos anos

e a importância

de programas

preventivos para que

a cidade não fique

exposta a este triste

papel, que por sinal

nunca havia entrado

para a nossa história.

Enfim...

Se de um lado está

o trabalho da Saúde

Pública em nossa

cidade visando

conter a proliferação

dos criadouros

do mosquito da

dengue, do outro,

observa-se a falta de

cidadania de grande

parte da população,

mantendo terrenos e

casas como depósito

de lixo. Deixa

transparecer que

muita gente seguiu o

exemplo dado pela

Prefeitura que tornou

a cidade numa

imundície. Triste.

Sede da empresa em Araraquara

limite de duas horas, salvo mediante

“comprovação da exata hipótese

fática autorizadora e comunicação da

autoridade competente”, como previsto

no artigo 61 da CLT, sob pena de R$ 5

mil por trabalhador.

A empresa foi investigada pelo

procurador Rafael de Araújo Gomes a

partir de denúncia apresentada pelo

Sindicato dos Metalúrgicos, relatando

que os trabalhadores das áreas de

produção estavam sendo submetidos a

jornadas de trabalho de 12 a 14 horas

por dia, inclusive em sábados, domingos

e feriados.

SUBINDO DESCENDO Confusão

Vereadores ainda não

chegaram a um consenso

sobre o horário das sessões

as terças-feiras. Mesmo com

salário recheado, é verdade

que grande parte quer

fugir do encerramento nas

madrugadas, ainda que o

trabalho comece às 18h. O

presidente Tenente Santana

quer iniciar a sessão às 16h,

o que torna-se inédito na

história do Legislativo. Com

a proximidade do período

eleitoral, há vereador que

entende que seria correr

risco nos confrontos com

o público, quando existir

para debates, assuntos

eminentemente polêmicos.

Adote um animal e tenha desconto no IPTU

O prefeito Edinho rejeitou proposta

da vereadora Thainara Faria (foto ao

lado) que propôs desconto no IPTU

para quem adotasse um animal.

Prefeito disse que a sugestão da

vereadora implicaria em renúncia de

receita. Assunto virou piada na cidade.


FRASE

“O trabalho

realizado por

essa instituição

Roger Mendes

é impecável e

transformador. Acredito que a Casa

Betânia representa muito bem todas

as entidades sociais do município.

Por isso, essa homenagem feita

pelo Legislativo é realmente

merecida”, afirmou Mendes.

Comentário de Roger Mendes

em fevereiro, durante entrega do

Diploma de honra ao Mérito à Casa

Betânia que está completando 65

anos de fundação. Atualmente

a entidade é presidida por José

Mendes Petrucelli. Quando criada

em 1953, a casa tinha o objetivo de

abrigar gestantes e mães solteiras;

atualmente, acolhe crianças e

adolescentes em situação de

vulnerabilidade social. Além de

quartos com banheiro, conta com

lavanderia, sala de TV, biblioteca,

cozinha, área livre e brinquedos.

Mais de 2.000 pessoas já foram

atendidas nesses 65 anos.

Lá se vão dois anos...

Gerson da Farmácia visitando o CER

Rachaduras, infiltrações e problemas

elétricos. Essas são as principais

reivindicações do Centro de Educação

e Recreação (CER) “Rosa Ribeiro

Stringhetti”, localizado no Jardim

América. O vereador Gerson da

Farmácia (MDB), presidente da

Comissão Saúde, Educação e

Desenvolvimento Social, visitou o

local em fevereiro, a fim de verificar a

situação. Reforma saiu do Orçamento

Participativo faz dois anos e nada.

Mais Educação

O tema Educação foi escolhido

como prioritário pelos moradores do

Victório de Santi na plenária da subregião

1 da Região 9 do Orçamento

Participativo, realizada no CER Maria

Renata Lupo Bó, no Cecap. Essa

sugestão será levada para a plenária

regional, seguindo a regra.

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Coopercitrus está no prédio que abrigava a agência Mitsubishi, proximidades da Havan

José Geraldo da Silveira Mello (diretor),

Bruno Ducatti (gerente), Fernando Degobbi

(presidente Coopercitrus) e Damiano Neto

(vice-prefeito), desatando a fita

FESTA PARA O PRODUTOR RURAL

Inaugurada a nova loja da

Coopercitrus em Araraquara

Cooperativa mostra sua pujança e o envolvimento

com a região, oferecendo espaço, acessibilidade e

produtos de qualidade

rações, máquinas de pequeno porte,

enfim, tudo o que o produtor necessita

para a condução produtiva, rentável

e sustentável de sua lavoura.

Em um terreno de 4.600 mil m²,

dos quais 1.468 m² de área construída,

ocupando uma região privilegiada

e de fácil acesso, a Coopercitrus

inaugurou em fevereiro (20) sua nova

loja, após permanecer por 17 anos na

Avenida Padre Francisco Salles Colturato

(Avenida 36), quase esquina

da Rua Armando Salles de Oliveira.

A Coopercitrus é uma das maiores

cooperativas do Brasil e a maior do

Estado de São Paulo no fornecimento

de produtos e serviços.

O investimento na ampliação do

atendimento na cidade e região, foi

uma decisão baseada no potencial

agropecuário que a cidade e região

oferecem diante das estratégias da

cooperativa que atua em Araraquara

desde 2002.

Com a nova localização, a cooperativa

reforça o potencial do agronegócio

de Araraquara e dos outros

12 municípios inseridos na área de

atuação, fortalecendo a capacidade

de atendimento em campo, melhorando

a logística de recebimento e

entrega dos insumos, além de um

mix de soluções integradas composto

por insumos, máquinas, implementos

agrícolas, medicamentos veterinários,

José Geraldo da Silveira Mello

(diretor comercial) acompanha

a saudação do presidente da

Coopercitrus, Fernando Degobbi

A CERIMÔNIA

Durante a solenidade de inauguração,

o presidente executivo da

Coopercitrus, Fernando Degobbi,

ressaltou a histórica trajetória de 43

anos da cooperativa e o modelo de

autoatendimento que visa a comodidade

para que os clientes possam

escolher os produtos que necessitam

de maneira bem funcional. Essa comodidade

se ajusta ao acesso que a

nova loja oferece e também ao atendimento,

sempre oferecendo produtos

de qualidade. “Tenho uma convivência

muito grande com essa região e

sei o quanto ela é importante para o

agronegócio”, salientou.

Já o diretor comercial José Geraldo

da Silveira Mello, além de mencionar

as parcerias estabelecidas pela

cooperativa, citando as renomadas

marcas dos produtos que representa,

argumentou que hoje a unidade de

Araraquara está posicionada entre as

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mais fortes de todo o grupo. De fato,

com base no faturamento do ano passado,

a Coopercitrus Araraquara ficou

entre as oito primeiras das 63 filiais

existentes no Brasil: “Esta posição

nos orgulha e demonstra o quanto

a cooperativa é apreciada pelos produtores

rurais da região”, justificou

Ducatti.

Ducatti e Damiano Barbiero Neto

Jorge Piquera Lozano (Canasol), Fernando Degobbi (Coopercitrus), Luís Henrique Scabello

de Oliveira (Canasol) e Nicolau de Souza Freitas (Sindicato Rural)

A inauguração foi pontuada pela

presença de empresários, produtores

rurais e cooperados, além de lideranças

como Luis Henrique Scabello de

Oliveira (presidente da Canasol), Nicolau

de Souza Freitas (presidente do

Sindicato Rural), bem como de representantes

da classe política: Damiano

Neto (vice-prefeito), vereadores Magal

Verri e Jéferson Yashuda.

A Coopercitrus agradece a manifestação

de apoio e carinho que

sempre recebeu da nossa população.

Marcelo Benedette, diretor do Sindicato

Rural, ladeado pelos representantes de

fábricas fornecedoras de produtos para a

Coopercitrus

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Tiago Romano,

presidente da OAB

Araraquara, em

nossa redação

A exemplo do que

ocorreu em todo País,

a chegada do aplicativo

gerou conflito com

taxistas, que ainda

agora contestam a

suposta isenção de

impostos que poderá

ser dada. A verdade é

que os novos tempos

implicam em mudanças

e funcionalidade, o que

tem causado uma série

de contestações dos

motoristas de praça.

LEMBRANÇAS

Dirceu, o da

Vidroplan

Parte um dos importantes

comerciantes da cidade

destes últimos 30 anos

EM ARARAQUARA

Os aplicativos de transportes

na roda da economia

A era dos aplicativos chegou para ficar e facilitar a

vida de quem necessita de transportes rápidos e a

bons preços.

Chamar pelo serviço de transporte

onde estiver, através de aplicativo

de um celular é a facilidade que um

projeto de lei elaborado pelo vereador

Rafael de Angeli (PSDB), trouxe para

Araraquara.

Para o presidente da OAB – Araraquara,

Tiago Romano, a regulamentação

veio também para agregar na

economia local, visto que, várias situações

rodam em torno deste segmento

em boa hora.

Além do custo benefício que trás

aos usuários, cria também opções,

que na verdade faz com que o transporte

público melhore seu atendimento

para garantir aos seus passageiros

que estão cada dia mais exigentes.

Para Tiago o mercado de aplicativos

ganha espaço, que além de geração

de empregos, faz com que vários

setores da economia gire, como por

exemplo a venda de novos carros,

revisões em carros usados que são

feitas com mais frequência e combustível.

Diz também que o setor de taxi,

que antes parecia perder uma parcela

dessa fatia, se adéqua hoje também

por aplicativos, podendo inclusive fidelizar

clientes pois “há espaço no

mercado para todos”.

A cidade cresceu e com isso, vem

a necessidade de se locomover em

horários específicos e enquanto não

chega o metrô, os aplicativos de transportes

são a realidade adequada e

com baixo custo, diz o presidente.

Investir em bons serviços, criatividade

e atendimento qualificado,

faz bem ao bolso do motorista, do

cliente e principalmente faz com que

a economia local cresça, trazendo benefícios

à cidade, assegura Romano,

entendendo que passamos por um

período de transformações.

Irineu Dirceu Borsari, ou

simplesmente o Dirceu da

Vidroplan, que faleceu aos 67

anos, em 22 de fevereiro

Com uma vida extremamente ativa

e considerado verdadeiro modelo

dentro da sua profissão de vidraceiro

como às vezes era chamado, Irineu

Dirceu Borsari sempre foi um profissional

dos mais respeitados. Na sua

carreira, o filho de dona Dalila e do

carteiro Aurélio Borsari, possuía histórias

que sempre fazia questão de

contar para as amizades mais chegadas

e que fizeram parte da sua

infância no Santa Angelina.

Aos 12 anos começou a trabalhar

na Vidraçaria Cometa. Era 1964 e a

Cometa era uma loja de vidros referência

no interior paulista. Ele apenas

‘limpava o chão’; aprendendo

a profissão ganhou a confiança de

todos e tornou-se gerente. Em 1972,

criou a Vidroplan, passando a formar

inúmeros profissionais que sempre o

tiveram como mestre.

Dos dois casamentos, Dirceu teve

quatro filhos: Érica, Karine, João Vitor

e Pedro Henrique. Sua família era

composta de 8 irmãos.

Dirceu foi diretor da Sabsa e também

da Associação Comercial. Nossos

sentimentos.

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DO FUTURO SÓ DEUS SABE


vai o

trem

Hyundai agora

depende de

novos projetos

Partida do último trem feito foi acompanhada pelo

prefeito Edinho e seus assessores

O prefeito Edinho Silva participou

da entrega do último trem da

Hyundai Rotem de Araraquara para

a CPTM (Companhia Paulista de

Trens Metropolitanos), na sede da

Hyundai Rotem, às margens da

SP-255 (Rodovia Antônio Machado

Sant’Anna).

A entrega de mais esse trem conclui

o contrato firmado em 2013 pela

empresa sul-coreana com a companhia

paulista. Ao todo, foram 30 trens

entregues para a CPTM no total, o que

envolveu a participação de 150 funcionários.

Outros 34 trens também

tinham sido fabricados para o metrô

de Salvador, na Bahia.

Cada trem tem 8 vagões com

capacidade para transportar cerca

de 2.500 passageiros em cada um

deles. Com baixo ruído interno e equipados

com ar-condicionado, os trens

proporcionam alto nível de conforto

aos passageiros.

Após essa entrega à CPTM, a

unidade de Araraquara aguarda a

concretização de novas parcerias e

projetos para continuar a fabricação

de trens na cidade. A empresa também

possui um contrato para fazer

a manutenção em outros trens em

São Paulo.

A expectativa é de que a fábrica

- que mantém normalmente suas

atividades em Araraquara - venha a

fechar novos projetos em breve.

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ALEGRIA ALEGRIA

A origem

do carnaval

Essa é a grande festa popular

brasileira. De norte a sul, de leste

a oeste, o país inteiro brinca e pula

durante o Carnaval. São quatro dias

e quatro noites de muita folia. Quem

pensa que essa festa tão comemorada

pelo nosso povo é invenção de

brasileiro está muito enganado. De

origem grega, o Carnaval foi trazido

da Europa pelos portugueses. No

início, tinha o nome de “entrudo”.

Brincar o entrudo era enfrentar uma

verdadeira batalha, em que os participantes

atiravam uns nos outros

bolotas de cera cheias de água perfumada.

Essas bolotas eram chamadas

de limão-de-cheiro e quando

estouravam, deixavam no ar um

perfume de cravo, canela ou rosa...

Mais tarde, por ter sido considerado

uma brincadeira exagerada, o

entrudo foi substituído pelos bailes

de máscaras, organizados pelos homens

mais ricos da cidade. Os convidados

fantasiados e mascarados,

dançavam e cantavam nos salões.

No Brasil, o carnaval é uma festa

popular marcada pela mistura

de raças e crenças. Apesar de ser

uma celebração consagrada no país,

agora sabemos que o carnaval não

é uma festa criada no Brasil. Contudo,

o evento já se tornou patrimônio

cultural nacional.

Sejam quais forem as origens

reais da festa, o importante mesmo

é que no Brasil o Carnaval é um momento

dedicado à alegria e diversão.

E o tempo foi se passando e as

brincadeiras ganharam outros objetos

tais como confetes, serpentinas,

máscaras, fantasias, etc. Blocos foram

se formando e a contagiante

música chamada Marchinha Carnavalesca,

com melodia simples e

ritmo acelerado veio cada vez mais

enaltecer a figura das mulheres e

exercer grande fascínio nos foliões.

Algumas delas como “Cabeleira

do Zezé, Cidade Maravilhosa, Lata

d’água na cabeça, Mamãe eu quero,

Oh jardineira porque estás tão

triste, Mas que calor oh oh oh”, se

confundem com a própria história

do carnaval.

Chegou no Liceu

Monteiro Lobato a

turma da alegria

Nos deparamos com

março de 2019, onde

as nossas crianças

contagiadas pelo som

alegre e colorido das

fantasias, encontram

momentos de diversão,

lazer e descontração

da vida escolar

cotidiana.

Fone: (16) 3335 1911


INFORMATIVO

AGRO

N E G Ó C I O S

Edição: Março/2019

O INÍCIO DA LONGEVIDADE DO SEU CANAVIAL

A Stoller mostra o

plantio da cana

Júlio Marcos Campanhão

se encontra com produtores

rurais para discutir os

avanços e o uso das novas

tecnologias no plantio da

cana em nossa região.

O palestrante

Júlio Marcos

Campanhão

com Thiago Dall

Orto da área de

Desenvolvimento

de Mercado da

Stoller

Com o apoio da Stoller, considerada

líder em nutrição foliar, o

Sindicato Rural de Araraquara reuniu

seus associados e produtores

rurais para acompanhar a palestra

de Júlio Marcos Campanhão, engenheiro

agrônomo com mestrado em

produção vegetal. O encontro ocorreu

no final de fevereiro na sede do sindicato.

“É verdade que nos últimos

cinco anos encontramos um avanço

no plantio da cana e a sua cultura

passou por inúmeras transformações

por conta da tecnologia. Assim, é

importante mostrarmos as mudanças

para que os produtores tenham principalmente,

melhor produtividade”,

disse o presidente do Sindicato Rural,

Nicolau de Souza Freitas, ao receber

os produtores.

A PALESTRA

Mesmo considerando que o plantio

da cana-de-açúcar já está atrasado

em função das chuvas, disse Júlio

Marcos Campanhão, vamos passar

informações práticas como mostrar

o plantio e os seus tipos, as modalidades,

as ocupações que devem ser

feitas, os produtos que devem ser

usados, quais as melhores épocas

Da esquerda para

a direita: Reginaldo

Benedette, Júlio

Marcos Campanhão,

Marino Carrascosa,

Nicolau de Souza

Freitas, Ricardo

Marcasso, Rebeca

Cury, Marcelo Xavier

Benedette (fez a

abertura falando em

nome do sindicato),

Ricardo Souza,

Gustavo Fachini e

Thiago Dall Orto,

envolvidos no evento

para se plantar, as melhores variedades

para cada lugar de solo, além

das observações sobre custos de

produção. Ele destacou que o papel

do profissional, é apresentar informações

para que o produtor faça um

plantio com pouca falha e tenha longevidade

em seus canaviais.

No final da palestra, Campanhão

deixou uma mensagem para os

produtores: plantem na hora certa,

escolham o melhor adubo e o melhor

controle de pragas, a melhor variedade,

plantem canavial sem falhas

e escolham a variedade certa. Com

certeza você produtor, vai conseguir

longevidade e sobreviver no setor.

Sobre a Stoller, Thiago Dall Orto,

do setor de Desenvolvimento de

Mercado disse que é uma multinacional

americana, há 45 anos no

Brasil, líder no mercado de fertilizantes

foliares finalizados. Com a

cana-de-açúcar, a Stoller trabalha há

15 anos, o que segundo ele, propicia

uma vasta experiência dentro do

setor sucroenergético, atuando com

grandes fornecedores e também com

usinas em todo o território nacional.

33|


Ana Rita Scozafave, graduação em

medicina veterinária e instrutora do Senar

FAZENDA BAGUASSU

Sindicato Rural e Senar

iniciam a capacitação

do ProLeite 2019

A Fazenda Baguassu é

uma das mais antigas

propriedades da

agropecuária na região.

Lá foi implantado em

fevereiro o Programa

Pecuária Leiteira deste ano,

focando o planejamento e o

gerenciamento da fazenda.

A médica veterinária e instrutora

do Senar, Ana Rita Scozave, durante

a abertura do ProLeite na Fazenda

Baguassu em fevereiro, ressaltou

que “a pecuária leiteira é uma das

atividades mais representativas em

pequenas propriedades no Estado de

São Paulo”.

É então para um público com este

perfil, que o Sindicato Rural e o Senar

têm se voltado de forma permanente

ao promoverem a capacitação dos

produtores e trabalhadores, através

do uso de técnicas de aprimoramento

da atividade leiteira para melhorar os

índices zootécnicos e econômicos.

Para isso foi criado o ProLeite que

tem como objetivo capacitar o produtor

rural no manejo intensivo de

produção leiteira, com a finalidade

de alcançar, em curto prazo, êxito na

produtividade e renda. Segundo Ana

Rita, o curso baseia-se nos princípios

de viabilidade de produção de leite

intensivo a pasto para as pequenas

propriedades rurais.

Na Baguassu participam do

programa que se estenderá até

novembro, os produtores de leite

e trabalhadores rurais, com idade

mínima de 18 anos e alfabetizados.

O programa tem carga horária de

402 horas, distribuídas ao longo do

ano. É composto por vários módulos,

que incluem o planejamento e

gerenciamento de propriedades leiteiras;

formação do canavial; manejo

intensivo de pastagens, manejo do

canavial, cerca elétrica, irrigação de

pastagem, pastagem de inverno, alimentação,

cana (colheita e utilização

na alimentação), sanidade, manejo

de ordenha e qualidade do leite. Os

participantes agora se preparam para

o novo módulo que acontecerá em

março.

Rebanho na Baguassu Conhecimento da área de pastagem Cuidados com os bezerros

|34


PRODUTOS COM QUALIDADE

Nova fase da

olericultura

orgânica

Implantação do programa se dá após

a sensibilização com apresentação do

projeto e definição dos participantes.

A missão do Senar, Sindicato Rural e do Itesp em capacitar o produtor que

depois poderá oferecer ao consumidor produtos de qualidade

Dando continuidade aos trabalhos

da parceria entre Senar, Sindicato

Rural de Araraquara e Fundação Itesp

para o ano de 2019, foi solicitado o

Programa Olericultura Orgânica, o que

é feito sempre no ano anterior.

No dia 4 de fevereiro último, foi

realizada a Sensibilização para a

importância de adesão ao Programa

de Capacitação, atraindo cerca de 30

produtores assentados interessados.

Este é o terceiro ano que o instrutor

Marcelo Sambiase desenvolve trabalhos

nos Assentamentos.

O programa de capacitação ensina

na prática todas as etapas para o produtor

adequar uma área de produção

ao sistema orgânico. O programa,

disse Marcelo Sambiase, é dividido

em nove módulos que são constituídos

de dois encontros mensais.

Durante o curso que é realizado

gratuitamente, os participantes

aprendem todas as etapas para a

produção orgânica: preparo do solo;

compostagem, produção de mudas;

plantio; manejo e tratos culturais; controle

de pragas e doenças; colheita e

beneficiamento; custos de produção

e comercialização. É um programa de

capacitação completo que compreende

toda a cadeia produtiva.

O instrutor frisa que o Programa de

Capacitação vale para produtores que

queiram migrar para o sistema orgânico,

mas também para produtores

convencionais. O importante é absorver

as técnicas de manejo e cultivo

que permitem diminuir ou eliminar

o emprego de insumos químicos e

agrotóxicos, minimizando os custos

operacionais e produzindo alimentos

mais saudáveis.

A PRATICIDADE

O coordenador regional do Senar,

João Henrique de Souza Freitas,

explica que o plantio de olerícolas,

quando feito de forma correta, oferece

condições necessárias para o

bom desenvolvimento da planta. Daí

a iniciativa do Senar e do Sindicato

Rural em criar culturas saudáveis.

Durante a sensibilização do

programa, Sambiase disse aos participantes

do curso que “o plantio pode

ser feito em local definitivo, quando

colocamos a semente diretamente

no solo, seja em canteiros, covas ou

leiras, ou pode ser em sementeiras

ou viveiros, para posterior transplantio

em local definitivo”. Assim, será

todo ele realizado no Assentamento

Monte Alegre.

A sensibilização para apresentar o

programa e definir os participantes

interessados na olericultura orgânica

Para ele, a produção adequada de

mudas de qualidade é fator essencial

para o êxito na produção de

olerícolas em escala comercial. No

entanto, a falta de conhecimento

nessa área é muito grande por parte

dos produtores, somando-se à pouca

disponibilidade de sementes e substratos

certificados.

CUIDADOS NECESSÁRIOS

Um dos primeiros passos para o

produtor entrar na produção orgânica

é criar o viveiro. Sambiase diz que ele

precisa saber que os materiais necessários

para a construção do viveiro

ou casa de vegetação podem ser

dos mais variados, desde que atendam

à finalidade para a qual foram

propostos, ao modelo escolhido e à

condição econômica do produtor. O

instrutor ressalta que a estrutura do

viveiro pode ser de concreto, madeira

bruta ou serrada, bambu, alumínio ou

ferragens. Todos estes materiais atendem

ao objetivo, variando a estética e

a durabilidade da estrutura.

35|


No auditório da

Canasol foram

realizadas as aulas

teóricas, despertando

grande interesse nos

produtores rurais

que observam a

possibilidade de

acesso à criação e

comercialização dos

ovinos

Mara Cristina Mendes Setti, instrutora do Senar, com os participantes

CONSUMO DE OVINOS CHAMA A ATENÇÃO

Ovinocultura, um mercado que se

abre na região de Araraquara

Sindicato Rural e Senar

SP antenados com o

interesse do mercado

em ampliar o consumo

da carne ovina, realizam

curso de capacitação para

empreendedores dispostos

em investir na produção.

Foi realizado em fevereiro o curso

de Ovinocultura, focando manejo de

cria, recria e terminação, organizado

pelo Sindicato Rural de Araraquara e

o Senar SP. O programa foi iniciado na

segunda-feira e por três dias os participantes

tiveram conhecimento sobre

os tipos de manejos de cordeiros,

Diretores da Canasol, Olavo

Cavalcanti Pereira de Cordis e Jorge

Piquera Lozano com a instrutora Maria

Cristina e os participantes do curso

desde o preparo de seu nascimento

até sua recria ou terminação, termos

normalmente utilizados no apostilamento

das informações que cercam

esta fase em que os animais exigem

maiores cuidados.

Durante o curso realizado no auditório

da Canasol - aulas teóricas - a

instrutora do Senar, Mara Cristina

Mendes Setti, comentou que “as carnes

de ovinos vêm sendo cada vez

mais apreciadas pelos consumidores,

em virtude da melhoria dos processos

de criação”.

Para os participantes do curso a instrutora

ressaltou que essa apreciação

se dá por conta da melhor apresentação

dos cortes e do preparo mais

adequado nos estabelecimentos de

serviços diretos ao consumidor. “A

demanda dessas carnes é crescente

e ainda não atendida totalmente pela

produção nacional, dependendo de

importação”. Na verdade, ela tem

se apresentado como uma atividade

econômica rentável. “Muitos produtores

estão sendo atraídos para o

negócio”, completa.

Há outro aspecto favorável para

que a produção chame a atenção

dos produtores: com a redução do

rebanho mundial de ovinos em torno

de 8% nos últimos anos, o mercado

internacional abriu espaço para

outras nações produtoras, a exemplo

do Brasil.

Os grandes desafios, no entanto,

estão em ampliar a produção e a

oferta de produtos com qualidade e

regularidade, reduzir custos de produção,

estruturar a cadeia produtiva

desde a produção até o consumidor.

Apesar do cenário, a ovinocultura

nacional ainda não deslanchou,

considerando que importa mais

que exporta. Além disto, o consumo

interno da carne ainda é modesto:

entre 0,7 e 1,0 quilo por pessoa ao

ano, muito baixo levando em conta

que o País tem mais de 200 milhões

de pessoas. O que os agropecuaristas

precisam saber, é que a carne ovina

tem alto valor de mercado quando

comparada as demais, o que inclui

a bovina, tornando as negociações

deste setor mais rentáveis.

|36


Instrutor e diretores

do sindicato com

os participantes do

curso em fevereiro

AGROTÓXICOS

Saber aplicar na lavoura

de forma correta e segura

Com a legislação cada vez

mais rígida e o objetivo

permanente de se dar

segurança à saúde humana,

torna-se imprescindível que

os trabalhadores que atuam

na aplicação dos agrotóxicos

tenham pleno conhecimento

dos produtos e saibam como

manuseá-lo.

Realizou-se no Sindicato Rural

de Araraquara entre os dias 4, 5 e

6 de fevereiro, o curso Agrotóxicos:

uso correto e seguro - Norma

Regulamentadora (NR 31.8), promovido

pelo Senar em parceria com o

Sindicato Rural, tendo como objetivo

capacitar a mão de obra do meio

rural.

O curso foi ministrado pelo instrutor

do Senar, Guilherme Aparecido

Gomes de Moraes, que além de

Engenheiro Agrônomo e de Segurança

do Trabalho, é mestre e doutorando

na área de Segurança com Máquinas

Agrícolas.

O programa teve como público alvo

os colaboradores da empresa Sangra

D’Água Ambiental & Paisagismo,

localizada no município, que atua

elaborando e executando projetos e

prestando serviços em áreas ligadas

ao meio ambiente e paisagismo. Na

execução das atividades, em determinados

momentos, os colaboradores

manipulam os agrotóxicos (inseticidas,

herbicidas, fungicidas), daí a

importância na capacitação desse

público, disse ele.

O objetivo do curso também foi

orientar o trabalhador exposto diretamente

ao agrotóxico que, de acordo

com a Norma Regulamentadora 31

“todo o trabalhador que manipula

agrotóxicos, adjuvantes e produtos

afins em todas as etapas de armazenamento,

transporte, preparo,

aplicação, descarte e descontaminação

de equipamentos e vestimentas”,

deve ter esse conhecimento.

A capacitação consistiu em difundir

informações importantes durante a

manipulação dos agrotóxicos,

como o uso correto dos EPIs

(Equipamento de Proteção

Individual), procedimentos na

aquisição, transporte e armazenamento,

procedimentos

para devolução de embalagens

Guilherme de Moraes com o

presidente Nicolau de Souza Freitas

e o secretário Marcelo Benedette,

ambos do sindicato

vazias, cuidados no preparo de calda

e na aplicação, formas de exposição

e contaminação, primeiros socorros,

entre outros.

Esse curso além de possibilitar que

o trabalhador desenvolva suas atividades

no campo de maneira segura

e saudável, vem atender a uma determinação

do Ministério do Trabalho, o

qual esclarece que todo trabalhador

exposto diretamente ao agrotóxico

deverá estar capacitado e certificado

para exercer determinada função.

No momento, o Senar disponibiliza

várias capacitações relativas ao

tema agrotóxicos (aplicação com pulverizador

de barras, costal manual,

turbopulverizador, etc), possui um

curso de segurança na manipulação

de agrotóxicos exclusivo para o trabalhador

em regime de economia

familiar e também outro curso obrigatório

pelo Ministério do Trabalho para

todos os operadores de máquinas e

implementos agrícolas - Segurança

em Máquinas e Implementos

Agrícolas - Norma Regulamentadora

(NR31.12).

37|


COPLA CAMPO

Produtores viram

as tendências do

agronegócio

Por três dias produtores

rurais de diversas partes

do país conheceram as

novidades do campo.

Produtores rurais levados até Piracicaba

para visitar a exposição

Trabalhadores rurais durante o curso na Usina São Martinho

INCÊNDIO, PREVENÇÃO E COMBATE

Com a chegada das

queimadas, eles estão

prontos para o combate

Chamados de “Bombeiros do Campo” ou “Brigadas de

Incêndio” os trabalhadores rurais em pequenas ou grandes

propriedades são capacitados a enfrentar as queimadas na

estiagem que segue de maio até setembro.

No dia 28 de fevereiro, o presidente

do Sindicato Rural de

Araraquara, Nicolau de Souza

Freitas e o seu diretor Marcelo Xavier

Benedette, acompanhados de um

grupo de associados e produtores

rurais, visitaram o 5º Copla Campo

- a feira de tecnologia do agro da

COPLACANA - realizada entre os dias

25 e 28, na Estação Experimental

da COPLACANA, em Piracicaba.

O evento este ano ocupou uma

área permanente de 21 hectares

(cerca de 210 mil metros

quadrados) com estandes e espaços

demonstrativos, divididos por mais

de 60 empresas do setor de agronegócios

em áreas projetadas com

ruas e avenidas, loja varejo, áreas

de experimentação de novos produtos

e salão de recepção e eventos.

Nicolau destacou que esse tipo de

visita é importante já que possibilita

uma aproximação com as novas tendências

do mercado agrícola. Já o

secretário Geral, Marcelo Benedette

disse que encontrou as maiores tecnologias

disponíveis no mercado

para o campo.

Atenta à esta

época do

ano em que

os incêndios

ocorrem

em número

elevado, a

São Martinho

preocupa-se

em criar grupos

de combate

aos focos

No dia 19 de fevereiro ao abrir o

curso “Incêndio, prevenção e combate

no campo”, o instrutor do Senar,

Henri Lopes, estava diante de uma

situação que costumeiramente se

repete. Uma vez mais o recado foi

dado em tom de precaução aos colaboradores

da Usina São Martinho,

sempre interessada em capacitar

seus profissionais para a prevenção

e combate a incêndio no campo.

De acordo com João Henrique de

Souza Freitas, dois cursos foram

ministrados na São Martinho, ambos

contendo informações sobre os trabalhos

preventivos, bem como combate

a incêndio nas propriedades rurais

e matas, com o uso de equipamentos

adequados e procedimentos a

serem adotados em casos de acidentes,

como quedas, queimaduras,

intoxicações por fumaça e ataques de

animais peçonhentos.

Os cursos foram acompanhados

com muito interesse pelos trabalhadores,

que reconhecem a incidência

de incêndios em matas e propriedades

rurais, sempre ocasionando

enormes danos à vida, ao meio

ambiente e ao patrimônio.

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39|


Lodier,

Lampião e

Maria Bonita,

peças em

troncos e

galhos de

árvores

AS OBRAS ESCONDIDAS NO CAMPO

O mundo encantado do

‘arteiro’ Lodier Perussi

De braços abertos “Lampião e Maria Bonita” dão as boasvindas

a quem chega ao sítio Monte Verde no distrito de

Guarapiranga – Ribeirão Bonito.

O Sítio Monte Verde é propriedade

do artista plástico Lodier Lourenço

Perussi, mais conhecido como Iêié,

de 74 anos, que jura ainda que viverá

mais 70. Em sua casa estão guardadas

mais de 500 peças esculpidas

por ele, e outras tantas espalhadas

por onde ande na propriedade.

Usando apenas madeiras (tocos

e raízes), que encontra pelos caminhos

e com muita criatividade, faz

brotar rostos e formas inimagináveis.

Trata-se da Arte Naif, arte simples,

produzida por artistas sem formação

acadêmica.

Aos 8 anos, Iêié transformava

madeira em cavaleiros, vacas mostrando

a língua e que abanavam

rabos, ordenhadores de leite e outros

animais, cenário que conviveu na

infância e o tempo em que acredita

ter sido mais habilidoso. Hoje brinca

ao dizer que “com o tempo se piora”.

Já na adolescência em 1971, o

artista saiu do sítio de seus pais e

partiu rumo a São Paulo, onde foi

trabalhar na montagem de carros

na General Motors. Mas a inspiração

que sempre lhe foi peculiar, o acompanhou

em meio à cidade grande,

fazendo com que transformasse as

espumas que eram usadas na fábrica

também em arte, presenteando inclusive

alguns diretores da empresa.

Garoto que mostra sua nudez por

completo, diz Lodier

Em 1979 retornou ao sítio e após

a morte do pai, se instalou definitivamente

na propriedade para assim

ajudar na “lida do campo” ao lado de

sua mãe Dona Mariquinha, que hoje

tem 92 anos e também tem mãos

de artista quando se trata de pães

e biscoitos.

Além das esculturas, Lodier e sua

esposa Maria do Carmo também

fazem queijos, doces e se utilizam

da cana-de-açúcar que plantam na

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O leão, peça com mais de 50 anos, se dá ao luxo de

possuir dentição completa

propriedade para fazer rapaduras e

vender aos amigos, parentes e vizinhos.

O artista já teve suas obras expostas

no Museu da Ciência em São

Carlos, em Araraquara no Teatro

Municipal, Câmara Municipal, Museu

Voluntários da Pátria, Casa da Cultura

e em diversas mostras na cidade.

O que difere Iêié de outros artistas,

é que primeiro ele faz as esculturas,

para depois então descobrir o que é,

ou ainda, quem vê diz que é outra

coisa, brinca o arteiro. Além de que,

ele não vende suas obras, pois acredita

que se vender não conseguirá

produzir outra.

Maria do Carmo, com quem o

arteiro é casado há mais de 40 anos,

diz que se sente orgulhosa das habilidades

e a sensibilidade do marido,

mas acredita que ele deveria vender

ao menos algumas obras, “muita

gente o procura na tentativa de comprá-las,

mas vai entender cabeça de

artista” diz ela.

Entre elas estão esculturas como

leões, dinossauros, cavaleiros, vasos,

santos, algumas datando de quase

50 anos, que permanecem intactas

Acariciando

o filhote do

dinossauro

diante do tempo e dos cuidados dispensados

pelo artista que aprecia

contemplar a beleza do que produz.

“Trabalhei tanto para fazer uma

peça, não posso vender algo que eu

gosto de ver”- diz ele.

Para ele, qualquer toco ou raiz

serve; ao olhar a madeira em meio

à natureza, sempre encontra uma

forma e já diz que se parece com

algo como um animal, personagem

folclórico, e pessoas: “a natureza me

entrega a matéria-prima pronta, com

formas que mãos humanas não conseguiriam

fazer com precisão, é só

olhar que já sei o que será”. finaliza

o Arteiro.

Na simplicidade da roça, mas

mãos calejadas da lida com a terra,

Lodier com a neta

Jéssica, ótima

violeira (direita);

à esquerda com a

esposa Maria do

Carmo

Imaginando o que fará com o tronco

a natureza presenteia a quem tem a

sensibilidade aflorada no olhar, para

que apenas uma raiz se transforme

em um leão, deixando claro que o

rei da selva, pode ser apenas um

produtor rural, com amor à arte e à

natureza.

O artista e a mãe,

dona Mariquinha

41|


NOTÍCIAS

CANAS

L

EDIÇÃO MARÇO | 2019

REUNIÃO

No dia 12 de março haverá nova

Rodada de Negociações sobre a

Lei dos Cultivares, desta feita em

Ribeirão Preto, com a mediação

da Secretaria de Política Agrícola,

subordinada ao MAPA. Do encontro

participarão representantes

dos produtores de cana, usinas

e dos diferentes programas de

melhoramento genético da

cana-de-açúcar.

Alexandre Lima e Luís Henrique (FEPLANA) e José Inácio (UNIDA) em Brasília

EM DISCUSSÃO

Nova Lei dos Cultivares continua

sendo debatida em Brasília

Entidades são contra ampliação de prazo para cobrança de todas as variedades de cana.

O presidente da Canasol, Luís

Henrique Scabello de Oliveira, que

também exerce o cargo de Secretário

da Feplana – Federação dos Plantadores

de Cana do Brasil, participou

no dia 31 de janeiro de reunião no

Ministério da Agricultura sobre a mudança

na Lei dos Cultivares.

No encontro, os dirigentes da

Feplana apresentaram ao Secretário

de Políticas Agrícolas do Ministério,

Eduardo Sampaio Marques, o posicionamento

da entidade no tocante à lei

que está sendo debatida no Congresso

Nacional.

Acompanhado do Presidente da

Feplana, Alexandre Andrade de Lima,

Luís Henrique disse que se a lei for

aprovada da maneira que está sendo

proposta no Congresso, poderá

trazer muita insegurança jurídica e

promover o rompimento de contratos

em andamento entre produtores

e as empresas de pesquisa do setor

canavieiro.

De acordo com Alexandre Andrade

de Lima, a Feplana concorda

com a cobrança, aceitando inclusive

a ampliação do prazo de proteção

das novas cultivares de 15 para 25

anos. No entanto, a entidade é contra

a extensão do período de proteção

para as variedades já em uso, mesma

posição adotada pela Unida –

União Nordestina dos Produtores de

Cana-de-Açúcar que também estava

representanda no evento.

Visando um maior debate sobre

o assunto, o Secretário do Ministério

sugeriu novos encontros com as entidades

participantes.

Além da Feplana e da Unida, participaram

da reunião representantes

de Usinas e dos Programas de Melhoramento

de Cana.

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EVENTO

Pesquisadores da RIDESA/UFSCar apresentam

Censo Varietal 2018 na Canasol

Durante o encontro

houve a apresentação

de quatro variedades e

quatro clones que estão

sendo pesquisados pela

RIDESA.

O Censo Varietal de 2018 da Ridesa/UFSCar

foi apresentado aos

associados juntamente com as novas

e futuras variedades de cana durante

palestra realizada no dia 7 de

fevereiro no Auditório da Canasol. Na

oportunidade, os pesquisadores Roberto

Chapola e Igor Nunes falaram

sobre as principais doenças e as novas

variedades de cana e suas características.

Resistência, maior teor de

açúcar, precocidade e adaptabilidade

à colheita mecanizada, são algumas

das características dessas variedades

que já ocupam grande parte da

área plantada no Estado de São Paulo

e Mato Grosso do Sul.

O Engenheiro Agrônomo Igor Nunes

focou sua apresentação em quatro

variedades e quatro clones que

estão sendo pesquisados pela Ridesa.

Entre as variedades que já estão

no mercado que lideram o ranking de

plantio e cultivo, a RB867515 (maior

área de cultivo) e RB 966928 (maior

Igor Nunes, Gregório Serafini, Elias Olivi,

Lautinê Antonelli e Roberto Chapola após

palestra na Canasol

Público presente ao evento na Canasol

área de plantio). Roberto Chapola,

que está desde 2009 na RIDESA, destacou

durante a palestra as principais

características das novas variedades

(RB975201, RB975242, RB975952

e RB985476) e daquelas que serão

lançadas em breve.

O pesquisador de maneira bem

didática orientou sobre as principais

doenças da cana, destacando o trabalho

de pesquisa desenvolvido pela

Ridesa para enfrentá-las, investindo

em variedades mais resistentes e selecionadas.

Segundo Nunes, doenças como

a ferrugem marrom, a ferrugem alaranjada,

o carvão, a escaldadura e o

mosaico, são as doenças que mais

preocupam os pesquisadores e merecem

atenção especial.

Antes de falar sobre as novas variedades

e doenças da cana, o engenheiro

agrônomo Roberto Chapola fez

breve relato sobre as atividades da

Ridesa (Rede Interuniversitária para

o Desenvolvimento do setor Sucroenergético).

Segundo ele, a Ridesa

mantém uma parceria com UFSCar

(Universidade Federal de São Carlos)

e com nove universidades brasileiras

por meio do Programa de Melhora-

Os associados presentes na Canasol

acompanharam com muita atenção

as orientações prestadas pelos

pesquisadores durante a palestra

e se conscientizaram da importância

de se investir em variedades de

cana mais produtivas e resistentes

às doenças.

De acordo com o Engenheiro Agrônomo

Lautinê Antonelli (Tone) é muito

importante para a Canasol proporcionar

aos seus associados eventos

como este que trazem mais informações

e conhecimentos sobre pesquisas

e o uso de novas tecnologias para

a cultura da cana. “Utilizando essas

ferramentas, o produtor com certeza

irá aumentar sua produtividade e obter

uma lucratividade maior”, conclui

Antonelli.

Ridesa realiza trabalho de ponta

no campo da pesquisa

mento Genético de Cana-de-Açúcar

– PMGCA. Possui 125 unidades de

pesquisa em São Paulo e Mato Grosso

do Sul, 270 profissionais, dois centros

de Germoplasma para produção

de semente de cana, um em Alagoas

e outro em Pernambuco. No Estado

de São Paulo a maior parte das pesquisas

é desenvolvida na Estação

Experimental localizada no Câmpus

da UFSCar em Araras.

43|


APOIO:

Por Sérgio Sanchez

Luiz Arnaldo

Haddad,

empresário,

músico,

compositor

e arranjador

DIDINHO HADDAD

Música no coração

REDUTO MUSICAL

Falar de padrinho de casamento já

é difícil, agora falar de amigo e irmão

de muitos anos compartilhando de lindas

experiências juntos, fica um pouco

mais complicado mas dá um prazer

danado quando você admira tudo que

a pessoa faz. Lembro que a casa do

Didinho era um verdadeiro reduto musical

e cultural, ali sempre estavam:

Paulo Ferrante, Paulinho Genah, Flávio

Gataz, Beto Neves, Beto Placco, Silvinha

Haddad, Rosa Rio, Ailton e tantos

outros queridos amigos que relacionados

aqui não caberiam nesta folha.

GOSTO REFINADO E

BELAS HARMONIAS

Didinho, autodidata, iniciou na música

aos 13 anos tocando bateria, passando

pelo piano mas toca também

violão e baixo, um músico completo.

Em sua casa, os maravilhosos “vinis”

com aquelas capas belíssimas tocando

os grandes jazzistas como: Oscar

Peterson, Dave Brubeck, Herbie Hancock,

Billie Holiday, Diana Krall e também

a presença dos brasileiros Tom

Jobim, João Donato, John Alf e uma

lista de grandes músicos que resultou

em sua formação musical.

ESTRADA MUSICAL INTENSA

Participou do grupo Balanço 3, os

Hippies, festival do IEEBA, fez shows

no teatro municipal e outras montagens

com vários músicos da cidade.

Participou do TUA (Teatro Universitário

de Araraquara). Em 72 vai para São

Paulo e trabalha com Luiz Antonio Martinez

Correa no teatro oficina mantendo

contato com grandes nomes que

ali apareciam: Lúcia Turbul, Maurício,

maestro (boca livre) e outros.

LANÇOU O CD

“MUITO À VONTADE”

Contou com a produção de Walter

Junior e a participação de grandes

músicos como: Marquinhos Froco,

Adriana Genari, Regina Dias, Ailton

Paulino, Darkinha, Silvinha Haddad,

Zé Henrique, Otávio Gali, Emerson da

Silva, Mário Cordova e Chico Santoro.

Um time de primeira.

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45|


VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

Um susto que virou sonho

Largada em Interlagos: Penha (90), Neto (91) e Benê (78)

É preciso sempre olhar

o tempo e ver o que ele

deixou para trás: incríveis

são os rastros de saudade

que ainda permanecem

vivos e são eles que nos

incentivam a viver cada

vez mais.

Benê

Chegamos em Interlagos no

amanhecer do dia. É verdade que a

semana fora longa, trabalhamos duro

em noites intermináveis.

Celso (Baiano Faito) Martinez, se

dedicava acima de seus limites físicos

para preparar a minha Yamaha

FS1 de cinco marchas, de forma

que ficasse competitiva e ao mesmo

tempo confiável. A primeira parte conseguira

com sucesso, a moto ganhou

rotações espetaculares e velocidade

de respeito, mas em função de tanto

giro, nunca terminava uma prova, sem

a lubrificação necessária, sempre

fundia a biela.

De qualquer forma, essa era

nossa escolha, sabíamos que o

motor, enquanto não acertado, não

resistiria, ambicionávamos mais, ele

como preparador e eu como piloto,

queríamos andar na frente, ainda que

por pouco tempo, assim dávamos os

passos que podíamos.

Em paralelo, ele também preparava

uma Mondial Record, que

Ediwilmo, Ney,

Penha e Pinho -

Yamaha TD 2,

juntos, num

tempo em que o

companheirismo

era tudo

Texto: Benedito Salvador

Carlos, o Benê, com a

colaboração de Deives

Meciano

naquele fim de semana seria pilotada

por Luiz Carlos Gonçalves, o nosso

“Patrick Depailler”. A viagem, na noite

do sábado para o domingo fora de

expectativas, fomos com a Perua

Kombi da empresa Funal, que tinha

como sócio Adolpho Tedeschi Neto,

|46


Carlos “Jacaré” Pavan, o grande

vencedor da competição em

Interlagos

Do nada uma luz: se aproximou de mim

Ediwilmo Queiroz, piloto nascido em Araraquara

e naquela época radicado na cidade de Capivari,

que fora para competir na categoria especial,

me perguntou: “O que foi moleque?”.

de qualquer maneira lá estávamos

e queríamos o melhor. O ritual era o

de sempre: antes de entrarmos no

autódromo de madrugada, fazíamos

uma visita em uma padaria que se

localizava ali muito próximo, para um

café bem reforçado, que talvez, com

o andar das coisas, seria nossa única

refeição durante todo o restante do

dia.

Assim foi feito, para em seguida,

já na pista, pensarmos só na corrida.

Tudo caminhava com normalidade,

até a primeira surpresa: a inscrição

de Luiz Carlos, nosso “Depailler” não

fora aceita, alegaram os organizadores

para Neto (Olympio Bernardes

Ferreira), nosso líder naquele dia,

que ele precisava “mais kilometragem

de treino”, não restando outra

opção, senão que o próprio Faito,

participasse da prova.

“Baiano Faito”, que vinha se dedicando

à preparação de motores era

um grande piloto, internamente nós

o reverenciávamos como o “Rei das

Ruas”, tamanha a facilidade que

tinha em “andar” em circuito fora de

autódromo fechado.

Com esse quadro desenhado,

perto da hora da largada, fez para

mim as últimas recomendações e foi

cuidar de sua própria sorte. “Aqueça

bem o motor com uma vela NGK B4,

depois para a largada, a substitua

por uma B-8 mais fria, e vá para a

corrida”. Fiz tudo direitinho, só não

contava com outras duas surpresas:

ajudado por outros amigos ali presentes,

já de macacão e capacete

a notícia de que na troca da vela,

a rosca do cabeçote da motocicleta

havia espanado, prenunciando precocemente

o fim da corrida para mim,

desta vez, sem ao menos ter começado.

Frustação e tristeza, naquele

instante eu estava fora da corrida e

não sabia o que fazer.

O desespero maior ainda estava

por vir: da arquibancada, de frente

aos boxes, ouço gritos de euforia,

saudações. De braços erguidos em

movimentos desenfreados, meu

irmão José Roberto Carlos, sua namorada

Zezé (Maria José Bernardes

de Oliveira) e minha irmã Joelma

Carlos, que com o seu o maravilhoso

Karmann-Ghia amarelo, viajaram de

madrugada e acompanhados do meu

primo Carlinhos Bossi e sua esposa

Doroti, residentes em São Paulo, ali

estavam para me prestigiar e, eu não

podia desapontá-los.

Faito, Penha e Neto acionaram

seus motores e lentamente foram

para a volta de apresentação. Neste

instante, desesperado não sabia o

que fazer. Do nada uma luz: se aproximou

de mim Ediwilmo Queiroz, piloto

nascido em Araraquara e naquela

época radicado na cidade de Capivari,

que fora para competir na categoria

especial, me perguntou: “O que foi

moleque?”.

Relatei o ocorrido e minha vontade

de largar de qualquer jeito, no que

ele de forma incisiva me disse: “Eu

arrumo isto, mas depois só um milagre

para reaproveitar esse cabeçote”.

Nem pestanejei, por favor, faça o que

precisar. Com destreza, pegou a vela

intermediária “NGK B-6”, movimentos

precisos, em segundos, munido

de uma lima, foi alargando os fios

da rosca que adentrariam ao cabeçote,

envolvendo-os com um fio fino

de cabo de aço revestido de uma fita

plástica Teflon, para depois colocá-la

em definitivo. Serviço pronto, coloquei

meu capacete e rapidamente me

juntei aos pilotos na volta de apresentação

para a largada, fazendo uma

corrida de sonhos.

Para sorte de meus familiares,

naquele dia assistiram a consagração

de um novo mito do motociclismo

nacional, Carlos “Jacaré” Pavan, vencedor

da prova na categoria especial

de 350 cc, um verdadeiro show e

encantamento aos amantes da velocidade.

Velhos tempos, Belos Dias

47|


SEU NOME ESTÁ NA RUA

SAMUEL BRASIL BUENO - IN MEMORIAM

DOMINGOS SORBO

Perseverança e determinação

de um imigrante italiano

Domingos Sorbo foi um homem simples e dedicado

à família. Deu início à urbanização do bairro Águas

do Paiol, onde começou a vida plantando café, arroz,

milho e feijão, tornando-se um respeitável agricultor.

Domingos nasceu em Paganica,

Itália, em 15 de dezembro de 1880,

sendo filho de Luiz Sorbo e de

Bernadina Turini Sorbo. Teve apenas

um irmão: Luiz.

Em 2 de março de 1896, juntamente

com a família, desembarcou

no Porto de Santos, de onde seguiram

viagem para Ribeirão Bonito, município

onde se dedicaram à lavoura.

Domingos chegou ao Brasil com 15

anos de idade e não havia frequentado

escolas em seu país de origem.

Em Ribeirão Bonito, também teve que

ajudar a família nos trabalhos

do cultivo da terra,

não tendo oportunidade

de ser alfabetizado.

Assim passou sua

mocidade em Riberião

Bonito. Aos 22 anos casouse

no dia 22 de setembro

de 1903, com a Maria

Berti, filha de Fiori Berti e

Rosa Renzi Berti, imigrantes

italianos da cidade de

Fontana, lavradores que aqui chegaram

na mesma época. Domingos e

O casal Maria e Domingos (sentados ao centro) rodeados pela grande família: filhos,

genros, noras, netos e bisnetos

Ao completar 80 anos, Domingos

Sorbo comemorou a data ao lado

da esposa dona Maria

dona Maria tiveram 7 filhos: Maria,

casada com Ricieri Delbon; Caetano,

casado com Olga Delboni; Natalina,

casada com José Pondaco; Raphael,

casado com Paulina Camargo;

Margarida, (faleceu ainda criança);

Júlia, casada com Nicola Pondaco

e Amélia, casada com Luiz Pecin.

Sua descendência completa-se com

netos, inúmeros bisnetos e tataranetos.

Na época do casamento,

não dispondo de nenhum recurso

financeiro, ele próprio, Domingos,

construiu artesanalmente sua primeira

cama de casal.

Tempos depois, convidados que

foram, mudaram-se para os arredores

de Araraquara, mais precisamente,

para a fazenda Serra D’Água, terras

onde hoje se localiza parte da Usina

Zanin. Ali trabalharam por vários anos

como lavradores.

A luta de Domingos Sorbo para

reverter a situação econômica foi

enorme, pois que fontes de financiamento

de capital inexistiam, tampouco

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Filhos e genros: em pé da esquerda para a direita: Luiz, Nicola, Raphael, Paulina, Olga,

Caetano, Ricieri e José Pondaco. Sentados: Amélia, Júlia, o casal Maria e Domingos, a

filha Maria e Natalina

programas de crédito. Como meeiro,

a convite de dona Emília, proprietária

da fazenda Águas do Paiol, Domingos

trabalhou por algum tempo naquela

fazenda.

Mais tarde, Domingos associou-se

ao sogro Fiori Berti, que confiou nele

e juntos adquiriram parte da fazenda

Águas do Paiol (cerca de 100 alqueires).

Neste local, Domingos criou sua

família, tornando-se um respeitável

agricultor, cultivando principalmente

café e aproveitando os espaços para

o plantio de arroz, milho e feijão.

Com o decorrer do tempo, adquiriu

algumas cabeças de gado e suínos.

Parte dessas terras ainda pertencem

aos seus descendentes nos dias de

hoje.

Digno de respeito e admiração,

Domingos Sorbo faleceu em 16 de

agosto de 1969, poucos meses antes

de completar 89 anos e sua esposa,

dona Maria Berti Sorbo, em 24 de

maio de 1964. Nessa época, ambos

residiram na cidade em companhia

da filha Júlia e o genro Nicola.

Seu nome está na rua através

de Lei n° 4591, de 5 de dezembro

de 1995, que passou a denominar

Avenida Domingos Sorbo a antiga

estrada vicinal “Ara-246” e Estrada

Águas do Paiol, no Jardim Nova

Araraquara.

Avenida Domingos Sorbo, no Jardim Nova Araraquara

49|


LEMBRANÇA

ANTONIO NARCIZO DONATO

Segue com ele parte da

história do São Geraldo

Nos anos oitenta quando uma comissão de moradores lhe

pediu para colaborar na compra de uma lata de tinta, sua

doação foi para pintar toda igreja; anos mais tarde com o

IPTU nas alturas ele não quis vender, mas sim doar dentro

da cidade, uma chácara para a Vila Vicentina. Ao partir

em fevereiro, Toninho Donato levou com ele as benfeitorias

feitas em vida, guardadas em segredo junto a um grupo de

amigos. Encontrar alguém como ele nos tempos atuais seria

o mesmo que procurar uma agulha no palheiro.

Araraquara ficou mais triste na

segunda-feira (25) com a perda de

Antonio Narcizo Donato, bem mais

conhecido por “Toninho do Posto

Vila Rica” ou simplesmente o marido

da dona Edite Regina Galli Donato,

pai de Lizandra, Luciana e Antonio

Narcizo Donato Filho. Homenageado

nos anos 80 com o título de “Cidadão

Araraquarense”, nossa terra pode

dizer que sempre se sentiu orgulhosa

em possuir um dos seus mais ilustres

filhos.

Era um grande homem: honesto,

íntegro e amigo leal, como falam

seus filhos neste momento de perda

irreparável. Mas, quem o conheceu

tem o direito de ir mais longe e falar

também que – Toninho foi um pai de

extrema bondade, o marido de encontrar

mesa posta nos fins de tarde e

poder estar ao lado de todos. De coração

aberto criou o seu mundo de fé e

bondade, caminhando sobre ele até

os últimos momentos da sua vida.

Italiano da gema, o filho adorado

de Taquaritinga vai ao encontro nesta

terça-feira do seo Achilles e da dona

Élide, os pais que deram a ele uma

Araraquara emergente por mais de

40 anos, tornando esta cidade mais

fraterna por conta da bondade que

carregava no peito. Contudo, jamais

falava dos seus atos, porque não era

seu costume mostrar com a mão

direita o que a esquerda fazia, nem

tão pouco fugir da autenticidade que

se transformou em uma das suas

grandes virtudes.

Toninho era pelo que era, justo

e sincero, podia até ser entendido

como um italiano espirituoso e forte,

de não voltar atrás nos seus atos – “o

que está feito, está feito”, exclamava

com a certeza do livre arbítrio e o que

poderia ter sido um mundo melhor

para ele, acabou sendo um mundo

melhor para as pessoas que o cercavam.

Isso fazia sua felicidade.

Em todos estes anos passados,

recolhido no silêncio do que haveria

por vir, Antonio Narcizo Donato ainda

Toninho Donato

e dona Edite, por

quase 50 anos

estiveram juntos e

a demonstração de

amor é uma prova de

que a felicidade existe

quando cada um

assume o amor que

emana dos princípios

cristãos.

que adoentado, se manteve na calmaria

dos barcos que sofrem com as

tempestades e se por um descuido

dos arcanjos dos céus está partindo,

podem ter certeza, é justamente porque

a missão está cumprida por aqui.

E lá precisam da sua dignidade para

fazer brotar a esperança em novos

corações.

Homenagem dos

eternos companheiros

SEPULTAMENTO

Antonio Narcizo Donato foi

velado na Fonteri e o sepultamento

deu-se no Cemitério

São Bento. À família os nossos

sentimentos.

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Série

Bandas e

Grupos Musicais

da Cidade

Texto

Juraci Brandão

de Paula

EVENTO

No palco do salão de festas do Asilo em 1966 os Mugs Boys: Roberto (baterista), Pedro

Rodrigues (empresário), Gibele (piston), Octávio, José Luiz e Luiz Carlos (guitarras), Roberto

Múcio (baixo) e Carlinhos com o microfone (cantor)

Quem viveu aquela época sabe que The

Mugs Boys foram uns “pirralhos rebeldes”

Era no salão de festas do Asilo de

Mendicidade, na avenida D. Pedro II, que a

cidade acontecia nos fins de semana com

eventos particulares. Eram casamentos,

aniversários e as brincadeiras dançantes. Nos

clubes como 22 de Agosto, Araraquarense,

27 de Outubro, Palmeiras e o Melusa, apenas

as suas específicas atividades sociais, pois

eles buscavam não encontrar concorrentes,

principalmente ações estudantis.

Assim foram os anos 60, marcados pela

generosidade do “seo Bento”, uma espécie

de secretário que alugava o salão do Asilo

para as promoções particulares nestes anos

itensos e maravilhosos, chamados como a era

da paz e do amor, com os jovens procurando

alternativas de viver, de ser feliz.

O salão de festas do Asilo contribuiu para

o aparecimento de grupos musicais em

meio a esse processo de transformação

comportamental. Cantores famosos da Jovem

Guarda como Paulo Sérgio, Nilton César e

tantos outros ali também deixaram seus nomes

gravados.

Foi assim que surgiu The Mugs Boys que

percorreu o caminho da fama entre 66 e 69,

deixando uma história de amizade, respeito

e companheirismo, unindo um bando de

crianças da classe média para fazer pulsar a

adolescência nos tempos dourados de nossas

vidas.

Foram acontecimentos que só quem teve sua

infância e juventude naquela época pode

hoje fazer um testemunho mais preciso do que

se passou.

CONTINUA NAS PÁGINAS SEGUINTES

51|


Foi uma época

de liberdade de

expressão e ao

mesmo tempo, tudo

isso cheio de muita

repressão

Na árvore as

peripécias da

juventude:

Beto Múcio, Zé

Luiz, Octávio e

Chiquinho Batera

que jovens, se

divertiam sempre

em grupo

Conjunto. Assim eram chamados

os grupos musicais. The Mugs Boys

foi um conjunto araraquarense nos

anos 1966 a 1969 e teve na formação

principal os jovens músicos

José Luiz na guitarra solo, Octávio

Cândido Pereira Filho (Tavinho) na

guitarra base, Luiz Carlos Rodrigues

(Muguinho) também numa segunda

guitarra base, Roberto Múcio (Betão/

Múcião) no contra baixo, Francisco

Carlos dos Santos (Chiquinho Batera)

na bateria e Carlinhos Vaqueiro, cantor.

Posteriormente Airton passou a

integrar o grupo no órgão. Circularam

também pelo grupo os bateristas

Roberto e Ezequiel e algumas participações

do pistonista Gibele.

Componente importante era Pedro

Rodrigues (Mugão), empresário e

diretor do grupo, também pai do guitarrista

Luiz Carlos (Muguinho).

Irreverência dos

componentes do

The Mugs Boys, de

baixo para cima:

Octávio, Beto

Múcio, Chiquinho

Batera e Carlinhos

O nome do conjunto foi inspirado

no bonequinho MUG que em 1966

virou febre nacional. “Dava sorte”.

Daí os apelidos de Mugão e seu filho

Muguinho.

Octávio relata que apoiado pelo

pai que era um bom violinista, teve a

ideia de montar um conjunto e com

o José Luiz que era seu vizinho, passaram

a tocar juntos e sem muita

pretensão. Em seguida juntaram-se

aos dois o Carlinhos Vaqueiro e o Luiz

Carlos (Muguinho). Não demorou e os

ensaios na casa do empresário Pedro

Rodrigues também passaram a ter

Múcio (baixo) e Roberto (bateria).

O Betão nos conta que o conjunto

começou com uma aparelhagem

modesta (Phelpa de 20 Watts) e que

nos ensaios chegou a tocar contrabaixo

na rádio vitrola do Mugão. Bom

instrumento mesmo, era somente a

bateria que diziam ter sido do famoso

Zimbo Trio.

Tavinho diz que “o Mugão tinha

uma gráfica e era muito organizado.

Sua experiência empresarial levou o

grupo a adquirir três amplificadores

de guitarra True Reverbe, amplificador

de contra baixo Thunder Sound

fabricados pela Gianinni, os melhores

da época e também um órgão

que era lançamento da Diatron”.

O Airton, convidado para integrar o

grupo, como bom organista que era,

deu um grande impulso ao conjunto.

Esses aparelhos e instrumentos

foram comprados e pagos com as

apresentações em bailes na região,

como Usina Tamoio, Usina Guatapará,

Usina Bela Vista, Guarapiranga, Santa

Lúcia, Matão, Curupá, além de outras

localidades. Em nossa cidade tocavam

em clubes como Nipo Brasileira,

Clube 22 de Agosto (ainda na Av.

Portugal), 27 de Outubro (Rua 9 de

Julho entre Espanha e Feijó), Clube

Araraquarense (Rua São Bento).

Tocavam ainda nas domingueiras

do Asilo de Mendicidade, sozinhos

ou ao lado de conjuntos como o The

Brazilians Boys e outros.

Chiquinho Batera, Beto Múcio, Luiz Carlos, Zé Luiz, Octávio e Carlinhos Vaqueiro

|52


O grupo gostava de tocar gratuitamente

em festas beneficentes como

nas quermesses da Igreja Nossa

Senhora das Graças e após cada

apresentação - Mugão fazia uma reunião

para corrigir as falhas e pensar

nos novos bailes. Constantes ainda

eram as apresentações no programa

que o conjunto The Jungles tinha na

Rádio Cultura. Sempre foram agradecidos

pela oportunidade.

O grupo ficou tão conhecido que

os músicos passaram a dar autógrafos,

sempre abordados pelas fãs. A

situação era tão promissora e favorável

que o Mugão deixou a atividade

gráfica para se dedicar exclusivamente

a empresariar os rapazes.

Curioso é que o conjunto fez um

baile em Curupá, ficando marcado

pelo tratamento diferenciado que os

músicos receberam. No lanche foram

surpreendidos com refrigerantes, leitoa

assada, frango assado e ainda

elogiados em discurso inflamado do

presidente do clube.

Os companheiros lembram que

Tavinho com seu ouvido educado

comandava os ensaios e a afinação.

Ficava com um diapasão de sopro

na boca para afinar os instrumentos,

o que dificultava sua fala. Queria

dizer “falta pouco, falta pouco...”,

mas saia “farta foco, farta foco...” e

todos se divertiam. Bem, lembram os

‘meninos’, o repertório era da Jovem

Guarda com músicas de grupos

como The Shadows, The Ventures,

Incríveis, e músicas como Tema dos

jovens Enamorados, The end, Al dila,

Gatinha manhosa, Black is Black,

Cartaz de brincadeira dançante no salão

de festas do Asilo

Vem quente que eu estou fervendo,

Era um garoto..., Alegria

alegria e outras. Múcio relata

que “a música que todos os

grupos tocavam era O milionário,

gravação dos Incríveis,

porém, a melodia mais difícil

da época era Czardas, gravação

também dos Incríveis,

que modéstia a parte saia

bem bonita. “Nosso organista

Airton dominava muito bem o

teclado”. Airton tocava também

na Igreja Nossa Senhora

das Graças em um órgão espetacular

que deve estar lá até

hoje, relembra Múcio.

O uniforme do conjunto era blusão

azul, calça saint-tropez boca de

sino vermelha com cinturão preto,

botinhas vermelhas feitas sob encomenda

e com salto carrapeta. Esse

uniforme foi copiado do grupo vocal

Renato e Seus Blue Caps.

Octavinho e o Múcio, neste nosso

encontro, contam que participaram

de um concurso entre conjuntos da

cidade e região, no Salão de Festas

ao lado da Igreja de Santa Cruz. Não

foram os vencedores mas ficaram

honrados em estar ao lado de grandes

grupos, disputando de igual para

igual. Destaque para o talento e a técnica

do músico Chiquinho, baterista

que encantava e causava admiração

a todos que o viam tocar. Foi na época

considerado o melhor baterista da

cidade.

CURIOSIDADES

O Octávio na época trabalhava

como balconista e saia tanto do

serviço para dar entrevista nas emissoras

de rádio sobre as atividades

do conjunto que acabou sendo dispensado.

Agora ele acha engraçado,

mas trabalhava sob as orientações

do conhecidíssimo farmacêutico Sr.

Herculano, da Farmácia Raia. O Múcio

também dava muitas entrevistas para

o Rubens Brunetti, no programa que

ele tinha na Rádio Cultura.

Segundo Múcio, “certo dia o

Essa guitarra foi

fabricada em Araraquara

especialmente para Octávio

em 1966, por Elídio da

Cunha, tio do guitarrista

dos Intocáveis, Celso

Aparecido dos Santos

Pedro Rodrigues alugou uma Kombi

por conta do conjunto e convidou a

família dos músicos para um baile em

Santa Lúcia. Nossos familiares não

acompanhavam nossos bailes. Essa

iniciativa eu não vi em outros grupos

que estive”. Na ocasião, Zé Luiz (guitarra)

e Suzana, irmã do Carlinhos

(cantor) começaram a namorar. O

namoro acabou em casamento.

O primeiro baixo do Múcio foi feito

por ele mesmo. A parte de madeira

fez no Ginásio Industrial. Em seguida

comprou os acessórios como tarraxas,

captador, etc., e montou o

instrumento. Muitos conjuntos faziam

isso para conseguir seus instrumentos

e aparelhagem. “Posteriormente

ganhei de meus pais um baixo da

marca JOG, que era simples mas pelo

menos era de fábrica e com estojo”,

completa Múcio.

Já Zé Luiz tinha muita facilidade

com eletrônica e era ele quem cuidava

dessa parte. Chegou a fazer um

pedal para guitarra com distorção,

coisa que na época era novidade.

Um detalhe lembrado por Múcio

e Tavinho é que certa noite, por volta

das 20h, o grupo se encontrou na

Avenida Barroso com a Rua Carvalho

Filho (Rua Zero), conversando sobre

novas ideias para o conjunto. Quando

perceberam era 5h da manhã.

Chegaram em casa e levaram aquela

bronca dos país que estavam desesperados.

53|


Era de fato uma época

de sonhos e que hoje

cada um lembra com

saudades das coisas que

ficaram para trás

O Múcio com o Tavinho gostavam

de sair colando cartazes de divulgação

dos bailes nos postes de iluminação

em nossas ruas. Houve um fato que

prejudicou o conjunto. Em um baile

na cidade de Matão, aconteceu um

desentendimento por uma coisa tão

simples, que era a escolha da música

com a qual o conjunto iria encerrar

o baile. A música seria Para Pedro

defendida pelo Mugão ou Pata Pata

que era a preferência dos músicos?

“Bem, por causa de uma coisa tão

boba acabamos perdendo o nosso

querido empresário Mugão, que juntamente

com o seu filho Muguinho

(guitarra) foram empresariar o conjunto

The Jungles. Foram muito bem

sucedidos. Grande conjunto e grandes

empresários.”

Baile no 22 de Agosto ainda na avenida Portugal; de um lado

The Mugs Boys e do outro Osvaldo Zaniolo com Os Intocáveis

Momento

histórico da

nossa música

dos anos 60:

Múcio, Juraci

Brandão

de Paula e

Tavinho

O grupo seguiu sua trajetória,

com dificuldades, mas conseguiu

se refazer e continuar por um bom

tempo, Mugão e Muguinho fizeram

falta. Quem passou a vender o grupo

foram o Tavinho e o Betão. Mas

como tudo tem um ciclo na vida, o

ciclo dos The Mug Boys acabou se

Momento de

descontração de

Roberto Múcio

relembrando com a

esposa Lurdinha e os

filhos Marco Antônio e

Silvio, os Mugs Boys

fechando. Tavinho foi fazer faculdade

de Educação Física em São Carlos.

O Beto foi tocar n’Os Profetas, NC

Son, Embalo 4, Grupo Impacto e

finalmente, Os Bruxos. O Airton continuou

trabalhando na Faculdade

de Odontologia da Unesp. O demais

músicos estão em locais ignorados.

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55|


TOXOPLASMOSE

Suas causas e consequências

A toxoplasmose ocular é a principal causa de inflamação

intraocular (uveite) no Brasil e é responsável por sequelas

oftalmológicas graves, incluindo perda completa da visão.

Dr. Norival José Pazeto

Podemos adquirir a doença das

seguintes formas:

INGESTÃO DE OOCISTOS

Os oocistos eliminados com as fezes

dos gatos podem ser dissiminados

pela chuva, vento, água e também por

intermédio de moscas, formigas, baratas

e minhocas. A transmissão dos

oocistos através de água já se mostrou

uma importante forma de transmissão

da doença.

INGESTÃO DE CISTOS TECIDUAIS

Presentes nas carnes cruas ou mal

cozidas, os cistos sobrevivem por semanas.

A maioria dos cistos na carne

só é morta a - 12 graus C° ou com o

aquecimento acima de 60 graus C°

por mais de 4 minutos.

Comer carne mal passada é sempre

um risco.

INFECÇÃO TRANSPLACENTÁRIA

A transmissão da mãe ao feto

ocorre levando as graves sequelas

(hidrocefalia, calcificação intra-craniana,

cicatrizes na retina com perda

importante na visão e o retardo mental).

O acompanhamento pré natal

não pode ser neglicenciado. Podemos

ainda adquirir a doença com injestão

de leite ou saliva contaminada.

No Brasil, 50 a 80% dos casos de

uveite é devido à toxoplasmose.

Medidas preventivas contra a

infecção toxoplasmica incluem:

- Evitar contato com as fezes de

gato;

- Lavar frutas, legumes e verduras

com água filtrada ou fervida;

- Controlar pragas domésticas;

- Evitar ingestão de carne mal passada

ou crua;

- Ingerir apenas leite fervido ou industrializado.

A doença em muitos casos é assintomática.

Formas pulmonar, neurológica e

ocular aparecem em mais ou menos

30% dos pacientes.

A toxoplasmose congênita ou neonatal:

lesões podem estar presentes

já ao nascimento ou manifestar tardiamente

(qualquer fase da vida).

O tratamento é na maioria eficaz,

porém complicações da toxoplasmose

ocular ocorrem (glaucoma, catarata,

descolamento da retina, atrofia óptica,

cicratizes na retina).

Ênfase deve ser dado sempre na

prevenção evitando o contato com

toxoplasma que é gravíssimo na gestante.

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VIP

VIDA SOCIAL por Maribel Santos

Clube Araraquarense

Dia Internacional da Mulher

Olá, queridos leitores! O mês de março nos traz várias reflexões importantes

e muito significativas por conta do Dia Internacional da Mulher, que é

comemorado no dia 8 de março. Nunca se falou tanto na força, determinação

e do empreendedorismo feminino. Por outro lado, também lemos, ouvimos e

discutimos a respeito das agressões, assassinatos e violências sofridas por

mulheres no mundo todo.

A palavra “feminicídio” nunca foi tão mencionada. Que tristeza!

Em outros tempos lutávamos para termos o direito do voto, sermos respeitadas

profissionalmente, remuneradas com os mesmos salários masculinos exercendo

as mesmas profissões. E por incrível que pareça, pouca coisa mudou... Não sou

“feminista”, não acredito na tão cansativa guerra dos sexos, sou feminina, sou

mulher e como tal, acredito que merecemos respeito em todos os sentidos.

Aliás, o respeito é fundamental em todas as relações humanas, e pensando

nisso deixo uma reflexão: Como você educa o seu filho para que ele respeite

uma mulher?

Uma super mulher

empreendedora

Ana Maria Coan e sua filha Ana Paula Coan Pierri

As amigas Maria de Lourdes Peiro

e Adriana Junqueira

A fotógrafa

Marcela Campos

A chef de cozinha Aline Carrascosa criou

o grupo Super Mulheres Empreendedoras

de Araraquara em março do ano passado,

no Dia Internacional da Mulher. O objetivo

era reunir mulheres empreendedoras

para trocar experiências e criar laços de

amizade. Networking, negócios, palestras

e várias atividades ocorreram no período.

E as participantes do grupo, que se

reúnem desde então, uma vez por mês no

Antonella Emporium, estão organizando

uma feira de negócios para festejar a data.

Os encontros ocorrerão no mês todo das

19h30 às 23h30 nos dias: 8, 13, 20 e

27. Prestigiem e curtam nossa página: @

supermulheresempreendedoras

57|


Maribel Santos

VIPS

EM DESTAQUE

Maria Cecília

Flores Vernieri e

Fran Vieira

João Luiz Ribeiro dos Santos

e João Gabriel Ribeiro dos Santos

Dany

Larocca

Haddad

e Aline

Marçola

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Neto Ribeiro

e Márcia Lia

Neiva Ribeiro

Sueli Ferrari e Isa Ferrari

Eder Magrini

e Camila Marani

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VITRINE

VITRINE

DA REDAÇÃO

JOÃO CARLOS

Rotary comemora 70

anos de Araraquara

Histórica foto do evento com os presidentes dos clubes em Araraquara

e autoridades

Cerca de 450 convidados estiveram no Clube

Araraquarense em fevereiro (16) celebrando o

70°aniversário do movimento rotário na cidade. Presentes

ao evento o Governador do Distrito 4540, os presidentes

dos Rotary Clubs e seus companheiros rotários, demais

autoridades rotárias, além do prefeito Edinho Silva e o vice

Damiano Neto, vereadores e convidados.

Antonio Carlos Aiello comandou o cerimonial da festa

Com cerimonial marcado pela emoção, iniciado pela

triunfal entrada das bandeiras, seguido pelo Hino Nacional

ao som da Banda Marcial da Escola Senai “Henrique

Lupo”, as homenagens aos Rotary Clubs e seus respectivos

sócios-fundadores, foram destaques desta festa que marca

a história do movimento na Morada do Sol.

ANIVERSÁRIOS

Março|2019

A diretoria do SINCOMERCIO cumprimenta todos os aniversariantes

DATA

NOME

EMPRESA

DATA

NOME

EMPRESA

01/03

02/03

06/03

08/03

09/03

09/03

10/03

11/03

12/03

13/03

13/03

15/03

15/03

16/03

17/03

17/03

17/03

17/03

17/03

17/03

Monica Abed Zaher

Luiz Carlos Orlando

André Alcazan Parizi

Valter Renato Moraes

Antonio Carlos Zafallon

Willian Julianetti

Beatriz Leognano da Silva

Roberta Biasotti de Moura

Marco Antonio Dall´Acqua

Ademar de Oliveira Junior

Tereza Ap. Zingarelli

Alex da Silva Nascimento

Beatriz Perico

Sandra Elizabeth Barea

Denise Simões Mathias

José Afranio Gobato

José Luiz Alves Pinto

Michele Costa Melhado

Paulo Henrique Senhorini

Tatiane Goes Marqueti

Colégio Objetivo/Objetivo Jr

Center Vale Tend Tudo

Alcatec

Escritório VR Moraes

Escritório CMZ

Espuflex

Rádio Elétrica Geral

Minas Queijos

Irmãos Dall’Acqua

Unic Serviços Contábeis

Carmo Calçados e Confecções

União Formaturas

Papel Arte

Cavian Kids

HL 1089

Escritório Gobato & Fernandes

Vilacopos

Passarinho Hortifruti

Paulifer

Habitus Academia

18/03

20/03

21/03

21/03

21/03

22/03

23/03

25/03

25/03

25/03

26/03

26/03

26/03

26/03

26/03

26/03

27/03

28/03

31/03

José Devanil Carrascossi

Valdomiro Boufelli

Douglas Silva Pinto

Jeferson Pires Colombo

Roberto Aiello Fonari

Vanessa Cristina Pedro

João Miguel Cabrini

Dagoberto Alves

Marivalda Rinaldi Alvarenga

Mauricio Zanella A. Braga

Adilson Ferreira dos Santos

Elaine Cristina Mariani

Francisco Rossi Filho

Helena Ianagoni Mendes

Luís Eduardo Carrascossi

Walter Domingos de Prince

Ana Carolina A. O. Zenatti

Fabio Zachi

Olien Moreno

Chefor

Escritório Alpha

Escritório Brasil de Contabilidade

JF Calçados

Assessoria Contábil Araraquara

Multy Dental

Esc. Aquarius de Contabilidade

2D Serviços Contábeis

Intershop

Química Santa Rita

Óticas Fabrilen

Consultório Drª. Elaine Mariani

Francine Jóias

Esc. de Cont. Helena Mendes

Chefor

Princar Peças

Carol Affonso

Br Pneus

Frio & Cia

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Valmir Moreira (TV Circulando) e Willian

Oliveira (Rádio CBN)

Ivan Roberto Peroni (Revista Comércio e Indústria),

Francisco José Araújo (assessor da presidência da Gas

Brasiliano), Ademir Ramos (diretor regional da Ciesp), Luís

Augusto Cirelli e Diego Lima - ambos da Vilage Marcas e

Patentes durante as homenagens feitas pelo Ciesp

Casais Joelma

e Paulo Sassi,

diretor da Escola

Senai e Eneida

Toledo e Rafael

Braga

Fernanda Naddeo, da ComTexto

Comunicação, com os filhos Lucas e

Bruno em evento na cidade

João Matheus Bolito e Marília Malkomes

O extraordinário trabalho realizado

na gastronomia regional por

Chico Ulivi, ganha cada vez mais

notoriedade e o coloca entre

um dos mais conceituados

profissionais do setor. É o Chico,

Chef & Sommelier que comanda

o Espaço Ulivi e o Ulivi Gastrobar,

recepcionando os clientes que

tornaram-se amigos das casas.

É sempre importante lembrar

e enaltecer o trabalho deste

cronista esportivo Vicente

Henrique Baroffaldi, que tanto

tem se dedicado a divulgar

através dos seus livros, o

nome esportivo da cidade

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Março

Luís Carlos

BEDRAN

Sociólogo e cronista da Revista Comércio,

Indústria e Agronegócio de Araraquara

Março vem de Marte, o deus da

guerra dos antigos romanos e o primeiro

mês daquele calendário. E é no

dia 20 que começa a primavera no hemisfério

norte, para eles favorável à

preparação das guerras. Mas aqui para

nós, abaixo do equador, aquele dia é

o início do outono com paz e sem as

tragédias do início do ano. Espera-se.

Fim de verão, mas que em nossos

“tristes trópicos” ainda continua, com

calor, chuva e praia. Para os supersticiosos

e astrólogos, o signo de Peixes e

para os astrônomos, a constelação de

Aquarius. Águas de março: “fechando

o verão / é a promessa de vida no teu

coração...

Um mês especial e pessoal para o

cronista, por três motivos: dois aniversários

e, principalmente, o fim da proibição

da pesca. Mas como ele escreve

esta ainda em fevereiro, espera que,

até lá, o presidente da República já estará

em plena forma, saudável e com

boa disposição para nos governar; que

seus ministros se entendam melhor,

o que não está fácil; que as reformas

fundamentais já estejam bem encaminhadas,

a depender dos congressistas

bem-intencionados e sem tantas

barganhas tradicionais do “toma lá, dá

cá”. Porque já passou da hora de o País

tentar se recuperar da estagnação crítica

por que passou nos últimos anos

dos governos que se diziam que era

dos e para os trabalhadores.

No transcorrer do mês há vários dias em que

comemoram muitas datas importantes. Sem

querer desmerecer algumas, talvez a maior

delas é o carnaval, logo no início do mês, neste

2019, os dias de alegria.

Se estivéssemos num regime parlamentarista,

onde o Parlamento poderia

dissolver o personalista Poder

Executivo quando necessário, talvez

não teríamos tantas crises como as

que tivemos. Talvez, porque o Congresso

ainda demorará muitos e muitos

anos para se conscientizar de sua

responsabilidade em ajudar a bem

governar o nosso imenso País. Mas o

nível está a melhorar.

No transcorrer do mês há vários

dias em que comemoram muitas datas

importantes. Sem querer desmerecer

algumas, talvez a maior delas é o

carnaval, logo no início do mês, neste

2019, os dias de alegria.

Interessante é que a alegria, pelo

menos no ponto de vista do escritor

judeu Amós Oz, recentemente falecido,

prêmio Nobel de Literatura em

2002, não pode ser confundida com

felicidade. É o que diz em seu livro “A

caixa-preta”, pois os judeus pensam

de modo diverso dos cristãos sobre o

que entendem por felicidade. Para os

cristãos “a infelicidade é uma espécie

de benção”, ao citar George Bernanos

(escritor francês católico que morou

no Brasil e autor de um famoso livro,

“Diário de um Pároco de Aldeia”). E

que a “felicidade é basicamente uma

invenção católica. É “kitsch”. Não há

nada em comum entre ela e a “eudaimonia”

dos gregos”. No“judaísmo não

existe nenhum conceito de felicidade;

reconhece apenas a alegria”.

Depois do carnaval há também os

dias em que se homenageiam algumas

profissões, como a do optometrista,

aquele que faz a gente enxergar; a

do DJ, que transmite sons vibrantes e

alegres; a do bibliotecário, que ordena

habilmente os livros que lemos; a do

vendedor de livros, uma espécie em

extinção; a antiga do ouvidor, também

“ombudsman”, que fiscaliza os outros;

as do carpinteiro e do marceneiro, nobres

artífices; a do diagramador e do

revisor (forte abraço, mestres, caprichem

nesta!). E a do homem da lei, o

oficial de justiça, o que auxilia a dar a

cada um o que é seu. Profissões essas

bem representadas por ambos os

sexos.

Têm o seu dia os heroicos fuzileiros

navais; o contador de histórias para as

crianças sonharem; o da oração, que

todos precisamos; o da proteção civil,

na prevenção das tragédias que talvez

poderiam ter sido evitadas; o do turismo

para bem conhecermos a Pátria,

que ela merece; o da Escola, para o

País sair da estagnação; o do filatelista,

muito antiga; o do conservacionismo,

na proteção da natureza; o dos

animais, hoje tratados melhores que

gente; o do consumidor, para não sermos

explorados; o da conscientização

sobre as mudanças climáticas, coisa

estranha; o Nacional da Imigração Judaica,

um povo sofrido milenarmente;

o do DeMolay, jovens da Maçonaria e

o do orgulho gay, o pessoal que não

deve ser discriminado.

Muitos comemorados internacionalmente,

como o dia contra a discriminação

racial, o das vítimas do terrorismo,

o da Síndrome de Down, o

da meteorologia; o da solidariedade

à pessoa detenta ou desaparecida e o

da Juventude. E os nacionais: do Cacau,

do Circo, da Integração Nacional

e o da Saúde e Nutrição. Até sogro e

telefone têm seu dia!

Por fim, os básicos e fundamentais:

o da Mulher, da Água e o da Poesia.

Sem os quais não podemos viver. E

“last, butnotleast” e especial, aquele

abraço para você que sabe quem é...

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