Revista Coamo - Janeiro/Fevereiro de 2019

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Revista Coamo Edição de Janeiro/Fevereiro de 2019.

LIVRO CONTA A HISTÓRIA DO PRESIDENTE DA COAMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI

www.coamo.com.br

JANEIRO/FEVEREIRO/2019 ANO 45

EDIÇÃO 488

REUNIÕES DE CAMPO

Foram 29 encontros

com cooperados do

PR, SC e MS

SOBRAS

Associados

receberam mais

de R$ 358,38

milhões

MELHOR ANO

DA HISTÓRIA

Coamo tem receita global de R$ 14,80 bilhões, um crescimento de 33,6%

em relação ao ano anterior, e sobra líquida que soma R$ 800,38 milhões


Muito

mais

sabor.

Acerte em cheio na escolha. Use Alimentos Coamo.

A matéria-prima direto do produtor é sua garantia de qualidade e confiança para fazer receitas com muito mais sabor.

MARCAS DE CONFIANÇA


EXPEDIENTE

Órgão de divulgação da Coamo

Ano 45 | Edição 488 | Janeiro/fevereiro de 2019

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COAMO

Ilivaldo Duarte de Campos: iduarte@coamo.com.br

Wilson Bibiano Lima: wblima@coamo.com.br

Ana Paula Bento Pelissari: anapelissari@coamo.com.br

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Contato: (44) 3599-8126/3599-8129

Jornalista responsável e Editor: Ilivaldo Duarte de Campos

Reportagens e fotos: Antonio Marcio dos Santos, Wilson Bibiano Lima,

Ana Paula Bento Pelissari e Ilivaldo Duarte de Campos

Edição de fotografia: Antonio Marcio dos Santos e Wilson Bibiano Lima

Colaboração: Gerência de Assistência Técnica, Entrepostos e Milena Luiz Corrêa

Contato publicitário: Agromídia Desenvolvimento de Negócios Publicitários Ltda

Contato: (11) 5092-3305 e Guerreiro Agromarketing Contato: (44) 3026-4457

É permitida a reprodução de matérias, desde que citada a fonte. Os artigos assinados

ou citados não exprimem, necessariamente, a opinião da Revista Coamo.

COAMO AGROINDUSTRIAL COOPERATIVA

SEDE: Rua Fioravante João Ferri, 99 - Jardim Alvorada. CEP 87308-445. Campo Mourão - Paraná - Brasil. Telefone (44) 3599.8000 Fax (44) 3599.8001 - Caixa Postal, 460

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO: Presidente: Engº Agrº José Aroldo Gallassini, Vice-Presidente: Engº Agrº Claudio Francisco Bianchi Rizzatto, Diretor-Secretário: Engº Agrº

Ricardo Accioly Calderari. MEMBROS VOGAIS: Nelson Teodoro de Oliveira, Joaquim Peres Montans, Anselmo Coutinho Machado, Wilson Pereira de Godoy, João Marco

Nicaretta e Alessandro Gaspar Colombo.

CONSELHO FISCAL: Diego Rogério Chitolina, Emilio Magne Guerreiro Júnior, Willian Ferreira Sehaber (Efetivos). Calebe Honório Welz Negri, Clóvis Antonio Bruneta, Reginaldo

Antonio Mariot (Suplentes).

SUPERINTENDENTES: Administrativo: Antonio Sérgio Gabriel; Comercial: Alcir José Goldoni; Industrial: Divaldo Corrêa; Logística e Operações : Airton Galinari;

Técnico: Aquiles de Oliveira Dias.

Extensão Territorial: 4,5 milhões de hectares. Capacidade Global de Armazenagem: 6,41 milhões de toneladas. Receita Global de 2018: R$ 14,79 bilhões. Tributos e taxas

gerados e recolhidos em 2017: R$ 436,73 milhões.

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SUMÁRIO

#ConteConosco

24

2dcb.com.br

JACTO.

SERVINDO

A QUEM FAZ

O FUTURO.

Pagamento das sobras

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Trabalhar a terra, transformar a semente em alimento,

fibras e energia. Produzir cada vez mais e melhor. Cuidar

dos recursos para produzir hoje e no futuro. Esses são

os desafios de quem vive no campo, homens e mulheres,

que com força e determinação são protagonistas da

sua história e da história da agricultura.

Conte conosco, hoje e sempre.

4 REVISTA

jacto.com

Janeiro/Fevereiro/2019


SUMÁRIO

Entrevista

A entrevistada do mês é a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina Corrêa

da Costa Dias. Ela aborda temas sobre os desafios para o agronegócio e o cooperativismo

Coamo entre as maiores torrefações do Brasil

Torrefação de Cafés Coamo sobe dez posições em ranking das 100 maiores indústrias de café do

Brasil e é 19ª indústria do país

Reuniões de Campo

Neste primeiro semestre de 2019, o calendário foi cumprido com a realização de 29 encontros

no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul reunindo mais de dez mil associados

Desempenho da Coamo

Cooperativa tem receita global de R$ 14,80 bilhões e sobra líquida soma R$ 800,38 milhões.

Números foram apresentados e aprovados em Assembleia Geral Ordinária (AGO) em Campo Mourão

08

12

14

24

42

Biografia lançada

Com o título “José Aroldo Gallassini – Uma Visão Compartilhada, a inspiradora trajetória do

presidente da maior cooperativa agrícola da América Latina”, livro foi lançado durante AGO da

Coamo e conta a história do idealizador da Coamo e sua contribuição para o cooperativismo

Copa Coamo começa no dia 27 de abril

54

Fases regionais serão realizadas de 27 de abril a 06 de julho que irão classificar os 33 campeões

para participar no dia 27 de julho da grande final da Copa Coamo em Campo Mourão (PR)

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA

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EDITORIAL

Solidez que vem da cooperação

O

semblante de alegria e

satisfação dos associados

na segunda-feira,

18 de fevereiro, em todas as unidades

da Coamo ao receberem a

sua segunda e maior parcela das

sobras do exercício de 2018 demonstrou

a força da cooperação

e que a Coamo está no caminho

certo no trabalho forte que vem

realizando em prol de mais de 28

mil agricultores.

O ano de 2018 foi o melhor

da Coamo em relação as receitas

globais na sua história de 48

anos de existência. Os resultados

apresentados e aprovados pelos

associados em Assembleia Geral

foram de uma receita global de R$

14,80 bilhões, com crescimento

de 33,6% e sobra líquida no montante

de R$ 800,38 milhões.

As condições de mercado

propiciaram um bom momento

para os associados comercializarem

a produção e refletiram no

aumento das receitas da cooperativa.

Os saldos a fixar de safras

passadas foram reduzidos trazendo

os estoques de passagem

para níveis normais.

A safra 2017/2018 foi

uma das maiores já recebidas

pela Coamo, e só não foi a maior

em função do plantio com atraso

e da seca ocorrida no milho de

segunda safra.

Os associados contaram

novamente com um forte trabalho

da cooperativa para o recebimento

das suas produções com excelente

estrutura em 119 unidades

localizadas estrategicamente perto

de suas propriedades no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso

do Sul. A cooperativa recebeu

7,20 milhões de toneladas de produtos,

o que equivale a 3,2% da

produção brasileira de grãos.

No campo da exportação,

a Coamo registrou recorde no volume

exportado, atingindo 4,58

milhões de toneladas de produtos

e o faturamento recorde de

US$ 1,80 bilhão. Este resultado

coloca a cooperativa como maior

exportadora do Estado do Paraná

e uma das maiores do Brasil.

Esses bons resultados

mostram que a solidez da Coamo

vem da cooperação e da prática

de um cooperativismo forte.

O foco é agregar valor às atividades

dos cooperados e a missão é

gerar renda aos cooperados com

desenvolvimento sustentável do

agronegócio.

Esses resultados positivos

foram alcançados graças a

expressiva participação dos associados

no dia a dia da nossa

cooperativa, seja no abastecimento

dos insumos ou na entrega

da produção.

Os associados da Coamo

têm grande presença nos

inúmeros eventos técnicos, educacionais

e sociais, buscando

aprender sempre com novas

tecnologias, processos de planejamento

e gestão empresarial,

para produzirem cada vez mais

com altas produtividades e sustentabilidade.

O ano de 2018 foi o

melhor da Coamo em

48 anos de existência.

A receita global foi de

R$ 14,80 bilhões, com

crescimento de 33,6%,

e sobra líquida no

montante de R$ 800,38

milhões."

JOSÉ AROLDO GALLASSINI,

Diretor-presidente

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TEREZA CRISTINA CORRÊA DA COSTA DIAS

“Vivemos na agricultura 4.0, de olho na 5.0, mas

precisamos modernizar nosso modo de produção.”

PERFIL

Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias nasceu

em Campo Grande (MS). É casada com o

economista Caio Dias, mãe de dois filhos,

Luis Felipe e Ana Luiza e avó do Eduardo.

Após formar-se em Engenharia Agronômica

pela Universidade Federal de Viçosa

(Minas Gerais), trabalhou em fazendas da

família, até ser convidada para cargos de

direção de empresas multinacionais, em

São Paulo, onde conheceu melhor a raça

Brangus, que acabou levando para desenvolver

na região Centro-Oeste.

De volta ao Estado, no fim da década de

1990, foi convidada para ocupar a segunda

secretaria da Federação da Agricultura e

Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

Em 2006, assumiu o cargo de superintendente

do Serviço Nacional de Aprendizagem

Rural (Senar) e, no final desse

mesmo ano, foi convidada para comandar

a Secretaria de Desenvolvimento Agrário,

Produção, Indústria, Comércio e Turismo

do Governo do Estado Mato Grosso do Sul

(Seprotur), ficando no cargo por sete anos.

Deixou o Executivo Estadual para concorrer

ao cargo de deputada federal, sendo eleita

em 2014, quando passou a ocupar uma

cadeira no Congresso Nacional representando

o setor produtivo.

Foi presidente da Frente Parlamentar da

Agropecuária, maior grupo suprapartidário

em defesa do agronegócio do Congresso

Nacional. Como membro titular atuou

em importantes comissões na Casa como

a de Finanças e Tributação; Agricultura, Pecuária,

Abastecimento e Desenvolvimento

Rural.

Tereza Cristina recebeu um dos maiores

reconhecimentos de seu trabalho como

parlamentar, sendo premiada na categoria

“Melhores deputados” na 11ª edição

do Prêmio Congresso em Foco, veículo

especializado na cobertura do Congresso

Nacional.

A parlamentar ficou entre os 10 mais bem

avaliados parlamentares da Câmara dos

Deputados. Também foi reconhecida como

a maior defensora do agronegócio brasileiro

ao receber o prêmio na categoria “Defesa

Agropecuária” na mesma edição.

Nas eleições de 2018 a deputada federal

Tereza Cristina foi reeleita para mais uma

legislatura na Câmara dos Deputados.

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Janeiro/Fevereiro/2019


Tereza Cristina Corrêa da

Costa Dias assumiu no início

deste ano um grande

desafio, que é comandar uma

das pastas mais importes no governo

Bolsonaro: o Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(Mapa). Formada em

engenharia agronômica, ela tem

experiência com administração

rural e trabalhou em empresas

privadas antes de iniciar na vida

política. "Recebi o convite com

muito entusiasmo e coragem

para assumir os desafios de uma

pasta que cuida de um setor tão

importante para o presidente

Jair Bolsonaro", diz.

Confira na sequência

uma entrevista exclusiva com a

ministra para a Revista Coamo,

onde ela aborda sobre as questões

que envolvem o agronegócio

e cooperativismo.

muito dedicada do ministério.

RC: O presidente Bolsonaro tem

se manifestado sobre a importância

do agronegócio. Este é

um indicativo de que o setor será

valorizado, como agente de alavanca

para o progresso e crescimento

da balança comercial?

Tereza Cristina: Exatamente,

o presidente é muito comprometido

com as necessidades

do setor. E, não é para menos,

pois o agro tem dados respostas

positivas e contribuído, sobremaneira,

para a recuperação

da atividade econômica e para

o resultado de nossa balança

comercial, com vendas externas

acima de UUS$ 100 bilhões.

Desde que assumi o ministério,

tenho buscado e encontrado

seu apoio quando as questões

envolvem uma decisão que extrapola

a do meu gabinete.

“As cooperativas do

Paraná têm mérito pela

qualidade de vida do

homem do campo,

pela organização,

gestão compartilhada

com eficiência,

oferta de crédito e de

assistência técnica aos

cooperados."

Revista Coamo: Ministra Tereza

Cristina, como recebeu o convite

do presidente Bolsonaro e como

encontrou o Mapa?

Tereza Cristina: Com muito entusiasmo

e coragem para assumir

os desafios de uma pasta que

cuida de um setor tão importante

para o presidente Jair Bolsonaro.

E, claro, com o qual me identifico

totalmente, tendo em vista

minha trajetória política e profissional.

Reconheço o trabalho de

meus antecessores, mas sempre

há mais a ser feito. A evolução é

muito rápida e sempre há o que

melhorar, aperfeiçoar e é, com

esse objetivo que estou trabalhando

junto com uma equipe

RC: Quais as prioridades do Ministério

da Agricultura?

Tereza Cristina: Tenho batido na

tecla do autocontrole, falado sobre

isso com os representantes

do setor privado, já realizamos

um seminário e criamos um comitê

técnico com ampla participação

para identificar as cadeias

produtivas por onde deve ser

iniciado esse processo. E também

para que crie a normatização

necessária. O autocontrole

nada mais é do que a responsabilidade

de ambos os lados. O

setor privado tem que cumprir

sua parte e nós precisamos ir lá

e ver se os protocolos estão sendo

seguidos. Mas o ministério

agora tem muitos assuntos a tratar,

como o serviço de florestas,

assuntos fundiários, agricultura

familiar, pesca. Vou olhar com

atenção para cada um deles.

RC: Quais são os principais entraves

que emperram o agronegócio?

Tereza Cristina: Assim que assumi

o ministério, me voltei para

problemas de escoamento da safra.

Por isso, já tivemos medidas

adotadas em conjunto com o Ministério

dos Transportes e Defesa.

Entre as medidas, se incluem

providências imediatas para evitar

atoleiro na BR 163, na região

Norte, além de inciativas que envolvem

concessões de ferrovias.

Mas tenho me debruçado muito

sobre o planejamento do Plano

Safra, a fim de obter mais crédito

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA

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TEREZA CRISTINA CORRÊA DA COSTA DIAS

“CONTINUEM INVESTINDO, DIVERSIFICANDO SUA PRODUÇÃO, AGREGANDO

VALOR AOS SEUS PRODUTOS E SE ORGULHEM DE SER PRODUTORES RURAIS.”

e ampliar a abrangência do seguro

rural ao produtor. E a inovação

está, sim, na ordem do dia. Tanto

é que temos uma secretaria especialmente

voltada para esse

tema e também já tratei com o

presidente da Embrapa sobre o

objetivo de levar as novas tecnologias

ao maior número possível

de produtores. Vivemos a fase

da agricultura 4,0, já de olho na

5.0 e precisamos não só manter

nosso espaço como grandes fornecedores

do mercado mundial

de alimentos, como ampliá-lo,

modernizando nosso modo de

produção ainda mais.

RC: Com origem no Mato Grosso

do Sul, que tem o agronegócio

como setor importante, qual é a

importância do cooperativismo

para o desenvolvimento do agronegócio

brasileiro?

Tereza Cristina: O cooperativismo

é outro assunto importantíssimo.

Percorri recentemente

cidades e estados na região do

semiárido nordestino e a grata

surpresa foi a de ver o que as

cooperativas têm conseguido

por lá. Há modelos de experiências

exitosas, que servem de

exemplo para muitos brasileiros.

Mas como funcionam de forma

isolada é interessante que isso

seja ampliado largamente, porque

mudam a vida das pessoas

nas localidades onde existem.

Quando voltei já tive reunião

com a OCB, recebi boas sugestões

e planejo organizar todas

as ações que tratam de cooperativismo

no Mapa e criar o programa

Mais Cooperativismo em

parceria com a entidade.

RC: Como analisa o cooperativismo

paranaense e seus resultados?

Tereza Cristina: Conheço e sei

da dimensão que as cooperativas

têm no Paraná e em toda a

Região Sul. Por isso, a parceria

com a OCB pode nos ajudar a

expandir o seu modo de funcionamento,

a fim de que o cooperativismo

tenha um papel ainda

mais representativo do que já

tem hoje no cenário do agro

“Produzimos com

sustentabilidade

ambiental e vamos

trabalhar para

mudar a imagem

do nosso produtor

rural, que ajuda a

preservar o meio

ambiente”

10 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


asileiro. As cooperativas do estado

têm mérito pela qualidade

de vida do homem do campo no

estado, que se deve à organização,

à gestão compartilhada com

eficiência, pela oferta de crédito

e de assistência técnica aos seus

cooperados. E a Coamo, sem

sombra de dúvida, construiu

uma história não somente no Sul,

mas no Brasil também.

RC: A Coamo está investindo

mais de R$ 720 milhões em duas

novas indústrias de soja em Dourados

(MS). Como avalia este investimento

para o agronegócio

em seu estado?

Tereza Cristina: Fico feliz como

ministra pela confiança no setor,

que ainda tem muito potencial

para crescer, e também pelo

meu estado, pelos empregos

e melhoria da renda que esse

investimento vai gerar, o que

já começou a acontecer com o

projeto em andamento. O que é

também positivo é a agregação

de valor aos nossos produtos

que esse investimento da Coamo

proporciona.

RC: Com relação a pesquisa, biotecnologia,

e as instituições de

pesquisa, como será a atuação

do Mapa nesta área?

Tereza Cristina: O Mapa dará

todo o apoio possível, dentro das

restrições orçamentárias que ainda

temos, para que a pesquisa e

as tecnologias avancem. Não há

outro caminho para a agricultura

que não seja esse. A necessidade

de preservar e aumentar a produtividade

nos impõe esse desafio.

Ele é ainda maior quando pensamos

no potencial de consumo

de alimentos que é crescente no

mundo e no espaço que queremos

ainda conquistar lá fora. Parcerias

são muito bem-vindas, por

isso devem ser ampliadas, e a

disseminação do conhecimento,

gostaria de reforçar, considero

fundamental.

RC: O que pensa com relação as

questões do meio ambiente e o

papel do Brasil que tem área com

mais de 60% preservada, bem diferente

de países europeus cuja

preservação não ultrapassa os

10%? Qual deve ser o papel dos

agricultores com relação ao meio

ambiente?

Tereza Cristina: Esse é um trunfo

que temos para vender nossos

produtos aqui e no exterior.

Produzimos com sustentabilidade

ambiental. E a imagem do

nosso produtor rural precisa ser

melhorada, porque ele ajuda a

preservar rios, córregos, florestas

nativas. Aqui a preservação das

propriedades rurais é bem acima

de 10%, atinge de 20% a 80% das

áreas, dependendo da região em

que se encontram. Então, o que

acho é que isso precisa ser difundido.

O produtor sabe da importância

que o meio ambiente tem

para o clima, da importância dos

mananciais em sua propriedade,

como tudo se reverte na produtividade,

no retorno que obtém

com a preservação.

RC: Qual sua mensagem para o

agricultor nesse momento novo

que o país vive, com novo governo

e desafios para a retomada do

crescimento?

Tereza Cristina: Minha mensagem

é para que confiem, que

continuem investindo, que diversifiquem

sua produção, que

agreguem valor aos seus produtos,

que busquem sempre assistência

técnica, conhecimento,

capacitação, que se orgulhem

do que fazem e que mantenham

sempre esse diálogo com o governo,

trocando experiências,

trazendo sugestões e buscando

cada vez mais a qualidade, a modernização

de olho no consumidor

que está lá ponta.

“O presidente

Bolsonaro é

comprometido com

as necessidades do

setor. O agro tem

dado respostas

positivas e contribuído,

sobremaneira, para

a recuperação da

atividade econômica

e para o resultado

de nossa balança

comercial."

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ALIMENTOS COAMO

TORREFAÇÃO DE CAFÉS COAMO

é 19ª indústria do país

Cooperativa sobe dez posições em ranking das 100 maiores indústrias de café do Brasil

Qualidade e origem aliados

ao sabor e aroma

marcante, garantem

posição de destaque aos Cafés

Coamo no ranking das 100 maiores

indústrias de café do Brasil,

que fazem parte da Associação

Brasileira da Indústria do Café

(ABIC). Em relação ao último ranking

a Coamo subiu dez posições

e agora ocupa a 19ª colocação.

Trata-se de uma marca comemorada

pela cooperativa, uma

vez que, compete com empresas

multinacionais e nacionais e com

tradição no mercado cafeeiro.

Neste levantamento a

Associação Brasileira da Indústria

do Café (ABIC), constatou

também que os consumidores

brasileiros estão mais exigentes

com relação à qualidade. Isso

é resultado de maior conhecimento

sobre cafés, suas características,

suas diferenças por formas

de preparo. A ABIC iniciou

em 2004 um inédito programa

de certificação de qualidade, o

PQC – Programa de Qualidade

do Café, que certifica e monitora

a qualidade das marcas que

aderem ao programa e são destacadas

por um selo que garante

ao consumidor o tipo Extra Forte,

Tradicional, Superior ou Gourmet.

Todos os cafés que compõe

a linha da Coamo são reconhecidos

e contam com os Selos

de Pureza e Qualidade da ABIC,

têm a certificação do PQC – Programa

de Qualidade da ABIC e,

também, levam o Selo de Origem

de Produto de Cooperativa.

“Nossos cafés são fabricados a

partir de matéria-prima selecionada,

que garante um café com

aroma e sabor marcante”, destaca

o superintendente Comercial

da Coamo, Alcir José Goldoni.

Os produtos da linha

alimentícia também são preparados

com um rigoroso controle,

mediante as Boas Práticas de

Fabricação (BPF), Análise de Perigos

e Pontos Críticos de Controle

(APPCC) e NBR – ISO 9001:2000.

“Anualmente realizamos auditorias

interna e externa para garantir

um rigoroso controle de

qualidade, sempre pensando no

consumidor”, afirma Goldoni.

Para fornecer mais in-

12 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


ALIMENTOS COAMO

formações ao consumidor, um

pioneiro aplicativo gratuito (De

olho no café), nas plataformas

Android e IOS, também desenvolvido

pela ABIC, e permite que

seja verificada através do código

de barras do produto, se o café

é certificado ou não e em qual

programa. Sendo certificado no

PQC, o consumidor pode acessar

as suas características, como

tipo de bebida, ponto de torra,

sabor e aroma. Além de poder

fazer comentários e denúncias.

Na torrefação de café da

Coamo, são produzidos os cafés,

Coamo Premium – categoria superior

- em grãos torrados ou torrados

e moídos, em embalagens

de 1kg e 500 gramas; Coamo

Tradicional em grãos torrados e

moídos, embalagens a vácuo e

almofada de 500 gramas; Coamo

Extra Forte em grãos torrados

e moídos, embalagens a vácuo e

almofada de 500 gramas e Sollus

Extra Forte em grãos torrados e

moídos, embalagens a vácuo e

almofada de 500 gramas.

Segundo dados da ABIC,

o consumo interno de café no

Brasil chegou a 21 milhões de sacas,

no período de novembro de

2017 a outubro de 2018. O consumo

continua concentrado nas

residências, representando 64%

do total, enquanto fora do lar

atingiu 34%. Este último tende a

crescer continuamente, porque a

oferta de cafés de alta qualidade

em restaurantes e panificadoras

induz ao aumento de demanda

da bebida. Cresceu também a

busca por cafés em grão torrado.

A preferência por espressos,

bem como a procura por máquinas

automáticas e domésticas de

café elevou o total das vendas

em grão, que passou de 18%

para 19%.

Para esse público que está

a procura por café em grãos torrados,

destaca-se a Coamo que conta

com o Café Coamo Premium,

produzido com grãos selecionados,

predominantemente arábica.

Goldoni afirma ainda que o consumidor,

além de adquirir um café

diferenciado pelo aroma e sabor,

tem a certeza de que trata-se de

um café com origem.

Novo site dos Alimentos Coamo

Está no ar o novo site dos Alimentos

Coamo que comercializa as

marcas Coamo. O desenvolvimento

do site teve como foco principal

a facilidade e agilidade da navegação

pelos clientes e consumidores, trazendo

uma interface moderna e intuitiva.

Foram mantidos todas as premissas de

todos os trabalhos desenvolvidos pela

cooperativa, em que o cliente ou consumidor

devem estar sempre em primeiro

lugar.

Agora, para não estragar a surpresa, acesse o site dos

Alimentos Coamo, www.alimentoscoamo.com.br, e

conheça essa nova experiência.

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REUNIÕES DE CAMPO

José Aroldo Gallassini participa de todas as reuniões

14 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


REUNIÕES DE CAMPO

Informação como insumo fundamental

Neste primeiro semestre

de 2019, o calendário

foi cumprido com

a realização de 29

encontros no PR, SC e MS

Para os associados da Coamo

a informação é um insumo

importante na condução

das atividades no campo. É a

palavra-chave para o sucesso dos

negócios. E desde a fundação da

cooperativa, há 48 anos, a diretoria

percorre os entrepostos, numa

verdadeira maratona de reuniões,

para manter os cooperados bem

informados. Trata-se de um pro-

jeto de educação cooperativista,

que é colocado em prática duas

vezes por ano.

Neste primeiro semestre

de 2019, o calendário de reuniões

foi cumprido com a realização de

29 encontros com a participação

de mais de dez mil cooperados.

A diretoria percorreu mais de

cinco mil quilômetros no Paraná,

Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. “Realmente é uma verdadeira

maratona que com chuva ou sol

cumprimos com muito prazer, levando

a melhor informação para

a tomada de decisão dos nossos

associados, que, a exemplo do

que acontece todos os anos buscam

aprimorar seus negócios”,

comenta o diretor-presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini,

que tradicionalmente, preside todas

as reuniões.

Antecedendo à Assembleia

Geral Ordinária (AGO) da cooperativa,

as Reuniões de Campo do

primeiro semestre são consideradas

pré-assembleias. A diretoria

repassa ao quadro social dados

da situação agrícola brasileira,

com apresentação dos custos de

produção, cenário econômico e

as tendências de comercialização

das principais commodities. Além

da situação geral da cooperativa

e dos serviços realizados no ano

anterior.

Nos encontros também foram

apresentados dados da Credicoamo,

Via Sollus, Alimentos

Coamo, além de assuntos ligados

à área técnica e cooperativismo.

Abelardo Luz e Ouro Verde (SC)

Amambaí e Aral Moreira (MS)

Boa Esperança e Janiópolis (PR)

Caarapó (MS)

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 15


REUNIÕES DE CAMPO

Campo Mourão, Farol, Luiziana e Corumbataí do Sul (PR)

Cruzmaltina, Faxinal e Marilândia do Sul (PR)

Dourados e Itaporã (MS)

Engenheiro Beltrão e Quinta do Sol (PR)

Goioerê, Quarto Centenário, Rancho Alegre do Oeste, Moreira Sales e Mariluz (PR)

Guarapuava, Candói, Cantagalo, Pinhão e Goioxim (PR)

Honório Serpa e Coronel Vivida (PR)

Ivaiporã (PR)

ALSIR ANTONIO BARRETA

Ouro Verde (Oeste de Santa Catarina)


É uma satisfação participar dessas reuniões

com a diretoria da Coamo. São duas oportunidades

no ano, e não podemos deixar de prestigiar.

São informações para acompanharmos as

inovações e planejar os investimentos.

ILONICE MOTTIN SCHOSSLER

Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná)

Ouço atenta as informações repassadas pela

nossa diretoria. É uma satisfação ver todo o desenvolvimento

da Coamo e termos a segurança

que precisamos para plantar e comercializar

“nossa produção.

16 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


REUNIÕES DE CAMPO

EZEQUIEL SCHEIDT

Reserva (Centro-Norte do Paraná)


As reuniões são importantes para ficarmos por

dentro dos assuntos ligados a Coamo, a comercialização

e a parte técnica. São informações

necessárias para o gerenciamento e planejamento

da propriedade.

LEANDRO BATASIM

Amambai (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Saber como anda a comercialização e os estoques

de produtos, seja no Brasil ou no mundo,

é fundamental para definirmos a comercialização.

A Coamo nos dá todo suporte e é nosso de-

“ver como associado participar dessas reuniões.

Comercialização em pauta

Assuntos relacionados a

comercialização e estoques dos

principais grãos produzidos pelos

associados e recebidos pela Coamo

fazem parte da pauta das Reuniões

de Campo. O presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini,

destaca que os cooperados estão

atendendo as recomendações e

comercializando a produção em

várias vezes. “A comercialização é

um momento importante da safra.

Os cooperados que comercializam

aos poucos, conseguem boas

médias de preço.”

Segundo ele, o principal

ponto que deve ser levado em

conta é o custo de produção. “É

preciso saber quanto custou cada

saca para o plantio e diante dos

números efetuar as vendas. Acertar

o melhor preço é muito difícil. Por

isso, o mais certo é fazer a média

em relação ao custo de produção.”

Soja com altas e baixas

EUA e Brasil tiveram a safra 17/18 muito boa, mas a Argentina

sofreu com seca severa que reduziu a produção em 20 milhões de toneladas.

Os preços domésticos reagiram em função dessa quebra. Logo

em seguida, a guerra comercial entre EUA e China, com imposição de

tarifas sobre as exportações americanas de produtos agrícolas, trouxe

altas expressivas nos prêmios de exportação da soja brasileira. O câmbio

também foi decisivo nessa alta, com a forte desvalorização do real

decorrente da alta de juros nos EUA e incertezas políticas e eleitorais no

Brasil.

Em relação a perspectiva, tem como fatores baixistas a boa

colheita nos EUA na safra 2018/19, a tendência de boas produtividades

na Argentina, a redução na demanda chinesa em virtude da febre suína

e da redução no uso do farelo de soja na formulação da ração, além da

perspectiva de acordo comercial entre EUA e China. Há que se observar

o real, que tende a ficar mais valorizado se forem mantidas as perspectivas

de menor pressão inflacionária nos EUA e avanço nas reformas pelo

novo governo brasileiro.

Milho com perdas e queda nas exportações

A colheita da segunda safra em 2018 ficou bem abaixo do previsto. Primeiro

houve atraso na colheita da soja forçando que parte da safrinha fosse

semeada fora da janela ideal. Houve também redução de 4,2% na área

Juranda e Altamira do Paraná (PR)

Laguna Carapã (MS)

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 17


REUNIÕES DE CAMPO

DESDE A FUNDAÇÃO DA COAMO, HÁ 48 ANOS, A DIRETORIA PERCORRE OS

ENTREPOSTOS, NUMA VERDADEIRA MARATONA DE REUNIÕES COM OS ASSOCIADOS

de plantio motivada pelos baixos preços durante

a semeadura. O produtor reduziu o uso de pacote

tecnológico e, por fim, o déficit hídrico ocorrido

durante o ciclo vegetativo. Tudo isso proporcionou

queda de 20% na produção, representando 13,4

milhões a menos de milho no mercado.

Com a redução, as exportações foram

ajustadas para que o mercado doméstico pudesse

ser atendido. Assim, as exportações durante o

ano comercial de 2018 sofreram redução de 5,3

milhões de toneladas, uma queda de 18,3% em

relação ao ano anterior. Com estes números da

safra 2018 consolidando-se, os estoques de milho

cederam de 17,2 para 15,5 milhões de toneladas,

segundo a Conab.

Trigo: área maior, mas com perdas

Os preços motivaram aumento de 10%

na área plantada com trigo no Paraná em 2018.

Adversidades climáticas resultaram em perdas

significativas na safra brasileira e, em menor

escala, na safra argentina. A qualidade do trigo

paranaense foi afetada pelo longo período de

estiagem e depois por chuvas na colheita, prejudicando

o quesito Falling Number, que mede

a qualidade do amido. Lotes de boa qualidade

estão sendo mais valorizados e procurados pelos

moinhos.

A Argentina, que plantava 3,5 milhões

de hectares em 13/14, hoje planta 6,0 milhões

de hectares, um impulso basicamente da desvalorização

da moeda e da redução dos impostos

pelo governo Macri. O país vizinho tem excedente

exportável, com boa qualidade nesta safra,

que precisa competir com a Rússia e a Ucrânia

no mercado do Norte da África. Em 2018 houve,

inclusive, uma importação inédita de trigo russo

no Brasil, num momento em que os argentinos

estavam mais retraídos na venda. Os preços no

mercado brasileiro são balizados pela paridade

de importação. Houve até uma alta recente nos

preços internacionais, mas seu efeito foi anulado

pela queda do dólar perante o real.

Mamborê (PR)

Mangueirinha (PR)

Manoel Ribas, Cândido de Abreu e Reserva (PR)

Maracaju (MS)

18 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


REUNIÕES DE CAMPO

ILIANA MARIA MARTINS DOS SANTOS

Juranda (Centro-Oeste do Paraná)


Sempre participo para ficar por dentro de tudo

que se passa na cooperativa e o que está acontecendo

com o mercado. Sou 100% Coamo,

pois tudo o que preciso para plantar, colher e

comercializar entre aqui.

ANDERSON MUZZOLON

Cantagalo (Centro-Sul do Paraná)

Todos nós temos acesso a informações a qualquer

momento, mas vindo do Dr. Aroldo traz

mais segurança e confiança. Reuniões como

essas mostram que a diretoria da Coamo se

“preocupa com os associados.

Nova Santa Rosa (PR)

Palmas (PR)

Peabiru e Araruna (PR)

Pitanga, Boa Ventura de São Roque, Palmital, Santa Maria do Oeste (PR)

Roncador, Iretama e Nova Tebas (PR)

São Domingos e Ipuaçu (SC)

JOÃO DA CAMARA FILHO

Sidrolândia (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)


Saímos da reunião mais seguros e mais preparados

para fazer a comercialização e planejar

as próximas safras. O trabalho da Coamo em

Sidrolândia é muito importante e tem ajudado

a desenvolver a agropecuária na região.

FRANCISCO JOSÉ FONTANA JÚNIOR

Xanxerê (Oeste de Santa Catarina)

Ficamos sabendo sobre o cenário nacional e

internacional, além de como anda a cooperativa.

As questões de mercado e estoques são

importantes para o nosso planejamento e para

“termos mais lucratividade.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 19


REUNIÕES DE CAMPO

São João do Ivaí, Fênix e Barbosa Ferraz (PR)

Sidrolândia (MS)

Toledo, Dez de Maio, Dois Irmãos, Vila Nova, São Pedro do Iguaçu e Ouro Verde do Oeste (PR)

Tupãssi, Bragantina e Brasilândia do Sul (PR)

Xanxerê (SC)

Engenheiro agrônomo, Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica,

mostrou os custos de produção e as linhas de financiamentos, e falou sobre

os programas e ferramentas que a Coamo disponibilizada aos associados para

melhorar a produtividade a gestão na propriedade

Assessor de Cooperativismo, Guilherme Savio, falou sobre os benefícios

Coamo aos associados. Ele destacou a importância dos cooperados

participarem da cooperativa e apresentou os eventos realizados durante o

ano para os associados e familiares

MARCO ANTONIO ESQUIÇATO

Ivaiporã (Centro-Oeste do Paraná)


Participo de todas as reuniões. São importantes

para planejar as próximas lavouras e definir

o melhor momento para fazer a comercialização.

A presença da diretoria na Unidade traz

confiança e segurança.

PEDRO DEONÍSIO DILL

Nova Santa Rosa (Oeste do Paraná)


Estou há três anos na Coamo, até então era sócio

de outra cooperativa. Lá não tinha reuniões como

essas, não tinha uma diretoria tão presente. Esses

encontros são importantes, pois ficamos sabendo

da real situação e solidez da Coamo.

20 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


INVESTIMENTOS

Novo escritório em Honório Serpa

Em março, a Coamo completa 35 anos de atividades

em Honório Serpa (Sudoeste do Paraná),

mas a comemoração foi antecipada, pois

no dia 23 de janeiro a diretoria da cooperativa inaugurou

um novo escritório administrativo e operacional

no entreposto. O evento foi realizado junto com

a Reunião de Campo e o ambiente propicia mais

conforto, segurança e agilidade para os funcionários

e associados.

O cooperado Edilson Grando Fornari comemora

a novidade. “É um dia importante para os associados

de Honório Serpa. Agradecemos a Coamo

pelo investimento e por acreditar no município que

Paulo Sérgio da Silva, presidente da Câmara de Vereadores, José Aroldo

Gallassini, presidente da Coamo, Pedrinho Moreira, prefeito em exercício de

Honório Serpa, e Agostinho Dalchiavon, cooperado

está em uma região produtora e promissora. A Coamo

tem papel fundamental no desenvolvimento dos

agricultores e sempre faz novos investimentos para

melhorar o trabalho”, assinala.

Rotílio Antunes de Chaves é outro cooperado

que valoriza os investimentos da Coamo no

município. Ele e a Coamo têm praticamente o mesmo

tempo de Honório Serpa, 35 anos. ‘Seo’ Rotílio

recorda que a cooperativa ajudou a impulsionar a

agropecuária na região. “Crescemos juntos com a

Coamo. Sempre vemos melhorias no entreposto e

isso é fruto da participação dos cooperados.”

Alcir José Iaguszeski está feliz da vida, afinal

de contas da sua propriedade dá para ver a nova

unidade. “A Coamo está quase no quintal de casa, é

praticamente uma extensão da minha propriedade.

Desde a sua chegada, a cooperativa sempre teve

boa aceitação e é uma satisfação ver que o escritório

foi ampliado e agilizará todo o nosso trabalho”,

pondera.

Segundo o presidente da Coamo, José Aroldo

Gallassini a cooperativa procura sempre atender

o quadro social com estruturas de qualidade. “A

Coamo vem crescendo a cada ano em Honório Serpa

e os investimentos são necessários para que os

associados sejam bem atendidos”, frisa.

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22 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


INVESTIMENTOS

Sidnei Dutra Guerra, de Cruzmaltina Daniel Garcia Paschoal, de Borrazópolis Ismael José Granero Ramos, de Kaloré

Loja de peças em Cruzmaltina

A

Unidade da Coamo em

Cruzmaltina (Centro-

-Norte do Paraná) recebeu

ampliação do escritório

administrativo e uma nova

loja de peças. A inauguração

ocorreu durante a reunião de

campo com a diretoria, no dia

31 de janeiro. A loja de peças

da unidade vai beneficiar, também,

associados de Borrazópolis,

Kaloré, Marumbi e Novo

Itacolomi, municípios vizinhos

à Cruzmaltina.

O cooperado Daniel

Pascoal, de Borrazópolis, recorda

que a loja de peças era uma

reivindicação e que irá beneficiar

os agricultores da região. “Espe-

Claudemir Guzzi, de Marumbi

rávamos por esse benefício. Vamos

ter em um só lugar tudo o

que precisamos”, destaca.

Segundo Ismael José

Granero, de Kaloré, sempre

que os associados precisavam

de alguma peça tinham que se

deslocar para outros municípios

que já contavam com loja

de peças. “A Coamo está cada

vez mais próxima de nós. Estamos

satisfeitos com os investimentos

que vêm sendo realizados

nos últimos anos.”

Claudemir Guzzi, de Marumbi,

observa que a Coamo

representa segurança e tranquilidade,

e que a loja de peças

é mais um benefício para

Nivaldo Alves da Silva, de Novo Itacolomi

os cooperados. “A diretoria

está sempre preocupada com

os associados e em melhorar o

atendimento nas Unidades. Essa

atenção se reflete positivamente

no campo”, comenta.

O presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini, reitera

que a loja de peças é mais

um benefício da Coamo para

os associados. “É sempre uma

reivindicação dos associados

e o entreposto de Cruzmaltina

viabilizou esse investimento

que é resultado da confiança da

diretoria da Coamo no cooperativismo

praticado pelos associados

da região”, diz.

A Unidade foi inaugurada

em 2013 e desde então tem

beneficiado os produtores da região

com um moderno e amplo

entreposto, e que agora também

conta com uma loja de peças

completa. Trata-se de uma importante

obra, que traz mais suporte

aos associados neste segmento.

São mais de 79 mil itens

entre peças, acessórios, bicos de

pulverização, arames e pregos,

que estão disponíveis para o fornecimento.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 23


DESEMPENHO

HISTÓRICO

Coamo tem receita global

de R$ 14,80 bilhões e

sobra líquida soma R$

800,38 milhões

A

Coamo

Agroindustrial

Cooperativa realizou no

dia 15 de fevereiro, em

Campo Mourão (Centro-Oeste

do Paraná), a 49ª Assembleia Geral

Ordinária (AGO), com apresentação

e aprovação por centenas

de associados do balanço do

Exercício 2018. A receita global

da cooperativa em 2018 totalizou

R$ 14,80 bilhões, um crescimento

de 33,6% em relação ao ano

anterior. A sobra líquida atingiu o

montante de R$ 800,38 milhões.

“É importante ressaltar

que as condições de mercado propiciaram

um bom momento para

os associados comercializarem a

24 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DESEMPENHO

produção, refletindo no aumento

das receitas da cooperativa. Os

saldos a fixar de safras passadas

foram reduzidos trazendo os estoques

de passagem para níveis normais”,

destaca o diretor-presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Ele cita que 2018 foi o

melhor ano da Coamo em relação

as receitas globais. “Os bons

resultados alcançados foram

possíveis, graças a participação

dos associados no abastecimento

dos insumos e na entrega da

produção, e ao trabalho dedicado

do quadro de funcionários”,

ressalta. A Coamo conta com

mais de 28,6 mil associados e 7,8

mil funcionários.

Confira nas páginas a seguir

o relatório de gestão Coamo

em 2018.

Diretoria da Coamo durante a 49ª Assembleia Geral Ordinária que aprovou o balanço da cooperativa em 2018

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 25


DESEMPENHO

“A Coamo para nós é uma referência”, destaca Ricken

Sermão do Santíssimo

Sacramento, do padre

Antonio Vieira

José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, durante Assembleia da Coamo, em Campo Mourão

No início da 49ª Assembleia Geral Ordinária

da Coamo (AGO) foi apresentado

aos associados e convidados, uma

reflexão do padre Antonio Vieira, com

o título “Sermão do Santíssimo Sacramento”,

publicado em 1662.

O presidente do Sistema

Ocepar, José Roberto Ricken,

tradicionalmente prestigia os

eventos da Coamo e não foi diferente

na 49ª Assembleia Geral

Ordinária da cooperativa. Ricken

preside a missão da organização

de representar e defender os

interesses do cooperativismo e

sindicalismo cooperativo paranaense,

perante as autoridades

constituídas e a sociedade, bem

como, prestar serviços adequados

ao pleno desenvolvimento

das sociedades cooperativas e

de seus integrantes.

Segundo o presidente

do Sistema Ocepar, a Coamo é

uma referência. “É uma alegria

estar aqui. A Coamo é a maior

cooperativa que a gente conhece

na América do Sul, no Brasil.

Isso demonstra a importância do

cooperativismo. Então, a Coamo

para nós é uma referência. ”

Ricken ainda ressalta que

a Coamo foi fundamental para

o desenvolvimento de sua área

de ação. “Ela cresceu em uma

região do Paraná que era muito

necessária. Foi fundamental para

o desenvolvimento de toda essa

região. As vezes achamos que é

um benefício só para a cooperativa

em si, mas a cooperativa não

se dissocia da sociedade como

um todo. É importante para os

cooperados e é muito importante

para o desenvolvimento

econômico dos municípios em

que atua. É um exemplo. Faturar

quase 15 bilhões de reais em um

ano, não é para qualquer empresa.

É de fato a maior empresa do

Paraná, se formos olhar como

empresa econômica, podemos

dizer que a Coamo é a maior empresa

paranaense e isso o próprio

governo reconhece.”

UNIÃO DE GENTE

Toda a vida (ainda das coisas que não

têm vida) não é mais que uma união.

Uma união de pedras é edifício;

uma união de tábuas é navio;

uma união de homens é exército.

E sem essa união, tudo perde o nome e

mais o ser.

O edifício sem união é ruína;

o navio sem união é naufrágio;

o exército sem união é despojo;

até o homem (cuja vida consiste na união

de alma e corpo) com união é homem, sem

união é cadáver.”

Padre Antonio Vieira (1608/1697).

CONSELHO FISCAL 2019: Diego Rogério Chitolina, Emilio Magne Guerreiro Júnior e Willian Ferreira Sehaber

(Membros Efetivos). Calebe Honório Welz Negri, Clóvis Antonio Bruneta e Reginaldo Antonio Mariot

(Membros Suplentes). Na imagem com a diretoria da Coamo

26 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DESEMPENHO

ADEMAR DALBOSCO

Laguna Carapã (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Quando participo em Campo Mourão da

Assembleia ou qualquer outra atividade

da cooperativa, me sinto mais forte e mais

realizado com o trabalho e dedicação que a

Coamo tem pelo associado.

ANTONIO GRIZ

Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná)

Estou satisfeito com os resultados que vi na

assembleia. Cada vez fico mais motivado.

Todos os cooperados deveriam participar e

prestigiar os bons resultados que a Coamo traz

“para nós.

Comercialização puxada pela soja

A soja registrou preços atraentes para os

produtores, que aproveitaram as altas e comercializaram

bons volumes, tanto da safra corrente como

de safras passadas que estavam represados. A comercialização

ganhou ritmo forte a partir de fevereiro

com as altas em Chicago devido a seca na Argentina

e ganhou ainda mais fôlego a partir de março,

com altas substanciais do dólar, de R$ 3,20 para R$

4,20 em seis meses.

Em maio, as cotações em Chicago começaram

a cair, primeiramente pela boa evolução da safra

norte-americana e depois, em junho, quando iniciou

a guerra comercial entre os EUA e a China. No

entanto, os prêmios de exportação compensaram

essa queda, pois o Brasil tornou-se a única origem

capaz de abastecer a China.

Os preços altos fizeram a China repensar o

uso do farelo de soja e, como consequência, reformularam

a ração e declararam ter conseguido reduzir

o consumo de soja em dez milhões de toneladas

anualmente.

No final do ano a China saiu do mercado,

surpreendendo a todos, pois a aposta era que esgotariam

a soja do Brasil, podendo até ter que importar

soja norte-americana. Isso não ocorreu, ela está

abastecida e indica voltar às compras somente em

2019. Com isso os prêmios de exportação voltaram

a cair. O dólar também caiu com o resultado das

eleições, devolvendo metade da alta, esfriando de

vez o mercado, apesar de ainda estar em níveis de

preço melhores do que há um ano.

O milho e o trigo também tiveram preços

atraentes, como consequência do movimento do

dólar. Porém a seca comprometeu a produtividade

de ambas as culturas e na colheita as chuvas atrapalharam

a qualidade do trigo.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 27


DESEMPENHO

Recebimento histórico

As safras recebidas em 2018 foram uma

das maiores da Coamo e, só não foram maiores devido

ao milho segunda safra, plantado em atraso

e com perdas decorrentes da seca. O recebimento

das safras ocorreu em 112 unidades localizadas

estrategicamente, próximo das propriedades dos

associados.

A capacidade estática de armazenagem

passou para 5,45 milhões de toneladas a granel

e 956,50 mil toneladas de ensacados, totalizando

6,41 milhões de toneladas. Com esta estrutura, a

Coamo recebeu 7,20 milhões de toneladas de produtos,

correspondente a 3,2% da produção brasileira

de grãos.

Investimentos de toda ordem

Foram investidos R$ 671,47 milhões,

o que representou um crescimento

de 71,4% em relação ao ano anterior, em

119 unidades/áreas, compreendendo: indústrias,

entrepostos, terminal portuário e

áreas de apoio, que foram modernizadas

e ampliadas. Destaque para as novas indústrias

de processamento de soja e refinaria

de óleo de soja em Dourados – MS,

com previsão de entrarem em funcionamento

no segundo semestre de 2019.

A Coamo também investiu na

instalação de novas indústrias, frota de

veículos leves e pesados, tratores, máquinas

e equipamentos, móveis e utensílios,

máquinas e implementos agrícolas,

sistemas administrativos e terrenos destinados

à reflorestamentos.

Obras das indústrias de processamento de soja e refinaria de óleo de soja em Dourados (Mato Grosso do Sul)

28 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DESEMPENHO

Industrialização crescente

Em 2018 foram industrializados 1,50

milhão de toneladas de soja; 196,08 mil toneladas

de trigo; 3,73 mil toneladas de café

beneficiado e 6,50 mil toneladas de algodão

em pluma, no Parque Industrial da Coamo,

composto por nove indústrias, sendo duas

para o processamento de soja, uma refinadora

de óleo vegetal, uma fábrica de margarina,

uma de gordura vegetal hidrogenada, uma

torrefadora e moagem de café, uma fiação

de algodão e dois moinhos de trigo.

Vista aérea do Parque Industrial, em Campo Mourão (Paraná)

Alimentos Coamo com faturamento de R$ 971,68 milhões

Os Alimentos Coamo têm

a marca da qualidade e origem. As

matérias primas são produzidas

nos campos dos mais de 28 mil associados,

que contam com assistência

técnica em todas as etapas

da produção. A Coamo prima pela

qualidade, desde a escolha da

semente à industrialização, disponibilizando

para o consumidor os

Alimentos Coamo com as marcas

Coamo, Primê, Anniela e Sollus,

compostos por margarinas, cafés,

gorduras vegetais hidrogenadas,

óleo de soja refinado, farinhas de

trigo especiais e misturas para

pães e bolos. Em 2018, esse setor

faturou R$ 971,68 milhões.

Exportações com faturamento recorde

As exportações da Coamo

foram feitas para os continentes

europeu, americano e asiático num

total de 17 países. Os embarques

foram por Terminal Portuário próprio

e de terceiros no Porto de Paranaguá;

pelo porto de São Francisco

do Sul, no Estado de Santa Catarina

e pelo Porto Fluvial Murtinho, no

Estado do Mato Grosso do Sul.

Em 2018 a Coamo atingiu

o recorde de volumes exportados

num total de 4,58 milhões

de toneladas de produtos, atingindo

também o faturamento

recorde de US$ 1,80 bilhão, posicionando-se

como a maior exportadora

do Estado do Paraná e

uma das maiores do Brasil.

Os produtos exportados

atendem os requisitos de

qualidade exigidos pelas certificações,

sendo reconhecida

como fornecedor que oferece

matéria-prima com qualidade

para a produção de um alimento

seguro para consumo. Além destes

volumes exportados, foram

comercializados 762,62 mil toneladas

de produtos destinados à

exportação, no montante de US$

275,44 milhões.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 29


DESEMPENHO

LORI LUIZ FAZOLO

São Domingos (Oeste de São Domingos)

É um prazer participar da Assembleia e ser

sócio da Coamo. Enquanto tantas empresas

não fecham o caixa, a Coamo sempre apresenta

“um alto crescimento e ainda temos as sobras.

ALEXANDRE SIDNEI SCHAEFFER

Toledo (Oeste do Paraná)

Acompanhando esses resultados e vendo

o expressivo crescimento e faturamento da

Coamo, me dá mais orgulho de ser cooperado.

Logística estruturada e modernizada

Investimentos na verticalização dos armazéns de insumos

na área de Alimentos e Bens de

Fornecimento. Foi implantado

também um programa de desenvolvimento

profissional dos

funcionários visando a redução

de custos, otimização e melhor

atendimento.

A Coamo conta com

uma frota própria de 819 caminhões,

e mais de 1.400 caminhões

de frotas dedicada e

autônomas. Utiliza também 866

veículos leves para a realização

de assistência técnica agronômica

e veterinária, e serviços

administrativos.

Preocupada com os desafios

da logística, sustentabilidade

dos negócios e o desenvolvimento

dos funcionários, a

Coamo está investindo na verticalização

dos armazéns de insumos,

informatização para a

gestão e controle dos estoques

Coamo conta com uma frota própria de 819 caminhões, e mais de 1.400 caminhões de frotas dedicada e autônomas

Assistência Técnica de ponta a ponta

A Coamo conta com 288

engenheiros agrônomos e médicos

veterinários, capacitados e

atualizados constantemente, para

a difusão de conhecimento de forma

eficaz e direta aos associados.

Em 2018 foram realizados

11 treinamentos técnicos,

visando manter a equipe atualizada

e competitiva na orientação

aos associados.

Coamo conta com engenheiros agrônomos e médicos veterinários, capacitados e atualizados constantemente

30 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DESEMPENHO

Associados

Programa FamíliaCoop promove diversos eventos para associados e familiares

Participação dos associados contribui para o desenvolvimento do cooperativismo

Associados valorizados e participativos

Foram reestruturados 44

Comitês Educativos nas Unidades

da Coamo e o Comitê Educativo

Central promovendo a integração

da diretoria e associados, e a

difusão dos princípios cooperativistas.

Foram realizadas em 2018

um total de 132 reuniões com a

participação de 915 associados.

A Coamo formou em

2018 a 22ª turma de Jovens Líderes

Cooperativistas. Este programa

já formou cerca de 1.000

jovens associados.

O Programa FamíliaCoop

promove diversos eventos para

que associados e familiares conheçam

mais a Coamo. Em 2018, os

eventos contaram com a participação

de 700 associados e filhos de

associados, e de 1.500 associadas

esposas e filhas de associados. Foi

realizada, também, mais uma etapa

do Programa Mulher Atual, em parceria

com o Senar. A Coamo promoveu

durante o ano 2.216 eventos

nas áreas Técnica, Educacional

e Social, com 53.099 participantes.

A cooperativa encerrou

2018 com 28.690 associados,

sendo que 4.482 participaram de

palestras sobre cooperativismo.

A participação dos associados

nas atividades da cooperativa

contribui para o desenvolvimento

do cooperativismo e proporciona

à Coamo atingir bons

resultados. Durante o ano, a Coamo

devolveu capital social no

valor de R$ 10,17 milhões para

os associados que completaram

mais de 65 anos de idade.

Funcionários comprometidos

Foram realizados 1.856 treinamentos de capacitação

de funcionários, incluindo eventos internos

e externos, com 27.166 participantes. Além de

treinamentos EAD (Ensino a distância) com 3.610

participantes. Grande parte destes eventos contaram

com o apoio do Sescoop/PR.

O Programa Jovem Aprendiz forma adolescentes

de 14 a 16 anos na área Administrativa, e de

18 a 21 anos, em Eletromecânica e Mecânica Industrial.

Eles têm a possibilidade de seguir carreira na

Coamo e em 2018, dos 377 participantes, muitos foram

efetivados. A Coamo encerrou 2018 com 7.838

funcionários efetivos, dos quais 9,4% foram promovidos,

e contratou uma média mensal de 1.456 colaboradores

temporários e terceirizados.

O Programa Tempo de Casa valoriza e reconhece

os funcionários da Coamo, que completam

10, 20, 30 e 40 anos de serviços prestados à cooperativa.

Em 2018, foram homenageados 366 funcionários,

sendo: 226 com 10 anos; 75 com 20 anos; 61

com 30 anos e 04 com 40 anos. Ao todo são 2.024

funcionários com mais de dez anos de Coamo.

Programa Tempo de Casa valoriza e reconhece os funcionários da Coamo

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 31


DESEMPENHO

Sustentabilidade como lição de casa

A Coamo orienta os associados para a prática da

sustentabilidade em suas atividades, a fim de garantir o

desenvolvimento e o equilíbrio entre a produção agropecuária

e o meio ambiente. Para isso promove campanhas

de educação ambiental dirigidas aos associados, familiares

e colaboradores, e orientação pela equipe de Assistência

Técnica.

Com o programa de recolhimento de embalagens

vazias, a Coamo recolheu 3,42 milhões de embalagens,

contribuindo para a conservação e preservação do

meio ambiente.

Coamo recolheu 3,42 milhões de embalagens vazias

Comunidade inserida

Com a participação voluntária dos funcionários,

foram realizadas diversas ações em prol das comunidades

na área de ação da cooperativa, tais como:

arrecadação de alimentos, roupas, calçados, cobertores,

medicamentos, produtos de higiene pessoal e

brinquedos, confecção e doação de fraldas, doação

de sangue, participação em mutirões de combate à

dengue e implantação de hortas comunitárias.

A Coamo participou também do Dia “C” de

Cooperar, que é um compromisso das cooperativas

brasileiras com a ação voluntária em benefício de

quem precisa. O evento movimentou milhares de funcionários

em prol de dezenas de entidades, em mais

de 60 municípios na área de ação da cooperativa.

Por meio da Lei de Incentivos Fiscais, a

Coamo destinou recursos no montante de R$ 1,30

milhão, distribuídos para o Fundo de Caráter Cultural

e Artístico (Lei Rouanet), Fundo dos Direitos da

Criança e do Adolescente em 44 municípios da área

de ação da Coamo; Programa Nacional de Apoio à

Atenção Oncológica (Pronon); Fundo de Atividades

de Caráter Desportivo e Fundo do Idoso.

Com o programa municipal de apoio aos

projetos esportivos de Campo Mourão, com destinação

de parte do IPTU e ISS, a Coamo investiu em

contrapartida nos projetos Tênis de Mesa; Karatê

Nota 10; RIA - Rondon Integração com Aptidão e

Xadrez um Esporte Educacional.

A Coamo realizou o tradicional evento Natal

de Luzes com a participação de milhares de pessoas

e comemorou seus 48 anos de fundação.

O Programa “Caminhos da Profissão”, fruto

de uma parceria entre a Coamo e o Senai (Serviço Nacional

de Aprendizagem Industrial) do Estado do Paraná

tem rendido bons frutos, por meio da formação

de profissionais para atuar no ramo da panificação

em diversos municípios do Paraná. A Coamo apoia o

curso com o mix de produtos dos Alimentos Coamo.

Programa “Caminhos da Profissão” tem rendido bons frutos, por meio da formação

de profissionais para atuar no ramo da panificação em diversos municípios do Paraná

Coamo participou também do Dia “C” de Cooperar, que é um compromisso

das cooperativas brasileiras com a ação voluntária em benefício de quem precisa

32 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DESEMPENHO

Fornecimento de insumos agrícolas e de bens de lojas

A Coamo melhora os resultados dos associados,

garantindo os insumos, máquinas e peças e acessórios

para a implantação e condução de suas lavouras no momento

certo. Em 2018 foram disponibilizados diversos

planos de fornecimento com os melhores produtos do

mercado. O faturamento do setor atingiu o montante de

R$ 3,90 bilhões, com crescimento de 16,1% em relação

ao ano anterior.

Coamo garante insumos, máquinas e peças e acessórios no momento certo

Fatos relevantes

Como principais fatos relevantes

em 2018, destaca-se:

- Lançamento do Programa de

Fidelidade Coamo (Fideliza), que

transforma em prêmios a participação

do cooperado.

- Primeira loja de Autoatendimento,

no Entreposto de Campo Mourão

(Centro-Oeste do Paraná).

- Aplicativo Coamo Fretes, ferramenta

para os caminhoneiros

ofertarem serviços à Coamo.

No final de 2018, já haviam

sido cadastrados mais de 13

mil motoristas.

Programa Fideliza Loja de Autoatendimento em Campo Mourão Lançamento do Coamo Fretes

Prêmios e reconhecimentos

José Aroldo Gallassini em premiação das Melhores da Dinheiro Rural - 2018

- Melhores da Dinheiro da Editora Três e revista Isto é Dinheiro

como “Melhor Cooperativa Agrícola do Brasil”;

- A Granja do Ano da revista A Granja como “Destaque

no Setor Cooperativismo”;

- No ranking Estadão/Empresas Mais, que premia as

companhias que tiveram excelentes resultados no

ano a Coamo está entre as maiores empresas do país;

- Melhores da Dinheiro Rural da Editora Três como

melhor na categoria “Mega Cooperativas e na Gestão

Financeira”;

- Prêmio Expositor Nota 10 na categoria Expositor

de Grande Porte “Visual Merchandising”, em pesquisa

realizada pelo Instituto Datacenso durante a Feira

Mercosuper 2018.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 33


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2018

BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E 2017

(Valores expressos em R$ 1,00)

ATIVO

2018 2017

Reclassificado

CIRCULANTE ............................................................ 5.577.698.871 5.322.772.572

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA ..................... 1.187.588.240 1.492.090.756

Caixa ..................................................................... 599.530 1.079.287

Bancos conta movimento ....................................... 11.894.485 4.850.449

Aplicações de liquidez imediata .............................. 1.175.094.225 1.486.161.020

CRÉDITOS............................................................... 2.512.950.946 2.051.763.775

Aplicações financeiras ........................................... 9.316.156 2.692.446

Adiantamento a fornecedores ................................ 178.544.498 150.174.442

Associados ............................................................ 1.088.599.467 899.872.090

Não associados ..................................................... 4.116.270 4.980.791

Clientes ................................................................. 725.175.390 533.862.132

Mercadorias a receber ........................................... 1.301.372 828.539

Tributos a recuperar ............................................... 423.611.139 349.171.865

ICMS homologado para venda ............................... 78.466.343 103.465.290

Outros créditos....................................................... 3.820.311 6.716.180

ESTOQUES ............................................................. 1.855.464.504 1.769.518.488

Produtos agrícolas ................................................. 366.518.144 394.853.126

Bens de fornecimento ............................................ 1.170.968.323 1.132.528.388

Prod. industr., mat. primas e mat. secundários ....... 317.978.037 242.136.974

DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE ............ 14.995.492 2.698.364

BENS DESTINADOS À VENDA .............................. 6.699.689 6.701.189

NÃO CIRCULANTE .................................................... 3.128.729.142 3.018.254.072

Aplicações financeiras ........................................... 121.945.302 107.558.248

Créditos com associados ....................................... 225.565.171 322.930.412

Créditos com não associados................................. 8.893.352 5.542.485

Clientes ................................................................. 8.062.215 8.326.843

Tributos a recuperar ............................................... 45.527.726 44.586.388

Depósitos judiciais ................................................. 27.174.608 330.327.792

Bens destinados à venda ....................................... 5.817.364 3.681.396

Outros créditos....................................................... 7.446.898 5.362.224

Investimentos ......................................................... 13.180.378 12.398.922

Imobilizado ............................................................ 2.649.539.911 2.166.149.414

Intangível ............................................................... 15.576.217 11.389.948

TOTAL DO ATIVO ...................................................... 8.706.428.013 8.341.026.644

34 REVISTA Janeiro/fevereiro/2019


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2018

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2018 2017

Reclassificado

CIRCULANTE ............................................................ 2.233.742.329 2.121.062.595

Débitos com associados ........................................... 763.506.495 918.110.693

Débitos com não associados .................................... 47.639.808 71.905.759

Obrigações sociais, tributárias e trabalhistas ............ 108.630.905 116.360.610

Adiantamento de clientes ......................................... 15.719.756 3.479.566

Fornecedores ........................................................... 269.350.977 222.900.462

Instituições financeiras ............................................. 774.465.708 560.365.785

Imposto de renda e contribuição social ..................... 1.035.107 2.512.972

Sobras a distribuir “ad referendum” da A.G.O. .......... 253.393.573 225.426.748

NÃO CIRCULANTE .................................................... 1.367.612.136 1.591.583.532

Débitos com associados ........................................... 172.886 51.579

Débitos com não associados .................................... 835.507 4.009

Obrigações tributárias .............................................. 173.330.075 295.556.805

Instituições financeiras ............................................. 1.148.910.684 994.681.736

Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis ...................... 7.511.959 296.266.593

Receitas diferidas ..................................................... 33.896.874 2.450.730

Outras obrigações .................................................... 2.954.151 2.572.080

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ............................................. 5.105.073.548 4.628.380.517

Capital social integralizado ....................................... 303.060.454 268.649.320

Reserva legal ........................................................... 655.846.312 583.610.591

Reserva de assistência técnica, educacional e social ... 1.434.460.339 1.353.588.723

Reserva de desenvolvimento .................................... 2.477.821.540 2.193.816.503

Reserva de incentivos fiscais .................................... 9.768.498 7.014.897

Reserva para cobertura de riscos e auto seguro ....... 81.475.000 77.102.593

Reserva para manutenção do capital de giro próprio 131.670.464 131.670.464

Ajuste de avaliação patrimonial ................................ 10.970.941 12.927.426

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ....... 8.706.428.013 8.341.026.644

As demonstrações contábeis, acompanhadas das notas explicativas e do relatório sem modificação,

da Nardon, Nasi – Auditores Independentes S/S, estão disponíveis no site: www.coamo.com.br.

Engº. Agrº. JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Diretor Presidente

Engº. Agrº. CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Diretor Vice-Presidente

Engº. Agrº. RICARDO ACCIOLY CALDERARI

Diretor Secretário

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO

Contador CRC - PR 31808/O-3

Janeiro/fevereiro/2019 REVISTA 35


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2018

DEMONSTRAÇÃO DE SOBRAS OU PERDAS

ENCERRADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2018 E 2017

(Valores expressos em R$ 1,00)

2018 2017

ATO

ATO NÃO

PRODUTOS E SERVIÇOS COOPERATIVO COOPERATIVO TOTAL TOTAL

COMPLEXO SOJA

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 8.338.035.554 442.285.901 8.780.321.455 5.765.962.716

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 7.993.628.476 401.271.871 8.394.900.347 5.451.604.297

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 344.407.078 41.014.030 385.421.108 314.358.419

COMPLEXO TRIGO

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 429.463.040 9.522.185 438.985.225 421.727.977

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 420.198.669 8.866.074 429.064.743 408.776.507

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 9.264.371 656.111 9.920.482 12.951.470

MILHO

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 1.141.162.689 18.048.948 1.159.211.637 921.876.013

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 1.105.976.846 17.473.343 1.123.450.189 882.840.630

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 35.185.843 575.605 35.761.448 39.035.383

CAFÉ

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 8.212.041 30.208.008 38.420.049 34.764.570

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 8.158.169 27.976.658 36.134.827 33.349.126

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 53.872 2.231.350 2.285.222 1.415.444

AVEIA

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 2.618.550 19.433 2.637.983 4.913.685

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 2.581.705 12.099 2.593.804 4.817.962

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 36.845 7.334 44.179 95.723

BENS DE FORNECIMENTO

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 3.882.539.084 69.018.976 3.951.558.060 3.440.331.260

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 3.548.414.034 52.181.959 3.600.595.993 3.118.764.324

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 334.125.050 16.837.017 350.962.067 321.566.936

OUTROS ATIVIDADES

Ingressos/vendas líquidas e receitas operacionais .................... 53.796.331 77.652.135 131.448.466 147.844.996

(-) Custo dos ingressos/vendas e dispêndios operacionais ........ 47.807.520 66.572.482 114.380.002 122.466.901

RESULTADO LÍQUIDO ........................................................... 5.988.811 11.079.653 17.068.464 25.378.095

RESULTADO DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Receitas financeiras ................................................................. - 119.793.303 119.793.303 182.707.601

(-) Despesas financeiras ........................................................... - 80.000.852 80.000.852 93.276.980

RESULTADO LÍQUIDO .......................................................... - 39.792.451 39.792.451 89.430.621

SOBRA E LUCRO DO EXERCÍCIO ANTES DO IRPJ E CSLL .... 729.061.870 112.193.551 841.255.421 804.232.091

(-) Imposto de renda ................................................................. - 29.568.621 29.568.621 46.156.785

(-) Contribuição social............................................................... - 11.303.515 11.303.515 17.559.492

SOBRA E LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ............................. 729.061.870 71.321.415 800.383.285 740.515.814

DESTINAÇÕES LEGAIS E ESTATUTÁRIAS

Reserva legal ........................................................................... 72.193.587 - 72.193.587 64.123.616

Reserva de assistência técnica, educacional e social .............................. 36.096.793 44.640.185 80.736.978 70.296.234

Reserva de desenvolvimento .................................................... 255.262.607 26.681.230 281.943.837 278.462.985

Reserva de incentivos fiscais .................................................... 2.753.601 - 2.753.601 7.014.897

Reserva p/ cobertura de riscos e auto seguro............................ 4.372.407 - 4.372.407 -

Sobras a distribuir “ad referendum” da A.G.O. ................................. 358.382.875 - 358.382.875 320.618.082

TOTAL DAS DESTINAÇÕES ..................................................... 729.061.870 71.321.415 800.383.285 740.515.814

Engº. Agrº. JOSÉ AROLDO GALLASSINI

Diretor Presidente

Engº. Agrº. CLAUDIO FRANCISCO BIANCHI RIZZATTO

Diretor Vice-Presidente

Engº. Agrº. RICARDO ACCIOLY CALDERARI

Diretor Secretário

ALCIR SEBASTIÃO RIBEIRO

Contador CRC - PR 31808/O-3

36 REVISTA Janeiro/fevereiro/2019


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2018

Janeiro/fevereiro/2019 REVISTA 37


SuperSoja: nutrição

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cada fase do ciclo.

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mais vida para a lavoura e maior rentabilidade

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38 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019

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SOBRAS

Associados recebem sobras de

R$ 358,38 MILHÕES

José Aroldo Gallassini com a

associada Marcia Regina Ferri

Os mais de 28 mil cooperados

da Coamo,

espalhados pelos Estados

do Paraná, Santa Catarina e

Mato Grosso do Sul começaram

a receber no dia 18 de fevereiro

em todas as unidades da cooperativa

a última parcela das

sobras do exercício de 2018,

que ultrapassam os R$ 358,38

milhões. Um benefício muito

aguardado pelo quadro social e

que premia a participação e movimentação

durante o ano junto

a cooperativa.

Dos 800,38 milhões de

sobras líquidas, um total de R$

358,38 milhões foi distribuído

após a assembleia, sendo que R$

104,98 milhões foram antecipados

em dezembro do ano passado

por ocasião das festas de final

de ano. Este é um dinheiro muito

aguardado, que contempla não

apenas os cooperados e familiares,

mas também movimenta o

comércio de onde a Coamo está

presente.

Segundo Altair Tamanho

Júnior, de Ipuaçu (Oeste de Santa

Catarina), a expectativa por

este momento é grande. “Ficamos

ansiosos esperando o pagamento

das sobras. A gente se

programa para esse dia. Quanto

maior a participação do cooperado,

maior o retorno. Tudo que

adquirirmos terá um retorno. É

uma relação de confiança entre a

cooperativa e o cooperado. Sem

contar que o comércio da cidade

também valoriza o empenho da

cooperativa, pois é um dinheiro

que gira no próprio município. ”

Outro cooperado que

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 39


40 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


SOBRAS

AS SOBRAS SÃO UM BENEFÍCIO MUITO AGUARDADO PELO QUADRO SOCIAL E QUE

PREMIA A PARTICIPAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DURANTE O ANO JUNTO A COOPERATIVA

aguarda as sobras é Jacídio Sambati

Júnior, de Campo Mourão (

Centro-Oeste do Paraná). “Esse

é um dinheiro esperado, fruto de

nosso trabalho. Temos o hábito de

utilizá-lo para pagar algum débito

e o restante utilizamos com a nossa

família. Nesse ano que tivemos

um pouco de problemas com a

estiagem foi muito bem-vindo. A

cada ano a Coamo mostra a sua

solidez e a garantia de trabalhar

com ela. Esse é um dos motivos

que me faz trabalhar 100% com a

Coamo. Me sinto seguro tanto na

entrega quanto na compra de insumos”,

destaca.

Márcia Regina Ferri, também

de Campo Mourão (Centro-

-Oeste do Paraná), é filha do

fundador Benito Ferri, e revela

que desde criança o dia do pagamento

de sobras era aguardado.

“Eu cresci vendo meu pai

recebendo as sobras e sempre

era um momento de festa para

a nossa família. É a sensação de

ser um bônus, e é a hora de ter

coragem de investir em algo que

de repente você não investiria.

Já fazem dez anos que sou coo-

perada, e me cooperei por ver a

trajetória que meu pai teve.”

No Mato Grosso do Sul,

onde a Coamo está instalada há

cerca de 15 anos, as sobras foram

uma novidade, conforme revela

Juliano Penajo de Souza, de Maracaju.

“Essa é uma ajuda muito

boa para nós cooperados. Vou

pagar óleo diesel e comprar alguma

outra coisa para a lavoura. As

sobras são uma maravilha, uma

boa ajuda para nós. Nós nunca

tivemos isso ou ouvimos falar de

sobras aqui, então para nós é um

privilégio, uma novidade muito

boa que veio para somar.”

Desde a fundação da

Coamo, as sobras são pagas aos

associados. “É um dia feliz para

todo mundo. O cooperado movimenta

o mercado das praças

onde temos acertos de contas e

ele faz o que quer do dinheiro,

aumentando o movimento do comércio

de uma forma geral. Isso

é muito bom para nós que prestamos

esse serviço ao cooperado

e temos isso durante todos os 48

anos da Coamo. É o diferencial

de uma cooperativa para uma

Jacídio Sambati Júnior, de Campo Mourão (PR)

Altair Tamanho Júnior, de Ipuaçu

Juliano Penajo de Souza, de Maracaju (MS)

empresa normal. Aqui o lucro vai

para todos os cooperados que

também são os donos da empresa”,

salienta o presidente da Coamo,

José Aroldo Gallassini.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 41


BIOGRAFIA

Livro histórico para a

atual e futuras gerações

Na 49ª Assembleia Geral

Ordinária da Coamo

(AGO) foi realizado também

o lançamento do livro “José

Aroldo Gallassini – uma visão

compartilhada. A inspiradora

trajetória do presidente da maior

cooperativa agrícola da América

Latina”, publicado pela editora

Novo Século.

O objetivo da obra segundo

Gallassini foi partilhar

um pouco da sua experiência,

empreendedorismo e visão do

cooperativismo. Mostrar o que

foi realizado e deu certo, como

alcançou o sucesso e a aprendizagem

nesses anos todos.

O livro apresenta a trajetória

empresarial, cooperativista

e também a origem do idealizador

da Coamo. “Mostro no livro

que foi certa a minha escolha

pela agricultura e cooperativismo,

e o compromisso nesses

anos com os cooperados da Coamo.

Entendo ser muito importante

a prática de valores e princípios,

assim como a essência do

cooperativismo e as bases que

deram certo e impulsionaram o

sucesso da nossa cooperativa.”

O presidente da Coamo

elenca no livro exemplos e dicas

valiosas que podem ser aplicados

pelos leitores em suas vidas

pessoal e profissional. Ele reitera

que o pensar de forma coletiva

fortalece e quanto mais pessoas

Livro apresenta a trajetória empresarial, cooperativista e também a origem do idealizador da Coamo

estiverem envolvidas com um

mesmo ideal, mais fácil será alcançá-lo.

“Juntos e unidos somos

maiores e melhores”, afirma o

biografado, cuja obra foi escrita

pelo jornalista Elias Awad, com

vasta experiência na publicação

de biografias e histórias de personalidades

em vários segmentos

da economia brasileira. “Foi

42 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


BIOGRAFIA

Presidente do Sistema Ocepar/

Sescoop, José Roberto Ricken

recebeu na AGO o primeiro

exemplar do livro

uma emoção muito grande e um

privilégio escrever este livro que

conta a história da contribuição

de Gallassini sobre o cooperativismo

brasileiro, que servirá para

a atual e para as futuras gerações”,

prevê Awad.

O engenheiro agrônomo

e presidente do Sistema Ocepar/

Sescoop, José Roberto Ricken recebeu

na AGO o primeiro exemplar

do livro “José Aroldo Gallassini

– uma visão compartilhada.”

Emocionado Ricken recebeu

com orgulho o exemplar e

fez questão de destacar a importância

do livro. “Esta é uma obra

que precisamos ler, é um exemplo

escrito que precisamos seguir.

Esta obra vai fazer parte do

Sistema Ocepar como uma joia e

vamos ter muito orgulho em preservar

para sempre.”

Após a AGO, os associados

e convidados receberam um

exemplar com autógrafo do presidente

da Coamo.

Gallassini autografou livro para associados que participaram da Assembleia da Coamo

Obra foi escrita pelo jornalista Elias Awad

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 43


É MAIS PRODUTIVO

QUANDO A GENTE

FAZ

Vem conversar com a gente.

44 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


FMC SOJA

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Investimos em tecnologia, pesquisa,

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Este é o nosso jeito, acreditamos

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Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 45


SAFRA DE VERÃO

Amparados pela

tecnologia

Vanderlei Rigato, de Maracaju (MS), utiliza tecnologia

de ponta o que tem garantido bons resultados

As chuvas em setembro do

ano passado motivaram

produtores de algumas

regiões a iniciar o plantio da safra

de verão 2018/19 antes do período

habitual. Contudo, a estiagem

prolongada a partir do mês de

dezembro pegou muitos sojicultores

de surpresa e acabou comprometendo

o desenvolvimento

e, consequentemente, o rendimento

das lavouras. Mas poderia

ser pior, não fosse a adoção de

tecnologias que contribuem para

maior sanidade das plantas, cuja

resistência se potencializa em períodos

de déficit hídrico, como o

que ocorreu.

É o que aconteceu na

fazenda Santa Fé do Brilhante,

de propriedade do cooperado

Vanderlei Rigato, optante da Coamo

em Maracaju (Sudoeste de

Mato Grosso do Sul). Paulista de

Adamantina, ele está há 32 anos

naquela região, onde atua fortemente

na agricultura. Engenheiro

agrônomo por formação, Rigato

não abre mão de um bom pacote

tecnológico, utilizando alternativas

como a calagem, adubação

de plantas e até cama de frango,

que segundo ele contribuiu para

a fertilidade.

O cooperado confirma

que veranicos são comuns na re-

Engenheiro Agrônomo Diego Antônio Cassiotti reforça que nos anos de clima irregular, as tecnologias adotadas fazem toda a diferença

46 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


SAFRA DE VERÃO

gião, mas o desta safra acabou

se prolongando, o que

assustou os plantadores de

soja. “A safra começou bem e

comecei a plantar em setembro,

só que em dezembro

ninguém contava com falta

de chuva por quase trinta

dias, e a primeira soja plantada

foi a que mais sofreu”,

revela o produtor, informando

que as lavouras semeadas

a partir de 10 de outubro se

desenvolveram melhor. “Essas

lavouras sofreram menos

porque não afetou tanto o

enchimento de grãos. Mas,

mesmo assim teremos uma

média ainda abaixo do que

na safra passada”, acrescenta.

Rigato brinca dizendo

que o clima deu um verdadeiro

susto em todos, e com

tranquilidade afirma que não

há com o que se desesperar.

“Acho que ainda vamos fechar

a média com 133 sacas

por alqueire, contra 165 da

safra passada, mas faz parte.

Sempre plantamos achando

que vamos produzir o máximo

e, adversidades acontecem.

Por isso é importante

estar preparado”, argumenta

o sojicultor, que cultiva cerca

de dois mil alqueires de soja

na região entre Maracaju e Sidrolândia.

Vivendo o dia a dia

do trabalho na região, o engenheiro

agrônomo Diego

Antônio Cassiotti, do departamento

de assistência técnica

da Coamo em Maracaju,

reforça que nos anos de clima

irregular é que as tecnologias

adotadas com critério,

aliadas ao manejo, respondem

de forma acentuada e

fazem toda a diferença. “A lição

que fica é que são nesses

anos que confirmamos que

quando utilizadas práticas

agronômicas adequadas os

riscos são menores e quem

faz, caso aqui do ‘seo’ Vanderlei,

consegue melhores

resultados. Com solo bem

manejo em anos atípicos a

média é melhor”, garante.

Resultado amenizado pelo investimento

Engenheiro agrônomo

Guilherme Fengler, de

Caarapó com o cooperado

Evandro Crudo: "Apesar

do ano difícil o resultado

não é ruim, se comparado

a outros casos, em razão

da tecnologia e manejo

aderidos pelo produtor."

Situação parecida aconteceu na fazenda

Santa Maria, de propriedade da família Crudo, localizada

no município de Caarapó, ainda no Sudoeste

de Mato Grosso do Sul, onde desempenho

das lavouras de soja também ficou abaixo do programado

e só não foi pior por conta da tecnologia

utilizada pelo cooperado Evandro Crudo, orientado

pelo departamento de assistência técnica da

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 47


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48 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019

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SAFRA DE VERÃO

MESMO COM O CLIMA ADVERSO, COOPERADOS QUE NÃO ABREM MÃO DE

UTILIZAR TECNOLOGIAS DE PONTA TIVERAM MELHOR RESULTADO NA SAFRA

Evandro Crudo, de

Caarapó (MS) “Foi

um ano terrível. Ano

passado colhemos

média de 70 sacas

por hectares e nesta

safra faltou chuva e

o sol esteve sempre

muito quente, o que

impediu um melhor

desempenho da

lavoura."

Coamo. A média não passou

das 121 sacas por alqueire,

mas ainda assim, é satisfatória

para o produtor, que conduz a

propriedade.

Evandro Crudo, ameniza

o momento argumentando que

mesmo diante das condições

adversas está contente com os

resultados, já que o clima castigou

a lavoura. “Foi um ano terrível.

Ano passado colhemos uma

média de 169 sacas por alqueire

e nesta safra faltou chuva e o sol

esteve sempre muito quente, o

que impediu um melhor desempenho

da lavoura. Mas, não dá

para reclamar também porque

poderia ser pior. Vamos tocando

em frente e celebrando os resultados

que colhemos”, comenta o

produtor cheio de otimismo.

Participante do Programa

de Formação de Jovens Líderes

da Coamo, projeto desenvolvido

pela cooperativa há mais de

20 anos e que já formou mais de

mil jovens em toda área de ação

da cooperativa, Evandro é desses

produtores que pensa na frente

e se planeja com antecedência.

“Estamos de olho nas safras seguintes,

e não apenas na atual.

Fazemos correção de solo, caprichamos

na palhada, utilizamos

variedades adequadas à nossa

região, para tentar amenizar um

ano como este que vivemos”,

declara o associado, que planta

120 alqueire, onde explora soja,

milho, brachiária e aveia, que entram

no esquema de formação

de palhada e alimentação para o

rebanho bovino.

Na opinião do engenheiro

agrônomo Guilherme

Fengler, do departamento técnico

da Coamo em Caarapó,

apesar do ano difícil o resultado

não é ruim, se comparado a

outros casos, em razão da tecnologia

e manejo aderidos pelo

produtor. “Ele não entrou nessa

onda de plantar mais cedo e

preferiu seguir o esquema de

iniciar a semeadura em outubro.

Este ano, quem cultivou

nesta época acabou se saindo

um pouco melhor porque recebeu

um pouco mais de chuva.

O investimento do Evandro e a

tecnologia adotada ajudaram

bastante no resultado final. É

uma forma de se proteger dos

riscos e colher melhores resultados”,

explica Fengler.

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 49


50 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


SAFRA DE VERÃO

Média garantida pelo planejamento

Cooperado Edson Aparecido

Marcos, em São João do Ivaí (PR),

capricha na adubação e acredita

que o alto investimento garante

melhores resultados mesmo em

períodos de falta de umidade,

como o que ocorreu nesta safra.

No sítio Santa Zélia, na

região conhecida como Vale do

Ivaí, em São João do Ivaí (Centro-

-Norte do Paraná), a chuva também

foi um elemento que pouco

se viu durante o período vegetativo

da lavoura. No entanto, mais

uma vez a tecnologia abraçada

ao longo dos anos pelo cooperado

Edson Aparecido Marcos,

acabou fazendo a diferença.

Com planejamento para

colher uma média de 150 sacas

por alqueire, Edson Marcos revela

que capricha na adubação

e acredita que o alto investimento

garante melhores resultados

mesmo em períodos de baixa

umidade. Num ano de clima instável

o cooperado deve fechar

com uma média de 145 sacas,

bem perto da expectativa ante-

rior. Em algumas áreas ele conseguiu

atingir até 182 sacas de

soja de média, porém em outras

que sofreram mais, o resultado

foi menor. “Quando chove normal

todos colhem bem. Mas, é

neste momento que quem investe

mais em tecnologia consegue

tirar da planta seu potencial. Trabalhamos

e investimos para isso

e se não tivéssemos investido

nosso resultado hoje poderia ser

menor”, explica.

O engenheiro agrônomo

Ricelli Dessio Paganoti dos Santos,

da Coamo em São João do Ivaí,

esclarece que quando o cooperado

enxerga o resultado mesmo

em anos de dificuldade, ele entende

que vale a pena investir. “A

planta responde a tecnologia e

vale a pena. O ‘seo’ Edson utiliza

bem essas ferramentas e por isso

tem melhores resultados. Ele é um

produtor que zela pela sua lavoura

e consegue gerar menos riscos

para o seu negócio”, afirma.

Edson Aparecido Marcos,

em São João do Ivaí (PR)

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 51


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52 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


MANGUEIRINHA 40 ANOS

Parceria traduzida em sucesso

Família Menegatti trabalha com a Coamo desde a chegada em Mangueirinha,

há 40 anos. Na imagem 'seo' Valentino com os filhos Junior e Edgar

Instalada no município de Mangueirinha

(Sudoeste do Paraná)

em janeiro de 1979, a Coamo

completou recentemente 40

anos de atividades por lá. Logo

de início a cooperativa firmou

uma forte e duradoura parceria

com os produtores mangueirenses,

e juntos conseguiram evoluir

e colher bons frutos na exploração

da agricultura e pecuária.

Associado desde a chegada

da cooperativa na cidade,

Valentino Menegatti lembra da

evolução tanto da cooperativa

como dos produtores. Um período

que, segundo ele, tudo foi se

tornando mais fácil com os serviços

oferecidos ao quadro social.

‘Seo' Valentino recorda que na

época, tanto o cultivo como a comercialização

dos produtos eram

difíceis. “A cooperativa trouxe

nova expectativa, um incentivo a

mais para os produtores. Quando

iniciamos, era tudo mais difí-

cil e com a presença da Coamo

se tornou mais fácil e acessível.

Tivemos uma grande ajuda da

Coamo e com o tempo tudo foi

melhorando, desde a produção

com o uso de tecnologias até o

acesso às novidades que até então

não chegavam até nós”, conta

o pioneiro.

De acordo com Valentino

Menegatti a cooperativa chegou

e conquistou os produtores, que

na época eram explorados por

atravessadores. “Tínhamos que

vender nossa produção para

amadores e não tínhamos um

norte. Tudo era difícil e a Coamo

trouxe toda essa facilidade

que temos hoje. Conseguimos

crescer com a cooperativa, que

ajudou não apenas o nosso desenvolvimento,

mas de toda a região”,

comemora.

Na família seo’ Valentino

não é o único parceiro da Coamo.

Os filhos Junior e Edgar são

parceiros na condução da propriedade

e também sócios da

cooperativa. “A Coamo sempre

proporcionou essa alavanca de

desenvolvimento e informação.

Proporcionou o fornecimento de

insumos e de recebimento dos

nossos produtos. Sem isso seria

tudo muito mais difícil. A Coamo

foi o nosso fermento e a liga que

fez tudo funcionar”, compara Júnior.

Na mesma linha de raciocínio

Edgar enxerga a Coamo

como propulsora do desenvolvimento

da própria cidade de

Mangueirinha. “Temos um povo

muito unido e a cooperativa veio

para somar. Se ela está aqui há

40 anos é porque fez a diferença

e modificou o convívio com a população

e os associados. A Coamo

promove essa convivência e

amizade. A cooperativa faz parte

da nossa vida”, completa.

Segundo o presidente

da Coamo, José Aroldo Gallassini,

esta presença junto ao quadro

social é de suma importância

no barateamento dos custos de

transportes que integra os custos

gerais de produção e está em

consonância com a razão de ser

da cooperativa. “As unidades da

Coamo são responsáveis pelo

atendimento aos cooperados,

recebimento de produtos, distribuição

de insumos, serviços administrativos

e financeiros. Estão

localizadas de forma estratégica

para propiciar ao quadro social

mais facilidade no desenvolvimento

das atividades.”

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 53


ESPORTE & LAZER

Dia 27 de abril começa a

COPA COAMO 2019

EVENTO SEGUE ATÉ 27 DE JULHO, QUANDO SERÁ REALIZADA A GRANDE

FINAL EM CAMPO MOURÃO E REUNIRÁ OS 33 CAMPEÕES DAS REGIONAIS

A

cada dois anos a cena se

repete com os associados

atletas e dirigentes

da Coamo amantes do futebol

suíço entrando em campo para

mostrar seu talento e promover

uma grande integração por meio

do futebol suíço.

Em 2019 será realizada

a 15ª edição da Copa Coamo

de Cooperados - Futebol Suíço.

Considerado o maior evento

esportivo rural do país, começa

no dia 27 de abril, com jogos na

Regional Vale do Ivaí, reunindo

associados nas etapas de Engenheiro

Beltrão, Fênix, São João

do Ivaí, Ivaiporã e Faxinal, além

de familiares e comunidade.

As fases regionais serão

realizadas de 27 de abril a 06 de

julho compreendendo 33 etapas

que irão classificar os 33 campeões

para participar no dia 27

de julho da grande final da Copa

Coamo em Campo Mourão.

Conforme disposto no

artigo 5º do Regulamento Geral

da Copa Coamo, poderá participar

do evento somente o cooperado

com cadastro ativo na

Coamo até 29/03/2019 e só pode

integrar uma equipe e participar

da Unidade onde estiver

cadastrado (local de acerto) até

31/12/2018.

Cada equipe deverá inscrever

no mínimo 10 (dez) atletas

e no máximo 12 (doze) atletas,

e inscrever também um técnico

e um dirigente responsável. Durante

o jogo cada equipe deverá

54 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


ESPORTE & LAZER

manter no mínimo 3 (três) atletas nascidos

até 31/12/1976.

A Copa Coamo visa a integração

dos cooperados nas atividades da Coamo

despertando a consciência de participante

na sociedade cooperativista. Bem como, a

ampliação da sua inserção social e a confraternização

com a família Coamo.

“A Copa Coamo é um grande

evento, um grande projeto de esporte e

lazer criado em 1993 e mantido ao longo

desses anos com muito sucesso. Em 2017

chegamos a 14ª edição, com a prática de

uma atividade esportiva saudável e organizada,

proporcionando momentos de lazer

e descontração entre os cooperados e familiares,

sendo um jeito gostoso de viver

o cooperativismo”, explica o presidente

de honra da Copa Coamo e presidente da

Coamo, José Aroldo Gallassini.

O presidente da Comissão Central

Organizadora (CCO) da Copa Coamo, Marcelo

Sumiya, informa que é grande a expectativa

com relação a 15ª edição do maior

evento rural esportivo do Brasil Rural. “Tudo

está sendo preparado com muito esmero e

dedicação para que a Copa Coamo deste

ano repita o sucesso da integração das edições

anteriores. A expectativa é reunir mais

de 30 mil pessoas entre associados – atletas

e dirigentes, familiares e também a comunidade

participantes nas 33 regionais.”

CALENDÁRIO 2019

1ª Regional: Vale do Ivaí Data da realização: 27/04

Data de inscrição: 09/04

Data do Congresso Técnico: 15 e 16 e 17/04

Engenheiro Beltrão/Quinta do Sol, Fênix/Barbosa Ferraz, São João do Ivaí,

Ivaiporã e Faxinal/Marilândia do Sul/Cruzmaltina

2ª Regional: Sul/Centro-Sul Data da realização: 18/05

Data de inscrição: 30/04

Data do Congresso Técnico: 07, 08 e 09/05

Sul: Mangueirinha/Palmas, Coronel Vivida/Honório Serpa/Vista Alegre,

Abelardo Luz/Ouro Verde/Xanxerê e São Domingos/Ipuaçu

Centro-Sul: Candói/Pinhão/Guarapuava e Cantagalo/Goioxim

3ª Regional: Oeste Data da realização: 25/05

Data de inscrição: 07/05

Data do Congresso Técnico: 14,15 e 16/05

Toledo/Dez de Maio/Dois Irmãos, São Pedro Iguaçu/Ouro Verde do Oeste, Tupãssi/

Bragantina/Brasilândia do Sul/Paulistânia, Vila Nova/Nova Santa Rosa, Goioerê/

Rancho Alegre do Oeste/Quarto Centenário/Moreira Sales/Mariluz e Juranda

4ª Regional: Mato Grosso do Sul Data da realização: 08/06

Data de inscrição: 21/05

Data do Congresso Técnico: 9 e 30/05

Caarapó/Amambai/Dourados/Itaporã e Laguna Carapã/Aral Moreira/ Maracaju/Sidrolândia

5ª Regional: Centro-Oeste Data da realização: 15/06

Data de inscrição: 28/05

Data do Congresso Técnico: 04,05 e 06/06

Mamborê, Boa Esperança/Janiópolis, Altamira do Paraná, Roncador e Iretama

6ª Regional: Centro Data da realização: 29/06

Data de inscrição: 11/06

Data do Congresso Técnico: 17,18 e 19/06

Pitanga, Manoel Ribas, Cândido de Abreu/Reserva, Boa Ventura de São Roque e

Palmital/Santa Maria do Oeste

7ª Regional: Sede Data da realização: 06/07

Data de inscrição: 18/06

Data do Congresso Técnico: 25 e 26/06

Campo Mourão/Farol, Peabiru, Luiziana/Corumbataí do Sul e Araruna

Fase Final: Campo Mourão Data da realização: 27/07

Data do Congresso Técnico: 11/07

Final da Copa Coamo será no dia 27 de julho, em Campo Mourão

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 55


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Janeiro/Fevereiro/2019


CURSOS SOCIAIS

Cursos sociais com novidades em 2019

Quando o assunto é aprendizado e integração,

as cooperadas, esposas e filhas de

cooperados não perdem tempo. O ano já

começou com a agenda dos cursos sociais cheia de

novidades em toda a área de ação da Coamo nos

Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do

Sul. Como o ano está apenas começando, a parceria

da Coamo e o Sescoop (Serviço de Aprendizagem

do Cooperativismo), promete trazer ainda muitos

eventos de qualidade neste ano.

Cozinhando na panela de pressão, em Boa Esperança (Centro-Oeste do Paraná)

Culinária a base de mandioca, em Boa Ventura de São Roque (Centro do Paraná)

Receitas sem glúten e sem lactose, em Juranda (Centro-Oeste do Paraná)

Cozinhas do mundo, em Dourados (Sudoeste do Mato Grosso do Sul)

Docinhos de festa, em Janiópolis (Centro-Oeste do Paraná)

Produtos de limpeza, em Luiziana (Centro-Oeste do Paraná)

Derivados de leite, em Nova Santa Rosa (Oeste do Paraná)

Receitas sem glúten e sem lactose, em Pitanga (Centro do Paraná)

Janeiro/Fevereiro/2019 REVISTA 57


Bolo de café com

chocolate branco

Ingredientes

6 ovos (claras separadas)

2 ½ xícaras (chá) de açúcar

1 ½ xícara (chá) de Margarina Extra Cremosa 60%

1 ½ xícara (chá) de Café Coamo Tradicional coado forte,

sem açúcar

4 ½ xícaras (chá) de Farinha de Trigo Coamo Tradicional

1 ½ colher (sopa) de fermento em pó

170 g de chocolate branco, picado em cubinhos

Modo de preparo

Bata as claras em ponto de neve e reserve. Ainda na

batedeira, bata as gemas com o açúcar e com a margarina

até obter um creme leve e claro. Diminua a velocidade e

adicione o café, alternando com a farinha de trigo. Sem

bater, junte as claras, o chocolate branco e, por último, o

fermento. Coloque em uma forma retangular (24 x 35 cm)

forrada com papel manteiga e asse no forno preaquecido à

temperatura moderada (180 ºC) por cerca de 40 minutos ou

até que ao espetar um palito, ele saia seco. Depois de frio,

corte em 30 quadrados. Sirva em temperatura ambiente.

Para mais receitas acesse:

www.facebook.com/alimentoscoamo

www.alimentoscoamo.com.br

58 REVISTA

Janeiro/Fevereiro/2019


DOBRE SUA ATENÇÃO COM PEDESTRES:

ELES SÃO QUASE METADE DAS

VÍTIMAS FATAIS DE TRÂNSITO.

RESPEITE OS PEDESTRES.

Nas cidades grandes, os pedestres representam cerca de metade

dos óbitos relacionados aos acidentes de trânsito. Em São Paulo, os

pedestres são 46,42% dos mortos. No Estado do Rio de Janeiro, eles

representam 43,7% das vítimas fatais Na média nacional, 25% dos

óbitos registrados no trânsito são de pedestres.

A Via Sollus Corretora de Seguros tem soluções

para proteger seus bens e sua vida. Mas o melhor jeito de garantir sua

segurança é ter atitudes responsáveis e respeitar as leis de trânsito.

Se beber,

não dirija.

Respeite os limites

de velocidade.

Não use celular

ao volante.

Cuidado

ao estacionar.

Para mais informações, acesse:

www.libertyseguros.com.br

Procure a unidade da Coamo ou Credicoamo mais próxima de você.


meta

A solidez da Coamo vem

da cooperação de todos.

Graças a força do trabalho e da união,

a Coamo cresceu

em 2018,

sendo o melhor ano em

relação às receitas globais.

É pela connança no trabalho desenvolvido na Coamo

que os cooperados estão seguros, estão em casa.

Coamo, forte como o homem do campo.

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