Revista dos Pneus 54

apcomunicacao

EMPRESA Visitámos a nova sede da Dispnal

EVENTO 1.º Encontro de Agricultores Trelleborg/EasyPneus

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

54

Março 2019

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

Entrevista Victor Cañizares

Vice-Presidente de Vendas e Marketing

da Yokohama Iberia fala de um dos

melhores períodos da história da marca

BALANÇO DE 2018

Estado da

Nação

Visão dos fabricantes

Opinião dos distribuidores

Perspetivas para 2019

PUB

www.yokohamaiberia.com


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

TÉCNICO

SUSPENSÃO VISIBILIDADE KIT DE

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DISTRIBUIÇÃO

“A MINHA OFICINA

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Editorial

Diretor

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

Editor executivo

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Redação

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Consulte o Estatuto Editorial

no site www.revistadospneus.com

Geração

millennials

JOÃO VIEIRA, Diretor

sta geração, nascida entre o início

dos anos 80 e meados dos anos 90,

representa já mais de metade da

população europeia, sendo, atualmente,

o segmento de população

mais ativo e um motor para a economia, com

uma crescente influência nas decisões de

compra das famílias. Os millennials são os

novos clientes das oficinas de pneus. E só

conhecendo os seus hábitos e costumes, é

possível oferecer-lhes um serviço que corresponda

às suas necessidades e expectativas.

Esta geração, que se destaca por se ter adaptado

rapidamente aos avanços tecnológicos, no

momento de decidir-se entre um modelo de

pneu ou outro, realiza uma exaustiva pesquisa

através da Internet. Precisam, em média, de

seis semanas até concluírem a compra. Como

precisam de mais informação e têm menos

experiência no processo de compra de pneus,

também demoram mais tempo para tomar

a decisão. Utilizam a Internet para pesquisar

o modelo e a marca de pneu mais indicado

para o seu veículo, mas as recomendações de

amigos e familiares têm um peso igualmente

importante. Antes de fazer uma compra, os

millennials consultam a opinião do círculo de

pessoas mais próximo.

Entre as prioridades dos fabricantes no que

diz respeito à sustentabilidade para a próxima

década, está o desenvolvimento de pneus

respeitadores do ambiente, porque sabem

que os jovens dispõem, cada vez mais, de

uma maior consciência do impacto ambiental

das suas escolhas. E, como tal, exigem ações

precoces para fornecer produtos e serviços

que asseguram um movimento em direção

à mobilidade sustentável futura.

Criar uma ligação pessoal com esta nova geração

de clientes e ganhar a sua confiança, é

fundamental. Os millennials são alguns dos

consumidores mais influentes e continuarão

a levar o veículo à oficina. Tal como todas as

gerações, estas pessoas têm valores próprios

que as distinguem das precedentes. Para as

casas de pneus, isto implica uma adaptação

aos seus gostos e interesses para conseguir

que invistam na manutenção dos seus veículos

e se tornem clientes habituais.

A melhor forma de conquistar os millennials é

criar uma ligação pessoal com eles e ganhar a

sua confiança. Para o efeito, é preciso chegar a

eles. As formas de procurar informações e de

comunicar dos millennials têm características

próprias. Utilizam diferentes canais online,

como pesquisas na Internet ou fóruns, e dão

grande importância às recomendações de

outros utilizadores no momento de escolher

uma oficina de confiança.

Muitos membros desta geração concluíram

os seus estudos em plena crise económica

e estão acostumados a ajustar os seus orçamentos.

Por conseguinte, vão procurar

sempre orçamentos ajustados e ofertas para

a manutenção dos seus veículos.

As coisas que os millennials consideram valiosas

e necessárias para a sua vida, são menos

tangíveis do que as dos condutores mais

veteranos. Por isso, a oficina deve colocar as

suas ferramentas e tecnologias ao serviço de

uma experiência personalizada para estes

novos clientes. Não basta conhecer o nome

do cliente quando este se dirige à oficina. É

necessário assegurar que a visita e o serviço

oferecido constituam uma experiência agradável

e especial.

Os millennials encontram-se entre os consumidores

mais influentes. Costumam partilhar

as suas experiências em redes sociais e plataformas

de avaliação de negócios, chegando

a muitas mais pessoas. Uma oficina de pneus

ganhar a confiança destes clientes, é sinónimo

de conseguir uma difusão positiva para

o negócio.

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

GT Radial 4Seasons

Solução

quatro estações

Já está disponível, em exclusivo na Tiresur, o novo pneu All Season da GT Radial, que dá

continuidade à política de inovação e ampliação de gama da empresa. Desenvolvido

para ser utilizado durante todo o ano, anuncia uma série de benefícios

Por: Bruno Castanheira

Fabricada pela Giti Tire, a GT Radial

é uma das marcas distribuídas no

nosso país pela Tiresur, que dispõe

de um vasto portefólio. Da gama

PCR da GT Radial, a última novidade dá pelo

nome de 4Seasons, que, como o próprio

nome indica, consiste num pneu que concorre

no segmento All Season. Ou seja, foi

concebido para ser utilizado durante todo

o ano. Faça chuva ou faça sol. Haja frio ou

calor. O novo GT Radial 4Seasons anuncia

uma ótima aderência em neve, garantindo

uma condução segura em piso molhado e

proporcionando um rendimento constante

nos dias quentes e secos.

Disponível para jantes de 14” a 17” (as larguras

de secção variam entre 175 e 225

mm), nas séries 45 a 65, apresenta índices

de velocidade T, H e V. Entre os principais

benefícios anunciados para este novo pneu,

encontram-se os dois sulcos extra largos na

banda de rodagem, que garantem evacuação

rápida da água, resistência ao aquaplaning

e curtas distâncias de travagem em

superfícies molhadas. Já o novo composto

100% sílica para todas as estações, garante

excelente aderência em várias temperaturas

e quilometragem duradoura. Quanto aos

múltiplos sulcos profundos, destinam-se a

assegurar excelente aderência em superfícies

geladas e cobertas de neve, para uma

aceleração firme e distâncias de travagem

curtas. Algumas medidas ostentam a sigla

XL, o que significa que o pneu foi reforçado

para suportar até mais 70 kg de carga adicional.

O ruído de rolamento situa-se nos 71

ou 72 dB, em função das medidas. O novo

GT Radial 4Seasons está disponível para

automóveis de turismo e SUV. ♦

04 | Revista dos Pneus | Março 2019


19

.com


Equipamento do mês

LAUNCH X-431 ADAS

Tecnologia de ponta

É dos mais importantes desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos. Com

apresentação marcada para a Motortec Automechanika Madrid, que se realiza de 13

a 16 de março, o LAUNCH X-431 ADAS, que será comercializado pela Gonçalteam, é

o novo sistema de calibração que está na vanguarda da técnica

Por: Bruno Castanheira

A

Gonçalteam estará presente da

edição de 2019 da feira de Madrid,

no stand da Launch Ibérica,

para dar a conhecer, entre outras

novidades, os mais recentes equipamentos

de diagnóstico LAUNCH. O novo sistema de

calibração do sistema ADAS, que responde

pela designação de X-431, é anunciado como

um dos mais importantes desenvolvimentos

tecnológicos dos últimos anos. Ao trabalhar,

em conjunto, com os sistemas de diagnóstico

PRO3 e PADIII, torna-se num equipamento

dotado de tecnologia de ponta, preparado

para as principais marcas de automóveis presentes

no mercado europeu. “Este produto,

juntamente com outra novidade que estará

presente na feira, acrescentará, brevemente,

mais atividades de workshop e formações ao

nosso portefólio, que o profissional vai poder

aproveitar e usufruir, em conjunto com este

salto tecnológico“, assegura a Gonçalteam.

◗ PAPEL FUNDAMENTAL

O X-431 é um equipamento destinado aos

automóveis com ADAS, permitindo recalibrar

câmaras e radares dos sistemas avançados

de assistência ao condutor. Funciona em

conjunto com um scanner de inicialização

compatível da Série X-431. Caso o veículo

disponha de ADAS (sistemas avançados de

assistência ao condutor), baseado numa

câmara frontal (indispensável ao funcionamento

do alerta de colisão frontal, do

assistente de faróis, do aviso de saída de

faixa e do reconhecimento de sinais de

trânsito, apenas para citar alguns) e num

sistema de visão 360° (baseado em radares

integrados no para-choque dianteiro), entre

outros, sempre que se substitui o para-brisas,

uma câmara, um radar ou o para-choques

dianteiro, impõe-se utilizar o equipamento

de calibração ADAS e o scanner compatível

para recalibrar os sistemas avançados de

assistência do condutor. O processo de recalibração

consiste numa operação que tem

uma importância vital após a substituição

dos componentes acima mencionados, de

modo a manter a segurança máxima para

condutor e passageiros.

Até ao fecho desta edição, não eram conhecidos

mais pormenores acerca do LAUNCH

X-431 ADAS, que estará em grande destaque

na Motortec Automechanika Madrid, que se

realiza de 13 a 16 de março. ♦

06 | Revista dos Pneus | Março 2019


Mercado

Sinal verde

Em dezembro de 2018, o mercado de pneus novos de substituição, em Portugal,

no segmento Consumer, cresceu 12,5% comparativamente a igual mês de 2017.

Já no acumulado do ano passado, verificou-se, também, uma subida: 3,2%

Por: Bruno Castanheira

Segundo dados do Europool, em dezembro

de 2018, no que ao mercado

de pneus novos de substituição disse

respeito, venderam-se, em Portugal,

no segmento Consumer (ligeiros de passageiros,

comerciais ligeiros e 4x4), 182.401 unidades,

ou seja, mais 20.327 comparativamente

ao período homólogo do ano anterior. O que,

na prática, traduziu-se num crescimento

de 12,5%. Quanto ao acumulado de 2018,

registou-se, igualmente, uma subida, ainda

que bem menos acentuada: 3,2% (2.868.331

unidades contra 2.780.517 transacionadas

entre janeiro e dezembro de 2017).

Na divisão por categorias, no último mês

de 2018, o mercado nacional “absorveu”

157.790 pneus radiais para veículos de passageiros

(+15,3% do que em dezembro de

2017), 14.972 pneus radiais para veículos

comerciais ligeiros (+16,5%) e 9.639 pneus

4x4 (-21,9%). No acumulado de janeiro a

dezembro de 2018, por comparação com

o ano de 2017 completo, o Europool indica

que foram vendidos no nosso país 2.487.734

pneus radiais para veículos de passageiros

(+5,7%), 225.841 pneus radiais para veículos

comerciais ligeiros (+1%) e 154.756 pneus

4x4 (-24%).

Analisando os segmentos, em dezembro de

2018, a maior fatia pertenceu aos pneus premium,

com 79.988 (+1,6%), seguindo-se os

mid, com 51.263 (+62,9%), e os budget, com

50.974 (-1,5%). No acumulado de janeiro a

dezembro de 2018, os números alteram-

-se para 1.392.982 pneus premium (-2,8%),

823.411 pneus budget (-2,6%) e 637.776

pneus mid (+29,5%) comparativamente

ao ano completo de 2017.

Quanto à tipologia, em dezembro de 2018,

foram comercializados 44.540 pneus HRD,

ou seja, destinados a jantes de 17” para cima

(+7,5%), 9.639 pneus SUV/4x4 (-21,9%), 8.947

pneus RFT (+5,7%) e 1.049 pneus All Season

(+21,3%). Números que, no acumulado de

janeiro a dezembro de 2018, alteram-se para

728.568 pneus HRD (+3,2%), 154.756 pneus

SUV/4x4 (-24%), 113.531 pneus RFT (-3,7%)

e 17.974 pneus All Season (+13,5%). ♦

08 | Revista dos Pneus | Março 2019


Europool

UNIDADES DEZEMBRO 2017 DEZEMBRO 2018 VARIAÇÃO

Passageiros 136.893 157.790 15,3%

Comerciais 12.847 14.972 16,5%

4x4 12.334 9.639 -21,9%

TOTAL 162.074 182.401 12,5%

All Season 865 1.049 21,3%

HRD 41.444 44.540 7,5%

RFT 8.462 8.947 5,7%

SUV/4x4 12.334 9.639 -21,9%

Budget 51.730 50.974 -1,5%

Mid 31.470 51.263 62,9%

Premium 78.764 79.988 1,6%

12” 1 6 500%

13” 6.583 7.328 11,3%

14” 22.254 28.725 29,1%

15” 43.715 54.346 24,3%

16” 47.967 47.280 -1,4%

17” 24.487 27.834 13,7%

18” 10.777 12.477 15,8%

19” 4.387 2.733 -37,7%

20” 1.395 1.121 -19,6%

21” 362 311 -14,1%

22” 28 64 128,6%

23” 8 0 0,0%

UNIDADES JAN./DEZ. 2017 JAN./DEZ. 2018 VARIAÇÃO

Passageiros 2.353.368 2.487.734 5,7%

Comerciais 223.619 225.841 1%

4x4 203.530 154.756 -24%

TOTAL 2.780.517 2.868.331 3,2%

All Season 15.842 17.974 13,5%

HRD 705.965 728.568 3,2%

RFT 117.849 113.531 -3,7%

SUV/4x4 203.530 154.756 -24%

Budget 845.434 823.411 -2,6%

Mid 492.306 637.776 29,5%

Premium 1.433.139 1.392.982 -2,8%

12” 250 414 65,6%

13” 134.488 111.503 -17,1%

14” 405.322 375.896 -7,3%

15” 771.614 816.798 5,9%

16” 753.240 820.990 9%

17” 411.087 450.002 9,5%

18” 164.106 187.308 14,1%

19” 84.008 60.005 -28,6%

20” 31.289 21.005 -32,9%

21” 12.456 8.790 -29,4%

22” 2.973 1.458 -51%

23” 42 -2 -4,8%

www.revistadospneus.com | 09


Destaque

Do anti-dumping

à gestão de expectativas

de um mercado a subir

Num ano marcado pela implementação do anti-dumping aos pneus pesados da

China, o mercado nacional de pneus faz um balanço positivo de 2018. Mas a gestão

de expectativas ainda é a alma do negócio

Por: Jorge Flores

2018 não foi fácil. Mas foi um ano positivo

para a maioria das empresas

do mercado de pneus em Portugal.

Foi ainda um ano que obrigou os

players a adotar um novo estrangeirismo. A

implementação do anti-dumping aos pneus

pesados provenientes da China marcou a

atividade, durante o ano transato, e não deixou

ninguém indiferente. De um modo geral,

tanto os fabricantes como os distribuidores

fazem um balanço positivo do ano. Mas o

otimismo, mesmo daqueles que aumentaram

o volume de negócios em dois dígitos,

é moderado. Pleno de cautelas.

O negócio parece estar em fase de crescimento,

mas a gestão de expectativas é a

chave do segredo, até porque o aumento

dos números, na maioria dos casos, aconteceu,

sobretudo, na segunda metade do

ano anterior.

De destacar, a prestação do segmento dos

pneus quality, que registou uma subida considerável

em relação a 2017, o que poderá

estar relacionado com a evolução positiva da

economia nacional. E com o próprio músculo

financeiro das empresas que têm optado

por soluções mais interessantes do ponto

de vista da qualidade. A Revista dos Pneus

ouviu diversos protagonistas do mercado

de pneus em Portugal, desde fabricantes

a distribuidores, para fazer um balanço do

caminho percorrido pelo setor e perceber

o sentido dos próximos passos. u

10 | Revista dos Pneus | Março 2019


Balanço de 2018

Bridgestone

Portugal

“Conseguimos acabar o ano para

além das metas traçadas”

André Bettencourt recorda um 2018 “complicado”, mas superado

com distinção. O fabricante continua apostado em oferecer

soluções de mobilidade

Para a Bridgestone Portugal, o balanço de 2018 é “muito positivo”. E André Bettencourt, diretor de

marketing, explica o motivo: “Conseguimos acabar o ano para além das metas que tínhamos traçado,

tanto em termos de volume como de rentabilidade. Não foi um ano fácil, pois, em alguns segmentos,

ao longo do ano, o Europool registou quedas face a 2017, apesar de ter havido recuperação. Foi

onde conseguimos ganhar quota”, afirma. “Em algumas gamas, sofremos com a indisponibilidade

de produto fruto do sucesso que o grupo tem vindo a registar na Europa, bem como do crescimento

em termos de equipamento de origem. Ao mesmo tempo, 2018 foi marcado pelo lançamento de

muitos produtos novos, quer de consumo (ligeiros essencialmente) quer de comerciais (pesados e

agrícolas). Mais uma vez, cimentámos a nossa presença no mercado nacional como parceiro global

dos nossos clientes”, reforça André Bettencourt.

ANO GALARDOADO

Foram muitas as atividades em 2018. O responsável destaca os diversos prémios dos consumidores.

“Fomos eleitos ‘Prémio Cinco Estrelas’ na marca Bridgestone e ‘Produto do Ano’ com a inovação do

Bridgestone DriveGuard. O projeto ‘Estrada Fora by Bridgestone’ foi reconhecido a nível nacional e

internacional por diversas agências, que o elegeram como o melhor projeto de social engagement.

Mas tivemos outras áreas em que deixámos a nossa pegada. Ativámos, em

Portugal, a parceria com os Jogos Olímpicos, criando o projeto ‘Campo Olímpico by

Bridgestone’, ao longo de duas edições proporcionámos a 50 crianças a possibilidade

de praticarem, na Serra da Estrela, desportos Olímpicos na presença de

atletas nacionais. Valores Olímpicos e sonhos de crianças que se realizaram,

num projeto que, além da componente profissional, enriqueceu-nos a

todos a nível pessoal”, sublinha André Bettencourt.

SOLUÇÕES DE MOBILIDADE

As perspetivas para 2019 são grandes. “Começámos o novo ano ainda

com mais motivação. Acabámos de receber a informação que a Bridgestone

foi novamente distinguida pelos consumidores com o ‘Prémio

Cinco Estrelas’ (segundo ano consecutivo) e ‘Escolha do Consumidor’.

O novo Bridgestone Weather Control A005 foi considerado, igualmente

pelos consumidores, como ‘Produto do Ano’ pela sua inovação num mercado

tradicionalmente pouco virado para pneus All Season, tendo sido

enaltecida a vantagem em termos de segurança acrescida”, frisa. “Aspetos que

nos ajudarão, de certeza, a consolidar o nosso crescimento, mas, para 2019, os

objetivos passam, cada vez mais, pela tipologia de produtos e do mix das nossas

vendas. Mais do que vender unidades, é preciso perceber que há segmentos vitais para

o crescimento da empresa. E, isso, vai passar por aquilo que é o ADN da Bridgestone Europe

- Sucursal em Portugal nos tempos atuais. Temos como missão contribuir para a manutenção global

do registo da empresa como número um no fabrico de pneus, mas tornarmo-nos, também, líderes

em soluções de mobilidade”, revela. A aquisição por parte da Bridgestone da TomTom Telematics (líder

na Europa em soluções digitais para frotas) é exemplo disso. “Continuaremos fabricantes de pneus,

mas seremos, igualmente, criadores de soluções que permitam aos utilizadores irem do ponto A ao

ponto de B de uma forma mais célere e eficaz, sempre com um olho naquilo que, para a Bridgestone,

é fundamental: servir a sociedade com produtos e serviços de qualidade”, conclui.

www.revistadospneus.com | 11


Destaque Balanço de 2018

“Este é um mercado maduro

e destacou-se pela competitividade”

Continental

Portugal

Marco Silva, responsável de marketing, considera que o mercado

de pneus está maduro e competitivo como nunca. 2018 foi um ano

de crescimento sustentado

“O setor automóvel está fortemente dependente do desempenho da economia nacional que, em 2018,

registou um desempenho positivo”. Para Marco Silva, diretor de marketing da Continental Portugal,

está tudo ligado. “Neste sentido, 2018 foi um ano de ligeiro crescimento de vendas no mercado de

pneus ligeiros e a performance da Continental no mercado doméstico acompanhou essa evolução.

Tendo em conta que este é um mercado maduro e não se perspetivam grandes variações, destacou-se

o elevado nível de competitividade, com as diversas marcas a apresentar condições extremamente

competitivas de oferta aos consumidores. Continuou a ocorrer uma forte pressão sobre as margens

do negócio”, adianta.

Regresso aos agrícolas

O fator mais relevante da atividade, em 2018, “foi o regresso ao mercado dos pneus agrícolas”, afirma.

“Este foi um passo importante na complementaridade da gama de produtos já disponibilizados

pela Continental. As perspetivas de mercado extremamente interessantes para este tipo de pneus,

aliadas à forte expansão do nosso portefólio, seguramente potenciarão o nosso crescimento neste

segmento tão competitivo. Temos, hoje, uma oferta global em todos os segmentos – ligeiros, pesados

e industriais - que vem consolidar a nossa imagem de parceiro preferencial entre os clientes.

A nossa expectativa é alcançar uma quota de mercado condizente com a Continental, à imagem

dos restantes negócios de pneus. O feedback que recebemos por parte dos clientes é

muito positivo. Acreditamos que o sucesso alcançado até ao momento será reforçado

com o aumento da nossa gama de produtos. O negócio agrícola é cíclico e

todos os indicadores apontam para o crescimento do setor nos próximos anos,

acompanhando o aumento da população mundial”, explica Marco Silva.

Crescimento sustentado

Em 2019, o fabricante aponta ao crescimento, mas de forma sustentada

e estruturada em todos os segmentos, “mantendo e reforçando a nossa

posição de destaque no mercado de ligeiros”, adianta. “Ambicionamos

também continuar a crescer no segmento de pesados, aportando novos

serviços e novas soluções. O segmento dos pneus industriais, sobretudo

agrícolas e earthmoving, vão continuar a merecer a nossa atenção. Queremos

reforçar a nossa comunicação junto dos consumidores para que sejamos,

claramente, uma marca top of mind dos consumidores, sempre associada a

atributos como segurança, tecnologia e performance de topo, indo ao encontro

das mais exigentes necessidades de mercado”, refere Marco Silva. “A opção

pelo running como plataforma preferencial de comunicação com o consumidor

final, permite-nos, de uma forma divertida e informal, transmitir os valores da marca

e estar mais próximos dos consumidores. Continuaremos a apostar no nosso projeto de

responsabilidade social ‘Vision Zero’ e na nossa ambição de contribuir para a redução da sinistralidade

rodoviária e para uma mobilidade mais segura, mais rápida e mais amiga do ambiente”, diz.

O crescimento da rede ContiService, com cada vez maior capilaridade nacional, continua na ordem do

dia. “Queremos continuar a desenvolver a rede 360º, para dar cada vez melhor resposta aos clientes

profissionais, diversificando o nosso negócio e estando, de forma equilibrada, nos diferentes canais

de mercado. Aqui com uma aposta muito clara na formação, através da nossa Training Academy, e

na dotação dos nossos parceiros, com ferramentas que os apoiem numa estratégia de crescimento

sustentado”, afirma o responsável.

12 | Revista dos Pneus | Março 2019


Michelin

“Fomos ágeis e respondemos

às necessidades dos clientes”

Nuno Ferreira, responsável da Michelin, faz um balanço positivo de

2018. Um ano em que a empresa consolidou a nova organização e

colheu os seus frutos

2018 foi um ano de recuperação, depois de um 2017 menos positivo. Quem o afirma é Nuno Ferreira,

diretor operacional e relações institucionais da marca em Portugal. “Partimos de um 2017

algo complicado por um decréscimo do segmento premium e uma instabilidade no mercado, que

se estabilizou em 2018, convertendo-se num exercício muito positivo para o Grupo Michelin, tanto

em vendas como em quota de mercado”, garante o responsável, sublinhando a importância de ter

conseguido consolidar a “nova organização” e de colher os seus frutos. “Fomos capazes de ser mais

ágeis a responder às necessidades dos nossos clientes e utilizadores”, afirma Nuno Ferreira, que, ainda

em relação ao ano transato, destaca o “crescimento no segmento de altas prestações de (superiores

a 17”) e All Season”, acrescenta.

Novidades em março

Em relação ao próximo ano, Nuno Ferreira centra as suas atenções em “duas novidades importantes

nos seus respetivos segmentos, cujas apresentações internacionais à imprensa têm lugar no nosso

país no mês de março”. Quais são? “O Anakee Adventure, o novo pneu Michelin para motos trail, e o

Michelin Pilot Sport 4 SUV, a solução perfeita para os SUV de altas prestações”, revela.

“Continuamos a investir em inovação e desenvolvimento, a trabalhar e a investigar junto do consumidor

e do fabricante de automóveis para definir a mobilidade do futuro, fabricando pneus seguros,

eficientes e duradouros, que respondam às necessidades de veículos e consumidores”,

enfatiza ainda Nuno Ferreira.

Objetivo para a Michelin, segundo o responsável, e “que entendemos dever ser a

do setor, é sermos capazes de consciencializar o consumidor da importância de

um bom pneu: a sua segurança e economia dependem disso”.

E explica. Enquanto setor, temos a responsabilidade de fazer ver o impacto

que o produto pneu tem para o condutor como único ponto de união do

veículo ao solo. Impacto na segurança (distância de travagem, aderência em

curva), nas prestações do veículo (aceleração, travagem, grip), na duração

do produto, no consumo de combustível e no meio ambiente”, sublinha

Nuno Ferreira à Revista dos Pneus.

Preparar futuro

A nível comercial, as expectativas para 2019 são de “manter a dinâmica de

crescimento em todos os segmentos, especialmente naqueles que representam

oportunidades de subida, como o mercado das altas prestações, SUV

e All Season”, diz. “Temos uma oferta atual e de excelência com os produtos

Michelin Pilot Sport 4 para veículos de turismo, o novo Michelin Pilot Sport 4 SUV,

com chegada marcada para março deste ano e o Michelin Cross Climate, produto

único no mercado, tanto para veículos turismo como comerciais”, afirma Nuno Ferreira.

O responsável defende que a sustentabilidade das empresas de pneus em Portugal passa por vários

fatores: “Melhorar a experiência de compra, assessoria na hora de aconselhar o melhor produto

para cada cliente, melhor serviço e por valorizar o produto pneu”, explica. “As empresas devem ser

conscientes dos seus pontos fortes e fracos, trabalhando para criar diferenciação. Têm de preparar-

-se para agarrar as oportunidades. Geralmente, em especial em mercados maduros, aproveitar as

novas oportunidades permite ganhar vantagem competitiva capaz de gerar fidelização e valor. E,

isso, traduz-se em margem! E ganhar dinheiro é fundamental para as empresas, no presente, e para

serem capazes de melhor prepararem o futuro”, remata Nuno Ferreira.

www.revistadospneus.com | 13


Destaque

Balanço de 2018

“Consolidámos posição de referência

no segmento de altas prestações”

Em 2018, a Pirelli consolidou a posição no segmento de altas

prestações. Alejandro Recasens descreve o ano que passou

como “muito positivo”

Pirelli

A Pirelli encerrou 2018 com um balanço “muito positivo” da atividade em Portugal. Um

ano com “excelentes números, apesar das variações do mercado”, esclarece Alejandro Recasens,

responsável do fabricante no mercado nacional. “Embora a Pirelli não seja a marca

com mais quota do mercado em Portugal, consolidámos a nossa posição de referência no

segmento de altas prestações, uma condição reconhecida pelo cliente premium. Continuamos

a trabalhar para desenvolver o nosso reconhecimento como marca”, acrescenta.

Em destaque, no ano passado, esteve o evento ligado ao reconhecimento da marca em relação ao

70.º aniversário da Porsche. Além disso, “também temos tido uma presença destacada no panorama

desportivo português, especialmente nos ralis, como a prova dos Açores e o Rali da Madeira”, conta.

Por outro lado, a nível comercial, “enaltecemos este salto que a Pirelli deu em Portugal no que

concerne a consolidação de marca referência no setor de elevadas prestações”, sublinha ainda

Alejandro Recasens.

PRODUTOS DIFERENCIADOS

O nosso objetivo é continuar a crescer e consolidarmos o segmento de elevadas prestações. Neste

sentido, a linha positiva das matrículas em Portugal ajudam-nos, com um crescimento destacado

de novos veículos de empresas premium e prestige. Trabalhamos com a dedicação e propósito

de ganhar quota de mercado, porque pensamos que ainda temos mais espaço para melhorar.

Um dos desafios de futuro, para a Pirelli, é o crescimento e a especialização da rede da marca. “Da

nossa parte, estamos focados no trabalho com os pontos de venda mais especializados do mercado

português (com uma grande presença em Lisboa, Porto e na zona norte do país)”, diz.

Alejandro Recasens entende que, para garantirem a sustentabilidade, as empresas do

mercado de pneus, no nosso país, devem tentar marcar a diferença pela qualidade.

“Para a Pirelli, o cerne da questão e a única maneira de tornar a nossa marca

sustentável, é focalizá-la em produtos diferenciados pela via tecnológica e

da qualidade. Desejamos fugir das tendências do setor, um segmento em

que o preço é o principal argumento e não o produto”, reforça.

INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Alejandro Recasens considera que, para se tornarem mais competitivas,

as oficinas de pneus devem investir na sua própria evolução. “A Pirelli

continuará a apostar num exímio departamento de Investigação, Desenvolvimento

e Inovação (atualmente, consome 6,5% dos benefícios da

marca), que assegurará um produto final de grande qualidade e repleto

de tecnologia. Este ponto, em conjunto com os pneus homologados e

com marcação, será determinante para obter a máxima competitividade”.

De acordo com o responsável, as principais adversidades da atividade

são duas. “A primeira, vem do mundo digital, que contribuiu para oferecer

tanta informação ao utilizador final, que, de facto, em determinadas ocasiões,

o coloca numa posição superior ao funcionário do ponto de venda. Este fator não é

negativo, mas requer uma adaptação de todos os intervenientes deste novo processo

de venda, que conta com uma referência de preço muito clara (o preço deixa de ser o fator

diferenciador, dado que vem mencionado no online)”, conclui Alejandro Recasens.

14 | Revista dos Pneus | Março 2019


C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


Destaque

Balanço de 2018

“O anti-dumping obrigou-nos

a redirecionar a nossa estratégia”

Kumho

A implementação do anti-dumping nos pneus pesados

oriundos da China obrigou a Kumho a redefinir a atividade

nos mercados europeus

Luis Hernández, responsável da Kumho em Portugal, faz um balanço “positivo e com um crescimento

sustentado da presença da marca”, em 2018, no mercado lusitano, na área dos “pneus pesados”.

Foi um ano com momentos marcantes. “A implementação da norma anti-dumping nos pneus

pesados provenientes da China foi um fator que produziu um impacto generalizado em todo o

setor. Obrigou, inevitavelmente, a Kumho a redirecionar a sua estratégia no mercado europeu.

A nível interno, a aquisição da Kumho por parte do fabricante Doublestar revelou-se como

mais um enorme desafio para a marca e que melhora, substancialmente, as perspetivas para

os próximos anos”, afirma.

Para 2019, a Kumho prevê a chegada de novos modelos de camião Multiperformance (gamas

X – XD, XS e XT) ao mercado português, “destinados a cobrir uma gama muito atrativa para os

utilizadores de longo curso”, adianta Luis Hernández à Revista dos Pneus.

DESAGRAVAMENTO FISCAL

Que desafios se colocam ao futuro da Kumho no nosso país? “Esperamos consolidar a nossa

presença no mercado de pneus de camião e autocarro com a NEX Tyres, adequando a oferta

de enorme valor proporcionada pela gama Kumho às necessidades do mercado. Ainda assim,

o ajustamento do mercado após a absorção da norma anti-dumping está em curso, pelo

que 2019 será um ano cheio de desafios que contamos superar”, sublinha Luis Hermández,

explicando ainda quais considera as medidas prioritárias para a “saúde” do negócio. “Ao nível

de pneus de camião, as empresas transportadoras continuam a sentir o peso da máquina

fiscal de forma demasiado intensa, por via da fatura mensal dos combustíveis e na compra

de veículos novos. A deterioração do parque circulante e a antiguidade do

mesmo, aliada a um maior custo dos pneus devido ao reposicionamento em

alta da gama mais económica (e, por inerência, da gama quality onde nos

inserimos), prejudica ainda mais a solidez financeira do setor, levando a

que os custos relacionados com pneus sejam tidos como secundários e

levando a tomada de decisões erradas (seja através de recauchutagem

de pneus sem condições/carcaças adequadas ou por reesculturações

indevidas), o que também leva ao aumento da sinistralidade”, avisa.

E deixa a mensagem: “Por estes motivos, é imperativo o desagravamento

fiscal relacionado com o setor dos transportes para o tornar

mais competitivo e seguro”.

EFEITOS DAS GREVES

Relativamente ao estado do comércio de pneus em Portugal, Luis

Hermández regista ainda vários problemas “na chegada de mercadoria

a Portugal, nomeadamente, com as inúmeras greves que se fizeram

sentir no setor portuário (com atrasos e custos enormes para poder descarregar

contentores) e pela apertada fiscalização à norma anti-dumping,

que levou a que as alfândegas verificassem fisicamente todos os contentores

Kumho que chegavam a Portugal provenientes da Coreia do Sul (com os inevitáveis

custos acrescidos)”, acusa. “Esperamos, sinceramente, que, em 2019, não ocorram, de forma

sistemática, estes fatores exógenos que debilitaram fortemente a cadeia logística da Kumho,

quer nos prazos de entrega quer nos custos associados à mesma”, conclui.

16 | Revista dos Pneus | Março 2019


Dispnal

“Não são as espécies mais fortes ou

inteligentes que sobrevivem, mas as

que melhor respondem às mudanças”

Rui Chorado fala num ano muito positivo para a

empresa e cita Charles Darwin para explicar

a importância de estar preparado para a mudança

Rui Chorado, fundador e administrador da Dispnal, classifica 2018 como um ano “bastante positivo”

para as atividades da empresa. “Tanto para a Dispnal Pneus como para a Dispnal Iberia, sociedade

do grupo que se dedica à comercialização dos diferentes produtos que compõem a nossa gama, em

Espanha”, revela.

“2017 já tinha sido um ano bastante positivo em termos da performance global da nossa operação

ibérica, o que nos levava a antecipar um 2018 prometedor, com as economias portuguesa e espanhola

a ‘descolarem para um voo mais tranquilo’.

Não nos podemos esquecer que o mundo mudou e, como dizia Charles Darwin, ‘não são as espécies

mais fortes nem as mais inteligentes que sobrevivem, mas sim aquelas que melhor respondem

às mudanças’. Na Dispnal, estamos em permanente mutação e adaptação às novas realidades dos

mercados. Se os clientes procuram racionalizar e rentabilizar custos, temos de oferecer-lhes soluções

económicas e rentáveis, como são exemplo as nossas marcas TRIANGLE, LEAO, LINGLONG, MIRAGE

e POWERTRAC, todas elas com fabrico em unidades de produção de última geração, localizadas em

países com custos de mão de obra controlados. De salientar, também, os excelentes desempenhos

da nossa marca premium TOYO e das quality PETLAS (Made in Europe) e NANKANG. Comercializamos

as soluções mais económicas e rentáveis do mercado. Quer para os nossos agentes, quer para os

clientes finais”, sublinha Rui Chorado.

NOVIDADES EM 2019

O lançamento e a introdução das gamas de turismo, comerciais e SUV/4x4 da marca PETLAS e a

gama de pneus pesados da mesma marca, “com produção 100% europeia”, foram os momentos mais

marcantes de 2018, segundo Rui Chorado. O responsável, de resto, tem muitas novidades apontadas

para este ano.

“Na marca TOYO, quero destacar o novíssimo pneu comercial NEVA (NanoEnergyVan), que substitui

o campeão do rendimento quilométrico H08, disponível, desde já, numa gama dimensional que

começa em 165/70R13 e termina na medida 235/60R17. O novíssimo NEVA destaca-se pelo elevado

equilíbrio entre as performances em piso molhado, o baixo nível de resistência ao rolamento

e o superior rendimento quilométrico. Ainda na marca TOYO, de destacar o lançamento

do novo Proxes TR1, que substitui o magnífico T1R, e destaco a grande capacidade

de drenagem em piso molhado e as superlativas aderência e tração em curva. Em

termos de gama dimensional, começa em 195/45R14 e termina em 245/35R20.

Na marca PETLAS, destaco a qualidade superior dos pneus pesados fabricados

no continente europeu, constituindo uma das grandes apostas da

Dispnal no mercado ibérico em 2019”, conta. Este ano, “voltamos a apostar

nas novas tecnologias, por forma a facilitar a relação comercial com os

nossos clientes”, diz.

GAMA COMPLETA

São vários os desafios da Dispnal. “Procuramos centrar os nossos esforços

e o nosso foco no aumento da rentabilidade do negócio dos nossos

agentes. Exemplo disso, são as nossas marcas TOYO, PETLAS e NANKANG,

através das quais nos orgulhamos em oferecer, não só, produtos de qualidade

superior, que comparamos com as mais prestigiadas marcas a nível mundial,

mas, também em oferecer, através dos nossos parceiros distribuidores, o melhor

serviço do mercado”, adianta.

“Orgulhamo-nos, também, de oferecer ao mercado a mais vasta e completa gama

de produtos, que começa nas câmaras de ar e termina nos pneus de engenharia civil,

passando, claro está, pelas gamas de turismo, comerciais, SUV/4x4, pesados, agrícolas, florestais,

industriais e jantes de camião. É uma tripla parceria entre fabricante, distribuidores e utilizador final.

Sempre com as mais elevadas taxas de rentabilidade para os nossos agentes”, acrescenta.

www.revistadospneus.com | 17


Destaque

Balanço de 2018

“Vamos ter uma dinâmica

comercial mais personalizada”

AB Tyres

Filipe Bandeira recorda um 2018 irregular, no início, mas com

evolução positiva no segundo semestre. Em 2019, aposta numa

dinâmica comercial personalizada

Para a AB Tyres, 2018 começou de uma forma “um pouco irregular, mas evoluiu num sentido muito

positivo no segundo semestre”, assegura Filipe Bandeira à Revista dos Pneus. Entre os momentos

relevantes do ano transato, o responsável da empresa destaca a “alteração estratégica e

de gestão, bem como a taxa anti-dumping nos pneus pesados”.

No ano em curso, a AB Tyres aposta, essencialmente, em

novos produtos e ainda numa “dinâmica comercial mais personalizada”, salienta

Filipe Bandeira.

Invasão estrangeira

Que desafios se colocam ao futuro da AB Tyres no nosso país? “Perceber

em que ponto se deve colocar e focar um distribuidor, face a produtor

e plataformas B2C”, afirma o responsável, sublinhando a importância

de colocar sempre o “foco no cliente e o stock em linha com as suas

necessidades”. Uma receita para o sucesso das empresas que operam

no mercado de pneus em Portugal.

Em que áreas as oficinas de pneus devem investir a fim de se tornarem

mais competitivas? “Formação, limpeza, outros serviços e produtos, equipamentos

de primeira linha e ferramentas que possam ter vantagem face

a um centro auto”, afirma o responsável à nossa revista.

Quanto ao estado do comércio de pneus em Portugal, Filipe Bandeira lamenta

a “invasão” de empresas espanholas e, também, europeias, as dificuldades financeiras

do cliente final e da oficina, o esmagamento da margem por operadores e os

custos logísticos elevados”.

18 | Revista dos Pneus | Março 2019


20%

das paragens forçadas de

veículos pesados são provocadas

por falhas dos pneus

ContiPressureCheck

90%

das paragens forçadas

relacionadas com pneus

são provocadas por um

furo lento não detetado

1 em 4 pneus das frotas de pesados têm uma pressão insuficiente que atinge os 10%

Uma sub-insuflação de 10% nos pneus

resulta em aprox. 3% de aumento do consumo

de combustível

O ContiPressureCheck ajuda...

Monitorização da pressão e

temperatura em tempo real

Avisa imediatamente o

condutor se houver perda

de pressão num pneu

Reconhecimento Automático

de vários reboques com a

funcionalidade ATL -Deteção

Automática de Reboques

Monitoriza até

6 eixos/

24 pneus

Compatível com

Telemática

6 anos

vida útil da bateria

do sensor

Reduz

a inatividade

devido a pneus

CO 2

Menos

consumo de

combustível e

emissões de

carbono

Aumenta

a vida útil do

pneu

Melhora

a segurança

Mais informações: www.continental-pneus.pt


Destaque

Balanço de 2018

NEX Tyres

“Apresentaremos novidades

em todas as gamas

que comercializamos”

Há quatro anos em Portugal, a NEX Tyres obteve um registo

positivo em 2018. Para este ano, o responsável, Aldo

Machado, promete novidades em todas as gamas

O balanço de 2018 foi “positivo” para a NEX, tanto em Portugal como a nível ibérico. Como

momentos mais marcantes do ano passado, Aldo Machado, responsável da empresa, recorda

a “implementação da norma anti-dumping nos pneus pesados provenientes da China”, uma

medida que produziu “um impacto generalizado ao nível da distribuição grossista e, no caso

da NEX de forma positiva”, afirma o responsável à Revista dos Pneus.

“Entramos no quarto ano de atividade da NEX Tyres em Portugal, pelo que a política de

consolidação da nossa presença no mercado nacional passará por apresentar novas soluções

em determinados segmentos e gamas de produto. Durante o primeiro trimestre, sob o

slogan “Ano novo…marca nova!”, apresentaremos novidades em todas as gamas por

nós comercializadas”, acrescenta.

Aldo Machado acredita que o “mercado de distribuição grossista entrará numa

fase agitada, que poderá acarretar movimentos importantes a nível ibérico”.

Em relação à NEX “e pela posição detida no mercado, estaremos atentos a

todas as movimentações, caso elas venham a ocorrer de forma efetiva”,

sublinha a mesma fonte.

Dimensão superior

Aldo Machado defende algumas medidas para garantir a sustentabilidade

do mercado. “Ao nível grossista, pensamos que o mercado é

constituído por muitos players e que, pela limitação imposta pela nossa

dimensão, alguns atores não dispõem de capacidade para subsistirem

a curto e médio prazos. As empresas que constituem este setor terão

de ganhar uma dimensão superior para garantirem a sua presença e

ganhar visibilidade a nível ibérico, sob pena de sucumbirem devido ao

fator dimensão corporativa/dimensão mercado. Um ator de terceira linha

no mercado espanhol dispõe de um nível de faturação semelhante aos nossos

maiores players portugueses e, com esta abordagem simplista, temos uma visão

clara da vulnerabilidade a que estes últimos estão sujeitos”, afirma.

Que segmento de pneus considera ter mais futuro? O responsável avança com a sua visão:

“No caso dos pneus ligeiros e por via da tendência do mercado automóvel, a gama de

pneus SUV de altas prestações deverá manter um ritmo de crescimento acelerado. Apesar

do investimento dos fabricantes na área dos pneus All Season, em Portugal, manter-se-á a

tendência de compra de pneus de verão”.

Prazos de pagamentos

Na sua opinião, para o exercício da atividade, seria importante o comércio de pneus, no nosso

país, eliminar determinadas contrariedades. “Atualmente, verificamos uma deterioração dos

prazos de pagamento e de maior risco de incobrabilidade, isto em contraciclo com o crescimento

da economia. Este fator, aliado a um mercado altamente concorrencial, leva a que

determinados atores não tenham um critério que consideramos adequado na concessão

de crédito e no risco inerente ao negócio, o que leva a ações que, invariavelmente, tendem

a deteriorar margens de comercialização e ao desposicionamento de preços que afetam

todo o setor. E tudo isto ocorre devido ao facto de os clientes ‘incumpridores’ disporem de

diversas soluções de fornecimento, o que acaba por desregular o funcionamento de todo

o mercado”, enfatiza.

20 | Revista dos Pneus | Março 2019


S. José

Pneus

“O “Ano correu depressa e bem, com um

crescimento em todas as gamas”

Luís Aniceto destaca a subida em todas as gamas

comercializadas, à exceção dos camiões, colocando as

atenções no novo espaço da empresa em 2019

Com um crescimento das vendas em todas as gamas (exceto nas de camião), Luís Aniceto,

responsável da S. José Pneus, descreve 2018 como positivo para a empresa.

Um ano que contou com vários momentos altos. E a grande rotação. “O ano correu

bem depressa, em relação à boa evolução das vendas, e a nossa atenção esteve

também muito focada na evolução da construção da nossa futura sede/armazém,

com todos os pormenores inerentes quanto à ansiedade de poder

executar um projeto tão essencial para o presente e futuro da empresa,

que completa, em março de 2019, 53 anos de existência”, conta.

As expectativas em relação a este ano? “Será um ano marcante na

empresa, com a entrada em funcionamento da nova sede/armazém.

É um projeto que ansiamos há muito, que vai representar um marco

chave para o bom futuro da empresa, com o que perspetiva de aumento

de produtividade, de organização e de capacidade de stock,

que dará lugar ao aumento de marcas e produtos em oferta”, sublinha

Luís Aniceto.

Valor justo

Para a S. José Pneus, os desafios passam por “continuar na linha da frente da

distribuição de pneus a nível ibérico”, aponta Luís Aniceto. O responsável da

empresa acredita que é essencial, cada vez mais, “que cada casa de pneus saiba

onde quer estar no futuro, garantindo um justo valor/margem dos seus serviços,

de forma a poder remunerar devidamente os (bons) funcionários de que dispõe e a

equipar-se para continuar a evoluir, garantindo sempre mais qualidade nos serviços que presta”.

No seu entender, de resto, “todos os segmentos de pneus, devida e tecnicamente bem trabalhados,

continuam a ter uma perspetiva de futuro”, acrescenta Luís Aniceto.

Formação dos quadros

Luís Aniceto destaca ainda a importância de as oficinas de pneus apostarem no conhecimento

dos seus colaboradores. “Devem investir em equipamento e em formação do seu quadro de

trabalhadores”, adianta o responsável. Sobre o estado do comércio de pneus em Portugal, o

maior “constrangimento” que encontra está relacionado com “uma concorrência desenfreada

em busca de quota de mercado, esquecendo que o mais importante será sempre a qualidade

em detrimento da quantidade”.

www.revistadospneus.com | 21


Destaque Balanço de 2018

“Os quality subiram 30% e a marca

Lassa Tyres beneficiou disso”

Pneurama

Com um crescimento do volume de negócio na ordem dos

dois dígitos, a Pneurama beneficiou do aumento da procura

dos pneus quality em 30%

Dois dígitos! O crescimento do volume de negócios da Pneurama, no ano transato, foi

desta ordem de grandeza. “Em 2018, a Pneurama cumpriu o seu compromisso de oferecer

aos seus clientes a melhor relação preço/qualidade em cada segmento de pneus.

No segmento quality com a marca Lassa Tyres e no segmento budget com a marca Saferish, o

crescimento foi de dois dígitos”, afirma José Azevedo Mota, responsável da empresa à Revista

dos Pneus.

“O facto mais marcante na atividade de venda de pneus em 2018 foi a aplicação da taxa

anti-dumping para os pneus de camião fabricados na China. Na atividade comercial da

Pneurama, o facto mais relevante foi o crescimento do segmento quality (mid) em

2018. Segundo o Europool, até setembro de 2018 este segmento cresceu cerca

de 30%. A marca bandeira da Pneurama, a Lassa Tyres, encontra-se neste

segmento e beneficiou deste crescimento”, sublinha o responsável.

PODER DE COMPRA

Na nossa perspetiva de José Azevedo da Mota, o crescimento do

segmento quality “deve-se ao aumento do poder de compra dos

portugueses como consumidores finais (crescimento de PIB) fazem

o trade up do budget. E, também, um maior conhecimento por parte

do consumidor final sobre os produtos que compra. Por exemplo, em

2017, a Lassa Tyre estava nas 20 marcas de pneus mais pesquisadas

na Internet (segundo o Tyre Review), sendo uma das marcas que mais

cresceu nas pesquisas. No mercado dos pneus, já se nota a existência

de um consumidor informado”, diz.

Para este ano, a Pneurama pretende “manter o seu compromisso de

oferecer a melhor relação preço/qualidade em todos os segmentos de

pneus”, explica José Azevedo da Mota. “No segmento quality, com a nossa

marca bandeira, Lassa Tyres, a perspetiva que temos é que haja um crescimento

das vendas, em grande parte por causa de enorme retenção neste produto. O cliente

que experimenta volta a utilizar. É expectável um crescimento na ordem dos dois dígitos. No

segmento budget, com a marca Saferish, a Pneurama assumiu o compromisso de ter um stock

constante das principais medidas vendidas em Portugal. Como é um segmento relativamente

novo para nós, prevemos um crescimento também na ordem dos dois dígitos. No segmento

premium, a Pneurama juntou aos 4x4 da Cooper a marca Continental em UHP e Run Flat.

No segmento de pneus maciços e pneumáticos, a Pneurama continua no seu esforço de oferecer

ao mercado produtos de qualidade competitivos.

Por último, a Pneurama ampliou a sua oferta de produtos com câmaras de ar. Desde fevereiro

que a Pneurama disponibiliza mais de 70 medidas de câmaras de ar em borracha sintética

(qualidade superior) e borracha natural”, revela.

DIMENSÃO DUPLA

José Azevedo da Mota encara o futuro com otimismo. “A estratégia da Pneurama, no mercado

português, está assente em duas dimensões. Primeiro, oferecer um produto de qualidade, que

permite às lojas de pneus reterem os seus clientes criando lealdade a uma marca. Consideramos

a nossa marca bandeira, Lassa Tyres, um pneu com excelente relação preço/qualidade.

Segundo, fazer distribuição de pneus exclusivamente às lojas de pneus. Ou seja, as marcas

da Pneurama não são vendidas pela Internet diretamente ao consumidor final, protegendo,

assim, a margem do retalhista. Ao mesmo tempo, a Pneurama segue o sistema clássico de distribuição,

em que respeita a exclusividade geográfica das lojas de pneus”, refere. Dentro desta

estratégia, “os nossos maiores desafios são conseguir passar os atributos das nossas marcas

para os clientes e para os consumidores finais. Estamos, neste momento, a preparar o nosso

plano de comunicação para 2019, com enfoque na marca Lassa Tyres”, conclui.

22 | Revista dos Pneus | Março 2019


RS Contreras

“A nova operação logística encontra-se

a 100% e estamos otimistas”

Balanço positivo da RS Contreras no mercado nacional em

2018. Para 2019, as expectativas estão fo cadas na entrada em

funcionamento do novo espaço/armazém

“Fazemos um balanço muito positivo do ano de 2018. Conseguimos aumentar o volume

de faturação e unidades vendidas, com um destaque significativo da evolução

do mix”. As palavras são de José Enrique Carreiro e descrevem um ano muito

ativo da RS Contreras. “Devido às necessidades de aumentar a nossa oferta,

realizámos uma alteração logística complexa, com o objetivo de otimizar

as operações, melhorando a capacidade de armazenamento e de expedição”,

destaca. “Apesar da complexidade desta mudança, fizemos

um esforço muito grande para continuar a servir os clientes com os

padrões de qualidade a que estão habituados. A nova operação logística

encontra-se a funcionar a 100%, o que nos permite ser muito

otimistas quando olhamos para o futuro”, reforça ainda o responsável

à Revista dos Pneus.

Além da mudança logística, a RS Contreras tem outros objetivos para

2019. “O aumento da gama UHP disponível em stock, a introdução da

nova gama da NEXEN, feita na nova fábrica localizada na República

Checa, com grandes novidades em termos de equipamento de origem e

de extensão de gama, e, finalmente, a comercialização da marca TRISTAR,

produzida por um dos principais fabricantes chineses, com uma gama

espetacular e uma excelente relação preço/qualidade”, assegura.

APOSTA LOGÍSTICA

“Na RS Contreras, nos últimos anos, temos vindo a fazer grandes investimentos na parte

do desenvolvimento logístico, informático e, mais importante, nos recursos humanos. Consideramos

que este será o grande desafio no futuro próximo”, sublinha José Enrique Carreiro.

Como medidas prioritárias para as empresas do setor, o responsável acredita que nada supera

uma “gestão rigorosa do negócio, com especial atenção às vertentes da gestão financeira,

comercial e de recursos humanos”. E vai mais longe: “Do ponto de vista do negócio, a diversificação

de serviços, a aposta e a adaptação às novas tecnologias serão medidas fundamentais”.

Quanto ao segmento automóvel, “os pneus UHP são, não o futuro, mas já o presente, devido

à evolução do parque. Tecnologias como Run Flat, Sealant ou as de redução de ruído (Silent),

são, hoje, uma realidade que continuará a desenvolver-se no futuro” afirma. “Finalmente, assistimos

ao aumento das vendas de pneus para veículos elétricos, que, tendo em consideração

a evolução do setor automóvel, acreditamos que será o futuro”, adianta.

QUALIDADE DE SERVIÇO

Existem vários aspetos que José Enrique Carreiro considera fulcrais para o mercado. Exemplos?

“A formação contínua dos funcionários, assim como a atualização contínua de equipamentos

e, principalmente, a aposta em satisfazer as necessidades do cliente final”, sublinha.

Para a RS Contreras, agora, o principal desafio será “continuar a melhorar a qualidade de serviço

a que temos habituado os clientes, o que nem sempre é fácil se tivermos em consideração que,

em alguns casos, dependemos de terceiros, que nem sempre cumprem os padrões de qualidade

combinados. Para garantir um serviço de excelência, é preciso realizar um investimento

elevado, sendo preciso uma grande criatividade para conseguir que o binómio operacionalidade/rentabilidade

funcionem”, assegura.

www.revistadospneus.com | 23


Destaque Balanço de 2018

Euro Tyre

“A estratégia de ser um fornecedor

global de aftermarket foi a correta”

Telmo Barradas, responsável da Euro Tyre, garante que

a estratégia assumida há três anos deu frutos. O

balanço positivo de 2018 comprova o sucesso

“O balanço do ano foi francamente positivo, com aumento de vendas em

pneus e peças”, começa por referir Telmo Barradas, responsável da Euro

Tyre, que tem uma convicção: “A nossa estratégia de rumo, de passarmos

a ser um fornecedor global de aftermarket efetuada há três anos, foi a

correta”, sublinha.

As perspetivas para 2019, na área dos pneus, passa por “continuar a

enfrentar o mercado com uma boa dinâmica de vendas, proporcionando

aos clientes encontrarem no nosso portal todas as suas necessidades a

preços competitivos”, explica Telmo Barradas, que encara os próximos

anos com um espírito positivo. “Na Euro Tyre, encaramos o futuro com

otimismo, pois pensamos estar preparados para enfrentar o aftermarket.

Um dos desafios, continuará a ser servir as necessidades dos clientes. O outro,

será o compromisso com a rentabilidade”, adianta.

CRESCIMENTO DUPLO

Telmo Barradas é da opinião que as empresas do setor deviam ter em consideração alguns

pontos. “A primeira medida, transversal a oficinas e distribuidores, será as empresas desenvolverem

procedimentos que acautelem ao máximo os valores de crédito que dão aos seus

clientes. A segunda medida, que embora já seja um ‘chavão’, será colocar mesmo em prática a

diversificação do negócio, nomeadamente, as oficinas de pneus que integrem os serviços de

mecânica rápida, promovendo, assim, a fidelização dos clientes”, diz.

No mercado, o responsável prevê o crescimento de duas linhas. “Nas Jantes maiores ou equivalentes

a 16”, um crescimento nos segmentos budget/quality, dado que, por um lado, existirá

um aumento de preços nos pneus chineses e, por outro, os fabricantes europeus com as suas

marcas de segunda linha farão, seguramente, os ajustes para que tal aconteça. Nas jantes

maiores ou equivalentes a 17”, um crescimento do segmento premium pois, por um lado, existem

cada vez mais veículos novos equipados, de origem, com estas jantes, sendo tendência

natural do cliente final, na primeira reposição, optar pelo pneu que vem de origem. Por outro,

houve uma ligeira descida de preços dos fabricantes de marcas premium nestas jantes”, explica

Telmo Barradas à Revista dos Pneus.

DIVERSIFICAR NEGÓCIO

Importante para a as empresas do setor, na sua perspetiva, é, “sem dúvida, a diversificação

do negócio com a integração dos serviços de mecânica rápida. Decorrente dessa mutação, as

oficinas devem investir na formação dos seus colaboradores para a área da mecânica”, reforça.

Questionado sobre os problemas do mercado, Telmo Barradas é taxativo: “Por norma, não é

nossa cultura falarmos sobre constrangimentos e adversidades. Se os houver, estamos cá para

resolvê-los. Mas se houver algum a destacar, será o já apontado controlo de crédito”, remata.

24 | Revista dos Pneus | Março 2019


Tiresur

Portugal

“Crescemos em termos de volume

e faturação acima dos dois dígitos”

Armando Lima Santos, responsável da Tiresur Portugal,

congratula-se com a prestação da empresa em todos os

quadrantes. E revela cinco pilares para 2019

2018 voltou a ser muito positivo para a Tiresur Portugal. Armando Lima Santos

é muito claro. “Crescemos em termos de volume e faturação acima dos dois

dígitos e obtivemos um melhor resultado financeiro comparativamente a

2017”, revela. Momentos mais expressivos do ano passado? “Felizmente,

tivemos vários aspetos marcantes, mas destacamos o início da comercialização

de pneus agrícolas e industriais, através da representação das

marcas MRL e GTK. Além disso, passámos, também, a ser representantes

da marca Triangle em pneus de turismo, 4x4/SUV e comerciais, tendo

lançado a rede Triangle Club, plano de fidelização associado a esta

marca. Conseguimos aumentar a nossa carteira de clientes ativos e

aumentámos o número de associados também na nossa rede Center’s

Auto, o que demonstra bem o nível de confiança que o mercado deposita

na Tiresur”, sublinha Armando Lima Santos.

PILARES PARA 2019

Em 2019, a estratégia da empresa assenta em cinco pilares fundamentais. “Mais

clientes ativos/novos clientes; foco na venda de produtos e segmentos de produto mais

rentáveis para a empresa; foco na eficiência operacional; continuidade no controlo de crédito;

aposta na fidelização dos clientes com foco no crescimento das nossas redes e planos de

fidelização - Center´s Auto e Triangle Club”, revela.

Armando Lima Santos pretende que a empresa “continue a crescer e, acima de tudo, queremos

ser uma grande referência no mercado em Portugal, assim como já o somos em Espanha e no

Brasil”, conta. Para isso, dispõe de um um plano ambicioso, assente na estratégia ‘visão 360º -

Temos o que procura’, que permite um posicionamento como um fornecedor completo de pneus

para todos os segmentos e gamas de produto. “As nossas apostas fortes, em 2019, em termos

de produtos, vão para as marcas GT Radial (com o lançamento do pneu All Season), Triangle

e MRL, estes na vertente agrícola. Em termos de pneus de camião, queremos dar seguimento

à boa performance de vendas na marca Uniroyal. Quanto a investimentos, temos previsto um

novo ERP e, a médio prazo, a mudança de instalações para ganharmos capacidade de stock

e melhorarmos ainda mais o nosso serviço. São, portanto, sinais claros do investimento e da

aposta que o grupo está a fazer no nosso país. Vai ser, com certeza, um ano marcante para a

nossa empresa”, sublinha.

GESTÃO DE IMPARIDADES

Para Armando Lima Santos, atualmente, existem “muitos operadores no mercado e as margens

do negócio têm sido um desafio para todos os atores presentes em Portugal”. Por esse

motivo, é “preciso ser cada vez mais eficiente, para poder continuar a ter resultados positivos.

Além disso, em 2019, à semelhança do que já se foi verificando em 2018, a área de crédito e

cobrança assume particular e importante relevância para quem quiser sobreviver. É preciso

realmente muito cuidado na gestão das imparidades”, alerta o responsável da Tiresur Portugal.

www.revistadospneus.com | 25


Atualidade

Pneus

no

menu

Os distribuidores de peças despertaram

para o negócio dos pneus. Uma aposta

que veio para ficar e que constitui uma

séria ameaça para as empresas que

operam, em exclusivo, na distribuição

dos componentes pretos com um

buraco no meio

Por: Jorge Flores

Costuma dizer-se que a “necessidade

aguça o engenho”, mas, muitas

vezes, também obriga a alargar

os serviços prestados e produtos

comercializados. Nos últimos tempos, os distribuidores

exclusivos de pneus, em Portugal

(mas não apenas...), têm assistido a um aumento

da concorrência por via das empresas

distribuidoras de peças. São muitas as que

descobriram no negócio dos pneus uma

forma de compensar o “estrangulamento”

das margens e que alargaram estes produtos

e serviços ao menu da sua atividade.

Helmut Wolk, da Wolk After Sales Experts,

especialista na indústria e no negócio dos

pneus, em entrevista à nossa revista, há

três anos, já alertara para esta tendência. “A

maioria dos distribuidores de peças vende

pneus fora do canal pneus, já que o alvo

principal são as oficinas independentes. As

oficinas independentes são, muitas vezes,

‘atores’ passivos no negócio dos pneus. A

maioria dos grossistas de peças, perante

os milhares de referências que trabalham

26 | Revista dos Pneus | Março 2019


Distribuidores de peças

de pneus são ambos suportados por ferramentas

ativas de Online Routing. Estão

ambos no mesmo mercado e a convivência

nem sempre é bem conseguida”, explicara.

Fomos ouvir o que pensam, atualmente,

alguns dos grandes distribuidores de peças

do mercado nacional sobre este polémico

assunto.

w IMPORTÂNCIA DOS PNEUS

Para a MCoutinho Peças, esta tendência é

apenas um reflexo da evolução dos tempos.

E do negócio. “Por muito que o paradigma da

indústria automóvel esteja a mudar, com a

introdução de elementos altamente disruptivos,

como condução autónoma, veículos

elétricos e conectividade entre veículos, há

certos elementos que se mantêm puros na

sua essência e finalidade para a qual foram

nós especialistas na distribuição de peças

e não tendo o conhecimento profundo do

negócio dos pneus, a nossa estratégia passa

por nos posicionarmos junto dos clientes

como um distribuidor com oferta global. Não

pretendemos, nem faz sentido, que os pneus

sejam a principal oferta do nosso portefólio,

nem o nosso core business”, esclarece Flávio

Menino. “Mas pretendemos disponibilizá-los

aos clientes para aumentarmos o nosso nível

de serviço, no âmbito de uma oferta global,

complementando todos os outros produtos

que já comercializamos. Assim, os clientes

podem encontrar na Autozitânia mais um

tipo de produto que vai ao encontro das suas

necessidades”, sublinha. “Esta tendência é,

também, uma consequência da propensão

que tem vindo a observar-se nas oficinas,

que se transformaram num prestador de

e o limitado número de vendedores, concentram-se

mais nas peças do que nos

pneus, situação que acaba por retirar alguma

pro-atividade ao negócio dos pneus.

Para aumentar o negócio dos pneus com

as oficinas, os grossistas precisam do know-

-how dos fabricantes de pneus e da sua

ajuda ativa. Os grossistas e os fabricantes

criados”, adianta Ricardo Figueiras, responsável

de marketing da empresa. “Os pneus”,

acrescenta, “mostram-se um desses casos”.

Para mais, “com a importância que os pneus

continuam a representar nos próprios automóveis,

é natural que os distribuidores

procurem alargar a sua oferta”, explica a

mesma fonte à Revista dos Pneus.

w OFERTA GLOBAL

Por seu turno, Flávio Menino, diretor de

marketing da Autozitânia, reconhece que

esta é uma tendência que a empresa vai

“acompanhar, com a inclusão dos pneus no

nosso portefólio”, revelando, inclusivamente,

que já se encontra a “dar os primeiros passos

nesse sentido”. Mais: “Definimos esta estratégia

numa lógica de one-stop-shop, uma

tendência que tem vindo a crescer. Sendo

serviços global, incluindo os pneus na sua

oferta. E que provoca alterações em toda a

cadeia de distribuição”, conclui o responsável.

w ALARGAR HORIZONTE

Ricardo Lima, responsável de marketing da

Soulima, também não tem dúvidas sobre o

caminho a percorrer pelos distribuidores de

peças na atividade dos pneus. “O mercado

dos pneus foi, no passado, fortemente considerado

um mercado independente do de

reparação automóvel. Porém, com a emergência

da tendência de aproximação dos

players do mercado de pneus ao de reparação

automóvel, é normal que exista uma

evolução para um mercado global ao nível

da distribuição e de oferta ao consumidor

final”, esclarece. u

www.revistadospneus.com | 27


Atualidade

Circuito de Portugal Valorpneu

Digressão

w ESTRELA DA CAMPANHA

A apresentação da nova campanha Circuito

de Portugal Valorpneu ficou a cargo de Clide

norte a sul

A Valorpneu juntou, no dia 9 de janeiro, na sede da Cometil, em Loures,

membros do governo, órgãos de comunicação social e alguns dos seus membros

para apresentar a nova campanha Circuito de Portugal

Por: Joana Calado

A

abertura da iniciativa esteve a cargo

de Hélder Pedro, gerente da Valorpneu,

que começou por fazer

uma breve viagem pela história da

sociedade por quotas, sem fins lucrativos, fundada

em 2002 e que, hoje, conta já com uma

rede de “mais de 2.150 aderentes ao sistema

e mais de 4.000 comerciantes e distribuidores

a nível nacional. Permitindo, assim, que a taxa

de recolha de pneus esteja nos 100%, sendo

que a meta definida pelo licenciamento é de

96%. Sobre a recolha de pneus usados, Hélder

Pedro indicou que, neste momento, “a quantidade

de pneus recolhidos pelos operadores

da rede é superior à dos pneus usados gerados,

totalizando mais de 81.000 toneladas

de pneus anualmente recolhidos”. No final

do seu discurso de abertura, o gerente da

Valorpneu afirmou: “Podemos estar todos

orgulhosos do trajeto que tem sido feito”.

ménia Silva, diretora-geral da organização,

que começou por explicar o conceito da

campanha e os seus objetivos. Esta iniciativa

irá visitar cerca de 4.000 postos detentores

de pneus usados, sendo que se consideram

detentores de pneus usados todos os operadores,

empresas ou entidades (oficinas,

estações de serviço e lojas especializadas,

entre outras) que detenham pneus usados.

Com o objetivo de fortalecer o relacionamento

da Valorpneu com os seus parceiros

e sensibilizar os detentores de pneus usados

para a gestão correta deste resíduo, contribuir

para a evolução do SGPU, realizar um inquérito

de avaliação e satisfação e ainda realizar

um estudo nacional sobre estado do SGPU, a

campanha vai percorrer Portugal de norte a

sul. A equipa de 11 elementos estará dividida

por sete veículos, todos vestidos a rigor: pessoas

e viaturas. Os 11 promotores realizarão

cerca de 770 visitas mensais, prevendo-se o

envolvimento de mais de 10.000 pessoas. A

campanha teve início no mês de janeiro, em

vários distritos ao mesmo tempo, estando

previsto que termine em junho, no distrito

de Santarém.

A estrela desta iniciativa é o pneu telecomandado

que as empresas visitadas são

convidadas a experimentar, num circuito

previamente definido. Juntamente com

ele (pneu telecomandado), foi criado uma

circuito de formação e informação, no qual

os visitados são incentivados a participar. O

circuito é constituído por seis pinos, nos quais

estão mensagens que o participante deve ler

ao passar com o pneu por cada um deles. Ao

consultar as mensagens, o participante deve

reter cinco máximas: “Discriminar”, “Aceitar”,

“Guardar”, “Transportar”, “Entregar”. No fim,

apenas precisa de guardar o certificado de

entrega durante cinco anos.

A terminar, refira-se a presença do Secretário

de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que,

para além de uma breve apresentação, na

qual valorizou o trabalho desenvolvido pela

Valorpneu, ainda testou a estrela da campanha,

momento que arrancou de todos os

presentes algumas gargalhadas. u

28 | Revista dos Pneus | Março 2019


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revistapneus_fevereiro_impressao.pdf 1 18/02/2019 17:19:35

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Reportagem

Irmandade

do pneu

No dia 1 de fevereiro, a Vipal juntou,

no Lisbon Marriott Hotel, importantes

associações do setor dos pneus para

discutir temas pertinentes, como a

Economia Circular e o Anti-dumping.

ANIRP, AER, TNU e Valorpneu

não faltaram à chamada

ANTI-DUMPING

E ANTI-SUBVENÇÕES

A primeira apresentação foi subordinada ao tema

“Resultado das reclamações de Anti-dumping e Anti-

-subvenções - Consequências para o nosso setor e atuações

futuras”. Michael Schwämmlein, da BIPAVER, usou da palavra

para destacar o trabalho realizado junto da Comunidade Europeia,

que levou a que esta desenvolvesse investigações que

originaram o novo regulamento europeu datado de novembro

de 2018. As novas diretivas irão vigorar durante cinco anos,

sendo que, até ao momento, ainda não há conhecimento de

que os produtores chineses tenham efetuado uma contra

proposta para as mesmas. Estas diretivas são consideradas

uma grande ajuda para os distribuidores portugueses.

No entanto, Michael Schwämmlein alertou para a necessidade

de se manterem atentos para qualquer

tentativa de desrespeito destas normas.

Por: Joana Calado

NOVA LEGISLAÇÃO

EUROPEIA PARA O PNEU

As etiquetas de pneus renovados irão sofrer alterações, passando

a ter a indicação do nome do distribuidor, modelo ou nome comercial,

bem como um código QR. As indicações relativas à eficiência de

combustível e de travagem mantêm-se, tal como a indicação do nível

de ruído. Michael Schwämmlein indicou, durante a sua apresentação,

que será necessário retificar o suplemento R108, uma vez que, neste

momento, não existe base legal para marcar pneus renovados, apesar

de já vigorarem algumas diretivas nacionais em certos países, como,

por exemplo, na Alemanha. Ricard Anadón e Alejandro Rodriguez,

ambos da IDIADA, focaram as suas exposições na necessidade de

atestar a qualidade não só dos pneus mas, também, dos processos

de renovação. Relativamente à inscrição do símbolo snowflake

nos pneus e nas etiquetas, está condicionada à passagem

de diversos testes, nomeadamente travagem, aceleração

e tração.

ANÁLISE

DE CUSTOS

PARA A FABRICAÇÃO

DE PNEUS RENOVADOS

O

Lisbon Marriott Hotel abriu as

suas portas para receber parceiros

e convidados da Vipal,

numa reunião que contou com

a presença de representantes de importantes

associações na área da recauchutagem

e reciclagem de pneus usados. O dia 1 de

fevereiro começou cedo para os presentes,

tendo a abertura e o encerramento da ação

ficado a cargo de Frederico Schmidt, diretor-

-geral da Vipal. u

Salvador Perez Lucerna, da Insa Turbo, desenvolveu

um estudo sobre os custos de fabricação de pneus renovados,

partindo da base de vendas, gastos e unidades

produzidas, sendo este último o mais importante para a

análise de custos mais eficiente possível. Considerando ainda

que, neste momento, a maior dificuldade que as empresas

enfrentam é o aumento do custo da matéria-prima, o que

fez com que as margens de lucro diminuíssem. Assim, considerando

uma produção de 2.500 unidades, o total de

custos para a fábrica andaria na ordem dos €71.000, o

que se traduz num custo por pneu de €28,40. Estes

valores (estimados) poderão variar devido a

dois fatores: produção menor do que a

estimada; aumento de tempo no

processo de produção.

30 | Revista dos Pneus | Março 2019


Reunião ANIRP-AER

ECONOMIA

CIRCULAR

APLICADA AO PNEU

Tratando-se de um quadro sobre ambiente, a apresentação

ficou a cargo de Climénia Silva, da Valorpneu,

e Javier de Jesus, da TNU. Referindo-se à legislação ambiental

que afeta o setor dos pneus, Climénia Silva recordou

a nova licença atribuída à Valorpneu, que entrará em vigor

até 2021, fazendo ainda uma breve viagem pela definição e

diferenciação dos diferentes resíduos. No que diz respeito

aos pneus enquanto resíduos, prevê-se a sua preparação

para reutilização, reciclagem, outras formas de valorização

e, por fim, a sua destruição. Sobre o exemplo espanhol,

Javier de Jesus alertou para a necessidade de uma

alteração à legislação atual. Sendo necessário

modificar os códigos de utilização, incluindo

os R14 (preparação para reutilização)

e R15 (relativo ao recheio).

AÇÕES A REALIZAR

NO FUTURO PERANTE AS

ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS

Para abordar este tema, foram chamados os representantes da AER

e da ANIRP, Salvador Perez e José Gomes, respetivamente. De acordo

com o representante espanhol, o pneu está em contínua evolução,

transformando este num mercado cada vez mais exigente e competitivo,

aumentando a necessidade de mostrar que os pneus renovados

estão ao nível dos novos, quer em termos técnicos quer em termos de

qualidade. Já José Gomes começou a sua intervenção por referir que os

pneus recauchutados não estão sujeitos a Ecovalor, ou seja, ficam isentos

deste imposto, seja em termos de importação seja no que se refere à

comercialização. José Gomes salientou ainda que, com a nova legislação,

toda a carcaça que seja entregue num centro para ser recauchutada

não será considerada resíduo, apresentando ainda o novo fluxograma

de pneus. A terminar, o representante da ANIRP reforçou

a ideia de que os pneus recauchutados deveriam começar

a ser uma opção em concursos públicos, deixando este

desejo para um futuro próximo.

www.revistadospneus.com | 31


Reportagem

1.º Encontro de Agricultores Trelleborg/EasyPneus

Especialistas em

pneus agrícolas

O crescimento da atividade

agrícola no distrito de Beja

tem contribuído para o

desenvolvimento de diversos

negócios, onde se inclui

o comércio de pneus.

EasyPneus e Trelleborg

uniram esforços para

conquistarem este

novo mercado

Por: João Vieira

A

EasyPneus, distribuidor exclusivo

dos pneus Trelleborg para o distrito

de Beja, realizou, no passado dia 23

de fevereiro, nas suas instalações, o

1.° Encontro de Agricultores Trelleborg/EasyPneus,

num evento conjunto que reuniu mais

de 100 clientes. O objetivo foi apresentar as

diversas marcas do Grupo Trelleborg Wheel

Systems, nomeadamente Trelleborg, Mitas e

Cultor, assim como divulgar os serviços da

EasyPneus para o setor agrícola.

Ramón Martínez, gerente da Trelleborg

Wheel Systems Espanha e Portugal, deu as

boas-vindas aos participantes e começou

por fazer uma apresentação do grupo cotado

em bolsa, que alcançou uma faturação

anual de 3,28 mil milhões de euros e está

presente em mais de 50 países. A empresa

oferece soluções altamente especializadas

para criar valor agregado para os clientes e

colabora com os principais fabricantes de

tratores e máquinas agrícolas. Dispõe de

fábricas localizadas na Itália, Letónia, Brasil,

República Checa, Sérvia, Eslovénia, China,

Sri Lanka, Suécia e EUA.

Na sua apresentação, Ramón Martínez destacou

algumas novidades recentemente apresentadas

pela marca na feira SIMA. A grande

inovação diz respeito ao sistema VIP (Pressão

de Enchimento Variável), uma solução de

roda completa inteligente equipada com

sensores capazes de ajustar a pressão dos

pneus de acordo com a carga variável e as

condições do piso, reduzindo a compactação

do solo para obter maior rendimento dos

cultivos. A nova app TLC Plus da Trelleborg

está sincronizada com o sistema VIP e fornece

toda a informação necessária ao agricultor

sobre a diferença entre o valor ideal

e o valor real da pressão dos pneus. “É uma

inovação bastante interessante em relação

às novas tecnologias que utilizam a ligação

entre o pneu e a cabina do condutor. Acredito

que irá revolucionar bastante o mundo

da agricultura”, disse Ramón Martínez.

32 | Revista dos Pneus | Março 2019


Veja o vídeo em www.revistadospneus.com

empresa. Privilegiamos, acima de tudo, a

proximidade com os clientes e estes eventos

proporcionam essa relação. Por outro

lado, estamos a viver um tempo de grande

crescimento da agricultura na nossa zona,

com cada vez mais plantações de oliveira e

vinha. Estamos preparados para dar resposta

à procura e às necessidades dos agricultores

em relação aos pneus indicados para cada

trabalho”.

A EasyPneus foi, também, a primeira empresa

do distrito de Beja a disponibilizar o

serviço de assistência no local. “Atualmente,

temos duas carrinhas de assistência, que

garantem a substituição de qualquer tipo

de pneus agrícolas no próprio local onde o

trator se encontra. É um serviço muito compensador

para o agricultor, pois poupa-lhe

imenso tempo e rentabiliza o seu trabalho”.

A propósito da parceria com a Trelleborg,

Daniel Mestre referiu: “Já conhecia bem a

Trelleborg antes de sermos o distribuidor

exclusivo e não tenho dúvidas sobre a qualidade

dos seus produtos. Não nos podemos

esquecer que é uma marca com mais de um

século de atividade no fabrico de pneus.

Tem uma enorme experiência adquirida

w NOVIDADES TRELLEBORG E MITAS

As amplas instalações da EasyPneus foram

o palco da apresentação de várias novidades.

No que diz respeito à marca Trelleborg,

destacou-se o TM1000, o seu principal

pneu projetado para tratores de elevada

potência, com piso melhorado e tecnologia

ProgressiveTraction. Esta tecnologia liberta

energia adicional para o solo e reduz o stress

no mesmo, aumentando o desempenho da

máquina para aplicações em estradas. O revolucionário

PneuTrac, outra das novidades,

combina as vantagens de um pneu agrícola

com o benefício das correntes. De referir

também o serviço Your Tire, que permite

aos clientes personalizar os pneus radiais

Trelleborg para o seu trator.

Jesús Castro, diretor de vendas da Mitas para

Espanha e Portugal, fez uma apresentação

detalhada da vasta gama que esta marca

disponibiliza para o mercado agrícola, incluindo

pneus flutuantes Agriterra, pneus VF

HC 2000 para tratores de elevada potência e

pneus para utilização municipal. Destaque,

também, para o Mitas AC85, um pneu de

elevada durabilidade com características

equilibradas para vários tipos de aplicações,

tanto no campo como em estrada, além do

Mitas AC70G, que tem como principal vantagem

os seus tacos com maior espessura

e largura, permitindo a proteção do solo e

das plantas.

w BOAS PERSPETIVAS DE VENDAS

Para Daniel Mestre e Ramón Martínez, não

há razões para pessimismo, porque todos os

indicadores apontam para um crescimento

da atividade agrícola nos próximos tempos.

“Depois de um ano difícil, começámos bastante

bem 2019, com os meses de janeiro

fevereiro a crescer. Embora seja muito cedo

para perspetivar o final do ano, não temos

dúvidas que iremos crescer acompanhando

a tendência do mercado”, assegurou Ramón

Martínez.

Para Daniel Mestre, “apesar do mercado não

estar fácil, devido à enorme concorrência

e excesso de marcas, o que gera alguma

confusão, na EasyPneus, mantemos o nosso

e, contrariamente, a outras marcas, está

vocacionada apenas para o segmento dos

pneus agrícolas, o que se reflete na qualidade

final dos produtos que comercializa.

Qualquer uma das três marcas (Trelleborg,

Mitas e Cultor) oferece alto rendimento e

elevada qualidade. Nos últimos dois anos,

já montámos mais de 700 pneus radiais e

não recebemos qualquer reclamação, o que

demonstra bem a qualidade dos produtos”.

w MAIS PRÓXIMO DOS CLIENTES

Daniel Mestre, gerente da EsayPneus, afirmou

que “este encontro identifica-se com

a maneira de estar no mercado da nossa

nível de negócio, derivado do nosso trabalho

e da forma de estarmos no mercado,

muito próximo dos clientes. Estamos sempre

atentos às suas necessidades e disponíveis

para assistência no local, inclusive aos sábados,

onde permanecemos abertos até às

17h. Prevemos, por isso, um crescimento na

venda de pneus agrícolas, alavancada pelo

aumento da atividade agrícola em toda a

nossa zona de intervenção”. u

www.revistadospneus.com | 33


Máquinadotempo

História de inovação

A história da Firestone, marca do Grupo Bridgestone, está invariavelmente ligada ao

percurso do seu fundador, Harvey Samuel Firestone, numa altura em que passaram

150 anos do seu nascimento. A Máquina do Tempo desta edição é dedicada a uma

das figuras mais emblemáticas de sempre do mundo dos pneus

Herança de peso

Por: Bruno Castanheira

1900

A Firestone Tyre &

Rubber Company

foi fundada por

Harvey Firestone,

em Akron, no Ohio

1906

A Firestone fornece 2.000

conjuntos de pneus à

Ford Motor Company,

naquela que foi a maior

encomenda individual

de pneus na indústria

automóvel da altura

1910

Os lucros da Firestone

Tyre & Rubber

Company excedem,

pela primeira vez, 1

milhão de USD

34 | Revista dos Pneus | Março 2019


Firestone

Corria o ano de 1868

quando, no dia 20 de dezembro,

nascia, no estado

norte-americano do Ohio,

Harvey Samuel Firestone,

que, graças ao seu espírito

empreendedor e à aposta

na inovação, criou o primeiro

pneu antiderrapante e desenvolveu

o conceito de estação multisserviço.

Apesar da infância humilde, Harvey Samuel

Firestone tinha uma mente prodigiosa. Vislumbrou

oportunidades onde mais ninguém

viu e investiu tempo para pensar as decisões

que tomou quando os demais se apressavam

com as suas, ansiosos por se manterem “à

tona” durante o período da Primeira Guerra

Mundial. A estratégia de Firestone visava a

planificação exaustiva para, de seguida, tomar

ações decisivas. Firestone nasceu numa

fazenda familiar na pequena comunidade de

Columbiana, no Ohio. Depois de se formar no

ensino secundário, começou a trabalhar na

Columbus Buggy Company, fabricante de carruagens

propriedade do seu tio localizada na

capital do estado do Ohio. Quando a empresa

faliu, passou a operar juntamente com alguns

sócios numa fábrica de pneus em Chicago.

Mas, graças ao seu espírito empreendedor,

rapidamente fundou a sua própria empresa:

The Firestone Tire & Rubber Co. Com uma

patente criada pelo próprio Firestone, foram

produzidos os primeiros pneus de borracha

para carruagens de Akron, no Ohio.

w OS PRIMEIROS ANOS

Em 1900, no primeiro ano de atividade da

empresa, Firestone faturou US$110.000 com a

venda de pneus. Nessa altura, dispunha apenas

de uma fundição abandonada e contava

com 12 colaboradores. Mas aproximava-se

uma revolução que ele iria aproveitar para

fazer com que o seu negócio crescesse de

forma exponencial. No início do anos 20, começaram

a ser lançados os primeiros modelos

de automóveis da Ford Motor Company.

Firestone não tardou a aliar-se a este fabricante,

prevendo que o futuro do transporte

andaria de mãos dadas com os veículos de

quatro rodas. Em 1906, Firestone acordou

com o seu grande amigo e proprietário da

empresa, Henry Ford, ser ele o fabricante de

pneus do famoso Ford Model T. Em 1920,

Firestone faturou US$115 milhões.

Harvey Samuel Firestone era muito mais do

que um fabricante de pneus de sucesso. Era,

também, um homem de família (teve cinco filhos),

filantropo e um dos principais investidores

na sociedade norte-americana do século

XX. Esta filosofia de vida converteu-o num

1911

Ray Harroun

vence o

primeiro

Indianápolis

500 com pneus

Firestone

1928

A Firestone abre a primeira

fábrica ultramarina, em

Brentford, no Reino Unido.

Nas décadas seguintes,

seguem-se as fábricas da

UE na Suécia, Espanha,

França, Portugal e Suíça

1932

A Firestone desenvolve o

primeiro pneu de trator

pneumático de baixa

pressão prático e inicia

a campanha “Colocar a

borracha na agricultura”

www.revistadospneus.com | 35


MáquinadoTempo

Firestone

amigo de ideias visionárias e companheiro de

viagem frequente de outras mentes privilegiadas

e líderes em inovação e negócios na época,

como Henry Ford e Thomas Edison. Juntos, formaram

o “Millionaire Club”, um círculo no qual

os lustres membros podiam reunir e concordar

a aquisição de bens, predominantemente imóveis.

Para selar os acordos, um aperto de mão

era suficiente, já que havia espírito de camaradagem

e confiança. O magnata dos pneus

também lutou firmemente para melhorar o

estado das autoestradas norte-americanas. O

movimento “Good Roads”, iniciado nos anos

20 com o objetivo de remediar o mau estado

das estradas do país, inspirou décadas depois a

aprovação da “Lei Federal de Ajuda às Autoestradas”

de 1956, promulgada pelo presidente

Eisenhower.

w MOVIMENTOS MARCANTES

Quando, em 1928, inaugurou a sua primeira

fábrica fora dos EUA, em Brentford, Inglaterra,

Harvey Firestone não esteve presente pessoalmente.

Mas a sua voz e a sua mensagem chegaram

bem alto e de forma clara através da onda

curta do rádio. Estava dado o tiro de partida

para a expansão internacional. Firestone não

apenas começou a fabricar pneus em vários

pontos do globo, como queria, também, controlar

toda a cadeia de produção, começando

com o cultivo de borracha natural. Na década

de 20, comprou a sua própria fazenda de borracha

na Libéria, em resposta ao monopólio

britânico e holandês da borracha.

Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA encontravam-se

com abundância de automóveis e

camiões devido ao excesso de produção provocado

pela guerra. Mas o sistema ferroviário

estava saturado e não permitia que bens e alimentos

chegassem a todo o país. No início de

1919, Harvey Samuel Firestone juntou-se ao

movimento “Ship by Truck”, que defendia o

transporte de bens por camião em detrimento

do ferroviário. Esforço que fez com que os envios

passassem a ser mais rápidos e ágeis, a

preços mais reduzidos. Além disso, Firestone

impulsionou o desenvolvimento da rede rodoviária

dos EUA: “Good Roads Movement”.

Harvey Samuel Firestone foi, também, um

grande inovador a nível tecnológico. Em 1923,

introduziu uma nova tecnologia de pneus de

baixa pressão: os pneus “balão”. Até então,

os pneus eram muito estreitos. Com estes

novos pneus, mais largos, a empresa oferecia

um produto mais confortável, com melhor

1968

Graham Hill é o

primeiro vencedor

do campeonato

de Fórmula 1 da

FIA com pneus

Firestone

1988

A Firestone funde-se com a

Bridgestone Corporation, uma

empresa que partilha valores

semelhantes e uma tradição de

excelência inovadora. Esta fusão

criou o maior fabricante de pneus

no mundo da atualidade

1993

A Firestone anuncia o

regresso ao Indianápolis

500 e ao Indy/Champ

Car, 20 anos após ter

saído dos desportos

motorizados

36 | Revista dos Pneus | Março 2019


aderência e que transmitia mais confiança do

que os pneus da época. Este produto não foi

apenas adotado por grandes fabricantes de

automóveis, como a Cole Motor Car Company,

mas Firestone teve a ideia revolucionária de

aplicá-lo, também, no campo. Ele próprio era

agricultor e, em 1932, ano em que se retirou

da gestão ativa da empresa, conseguiu “levar”

estes pneus para o campo (“Put the Farm on

Rubber”). Em 1935, 14% dos tratores eram

vendidos com pneus de borracha. Nos anos

50, era quase impossível conseguir tratores

com rodas de aço.

w PALMARÉS INVEJÁVEL

O espírito visionário de Firestone também

se estendeu aos serviços. Em 1928, inaugurou

a sua primeira oficina “One-Stop Service

Station”, que oferecia uma grande variedade

de produtos e um serviço de qualidade. A

diversificação do negócio permitiu à Firestone

sobreviver à Grande Depressão, produzindo

rádios, produtos de limpeza de radiadores,

correntes de camião e até mesmo molas de ar.

A diversificação de produtos consolidou-se no

final dos anos 30 com a criação da Firestone

Industrial Products Company.

O percurso da Firestone está, desde os primórdios,

ligado ao mundo da competição,

onde tem uma história brilhante. Em 1909,

Harvey Samuel Firestone desenvolveu um

jogo de pneus para um carro conduzido por

Barney Oldfield na prova Indianápolis 300.

Oldfield viria mesmo a afirmar: “O meu único

seguro de vida são os pneus Firestone”. Mais

tarde, em 1911, Ray Harroun venceu a primeira

corrida da famosa Indianápolis 500 com um

Marmon Wasp equipado com pneus Firestone.

A partir desse momento, a Firestone esteve

ligada à maioria das vitórias conquistadas em

competições com carros de corrida.

Em 1957, a Firestone desenvolveu um pneu de

corrida para suportar velocidades superiores

a 305 km/h para as 500 Millas de Monza, em

Itália. Jimmy Bryan venceu a primeira corrida

com pneus Firestone, tendo alcançado o recorde

mundial de 257 km/h. Com a saída da

Goodyear, a Firestone tornou-se, em 2002,

fornecedora oficial da IZOD IndyCar e das

500 Milhas de Indianápolis. De 1991 a 2015,

a Firestone foi, também, fornecedora oficial

do campeonato Indy Lights, que teve Eric

Bachelart como primeiro campeão.

Desde 1965 e durante 10 anos, a Firestone

também esteve envolvida no Mundial de

Fórmula 1 da FIA. Graham Hill foi o primeiro

piloto a vencer o campeonato com pneus

Firestone e quando o famoso piloto mexicano

Pedro Rodríguez utilizou os pneus da marca

no seu Ferrari, a Firestone tornou-se numa

referência na categoria mais alta do desporto

motorizado, estando ligada a muitas vitórias

obtidas durante a década.

Em 1988, a Firestone foi adquirida pela Bridgestone,

com a qual partilha os valores e a

cultura de inovação. Esta operação deu origem

aquela que é, atualmente, a empresa

líder mundial no fabrico de pneus e produtos

derivados de borracha. Em 2014, a Bridgestone

decidiu levar a cabo uma forte campanha

de revitalização da marca Firestone,

enaltecendo o impressionante legado criado

ao longo de mais de 100 anos de história.

O foco foi colocado no produto, através do

lançamento de novos modelos com elevados

níveis tecnológico e competitivo, dispondo de

uma excelente relação qualidade/preço. u

1996

A Firestone

vence o Indy

500 da era

moderna pela

primeira vez

2014

A campanha

Renovação da

Firestone inicia-se

na Europa, com

o lançamento do

novo pneu SUV

Destination HP

2015

A Firestone Music Tour

visita seis dos maiores

festivais europeus de

música, em Espanha,

Alemanha, França,

Polónia, Itália e Reino

Unido

www.revistadospneus.com | 37


Entrevista

O setor

pneus

dos

está a

mudar

A Yokohama está a atravessar um

dos melhores períodos da sua história,

que conta já com mais de um século.

Numa entrevista concedida à Revista

dos Pneus, Victor Cañizares,

vice-presidente de vendas e marketing

da Yokohama Iberia, partilhou alguns

momentos e alertou para o facto

de o setor estar a mudar

Por: Bruno Castanheira

38 | Revista dos Pneus | Março 2019


Victor Cañizares, Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Yokohama Iberia

obreviveu a crises económicas,

a terramotos e

até a bombardeamentos.

O fabricante japonês de

pneus Yokohama comemorou,

em 2017, o seu

primeiro século de vida.

Uma história que se confunde, no fundo,

com a do próprio mundo. A gama premium

de que dispõe e a parceria estabelecida, em

2015, com o Chelsea Football Club, fazem da

Yokohama uma das marcas mais respeitadas

a nível mundial e com um grau de notoriedade

difícil de igualar. Não admira, pois, que

a marca fundada no dia 13 de outubro de

1917 esteja a atravessar um dos melhores

períodos da sua história. Numa entrevista

concedida à Revista dos Pneus, que, aqui,

reproduzimos na íntegra, Victor Cañizares,

vice-presidente de vendas e marketing da

Yokohama Iberia, partilhou alguns desses

momentos e alertou para o facto de o setor

dos pneus estar a mudar.

dar uma resposta eficaz ao consumidor final.

Por outro, elegem determinado produto como

estratégia para a sua empresa. As oficinas que

definem como principal estratégia não ter

stock, valem-se da distribuição para assegurar

um serviço de entregas rápido, de acordo

com as necessidades do consumidor final. No

entanto, importa salientar que, no caso das

jantes de elevado valor, o comportamento é

idêntico, pois espera-se da distribuição um

serviço urgente, já que a oficina não está disposta

a suportar esse custo no seu negócio.

Como olham os fabricantes para essa

realidade?

Os grandes fabricantes europeus começaram

a tomar decisões estratégicas no sentido de

controlar a procura, com o objetivo de não

perderem quota de mercado nem poder.

Decisões como investir em oficinas ou redes

de oficinas, quer sejam centros próprios ou

franchisados, que permita aos fabricantes ter

As alterações que o canal está a sentir são

consequência das mudanças verificadas no

que respeita ao consumidor final, que tem

um nível de formação mais elevado e está,

consequentemente, melhor informado. Há

que adaptar, por isso, a oferta aos millennials

e à geração “Z”, tipologias de consumidores

que se caracterizam por estarem conectadas

e para quem o sentimento de posse não tem

relevância, ao contrário do pagamento pela

utilização de determinado bem ou serviço.

Estamos perante gerações ecologicamente

conscientes e que procuram serviços e produtos

sustentáveis. E, este, é um verdadeiro

desafio.

E no que diz respeito ao produto propriamente

dito?

Em relação ao produto, convém frisar que

corremos o risco de banalizar o pneu se continuarmos

a focar a nossa atenção apenas no

preço. Como as marcas não são todas iguais,

Gostaria de começar, se me permite, pela

importância que tem o mercado português

para a Yokohama...

Antes de referir a estratégia da Yokohama

para o mercado português, creio ser da maior

importância analisar, primeiro, as mudanças

que o setor dos pneus está a atravessar atualmente.

No que diz respeito ao canal, convém

frisar que as casas especializadas em pneus e

as oficinas especializadas em mecânica estão

a convergir para aquilo que se denomina de

“Oficinas de Mecânica Rápida”. Esta nova realidade

faz com que o setor dos pneus esteja

atomizado e faz com que a oferta seja assegurada

por um número alargado de players,

em detrimento das casas especializadas em

pneus. Além disso, os entraves colocados à

entrada de novos players no negócio dos

pneus têm vindo a ser minimizados, estando

o investimento focado, essencialmente, na

maquinaria, sendo, por isso, descurados outros

ativos (como os pneus), uma vez que o

canal de distribuição oferece, hoje, um serviço

de entregas rápido com um preço muito

competitivo.

O que dita, por isso, tipos de compra diferentes...

Precisamente. Este novo cenário faz com que

se existam dois tipos de compra bem diferentes.

Por um lado, as oficinas que apostam no

stock como valor acrescentado, no sentido de

a possibilidade de aconselhar as suas marcas

junto do consumidor final, tornaram-se habituais.

Ou até mesmo a inversão do processo

de distribuição, de modo a que os fabricantes

ofereçam as suas próprias marcas às restantes

oficinas, assegurando o mesmo tipo de serviço

dos concorrentes. Também é certo que ter

equipamentos e pneus não garante, por si só,

a prestação de um serviço profissionalizado.

Nem é linear que se traduza em benefícios

para o negócio. Mas é, seguramente, o nível

dos equipamentos, dos produtos oferecidos

e do profissionalismo que, em conjunto, marcarão

a diferença na atividade.

Estará o consumidor, também ele, a mudar?

Vivemos uma nova realidade, sem dúvida.

o fator diferenciador continua a ser o nível

de investimento aplicado na investigação e

no desenvolvimento. Sobre o preço, importa

referir que o fator chave para a rentabilidade

do negócio é e será o... preço de venda. E

este deverá ser justo para o consumidor final,

para a oficina e para o fabricante, uma vez

que dele depende a subsistência do próprio

negócio.

A Yokohama é uma marca que tem apostado,

desde sempre, na especialização

em cada uma das categorias de produto?

A Yokohama não é uma marca generalista,

pelo que continuaremos à procura, dentro

desta nova realidade, de players que queiram

defender o pneu por aquilo que ele é: um

produto que integra valores fundamentais,

www.revistadospneus.com | 39


Entrevista

Victor Cañizares

como a segurança, o respeito pelo meio ambiente

e a tecnologia. Fatores que tornam

este produto adequado para cada necessidade

e exigência, não podendo o pneu ser

visto como um produto sem identidade ou

insignificante para o veículo. A Yokohama

aposta na especialização em cada uma das

categorias existentes. Exemplo disso, é o

lançamento dos Geolandar G003 e G005,

para o segmento 4x4, concebidos para uma

utilizado fora de estrada em condições extremas.

Outro exemplo, é-nos trazido pelo

lançamento do novo modelo RY55 para

comerciais ligeiros, onde melhorámos os

índices de carga e os códigos de velocidade,

numa clara adaptação às novas exigências

do parque automóvel existente.

Isto numa altura em que a própria sociedade

está cada vez mais conectada...

Vivemos, definitivamente, numa época

de múltiplas mensagens e de diversas

plataformas de comunicação. E enquanto

continuamos a satisfazer as necessidades

dos milhões de veículos atuais, devemos

pensar em como adaptar o nosso negócio

a uma sociedade conectada (informação

via web), mais preocupada com o meio

ambiente (veículos com emissões zero) e

que valorizará a utilização em detrimento

da posse (viatura própria).

Não resisto a perguntar-lhe a importância

da campanha “Drive for More”. Que mais-

-valias trouxe para a Yokohama a parceria

com o Chelsea FC?

A campanha “Drive for More”, divulgada nos

cinco principais mercados internacionais

(Índia, Malásia, Vietname, França e Península

Ibérica), é considerado o maior investimento

em marketing realizado pela Yokohama nos

seus mais de 100 anos de história. Didier

Drogba, lenda do Chelsea FC e ícone do futebol

mundial, foi escolhido como o rosto da

campanha, participando, ativamente, numa

série de eventos VIP, como aconteceu no jantar

de gala com os clientes da Yokohama Iberia,

realizado no dia 1 de dezembro de 2018, no

Grande Salão do Círculo de Bellas Artes de

Madrid, onde a Revista dos Pneus esteve presente.

O evento “Drive for More”, organizado

pela Yokohama Rubber Co. e pelo Chelsea FC,

contou com a presença dos ex-jogadores do

clube londrino, Didier Drogba e Paulo Ferreira,

que participaram, juntamente com clientes

da Yokohama Iberia, tanto espanhóis como

portugueses, no jantar de gala, com o objetivo

de partilhar momentos e experiências.

Através da parceria com o clube londrino,

a Yokohama procura, também, maximizar

o valor do cliente e expandir o seu alcance

global. É assim?

A parceria entre a Yokohama e o Chelsea

FC é de enorme valor, pois as duas empresas

encaixam bem, sendo ambas organizações

internacionais líderes na inovação

e no desempenho. Com esta parceria, a

Yokohama procura maximizar o valor do

cliente e expandir o seu alcance global,

com o objetivo de manter a sua liderança

na indústria dos pneus. Neste contexto, a

aliança é uma oportunidade de mostrar a

empresa a uma grande audiência mundial,

graças à popularidade do Chelsea FC. A

Yokohama Iberia, S.A. trabalha com uma

estratégia de marketing “push”, centrando o

seu esforço no canal, enquanto que a Yokohama

Rubber Co. nos permite, através do

seu patrocínio ao Chelsea FC, trabalhar em

duas direções: reconhecimento da marca

junto do consumidor final e ações ao canal,

como a experiência “Drive for More”

ou a possibilidade de assistir aos jogos do

Chelsea FC em Stamford Bridge. Por último,

pretendemos tornar o YCN (“Yokohama Club

Network”) num projeto de maior relevância

no presente e no futuro próximo. u

40 | Revista dos Pneus | Março 2019


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Estamos presentes nas redes sociais:


Empresa

Casa nova,

Com as instalações de 8.000 m 2 ainda a cheirar a novo, a Dispnal partiu para 2019

com a experiência dos 20 anos (cumpridos este ano) e com a ambição de quem

sabe adaptar-se à evolução dos tempos

Por: Jorge Flores

42 | Revista dos Pneus | Março 2019


Dispnal

vida nova

ainda não houve lugar a uma inauguração

oficial. Tudo a seu tempo. “Pouco a pouco,

estamos a adaptar-nos às instalações e às

novas tecnologias que também implementámos

na empresa, em termos de software,

de modo a acelerar os processos e a termos

uma leitura mais rápida de tudo o que se

passa”, explicou Rui Chorado à Revista dos

Pneus. Com a introdução de um novo sistema,

a empresa consegue monitorizar os

serviços diários e, com base neste registo,

maximizar a atividade. Segundo o responsável,

o investimento nas novas instalações

deveu-se à necessidade de corresponder ao

mercado. “Hoje em dia, é muito exigente.

Desde a compra até à logística para fazer a

respetiva entrega”, adiantou Rui Chorado.

O objetivo, portanto, é procurar otimizar os

serviços, sempre em benefício do cliente.

“Tentaremos extrair o maior retorno possível

do investimento realizado, apresentando

uma variedade de produtos, correspondendo

ao que o mercado exige em termos

de marcas premium, quality e budget”, disse.

A logística da Dispnal, hoje, divide o stock

de pneus pelos dois espaços. Na nova casa,

ficam as gamas de ligeiros, comerciais e 4x4.

Já o armazém original está ocupado com as

linhas de produto para camião (jantes incluídas),

industriais, agricultura e câmaras de ar.

◗ À CONQUISTA DA EUROPA

A mudança de instalações implicou, também,

uma alteração nas rotinas da própria

empresa. Desde logo, obrigou ao aumento

dos recursos humanos. “Temos vindo a preparar-nos.

Somos mais rápidos nas entregas.

Desde a mudança, já admitimos alguns colaboradores,

essenciais na componente da

função logística”, contou. Outra das novas

conquistas é o reforço das vendas de pneus

na Europa, onde a empresa já comercializa,

“quase semanalmente”, através das

suas plataformas. Além disso, “dispomos

de uma empresa já instalada em Madrid e

Rui Chorado (ao centro) acompanhado pelos

filhos, Rute Chorado e Rui Miguel Chorado

As áreas são amplas e limpas, dominadas

pelo branco. E arejadas.

Cheiram a novo e a recomeço.

Nas novas instalações da Dispnal,

a dois passos do Porto, respiram-se os

ares de renovação de uma casa que conta

já com 20 anos de presença no mercado

nacional de pneus. Desde outubro que a

empresa, fundada por Rui Chorado, ocupa

este espaço, com 8.000 m 2 – aos quais se

juntam os 4.000 m 2 do armazém, em Valpedre,

onde eram as anteriores instalações, e

que se mantém ativo. As operações do dia

a dia tiveram início logo nesse mês, mas

www.revistadospneus.com | 43


Empresa

Dispnal

com uma equipa comercial constituída por

cinco pessoas. Estamos a tentar desenvolver

o negócio à medida que este se vai proporcionando”,

garantiu Rui Chorado, revelando

ainda que a exportação tem, atualmente,

algum significado no negócio da Dispnal,

registando um crescimento constante.

◗ CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO

Rui Chorado prefere fugir a nostalgias

quando questionado sobre o estado atual do

negócio dos pneus em Portugal. “Entendo

que, como distribuidores, temos de estar

preparados para interpretar as alterações

do mercado, nomeadamente com a web,

com mais informação (por vezes, demasiada)

e atuar. Se conseguirmos fazer isso,

vencemos”, garantiu. Uma vez que o tema

é a “adaptação aos novos tempos”, impõe-

-se a questão. Como encara Rui Chorado o

futuro da empresa? “Passa por trabalharmos

sempre como temos vindo a fazer até hoje.

Por continuarmos a ser uma empresa reconhecida

pelo cumprimento da nossa parte.

E queremos ter uma relação mais profundada

com os nossos clientes, sobretudo, na

forma de darmos mais informação e preparação

técnica sobre os produtos”, adiantou.

Não por acaso, as novas instalações

dispõem de uma ampla sala de formação.

A Dispnal conta, no seu portefólio, com marcas

como, TRIANGLE, LEAO, LINGLONG, MI-

RAGE e POWERTRAC, todas elas com fabrico

em unidades de produção de vanguarda

em países de custos controlados, para o

segmento budget; das PETLAS e NANKANG,

entre as quality; e a TOYO a encabeçar a linha

premium. Rui Chorado está satisfeito com as

gamas que comercializa, mas apesar de não

estar a ponderar “recrutar” mais nenhuma

marca, não fecha a porta, no entanto, ao aumento

do catálogo da empresa, consoante

as necessidades transmitidas pelo próprio

mercado.

◗ LEGADO FAMILIAR

Num mundo cada vez mais digital, Rui

Chorado continua a acreditar na importância

das relações interpessoais, sejam

elas feitas através das formações, das

feiras do setor, das viagens profissionais,

ou, simplesmente, do quotidiano da

própria empresa. “Porque é nas relações

humanas que as empresas devem continuar

a apostar”, sublinhou o responsável.

O fundador da Dispnal tem a seu lado os

filhos. O legado familiar está, portanto, bem

assegurado. Rute Chorado, no controlo da

parte financeira (são mais de 2.400 clientes

em Portugal e 800 em Espanha) e Rui Miguel

Chorado, que tem a seu cargo o departamento

comercial. “Já cá estão há 19 anos.

Vivem isto intensamente. E está na altura

de tomarem conta disto, devido ao crescimento

que a empresa pretende no futuro”,

concluiu. u

Dispnal

Administrador Rui Chorado | Morada Rua da Zona Industrial de Baltar, Lote B3, 4585 - 013 Baltar | Telefone 255 617 480

Email geral@dispnal.pt | Site www.dispnal.pt

44 | Revista dos Pneus | Março 2019


Empresa

Presença lusitana

Em janeiro de 2019, a Recambios Frain assumiu uma presença física em Portugal.

Francisco Dorado Vizcaíno, responsável da empresa espanhola no nosso país,

acredita que os mercados são complementares

Por: Jorge Flores

A

Recambios Frain nasceu em 1992,

em Lugo, Espanha, a partir da experiência

de Francisco Dorado

López, pai do atual responsável

da empresa em Portugal, Francisco Dorado

Vizcaíno, no mundo das peças de reposição.

Na altura, a empresa apresentava-se no mercado

“como fornecedora global das oficinas,

oferecendo todos os tipos de produtos, serviços

e assessoria de que estas necessitam

para o desenvolvimento do seu negócio”,

começa por explicar o responsável à Revista

dos Pneus. A aposta presencial no nosso país

é recente. “Embora tenha existido sempre

um bom relacionamento com os clientes

em Portugal, o nosso volume de negócios

é muito pequeno, mesmo em 2018. Para

nós, 1 de janeiro de 2019 foi o primeiro dia

da Frain em Portugal”, afirma.

w MERCADOS COMPLEMENTARES

Francisco Dorado Vizcaíno acredita que o

mercado nacional de pneus é interessante

“por várias razões”. Quais? “A nível geral, trata-

-se de um mercado em clara recuperação e

que complementa muito bem o espanhol.

Tem muitas sinergias, existem muitas coisas

semelhantes... e outras muito particulares,

claro”, sublinha. “Logisticamente, acreditamos

que temos muito a contribuir, porque

o eixo Atlântico é um dos maiores corredores

da Península e a união de Portugal e

da Galiza sempre esteve lá”, adianta. Além

disso, “comercialmente, para nós, o mercado

português é muito interessante, dado que

permite desenvolver produtos que temos,

exclusivamente, em Espanha e expandi-los

para outros mercados, ganhando volume”,

acrescenta o responsável.

46 | Revista dos Pneus | Março 2019


Recambios Frain Portugal

Em termos geográficos, “embora tenhamos

o nosso armazém na zona norte (e as raízes

também são de lá), visitamos todo o país. Os

nossos planos passam por, daqui a alguns

anos, ter outra pequena loja, em Lisboa”,

perspetiva Francisco Dorado Vizcaíno.

w DE LUGO PARA PORTUGAL

O sistema de entregas tem funcionado

“muito bem”, garante o responsável. “É uma

das razões pelas quais estamos em Portugal.

A logística que tínhamos, até agora, apenas

nos permitia chegar a Portugal, no caso dos

pneus de maiores dimensões, em 48 a 72

horas. Chegou mesmo a demorar entre

quatro a cinco dias, porque, em Espanha,

afinal, tudo passa por Madrid”, conta. “A

nossa abordagem, agora, é seguir, diretamente,

de Lugo para Portugal e entregar,

em todo o país, entre 24h e 48 horas”, diz.

A empresa dispõe de stock em Portugal,

mas apenas da marca Nokian e na gama

Francisco Dorado Vizcaíno (à dta. na foto ao lado),

gerente da Recambios Frain Portugal, com José

Francisco Dorado López, gerente da Recambios

Frain, que nasceu, em Lugo, no ano de 1992

de turismo. “Outra razão pela qual criámos a

empresa foi o apoio da Nokian. Na verdade,

uma das razões mais importantes. É por isso

que estamos a trabalhar com eles, tentando

desenvolver o conceito de negócio que eles

querem implementar no sul da Europa. E

acreditamos firmemente nele”, enfatiza.

Francisco Dorado Vizcaíno explica ainda

que a bandeira da empresa é a Nokian. “É

a única marca premium que consegue ter

uma distribuição lógica, que agrega valor

ao mercado, ao contrário de outras. Trabalhamos

também, exclusivamente, com o Giti

Tire e esperamos incorporar mais algumas

marcas no nosso portefólio exclusivo para

Portugal. De resto, seguindo o que temos em

Espanha, trabalhamos com Michelin, Bridgestone,

Alliance, Goodyear, Kleber, Touro,

Speedways, Trelleborg, Mitas, Cultor, Camso,

Linglong, Cooper, Pirelli, Cachland e Nereu.

O nosso portefólio é bem amplo. Até temos

a nossa própria marca, Pezzas”, elenca.

w MAIS DO QUE FORNECEDORES

A empresa dispõe de produtos nas áreas

premium, quality e budget. “Na nossa filosofia,

somos sempre capazes de oferecer

todas as alternativas possíveis aos clientes.

Estamos a falar de pneus, mas somos muito

mais”, assegura Francisco Dorado Vizcaíno,

que não tem dúvidas de que a Recambios

Frain é uma empresa “completamente distinta”

da concorrência. “Para o bem e para

o mal. A principal diferença é que estamos

100% envolvidos com as necessidades do

cliente. Esperamos que nos vejam como

um parceiro e não como um fornecedor.

Em Espanha, oferecemos aos clientes um

serviço completo: peças sobressalentes

de todos os tipos, ferramentas, maquinaria,

óleos. Damos-lhes conselhos técnicos

sobre as reparações dos seus veículos e

em qualquer processo que precisem. No

final, “esperamos que um bom cliente nosso

tenha, num único fornecedor, tudo o que

precisa para desenvolver o seu negócio. A

tudo isto, acresce que procuramos marcas

diferenciadoras e que o nosso cliente ganhe

sempre margem na sua oficina e possa ter

um negócio rentável”, explica.

As expectativas para 2019, ano de arranque

em Portugal, são cautelosas. “Não temos

grandes expectativas. Não precisamos de

correr e queremos fazer as coisas bem. Queremos,

acima de tudo, prestar um melhor

serviço aos clientes de que já dispomos e

poder desenvolver mais negócios com eles.

Além disso, é claro, em áreas onde não estamos,

encontrar parceiros com os quais possamos

desenvolver o nosso negócio. Será

um ano de implementação, talvez dois, pelo

que estamos certos de que não veremos

grandes resultados”, remata. u

www.revistadospneus.com | 47


Ok Pneus

UMA GRANDE CASA

Há casas grandes. E grandes casas. A Ok Pneus, parceiro Falken em Coimbra,

enquadra-se na segunda tipologia, graças à qualidade do serviço prestado, à

seriedade dos seus quatro colaboradores e aos 17 anos que tem de mercado

A

Ok Pneus foi inaugurada em 2002,

no local onde, atualmente, se encontra.

“Na altura, o nosso antigo

patrão dispunha de três casas

(Coimbra, Vila Real e Lisboa). A Ok Pneus

é uma casa que tem, por isso, um passado

ligado ao antigo patrão, que foi proprietário

da Hiperpneus em Portugal, no tempo do

Luís Filipe Vieira, atual presidente do Sport

Lisboa e Benfica. A casa projetou-se nesse

sentido. Tinha bom nome, bons fornecedores,

bons funcionários e estava localizada

num bom sítio em Coimbra”, começa por

revelar Luís Nunes, tio e braço direito do

gerente, Luís Rolo. “Fomos desenvolvendo o

nosso trabalho, até que chegou a altura do

meu sobrinho ‘pegar’ no negócio quando o

antigo patrão propôs que ficássemos com

esta casa. No dia 2 de fevereiro de 2014, a

Ok Pneus passou a ter uma nova administração,

sendo o registo comercial LRP - Pneus,

Lda. No fundo, a administração passou para

as mãos de um antigo colaborador da Ok

Pneus, que manteve a equipa que existia

anteriormente”, explica Luís Nunes, que tem

mais de 30 anos de experiência no setor. Já

o seu sobrinho, Luís Rolo, conta com 12 anos

de atividade na área dos pneus.

Equipamentos de topo

Com cerca de 250 m 2 de área, a Ok Pneus

dispõe de um pequeno stock ajustado às

necessidades do dia a dia e conta com

equipamentos de topo, onde se inclui uma

máquina para lidar com pneus Run Flat, um

elevador e duas passadeiras. A casa trabalha

com qualquer marca de pneus, mas as

premium são as que reúnem o maior volume.

A Falken ocupa um lugar de destaque,

por via da parceria estabelecida, em 2014,

com a AB Tyres. Embora, ocasionalmente,

faça serviços de pneus de moto, pesados

e agrícolas (quando é necessário, desloca-

48 | Revista dos Pneus | Março 2019


Publireportagem

PARCERIA COM A AB TYRES

FALKEN ESTÁ PARA LAVAR E DURAR

Antes da parceria estabelecida com a AB Tyres, há quase

cinco anos, a Ok Pneus já tinha relações comerciais com

o Grupo Alves Bandeira, uma vez que adquiria outras

marcas do seu vasto portefólio. “Em 2014, intensificámos

a nossa relação com a AB Tyres através da Falken. E

estamos convencidos que vamos trabalhar muitos anos

com a marca”, dá conta Luís Nunes. Em 2018, foram

mais de 1.000 os pneus Falken vendidos. Para 2019,

a Ok Pneus pretende ultrapassar este número. Mas os

tempos aconselham a ter algum cuidado com as projeções,

uma vez que o poder de compra do consumidor

está aquém do desejável. No entanto, “Falken é um pneu

bem aceite pelos condutores. Entrou bem no mercado

e apresenta uma excelente relação qualidade/preço.

Quem experimenta Falken, fica satisfeito e não quer

mudar. Temos muitos clientes que nos pedem Falken.

Muitas vezes, nem precisamos de aconselhá-la.”, revela

o responsável. Da parceria estabelecida com a AB Tyres,

Luís Nunes destaca ainda “os eventos que o distribuidor

organiza, o apoio que presta e o facto de proteger a

sua rede, que está, geograficamente, bem distribuída.

Nenhum parceiro Falken faz concorrência entre si na

mesma região. O que é, de facto, uma mais-valia”.

-se onde o cliente estiver), o forte da casa

conimbricense são os pneus ligeiros. “Nos

meses mais fortes, entram-nos pela porta

cerca de 15 a 20 viaturas por dia”, afirma

Luís Nunes. Que acrescenta: “Há 18 anos que

trabalhamos com a LeasePlan. Somos nós

que equipamos as viaturas desta gestora

de frotas na nossa região”.

Assumindo que a Ok Pneus é já uma grande

marca em Coimbra, o responsável revela que

a casa faz “alguma mecânica ligeira, como

mudanças de óleo e colocação de pastilhas”.

Mas mais de 90% do seu volume de

negócios, está relacionado com serviços de

OK PNEUS

Gerente

Luís Rolo

Morada

Av.ª Fernão de Magalhães, 587,

3000 – 178 Coimbra

Telefones

239 854 850, 962 056 804,

926 253 258

Email

luis_ok@sapo.pt

pneus. “Somos uma casa de pneus na verdadeira

aceção da palavra. Não uma oficina”.

A terminar, Luís Nunes frisa que a Ok Pneus

“é muito conhecida também fora de Coimbra.

Chegam-nos clientes de localizações

mais distantes, como, por exemplo, Lisboa

e Porto. A área que tem as nossas instalações

e o serviço que prestamos, permitem-nos

fidelizar os clientes”. E deixa um desabafo:

“Se 2019 for igual a 2018, já não é mau. O

mercado não está fácil. O poder de compra

do consumidor diminuiu A concorrência,

essa, não nos assusta. Até é salutar e faz-

-nos evoluir”. u

www.revistadospneus.com | 49


Produto

Reforço de peso

A Sicam é, atualmente, a única marca de equipamentos de roda comercializada pela

Leirilis. A sua inclusão no portefólio vem fortalecer a imagem da empresa de Leiria

no mercado, reforçando a sua posição enquanto fornecedora global para a oficina,

quer a nível de produtos e equipamentos quer a nível de serviços

Por: Bruno Castanheira

Fundada, no ano de 1975, em Correggio,

na província de Reggio Emilia,

por quatro parceiros de negócio que

produziam apenas máquinas para

trocar pneus numa pequena garagem, a Sicam

dispõe, hoje, de um amplo portefólio de

produtos, no qual se destacam as desmontadoras

e calibradoras de pneus (tanto para

veículos ligeiros como para pesados), assim

como máquinas de alinhamento e elevadores.

De acordo com Maria Irene Alletto, sales area

manager da marca italiana, “uma década após

a sua criação, a Sicam começou a comercializar,

também, as primeiras equilibradoras

de roda. Em 1998, após um crescimento e

desenvolvimento contínuos, o grupo fez a sua

primeira aquisição: a FACOM”. Mas, segundo

a responsável, “a aquisição mais relevante

para a Sicam foi a sua compra por parte do

Grupo Bosch GmbH, em 2007, que lhe permitiu

implementar e desenvolver conceitos

qualitativos e produtivos de vanguarda, que

nunca haviam sido implementados pelo setor

anteriormente”. Hoje, afirma, “a Sicam faz

50 | Revista dos Pneus | Março 2019


Sicam

parte de outro grupo, o BASE, que é um dos

maiores do setor, tendo sido mantidos os sistemas

de produção e de qualidade”. A Sicam

está presente em 120 países. Na sua sede,

em Correggio, operam 160 colaboradores,

número que sobe para 500 se considerarmos

todo o Grupo BASE.

Ana Rita Soares, do departamento de marketing

da Leirilis, explica que “entre as maiores

inovações tecnológicas da marca Sicam, está a

nova linha de desmontadoras de pneus: Falco

EVO 620, Falco EVO 624 e Falco EVO 628”. Para,

de seguida, acrescentar: “Embora a nova Série

S mantenha especificações técnicas semelhantes

às da faixa anterior, as desmontadoras

apresentam uma nova construção, com vários

benefícios, incluindo a possibilidade de

o cliente escolher a configuração que melhor

atende às suas necessidades, com melhor

acesso para manutenção, a fim de reduzir o

tempo de inatividade”. De acordo com a responsável

da Leirilis, “com este equipamento,

os clientes podem operar uma ampla gama

de jantes - 20” a 28” - com uma versão central

também disponível. O sistema de destalonamento,

além do tradicional sistema de pedal,

incorpora o preciso e potente sistema Ergo

Control (patenteado)”.

w INÚMERAS FUNCIONALIDADES

Entre os acessórios disponíveis em toda a

gama de desmontadoras, encontram-se o

Tecnoroller NG (equipado com duplo controlo

nos pontos de enchimento entre garras

para facilitar a montagem, mesmo dos pneus

mais difíceis) e o Sidelift (elevação da roda

alojada em baixo do braço) do interruptor

do calcanhar, que reduz o tempo necessário

para o movimento, auxiliando o operador nas

manobras de elevação. “O design e as funções

também foram atualizados para a nova linha

de equilibradores de rodas: ecrã sensível ao

toque WAVE 5 e ecrã digital WAVE 5”, afirma

Ana Rita Soares. Segundo elenca, “as inovações

introduzidas nestes dois dispositivos

incluem: uma bandeja com maior superfície,

que oferece mais espaço para ferramentas;

uma proteção automática da roda, que incorpora

os sistemas de medição da largura da

roda e posicionamento do contrapeso; um

laser interno para posicionamento preciso de

contrapesos adesivos e de mola; uma função

de stop na parte superior para colocar a roda

na posição correta”.

A interface do utilizador incorpora um fluxo

de trabalho que reduz, significativamente, os

tempos de seleção de programas. A versão

touchscreen, além de um sistema de diagnóstico

inteligente, também incorpora conectividade

plug&play. “Já a gama de desmontadoras

de pneus para pesados, dispõe do modelo

Jumbo TCS 60 com ferramenta atualizada. O

seu nov o design, desenvolvido com o benefício

da experiência de algumas das maiores

empresas do setor, oferece um trabalho mais

fácil e mais preciso sobre as rodas agrícolas

instaladas na última geração de tratores e

outros equipamentos agrícolas”, explica Ana

Rita Soares. Que revela outra novidade para

os alinhadores: “O SA 823 apresenta um footprint

minimizado, que permite que a área de

alinhamento das rodas seja, também, usada

para trocar os pneus. O SA 685 Mobile, com

sistema de sensores CCD, pode, agora, ser

conectado a qualquer PC Windows, especialmente

portáteis, para aumentar a mobilidade,

oferecendo diferentes utilizações na oficina”.

w AUMENTAR A NOTORIEDADE

Com a saída da Bosch na comercialização de

equipamentos de roda, a Leirilis teve necessidade

de encontrar outro fornecedor que

garantisse a mesma qualidade e variedade

de produto. Sendo a Sicam um dos principais

fabricantes de equipamentos para oficinas

de serviço de pneus e passando a sua estratégia

pela inovação e qualidade dos serviços

e produtos, bem como por uma forte aposta

em I&D (investigação e desenvolvimento), a

Leirilis chegou à conclusão que esta marca

seria o fornecedor ideal para colmatar a lacuna

existente. “A Sicam pretende fortalecer a

sua presença no mercado português, vendo

na Leirilis um parceiro à altura do desafio,

tornando-a, assim, no distribuidor do seu

equipamento em Portugal”, sublinha Ana

Rita Soares. Maria Irene Alletto subscreve as

palavras da responsável do departamento de

marketing da Leirilis: “Durante a fase de transição

do Grupo Bosch para o novo proprietário,

foram feitas muitas análises de mercado para

identificar os melhores players capazes de

representar a nossa marca, tanto em termos

de estrutura interna como de competências

comerciais e técnicas. A Leirilis tinha as características

que procurávamos em termos de

estrutura, competências e profissionalismo”.

A Sicam vem fortalecer a imagem da Leirilis

no mercado, reforçando a empresa de Leiria

como fornecedora global para a oficina, quer

a nível de produtos e equipamentos quer a

nível de serviços. E que objetivos traçou a

Leirilis para a Sicam? “Pretendemos posicionar

a Sicam no mercado como uma marca que

oferece uma excelente relação qualidade/

preço, que disponibiliza uma vasta gama de

produtos, conseguindo satisfazer as necessidades

da oficina que está a iniciar a sua aposta

no setor dos pneus, com equipamentos mais

acessíveis, bem como as necessidades de uma

oficina em que a sua atividade principal seja a

mudança de pneus, através da oferta de produtos

de topo ao nível da tecnologia. Outro

objetivo passa por aumentar a notoriedade

da marca no mercado português, tornando-a

numa referência enquanto fornecedora de

equipamentos de roda”, refere Ana Rita Soares.

Maria Irene Alletto completa: “O objetivo

é, juntamente com a Leirilis, tornar a Sicam

na marca de referência para os especialistas

do setor. Queremos que a Sicam seja o investimento

mais válido para os especialistas de

pneus. Hoje, a estratégica da marca passa

por trabalhar apenas com um único representante

por cada país. Neste caso, Leirilis e

Sicam falam a uma só voz e têm um rosto

comum no mercado português”. u

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Notícias

Empresas

EUROMASTER abriu 10 novos

centros de serviço

A rede EUROMASTER continua o seu plano de expansão

de negócio em Portugal com a abertura de 10 novos

centros, em diferentes pontos do país. O plano estratégico

da empresa centra-se em três pilares principais:

expansão da rede, evolução do modelo de negócio

e satisfação do cliente. Com a recente abertura dos

novos centros EUROMASTER, através do seu modelo

de franchising, consegue estar cada vez mais próximo

dos clientes. Os novos centros estão adaptados às

novas realidades do mercado, contando com bons

equipamentos e profissionais especializados. Não só

em pneus, como, também, na manutenção de veículos

ligeiros e pesados. No total, são 71 centros de serviço,

incluindo já as novas incorporações: Sobralpneus

Carregado; Sobralpneus Carregado (II); Sobralpneus

Cartaxo; Sobralpneus Alverca do Ribatejo; Sobralpneus

Sobral de Monte Agraço; Pneutorres Torres Vedras;

Auto Pereira Lisboa; Vale Fernandes Nespereira; Vale

Fernandes Lourosa; Vale Fernandes Guimarães. Os novos

centros estão em processo de evolução e estão

a ser acompanhados pela equipa de Consultores da

Franquia Euromaster, para adotar os métodos, a oferta

e os valores chave da rede (profissionalismo, honestidade

e apoio ao cliente), que nutrem um benefício

essencial: confiança.

Nova diretora geral

da Michelin España Portugal

Desde o dia 1 de março que Mª Paz Robina Rosat é a nova Diretora Geral de Michelin España

Portugal S.A. Sucede ao que foi o responsável máximo da multinacional em Espanha e Portugal

durante os últimos 15 anos, José Rebollo, que passa à reforma. Licenciada em Ciências Químicas

pela Universidade de Valladolid, Mª Paz Robina ingressou na Michelin em 1988, ano em que

passou a integrar a fábrica do grupo em Vitoria. Ali, ocupou diferentes cargos de gestão no seio

dos departamentos de qualidade e fabrico. Após a sua passagem por Vitoria, transferiu-se para a

fábrica de Aranda de Duero, em 1993, onde voltou a assumir diferentes cargos de responsabilidade

durante 11 anos, terminando como Diretora de Qualidade. Ao longo das suas mais de três

décadas de experiência na Michelin, Mª Paz Robina também passou pelos escritórios centrais de

Valladolid, onde, a partir de 2004, lhe é confiada a Direção de Pessoal da Michelin em Espanha e

Portugal. Em julho de 2009 regressa a Aranda de Duero, onde se torna na primeira mulher a ocupar

um cargo de Direção de Fábrica na Michelin Espanha. Por último, e antes de nomeada para o

cargo da direção geral da empresa, regressou a Vitoria, em agosto de 2016, para dirigir o Centro

Industrial da Michelin em Álava, um dos maiores do Grupo a nível mundial.

Gripen Wheels Ibéria

emitiu comunicado

A Revista dos Pneus recebeu, por parte da Gripen Wheels

Ibéria, um comunicado, que divulgamos neste espaço.

“Vem, por este meio, a Gripen Wheels Ibéria informar que

a empresa Gripen Wheels AB, acionista única, decidiu que

a Gripen Wheels Ibéria continuará a sua atividade normal.

Assim, continuaremos a estar à vossa inteira disposição

para cooperar, com a qualidade dos nossos produtos aos

melhores preços. Queremos agradecer a todos os nossos

clientes, que contribuíram para o sucesso da empresa”.

Interstate: cinco anos de garantia

e seguro contra todos os riscos

A Safame Comercial, distribuidor exclusivo da Interstate Tires para Portugal e Espanha,

apresentou a garantia adicional de cinco anos e o seguro contra todos os riscos no primeiro

ano. A Interstate Tires é uma marca pertença da TBC, cuja estrutura é composta

por uma joint-venture estabelecida entre a Michelin North America, Inc. e a Sumitomo

Corporation of America, sediada em Palm Beach, na Flórida, contando com mais de

45 anos na indústria dos pneus. Atualmente, a Interstate Tires é comercializada em

mais de 73 países e conta com uma gama composta por mais de de 550 dimensões

de verão, inverno e All Weather para viaturas de turismo, SUV, 4x4, crossover, furgões,

competição, camião pesado e ligeiro. Agora, os utilizadores da marca norte-americana

poderão usufruir de uma garantia adicional e de um seguro que cobre imprevistos,

como ruturas e furos irreparáveis do pneu. O ponto de venda Interstate Tires poderá

oferecer este serviço sem custo aos clientes com o cartão de garantia, um documento,

com formato de “Passaporte Americano”, que permitirá fazer uma correta manutenção

dos pneus, reforçar a fidelidade utilizador/oficina e gerar mais oportunidades de negócio

no ponto de venda. Este serviço fica disponível, em exclusivo, através da Safame

Comercial.

52 | Revista dos Pneus | Março 2019


Pneus Bridgestone equipam

novo elétrico Audi e-tron

A Audi elegeu a Bridgestone para fornecer seis pneus diferentes,

com medidas entre 19’’ e 21’’ (quatro de verão e duas de inverno),

para equipar, de origem, o seu novo SUV elétrico. Em conjunto, as

duas empresas definiram uma lista de necessidades que destacam as

particularidades do novo modelo, desde a sua aceleração espetacular

ao conforto e silêncio da condução, garantindo, ao mesmo tempo,

o maior nível de segurança sem ceder o excelente desempenho.

A autonomia é um dos aspetos mais relevantes dos veículos totalmente

elétricos. Esta situação só é possível com uma resistência

ao rolamento reduzida. Uma área na qual os pneus Bridgestone

foram galardoados com a classificação “A”, segundos parâmetros

da EU. Estes pneus integram-se na perfeição no novo Audi e-tron,

permitindo viagens até 400 km com uma única carga da bateria.

Oferecem ainda um nível de desgaste excecional e potenciam as

características do e-tron, de forma a aumentar o prazer de conduzir

e a experiência vivida a bordo.

Hankook Tire

divulgou resultados relativos a 2018

O fabricante de pneus Hankook Tire atingiu um volume de vendas de

6.790.000 milhões KRW (cerca de 5.230 milhões de euros) e um lucro operacional

de 703,7 mil milhões de KRW (cerca de 541,9 milhões de euros) durante

o ano de 2018. Tais resultados deveram-se, também, ao aumento do

volume de vendas de pneus com grandes diâmetros (superiores a 17”) nos

principais mercados, como Europa e EUA. A tecnologia global de ponta da

Hankook Tire, assim como a qualidade superior dos seus produtos, favoreceram

o crescimento do volume de vendas, de 3,9%, em comparação com

o ano anterior na Europa e nos EUA para pneus grandes e para viaturas de

turismo e SUV, com diâmetros de 18”, o que equivale a uma percentagem

de 52,3% dos pneus de turismo vendidos no total. Os canais de distribuição

otimizados no mercado sul-coreano contribuíram, especialmente no

quarto trimestre, para o crescimento do negócio de reposição e para uma

percentagem maior do volume de vendas de pneus de grande diâmetro.

O negócio de equipamento original para SUV e o crescimento das vendas

de veículos japoneses nos EUA também contribuíram de forma muito positiva.

A procura geralmente decrescente no mercado chinês, levou a um

declínio no volume de vendas no negócio de pneus de reposição e equipamentos

originais, com consequências negativas para o resultado geral.

A Hankook Tire visa alcançar um volume de vendas de KRW 7,4 triliões e

um resultado operacional de KRW 750.000 durante o ano fiscal de 2019.

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www.revistadospneus.com | 53


Notícias

Empresas

Feira The Tire Cologne 2020

mostra a sua força

Embora faltem ainda 16 meses para a realização da edição

de 2020 da feira The Tire Cologne, a organização já fez saber

que a área expositiva está mais de 50% ocupada. A nova feira

líder do setor internacional de pneus e rodas já está a mostrar,

de forma inequívoca, a sua força: a primeira fase de reserva

de espaço expirou no final de janeiro e a área ocupada de

exposição situa-se acima dos 50%. De 9 a 12 de junho de 2020,

em Colónia, serão mais de 130 as empresas participantes. De

acordo com a organização, no total, esperam-se, aproximadamente,

que 600 empresas e marcas oriundas de mais de

45 países venham à cidade alemã para percorrer os cerca de

80.000 m 2 de área de exposição.

Grupo Michelin divulgou

resultados financeiros

Em 2018, num contexto difícil, o Resultado Operacional dos Setores foi de 2.775

milhões de euros, ou seja, mais 304 milhões de euros, o que representou um crescimento

de 11% a taxas de câmbio constantes. Jean-Dominique Senard, presidente,

declarou que, “em 2018, num ambiente económico difícil, o Grupo Michelin deu

mostras da sua capacidade para melhorar o seu resultado operacional e confirmar

o crescimento do Cash Flow livre estrutural obtido desde há vários anos. O

ano passado marca, também, um acelerar da implementação da estratégia do

grupo, com as aquisições da Fenner e da Camso, bem como com a criação da empresa

conjunta de distribuição TBC nos EUA: estas operações fortalecem o grupo

em mercados chave e oferecem-lhe novas oportunidades de criação de valor”.

Em 2019, espera-se que os mercados de turismo e comerciais exibam diferentes

evoluções, com um crescimento moderado na substituição e uma diminuição em

equipamento de origem. Espera-se, também, que os mercados de camião se mantenham

globalmente estáveis, com uma menor procura na China. Os mercados de

mineração, aviões e duas rodas deverão continuar a evoluir positivamente. Tendo

por base das taxas de câmbio de janeiro de 2019, o efeito esperado dessas taxas

sobre o resultado operacional será ligeiramente favorável.

ALTARODA tem novo equipamento

da Mondolfo Ferro

Responde pelo nome de MT 3900 Touchless a nova equilibradora

de rodas da Mondolfo Ferro, que está disponível

na empresa liderada por Vítor Rocha. Trata-se de um equipamento

topo de gama para equilibrar rodas, desenvolvido

de acordo com a mais recente tecnologia e design, que o

tornam numa das mais rápidas equilibradoras do mercado.

A interface gráfica e a tecnologia touchscreen em monitor

de 22” widescreen simplificam e aceleram as operações

e a seleção dos programas de trabalho, onde nenhuma

operação manual é exigida ao profissional. Equipada

com um sistema “combinado” composto por um sensor

de laser interno e um sensor sonar externo, a MT 3900

Touchless deteta, automaticamente, as dimensões das

rodas, permitindo ainda simplificar todas as operações

para o posicionamento dos contrapesos adesivos. A MT

3900 Touchless vem ainda equipada com um Apontador

Laser (patenteado pela Mondolfo Ferro), que indica, com a

máxima precisão, a posição de aplicação dos contrapesos.

Vulco realizou

convenção anual em Málaga

A Vulco, rede de oficinas apoiada pela Goodyear Dunlop, especializada em pneus

e mecânica rápida, apresentou as suas novidades e planos para 2019 durante a sua

convenção anual, realizada, no passado mês de fevereiro, em Málaga. O evento,

levado a cabo no Gran Hotel Miramar, sob o lema “E-motion”, reuniu mais de 300

participantes, vindos de diferentes pontos de Espanha e Portugal onde a rede tem

presença. Num ambiente privilegiado, a Vulco partilhou ações e prioridades para

este ano, focadas na geração de negócio e em novas ferramentas de trabalho para

satisfazer as necessidades dos clientes.

Mario Recio, diretor da Vulco, aproveitou o conceito “E-motion” para falar sobre

“a transformação sem precedentes que o setor está a viver, as novas fórmulas de

mobilidade e as tendências que vão mudar para sempre a indústria automóvel”.

Realçando que, “no futuro, o automóvel será partilhado, autónomo, conectado e

elétrico”, destacou o importante papel da tecnologia enquanto criadora de oportunidades

e não abdicou do conceito de que “o foco deve estar no utilizador final

e nos seus novos hábitos de compra e de consumo”. Concluiu a sua intervenção

motivando a rede a “adaptar-se às mudanças de modo natural e progressivo, sem

se distrair do dia a dia e preparando-se para o futuro, para continuar a liderar o

mercado, a indústria e o retail”.

Outro dos pontos de interesse para os participantes foi a feira de fornecedores, em

que os principais colaboradores da rede apresentaram os seus produtos e novidades

aos associados. O evento terminou com um jantar de gala, no Museu Automóvel

e da Moda de Málaga.

54 | Revista dos Pneus | Março 2019


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Notícias

Empresas

Michelin presente no Salão Agraria 2019

A Michelin esteve presente com a sua gama de pneus agrícolas na Agraria

2019, feira dedicada a maquinaria agrícola, que teve lugar de 30 de janeiro

a 2 de fevereiro, em Valladolid. Entre os produtos expostos, destacaram-se:

Michelin RoadBib, pneu especificamente desenvolvido para explorações

agrícolas que façam uso intensivo em estrada e requeiram altas prestações

em termos de duração e de tração; Michelin EvoBib, pneu que

evolui em função das condições de utilização, transformando-se para

melhorar a transmissão da potência útil, aumentar a produtividade e

poupar combustível. Consegue-o graças à inovadora tecnologia “Adaptative

Design Technology” (ADT, tecnologia de desenho adaptativo), que

permite transformar a forma e o perfil do pneu em função da pressão de

enchimento, oferecendo, assim, as melhores prestações tanto no campo

como em estrada; Michelin AxioBib 2, especialmente desenvolvido para

trabalhos pesados e de transporte, é o melhor pneu para a proteção dos

solos, graças a três características fundamentais: melhor capacidade de

carga do mercado na sua categoria, elevada tração no campo a baixa

pressão e compatibilidade com os sistemas de tele enchimento, que

permitem escalonar a pressão para baixar até 0,6b no campo ou subir

até 2b em estrada.

Triangle Club

conta já com seis membros

Após terem passado cerca de três meses desde que a Tiresur lançou ao

mercado português a distribuição da marca Triangle em pneus ligeiros, o

portefólio tem sido aumentado com novas medidas e referências, como

é o mais recente caso da gama ADVANTEX, que vem confirmar uma

gama muito completa para Turismo, 4x4/SUV e Veículos Comerciais. A

marca está a ser muito bem recebida pelo mercado, sendo que a Tiresur

já conta com seis membros em Portugal na sua nova rede Triangle

Club. Seis oficinas que depositaram a sua confiança no distribuidor e na

marca, comprometendo-se com ela e com o objetivo de beneficiar de

todas as vantagens por pertencer ao clube: condições comerciais especiais,

merchandising oficial da marca, material de animação do ponto de

venda, viagem de incentivo e acesso a ofertas exclusivas, entre outros

benefícios. As oficinas têm valorizado que trabalhar com a Triangle é ter

a possibilidade de trabalhar com uma marca de qualidade a um preço

muito competitivo. “Queremos dar as boas-vindas aos novos membros

do Triangle Club e, também, os parabéns por formarem parte de um

projeto tão interessante e importante, que, seguramente, trará grandes

benefícios a todos. Na Tiresur, estamos comprometidos em aportar

e acrescentar valor ao negócio dos nossos parceiros”, referiu Armando

Lima Santos, diretor-geral da Tiresur Portugal.

Faleceu Carlos Viñas,

diretor ibérico da Falken

Foi com profunda tristeza e enorme pesar que a Revista dos Pneus recebeu

a notícia do falecimento de Carlos Viñas, diretor de Espanha e Portugal.

Ligado à Falken Tyre Europe desde 2010, Carlos não era apenas um parceiro

da nossa revista. Era, acima de tudo, um bom amigo. Simpático, educado,

prestável e competente, recordamos, com saudade, a apresentação dos

modelos Sincera SN832 Ecorun e Azenis FK453 Runflat, que decorreu, de

11 a 13 de março de 2014, no circuito de Ascari, situado nos arredores

de Ronda (Espanha), naquela que foi a última vez que estivemos com

ele. “A família Falken Tyre Europe lamenta o anúncio da morte de Carlos

Viñas, diretor de Espanha e Portugal, após a

sua luta exemplar contra a doença durante

um ano. Carlos Viñas juntou-se à Falken em

2010 e, durante o tempo que esteve connosco,

contribuiu, enormemente, para o sucesso que

a Falken dispõe, hoje, em Espanha, fazendo

parte do espírito Falken com o seu positivismo

e respeito”, pode ler-se no comunicado. “Carlos

não era apenas nosso colega. Era, também,

um bom amigo. Sentiremos, profundamente, a

sua falta. Todos os nossos pensamentos estão

com os seus amigos, familiares e colegas neste momento difícil. Queremos,

em nome da sua família e de nós próprios, agradecer todas as

manifestações de carinho e o envio de condolências que temos recebido

nestes dias difíceis”.

PremiumContact 6 da Continental superou

testes da Auto Zeitung

No novo teste de pneus de verão, o PremiumContact 6 da Continental liderou

com uma margem confortável. A revista alemã de automóveis Auto Zeitung comparou

o desempenho de nove pneus de verão e um All Season, na dimensão

235/45 R 18, em piso seco e molhado. O veículo de teste foi um Skoda Superb.

Na condução em piso molhado, o PremiumContact 6 alcançou 142 pontos em

150 possíveis, enquanto no teste em piso seco alcançou 135 em 150. Com uma

pontuação total de 277 em 300, o pneu da Continental conseguiu mais 30 pontos

do que o segundo classificado. “Máxima segurança, altos níveis de conforto e

uma precisão de direção superior” foram as conclusões dos especialistas da Auto

Zeitung. No total, os jornalistas de Colónia testaram 13 critérios diferentes. Juntamente

com os testes convencionais em estrada, puseram à prova a resistência

ao rolamento e os níveis de ruído do pneu. O PremiumContact 6 é um pneu de

verão para veículos ligeiros de passageiros. As dimensões atuais abrangem 120

variações, com aprovação para velocidades de até 300 km/h.

56 | Revista dos Pneus | Março 2019


Mitas exibiu novos produtos na SIMA 2019

A Mitas, parte do Grupo Trelleborg, apresentou os seus mais recentes pneus

agrícolas na feira internacional SIMA 2019, em Paris. O novo pneu SFT (Super

Flexion Tyre) é desenvolvido para os novos tratores e ceifeiras debulhadoras.

Os seus flancos, flexíveis, oferecem a capacidade máxima de carga de baixa

pressão, para melhorar a tração e otimizar a proteção do solo, mesmo com

equipamento mais pesado. O HCM amplia a gama de pneus municipais de

alta capacidade Mitas. Estes pneus são adequados para tratores municipais e

manutenção de estradas, tendo sido projetados para uso em todas as estações.

As excelentes características destes pneus incluem elevada durabilidade graças

à construção radial com correia de aço, design exclusivo do piso na parte central

e características excecionais de tração. A largura diferente garante melhor tração

em terrenos difíceis. Os

pneus HCM oferecem

excelentes propriedades

de autolimpeza,

com baixa vibração e

ruído, estando disponíveis

em tamanhos

de 24” a 42”, com uma

velocidade máxima de

65 km/h. Foram ainda

apresentados os pneus

Mitas VF, que oferecem pressão constante a qualquer velocidade. A pressão

dos pneus mais baixa proporciona uma excelente eficiência de tração e, ao

mesmo tempo, melhor proteção do solo, graças à compactação reduzida. O

pneu em exposição permite uma carga máxima de 6.900 kg (3.2 bar), com

uma velocidade nominal de 65 km/h.

Pirelli lançou

Scorpion All Terrain Plus

Já à venda em Portugal e Espanha, o Scorpion All Terrain Plus,

concebido para modelos 4x4 e pick-up, dispõe de um perfil de

utilização 40% para asfalto e 60% para fora de estrada. Com visual

agressivo, compostos, conceção de nova tecnologia e marcação

3PMSF, este pneu assegura máximas durabilidade e tração

nas condições mais exigentes. Neste segmento, a importância do

pneu na obtenção de boas prestações é determinante. Por estas

razões, a elevada tecnologia deriva da própria investigação e da

mesma obtida no mundo da competição. O Scorpion All Terrain

Plus é o terceiro membro da saga. O seu desenho é considerado

um composto da nova geração, rico em sílica e borracha natural.

E a sua fórmula e método foram otimizadas para alcançar maiores

durabilidade e tração, bem como aumentar a resistência aos furos

e garantir a melhor integridade e segurança do pneu na utilização

fora de estrada.

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A nova gama TM1060 da Trelleborg proporciona uma maior eficiência para tractores de

80 CV a mais de 300 CV. Preserve o seu terreno de compactação e torne as suas operações

agrícolas mais produtivas. Proteja os seus cultivos como se fossem pedras preciosas.

www.trelleborg.com/wheels/es

www.revistadospneus.com | 57


Notícias

Empresas

Calendário Pirelli para o ano de 2019

Um conto fotográfico de aspirações de quatro mulheres e a sua determinação

por alcançar os seus desejos, cada uma perseguindo os seus próprios sonhos e

paixões. Este é o “Dreaming”, o Calendário Pirelli 2019, agora na sua 46.ª edição,

fotografado por Albert Watson em abril, em Miami e Nova Iorque, foi revelado

no Pirelli HangarBicocca, em Milão. Uma sequência de 40 imagens conta as

histórias de personagens interpretadas por Gigi Hadid com Alexander Wang,

Julia Garner, Misty Copeland com Calvin Royal III e Laetitia Casta com Sergei

Polunin. As fotografias, a cores e a preto e branco, foram captadas no formato

cinematográfico 16:9, inspirado na paixão de Albert Watson pela Sétima Arte.

Ao contar a história de como acabou por fazer o calendário, o fotógrafo fala dos

seus próprios sonhos e dos esforços e sacrifícios que acarretam.

BKT inaugurou

cozinha solidária em Bhuj

Trata-se da última iniciativa de solidariedade da BKT, que é um dos

principais apoiantes de um projeto da Fundação Akshaya Patra. A

finalidade é oferecer 50.000 refeições gratuitas por dia aos estudantes

da aldeia de Bhuj, de modo a formar um binómio entre instrução

e alimentação saudável. A BKT demonstrou, uma vez mais,

que, no centro das suas principais atenções, estão comunidade e

pessoas. O lema da empresa, “A crescer juntos”, é, de facto, uma promessa

que a BKT fez e que quer cumprir perante todos aqueles que

fazem parte da sua grande família. Em primeiro lugar na Índia, país

de origem do Grupo BKT, que é muito apegado às próprias raízes, é

uma gratidão o facto de poder partilhar os resultados para contribuir

para o desenvolvimento económico e social. Deste pressuposto,

deriva, também, a última iniciativa de solidariedade à qual BKT

se dedicou com afinco: um projeto da Fundação Akshaya Patra, que

proporcionou a construção e inauguração de uma cozinha comunitária

na aldeia de Bhuj, no estado indiano de Gujarat, onde está

sediado o mais recente estabelecimento construído pela BKT.

Lassa é das marcas

mais procuradas na Europa

Representada em Portugal pela Pneurama, a Lassa Tyres está inserida, de acordo

com os resultados de pesquisa da Tyre Review, no Top 20 das marcas de pneus

mais procuradas na Europa. Além disso, a marca turca tornou-se na quinta que

mais aumentou a sua taxa de pesquisa na Europa, segundo os resultados da

Tyre Review. A marca turca de pneus, produzida pela Brisa, uma joint-venture

estabelecida entre a Bridgestone e a Sabanci, tem lançado novos modelos com

grande sucesso. A procura pela Lassa tem vindo a aumentar na Europa e, no

mercado doméstico (Turquia), onde as vendas da marca subiram 25% no ano

passado. A nova fábrica, instalada na província de Aksaray, está a ser construída

fruto de um investimento de cerca de 300 milhões de dólares e terá uma capacidade

anual de produção que se aproximará dos 4,2 milhões de pneus para

veículos de passageiros e comerciais ligeiros.

Yokohama marcou presença

no Rali Dakar

A equipa SsangYong Motorsport, de Óscar Fuentes e Diego Vallejo,

patrocinada pela Yokohama, classificou-se em terceiro lugar na categoria

T1.3 na sua segunda participação no Dakar. A equipa patrocinada

pela Yokohama contou com um novo veículo, Rexton DKR,

equipado com pneus Geolandar M/T G003, de medida 37x12,5

R17. O veículo, desenvolvido totalmente em Espanha, conta com

um motor V8 a gasolina de 6,2 litros especialmente preparado para

competição, debitando 450 cv de potência. A meta foi cruzada pela

equipa 10 dias mais tarde, quando regressaram triunfantes à capital

peruana, depois de 3.000 km cronometrados a 63 horas, 14 minutos

e 19 segundos de tempo de prova. Em relação ao rendimento

dos pneus, o piloto Óscar Fuertes comentou, com entusiasmo, que

“os Yokohama Geolandar M/T G003 comportaram-se incrivelmente

bem e são, sem dúvida, a principal chave do nosso êxito. Não imaginam

o esforço a que os submetemos. A fim de aumentar a tração

nas dunas, os pneus rodaram mais de 80% do tempo a pressões

realmente baixas e não sofreram nenhuma deformação. O mais incrível

é que, depois de 3.000 km de areia, pedras e pista, não sofremos

um único furo”.

58 | Revista dos Pneus | Março 2019


Pneu quatro estações da Bridgestone

é “Produto do Ano”

O Weather Control A005, o pneu “quatro estações” lançado pela Bridgestone

há cerca de seis meses, foi eleito pelos consumidores como “Produto do Ano

2019”. Em concorrência com dois outros pneus de elevada relevância no mercado,

o Weather Control A005 foi considerado o melhor por mais de 3.270

consumidores portugueses. O pneu All Wather da Bridgestone destacou-se

em todas as categorias avaliadas – “Atratividade”, “Inovação” e “Intenção de

compra” -, terminando com uma nota final

de 21,7 pontos em 30 possíveis. Para

André Bettencourt, diretor de marketing

da Bridgestone Europe Sucursal em Portugal,

“poucos meses depois do seu lançamento,

o Weather Control A005 já tem

um enorme reconhecimento no mercado”.

De acordo com o responsável, “prova

disso, é esta mesma distinção, que reflete

a opinião positiva dos consumidores sobre

este produto. Estamos extremamente

orgulhosos deste prémio, pois foi precisamente

em linha com as suas necessidades

que criámos este pneu”. O Weather Control A005 foi criado por e para consumidores.

Durante o seu desenvolvimento, a Bridgestone levou a cabo um estudo

para avaliar as necessidades e expectativas de 15.000 utilizadores sobre

pneus para todas as estações, onde os inquiriu, também, sobre os desafios de

condução que enfrentam diariamente.

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Notícias

Empresas

Falken avança com

produção sustentável de borracha

Três dos pilares da política de Borracha Natural Sustentável do Grupo Sumitomo Rubber

são redução da pegada ambiental, manutenção de condições de trabalho dignas por parte

dos fornecedors de matérias-primas e altos níveis de transparência na produção das ditas

matérias-primas. A SRI participou na apresentação da Plataforma Mundial para a Borracha

Natural Sustentável (GPSNR), da qual é membro fundador. Onze das principais empresas

do setor criaram a GPSNR com o objetivo de defender a produção sustentável da borracha

natural. A sustentabilidade e a luta pela produção ética não são algo novo para o Grupo

Sumitomo Rubber, uma vez que, desde há muito tempo, trabalha para melhorar a sustentabilidade

das suas atividades comerciais. O elemento central é a produção sustentável de

borracha natural como matéria-prima chave. A procura de pneus a nível mundial seguirá

um percurso de crescimento no futuro perante o desenvolvimento da sociedade móvel.

Michelin iniciou

nova temporada do WRC

O fabricante francês volta a ser o fornecedor oficial de pneus

do Mundial de Ralis em 2019. A temporada arrancou com uma

das provas mais difíceis, exigentes e duras do mundo: o Rali

de Monte Carlo, onde o papel dos pneus é sempre essencial.

Equipado com pneus Michelin no seu Ford Fiesta WRC da equipa

M-Sport, o francês Sébastien Ogier obteve o seu sexto título no

Mundial de Ralis (WRC) há apenas dois meses, na Austrália. E

muitas coisas mudaram desde que terminou a temporada de

2018. De facto, entre outras novidades, Ogier já não é piloto da

Ford M-Sport, mas da Citroën. Porém, algo há que se mantém

imutável: a Michelin continua a ser o fornecedor de pneus na

categoria máxima dos ralis.

Pirelli Noise Cancelling System

duplica certificações

O PNCS (Pirelli Noise Cancelling System) reduziu o ruído no habitáculo equivalente a um

veículo que roda apenas com três pneus. Se, no final de 2017, o número de certificações

com esta especificidade era de 78, atualmente supera as 150, o equivalente a um incremento

de 100%. Este sistema original da Pirelli está à venda desde o ano de 2013 e, hoje,

constitui uma das principais exigências dos fabricantes de automóveis, especialmente os

que pertencem aos segmentos premium e prestige, a fim de melhorar o conforto em marcha

dos condutores e passageiros. O PNCS foi concebido para reduzir o ruído no interior

do automóvel derivado da interação entre a superfície do asfalto e o próprio pneu. Este

objetivo é alcançado devido a um material especial absorvente de ruído, colocado no interior

do pneu, onde a sua tarefa é reduzir as vibrações no ar, que, por não estarem presentes,

seriam transmitidas para o interior do veículo, criando um ruído desagradável. Esta esponja

está concebida com uma espuma específica que aumenta a superfície de trabalho do

material, intensificando a redução da vibração e, por consequência, o ruído.

Bridgestone adquire TomTom

por 910 milhões de euros

A Bridgestone Europe, subsidiária do Grupo Bridgestone na

região EMEA, chegou a acordo com a empresa TomTom para

adquirir, pela quantia de 910 milhões de euros, a área de telemática

do seu negócio. Esta transação irá unir a empresa líder

mundial em pneus com o fornecedor número um na Europa em

soluções digitais para frotas, criando uma plataforma de dados

líder na conectividade de veículos. A TomTom Telematics ajudará

a Bridgestone a alcançar mais rapidamente o seu objetivo de ser

líder, também, em soluções de mobilidade. A combinação das

duas empresas permitirá à Bridgestone realizar vendas cruzadas

de pneus e soluções a uma base de clientes mais ampla. Além

disso, tendo acesso a estes dados, conseguirá melhorar ainda

mais o desenvolvimento e teste virtual de pneus, bem como a

inovação dos pneus.

60 | Revista dos Pneus | Março 2019


Grupo Soledad doou

€5.100 a três ONG de Aspe

O Grupo Soledad continua solidário com a população de Aspe (Alicante), tendo

doado €5.100 a três ONG: Aspe Contra Alzheimer, Mulheres Afetadas pelo Cancro

da Mama de Aspe (MACMA) e Associação FibroAspe. A ação decorreu nas instalações

da Industrias del Pneumática e contou com a presença do presidente da

Câmara Municipal de Aspe e do presidente do Grupo Soledad, Salvador Pérez,

que destacou o trabalho das três associações: “Três entidades que trabalham

pelo bem-estar de outros, pelo alívio da doença e pela melhoria da qualidade

de vida. Obrigado pelo seu esforço “, concluiu. O Grupo Soledad é uma empresa

socialmente responsável, que realiza diferentes ações humanitárias, solidárias e

ambientais ao longo de cada ano.

banner revista - GOODRIDE3.pdf 1 27/09/2018 17:16:41

Tiresur bateu recorde de faturação em 2018

A Tiresur continua imparável. Quando parece que é impossível continuar

a crescer depois de uma trajetória de uma ascensão contínua desde a sua

fundação, o distribuidor volta a bater o seu recorde de faturação: quase 115

milhões de euros faturados em 2018. Quando uma empresa melhora ano

após ano os seus resultados, independentemente da tendência do mercado

ou do ciclo económico, é porque a sua estrutura e o seu modelo de negócio

são verdadeiramente sólidos. A política da Tiresur sempre se baseou no

reinvestimento dos lucros gerados para melhorar a empresa e aumentar a

qualidade dos processos. Este é um dos “segredos” que permite a esta empresa

ser um exemplo de sucesso e conseguir continuar a crescer, mesmo

nos períodos de quebra no setor. A expansão internacional levou a empresa

a estar presente em mais de 35 países e em três continentes, sendo esta

política de não aversão ao risco, de reinvestimento dos lucros e com uma

filosofia de melhoria contínua, que permite que a Tiresur seja uma referência

no setor. Mais gama, novas instalações, mais stock (superior a 500.000 pneus),

mais marcas de distribuição exclusiva e novos segmentos de produto (como

moto, pneus industriais e agrícolas), a Tiresur não para de propor-se a novos

desafios, que, ano após ano, fazem a empresa crescer. Tudo isto graças, também,

à sua filosofia 360 e ao esforço e compromisso da excelente equipa de

profissionais que a empresa tem.

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Notícias

Empresas

NEX Portugal comercializa pneus Avon

para ligeiros e motos

Dando seguimento à política de consolidação da sua presença em

território nacional, a NEX iniciou o ano com o lançamento da Avon em

exclusivo nas gamas de pneus ligeiros e de duas rodas para o território

nacional, onde pretende consolidar a sua presença no segmento quality.

A Avon, que ostenta o título de segundo fabricante mais antigo do

mundo, disponibiliza uma gama de produtos de qualidade altamente

reconhecida, quer nos segmentos de quatro como de duas rodas. Presença

assídua em equipamento de origem de marcas britânicas (nomeadamente

Caterham e TVR) ou ainda em marcas de moto, como Triumph

e KTM, a Avon dispõe de um portefólio extremamente abrangente e

com muitas novidades: desde os modelos para veículos ligeiros ZT7

(gama confort), ZV7 (gama altas prestações) e ZX7 (para SUV de médias

e altas prestações) lançados em 2018. E já publicamente foi divulgado

o AV12 para viaturas comerciais, que verá a “luz do dia” durante este

ano 2019. Também na gama de moto, a marca acaba de lançar o super

exclusivo modelo Cobra Chrome, o qual fará as delícias dos amantes

das duas rodas dos segmentos touring, cruiser e custom, onde a marca

é mundialmente reconhecida.

Campanha de verificação de pneus

com números preocupantes

Mais de 300 condutores de veículos beneficiaram da ação de sensibilização

promovida pela ACAP/CEPP, na qual foram alertados para a necessidade

de verificação regularmente os pneus e para a segurança rodoviária.

Os resultados desta campanha foram, agora, disponibilizados e apontam

para um elevado risco decorrente da manutenção incorreta por parte

dos condutores. Embora os produtores procurem fabricar pneus mais

eficientes, seguros e duradouros, como qualquer “órgão” de um veículo,

os pneus, para poderem conservar as suas características e propriedades,

bem como proporcionarem prestações eficientes e seguras, necessitam

de manutenção.E, isso, cabe ao condutor. A manutenção traz benefícios

ao nível da segurança rodoviária, mas, também, da poupança de combustível,

decorrente de uma circulação com a pressão aconselhada - em

15.000 km anuais, pode ser o equivalente a um depósito cheio -, e a vida

útil do pneu também é prolongada, não sendo necessário substituí-lo tão

cedo. Relativamente à profundidade do piso dos pneus analisados, os

resultados desta campanha revelam que 17% dos pneus analisados não

estavam com a profundidade correta.

Ronal Group comemora 50 anos

O Ronal Group, um dos mais importantes fabricantes mundiais de

jantes em liga leve para automóveis e veículos utilitários, celebra,

em 2019, os seus 50 anos de existência. O aniversário do meio século

vai ser festejado em todo o mundo, com diversas ações. A Ronal foi

fundada em 1969, em Walldorf (Alemanha), por Karl Roland Wirth.

Hoje, o Ronal Group conta com mais de 8.000 colaboradores em várias

filiais de todo o mundo na administração ou na produção. Além disso,

o Ronal Group fabrica, em dois locais, as suas próprias ferramentas e

dispõe de um centro de logística central para os seus produtos. Para

esta data redonda, o Ronal Group pensou em algo especial e revestiu

a ouro a sua jante favorita (Ronal R50 AERO), que foi apresentada, pela

primeira vez, no Essen Motor Show 2018 e será lançada no mercado

na primavera de 2019.

BFGoodrich conquistou

15.ª vitória absoluta no Dakar

Equipada com pneus BFGoodrich, a Toyota venceu, pela primeira vez,

o Rali Dakar, e a BFGoodrich alcançou, por seu turno, o seu 15.° triunfo

absoluto na prova. De 6 a 17 de janeiro, as capacidades de pilotagem e

navegação, assim como a resistência, a valentia e a determinação dos

participantes no Dakar foram postas à prova nos mais difíceis terrenos do

Perú. Nasser Al-Attiyah e Mathieu Baumel (N.º 301) estiveram a um nível

superior e realizaram um trabalho magnífico para levar a sua Toyota Hilux

ao primeiro posto da classificação da categoria de automóveis. Para

tal, o duo franco-catariano deu mostras de uma fantástica consistência e

de prestações brilhantes, contando com um importante aliado: os pneus

BFGoodrich. O cocktail composto por areia, “fesh-fesh” (pó do deserto),

barrancos e as magníficas dunas de Tanaka e Ica levou todos os participantes

ao limite, assim como veículos e pneus. “Os nossos pneus BFGoodrich

exibiram uma performance espetacular”, referiu o vencedor do rali,

Nasser Al-Attiyah, no final do mesmo.

62 | Revista dos Pneus | Março 2019


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Notícias

Produto

Petlas mostrou novo PT-TRAC

para o setor agrícola

O fabricante turco de pneus, que, em Portugal, é distribuído, em

exclusivo, pela Dispnal, mostrou o novo modelo PT-TRAC com

tecnologia CupWheel para o setor agrícola. Com a sua abordagem

inovadora para criar pneus agrícolas da mais elevada qualidade,

a Petlas tem como objetivo contribuir para os lucros dos produtores

em todo o mundo, ajudando-os a diminuir o consumo

de combustível e a proteger os seus investimentos. Este novo

modelo concebido para o setor agrícola é, pois, capaz disso, uma

vez que proporciona uma pegada extremamente ampla, tocando

suavemente o solo sem danificar as raízes abaixo da superfície.

Assim, evitam-se possíveis efeitos negativos da compactação

do solo nos rendimentos a longo prazo, graças à distribuição

uniforme da pressão. Combinando as vantagens desta recente

tecnologia com a superioridade do design de padrão único TA110

da Petlas, este novo pneu transfere a potência total do veículo

para o solo, diminuindo o deslizamento e aumentando a força de

arrasto, melhorando, ao mesmo tempo, a eficiência em termos

de desempenho e consumo de combustível.

Nokian Hakkapeliitta

desafiou a Gronelândia

Sete homens, três veículos especiais construídos pela Arctic Trucks, 5.000 km

de gelo. Ao longo de 20 dias, 44 unidades do pneu Nokian Hakkapeliitta enfrentaram

as condições extremas da Gronelândia. Foi uma autêntica aventura

selvagem, que teve o intransigente clima do ártico como o mais difícil teste

para participantes e equipamentos. Nada menos do que 44 pneus Nokian

Hakkapeliitta participaram na aventura de 2018, intitulada “Expeditions7”,

que partiu de Isortoq, no extremo sul da Gronelândia, e seguiu para norte, na

direção de Wulff Land, no extremo norte. A maior parte da viagem decorreu

no topo do continente glaciar, que tem vários milhares de quilómetros de

comprimento e mais de três quilómetros de espessura em certos pontos. A

variação das condições meteorológicas de inverno e a visibilidade zero tornaram

o progresso, por vezes, muito lento, com os veículos a conseguirem

circular a apenas 10 km/h. As temperaturas mais baixas registadas foram de

-40° C.

Banda VRT3 da Vipal obtém

performance superior

Avaliações realizadas em estradas e vias urbanas europeias revelaram

a qualidade do desenho para o transporte rodoviário

de mercadorias. Para a Vipal Borrachas, tão importante como

desenvolver produtos de alta qualidade para os mais diferentes

mercados em que atua, é comprová-la. Por isso, a empresa

divulgou os resultados de dois testes que realizou em estradas

europeias, que comprovam a superioridade da banda VRT3 dentro

do segmento de pneus para o transporte rodoviário de cargas.

O resultado foi totalmente aprovado pelas transportadoras. A

banda de rodagem VRT3 é própria para pneus radiais e eixos de

tração. Apresenta ótimas propriedades de tração em veículos de

alta potência, com respostas ágeis em pisos secos ou molhados

e bom escoamento de água. Indicado para uso rodoviário de

cargas, o desenho é recomendado especialmente para viagens

de longa distância em estradas pavimentadas. As avaliações de

desempenho Vipal visam comparar produtos similares, aplicados

nos segmentos a que se destinam e submetidos ao uso

em igualdade de condições, assegurando imparcialidade nos

resultados obtidos.

ALTARODA distribui Jantes MAK

A ALTARODA consegue mais uma representação de peso na área de jantes:

a prestigiada marca MAK, que resulta de uma joint-venture entre duas

famílias que operam no setor automóvel com décadas de experiência: a

família Magri, líder na área de distribuição de pneus em Itália, e a Cervati,

uma família proprietária de fundições desde os anos 30, líder na fundição

de peças de alumínio. Graças

ao know-how tecnológico,

por um lado, e ao profundo

conhecimento do mercado,

por outro, o projeto de desenvolvimento,

produção e

distribuição de jantes de liga

leve ganha rapidamente uma

posição de destaque a nível

mundial. O sucesso dos produtos

da MAK deve-se a um

planeamento estratégico correto,

tendo em consideração

duas vantagens fundamentais:

qualidade e estilo. Reconhecidos

como produtos de

alta qualidade, atestado por certificados e prémios a nível mundial, as jantes

MAK são, igualmente, conhecidas pelo seu design muito próprio, nos mais

diversos estilos de rodas, desde as mais desportivas e agressivas, às clássicas

e futuristas, sempre com soluções que estão frequentemente longe dos padrões

convencionais e capazes de cumprir o gosto de países culturalmente

muito diferentes.


Goodyear desvendou

novo Eagle F1 Asymmetric 5

A Goodyear anunciou o lançamento do seu novo pneu

de estrada Ultra High Performance (UHP). Concebido

como o mais completo pneu de verão, o Eagle F1

Asymmetric 5 faz uso de tecnologias inovadoras para

obter melhorias significativas na travagem em piso

molhado e no comportamento em piso seco, sem

comprometer o conforto de condução ou o ruído. O

“segredo” para o elevado rendimento deste pneu está

no desenvolvimento de um novo composto altamente

refinado, que combina características que o tornam

melhor em condições de piso molhado, sem sacrificar

a durabilidade ou o comportamento em piso seco. Os

esforços da Goodyear para otimizar a performance centraram-se

na redução da flexão do desenho da banda

de rolamento quando são transmitidas forças laterais.

O novo Eagle F1 Asymmetric 5, que será disponibilizado

em diâmetros de 17” a 22”, com larguras de 205 a

315 mm e séries de 50 a 25, colocará a Goodyear em

posição privilegiada para explorar o forte crescimento

(8,3% ao ano) do segmento UHP, que compreende

jantes de 17” para cima e que representa já 22% das

vendas totais de pneus de verão.

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Notícias

Produto

Hankook Ventus Prime 3

equipa novo Ford Focus Active

O fabricante de pneus Hankook continua a expandir a sua parceria

de equipamento original com a Ford Motor Company. O novo Focus

Active será equipado, exclusivamente, com Ventus Prime 3. O

novo modelo tem, desde o final de 2018, duas medidas de pneus

de conforto premium Hankook como equipamento original. O pneu

que representa segurança, desempenho e conforto está disponível

desde dezembro de 2018 nas medidas 215/50R18V e 215/55R17V.

Graças à tecnologia inteligente, como a liberdade de escolha dos

modos de controlo, o Ford Focus Active oferece um comportamento

de condução inovador, que é reforçado pelo Ventus Prime 3. O novo

pneu de alta performance da Hankook anuncia um bom desempenho

durante a condução e um excelente desempenho de travagem em

estradas molhadas e secas.

AB Tyres comercializa

novo Falken WILDPEAK M/T

A AB Tyres passa a comercializar em Portugal o novo Falken WILDPEAK

M/T. Recomendado por profissionais para enfrentar as condições mais

adversas, o WILDPEAK M/T foi construído para levar o veículo a qualquer

lugar, esteja o piso seco ou tenha ele lama, neve ou pedras.Este

pneu faz uso da tecnologia DURASPEC, tendo a parede lateral sido

desenvolvida para suportar as condições off-road. Esta tecnologia

apresenta, também, dois componentes que fornecem uma camada

adicional de proteção e durabilidade, que proporciona uma sensação

de segurança e confiabilidade. O WILDPEAK M/T permite uma condução

excecional com baixo ruído, graças à otimização de três variáveis

no padrão do piso.

Manatec homologada pela Michelin

A marca de alinhamento de direções para veículos pesados Manatec,

representada em Portugal pela Domingos&Morgado, foi homologada

pela Michelin. Tão alta distinção vem confirmar a qualidade e fiabilidade

da alinhadora Manatec Jumbo 3D Super, pioneira no alinhamento

3D para camiões, com capacidade de leitura e alinhamento

até cinco eixos em simultâneo. Ao comercializar no nosso país este

equipamento de alinhamento de direções, a Domingos&Morgado

disponibiliza aos clientes o primeiro equipamento do mundo a dispor

de alinhamento de rodas 3D para autocarros e camiões multieixos. O

sistema de medição é semelhante a qualquer máquina full 3D, sendo

a medição de todos os ângulos de todos os eixos efetuada em menos

de quatro minutos. O equipamento é fornecido com 10 alvos e garras,

podendo ainda ser utilizado para o alinhamento de veículos ligeiros e

comerciais, aumentando, assim, a sua polivalência. A Manatec é uma

empresa indiana especializada na conceção e fabrico de máquinas

de alinhar direções para veículos pesados.0

Goodyear lançou novo

Vector 4Seasons Cargo

A Goodyear apresentou uma nova atualização da sua gama para veículos

comerciais. Segundo a marca, o Vector 4Seasons Cargo consiste

num pneu para todas as estações, eficiente no consumo

de combustível, que oferece uma excelente

performance e uma quilometragem

ampliada quando comparado com

o modelo anterior. O novo Vector

4Seasons Cargo anuncia maior

quilometragem face aos modelos

antecessores, ao passo

que a menor resistência ao

rolamento permite poupar

nos custos com combustível,

características que, uma

vez combinadas, reduzem o

custo total de propriedade.

O Vector 4Seasons Cargo é o

contributo da Goodyear para

o mercado de veículos comerciais

ligeiros em franca expansão

na Europa, tendo já ultrapassado o

segmento de veículos de passageiros

em termos de crescimento. O novo Vector

4Seasons Cargo amplia a gama de produtos

para veículos comerciais da Goodyear, que já inclui o pneu

de verão EfficientGrip Cargo, o pneu de inverno Cargo UltraGrip 2 e o

novo UltraGrip Cargo.

66 | Revista dos Pneus | Março 2019


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Equipamento

Compressores de ar comprimido

Solução

indispensável

A instalação ou utilização de um compressor de ar elimina a necessidade de dispor

de abastecimento elétrico para fazer funcionar os equipamentos. Adicionalmente, as

ferramentas pneumáticas são mais duradouras, menos sensíveis à humidade e estão

preparadas para trabalhos próprios do setor automóvel

O

compressor de ar é um dos componentes

integrados numa rede

pneumática, destinada a fornecer

ar comprimido a diferentes ferramentas

para que estas possam funcionar. Para

o efeito, aspiram e tratam o ar atmosférico

de forma específica no seu interior, com o

objetivo de que, à saída, este funcione como

fonte de energia.

Além do mais, posteriormente a este processo,

o ar é arrefecido para ocupar menos

volume antes de ser armazenado no reservatório

ou tanque. Desta forma, é possível aumentar

a capacidade de fornecimento e, por

conseguinte, a eficácia da rede pneumática.

CLASSIFICAÇÃO DOS COMPRESSORES DE AR

De acordo com a forma como os compressores

tratam o ar aspirado, classificam-se do

seguinte modo:

l Compressores de deslocamento positivo.

Estes compressores comprimem o ar no seu

interior para que, à sua saída, a tendência do

ar para voltar ao seu estado inicial de pressão

atmosférica seja aproveitada como fonte de

energia. Este é o princípio de funcionamento

dos compressores de ar mais utilizados.

l Compressores dinâmicos. Neste caso, o ar é

aspirado para que, uma vez dentro do compressor,

seja acelerado a grande velocidade e

a energia cinética obtida seja transformada

em pressão estática de saída, que é utilizada

como fonte de energia para fazer funcionar

as ferramentas.

Em ambos os conjuntos de compressores,

existem diferentes tipos de compressores

com uma estrutura interna determinada, que

se encarrega de efetuar a aspiração de ar,

o seu tratamento e a sua compressão, bem

como a respetiva libertação.

TIPOS DE COMPRESSORES DE AR

A variedade de compressores de ar comprimido

no mercado é muito elevada, como

consequência de se tratar de equipamentos

que apresentam princípios de funcionamento

e características específicas que, segundo

as respetivas especificações, determinam as

aplicações e utilizações concretas.

Os compressores de deslocamento positivo

mais comuns são os seguintes:

l Os de pistão com ou sem lubrificação;

l Os de parafuso com ou sem lubrificação.

Outros compressores que se enquadram

dentro deste grupo são os compressores de

palhetas, de velocidade variável, de média

ou alta pressão, de tipo scroll ou os geradores

de azoto, entre outros.

Pelo contrário, os compressores dinâmicos

mais utilizados dividem-se nos de tecnologia

centrífuga radial e os centrífugos axiais.

De todos estes tipos de compressores, vamos

analisar, em seguida, os de pistão e os de

parafuso, por serem os mais utilizados no

setor automóvel.

1COMPRESSORES DE PISTÃO

Este tipo de compressor é um dos mais

utilizados no setor industrial em empresas

com consumos de ar comprimido moderados

ou médios, tais como as oficinas de mecâ-

68 | Revista dos Pneus | Março 2019


nica ou de pneus. Muitos dos compressores

comercializados para utilização doméstica

também apresentam esta tecnologia.

A constituição interna destes compressores

é semelhante à dos motores térmicos utilizados

nos veículos atuais. Por conseguinte, o ar

aspirado é dirigido através de uma válvula de

admissão para o interior de um cilindro no

qual existe um pistão. Este pistão está ligado

(através de um perno) à biela, a qual, por sua

vez, está ligada a uma cambota, pelo que

a rotação da cambota desloca a biela permitindo

que o pistão suba ou desça dentro

do cilindro.

O ciclo completo de compressão do ar divide-

-se nas seguintes quatro fases:

Preparação para a aspiração de ar que se

encontra à pressão atmosférica. O pistão

sobe até à posição livre superior.

Aspiração do ar. A válvula de admissão

abre e o pistão começa a descer gerando

o afluxo de ar.

Enchimento do cilindro. O pistão continua

a descer até chegar à posição livre inferior,

momento em que o cilindro está cheio de ar

e a válvula de admissão é fechada.

Compressão do ar e libertação do ar comprimido.

Com as válvulas fechadas, o pistão

começa a subir comprimindo o ar, até ao momento

em que a válvula de escape é aberta

para expulsar o ar comprimido que atuará

como fonte de energia.

A principal vantagem destes compressores

é o seu menor custo e a grande variedade

comercializada dos mesmos. Por outro lado, a

eficiência é menor e têm maior tendência para

sobreaquecer com o trabalho prolongado, o

que pode provocar dilatação ou gripagem

nos componentes internos, especialmente

se não for efetuada uma manutenção preventiva

e corretiva em conformidade com

as indicações do fabricante.

2COMPRESSORES DE PARAFUSO

Os compressores de parafuso, também

conhecidos como helicoidais, são equipamentos

de uso exclusivo industrial. São indicados

para abastecer empresas de maior

dimensão nas quais os consumos de ar são

maiores, pelo que se tornam na opção mais

recomendável para oficinas de pneus. Além

do mais, são mais eficientes e mais silenciosos.

O principal inconveniente destas unidades

é o seu custo.

O mecanismo interno deste compressor é

composto por uma entrada de ar, dois parafusos

sem-fim ou rotores helicoidais que

engrenam entre si e giram dentro de uma

estrutura em sentido oposto e uma saída de

ar comprimido. Os parafusos são movidos

através de um motor elétrico.

A compressão de ar, neste caso, é efetuada

em três fases:

Aspiração do ar. O ar do exterior que se

encontra à pressão atmosférica entra pelo

lado de aspiração e começa a ser introduzido

nas câmaras existentes entre as espirais dos

parafusos sem-fim.

Compressão do ar. O ar vai avançando através

das câmaras e vai sendo comprimido à

medida que o volume das referidas câmaras

vai reduzindo.

Libertação do ar comprimido. Finalmente,

quando o ar chega às últimas câmaras, está

comprimido e preparado para ser expulso

pelo lado de pressão e ser utilizado como

fonte de energia.

CRITÉRIOS BÁSICOS PARA A ESCOLHA

Os critérios básicos para determinar qual o

compressor que melhor se ajusta a necessidades

específicas, passam por avaliar o tipo

de trabalho e a utilização pretendida. Em

primeiro lugar, é necessário determinar se

a utilização é ocasional ou frequente.

Uma vez esclarecida esta questão, é necessário

avaliar as características técnicas do compressor.

Para fins domésticos, as prestações

podem ser inferiores, mas se a utilização se

aproximar de aplicações industriais, as prestações

devem ser superiores de acordo com

a atividade concreta desempenhada e com

o consumo de ar exigido pelas ferramentas

utilizadas.

Dentro das características técnicas a avaliar,

os aspetos que devem ser ponderados e que

estão relacionados entre si são os seguintes:

l O caudal de ar que a unidade tem capacidade

para fornecer, medido geralmente

em litros minuto (l/min ou l/1’), ou também

em pés cúbicos por minuto (PCM ou CFM)

ou m 3 /min.

l A pressão de ar que a unidade consegue

disponibilizar, medida em bar ou Psi (libras

por polegada quadrada).

l A potência de que dispõe, representada em

cavalos-força (HP), em cavalos-vapor (CV) ou

em quilowatt (KW).

l A capacidade de armazenamento do reservatório

ou tanque, calculada em litros que

pode armazenar.

l O tipo de arranque que apresenta, podendo

ser de arranque direto ou do tipo estrela-

-triângulo. Este último tipo de arranque, é o

mais recomendável, porque reduz os picos de

intensidade próprios dos motores ao iniciar

o funcionamento e, portanto, os elevados

consumos elétricos nesta fase. Para o efeito,

esta tecnologia permite um arranque inicial

com menor tensão (estrela) para que, uma

vez atingido um determinado número de

rotações, a tensão proporcionada aumente

até atingir o seu valor nominal de funcionamento

(triângulo).

CONCLUSÃO

A variedade de compressores no mercado é

muito ampla e embora todos eles partilhem

funções e características técnicas semelhantes,

é muito importante avaliar atentamente

as vantagens e inconvenientes de cada um

deles, bem como as prestações reais que proporcionam.

Somente desta forma a escolha

do compressor se irá ajustar às necessidades

da oficina e do trabalho realizado. ♦

www.revistadospneus.com | 69


Avaliação obrigatória

Carácter bipolar

Tanto sabe ser silencioso e económico como ruidoso e voraz. Com um design distinto,

223 cv de potência máxima combinada e níveis de equipamento e segurança difíceis de

igualar, o Lexus IS 300h Luxury tem um carácter bipolar. As alterações de humor (e de

comportamento) devem-se apenas e só ao evoluído sistema híbrido que o move

Por: Bruno Castanheira

Entre compactos, sedans (como o

que, aqui, surge em análise), coupés

e crossovers, são nada menos do

que oito os modelos híbridos que a

Lexus comercializa, atualmente, em Portugal,

esperando-se, para breve, a chegada

de mais dois: o crossover UX 250h e o sedan

ES 300h. Por enquanto, a gama híbrida da

marca de luxo da Toyota é constituída, por

ordem crescente de preço, pelos CT 200h, IS

300h, NX 300h, RC 300h, RX 450h, RX 450hL,

LC 500h e LS 500h. Nesta edição, o ensaio

recai sobre o IS 300h, uma berlina cheia de

charme e recheada de coisas boas que custa,

na especificação Luxury, a menos acessível

da gama, €60.318.

◗ ESTILO INCONFUNDÍVEL

Tendo em conta a elevada popularidade do

design do IS, a Lexus manteve inalterada a

essência da aparência exterior quando

renovou este sedan. No entanto, a secção

dianteira sofreu uma transformação, graças

a novos faróis, entradas de ar de maiores

dimensões no para-choques e uma nova

evolução no design da grelha frontal. Os

faróis remodelados, que dispõem, agora,

de unidades de LED completas, exibem

um visual mais pronunciado do que anteriormente,

estendendo-se para dentro,

criando uma forma atraente que acentua

a configuração “L” das luzes de condução

diurna. O para-choques, com as entradas

de ar perfeitamente integradas, flui dos

flancos dianteiros para gerar uma presença

mais confiante em estrada. Já a nova grelha

70 | Revista dos Pneus | Março 2019


Lexus IS 300h Luxury

Uma das evidências das técnicas artesanais

“Takumi” empregues em cada modelo da

Lexus é o novo pesponto à volta da instrumentação

binocular, contribuindo para o

aspeto desportivo do cockpit, o mesmo se

podendo dizer relativamente ao velocímetro

e ao conta-rotações. Existem, também,

novos porta-copos, um apoio de mão maior,

envolto em pele e com pesponto para o

Interface Remote Touch, e novas marcações

no relógio analógico, posicionado ao centro

do painel de bordo. Já a segurança, contempla

tantos dispositivos de assistência à

condução, que seria fastidioso enumerá-los.

◗ VANTAGEM HÍBRIDA

Confortável, seguro, previsível e fácil de conduzir.

Com a vantagem de ser ágil e reativo.

As suspensões e a direção foram alvo de

revisão, de modo a melhorar o desempenho

dinâmico. A suspensão dianteira, de

duplos triângulos sobrepostos, tem uma

nova montagem do braço inferior em alumínio

forjado, que alcança um aumento

de 49% em rigidez por comparação com

o mesmo componente em aço que substituiu.

Beneficia, igualmente, de um novo

casquilho, que é 29% mais rígido do que

antes. A Lexus conseguiu aumentar a rigidez

sem aumentar o peso. A suspensão

traseira, multibraços, passou, igualmente, a

dispor de um novo casquilho para o braço

superior, uma nova barra estabilizadora,

novos componentes nos amortecedores e

configurações alteradas.

O IS 300h tem no sistema Lexus Hybrid Drive

um dos seus ex-líbris. Contempla um motor

de quatro cilindros a gasolina, 2.5 VVT-i,

frontal, está ancorada num ponto mais alto

comparativamente ao modelo antecessor,

alterando as proporções das suas secções

superior e inferior, produzindo uma aparência

mais desportiva e dando a impressão

de que o centro de gravidade está mais

baixo, enquanto se dilui, suavemente, no

capot remodelado. As jantes mudaram de

desenho e a traseira também foi alvo de um

pequeno acerto.

Por dentro, o IS 300h está recheado de coisas

boas. A qualidade de construção situa-se

num patamar elevado, tal como o espaço

para ocupantes e bagagem. O posto de condução

é simplesmente ótimo. O ambiente

interior mistura classicismo com pormenores

irreverentes, provocando um misto de

sensações. O nível de equipamento propõe

uma panóplia de mordomias. No centro do

tablier, o painel de controlo dos sistemas de

áudio e ventilação foi ajustado, exibindo

a sua superfície um novo acabamento de

superior qualidade, com riscas estreitas.

www.revistadospneus.com | 71


Avaliação obrigatória

Lexus IS 300h Luxury

Bridgestone Turanza ER33

Conforto e economia

w O Lexus IS 300h que a Revista dos Pneus testou vinha equipado com

Bridgestone Turanza ER33, de medida 225/40 R 18 88Y no eixo dianteiro e

255/35 R 18 90Y no eixo traseiro. Este pneu, que é equipamento de origem para

o automóvel híbrido presente nestas páginas, foi concebido para proporcionar

conforto e economia de combustível, afinal de contas predicados que se coadunam,

na perfeição, com a filosofia do IS 300h. Controlo em tempo chuvoso

é outra das mais-valias anunciadas pela Bridgestone para o Turanza ER33, que,

em determinados tamanhos (não o caso das aqui presentes), pode ser requisitado

com tecnologia RFT (Run Flat).

que funciona segundo o ciclo Atkinson,

uma bateria de hidretos metálico-níquel,

alojada sob o banco traseiro, e um motor

elétrico de 105 kW (143 cv). Tudo somado,

a potência máxima combinada é de 223

cv, que é transmitida às rodas traseiras por

intermédio de uma caixa automática de

variação contínua, que não prima, diga-se,

propriamente pela rapidez, amplificando

o ruído de funcionamento do motor de

combustão interna. Modos de condução,

são três, selecionados através do sistema

Drive Mode Select: “Eco”, “Normal” e “Sport”.

Depois, existem ainda os “EV” e “Snow”, ativados

mediante botões distintos.

De forma simplificada, podemos dizer que

o funcionamento dos dois motores é gerido

por uma unidade eletrónica de controlo. O

motor de combustão envia movimento para

as rodas e, ao mesmo tempo, faz atuar um

gerador, cuja energia aciona o motor elétrico

ou é armazenada na bateria. Sempre

que se liga o IS 300h, quando se arranca ou

em descidas longas e pouco acentuadas, é

a eletricidade que desloca este Lexus. Em

situações normais, os dois motores estão

Híbridos, há muitos.

Mas poucos têm

o charme e a

exclusividade do

Lexus IS 300h. Uma

berlina repleta de

tecnologia que está

recheada de coisas

(muito) boas

em funcionamento e ambos deslocam o IS

300h, sendo parte da energia direcionada

para recarregar a bateria. Em aceleração, o

combustível fóssil “une-se” à eletricidade,

sendo, além disso, retirada energia das

baterias para fazer mover o motor elétrico

com mais força.

Nas desacelerações e travagens (existe,

também, um sistema regenerativo nos travões),

o motor elétrico atua como gerador,

MOTOR DE COMBUSTÃO

Tipo

4 cilindros linha, long., diant.

Cilindrada (cc) 2494

Diâmetro x curso (mm)

90,0x98,0

Taxa de compressão 13,0:1

Potência máxima (cv/rpm) 181/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 221/4200-5400

Distribuição

2 v.e.c./Dual VVT-i, 16 válvulas

Alimentação

injeção eletrónica

MOTOR ELÉTRICO

Tipo

Íman permanente

Potência máxima (cv/kW) 143/105

Binário máximo (Nm) 300

BATERIA

Tipo

hidretos metálico-níquel

Voltagem (V) 650

TRANSMISSÃO

Tração

traseira com VSC

Caixa de velocidades

auto. variação contínua (E-CVT)

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 10,4

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm)

discos ventilados (n.d.)

Traseiros (ø mm)

discos ventilados (n.d.

ABS

sim, com EBD+BAS+HAC

SUSPENSÕES

Dianteira

braços duplos triangulares

Traseira

multilink

Barra estabilizadora frente/trás

sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 8,4

CONSUMOS (L/100 KM)

Extraurbano/combinado/urbano 4,8/4,6/4,7

Emissões de CO 2 (g/km) 142

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Cx 0,26

Comprimento/largura/altura (mm) 4665/1810/1430

Distância entre eixos (mm) 2800

Vias frente/trás (mm) 1535/1540

Capacidade do depósito (l) 66

Capacidade da mala (l) 450

Peso (kg) 1795

Relação peso/potência comb. (kg/cv) 8,04

Jantes de série fr.-tr.

8Jx18” – 8 1/2Jx18”

Pneus de série fr.-tr. 225/40 R 18 – 255/35 R 18

PNEUS TESTE

Bridgestone Turanza ER33

225/40 R 18 88Y (fr.)

255/35 R 18 90Y(tr.)

Imposto Único de Circulação (IUC) €227,65

PREÇO (s/ despesas) €60.318

Unidade testada €60.318

transformando a energia cinética das rodas

em energia elétrica, que é armazenada na

bateria. Sempre que o IS 300h para, como,

por exemplo, num semáforo vermelho ou

numa fila de trânsito, o motor de combustão

é desligado, entrando em funcionamento

depois de o veículo ter arrancado em modo

elétrico. Como qualquer full hybrid, o IS 300h

está apto a circular em modo 100% elétrico

durante alguns (poucos) quilómetros. ♦

72 | Revista dos Pneus | Março 2019


Em estrada

Por: Jorge Flores

Seat Ibiza 1.0 EcoTSI Xcellence

Equilíbrio certo

Ford Focus 1.5 EcoBlue ST-Line

Pulmões renovados

w Ninguém levará a mal se afirmarmos que o novo Ford Focus

1.5 EcoBlue ST-Line, ensaiado pela Revista dos Pneus, será uma

das mais atraentes expressões do modelo norte-americano. A

juntar a um design de contas em dia com a atualidade, está o

novo motor de 1,5 litros da família EcoBlue, naquela que é a sua

versão mais potente, com 120 cv às 3.600 rpm e 300 Nm de binário,

constante entre as 1.750 e as 2.250 rpm. O propulsor conta

com um inovador sistema de recirculação de gases de escape,

com um turbocompressor de baixa inércia e com um sistema de

injeção de combustível de alta pressão, bem como com um sistema

de admissão integrado.

Trata-se de um motor que, na

verdade, não tem a resposta

na ponta do pé direito (10,0

segundos nos 0-100 km/h),

embora não comprometa

em regimes mais elevados.

Positiva é a associação à caixa

automática de oito relações.

Os consumos médios anunciados

são de 3,7 l/100 km.

A unidade ensaiada custa €28.777, contando com um vasto

equipamento de série. Como extras, inclui, entre outros, pintura

metalizada Plus “Desert Island Blue” e sistema de navegação

Premium com B&O Play.

w Com um pequeno motor de três cilindros, a Seat nunca se

comprometeu. Com 115 cv de potência, entre as 5.000 e as

5.500 rpm, e um binário máximo de 175 Nm, entre as 2000

e as 3.500 rpm, o Ibiza é um modelo bastante equilibrado

e com uns consumos anunciados contidos: 4,7 l/100 km. A

transmissão é uma DSG de sete velocidades. Uma caixa rápida,

precisa e inteligente na leitura das situações.

O novo Seat Ibiza estreia a nova plataforma MQB do Grupo

VW, característica que lhe permite aumentar a rigidez torcional

em 30%. A habitabilidade, por sua vez, cresceu face ao

modelo antecessor: oferece

mais 35 mm de espaço para

as pernas; mais 24 mm de

largura à frente e 17 mm

na traseira; mais 42 mm de

largura para os bancos.

A versão Xcellence, a mais

elitista da gama, é dotada

em matéria de conectividade,

permitindo utilizar o

smartphone através do ecrã

tátil de 8”, o maior do segmento. O cruise control adaptativo, o

carregador de telemóvel por indução e amplificador de GSM,

a câmara traseira e os sensores e estacionamento à frente

e atrás, o seletor dos modos de condução (“Comfort”, “Eco”,

“Sport”, “Individual”) e os bancos em alcântara de cor preta

são apenas alguns dos pontos distintivos desta versão,

que coloca o preço nos €15.749.

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1500

Potência máxima (cv/rpm) 120/3600

Binário máximo (Nm/rpm) 300/1750-2250

Velocidade máxima (km/h) 196

0-100 km/h (s) 10,0

Consumo comb. (l/100 km) 3,7 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

127 (WLTP)

Preço €28.777

IUC €128,96

Motor

3 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 999

Potência máxima (cv/rpm) 115/5000-5500

Binário máximo (Nm/rpm) 175/2000-3500

Velocidade máxima (km/h) 195

0-100 km/h (s) 9,0

Consumo comb. (l/100 km) 4,7

Emissões de CO 2 (g/km) 108

Preço €15.749

IUC €94,42

www.revistadospneus.com | 73


Em estrada

Por: Jorge Flores

Suzuki Jimny 1.5 Mode3

Poder de (a)tração

Suzuki Vitara 1.4 VVT GLX 4WD aut.

Viver o momento

w Atualizado com os novos tempos, o Suzuki Vitara abdicou

dos motores Diesel para se focar apenas nos propulsores a

gasolina. A ideia é viver o momento. Esteticamente, não são

muitas as alterações desta evolução. Destaque, ainda assim, na

frente, para a grelha cromada com barras verticais (em vez das

horizontais anteriores). Na traseira, as alterações são mais expressivas:

desde os faróis ao para-brisas, ambos redesenhados.

No habitáculo, de realçar o novo painel de instrumentos com ecrã

LCD a cores de 4,2”, onde é possível ver quer o modo de tração eleito

pelo condutor, nesta variante

de tração integral, ao próprio

computador de bordo e sistema

de navegação. Existem

alguns plásticos evitáveis no

interior? Porventura, mas o

Vitara não é um jipe que se

quer para duros? Voltando ao

motor. A unidade ensaiada

acolhe um 1.4 VVT com 140

cv de potência e 220 Nm de

binário, constante entre as 1.550 e as 4.000 rpm. Associado a uma

caixa automática de seis velocidades, o Vitara consegue alcançar

uma velocidade máxima de 200 km/h e consumir, em regime

combinado, 5,4 l/100 km – valores anunciados pelo fabricante.

O preço desta versão é de €29.430.

w A conquistar amigos desde 1970, o Jimny é um dos modelos

da Suzuki com maior capacidade de renovação do

conceito. Não menos importante, com um grande poder

de (a)tração para os amantes dos modelos 4x4 dotados

de um charme urbano.

Nesta evolução, o Jimny mantém a simplicidade e a funcionalidade

que o caracterizam há 50 anos. As linhas são

modernas, sim, mas existe um toque algo retro na forma

meio quadrada da carroçaria. Tudo neste modelo aponta

para a diversão, muito embora estejamos perante uma

estrutura sólida e consistente,

como se impõe a

um todo-o-terreno.

Os pilares A mais elevados

e o capot mais plano

melhoram a visibilidade

de quem vai ao volante.

Por outro lado, as linhas

das janelas encontram-se

agora mais baixas, o que permite aumentar a visibilidade

lateral e apreciar a paisagem. Já a grelha frontal é negra e de

linhas simples, sobressaindo os faróis dianteiros redondos.

As jantes escuras de 15”, de liga leve, vincam ainda mais o

seu potente exterior.

Equipado com o motor 1.5 (que substitui o anterior 1.3),

com 102 cv de potência às 6.000 rpm e 130 Nm de binário

às 4.000 rpm, o Suzuki Jumny é um modelo divertido de

conduzir pela elasticidade que oferece ao condutor. Como

se fosse um 4x4 de brincar, mas com todas as competências

no lugar.

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1373

Potência máxima (cv/rpm) 140/5500

Binário máximo (Nm/rpm) 220/1550-4000

Velocidade máxima (km/h) 200

0-100 km/h (s) 10,2

Consumo comb. (l/100 km) 5,4

Emissões de CO 2 (g/km) 139

Preço €29.430

IUC €158,92

FICHA TÉCNICA

Motor

4 cil. linha, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1462

Potência máxima (cv/rpm) 102/6000

Binário máximo (Nm/rpm) 130/4000

Velocidade máxima (km/h) 145

0-100 km/h (s) n.d.

Consumo comb. (l/100 km) 7,9 (WLTP)

Emissões de CO 2 (g/km)

178 (WLTP)

Preço €24.811

IUC €158,92

74 | Revista dos Pneus | Março 2019


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