Jornal Paraná Abril 2019

LuRecco

Usinas focam

em segurança

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OPINIÃO

Os nossos últimos 10 anos

A busca por operações mais eficientes e enxutas trouxe a

agenda da disciplina e do foco. “Fazer mais com menos”

GUILHERME NASTARI (*)

Os últimos 10 anos do

setor sucroenergético

e do Brasil foram

realmente turbulentos.

Inúmeras usinas e empresas

tradicionais foram impactadas

pela falta de políticas públicas

e regras claras para os

setores de energia e combustíveis.

Mesmo assim, o setor,

mais uma vez, mostrou a sua

resiliência e criatividade. Novos

produtos e novos mercados

foram criados. A diversificação

da indústria sucroenergética

brasileira certamente

é o grande diferencial em relação

a outros países produtores.

A parte energética do setor se

tornou uma grande fonte de

renda e de diversificação. Com

a consolidação do etanol, da

energia elétrica e do biogás, o

setor se transforma em uma

indústria moderna, atual e

comprometida com a agenda

mundial do baixo carbono.

Produzimos energia limpa e

com preservação ambiental.

O reconhecimento internacional

de instituições, como a

NASA, só nos fortalece e nos

dá a segurança que estamos

no caminho certo. Os clientes

de hoje e os de amanhã estão

preocupados com a origem

dos produtos e os impactos

dos seus processos produtivos,

principalmente os sociais

e os ambientais. Precisamos

alimentar o mundo protegendo

a Terra.

Dezembro de 2017 entra na

história recente desse setor

tão tradicional e importante,

marcando o início da quarta

onda de expansão. O Renova-

Bio traz segurança e cria o

ambiente necessário para a retomada

dos investimentos. A

maior diferença dessa nova

onda em relação às outras é o

reconhecimento das iniciativas

mais eficientes e competitivas.

O momento é de integração

das energias renováveis e a

consolidação do conceito de

biorrefinaria: etanol de cana e

de milho, biodiesel, biogás e

cogeração.

As crises abrem muitas oportunidades

para revisarmos os

processos e focarmos nos assuntos

que realmente são importantes.

A palavra “gestão”

tem sido utilizada de diversas

maneiras e em diversas situações.

A busca por operações

mais eficientes e enxutas trouxe

a agenda da disciplina e do

foco. “Fazer mais com menos”,

para muitos, virou um

mantra. Mas, certamente,

grande parte desse processo

de revisão e de ajustes está

atrelada ao controle e ao monitoramento.

Sem medir, não

seremos capazes de nos comparar

e de tomar iniciativas eficazes.

As crises abrem muitas

oportunidades para revisarmos os

processos e focarmos nos assuntos

que realmente são importantes.

Atualmente, existem ferramentas

modernas e atuais de auditoria

das operações, criando

análises comparativas e independentes.

Muitas empresas

acabam perdendo oportunidades

relevantes pela falta de

controle das atividades do dia

a dia.

No agribusiness brasileiro,

entre 72% a 76% é agro: plantio,

trato, transporte, pessoas,

etc., e o resto é business.

Nunca esteve tão consolidado

e claro o conceito antigo de

que açúcar, etanol e energia

elétrica se produzem mesmo

no campo. Esta região possui

mais de 400 anos de experiência

em produção de cana-deaçúcar

e, pelo visto, ainda

existe espaço e demanda suficiente

para a sua expansão.

A busca recente por operações

agrícolas e industriais

mais eficientes impacta rapidamente

a nossa competitividade

internacional. Havíamos

perdido muito dessa competitividade

com o crescimento

desordenado e intenso dos

mesmos últimos 10 anos.

Nesta última década, aumentamos

nosso custo de produção

médio em quase 10 vezes,

saindo dos níveis de USD

5-6 cts/lb para os atuais níveis

de USD 12,5-15 cts/lb. Uma

das principais causas desse

aumento do custo de produção

foi a falta de um programa

de gestão interna operacional,

comercial e financeiro.

Preocupados em chegar, muitos

grupos precisaram aumentar

suas exposições financeiras,

o que trouxe muita

volatilidade nos últimos anos.

Nunca estivemos tão expostos

e com níveis tão altos de alavancagem.

Operações estruturais passaram

a fazer parte da agenda

interna dos departamentos financeiros

das usinas. A criatividade

e a busca por novos

produtos consolidaram também

o mercado de capitais

como uma operação real e

factível.

No final, os momentos mais

complicados proporcionaram

situações importantes de mudança

e de revisões. A melhor

gestão é aquela que existe e

tem continuidade. Todo dia é

dia. A disciplina liberta.

(*) Diretor da Datagro Consultoria.

Texto publicado orignalmente

na Revista Opiniões.

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CENTRO-SUL

Moagem pode voltar a crescer e

cenário se mostra mais positivo

Mercado trabalha com a

expectativa de um maior

déficit na oferta global de

açúcar e perspectivas são

boas para o etanol

Depois de anos de quedas

sucessivas, pela

primeira vez desde a

safra 2015/ 16, a moagem

de cana-de-açúcar do

Centro-Sul brasileiro, na safra

2019/20, que começa oficialmente

em abril, pode ser maior

do que a do ano anterior. Para a

Agroconsult, a expectativa é de

que sejam esmagadas 575 milhões

de toneladas na principal

região produtora de cana-deaçúcar

do país, um crescimento

de 0,8% ante a temporada

que está sendo finalizada, podendo

estes números serem

superiores, caso se confirmem

as previsões de mais chuvas

durante o mês de abril. Para a

Copersucar ficaria entre 500 a

590 milhões de toneladas.

Mas, outras consultorias são

mais conservadoras e apostam

na repetição dos resultados

deste safra, ficando entre 560 a

570 milhões de toneladas. “A

estiagem ocorrida em dezembro

e janeiro na região atingiu as

lavouras de cana em seu melhor

período de crescimento vegetativo,

o que deve impactar

na produtividade, mesmo com

as chuvas que vem ocorrendo

agora”, afirma Dagoberto Delmar

Pinto, da Consultoria Agro,

que presta serviços para a Alcopar.

“É preciso cautela nas

previsões. Ainda é cedo para

avaliar. As lavouras podem se

recuperar, mas não tanto”,

complementa.

Da produção total prevista, segundo

a Agroconsult, uma média

de 63% da produção de cana

seria destinada para a produção

de etanol e os outros 37%

para o açúcar. Isso significaria

uma produção total de 28,7 bilhão

de litros de etanol em

2019/20, 6% a menos que na

safra 2018/19, quando os preços

do biocombustível estavam

mais remuneradores do que os

do açúcar. Por outro lado, a produção

de açúcar volta a crescer

9% em relação ao período anterior,

somando 28,8 milhões

de toneladas, estima a Agroconsult.

Previsões semelhantes também

foram apontadas por outras

consultorias como a Datagro

e a Safras & Mercado. Na

avaliação dos especialistas,

apesar de o cenário ainda ser

mais vantajoso para o etanol, a

paridade entre os dois produtos

melhorou um pouco para o

açúcar. Além dos efeitos ainda

da crise financeira que se abateu

sobre o setor desde 2007/

08, com forte redução nos investimentos

nos canaviais, elevando

a idade média destes em

todo o país, os problemas climáticos

dos últimos anos afetou

significativamente a produção

de cana-de-açúcar no Brasil.

No cenário global, a exemplo

do que tem sido previsto por

várias consultorias, a comerciante

de açúcar Sucden também

vem trabalhando com a

expectativa de um déficit na

oferta global do produto, que

ela estima em cerca de 4 milhões

de toneladas no anosafra

2019/20, que vai de outubro

a setembro. Dagoberto cita,

entretanto, que acredita que

esse déficit será menor, cerca

de 1 milhão de toneladas.

Há projeção de quedas de produção

nos principais produtores

da commodity. A Índia prevê

produção de 26 milhões ou 27

milhões de toneladas, queda

ante os 31,7 milhões esperados

para 2018/19, mas em

equilíbrio com a demanda interna.

A Tailândia deve produzir

12 milhões de toneladas, queda

de 10%, e a União Europeia terá

redução de 5% no plantio de

beterraba sacarina, que perde

espaço para o trigo.

“É uma reversão de cenário que

gera expectativas de preços

melhores para a commodity.

Mas, as usinas brasileiras ainda

tendem a priorizar o etanol, já

que o produto ainda tem remunerado

melhor do que o açúcar”,

comenta Dagoberto, da

Consultoria Agro.

A multinacional francesa Tereos

também vê um cenário positivo

para o mercado de açúcar e

etanol na safra 2019/ 20. O diretor

da empresa, Jacyr Costa

Filho acredita que o ciclo será

de preços mais elevados para a

commodity e de suporte para o

biocombustível. “Estou otimista,

principalmente com o mercado

de açúcar. Acredito que

vamos entrar em um ciclo virtuoso

de preços de açúcar”,

avalia.

Além da perspectiva de menor

produção na Índia, Tailândia e

Europa, o Brasil, que detém

metade do mercado global de

açúcar, deve também colher os

benefícios de sua atuação na

Organização Mundial do Comércio

(OMC). Já foi revisto o

programa de subsídios da Tailândia

e os produtores brasileiros

questionam ainda os subsídios

indianos e a salvaguarda

da China às importações. Sem

falar, cita o empresário, no crescimento

da demanda mundial

do açúcar em cerca de 2% ao

ano, com destaque para países

asiáticos.

Com relação ao etanol, Jacyr

aposta em uma sustentação de

preços no mercado já que o

consumo do biocombustível

aumentou de forma significativa

em 2018 no Brasil e deve ser

mantido em 2019 com a tendência

de melhora da economia.

Também, diz, não há perspectiva

de nova baixa do preço

do petróleo com o trabalho da

Organização dos Países Exportadores

de Petróleo (OPEP)

para manter o preço internacional

do barril entre US$ 60 e US$

70.

O setor sucroenergético brasileiro

se prepara ainda para a

entrada em vigor do programa

de incentivo a energias renováveis,

RenovaBio, previsto

para 2020. A Agência Nacional

do Petróleo, Gás Natural e

Biocombustíveis (ANP) já credenciou

certificadoras para a

emissão dos papeis. Só falta

o governo definir a estrutura

de negociação do chamado

CBIO, o certificado que bonifica

a eficiência ambiental e

energética das usinas, finaliza

o empresário.

Jornal Paraná 3


SEGURANÇA

Santa Terezinha realiza Sipat 2019

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho busca

conscientizar os colaboradores sobre os cuidados com a saúde

ASSESSORIA DE

COMUNICAÇÃO

As unidades produtivas

da Usina Santa

Terezinha realizaram

o Sipat 2019 (Semana

Interna de Prevenção de

Acidentes do Trabalho). Em

Tapejara/PR, os principais

temas abordados foram: direção

defensiva, nutrição e prevenção

de doenças, utilização

e cuidados com extintores de

incêndio e saúde bucal. Colaboradores

dos setores administrativo,

industrial e agrícola

participaram ainda de blitz, e

oficinas de saúde, onde receberam

materiais explicativos

sobre a Aids (Síndrome da

Imunodeficiência Adquirida) e

as Dst's (Doenças Sexualmente

Transmissíveis).

A Unidade Rondon/PR também

contou com uma programação

diversificada de atividades.

Sob a temática "O momento

de ter segurança é

agora", os funcionários assistiram

às apresentações e palestras

focadas na promoção

da saúde e nos riscos ocupacionais.

Blitz, ginástica laboral

e sorteio de brindes fizeram

parte do cronograma.

Em Eldorado/ MS, a Usina Rio

Paraná obteve parceria da Polícia

Ambiental e da Secretaria

de Saúde do município na realização

de palestras sobre

cuidados com o meio ambiente

e saúde emocional. Na

lavoura, técnicos de segurança

do trabalho da unidade

abordaram a necessidade do

uso do cinto de segurança nos

transportes coletivos, Fispq

(Fichas de Informações de Segurança

de Produtos Químicos),

vestimentas de aplicação

de defensivos agrícolas e

o uso correto dos EPI’s (Equipamentos

de Proteção Individual).

Já no Corporativo e Logística,

localizados em Maringá/ PR, a

frase de autoria da colaboradora

Rosangela Sousa Silva,

"A vida é um presente. Priorize

a segurança, seja consciente",

foi evidenciada durante a programação.

As atividades ao

longo da semana incluíram

palestras voltadas à segurança

do trabalhador, campanhas

de saúde, blitz educativa, distribuição

de mudas de árvores

e sorteio de brindes.

A Usina Santa Terezinha é

composta pelo corporativo e o

terminal logístico – em Maringá,

o terminal rodoferroviário

em Paranaguá, e as onzes

unidades produtivas em Iguatemi,

Paranacity, Tapejara,

Ivaté, Terra Rica, São Tomé,

Cidade Gaúcha, Rondon,

Umuarama e Moreira Sales –

no Paraná, e Usina Rio Paraná

- no Mato Grosso do Sul. A

empresa conta com mais de

14 mil colaboradores nos setores

agrícola, industrial e administrativo.

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Jornal Paraná


AÇÃO

Dia Internacional da Mulher é comemorado

Data contou com programação

especial voltada a promoção

da saúde emocional

Mais de 1.800 colaboradoras

de 10 unidades

produtivas da

Usina Santa Terezinha no Paraná

e Mato Grosso do Sul,

além do Corporativo e da Logística,

participaram de atividades

em comemoração ao Dia

Internacional da Mulher (8/3).

Neste ano, o tema trabalhado

foi “Saúde emocional: a chave

para a qualidade de vida das

mulheres”.

e psicológico. O tema veio ao

encontro da necessidade de

debater o equilíbrio como um

dos pilares da qualidade de

vida. Almoços com cardápio

especial e a entrega de necessaires

personalizadas para todas

as funcionárias marcaram

o encerramento dos eventos

nas unidades.

A ação foi realizada nos municípios

que alocam as unidades

produtivas da Usina Santa Terezinha:

Maringá (e distrito de

Iguatemi), Paranacity, Tapejara,

Ivaté, Terra Rica, Rondon, Cidade

Gaúcha, Moreira Sales,

Umuarama, no Paraná e Eldorado,

no Mato Grosso do Sul.

Palestras ministradas por enfermeiras,

psicólogas e professora

de yoga tiveram como foco evidenciar

as práticas que proporcionam

o bem-estar emocional

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EVENTO

BSBIOS lança Programa Integridade

O objetivo é que sirva de base para todas as decisões tomadas pela empresa

e colaboradores, a fim de que respeitem os mais elevados padrões de ética

Visando estar cada

vez mais alinhada as

questões de compliance

e trazer mais

transparência em suas relações

internas e externas, a

BSBIOS lançou dia 28 de fevereiro,

o Programa Integridade.

Na oportunidade ocorreu

um treinamento para 60

multiplicadores do programa,

que terão como missão disseminar

as medidas adotadas

pela empresa.

O objetivo é que o programa

sirva de base para todas as

decisões a serem tomadas

pela empresa e seus colaboradores,

a fim de que respeitem

os mais elevados padrões

de ética, garantindo a

condução dos negócios de

forma íntegra e transparente.

Desta forma, com fundamento

nas melhores práticas

de mercado, foram estabelecidas

regras e diretrizes, materializadas

no Código de

Conduta e demais políticas, a

fim de prevenir, detectar e

responder aos riscos de condutas

inadmitidas.

Segundo o Presidente da

BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella,

“o Programa Integridade

deverá ser exercido por

todos dentro da companhia, a

fim de gerar um ambiente

saudável, com relações saudáveis,”

frisou.

A Gerente Jurídica e Compliance,

Carine Bastos, comentou

sobre a eficiência do

treinamento e o que espera

dos multiplicadores. “A empresa

está dando um passo

muito importante em termos

de compliance e, a partir de

agora, o nosso grande desafio

é engajar os multiplicadores

a estarem repassando

todas as informações que receberam

no treinamento, para

as suas equipes”.

Código de Conduta

Para o especialista em comercialização

de óleos e gorduras

e também multiplicador,

Isaias Klein, o programa

surge para esclarecer aos

colaboradores como devem

ser as suas condutas dentro

e fora da empresa. “No meu

caso, que atuo na área comercial,

possuímos muitas

relações externamente e, por

conta disso, é extremamente

importante sabermos claramente

as regras e como a

empresa espera que seja a

nossa conduta nestas relações”.

Outro multiplicador, o coordenador

industrial, Matheus

Braz Menezes, disse que esta

ação consolida o trabalho que

a BSBIOS vem fazendo desde

a implantação do compliance.

“O envolvimento das lideranças

como multiplicadores,

principalmente das áreas

operacionais, é fundamental

para que as informações passadas

no treinamento cheguem

até os colaboradores

das fábricas. Agora é nossa a

responsabilidade de divulgar

e cobrar que todas as condutas

sejam estabelecidas dentro

da realidade de cada setor”,

falou Menezes.

Na oportunidade também foi

lançado o novo código de condutas

da BSBIOS, um documento

com diretrizes claras e

objetivas, elaborado com base

nas crenças e nos princípios

da empresa, bem como nas

legislações nacionais e internacionais,

deixando claro como

a BSBIOS espera que seus

profissionais se relacionem

com os colegas, acionistas,

parceiros, clientes, prestadores

de serviço, fornecedores,

concorrentes e a sociedade

em geral. Em breve todos os

colaboradores deverão receber

o novo código.

Outra novidade lançada com

o Programa Integridade

BSBIOS foi a implantação do

canal de denúncia da companhia.

O Denúncia BSBIOS

é independente, executado

por equipe externa que recepciona

todas as manifestações

e faz o devido encaminhamento

das denuncias

ao setor interno de compliance

da empresa. Esta ferramenta

está disponível 24

horas por dia para que qualquer

colaborador reporte

qualquer situação de inconformidade

que ocorra relacionada

à empresa.

Todas as condutas que violem

as matérias tratadas no Código

de Conduta, políticas e demais

normas internas da BSBIOS,

deverão ser imediatamente relatadas

no Canal Denúncia

BSBIOS, através do endereço:

www.conformidade.com.br/

denunciabsbios.

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DOIS

PONTOS

O Brasil pediu para a China

abrir uma cota de importação

de 3 milhões de toneladas de

açúcar, com tarifa menor,

para evitar uma demorada

disputa diante da Organização

Mundial do Comércio

(OMC). A proposta brasileira

apresentada a algumas semanas,

continua sem resposta

e se isso persistir, só

restará ao Brasil pedir um

“painel”, formalmente a OMC

Açúcar

contra a salvaguarda imposta

pela China sob o argumento

de proteger o produtor local,

o que praticamente impede a

entrada do produto brasileiro

em seu mercado. As exportações

brasileiras para a

China, que giravam em tor-no

de 2,5 milhões a 3 milhões

de toneladas de açúcar por

ano antes das barreiras criadas

pela China, caíram para

200 mil a 300 mil toneladas.

Mais etanol

Alguns modelos de previsão

climática indicam chuvas acima

do normal nos canaviais

da região Centro-Sul nos primeiros

meses da próxima

temporada, o que sugere produção

de mais etanol e menos

açúcar. A água mais morna no

Oceano Pacífico deve permitir

o avanço de chuvas do sul do

país para a região central no

período mais seco que se inicia

em maio, segundo a Somar

Meteorologia. Isso beneficiaria

o crescimento dos

canaviais prejudicados pelo

tempo seco em dezembro e

janeiro, mas provavelmente

reduziria os níveis de sacarose

e, portanto, de produtividade

da indústria na fabricação de

açúcar. Mas a projeção de

mais chuvas no período não é

consenso.

Bioeletricidade

A bioeletricidade fechou 2018 como a terceira fonte mais

importante na Oferta Interna de Energia Elétrica no país,

quase empatando com o gás natural. A oferta total foi estimada

em 632,1 TWh, um aumento de 1,3% sobre 2017.

A geração hídrica permanece na liderança com 67% do

total, seguida pelo gás natural com 8,5%. A fonte biomassa

gerou 52,5 TWh, incluindo a geração destinada ao

autoconsumo, representando 8,3% de toda a oferta interna.

No ano passado, do total de bioeletricidade ofertada

para a rede, 82% foram produzidos a partir da biomassa

disponível no setor sucroenergético brasileiro.

Estudos desenvolvidos pelo

Cepea/Esalq/USP, mostram que

as mulheres que atuam no

agronegócio tiveram aumento

real de 57% de 2004 a 2015.

Mas, apesar do crescimento,

elas ainda recebem remuneração

37% inferior à das mulheres

que atuam em outros setores

da economia e 27% menor

O Brasil está entre os 18 países

com mais perdas econômicas

decorrentes de desastres

climáticos. O ranking foi

apresentado pela organização

alemã Germanwatch, que

reúne dados climáticos e socioeconômicos

de 181 países.

Embora no ranking geral o país

figure longe do topo dos mais

vulneráveis ao clima, na 79ª

Subsídio

Mulheres

Os governos do Brasil e da

Austrália apresentaram formalmente

dia 27 de fevereiro

um pedido de consultas

na OMC para questionar

os subsídios ao setor de

açúcar na Índia. Para o governo

brasileiro, a recente

ampliação dos subsídios indianos

tem causado impactos

significativos no mercado

mundial de açúcar.

Segundo a Unica, somente

nesta última safra, a política

indiana foi responsável por

um prejuízo de mais de US$

1,2 bilhão aos produtores

brasileiros.

à dos homens do agronegócio.

Mesmo a mão de obra feminina

apresentando atributos que justifiquem

melhor rendimento, os

homens recebem salário maior.

A evolução positiva do ganho

passa, ainda, por regiões como

as do Sul e do Centro-Oeste,

onde se paga mais do que no

Norte e no Nordeste.

Mudanças climáticas

posição em 2017 e na 90ª posição

na média de 1998 para

cá, o Brasil alcança a 18ª posição

no ranking dos que mais

perdem economicamente com

as mudanças climáticas. As

perdas anuais passam de US$

1,7 bilhão (R$ 6,4 bilhões) ao

ano devido a eventos extremos

como tempestades e inundações,

na média dos últimos

Balanço

Pelo menos 25% das exportações

de etanol dos

americanos vieram para o

mercado brasileiro, 1,4

bilhão. Ao todo, as exportações

dos Estados Unidos

atingiram o recorde

de 6,45 bilhões de litros

em 2018.

Combustíveis

Após ficar praticamente estagnado

em 2018, com expansão

de 0,025%, o mercado

de combustíveis deve

retomar o crescimento em

2019 no Brasil, ficando um

pouco acima do PIB projetado

para o ano (2,48%),

segundo a Agência Nacional

do Petróleo, Gás Natural e

Biocombustíveis. A expectativa

é que o trabalho da ANP,

em busca de maior “transparência”

de preços no mercado,

colabore para o aumento

da demanda.

vinte anos. A situação pode ser

mais grave para o Brasil do

que o ranking sugere porque

os países africanos e o Brasil

estão sub-representados, pois

o ranking só calcula perdas diretas

e não inclui fenômenos

como a seca. Os extremos climáticos

se acentuaram muito

no Brasil nos últimos doze

anos.

Jornal Paraná 7


EVENTO

Missa abre safra na Nova Produtiva

Além de agradecer e pedir bênçãos para os trabalhos iniciados,

evento lembrou os 20 anos da cooperativa e o dia internacional da mulher

Cerca de 400 colaboradores,

cooperados,

fornecedores e

convidados da Cooperativa

Nova Produtiva, com

sede em Astorga, participaram,

no início de março, da

Santa Missa celebrada em

ação de graças pela abertura

da safra de cana-de-açúcar do

ano de 2019.

A cerimônia foi celebrada na

Indústria de Etanol pelo padre

da Paróquia São Sebastião, de

Astorga, agradecendo a Deus

e pedindo as bênçãos e a proteção

divina para a safra iniciada,

pelos 20 anos de existência

da Nova Produtiva e para

todas as mulheres, em comemoração

ao seu dia.

Ao final da celebração, o presidente

da Nova Produtiva, Tácito

Octaviano Barduzzi Júnior,

agradeceu a participação de

todos e destacou a importância

dos colaboradores para o alcance

dos objetivos da cooperativa

nesses 20 anos que se

passaram. Ele enfatizou o período

de mudanças que o país

está vivendo, assim como a

Nova Produtiva, que está se reestruturando

para comemorar

muitos outros anos ainda.

Em 2018, a Nova Produtiva

encerrou o ano com a moagem

de 750.000 toneladas de

cana-de-açúcar e a produção

de 63.000.000 de litros de

etanol. Para esta safra, a expectativa

é de que sejam esmagadas

800.000 toneladas

de cana e produzidos

67.000.000 de litros de etanol.

Barduzzi é reeleito presidente

Participaram cerca

de 400 pessoas

Também no dia 11 de fevereiro

último, nas dependências

da Associação dos Funcionários

em Astorga, a Cooperativa

Agroindustrial Nova

Produtiva realizou sua Assembleia

Geral Ordinária

(AGO 2019), com a participação

de cerca de 200 pessoas

entre autoridades, cooperados

e lideranças.

Foram apresentados o relatório

de gestão da diretoria executiva,

com uma síntese das

ações da cooperativa em

2018, o balanço financeiro,

os demonstrativos contábeis

e o plano de atividades para

2019. Dentre as decisões tomadas

estão também a eleição

e posse do novo conselho

de administração, para

um mandato de quatro anos,

e do conselho fiscal, para o

mandato de um ano.

Para o conselho de administração

foram reeleitos Tácito

Octaviano Barduzzi Júnior,

como diretor-presidente e

Waldenir Romani, diretor vicepresidente,

além dos demais

conselheiros: José Florêncio

Moreli, Osvaldo Luís Nicolino,

Carlos Eduardo do Prado Porto

e Paulo Afonso Furchini.

Já o conselho fiscal passou a

ter a seguinte composição:

Nilton Sérgio Mariusso, Silmar

Ângelo Borazio e Daniel Antônio

de Marchi, como membros

efetivos; e Odair Scarafiz,

Caetano Almir Castellani e

José Carlos Vieira, como

membros suplentes.

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